A INDÚSTRIA BRASILEIRA E A RIO+20

          SUSTENTAR 2012

     Belo Horizonte, 24 de maio de 2012
• COEMA:

• Dúvidas sobre a Lei Complementar nº140/2011 – competência
dos entes federados para o licenciamento e e fiscalização
ambiental;
• Implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima
(PNMC) – Plano Setorial da Indústria;
• Código Florestal – Ganhos e Perdas;
• Recursos Hídricos - Modelos de Cobrança e Agência no Rio
Doce;
• Rede Clima da Indústria Brasileira – Resultados da COP 17 -
Posições da Conferência – Tendências;
• Rio + 20 – Posições da CNI para a Conferência – Perspectivas;
• Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio
Paranaíba (PRH-Paranaíba);
• A Importância da Participação da Indústria nos Comitês de
Bacia;
• LC 140/11 (regulamentação do art. 23 da CF – definição de
competências para o licenciamento ambiental).
•Redes:
Clima da Indústria Nacional
Recursos Hídricos
Resíduos Sólidos
Biodiversidade

• Representações Corporativas;


• Contatos com Federações, Associações, Sindicatos e outros;

• Contatos com Governo;

• Trabalho com Equipes Externas;

• Projetos específicos para o Setor.
A Indústria Brasileira Frente a Rio+20
- Oportunidades;
- Agenda DS com IS e Proteção MA – Poder de Transformação sobre as
estruturas de produção e consumo médios;
- Economia Verde no contexto de Desenvolvimento Sustentável e a
erradicação da pobreza e estrutura institucional para o DS =>
Capacidade de Fomentar DI sustentado no tripé (Competitividade,
Inovação e Responsabilidade Social e Ambiental);
-Negociação e Cooperação entre países desenvolvidos e em
desenvolvimento nos desafios globais, como Erradicação da pobreza e
da miséria;
- Mitigação da Mudança Climática.

             O que a indústria brasileira espera da Rio+20
- A adoção de conceitos que tenham potencial mobilizador e que reforcem o equilíbrio entre as três dimensões da
sustentabilidade;
- O aperfeiçoamento do modelo de governança global dos esforços em direção à sustentabilidade e a implementação
efetiva de mecanismos operacionais de financiamento e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento;
- O avanço na definição de novas métricas e indicadores de desenvolvimento sustentável, apoiados em bases de
informação consistentes e em modelos teóricos compreensivos que abarquem as três dimensões da sustentabilidade.
Desenvolvimento Sustentável
            Produção e Consumo sustentáveis no eixo das políticas globais

O conceito da Economia Verde requer qualificações de forma a evitar
os riscos de promover o desequilíbrio entre as 03 dimensões da
sustentabilidade produzindo novas normas internacionais capazes de
gerar distorções em termos de competitividade.

Mais importante que o debate conceitual é estabelecer metas e
prazos para compromissos já estabelecidos.

  Produção e consumo sustentável => Referencias para a Indústria Brasileira
                                            Cabe as empresas criar o progresso econômico e contribuir para
                                            a geração de empregos e renda de forma responsável e
                                            sustentável.

                                            Para a Indústria Brasileira é fundamental a utilização da ideia de
                                            produção e consumo sustentáveis nos termos do Processo de
                                            Marrakesh, como referência programática (manejo e
                                            ecoeficiência)
A questão da Governança Global
- O compromisso e acordos internacionais pelo Desenvolvimento
Sustentável.
- O cenário internacional desfavorece saltos institucionais
significativos. Aperfeiçoamentos, entretanto, são fundamentais,
devendo ter como eixo a criação de incentivos e a remoção de
obstáculos para a transição rumo a novos padrões de produção e
consumo.
 Os acordos multilaterais já existentes devem ser considerados
referências para os esforços globais e para políticas domésticas
nesta área.
- O combate às desigualdades sociais e econômicas deve ser
gradualmente compatibilizado com a transição para padrões de
produção e consumo sustentáveis.

                  Barreiras ao Comércio: tentação a ser evitada
- A introdução de barreiras às importações de produtos intensivos no uso de energia, água e GEE vem trazendo
possibilidades de novos focos de conflitos comerciais.
- A possibilidade de que esforços de enfrentamento do desafio climático e ambiental sejam contaminados por
conflitos com o protecionismo verde não é pequena.
Novas métricas e indicadores de sustentabilidade

- Um dos desafios mais relevantes na esfera global consiste no desenvolvimento de
novas métricas que respondam às especificações do desafio do Desenvolvimento
Sustentável.

- A indústria brasileira entende que a definição de metas e de padrões de
comparabilidade entre países, setores e empresas demanda a formação de bases de
dados de referência sólidas e confiáveis que respeitem as especificações regionais e
setoriais.
Desenvolvimento sustentável: oportunidade para a
                            indústria brasileira
- Matriz energética, florestas, biodiversidade e água: ativos brasileiro para o
desenvolvimento sustentável.

   Alguns ativos do Brasil

   - Quase metade da oferta energética vem de fontes
   renováveis.
   - Área florestal correspondente a 60% do território.
   - A maior área de floresta tropical do mundo e a
   segunda maior extensão de florestas do planeta.
   - O maior estoque de carbono do mundo armazenado
   na biomassa florestal.
   - 15% do número de espécies conhecidas pela ciência
   e cerca de 30% das florestas tropicais no mundo.
   -aproximadamente 12% da disponibilidade água
   superficial do Planeta.
Matriz Energética Brasileira

          Energia Elétrica,
          Bicombustíveis,
          Petróleo e Gás,
          Florestas,
          Biodiversidade,
          Água


  Oportunidade para a Indústria Brasileira
- Energia
- Gestão de Resíduos Sólidos
- Clima e Emissões
- Saneamento
- Biodiversidade e Florestas
- Tecnologia e Inovação
- Inclusão Social e Educação
- Melhores Práticas de Gestão e Governança Corporativa
O que a Indústria precisa para aproveitar as oportunidades?
- As distorções do sistema tributário brasileiro;
- Os elevados custos e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo no Brasil;
- Os escassos instrumentos da política de P,D&I para a sustentabilidade;
- A instabilidade, inadequação e administração dos marcos regulatórios na área
ambiental;
- A insuficiência e precariedade dos serviços de infraestrutura;
 - A insuficiência dos investimentos em educação e em qualificação dos trabalhadores;
- A obsolescência da legislação do trabalho.

              Compromissos do Sistema Indústria com o
                 fomento da produção sustentável
- A disseminação de novas tecnologias, processos e melhores práticas
- A identificação de metas e a construção de indicadores
- Os investimentos na educação e na capacitação profissional
- O articulação com atores domésticos e internacionais
OBRIGADO!
        Shelley Carneiro
Gerente Executivo de Meio Ambiente
      e Sustentabilidade da CNI

    E-mail: scarneiro@cni.org.br

Shelly carneiro 10 15

  • 1.
    A INDÚSTRIA BRASILEIRAE A RIO+20 SUSTENTAR 2012 Belo Horizonte, 24 de maio de 2012
  • 2.
    • COEMA: • Dúvidassobre a Lei Complementar nº140/2011 – competência dos entes federados para o licenciamento e e fiscalização ambiental; • Implementação da Política Nacional sobre Mudança do Clima (PNMC) – Plano Setorial da Indústria; • Código Florestal – Ganhos e Perdas; • Recursos Hídricos - Modelos de Cobrança e Agência no Rio Doce; • Rede Clima da Indústria Brasileira – Resultados da COP 17 - Posições da Conferência – Tendências; • Rio + 20 – Posições da CNI para a Conferência – Perspectivas; • Plano de Recursos Hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio Paranaíba (PRH-Paranaíba); • A Importância da Participação da Indústria nos Comitês de Bacia; • LC 140/11 (regulamentação do art. 23 da CF – definição de competências para o licenciamento ambiental).
  • 3.
    •Redes: Clima da IndústriaNacional Recursos Hídricos Resíduos Sólidos Biodiversidade • Representações Corporativas; • Contatos com Federações, Associações, Sindicatos e outros; • Contatos com Governo; • Trabalho com Equipes Externas; • Projetos específicos para o Setor.
  • 4.
    A Indústria BrasileiraFrente a Rio+20 - Oportunidades; - Agenda DS com IS e Proteção MA – Poder de Transformação sobre as estruturas de produção e consumo médios; - Economia Verde no contexto de Desenvolvimento Sustentável e a erradicação da pobreza e estrutura institucional para o DS => Capacidade de Fomentar DI sustentado no tripé (Competitividade, Inovação e Responsabilidade Social e Ambiental); -Negociação e Cooperação entre países desenvolvidos e em desenvolvimento nos desafios globais, como Erradicação da pobreza e da miséria; - Mitigação da Mudança Climática. O que a indústria brasileira espera da Rio+20 - A adoção de conceitos que tenham potencial mobilizador e que reforcem o equilíbrio entre as três dimensões da sustentabilidade; - O aperfeiçoamento do modelo de governança global dos esforços em direção à sustentabilidade e a implementação efetiva de mecanismos operacionais de financiamento e transferência de tecnologia para países em desenvolvimento; - O avanço na definição de novas métricas e indicadores de desenvolvimento sustentável, apoiados em bases de informação consistentes e em modelos teóricos compreensivos que abarquem as três dimensões da sustentabilidade.
  • 5.
    Desenvolvimento Sustentável Produção e Consumo sustentáveis no eixo das políticas globais O conceito da Economia Verde requer qualificações de forma a evitar os riscos de promover o desequilíbrio entre as 03 dimensões da sustentabilidade produzindo novas normas internacionais capazes de gerar distorções em termos de competitividade. Mais importante que o debate conceitual é estabelecer metas e prazos para compromissos já estabelecidos. Produção e consumo sustentável => Referencias para a Indústria Brasileira Cabe as empresas criar o progresso econômico e contribuir para a geração de empregos e renda de forma responsável e sustentável. Para a Indústria Brasileira é fundamental a utilização da ideia de produção e consumo sustentáveis nos termos do Processo de Marrakesh, como referência programática (manejo e ecoeficiência)
  • 6.
    A questão daGovernança Global - O compromisso e acordos internacionais pelo Desenvolvimento Sustentável. - O cenário internacional desfavorece saltos institucionais significativos. Aperfeiçoamentos, entretanto, são fundamentais, devendo ter como eixo a criação de incentivos e a remoção de obstáculos para a transição rumo a novos padrões de produção e consumo. Os acordos multilaterais já existentes devem ser considerados referências para os esforços globais e para políticas domésticas nesta área. - O combate às desigualdades sociais e econômicas deve ser gradualmente compatibilizado com a transição para padrões de produção e consumo sustentáveis. Barreiras ao Comércio: tentação a ser evitada - A introdução de barreiras às importações de produtos intensivos no uso de energia, água e GEE vem trazendo possibilidades de novos focos de conflitos comerciais. - A possibilidade de que esforços de enfrentamento do desafio climático e ambiental sejam contaminados por conflitos com o protecionismo verde não é pequena.
  • 7.
    Novas métricas eindicadores de sustentabilidade - Um dos desafios mais relevantes na esfera global consiste no desenvolvimento de novas métricas que respondam às especificações do desafio do Desenvolvimento Sustentável. - A indústria brasileira entende que a definição de metas e de padrões de comparabilidade entre países, setores e empresas demanda a formação de bases de dados de referência sólidas e confiáveis que respeitem as especificações regionais e setoriais.
  • 8.
    Desenvolvimento sustentável: oportunidadepara a indústria brasileira - Matriz energética, florestas, biodiversidade e água: ativos brasileiro para o desenvolvimento sustentável. Alguns ativos do Brasil - Quase metade da oferta energética vem de fontes renováveis. - Área florestal correspondente a 60% do território. - A maior área de floresta tropical do mundo e a segunda maior extensão de florestas do planeta. - O maior estoque de carbono do mundo armazenado na biomassa florestal. - 15% do número de espécies conhecidas pela ciência e cerca de 30% das florestas tropicais no mundo. -aproximadamente 12% da disponibilidade água superficial do Planeta.
  • 9.
    Matriz Energética Brasileira  Energia Elétrica,  Bicombustíveis,  Petróleo e Gás,  Florestas,  Biodiversidade,  Água Oportunidade para a Indústria Brasileira - Energia - Gestão de Resíduos Sólidos - Clima e Emissões - Saneamento - Biodiversidade e Florestas - Tecnologia e Inovação - Inclusão Social e Educação - Melhores Práticas de Gestão e Governança Corporativa
  • 10.
    O que aIndústria precisa para aproveitar as oportunidades? - As distorções do sistema tributário brasileiro; - Os elevados custos e as dificuldades de acesso ao crédito de longo prazo no Brasil; - Os escassos instrumentos da política de P,D&I para a sustentabilidade; - A instabilidade, inadequação e administração dos marcos regulatórios na área ambiental; - A insuficiência e precariedade dos serviços de infraestrutura; - A insuficiência dos investimentos em educação e em qualificação dos trabalhadores; - A obsolescência da legislação do trabalho. Compromissos do Sistema Indústria com o fomento da produção sustentável - A disseminação de novas tecnologias, processos e melhores práticas - A identificação de metas e a construção de indicadores - Os investimentos na educação e na capacitação profissional - O articulação com atores domésticos e internacionais
  • 11.
    OBRIGADO! Shelley Carneiro Gerente Executivo de Meio Ambiente e Sustentabilidade da CNI E-mail: scarneiro@cni.org.br