A Nova Economia das Mudanças Climáticas Israel Klabin Clarissa Lins
“ Processo de aceleração da história”  Informatização Globalização Tecnologias de informação Conhecimento do universo Novas tecnologias de produção Todos esses fatores estão formatando um novo mundo Introdução
Mudanças Climáticas Pressões sobre os Atuais Padrões de Consumo  Fonte : OECD Environmental Outlook to 2030 (2008) Possibilidades econômicas da maioria dos países mais pobres sendo ameaçadas devido ao uso insustentável dos recursos naturais Poluição descontrolada nas cidades em expansão rápida Impactos das mudanças climáticas sobre os diferentes ecossistemas Crescimento Populacional Aumento do consumo  de energia  (bilhões) (bilhões) População 2005 População 2030 6,5 8,2 + 26%  Demanda de energia 2005 Demanda deenergia 2030 (Quatrilhões BTU) (Quatrilhões BTU) 446 722 + 62%
Mudanças Climáticas Questões Ambientais Críticas Fonte : OECD Environmental Outlook to 2030 (2008) Mudança climática Emissões globais de GEE Evidências crescentes de mudanças climáticas em andamento Água Escassez  de água  Qualidade da água subterrânea  Uso de água na agricultura & poluição  Biodiversidade & recursos naturais renováveis Degradação dos ecossistemas  Eliminação de espécies  Invasão de espécies exóticas Destruição de florestas tropicais Desmatamento ilegal  Fragmentação de ecossistema Ar Qualidade do ar urbano
Mudanças Climáticas Geopolítica Fonte: Compiledo de BP,  Statistical Review of World Energy  (2007) OPEP + Russia OECD + BIC Outros Em 2006, os 12 países membros da OPEP, juntamente com a Rússia tinham 82% das reservas mundiais provadas de petróleo convencional mas consumiam apenas 12% do petróleo mundial, enquanto que os países da OECD (desenvolvidos), juntamente com BIC (Brasil, Índia e China) tinham 8 % de todas as reservas mas consumiam 71% de todo o petróleo.
Diferentes Impactos  Água Fonte:Stern Review Final Report (2006) Água As geleiras desaparecem; o suprimento de água é ameaçado Mais de um bilhão de pessoas provavelmente sofrerão falta d’água  Redução superior a 30% nas vazões do Mediterraneo e  do Sudeste da África Elevação do nível do mar ameaça Londres, Xangai, Nova York, Toquio, Hong Kong, Rio de Janeiro 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
Diferentes Impactos  Alimentos Fortes impactos nas áreas limítrofes do Saara  Elevação da produtividade agrícola em latitudes elevadas Produtividades declinam em algumas regiões desenvolvidas Elevação no número de pessoas sob risco de fome na África e Ásia Ocidental Queda na produtividade agrícola em diversas regiões em desenvolvimento  Regiões inteiras experimentam grandes declínios na produção agrícola Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
Diferentes Impactos  Ecossistemas Recifes de corais afetados irremediavelmente Secas extensivas e colapso da floresta tropical da Amazônia Ocidental Impactos sobre os ecossistemas que serão incapazes de manter a formação atual Extinção de  espécies  (de 20 a 50%) Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
Diferentes Impactos  Social 300.000 pessoas morrerão por doenças ligadas ao aumento da temperatura 1-3 milhões de pessoas podem morrer de desnutrição De 40 a 80 milhões a mais de pessoas expostas à malária na África Refugiados e migrantes decorrentes do aquecimento global Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
A avaliação de um projeto necessita considerar suas múltiplas dimensões a fim de que seja sustentável Tendo em vista que a avaliação de um projeto deve ser holística, uma solução compartimentada de um dos fatores pode agravar os outros necessários para a sustentabilidade desse projeto É necessária a integração de um conhecimento multi-temático a fim de construir um saber complexo que garantirá a sustentabilidade no futuro Avaliação Holística da Sustentabilidade  Avaliação da Área Necessária  (Land Footprint) Qual a dimensão da área necessária para a realização de determinada atividade? Essa atividade se adequaria as características (escassez ou abundância de terras) da região onde se propõe implementá-la?  Avaliação da Eficiência Econômica Custo/Benefício da implementação da atividade ou tecnologia Existem outras possibilidades mais adequadas para esses recursos financeiros? C A R B O N O Á G U A T E R R A F I N A N Ç A S Avaliação do Impacto sobre os Recursos Hídricos (Water Footprint) Qual a demanda por água de determinada atividade ou tecnologia ? Quais seriam os impactos sobre os recursos hídricos da região onde se propõe implementá-la?  Avaliação do Impacto sobre o Aquecimento Global (Carbon Footprint) Quais os níveis de emissão de GEE estão associados a determinada atividade ou tecnologia? Existem outras possibilidades que reduzam os efeitos das Mudanças Climáticas Globais?
Consciência da insustentabilidade do modelo econômico, socioambiental e de governança nos obrigam a criar novos paradigmas  Aceleração da degradação ambiental, aliada à velocidade dos meios de informação, são elementos motivadores da mudança   Inconsistência do atual modelo educacional no que tange às demandas futuras de um modelo econômico sustentável e de um mundo globalizado Urgência de uma Nova Ética de inclusão social e que estenda seus benefícios às gerações futuras A Nova Ética
Novos Paradigmas  Econômicos   Produção imaterial Melhor aproveitamento dos recursos naturais Fontes alternativas de produção de alimentos serviços conhecimento cientifico comunicação reciclagem reutilização substituição de matérias-primas não renováveis oceanos biotecnologia
Novos Paradigmas  Sociais   Redução da desigualdade Valores democráticos Novas ferramentas Inclusão social Respeito às minorias Ética na governança pública e nas relações sociais Liberdade de expressão Liberdade de crenças Novos modelos de sustentabilidade empresarial e de governança pública Replanejamento dos contextos urbanos
Como o mercado está se adaptando aos novos paradigmas?
Sustentabilidade Corporativa   Conceito Novo modelo de gestão, onde meio ambiente, sociedade e retorno econômico são considerados na tomada de decisões  Geração de externalidades Fundamentos do novo modelo Ética, transparência, engajamento dos  stakeholder s, boas práticas de governança corporativa e prestação de contas Sustentabilidade Corporativa não é Assistencialismo Filantropia É uma agenda fundamental para quem se diferencia pelo seu compromisso com as gerações futuras
Sustentabilidade Corporativa Estratégias de Atuação Fonte: Hart (2004) Interno Externo Inovação e Reposicionamento Crescimento e Trajetória Reputação e  Legitimidade Valor   Sustentável Hoje Amanhã Redução de Custo e de Risco
Sustentabilidade Corporativa Agentes Motivadores da Mudança  Sociedade Civil Padrões Internacionais ONGs Iniciativas Voluntárias Clientes Governo Mercado Financeiro Mídia Acionistas
Sustentabilidade Corporativa  Principais Iniciativas Financeiras   Globais Criação de Índices de Sustentabilidade nas principais Bolsas de Valores do mundo Dow Jones Sustainability Index  (DJSI, 1999) FTSE4Good (2001), JSE (2004) Princípios do Equador (2003 e revisão em 2006) Atuação de investidores institucionais Carbon Disclosure Project  – CDP5  - 65% de respostas no Brasil; 56% das empresas listadas no S&P 500 e 77% daquelas listadas no FT500 Desenvolvimento de Mercados de Carbono
Evolução do Mercado de Carbono O volume negociado passou de 126 para 2.983 MtCO 2 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 2004 2005 2006 2007 VOLUME ( MtCO2 ) ALLOWANCE PROJECT-BASED US$10.8 bi US$64.0 bi
Índice DJSI Evolução DJSI World: 313 empresas ordenadas em 58 grupos industriais, de 24 países (do Brasil:  Banco Itaú, Cemig, Aracruz, Itausa, Bradesco, Petrobras e Usiminas) 66 gestores de recursos, em 16 países, com cerca US$ 6 bilhões de valor de ativos geridos à luz do DJSI DJSI World – Desempenho Agosto 1999 – Dezembro 2007  ( EUR , Total Return)
Índice DJSI Critérios e Ponderação Dimensão Critérios Peso (%) Econômica Governança corporativa 6,0 Gestão de risco e de crise 6,0 Código de conduta /  Compliance  / Corrupção e suborno 5,5 Critério específico para a indústria depende da indústria Ambiental Desempenho ambiental (eco-eficiência) 7,0  Relatório ambiental (*) 3,0 Critério específico para a indústria depende da indústria Social Desenvolvimento de capital humano 5,5 Retenção e atração de talentos 5,5  Indicador de práticas trabalhistas 5,0 Cidadania corporativa / filantropia 3,5 Relatório social (*) 3,0 Critério específico para a indústria depende da indústria
Investidores Institucionais Pressão por Maior Disclosure Iniciativas focadas na mensuração de riscos e oportunidades ligados às mudanças climáticas -  Investor Network on Climate Risk – INCR  (US$ 6 trilhões sob gestão) Princípios para o Investimento Responsável (400 signatários mundiais e US$ 15 trilhões administrados em 2008) Incluir as questões de ESG nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão Sermos proprietários ativos e incorporar os temas de ESG nas políticas e práticas de detenção de ativos Buscar a transparência adequada nas empresas em que investimos quanto às questões de ESG Promover a aceitação e a implementação dos princípios no conjunto de investidores institucionais Trabalhar juntos para reforçar nossa eficiência na implementação dos Princípios Divulgar nossas atividades e progressos em relação à implementação dos Princípios
Ferramentas para Investidores Diversas Iniciativas Global Framework for Climate Risck Disclosure (INCR) Emissões de GEE corrente, passada e de projeções para o futuro Análises estratégicas quanto ao risco relacionado às mudanças climáticas e o gerenciamento das emissões Avaliação dos riscos físicos relacionados às mudanças climáticas Análise de risco em relação à regulação das emissões de GEE Criação de comitês dedicados às questões de meio ambiente: crescimento de 250% nos últimos 5 anos
Atuação Diferenciada dos Acionistas O número de questionamentos relacionados ao meio ambiente quase dobrou nos últimos 5 anos 2004 2005 2006 2007 2008 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
PRI Crescimento do N°de Signatários Nos últimos 2 anos o valor administrado cresceu de US$ 8 para US$ 15 tri
PRI N° de Signatários por Região Fonte: PRI Report on Progress 2008
Sustentabilidade Corporativa Principais Iniciativas no Brasil Criação do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa – ISE Bovespa (2005) Crescimento da quantidade de Fundos de Investimento Socialmente Responsáveis (Banco ABN AMRO Real, Itaú, Banco do Brasil, HSBC, Bradesco, Safra e Unibanco), com volume gerenciado total de R$ 1,3 Bi Liderança do Brasil, dentre os de países emergentes, em número de bancos signatário dos Princípios do Equador Utilização crescente das Diretrizes da GRI ( Global Reporting Initiative ) nos Relatórios de Sustentabilidade (6 em 2002 e 36 em 2007)
Considerações Finais A realidade do Planeta Terra está mudando, por força da ação humana Há necessidade de uma Nova Ética para lidar com novos desafios Neste contexto, o papel do mundo corporativo é o de se ajustar a um novo modelo de gestão, mapeando riscos e identificando novas oportunidades “ Se a humanidade quer ter um futuro reconhecível, não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro milênio nessa base, vamos fracassar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade, é a escuridão.” Eric Hobsbawm, Era dos Extremos
Contatos BDS-Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável Rua Eng. Álvaro Niemeyer, 76 – São Conrado 22610-180  Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 3322-4520 – Fax: (21) 3322-5903 Site :  www.fbds.org.br Israel Klabin [email_address]   Clarissa Lins [email_address]

Israel Klabin E C Larissa Lins 12 05

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    A Nova Economiadas Mudanças Climáticas Israel Klabin Clarissa Lins
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    “ Processo deaceleração da história” Informatização Globalização Tecnologias de informação Conhecimento do universo Novas tecnologias de produção Todos esses fatores estão formatando um novo mundo Introdução
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    Mudanças Climáticas Pressõessobre os Atuais Padrões de Consumo Fonte : OECD Environmental Outlook to 2030 (2008) Possibilidades econômicas da maioria dos países mais pobres sendo ameaçadas devido ao uso insustentável dos recursos naturais Poluição descontrolada nas cidades em expansão rápida Impactos das mudanças climáticas sobre os diferentes ecossistemas Crescimento Populacional Aumento do consumo de energia (bilhões) (bilhões) População 2005 População 2030 6,5 8,2 + 26% Demanda de energia 2005 Demanda deenergia 2030 (Quatrilhões BTU) (Quatrilhões BTU) 446 722 + 62%
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    Mudanças Climáticas QuestõesAmbientais Críticas Fonte : OECD Environmental Outlook to 2030 (2008) Mudança climática Emissões globais de GEE Evidências crescentes de mudanças climáticas em andamento Água Escassez de água Qualidade da água subterrânea Uso de água na agricultura & poluição Biodiversidade & recursos naturais renováveis Degradação dos ecossistemas Eliminação de espécies Invasão de espécies exóticas Destruição de florestas tropicais Desmatamento ilegal Fragmentação de ecossistema Ar Qualidade do ar urbano
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    Mudanças Climáticas GeopolíticaFonte: Compiledo de BP, Statistical Review of World Energy (2007) OPEP + Russia OECD + BIC Outros Em 2006, os 12 países membros da OPEP, juntamente com a Rússia tinham 82% das reservas mundiais provadas de petróleo convencional mas consumiam apenas 12% do petróleo mundial, enquanto que os países da OECD (desenvolvidos), juntamente com BIC (Brasil, Índia e China) tinham 8 % de todas as reservas mas consumiam 71% de todo o petróleo.
  • 6.
    Diferentes Impactos Água Fonte:Stern Review Final Report (2006) Água As geleiras desaparecem; o suprimento de água é ameaçado Mais de um bilhão de pessoas provavelmente sofrerão falta d’água Redução superior a 30% nas vazões do Mediterraneo e do Sudeste da África Elevação do nível do mar ameaça Londres, Xangai, Nova York, Toquio, Hong Kong, Rio de Janeiro 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
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    Diferentes Impactos Alimentos Fortes impactos nas áreas limítrofes do Saara Elevação da produtividade agrícola em latitudes elevadas Produtividades declinam em algumas regiões desenvolvidas Elevação no número de pessoas sob risco de fome na África e Ásia Ocidental Queda na produtividade agrícola em diversas regiões em desenvolvimento Regiões inteiras experimentam grandes declínios na produção agrícola Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
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    Diferentes Impactos Ecossistemas Recifes de corais afetados irremediavelmente Secas extensivas e colapso da floresta tropical da Amazônia Ocidental Impactos sobre os ecossistemas que serão incapazes de manter a formação atual Extinção de espécies (de 20 a 50%) Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
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    Diferentes Impactos Social 300.000 pessoas morrerão por doenças ligadas ao aumento da temperatura 1-3 milhões de pessoas podem morrer de desnutrição De 40 a 80 milhões a mais de pessoas expostas à malária na África Refugiados e migrantes decorrentes do aquecimento global Fonte:Stern Review Final Report (2006) 0°C 1°C 2°C 3°C 4°C 5°C
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    A avaliação deum projeto necessita considerar suas múltiplas dimensões a fim de que seja sustentável Tendo em vista que a avaliação de um projeto deve ser holística, uma solução compartimentada de um dos fatores pode agravar os outros necessários para a sustentabilidade desse projeto É necessária a integração de um conhecimento multi-temático a fim de construir um saber complexo que garantirá a sustentabilidade no futuro Avaliação Holística da Sustentabilidade Avaliação da Área Necessária (Land Footprint) Qual a dimensão da área necessária para a realização de determinada atividade? Essa atividade se adequaria as características (escassez ou abundância de terras) da região onde se propõe implementá-la? Avaliação da Eficiência Econômica Custo/Benefício da implementação da atividade ou tecnologia Existem outras possibilidades mais adequadas para esses recursos financeiros? C A R B O N O Á G U A T E R R A F I N A N Ç A S Avaliação do Impacto sobre os Recursos Hídricos (Water Footprint) Qual a demanda por água de determinada atividade ou tecnologia ? Quais seriam os impactos sobre os recursos hídricos da região onde se propõe implementá-la? Avaliação do Impacto sobre o Aquecimento Global (Carbon Footprint) Quais os níveis de emissão de GEE estão associados a determinada atividade ou tecnologia? Existem outras possibilidades que reduzam os efeitos das Mudanças Climáticas Globais?
  • 11.
    Consciência da insustentabilidadedo modelo econômico, socioambiental e de governança nos obrigam a criar novos paradigmas Aceleração da degradação ambiental, aliada à velocidade dos meios de informação, são elementos motivadores da mudança Inconsistência do atual modelo educacional no que tange às demandas futuras de um modelo econômico sustentável e de um mundo globalizado Urgência de uma Nova Ética de inclusão social e que estenda seus benefícios às gerações futuras A Nova Ética
  • 12.
    Novos Paradigmas Econômicos Produção imaterial Melhor aproveitamento dos recursos naturais Fontes alternativas de produção de alimentos serviços conhecimento cientifico comunicação reciclagem reutilização substituição de matérias-primas não renováveis oceanos biotecnologia
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    Novos Paradigmas Sociais Redução da desigualdade Valores democráticos Novas ferramentas Inclusão social Respeito às minorias Ética na governança pública e nas relações sociais Liberdade de expressão Liberdade de crenças Novos modelos de sustentabilidade empresarial e de governança pública Replanejamento dos contextos urbanos
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    Como o mercadoestá se adaptando aos novos paradigmas?
  • 15.
    Sustentabilidade Corporativa Conceito Novo modelo de gestão, onde meio ambiente, sociedade e retorno econômico são considerados na tomada de decisões Geração de externalidades Fundamentos do novo modelo Ética, transparência, engajamento dos stakeholder s, boas práticas de governança corporativa e prestação de contas Sustentabilidade Corporativa não é Assistencialismo Filantropia É uma agenda fundamental para quem se diferencia pelo seu compromisso com as gerações futuras
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    Sustentabilidade Corporativa Estratégiasde Atuação Fonte: Hart (2004) Interno Externo Inovação e Reposicionamento Crescimento e Trajetória Reputação e Legitimidade Valor Sustentável Hoje Amanhã Redução de Custo e de Risco
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    Sustentabilidade Corporativa AgentesMotivadores da Mudança Sociedade Civil Padrões Internacionais ONGs Iniciativas Voluntárias Clientes Governo Mercado Financeiro Mídia Acionistas
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    Sustentabilidade Corporativa Principais Iniciativas Financeiras Globais Criação de Índices de Sustentabilidade nas principais Bolsas de Valores do mundo Dow Jones Sustainability Index (DJSI, 1999) FTSE4Good (2001), JSE (2004) Princípios do Equador (2003 e revisão em 2006) Atuação de investidores institucionais Carbon Disclosure Project – CDP5 - 65% de respostas no Brasil; 56% das empresas listadas no S&P 500 e 77% daquelas listadas no FT500 Desenvolvimento de Mercados de Carbono
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    Evolução do Mercadode Carbono O volume negociado passou de 126 para 2.983 MtCO 2 0 500 1000 1500 2000 2500 3000 3500 2004 2005 2006 2007 VOLUME ( MtCO2 ) ALLOWANCE PROJECT-BASED US$10.8 bi US$64.0 bi
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    Índice DJSI EvoluçãoDJSI World: 313 empresas ordenadas em 58 grupos industriais, de 24 países (do Brasil: Banco Itaú, Cemig, Aracruz, Itausa, Bradesco, Petrobras e Usiminas) 66 gestores de recursos, em 16 países, com cerca US$ 6 bilhões de valor de ativos geridos à luz do DJSI DJSI World – Desempenho Agosto 1999 – Dezembro 2007 ( EUR , Total Return)
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    Índice DJSI Critériose Ponderação Dimensão Critérios Peso (%) Econômica Governança corporativa 6,0 Gestão de risco e de crise 6,0 Código de conduta / Compliance / Corrupção e suborno 5,5 Critério específico para a indústria depende da indústria Ambiental Desempenho ambiental (eco-eficiência) 7,0 Relatório ambiental (*) 3,0 Critério específico para a indústria depende da indústria Social Desenvolvimento de capital humano 5,5 Retenção e atração de talentos 5,5 Indicador de práticas trabalhistas 5,0 Cidadania corporativa / filantropia 3,5 Relatório social (*) 3,0 Critério específico para a indústria depende da indústria
  • 22.
    Investidores Institucionais Pressãopor Maior Disclosure Iniciativas focadas na mensuração de riscos e oportunidades ligados às mudanças climáticas - Investor Network on Climate Risk – INCR (US$ 6 trilhões sob gestão) Princípios para o Investimento Responsável (400 signatários mundiais e US$ 15 trilhões administrados em 2008) Incluir as questões de ESG nas análises de investimento e nos processos de tomada de decisão Sermos proprietários ativos e incorporar os temas de ESG nas políticas e práticas de detenção de ativos Buscar a transparência adequada nas empresas em que investimos quanto às questões de ESG Promover a aceitação e a implementação dos princípios no conjunto de investidores institucionais Trabalhar juntos para reforçar nossa eficiência na implementação dos Princípios Divulgar nossas atividades e progressos em relação à implementação dos Princípios
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    Ferramentas para InvestidoresDiversas Iniciativas Global Framework for Climate Risck Disclosure (INCR) Emissões de GEE corrente, passada e de projeções para o futuro Análises estratégicas quanto ao risco relacionado às mudanças climáticas e o gerenciamento das emissões Avaliação dos riscos físicos relacionados às mudanças climáticas Análise de risco em relação à regulação das emissões de GEE Criação de comitês dedicados às questões de meio ambiente: crescimento de 250% nos últimos 5 anos
  • 24.
    Atuação Diferenciada dosAcionistas O número de questionamentos relacionados ao meio ambiente quase dobrou nos últimos 5 anos 2004 2005 2006 2007 2008 0 10 20 30 40 50 60 70 80 90 100
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    PRI Crescimento doN°de Signatários Nos últimos 2 anos o valor administrado cresceu de US$ 8 para US$ 15 tri
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    PRI N° deSignatários por Região Fonte: PRI Report on Progress 2008
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    Sustentabilidade Corporativa PrincipaisIniciativas no Brasil Criação do Índice de Sustentabilidade Empresarial da Bovespa – ISE Bovespa (2005) Crescimento da quantidade de Fundos de Investimento Socialmente Responsáveis (Banco ABN AMRO Real, Itaú, Banco do Brasil, HSBC, Bradesco, Safra e Unibanco), com volume gerenciado total de R$ 1,3 Bi Liderança do Brasil, dentre os de países emergentes, em número de bancos signatário dos Princípios do Equador Utilização crescente das Diretrizes da GRI ( Global Reporting Initiative ) nos Relatórios de Sustentabilidade (6 em 2002 e 36 em 2007)
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    Considerações Finais Arealidade do Planeta Terra está mudando, por força da ação humana Há necessidade de uma Nova Ética para lidar com novos desafios Neste contexto, o papel do mundo corporativo é o de se ajustar a um novo modelo de gestão, mapeando riscos e identificando novas oportunidades “ Se a humanidade quer ter um futuro reconhecível, não pode ser pelo prolongamento do passado ou do presente. Se tentarmos construir o terceiro milênio nessa base, vamos fracassar. E o preço do fracasso, ou seja, a alternativa para a mudança da sociedade, é a escuridão.” Eric Hobsbawm, Era dos Extremos
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    Contatos BDS-Fundação Brasileirapara o Desenvolvimento Sustentável Rua Eng. Álvaro Niemeyer, 76 – São Conrado 22610-180 Rio de Janeiro – RJ Tel: (21) 3322-4520 – Fax: (21) 3322-5903 Site : www.fbds.org.br Israel Klabin [email_address] Clarissa Lins [email_address]