Metodologia da Investigação Científica – MIC MAG – Aula de 17.03.09
R.: PENSAR Mas, se sou racional – e penso – então já posso me considerar cientista? R2: PENSAR… sem bloqueios
 
R.: uma grande curiosidade sobre a natureza ao seu redor. A capacidade de formular questões e tentar respondê-las criando suposições, que podem ser falsas ou verdadeiras, mas que através de uma investigação detalhada sempre chegam a uma resposta, seja ela sim ou não. Uso da criatividade.
R.: A nossa dificuldade de pensar nas coisas simples. Nosso conservadorismo ( nossos receios, nossa preocupação com a crítica ). Nosso olhar limitado ( quando olhamos ao nosso redor, acabamos vendo aquilo que já esperávamos ver, ao invés de ver algo de novo ). Precisamos ser mais criativos, ter novas ideias. Uso da criatividade.
 
R.: Precisamos usar mais a intuição. ID  Instinto Intuição EGO  SUPEREGO Razão  Moralidade Precisamos ser bem humorados.
Aprender a fazer perguntas claras e precisas, delimitadas a uma dimensão viável, que não envolvam julgamento de valor e que sejam possíveis de ser respondidas, é fundamental para se desenvolver uma pesquisa científica. Delimitar a sua questão a uma dimensão viável. Elaborar uma pergunta clara e precisa. A pergunta deve ter uma solução possível.
 
Sir  Alexander Fleming (1881 – 1955) Prêmio Nobel de Medicina em 1945 1928 – Descobre a penicilina
 
 
GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.1996 (3a Ed.).São Paulo: Editora Atlas S.A. 159p. COMO FORMULAR  UM  PROBLEMA ???
Formular um problema científico não é tarefa fácil, pois vincula-se estreitamente ao processo criativo => A formulação não se faz mediante a observação de processos rígidos e sistemáticos => O treinamento desempenha papel fundamental neste processo =>
CONDIÇÕES QUE FACILITAM A FORMULAÇÃO DE  UM PROBLEMA
Imersão sistemática no objeto  => Discussão com pessoas com muita experiência prática no campo de estudo => Estudo da literatura existente  =>
Toda pesquisa se inicia com algum tipo de problema, ou indagação Nem todo problema é passível de tratamento científico
A pesquisa científica não pode dar respostas a questões de “engenharia” (como fazer algo) e de valor (deve ou não deve ser feito?)
Questões de “engenharia” = Como fazer algo de maneira eficiente Questões de valor = Bom ou ruim? Melhor ou pior? Certo ou errado? Adequado ou inadequado/ Deve ser feito ou não?
Um problema é de natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis CUIDADO!!! QUAIS SÃO AS VARIÁVEIS TESTÁVEIS QUE TORNAM SUA PESQUISA CIENTÍFICA???
REGRAS PRÁTICAS PARA A  FORMULAÇÃO DE  PROBLEMAS GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.1996 (3a Ed.). São Paulo: Editora Atlas S.A. 159p.
Esta é a maneira mais fácil e direta de formular um problema A escolha de um tema por si só não constitui um problema Ao formular perguntas sobre um tema, provoca-se sua problematização Ex. tema = pesquisa sobre o divórcio    Que fatores provocam o divórcio? Quais as características das pessoas que se divorciam?  O PROBLEMA DEVE SER FORMULADO COMO PERGUNTA
Muitos problemas não são solucionáveis porque são apresentados numa terminologia retirada da linguagem cotidiana Ex: o termo “organização” só pode ser utilizado quando for rigorosamente definido de forma não ambígua Exemplos não claros e/ou não precisos: Como funciona a mente? O que acontece no sol? O que determina a natureza humana? Uma das possibilidades de exemplo claro e preciso = Que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização?  O PROBLEMA DEVE SER CLARO E PRECISO
A investigação científica tem a objetividade como uma de suas mais importantes características Deve-se transformar aspectos relacionados a percepções pessoais em aspectos mais úteis, que se refiram a fatos empíricos Por ex.: determinado problema pode fazer referência a “maus professores”    pode-se expressar o problema sob a ótica de pesquisa que trate de professores que não preparam suas aulas ou que adotam critérios arbitrários de avaliação   O PROBLEMA DEVE SER EMPÍRICO
Para formular adequadamente um problema é preciso ter o domínio da tecnologia adequada à sua solução Caso contrário, o melhor será proceder a uma investigação acerca das técnicas de pesquisa necessárias   O PROBLEMA DEVE SER SUSCETÍVEL DE SOLUÇÃO
Os problemas não devem ser formulados em termos muitos amplos (por ex: Em que pensam os jovens?) A delimitação do problema guarda estreita relação com os meios disponíveis para investigação Seria melhor delimitar a população de jovens a serem pesquisados com a especificação da faixa etária, localidade etc. Seria melhor, ainda, especificar “o que pensam”, já que isto envolve múltiplos aspectos (por ex: percepção em relação aos problemas mundiais, atitude em relação à religião etc.)   O PROBLEMA DEVE SER DELIMITADO A UMA DIMENSÃO VIÁVEL
meio ambiente meio cultural meio natural meios físico e biótico meio sócioeconômico (antrópico)
Planalto Paulistano Baixada Santista Oceano Atlântico Serra do Mar meio físico (escarpa) meio biótico (vegetação)
Planalto Paulistano Oceano Atlântico Serra do Mar meio sócio-econômico (indústrias)
emanação de agentes fito-tóxicos, com perda da cobertura vegetal Oceano Atlântico
Planalto Paulistano Baixada Santista Oceano Atlântico Serra do Mar
Oceano Atlântico Serra do Mar
Oceano Atlântico Escorregamentos X
50% de eficiência mas resultado final = ZERO
ROTEIRO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETOS  (Edital do Programa Petrobrás Ambiental 2004) 1
A P R E S E N T A Ç Ã O A apresentação é uma das partes mais importantes na elaboração de um projeto. É nela que o parceiro, ou investidor, poderá entender – de forma rápida e objetiva – a proposta integral do projeto
A P R E S E N T A Ç Ã O Seja claro e objetivo, incluindo apenas as informações essenciais ao entendimento do projeto.
A P R E S E N T A Ç Ã O Descreva de modo sucinto o projeto, seu histórico, o objetivo geral, as metodologias a serem aplicadas, as atividades previstas, os resultados esperados e o valor do investimento solicitado.
A P R E S E N T A Ç Ã O É fundamental destacar NÚMEROS que demonstrem os resultados concretos a serem obtidos com a execução do projeto. Isso ajuda a situar o parceiro-investidor quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. Sugere-se, para a apresentação, um texto de 1 lauda apenas.
O B J E T I V O  G E  R A L Identifique os benefícios de ordem geral que as ações do projeto deverão propiciar aos beneficiários.
O B J E T I V O  G E  R A L Exemplo:   Capacitar e mobilizar diferentes atores envolvidos na gestão sustentável de recursos hídricos em doze municípios da região central do Estado de São Paulo, visando compatibilizar o aproveitamento destes recursos com a expansão e consolidação do Pólo de Ecoturismo da Região das Cuestas.
OBJETIVOS  ESPECÍFICOS Estes objetivos referem-se às etapas intermediárias que deverão ser cumpridas no curso do projeto. Portanto, devem estar necessariamente vinculados ao Objetivo Geral. Também devem ser específicos, viáveis, hierarquizados, mensuráveis e cronologicamente definidos.
OBJETIVOS  ESPECÍFICOS Apresente os objetivos específicos por ordem de importância (hierarquização), os resultados quantitativos e qualitativos esperados em cada objetivo (mensuração), as atividades que serão implementadas para sua consecução e os períodos de realização dessas atividades (cronologia).
METODOLOGIA  EMPREGADA Descreva a maneira como as atividades serão implementadas, incluindo os principais procedimentos, as técnicas e os instrumentos a serem empregados.
METODOLOGIA  EMPREGADA Destaque outros aspectos metodológicos importantes, como a forma de atração e integração dos públicos beneficiários; os locais de abordagem desses grupos ou de execução das atividades; a natureza e as principais funções dos agentes multiplicadores; os mecanismos de participação comunitária no projeto e outros.
METODOLOGIA  EMPREGADA Não é obrigatória a descrição de todos esses itens. No entanto, é preciso que se descreva com precisão de que maneira o projeto será desenvolvido, ou seja, o COMO FAZER.

Ma G Mic 17 03 2010

  • 1.
    Metodologia da InvestigaçãoCientífica – MIC MAG – Aula de 17.03.09
  • 2.
    R.: PENSAR Mas,se sou racional – e penso – então já posso me considerar cientista? R2: PENSAR… sem bloqueios
  • 3.
  • 4.
    R.: uma grandecuriosidade sobre a natureza ao seu redor. A capacidade de formular questões e tentar respondê-las criando suposições, que podem ser falsas ou verdadeiras, mas que através de uma investigação detalhada sempre chegam a uma resposta, seja ela sim ou não. Uso da criatividade.
  • 5.
    R.: A nossadificuldade de pensar nas coisas simples. Nosso conservadorismo ( nossos receios, nossa preocupação com a crítica ). Nosso olhar limitado ( quando olhamos ao nosso redor, acabamos vendo aquilo que já esperávamos ver, ao invés de ver algo de novo ). Precisamos ser mais criativos, ter novas ideias. Uso da criatividade.
  • 6.
  • 7.
    R.: Precisamos usarmais a intuição. ID Instinto Intuição EGO SUPEREGO Razão Moralidade Precisamos ser bem humorados.
  • 8.
    Aprender a fazerperguntas claras e precisas, delimitadas a uma dimensão viável, que não envolvam julgamento de valor e que sejam possíveis de ser respondidas, é fundamental para se desenvolver uma pesquisa científica. Delimitar a sua questão a uma dimensão viável. Elaborar uma pergunta clara e precisa. A pergunta deve ter uma solução possível.
  • 9.
  • 10.
    Sir AlexanderFleming (1881 – 1955) Prêmio Nobel de Medicina em 1945 1928 – Descobre a penicilina
  • 11.
  • 12.
  • 13.
    GIL, A.C. ComoElaborar Projetos de Pesquisa.1996 (3a Ed.).São Paulo: Editora Atlas S.A. 159p. COMO FORMULAR UM PROBLEMA ???
  • 14.
    Formular um problemacientífico não é tarefa fácil, pois vincula-se estreitamente ao processo criativo => A formulação não se faz mediante a observação de processos rígidos e sistemáticos => O treinamento desempenha papel fundamental neste processo =>
  • 15.
    CONDIÇÕES QUE FACILITAMA FORMULAÇÃO DE UM PROBLEMA
  • 16.
    Imersão sistemática noobjeto => Discussão com pessoas com muita experiência prática no campo de estudo => Estudo da literatura existente =>
  • 17.
    Toda pesquisa seinicia com algum tipo de problema, ou indagação Nem todo problema é passível de tratamento científico
  • 18.
    A pesquisa científicanão pode dar respostas a questões de “engenharia” (como fazer algo) e de valor (deve ou não deve ser feito?)
  • 19.
    Questões de “engenharia”= Como fazer algo de maneira eficiente Questões de valor = Bom ou ruim? Melhor ou pior? Certo ou errado? Adequado ou inadequado/ Deve ser feito ou não?
  • 20.
    Um problema éde natureza científica quando envolve variáveis que podem ser tidas como testáveis CUIDADO!!! QUAIS SÃO AS VARIÁVEIS TESTÁVEIS QUE TORNAM SUA PESQUISA CIENTÍFICA???
  • 21.
    REGRAS PRÁTICAS PARAA FORMULAÇÃO DE PROBLEMAS GIL, A.C. Como Elaborar Projetos de Pesquisa.1996 (3a Ed.). São Paulo: Editora Atlas S.A. 159p.
  • 22.
    Esta é amaneira mais fácil e direta de formular um problema A escolha de um tema por si só não constitui um problema Ao formular perguntas sobre um tema, provoca-se sua problematização Ex. tema = pesquisa sobre o divórcio  Que fatores provocam o divórcio? Quais as características das pessoas que se divorciam? O PROBLEMA DEVE SER FORMULADO COMO PERGUNTA
  • 23.
    Muitos problemas nãosão solucionáveis porque são apresentados numa terminologia retirada da linguagem cotidiana Ex: o termo “organização” só pode ser utilizado quando for rigorosamente definido de forma não ambígua Exemplos não claros e/ou não precisos: Como funciona a mente? O que acontece no sol? O que determina a natureza humana? Uma das possibilidades de exemplo claro e preciso = Que mecanismos psicológicos podem ser identificados no processo de memorização? O PROBLEMA DEVE SER CLARO E PRECISO
  • 24.
    A investigação científicatem a objetividade como uma de suas mais importantes características Deve-se transformar aspectos relacionados a percepções pessoais em aspectos mais úteis, que se refiram a fatos empíricos Por ex.: determinado problema pode fazer referência a “maus professores”  pode-se expressar o problema sob a ótica de pesquisa que trate de professores que não preparam suas aulas ou que adotam critérios arbitrários de avaliação O PROBLEMA DEVE SER EMPÍRICO
  • 25.
    Para formular adequadamenteum problema é preciso ter o domínio da tecnologia adequada à sua solução Caso contrário, o melhor será proceder a uma investigação acerca das técnicas de pesquisa necessárias O PROBLEMA DEVE SER SUSCETÍVEL DE SOLUÇÃO
  • 26.
    Os problemas nãodevem ser formulados em termos muitos amplos (por ex: Em que pensam os jovens?) A delimitação do problema guarda estreita relação com os meios disponíveis para investigação Seria melhor delimitar a população de jovens a serem pesquisados com a especificação da faixa etária, localidade etc. Seria melhor, ainda, especificar “o que pensam”, já que isto envolve múltiplos aspectos (por ex: percepção em relação aos problemas mundiais, atitude em relação à religião etc.) O PROBLEMA DEVE SER DELIMITADO A UMA DIMENSÃO VIÁVEL
  • 27.
    meio ambiente meiocultural meio natural meios físico e biótico meio sócioeconômico (antrópico)
  • 28.
    Planalto Paulistano BaixadaSantista Oceano Atlântico Serra do Mar meio físico (escarpa) meio biótico (vegetação)
  • 29.
    Planalto Paulistano OceanoAtlântico Serra do Mar meio sócio-econômico (indústrias)
  • 30.
    emanação de agentesfito-tóxicos, com perda da cobertura vegetal Oceano Atlântico
  • 31.
    Planalto Paulistano BaixadaSantista Oceano Atlântico Serra do Mar
  • 32.
  • 33.
  • 34.
    50% de eficiênciamas resultado final = ZERO
  • 35.
    ROTEIRO PARA ELABORAÇÃODE PROJETOS (Edital do Programa Petrobrás Ambiental 2004) 1
  • 36.
    A P RE S E N T A Ç Ã O A apresentação é uma das partes mais importantes na elaboração de um projeto. É nela que o parceiro, ou investidor, poderá entender – de forma rápida e objetiva – a proposta integral do projeto
  • 37.
    A P RE S E N T A Ç Ã O Seja claro e objetivo, incluindo apenas as informações essenciais ao entendimento do projeto.
  • 38.
    A P RE S E N T A Ç Ã O Descreva de modo sucinto o projeto, seu histórico, o objetivo geral, as metodologias a serem aplicadas, as atividades previstas, os resultados esperados e o valor do investimento solicitado.
  • 39.
    A P RE S E N T A Ç Ã O É fundamental destacar NÚMEROS que demonstrem os resultados concretos a serem obtidos com a execução do projeto. Isso ajuda a situar o parceiro-investidor quanto às dimensões e ao potencial transformador do projeto. Sugere-se, para a apresentação, um texto de 1 lauda apenas.
  • 40.
    O B JE T I V O G E R A L Identifique os benefícios de ordem geral que as ações do projeto deverão propiciar aos beneficiários.
  • 41.
    O B JE T I V O G E R A L Exemplo: Capacitar e mobilizar diferentes atores envolvidos na gestão sustentável de recursos hídricos em doze municípios da região central do Estado de São Paulo, visando compatibilizar o aproveitamento destes recursos com a expansão e consolidação do Pólo de Ecoturismo da Região das Cuestas.
  • 42.
    OBJETIVOS ESPECÍFICOSEstes objetivos referem-se às etapas intermediárias que deverão ser cumpridas no curso do projeto. Portanto, devem estar necessariamente vinculados ao Objetivo Geral. Também devem ser específicos, viáveis, hierarquizados, mensuráveis e cronologicamente definidos.
  • 43.
    OBJETIVOS ESPECÍFICOSApresente os objetivos específicos por ordem de importância (hierarquização), os resultados quantitativos e qualitativos esperados em cada objetivo (mensuração), as atividades que serão implementadas para sua consecução e os períodos de realização dessas atividades (cronologia).
  • 44.
    METODOLOGIA EMPREGADADescreva a maneira como as atividades serão implementadas, incluindo os principais procedimentos, as técnicas e os instrumentos a serem empregados.
  • 45.
    METODOLOGIA EMPREGADADestaque outros aspectos metodológicos importantes, como a forma de atração e integração dos públicos beneficiários; os locais de abordagem desses grupos ou de execução das atividades; a natureza e as principais funções dos agentes multiplicadores; os mecanismos de participação comunitária no projeto e outros.
  • 46.
    METODOLOGIA EMPREGADANão é obrigatória a descrição de todos esses itens. No entanto, é preciso que se descreva com precisão de que maneira o projeto será desenvolvido, ou seja, o COMO FAZER.