Espírito Santo
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SENAI
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CPM - Programa de Certificação de Pessoal de Manutenção
Mecânica
Procedimento de Segurança
e Higiene do Trabalho
Espírito Santo
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CST
4 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho - Mecânica
© SENAI - ES, 1996
Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão)
SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial
DAE - Divisão de Assistência às Empresas
Departamento Regional do Espírito Santo
Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES.
CEP 29045-401 - Caixa Postal 683
Telefone: (027) 325-0255
Telefax: (027) 227-9017
CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão
AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos
AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES.
CEP 29160-972
Telefone: (027) 348-1322
Telefax: (027) 348-1077
Espírito Santo
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Sumário
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Segurança e Higiene do Trabalho.......................................... 05
• Introdução ......................................................................... 05
Acidente do Trabalho ............................................................. 06
• Definição ........................................................................... 06
• Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado ............. 07
• Identificação das Causas do Acidente............................... 08
• Classificação do Acidente.................................................. 11
• Padrão Operacional........................................................... 12
Equipamento de Proteção...................................................... 13
• Introdução ......................................................................... 13
• Equipamento de Proteção Coletiva.................................... 13
• Equipamento de Proteção Individual ................................. 14
Riscos Ambientais.................................................................. 20
• Introdução ......................................................................... 20
• Classificação dos Riscos ................................................... 20
• Fatores que Colaboram para que os Produtos ou Agentes causem danos
à Saúde ............................................................................. 21
• Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo....... 22
• Riscos Químicos................................................................ 23
• Riscos Físicos.................................................................... 25
• Riscos Biológicos............................................................... 27
• Principais Medidas e Controle dos Riscos Ambientais....... 28
• Medidas Relativas ao ambiente......................................... 28
• Medidas Relativas ao pessoal ........................................... 30
Riscos de Eletricidade............................................................ 32
• Introdução ......................................................................... 32
• O que é Eletricidade .......................................................... 32
• Lei de OHM ....................................................................... 33
• Efeitos da Corrente Elétrica............................................... 34
• Principais Sintomas Causados pelo Choque ..................... 35
• Riscos Elétricos ................................................................. 36
• Cuidados nas Instalações Elétricas ................................... 37
• Medidas Preventivas em Instalações Elétricas .................. 38
• Aterramento Elétrico.......................................................... 39
Noções Básicas de Demarcações de Segurança ...................40
• Introdução ..........................................................................40
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• Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho.................40
Noções Básicas de Combate à Incêndio.................................48
• Princípios Básicos do Fogo ................................................48
• Condições Propícias para a Combustão.............................51
• Combustão.........................................................................55
• Combate à Incêndio ...........................................................65
• Tipos de Equipamentos para Combate à Incêndios ...........68
Primeiros Socorros..................................................................78
• Introdução ..........................................................................78
• Material necessário para Emergência.................................79
• Ferimentos .........................................................................80
• Hemorragias.......................................................................84
• Queimaduras......................................................................87
• Choque Elétrico..................................................................88
• Calor...................................................................................89
• Frio.....................................................................................91
• Estado de Choque..............................................................92
• Desmaios ...........................................................................93
• Convulsão ..........................................................................94
• Intoxicações e Envenenamentos ........................................95
• Corpos Estranhos...............................................................97
• Fraturas e Lesões de Articulação .......................................98
• Acidentes por Animais Peçonhentos ..................................100
• Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca.............................102
• Parada Respiratória - Respiração Artificial .........................104
• Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas.................106
Controle Ambiental..................................................................114
• Meio Ambiente....................................................................114
• Poluição..............................................................................114
• Controle Ambiental na CST ................................................117
• Padronização Ambiental.....................................................117
• Responsabilidade Ambiental ..............................................118
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Segurança e Higiene do Trabalho
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Introdução
É sabido que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega à
Prevenção, seja ela de acidentes do trabalho ou não.
A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com
técnicas de Prevenção de Acidentes, nem ao menos com a sua
necessidade. Assim, até o nosso ingresso no mercado de trabalho
e, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e, pior ainda,
da empresa em que trabalharemos, é que teremos o primeiro
contato com a Prevenção de Acidentes, isso, já na idade adulta!
Na verdade, embora de forma precária, a única vez em que
normalmente temos alguma noção de prevenção é no lar, através
da mãe, ao nos puxar a orelha, dar-nos umas palmadas por
alguma travessura, mas, incoerentemente, é, também, no próprio
lar que somos desafiados, pela primeira vez, a demonstrar
coragem, praticando o Ato Inseguro, juntamente, pelo próprio pai.
Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem de
aplicar recursos, investir em treinamento, em equipamentos e em
métodos de trabalho para incutir em seu pessoal o Espírito
Prevencionista e, através de técnicas e de sensibilização,
combater em seu meio o Acidentes do Trabalho que, conforme
tem sido demonstrado, atinge forte e danosamente a Qualidade,
a Produção e o Custo.
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8 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Acidente do Trabalho
Definição
O Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável,
instantânea ou não, que provoca lesão pessoal ou de que decorre
risco próximo ou remoto dessa lesão. Se tal ocorrência estiver
relacionada com o exercício do trabalho, estará, então,
caracterizado o Acidente de Trabalho. Trocando o conceito em
miúdos:
A ocorrência é imprevista por não ter um momento pré-
determinado (dia ou hora) para acontecer. É preciso distinguir
previsto/imprevisto de previsível/imprevisível.
O "previsto" significa programa, enquanto o "previsível" sugere
possibilidade. Assim, pode-se dizer que o acidente é previsível em
função de circunstâncias (uma escada de degraus defeituosos,
um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto é,
existe a possibilidade, clara, de ocorrer o acidente. No entanto, a
ocorrência não está prevista, por não estar programada.
O indesejável, é óbvio, é por não se querer o acidente. Daí, se
alguém, intencionalmente, joga, por exemplo, um alicate contra
outro e o atinge, caracteriza-se o acidente, apesar de o indivíduo
ter desejado atingir o outro. Isso se dá porque a ocorrência é
caracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claro
que ela não queria ser atacada.
O "instantânea ou não" faz a diferença entre o acidente típico,
como o conhecemos (queda, impacto sofrido, aprisionamento,
etc.) e a doença ocupacional ou do trabalho (asbestose,
saturnismo, silicose, etc.). Esclarecendo: o acidente propriamente
dito é a ocorrência que tem conseqüência (lesão) imediata em
relação ao momento da ocorrência (queda = fratura, luxação,
escoriações). A Doença Ocupacional é conseqüência mediata em
relação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo hoje,
saturnismo após algum tempo).
O acidente, não implica, necessariamente em lesão, podendo ficar
somente no risco de provocá-la (acidente sem vítima). Assim, a
queda de uma marreta, por exemplo, é o acidente que pode ser
com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém).
A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB
18 (Norma Brasileira n
o
18) focaliza o acidente sob os seguintes
aspectos:
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Tipo: Classifica o acidente quanto à sua espécie, como Impacto
de Pessoa Contra (que se aplica aos casos em que a lesão foi
produzida por impacto do acidentado contra um objeto parado,
exceto em casos de queda); Impacto Sofrido (o movimento é de
objeto); Queda com Diferença de Nível (ação da gravidade, com o
objeto de contato estando abaixo da superfície em que se
encontra o acidentado); Queda em Mesmo Nível (movimentado
devido à perda de equilíbrio, com o objeto de contato estando no
mesmo nível ou acima da superfície de apoio do acidentado);
Atrito ou Abrasão; Aprovisionamento, etc.
Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado
Sob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente do
trabalho apresenta fatores altamente negativos no que se refere
ao aspecto humano, social e econômico, cujas conseqüências se
constituem num forte argumento de apoio a qualquer ações de
controle e prevenção dos infortúnios ocasionais.
Aspecto Humano
Bastaria a consulta as estatísticas oficiais, que registram os
acidentes que prejudicam a integridade física do empregado, para
conhecimento do grande índice de pessoas incapacitadas para o
trabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como conseqüência a
desestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúnios
repercutem por tempo indeterminado.
Aspecto Social
Em referência a este aspecto, vamos analisar o acidente do
trabalho e suas conseqüências sociais, visando a estes dois
aspectos:
• o acidente do trabalho como efeito;
• o acidente do trabalho como causa.
Pode-se considerar o acidente do trabalho como efeito quando ele
resulta de uma ação imprudente ou de condições inadequadas,
isto é, quando ele resulta de uma inobservância das normas de
segurança; pode-se considerá-lo como causa quando se tem em
vista as conseqüências dele advindas.
Como se deduz, são imensuráveis, em termos de extensão e
proporção, as conseqüências dos acidentes do trabalho. Mas, o
importante diante de todos os aspectos que possam ser
apresentados, é que as pessoas se inteiram dessa realidade,
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10 Companhia Siderúrgica de Tubarão
interessando-se pela aplicação correta das medidas de prevenção
do acidente, para não se tornarem vítimas do mesmo.
Aspecto Econômico
Um dos fatores altamente negativos, resultante dos acidentes do
trabalho, é o prejuízo econômico cujas conseqüências atingem ao
empregado, a empresa, a sociedade e, em uma concepção mas
ampla, a própria nação.
Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e das
indenizações recebidas por ele ou por seus familiares através da
Previdência Social, no caso de acidentar-se, os prejuízos
econômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização não
lhe garante necessariamente o mesmo padrão de vida mantido
até então. E, dependendo do tipo de lesão sofrida, tais benefícios,
por melhores que sejam, não repararão uma invalidez ou a perda
de uma vida.
Na empresa, os prejuízos econômicos derivados dos acidentes
variam em função da importância que ela dedica à prevenção de
acidentes. A perda ainda que de alguns minutos de atividade no
trabalho traz prejuízo econômico, o mesmo acontecendo com a
danificação de máquinas, equipamentos, perda de materiais etc.
Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao acidente que atinge
o empregado, variando as proporções quanto ao tempo de
afastamento do mesmo, devido à gravidade da lesão.
As conseqüências podem ser, dentre outras: a paralisação do
trabalho por tempo indeterminado, devido à impossibilidade de
substituição do acidentado por um elemento treinado para aquele
tipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica negativa que
atinge os demais empregados e que interfere no rítmo normal do
trabalho, levando sempre a uma grande queda da produção.
Em termos gerais, esses são alguns fatores que muito contribuem
para os prejuízos econômicos tanto do empregado quanto da
empresa.
Identificação das Causas do Acidente
É fundamental que se entenda que a busca da causa de um
acidente não tem, absolutamente, o objetivo de punição, mas,
sim, o de encontrar a partir das causas, as medidas que
possibilitem impedir ocorrências semelhantes.
A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança
sangüínea) ou de meio-ambiente (cultura). Pode, também,
originar-se de falha pessoal. Clareando: a Hereditariedade,
processo de transmissão de características físicas e mentais dos
ascendentes (pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos,
netos, etc.), quando o ambiente é propício, manifesta-se sob a
forma de fobias, principalmente as claustrofobia ( medo de
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Departamento Regional do Espírito Santo 11
lugares fechados), acrofobia (medo de altura), etc., e de outras
formas. Tal manifestação interfere na formação do homem, dando
oportunidade ao afloramento das falhas pessoais (atitudes
impróprias, inadequadas, por exemplo: imprudência, negligência,
exibicionismo, insubordinação, etc.).
A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer Atos
Inseguros ou criar/permitir Condições Inseguras.
Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários
e no meio-ambiente da primeira infância do homem. As
características indesejáveis, herdadas (hereditariedade) ou
adquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falha
pessoal que, por sua vez, induz o homem a criar ou permitir a
condição insegura e/ou praticar o ato inseguro, que são as causas
aparentes do acidente que pode, ou não, resultar em lesão
pessoal.
Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admite
um novo empregado que terá a ocupação de escarfador. O
candidato selecionado é jovem e a CST é sua primeira empresa.
Até então, trabalhará no quiosque do pai, na praia de Camburi, o
dia todo, à vontade, de sunga, vez por outra tomando uma
aguinha de coco, enquanto inspecionava biquínis e similares. Pois
bem, esse rapaz começa a trabalhar na CST e, após treinamento,
se vê todo equipado para o trabalho; possivelmente, não se
adaptará, sentir-se-á agoniado, preso: A SITUAÇÃO É MUITO
DIFERENTE E A TENDÊNCIA É CHEGAR AO ACIDENTE.
Ato Inseguro
O Ato Inseguro é a desobediência a um procedimento seguro,
comumente aceito. Não é necessariamente a desobediência a
norma ou procedimento escrito, mas também àquelas normas de
conduta ditadas pelo bom senso, tacitamente aceitas. Na
caracterização do Ato Inseguro cabe a seguinte questão: nas
mesmas circunstâncias uma pessoa prudente agiria da mesma
maneira?
Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que oriente
para não se segurar, na palma da mão, um ferro elétrico
aquecido, porém, se alguém o fizer, estará cometendo um Ato
Inseguro.
O Ato Inseguro ocorre em três modalidades:
Omissão: A pessoa Não Faz o que deveria fazer.
Exemplo: Deixar de impedir equipamento.
Comissão: A pessoa faz o que Não Deveria Fazer
Exemplo: Operar equipamento sem estar capacitado e/ou
autorizado.
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12 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Variação: A pessoa faz algo De Modo Diferente do que deveria
fazer.
Exemplo: Para "encurtar caminho", salta da plataforma em lugar
de descer pela escada.
É claro que a "Omissão" implica em existência/conhecimento de
norma/procedimento específico. Quanto às "Comissão" e
"Variação", a desobediência pode ocorrer ao próprio bom senso,
não, necessariamente a normas/procedimentos/instruções.
Condição Insegura
A Condição Insegura são as condições de ambiente, cuja
correção não são da alçada do acidentado. A Condição Insegura
compreende máquinas, equipamentos, materiais, métodos de
trabalho e deficiência administrativa.
Para efeito de maior clareza, podemos classificar a condição
insegura em quatro classes:
Mecânica: máquina/ferramenta/equipamento defeituoso, sem
proteção, inadequado, etc.
Física: "Lay-out" (arrumação, passagens, espaço, acesso, etc.).
Ambiental: Ventilação, iluminação, poluição, ruído, etc.
Método: Procedimento de Trabalho inadequado, padrão
inexistente, processo perigoso, método arriscado, supervisão
deficiente, etc.
A Condição Insegura ocorre, também, em três modalidades, todas
elas, derivadas das posições de comando:
Negligência: (corresponde à omissão do Ato Inseguro): deixar de
fazer o que deve ser feito.
Exemplo: Deixar de reparar escada defeituosa. Permitir práticas
inseguras.
Imperícia: derivada da falta de conhecimento/experiência
específica. Mandar Fazer sem Estabelecer Procedimento
Exemplo: Não fixar padrão/procedimento de trabalho.
Imprudência: Mandar fazer de forma diferente do estabelecido.
Exemplo: Mandar improvisar ferramenta.
É importante frisar que a Condição Insegura e Ato Inseguro são a
causa final de um acidente, ou seja, a ação que deflagrou a
ocorrência, a "gota d'água" que fez transbordar o conteúdo do
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Departamento Regional do Espírito Santo 13
copo, mas outros fatores concorreram para a ocorrência e esses
fatores, "as causas de causa" precisam ser identificadas para a
prevenção. Daí, a importância de estudar as "Hereditariedade e
Meio-Ambiente" (muito difícil para a indústria comum) e as "Falhas
Pessoais", estas mais visíveis, a partir das convivência e
observação. Aliás, as convivência e observação precisam ser
valorizadas. A observação é tão importante que a sua negligência
tem o poder de alterar o Ato Inseguro para a Condição Insegura.
É verdade, a norma diz que se um ato inseguro vem sendo
cometido repetidas vezes, por tempo suficiente para ter sido
"observado" e "corrigido" e não é, deixa de ser Ato para ser
Condição Insegura, enquadrando-se como "Negligência" da
supervisão.
Classificação do Acidente
O acidente pessoal, em termos de gravidade da lesão que
provoca, é classificado de duas maneiras:
1º Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de
retornar ao trabalho, em suas funções, no dia imediato ao da
ocorrência, ele é dito Com Lesão, Com Afastamento, o
conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Mesmo que o
acidentado possa trabalhar, em suas funções, no dia seguinte
ao da ocorrência, a lesão pode ser classificada de "Com
Afastamento" (CPT), desde que dela resulte uma
incapacidade permanente, por exemplo, a perda de uma
falange (nó) de um dedo.
2º Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de
trabalhar no dia seguinte ao da ocorrência, temos o conhecido
SPT (Sem Perda de Tempo), oficialmente classificado de
Lesão Sem Afastamento.
É importante frisar que tal classificação se refere unicamente à
gravidade da lesão e do acidente. Podemos ter acidentes até
mesmo impessoais de alta gravidade.
Padrão Operacional
É o estabelecimento do método correto e, consequentemente,
seguro de execução do trabalho. Fundamentado no
conhecimento do trabalho, exige constante aperfeiçoamento,
adequando-se quanto ao como, onde, quando e com o que
fazer. O Padrão Operacional somente pode ser considerado se
estiver registrado (escrito), ser conhecido e estar ao alcance de
todos os envolvidos no trabalho. Seu ponto chave é o Detalhe, o
detalhe que não pode ser negligenciado ou esquecido, já que,
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CST
14 Companhia Siderúrgica de Tubarão
de imediato, a curto, médio ou longo prazos pode representar o
fracasso do trabalho, do seu trabalho.
Ninguém está mais capacitado que você para saber qual a melhor
maneira de executar o seu trabalho. Organizando a tarefa,
discutindo-a com seus colegas, aperfeiçoando-a sempre e
mantendo o seu registro, você chegará naturalmente ao Padrão
ideal quer requer constantes avaliações e adequações, obtidas
através de Análise de Riscos que é, em resumo, a ferramenta de
atualização do Padrão.
Lembre-se, o Padrão Operacional precisa ser registrado, escrito
e receber constantes adequações. O bom Padrão Operacional
não sobrevive sem retoques. Busque o Padrão junto ao seu
Gerente Supervisor, é ele o centralizador, o catalisador do
Padrão, você é o usuário, o gerador de aperfeiçoamento do
mesmo. Zele por ele que é seu melhor companheiro.
A IMPORTÂNCIA DO DETALHE:
"Pela falta de um cravo, a ferradura foi perdida;
Pela falta da ferradura, o cavalo foi perdido;
pela perda do cavalo, o cavaleiro se perdeu;
pela perda do cavaleiro, a batalha foi perdida,
pela perda da batalha, o reino foi perdido,
e tudo porque um cravo de ferradura foi perdido!"
Benjamim Frankilin
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Equipamentos de Proteção
Introdução
A CST, conforme Portaria 3.214 do MTb, NR4, é uma empresa
enquadrada no Grau de Risco 4 (risco elevado de acidentes) e
portanto, podem existir nos locais de trabalho, condições que
poderão acasionar danos à saúde ou à integridade física do
empregado. Estes riscos devem ser neutralizados ou eliminados
por meio da utilização dos equipamentos de proteção, que
oferecem:
Proteção Coletiva: beneficiam a todos os empregados
indistintamente.
Proteção Individual: protegem apenas a pessoa que utiliza o
equipamento.
Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados,
gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado
de conservação e funcionamento, nas seguintes
circunstâncias:
a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem
tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa
proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou
de doenças profissionais e do trabalho;
b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem
sendo implantadas;
c) Para atender situação de emergência.
Equipamento de Proteção Coletiva - EPC
São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria
fonte.
As proteções em furadeiras, serras, prensas; os sistemas de
isolamento de operações ruidosas; os exaustores de gases e
vapores; as barreiras de proteção; aterramentos elétricos; os
dispositivos de proteção em escadas, corredores, guindastes e
esteiras transportadoras são exemplos de proteção coletivas.
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CST
16 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Equipamento de Proteção Individual - EPI
Definição
O equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de
uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a
proteger a saúde e a integridade física do trabalhador.
Seleção do EPI
A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não
só dos equipamentos como, também, das condições em que o
trabalho é executado.
É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e,
principalmente, o grau de proteção que o equipamento deverá
proporcionar.
Características e Classificação dos EPI
Pode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte do
corpo que devem proteger:
Proteção da Cabeça
Capacete: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado e
de impacto contra objeto imóvel e somente estará completo e em
condições adequadas de uso se composto de:
*Casco: é o capacete propriamente dito;
*Carneira: armação plástica, semi-elástica, que
separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade
de absorver a energia do impacto;
*Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça.
O capacete de celeron se presta, também, à proteção contra
radiação térmica.
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Proteção dos Olhos
Óculos de segurança: Protegem os olhos de impacto de
materiais projetados e de impacto contra objetos imóveis. Os
óculos de segurança utilizados na CST são, comprovadamente,
muito eficazes quanto à proteção contra impactos.
Para a proteção contra aerodispersóides (poeira), a CST fornece
os óculos ampla visão, que envolvem totalmente a região ocular.
Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença de
aerodispersóides (poeira), a afetiva proteção dos olhos se obtém
com o uso dos dois EPI - óculos de segurança (óculos basculavel)
óculos ampla visão, ao mesmo tempo.
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Proteção Facial
Protetor facial: Protege todo o rosto de impacto de materiais
projetados e de calor radiante, podendo ser acoplado ao
capacete. É articulado e tem perfil côncavo e tamanho e altura
que permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído
em acrílico, alumínio ou tela de aço inox.
Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça
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18 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Capuz: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca)
de projeção de fagulhas, poeiras e similares. Para uso em
ambientes de alta temperatura, o capuz é equipado com filtros de
luz, permitindo proteção também contra queimaduras.
Proteção Respiratória
Máscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos,
asfixiantes e contra aerodispersóides (poeira). Elas protegem não
somente de envenenamento e asfixias, mas, também, da inalação
de substâncias que provocam doenças ocupacionais (silicose,
siderose, etc.).
Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com ou
sem alimentação de ar respirável.
Proteção de Membros Superiores
Protetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço,
inclusive o punho, contra impactos cortantes e perfurantes,
queimaduras, choque elétrico, abrasão e radiações ionizantes e
não ionizantes.
Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e
perfurantes, de calor, choques elétricos, abrasão e radiações
ionizantes.
Proteção Auditiva
Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora
exercida pelo ruído contra o aparelho auditivo. Existem em dois
tipos básicos:
*Tipo Plug (de borracha macia, espuma, de
poliuretano ou PVC), que é introduzido no canal
auditivo.
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*Tipo Concha, que cobre todo o aparelho auditivo e
protege também o sistema auxiliar de audição (ósseo).
O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que é
o som indesejável) a níveis compatíveis com a saúde auditiva.
Isso significa que, mesmo usando o protetor auricular, ouve-se o
som mais o ruído, sem que este afete o usuário.
Proteção do Tronco
Paletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações,
projeções de materiais particulados e de abrasão, calor radiante e
de frio.
Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros
inferiores - alguns modelos (tipo barbeiro) protegem também os
membros superiores - contra queimaduras, calor, radiante,
perfurações, projeção de materiais particulados, ambos permitindo
uma boa mobilidade ao usuário.
Proteção da Pele
Luva química: Creme que protege a pele, membros superiores,
contra a ação dos solventes, lubrificantes e outros produtos
agressivos.
Proteção dos Membros Inferiores
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Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos de
objetos que caem ou são projetados, impactos contra objetos
imóveis e contra perfurações. Por norma, somente é de
segurança o calçado que possui biqueira de aço para proteção
dos dedos.
Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas,
fagulhas, limalhas, etc., principalmente de materiais quentes.
Proteção Global Contra Quedas
Cinto de segurança: Cinturões anti-quedas que protegem o
homem nas atividades exercidas em locais com altura igual ou
superior a 2 (dois) metros, composto de cinturão, propriamente
dito, e de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço,
etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.
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Departamento Regional do Espírito Santo 21
Guarda e Conservação do EPI
Quando na troca de usuário
De um modo geral, os EPI devem ser limpos e desinfetados, cada
vez em que há troca de usuário.
Guarda do EPI
O empregado deve conservar o seu equipamento de proteção
individual e estar conscientizado de que, com a conservação, ele
estará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento.
Conservação do EPI
O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso.
Sempre que possível, a verificação e a limpeza destes
equipamentos devem ser confiados a uma pessoa habilitada para
esse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar desta
tarefa, desde que receba orientação para isso.
Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não
observância do uso de EPI. A eficácia de um EPI depende do uso
correto e constante no trabalho onde exista o risco.
Exigência Legal para Empresa e Empregado
O uso de equipamento de proteção individual, além da indicação
técnica para operações locais e empregados determinados, é
exigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V da
CLT, cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois
artigos, a saber:
"Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados,
gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao
risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento,
sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa
proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos
empregados."
"Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à
venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação
do Ministério do Trabalho - CA.
Por outro lado, a regulamentação de segurança e medicina do
trabalho em sua Norma Regulamentadora 1 - item 1.8, cuida
minuciosamente do Equipamento de Proteção Individual,
mencionando, entre outras coisas, as obrigações do empregado,
que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida pela empresa.
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22 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Riscos Ambientais
Introdução
Os ambientes de trabalho podem conter, dependendo da
atividade que neles é desenvolvida, um ou mais fatores ou
agentes que, dentro de certas condições, irão causar danos à
saúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscos
ambientais. Os riscos ambientais exigem a observação de certos
cuidados e a tomada de medidas corretivas nos ambientes, se
pretende evitar o aparecimento das chamadas doenças do
trabalho.
A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho do
Ministério do Trabalho na sua Norma Regulamentadora de nº 09,
contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais -
PPRA - que tem como objetivo de antecipação, identificação,
avaliação e controle de todos os fatores do ambiente de trabalho
que podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados.
Segue-se uma série de informações básicas relativas aos Riscos
Ambientais, com enumeração dos principais fatores, das
condições possíveis de risco para a saúde e das medidas gerais
para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho.
Classificação dos Riscos
Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos
químicos, riscos físicos e riscos biológicos.
Riscos Químicos
São representados por um grande número de substâncias que
podem contaminar o ambiente de trabalho.
Riscos Físicos
São representados por fatores do ambiente de trabalho que
podem causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o ruído
ou barulho, as radiações, o trabalho com pressões anormais, a
vibração e a má iluminação.
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Riscos Biológicos
São representados por uma variedade de microrganismos com os
quais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu tipo
de atividade, e que podem causar doenças.
Fatores que colaboram para que os Produtos ou Agentes
causem danos à Saúde
Nem todo produto ou agente, presente no ambiente, irá causar
obrigatoriamente um dano à saúde. Para que isso ocorra, é
preciso que haja uma inter-relação entre os fatores que serão
expostos a seguir:
O tempo de exposição
Quanto maior o tempo de exposição, de contato, maiores são as
possibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa.
A concentração do contaminante no ambiente
Quanto maiores as concentrações, maiores as chances de
aparecerem problemas.
O quanto a substância é tóxica
Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se comparadas
em relação a uma mesma concentração.
A forma em que o contaminante se encontra
Isto é, se em forma de gás, líquido ou neblina, ou poeira. Isto tem
relação com a forma de entrada do tóxico no organismo, como
será visto adiante.
A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias
Algumas substâncias só são capazes de entrar no organismo por
inalação ou, então, pela pele.
Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em
separado. Havendo dúvida quanto à existência ou não de perigo,
o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do Serviço
Especializado ou, ainda, o seu gerente.
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24 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo
Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem
penetrar no organismo humano:
Por inalação
Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver
uma substância nociva por inalação, isto é, pela respiração.
Por contato com a pele, ou via cutânea
A pele pode absorver certas substâncias se houver contato,
mesmo que por poucos instantes. Dessa forma, o tóxico pode
atingir o sangue e causar dano à saúde.
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Por ingestão
ou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontece
muito quando são comidos ou bebidos alimentos que estão
contaminados com quantidades não visíveis de substâncias
nocivas. É por essa razão que nunca se deve fazer as refeições
no próprio posto de trabalho. E, também, não se deve ir para o
refeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio
pessoal: lavar as mãos e rosto com sabão e bastante água.
Riscos Químicos
As substâncias químicas podem estar na forma de gases,
vapores, líquidos, fumos, poeiras e névoas ou neblinas. Por
exemplo:
Vapores
Emanados de solventes como o benzol, o toluol, "thinners" em
geral, desengraxantes como o tetracloreto de carbono, o
tricloroetileno.
Gases
Monóxido de carbono, gases dos processos industriais como o
gás sulfídrico.
Líquidos
Que podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica, ou
irritantes, causando doenças da pele. Muitos líquidos também
podem ser absorvidos pela pele, causando prejuízo à saúde.
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26 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Névoas ou neblinas
Nos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros processos,
onde se formam névoas ou neblinas de ácidos.
Fumos
Nos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos são
pequenas partículas de metal ou de seus compostos,
provenientes do banho que ficam suspensos no ar.
Poeiras ou pós
Pó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas no
jateamento de areia ou granalha de aço.
Principais Efeitos no Organismo
Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-se,
como principais, os seguintes:
Irritação
Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões, da pele.
Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontram
na forma de gás ou vapor, mas podem, também, estar no estado
líquido ou sólido. Exemplos: vapores de ácidos, a amônia
(amoníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelo
contato direto com líquidos ou poeiras, sendo exemplos os
solventes "thinners", e a poeira de caviúna.
Asfixia
Ou seja, falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido de
carbono (CO), gás carbônico (CO2), acetileno.
Anestesia
Isto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causando
estado de sonolência ou tonturas. Geralmente, as substâncias
anestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos: vapores
de éter etílico, acetona.
Intoxicação
Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a pele
ou ingestão acidental do tóxico, que pode estar na forma sólida,
líquida ou gasosa. Exemplos: benzol, toluol, tricloroetileno,
metanol, gasolina, inseticidas, fumos de chumbo, pó de chumbo
(nas tipografias).
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Pneumoconiose
Isto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a uma
alteração no pulmão da pessoa. As substâncias que causam esse
tipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: poeira de
sílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia, carepa
de fundição (areia), poeira de amianto ou asbesto, pós de
algodão.
Riscos Físicos
Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo aos
limites de excesso ou falta, podem tornar-se responsáveis por
variadas alterações na saúde do empregado.
Calor
O calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas, cerâmicas,
indústrias de vidro, etc. Quanto aos efeitos, sabe-se que o
organismo pode adaptar-se aos ambientes quentes, dentro de
certos limites. Quando há exposição excessiva ao calor, pode
ocorrer uma série de problemas, como câimbras, insolação ou
intermação, ou, ainda, uma afecção nos olhos chamada de
catarata.
Ruído ou barulho
Ocorre na indústria em geral, mas, principalmente, nas
tecelagens, estamparias, no rebarbamento por marteletes nas
fundições, etc. O ruído excessivo tem vários efeitos no ser
humano, variando de pessoa para pessoa, como a irritabilidade,
entre outros. Entretanto, seu efeito principal, comprovado quando
as pessoas são expostas a altos níveis de ruído por tempos
longos, é o dano à audição, que leva a vários graus de surdez.
Radiação infravermelho
É o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os mencionados
acima em "calor". Onde há corpos aquecidos, há calor radiante
que é emitido em todas as direções.
Radiação ultravioleta
É um tipo de radiação que está presente principalmente nas
seguintes operações: solda elétrica, fusão de metais a
temperatura muito alta, nas lâmpadas germicidas, nos geradores
de ozona. Seus efeitos são térmicos, causando queimaduras,
eritemas (vermelhidão) na pele, e, também, inflamação nos olhos
(conjuntivite). Os efeitos são retardados, aparecendo com maior
força 6 a 12 horas após a exposição.
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28 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Radiações ionizantes
Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de aparelhos
especiais. Exemplos: aparelhos de raio-x (quando indevidamente
utilizados), radiografias industriais de controle (gamagrafia). Os
efeitos das exposições descontroladas a radiações ionizantes, por
mau controle dos processos, são em geral sérios: anemia,
leucemia, certos tipos de câncer e efeitos que só aparecem nas
gerações seguintes (genéticos).
Trabalhos com pressões anormais
São os trabalhos em que o homem é submetido a pressões
diferentes da atmosférica, na qual vive normalmente. Esses
trabalhos exigem um controle rígido das operações,
principalmente na etapa de descompressão e volta à pressão
normal. Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho em
tubulações e caixões pneumáticos. Os efeitos são: problemas nas
articulações, desde dores até paralisia, e outros problemas mais
graves que podem ser fatais.
Vibrações
As vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinas
pesadas: tratores, escavadeiras, máquinas de terraplanagem, que
fazem vibrar o corpo inteiro, e nas ferramentas manuais
motorizadas que fazem vibrar as mãos, braços e ombros. Os
problemas provenientes das vibrações aparecem em geral após
longo tempo de exposição (vários anos). No caso de vibração do
corpo inteiro, podem aparecer dores na coluna, problemas nos
rins, enjôos (mal de mar); no caso de vibrações localizadas nas
mãos e braços, podem aparecer problemas circulatórios (má
circulação do sangue) e problemas nas articulações. O tempo
longo de exposição e fatores como o frio têm muita influência no
aparecimento desses problemas.
Má iluminação
A iluminação inadequadas nos locais de trabalho pode levar, além
de ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço, a uma
maior probabilidade de ocorrência de certos tipos de acidentes e a
uma redução da capacidade visual das pessoas, o que é um
efeito negativo muito importante em alguns tipos de trabalho que
exigem atenção e boa visão.
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Riscos Biológicos
São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que
podem trazer doenças de natureza moderada e, mesmo, grave.
Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo visíveis somente
ao microscópio. Exemplos: as bactérias, bacilos, vírus, fungos,
parasitas e outros.
Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes, seja em
decorrência de ferimentos e machucaduras, seja pela presença de
colegas doentes ou por contaminação alimentar.
Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre
outras, a infecção por tétano que pode até matar o
empregado.
Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os
micróbios que causam hepatite, tuberculose, micose
das unhas e da pele.
Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e
asseio, pode ocorrer contaminação das refeições,
tendo como possível conseqüência as diarréias.
Para prevenção, usam-se as seguintes medidas:
• vacinação;
• equipamento de proteção individual;
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30 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de
trabalho;
• controle médico permanente.
Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais
As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem
referir-se ao ambiente ou ao pessoal:
Medidas relativas ao ambiente
Substituição do produto tóxico
O produto tóxico pode ser substituído por outro produto menos
tóxico ou inofensivo. Esta é a medida ideal, desde que o substituto
tenha qualidades próximas às do original. Também, deve-se
tomar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo um
produto tóxico por outro menos tóxico mas altamente inflamável.
Exemplos de substituições corretas: benzeno substituído pelo
tolueno; substituição de tintas à base de chumbo por tintas à base
de zinco; jateamento com areia substituído por jateamento de
óxido de alumínio, etc.
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Departamento Regional do Espírito Santo 31
Mudança do processo ou equipamento
Certas modificações em processos ou equipamentos podem
reduzir muito os riscos ou, até, eliminá-los. Exemplos: pintura a
imersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formação
de vapores dos solventes); rebitagem substituída por solda
(menor barulho).
Enclausuramento ou confinamento
Consiste em isolar determinada operação do resto da área,
diminuindo assim o número de pessoas expostas ao risco.
Exemplos: cabine de jateamento de areia; enclausuramento de
uma máquina ruidosa.
Ventilação
Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de
formação do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga ar
limpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado. Exemplos:
nos tanques de solventes, nas operações com colas, nas
operações geradoras de poeiras, nos rebolos de rebarbamento de
peças fundidas.
Umidificação
Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou
diminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações,
feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde. Exemplos:
mistura de areias de fundição, varredura a úmido.
Segregação
Segregação quer dizer separação. Nesta medida de controle,
separa-se a operação ou equipamento do restante, seja no tempo
seja no espaço. Separar no tempo quer dizer fazer a operação
fora do horário normal do resto do pessoal; separar no espaço
significa colocar a operação a distância, longe dos demais. O
número de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aqueles
que devem ficar junto à operação irão receber proteção especial.
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32 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Boa manutenção e conservação
Rigorosamente, estas medidas não podem ser consideradas
formas específicas de prevenção de riscos. Entretanto, são
complementos de quaisquer outras medidas. Muitas vezes, a má
manutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Os
programas e cronogramas de manutenção devem ser seguidos à
risca, dentro dos prazos propostos pelos fabricantes dos
equipamentos. Exemplos: ruído excessivo em estruturas e
mancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaquecimento.
Ordem e limpeza
Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um
lugar-chave nos sistemas de proteção ambiental. O pó, em
bancadas, rodapés e pisos, que se deposita nas horas calmas,
pode rapidamente ser redispersado, no ar da sala, por correntes
de ar, movimento de pessoas ou funcionamento de equipamentos.
O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos é
importantíssimo, é primordial. A limpeza imediata de qualquer
derramamento de produtos tóxicos é importante medida de
controle. Para a limpeza de poeira, deve ser preferida a aspiração
a vácuo; nunca o pó deve ser soprado com bicos de ar
comprimido, para efeito de limpeza. É impossível manter um bom
programa de prevenção de riscos ambientais sem um
preocupação constante nos aspectos de ordem e limpeza.
Medidas relativas ao pessoal
Equipamento de Proteção Individual
O equipamento de proteção individual deve ser sempre
considerado como uma segunda linha de defesa, após serem
tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nas
situações onde não são eficientes medidas gerais e coletivas
relativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma de
proteção, aliada à limitação da exposição.
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Departamento Regional do Espírito Santo 33
O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimento
das suas limitações e vantagens, são aspectos que todo
empregado deve conhecer através de treinamento específico,
coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicina
do Trabalho.
Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência
do EPI, sob pena de o mesmo se tornar uma arma de dois gumes,
fornecendo ao empregado confiança numa proteção inexistente.
Limitação de exposição
A redução dos períodos de trabalho tornam-se importante medida
de controle onde e quando todas as outras forem impraticáveis
por motivos técnicos, locais (físicos) ou econômicos, não se
conseguindo reduzir ou eliminar o risco. Assim, a limitação da
exposição, dentro de critérios bem definidos tecnicamente, pode
tornar-se uma solução eficiente em muitos casos. Exemplos:
controle do tempo de exposição ao calor. às pressões anormais,
às radiações ionizantes.
Controle Médico
Exames médicos pré-admissionais e periódicos são medidas
fundamentais de caráter permanente, constituindo-se numa das
atividades principais dos serviços médicos da empresa. Uma boa
seleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas que
têm maior sensibilidade e que poderiam adquirir doenças
relacionadas com certas atividades. Os exames médicos
periódicos dos empregados possibilitam, além de um controle de
saúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de fatores que
podem levar a uma doença profissional, num estágio ainda inicial
e com pouca probabilidade de danos.
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34 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Riscos de Eletricidade
Introdução
A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando
muito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas e
equipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar em
casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores,
geladeiras, aquecedores etc.
A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica)
transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muito
conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères
(A) e watts (W).
A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se
fazer analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se ter
várias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde existe
tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionar
pequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores e
equipamentos e, mesmo, tensões maiores.
A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia com
a rede de água, é a vazão. A corrente depende da solicitação do
aparelho elétrico, assim como a vazão da torneira depende de
quando se abre a válvula.
A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P),
que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor).
Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica
(R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser
comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um
escoamento de fluido.
Mas, enquanto uma rede d'água não mata, quando se toca na
tubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode matar
pelo choque elétrico.
O que é Eletricidade
Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados
pela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumas
características da eletricidade.
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Lei de OHM
A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa
um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e
em proporção inversa à resistência do condutor.
SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE
V Corrente volts (V)
I Tensão ampères (A)
R Resistência Ohms (Ω)
Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R.
Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa
(110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica menor
será a corrente.
Exemplo:
V = 110 volts Para R = 10
I = 110/10 = 11 Ampères
V = 110 volts Para R = 20
I = 110/20 = 5,5 Ampères
Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessário
que passe pelo seu corpo uma determinada corrente e, conforme
o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente, ter-
se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente.
Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da
resistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo corpo
humano depende da resistência elétrica do mesmo.
A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos
fatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de pele,
os meios internos como vasos sangüíneos e sistema nervoso, tipo
de contato e condição da pele.
Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano,
sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de
valores, dependendo da espessura da pele no local, da umidade
da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir
valores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, varia
menos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente.
Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500 a
100.000 Ohms, em média.
Efeitos da Corrente Elétrica
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36 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar
acidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500
Ohms para o corpo humano, tem-se:
V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V
Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes
fatais em casos especiais de contato.
Intensidade
(miliampères)
Estado Possível
de Choque
Perturbações Possíveis Resultado Final
Provável
1 Normal Nenhuma Normal
1 a 3 Normal Pequena sensação
desagradável
Normal
3 a 9 Normal Sensação de choque
desagradável; contrações
musculares
Normal
9 a 20 Morte
aparente
Sensações dolorosas;
contrações musculares
violentas;
dificuldade de respirar;
perturbações circulatórias
Restabelecimento
ou Morte
20 a 100 Morte
aparente
Sensação insuportável;
contrações musculares
violentas;
asfixia;
perturbação circulatória;
desmaios.
Restabelecimento
ou Morte
acima de 100 Morte
aparente
Desmaios;
asfixia imediata;
fibrilação ventricular.
Morte
O tempo de contato com a corrente é muito importante na
gravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela anterior,
determinadas intensidades de corrente produzem contrações
musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que,
por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta a
recuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de
choque em que as contrações musculares levam à asfixia.
O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para
as conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar
uma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um processo de
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massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoa
que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada
com o processo de respiração artificial.
Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de corrente
elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelo
coração:
Principais Sintomas Causados pelo Choque
As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem
ser divididas em dois tipos; os que causam:
Choques que não causam lesões orgânicas
• Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas
elétricas de baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno,
sem causar danos, em que a vítima sente apenas um
formigamento no local de contato;
• Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo,
quando a pessoa atingida sofre uma violenta contração
muscular;
• Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta
contração muscular, sofre um estado de comoção que se
dissipa rapidamente;
• Os choques elétricos que, causando a contração dos músculos
das regiões próximas à do contato, levam a lesões profundas,
como queimadura no local e outros acidentes, por exemplo,
quedas.
Choques que causam lesões orgânicas:
A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente
devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:
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38 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao
choque elétrico os músculos respiratórios se contraem
violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo
levar à parada respiratória;
• Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de
uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram
num estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração
não execute a sua função de bombear sangue.
Riscos Elétricos
Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar um
acidente fatal em determinadas condições. Como a maioria das
instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais,
sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos.
Os principais tipos de riscos elétricos são:
• Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que
poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de
que estejam energizados.
• Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas
carcaças energizadas, devido a falha do isolamento interno da
sua fiação, poderão causar choques elétricos quando não
aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver
úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem calçados
apropriados.
Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma
diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso a
passagem de corrente elétrica através do seu corpo.
Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear
outros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que a
vítima, após o contato com partes energizadas da instalação em
lugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma queda,
se não estiver devidamente segura no local.
Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor
subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, a
corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele
pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em
deterioração, com conseqüente curto-circuito.
Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior
resistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação.
Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer com
que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que
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poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde se
armazenam inflamáveis.
Cuidados nas Instalações Elétricas
Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim:
• Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por
exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos
que possam ser tocados por pessoas. Em casos de
emergência, colocar placas de advertência de forma bem
visível com o nome do responsável;
• Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de
força expostos, com suas partes energizadas oferecendo riscos
de contato acidental;
• Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de
guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não
oferecem perigo;
• Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da
mesma de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir,
usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da ABNT;
• Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores
para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado,
queimando o fusível ou desligando o disjuntor, provocando o
corte do fornecimento de energia e com isso não danificando a
instalação elétrica e o equipamento;
• Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma
ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a
tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e
se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha,
provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou
danos na fiação elétrica;
• Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma
tomada de corrente;
• Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico;
• Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através
do detector de tensão;
• Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar
placas de advertência.
Medidas Preventivas em Instalações Elétricas
As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de
acidentes.
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40 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de
qualidade comprovada;
• Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais
qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no
país;
• Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de
conservação e manutenção;
• Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas,
mesmo as de baixa tensão;
• Usar somente fios com capacidade adequada para o
equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra
toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos
mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por
eletroduto (conduíte) rígido ou flexível;
• Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos
equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar
adequadamente máquinas e equipamentos;
• Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão,
colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com
barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada).
Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais
poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorros
forem postas imediatamente em prática, já que o tempo de
exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento
deste tipo de acidentes.
E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros
socorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelo
menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o
risco de choques elétricos é alto.
Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns
cuidados como, por exemplo:
• antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito
elétrico, com segurança e rapidez;
• não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar
o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes;
• verificar se o desligamento da corrente não causará uma
grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um meio
de ampará-la.
Passos a seguir na reanimação:
a) desligar imediatamente circuito;
b) mover o menos possível a vítima;
c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire
objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o
caso;
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Departamento Regional do Espírito Santo 41
d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do
Capítulo de Primeiros Socorros;
e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre
circulação;
f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca.
Aterramento Elétrico
O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar os
riscos:
Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos
elétricos e causado por processos industriais;
Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de
produtos inflamáveis e/ou explosivos.
Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente
utilizado com o propósito de oferecer segurança aos
equipamentos e às instalações elétricas.
O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de
equipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quer
como meio de proteção às instalações elétricas, quer como meio
de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos
dispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhas
aéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou,
então, a evitar a interferência que surge em equipamentos
eletrônicos devido à falta do aterramento elétrico.
Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem
observados na instalação não são tão críticos quanto aqueles
dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de choque
elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndios
e explosões.
A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de
controle dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é dada
pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do
Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações
e Serviços em Eletricidade".
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Noções Básicas de Demarcações de Segurança
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42 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Introdução
Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem
(aproximadamente 87% das sensações recebidas passam pelo
órgão da visão), e como em muito caso há necessidade de uma
rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização de
certos equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se
padronizar o uso das cores.
Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio,
localizar os equipamentos de combate ao fogo, com rapidez,
distinguir os dispositivos de parada de emergência de máquinas
ou notar suas partes perigosas.
O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite
distinguir cada elemento transportado em uma tubulação entre
diversas tubulações existentes dentro de uma empresa.
Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho
Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais
de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os
equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as
canalizações empregadas nas empresas para a condução de
líquidos e gases, e advertindo contra riscos.
Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos
ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos
existentes.
A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas
de prevenção de acidentes.
O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não
ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador.
As cores aqui adotadas serão as seguintes:
• Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura,
lilás, cinza, alumínio, marrom.
A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente
quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho,
será acompanhada dos sinais convencionais ou a identificação
por palavras.
Vermelho
O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar
equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Não
deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser de
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pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta
visibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta).
É empregado para identificar:
• Caixa de alarme de incêndio;
• Hidrantes;
• Bombas de incêndio;
• Sirene de alarme de incêndio;
• Extintores e sua localização;
• Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de
uso do extintor);
• Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada
no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho);
• Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de
água;
• Transporte com equipamentos de combate a incêndio;
• Portas de saídas de emergência;
• Rede de água para incêndio (SPRINKLERS);
• Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica).
A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de
advertência de perigo:
• Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de
construções e quaisquer outras obstruções temporárias;
• Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de
emergência.
Amarelo
Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gases
não liqüefeitos.
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44 Companhia Siderúrgica de Tubarão
O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!",
assinalando:
• Partes baixas de escadas portáteis;
• Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas
que apresentem risco;
• Espelhos de degraus de escadas;
• Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas
subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter
corrimões;
• Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham
verticalmente;
• Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de
carregamento;
• Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção;
• Paredes de fundo de corredores sem saída;
• Vigas colocadas à baixa altura;
• Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc;
• Equipamentos de transporte e manipulação de material tais
como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes,
vagonetes, reboques, etc;
• Fundos de letreiros e avisos de advertência;
• Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura
e equipamentos em que se possa esbarrar;
• Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas;
• Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto);
• Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco;
• Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras
pretas.
Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados
sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a
visibilidade da sinalização.
Branco
O branco será empregado em:
• Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas
(localização e largura);
• Direção e circulação, por meio de sinais;
• Localização e coletores de resíduos;
• Localização de bebedouros;
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• Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de
combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência;
• Áreas destinadas à armazenagem;
• Zonas de segurança.
Preto
O preto será empregado para indicar as canalizações de
inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.: óleo
lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.).
O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou
combinado a este quando condições especiais o exigirem.
Azul
O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu
emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de
equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço.
• Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem
localizadas nos pontos de comando, de partida, ou fontes de
energia dos equipamentos.
Será também empregado em:
• Canalizações de ar comprimido;
• Prevenção contra movimento acidental de qualquer
equipamento em manutenção;
• Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência.
Verde
O verde é a cor que caracteriza "segurança".
Deverá ser empregado para identificar:
• Canalizações de água;
• Caixas de equipamentos de socorro de urgência;
• Caixas contendo máscaras contra gases;
• Chuveiros de segurança;
• Macas;
• Fontes lavadoras de olhos;
• Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de
segurança, etc;
• Porta de entrada de salas de curativos de urgência;
• Localização de EPI; caixas contendo EPI;
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46 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• Emblemas de segurança;
• Dispositivos de segurança;
• Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica).
Laranja
O laranja deverá ser empregado para identificar:
• Canalizações contendo ácidos;
• Partes móveis de máquinas e equipamentos;
• Partes internas das guardas de máquinas que possam ser
removidas ou abertas;
• Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos;
• Faces externas de polias e engrenagens;
• Botões de arranque de segurança;
• Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas;
Púrpura
A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes
das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas
nucleares.
Deverá ser empregada a púrpura em:
• Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam
ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados
pela radioatividade;
• Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos
contaminados;
• Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais
e equipamentos contaminados;
• Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de
radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares.
Lilás
O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham
álcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a
identificação de lubrificantes.
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Cinza
Cinza Claro
O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em
vácuo.
Cinza Escuro
O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos.
Alumínio
O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases
liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.:
óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.).
Marrom
O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para
identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores.
Cores em Máquinas
O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou
verde.
Cores em Canalizações
As canalizações industriais, para condução de líquidos e gases,
deverão receber a aplicação de cores, em toda sua extensão, a
fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes.
Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser
diferenciada das demais.
Quando houver a necessidade de uma identificação mais
detalhada (concentração, temperatura, pressões, pureza, etc.), a
diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes,
aplicadas sobre a cor básica.
A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que
possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da
canalização.
Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores
básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado.
O sentido de transporte de fluido, quando necessário, será
indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor
básica da tubulação.
Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que as
canalizações.
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48 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Sinalização para Armazenamento de Substância Perigosas
O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir
padrões internacionais.
Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância
perigosa todo o material que seja, isoladamente ou não, corrosivo,
tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu manejo,
armazenamento, processamento, embalagem, transporte, possa
conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos,
ambiente de trabalho.
Símbolos para Identificação dos Recipientes na
Movimentação de Materiais
Na movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo,
aéreo e intermodal, deverão ser seguidas as normas técnicas
sobre simbologia vigentes no país.
Rotulagem Preventiva
A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá
ser feita segundo as normas constantes deste item.
Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas,
redigidas em termos simples e de fácil compreensão.
A linguagem deverá ser prática, não se baseando somente nas
propriedades inerentes a uma produto, mas dirigida de modo a
evitar os riscos resultantes do uso, manipulação e armazenagem
do produto.
Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substâncias
químicas, com propriedades que variem, em tipo ou grau
daquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulo
deverá destacar as propriedades perigosas do produto final.
Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos:
• Nome Técnico do Produto;
• Palavra de Advertência, designando o grau de risco;
• Indicações de Risco;
• Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas;
• Primeiros Socorros;
• Informações Para Médicos, em casos de acidentes;
• Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou
Vazamento, quando for o caso.
No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar o
seguinte procedimento:
Nome Técnico Completo
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O rótulo especificando a natureza do produto químico. Exemplo:
"Ácido Corrosivo", "Composto de Chumbo" etc. Em qualquer
situação a identificação deverá ser adequada, para permitir a
escolha do tratamento médico correto, no caso de acidente.
Palavra de Advertência
As palavras de advertência que devem ser usadas são:
"PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco.
"ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve.
Indicação de Risco
As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao
manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto.
Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se Absorvido
Através da Pele", etc.
Medidas Preventivas
Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas
para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados.
Exemplos: "Mantenha Afastado do Calor, Faíscas e Chamas
Abertas" e "Evite Inalar a Poeira".
Primeiros Socorros
Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada
do médico.
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50 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Noções Básicas de Combate à Incêndio
Princípios Básicos do Fogo
Para nossa própria segurança, devem-se conhecer os dois
aspectos fundamentais da proteção contra incêndio.
O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitar
que ocorra o fogo, utilizando certas medidas básicas, as quais
envolvem a necessidade de se conhecerem, entre outros itens:
a) as características do fogo;
b) as propriedades de risco dos materiais;
c) as causas de incêndios;
d) o estudo dos combustíveis.
Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio, é
importante que ele seja combatido de forma eficiente, para que
sejam minimizadas suas conseqüências. A fim de que esse
combate seja eficaz, deve-se, ainda:
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a) conhecer os agentes extintores;
b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios;
c) saber avaliar as características do incêndio, o que determinará
a melhor atitude a ser tomada.
Pode-se definir o fogo como a conseqüência de uma reação
química denominada combustão, que produz calor ou calor e luz.
Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no mínimo,
dois reagentes que, a partir da existência de uma circunstância
favorável, poderão combinar-se.
Os elementos essenciais do fogo são:
• combustível (carbono, hidrogênio)
• comburente (oxigênio);
• calor (energia de ativação).
Combustível
Em síntese, combustível é todo material, toda substância que
possui a propriedade de queimar, de entrar em combustão.
Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos:
• sólido (madeira, papel, tecidos, etc.);
• líquido (álcool, éter, gasolina, etc.);
• gasoso (acetileno, butano, propano, etc.).
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52 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Comburente
Normalmente, o oxigênio combina-se com o material combustível,
dando início à combustão.
O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% de
oxigênio.
Para demonstrar a importância do oxigênio na reação,
recomendamos a seguinte experiência:
1º acender uma vela;
2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de
vidro sobre a vela.
Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção do
fogo; isso porque o oxigênio existente no recipiente vai sendo
consumido na reação, até atingir uma quantidade insuficiente para
mantê-la.
Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosa
que contém o oxidante em concentração suficiente para que em
seu meio se desenvolva a reação de combustão".
Calor
É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para
iniciar a reação entre o combustível e o comburente, mantendo e
propagando a combustão, como a chama de um palito de
fósforos.
Note-se que o calor propicia:
a) elevação da temperatura;
b) aumento do volume dos corpos;
c) mudança no estado físico das substância.
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Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente já
serve como fonte de calor, como o magnésio, por exemplo.
Condições Propícias para a Combustão
Além dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de que
as condições em que esses elementos se apresentam sejam
propícias para o início da combustão.
Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma
lâmpada incandescente de 100 watts e, além disso, ela fuma,
haverá no ambiente:
Combustível: mesa, cadeira, papel, etc.;
Comburente: oxigênio presente na atmosfera;
Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo
cigarro acesso.
Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente,
só ocorrerá incêndio, se, por distração da pessoa que está
trabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar no cigarro
aceso.
Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este começará
a liberar vapores que, em contato com a fonte de calor (brasa do
cigarro), se combinará com o oxigênio do ar e entrará em
combustão.
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54 Companhia Siderúrgica de Tubarão
IMPORTANTE: Somente quando o combustível se apresentar sob
a forma de vapor (ou gás), ele poderá, normalmente, entrar em
ignição. Se esse combustível estiver no estado sólido ou líquido,
haverá necessidade de que seja aquecido, para que comece a
liberar vapores ou gases.
Esquematicamente, podem-se considerar vários casos:
aquecimento
a) sólido ----------------------------------> vapor
Exemplo: Papel
aquecimento aquecimento
b) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vapor
Exemplo: Parafina
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aquecimento
c) líquido ----------------------------------> vapor
Exemplo: Óleos combustíveis
d) gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão)
Exemplo: Acetileno
Quanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, em
porcentagens adequadas.
Para cada combustível haverá a necessidade da presença de uma
porcentagem mínima de oxigênio, a partir da qual a mistura
poderá entrar em combustão. A concentração de oxigênio abaixo
desse limite inviabiliza a combustão, pois a mistura combustível-
comburente estará muito "rica".
Reação em Cadeia
Toda reação química envolve troca de energia. Na combustão,
parte da energia desprendida é dissipada no ambiente,
provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; o restante
continua a aquecer o combustível, fornecendo a energia (fonte de
calor)) necessária para que o processo continue.
Didaticamente, representa-se a reação química da seguinte
forma:
COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ +
CALOR + FUMOS + GASES (vapor)
Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionada
com diversos fatores, tais como temperatura, umidade do ar,
características inerentes ao material combustível, forma física
desse material (sólido bruto ou particulado, líquido, etc.),
condições de ventilação aspectos que serão adiante analisados:
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56 Companhia Siderúrgica de Tubarão
ER - Energia das substâncias reagentes
EA - Energia de ativação
EI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reação
EP = Energia final dos produtos da reação
∆E1 = parte da energia desprendida que é reaproveitada no
processo, continuando a aquecer as substâncias reagentes;
∆E2 = parte da energia desprendida que é dissipada no ambiente.
Triângulo do Fogo
Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são,
portanto, o material combustível, o comburente e a fonte de
ignição ou fonte de calor. A representação gráfica desse conjunto
é tradicionalmente chamada de Triângulo do Fogo.
Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vai
depender da existência de energia suficiente para manter a
reação em cadeia.
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Combustão
A combinação dos três elementos do triângulo do fogo sob
condições propícias permite a ignição e a continuação das
reações químicas, as quais podem ser classificadas em:
• oxidação lenta,
• combustão simples,
• deflagração,
• detonação,
• explosão.
O parâmetro empregado para classificar as combustões é a
velocidade de propagação.
A velocidade de propagação é definida como a velocidade de
deslocamento da frente de reação, ou a velocidade de
deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos
produtos da reação) e a área ainda não atingida pela reação
(zona não destruída).
Classificação
Oxidação lenta - A energia despendida na reação é dissipada no
meio ambiente sem criar um aumento de temperatura na área
atingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre com a
ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica
amarelecido. A propagação ocorre lentamente, com velocidade
praticamente nula.
Combustão simples - Há percepção visual do deslocamento da
frente de reação, porém a velocidade de propagação é inferior a 1
metro por segundo (m/s). Os incêndios normais, como a
combustão de madeira, papel, algodão, são exemplos de
combustão simples, onde a energia desprendida na reação é
dissipada, indo parte para o ambiente e sendo parte utilizada para
manter a reação em cadeia, ativando a mistura combustível-
comburente.
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58 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Deflagração - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s,
mas inferior a 400 m/s. Surge o fenômeno de elevação da
pressão com valores limitados entre 1 e 10 vezes a pressão
inicial. Ocorre a deflagração com a pólvora, misturas de pós
combustíveis e vapores líquidos inflamáveis.
Detonação - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s.
Pela descontinuidade das ondas de pressão geradas, cria-se uma
onda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão inicial.
Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina, e, em
circunstâncias especiais, com mistura de gases e vapores em
espaços confinados.
Explosão - O termo pode ser aplicado genericamente aos
fenômenos onde o surgimento de ondas de pressão produzem
efeitos destrutivos, quando o ambiente onde ocorre a reação não
pode suportar a pressão gerada.
Comportamento do Combustível
Pelos efeitos possíveis de uma combustão em função da
velocidade de propagação, fica evidente a necessidade de se
conhecerem os fatores que influem na velocidade de propagação,
para que o técnico prevencionista possa calcular os riscos
oriundos de determinada mistura combustível-comburente.
Estado Físico
Para avaliação do risco de incêndio, o estado físico do
combustível é o primeiro aspecto a ser analisado:
Combustível sólido - em condições normais, o aquecimento de
um combustível no estado sólido provoca inicialmente a
vaporização da umidade, obtendo-se um resíduo sólido (carbono
fixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados compostos
gasosos que reagirão com o oxigênio em presença do calor, até
que seja consumida toda a matéria combustível.
Combustível líquido - a combustão dos líquidos, de composição
CN Hm, é decorrente de dois processos:
Teoria da Hidroxilização
Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, quando sob a
ação do oxigênio e do calor, em compostos hidroxilados (tipo
aldeído) de cadeia menor. A ação contínua do calor e do oxigênio
acaba por transformar estes compostos em espécies químicas
mais simples, como monóxido de carbono e hidrogênio, que
sofrerão nova combustão, produzindo, finalmente, dióxido de
carbono e água. Assim, a chama azul produzida no Bico de
Bunsem, indicativa de combustão de monóxido de carbono e
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Departamento Regional do Espírito Santo 59
hidrogênio, teria explicação através desta teoria, pois no interior
do Bico teríamos um gradiente de temperatura e a conseqüente
formação de compostos hidroxilados complexos.
Teoria do "Craking"
Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao serem
submetidos a um aquecimento brusco, cindem, produzindo
diretamente carbono e hidrogênio, que reagirão com o oxigênio,
resultando dióxido de carbono e água como produtos finais. Esta
teoria pode ser explicada através da queima de uma vela, pois a
parafina liqüefeita, ao se vaporizar no pavio, cinde diretamente em
carbono e hidrogênio, quando em contato com a chama. A
presença do carbono pode ser facilmente detectada por meio de
introdução de uma superfície fria no interior da chama, o que
implicará um deposito de fuligem (carbono) sobre aquela.
Convém notar que na prática, esses dois processos ocorrem
simultaneamente, com predominância de um ou outro,
dependendo do caso.
Combustível gasoso - em mistura com o oxigênio em proporções
adequadas pode entrar em combustão pela ação de um pequeno
arco voltaico, ou faísca gerada por atrito.
Pelas teorias apresentadas, conclui-se que o combustível sólido
ou líquido entra em combustão somente após a vaporização ou
produção de gás, a partir de sua decomposição, resultante da
ação do calor e do oxigênio.
No entanto, há substâncias que são excluídas da regra geral,
como o carvão vegetal e os metais piróforos, que, expostos ao
oxigênio, entram espontaneamente em combustão.
Temperatura
Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de
outros, em relação ao nível de combustibilidade. Por exemplo,
pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não
ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o
calor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente para
levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele
liberasse vapores combustíveis.
Cada material, dependendo da temperatura a que estiver
submetido, liberará maior ou menor quantidade de vapores. Para
melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis,
denominadas:
• ponto de fulgor;
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• ponto de combustão;
• temperatura de ignição.
Ponto de fulgor - É a temperatura mínima em que um
combustível começa a desprender vapores que, se entrarem em
contato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. Só
que as chamas não se mantém, não se sustentam, por não
existirem vapores suficientes. Se aquecermos pedaços de
madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, a certa
temperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapor
não pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo ponto
começarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se um
fósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas. Por aí,
nota-se que um combustível sólido (a madeira), a acerta
temperatura, desprende gases que se misturam ao oxigênio
(comburente) e que se inflamam em contacto com a chama do
fósforo aceso.
O fogo não continua porque os gases são insuficientes, formam-
se em pequena quantidade. O fenômeno observado indica o
"ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de 150ºC
(cento e cinqüenta grau centígrados). O ponto de fulgor varia de
combustível a combustível: para a gasolina ele é de -42ºC (menos
quarenta e dois graus centígrados); já para o asfalto é de 204ºC
(duzentos e quatro graus centígrados).
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Ponto de combustão - Na experiência da madeira, se o
aquecimento prosseguir, a quantidade de gás expelida do tubo
aumentará. Entrando em contato com a chama do fósforo,
ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo seja
retirado. A queima, portanto, não para. Foi atingido o "ponto de
combustão", isto é, a temperatura mínima a que esse combustível
sólido, a madeira, sendo aquecido, desprende gases que, em
contacto com fonte externa de calor, se incendeiam, mantendo-se
as chamas. No ponto de combustão, portanto, acontece um fato
diferente, ou seja, as chamas continuam.
Temperatura de ignição - Continuando o aquecimento da
madeira, os gases, naturalmente, continuarão se desprendendo.
Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com o
oxigênio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade da
chama do fósforo. Ocorre, então, um fato novo: não há mais
necessidade da fonte externa de calor. Os gases desprendidos do
combustível, apenas ao contato com o comburente, pegam fogo
e, evidentemente, mantêm-se em chamas. Foi atingida a
"temperatura de ignição", que é a temperatura mínima em que
gases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo simples
contacto com o oxigênio do ar. O etér atinge sua temperatura de
ignição a 180ºC (cento e oitenta graus centígrados) e o enxofre a
232ºC (duzentos e trinta e dois graus centígrados).
Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto
de combustão. Quando ela alcançar a temperatura de ignição,
bastará que seus gases entrem em contacto com o oxigênio para
pegar fogo, não havendo necessidade de chama ou de outra fonte
de calor para provocá-lo. Convém lembrar que, mesmo que o
combustível esteja no ponto de combustão, se não houver chama
ou outra fonte de calor não se verificará o fogo.
Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gases
combustíveis contêm grandes quantidades de carbono e/ou de
hidrogênio. Citamos como exemplo o gás propano, cujas
porcentagens em petracloreto de carbono, considerado não
combustível, tem aproximadamente, 82% de carbono e 18% de
hidrogênio. O tetracloreto de carbono, considerado não
combustível, tem aproximadamente, em peso, 8% de carbono e
92% de cloro.
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Ventilação
Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, mais
viva ela será, pois haverá renovação do ar com a entrada de mais
oxigênio, permitindo manter a reação em cadeia.
É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas
estejam em chamas, que não corra, pois, dessa forma, aumentará
a ventilação e, consequentemente, as chamas. A pessoa deve
deitar-se e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas.
Forma física
Quanto mais subdividido estiver o material, mais rapidamente
entrará em combustão. A figura mostra um exemplo clássico,
pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem do
que na madeira maciça, embora a composição seja a mesma.
Isso se deve a maior superfície de contato entre combustível e
comburente.
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Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de
dimensões diferentes.
Na figura seguinte a queima será muito mais rápida e intensa no
2º caso, embora a quantidade de líquido seja a mesma.
Comportamento do Comburente
Considerando genericamente a combustão como uma reação de
oxidação, a composição química das substâncias determinará o
grau de combustibilidade do material.
Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições, como
o cloreto de potássio. Outras podem funcionar como
comburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo cloro. Tais
casos são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma
complementação de conhecimentos.
Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao próprio
ar atmosférico que em sua composição, possui cerca de 21% de
oxigênio.
A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente, já pode haver
combustão com labaredas, e quanto maior a presença de
oxigênio, mais via será essa combustão.
Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%, não
haverá labaredas, e numa proporção ainda menor, praticamente
não haverá combustão.
Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipule
oxigênio puro (100%), deve ser feita uma análise de riscos mais
severa.
Na presença de gases combustíveis, como propano, butano,
metano, o limite inferior de concentração de oxigênio necessário
para a combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esse
limite está próximo a 5%.
Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser intensificadas.
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Fontes de Calor
As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas:
• a chama de um fósforo;
• a brasa de um cigarro aceso;
• uma lâmpada;
• a chama de um maçarico, etc.
A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material
combustível; é o caso da gasolina, cujo ponto de fulgor é de,
aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o ponto de
combustão é superior em apenas alguns graus, a uma
temperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização.
O calor pode atingir determinada área por condução, convecção
ou radiação.
Condução
A propagação do calor é feita de molécula para molécula do
corpo, por movimento vibratório. A taxa de condução do calor vai
depender basicamente da condutividade térmica do material, bem
como de sua superfície e espessura. É importante destacar a
necessidade da existência de um meio físico.
Convecção
É uma forma característica dos fluídos. Pelo aquecimento, as
moléculas expandem-se e tendem a elevar-se, criando correntes
ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às
moléculas mais frias. É um fenômeno bastante comum em
edifícios, pois através de aberturas, como janelas, poços de
elevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andares
superiores.
Radiação
É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente
emite radiações que vão atingir os corpos frios. O calor do sol é
transmitido por esse processo. São radiações de calor as que as
pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente.
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Classes de Incêndio
Os incêndios em seu início, são muito mais fáceis de serem
controlados e extintos. Quanto mais rápido for a ataque às
chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, de
eliminá-las. E a principal preocupação, no ataque, consiste em
desfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas que tipo de ataque
se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve ser
tentada? Como os incêndios são de diversos tipos, as soluções
serão diferentes e os equipamentos de combate também serão de
tipos diversos.
É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai
combater, para escolher o equipamento correto. Um erro na
escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as
chamas ou pode piorar a situação, aumentando as chamas,
espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos).
Os incêndios são divididos em quatro (4) classes:
Classe A - Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, como
tecidos, madeira, papel, fibras, etc., que têm a propriedade de
queimar em sua superfície e profundidade, e que deixam
resíduos.
Classe B - Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, como
óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc., que queimam
somente em sua superfície, não deixando resíduos.
Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados, como
motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc.
Classe D - Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, o
zircônio, o titânio, etc.
Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C)
são fogos de qualquer tipo de combustível em instalações
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66 Companhia Siderúrgica de Tubarão
elétricas o em suas proximidades. São classificados
separadamente pelo risco suplementar envolvido.
Atualmente, não são considerados como classe de incêndio pelas
normas de alguns países, exigindo-se apenas que substâncias
extintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas em
instalações elétricas.
Riscos Inerentes
A avaliação dos riscos deve considerar ainda características
inerentes a cada substância. As principais são:
Limite de Inflamabilidade ou Explosividade
São concentrações de vapor ou gás em ar, abaixo ou acima das
quais a propagação da chama não ocorre, quando em presença
de fonte de ignição. O limite inferior é a concentração mínima,
abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muito
pequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. O limite
superior é a concentração máxima acima da qual a quantidade de
vapor combustível é muito grande (mistura rica) para queimar ou
explodir).
Intervalo de Inflamabilidade ou Explosividade
É o intervalo entre os limites inferior e o superior de
inflamabilidade ou explosividade.
Densidade de Vapor ou Gás
É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou vapor
puro e o ar seco, nas mesmas condições de temperatura e
pressão.
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Combustão Expontânea
Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como os
metais piróforos ou pirofóricos, ao entrarem em contato com o
oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. Por um processo de
aquecimento espontâneo, ao atingir a sua temperatura de ignição,
entram em combustão.
Esse aquecimento, na maioria dos casos, processa-se
lentamente, como, por exemplo, em estopas embebidas em
graxa. O controle de elevação da temperatura e a armazenagem
em recipientes de segurança são medidas recomendadas.
Combate à Incêndio
Quando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os trabalhadores
devem estar preparados para o combate ao princípio de incêndio
o mais rápido possível, pois quanto mais tempo durar o incêndio,
maiores serão as conseqüências.
Para que o combate seja eficaz, é necessário que:
• existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade
suficiente e adequados ao tipo de material em combustão;
• o pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área,
saiba como usar esses equipamentos e possa avaliar a
capacidade de extinção.
Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, de combustão, de
oxidação; é um fenômeno químico, uma reação química, que
provoca alterações profundas na substância que se queima. Um
pedaço de papel ou madeira que se inflama transforma-se em
substância muito diferente.. O mesmo acontece com o óleo, com
a gasolina ou com um gás que pegue fogo.
A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode ser
lenta, como no caso da ferrugem. Trata-se de uma queima muito
lenta, sem chamas. Já na combustão de papel, há chamas, sendo
uma oxidação mais rápida. Na explosão do dinamite, a queima, a
oxidação, é instantânea e violenta. Chama-se oxidação porque é o
oxigênio que entra na transformação, ajudando na queima das
substâncias.
O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta
chamas e/ou brasas.
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Métodos de Extinção
Consideremos o triângulo do fogo:
Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão. Tem-
se aí uma indicação muito importante de como se pode acabar
com o fogo. Pode-se eliminar a substância que está sendo
queimada (esta é uma solução que nem sempre é possível).
Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento no ponto em
que ocorre a combustão e a queima. Pode-se, ainda, eliminar ou
afastar o comburente (o oxigênio) do lugar da queima, por
abafamento, introduzindo outro gás que não seja comburente.
O triângulo do fogo é como um tripé; eliminando-se uma das
pernas, acaba a sustentação, isto é, o fogo extingue-se.
De tudo isso, conclui-se que, impedindo-se a ligação dos pontos
do triângulo, ou seja, dos elementos essenciais, indispensáveis
para o fogo, este não surgirá, ou deixará de existir, se já tiver
começado.
Quando num poço de petróleo que está em chamas é provocada
uma explosão para combater o incêndio, o que se deseja é afastar
momentaneamente o oxigênio, que é o comburente, um dos
elementos do triângulo do fogo, para que o incêndio acabe, se
extinga.
Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se um
aviso de que é proibido fumar; com isso, pretende-se evitar a
formação do triângulo do fogo, isto é, combustível, comburente
e calor. O calor, neste caso, é a brasa do cigarro. Sem este calor,
o combustível e o comburente não poderão transformar-se em
fogo.
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Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação de
resfriamento ou abafamento, ou por uma união das duas ações.
Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material
incendiado a níveis inferiores ao do ponto de fulgor ou de
combustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá a
emissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo.
Ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pela
aplicação de um agente extintor que deslocará o ar da superfície
do material em combustão.
Dependendo do tipo de agente extintor, ou da forma como alguns
deles são empregados, outros efeitos podem ser conseguidos,
como a diluição de um líquido combustível em água ou a
interferência na reação química.
A retirada do material combustível (o que está queimando ou o
que esteja próximo) evita a propagação do incêndio, sem a
necessidade de se utilizar um agente extintor.
Agentes Extintores
São considerados agentes extintores, em virtude da sua atuação
sobre o fogo, conforme os métodos expostos anteriormente, as
seguintes substâncias:
• água;
• espuma;
• pó químico seco;
• gás carbônico;
• gases halogenados.
A água apresenta como característica principal a capacidade de
diminuir a temperatura dos materiais em combustão, agindo,
portanto, por resfriamento, quando utilizada sob a forma de jato.
Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergida
em gotículas, isto é, sob a forma de neblina.
A espuma pode ser química, quando resultante da mistura de
duas substâncias (p. ex., bicarbonato de sódio e sulfato de
alumínio, ambos em solução aquosa) ou mecânica (extrato
adicionado à água, com posterior agitação da solução para
formação da espuma). Sua ação principal é de abafamento,
criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio
(comburente).
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70 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico,
também conhecido por dióxido de carbono ou CO2. É mais
pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e
ventilados. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente
em locais abertos e ventilados.
O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por
abafamento; é preferível ao CO2 em locais abertos. Quando se
trata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", eles se
fundem em contato com o metal pirofórico, formando uma
"camada protetora" que isola o oxigênio, interrompendo a
combustão.
Tipos de Equipamento para Combate a Incêndios
Os mais utilizados são:
• extintores;
• hidrantes.
Tipos de Extintor
É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois para
cada classe de incêndio há um agente extintor mais indicado.
Extintor de espuma
Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: o
sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água.
A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro do
aparelho estão o bicarbonato de sódio e um agente estabilizador
de espuma, normalmente o alcaçuz; num cilindro menor, é
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carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duas
misturas vão encontrar-se, acontecendo a reação química.
O manejo do extintor de espuma é bastante simples:
• O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição
normal;
• Inverte a posição do extintor;
• Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o
fogo de classe B, dirigindo o jato para a parede do recipiente.
Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formada
pela reação rapidamente se dissolve, perdendo o seu efeito de
abafamento. Esse tipo de extintor é utilizado apenas em incêndios
classe A, denominando-se "carga líquida".
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72 Companhia Siderúrgica de Tubarão
No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de
50, 75, 100 e 150 litros. Embora simples, o extintor de espuma
necessita de uma série de cuidados para que, quando houver
necessidade, ele possa ser eficazmente usado:
• A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma
idônea. É um teste em que é usada a pressão da água para
verificação da resistência do extintor à pressão da água para
verificação da resistência do extintor à pressão que se forma
dentro dele, quando em uso;
• A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado
novamente;
• Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato
deverá ser desobstruído, ou desentupido, se for o caso.
É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitando
que, num fogo já dominado, recomece a ignição, ou seja, que
voltem as chamas.
Extintor de água
O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais:
Pressurizado
É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão,
que impulsiona a água, geralmente é o gás carbônico ou o
nitrogênio. Existem alguns a ar.
O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte
forma:
• O operador leva o extintor ao local do fogo;
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• Retira a trava ou o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua
base.
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74 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Pressurizar
Há uma ampola de gás e, uma vez aberto o registro da ampola, o
gás é liberado, pressionando a água. A ampola pode ser interna
ou externa ao cilindro que contém a água.
Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém devem
ser tomados os seguintes cuidados:
• Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos;
• Anualmente, deve ser descarregado.
São fornecidos extintores portáteis ou em carretas.
O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado da
seguinte forma:
• O operador leva o extintor ao local do fogo;
• Abre o cilindro de gás;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua
base.
Extintor de gás carbônico (CO2)
O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61
atmosferas.
Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um tubo
sifão, indo até o difusor, onde é expelido na forma de nuvem.
Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser
pesado a cada 3 (três) meses, e toda vez que houver perda de
mais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado e
recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de 6
(seis) meses para a pesagem).
Como não deixa resíduos, é ideal para equipamentos elétricos
comuns. São fornecidos extintores portáteis de 1 kg até carretas
de 50 kg ou mais.
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Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador:
• Leva o extintor ao local do fogo;
• Retira o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida.
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76 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Extintor de pó químico seco
Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve
umidade) e um agente propulsor que fornece a pressão, que pode
ser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido para uso manual
ou em carretas, e pode ser sob pressão permanente (pó químico
seco pressurizado) ou com pressão injetada (pó químico seco a
pressurizar).
Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico,
tendo seu controle feito pelo manômetro e, quando a pressão
baixa, devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto,
aos extintores de água.
Os extintores de pó químico seco devem ser operados da
seguinte forma:
Pressurizado
• O operador leva o extintor ao local do fogo;
• Retira a trava ou o pino de segurança;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de
cobrir a área atingida.
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Departamento Regional do Espírito Santo 77
A pressurizar
• O operador leva o extintor ao local do fogo;
• Abre o cilindro de gás;
• Empunha a mangueira;
• Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de
cobrir a área atingida.
Há outros tipos de extintores de pó químico seco, que podem ser
utilizados com eficiência nos incêndios classe A. São chamados
extintores de pó tipo ABC ou Monex.
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78 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Utilização de Extintores
Tipo de Extintor
Classe de Incêndio Água Espuma CO2
Pó Químico
Seco
"A"
Papel
Madeira
Tecidos
Fibras
Sim Sim Não Não
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Departamento Regional do Espírito Santo 79
"B"
Óleo
Gasolina
Graxa
Tinta
GLP
Não Sim Sim Sim
"C"
Equipamentos
Elétricos
Energizados
Não Não Sim Sim
"D"
Magnésio
Zircônio
Titânio
Não Não Não
Sim
Obs: um pó
químico
especial
NOTA: Variante para classe "D": usar o método de abafamento
por meio de areia seca ou limalha de ferro fundido.
* Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a
forma de neblina.
** Pode ser usado em seu início.
*** Existem pós químicos especiais (tipo ABC)
Hidrantes
As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações de
água com reservatórios apropriados - normalmente têm direito a
descontos na tarifa de seguro-incêndio. Para tanto, devem estar
enquadrados nas especificações do IRB (Instituto de Resseguros
do Brasil) e posteriores recomendações da Susep.
Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da
empresa por meio de dois jatos simultâneos, dentro de uma raio
de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do jato).
Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das
mangueiras (30 m ou 15 m), devem-se escolher requintes que
possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de
neblina (requinte tipo universal).
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80 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Primeiros Socorros
Introdução
Na área de prevenção de acidentes, deve haver a concentração
de esforços de uma equipe de profissionais especializados, assim
como de empresário, empregados e leigos. Com o
desenvolvimento, a complexidade das tarefas, o aumento da
mecanização, o perigo se torna cada vez mais presente e
iminente, o que requer providências urgentes no sentido de evitar
a ocorrência de fatos catastróficos.
Entretanto é praticamente impossível anulá-los. Dai a necessidade
de conhecimentos de Primeiros Socorros nos acidentes do
trabalho que, nestas circunstâncias, desempenha um papel
preventivo do agravamento do mal ocorrido.
Por definição, Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que
devem ser dispensados à pessoa, vítima de acidente ou mal
súbito. Via de regra, os Primeiros Socorros serão prestados no
local da ocorrência, até a chegada de um médico, e se destinam a
salvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de
que a vítima está acometida.
Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros,
conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Sem
ficar na dúvida, a primeira providência é controlar-se a si mesmo,
porém o controle de outras pessoas é igualmente importante.
A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a
provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem
enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Se
não se diz nada, aumentar-se-á com isto o medo e a ansiedade,
mas, se se falar demasiado, poder-se-á provocar um alarme e
uma situação de desespero desnecessária. As ações falam mais
alto que as palavras.
O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação
de encontrar-se em boas mãos, e que a pessoa que o está
atendendo não se encontra alterada. A prática de emergência
simuladas ajudará a realizar manobras corretas, serenas, suaves
e seguras.
Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial, devido aos
perigos ou processos implicados, entretanto, ainda assim, serão
aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros.
Material necessário para Emergência
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Departamento Regional do Espírito Santo 81
Instrumento
Termômetro;
Tesoura.
Material para curativo
Algodão hidrófilo;
Gaze esterilizada;
Esparadrapo;
Ataduras de crepe;
Band-Aid.
Anti-sépticos
Solução de ido;
Solução de temerosal;
Água oxigenada, 10 volumes;
Álcool;
Água boricada.
Medicamentos (a critério médico)
Analgésicos em gotas e em comprimidos;
Colírio neutro;
Sal de cozinha;
Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa
Soro fisiológico.
Outros
Conta-gotas;
Copos de papel.
Espírito Santo
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82 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Ferimentos
Toda vez que um agente traumático, como faca, prego ou um
golpe forte, entra em contato com a pele, produzindo rotura,
teremos a ocorrência de um ferimento. Se houver lesão apenas
das camadas superficiais da pele, diremos que houve apenas
uma escoriação local, porém se o trauma rompe todas as
camadas da pele, teremos uma ferida.
Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que é
a perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido ao
rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo da
quantidade, poderá ser fatal.
O ferimento é lesão das mais freqüentes e, na indústria, pode
ocorrer pelos mais variados motivos, entre os quais batidas em
ferramentas, máquinas, mesas, quedas, acontecendo também no
trajeto residência-empresa-residência.
Ferimentos leves, superficiais e com hemorragia moderada
Conduta:
• lavar as mãos com água e sabão, antes de fazer o curativo;
• lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local
eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc;
• passar um anti-séptico, se houver;
• cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e
esparadrapo, não deixando o ferimento descoberto;
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
tratamentos precisos.
Ferimentos profundos, extensos e com hemorragia nos
membros
Conduta
a) estancar a hemorragia da seguinte maneira:
• manter o membro atingido em elevação e comprimir o local
com gaze esterilizada ou pano limpo, até parar a hemorragia;
Espírito Santo
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• se compressão não for suficiente para estancar a hemorragia,
aplicar o torniquete, da seguinte maneira:
− enrolar no membro uma tira de pano largo,
aproximadamente 5 cm acima do ferimento (não usar fios,
barbantes ou corda no lugar do pano);
− fazer um meio nó;
− colocar um pedaço de madeira no meio do nó;
− completar o nó acima da madeira;
− torcer a madeira até parar o sangramento, sem no entanto,
apertar demais;
− desapertar o torniquete a cada 10 minutos. É importante
marcar no relógio o início da compressão, para saber
quando desapertar;
− o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido
de 10 minutos, quando notarmos que as extremidades dos
dedos estão arroxeadas ou frias.
Estes procedimentos estão ilustrados a seguir:
− Passe a tira ao redor do braço ou da perna;
− Dê um meio nó;
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84 Companhia Siderúrgica de Tubarão
− Coloque um pedaço de madeira (lápis, caneta, etc.);
− Dê um nó completo no pano, sobre a vareta;
− Aperte o torniquete fazendo girar a vareta;
− Fixe a vareta com as pontas do pano.
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Departamento Regional do Espírito Santo 85
b) lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo;
c) lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local
eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.;
d) passar um anti-séptico, se houver;
e) cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo;
f) encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela
necessidade de tratamento.
Ferimentos com exposição de órgãos internos
Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e
profundo. quando isso acontece, através da ferida, podemos ver
os órgãos internos como os músculos, tendões, ossos, pulmões,
intestinos, etc.
Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãos
poderão inclusive sair pela ferida. Nesse caso, não se deve tentar
colocar órgãos afetados no lugar.
São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se faz
urgente, chamando-se assistência médica e observando-se sinais
vitais (pulso, batimentos cardíacos, respiração, etc.;).
Conduta
• passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos
órgãos expostos;
• cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizadas,
molhadas, com água oxigenada, sem, no entanto, tentar
recolocar no lugar os órgãos expostos;
• prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, sem
apertar.
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86 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Ferimentos na cabeça
Numa queda, tombo, ou cai sobre a cabeça um objeto pesado,
pode ocorrer ferimento do crânio, assim como uma hemorragia
intensa.
Não acontecendo a hemorragia, pode o acidentado ficar
desmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local do
choque traumático um hematoma, também conhecido como
"galo".
O que fazer:
• deitar a vítima de costas, sem travesseiro;
• afrouxar todas as roupas;
• ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em ferimentos
hemorrágicos, comprimido bem o curativo.
Hemorragias
Hemorragia é a perda de sangue através de ferimentos e
cavidades naturais como nariz, boca, etc.; pode ser também
interna, resultante de um traumatismo.
Hemorragia nasal
Pode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas ou
então provocada choque traumático.
O que fazer:
• sentar a vítima em uma cadeira, acalmando-a;
• comprimir a narina sangrante com os dedos;
• usar um chumaço de algodão tapando a narina sangrante;
• colocar compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e na
fronte.
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Hemorragia por tosse
Em ambientes onde existam muitas poeiras, podem acontecer
crises de tosse. Em algumas crises, a tosse é acompanhada de
escarro, e este de sangue. Neste caso, está acontecendo algum
problema pulmonar.
O que fazer:
• sentar a vítima, acalmando-a;
• deixar tossir à vontade, evitar com que a vítima fale e não dar
líquidos para beber;
• procurar a assistência médica imediatamente, para a
orientação adequada.
Hemorragia digestiva
Acontece nas pessoas que ingerem produtos químicos corrosivos,
por acidente, ou é provocada por alguma doença no estômago.
O que fazer:
• deitar imediatamente a pessoa, acalmando-a;
• afrouxar todas as roupas;
• colocar uma bolsa de gelo na região do estômago;
• dar pequenas quantidades de água, mas não outras bebidas;
• deixar vomitar à vontade, colocando a vítima de lado para que
não aspire o vômito;
• chamar a assistência médica imediatamente, para orientação
adequada.
Hemorragia interna
Uma colisão, um choque com objeto pesado pode acarretar ao
trabalho, muitas vezes, uma hemorragia interna. A hemorragia se
traduz pelo rompimento de vasos (veias ou artérias) internamente,
ou de órgãos importantes como o fígado ou baço.
Como não vemos o sangramento, temos que prestar atenção a
alguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminhar
ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque.
Espírito Santo
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88 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Pulsação
Temos em nosso corpo vários pontos onde podemos sentir a
pulsação. Colocando dois dedos (o indicador e o médio),
conforme figura 2 (pulso radial) ou figura 1 (pulso carotídeo ou
fumeral), podemos notar, nesses casos, se o pulso está fraco ou
acelerado.
Pele
Está fria, com bastante suor. Apresenta-se pálida, e as mucosas
dos olhos e da boca estão brancas.
Estando consciente, sentirá o acidentado muita sede e tonturas e,
com o tempo, poderá ir ao estado de choque clínico.
Mãos e dedos
Ficam arroxeados pela diminuição da irrigação sangüínea
provocada pela hemorragia.
O que fazer:
• observar rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca e
respiratória;
• deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o
do corpo, mantendo-o mais imóvel possível;
• colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do
traumatismo.
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Queimaduras
Queimaduras é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação do
calor sobre o corpo do empregado.
Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicos
elétricos. Temos como exemplos:
• contato com metais incandescentes;
• contato direto com o fogo;
• vapores quentes ou líquidos ferventes;
• substâncias químicas como ácidos em geral, soda cáustica,
potassa cáustica, etc.;
• contato elétrico;
• radiação infravermelhas e ultravioletas emanadas por fornos
industriais.
Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a sua
ocorrência na indústria se dá potencialmente em qualquer
atividades, variando em função das condições de trabalho.
Classificação da queimaduras
Quanto à profundidade
1º grau - quando a lesão é superficial, provocando apenas a
vermelhidão da pele, sem formar bolhas.
2º grau - quando provoca a formação de bolhas e apresenta
restos da pele queimada soltos.
3º grau - além da formação de bolhas, atinge os músculos e a
camada interna do corpo.
Quanto à extensão
É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada.
Quanto maior a extensão da queimadura, maior é o risco que
corre o empregado. Uma queimadura de 1º grau que abranja uma
vasta extensão será considerada de muita gravidade.
Procedimento em Queimaduras
Agentes Químicos
Retirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância química
pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele.
Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria.
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90 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Fogo, Metais Incandescentes, Líquidos Ferventes e Vapores
Apagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-se
o cuidado para não atingir os olhos. Pode-se abafar com cobertor
ou rolar o acidentado no chão. No caso de metais incandescentes,
líquidos ferventes e vapores, afastar o acidentado desses
agentes.
Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria.
Eletricidade
Tirar a vítima do contato elétrico, com toda a precaução
necessária, desligando-se a energia.
Por Radiação Infravermelha e Ultravioleta (solar)
Afastar o acidentado da fonte de calor radiante
O Uso de Pomadas, Líquidos e Cremes
Existem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes para
queimaduras. Elas poderão ser utilizadas, mas somente em
queimaduras de 1º grau, com orientação médica. Nas de 2º e
3º graus, estão formalmente contra-indicadas.
O que fazer:
• retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário,
usar uma tesoura para cortá-la;
• lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se
houver), do centro para fora, com cuidado, para não perfurar as
bolhas;
• dar de beber água, se a vítima estiver consciente;
• cobrir, sem tocar com as mãos, a região com gaze esterilizada
(se houver) ou com pano limpo;
• encaminhar logo à assistência médica, para tratamento.
Choque Elétrico
A eletricidade pode produzir inúmeros acidentes, muitos dos quais
mortais.
Quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa por
seu corpo e as conseqüências podem ser mais ou menos graves,
dependendo da intensidade da corrente elétrica, resistência e
voltagem.
Na indústria, encontramos esse acidente quando há falta de
segurança em eletricidade como: fios descascados, falta de
aterramento elétrico, ferramentas portáteis, parte elétrica de um
motor que, por defeito, está em contato com sua carcaça, etc.
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O que fazer:
• antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica,
desligando a chave geral de força, retirando os fusíveis da
instalação ou puxando o fio da tomada;
• se o item anterior não for possível, usar luvas de borracha
grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos e afastar
da vítima o fio ou aparelho elétrico:
• se o acidente ocorrer ao ar livre, afastar o fio da vítima com o
auxílio de uma vara comprida e seca ou um galho de árvore
seco, fazendo esta operação com todo o cuidado para não
encostar no fio;
• se o choque foi leve, seguir os itens do Estados de Choque;
• se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou
respiratória, fazer as manobras de reanimação conforme
Parada Cardíaca e Para Respiratória;
• se houver queimaduras, proceder conforme Queimaduras;
• encaminhar ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento
preciosos.
Calor
O empregado que exerce a sua atividade em ambientes cuja
temperatura é alta está sujeito a uma série de alteração em seu
organismo, com graves consequências à sua saúde.
São ambientes onde, geralmente, existem fornos, forjas,
caldeiras, fundições, etc.
Os transtornos térmicos mais comuns são:
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92 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• problemas circulatório;
• anidrose (deficiência de suor).
O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação e
geralmente acontece com indivíduos inaptos ao ambiente. A
pessoa sente cansaço, náuseas, calafrios e apresenta respiração
superficial e irregular, palidez ou tonalidade azulada no rosto,
temperatura do corpo elevada, pele úmida e fria, diminuição da
pressão arterial.
O que fazer
• retirar a vítima do ambiente de trabalho, onde esteja exposta
ao calor;
• deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo;
• afrouxar a roupa da vítima;
• se estiver consciente, dar de beber água fresca, em pequena
quantidade;
• levar imediatamente ao atendimento médico, para tratamento.
A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte da
superfície corpórea não transpira. A vítima sente a pela seca,
vermelha e quente. Apresenta pulsação rápida, dificuldade
respiratória, náuseas, vômitos, convulsão, desmaios, temperatura
do corpo elevada, podendo chegar até a morte.
O que fazer
• levar a vítima a um lugar arejado e fresco, despir suas roupas e
colocar sua cabeça sobre um travesseiro;
• banhar o corpo da vítima com água fria;
• envolver a vítima com lençol úmido;
• se a vítima estiver consciente, dar líquidos para ela tomar, mas
nunca bebidas alcoólicas ou estimulantes como café, chá, etc.;
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
diagnóstico e tratamento preciosos.
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Frio
Temos acidentes por frio nas empresas que trabalham com
industrialização de alimentos congelados, armazenamento de
alimentos e medicamentos que necessitam de temperaturas
baixas.
O equipamento de proteção individual; que serve isolar do frio,
pode causar dificuldades na movimentação, quer para segurar
objetos, quer porque a visão fica prejudicada. As luvas e as botas,
com a umidade, podem congelar as mãos e pés. Isso tudo pode
levar a acidentes do trabalho, como quedas, derrubada de
materiais, congelamento das mãos e dos pés, desmaios, etc.
No caso de congelamento dos pés ou das mãos
O que fazer
• levar a pessoa a um lugar aquecido, mantendo-a deitada;
• tirar imediatamente as botas, meias e luvas;
• aquecer as partes congeladas com água quente (não fervente)
ou panos molhados com água quente, realizando massagens
delicadas para ativar a circulação nas partes próximas do
membro congelado;
• dar bebidas quentes, como café ou chá (nunca bebidas
alcoólicas);
• pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos, para
ajudar a recuperação da circulação (nunca massagear a parte
congelada).
No caso de desmaios em ambientes frios
O que fazer:
• retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho;
• retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado
com as mesmas roupas).
• cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna;
• fornecer bebidas quentes como chá ou café, se estiver
consciente, nunca bebidas alcoólicas;
• observar sinais vitais (pulso, respiração, batimentos cardíacos,
etc.);
• levar imediatamente à assistência médica.
Estado de Choque
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94 Companhia Siderúrgica de Tubarão
O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre o
coração, vasos sangüíneos (artérias ou veias) e o sangue,
instalando-se um desequilíbrio no organismo.
As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas:
infartos, taquicardias (coração trabalhando de modo acelerado),
bradicardias (coração trabalhando lentamente), processos
inflamatórios do coração; diminuição da quantidade de sangue
dentro dos vasos: hemorragias, alteração dos vasos,
traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras.
Na indústria, todas as causas citadas acima podem ocorrer,
merecendo especial atenção os acidentes graves com
hemorragias extensas, com perda de substâncias orgânicas em
prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou por
envenenamentos por produtos químicos, ou por exposição a
temperaturas extremas.
O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez,
arroxeamento dos lábios, suor intenso, respiração rápida, curta e
irregular, batimentos do coração mais freqüentes, agitação, pele
fria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido.
O que fazer:
• deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés;
• afrouxar as roupas da vítima;
• agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas,
jornais;
• estancar a hemorragia, se houver, conforme o capítulo -
Hemorragia;
• observar para cardiorrespiratória (pulso, respiração, batimentos
cardíacos, etc.);
• procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de
diagnóstico e tratamento precisos.
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Departamento Regional do Espírito Santo 95
Desmaios
É a perda de consciência temporária e repentina, devida à
diminuição de sangue e oxigênio no cérebro.
O desmaio pode-se dar por falta de alimentos, emoção, susto,
acidentes, principalmente os que envolvem perda sangüínea,
ambiente fechado e quente, mudança brusca de posição.
Na indústria, o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade,
desde que esteja presente alguma das causas acima citadas.
Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensação de falta
de ar, tontura, zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos.
A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir há
escurecimento da vista, falta de controle dos músculos e ela cai,
perdendo os sentidos.
O que fazer:
• manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros
em posição mais baixa em relação ao resto do corpo;
• afrouxar as roupas;
• manter o ambiente arejado;
• se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a sua
cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo;
• se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a respiração
artificial;
• nos desmaios causados por calor intenso, depois de reanimar
a pessoa, e esta estiver consciente, oferecer água à vítima.
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96 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Convulsão
É a perda súbita da consciência, acompanhada de contrações
musculares bruscas e involuntárias.
Como causas de convulsões, podemos citar a febre muito alta,
traumatismo na cabeça, intoxicações, epilepsia e outras doenças.
Na indústria, podemos encontrar esta afecção em indivíduos de
qualquer função e tanto em pessoas com história anterior de
convulsão, como o aparecimento do quadro pode dar-se já na
condição de empregados de empresas. De modo específico,
podemos encontrar empregados com convulsão quando expostos
a agentes químicos de poder convulsígeno, tais como os
inseticidas clorados e o óxido de etileno.
No ataque típico, o indivíduo perde a consciência, pode parecer
que pára a sua respiração e, ao mesmo tempo, seu corpo vai se
tornando rígido. Aparecem movimentos incontrolados das pernas
e braços. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo.
Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos,
tornando-se, então menos violentos e o paciente vai se
recuperando gradativamente. Mas as contrações podem variar na
sua gravidade e duração.
Durante a recuperação há perda da memória, que retorna aos
poucos.
O que fazer:
• amparar a cabeça;
• acomodar o indivíduo;
• retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos;
• afrouxar as roupas da vítima;
• virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por vômitos ou
secreções;
• colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a
língua ou a engula provocando asfixia;
• afastar o indivíduo de objetos pontiagudos, que possam causar
traumatismos durante as contrações;
• deixar repousar até que volte a consciência;
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Departamento Regional do Espírito Santo 97
• não estimular a vítima com sacudidas, álcool, amoníaco,
vinagre, etc.;
• não jogar água;
• não ficar com medo da salivação;
• encaminhar ao Serviço médico para orientação e tratamento
adequado.
Intoxicações e Envenenamentos
São muito freqüentes, numa indústria, os casos de
envenenamentos e/ou intoxicações por substâncias químicas.
Essas substâncias podem ser diversas naturezas, dependendo do
tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza.
Os meios de intoxicação são: via oral, via respiratória e pele.
A via oral é importantes, em virtude de o acidente provocado
através dela ocorrer quase acidentalmente. O hábito de fumar,
lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos, portanto a faltas
de higiene, pode levar ao acidente.
A via respiratória, quando se fala em intoxicações industriais, é a
mais importante. O empregado exposto a agentes químicos acima
de determinadas quantidades, sem o uso de equipamento de
proteção respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se.
Ocorre intoxicação pela pele, quando alguns agentes penetram
através das roupas, contaminando a pessoa.
Para socorrer um acidentado, devemos conhecer todas as
substâncias químicas que são utilizadas na empresa.
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98 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Intoxicação por via oral
Substâncias ácidas
O que fazer:
• retirar o intoxicado do local de trabalho;
• se estiver consciente, dar de beber água em pequena
quantidade, para diluir o ácido; dar leite de magnésia ou leite
comum, ou 1/4 de copo de azeite;
• se estiver inconsciente, retirar todos os objetos que estão
dentro da boca, como dentaduras, restos de comida, saliva,
vômito, etc.
Intoxicação por via respiratória
O que fazer:
• retirar o acidentado do local de trabalho;
• verificar a respiração da pessoa intoxicada;
• se houver parada respiratória, iniciar imediatamente a
respiração artificial.
Intoxicação por pele
O que fazer:
• retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um
lugar fresco e arejado;
• retirar toda a roupa do acidentado;
• lavar com bastante água o corpo.
Substâncias alcalinas (solda, potassa)
O que fazer:
• retirar o intoxicado do local de trabalho;
• se estiver inconsciente, retirar todos os corpos estranhos da
boca;
• eventualmente se pode dar 1/4 de copo de azeite.
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Outras substâncias
O que fazer:
• retirar o intoxicado do local de trabalho;
• estando inconsciente, prevenir a parada cardiorrespiratória,
observando as pulsações e a respiração.
Corpos Estranhos
Chamamos de corpo estranho qualquer elemento que possa
entrar nas cavidades naturais, como os olhos, ouvidos, nariz e
garganta. Geralmente, nas partes desprotegidas do empregado.
Corpo estranho nos olhos
Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o
trabalho e, portanto, mais suscetíveis de receber corpo estranho,
seja estilhaço, farpas, estrepes, pó de metal ou de terra e
produtos químicos.
Tratamento:
• pedir para que a vítima feche os olhos, pois as lágrimas
poderão retirar o corpo estranho; não esfregar ou mexer o olho
atingido;
• se for uma quantidade grande de poeira ou produto químico,
lavar com bastante água corrente, de preferência água que foi
fervida anteriormente (águas desligada). No caso de ter o
"lava-olhos", usá-lo adequadamente mas não tentar retirar o
objeto com qualquer instrumento ou assoprar o olho;
• se com essas medidas não sair o corpo estranho, tapar o olho
afetado com gaze esterilizada ou pano limpo limpo sem
comprimir. Encaminhar ao médico imediatamente.
Corpo estranho no ouvido
O ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de corpos
estranhos.
Geralmente são colocados grãos de feijão, soja, pequenas
pérolas, etc.., voluntariamente, pelas crianças, ignorantes do
perigo. Pode ser ainda que insetos, como besouros, moscas,
entrem involuntariamente.
O que fazer:
• Levar imediatamente ao médico, para atendimento
especializado.
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100 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Corpo estranho no nariz
Incidente raro ambientes de trabalho e comum entre as crianças,
no lar. Estas, quando cometem este ato, geralmente não o
comunicam aos pais, ele pode se notado pela obstrução, dores
nas narinas, secreção nasal purulenta e sangramento. Os objetos
podem ser diversos, por exemplo, grãos de cereais e pequenos
artefatos de plásticos, madeira ou papelão.
O que pode ser feito:
• fechar a narina que está livre e, mantendo a boca fechada,
assoar com força, impelindo para foras o objeto;
• se não der resultado, não tentar retirar com instrumentos
pontudos, pinças, palitos, agulhas e levar ao médico
imediatamente.
Corpo estranho na garganta
Geralmente, um corpo estranho na garganta provém de ingestão
voluntária ou não de pedaços grandes de qualquer elemento que
não consegue passar dessa região. O problema maior que pode
causar é a asfixia e a morte por insuficiência respiratória.
As crianças, por curiosidade, por ingenuidade, ingerem botões,
moedas, bolas de gude, etc., causando transtornos sérios.
O que se pode fazer:
• baixar a cabeça e o tórax, batendo levemente entre as
omoplatas, provocando a tosse;
• encaminhar imediatamente ao médico.
Fraturas e Lesões de Articulação
É o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem.
As fraturas podem ser fechadas, quando a pele não é rompida
pelo osso quebrado, e expostas ou abertas, quando o osso
atravessa a pele e fica exposto.
Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem ser
imobilizadas.
Nas indústrias, a fratura pode ocorrer em razão de quedas e
movimentos bruscos do empregado, batidas contra objetos,
ferramentas, maquinário, assim como quedas dos mesmos sobre
o empregado.
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Departamento Regional do Espírito Santo 101
Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando houver sido
constatado pelo menos dois itens abaixo mencionados:
• dor intensa no local, que aumente ao menor movimento ou
toque na região;
• edema local (inchaço);
• crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de
papel);
• hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no
local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele),
que aparece horas após a fratura;
• paralisia (lesão dos nervos).
Observação: nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. Isso
deverá ser feito em local e por pessoal qualificado.
O que fazer:
A) em caso de fraturas:
• colocar a vítima deitada em posição confortável;
• estancar eventual hemorragia, conforme o Hemorragias, em
caso de fraturas expostas ou abertas;
• imobilizar as articulações mais próximas do local cm suspeita
de fratura, a fim de impedir a movimentação, utilizando jornais,
revistas, tábuas, papelão, etc.; convém acolchoar com algodão,
lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão em contato
com a tala;
• não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o
segmento fraturados;
• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e
tratamento precisos;
B) em caso de lesão articular: (entorses, luxações e contusões)
• colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável;
• nas primeiras 24 horas, aplicar frio intenso no local com bolsa
de gelo ou compressas frias úmidas; posteriormente, aplicar
calor local;
• imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir
os movimentos, diminuindo assim a dor;
• após decorridas as primeiras 24 horas, pode-se aplicar calor no
local e imobilizá-lo, mantendo a região aquecida;
• encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e
tratamento preciosos.
Observação: não massagear ou friccionar o local afetado.
Espírito Santo
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102 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Acidentes por Animais Peçonhentos
Serpente ou cobras
Não é comum, se não rara, a ocorrência de acidentes no meio
urbano por animais peçonhentos, que são as serpentes, aranhas
e escorpiões.
Usualmente, temos mais acidentes com escorpiões e aranhas.
Como é difícil distinguir quais as espécies venenosas e as não-
venenosas, deve-se agir como se fossem todas venenosas e
potencialmente perigosas para a vítima.
O que se deve fazer:
A) Dentro dos primeiros trinta minutos:
• deitar a vítima o mais rápido possível, mantendo-a calma;
• manter o membro lesado num nível inferior ao do coração, para
que o veneno inoculado e já circulante na corrente sangüínea
tenha seu processo de difusão retardado;
• afrouxar as roupas da vítima, retirando calçados, anéis, relógio,
prevenindo assim complicações decorrentes de edemas que
freqüentemente ocorrem em picadas de cobras;
Espírito Santo
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SENAI
Departamento Regional do Espírito Santo 103
• não deixar a vítima andar ou correr, o que favoreceria o
agravamento da lesão no local da picada e ira acelerar o
processo de difusão do veneno, podendo levar à morte;
• observar os sinais vitais, evitando parada cardíaca e choque;
• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico
e, caso tenha sido possível matar o réptil, enviá-lo juntamente
para identificação e aplicação do soro específico.
B) Após decorridos 30 minutos:
Passados trinta minutos da picada, as providencias acima se
tornam desnecessárias. Levar imediatamente o acidentado a um
hospital, para a aplicação do soro adequado; se possível, enviar
juntamente o réptil para identificação e aplicação do soro
específico.
Escorpiões
Os escorpiões vivem em casas velhas, sob montes de lenhas,
telhas e pedra, madeiras velhas e úmidas. No Brasil, os mais
conhecidos são os amarelos e os de coloração vermelho-escura,
quase pretos.
Conduta
O que se deve fazer:
• colocar a vítima deitada;
• colocar compressas frias sobre o local afetado de retardar a
disseminação do veneno na corrente sangüínea;
• encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico
e, caso tenha sido possível matar o animal, enviá-lo juntamente
para identificação e aplicação do soro específico;
• tratando-se de criança, agir com maior rapidez, pois, se o
tratamento demorar ou não for realizado em tempo hábil, isto
poderá levar a vítima à morte.
Espírito Santo
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CST
104 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca
A parada cardíaca é a interrupção do funcionamento do coração,
que pode ser constatada quando não se percebe os batimentos
do mesmo (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax da
vítima), não se puder palpar o pulso e ainda quando houver
dilatação das pupilas (menina dos olhos).
O indivíduo acometido apresenta palidez, ausência de pulsação
tanto nos membros como no pescoço, dilatação das pupilas,
inconsciência e aparência de estar morto. Geralmente apresenta,
concomitantemente, parada da respiração.
A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio
(coração), choque elétrico, intoxicação medicamentosa, monóxido
de carbono, defensivos agrícolas e outros, casos de
hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos,
acidentes graves e afogamentos.
No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atenção aos
trabalhos com monóxido de carbono, defensivos agrícolas,
especialmente organosfosforados, e trabalhos em eletricidade,
embora o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa ocorrer
nas mais variadas situações, inclusive no trajeto residência-
empresa-residência.
O que fazer:
• colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura;
• se a vítima for adulta, dar dois a três golpes no peito, na parte
mediana do tórax sobre o osso externo, na sua parte inferior;
• logo a seguir, apoiar a metade inferior da palma de uma mão
nesse local e colocar a outra mão por cima da primeira. os
dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no
tórax da vítima;
• fazer regularmente compressões curtas e fortes, cerca de 60
por minuto;
• concomitantemente, associar a respiração aplicada (vide
Parada respiratória - Respiração artificial), caso haja 2
socorristas;
• no caso de 1 socorrista deverão ser feitas 15 compressões
cardíacas para 2 respirações aplicadas;
• continuar a massagem cardíaca até que a vítima seja atendida
por um médico.
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Espírito Santo
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106 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Parada Respiratória - Respiração Artificial
Chamamos de parada respiratória o cessamento total da
respiração, devido a falta de oxigênio e excesso de gás carbônico
no sangue. Pode ocorrer por afogamento, choque elétrico,
intoxicação por medicamentos, monóxido de carbono, defensivos
agrícolas, etc.
A parada respiratória pode ser constatada pela coloração azulada
da face, lábios e extremidades e pela não-movimentação do tórax.
Através de um espelho ou metal polido colocado próximo ao nariz,
nota-se o não-embaçamento que ocorreria normalmente.
O oxigênio é vital para o cérebro e, quando há falta de oxigênio e
excesso de gás carbônico no sangue, ocorre o cessamento total
da respiração, chamado de parada respiratória.
O que fazer:
A - Respiração Boca-a-Boca
• agir com rapidez, deitando a vítima de costas sobre uma
superfície dura;
• afrouxar as roupas da vítima;
• retirar da boca da vítima dentaduras, pontes, lama ou outros
corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um lenço
ou pano limpo;
• levantar a nuca da vítima com uma das mãos e com a outra
inclinar a cabeça para trás ao máximo, ficando a ponta do
queixo voltada para cima. Manter a vítima nesta posição
durante toda a respiração artificial, estabelecendo uma
passagem livre para o ar;
• tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de uma
mão e abrir completamente a boca da vítima;
• encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima,
sem deixar nenhuma abertura, e assoprar com força até
perceber que o tórax da vítima está elevando;
• afastar a boca e destampar as narinas da vítima, deixando que
os pulmões se esvaziem naturalmente e enquanto isso inspirar
novamente, prosseguindo num ritmo de 12 vezes por minuto;
• se não houver pulsação, efetuar concomitamente a massagem
cardíaca. No caso de haver um único socorrista, fazer 15
compressões cardíacas e, com rapidez, aplicar duas
respirações artificiais;
• se houver dois socorristas, um fará a respiração artificial
alternadamente com a outra pessoa, que fará massagem
cardíaca. Nesse caso, fazer 5 compressões cardíacas para
uma respiração aplicada;
Espírito Santo
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Departamento Regional do Espírito Santo 107
• levar a vítima ao Ambulatório Médico ou Pronto Socorro, mas
mantendo a respiração artificial durante todo percurso.
B - Respiração Boca-a-Nariz
É usada em bebês e quando a vítima sofreu fratura da mandíbula,
cortes com hemorragia na boca ou quando não se conseguir abrir
sua boca:
• executar os itens a, b, c e d, do método Respiração Boca-a-
Boca;
• apertar os maxilares para evitar a saída de ar pela boca
(soprada pelas narinas);
• colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e sobrar
com força;
• afastar a boca;
• abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o
esvaziamento natural dos pulmões;
• recomeçar a operação e prosseguir num ritmo de 12 vezes por
minuto;
• levar a vítima para o Ambulatório Médico ou Pronto Socorro
mantendo a respiração artificial durante o percurso.
Observação: a freqüência respiratória média é a seguinte:
homens = 16 a 18 movimentos/minuto;
mulheres = 18 a 20 movimentos/minuto;
crianças = 20 a 25 movimentos/minuto;
crianças menor de um ano = 30 a 40
movimentos/minuto.
Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas
Espírito Santo
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108 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Antes de transportar o acidentado, deve-se lembrar que uma
manipulação sem cuidado pode causar problemas, às vezes, até
irreversíveis para a vítima, principalmente se houver ferimentos na
coluna, tórax, bacia ou crânio.
Ao socorrer uma vítima que tenha caído de uma altura
considerável ou tenha sido atropelada, devemos sempre
considerar a possibilidade de fraturas, hemorragias, parada
cardíaca ou respiratória e, portanto, devemos tomar muito cuidado
para transportá-la ou mudá-la de posição. Só se pode iniciar o
transporte, conhecendo-se o estado da vítima.
O socorrista deverá saber identificar a extensão do perigo, bem
como ser capaz de resolver o problema, evitando expor-se,
inutilmente, a riscos.
Transporte de acidentado com suspeita de lesão na coluna
O indivíduo com fraturas de coluna pode apresentar dor intensa,
impossibilidade de movimentação do tronco, formigamento ou
paralisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade de
respiração.
Aja sempre com o máximo cuidado.
O que fazer:
Colocar a vítima sobre uma tábua, chapa de metal ou qualquer
superfície firme e lisa (para não curvar ou deslocar a espinha):
• colocar a tábua de madeira no chão, no lado da vítima; rolar o
acidentado sobre seu próprio corpo e a seguir, sobre a maca,
sem dobrar a coluna;
• se possível, socorrer em três pessoas, sendo que a primeira
segura a cabeça do acidentado e as costas; a segunda, as
nádegas e as coxas; e a terceira, as pernas e os pés. Todos,
ao mesmo tempo, levantam o acidentado e o colocam sobre a
tábua de madeira, tomando cuidado para não dobrar-lhe a
coluna. Prestar muita atenção para que a cabeça da vítima gire
junto com o corpo, sem ficar deslocada para trás ou para os
lados. Se houver suspeita de fratura da região cervical
(pescoço), tomar cuidado para não movimentar a cabeça do
acidentado;
• prevenir o estado de choque;
• imobilizar a vítima antes do transporte: colocar almofadas de
panos ou toalhas de cada lado da cabeça e amarrar a testa à
tábua com uma faixa ou qualquer tira de pano; amarrar
também o corpo à tábua, na altura do peito, quadril, joelhos e
próximo aos pés. Se o acidentado apresentar deformação na
coluna, é melhor imobilizá-lo sobre a maca na posição adotada
pela coluna, evitando o agravamento dos males;
• encaminhar a vítima para atendimento médico.
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Departamento Regional do Espírito Santo 109
Resgate de vítima de incêndio
O que fazer:
• envolver o corpo da vítima em pano de algodão (cortina, toalha,
tapete, cobertor, lençol ou outro material semelhante);
• apagar, primeiramente, as chamas na cabeça, ombros, tórax e
seguir em sentido descendente até os pés;
• deixar-lhe o rosto descoberto para que não inale fumaça;
• retirar sua roupa para evitar que cole e arranque a pele lesada,
envolvendo-o com um lençol limpo;
• dar-lhe água para beber, se estiver consciente;
• encaminhá-la imediatamente para um serviço médico para
diagnóstico e tratamento precisos.
Transporte de acidentado consciente por uma pessoa
A - Quando a vítima está deitada e com ferimentos leves,
podendo andar com o auxílio de uma pessoa;
• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo
no chão;
• passar o braço direito logo abaixo das axilas e segurar firme
sob a axila direita do acidentado;
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110 Companhia Siderúrgica de Tubarão
• fazer a vítima segurar em torno de sua nuca e, com a mão
esquerda, segurar a mão esquerda da vítima;
• levantar-se, puxando a vítima junto.
B - Quando a vitima está deitada e não pode caminhar, mas tem
ferimentos leves:
• colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo
no chão;
• passar o braço direito sob suas costas na altura das axilas;
• passar o braço esquerdo sob seus joelho;
• falar para a vítima segurar firmemente no seu pescoço;
• levantar-se, carregando-a no colo.
C - Quando a vítima é muito pesada:
• colocá-la em pé e dar-lhe as costas, inclinando-se um pouco
para a frente;
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Departamento Regional do Espírito Santo 111
• sustentar as pernas da vítima, segurando-lhe os joelhos, e
pedir a ela que se apoie no socorrista.
Transporte de acidentado inconsciente por uma pessoa
• colocar o acidentado de bruços;
• segurá-la por debaixo das axilas;
• levantá-lo até que fique de joelhos;
• apoiá-lo de pé colocando sua axila direita sobre a nuca;
• levantá-lo e carregá-lo sobre suas costas;
• somente realizar o transporte tendo a certeza de não haver
lesão de coluna.
Transporte de acidentado consciente por duas pessoas
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112 Companhia Siderúrgica de Tubarão
A - se a vítima puder andar, os dois socorridos colocam-se ao seu
lado e ela se apoia nos seus pescoços;
B - quando a vítima não puder andar, usar o método da
"cadeirinha":
• os dois socorridos ajoelham-se perto da vítima, que porá os
braços sobre os seus ombros;
• os dois socorridos fazem a "cadeirinha", levantando-se ao
mesmo tempo e andam com os passos desencontrados.
Transporte de acidentado inconsciente por duas pessoas
• colocar a vítima sentada em uma cadeira;
• um dos socorristas levantará a cadeira pelo espaldar;
• o outro socorrista, de costas, levantará a cadeira pelas pernas
da frente, próximo ao assento;
• a cadeira deve ficar inclinada para que o peso do acidentado
se apoie no espaldar.
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Departamento Regional do Espírito Santo 113
Este tipo de transporte dever ser utilizado em elevadores onde a
maca não consiga entrar.
Transporte por três pessoas
• os três socorristas devem alinhar-se de um dos lados da vítima;
• o primeiro colocará suas mãos debaixo da cabeça, ombros e
dorso do acidentado;
• o segundo colocará suas mãos sob as nádegas;
• o terceiro as colocará sob as pernas e coxas;
• os três devem suspender o acidentado e caminhar lentamente,
marcando o passo;
Este tipo de transporte é o mais seguro e indicado para
acidentados com suspeita de lesão de coluna.
Espírito Santo
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CST
114 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Como improvisar uma maca
• com cabos de vassoura, galhos de árvores, guarda-chuvas ou
qualquer material semelhante e resistente;
• pegar dois paletós, enfiar as mangas para dentro deles,
abotoá-los inteiramente e enfiar os cabos mangas do paletó;
• enrolar uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois
cabos;
• também podem ser utilizadas tábuas ou portas para transportar
principalmente os acidentados com lesão de coluna.
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Espírito Santo
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116 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Controle Ambiental
Meio Ambiente
Constitui-se num conjunto de elementos e fatores indispensáveis
à vida, de ordem física, química e biológica.
Poluição
É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades
que direta ou indiretamente:
• Prejudicam a saúde, a segurança e o bem estar da população;
• Criam condições adversas as atividades sociais e econômicas;
• Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna;
• Afetam as condições estáticas ou sanitárias do Meio Ambiente;
• Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões
ambientais estabelecidos.
Poluição do Solo/Resíduos
São modificações ocasionais no solo adivinhas de disposição
inadequada de materiais sólidos, líquidos e gazes.
Exemplo: Rejeitos industriais, lixo doméstico, etc.
Controle da Poluição por Resíduos
O controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas no
controle da sua disposição, mas principalmente na redução da
geração, reutilização, reciclagem e comercialização.
Sistemática para Controle da Poluição por Resíduos
Segregação - Consiste em separar os resíduos para que não haja
contaminação entre eles.
Exemplo: Papel/papelão, vidro, metal, lixo orgânico/rejeito.
Acondicionamento - consiste em depositar cada material
separadamente em recipientes específicos.
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Departamento Regional do Espírito Santo 117
Exemplo: Papel/papelão na lixeira de papel; plástico na lixeira de
plástico; vidro na lixeira de vidro; metal na lixeira de
metal; lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo; óleo em
tambores; etc.
Baias de Contenção
consiste em uma área com proteção de mureta normalmente em
tijolo/bloco ou concreto, para que o material ali depositado, não
seja carregado pela a chuva para as pistas e sistema de
drenagem.
Disposição Adequada
consiste em depositar o material em recipientes apropriados.
Exemplo: Lixeira, cestos, tambores, caixas e baias de
contenção, etc.
Pátios Apropriados
Consiste em áreas pré-estabelecidas para depositar um
determinado tipo de material, e com proteção de muretas, cortinas
de proteção com árvores e sistema de drenagem apropriado para
o escoamento da água e recolhimento do material ali depositado.
C.A.S.P.
A CST dispõe em uma área de 360.000 m
2
, com 14 pátios
separados com a finalidade de estocar materiais que ainda não
estão sendo reutilizados na usina e/ou comercializados, com
disposição adequada para que não haja contaminação entre eles.
Esta área chamada de “C.A.S.P”, ou seja, uma Central de
Armazenamento de subprodutos que foi construída na área de
expansão da C.S.T.
Poluição Atmosférica
São alterações no ar atmosférico em sua composição natural, por
introdução de elemento estranho fora dos padrões ambientais, ou
por desequilíbrio na porção de seus componentes, de maneira a
causar prejuízos ambientais com danos a saúde e à economia.
Exemplo: Poeira, fumaça, gases, etc.
Controle da Poluição Atmosférica
O controle das emissões atmosférica industriais deve ser feito
através de introdução adequada dos equipamentos industriais que
são na sua maioria despoeiramento e instalação de sistemas
específicos para controle da poluição.
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CST
118 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Equipamentos de Controle da Poluição Atmosférica
• Precipitadores Eletrostáticos - a poeira é carregada
eletricamente e a seguir retirada por ação magnética.
• Filtros de Mangas - indicados para a remoção de poeiras, estas
são retidas ao atravessarem um tecido industrial (similar ao
aspirador de pó).
• Ciclones - removem poeiras mais grossas, por ação de força
centrífuga.
• Lavadores - a poeira é retirado do ar por spray de água à alta
pressão.
Poluição Hídrica
São alterações na composição e nas características da água,
provocada por lançamentos de efluentes industriais e esgotos.
Exemplo: Vazamento de óleo, lamas, esgotos sem tratamento,
materiais sólidos, etc.
Controle da Poluição Hídrica
O controle da poluição hídrica é feita através de técnicas de
tratamento, que tem por finalidade reduzir as impurezas
melhorando a qualidade da água sobre os seguintes aspectos:
sanitário, estético e econômico.
Sistemas de Controle da Poluição Hídrica
• Tratamento Biológico (valor de oxidação) - o tratamento
biológico do esgoto doméstico ou industrial, consiste na
decomposição biológica, através de microorganismos que
consomem o material poluente nos esgotos.
• Caixa de Separação óleos e graxas - este tratamento consiste
em separar o óleo presente nos efluentes principalmente de
oficinas, em função da diferença de densidade entre o óleo e a
água.
• Bacias de decantação - consiste em se passar o efluente por
tanques de decantação, com períodos de detenção que
possibilitam a decantação do material em suspensão presente
nos efluentes.
• Tratamento Químico - são processos de neutralização e ou
coagulamento através dos quais substâncias químicas tóxicas /
ou não, são eliminados dos efluentes industriais.
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Departamento Regional do Espírito Santo 119
Controle Ambiental na CST
• Diariamente os técnicos de meio ambiente da IDC percorrem
todas as áreas da usina, verificando se existe algum
procedimento que possa causar dano ambiental. Caso seja
encontrado alguma ocorrência ambiental, é feito um contato
com o gerente da área para providenciar ações corretivas.
Semanalmente todas estas ocorrências são relatadas em
documento denominado Boletim Ambiental para se informar a
todo corpo gerencial, e para posteriores providências.
• A CST recebe freqüentemente fiscalização por parte dos
Órgãos Ambientais que acompanham o desempenho dos
equipamentos, os lançamentos hídricos e disposição dos
resíduos sólidos. Caso o desempenho ambiental não esteja em
conformidade com a legislação, a empresa é notificada com
prazo estabelecido corrigir o desvio encontrado.
• A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão
da empresa, que tem como objetivo avaliar o cumprimento dos
padrões, legislação e melhoria do desempenho da Empresa.
• Para analisar o desempenho ambiental de cada
empreendimento, são realizados monitoramento para avaliar, a
quantidade do ar ambiental, emissões das fontes (chaminés) e
do corpo recepto (mar). No caso específico de siderurgia os
principais parâmetro são: Dióxido de enxofre, material
particulado, e poeira sedimentável no ar e sólidos em
suspensão, pH, amônia, cianeto, fenol em efluentes hídricos.
Padronização Ambiental
A Empresa tem como diretriz, que todas as ativadas que são
desenvolvidas de forma repetitiva, devam ser padronizadas. Em
vista disto, as áreas operacionais, de manutenção e de apoio
vem implantando seus respectivos padrões, contemplando
inclusive o item meio ambiente e segurança.
A padronização do meio ambiente à nível de usina, compete a
área ambiental a sua elaboração e aprovação (IDC). Desta forma,
a IDC já implantou Padrões Técnicos Ambientais de emissão e de
lançamento para cada área da Companhia, e alguns de caracter
geral dentre os quais podemos citar:
• PA-11 - Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais
que regulamenta as responsabilidade da área em comunicar
toda e qualquer ocorrência que afete meio ambiente no âmbito
da empresa.
• PA-14 - Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais -
Este padrão orienta os responsáveis por cada centro de custos,
Espírito Santo
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CST
120 Companhia Siderúrgica de Tubarão
como processar a apuração dos gastos relacionados com os
sistemas ou equipamentos de controle ambiental.
• PA-15 - Procedimento de Meio Ambiente para Contratadas -
Este padrão tem por objetivo informar as empresas que
prestam serviços à CST, quais são suas obrigações para com
o meio ambiente.
Para controle das emissões das chaminés. a CST tem
estabelecido para cada Equipamento de Controle Ambiental um
padrão de emissão, cujo valor não pode ser ultrapassado sob
risco de penalização por parte dos Órgãos de Meio Ambiente.
Para conhecer o desempenho dos equipamentos de Controle
Ambiental, a Empresa mantém um programa de
acompanhamento onde são realizadas medições periódicas para
avaliar se suas emissões encontram-se enquadradas aos
padrões.
Para controle das emissões hídricas todo lançamento efetuado
pelas áreas devem estar dentro dos padrões de lançamento
estabelecidos pela legislação. Para controlar seus lançamentos, a
Empresa dispõe de um programa de monitoramento hídrico nas
diversas áreas da usina.
Responsabilidade Ambiental
Como toda instituição jurídica a CST tem suas obrigações para
com o meio ambiente. Assim, sua obrigação primeira é exercer
suas atividade sempre em conformidade com que determina a
legislação, ou seja, atendendo aos padrões de controle ambiental.
Outra responsabilidade da Empresa e o Termo de Compromisso,
que contempla melhorias com objetivo aperfeiçoar ainda mais o
seu desempenho ambiental.
Para que estes compromissos se tornem uma validade, o corpo
gerencial tem como um de suas atribuições fazer cumprir as
obrigações assumidas pela Empresa.
Para que o objetivo da empresa seja alcançado, no que se refere
ao meio ambiente, é necessário que cada empregado, exerça
suas atividade sem agredir o meio ambiente, procurando
reconhecer entre suas tarefas, quais as práticas ambientalmente
correta para executá-las.
Segurança e Higiene no Trabalho
Espírito Santo
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Departamento Regional do Espírito Santo 121
Riscos de Eletricidade
A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando
muito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas e
equipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar em
casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores,
geladeiras, aquecedores etc.
A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica)
transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muito
conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères
(A) e watts (W).
A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se
fazer analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se ter
várias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde existe
tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionar
pequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores e
equipamentos e, mesmo, tensões maiores.
A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia com
a rede de água, é a vazão. A corrente depende da solicitação do
aparelho elétrico, assim como a vazão da torneira depende de
quando se abre a válvula.
A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P),
que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor).
Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica
(R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser
comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um
escoamento de fluido.
Mas, enquanto uma rede d'água não mata, quando se toca na
tubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode matar
pelo choque elétrico.
O que é Eletricidade
Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados
pela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumas
características da eletricidade.
Lei de OHM
Espírito Santo
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CST
122 Companhia Siderúrgica de Tubarão
A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa
um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e
em proporção inversa à resistência do condutor.
SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE
V Corrente volts (V)
I Tensão ampères (A)
R Resistência Ohms (Ω)
Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R.
Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa
(110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica menor
será a corrente.
Exemplo:
V = 110 volts Para R = 10
I = 110/10 = 11 Ampères
V = 110 volts Para R = 20
I = 110/20 = 5,5 Ampères
Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessário
que passe pelo seu corpo uma determinada corrente e, conforme
o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente, ter-
se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente.
Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da
resistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo corpo
humano depende da resistência elétrica do mesmo.
A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos
fatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de pele,
os meios internos como vasos sangüíneos e sistema nervoso, tipo
de contato e condição da pele.
Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano,
sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de
valores, dependendo da espessura da pele no local, da umidade
da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir
valores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, varia
menos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente.
Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500 a
100.000 Ohms, em média.
Efeitos da Corrente Elétrica
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Departamento Regional do Espírito Santo 123
Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar
acidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500
Ohms para o corpo humano, tem-se:
V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V
Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes
fatais em casos especiais de contato.
Intensidade
(miliampères)
Estado Possível
de Choque
Perturbações Possíveis Resultado Final
Provável
1 Normal Nenhuma Normal
1 a 3 Normal Pequena sensação
desagradável
Normal
3 a 9 Normal Sensação de choque
desagradável; contrações
musculares
Normal
9 a 20 Morte
aparente
Sensações dolorosas;
contrações musculares
violentas;
dificuldade de respirar;
perturbações circulatórias
Restabelecimento
ou Morte
20 a 100 Morte
aparente
Sensação insuportável;
contrações musculares
violentas;
asfixia;
perturbação circulatória;
desmaios.
Restabelecimento
ou Morte
acima de 100 Morte
aparente
Desmaios;
asfixia imediata;
fibrilação ventricular.
Morte
O tempo de contato com a corrente é muito importante na
gravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela anterior,
determinadas intensidades de corrente produzem contrações
musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que,
por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta a
recuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de
choque em que as contrações musculares levam à asfixia.
O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para
as conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar
uma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um processo de
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124 Companhia Siderúrgica de Tubarão
massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoa
que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada
com o processo de respiração artificial.
Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de corrente
elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelo
coração:
Principais Sintomas Causados pelo Choque
As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem
ser divididas em dois tipos; os que causam:
Choques que não causam lesões orgânicas
• Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas
elétricas de baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno,
sem causar danos, em que a vítima sente apenas um
formigamento no local de contato;
• Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo,
quando a pessoa atingida sofre uma violenta contração
muscular;
• Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta
contração muscular, sofre um estado de comoção que se
dissipa rapidamente;
• Os choques elétricos que, causando a contração dos músculos
das regiões próximas à do contato, levam a lesões profundas,
como queimadura no local e outros acidentes, por exemplo,
quedas.
Choques que causam lesões orgânicas:
A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente
devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:
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• Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao
choque elétrico os músculos respiratórios se contraem
violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo
levar à parada respiratória;
• Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de
uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram
num estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração
não execute a sua função de bombear sangue.
Riscos Elétricos
Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar um
acidente fatal em determinadas condições. Como a maioria das
instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais,
sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos.
Os principais tipos de riscos elétricos são:
• Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que
poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de
que estejam energizados.
• Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas
carcaças energizadas, devido a falha do isolamento interno da
sua fiação, poderão causar choques elétricos quando não
aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver
úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem calçados
apropriados.
Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma
diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso a
passagem de corrente elétrica através do seu corpo.
Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear
outros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que a
vítima, após o contato com partes energizadas da instalação em
lugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma queda,
se não estiver devidamente segura no local.
Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor
subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, a
corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele
pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em
deterioração, com conseqüente curto-circuito.
Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior
resistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação.
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126 Companhia Siderúrgica de Tubarão
Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer com
que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que
poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde se
armazenam inflamáveis.
Cuidados nas Instalações Elétricas
Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim:
• Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por
exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos
que possam ser tocados por pessoas. Em casos de
emergência, colocar placas de advertência de forma bem
visível com o nome do responsável;
• Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de
força expostos, com suas partes energizadas oferecendo riscos
de contato acidental;
• Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de
guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não
oferecem perigo;
• Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da
mesma de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir,
usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da ABNT;
• Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores
para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado,
queimando o fusível ou desligando o disjuntor, provocando o
corte do fornecimento de energia e com isso não danificando a
instalação elétrica e o equipamento;
• Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma
ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a
tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e
se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha,
provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou
danos na fiação elétrica;
• Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma
tomada de corrente;
• Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico;
• Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através
do detector de tensão;
• Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar
placas de advertência.
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Medidas Preventivas em Instalações Elétricas
As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de
acidentes.
• Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de
qualidade comprovada;
• Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais
qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no
país;
• Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de
conservação e manutenção;
• Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas,
mesmo as de baixa tensão;
• Usar somente fios com capacidade adequada para o
equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra
toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos
mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por
eletroduto (conduíte) rígido ou flexível;
• Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos
equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar
adequadamente máquinas e equipamentos;
• Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão,
colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com
barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada).
Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais
poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorros
forem postas imediatamente em prática, já que o tempo de
exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento
deste tipo de acidentes.
E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros
socorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelo
menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o
risco de choques elétricos é alto.
Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns
cuidados como, por exemplo:
• antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito
elétrico, com segurança e rapidez;
• não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar
o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes;
• verificar se o desligamento da corrente não causará uma
grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um meio
de ampará-la.
Passos a seguir na reanimação:
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128 Companhia Siderúrgica de Tubarão
a) desligar imediatamente circuito;
b) mover o menos possível a vítima;
c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire
objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o
caso;
d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do
Capítulo de Primeiros Socorros;
e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre
circulação;
f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca.
Aterramento Elétrico
O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar os
riscos:
Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos
elétricos e causado por processos industriais;
Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de
produtos inflamáveis e/ou explosivos.
Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente
utilizado com o propósito de oferecer segurança aos
equipamentos e às instalações elétricas.
O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de
equipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quer
como meio de proteção às instalações elétricas, quer como meio
de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos
dispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhas
aéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou,
então, a evitar a interferência que surge em equipamentos
eletrônicos devido à falta do aterramento elétrico.
Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem
observados na instalação não são tão críticos quanto aqueles
dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de choque
elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndios
e explosões.
A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de
controle dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é dada
pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do
Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações
e Serviços em Eletricidade".

Mecânica - Procedimento de Segurança

  • 1.
  • 2.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 4 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Procedimento de Segurança e Higiene do Trabalho - Mecânica © SENAI - ES, 1996 Trabalho realizado em parceria SENAI / CST (Companhia Siderúrgica de Tubarão) SENAI - Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial DAE - Divisão de Assistência às Empresas Departamento Regional do Espírito Santo Av. Nossa Senhora da Penha, 2053 - Vitória - ES. CEP 29045-401 - Caixa Postal 683 Telefone: (027) 325-0255 Telefax: (027) 227-9017 CST - Companhia Siderúrgica de Tubarão AHD - Divisão de Desenvolvimento de Recursos Humanos AV. Brigadeiro Eduardo Gomes, s/n, Jardim Limoeiro - Serra - ES. CEP 29160-972 Telefone: (027) 348-1322 Telefax: (027) 348-1077
  • 3.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Sumário ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 5 Segurança e Higiene do Trabalho.......................................... 05 • Introdução ......................................................................... 05 Acidente do Trabalho ............................................................. 06 • Definição ........................................................................... 06 • Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado ............. 07 • Identificação das Causas do Acidente............................... 08 • Classificação do Acidente.................................................. 11 • Padrão Operacional........................................................... 12 Equipamento de Proteção...................................................... 13 • Introdução ......................................................................... 13 • Equipamento de Proteção Coletiva.................................... 13 • Equipamento de Proteção Individual ................................. 14 Riscos Ambientais.................................................................. 20 • Introdução ......................................................................... 20 • Classificação dos Riscos ................................................... 20 • Fatores que Colaboram para que os Produtos ou Agentes causem danos à Saúde ............................................................................. 21 • Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo....... 22 • Riscos Químicos................................................................ 23 • Riscos Físicos.................................................................... 25 • Riscos Biológicos............................................................... 27 • Principais Medidas e Controle dos Riscos Ambientais....... 28 • Medidas Relativas ao ambiente......................................... 28 • Medidas Relativas ao pessoal ........................................... 30 Riscos de Eletricidade............................................................ 32 • Introdução ......................................................................... 32 • O que é Eletricidade .......................................................... 32 • Lei de OHM ....................................................................... 33 • Efeitos da Corrente Elétrica............................................... 34 • Principais Sintomas Causados pelo Choque ..................... 35 • Riscos Elétricos ................................................................. 36 • Cuidados nas Instalações Elétricas ................................... 37 • Medidas Preventivas em Instalações Elétricas .................. 38 • Aterramento Elétrico.......................................................... 39 Noções Básicas de Demarcações de Segurança ...................40 • Introdução ..........................................................................40
  • 4.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 6 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho.................40 Noções Básicas de Combate à Incêndio.................................48 • Princípios Básicos do Fogo ................................................48 • Condições Propícias para a Combustão.............................51 • Combustão.........................................................................55 • Combate à Incêndio ...........................................................65 • Tipos de Equipamentos para Combate à Incêndios ...........68 Primeiros Socorros..................................................................78 • Introdução ..........................................................................78 • Material necessário para Emergência.................................79 • Ferimentos .........................................................................80 • Hemorragias.......................................................................84 • Queimaduras......................................................................87 • Choque Elétrico..................................................................88 • Calor...................................................................................89 • Frio.....................................................................................91 • Estado de Choque..............................................................92 • Desmaios ...........................................................................93 • Convulsão ..........................................................................94 • Intoxicações e Envenenamentos ........................................95 • Corpos Estranhos...............................................................97 • Fraturas e Lesões de Articulação .......................................98 • Acidentes por Animais Peçonhentos ..................................100 • Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca.............................102 • Parada Respiratória - Respiração Artificial .........................104 • Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas.................106 Controle Ambiental..................................................................114 • Meio Ambiente....................................................................114 • Poluição..............................................................................114 • Controle Ambiental na CST ................................................117 • Padronização Ambiental.....................................................117 • Responsabilidade Ambiental ..............................................118
  • 5.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Segurança eHigiene do Trabalho ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regional do Espírito Santo 7 Introdução É sabido que o brasileiro, tradicionalmente, não se apega à Prevenção, seja ela de acidentes do trabalho ou não. A nossa formação escolar não nos enseja qualquer contato com técnicas de Prevenção de Acidentes, nem ao menos com a sua necessidade. Assim, até o nosso ingresso no mercado de trabalho e, assim mesmo, dependendo do setor de atividade e, pior ainda, da empresa em que trabalharemos, é que teremos o primeiro contato com a Prevenção de Acidentes, isso, já na idade adulta! Na verdade, embora de forma precária, a única vez em que normalmente temos alguma noção de prevenção é no lar, através da mãe, ao nos puxar a orelha, dar-nos umas palmadas por alguma travessura, mas, incoerentemente, é, também, no próprio lar que somos desafiados, pela primeira vez, a demonstrar coragem, praticando o Ato Inseguro, juntamente, pelo próprio pai. Daí, a grande necessidade que a empresa moderna tem de aplicar recursos, investir em treinamento, em equipamentos e em métodos de trabalho para incutir em seu pessoal o Espírito Prevencionista e, através de técnicas e de sensibilização, combater em seu meio o Acidentes do Trabalho que, conforme tem sido demonstrado, atinge forte e danosamente a Qualidade, a Produção e o Custo.
  • 6.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 8 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Acidente do Trabalho Definição O Acidente é toda e qualquer ocorrência imprevista e indesejável, instantânea ou não, que provoca lesão pessoal ou de que decorre risco próximo ou remoto dessa lesão. Se tal ocorrência estiver relacionada com o exercício do trabalho, estará, então, caracterizado o Acidente de Trabalho. Trocando o conceito em miúdos: A ocorrência é imprevista por não ter um momento pré- determinado (dia ou hora) para acontecer. É preciso distinguir previsto/imprevisto de previsível/imprevisível. O "previsto" significa programa, enquanto o "previsível" sugere possibilidade. Assim, pode-se dizer que o acidente é previsível em função de circunstâncias (uma escada de degraus defeituosos, um mecânico esmerilhando sem óculos, por exemplo), isto é, existe a possibilidade, clara, de ocorrer o acidente. No entanto, a ocorrência não está prevista, por não estar programada. O indesejável, é óbvio, é por não se querer o acidente. Daí, se alguém, intencionalmente, joga, por exemplo, um alicate contra outro e o atinge, caracteriza-se o acidente, apesar de o indivíduo ter desejado atingir o outro. Isso se dá porque a ocorrência é caracterizada em função da vítima (ou vítima potencial) e é claro que ela não queria ser atacada. O "instantânea ou não" faz a diferença entre o acidente típico, como o conhecemos (queda, impacto sofrido, aprisionamento, etc.) e a doença ocupacional ou do trabalho (asbestose, saturnismo, silicose, etc.). Esclarecendo: o acidente propriamente dito é a ocorrência que tem conseqüência (lesão) imediata em relação ao momento da ocorrência (queda = fratura, luxação, escoriações). A Doença Ocupacional é conseqüência mediata em relação à exposição ao risco (exposição ao vapor de chumbo hoje, saturnismo após algum tempo). O acidente, não implica, necessariamente em lesão, podendo ficar somente no risco de provocá-la (acidente sem vítima). Assim, a queda de uma marreta, por exemplo, é o acidente que pode ser com vítima (provoca lesão) ou sem vítima (não atinge ninguém). A ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas), em sua NB 18 (Norma Brasileira n o 18) focaliza o acidente sob os seguintes aspectos:
  • 7.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 9 Tipo: Classifica o acidente quanto à sua espécie, como Impacto de Pessoa Contra (que se aplica aos casos em que a lesão foi produzida por impacto do acidentado contra um objeto parado, exceto em casos de queda); Impacto Sofrido (o movimento é de objeto); Queda com Diferença de Nível (ação da gravidade, com o objeto de contato estando abaixo da superfície em que se encontra o acidentado); Queda em Mesmo Nível (movimentado devido à perda de equilíbrio, com o objeto de contato estando no mesmo nível ou acima da superfície de apoio do acidentado); Atrito ou Abrasão; Aprovisionamento, etc. Por que o Acidente do Trabalho deve ser evitado Sob todos os ângulos em que possa ser analisado, o acidente do trabalho apresenta fatores altamente negativos no que se refere ao aspecto humano, social e econômico, cujas conseqüências se constituem num forte argumento de apoio a qualquer ações de controle e prevenção dos infortúnios ocasionais. Aspecto Humano Bastaria a consulta as estatísticas oficiais, que registram os acidentes que prejudicam a integridade física do empregado, para conhecimento do grande índice de pessoas incapacitadas para o trabalho e de tantas vidas truncadas, tendo como conseqüência a desestruturação do ambiente familiar, onde tais infortúnios repercutem por tempo indeterminado. Aspecto Social Em referência a este aspecto, vamos analisar o acidente do trabalho e suas conseqüências sociais, visando a estes dois aspectos: • o acidente do trabalho como efeito; • o acidente do trabalho como causa. Pode-se considerar o acidente do trabalho como efeito quando ele resulta de uma ação imprudente ou de condições inadequadas, isto é, quando ele resulta de uma inobservância das normas de segurança; pode-se considerá-lo como causa quando se tem em vista as conseqüências dele advindas. Como se deduz, são imensuráveis, em termos de extensão e proporção, as conseqüências dos acidentes do trabalho. Mas, o importante diante de todos os aspectos que possam ser apresentados, é que as pessoas se inteiram dessa realidade,
  • 8.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 10 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão interessando-se pela aplicação correta das medidas de prevenção do acidente, para não se tornarem vítimas do mesmo. Aspecto Econômico Um dos fatores altamente negativos, resultante dos acidentes do trabalho, é o prejuízo econômico cujas conseqüências atingem ao empregado, a empresa, a sociedade e, em uma concepção mas ampla, a própria nação. Quanto ao empregado, apesar de toda a assistência e das indenizações recebidas por ele ou por seus familiares através da Previdência Social, no caso de acidentar-se, os prejuízos econômicos fazem-se sentir na medida em que a indenização não lhe garante necessariamente o mesmo padrão de vida mantido até então. E, dependendo do tipo de lesão sofrida, tais benefícios, por melhores que sejam, não repararão uma invalidez ou a perda de uma vida. Na empresa, os prejuízos econômicos derivados dos acidentes variam em função da importância que ela dedica à prevenção de acidentes. A perda ainda que de alguns minutos de atividade no trabalho traz prejuízo econômico, o mesmo acontecendo com a danificação de máquinas, equipamentos, perda de materiais etc. Outro tipo de prejuízo econômico refere-se ao acidente que atinge o empregado, variando as proporções quanto ao tempo de afastamento do mesmo, devido à gravidade da lesão. As conseqüências podem ser, dentre outras: a paralisação do trabalho por tempo indeterminado, devido à impossibilidade de substituição do acidentado por um elemento treinado para aquele tipo de trabalho e, ainda, a influência psicológica negativa que atinge os demais empregados e que interfere no rítmo normal do trabalho, levando sempre a uma grande queda da produção. Em termos gerais, esses são alguns fatores que muito contribuem para os prejuízos econômicos tanto do empregado quanto da empresa. Identificação das Causas do Acidente É fundamental que se entenda que a busca da causa de um acidente não tem, absolutamente, o objetivo de punição, mas, sim, o de encontrar a partir das causas, as medidas que possibilitem impedir ocorrências semelhantes. A causa do acidente pode estar em fatores hereditários (herança sangüínea) ou de meio-ambiente (cultura). Pode, também, originar-se de falha pessoal. Clareando: a Hereditariedade, processo de transmissão de características físicas e mentais dos ascendentes (pais, avós, etc.) para os descendentes (filhos, netos, etc.), quando o ambiente é propício, manifesta-se sob a forma de fobias, principalmente as claustrofobia ( medo de
  • 9.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 11 lugares fechados), acrofobia (medo de altura), etc., e de outras formas. Tal manifestação interfere na formação do homem, dando oportunidade ao afloramento das falhas pessoais (atitudes impróprias, inadequadas, por exemplo: imprudência, negligência, exibicionismo, insubordinação, etc.). A falha pessoal, por sua vez, leva o homem a cometer Atos Inseguros ou criar/permitir Condições Inseguras. Resumindo: o acidente tem origem nos antecedentes hereditários e no meio-ambiente da primeira infância do homem. As características indesejáveis, herdadas (hereditariedade) ou adquiridas (meio-ambiente) manifestam-se através da falha pessoal que, por sua vez, induz o homem a criar ou permitir a condição insegura e/ou praticar o ato inseguro, que são as causas aparentes do acidente que pode, ou não, resultar em lesão pessoal. Para esclarecer, imaginemos uma situação: a companhia admite um novo empregado que terá a ocupação de escarfador. O candidato selecionado é jovem e a CST é sua primeira empresa. Até então, trabalhará no quiosque do pai, na praia de Camburi, o dia todo, à vontade, de sunga, vez por outra tomando uma aguinha de coco, enquanto inspecionava biquínis e similares. Pois bem, esse rapaz começa a trabalhar na CST e, após treinamento, se vê todo equipado para o trabalho; possivelmente, não se adaptará, sentir-se-á agoniado, preso: A SITUAÇÃO É MUITO DIFERENTE E A TENDÊNCIA É CHEGAR AO ACIDENTE. Ato Inseguro O Ato Inseguro é a desobediência a um procedimento seguro, comumente aceito. Não é necessariamente a desobediência a norma ou procedimento escrito, mas também àquelas normas de conduta ditadas pelo bom senso, tacitamente aceitas. Na caracterização do Ato Inseguro cabe a seguinte questão: nas mesmas circunstâncias uma pessoa prudente agiria da mesma maneira? Um exemplo: não se conhece nenhuma norma escrita que oriente para não se segurar, na palma da mão, um ferro elétrico aquecido, porém, se alguém o fizer, estará cometendo um Ato Inseguro. O Ato Inseguro ocorre em três modalidades: Omissão: A pessoa Não Faz o que deveria fazer. Exemplo: Deixar de impedir equipamento. Comissão: A pessoa faz o que Não Deveria Fazer Exemplo: Operar equipamento sem estar capacitado e/ou autorizado.
  • 10.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 12 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Variação: A pessoa faz algo De Modo Diferente do que deveria fazer. Exemplo: Para "encurtar caminho", salta da plataforma em lugar de descer pela escada. É claro que a "Omissão" implica em existência/conhecimento de norma/procedimento específico. Quanto às "Comissão" e "Variação", a desobediência pode ocorrer ao próprio bom senso, não, necessariamente a normas/procedimentos/instruções. Condição Insegura A Condição Insegura são as condições de ambiente, cuja correção não são da alçada do acidentado. A Condição Insegura compreende máquinas, equipamentos, materiais, métodos de trabalho e deficiência administrativa. Para efeito de maior clareza, podemos classificar a condição insegura em quatro classes: Mecânica: máquina/ferramenta/equipamento defeituoso, sem proteção, inadequado, etc. Física: "Lay-out" (arrumação, passagens, espaço, acesso, etc.). Ambiental: Ventilação, iluminação, poluição, ruído, etc. Método: Procedimento de Trabalho inadequado, padrão inexistente, processo perigoso, método arriscado, supervisão deficiente, etc. A Condição Insegura ocorre, também, em três modalidades, todas elas, derivadas das posições de comando: Negligência: (corresponde à omissão do Ato Inseguro): deixar de fazer o que deve ser feito. Exemplo: Deixar de reparar escada defeituosa. Permitir práticas inseguras. Imperícia: derivada da falta de conhecimento/experiência específica. Mandar Fazer sem Estabelecer Procedimento Exemplo: Não fixar padrão/procedimento de trabalho. Imprudência: Mandar fazer de forma diferente do estabelecido. Exemplo: Mandar improvisar ferramenta. É importante frisar que a Condição Insegura e Ato Inseguro são a causa final de um acidente, ou seja, a ação que deflagrou a ocorrência, a "gota d'água" que fez transbordar o conteúdo do
  • 11.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 13 copo, mas outros fatores concorreram para a ocorrência e esses fatores, "as causas de causa" precisam ser identificadas para a prevenção. Daí, a importância de estudar as "Hereditariedade e Meio-Ambiente" (muito difícil para a indústria comum) e as "Falhas Pessoais", estas mais visíveis, a partir das convivência e observação. Aliás, as convivência e observação precisam ser valorizadas. A observação é tão importante que a sua negligência tem o poder de alterar o Ato Inseguro para a Condição Insegura. É verdade, a norma diz que se um ato inseguro vem sendo cometido repetidas vezes, por tempo suficiente para ter sido "observado" e "corrigido" e não é, deixa de ser Ato para ser Condição Insegura, enquadrando-se como "Negligência" da supervisão. Classificação do Acidente O acidente pessoal, em termos de gravidade da lesão que provoca, é classificado de duas maneiras: 1º Se o acidente provoca lesão tal que impeça o acidentado de retornar ao trabalho, em suas funções, no dia imediato ao da ocorrência, ele é dito Com Lesão, Com Afastamento, o conhecido CPT (Com Perda de Tempo). Mesmo que o acidentado possa trabalhar, em suas funções, no dia seguinte ao da ocorrência, a lesão pode ser classificada de "Com Afastamento" (CPT), desde que dela resulte uma incapacidade permanente, por exemplo, a perda de uma falange (nó) de um dedo. 2º Se a lesão decorrente do acidente não impede o acidentado de trabalhar no dia seguinte ao da ocorrência, temos o conhecido SPT (Sem Perda de Tempo), oficialmente classificado de Lesão Sem Afastamento. É importante frisar que tal classificação se refere unicamente à gravidade da lesão e do acidente. Podemos ter acidentes até mesmo impessoais de alta gravidade. Padrão Operacional É o estabelecimento do método correto e, consequentemente, seguro de execução do trabalho. Fundamentado no conhecimento do trabalho, exige constante aperfeiçoamento, adequando-se quanto ao como, onde, quando e com o que fazer. O Padrão Operacional somente pode ser considerado se estiver registrado (escrito), ser conhecido e estar ao alcance de todos os envolvidos no trabalho. Seu ponto chave é o Detalhe, o detalhe que não pode ser negligenciado ou esquecido, já que,
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 14 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão de imediato, a curto, médio ou longo prazos pode representar o fracasso do trabalho, do seu trabalho. Ninguém está mais capacitado que você para saber qual a melhor maneira de executar o seu trabalho. Organizando a tarefa, discutindo-a com seus colegas, aperfeiçoando-a sempre e mantendo o seu registro, você chegará naturalmente ao Padrão ideal quer requer constantes avaliações e adequações, obtidas através de Análise de Riscos que é, em resumo, a ferramenta de atualização do Padrão. Lembre-se, o Padrão Operacional precisa ser registrado, escrito e receber constantes adequações. O bom Padrão Operacional não sobrevive sem retoques. Busque o Padrão junto ao seu Gerente Supervisor, é ele o centralizador, o catalisador do Padrão, você é o usuário, o gerador de aperfeiçoamento do mesmo. Zele por ele que é seu melhor companheiro. A IMPORTÂNCIA DO DETALHE: "Pela falta de um cravo, a ferradura foi perdida; Pela falta da ferradura, o cavalo foi perdido; pela perda do cavalo, o cavaleiro se perdeu; pela perda do cavaleiro, a batalha foi perdida, pela perda da batalha, o reino foi perdido, e tudo porque um cravo de ferradura foi perdido!" Benjamim Frankilin
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 15 Equipamentos de Proteção Introdução A CST, conforme Portaria 3.214 do MTb, NR4, é uma empresa enquadrada no Grau de Risco 4 (risco elevado de acidentes) e portanto, podem existir nos locais de trabalho, condições que poderão acasionar danos à saúde ou à integridade física do empregado. Estes riscos devem ser neutralizados ou eliminados por meio da utilização dos equipamentos de proteção, que oferecem: Proteção Coletiva: beneficiam a todos os empregados indistintamente. Proteção Individual: protegem apenas a pessoa que utiliza o equipamento. Nota: A empresa é obrigada fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias: a) Sempre que as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou não oferecerem completa proteção contra os riscos de acidentes do trabalho e/ou de doenças profissionais e do trabalho; b) Enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo implantadas; c) Para atender situação de emergência. Equipamento de Proteção Coletiva - EPC São os que, quando adotados, neutralizam o risco na própria fonte. As proteções em furadeiras, serras, prensas; os sistemas de isolamento de operações ruidosas; os exaustores de gases e vapores; as barreiras de proteção; aterramentos elétricos; os dispositivos de proteção em escadas, corredores, guindastes e esteiras transportadoras são exemplos de proteção coletivas.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 16 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Equipamento de Proteção Individual - EPI Definição O equipamento de proteção individual (EPI) é todo dispositivo de uso individual, de fabricação nacional ou estrangeira, destinado a proteger a saúde e a integridade física do trabalhador. Seleção do EPI A seleção deve ser feita por pessoal competente, conhecedor não só dos equipamentos como, também, das condições em que o trabalho é executado. É preciso conhecer as características, qualidade técnicas e, principalmente, o grau de proteção que o equipamento deverá proporcionar. Características e Classificação dos EPI Pode-se classificar os EPI, agrupando-os segundo a parte do corpo que devem proteger: Proteção da Cabeça Capacete: Protege de impacto de objeto que cai ou é projetado e de impacto contra objeto imóvel e somente estará completo e em condições adequadas de uso se composto de: *Casco: é o capacete propriamente dito; *Carneira: armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto; *Jugular: presta-se à fixação do capacete à cabeça. O capacete de celeron se presta, também, à proteção contra radiação térmica.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 17 Proteção dos Olhos Óculos de segurança: Protegem os olhos de impacto de materiais projetados e de impacto contra objetos imóveis. Os óculos de segurança utilizados na CST são, comprovadamente, muito eficazes quanto à proteção contra impactos. Para a proteção contra aerodispersóides (poeira), a CST fornece os óculos ampla visão, que envolvem totalmente a região ocular. Onde se somam os riscos de impacto e intensa presença de aerodispersóides (poeira), a afetiva proteção dos olhos se obtém com o uso dos dois EPI - óculos de segurança (óculos basculavel) óculos ampla visão, ao mesmo tempo. 11 Proteção Facial Protetor facial: Protege todo o rosto de impacto de materiais projetados e de calor radiante, podendo ser acoplado ao capacete. É articulado e tem perfil côncavo e tamanho e altura que permitem cobrir todo o rosto, sem tocá-lo, sendo construído em acrílico, alumínio ou tela de aço inox. Proteção das Laterais e Parte Posterior da Cabeça
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 18 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Capuz: Protege as laterais e a parte posterior da cabeça (nuca) de projeção de fagulhas, poeiras e similares. Para uso em ambientes de alta temperatura, o capuz é equipado com filtros de luz, permitindo proteção também contra queimaduras. Proteção Respiratória Máscaras: Protegem as vias respiratórias contra gases tóxicos, asfixiantes e contra aerodispersóides (poeira). Elas protegem não somente de envenenamento e asfixias, mas, também, da inalação de substâncias que provocam doenças ocupacionais (silicose, siderose, etc.). Há vários tipos de máscaras para aplicações específicas, com ou sem alimentação de ar respirável. Proteção de Membros Superiores Protetores de punho, mangas e mangotes: Protegem o braço, inclusive o punho, contra impactos cortantes e perfurantes, queimaduras, choque elétrico, abrasão e radiações ionizantes e não ionizantes. Luvas: Protegem os dedos e as mãos de ferimentos cortantes e perfurantes, de calor, choques elétricos, abrasão e radiações ionizantes. Proteção Auditiva Protetor auricular: Diminui a intensidade da pressão sonora exercida pelo ruído contra o aparelho auditivo. Existem em dois tipos básicos: *Tipo Plug (de borracha macia, espuma, de poliuretano ou PVC), que é introduzido no canal auditivo.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 19 *Tipo Concha, que cobre todo o aparelho auditivo e protege também o sistema auxiliar de audição (ósseo). O protetor auricular não anula o som, mas reduz o ruído (que é o som indesejável) a níveis compatíveis com a saúde auditiva. Isso significa que, mesmo usando o protetor auricular, ouve-se o som mais o ruído, sem que este afete o usuário. Proteção do Tronco Paletó: Protege troncos e braços de queimaduras, perfurações, projeções de materiais particulados e de abrasão, calor radiante e de frio. Avental: Protege o tronco frontalmente e parte dos membros inferiores - alguns modelos (tipo barbeiro) protegem também os membros superiores - contra queimaduras, calor, radiante, perfurações, projeção de materiais particulados, ambos permitindo uma boa mobilidade ao usuário. Proteção da Pele Luva química: Creme que protege a pele, membros superiores, contra a ação dos solventes, lubrificantes e outros produtos agressivos. Proteção dos Membros Inferiores
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 20 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Calçado de segurança: Protege os pés contra impactos de objetos que caem ou são projetados, impactos contra objetos imóveis e contra perfurações. Por norma, somente é de segurança o calçado que possui biqueira de aço para proteção dos dedos. Perneiras: Protegem a perna contra projeções de aparas, fagulhas, limalhas, etc., principalmente de materiais quentes. Proteção Global Contra Quedas Cinto de segurança: Cinturões anti-quedas que protegem o homem nas atividades exercidas em locais com altura igual ou superior a 2 (dois) metros, composto de cinturão, propriamente dito, e de talabarte, extensão de corda (polietileno, nylon, aço, etc.) com que se fixa o cinturão à estrutura firme.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 21 Guarda e Conservação do EPI Quando na troca de usuário De um modo geral, os EPI devem ser limpos e desinfetados, cada vez em que há troca de usuário. Guarda do EPI O empregado deve conservar o seu equipamento de proteção individual e estar conscientizado de que, com a conservação, ele estará se protegendo quando voltar a utilizar o equipamento. Conservação do EPI O EPI deve ser mantido sempre em bom estado de uso. Sempre que possível, a verificação e a limpeza destes equipamentos devem ser confiados a uma pessoa habilitada para esse fim. Neste caso, o próprio empregado pode se ocupar desta tarefa, desde que receba orientação para isso. Muitos acidentes e doenças do trabalho ocorrem devido à não observância do uso de EPI. A eficácia de um EPI depende do uso correto e constante no trabalho onde exista o risco. Exigência Legal para Empresa e Empregado O uso de equipamento de proteção individual, além da indicação técnica para operações locais e empregados determinados, é exigência constante de textos legais. A Seção IV, do Capítulo V da CLT, cuida do Equipamento de Proteção Individual em dois artigos, a saber: "Art. 166 - A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, equipamento de proteção individual adequado ao risco e em perfeito estado de conservação e funcionamento, sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa proteção contra os riscos de acidentes e danos à saúde dos empregados." "Art. 167 - O equipamento de proteção só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação do Ministério do Trabalho - CA. Por outro lado, a regulamentação de segurança e medicina do trabalho em sua Norma Regulamentadora 1 - item 1.8, cuida minuciosamente do Equipamento de Proteção Individual, mencionando, entre outras coisas, as obrigações do empregado, que incluem o dever de utilizar a proteção fornecida pela empresa.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 22 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Riscos Ambientais Introdução Os ambientes de trabalho podem conter, dependendo da atividade que neles é desenvolvida, um ou mais fatores ou agentes que, dentro de certas condições, irão causar danos à saúde do pessoal. Chamam-se, esses fatores, riscos ambientais. Os riscos ambientais exigem a observação de certos cuidados e a tomada de medidas corretivas nos ambientes, se pretende evitar o aparecimento das chamadas doenças do trabalho. A Portaria 3214 de Segurança e Medicina do trabalho do Ministério do Trabalho na sua Norma Regulamentadora de nº 09, contempla o Programa de Proteção aos Riscos Ambientais - PPRA - que tem como objetivo de antecipação, identificação, avaliação e controle de todos os fatores do ambiente de trabalho que podem causar doenças ou danos à saúde dos empregados. Segue-se uma série de informações básicas relativas aos Riscos Ambientais, com enumeração dos principais fatores, das condições possíveis de risco para a saúde e das medidas gerais para o controle desses fatores nos ambientes de trabalho. Classificação dos Riscos Os riscos ambientais estão divididos em três grupos: riscos químicos, riscos físicos e riscos biológicos. Riscos Químicos São representados por um grande número de substâncias que podem contaminar o ambiente de trabalho. Riscos Físicos São representados por fatores do ambiente de trabalho que podem causar danos à saúde, sendo os principais: o calor, o ruído ou barulho, as radiações, o trabalho com pressões anormais, a vibração e a má iluminação.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 23 Riscos Biológicos São representados por uma variedade de microrganismos com os quais o empregado pode entrar em contato, segundo o seu tipo de atividade, e que podem causar doenças. Fatores que colaboram para que os Produtos ou Agentes causem danos à Saúde Nem todo produto ou agente, presente no ambiente, irá causar obrigatoriamente um dano à saúde. Para que isso ocorra, é preciso que haja uma inter-relação entre os fatores que serão expostos a seguir: O tempo de exposição Quanto maior o tempo de exposição, de contato, maiores são as possibilidades de se desenvolver um dano à saúde e vice-versa. A concentração do contaminante no ambiente Quanto maiores as concentrações, maiores as chances de aparecerem problemas. O quanto a substância é tóxica Algumas substâncias são mais tóxicas que outras se comparadas em relação a uma mesma concentração. A forma em que o contaminante se encontra Isto é, se em forma de gás, líquido ou neblina, ou poeira. Isto tem relação com a forma de entrada do tóxico no organismo, como será visto adiante. A possibilidade de as pessoas absorverem as substâncias Algumas substâncias só são capazes de entrar no organismo por inalação ou, então, pela pele. Deve-se acentuar que é importante conhecer cada caso em separado. Havendo dúvida quanto à existência ou não de perigo, o interessado deve procurar um membro da CIPA ou do Serviço Especializado ou, ainda, o seu gerente.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 24 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Vias de Entrada dos Materiais Tóxicos no Organismo Três são as formas pelas quais os materiais tóxicos podem penetrar no organismo humano: Por inalação Quando se está num ambiente contaminado, pode-se absorver uma substância nociva por inalação, isto é, pela respiração. Por contato com a pele, ou via cutânea A pele pode absorver certas substâncias se houver contato, mesmo que por poucos instantes. Dessa forma, o tóxico pode atingir o sangue e causar dano à saúde.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 25 Por ingestão ou seja, ao se engolir, acidentalmente, o tóxico Isso acontece muito quando são comidos ou bebidos alimentos que estão contaminados com quantidades não visíveis de substâncias nocivas. É por essa razão que nunca se deve fazer as refeições no próprio posto de trabalho. E, também, não se deve ir para o refeitório ou para casa sem antes efetuar um perfeito asseio pessoal: lavar as mãos e rosto com sabão e bastante água. Riscos Químicos As substâncias químicas podem estar na forma de gases, vapores, líquidos, fumos, poeiras e névoas ou neblinas. Por exemplo: Vapores Emanados de solventes como o benzol, o toluol, "thinners" em geral, desengraxantes como o tetracloreto de carbono, o tricloroetileno. Gases Monóxido de carbono, gases dos processos industriais como o gás sulfídrico. Líquidos Que podem ser corrosivos, como os ácidos e a soda cáustica, ou irritantes, causando doenças da pele. Muitos líquidos também podem ser absorvidos pela pele, causando prejuízo à saúde.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 26 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Névoas ou neblinas Nos banhos de galvanoplastia, fosfatização e outros processos, onde se formam névoas ou neblinas de ácidos. Fumos Nos banhos de metais fundidos como o chumbo. Os fumos são pequenas partículas de metal ou de seus compostos, provenientes do banho que ficam suspensos no ar. Poeiras ou pós Pó de serragem, poeira de rebarbação de peças fundidas no jateamento de areia ou granalha de aço. Principais Efeitos no Organismo Dentre os efeitos dos riscos químicos no organismo, destacam-se, como principais, os seguintes: Irritação Irritação dos olhos, nariz, garganta, pulmões, da pele. Geralmente, as substâncias que causam irritação se encontram na forma de gás ou vapor, mas podem, também, estar no estado líquido ou sólido. Exemplos: vapores de ácidos, a amônia (amoníaco), certas poeiras. A irritação da pele é causada pelo contato direto com líquidos ou poeiras, sendo exemplos os solventes "thinners", e a poeira de caviúna. Asfixia Ou seja, falta de oxigênio no organismo. Exemplos: monóxido de carbono (CO), gás carbônico (CO2), acetileno. Anestesia Isto é, uma ação sobre o sistema nervoso central, causando estado de sonolência ou tonturas. Geralmente, as substâncias anestésicas estão no estado de gás ou vapor. Exemplos: vapores de éter etílico, acetona. Intoxicação Pode ser causada tanto por inalação como por contato com a pele ou ingestão acidental do tóxico, que pode estar na forma sólida, líquida ou gasosa. Exemplos: benzol, toluol, tricloroetileno, metanol, gasolina, inseticidas, fumos de chumbo, pó de chumbo (nas tipografias).
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 27 Pneumoconiose Isto é, uma alteração da capacidade respiratória devido a uma alteração no pulmão da pessoa. As substâncias que causam esse tipo de doença estão na forma de poeira. Exemplos: poeira de sílica livre cristalizada, contida no pó de mármore, areia, carepa de fundição (areia), poeira de amianto ou asbesto, pós de algodão. Riscos Físicos Há fatores no ambiente do trabalho cuja presença, tendendo aos limites de excesso ou falta, podem tornar-se responsáveis por variadas alterações na saúde do empregado. Calor O calor ocorre geralmente em fundições, siderúrgicas, cerâmicas, indústrias de vidro, etc. Quanto aos efeitos, sabe-se que o organismo pode adaptar-se aos ambientes quentes, dentro de certos limites. Quando há exposição excessiva ao calor, pode ocorrer uma série de problemas, como câimbras, insolação ou intermação, ou, ainda, uma afecção nos olhos chamada de catarata. Ruído ou barulho Ocorre na indústria em geral, mas, principalmente, nas tecelagens, estamparias, no rebarbamento por marteletes nas fundições, etc. O ruído excessivo tem vários efeitos no ser humano, variando de pessoa para pessoa, como a irritabilidade, entre outros. Entretanto, seu efeito principal, comprovado quando as pessoas são expostas a altos níveis de ruído por tempos longos, é o dano à audição, que leva a vários graus de surdez. Radiação infravermelho É o calor radiante cujos efeitos são, justamente, os mencionados acima em "calor". Onde há corpos aquecidos, há calor radiante que é emitido em todas as direções. Radiação ultravioleta É um tipo de radiação que está presente principalmente nas seguintes operações: solda elétrica, fusão de metais a temperatura muito alta, nas lâmpadas germicidas, nos geradores de ozona. Seus efeitos são térmicos, causando queimaduras, eritemas (vermelhidão) na pele, e, também, inflamação nos olhos (conjuntivite). Os efeitos são retardados, aparecendo com maior força 6 a 12 horas após a exposição.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 28 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Radiações ionizantes Podem ser provenientes de materiais radioativos ou de aparelhos especiais. Exemplos: aparelhos de raio-x (quando indevidamente utilizados), radiografias industriais de controle (gamagrafia). Os efeitos das exposições descontroladas a radiações ionizantes, por mau controle dos processos, são em geral sérios: anemia, leucemia, certos tipos de câncer e efeitos que só aparecem nas gerações seguintes (genéticos). Trabalhos com pressões anormais São os trabalhos em que o homem é submetido a pressões diferentes da atmosférica, na qual vive normalmente. Esses trabalhos exigem um controle rígido das operações, principalmente na etapa de descompressão e volta à pressão normal. Ocorrência: em trabalhos submarinos, no trabalho em tubulações e caixões pneumáticos. Os efeitos são: problemas nas articulações, desde dores até paralisia, e outros problemas mais graves que podem ser fatais. Vibrações As vibrações ocorrem, principalmente, nas grandes máquinas pesadas: tratores, escavadeiras, máquinas de terraplanagem, que fazem vibrar o corpo inteiro, e nas ferramentas manuais motorizadas que fazem vibrar as mãos, braços e ombros. Os problemas provenientes das vibrações aparecem em geral após longo tempo de exposição (vários anos). No caso de vibração do corpo inteiro, podem aparecer dores na coluna, problemas nos rins, enjôos (mal de mar); no caso de vibrações localizadas nas mãos e braços, podem aparecer problemas circulatórios (má circulação do sangue) e problemas nas articulações. O tempo longo de exposição e fatores como o frio têm muita influência no aparecimento desses problemas. Má iluminação A iluminação inadequadas nos locais de trabalho pode levar, além de ser causa de baixa eficiência e qualidade do serviço, a uma maior probabilidade de ocorrência de certos tipos de acidentes e a uma redução da capacidade visual das pessoas, o que é um efeito negativo muito importante em alguns tipos de trabalho que exigem atenção e boa visão.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 29 Riscos Biológicos São os microrganismos presentes no ambiente de trabalho que podem trazer doenças de natureza moderada e, mesmo, grave. Eles se apresentam invisíveis a olho nu, sendo visíveis somente ao microscópio. Exemplos: as bactérias, bacilos, vírus, fungos, parasitas e outros. Todos estão sujeitos à contaminação por esses agentes, seja em decorrência de ferimentos e machucaduras, seja pela presença de colegas doentes ou por contaminação alimentar. Exemplo: Nos ferimentos e machucaduras, pode ocorrer, entre outras, a infecção por tétano que pode até matar o empregado. Os colegas podem trazer ao ambiente de trabalho os micróbios que causam hepatite, tuberculose, micose das unhas e da pele. Se o pessoal da copa e cozinha não tiver higiene e asseio, pode ocorrer contaminação das refeições, tendo como possível conseqüência as diarréias. Para prevenção, usam-se as seguintes medidas: • vacinação; • equipamento de proteção individual;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 30 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • rigorosa higiene pessoal, das roupas e dos ambientes de trabalho; • controle médico permanente. Principais Medidas de Controle dos Riscos Ambientais As principais medidas de controle dos riscos ambientais podem referir-se ao ambiente ou ao pessoal: Medidas relativas ao ambiente Substituição do produto tóxico O produto tóxico pode ser substituído por outro produto menos tóxico ou inofensivo. Esta é a medida ideal, desde que o substituto tenha qualidades próximas às do original. Também, deve-se tomar cuidado para não se criar um risco maior, substituindo um produto tóxico por outro menos tóxico mas altamente inflamável. Exemplos de substituições corretas: benzeno substituído pelo tolueno; substituição de tintas à base de chumbo por tintas à base de zinco; jateamento com areia substituído por jateamento de óxido de alumínio, etc.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 31 Mudança do processo ou equipamento Certas modificações em processos ou equipamentos podem reduzir muito os riscos ou, até, eliminá-los. Exemplos: pintura a imersão ao invés de pintura a pistola (diminuindo-se a formação de vapores dos solventes); rebitagem substituída por solda (menor barulho). Enclausuramento ou confinamento Consiste em isolar determinada operação do resto da área, diminuindo assim o número de pessoas expostas ao risco. Exemplos: cabine de jateamento de areia; enclausuramento de uma máquina ruidosa. Ventilação Pode ser exaustora, retirando o ar contaminado no local de formação do contaminante, ou diluidora, que é aquela que joga ar limpo dentro do ambiente, diluindo o ar contaminado. Exemplos: nos tanques de solventes, nas operações com colas, nas operações geradoras de poeiras, nos rebolos de rebarbamento de peças fundidas. Umidificação Onde há poeiras, o risco de exposição pode ser eliminado ou diminuído pela aplicação de água ou neblina. Muitas operações, feitas a úmido, oferecem um risco bem menor à saúde. Exemplos: mistura de areias de fundição, varredura a úmido. Segregação Segregação quer dizer separação. Nesta medida de controle, separa-se a operação ou equipamento do restante, seja no tempo seja no espaço. Separar no tempo quer dizer fazer a operação fora do horário normal do resto do pessoal; separar no espaço significa colocar a operação a distância, longe dos demais. O número de pessoas expostas ficará bastante reduzido e aqueles que devem ficar junto à operação irão receber proteção especial.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 32 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Boa manutenção e conservação Rigorosamente, estas medidas não podem ser consideradas formas específicas de prevenção de riscos. Entretanto, são complementos de quaisquer outras medidas. Muitas vezes, a má manutenção é a causa principal dos problemas ambientais. Os programas e cronogramas de manutenção devem ser seguidos à risca, dentro dos prazos propostos pelos fabricantes dos equipamentos. Exemplos: ruído excessivo em estruturas e mancais; vazamentos de produtos tóxicos; superaquecimento. Ordem e limpeza Boas condições de ordem e limpeza e asseio geral ocupam um lugar-chave nos sistemas de proteção ambiental. O pó, em bancadas, rodapés e pisos, que se deposita nas horas calmas, pode rapidamente ser redispersado, no ar da sala, por correntes de ar, movimento de pessoas ou funcionamento de equipamentos. O asseio é sempre importante e onde há materiais tóxicos é importantíssimo, é primordial. A limpeza imediata de qualquer derramamento de produtos tóxicos é importante medida de controle. Para a limpeza de poeira, deve ser preferida a aspiração a vácuo; nunca o pó deve ser soprado com bicos de ar comprimido, para efeito de limpeza. É impossível manter um bom programa de prevenção de riscos ambientais sem um preocupação constante nos aspectos de ordem e limpeza. Medidas relativas ao pessoal Equipamento de Proteção Individual O equipamento de proteção individual deve ser sempre considerado como uma segunda linha de defesa, após serem tentadas medidas relativas ao ambiente de trabalho. Nas situações onde não são eficientes medidas gerais e coletivas relativas ao ambiente, a critério técnico, o EPI é a forma de proteção, aliada à limitação da exposição.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 33 O uso correto do EPI por parte do empregado, o conhecimento das suas limitações e vantagens, são aspectos que todo empregado deve conhecer através de treinamento específico, coordenado pelo pessoal especializado em Segurança e Medicina do Trabalho. Especial cuidado deve ser tomado na conservação da eficiência do EPI, sob pena de o mesmo se tornar uma arma de dois gumes, fornecendo ao empregado confiança numa proteção inexistente. Limitação de exposição A redução dos períodos de trabalho tornam-se importante medida de controle onde e quando todas as outras forem impraticáveis por motivos técnicos, locais (físicos) ou econômicos, não se conseguindo reduzir ou eliminar o risco. Assim, a limitação da exposição, dentro de critérios bem definidos tecnicamente, pode tornar-se uma solução eficiente em muitos casos. Exemplos: controle do tempo de exposição ao calor. às pressões anormais, às radiações ionizantes. Controle Médico Exames médicos pré-admissionais e periódicos são medidas fundamentais de caráter permanente, constituindo-se numa das atividades principais dos serviços médicos da empresa. Uma boa seleção na admissão pode evitar a contratação de pessoas que têm maior sensibilidade e que poderiam adquirir doenças relacionadas com certas atividades. Os exames médicos periódicos dos empregados possibilitam, além de um controle de saúde geral do pessoal, a descoberta e a detenção de fatores que podem levar a uma doença profissional, num estágio ainda inicial e com pouca probabilidade de danos.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 34 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Riscos de Eletricidade Introdução A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando muito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas e equipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar em casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores, geladeiras, aquecedores etc. A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica) transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muito conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères (A) e watts (W). A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se fazer analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se ter várias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde existe tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionar pequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores e equipamentos e, mesmo, tensões maiores. A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia com a rede de água, é a vazão. A corrente depende da solicitação do aparelho elétrico, assim como a vazão da torneira depende de quando se abre a válvula. A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P), que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor). Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica (R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um escoamento de fluido. Mas, enquanto uma rede d'água não mata, quando se toca na tubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode matar pelo choque elétrico. O que é Eletricidade Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados pela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumas características da eletricidade.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 35 Lei de OHM A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e em proporção inversa à resistência do condutor. SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE V Corrente volts (V) I Tensão ampères (A) R Resistência Ohms (Ω) Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R. Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa (110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica menor será a corrente. Exemplo: V = 110 volts Para R = 10 I = 110/10 = 11 Ampères V = 110 volts Para R = 20 I = 110/20 = 5,5 Ampères Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessário que passe pelo seu corpo uma determinada corrente e, conforme o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente, ter- se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente. Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da resistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo corpo humano depende da resistência elétrica do mesmo. A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos fatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de pele, os meios internos como vasos sangüíneos e sistema nervoso, tipo de contato e condição da pele. Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano, sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de valores, dependendo da espessura da pele no local, da umidade da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir valores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, varia menos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente. Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500 a 100.000 Ohms, em média. Efeitos da Corrente Elétrica
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 36 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar acidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500 Ohms para o corpo humano, tem-se: V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes fatais em casos especiais de contato. Intensidade (miliampères) Estado Possível de Choque Perturbações Possíveis Resultado Final Provável 1 Normal Nenhuma Normal 1 a 3 Normal Pequena sensação desagradável Normal 3 a 9 Normal Sensação de choque desagradável; contrações musculares Normal 9 a 20 Morte aparente Sensações dolorosas; contrações musculares violentas; dificuldade de respirar; perturbações circulatórias Restabelecimento ou Morte 20 a 100 Morte aparente Sensação insuportável; contrações musculares violentas; asfixia; perturbação circulatória; desmaios. Restabelecimento ou Morte acima de 100 Morte aparente Desmaios; asfixia imediata; fibrilação ventricular. Morte O tempo de contato com a corrente é muito importante na gravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela anterior, determinadas intensidades de corrente produzem contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que, por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta a recuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de choque em que as contrações musculares levam à asfixia. O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para as conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um processo de
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 37 massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoa que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada com o processo de respiração artificial. Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de corrente elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelo coração: Principais Sintomas Causados pelo Choque As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem ser divididas em dois tipos; os que causam: Choques que não causam lesões orgânicas • Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas elétricas de baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno, sem causar danos, em que a vítima sente apenas um formigamento no local de contato; • Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo, quando a pessoa atingida sofre uma violenta contração muscular; • Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta contração muscular, sofre um estado de comoção que se dissipa rapidamente; • Os choques elétricos que, causando a contração dos músculos das regiões próximas à do contato, levam a lesões profundas, como queimadura no local e outros acidentes, por exemplo, quedas. Choques que causam lesões orgânicas: A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 38 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao choque elétrico os músculos respiratórios se contraem violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo levar à parada respiratória; • Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram num estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração não execute a sua função de bombear sangue. Riscos Elétricos Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar um acidente fatal em determinadas condições. Como a maioria das instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais, sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos. Os principais tipos de riscos elétricos são: • Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam energizados. • Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas carcaças energizadas, devido a falha do isolamento interno da sua fiação, poderão causar choques elétricos quando não aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem calçados apropriados. Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso a passagem de corrente elétrica através do seu corpo. Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear outros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que a vítima, após o contato com partes energizadas da instalação em lugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma queda, se não estiver devidamente segura no local. Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, a corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em deterioração, com conseqüente curto-circuito. Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior resistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação. Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 39 poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde se armazenam inflamáveis. Cuidados nas Instalações Elétricas Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim: • Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos que possam ser tocados por pessoas. Em casos de emergência, colocar placas de advertência de forma bem visível com o nome do responsável; • Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de força expostos, com suas partes energizadas oferecendo riscos de contato acidental; • Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não oferecem perigo; • Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da mesma de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir, usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da ABNT; • Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado, queimando o fusível ou desligando o disjuntor, provocando o corte do fornecimento de energia e com isso não danificando a instalação elétrica e o equipamento; • Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha, provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou danos na fiação elétrica; • Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma tomada de corrente; • Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico; • Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através do detector de tensão; • Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar placas de advertência. Medidas Preventivas em Instalações Elétricas As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de acidentes.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 40 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de qualidade comprovada; • Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no país; • Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de conservação e manutenção; • Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas, mesmo as de baixa tensão; • Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por eletroduto (conduíte) rígido ou flexível; • Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar adequadamente máquinas e equipamentos; • Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão, colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada). Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorros forem postas imediatamente em prática, já que o tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento deste tipo de acidentes. E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros socorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelo menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o risco de choques elétricos é alto. Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns cuidados como, por exemplo: • antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito elétrico, com segurança e rapidez; • não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes; • verificar se o desligamento da corrente não causará uma grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um meio de ampará-la. Passos a seguir na reanimação: a) desligar imediatamente circuito; b) mover o menos possível a vítima; c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o caso;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 41 d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do Capítulo de Primeiros Socorros; e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre circulação; f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca. Aterramento Elétrico O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar os riscos: Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos elétricos e causado por processos industriais; Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de produtos inflamáveis e/ou explosivos. Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente utilizado com o propósito de oferecer segurança aos equipamentos e às instalações elétricas. O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de equipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quer como meio de proteção às instalações elétricas, quer como meio de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos dispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhas aéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou, então, a evitar a interferência que surge em equipamentos eletrônicos devido à falta do aterramento elétrico. Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem observados na instalação não são tão críticos quanto aqueles dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de choque elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndios e explosões. A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de controle dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é dada pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações e Serviços em Eletricidade".
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ Noções Básicasde Demarcações de Segurança ___________________________________________________________________________________________________ CST 42 Companhia Siderúrgica de Tubarão Introdução Sendo, a visão, a capacidade sensitiva mais usada pelo homem (aproximadamente 87% das sensações recebidas passam pelo órgão da visão), e como em muito caso há necessidade de uma rápida distinção entre o perigoso e o seguro, ou da localização de certos equipamentos, com segurança e rapidez, resolveu-se padronizar o uso das cores. Com o uso de cores padronizadas, pode-se, em caso de incêndio, localizar os equipamentos de combate ao fogo, com rapidez, distinguir os dispositivos de parada de emergência de máquinas ou notar suas partes perigosas. O uso de tubulações pintadas em cores padronizadas permite distinguir cada elemento transportado em uma tubulação entre diversas tubulações existentes dentro de uma empresa. Cores e Sinalização na Segurança do Trabalho Tem por objetivo fixar as cores que devem ser usadas nos locais de trabalho para prevenção de acidentes, identificando os equipamentos de segurança, delimitando áreas, identificando as canalizações empregadas nas empresas para a condução de líquidos e gases, e advertindo contra riscos. Deverão ser adotadas cores para segurança em estabelecimentos ou locais de trabalho, a fim de indicar e advertir acerca dos riscos existentes. A utilização de cores não dispensa o emprego de outras formas de prevenção de acidentes. O uso de cores deverá ser o mais reduzido possível, a fim de não ocasionar distração, confusão e fadiga ao trabalhador. As cores aqui adotadas serão as seguintes: • Vermelho, amarelo, branco, preto, azul, verde, laranja, púrpura, lilás, cinza, alumínio, marrom. A indicação em cor, sempre que necessária, especialmente quando em área de trânsito para pessoas estranhas ao trabalho, será acompanhada dos sinais convencionais ou a identificação por palavras. Vermelho O vermelho deverá ser usado para distinguir e indicar equipamentos e aparelhos de proteção e combate a incêndio. Não deverá ser usada na indústria para assinalar perigo, por ser de
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 43 pouca visibilidade em comparação com o amarelo (de alta visibilidade) e o alaranjado (que significa Alerta). É empregado para identificar: • Caixa de alarme de incêndio; • Hidrantes; • Bombas de incêndio; • Sirene de alarme de incêndio; • Extintores e sua localização; • Indicações de extintores (visível à distância, dentro da área de uso do extintor); • Localização de mangueiras de incêndio (a cor deve ser usada no carretel, suporte, moldura da caixa ou nicho); • Tubulações, válvulas e hastes do sistema de aspersão de água; • Transporte com equipamentos de combate a incêndio; • Portas de saídas de emergência; • Rede de água para incêndio (SPRINKLERS); • Mangueira de acetileno (solda oxiacetilênica). A cor vermelha será usada excepcionalmente com sentido de advertência de perigo: • Nas luzes a serem colocadas em barricadas, tapumes de construções e quaisquer outras obstruções temporárias; • Em botões interruptores de circuitos elétricos para paradas de emergência. Amarelo Em canalizações, deve-se utilizar o amarelo para identificar gases não liqüefeitos.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 44 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão O amarelo deverá ser empregado para indicar "Cuidado!", assinalando: • Partes baixas de escadas portáteis; • Corrimões, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que apresentem risco; • Espelhos de degraus de escadas; • Bordos desguarnecidos de aberturas no solo (poço, entradas subterrâneas, etc.) e de plataformas que não possam ter corrimões; • Bordas horizontais de portas de elevadores que se fecham verticalmente; • Faixas no piso de entrada de elevadores e plataformas de carregamento; • Meios-fios, onde haja necessidade de chamar atenção; • Paredes de fundo de corredores sem saída; • Vigas colocadas à baixa altura; • Cabines, caçambas, guindastes, escavadeiras, etc; • Equipamentos de transporte e manipulação de material tais como: empilhadeiras, tratores industriais, pontes-rolantes, vagonetes, reboques, etc; • Fundos de letreiros e avisos de advertência; • Pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes da estrutura e equipamentos em que se possa esbarrar; • Cavaletes, porteiras e lanças de cancelas; • Bandeiras como sinal de advertência (combinado ao preto); • Comandos e equipamentos suspensos que ofereçam risco; • Pára-choques para veículos de transporte pesados, com listras pretas. Listras (verticais ou inclinadas) e quadrados pretos serão usados sobre o amarelo quando houver necessidade de melhorar a visibilidade da sinalização. Branco O branco será empregado em: • Passarelas e corredores de circulação, por meio de faixas (localização e largura); • Direção e circulação, por meio de sinais; • Localização e coletores de resíduos; • Localização de bebedouros;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 45 • Áreas em torno dos equipamentos de socorro de urgência, de combate a incêndio ou outros equipamentos de emergência; • Áreas destinadas à armazenagem; • Zonas de segurança. Preto O preto será empregado para indicar as canalizações de inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (ex.: óleo lubrificante, asfalto, óleo combustível, alcatrão, piche, etc.). O preto poderá ser usado em substituição ao branco, ou combinado a este quando condições especiais o exigirem. Azul O azul será utilizado para indicar "Cuidado!", ficando o seu emprego limitado a avisos contra uso e movimentação de equipamentos, que deverão permanecer fora de serviço. • Empregado em barreiras e bandeirolas de advertência a serem localizadas nos pontos de comando, de partida, ou fontes de energia dos equipamentos. Será também empregado em: • Canalizações de ar comprimido; • Prevenção contra movimento acidental de qualquer equipamento em manutenção; • Avisos colocados no ponto de arranque ou fontes de potência. Verde O verde é a cor que caracteriza "segurança". Deverá ser empregado para identificar: • Canalizações de água; • Caixas de equipamentos de socorro de urgência; • Caixas contendo máscaras contra gases; • Chuveiros de segurança; • Macas; • Fontes lavadoras de olhos; • Quadros para exposição de cartazes, boletins, avisos de segurança, etc; • Porta de entrada de salas de curativos de urgência; • Localização de EPI; caixas contendo EPI;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 46 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • Emblemas de segurança; • Dispositivos de segurança; • Mangueiras de oxigênio (solda oxiacetilênica). Laranja O laranja deverá ser empregado para identificar: • Canalizações contendo ácidos; • Partes móveis de máquinas e equipamentos; • Partes internas das guardas de máquinas que possam ser removidas ou abertas; • Faces internas de caixas protetoras de dispositivos elétricos; • Faces externas de polias e engrenagens; • Botões de arranque de segurança; • Dispositivos de corte, bordas de serras, prensas; Púrpura A púrpura deverá ser usada para indicar os perigos provenientes das radiações eletromagnéticas penetrantes de partículas nucleares. Deverá ser empregada a púrpura em: • Portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou armazenam materiais radioativos ou materiais contaminados pela radioatividade; • Locais onde tenham sido enterrados materiais e equipamentos contaminados; • Recipientes de materiais radioativos ou de refugos de materiais e equipamentos contaminados; • Sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de radiações eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. Lilás O lilás deverá ser usado para indicar canalizações que contenham álcalis. As refinarias de petróleo poderão utilizar o lilás para a identificação de lubrificantes.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 47 Cinza Cinza Claro O cinza claro deverá ser usado para identificar canalizações em vácuo. Cinza Escuro O cinza escuro deverá ser usado para identificar eletrodutos. Alumínio O alumínio será utilizado em canalizações contendo gases liqüefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (ex.: óleo diesel, gasolina, querosene, óleo lubrificante, etc.). Marrom O marrom pode ser adotado, a critério da empresa, para identificar qualquer fluido não identificável pelas demais cores. Cores em Máquinas O corpo das máquinas deverá ser pintado em branco, preto ou verde. Cores em Canalizações As canalizações industriais, para condução de líquidos e gases, deverão receber a aplicação de cores, em toda sua extensão, a fim de facilitar a identificação do produto e evitar acidentes. Obrigatoriamente, a canalização de água potável deverá ser diferenciada das demais. Quando houver a necessidade de uma identificação mais detalhada (concentração, temperatura, pressões, pureza, etc.), a diferenciação far-se-á através de faixas de cores diferentes, aplicadas sobre a cor básica. A identificação por meio de faixas deverá ser feita de modo que possibilite facilmente a sua visualização em qualquer parte da canalização. Todos os acessórios das tubulações serão pintados nas cores básicas de acordo com a natureza do produto a ser transportado. O sentido de transporte de fluido, quando necessário, será indicado por meio de seta pintada em cor de contraste sobre a cor básica da tubulação. Para fins de segurança pelo mesmo sistema de cores que as canalizações.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 48 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Sinalização para Armazenamento de Substância Perigosas O armazenamento de substâncias perigosas deverá seguir padrões internacionais. Para fins do disposto no item anterior, considera-se substância perigosa todo o material que seja, isoladamente ou não, corrosivo, tóxico, radioativo, oxidante, e que durante o seu manejo, armazenamento, processamento, embalagem, transporte, possa conduzir efeitos prejudiciais sobre trabalhadores, equipamentos, ambiente de trabalho. Símbolos para Identificação dos Recipientes na Movimentação de Materiais Na movimentação de materiais no transporte terrestre, marítimo, aéreo e intermodal, deverão ser seguidas as normas técnicas sobre simbologia vigentes no país. Rotulagem Preventiva A rotulagem dos produtos perigosos ou nocivos à saúde deverá ser feita segundo as normas constantes deste item. Todas as instruções dos rótulos deverão ser breves, precisas, redigidas em termos simples e de fácil compreensão. A linguagem deverá ser prática, não se baseando somente nas propriedades inerentes a uma produto, mas dirigida de modo a evitar os riscos resultantes do uso, manipulação e armazenagem do produto. Onde possa ocorrer misturas de duas ou mais substâncias químicas, com propriedades que variem, em tipo ou grau daquelas dos componentes considerados isoladamente, o rótulo deverá destacar as propriedades perigosas do produto final. Do rótulo deverão constar os seguintes tópicos: • Nome Técnico do Produto; • Palavra de Advertência, designando o grau de risco; • Indicações de Risco; • Medidas Preventivas, abrangendo aquelas a serem tomadas; • Primeiros Socorros; • Informações Para Médicos, em casos de acidentes; • Instruções Especiais em Caso de Fogo, Derrame ou Vazamento, quando for o caso. No cumprimento do disposto no item anterior dever-se-á adotar o seguinte procedimento: Nome Técnico Completo
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 49 O rótulo especificando a natureza do produto químico. Exemplo: "Ácido Corrosivo", "Composto de Chumbo" etc. Em qualquer situação a identificação deverá ser adequada, para permitir a escolha do tratamento médico correto, no caso de acidente. Palavra de Advertência As palavras de advertência que devem ser usadas são: "PERIGO" - para indicar substâncias que apresentam alto risco. "ATENÇÃO" - para substâncias que apresentam risco leve. Indicação de Risco As indicações deverão informar sobre os riscos relacionados ao manuseio de uso habitual ou razoavelmente previsível do produto. Exemplos: "Extremamente Inflamáveis", "Nocivo se Absorvido Através da Pele", etc. Medidas Preventivas Têm por finalidade estabelecer outras medidas a serem tomadas para evitar lesões ou danos decorrentes dos riscos indicados. Exemplos: "Mantenha Afastado do Calor, Faíscas e Chamas Abertas" e "Evite Inalar a Poeira". Primeiros Socorros Medidas específicas que podem ser tomadas antes da chegada do médico.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 50 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Noções Básicas de Combate à Incêndio Princípios Básicos do Fogo Para nossa própria segurança, devem-se conhecer os dois aspectos fundamentais da proteção contra incêndio. O primeiro aspecto é o da prevenção de incêndios, isto é, evitar que ocorra o fogo, utilizando certas medidas básicas, as quais envolvem a necessidade de se conhecerem, entre outros itens: a) as características do fogo; b) as propriedades de risco dos materiais; c) as causas de incêndios; d) o estudo dos combustíveis. Quando, apesar da prevenção, ocorre um princípio de incêndio, é importante que ele seja combatido de forma eficiente, para que sejam minimizadas suas conseqüências. A fim de que esse combate seja eficaz, deve-se, ainda:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 51 a) conhecer os agentes extintores; b) saber utilizar os equipamentos de combate a incêndios; c) saber avaliar as características do incêndio, o que determinará a melhor atitude a ser tomada. Pode-se definir o fogo como a conseqüência de uma reação química denominada combustão, que produz calor ou calor e luz. Para que ocorra essa reação química, dever-se-á ter, no mínimo, dois reagentes que, a partir da existência de uma circunstância favorável, poderão combinar-se. Os elementos essenciais do fogo são: • combustível (carbono, hidrogênio) • comburente (oxigênio); • calor (energia de ativação). Combustível Em síntese, combustível é todo material, toda substância que possui a propriedade de queimar, de entrar em combustão. Os combustíveis podem apresentar-se em 3 estados físicos: • sólido (madeira, papel, tecidos, etc.); • líquido (álcool, éter, gasolina, etc.); • gasoso (acetileno, butano, propano, etc.).
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 52 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Comburente Normalmente, o oxigênio combina-se com o material combustível, dando início à combustão. O ar atmosférico contém, na sua composição, cerca de 21% de oxigênio. Para demonstrar a importância do oxigênio na reação, recomendamos a seguinte experiência: 1º acender uma vela; 2º colocar um copo de material resistente ou um recipiente de vidro sobre a vela. Observe que a chama diminuirá gradativamente até a extinção do fogo; isso porque o oxigênio existente no recipiente vai sendo consumido na reação, até atingir uma quantidade insuficiente para mantê-la. Genericamente, o comburente é definido como "mistura gasosa que contém o oxidante em concentração suficiente para que em seu meio se desenvolva a reação de combustão". Calor É o elemento que fornece a energia de ativação necessária para iniciar a reação entre o combustível e o comburente, mantendo e propagando a combustão, como a chama de um palito de fósforos. Note-se que o calor propicia: a) elevação da temperatura; b) aumento do volume dos corpos; c) mudança no estado físico das substância.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 53 Há casos de materiais em que a própria temperatura ambiente já serve como fonte de calor, como o magnésio, por exemplo. Condições Propícias para a Combustão Além dos elementos essenciais do fogo, há a necessidade de que as condições em que esses elementos se apresentam sejam propícias para o início da combustão. Se uma pessoa trabalha em um escritório iluminado com uma lâmpada incandescente de 100 watts e, além disso, ela fuma, haverá no ambiente: Combustível: mesa, cadeira, papel, etc.; Comburente: oxigênio presente na atmosfera; Calor: representado pela lâmpada incandescente ligada e pelo cigarro acesso. Apesar de esses três elementos estarem presentes no ambiente, só ocorrerá incêndio, se, por distração da pessoa que está trabalhando, uma folha de papel, por exemplo, encostar no cigarro aceso. Neste caso, o calor do cigarro aquecerá o papel e este começará a liberar vapores que, em contato com a fonte de calor (brasa do cigarro), se combinará com o oxigênio do ar e entrará em combustão.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 54 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão IMPORTANTE: Somente quando o combustível se apresentar sob a forma de vapor (ou gás), ele poderá, normalmente, entrar em ignição. Se esse combustível estiver no estado sólido ou líquido, haverá necessidade de que seja aquecido, para que comece a liberar vapores ou gases. Esquematicamente, podem-se considerar vários casos: aquecimento a) sólido ----------------------------------> vapor Exemplo: Papel aquecimento aquecimento b) sólido -------------------------> líquido --------------------------> vapor Exemplo: Parafina
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 55 aquecimento c) líquido ----------------------------------> vapor Exemplo: Óleos combustíveis d) gás (já se apresenta no estado físico adequado à combustão) Exemplo: Acetileno Quanto ao oxigênio, ele deverá estar presente no ambiente, em porcentagens adequadas. Para cada combustível haverá a necessidade da presença de uma porcentagem mínima de oxigênio, a partir da qual a mistura poderá entrar em combustão. A concentração de oxigênio abaixo desse limite inviabiliza a combustão, pois a mistura combustível- comburente estará muito "rica". Reação em Cadeia Toda reação química envolve troca de energia. Na combustão, parte da energia desprendida é dissipada no ambiente, provocando os efeitos térmicos derivados do incêndio; o restante continua a aquecer o combustível, fornecendo a energia (fonte de calor)) necessária para que o processo continue. Didaticamente, representa-se a reação química da seguinte forma: COMBUSTÍVEL + COMBURENTE FONTE DE IGNIÇÃO LUZ + CALOR + FUMOS + GASES (vapor) Essa reação vai ter uma velocidade de propagação relacionada com diversos fatores, tais como temperatura, umidade do ar, características inerentes ao material combustível, forma física desse material (sólido bruto ou particulado, líquido, etc.), condições de ventilação aspectos que serão adiante analisados:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 56 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão ER - Energia das substâncias reagentes EA - Energia de ativação EI = ER + EA = Energia do processo que desencadeia a reação EP = Energia final dos produtos da reação ∆E1 = parte da energia desprendida que é reaproveitada no processo, continuando a aquecer as substâncias reagentes; ∆E2 = parte da energia desprendida que é dissipada no ambiente. Triângulo do Fogo Os três elementos básicos para que um fogo se inicie são, portanto, o material combustível, o comburente e a fonte de ignição ou fonte de calor. A representação gráfica desse conjunto é tradicionalmente chamada de Triângulo do Fogo. Conforme ao exposto no item anterior, a propagação do fogo vai depender da existência de energia suficiente para manter a reação em cadeia.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 57 Combustão A combinação dos três elementos do triângulo do fogo sob condições propícias permite a ignição e a continuação das reações químicas, as quais podem ser classificadas em: • oxidação lenta, • combustão simples, • deflagração, • detonação, • explosão. O parâmetro empregado para classificar as combustões é a velocidade de propagação. A velocidade de propagação é definida como a velocidade de deslocamento da frente de reação, ou a velocidade de deslocamento da fronteira entre a área já queimada (zona dos produtos da reação) e a área ainda não atingida pela reação (zona não destruída). Classificação Oxidação lenta - A energia despendida na reação é dissipada no meio ambiente sem criar um aumento de temperatura na área atingida (não ocorre a reação em cadeia). É o que ocorre com a ferrugem (oxidação do ferro) ou com o papel, quando fica amarelecido. A propagação ocorre lentamente, com velocidade praticamente nula. Combustão simples - Há percepção visual do deslocamento da frente de reação, porém a velocidade de propagação é inferior a 1 metro por segundo (m/s). Os incêndios normais, como a combustão de madeira, papel, algodão, são exemplos de combustão simples, onde a energia desprendida na reação é dissipada, indo parte para o ambiente e sendo parte utilizada para manter a reação em cadeia, ativando a mistura combustível- comburente.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 58 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Deflagração - A velocidade de propagação é superior a 1 m/s, mas inferior a 400 m/s. Surge o fenômeno de elevação da pressão com valores limitados entre 1 e 10 vezes a pressão inicial. Ocorre a deflagração com a pólvora, misturas de pós combustíveis e vapores líquidos inflamáveis. Detonação - A velocidade de propagação é superior a 400 m/s. Pela descontinuidade das ondas de pressão geradas, cria-se uma onda de choque que pode atingir até 100 vezes a pressão inicial. Ocorre com explosivos industriais, como a nitroglicerina, e, em circunstâncias especiais, com mistura de gases e vapores em espaços confinados. Explosão - O termo pode ser aplicado genericamente aos fenômenos onde o surgimento de ondas de pressão produzem efeitos destrutivos, quando o ambiente onde ocorre a reação não pode suportar a pressão gerada. Comportamento do Combustível Pelos efeitos possíveis de uma combustão em função da velocidade de propagação, fica evidente a necessidade de se conhecerem os fatores que influem na velocidade de propagação, para que o técnico prevencionista possa calcular os riscos oriundos de determinada mistura combustível-comburente. Estado Físico Para avaliação do risco de incêndio, o estado físico do combustível é o primeiro aspecto a ser analisado: Combustível sólido - em condições normais, o aquecimento de um combustível no estado sólido provoca inicialmente a vaporização da umidade, obtendo-se um resíduo sólido (carbono fixo); posteriormente, pela ação do calor, são liberados compostos gasosos que reagirão com o oxigênio em presença do calor, até que seja consumida toda a matéria combustível. Combustível líquido - a combustão dos líquidos, de composição CN Hm, é decorrente de dois processos: Teoria da Hidroxilização Os hidrocarbonetos pulverizados são decompostos, quando sob a ação do oxigênio e do calor, em compostos hidroxilados (tipo aldeído) de cadeia menor. A ação contínua do calor e do oxigênio acaba por transformar estes compostos em espécies químicas mais simples, como monóxido de carbono e hidrogênio, que sofrerão nova combustão, produzindo, finalmente, dióxido de carbono e água. Assim, a chama azul produzida no Bico de Bunsem, indicativa de combustão de monóxido de carbono e
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 59 hidrogênio, teria explicação através desta teoria, pois no interior do Bico teríamos um gradiente de temperatura e a conseqüente formação de compostos hidroxilados complexos. Teoria do "Craking" Os hidrocarbonetos pulverizados, em mistura com o ar, ao serem submetidos a um aquecimento brusco, cindem, produzindo diretamente carbono e hidrogênio, que reagirão com o oxigênio, resultando dióxido de carbono e água como produtos finais. Esta teoria pode ser explicada através da queima de uma vela, pois a parafina liqüefeita, ao se vaporizar no pavio, cinde diretamente em carbono e hidrogênio, quando em contato com a chama. A presença do carbono pode ser facilmente detectada por meio de introdução de uma superfície fria no interior da chama, o que implicará um deposito de fuligem (carbono) sobre aquela. Convém notar que na prática, esses dois processos ocorrem simultaneamente, com predominância de um ou outro, dependendo do caso. Combustível gasoso - em mistura com o oxigênio em proporções adequadas pode entrar em combustão pela ação de um pequeno arco voltaico, ou faísca gerada por atrito. Pelas teorias apresentadas, conclui-se que o combustível sólido ou líquido entra em combustão somente após a vaporização ou produção de gás, a partir de sua decomposição, resultante da ação do calor e do oxigênio. No entanto, há substâncias que são excluídas da regra geral, como o carvão vegetal e os metais piróforos, que, expostos ao oxigênio, entram espontaneamente em combustão. Temperatura Todo material possui certas propriedades que o diferenciam de outros, em relação ao nível de combustibilidade. Por exemplo, pode-se incendiar a gasolina com a chama de um isqueiro, não ocorrendo o mesmo em relação ao carvão coque. Isso porque o calor gerado pela chama do isqueiro não seria suficiente para levar o carvão coque à temperatura necessária para que ele liberasse vapores combustíveis. Cada material, dependendo da temperatura a que estiver submetido, liberará maior ou menor quantidade de vapores. Para melhor compreensão do fenômeno, definem-se algumas variáveis, denominadas: • ponto de fulgor;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 60 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • ponto de combustão; • temperatura de ignição. Ponto de fulgor - É a temperatura mínima em que um combustível começa a desprender vapores que, se entrarem em contato com alguma fonte externa de calor, se incendeiam. Só que as chamas não se mantém, não se sustentam, por não existirem vapores suficientes. Se aquecermos pedaços de madeira dentro de um tubo de vidros de laboratório, a certa temperatura a madeira desprenderá vapor de água; esse vapor não pega fogo. Aumentando-se a temperatura, em certo ponto começarão a sair gases pela boca do tubo. Aproximando-se um fósforo aceso, esses gases transformar-se-ão em chamas. Por aí, nota-se que um combustível sólido (a madeira), a acerta temperatura, desprende gases que se misturam ao oxigênio (comburente) e que se inflamam em contacto com a chama do fósforo aceso. O fogo não continua porque os gases são insuficientes, formam- se em pequena quantidade. O fenômeno observado indica o "ponto de fulgor" da madeira (combustível sólido), que é de 150ºC (cento e cinqüenta grau centígrados). O ponto de fulgor varia de combustível a combustível: para a gasolina ele é de -42ºC (menos quarenta e dois graus centígrados); já para o asfalto é de 204ºC (duzentos e quatro graus centígrados).
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 61 Ponto de combustão - Na experiência da madeira, se o aquecimento prosseguir, a quantidade de gás expelida do tubo aumentará. Entrando em contato com a chama do fósforo, ocorrerá a ignição, que continuará, mesmo que o fósforo seja retirado. A queima, portanto, não para. Foi atingido o "ponto de combustão", isto é, a temperatura mínima a que esse combustível sólido, a madeira, sendo aquecido, desprende gases que, em contacto com fonte externa de calor, se incendeiam, mantendo-se as chamas. No ponto de combustão, portanto, acontece um fato diferente, ou seja, as chamas continuam. Temperatura de ignição - Continuando o aquecimento da madeira, os gases, naturalmente, continuarão se desprendendo. Em certo ponto, ao saírem do tubo, entrando em contato com o oxigênio (comburente), eles pegarão fogo sem necessidade da chama do fósforo. Ocorre, então, um fato novo: não há mais necessidade da fonte externa de calor. Os gases desprendidos do combustível, apenas ao contato com o comburente, pegam fogo e, evidentemente, mantêm-se em chamas. Foi atingida a "temperatura de ignição", que é a temperatura mínima em que gases desprendidos de um combustível se inflamam, pelo simples contacto com o oxigênio do ar. O etér atinge sua temperatura de ignição a 180ºC (cento e oitenta graus centígrados) e o enxofre a 232ºC (duzentos e trinta e dois graus centígrados). Uma substância só queima quando atinge, pelo menos, o ponto de combustão. Quando ela alcançar a temperatura de ignição, bastará que seus gases entrem em contacto com o oxigênio para pegar fogo, não havendo necessidade de chama ou de outra fonte de calor para provocá-lo. Convém lembrar que, mesmo que o combustível esteja no ponto de combustão, se não houver chama ou outra fonte de calor não se verificará o fogo. Grande parte dos materiais sólidos orgânicos, líquidos e gases combustíveis contêm grandes quantidades de carbono e/ou de hidrogênio. Citamos como exemplo o gás propano, cujas porcentagens em petracloreto de carbono, considerado não combustível, tem aproximadamente, 82% de carbono e 18% de hidrogênio. O tetracloreto de carbono, considerado não combustível, tem aproximadamente, em peso, 8% de carbono e 92% de cloro.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 62 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Ventilação Quanto mais ventilado for o local onde ocorre a combustão, mais viva ela será, pois haverá renovação do ar com a entrada de mais oxigênio, permitindo manter a reação em cadeia. É por esse motivo que se recomenda à pessoa cujas roupas estejam em chamas, que não corra, pois, dessa forma, aumentará a ventilação e, consequentemente, as chamas. A pessoa deve deitar-se e rolar pelo chão até abafarem-se as chamas. Forma física Quanto mais subdividido estiver o material, mais rapidamente entrará em combustão. A figura mostra um exemplo clássico, pois a velocidade de propagação é muito maior na serragem do que na madeira maciça, embora a composição seja a mesma. Isso se deve a maior superfície de contato entre combustível e comburente.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 63 Outro exemplo é o da gasolina em recipientes com aberturas de dimensões diferentes. Na figura seguinte a queima será muito mais rápida e intensa no 2º caso, embora a quantidade de líquido seja a mesma. Comportamento do Comburente Considerando genericamente a combustão como uma reação de oxidação, a composição química das substâncias determinará o grau de combustibilidade do material. Há substâncias que liberam oxigênio em certas condições, como o cloreto de potássio. Outras podem funcionar como comburentes: por exemplo, uma atmosfera contendo cloro. Tais casos são mais esporádicos e seu estudo envolveria uma complementação de conhecimentos. Em condições normais, a maior fonte de comburente é ao próprio ar atmosférico que em sua composição, possui cerca de 21% de oxigênio. A partir de 16% de O2 (oxigênio) no ambiente, já pode haver combustão com labaredas, e quanto maior a presença de oxigênio, mais via será essa combustão. Com a presença de oxigênio numa proporção entre 8 e 16%, não haverá labaredas, e numa proporção ainda menor, praticamente não haverá combustão. Em ambientes hospitalares ou industriais, onde se manipule oxigênio puro (100%), deve ser feita uma análise de riscos mais severa. Na presença de gases combustíveis, como propano, butano, metano, o limite inferior de concentração de oxigênio necessário para a combustão está próximo a 12%, e para o hidrogênio esse limite está próximo a 5%. Dessa forma, as medidas de prevenção devem ser intensificadas.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 64 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Fontes de Calor As fontes de calor em um ambiente podem ser as mais variadas: • a chama de um fósforo; • a brasa de um cigarro aceso; • uma lâmpada; • a chama de um maçarico, etc. A própria temperatura ambiente já pode vaporizar um material combustível; é o caso da gasolina, cujo ponto de fulgor é de, aproximadamente, -40ºC. Considerando-se que o ponto de combustão é superior em apenas alguns graus, a uma temperatura ambiente de 20ºC já ocorre a vaporização. O calor pode atingir determinada área por condução, convecção ou radiação. Condução A propagação do calor é feita de molécula para molécula do corpo, por movimento vibratório. A taxa de condução do calor vai depender basicamente da condutividade térmica do material, bem como de sua superfície e espessura. É importante destacar a necessidade da existência de um meio físico. Convecção É uma forma característica dos fluídos. Pelo aquecimento, as moléculas expandem-se e tendem a elevar-se, criando correntes ascendentes a essas moléculas e correntes descendentes às moléculas mais frias. É um fenômeno bastante comum em edifícios, pois através de aberturas, como janelas, poços de elevadores, vãos de escadas, podem ser atingidos andares superiores. Radiação É a transmissão do calor por meio de ondas. Todo corpo quente emite radiações que vão atingir os corpos frios. O calor do sol é transmitido por esse processo. São radiações de calor as que as pessoas sentem quando se aproximam de um forno quente.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 65 Classes de Incêndio Os incêndios em seu início, são muito mais fáceis de serem controlados e extintos. Quanto mais rápido for a ataque às chamas, maiores serão as possibilidades de reduzi-las, de eliminá-las. E a principal preocupação, no ataque, consiste em desfazer, em romper o triângulo do fogo. Mas que tipo de ataque se faz ao fogo em seu início? Qual a solução que deve ser tentada? Como os incêndios são de diversos tipos, as soluções serão diferentes e os equipamentos de combate também serão de tipos diversos. É preciso conhecer, identificar bem o incêndio que se vai combater, para escolher o equipamento correto. Um erro na escolha de um extintor pode tornar inútil o esforço de combater as chamas ou pode piorar a situação, aumentando as chamas, espalhando-as ou criando novas causas de fogo (curtos-circuitos). Os incêndios são divididos em quatro (4) classes: Classe A - Fogo em materiais sólidos de fácil combustão, como tecidos, madeira, papel, fibras, etc., que têm a propriedade de queimar em sua superfície e profundidade, e que deixam resíduos. Classe B - Fogo em líquidos combustíveis e inflamáveis, como óleos, graxas, vernizes, tintas, gasolina, etc., que queimam somente em sua superfície, não deixando resíduos. Classe C - Fogo em equipamentos elétricos energizados, como motores, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc. Classe D - Fogo em elementos pirofóricos como o magnésio, o zircônio, o titânio, etc. Os incêndios em equipamentos elétricos energizados (classe C) são fogos de qualquer tipo de combustível em instalações
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 66 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão elétricas o em suas proximidades. São classificados separadamente pelo risco suplementar envolvido. Atualmente, não são considerados como classe de incêndio pelas normas de alguns países, exigindo-se apenas que substâncias extintoras que conduzam eletricidade não sejam utilizadas em instalações elétricas. Riscos Inerentes A avaliação dos riscos deve considerar ainda características inerentes a cada substância. As principais são: Limite de Inflamabilidade ou Explosividade São concentrações de vapor ou gás em ar, abaixo ou acima das quais a propagação da chama não ocorre, quando em presença de fonte de ignição. O limite inferior é a concentração mínima, abaixo da qual a quantidade de vapor combustível é muito pequena (mistura pobre) para queimar ou explodir. O limite superior é a concentração máxima acima da qual a quantidade de vapor combustível é muito grande (mistura rica) para queimar ou explodir). Intervalo de Inflamabilidade ou Explosividade É o intervalo entre os limites inferior e o superior de inflamabilidade ou explosividade. Densidade de Vapor ou Gás É a relação entre os pesos de iguais volumes de um gás ou vapor puro e o ar seco, nas mesmas condições de temperatura e pressão.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 67 Combustão Expontânea Reação exotérmica que ocorre com algumas substâncias como os metais piróforos ou pirofóricos, ao entrarem em contato com o oxigênio do ar ou com agentes oxidantes. Por um processo de aquecimento espontâneo, ao atingir a sua temperatura de ignição, entram em combustão. Esse aquecimento, na maioria dos casos, processa-se lentamente, como, por exemplo, em estopas embebidas em graxa. O controle de elevação da temperatura e a armazenagem em recipientes de segurança são medidas recomendadas. Combate à Incêndio Quando, por qualquer motivo, a prevenção falha, os trabalhadores devem estar preparados para o combate ao princípio de incêndio o mais rápido possível, pois quanto mais tempo durar o incêndio, maiores serão as conseqüências. Para que o combate seja eficaz, é necessário que: • existam equipamentos de combate a incêndios em quantidade suficiente e adequados ao tipo de material em combustão; • o pessoal, que eventual ou permanentemente circule na área, saiba como usar esses equipamentos e possa avaliar a capacidade de extinção. Como já foi visto, o fogo é um tipo de queima, de combustão, de oxidação; é um fenômeno químico, uma reação química, que provoca alterações profundas na substância que se queima. Um pedaço de papel ou madeira que se inflama transforma-se em substância muito diferente.. O mesmo acontece com o óleo, com a gasolina ou com um gás que pegue fogo. A palavra oxidação significa também queima. A oxidação pode ser lenta, como no caso da ferrugem. Trata-se de uma queima muito lenta, sem chamas. Já na combustão de papel, há chamas, sendo uma oxidação mais rápida. Na explosão do dinamite, a queima, a oxidação, é instantânea e violenta. Chama-se oxidação porque é o oxigênio que entra na transformação, ajudando na queima das substâncias. O tipo de queima que interessa a este estudo é o que apresenta chamas e/ou brasas.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 68 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Métodos de Extinção Consideremos o triângulo do fogo: Eliminando-se um desses elementos, cessará a combustão. Tem- se aí uma indicação muito importante de como se pode acabar com o fogo. Pode-se eliminar a substância que está sendo queimada (esta é uma solução que nem sempre é possível). Pode-se eliminar o calor, provocando o resfriamento no ponto em que ocorre a combustão e a queima. Pode-se, ainda, eliminar ou afastar o comburente (o oxigênio) do lugar da queima, por abafamento, introduzindo outro gás que não seja comburente. O triângulo do fogo é como um tripé; eliminando-se uma das pernas, acaba a sustentação, isto é, o fogo extingue-se. De tudo isso, conclui-se que, impedindo-se a ligação dos pontos do triângulo, ou seja, dos elementos essenciais, indispensáveis para o fogo, este não surgirá, ou deixará de existir, se já tiver começado. Quando num poço de petróleo que está em chamas é provocada uma explosão para combater o incêndio, o que se deseja é afastar momentaneamente o oxigênio, que é o comburente, um dos elementos do triângulo do fogo, para que o incêndio acabe, se extinga. Em lugares onde há material combustível o oxigênio, lê-se um aviso de que é proibido fumar; com isso, pretende-se evitar a formação do triângulo do fogo, isto é, combustível, comburente e calor. O calor, neste caso, é a brasa do cigarro. Sem este calor, o combustível e o comburente não poderão transformar-se em fogo.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 69 Basicamente, a extinção de um incêndio é feita por uma ação de resfriamento ou abafamento, ou por uma união das duas ações. Ação de resfriamento: diminui-se a temperatura do material incendiado a níveis inferiores ao do ponto de fulgor ou de combustão dessa substância. A partir deste instante, não haverá a emissão de vapores necessários ao prosseguimento do fogo. Ação de abafamento: é resultante da retirada do oxigênio, pela aplicação de um agente extintor que deslocará o ar da superfície do material em combustão. Dependendo do tipo de agente extintor, ou da forma como alguns deles são empregados, outros efeitos podem ser conseguidos, como a diluição de um líquido combustível em água ou a interferência na reação química. A retirada do material combustível (o que está queimando ou o que esteja próximo) evita a propagação do incêndio, sem a necessidade de se utilizar um agente extintor. Agentes Extintores São considerados agentes extintores, em virtude da sua atuação sobre o fogo, conforme os métodos expostos anteriormente, as seguintes substâncias: • água; • espuma; • pó químico seco; • gás carbônico; • gases halogenados. A água apresenta como característica principal a capacidade de diminuir a temperatura dos materiais em combustão, agindo, portanto, por resfriamento, quando utilizada sob a forma de jato. Pode também combinar uma ação de abafamento, se aspergida em gotículas, isto é, sob a forma de neblina. A espuma pode ser química, quando resultante da mistura de duas substâncias (p. ex., bicarbonato de sódio e sulfato de alumínio, ambos em solução aquosa) ou mecânica (extrato adicionado à água, com posterior agitação da solução para formação da espuma). Sua ação principal é de abafamento, criando uma barreira entre o material combustível e o oxigênio (comburente).
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 70 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Outro agente que atua por abafamento é o gás carbônico, também conhecido por dióxido de carbono ou CO2. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e ventilados. É mais pesado que o ar; no entanto, não é eficiente em locais abertos e ventilados. O pó químico seco comum (bicarbonato de sódio) atua por abafamento; é preferível ao CO2 em locais abertos. Quando se trata de pós especiais, utilizados na chamada "classe D", eles se fundem em contato com o metal pirofórico, formando uma "camada protetora" que isola o oxigênio, interrompendo a combustão. Tipos de Equipamento para Combate a Incêndios Os mais utilizados são: • extintores; • hidrantes. Tipos de Extintor É preciso conhecer muito bem cada tipo de extintor, pois para cada classe de incêndio há um agente extintor mais indicado. Extintor de espuma Funciona a partir da reação química entre duas substâncias: o sulfato de alumínio e o bicarbonato de sódio dissolvidos em água. A figura mostra, de modo simplificado, esse extintor. Dentro do aparelho estão o bicarbonato de sódio e um agente estabilizador de espuma, normalmente o alcaçuz; num cilindro menor, é
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 71 carregado o sulfato de alumínio. Ao ser virado o extintor, as duas misturas vão encontrar-se, acontecendo a reação química. O manejo do extintor de espuma é bastante simples: • O operador aproxima-se do fogo com o extintor na posição normal; • Inverte a posição do extintor; • Ataca o fogo de classe A dirigindo o jato para a sua base, e o fogo de classe B, dirigindo o jato para a parede do recipiente. Quando o agente estabilizador não é colocado, a espuma formada pela reação rapidamente se dissolve, perdendo o seu efeito de abafamento. Esse tipo de extintor é utilizado apenas em incêndios classe A, denominando-se "carga líquida".
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 72 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão No comércio, são vendidos extintores de 10 litros ou carretas de 50, 75, 100 e 150 litros. Embora simples, o extintor de espuma necessita de uma série de cuidados para que, quando houver necessidade, ele possa ser eficazmente usado: • A cada 5 anos, deverá sofrer um teste hidrostático, em firma idônea. É um teste em que é usada a pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão da água para verificação da resistência do extintor à pressão que se forma dentro dele, quando em uso; • A cada 12 meses, deverá ser descarregado e recarregado novamente; • Semanalmente, deverá sofrer inspeção visual e o bico do jato deverá ser desobstruído, ou desentupido, se for o caso. É um extintor relativamente barato e dá boa cobertura, evitando que, num fogo já dominado, recomece a ignição, ou seja, que voltem as chamas. Extintor de água O agente extintor é a água. Há dois tipos comerciais: Pressurizado É um cilindro com água sob pressão. O gás que dá a pressão, que impulsiona a água, geralmente é o gás carbônico ou o nitrogênio. Existem alguns a ar. O extintor de água pressurizada deve ser operado da seguinte forma: • O operador leva o extintor ao local do fogo;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 73 • Retira a trava ou o pino de segurança; • Empunha a mangueira; • Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 74 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Pressurizar Há uma ampola de gás e, uma vez aberto o registro da ampola, o gás é liberado, pressionando a água. A ampola pode ser interna ou externa ao cilindro que contém a água. Sua manutenção é mais simples que a do anterior; porém devem ser tomados os seguintes cuidados: • Revisão e teste hidrostático a cada 5 anos; • Anualmente, deve ser descarregado. São fornecidos extintores portáteis ou em carretas. O extintor de água a pressurizar (água-gás) deve ser operado da seguinte forma: • O operador leva o extintor ao local do fogo; • Abre o cilindro de gás; • Empunha a mangueira; • Ataca o fogo (classe A), dirigindo o jato d' água para a sua base. Extintor de gás carbônico (CO2) O gás carbônico é encerrado num cilindro com uma pressão de 61 atmosferas. Ao ser acionada a válvula de descarga, o gás passa por um tubo sifão, indo até o difusor, onde é expelido na forma de nuvem. Como há possibilidade de vazamentos, este extintor deverá ser pesado a cada 3 (três) meses, e toda vez que houver perda de mais de 10% (dez por cento) no peso, deverá ser descarregado e recarregado novamente (a norma técnica estabelece o prazo de 6 (seis) meses para a pesagem). Como não deixa resíduos, é ideal para equipamentos elétricos comuns. São fornecidos extintores portáteis de 1 kg até carretas de 50 kg ou mais.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 75 Ao utilizar o extintor de gás carbônico (CO2), o operador: • Leva o extintor ao local do fogo; • Retira o pino de segurança; • Empunha a mangueira; • Ataca o fogo, procurando abafar toda a área atingida.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 76 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Extintor de pó químico seco Utiliza bicarbonato de sódio não higroscópico (que não absorve umidade) e um agente propulsor que fornece a pressão, que pode ser o gás carbônico ou o nitrogênio. É fornecido para uso manual ou em carretas, e pode ser sob pressão permanente (pó químico seco pressurizado) ou com pressão injetada (pó químico seco a pressurizar). Estes extintores são mais eficientes que os de gás carbônico, tendo seu controle feito pelo manômetro e, quando a pressão baixa, devem ser recarregados. São semelhantes, no aspecto, aos extintores de água. Os extintores de pó químico seco devem ser operados da seguinte forma: Pressurizado • O operador leva o extintor ao local do fogo; • Retira a trava ou o pino de segurança; • Empunha a mangueira; • Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 77 A pressurizar • O operador leva o extintor ao local do fogo; • Abre o cilindro de gás; • Empunha a mangueira; • Ataca o fogo procurando formar uma nuvem de pó, a fim de cobrir a área atingida. Há outros tipos de extintores de pó químico seco, que podem ser utilizados com eficiência nos incêndios classe A. São chamados extintores de pó tipo ABC ou Monex.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 78 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Utilização de Extintores Tipo de Extintor Classe de Incêndio Água Espuma CO2 Pó Químico Seco "A" Papel Madeira Tecidos Fibras Sim Sim Não Não
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 79 "B" Óleo Gasolina Graxa Tinta GLP Não Sim Sim Sim "C" Equipamentos Elétricos Energizados Não Não Sim Sim "D" Magnésio Zircônio Titânio Não Não Não Sim Obs: um pó químico especial NOTA: Variante para classe "D": usar o método de abafamento por meio de areia seca ou limalha de ferro fundido. * Não é utilizada como jato pleno, porém pode ser usada sob a forma de neblina. ** Pode ser usado em seu início. *** Existem pós químicos especiais (tipo ABC) Hidrantes As empresas que possuem sistemas de hidrantes - instalações de água com reservatórios apropriados - normalmente têm direito a descontos na tarifa de seguro-incêndio. Para tanto, devem estar enquadrados nas especificações do IRB (Instituto de Resseguros do Brasil) e posteriores recomendações da Susep. Devem ser distribuídos de forma que protejam toda a área da empresa por meio de dois jatos simultâneos, dentro de uma raio de 40 metros (30m das mangueiras e 10m do jato). Além da tubulação 1 1/2" ou 2 1/2"), dos registros e das mangueiras (30 m ou 15 m), devem-se escolher requintes que possibilitem a utilização da água em jato ou sob a forma de neblina (requinte tipo universal).
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 80 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Primeiros Socorros Introdução Na área de prevenção de acidentes, deve haver a concentração de esforços de uma equipe de profissionais especializados, assim como de empresário, empregados e leigos. Com o desenvolvimento, a complexidade das tarefas, o aumento da mecanização, o perigo se torna cada vez mais presente e iminente, o que requer providências urgentes no sentido de evitar a ocorrência de fatos catastróficos. Entretanto é praticamente impossível anulá-los. Dai a necessidade de conhecimentos de Primeiros Socorros nos acidentes do trabalho que, nestas circunstâncias, desempenha um papel preventivo do agravamento do mal ocorrido. Por definição, Primeiros Socorros são os cuidados imediatos que devem ser dispensados à pessoa, vítima de acidente ou mal súbito. Via de regra, os Primeiros Socorros serão prestados no local da ocorrência, até a chegada de um médico, e se destinam a salvar uma vida ameaçada e a evitar que se agravem os males de que a vítima está acometida. Qualquer pessoa treinada poderá prestar os Primeiros Socorros, conduzindo-se com serenidade, compreensão e confiança. Sem ficar na dúvida, a primeira providência é controlar-se a si mesmo, porém o controle de outras pessoas é igualmente importante. A informação ao acidentado acerca do que ocorre e qual será a provável evolução é um dos problemas mais difíceis que devem enfrentar as pessoas que realizam tratamento de emergência. Se não se diz nada, aumentar-se-á com isto o medo e a ansiedade, mas, se se falar demasiado, poder-se-á provocar um alarme e uma situação de desespero desnecessária. As ações falam mais alto que as palavras. O tom de voz tranqüilo e confortante dará ao acidentado sensação de encontrar-se em boas mãos, e que a pessoa que o está atendendo não se encontra alterada. A prática de emergência simuladas ajudará a realizar manobras corretas, serenas, suaves e seguras. Os acidentes industriais poderão ser de tipo especial, devido aos perigos ou processos implicados, entretanto, ainda assim, serão aplicados os mesmos princípios de Primeiros Socorros. Material necessário para Emergência
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 81 Instrumento Termômetro; Tesoura. Material para curativo Algodão hidrófilo; Gaze esterilizada; Esparadrapo; Ataduras de crepe; Band-Aid. Anti-sépticos Solução de ido; Solução de temerosal; Água oxigenada, 10 volumes; Álcool; Água boricada. Medicamentos (a critério médico) Analgésicos em gotas e em comprimidos; Colírio neutro; Sal de cozinha; Antídotos para substâncias químicas utilizadas na empresa Soro fisiológico. Outros Conta-gotas; Copos de papel.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 82 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Ferimentos Toda vez que um agente traumático, como faca, prego ou um golpe forte, entra em contato com a pele, produzindo rotura, teremos a ocorrência de um ferimento. Se houver lesão apenas das camadas superficiais da pele, diremos que houve apenas uma escoriação local, porém se o trauma rompe todas as camadas da pele, teremos uma ferida. Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo da quantidade, poderá ser fatal. O ferimento é lesão das mais freqüentes e, na indústria, pode ocorrer pelos mais variados motivos, entre os quais batidas em ferramentas, máquinas, mesas, quedas, acontecendo também no trajeto residência-empresa-residência. Ferimentos leves, superficiais e com hemorragia moderada Conduta: • lavar as mãos com água e sabão, antes de fazer o curativo; • lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc; • passar um anti-séptico, se houver; • cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e esparadrapo, não deixando o ferimento descoberto; • procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de tratamentos precisos. Ferimentos profundos, extensos e com hemorragia nos membros Conduta a) estancar a hemorragia da seguinte maneira: • manter o membro atingido em elevação e comprimir o local com gaze esterilizada ou pano limpo, até parar a hemorragia;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 83 • se compressão não for suficiente para estancar a hemorragia, aplicar o torniquete, da seguinte maneira: − enrolar no membro uma tira de pano largo, aproximadamente 5 cm acima do ferimento (não usar fios, barbantes ou corda no lugar do pano); − fazer um meio nó; − colocar um pedaço de madeira no meio do nó; − completar o nó acima da madeira; − torcer a madeira até parar o sangramento, sem no entanto, apertar demais; − desapertar o torniquete a cada 10 minutos. É importante marcar no relógio o início da compressão, para saber quando desapertar; − o torniquete deve ser desapertado antes do tempo exigido de 10 minutos, quando notarmos que as extremidades dos dedos estão arroxeadas ou frias. Estes procedimentos estão ilustrados a seguir: − Passe a tira ao redor do braço ou da perna; − Dê um meio nó;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 84 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão − Coloque um pedaço de madeira (lápis, caneta, etc.); − Dê um nó completo no pano, sobre a vareta; − Aperte o torniquete fazendo girar a vareta; − Fixe a vareta com as pontas do pano.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 85 b) lavar as mãos com água e sabão antes de fazer o curativo; c) lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventuais sujeiras como terra, graxa, caco de vidro, etc.; d) passar um anti-séptico, se houver; e) cobrir o ferimento com gaze esterilizada ou pano limpo; f) encaminhar logo a vítima a um Serviço Médico pela necessidade de tratamento. Ferimentos com exposição de órgãos internos Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. quando isso acontece, através da ferida, podemos ver os órgãos internos como os músculos, tendões, ossos, pulmões, intestinos, etc. Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. Nesse caso, não se deve tentar colocar órgãos afetados no lugar. São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se faz urgente, chamando-se assistência médica e observando-se sinais vitais (pulso, batimentos cardíacos, respiração, etc.;). Conduta • passar anti-séptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgãos expostos; • cobrir com compressas esterilizadas ou gaze esterilizadas, molhadas, com água oxigenada, sem, no entanto, tentar recolocar no lugar os órgãos expostos; • prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, sem apertar.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 86 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Ferimentos na cabeça Numa queda, tombo, ou cai sobre a cabeça um objeto pesado, pode ocorrer ferimento do crânio, assim como uma hemorragia intensa. Não acontecendo a hemorragia, pode o acidentado ficar desmaiado ou simplesmente atordoado, formando no local do choque traumático um hematoma, também conhecido como "galo". O que fazer: • deitar a vítima de costas, sem travesseiro; • afrouxar todas as roupas; • ocorrendo a hemorragia, tomar condutas como em ferimentos hemorrágicos, comprimido bem o curativo. Hemorragias Hemorragia é a perda de sangue através de ferimentos e cavidades naturais como nariz, boca, etc.; pode ser também interna, resultante de um traumatismo. Hemorragia nasal Pode ocorrer com empregados expostos a altas temperaturas ou então provocada choque traumático. O que fazer: • sentar a vítima em uma cadeira, acalmando-a; • comprimir a narina sangrante com os dedos; • usar um chumaço de algodão tapando a narina sangrante; • colocar compressa de pano frio ou bolsa de gelo no nariz e na fronte.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 87 Hemorragia por tosse Em ambientes onde existam muitas poeiras, podem acontecer crises de tosse. Em algumas crises, a tosse é acompanhada de escarro, e este de sangue. Neste caso, está acontecendo algum problema pulmonar. O que fazer: • sentar a vítima, acalmando-a; • deixar tossir à vontade, evitar com que a vítima fale e não dar líquidos para beber; • procurar a assistência médica imediatamente, para a orientação adequada. Hemorragia digestiva Acontece nas pessoas que ingerem produtos químicos corrosivos, por acidente, ou é provocada por alguma doença no estômago. O que fazer: • deitar imediatamente a pessoa, acalmando-a; • afrouxar todas as roupas; • colocar uma bolsa de gelo na região do estômago; • dar pequenas quantidades de água, mas não outras bebidas; • deixar vomitar à vontade, colocando a vítima de lado para que não aspire o vômito; • chamar a assistência médica imediatamente, para orientação adequada. Hemorragia interna Uma colisão, um choque com objeto pesado pode acarretar ao trabalho, muitas vezes, uma hemorragia interna. A hemorragia se traduz pelo rompimento de vasos (veias ou artérias) internamente, ou de órgãos importantes como o fígado ou baço. Como não vemos o sangramento, temos que prestar atenção a alguns sinais externos, para podermos diagnosticar e encaminhar ao tratamento médico imediatamente e evitar o estado de choque.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 88 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Pulsação Temos em nosso corpo vários pontos onde podemos sentir a pulsação. Colocando dois dedos (o indicador e o médio), conforme figura 2 (pulso radial) ou figura 1 (pulso carotídeo ou fumeral), podemos notar, nesses casos, se o pulso está fraco ou acelerado. Pele Está fria, com bastante suor. Apresenta-se pálida, e as mucosas dos olhos e da boca estão brancas. Estando consciente, sentirá o acidentado muita sede e tonturas e, com o tempo, poderá ir ao estado de choque clínico. Mãos e dedos Ficam arroxeados pela diminuição da irrigação sangüínea provocada pela hemorragia. O que fazer: • observar rigorosamente a vítima para evitar parada cardíaca e respiratória; • deitar o acidentado, com a cabeça num nível mais baixo que o do corpo, mantendo-o mais imóvel possível; • colocar uma bolsa de gelo ou compressas frias no local do traumatismo.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 89 Queimaduras Queimaduras é toda e qualquer lesão ocasionada pela ação do calor sobre o corpo do empregado. Elas podem ser originadas por agentes químicos, térmicos elétricos. Temos como exemplos: • contato com metais incandescentes; • contato direto com o fogo; • vapores quentes ou líquidos ferventes; • substâncias químicas como ácidos em geral, soda cáustica, potassa cáustica, etc.; • contato elétrico; • radiação infravermelhas e ultravioletas emanadas por fornos industriais. Verificamos, de acordo com os agentes citados, que a sua ocorrência na indústria se dá potencialmente em qualquer atividades, variando em função das condições de trabalho. Classificação da queimaduras Quanto à profundidade 1º grau - quando a lesão é superficial, provocando apenas a vermelhidão da pele, sem formar bolhas. 2º grau - quando provoca a formação de bolhas e apresenta restos da pele queimada soltos. 3º grau - além da formação de bolhas, atinge os músculos e a camada interna do corpo. Quanto à extensão É a mais importante e se baseia na área do corpo queimada. Quanto maior a extensão da queimadura, maior é o risco que corre o empregado. Uma queimadura de 1º grau que abranja uma vasta extensão será considerada de muita gravidade. Procedimento em Queimaduras Agentes Químicos Retirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância química pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele. Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 90 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Fogo, Metais Incandescentes, Líquidos Ferventes e Vapores Apagar o fogo, utilizando água ou extintor apropriado, tomando-se o cuidado para não atingir os olhos. Pode-se abafar com cobertor ou rolar o acidentado no chão. No caso de metais incandescentes, líquidos ferventes e vapores, afastar o acidentado desses agentes. Retirar a roupa do acidentado e lavar o ferimento com água fria. Eletricidade Tirar a vítima do contato elétrico, com toda a precaução necessária, desligando-se a energia. Por Radiação Infravermelha e Ultravioleta (solar) Afastar o acidentado da fonte de calor radiante O Uso de Pomadas, Líquidos e Cremes Existem várias modalidades de pomadas, líquidos e cremes para queimaduras. Elas poderão ser utilizadas, mas somente em queimaduras de 1º grau, com orientação médica. Nas de 2º e 3º graus, estão formalmente contra-indicadas. O que fazer: • retirar a roupa do acidentado, com cuidado. Se necessário, usar uma tesoura para cortá-la; • lavar a área queimada com água fria ou soro fisiológico (se houver), do centro para fora, com cuidado, para não perfurar as bolhas; • dar de beber água, se a vítima estiver consciente; • cobrir, sem tocar com as mãos, a região com gaze esterilizada (se houver) ou com pano limpo; • encaminhar logo à assistência médica, para tratamento. Choque Elétrico A eletricidade pode produzir inúmeros acidentes, muitos dos quais mortais. Quando uma pessoa sofre uma descarga elétrica, esta passa por seu corpo e as conseqüências podem ser mais ou menos graves, dependendo da intensidade da corrente elétrica, resistência e voltagem. Na indústria, encontramos esse acidente quando há falta de segurança em eletricidade como: fios descascados, falta de aterramento elétrico, ferramentas portáteis, parte elétrica de um motor que, por defeito, está em contato com sua carcaça, etc.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 91 O que fazer: • antes de socorrer a vítima, cortar a corrente elétrica, desligando a chave geral de força, retirando os fusíveis da instalação ou puxando o fio da tomada; • se o item anterior não for possível, usar luvas de borracha grossa ou um amontoado de roupas ou jornais secos e afastar da vítima o fio ou aparelho elétrico: • se o acidente ocorrer ao ar livre, afastar o fio da vítima com o auxílio de uma vara comprida e seca ou um galho de árvore seco, fazendo esta operação com todo o cuidado para não encostar no fio; • se o choque foi leve, seguir os itens do Estados de Choque; • se o choque for acompanhado de parada cardíaca ou respiratória, fazer as manobras de reanimação conforme Parada Cardíaca e Para Respiratória; • se houver queimaduras, proceder conforme Queimaduras; • encaminhar ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento preciosos. Calor O empregado que exerce a sua atividade em ambientes cuja temperatura é alta está sujeito a uma série de alteração em seu organismo, com graves consequências à sua saúde. São ambientes onde, geralmente, existem fornos, forjas, caldeiras, fundições, etc. Os transtornos térmicos mais comuns são:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 92 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • problemas circulatório; • anidrose (deficiência de suor). O problema circulatório ocorre por deficiência de circulação e geralmente acontece com indivíduos inaptos ao ambiente. A pessoa sente cansaço, náuseas, calafrios e apresenta respiração superficial e irregular, palidez ou tonalidade azulada no rosto, temperatura do corpo elevada, pele úmida e fria, diminuição da pressão arterial. O que fazer • retirar a vítima do ambiente de trabalho, onde esteja exposta ao calor; • deitá-lo com a cabeça mais baixa que o resto do corpo; • afrouxar a roupa da vítima; • se estiver consciente, dar de beber água fresca, em pequena quantidade; • levar imediatamente ao atendimento médico, para tratamento. A deficiência do suor (anidrose) ocorre quando uma parte da superfície corpórea não transpira. A vítima sente a pela seca, vermelha e quente. Apresenta pulsação rápida, dificuldade respiratória, náuseas, vômitos, convulsão, desmaios, temperatura do corpo elevada, podendo chegar até a morte. O que fazer • levar a vítima a um lugar arejado e fresco, despir suas roupas e colocar sua cabeça sobre um travesseiro; • banhar o corpo da vítima com água fria; • envolver a vítima com lençol úmido; • se a vítima estiver consciente, dar líquidos para ela tomar, mas nunca bebidas alcoólicas ou estimulantes como café, chá, etc.; • procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento preciosos.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 93 Frio Temos acidentes por frio nas empresas que trabalham com industrialização de alimentos congelados, armazenamento de alimentos e medicamentos que necessitam de temperaturas baixas. O equipamento de proteção individual; que serve isolar do frio, pode causar dificuldades na movimentação, quer para segurar objetos, quer porque a visão fica prejudicada. As luvas e as botas, com a umidade, podem congelar as mãos e pés. Isso tudo pode levar a acidentes do trabalho, como quedas, derrubada de materiais, congelamento das mãos e dos pés, desmaios, etc. No caso de congelamento dos pés ou das mãos O que fazer • levar a pessoa a um lugar aquecido, mantendo-a deitada; • tirar imediatamente as botas, meias e luvas; • aquecer as partes congeladas com água quente (não fervente) ou panos molhados com água quente, realizando massagens delicadas para ativar a circulação nas partes próximas do membro congelado; • dar bebidas quentes, como café ou chá (nunca bebidas alcoólicas); • pedir ao acidentado para movimentar os pés ou as mãos, para ajudar a recuperação da circulação (nunca massagear a parte congelada). No caso de desmaios em ambientes frios O que fazer: • retirar imediatamente o acidentado do ambiente de trabalho; • retirar toda a roupa de trabalho (nunca deixar o empregado com as mesmas roupas). • cobrir com um cobertor ou dar um banho de água morna; • fornecer bebidas quentes como chá ou café, se estiver consciente, nunca bebidas alcoólicas; • observar sinais vitais (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.); • levar imediatamente à assistência médica. Estado de Choque
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 94 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão O estado de choque se dá quando há mau funcionamento entre o coração, vasos sangüíneos (artérias ou veias) e o sangue, instalando-se um desequilíbrio no organismo. As causas que levam ao estado de choque podem ser cardíacas: infartos, taquicardias (coração trabalhando de modo acelerado), bradicardias (coração trabalhando lentamente), processos inflamatórios do coração; diminuição da quantidade de sangue dentro dos vasos: hemorragias, alteração dos vasos, traumatismos cranianos, envenenamentos, queimaduras. Na indústria, todas as causas citadas acima podem ocorrer, merecendo especial atenção os acidentes graves com hemorragias extensas, com perda de substâncias orgânicas em prensas, moinhos, extrusoras, ou por choque elétrico, ou por envenenamentos por produtos químicos, ou por exposição a temperaturas extremas. O indivíduo em estado de choque pode apresentar palidez, arroxeamento dos lábios, suor intenso, respiração rápida, curta e irregular, batimentos do coração mais freqüentes, agitação, pele fria, muitas vezes tremores, pulso fraco e rápido. O que fazer: • deixar a vítima deitada com a cabeça mais baixa que os pés; • afrouxar as roupas da vítima; • agasalhar a vítima, envolvendo-a com cobertores, toalhas, jornais; • estancar a hemorragia, se houver, conforme o capítulo - Hemorragia; • observar para cardiorrespiratória (pulso, respiração, batimentos cardíacos, etc.); • procurar logo um Serviço Médico, pela necessidade de diagnóstico e tratamento precisos.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 95 Desmaios É a perda de consciência temporária e repentina, devida à diminuição de sangue e oxigênio no cérebro. O desmaio pode-se dar por falta de alimentos, emoção, susto, acidentes, principalmente os que envolvem perda sangüínea, ambiente fechado e quente, mudança brusca de posição. Na indústria, o desmaio pode ocorrer em qualquer atividade, desde que esteja presente alguma das causas acima citadas. Antes do desmaio, o indivíduo sente fraqueza, sensação de falta de ar, tontura, zumbido nos ouvidos e ânsia de vômitos. A pessoa torna-se pálida, apresentando suor frio. A seguir há escurecimento da vista, falta de controle dos músculos e ela cai, perdendo os sentidos. O que fazer: • manter o indivíduo deitado, colocando sua cabeça e ombros em posição mais baixa em relação ao resto do corpo; • afrouxar as roupas; • manter o ambiente arejado; • se a pessoa estiver sentada ou for difícil deitá-la, colocar a sua cabeça entre as coxas e pressioná-la para baixo; • se a vítima parar de respirar, fazer imediatamente a respiração artificial; • nos desmaios causados por calor intenso, depois de reanimar a pessoa, e esta estiver consciente, oferecer água à vítima.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 96 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Convulsão É a perda súbita da consciência, acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias. Como causas de convulsões, podemos citar a febre muito alta, traumatismo na cabeça, intoxicações, epilepsia e outras doenças. Na indústria, podemos encontrar esta afecção em indivíduos de qualquer função e tanto em pessoas com história anterior de convulsão, como o aparecimento do quadro pode dar-se já na condição de empregados de empresas. De modo específico, podemos encontrar empregados com convulsão quando expostos a agentes químicos de poder convulsígeno, tais como os inseticidas clorados e o óxido de etileno. No ataque típico, o indivíduo perde a consciência, pode parecer que pára a sua respiração e, ao mesmo tempo, seu corpo vai se tornando rígido. Aparecem movimentos incontrolados das pernas e braços. Pode-se notar a contração do rosto ou corpo. Geralmente os movimentos incontrolados duram de 2 a 4 minutos, tornando-se, então menos violentos e o paciente vai se recuperando gradativamente. Mas as contrações podem variar na sua gravidade e duração. Durante a recuperação há perda da memória, que retorna aos poucos. O que fazer: • amparar a cabeça; • acomodar o indivíduo; • retirar da boca pontes, dentaduras e eventuais detritos; • afrouxar as roupas da vítima; • virar o rosto para o lado, para evitar asfixia por vômitos ou secreções; • colocar um lenço entre os seus dentes para evitar que morda a língua ou a engula provocando asfixia; • afastar o indivíduo de objetos pontiagudos, que possam causar traumatismos durante as contrações; • deixar repousar até que volte a consciência;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 97 • não estimular a vítima com sacudidas, álcool, amoníaco, vinagre, etc.; • não jogar água; • não ficar com medo da salivação; • encaminhar ao Serviço médico para orientação e tratamento adequado. Intoxicações e Envenenamentos São muito freqüentes, numa indústria, os casos de envenenamentos e/ou intoxicações por substâncias químicas. Essas substâncias podem ser diversas naturezas, dependendo do tipo de empresa e do produto que produz ou utiliza. Os meios de intoxicação são: via oral, via respiratória e pele. A via oral é importantes, em virtude de o acidente provocado através dela ocorrer quase acidentalmente. O hábito de fumar, lanchar ou tomar refeições sem lavar as mãos, portanto a faltas de higiene, pode levar ao acidente. A via respiratória, quando se fala em intoxicações industriais, é a mais importante. O empregado exposto a agentes químicos acima de determinadas quantidades, sem o uso de equipamento de proteção respiratória, poderá em pouco tempo intoxicar-se. Ocorre intoxicação pela pele, quando alguns agentes penetram através das roupas, contaminando a pessoa. Para socorrer um acidentado, devemos conhecer todas as substâncias químicas que são utilizadas na empresa.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 98 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Intoxicação por via oral Substâncias ácidas O que fazer: • retirar o intoxicado do local de trabalho; • se estiver consciente, dar de beber água em pequena quantidade, para diluir o ácido; dar leite de magnésia ou leite comum, ou 1/4 de copo de azeite; • se estiver inconsciente, retirar todos os objetos que estão dentro da boca, como dentaduras, restos de comida, saliva, vômito, etc. Intoxicação por via respiratória O que fazer: • retirar o acidentado do local de trabalho; • verificar a respiração da pessoa intoxicada; • se houver parada respiratória, iniciar imediatamente a respiração artificial. Intoxicação por pele O que fazer: • retirar o acidentado do ambiente de trabalho, levando-o a um lugar fresco e arejado; • retirar toda a roupa do acidentado; • lavar com bastante água o corpo. Substâncias alcalinas (solda, potassa) O que fazer: • retirar o intoxicado do local de trabalho; • se estiver inconsciente, retirar todos os corpos estranhos da boca; • eventualmente se pode dar 1/4 de copo de azeite.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 99 Outras substâncias O que fazer: • retirar o intoxicado do local de trabalho; • estando inconsciente, prevenir a parada cardiorrespiratória, observando as pulsações e a respiração. Corpos Estranhos Chamamos de corpo estranho qualquer elemento que possa entrar nas cavidades naturais, como os olhos, ouvidos, nariz e garganta. Geralmente, nas partes desprotegidas do empregado. Corpo estranho nos olhos Os olhos são os órgãos que estão mais em contato com o trabalho e, portanto, mais suscetíveis de receber corpo estranho, seja estilhaço, farpas, estrepes, pó de metal ou de terra e produtos químicos. Tratamento: • pedir para que a vítima feche os olhos, pois as lágrimas poderão retirar o corpo estranho; não esfregar ou mexer o olho atingido; • se for uma quantidade grande de poeira ou produto químico, lavar com bastante água corrente, de preferência água que foi fervida anteriormente (águas desligada). No caso de ter o "lava-olhos", usá-lo adequadamente mas não tentar retirar o objeto com qualquer instrumento ou assoprar o olho; • se com essas medidas não sair o corpo estranho, tapar o olho afetado com gaze esterilizada ou pano limpo limpo sem comprimir. Encaminhar ao médico imediatamente. Corpo estranho no ouvido O ouvido não sofre em locais de trabalho a penetração de corpos estranhos. Geralmente são colocados grãos de feijão, soja, pequenas pérolas, etc.., voluntariamente, pelas crianças, ignorantes do perigo. Pode ser ainda que insetos, como besouros, moscas, entrem involuntariamente. O que fazer: • Levar imediatamente ao médico, para atendimento especializado.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 100 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Corpo estranho no nariz Incidente raro ambientes de trabalho e comum entre as crianças, no lar. Estas, quando cometem este ato, geralmente não o comunicam aos pais, ele pode se notado pela obstrução, dores nas narinas, secreção nasal purulenta e sangramento. Os objetos podem ser diversos, por exemplo, grãos de cereais e pequenos artefatos de plásticos, madeira ou papelão. O que pode ser feito: • fechar a narina que está livre e, mantendo a boca fechada, assoar com força, impelindo para foras o objeto; • se não der resultado, não tentar retirar com instrumentos pontudos, pinças, palitos, agulhas e levar ao médico imediatamente. Corpo estranho na garganta Geralmente, um corpo estranho na garganta provém de ingestão voluntária ou não de pedaços grandes de qualquer elemento que não consegue passar dessa região. O problema maior que pode causar é a asfixia e a morte por insuficiência respiratória. As crianças, por curiosidade, por ingenuidade, ingerem botões, moedas, bolas de gude, etc., causando transtornos sérios. O que se pode fazer: • baixar a cabeça e o tórax, batendo levemente entre as omoplatas, provocando a tosse; • encaminhar imediatamente ao médico. Fraturas e Lesões de Articulação É o rompimento total ou parcial de um osso ou cartilagem. As fraturas podem ser fechadas, quando a pele não é rompida pelo osso quebrado, e expostas ou abertas, quando o osso atravessa a pele e fica exposto. Todas as supostas fraturas e lesões de articulação devem ser imobilizadas. Nas indústrias, a fratura pode ocorrer em razão de quedas e movimentos bruscos do empregado, batidas contra objetos, ferramentas, maquinário, assim como quedas dos mesmos sobre o empregado.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 101 Suspeita-se de uma fratura ou lesão articular quando houver sido constatado pelo menos dois itens abaixo mencionados: • dor intensa no local, que aumente ao menor movimento ou toque na região; • edema local (inchaço); • crepitação ao movimento (som parecido com o amassar de papel); • hematoma (rompimento de vaso com acúmulo de sangue no local) ou equimose (mancha de coloração azulada na pele), que aparece horas após a fratura; • paralisia (lesão dos nervos). Observação: nunca se deve tentar colocar o osso no lugar. Isso deverá ser feito em local e por pessoal qualificado. O que fazer: A) em caso de fraturas: • colocar a vítima deitada em posição confortável; • estancar eventual hemorragia, conforme o Hemorragias, em caso de fraturas expostas ou abertas; • imobilizar as articulações mais próximas do local cm suspeita de fratura, a fim de impedir a movimentação, utilizando jornais, revistas, tábuas, papelão, etc.; convém acolchoar com algodão, lã ou trapos os pontos em que os ossos ficarão em contato com a tala; • não deslocar ou arrastar a vítima antes de imobilizar o segmento fraturados; • encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento precisos; B) em caso de lesão articular: (entorses, luxações e contusões) • colocar a vítima deitada ou sentada em posição confortável; • nas primeiras 24 horas, aplicar frio intenso no local com bolsa de gelo ou compressas frias úmidas; posteriormente, aplicar calor local; • imobilizar a região afetada com faixas ou panos para impedir os movimentos, diminuindo assim a dor; • após decorridas as primeiras 24 horas, pode-se aplicar calor no local e imobilizá-lo, mantendo a região aquecida; • encaminhar a vítima ao Serviço Médico para diagnóstico e tratamento preciosos. Observação: não massagear ou friccionar o local afetado.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 102 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Acidentes por Animais Peçonhentos Serpente ou cobras Não é comum, se não rara, a ocorrência de acidentes no meio urbano por animais peçonhentos, que são as serpentes, aranhas e escorpiões. Usualmente, temos mais acidentes com escorpiões e aranhas. Como é difícil distinguir quais as espécies venenosas e as não- venenosas, deve-se agir como se fossem todas venenosas e potencialmente perigosas para a vítima. O que se deve fazer: A) Dentro dos primeiros trinta minutos: • deitar a vítima o mais rápido possível, mantendo-a calma; • manter o membro lesado num nível inferior ao do coração, para que o veneno inoculado e já circulante na corrente sangüínea tenha seu processo de difusão retardado; • afrouxar as roupas da vítima, retirando calçados, anéis, relógio, prevenindo assim complicações decorrentes de edemas que freqüentemente ocorrem em picadas de cobras;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 103 • não deixar a vítima andar ou correr, o que favoreceria o agravamento da lesão no local da picada e ira acelerar o processo de difusão do veneno, podendo levar à morte; • observar os sinais vitais, evitando parada cardíaca e choque; • encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e, caso tenha sido possível matar o réptil, enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico. B) Após decorridos 30 minutos: Passados trinta minutos da picada, as providencias acima se tornam desnecessárias. Levar imediatamente o acidentado a um hospital, para a aplicação do soro adequado; se possível, enviar juntamente o réptil para identificação e aplicação do soro específico. Escorpiões Os escorpiões vivem em casas velhas, sob montes de lenhas, telhas e pedra, madeiras velhas e úmidas. No Brasil, os mais conhecidos são os amarelos e os de coloração vermelho-escura, quase pretos. Conduta O que se deve fazer: • colocar a vítima deitada; • colocar compressas frias sobre o local afetado de retardar a disseminação do veneno na corrente sangüínea; • encaminhar a vítima imediatamente para atendimento médico e, caso tenha sido possível matar o animal, enviá-lo juntamente para identificação e aplicação do soro específico; • tratando-se de criança, agir com maior rapidez, pois, se o tratamento demorar ou não for realizado em tempo hábil, isto poderá levar a vítima à morte.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 104 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Parada Cardíaca - Massagem Cardíaca A parada cardíaca é a interrupção do funcionamento do coração, que pode ser constatada quando não se percebe os batimentos do mesmo (ao encostar o ouvido na região anterior do tórax da vítima), não se puder palpar o pulso e ainda quando houver dilatação das pupilas (menina dos olhos). O indivíduo acometido apresenta palidez, ausência de pulsação tanto nos membros como no pescoço, dilatação das pupilas, inconsciência e aparência de estar morto. Geralmente apresenta, concomitantemente, parada da respiração. A parada cardíaca pode ser causada por infarto do miocárdio (coração), choque elétrico, intoxicação medicamentosa, monóxido de carbono, defensivos agrícolas e outros, casos de hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos, acidentes graves e afogamentos. No ambiente de trabalho deve-se dedicar especial atenção aos trabalhos com monóxido de carbono, defensivos agrícolas, especialmente organosfosforados, e trabalhos em eletricidade, embora o infarto do miocárdio ou um acidente grave possa ocorrer nas mais variadas situações, inclusive no trajeto residência- empresa-residência. O que fazer: • colocar a vítima deitada de costas sobre uma superfície dura; • se a vítima for adulta, dar dois a três golpes no peito, na parte mediana do tórax sobre o osso externo, na sua parte inferior; • logo a seguir, apoiar a metade inferior da palma de uma mão nesse local e colocar a outra mão por cima da primeira. os dedos e o restante da palma da mão não devem encostar no tórax da vítima; • fazer regularmente compressões curtas e fortes, cerca de 60 por minuto; • concomitantemente, associar a respiração aplicada (vide Parada respiratória - Respiração artificial), caso haja 2 socorristas; • no caso de 1 socorrista deverão ser feitas 15 compressões cardíacas para 2 respirações aplicadas; • continuar a massagem cardíaca até que a vítima seja atendida por um médico.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 106 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Parada Respiratória - Respiração Artificial Chamamos de parada respiratória o cessamento total da respiração, devido a falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue. Pode ocorrer por afogamento, choque elétrico, intoxicação por medicamentos, monóxido de carbono, defensivos agrícolas, etc. A parada respiratória pode ser constatada pela coloração azulada da face, lábios e extremidades e pela não-movimentação do tórax. Através de um espelho ou metal polido colocado próximo ao nariz, nota-se o não-embaçamento que ocorreria normalmente. O oxigênio é vital para o cérebro e, quando há falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue, ocorre o cessamento total da respiração, chamado de parada respiratória. O que fazer: A - Respiração Boca-a-Boca • agir com rapidez, deitando a vítima de costas sobre uma superfície dura; • afrouxar as roupas da vítima; • retirar da boca da vítima dentaduras, pontes, lama ou outros corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um lenço ou pano limpo; • levantar a nuca da vítima com uma das mãos e com a outra inclinar a cabeça para trás ao máximo, ficando a ponta do queixo voltada para cima. Manter a vítima nesta posição durante toda a respiração artificial, estabelecendo uma passagem livre para o ar; • tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de uma mão e abrir completamente a boca da vítima; • encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima, sem deixar nenhuma abertura, e assoprar com força até perceber que o tórax da vítima está elevando; • afastar a boca e destampar as narinas da vítima, deixando que os pulmões se esvaziem naturalmente e enquanto isso inspirar novamente, prosseguindo num ritmo de 12 vezes por minuto; • se não houver pulsação, efetuar concomitamente a massagem cardíaca. No caso de haver um único socorrista, fazer 15 compressões cardíacas e, com rapidez, aplicar duas respirações artificiais; • se houver dois socorristas, um fará a respiração artificial alternadamente com a outra pessoa, que fará massagem cardíaca. Nesse caso, fazer 5 compressões cardíacas para uma respiração aplicada;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 107 • levar a vítima ao Ambulatório Médico ou Pronto Socorro, mas mantendo a respiração artificial durante todo percurso. B - Respiração Boca-a-Nariz É usada em bebês e quando a vítima sofreu fratura da mandíbula, cortes com hemorragia na boca ou quando não se conseguir abrir sua boca: • executar os itens a, b, c e d, do método Respiração Boca-a- Boca; • apertar os maxilares para evitar a saída de ar pela boca (soprada pelas narinas); • colocar sua boca em contato com as narinas da vítima e sobrar com força; • afastar a boca; • abrir a boca da vítima o quanto puder e observar o esvaziamento natural dos pulmões; • recomeçar a operação e prosseguir num ritmo de 12 vezes por minuto; • levar a vítima para o Ambulatório Médico ou Pronto Socorro mantendo a respiração artificial durante o percurso. Observação: a freqüência respiratória média é a seguinte: homens = 16 a 18 movimentos/minuto; mulheres = 18 a 20 movimentos/minuto; crianças = 20 a 25 movimentos/minuto; crianças menor de um ano = 30 a 40 movimentos/minuto. Resgate e Transporte de Pessoas Acidentadas
  • 106.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 108 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Antes de transportar o acidentado, deve-se lembrar que uma manipulação sem cuidado pode causar problemas, às vezes, até irreversíveis para a vítima, principalmente se houver ferimentos na coluna, tórax, bacia ou crânio. Ao socorrer uma vítima que tenha caído de uma altura considerável ou tenha sido atropelada, devemos sempre considerar a possibilidade de fraturas, hemorragias, parada cardíaca ou respiratória e, portanto, devemos tomar muito cuidado para transportá-la ou mudá-la de posição. Só se pode iniciar o transporte, conhecendo-se o estado da vítima. O socorrista deverá saber identificar a extensão do perigo, bem como ser capaz de resolver o problema, evitando expor-se, inutilmente, a riscos. Transporte de acidentado com suspeita de lesão na coluna O indivíduo com fraturas de coluna pode apresentar dor intensa, impossibilidade de movimentação do tronco, formigamento ou paralisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade de respiração. Aja sempre com o máximo cuidado. O que fazer: Colocar a vítima sobre uma tábua, chapa de metal ou qualquer superfície firme e lisa (para não curvar ou deslocar a espinha): • colocar a tábua de madeira no chão, no lado da vítima; rolar o acidentado sobre seu próprio corpo e a seguir, sobre a maca, sem dobrar a coluna; • se possível, socorrer em três pessoas, sendo que a primeira segura a cabeça do acidentado e as costas; a segunda, as nádegas e as coxas; e a terceira, as pernas e os pés. Todos, ao mesmo tempo, levantam o acidentado e o colocam sobre a tábua de madeira, tomando cuidado para não dobrar-lhe a coluna. Prestar muita atenção para que a cabeça da vítima gire junto com o corpo, sem ficar deslocada para trás ou para os lados. Se houver suspeita de fratura da região cervical (pescoço), tomar cuidado para não movimentar a cabeça do acidentado; • prevenir o estado de choque; • imobilizar a vítima antes do transporte: colocar almofadas de panos ou toalhas de cada lado da cabeça e amarrar a testa à tábua com uma faixa ou qualquer tira de pano; amarrar também o corpo à tábua, na altura do peito, quadril, joelhos e próximo aos pés. Se o acidentado apresentar deformação na coluna, é melhor imobilizá-lo sobre a maca na posição adotada pela coluna, evitando o agravamento dos males; • encaminhar a vítima para atendimento médico.
  • 107.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 109 Resgate de vítima de incêndio O que fazer: • envolver o corpo da vítima em pano de algodão (cortina, toalha, tapete, cobertor, lençol ou outro material semelhante); • apagar, primeiramente, as chamas na cabeça, ombros, tórax e seguir em sentido descendente até os pés; • deixar-lhe o rosto descoberto para que não inale fumaça; • retirar sua roupa para evitar que cole e arranque a pele lesada, envolvendo-o com um lençol limpo; • dar-lhe água para beber, se estiver consciente; • encaminhá-la imediatamente para um serviço médico para diagnóstico e tratamento precisos. Transporte de acidentado consciente por uma pessoa A - Quando a vítima está deitada e com ferimentos leves, podendo andar com o auxílio de uma pessoa; • colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo no chão; • passar o braço direito logo abaixo das axilas e segurar firme sob a axila direita do acidentado;
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 110 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão • fazer a vítima segurar em torno de sua nuca e, com a mão esquerda, segurar a mão esquerda da vítima; • levantar-se, puxando a vítima junto. B - Quando a vitima está deitada e não pode caminhar, mas tem ferimentos leves: • colocar-se à esquerda do acidentado, com o joelho esquerdo no chão; • passar o braço direito sob suas costas na altura das axilas; • passar o braço esquerdo sob seus joelho; • falar para a vítima segurar firmemente no seu pescoço; • levantar-se, carregando-a no colo. C - Quando a vítima é muito pesada: • colocá-la em pé e dar-lhe as costas, inclinando-se um pouco para a frente;
  • 109.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 111 • sustentar as pernas da vítima, segurando-lhe os joelhos, e pedir a ela que se apoie no socorrista. Transporte de acidentado inconsciente por uma pessoa • colocar o acidentado de bruços; • segurá-la por debaixo das axilas; • levantá-lo até que fique de joelhos; • apoiá-lo de pé colocando sua axila direita sobre a nuca; • levantá-lo e carregá-lo sobre suas costas; • somente realizar o transporte tendo a certeza de não haver lesão de coluna. Transporte de acidentado consciente por duas pessoas
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 112 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão A - se a vítima puder andar, os dois socorridos colocam-se ao seu lado e ela se apoia nos seus pescoços; B - quando a vítima não puder andar, usar o método da "cadeirinha": • os dois socorridos ajoelham-se perto da vítima, que porá os braços sobre os seus ombros; • os dois socorridos fazem a "cadeirinha", levantando-se ao mesmo tempo e andam com os passos desencontrados. Transporte de acidentado inconsciente por duas pessoas • colocar a vítima sentada em uma cadeira; • um dos socorristas levantará a cadeira pelo espaldar; • o outro socorrista, de costas, levantará a cadeira pelas pernas da frente, próximo ao assento; • a cadeira deve ficar inclinada para que o peso do acidentado se apoie no espaldar.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 113 Este tipo de transporte dever ser utilizado em elevadores onde a maca não consiga entrar. Transporte por três pessoas • os três socorristas devem alinhar-se de um dos lados da vítima; • o primeiro colocará suas mãos debaixo da cabeça, ombros e dorso do acidentado; • o segundo colocará suas mãos sob as nádegas; • o terceiro as colocará sob as pernas e coxas; • os três devem suspender o acidentado e caminhar lentamente, marcando o passo; Este tipo de transporte é o mais seguro e indicado para acidentados com suspeita de lesão de coluna.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 114 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Como improvisar uma maca • com cabos de vassoura, galhos de árvores, guarda-chuvas ou qualquer material semelhante e resistente; • pegar dois paletós, enfiar as mangas para dentro deles, abotoá-los inteiramente e enfiar os cabos mangas do paletó; • enrolar uma toalha grande ou cobertor em torno dos dois cabos; • também podem ser utilizadas tábuas ou portas para transportar principalmente os acidentados com lesão de coluna.
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  • 114.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 116 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Controle Ambiental Meio Ambiente Constitui-se num conjunto de elementos e fatores indispensáveis à vida, de ordem física, química e biológica. Poluição É a degradação da qualidade ambiental resultante de atividades que direta ou indiretamente: • Prejudicam a saúde, a segurança e o bem estar da população; • Criam condições adversas as atividades sociais e econômicas; • Afetam desfavoravelmente a flora e a fauna; • Afetam as condições estáticas ou sanitárias do Meio Ambiente; • Lançam matérias ou energias em desacordo com os padrões ambientais estabelecidos. Poluição do Solo/Resíduos São modificações ocasionais no solo adivinhas de disposição inadequada de materiais sólidos, líquidos e gazes. Exemplo: Rejeitos industriais, lixo doméstico, etc. Controle da Poluição por Resíduos O controle de poluição por resíduos não pode consistir apenas no controle da sua disposição, mas principalmente na redução da geração, reutilização, reciclagem e comercialização. Sistemática para Controle da Poluição por Resíduos Segregação - Consiste em separar os resíduos para que não haja contaminação entre eles. Exemplo: Papel/papelão, vidro, metal, lixo orgânico/rejeito. Acondicionamento - consiste em depositar cada material separadamente em recipientes específicos.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 117 Exemplo: Papel/papelão na lixeira de papel; plástico na lixeira de plástico; vidro na lixeira de vidro; metal na lixeira de metal; lixo orgânico/rejeito na lixeira de lixo; óleo em tambores; etc. Baias de Contenção consiste em uma área com proteção de mureta normalmente em tijolo/bloco ou concreto, para que o material ali depositado, não seja carregado pela a chuva para as pistas e sistema de drenagem. Disposição Adequada consiste em depositar o material em recipientes apropriados. Exemplo: Lixeira, cestos, tambores, caixas e baias de contenção, etc. Pátios Apropriados Consiste em áreas pré-estabelecidas para depositar um determinado tipo de material, e com proteção de muretas, cortinas de proteção com árvores e sistema de drenagem apropriado para o escoamento da água e recolhimento do material ali depositado. C.A.S.P. A CST dispõe em uma área de 360.000 m 2 , com 14 pátios separados com a finalidade de estocar materiais que ainda não estão sendo reutilizados na usina e/ou comercializados, com disposição adequada para que não haja contaminação entre eles. Esta área chamada de “C.A.S.P”, ou seja, uma Central de Armazenamento de subprodutos que foi construída na área de expansão da C.S.T. Poluição Atmosférica São alterações no ar atmosférico em sua composição natural, por introdução de elemento estranho fora dos padrões ambientais, ou por desequilíbrio na porção de seus componentes, de maneira a causar prejuízos ambientais com danos a saúde e à economia. Exemplo: Poeira, fumaça, gases, etc. Controle da Poluição Atmosférica O controle das emissões atmosférica industriais deve ser feito através de introdução adequada dos equipamentos industriais que são na sua maioria despoeiramento e instalação de sistemas específicos para controle da poluição.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 118 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Equipamentos de Controle da Poluição Atmosférica • Precipitadores Eletrostáticos - a poeira é carregada eletricamente e a seguir retirada por ação magnética. • Filtros de Mangas - indicados para a remoção de poeiras, estas são retidas ao atravessarem um tecido industrial (similar ao aspirador de pó). • Ciclones - removem poeiras mais grossas, por ação de força centrífuga. • Lavadores - a poeira é retirado do ar por spray de água à alta pressão. Poluição Hídrica São alterações na composição e nas características da água, provocada por lançamentos de efluentes industriais e esgotos. Exemplo: Vazamento de óleo, lamas, esgotos sem tratamento, materiais sólidos, etc. Controle da Poluição Hídrica O controle da poluição hídrica é feita através de técnicas de tratamento, que tem por finalidade reduzir as impurezas melhorando a qualidade da água sobre os seguintes aspectos: sanitário, estético e econômico. Sistemas de Controle da Poluição Hídrica • Tratamento Biológico (valor de oxidação) - o tratamento biológico do esgoto doméstico ou industrial, consiste na decomposição biológica, através de microorganismos que consomem o material poluente nos esgotos. • Caixa de Separação óleos e graxas - este tratamento consiste em separar o óleo presente nos efluentes principalmente de oficinas, em função da diferença de densidade entre o óleo e a água. • Bacias de decantação - consiste em se passar o efluente por tanques de decantação, com períodos de detenção que possibilitam a decantação do material em suspensão presente nos efluentes. • Tratamento Químico - são processos de neutralização e ou coagulamento através dos quais substâncias químicas tóxicas / ou não, são eliminados dos efluentes industriais.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 119 Controle Ambiental na CST • Diariamente os técnicos de meio ambiente da IDC percorrem todas as áreas da usina, verificando se existe algum procedimento que possa causar dano ambiental. Caso seja encontrado alguma ocorrência ambiental, é feito um contato com o gerente da área para providenciar ações corretivas. Semanalmente todas estas ocorrências são relatadas em documento denominado Boletim Ambiental para se informar a todo corpo gerencial, e para posteriores providências. • A CST recebe freqüentemente fiscalização por parte dos Órgãos Ambientais que acompanham o desempenho dos equipamentos, os lançamentos hídricos e disposição dos resíduos sólidos. Caso o desempenho ambiental não esteja em conformidade com a legislação, a empresa é notificada com prazo estabelecido corrigir o desvio encontrado. • A auditoria ambiental é um importante instrumento de gestão da empresa, que tem como objetivo avaliar o cumprimento dos padrões, legislação e melhoria do desempenho da Empresa. • Para analisar o desempenho ambiental de cada empreendimento, são realizados monitoramento para avaliar, a quantidade do ar ambiental, emissões das fontes (chaminés) e do corpo recepto (mar). No caso específico de siderurgia os principais parâmetro são: Dióxido de enxofre, material particulado, e poeira sedimentável no ar e sólidos em suspensão, pH, amônia, cianeto, fenol em efluentes hídricos. Padronização Ambiental A Empresa tem como diretriz, que todas as ativadas que são desenvolvidas de forma repetitiva, devam ser padronizadas. Em vista disto, as áreas operacionais, de manutenção e de apoio vem implantando seus respectivos padrões, contemplando inclusive o item meio ambiente e segurança. A padronização do meio ambiente à nível de usina, compete a área ambiental a sua elaboração e aprovação (IDC). Desta forma, a IDC já implantou Padrões Técnicos Ambientais de emissão e de lançamento para cada área da Companhia, e alguns de caracter geral dentre os quais podemos citar: • PA-11 - Comunicação e Análise de Ocorrências Ambientais que regulamenta as responsabilidade da área em comunicar toda e qualquer ocorrência que afete meio ambiente no âmbito da empresa. • PA-14 - Procedimento de Aprovação de Custos Ambientais - Este padrão orienta os responsáveis por cada centro de custos,
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 120 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão como processar a apuração dos gastos relacionados com os sistemas ou equipamentos de controle ambiental. • PA-15 - Procedimento de Meio Ambiente para Contratadas - Este padrão tem por objetivo informar as empresas que prestam serviços à CST, quais são suas obrigações para com o meio ambiente. Para controle das emissões das chaminés. a CST tem estabelecido para cada Equipamento de Controle Ambiental um padrão de emissão, cujo valor não pode ser ultrapassado sob risco de penalização por parte dos Órgãos de Meio Ambiente. Para conhecer o desempenho dos equipamentos de Controle Ambiental, a Empresa mantém um programa de acompanhamento onde são realizadas medições periódicas para avaliar se suas emissões encontram-se enquadradas aos padrões. Para controle das emissões hídricas todo lançamento efetuado pelas áreas devem estar dentro dos padrões de lançamento estabelecidos pela legislação. Para controlar seus lançamentos, a Empresa dispõe de um programa de monitoramento hídrico nas diversas áreas da usina. Responsabilidade Ambiental Como toda instituição jurídica a CST tem suas obrigações para com o meio ambiente. Assim, sua obrigação primeira é exercer suas atividade sempre em conformidade com que determina a legislação, ou seja, atendendo aos padrões de controle ambiental. Outra responsabilidade da Empresa e o Termo de Compromisso, que contempla melhorias com objetivo aperfeiçoar ainda mais o seu desempenho ambiental. Para que estes compromissos se tornem uma validade, o corpo gerencial tem como um de suas atribuições fazer cumprir as obrigações assumidas pela Empresa. Para que o objetivo da empresa seja alcançado, no que se refere ao meio ambiente, é necessário que cada empregado, exerça suas atividade sem agredir o meio ambiente, procurando reconhecer entre suas tarefas, quais as práticas ambientalmente correta para executá-las. Segurança e Higiene no Trabalho
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 121 Riscos de Eletricidade A eletricidade é de grande utilidade no mundo atual, facilitando muito o trabalho nas indústrias, acionando máquinas e equipamentos. Proporciona, também, conforto e bem-estar em casa, acendendo lâmpadas, fazendo funcionar rádios televisores, geladeiras, aquecedores etc. A eletricidade é uma forma de energia (energia elétrica) transportada através de condutores (fios elétricos), sendo muito conhecidas três das suas unidades, que são: volts (V), ampères (A) e watts (W). A tensão, medida em V (volts), é o potencial elétrico e pode-se fazer analogia com a pressão d'água numa tubulação. Pode-se ter várias voltagens, como, por exemplo, numa fábrica onde existe tensão de 110 V para as lâmpadas, de 220 V para acionar pequenos aparelhos, de 440 V para acionar motores e equipamentos e, mesmo, tensões maiores. A corrente elétrica (I), medida em ampères (A), em analogia com a rede de água, é a vazão. A corrente depende da solicitação do aparelho elétrico, assim como a vazão da torneira depende de quando se abre a válvula. A multiplicação da tensão pela corrente elétrica dá a potência (P), que é medida em watts (W) ou c.v. (cavalo-vapor). Em eletricidade, há outro fator importante: a resistência elétrica (R), medida em Ohm (Ω), que, a grosso modo, pode ser comparada com a perda de carga de uma tubulação ou de um escoamento de fluido. Mas, enquanto uma rede d'água não mata, quando se toca na tubulação, a energia elétrica, que tanto benefício traz, pode matar pelo choque elétrico. O que é Eletricidade Para uma maior compreensão dos acidentes e riscos causados pela eletricidade, é preciso explicar alguns conceitos e algumas características da eletricidade. Lei de OHM
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 122 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão A Lei de Ohm estabelece que a corrente elétrica que atravessa um condutor está em proporção direta à diferença de potencial e em proporção inversa à resistência do condutor. SÍMBOLO SIGNIFICADO UNIDADE V Corrente volts (V) I Tensão ampères (A) R Resistência Ohms (Ω) Da lei de Ohm tem-se que: I = V/R. Segundo essa lei, para uma dada tensão, que geralmente é fixa (110, 220, 440 volts), quanto maior for a resistência elétrica menor será a corrente. Exemplo: V = 110 volts Para R = 10 I = 110/10 = 11 Ampères V = 110 volts Para R = 20 I = 110/20 = 5,5 Ampères Para acontecer qualquer acidente com uma pessoa, é necessário que passe pelo seu corpo uma determinada corrente e, conforme o lugar por onde passa e o tempo de contato dessa corrente, ter- se-á a gravidade e o tipo de efeito do acidente. Como se vê anteriormente, a corrente depende da tensão e da resistência elétrica, e a passagem da corrente elétrica pelo corpo humano depende da resistência elétrica do mesmo. A resistência elétrica do corpo humano depende de diversos fatores, como exemplo variação da tensão aplicada, tipo de pele, os meios internos como vasos sangüíneos e sistema nervoso, tipo de contato e condição da pele. Existem dois tipos principais de resistência do corpo humano, sendo a cutânea (da pele) a que oferece maiores variações de valores, dependendo da espessura da pele no local, da umidade da pele, variando de 1.000 a 100.000 Ohms, podendo atingir valores maiores. A outra resistência, a dos meios internos, varia menos, de 500 a 1.000 Ohms aproximadamente. Portanto, a resistência elétrica do corpo humano varia de 1.500 a 100.000 Ohms, em média. Efeitos da Corrente Elétrica
  • 121.
    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 123 Considerando que uma corrente de 25 miliampères pode causar acidentes fatais, e considerando-se uma resistência de 1.500 Ohms para o corpo humano, tem-se: V = I x R = 0,025 x 1.500 = 37,5V Portanto, uma tensão de 37,5 volts já poderá causar acidentes fatais em casos especiais de contato. Intensidade (miliampères) Estado Possível de Choque Perturbações Possíveis Resultado Final Provável 1 Normal Nenhuma Normal 1 a 3 Normal Pequena sensação desagradável Normal 3 a 9 Normal Sensação de choque desagradável; contrações musculares Normal 9 a 20 Morte aparente Sensações dolorosas; contrações musculares violentas; dificuldade de respirar; perturbações circulatórias Restabelecimento ou Morte 20 a 100 Morte aparente Sensação insuportável; contrações musculares violentas; asfixia; perturbação circulatória; desmaios. Restabelecimento ou Morte acima de 100 Morte aparente Desmaios; asfixia imediata; fibrilação ventricular. Morte O tempo de contato com a corrente é muito importante na gravidade dos acidentes, porque, como foi visto na tabela anterior, determinadas intensidades de corrente produzem contrações musculares que levam à asfixia e à fibrilação ventricular, o que, por tempo prolongado, causa acidente fatal ou, então dificulta a recuperação. Estima-se em menos de 2 minutos o tempo de choque em que as contrações musculares levam à asfixia. O trajeto da corrente no corpo humano tem grande influência para as conseqüências do choque elétrico, pois é mais difícil reanimar uma pessoa com fibrilação ventricular, que exige um processo de
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 124 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão massagem cardíaca, difícil de se executar, do que uma pessoa que, simplesmente, tem uma asfixia e que pode ser reanimada com o processo de respiração artificial. Abaixo, um tipo de contato elétrico onde há passagem de corrente elétrica pelo corpo e a porcentagem de corrente que passa pelo coração: Principais Sintomas Causados pelo Choque As principais conseqüências devidas a choques elétricos podem ser divididas em dois tipos; os que causam: Choques que não causam lesões orgânicas • Os casos de pequenos choques elétricos de simples descargas elétricas de baixa intensidade num intervalo de tempo pequeno, sem causar danos, em que a vítima sente apenas um formigamento no local de contato; • Os choques elétricos um poucos mais fortes, por pouco tempo, quando a pessoa atingida sofre uma violenta contração muscular; • Os choques elétricos em que a vítima, além da violenta contração muscular, sofre um estado de comoção que se dissipa rapidamente; • Os choques elétricos que, causando a contração dos músculos das regiões próximas à do contato, levam a lesões profundas, como queimadura no local e outros acidentes, por exemplo, quedas. Choques que causam lesões orgânicas: A vítima do choque elétrico fica em estado de morte aparente devido a um ou mais fatores que são explicados abaixo:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 125 • Inibição do centro respiratório. É o caso em que devido ao choque elétrico os músculos respiratórios se contraem violentamente e perdem a sua capacidade muscular, podendo levar à parada respiratória; • Fibrilação do coração. É o caso em que, após a passagem de uma corrente elétrica pelos músculos do coração, estes entram num estado de batimento insatisfatório, fazendo que o coração não execute a sua função de bombear sangue. Riscos Elétricos Como já foi visto, até uma tensão de 37,5 volts poderá causar um acidente fatal em determinadas condições. Como a maioria das instalações elétricas são de uma voltagem de 110 V ou mais, sempre existirão perigos potenciais de acidentes elétricos. Os principais tipos de riscos elétricos são: • Fios e partes metálicas sob tensão, desprotegidos, que poderão ser tocados acidentalmente ou sem conhecimento de que estejam energizados. • Máquinas, equipamentos e ferramentas que estejam com suas carcaças energizadas, devido a falha do isolamento interno da sua fiação, poderão causar choques elétricos quando não aterradas eletricamente e quando a mão do operador estiver úmida ou ele estiver sobre o piso úmido sem calçados apropriados. Estes tipos de contato poderão causar o surgimento de uma diferença de potencial entre uma pessoa e a terra e com isso a passagem de corrente elétrica através do seu corpo. Além desses acidentes, o choque elétrico poderá desencadear outros efeitos mais graves como, por exemplo, os casos em que a vítima, após o contato com partes energizadas da instalação em lugares altos, em passarelas ou andaime, pode sofrer uma queda, se não estiver devidamente segura no local. Existe o risco de se provocar incêndio devido a um condutor subdimensionado ou por haver nele uma sobrecarga, ou seja, a corrente que passa no condutor é mais que a corrente que ele pode suportar, a ponto de o seu isolamento entrar em deterioração, com conseqüente curto-circuito. Ligações de fios com contatos mal feitos criarão uma maior resistência elétrica que poderá aquecer o local da ligação.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 126 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão Desligar chave tipo faca, com aparelhos ligados, poderá fazer com que haja a formação do arco voltaico (formação de faísca), o que poderá ser perigoso, principalmente em ambiente onde se armazenam inflamáveis. Cuidados nas Instalações Elétricas Algumas providências são essenciais. Deve-se, assim: • Tomar alguns cuidados com as instalações elétricas como, por exemplo, não deixar fios, partes metálicas ou objetos expostos que possam ser tocados por pessoas. Em casos de emergência, colocar placas de advertência de forma bem visível com o nome do responsável; • Não deixar chaves tipo faca e nem quadro de comando de força expostos, com suas partes energizadas oferecendo riscos de contato acidental; • Proteger os equipamentos elétricos de alta tensão através de guardas fixas, como cercas, ou instalá-los em locais que não oferecem perigo; • Usar fiação correta para as ligações, dimensionando a bitola da mesma de acordo com a carga (corrente) que irá conduzir, usando para isso, de preferência, as tabelas da NB-3 da ABNT; • Proteger as instalações elétricas, usando fusíveis e disjuntores para que, em caso de sobrecarga, o circuito seja desligado, queimando o fusível ou desligando o disjuntor, provocando o corte do fornecimento de energia e com isso não danificando a instalação elétrica e o equipamento; • Ao ligar um aparelho e uma tomada elétrica ou ao fazer uma ligação de um aparelho a uma rede elétrica, verificar se a tensão da linha de fornecimento corresponde à do aparelho e se, ligando-se o aparelho, não se irá sobrecarregar a linha, provocando a queima do fusível, queda de disjuntores ou danos na fiação elétrica; • Não ligar simultâneamente mais de um aparelho à mesma tomada de corrente; • Usar ferramentas manuais com isolamento elétrico; • Certificar se o circuito elétrico esta energizado ou não, através do detector de tensão; • Identificar o nível de tensão das instalações elétricas, e colocar placas de advertência.
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ SENAI Departamento Regionaldo Espírito Santo 127 Medidas Preventivas em Instalações Elétricas As medidas a seguir têm importância capital na prevenção de acidentes. • Somente usar material, aparelhos e equipamentos, de qualidade comprovada; • Permitir a instalação e manutenção somente por profissionais qualificados e obedecendo às normas técnicas vigentes no país; • Manter as instalações e os aparelhos em ótimo estado de conservação e manutenção; • Tomar cuidado em qualquer serviço nas instalações elétricas, mesmo as de baixa tensão; • Usar somente fios com capacidade adequada para o equipamento a ser utilizado, devidamente protegidos contra toque acidental, preferivelmente isolados e protegidos mecanicamente, fazendo-se a instalação aérea ou por eletroduto (conduíte) rígido ou flexível; • Aterrar eletricamente as carcaças e as proteções metálicas dos equipamentos. Ver, no fim deste capítulo, como aterrar adequadamente máquinas e equipamentos; • Proteger de toques acidentais os equipamentos sob tensão, colocando-os dentro de caixas especiais ou cercando-os com barreiras fixas (cerca de tela ou balaustrada). Nos acidentes de origem elétrica, o número de casos fatais poderá ser consideravelmente diminuído se medidas de socorros forem postas imediatamente em prática, já que o tempo de exposição à corrente é um fator muito importante no agravamento deste tipo de acidentes. E o ideal é que todos conheçam os métodos de primeiros socorros para acidentes causados por eletricidade ou, pelo menos, o pessoal que trabalha com ela ou em lugares onde o risco de choques elétricos é alto. Na reanimação de um acidentado, devem-se observar alguns cuidados como, por exemplo: • antes de tocar no corpo da vítima, procurar livrá-la do circuito elétrico, com segurança e rapidez; • não usar as mãos nuas ou qualquer objeto metálico para cortar o circuito ou afastar fios; usar luvas ou bastões isolantes; • verificar se o desligamento da corrente não causará uma grande queda da vítima e, se isto for ocorrer, procurar um meio de ampará-la. Passos a seguir na reanimação:
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    Espírito Santo ___________________________________________________________________________________________________ ___________________________________________________________________________________________________ CST 128 CompanhiaSiderúrgica de Tubarão a) desligar imediatamente circuito; b) mover o menos possível a vítima; c) examine as narinas, abra a boca, desenrole a língua e retire objetos estranhos (dentaduras, palitos, alimentos, etc.) se for o caso; d) se for o caso de respiração artificial, seguir as instruções do Capítulo de Primeiros Socorros; e) afrouxar o colarinho e peças de roupa que impeçam a livre circulação; f) se for o caso, iniciar imediatamente a massagem cardíaca. Aterramento Elétrico O aterramento elétrico é uma maneira entre várias de eliminar os riscos: Choque elétrico - proveniente de defeitos de equipamentos elétricos e causado por processos industriais; Incêndios ou explosões - resultantes da manipulação de produtos inflamáveis e/ou explosivos. Além das duas finalidades mencionadas, ele é mais comumente utilizado com o propósito de oferecer segurança aos equipamentos e às instalações elétricas. O emprego do aterramento elétrico, quando visa à proteção de equipamentos e instalações elétricas, normalmente se dá quer como meio de proteção às instalações elétricas, quer como meio de proteção a equipamentos elétricos; tal é o caso dos dispositivos como o pára-raios, que visam a proteger as linhas aéreas quanto aos perigos decorrentes de sobretensões ou, então, a evitar a interferência que surge em equipamentos eletrônicos devido à falta do aterramento elétrico. Em ambos os casos descritos acima, os cuidados a serem observados na instalação não são tão críticos quanto aqueles dirigidos à proteção de pessoas, por causa dos riscos de choque elétrico e quanto à proteção de instalações, no caso de incêndios e explosões. A obrigatoriedade do uso do aterramento elétrico como medida de controle dos riscos provenientes do uso da eletricidade, é dada pela portaria 3214 de 8 de junho de 1978 do Ministério do Trabalho, através da Norma Regulamentadora nº 10, "Instalações e Serviços em Eletricidade".