LEITES DE CONSUMO
Prof. Ma. Daniela Maria Gerônimo
Tecnologia de Alimentos
Agenda
• Microbiologia do leite
• Microrganismos importante para os laticínios
• Leites de Consumo
Microbiologia do Leite
• Composição química do leite:
• Alimento humano;
• Substrato para
crescimento
microrganismos.
• Microrganismos que contaminam o leite:
• Benéfica para o homem;
• Atividade incontrolada de
microrganismos é prejudicial a
qualidade do leite;
• Microrganismos patogênicos.
Microbiologia do Leite
• O leite , mesmo o que procede de animais
saudáveis, sempre contém uma série de
microrganismos cuja taxa é muito variável
(10³ a 106
ufc/mL), dependendo das
medidas higiênicas:
• Durante ordenha;
• Armazenamento na propriedade;
• Centros regionais de coleta e
centrais de beneficiamento.
Microbiologia
do Leite
Fontes principais que
determinam a taxa e tipos
de microrganismos:
Dentro do úbere Equipamentos e utensílios
Exterior do Úbere
Microbiologia do
Leite
• Contagem total de aeróbios (nunca indica a
fonte de microrganismos contaminadores)
• Contagem de grupos específicos: psicrófilos,
termodúricos, esporulados, estreptococos,
coliformes...
Federação Internacional de Laticínios (FIL-IDF) estabelece
105 ufc/mL
Microbiota do interior do úbere
Staphylococcus aureus,
o Streptococcus agalactiae e
o Mycoplasma bovis
Mycobacterium tuberculosis
Brucella abortus
Lactococcus lactis Lactobacillus
Contaminação externa do leite
A taxa original, de um animal saudável, é aproximadamente 103 ufc/mL
• Esporos: ar, solo, cama, silo...
• Coliformes: esterco, cama, água...
• Micrococos: pelo, ar...
• Bactérias psicotróficas: cama,
forragem, água...
Equipamentos de ordenha e
outros utensílios
Em utensílios mal higienizados pode ocorrer a contaminação de bactérias lácticas, psicrotróficas e coliformes.
5 a 8 °C
Coleta e armazenamento de leite cru
Temperatura
4 a 5 °C
Bactérias lácticas, psicrotróficas e coliformes.
Grupos de microrganismos mais importantes em laticínios
e suas repercussões no leite e em produtos lácteos.
• Bactérias lácticas;
• Bactérias esporuladas;
• Bactérias psicrotróficas;
• Bactérias de origem fecal;
• Microrganismos patogênicos.
1. Bactérias lácticas:
Bactérias
Lácticas
Ação
Deletéria
- Metaboliza a lactose;
- Produz ácido láctico;
- pH 4,6;
- Precipitação das
caseínas.
Ação
Benéfica
- Metaboliza a lactose;
- Participam das
degradações protéicas
no processo de
maturação;
- Produzem diacetil
aldeído a partir do
citrato.
Leite cru
2. Bactérias Esporuladas
• GÊNEROS: Bacillus e Clostridium
Esterilização
C. botulinum
Características
indesejáveis
Escurecimento não enzimático
e perda no valor nutritivo.
Presença de esporos de
bacillus
UHT
B.
stearothermophilus e
B. subtilis
Maior eficácia
esporicida
Menos prejudicial a
propriedades sensoriais e às
perdas do valor nutritivo
Estufamento tardio em
queijos semiduros e duros
Clostridium tyrobutyricum
3. Bactérias psicrotróficas
• São, aproximadamente, 15 gêneros.
• Normalmente predomina Pseudomonas spp., Flavobacterium spp.,
Acinetobacter spp. e enterobactérias.
Ordenha
37 °C
Tanque
Resfriamento
4 °C
Transporte
4 a 10°C
Centrais de
recebimento
4 °C
A cadeia do frio empregada para minimizar o crescimento e proliferação de microrganismos
mesófilos e termófilos, acarretou na possibilidade da proliferação das bactérias
psicrotróficas, trazendo inúmeros prejuízos aos laticínios.
3. Bactérias psicrotróficas
• O processo de pasteurização reduz a valores desprezíveis de bactérias
psicrotróficas.
Bactérias
psicrotróficas
PASTEURIZAÇÃO
PROTEASE
LIPASES
TERMOESTÁVEIS
β-caseínas e a κ-
caseínas: sabor
amargo e viscosidade
do leite
Rompimento das
ligações éster dos
triglicerídeos com a
liberação de ácidos
graxos: rancificação
Bactérias
psicrotróficas
PASTEURIZAÇÃO
4. Bactérias de origem fecal
• A presença de taxas elevadas de bactérias fecais
no leite cru é um indicador de obtenção e
manipulação do leite em condições higiênicas
deficientes.
Rev. Inst. Laticínios Cândido Tostes, Juiz de Fora, v. 72, n. 3, p. 174-183, jul/set, 2017
Coliformes fecais
lactose
Ácido
láctico
CO₂
Se a maturação
continuar, em 2 a 3
meses não se detecta
mais coliformes
Bactérias patogênicas: Escherichia coli e Samonella
são termolábeis, destruídas pela pasteurização.
5. Microrganismos patogênicos
• A OMS, em sua obra já clássica de 1996, Higiene do leite,
apresentava uma lista de doenças transmissíveis ao homem
por intermédio do leite.
• Foi estimado que existiam no mundo 64 entidades
patogênicas zoonóticas veiculadas por alimentos, das quais
25 eram de origem bacteriana, 7 de origem vírica e 32 de
origem parasitária.
• No Brasil, foram registrados vários surtos de intoxicação ou
infecção alimentar, nos quais leite ou produtos derivados
estavam envolvidos.
• Historicamente, com o advento da pasteurização,
diminuíram os relatos de várias doenças transmitidas pelo
leite e seus derivados, como brucelose, tuberculose, difteria,
febre Q e uma série de gastrenterites. TRATAMENTO TÉRMICO + HIGIENE
Doenças Agente etiológico Habitat Alimento Leite
Campilobacteriose Campylobacter jejuni encontrado no fígado, intestino e vesícula biliar dos
seguintes reservatórios: pássaros selvagens, aves
domésticas, coelhos, roedores, ovelhas, cavalos,
bovinos, suínos, cães e gatos
leite cru, fígado e carne de bovinos,
mariscos crus, vegetais, água, carne de
frango insuficientemente cozida, leite
pasteurizado contaminado e hambúrguer
cru
Gênero envolvido nas mastites. Risco do
consumo de leite cru e queijo frescos com
leite cru.
Salmonelose Salmonella spp. Fezes de animais domésticos, humanos e répteis carnes, ovos, leite e derivados Leite ou queijo de leite não pasteurizado
Intoxicação alimentar
estafilocócica
Staphylococcus aureus
(toxina)
fossas nasais do homem, úberes de vacas e ovelhas
com mastite, aves com artrites ou contusões
Todos alimentos manipulados após cocção Gênero envolvido com a mastite, leite
derivados do leite cru, derivados
contaminados na manipulação.
Estreptococose Streptococcus
pyogenes
Humanos e causador de mastite bovina Leite cru Leite cru e queijos e derivados lácteos.
Tuberculose zoonótica Mycobacterium bovis Bovinos infectados Leite cru Leite cru e derivados elaborados com leite
cru.
Colibacilose Escherichia coli Intestino de animais e humanos Alimentos contaminados com fezes,
principalmente leite cru e derivados lácteos
não processados termicamente
Leite cru e derivados elaborados com leite
cru.
Listeriose Listeria monocytogenes tecidos, urina ou leite de animais infectados leite, possivelmente produtos lácteos
(creme, leite ácido, queijo fresco), ovos e
carnes
Leite cru e pasteurizado
Brucelose Brucella melitensis placentas, fetos abortados, secreções vaginais, tecidos,
sangue e leite de animais infectados
Leite cru e queijos Leite cru e queijos
Yersiniose Yersinia enterocolitica Trato intestinal de suínos Carne de suínos e outras carnes, leite cru e
leite achocolatado
Leite cru
Bacillus cereus Bacillus cereus No ambiente Leite e derivados, carnes e alimentos
desidratados
Esporos no leite cru que eclodem com a
pasteurização e produzem toxinas
Toxoplasmose Toxoplasma gondii Família Felidae Leite de cabra e vaca Leite e queijos de cabra e vaca.
Doenças virais Hepatite A, o da
poliomielite
O homem é o reservatório principal do vírus e os
demais primatas são hospedeiros secundários
moluscos bivalvos (consumidos crus como
principais veículos), carnes, produtos
lácteos, pães, frutas e vegetais
leite, não pasteurizado ou mal pasteurizado
6. Bactérias que participam da maturação dos queijos
Queijo romadur alemão com Brevibacterium linens causando
manchas vermelhas em sua superfície
Propionibacterium freudenreichii, var. shermanii Penicillium camemberti
LEITES DE CONSUMO
Leites de
Consumo LEITE
Vida útil curta (3 a
6 dias sob
refrigeração)
Leite Pasteurizado
Certificado –
garantia sanitária
Leite Pasteurizado
– mistura
procedentes de
diversas granjas
Vida útil longa
(estáveis por
meses sob T °C
ambiente
Leite esterilizado,
UHT, leite
evaporado, leite
em pó.
Leite Concentrado
Pasteurizado –
privado de parte
da água
1. Leite Pasteurizado
• O leite pasteurizado é o leite natural, integral,
desnatado ou semidesnatado, submetido a
um processo tecnológico adequado que
assegure a destruição dos microrganismos
patogênicos não esporulados e reduza
significativamente a microbiota banal, sem
modificação sensível de sua natureza físico-
química e de suas características nutritivas e
sensoriais.
CONTROLE DE
MATÉRIAS-PRIMAS
ELIMINAÇÃO DE
IMPUREZAS
PASTEURIZAÇÃO
REFRIGERAÇÃO
ACONDICIONAMENTO
HIGIÊNICO
REFRIGERAÇÃO
COMERCIALIZAÇÃO
Mycobacterim tuberculosis e fosfatase
alcalina (71,7 °C/15 segundos),
convencionou-se: 62,7 °C/30 min ou 88,4
°C/ 1s
HTST: é realizada em fluxo contínuo com
trocadores de calor entre 72 e 78 °C
durante não menos que 15s.
LHT: utilizado para pequenos volumes de
leite (100 a 500 litros) e as condições de
62 a 65 °C/30 min.
Existem dois microrganismos, Coxiella burnetti e Listeria
monocytogenes, um pouco mais termorresistentes que a M.
tuberculosis (valores D a 72ºC de 1,3 e 1,2 segundos
respectivamente).
• O objetivo de qualquer tratamento
esterilizante é a destruição dos
microrganismos presentes,
esporulados ou não, ou pelo menos de
todos aqueles que possam proliferar-se
no produto final. Com isso busca-se um
produto microbiologicamente estável
para ser possível armazená-lo a
temperatura ambiente por um longo
período.
Leite UHT
140ª 150 °C/ 2
a 4 segundos
2. Leites Esterilizados e
UHT
2. Leites Esterilizados e
UHT
Limpeza
mediante
centrifugação ou
filtração para
eliminar as
partículas
macroscópicas
Preaquecimento é realizado
em fluxo contínuo com
trocadores de calor até 70 °C
Homogeneização
da gordura
O
Leite é
acondicionado
em
recipientes
herméticos
impermeáveis.
Tratamento Témico de 110 °C/
20’
Leite
esterilizado
110 °C/20
minutos
2. Leites Esterilizados e UHT
• Consequências da
esterilização e UHT
UHT: aumento da refletância do leite (desnaturação
das proteínas do soro e sua agregação com as
caseínas)
UHT: logo após processo apresenta um sabor
sulfuroso (pela desnaturação das lactoglobulinas),
vai diminuindo durante armazenamento.
Esterilização: Reação de Maillard provoca
escurecimento (melanoidinas), redução do valor
nutritivo das proteínas (lisina).
3. Leite Concentrado
A concentração e a desidratação são processos que,
pelo menos teoricamente, oferecem duas vantagens:
Prolongamento da vida útil
Redução do espaço para
armazenamento, transporte,
comercialização, etc...
São quatro os produtos lácteos englobados
sob a qualificação de leites concentrados. A
legislação vigente define-os como:
• Leite Concentrado;
• Leite Evaporado;
• Leite Condensado e
• Leite em pó.
3. Leite Concentrado
Leite concentrado, que é o leite
natural, integral ou desnatado,
pasteurizado e privado de parte de
sua água;
Só leite
de vaca
Leite evaporado, que é o leite de vaca
esterilizado privado de parte de sua
água;
estabilizantes (citrato e
ortofosfato de sódio e
potássio),
- antioxidantes (p. ex.,
ácido L-ascórbico), -
emulsionante (lecitina).
X
3. Leite Concentrado- Condensado
• Leite condensado, que é o produto obtido
pela eliminação parcial da água do leite
natural, integral, semidesnatado ou
desnatado, submetido a um tratamento
térmico adequado, equivalente, pelo
menos, a uma pasteurização, antes ou
durante o processo de fabricação, e
conservado mediante a adição de sacarose;
Microbiologicamente
estável
Aw 0,83
Concentração de sacarose depende do
extrato seco. Ex: 35% E.S. = 42% de sacarose
3 momentos para adicionar a sacarose: antes
da evaporação, antes do preaquecimento ou
depois da evaporação
Cristalização da lactose
3. Leite Concentrado – em pó
Leite em pó, que é o produto seco e pulverulento que se obtém mediante a desidratação do leite natural integral ou
total ou parcialmente desnatado, submetido a um tratamento térmico equivalente, pelo menos, à pasteurização,
realizado em estado líquido, antes ou durante o processo de fabricação.
estabilizantes
(citrato e ortofosfato de
sódio e potássio),
- antioxidantes (p. ex.,
ácido L-ascórbico), -
emulsionante (lecitina).
Aw 0,2 a 0,4
Concentrar primeiro o leite até 30 a 40% e Extrato Seco
Método convencional de evaporação
Método de Instantaneização
LEITES FERMENTADOS
Preparos lácteos obtido de leite de
diferentes espécies, a partir de um
processo fermentativo que modifica suas
propriedades físico-químicas e sensoriais
• Conservação do leite e de seu
valor nutritivo.
• Ampliar a gama de produtos
lácteos.
LEITES FERMENTADOS
•Leites fermentados contendo ácido láctico e álcool;
•Leites fermentados com bactérias lácticas e mofos;
•Leites fermentados com bactérias lácticas mesófilas;
•Leites fermentados com bactérias lácticas termófilas.
Kefir e Kumys, até 2% de
etanol, espumosas pela
presença do CO₂
Iogurte:
Produto do leite coalhado por fermentação mediante ação
de Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus a
partir do leite pasteurizado.
Fermentação 42 a 43 °C
Acidez entre 3,8 a 4,0
Legislação exige microrganismos viáveis no produto final na
quantidade mínima de 107
(10.000.000)colônias por grama
Efeito probiótico e terapêutico
No início da fermentação, o pH do
leite favorece o desenvolvimento
do Streptococcus thermophilus.
Com o aumento da acidificação, ou
seja, do teor de ácido láctico a partir
da lactose, crescem os Lactobacillus
delbrurckii SSP bulgaricus.
Durante a fermentação, a proteína, a gordura e a lactose do leite sofrem hidrólise parcial, tornando o produto
facilmente digerível, sendo considerado agente regulador das funções digestivas. A acidez própria estimula as
enzimas digestivas pelas glândulas salivares.
QUEIJOS
• Queijo fresco: o que está pronto para o
consumo logo após sua fabricação
• Queijo maturado: o que sofreu
transformações bioquímicas e físicas
necessárias às características de cada tipo
de queijo.
1. QUEIJOS MUITO DUROS (umidade inferior a 25%)
1.1 Maturados por bactérias: Parmesão(I), Romano (I)
2. QUEIJOS DUROS (umidade de 25 a 36%)
2.1 Com buracos. Maturados por bactérias: Emmenthal (S), Gruyère (F)
2.2 Sem buracos. Maturados por bactérias: Cantal (F), Cheddar (GB), Manchego (E), Catellano (E),
Mohón (E), Edam (H), Gouda (H), Caciocavallo (I)
3. SEMIMOLES (umidade de 36 a 40%)
3.1 Maturação por bactérias: Gallegos(E), tipo manchego (E), St. Paulin (F), Lancashire (GB).
3.2 Maturação por bactérias e bactérias e leveduras superficiais: Limburger (B), Tilsit (A), Bel Pasese
(I), Munster (F)
3.3 Maturação por mofos internos (azuis): Roquefort (F), Cabrales (E), Gorgonzola (I), Stilton (GB),
Danablu (D).
4. MOLES (umidade superior a 40%)
4.1 Maturados por mofos superficiais: Camembert (F), Brie (F).
4.2 Não-maturados: Mozzarella (I), Cottage (GB), Burgos (E), Villalón (E), Petit Suisse (F).
QUANTO AO TEOR DE GORDURA
Extra gordo: min. de 60 %
Gordo: entre 45 e 59,9 %
Semigordo: 25 e 44,9 %
Magro: 15 e 24,9 %
Desnatado: menos de 15 %
A gordura no queijo tem influencia no sabor, é responsável pela maciez, contribui
para coloração amarelada e é fonte de calorias. O excesso e a falta de gordura
contribuem de maneira significativa na qualidade do produto final.
• Coagulação mais lenta
• Queijo mais macio
• Maturação mais rápida
• Menor resistência a condições
adversas (oxidação lipídica)
• Massa mais dura
• Maturação mais lenta
COAGULAÇÃO DO LEITE
Coagulação
Ácida Coagulação
Enzimática
CASEÍNA
pH 4,6
COAGULAÇÃO
COAGULAÇÃO ENZIMÁTICA
CASEÍNA (α, β, γ, κ) PARACASEÍNA + Ca
PARACASEÍNATO OU CASEÍNATO
DE CÁLCIO
ENZIMA (COALHO)
REMOVE A CAMADA GLUPEPTIDICA DA
K-CASEÍNA
Durante a pasteurização o cálcio solúvel se torna indisponível ele
precipita. :
Fosfato de cálcio Pasteurização fosfato tricálcio
(insolúvel, não participa da coagulação do leite).
Cálcio solúvel ao leite CaCl2 na proporção de 1 a 2 g/L.
Temperatura de atuação da renina que fica entre 15 e 55°C. A
temperatura ótima é de 35°C.
Maturação
Hidrólise da proteína - Tem como resultado a
alteração na textura do produto. Somente no estado
mais avançado dessa hidrólise é que pode haver
formação de amônia, que poderá alterar o sabor do
queijo.
Hidrólise da Gordura – É responsável pela formação
do sabor devido à formação de ácidos graxos voláteis,
responsáveis pelo aroma.
Fermentação da Lactose – É responsável pela
formação do pH, que irá influenciar o sabor.
Temperatura de Maturação – Varia de 10 a 15 ºC, com
umidade de 80 a 85%. A maturação deve ser dividida
em duas fases: T°C mais baixa evitando estufamento/
aumentar a T°C a partir da segunda semana
LEITES DE CONSUMO: microbiologia do leite

LEITES DE CONSUMO: microbiologia do leite

  • 1.
    LEITES DE CONSUMO Prof.Ma. Daniela Maria Gerônimo Tecnologia de Alimentos
  • 2.
    Agenda • Microbiologia doleite • Microrganismos importante para os laticínios • Leites de Consumo
  • 3.
    Microbiologia do Leite •Composição química do leite: • Alimento humano; • Substrato para crescimento microrganismos. • Microrganismos que contaminam o leite: • Benéfica para o homem; • Atividade incontrolada de microrganismos é prejudicial a qualidade do leite; • Microrganismos patogênicos.
  • 4.
    Microbiologia do Leite •O leite , mesmo o que procede de animais saudáveis, sempre contém uma série de microrganismos cuja taxa é muito variável (10³ a 106 ufc/mL), dependendo das medidas higiênicas: • Durante ordenha; • Armazenamento na propriedade; • Centros regionais de coleta e centrais de beneficiamento.
  • 5.
    Microbiologia do Leite Fontes principaisque determinam a taxa e tipos de microrganismos: Dentro do úbere Equipamentos e utensílios Exterior do Úbere
  • 7.
    Microbiologia do Leite • Contagemtotal de aeróbios (nunca indica a fonte de microrganismos contaminadores) • Contagem de grupos específicos: psicrófilos, termodúricos, esporulados, estreptococos, coliformes... Federação Internacional de Laticínios (FIL-IDF) estabelece 105 ufc/mL
  • 8.
    Microbiota do interiordo úbere Staphylococcus aureus, o Streptococcus agalactiae e o Mycoplasma bovis Mycobacterium tuberculosis Brucella abortus Lactococcus lactis Lactobacillus
  • 9.
    Contaminação externa doleite A taxa original, de um animal saudável, é aproximadamente 103 ufc/mL • Esporos: ar, solo, cama, silo... • Coliformes: esterco, cama, água... • Micrococos: pelo, ar... • Bactérias psicotróficas: cama, forragem, água...
  • 12.
    Equipamentos de ordenhae outros utensílios Em utensílios mal higienizados pode ocorrer a contaminação de bactérias lácticas, psicrotróficas e coliformes. 5 a 8 °C
  • 13.
    Coleta e armazenamentode leite cru Temperatura 4 a 5 °C Bactérias lácticas, psicrotróficas e coliformes.
  • 14.
    Grupos de microrganismosmais importantes em laticínios e suas repercussões no leite e em produtos lácteos. • Bactérias lácticas; • Bactérias esporuladas; • Bactérias psicrotróficas; • Bactérias de origem fecal; • Microrganismos patogênicos.
  • 15.
    1. Bactérias lácticas: Bactérias Lácticas Ação Deletéria -Metaboliza a lactose; - Produz ácido láctico; - pH 4,6; - Precipitação das caseínas. Ação Benéfica - Metaboliza a lactose; - Participam das degradações protéicas no processo de maturação; - Produzem diacetil aldeído a partir do citrato. Leite cru
  • 17.
    2. Bactérias Esporuladas •GÊNEROS: Bacillus e Clostridium Esterilização C. botulinum Características indesejáveis Escurecimento não enzimático e perda no valor nutritivo. Presença de esporos de bacillus UHT B. stearothermophilus e B. subtilis Maior eficácia esporicida Menos prejudicial a propriedades sensoriais e às perdas do valor nutritivo
  • 18.
    Estufamento tardio em queijossemiduros e duros Clostridium tyrobutyricum
  • 19.
    3. Bactérias psicrotróficas •São, aproximadamente, 15 gêneros. • Normalmente predomina Pseudomonas spp., Flavobacterium spp., Acinetobacter spp. e enterobactérias. Ordenha 37 °C Tanque Resfriamento 4 °C Transporte 4 a 10°C Centrais de recebimento 4 °C A cadeia do frio empregada para minimizar o crescimento e proliferação de microrganismos mesófilos e termófilos, acarretou na possibilidade da proliferação das bactérias psicrotróficas, trazendo inúmeros prejuízos aos laticínios.
  • 20.
    3. Bactérias psicrotróficas •O processo de pasteurização reduz a valores desprezíveis de bactérias psicrotróficas. Bactérias psicrotróficas PASTEURIZAÇÃO PROTEASE LIPASES TERMOESTÁVEIS β-caseínas e a κ- caseínas: sabor amargo e viscosidade do leite Rompimento das ligações éster dos triglicerídeos com a liberação de ácidos graxos: rancificação Bactérias psicrotróficas PASTEURIZAÇÃO
  • 21.
    4. Bactérias deorigem fecal • A presença de taxas elevadas de bactérias fecais no leite cru é um indicador de obtenção e manipulação do leite em condições higiênicas deficientes. Rev. Inst. Laticínios Cândido Tostes, Juiz de Fora, v. 72, n. 3, p. 174-183, jul/set, 2017 Coliformes fecais lactose Ácido láctico CO₂ Se a maturação continuar, em 2 a 3 meses não se detecta mais coliformes Bactérias patogênicas: Escherichia coli e Samonella são termolábeis, destruídas pela pasteurização.
  • 22.
    5. Microrganismos patogênicos •A OMS, em sua obra já clássica de 1996, Higiene do leite, apresentava uma lista de doenças transmissíveis ao homem por intermédio do leite. • Foi estimado que existiam no mundo 64 entidades patogênicas zoonóticas veiculadas por alimentos, das quais 25 eram de origem bacteriana, 7 de origem vírica e 32 de origem parasitária. • No Brasil, foram registrados vários surtos de intoxicação ou infecção alimentar, nos quais leite ou produtos derivados estavam envolvidos. • Historicamente, com o advento da pasteurização, diminuíram os relatos de várias doenças transmitidas pelo leite e seus derivados, como brucelose, tuberculose, difteria, febre Q e uma série de gastrenterites. TRATAMENTO TÉRMICO + HIGIENE
  • 23.
    Doenças Agente etiológicoHabitat Alimento Leite Campilobacteriose Campylobacter jejuni encontrado no fígado, intestino e vesícula biliar dos seguintes reservatórios: pássaros selvagens, aves domésticas, coelhos, roedores, ovelhas, cavalos, bovinos, suínos, cães e gatos leite cru, fígado e carne de bovinos, mariscos crus, vegetais, água, carne de frango insuficientemente cozida, leite pasteurizado contaminado e hambúrguer cru Gênero envolvido nas mastites. Risco do consumo de leite cru e queijo frescos com leite cru. Salmonelose Salmonella spp. Fezes de animais domésticos, humanos e répteis carnes, ovos, leite e derivados Leite ou queijo de leite não pasteurizado Intoxicação alimentar estafilocócica Staphylococcus aureus (toxina) fossas nasais do homem, úberes de vacas e ovelhas com mastite, aves com artrites ou contusões Todos alimentos manipulados após cocção Gênero envolvido com a mastite, leite derivados do leite cru, derivados contaminados na manipulação. Estreptococose Streptococcus pyogenes Humanos e causador de mastite bovina Leite cru Leite cru e queijos e derivados lácteos. Tuberculose zoonótica Mycobacterium bovis Bovinos infectados Leite cru Leite cru e derivados elaborados com leite cru. Colibacilose Escherichia coli Intestino de animais e humanos Alimentos contaminados com fezes, principalmente leite cru e derivados lácteos não processados termicamente Leite cru e derivados elaborados com leite cru. Listeriose Listeria monocytogenes tecidos, urina ou leite de animais infectados leite, possivelmente produtos lácteos (creme, leite ácido, queijo fresco), ovos e carnes Leite cru e pasteurizado Brucelose Brucella melitensis placentas, fetos abortados, secreções vaginais, tecidos, sangue e leite de animais infectados Leite cru e queijos Leite cru e queijos Yersiniose Yersinia enterocolitica Trato intestinal de suínos Carne de suínos e outras carnes, leite cru e leite achocolatado Leite cru Bacillus cereus Bacillus cereus No ambiente Leite e derivados, carnes e alimentos desidratados Esporos no leite cru que eclodem com a pasteurização e produzem toxinas Toxoplasmose Toxoplasma gondii Família Felidae Leite de cabra e vaca Leite e queijos de cabra e vaca. Doenças virais Hepatite A, o da poliomielite O homem é o reservatório principal do vírus e os demais primatas são hospedeiros secundários moluscos bivalvos (consumidos crus como principais veículos), carnes, produtos lácteos, pães, frutas e vegetais leite, não pasteurizado ou mal pasteurizado
  • 24.
    6. Bactérias queparticipam da maturação dos queijos Queijo romadur alemão com Brevibacterium linens causando manchas vermelhas em sua superfície Propionibacterium freudenreichii, var. shermanii Penicillium camemberti
  • 25.
  • 26.
    Leites de Consumo LEITE Vidaútil curta (3 a 6 dias sob refrigeração) Leite Pasteurizado Certificado – garantia sanitária Leite Pasteurizado – mistura procedentes de diversas granjas Vida útil longa (estáveis por meses sob T °C ambiente Leite esterilizado, UHT, leite evaporado, leite em pó. Leite Concentrado Pasteurizado – privado de parte da água
  • 27.
    1. Leite Pasteurizado •O leite pasteurizado é o leite natural, integral, desnatado ou semidesnatado, submetido a um processo tecnológico adequado que assegure a destruição dos microrganismos patogênicos não esporulados e reduza significativamente a microbiota banal, sem modificação sensível de sua natureza físico- química e de suas características nutritivas e sensoriais. CONTROLE DE MATÉRIAS-PRIMAS ELIMINAÇÃO DE IMPUREZAS PASTEURIZAÇÃO REFRIGERAÇÃO ACONDICIONAMENTO HIGIÊNICO REFRIGERAÇÃO COMERCIALIZAÇÃO Mycobacterim tuberculosis e fosfatase alcalina (71,7 °C/15 segundos), convencionou-se: 62,7 °C/30 min ou 88,4 °C/ 1s HTST: é realizada em fluxo contínuo com trocadores de calor entre 72 e 78 °C durante não menos que 15s. LHT: utilizado para pequenos volumes de leite (100 a 500 litros) e as condições de 62 a 65 °C/30 min. Existem dois microrganismos, Coxiella burnetti e Listeria monocytogenes, um pouco mais termorresistentes que a M. tuberculosis (valores D a 72ºC de 1,3 e 1,2 segundos respectivamente).
  • 28.
    • O objetivode qualquer tratamento esterilizante é a destruição dos microrganismos presentes, esporulados ou não, ou pelo menos de todos aqueles que possam proliferar-se no produto final. Com isso busca-se um produto microbiologicamente estável para ser possível armazená-lo a temperatura ambiente por um longo período. Leite UHT 140ª 150 °C/ 2 a 4 segundos 2. Leites Esterilizados e UHT
  • 29.
    2. Leites Esterilizadose UHT Limpeza mediante centrifugação ou filtração para eliminar as partículas macroscópicas Preaquecimento é realizado em fluxo contínuo com trocadores de calor até 70 °C Homogeneização da gordura O Leite é acondicionado em recipientes herméticos impermeáveis. Tratamento Témico de 110 °C/ 20’ Leite esterilizado 110 °C/20 minutos
  • 30.
    2. Leites Esterilizadose UHT • Consequências da esterilização e UHT UHT: aumento da refletância do leite (desnaturação das proteínas do soro e sua agregação com as caseínas) UHT: logo após processo apresenta um sabor sulfuroso (pela desnaturação das lactoglobulinas), vai diminuindo durante armazenamento. Esterilização: Reação de Maillard provoca escurecimento (melanoidinas), redução do valor nutritivo das proteínas (lisina).
  • 31.
    3. Leite Concentrado Aconcentração e a desidratação são processos que, pelo menos teoricamente, oferecem duas vantagens: Prolongamento da vida útil Redução do espaço para armazenamento, transporte, comercialização, etc... São quatro os produtos lácteos englobados sob a qualificação de leites concentrados. A legislação vigente define-os como: • Leite Concentrado; • Leite Evaporado; • Leite Condensado e • Leite em pó.
  • 33.
    3. Leite Concentrado Leiteconcentrado, que é o leite natural, integral ou desnatado, pasteurizado e privado de parte de sua água; Só leite de vaca Leite evaporado, que é o leite de vaca esterilizado privado de parte de sua água; estabilizantes (citrato e ortofosfato de sódio e potássio), - antioxidantes (p. ex., ácido L-ascórbico), - emulsionante (lecitina). X
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    3. Leite Concentrado-Condensado • Leite condensado, que é o produto obtido pela eliminação parcial da água do leite natural, integral, semidesnatado ou desnatado, submetido a um tratamento térmico adequado, equivalente, pelo menos, a uma pasteurização, antes ou durante o processo de fabricação, e conservado mediante a adição de sacarose; Microbiologicamente estável Aw 0,83 Concentração de sacarose depende do extrato seco. Ex: 35% E.S. = 42% de sacarose 3 momentos para adicionar a sacarose: antes da evaporação, antes do preaquecimento ou depois da evaporação Cristalização da lactose
  • 36.
    3. Leite Concentrado– em pó Leite em pó, que é o produto seco e pulverulento que se obtém mediante a desidratação do leite natural integral ou total ou parcialmente desnatado, submetido a um tratamento térmico equivalente, pelo menos, à pasteurização, realizado em estado líquido, antes ou durante o processo de fabricação. estabilizantes (citrato e ortofosfato de sódio e potássio), - antioxidantes (p. ex., ácido L-ascórbico), - emulsionante (lecitina). Aw 0,2 a 0,4 Concentrar primeiro o leite até 30 a 40% e Extrato Seco Método convencional de evaporação Método de Instantaneização
  • 38.
    LEITES FERMENTADOS Preparos lácteosobtido de leite de diferentes espécies, a partir de um processo fermentativo que modifica suas propriedades físico-químicas e sensoriais • Conservação do leite e de seu valor nutritivo. • Ampliar a gama de produtos lácteos.
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    LEITES FERMENTADOS •Leites fermentadoscontendo ácido láctico e álcool; •Leites fermentados com bactérias lácticas e mofos; •Leites fermentados com bactérias lácticas mesófilas; •Leites fermentados com bactérias lácticas termófilas. Kefir e Kumys, até 2% de etanol, espumosas pela presença do CO₂
  • 41.
    Iogurte: Produto do leitecoalhado por fermentação mediante ação de Lactobacillus bulgaricus e Streptococcus thermophilus a partir do leite pasteurizado. Fermentação 42 a 43 °C Acidez entre 3,8 a 4,0 Legislação exige microrganismos viáveis no produto final na quantidade mínima de 107 (10.000.000)colônias por grama Efeito probiótico e terapêutico No início da fermentação, o pH do leite favorece o desenvolvimento do Streptococcus thermophilus. Com o aumento da acidificação, ou seja, do teor de ácido láctico a partir da lactose, crescem os Lactobacillus delbrurckii SSP bulgaricus. Durante a fermentação, a proteína, a gordura e a lactose do leite sofrem hidrólise parcial, tornando o produto facilmente digerível, sendo considerado agente regulador das funções digestivas. A acidez própria estimula as enzimas digestivas pelas glândulas salivares.
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  • 45.
    • Queijo fresco:o que está pronto para o consumo logo após sua fabricação • Queijo maturado: o que sofreu transformações bioquímicas e físicas necessárias às características de cada tipo de queijo.
  • 46.
    1. QUEIJOS MUITODUROS (umidade inferior a 25%) 1.1 Maturados por bactérias: Parmesão(I), Romano (I) 2. QUEIJOS DUROS (umidade de 25 a 36%) 2.1 Com buracos. Maturados por bactérias: Emmenthal (S), Gruyère (F) 2.2 Sem buracos. Maturados por bactérias: Cantal (F), Cheddar (GB), Manchego (E), Catellano (E), Mohón (E), Edam (H), Gouda (H), Caciocavallo (I) 3. SEMIMOLES (umidade de 36 a 40%) 3.1 Maturação por bactérias: Gallegos(E), tipo manchego (E), St. Paulin (F), Lancashire (GB). 3.2 Maturação por bactérias e bactérias e leveduras superficiais: Limburger (B), Tilsit (A), Bel Pasese (I), Munster (F) 3.3 Maturação por mofos internos (azuis): Roquefort (F), Cabrales (E), Gorgonzola (I), Stilton (GB), Danablu (D). 4. MOLES (umidade superior a 40%) 4.1 Maturados por mofos superficiais: Camembert (F), Brie (F). 4.2 Não-maturados: Mozzarella (I), Cottage (GB), Burgos (E), Villalón (E), Petit Suisse (F).
  • 49.
    QUANTO AO TEORDE GORDURA Extra gordo: min. de 60 % Gordo: entre 45 e 59,9 % Semigordo: 25 e 44,9 % Magro: 15 e 24,9 % Desnatado: menos de 15 % A gordura no queijo tem influencia no sabor, é responsável pela maciez, contribui para coloração amarelada e é fonte de calorias. O excesso e a falta de gordura contribuem de maneira significativa na qualidade do produto final. • Coagulação mais lenta • Queijo mais macio • Maturação mais rápida • Menor resistência a condições adversas (oxidação lipídica) • Massa mais dura • Maturação mais lenta
  • 50.
    COAGULAÇÃO DO LEITE Coagulação ÁcidaCoagulação Enzimática CASEÍNA pH 4,6 COAGULAÇÃO
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    COAGULAÇÃO ENZIMÁTICA CASEÍNA (α,β, γ, κ) PARACASEÍNA + Ca PARACASEÍNATO OU CASEÍNATO DE CÁLCIO ENZIMA (COALHO) REMOVE A CAMADA GLUPEPTIDICA DA K-CASEÍNA Durante a pasteurização o cálcio solúvel se torna indisponível ele precipita. : Fosfato de cálcio Pasteurização fosfato tricálcio (insolúvel, não participa da coagulação do leite). Cálcio solúvel ao leite CaCl2 na proporção de 1 a 2 g/L. Temperatura de atuação da renina que fica entre 15 e 55°C. A temperatura ótima é de 35°C.
  • 52.
    Maturação Hidrólise da proteína- Tem como resultado a alteração na textura do produto. Somente no estado mais avançado dessa hidrólise é que pode haver formação de amônia, que poderá alterar o sabor do queijo. Hidrólise da Gordura – É responsável pela formação do sabor devido à formação de ácidos graxos voláteis, responsáveis pelo aroma. Fermentação da Lactose – É responsável pela formação do pH, que irá influenciar o sabor. Temperatura de Maturação – Varia de 10 a 15 ºC, com umidade de 80 a 85%. A maturação deve ser dividida em duas fases: T°C mais baixa evitando estufamento/ aumentar a T°C a partir da segunda semana