Módulo I
Botânica
A Botânica é a área da biologia que estuda o Reino
Plantae, onde estão incluídos todos os vegetais.
Nesse grupo encontramos seres autotróficos,
eucariontes e multicelulares, ou seja, seres que
produzem seu próprio alimento, apresentam células com
núcleo delimitado pela carioteca e possuem mais de uma
célula.
O Reino Plantae é extremamente variado, com
espécies simples que não apresentam folhas,
caule e raízes verdadeiras até espécies com
frutos carnosos e flores deslumbrantes.
As plantas são divididas em quatro grupos
principais, tomando como base características
como a presença ou ausência de vasos
condutores, sementes, flores e frutos. Esses
grupos são as briófitas, pteridófitas,
gimnospermas e angiospermas.
As briófitas denominam o grupo de plantas mais simples.
Elas são pequenas, avasculares e não possuem caule,
folhas, nem raízes. Gostam de viver preferencialmente
em locais húmidos e necessitam de água para
reprodução. Como principais representantes desse
grupo, podemos citar os musgos e hepáticas.
As pteridófitas, são plantas que possuem vasos
condutores de seiva, bem como folhas, caule e raiz.
Essas plantas também estabelecem forte dependência
com a água no que diz respeito à reprodução. Como
representantes, podemos citar as avencas.
As gimnospermas são plantas mais complexas, quando comparadas
às briófitas e pteridófitas, e surgiram com uma importante novidade
evolutiva: as sementes. Estas são extremamente importantes
porque garantem a proteção do embrião e fornecem-lhe alimento.
Nesse grupo de plantas, a característica mais marcante é a semente
nua, ou seja, a semente sem estar envolvida por um fruto. Como
exemplo de gimnospermas, podemos citar os pinheiros e araucárias.
As angiospermas, estas plantas apresentam flores e
frutos que atuam, respectivamente, atraindo
polinizadores e dispersores. Sem dúvidas, essa
característica favoreceu a grande quantidade de
espécies desse grupo. Como exemplo, podemos citar as
roseiras, os coqueiros e os cactos.
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Reprodução das plantas
As plantas possuem duas formas de
reprodução, a reprodução assexuada e
sexuada.
Na reprodução assexuada ocorre a formação de um indivíduo idêntico ao
indivíduo de origem, ou seja, forma um clone da planta mãe.
Esse tipo de reprodução pode ocorrer por esporos, brotamentos de caules ou
folhas que precisam encontrar condições ideais no ambiente para germinar.
Além disso, possui a vantagem de ser uma reprodução rápida, com pouco
gasto de energia e independência de polinizadores.
Na reprodução sexuada ocorre a união de dois gametas por meio
fecundação, garantindo a recombinação e a variabilidade genética.
Os gametas feminino e masculino estão presentes nos órgãos
reprodutivos da planta.
Esse tipo de reprodução ocorre por alternância de gerações em que
planta se alterna entre a fase de gametófito, haploide (n), e
esporófito, diploide (2n).
O gametófito é o local onde o gameta masculino se une ao gameta
feminino para formar o zigoto e formar o esporófito. Dessa forma,
após sofrer a meiose, o esporófito irá produzir diversos esporos,
para originar novos gametófitos e assim, completando o ciclo.
Ciclos Reprodutivos das Plantas
Nas briófitas, a reprodução assexuada ocorre em algumas
espécies e consistem na fragmentação de várias partes da planta
mãe para formar novos indivíduos.
Na reprodução sexuada ocorre a alternância de gerações em que o
gametófito (2n) é a fase dominante. Os esporos germinam no solo e
dão origem aos gametófitos, que geralmente apresentam na região
apical os arquegônios (órgão sexual feminino) e os anterídios (órgão
sexual masculino).
Após a ação da chuva, os gametas femininos e masculinos podem
entrar em contato, resultando na fecundação e formando o zigoto
(2n). Então, o zigoto se desenvolve no arquegônio e, por meiose,
formam a estrutura temporária, os esporófitos (n). Assim é que
ocorre a liberação dos esporos no solo e então, reinicia-se o ciclo
com um novo gametófito.
As pteridófitas também possuem a reprodução assexuada por
brotamento.
Porém, na reprodução sexuada, o esporófito (2n) é a fase
dominante, essa característica se mantém em todas as plantas
vasculares. Os esporófitos produzem esporos (n) que ficam reunidos
nos soros, pequenas estruturas encontradas na face inferior das
folhas das pteridófitas
Essas estruturas se rompem e liberam os esporos no ambiente que
caem no solo e germinam o gametófito (n). O gametófito produz
gametas masculinos e femininos, que quando maduros, e na
presença de água, fecundam e formam o zigoto (2n).
Por fim, o zigoto se desenvolve e o gametófito se degenera, restando a
planta adulta.
Nas gimnospermas, a reprodução ocorre independente da água e
com a formação sementes.
Os gametas são formados nos estróbilos em que o gameta masculino
corresponde aos grãos de pólen e os femininos aos óvulos. Pela
ação do vento, os grãos de pólen chegam até o tubo polínico e
encontra o óvulo
Assim, ocorre a fecundação para formar o zigoto e depois o embrião.
Então, o óvulo se transforma em semente para proteger o embrião
contra a dessecação.
Essa semente sofre a dispersão no solo, reiniciando o ciclo.
As angiospermas são as plantas que apresentam flores e frutos,
caracterizando o grupo mais diverso.
A flor é o órgão reprodutivo dessas plantas e possui uma grande
variedade de cores e cheiros para atrair animais polinizadores. Já os
frutos também funcionam como um atrativo para animais, porém
ajudam mais na dispersão de sementes.
Na reprodução, o grão de pólen se deposita sobre o estigma no
aparelho reprodutor feminino e dá origem a dois gametas, além
disso, forma o tubo polínico que conduz os gametas até o óvulo. Um
gameta fecunda o óvulo, dando origem ao zigoto.
Ele formará o embrião, que se desenvolverá em plântula até atingir
maturidade e se tornar adulta. Enquanto o outro gameta se funde
aos núcleos do gametófito feminino, formando o endosperma (3n).
O endosperma funciona como reserva energética para outras fases
de desenvolvimento da planta.
Importância da Reprodução
A reprodução nas plantas, assim como em qualquer outro ser vivo,
é muito importante para garantir a sobrevivência da espécie. Com a
reprodução sexuada ocorre a recombinação de genes para formar o
zigoto. Esse processo garante a variabilidade genética, ou seja,
alterações nos indivíduos descendentes que ao longo do tempo
sofrerão com a seleção natural, contribuindo para a evolução.
Constituição das Plantas
Estudo das Flores
Constituição das plantas com
e sem flor
É o órgão responsável pela reprodução sexuada das
plantas
A Flor
Pedúnculo – pé da flor
Receptáculo - extremidade alargada do pedúnculo
Cálice – conjunto de sépalas.
Corola – Conjunto de pétalas.
Androceu – Conjunto de estames. Órgão masculino
Gineceu- Conjunto de carpelos. Órgão feminino
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25
Constituição da Flor
Ovário
Estilete
Estigma
Antera
Filete
Pedúnculo
Receptáculo Corola
Cálice
Parte que
prende a flor
no ramo
Pedúnculo
Constituição da Flor
Constituição da Flor
Receptáculo
É a peça floral onde
se ligam todas as
outras peças; no seu
conjunto formam os
órgãos de suporte
Constituição da Flor
Cálice
É o conjunto das
folhas modificadas
chamadas de Sépalas,
geralmente verdes,
que protegem a flor.
Constituição da Flor
Corola
As pétalas são as
peças florais mais
atractivas da flor,
geralmente coloridas;
no seu conjunto
formam a corola,
órgão de protecção.
Constituição da Flor
Ovário
Estilete
Estigma
Antera
Filete
Pedúnculo
Receptácul
o
Pétala
Sépala
Órgãos de
SUPORTE
Órgãos de
PROTECÇÃO
Órgãos de
REPRODUÇÃO
Carpelo
Estame
Nome da parte FEMININA
da flor.
Nome da parte MASCULINA
da flor.
Nome da parte FEMININA
da flor.
É formado por um conjunto de folhas modificadas
chamadas carpelos
Os carpelos têm a função de produzir o
óvulo (gâmeta feminino, que é
fecundado pelo grão de pólen para
formar a semente que originará uma
nova planta
Nome da parte
MASCULINA da flor.
É formado por um conjunto de folhas modificadas
chamadas estames
O estame tem a função de produzir o grão
de pólen (gâmeta masculino)
(parte feminina)
(parte masculina)
clica
estigma
estilete
ovário
antera
filete
pólen
Antera → órgão que produz a célula reprodutora
Masculina: o grão de pólen.
Na antera do estame produz-
se, em sacos polínicos, os
grãos de pólen que dão
origem às células reprodutoras
masculinas.
No ovário do carpelo
encontram-se os óvulos, onde
se formam as células
reprodutoras femininas
Na época da reprodução as
anteras abrem-se deixando
sair os grãos de pólen.
A polinização é o transporte
dos grãos de pólen das
anteras para o estigma entre
flores da mesma espécie.
A polinização pode ser directa
ou cruzada.
A polinização directa acontece
quando os grãos de pólen caem
directamente no estigma.
A polinização cruzada dá-se
quando os grãos de pólen são
transportados pelos agentes de
polinização para outra flor da
mesma espécie.
Os agentes de polinização
podem ser:
 O vento;
 Os insectos;
 Algumas aves;
 Pequenos mamíferos.
Vento
Aves
Insectos
Pequenos
mamíferos
Os esporângios contêm esporos que
irão originar novos fetos.
A cápsula contem esporos que irão
originar novos musgos
Feto Musgo
Plantas sem flor
O caule é um órgão vegetativo, geralmente
aéreo, clorofilado quando jovem e aclorofilado
quando adulto.
CAULE – O Que é?
Suporte de folhas, flores e frutos
Condução da seiva bruta (xilema) e elaborada (floema)
Fotossíntese: os caules jovens e caules adultos de plantas
herbáceas são capazes de produzir seu próprio alimento, e
para isso são dotados de pigmentos (clorofilas - pigmento
verde) capazes de captar a energia solar e a partir de
substâncias inorgânicas simples (água e dióxido de carbono),
transformá-la em alimento orgânico.
Reserva nutritiva em alguns casos como das batatas, das
cebolas, dos alhos.
FUNÇÕES
Nó: local onde se inserem as folhas.
Entrenó: porção entre os nós.
Gema apical: folhas apicais em formação.
Gema lateral: folhas laterais em formação.
CONSTITUIÇÃO
CONSTITUIÇÃO
Herbáceos: caules não lenhificados, verdes, flexíveis
e caracterizam as plantas herbáceas.
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO PORTE:
Lenhosos: caules lenhificados, rígidos, porte
geralmente avantajado, caracterizam arbustos e
árvores.
Subterrâneos ou hipógeos: contêm normalmente uma grande
reserva nutritiva e podem ser utilizados na alimentação humana.
Desenvolvem-se imersos na terra, sem luz solar. Exemplo das batatas
(tubérculos) e das cebolas (bolbos).
Aéreos ou epígeos: são todos aqueles que crescem em sentido
radial, indo em direcção à luz, como os troncos das árvores.
Aquáticos ou hidróbios: caules de plantas aquáticas.
CLASSIFICAÇÃO
QUANTO AO MEIO:
Rizomas: caules levemente
cilíndricos, que se
desenvolvem paralelos ao
solo, podendo emitir ramos
aéreos a partir da gema
apical ou das gemas laterais.
TIPOS DE CAULES
TIPOS DE CAULES
Tubérculos: caules
arredondados,
hipertrofiados, que
acumulam substâncias de
reserva (amido).
Apresentam saliências
denominadas olhos ou
brotos (gemas).
Bolbos: estruturas
complexas subterrâneas,
onde uma porção
denominada prato,
representa o caule. O prato é
envolvido por folhas
modificadas, suculentos, que
armazenam substâncias de
reserva.
TIPOS DE CAULES
Tronco: caule lenhoso e
resistente, cilíndrico ou
cónico e também mais largo
na base que no topo, com
ramificações, que se formam
a partir de certa altura. É o
caule exclusivo das árvores
TIPOS DE CAULES
Colmo: caule lenhoso, com
nós cheios (como a cana-
de-açúcar) ou ocos (como o
bambú), é característico
das monocotiledóneas.
TIPOS DE CAULES
Espique: caule lenhoso,
longo, não ramificado, com
folhas no ápice,
característicos das
palmeiras (Família
Arecaceae).
TIPOS DE CAULES
Para alimentação.
Matéria-prima para indústria.
Na construção e fabricação de
móveis.
IMPORTÂNCIA DOS CAULES
CONSTITUIÇÃO DA RAIZ
Cada uma das raízes que compõem esse sistema apresenta as
mesmas regiões: coifa, zona meristemática, zona de alongamento,
zona pilífera e zona suberosa.
A coifa é uma estrutura de protecção, localizada na extremidade
da raiz. Ela protege a zona meristemática, formada por células com
grande actividade de divisão celular.
A zona de alongamento corresponde à região em que as células
produzidas na zona meristemática apresentam aumento de
tamanho.
A zona pilífera, ou zona dos pêlos absorventes, é a região de
absorção da raiz, de onde partem numerosos e finíssimos pêlos,
cujas células absorvem água do ambiente.
A zona suberosa é a região de onde partem as raízes
secundárias; em cada raiz secundária existem as mesma regiões
descritas para a raiz principal.
CONSTITUIÇÃO DA RAIZ
CONSTITUIÇÃO DA RAIZ
Raiz principal
Zona meristemática
Zona de alongamento
Raiz lateral ou adventícia
Zona de maturação
Coifa
Pêlos radiculares
Extremidade radicular
SUBTERRÂNEAS AQUÁTICAS AÉREAS
APRUMADA FASCICULADA
TIPOS DE RAIZ
Raízes subterrâneas
Aprumada, axial ou pivotante -
apresentam raiz principal, o seu
comprimento é maior que o das
outras, e também ramificações ou
raízes secundárias. São
características de plantas
dicotiledóneas.
Raízes subterrâneas
Fasciculada - numerosas raízes
em feixes que emergem da base
do caule e tem tamanho maior do
que a folha. São características de
plantas monocotiledóneas.
Raiz tuberosa - contém grande
reserva de substância nutritiva e é
muito utilizada na nossa
alimentação. Como exemplo
dessas raízes, podemos citar a
cenoura, a batata-doce.
Raízes subterrâneas
Como o próprio nome sugere, são raízes que se desenvolvem em
plantas que normalmente flutuam na água. Sua função, diferente
das subterrâneas, não é de fixação, mas de absorção de água e sais
minerais.
Raízes aquáticas
Desenvolvem-se no caule ou em
certas folhas. Classificam-se em
duas categorias: caulógenas
(também denominadas normais) e
adventícias, ambas de origem
endógena.
Raízes aéreas
Importância das raízes
 Para alimentação.
 Matéria-prima nas indústrias.
 Fabricação de remédios.
 Combate à erosão.
 Fertilização do solo.
A Folha
As funções principais da folha são:
- a produção do alimento para a planta, através da fotossíntese;
- a realização de trocas gasosas com o meio ambiente, respiração e
transpiração;
- servir como órgão de protecção e de acumulação de substâncias de
reserva
Uma folha completa é constituída por várias partes.
O limbo é uma estrutura laminar com uma página superior de cor
mais escura e brilhante e uma página inferior mais clara. O limbo é
atravessado por nervuras por onde circula a seiva da planta. O
pecíolo, normalmente de forma cilíndrica, é a parte da folha que
liga o limbo à bainha. A bainha une o pecíolo ao caule.
Corte de uma folha
Fruto
O fruto é a estrutura carnosa das plantas angiospermas
que se desenvolve a partir do ovário, após a fecundação.
Ele corresponde ao ovário desenvolvido da flor e com
sementes maduras.
As funções do fruto são:
Proteção da semente em desenvolvimento;
Em alguns casos, auxilia na dispersão da semente;
Promove a propagação e perpetuação da espécie.
Entretanto, nem todos os tipos de frutos têm sementes. A
estes damos o nome de frutos partenocárpicos, pois são
produzidos por partenocarpia, processo no qual não
ocorre fecundação.
Um exemplo de fruto partenocárpico é a banana.
O fruto é constituído por duas partes fundamentais: o
fruto propriamente dito, também chamado de pericarpo
e a semente. Todas as partes do fruto derivam da flor.
O pericarpo é originado da parede do ovário e apresenta três
camadas:
Exocarpo ou Epicarpo: parte externa do fruto, conhecido também
como casca.
Mesocarpo: parte intermediária e mais desenvolvida. Geralmente, é
comestível e em frutos carnudos constitui a polpa.
Endocarpo: É a camada mais interna. Envolve directamente as
sementes e serve para a sua protecção. Em alguns casos é uma
zona de consistência muito dura formando o chamado caroço.
Noutros casos é muito ténue e está intimamente ligado à semente.
.
Exocarpo
Mesocarpo
Exocarpo
Endocarpo
Endocarpo
Endocarpo
Semente
Pericarpo
Classificação dos frutos
Quanto à origem:
Frutos simples - desenvolvem-se a partir de uma só flor que tem um
único carpelo ou vários carpelos aderentes (soldados) entre si.
Frutos múltiplos - frutos provenientes de uma só flor com gineceu
pluricarpelar. Neste caso os carpelos são livres, não se encontram
aderentes entre si. Cada carpelo dá origem a um fruto ficando todos
juntos.
Frutos complexos ou pseudofrutos- frutos que se formam a partir
do tecido do ovário e de outras partes da flor. São característicos de
flores com ovário ínfero.
Infrutescências - têm origem numa inflorescência. Todas as flores
contribuem para o desenvolvimento de uma estrutura que parece
um só fruto mas que na realidade é formada por muitos frutos.
Quanto à consistência do pericarpo:
Frutos secos - pericarpo consistente e com pouca água.
Frutos carnudos - pericarpo pouco consistente rico em água e sucos.
Frutos semi-carnudos - o mesocarpo tem as camadas internas
endurecidas.
Quanto ao número de sementes:
Monoespérmicos - fruto que contém uma só semente.
Poliespérmicos - fruto que contém várias sementes.

Mód i botânica

  • 1.
  • 2.
    A Botânica éa área da biologia que estuda o Reino Plantae, onde estão incluídos todos os vegetais. Nesse grupo encontramos seres autotróficos, eucariontes e multicelulares, ou seja, seres que produzem seu próprio alimento, apresentam células com núcleo delimitado pela carioteca e possuem mais de uma célula.
  • 3.
    O Reino Plantaeé extremamente variado, com espécies simples que não apresentam folhas, caule e raízes verdadeiras até espécies com frutos carnosos e flores deslumbrantes.
  • 4.
    As plantas sãodivididas em quatro grupos principais, tomando como base características como a presença ou ausência de vasos condutores, sementes, flores e frutos. Esses grupos são as briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas.
  • 5.
    As briófitas denominamo grupo de plantas mais simples. Elas são pequenas, avasculares e não possuem caule, folhas, nem raízes. Gostam de viver preferencialmente em locais húmidos e necessitam de água para reprodução. Como principais representantes desse grupo, podemos citar os musgos e hepáticas.
  • 6.
    As pteridófitas, sãoplantas que possuem vasos condutores de seiva, bem como folhas, caule e raiz. Essas plantas também estabelecem forte dependência com a água no que diz respeito à reprodução. Como representantes, podemos citar as avencas.
  • 7.
    As gimnospermas sãoplantas mais complexas, quando comparadas às briófitas e pteridófitas, e surgiram com uma importante novidade evolutiva: as sementes. Estas são extremamente importantes porque garantem a proteção do embrião e fornecem-lhe alimento. Nesse grupo de plantas, a característica mais marcante é a semente nua, ou seja, a semente sem estar envolvida por um fruto. Como exemplo de gimnospermas, podemos citar os pinheiros e araucárias.
  • 8.
    As angiospermas, estasplantas apresentam flores e frutos que atuam, respectivamente, atraindo polinizadores e dispersores. Sem dúvidas, essa característica favoreceu a grande quantidade de espécies desse grupo. Como exemplo, podemos citar as roseiras, os coqueiros e os cactos.
  • 9.
  • 10.
    Reprodução das plantas Asplantas possuem duas formas de reprodução, a reprodução assexuada e sexuada.
  • 11.
    Na reprodução assexuadaocorre a formação de um indivíduo idêntico ao indivíduo de origem, ou seja, forma um clone da planta mãe. Esse tipo de reprodução pode ocorrer por esporos, brotamentos de caules ou folhas que precisam encontrar condições ideais no ambiente para germinar. Além disso, possui a vantagem de ser uma reprodução rápida, com pouco gasto de energia e independência de polinizadores.
  • 12.
    Na reprodução sexuadaocorre a união de dois gametas por meio fecundação, garantindo a recombinação e a variabilidade genética. Os gametas feminino e masculino estão presentes nos órgãos reprodutivos da planta.
  • 13.
    Esse tipo dereprodução ocorre por alternância de gerações em que planta se alterna entre a fase de gametófito, haploide (n), e esporófito, diploide (2n). O gametófito é o local onde o gameta masculino se une ao gameta feminino para formar o zigoto e formar o esporófito. Dessa forma, após sofrer a meiose, o esporófito irá produzir diversos esporos, para originar novos gametófitos e assim, completando o ciclo.
  • 14.
    Ciclos Reprodutivos dasPlantas Nas briófitas, a reprodução assexuada ocorre em algumas espécies e consistem na fragmentação de várias partes da planta mãe para formar novos indivíduos. Na reprodução sexuada ocorre a alternância de gerações em que o gametófito (2n) é a fase dominante. Os esporos germinam no solo e dão origem aos gametófitos, que geralmente apresentam na região apical os arquegônios (órgão sexual feminino) e os anterídios (órgão sexual masculino).
  • 15.
    Após a açãoda chuva, os gametas femininos e masculinos podem entrar em contato, resultando na fecundação e formando o zigoto (2n). Então, o zigoto se desenvolve no arquegônio e, por meiose, formam a estrutura temporária, os esporófitos (n). Assim é que ocorre a liberação dos esporos no solo e então, reinicia-se o ciclo com um novo gametófito.
  • 16.
    As pteridófitas tambémpossuem a reprodução assexuada por brotamento. Porém, na reprodução sexuada, o esporófito (2n) é a fase dominante, essa característica se mantém em todas as plantas vasculares. Os esporófitos produzem esporos (n) que ficam reunidos nos soros, pequenas estruturas encontradas na face inferior das folhas das pteridófitas
  • 17.
    Essas estruturas serompem e liberam os esporos no ambiente que caem no solo e germinam o gametófito (n). O gametófito produz gametas masculinos e femininos, que quando maduros, e na presença de água, fecundam e formam o zigoto (2n). Por fim, o zigoto se desenvolve e o gametófito se degenera, restando a planta adulta.
  • 18.
    Nas gimnospermas, areprodução ocorre independente da água e com a formação sementes. Os gametas são formados nos estróbilos em que o gameta masculino corresponde aos grãos de pólen e os femininos aos óvulos. Pela ação do vento, os grãos de pólen chegam até o tubo polínico e encontra o óvulo
  • 19.
    Assim, ocorre afecundação para formar o zigoto e depois o embrião. Então, o óvulo se transforma em semente para proteger o embrião contra a dessecação. Essa semente sofre a dispersão no solo, reiniciando o ciclo.
  • 20.
    As angiospermas sãoas plantas que apresentam flores e frutos, caracterizando o grupo mais diverso. A flor é o órgão reprodutivo dessas plantas e possui uma grande variedade de cores e cheiros para atrair animais polinizadores. Já os frutos também funcionam como um atrativo para animais, porém ajudam mais na dispersão de sementes.
  • 21.
    Na reprodução, ogrão de pólen se deposita sobre o estigma no aparelho reprodutor feminino e dá origem a dois gametas, além disso, forma o tubo polínico que conduz os gametas até o óvulo. Um gameta fecunda o óvulo, dando origem ao zigoto.
  • 22.
    Ele formará oembrião, que se desenvolverá em plântula até atingir maturidade e se tornar adulta. Enquanto o outro gameta se funde aos núcleos do gametófito feminino, formando o endosperma (3n). O endosperma funciona como reserva energética para outras fases de desenvolvimento da planta.
  • 23.
    Importância da Reprodução Areprodução nas plantas, assim como em qualquer outro ser vivo, é muito importante para garantir a sobrevivência da espécie. Com a reprodução sexuada ocorre a recombinação de genes para formar o zigoto. Esse processo garante a variabilidade genética, ou seja, alterações nos indivíduos descendentes que ao longo do tempo sofrerão com a seleção natural, contribuindo para a evolução.
  • 24.
    Constituição das Plantas Estudodas Flores Constituição das plantas com e sem flor
  • 25.
    É o órgãoresponsável pela reprodução sexuada das plantas A Flor Pedúnculo – pé da flor Receptáculo - extremidade alargada do pedúnculo Cálice – conjunto de sépalas. Corola – Conjunto de pétalas. Androceu – Conjunto de estames. Órgão masculino Gineceu- Conjunto de carpelos. Órgão feminino 02/07/2021 25
  • 26.
  • 27.
    Parte que prende aflor no ramo Pedúnculo Constituição da Flor
  • 28.
    Constituição da Flor Receptáculo Éa peça floral onde se ligam todas as outras peças; no seu conjunto formam os órgãos de suporte
  • 29.
    Constituição da Flor Cálice Éo conjunto das folhas modificadas chamadas de Sépalas, geralmente verdes, que protegem a flor.
  • 30.
    Constituição da Flor Corola Aspétalas são as peças florais mais atractivas da flor, geralmente coloridas; no seu conjunto formam a corola, órgão de protecção.
  • 31.
    Constituição da Flor Ovário Estilete Estigma Antera Filete Pedúnculo Receptácul o Pétala Sépala Órgãosde SUPORTE Órgãos de PROTECÇÃO Órgãos de REPRODUÇÃO Carpelo Estame
  • 32.
    Nome da parteFEMININA da flor. Nome da parte MASCULINA da flor.
  • 33.
    Nome da parteFEMININA da flor. É formado por um conjunto de folhas modificadas chamadas carpelos Os carpelos têm a função de produzir o óvulo (gâmeta feminino, que é fecundado pelo grão de pólen para formar a semente que originará uma nova planta
  • 34.
    Nome da parte MASCULINAda flor. É formado por um conjunto de folhas modificadas chamadas estames O estame tem a função de produzir o grão de pólen (gâmeta masculino)
  • 35.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    Antera → órgãoque produz a célula reprodutora Masculina: o grão de pólen.
  • 40.
    Na antera doestame produz- se, em sacos polínicos, os grãos de pólen que dão origem às células reprodutoras masculinas. No ovário do carpelo encontram-se os óvulos, onde se formam as células reprodutoras femininas
  • 42.
    Na época dareprodução as anteras abrem-se deixando sair os grãos de pólen. A polinização é o transporte dos grãos de pólen das anteras para o estigma entre flores da mesma espécie.
  • 43.
    A polinização podeser directa ou cruzada. A polinização directa acontece quando os grãos de pólen caem directamente no estigma. A polinização cruzada dá-se quando os grãos de pólen são transportados pelos agentes de polinização para outra flor da mesma espécie.
  • 44.
    Os agentes depolinização podem ser:  O vento;  Os insectos;  Algumas aves;  Pequenos mamíferos.
  • 45.
  • 46.
  • 47.
    Os esporângios contêmesporos que irão originar novos fetos. A cápsula contem esporos que irão originar novos musgos Feto Musgo Plantas sem flor
  • 48.
    O caule éum órgão vegetativo, geralmente aéreo, clorofilado quando jovem e aclorofilado quando adulto. CAULE – O Que é?
  • 49.
    Suporte de folhas,flores e frutos Condução da seiva bruta (xilema) e elaborada (floema) Fotossíntese: os caules jovens e caules adultos de plantas herbáceas são capazes de produzir seu próprio alimento, e para isso são dotados de pigmentos (clorofilas - pigmento verde) capazes de captar a energia solar e a partir de substâncias inorgânicas simples (água e dióxido de carbono), transformá-la em alimento orgânico. Reserva nutritiva em alguns casos como das batatas, das cebolas, dos alhos. FUNÇÕES
  • 50.
    Nó: local ondese inserem as folhas. Entrenó: porção entre os nós. Gema apical: folhas apicais em formação. Gema lateral: folhas laterais em formação. CONSTITUIÇÃO
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    Herbáceos: caules nãolenhificados, verdes, flexíveis e caracterizam as plantas herbáceas. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO PORTE: Lenhosos: caules lenhificados, rígidos, porte geralmente avantajado, caracterizam arbustos e árvores.
  • 53.
    Subterrâneos ou hipógeos:contêm normalmente uma grande reserva nutritiva e podem ser utilizados na alimentação humana. Desenvolvem-se imersos na terra, sem luz solar. Exemplo das batatas (tubérculos) e das cebolas (bolbos). Aéreos ou epígeos: são todos aqueles que crescem em sentido radial, indo em direcção à luz, como os troncos das árvores. Aquáticos ou hidróbios: caules de plantas aquáticas. CLASSIFICAÇÃO QUANTO AO MEIO:
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    Rizomas: caules levemente cilíndricos,que se desenvolvem paralelos ao solo, podendo emitir ramos aéreos a partir da gema apical ou das gemas laterais. TIPOS DE CAULES
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    TIPOS DE CAULES Tubérculos:caules arredondados, hipertrofiados, que acumulam substâncias de reserva (amido). Apresentam saliências denominadas olhos ou brotos (gemas).
  • 56.
    Bolbos: estruturas complexas subterrâneas, ondeuma porção denominada prato, representa o caule. O prato é envolvido por folhas modificadas, suculentos, que armazenam substâncias de reserva. TIPOS DE CAULES
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    Tronco: caule lenhosoe resistente, cilíndrico ou cónico e também mais largo na base que no topo, com ramificações, que se formam a partir de certa altura. É o caule exclusivo das árvores TIPOS DE CAULES
  • 58.
    Colmo: caule lenhoso,com nós cheios (como a cana- de-açúcar) ou ocos (como o bambú), é característico das monocotiledóneas. TIPOS DE CAULES
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    Espique: caule lenhoso, longo,não ramificado, com folhas no ápice, característicos das palmeiras (Família Arecaceae). TIPOS DE CAULES
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    Para alimentação. Matéria-prima paraindústria. Na construção e fabricação de móveis. IMPORTÂNCIA DOS CAULES
  • 61.
    CONSTITUIÇÃO DA RAIZ Cadauma das raízes que compõem esse sistema apresenta as mesmas regiões: coifa, zona meristemática, zona de alongamento, zona pilífera e zona suberosa. A coifa é uma estrutura de protecção, localizada na extremidade da raiz. Ela protege a zona meristemática, formada por células com grande actividade de divisão celular. A zona de alongamento corresponde à região em que as células produzidas na zona meristemática apresentam aumento de tamanho.
  • 62.
    A zona pilífera,ou zona dos pêlos absorventes, é a região de absorção da raiz, de onde partem numerosos e finíssimos pêlos, cujas células absorvem água do ambiente. A zona suberosa é a região de onde partem as raízes secundárias; em cada raiz secundária existem as mesma regiões descritas para a raiz principal. CONSTITUIÇÃO DA RAIZ
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    CONSTITUIÇÃO DA RAIZ Raizprincipal Zona meristemática Zona de alongamento Raiz lateral ou adventícia Zona de maturação Coifa Pêlos radiculares Extremidade radicular
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    Raízes subterrâneas Aprumada, axialou pivotante - apresentam raiz principal, o seu comprimento é maior que o das outras, e também ramificações ou raízes secundárias. São características de plantas dicotiledóneas.
  • 67.
    Raízes subterrâneas Fasciculada -numerosas raízes em feixes que emergem da base do caule e tem tamanho maior do que a folha. São características de plantas monocotiledóneas.
  • 68.
    Raiz tuberosa -contém grande reserva de substância nutritiva e é muito utilizada na nossa alimentação. Como exemplo dessas raízes, podemos citar a cenoura, a batata-doce. Raízes subterrâneas
  • 69.
    Como o próprionome sugere, são raízes que se desenvolvem em plantas que normalmente flutuam na água. Sua função, diferente das subterrâneas, não é de fixação, mas de absorção de água e sais minerais. Raízes aquáticas
  • 70.
    Desenvolvem-se no cauleou em certas folhas. Classificam-se em duas categorias: caulógenas (também denominadas normais) e adventícias, ambas de origem endógena. Raízes aéreas
  • 71.
    Importância das raízes Para alimentação.  Matéria-prima nas indústrias.  Fabricação de remédios.  Combate à erosão.  Fertilização do solo.
  • 72.
    A Folha As funçõesprincipais da folha são: - a produção do alimento para a planta, através da fotossíntese; - a realização de trocas gasosas com o meio ambiente, respiração e transpiração; - servir como órgão de protecção e de acumulação de substâncias de reserva
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    Uma folha completaé constituída por várias partes. O limbo é uma estrutura laminar com uma página superior de cor mais escura e brilhante e uma página inferior mais clara. O limbo é atravessado por nervuras por onde circula a seiva da planta. O pecíolo, normalmente de forma cilíndrica, é a parte da folha que liga o limbo à bainha. A bainha une o pecíolo ao caule.
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  • 83.
    Fruto O fruto éa estrutura carnosa das plantas angiospermas que se desenvolve a partir do ovário, após a fecundação. Ele corresponde ao ovário desenvolvido da flor e com sementes maduras.
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    As funções dofruto são: Proteção da semente em desenvolvimento; Em alguns casos, auxilia na dispersão da semente; Promove a propagação e perpetuação da espécie.
  • 85.
    Entretanto, nem todosos tipos de frutos têm sementes. A estes damos o nome de frutos partenocárpicos, pois são produzidos por partenocarpia, processo no qual não ocorre fecundação. Um exemplo de fruto partenocárpico é a banana.
  • 86.
    O fruto éconstituído por duas partes fundamentais: o fruto propriamente dito, também chamado de pericarpo e a semente. Todas as partes do fruto derivam da flor.
  • 87.
    O pericarpo éoriginado da parede do ovário e apresenta três camadas: Exocarpo ou Epicarpo: parte externa do fruto, conhecido também como casca. Mesocarpo: parte intermediária e mais desenvolvida. Geralmente, é comestível e em frutos carnudos constitui a polpa. Endocarpo: É a camada mais interna. Envolve directamente as sementes e serve para a sua protecção. Em alguns casos é uma zona de consistência muito dura formando o chamado caroço. Noutros casos é muito ténue e está intimamente ligado à semente. .
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  • 89.
    Classificação dos frutos Quantoà origem: Frutos simples - desenvolvem-se a partir de uma só flor que tem um único carpelo ou vários carpelos aderentes (soldados) entre si. Frutos múltiplos - frutos provenientes de uma só flor com gineceu pluricarpelar. Neste caso os carpelos são livres, não se encontram aderentes entre si. Cada carpelo dá origem a um fruto ficando todos juntos.
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    Frutos complexos oupseudofrutos- frutos que se formam a partir do tecido do ovário e de outras partes da flor. São característicos de flores com ovário ínfero. Infrutescências - têm origem numa inflorescência. Todas as flores contribuem para o desenvolvimento de uma estrutura que parece um só fruto mas que na realidade é formada por muitos frutos.
  • 91.
    Quanto à consistênciado pericarpo: Frutos secos - pericarpo consistente e com pouca água. Frutos carnudos - pericarpo pouco consistente rico em água e sucos. Frutos semi-carnudos - o mesocarpo tem as camadas internas endurecidas.
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    Quanto ao númerode sementes: Monoespérmicos - fruto que contém uma só semente. Poliespérmicos - fruto que contém várias sementes.