A Selva — Jornal da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro                       III Milénio | Nº 12           Abril 2011


                                                           Perspectivas para a nossa escola
                                                             À conversa com a Directora
                                                      Com a nossa escola em grandes mudanças, a equipa redactorial d’
                                                      “A Selva” entrevistou a Directora, professora Ilda Ferreira, com o
                                                      intuito de recolher as suas opiniões sobre a vida escolar no presente
                                                      e no futuro….                                           (Pág. 3)


        20 de Maio - 14 horas              Aluno da E. B. S. F. Castro ganha
        Ministra da Educação        Diploma internacional de Língua Francesa
visita a Escola Básica e Secundária
          Ferreira de Castro        No passado dia 9 de Dezembro de 2010, na Escola Secundária Dr.
                                                                   Manuel Laranjeira em Espinho, Christophe da Silva, aluno da Escola
                                                                   Básica e Secundária Ferreira de Castro, recebeu na presença dos represen-
                      24 de Maio                                   tantes do Ministério da Educação Francês, da Alliance Française do Porto
                     Dia da Escola                                 e da Direcção Regional de Educação do Norte, o Diploma Elementar em
                                                                   Língua Francesa, nível B2 (DELF B2).                       (Pág. 2)
  Workshops, mob dancing show, desporto,
         música e muito mais...
                                                       (Pág. 21)   Alunas da E. B. S. F. Castro apuradas para a
                                                                             prova de corta-mato...
Nesta edição:
                                                                                                            A Isa e a Diana, alunas do
Notícias                  2
                                                                                                            9º e do 11º Anos da nossa
Grande entrevista         3-5
                                                                                                            escola, foram apuradas
Leituras                  5-6                                                                               para o Campeonato
Ambiente                  7                                                                                 Nacional de Corta - Mato.
                                                                                                                               (Pág. 31)
Novas oportunidades       8-9
                                    Comemoramos o 37º
Visitas de estudo         10-13
                                  Aniversário da Revolução
Iniciativas / Projectos   14-22
                                          de Abril.
                                                                     Como funciona o processo de certificação
Poesia                    22-23

Teatro                    24       No próximo número do
                                                                       de competências dos adultos (RVCC)
Opinião /Reflexão         25-27    jornal “A Selva” serão
                                                                     Entrevista com a professora Paula Catela
Línguas                   28-30     publicados trabalhos             Dar a conhecer as várias oportunidades que existem na nossa
Passatempos               30       alusivos a esta data tão        escola para que os adultos possam certificar as suas competências,
Desporto escolar          31      importante para Portugal         é o objectivo da entrevista realizada pelo jornal “A Selva” à coor-
                                                                   denadora do CNO – CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES,
A nova Escola             32
                                                                   professora Paula Catela.                              (Pág. 9)
Notícias                                                             III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


 Editorial                                            Diploma de Língua internacional de Língua Francesa para
                                                      aluno da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro
 Cá estamos a procurar cumprir a promessa de
 uma nova era para o nosso jornal, marcada pela
 responsabilidade que nos foi atribuída de                                                      língua francesa, no âmbito do Quadro
 editarmos o jornal da Escola.                                                                  Europeu Comum de Referência para as
 Durante o 2º período lectivo lançámos uma                                                      Línguas (QECR). À luz deste documen-
 campanha no sentido da alteração do logótipo do                                                to, os exames, iguais para todos os paí-
 jornal e de
 fomentar a
                                                        N      o passado dia 9 de Dezembro
                                                               de 2010, na Escola Secundária
                                                      Dr. Manuel Laranjeira em Espinho, 1
                                                                                                ses europeus, dividem-se por quatro
                                                                                                níveis de competência linguística (A1,
                                                                                                A2, B1, B2) e são promovidos, no nosso
 participação de                                      aluno da Escola Básica e Secundária       país, pelo Serviço Educativo da Embai-
 toda a                                               Ferreira de Castro recebeu, na presen-    xada Francesa em Portugal e pela
 comunidade                                           ça dos representantes do Ministério da    Alliance Française, em articulação com
 educativa na                                         Educação Francês, da Alliance Fran-       as Direcções Regionais de Educação e a
 elaboração do                                        çaise do Porto e da Direcção Regional     Associação de Professores de Francês
 jornal.                                              de Educação do Norte, o Diploma           (APPF).
 Relativamente                                        Elementar em Língua Francesa, nível         Este tipo de diploma poderá facilitar,
 ao logótipo, não                                     B2 (DELF B2). O aluno agora distin-       futuramente, a entrada numa universida-
                                                      guido chama-se Christophe da Silva.       de francesa e trazer vantagens no acesso
 obtivemos
                                                      Em Maio de 2010, este aluno realizou,     ao mercado de trabalho.
 propostas, por isso mantém-se o actual. Mas          com excelentes resultados, o exame          A este aluno, desejamos as maiores
 quanto à colaboração de alunos e professores,        oral e escrito que, agora, lhe conferiu   felicidades para o seu futuro académico,
 isso sim, foi uma aposta bem ganha, pois, como       esta certificação.                        profissional e pessoal e esperamos que
 este número do jornal revela, foram muitas e           Estas provas, realizadas em contexto    outros alunos, agora no 9º ano, sigam o
 variadas as notícias que nos fizeram chegar.         escolar, desde há três anos, são da       exemplo do seu colega e se inscrevam
 O próximo número ainda vai ser melhor!               responsabilidade do Ministério da         para a realização dos exames DELF que
                                                      Educação Francês e regem-se pelos         terá lugar na Escola Secundária Dr.
                                  A turma do 12º E    critérios europeus de certificação do     Manuel Laranjeira, nos dias 12 e 13 de
                                                      nível de proficiência linguística em      Maio de 2011.

Propriedade:
Escola Básica e Secundária Ferreira de
                                          Escritor e jornalista Vítor Hugo na Feira do Livro
Castro - Rua Dr. Silva Lima               da Escola
3720-298 Oliveira de Azeméis
Tel. 256 666 070 | Fax. 256 681 314
                                           N      o dia 28 de Março, a Biblioteca
                                                  recebeu o jornalista e escritor
                                          Vítor Hugo Carmo que “abriu” a Feira do
Directora: Ilda Ferreira                  Livro que ali decorreu.
                                            O escritor falou com alunos do ensino
       http://www.esfcastro.net           secundário acerca dos seus projectos
       jornalaselva@gmail.com             (como a conclusão de um romance e uma
                                          incursão no cinema), das suas actividades
                                          profissionais e da forma como consegue
   Responsabilidade pela edição,
                                          conciliar o trabalho diário com a escrita.
      redacção e composição               Respondeu também às várias questões
                                          apresentadas por um conjunto de alunos
Alunos: Cátia Fonte, Lorina Gaspar,       bastante atento e interessado!
Mónica Pereira, Sílvia Choupeiro,           Vítor Hugo Carmo já publicou o livro de Encontro do escritor e jornalista Vítor Hugo com alu-
Vanessa Lima (edição); Diana Con-         contos “O mel e o fel” e o livro de poesia             nos da Ferreira de Castro
ceição, Diogo Silva, Miguel Teixeira,     “A outra página em branco”. Em prepara-
Rosa Silva (redacção); Ana Carvalho,      ção está um romance… ficaremos à espera que ele chegue à nossa BECRE!
Sara Agostinho, Tânia Paiva, Yhony          Até lá, se tiverem curiosidade, procurem na net o programa “Fa-las curtas”, da RTP2, e
Alves (composição).                       encontrarão uma curta-metragem de Vítor Hugo Carmo.


Professores: Artur Ramísio (Área de       Dia do PI
Projecto) e Maria João Moreira
(Português).

Impressão: Escola Básica e Secundá-
                                           3    ,141592653589793…
                                                Este é apenas o início de um número muito especial com uma infinidade de casa deci-
                                          mais: o número π – a razão entre o perímetro de um círculo e o seu diâmetro.
ria Ferreira de Castro                      No dia 14 de Março comemorou-se na Escola B. Secundária Ferreira de Castro este dia, com
Tiragem da versão impressa: 200 ex.       o objectivo de promover junto dos alunos o gosto pela matemática, aproveitando o interesse que
                                          o π tem suscitado ao longo dos tempos em todas as culturas.

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                              Grande entrevista


Perspectivas para a nossa escola
                                À conversa com a Directora

   As obras de remodelação da Escola
 Básica e Secundária Ferreira de Castro
 aproximam-se do fim e, a par disso, há
  também notícias relacionadas com a
     reorganização das escolas e dos
 currículos. Com a intenção de saber de
  que modo estas alterações se poderão
reflectir na vida escolar, no presente e no
futuro, a equipa redactorial d’ “A Selva”
    entrevistou a Directora da escola,
         professora Ilda Ferreira.



  Que balanço é que faz deste ano lectivo?
  Faço um balanço francamente positivo, até porque comecei há pouco       torno do nosso patrono: construímos um Projecto Educativo, apro-
tempo. É o segundo ano do meu mandato e penso que estou a conseguir       vado no ano anterior, um novo Regulamento Interno e uma nova
levar avante aquilo a que me propus em termos do Projecto de Inter-       imagem da escola, um novo logótipo, tudo numa tentativa de criar e
venção na escola. Como sabem, há dois anos realizou-se um processo        reforçar a identidade da nossa escola. O nosso Projecto Educativo
de candidatura para o Director da escola, existiu mais do que uma can-    foi considerado, pela Agência Nacional de Qualificações, um dos
didatura, sendo o projecto apresentado por mim aquele que mereceu o       seis mais interessantes e consistentes, num universo de sessenta
acolhimento da maioria dos membros do Conselho Geral. Por isso, irei      escolas.
cumprir aquilo a que me propus.
                                                                            Como é que vai ser dirigido, isto é: haverá novas funções?
  Em relação ao ano passado, o número de alunos tem aumentado               Para o quinto ano? Sim, será nomeado um coordenador que irá
ou diminuído?                                                             acompanhar este novo ciclo. Este, como já mencionei, será o nosso
  Sensivelmente o mesmo. No ano passado tínhamos 1094 e este ano          próximo desafio.
1050. O que temos é mais turmas: para além do ensino regular, este ano
temos mais 2 Cursos de Educação e Formação (CEF), tipo 6; relativa-         Estão anunciadas alterações aos currículos como, por exem-
mente aos cursos profissionais, temos mais uma turma do primeiro ano      plo, vão deixar de existir as aulas de Área de Projecto. Que mais
de Animação Sociocultural e menos uma turma, do Curso Técnico de          alterações poderão vir a existir?
Gestão; continuamos a ter dois cursos de Educação e Formação, tipo 2,       O que já está na lei para funcionar, a partir de Setembro, no próxi-
o de Empregado Comercial e o de Padaria e Pastelaria. O nosso objecti-    mo ano lectivo, é o término da Área de Projecto e do Estudo Acom-
vo é aumentar a oferta formativa, não só no ensino profissional, como     panhado, no 3.º ciclo. O
também aumentar o número de turmas no ensino regular/normal. No           Estudo acompanhado vai
próximo ano lectivo vamos ter um grande desafio: o segundo ciclo          funcionar apenas como           “Nestes últimos anos tentamos
nesta escola, com turmas do quinto ano, que vamos acolher pela pri-       apoio educativo. Em
                                                                          relação ao ensino secun-       reforçar a identidade da escola,
meira vez, a partir de Setembro. O desafio do ano em curso foi, de
facto, conviver pacificamente com as obras; no próximo será o novo        dário, ainda não foi nada        em torno do nosso patrono:
ciclo do ensino básico!                                                   publicado, embora exista
                                                                                                             construímos um Projecto
                                                                          uma proposta que se
  Com as novas instalações, a escola irá fazer parte de algum agru-       encontra em discussão            Educativo, aprovado no ano
pamento?                                                                  pública.                       anterior, um novo Regulamento
  Com a construção do Centro Escolar, que está previsto para os terre-                                  Interno e uma nova imagem da
nos contíguos à Escola, já cumprimos o estipulado na lei, pois passa-       Sabe se existem casos
mos a constituir um Agrupamento Vertical, com alunos desde o pré-         de violência aqui na          escola, um novo logótipo, tudo
escolar até ao décimo segundo ano. A decisão ainda não está tomada. A     escola?                      numa tentativa de criar e reforçar
DREN irá decidir depois de ouvir a Escola e o Município. No entanto,        Esse foi um desafio
Legenda que descreve a ima-                                                                             a identidade da nossa escola.”
estou com a esperança de que, tornando-se um Agrupamento Vertical,        inicial, primeiro, no
gem ou gráfico.
a escola se vai tornar muito grande e difícil de gerir. Mais complicado   projecto de Intervenção
seria gerir um agrupamento com mais do que um núcleo escolar.             do Director e depois no
  Nestes últimos anos tentamos reforçar a identidade da escola, em        Projecto Educativo.
                                                                                                                                 (Cont. p. 4)

                                                                                                                                   Página 3
Grande entrevista                                                                 III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


                                                                                      Entrevista com a Directora
  Perspectivas para a nossa escola                                                    Professora Ilda Ferreira
                                                                                                                                   (Cont. da p. 3)


                                   Nestes documentos, um dos objecti-        guração. Vamos apontar para Abril...
                                   vos era melhorar as relações inter-
                                   pessoais entre os pares da escola,         E vem alguém especial?
    “O nosso Projecto              reduzindo os casos de indisciplina e       Também não sabemos. Sabem que isso é tudo organizado pela
  Educativo foi considerado,       violência. A escola tem uma equi-         empresa e a gestão é feita por ela.
  pela Agência Nacional de         pa, designada Equipa de Qualidade,
                                   que faz a avaliação contínua da             Mas não queria que viesse aqui alguém como o Presidente da
  Qualificações, um dos seis
                                   escola e, portanto, também dos            Câmara, por exemplo?
  mais interessantes e             casos de violência. Apercebemo-             Sim, faço muita questão que venham pessoas tais como o Presi-
  consistentes, num universo       nos do elevado número de casos de         dente da Câmara, o Vereador da Educação. Seria importante a pre-
  de sessenta escolas.”            indisciplina e da existência de mui-      sença de um membro do governo, pois daria um maior significado
                                   tos procedimentos disciplinares.          ao acto.
                                   Neste sentido, foram elaborados
                                   inquéritos aos alunos sobre a vio-          Que perspectivas tem para o futuro em relação à escola?
                                   lência. Os alunos pronunciaram-se           Espero cumprir aquilo a que me propus e levar as coisas com
sobre aquilo que sentiam na escola. Fizemos uma análise e pedimos            calma, até porque sou uma pessoa calma e gosto de ouvir toda a
sugestões aos alunos sobre formas de minorar este fenómeno e surgi-          Comunidade Escolar. Adopto uma
ram várias ideias.                                                           liderança “com as pessoas” e não
  Foi, neste contexto, que nasceu o Projecto da Diversão Solidária,          “sobre as pessoas”. É essencialmente
coordenado pela professora Yaneth Moreira. Um dos objectivos deste           nisso que eu aposto e também na        “Espero cumprir
projecto é a criação e reforço de laços de solidariedade, entre alunos,      criação de uma rede de lideranças.   aquilo a que me propus
dando-lhes maiores responsabilidades. Outra forma de reduzir a violên-       Penso que caminhamos exactamente e levar as coisas com
cia foi o movimento associativo dos                                          para isso.                           calma, até porque sou
alunos. Incentivámos o ressurgimento da                                                                              uma pessoa calma e
Associação de Estudantes. Acho muito                                            O espaço escolar aumentou. gosto de ouvir toda a
importante este tipo de iniciativas por-      “Incentivamos o                Acha que há um número suficiente Comunidade Escolar.
que, ao mesmo tempo, os alunos criam ressurgimento da                        de funcionários?                        Adopto uma liderança
hábitos de cidadania responsável através Associação de                          Olhem, não há! Nós temos menos
da participação nos órgãos próprios, e Estudantes. Acho muito                10 funcionários do que os necessá-
                                                                                                                     «com as pessoas» e não
também dão voz aos estudantes.              importante este tipo de          rios. Temos feito sentir isso à tutela. «sobre as pessoas» .
  Ainda em relação à violência, criámos iniciativas porque, ao               Os pais têm ajudado no que toca a
o Gabinete de Apoio ao Aluno no senti- mesmo tempo, os                       esse assunto porque também é impor-
do de evitarmos situações de violência.                                      tante a sua colaboração.
Os alunos com problemas comportamen-
                                            alunos criam hábitos de             Como sabem, a escola triplicou o
tais são sinalizados e é efectuado um cidadania responsável                  seu espaço e são necessários muitos
plano de acompanhamento. A prevenção através da participação                 mais funcionários. No entanto, como é sabido, o orçamento de esta-
deste fenómeno evitará situações extre- nos órgãos próprios, e               do não permite mais contratos. Foi sugerida pela DREN a contratua-
mas de procedimentos disciplinares. também dão voz aos                       lização externa dos serviços de limpeza, o que já nos ajudava, se
Reduzimos substancialmente os proces- estudantes.”                           fosse concretizada. Isto porquê? Se os nossos funcionários cumpris-
sos disciplinares. O trabalho de preven-                                     sem o horário só para estarem em determinados sectores e se a lim-
ção é mais importante do que o de puni-                                      peza fosse feita pela empresa teríamos horários diferentes, porque os
ção.                                                                         funcionários poderiam entrar mais tarde e cumprir o seu horário só
                                                                             nos sectores. Não teriam que fazer a limpeza.
  Existe uma participação activa dos                                            A vinda de uma empresa de serviços de limpeza teria ainda outras
pais (Encarregados de Educação) na vida escolar?                             vantagens. Por exemplo, os vidros do exterior do 1.º andar, têm de
  Os elementos da Direcção da Associação de Pais são pessoas activas,        ser limpos por uma empresa que tenha determinados equipamentos
que gostam de colaborar e têm participado em vários projectos da esco-       específicos.
la, nomeadamente no Projecto da Diversão Solidária, ofereceram as               É impensável as nossas funcionárias andarem de esfregona, por se
setas electrónicas e outros equipamentos. É importante o envolvimento        tratar de espaços enormes. Assim, pedimos já, no projecto de orça-
dos pais nos projectos escolares. A associação reúne-se mensalmente e        mento para este ano civil, um valor para a contratualização de um
eu participo nas reuniões, ouço o que têm a dizer e presto esclarecimen-     serviço de limpezas externo.
tos em relação àquilo que questionam. É importante a sua participação.
Temos pais muito atentos.                                                      E com o aumento do espaço escolar, teremos também novos
                                                                             professores, correcto?
  Em relação às obras, nós sabemos que estão a terminar. Quando                Não sei. Porque sabem que o fim das Áreas Curriculares (Área de
será o dia certo paraa ima-
                        a inauguração?                                       Projecto e Estudo Acompanhado) irá libertar professores. Mas,
Legenda que descreve
  Não sabemos. O prazo inicialmente apontado para a conclusão é 14           como vamos ter mais um ciclo, o 5.º ano, vamos necessitar de pro-
gem ou gráfico.
de Março de 2011, mas dificilmente será nesse dia. Como sabem, quem          fessores de outras Áreas Disciplinares, portanto, aí poderá haver
está a conduzir as obras não é a escola mas sim a empresa Parque Esco-       alguma mudança, mas não será um grande aumento de professores.
lar, que faz a sua gestão e que terá a decisão final sobre a data da inau-
                                                                                                                                   (Cont. p. 5)

    Página 4
III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                             Grande entrevista


                                                                                   Entrevista com a Directora
 Perspectivas para a nossa escola                                                  Professora Ilda Ferreira
                                                                                                                                (Cont. da p. 4)
  Porque alteraram os horários neste ano lectivo?                         ciada a confecção na cozinha da escola se poderiam dar outras
  Por razões pedagógicas, ou seja, tentar concentrar os alunos de forma   garantias de melhoria. Relativamente à quantidade servida e varie-
a que eles, saindo mais cedo, consigam mais tempo para organizarem o      dade das ementas fomos informados de que estão a ser respeitadas
seu estudo em casa: ter apoios, ter música, entre outras actividades,     normas indicadas superiormente. Disponibilizaram-se, também, para
concentrando durante a manhã os tempos lectivos, para que de tarde        aceitar a presença de Pais/Encarregados de Educação que quisessem
possam desenvolver outro tipo de actividades.                             almoçar na cantina da escola e “testar” a comida servida.
                                                                            Tudo indica que, após o período de interrupção do Carnaval, as
  Soubemos da existência de várias queixas em relação à comida            refeições possam ser confeccionadas na escola.
servida na Cantina da escola. Que comentário faz sobre este pro-            Que mensagem gostaria de deixar à comunidade escolar?
blema? Irá existir solução?                                                 A nossa escola está prestes a inaugurar
  Por motivo de obras na escola, durante o ano de 2009-2010, o serviço    instalações totalmente renovadas e
de refeições passou a ser feito na modalidade de catering. Ao longo       melhores.
desse ano esta escola denunciou aos responsáveis quer da Direcção           A Direcção espera e deseja que as           “É preciso (…)
Regional de Educação do Norte, quer da                                    novas instalações contribuam para o zelar pela
empresa adjudicatária - Eurest, várias defi-                              bem-estar e sucesso de todos. Cabe a conservação e
ciências no serviço de refeições. Menciona-                               cada um de nós tirar o melhor partido limpeza dos novos
ram-se, essencialmente, questões relaciona-       “...ficaram             das condições oferecidas em benefício espaços e
das com a pouca quantidade e falta de quali-     decididas algumas        do estudo, do ensino-aprendizagem e
dade de alguns pratos confeccionados. Estas medidas (…)
                                                                                                                      equipamentos.”
                                                                          também do convívio. É preciso, por
queixas, apoiadas em inquéritos preenchidos relacionadas com o            exemplo, zelar pela conservação e lim-        “Contamos (…)
pelos alunos, reclamações de Encarregados cumprimento de                  peza dos novos espaços e equipamentos.      com a Associação de
de Educação, levaram à substituição do local horários, melhoria           Só com a colaboração de todos neste Estudantes para
onde se confeccionavam os alimentos.             do serviço de            aspecto será possível termos, realmente, colocar em prática
  No início deste ano lectivo, repetiram-se refeições,                    uma escola melhor.                          este apelo.”
alguns problemas e acrescentaram-se outros,                                 Contamos, ainda, com a Associação
                                                 quantidade e
como o cumprimento dos horários no início                                 de Estudantes para colocar em prática
do serviço, que foram imediatamente repor- qualidade da                   este apelo.
tados à empresa. Foi solicitada uma reunião comida.”
com os responsáveis da empresa que ocorreu                                  Nota da Redacção: a entrevista foi realizada em 18 de Fevereiro
no dia 27 de Janeiro e nela ficaram decididas
algumas medidas, nomeadamente relaciona-                                    de 2011 e, entretanto, algumas das situações relatadas sofreram
das com o cumprimento de horários, melho-                                   alterações, nomeadamente as questões relacionadas com Estudo
ria do serviço de refeições, quantidade e qualidade da comida.              Acompanhado e Área de Projecto do Ensino Básico.
  No entanto, nessa reunião, foi também referido que só depois de ini-


                                                          O que andamos a ler

 Apreciação crítica do conto “Tanta Gente Mariana”

                                           A     o ler este conto de
                                                 Maria Judite de Car-
                                           valho fiquei absorvida pela
                                                                          ela diz (escreve). O conto con-
                                                                          tém um grande centro de refle-
                                                                          xão e quando acabamos de o ler
                                                                                                              savam na morte; ambos intera-
                                                                                                              gem com poucas pessoas e
                                                                                                              passam muito tempo no quarto
                                           forma como ela escreve!        a nossa vida muda, porque ela       sozinhos. Enfim, ambos não
                                           A história em si não me        faz-nos pensar tanto que não        têm convivência social, falam
                                           encantou muito, mas a          conseguimos ficar indiferentes.     da angústia existencial e do
                                           forma como ela escreve é,        O mesmo acontece quando           isolamento.
                                           na minha opinião, espeta-      leio Fernando Pessoa. Ele faz-        Na minha opinião, estes dois
                                           cular. Gostei imenso!          me refletir!                        escritores têm uma forma de
                                           Ela tem frases que se des-       Fernando Pessoa também fala       transformar as mais simples
                                           tacam pela sua profundida-     (escreve) muito sobre o porquê      palavras em frases cativantes,
                                           de de sentimentos e pelo       de existirmos…                      de grande reflexão e de pura
                                           realismo. Por detrás delas       Ambos os autores tentam           simplicidade.
                                           existe também, por vezes,      compreender as pessoas,
                                           alguma ironia. E isso agra-    “pessoas estranhas” para eles;                      Adriana Santos
                                           da-me!                         ambos se sentem sós; ambos
                                           Para além disto, é pratica-    tentam encontrar uma solução
                                           mente impossível não           para as suas vidas, mas acabam
                                           ficarmos a pensar no que       por não fazer nada; ambos pen-

                                                                                                                                  Página 5
Leituras                                                                  III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


                                       O que andamos a ler…
                                       Maria Judite de Carvalho

                                           M     aria Judite de Carvalho nasceu em
                                                 Lisboa a 18 de Setembro de 1921.
                                         Autora de inúmeros contos e crónicas, a
                                                                                            com uma escrita fluida e cujo universo fic-
                                                                                            cional revela personagens de perturbante
                                                                                            atualidade. Inebriadas pela complexa perso-
                                         sua obra encontra-se afastada dos compên-          nalidade de Fernando Pessoa, as alunas do 3º
                                         dios escolares, permanecendo desconheci-           ASC foram convidadas a entrar neste univer-
                                         da para a maioria do público escolar, ape-         so e o balanço foi muito positivo.
                                         sar de ter sido galardoada com inúmeros
                                         prémios literários. Trata-se de uma autora
    Maria Judite de Carvalho


Resumo do Conto Paisagem sem Barcos
                                          J oana é anos e é pro-
                                            de 38
                                                   uma rapariga     no colégio a falar com a Diretora,
                                                                    liga-lhe Mário Sena, um ex-
                                                                                                            seu relacionamento.
                                                                                                              Depois de Joana ter acabado
                                          fessora de Físico-        namorado. Mário ligou a Joana           com Artur, recebe uma chama-
                                          Química num colégio.      para se poderem encontrar, pas-         da de Mário a informar que vai
                                          Uma rapariga calma,       sados vinte anos, depois de ele         voltar para o Brasil, pois tem
                                          descontraída, bonita,     ter ido para o Brasil. Mário tinha      uns papéis muito importantes
                                          muito preocupada com      vindo passar uns tempos a Portu-        para tratar antes de se casar
                                          as opiniões dos outros.   gal, antes de se casar, ele iria        com a rapariga de 18 anos.
                                          Tem uma amiga cha-        casar-se com uma rapariga de 18         Chegam ainda a combinar
                                          mada Paula (apesar de     anos, e queria revê-la.                 talvez um dia irem os três
                                          Joana não a considerar      Artur é um homem, que traba-          passar uns dias ao campo.
                                          propriamente uma          lha num banco, com o qual Joana         Nessa mesma noite, Joana
                                          amiga íntima), que é      pensa vir casar, mas existe um          falou com Paula, mas sentia-se
                                          casada com Francisco.     problema: ele só admite casar-se        como se sentia no princípio,
                                          Elas telefonam uma à      depois de a sua filha de 17 anos        sozinha, abandonada, sem
                                          outra diariamente para    se casar, ou seja, daí a muito          ninguém. Joana chega a dizer
                                          contarem os pormeno-      tempo. Joana não concordava,            “Sou uma ilha.”. Pois é uma
                                          res mais interessantes    mas como gostava dele, tinha de         ilha perdida no oceano desco-
                                          de cada dia. É uma        aceitar. Na vida de Artur, Joana        nhecido com um nevoeiro
                                          espécie de desabafo,      estava sempre em segundo lugar.         denso que não deixa ver os
                                          pois Joana está longe     Ele nunca lhe prestava muita            barcos. Joana volta à sua rotina
                                          de casa, longe de tudo    atenção, gostava que fosse tudo à       anterior, dar aulas, dar explica-
                                          e como só tem Paula       sua maneira. Certo dia, Joana           ções e pouco mais.
                               conta-lhe as coisas, os seus         toma a decisão de acabar com
                               medos, os seus acontecimentos.       Artur, pois andava bastante can-                         Andreia Silva
                                 Certo dia, quando Joana estava     sada, exausta com o impasse do



                           Apreciação crítica do conto “Palavras Poupadas”
                                 E     u confesso que inicial-
                                       mente a minha vontade
                               de ler este conto era inexistente
                                                                    curiosa para saber mesmo o que
                                                                    realmente Leda tinha a dizer a
                                                                    Graça. Fiquei revoltada porque
                                                                                                         rem sentido.
                                                                                                           A afinidade entre Graça e
                                                                                                         Fernando Pessoa é que ambos
                               e, quando finalmente arranjava       nunca vou saber, mas definiti-       nunca estão realmente felizes
                               coragem para ler, o livro torna-     vamente considero que a ideia        e satisfeitos (“à espera do
                               va-se confuso e complicado e         do final do conto ser igual ao       amor, à espera de que o pai
                               eu desistia. Portanto, li o início   começo é engraçada e até dá          compreendesse, à espera de
                               umas cinco vezes. No entanto,        um toque pessoal agradável.          que Clotilde falasse, à espera
                               no momento em que percebi              Gostei muito da história em        do perdão que nunca havia de
                               que a autora regressa ao passa-      si: a infância de Graça é clara-     chegar, à espera, inconscien-
                               do conjugando o presente             mente marcante e toca qualquer       temente à espera da liberdade,
                               simultaneamente, achei interes-      pessoa. Achei curioso o facto        à espera de regressar onde já
                               sante e emocionante a história.      de a autora também ter utiliza-      nada a esperava, à espera de
                               Apesar de ter gostado do final,      do a estratégia de dizer umas        Leda… De que mais?”)
                               e não só por estar a acabar de       coisas e só, praticamente, no
                               ler (estou a brincar), fiquei        final nós as entendermos e faze-                  Joana Carvalho


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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                 Ambiente


Limpeza da Minhoteira
                                                                         voluntários para este evento.      de erradicação de lixeiras, cum-
                                                                           Pelas 8:30 da manhã já se        prindo o compromisso assumi-
                                                                         e n c o n t r a v a m              do com a autarquia de Oliveira
                                                                         na Minhoteira vários voluntá-      de Azeméis, «Este foi o primei-
                                                                         rios de todas as idades            ro passo e a partir daqui vamos
                                                                         (crianças, jovens e adultos) com   procurar eliminar todos os
                                                                         boa disposição para ajudar na      focos poluidores», concretizou
                                                                         recolha. A câmara cedeu os         F. Pinho.
                                                                         tractores e a GNR e os Bombei-       No fim, como forma de con-
                                                                         ros Voluntários de Oliveira de     vívio, os voluntários desloca-
                                                                         Azeméis estiveram no terreno       ram-se para a junta de freguesia
                                                                         prontos para ajudar a erradicar    do Pinheiro da Bemposta,
                                                                         esta mega-lixeira. Para uma        onde foi oferecido um almoço
                                                                         maior higiene e segurança          pela câmara municipal.
                                                                         foram distribuídas luvas e t-        Também é de notar que no
                                                                         shirts.                            dia 20 de Março foi realizada
                                                                           Já no final da manhã, pelas 12   uma caminha pela serra da
                                                                         horas, dava-se por concluída a     Freita, que estava inserida nas
                                                                         limpeza desta lixeira, tendo       comemorações do primeiro

                                       P     ara comemorar o primei-     sido retiradas cerca de 100        aniversário do Limpar Portugal,
                                             ro aniversário do           toneladas de lixo.                 que contou com a participação
                                     “Limpar Portugal”, no dia 19 de       Este evento contou com a         de alguns voluntários.
                                     Março de 2011, foi limpa a          presença do Sr. Presidente da        Comentário de Fernando
                                     lixeira da Minhoteira.              câmara de Oliveira de Azeméis,     Nogueira, de 40 anos:
                                       Esta lixeira, considerada “o      Sr. Hermínio Loureiro, que           “Havia de haver mais eventos
                                     ponto negro” de todas as lixei-     declarou esta lixeira como “um     como este. Como iniciativa é de
                                     ras deste concelho, contava         problema muito grave do ponto
                                     com uma existência de 30 anos       de vista ambi ental” e
                                     e era uma das mais problemáti-      como «falta de educação das            “era muito bom que
                                     cas porque, além da quantidade,     pessoas e de respeito pelo meio
                                                                         ambiente». Apelou também a             houvesse muito mais
                                     havia grande variedade de lixo
                                     lá presente: desde pneus, latões,   que “quem presencie a prática         iniciativas como esta,
                                     ferro velho, colchões, a lixo       desses crimes os denun-
                                                                                                                porque é bom para o
                                     doméstico (fraldas, garrafas,       cie». Este evento contou ainda
                                                                         com a presença do Vereador              ambiente e para a
                                     sacos de erva,…).
                                       Antes do dia 19, foram feitas     Isidro Figueiredo e com um                comunidade”
                                     algumas reuniões de preparação      enviado da RTP1 que relatou o
                                     para este evento em Carregosa       acontecimento.
                                     e Oliveira de Azeméis. Nestas         Segundo Fernando Pinho,
                                     reuniões foram discutidas todas     coordenador do núcleo de Oli-      louvar, principalmente porque
                                     as normas de segurança, os          veira de Azeméis, «a questão       não envolve instituições, apenas
                                     meios que iriam ser disponibili-    essencial a retirar depois deste   o esforço de cada um e, tal
                                     zados para este dia… para que       trabalho é que se crie uma         como já disse, era muito bom
                                     no dia estivesse tudo organiza-     onda de sensibilização ambien-     que houvesse muito mais inicia-
                                     do.                                 tal, em particular junto das       tivas como esta, porque é bom
                                       No dia 19, as condições cli-      crianças e jovens». O movi-        para o ambiente e para a comu-
                                     matéricas eram muito boas e         mento irá continuar a dar          nidade. Um bem-haja!”
                                     isso favoreceu a vinda de vários    sequência ao plano municipal                Miguel Teixeira, 12ºE



Exposição de trabalhos de Físico - Química na
Biblioteca da Escola

 O      s alunos do 8º Ano, que ainda recentemente realizaram uma visita de estudo ao Jardim
        Botânico e ao Museu da Ciência, em Coimbra, têm desenvolvido trabalhos com grande
qualidade na disciplina de Físico-Química, os quais têm sido, por isso mesmo, expostos na
Biblioteca da nossa escola.

                                                 O olho humano e periscópios pelos 0itavos anos
                                                                   Tema: Luz de Físico-Química


                                                                                                                               Página 7
Novas Oportunidades                                                             III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


CNO - Certificações do mês de Março

  O       Centro Novas Oportu-
         nidades Ferreira de
Castro, no passado mês de Mar-
ço, dinamizou algumas sessões
de júri que primaram pela origi-
nalidade e demonstração prática
de competências.
  No dia 16 de Março, a adulta
Nazaré Santos, certificada com
o nível B3, fez uma pequena
demonstração ao júri, presidido
pelo Avaliador Externo Dr.
Nuno Cardoso, de como se faz
um arranjo floral.




                                    bros do júri puderam adquirir
                                    novos conhecimentos.
                                       Ainda no dia 25, o CNO rea-
                                    lizou uma sessão de júri nas
                                    instalações da “Moldit”, empre-
                                    sa de moldes, situada em Ul/
                                    Loureiro, onde foram certifica-
                                    dos 10 colaboradores desta
                                    empresa.




  No dia 25 de Março, foram a         A sessão na Moldit
júri dois Bombeiros Profissio-
nais dos Bombeiros de Fajões,        consistiu numa visita
Carlos Teixeira e Hugo Soares,
que foram certificados com o
                                     guiada pela mesma,
nível B3.                            onde cada candidato
  A apresentação a Júri foi feita
em conjunto e incidiu sobre o         evidenciou as suas
Suporte Básico de Vida Adulto,
passos a dar, modos de actua-
                                     competências no seu
ção, etc. Foi uma sessão muito        posto de trabalho.
útil uma vez que todos os mem-



                                    CNO da Ferreira de Castro participa
                                    em formação internacional

                                     A       profissional Alexandra Leal participou na semana de 21 a 25 de Fevereiro numa formação que
                                            decorreu em Gent, na Bélgica.
                                      A Formação incidiu sobre a temática da educação de adultos, nomeadamente na motivação dos mesmos
                                    para o investimento no aumento das suas qualificações e nas diversas estratégias passíveis de utilizar.
                                      A profissional partilhou as temáticas abordadas na formação com a restante equipa, nomeadamente as
                                    profissionais, técnica de diagnóstico e coordenadora do CNO.




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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                 Novas Oportunidades


Como funciona o processo de certificação de competências dos adultos (RVCC)

Entrevista com a professora Paula Catela
Dar a conhecer as oportunidades de formação disponíveis na
nossa escola e o modo como funciona o processo de
certificação de competências dos adultos (RVCC), é o objectivo
da presente entrevista realizada pela equipa de redacção do
jornal “A Selva” à coordenadora do CENTRO NOVAS
OPORTUNIDADES (CNO), professora Paula Maria Simões
Catela.

  O que quer dizer RVCC?            a ter muitas inscrições.
  É um processo de reconheci-         6 – Há quanto tempo está à         começam aqui na escola e com-
mento, validação, certificação de   frente deste projecto?                                                         formadores de TIC e de Mate-
                                                                         pletam todo o seu percurso aqui
competências, que os adultos          Desde Setembro de 2009.                                                      mática para a Vida. Com esses
                                                                         na escola, mas também desenvol-
adquiriram ao longo da vida.                                                                                       formadores alternados, o for-
                                                                         vemos itinerâncias, isto é, deslo-
                                      Qual o propósito desta escola                                                mando vai desenvolvendo as
                                                                         camo-nos a juntas de freguesia,
  Quais são os objectivos deste     ter sido escolhida para alber-                                                 suas competências de acordo
                                                                         empresas e desenvolvemos o pro-
projecto?                           gar esta iniciativa?                                                           com a sua história de vida. No
                                                                         cesso nesses locais. Portanto,
  Reconhecer a história vivida        Eu penso que a escola aderiu                                                 final, quando os formadores
                                                                         dentro da escola ou fora dela.
dos adultos, as competências que    porque se apercebeu que havia,                                                 acharem que eles têm as compe-
eles adquiriram ao longo da vida    de facto, adultos que, ao longo da                                             tências necessárias, são propos-
                                                                           Que tipo de formações são               tos para ir a uma sessão de júri,
a nível pessoal, profissional e a   sua história de vida, têm muitas     essas?
nível de instituições comunitá-     competências quer a nível profis-                                              isto no nível básico. No nível
                                                                           A formação é geralmente orga-
rias em que estejam inseridos.      sional, quer a nível comunitário e                                             secundário a sequência é a mes-
                                                                         nizada da seguinte forma: primei-
                                    não havia uma resposta em ter-                                                 ma, mas os formadores são
                                                                         ro temos uma Técnica, que é a
  Estes objectivos estão a ser      mos de ensino curricular para                                                  diferentes, o nível é mais exi-
                                                                         Dra. Liliana que, quando tem um
cumpridos?                          essas pessoas. Então, o centro                                                 gente e prolonga-se em termos
                                                                         número de inscrições suficientes,
  Sim estão. Nos primeiros anos     abriu no sentido de reconhecer a                                               de tempo. No nível secundário
                                                                         faz em grupo uma sessão de escla-
houve muita adesão uma vez que      essas pessoas as competências                                                  existem só três áreas: CLC-
                                                                         recimento acerca das ofertas for-
as pessoas vinham de livre von-     que de facto elas adquiriram ao                                                Cultura Língua e Comunicação,
                                                                         mativas que os adultos têm ao seu
tade e havia um maior grau de       longo da vida e acharam que                                                    STC – Sociedade, Tecnologia e
                                                                         dispor para completarem o ciclo
competências; no entanto, com o     eram úteis. Foi nessa perspectiva                                              Ciências, CP – Cidadania e
                                                                         de estudos. Depois, a partir daí, a
tempo, como eram subsidiadas        que aderiram a esta iniciativa.                                                Profissionalidade. No final o
                                                                         doutora faz sessões diagnósticas
pelos centros de emprego, viram                                                                                    processo é o mesmo: os forma-
                                                                         individuais para ver qual o perfil
-se obrigadas a frequentar o          O que motiva as pessoas a                                                    dores vão avaliar se têm compe-
                                                                         do adulto e qual o processo que se
Centro para aumentar a sua esco-    ingressar neste projecto?                                                      tência para irem a júri.
                                                                         adequa melhor ao mesmo - se será
laridade. Os objectivos ficaram       Por um lado a motivação é          o processo de RVCC ou não, pois
um pouco comprometidos por-         verem, de certa forma, reconheci-                                                Os formadores são professo-
                                                                         poderá ser necessário um processo
que os formandos não trabalham      das as suas competências e de                                                  res da escola?
                                                                         mais formativo como os cursos de
de forma tão eficaz, já que não     alguma forma terem a equivalên-                                                  A maior parte sim.
                                                                         educação e formação de adultos
são tão bons como eram no pri-      cia a estudos que não completa-      que são os EFA‟s. Após essas
meiro „boom‟. O número de           ram noutra fase da sua vida.                                                     Qual a variação entre as
                                                                         sessões e depois de esclarecido o
certificações ao longo do ano                                                                                      idades dos formandos?
                                                                         percurso ao adulto pela técnica
começou a baixar; se eles não         As pessoas que frequentam o                                                    É muito variada, vai desde os
                                                                         diagnóstica, o encaminhamento
tiverem as competências neces-      RVCC prosseguem os estudos?                                                    dezoito até cerca dos setenta
                                                                         do adulto passa para os profissio-
sárias são encaminhados para          Já temos vários casos em que                                                 anos.
                                                                         nais de RVCC, que são pessoas
outro tipo de formação para         de facto continuaram com os          normalmente licenciadas na área
terminarem o curso.                 estudos, alguns para licenciaturas   da Psicologia ou das Ciências            No final da entrevista a
                                    no Ensino Superior, outros para      Sociais, entre outras, que vão
  Há quanto tempo está em           cursos de educação tecnológica,      acompanhar os adultos e explicar         professora Paula Catela fez
funcionamento?                      os CET‟s, que são cursos de          em que consiste o processo que           ainda a seguinte proposta:
  Desde de Setembro de 2006,        especialização tecnológica e         vai iniciar. A partir de certa altura,
aqui na escola.                     temos vários casos que estão no      e depois de várias sessões com os        “se conhecerem alguém que
                                    Ensino Superior nesses cursos de     adultos, entram os formadores de         ainda não tenha o nono ano ou
  Tem muita adesão?                 educação tecnológica.                áreas específicas de acordo com o
  Nos primeiros anos mais, só                                            currículo.                               o décimo segundo, aconselhem
que neste momento o número de         As formações são feitas den-         Se for um currículo básico têm         os mesmos a virem
alunos que nos procuram são, de     tro ou fora da escola?               de entrar formadores de LC -
certa forma, obrigados. Mas sim,      Nós temos situações de forma-      Línguas e Comunicação - e de CE          experimentar o RVCC”
neste momento estamos de novo       ção dentro da escola, grupos que     - Cidadania e Empregabilidade - e
                                                                                                                                       Página 9
Visitas de estudo                                                              III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



Viagem de estudo a Mafra

  E    ra uma vez 121 adoles-
       centes e 8 adultos. Era
uma vez 3 autocarros. Era uma
                                     nho que falta…
                                       Mas o que é bom acaba
                                     depressa: bastou uma pequena
                                                                        solicitados.
                                                                          Depois… Bem, depois foi
                                                                        lanchar, passear e regressar de
vez o relógio a bater as escassas    paragem para que todos acor-       autocarro em grande festa e
horas da madrugada. Era uma          dassem e entrassem em amena        animação. O corpo estava can-
vez uma viagem até Mafra.            cavaqueira.                        sado, o dia seguinte ia ser duro
  6 horas da manhã e já alguns         Fim da paragem. Aqui vamos       (desculpem, mas não era possí-
alunos estão à porta da escola.      nós rumo a Mafra. Chegámos a       vel adiar o teste…), mas ainda
O percurso é longo, mas certa-       horas, tratámos dos bilhetes e     havia muita garganta para
mente vai ser muito agradável,       assistimos à peça que a grande     aguentar a viagem até OAZ.
pois estão reunidas as vontades      maioria dos espectadores muito       20 horas 52 minutos: a chega-
necessárias para assistir à repre-   apreciou. Depois do almoço –       da a horas depois de uma via-
sentação d‟O Memorial do             entre o parque do Palácio e os     gem sem percalços. Só falta
Convento, de José Saramago, e        restaurantes ou tasquinhas da      “entregar os meninos” e des-
para visitar o Palácio que Sua       zona – chegou a hora da visita.    cansar não sem antes perguntar:
Majestade, el-rei D. João V          Parabéns aos guias que soube-        Valeu a pena?
mandou construir com o ouro          ram cativar os estudantes com        MJ
do Brasil e o suor do povo.          algumas curiosidades bem
  Que silêncio! Pudera, vão          “picantes” e responder pronta-
todos a dormir aquele bocadi-        mente aos esclarecimentos


Alunos do 8º Ano visitam Coimbra

  J á vemdesta escola partici-
    alunos
           sendo hábito os

parem em actividades extracur-
riculares que lhes permitem
aprofundar os conhecimentos
que adquirem nas aulas e enri-
quecer os laços que unem alu-
nos e professores. Neste ano
lectivo, os oitavos anos realiza-
ram, no passado dia 21 de
Janeiro de 2011, uma visita de
estudo a Coimbra. Nela conhe-
cerem o Museu da Ciência (no
âmbito de Físico-Química), a                       Biblioteca Joanina
Biblioteca Joanina (no âmbito
de História) e o Jardim Botâni-
co (no âmbito de Ciências
Naturais). A adesão foi extraor-
dinária, tendo faltado apenas
uma aluna por se encontrar
doente. Os alunos manifestaram
-se bastante satisfeitos com a
visita de estudo. Seguem-se
algumas fotografias da visita de
estudo.
                Yaneth Moreira                                Jardim Botânico                                     Museu da Ciência



Alunos das turmas TG3 e 12º C visitam 9ª Mostra da Universidade do Porto

  N     uma actividade integrada no Plano Anual de
        Actividades, os alunos das turmas TG3 e 12º
C, acompanhados por professores da nossa escola,
efectivaram, recentemente, uma Visita de Estudo à
9ª Mostra da Universidade do Porto.

     Página 10
III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                              Visitas de Estudo


As Drogas Sociais - formandos do curso EFA visitam Visionarium

                                        N      o passado dia 26 de
                                               Fevereiro de 2011, os
                                       formandos do curso EFA –
                                                                          “quase” cientistas pois tiveram
                                                                          a oportunidade única de testar o
                                                                          efeito das Drogas Sociais
                                                                                                              preciosa colaboração da moni-
                                                                                                              tora do Visionarium.
                                                                                                                Esta visita é a prova viva de
                                       Nível Secundário – da Escola       (cafeína, nicotina e o álcool) no   que nunca é tarde para aprender
                                       Básica e Secundária de Ferreira    ritmo cardíaco das misteriosas      e descobrir o mundo que nos
                                       de Castro, realizaram uma visi-    Dáfnias. Estas experiências não     rodeia, quer através da ciência
                                       ta de estudo ao Visionarium em     poderiam deixar de ficar regis-     quer através das novas tecnolo-
                                       Santa Maria da Feira.              tadas e, para isso, nada melhor     gias.
                                         No laboratório do Visiona-       do que aprender a criar um
 Formandos do curso EFA no Visiona-
                                       rium os formandos sentiram-se      blogue, tarefa facilitada com a
     rium, em S. Maria da Feira


Alunos do curso de Panificação e Pastelaria de visita a Bruxelas
                                                     O      s alunos
                                                            da turma
                                                   do curso de Pani-
                                                   ficação e Pastela-
                                                   ria, da Escola
                                                   Básica e Secun-
                                                   dária Ferreira de
                                                   Castro, realiza-
                                                   ram entre os dias
                                                   28 e 30 de Mar-
                                                   ço, uma Visita de
                                                   Estudo à cidade
                                                   de Bruxelas -
                                                   Bélgica. Tiveram
                                                   oportunidade de
                                                   visitar o Parla-
                                                   mento Europeu e,
                                                   assim, compreender melhor o
                                                                                         so chocolate. Houve ainda tempo para visitar a parte
                                                   funcionamento da União Euro-
                                                                                         histórica e turística da cidade: a Grand Place, o
                                                   peia. Um dos pontos altos da
                                                                                         Manneken Pis, as “Chocolateries” e o famoso Ato-
                                                   visita foi a participação num
                                                                                         mium. Uma viagem inesquecível para muitos destes
                                                   worshop de chocolate, ou não
                                                                                         alunos.
                                                   fosse a Bélgica o país do delicio-



Alunos do CEF - Empregado Comercial
visitam hipermercado 8ª Avenida

 N      o passado dia 24 de Fevereiro de 2011, os alunos do Curso CEF –
        Empregado Comercial – da Escola Básica e Secundária de Ferreira
de Castro, realizaram uma visita de estudo ao Hipermercado Continente e
ao Centro Comercial 8ª Avenida - S. João da Madeira. Os alunos tive-
ram oportunidade de visitar os armazéns do Hipermercado com uma expli-
cação especializada acerca dos procedimentos de gestão e controlo de
stocks, disposição, localização, ” ilhas” de produtos no espaço comercial e
serviços pós-venda. Identificaram e caracterizaram ainda, os diferentes
estabelecimentos comerciais e a sua localização no centro comercial.
  É longo o caminho por meio de teorias, mas breve e eficaz por meio de
exemplos.

“A sabedoria do mestre, não deverá estar somente em cumprir
metas e leccionar conteúdos, mas acima de tudo, desocultar as
    inúmeras competências que existem em cada jovem”
                                                      Séneca
                                                                                                                                Página 11
Visitas de estudo                                                         III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



Visita a Mafra dos alunos do 3º ano do Ensino Profissional

                                    N     o passado dia 11 de Março, as quatro
                                          turmas do 3º ano do Ensino Profissional
                                  deslocaram-se a Mafra para mais uma visita de
                                  estudo dinamizada pela disciplina de Português.
                                  A visita estava relacionada com um dos conteú-           “Achei a visita muito enriquecedora!
                                  dos programáticos a abordar no módulo 12 dos             Já tinha estado antes no Convento de
                                  cursos profissionais: Textos Narrativos e Descri-
                                  tivos - Memorial do Convento, de José Sarama-              Mafra, mas nunca tinha sido tão
                                  go (obra de leitura integral) pelo que a visualiza-         esclarecida como fui desta vez”
                                  ção da representação da peça, Memorial do                                        Ana Monteiro
                                  Convento e a visita temática ao Palácio Nacional
                                  de Mafra eram de grande importância para
                                  incentivar e facilitar a leitura e compreensão              “Na parte da manhã, visitámos o
                                  desta obra e as expectativas de professores e             convento, acompanhadas pela guia
                                  alunos eram elevadas.                                           Ana Rita Pinto, uma guia
                                     De facto, esta visita não só permitiu aos alu-       extremamente simpática que explicava
                                  nos visitar o espaço onde se desenrola a ação                        tudo muito bem.
                                  principal da obra, como também lhes deu a pos-           Adorei conhecer o convento, aprendi
                                  sibilidade de contatar diretamente com aspetos
                                  da época, locais reais onde viveram algumas das            muito com a nossa guia, consegui
                                  personagens históricas referidas em Memorial                tirar bastantes apontamentos, ao
                                  do Convento.                                               longo da visita, na qual obtive um
                                     De salientar igualmente a importância da visi-        conhecimento mais abrangente sobre
                                  ta temática que foi orientada por um guia que
                                  forneceu aos alunos informações importantíssi-                           a obra.”
                                  mas acerca da intriga da obra, acerca da sua                                   Andreia Oliveira
                                  dimensão
                                  crítica, acer-                                            “Estou convicta que esta visita de
                                  ca de aspe-
                                  tos simbóli-                                            estudo nos enriqueceu bastante não só
                                  cos ligadas                                                 porque a nossa guia explicava
                                  ao espaço e                                              bastante bem as coisas, fazendo-nos
                                  às persona-                                              uma boa contextualização histórica
                                  gens, para
                                  além       de                                            apesar de falar rápido, mas também
                                  outros ele-                                                 porque estávamos no local dos
                                  mentos rele-                                                      acontecimentos.”
                                  vantes para                                                                   Catarina Santos
                                  “penetrar”
                                  no universo
                                  ficcional sugerido na obra.                                “No convento, à tarde, fomos ver a
                                     A visualização da representação da peça, que          peça de teatro sobre o Memorial do
                                  constitui uma adaptação do texto integral, con-          Convento e tenho a dizer que gostei
                                  tribuiu certamente para que os discentes perce-         muito, o elenco era muito bom e estes
                                  bessem a parte ficcionada da obra, a crítica nela         incentivaram-me a ler o livro, pois
                                  presente e até alguns aspetos que poderiam pas-            transmitiram ao público uma boa
                                  sar despercebidos se não assistissem à represen-        história, cheia de emoção, ironia e um
                                  tação no próprio local. É sempre enriquecedor                     pouco de comédia.”
                                  ver o texto em ação, em particular um texto                                   Adriana Santos
                                  escrito num estilo muito especial como o de
                                  Saramago.                                                  “Em suma, gostei da visita no seu
                                     Como balanço global podemos afirmar que a             todo, mas principalmente por me ter
                                  atividade superou as expectativas. As alunas do          dado uma noção geral da obra e por
                                  3º ASC em resposta ao desafio lançado pela               me ser possível agora lê-la e analisá-
                                  professora no blog da disciplina confirmam                   la sem grandes obstáculos!”
                                  largamente esta conclusão.                                                         Arlete Silva




Memorial do Convento, de José Saramago
  Página 12
III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                        Visitas de Estudo


Viagem à Turquia no âmbito do projecto „The colour red‟ - Comenius

 N      o âmbito do projecto
        „The colour red‟ -
Comenius foi realizada uma
                                   dentro das escolas é proibido o
                                   uso do véu, bem como de cal-
                                   ças de ganga.
                                                                     conhecer alguns aspectos do
                                                                     nosso país. Foram apresentados
                                                                     quatro trabalhos: o primeiro
                                                                                                         nos e os professores foram
                                                                                                         brindados com algumas surpre-
                                                                                                         sas. Assistiram a uma recriação
viagem, entre os dias 27 de          De acordo com a opinião dos                                         de um casamento turco e a dan-
Fevereiro e 6 de Março, à Tur-     participantes nesta viagem, a                                         ças do ventre e realizaram algu-
quia. Cinco intervenientes esti-   participação em rituais nas                                           mas actividades como a “Art of
veram envolvidos na visita, três   mesquitas foi bastante interes-                                       marbelling‟, que consiste na
alunos do 11ºA (Ana Margari-       sante, visto que testemunharam                                        marmorização de papel numa
da, André e Micael), a profes-     realmente a rotina religiosa
sora coordenadora do projecto      muçulmana, desde o prestar
Alexandra Esteves e o professor    culto a Alá até aos costumes
Mário Matos.                       mais minuciosos como a ablu-
  A estadia com as famílias de     ção (“lavagem”) antes de cada
acolhimento foi uma parte          oração, o descalçar-se para
importante no intercâmbio, pois    entrar nas mesquitas, o acordar   sobre dados estatísticos nacio-
puderam compartilhar a sua         ao som dos minaretes (do turco    nais sobre os casamentos ou
vida com uma família diferente     minare), local de onde o almua-   divórcios, o segundo também
observando as diferentes                                             de estatística, mas neste caso
maneiras de viver a vida dos                                         como resposta ao questionário       superfície aquosa. Criaram
                                                                     „Emotions and Drives‟, o ter-       verdadeiras obras de arte que
                                                                     ceiro em relação ao Bispo Con-      trouxeram para Portugal!
                                                                     de Manuel Pina e a sua influên-       Os objectivos alcançados
                                                                                                         foram a melhoria das compe-
                                                                                                         tências dos alunos no uso de
                                                                                                         línguas estrangeiras (inglês) e o
                                                                                                         desenvolvimento da tolerância
                                                                                                         e do trabalho de equipa.
                                   dem anuncia as cinco chamadas                                           Os representantes da Alema-
                                   diárias à oração, entre outros.                                       nha, Bélgica, Itália, Noruega,
turcos. Os alunos ficaram sur-       Visitaram também alguns                                             Portugal (Cuba) e Turquia
preendidos ao saberem, entre       monumentos importantes de                                             encontrar-se-ão em mobilidade
outras coisas, que os homens se    Istambul como a Mesquita Azul                                         em Portugal no período de 3 a
beijam, em forma de cumpri-        e o Grande Bazar.                                                     11 de Maio de 2011. Na nossa
mento; que as pessoas não            Além da visita a Istambul,      cia na sociedade e, por último, a   Escola as actividades desenvol-
usam calçado dentro das suas       visitaram as grutas em Eregli     apresentação do filme sobre o       ver-se-ão de 3 a 7 de Maio.
                                   onde, segundo a mitologia,        Amor de D. Pedro e Inês de            Apelamos a toda a comunida-
                                   Hércules matou Cêrberus – o       Castro.                             de escolar para um acolhimento
                                   cão de três cabeças que guarda-      Estes trabalhos receberam        tipicamente português, de modo
                                   va o inferno. Visitaram, tam-     uma avaliação positiva por          a que no final professores e
                                   bém, Amasra e Safranbolu,         parte dos professores envolvi-      alunos estrangeiros possam
                                   onde os professores e os alunos   dos dos outros países que consi-    dizer como o Papa Bento XVI:
                                   aprenderam mais sobre a cultu-    deraram muito boa a apresenta-      "Guardo na alma a cordialidade
                                   ra turca.                         ção bem como o envolvimento         e acolhimento afectuoso, a
                                     Esta estadia na Turquia não     dos alunos e dos professores        forma calorosa e espontânea do
                                   foi meramente turística, mas      nas diversas actividades realiza-   povo português".
habitações; que as mulheres,       também envolveu trabalhos         das na Turquia.
durante o período menstrual,       realizados pelos alunos que         Além da apresentação dos
estão proibidas de rezar e que     tinham por objectivo dar a        trabalhos portugueses, os alu-



Alunos de vários países europeus vão
estar na nossa Escola no dia 5 de Maio

 D       e 3 a 7 de Maio, alunos belgas, italianos, noruegueses, ale-
         mães, turcos e portugueses, vão participar em diversas iniciati-
vas do projecto Comenius. Neste âmbito, no dia 5 de Maio estes estu-
dantes irão passar o dia na Escola Básica e Secundária Ferreira de Cas-
tro, o que constituirá um grande momento de intercâmbio cultural.

                                                                                                                            Página 13
Iniciativas e Projectos                                                         III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



                                                        Projecto Diversão Solidária
                                   está aberto em quase todos os        No Espaço Diversão Solidária      educativa e uma parte é gasta
                                   períodos do tempo lectivo,         desenvolvem-se iniciativas          na aquisição de materiais para a
                                   graças à existência de um          diversificadas. A base deste        manutenção do Espaço Diver-
                                   número já bem significativo de     espaço é a utilização de jogos      são Solidária.
                                   voluntários. Importa esclarecer    variados, mas, por vezes, são
                                   que estes voluntários fazem        concretizadas outras iniciativas.
                                   atendimento no Espaço Diver-       No final do primeiro período
                                   são Solidária, mas também          montou-se uma “Árvore de
                                   triagem dos materiais doados e     Natal Solidária”, que consistiu
                                   organização dos mesmos na
                                   arrecadação criada para o efei-
                                   to, já que além do EDS, o PDS
                                   também tem uma arrecadação

 I    niciou-se na nossa escola,   onde organiza bens doados,
      no primeiro período, o       para depois serem encaminha-                                             Os objectivos a que este pro-
Projecto Diversão Solidária        dos.                                                                   jecto se propôs estão a ser con-
(PDS). Projectado e aprovado          No final do primeiro período                                        seguidos na sua plenitude. Exis-
no ano lectivo transacto, foi      foi feito um balanço, sob forma                                        te agora na escola um espaço
neste ano lectivo que começou      de relatório, que foi encaminha-                                       onde os alunos se divertem e
a ser concretizado.                do para o Conselho Pedagógi-       em receber donativos de mate-       ocupam os seus tempos livres,
  A implementação deste pro-       co. Desse balanço transcrevem-     rial escolar, em que os doadores    uma oportunidade da comuni-
jecto teve como objectivos         se aqui alguns pontos de maior     os colocavam na mesma árvore        dade educativa ser solidária e
proporcionar aos alunos da         relevância:                        de modo a preenchê-la com           um apoio extra a elementos da
escola um espaço para ocupa-          “…                              enfeites diferentes e solidários.   comunidade educativa mais
rem os seus tempos livres,            1.No Projecto Diversão Soli-    Esta árvore foi um sucesso,         carenciados financeiramente.
envolver a comunidade educati-     dária trabalham 87 voluntários;    tendo-se conseguido preenchê-          Julga-se justo fazer um
                                                                      la por completo com inúmeros        balanço extremamente positivo
va numa iniciativa solidária/         2.Já foram feitas 57 doações,   lápis, canetas, marcadores…         deste projecto, até ao momento.
divertida e apoiar pessoas da      com um aproveitamento de 469
comunidade educativa da nossa                                         que podem agora ser encami-         Obrigada a todos os que têm
                                   bens materiais para o PDS;         nhados.                             participado, doando, fazendo
escola que mais necessitam.
                                      3.O Espaço Diversão Solidá-        Neste segundo período já         voluntariado, apoiando, incenti-
                                   ria tem à disposição para a        decorreu a “Feirinha Solidária”,    vando e frequentando o espaço.
                                   comunidade educativa 69 jogos      onde foram vendidos, a preços       Graças a todos, o projecto
                                   para requisição;                   simbólicos, bens materiais          arrancou com sucesso!
                                      4. Com a requisição dos         novos doados por empresas que         "A solidariedade é o senti-
                                   jogos arrecadou-se, até meados     têm familiares a frequentar a       mento que melhor expressa o
                                   de Fevereiro, 116,81€;             nossa escola. Esta iniciativa       respeito pela dignidade
                                                                      também correu muito bem,            humana."
                                      5.O projecto tem sinalizados    tendo-se arrecadado uma quan-                          Franz Kafka
                                   8 casos para auxílio;              tia bastante satisfatória.            CONTINUE
  A sala de jogos (Espaço             Já foi possível encaminhar
Diversão Solidária - EDS) abriu                                          Quase todo o dinheiro que se       A AJUDAR-NOS
                                   104 bens materiais para os         consegue adquirir serve para          A AJUDAR!
no dia da inauguração no novo      beneficiários sinalizados.
Bar da escola, a 2 de Dezembro                                        colmatar necessidades materiais
                                      …”                              que existam na comunidade             A COORDENADORA:
de 2010. Actualmente, o EDS


Peddy Paper - um dia diferente, mas divertido

 N      a sexta-feira dia 8 de Abril, 92 alunos do ensino básico da nossa escola participaram no Peddy Paper “Gestão em
        Movimento” com organização do 2.º e 3.º anos do curso profissional de Técnico de Gestão. Os grupos encontraram
-se no átrio da escola entre os dois blocos onde lhes foram atribuídas as identificações e instruções.
  Um Peddy Paper consta de jogos de observação e de muita atenção para poderem descobrir as pistas que lhe são dadas.
  Os grupos iam saindo e respondendo a diversas perguntas para encontrar as pistas e avançar. À medida que respondiam,
descobriam curiosidades sobre questões económicas e financeiras. Neste contexto de crise é importante alertar os alunos e
pôr à prova os seus conhecimentos sobre curiosidades do concelho, da Europa e também sobre reciclagem.
  No último posto cada grupo (eram 23 o que demonstra o êxito desta iniciativa da Área Disciplinar de Ciências Sociais e Gestão) teve que
escrever o refrão de uma música num mural preparado para o efeito.
  Este jogo serviu para, de forma pedagógica e divertida, fomentar a educação para a cidadania e o exercício pleno da mesma.
  Com este dia diferente aprendemos a trabalhar em grupo, a observar, a orientar e reconhecer a importância dos ensinamentos da escola no
nosso dia-a-dia.
  Embora tenha sido cansativo, divertimo-nos muito e queremos repetir.

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                 Iniciativas e Projectos


                                        Palestra sobre consumo e qualidade da água

                                          N     o dia 22 de Março de
                                                2011, dia mundial da
                                        água, foi apresentada pelas
                                                                             vida e obter informação acerca
                                                                             dos indicadores que nos permi-
                                                                             tem averiguar se uma água se
                                                                                                                   futuro, sendo esta uma área que
                                                                                                                   interessa também a nível pes-
                                                                                                                   soal a toda a comunidade.
                                        14h30, na biblioteca escolar,        encontra poluída ou não.                Agradecemos a presença da
                                        uma palestra acerca da temática        A palestra correspondeu às          Prof. Dr.ª Maria de Natividade
                                        do consumo e indicadores de          nossas expectativas, visto que        Vieira e da sua aluna Ana
                                        qualidade de água dada pela          contou com mais de 70 pessoas         Ribeiro e de todos os alunos
                                        professora Prof. Dr.ª Maria de       a assistir, a maioria com críticas    que se deslocaram à nossa
                                        Natividade Vieira, docente na        positivas acerca da mesma.            palestra.
                                        Faculdade de Ciências da Uni-          Na nossa opinião, a palestra
                                        versidade do Porto, e pela sua       foi extremamente produtiva e           Os alunos do 12º A: Carlos
                                        aluna Ana Ribeiro, a frequentar      esclarecedora, visto que nos          Miranda, Daniel Rocha, Pedro
                                        um Mestrado. O objectivo prin-       mostrou uma área da Universi-         Bastos e Pedro Pereira.
                                        cipal da palestra era sensibilizar   dade que os alunos do curso de
                                        a comunidade escolar para a          Ciências e Tecnologias da nos-
                                        poupança deste bem essencial à       sa escola poderão seguir no


Palestra sobre “A oncologia na nossa vida”
                                                oncológicos da mama no movimento                     Com a informação que estas três oradoras
                                                „‟Reviver‟‟ de apoio a estas vítimas), a D.        apresentaram atingimos, e até superámos, os
                                                Fernanda (um caso de sucesso de cancro             nossos objectivos, uma vez que ficou bem
                                                da mama), e contactámos a escola de                patente a ideia de que é muito importante
                                                enfermagem, que convidou um profissio-             prevenirmo-nos, conhecer e enfrentar o cancro
                                                nal do IPO – Enfermeira Isabel Estevinho.          para que ele não leve a melhor sobre nós,
                                                  O público era constituído por alunos de          sobre a nossa vida: “Com a prevenção, a cura
                                                ciências e tecnologias do 12º e 11º anos e         não será em vão”.
                                                professores da escola.                               A palestra foi uma actividade que nos deu
                                                  Depois de um pequeno atraso, demos               bastante trabalho, mas durante a sua realiza-
                                                inicio à palestra apresentando sucintamen-         ção e no final pudemos sentir a recompensa

 N       o dia 1 de Março de 2011 teve
         lugar na biblioteca da Escola Bási-
ca e Secundária Ferreira de Castro a pales-
                                                te o nosso projecto.
                                                  A primeira oradora foi a Dra. Suani, que
                                                falou sobre a importância do apoio psico-
                                                                                                   que fez com que tudo valesse a pena.
                                                                                                     Esperamos que esta actividade tenha sido
                                                                                                   útil para o público presente e que tenha aberto
tra organizada pelo nosso grupo de Área de      lógico no processo de aceitação e cura             a sua mentalidade para a importância da pre-
Projecto - „‟A Oncologia na nossa Vida‟‟.       desta doença. Seguiu-se a D. Fernanda              venção, aceitação e luta contra o cancro.
  Esta palestra é um dos nossos produtos        que, com o seu exemplo de coragem e
finais e tinha como objectivo desmistificar     perseverança, emocionou toda a plateia.              Carla Costa
o cancro dando a conhecer a parte científi-     Por fim tivemos o prazer de ouvir a Enf.ª            Maria João Silva
ca desta doença e alertar para a prevenção      Isabel Estevinho, que trabalha no I.P.O. do          Sara Silva
sensibilizando a comunidade escolar. Para       Porto há 8 anos e focou a sua participação           Sofia Rodrigues
isso convidámos uma psicóloga, a Dra.           na prevenção de cancros como o da mama,              12.ºA
Suani Costa (que acompanha doentes              da pele e do pulmão.


Palestra sobre ciências aeronáuticas                                                            Palestra sobre a importância do
                                                                                                sono

                        N      o passado
                               dia 17 de
                         Fevereiro realizou
                                                regras de segurança a ter em conta ao exer-
                                                cer esta profissão, a aplicação de alguns
                                                exercícios de segurança necessários em
                                                                                                   R    ealizou-se no passado dia 21 de Março a
                                                                                                        Palestra "Importância do sono nas
                                                                                                Aprendizagens", orientada pela DRª Núria
                         -se uma palestra,      caso de urgência.                               Madureira e DRª Helena Estevão, do Laborató-
                         no âmbito da dis-      Por parte do público foram colocadas            rio do Sono e Ventilação do Hospital Pediátrico
                         ciplina de Área de     várias questões que foram devidamente           de Coimbra, destinada aos alunos do Ensino
                         projecto, do grupo     esclarecidas.                                   Secundário, no âmbito do Projecto "Escola Com
“O futuro da aviação” sobre ciências aero-      Foi uma palestra bastante esclarecedora         Saúde". Esta Palestra, teve como principal
náuticas e tinha como palestrante o Sr.         para a comunidade escolar e permitiu            objectivo sensibilizar os alunos para o papel
Comandante Paulo Soares. Esta palestra          conhecer a vida de um piloto de linha           essencial que o sono tem na vida dos adolescen-
foi uma conversa informal na qual o             aérea.                                          tes, nomeadamente na capacidade de adquirir
Sr. Comandante interagiu com a assistên-                                                        informação e posteriormente de a organizar e
cia e expôs a sua experiência de vida.          Ana Isabel                                      estruturar, tornando-os capazes de tomar deci-
  Ao longo desta conversa foram aborda-         Ana Margarida                                   sões e de resolver problemas.
dos vários temas, tais como: as várias
                                                                                                                                     Página 15
Iniciativas / Projectos                                                               III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



Segredos para o sucesso no desporto
  No âmbito da disciplina de                                                                                      poderão ter uma vida fácil em
Área de Projecto, Diogo Ferrei-                                                                                   termos de futuro, mas ainda
ra, Joel Barbosa e Jorge Costa                                                                                    assim após a carreira deverão
entrevistaram o treinador em                                                                                      ter de continuar a trabalhar.
maior destaque na Liga Orangi-                                                                                    Nunca se esqueçam que a car-
na de Futebol, Pedro Miguel. O                                                                                    reira de um desportista é curta e
objectivo desta entrevista foi o                                                                                  que estão sempre sujeitos a
de procurar compreender                                                                                           lesões que podem forçar o fim
melhor a forma como seniores e                                                                                    da carreira ainda mais cedo.
jovens atletas se devem empe-
nhar no desempenho das suas                                                                                         Este grupo tem ainda como
funções a nível escolar e profis-                                                                                 objectivo, futuramente, realizar
sional.                                                                                                           uma sessão na nossa escola com
  Na opinião de Pedro Miguel,                                                                                     o ex-jogador de futebol Carlos
os jovens jogadores devem                                                                                         Secretário, a qual terá como
colocar a escola em primeiro                                                                                      objectivo sensibilizar os jovens
                                              Entrevista realizada nas imediações da U.D. Oliveirense
lugar e, os seniores, deverão ter                                                                                 atletas para a importância de
um emprego externo que lhes                                                                                       compatibilizarem o desporto
dê segurança financeira. Isto é     a importância de ter ambição de          PM: O futebol hoje em dia não        com a a sua formação académi-
um ponto muito importante           triunfar em tudo na vida:              é como as pessoas pensam. Se           ca. Para além disto, os elementos
para os jovens jogadores, que                                              chegarmos a um patamar eleva-          do grupo têm estudado docu-
deverão preocupar-se em estu-         A vida no mundo do desporto          do, poderá dar um futuro seguro/       mentação variada no âmbito do
dar para poder ter um emprego       é suficiente para levar uma vida       próspero, e quando digo patamar        tema.
no futuro que lhes dê estabilida-   sem dificuldades e sem preocu-         elevado, não falo da 2.º e 1.º liga,
de financeira, porque o futebol     pações, ou é necessário ter uma        mas sim dos melhores clubes                            Diogo Ferreira
não é suficiente.                   outra profissão?                       portugueses ou em clubes estran-                       Joel Barbosa
  Pedro Miguel destacou ainda                                              geiros. Neste caso, os jogadores                       Jorge Costa
                                                                                                                                  12º E

Supercondutividade e Eficiência Energética
  “Supercondutividade e Eficiência Energética” é o nome do projecto dos alunos Fábio Rodrigues,
André Gomes, João Cravo, João Alves e João Silva do 12ºB.
  O nosso objectivo é divulgar a Supercondutividade e demonstrar a sua utilidade para o futuro. O
principal produto do nosso projecto é um protótipo no qual um objecto levite por Supercondutividade.
Para isso vamos utilizar uma placa de ferro na qual estarão magnetes dando a forma da nossa pista.
Será também necessário material supercondutor (em forma de disco) que será arrefecido com azoto                                   Fábio Rodrigues
líquido, até a uma temperatura muito baixa (cerca de -190 °C), e o disco levitará. Este material é caro                           André Gomes
pelo que contamos com a ajuda do IFIMUP (Instituto de Física dos Materiais da Universidade do Por-                                João Cravo
to) que nos emprestará este material. Mais se informa que podem acompanhar a evolução do nosso                                    João Alves
projecto no blog: www.supercondutieficiencia.blogspot.com.                                                                        João Silva
                                                                                                                                  12º B

Os sonhos
  O nosso trabalho debruça-se sobre o                                                                    Todavia, nada nos impede que no fim do
tema “os sonhos”. Os sonhos são um tema                                                                  trabalho possamos ter a nossa opinião.
que apresenta diversas perspectivas, mas o                                                               Todo este conteúdo, entre outros aspec-
grupo baseou-se em apenas quatro: de                                                                     tos (que não estão aqui enunciados)
Freud, de cépticos, da taróloga Helena                                                                   poderão ser encontrados no site que o
Martins e de um padre.                                                                                   grupo ainda está a preparar durante as
  Vamos ainda realizar entrevistas a um                                                                  aulas de Área de Projecto. O site será
psicólogo e a uma pessoa depressiva e                                                                    divulgado em breve, quando a nossa
saber até que ponto os sonhos influenciam                                                                pesquisa estiver totalmente concluída.
o nosso quotidiano. Este aspecto irá conter                                                              Este mesmo site servirá como um “livro
exemplos de casos verídicos, acerca da                                                                   aberto” ao qual todas as pessoas podem
existência de sonhos premonitórios.                                                                      aceder e até mesmo
  Porém, nós, como grupo que está a fazer                                                                intervir esclarecendo Ana Sofia
uma investigação sobre este assunto, não                                                                 todas as suas dúvidas Mariana
devemos defender qualquer tipo de posi-                                                                  que serão respondidas Marta
ção. Por esta mesma razão temos que ser                                                                  pelo próprio grupo.     Sara Almeida
imparciais, para chegarmos a uma verdade.                                                                                         12º E

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                            Iniciativas / Projectos


A Domótica                                                                 Preservação Ambiental
  Para a disciplina de AP, o nosso grupo efectuou um projecto baseado
na domótica. Esta consiste na automatização de certos mecanismos
domésticos tais como abertura de persianas, portões, portas, acender
luzes e regular sua intensidade segundo a luminosidade exterior, etc. A
domótica não só facilita a execução destas tarefas como permite poupar
energia e tornar a casa mais eficiente. Portanto, o nosso projecto con-
siste numa maquete em que aplicamos não só a domótica mas também
energias renováveis. Nesta maquete iremos ter a regulação da ligação e
intensidade destes leds e abertura de persianas segundo a luminosidade
exterior que irá ser detectada por um sensor de luminosidade. Um pai-
nel fotovoltaico irá alimentar o circuito dos leds, isto é, das luzes da
casa. Seremos patrocinados pela Empresa IDr, que
nos irá emprestar a central de domótica para a          Joel Almeida
regulação destes mecanismos.                            Tiago Almeida
  Esta maquete está projectada para ter estes meca- Fábio Martins              .   Aspecto do rio Ul em S. Roque
nismos controlados por esta central, ou seja, é tudo 12º B
automático e regulado pela intensidade da luz exte-
                                                                             Com tanta poluição e tantos maus hábitos de vida à nossa volta,
rior de forma a tornar esta casa eficiente.
                                                                           está nas nossas mãos salvar o Planeta Terra do poder destrutivo da
                                                                           espécie humana.
                                                                             Por isso, enveredámos por este projecto, a “Preservação Ambien-
                                                                           tal”, que tem como objectivos práticos o cálculo da Pegada Ecológi-
                                                                           ca da comunidade escolar, análises químicas e biológicas à água do
                                                                           rio Ul e, principalmente a sensibilização da população para os peri-
                                                                           gos das nossas acções.
                                                                             Até agora, já realizámos os questionários relativos à Pegada Eco-
                                                                           lógica e anotámos os resultados, recolhemos amostras da água do
                                                                           rio e realizámos as primeiras análises quí-
                                                                           micas e começámos a elaboração de um
                                                                                                                         Ana Ribeiro
                                                                           documentário e de um panfleto que, poste-
                                                                                                                         Cátia Salvador
                                                                           riormente servirão de síntese de todo o
                                                                                                                         Daniel Tavares
                                                                           nosso trabalho realizado ao longo do ano
                                                                                                                         Marisa Flook
                                                                           lectivo. Estes últimos contêm informação
                                                                                                                         Marta Inácio
                                                                           de três animais que escolhemos entre aque- 12º B
                                                                           les que se encontram em perigo.
                                                                             Sejam amigos do ambiente!


As praxes e a vida académica
  Para a disciplina de Área de Projecto                                                               Mais uma vez, através dos inquéritos,
do 12º ano estamos a realizar um traba-                                                               verificámos também, que vários alunos
lho sobre as praxes e a vida académica.                                                               desconhecem que este tipo de direitos
Temos como principal objectivo dar a                                                                  existe.
conhecer estes dois temas mais aprofun-                                                               Presentemente, estamos a apurar todos os
dadamente, pois, embora pareça que                                                                    resultados dos inquéritos e a elaborar os
todos sabem o que são as praxes, na                                                                   respectivos gráficos para no futuro apre-
realidade, não é isso que acontece.                                                                   sentarmos as várias conclusões que reti-
Como pudemos verificar através dos                                                                    rámos. Nestes mesmos inquéritos colocá-
inquéritos que realizámos a todas as                                                                  mos ainda questões sobre o que os alunos
turmas do Secundário, muitos dos alu-                                                                 consideram poder vir a ser um obstáculo
nos desconhecem a verdadeira essência                                                                 à sua aprendizagem universitária, como
das praxes e o que estas implicam na                                                                  por exemplo, a separação da família, a
vida de um estudante académico.                                                                       conciliação entre os estudos e as festas
  Até ao presente momento, já seleccio-                                                               académicas, o facto de se tornarem inde-
námos bastante informação e recolhe-                                                                  pendentes,     entre
mos inúmeras notícias que dão conta de                                                                outros.
                                                                                                                            Andreia Ribeiro
casos verídicos de praxes violentas.                                                                  Iremos apresentar
                                                                                                                            Jaquelina Vinagre
                                                                                                                            Joana Tavares
Sendo assim, vamos também focar-nos                                                                   no Dia da Escola o
                                                                                                                            Patrícia Guimarães
nos Direitos Anti-Praxe, que defendem                                                                 nosso trabalho final,
                                                                                                                            Rossana Santos
aqueles que optam por não ser sujeitos a estas práticas, por não as        esperando assim esclarecer algumas dúvidas em
                                                                                                                            12º E
considerarem fundamentais para a sua integração na Universidade.           relação ao nosso futuro universitário.
                                                                                                                                  Página 17
Iniciativas / Projectos                                                          III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


Viver ultrapassa qualquer entendimento
  Vida? Esta palavra tão pequena, talvez insignificante para alguns,
mas com tanto significado para outros… E defini-la? “Estado de acti-
vidade dos animais e plantas; o tempo que decorre desde o nascimento
até a morte; existência; modo de viver… ”.
  No entanto, para nós, esta definição não basta e com este projecto
pretendemos dar uma diferente noção de vida. Queremos valorizar
tanto a parte celular que nos constitui e permite viver, sendo a célula a
base da vida, como também todas as fases por que cada um de nós,
como indivíduos e seres racionais vive.
  Um dos constituintes da célula é o núcleo que por sua vez contém
todo o material genético capaz de sofrer alterações. Algumas dessas
alterações (mutações), infelizmente, podem prejudicar irreversivelmen-
                                                                                                                           Alberto Fontes
te o individuo, pois provocam alterações não só físicas como também psicológicas, tendo o individuo e as pessoas que
                                                                                                                           Daniela Carvalho
o rodeiam que lidar diariamente com essas limitações. Todos iguais mas todos diferentes…
                                                                                                                           Francisco Cruz
  Visitem o nosso blogue:
                                                                                                                           Inês Nogueira
   http://biogene12.blogspot.com/
                                                                                                                           Sónia Barcelos
                                                                                                                           12º A

                                                 A oncologia na nossa vida
                                                 pretendemos      des-   mos ter uma vida mais tranquila     queremos transmitir é para a
                                                 mistificar o cancro e   e segura, detectar um possível      vida e é para pessoas com e
                                                 dar a conhecer a luta   cancro a tempo e evitar um          sem cancro, para pessoas novas
                                                 permanente        das   estádio de doença mais avança-      e idosas, para pessoas como tu!
                                                 vítimas oncológicas     do.                                   Previne-te e ajuda os teus
                                                 pela vida.                 Com a realização do nosso        familiares e amigos a fazê-lo
                                                 Escolhemos como         trabalho esperamos obter esta-      porque “Com a prevenção, a
  Somos um grupo de alunas do         lema do nosso projecto “Com a      tísticas (através de questioná-     cura não será em vão”.
12. °A e, no âmbito da disciplina     prevenção, a cura não será em      rios e pesquisa na internet),
de Área de Projecto, estamos a        vão”, pois pretendemos sensibi-    comparações entre células sau-          Carla Pinto da Costa
desenvolver um projecto cujo          lizar a comunidade escolar para    dáveis e células cancerígenas,          Maria João Silva
tema é “A Oncologia na nossa          a importância de estarmos aten-    uma brochura, uma palestra,             Sara Parreira da Silva
Vida”.                                tos a determinados sinais do       panfletos e um filme.                   Sofia Rodrigues
  Escolhemos este tema porque         nosso corpo. Deste modo pode-         A mensagem de luta que               12º A


A Auto-estima e as Perturbações Psicológicas
                                                                                                                       Cátia Martins
  Somos um grupo de Área de           visitámos o hospital psiquiátri-   estima saudável poder ser o                   Marina Tavares
Projecto do 12ºA e o tema do          co Magalhães de Lemos, no          “motor” da vida, aquilo que nos               Sílvia Xará
nosso trabalho é: “A Auto-estima      Porto, que nos alertou para a      faz crescer como indivíduos, e                Tânia Amorim
e as Perturbações Psicológicas”.      discriminação que existe para      daí ser tão essencial gostarmos
  A nossa escolha foi baseada no      com os doentes mentais e reuni-    de quem somos.
                                                                                                                       12º A
facto de todas nós gostarmos de       mo-nos com o projecto “Cuidar
psicologia e concluirmos que este     de Quem Cuida”, que nos irá
seria um tema muito interessante      ajudar a perceber de que forma
de desenvolver e, além disso,         o acto de cuidar de pessoas com
actual, que cada vez é mais falado    perturbações psicológicas pode
e investigado.                        afectar um indivíduo.
  Temos curiosidade em saber até        Em suma, através de cartazes,
que ponto o ambiente stressante       panfletos, uma brochura e
em que vivemos nos dias de hoje       outros produtos finais e activi-
afecta a nossa auto-estima, averi-    dades, pretendemos divulgar a
guar a importância que o amor-        importância da prevenção des-
próprio tem na nossa vida e perce-    tas perturbações, uma vez que
ber de que maneira “gostarmos de      estas nos podem aprisionar,
nós próprios” pode ajudar a preve-    tornar pessoas incapacitadas e
nirmo-nos de ter certas doenças.      dependentes dos outros. Além
  Até ao momento aplicámos            disso, queremos alertar as pes-
inquéritos sobre esta temática,       soas para o facto de uma auto-

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                                                                                     Iniciativas / Projectos


Medicina Legal e Ciências Forenses
  Somos 5 alunos do 12ºA de Área de Projecto. Foi-nos proposto que                                                    tema. Este vídeo vai ser o grande desafio do nosso trabalho. Pre-
realizássemos um projecto no âmbito desta mesma área e, por conse-                                                    tendemos fazer dele o grande destaque do nosso trabalho.
quência decidimos enveredar por um caminho mais científico. Sem                                                         Para concluir a nossa apresentação, podemos referir que dentro
qualquer tipo de dúvida, elegemos como tema para projecto:                                                            deste projecto, também iremos exercer outros pequenos projectos
“Medicina Legal e Ciências Forenses – Importância para o Mun-                                                         como inquéritos, folhetos informativos e visitas de estudo. Visto
do”.                                                                                                                  tudo isto, pretendemos obter a maior taxa de sucesso possível e
  Medicina Legal é uma especialidade médica e jurídica que utiliza                                                    que todos os objectivos sejam alcançados.
conhecimentos técnico-científicos da Medicina para o esclarecimento
de factos de interesse da Justiça. Faz uso das técnicas do campo das
Ciências Forenses para corroborar teorias/hipóteses.
  Após esta explicação mais teórica, de modo a esclarecer os mais
desatentos, falaremos agora um pouco mais do que vamos produzir ao
                                                                                                                                                                                                                   Bruno Soares
longo do nosso projecto.
  Em primeiro lugar, para esclarecermos a comunidade escolar, iremos                                                                                                                                               Bruno Pinto
realizar uma palestra educativa, com a especial presença do ilustre                                                                                                                                                Fábio
Prof. Dr. José Eduardo Pinto da Costa. Esta mesma palestra terá lugar                                                                                                                                              Miguel
na Biblioteca Escolar da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro                                                                                                                                             Rui Gomes
no dia 6 de Abril.                                                                                                                                                                                                 12º A
  Pretendemos também realizar um vídeo de sensibilização sobre o
                                                                                                                                       http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_knKwC7KUIEU/




Projecto: “O futuro da aviação”
                                                                                                   Somos um grupo de Área de Projecto                            “amigo do ambiente”, que será adaptado
                                                                                                 do 12º ano que está a desenvolver um                            de forma a possibilitar o uso de combus-
                                                                                                 projecto no âmbito das Ciências Aero-                           tíveis alternativos.
                                                                                                 náuticas. O nosso projecto tem como                               Para informar e sensibilizar a Comuni-
                                                                                                 objectivo final construção de um avião                          dade Escolar para a importância do nosso
                                                                                                 de aeromodelismo movido a m combustí-                           projecto, iremos, ao longo deste ano
                                                                                                 vel alternativo – o bioálcool.                                  lectivo, promover algumas actividades.
                                                                                                   Uma vez que os veículos aéreos                                  O combustível que vamos utilizar irá
                                                                                                 actuais, devido à combustão dos combus-                         ser produzido por nós, sendo este um dos
                                                                                                 tíveis fósseis, estão a contribuir, e muito,                    produtos esperados.
                                                                                                 para o aumento do nível de poluição do                            No final do presente ano lectivo, ire-
                                                                                                 nosso planeta, o nosso protótipo pode vir                       mos apresentar a toda a
                                                                                                 a ser útil na indústria aeronáutica tornan-                     comunidade escolar os Ana Isabel
                                                                                                 do-a menos poluente.                                            frutos de um ano de Ana Margarida
                                                                                                   Assim, os principais objectivos do                            trabalho que esperamos Joana
                                                                                                 nosso projecto baseiam-se na construção                         que seja do agrado de
                                                                                                                                                                                           Liliana
                     http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_neL6Iukd9xY/
                                                                                                 de um avião de aeromodelismo inovador                           todos.
                                                                                                                                                                                                                   12º B


Natureza Animal
  Escolhemos este tema porque todos sentimos uma grande afinidade pelos animais. É um tema
pouco explorado e cada vez mais necessário de ser aprofundado. Vamos abordar muitos subtemas
desde a biodiversidade na Península Ibérica e no Mundo, até às causas de extinção, passando
pelas tradições que envolvem os animais e os abusos cometidos contra eles.
  Neste momento estamos a desenvolver um projecto que consiste na angariação de bens para
ajudar a”Associação Amigos dos Animais de São João da Madeira”. Esta associação tem à sua
responsabilidade vários animais de estimação, sobrevivendo de donativos. Estamos também a
criar um blog (http://anaturezaanimal.blogspot.com) para expormos todas as nossas actividades.
  Gostávamos também de utilizar o dia da Escola para criar o Dia da Adopção, aberto a toda a
comunidade, de modo a promover a adopção dos animais. O nosso grupo vai também propor à
turma fazer uma visita de estudo ao Jardim Zoológico da Maia com um guia que nos irá explicar                                                                                                                      Patrícia Duarte
alguns dados que nos possam ajudar numa pesquisa mais aprofundada acerca da diversidade de                                                                                                                         Inês Silva
animais.                                                                                                                                                                                                           Rui Pinho
  Um dos nossos principais objectivos é fazer com que as pessoas se apercebam de que os animais                                                                                                                    Rita Almeida
não são brinquedos, mas sim seres que merecem todo o nosso carinho e respeito.                                                                                                                                     12º A
  Sê humano e ajuda-nos a ajudá-los!

                                                                                                                                                                                                                     Página 19
Iniciativas / Projectos                                                         III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



Problemas ambientais - consumo e qualidade da água

   Somos um grupo constituído                                                                                  lhermos informação acer-
pelos alunos Carlos Miranda,                                                                                   ca dos seus hábitos de
Daniel Rocha, Pedro Bastos e                                                                                   utilização da água.
Pedro Pereira (da turma 12ºA)                                                                                  Para culminar o nosso
e, no âmbito da disciplina                                                                                     projecto, iremos proceder
Área de Projecto, estamos a                                                                                    à elaboração de um docu-
desenvolver um projecto acer-                                                                                  mentário, onde se inclui-
ca da temática dos problemas                                                                                   rão inquéritos filmados a
ambientais, concretamente na                                                                                   pessoas da localidade, as
área do consumo e qualidade                                                                                    visitas de estudo à Univer-
de água a nível mundial e,                                                                                     sidade do Porto, onde
particularmente, na região de                                                                                  exibiremos as experiências
Oliveira de Azeméis.                                                                                           de análise da água que
   O nosso projecto apresenta                                                                                  realizámos, e a palestra
como objectivos:                                                                                               dada pela Prof. Dr. Maria
   Analisar a água da região                                                                                   Natividade Vieira.
(fontes, poços e da própria                                                                                    Consideramos que este
canalização), averiguando se a                                                                                 projecto será extremamen-
água se encontra dentro dos                                                           Rio Caima                te útil, pois demonstrará o
limites para o consumo huma-                                                                                   estado da água na região e
no;                                                                                                            os hábitos da população, e,
   Averiguar se o Rio Caima,                                                                                   ainda, alertará para a pou-
um dos maiores rios da região, se encontra poluído, observando o seu      pança da água, visto que é um bem cada vez mais escasso, essen-
caudal e procedendo a análises de água recolhida ao longo de diferentes   cial para toda a população.
zonas do caudal do rio;
   Perceber os hábitos de consumo de água da população de Oliveira de              Carlos Miranda
Azeméis;                                                                           Daniel Rocha
   Sensibilizar a comunidade estudantil e alertar para a poupança de               Pedro Bastos
água, visto que é um bem essencial em muitas actividades do nosso dia
                                                                                   Pedro Pereira
-a-dia.
   Para atingir os objectivos a que nos propomos, elaborámos um inqué-             12ºA
rito à população do concelho de Oliveira de Azeméis de modo a reco-



Biogás, uma solução eficaz
  O nosso projecto tem o nome        criar o nosso sistema de produ-                                                     João Freitas
de “Biogás, uma solução efi-         ção de biogás que é um protótipo                                                    Francisco
caz”e o seu principal objectivo é    constituído por um recipiente de                                                    Marc
a criação de um sistema caseiro      armazenamento de resíduos,                                                          Pedro
de produção de biogás a partir       termicamente isolado e sem                                                          12º B
do aproveitamento de resíduos        oxigénio, ligado a outro reci-
domésticos.                          piente onde o biogás vai ser
  No início do ano lectivo opta-     armazenado.
mos por escolher este projecto         Esperamos poder apresentar
por se inserir no tema das ener-     este sistema inovador a toda a
gias renováveis, aproveitamento      comunidade escolar no dia da
de resíduos e diminuição da          escola e com isso sensibilizar
poluição, temas que são bastan-      alunos e professores para a
tes importantes actualmente.         importância que o aproveitamen-
  Já com o 2º período em anda-       to de resíduos para produção de
mento, realizamos uma visita ao      biogás pode ter no futuro.
aterro sanitário de Tondela onde       Visitem o nosso blog:
é produzido biogás. Esta visita
foi fundamental para o desenvol-       Biogás 12ºB Biogás, uma solu-
vimento do nosso projecto visto      çao eficaz!
que permitiu ao grupo esclarecer
algumas dúvidas e problemas.           http://biogas12b.webnode.pt/                     Modelo do protótipo do biodigestor
  Neste momento estamos a


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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                            Iniciativas / Projectos


  A importância do Jornalismo no passado, no presente e no futuro
                                         Somos alunas da turma E do        Gutenberg até à introdução das         Qual virá a ser o futuro do
                                       12º.ano do curso de Línguas e       mais modernas tecnologias de         jornalismo?
                                       Humanidades. No âmbito da           informação e comunicação no            Que impacto terá na socieda-
                                       disciplina de Área de Projecto      jornalismo, as quais configuram      de?
                                       propusemo-nos a realizar um         o actual paradigma digital na
                                       projecto sobre o tema: ”A           esfera da comunicação.
                                       importância do Jornalismo no          Um dos nossos objectivos é o                  Cátia
                                       passado, no presente e no futu-     de prever o futuro do jornalis-                 Lorena
                                       ro”.                                mo, pelo que nos estamos a                      Mónica
                                         Com este trabalho pretende-       debruçar sobre as seguintes                     Sílvia
                                       mos analisar as mudanças que        questões:                                       Vanessa
                                       o jornalismo foi sofrendo ao          Será que o jornal em formato                  12º E
                                       longo do tempo, desde a Era de      de papel irá desaparecer?


                                     Pequenos Seres, Grandes Heróis!
  Os fungos têm, hoje em dia,        tica, pois produzem uma substân-      grandes heróis!                       culturas de fungos e bactérias
uma importância biológica mui-       cia bastante útil, a penicilina. Os     Com o objectivo de dar a            com o intuito de avaliar a
tas vezes ignorada. Eles desempe-    bolores, responsáveis pela sua        conhecer estes fungos à comuni-       interacção destes dois organis-
nham um papel fundamental nos        produção, são uma espécie de          dade, iremos desenvolver um           mos.
ecossistemas, funcionando como       fungos muito comuns no quoti-         trabalho que demonstre a impor-                 Ana Rios
microconsumidores, sendo os          diano, porém, muito desvaloriza-      tância destes pequenos seres, que               Ana Silva
principais responsáveis pela reci-   dos e ignorados pela população.       de certo modo revolucionaram a                  Marisa Lopes
clagem dos elementos essenciais      Aparecem em todos os lares e          medicina, com a criação de anti-                Sandra Silva
aos seres vivos na biosfera. Por     são motivo de repulsa. Estes          bióticos, tão úteis e essenciais à
                                                                                                                           Tiffany Pinho
outro lado, há fungos que são        pequenos seres, desprezados pela      nossa saúde e qualidade de vida.
essenciais na indústria farmacêu-    sociedade, são, no fim de contas,     Para isso estamos a desenvolver                 12º B




                                             24 de Maio - Dia da Escola
     O dia 24 de Maio, Dia da Escola, perspectiva-se como um importante acontecimento para toda a comunidade
   escolar, envolvendo actividades que terão a participação activa da comunidade escolar, a começar pelos
   alunos. Este será um Dia Aberto com actividades alternativas às
   aulas, durante o qual serão realizados workshops, actividades
   desportivas e musicais como um mob dancing show, entre outras.
     Entre o conjunto de iniciativas que neste dia terão lugar,
   enquadram-se com particular destaque as actividades
   relacionadas com os temas que estão a ser desenvolvidos na
   disciplina de Área de Projecto e, entre estas, conta-se a que dará
   oportunidade aos alunos de criarem uma página do jornal “A
   Selva”, com o apoio da equipa que neste ano lectivo está
   responsabilizada pela sua produção: a turma do 12º E.



                                                                                                                                  Página 21
Iniciativas / Projectos                                                       III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


“A Selva” - passado, presente e futuro                                     Entrevista
                                                                           com o professor Manuel Borges
No sentido de apurar             Quando surgiu o jornal da                                             a participação de alunos, mas a
                               escola?                             mais diversos géneros jornalís-     equipa redactorial e a responsa-
informação sobre a                                                 ticos e/ou literários, mas onde,
                                 Perde-se no tempo a origem                                            bilidade principal da edição era
história do jornal “A          de A Selva. No arquivo que          como se dizia num editorial, se     de professores, com destaque
Selva” - contexto do seu       existe na escola, encontram-se      dispensava «a mais nua e pura       para a professora Maria João
nascimento e                   jornais de 1992, 1994/5/6/7 e       linguagem jornalística», isto é,    Moreira.
                               um de Maio do ano 2000. Este        onde não se procuraria exagerar       O número a que tivemos
desenvolvimento até à                                              no rigor do texto jornalístico,
                               número de Maio de 2000 terá                                             acesso saído no ano 2000 pare-
actualidade - o grupo do       sido o último antes da série III    admitindo, por exemplo, o           ce ter sido feito quase exclusi-
12º E constituído por Ana      Milénio que se iniciou em Mar-      adjectivo e a linguagem mais        vamente por alunos.
Carvalho, Sara Agostinho,      ço de 2006. Desta série saiu em     poética. O objectivo principal
                               Janeiro de 2011 o n.º 11.           era levar à participação do           Qual foi o impacto na
Tânia Paiva e Yhony Alves                                          maior número possível de alu-
entrevistou no passado dia       No entanto, segundo informa-                                          comunidade escolar?
                               ções recolhidas junto dos pro-      nos.                                  Parece-me que nunca foi feito
17 de Março um dos             fessores que estão há mais tem-        Nos primeiros números essa       um estudo do real impacto do
principais dinamizadores       po na escola, o jornal é mais       participação não foi muito gran-    jornal na comunidade escolar.
do jornal, o professor         antigo. Do que se sabe, durante     de, mas foi melhorando ao lon-      Nestes últimos cinco anos,
                               os anos em que saiu, A Selva        go do tempo.                        tenho a ideia de que os primei-
Manuel Borges.
                               passou por várias vicissitudes,                                         ros números tiveram mais
                               teve vários formatos e até este-      Quais os instrumentos utili-      impacto do que os últimos,
                               ve para mudar de nome.              zados?                              talvez por os primeiros serem,
                                 No ano de 2006 ressurgiu a          Em 2005/2006 começámos            de alguma forma, novidade.
                               ideia de voltar a fazer o jornal    por criar cartazes de divulgação    Recordo-me de uma última
                               escolar e A Selva reapareceu,       e de apelo à participação de        página de um dos primeiros
                               honrando o nome (sempre             alunos, professores, pais e todos   jornais em que constavam as
                               actual), inspirado numa das         os outros membros da comuni-        fotografias em ponto pequeno
                               principais obras de Ferreira de     dade escolar e educativa. Criá-     de todos os alunos da escola
                               Castro.                             mos também um e-mail e pedi-        que criou bastante impacto.
                                                                   mos a colaboração de todos os         Mas um jornal, ainda que
                                 Quem o criou?                     professores, especialmente dos      tenha pouca saída, cria sempre
                                 Como não sei exactamente          do Departamento de Línguas.         impacto e é uma óptima e
                               quando surgiu o jornal escolar        Na paginação tivemos alguma       memorável experiência, nomea-
                               A Selva, também não sei quem        colaboração de alunos do Curso      damente para quem o faz e vê,
                               o criou. Em 2006, quando se         de Educação e Formação de           no fim, a obra concluída. A
                               reiniciou a edição do jornal, os    Operador de Pré-Impressão.          parte mais difícil tem sido a
                               responsáveis foram os professo-       Alguns dos jornais foram          distribuição/venda. Era bom
                               res Luís Neto e Manuel Borges.      impressos na tipografia e outros    que houvesse alunos com cora-
                                                                   na reprografia da escola. De        gem para fazer este trabalho de
                                 Porque surgiu a ideia? Com        todos se procurou fazer divul-      forma mais completa, abordan-
                               que objectivos para a comuni-       gação no sítio da escola na         do todos os alunos no sentido
                               dade escolar?                       Internet.                           de ficarem com o jornal…
                                 Quando reiniciamos a publi-
                               cação de A Selva, em Março de         Alguma vez foi realizado           OAZ, 17 de Março de 2011
                               2006, a ideia era construir um      por alunos?
                               jornal que desse voz à comuni-        Os dez números que saíram
                               dade escolar, que incluísse os      de 2006 a 2010 tiveram sempre


Poemas à moda de Camões
Tenho saudades tuas                                               Muita gente pode não se lembrar nem se importar
Saudades do teu sorriso                                           A maior parte não quer admitir
E continuo a deixar cair uma lágrima nas ruas                     O que está agora a sentir.
Todos os dias, de bocado em bocado, eu me martirizo.
                                                                  Eu, por outro lado, admito
E mesmo sabendo que partiste agora                                E estou alegre porque sei
Estás aqui, de alguma maneira, no meu coração                     Que contigo sempre pude contar.
Portanto, aqui, a esta hora                                                                    Margarida Bastos, 10ºF
Eu te dedico esta espécie de oração.



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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                   Poesia


Celebração do Estudante                                                          Poemas à moda de
                                                                                 Camões
Pela matina                             A minha cama fechada                     Tanto muda, o tempo se encur-
Está sempre tudo pesado!                Espera já por mim.                       ta,
Seja lápis,                             Quem dera ser estudante                  Tão rapidamente a vida permu-
Seja papel,                             Para o resto da vida:                    ta.
Até os olhos que, sempre abertos,       Depois de um dia de saber,               Sem dar conta da idade desgas-
Têm sempre lado semicerrado.            Sem pressas, sem querer,                 tada,
                                        Dormir, dormir, dormir.                  Ficam as memórias, as emoções
E os trapos para vestir,                No final:                                a existência devastada
Há sempre que saber:                    Acordar, crescer e seguir.
Ainda serve?                                            Cátia Soares, 11º F
                                                                                 Esperança? O que quer isso
Tem cor desbotada?                                                               dizer?
Afinal, que vestir? Não tenho nada!                                              Resignada estou quando a
                                                                                 minha alma partir
Depois de saciado,                                                               Basta de mágoa, ira ou vontade
Sigo.                                                                            de sofrer.
Caminho.                                                                                    Mariana Ferreira, 10ºF
Corro.
Depende...                                                                       De uma forma anormal quero
Estarei atrasado ou não?                                                         chorar.
E quando chego ao destino,
Volta a dar, não ma dão.
                                                                                 És especial para mim desde que
E o ponto de pérola chega                                                        te conheci.
Em sinal de saudação.                                                            De uma forma anormal consigo
Sabedoria, sei que é boa,                                                        te amar.
Mas o que trago,
Sonolência,
                                                                                 Paremos de fingir, meu querido.
Penso que não!
                                                                                 Não há nada para dizer
                                                                                 Quando nos meus olhos se pode
                                                                                 ver

       Algumas quadras espontâneas                                               Os dolorosos golpes no meu cora-
                                                                                 ção ferido.

                                                                                 Paremos de fingir, meu amor.
                                                                                 A realidade não passa de um
Para fazer estas quadras                Palavras pequenas
                                                                                 precipício
inspirar-me-ei em quem?                 que explicam o sentimento.
                                                                                 Onde se concentra toda a dor
Sem saber em quem ou em quê             Temperaturas amenas
                                                                                 De que jamais escaparemos.
inspirar-me-ei em alguém.               que aquecem e arrefecem o sofrimen-
                                        to.
Um rosto redondo                                                                 Meu querido, parei de te mentir
carregado de lágrimas.                  Bonecas sem coração                      Ainda que em tempos a verdade
Uma brisa suave                         sem saber onde ficar.                    magoasse.
cheia de dádivas.                       Não há com que se preocupar!             Iludi-me! Tudo o que queria era
                                        Na minha mão há sempre lugar.            sentir
Abro o caderno,                                                                  Mesmo que desse sentimento não
vejo páginas rasgadas.                  Guardar um segredo                       gostasse.
Começo a escrever                       é viajar clandestinamente.               Meu amor, por ti é raro
palavras amadas.                        Sem de nada ter medo,                    Esconder tal força voraz. Custou
                                        é como amar loucamente.                  Provar tal veneno amargo. Foi
                                                          Rute Portugal , 8º A   caro,
                                                                                 Um preço que meu coração não
Tanta coisa a dizer.
                                                                                 recusou.
Algo a escrever.
Dias nisto e naquilo…
Muita e pouca coisa a fazer.                                                     Sinto-me fraca, vulnerável
                 Beatriz Martins 8º A                                            Inocente e incapaz de lutar
                                                                                 Contra um mal quase incurável
                                                                                 Que dói, que me está a matar.
                                                                                             Patrícia Santos, 10ºF

                                                                                                          Página 23
Opinião/Reflexão                                                          III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


                                  Basta de conformismo e comodismo!

                            N      o passado dia 19 de
                                   Janeiro visitámos o
                           Museu de Serralves, no Porto,
                                                               resse de tantos como nós pela
                                                               política. É importante que nos
                                                               questionemos sobre a razão de
                                                                                                   os outros façam por nós ou
                                                                                                   decidam por nós. Cabe a cada
                                                                                                   um esse papel.
                           cujo tema central era “Às artes,    cada vez menos pessoas vota-          E alegar descontentamento ou
                           cidadãos!”. Nesta exposição         rem. É importante que nos           insatisfação para não votar
                           pudemos observar uma combi-         questionemos sobre a razão de,      também não é justificação, uma
                           nação da arte contemporânea         ainda nas últimas eleições pre-     vez que existe o voto em bran-
                           com temas políticos tão actuais     sidenciais, mais de metade da       co, que tem um significado
                           como a democracia, o civismo,       população portuguesa não ter        totalmente diferente do não
                           a utopia e a revolução. E ainda     exercido o seu direito de voto.     voto. Enquanto que não votar é
                           mais numa altura em que a vida      Sim, porque é um direito, mas       demonstrar puro desinteresse
                           política portuguesa está tão        mais do que isso, é um dever,       em relação à eleição, votar em
                           turbulenta, é necessário que        um dever de todos. Porque é         branco é um sinal de protesto, é
                           nós, jovens, saibamos o que se      fácil criticar e apontar o dedo e   afirmar que apesar de saber as
                           passa à nossa volta e nos ques-     dizer que está tudo mal, mas é      suas opções, não se encontrou
       Sofia Pinho         tionemos.                           nessas alturas que se pode fazer    nenhuma merecedora do seu
          12º E              É importante que nos questio-     a diferença, e a maioria fica-se    voto.
                           nemos sobre a razão do desinte-     pelas vãs palavras. Quer queira-      Está tudo nas nossas mãos. É
                                                               mos, quer não, fazemos parte        tempo de deixar a conversa em
                                                               de uma sociedade, e se não          casa e ir às mesas de voto. Bas-
                                                               começar por nós tentar fazê-la      ta de tanta conformismo e
                                                               melhor, por quem começará?          comodismo!
                                                               Não podemos estar à espera que




                                  Torna-te “pai” / “mãe” de uma abelha

                             N        o meio de tantas obras
                                      da exposição “Às
                           artes, cidadãos!” surgiu uma
                                                                 ilha de cultura. Esta ilha iria tornar
                                                                 possível uma união entre espécies
                                                                 humanas (apicultores, adoptantes
                                                                 de colmeias) e não humanas
                           curiosa iniciativa: adoptar um
                           enxame de abelhas!                    (abelhas, flores). Nestas ilhas, seres
                             A ideia seria combater a morte      de espécies diferentes coabitam
                           maciça desta espécie, fenómeno        num espaço político, económico e
                           que prejudica o desenvolvimento       cultural.
                           das espécies cultivadas, deixando       Assim, Serralves disponibiliza
                           de haver polinização.                 colmeias idênticas à da ilustração
                             A Fundação de Serralves asso-       para quem estiver interessado em
                           ciou-se a este projecto com o         aderir a esta iniciativa solidária.
                           objectivo de dar resposta a este        Se estiveres interessado, deves
                           alarme. Assim, através da adop-       contactar a Fundação e pedir mais
                           ção, pretende instalar colmeias       informações acerca do projecto.
                           nas cidades e nos campos, nas           Lembra-te: todo o ecossistema irá
                           casas particulares e nas escolas,     beneficiar desse gesto!
                           nos lugares públicos dos bairros.
                             Adoptar um enxame de abelhas                     Ana Filipa
                           torna-se uma importante contri-                      12º E
                           buição para a formação de uma
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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                  Opinião/Reflexão


                Uma “Geração Parva”?

 A       evolução tecnoló-
        gica introduziu a
ideia ilusória de domínio
                              caracterizada pela escas-
                              sez de estágios não remu-
                              nerados ou a alternativa
                                                            meiro exaurida
                                                            dos recursos que
                                                            generosamente
absoluto do Homem sobre       de caixas de supermerca-      disponibiliza,
a realidade que o rodeia: a   do: afinal, a realidade não   depois tendo que
máquina tudo resolve e        coincide com o mundo          suportar a polui-
transforma, sugerindo a       virtual!                      ção     decorrente
possibilidade do Homem          A sociedade real revela-    dos despojos per-
finalmente alcançar o         se bastante diversa: ven-     manentemente
patamar da invencibilida-     der é a palavra de ordem -    jogados em lixei-
de.                           criam-se       necessidades   ras gigantescas,
  Neste mundo de ilusão       artificiais, desactualizam-   transformadas
                                                                                  Ilustração do aluno Diego Manjate, do 12ºD
dá-se     preferência ao      se continuamente sofisti-     em recorrentes
sucesso, à beleza e à         cados produtos a cuja         focos de desequi-
juventude eterna, presta-     concepção presidiu o con-     líbrio ambiental.                        “A crise que as sociedades
se culto à imagem fugaz       ceito da obsolescência          Aquilo que numa pri-                    ocidentais actualmente
em detrimento da reflexão     planeada, usa-se e deita-     meira impressão pareceria               experimentam pode resultar
e do conhecimento.            se fora, de preferência       significar a invencibilida-               na oportunidade para a
  A evolução galopante        rapidamente.                  de do Homem traduz-se                      definição de soluções
do mundo informático            O sentido afectivo que      afinal no seu enfraqueci-                   alternativas, para a
abriu portas a uma era em     outrora se atribuía aos       mento, porque se desvalo-               valorização criativa de uma
que o virtual se confunde     objectos é substituído        riza a reflexão como                     sociedade que se pretende
com o real, incutindo um      pelo desejo desenfreado       motor indispensável à                    mais realista e solidária”
sentimento de facilitismo     de consumir e por arrasto     construção do conheci-
a uma existência que,         perdem-se igualmente os       mento, porque não se                Os jovens (actuais alunos
todos sabemos, também         afectos e o respeito pelo     aceita o espaço da derrota,
                                                                                              da Ferreira de Castro
se compõe de situações de     próximo: o sexo banaliza-     que promove a reflexão e incluídos) verificam agora
frustração.                   se, os idosos (e o seu        confere saber e maturida- que nada têm a ganhar
  Assim, sem verdadeira-      capital de conhecimento       de, que humaniza, não se com uma atitude que reve-
mente poder ser responsa-     resultante de uma larga       admitindo como tendo que la tanto de arrogância
bilizada por isso, uma        experiência de vida) são      naturalmente participar da como de ingenuidade rela-
nova geração a que resol-     ignorados, os incapacita-     vida e complementar os tivamente à realidade que
veram apelidar de parva,      dos votados ao desprezo,      não menos indispensáveis os rodeia: é preciso que,
foi-se formando na ilusão     os povos geograficamente      momentos de felicidade e para que não sejam nova-
de abundância e facilida-     situados fora das rotas de    plenitude.                        mente apanhados em con-
de permanentes que um         sucesso ostensivamente          A crise que as socieda-
                                                                                              trapé, não se deixem iludir
mundo virtual ajudou a        ignorados.                    des ocidentais actualmente e façam o que lhes compe-
consolidar: manipulada e        O calculismo e o opor-      experimentam pode resul- te - que reflictam para que
rendida ao conforto mate-     tunismo presidem à rela-      tar na oportunidade para a possam ter voz própria,
rial, abdicou do indispen-    ção com o próximo, a          definição de soluções para que responsavelmente
sável sentido crítico e do    honorabilidade caiu em        alternativas, para a valori- exijam participar nas deci-
legítimo espírito reivindi-   desuso, o valor da palavra    zação criativa de uma sões e para que depois evi-
cativo em troca do bem        baniu-se.                     sociedade que se pretende tem confessar: “Que parvo
estar inconsequente.            Neste quadro em que se      mais realista e solidária: (a) que eu fui!”
  Mas esta geração nasci-     produz e consome numa         no futuro terá que ser pos-
da depois da revolução,       voragem constante, a          sível alcançar o bem estar          Mário Luís Melo Ferreira
tão academicamente qua-       natureza sai duplamente       com muito menos. E essa             (professor de Artes Visuais)
lificada quanto politica-     penalizada do confronto       riqueza possível, também
mente impreparada, depa-      com o Homem, apoiado          o sabemos, terá igualmen-
ra-se agora com uma rea-      pelas tecnologias agressi-    te que ser partilhada por
lidade bem diferente,         vas de que dispõe – pri-      muitos mais.
                                                                                                                  Página 25
Opinião/Reflexão                                                  III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



                     “Às artes, cidadãos!”

 T      al como foi noti-
        ciado na edição
passada, os alunos do
                             nalidades que assumiram
                             relevância, dado a multi-
                             plicidade de artistas inter-
                                                            res: uma sala rectangular,
                                                            com 6 projectores distri-
                                                            buídos uniformemente
12ºE e 11ºG tiveram a        nacionais que compõem a        (mostrando os vídeos das
oportunidade de visitar,     exposição. Assim, preten-      interpretações dos discur-
no passado mês de Janei-     de-se dar a conhecer as        sos), onde a cada uma das
ro, uma exposição no         diferentes formas de           projecções correspondem
Museu de Serralves, inti-    interpretação que podem        colunas que emitem,
tulada “Às artes, cida-      surgir acerca de um tema       simultaneamente, o som.
dãos!”.                      tão abrangente e actual!         É fácil de perceber que,
  Esta exposição coloca à      Os alunos manifestaram       ao entrar na sala, somos
disposição um lugar de       a sua preferência por          recebidos com uma mis-
encontro entre o artista e   variadas obras, no entanto     celânea de vozes exalta-              Ana Filipa
o espectador, atribuindo     uma foi merecedora de          das, numa língua estran-                12º E
igual poder a ambos e        bastante destaque. Numa        geira, que nos absorvem
criando uma plataforma       demonstração profunda          completamente. Parece
de debate. É esta envol-     do que pode ser o activis-     confuso, mas torna-se
vência participativa que     mo político, o artista Car-    uma experiência curiosa.
permite desenvolver          los Motta ("SEIS                 A exposição fica assim
conhecimentos em áreas       ACTOS: UMA EXPE-               marcada por diferentes
que estão intrinsecamente    RIÊNCIA DE JUSTIÇA             artistas que procuram
relacionadas com as          NARRATIVA" E "DEUS             individualizar-se através
comemorações do Cente-       POBRE") fez uma pes-           da apresentação, essen-
nário da República.          quisa sobre antigos dis-       cialmente, estética, cap-
  A actividade política      cursos de figuras políticas    tando a atenção de todos
(direitos e deveres), o      colombianas e entregou-        os espectadores.
conceito de cidadania e,     os a actores nacionais.
consequentemente, a          Estes, por sua vez, foram,
democracia e a soberania     literalmente, para o meio
do povo foram temas que      da rua interpretar os tex-
se evidenciaram em todas     tos políticos de forma
as obras expostas, agu-      bastante expressiva. Apa-
çando o interesse dos alu-   rentemente, a obra não
nos, nomeadamente os         seria motivo para tanto
que frequentam o curso       interesse, contudo, desta-
de Humanidades.              ca-se pela forma como se
  Foram várias as nacio-     apresenta aos espectado-




   Página 26
III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                 Línguas


                                           Restaurante das letras
                                         Restaurante das Letras”,       portugueses e estrangeiros.        de adultos, uns por iniciativa
                                         dinamizada pelas formado-         Esta actividade, integrada na   própria outros acompanhados
                                         ras de Cultura Língua e        “ Semana das Línguas”, desti-      pelos respectivos formadores.
                                         Comunicação, Linguagem e       nou-se essencialmente aos adul-      Algumas apreciações elabora-
                                         Comunicação e Cidadania e      tos em processo de Reconheci-      das pelos adultos como retribui-
                                         Empregabilidade com a          mento, Validação e Certificação    ção dos “ pratos” oferecidos:
                                         colaboração da formadora       de Competências (RVCC) e aos         “Foi uma iniciativa muito
                                         Elisabete Tavares e das        alunos dos cursos de Educação      original, de bom gosto que
                                         profissionais Alexandra        e Formação de Adultos (EFA)        cativou muito os estudantes
                                         Leal e Mónica Leal do Cen-     nocturnos e das Unidades de        nocturnos”
                                         tro Novas Oportunidades        Formação de Curta Duração            “Foi uma experiência origi-

 N      os dias 15 e 16 de
        Fevereiro das 19 às
20.30, na Biblioteca da nossa
                                    Ferreira de Castro, cujo objec-
                                    tivo era promover o gosto pela
                                    leitura a partir de pequenos
                                                                        (UFCD).
                                                                           Foi uma actividade de grande
                                                                        sucesso, uma vez que nela par-
                                                                                                           nal. Boas entradas, pratos deli-
                                                                                                           ciosos, bem confeccionados…”
                                                                                                             “Balanço positivo, foi uma
escola, decorreu a actividade “     textos de diferentes autores        ticipou um número significativo    actividade engraçada.”


                                                               Sarau




O      n the 28th January the stu-
       dents of English from the 12th form set up an evening
party in order to raise money to help them with the school trip to
London during the Easter school holidays. The show was a huge
success full of dance, poetry, music and comedy! The whole
class was actively involved in this event and many talented
teachers were of big help, too. The audience simply loved it!
Congratulations to all of you for a wonderful show with moments we will never forget!


                                                  Outras iniciativas




                                                                                                                             Página 27
Línguas                                                                III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



                           Semana das línguas

 D      ecorreu entre os dias 14
        e 18 de Fevereiro mais
uma edição da Semana das
                                   ses acerca da sua experiência.
                                   Para conhecer melhor este tipo
                                   de intercâmbio e, quem sabe,
Línguas, organizada pelo           viver uma experiência idêntica,
Departamento de Línguas da         vai a
nossa escola.                         www.intercultura-afs.pt
  Com o intuito de sensibilizar      Restaurante das Letras: nos
a comunidade escolar para a        dias 14 e 15 de Fevereiro, na
                                   Biblioteca, esteve aberto um      trim” ou “Pratinho de arroz
                                   restaurante muito especial. A     doce”, confeccionados por
                                                                     autores portugueses e estrangei-
                                                                     ros:
                                                                        Pequeno-almoço multicultu-
                                                                     ral: com a preciosa colaboração
                                                                     dos alunos e formador do curso
                                                                     de Panificação e Pastelaria, os
                                                                     professores de línguas serviram
                                                                     um pequeno-almoço composto
importância das línguas como                                         por “iguarias” típicas de cada
meio de comunicação privile-                                         um dos países representados
giado, os professores do depar-                                      (Portugal, Espanha, França e
tamento de línguas realizaram                                        Inglaterra).
actividades diversas para divul-                                        Na cantina, no dia 14 de
gar aspectos da gastronomia,                                         Fevereiro, colocaram-se tabu-
música, cinema, literatura, lín-                                     leiros alusivos ao “Dia dos
gua, hábitos sociais, entre                                          Namorados” e no dia 17 foi
outros.                                                              possível realizar passatempos
  Alunos estrangeiros, a estudar                                     “multilinguísticos” enquanto se
em Portugal por um período de      ementa incluía pratos como, por   almoçava.
seis meses ou um ano, conver-      exemplo, “Feijoada à brasilei-
saram com os alunos portugue-      ro”, “Salada de frutas à Cas-



                                          Concurso “Spelling Bee”
Durante a semana das línguas                Group 1 - 7th grade             Group 2 - 8th grade
realizaram-se as semi finais do             Rafaela Santos 7º C             Sofia Barros 8º C
                                            João Mota 7ºD                   Catarina Silva 8º C
concurso “ Spelling Bee” na
                                            André Martins 7ºD                André Carvalho 8º C
Biblioteca da nossa escola. Como            Group 3 - 9th grade             Group 4 - Profissionais 10th
foram todos muito bons foi com              Nuno Nascimento 9ºA             grade
muita dificuldade que                       Henrique Xará 9º D              João Brandão 1º TGPSI
                                            Pedro Godinho 9º D              Marcela Santos     1º ASC- A
conseguimos apurar os seguintes                                             Pedro Henriques 1º TD
finalistas.                                 Group 5 - 10th grade            Group 6 - 11th grade
                                            Francisca Queirós 10º A         José Rafael Costa 11º A
                                            Eva Pinho 10ºC                  Sérgio Silva 11º A
                                            Luís Moura 10º D                Nuno Pinho 11º C
                                            Mariana Ferreira 10º F
                                            Patrícia Soares 10º F
                                            Group 7 - 12th grade            Group 8 - Profissionais
                                            Inês Silva 12º A                11th /12th grade
                                            Andreia Ribeiro 12º E           Sandra Coreixas 3º TG
                                            Rossana Santos 12º E            José Valente 3º TGPSI
                                                                            Fábio Brandão 3º TGPSI

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                                    Línguas


                                                   How to be perfect
                                                           By André Gomes
  Greetings everybody! Aren‟t we sick and tired of Human                   Support all charity causes willingly. It doesn‟t matter if
Rights? At least I am. Supporting Human Rights is support-               you‟re donating food to Africa or making hypocritical leaders
ing a global culture and discouraging unique cultures that               profit. You feel your void so deeply that you need to help
aren‟t related to the western world. Much more relevant                  others;
would be waking all dead people to their duties. I‟ll begin                Do not overreact. There are so many noble people looking
with a piece of advice if you want to be successful in today‟s           after you as we speak. The Pope is taking care of your faith,
world:                                                                   your Prime Minister is running your country, your mother is
  Firstly, you have to believe in God or other Heroes sup-               washing your clothes - So… why bother, right? Just enjoy
ported by masses. This will help you to cheat the emptiness              your meaningless days with pleasure but not too much be-
in which we all live. Besides, you won‟t need to think.                  cause deep inside you fear that forgiveness from Above is
Amazing no?;                                                             limited.;
  Consume mainstream music, films or books because it will                 Always smile and be nice to everyone. Cheat yourself and
surely give you status, even if their content is very poor. Re-          those around you. Everybody wins, isn‟t it?
ject underground cultures because they will never get any-                 NO, MANKIND DOESN‟T WIN! I‟m so sick of this mad-
where and no one likes them, only weird people;                          ness. I‟m still waiting… Free spirits where are you? Can‟t
  Now pay attention to the following tip: ALWAYS discuss                 you understand? I want paradoxes. I want to see white collar
intricate topics even if you don‟t have any idea of what you             workers with their bodies filled with tattoos and their faces
are saying. If no one understands you, you might be consid-              full of piercings; I want to listen to hardcore and metal in
ered brainy;                                                             mainstream radios; I want to smell joints of weed on the
  Live your life freely… But regret, or else God will hunt               streets because tobacco is also a drug and no one complains
you down. If you aren‟t living your life according to your               about it.
own ideas, don‟t worry. God knows your desires so you will                 All in all, please try to keep your mind unspoiled with stu-
experience a magical feeling of achievement in Heaven. Are               pid moral values. This should be our main concern, our duty.
you picturing? Hundreds of amazing virgins, endless bottles              We will be ready to fight for human rights and discuss them
of whisky… Still, an enormous feeling of void due to the                 if we can be truly open-minded.
lack of courage while you were alive...;


Alunos do 9º Ano assistem a representação da obra “Auto da Barca do Inferno”

 N       o dia 1 de Fevereiro de
         2011, os alunos do 9ºano
da Escola Básica e Secundária
                                    público vivesse com eles todas
                                    as emoções da representação.
                                      Os momentos mais marcantes
                                                                         actores inventaram para torná-la
                                                                         mais apelativa e actual; bem
                                                                         coordenada porque os actores
                                                                                                             “Auto da Barca do Inferno”.
                                                                                                                   Ana Margarida Ferreira
                                                                                                                                          9ºA
Ferreira de Castro foram a Pera-    da visita de estudo foram, sem       estavam muito bem ensaiados e
fita (Matosinhos) assistir à peça   dúvida, a viagem de autocarro e,     representaram muito bem o seu
“Auto do Barca do Inferno” de       mais tarde, a peça em si, desta-     papel. No fundo, excedeu as
Gil Vicente. Esta visita de estu-   cando-se a cena do Parvo, que        minhas expectativas, no sentido
do, no âmbito da disciplina de      fazia as suas brincadeiras, a cena   em que tudo estava melhor do
Língua Portuguesa, decorreu na      do Corregedor que preparou           que eu tinha imaginado.
parte da tarde e, na minha opi-     uma “dança” com as pessoas do          Animação, criatividade e uma
nião, fez os alunos conhecerem      público e também as cenas do         obra como esta escrita por um
melhor o mundo da representa-       Frade e da Alcoviteira (Brísida      autor tão conceituado – Gil
ção, motivando-os a participar e    Vaz). A cena de que mais gostei      Vicente – resultaram numa peça
intervir numa vida cultural mais    foi a cena do Parvo pelo cómico      alegre, criativa e muito bem
activa. De um modo geral, gostei    que a personagem criou. Não          representada pela Companhia de
desta representação do “Auto da     houve nenhuma cena de que não        Teatro “O Sonho”. É de destacar
Barca do Inferno” pois os acto-     tenha gostado.                       também o seu profissionalismo
res conseguiram captar a minha        Na minha opinião, a peça foi       ao nível do som, luz e da própria Imagens da representação do
atenção do início ao fim da peça    bastante divertida, animada          representação.
                                                                                                           “Auto da Barca do Inferno, de Gil
e trabalharam esta obra de Gil      essencialmente pelo Parvo; cria-       Em conclusão, gostei muito de
Vicente fazendo com que o           tiva, devido a estratégias que os    ter visto a representação do Vicente, pela Companhia de Teatro
                                                                                                           O Sonho
                                                                                                                               Página 29
Línguas/Passatempos                                                            III Milénio | Nº 12 | Abril 2011


Jovens de outros países na
Ferreira

    N       o âmbito da «Semana das Línguas», a nossa escola
            recebeu calorosamente três estudantes oriundos de
países tão diferentes como a Tailândia, a Turquia e a Costa Rica.
Os três jovens encontram-se a viver em Portugal por um ano, no
seio de uma família portuguesa, que os acolhe como se de um
membro da família se tratasse, e frequentam uma escola secundá-
ria – em Sever do Vouga, São João da Madeira e Costa Rica.
Alberto Cruz (da Costa Rica), Deniz Merkit (da Turquia) e Yod-
manee Rojnchanathong (da Tailândia) participam no programa
anual de estudar/viver um ano num outro país da AFS – Intercul-
tura–AFS é uma Associação de Juventude e Voluntariado, sem
fins lucrativos. Não tem filiações partidárias, religiosas ou outras
e tem estatuto de Instituição de Utilidade Pública.Tem como objectivos contribuir
para a Paz e Compreensão entre os Povos através de intercâmbios de jovens e
famílias, para uma Aprendizagem Intercultural e Educação Global (para saberes
                                                                                            UN MOMENT D‟HUMOUR …
mais sobre a Intercultura http://www.intercultura-afs.pt/por_po/view/learn ). Com a
presença dos três estudantes, a Ferreira ficou mais próxima desses três países, cul-
turas e línguas. E o encontro deu-se num ambiente descontraído e informal, em que
houve tempo para ouvir outras línguas e outros hábitos culturais e onde a curiosida-
de dos estudantes portugueses do ensino secundário foi traduzida em perguntas, às
quais os convidados de
outras latitudes responderam
amigável e generosamente. E
as perguntas foram muitas :
sobre as escolas dos seus
países de origem, os seus
hábitos alimentares, a forma
como ocupam os tempos
livres, desporto... As línguas
em presença – Português,
Inglês, Espanhol e algumas
palavras em Turco e Tailan-
dês – serviram de pontes
para a comunicação.
Terminado o encontro, que também contou com a presença de um voluntário da
AFS, Flávio Rino, todos voltaram para as suas rotinas de sempre, mas com algo
mais, com toda a certeza, porque afinal de contas tratou-se de aproximar e de dar a
conhecer três continentes e três modos de neles se viver – Europa, Ásia e América
– e perceber como é que «outros olhos» vêem o nosso país, a nossa cultura e a
nossa língua.




                                                                                       Curiosité
Mots Cachés




                                                                                  Compositeur belge origi-
                                                                                naire de la ville de Laeken,
                                                                                Paul Van Haver, de son
                                                                                vrai nom, débute sa carriè-
                                                                                re au sein du groupe de rap
                                                                                Suspicion. Il décide ensui-
                                                                                te de se lancer dans une

                                                                                                           carrière en solitaire et adopte le
                                                                                                           pseudonyme Stromae ("Maestro", à
                                                                                                           l'envers). Le chanteur fait une en-
                                                                                                           trée remarquable avec son single
                                                                                                           "Alors on danse".

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III Milénio | Nº 12 | Abril 2011                                                              Desporto


Alunas da Ferreira de Castro no Campeonato Nacional de Corta - Mato

 C     erca de quatro
       dezenas de alunos
da nossa Escola Básica e
                                                                    escorregadio, todos os
                                                                    alunos estão de parabéns
                                                                    pela sua participação, sen-
Secundária Ferreira de                                              do de realçar os segundos
Castro participaram nesta                                           lugares alcançados pelas
prova, após se classifica-                                          alunas Isa e Diana, res-
rem nos primeiros lugares                                           pectivamente do 9º e do
no corta mato organizado                                            11º Anos, que lhes permi-
entre nós. Apesar do               Medieval", em Sª Maria           tiu serem apuradas para o
lamaçal existente no local         da Feira), tornando o per-       corta mato nacional.
da prova (sítio da "Feira          curso muito lamacento e


Voleibol juvenis femininos: conquista do bicampeonato
 D       esde 4ª Feira, dia 16 de Março, até sábado, 19, muita
         coisa aconteceu à nossa equipa. No primeiro dia visita-
mos a cidade de Espinho, onde, na Escola Dr. Manuel Laranjei-
ra, vencemos a equipa local por 3x0 (25-19, 25-17 e 15-06).
Mas já em nossa casa, no
sábado, a equipa de Espi-
nho presenteou-nos do
mesmo modo vencendo-
nos por 3x0 (18-25, 13-25
e 14-16). Com o empate
em set´s, pegou-se na
máquina calculadora e
verificou-se que o campeo-
nato era nosso, por dois
                                                                                      Desporto é na Ferreira!
pontinhos apenas....


Voleibol - juniores femininos
 D       ecorreram no passado mês de Janeiro as jornadas do cam-
         peonato de voleibol, nas quais participou a nossa equipa
feminina de juniores de voleibol. A primeira jornada decorreu na
                                                                      juvenis e, ainda duas equipas da APROJE de São João da Madeira.
                                                                      No primeiro jogo perdemos por 2 – 0 com a equipa A da APROJE;
                                                                      no segundo jogo ganhamos por 2 – 1 à equipa B da APROJE e, por
Escola Secundária Soares Basto e contou ainda                                           fim, perdemos no terceiro jogo por 2 – 0 com a
com a equipa da casa e com a da Escola Secundá-                                         equipa de juvenis da Escola Básica e Secundária
ria Oliveira Júnior (S. J. da Madeira). No primei-                                      Ferreira de Castro. O torneio decorreu, de uma
ro jogo a escola de São João da Madeira bateu a                                         forma geral, de forma positiva e com uma boa
escola anfitriã por três a zero (25 – 17; 25 – 14;                                      assistência na bancada. As nossas atletas puderam
15 – 13) e no segundo jogo bateu a nossa escola                                         pôr em prática, numa situação de competição,
por dois a um (22 – 25; 25 – 15; 15 – 13). No                                           alguns dos conteúdos que têm vindo a ser exerci-
terceiro e último jogo as nossas meninas levaram                                        tados nos treinos. Notou-se em algumas alunas
de vencida a Escola Secundária Soares Basto por                                         uma certa evolução, respondendo bem a este teste,
três a zero (25 – 18; 25 – 20; 15 – 13).                                                e houve outras que denotaram algum nervosismo,
  Nesta primeira jornada as nossas alunas tive-                                         com as coisas por vezes a não saírem tão bem.
ram uma boa prestação. Demonstraram empenho                                             Este torneio contou com a presença da Directora e
e alguma evolução em relação à prestação no Torneio de Natal.         do Presidente do Conselho Geral da nossa Escola, os quais entrega-
  A segunda jornada decorreu em S. João da Madeira. Nesta jornada     ram os diplomas a todos os participantes.
participou a nossa equipa de juniores em conjunto com a equipa de



A equipa de badminton da Escola Básica e
Secundária Ferreira de Castro

                                                                                                                            Página 31
A nova Escola                                                      III Milénio | Nº 12 | Abril 2011



                                        A nossa nova Escola




 A       nossa escola dispõe agora de novos e
        modernos espaços que proporcionam
        melhores condições de trabalho e de
convívio.
  A preservação das boas condições agora
criadas é uma tarefa que cabe a toda a
comunidade educativa. A limpeza e arrumação das salas de aula e dos espaços de convívio e a conservação em bom estado dos
equipamentos são fundamentais para que todos nos sintamos bem na nossa escola e para que todos atinjam bons resultados.
  No capítulo da limpeza, estão colocados em diversos pontos da escola recipientes
destinados à selecção do lixo. Assim, colocando o lixo no sítio certo, dá-se um bom
contributo para a preservação do Ambiente.
  As salas de aulas foram apetrechadas com novos equipamentos, entre os quais
computadores, quadros interactivos e projectores multimédia. São equipamentos caros e que
precisam de cuidados especiais para o seu bom funcionamento. Entre esses cuidados
salientam-se os seguintes: não desligar os cabos dos computadores, evitar tocar com as
mãos nos quadros interactivos e não escrever neles com as canetas utilizadas nos quadros
brancos tradicionais.
 A escola é de todos e de cada um de nós. Vamos contribuir para a sua preservação!




    Página 32

Jornal selva 12_f

  • 1.
    A Selva —Jornal da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro III Milénio | Nº 12 Abril 2011 Perspectivas para a nossa escola À conversa com a Directora Com a nossa escola em grandes mudanças, a equipa redactorial d’ “A Selva” entrevistou a Directora, professora Ilda Ferreira, com o intuito de recolher as suas opiniões sobre a vida escolar no presente e no futuro…. (Pág. 3) 20 de Maio - 14 horas Aluno da E. B. S. F. Castro ganha Ministra da Educação Diploma internacional de Língua Francesa visita a Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro No passado dia 9 de Dezembro de 2010, na Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira em Espinho, Christophe da Silva, aluno da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro, recebeu na presença dos represen- 24 de Maio tantes do Ministério da Educação Francês, da Alliance Française do Porto Dia da Escola e da Direcção Regional de Educação do Norte, o Diploma Elementar em Língua Francesa, nível B2 (DELF B2). (Pág. 2) Workshops, mob dancing show, desporto, música e muito mais... (Pág. 21) Alunas da E. B. S. F. Castro apuradas para a prova de corta-mato... Nesta edição: A Isa e a Diana, alunas do Notícias 2 9º e do 11º Anos da nossa Grande entrevista 3-5 escola, foram apuradas Leituras 5-6 para o Campeonato Ambiente 7 Nacional de Corta - Mato. (Pág. 31) Novas oportunidades 8-9 Comemoramos o 37º Visitas de estudo 10-13 Aniversário da Revolução Iniciativas / Projectos 14-22 de Abril. Como funciona o processo de certificação Poesia 22-23 Teatro 24 No próximo número do de competências dos adultos (RVCC) Opinião /Reflexão 25-27 jornal “A Selva” serão Entrevista com a professora Paula Catela Línguas 28-30 publicados trabalhos Dar a conhecer as várias oportunidades que existem na nossa Passatempos 30 alusivos a esta data tão escola para que os adultos possam certificar as suas competências, Desporto escolar 31 importante para Portugal é o objectivo da entrevista realizada pelo jornal “A Selva” à coor- denadora do CNO – CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES, A nova Escola 32 professora Paula Catela. (Pág. 9)
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    Notícias III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Editorial Diploma de Língua internacional de Língua Francesa para aluno da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro Cá estamos a procurar cumprir a promessa de uma nova era para o nosso jornal, marcada pela responsabilidade que nos foi atribuída de língua francesa, no âmbito do Quadro editarmos o jornal da Escola. Europeu Comum de Referência para as Durante o 2º período lectivo lançámos uma Línguas (QECR). À luz deste documen- campanha no sentido da alteração do logótipo do to, os exames, iguais para todos os paí- jornal e de fomentar a N o passado dia 9 de Dezembro de 2010, na Escola Secundária Dr. Manuel Laranjeira em Espinho, 1 ses europeus, dividem-se por quatro níveis de competência linguística (A1, A2, B1, B2) e são promovidos, no nosso participação de aluno da Escola Básica e Secundária país, pelo Serviço Educativo da Embai- toda a Ferreira de Castro recebeu, na presen- xada Francesa em Portugal e pela comunidade ça dos representantes do Ministério da Alliance Française, em articulação com educativa na Educação Francês, da Alliance Fran- as Direcções Regionais de Educação e a elaboração do çaise do Porto e da Direcção Regional Associação de Professores de Francês jornal. de Educação do Norte, o Diploma (APPF). Relativamente Elementar em Língua Francesa, nível Este tipo de diploma poderá facilitar, ao logótipo, não B2 (DELF B2). O aluno agora distin- futuramente, a entrada numa universida- guido chama-se Christophe da Silva. de francesa e trazer vantagens no acesso obtivemos Em Maio de 2010, este aluno realizou, ao mercado de trabalho. propostas, por isso mantém-se o actual. Mas com excelentes resultados, o exame A este aluno, desejamos as maiores quanto à colaboração de alunos e professores, oral e escrito que, agora, lhe conferiu felicidades para o seu futuro académico, isso sim, foi uma aposta bem ganha, pois, como esta certificação. profissional e pessoal e esperamos que este número do jornal revela, foram muitas e Estas provas, realizadas em contexto outros alunos, agora no 9º ano, sigam o variadas as notícias que nos fizeram chegar. escolar, desde há três anos, são da exemplo do seu colega e se inscrevam O próximo número ainda vai ser melhor! responsabilidade do Ministério da para a realização dos exames DELF que Educação Francês e regem-se pelos terá lugar na Escola Secundária Dr. A turma do 12º E critérios europeus de certificação do Manuel Laranjeira, nos dias 12 e 13 de nível de proficiência linguística em Maio de 2011. Propriedade: Escola Básica e Secundária Ferreira de Escritor e jornalista Vítor Hugo na Feira do Livro Castro - Rua Dr. Silva Lima da Escola 3720-298 Oliveira de Azeméis Tel. 256 666 070 | Fax. 256 681 314 N o dia 28 de Março, a Biblioteca recebeu o jornalista e escritor Vítor Hugo Carmo que “abriu” a Feira do Directora: Ilda Ferreira Livro que ali decorreu. O escritor falou com alunos do ensino http://www.esfcastro.net secundário acerca dos seus projectos jornalaselva@gmail.com (como a conclusão de um romance e uma incursão no cinema), das suas actividades profissionais e da forma como consegue Responsabilidade pela edição, conciliar o trabalho diário com a escrita. redacção e composição Respondeu também às várias questões apresentadas por um conjunto de alunos Alunos: Cátia Fonte, Lorina Gaspar, bastante atento e interessado! Mónica Pereira, Sílvia Choupeiro, Vítor Hugo Carmo já publicou o livro de Encontro do escritor e jornalista Vítor Hugo com alu- Vanessa Lima (edição); Diana Con- contos “O mel e o fel” e o livro de poesia nos da Ferreira de Castro ceição, Diogo Silva, Miguel Teixeira, “A outra página em branco”. Em prepara- Rosa Silva (redacção); Ana Carvalho, ção está um romance… ficaremos à espera que ele chegue à nossa BECRE! Sara Agostinho, Tânia Paiva, Yhony Até lá, se tiverem curiosidade, procurem na net o programa “Fa-las curtas”, da RTP2, e Alves (composição). encontrarão uma curta-metragem de Vítor Hugo Carmo. Professores: Artur Ramísio (Área de Dia do PI Projecto) e Maria João Moreira (Português). Impressão: Escola Básica e Secundá- 3 ,141592653589793… Este é apenas o início de um número muito especial com uma infinidade de casa deci- mais: o número π – a razão entre o perímetro de um círculo e o seu diâmetro. ria Ferreira de Castro No dia 14 de Março comemorou-se na Escola B. Secundária Ferreira de Castro este dia, com Tiragem da versão impressa: 200 ex. o objectivo de promover junto dos alunos o gosto pela matemática, aproveitando o interesse que o π tem suscitado ao longo dos tempos em todas as culturas. Página 2
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Grande entrevista Perspectivas para a nossa escola À conversa com a Directora As obras de remodelação da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro aproximam-se do fim e, a par disso, há também notícias relacionadas com a reorganização das escolas e dos currículos. Com a intenção de saber de que modo estas alterações se poderão reflectir na vida escolar, no presente e no futuro, a equipa redactorial d’ “A Selva” entrevistou a Directora da escola, professora Ilda Ferreira. Que balanço é que faz deste ano lectivo? Faço um balanço francamente positivo, até porque comecei há pouco torno do nosso patrono: construímos um Projecto Educativo, apro- tempo. É o segundo ano do meu mandato e penso que estou a conseguir vado no ano anterior, um novo Regulamento Interno e uma nova levar avante aquilo a que me propus em termos do Projecto de Inter- imagem da escola, um novo logótipo, tudo numa tentativa de criar e venção na escola. Como sabem, há dois anos realizou-se um processo reforçar a identidade da nossa escola. O nosso Projecto Educativo de candidatura para o Director da escola, existiu mais do que uma can- foi considerado, pela Agência Nacional de Qualificações, um dos didatura, sendo o projecto apresentado por mim aquele que mereceu o seis mais interessantes e consistentes, num universo de sessenta acolhimento da maioria dos membros do Conselho Geral. Por isso, irei escolas. cumprir aquilo a que me propus. Como é que vai ser dirigido, isto é: haverá novas funções? Em relação ao ano passado, o número de alunos tem aumentado Para o quinto ano? Sim, será nomeado um coordenador que irá ou diminuído? acompanhar este novo ciclo. Este, como já mencionei, será o nosso Sensivelmente o mesmo. No ano passado tínhamos 1094 e este ano próximo desafio. 1050. O que temos é mais turmas: para além do ensino regular, este ano temos mais 2 Cursos de Educação e Formação (CEF), tipo 6; relativa- Estão anunciadas alterações aos currículos como, por exem- mente aos cursos profissionais, temos mais uma turma do primeiro ano plo, vão deixar de existir as aulas de Área de Projecto. Que mais de Animação Sociocultural e menos uma turma, do Curso Técnico de alterações poderão vir a existir? Gestão; continuamos a ter dois cursos de Educação e Formação, tipo 2, O que já está na lei para funcionar, a partir de Setembro, no próxi- o de Empregado Comercial e o de Padaria e Pastelaria. O nosso objecti- mo ano lectivo, é o término da Área de Projecto e do Estudo Acom- vo é aumentar a oferta formativa, não só no ensino profissional, como panhado, no 3.º ciclo. O também aumentar o número de turmas no ensino regular/normal. No Estudo acompanhado vai próximo ano lectivo vamos ter um grande desafio: o segundo ciclo funcionar apenas como “Nestes últimos anos tentamos nesta escola, com turmas do quinto ano, que vamos acolher pela pri- apoio educativo. Em relação ao ensino secun- reforçar a identidade da escola, meira vez, a partir de Setembro. O desafio do ano em curso foi, de facto, conviver pacificamente com as obras; no próximo será o novo dário, ainda não foi nada em torno do nosso patrono: ciclo do ensino básico! publicado, embora exista construímos um Projecto uma proposta que se Com as novas instalações, a escola irá fazer parte de algum agru- encontra em discussão Educativo, aprovado no ano pamento? pública. anterior, um novo Regulamento Com a construção do Centro Escolar, que está previsto para os terre- Interno e uma nova imagem da nos contíguos à Escola, já cumprimos o estipulado na lei, pois passa- Sabe se existem casos mos a constituir um Agrupamento Vertical, com alunos desde o pré- de violência aqui na escola, um novo logótipo, tudo escolar até ao décimo segundo ano. A decisão ainda não está tomada. A escola? numa tentativa de criar e reforçar DREN irá decidir depois de ouvir a Escola e o Município. No entanto, Esse foi um desafio Legenda que descreve a ima- a identidade da nossa escola.” estou com a esperança de que, tornando-se um Agrupamento Vertical, inicial, primeiro, no gem ou gráfico. a escola se vai tornar muito grande e difícil de gerir. Mais complicado projecto de Intervenção seria gerir um agrupamento com mais do que um núcleo escolar. do Director e depois no Nestes últimos anos tentamos reforçar a identidade da escola, em Projecto Educativo. (Cont. p. 4) Página 3
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    Grande entrevista III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Entrevista com a Directora Perspectivas para a nossa escola Professora Ilda Ferreira (Cont. da p. 3) Nestes documentos, um dos objecti- guração. Vamos apontar para Abril... vos era melhorar as relações inter- pessoais entre os pares da escola, E vem alguém especial? “O nosso Projecto reduzindo os casos de indisciplina e Também não sabemos. Sabem que isso é tudo organizado pela Educativo foi considerado, violência. A escola tem uma equi- empresa e a gestão é feita por ela. pela Agência Nacional de pa, designada Equipa de Qualidade, que faz a avaliação contínua da Mas não queria que viesse aqui alguém como o Presidente da Qualificações, um dos seis escola e, portanto, também dos Câmara, por exemplo? mais interessantes e casos de violência. Apercebemo- Sim, faço muita questão que venham pessoas tais como o Presi- consistentes, num universo nos do elevado número de casos de dente da Câmara, o Vereador da Educação. Seria importante a pre- de sessenta escolas.” indisciplina e da existência de mui- sença de um membro do governo, pois daria um maior significado tos procedimentos disciplinares. ao acto. Neste sentido, foram elaborados inquéritos aos alunos sobre a vio- Que perspectivas tem para o futuro em relação à escola? lência. Os alunos pronunciaram-se Espero cumprir aquilo a que me propus e levar as coisas com sobre aquilo que sentiam na escola. Fizemos uma análise e pedimos calma, até porque sou uma pessoa calma e gosto de ouvir toda a sugestões aos alunos sobre formas de minorar este fenómeno e surgi- Comunidade Escolar. Adopto uma ram várias ideias. liderança “com as pessoas” e não Foi, neste contexto, que nasceu o Projecto da Diversão Solidária, “sobre as pessoas”. É essencialmente coordenado pela professora Yaneth Moreira. Um dos objectivos deste nisso que eu aposto e também na “Espero cumprir projecto é a criação e reforço de laços de solidariedade, entre alunos, criação de uma rede de lideranças. aquilo a que me propus dando-lhes maiores responsabilidades. Outra forma de reduzir a violên- Penso que caminhamos exactamente e levar as coisas com cia foi o movimento associativo dos para isso. calma, até porque sou alunos. Incentivámos o ressurgimento da uma pessoa calma e Associação de Estudantes. Acho muito O espaço escolar aumentou. gosto de ouvir toda a importante este tipo de iniciativas por- “Incentivamos o Acha que há um número suficiente Comunidade Escolar. que, ao mesmo tempo, os alunos criam ressurgimento da de funcionários? Adopto uma liderança hábitos de cidadania responsável através Associação de Olhem, não há! Nós temos menos da participação nos órgãos próprios, e Estudantes. Acho muito 10 funcionários do que os necessá- «com as pessoas» e não também dão voz aos estudantes. importante este tipo de rios. Temos feito sentir isso à tutela. «sobre as pessoas» . Ainda em relação à violência, criámos iniciativas porque, ao Os pais têm ajudado no que toca a o Gabinete de Apoio ao Aluno no senti- mesmo tempo, os esse assunto porque também é impor- do de evitarmos situações de violência. tante a sua colaboração. Os alunos com problemas comportamen- alunos criam hábitos de Como sabem, a escola triplicou o tais são sinalizados e é efectuado um cidadania responsável seu espaço e são necessários muitos plano de acompanhamento. A prevenção através da participação mais funcionários. No entanto, como é sabido, o orçamento de esta- deste fenómeno evitará situações extre- nos órgãos próprios, e do não permite mais contratos. Foi sugerida pela DREN a contratua- mas de procedimentos disciplinares. também dão voz aos lização externa dos serviços de limpeza, o que já nos ajudava, se Reduzimos substancialmente os proces- estudantes.” fosse concretizada. Isto porquê? Se os nossos funcionários cumpris- sos disciplinares. O trabalho de preven- sem o horário só para estarem em determinados sectores e se a lim- ção é mais importante do que o de puni- peza fosse feita pela empresa teríamos horários diferentes, porque os ção. funcionários poderiam entrar mais tarde e cumprir o seu horário só nos sectores. Não teriam que fazer a limpeza. Existe uma participação activa dos A vinda de uma empresa de serviços de limpeza teria ainda outras pais (Encarregados de Educação) na vida escolar? vantagens. Por exemplo, os vidros do exterior do 1.º andar, têm de Os elementos da Direcção da Associação de Pais são pessoas activas, ser limpos por uma empresa que tenha determinados equipamentos que gostam de colaborar e têm participado em vários projectos da esco- específicos. la, nomeadamente no Projecto da Diversão Solidária, ofereceram as É impensável as nossas funcionárias andarem de esfregona, por se setas electrónicas e outros equipamentos. É importante o envolvimento tratar de espaços enormes. Assim, pedimos já, no projecto de orça- dos pais nos projectos escolares. A associação reúne-se mensalmente e mento para este ano civil, um valor para a contratualização de um eu participo nas reuniões, ouço o que têm a dizer e presto esclarecimen- serviço de limpezas externo. tos em relação àquilo que questionam. É importante a sua participação. Temos pais muito atentos. E com o aumento do espaço escolar, teremos também novos professores, correcto? Em relação às obras, nós sabemos que estão a terminar. Quando Não sei. Porque sabem que o fim das Áreas Curriculares (Área de será o dia certo paraa ima- a inauguração? Projecto e Estudo Acompanhado) irá libertar professores. Mas, Legenda que descreve Não sabemos. O prazo inicialmente apontado para a conclusão é 14 como vamos ter mais um ciclo, o 5.º ano, vamos necessitar de pro- gem ou gráfico. de Março de 2011, mas dificilmente será nesse dia. Como sabem, quem fessores de outras Áreas Disciplinares, portanto, aí poderá haver está a conduzir as obras não é a escola mas sim a empresa Parque Esco- alguma mudança, mas não será um grande aumento de professores. lar, que faz a sua gestão e que terá a decisão final sobre a data da inau- (Cont. p. 5) Página 4
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Grande entrevista Entrevista com a Directora Perspectivas para a nossa escola Professora Ilda Ferreira (Cont. da p. 4) Porque alteraram os horários neste ano lectivo? ciada a confecção na cozinha da escola se poderiam dar outras Por razões pedagógicas, ou seja, tentar concentrar os alunos de forma garantias de melhoria. Relativamente à quantidade servida e varie- a que eles, saindo mais cedo, consigam mais tempo para organizarem o dade das ementas fomos informados de que estão a ser respeitadas seu estudo em casa: ter apoios, ter música, entre outras actividades, normas indicadas superiormente. Disponibilizaram-se, também, para concentrando durante a manhã os tempos lectivos, para que de tarde aceitar a presença de Pais/Encarregados de Educação que quisessem possam desenvolver outro tipo de actividades. almoçar na cantina da escola e “testar” a comida servida. Tudo indica que, após o período de interrupção do Carnaval, as Soubemos da existência de várias queixas em relação à comida refeições possam ser confeccionadas na escola. servida na Cantina da escola. Que comentário faz sobre este pro- Que mensagem gostaria de deixar à comunidade escolar? blema? Irá existir solução? A nossa escola está prestes a inaugurar Por motivo de obras na escola, durante o ano de 2009-2010, o serviço instalações totalmente renovadas e de refeições passou a ser feito na modalidade de catering. Ao longo melhores. desse ano esta escola denunciou aos responsáveis quer da Direcção A Direcção espera e deseja que as “É preciso (…) Regional de Educação do Norte, quer da novas instalações contribuam para o zelar pela empresa adjudicatária - Eurest, várias defi- bem-estar e sucesso de todos. Cabe a conservação e ciências no serviço de refeições. Menciona- cada um de nós tirar o melhor partido limpeza dos novos ram-se, essencialmente, questões relaciona- “...ficaram das condições oferecidas em benefício espaços e das com a pouca quantidade e falta de quali- decididas algumas do estudo, do ensino-aprendizagem e dade de alguns pratos confeccionados. Estas medidas (…) equipamentos.” também do convívio. É preciso, por queixas, apoiadas em inquéritos preenchidos relacionadas com o exemplo, zelar pela conservação e lim- “Contamos (…) pelos alunos, reclamações de Encarregados cumprimento de peza dos novos espaços e equipamentos. com a Associação de de Educação, levaram à substituição do local horários, melhoria Só com a colaboração de todos neste Estudantes para onde se confeccionavam os alimentos. do serviço de aspecto será possível termos, realmente, colocar em prática No início deste ano lectivo, repetiram-se refeições, uma escola melhor. este apelo.” alguns problemas e acrescentaram-se outros, Contamos, ainda, com a Associação quantidade e como o cumprimento dos horários no início de Estudantes para colocar em prática do serviço, que foram imediatamente repor- qualidade da este apelo. tados à empresa. Foi solicitada uma reunião comida.” com os responsáveis da empresa que ocorreu Nota da Redacção: a entrevista foi realizada em 18 de Fevereiro no dia 27 de Janeiro e nela ficaram decididas algumas medidas, nomeadamente relaciona- de 2011 e, entretanto, algumas das situações relatadas sofreram das com o cumprimento de horários, melho- alterações, nomeadamente as questões relacionadas com Estudo ria do serviço de refeições, quantidade e qualidade da comida. Acompanhado e Área de Projecto do Ensino Básico. No entanto, nessa reunião, foi também referido que só depois de ini- O que andamos a ler Apreciação crítica do conto “Tanta Gente Mariana” A o ler este conto de Maria Judite de Car- valho fiquei absorvida pela ela diz (escreve). O conto con- tém um grande centro de refle- xão e quando acabamos de o ler savam na morte; ambos intera- gem com poucas pessoas e passam muito tempo no quarto forma como ela escreve! a nossa vida muda, porque ela sozinhos. Enfim, ambos não A história em si não me faz-nos pensar tanto que não têm convivência social, falam encantou muito, mas a conseguimos ficar indiferentes. da angústia existencial e do forma como ela escreve é, O mesmo acontece quando isolamento. na minha opinião, espeta- leio Fernando Pessoa. Ele faz- Na minha opinião, estes dois cular. Gostei imenso! me refletir! escritores têm uma forma de Ela tem frases que se des- Fernando Pessoa também fala transformar as mais simples tacam pela sua profundida- (escreve) muito sobre o porquê palavras em frases cativantes, de de sentimentos e pelo de existirmos… de grande reflexão e de pura realismo. Por detrás delas Ambos os autores tentam simplicidade. existe também, por vezes, compreender as pessoas, alguma ironia. E isso agra- “pessoas estranhas” para eles; Adriana Santos da-me! ambos se sentem sós; ambos Para além disto, é pratica- tentam encontrar uma solução mente impossível não para as suas vidas, mas acabam ficarmos a pensar no que por não fazer nada; ambos pen- Página 5
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    Leituras III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 O que andamos a ler… Maria Judite de Carvalho M aria Judite de Carvalho nasceu em Lisboa a 18 de Setembro de 1921. Autora de inúmeros contos e crónicas, a com uma escrita fluida e cujo universo fic- cional revela personagens de perturbante atualidade. Inebriadas pela complexa perso- sua obra encontra-se afastada dos compên- nalidade de Fernando Pessoa, as alunas do 3º dios escolares, permanecendo desconheci- ASC foram convidadas a entrar neste univer- da para a maioria do público escolar, ape- so e o balanço foi muito positivo. sar de ter sido galardoada com inúmeros prémios literários. Trata-se de uma autora Maria Judite de Carvalho Resumo do Conto Paisagem sem Barcos J oana é anos e é pro- de 38 uma rapariga no colégio a falar com a Diretora, liga-lhe Mário Sena, um ex- seu relacionamento. Depois de Joana ter acabado fessora de Físico- namorado. Mário ligou a Joana com Artur, recebe uma chama- Química num colégio. para se poderem encontrar, pas- da de Mário a informar que vai Uma rapariga calma, sados vinte anos, depois de ele voltar para o Brasil, pois tem descontraída, bonita, ter ido para o Brasil. Mário tinha uns papéis muito importantes muito preocupada com vindo passar uns tempos a Portu- para tratar antes de se casar as opiniões dos outros. gal, antes de se casar, ele iria com a rapariga de 18 anos. Tem uma amiga cha- casar-se com uma rapariga de 18 Chegam ainda a combinar mada Paula (apesar de anos, e queria revê-la. talvez um dia irem os três Joana não a considerar Artur é um homem, que traba- passar uns dias ao campo. propriamente uma lha num banco, com o qual Joana Nessa mesma noite, Joana amiga íntima), que é pensa vir casar, mas existe um falou com Paula, mas sentia-se casada com Francisco. problema: ele só admite casar-se como se sentia no princípio, Elas telefonam uma à depois de a sua filha de 17 anos sozinha, abandonada, sem outra diariamente para se casar, ou seja, daí a muito ninguém. Joana chega a dizer contarem os pormeno- tempo. Joana não concordava, “Sou uma ilha.”. Pois é uma res mais interessantes mas como gostava dele, tinha de ilha perdida no oceano desco- de cada dia. É uma aceitar. Na vida de Artur, Joana nhecido com um nevoeiro espécie de desabafo, estava sempre em segundo lugar. denso que não deixa ver os pois Joana está longe Ele nunca lhe prestava muita barcos. Joana volta à sua rotina de casa, longe de tudo atenção, gostava que fosse tudo à anterior, dar aulas, dar explica- e como só tem Paula sua maneira. Certo dia, Joana ções e pouco mais. conta-lhe as coisas, os seus toma a decisão de acabar com medos, os seus acontecimentos. Artur, pois andava bastante can- Andreia Silva Certo dia, quando Joana estava sada, exausta com o impasse do Apreciação crítica do conto “Palavras Poupadas” E u confesso que inicial- mente a minha vontade de ler este conto era inexistente curiosa para saber mesmo o que realmente Leda tinha a dizer a Graça. Fiquei revoltada porque rem sentido. A afinidade entre Graça e Fernando Pessoa é que ambos e, quando finalmente arranjava nunca vou saber, mas definiti- nunca estão realmente felizes coragem para ler, o livro torna- vamente considero que a ideia e satisfeitos (“à espera do va-se confuso e complicado e do final do conto ser igual ao amor, à espera de que o pai eu desistia. Portanto, li o início começo é engraçada e até dá compreendesse, à espera de umas cinco vezes. No entanto, um toque pessoal agradável. que Clotilde falasse, à espera no momento em que percebi Gostei muito da história em do perdão que nunca havia de que a autora regressa ao passa- si: a infância de Graça é clara- chegar, à espera, inconscien- do conjugando o presente mente marcante e toca qualquer temente à espera da liberdade, simultaneamente, achei interes- pessoa. Achei curioso o facto à espera de regressar onde já sante e emocionante a história. de a autora também ter utiliza- nada a esperava, à espera de Apesar de ter gostado do final, do a estratégia de dizer umas Leda… De que mais?”) e não só por estar a acabar de coisas e só, praticamente, no ler (estou a brincar), fiquei final nós as entendermos e faze- Joana Carvalho Página 6
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Ambiente Limpeza da Minhoteira voluntários para este evento. de erradicação de lixeiras, cum- Pelas 8:30 da manhã já se prindo o compromisso assumi- e n c o n t r a v a m do com a autarquia de Oliveira na Minhoteira vários voluntá- de Azeméis, «Este foi o primei- rios de todas as idades ro passo e a partir daqui vamos (crianças, jovens e adultos) com procurar eliminar todos os boa disposição para ajudar na focos poluidores», concretizou recolha. A câmara cedeu os F. Pinho. tractores e a GNR e os Bombei- No fim, como forma de con- ros Voluntários de Oliveira de vívio, os voluntários desloca- Azeméis estiveram no terreno ram-se para a junta de freguesia prontos para ajudar a erradicar do Pinheiro da Bemposta, esta mega-lixeira. Para uma onde foi oferecido um almoço maior higiene e segurança pela câmara municipal. foram distribuídas luvas e t- Também é de notar que no shirts. dia 20 de Março foi realizada Já no final da manhã, pelas 12 uma caminha pela serra da horas, dava-se por concluída a Freita, que estava inserida nas limpeza desta lixeira, tendo comemorações do primeiro P ara comemorar o primei- sido retiradas cerca de 100 aniversário do Limpar Portugal, ro aniversário do toneladas de lixo. que contou com a participação “Limpar Portugal”, no dia 19 de Este evento contou com a de alguns voluntários. Março de 2011, foi limpa a presença do Sr. Presidente da Comentário de Fernando lixeira da Minhoteira. câmara de Oliveira de Azeméis, Nogueira, de 40 anos: Esta lixeira, considerada “o Sr. Hermínio Loureiro, que “Havia de haver mais eventos ponto negro” de todas as lixei- declarou esta lixeira como “um como este. Como iniciativa é de ras deste concelho, contava problema muito grave do ponto com uma existência de 30 anos de vista ambi ental” e e era uma das mais problemáti- como «falta de educação das “era muito bom que cas porque, além da quantidade, pessoas e de respeito pelo meio ambiente». Apelou também a houvesse muito mais havia grande variedade de lixo lá presente: desde pneus, latões, que “quem presencie a prática iniciativas como esta, ferro velho, colchões, a lixo desses crimes os denun- porque é bom para o doméstico (fraldas, garrafas, cie». Este evento contou ainda com a presença do Vereador ambiente e para a sacos de erva,…). Antes do dia 19, foram feitas Isidro Figueiredo e com um comunidade” algumas reuniões de preparação enviado da RTP1 que relatou o para este evento em Carregosa acontecimento. e Oliveira de Azeméis. Nestas Segundo Fernando Pinho, reuniões foram discutidas todas coordenador do núcleo de Oli- louvar, principalmente porque as normas de segurança, os veira de Azeméis, «a questão não envolve instituições, apenas meios que iriam ser disponibili- essencial a retirar depois deste o esforço de cada um e, tal zados para este dia… para que trabalho é que se crie uma como já disse, era muito bom no dia estivesse tudo organiza- onda de sensibilização ambien- que houvesse muito mais inicia- do. tal, em particular junto das tivas como esta, porque é bom No dia 19, as condições cli- crianças e jovens». O movi- para o ambiente e para a comu- matéricas eram muito boas e mento irá continuar a dar nidade. Um bem-haja!” isso favoreceu a vinda de vários sequência ao plano municipal Miguel Teixeira, 12ºE Exposição de trabalhos de Físico - Química na Biblioteca da Escola O s alunos do 8º Ano, que ainda recentemente realizaram uma visita de estudo ao Jardim Botânico e ao Museu da Ciência, em Coimbra, têm desenvolvido trabalhos com grande qualidade na disciplina de Físico-Química, os quais têm sido, por isso mesmo, expostos na Biblioteca da nossa escola. O olho humano e periscópios pelos 0itavos anos Tema: Luz de Físico-Química Página 7
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    Novas Oportunidades III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 CNO - Certificações do mês de Março O Centro Novas Oportu- nidades Ferreira de Castro, no passado mês de Mar- ço, dinamizou algumas sessões de júri que primaram pela origi- nalidade e demonstração prática de competências. No dia 16 de Março, a adulta Nazaré Santos, certificada com o nível B3, fez uma pequena demonstração ao júri, presidido pelo Avaliador Externo Dr. Nuno Cardoso, de como se faz um arranjo floral. bros do júri puderam adquirir novos conhecimentos. Ainda no dia 25, o CNO rea- lizou uma sessão de júri nas instalações da “Moldit”, empre- sa de moldes, situada em Ul/ Loureiro, onde foram certifica- dos 10 colaboradores desta empresa. No dia 25 de Março, foram a A sessão na Moldit júri dois Bombeiros Profissio- nais dos Bombeiros de Fajões, consistiu numa visita Carlos Teixeira e Hugo Soares, que foram certificados com o guiada pela mesma, nível B3. onde cada candidato A apresentação a Júri foi feita em conjunto e incidiu sobre o evidenciou as suas Suporte Básico de Vida Adulto, passos a dar, modos de actua- competências no seu ção, etc. Foi uma sessão muito posto de trabalho. útil uma vez que todos os mem- CNO da Ferreira de Castro participa em formação internacional A profissional Alexandra Leal participou na semana de 21 a 25 de Fevereiro numa formação que decorreu em Gent, na Bélgica. A Formação incidiu sobre a temática da educação de adultos, nomeadamente na motivação dos mesmos para o investimento no aumento das suas qualificações e nas diversas estratégias passíveis de utilizar. A profissional partilhou as temáticas abordadas na formação com a restante equipa, nomeadamente as profissionais, técnica de diagnóstico e coordenadora do CNO. Página 8
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Novas Oportunidades Como funciona o processo de certificação de competências dos adultos (RVCC) Entrevista com a professora Paula Catela Dar a conhecer as oportunidades de formação disponíveis na nossa escola e o modo como funciona o processo de certificação de competências dos adultos (RVCC), é o objectivo da presente entrevista realizada pela equipa de redacção do jornal “A Selva” à coordenadora do CENTRO NOVAS OPORTUNIDADES (CNO), professora Paula Maria Simões Catela. O que quer dizer RVCC? a ter muitas inscrições. É um processo de reconheci- 6 – Há quanto tempo está à começam aqui na escola e com- mento, validação, certificação de frente deste projecto? formadores de TIC e de Mate- pletam todo o seu percurso aqui competências, que os adultos Desde Setembro de 2009. mática para a Vida. Com esses na escola, mas também desenvol- adquiriram ao longo da vida. formadores alternados, o for- vemos itinerâncias, isto é, deslo- Qual o propósito desta escola mando vai desenvolvendo as camo-nos a juntas de freguesia, Quais são os objectivos deste ter sido escolhida para alber- suas competências de acordo empresas e desenvolvemos o pro- projecto? gar esta iniciativa? com a sua história de vida. No cesso nesses locais. Portanto, Reconhecer a história vivida Eu penso que a escola aderiu final, quando os formadores dentro da escola ou fora dela. dos adultos, as competências que porque se apercebeu que havia, acharem que eles têm as compe- eles adquiriram ao longo da vida de facto, adultos que, ao longo da tências necessárias, são propos- Que tipo de formações são tos para ir a uma sessão de júri, a nível pessoal, profissional e a sua história de vida, têm muitas essas? nível de instituições comunitá- competências quer a nível profis- isto no nível básico. No nível A formação é geralmente orga- rias em que estejam inseridos. sional, quer a nível comunitário e secundário a sequência é a mes- nizada da seguinte forma: primei- não havia uma resposta em ter- ma, mas os formadores são ro temos uma Técnica, que é a Estes objectivos estão a ser mos de ensino curricular para diferentes, o nível é mais exi- Dra. Liliana que, quando tem um cumpridos? essas pessoas. Então, o centro gente e prolonga-se em termos número de inscrições suficientes, Sim estão. Nos primeiros anos abriu no sentido de reconhecer a de tempo. No nível secundário faz em grupo uma sessão de escla- houve muita adesão uma vez que essas pessoas as competências existem só três áreas: CLC- recimento acerca das ofertas for- as pessoas vinham de livre von- que de facto elas adquiriram ao Cultura Língua e Comunicação, mativas que os adultos têm ao seu tade e havia um maior grau de longo da vida e acharam que STC – Sociedade, Tecnologia e dispor para completarem o ciclo competências; no entanto, com o eram úteis. Foi nessa perspectiva Ciências, CP – Cidadania e de estudos. Depois, a partir daí, a tempo, como eram subsidiadas que aderiram a esta iniciativa. Profissionalidade. No final o doutora faz sessões diagnósticas pelos centros de emprego, viram processo é o mesmo: os forma- individuais para ver qual o perfil -se obrigadas a frequentar o O que motiva as pessoas a dores vão avaliar se têm compe- do adulto e qual o processo que se Centro para aumentar a sua esco- ingressar neste projecto? tência para irem a júri. adequa melhor ao mesmo - se será laridade. Os objectivos ficaram Por um lado a motivação é o processo de RVCC ou não, pois um pouco comprometidos por- verem, de certa forma, reconheci- Os formadores são professo- poderá ser necessário um processo que os formandos não trabalham das as suas competências e de res da escola? mais formativo como os cursos de de forma tão eficaz, já que não alguma forma terem a equivalên- A maior parte sim. educação e formação de adultos são tão bons como eram no pri- cia a estudos que não completa- que são os EFA‟s. Após essas meiro „boom‟. O número de ram noutra fase da sua vida. Qual a variação entre as sessões e depois de esclarecido o certificações ao longo do ano idades dos formandos? percurso ao adulto pela técnica começou a baixar; se eles não As pessoas que frequentam o É muito variada, vai desde os diagnóstica, o encaminhamento tiverem as competências neces- RVCC prosseguem os estudos? dezoito até cerca dos setenta do adulto passa para os profissio- sárias são encaminhados para Já temos vários casos em que anos. nais de RVCC, que são pessoas outro tipo de formação para de facto continuaram com os normalmente licenciadas na área terminarem o curso. estudos, alguns para licenciaturas da Psicologia ou das Ciências No final da entrevista a no Ensino Superior, outros para Sociais, entre outras, que vão Há quanto tempo está em cursos de educação tecnológica, acompanhar os adultos e explicar professora Paula Catela fez funcionamento? os CET‟s, que são cursos de em que consiste o processo que ainda a seguinte proposta: Desde de Setembro de 2006, especialização tecnológica e vai iniciar. A partir de certa altura, aqui na escola. temos vários casos que estão no e depois de várias sessões com os “se conhecerem alguém que Ensino Superior nesses cursos de adultos, entram os formadores de ainda não tenha o nono ano ou Tem muita adesão? educação tecnológica. áreas específicas de acordo com o Nos primeiros anos mais, só currículo. o décimo segundo, aconselhem que neste momento o número de As formações são feitas den- Se for um currículo básico têm os mesmos a virem alunos que nos procuram são, de tro ou fora da escola? de entrar formadores de LC - certa forma, obrigados. Mas sim, Nós temos situações de forma- Línguas e Comunicação - e de CE experimentar o RVCC” neste momento estamos de novo ção dentro da escola, grupos que - Cidadania e Empregabilidade - e Página 9
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    Visitas de estudo III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Viagem de estudo a Mafra E ra uma vez 121 adoles- centes e 8 adultos. Era uma vez 3 autocarros. Era uma nho que falta… Mas o que é bom acaba depressa: bastou uma pequena solicitados. Depois… Bem, depois foi lanchar, passear e regressar de vez o relógio a bater as escassas paragem para que todos acor- autocarro em grande festa e horas da madrugada. Era uma dassem e entrassem em amena animação. O corpo estava can- vez uma viagem até Mafra. cavaqueira. sado, o dia seguinte ia ser duro 6 horas da manhã e já alguns Fim da paragem. Aqui vamos (desculpem, mas não era possí- alunos estão à porta da escola. nós rumo a Mafra. Chegámos a vel adiar o teste…), mas ainda O percurso é longo, mas certa- horas, tratámos dos bilhetes e havia muita garganta para mente vai ser muito agradável, assistimos à peça que a grande aguentar a viagem até OAZ. pois estão reunidas as vontades maioria dos espectadores muito 20 horas 52 minutos: a chega- necessárias para assistir à repre- apreciou. Depois do almoço – da a horas depois de uma via- sentação d‟O Memorial do entre o parque do Palácio e os gem sem percalços. Só falta Convento, de José Saramago, e restaurantes ou tasquinhas da “entregar os meninos” e des- para visitar o Palácio que Sua zona – chegou a hora da visita. cansar não sem antes perguntar: Majestade, el-rei D. João V Parabéns aos guias que soube- Valeu a pena? mandou construir com o ouro ram cativar os estudantes com MJ do Brasil e o suor do povo. algumas curiosidades bem Que silêncio! Pudera, vão “picantes” e responder pronta- todos a dormir aquele bocadi- mente aos esclarecimentos Alunos do 8º Ano visitam Coimbra J á vemdesta escola partici- alunos sendo hábito os parem em actividades extracur- riculares que lhes permitem aprofundar os conhecimentos que adquirem nas aulas e enri- quecer os laços que unem alu- nos e professores. Neste ano lectivo, os oitavos anos realiza- ram, no passado dia 21 de Janeiro de 2011, uma visita de estudo a Coimbra. Nela conhe- cerem o Museu da Ciência (no âmbito de Físico-Química), a Biblioteca Joanina Biblioteca Joanina (no âmbito de História) e o Jardim Botâni- co (no âmbito de Ciências Naturais). A adesão foi extraor- dinária, tendo faltado apenas uma aluna por se encontrar doente. Os alunos manifestaram -se bastante satisfeitos com a visita de estudo. Seguem-se algumas fotografias da visita de estudo. Yaneth Moreira Jardim Botânico Museu da Ciência Alunos das turmas TG3 e 12º C visitam 9ª Mostra da Universidade do Porto N uma actividade integrada no Plano Anual de Actividades, os alunos das turmas TG3 e 12º C, acompanhados por professores da nossa escola, efectivaram, recentemente, uma Visita de Estudo à 9ª Mostra da Universidade do Porto. Página 10
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Visitas de Estudo As Drogas Sociais - formandos do curso EFA visitam Visionarium N o passado dia 26 de Fevereiro de 2011, os formandos do curso EFA – “quase” cientistas pois tiveram a oportunidade única de testar o efeito das Drogas Sociais preciosa colaboração da moni- tora do Visionarium. Esta visita é a prova viva de Nível Secundário – da Escola (cafeína, nicotina e o álcool) no que nunca é tarde para aprender Básica e Secundária de Ferreira ritmo cardíaco das misteriosas e descobrir o mundo que nos de Castro, realizaram uma visi- Dáfnias. Estas experiências não rodeia, quer através da ciência ta de estudo ao Visionarium em poderiam deixar de ficar regis- quer através das novas tecnolo- Santa Maria da Feira. tadas e, para isso, nada melhor gias. No laboratório do Visiona- do que aprender a criar um Formandos do curso EFA no Visiona- rium os formandos sentiram-se blogue, tarefa facilitada com a rium, em S. Maria da Feira Alunos do curso de Panificação e Pastelaria de visita a Bruxelas O s alunos da turma do curso de Pani- ficação e Pastela- ria, da Escola Básica e Secun- dária Ferreira de Castro, realiza- ram entre os dias 28 e 30 de Mar- ço, uma Visita de Estudo à cidade de Bruxelas - Bélgica. Tiveram oportunidade de visitar o Parla- mento Europeu e, assim, compreender melhor o so chocolate. Houve ainda tempo para visitar a parte funcionamento da União Euro- histórica e turística da cidade: a Grand Place, o peia. Um dos pontos altos da Manneken Pis, as “Chocolateries” e o famoso Ato- visita foi a participação num mium. Uma viagem inesquecível para muitos destes worshop de chocolate, ou não alunos. fosse a Bélgica o país do delicio- Alunos do CEF - Empregado Comercial visitam hipermercado 8ª Avenida N o passado dia 24 de Fevereiro de 2011, os alunos do Curso CEF – Empregado Comercial – da Escola Básica e Secundária de Ferreira de Castro, realizaram uma visita de estudo ao Hipermercado Continente e ao Centro Comercial 8ª Avenida - S. João da Madeira. Os alunos tive- ram oportunidade de visitar os armazéns do Hipermercado com uma expli- cação especializada acerca dos procedimentos de gestão e controlo de stocks, disposição, localização, ” ilhas” de produtos no espaço comercial e serviços pós-venda. Identificaram e caracterizaram ainda, os diferentes estabelecimentos comerciais e a sua localização no centro comercial. É longo o caminho por meio de teorias, mas breve e eficaz por meio de exemplos. “A sabedoria do mestre, não deverá estar somente em cumprir metas e leccionar conteúdos, mas acima de tudo, desocultar as inúmeras competências que existem em cada jovem” Séneca Página 11
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    Visitas de estudo III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Visita a Mafra dos alunos do 3º ano do Ensino Profissional N o passado dia 11 de Março, as quatro turmas do 3º ano do Ensino Profissional deslocaram-se a Mafra para mais uma visita de estudo dinamizada pela disciplina de Português. A visita estava relacionada com um dos conteú- “Achei a visita muito enriquecedora! dos programáticos a abordar no módulo 12 dos Já tinha estado antes no Convento de cursos profissionais: Textos Narrativos e Descri- tivos - Memorial do Convento, de José Sarama- Mafra, mas nunca tinha sido tão go (obra de leitura integral) pelo que a visualiza- esclarecida como fui desta vez” ção da representação da peça, Memorial do Ana Monteiro Convento e a visita temática ao Palácio Nacional de Mafra eram de grande importância para incentivar e facilitar a leitura e compreensão “Na parte da manhã, visitámos o desta obra e as expectativas de professores e convento, acompanhadas pela guia alunos eram elevadas. Ana Rita Pinto, uma guia De facto, esta visita não só permitiu aos alu- extremamente simpática que explicava nos visitar o espaço onde se desenrola a ação tudo muito bem. principal da obra, como também lhes deu a pos- Adorei conhecer o convento, aprendi sibilidade de contatar diretamente com aspetos da época, locais reais onde viveram algumas das muito com a nossa guia, consegui personagens históricas referidas em Memorial tirar bastantes apontamentos, ao do Convento. longo da visita, na qual obtive um De salientar igualmente a importância da visi- conhecimento mais abrangente sobre ta temática que foi orientada por um guia que forneceu aos alunos informações importantíssi- a obra.” mas acerca da intriga da obra, acerca da sua Andreia Oliveira dimensão crítica, acer- “Estou convicta que esta visita de ca de aspe- tos simbóli- estudo nos enriqueceu bastante não só cos ligadas porque a nossa guia explicava ao espaço e bastante bem as coisas, fazendo-nos às persona- uma boa contextualização histórica gens, para além de apesar de falar rápido, mas também outros ele- porque estávamos no local dos mentos rele- acontecimentos.” vantes para Catarina Santos “penetrar” no universo ficcional sugerido na obra. “No convento, à tarde, fomos ver a A visualização da representação da peça, que peça de teatro sobre o Memorial do constitui uma adaptação do texto integral, con- Convento e tenho a dizer que gostei tribuiu certamente para que os discentes perce- muito, o elenco era muito bom e estes bessem a parte ficcionada da obra, a crítica nela incentivaram-me a ler o livro, pois presente e até alguns aspetos que poderiam pas- transmitiram ao público uma boa sar despercebidos se não assistissem à represen- história, cheia de emoção, ironia e um tação no próprio local. É sempre enriquecedor pouco de comédia.” ver o texto em ação, em particular um texto Adriana Santos escrito num estilo muito especial como o de Saramago. “Em suma, gostei da visita no seu Como balanço global podemos afirmar que a todo, mas principalmente por me ter atividade superou as expectativas. As alunas do dado uma noção geral da obra e por 3º ASC em resposta ao desafio lançado pela me ser possível agora lê-la e analisá- professora no blog da disciplina confirmam la sem grandes obstáculos!” largamente esta conclusão. Arlete Silva Memorial do Convento, de José Saramago Página 12
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Visitas de Estudo Viagem à Turquia no âmbito do projecto „The colour red‟ - Comenius N o âmbito do projecto „The colour red‟ - Comenius foi realizada uma dentro das escolas é proibido o uso do véu, bem como de cal- ças de ganga. conhecer alguns aspectos do nosso país. Foram apresentados quatro trabalhos: o primeiro nos e os professores foram brindados com algumas surpre- sas. Assistiram a uma recriação viagem, entre os dias 27 de De acordo com a opinião dos de um casamento turco e a dan- Fevereiro e 6 de Março, à Tur- participantes nesta viagem, a ças do ventre e realizaram algu- quia. Cinco intervenientes esti- participação em rituais nas mas actividades como a “Art of veram envolvidos na visita, três mesquitas foi bastante interes- marbelling‟, que consiste na alunos do 11ºA (Ana Margari- sante, visto que testemunharam marmorização de papel numa da, André e Micael), a profes- realmente a rotina religiosa sora coordenadora do projecto muçulmana, desde o prestar Alexandra Esteves e o professor culto a Alá até aos costumes Mário Matos. mais minuciosos como a ablu- A estadia com as famílias de ção (“lavagem”) antes de cada acolhimento foi uma parte oração, o descalçar-se para importante no intercâmbio, pois entrar nas mesquitas, o acordar sobre dados estatísticos nacio- puderam compartilhar a sua ao som dos minaretes (do turco nais sobre os casamentos ou vida com uma família diferente minare), local de onde o almua- divórcios, o segundo também observando as diferentes de estatística, mas neste caso maneiras de viver a vida dos como resposta ao questionário superfície aquosa. Criaram „Emotions and Drives‟, o ter- verdadeiras obras de arte que ceiro em relação ao Bispo Con- trouxeram para Portugal! de Manuel Pina e a sua influên- Os objectivos alcançados foram a melhoria das compe- tências dos alunos no uso de línguas estrangeiras (inglês) e o desenvolvimento da tolerância e do trabalho de equipa. dem anuncia as cinco chamadas Os representantes da Alema- diárias à oração, entre outros. nha, Bélgica, Itália, Noruega, turcos. Os alunos ficaram sur- Visitaram também alguns Portugal (Cuba) e Turquia preendidos ao saberem, entre monumentos importantes de encontrar-se-ão em mobilidade outras coisas, que os homens se Istambul como a Mesquita Azul em Portugal no período de 3 a beijam, em forma de cumpri- e o Grande Bazar. 11 de Maio de 2011. Na nossa mento; que as pessoas não Além da visita a Istambul, cia na sociedade e, por último, a Escola as actividades desenvol- usam calçado dentro das suas visitaram as grutas em Eregli apresentação do filme sobre o ver-se-ão de 3 a 7 de Maio. onde, segundo a mitologia, Amor de D. Pedro e Inês de Apelamos a toda a comunida- Hércules matou Cêrberus – o Castro. de escolar para um acolhimento cão de três cabeças que guarda- Estes trabalhos receberam tipicamente português, de modo va o inferno. Visitaram, tam- uma avaliação positiva por a que no final professores e bém, Amasra e Safranbolu, parte dos professores envolvi- alunos estrangeiros possam onde os professores e os alunos dos dos outros países que consi- dizer como o Papa Bento XVI: aprenderam mais sobre a cultu- deraram muito boa a apresenta- "Guardo na alma a cordialidade ra turca. ção bem como o envolvimento e acolhimento afectuoso, a Esta estadia na Turquia não dos alunos e dos professores forma calorosa e espontânea do foi meramente turística, mas nas diversas actividades realiza- povo português". habitações; que as mulheres, também envolveu trabalhos das na Turquia. durante o período menstrual, realizados pelos alunos que Além da apresentação dos estão proibidas de rezar e que tinham por objectivo dar a trabalhos portugueses, os alu- Alunos de vários países europeus vão estar na nossa Escola no dia 5 de Maio D e 3 a 7 de Maio, alunos belgas, italianos, noruegueses, ale- mães, turcos e portugueses, vão participar em diversas iniciati- vas do projecto Comenius. Neste âmbito, no dia 5 de Maio estes estu- dantes irão passar o dia na Escola Básica e Secundária Ferreira de Cas- tro, o que constituirá um grande momento de intercâmbio cultural. Página 13
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    Iniciativas e Projectos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Projecto Diversão Solidária está aberto em quase todos os No Espaço Diversão Solidária educativa e uma parte é gasta períodos do tempo lectivo, desenvolvem-se iniciativas na aquisição de materiais para a graças à existência de um diversificadas. A base deste manutenção do Espaço Diver- número já bem significativo de espaço é a utilização de jogos são Solidária. voluntários. Importa esclarecer variados, mas, por vezes, são que estes voluntários fazem concretizadas outras iniciativas. atendimento no Espaço Diver- No final do primeiro período são Solidária, mas também montou-se uma “Árvore de triagem dos materiais doados e Natal Solidária”, que consistiu organização dos mesmos na arrecadação criada para o efei- to, já que além do EDS, o PDS também tem uma arrecadação I niciou-se na nossa escola, onde organiza bens doados, no primeiro período, o para depois serem encaminha- Os objectivos a que este pro- Projecto Diversão Solidária dos. jecto se propôs estão a ser con- (PDS). Projectado e aprovado No final do primeiro período seguidos na sua plenitude. Exis- no ano lectivo transacto, foi foi feito um balanço, sob forma te agora na escola um espaço neste ano lectivo que começou de relatório, que foi encaminha- onde os alunos se divertem e a ser concretizado. do para o Conselho Pedagógi- em receber donativos de mate- ocupam os seus tempos livres, A implementação deste pro- co. Desse balanço transcrevem- rial escolar, em que os doadores uma oportunidade da comuni- jecto teve como objectivos se aqui alguns pontos de maior os colocavam na mesma árvore dade educativa ser solidária e proporcionar aos alunos da relevância: de modo a preenchê-la com um apoio extra a elementos da escola um espaço para ocupa- “… enfeites diferentes e solidários. comunidade educativa mais rem os seus tempos livres, 1.No Projecto Diversão Soli- Esta árvore foi um sucesso, carenciados financeiramente. envolver a comunidade educati- dária trabalham 87 voluntários; tendo-se conseguido preenchê- Julga-se justo fazer um la por completo com inúmeros balanço extremamente positivo va numa iniciativa solidária/ 2.Já foram feitas 57 doações, lápis, canetas, marcadores… deste projecto, até ao momento. divertida e apoiar pessoas da com um aproveitamento de 469 comunidade educativa da nossa que podem agora ser encami- Obrigada a todos os que têm bens materiais para o PDS; nhados. participado, doando, fazendo escola que mais necessitam. 3.O Espaço Diversão Solidá- Neste segundo período já voluntariado, apoiando, incenti- ria tem à disposição para a decorreu a “Feirinha Solidária”, vando e frequentando o espaço. comunidade educativa 69 jogos onde foram vendidos, a preços Graças a todos, o projecto para requisição; simbólicos, bens materiais arrancou com sucesso! 4. Com a requisição dos novos doados por empresas que "A solidariedade é o senti- jogos arrecadou-se, até meados têm familiares a frequentar a mento que melhor expressa o de Fevereiro, 116,81€; nossa escola. Esta iniciativa respeito pela dignidade também correu muito bem, humana." 5.O projecto tem sinalizados tendo-se arrecadado uma quan- Franz Kafka 8 casos para auxílio; tia bastante satisfatória. CONTINUE A sala de jogos (Espaço Já foi possível encaminhar Diversão Solidária - EDS) abriu Quase todo o dinheiro que se A AJUDAR-NOS 104 bens materiais para os consegue adquirir serve para A AJUDAR! no dia da inauguração no novo beneficiários sinalizados. Bar da escola, a 2 de Dezembro colmatar necessidades materiais …” que existam na comunidade A COORDENADORA: de 2010. Actualmente, o EDS Peddy Paper - um dia diferente, mas divertido N a sexta-feira dia 8 de Abril, 92 alunos do ensino básico da nossa escola participaram no Peddy Paper “Gestão em Movimento” com organização do 2.º e 3.º anos do curso profissional de Técnico de Gestão. Os grupos encontraram -se no átrio da escola entre os dois blocos onde lhes foram atribuídas as identificações e instruções. Um Peddy Paper consta de jogos de observação e de muita atenção para poderem descobrir as pistas que lhe são dadas. Os grupos iam saindo e respondendo a diversas perguntas para encontrar as pistas e avançar. À medida que respondiam, descobriam curiosidades sobre questões económicas e financeiras. Neste contexto de crise é importante alertar os alunos e pôr à prova os seus conhecimentos sobre curiosidades do concelho, da Europa e também sobre reciclagem. No último posto cada grupo (eram 23 o que demonstra o êxito desta iniciativa da Área Disciplinar de Ciências Sociais e Gestão) teve que escrever o refrão de uma música num mural preparado para o efeito. Este jogo serviu para, de forma pedagógica e divertida, fomentar a educação para a cidadania e o exercício pleno da mesma. Com este dia diferente aprendemos a trabalhar em grupo, a observar, a orientar e reconhecer a importância dos ensinamentos da escola no nosso dia-a-dia. Embora tenha sido cansativo, divertimo-nos muito e queremos repetir. Página 14
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Iniciativas e Projectos Palestra sobre consumo e qualidade da água N o dia 22 de Março de 2011, dia mundial da água, foi apresentada pelas vida e obter informação acerca dos indicadores que nos permi- tem averiguar se uma água se futuro, sendo esta uma área que interessa também a nível pes- soal a toda a comunidade. 14h30, na biblioteca escolar, encontra poluída ou não. Agradecemos a presença da uma palestra acerca da temática A palestra correspondeu às Prof. Dr.ª Maria de Natividade do consumo e indicadores de nossas expectativas, visto que Vieira e da sua aluna Ana qualidade de água dada pela contou com mais de 70 pessoas Ribeiro e de todos os alunos professora Prof. Dr.ª Maria de a assistir, a maioria com críticas que se deslocaram à nossa Natividade Vieira, docente na positivas acerca da mesma. palestra. Faculdade de Ciências da Uni- Na nossa opinião, a palestra versidade do Porto, e pela sua foi extremamente produtiva e Os alunos do 12º A: Carlos aluna Ana Ribeiro, a frequentar esclarecedora, visto que nos Miranda, Daniel Rocha, Pedro um Mestrado. O objectivo prin- mostrou uma área da Universi- Bastos e Pedro Pereira. cipal da palestra era sensibilizar dade que os alunos do curso de a comunidade escolar para a Ciências e Tecnologias da nos- poupança deste bem essencial à sa escola poderão seguir no Palestra sobre “A oncologia na nossa vida” oncológicos da mama no movimento Com a informação que estas três oradoras „‟Reviver‟‟ de apoio a estas vítimas), a D. apresentaram atingimos, e até superámos, os Fernanda (um caso de sucesso de cancro nossos objectivos, uma vez que ficou bem da mama), e contactámos a escola de patente a ideia de que é muito importante enfermagem, que convidou um profissio- prevenirmo-nos, conhecer e enfrentar o cancro nal do IPO – Enfermeira Isabel Estevinho. para que ele não leve a melhor sobre nós, O público era constituído por alunos de sobre a nossa vida: “Com a prevenção, a cura ciências e tecnologias do 12º e 11º anos e não será em vão”. professores da escola. A palestra foi uma actividade que nos deu Depois de um pequeno atraso, demos bastante trabalho, mas durante a sua realiza- inicio à palestra apresentando sucintamen- ção e no final pudemos sentir a recompensa N o dia 1 de Março de 2011 teve lugar na biblioteca da Escola Bási- ca e Secundária Ferreira de Castro a pales- te o nosso projecto. A primeira oradora foi a Dra. Suani, que falou sobre a importância do apoio psico- que fez com que tudo valesse a pena. Esperamos que esta actividade tenha sido útil para o público presente e que tenha aberto tra organizada pelo nosso grupo de Área de lógico no processo de aceitação e cura a sua mentalidade para a importância da pre- Projecto - „‟A Oncologia na nossa Vida‟‟. desta doença. Seguiu-se a D. Fernanda venção, aceitação e luta contra o cancro. Esta palestra é um dos nossos produtos que, com o seu exemplo de coragem e finais e tinha como objectivo desmistificar perseverança, emocionou toda a plateia. Carla Costa o cancro dando a conhecer a parte científi- Por fim tivemos o prazer de ouvir a Enf.ª Maria João Silva ca desta doença e alertar para a prevenção Isabel Estevinho, que trabalha no I.P.O. do Sara Silva sensibilizando a comunidade escolar. Para Porto há 8 anos e focou a sua participação Sofia Rodrigues isso convidámos uma psicóloga, a Dra. na prevenção de cancros como o da mama, 12.ºA Suani Costa (que acompanha doentes da pele e do pulmão. Palestra sobre ciências aeronáuticas Palestra sobre a importância do sono N o passado dia 17 de Fevereiro realizou regras de segurança a ter em conta ao exer- cer esta profissão, a aplicação de alguns exercícios de segurança necessários em R ealizou-se no passado dia 21 de Março a Palestra "Importância do sono nas Aprendizagens", orientada pela DRª Núria -se uma palestra, caso de urgência. Madureira e DRª Helena Estevão, do Laborató- no âmbito da dis- Por parte do público foram colocadas rio do Sono e Ventilação do Hospital Pediátrico ciplina de Área de várias questões que foram devidamente de Coimbra, destinada aos alunos do Ensino projecto, do grupo esclarecidas. Secundário, no âmbito do Projecto "Escola Com “O futuro da aviação” sobre ciências aero- Foi uma palestra bastante esclarecedora Saúde". Esta Palestra, teve como principal náuticas e tinha como palestrante o Sr. para a comunidade escolar e permitiu objectivo sensibilizar os alunos para o papel Comandante Paulo Soares. Esta palestra conhecer a vida de um piloto de linha essencial que o sono tem na vida dos adolescen- foi uma conversa informal na qual o aérea. tes, nomeadamente na capacidade de adquirir Sr. Comandante interagiu com a assistên- informação e posteriormente de a organizar e cia e expôs a sua experiência de vida. Ana Isabel estruturar, tornando-os capazes de tomar deci- Ao longo desta conversa foram aborda- Ana Margarida sões e de resolver problemas. dos vários temas, tais como: as várias Página 15
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    Iniciativas / Projectos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Segredos para o sucesso no desporto No âmbito da disciplina de poderão ter uma vida fácil em Área de Projecto, Diogo Ferrei- termos de futuro, mas ainda ra, Joel Barbosa e Jorge Costa assim após a carreira deverão entrevistaram o treinador em ter de continuar a trabalhar. maior destaque na Liga Orangi- Nunca se esqueçam que a car- na de Futebol, Pedro Miguel. O reira de um desportista é curta e objectivo desta entrevista foi o que estão sempre sujeitos a de procurar compreender lesões que podem forçar o fim melhor a forma como seniores e da carreira ainda mais cedo. jovens atletas se devem empe- nhar no desempenho das suas Este grupo tem ainda como funções a nível escolar e profis- objectivo, futuramente, realizar sional. uma sessão na nossa escola com Na opinião de Pedro Miguel, o ex-jogador de futebol Carlos os jovens jogadores devem Secretário, a qual terá como colocar a escola em primeiro objectivo sensibilizar os jovens Entrevista realizada nas imediações da U.D. Oliveirense lugar e, os seniores, deverão ter atletas para a importância de um emprego externo que lhes compatibilizarem o desporto dê segurança financeira. Isto é a importância de ter ambição de PM: O futebol hoje em dia não com a a sua formação académi- um ponto muito importante triunfar em tudo na vida: é como as pessoas pensam. Se ca. Para além disto, os elementos para os jovens jogadores, que chegarmos a um patamar eleva- do grupo têm estudado docu- deverão preocupar-se em estu- A vida no mundo do desporto do, poderá dar um futuro seguro/ mentação variada no âmbito do dar para poder ter um emprego é suficiente para levar uma vida próspero, e quando digo patamar tema. no futuro que lhes dê estabilida- sem dificuldades e sem preocu- elevado, não falo da 2.º e 1.º liga, de financeira, porque o futebol pações, ou é necessário ter uma mas sim dos melhores clubes Diogo Ferreira não é suficiente. outra profissão? portugueses ou em clubes estran- Joel Barbosa Pedro Miguel destacou ainda geiros. Neste caso, os jogadores Jorge Costa 12º E Supercondutividade e Eficiência Energética “Supercondutividade e Eficiência Energética” é o nome do projecto dos alunos Fábio Rodrigues, André Gomes, João Cravo, João Alves e João Silva do 12ºB. O nosso objectivo é divulgar a Supercondutividade e demonstrar a sua utilidade para o futuro. O principal produto do nosso projecto é um protótipo no qual um objecto levite por Supercondutividade. Para isso vamos utilizar uma placa de ferro na qual estarão magnetes dando a forma da nossa pista. Será também necessário material supercondutor (em forma de disco) que será arrefecido com azoto Fábio Rodrigues líquido, até a uma temperatura muito baixa (cerca de -190 °C), e o disco levitará. Este material é caro André Gomes pelo que contamos com a ajuda do IFIMUP (Instituto de Física dos Materiais da Universidade do Por- João Cravo to) que nos emprestará este material. Mais se informa que podem acompanhar a evolução do nosso João Alves projecto no blog: www.supercondutieficiencia.blogspot.com. João Silva 12º B Os sonhos O nosso trabalho debruça-se sobre o Todavia, nada nos impede que no fim do tema “os sonhos”. Os sonhos são um tema trabalho possamos ter a nossa opinião. que apresenta diversas perspectivas, mas o Todo este conteúdo, entre outros aspec- grupo baseou-se em apenas quatro: de tos (que não estão aqui enunciados) Freud, de cépticos, da taróloga Helena poderão ser encontrados no site que o Martins e de um padre. grupo ainda está a preparar durante as Vamos ainda realizar entrevistas a um aulas de Área de Projecto. O site será psicólogo e a uma pessoa depressiva e divulgado em breve, quando a nossa saber até que ponto os sonhos influenciam pesquisa estiver totalmente concluída. o nosso quotidiano. Este aspecto irá conter Este mesmo site servirá como um “livro exemplos de casos verídicos, acerca da aberto” ao qual todas as pessoas podem existência de sonhos premonitórios. aceder e até mesmo Porém, nós, como grupo que está a fazer intervir esclarecendo Ana Sofia uma investigação sobre este assunto, não todas as suas dúvidas Mariana devemos defender qualquer tipo de posi- que serão respondidas Marta ção. Por esta mesma razão temos que ser pelo próprio grupo. Sara Almeida imparciais, para chegarmos a uma verdade. 12º E Página 16
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Iniciativas / Projectos A Domótica Preservação Ambiental Para a disciplina de AP, o nosso grupo efectuou um projecto baseado na domótica. Esta consiste na automatização de certos mecanismos domésticos tais como abertura de persianas, portões, portas, acender luzes e regular sua intensidade segundo a luminosidade exterior, etc. A domótica não só facilita a execução destas tarefas como permite poupar energia e tornar a casa mais eficiente. Portanto, o nosso projecto con- siste numa maquete em que aplicamos não só a domótica mas também energias renováveis. Nesta maquete iremos ter a regulação da ligação e intensidade destes leds e abertura de persianas segundo a luminosidade exterior que irá ser detectada por um sensor de luminosidade. Um pai- nel fotovoltaico irá alimentar o circuito dos leds, isto é, das luzes da casa. Seremos patrocinados pela Empresa IDr, que nos irá emprestar a central de domótica para a Joel Almeida regulação destes mecanismos. Tiago Almeida Esta maquete está projectada para ter estes meca- Fábio Martins . Aspecto do rio Ul em S. Roque nismos controlados por esta central, ou seja, é tudo 12º B automático e regulado pela intensidade da luz exte- Com tanta poluição e tantos maus hábitos de vida à nossa volta, rior de forma a tornar esta casa eficiente. está nas nossas mãos salvar o Planeta Terra do poder destrutivo da espécie humana. Por isso, enveredámos por este projecto, a “Preservação Ambien- tal”, que tem como objectivos práticos o cálculo da Pegada Ecológi- ca da comunidade escolar, análises químicas e biológicas à água do rio Ul e, principalmente a sensibilização da população para os peri- gos das nossas acções. Até agora, já realizámos os questionários relativos à Pegada Eco- lógica e anotámos os resultados, recolhemos amostras da água do rio e realizámos as primeiras análises quí- micas e começámos a elaboração de um Ana Ribeiro documentário e de um panfleto que, poste- Cátia Salvador riormente servirão de síntese de todo o Daniel Tavares nosso trabalho realizado ao longo do ano Marisa Flook lectivo. Estes últimos contêm informação Marta Inácio de três animais que escolhemos entre aque- 12º B les que se encontram em perigo. Sejam amigos do ambiente! As praxes e a vida académica Para a disciplina de Área de Projecto Mais uma vez, através dos inquéritos, do 12º ano estamos a realizar um traba- verificámos também, que vários alunos lho sobre as praxes e a vida académica. desconhecem que este tipo de direitos Temos como principal objectivo dar a existe. conhecer estes dois temas mais aprofun- Presentemente, estamos a apurar todos os dadamente, pois, embora pareça que resultados dos inquéritos e a elaborar os todos sabem o que são as praxes, na respectivos gráficos para no futuro apre- realidade, não é isso que acontece. sentarmos as várias conclusões que reti- Como pudemos verificar através dos rámos. Nestes mesmos inquéritos colocá- inquéritos que realizámos a todas as mos ainda questões sobre o que os alunos turmas do Secundário, muitos dos alu- consideram poder vir a ser um obstáculo nos desconhecem a verdadeira essência à sua aprendizagem universitária, como das praxes e o que estas implicam na por exemplo, a separação da família, a vida de um estudante académico. conciliação entre os estudos e as festas Até ao presente momento, já seleccio- académicas, o facto de se tornarem inde- námos bastante informação e recolhe- pendentes, entre mos inúmeras notícias que dão conta de outros. Andreia Ribeiro casos verídicos de praxes violentas. Iremos apresentar Jaquelina Vinagre Joana Tavares Sendo assim, vamos também focar-nos no Dia da Escola o Patrícia Guimarães nos Direitos Anti-Praxe, que defendem nosso trabalho final, Rossana Santos aqueles que optam por não ser sujeitos a estas práticas, por não as esperando assim esclarecer algumas dúvidas em 12º E considerarem fundamentais para a sua integração na Universidade. relação ao nosso futuro universitário. Página 17
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    Iniciativas / Projectos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Viver ultrapassa qualquer entendimento Vida? Esta palavra tão pequena, talvez insignificante para alguns, mas com tanto significado para outros… E defini-la? “Estado de acti- vidade dos animais e plantas; o tempo que decorre desde o nascimento até a morte; existência; modo de viver… ”. No entanto, para nós, esta definição não basta e com este projecto pretendemos dar uma diferente noção de vida. Queremos valorizar tanto a parte celular que nos constitui e permite viver, sendo a célula a base da vida, como também todas as fases por que cada um de nós, como indivíduos e seres racionais vive. Um dos constituintes da célula é o núcleo que por sua vez contém todo o material genético capaz de sofrer alterações. Algumas dessas alterações (mutações), infelizmente, podem prejudicar irreversivelmen- Alberto Fontes te o individuo, pois provocam alterações não só físicas como também psicológicas, tendo o individuo e as pessoas que Daniela Carvalho o rodeiam que lidar diariamente com essas limitações. Todos iguais mas todos diferentes… Francisco Cruz Visitem o nosso blogue: Inês Nogueira http://biogene12.blogspot.com/ Sónia Barcelos 12º A A oncologia na nossa vida pretendemos des- mos ter uma vida mais tranquila queremos transmitir é para a mistificar o cancro e e segura, detectar um possível vida e é para pessoas com e dar a conhecer a luta cancro a tempo e evitar um sem cancro, para pessoas novas permanente das estádio de doença mais avança- e idosas, para pessoas como tu! vítimas oncológicas do. Previne-te e ajuda os teus pela vida. Com a realização do nosso familiares e amigos a fazê-lo Escolhemos como trabalho esperamos obter esta- porque “Com a prevenção, a Somos um grupo de alunas do lema do nosso projecto “Com a tísticas (através de questioná- cura não será em vão”. 12. °A e, no âmbito da disciplina prevenção, a cura não será em rios e pesquisa na internet), de Área de Projecto, estamos a vão”, pois pretendemos sensibi- comparações entre células sau- Carla Pinto da Costa desenvolver um projecto cujo lizar a comunidade escolar para dáveis e células cancerígenas, Maria João Silva tema é “A Oncologia na nossa a importância de estarmos aten- uma brochura, uma palestra, Sara Parreira da Silva Vida”. tos a determinados sinais do panfletos e um filme. Sofia Rodrigues Escolhemos este tema porque nosso corpo. Deste modo pode- A mensagem de luta que 12º A A Auto-estima e as Perturbações Psicológicas Cátia Martins Somos um grupo de Área de visitámos o hospital psiquiátri- estima saudável poder ser o Marina Tavares Projecto do 12ºA e o tema do co Magalhães de Lemos, no “motor” da vida, aquilo que nos Sílvia Xará nosso trabalho é: “A Auto-estima Porto, que nos alertou para a faz crescer como indivíduos, e Tânia Amorim e as Perturbações Psicológicas”. discriminação que existe para daí ser tão essencial gostarmos A nossa escolha foi baseada no com os doentes mentais e reuni- de quem somos. 12º A facto de todas nós gostarmos de mo-nos com o projecto “Cuidar psicologia e concluirmos que este de Quem Cuida”, que nos irá seria um tema muito interessante ajudar a perceber de que forma de desenvolver e, além disso, o acto de cuidar de pessoas com actual, que cada vez é mais falado perturbações psicológicas pode e investigado. afectar um indivíduo. Temos curiosidade em saber até Em suma, através de cartazes, que ponto o ambiente stressante panfletos, uma brochura e em que vivemos nos dias de hoje outros produtos finais e activi- afecta a nossa auto-estima, averi- dades, pretendemos divulgar a guar a importância que o amor- importância da prevenção des- próprio tem na nossa vida e perce- tas perturbações, uma vez que ber de que maneira “gostarmos de estas nos podem aprisionar, nós próprios” pode ajudar a preve- tornar pessoas incapacitadas e nirmo-nos de ter certas doenças. dependentes dos outros. Além Até ao momento aplicámos disso, queremos alertar as pes- inquéritos sobre esta temática, soas para o facto de uma auto- Página 18
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Iniciativas / Projectos Medicina Legal e Ciências Forenses Somos 5 alunos do 12ºA de Área de Projecto. Foi-nos proposto que tema. Este vídeo vai ser o grande desafio do nosso trabalho. Pre- realizássemos um projecto no âmbito desta mesma área e, por conse- tendemos fazer dele o grande destaque do nosso trabalho. quência decidimos enveredar por um caminho mais científico. Sem Para concluir a nossa apresentação, podemos referir que dentro qualquer tipo de dúvida, elegemos como tema para projecto: deste projecto, também iremos exercer outros pequenos projectos “Medicina Legal e Ciências Forenses – Importância para o Mun- como inquéritos, folhetos informativos e visitas de estudo. Visto do”. tudo isto, pretendemos obter a maior taxa de sucesso possível e Medicina Legal é uma especialidade médica e jurídica que utiliza que todos os objectivos sejam alcançados. conhecimentos técnico-científicos da Medicina para o esclarecimento de factos de interesse da Justiça. Faz uso das técnicas do campo das Ciências Forenses para corroborar teorias/hipóteses. Após esta explicação mais teórica, de modo a esclarecer os mais desatentos, falaremos agora um pouco mais do que vamos produzir ao Bruno Soares longo do nosso projecto. Em primeiro lugar, para esclarecermos a comunidade escolar, iremos Bruno Pinto realizar uma palestra educativa, com a especial presença do ilustre Fábio Prof. Dr. José Eduardo Pinto da Costa. Esta mesma palestra terá lugar Miguel na Biblioteca Escolar da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro Rui Gomes no dia 6 de Abril. 12º A Pretendemos também realizar um vídeo de sensibilização sobre o http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://2.bp.blogspot.com/_knKwC7KUIEU/ Projecto: “O futuro da aviação” Somos um grupo de Área de Projecto “amigo do ambiente”, que será adaptado do 12º ano que está a desenvolver um de forma a possibilitar o uso de combus- projecto no âmbito das Ciências Aero- tíveis alternativos. náuticas. O nosso projecto tem como Para informar e sensibilizar a Comuni- objectivo final construção de um avião dade Escolar para a importância do nosso de aeromodelismo movido a m combustí- projecto, iremos, ao longo deste ano vel alternativo – o bioálcool. lectivo, promover algumas actividades. Uma vez que os veículos aéreos O combustível que vamos utilizar irá actuais, devido à combustão dos combus- ser produzido por nós, sendo este um dos tíveis fósseis, estão a contribuir, e muito, produtos esperados. para o aumento do nível de poluição do No final do presente ano lectivo, ire- nosso planeta, o nosso protótipo pode vir mos apresentar a toda a a ser útil na indústria aeronáutica tornan- comunidade escolar os Ana Isabel do-a menos poluente. frutos de um ano de Ana Margarida Assim, os principais objectivos do trabalho que esperamos Joana nosso projecto baseiam-se na construção que seja do agrado de Liliana http://www.google.pt/imgres?imgurl=http://1.bp.blogspot.com/_neL6Iukd9xY/ de um avião de aeromodelismo inovador todos. 12º B Natureza Animal Escolhemos este tema porque todos sentimos uma grande afinidade pelos animais. É um tema pouco explorado e cada vez mais necessário de ser aprofundado. Vamos abordar muitos subtemas desde a biodiversidade na Península Ibérica e no Mundo, até às causas de extinção, passando pelas tradições que envolvem os animais e os abusos cometidos contra eles. Neste momento estamos a desenvolver um projecto que consiste na angariação de bens para ajudar a”Associação Amigos dos Animais de São João da Madeira”. Esta associação tem à sua responsabilidade vários animais de estimação, sobrevivendo de donativos. Estamos também a criar um blog (http://anaturezaanimal.blogspot.com) para expormos todas as nossas actividades. Gostávamos também de utilizar o dia da Escola para criar o Dia da Adopção, aberto a toda a comunidade, de modo a promover a adopção dos animais. O nosso grupo vai também propor à turma fazer uma visita de estudo ao Jardim Zoológico da Maia com um guia que nos irá explicar Patrícia Duarte alguns dados que nos possam ajudar numa pesquisa mais aprofundada acerca da diversidade de Inês Silva animais. Rui Pinho Um dos nossos principais objectivos é fazer com que as pessoas se apercebam de que os animais Rita Almeida não são brinquedos, mas sim seres que merecem todo o nosso carinho e respeito. 12º A Sê humano e ajuda-nos a ajudá-los! Página 19
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    Iniciativas / Projectos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Problemas ambientais - consumo e qualidade da água Somos um grupo constituído lhermos informação acer- pelos alunos Carlos Miranda, ca dos seus hábitos de Daniel Rocha, Pedro Bastos e utilização da água. Pedro Pereira (da turma 12ºA) Para culminar o nosso e, no âmbito da disciplina projecto, iremos proceder Área de Projecto, estamos a à elaboração de um docu- desenvolver um projecto acer- mentário, onde se inclui- ca da temática dos problemas rão inquéritos filmados a ambientais, concretamente na pessoas da localidade, as área do consumo e qualidade visitas de estudo à Univer- de água a nível mundial e, sidade do Porto, onde particularmente, na região de exibiremos as experiências Oliveira de Azeméis. de análise da água que O nosso projecto apresenta realizámos, e a palestra como objectivos: dada pela Prof. Dr. Maria Analisar a água da região Natividade Vieira. (fontes, poços e da própria Consideramos que este canalização), averiguando se a projecto será extremamen- água se encontra dentro dos Rio Caima te útil, pois demonstrará o limites para o consumo huma- estado da água na região e no; os hábitos da população, e, Averiguar se o Rio Caima, ainda, alertará para a pou- um dos maiores rios da região, se encontra poluído, observando o seu pança da água, visto que é um bem cada vez mais escasso, essen- caudal e procedendo a análises de água recolhida ao longo de diferentes cial para toda a população. zonas do caudal do rio; Perceber os hábitos de consumo de água da população de Oliveira de Carlos Miranda Azeméis; Daniel Rocha Sensibilizar a comunidade estudantil e alertar para a poupança de Pedro Bastos água, visto que é um bem essencial em muitas actividades do nosso dia Pedro Pereira -a-dia. Para atingir os objectivos a que nos propomos, elaborámos um inqué- 12ºA rito à população do concelho de Oliveira de Azeméis de modo a reco- Biogás, uma solução eficaz O nosso projecto tem o nome criar o nosso sistema de produ- João Freitas de “Biogás, uma solução efi- ção de biogás que é um protótipo Francisco caz”e o seu principal objectivo é constituído por um recipiente de Marc a criação de um sistema caseiro armazenamento de resíduos, Pedro de produção de biogás a partir termicamente isolado e sem 12º B do aproveitamento de resíduos oxigénio, ligado a outro reci- domésticos. piente onde o biogás vai ser No início do ano lectivo opta- armazenado. mos por escolher este projecto Esperamos poder apresentar por se inserir no tema das ener- este sistema inovador a toda a gias renováveis, aproveitamento comunidade escolar no dia da de resíduos e diminuição da escola e com isso sensibilizar poluição, temas que são bastan- alunos e professores para a tes importantes actualmente. importância que o aproveitamen- Já com o 2º período em anda- to de resíduos para produção de mento, realizamos uma visita ao biogás pode ter no futuro. aterro sanitário de Tondela onde Visitem o nosso blog: é produzido biogás. Esta visita foi fundamental para o desenvol- Biogás 12ºB Biogás, uma solu- vimento do nosso projecto visto çao eficaz! que permitiu ao grupo esclarecer algumas dúvidas e problemas. http://biogas12b.webnode.pt/ Modelo do protótipo do biodigestor Neste momento estamos a Página 20
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Iniciativas / Projectos A importância do Jornalismo no passado, no presente e no futuro Somos alunas da turma E do Gutenberg até à introdução das Qual virá a ser o futuro do 12º.ano do curso de Línguas e mais modernas tecnologias de jornalismo? Humanidades. No âmbito da informação e comunicação no Que impacto terá na socieda- disciplina de Área de Projecto jornalismo, as quais configuram de? propusemo-nos a realizar um o actual paradigma digital na projecto sobre o tema: ”A esfera da comunicação. importância do Jornalismo no Um dos nossos objectivos é o Cátia passado, no presente e no futu- de prever o futuro do jornalis- Lorena ro”. mo, pelo que nos estamos a Mónica Com este trabalho pretende- debruçar sobre as seguintes Sílvia mos analisar as mudanças que questões: Vanessa o jornalismo foi sofrendo ao Será que o jornal em formato 12º E longo do tempo, desde a Era de de papel irá desaparecer? Pequenos Seres, Grandes Heróis! Os fungos têm, hoje em dia, tica, pois produzem uma substân- grandes heróis! culturas de fungos e bactérias uma importância biológica mui- cia bastante útil, a penicilina. Os Com o objectivo de dar a com o intuito de avaliar a tas vezes ignorada. Eles desempe- bolores, responsáveis pela sua conhecer estes fungos à comuni- interacção destes dois organis- nham um papel fundamental nos produção, são uma espécie de dade, iremos desenvolver um mos. ecossistemas, funcionando como fungos muito comuns no quoti- trabalho que demonstre a impor- Ana Rios microconsumidores, sendo os diano, porém, muito desvaloriza- tância destes pequenos seres, que Ana Silva principais responsáveis pela reci- dos e ignorados pela população. de certo modo revolucionaram a Marisa Lopes clagem dos elementos essenciais Aparecem em todos os lares e medicina, com a criação de anti- Sandra Silva aos seres vivos na biosfera. Por são motivo de repulsa. Estes bióticos, tão úteis e essenciais à Tiffany Pinho outro lado, há fungos que são pequenos seres, desprezados pela nossa saúde e qualidade de vida. essenciais na indústria farmacêu- sociedade, são, no fim de contas, Para isso estamos a desenvolver 12º B 24 de Maio - Dia da Escola O dia 24 de Maio, Dia da Escola, perspectiva-se como um importante acontecimento para toda a comunidade escolar, envolvendo actividades que terão a participação activa da comunidade escolar, a começar pelos alunos. Este será um Dia Aberto com actividades alternativas às aulas, durante o qual serão realizados workshops, actividades desportivas e musicais como um mob dancing show, entre outras. Entre o conjunto de iniciativas que neste dia terão lugar, enquadram-se com particular destaque as actividades relacionadas com os temas que estão a ser desenvolvidos na disciplina de Área de Projecto e, entre estas, conta-se a que dará oportunidade aos alunos de criarem uma página do jornal “A Selva”, com o apoio da equipa que neste ano lectivo está responsabilizada pela sua produção: a turma do 12º E. Página 21
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    Iniciativas / Projectos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 “A Selva” - passado, presente e futuro Entrevista com o professor Manuel Borges No sentido de apurar Quando surgiu o jornal da a participação de alunos, mas a escola? mais diversos géneros jornalís- equipa redactorial e a responsa- informação sobre a ticos e/ou literários, mas onde, Perde-se no tempo a origem bilidade principal da edição era história do jornal “A de A Selva. No arquivo que como se dizia num editorial, se de professores, com destaque Selva” - contexto do seu existe na escola, encontram-se dispensava «a mais nua e pura para a professora Maria João nascimento e jornais de 1992, 1994/5/6/7 e linguagem jornalística», isto é, Moreira. um de Maio do ano 2000. Este onde não se procuraria exagerar O número a que tivemos desenvolvimento até à no rigor do texto jornalístico, número de Maio de 2000 terá acesso saído no ano 2000 pare- actualidade - o grupo do sido o último antes da série III admitindo, por exemplo, o ce ter sido feito quase exclusi- 12º E constituído por Ana Milénio que se iniciou em Mar- adjectivo e a linguagem mais vamente por alunos. Carvalho, Sara Agostinho, ço de 2006. Desta série saiu em poética. O objectivo principal Janeiro de 2011 o n.º 11. era levar à participação do Qual foi o impacto na Tânia Paiva e Yhony Alves maior número possível de alu- entrevistou no passado dia No entanto, segundo informa- comunidade escolar? ções recolhidas junto dos pro- nos. Parece-me que nunca foi feito 17 de Março um dos fessores que estão há mais tem- Nos primeiros números essa um estudo do real impacto do principais dinamizadores po na escola, o jornal é mais participação não foi muito gran- jornal na comunidade escolar. do jornal, o professor antigo. Do que se sabe, durante de, mas foi melhorando ao lon- Nestes últimos cinco anos, os anos em que saiu, A Selva go do tempo. tenho a ideia de que os primei- Manuel Borges. passou por várias vicissitudes, ros números tiveram mais teve vários formatos e até este- Quais os instrumentos utili- impacto do que os últimos, ve para mudar de nome. zados? talvez por os primeiros serem, No ano de 2006 ressurgiu a Em 2005/2006 começámos de alguma forma, novidade. ideia de voltar a fazer o jornal por criar cartazes de divulgação Recordo-me de uma última escolar e A Selva reapareceu, e de apelo à participação de página de um dos primeiros honrando o nome (sempre alunos, professores, pais e todos jornais em que constavam as actual), inspirado numa das os outros membros da comuni- fotografias em ponto pequeno principais obras de Ferreira de dade escolar e educativa. Criá- de todos os alunos da escola Castro. mos também um e-mail e pedi- que criou bastante impacto. mos a colaboração de todos os Mas um jornal, ainda que Quem o criou? professores, especialmente dos tenha pouca saída, cria sempre Como não sei exactamente do Departamento de Línguas. impacto e é uma óptima e quando surgiu o jornal escolar Na paginação tivemos alguma memorável experiência, nomea- A Selva, também não sei quem colaboração de alunos do Curso damente para quem o faz e vê, o criou. Em 2006, quando se de Educação e Formação de no fim, a obra concluída. A reiniciou a edição do jornal, os Operador de Pré-Impressão. parte mais difícil tem sido a responsáveis foram os professo- Alguns dos jornais foram distribuição/venda. Era bom res Luís Neto e Manuel Borges. impressos na tipografia e outros que houvesse alunos com cora- na reprografia da escola. De gem para fazer este trabalho de Porque surgiu a ideia? Com todos se procurou fazer divul- forma mais completa, abordan- que objectivos para a comuni- gação no sítio da escola na do todos os alunos no sentido dade escolar? Internet. de ficarem com o jornal… Quando reiniciamos a publi- cação de A Selva, em Março de Alguma vez foi realizado OAZ, 17 de Março de 2011 2006, a ideia era construir um por alunos? jornal que desse voz à comuni- Os dez números que saíram dade escolar, que incluísse os de 2006 a 2010 tiveram sempre Poemas à moda de Camões Tenho saudades tuas Muita gente pode não se lembrar nem se importar Saudades do teu sorriso A maior parte não quer admitir E continuo a deixar cair uma lágrima nas ruas O que está agora a sentir. Todos os dias, de bocado em bocado, eu me martirizo. Eu, por outro lado, admito E mesmo sabendo que partiste agora E estou alegre porque sei Estás aqui, de alguma maneira, no meu coração Que contigo sempre pude contar. Portanto, aqui, a esta hora Margarida Bastos, 10ºF Eu te dedico esta espécie de oração. Página 22
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Poesia Celebração do Estudante Poemas à moda de Camões Pela matina A minha cama fechada Tanto muda, o tempo se encur- Está sempre tudo pesado! Espera já por mim. ta, Seja lápis, Quem dera ser estudante Tão rapidamente a vida permu- Seja papel, Para o resto da vida: ta. Até os olhos que, sempre abertos, Depois de um dia de saber, Sem dar conta da idade desgas- Têm sempre lado semicerrado. Sem pressas, sem querer, tada, Dormir, dormir, dormir. Ficam as memórias, as emoções E os trapos para vestir, No final: a existência devastada Há sempre que saber: Acordar, crescer e seguir. Ainda serve? Cátia Soares, 11º F Esperança? O que quer isso Tem cor desbotada? dizer? Afinal, que vestir? Não tenho nada! Resignada estou quando a minha alma partir Depois de saciado, Basta de mágoa, ira ou vontade Sigo. de sofrer. Caminho. Mariana Ferreira, 10ºF Corro. Depende... De uma forma anormal quero Estarei atrasado ou não? chorar. E quando chego ao destino, Volta a dar, não ma dão. És especial para mim desde que E o ponto de pérola chega te conheci. Em sinal de saudação. De uma forma anormal consigo Sabedoria, sei que é boa, te amar. Mas o que trago, Sonolência, Paremos de fingir, meu querido. Penso que não! Não há nada para dizer Quando nos meus olhos se pode ver Algumas quadras espontâneas Os dolorosos golpes no meu cora- ção ferido. Paremos de fingir, meu amor. A realidade não passa de um Para fazer estas quadras Palavras pequenas precipício inspirar-me-ei em quem? que explicam o sentimento. Onde se concentra toda a dor Sem saber em quem ou em quê Temperaturas amenas De que jamais escaparemos. inspirar-me-ei em alguém. que aquecem e arrefecem o sofrimen- to. Um rosto redondo Meu querido, parei de te mentir carregado de lágrimas. Bonecas sem coração Ainda que em tempos a verdade Uma brisa suave sem saber onde ficar. magoasse. cheia de dádivas. Não há com que se preocupar! Iludi-me! Tudo o que queria era Na minha mão há sempre lugar. sentir Abro o caderno, Mesmo que desse sentimento não vejo páginas rasgadas. Guardar um segredo gostasse. Começo a escrever é viajar clandestinamente. Meu amor, por ti é raro palavras amadas. Sem de nada ter medo, Esconder tal força voraz. Custou é como amar loucamente. Provar tal veneno amargo. Foi Rute Portugal , 8º A caro, Um preço que meu coração não Tanta coisa a dizer. recusou. Algo a escrever. Dias nisto e naquilo… Muita e pouca coisa a fazer. Sinto-me fraca, vulnerável Beatriz Martins 8º A Inocente e incapaz de lutar Contra um mal quase incurável Que dói, que me está a matar. Patrícia Santos, 10ºF Página 23
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    Opinião/Reflexão III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Basta de conformismo e comodismo! N o passado dia 19 de Janeiro visitámos o Museu de Serralves, no Porto, resse de tantos como nós pela política. É importante que nos questionemos sobre a razão de os outros façam por nós ou decidam por nós. Cabe a cada um esse papel. cujo tema central era “Às artes, cada vez menos pessoas vota- E alegar descontentamento ou cidadãos!”. Nesta exposição rem. É importante que nos insatisfação para não votar pudemos observar uma combi- questionemos sobre a razão de, também não é justificação, uma nação da arte contemporânea ainda nas últimas eleições pre- vez que existe o voto em bran- com temas políticos tão actuais sidenciais, mais de metade da co, que tem um significado como a democracia, o civismo, população portuguesa não ter totalmente diferente do não a utopia e a revolução. E ainda exercido o seu direito de voto. voto. Enquanto que não votar é mais numa altura em que a vida Sim, porque é um direito, mas demonstrar puro desinteresse política portuguesa está tão mais do que isso, é um dever, em relação à eleição, votar em turbulenta, é necessário que um dever de todos. Porque é branco é um sinal de protesto, é nós, jovens, saibamos o que se fácil criticar e apontar o dedo e afirmar que apesar de saber as passa à nossa volta e nos ques- dizer que está tudo mal, mas é suas opções, não se encontrou Sofia Pinho tionemos. nessas alturas que se pode fazer nenhuma merecedora do seu 12º E É importante que nos questio- a diferença, e a maioria fica-se voto. nemos sobre a razão do desinte- pelas vãs palavras. Quer queira- Está tudo nas nossas mãos. É mos, quer não, fazemos parte tempo de deixar a conversa em de uma sociedade, e se não casa e ir às mesas de voto. Bas- começar por nós tentar fazê-la ta de tanta conformismo e melhor, por quem começará? comodismo! Não podemos estar à espera que Torna-te “pai” / “mãe” de uma abelha N o meio de tantas obras da exposição “Às artes, cidadãos!” surgiu uma ilha de cultura. Esta ilha iria tornar possível uma união entre espécies humanas (apicultores, adoptantes de colmeias) e não humanas curiosa iniciativa: adoptar um enxame de abelhas! (abelhas, flores). Nestas ilhas, seres A ideia seria combater a morte de espécies diferentes coabitam maciça desta espécie, fenómeno num espaço político, económico e que prejudica o desenvolvimento cultural. das espécies cultivadas, deixando Assim, Serralves disponibiliza de haver polinização. colmeias idênticas à da ilustração A Fundação de Serralves asso- para quem estiver interessado em ciou-se a este projecto com o aderir a esta iniciativa solidária. objectivo de dar resposta a este Se estiveres interessado, deves alarme. Assim, através da adop- contactar a Fundação e pedir mais ção, pretende instalar colmeias informações acerca do projecto. nas cidades e nos campos, nas Lembra-te: todo o ecossistema irá casas particulares e nas escolas, beneficiar desse gesto! nos lugares públicos dos bairros. Adoptar um enxame de abelhas Ana Filipa torna-se uma importante contri- 12º E buição para a formação de uma Página 24
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Opinião/Reflexão Uma “Geração Parva”? A evolução tecnoló- gica introduziu a ideia ilusória de domínio caracterizada pela escas- sez de estágios não remu- nerados ou a alternativa meiro exaurida dos recursos que generosamente absoluto do Homem sobre de caixas de supermerca- disponibiliza, a realidade que o rodeia: a do: afinal, a realidade não depois tendo que máquina tudo resolve e coincide com o mundo suportar a polui- transforma, sugerindo a virtual! ção decorrente possibilidade do Homem A sociedade real revela- dos despojos per- finalmente alcançar o se bastante diversa: ven- manentemente patamar da invencibilida- der é a palavra de ordem - jogados em lixei- de. criam-se necessidades ras gigantescas, Neste mundo de ilusão artificiais, desactualizam- transformadas Ilustração do aluno Diego Manjate, do 12ºD dá-se preferência ao se continuamente sofisti- em recorrentes sucesso, à beleza e à cados produtos a cuja focos de desequi- juventude eterna, presta- concepção presidiu o con- líbrio ambiental. “A crise que as sociedades se culto à imagem fugaz ceito da obsolescência Aquilo que numa pri- ocidentais actualmente em detrimento da reflexão planeada, usa-se e deita- meira impressão pareceria experimentam pode resultar e do conhecimento. se fora, de preferência significar a invencibilida- na oportunidade para a A evolução galopante rapidamente. de do Homem traduz-se definição de soluções do mundo informático O sentido afectivo que afinal no seu enfraqueci- alternativas, para a abriu portas a uma era em outrora se atribuía aos mento, porque se desvalo- valorização criativa de uma que o virtual se confunde objectos é substituído riza a reflexão como sociedade que se pretende com o real, incutindo um pelo desejo desenfreado motor indispensável à mais realista e solidária” sentimento de facilitismo de consumir e por arrasto construção do conheci- a uma existência que, perdem-se igualmente os mento, porque não se Os jovens (actuais alunos todos sabemos, também afectos e o respeito pelo aceita o espaço da derrota, da Ferreira de Castro se compõe de situações de próximo: o sexo banaliza- que promove a reflexão e incluídos) verificam agora frustração. se, os idosos (e o seu confere saber e maturida- que nada têm a ganhar Assim, sem verdadeira- capital de conhecimento de, que humaniza, não se com uma atitude que reve- mente poder ser responsa- resultante de uma larga admitindo como tendo que la tanto de arrogância bilizada por isso, uma experiência de vida) são naturalmente participar da como de ingenuidade rela- nova geração a que resol- ignorados, os incapacita- vida e complementar os tivamente à realidade que veram apelidar de parva, dos votados ao desprezo, não menos indispensáveis os rodeia: é preciso que, foi-se formando na ilusão os povos geograficamente momentos de felicidade e para que não sejam nova- de abundância e facilida- situados fora das rotas de plenitude. mente apanhados em con- de permanentes que um sucesso ostensivamente A crise que as socieda- trapé, não se deixem iludir mundo virtual ajudou a ignorados. des ocidentais actualmente e façam o que lhes compe- consolidar: manipulada e O calculismo e o opor- experimentam pode resul- te - que reflictam para que rendida ao conforto mate- tunismo presidem à rela- tar na oportunidade para a possam ter voz própria, rial, abdicou do indispen- ção com o próximo, a definição de soluções para que responsavelmente sável sentido crítico e do honorabilidade caiu em alternativas, para a valori- exijam participar nas deci- legítimo espírito reivindi- desuso, o valor da palavra zação criativa de uma sões e para que depois evi- cativo em troca do bem baniu-se. sociedade que se pretende tem confessar: “Que parvo estar inconsequente. Neste quadro em que se mais realista e solidária: (a) que eu fui!” Mas esta geração nasci- produz e consome numa no futuro terá que ser pos- da depois da revolução, voragem constante, a sível alcançar o bem estar Mário Luís Melo Ferreira tão academicamente qua- natureza sai duplamente com muito menos. E essa (professor de Artes Visuais) lificada quanto politica- penalizada do confronto riqueza possível, também mente impreparada, depa- com o Homem, apoiado o sabemos, terá igualmen- ra-se agora com uma rea- pelas tecnologias agressi- te que ser partilhada por lidade bem diferente, vas de que dispõe – pri- muitos mais. Página 25
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    Opinião/Reflexão III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 “Às artes, cidadãos!” T al como foi noti- ciado na edição passada, os alunos do nalidades que assumiram relevância, dado a multi- plicidade de artistas inter- res: uma sala rectangular, com 6 projectores distri- buídos uniformemente 12ºE e 11ºG tiveram a nacionais que compõem a (mostrando os vídeos das oportunidade de visitar, exposição. Assim, preten- interpretações dos discur- no passado mês de Janei- de-se dar a conhecer as sos), onde a cada uma das ro, uma exposição no diferentes formas de projecções correspondem Museu de Serralves, inti- interpretação que podem colunas que emitem, tulada “Às artes, cida- surgir acerca de um tema simultaneamente, o som. dãos!”. tão abrangente e actual! É fácil de perceber que, Esta exposição coloca à Os alunos manifestaram ao entrar na sala, somos disposição um lugar de a sua preferência por recebidos com uma mis- encontro entre o artista e variadas obras, no entanto celânea de vozes exalta- Ana Filipa o espectador, atribuindo uma foi merecedora de das, numa língua estran- 12º E igual poder a ambos e bastante destaque. Numa geira, que nos absorvem criando uma plataforma demonstração profunda completamente. Parece de debate. É esta envol- do que pode ser o activis- confuso, mas torna-se vência participativa que mo político, o artista Car- uma experiência curiosa. permite desenvolver los Motta ("SEIS A exposição fica assim conhecimentos em áreas ACTOS: UMA EXPE- marcada por diferentes que estão intrinsecamente RIÊNCIA DE JUSTIÇA artistas que procuram relacionadas com as NARRATIVA" E "DEUS individualizar-se através comemorações do Cente- POBRE") fez uma pes- da apresentação, essen- nário da República. quisa sobre antigos dis- cialmente, estética, cap- A actividade política cursos de figuras políticas tando a atenção de todos (direitos e deveres), o colombianas e entregou- os espectadores. conceito de cidadania e, os a actores nacionais. consequentemente, a Estes, por sua vez, foram, democracia e a soberania literalmente, para o meio do povo foram temas que da rua interpretar os tex- se evidenciaram em todas tos políticos de forma as obras expostas, agu- bastante expressiva. Apa- çando o interesse dos alu- rentemente, a obra não nos, nomeadamente os seria motivo para tanto que frequentam o curso interesse, contudo, desta- de Humanidades. ca-se pela forma como se Foram várias as nacio- apresenta aos espectado- Página 26
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Línguas Restaurante das letras Restaurante das Letras”, portugueses e estrangeiros. de adultos, uns por iniciativa dinamizada pelas formado- Esta actividade, integrada na própria outros acompanhados ras de Cultura Língua e “ Semana das Línguas”, desti- pelos respectivos formadores. Comunicação, Linguagem e nou-se essencialmente aos adul- Algumas apreciações elabora- Comunicação e Cidadania e tos em processo de Reconheci- das pelos adultos como retribui- Empregabilidade com a mento, Validação e Certificação ção dos “ pratos” oferecidos: colaboração da formadora de Competências (RVCC) e aos “Foi uma iniciativa muito Elisabete Tavares e das alunos dos cursos de Educação original, de bom gosto que profissionais Alexandra e Formação de Adultos (EFA) cativou muito os estudantes Leal e Mónica Leal do Cen- nocturnos e das Unidades de nocturnos” tro Novas Oportunidades Formação de Curta Duração “Foi uma experiência origi- N os dias 15 e 16 de Fevereiro das 19 às 20.30, na Biblioteca da nossa Ferreira de Castro, cujo objec- tivo era promover o gosto pela leitura a partir de pequenos (UFCD). Foi uma actividade de grande sucesso, uma vez que nela par- nal. Boas entradas, pratos deli- ciosos, bem confeccionados…” “Balanço positivo, foi uma escola, decorreu a actividade “ textos de diferentes autores ticipou um número significativo actividade engraçada.” Sarau O n the 28th January the stu- dents of English from the 12th form set up an evening party in order to raise money to help them with the school trip to London during the Easter school holidays. The show was a huge success full of dance, poetry, music and comedy! The whole class was actively involved in this event and many talented teachers were of big help, too. The audience simply loved it! Congratulations to all of you for a wonderful show with moments we will never forget! Outras iniciativas Página 27
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    Línguas III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Semana das línguas D ecorreu entre os dias 14 e 18 de Fevereiro mais uma edição da Semana das ses acerca da sua experiência. Para conhecer melhor este tipo de intercâmbio e, quem sabe, Línguas, organizada pelo viver uma experiência idêntica, Departamento de Línguas da vai a nossa escola. www.intercultura-afs.pt Com o intuito de sensibilizar Restaurante das Letras: nos a comunidade escolar para a dias 14 e 15 de Fevereiro, na Biblioteca, esteve aberto um trim” ou “Pratinho de arroz restaurante muito especial. A doce”, confeccionados por autores portugueses e estrangei- ros: Pequeno-almoço multicultu- ral: com a preciosa colaboração dos alunos e formador do curso de Panificação e Pastelaria, os professores de línguas serviram um pequeno-almoço composto importância das línguas como por “iguarias” típicas de cada meio de comunicação privile- um dos países representados giado, os professores do depar- (Portugal, Espanha, França e tamento de línguas realizaram Inglaterra). actividades diversas para divul- Na cantina, no dia 14 de gar aspectos da gastronomia, Fevereiro, colocaram-se tabu- música, cinema, literatura, lín- leiros alusivos ao “Dia dos gua, hábitos sociais, entre Namorados” e no dia 17 foi outros. possível realizar passatempos Alunos estrangeiros, a estudar “multilinguísticos” enquanto se em Portugal por um período de ementa incluía pratos como, por almoçava. seis meses ou um ano, conver- exemplo, “Feijoada à brasilei- saram com os alunos portugue- ro”, “Salada de frutas à Cas- Concurso “Spelling Bee” Durante a semana das línguas Group 1 - 7th grade Group 2 - 8th grade realizaram-se as semi finais do Rafaela Santos 7º C Sofia Barros 8º C João Mota 7ºD Catarina Silva 8º C concurso “ Spelling Bee” na André Martins 7ºD André Carvalho 8º C Biblioteca da nossa escola. Como Group 3 - 9th grade Group 4 - Profissionais 10th foram todos muito bons foi com Nuno Nascimento 9ºA grade muita dificuldade que Henrique Xará 9º D João Brandão 1º TGPSI Pedro Godinho 9º D Marcela Santos 1º ASC- A conseguimos apurar os seguintes Pedro Henriques 1º TD finalistas. Group 5 - 10th grade Group 6 - 11th grade Francisca Queirós 10º A José Rafael Costa 11º A Eva Pinho 10ºC Sérgio Silva 11º A Luís Moura 10º D Nuno Pinho 11º C Mariana Ferreira 10º F Patrícia Soares 10º F Group 7 - 12th grade Group 8 - Profissionais Inês Silva 12º A 11th /12th grade Andreia Ribeiro 12º E Sandra Coreixas 3º TG Rossana Santos 12º E José Valente 3º TGPSI Fábio Brandão 3º TGPSI Página 28
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Línguas How to be perfect By André Gomes Greetings everybody! Aren‟t we sick and tired of Human Support all charity causes willingly. It doesn‟t matter if Rights? At least I am. Supporting Human Rights is support- you‟re donating food to Africa or making hypocritical leaders ing a global culture and discouraging unique cultures that profit. You feel your void so deeply that you need to help aren‟t related to the western world. Much more relevant others; would be waking all dead people to their duties. I‟ll begin Do not overreact. There are so many noble people looking with a piece of advice if you want to be successful in today‟s after you as we speak. The Pope is taking care of your faith, world: your Prime Minister is running your country, your mother is Firstly, you have to believe in God or other Heroes sup- washing your clothes - So… why bother, right? Just enjoy ported by masses. This will help you to cheat the emptiness your meaningless days with pleasure but not too much be- in which we all live. Besides, you won‟t need to think. cause deep inside you fear that forgiveness from Above is Amazing no?; limited.; Consume mainstream music, films or books because it will Always smile and be nice to everyone. Cheat yourself and surely give you status, even if their content is very poor. Re- those around you. Everybody wins, isn‟t it? ject underground cultures because they will never get any- NO, MANKIND DOESN‟T WIN! I‟m so sick of this mad- where and no one likes them, only weird people; ness. I‟m still waiting… Free spirits where are you? Can‟t Now pay attention to the following tip: ALWAYS discuss you understand? I want paradoxes. I want to see white collar intricate topics even if you don‟t have any idea of what you workers with their bodies filled with tattoos and their faces are saying. If no one understands you, you might be consid- full of piercings; I want to listen to hardcore and metal in ered brainy; mainstream radios; I want to smell joints of weed on the Live your life freely… But regret, or else God will hunt streets because tobacco is also a drug and no one complains you down. If you aren‟t living your life according to your about it. own ideas, don‟t worry. God knows your desires so you will All in all, please try to keep your mind unspoiled with stu- experience a magical feeling of achievement in Heaven. Are pid moral values. This should be our main concern, our duty. you picturing? Hundreds of amazing virgins, endless bottles We will be ready to fight for human rights and discuss them of whisky… Still, an enormous feeling of void due to the if we can be truly open-minded. lack of courage while you were alive...; Alunos do 9º Ano assistem a representação da obra “Auto da Barca do Inferno” N o dia 1 de Fevereiro de 2011, os alunos do 9ºano da Escola Básica e Secundária público vivesse com eles todas as emoções da representação. Os momentos mais marcantes actores inventaram para torná-la mais apelativa e actual; bem coordenada porque os actores “Auto da Barca do Inferno”. Ana Margarida Ferreira 9ºA Ferreira de Castro foram a Pera- da visita de estudo foram, sem estavam muito bem ensaiados e fita (Matosinhos) assistir à peça dúvida, a viagem de autocarro e, representaram muito bem o seu “Auto do Barca do Inferno” de mais tarde, a peça em si, desta- papel. No fundo, excedeu as Gil Vicente. Esta visita de estu- cando-se a cena do Parvo, que minhas expectativas, no sentido do, no âmbito da disciplina de fazia as suas brincadeiras, a cena em que tudo estava melhor do Língua Portuguesa, decorreu na do Corregedor que preparou que eu tinha imaginado. parte da tarde e, na minha opi- uma “dança” com as pessoas do Animação, criatividade e uma nião, fez os alunos conhecerem público e também as cenas do obra como esta escrita por um melhor o mundo da representa- Frade e da Alcoviteira (Brísida autor tão conceituado – Gil ção, motivando-os a participar e Vaz). A cena de que mais gostei Vicente – resultaram numa peça intervir numa vida cultural mais foi a cena do Parvo pelo cómico alegre, criativa e muito bem activa. De um modo geral, gostei que a personagem criou. Não representada pela Companhia de desta representação do “Auto da houve nenhuma cena de que não Teatro “O Sonho”. É de destacar Barca do Inferno” pois os acto- tenha gostado. também o seu profissionalismo res conseguiram captar a minha Na minha opinião, a peça foi ao nível do som, luz e da própria Imagens da representação do atenção do início ao fim da peça bastante divertida, animada representação. “Auto da Barca do Inferno, de Gil e trabalharam esta obra de Gil essencialmente pelo Parvo; cria- Em conclusão, gostei muito de Vicente fazendo com que o tiva, devido a estratégias que os ter visto a representação do Vicente, pela Companhia de Teatro O Sonho Página 29
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    Línguas/Passatempos III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 Jovens de outros países na Ferreira N o âmbito da «Semana das Línguas», a nossa escola recebeu calorosamente três estudantes oriundos de países tão diferentes como a Tailândia, a Turquia e a Costa Rica. Os três jovens encontram-se a viver em Portugal por um ano, no seio de uma família portuguesa, que os acolhe como se de um membro da família se tratasse, e frequentam uma escola secundá- ria – em Sever do Vouga, São João da Madeira e Costa Rica. Alberto Cruz (da Costa Rica), Deniz Merkit (da Turquia) e Yod- manee Rojnchanathong (da Tailândia) participam no programa anual de estudar/viver um ano num outro país da AFS – Intercul- tura–AFS é uma Associação de Juventude e Voluntariado, sem fins lucrativos. Não tem filiações partidárias, religiosas ou outras e tem estatuto de Instituição de Utilidade Pública.Tem como objectivos contribuir para a Paz e Compreensão entre os Povos através de intercâmbios de jovens e famílias, para uma Aprendizagem Intercultural e Educação Global (para saberes UN MOMENT D‟HUMOUR … mais sobre a Intercultura http://www.intercultura-afs.pt/por_po/view/learn ). Com a presença dos três estudantes, a Ferreira ficou mais próxima desses três países, cul- turas e línguas. E o encontro deu-se num ambiente descontraído e informal, em que houve tempo para ouvir outras línguas e outros hábitos culturais e onde a curiosida- de dos estudantes portugueses do ensino secundário foi traduzida em perguntas, às quais os convidados de outras latitudes responderam amigável e generosamente. E as perguntas foram muitas : sobre as escolas dos seus países de origem, os seus hábitos alimentares, a forma como ocupam os tempos livres, desporto... As línguas em presença – Português, Inglês, Espanhol e algumas palavras em Turco e Tailan- dês – serviram de pontes para a comunicação. Terminado o encontro, que também contou com a presença de um voluntário da AFS, Flávio Rino, todos voltaram para as suas rotinas de sempre, mas com algo mais, com toda a certeza, porque afinal de contas tratou-se de aproximar e de dar a conhecer três continentes e três modos de neles se viver – Europa, Ásia e América – e perceber como é que «outros olhos» vêem o nosso país, a nossa cultura e a nossa língua. Curiosité Mots Cachés Compositeur belge origi- naire de la ville de Laeken, Paul Van Haver, de son vrai nom, débute sa carriè- re au sein du groupe de rap Suspicion. Il décide ensui- te de se lancer dans une carrière en solitaire et adopte le pseudonyme Stromae ("Maestro", à l'envers). Le chanteur fait une en- trée remarquable avec son single "Alors on danse". Página 30
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    III Milénio |Nº 12 | Abril 2011 Desporto Alunas da Ferreira de Castro no Campeonato Nacional de Corta - Mato C erca de quatro dezenas de alunos da nossa Escola Básica e escorregadio, todos os alunos estão de parabéns pela sua participação, sen- Secundária Ferreira de do de realçar os segundos Castro participaram nesta lugares alcançados pelas prova, após se classifica- alunas Isa e Diana, res- rem nos primeiros lugares pectivamente do 9º e do no corta mato organizado 11º Anos, que lhes permi- entre nós. Apesar do Medieval", em Sª Maria tiu serem apuradas para o lamaçal existente no local da Feira), tornando o per- corta mato nacional. da prova (sítio da "Feira curso muito lamacento e Voleibol juvenis femininos: conquista do bicampeonato D esde 4ª Feira, dia 16 de Março, até sábado, 19, muita coisa aconteceu à nossa equipa. No primeiro dia visita- mos a cidade de Espinho, onde, na Escola Dr. Manuel Laranjei- ra, vencemos a equipa local por 3x0 (25-19, 25-17 e 15-06). Mas já em nossa casa, no sábado, a equipa de Espi- nho presenteou-nos do mesmo modo vencendo- nos por 3x0 (18-25, 13-25 e 14-16). Com o empate em set´s, pegou-se na máquina calculadora e verificou-se que o campeo- nato era nosso, por dois Desporto é na Ferreira! pontinhos apenas.... Voleibol - juniores femininos D ecorreram no passado mês de Janeiro as jornadas do cam- peonato de voleibol, nas quais participou a nossa equipa feminina de juniores de voleibol. A primeira jornada decorreu na juvenis e, ainda duas equipas da APROJE de São João da Madeira. No primeiro jogo perdemos por 2 – 0 com a equipa A da APROJE; no segundo jogo ganhamos por 2 – 1 à equipa B da APROJE e, por Escola Secundária Soares Basto e contou ainda fim, perdemos no terceiro jogo por 2 – 0 com a com a equipa da casa e com a da Escola Secundá- equipa de juvenis da Escola Básica e Secundária ria Oliveira Júnior (S. J. da Madeira). No primei- Ferreira de Castro. O torneio decorreu, de uma ro jogo a escola de São João da Madeira bateu a forma geral, de forma positiva e com uma boa escola anfitriã por três a zero (25 – 17; 25 – 14; assistência na bancada. As nossas atletas puderam 15 – 13) e no segundo jogo bateu a nossa escola pôr em prática, numa situação de competição, por dois a um (22 – 25; 25 – 15; 15 – 13). No alguns dos conteúdos que têm vindo a ser exerci- terceiro e último jogo as nossas meninas levaram tados nos treinos. Notou-se em algumas alunas de vencida a Escola Secundária Soares Basto por uma certa evolução, respondendo bem a este teste, três a zero (25 – 18; 25 – 20; 15 – 13). e houve outras que denotaram algum nervosismo, Nesta primeira jornada as nossas alunas tive- com as coisas por vezes a não saírem tão bem. ram uma boa prestação. Demonstraram empenho Este torneio contou com a presença da Directora e e alguma evolução em relação à prestação no Torneio de Natal. do Presidente do Conselho Geral da nossa Escola, os quais entrega- A segunda jornada decorreu em S. João da Madeira. Nesta jornada ram os diplomas a todos os participantes. participou a nossa equipa de juniores em conjunto com a equipa de A equipa de badminton da Escola Básica e Secundária Ferreira de Castro Página 31
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    A nova Escola III Milénio | Nº 12 | Abril 2011 A nossa nova Escola A nossa escola dispõe agora de novos e modernos espaços que proporcionam melhores condições de trabalho e de convívio. A preservação das boas condições agora criadas é uma tarefa que cabe a toda a comunidade educativa. A limpeza e arrumação das salas de aula e dos espaços de convívio e a conservação em bom estado dos equipamentos são fundamentais para que todos nos sintamos bem na nossa escola e para que todos atinjam bons resultados. No capítulo da limpeza, estão colocados em diversos pontos da escola recipientes destinados à selecção do lixo. Assim, colocando o lixo no sítio certo, dá-se um bom contributo para a preservação do Ambiente. As salas de aulas foram apetrechadas com novos equipamentos, entre os quais computadores, quadros interactivos e projectores multimédia. São equipamentos caros e que precisam de cuidados especiais para o seu bom funcionamento. Entre esses cuidados salientam-se os seguintes: não desligar os cabos dos computadores, evitar tocar com as mãos nos quadros interactivos e não escrever neles com as canetas utilizadas nos quadros brancos tradicionais. A escola é de todos e de cada um de nós. Vamos contribuir para a sua preservação! Página 32