AS FORÇAS ARMADAS TÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR,
A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL.
BELO HORIZONTE, 30 DE JUNHO DE 2018 - ANO XXIV - Nº 252
Site: www.jornalinconfidencia.com.br
E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br
GENERAL MOURÃO TOMA POSSE
COMO PRESIDENTE DO CLUBE MILITAR
Esquecer também é trair!
RELEMBREMOS O JOVEM
MÁRIO KOZEL FILHO
PÁGINA 13
VIII ENCONTRO DOS ARTICULISTAS
DO INCONFIDÊNCIA
TenCel PMERJ Schittini, Profª. Aileda, Advogados Marco e Alcyone
Samico, Generais Mourão e Marco Felicio e Cel Aviador Luis Mauro
PÁGINA 17
Articulistas e colaboradores do Inconfidência participaram do
VIII Encontro, acontecido na tarde de 29 de junho, no Salão Cristal,
na sede “Lagoa” do Clube Militar.
Constituição da Mesa Diretora: General Divisão Bandeira, General
de Exército Cesário, General Divisão Pimentel, General de Exército
Mourão e General de Divisão Ronald. LLLLLEIAEIAEIAEIAEIA NANANANANA PÁGINAPÁGINAPÁGINAPÁGINAPÁGINA 33333
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
VERGONHA NACIONAL!
PÁGINAS 18/19
ACADEMIA BRASILEIRA
DE DEFESA
PALESTRA DO GENERAL LESSA
E POSSE DO GENERAL MOURÃO
CIRO“DOIDIVANAS”
GOMES
PÁGINA 5
O BRASIL NA
1ª GUERRA MUNDIAL
(1914-1918)
PÁGINA 6
A GUERRILHA
DO ARAGUAIA
PÁGINA 27
PT - O PARTIDO
MAIS CORRUPTO E
MENTIROSO
DERROTAS DA LAVA-JATO
Segunda Turma do STF liberta
Dirceu e ex-tesoureiro do PP
Toffoli, Gilmar e Lewandowski votaram
a favor dos habeas corpus
PÁGINA 7
27 de junho/2018
ASegunda Turma do STF libertou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-
tesoureiro do PP João Carlos Genu, já condenados em segunda instância. Dias
Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor dos habeas corpus,
e Edson Fachin, relator da Lava-Jato, contra. Celso de Mello não estava presente.
Página 18
Brasil x STF
Em solenidade acontecida no Clube Militar às 14 horas de
26 de junho, tomou posse, após ser eleito por aclamação,
o General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão.
Mesa diretora da cerimônia de posse: Maj.Brig. Marcus Vinicius, Presidente do Clube de
Aeronáutica; Gen.Ex. Mourão, novo Acadêmico da ABD; Cel.Av. Luís Mauro, Presidente da
Academia; V.Alte Rui Elia, Presidente do Clube Naval; e Maj.Brig. Perez, Presidente eleito do
Clube de Aeronáutica – PÁGINAS 12
8Nº 252 - Junho/2018 2
* A. C. Portinari
Greggio
* Economista
Circula na rede um
vídeo no qual o can-
didato Ciro Gomes é en-
trevistado pelo músico
Caetano Veloso. Nada de novo, exceto
uma declaração de Veloso que surpre-
ende os que ainda se surpreendem. Re-
conhece o desastre dos regimes socia-
listas e a perplexidade das Esquerdas.
Segundo ele, o problema das Esquer-
das é que "defendem algo que não está
estabelecido, não está demonstrado".
Gomes concorda e diz que, na luta pelo
poder, a Direita tem grande vantagem
porque apenas "conserva" o que já exis-
te. Traduzindo: para chegar ao poder, a
Esquerda critica a ordem política e so-
cial existente e promete um “mundo me-
lhor”. Quando chega lá, verifica que
mentiu e não pode entregar. Mas tendo
destruído tudo, não pode voltar atrás.
Solução: põe a culpa no “imperialis-
mo”, na “burguesia”, nos “reacionári-
os”, etc., adia para nunca o que prome-
teu e, para salvar os “ideais da Revolu-
ção”, passa a reprimir e a suprimir toda
a oposição. Rapidamente degenera em
ditadura policial cujo único propósito é
permanecer no poder. Essa é a regra
geral das revoluções socialistas.
No caso do Brasil o fiasco das
Esquerdas foi pior porque, não
dispondo de poder armado, ten-
taram usar a corrupção como ins-
trumento revolucionário, e deu
no que deu.
Diante desse quadro, cres-
ce o número de militantes ou sim-
patizantes desiludidos que, como
Veloso, reconhecem que a Es-
querda malogrou. Do outro lado,
partidários da Direita se conven-
cem de que o adversário foi ven-
cido. Parece lógico, não? Se a
própria Esquerda reconhece sua
falsidade, a guerra está decidida. Ga-
nhamos. Certo?
Errado. A conversa entre os dois
ícones da ignorantsia brasileira é ou-
tra típica inversão da realidade. O que
dizem ser o ponto fraco da Esquerda é
de fato o seu forte. E inversamente, o
que dizem ser o forte da Direita é a sua
grande desvantagem.
Por que? A resposta é o tópico
mais importante da guerra ideológica
que há mais de dois séculos divide a
NÃO SE ILUDAM, A ESQUERDA NÃO MORREU
Tal como o vírus da gripe, eles mudarão seu RNA e voltarão a atacar
Direita e a Esquerda. Para entender,
temos de voltar às aulas de Física e re-
cordar o conceito de entropia, que
Arthur Eddington denominou “a su-
prema lei da Natureza”. Entropia é a
medida da desordem na Natureza. O
princípio físico da entropia prova que
Universo tende a degenerar e a regredir
inexoravelmente ao caos. Caos é o es-
tado no qual todas as diferenças desa-
parecem, tudo se confunde e se iguala
por baixo, e nenhuma energia existe, de
modo que o todo resultante é absoluta-
mente estável, sem possibilidade de se
modificar por si próprio – ou seja, é um
mundo inerte e morto.
O conceito de entropia se aplica a
todos os fenômenos materiais, inclusi-
ve à Política e à existência das nações.
Para construir uma nação é necessário
trabalho e sacrifício de muitas gera-
ções. A nação tem de ser defendida
contra a universal tendência à degene-
ração. Enquanto dispõe de energia para
prevalecer contra a desordem, a nação
sobrevive; mas quando lhe faltam as
forças, o caos predomina e ela se de-
compõe em massa anômica de miserá-
veis sem passado e sem futuro.
A diferença fundamental entre
Direita e Esquerda é que a Direita luta
contra a entropia, contra a degenera-
ção, contra o caos, enquanto a Esquer-
da empurra o mundo a favor da entropia
e da desordem. Sua estratégia consiste
em negar, contrariar e destruir a ordem
política e social para chegar ao poder.
Para isso, promete utopias, mundos per-
feitos e sonhos de felicidade, que ja-
mais cumpre. Longe de ser seu ponto
fraco, como diz Veloso, esse é exata-
mente seu ponto for-
te.
Em artigos an-
teriores verificamos
que a Esquerda não é
nada do que diz ser.
Não representa a clas-
se trabalhadora. Não
passa duma catego-
ria renegada de inte-
lectuais arrogantes,
ressentidos e pouco
afeitos ao trabalho,
gerada e cevada nas
universidades, que não
se contentam com o lugar que lhes cabe
e disputam o poder político contra as
classes responsáveis pela ordem, pro-
dução e construção da nação. Para ven-
cer, recruta os piores elementos da soci-
edade, e usa seus vastos recursos de co-
municação para desorganizar a nação.
Sim, a Esquerda realmente é pro-
gressista, quer avançar, deseja mudan-
ças e rema a favor da corrente. Só que o
seu “progresso” não é progresso: é mero
avanço no sentido de menor resistência.
AEsquerda empurraladeiraabaixo.Seu
“progresso” é negativo, é rumo ao caos.
Essa é a sua força. Por isso sua tarefa
é tão fácil, eficaz, irresistível.
A Direita, coitada, faz o contrá-
rio. Procura segurar as pontas, arru-
mar a casa, pagar as contas em dia.
Rema contra a corrente, e tenta puxar
ladeira acima. Contrariamente ao que
afirma Ciro Gomes, preservar o que
existe não é o forte da Direita, é sua
grande desvantagem nessa luta de-
sigual.
Na verdade, a Ordem e o Pro-
gresso não são a favor da corrente
da História. Ordem e Progresso só se
alcançam contra a corrente. Não
acontecemespontaneamente.OCaos,
sim, é espontâneo. Mas Ordem e Pro-
gresso só se obtêm mediante esforço
consciente e determinação. Exigem dis-
ciplina, hierarquia e amor – ou seja,
exigem máxima energia e mínima en-
tropia.
É por isso que tantos gostam da
Esquerda. A Esquerda é simpática e per-
missiva. A Esquerda é a favor. A Direita é
reacionária, conservadora, tradiciona-
lista, elitista. Sim, a Direita é dura e
severa. É do contra.
Não se iludam. A Esquerda não
perdeu a guerra. Vai cair do cavalo e
ficar algum tempo a lamber as feridas e
sepultar ideais mortos. Mas retornará,
por outros caminhos e com outras pro-
messas, acompanhadas de romances,
filosofias, teatro, cinema, canções, po-
esias, movimentos de massa, bandei-
ras, tudo isso, mas de algum jeito dife-
rente. Não se deixem confundir pelas
ideologias, que mudam conforme a oca-
sião. Prestem atenção na classe social
que as defende, que é sempre a mesma.
A Esquerda não é ideia a ser con-
testada. Vive das ideias, sim. Mas não
adianta combate-la nesse campo, por-
que é impossível convencê-la ou con-
vertê-la pela razão. A Esquerda é como
tribo ou nação inimiga. Indagar por-
que nos atacam é inútil. Atacam porque
nós somos nós, e eles são eles. Se vol-
tássemos aos tempos da Descoberta e
perguntássemos aos tupis porque guer-
reavam os tapuias, a pergunta parece-
ria estúpida, e a resposta seria óbvia:
porque somos tupis e eles são tapuias.
A Esquerda tem de ser eliminada por-
que ela, quando chega ao poder, elimi-
na todos os seus adversários, impede-
os de falar, expulsa-os do país.
Mas não precisamos usar os mes-
mos métodos. Nosso caso é mais sim-
ples. Para eliminar saúvas, deve-se eli-
minar a rainha. Pois bem: a rainha das
saúvas, no caso da Esquerda, é a uni-
versidade. É ali que, há séculos, a Es-
querda é formada e diplomada.
Desmembrem, separem em institutos,
isolem as "humanas", "sociais" e ou-
tras afins, e o problema estará resolvi-
do em poucos anos.
Caetano Veloso e Ciro Gomes, farinhas do mesmo saco
Olá militares, olá civis
Eainda há debilóides e deformadores de opinião
colocando em dúvida as competências das FA.
Salve o Exército do meu Brasil!
Ele não serve, apenas, para desobstruir estra-
das, para garantir direitos de ir, vir e ficar.
Foi construindo que os Governos Militares
conseguiram de 1964 a 1985 que o Brasil desse um
salto de qualidade,que a Tv Globo, ontem, 04/06/2018,
repercutindo no Jornal Nacional matéria que o jornal
impresso publicara cedo, tentou desmerecer, clas-
sificando como secreto um documento de zerda,
que a seção da CIA da Embaixada Americana no
É ASSIM, ENSINANDO, EDUCANDO, QUE O
EXÉRCITO CONSTRÓI PONTES PARA O FUTURO!* Lúcio Wandeck
Brasil divulgou, baseada em falsas conjecturas
colhidas em jornais de esquerda, sobre os militares
do alto escalão que conduziam a Nação naqueles
anos de prosperidade.
Recentemente escrevi que a TV Globo, no afã de
desconstruir a candidatura Bolsonaro, resolveu cha-
mar as FA para a porrada,divulgando banalidades.
Esse quase monopólio da desinformação a ser-
viço do mal precisa levar um chega pra lá!
Que falta nos faz o Dr. Roberto Marinho, cu-
jos filhos, hoje, solertemente, desmentem o que o
velho escreveu aos brasileiros.
* Cel FAB - Membro da CIM - Comissão Interclubes Militares
Lembro que os oficiais, o almirantado e nós todos que ad-
miramos os valores da Força temos o dever moral de so-
licitar ao Governo Temer que devolva o nome do Almirante
Rademaker ao pavilhão do Colégio Pedro II em São Cristóvão,
arrancado no governo Dilma por um canalha que dirigia o
Colégio. Rademaker estudou no Colégio, presidiu a Associa-
ção de Ex-alunos e ajudou a liberar a construção daqueles
belos prédios. Homenagem justa, que nos coloca a todos na
obrigação moral de alertar o governo, que parece não com-
pactuar do ato mesquinho e revanchista. Acho que o Ministro
da Defesa resolveria isso com o da Educação sem dificuldade.
Convoco a todos a este esforço pois não podemos nos omitir.
Tenho a honra de ter recebido aos 20 anos de idade a Medalha
Tamandaré conferida por ele testemunha de minha atuação em
64 no grupo que tinha como referência o Almirante Silvio
Heck. (11/06)
COLÉGIO PEDRO IIJornalista Aristóteles Drummond
PS - seguem excertos do pronunciamento de Roberto Marinho.
Os que desejarem a leitura completa desse documento histórico podem acessá-lo na url:
http://www.robertomarinho.com.br/vida/opiniao/brasil/julgamento-da-revolucao.htm
2
Nº 252 - Junho/2018 3
Junho – O mês de Santo Antônio, São
João e São Pedro, é celebrado e feste-
jado em todo o território nacional, com as
tradicionais festas juninas e formação
das conhecidas e animadas quadrilhas. É
também o mês que comemoramos, a 10, o
Dia da Artilharia do Marechal Mallet e a
11, a Batalha Naval do Riachuelo, vencida
pelo Almirante Tamandaré, Patrono da Ma-
rinha. Mas voltando às quadrilhas, infe-
lizmente, para tristeza e revolta da socie-
dade brasileira, algumas delas perderam
completamente sua originalidade e ino-
cência, para se tornarem objeto de uma
das mais sórdidas criações da prática
política em nosso país, apresentando-se
com destaque, principalmente em Bra-
sília, no Congresso Nacional, Assem-
bleias Legislativas, STF e em nossas Em-
presas Estatais.
Mais uma vez, sendo nosso jornal
de periodicidade mensal, encontramos
grandes dificuldades em selecionar as-
suntos para apresentar aos nossos leito-
res, tantos são os crimes, corrupção, ban-
dalhas, canalhices, mentiras e traições,
cometidos por aqueles que teriam a obri-
gação moral de dar o exem-
plo, pelos cargos/funções
que ocupam, e zelar pelos
maiores interesses da Na-
ção Brasileira. Mas assim,
não o fazem.
E não é só o PT, o partido mais cor-
rupto da Pátria Brasileira que assim se
comporta. Os outros, também nada ficam
a dever a ele. A degradação ética e moral
que domina nossa classe política é geral,
com rarissimas exceções. Outro fator que
colabora para esse estado de espírito
sombrio que domina nossa sociedade é a
demora com que atua o STF na aplicação
das correções que deveria executar para
dar um basta na impunidade que nos ro-
deia e nos assusta, como comprovaremos a
seguir:
Constantemente assistimos pela te-
levisão os bate boca e as ofensas trocadas
entre os seus ministros denegrindo o de-
sacreditado Poder Judiciário, uma vergo-
nha nacional!
Também neste mês, a
26 o cinquentenário da morte
do então soldado Mário Kozel
Filho, em atentado terrorista
perpetrado contra o quartel general do II
Exército, hoje Comando Militar do Su-
deste. Data que jamais pode ser olvidada
e que mereceria uma Ordem do Dia do Co-
mando do Exército para ser lida e relem-
brada em todos os aquartelamentos, tal
qual como aconteceu na Assembleia Le-
gislativa de São Paulo, por iniciativa do
JUNHO
O MÊS DAS QUADRILHAS
deputado estadual, coronel PMSP, Paulo
Adriano Telhada.
E ainda neste mês de junho, inúme-
ras as tentativas de libertar da merecida
prisão, por enquanto de 12 anos e um mês,
o ex-presidente Lula, um dos maiores
corruptos e o maior traidor da pátria bra-
sileira. Merece prisão perpétua ou então
a expatriamento para Cuba ou Vietnã do
Norte. A liberdade (provisória?) do cor-
rupto mor José Dirceu, foi um verdadeiro
tapa na cara dos brasileiros trabalhado-
res, honestos e patriotas e a tentativa de
desmoralizar o Juiz Sergio Moro e a ope-
ração Lava Jato.
Apesar de todas essas tristes ocor-
rências, não podemos deixar de relembrar
o que ocorre nas Minas Gerais. Apesar da
operação Acrônimo, até agora o corrupto
governador, o petista Fernando Pimentel
ainda não foi condenado e preso. Quan-
do prefeito de BH, empregou o irmão e o
ex-marido da impichada Dilma, sem con-
curso e com altos salários.
Sendo ministro do Planejamento no
desgoverno Dilma, recebeu um milhão de
reais da Fiemg – Federação das Indústri-
as do Estado de Minas Ge-
rais para apresentar pales-
tras e consultorias que não
foram concretizadas e as 10
regionais e os federados en-
goliram sem qualquer rea-
ção. Jamais a mídia venal e vendida minei-
ra apresentou qualquer comentário so-
bre esse fato, como também a OAB/MG,
a própria Fiemg e as entidades de classe.
Por quê?
O pagamento do salário dos funcio-
nários públicos está atrasado e principal-
mente o professorado sofre com isso,
pois recebem somente 2 mil reais men-
sais! Acredite se quiser.
Enquanto isso a atual legislatura se
autoconcede auxílio moradia, logo no iní-
cio do seu mandato em 2015, no valor de
R$ 4.300,00 embora todos os deputados
estaduais devem ter residência (e até mais
de uma) em BH. Não se esqueçam deles
nas eleições de outubro!
E para encerrar – Quan-
do o Ministério Público
de Minas Gerais exigirá e
tomará providências para
a restituição dos 200 mi-
lhões de reais (valor atualizado) recebidos
ilicitamente pelos deputados estaduais
na legislatura 1999/2002? O corrupto go-
vernador Fernando Pimentel não se inte-
ressaria em ter esse aporte ainda no seu
governo, a fim de poder pagar o profes-
sorado em dia?
Que Deus nos proteja!
POSSE DO DESEMBARGADOR
ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE
LIMA NA VICE-PRESIDÊNCIA DO
TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL
Na tarde/noite de 21 de junho por ocasião da posse da nova diretoria
do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, tive a satisfação de
abraçar, com muita alegria, o General Bini e os Coronéis Miguez e Pai-
xão. Grato pelas presenças e mensagens, por ocasião da minha posse à vice-
presidência do TRE/MG.
Desembargador Geraldo Augusto, presidente do TJMG,
Senador Antonio Anastasia e Desembargador Rogério Medeiros
Posse da nova diretoria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais
Na tarde do dia 26 de junho, no momento em que comemorávamos 131 anos de
fundação da Casa da República, tivemos a passagem da presidência do Clube
Militar do General Div Gilberto Rodrigues Pimentel para o General Ex Antõnio
Hamilton Martins Mourão, responsável pela condução dos destinos desta tradi-
cional instituição pelos próximos dois anos. A Assembléia foi prestigiada não só
por muitos sócios como , também, por diversos admiradores do novo presidente.
O Salão Nobre viveu, mais uma vez, momentos de esplendor.
POSSE DA NOVA DIRETORIA
DO CLUBE MILITAR
STF SOLTA MAIS UM - JOSÉ DIRCEU
Internet
3
8Nº 252 - Junho/2018 4
* Maria Lucia
Victor Barbosa
*Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do
Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido",
Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br
* Rodolpho
Heggendorn
Donner
* Coronel
A FALSA NEOESQUERDA BRASILEIRA
A esquerda bra-
sileira é uma
quimera. Caracterís-
tica não apenas nos-
sa, mas que aparece
na América Latina e
tem causas que podem ser encontra-
das, inclusive, no afã de justificar nos-
sos fracassos fazendo contraponto aos
países capitalistas, notadamente, os
Estados Unidos.
Na teoria da dependência consta
que somos pobres porque os ricos ca-
pitalistas nos exploram. Desculpa re-
confortante para fugir de nossas res-
ponsabilidades e creditar a outros nos-
sas desgraças. Desse modo, a tática da
vitimização encontra nas falsas pro-
messas da esquerda a sedutora utopia
da igualdade.
Para a imposição da mentalida-
de esquerdista são criadas massas de
manobra, sendo o alvo principal a ju-
ventude doutrinada na escola e, prin-
cipalmente, na universidade. Sem ma-
turidade para cotejar os fatos à luz da
realidade os cérebros juvenis absor-
vem ralas noções marxistas e, sobre-
tudo, palavras de ordem. Aprendem
que ser de esquerda significa ser bom,
defensor dos pobres, possuidor de ca-
ráter ilibado. Na direita está a "elite"
maldosa, seguidora de um tal de neoli-
beralismo, opressora dos pobres e opri-
midos que necessitam dos paladinos
Esse esquerdismo é totalmente falso porque não temos partidos ideológicos, mas, sim, clubes de interesses.
da esquerda para salvá-los em nome
da causa, ou seja, da fé.
Não é transmitido aos jovens os
horrores do comunismo, sistema que
matou milhões de pessoas, seques-
trou a liberdade, reduziu a maioria à
miséria enquanto uma casta dirigente
usufruía do poder e seus inerentes pri-
vilégios e, que por fim, fracassou. Na
América Latina são, entre
outros expressivos exem-
plos do que pode fazer a
chamada esquerda para a
desgraça das populações,
Cuba e Venezuela.
No Brasil, o governo
petista depois de quase 14
anos no poder afundou o país
economicamente e corrom-
peu valores, tendo chega-
do à decadência por contas da ganân-
cia, da incompetência e da corrupção
institucionalizada.
Além das massas de manobra
existem também os oportunistas, que
se dizem de esquerda para obter van-
tagens nas universidades e nos empre-
gos loteados pelo PT por todo País.
Não faltam além disso as espertas li-
deranças partidárias e os candidatos
populistas, que em campanha são de
esquerda desde criancinhas.
Note-se que nenhum de nossos
partidos, esses trampolins para se al-
cançar o poder, se apresentam como
de direita. Para evitar o estigma de fas-
cistas ou coisa pior preferem se dizer
de esquerda, centro-esquerda, centro
e, no máximo, de centro-direita.
Esse esquerdismo é totalmente
falso porque não temos partidos ideo-
lógicos, mas, sim, clubes de interes-
ses. Além do mais, a chamada esquer-
da virou uma mistura de opiniões poli-
ticamente corretas que nada tem a ver
com o marxismo. Alguns neoesquer-
distas chegam a se declarar cristãos,
o que deve fazer Karl Marx revirar na
tumba.
O PT, que sempre foi conside-
rado o maior partido brasileiro de es-
querda, nos seus congressos nunca
conseguiu definir qual era seu socia-
lismo.
Seria o PDT um partido de es-
querda? Seu candidato à presidência da
República, Ciro Gomes, conhecido por
seus destemperos, grosserias e in-
sultos está no sétimo partido e man-
tém os pés em duas canoas: a consi-
derada de esquerda e a que é vista co-
mo de direita.
Marina, PT de coração, esque-
ceu a ecologia e aceita na Rede qual-
quer "peixe". Ela se tornou a menina
dos olhos de FHC (PSDB), que depois
de destruir a candidatura de João Dória
à presidência da República parece des-
gostoso com o fraco desempenho de
Geraldo Alckmin.
Curiosamente, o pré-candidato do
PC do B ao governo do Rio de Janei-
ro, Leonardo Giordano, admitiu que
seu partido considerado de extrema es-
querda apoiou a administração do ex-
governador e atual presidiário, Sérgio
Cabral (MDB) e do ex-prefeito, Eduar-
do Paes (DEM). A combativa deputa-
da, também do PC do B, Jandira Fegha-
li, foi secretária da Cultura na gestão
de Paes.
Muitos são os exemplos da fal-
sa esquerda e no momento o que se
vê é uma matéria gelatinosa de todos
os partidos buscando freneticamente
entre si alianças das mais esquisitos.
Esquerda? Que nada. O que existe
apenas é o lado de cima.
Muitas barras de ouro e malas de
dinheiro vivo certamente estão
sendo empenhadas na defesa de polí-
ticos condenados pela Lava-Jato. Ca-
ríssimos advogados e indecente mi-
litância política no STF mais uma vez
garantiram liberdade para o condena-
do Zé Dirceu. Também, anulação de
provas que condenariam por corrup-
ção a senadora e presidente do PT Glei-
si Hoffman e seu marido Paulo Ber-
nardo. Farsas e práticas jurídicas, chu-
las interpretações constitucionais, in-
contáveis burocracias e chicanas in-
decentes visam a desconstruir a reali-
dade - a exigência legal de cumprimen-
to de pena em cadeia - tendo-a ape-
nas como atuação política para fins e
usos partidários. Ainda que frequentes
as negativas para terem também Lula
fora das grades, não se deve despre-
zar a atuação dessa suprema milícia pe-
tista em novas tentativas.
É de cima que parte o exemplo.
Sabedoria milenar indispensável à
confiabilidade de quem nos governa.
Faltando o exemplo, as coisas se com-
plicam bastante quando também falta
vergonha. Pior ainda é quando, além
de faltar exemplo e vergonha, faz-se
uso do mantra político que justifica os
meios pelos fins a que se destinam -
aquele de inspiração supressora de cul-
SUPREMA ESQUIZOFRENIA
Insanidades jurídicas dissociadas da realidade, ainda que forjadas na seriedade e altivez
de quilométricos discursos, aproximam-se bastante da síndrome de esquizofrenia.
pa nos crimes cometidos pelos socia-
lismos desde a Revolução Russa de
1917. Imagine, então, o estrago que
tudo isso junto comete na atuação ju-
rídica da Segunda Turma do STF, es-
culhambando a crença mais sincera
que se possa ter na Justiça e na demo-
cracia representativa. Repetindo,
para não deixar dúvida: a Segunda
Turma do STF não deu o exemplo
que lhe competia, faltou-lhe vergo-
nha e tornou-se claque para fins po-
líticos do mantra esquerdista que jus-
tifica até o pior dos crimes em razão
dos fins a que se destinam. E assim,
em clima de happy end de filmes Clas-
se C, Zé Dirceu, mais uma vez, saiu
sorridente da cadeia, zombando de to-
dos nós. Também Gleisi e Bernardo,
por terem livrado a dupla das grades.
Pode-se também esperar a liberda-
de para Lula, se decisões forem en-
tregue aos mesmos supremos mili-
cianos.
Insanidades jurídicas por disso-
ciadas da realidade, ainda que forja-
das na seriedade e altivez de quilo-
métricos discursos, lembram bastan-
te a síndrome da esquizofrenia. Ca-
racterizam-se pela perda de contato
com a realidade, cativa de interpreta-
ções tendenciosas do texto constitu-
cional.Ignoramaexis-
tência de jurisprudên-
cia consolidada de que
a prisão deve aconte-
cer após a Segunda Instância. Favore-
çam-se, pois, interesses políticos nas
decisões, e que se dane a realidade.
Dissociações da realidade trazem da-
nos à necessária credibilidade nos po-
deres republicanos, onde uns conde-
nam o criminoso, outros o soltam, tor-
nam a prendê-lo, outros novamente o
soltam.
Até quando aceitaremos a con-
tinuação dessas mirabolantes farsas
políticas e jurídicas favorecendo ma-
quiadas prisões domiciliares, liberda-
de total e até a indecência de nego-
ciados indultos a condenados? Até a
prescrição da condenação de seus cri-
mes? Depois, não querem que se pen-
se em intervenção.
Em tempo: Ricardo Boechat,
jornalista, Band News, na crônica
diária do dia 29 de junho, a respei-
to de comentário de político minei-
ro justificando-se de pilantragem,
disse: “Somos uma população de ca-
piaus segundo o entendimento des-
sa canalhada que domina o Estado
Brasileiro.”
( http://www.bandnewsfm.com.br/
colunista/ricardo-boechat/)
No Brasil, o governo petista depois
de quase 14 anos no poder afundou
o país economicamente e corrompeu
valores, tendo chegado à
decadência por contas da ganância,
da incompetência e da corrupção
institucionalizada.
Para onde vamos?
4
Nº 252 - Junho/2018 5
* Ipojuca
Pontes
* Ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista
do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores
brasileiros de todos os tempos.
Ciro Gomes, tal qual
o arbitrário Nhô
AugustoMatragadoSaco-
da-Imbira, personagem de Guimarães
Rosa, é o sujeito que quer entrar no céu
(presidência da República) na base do
porrete. Para tanto, símile do temerário
filho do coronel Afonsão das Pindaíbas,
vive de rosnar ameaças, distribuindo
agressões e patadas verbais em cima
dos adversários e até entre os aliados
políticos mais próximos (vide, por exem-
plo, o caso do presidiário Lula da Selva,
seu ex-protetor, a quem se compraz em
avaliar como “um merda”).
Considerado por muitos um dis-
ponível “língua de aluguel”, Ciro se
autodenomina “operador da política”,
mas, de fato, examinando-se direitinho
o seu comportamento desequilibrado,
o mais justo seria diagnosticá-lo como
um caso clínico.
Na trilha de político profissional
(vá lá, “operador”), o atual chefão da
oligarquia dos Ferreira Gomes (Sobral-
CE) nem sempre adotou o estilo can-
gaço. Ele começou, de mansinho, na
Aliança Renovadora Nacional (ARE-
NA), depois passou às fileiras do PDS,
ambos partidos de sustentação da “di-
tadura militar”. Em seguida, pressen-
tindo a mudança dos ventos soprados
pelos próprios milicos (por exemplo,
CésarCalsnoCeará),pulouparaoPMDB,
partido de oposição liderado por “Dr.
Ulysses”, a múmia responsável pela
ingovernável “Constituição Cidadã”,
Daí para o PSDB, toca do marxista-
gramscista FHC, o Vasilinoso, foi um
passo (em falso). Mas, sequioso por
sentar no Trono do Planalto, larga o
PSDB - um ninho de cascavéis sempre
enroladas nos antros do poder - e se
transfere para o PPS, ex-PCB, a secção
brasileira do doentio comunismo inter-
nacional. Ali, logo descobre que seu
obsessivo projeto presidencial não iria
adiante e, então, rápido, pula para o
PSB, a sigla-trampolim ocupada por co-
munistas contumazes, socialistas, opor-
tunistas e demagogos de toda espécie,
entre eles, o coroné Miguel Arraes, Erun-
dina, Saturnino “Choroso” Braga, Ga-
rotinho e até mesmo o desvairado
Jânio Quadros.
Todavia, marginalizado no PSB,
CIRO “DOIDIVANAS” GOMES
Destemperado, boquirroto, Ciro é o que se pode chamar de “mala sem alça”, um fardo que o País
não quer carregar, mas que se apresenta, outra vez, como candidato à Presidência da República.
que já tinha como dono um herdeiro de
Arraes, parte para apoiar a criação do
PROS (o indefinido Partido Republica-
no da Ordem Social), aventura que aban-
donou correndo para ingressar no PDT
de Brizola, o “Engenheiro do Caos”,
hoje amarrado ao ex-jornaleiro Carlos
Lupi, demitido do Ministério do Traba-
lho por Dilma Caixa de texto: Examinan-
do-se direitinho o seu comportamento
desequilibrado, o mais justo seria diag-
nosticá-lo como um caso clínico. Rous-
seff após denúncia de corrupção pela
própria Comissão de Ética da Presidên-
cia da República.
Como se pode avaliar, o doidi-
vanas Gomes pula de galho em galho ao
pendor de sua obsessão. Inutilmente,
de resto. O homem já disputou duas
eleições presidenciais e nas duas foi
derrotado, a última delas de forma ca-
nhestra para o presidiário Lula e até
mesmo para o falso Garotinho, cria de
Brizola, frequentemente visto por trás
das grades.
Destemperado, boquirroto, Ciro é
o que se pode chamar de “mala sem
alça”, um fardo que o País não quer car-
regar, mas que se apresenta, outra vez,
como candidato à Presidência da Repú-
blica. Traz a tiracolo, como guru ideoló-
gico, a figura aloprada de Mangabeira
Unger, “visionário sem visão” de Har-
vard, o biombo furado sob o qual pro-
cura se esconder boa parte da mediocri-
dade política cabocla. O guru de Harvard
é um fenômeno. Enrolado no forte sota-
que de gringo, Unger, na sua algaravia
acadêmica, já seduziu, entre outros, Dr.
Ulysses, Brizola, Dilma Rousseff, o PRB
do Bispo Macedo e o próprio Lula.
(Detalhe: Mangabeira, depois de
exigir em artigo de jornalão o impeach-
ment de Lula, apontando-o como chefão
do PT, “o partido mais corrupto da his-
tória nacional”, o professor aloprado,
sem o menor pudor, aceitou assumir a
“Secretária Especial de Ações de Lon-
go Prazo” do governo Lula. Resultado:
no cargo, em curto
prazo, as obscuras
ações de Unger só
fizeram o País descer
ladeira abaixo, em es-
pecial a região ama-
zônica submetida ao
seu inviável “Plano
da Amazônia Sus-
tentável”.
Comunistóide
enrustido, Ciro é de-
coreba do Foro de São Paulo criado por
Fidel, organização responsável pelo
completo fracasso político, social, moral
e econômico da América Latina, do qual
a faminta Venezuela do tiranete Madu-
ro – defendido por Gomes – é exemplo
clamoroso.
No frigir dos ovos, as propostas
do Oligarca de Sobral para “operar” o
Brasil são todas nocivas e passam pelo
aumento da carga tributária, o desman-
che da reforma trabalhista, o retorno
das bilionárias extorsões sindicais so-
bre os salários dos trabalhadores, a
derrubada do teto de gastos do gover-
no e, o mais daninho, a adoção do “Es-
tado controlado”, embuste do comunis-
ta Antonio Gramsci, “Il Gobbo”, para en-
quadrar a sociedade e os indivíduos. No
caso do aumento dos impostos, o candi-
dato, defensor intransigente da CPMF,
pretende impor imposto sobre as gran-
des fortunas e outros que tais – impos-
tos a posteriori transformados em sor-
vedouro para o abastecimento de mega
salários dos políticos e da
burocracia selvagem. Sem
falar, é claro, no festim das
empreiteiras com suas
obras faraônicas e intermi-
náveis, tais como a Trans-
nordestina e a Transposi-
ção do Rio São Francisco
(em parte, administradas
pelo próprio Ciro), cujas
águas, segundo ambienta-
listas, encontram-se amea-
çadas de extinção.
O truque de Ciro Gomes para se
manter no foco da mídia é apresentar
problemas (a maioria deles, falsos),
apontar bodes expiatórios e apresentar
soluções que só ele, caso eleito, poderá
resolver nos primeiros meses. Empafioso
de si mesmo, mente com uma fluência
admirável de político profissional, dis-
torcendo dados estatísticos e a tudo le-
vando de roldão, inclusive a plateia, em
geral, perplexa ou desinformada.
Mas não a todos: recentemente,
num painel sobre livre comércio, o pro-
fessor Tom Palmer, do Catho Institute,
replicou, na lata, que Ciro Gomes devia
tomar vergonha na cara (“you should
be ashamed”). É que Ciro, rico, bem ves-
tido e alimentado, tinha dito antes que
a liberdade de consumo era algo como
uma “ameaça à identidade cultural bra-
sileira”.
Só para completar: Ciro disse que
apreciava a frase “Hay que endurecerse,
pero sin perder a ternura”, do assassino
“Che” Guevara, que se comprazia em
matar prisioneiros, ele próprio, com ti-
ros na nuca na prisão de La Cabana.
Mas que, sem endurecer coisa alguma,
esvaindo-se em diarreia braba, foi pos-
to a correr do Congo pelo mercenário
sul-africano Mike “Mad” Hoare.
Examinando-se
direitinho o seu
comportamento
desequilibrado,
o mais justo seria
diagnosticá-lo
como um caso
clínico.
From: Assessoria de Comunicacao Social - ASCOM
Sent: Friday, June 29, 2018 4:32 PM
To: celmiguez@terra.com.br
Subject: Direito de resposta
Prezado Editor Cel Carlos Claudio Miguez,
Referente à demanda datada de 23/05/2018, encaminhada a esta Assessoria:
A 17 de outubro de 2017, o então Ministro da Defesa, Raul Jungmann, requereu
à Editora Globo, o legitimo e adequado direito de resposta, pela mesma mídia e no
mesmo destaque da reportagem de capa da Revista Época, Edição 1008, de 14 de
outubro de 2017, nos termos da Lei nº 13.188, de 2015. Essa NOTA DO MINISTRO
DADEFESA-DIREITODEDEFESA foipublicadanaíntegraemnossojornalIncon-
fidência em página inteira na edição nº 244 de 31 de outubro de 2017, como deve ser
do vosso conhecimento, por ser encaminhado mensalmente para esse Ministério.
Gostaria de saber, fins publicação em nosso jornal Inconfidência, a fim de
atender os pedidos de nossos leitores, qual a solução ou o andamento desse
Direito de Resposta.
Desdejá,agradeçoaatençãoquepossamerecer.ComoscumprimentosdesteEditor.
Cel Carlos Claudio Miguez
MINISTÉRIO DA DEFESA
Em14deoutubrode2017,oentão MinistrodeEstadodaDefesa,RaulJungmann,
protocolou, com fundamento na Lei nº 13.188, de 11 de novembro de 2015, umpedido,
por via não judicial, de direito de resposta à Revista Época, em decorrência de
publicação, considerada ofensiva às Forças Armadas na dição 1008.
O protocolo passou pelo Gabinete do Ministro com o acompanhamento da
CONJUR do Ministério.
A Lei nº 13.188, de 11 de novembro de 2015, estabelece:
Art. 3º O direito de resposta ou retificação deve ser exercido no prazo
decadencial de 60 (sessenta) dias, contado da data de cada divulgação, publica-
ção ou transmissão da matéria ofensiva, mediante correspondência com aviso de
recebimento encaminhada diretamente ao veículo de comunicação social ou,
inexistindo pessoa jurídica constituída, a quem por ele responda, independente-
mente de quem seja o responsável intelectual pelo agravo.
Até 27 de fevereiro de 2018, data em que foi empossado o ministro Raul Jung-
mann no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o processo junto à Revista não
havia avançado, tendo, conforme consta na Lei, o prazo de resposta se esgotado. Att.
Esclarecemos que:
NR: Sem comentários...
5
8Nº 252 - Junho/2018 6
Quando uma amiga francesa me disse
que tinha visto uma placa alusiva à
participação dos brasileiros na Primeira
Guerra Mundial no jardim do Hôpital de
Vaugirard em Paris, franzi a testa e a cor-
rigi com um sorriso condescendente: “Se-
gunda Guerra”. Ela me sorriu de volta:
“Não, Primeira. Me lembro de ter visto as
datas 1914-1918. Tenho certeza.”
Oi? Como assim? Nós não partici-
pamos da Primeira Guerra Mundial! Ou
participamos? Vasculhei todos os cantos
da minha memória procurando uma
referencia sobre isso e não encontrei ne-
nhuma. Só encontrei o sorriso dela de cer-
teza absoluta. Constrangida com minha
ignorância, me fingi de morta mas regis-
trei mentalmente que ia checar aquela in-
formação.
Foi assim que desci na estação de
metrô Convention (linha 12) e fui cami-
nhando pela rue Vaugirad em direção à
Porte de Versailles. Cinco minutos de ca-
minhada e cheguei ao Jardim do Hôpital
de Vaugirard. O lugar é um pequeno oásis
verde com uma longa alameda ladeada
por gramados verdinhos, muitos bancos
e árvores. Flanei pelo lugar a procura da pla-
ca e depois de alguns minutos eu a encon-
trei. Sim, lá estava ela. Meu francês é bem
meia-boca mas deu pra entender o que es-
tava escrito: “Aqui se ergueu o hospital
O BRASIL NA 1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918)
NÓS TAMBÉM TEMOS HERÓIS
Placa alusiva à Missão Médica Especial colocada
no Jardim do Hospital de Vaugirard
Foto oficial da Missão Médica Especial com o
Presidente Wenceslau Brás ao centro
Por Maria Tereza Mendes
franco-brasileiro dos feridos de guerra
criados e mantidos pela colônia brasi-
leira de Paris como contribuição na causa
aliada 1914-1918. Placa inaugurada por
ocasião do 80° aniversário da presença
da Missão Médica Brasileira Especial na
França.”
Gelei. Uma Missão Médica Brasi-
leira na França na Primeira Guerra Mun-
dial? Como eu nunca ouvi falar sobre is-
so? Como é que eu conheço toda a his-
tória do American Field Service, uma or-
ganização voluntária de norte-america-
nos para tratar os feridos durante a Pri-
meira Guerra e nunca sequer ouvi falar
de uma Missão Médica do meu próprio
país? Imperdoável!
Com a ajuda do meu incansável ami-
go google, sentei em um dos bancos e pes-
quisei sobre o assunto. Descobri uma his-
tória fantástica de coragem, sacrifício e
competência quando um navio brasileiro
(La Plata) saiu do porto do Rio de Janeiro
em 1918 iniciando uma viagem que seria,
difícil, perigosa e trágica.
O perigo rondava os mares com a
presença dos famigerados U-boats ale-
mães, submarinos de alta tecnologia que
afundavam qualquer barco (política da
Guerra Submarina Irrestrita) militar, mer-
cante ou de passageiros, mesmo de paí-
ses neutros. Inicialmente neutro, o Brasil
só se declarou em es-
tado de guerra em ou-
tubro de 1917 posicio-
nando-se com os Ali-
ados (EUA, França,
Grã-Bretanha) por ter
tido vários navios mer-
cantes civis brasilei-
ros afundados pelos
alemães. Sem uma ma-
rinha ou exercito pre-
parado para conflitos
da envergadura de po-
tências belicosas co-
mo Alemanha, Rús-
sia, EUA e Grã-Bre-
tanha, a ajuda do Bra-
sil para o esforço de guerra foi muito
mais voltada à causa humanitária. É aí
que entra a Missão Médica Militar Bra-
sileira (MMMB).
O La Plata levava a bordo 168 bra-
sileiros entre médicos, cirurgiões, enfer-
meiros e farmacêuticos voluntariados pa-
ra a missão, além de alguns oficiais da ma-
rinha e exército, cujo objetivo era chegar
a Marsellha e de lá seguir para Paris para
instalar e operar um hospital com capaci-
dade para 500 leitos para cuidar dos feri-
dos da guerra.
Os franceses cederam o belo prédio
de um antigo convento jesuíta na rue Vau-
girard e o hospital brasileiro foi instala-
do ali recebendo principalmente soldados
franceses classificados como “gran-
des feridos”. Quando a Guerra terminou
no final de 1918, o hospital, considerado
pelos franceses como de ponta, ainda fun-
cionou até 1919 atendendo a população
civil francesa que ainda lutava contra a
pandemia da gripe espanhola que varreu a
Europa naquele ano. Com a desmobili-
zação do hospital militar, alguns médicos
foram convidados a permanecer na Fran-
ça, mas a maioria retornou ao Brasil.
Os franceses jamais se esqueceram
desse ato fraterno dos brasileiros e alí es-
tava eu diante da prova, em frente àque-
la placa. Fiquei envergonhada por des-
conhecer essa história, que é muito mais
emocionante que vocês possam imagi-
nar. Fiquei pensando: Por que não nos
falam sobre isso na escola? Por que es-
condem de nós os nossos heróis? Por
que nos autodenominamos “terra do sam-
ba e futebol” quando somos tão mais que
isso?
Estou escrevendo esse post por duas
razões: a primeira é para mostrar como
os franceses são gratos por nossa aju-
da; a segunda é para desafiar você a ir além
da nossa mediocridade escolar. Se esti-
ver em Paris, visite o Jardin Hôspital Vau-
girard (metrô Convention), mas antes, pa-
ra dar significado à sua visita, conheça essa
história em detalhes em http://www.
revistanavigator.com.br/navig20/art/
N20_art2.pdf e também no livro “O Bra-
sil na Primeira Guerra” de Carlos Darós
(ed. Contexto).
Sim, nós também temos nossos he-
róis… E não são aqueles que jogam bo-
la ou participam de reality shows.
Foi comemorado no dia 16 de junho, sábado, os
18 anos de fundação da AREB - Reserva Ativa,
em Belo Horizonte/MG. O evento aconteceu na área
de churrasco do 12º Batalhão de Infantaria, com a par-
ticipação de 260 pessoas entre associados e fami-
liares com início ao meio dia e término às 16:30 h. A
AREB foi fundada em 08 de junho de 2000. O men-
tor, idealizador e fundador da AREB, foi o reservista
João de Souza Armani que a presidiu por 12 anos. O
atual presidente é o reservista Carlos Pina. Na oca-
sião, foi apresentada a última aquisição da AREB, um
ônibus, que será utilizado para o deslocamentos de
seus integrantes. O objetivo da AREB é cultuar e di-
vulgar o amor à Pátria, participar dos desfiles de 7 de
Setembro, de datas festivas e solenidades militares.
Estiveram presentes neste evento os Coronéis Adal-
berto Guimarães Menezes e Edevaldo Caçadini, o
Ten. Cel. Aviador José Roberto França, o capitão Jo-
sé de Barros Filho, presidente da ABEMIFA / Asso-
ciação Beneficente dos Militares das Forças Armadas
eoCapitãoJoelCarvalhorepresentandoaANVFEB/BH.
Nesse mesmo local, foram distribuídas com grande su-
cesso as três últimas edições do Inconfidência, tota-
lizando mais de trezentos exemplares, sendo re-
comendado que após a sua leitura, fossem repas-
sados, de preferência, para professoras. Aprovei-
tamos a oportunidade para agradecer o apoio do co-
mando do 12°BI. nas pessoas do Ten. Cel.Rui Mar-
tins da Mota, seu comandante e ao Major Zanetti,
que colaborou espontâneamente na organização do
evento.
ANIVERSÁRIO DE 18 ANOS DA AREB / MG - RESERVA ATIVA
O ônibus da AREB
Cel Menezes e os arebianos Wilson, Rivadávia,
Gudisteu e familiares
Capitão Barros, Carlos Pina, Cleber Serpa Ferreira,
Cel Caçadini e TenCel Av José Roberto Correia
Cleber, Aguinaldo e familiares
Local da reunião e almoço no 12º BI
P T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S
QUE PARTIDO É ESSE?
PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL
Nº 252 - Junho/2018 7
OPT do Lula cresceu apontando cul-
pados pelos problemas brasileiros.
Primeiro culpou José Sarney, depois Fer-
nando Collor e Fernando Henrique Car-
doso.
Por mais de vinte anos, Lula e sua
trupe gritaram que o Presidente da Repú-
blica e seu partido têm responsabilidade
direta sobre tudo o que acontece no país.
Foi assim que o Partido dos Traba-
lhadores conquistou o apoio da impren-
sa, de artistas, dos “intelectuais”, das re-
presentações estudantis, dos funcionári-
os públicos, dos sindicatos e movimen-
tos disso e daquilo.
Como solução, os petistas diziam
que o Brasil precisava ser governado por
pessoas abnegadas e comprometidas com
os interesses dos mais pobres. Não por
acaso, essas pessoas eram eles mesmos.
Com esse discurso, o PT chegou ao
poder (do qual não queria nunca mais sair,
por isso montou uma base aliada que cus-
tou a Petrobras, o BNDES, os correios, o
BB, a CEF e 2/3 do dinheiro dos cofres
públicos).
Lula teve tudo para construir um
país melhor, mais justo, fácil e seguro.
Teve apoio dentro e fora do Congresso.
Contava com aprovação popular na casa
dos 80%.
Lula teve dinheiro público aos mon-
tes. A arrecadação do governo federal
duplicou em seu governo. Nenhum outro
presidente teve condições tão boas para
fazer o melhor, fazer o certo, melhorar o
Brasil. Mas Lula não fez. Optou por cha-
mar para junto de si todos os integrantes
sujos da política nacional que ele tanto
criticava, incluindo o PMDB.
Lula Abraçou Sarney, Renan, Ciro,
Maluf e Collor. Repartiu a máquina pú-
blica entre (P)MDB e outros partidos
aliados. Para financiar suas campanhas
eleitorais e seus militantes, o PT insti-
tucionalizou e expandiu a corrupção
brasileira a níveis nunca vistos, segun-
do delatores da Lava Jato.
Lula é o PT. O PT é o Lula.
Foi Lula quem escolheu Dilma pa-
ra sucedê-lo (uma analfabeta que nada
O PT DE LULAentendia de nada, nem verea-
dora tinha sido antes). Foi Lula
que chamou Michel Temer para
ser o vice dela.
Programas de crédito sub-
sidiado pelo BNDES, emissão
de títulos da dívida, Medidas
Provisórias, nomeação de dire-
tores em estatais… Tudo isso
depende da assinatura do Pre-
sidente da República.
O esquema entre Temer e a JBS foi
iniciado e alimentado durante os gover-
nos Lula e Dilma.
Lula e Dilma fizeram campanha pa-
ra Sérgio Cabral e Eduardo Paz.
Lula e Dilma nunca manifestaram
interesse em acabar com o foro privilegi-
ado, nem com os super salários e pensões
que estão corroendo as contas públicas.
ForamLulaeDilmaqueentupiramo
estado com militantes e amigos deles.
Depois de 13 anos de PT, os jovens
pobres continuam saindo das escolas mal
sabendo escrever seus próprios nomes.
Cerca de 27% dos brasileiros são analfa-
betos funcionais e 30% dos brasileiros
nunca leram um único livro na vida.
O PT recebeu um país com taxa de
evasão escolar de 7,6% e entregou com
16,5%.
Quando Lula foi eleito, 9,5% dos
jovens não trabalhavam. Quando Dilma
saiu, esse percentual estava em 25,8%.
Depois de 13 anos de PT, metade
dos domicílios brasileiros continuam
sem acesso a rede de esgoto e 30% não
têm acesso a água tratada.
Depois de 13 anos de PT, metade
dos trabalhadores continua ganhando
menos de um salário mínimo por mês, 20
milhões de pessoas ganham menos de
R$ 140 e quase 9 milhões de pessoas en-
contram-se na extrema pobreza com ren-
da abaixo de 70 reais.
Depois de 13 anos de PT, metade
dos nordestinos dependem do Bolsa
Família para viver.
Depois de 13 anos de PT, mais de
60 mil pessoas são assassinadas por
ano e a taxa de elucidação de homicídi-
os chega a ser de 4% no Pará.
Outros 21 estados sequer sa-
bem quantos homicídios são
elucidados anualmente
Nunca antes na história
deste país os bancos lucraram
tanto quanto nos governos Lul-
a e Dilma.
Ambev, Eike Batista e suas
empresas, JBS, Lojas Riachuelo, OAS,
Odebrecht e tantas outras grandes em-
presas foram infladas com dinheiro que o
PT roubou dos brasileiros.
O PT roubou mais de R$ 70 bilhões
dos funcionários da Caixa Econômica, do
Banco do Brasil, da Petrobrás e do Correi-
os. Roubou mais de R$ 100 milhões de
milhares de funci-
onários públicos.
Segundo o TCU,
578 mil contratos
da Reforma Agrá-
ria e mais de 1,1
milhão de cadas-
tros do Bolsa Fa-
míliaestavamirre-
gulares.
Junto com
outros partidos, o
PT roubou R$ 42
bilhões da Petro-
brás.
Éprecisore-
petir: era o PT que
ocupava a Presi-
dência da República. Era o PT que tinha o
poder das decisões.
Antes de ser afastada, Dilma cortou
bilhões de reais em verbas de todas as
áreas.
Considerando que a esquerda acre-
dita que uma pequena minoria da popula-
ção enriquece às custas da pobreza da
grande maioria, devemos concluir que o
PT foi o maior vetor de desigualdade so-
cial da história desse país.
Pesquisa publicada pelo IPEA mos-
tra que a única parcela da população
que teve aumento de renda durante o
segundo mandato de Dilma foi a dos su-
per ricos, pessoas com renda acima de
R$ 150 mil por mês. O restante da popu-
lação teve redução na renda.
Os bancos, por exemplo, lucraram
durante o governo Lula oito
vezes mais do que no go-
verno de FHC.
A intervenção fede-
ral na segurança pública do Rio de Janei-
ro só está acontecendo porque durante
13 anos o PT ignorou a pauta, manten-
do as fronteiras escancaradas para a
entrada de armas compradas por crimi-
nosos e incentivando a delinquência.
Durante os governos do PT, a cri-
minalidade explodiu nas regiões mais
pobres do Brasil. No Amazonas, Ceará,
Maranhão, Rio Grande do Norte, Ser-
gipe e Tocantins, o número de homicí-
dios aumentou 100%. No Rio Grande do
Norte, o aumento foi de 232%.
Como se fosse pouca culpa, Lula
e o PT ainda se dedicam a atacar a Lava
Jato, o que beneficia dezenas de políti-
cos corruptos, incluindo o tucano Aécio
Neves.
O PT tem culpa até no colapso eco-
nômico da Venezue-
la, uma ditadura so-
cialista que foi finan-
ciada com emprés-
timos bilionários do
BNDES.
O Partido dos
Trabalhadores não
promoveu “avanços
sociais”. Os “mi-
lhões de brasileiros
tirados da pobreza”
são um golpe de mar-
keting baseado na
mudança dos crité-
rios de identificação
de classes sociais, a
partir do qual só po-
de ser considerado pobre o cidadão
com renda abaixo de R$ 291 por mês..
Acima disso, a pessoa já é “classe mé-
dia”.
Resumindo, o PT promoveu ape-
nas corrupção e desperdício de dinhei-
ro dos pagadores de impostos em larga
escala, resultando na maior recessão
da história do país e afetando principal-
mente os mais pobres.
Portanto, pode gritar: sim, é tudo
culpa do PT!
E para finalizar, se vc, depois de
tudo isso ainda defende o Lula e seus
crimes, vai embora desse país, vc é um
inimigo da Pátria e não merece viver no
Brasil!
OU UM INCURÁVEL ALIENADO!”
3
Em carta exclusiva ao JB, ex-presidente garante
que é candidato e acusa o governo Temer, Parente
e PSDB de crime de lesa-pátria
Lula: ‘O Brasil voltará
a ser dos brasileiros’
Rio de Janeiro, 29 de junho de 2018
NR: É preciso ser muito cara de pau para apresentar tal
declaração, por já ter cometido o crime de lesa-pátria.
Internet
Internet
8Nº 252 - Junho/2018 8
* Ernesto Caruso
*Coronel, Administrador, Membro da AHMTB
Retornamos ao assun-
to abordado sob o
mesmotítuloem07/11/2002,
24/07/2009, relembrados
em 22/08/2014 sem consi-
derar o artigo “Início de um novo emba-
te” (anexo) publicado no Jornal do Bra-
sil em 03/01/2000, versando sobre a ati-
vidade parlamentar e a ausência de mili-
tares nesse mister, ao contrário dos ver-
melhos terroristas que a infestaram.
Assunto que com relevo tem mere-
cido de algumas autoridades militares a
atenção e publicação de artigos/apelos
na presente corrida eleitoral — 2018 — e
que se espera motive nossos colegas de
farda para que votem em peso nos candi-
datos militares.
Importante que os candidatos que
nos possam representar insiram nos rol
dos seus compromissos de campanha a
redução do Estado e mordomias em es-
pecial nas casas legislativas que forem em-
possados.
Como por exemplo, no número de se-
nadores (2 por estado); deputados fede-
rais (420); vereadores/assessores (corte
de 10, 20%); extinção do cargo de vice-
prefeito nos 5.570 municípios, um cargo
de expectativa que nenhum empregador faz
em sua empresa. Digam não à criação de mu-
nicípios sem condições de sobrevivência
elevando a carga tributária sobre o contri-
buinte. Repensar o custo/cabide emprego
nas emissoras públicas, TV Justiça, Sena-
do, Câmara. Verba de propaganda devia
ser ZERO. Propaganda de governo é obra
feita.
Privatização das empresas públicas
inoperantes e desnecessárias às exigências
estratégicas. Cuidado na fragmenta-ção
do território com reservas indígenas etc.
Sem pretender fixar exclusivamente
na necessidade de uma representação mi-
litar no Legislativo, sob o aspecto corpo-
rativo, do interesse pessoal, mas como im-
perativo da participação do cidadão com
suas peculiaridades, valores, conhecimen-
tos, experiências, vivência nacional, e for-
mação nos vários graus das ciências mi-
litares, na administração do Estado, no
segmento Poder Militar de magna impor-
tância no conjunto Poder Nacional. Om-
breando com civis.
Os vinte anos de governos ditos mi-
litares criaram essa profunda integração,
que deixou de existir não só pela Consti-
tuição de 1988, mas principalmente nos
governos FHC/Lula/Dilma, alijando o mi-
litar da condução dos destinos do país,
ignorando, desprezando e perseguindo a
VOTO EM MILITARclasse, com profundo reflexo no sucatea-
mento das Forças Armadas, enfraqueci-
mento da indústria de material de defesa,
desarmamento e também na defasagem sa-
larial com outras categorias de servidores
do Estado. Mesquinha vingança e atitu-
de revanchista como a criação da Comis-
são da inverdade.
Os resultados não tem sido bons. A
representatividade é inexpressiva face ao
que se propaga em termos de família mili-
tar; na ativa em torno de 300 mil e no con-
junto, fala-se em três, quatro milhões de
votos (dados não atualizados).
Abrir espaço nos sites dos clubes mi-
litares é impositivo. Candidatos e suas pla-
taformas o mais rápido possível. Abordar
o assunto com antecedência que é crucial
na preparação e divulgação de debates, ali-
nhavando as necessidades dos militares
e possíveis candidaturas com as suas
propostas. Não só a questão de venci-
mentos, mas assistência médica.
Que os clubes militares tomem a
iniciativa de per si, superando reuniões/
discussões retardatórias.
A internet é o grande meio de divul-
gação.
Observem que a Câmara dos Depu-
tados tem a Comissão de Relações Exte-
riores e de Defesa Nacional,cujas atribui-
ções são: a)........ b)....... c)..... d)........ e)......
f) política de defesa nacional; estudos
estratégicos e atividades de informação
e contra-informação; segurança pública
(aflição nacional) e seus órgãos insti-
tucionais; g) Forças Armadas e Au-
xiliares (querem acabar com PM); admi-
nistração pública militar, serviço mili-
tar e prestação civil alternativa (valiosa
contribuição desprezada); passagem de
forças estrangeiras e sua permanência
no território nacional; envio de tropas
para o exterior; h) assuntos atinentes à
faixa de fronteiras e áreas consideradas
indispensáveis à defesa nacional (reser-
va indígena em profusão); i) direito mili-
tar e legislação de defesa nacional; di-
reito marítimo, aeronáutico e espacial;
j) litígios internacionais; declaração de
guerra; condições de armistício ou de paz;
requisições civis e militares em caso de
iminente perigo e em tempo de guerra; l)
assuntos atinentes à prevenção, fiscali-
zação e combate ao uso de drogas e ao
tráfico ilícito de entorpecentes; m) ou-
tros assuntos pertinentes ao seu campo
temático;
Das 12 atribuições, 6 são militares
de significativa relevância. Uma outra co-
missão, designada por Comissão de Tra-
balho, de Administração e Serviço Pú-
blico, que tem como atribuição, entre
outras, “q) regime jurídico dos servido-
res públicos civis e militares, ativos e
inativos”, com 41 membros.Não é por me-
nos que a atividade do militar, basicamen-
te referente à remuneração, está regida
até hoje pela Medida Provisória 2131 de
28/12/2000, depois 2215-10.
A cúpula das Forças Armadas não
tem força e o Legislativo não tem repre-
sentação à altura das necessidades da
imensa Nação Brasileira.
Por derradeiro, com o olhar nas úl-
timas pesquisas com resultados favorá-
veis à candidatura Bolsonaro e nas ten-
tativas da mídia contra essa candidatu-
ra, creio que a vitória se faz necessária
no primeiro turno.
Lembrar que no primeiro turno o
tempo de propaganda obrigatória para
Bolsonaro deve ser bem menor do que
o dos outros e as redes sociais preci-
sam compensar o desequilíbrio previsí-
vel.
O voto útil precisa garantir tal po-
sição. Qualquer tentativa de voto dife-
rente pode levar ao segundo turno. E,
nesse caso, do PSDB/DEM (exceto pe-
quena parte com Bolsonaro), ao MDB,
PDT, PSOL, PT, PCB, PCO... todos os
seus eleitores irão votar em Marina,
Ciro Gomes ou qualquer outro. E vão
contar com o semi-morto Lula que tem
expressivo número de eleitores fanáti-
cos.
Vitoriosa a candidatura do Bolso-
naro há que se pensar no suporte es-
sencial à governabilidade no Senado
e na Câmara dos Deputados com nos-
sos militares eleitos, cumprindo os man-
datos; deles não se afastando para di-
reção de empresas, ministérios, etc Ou
teremos mais do mesmo.
O argumento de que o militar vai se
misturar com gente que não presta, en-
tendo não ser válido, pois que todos os
que foram ordenadores de despesa e se
sujaram porque são iguais a políticos
corruptos e foram punidos. Quantos nos
milhares que exerceram e exercem tais
funções?
Ou deixar que palhaços, jogadores
de futebol, cantores ocupem a Comis-
são de Relações Exteriores e de Defesa
Nacional.
Lembremo-nos de quantos votos
jogados no lixo
em pulhas que se alinharam com os
bandidos, corruptos,
que não levantaram a voz para defender
nossos colegas, mortos, mutilados,
vilipendiados que enfrentaram
os comunistas/terroristas.
O Brasil que eu quero
https://www.youtube.com/watch?v=CQyagv08oNM
Em tempos de Copa do Mundo, no Bra-
sil, o “patriotismo” ressuscita.
Insuflados pelos índices de audiên-
cia esportiva, narradores de estações de rá-
dio e televisão exaltam as virtudes dos cra-
ques da seleção de futebol, tocando fun-
do na autoestima dos nossos compatrio-
tas. Parece que na Copa somos mais brasi-
leiros e através do futebol o orgulho nos
remete à obra do imortal poeta e historia-
dor mineiro AFONSO CELSO – “Porque
me ufano do meu país”.
Fora desse período de interesse es-
pecial e notadamente depois de 1985, quan-
do voltaram a governar o país presidentes
civis, nefasto discurso ideológico passou a
vigorar em instituições de ensino, nos di-
ferentes níveis da educação formal, com
especial destaque no meio universitário, des-
prezando valores substantivos associ-
ando-os ao segmento militar.
Tudo que pudesse, de alguma for-
ma, lembrar ou parecer obra do regime
militar, deveria ser esquecido e descartado:
a liturgia de solenidades cívicas, a exal-
tação dos símbolos nacionais e de heróis
PATRIOTISMO, EDUCAÇÃO E DISCIPLINA* Carlos Augusto Fernandes dos Santos
Parece que na Copa
somos mais brasileiros
e através do futebol
o orgulho nos remete
à obra do imortal poeta
e historiador mineiro
AFONSO CELSO –
“Porque me ufano
do meu país”.
de nossa história, a retirada de OSPB dos
currículos escolares, o abandono dos práti-
cos uniformes estudantis e a demonização
da autoridade, valores fundamentais para
o desenvolvimento educacional de qual-
quer nação civilizada, passaram a ser consi-
derados atitudes ultrapassadas, “caretas” e
conservadoras, coisa de gente antiquada
e autoritária.
Se observarmos
as consequências pro-
vocadas pelo proselitis-
mo ideológico de inte-
lectuais engajados e
educadores no ensino
Universitário, em parce-
la expressiva de nossa
juventude, constatamos
que muitos passaram a
insurgir-se e a relegar a
plano secundário valo-
res fundamentais para
qualquer sociedade como DISCIPLINA
e AUTORIDADE. As agressões e o pa-
trulhamento contra professores avessos
a essa prática e o desprezo por autorida-
des constituídas tornaram-se corriquei-
ros em nossos estabelecimentos de en-
sino.
Diferentemente das famosas insti-
tuições de ensino superior estrangeiras,
onde mestres e alunos orgulham-se de
frequentá-las, nossas universidades, com
raras exceções, vivem atmosfera bem dife-
rente.
E o que dizer, en-
tão, das escolas públi-
cas? Da qualidade do
ensino ministrado nos
primeiro e segundo graus,
em comparação com os
tradicionais e excelentes
educandários particula-
res laicos ou ligados a
congregações religio-
sas? Não fosse a dedica-
ção de professores mal
pagos, obrigados a mi-
nistrar aulas em mais de uma escola a fim
de manter o sustento familiar, o resultado
seria mais desastroso.
Entristece constatar, ainda, o des-
leixo da vestimenta de alguns alunos e
mestres no quotidiano escolar. Como de-
senvolver um saudável “espírito-de-
corpo” e incutir valores em docentes e
discentes que se julgam “modernos”, tra-
jando essa estranha moda? Por que aban-
donamos os uniformes nas escolas pú-
blicas? Com que intenção isso foi pro-
gramado?
Em contraste com essa vergonhosa
situação, jornalistas das redes de emis-
soras de TV que transmitem as partidas
da Copa, nos dão exemplos distintos, apre-
sentando-se impecávelmente UNIFOR-
MIZADOS e com invejável “ESPÍRI-
TO-DE-CORPO” e DISCIPLINA. Mos-
tram a seus conterrâneos a importância
da adoção permanente dos menciona-
dos valores.
Sem ranços ideológicos, eivados de
preconceitos, torna-se um dever de mestres
e educadores e uma obrigação de todos os
governantes e autoridades do país dar sig-
nificado às palavras que intitulam esse mo-
desto texto. (Porto Alegre, 14/06)
* General de Brigada
8
Nº 252 - Junho/2018 9
*Graça Salgueiro
* É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e
de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil.
É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina.
*Aristóteles
Drummond
* Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ
aristotelesdrummond@mls.com.br
www.aristotelesdrummond.com.br
Mesmo com um saldo de 285 pessoas inocentes assassinadas pelo governo
ditatorial do terrorista Daniel Ortega, o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo
emite nota de apoio ao genocídio, não às vítimas
Dizem que o fute-
bol é uma paixão
nacional e quando se trata de Copa do
Mundo então, ninguém pensa em mais
nada; o país pára. Quer dizer, nem to-dos
os setores, como veremos mais adiante.
A Colômbia elegeu Iván Duque
seu próximo presidente da República,
um conservador do partido Centro
Democrático fundado pelo ex-presi-
dente e senador Álvaro Uribe, que o
lançou candidato, acabando com as
expectativas do comuno-terrorismo
que, primeiro perdeu o candidato das
FARC, Rodrigo Londoño Echeverry,
vulgo Timochenko, e depois, na dis-
puta, Gustavo Petro, “ex-terrorista” do
M-19. Mas as eleições ocorreram no
dia 17/06 e os brasileiros estavam de
olho na Copa.
Na Nicarágua já se contabilizam
285 assassinatos promovidos por ban-
dos armados (forças “combinadas” for-
madas por policiais, anti-motins, para-
policiais e para-militares) do governo
do terrorista Daniel Ortega, desde 18
de abril, quando a população iniciou
manifestações contra um decreto que
aumentava a contribuição previden-
ciária e pedia a renúncia de Ortega e
sua mulher, Rosario Murillo que é a
vice-presidente, dados obtidos até o
dia 26/06 pela Associação Nicaragüen-
se Pró-Direitos Humanos. Mas quem
no Brasil se importa com a Nicarágua,
se o Brasil está indo bem nos jogos,
não é mesmo?
E quanto mais os jogos avançam
e a seleção brasileira vai se dando bem,
ENQUANTO ISSO, NA SALA DE JUSTIÇA…
mais a alienação sobre o destino da na-
ção - e não de um jogo - cresce. No últi-
mo dia 26, a 2ª Turma do STF - ah, a
Segunda Turma… -
decidiu anular a me-
dida de busca e apre-
ensão determinada
por um juiz federal
na casa do casal Glei-
si Hoffmann e Paulo
Bernardo, ambos do
PT, por considerá-
lailegal,umavezque
Gleisi tem prerrogativa de foro e para o
ministro Lewandowski, isso é “inad-
missível” no “estado democrático de
direito”. As buscas referiam-se a Paulo
Bernardo que é alvo de investigações
na Operação Custo Brasil. A decisão
foi tomada pelos ministros Dias Toffoli,
relator, Gilmar Mendes e Ricardo Le-
wandowski, trio que já ficou conheci-
do por trabalhar em favor da bandi-
dagem.
O único voto contrá-
rio foi do ministro Edson
Fachin, que defendeu que
o foro privilegiado não se
estende às casas dos parla-
mentares. Disse ele: “Não
acho que haja foro por
prerrogativa de função a
espaço físico”.
E na mesma terça-
feira 26, a mesma Segunda Turma do
STF, aproveitando o desinteresse abso-
luto dos brasileiros pelo país, decidiu
por maioria mandar soltar José Dirceu,
preso da Operação Lava Jato, cuja con-
denação foi confirmada em 30 anos e
9 meses, após esgotar os recursos no
Tribunal Regional Federal da 4ª Re-
gião.
Dias Toffoli, que trabalhou co-
mo advogado do PT e foi alçado ao
cargo de ministro do STF sem nunca
ter sequer sido aprovado para o car-
go de juiz de primeira instância, teve
a iniciativa como relator do caso e
foi, evidentemente, acompanhado
pela dupla Mendes-Lewandowski.
Celso de Melo não estava presente à
sessão e o ministro Fachin, como sem-
pre, foi voto vencido e resolveu pedir
vistas.
Toffoli entendeu que havia pro-
blema na dosimetria da pena, argu-
mento usado pela defesa de Dirceu, e
como o STF vai entrar em recesso ele
sugeriu que lhe fosse dado um “ha-
beas corpus de ofício” até que a cor-
te retome suas atividades.
Mas o Brasil vai ser campeão, e
nessas horas tudo no país é verde-ama-
relo e há bandeiras penduradas em to-
das as janelas, varandas, carros. Eita
patriotada! E enquanto isso, na Sala
de Justiça, os destinos do país vão sen-
do traçados ao gosto e ao modo esta-
belecido pelo Foro de São Paulo que
não pretende comemorar uma possí-
vel vitória do Brasil na Copa, mas da
impunidade de seus bandidos de es-
timação, e concretizar a volta de Lula
eleito, inocentado de tudo.
Na Sala de Justiça, os destinos do país vão sendo traçados ao gosto e ao modo estabelecido pelo Foro de
São Paulo que não pretende comemorar uma possível vitória do Brasil na Copa, mas da impunidade de seus
bandidos de estimação, e concretizar a volta de Lula eleito, inocentado de tudo.
Dias Toffoli, Gilmar
Mendes e Ricardo
Lewandowski, trio
que já ficou
conhecido por
trabalhar em favor
da bandidagem.
Existem homens
que por índole e
princípios conquista-
ram o respeito e a ad-
miração de todos. Pe-
las lutas. Pelas posições assumidas. Pe-
las opções manifestas em favor do bem
comum. Pela conduta exemplar como
chefe de família e estadista. Pelos luga-
res, enfim, que fizeram por merecer na
historia nacional.
Assim foi José de Magalhaes Pin-
to. Um mineiro que soube honrar o le-
gado cívico de Tiradentes e correspon-
der aos ideais do movimento que ilustra
a historia nacional – a Inconfidência Mi-
neira – servindo com entusiasmo, ide-
alismo e coragem ao Brasil.
Em 1943, quando vivíamos mo-
mentos incertos, formou entre os sig-
natários do Manifesto dos Mineiros, um
dos documentos mais importantes de
nossa historia contemporânea. Com a
volta ao país ao regime democrático foi
por diversas vezes eleito deputado fe-
deral, tendo se destacado na liderança
de seu partido do qual foi presidente do
Diretório Nacional. Em 1960, em bri-
lhante e memorável campanha foi eleito
governador do Estado de Minas.
MAGALHÃES PINTO
É uma boa lembrança recordar que o Brasil já possuiu em seus quadros políticos um homem de sua têmpera e determinação
Em 1964 articulou com os co-
mandantes militares de Minas e outros
governadores e chefes militares, o mo-
vimento de 31 de março, do qual foi o
líder civil inconteste. Seu manifesto
lançado à nação marcou a arrancada
para a jornada vitoriosa, no momento
em que as tradições de liberdade e so-
berania do país já pareciam perdidas.
Ao terminar seu mandato deixou um
acervo de realizações jamais igualado
em seu Estado, tendo voltado ao Con-
gresso com a primazia de parlamen-
tar mais votado até então na historia
eleitoral do país.
Em 1967, por inspiração feliz do
José Monteiro de Castro, General Guedes, José Maria Alkimin, Governador
Magalhães Pinto, General Mourão Filho, Oswaldo Pieruccetti e Roberto Rezende
então presidente Arthur da Costa e Sil-
va, foi nomeado ministro das Relações
Exteriores, onde deixou a marca de
seu talento e inaugurou a diplomacia
econômica, base da projeção brasilei-
ra no comercio mundial, a que ora as-
sistimos.
É uma boa lembrança recordar
que o Brasil já possuiu em seus qua-
dros políticos um homem de sua têm-
pera e determinação. Magalhães Pin-
to foi um apaixonado pelo engrande-
cimento de sua pátria e tudo fez pela
paz e união dos brasileiros sérios, em-
penhados em levar adiante a obra ini-
ciada pela Revolução que sua cora-
gem e obstinação tornaram realidade. E
teve a seu lado homens de igual quali-
dade como Oscar Correa, Rondon Pa-
checo, Murilo Badaró, Orlando Vaz ,
Jonas Barcelos, Fabio Mota, mineiros
ilustres.
O desencanto da população com
os poderes da República é grande. O
Judiciário não se entende, assume po-
sições técnicas brigando com evidên-
cias e resiste a ser mais célere nas de-
cisões. O Congresso mesmo em ano
eleitoral não entende que tem de dei-
xar claras questões que envolvem os pro-
cessos ligados à corrupção. O Execu-
tivo já não tem tempo para nada. A fal-
ta de confiança no país no exterior é
um fato.
Esta safra de brasileiros, de 1964,
de políticos, militares, empresários
deve servir de exemplo para um pro-
grama de recuperação ética, econô-
mica, politica e social do Brasil,
Com bom senso equilíbrio e fra-
ternidade.
Sem pessimismo, desta vez esta-
mos mesmo perigosamente à beira do
abismo!
9
8Nº 252 - Junho/2018 10
* Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com
Cel Osmar José
de Barros Ribeiro
(continua)
* Manoel Soriano Neto
“Árdua é a missão de desenvolver e defender a
Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos
antepassados em conquistá-la e mantê-la.”
General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970)
AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO(XII)
FIZEMOS
ONTEM!
FAREMOS
SEMPRE!
Indubitavelmente, a
sociedade brasilei-
ra está doente. As cau-
sas dos seus problemas, há que reconhe-
cer, são múltiplas e tem origem em uma
concepção, desde o início, defeituosa. As-
sim, nosso desenvolvimento vem sen-
do, infelizmente, marcado pelas anoma-
lias advindas dos males iniciais os quais,
não sendo corrigidos a tempo, agrava-
ram-se nos dias atuais.
Fomos, desde o início, uma terra a
ser explorada. Nossos primeiros coloni-
zadores foram os degredados pela metró-
pole, condenados a viver, se pudessem,
entre silvícolas incultos e ferozes. Tal prá-
tica, pela premente necessidade de povo-
ar e defender a conquista, foi continuada
por muitos e muitos anos. O colonizador
que, premido por necessidades diversas
se aventurava na nova
terra, tinha um sonho:
enriquecer e voltar à ter-
ra natal. Quem não con-
seguia alcançar tal ob-
jetivo continuava por
aqui, sempre buscando,
por todos os meios e
formas,tornar-seimpor-
tante.
A necessidade
de conter a cobiça estrangeira sobre a
terra descoberta levou à sua divisão em
Capitanias, já então hereditárias. E tal
hereditariedade atravessou os Gover-
nos Gerais, a criação do Reino, o Impé-
rio e encontrou sua continuação, muta-
tis mutandi, na República. Assim, ao
longo de pouco mais de quinhentos anos,
nossa História é uma sucessão de erros
e dos seus consequentes fracassos, co-
mo não poderia deixar de ser. Vivemos
ainda e principalmente nas áreas menos
desenvolvidas, a tradição dos reinóis que
tudo podiam, hoje travestidos de líde-
res políticos que fazem e desfazem se-
gundo seus caprichos.
Tivemos um breve interregno, en-
tre 1964 e 1985, quando alcançamos a
posição de 8ª economia mundial. Mas o
UMA SOCIEDADE DOENTE
Ao longo de pouco mais de quinhentos anos,
nossa História é uma sucessão de erros e
dos seus consequentes fracassos.
nosso desenvolvimento foi apenas um
soluço e, com o advento da "constituição
cidadã", em lugar de buscarmos um lugar
no concerto das nações, passamos a nos
preocupar com "direitos": dos presidiári-
os, das mulheres, daqueles que tem dúvi-
das quanto ao sexo que lhes foi dado pela
natureza, das minorias étnicas etc.
Preocupados com tais "direitos" e
na busca de outros, em geral difusos, mais
uma vez embarcamos na cultura bacha-
relesca que tanto tem prejudicado o de-
senvolvimento nacional. A prova está em
que hoje, em tribunais disso e daquilo,
juízes, promotores, advogados e bacha-
réis, constituem o patamar financeiramen-
te mais elevado do serviço público, em
detrimento de professores, cientistas,
pesquisadores e engenheiros.
Quando lembramos (ou nos é lem-
brado) que em 1950 a Co-
réia do Sul estava, em ter-
mos de desenvolvimento,
atrás do Brasil, dá vonta-
de de, como dizia Nelson
Rodrigues,sentarnomeio-
fio e chorar lágrimas de
esguicho. Hoje, aquele
país exporta manufaturas
para o mundo, de automó-
veis a telefones celulares,
enquanto nos orgulhamos de possuir-
mos montadoras (não fábricas) de veícu-
los, etc. pesquisa recente dá conta de
que 62% dos nossos jovens não mais
acredita no Brasil e, com eles, boa parte
dos brasileiros em idade produtiva so-
nha em emigrar para outros países.
Somos não há como negar, uma
sociedade doente. Não conhecendo nos-
so passado, o presente se nos afigura
como um beco sem saída ou um túnel do
qual não enxergamos a luz que marca
seu final. Assim, sem o lastro proporci-
onado pelo conhecimento dos erros e
acertos de antanho, vagamos sem rumo
no presente, tal e qual um cego em bus-
ca da porta que sabe existir, mas cuja
localização desconhece.
Que belo futuro nos espera!
Após estudarmos a problemática da
imensa bacia potamográfica da
Amazônia, quando assinalamos a impor-
tância para a biotecnologia brasileira, do
estudo dos peixes fluviais e dos micro-
organismos aquáticos, também realizado
por organizações internacionais que nos
disputam, muitas vezes de forma fraudu-
lenta, a primazia dos conhecimentos ad-
quiridos, passaremos à análise de alguns
aspectos da biodiversidade da região.
O bioma amazônico agrega a maior
floresta tropical úmida do mundo.
Em sua biodiversidade, além dos
rios, em especial o maior e mais vo-
lumoso do universo - o Amazonas -
e das águas subterrâneas do aquí-
fero Alter do Chão (a Amazônia é
chamada, entre outros designati-
vos, de ‘O Império das Águas’, eis
que detém 14% das reservas mundi-
ais de água doce), lá se localizam o
maior banco genético e a maior pro-
víncia mineralógica do planeta.
Nesta, ocorrem, entre outras, abun-
dantes jazidas de ouro, terras ra-
ras, cassiterita, diamante, prata e
minérios estratégicos de terceira
geração, como o titânio, o urânio,
o nióbio, etc., nas serras minerali-
zadas, ao Norte da calha do ‘Rio-
Mar’ (assunto que abordaremos
posteriormente).
Ao contrário do que normalmente
se pensa, o solo amazônico não é de pla-
nícies com selvas e rios: há áreas de con-
siderável altitude, além de cerrados e
campos, sob um clima quente e úmido.
A região integra 1/3 das reservas mun-
diais de florestas latifoliadas – ou seja,
de folhas largas – cortadas por incontá-
veis cursos de água (acumula 2/3 de
nossas reservas hidrelétricas, - a ‘mai-
or caixa d’água do País’ -, como já dito
em artigos anteriores). A Amazônia Le-
gal Brasileira, riquíssima em água doce
e minérios, abriga, outrossim, 30% (!)
de todas as espécies vivas, em sua di-
versidade biológica. Dezenas de milha-
res de plantas foram catalogadas por
cientistas - em particular botânicos bra-
sileiros - mas a quantidade total está
ainda bem longe de ser elencada. Toda-
via, uma primeira lista foi publicada, re-
centemente, pela revista “Pnas”, fruto de
profícuo trabalho de cientistas nacionais
e estrangeiros, dando conta da existência
de 14.003 espécies, das quais 6.727 são
árvores propriamente ditas. Tais árvores
‘produzem chuvas’, pois formam nuvens
que são transportadas pelos ventos
alíseos: são os ‘rios voadores’, fenômeno
que já explicamos, à saciedade, anterior-
mente. Os botânicos, de há muito, vêm
tabulando os vegetais da Amazônia, por
várias categorias. Registre-se que o sue-
co Lineu (1707-1778) criou um sistema de
identificação para cada ser vivo, com no-
mes duplos latinos: assim, a castanheira,
árvore alta e bela, típica da região, é a
“bertholletia excelsa” (por ilustrativo,
diga-se que o Exército Brasileiro instituiu
uma medalha para os que serviram na
Amazônia; a passadeira é carregada com
castanheiras estilizadas, conforme o
tempo de serviço lá prestado). A men-
cionada e complexa tabulação inclui,
igualmente, ervas, arbustos e epífitas -
são plantas, como as orquídeas, que vi-
vem em simbiose com espécies de maior
porte. A propósito, ‘hileia’ é uma linda
orquídea amazônica (‘hilé’ quer dizer
floresta, em grego) e motivou o natura-
lista, geógrafo e explorador alemão Ale-
xander Von Humboldt, a denominar toda
a região, de “Hileia Amazônica”.
Muitas palmas para a efetivação no
Ministério da Defesa, do general Silva e
Luna! Tal ministério deveria ser confiado a
militares! Já passou da hora de abjurarmos
o vezo do ‘colonialismo ou satelitismo
cultural’, de sempre macaquear tudo o
que vem do estrangeiro. Viva o Brasil!!No fim da pe-
quena rua ha-
via um campinho
de pelada e uma
velha casa de ma-
deira. O campo era
de terra. O quintal
da casa, ao con-
trário, era cober-
to de verde, não
de grama, mas de
pés de alface, tomate e cenoura.
Ao cair da tarde, terminados os de-
veres da escola, os meninos da redondeza
se dirigiam ao campo careca. Outros, aves-
sos aos estudos, já os aguardavam. Dava
a impressão que moravam ali.
Quem nunca aparecia eram os ga-
rotos da velha casa de madeira. Eram
muito pobres. O mais velho ajudava na horta
e, de madrugada, acompanhava o pai na
feira. Os mais novos não desgrudavam
dos livros.
Era comum a bola cair no meio da
plantação. Quando demoravam a devolvê-
la, a turminha da pelada entoava: “Japo-
1908 - BRASIL E JAPÃO
ABRAÇAM O MUNDO
* Hamilton Bonat
(*) General de Brigada R/1, membro
efetivo da Academia de Letras José de Alencar e
da Academia de Cultura de Curitiba.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
○○○○○○○○○○○○○○
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
nês da cara chata, come queijo com bara-
ta”. Se essa história não fosse dos anos
cinquenta, seria válido imaginar tratar-se
apenas de maldade de adolescentes, se-
res sabidamente preconceituosos. Porém,
era mais do que isso.
A Segunda Guerra trouxera
muita desconfiança em relação aos
imigrantes oriundos da Alema-
nha, da Itália e do Japão, os países
do Eixo. Por terem sido os últimos
a chegar, os japoneses e seus des-
cendentes sofreram mais os seus
efeitos, que se estenderiam até o pós-
guerra.
Muitos refugiaram-se no in-
terior. Passaram a viver quase re-
clusos, dedicando-se ao trabalho
árduo e aos estudos. Foi um pe-
ríodo difícil. Com o tempo, a aver-
são foi esmaecendo. Quando o antinipo-
nismo diminuiu, os sanseis estavam pron-
tos para vencer.
Costuma-se brincar que trinta japo-
neses inscritos num vestibular represen-
tam trinta vagas a menos para os demais
candidatos. Isso porque, enquanto alguns
dos nossos jovens preferem “morar” num
campo de pelada, eles estão se preparan-
do para a vida.
Forçados a abandonar seus países
por diferentes razões, europeus, africa-
nos e asiáticos vieram aportar no Brasil.
Todos enfrentaram desafios, aprenderam
uns com os outros, respeitaram a diversi-
dade e uniram-se na adversidade. Deixa-
ram para trás antigas rixas entre suas
nações e tornaram-se um só povo.
Com os passageiros do Kasato Ma-
ru e seus filhos não foi diferente. Hoje os
encontramos em diversos setores, perfei-
tamente integrados e identificados com a
nossa sociedade.
Portanto, o 18 de junho de 1908 tem
um significado mais abrangente do que
a chegada dos primeiros isseis – marca
o dia em que Brasil e Japão deram-se as
mãos e, fraternalmente, abraçaram o mun-
do. Temos muito orgulho desses brasi-
leiros.
18 de junho de 1908 - Aporta em Santos
o navio Kasato Maru trazendo os primeiros
imigrantes japoneses ao Brasil
Somos não há como
negar, uma sociedade
doente. Não conhecendo
nosso passado, o presente
se nos afigura como um
beco sem saída ou um
túnel do qual não
enxergamos a luz que
marca seu final.
Nº 252 - Junho/2018 11
* Luiz Felipe
Schittini
*Marco Antonio
Felício da Silva
*General de Brigada - Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas
Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército,
Analista de Inteligência - E-mail: marco.felicio@yahoo.com
O Jornal Inconfidência
abarca um público de
várias faixas etárias, e o que
mais preocupa são os jo-
vens, que apresentam pe-
culiaridades em suas personalidades ain-
da em formação: a vontade de criar um mun-
do mais justo e com menos desigualdades
sociais o questionamento constante; a con-
testação; a rebeldia; o modismo e a atra-
ção pelo proibido, dentre outros. Vamos
realizar um passeio pelo tempo, retroce-
dendo até a Revolução Industrial, ocorri-
da na Inglaterra durante o século XVIII.
Ela não se limitou somente a um conjunto
de transformações técnicas e tecnológicas
aplicadas ao processo de produção de
mercadorias, mas também na formação da
classe operária em sua relação com a clas-
se proprietária dos meios de produção, a
burguesia.
Nessa época surgiu o liberalismo
clássico, fruto da transição do feudalis-
mo para o capitalismo. Seus defensores
consideravam os seres humanos como cria-
turas essencialmente interesseiras, com-
petitivas e independentes. Defendiam o
Estado mínimo que não interferisse na vi-
da das empresas e das pessoas, o atual
neoliberalismo.
Há também o liberalismo moderno,
que envolve um Estado intervencionista e
promotor de um bem estar social para o
seu povo. O grande presidente e estadista
norte-americano Roosevelt aplicou-o com
sucesso durante a grande depressão, que
ocorreu nos EUA, com a quebra da Bolsa
de Valores em 1929. Conhecido como
"New Deal"( Novo Tratamento) o Gover-
no investiu maciçamente em Obras Públi-
cas; ampliou o controle dos bancos pela
União; criou um sistema federal de Segu-
ro Desemprego e concedeu empréstimos
OS FALSOS SOCIALISTAS
a rendeiros, afim de que pudessem com-
prar as suas próprias terras, dentre ou-
tros.
O socialismo surgiu no século XIX
como um protesto contra as desigualda-
des intoleráveis que acompanharam o iní-
cio da Revolução Industrial. Nasceu por-
tanto sob o sinal da solidariedade, da jus-
tiça social e da distribuição de riquezas.
Como exemplos atuais de países regidos
sob a social democracia temos Portugal,
Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia e Di-
namarca. Neles há liberdade de expressão,
vários partidos políticos e, principalmen-
te, eleições, com os dirigentes escolhi-
dos pelo povo, através do voto, que é uma
característica da democracia.
Em 1917 com a Revolução Russa
ocorreu uma ruptura
definitiva entre o so-
cialismo democrático
e o comunismo. Este é
totalitário, ditatorial,
opressor, com um par-
tido único, um canal
estatal e com uma per-
seguição implacável
contra os seus oposi-
tores, retratado em inú-
meras prisões e exter-
mínios. Basta observar o que ocorre na
Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, Viet-
nam e Laos.
Os que tentaram na década de 60
implantar no Brasil uma ditadura sindica-
lista e proletária, eram adeptos do comu-
nismo soviético, cubano e chinês. Foram
derrotados por um movimento cívico mi-
litar e religioso de 31 de março de 1964. Se
tal fato não ocorresse, hoje seríamos uma
mega Cuba sulamericana ou o maior país
comunista da América Latina.
Em 1985 através da Anistia os exila-
dos retornaram ao país e muitos começa-
ram a exercer a profissão no magistério,
onde fizeram uma grande " lavagem cere-
bral" nos alunos. Hoje essas pessoas se
apresentam travestidos de socialistas.
Apresento duas perguntas como
reflexão:
1* ) A cúpula do governo comunis-
ta cubano recebe a mesma quantidade de
ração alimentar que cabe a toda a popula-
ção? A resposta é que os líderes políticos
cubanos e seus familiares vivem em uma
bolha, quando comparado com o resto do
povo. Há um mercado popular onde a po-
pulação geral compra e um mais caro e
com muito mais gêneros alimentícios,
onde a população especial (integrantes
do governo comunista e estrangeiros com-
pram). Estes possuem ca-
sas e apartamentos em con-
domínios fechados, TV a
cabo e não vão para os hos-
pitais públicos que aten-
dem normalmente o povo
cubano. Não há eleições
presidenciais desde 1948.
Existe uma Polícia Políti-
ca e o Partido Comunista
que reprime violenta-
mente qualquer movi-
mento de oposição política contra o go-
verno. Há centenas de presos políticos
que não tiveram nenhum direito à defe-
sa. Não existe Direitos Humanos em
Cuba. Há também um bloqueio interno
do governo ditatorial comunista, para evi-
tar que qualquer cubano progrida econo-
micamente.
2*) Por que os dirigentes do parti-
do comunista da antiga União Soviética
tinham casas de campo com lareiras super
aconchegantes, saunas, adegas e o res-
tante do povo era submetido aos rigores
do inverno russo? A resposta é que a cú-
pula do governo comunista mantinha re-
galias diferenciadas do restante da po-
pulação. O bolivarianismo capitaneado
pela Venezuela é o novo socialismo do
século XXI, que nada mais é do que um
comunismo latino americano, onde há
restrições à liberdade de imprensa, um
antiamericanismo tosco e um apoio in-
condicional à ditadura cubana, como o
Grande Timoneiro de La Revolucion na
América Latina. Na teoria marxista-leni-
nista o socialismo é uma etapa para se
atingir o comunismo.
O comunismo é uma grande uto-
pia pois existe desigualdades sociais gri-
tantes entre o povo e seus dirigentes. O
lema do nosso jornal: "As Forças Arma-
das têm o dever sagrado de impedir a qual-
quer custo a implantação do comunis-
mo no Brasil" nunca esteve tão atuali-
zado e coerente com a atual situação po-
lítica vigente.
Portanto todo cuidado é pouco, pois
os lobos (comunistas) estão escondidos
sob a pele de cordeiros, intitulando- se
como socialistas. O ideal para o nosso
país é a Liberal Democracia do século
XXI, que reconhece a colossal capacidade
produtiva das economias de mercado e as-
sume o compromisso fraterno de dar opor-
tunidades, ajudar aos mais pobres, erradicar
a miséria, e que haja liberdade de expressão
e eleições livres, onde o povo possa esco-
lher os seus devidos representantes.
Que nas eleições de outubro saiba-
mos identifica-los e afasta-los definitiva-
mente da vida política e pública do nosso
país!
O comunismo é uma grande utopia pois existem desigualdades sociais gritantes entre o povo e seus dirigentes.
* TEN CEL PMERJ
Instrutor de Deontologia, Chefia Militar,
Gestão de EM e Trabalho de Comando das
Academia de Polícia Militar D. João VI e Escola
Superior de PM no período de 200à 2012.
Lula e Fidel = Foro de São Paulo
O SARCASMO DOS DEUSES
Nem mesmo o mais medíocre dos in-
divíduos poderá negar que o Brasil
jamais enfrentou desastrosa situação de
cunho moral, ético e cívico, como a atual,
base da mais grave crise política, psi-
cossocial e econômica-financeira de to-
dos os tempos.
O Estado, dito Democrático de Di-
reito, o Governo, pretensamente republi-
cano, e suas instituições estão apodreci-
dos, permeados por intensa corrupção e
aparelhamento ideológico, contrariando os
princípios fundamentais que os norteiam.
Os sucessivos governantes não serviram
ao País. Dele se serviram e, ainda, se ser-
vem!!!!!!
A Nação encontra-se ferida de mor-
te. A maioria dos cidadãos, de maneira ge-
ral, não se sentem representados pelos
políticos que elegeram e não confiam no
Poder Judiciário aparelhado e, também,
corrompido por interesses diversos, no
qual ministros do Supremo Tribunal Fe-
deral (STF) rasgam a Constituição, batem
cabeças, e se ofendem publicamente.
O STF, que deveria ser fator de es-
tabilidade pela segurança jurídica que
deveria oferecer, é fonte continuada de In-
segurança jurídica. Contesta, incluso, o que
já foi aprovado pelo mesmo STF ou aquilo
que está escrito na Lei Magna. Exemplos
marcantes são colocados perante a opi-
nião pública e, principalmente, proveni-
entes da atuação da denominada “Segun-
da Turma”, responsável por decisões na
qual pontificam os ministros Dias Toffoli,
Gilmar Mendes e Lewandowisk. São estes
os deuses do sarcasmo. Interpretam a lei
à revelia do que é claramente correto e da
opinião da maioria da população esclare-
cida, esta tratada como idiota. Se tais mi-
nistros erram por ação, os demais ministros,
lenientes, erram por omissão. Recentemen-
Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País
com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE!
te, entre outras aberrações, soltaram um dos
maiores bandidos deste País, o petista José
Dirceu, sem foro privilegiado, condenado
em segunda instância e preso. Invocaram
que este somente poderia ser preso após
ter recorrido às instâncias superiores. O
que não é realidade, pois, a interposição
de tal recurso somente ocorre para aque-
les com foro privilegiado.
A ilegitimidade dos poderes institu-
cionais cresce com a revelação continua-
da de crimes cometidos por seus integran-
tes e por conchavos e posturas inaceitá-
veis. Após o imenso esforço da “Lava Ja-
to”, que a “Segunda Turma”
tenta desmoralizar e anular o
respectivo trabalho, tradu-
zido por numerosas investi-
gações, denúncias e conde-
nações, os jornais atuais no-
ticiam a investigação do Mi-
nistro do Trabalho, alçado a
tal função para dar cobertu-
ra e continuidade a ações de
cunho criminoso.
O Presidente, Comandante Supre-
mo das FFAA (Forças Armadas), junta-
mente com auxiliares diretos, foi denunci-
ado por corrupção passiva e, após, também,
como chefe de quadrilha criminosa e por
obstrução à Justiça pelo PGR. Isso, a par-
tir de inúmeras delações e investigações.
As denúncias foram recusadas
pela CCJ da Câmara. Para tal, escassos
recursos públicos, segundo o publica-
do, foram usados em conchavos para a
compra de apoio político. Agora, no-
vas denúncias atingem o Presidente.
O sentimento de insegurança da
população é generalizado. O crime orga-
nizado controla, pelo País, verdadeiros
narco-estados. A juventude está sendo
destruída pelas drogas e a sociedade fra-
turada por políticas governamentais, co-
mo a de gêneros, implantadas pelos lulo-
marxistas, gramscistas e trotskistas do
PT e ativistas do ilegal Foro de São Paulo
(III Programa Nacional de DH/ governo
Lula ) e, ainda, não erradicadas.
A economia mostra índices peri-
gosos. Dívida pública na casa dos 5 (cin-
co) trilhões, sendo a interna muito maior
do que a dívida externa; Déficit fiscal alar-
mante, recessão, desemprego acima de 14
milhôes de trabalhadores, crescimento da
informalidade (logicamente, a inflação tem
que estar baixa).
Serviços básicos, como
Saúde e Educação, e a infra-
estrutura do País em comple-
ta deterioração. Investimen-
to zero. País à venda, incluso
o que tem de melhor, colo-
cando em risco a Soberania e
interesses estratégicos, co-
mo no caso de Alacântara,
negociada por Presidente ile-
gítimo, para apurar migalhas que se esva-
em na má administração e por políticos
corruptos.
A “Operação Lava Jato”, um ponto
fora da curva, levada a efeito por um pu-
nhado de brasileiros capazes, corajosos,
idealistas e patriotas, comprova, a cada
operação realizada, que a pequena ferida
inicial é, em verdade, um câncer com me-
tástases infindáveis.
A instabilidade política, econômica
e psicossocial é visível e a corrupção avas-
saladora. Assim, isenção perante tal situ-
ação não pode existir. Se há uma grande
parte podre, que coloca em risco a sobe-
rania da Nação, cabe às FFAA combate-
la e destruí-la, inde-
pendentemente de
grandes multidões,
diariamente, em pro-
testo nas ruas.
A legitimida-
de, também forma de valoração da legalida-
de, é fator fundamental para o sucesso da
ação de quaisquer FFAA. Traduz o apoio da
população e a crença de que a Nação, sobe-
rana, está protegida. Entretanto, esta come-
ça a ser colocada em discussão. A legitimi-
dade, também, se deteriora pela aparente
ausência de vontade e decisão políticas,
tendo em vista a intervenção constituci-
onal, que se faz tardia e para lá de neces-
sária para a maioria da população.
A legalidade de uma intervenção
constitucional, pelas FFFA, está mais do
que aprovada e comprovada por juristas de
renome.
Não cabem, nesta situação, raivi-
nhas imaturas e originárias de manifesta-
ções contrárias aos governos militares
no início dos anos 80. Não cabem, tam-
bém, comparações com o contexto exis-
tente em 64.
O STF, a agravar, rompeu o Direito
Constitucional, possibilitando que os inte-
grantes do Congresso, denunciados pelo
Ministério Público, apesar do corporativismo,
sejam julgados pelo Parlamento, ficando à
margem do Poder Judiciário.
Tal decisão coloca em risco a efi-
cácia da Operação Lavajato, responsá-
vel pela investigação, denúncia e puni-
ção da maioria dos políticos processados
por diferentes crimes
E o País continua
perigosamente à deriva!!!
A Nação encontra-se
ferida de morte e não
confia no Poder
Judiciário aparelhado e,
também, corrompido por
interesses diversos, no qual
ministros do Supremo
Tribunal Federal (STF)
rasgam a Constituição,
batem cabeças, e se
ofendem publicamente.
8Nº 252 - Junho/2018 12
ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA
Pro Patria
PALESTRA DO GENERAL LESSA
E POSSE DO GENERAL MOURÃO
O Acadêmico Gen. Lessa durante a palestra
O Gen. Mourão, já como Acadêmico,
dirigiu-se a seus confrades da Academia
Brasileira de Defesa e aos demais convidados
que nos deram a honra de comparecer
O Presidente da ABD, Acadêmico Luis Mauro, pediu ao Vice- Presidente da Academia,
Acadêmico Brion, que entregasse ao Palestrante, Acadêmico Gen. Lessa, o diploma de
agradecimento por participar das atividades culturais da Instituição
No dia 14 de junho de 2018, a Aca-
demia Brasileira de Defesa reali-
zou duas atividades importantes no Sa-
lão Marechal Marcio Souza e Mello da
Sede Central do Clube de Aeronáutica:
uma palestra sobre o instigante tema
“Amazônia,umDesafio”,proferidapelo
Acadêmico Gen.-Ex. Luiz Gonzaga
Schroeder Lessa e a posse do Gen.-Ex.
Antonio Hamilton Martins Mourão,
como Acadêmico Per-
pétuo Fundador da Aca-
demia Brasileira de De-
fesa.
Depois da cerimô-
nia, os membros da ABD
participaram de uma Reu-
nião Plenária Festiva e
de um almoço de con-
fraternização com o no-
vo Acadêmico, no Sa-
lão Nero Moura, tam-
bém, do Clube de Aero-
náutica.
Entre as ilustres
presenças, destacamos
o Alte.-Esq. Alfredo Karam, Ex-Mi-
nistro da Marinha; o Prof. João Ri-
cardo Moderno, Presidente da Aca-
demia Brasileira de Filosofia e o Es-
critor e Poeta Carlos Nejar, membro
da Academia Brasileira de Letras,
todos Acadêmicos da ABD.
Igualmente, distinguimos o Pre-
sidente do Clube Naval, V.Alte. Rui
Elia; o Presidente do Clube de Aero-
náutica, Maj. Brig. Marcus Vinicius,
que teve a gentileza do nos ceder o ex-
celente auditório para a realização dos
eventos; o Presidente eleito do Clube de
Aeronáutica, Maj.-Brig. Perez; o Cel.
Amerino Raposo Filho, Ex-Comba-
tente e Presidente de Honra do Centro
Brasileiro de Estudos Estratégicos
(CEBRES), uma das Instituições patro-
cinadoras da palestra, cujo
Presidente, o Brig. Helio
Gonçalves, não pode com-
parecer, por motivo de saú-
de; o Gen. Lajoia, membro
da Comissão Interclubes
Militares; o Gen. Andrade
Nery; o Dr. Ivan Mathias,
Médico, Professor Titular
da UERJ; o Cel. Gilberto,
representante do Clube Mi-
litar; o Cel. Av Alberto
Siaudzionis e sua esposa; o
Cel.-Av.Santoro,Presiden-
te do Partido Nacionalista
Democrático; e o Maj. Av.
Gustavo Albrecht, Presidente da Asso-
ciação Brasileira de Pilotos de Aerona-
ves Ultraleves.
Finalmente, ressaltamos a pre-
sença dos seguintes Acadêmicos: Prof.ª
Aileda, Prof. Brion; Cel. Av. Gonçal-
ves; Dr. Herman; Prof. Marcos Coim-
bra; Ten. R2 Monteiro. e Alte. Tasso.
Aplaudido pelo Brig. Marcus Vinicius, Presidente do Clube de Aeronáutica,
e pelos demais presentes, o Gen. Mourão recebeu do Presidente da ABD,
o Acadêmico Luís Mauro, o seu Diploma de Acadêmico Perpétuo Fundador
Em 2015 lançamos uma camiseta
preta com os dizeres “Luto pelo
Brasil – Quero um País sem cor-
ruPTos” e a Bandeira Brasileira em
cores, alcançando grande sucesso de
vendas pela internet e nas manifesta-
ções acontecidas na Praça da Liberda-
de. Eram 2 mil, nada restando. A fina-
lidade principal de seu uso é a iden-
tificação dos usuários nas manifesta-
ções de rua, evitando intrusos e “black-
blocs”.
A venda de camisas na
Praça da LiberdadeEste Editor, com o filho Carlos Euclides e o neto Pedro
A frase principal
tem duplo sentido“LUTO”
do verbo lutar e “LUTO”,
sentimento de pesar pelo
que vem acontecendo em
nosso país.
Como temos recebi-
do pedidos para adquiri-
las, resolvemos novamen-
te confeccioná-las.
Como comprar? Nos
locais das manifestações
que se realizarem futura-
mente, nas reuniões/palestras do Grupo/
jornal Inconfidência e pela internet.
Em Belo Horizonte, façam o pedi-
do pelo telefone deste jornal 3344-1500 ou
pelo e-mail jornal@jornalinconfidencia.
com.br. Semanalmente serão entregues
em local previamente combinado – No
Círculo Militar de Belo Horizonte ou na
Praça da Liberdade em data e horário
devidamente acertados, ao preço uni-
tário de R$20,00 e informando o tama-
nho desejado.
Para os interessados de outras ci-
dades/estados exclusivamente pelo e-
mail, na quantidade mínima de 05 cami-
setas. Ao fazer o pedido, deverá ser
informado o endereço completo do des-
tinatário e o comprovante do valor de-
positado no Banco do Brasil agência
2655-7 c/c 28172-7 correspondente à
quantidade de camisetas e mais o valor
da remessa postal
Nº 252 - Junho/2018 13
*Aileda
de Mattos Oliveira
*Professora Universitária, ESG/2010, Doutora
em Língua Portuguesa, ADESG 2008,
Acadêmica Fundadora da Academia
Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES
ailedamo@gmail.com
País indecifrável! Convivem sob o mes-
mo teto e respiram o mesmo ar os
criminosos e os não criminosos; os cor-
ruptos e os não corruptos, formando to-
dos uma irmandade moralmente promís-
cua. Por essa razão, continuam a desfilar
pelos corredores das, outrora, "Casas
da República", lado a lado, a pior estir-
pe da ladroagem pública e aqueles que
os aceitam e com eles são coniventes.
Triste país de párias políticos, de trai-
dores, de deletadores das passagens
marcantes da História Nacional!
Esse é o motivo por que temos que
trazer sempre a público, fatos que a escó-
ria política deseja que esqueçamos.
Há cinquenta anos, precisamente,
dia 26 de junho de 1968, a guerrilheira
Dilma, direta ou indiretamente, com ou-
tros sequazes de sua facção terrorista,
VPR – Vanguarda
Popular Revolucio-
nária, eliminou, co-
vardemente, o jovem
militar que cumpria a
sua missão de senti-
nelano,então,IIExér-
cito,em SãoPaulo.O
artefato,deixado,cri-
minosamente,nocar-
ro com o qual força-
ram a invasão do
quartel, explodiu, le-
vando pelos ares o
soldado Mário Kozel
Filho, que cumpria o
seu dever com a Pá-
tria, palavra que a
celerada desconhece
por submeter-se à escravidão de uma ide-
ologia sanguinária.
Este é o Brasil! Indigitado país, que
sustenta em seu seio, uma casta de dege-
nerados, subordinados ao dinheiro des-
viado dos serviços públicos, a fim de pô-
lo (o país) no limbo da ignorância que se
estampa na estupidez da pseudointelec-
tualidade que domina as instituições, an-
tes, frequentadas por homens cultos, es-
tadistas. Atualmente, são esses miserá-
veis parasitas dos cofres do Estado que
determinamasdiretrizeseducacionaispelo
caminho curvo e turvo das parvas ideias
paulofreirianas e as do filósofo presidiá-
rio,Gramsci.
Promovido a Sargento, post mor-
tem, o indigitado militar foi destroçado
com a violência da explosão causada pela
insânia de antropoides que venderam as
suas almas a países ateus, destituídos de
quaisquer resquícios de moral e de ética,
o que significa desrespeito total à vida
humana.
Esses idiotas-úteis que serviram e
ainda servem a governantes criminosos,
daqui e de outros antros, lançaram a se-
mente da discórdia entre nós, dissolve-
ram a família, prostituíram a educação,
RELEMBREMOS O JOVEM
MÁRIO KOZEL FILHO
Não encontrou ninguém, a não ser a morte, em forma
de uma carga de material explosivo, deixada,
intencionalmente, pelos marginais de esquerda que,
assim, retribuíram a solidariedade, jogando-o pelos
ares, satisfazendo-se sadicamente em tirar a curta vida de um
jovem, atingindo, no âmago, a harmonia do seu núcleo familiar.
incentivaramadiscriminaçãoraciale,ain-
da, ocupam o Congresso, a Presidência
da República, conluiam com o STF e con-
tinuam se vendendo em troca da entrega
do país à desmoralização total das insti-
tuições, para atingir o objetivo final: a se-
cessão da unidade político-territorial.
Essa serviçal da esquerda interna-
cional tem que pagar pelo seu ato de sel-
vageria! Porém, ao contrário, são postos
à sua disposição carros oficiais, servido-
res para lhe satis-
fazeremasexigên-
cias descabidas,
viagens ao exte-
riorpara,tartamu-
deando, criticar o
país que lhe paga
as mordomias e os
privilégios. Tudo
mais que o comunismo retira dos contri-
buintes é para usufruto próprio e de seu
bando de lacaios e de familiares.
Renovo, como faço todos os anos,
a lembrança do soldado Mário Kozel
Filho, herói de uma luta que mal enten-
dia e que foi lançado pelos ares por frios
assassinos, por tentar socorrer uma pos-
sível vítima, seu inimigo, do choque do
carro com o muro do quartel. Não en-
controu ninguém, a não ser a morte, em
forma de uma carga de material explosi-
vo, deixada, intencionalmente, pelos
marginais de esquerda que, assim, retri-
buíram a solidariedade, jogando-o pe-
los ares, satisfazendo-se sadicamente
em tirar a curta vida de um jovem, atin-
gindo, no âmago, a harmonia do seu
núcleo familiar.
Espera-se que o seu nome seja
estampado na fachada de uma escola de
Ensino Fundamental, mas, certamente,
já ocupa um lugar destinado aos jovens
heróis no Panteão do Alto, iluminado e
em paz!
Atentado terrorista ao QG do II Exército - 26/06/1968,
corpo destroçado do soldado Mario Kosel Filho
Na madrugada fria e nublada do dia
26 de junho de 1968, no Quartel
General do II Exército, o silêncio e a
tranqüilidade eram visíveis. Oficiais,
sargentos e soldados dormiam e des-
cansavam. Nos seus postos, as senti-
nelas estavam atentas, zelando pela vida
de seus companheiros e protegendo as
instalações do QG, pois o período era
conturbado. As guaritas estavam guar-
necidas por jovens soldados que, aos
18 anos, cumpriam com o dever, pres-
tando o serviço militar
obrigatório. Todos per-
tenciam ao efetivo do 4º
RI e se apresentaram nos
primeiros dias de janei-
ro.
Durante a instru-
ção, eram continuamen-
te alertados a respeito
da situação que o País
atravessava. Sabiam
que nessas ocasiões os
quartéis são muito vi-
sados, como possíveis
alvos para as ações ter-
roristas. Além disso, todos foram aler-
tados e souberam dos detalhes do as-
salto ao Hospital Militar, pois as víti-
mas eram seus colegas do 4º RI, unida-
de do Exercito onde servia Lamarca,
que já pertencia à VPR.
Quando assumiram o serviço de
guarda no QG, foram instruídos quanto
aos procedimentos em caso de um ata-
que às instalações do quartel. Todos
estavam tensos e ansiosos. Mal sabiam
que um grupo de dez terroristas, entre
eles duas mulheres, rodava em um pe-
queno caminhão, carregado com 50 qui-
los de dinamite, e mais três Fuscas, na
direção do QG. Tinham a missão de
causar vítimas e danos materiais ao Quar-
tel General. Por medo e por covardia,
não tiveram a coragem de atacá-lo de
outro modo que não fosse por um ato de
terror. Seguiam os ensinamentos de um
de seus líderes, Carlos Marighella que,
no seu Minimanual do Guerrilheiro Ur-
bano escreveu:
“O terrorismo é uma arma a que
jamais o revolucionário pode renunci-
ar.”
“Ser assaltante ou terrorista é
uma condição que enobrece qualquer
homem honrado.”
Às 4h30, a madrugada estava mais
NÃO DEVEMOS ESQUECER!
Historiador Carlos Ilicht S. Azambuja
fria e com menos visibilidade. Nessa
hora, uma sentinela atirou em uma ca-
minhonete, que passava na Avenida Ma-
rechal Stênio Albuquerque Lima, nos
fundos do QG, e tentava penetrar no
quartel. Desgovernada, batera, ainda
na rua, contra um poste. As sentinelas
viram quando um homem saltou desse
veículo em movimento e fugiu corren-
do.
O soldado Edson Roberto Rufino
disparou seis tiros contra o veículo. O
soldado Mário Kozel Filho, pensando
que se tratava de um acidente de trân-
sito, saiu do seu posto com a intenção
de socorrer algum provável ferido. Ao
se aproximar, uma violenta explosão
provocou destruição e morte num raio
de 300 metros.
Passados alguns minutos, quan-
do a fumaça e a poeira se dissiparam, foi
encontrado o corpo do soldado Kozel
totalmente dilacerado.
O coronel Eldes de Souza Guedes,
os soldados João Fernandes de Souza,
Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto
Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo
Charbeau ficaram muito feridos.
Consumava-se mais um ato terro-
rista da VPR.
Os estragos só não foram maiores
porque a caminhonete, ao bater em um
poste, parou e não penetrou no quartel.
O soldado Mário Kozel Filho mor-
reu no cumprimento do dever e foi pro-
movido a sargento após a sua morte. O
Exército Brasileiro, numa justa home-
nagem, colocou o seu nome na praça prin-
cipal do QG do antigo II Exército, hoje
Comando Militar do Sudeste, e na Or-
dem do Mérito Militar.
Participaram deste crime hedion-
do os terroristas Diógenes José de Car-
valhoOliveira(o Dió-
genes do PT). Wal-
dir Carlos Sarapu,
Wilson Egídio Fava,
Onofre Pinto, Eduar-
do Coleen Leite, José
Araújo da Nóbrega,
Oswaldo Antônio dos
Santos, Dulce de Sou-
za Maia, Renata Fer-
raz Guerra Andrade e
José Ronaldo Tava-
res de Lima e Silva.
(Com dados extraídos do site
averdadesufocada.com)
ESQUECER, TAMBÉM É TRAIR!
ATENTADO TERRORISTA AO QUARTEL GENERAL DO II EXÉRCITO
26 DE JUNHO DE 1968 - 50 ANOS
Destroços do carro-bomba e artefatos de fabricação
caseira encontrados no local da explosão
Publicado no Inconfidência
nº 240 de 30 de junho de 2017
8Nº 252 - Junho/2018 14
ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP) REVERENCIA
O 3º SARGENTO MÁRIO KOZEL FILHO, NO CINQUENTENÁRIO DE SUA MORTE
No dia 18 de junho próximo passado,
a Assembleia Legislativa do Estado
de São Paulo (ALESP), por iniciativa do
deputado estadual, coronel PM Paulo
Adriano Telhada, promoveu uma Sessão
Solene, comovente e memorialista, presi-
dida pelo dito parlamentar, em que reve-
renciou o 3° sargento (promovido ‘post
mortem’) Mário Kozel Filho. Este militar,
há cinquenta anos, em 26 de junho de
1968, na prestação do serviço militar ini-
cial, teve a sua vida ceifada por facino-
rosas e malditas bestas-feras do terroris-
mo comunista, o mesmo de novembro de
1935, sob outras formas de ação. O jo-
vem soldado, vítima indefesa de fanáti-
cos e ignóbeis celerados, faleceu, he-
roicamente, quando de sentinela ao
portão lateral do quartel do então II
Exército, tendo o corpo estraçalhado
por explosivos - 50 kg de dinamite - trans-
portados em um pequeno caminhão que
foi arremessado contra o aquartelamen-
to. A autoria do bárbaro, covarde e trai-
çoeiro atentado deveu-se à organização
subversivo/ terrorista ‘Vanguarda Popu-
larRevolucionária’(VPR),
à qual, é relevante que se
diga, pertencia a ex-presi-
dente Dilma Roussef. En-
tre outros, o deputado co-
ronel Telhada enalteceu,
com muita emoção, a me-
mória de Kozel Filho.
Estiveram presentes
ao histórico evento, o Co-
mandante Militar do Su-
deste (CMSE), general de
Exército Luiz Eduardo Ra-
mos Baptista Pereira (que,
ao usar da palavra, pres-
tou importante depoimen-
to referente à brutal chacina perpetrada
pela VPR) e seus oficiais-generais, famili-
ares do homenageado, deputados, signi-
ficativos segmentos da sociedade pau-
listana, além de representações militares
das Forças Armadas e da Polícia Militar
de São Paulo. As bandas de música do
Exército e da PM/SP, em conjunto, toca-
ram a ‘Canção do Exército’, cantada, com
vibração, por todos os presentes.
A Solenidade, sem dúvidas, consti-
tuiu-se em um memorável e justo preito de
reverência, gratidão e respeito a esse herói
de nosso Exército, 3° Sargento MÁRIO
KOZEL FILHO, que merece ser lembra-
do “ad perpetuam rei memoriam” ...
O Comandante Militar do Sudoeste,
General de Exército Ramos faz uso da palavra
Mesa Diretora da Assembleia, composta por autoridades e presidida pelo deputado
Coronel Telhada, tendo à sua direita o general Ramos, Comandante Militar do Sudeste
Aspecto do plenário da ALESP
OGrupo Santa Bárbara e o Memorial do 10º Grupo de ART 105mm que se
localizam em Fortaleza/CE comemoraram o dia da Artilharia- 10 de Jun- com
uma Solenidade Militar e Social, à noite de 15 Jun- 6ª feira, no Aquartelamento
General Tibúrcio, no bairro de Fátima, nesta cidade.
A solenidade, promovida pelo Gen-Div Cunha Mattos, comandante da 10ª
RM, e coordenada pela Grupo Santa Bárbara, foialvo de muitos elogios. Durante
o evento destacaram-se a SALVA DE TIROS da Bateria Sagrada, o DESFILE
MILITAR dos Antigos militares do Grupo GENERAL MANOEL THÉOPHILO e a
entrega das Condecorações e Certificados de Diplomas de AMIGOS do Memorial.
Foram condecorados com a MEDALHA MALLET- a mais alta DISTINÇÃO
da ART, os Generais-de-Exército, antigos membros do ALTO COMANDO do EB,
Generais FERRAREZI e GUILHERME THÉOPHILO, este último pré- candidato ao
governo do estado do Ceará. Noite de muita VIBRAÇÃO.
COMEMORAÇÃO DO DIA DA ARTILHARIA EM FORTALEZA
Cel Rui Pinheiro Silva
Formatura dos artilheiros e do Grêmio Mallet do CMF Gen Ferrarezi no Comando do desfile
Aposição de flores no busto de Mallet
Cel Silva Netto (Pres. GSB), Gen Ferrarezi,
Gen Cunha Matos (Cmt da 10ª RM)
e Gen Guilherme Théophilo Oficiais Generais agraciados como "Amigos do GBS"
Gen Cunha Matos
cumprimenta Gen Ferrarezi
Gen Guilherme Theóphilo vibra
com a Medalha Mallet.
Nº 252 - Junho/2018 15
Alunos do Colégio Militar de Brasília observam o roteiro da FEB plotado,
em tamanho ampliado, no piso do local da Exposição
“Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos”
FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA
*Marcos Moretzsohn
Renault Coelho
Um verdadeiro baú de recordações foi aberto em 17 de maio no hall de entrada do
Palácio do Planalto, com a inauguração da exposição Entre a Saudade e a Guerra,
que reúne documentos, cartas e fotos sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra
Mundial. O presidente Michel Temer, o ministro da Defesa, general Silva e Luna, o
ministro de Segurança Institucional, general Etchegoyen, o comandante da Marinha,
Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira e o comandante da Aeronáutica,
Tenente Brigadeiro Nivaldo Rossato, participa-
ram da cerimônia de abertura da mostra, que
contou também com a presença do coronel Nestor
da Silva, veterano da campanha da Itália.
“Senti um prazer imenso de ver uma ho-
menagem tão bonita no Palácio do Planalto,
com a presença do senhor presidente da Repú-
blica, para homenagear aqueles que, como eu,
participaram da Força Expedicionária Brasilei-
ra [FEB] e lutaram nos campos de batalha na
Itália. Lembro de tudo, tenho toda a história da
guerra na cabeça”, disse o coronel, que tem 101
anos.
Temer e o coronel Nestor da Silva cami-
nharam pela exposição, vendo fotos e cartas
que eram enviadas e recebidas pelos soldados
brasileiros durante a guerra.
“Entre outras coisas, essas exposições
nos trazem a memória do passado e dos atos he-
roicos que o Brasil por, meio dos seus nacio-
nais, praticou na Itália. É uma grande honra
contar com a participação do veterano da Força Expedicionária Brasileira. O sa-
crifício dos nossos pracinhas sempre há de inspirar em nós um profundo senti-
mento de respeito”, disse o presidente.
Em discurso, o ministro da Defesa exaltou o sacrifício dos militares brasileiros
durante o período que passaram em território italiano. “Esses bravos soldados con-
tribuíram de maneira decisiva com o esforço de guerra dos aliados. Com as ex-
pressivas vitórias de Montese e Monte Castelo, entre outras, abrindo assim o pros-
seguimento para a vitória final. Na vitória, trataram com bondade e respeito mi-
lhares de bravos prisioneiros de guerra alemães, preservando-lhes a vida e a auto-
estima.”
ORGULHO
Um dos convidados para a abertura da exposição era Leonardo Sampaio.
Debruçado diante de uma das vitrines, nada indicava a relação íntima que Leonardo
ENTRE A SAUDADE E A GUERRA
* Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional BH
- Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Sócio Correspondente do Instituto de
Geografia e História Militar do Brasil - Pesquisador Associado ao CEPHiMEx
tinha com as cartas
expostas diante dele.
“Essa é minha avó”,
puxou, orgulhoso,
conversa com o re-
pórter. “Sinto um or-
gulho imenso. Mui-
ta satisfação de ver a
história dos nossos
heróis ser lembrada
dessa forma.”
A avó de Leonardo, Aracy Arnaud Sampaio, era tenente da FEB e foi enviada
à Itália para servir como enfermeira. Ela recebia cartas de parentes e amigos do
Brasil. Quando voltou do seu período na Europa, Aracy adquiriu o hábito de pas-
sar a limpo as cartas que trouxera consigo.
Uma das cartas que a tenente Aracy recebeu foi de sua amiga Clarita. “Acredite,
cara amiguinha, na sinceridade de minha admiração e no desejo ardente de vê-la
novamente aqui, a contar-nos os vários episó-
dios de sua nobre aventura, com a naturalidade
dequemrelataumfilme.Vocêébemcapazdessa
naturalidade, pois ela é bem própria das heroí-
nas”, diz um trecho da carta, enviada em 24 de
fevereiro de 1945.
Organizada pela Presidência da Repú-
blica, por intermédio da Secretaria-Geral, da
Diretoria de Documentação Histórica e do
Gabinete de Segurança Institucional, a mos-
tra fica aberta ao público de 18 de maio a 5 de
julho, inclusive nos fins de semana, e tem en-
trada gratuita. Para ter acesso à exposição, é
necessário realizar agendamento on line.
Os horários de visitação de terça a sex-
ta-feira são às 10h, 11h, 14h e 15h. Nos fins de
semana, as visitas serão às 9h, 10h, 11h, 12h,
13h e 14h, sempre em grupos de 35 pessoas a
cada hora. A exposição conta com monitores
para orientação aos visitantes.
FICHA TÉCNICA DA EXPOSIÇÃO
Idealização: Secretaria-Geral da Presidência da República, Diretoria de
Documentação Histórica da Presidência da República e Gabinete de Segurança
Institucional da Presidência da República.
Projeto Museográfico: Profa.Dra. Monique Magaldi – FCI/UNB, Profa. Ms.
Silmara Kuster de Paula Carvalho – FCI/UNB, Raniel Fernandes – CAL/UNB. Pesqui-
sa: Cláudio Skora Rosty – CEPHiMEx, Marcos Moretzsohn Renault Coelho – Museu
da FEB/BH, Rudolf Pfeilsticker – Museu da FEB/BH, Said Zendin – Museu do
Expedicionário/PR e Museu dos Correios – Revista Postais nº 6, 7 e 8.
O acervo exposto faz parte de diversas coleções públicas e privadas do Rio de
Janeiro, Minas Gerais e Paraná.
Texto original de Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil, adaptado
para esta edição.
Sr. Henrique de Paula Pinto, Sra. Socorro Sampaio, Vet. Nestor da Silva
e filha do Vet. Leonardo de Leo
Autoridades presentes na solenidade de abertura da Exposição
Familiares do Vet. Leonardo de Leon e o Sr. Henrique de Paula
Pinto posam ao lado do emblema ampliado
Vista de parte da Exposição
8Nº 252 - Junho/2018 16
JORNAL INCONFIDÊNCIA
3ª Parte
Assuntos Gerais e Administrativos
Estas revistas podem serem encontradas nos seguintes locais:
1 - Banca de Jornais na Av. Olegário Maciel, 1741, em frente ao Hotel Platinum, em Belo Horizonte/MG
2 - Martins Livreiro - Rua Riachuelo, 1291 Centro - Porto Alegre/RS - 3 - jornal@jornalinconfidencia.com.br
Assinatura anual
A. VIA POSTAL - Recortar (ou xerocar) e preencher o cupom abaixo, anexando
cheque bancário nominal e cruzado, no valor de R$ 150,00, em favor do Jornal
Inconfidência e remetê-los para para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia –
CEP 30360-690 – Belo Horizonte – MG - Não enviar dinheiro.
B. VIA BANCÁRIA - Depositar ou transferir para o Banco do Brasil o valor de R$150,00
– agência 2655-7 - c/c 28172-7 e por e-mail, enviar o quadro preenchido e o
comprovante do pagamento para jornal@jornalinconfidencia.com.br, e ainda o
cupom citado e o xerox do pagamento para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia
- CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG.
C. Valores superiores serão muito bem recebidos.
D. Informações - e-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br. Fone: (31) 3344-1500
E. Renovação da Assinatura – a cargo do interessado (idem providências acima).
ATENÇÃO: Verifique no canto inferior direito da etiqueta de
endereçamento postal, o mês/ano do vencimento. E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!
PROFISSÃO/POSTO/ GRADUAÇÃO:
NOMECOMPLETO:
ENDEREÇO:
BAIRRO: CEP:
CIDADE: UF:
E-MAIL: TEL:
Autorizo a publicação do meu nome SIM NÃO
ASSINAASSINAASSINAASSINAASSINATURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDAS
Visite o Museu da FEBAberto ao público de 2ª a 6ª feira de 13:00 / 17:00 h.
Sábado / Domingo de 10:00 / 13:00 h.
Belo Horizonte - Av. Francisco Sales, 199 - Floresta
Agendamos visitas e palestras somente no Museu. Tel. (31) 3224-9891
Valor do ingresso: R$ 10,00/R$ 5,00 (por pessoa)
Av. Barão Homem de Melo, nº 4.500
Conj. 1501 - Bairro Estoril
Cep: 30450-250 - Belo Horizonte/MG
Telefone (PABX): 31 2516-6380
À DISPOSIÇÃO DE NOSSOS LEITORES
Juiz de Fora - Rua Howian, 40 - Centro
São João Del Rei - Área do Círculo Militar - Centro
PRESTIGIE NOSSOS VETERANOS COM A SUA VISITA
www.anvfeb.com.br
O CRUZEIRO
EXTRA
Aofazerourenovarasuaassinatura,
sedesejarreceberviapostal,um
Edições Históricas da Revolução de 1964
MANCHETE
exemplar destas revistas, envie mais R$ 20,00,
por cada uma delas.
05/06/17 126771 R$ 150,00 Uruguaiana/RS
05/06/17 200233 R$ 500,00 Ouro Preto/MG
13/06/17 901018 R$ 200,00 Tabuleiro/Maceió
04/07/17 800254 R$ 150,00 Rio de Janeiro/RJ
04/07/17 800255 R$ 150,00 Rio de Janeiro/RJ
20/07/17 800006 R$ 150,00 Porto Alegre/RS
01/08/17 000002 R$ 150,00 ?????
15/12/17 234193 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG
27/12/17 246645 R$ 300,00 Belo Horizonte/MG
01/02/18 316342 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG
16/02/18 900056 R$ 300,00 Belo Horizonte/MG
03/04/18 588298 R$ 200,00 ????????
03/05/18 515382 R$ 150,00 Juiz de Fora/MG
30/05/18 601894 R$ 300,00 Rubens Alexadrino B. Luciola
25/06/18 208598 R$ 400,00 José Fonseca P.
Data Nº Doc. Banco Brasil Valor Local do Depósito/Identificação
DEPÓSITOS NÃO IDENTIFICADOS OU SEM ENDEREÇO
JUNHO
Lembramos que a data (mês/ano) de vencimento da assinatura é encontrada
no canto inferior direito da etiqueta de endereçamento postal.
CNPJ: 11.843.412/0001-00
Mais uma vez estamos enviando dois exemplares da
mesma edição a fim de que um deles seja encaminhado
a um parente, um amigo, um (a) professor (a),
com o pedido para que o divulguem e também façam
uma assinatura do INCONFIDÊNCIA.
EXPEDIÇÃO DE JORNAIS
Na era da internet são disseminadas
as fake news, notícias falsas que se
espalham pelo mundo virtual.
O escritor colombiano Gabriel
García Márquez escreveu o famoso ro-
mance “Cem anos de solidão” e foi lau-
reado com o prêmio Nobel de Literatu-
ra.
Muito antes do célebre romance,
publicara “O veneno da madrugada”,
onde descrevia a circulação de panfle-
tos anônimos, durante a madrugada, em
um fictício povoado colombiano. Os im-
pressos atacavam a reputação de auto-
ridades, religiosos, casais e outros ha-
bitantes da comunidade.
Quando era juiz de direito (e juiz
eleitoral) em pequenas cidades do inte-
rior de Minas Gerais, testemunhei a dis-
tribuição de panfletos semelhantes nas
madrugadas antecedentes às eleições
municipais.
FAKE NEWS, GARCÍA MÁRQUEZ E O VENENO DAS ELEIÇÕES
O veneno das eleições * Rogério Medeiros Garcia de Lima
Ofendiam a honra de candidatos a
prefeito e – não raramente – interferiam
de maneira ilícita nos resultados dos
pleitos.
Era difícil identifi-
car os autores da panfle-
tagem.
Chamaríamos isso
de “crime perfeito”.
Portanto, sempre
foram veiculadas inverda-
des para influenciar no re-
sultado das eleições.
No pleito presidencial de 1945,
atribuiu-se falsamente ao Brigadeiro
Eduardo Gomes – até então candidato
favorito – a declaração de que não pre-
cisava dos votos dos “marmiteiros” pa-
ra ser eleito. Gomes perdeu a eleição
para o General Eurico Dutra.
Em 1989, o candidato Fernando
Collor declarou falsamente que o rival
Luiz Inácio Lula da Silva, se vitorioso
na eleição presidencial, “daria calote”
nas cadernetas de poupança. Após ven-
cer o pleito, o próprio Collor insidiosa-
mente promoveu o blo-
queio dos depósitos ban-
cários.
Em 2006, foi a vez
de Lula da Silva imputar
falsamente ao concorren-
te Geraldo Alckmin a in-
tenção de “privatizar a
Petrobrás”. A repercussão do falso pro-
jeto muito contribuiu para facilitar a
reeleição do presidente Lula.
O grande desafio imposto pelas
agora denominadas fake news é a velo-
cidade e intensidade de sua propaga-
ção nas redes sociais e congêneres.
A Justiça Eleitoral não tem como
prevenir eficazmente esse tipo de vei-
culação.
Coibi-la implica o risco de censu-
rar a liberdade de expressão.
Qual o remédio?
Com muita perspicácia, o ministro
Luiz Fux, presidente do Tribunal Supe-
rior Eleitoral, convocou a imprensa bra-
sileira a colaborar na contraofensiva às
fake news.
Jornalismo confiável e de quali-
dade é o melhor antídoto contra a dis-
seminação de notícias falsas.
O Tribunal Regional Eleitoral de
Minas Gerais conclama a imprensa mi-
neira a ser sua parceira nessa cruzada
cívica.
Nãopodemospermitiraprevalência
da máxima de Joseph Goebbels, ministro
da propaganda da Alemanha nazista:
“Uma mentira contada mil vezes,
torna-se uma verdade”. (O Tempo - 26/06)
* Desembargador e vice-presidente do
Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais
Prof. Univers. Antônio Suárez Abreu - Campinas/SP, Cel Ary
Moreira Pinto - Porto Alegre/RS, Francisco de Assis de Abreu -
Brasília/DF, Cap Ivo Pereira Martins - Santa Luzia/MG, Cap Fragata
FN Jayme Falavigna Filho - Uruguaiana/RS, Enfermeiro Joel
Duran Alonso - Bragança Paulista/SP, Sgt José Leite Ferreira - Garanhuns/
PE, Analista Judic. José Nacip Coelho - Belo Horizonte/MG, Cel José
Rossi Morelli - Salvador/BA, Cel Josimar Gonçalves Bezerra -
Recife/PE, Gen Bda Luiz Henrique Abreu de Moraes - Curitiba/PR,
Piloto de Selva Luiz José Mendonça - Cuiabá/MT, SO Marinha
Miguel Cesar da Rocha - Maceió/AL, Oficial de Justiça Pedro Paz
- Pelotas/RS, Cel Renato Brilhante Ustra - Brasília/DF, Engº Ruy José
Pereira Lopes - São Paulo/SP, Pastor Severino Ferreira Oliveira -
Garanhuns/PE + 02 civis
COLABORAÇÃO ESPONTÂNEA
Economista Antonio Carlos Portinari Greggio, Prof. Univers.
Antônio Suárez Abreu, Analista Judicial José Nacip Coelho, SO
Marinha Miguel Cesar da Rocha
O Tribunal Regional
Eleitoral de Minas
Gerais conclama a
imprensa mineira a
ser sua parceira nessa
cruzada cívica.
Nº 252 - Junho/2018 17
Pela oitava vez, reuniram-se os articu-
listas e colaboradores deste Jornal,
no Salão Cristal, na sede ‘Lagoa’ do Clube
Militar, por deferência de seu Presiden-
te, o General Hamilton Mourão, ao qual
agradecemos a cessão do local, como
também ao Coronel Ricardo Lindenblatt,
3º Vice-presidente, pelo importante
apoio proporcionado ao evento.
Às 14:30 horas de 29 de junho, teve
início a reunião do VIII Encontro que
contou com a presença da Professora Uni-
versitária Aileda de Mattos Oliveira, nos-
sa vibrante articulista; do presidente do
Clube Militar, general de Exército Antô-
nio Hamilton Martins Mourão; do general
de Brigada Marco Antônio Felício da Sil-
va, um dos nossos articulistas mais vi-
brantes e corajosos, candidato a deputa-
do federal; dos coronéis Ricardo Linden-
blat, 3º vice presidente do clube e Carlos
de Souza Scheliga, nosso revisor e articu-
lista, tendo sido Editor da revista do Clu-
be Militar; coronel
Aviador Luis Mauro
FerreiraGomes,articu-
lista e presidente da
AcademiaBrasileirade
Defesa; tencel PMERJ
Luiz Felipe Schittini,
articulista que defen-
de ardorosamente sua
PM, apresentando da-
dos e fatos sobre a trá-
gica segurança no Rio
de Janeiro; o advoga-
do Alcyone Samico,
nosso permanente co-
laborador e divulgador do nosso jornal
no Rio de Janeiro acompanhado de seu
filho, o também advogado Marco Samico,
permanente atuante nas redes sociais em
defesa da soberania nacional.
Deixaram de comparecer o jornalis-
ta Aristóteles Drummond (em Portugal)
autor de artigos oportunos sobre a verda-
deira história militar e do Brasil; o coronel
Rodolpho Heggendorn Donner, por moti-
vo de saúde, mas jamais deixando de co-
laborar com opiniões e artigos no Incon-
fidência; o coronel Herbert Seixas, diretor
da Casa da FEB, que se encontrava a
“serviço “ em Niteroi, atendendo reunião
sobre locais históricas naquela capital; o
jornalista Ipojuca Pontes, ex-secretário
nacional de Cultura e cineasta, que tão
bem enquadra em seus arrasadores arti-
gos integrantes dos três poderes. Na oca-
sião, deixaram de ser entregues as coletâ-
neas/2017, livros, revistas e as 4 últimas
edições do Inconfidência, que só chega-
ram após o término da reunião e foram
entregues no sábado, dia 30, pela manhã
no Clube Militar.
No próximo mês, as coletâneas se-
VIII ENCONTRO DOS ARTICULISTAS DO INCONFIDÊNCIA
rão enviadas para os articulistas; profes-
sora Maria Lucia Victor Barbosa (Londri-
na/PR), jornalista Graça Salgueiro (Reci-
fe/PE), Cel Osmar José de Barros Ribeiro
(Maringá/PR),economistaAntonioCarlos
Portinari Greggio
(Brasília/DF),gene-
ral Hamilton Bonat
(Curitiba/PR), cel
ManoelSorianoNe-
to (São Paulo/SP) e
cel Ernesto G. Ca-
ruso (Campo Gran-
de/MS). E também
serão para os nos-
sos atuantes cola-
boradores, coronel
Frederico Guido
Bieri, coordenador
da Reserva Encou-
raçada,emSantaMaria/RS,capitãoAdria-
no Pires Ribas, nosso representante em
Curitiba/PR e para a Biblioteca Nacional
no Rio de Janeiro, sendo entregue pela
professora Aileda.
Após a apresentação individual, fo-
ram debatidos os seguintes assuntos:
STF- Supremo Tribunal Federal, rene-
gado e criticado com justa razão por una-
nimidade tendo sido julgado, pela atua-
ção de seus ministros Dias Tóffoli, Gilmar
Mendes e Ricardo Lewandowski, que en-
vergonham o país e o Poder Judiciário.
Não merecem ali estar.
31deMarçoeInten-
tona Comunista. Não en-
tendemos como a Ordem
do Dia do Exército deste
ano não apresentou sequer
uma linha sobre esses dois
eventoshistóricosdoExér-
cito e do Brasil, que salva-
ram o país. Mais uma vez a
data de 31 de março não foi
relembrada pelo Coman-
dante da 4ª RM general de
Divisão Henrique Martins
Nolasco So-
brinho.
Por quê? Ordens su-
periores ou por sua livre e
espontânea vontade? La-
mentamos profundamente
tal atitude.
É de se destacar a Edi-
ção Especial da Revista do
Clube Militar, 31 de março
de 1964 – A Verdade - A
História que não se apaga
nem se reescreve lançan-
do-a com grande sucesso.
“Podemos perdoar
facilmente uma criança
que tem medo do escuro; a real tragédia
da vida é quando os homens têm medo da
luz” Platão – Contra capa da Revista.
Para conhecimento daqueles
que se omitem em datas tão impor-
tantes da História Militar e do Brasil.
Eleições 2018 – Temos poten-
cial para elegermos deputados esta-
duais e federais, senadores e até go-
vernadores em todos os 27 estados,
desde que haja união entre os milita-
res da Ativa e da Reserva/Reforma-
dos, pensionistas e funcionários ci-
vis, realizando uma verdadeira inter-
venção militar pelo voto. É de se des-
tacar que são civis os que mais dese-
jam o retorno do Exército à presidên-
cia da República.
O general Mourão usando da
palavra destacou essa possibilidade e co-
mo presidente do Clu-
be Militar, já iniciou
esse trabalho e coorde-
nará a campanha elei-
toral dos candidatos
militares. Precisamos
voltar a salvar o Brasil,
comoem1964.Nãoacre-
ditamosemintervenção
militar constitucional.
Quem a pediria? O pre-
sidente Michel Temer,
os presidentes do Se-
nado e da Câmara de
Deputados? Ou o STF? Jamais!
Se isso acontecesse, quase todos
seriam imediatamente presos pela cor-
rupção reinante nos três poderes!
RedeGlobo: Foram tecidos comen-
tários sobre a atuação principalmente da
PTV Globo, que ataca constantemente
as Forças Armadas, em especial o Exér-
cito Brasileiro! Recentemente divulgan-
do a Marcha dos 100 mil e nem uma linha
sobre o que realmente aconteceu no
período de 1964/1985. Dá nojo!
Bolsonaro: Foi perguntado qual o
motivo da falta de apoio do Inconfidência
ao candidato à presidência, deputado fe-
deral Jair Bolsonaro. Respondemos que
ainda não fomos procurados e que ele
precisa mais de nós (estamos presentes
em todo o Brasil e nos aquartelamentos
das Forças Armadas) do que nós dele.
Lembramos que o Bolsonaro foi uma das
pessoas mais prestigiadas por nós duran-
te mais de 15 anos, com inúmeras publica-
ções, entrevistas e reuniões em BH.
Finalizando o resumo desse provei-
toso e amigável Encontro, deixamos os
nossos mais efusivos agradecimentos a
todos pelas importantes e oportunas de-
fesas dos interesses da nação brasileira,
através de seus competentes artigos pu-
blicados, mensalmente, no Inconfidên-
cia, pois, sem eles, não teríamos alcança-
do o nosso objetivo principal – levar a
verdade, somente a verdade – ao conhe-
cimento dos Comandantes Militares e do
público externo.
Sem qualquer dúvida, o INCONFI-
DÊNCIA, mesmo com poucos recursos
financeiros, afrontando descabidas in-
compreensões e sofrendo o ‘fogo amigo’,
torna-se a cada dia mais forte, prestigiado
e conhecido, não só nas Forças Armadas,
como no Brasil e até no exterior. Nada
disso é autopromoção, pois dela não ne-
cessitamosesim,exprimiroquevemacon-
tecendo no nosso País, apesar das difi-
culdades enfrentadas.
Grato pela atenção.
A luta continua!
Até o próximo Encontro
se Deus quiser e nos proteger!
Luís Mauro, Aileda e Scheliga
Donner recebendo a coletânea
Miguez e os articulistas Schittini, Scheliga, Aileda e Luís Mauro e os
calaboradores Marco Samico e seu pai Alcyone Samico
Esse editor entregando a coletânea e a Revista
Histórica Manchete ao presidente do
Clube Militar, General Mourão
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
Após o encerramento foi serviço um lanche, quando ainda foram lembrados
assuntos que o Inconfidência constantemente apresenta: Fusex e Vencimentos (e
o salário, oh!). Como é mais do que sabido, TODOS os militares das Forças
Armadas são descontados para os respectivos Fundos de Saúde em 3% sobre os
vencimentos brutos (um Coronel recolhe aproximadamente 600 reais mensal-
mente) e mais 20% sobre o valor das consultas e procedimentos diversos. E
esses recursos são encaminhados para os cofres da União! Até quando?
Foi também relembrando a permanente e antiga situação dos vencimentos
que afetam principalmente os Cabos e Sargentos. Como pode um 3º Sargento
do Exército com 10 anos de serviço receber menos do que um soldado da PMMG
que inicia carreira com mais de 4 mil reais?
Os Cabos e Soldados recrutas do Exército recebem menos do que um
salário mínimo, caracterizando Trabalho Escravo!
Com a palavra o Ministro da Defesa, agora um General 4 estrelas!
NOSSA
BANDEIRA
8Nº 252 - Junho/2018 18
SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
Gen Mourão - Presidente do Clube Militar
28 de junho de 2018
No último dia 26 de junho, dia em que comemoramos os 131 anos de fun-
dação da Casa da República, tive a honra e o privilégio de assumir a Pre-
sidência do Clube Militar, onde, juntamente com meus vice-presidentes e di-
retores, irei não só dar continuidade ao excelente trabalho realizado pela
equipe do Gen Pimentel, como também atuar no sentido de apoiar, incondici-
onalmente, nossos candidatos oriundos da família militar.
Contudo, ao retornar para minha residência, tomei conhecimento da
decisão da 2ª Turma do STF, colocando em liberdade o condenado José Dirceu,
um ex-guerrilheiro e, pior ainda, ladrão dos parcos recursos desta Nação. A
argumentação do Ministro Toffoli soou como um tapa na cara da população
ordeira e que paga os pesados impostos, os quais alimentam os salários e mor-
domias daquela casta. Óbvio que o time formado por Gilmar e Lewandowski de
imediato legitimou a tese de que a dosimetria da pena de Dirceu poderia ser
revista. Ora minha gente, independentemente do tempo que tenha de cumprir,
a verdade é que Dirceu está condenado em 2ª instância e, portanto, deveria
aguardar na cadeia a solução do seu caso.
Esses Ministros constituem o exemplar “perfeito” daquilo que Skousen
denominou de “homo marxianus” (homem marxista). Esta espécie, infelizmente
ainda abundante em nosso País, considera que nada é mau, desde que atenda
suas conveniências. Libertaram-se de todas as restrições da honra e da ética
que os confinavam e que a humanidade havia tentado usar como base para a
harmonia nas relações humanas. Quantas leis houverem, igual número eles as
quebrarão.
VERGONHOSA DECISÃO!!!!!
O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR
VERGONHOSA DECISÃO
VERGONHA NACIONAL!
Ganha corpo em todo o Brasil um mo-
vimento que pouco a pouco começa
a se articular ordenadamente, de absoluto
e completo repúdio, aversão e rejeição ao
comportamento dos três ministros da 2ª
Turma do Supremo Tribunal Federal que
reiteradamente têm se posicionado de
forma totalmente abusiva e contrária às
decisões do plenário da Corte, conceden-
do, a torto e a direito, liberdade a crimino-
sos e corruptos condenados a severas
penas, sob argumentos pífios de defesa
do estado democrático de direito que so-
mente eles enxergam.
Estão colocando em farrapos a cre-
dibilidade institucional da Corte Supre-
ma.
As reações estão vindo dos mais
variados setores da nação.
São textos, editoriais de grandes
jornais, posicionamentos de juristas con-
sagrados e uma tormenta de manifesta-
ções nas mídias sociais e na imprensa
internacional.
Esse movimento de reação tem que
ganhar muito mais musculatura. Três mi-
RESISTÊNCIA CONTRA "TRIO DO MAL"
COMEÇA A GANHAR FORÇA
nistros não podem e não devem conse-
guir sequestrar o Brasil e aos brasileiros,
devolvendo ao convívio social marginais,
delinquentes e corruptos.
O poder judiciário é o último abrigo
da sociedade e não pode servir de refugio
para bandidos.
Há uma tática que vem sendo usada
por estes três "mosqueteiros" de araque
que é desmontar a operação lava-jato,
desacreditá-la, tor-
nar sem efeito prá-
tico as suas deci-
sões. É transformar
o Brasil numa terra
sem donos. Levan-
do a população a
um estado de con-
fusão e conflitos.
Oqueestáem
jogo é a República.
A sociedade, a na-
ção e as instituições não podem mais calar
diante desse arbítrio, perpetrado por mi-
nistros que legislam sozinhos contra toda
a ordem normativa brasileira, em defesa
de interesses que cada dia ficam mais
claros e evidentes.
É hora de se dar um basta e impor
limites a essa insignificante minoria iden-
tificada com o que existiu de pior na nossa
história republicana.
Eles não tem a força que pensam ter!
O Brasil está precisando dos bons!
Junte-se a eles!
Abra a boca como um brasileiro
de bem. Grite: CHEGA!
(Jornal da Cidade - 29/06)
Luiz Carlos Nemetz
Leonardo Boff disfarçou-se de frade
até ser defenestrado da Ordem dos
Franciscanos por fazer o diabo com a dou-
trina católica. É mais um caso sem remé-
dio, reafirmou a recente visita que fez a seu
deus particular na cadeia em Curitiba.
“Lula não é um político preso: é um preso
político”, mentiu Boff ao absolver a ver-
são brazuca do Bom Ladrão.
Carlos Alberto Libânio Christo caiu
fora faz tempo da Ordem dos Dominicanos,
mas usa o codinome para continuar fan-
tasiado de frade.
Depois de visitar a mesma divin-
dade venerada por Leonardo Boff, Frei
Betto jurou ter testemunhado dois mi-
lagres: Lula não sente falta de bebida e
assiste diariamente à missa transmitida
pela TV Aparecida.
Nesta semana, graças ao senador
Roberto Requião, soube-se que os cató-
licos brasileiros escaparam por pouco de
ver em ação, em parceria com os frades
A CANALHICE DOS MINISTROS
DO STF = CHICANA
* Augusto Nunes
ateus, uma religiosa
paranaense incapaz
de decorar a Ave Ma-
ria. Confiram o trecho
do discurso de Requi-
ão na tribuna do Sena-
do:
“Conheço Glei-
si Hoffmann desde
menina. A menina que primeiro queria ser
freira para ajudar os pobres, mas que,
depois, viu na militância política e na luta
pela transformação da sociedade o espa-
ço maior para a realização daqueles an-
seios adolescentes”.
Uma trinca formada por Amante,
Betto e Boff seria a prova definitiva de
que, se Deus é brasileiro, não tem tem-
po nem paciência para evitar que os con-
ventos do país natal sirvam de abrigo pa-
ra pecadores sem salvação. Minha home-
nagem a essa gente. (18/06)
* Jornalista
Não se iludam: daqui a pouco é o Lula
O STF DECIDE SOLTAR EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU
STF decide soltar ex-ministro José Dirceu
https://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-josé-dirceu/
ar-AAzcUTO?ocid=spartanntp
Bretas dá liberdade a irmão de doleiro solto por Gilmar
ASegunda Turma do Supremo Tribu-
nal Federal (STF) decidiu conceder
uma liminar em um habeas corpus pedido
pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil José
Dirceu (PT). A decisão foi tomada em uma
reclamação do ex-ministro contra uma po-
sição do relator do processo, o ministro
Edson Fachin.
Nas chamadas “reclamações”, o re-
lator é um outro ministro que não respon-
sável original do caso. Com isso, quem en-
caminhou a votação, favorável ao pedido
do réu, foi o ministro Dias Toffoli. Como
Fachin decidiu pedir vista para analisar a
proposta, Toffoli propôs que fosse con-
cedida uma liminar para que Dirceu não
fosse prejudicado pela demora em anali-
sar o pedido. Ele foi acompanhado pelos
ministros Gilmar Mendes e Ricardo Le-
wandowski.
© Reprodução Dirceu solto
Contra a concessão da li-
minar, ficou apenas o próprio Fa-
chin. Decano da Corte, o minis-
tro Celso de Mello faltou à ses-
são.
Dirceu estava preso há pou-
co mais de um mês, cumprindo
pena de 30 anos e 9 meses de pri-
são a que foi condenado em pri-
meira e segunda instância em um
processo da Operação Lava Jato.
O ex-ministro estava detido no
Complexo Penitenciário da Papu-
da, em Brasília.
O petista, homem-forte do primeiro
governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT), foi condenado pelos crimes
de corrupção passiva, lavagem de dinhei-
ro e pertinência à organização criminosa.
José Dirceu foi considerado culpado de
receber 15 milhões de reais em propina
sobre contratos da Diretoria de Serviços da
Petrobras, então comandada por Renato
Duque, indicado para o cargo pelo PT.
O ex-ministro foi detido para cum-
prir pena por autorização da juíza Ga-
briela Hardt, substituta de Sergio Moro
na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ela aca-
tou a uma determinação do Tribunal Re-
gional Federal da 4ª Região (TRF4), que
havia determinado a prisão tão logo se es-
gotassem os recursos de Dirceu em se-
gunda instância.
Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco
e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República,
depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal.
O trio do mal
Nº 252 - Junho/2018 19
Ocurrículo do jovem Advogado Geral da União, José Antônio Dias Toffoli,
que vai fazer 42 anos em novembro, tem 34.397 toques — sem espaço —
e 6.510 palavras. É coisa pra chuchu. Impressiona. Diante de tal portento, a
gente logo sente palpitar a tentação de apelar a Hipócrates, mas na versão em la-
tim, que ganhou o mundo: “Ars longa, vita brevis” – a arte é longa, a vida é breve.
É claro que o sentido original tem de passar por uma ligeira torção. O autor fazia
uma espécie de lamento: tanto há a fazer, e é tão curta a vida. A julgar pelo volume
do currículo, Toffoli é mais feliz do que Hipócrates: parece já ter feito tanto em
vida ainda tão curta! Estaria, assim, caracterizado o notório saber que justificaria
a sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (íntegra aqui). Será?
Algumas pessoas reclamaram: “Você está supe-
restimando os dois concursos para juiz de primeiro
grau em que ele foi reprovado; isso não quer dizer
grande coisa”. Bem, já respondi devidamente: se a
reprovação não impede a nomeação, não pode servir
como uma distinção, não é mesmo? Se elas não negam
o seu notório saber, ele não se torna notoriamente
sábio por ter sido reprovado.
Estamos ainda, como se vê, em busca do notó-
rio saber de Toffoli — para ocupar uma vaga no Su-
premo, bem entendido! Foi o que me levou a seu cur-
rículo. É claro que ninguém é obrigado a prestar con-
curso para juiz de primeiro grau se quer, um dia, in-
tegrar o Supremo. Se prestar, no entanto, convém ser
aprovado. Vá lá: naqueles dois anos em que fez a pro-
va, Toffoli poderia não estar muito bem, não deu sor-
te, fez a prova em jejum, sei lá eu. Acontece. Então fui
ao seu currículo em busca das evidências de que cons-
truiu o “notório saber” depois.
Formou-se bacharel em direito, pela Universida-
de de São Paulo, em 1990. O doutorado, ele o fez na…
Ops! Ele não fez doutorado. Também não fez mes-
trado. Nada impede um advogado, mesmo sem essas qualificações acadêmicas
— nem todo mundo se dá bem na carreira universitária —, de escrever livros
sobre a sua área. Eu diria até que pode haver algo de especialmente charmoso
nisso. O autor se torna, assim, uma espécie de livre-pensador, articulando,
muitas vezes, um pensamento original, mas vital, fora dos cânones. Acon-
tece que Toffoli também não escreveu livro nenhum. Então estamos assim
até agora:
– ele foi reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau;
– ele não fez doutorado ou mestrado;
– ele não é autor de livro nenhum.
A justificar a sua condição de “favorito” para a vaga no STF só mesmo a
sua proximidade com o PT. Advogava para Lula e para o partido quando a legenda
pagou Duda Mendonça em dólares, no exterior, com “recursos não-contabi-
lizados”. Adiante.
E como é que, sem aprovação em concurso, sem doutorado, sem mestrado,
sem livros, fez-se um currículo daquele? Bem, ao ler a página, ficamos sabendo,
por exemplo, que, como advogado geral da União, ele já produziu 19 súmulas,
4 pareceres e ASSINOU 3.284 manifestações protocoladas no STF e outros 280
memoriais distribuídos no tribunal.
FICA, ASSIM, CLARO QUE ELE NÃO CHEGOU NEM À ADVOCACIA
GERAL POR CAUSA DO SEU CURRÍCULO. ELE FOI NOMEADO PARA
É O CURRÍCULO QUE DIZ QUEM É TOFFOLI, NÃO EU
Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura (Publicado em 6 setembro de 2009)
* Humberto de
Luna Freire Filho
* Médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruptos.
PRODUZIR CURRÍCULO. O MESMO ACONTECERIA CASO FOSSE PARA
O SUPREMO.
Dos 34.397 toques, nada menos de 8.136 — 23,65% — são reservados às
91 entrevistas que concedeu. Na verdade, nem é bem isso: às vezes, ele lista
intervenções em programas jornalísticos de TV, em que é apenas uma das
pessoas ouvidas. Há lá um item curioso chamado “Defesa de importantes
políticas governamentais”: dedica-lhe 1.108 toques. É como se, sei lá, um pe-
diatra fizesse questão de destacar: “Cuida da saúde de crianças”.
Há o item “Publicações” nesta sua biografia intelectual e profissional? Há,
sim. São os 342 toques (na verdade, 267) que seguem abaixo, na íntegra, corres-
pondendo a 1% do total:
6.1.1. A Constitucionalidade da Lei de
Biosegurança (sic) – Coletânea de Estudos
Jurídicos em comemoração ao Bicentenário
da Justiça Militar do Brasil. Brasília, Editora
STM, 2008, 1ª edição.
6.1.2. A Excelência da Advocacia Públi-
ca na Defesa do Estado e do Cidadão. Jornal
Valor Econômico, 04 de fevereiro de 2009.
6.1.3. A Excelência da Advocacia Públi-
ca. Jornal O Estado do Maranhão, 08 de feve-
reiro de 2009.
É o que o “notório saber jurídico” de Toffoli
produziu até agora em letra impressa — obser-
vando que, acima, o mesmo artigo aparece duas
vezes porque publicado em jornais diferentes. O
que realmente dá corpo ao documento são as pa-
lestras e participações em seminários — 113 ao
todo, 14.977 toques (43,54%).
Não estou desmerecendo Toffoli. Nada mais
faço do que chamar a atenção para informações
que ele mesmo tornou disponíveis. E elas de-
monstram por que ele não tem condições — não por enquanto — de ser ministro
do Supremo Tribunal Federal. Aquelas duas reprovações eram dados que NÃO
CONTRIBUÍAM PARA PROVAR o seu “notório saber jurídico”; o seu currículo
traz dados que PROVAM QUE ELE NÃO TEM “notório saber jurídico”.
Um candidato ao STF que tem dois míseros artigos listados no capítulo
“Publicações” deveria ser o primeiro a reconhecer que se trata de um passo muito
maior do que a sua perna pode dar. Insistir na postulação revela uma de duas
coisas, e nenhuma é boa: ou se trata de alguém com excesso de amor próprio —
incapaz de ver-se com olhos minimamente críticos — ou sem amor próprio
nenhum: está disposto a cumprir uma tarefa a qualquer custo, pouco importando
o ridículo por que possa passar.
É legítima a pretensão de Toffoli de integrar o Supremo. Mas ele tem de
fazer por merecer. O direito tem de vir a ser grato por seus serviços.
Por enquanto, gratos lhe são apenas o PT e Lula,
seu cliente até outro dia.
○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○
NO FINAL DA COPA NÃO
TEREMOS MAIS PRESOS
Uma quadrilha do Supremo Tribunal
Federal (STF), dita 2ª Turma, está
aproveitando o fanatismo de grande par-
te da população brasileira com a seleção
para fazer aquele velho acerto de contas
com a bandidagem. Uma imoralidade!
Acolheu pedido
do casal de pica-
retas Gleisi Hoff-
mannePauloBer-
nardo, ladrões
dos cofres públi-
cos, anulando as
provas da Polícia
Federal (PF) na
busca realizada
no apartamento
dela.
Confirmou a soltura de João Clau-
dio Genu e Milton Lyra, trancou a ação
penal contra Fernando Capez, o ladrão da
merenda escolar, e de quebra mandou sol-
tar o facínora José Dirceu , um pseudo
IMAGEM DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF)
ESGOTOSFERA PETISTA
guerrilheiro, um covar-
de que viveu por cinco
anos na clandestinida-
de, escondido debaixo da saia de uma mu-
lher no interior do Paraná e que hoje é tido
como “guerreiro do povo brasileiro”.
Será que es-
se três elementos,
Dias Toffoli, Ri-
cardoLewandows-
ki e Gilmar Men-
des, que estão de-
sonrando o que
ainda resta da jus-
tiça brasileira, não
percebem que es-
tão fazendo apo-
logia ao crime, à desonestidade, à
corrupção? Quanto estão recebendo para
isso? São dívidas antigas pagas com ju-
ros e correção? Criem vergonha, desapa-
reçam. O Brasil não mais suporta ver suas
caras. (29/06)
IMAGEM : Divulgação/ STF
“O Ministro José Antonio Dias Toffoli tomou
posse no STF no dia 23 de outubro de 2009 e
deverá assumir a Presidência daquela Alta
Corte no próximo mês de Setembro deste ano"
MINISTRO DIAS TOFFOLI
NÃO TEM DOUTORADO
NÃO TEM MESTRADO
NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO
REPROVADO EM DOIS
CONCURSOS PARA JUÍZ
ADVOGADO DO PT EM
1998, 2002 E 2006
INDICADO MINISTRO DO STF
POR DILMA
8Nº 252 - Junho/2018 20
CAIXA POSTAL
OF. DE JUSTIÇA PEDRO VAZ
Pelotas/R
Minha decepção
Hoje fui visitar os Oficiais de Justi-
ça da Comarca de Pelotas, no seu novo
local de trabalho numa pequena sala,
mal iluminada e insalubre, no andar tér-
reo. Estavam instalados numa sala am-
pla e bem iluminada no 2º andar. Fiquei
emocionado e decepcionado com a
Administração da Direção do Foro.
Segundo Ivone Barreiros, presidente
da AOJESP: “O Oficial de Justiça é o Juiz
na rua, mas sem a segurança dos gabine-
tes”. Segundo o professor Alfredo Buzaid,
sobre a carreira do Oficial de Justiça é a
longa-mão do Juiz na administração da
Justiça. (Diário da Manhã 20/05/2018)
* * *
Estou enviando aqui o comprovante
do depósito bancário para a renovação
da assinatura do melhor Jornal do Bra-
sil que é o Inconfidência.
Vai aqui também um exemplar do Jor-
nal Diário da Manhã, onde publiquei
minha manifestação contra a Juíza Dire-
tora do Foro da Comarca de Pelotas. So-
licito o seu prestimoso apoio para pu-
blicar no Jornal Inconfidência. A Justi-
ça não funciona sem o Oficial de Justi-
ça, os Oficiais de Justiça não têm o di-
reito de portarem arma de fogo, os Juízes
e Promotores de Justiça tem porte de
arma de fogo em suas carteiras funcio-
nais. O porte do Oficial foi revogado
com o Estatuto do Desarmamento. Aten-
ciosamente. (05/06/2018)
GENBDA LUIZ ANTONIO
R. MENDES RIBEIRO
BeloHorizonte/MG
Porta Aberta
Gilmar Mendes vem sucessivamente
libertando pessoas presas por decisão de
Juízes da Operação Lava Jato, inclusive
aqueles presos por decisão do Juiz Bre-
tas!!! Como explicar decisões tão díspa-
res na nossa Justiça... e em relação a pes-
soas envolvidas em corrupção, mal que
tem de ser combatido com rigor...mas, o
Juiz prende, Gilmar liberta, porquê !?!
Este impasse está a merecer uma atua-
ção do STF, de sua Presidente, para es-
clarecer semelhante e grave, dicotomia!!!
(O Globo - 09/06)
ARISTON CARVALHO OLIVEIRA
Rio de Janeiro/RJ
STF
Nos últimos 30 dias, o ministro do
STF Gilmar Mendes concedeu liberda-
de a 20 presos envolvidos em crimes de
corrupção. O ministro Luís Roberto Bar-
roso já havia acusado Gilmar de ser
leniente com os criminosos do colari-
nho branco. Mendes se posicionou con-
tra a Lava-Jato, deixando transparecer
que tem uma posição em favor dos ban-
didos que causaram rombos imensos
aos cofres públicos. Será que isso po-
deria ser considerado apologia ao cri-
me? Quem segura esse tresloucado? In-
sanidade tem limites. Albert Einstein
disse, certa vez, que “Insanidade é conti-
nuar fazendo a mesma coisa e esperar
resultados diferentes”. (O Globo 07/06)
PAULO FREDERICO S. DOBBIN*
Rio de Janeiro/RJ
STF
Promover o bom Direito, conhecer os
limites do arbítrio e não violar a consciên-
cia social são alguns dos princípios bási-
cos que orientam julgadores, ao proferir
sentenças. Isso se aprende nas faculda-
ADVOGADOALCYONESAMICO
Rio de Janeiro/RJ
O Inconfidência
Permitam-me um breve mas candente registro. Devo externar minha mais
especial e eterna gratidão ao intimorato coronel Miguez por haver-me admitido no
seleto grupo que compõe o imbatível Inconfidência. Nele, o extremado amor ao
Brasil e a defesa mais candente dos bons princípios, que contaminam as fardas.
Faz-se presente página após página, e onde o empregar o vernáculo ganha forma
de religiosidade. Em tempos por demais desprovidos dos belos gestos e atitudes
herdados de nossos maiores, sobreleva a figura do imbatível coronel Miguez, a
tornar visível a cada edição do Inconfidência, o idealismo motivador do alcançar
a existência de vinte e quatro plenamente patrióticos anos. Não é despropositado
supor que o Idealismo que domina o coronel Miguez e contagia a todos que cercam,
guarde alguma mística no passado a aureolar a por todos os títulos feliz intitulação
do Jornal nascido nas gloriosas minas Gerias!!! Coronel Miguez, “O Inconfidência”
representa o seu pedestal, se a estátua não vier por mãos de homens, creia que, o
somar de número após números do Jornal Inconfidência a vem erigindo!!! (29/06)
TEN CEL PMERJ LUIZ FELIPE SCHITTINI
Rio de Janeiro/RJ
Prezado amigo Cel Miguez
Gostaria de agradecer ao Sr pela reportagem apresentada sobre os articulistas
do Jornal Inconfidência. As pessoas idealistas não são melhores e nem piores que
as outras, mas sim, diferentes. Se expõem e são capazes de doarem as suas vidas
em prol de um mundo melhor. Abominam riquezas, prestígios, poder e privilégios,
em detrimento daquilo que sonham. Pesam nas futuras gerações e sabem que o
futuro é o que deixamos de fazer no presente, por negligência, omissão ou covardia.
Há poucas, mas Deus sabiamente faz com que elas um dia se encontram. E
quando juntas compartilham os seus ideais.
Respeitosamente do amigo. (28/06)
CARLOSA.SILVEIRA
BoaEsperança/MG
Candidaturas de Militares
Senhor Editor:
Considerando que, tradicionalmente, é o "povão" que elege os políticos, é
importante montar um programa eleitoral muito bem elaborado no sentido de
convencer as massas de que os candidatos militares são a melhor opção. Sei que
nas Forças Armadas há pessoal competente para cuidar disto e sei também que a
oposição vai atacar agressivamente os candidatos militares, difundindo, por todos
os meios de comunicação, argumentos depreciativos e, a equipe que criar esse
programa tem que estar preparada para combater as aleivosias dos adversários. Se
forem questionados quanto à competência administrativa, devem responder que
nomearão secretários administrativos de alta competência e comprovada hones-
tidade para auxiliá-los. Dar a entender que não vãoi nomear, para auxiliá-los nenhum
"desses aí ;" já conhecidos. Difundir seu programa de realizações, colocando-o à
disposição dos adversários, para que, se forem eles os eleitos, possam realizá-lo,
em benefício do nosso povo. São esses os meus lembretes, esperando que ao
militares sejam bem sucedidos nessa campanha. (23/06)
desdeDireito.OministroGilmarMendes,
em insana cruzada contra a Lava-Jato,
tem se esquecido desses preceitos esco-
lares. O STF, o Conselho da Magistratura
e a OAB, pelos seus presidentes, preci-
sam lembrá-lo e frear esse descalabro
jurídico.(Globo08/06)
*Almirante - Ex-presidente do Clube Naval
ADVOGADO ALCYONE SAMICO
Rio de Janeiro/RJ
Inconfidência nº 251
Contaminemo-nos com o fervor patri-
ótico imanente em nossas admiráveis
Forças Armadas, e que se expressa em
todas as linhas que compõem o INCON-
FIDÊNCIA. O jornal atingiu seus XXIV
anos (edições mensais), contando tão-
só com a galhardia e destemor dos que
se aliaram aos mais nobres e imposter-
gáveis objetivos da Nação Brasileira.
Venham, pois, juntar-se aos baluartes,
que, mês após mês, fazem do INCONFI-
DÊNCIA a mais intransponível trincheira
aos inimigos da Pátria, mediante reflexões
de todo ponderáveis e acobertadas de fi-
delidade plena a nosso vernáculo, des-
tarte conferindo-lhe a condição de incom-
parável. Utilizem-se do CUPOM à página
16 e magnetizem-se com o meu candente
exortar na 17.
Já se faz sentir o frenesi que asso-
ma a imensa maioria dos brasileiros ante
o aproximar-se de mais uma disputa da
Copa do Mundo. O pavilhão nacional,
por tanto tempo "deitado eternamente em
berço esplendido" se faz presente em
profusão. Por quê somente durante tal
período de um mês e a cada quatro anos?
A nossa bandeira é linda, a estampar em
sua faixa central o nosso nortear, e medi-
ante o seu expor mais amplamente, certa-
mente contribuiria para o revigorar do
Amor à Pátria, tão esmorecido nos últi-
mos tempos. (06/06)
* * *
Salve a Marinha do Brasil!
Que a mais do que justa retratação
motive os destinatários deste a se vale-
rem de seus conhecimentos no apagar de
um dos inúmeros ultrajes praticados pela
"maldição" petista contra os VULTOS
ILUSTRESDANACIONALIDADE. Per-
mito-me dirigir especial apelo neste sen-
tido ao ilustre e sempre admirado Coronel
Joel Corrêa, ex-Diretor da Casa Histórica
de Deodoro da Fonseca. (12/06)
FRANCISCO SAMPAIO JUNIOR
BeloHorizonte/MG
Carta ao redator
Ao ilustre Redator do Jornal Inconfi-
dência, que completa 24 anos do Grupo
Inconfidência, deste extraordinário veí-
culo de comunicação e informação, pela
excelência de seu conteúdo, os meus
efusivos parabéns, extensivos aos de-
mais Diretores.
Neste ensejo, apresento-lhe votos de
elevada estima e apreço. (30/06)
GEN DIV AGENOR FRANCISCO
HOMEM DE CARVALHO*
Rio de Janeiro/RJ
Inconfidência nº 251
Sinceros cumprimentos pelo aniver-
sário da criaçâo do Grupo Inconfidên-
cia. quase um quarto de século sob sua
eficaz liderança. Parabéns a todos que
direta e indiretamente contribuem para
a elaboração e divulgação de tão pre-
cioso noticioso. (20/06)
* Ex-ministro Chefe da Casa Militar
PILOTO DE SELVA
LUIZ JOSÉ MENDONÇA
Cuiabá/MT
O Toque dos Clarins
Caro Cel Caminha.
Obrigado por enviar-me tão patrióti-
co texto.
Perdoe-me o Cap. Emerson, seu au-
tor, mas tenho que expor minha opinião
referente as próximas eleições.
Como tão bem citou o autor, o povo
está cansado, não só cansado, mas,
desesperado, descrente dos atuais co-
mandantes das Forças Armadas, (to-
dos eles), que há mais de trinta anos
vêm consentindo o avanço do comu-
nismo em nossa Pátria.
É realmente chegada a hora dos mi-
litares candidatarem-se, formar a ban-
cada militar, passando a trabalhar para
desfazer os estragos causados pelos
partidos políticos, principalmente pelo
Lula e seu PT.
Todavia, isto só será possível, se o
Comandante do Exército Gen Eduardo
Villas Boas, mudar seu inerte procedi-
mento, realizando a Intervenção Militar,
tão solicitada pela população sofredora.
Que os militares tomem o poder, fa-
çam a faxina geral, tirando todas as
quadrilhas que estão nos governando,
e, num rápido governo de transição, em
no máximo noventa dias, marquem no-
vas eleições, sem as urnas fraudadoras.
Se isto vier ocorrer, os militares que
optarem pela política, poderão se can-
didatar que serão todos eleitos.
Com eleições do jeito que as coisas
estão, jamais um militar será eleito para
qualquer cargo político. (20/06)
CAP EMERSON ROGÉRIO OLIVEIRA
Porto Alegre/RS
Bom dia, Cel Caminha!
Envio em anexo o artigo de minha
autoria “O Toque dos Clarins” à sua
apreciação e para ver a possibilidade de
repassar aos nossos companheiros da
AHIMTB. Informo que o Batalhão de En-
genheiros - Província de São Pedro já o fez
ao seu efetivo. (20/06)
NR: O Toque dos Clarins será publica-
do na próxima edição do Inconfidência.
CELEDU C. CASTRO LUCAS*
Porto Alegre/RS
Dia da Artilharia
Caro Miguez
Minha admiração, meu respeito, meu
carinho e minha melhor continência ao
distinto companheiro que a cavalo acom-
panha a Cavalaria, nos contatos nas car-
gas e na glória.
Hurra! Hurra! Hurra”. (10/06)
*Editor de “O AVAIANO”
Nº 252 - Junho/2018 21
Até tu Papa Francisco!
Eu sou católico há 82 anos, filho e neto de famílias católicas que sempre tiveram na figura
do Papa o seu maior representante da fé cristã, da justiça divina e da fraternidade humana. E, no
entanto, o papa Francisco, num ato de desrespeito à fé dos cristãos, das leis da própria igreja católica
e do nosso país, presenteou o presidiário (Lula da Silva) com um lindo terço, justamente a ele que
nunca teve atitudes católicas e se mostrando mais afinidades por regimes autoritários e desumanos
como o comunismo de Cuba e de outros semelhantes. Com essa atitude contrária aos bons princípios
cristãos e até de desrepeito às decisões da nossa justiça o Papa Francisco mostrou estar mal in-
formado de quem é o presidiário, ex-presidente Lula da Silva e do mal que ele fez ao Brasil e a sua
população mais pobre. Levou o país ao maior desastre econômico de toda a sua história, facilitou
o aumento do tráfico de drogas provocando muitas mortes de inocentes, diminuiu o número de leitos
hospitalares, arruinou a segurança pública e a Educação, colocando os serviços públicos no pior
de todos os tempos. Para tomar essa atitude, o Papa deve estar mal informado ou usou de má fé com os
católico e até com o Brasil. (12/06)
O que fazer com essa seleção após o...
O que fazer com a seleção brasileira após o empate sufocante com a seleção da Suíça? Essa mesma
seleção repleta de jogadores milionários e endeuzados por uma mídia enganadora. Faça o mesmo que
estamos fazendo com o Brasil após os destruidores governos dos petistas. Lava Jato na CBF para aca-
bar com os cartolas corruptos. (18/06)
Decisões judiciais
Porque na hora de defender os grandes corruptos e criminosos políticos os investidos em altos
cargos do Poder Judiciário mostram um grande esforço e muita boa vontade para defendê-los? Para
defender os cidadãos mais humildes, os plebeus não contam com a mesma boa vontade dessas au-
toridades e ficam jogados na vala dos esquecidos, fato que ocorreu comigo em sentença judicial ga-
nha e sem cumprimento! (18/06)
Fim do imposto sindical
O fim do imoral imposto sindical vindo com a reforma trabalhista no ano passado do governo
Temer foi uma atitude justa e elogiável do Congresso Nacional em defesa dos trabalhadores e de
correção aos boas vidas sindicalistas alérgicos ao trabalho que usavam esses recursos bilionários
para se enriquecerem sem trabalhar e proliferar esse mal a mais de 16.000 sindicatos amparadores
de quem não gosta do trabalho e financiar campanhas políticas esquerdistas sempre a custa de quem
trabalha e dos cofres públicos financiando os mortadelas para praticar as desordens públicas am-
plamente conhecidas pelos brasileiros.
Esse mal do imposto sindical não pode voltar nunca mais. Os sindicalistas que mostrem serviço
e conquistem voluntariamente os trabalhadores para financiar aquilo que é a sua obrigação de re-
presenta-los e até hoje não fizeram. Basta de tanta enganação e desperdicio de dinheiro público
com esses sindicalistas que não merecem confiança! (20/06)
Desespero dos grandes partidos
PT, PMB, PSDB, PP e PTB estão tremendo na base de medo dos resultados que deverão
ter na eleição de 2018. A postura dos integrantes desses partidos é de pleno conhecimento dos
brasileiros, desiludidos, estão dispostos a dar-lhes o troco por meio dos eleitores cansados de
tantas traições desde o governo do FHC até hoje, e a única esperança que lhes restam são as ara-
pucas eletrônicas maiores cabo-eleitorais dos corruptos de estimações e amparadas covarde-
mente pelo STE. (20/06)
Com esses ministros
Com os 5 ministros, entre os quais: Gilmar Mendes, Lewandowski e Toffoli que compõe a mesa
de julgamento da senadora Gleisi Hoffman e seu marido ex-ministro, Paulo Bernardo, que resultado
poderíamos esperar? Será que eles pensam que a Petrobrás se auto destruiu economicamente? Que
vergonha! (20/06)
Fim do STF
Afinal, para que é temos uma suprema corte composta por tantos ministros (alguns lá estão
por proteção política) não cumprindo as suas missões e dando despesas bilionárias para os con-
tribuintes pagarem? Se querem manter esse sistema de indicação de ministros por favor e não cum-
prindo a sua finalidade de um passado ilibado e comprovado saber jurídico, o melhor para o país é fechar
essa corte que não pratica a justiça. (21/06)
Os brasileiros querem justiça
O governo petista, Lula e Dilma, quebraram a Petrobrás, esvaziaram os cofres do BNDES, do
Banco do Brasil, da Caixa, dos Correios, dos Fundos de pensões de estatais e outras, e o condenado
e presidiário ainda tem coragem de dizer que não sabia de nada? Que é inocente? Ele era o presidente
do país e responsável direto por tudo isto. Mas entendo que tenham mais autoridades dos três po-
deres responsáveis pela fiscalização e aprovação não cumpridas pelo enorme rombo feito na eco-
nomia do país e ainda noto a maior dificuldade que a Lava Jato (um grupo de exemplares membros
da justiça) encontra na cúpula do Poder Judiciário para punir os responsáveis investigados. Sozinho,
um presidente não conseguiria tanto. Onde está o Poder Judiciário para prestar contas do mal so-
frido pelo Brasil? Os brasileiros não querem perseguições, mas sim, justiça. (25/06)
Superfaturamento no Rodo-Anel
Declarou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin sobre a construção do "rodo-anel":
Não sei de nada sobre o super-faturamento dessas obras, mais de R$600 milhões e quero que a justiça
apure. Se um governador de estado não tem competência para saber de tamanha falcatrua, como
ele quer ser presidente? Está parecendo o Lula da Silva que não sabia de nada quando o país ficou
quebrado com a administração petista. Ele também diz não saber de nada. (25/06)
A choradeira dos professores
Estou cansado de ouvir dos professores brasileiros que a sua remuneração pelo trabalho de ensino
é pouco. Creio que seja mais uma choradeira inexplicável para conseguir um pouco mais da fortuna
que recebem mensalmente. Como os professores poderão me explicar se com a remuneração de
professor o FHC conseguiu comprar um apartamento em Paris por $11 milhões de euros? (25/06)
Crianças detidas nos USA
Afinal, quem são os verdadeiros culpados pelas desumanas separações das crianças dos seus pais
e suas detenções nos Estados Unidos? É o ex-presidente Barack Obama que aprovou essa lei em
2006, o atual presidente Donald Trump que está colocando-a em prática ou os políticos brasileiros
que com suas enormes corrupções em seus mandatos tiram as condições dos brasileiros para se
estabilizarem na vida? Sim, eu colocaria em primeiro lugar as autoridades dos nossos 3 poderes que
não cumpriram as suas respectivas obrigações. Surrupiaram o dinheiro público que seria para atendê-
los. Fácil para entender e difícil para combatê-los. (27/06)
Lula, Pelotas e Bolsonaro
Em campanha eleitoral, o Lula da Silva disse na cidade de Pelotas, RS: - que ali era a cidade de maior
exportação de veados do Brasil. Lula diz que Pelotas é cidade "polo exportadora de veado" -
YouTube Portanto, eu pergunto a deputada Maria do Rosário: quem é o maior xenofóbico do país:
Luiz Inácio Lula da Silva ou o deputado Jair Bolsonaro? (29/06)
CARTAS RECEBIDAS DURANTE O MÊS DE JUNHO DOS NOSSOS ASSINANTES:
APOSENTADO BENONE AUGUSTO DE PAIVA
São Paulo/SP
PROFESSORA MARA MONTEZUMA ASSAF
São Paulo/SP
Manifesto de Lula
Lula não tem compostura ao afirmar que foi preso tão somente para impedir que ele concorresse
à eleição e se elegesse novamente presidente. Lula não tem caráter quando afirma ser preso político,
não admitindo ter montado o maior esquema de corrupção jamais visto neste país: Lula é um político
preso ! Lula é desonesto ao afirmar que em sua gestão acabou com o sofrimento do povo brasileiro,
só esquecendo de lembrar que após o governo do PT herdamos mais de 13 milhões de desempregados
que, certamente não apareceram do dia para a noite através de geração espontânea!
Sua alegação de que só ficou no Brasil porque decidiu enfrentar seus algozes que iriam prendê-
lo de qualquer forma, sem nenhuma prova, é um arroto de arrogância que ofende nossa inteligência
depois de ver que Lula foi condenado em todas as instâncias, repetidas vezes, até esgotar todos os
recursos. Lula é comprovadamente corrupto, e quem se apodera de recursos públicos é ladrão,
simples assim, por mais drama e questionamento que os petistas queiram fazer em torno do tema.
Esse "manifesto ao povo brasileiro" é uma deslavada mentira, posto que o povo brasileiro não
pôs fogo no país como os petistas esperavam que acontecesse após a prisão de Lula. Esse manifesto
é apenas para os eleitores cativos do PT que . não obstante as provas ajuntadas contra o ex-
presidente, continuam a venerar aquele que a troco de uma benesse, os algemava às urnas nas
eleições. Lula que se prepare para os novos julgamentos que virão, que irão aclarar ainda mais quem
é, de verdade, Luiz Inácio Lula da Silva. (09/06)
Lula
Admirável a resiliência da defesa de Lula, que ao não se conformar com a condenação de seu
cliente em todas as instâncias, entrou com mais um pedido de liberdade no STF e no STJ, rogando
às cortes que suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex até que se julgue no mérito
os recursos extraordinário (só analisado no STF) e especial (no STJ). Lula quer, porque quer ficar
fora da prisão até que os recursos de sua condenação na Lava Jato sejam julgados.
Sepúlveda Pertence, que já foi ministro do STF, não se sente desconfortável em tentar libertar
Lula ainda que este fato escancare a falta de isenção com que a lei é vista e colocada em prática
no Brasil pelos próprios juristas que deveriam ser os garantidores de nossa Constituição. Afinal,
parece que a falta de credibilidade e respeito da população para com estes ministros venais já não
significam mais nada para eles, apesar do temor que demonstram de nossas manifestações públicas:
conseguiram até uma sala especial no aeroporto de Brasilia na qual se isolam e através da qual entram
direto na aeronave. Por certo ocupam os assentos de primeira classe para não se misturar com a
plebe ignara.
O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato quer que essa pauta seja analisada pelos
5 ministros do colegiado no próximo dia 26, fase final dos jogos da Copa do Mundo quando todo
mundo estará com a atenção presa nas partidas de futebol, e poucos vão se interessar pelo andamento
desta petição no Supremo Tribunal Federal. Assim garantem que que esta lambança vá passar!
Precisamos impedir esta maracutaia - palavra introduzida há muitos anos por Lula no nosso
idioma, o que demonstra que ele sempre foi grande conhecedor de negócios escusos, tanto na política
como na administração. Portanto, #Lulanacadeia (16/06)
STF – Supremão
Torcemos tanto para o Brasil melhorar que em 2018 a torcida da Copa ficou até em segundo
plano. Torcemos como nunca antes em nossa história para ver a corrupção ser contida, para ver
a justiça sendo feita e a impunidade debelada. Mas nosso ânimo esfria a cada vez que vemos uma
decisão do STF favorecendo corruptos, baseado sabe-se lá em que argumentos já que, ineditamente,
a sessão no STF não foi televisionada (mas argumentos não faltam quando querem livrar a cara de
alguém), deixando agora sem punição um casal de políticos, que comprovadamente recebeu propina,
usou caixa 2, tendo o marido lesado até aposentados endividados através de uma organização
criminosa que arrecadou R$ 100 milhões usados para irrigar as contas de agentes públicos e do PT,
segundo dados levantados pela Operação Custo Brasil . Pois bem, graças à "providencial" decisão
do ministro Fachin de enviar esta ação para a 2ª turma do STF, sabidamente simpatizantes do PT,
Gleise Hoffmann e Paulo Bernardo se safaram. Já tivemos o Mensalão, o Petrolão, e agora se agi-
ganta, para nosso desespero, o Supremão. Dia 26 poderão, com seu poder aparentemente ilimitado,
colocar Lula em liberdade! Vamos nos mobilizar! (20/06)
Prisão domiciliar para Lula!
Com muita ênfase Lula, em 2009 tomou as dores de José Sarney, então presidente do Senado,
que estava sendo acusado de usar atos secretos para nomear parentes na Casa. Criticou o que chamou
de processo de denuncismo, e com todas as letras enfatizou: ..."penso que ele (Sarney) tem história
suficiente para que não seja tratado como pessoa comum". Este é o mesmo raciocínio que está sendo
engendrado, pasmem-se, por integrantes do Supremo Tribunal Federal com relação a Lula, preso
há apenas dois meses em Curitiba. Aparentemente condoídos com o homem que rapou o tacho Brasil
em prol de si mesmo, do PT e de todo o rol de países amigos adeptos do bolivarianismo, pretendem
agora uma solução "meio-termo" no julgamento que vai analisar uma nova tentativa de Lula para
ser solto: querem transferi-lo de Curitiba para seu apartamento em São Bernardo do Campo, onde
certamente poderá contar com o carinho de amigos, familiares, políticos e baba-ovos em geral,
que tanto bem fazem ao seu ego super estimulado e de onde ele poderá continuar a se imiscuir na
política brasileira. Para tanto, o STF terá que passar por cima da Constituição para conceder esta
benesse espúria para Lula, pois segundo seu artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção
de qualquer natureza. Ou será que se deixarão levar pelo artigo 1 da lei de Lula que diz que ele, pela
sua história, não deve ser tratado como pessoa comum? Justamente por tudo que Lula poderia ter
feito de bem para o Brasil e não fez, e pelo mal imenso que causou fomentando a maior crise de
corrupção jamais vista no mundo é que Lula tem que ser tratado com todo o rigor da lei, sem
atenuantes ou soluções meio-termo. O Supremo Tribunal Federal não pode encabeçar esta proposta
sob pena de ser o responsável por criar um ponto alto no descrédito e insatisfação crescentes que esta
instituição vem sofrendo diante da opinião pública. Daí para frente, tudo será válido... (22/06)
Ditadura do Supremão
Podemos chamar de Supremão este atual Superior Tribunal Federal , onde alguns membros
se arvoram de super poderes quando se mostram determinados a dirigir os destinos do Brasil apesar
desta não ser sua função e de não terem sequer sido escolhidos pelos votos da população. Nossa
Constituição não está sendo aplicada por eles mas sim interpretada ao bel prazer destes juízes venais
adeptos de uma ideologia e de um partido, e cujo maior propósito é libertar Lula e sua corriola
criminosa, jogando por terra todo o trabalho de desmonte da corrupção levado a cabo pela Lava
Jato. Não por acaso assisti um vídeo no Youtube de uma entrevista recente dada por Marco Aurélio
Mello numa TV de Portugal, onde com todas as letras ele defende a tese de que a prisão de Lula
é ilegal. Um ministro do STF pode fazer isso? E aqui vimos a rápida sucessão de derrotas colhidas
pelo relator da Lava Jato, Edson Fachin, que culminaram no último revés, a soltura de Zé Dirceu
e Cláudio Genu e que só não teve o mesmo resultado com Lula porque houve uma providencial
intervenção de uma desembargadora do TRF-4 seguida pela ordem de Fachin de remeter o pedido
da defesa de Lula para ser julgado pelo pleno do STF. Por este seu gesto foi alvo da vingança de
seus pares. Hoje o relator da Lava Jato, Ministro Edson Fachin, é um personagem isolado na 2ª
Turma da Corte, e a sensação que tenho é de que estamos reféns , submetidos a uma ditadura judiciária
levada à frente por ministros como Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski, Gilmar Mendes e Marco
Aurélio Mello, e que, desgraçadamente, os demais membros do STF apenas assistem o ocorrido,
sem tomar nenhuma atitude contrária. Por que? E o que podemos fazer? (27/06)
montezuma.scriba@gmail.com
From: BENONE PAIVA
To: benone paiva; Jornal Pequeno - MA; A TRIBUNA / ES; Opinião Pública; Estado de Minas; Diário do Sul; Hoje em Dia; Jornal
Corporativo - RJ; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Gazeta do Povo; JORNAL INCONFIDÊNCIA; Gazeta Popular - Campinas/SP; Jornal da
Cidade - Bauru/SP; Jornal de Piracicaba /SP; tribuna@tribunaribeirao.com.br; O Estado do Maranhão - MA; Correio Brasiliense - DF; Jornal de
Brasília; redator@jornaldelaguna.com.br; Diário Catarinense; Folha de Londrina; Zero Hora (RS); Pioneiro - Caxias do Sul;
mailto:redacao@ofarroupilha.com.br; mailto: diariopopular@diariopopular.com.br; palavradoleitor@dgabc.com.br;
darwin@odiariodemogi.com.br; cartas@valor.com.br
benonepaiva@gmail.com
From: MARA MONTEZUMA ASSAF
To: DIÁRIO DO COMÉRCIO; DIÁRIO DO GRANDE ABC; FOLHA DE SÃO PAULO; JORNAL AGORA; VALOR ECONÔMICO; CORREIO POPULAR
- Campinas; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal da Cidade - Pindamonhangaba ; Jornal de Piracicaba /SP; Jornal Tribuna de Ituverava / SP;
Jornal Tribuna de Ribeirão Preto / SP ; Folha de Pernambuco; Jornal Pequeno - MA ; O Estado do Maranhão - MA; A GAZETA / ES;
Correio do Estado (MS) ; Diário da Manhã - GO ; Diário do Sul; Estado de Minas; Jornal Corporativo - RJ; Jornal de Brasília; Jornal
do Comércio - Porto Alegre; Jornal Gazeta do Povo (PR); JORNAL INCONFIDÊNCIA; Jornal O GLOBO; Tribuna de Minas
LIVRARIA INCONFIDÊNCIA
Fruto da sua pesquisa em 26 anos de existência da nefasta
organização, a Jornalista Graça Salgueiro expõe de manei-
ra clara e objetiva as origens do Foro, a sua atuação nestas três
décadas e a situação atual, destacando as lideranças, o modus
operandi e as fontes de recursos.
Ressalta a forma traiçoeira, vil e deletéria do Foro em
prejuízo da democracia, das instituições e da célula-mater da
sociedade - a família.
O FORO DE SÃO PAULO
O Foro de São Paulo: A Mais Perigosa Organização
Revolucionária das Américas, poderá ser adquirido pelo
e-mail: g.salgueiro@terra.com.br
Além de mostrar a
verdade Histórica
sobre a Contrarrevo-
luçãode1964,BRASIL:
SEMPRE indica um
NOVO CAMINHO pa-
ra uma Nação em deca-
ída!”
Tendo em vista o
brutalpatrulhamentoque
vem sofrendo, essa obra somente poderá ser
encontrada em duas livrarias, ambas em Porto
Alegre,sobencomenda:LivrariaCultura/fone
(51) 3028-4033 e Martins Livreiro Ltda /
(51) 3226-7779. Para remessa via postal,
frete incluso: R$ 80,00. Pedido pelo e-mail:
carancho49@gmail.com
BRASIL: SEMPRE
jornal@jornalinconfidencia.com.br
www.livrariacultura.com.br
Porto Alegre: Martins Livreiro -Rua Riachuelo, 1291
ivoalmansa@gmail.com
Uruguaiana: Livraria Mundo do Livro
Rua Duque de Caxias / Galeria Barcelona
Rio de Janeiro: Banca de Jornais na Rua Santa Luzia
esq. da Av. Rio Branco, 251,
frente a Sede do Clube Militar
Juiz de Fora: AMIR – Rua Howian, 40 - www.amirjf.com
Uberlândia: Livraria Pró Século
Rua Quintino Bocaiúva, 457 - Centro
pedidos@proseculo.com.br
Este livro poderá ser adquirido
por R$ 30,00 (postagem inclusa)
nos seguintes endereços:
O CEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA
vive na nossa memória e no seu livro, levando aos jovens a
história da luta armada das décadas de 60 e 70, que os
subversivos e corruptos tentam deturpar.
A História que a esquerda não quer que o Brasil
conheça Prefácio e epílogo do General Luiz Eduardo
Rocha Paiva e homenagem póstuma do General Paulo
Chagas. Sucesso de vendas há nove anos, 4º livro mais
vendido em junho e julho do ano passado. Para adquiri-lo,
por R$ 85,00 (frete incluso) faça seu pedido pelo e-mail
averdadesufocada@terra.com.br ou pelo tel.
(61) 3468-6576.
A VERDADE SUFOCADA
Aautora, Valé-
ria Surreaux
possui um estilo
próprioaoescrever
"Contos e Causos
em Uruguaianês"
onde os persona-
gens saídos de sua
fértil imaginação
levam o leitor ao
riso espontâneo tal
a criatividade. Para adquirir este livro por
R$ 25,00 com 92 páginas acesse:
valsurreaux@gmail.com
CONTOS E CAUSOS
EM URUGUAIANÊS
é o título do novo livro da Prof.ª Aileda
de Mattos Oliveira com lançamento progra-
mado para junho deste ano com data a ser
determinada. Destinado à área de Letras e aos
admiradores da língua portuguesa, versa sobre
o verbo ser, a sua origem, o seu emprego na
forma culta e popular do Brasil, o seu não em-
prego no hebraico e outras considerações gra-
maticais e linguísticas. A data e o local do lan-
çamento serão previamente anunciados.
Ser ou não...
Uma questão verbalUma questão verbalUma questão verbalUma questão verbalUma questão verbal
Aautora, Maria da Graça Lisboa Pereira da Silva
foi nossa articulista durante mais de 11 anos.
Tendo falecido em novembro de 2013, deixou suas
memórias publicadas no Inconfidência versando
sobre viagens internacionais e alguns artigos da
realidade vivida pelo Brasil. Entre estes alcançaram
o maior destaque “ Os Balseros”, “Projeto Rondon”,
“Revolta e indignação”, finalizando com “Brasil da
impunidade” devidamente comprovado pelo incên-
dio da Boate Kiss em Santa Maria/RS, até hoje sem
qualquer julgamento.
O livro pode ser adquirido por R$ 20,00
postagem inclusa nos seguintes endereços:
Porto Alegre: Martins Livreiro
Rua Riachuelo, 1291 - ivoalmansa@gmail.com
Belo Horizonte: jornal@jornalinconfidencia.com.br
NOS CAMINHOS DO MUNDO II
R$ 35,00
LIVRARIAS CURITIBA
R$ 40,00 R$ 60.00
Em SONETOS DE UM
BRASILEIRO,alialém
dos sonetos, o maior
interesse está no apêndice
com as normas para
construção desse tipo de
poesia, o que não é mais
ensinado em nossos
colégios.
É a terceira edição, vai para
a quarta, em edição de
bolso, talvez com a capa
modificada.
ANOTAÇÕES DE
UM SARGENTO DO
EXÉRCITO, não é
biografia, conta episódios
vividos e outros dos quais
o autor tomou conheci
mento, também diz de
colegas de trabalho, do
lugar onde nasceu,
Agudos do Sul-PR, e de
pessoas de va lor que lhe
deram e dão atenção e
apoio.
HERÓIS DA FEB
(esquecidos),Hoje
poucos brasileiros sabem
que houve uma grande
guerra envolvendo vários
países, e que o Brasil dela
participou na Itália.
O autor conseguiu reunir
uns poucos daqueles
heróis esquecidos, um
deles hoje seu vizinho de
poucas qua dras contando
no livro alguns episódios.
LIVRARIAS CURITIBA.
Av. Mal. Floriano Peixoto, 1762 (REBOUÇAS), em Curitiba.
Os pedidos desses 3 livros, todos de autoria do Capitão Adriano
Pires Ribas, deverão ser feitos diretamente nessa livraria,
por e-mail ou telefone: (41) 3330.5063
Grupo Livrarias Curitiba
autores@livrariascuritiba.com.br / www.livrariascuritiba.com.br
1964
Atuação do 4º Grupo de Artilharia
Este livro poderá ser adquirido
com Ângela, no CEBRES pelo
tel: (21) 2510-3238 e
e-mail: cebres@cebres.org.br
no valor de R$ 25,00
naquele local e por R$ 30,00
via postal.
A narrativa é realizada pelo seu principal
protagonista, o então Tenente Coronel
de Artilharia, Herói da 2ª Guerra Mundial,
Amerino Raposo Filho, que comandou o 4º Gru-
po de Artilharia 75 a Cavalo, em Uruguaiana.
Pode-se afirmar que se não houvesse a rea-
ção aos eventos ocorridos em Uruguaiana e
descritos neste livro, as forças de resistência
do Governo Goulart poderiam ter insuflado o
país aos seus interesses escusos, a começar
pelo Rio Grande do Sul, que contou também
com o apoio do ex-governador Leonel Brizola.
Os Bastidores da Revolução em Uruguaiana/RS
Amerino Raposo Filho
Atuação do 4º Grupo de Artilharia
CORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHO –
AspArt/Março43
Esteve na campanha da FEB na Itália no 3º GO105 –
comandou o 4º GA75 Cav em Uruguaiana/RS, quando foi o
precursor da Revolução de 31 de março no III Exército.
Instrutor da ECEME e da ESG – Assessor militar do Colégio
Interamericano da Defesa em Washington/DC. Organizador
da SSP/RJ em 1961, da Polícia do DF e da SSP/DF e
reorganizador da Polícia Federal (1964/65). Autor de vários
trabalhos e livros publicados pela Biblioteca do Exército.
Atualmente é o 1º vice presidente do CEBRES.
Esse livro sobre a Polícia Federal poderá ser adquirido
com Ângela, no CEBRES nas mesmas condições acima.
8Nº 252 - Junho/2018 22
ANUNCIE NESTE JORNAL
Nosso jornal circula por todo o
país impresso e eletronicamente.
Divulgue através dele sua
empresa, seus produtos, seus
negócios. Faça contato com o
nosso representante jornalista
Ary Tadeu, por telefone ou pelo
e-mail, que ele lhe atenderá
pessoalmente em seu escritório
ou na residência.
(31)
BANDAS MILITARES
VEJA NA INTERNET O SITE:
ZAIR CANÇADO.COM
CORAGEM – VERDADE – PATRIOTÍSMO
BANDAS MILITARES
VASTO É SELECIONADO REPERTÓRIO COM UM LAUREADO COMUNICADOR
Nossos produtos artesanais:
• Caponataespanhola ---- R$ 20,00
• Geleia de pimenta------- R$ 17,00
• Chutney de manga ------ R$ 17,00
• Quibinhos de carne ----- R$ 18,00
• Dadinhos de tapioca
com queijo coalho------- R$ 17,00
Reservas pelos telefones: (35) 3341-3989 / 99113-7529
www.recantocaminhodasaguas.com.br
Recanto Caminho das Águas
POUSADA RURAL
Encontra-se localizado no ‘Circuito das Águas’ (Sul de Minas)
entre as cidades de Caxambu e Água de Contendas.
Fernando / Letícia
CONDOMÍNIO PONTA GROSSA:
Localizado na beira da Lagoa de Araruama.
Casa com
4 quartos com
armários
embutidos,
sendo 2 suítes
com ar
condicionado.
Wi-Fi, bar,
churrasqueira,
aquecimento
solar nos
chuveiros, cisterna com 35 mil litros, segurança
permanente, máquina de lavar, 2 tvs HD, ventilador
de teto em todos os quartos, cozinha completa
Tratar: Cláudia (21) 98193-9680
claudiammteixeira@hotmail.com
De autoria do Prof. Rogério Cezar Pereira Go-
mes, é fruto de vinte anos de pesquisa sobre
as consequências negativas do Concílio Vaticano
II sobre a sociedade e sobre a própria Igreja. Em
especial, o autor aponta o papel da Virgem Maria,
nesse contexto sob a denominação de Nossa Se-
nhora de Fátima, em período marcado por crises
sociais, econômicas e religiosas no mundo. O con-
teúdo tem como base o pensamento defendido por Plínio Corrêa de Oliveira,
fundador da TFP – Tradição, Família e Propriedade – a quem conheceu pes-
soalmente e do qual é um modesto discípulo.
O autor nasceu em Ouro Preto, em 01de agosto de 1949, é professor
aposentado e tem uma visão bastante crítica sobre o tema abordado.
O livro possui 404 páginas, edição de luxo, pode ser adquirido sob enco-
menda por solicitação à sua assessora, jornalista Mestra em Letras, Elisabeth
Maria de Souza Camilo, através do e-mail emscprivacy@yahoo.com.br ou
pelos telefones (31) 3551-0033 / (31) 98602-0438 (oi) / (31) 99287-1608.
O valor é de R$ 100,00 + o frete.
“SOBRE HERESIAS,
HETERODOXIAS E UTOPIAS DO
CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965)
E O TRIUNFO FATIMISTA DA IGREJA”
Este livro lançado recentemente pelo Coronel
Lauer Araujo, trata de algumas de suas passa-
gens biográficas, inclusive pelo Exército e apresen-
ta relatos sobre os atuais acontecimentos sócio-
políticos da nação brasileira.
O livro poderá ser adquirido pelos
telefones: (31) 3129-4756 / 99618-0089
E-mail: lauerparaujo@gmail.com
Facebook
Valor: R$ 30,00 (frete incluído via postal)
Patrícia / Aguinaldo
“Se creres verás a glória de Deus.” - João 11:40
Av. Barão Homem de Melo, 1170
Jardim América - BH/MG
cadettesol@hotmail.com
• Uniformes Esportivos e Profissionais
• Camisas e Bonés Promocionais
• Bordados • Transfer Sublimático
• OBM • Poliflex • Abadás • Canecas
• Quebra-Cabeça c/ Foto • Banners
• Placas • Adesivos.
Nº 252 - Junho/2018 23
8Nº 252 - Junho/2018 24
Aideia de Poder Moderador (PM) é de
Benjamin Constant, ilustre roman-
cista e pensador político da época de Luiz
XVIII.Era um poder absolutista atribu-
ído ao rei. O PM é o fecho de cúpula de
toda organização política, tradução li-
vre de “Le pouvoir moderateur est la
clef de voûte de toute l’organisation
politique”. Era o peso para equilibrar
as forças de cúpula dos governos, a fim
de evitar o seu desmoranamento.
Segundo o professor Josaphat Ma-
rinho, em conferência proferida na Uni-
versidade de Brasília, durante um ciclo de
conferências sobre as nossas constitui-
ções, em 1977, na qual analisou a Consti-
tuição de 1891, que sucedeu a Constitui-
çãoImperial(1984),relataqueoMarechal
Deodoro da Fonseca, em audiência com
Ruy Barbosa, o construtor da Constitui-
ção, estranhou que não houvesse na nova
Carta a figura do PM, existente no Impé-
rio, para dissolver o Congresso. Ruy ex-
plicou que não cabia o PM na Repúbli-
ca, ao que o Presidente Marechal teria
respondido: “Vou assinar, mas fique
certo de que o se-
nhor e outros sairão
em breve daquela da
Casa, dissolvida
pelo Presidente da
República”. Em me-
nos de um ano o
Congresso Nacio-
nal foi dissolvido.
Feito este pro-
legômeno, algumas
considerações so-
bre a Ética Militar.
O militar que
renunciou aos inte-
resses próprios pelo
bem comum, é no
conceito hegeliano
um servo do Estado,
porém sabemos que
ele não deixa de ser
também um cidadão
do Estado, consci-
ente de seus deve-
res e direitos civis,
porém não sendo esses deveres, obriga-
ções e direitos iguais para civis e milita-
res.
O militar é subordinado a uma ca-
deia de comando de autoridades públi-
cas constituídas, portador de uma “ética
da convicção”, onde o estrito cumpri-
mento do dever não permite decisões de
caráter pessoal, enquanto o cidadão é
portador e defensor de interesses especí-
ficos seus, de seu grupo ou classe. Há um
paradoxo na personalidade militar-cida-
dão, quanto a deveres e consciência éti-
ca, que poderá causar dilemas danosos
em relação à lealdade e à disciplina.
Em síntese, a ética do militar esta-
tuída em lei (Estatuto do Militar), é uma
ética relacionada com a ordem social
estabelecida, não se trata assim de uma
escolha moral do militar cumprir a nor-
ma estabelecida nos regulamentos mili-
tares, é mais um dever.
Mas como deve proceder o militar
quanto à intervenção militar na Política
quando um governo omisso não honra
a Pátria, fere a integridade e conspurca
as instituições do país?
Como resposta, a Constituição Fe-
deral nos indica que as Forças Armadas
O PODER MODERADOR
E AS FORÇAS ARMADAS
* CMG Paulo Marcos
Gomes Lustoza
podem ser acionadas
por iniciativa de quais-
quer um dos Três Po-
deres, sempre sob o
comando supremo do
Presidente da Repúbli-
ca, para a garantia da
Lei e da Ordem, e são
destinadas à defesa da
Pátria e a garantia das instituições, subli-
nhe-se, sempre sob a autoridade suprema
do Presidente da República. Em caso de
omissão do Presidente da República, seja
para a defesa da Pátria ou das institui-
ções, a intervenção militar, sem a devida
autorização do Chefe de Estado, um caso
extremo, por ser incompatível com a for-
mação militar, vai depender de quem em
Alto Nível na cadeia de comando, de pre-
ferência um membro que faça parte do
Conselho Militar de Defesa, for dotado de
consciência moral baseada em princípios
universais de dignidade e justiça, assuma
a “ética da responsabilidade”, abando-
nando as suas convicções de lealdade à
cadeia de comando, e dotado dos princí-
pioséticosdezelo,
coragem, tenaci-
dade, decisão, ab-
negação, espírito
militar,fidelidade,
patriotismo e or-
dem,valorescons-
tantes na Roda
Naval das Virtu-
des, tomará uma
atitude Política e
conclamará às FA
para que cumpram
o seu destino
constitucional e
que os Poderes
Constitucionais
assumam as suas
responsabilida-
des tendo em vis-
ta o descaso pre-
sidencial Segue-
se um impeach-
ment do Presiden-
te, a ser dado pelo
Congresso ou o indesejável, mas inevitá-
vel, “coup d’État.” É a antítese da tese
geral, de não-intervenção, a síntese é a
constatação de uma nova realidade a ser
administrada pelos políticos, sem par-
tidarismos.
Na História da República encon-
tramos na Marinhavários exemplos de
nobres e distintos oficiais-generais que
se insurgiram contra o governo, porque
entenderam que justiça e lei são coisas
distintas e que o Poder Militar é o braço
forte do Poder Político. Na Marinha, em
algum momento de suas brilhantes car-
reiras, alguns Almirantes junto com ou-
tros ilustres brasileiros se revoltaram
contra as autoridades: Custódio José
de Mello, Eduardo Wandenkolk, Ari
Parreiras, Protogenes Guimarães, Her-
colino Cascardo, Amaral Peixoto, até
mesmo Luís Filipe de Saldanha da Gama,
que não admitia intromissão de milita-
res da ativa na política partidária, doou
sua vida combatendo forças legalistas,
bem como outros tantos ilustres milita-
res nos idos de abril de 1964.
Rio de Janeiro, 05 de junho de 2018.
* Mestre em Ciências Navais, C-CEM e
C-SGN da Escola de Guerra Naval
Asociedade cansou-se do discurso
de uma classe política que não mais
a representa.
Novidade histórica: os militares
voltarão ao poder, pela via democráti-
ca. Eis um cenário altamente provável,
que foge totalmente do padrão das úl-
timas eleições. Estamos diante de um
fato novo, que não se deixa mais reduzir
aos moldes de uma polarização hoje
vencida entre PT e PSDB. É forçoso
reconhecer que o País mudou.
Essa provável volta contará com
o apoio da sociedade e, certamente, das
Forças Armadas. Para a opinião públi-
ca, os militares representam uma insti-
tuição da mais alta confiabilidade, que
não foi tomada pela onda da imoralida-
de pública. Eles se tornaram, para mui-
tos, uma opção, uma alternativa de po-
der. Seu prestígio só tem aumentado.
É bem verdade que todos os gover-
nos após a redemocratização contribuí-
ram amplamente para isso. A segurança
públicafoideixadaemfrangalhos,ocrime
assola a Nação, e tudo tem sido tratado
com leniência e ineficiência, se não com
complacência e simpatia ideológica. Cri-
me não seria crime, mas uma forma de
resposta social. Se os mortos falassem,
eles lhes dariam uma resposta adequada!
As pessoas estão aterrorizadas, nas
ruas e em casa, e ainda
são obrigadas a ouvir o
discurso ensurdecedor
do politicamente corre-
to. Mais de 60 mil pesso-
as são mortas por ano e
temos de ouvir as falas
insensatas sobre a ma-
nutenção do Estatuto do
Desarmamento, como se
esse fosse o maior problema do País. Os
cidadãos de bem tornam-se, graças ao
legítimo direito à autodefesa, os respon-
sáveis pela criminalidade!
A candidatura Bolsonaro surge co-
mo uma resposta a esse tipo de ques-
tão, por mais impreciso que seja ainda
o seu discurso político e, sobretudo,
econômico. Soube escutar esse anseio
da sociedade, ciente de que o Estado
não se pode sustentar sem o exercício
da autoridade estatal.
O Estado, em negociações “demo-
cráticas”, virou refém de corporações de
funcionários e empresários que se apode-
raram de uma fatia do bolo público e são
avessos a qualquer mudança. Se a tão
necessária reforma da Previdência não foi
realizada, foi porque as corporações de
privilegiados se negaram a reduzir seus
benefícios dos mais diferentes tipos.
A esquerda, seguindo sua degra-
dação ideológica, ficou do lado das cor-
porações públicas, como se elas repre-
sentassem os trabalhadores, estes, sim
reféns de baixos salários e do desem-
prego. As corporações do Judiciário e
do Ministério Público também se recu-
saram a aceitar a igualdade básica dos
cidadãos enquanto membros do Esta-
do. Este se tornou presa de seus esta-
mentos, perdendo o sentido da morali-
dade e do bem coletivo.
Tachar o discurso do deputado
Jair Bolsonaro de extrema direita é o
melhor atalho para refugiar-se na mio-
pia ideológica. Só teria sentido se se con-
siderasse a defesa da vida e do patri-
mônio das pessoas uma bandeira de
extrema direita. Isso significaria, então,
que a esquerda valoriza o crime e a vio-
lência? Ou não se preocupa com a vida
e o patrimônio dos cidadãos?
A VOLTA DOS MILITARES
Novidade histórica: os militares voltarão ao poder, pela via democrática
* Denis Lerrer Rosenfield
A greve dos caminhoneiros mos-
trou com inusitada clareza que os milita-
res se tornaram uma opção para boa parte
dos cidadãos. Os pedidos de intervenção
militar alastraram-se pelo País e foram
muito maiores do que o noticiado. A so-
ciedade clamapormoralidadepúblicaepor
segurança física e patrimonial. Cansou-se
do discurso de uma classe política que
não mais a representa. Partidos com forte
estruturaçãoideológica,comoPTePSDB,
ficaram literalmente perdidos, tontos.
Evidentemente, tal saída seria uma
ruptura institucional, ferindo uma demo-
cracia cambaleante. E mais imprópria ain-
da por ter o atual governo levado a cabo
uma agenda reformista que está mudando
o País, apesar de seus percalços. Não se-
ria esse o destino desejável.
Nas últimas décadas os militares
têm tido um comportamento exemplar,
defendendo a democracia e a Constitui-
ção. Passaram por momentos muito deli-
cados, sendo objeto de acusações as mais
diversas, com a ameaça de revisão da Lei
da Anistia pairando sobre eles. Soube-
ram resistir no estrito respeito às nor-
mas constitucionais, enquanto seus opo-
sitores pretendiam jogá-las pelos ares.
Agora, todo um setor importante da
sociedade brasileira clama para que vol-
tem ao poder, por intermédio da candida-
tura Bolsonaro. Ele não
representa apenas a si
mesmo, mas responde a
um apelo social, poden-
do contar com o apoio
dos militares, embora as
Forças Armadas perma-
neçam, enquanto insti-
tuição estatal, neutras e
equidistantes em relação
ao processo eleitoral.
É visível o empenho de militares
da reserva em favorecer essa via demo-
crática de volta ao poder. Generais im-
portantes estão empenhados nesse pro-
cesso, dando o seu aval a uma candida-
tura que, vitoriosa, poderá contar com
o apoio daqueles que querem restaurar
a autoridade estatal.
Acontece que a Nação apresenta
uma condição de anomia, cada estamen-
to puxando para o seu interesse particu-
lar, como se o Estado pudesse ser esquar-
tejado, perdendo-se até mesmo a própria
noção do bem coletivo. A desordem toma
conta do espaço público, como ampla-
mente demonstrado na greve dos cami-
nhoneiros, que conseguiu curvar o go-
verno no atendimento de suas demandas.
O caminho está aberto para que
outras corporações sigam o mesmo ca-
minho. A greve contou com o apoio da
sociedade, que, do ponto de vista pú-
blico, terminou prejudicada em todo
esse episódio. O que contou, porém, foi
a expressão de uma insatisfação gene-
ralizada, que encontrou aí uma canali-
zação para o seu mal-estar.
E é esse mal-estar que está sendo
a condição mesma do apoio social à
volta dos militares ao poder. Talvez os
que defendam a ideia da bolha da can-
didatura Bolsonaro, como se ela fosse
logo explodir, não tenham compreendi-
do que a sociedade não mais aceita uma
classe política que se corrompeu e dela
se distanciou.
Se há uma bolha, diria crescente,
é a de uma sociedade que deseja mu-
danças. E ela, sim, pode explodir!
(Publicado no Estado de S. Paulo - 11/06)
A segurança pública foi
deixada em frangalhos, o
crime assola a Nação, e
tudo tem sido tratado com
leniência e ineficiência,
se não com complacência
e simpatia ideológica.
A Constituição Federal nos
indica que as Forças Armadas
podem ser acionadas por
iniciativa de quaisquer um dos
Três Poderes, sempre sob o
comando supremo do
Presidente da República, para a
garantia da Lei e da Ordem, e
são destinadas à defesa da
Pátria e a garantia das
instituições
Importante
Em caso de omissão do
Presidente da República, a
intervenção militar, vai
depender de quem faça parte
do Conselho Militar de Defesa
que tomará uma atitude
Política e conclamará às
Forças Armadas para que
cumpram o seu destino
constitucional. Segue-se um
impeachment do Presidente,
a ser dado pelo Congresso ou
o indesejável, mas inevitável,
“coup d’État.”
1
2
* Professor de Filosofia na UFRGS.
E-mail:denisrosenfield@terra.com.br
Nº 252 - Junho/2018 25
ARMAS EM FUNERAL
GENERAL DE EXÉRCITO
PEDRO LUÍS DE ARAÚJO BRAGA
Faleceu, no dia 11 de junho de 2018, em
Porto Alegre/RS, cidade onde nas-
ceu, o Gen Bda DANIEL LOMANDO
ANDRADE. Perdeu o Exérci-
to Brasileiro um grande líder.
Admirado por seus superio-
res, pares e subordinados, era
conhecido por cultivar as vir-
tudes militares com destaque
para a camaradagem. Oriundo
da Escola Preparatória de Por-
to Alegre (EPPA), cursou a
Academia Militar das Agu-
lhas Negras de 1948 a 1951, quando a 14
de dezembro foi declarado Aspirante a
Oficial de Cavalaria. Serviu como ofici-
al subalterno na Guarnição de São
Gabriel onde se casou com Martha de
tradicional família sãogabrielense e em
outras unidades hipomóveis, motoriza-
das e mecanizadas. Cursou a Escola de
Aperfeiçoa mento de Oficiais (EsAO)
em 1962 e a Escola deComandoeEstado-
GENERAL DE BRIGADA
DANIEL LOMANDO ANDRADE
09/10/1928 11/06/2018
Maior do Exército ECEME) no período
de 1965/67. Como oficial de Estado-
Maior serviu na 2ª Divisão de Cavala-
ria, em Uruguaiana. Foi
Comandante e Instrutor
Chefe do Curso de Cava-
laria da AMAN, Instrutor
da ECEME. Chefe de Se-
ção no Comando do III Ex
(hoje Comando Militar do
Sul). Sub Comandante da
AMAN, Comandante do
12ºRegimentodeReconhe-
cimento Mecanizado (12º RRecMec) e
Chefe da Agência do SNI em Porto Ale-
gre/RS. Promovido a General, comandou
a 1ª Bda C Mec em Santiago/RS, de 25 de
abril de 1985 a 27 de abril 19 88, ocasião
em que passou para a reserva, fixando
residência em Porto Alegre. Deixa viúva a
Sra Martha de Moraes Andrade e os fi-
lhos Manuel José, Martha, Daniel, Ana
Maria e inúmeros amigos.
Três Corações - Desfile de 7 de Setembro de 2017
29/06/1926 14/06/2018
O Clube Militar,
consternado, se
solidariza com famili-
ares e amigos do Ge-
neral de Exército Pe-
dro Luis de Araújo Bra-
ga, ocorrido no dia 14
de junho de 2018.
O velório e o se-
pultamento ocorreram
no dia 15 de junho, no
Cemitério São João Ba-
tista, em Botafogo, no
Rio de Janeiro.
Histórico
Nascido no bairro de Vila Isa-
bel, no antigo Distrito Federal, hoje
Estado do Rio de Janeiro, em 29 de
junho de 1926, o Gen Braga iniciou
sua trajetória na Escola Preparatória
de Cadetes de São Paulo, onde ingres-
sou em 1943, tendo concluído o curso
com aproveitamento e ingressado na
Academia Militar das Agulhas Negras
(AMAN), onde foi declarado Aspi-
rante-a-Oficial da Arma de Infanta-
ria, em 28 de dezembro de 1946, sen-
do integrante da primeira turma for-
mada integralmente em Resende-RJ.
Realizou, como capitão, o Curso
da Escola de Comando e Estado-Maior
e também o mesmo curso no Exército
dos Estados Unidos da América, onde
serviu, posteriormente, como Asses-
sor Militar Brasileiro.
No período que serviu no Oriente
Médio, em 1964-1965, e por ser uma
pessoa muito religiosa, foi também o
verdadeiro Capelão Evangélico da Tro-
pa Brasileira a serviço da Força de
Emergência das Nações Unidas. Sob
sua direção funcionavam os cultos no
Templo Evangélico, uma pequena ca-
pela com este nome, construída no
"Campo Brasil" do Batalhão Suez.
Como oficial general desempe-
nhou várias funções de relevância, sen-
do as principais delas
a de Comandante Mi-
litar do Planalto, Se-
cretário de Economia
e Finanças do Exérci-
to e Comandante Mi-
litar do Sudeste.
Foi condecora-
do com trinta e duas
medalhas, dentre as
quais figuram a Or-
dem do Mérito Mili-
tar no mais alto grau
(Grã-Cruz) e as Or-
dens dos Méritos Na-
val, Aeronáutico, das Forças Armadas,
Judiciário Militar e Rio Branco, no grau
correspondente ao seu posto no Exér-
cito (Grande Oficial).
O Gen Braga teve uma vida de-
dicada à leitura e produção de inúmeros
trabalhos, dentre eles, “Caxias: uma vi-
da dedicada ao Brasil” e “A República
Brasileira – suas verdadeiras causas e
consequências a curto prazo”.
Seu fascínio pela leitura o condu-
ziu a Membro Emérito do Instituto de
Geografia e História Militar do Brasil –
IGHMB, onde participou assiduamente
dos estudos inerentes à história do Bra-
sil, escrevendo inúmeros artigos para
aquela instituição.
Após sua passagem para a reser-
va remunerada, em 1991, o Gen Braga
participou ativamente da vida do Clube
Militar, onde escreveu diversos artigos
de interesse da família militar e dos
associados, os quais foram publicados
na Revista do Clube Militar, sendo o úl-
timo, na edição de março deste ano.
Sua dedicação ao nosso Clube culmi-
nou com sua nomeação como presi-
dente do Conselho Deliberativo, ainda
no final dos anos 1990, até seus últi-
mos dias de vida.
O Gen Braga era casado com a
senhora lza Silva de Araújo Braga e
deixa dois filhos e netos.
AAAAASMIRSMIRSMIRSMIRSMIR
de Tde Tde Tde Tde Três Coraçõesrês Coraçõesrês Coraçõesrês Coraçõesrês Corações
O Inconfidência apresenta condolências à família enlutada.
○ ○ ○
O General Braga desempenhou com grande sucesso as funções de presiden-
te do Conselho Deliberativo do Clube Militar durante quase 20 anos, sendo um
exemplo a ser seguido.
Apresentou na Edição Especial da Revista do Clube Militar nº 452 - A
Verdade - 31 de Março de 1964, o artigo intitulado “À guiza de Introdução” do
qual retiramos pequenos textos que representam seu pensamento sobre as Forças
Armadas e a História Militar do Brasil.
“As Forças Armadas nunca foram intrusas na História. Legalistas por
natureza, sempre que tiveram que intervir na vida nacional foi a chamado da
Nação”.
“Daí porque o Movimento de 31 de Março de 1964 foi o desfecho de uma
situação insustentável, uma revolução cívico-miltiar. Sem sangue! Os milita-
res, pelo bem da Nação, atenderam ao apelo angustiante da sociedade civil”.
“Amamos nosso Deus e nossos soldados nos momentos de perigo, não
antes. Passada a refrega eles são recompensados: nosso Deus é esquecido,
nossos soldados são despreza-
dos...”
Era nosso leitor assíduo e
jamais deixou de comparecer às
solenidades da Intentona Comu-
nista na Praia Vermelha, onde a 27
de novembro de 2009 recebeu um
exemplar da Edição Histórica do
Inconfidência.
Que Deus o tenha!
8Nº 252 - Junho/2018 26
BOLETIM DAS BAIAS
Em 1º Lugar o presidente Temer, em razão dele ter
substituído Dilma, que a esquerda hipócrita afirma
descaradamente, que foi vítima de um golpe. A
emissora procura desestabilizar e enfraquecer o
governo diuturnamente. O ódio a Temer é visí-
vel, esquecendo que ele assumiu numa recessão
profunda, com milhões de desempregados e
uma corrupção jamais vista em toda a história do
Brasil. Temer pode não ser o ideal, mas é melhor do
que a cleptocracia (governo de ladrões) petista de Lula
eDilma.
Em 2º Lugar o candidato à presidência da Repú-
blica Jair Bolsonaro porque ele é contra a liberação
das drogas; a favor das famílias e de leis mais rígidas
para os criminosos.
Em 3º Lugar o prefeito da cidade do Rio de Janeiro
Crivela porque ele é contra o grupo LGBTQI+ que pro-
cura desacreditar a natureza humana, indo de encontro
aos valores morais de uma sociedade cristã. Recente-
mente procuraram encenar na Arena Carioca Fernando
Torres, no Parque Madureira, a peça "O evangelho se-
gundo Jesus, rainha do céu". O alcaide publicou um ví-
deo em seu perfil no Facebook, afirmando que a peça não
Esta edição nº 252 será expedida com atraso em virtude deste
Editor ter viajado para o Rio de Janeiro a 25 de junho, a fim de
participar no dia seguinte da solenidade de posse do General de
Exército Hamilton Mourão na presidência do Clube Militar. E
também do VIII Encontro dos Articulistas do Inconfidência acon-
tecido na tarde de 29 de junho, tendo regressado a BH na noite de
segunda feira, 2 de julho.
Lamentamos o ocorrido e apresentamos nossas desculpas por
tê-los privado de receber este exemplar na primeira semana sub-
sequente à sua edição.
OS PREFERIDOS DA PTV GLOBO
Prezados leitores
A HORA É AGORA
Se algum companheiro residente em Minas Gerais
desejar colaborar montando um grupo de traba-
lho em suas respectivas cidades, entre em contato
conosco. Essa iniciativa deve ser realizada em
todos Estados. Potencial não nos falta e tudo
depende de nós mesmos. Já temos os nossos
candidatos a deputados federal e estadual e
aguardamos a indicação para senador.
Miguez - Editor/Redator
seria realizada e que, na administração dele,"nenhum
espetáculo, nenhuma exposição vai ofender a reli-
gião das pessoas".
A PTV GLOBO possui em seus quadros inú-
meros comunistas, travestidos de socialistas,
viciados em drogas e adeptos dos direitos huma-
nos em prol dos criminosos , além de integrantes
do grupo LGBTQI.
Não sejamos "inocentes úteis" aceitando e
indo na onda de notícias proferidas por pessoas que
desejam destruir as famílias e os valores morais do nos-
so povo, cristão por formação desde o descobrimen-
to do Brasil.
Disfarçados de juízes, Gilmar, Lewandowski e Toffoli
agem como cúmplices de bandidos de estimação
Alibertação do delinquente José Dirceu, condenado em se-
gunda instância a 30 anos e 9 meses de prisão, escancarou
a verdade inverossímil: a sala ocupada pela Segunda Turma do
Supremo Tribunal Federal transformou-se numa gigantesca
porta de saída da cadeia.
Essa bofetada na cara do país que presta foi desferida a
seis mãos por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias
Toffoli. Nenhuma surpresa. Gilmar inaugurou e comanda a pri-
meira usina de habeas corpus do planeta. Lewandowski ganhou
uma toga por ser filho de uma vizinha de Marisa Letícia. Toffoli
é uma alma subalterna a serviço de Dirceu.
Disfarçados de juízes, os três agem como cúmplices de
bandidos de estimação - e enxergam no povo brasileiro um
bando de otários que só explodem de indignação quando a
seleção vai mal numa Copa do Mundo. É hora de mostrar aos
semideuses de araque que a paciência dos honestos acabou.
A SALA DA SEGUNDA TURMA DO STF
VIROU PORTA DE SAÍDA DA CADEIA
Jornalista Augusto Nunes
Nº 252 - Junho/2018 27
UM BRASILEIRO NA GUERRILHA DO ARAGUAIA II
Coronel Lício Augusto
Maciel
Entrevista concedida pelo Coronel Lício Augusto Maciel na Câmara de Deputados, em sessão solene
em homenagem aos combatentes mortos no Araguaia, realizada em 26 de junho de 2005.
Região da Guerrilha
do Araguaia
Ele se dizia Ge-
raldo e se di-
zia morador da área (claro, elemento na
área, suspeito, eu mandei deter). Mes-
mo algemado e com tudo nas costas,
uma mochila pesada e grande, ele fu-
giu.
O Cabo Marra deu três tiros de ad-
vertência, e ele parou. Mas não parou
por causa da advertência, parou por-
que se emaranhou no cipoal e o pessoal
conseguiu pegá-lo.
Eu perguntei: "Por que você está
fugindo? Nós apenas estamos que-
rendo conversar com você. Para você
não fugir, vamos ter de algemá-lo".
"Eu sou morador" - disse ele.
Deixei o pessoal especializado em
inquirição conversar com o Genoíno -
até então Geraldo. O Cid conversou
bastante com o Genoíno e, afinal, veio
a mim e disse: "Comandante, não tem
nada, não".
"Está bem" - respondi. Como eu
já estava há muito tempo no mato e já
tinha decidido levar esse Geraldo para
Xambioá, peguei a mochila dele.
Quero também ressaltar que ha-
via um elemento na minha equipe - já fa-
lecido - especialista em falar com o pes-
soal da área; um elemento excepcional-
mente bondoso, ao qual presto minhas
homenagens.
O João Pedro, apelidado por nós de
Jota Peter, ou Javali Solitário - onde es-
tiver estará me escutando. João Pedro era
quem falava com o matuto, com o pesso-
al da área.
Eu, na minha linguagem urbana,
nãoeraentendidonementendiaoqueeles
falavam. Pois bem, o Javali veio a mim e
disse: "Ele não tem nada. É morador
da área".
Como homem de selva que era,
peguei a mochila do Geraldo e comecei a
abri-la.
Tirei pulôver, rede e um bocado
de "bagulho" da mochila do Geraldo,
até encontrar um tubo de remédio no
fundo da mochila.
Ao pegar aquele tubo e olhar para o
Genoíno, vi que ele estava lívido, pálido.
Lembro-me que ainda lhe disse:
"Companheiro, fique tranquilo por-
que nós não vamos fazer nada com
você; você é morador da área".
E abri o tubo...
Lá encontrei material típi-
co de sobrevivência - linha de
pesca fina, anzóis. Como eu ha-
via feito um curso e só sabia teo-
ricamente sobre o assunto, in-
teressei-me por aquele exem-
plo prático, em um local de difí-
cil acesso na selva amazônica.
À medida que eu ia puxan-
do aquelas linhas, o Genoíno -
aliás, o Geraldo - ia ficando
mais desesperado. E quando
eu esvaziei o tubo, olhei para ele... es-
tava branco como cera.
Quando eu olhei para ele [Ge-
noíno] e disse: "Você não tem mais al-
ternativa porque aqui está a mensa-
gem", ele disse: "Eu falo".
Foi quando, lá no fundo do tubo,
vi um papel pautado, dessas cadernetas
em que todo dono de bodega na área
anotava as suas vendas. Cortei uma ta-
lisca do meu lado, puxei o papel e lá es-
tava a mensagem do Comandante do
Grupamento B, da Gameleira, o Osval-
dão, para o Comandante do Grupamento
C, Antônio da Dina.
Estava lá a mensagem que o Ge-
noíno transportava para o Antônio da
Dina. Era uma mensagem tão curta que
ele, como bom escoteiro que era, pode-
ria ter decorado, pois até hoje, mais de
30 anos passados, eu me lembro do que
ela dizia.
Era uma dúzia de palavras em lin-
guajarmilitar,deprópriopunhodoOsval-
dão, o Comandante do Grupamento B da
Gameleira, o grupamento mais perigoso
da guerrilha, como constatamos no de-
senrolar das lutas.
Aliás, esse foi o grupo que matou
o primeiro militar na área.
Antes de qualquer pessoa morrer,
o grupo do Osvaldão matou o Cabo Ro-
sa, Odílio Cruz Rosa.
Depois do Cabo Rosa eles mataram
mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos
militares, que nada sabiam até então. Só
quem sabia era o pessoal de informações.
Bem, prosseguindo.
O Genoíno foi mandado para Xam-
bioá.
A essa altura ele deixou de ser
suspeito e disse tudo sobre a área. Quan-
doeuolheiparaeleedisse:"Vocênãotem
mais alternativa porque aqui está a men-
sagem", ele disse: "Eu falo".
Genoíno, olhe no meu olho, você
está me vendo. Eu prendi você na mata
e não toquei num fio de cabelo seu. Não
lhe demos uma facãozada, não lhe de-
mos uma bolacha - coisa de que me ar-
rependo hoje.
Um elemento da minha equipe, fu-
mador inveterado, abriu um pacote de
cigarros, aproveitou aquele papel bran-
co do verso, pegou um toco de lápis,
não sei de onde, e o João Pedro come-
çou a anotar o que o Genoíno falava.
Fui até um córrego próximo be-
ber um pouco d'água. Voltei e o papel
estava cheio, com toda a composição
da Guerrilha - nomes, locais, Grupamen-
to C, ao sul; Grupamento B, da Game-
leira, perto de Santa Isabel; e Grupa-
mento A, perto de Marabá.
Eram esse os 3 grupos efetivos,
em que se presumiam 30 homens por
grupamento, além de um comitê mili-
tar, comandado por Maurício Grabois.
"Genoíno, aquele rapaz
foi esquartejado!"
Peguei aquele papel e ainda co-
mentei com ele: "Pô, meu amigo, tu és
um cara importante desse negócio aí,
hein?"
EmandeioGenoínoparaXambioá,
onde foi recolhido ao xadrez e, poste-
riormente, enviado a Brasília. Três ou
quatro dias depois, não me lembro,
veio a confirmação da identificação: o
guerrilheiro Geraldo era o José Ge-
noíno Neto.
Triste notícia veio depois.
O grupo do Genoíno prendeu um
filho do Antônio Pereira, aquele se-
nhor humilde, que morava nos confins
da picada de Pará da Lama, a quilôme-
Continua na próxima edição
NR: Para conhecimento da
Rede Globo e Pedro Bial.
José (Geraldo) Genoíno entregou todo o
grupo guerrilheiro sem levar um só peteleco
do Asdrúbal, que se arrepende disso até hoje
Este relato diz respeito
principalmente ao que
vivenciei no comando
de um pequeno grupo
de operações de
informações e
combate, único que
operou durante todo o
período de luta no
Araguaia, deixando
um legado
incontestável de
combates leais, limpos
e decisivos.
Sessão solene
Homenagem aos militares que morreram na Guerrilha do Araguaia
tros de São Geraldo.
O filho dele era
um garoto de 17 anos,
que eu não queria le-
var como guia, por-
que ao olhar para ele
me lembrei do meu fi-
lho, que tinha a mes-
ma idade.
Eu dissera ao Jo-
ão: "Não quero levar o
seu filho". Eu sabia das
implicações, ou já des-
confiava. Mas o pobre
coitado do rapaz nos
seguiu durante uma
manhã, das 5h até o meio-dia, quando
encontramos os três nos aguardando
para almoçar.
Pois bem.
Depois que nos retiramos, os
companheiros do José Genoíno pe-
garam o rapaz e o esquartejaram. Ge-
noíno, aquele rapaz foi esquarteja-
do!
Toda a Xambioá sabe disso, to-
dos os moradores de Xambioá sabem
da vida do pobre coitado do Antônio
Pereira, pai do João Pereira, e vocês
nunca tiveram a coragem de pedir pe-
lo menos uma desculpa por terem
esquartejado o rapaz!
Cortaram primeiro uma orelha,
na frente da família, no pátio da casa
do Antônio Pereira; cortaram a segun-
da orelha; o rapaz urrava de dor; a mãe
desmaiou.
Eles continuaram, cortaram os
dedos, as mãos e, no final, deram a fa-
cada que matou João Pereira.
Pois bem, eles fizeram isso ape-
nas porque o rapaz nos acompanhou
durante 6 horas. Para servir de exem-
plo aos outros moradores, de forma
que não tivessem contato com o pes-
soal do Exército, das Forças Arma-
das.
Foi o crime mais hediondo de
que já soube. Nem na Guerra da Co-
réia ou na do Vietnã fizeram isso. Al-
go parecido só encontrei quando tru-
cidaram o Tenente PM Alberto Men-
des Júnior.
Esse Tenente PMSP se oferecera
voluntariamente para substituir dois su-
bordinados que estavam feridos, cap-
turados pela guerrilha do Lamarca.
Por que eu descobri que o Genoíno
era guerrilheiro?
Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores.
Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
EXPEDIENTE
Editor/Redator: Coronel Carlos Claudio Miguez
Jornalista Responsável: 17646/MG
Telefone (31) 3344-1500 / 99957-3534 - E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br
Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia - CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG
Circulação Dirigida
Impressão: Sempre Serviços Gráficos Ltda
CNPJ: 11.843.412/0001-00
Envelopamento autorizado
Pode ser aberto pela ECT
www.jornalinconfidencia.com.br
É IMPOSSÍVEL ESCREVER
CORRUPTO SEM PT
8Nº 252 - Junho/2018 28
NÃO VOTO EM
Em julho de 2005, um assessor do
então deputado estadual José
Nobre Guimarães (PT/CE) foi
preso no aeroporto em São Paulo
pela Polícia Federal, com US$ 100
mil e R$ 200 mil escondidos na
cueca e na mala. O nobre
deputado é irmão de José Genuíno
(PT/SP) e foi eleito deputado
federal. Essa cueca do PT
permanecerá pendurada até o caso
ser investigado e os corruPTos
julgados, condenados e presos.
Hoje é o líder do PT na
Câmara de Deputados!
Não podia ser outro!
Esse é João Paulo, mais uma
vítima de um celular da
Samsung. O aparelho não
explodiu, mas a mulher dele
descobriu a senha...
O STF ENTERRANDO A LAVA-JATO
CARTÃO VERMELHO DO GILMAR É ASSIM
Ilustrações: Internet

Inconfidênca nº 252

  • 1.
    AS FORÇAS ARMADASTÊM O DEVER SAGRADO DE IMPEDIR, A QUALQUER CUSTO, A IMPLANTAÇÃO DO COMUNISMO NO BRASIL. BELO HORIZONTE, 30 DE JUNHO DE 2018 - ANO XXIV - Nº 252 Site: www.jornalinconfidencia.com.br E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br GENERAL MOURÃO TOMA POSSE COMO PRESIDENTE DO CLUBE MILITAR Esquecer também é trair! RELEMBREMOS O JOVEM MÁRIO KOZEL FILHO PÁGINA 13 VIII ENCONTRO DOS ARTICULISTAS DO INCONFIDÊNCIA TenCel PMERJ Schittini, Profª. Aileda, Advogados Marco e Alcyone Samico, Generais Mourão e Marco Felicio e Cel Aviador Luis Mauro PÁGINA 17 Articulistas e colaboradores do Inconfidência participaram do VIII Encontro, acontecido na tarde de 29 de junho, no Salão Cristal, na sede “Lagoa” do Clube Militar. Constituição da Mesa Diretora: General Divisão Bandeira, General de Exército Cesário, General Divisão Pimentel, General de Exército Mourão e General de Divisão Ronald. LLLLLEIAEIAEIAEIAEIA NANANANANA PÁGINAPÁGINAPÁGINAPÁGINAPÁGINA 33333 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL VERGONHA NACIONAL! PÁGINAS 18/19 ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA PALESTRA DO GENERAL LESSA E POSSE DO GENERAL MOURÃO CIRO“DOIDIVANAS” GOMES PÁGINA 5 O BRASIL NA 1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918) PÁGINA 6 A GUERRILHA DO ARAGUAIA PÁGINA 27 PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DERROTAS DA LAVA-JATO Segunda Turma do STF liberta Dirceu e ex-tesoureiro do PP Toffoli, Gilmar e Lewandowski votaram a favor dos habeas corpus PÁGINA 7 27 de junho/2018 ASegunda Turma do STF libertou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex- tesoureiro do PP João Carlos Genu, já condenados em segunda instância. Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram a favor dos habeas corpus, e Edson Fachin, relator da Lava-Jato, contra. Celso de Mello não estava presente. Página 18 Brasil x STF Em solenidade acontecida no Clube Militar às 14 horas de 26 de junho, tomou posse, após ser eleito por aclamação, o General de Exército Antônio Hamilton Martins Mourão. Mesa diretora da cerimônia de posse: Maj.Brig. Marcus Vinicius, Presidente do Clube de Aeronáutica; Gen.Ex. Mourão, novo Acadêmico da ABD; Cel.Av. Luís Mauro, Presidente da Academia; V.Alte Rui Elia, Presidente do Clube Naval; e Maj.Brig. Perez, Presidente eleito do Clube de Aeronáutica – PÁGINAS 12
  • 2.
    8Nº 252 -Junho/2018 2 * A. C. Portinari Greggio * Economista Circula na rede um vídeo no qual o can- didato Ciro Gomes é en- trevistado pelo músico Caetano Veloso. Nada de novo, exceto uma declaração de Veloso que surpre- ende os que ainda se surpreendem. Re- conhece o desastre dos regimes socia- listas e a perplexidade das Esquerdas. Segundo ele, o problema das Esquer- das é que "defendem algo que não está estabelecido, não está demonstrado". Gomes concorda e diz que, na luta pelo poder, a Direita tem grande vantagem porque apenas "conserva" o que já exis- te. Traduzindo: para chegar ao poder, a Esquerda critica a ordem política e so- cial existente e promete um “mundo me- lhor”. Quando chega lá, verifica que mentiu e não pode entregar. Mas tendo destruído tudo, não pode voltar atrás. Solução: põe a culpa no “imperialis- mo”, na “burguesia”, nos “reacionári- os”, etc., adia para nunca o que prome- teu e, para salvar os “ideais da Revolu- ção”, passa a reprimir e a suprimir toda a oposição. Rapidamente degenera em ditadura policial cujo único propósito é permanecer no poder. Essa é a regra geral das revoluções socialistas. No caso do Brasil o fiasco das Esquerdas foi pior porque, não dispondo de poder armado, ten- taram usar a corrupção como ins- trumento revolucionário, e deu no que deu. Diante desse quadro, cres- ce o número de militantes ou sim- patizantes desiludidos que, como Veloso, reconhecem que a Es- querda malogrou. Do outro lado, partidários da Direita se conven- cem de que o adversário foi ven- cido. Parece lógico, não? Se a própria Esquerda reconhece sua falsidade, a guerra está decidida. Ga- nhamos. Certo? Errado. A conversa entre os dois ícones da ignorantsia brasileira é ou- tra típica inversão da realidade. O que dizem ser o ponto fraco da Esquerda é de fato o seu forte. E inversamente, o que dizem ser o forte da Direita é a sua grande desvantagem. Por que? A resposta é o tópico mais importante da guerra ideológica que há mais de dois séculos divide a NÃO SE ILUDAM, A ESQUERDA NÃO MORREU Tal como o vírus da gripe, eles mudarão seu RNA e voltarão a atacar Direita e a Esquerda. Para entender, temos de voltar às aulas de Física e re- cordar o conceito de entropia, que Arthur Eddington denominou “a su- prema lei da Natureza”. Entropia é a medida da desordem na Natureza. O princípio físico da entropia prova que Universo tende a degenerar e a regredir inexoravelmente ao caos. Caos é o es- tado no qual todas as diferenças desa- parecem, tudo se confunde e se iguala por baixo, e nenhuma energia existe, de modo que o todo resultante é absoluta- mente estável, sem possibilidade de se modificar por si próprio – ou seja, é um mundo inerte e morto. O conceito de entropia se aplica a todos os fenômenos materiais, inclusi- ve à Política e à existência das nações. Para construir uma nação é necessário trabalho e sacrifício de muitas gera- ções. A nação tem de ser defendida contra a universal tendência à degene- ração. Enquanto dispõe de energia para prevalecer contra a desordem, a nação sobrevive; mas quando lhe faltam as forças, o caos predomina e ela se de- compõe em massa anômica de miserá- veis sem passado e sem futuro. A diferença fundamental entre Direita e Esquerda é que a Direita luta contra a entropia, contra a degenera- ção, contra o caos, enquanto a Esquer- da empurra o mundo a favor da entropia e da desordem. Sua estratégia consiste em negar, contrariar e destruir a ordem política e social para chegar ao poder. Para isso, promete utopias, mundos per- feitos e sonhos de felicidade, que ja- mais cumpre. Longe de ser seu ponto fraco, como diz Veloso, esse é exata- mente seu ponto for- te. Em artigos an- teriores verificamos que a Esquerda não é nada do que diz ser. Não representa a clas- se trabalhadora. Não passa duma catego- ria renegada de inte- lectuais arrogantes, ressentidos e pouco afeitos ao trabalho, gerada e cevada nas universidades, que não se contentam com o lugar que lhes cabe e disputam o poder político contra as classes responsáveis pela ordem, pro- dução e construção da nação. Para ven- cer, recruta os piores elementos da soci- edade, e usa seus vastos recursos de co- municação para desorganizar a nação. Sim, a Esquerda realmente é pro- gressista, quer avançar, deseja mudan- ças e rema a favor da corrente. Só que o seu “progresso” não é progresso: é mero avanço no sentido de menor resistência. AEsquerda empurraladeiraabaixo.Seu “progresso” é negativo, é rumo ao caos. Essa é a sua força. Por isso sua tarefa é tão fácil, eficaz, irresistível. A Direita, coitada, faz o contrá- rio. Procura segurar as pontas, arru- mar a casa, pagar as contas em dia. Rema contra a corrente, e tenta puxar ladeira acima. Contrariamente ao que afirma Ciro Gomes, preservar o que existe não é o forte da Direita, é sua grande desvantagem nessa luta de- sigual. Na verdade, a Ordem e o Pro- gresso não são a favor da corrente da História. Ordem e Progresso só se alcançam contra a corrente. Não acontecemespontaneamente.OCaos, sim, é espontâneo. Mas Ordem e Pro- gresso só se obtêm mediante esforço consciente e determinação. Exigem dis- ciplina, hierarquia e amor – ou seja, exigem máxima energia e mínima en- tropia. É por isso que tantos gostam da Esquerda. A Esquerda é simpática e per- missiva. A Esquerda é a favor. A Direita é reacionária, conservadora, tradiciona- lista, elitista. Sim, a Direita é dura e severa. É do contra. Não se iludam. A Esquerda não perdeu a guerra. Vai cair do cavalo e ficar algum tempo a lamber as feridas e sepultar ideais mortos. Mas retornará, por outros caminhos e com outras pro- messas, acompanhadas de romances, filosofias, teatro, cinema, canções, po- esias, movimentos de massa, bandei- ras, tudo isso, mas de algum jeito dife- rente. Não se deixem confundir pelas ideologias, que mudam conforme a oca- sião. Prestem atenção na classe social que as defende, que é sempre a mesma. A Esquerda não é ideia a ser con- testada. Vive das ideias, sim. Mas não adianta combate-la nesse campo, por- que é impossível convencê-la ou con- vertê-la pela razão. A Esquerda é como tribo ou nação inimiga. Indagar por- que nos atacam é inútil. Atacam porque nós somos nós, e eles são eles. Se vol- tássemos aos tempos da Descoberta e perguntássemos aos tupis porque guer- reavam os tapuias, a pergunta parece- ria estúpida, e a resposta seria óbvia: porque somos tupis e eles são tapuias. A Esquerda tem de ser eliminada por- que ela, quando chega ao poder, elimi- na todos os seus adversários, impede- os de falar, expulsa-os do país. Mas não precisamos usar os mes- mos métodos. Nosso caso é mais sim- ples. Para eliminar saúvas, deve-se eli- minar a rainha. Pois bem: a rainha das saúvas, no caso da Esquerda, é a uni- versidade. É ali que, há séculos, a Es- querda é formada e diplomada. Desmembrem, separem em institutos, isolem as "humanas", "sociais" e ou- tras afins, e o problema estará resolvi- do em poucos anos. Caetano Veloso e Ciro Gomes, farinhas do mesmo saco Olá militares, olá civis Eainda há debilóides e deformadores de opinião colocando em dúvida as competências das FA. Salve o Exército do meu Brasil! Ele não serve, apenas, para desobstruir estra- das, para garantir direitos de ir, vir e ficar. Foi construindo que os Governos Militares conseguiram de 1964 a 1985 que o Brasil desse um salto de qualidade,que a Tv Globo, ontem, 04/06/2018, repercutindo no Jornal Nacional matéria que o jornal impresso publicara cedo, tentou desmerecer, clas- sificando como secreto um documento de zerda, que a seção da CIA da Embaixada Americana no É ASSIM, ENSINANDO, EDUCANDO, QUE O EXÉRCITO CONSTRÓI PONTES PARA O FUTURO!* Lúcio Wandeck Brasil divulgou, baseada em falsas conjecturas colhidas em jornais de esquerda, sobre os militares do alto escalão que conduziam a Nação naqueles anos de prosperidade. Recentemente escrevi que a TV Globo, no afã de desconstruir a candidatura Bolsonaro, resolveu cha- mar as FA para a porrada,divulgando banalidades. Esse quase monopólio da desinformação a ser- viço do mal precisa levar um chega pra lá! Que falta nos faz o Dr. Roberto Marinho, cu- jos filhos, hoje, solertemente, desmentem o que o velho escreveu aos brasileiros. * Cel FAB - Membro da CIM - Comissão Interclubes Militares Lembro que os oficiais, o almirantado e nós todos que ad- miramos os valores da Força temos o dever moral de so- licitar ao Governo Temer que devolva o nome do Almirante Rademaker ao pavilhão do Colégio Pedro II em São Cristóvão, arrancado no governo Dilma por um canalha que dirigia o Colégio. Rademaker estudou no Colégio, presidiu a Associa- ção de Ex-alunos e ajudou a liberar a construção daqueles belos prédios. Homenagem justa, que nos coloca a todos na obrigação moral de alertar o governo, que parece não com- pactuar do ato mesquinho e revanchista. Acho que o Ministro da Defesa resolveria isso com o da Educação sem dificuldade. Convoco a todos a este esforço pois não podemos nos omitir. Tenho a honra de ter recebido aos 20 anos de idade a Medalha Tamandaré conferida por ele testemunha de minha atuação em 64 no grupo que tinha como referência o Almirante Silvio Heck. (11/06) COLÉGIO PEDRO IIJornalista Aristóteles Drummond PS - seguem excertos do pronunciamento de Roberto Marinho. Os que desejarem a leitura completa desse documento histórico podem acessá-lo na url: http://www.robertomarinho.com.br/vida/opiniao/brasil/julgamento-da-revolucao.htm 2
  • 3.
    Nº 252 -Junho/2018 3 Junho – O mês de Santo Antônio, São João e São Pedro, é celebrado e feste- jado em todo o território nacional, com as tradicionais festas juninas e formação das conhecidas e animadas quadrilhas. É também o mês que comemoramos, a 10, o Dia da Artilharia do Marechal Mallet e a 11, a Batalha Naval do Riachuelo, vencida pelo Almirante Tamandaré, Patrono da Ma- rinha. Mas voltando às quadrilhas, infe- lizmente, para tristeza e revolta da socie- dade brasileira, algumas delas perderam completamente sua originalidade e ino- cência, para se tornarem objeto de uma das mais sórdidas criações da prática política em nosso país, apresentando-se com destaque, principalmente em Bra- sília, no Congresso Nacional, Assem- bleias Legislativas, STF e em nossas Em- presas Estatais. Mais uma vez, sendo nosso jornal de periodicidade mensal, encontramos grandes dificuldades em selecionar as- suntos para apresentar aos nossos leito- res, tantos são os crimes, corrupção, ban- dalhas, canalhices, mentiras e traições, cometidos por aqueles que teriam a obri- gação moral de dar o exem- plo, pelos cargos/funções que ocupam, e zelar pelos maiores interesses da Na- ção Brasileira. Mas assim, não o fazem. E não é só o PT, o partido mais cor- rupto da Pátria Brasileira que assim se comporta. Os outros, também nada ficam a dever a ele. A degradação ética e moral que domina nossa classe política é geral, com rarissimas exceções. Outro fator que colabora para esse estado de espírito sombrio que domina nossa sociedade é a demora com que atua o STF na aplicação das correções que deveria executar para dar um basta na impunidade que nos ro- deia e nos assusta, como comprovaremos a seguir: Constantemente assistimos pela te- levisão os bate boca e as ofensas trocadas entre os seus ministros denegrindo o de- sacreditado Poder Judiciário, uma vergo- nha nacional! Também neste mês, a 26 o cinquentenário da morte do então soldado Mário Kozel Filho, em atentado terrorista perpetrado contra o quartel general do II Exército, hoje Comando Militar do Su- deste. Data que jamais pode ser olvidada e que mereceria uma Ordem do Dia do Co- mando do Exército para ser lida e relem- brada em todos os aquartelamentos, tal qual como aconteceu na Assembleia Le- gislativa de São Paulo, por iniciativa do JUNHO O MÊS DAS QUADRILHAS deputado estadual, coronel PMSP, Paulo Adriano Telhada. E ainda neste mês de junho, inúme- ras as tentativas de libertar da merecida prisão, por enquanto de 12 anos e um mês, o ex-presidente Lula, um dos maiores corruptos e o maior traidor da pátria bra- sileira. Merece prisão perpétua ou então a expatriamento para Cuba ou Vietnã do Norte. A liberdade (provisória?) do cor- rupto mor José Dirceu, foi um verdadeiro tapa na cara dos brasileiros trabalhado- res, honestos e patriotas e a tentativa de desmoralizar o Juiz Sergio Moro e a ope- ração Lava Jato. Apesar de todas essas tristes ocor- rências, não podemos deixar de relembrar o que ocorre nas Minas Gerais. Apesar da operação Acrônimo, até agora o corrupto governador, o petista Fernando Pimentel ainda não foi condenado e preso. Quan- do prefeito de BH, empregou o irmão e o ex-marido da impichada Dilma, sem con- curso e com altos salários. Sendo ministro do Planejamento no desgoverno Dilma, recebeu um milhão de reais da Fiemg – Federação das Indústri- as do Estado de Minas Ge- rais para apresentar pales- tras e consultorias que não foram concretizadas e as 10 regionais e os federados en- goliram sem qualquer rea- ção. Jamais a mídia venal e vendida minei- ra apresentou qualquer comentário so- bre esse fato, como também a OAB/MG, a própria Fiemg e as entidades de classe. Por quê? O pagamento do salário dos funcio- nários públicos está atrasado e principal- mente o professorado sofre com isso, pois recebem somente 2 mil reais men- sais! Acredite se quiser. Enquanto isso a atual legislatura se autoconcede auxílio moradia, logo no iní- cio do seu mandato em 2015, no valor de R$ 4.300,00 embora todos os deputados estaduais devem ter residência (e até mais de uma) em BH. Não se esqueçam deles nas eleições de outubro! E para encerrar – Quan- do o Ministério Público de Minas Gerais exigirá e tomará providências para a restituição dos 200 mi- lhões de reais (valor atualizado) recebidos ilicitamente pelos deputados estaduais na legislatura 1999/2002? O corrupto go- vernador Fernando Pimentel não se inte- ressaria em ter esse aporte ainda no seu governo, a fim de poder pagar o profes- sorado em dia? Que Deus nos proteja! POSSE DO DESEMBARGADOR ROGÉRIO MEDEIROS GARCIA DE LIMA NA VICE-PRESIDÊNCIA DO TRIBUNAL REGIONAL ELEITORAL Na tarde/noite de 21 de junho por ocasião da posse da nova diretoria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais, tive a satisfação de abraçar, com muita alegria, o General Bini e os Coronéis Miguez e Pai- xão. Grato pelas presenças e mensagens, por ocasião da minha posse à vice- presidência do TRE/MG. Desembargador Geraldo Augusto, presidente do TJMG, Senador Antonio Anastasia e Desembargador Rogério Medeiros Posse da nova diretoria do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais Na tarde do dia 26 de junho, no momento em que comemorávamos 131 anos de fundação da Casa da República, tivemos a passagem da presidência do Clube Militar do General Div Gilberto Rodrigues Pimentel para o General Ex Antõnio Hamilton Martins Mourão, responsável pela condução dos destinos desta tradi- cional instituição pelos próximos dois anos. A Assembléia foi prestigiada não só por muitos sócios como , também, por diversos admiradores do novo presidente. O Salão Nobre viveu, mais uma vez, momentos de esplendor. POSSE DA NOVA DIRETORIA DO CLUBE MILITAR STF SOLTA MAIS UM - JOSÉ DIRCEU Internet 3
  • 4.
    8Nº 252 -Junho/2018 4 * Maria Lucia Victor Barbosa *Professora, escritora, socióloga, autora entre outros livros de "O Voto da Pobreza e a Pobreza do Voto – a Ética da Malandragem", Editora Zahar e "América Latina – Em busca do Paraíso Perdido", Editora Saraiva. - mlucia@sercomtel.com.br - www.maluvibar.blogspot.com.br * Rodolpho Heggendorn Donner * Coronel A FALSA NEOESQUERDA BRASILEIRA A esquerda bra- sileira é uma quimera. Caracterís- tica não apenas nos- sa, mas que aparece na América Latina e tem causas que podem ser encontra- das, inclusive, no afã de justificar nos- sos fracassos fazendo contraponto aos países capitalistas, notadamente, os Estados Unidos. Na teoria da dependência consta que somos pobres porque os ricos ca- pitalistas nos exploram. Desculpa re- confortante para fugir de nossas res- ponsabilidades e creditar a outros nos- sas desgraças. Desse modo, a tática da vitimização encontra nas falsas pro- messas da esquerda a sedutora utopia da igualdade. Para a imposição da mentalida- de esquerdista são criadas massas de manobra, sendo o alvo principal a ju- ventude doutrinada na escola e, prin- cipalmente, na universidade. Sem ma- turidade para cotejar os fatos à luz da realidade os cérebros juvenis absor- vem ralas noções marxistas e, sobre- tudo, palavras de ordem. Aprendem que ser de esquerda significa ser bom, defensor dos pobres, possuidor de ca- ráter ilibado. Na direita está a "elite" maldosa, seguidora de um tal de neoli- beralismo, opressora dos pobres e opri- midos que necessitam dos paladinos Esse esquerdismo é totalmente falso porque não temos partidos ideológicos, mas, sim, clubes de interesses. da esquerda para salvá-los em nome da causa, ou seja, da fé. Não é transmitido aos jovens os horrores do comunismo, sistema que matou milhões de pessoas, seques- trou a liberdade, reduziu a maioria à miséria enquanto uma casta dirigente usufruía do poder e seus inerentes pri- vilégios e, que por fim, fracassou. Na América Latina são, entre outros expressivos exem- plos do que pode fazer a chamada esquerda para a desgraça das populações, Cuba e Venezuela. No Brasil, o governo petista depois de quase 14 anos no poder afundou o país economicamente e corrom- peu valores, tendo chega- do à decadência por contas da ganân- cia, da incompetência e da corrupção institucionalizada. Além das massas de manobra existem também os oportunistas, que se dizem de esquerda para obter van- tagens nas universidades e nos empre- gos loteados pelo PT por todo País. Não faltam além disso as espertas li- deranças partidárias e os candidatos populistas, que em campanha são de esquerda desde criancinhas. Note-se que nenhum de nossos partidos, esses trampolins para se al- cançar o poder, se apresentam como de direita. Para evitar o estigma de fas- cistas ou coisa pior preferem se dizer de esquerda, centro-esquerda, centro e, no máximo, de centro-direita. Esse esquerdismo é totalmente falso porque não temos partidos ideo- lógicos, mas, sim, clubes de interes- ses. Além do mais, a chamada esquer- da virou uma mistura de opiniões poli- ticamente corretas que nada tem a ver com o marxismo. Alguns neoesquer- distas chegam a se declarar cristãos, o que deve fazer Karl Marx revirar na tumba. O PT, que sempre foi conside- rado o maior partido brasileiro de es- querda, nos seus congressos nunca conseguiu definir qual era seu socia- lismo. Seria o PDT um partido de es- querda? Seu candidato à presidência da República, Ciro Gomes, conhecido por seus destemperos, grosserias e in- sultos está no sétimo partido e man- tém os pés em duas canoas: a consi- derada de esquerda e a que é vista co- mo de direita. Marina, PT de coração, esque- ceu a ecologia e aceita na Rede qual- quer "peixe". Ela se tornou a menina dos olhos de FHC (PSDB), que depois de destruir a candidatura de João Dória à presidência da República parece des- gostoso com o fraco desempenho de Geraldo Alckmin. Curiosamente, o pré-candidato do PC do B ao governo do Rio de Janei- ro, Leonardo Giordano, admitiu que seu partido considerado de extrema es- querda apoiou a administração do ex- governador e atual presidiário, Sérgio Cabral (MDB) e do ex-prefeito, Eduar- do Paes (DEM). A combativa deputa- da, também do PC do B, Jandira Fegha- li, foi secretária da Cultura na gestão de Paes. Muitos são os exemplos da fal- sa esquerda e no momento o que se vê é uma matéria gelatinosa de todos os partidos buscando freneticamente entre si alianças das mais esquisitos. Esquerda? Que nada. O que existe apenas é o lado de cima. Muitas barras de ouro e malas de dinheiro vivo certamente estão sendo empenhadas na defesa de polí- ticos condenados pela Lava-Jato. Ca- ríssimos advogados e indecente mi- litância política no STF mais uma vez garantiram liberdade para o condena- do Zé Dirceu. Também, anulação de provas que condenariam por corrup- ção a senadora e presidente do PT Glei- si Hoffman e seu marido Paulo Ber- nardo. Farsas e práticas jurídicas, chu- las interpretações constitucionais, in- contáveis burocracias e chicanas in- decentes visam a desconstruir a reali- dade - a exigência legal de cumprimen- to de pena em cadeia - tendo-a ape- nas como atuação política para fins e usos partidários. Ainda que frequentes as negativas para terem também Lula fora das grades, não se deve despre- zar a atuação dessa suprema milícia pe- tista em novas tentativas. É de cima que parte o exemplo. Sabedoria milenar indispensável à confiabilidade de quem nos governa. Faltando o exemplo, as coisas se com- plicam bastante quando também falta vergonha. Pior ainda é quando, além de faltar exemplo e vergonha, faz-se uso do mantra político que justifica os meios pelos fins a que se destinam - aquele de inspiração supressora de cul- SUPREMA ESQUIZOFRENIA Insanidades jurídicas dissociadas da realidade, ainda que forjadas na seriedade e altivez de quilométricos discursos, aproximam-se bastante da síndrome de esquizofrenia. pa nos crimes cometidos pelos socia- lismos desde a Revolução Russa de 1917. Imagine, então, o estrago que tudo isso junto comete na atuação ju- rídica da Segunda Turma do STF, es- culhambando a crença mais sincera que se possa ter na Justiça e na demo- cracia representativa. Repetindo, para não deixar dúvida: a Segunda Turma do STF não deu o exemplo que lhe competia, faltou-lhe vergo- nha e tornou-se claque para fins po- líticos do mantra esquerdista que jus- tifica até o pior dos crimes em razão dos fins a que se destinam. E assim, em clima de happy end de filmes Clas- se C, Zé Dirceu, mais uma vez, saiu sorridente da cadeia, zombando de to- dos nós. Também Gleisi e Bernardo, por terem livrado a dupla das grades. Pode-se também esperar a liberda- de para Lula, se decisões forem en- tregue aos mesmos supremos mili- cianos. Insanidades jurídicas por disso- ciadas da realidade, ainda que forja- das na seriedade e altivez de quilo- métricos discursos, lembram bastan- te a síndrome da esquizofrenia. Ca- racterizam-se pela perda de contato com a realidade, cativa de interpreta- ções tendenciosas do texto constitu- cional.Ignoramaexis- tência de jurisprudên- cia consolidada de que a prisão deve aconte- cer após a Segunda Instância. Favore- çam-se, pois, interesses políticos nas decisões, e que se dane a realidade. Dissociações da realidade trazem da- nos à necessária credibilidade nos po- deres republicanos, onde uns conde- nam o criminoso, outros o soltam, tor- nam a prendê-lo, outros novamente o soltam. Até quando aceitaremos a con- tinuação dessas mirabolantes farsas políticas e jurídicas favorecendo ma- quiadas prisões domiciliares, liberda- de total e até a indecência de nego- ciados indultos a condenados? Até a prescrição da condenação de seus cri- mes? Depois, não querem que se pen- se em intervenção. Em tempo: Ricardo Boechat, jornalista, Band News, na crônica diária do dia 29 de junho, a respei- to de comentário de político minei- ro justificando-se de pilantragem, disse: “Somos uma população de ca- piaus segundo o entendimento des- sa canalhada que domina o Estado Brasileiro.” ( http://www.bandnewsfm.com.br/ colunista/ricardo-boechat/) No Brasil, o governo petista depois de quase 14 anos no poder afundou o país economicamente e corrompeu valores, tendo chegado à decadência por contas da ganância, da incompetência e da corrupção institucionalizada. Para onde vamos? 4
  • 5.
    Nº 252 -Junho/2018 5 * Ipojuca Pontes * Ex-secretário nacional da Cultura, é cineasta, destacado documentarista do cinema nacional, jornalista, escritor, cronista e um dos grandes pensadores brasileiros de todos os tempos. Ciro Gomes, tal qual o arbitrário Nhô AugustoMatragadoSaco- da-Imbira, personagem de Guimarães Rosa, é o sujeito que quer entrar no céu (presidência da República) na base do porrete. Para tanto, símile do temerário filho do coronel Afonsão das Pindaíbas, vive de rosnar ameaças, distribuindo agressões e patadas verbais em cima dos adversários e até entre os aliados políticos mais próximos (vide, por exem- plo, o caso do presidiário Lula da Selva, seu ex-protetor, a quem se compraz em avaliar como “um merda”). Considerado por muitos um dis- ponível “língua de aluguel”, Ciro se autodenomina “operador da política”, mas, de fato, examinando-se direitinho o seu comportamento desequilibrado, o mais justo seria diagnosticá-lo como um caso clínico. Na trilha de político profissional (vá lá, “operador”), o atual chefão da oligarquia dos Ferreira Gomes (Sobral- CE) nem sempre adotou o estilo can- gaço. Ele começou, de mansinho, na Aliança Renovadora Nacional (ARE- NA), depois passou às fileiras do PDS, ambos partidos de sustentação da “di- tadura militar”. Em seguida, pressen- tindo a mudança dos ventos soprados pelos próprios milicos (por exemplo, CésarCalsnoCeará),pulouparaoPMDB, partido de oposição liderado por “Dr. Ulysses”, a múmia responsável pela ingovernável “Constituição Cidadã”, Daí para o PSDB, toca do marxista- gramscista FHC, o Vasilinoso, foi um passo (em falso). Mas, sequioso por sentar no Trono do Planalto, larga o PSDB - um ninho de cascavéis sempre enroladas nos antros do poder - e se transfere para o PPS, ex-PCB, a secção brasileira do doentio comunismo inter- nacional. Ali, logo descobre que seu obsessivo projeto presidencial não iria adiante e, então, rápido, pula para o PSB, a sigla-trampolim ocupada por co- munistas contumazes, socialistas, opor- tunistas e demagogos de toda espécie, entre eles, o coroné Miguel Arraes, Erun- dina, Saturnino “Choroso” Braga, Ga- rotinho e até mesmo o desvairado Jânio Quadros. Todavia, marginalizado no PSB, CIRO “DOIDIVANAS” GOMES Destemperado, boquirroto, Ciro é o que se pode chamar de “mala sem alça”, um fardo que o País não quer carregar, mas que se apresenta, outra vez, como candidato à Presidência da República. que já tinha como dono um herdeiro de Arraes, parte para apoiar a criação do PROS (o indefinido Partido Republica- no da Ordem Social), aventura que aban- donou correndo para ingressar no PDT de Brizola, o “Engenheiro do Caos”, hoje amarrado ao ex-jornaleiro Carlos Lupi, demitido do Ministério do Traba- lho por Dilma Caixa de texto: Examinan- do-se direitinho o seu comportamento desequilibrado, o mais justo seria diag- nosticá-lo como um caso clínico. Rous- seff após denúncia de corrupção pela própria Comissão de Ética da Presidên- cia da República. Como se pode avaliar, o doidi- vanas Gomes pula de galho em galho ao pendor de sua obsessão. Inutilmente, de resto. O homem já disputou duas eleições presidenciais e nas duas foi derrotado, a última delas de forma ca- nhestra para o presidiário Lula e até mesmo para o falso Garotinho, cria de Brizola, frequentemente visto por trás das grades. Destemperado, boquirroto, Ciro é o que se pode chamar de “mala sem alça”, um fardo que o País não quer car- regar, mas que se apresenta, outra vez, como candidato à Presidência da Repú- blica. Traz a tiracolo, como guru ideoló- gico, a figura aloprada de Mangabeira Unger, “visionário sem visão” de Har- vard, o biombo furado sob o qual pro- cura se esconder boa parte da mediocri- dade política cabocla. O guru de Harvard é um fenômeno. Enrolado no forte sota- que de gringo, Unger, na sua algaravia acadêmica, já seduziu, entre outros, Dr. Ulysses, Brizola, Dilma Rousseff, o PRB do Bispo Macedo e o próprio Lula. (Detalhe: Mangabeira, depois de exigir em artigo de jornalão o impeach- ment de Lula, apontando-o como chefão do PT, “o partido mais corrupto da his- tória nacional”, o professor aloprado, sem o menor pudor, aceitou assumir a “Secretária Especial de Ações de Lon- go Prazo” do governo Lula. Resultado: no cargo, em curto prazo, as obscuras ações de Unger só fizeram o País descer ladeira abaixo, em es- pecial a região ama- zônica submetida ao seu inviável “Plano da Amazônia Sus- tentável”. Comunistóide enrustido, Ciro é de- coreba do Foro de São Paulo criado por Fidel, organização responsável pelo completo fracasso político, social, moral e econômico da América Latina, do qual a faminta Venezuela do tiranete Madu- ro – defendido por Gomes – é exemplo clamoroso. No frigir dos ovos, as propostas do Oligarca de Sobral para “operar” o Brasil são todas nocivas e passam pelo aumento da carga tributária, o desman- che da reforma trabalhista, o retorno das bilionárias extorsões sindicais so- bre os salários dos trabalhadores, a derrubada do teto de gastos do gover- no e, o mais daninho, a adoção do “Es- tado controlado”, embuste do comunis- ta Antonio Gramsci, “Il Gobbo”, para en- quadrar a sociedade e os indivíduos. No caso do aumento dos impostos, o candi- dato, defensor intransigente da CPMF, pretende impor imposto sobre as gran- des fortunas e outros que tais – impos- tos a posteriori transformados em sor- vedouro para o abastecimento de mega salários dos políticos e da burocracia selvagem. Sem falar, é claro, no festim das empreiteiras com suas obras faraônicas e intermi- náveis, tais como a Trans- nordestina e a Transposi- ção do Rio São Francisco (em parte, administradas pelo próprio Ciro), cujas águas, segundo ambienta- listas, encontram-se amea- çadas de extinção. O truque de Ciro Gomes para se manter no foco da mídia é apresentar problemas (a maioria deles, falsos), apontar bodes expiatórios e apresentar soluções que só ele, caso eleito, poderá resolver nos primeiros meses. Empafioso de si mesmo, mente com uma fluência admirável de político profissional, dis- torcendo dados estatísticos e a tudo le- vando de roldão, inclusive a plateia, em geral, perplexa ou desinformada. Mas não a todos: recentemente, num painel sobre livre comércio, o pro- fessor Tom Palmer, do Catho Institute, replicou, na lata, que Ciro Gomes devia tomar vergonha na cara (“you should be ashamed”). É que Ciro, rico, bem ves- tido e alimentado, tinha dito antes que a liberdade de consumo era algo como uma “ameaça à identidade cultural bra- sileira”. Só para completar: Ciro disse que apreciava a frase “Hay que endurecerse, pero sin perder a ternura”, do assassino “Che” Guevara, que se comprazia em matar prisioneiros, ele próprio, com ti- ros na nuca na prisão de La Cabana. Mas que, sem endurecer coisa alguma, esvaindo-se em diarreia braba, foi pos- to a correr do Congo pelo mercenário sul-africano Mike “Mad” Hoare. Examinando-se direitinho o seu comportamento desequilibrado, o mais justo seria diagnosticá-lo como um caso clínico. From: Assessoria de Comunicacao Social - ASCOM Sent: Friday, June 29, 2018 4:32 PM To: celmiguez@terra.com.br Subject: Direito de resposta Prezado Editor Cel Carlos Claudio Miguez, Referente à demanda datada de 23/05/2018, encaminhada a esta Assessoria: A 17 de outubro de 2017, o então Ministro da Defesa, Raul Jungmann, requereu à Editora Globo, o legitimo e adequado direito de resposta, pela mesma mídia e no mesmo destaque da reportagem de capa da Revista Época, Edição 1008, de 14 de outubro de 2017, nos termos da Lei nº 13.188, de 2015. Essa NOTA DO MINISTRO DADEFESA-DIREITODEDEFESA foipublicadanaíntegraemnossojornalIncon- fidência em página inteira na edição nº 244 de 31 de outubro de 2017, como deve ser do vosso conhecimento, por ser encaminhado mensalmente para esse Ministério. Gostaria de saber, fins publicação em nosso jornal Inconfidência, a fim de atender os pedidos de nossos leitores, qual a solução ou o andamento desse Direito de Resposta. Desdejá,agradeçoaatençãoquepossamerecer.ComoscumprimentosdesteEditor. Cel Carlos Claudio Miguez MINISTÉRIO DA DEFESA Em14deoutubrode2017,oentão MinistrodeEstadodaDefesa,RaulJungmann, protocolou, com fundamento na Lei nº 13.188, de 11 de novembro de 2015, umpedido, por via não judicial, de direito de resposta à Revista Época, em decorrência de publicação, considerada ofensiva às Forças Armadas na dição 1008. O protocolo passou pelo Gabinete do Ministro com o acompanhamento da CONJUR do Ministério. A Lei nº 13.188, de 11 de novembro de 2015, estabelece: Art. 3º O direito de resposta ou retificação deve ser exercido no prazo decadencial de 60 (sessenta) dias, contado da data de cada divulgação, publica- ção ou transmissão da matéria ofensiva, mediante correspondência com aviso de recebimento encaminhada diretamente ao veículo de comunicação social ou, inexistindo pessoa jurídica constituída, a quem por ele responda, independente- mente de quem seja o responsável intelectual pelo agravo. Até 27 de fevereiro de 2018, data em que foi empossado o ministro Raul Jung- mann no Ministério Extraordinário da Segurança Pública, o processo junto à Revista não havia avançado, tendo, conforme consta na Lei, o prazo de resposta se esgotado. Att. Esclarecemos que: NR: Sem comentários... 5
  • 6.
    8Nº 252 -Junho/2018 6 Quando uma amiga francesa me disse que tinha visto uma placa alusiva à participação dos brasileiros na Primeira Guerra Mundial no jardim do Hôpital de Vaugirard em Paris, franzi a testa e a cor- rigi com um sorriso condescendente: “Se- gunda Guerra”. Ela me sorriu de volta: “Não, Primeira. Me lembro de ter visto as datas 1914-1918. Tenho certeza.” Oi? Como assim? Nós não partici- pamos da Primeira Guerra Mundial! Ou participamos? Vasculhei todos os cantos da minha memória procurando uma referencia sobre isso e não encontrei ne- nhuma. Só encontrei o sorriso dela de cer- teza absoluta. Constrangida com minha ignorância, me fingi de morta mas regis- trei mentalmente que ia checar aquela in- formação. Foi assim que desci na estação de metrô Convention (linha 12) e fui cami- nhando pela rue Vaugirad em direção à Porte de Versailles. Cinco minutos de ca- minhada e cheguei ao Jardim do Hôpital de Vaugirard. O lugar é um pequeno oásis verde com uma longa alameda ladeada por gramados verdinhos, muitos bancos e árvores. Flanei pelo lugar a procura da pla- ca e depois de alguns minutos eu a encon- trei. Sim, lá estava ela. Meu francês é bem meia-boca mas deu pra entender o que es- tava escrito: “Aqui se ergueu o hospital O BRASIL NA 1ª GUERRA MUNDIAL (1914-1918) NÓS TAMBÉM TEMOS HERÓIS Placa alusiva à Missão Médica Especial colocada no Jardim do Hospital de Vaugirard Foto oficial da Missão Médica Especial com o Presidente Wenceslau Brás ao centro Por Maria Tereza Mendes franco-brasileiro dos feridos de guerra criados e mantidos pela colônia brasi- leira de Paris como contribuição na causa aliada 1914-1918. Placa inaugurada por ocasião do 80° aniversário da presença da Missão Médica Brasileira Especial na França.” Gelei. Uma Missão Médica Brasi- leira na França na Primeira Guerra Mun- dial? Como eu nunca ouvi falar sobre is- so? Como é que eu conheço toda a his- tória do American Field Service, uma or- ganização voluntária de norte-america- nos para tratar os feridos durante a Pri- meira Guerra e nunca sequer ouvi falar de uma Missão Médica do meu próprio país? Imperdoável! Com a ajuda do meu incansável ami- go google, sentei em um dos bancos e pes- quisei sobre o assunto. Descobri uma his- tória fantástica de coragem, sacrifício e competência quando um navio brasileiro (La Plata) saiu do porto do Rio de Janeiro em 1918 iniciando uma viagem que seria, difícil, perigosa e trágica. O perigo rondava os mares com a presença dos famigerados U-boats ale- mães, submarinos de alta tecnologia que afundavam qualquer barco (política da Guerra Submarina Irrestrita) militar, mer- cante ou de passageiros, mesmo de paí- ses neutros. Inicialmente neutro, o Brasil só se declarou em es- tado de guerra em ou- tubro de 1917 posicio- nando-se com os Ali- ados (EUA, França, Grã-Bretanha) por ter tido vários navios mer- cantes civis brasilei- ros afundados pelos alemães. Sem uma ma- rinha ou exercito pre- parado para conflitos da envergadura de po- tências belicosas co- mo Alemanha, Rús- sia, EUA e Grã-Bre- tanha, a ajuda do Bra- sil para o esforço de guerra foi muito mais voltada à causa humanitária. É aí que entra a Missão Médica Militar Bra- sileira (MMMB). O La Plata levava a bordo 168 bra- sileiros entre médicos, cirurgiões, enfer- meiros e farmacêuticos voluntariados pa- ra a missão, além de alguns oficiais da ma- rinha e exército, cujo objetivo era chegar a Marsellha e de lá seguir para Paris para instalar e operar um hospital com capaci- dade para 500 leitos para cuidar dos feri- dos da guerra. Os franceses cederam o belo prédio de um antigo convento jesuíta na rue Vau- girard e o hospital brasileiro foi instala- do ali recebendo principalmente soldados franceses classificados como “gran- des feridos”. Quando a Guerra terminou no final de 1918, o hospital, considerado pelos franceses como de ponta, ainda fun- cionou até 1919 atendendo a população civil francesa que ainda lutava contra a pandemia da gripe espanhola que varreu a Europa naquele ano. Com a desmobili- zação do hospital militar, alguns médicos foram convidados a permanecer na Fran- ça, mas a maioria retornou ao Brasil. Os franceses jamais se esqueceram desse ato fraterno dos brasileiros e alí es- tava eu diante da prova, em frente àque- la placa. Fiquei envergonhada por des- conhecer essa história, que é muito mais emocionante que vocês possam imagi- nar. Fiquei pensando: Por que não nos falam sobre isso na escola? Por que es- condem de nós os nossos heróis? Por que nos autodenominamos “terra do sam- ba e futebol” quando somos tão mais que isso? Estou escrevendo esse post por duas razões: a primeira é para mostrar como os franceses são gratos por nossa aju- da; a segunda é para desafiar você a ir além da nossa mediocridade escolar. Se esti- ver em Paris, visite o Jardin Hôspital Vau- girard (metrô Convention), mas antes, pa- ra dar significado à sua visita, conheça essa história em detalhes em http://www. revistanavigator.com.br/navig20/art/ N20_art2.pdf e também no livro “O Bra- sil na Primeira Guerra” de Carlos Darós (ed. Contexto). Sim, nós também temos nossos he- róis… E não são aqueles que jogam bo- la ou participam de reality shows. Foi comemorado no dia 16 de junho, sábado, os 18 anos de fundação da AREB - Reserva Ativa, em Belo Horizonte/MG. O evento aconteceu na área de churrasco do 12º Batalhão de Infantaria, com a par- ticipação de 260 pessoas entre associados e fami- liares com início ao meio dia e término às 16:30 h. A AREB foi fundada em 08 de junho de 2000. O men- tor, idealizador e fundador da AREB, foi o reservista João de Souza Armani que a presidiu por 12 anos. O atual presidente é o reservista Carlos Pina. Na oca- sião, foi apresentada a última aquisição da AREB, um ônibus, que será utilizado para o deslocamentos de seus integrantes. O objetivo da AREB é cultuar e di- vulgar o amor à Pátria, participar dos desfiles de 7 de Setembro, de datas festivas e solenidades militares. Estiveram presentes neste evento os Coronéis Adal- berto Guimarães Menezes e Edevaldo Caçadini, o Ten. Cel. Aviador José Roberto França, o capitão Jo- sé de Barros Filho, presidente da ABEMIFA / Asso- ciação Beneficente dos Militares das Forças Armadas eoCapitãoJoelCarvalhorepresentandoaANVFEB/BH. Nesse mesmo local, foram distribuídas com grande su- cesso as três últimas edições do Inconfidência, tota- lizando mais de trezentos exemplares, sendo re- comendado que após a sua leitura, fossem repas- sados, de preferência, para professoras. Aprovei- tamos a oportunidade para agradecer o apoio do co- mando do 12°BI. nas pessoas do Ten. Cel.Rui Mar- tins da Mota, seu comandante e ao Major Zanetti, que colaborou espontâneamente na organização do evento. ANIVERSÁRIO DE 18 ANOS DA AREB / MG - RESERVA ATIVA O ônibus da AREB Cel Menezes e os arebianos Wilson, Rivadávia, Gudisteu e familiares Capitão Barros, Carlos Pina, Cleber Serpa Ferreira, Cel Caçadini e TenCel Av José Roberto Correia Cleber, Aguinaldo e familiares Local da reunião e almoço no 12º BI
  • 7.
    P T NU N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I SP T N U N C A M A I S QUE PARTIDO É ESSE? PT - O PARTIDO MAIS CORRUPTO E MENTIROSO DA HISTÓRIA UNIVERSAL Nº 252 - Junho/2018 7 OPT do Lula cresceu apontando cul- pados pelos problemas brasileiros. Primeiro culpou José Sarney, depois Fer- nando Collor e Fernando Henrique Car- doso. Por mais de vinte anos, Lula e sua trupe gritaram que o Presidente da Repú- blica e seu partido têm responsabilidade direta sobre tudo o que acontece no país. Foi assim que o Partido dos Traba- lhadores conquistou o apoio da impren- sa, de artistas, dos “intelectuais”, das re- presentações estudantis, dos funcionári- os públicos, dos sindicatos e movimen- tos disso e daquilo. Como solução, os petistas diziam que o Brasil precisava ser governado por pessoas abnegadas e comprometidas com os interesses dos mais pobres. Não por acaso, essas pessoas eram eles mesmos. Com esse discurso, o PT chegou ao poder (do qual não queria nunca mais sair, por isso montou uma base aliada que cus- tou a Petrobras, o BNDES, os correios, o BB, a CEF e 2/3 do dinheiro dos cofres públicos). Lula teve tudo para construir um país melhor, mais justo, fácil e seguro. Teve apoio dentro e fora do Congresso. Contava com aprovação popular na casa dos 80%. Lula teve dinheiro público aos mon- tes. A arrecadação do governo federal duplicou em seu governo. Nenhum outro presidente teve condições tão boas para fazer o melhor, fazer o certo, melhorar o Brasil. Mas Lula não fez. Optou por cha- mar para junto de si todos os integrantes sujos da política nacional que ele tanto criticava, incluindo o PMDB. Lula Abraçou Sarney, Renan, Ciro, Maluf e Collor. Repartiu a máquina pú- blica entre (P)MDB e outros partidos aliados. Para financiar suas campanhas eleitorais e seus militantes, o PT insti- tucionalizou e expandiu a corrupção brasileira a níveis nunca vistos, segun- do delatores da Lava Jato. Lula é o PT. O PT é o Lula. Foi Lula quem escolheu Dilma pa- ra sucedê-lo (uma analfabeta que nada O PT DE LULAentendia de nada, nem verea- dora tinha sido antes). Foi Lula que chamou Michel Temer para ser o vice dela. Programas de crédito sub- sidiado pelo BNDES, emissão de títulos da dívida, Medidas Provisórias, nomeação de dire- tores em estatais… Tudo isso depende da assinatura do Pre- sidente da República. O esquema entre Temer e a JBS foi iniciado e alimentado durante os gover- nos Lula e Dilma. Lula e Dilma fizeram campanha pa- ra Sérgio Cabral e Eduardo Paz. Lula e Dilma nunca manifestaram interesse em acabar com o foro privilegi- ado, nem com os super salários e pensões que estão corroendo as contas públicas. ForamLulaeDilmaqueentupiramo estado com militantes e amigos deles. Depois de 13 anos de PT, os jovens pobres continuam saindo das escolas mal sabendo escrever seus próprios nomes. Cerca de 27% dos brasileiros são analfa- betos funcionais e 30% dos brasileiros nunca leram um único livro na vida. O PT recebeu um país com taxa de evasão escolar de 7,6% e entregou com 16,5%. Quando Lula foi eleito, 9,5% dos jovens não trabalhavam. Quando Dilma saiu, esse percentual estava em 25,8%. Depois de 13 anos de PT, metade dos domicílios brasileiros continuam sem acesso a rede de esgoto e 30% não têm acesso a água tratada. Depois de 13 anos de PT, metade dos trabalhadores continua ganhando menos de um salário mínimo por mês, 20 milhões de pessoas ganham menos de R$ 140 e quase 9 milhões de pessoas en- contram-se na extrema pobreza com ren- da abaixo de 70 reais. Depois de 13 anos de PT, metade dos nordestinos dependem do Bolsa Família para viver. Depois de 13 anos de PT, mais de 60 mil pessoas são assassinadas por ano e a taxa de elucidação de homicídi- os chega a ser de 4% no Pará. Outros 21 estados sequer sa- bem quantos homicídios são elucidados anualmente Nunca antes na história deste país os bancos lucraram tanto quanto nos governos Lul- a e Dilma. Ambev, Eike Batista e suas empresas, JBS, Lojas Riachuelo, OAS, Odebrecht e tantas outras grandes em- presas foram infladas com dinheiro que o PT roubou dos brasileiros. O PT roubou mais de R$ 70 bilhões dos funcionários da Caixa Econômica, do Banco do Brasil, da Petrobrás e do Correi- os. Roubou mais de R$ 100 milhões de milhares de funci- onários públicos. Segundo o TCU, 578 mil contratos da Reforma Agrá- ria e mais de 1,1 milhão de cadas- tros do Bolsa Fa- míliaestavamirre- gulares. Junto com outros partidos, o PT roubou R$ 42 bilhões da Petro- brás. Éprecisore- petir: era o PT que ocupava a Presi- dência da República. Era o PT que tinha o poder das decisões. Antes de ser afastada, Dilma cortou bilhões de reais em verbas de todas as áreas. Considerando que a esquerda acre- dita que uma pequena minoria da popula- ção enriquece às custas da pobreza da grande maioria, devemos concluir que o PT foi o maior vetor de desigualdade so- cial da história desse país. Pesquisa publicada pelo IPEA mos- tra que a única parcela da população que teve aumento de renda durante o segundo mandato de Dilma foi a dos su- per ricos, pessoas com renda acima de R$ 150 mil por mês. O restante da popu- lação teve redução na renda. Os bancos, por exemplo, lucraram durante o governo Lula oito vezes mais do que no go- verno de FHC. A intervenção fede- ral na segurança pública do Rio de Janei- ro só está acontecendo porque durante 13 anos o PT ignorou a pauta, manten- do as fronteiras escancaradas para a entrada de armas compradas por crimi- nosos e incentivando a delinquência. Durante os governos do PT, a cri- minalidade explodiu nas regiões mais pobres do Brasil. No Amazonas, Ceará, Maranhão, Rio Grande do Norte, Ser- gipe e Tocantins, o número de homicí- dios aumentou 100%. No Rio Grande do Norte, o aumento foi de 232%. Como se fosse pouca culpa, Lula e o PT ainda se dedicam a atacar a Lava Jato, o que beneficia dezenas de políti- cos corruptos, incluindo o tucano Aécio Neves. O PT tem culpa até no colapso eco- nômico da Venezue- la, uma ditadura so- cialista que foi finan- ciada com emprés- timos bilionários do BNDES. O Partido dos Trabalhadores não promoveu “avanços sociais”. Os “mi- lhões de brasileiros tirados da pobreza” são um golpe de mar- keting baseado na mudança dos crité- rios de identificação de classes sociais, a partir do qual só po- de ser considerado pobre o cidadão com renda abaixo de R$ 291 por mês.. Acima disso, a pessoa já é “classe mé- dia”. Resumindo, o PT promoveu ape- nas corrupção e desperdício de dinhei- ro dos pagadores de impostos em larga escala, resultando na maior recessão da história do país e afetando principal- mente os mais pobres. Portanto, pode gritar: sim, é tudo culpa do PT! E para finalizar, se vc, depois de tudo isso ainda defende o Lula e seus crimes, vai embora desse país, vc é um inimigo da Pátria e não merece viver no Brasil! OU UM INCURÁVEL ALIENADO!” 3 Em carta exclusiva ao JB, ex-presidente garante que é candidato e acusa o governo Temer, Parente e PSDB de crime de lesa-pátria Lula: ‘O Brasil voltará a ser dos brasileiros’ Rio de Janeiro, 29 de junho de 2018 NR: É preciso ser muito cara de pau para apresentar tal declaração, por já ter cometido o crime de lesa-pátria. Internet Internet
  • 8.
    8Nº 252 -Junho/2018 8 * Ernesto Caruso *Coronel, Administrador, Membro da AHMTB Retornamos ao assun- to abordado sob o mesmotítuloem07/11/2002, 24/07/2009, relembrados em 22/08/2014 sem consi- derar o artigo “Início de um novo emba- te” (anexo) publicado no Jornal do Bra- sil em 03/01/2000, versando sobre a ati- vidade parlamentar e a ausência de mili- tares nesse mister, ao contrário dos ver- melhos terroristas que a infestaram. Assunto que com relevo tem mere- cido de algumas autoridades militares a atenção e publicação de artigos/apelos na presente corrida eleitoral — 2018 — e que se espera motive nossos colegas de farda para que votem em peso nos candi- datos militares. Importante que os candidatos que nos possam representar insiram nos rol dos seus compromissos de campanha a redução do Estado e mordomias em es- pecial nas casas legislativas que forem em- possados. Como por exemplo, no número de se- nadores (2 por estado); deputados fede- rais (420); vereadores/assessores (corte de 10, 20%); extinção do cargo de vice- prefeito nos 5.570 municípios, um cargo de expectativa que nenhum empregador faz em sua empresa. Digam não à criação de mu- nicípios sem condições de sobrevivência elevando a carga tributária sobre o contri- buinte. Repensar o custo/cabide emprego nas emissoras públicas, TV Justiça, Sena- do, Câmara. Verba de propaganda devia ser ZERO. Propaganda de governo é obra feita. Privatização das empresas públicas inoperantes e desnecessárias às exigências estratégicas. Cuidado na fragmenta-ção do território com reservas indígenas etc. Sem pretender fixar exclusivamente na necessidade de uma representação mi- litar no Legislativo, sob o aspecto corpo- rativo, do interesse pessoal, mas como im- perativo da participação do cidadão com suas peculiaridades, valores, conhecimen- tos, experiências, vivência nacional, e for- mação nos vários graus das ciências mi- litares, na administração do Estado, no segmento Poder Militar de magna impor- tância no conjunto Poder Nacional. Om- breando com civis. Os vinte anos de governos ditos mi- litares criaram essa profunda integração, que deixou de existir não só pela Consti- tuição de 1988, mas principalmente nos governos FHC/Lula/Dilma, alijando o mi- litar da condução dos destinos do país, ignorando, desprezando e perseguindo a VOTO EM MILITARclasse, com profundo reflexo no sucatea- mento das Forças Armadas, enfraqueci- mento da indústria de material de defesa, desarmamento e também na defasagem sa- larial com outras categorias de servidores do Estado. Mesquinha vingança e atitu- de revanchista como a criação da Comis- são da inverdade. Os resultados não tem sido bons. A representatividade é inexpressiva face ao que se propaga em termos de família mili- tar; na ativa em torno de 300 mil e no con- junto, fala-se em três, quatro milhões de votos (dados não atualizados). Abrir espaço nos sites dos clubes mi- litares é impositivo. Candidatos e suas pla- taformas o mais rápido possível. Abordar o assunto com antecedência que é crucial na preparação e divulgação de debates, ali- nhavando as necessidades dos militares e possíveis candidaturas com as suas propostas. Não só a questão de venci- mentos, mas assistência médica. Que os clubes militares tomem a iniciativa de per si, superando reuniões/ discussões retardatórias. A internet é o grande meio de divul- gação. Observem que a Câmara dos Depu- tados tem a Comissão de Relações Exte- riores e de Defesa Nacional,cujas atribui- ções são: a)........ b)....... c)..... d)........ e)...... f) política de defesa nacional; estudos estratégicos e atividades de informação e contra-informação; segurança pública (aflição nacional) e seus órgãos insti- tucionais; g) Forças Armadas e Au- xiliares (querem acabar com PM); admi- nistração pública militar, serviço mili- tar e prestação civil alternativa (valiosa contribuição desprezada); passagem de forças estrangeiras e sua permanência no território nacional; envio de tropas para o exterior; h) assuntos atinentes à faixa de fronteiras e áreas consideradas indispensáveis à defesa nacional (reser- va indígena em profusão); i) direito mili- tar e legislação de defesa nacional; di- reito marítimo, aeronáutico e espacial; j) litígios internacionais; declaração de guerra; condições de armistício ou de paz; requisições civis e militares em caso de iminente perigo e em tempo de guerra; l) assuntos atinentes à prevenção, fiscali- zação e combate ao uso de drogas e ao tráfico ilícito de entorpecentes; m) ou- tros assuntos pertinentes ao seu campo temático; Das 12 atribuições, 6 são militares de significativa relevância. Uma outra co- missão, designada por Comissão de Tra- balho, de Administração e Serviço Pú- blico, que tem como atribuição, entre outras, “q) regime jurídico dos servido- res públicos civis e militares, ativos e inativos”, com 41 membros.Não é por me- nos que a atividade do militar, basicamen- te referente à remuneração, está regida até hoje pela Medida Provisória 2131 de 28/12/2000, depois 2215-10. A cúpula das Forças Armadas não tem força e o Legislativo não tem repre- sentação à altura das necessidades da imensa Nação Brasileira. Por derradeiro, com o olhar nas úl- timas pesquisas com resultados favorá- veis à candidatura Bolsonaro e nas ten- tativas da mídia contra essa candidatu- ra, creio que a vitória se faz necessária no primeiro turno. Lembrar que no primeiro turno o tempo de propaganda obrigatória para Bolsonaro deve ser bem menor do que o dos outros e as redes sociais preci- sam compensar o desequilíbrio previsí- vel. O voto útil precisa garantir tal po- sição. Qualquer tentativa de voto dife- rente pode levar ao segundo turno. E, nesse caso, do PSDB/DEM (exceto pe- quena parte com Bolsonaro), ao MDB, PDT, PSOL, PT, PCB, PCO... todos os seus eleitores irão votar em Marina, Ciro Gomes ou qualquer outro. E vão contar com o semi-morto Lula que tem expressivo número de eleitores fanáti- cos. Vitoriosa a candidatura do Bolso- naro há que se pensar no suporte es- sencial à governabilidade no Senado e na Câmara dos Deputados com nos- sos militares eleitos, cumprindo os man- datos; deles não se afastando para di- reção de empresas, ministérios, etc Ou teremos mais do mesmo. O argumento de que o militar vai se misturar com gente que não presta, en- tendo não ser válido, pois que todos os que foram ordenadores de despesa e se sujaram porque são iguais a políticos corruptos e foram punidos. Quantos nos milhares que exerceram e exercem tais funções? Ou deixar que palhaços, jogadores de futebol, cantores ocupem a Comis- são de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Lembremo-nos de quantos votos jogados no lixo em pulhas que se alinharam com os bandidos, corruptos, que não levantaram a voz para defender nossos colegas, mortos, mutilados, vilipendiados que enfrentaram os comunistas/terroristas. O Brasil que eu quero https://www.youtube.com/watch?v=CQyagv08oNM Em tempos de Copa do Mundo, no Bra- sil, o “patriotismo” ressuscita. Insuflados pelos índices de audiên- cia esportiva, narradores de estações de rá- dio e televisão exaltam as virtudes dos cra- ques da seleção de futebol, tocando fun- do na autoestima dos nossos compatrio- tas. Parece que na Copa somos mais brasi- leiros e através do futebol o orgulho nos remete à obra do imortal poeta e historia- dor mineiro AFONSO CELSO – “Porque me ufano do meu país”. Fora desse período de interesse es- pecial e notadamente depois de 1985, quan- do voltaram a governar o país presidentes civis, nefasto discurso ideológico passou a vigorar em instituições de ensino, nos di- ferentes níveis da educação formal, com especial destaque no meio universitário, des- prezando valores substantivos associ- ando-os ao segmento militar. Tudo que pudesse, de alguma for- ma, lembrar ou parecer obra do regime militar, deveria ser esquecido e descartado: a liturgia de solenidades cívicas, a exal- tação dos símbolos nacionais e de heróis PATRIOTISMO, EDUCAÇÃO E DISCIPLINA* Carlos Augusto Fernandes dos Santos Parece que na Copa somos mais brasileiros e através do futebol o orgulho nos remete à obra do imortal poeta e historiador mineiro AFONSO CELSO – “Porque me ufano do meu país”. de nossa história, a retirada de OSPB dos currículos escolares, o abandono dos práti- cos uniformes estudantis e a demonização da autoridade, valores fundamentais para o desenvolvimento educacional de qual- quer nação civilizada, passaram a ser consi- derados atitudes ultrapassadas, “caretas” e conservadoras, coisa de gente antiquada e autoritária. Se observarmos as consequências pro- vocadas pelo proselitis- mo ideológico de inte- lectuais engajados e educadores no ensino Universitário, em parce- la expressiva de nossa juventude, constatamos que muitos passaram a insurgir-se e a relegar a plano secundário valo- res fundamentais para qualquer sociedade como DISCIPLINA e AUTORIDADE. As agressões e o pa- trulhamento contra professores avessos a essa prática e o desprezo por autorida- des constituídas tornaram-se corriquei- ros em nossos estabelecimentos de en- sino. Diferentemente das famosas insti- tuições de ensino superior estrangeiras, onde mestres e alunos orgulham-se de frequentá-las, nossas universidades, com raras exceções, vivem atmosfera bem dife- rente. E o que dizer, en- tão, das escolas públi- cas? Da qualidade do ensino ministrado nos primeiro e segundo graus, em comparação com os tradicionais e excelentes educandários particula- res laicos ou ligados a congregações religio- sas? Não fosse a dedica- ção de professores mal pagos, obrigados a mi- nistrar aulas em mais de uma escola a fim de manter o sustento familiar, o resultado seria mais desastroso. Entristece constatar, ainda, o des- leixo da vestimenta de alguns alunos e mestres no quotidiano escolar. Como de- senvolver um saudável “espírito-de- corpo” e incutir valores em docentes e discentes que se julgam “modernos”, tra- jando essa estranha moda? Por que aban- donamos os uniformes nas escolas pú- blicas? Com que intenção isso foi pro- gramado? Em contraste com essa vergonhosa situação, jornalistas das redes de emis- soras de TV que transmitem as partidas da Copa, nos dão exemplos distintos, apre- sentando-se impecávelmente UNIFOR- MIZADOS e com invejável “ESPÍRI- TO-DE-CORPO” e DISCIPLINA. Mos- tram a seus conterrâneos a importância da adoção permanente dos menciona- dos valores. Sem ranços ideológicos, eivados de preconceitos, torna-se um dever de mestres e educadores e uma obrigação de todos os governantes e autoridades do país dar sig- nificado às palavras que intitulam esse mo- desto texto. (Porto Alegre, 14/06) * General de Brigada 8
  • 9.
    Nº 252 -Junho/2018 9 *Graça Salgueiro * É jornalista independente, estudiosa do Foro de São Paulo e do regime castro-comunista e de seus avanços na América Latina, especialmente em Cuba, Venezuela, Argentina e Brasil. É articulista, revisora e tradutora do Mídia Sem Máscara e proprietária do blog Notalatina. *Aristóteles Drummond * Jornalista - Vice- Presidente da ACM/RJ aristotelesdrummond@mls.com.br www.aristotelesdrummond.com.br Mesmo com um saldo de 285 pessoas inocentes assassinadas pelo governo ditatorial do terrorista Daniel Ortega, o Grupo de Trabalho do Foro de São Paulo emite nota de apoio ao genocídio, não às vítimas Dizem que o fute- bol é uma paixão nacional e quando se trata de Copa do Mundo então, ninguém pensa em mais nada; o país pára. Quer dizer, nem to-dos os setores, como veremos mais adiante. A Colômbia elegeu Iván Duque seu próximo presidente da República, um conservador do partido Centro Democrático fundado pelo ex-presi- dente e senador Álvaro Uribe, que o lançou candidato, acabando com as expectativas do comuno-terrorismo que, primeiro perdeu o candidato das FARC, Rodrigo Londoño Echeverry, vulgo Timochenko, e depois, na dis- puta, Gustavo Petro, “ex-terrorista” do M-19. Mas as eleições ocorreram no dia 17/06 e os brasileiros estavam de olho na Copa. Na Nicarágua já se contabilizam 285 assassinatos promovidos por ban- dos armados (forças “combinadas” for- madas por policiais, anti-motins, para- policiais e para-militares) do governo do terrorista Daniel Ortega, desde 18 de abril, quando a população iniciou manifestações contra um decreto que aumentava a contribuição previden- ciária e pedia a renúncia de Ortega e sua mulher, Rosario Murillo que é a vice-presidente, dados obtidos até o dia 26/06 pela Associação Nicaragüen- se Pró-Direitos Humanos. Mas quem no Brasil se importa com a Nicarágua, se o Brasil está indo bem nos jogos, não é mesmo? E quanto mais os jogos avançam e a seleção brasileira vai se dando bem, ENQUANTO ISSO, NA SALA DE JUSTIÇA… mais a alienação sobre o destino da na- ção - e não de um jogo - cresce. No últi- mo dia 26, a 2ª Turma do STF - ah, a Segunda Turma… - decidiu anular a me- dida de busca e apre- ensão determinada por um juiz federal na casa do casal Glei- si Hoffmann e Paulo Bernardo, ambos do PT, por considerá- lailegal,umavezque Gleisi tem prerrogativa de foro e para o ministro Lewandowski, isso é “inad- missível” no “estado democrático de direito”. As buscas referiam-se a Paulo Bernardo que é alvo de investigações na Operação Custo Brasil. A decisão foi tomada pelos ministros Dias Toffoli, relator, Gilmar Mendes e Ricardo Le- wandowski, trio que já ficou conheci- do por trabalhar em favor da bandi- dagem. O único voto contrá- rio foi do ministro Edson Fachin, que defendeu que o foro privilegiado não se estende às casas dos parla- mentares. Disse ele: “Não acho que haja foro por prerrogativa de função a espaço físico”. E na mesma terça- feira 26, a mesma Segunda Turma do STF, aproveitando o desinteresse abso- luto dos brasileiros pelo país, decidiu por maioria mandar soltar José Dirceu, preso da Operação Lava Jato, cuja con- denação foi confirmada em 30 anos e 9 meses, após esgotar os recursos no Tribunal Regional Federal da 4ª Re- gião. Dias Toffoli, que trabalhou co- mo advogado do PT e foi alçado ao cargo de ministro do STF sem nunca ter sequer sido aprovado para o car- go de juiz de primeira instância, teve a iniciativa como relator do caso e foi, evidentemente, acompanhado pela dupla Mendes-Lewandowski. Celso de Melo não estava presente à sessão e o ministro Fachin, como sem- pre, foi voto vencido e resolveu pedir vistas. Toffoli entendeu que havia pro- blema na dosimetria da pena, argu- mento usado pela defesa de Dirceu, e como o STF vai entrar em recesso ele sugeriu que lhe fosse dado um “ha- beas corpus de ofício” até que a cor- te retome suas atividades. Mas o Brasil vai ser campeão, e nessas horas tudo no país é verde-ama- relo e há bandeiras penduradas em to- das as janelas, varandas, carros. Eita patriotada! E enquanto isso, na Sala de Justiça, os destinos do país vão sen- do traçados ao gosto e ao modo esta- belecido pelo Foro de São Paulo que não pretende comemorar uma possí- vel vitória do Brasil na Copa, mas da impunidade de seus bandidos de es- timação, e concretizar a volta de Lula eleito, inocentado de tudo. Na Sala de Justiça, os destinos do país vão sendo traçados ao gosto e ao modo estabelecido pelo Foro de São Paulo que não pretende comemorar uma possível vitória do Brasil na Copa, mas da impunidade de seus bandidos de estimação, e concretizar a volta de Lula eleito, inocentado de tudo. Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, trio que já ficou conhecido por trabalhar em favor da bandidagem. Existem homens que por índole e princípios conquista- ram o respeito e a ad- miração de todos. Pe- las lutas. Pelas posições assumidas. Pe- las opções manifestas em favor do bem comum. Pela conduta exemplar como chefe de família e estadista. Pelos luga- res, enfim, que fizeram por merecer na historia nacional. Assim foi José de Magalhaes Pin- to. Um mineiro que soube honrar o le- gado cívico de Tiradentes e correspon- der aos ideais do movimento que ilustra a historia nacional – a Inconfidência Mi- neira – servindo com entusiasmo, ide- alismo e coragem ao Brasil. Em 1943, quando vivíamos mo- mentos incertos, formou entre os sig- natários do Manifesto dos Mineiros, um dos documentos mais importantes de nossa historia contemporânea. Com a volta ao país ao regime democrático foi por diversas vezes eleito deputado fe- deral, tendo se destacado na liderança de seu partido do qual foi presidente do Diretório Nacional. Em 1960, em bri- lhante e memorável campanha foi eleito governador do Estado de Minas. MAGALHÃES PINTO É uma boa lembrança recordar que o Brasil já possuiu em seus quadros políticos um homem de sua têmpera e determinação Em 1964 articulou com os co- mandantes militares de Minas e outros governadores e chefes militares, o mo- vimento de 31 de março, do qual foi o líder civil inconteste. Seu manifesto lançado à nação marcou a arrancada para a jornada vitoriosa, no momento em que as tradições de liberdade e so- berania do país já pareciam perdidas. Ao terminar seu mandato deixou um acervo de realizações jamais igualado em seu Estado, tendo voltado ao Con- gresso com a primazia de parlamen- tar mais votado até então na historia eleitoral do país. Em 1967, por inspiração feliz do José Monteiro de Castro, General Guedes, José Maria Alkimin, Governador Magalhães Pinto, General Mourão Filho, Oswaldo Pieruccetti e Roberto Rezende então presidente Arthur da Costa e Sil- va, foi nomeado ministro das Relações Exteriores, onde deixou a marca de seu talento e inaugurou a diplomacia econômica, base da projeção brasilei- ra no comercio mundial, a que ora as- sistimos. É uma boa lembrança recordar que o Brasil já possuiu em seus qua- dros políticos um homem de sua têm- pera e determinação. Magalhães Pin- to foi um apaixonado pelo engrande- cimento de sua pátria e tudo fez pela paz e união dos brasileiros sérios, em- penhados em levar adiante a obra ini- ciada pela Revolução que sua cora- gem e obstinação tornaram realidade. E teve a seu lado homens de igual quali- dade como Oscar Correa, Rondon Pa- checo, Murilo Badaró, Orlando Vaz , Jonas Barcelos, Fabio Mota, mineiros ilustres. O desencanto da população com os poderes da República é grande. O Judiciário não se entende, assume po- sições técnicas brigando com evidên- cias e resiste a ser mais célere nas de- cisões. O Congresso mesmo em ano eleitoral não entende que tem de dei- xar claras questões que envolvem os pro- cessos ligados à corrupção. O Execu- tivo já não tem tempo para nada. A fal- ta de confiança no país no exterior é um fato. Esta safra de brasileiros, de 1964, de políticos, militares, empresários deve servir de exemplo para um pro- grama de recuperação ética, econô- mica, politica e social do Brasil, Com bom senso equilíbrio e fra- ternidade. Sem pessimismo, desta vez esta- mos mesmo perigosamente à beira do abismo! 9
  • 10.
    8Nº 252 -Junho/2018 10 * Coronel, Historiador Militar e Advogado msorianoneto@hotmail.com Cel Osmar José de Barros Ribeiro (continua) * Manoel Soriano Neto “Árdua é a missão de desenvolver e defender a Amazônia. Muito mais difícil, porém, foi a de nossos antepassados em conquistá-la e mantê-la.” General Rodrigo Octávio / 1º Comandante Militar da Amazônia (1968/1970) AMAZÔNIA – O GRANDE DESAFIO(XII) FIZEMOS ONTEM! FAREMOS SEMPRE! Indubitavelmente, a sociedade brasilei- ra está doente. As cau- sas dos seus problemas, há que reconhe- cer, são múltiplas e tem origem em uma concepção, desde o início, defeituosa. As- sim, nosso desenvolvimento vem sen- do, infelizmente, marcado pelas anoma- lias advindas dos males iniciais os quais, não sendo corrigidos a tempo, agrava- ram-se nos dias atuais. Fomos, desde o início, uma terra a ser explorada. Nossos primeiros coloni- zadores foram os degredados pela metró- pole, condenados a viver, se pudessem, entre silvícolas incultos e ferozes. Tal prá- tica, pela premente necessidade de povo- ar e defender a conquista, foi continuada por muitos e muitos anos. O colonizador que, premido por necessidades diversas se aventurava na nova terra, tinha um sonho: enriquecer e voltar à ter- ra natal. Quem não con- seguia alcançar tal ob- jetivo continuava por aqui, sempre buscando, por todos os meios e formas,tornar-seimpor- tante. A necessidade de conter a cobiça estrangeira sobre a terra descoberta levou à sua divisão em Capitanias, já então hereditárias. E tal hereditariedade atravessou os Gover- nos Gerais, a criação do Reino, o Impé- rio e encontrou sua continuação, muta- tis mutandi, na República. Assim, ao longo de pouco mais de quinhentos anos, nossa História é uma sucessão de erros e dos seus consequentes fracassos, co- mo não poderia deixar de ser. Vivemos ainda e principalmente nas áreas menos desenvolvidas, a tradição dos reinóis que tudo podiam, hoje travestidos de líde- res políticos que fazem e desfazem se- gundo seus caprichos. Tivemos um breve interregno, en- tre 1964 e 1985, quando alcançamos a posição de 8ª economia mundial. Mas o UMA SOCIEDADE DOENTE Ao longo de pouco mais de quinhentos anos, nossa História é uma sucessão de erros e dos seus consequentes fracassos. nosso desenvolvimento foi apenas um soluço e, com o advento da "constituição cidadã", em lugar de buscarmos um lugar no concerto das nações, passamos a nos preocupar com "direitos": dos presidiári- os, das mulheres, daqueles que tem dúvi- das quanto ao sexo que lhes foi dado pela natureza, das minorias étnicas etc. Preocupados com tais "direitos" e na busca de outros, em geral difusos, mais uma vez embarcamos na cultura bacha- relesca que tanto tem prejudicado o de- senvolvimento nacional. A prova está em que hoje, em tribunais disso e daquilo, juízes, promotores, advogados e bacha- réis, constituem o patamar financeiramen- te mais elevado do serviço público, em detrimento de professores, cientistas, pesquisadores e engenheiros. Quando lembramos (ou nos é lem- brado) que em 1950 a Co- réia do Sul estava, em ter- mos de desenvolvimento, atrás do Brasil, dá vonta- de de, como dizia Nelson Rodrigues,sentarnomeio- fio e chorar lágrimas de esguicho. Hoje, aquele país exporta manufaturas para o mundo, de automó- veis a telefones celulares, enquanto nos orgulhamos de possuir- mos montadoras (não fábricas) de veícu- los, etc. pesquisa recente dá conta de que 62% dos nossos jovens não mais acredita no Brasil e, com eles, boa parte dos brasileiros em idade produtiva so- nha em emigrar para outros países. Somos não há como negar, uma sociedade doente. Não conhecendo nos- so passado, o presente se nos afigura como um beco sem saída ou um túnel do qual não enxergamos a luz que marca seu final. Assim, sem o lastro proporci- onado pelo conhecimento dos erros e acertos de antanho, vagamos sem rumo no presente, tal e qual um cego em bus- ca da porta que sabe existir, mas cuja localização desconhece. Que belo futuro nos espera! Após estudarmos a problemática da imensa bacia potamográfica da Amazônia, quando assinalamos a impor- tância para a biotecnologia brasileira, do estudo dos peixes fluviais e dos micro- organismos aquáticos, também realizado por organizações internacionais que nos disputam, muitas vezes de forma fraudu- lenta, a primazia dos conhecimentos ad- quiridos, passaremos à análise de alguns aspectos da biodiversidade da região. O bioma amazônico agrega a maior floresta tropical úmida do mundo. Em sua biodiversidade, além dos rios, em especial o maior e mais vo- lumoso do universo - o Amazonas - e das águas subterrâneas do aquí- fero Alter do Chão (a Amazônia é chamada, entre outros designati- vos, de ‘O Império das Águas’, eis que detém 14% das reservas mundi- ais de água doce), lá se localizam o maior banco genético e a maior pro- víncia mineralógica do planeta. Nesta, ocorrem, entre outras, abun- dantes jazidas de ouro, terras ra- ras, cassiterita, diamante, prata e minérios estratégicos de terceira geração, como o titânio, o urânio, o nióbio, etc., nas serras minerali- zadas, ao Norte da calha do ‘Rio- Mar’ (assunto que abordaremos posteriormente). Ao contrário do que normalmente se pensa, o solo amazônico não é de pla- nícies com selvas e rios: há áreas de con- siderável altitude, além de cerrados e campos, sob um clima quente e úmido. A região integra 1/3 das reservas mun- diais de florestas latifoliadas – ou seja, de folhas largas – cortadas por incontá- veis cursos de água (acumula 2/3 de nossas reservas hidrelétricas, - a ‘mai- or caixa d’água do País’ -, como já dito em artigos anteriores). A Amazônia Le- gal Brasileira, riquíssima em água doce e minérios, abriga, outrossim, 30% (!) de todas as espécies vivas, em sua di- versidade biológica. Dezenas de milha- res de plantas foram catalogadas por cientistas - em particular botânicos bra- sileiros - mas a quantidade total está ainda bem longe de ser elencada. Toda- via, uma primeira lista foi publicada, re- centemente, pela revista “Pnas”, fruto de profícuo trabalho de cientistas nacionais e estrangeiros, dando conta da existência de 14.003 espécies, das quais 6.727 são árvores propriamente ditas. Tais árvores ‘produzem chuvas’, pois formam nuvens que são transportadas pelos ventos alíseos: são os ‘rios voadores’, fenômeno que já explicamos, à saciedade, anterior- mente. Os botânicos, de há muito, vêm tabulando os vegetais da Amazônia, por várias categorias. Registre-se que o sue- co Lineu (1707-1778) criou um sistema de identificação para cada ser vivo, com no- mes duplos latinos: assim, a castanheira, árvore alta e bela, típica da região, é a “bertholletia excelsa” (por ilustrativo, diga-se que o Exército Brasileiro instituiu uma medalha para os que serviram na Amazônia; a passadeira é carregada com castanheiras estilizadas, conforme o tempo de serviço lá prestado). A men- cionada e complexa tabulação inclui, igualmente, ervas, arbustos e epífitas - são plantas, como as orquídeas, que vi- vem em simbiose com espécies de maior porte. A propósito, ‘hileia’ é uma linda orquídea amazônica (‘hilé’ quer dizer floresta, em grego) e motivou o natura- lista, geógrafo e explorador alemão Ale- xander Von Humboldt, a denominar toda a região, de “Hileia Amazônica”. Muitas palmas para a efetivação no Ministério da Defesa, do general Silva e Luna! Tal ministério deveria ser confiado a militares! Já passou da hora de abjurarmos o vezo do ‘colonialismo ou satelitismo cultural’, de sempre macaquear tudo o que vem do estrangeiro. Viva o Brasil!!No fim da pe- quena rua ha- via um campinho de pelada e uma velha casa de ma- deira. O campo era de terra. O quintal da casa, ao con- trário, era cober- to de verde, não de grama, mas de pés de alface, tomate e cenoura. Ao cair da tarde, terminados os de- veres da escola, os meninos da redondeza se dirigiam ao campo careca. Outros, aves- sos aos estudos, já os aguardavam. Dava a impressão que moravam ali. Quem nunca aparecia eram os ga- rotos da velha casa de madeira. Eram muito pobres. O mais velho ajudava na horta e, de madrugada, acompanhava o pai na feira. Os mais novos não desgrudavam dos livros. Era comum a bola cair no meio da plantação. Quando demoravam a devolvê- la, a turminha da pelada entoava: “Japo- 1908 - BRASIL E JAPÃO ABRAÇAM O MUNDO * Hamilton Bonat (*) General de Brigada R/1, membro efetivo da Academia de Letras José de Alencar e da Academia de Cultura de Curitiba. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○○○○○○○○○○○○○○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ nês da cara chata, come queijo com bara- ta”. Se essa história não fosse dos anos cinquenta, seria válido imaginar tratar-se apenas de maldade de adolescentes, se- res sabidamente preconceituosos. Porém, era mais do que isso. A Segunda Guerra trouxera muita desconfiança em relação aos imigrantes oriundos da Alema- nha, da Itália e do Japão, os países do Eixo. Por terem sido os últimos a chegar, os japoneses e seus des- cendentes sofreram mais os seus efeitos, que se estenderiam até o pós- guerra. Muitos refugiaram-se no in- terior. Passaram a viver quase re- clusos, dedicando-se ao trabalho árduo e aos estudos. Foi um pe- ríodo difícil. Com o tempo, a aver- são foi esmaecendo. Quando o antinipo- nismo diminuiu, os sanseis estavam pron- tos para vencer. Costuma-se brincar que trinta japo- neses inscritos num vestibular represen- tam trinta vagas a menos para os demais candidatos. Isso porque, enquanto alguns dos nossos jovens preferem “morar” num campo de pelada, eles estão se preparan- do para a vida. Forçados a abandonar seus países por diferentes razões, europeus, africa- nos e asiáticos vieram aportar no Brasil. Todos enfrentaram desafios, aprenderam uns com os outros, respeitaram a diversi- dade e uniram-se na adversidade. Deixa- ram para trás antigas rixas entre suas nações e tornaram-se um só povo. Com os passageiros do Kasato Ma- ru e seus filhos não foi diferente. Hoje os encontramos em diversos setores, perfei- tamente integrados e identificados com a nossa sociedade. Portanto, o 18 de junho de 1908 tem um significado mais abrangente do que a chegada dos primeiros isseis – marca o dia em que Brasil e Japão deram-se as mãos e, fraternalmente, abraçaram o mun- do. Temos muito orgulho desses brasi- leiros. 18 de junho de 1908 - Aporta em Santos o navio Kasato Maru trazendo os primeiros imigrantes japoneses ao Brasil Somos não há como negar, uma sociedade doente. Não conhecendo nosso passado, o presente se nos afigura como um beco sem saída ou um túnel do qual não enxergamos a luz que marca seu final.
  • 11.
    Nº 252 -Junho/2018 11 * Luiz Felipe Schittini *Marco Antonio Felício da Silva *General de Brigada - Cientista Político, ex-Oficial de Ligação ao Comando e Armas Combinadas do Exército Norte Americano, ex-Assessor do Gabinete do Ministro do Exército, Analista de Inteligência - E-mail: marco.felicio@yahoo.com O Jornal Inconfidência abarca um público de várias faixas etárias, e o que mais preocupa são os jo- vens, que apresentam pe- culiaridades em suas personalidades ain- da em formação: a vontade de criar um mun- do mais justo e com menos desigualdades sociais o questionamento constante; a con- testação; a rebeldia; o modismo e a atra- ção pelo proibido, dentre outros. Vamos realizar um passeio pelo tempo, retroce- dendo até a Revolução Industrial, ocorri- da na Inglaterra durante o século XVIII. Ela não se limitou somente a um conjunto de transformações técnicas e tecnológicas aplicadas ao processo de produção de mercadorias, mas também na formação da classe operária em sua relação com a clas- se proprietária dos meios de produção, a burguesia. Nessa época surgiu o liberalismo clássico, fruto da transição do feudalis- mo para o capitalismo. Seus defensores consideravam os seres humanos como cria- turas essencialmente interesseiras, com- petitivas e independentes. Defendiam o Estado mínimo que não interferisse na vi- da das empresas e das pessoas, o atual neoliberalismo. Há também o liberalismo moderno, que envolve um Estado intervencionista e promotor de um bem estar social para o seu povo. O grande presidente e estadista norte-americano Roosevelt aplicou-o com sucesso durante a grande depressão, que ocorreu nos EUA, com a quebra da Bolsa de Valores em 1929. Conhecido como "New Deal"( Novo Tratamento) o Gover- no investiu maciçamente em Obras Públi- cas; ampliou o controle dos bancos pela União; criou um sistema federal de Segu- ro Desemprego e concedeu empréstimos OS FALSOS SOCIALISTAS a rendeiros, afim de que pudessem com- prar as suas próprias terras, dentre ou- tros. O socialismo surgiu no século XIX como um protesto contra as desigualda- des intoleráveis que acompanharam o iní- cio da Revolução Industrial. Nasceu por- tanto sob o sinal da solidariedade, da jus- tiça social e da distribuição de riquezas. Como exemplos atuais de países regidos sob a social democracia temos Portugal, Alemanha, Noruega, Suécia, Finlândia e Di- namarca. Neles há liberdade de expressão, vários partidos políticos e, principalmen- te, eleições, com os dirigentes escolhi- dos pelo povo, através do voto, que é uma característica da democracia. Em 1917 com a Revolução Russa ocorreu uma ruptura definitiva entre o so- cialismo democrático e o comunismo. Este é totalitário, ditatorial, opressor, com um par- tido único, um canal estatal e com uma per- seguição implacável contra os seus oposi- tores, retratado em inú- meras prisões e exter- mínios. Basta observar o que ocorre na Venezuela, Cuba, Coréia do Norte, Viet- nam e Laos. Os que tentaram na década de 60 implantar no Brasil uma ditadura sindica- lista e proletária, eram adeptos do comu- nismo soviético, cubano e chinês. Foram derrotados por um movimento cívico mi- litar e religioso de 31 de março de 1964. Se tal fato não ocorresse, hoje seríamos uma mega Cuba sulamericana ou o maior país comunista da América Latina. Em 1985 através da Anistia os exila- dos retornaram ao país e muitos começa- ram a exercer a profissão no magistério, onde fizeram uma grande " lavagem cere- bral" nos alunos. Hoje essas pessoas se apresentam travestidos de socialistas. Apresento duas perguntas como reflexão: 1* ) A cúpula do governo comunis- ta cubano recebe a mesma quantidade de ração alimentar que cabe a toda a popula- ção? A resposta é que os líderes políticos cubanos e seus familiares vivem em uma bolha, quando comparado com o resto do povo. Há um mercado popular onde a po- pulação geral compra e um mais caro e com muito mais gêneros alimentícios, onde a população especial (integrantes do governo comunista e estrangeiros com- pram). Estes possuem ca- sas e apartamentos em con- domínios fechados, TV a cabo e não vão para os hos- pitais públicos que aten- dem normalmente o povo cubano. Não há eleições presidenciais desde 1948. Existe uma Polícia Políti- ca e o Partido Comunista que reprime violenta- mente qualquer movi- mento de oposição política contra o go- verno. Há centenas de presos políticos que não tiveram nenhum direito à defe- sa. Não existe Direitos Humanos em Cuba. Há também um bloqueio interno do governo ditatorial comunista, para evi- tar que qualquer cubano progrida econo- micamente. 2*) Por que os dirigentes do parti- do comunista da antiga União Soviética tinham casas de campo com lareiras super aconchegantes, saunas, adegas e o res- tante do povo era submetido aos rigores do inverno russo? A resposta é que a cú- pula do governo comunista mantinha re- galias diferenciadas do restante da po- pulação. O bolivarianismo capitaneado pela Venezuela é o novo socialismo do século XXI, que nada mais é do que um comunismo latino americano, onde há restrições à liberdade de imprensa, um antiamericanismo tosco e um apoio in- condicional à ditadura cubana, como o Grande Timoneiro de La Revolucion na América Latina. Na teoria marxista-leni- nista o socialismo é uma etapa para se atingir o comunismo. O comunismo é uma grande uto- pia pois existe desigualdades sociais gri- tantes entre o povo e seus dirigentes. O lema do nosso jornal: "As Forças Arma- das têm o dever sagrado de impedir a qual- quer custo a implantação do comunis- mo no Brasil" nunca esteve tão atuali- zado e coerente com a atual situação po- lítica vigente. Portanto todo cuidado é pouco, pois os lobos (comunistas) estão escondidos sob a pele de cordeiros, intitulando- se como socialistas. O ideal para o nosso país é a Liberal Democracia do século XXI, que reconhece a colossal capacidade produtiva das economias de mercado e as- sume o compromisso fraterno de dar opor- tunidades, ajudar aos mais pobres, erradicar a miséria, e que haja liberdade de expressão e eleições livres, onde o povo possa esco- lher os seus devidos representantes. Que nas eleições de outubro saiba- mos identifica-los e afasta-los definitiva- mente da vida política e pública do nosso país! O comunismo é uma grande utopia pois existem desigualdades sociais gritantes entre o povo e seus dirigentes. * TEN CEL PMERJ Instrutor de Deontologia, Chefia Militar, Gestão de EM e Trabalho de Comando das Academia de Polícia Militar D. João VI e Escola Superior de PM no período de 200à 2012. Lula e Fidel = Foro de São Paulo O SARCASMO DOS DEUSES Nem mesmo o mais medíocre dos in- divíduos poderá negar que o Brasil jamais enfrentou desastrosa situação de cunho moral, ético e cívico, como a atual, base da mais grave crise política, psi- cossocial e econômica-financeira de to- dos os tempos. O Estado, dito Democrático de Di- reito, o Governo, pretensamente republi- cano, e suas instituições estão apodreci- dos, permeados por intensa corrupção e aparelhamento ideológico, contrariando os princípios fundamentais que os norteiam. Os sucessivos governantes não serviram ao País. Dele se serviram e, ainda, se ser- vem!!!!!! A Nação encontra-se ferida de mor- te. A maioria dos cidadãos, de maneira ge- ral, não se sentem representados pelos políticos que elegeram e não confiam no Poder Judiciário aparelhado e, também, corrompido por interesses diversos, no qual ministros do Supremo Tribunal Fe- deral (STF) rasgam a Constituição, batem cabeças, e se ofendem publicamente. O STF, que deveria ser fator de es- tabilidade pela segurança jurídica que deveria oferecer, é fonte continuada de In- segurança jurídica. Contesta, incluso, o que já foi aprovado pelo mesmo STF ou aquilo que está escrito na Lei Magna. Exemplos marcantes são colocados perante a opi- nião pública e, principalmente, proveni- entes da atuação da denominada “Segun- da Turma”, responsável por decisões na qual pontificam os ministros Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Lewandowisk. São estes os deuses do sarcasmo. Interpretam a lei à revelia do que é claramente correto e da opinião da maioria da população esclare- cida, esta tratada como idiota. Se tais mi- nistros erram por ação, os demais ministros, lenientes, erram por omissão. Recentemen- Contribuir para a defesa da Democracia e da liberdade, traduzindo um País com projeção de poder e soberano, deve ser o nosso NORTE! te, entre outras aberrações, soltaram um dos maiores bandidos deste País, o petista José Dirceu, sem foro privilegiado, condenado em segunda instância e preso. Invocaram que este somente poderia ser preso após ter recorrido às instâncias superiores. O que não é realidade, pois, a interposição de tal recurso somente ocorre para aque- les com foro privilegiado. A ilegitimidade dos poderes institu- cionais cresce com a revelação continua- da de crimes cometidos por seus integran- tes e por conchavos e posturas inaceitá- veis. Após o imenso esforço da “Lava Ja- to”, que a “Segunda Turma” tenta desmoralizar e anular o respectivo trabalho, tradu- zido por numerosas investi- gações, denúncias e conde- nações, os jornais atuais no- ticiam a investigação do Mi- nistro do Trabalho, alçado a tal função para dar cobertu- ra e continuidade a ações de cunho criminoso. O Presidente, Comandante Supre- mo das FFAA (Forças Armadas), junta- mente com auxiliares diretos, foi denunci- ado por corrupção passiva e, após, também, como chefe de quadrilha criminosa e por obstrução à Justiça pelo PGR. Isso, a par- tir de inúmeras delações e investigações. As denúncias foram recusadas pela CCJ da Câmara. Para tal, escassos recursos públicos, segundo o publica- do, foram usados em conchavos para a compra de apoio político. Agora, no- vas denúncias atingem o Presidente. O sentimento de insegurança da população é generalizado. O crime orga- nizado controla, pelo País, verdadeiros narco-estados. A juventude está sendo destruída pelas drogas e a sociedade fra- turada por políticas governamentais, co- mo a de gêneros, implantadas pelos lulo- marxistas, gramscistas e trotskistas do PT e ativistas do ilegal Foro de São Paulo (III Programa Nacional de DH/ governo Lula ) e, ainda, não erradicadas. A economia mostra índices peri- gosos. Dívida pública na casa dos 5 (cin- co) trilhões, sendo a interna muito maior do que a dívida externa; Déficit fiscal alar- mante, recessão, desemprego acima de 14 milhôes de trabalhadores, crescimento da informalidade (logicamente, a inflação tem que estar baixa). Serviços básicos, como Saúde e Educação, e a infra- estrutura do País em comple- ta deterioração. Investimen- to zero. País à venda, incluso o que tem de melhor, colo- cando em risco a Soberania e interesses estratégicos, co- mo no caso de Alacântara, negociada por Presidente ile- gítimo, para apurar migalhas que se esva- em na má administração e por políticos corruptos. A “Operação Lava Jato”, um ponto fora da curva, levada a efeito por um pu- nhado de brasileiros capazes, corajosos, idealistas e patriotas, comprova, a cada operação realizada, que a pequena ferida inicial é, em verdade, um câncer com me- tástases infindáveis. A instabilidade política, econômica e psicossocial é visível e a corrupção avas- saladora. Assim, isenção perante tal situ- ação não pode existir. Se há uma grande parte podre, que coloca em risco a sobe- rania da Nação, cabe às FFAA combate- la e destruí-la, inde- pendentemente de grandes multidões, diariamente, em pro- testo nas ruas. A legitimida- de, também forma de valoração da legalida- de, é fator fundamental para o sucesso da ação de quaisquer FFAA. Traduz o apoio da população e a crença de que a Nação, sobe- rana, está protegida. Entretanto, esta come- ça a ser colocada em discussão. A legitimi- dade, também, se deteriora pela aparente ausência de vontade e decisão políticas, tendo em vista a intervenção constituci- onal, que se faz tardia e para lá de neces- sária para a maioria da população. A legalidade de uma intervenção constitucional, pelas FFFA, está mais do que aprovada e comprovada por juristas de renome. Não cabem, nesta situação, raivi- nhas imaturas e originárias de manifesta- ções contrárias aos governos militares no início dos anos 80. Não cabem, tam- bém, comparações com o contexto exis- tente em 64. O STF, a agravar, rompeu o Direito Constitucional, possibilitando que os inte- grantes do Congresso, denunciados pelo Ministério Público, apesar do corporativismo, sejam julgados pelo Parlamento, ficando à margem do Poder Judiciário. Tal decisão coloca em risco a efi- cácia da Operação Lavajato, responsá- vel pela investigação, denúncia e puni- ção da maioria dos políticos processados por diferentes crimes E o País continua perigosamente à deriva!!! A Nação encontra-se ferida de morte e não confia no Poder Judiciário aparelhado e, também, corrompido por interesses diversos, no qual ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) rasgam a Constituição, batem cabeças, e se ofendem publicamente.
  • 12.
    8Nº 252 -Junho/2018 12 ACADEMIA BRASILEIRA DE DEFESA Pro Patria PALESTRA DO GENERAL LESSA E POSSE DO GENERAL MOURÃO O Acadêmico Gen. Lessa durante a palestra O Gen. Mourão, já como Acadêmico, dirigiu-se a seus confrades da Academia Brasileira de Defesa e aos demais convidados que nos deram a honra de comparecer O Presidente da ABD, Acadêmico Luis Mauro, pediu ao Vice- Presidente da Academia, Acadêmico Brion, que entregasse ao Palestrante, Acadêmico Gen. Lessa, o diploma de agradecimento por participar das atividades culturais da Instituição No dia 14 de junho de 2018, a Aca- demia Brasileira de Defesa reali- zou duas atividades importantes no Sa- lão Marechal Marcio Souza e Mello da Sede Central do Clube de Aeronáutica: uma palestra sobre o instigante tema “Amazônia,umDesafio”,proferidapelo Acadêmico Gen.-Ex. Luiz Gonzaga Schroeder Lessa e a posse do Gen.-Ex. Antonio Hamilton Martins Mourão, como Acadêmico Per- pétuo Fundador da Aca- demia Brasileira de De- fesa. Depois da cerimô- nia, os membros da ABD participaram de uma Reu- nião Plenária Festiva e de um almoço de con- fraternização com o no- vo Acadêmico, no Sa- lão Nero Moura, tam- bém, do Clube de Aero- náutica. Entre as ilustres presenças, destacamos o Alte.-Esq. Alfredo Karam, Ex-Mi- nistro da Marinha; o Prof. João Ri- cardo Moderno, Presidente da Aca- demia Brasileira de Filosofia e o Es- critor e Poeta Carlos Nejar, membro da Academia Brasileira de Letras, todos Acadêmicos da ABD. Igualmente, distinguimos o Pre- sidente do Clube Naval, V.Alte. Rui Elia; o Presidente do Clube de Aero- náutica, Maj. Brig. Marcus Vinicius, que teve a gentileza do nos ceder o ex- celente auditório para a realização dos eventos; o Presidente eleito do Clube de Aeronáutica, Maj.-Brig. Perez; o Cel. Amerino Raposo Filho, Ex-Comba- tente e Presidente de Honra do Centro Brasileiro de Estudos Estratégicos (CEBRES), uma das Instituições patro- cinadoras da palestra, cujo Presidente, o Brig. Helio Gonçalves, não pode com- parecer, por motivo de saú- de; o Gen. Lajoia, membro da Comissão Interclubes Militares; o Gen. Andrade Nery; o Dr. Ivan Mathias, Médico, Professor Titular da UERJ; o Cel. Gilberto, representante do Clube Mi- litar; o Cel. Av Alberto Siaudzionis e sua esposa; o Cel.-Av.Santoro,Presiden- te do Partido Nacionalista Democrático; e o Maj. Av. Gustavo Albrecht, Presidente da Asso- ciação Brasileira de Pilotos de Aerona- ves Ultraleves. Finalmente, ressaltamos a pre- sença dos seguintes Acadêmicos: Prof.ª Aileda, Prof. Brion; Cel. Av. Gonçal- ves; Dr. Herman; Prof. Marcos Coim- bra; Ten. R2 Monteiro. e Alte. Tasso. Aplaudido pelo Brig. Marcus Vinicius, Presidente do Clube de Aeronáutica, e pelos demais presentes, o Gen. Mourão recebeu do Presidente da ABD, o Acadêmico Luís Mauro, o seu Diploma de Acadêmico Perpétuo Fundador Em 2015 lançamos uma camiseta preta com os dizeres “Luto pelo Brasil – Quero um País sem cor- ruPTos” e a Bandeira Brasileira em cores, alcançando grande sucesso de vendas pela internet e nas manifesta- ções acontecidas na Praça da Liberda- de. Eram 2 mil, nada restando. A fina- lidade principal de seu uso é a iden- tificação dos usuários nas manifesta- ções de rua, evitando intrusos e “black- blocs”. A venda de camisas na Praça da LiberdadeEste Editor, com o filho Carlos Euclides e o neto Pedro A frase principal tem duplo sentido“LUTO” do verbo lutar e “LUTO”, sentimento de pesar pelo que vem acontecendo em nosso país. Como temos recebi- do pedidos para adquiri- las, resolvemos novamen- te confeccioná-las. Como comprar? Nos locais das manifestações que se realizarem futura- mente, nas reuniões/palestras do Grupo/ jornal Inconfidência e pela internet. Em Belo Horizonte, façam o pedi- do pelo telefone deste jornal 3344-1500 ou pelo e-mail jornal@jornalinconfidencia. com.br. Semanalmente serão entregues em local previamente combinado – No Círculo Militar de Belo Horizonte ou na Praça da Liberdade em data e horário devidamente acertados, ao preço uni- tário de R$20,00 e informando o tama- nho desejado. Para os interessados de outras ci- dades/estados exclusivamente pelo e- mail, na quantidade mínima de 05 cami- setas. Ao fazer o pedido, deverá ser informado o endereço completo do des- tinatário e o comprovante do valor de- positado no Banco do Brasil agência 2655-7 c/c 28172-7 correspondente à quantidade de camisetas e mais o valor da remessa postal
  • 13.
    Nº 252 -Junho/2018 13 *Aileda de Mattos Oliveira *Professora Universitária, ESG/2010, Doutora em Língua Portuguesa, ADESG 2008, Acadêmica Fundadora da Academia Brasiliera de Defesa e Membro do CEBRES ailedamo@gmail.com País indecifrável! Convivem sob o mes- mo teto e respiram o mesmo ar os criminosos e os não criminosos; os cor- ruptos e os não corruptos, formando to- dos uma irmandade moralmente promís- cua. Por essa razão, continuam a desfilar pelos corredores das, outrora, "Casas da República", lado a lado, a pior estir- pe da ladroagem pública e aqueles que os aceitam e com eles são coniventes. Triste país de párias políticos, de trai- dores, de deletadores das passagens marcantes da História Nacional! Esse é o motivo por que temos que trazer sempre a público, fatos que a escó- ria política deseja que esqueçamos. Há cinquenta anos, precisamente, dia 26 de junho de 1968, a guerrilheira Dilma, direta ou indiretamente, com ou- tros sequazes de sua facção terrorista, VPR – Vanguarda Popular Revolucio- nária, eliminou, co- vardemente, o jovem militar que cumpria a sua missão de senti- nelano,então,IIExér- cito,em SãoPaulo.O artefato,deixado,cri- minosamente,nocar- ro com o qual força- ram a invasão do quartel, explodiu, le- vando pelos ares o soldado Mário Kozel Filho, que cumpria o seu dever com a Pá- tria, palavra que a celerada desconhece por submeter-se à escravidão de uma ide- ologia sanguinária. Este é o Brasil! Indigitado país, que sustenta em seu seio, uma casta de dege- nerados, subordinados ao dinheiro des- viado dos serviços públicos, a fim de pô- lo (o país) no limbo da ignorância que se estampa na estupidez da pseudointelec- tualidade que domina as instituições, an- tes, frequentadas por homens cultos, es- tadistas. Atualmente, são esses miserá- veis parasitas dos cofres do Estado que determinamasdiretrizeseducacionaispelo caminho curvo e turvo das parvas ideias paulofreirianas e as do filósofo presidiá- rio,Gramsci. Promovido a Sargento, post mor- tem, o indigitado militar foi destroçado com a violência da explosão causada pela insânia de antropoides que venderam as suas almas a países ateus, destituídos de quaisquer resquícios de moral e de ética, o que significa desrespeito total à vida humana. Esses idiotas-úteis que serviram e ainda servem a governantes criminosos, daqui e de outros antros, lançaram a se- mente da discórdia entre nós, dissolve- ram a família, prostituíram a educação, RELEMBREMOS O JOVEM MÁRIO KOZEL FILHO Não encontrou ninguém, a não ser a morte, em forma de uma carga de material explosivo, deixada, intencionalmente, pelos marginais de esquerda que, assim, retribuíram a solidariedade, jogando-o pelos ares, satisfazendo-se sadicamente em tirar a curta vida de um jovem, atingindo, no âmago, a harmonia do seu núcleo familiar. incentivaramadiscriminaçãoraciale,ain- da, ocupam o Congresso, a Presidência da República, conluiam com o STF e con- tinuam se vendendo em troca da entrega do país à desmoralização total das insti- tuições, para atingir o objetivo final: a se- cessão da unidade político-territorial. Essa serviçal da esquerda interna- cional tem que pagar pelo seu ato de sel- vageria! Porém, ao contrário, são postos à sua disposição carros oficiais, servido- res para lhe satis- fazeremasexigên- cias descabidas, viagens ao exte- riorpara,tartamu- deando, criticar o país que lhe paga as mordomias e os privilégios. Tudo mais que o comunismo retira dos contri- buintes é para usufruto próprio e de seu bando de lacaios e de familiares. Renovo, como faço todos os anos, a lembrança do soldado Mário Kozel Filho, herói de uma luta que mal enten- dia e que foi lançado pelos ares por frios assassinos, por tentar socorrer uma pos- sível vítima, seu inimigo, do choque do carro com o muro do quartel. Não en- controu ninguém, a não ser a morte, em forma de uma carga de material explosi- vo, deixada, intencionalmente, pelos marginais de esquerda que, assim, retri- buíram a solidariedade, jogando-o pe- los ares, satisfazendo-se sadicamente em tirar a curta vida de um jovem, atin- gindo, no âmago, a harmonia do seu núcleo familiar. Espera-se que o seu nome seja estampado na fachada de uma escola de Ensino Fundamental, mas, certamente, já ocupa um lugar destinado aos jovens heróis no Panteão do Alto, iluminado e em paz! Atentado terrorista ao QG do II Exército - 26/06/1968, corpo destroçado do soldado Mario Kosel Filho Na madrugada fria e nublada do dia 26 de junho de 1968, no Quartel General do II Exército, o silêncio e a tranqüilidade eram visíveis. Oficiais, sargentos e soldados dormiam e des- cansavam. Nos seus postos, as senti- nelas estavam atentas, zelando pela vida de seus companheiros e protegendo as instalações do QG, pois o período era conturbado. As guaritas estavam guar- necidas por jovens soldados que, aos 18 anos, cumpriam com o dever, pres- tando o serviço militar obrigatório. Todos per- tenciam ao efetivo do 4º RI e se apresentaram nos primeiros dias de janei- ro. Durante a instru- ção, eram continuamen- te alertados a respeito da situação que o País atravessava. Sabiam que nessas ocasiões os quartéis são muito vi- sados, como possíveis alvos para as ações ter- roristas. Além disso, todos foram aler- tados e souberam dos detalhes do as- salto ao Hospital Militar, pois as víti- mas eram seus colegas do 4º RI, unida- de do Exercito onde servia Lamarca, que já pertencia à VPR. Quando assumiram o serviço de guarda no QG, foram instruídos quanto aos procedimentos em caso de um ata- que às instalações do quartel. Todos estavam tensos e ansiosos. Mal sabiam que um grupo de dez terroristas, entre eles duas mulheres, rodava em um pe- queno caminhão, carregado com 50 qui- los de dinamite, e mais três Fuscas, na direção do QG. Tinham a missão de causar vítimas e danos materiais ao Quar- tel General. Por medo e por covardia, não tiveram a coragem de atacá-lo de outro modo que não fosse por um ato de terror. Seguiam os ensinamentos de um de seus líderes, Carlos Marighella que, no seu Minimanual do Guerrilheiro Ur- bano escreveu: “O terrorismo é uma arma a que jamais o revolucionário pode renunci- ar.” “Ser assaltante ou terrorista é uma condição que enobrece qualquer homem honrado.” Às 4h30, a madrugada estava mais NÃO DEVEMOS ESQUECER! Historiador Carlos Ilicht S. Azambuja fria e com menos visibilidade. Nessa hora, uma sentinela atirou em uma ca- minhonete, que passava na Avenida Ma- rechal Stênio Albuquerque Lima, nos fundos do QG, e tentava penetrar no quartel. Desgovernada, batera, ainda na rua, contra um poste. As sentinelas viram quando um homem saltou desse veículo em movimento e fugiu corren- do. O soldado Edson Roberto Rufino disparou seis tiros contra o veículo. O soldado Mário Kozel Filho, pensando que se tratava de um acidente de trân- sito, saiu do seu posto com a intenção de socorrer algum provável ferido. Ao se aproximar, uma violenta explosão provocou destruição e morte num raio de 300 metros. Passados alguns minutos, quan- do a fumaça e a poeira se dissiparam, foi encontrado o corpo do soldado Kozel totalmente dilacerado. O coronel Eldes de Souza Guedes, os soldados João Fernandes de Souza, Luiz Roberto Juliano, Edson Roberto Rufino, Henrique Chaicowski e Ricardo Charbeau ficaram muito feridos. Consumava-se mais um ato terro- rista da VPR. Os estragos só não foram maiores porque a caminhonete, ao bater em um poste, parou e não penetrou no quartel. O soldado Mário Kozel Filho mor- reu no cumprimento do dever e foi pro- movido a sargento após a sua morte. O Exército Brasileiro, numa justa home- nagem, colocou o seu nome na praça prin- cipal do QG do antigo II Exército, hoje Comando Militar do Sudeste, e na Or- dem do Mérito Militar. Participaram deste crime hedion- do os terroristas Diógenes José de Car- valhoOliveira(o Dió- genes do PT). Wal- dir Carlos Sarapu, Wilson Egídio Fava, Onofre Pinto, Eduar- do Coleen Leite, José Araújo da Nóbrega, Oswaldo Antônio dos Santos, Dulce de Sou- za Maia, Renata Fer- raz Guerra Andrade e José Ronaldo Tava- res de Lima e Silva. (Com dados extraídos do site averdadesufocada.com) ESQUECER, TAMBÉM É TRAIR! ATENTADO TERRORISTA AO QUARTEL GENERAL DO II EXÉRCITO 26 DE JUNHO DE 1968 - 50 ANOS Destroços do carro-bomba e artefatos de fabricação caseira encontrados no local da explosão Publicado no Inconfidência nº 240 de 30 de junho de 2017
  • 14.
    8Nº 252 -Junho/2018 14 ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DO ESTADO DE SÃO PAULO (ALESP) REVERENCIA O 3º SARGENTO MÁRIO KOZEL FILHO, NO CINQUENTENÁRIO DE SUA MORTE No dia 18 de junho próximo passado, a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (ALESP), por iniciativa do deputado estadual, coronel PM Paulo Adriano Telhada, promoveu uma Sessão Solene, comovente e memorialista, presi- dida pelo dito parlamentar, em que reve- renciou o 3° sargento (promovido ‘post mortem’) Mário Kozel Filho. Este militar, há cinquenta anos, em 26 de junho de 1968, na prestação do serviço militar ini- cial, teve a sua vida ceifada por facino- rosas e malditas bestas-feras do terroris- mo comunista, o mesmo de novembro de 1935, sob outras formas de ação. O jo- vem soldado, vítima indefesa de fanáti- cos e ignóbeis celerados, faleceu, he- roicamente, quando de sentinela ao portão lateral do quartel do então II Exército, tendo o corpo estraçalhado por explosivos - 50 kg de dinamite - trans- portados em um pequeno caminhão que foi arremessado contra o aquartelamen- to. A autoria do bárbaro, covarde e trai- çoeiro atentado deveu-se à organização subversivo/ terrorista ‘Vanguarda Popu- larRevolucionária’(VPR), à qual, é relevante que se diga, pertencia a ex-presi- dente Dilma Roussef. En- tre outros, o deputado co- ronel Telhada enalteceu, com muita emoção, a me- mória de Kozel Filho. Estiveram presentes ao histórico evento, o Co- mandante Militar do Su- deste (CMSE), general de Exército Luiz Eduardo Ra- mos Baptista Pereira (que, ao usar da palavra, pres- tou importante depoimen- to referente à brutal chacina perpetrada pela VPR) e seus oficiais-generais, famili- ares do homenageado, deputados, signi- ficativos segmentos da sociedade pau- listana, além de representações militares das Forças Armadas e da Polícia Militar de São Paulo. As bandas de música do Exército e da PM/SP, em conjunto, toca- ram a ‘Canção do Exército’, cantada, com vibração, por todos os presentes. A Solenidade, sem dúvidas, consti- tuiu-se em um memorável e justo preito de reverência, gratidão e respeito a esse herói de nosso Exército, 3° Sargento MÁRIO KOZEL FILHO, que merece ser lembra- do “ad perpetuam rei memoriam” ... O Comandante Militar do Sudoeste, General de Exército Ramos faz uso da palavra Mesa Diretora da Assembleia, composta por autoridades e presidida pelo deputado Coronel Telhada, tendo à sua direita o general Ramos, Comandante Militar do Sudeste Aspecto do plenário da ALESP OGrupo Santa Bárbara e o Memorial do 10º Grupo de ART 105mm que se localizam em Fortaleza/CE comemoraram o dia da Artilharia- 10 de Jun- com uma Solenidade Militar e Social, à noite de 15 Jun- 6ª feira, no Aquartelamento General Tibúrcio, no bairro de Fátima, nesta cidade. A solenidade, promovida pelo Gen-Div Cunha Mattos, comandante da 10ª RM, e coordenada pela Grupo Santa Bárbara, foialvo de muitos elogios. Durante o evento destacaram-se a SALVA DE TIROS da Bateria Sagrada, o DESFILE MILITAR dos Antigos militares do Grupo GENERAL MANOEL THÉOPHILO e a entrega das Condecorações e Certificados de Diplomas de AMIGOS do Memorial. Foram condecorados com a MEDALHA MALLET- a mais alta DISTINÇÃO da ART, os Generais-de-Exército, antigos membros do ALTO COMANDO do EB, Generais FERRAREZI e GUILHERME THÉOPHILO, este último pré- candidato ao governo do estado do Ceará. Noite de muita VIBRAÇÃO. COMEMORAÇÃO DO DIA DA ARTILHARIA EM FORTALEZA Cel Rui Pinheiro Silva Formatura dos artilheiros e do Grêmio Mallet do CMF Gen Ferrarezi no Comando do desfile Aposição de flores no busto de Mallet Cel Silva Netto (Pres. GSB), Gen Ferrarezi, Gen Cunha Matos (Cmt da 10ª RM) e Gen Guilherme Théophilo Oficiais Generais agraciados como "Amigos do GBS" Gen Cunha Matos cumprimenta Gen Ferrarezi Gen Guilherme Theóphilo vibra com a Medalha Mallet.
  • 15.
    Nº 252 -Junho/2018 15 Alunos do Colégio Militar de Brasília observam o roteiro da FEB plotado, em tamanho ampliado, no piso do local da Exposição “Conspira contra sua própria grandeza, o povo que não cultiva seus feitos heróicos” FEB - FORÇA EXPEDICIONÁRIA BRASILEIRA *Marcos Moretzsohn Renault Coelho Um verdadeiro baú de recordações foi aberto em 17 de maio no hall de entrada do Palácio do Planalto, com a inauguração da exposição Entre a Saudade e a Guerra, que reúne documentos, cartas e fotos sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. O presidente Michel Temer, o ministro da Defesa, general Silva e Luna, o ministro de Segurança Institucional, general Etchegoyen, o comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Eduardo Bacellar Leal Ferreira e o comandante da Aeronáutica, Tenente Brigadeiro Nivaldo Rossato, participa- ram da cerimônia de abertura da mostra, que contou também com a presença do coronel Nestor da Silva, veterano da campanha da Itália. “Senti um prazer imenso de ver uma ho- menagem tão bonita no Palácio do Planalto, com a presença do senhor presidente da Repú- blica, para homenagear aqueles que, como eu, participaram da Força Expedicionária Brasilei- ra [FEB] e lutaram nos campos de batalha na Itália. Lembro de tudo, tenho toda a história da guerra na cabeça”, disse o coronel, que tem 101 anos. Temer e o coronel Nestor da Silva cami- nharam pela exposição, vendo fotos e cartas que eram enviadas e recebidas pelos soldados brasileiros durante a guerra. “Entre outras coisas, essas exposições nos trazem a memória do passado e dos atos he- roicos que o Brasil por, meio dos seus nacio- nais, praticou na Itália. É uma grande honra contar com a participação do veterano da Força Expedicionária Brasileira. O sa- crifício dos nossos pracinhas sempre há de inspirar em nós um profundo senti- mento de respeito”, disse o presidente. Em discurso, o ministro da Defesa exaltou o sacrifício dos militares brasileiros durante o período que passaram em território italiano. “Esses bravos soldados con- tribuíram de maneira decisiva com o esforço de guerra dos aliados. Com as ex- pressivas vitórias de Montese e Monte Castelo, entre outras, abrindo assim o pros- seguimento para a vitória final. Na vitória, trataram com bondade e respeito mi- lhares de bravos prisioneiros de guerra alemães, preservando-lhes a vida e a auto- estima.” ORGULHO Um dos convidados para a abertura da exposição era Leonardo Sampaio. Debruçado diante de uma das vitrines, nada indicava a relação íntima que Leonardo ENTRE A SAUDADE E A GUERRA * Presidente da Associação Nacional dos Veteranos da Força Expedicionária Brasileira – Regional BH - Membro da Academia de História Militar Terrestre do Brasil - Sócio Correspondente do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil - Pesquisador Associado ao CEPHiMEx tinha com as cartas expostas diante dele. “Essa é minha avó”, puxou, orgulhoso, conversa com o re- pórter. “Sinto um or- gulho imenso. Mui- ta satisfação de ver a história dos nossos heróis ser lembrada dessa forma.” A avó de Leonardo, Aracy Arnaud Sampaio, era tenente da FEB e foi enviada à Itália para servir como enfermeira. Ela recebia cartas de parentes e amigos do Brasil. Quando voltou do seu período na Europa, Aracy adquiriu o hábito de pas- sar a limpo as cartas que trouxera consigo. Uma das cartas que a tenente Aracy recebeu foi de sua amiga Clarita. “Acredite, cara amiguinha, na sinceridade de minha admiração e no desejo ardente de vê-la novamente aqui, a contar-nos os vários episó- dios de sua nobre aventura, com a naturalidade dequemrelataumfilme.Vocêébemcapazdessa naturalidade, pois ela é bem própria das heroí- nas”, diz um trecho da carta, enviada em 24 de fevereiro de 1945. Organizada pela Presidência da Repú- blica, por intermédio da Secretaria-Geral, da Diretoria de Documentação Histórica e do Gabinete de Segurança Institucional, a mos- tra fica aberta ao público de 18 de maio a 5 de julho, inclusive nos fins de semana, e tem en- trada gratuita. Para ter acesso à exposição, é necessário realizar agendamento on line. Os horários de visitação de terça a sex- ta-feira são às 10h, 11h, 14h e 15h. Nos fins de semana, as visitas serão às 9h, 10h, 11h, 12h, 13h e 14h, sempre em grupos de 35 pessoas a cada hora. A exposição conta com monitores para orientação aos visitantes. FICHA TÉCNICA DA EXPOSIÇÃO Idealização: Secretaria-Geral da Presidência da República, Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República e Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. Projeto Museográfico: Profa.Dra. Monique Magaldi – FCI/UNB, Profa. Ms. Silmara Kuster de Paula Carvalho – FCI/UNB, Raniel Fernandes – CAL/UNB. Pesqui- sa: Cláudio Skora Rosty – CEPHiMEx, Marcos Moretzsohn Renault Coelho – Museu da FEB/BH, Rudolf Pfeilsticker – Museu da FEB/BH, Said Zendin – Museu do Expedicionário/PR e Museu dos Correios – Revista Postais nº 6, 7 e 8. O acervo exposto faz parte de diversas coleções públicas e privadas do Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Texto original de Marcelo Brandão – Repórter da Agência Brasil, adaptado para esta edição. Sr. Henrique de Paula Pinto, Sra. Socorro Sampaio, Vet. Nestor da Silva e filha do Vet. Leonardo de Leo Autoridades presentes na solenidade de abertura da Exposição Familiares do Vet. Leonardo de Leon e o Sr. Henrique de Paula Pinto posam ao lado do emblema ampliado Vista de parte da Exposição
  • 16.
    8Nº 252 -Junho/2018 16 JORNAL INCONFIDÊNCIA 3ª Parte Assuntos Gerais e Administrativos Estas revistas podem serem encontradas nos seguintes locais: 1 - Banca de Jornais na Av. Olegário Maciel, 1741, em frente ao Hotel Platinum, em Belo Horizonte/MG 2 - Martins Livreiro - Rua Riachuelo, 1291 Centro - Porto Alegre/RS - 3 - jornal@jornalinconfidencia.com.br Assinatura anual A. VIA POSTAL - Recortar (ou xerocar) e preencher o cupom abaixo, anexando cheque bancário nominal e cruzado, no valor de R$ 150,00, em favor do Jornal Inconfidência e remetê-los para para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia – CEP 30360-690 – Belo Horizonte – MG - Não enviar dinheiro. B. VIA BANCÁRIA - Depositar ou transferir para o Banco do Brasil o valor de R$150,00 – agência 2655-7 - c/c 28172-7 e por e-mail, enviar o quadro preenchido e o comprovante do pagamento para jornal@jornalinconfidencia.com.br, e ainda o cupom citado e o xerox do pagamento para Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia - CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG. C. Valores superiores serão muito bem recebidos. D. Informações - e-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br. Fone: (31) 3344-1500 E. Renovação da Assinatura – a cargo do interessado (idem providências acima). ATENÇÃO: Verifique no canto inferior direito da etiqueta de endereçamento postal, o mês/ano do vencimento. E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!!E RENOVE!!! PROFISSÃO/POSTO/ GRADUAÇÃO: NOMECOMPLETO: ENDEREÇO: BAIRRO: CEP: CIDADE: UF: E-MAIL: TEL: Autorizo a publicação do meu nome SIM NÃO ASSINAASSINAASSINAASSINAASSINATURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDASTURAS RECEBIDAS Visite o Museu da FEBAberto ao público de 2ª a 6ª feira de 13:00 / 17:00 h. Sábado / Domingo de 10:00 / 13:00 h. Belo Horizonte - Av. Francisco Sales, 199 - Floresta Agendamos visitas e palestras somente no Museu. Tel. (31) 3224-9891 Valor do ingresso: R$ 10,00/R$ 5,00 (por pessoa) Av. Barão Homem de Melo, nº 4.500 Conj. 1501 - Bairro Estoril Cep: 30450-250 - Belo Horizonte/MG Telefone (PABX): 31 2516-6380 À DISPOSIÇÃO DE NOSSOS LEITORES Juiz de Fora - Rua Howian, 40 - Centro São João Del Rei - Área do Círculo Militar - Centro PRESTIGIE NOSSOS VETERANOS COM A SUA VISITA www.anvfeb.com.br O CRUZEIRO EXTRA Aofazerourenovarasuaassinatura, sedesejarreceberviapostal,um Edições Históricas da Revolução de 1964 MANCHETE exemplar destas revistas, envie mais R$ 20,00, por cada uma delas. 05/06/17 126771 R$ 150,00 Uruguaiana/RS 05/06/17 200233 R$ 500,00 Ouro Preto/MG 13/06/17 901018 R$ 200,00 Tabuleiro/Maceió 04/07/17 800254 R$ 150,00 Rio de Janeiro/RJ 04/07/17 800255 R$ 150,00 Rio de Janeiro/RJ 20/07/17 800006 R$ 150,00 Porto Alegre/RS 01/08/17 000002 R$ 150,00 ????? 15/12/17 234193 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG 27/12/17 246645 R$ 300,00 Belo Horizonte/MG 01/02/18 316342 R$ 150,00 Belo Horizonte/MG 16/02/18 900056 R$ 300,00 Belo Horizonte/MG 03/04/18 588298 R$ 200,00 ???????? 03/05/18 515382 R$ 150,00 Juiz de Fora/MG 30/05/18 601894 R$ 300,00 Rubens Alexadrino B. Luciola 25/06/18 208598 R$ 400,00 José Fonseca P. Data Nº Doc. Banco Brasil Valor Local do Depósito/Identificação DEPÓSITOS NÃO IDENTIFICADOS OU SEM ENDEREÇO JUNHO Lembramos que a data (mês/ano) de vencimento da assinatura é encontrada no canto inferior direito da etiqueta de endereçamento postal. CNPJ: 11.843.412/0001-00 Mais uma vez estamos enviando dois exemplares da mesma edição a fim de que um deles seja encaminhado a um parente, um amigo, um (a) professor (a), com o pedido para que o divulguem e também façam uma assinatura do INCONFIDÊNCIA. EXPEDIÇÃO DE JORNAIS Na era da internet são disseminadas as fake news, notícias falsas que se espalham pelo mundo virtual. O escritor colombiano Gabriel García Márquez escreveu o famoso ro- mance “Cem anos de solidão” e foi lau- reado com o prêmio Nobel de Literatu- ra. Muito antes do célebre romance, publicara “O veneno da madrugada”, onde descrevia a circulação de panfle- tos anônimos, durante a madrugada, em um fictício povoado colombiano. Os im- pressos atacavam a reputação de auto- ridades, religiosos, casais e outros ha- bitantes da comunidade. Quando era juiz de direito (e juiz eleitoral) em pequenas cidades do inte- rior de Minas Gerais, testemunhei a dis- tribuição de panfletos semelhantes nas madrugadas antecedentes às eleições municipais. FAKE NEWS, GARCÍA MÁRQUEZ E O VENENO DAS ELEIÇÕES O veneno das eleições * Rogério Medeiros Garcia de Lima Ofendiam a honra de candidatos a prefeito e – não raramente – interferiam de maneira ilícita nos resultados dos pleitos. Era difícil identifi- car os autores da panfle- tagem. Chamaríamos isso de “crime perfeito”. Portanto, sempre foram veiculadas inverda- des para influenciar no re- sultado das eleições. No pleito presidencial de 1945, atribuiu-se falsamente ao Brigadeiro Eduardo Gomes – até então candidato favorito – a declaração de que não pre- cisava dos votos dos “marmiteiros” pa- ra ser eleito. Gomes perdeu a eleição para o General Eurico Dutra. Em 1989, o candidato Fernando Collor declarou falsamente que o rival Luiz Inácio Lula da Silva, se vitorioso na eleição presidencial, “daria calote” nas cadernetas de poupança. Após ven- cer o pleito, o próprio Collor insidiosa- mente promoveu o blo- queio dos depósitos ban- cários. Em 2006, foi a vez de Lula da Silva imputar falsamente ao concorren- te Geraldo Alckmin a in- tenção de “privatizar a Petrobrás”. A repercussão do falso pro- jeto muito contribuiu para facilitar a reeleição do presidente Lula. O grande desafio imposto pelas agora denominadas fake news é a velo- cidade e intensidade de sua propaga- ção nas redes sociais e congêneres. A Justiça Eleitoral não tem como prevenir eficazmente esse tipo de vei- culação. Coibi-la implica o risco de censu- rar a liberdade de expressão. Qual o remédio? Com muita perspicácia, o ministro Luiz Fux, presidente do Tribunal Supe- rior Eleitoral, convocou a imprensa bra- sileira a colaborar na contraofensiva às fake news. Jornalismo confiável e de quali- dade é o melhor antídoto contra a dis- seminação de notícias falsas. O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais conclama a imprensa mi- neira a ser sua parceira nessa cruzada cívica. Nãopodemospermitiraprevalência da máxima de Joseph Goebbels, ministro da propaganda da Alemanha nazista: “Uma mentira contada mil vezes, torna-se uma verdade”. (O Tempo - 26/06) * Desembargador e vice-presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais Prof. Univers. Antônio Suárez Abreu - Campinas/SP, Cel Ary Moreira Pinto - Porto Alegre/RS, Francisco de Assis de Abreu - Brasília/DF, Cap Ivo Pereira Martins - Santa Luzia/MG, Cap Fragata FN Jayme Falavigna Filho - Uruguaiana/RS, Enfermeiro Joel Duran Alonso - Bragança Paulista/SP, Sgt José Leite Ferreira - Garanhuns/ PE, Analista Judic. José Nacip Coelho - Belo Horizonte/MG, Cel José Rossi Morelli - Salvador/BA, Cel Josimar Gonçalves Bezerra - Recife/PE, Gen Bda Luiz Henrique Abreu de Moraes - Curitiba/PR, Piloto de Selva Luiz José Mendonça - Cuiabá/MT, SO Marinha Miguel Cesar da Rocha - Maceió/AL, Oficial de Justiça Pedro Paz - Pelotas/RS, Cel Renato Brilhante Ustra - Brasília/DF, Engº Ruy José Pereira Lopes - São Paulo/SP, Pastor Severino Ferreira Oliveira - Garanhuns/PE + 02 civis COLABORAÇÃO ESPONTÂNEA Economista Antonio Carlos Portinari Greggio, Prof. Univers. Antônio Suárez Abreu, Analista Judicial José Nacip Coelho, SO Marinha Miguel Cesar da Rocha O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais conclama a imprensa mineira a ser sua parceira nessa cruzada cívica.
  • 17.
    Nº 252 -Junho/2018 17 Pela oitava vez, reuniram-se os articu- listas e colaboradores deste Jornal, no Salão Cristal, na sede ‘Lagoa’ do Clube Militar, por deferência de seu Presiden- te, o General Hamilton Mourão, ao qual agradecemos a cessão do local, como também ao Coronel Ricardo Lindenblatt, 3º Vice-presidente, pelo importante apoio proporcionado ao evento. Às 14:30 horas de 29 de junho, teve início a reunião do VIII Encontro que contou com a presença da Professora Uni- versitária Aileda de Mattos Oliveira, nos- sa vibrante articulista; do presidente do Clube Militar, general de Exército Antô- nio Hamilton Martins Mourão; do general de Brigada Marco Antônio Felício da Sil- va, um dos nossos articulistas mais vi- brantes e corajosos, candidato a deputa- do federal; dos coronéis Ricardo Linden- blat, 3º vice presidente do clube e Carlos de Souza Scheliga, nosso revisor e articu- lista, tendo sido Editor da revista do Clu- be Militar; coronel Aviador Luis Mauro FerreiraGomes,articu- lista e presidente da AcademiaBrasileirade Defesa; tencel PMERJ Luiz Felipe Schittini, articulista que defen- de ardorosamente sua PM, apresentando da- dos e fatos sobre a trá- gica segurança no Rio de Janeiro; o advoga- do Alcyone Samico, nosso permanente co- laborador e divulgador do nosso jornal no Rio de Janeiro acompanhado de seu filho, o também advogado Marco Samico, permanente atuante nas redes sociais em defesa da soberania nacional. Deixaram de comparecer o jornalis- ta Aristóteles Drummond (em Portugal) autor de artigos oportunos sobre a verda- deira história militar e do Brasil; o coronel Rodolpho Heggendorn Donner, por moti- vo de saúde, mas jamais deixando de co- laborar com opiniões e artigos no Incon- fidência; o coronel Herbert Seixas, diretor da Casa da FEB, que se encontrava a “serviço “ em Niteroi, atendendo reunião sobre locais históricas naquela capital; o jornalista Ipojuca Pontes, ex-secretário nacional de Cultura e cineasta, que tão bem enquadra em seus arrasadores arti- gos integrantes dos três poderes. Na oca- sião, deixaram de ser entregues as coletâ- neas/2017, livros, revistas e as 4 últimas edições do Inconfidência, que só chega- ram após o término da reunião e foram entregues no sábado, dia 30, pela manhã no Clube Militar. No próximo mês, as coletâneas se- VIII ENCONTRO DOS ARTICULISTAS DO INCONFIDÊNCIA rão enviadas para os articulistas; profes- sora Maria Lucia Victor Barbosa (Londri- na/PR), jornalista Graça Salgueiro (Reci- fe/PE), Cel Osmar José de Barros Ribeiro (Maringá/PR),economistaAntonioCarlos Portinari Greggio (Brasília/DF),gene- ral Hamilton Bonat (Curitiba/PR), cel ManoelSorianoNe- to (São Paulo/SP) e cel Ernesto G. Ca- ruso (Campo Gran- de/MS). E também serão para os nos- sos atuantes cola- boradores, coronel Frederico Guido Bieri, coordenador da Reserva Encou- raçada,emSantaMaria/RS,capitãoAdria- no Pires Ribas, nosso representante em Curitiba/PR e para a Biblioteca Nacional no Rio de Janeiro, sendo entregue pela professora Aileda. Após a apresentação individual, fo- ram debatidos os seguintes assuntos: STF- Supremo Tribunal Federal, rene- gado e criticado com justa razão por una- nimidade tendo sido julgado, pela atua- ção de seus ministros Dias Tóffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski, que en- vergonham o país e o Poder Judiciário. Não merecem ali estar. 31deMarçoeInten- tona Comunista. Não en- tendemos como a Ordem do Dia do Exército deste ano não apresentou sequer uma linha sobre esses dois eventoshistóricosdoExér- cito e do Brasil, que salva- ram o país. Mais uma vez a data de 31 de março não foi relembrada pelo Coman- dante da 4ª RM general de Divisão Henrique Martins Nolasco So- brinho. Por quê? Ordens su- periores ou por sua livre e espontânea vontade? La- mentamos profundamente tal atitude. É de se destacar a Edi- ção Especial da Revista do Clube Militar, 31 de março de 1964 – A Verdade - A História que não se apaga nem se reescreve lançan- do-a com grande sucesso. “Podemos perdoar facilmente uma criança que tem medo do escuro; a real tragédia da vida é quando os homens têm medo da luz” Platão – Contra capa da Revista. Para conhecimento daqueles que se omitem em datas tão impor- tantes da História Militar e do Brasil. Eleições 2018 – Temos poten- cial para elegermos deputados esta- duais e federais, senadores e até go- vernadores em todos os 27 estados, desde que haja união entre os milita- res da Ativa e da Reserva/Reforma- dos, pensionistas e funcionários ci- vis, realizando uma verdadeira inter- venção militar pelo voto. É de se des- tacar que são civis os que mais dese- jam o retorno do Exército à presidên- cia da República. O general Mourão usando da palavra destacou essa possibilidade e co- mo presidente do Clu- be Militar, já iniciou esse trabalho e coorde- nará a campanha elei- toral dos candidatos militares. Precisamos voltar a salvar o Brasil, comoem1964.Nãoacre- ditamosemintervenção militar constitucional. Quem a pediria? O pre- sidente Michel Temer, os presidentes do Se- nado e da Câmara de Deputados? Ou o STF? Jamais! Se isso acontecesse, quase todos seriam imediatamente presos pela cor- rupção reinante nos três poderes! RedeGlobo: Foram tecidos comen- tários sobre a atuação principalmente da PTV Globo, que ataca constantemente as Forças Armadas, em especial o Exér- cito Brasileiro! Recentemente divulgan- do a Marcha dos 100 mil e nem uma linha sobre o que realmente aconteceu no período de 1964/1985. Dá nojo! Bolsonaro: Foi perguntado qual o motivo da falta de apoio do Inconfidência ao candidato à presidência, deputado fe- deral Jair Bolsonaro. Respondemos que ainda não fomos procurados e que ele precisa mais de nós (estamos presentes em todo o Brasil e nos aquartelamentos das Forças Armadas) do que nós dele. Lembramos que o Bolsonaro foi uma das pessoas mais prestigiadas por nós duran- te mais de 15 anos, com inúmeras publica- ções, entrevistas e reuniões em BH. Finalizando o resumo desse provei- toso e amigável Encontro, deixamos os nossos mais efusivos agradecimentos a todos pelas importantes e oportunas de- fesas dos interesses da nação brasileira, através de seus competentes artigos pu- blicados, mensalmente, no Inconfidên- cia, pois, sem eles, não teríamos alcança- do o nosso objetivo principal – levar a verdade, somente a verdade – ao conhe- cimento dos Comandantes Militares e do público externo. Sem qualquer dúvida, o INCONFI- DÊNCIA, mesmo com poucos recursos financeiros, afrontando descabidas in- compreensões e sofrendo o ‘fogo amigo’, torna-se a cada dia mais forte, prestigiado e conhecido, não só nas Forças Armadas, como no Brasil e até no exterior. Nada disso é autopromoção, pois dela não ne- cessitamosesim,exprimiroquevemacon- tecendo no nosso País, apesar das difi- culdades enfrentadas. Grato pela atenção. A luta continua! Até o próximo Encontro se Deus quiser e nos proteger! Luís Mauro, Aileda e Scheliga Donner recebendo a coletânea Miguez e os articulistas Schittini, Scheliga, Aileda e Luís Mauro e os calaboradores Marco Samico e seu pai Alcyone Samico Esse editor entregando a coletânea e a Revista Histórica Manchete ao presidente do Clube Militar, General Mourão ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ Após o encerramento foi serviço um lanche, quando ainda foram lembrados assuntos que o Inconfidência constantemente apresenta: Fusex e Vencimentos (e o salário, oh!). Como é mais do que sabido, TODOS os militares das Forças Armadas são descontados para os respectivos Fundos de Saúde em 3% sobre os vencimentos brutos (um Coronel recolhe aproximadamente 600 reais mensal- mente) e mais 20% sobre o valor das consultas e procedimentos diversos. E esses recursos são encaminhados para os cofres da União! Até quando? Foi também relembrando a permanente e antiga situação dos vencimentos que afetam principalmente os Cabos e Sargentos. Como pode um 3º Sargento do Exército com 10 anos de serviço receber menos do que um soldado da PMMG que inicia carreira com mais de 4 mil reais? Os Cabos e Soldados recrutas do Exército recebem menos do que um salário mínimo, caracterizando Trabalho Escravo! Com a palavra o Ministro da Defesa, agora um General 4 estrelas! NOSSA BANDEIRA
  • 18.
    8Nº 252 -Junho/2018 18 SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL Gen Mourão - Presidente do Clube Militar 28 de junho de 2018 No último dia 26 de junho, dia em que comemoramos os 131 anos de fun- dação da Casa da República, tive a honra e o privilégio de assumir a Pre- sidência do Clube Militar, onde, juntamente com meus vice-presidentes e di- retores, irei não só dar continuidade ao excelente trabalho realizado pela equipe do Gen Pimentel, como também atuar no sentido de apoiar, incondici- onalmente, nossos candidatos oriundos da família militar. Contudo, ao retornar para minha residência, tomei conhecimento da decisão da 2ª Turma do STF, colocando em liberdade o condenado José Dirceu, um ex-guerrilheiro e, pior ainda, ladrão dos parcos recursos desta Nação. A argumentação do Ministro Toffoli soou como um tapa na cara da população ordeira e que paga os pesados impostos, os quais alimentam os salários e mor- domias daquela casta. Óbvio que o time formado por Gilmar e Lewandowski de imediato legitimou a tese de que a dosimetria da pena de Dirceu poderia ser revista. Ora minha gente, independentemente do tempo que tenha de cumprir, a verdade é que Dirceu está condenado em 2ª instância e, portanto, deveria aguardar na cadeia a solução do seu caso. Esses Ministros constituem o exemplar “perfeito” daquilo que Skousen denominou de “homo marxianus” (homem marxista). Esta espécie, infelizmente ainda abundante em nosso País, considera que nada é mau, desde que atenda suas conveniências. Libertaram-se de todas as restrições da honra e da ética que os confinavam e que a humanidade havia tentado usar como base para a harmonia nas relações humanas. Quantas leis houverem, igual número eles as quebrarão. VERGONHOSA DECISÃO!!!!! O PENSAMENTO DO CLUBE MILITAR VERGONHOSA DECISÃO VERGONHA NACIONAL! Ganha corpo em todo o Brasil um mo- vimento que pouco a pouco começa a se articular ordenadamente, de absoluto e completo repúdio, aversão e rejeição ao comportamento dos três ministros da 2ª Turma do Supremo Tribunal Federal que reiteradamente têm se posicionado de forma totalmente abusiva e contrária às decisões do plenário da Corte, conceden- do, a torto e a direito, liberdade a crimino- sos e corruptos condenados a severas penas, sob argumentos pífios de defesa do estado democrático de direito que so- mente eles enxergam. Estão colocando em farrapos a cre- dibilidade institucional da Corte Supre- ma. As reações estão vindo dos mais variados setores da nação. São textos, editoriais de grandes jornais, posicionamentos de juristas con- sagrados e uma tormenta de manifesta- ções nas mídias sociais e na imprensa internacional. Esse movimento de reação tem que ganhar muito mais musculatura. Três mi- RESISTÊNCIA CONTRA "TRIO DO MAL" COMEÇA A GANHAR FORÇA nistros não podem e não devem conse- guir sequestrar o Brasil e aos brasileiros, devolvendo ao convívio social marginais, delinquentes e corruptos. O poder judiciário é o último abrigo da sociedade e não pode servir de refugio para bandidos. Há uma tática que vem sendo usada por estes três "mosqueteiros" de araque que é desmontar a operação lava-jato, desacreditá-la, tor- nar sem efeito prá- tico as suas deci- sões. É transformar o Brasil numa terra sem donos. Levan- do a população a um estado de con- fusão e conflitos. Oqueestáem jogo é a República. A sociedade, a na- ção e as instituições não podem mais calar diante desse arbítrio, perpetrado por mi- nistros que legislam sozinhos contra toda a ordem normativa brasileira, em defesa de interesses que cada dia ficam mais claros e evidentes. É hora de se dar um basta e impor limites a essa insignificante minoria iden- tificada com o que existiu de pior na nossa história republicana. Eles não tem a força que pensam ter! O Brasil está precisando dos bons! Junte-se a eles! Abra a boca como um brasileiro de bem. Grite: CHEGA! (Jornal da Cidade - 29/06) Luiz Carlos Nemetz Leonardo Boff disfarçou-se de frade até ser defenestrado da Ordem dos Franciscanos por fazer o diabo com a dou- trina católica. É mais um caso sem remé- dio, reafirmou a recente visita que fez a seu deus particular na cadeia em Curitiba. “Lula não é um político preso: é um preso político”, mentiu Boff ao absolver a ver- são brazuca do Bom Ladrão. Carlos Alberto Libânio Christo caiu fora faz tempo da Ordem dos Dominicanos, mas usa o codinome para continuar fan- tasiado de frade. Depois de visitar a mesma divin- dade venerada por Leonardo Boff, Frei Betto jurou ter testemunhado dois mi- lagres: Lula não sente falta de bebida e assiste diariamente à missa transmitida pela TV Aparecida. Nesta semana, graças ao senador Roberto Requião, soube-se que os cató- licos brasileiros escaparam por pouco de ver em ação, em parceria com os frades A CANALHICE DOS MINISTROS DO STF = CHICANA * Augusto Nunes ateus, uma religiosa paranaense incapaz de decorar a Ave Ma- ria. Confiram o trecho do discurso de Requi- ão na tribuna do Sena- do: “Conheço Glei- si Hoffmann desde menina. A menina que primeiro queria ser freira para ajudar os pobres, mas que, depois, viu na militância política e na luta pela transformação da sociedade o espa- ço maior para a realização daqueles an- seios adolescentes”. Uma trinca formada por Amante, Betto e Boff seria a prova definitiva de que, se Deus é brasileiro, não tem tem- po nem paciência para evitar que os con- ventos do país natal sirvam de abrigo pa- ra pecadores sem salvação. Minha home- nagem a essa gente. (18/06) * Jornalista Não se iludam: daqui a pouco é o Lula O STF DECIDE SOLTAR EX-MINISTRO JOSÉ DIRCEU STF decide soltar ex-ministro José Dirceu https://www.msn.com/pt-br/noticias/crise-politica/stf-decide-soltar-ex-ministro-josé-dirceu/ ar-AAzcUTO?ocid=spartanntp Bretas dá liberdade a irmão de doleiro solto por Gilmar ASegunda Turma do Supremo Tribu- nal Federal (STF) decidiu conceder uma liminar em um habeas corpus pedido pelo ex-ministro-chefe da Casa Civil José Dirceu (PT). A decisão foi tomada em uma reclamação do ex-ministro contra uma po- sição do relator do processo, o ministro Edson Fachin. Nas chamadas “reclamações”, o re- lator é um outro ministro que não respon- sável original do caso. Com isso, quem en- caminhou a votação, favorável ao pedido do réu, foi o ministro Dias Toffoli. Como Fachin decidiu pedir vista para analisar a proposta, Toffoli propôs que fosse con- cedida uma liminar para que Dirceu não fosse prejudicado pela demora em anali- sar o pedido. Ele foi acompanhado pelos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Le- wandowski. © Reprodução Dirceu solto Contra a concessão da li- minar, ficou apenas o próprio Fa- chin. Decano da Corte, o minis- tro Celso de Mello faltou à ses- são. Dirceu estava preso há pou- co mais de um mês, cumprindo pena de 30 anos e 9 meses de pri- são a que foi condenado em pri- meira e segunda instância em um processo da Operação Lava Jato. O ex-ministro estava detido no Complexo Penitenciário da Papu- da, em Brasília. O petista, homem-forte do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi condenado pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinhei- ro e pertinência à organização criminosa. José Dirceu foi considerado culpado de receber 15 milhões de reais em propina sobre contratos da Diretoria de Serviços da Petrobras, então comandada por Renato Duque, indicado para o cargo pelo PT. O ex-ministro foi detido para cum- prir pena por autorização da juíza Ga- briela Hardt, substituta de Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba. Ela aca- tou a uma determinação do Tribunal Re- gional Federal da 4ª Região (TRF4), que havia determinado a prisão tão logo se es- gotassem os recursos de Dirceu em se- gunda instância. Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de notável saber jurídico e reputação ilibada. Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do Senado Federal. O trio do mal
  • 19.
    Nº 252 -Junho/2018 19 Ocurrículo do jovem Advogado Geral da União, José Antônio Dias Toffoli, que vai fazer 42 anos em novembro, tem 34.397 toques — sem espaço — e 6.510 palavras. É coisa pra chuchu. Impressiona. Diante de tal portento, a gente logo sente palpitar a tentação de apelar a Hipócrates, mas na versão em la- tim, que ganhou o mundo: “Ars longa, vita brevis” – a arte é longa, a vida é breve. É claro que o sentido original tem de passar por uma ligeira torção. O autor fazia uma espécie de lamento: tanto há a fazer, e é tão curta a vida. A julgar pelo volume do currículo, Toffoli é mais feliz do que Hipócrates: parece já ter feito tanto em vida ainda tão curta! Estaria, assim, caracterizado o notório saber que justificaria a sua nomeação para o Supremo Tribunal Federal (íntegra aqui). Será? Algumas pessoas reclamaram: “Você está supe- restimando os dois concursos para juiz de primeiro grau em que ele foi reprovado; isso não quer dizer grande coisa”. Bem, já respondi devidamente: se a reprovação não impede a nomeação, não pode servir como uma distinção, não é mesmo? Se elas não negam o seu notório saber, ele não se torna notoriamente sábio por ter sido reprovado. Estamos ainda, como se vê, em busca do notó- rio saber de Toffoli — para ocupar uma vaga no Su- premo, bem entendido! Foi o que me levou a seu cur- rículo. É claro que ninguém é obrigado a prestar con- curso para juiz de primeiro grau se quer, um dia, in- tegrar o Supremo. Se prestar, no entanto, convém ser aprovado. Vá lá: naqueles dois anos em que fez a pro- va, Toffoli poderia não estar muito bem, não deu sor- te, fez a prova em jejum, sei lá eu. Acontece. Então fui ao seu currículo em busca das evidências de que cons- truiu o “notório saber” depois. Formou-se bacharel em direito, pela Universida- de de São Paulo, em 1990. O doutorado, ele o fez na… Ops! Ele não fez doutorado. Também não fez mes- trado. Nada impede um advogado, mesmo sem essas qualificações acadêmicas — nem todo mundo se dá bem na carreira universitária —, de escrever livros sobre a sua área. Eu diria até que pode haver algo de especialmente charmoso nisso. O autor se torna, assim, uma espécie de livre-pensador, articulando, muitas vezes, um pensamento original, mas vital, fora dos cânones. Acon- tece que Toffoli também não escreveu livro nenhum. Então estamos assim até agora: – ele foi reprovado duas vezes em concurso para juiz de primeiro grau; – ele não fez doutorado ou mestrado; – ele não é autor de livro nenhum. A justificar a sua condição de “favorito” para a vaga no STF só mesmo a sua proximidade com o PT. Advogava para Lula e para o partido quando a legenda pagou Duda Mendonça em dólares, no exterior, com “recursos não-contabi- lizados”. Adiante. E como é que, sem aprovação em concurso, sem doutorado, sem mestrado, sem livros, fez-se um currículo daquele? Bem, ao ler a página, ficamos sabendo, por exemplo, que, como advogado geral da União, ele já produziu 19 súmulas, 4 pareceres e ASSINOU 3.284 manifestações protocoladas no STF e outros 280 memoriais distribuídos no tribunal. FICA, ASSIM, CLARO QUE ELE NÃO CHEGOU NEM À ADVOCACIA GERAL POR CAUSA DO SEU CURRÍCULO. ELE FOI NOMEADO PARA É O CURRÍCULO QUE DIZ QUEM É TOFFOLI, NÃO EU Blog do jornalista Reinaldo Azevedo: política, governo, PT, imprensa e cultura (Publicado em 6 setembro de 2009) * Humberto de Luna Freire Filho * Médico – Cidadão brasileiro sem medo de corruptos. PRODUZIR CURRÍCULO. O MESMO ACONTECERIA CASO FOSSE PARA O SUPREMO. Dos 34.397 toques, nada menos de 8.136 — 23,65% — são reservados às 91 entrevistas que concedeu. Na verdade, nem é bem isso: às vezes, ele lista intervenções em programas jornalísticos de TV, em que é apenas uma das pessoas ouvidas. Há lá um item curioso chamado “Defesa de importantes políticas governamentais”: dedica-lhe 1.108 toques. É como se, sei lá, um pe- diatra fizesse questão de destacar: “Cuida da saúde de crianças”. Há o item “Publicações” nesta sua biografia intelectual e profissional? Há, sim. São os 342 toques (na verdade, 267) que seguem abaixo, na íntegra, corres- pondendo a 1% do total: 6.1.1. A Constitucionalidade da Lei de Biosegurança (sic) – Coletânea de Estudos Jurídicos em comemoração ao Bicentenário da Justiça Militar do Brasil. Brasília, Editora STM, 2008, 1ª edição. 6.1.2. A Excelência da Advocacia Públi- ca na Defesa do Estado e do Cidadão. Jornal Valor Econômico, 04 de fevereiro de 2009. 6.1.3. A Excelência da Advocacia Públi- ca. Jornal O Estado do Maranhão, 08 de feve- reiro de 2009. É o que o “notório saber jurídico” de Toffoli produziu até agora em letra impressa — obser- vando que, acima, o mesmo artigo aparece duas vezes porque publicado em jornais diferentes. O que realmente dá corpo ao documento são as pa- lestras e participações em seminários — 113 ao todo, 14.977 toques (43,54%). Não estou desmerecendo Toffoli. Nada mais faço do que chamar a atenção para informações que ele mesmo tornou disponíveis. E elas de- monstram por que ele não tem condições — não por enquanto — de ser ministro do Supremo Tribunal Federal. Aquelas duas reprovações eram dados que NÃO CONTRIBUÍAM PARA PROVAR o seu “notório saber jurídico”; o seu currículo traz dados que PROVAM QUE ELE NÃO TEM “notório saber jurídico”. Um candidato ao STF que tem dois míseros artigos listados no capítulo “Publicações” deveria ser o primeiro a reconhecer que se trata de um passo muito maior do que a sua perna pode dar. Insistir na postulação revela uma de duas coisas, e nenhuma é boa: ou se trata de alguém com excesso de amor próprio — incapaz de ver-se com olhos minimamente críticos — ou sem amor próprio nenhum: está disposto a cumprir uma tarefa a qualquer custo, pouco importando o ridículo por que possa passar. É legítima a pretensão de Toffoli de integrar o Supremo. Mas ele tem de fazer por merecer. O direito tem de vir a ser grato por seus serviços. Por enquanto, gratos lhe são apenas o PT e Lula, seu cliente até outro dia. ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ ○ NO FINAL DA COPA NÃO TEREMOS MAIS PRESOS Uma quadrilha do Supremo Tribunal Federal (STF), dita 2ª Turma, está aproveitando o fanatismo de grande par- te da população brasileira com a seleção para fazer aquele velho acerto de contas com a bandidagem. Uma imoralidade! Acolheu pedido do casal de pica- retas Gleisi Hoff- mannePauloBer- nardo, ladrões dos cofres públi- cos, anulando as provas da Polícia Federal (PF) na busca realizada no apartamento dela. Confirmou a soltura de João Clau- dio Genu e Milton Lyra, trancou a ação penal contra Fernando Capez, o ladrão da merenda escolar, e de quebra mandou sol- tar o facínora José Dirceu , um pseudo IMAGEM DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL (STF) ESGOTOSFERA PETISTA guerrilheiro, um covar- de que viveu por cinco anos na clandestinida- de, escondido debaixo da saia de uma mu- lher no interior do Paraná e que hoje é tido como “guerreiro do povo brasileiro”. Será que es- se três elementos, Dias Toffoli, Ri- cardoLewandows- ki e Gilmar Men- des, que estão de- sonrando o que ainda resta da jus- tiça brasileira, não percebem que es- tão fazendo apo- logia ao crime, à desonestidade, à corrupção? Quanto estão recebendo para isso? São dívidas antigas pagas com ju- ros e correção? Criem vergonha, desapa- reçam. O Brasil não mais suporta ver suas caras. (29/06) IMAGEM : Divulgação/ STF “O Ministro José Antonio Dias Toffoli tomou posse no STF no dia 23 de outubro de 2009 e deverá assumir a Presidência daquela Alta Corte no próximo mês de Setembro deste ano" MINISTRO DIAS TOFFOLI NÃO TEM DOUTORADO NÃO TEM MESTRADO NÃO TEM PÓS GRADUAÇÃO REPROVADO EM DOIS CONCURSOS PARA JUÍZ ADVOGADO DO PT EM 1998, 2002 E 2006 INDICADO MINISTRO DO STF POR DILMA
  • 20.
    8Nº 252 -Junho/2018 20 CAIXA POSTAL OF. DE JUSTIÇA PEDRO VAZ Pelotas/R Minha decepção Hoje fui visitar os Oficiais de Justi- ça da Comarca de Pelotas, no seu novo local de trabalho numa pequena sala, mal iluminada e insalubre, no andar tér- reo. Estavam instalados numa sala am- pla e bem iluminada no 2º andar. Fiquei emocionado e decepcionado com a Administração da Direção do Foro. Segundo Ivone Barreiros, presidente da AOJESP: “O Oficial de Justiça é o Juiz na rua, mas sem a segurança dos gabine- tes”. Segundo o professor Alfredo Buzaid, sobre a carreira do Oficial de Justiça é a longa-mão do Juiz na administração da Justiça. (Diário da Manhã 20/05/2018) * * * Estou enviando aqui o comprovante do depósito bancário para a renovação da assinatura do melhor Jornal do Bra- sil que é o Inconfidência. Vai aqui também um exemplar do Jor- nal Diário da Manhã, onde publiquei minha manifestação contra a Juíza Dire- tora do Foro da Comarca de Pelotas. So- licito o seu prestimoso apoio para pu- blicar no Jornal Inconfidência. A Justi- ça não funciona sem o Oficial de Justi- ça, os Oficiais de Justiça não têm o di- reito de portarem arma de fogo, os Juízes e Promotores de Justiça tem porte de arma de fogo em suas carteiras funcio- nais. O porte do Oficial foi revogado com o Estatuto do Desarmamento. Aten- ciosamente. (05/06/2018) GENBDA LUIZ ANTONIO R. MENDES RIBEIRO BeloHorizonte/MG Porta Aberta Gilmar Mendes vem sucessivamente libertando pessoas presas por decisão de Juízes da Operação Lava Jato, inclusive aqueles presos por decisão do Juiz Bre- tas!!! Como explicar decisões tão díspa- res na nossa Justiça... e em relação a pes- soas envolvidas em corrupção, mal que tem de ser combatido com rigor...mas, o Juiz prende, Gilmar liberta, porquê !?! Este impasse está a merecer uma atua- ção do STF, de sua Presidente, para es- clarecer semelhante e grave, dicotomia!!! (O Globo - 09/06) ARISTON CARVALHO OLIVEIRA Rio de Janeiro/RJ STF Nos últimos 30 dias, o ministro do STF Gilmar Mendes concedeu liberda- de a 20 presos envolvidos em crimes de corrupção. O ministro Luís Roberto Bar- roso já havia acusado Gilmar de ser leniente com os criminosos do colari- nho branco. Mendes se posicionou con- tra a Lava-Jato, deixando transparecer que tem uma posição em favor dos ban- didos que causaram rombos imensos aos cofres públicos. Será que isso po- deria ser considerado apologia ao cri- me? Quem segura esse tresloucado? In- sanidade tem limites. Albert Einstein disse, certa vez, que “Insanidade é conti- nuar fazendo a mesma coisa e esperar resultados diferentes”. (O Globo 07/06) PAULO FREDERICO S. DOBBIN* Rio de Janeiro/RJ STF Promover o bom Direito, conhecer os limites do arbítrio e não violar a consciên- cia social são alguns dos princípios bási- cos que orientam julgadores, ao proferir sentenças. Isso se aprende nas faculda- ADVOGADOALCYONESAMICO Rio de Janeiro/RJ O Inconfidência Permitam-me um breve mas candente registro. Devo externar minha mais especial e eterna gratidão ao intimorato coronel Miguez por haver-me admitido no seleto grupo que compõe o imbatível Inconfidência. Nele, o extremado amor ao Brasil e a defesa mais candente dos bons princípios, que contaminam as fardas. Faz-se presente página após página, e onde o empregar o vernáculo ganha forma de religiosidade. Em tempos por demais desprovidos dos belos gestos e atitudes herdados de nossos maiores, sobreleva a figura do imbatível coronel Miguez, a tornar visível a cada edição do Inconfidência, o idealismo motivador do alcançar a existência de vinte e quatro plenamente patrióticos anos. Não é despropositado supor que o Idealismo que domina o coronel Miguez e contagia a todos que cercam, guarde alguma mística no passado a aureolar a por todos os títulos feliz intitulação do Jornal nascido nas gloriosas minas Gerias!!! Coronel Miguez, “O Inconfidência” representa o seu pedestal, se a estátua não vier por mãos de homens, creia que, o somar de número após números do Jornal Inconfidência a vem erigindo!!! (29/06) TEN CEL PMERJ LUIZ FELIPE SCHITTINI Rio de Janeiro/RJ Prezado amigo Cel Miguez Gostaria de agradecer ao Sr pela reportagem apresentada sobre os articulistas do Jornal Inconfidência. As pessoas idealistas não são melhores e nem piores que as outras, mas sim, diferentes. Se expõem e são capazes de doarem as suas vidas em prol de um mundo melhor. Abominam riquezas, prestígios, poder e privilégios, em detrimento daquilo que sonham. Pesam nas futuras gerações e sabem que o futuro é o que deixamos de fazer no presente, por negligência, omissão ou covardia. Há poucas, mas Deus sabiamente faz com que elas um dia se encontram. E quando juntas compartilham os seus ideais. Respeitosamente do amigo. (28/06) CARLOSA.SILVEIRA BoaEsperança/MG Candidaturas de Militares Senhor Editor: Considerando que, tradicionalmente, é o "povão" que elege os políticos, é importante montar um programa eleitoral muito bem elaborado no sentido de convencer as massas de que os candidatos militares são a melhor opção. Sei que nas Forças Armadas há pessoal competente para cuidar disto e sei também que a oposição vai atacar agressivamente os candidatos militares, difundindo, por todos os meios de comunicação, argumentos depreciativos e, a equipe que criar esse programa tem que estar preparada para combater as aleivosias dos adversários. Se forem questionados quanto à competência administrativa, devem responder que nomearão secretários administrativos de alta competência e comprovada hones- tidade para auxiliá-los. Dar a entender que não vãoi nomear, para auxiliá-los nenhum "desses aí ;" já conhecidos. Difundir seu programa de realizações, colocando-o à disposição dos adversários, para que, se forem eles os eleitos, possam realizá-lo, em benefício do nosso povo. São esses os meus lembretes, esperando que ao militares sejam bem sucedidos nessa campanha. (23/06) desdeDireito.OministroGilmarMendes, em insana cruzada contra a Lava-Jato, tem se esquecido desses preceitos esco- lares. O STF, o Conselho da Magistratura e a OAB, pelos seus presidentes, preci- sam lembrá-lo e frear esse descalabro jurídico.(Globo08/06) *Almirante - Ex-presidente do Clube Naval ADVOGADO ALCYONE SAMICO Rio de Janeiro/RJ Inconfidência nº 251 Contaminemo-nos com o fervor patri- ótico imanente em nossas admiráveis Forças Armadas, e que se expressa em todas as linhas que compõem o INCON- FIDÊNCIA. O jornal atingiu seus XXIV anos (edições mensais), contando tão- só com a galhardia e destemor dos que se aliaram aos mais nobres e imposter- gáveis objetivos da Nação Brasileira. Venham, pois, juntar-se aos baluartes, que, mês após mês, fazem do INCONFI- DÊNCIA a mais intransponível trincheira aos inimigos da Pátria, mediante reflexões de todo ponderáveis e acobertadas de fi- delidade plena a nosso vernáculo, des- tarte conferindo-lhe a condição de incom- parável. Utilizem-se do CUPOM à página 16 e magnetizem-se com o meu candente exortar na 17. Já se faz sentir o frenesi que asso- ma a imensa maioria dos brasileiros ante o aproximar-se de mais uma disputa da Copa do Mundo. O pavilhão nacional, por tanto tempo "deitado eternamente em berço esplendido" se faz presente em profusão. Por quê somente durante tal período de um mês e a cada quatro anos? A nossa bandeira é linda, a estampar em sua faixa central o nosso nortear, e medi- ante o seu expor mais amplamente, certa- mente contribuiria para o revigorar do Amor à Pátria, tão esmorecido nos últi- mos tempos. (06/06) * * * Salve a Marinha do Brasil! Que a mais do que justa retratação motive os destinatários deste a se vale- rem de seus conhecimentos no apagar de um dos inúmeros ultrajes praticados pela "maldição" petista contra os VULTOS ILUSTRESDANACIONALIDADE. Per- mito-me dirigir especial apelo neste sen- tido ao ilustre e sempre admirado Coronel Joel Corrêa, ex-Diretor da Casa Histórica de Deodoro da Fonseca. (12/06) FRANCISCO SAMPAIO JUNIOR BeloHorizonte/MG Carta ao redator Ao ilustre Redator do Jornal Inconfi- dência, que completa 24 anos do Grupo Inconfidência, deste extraordinário veí- culo de comunicação e informação, pela excelência de seu conteúdo, os meus efusivos parabéns, extensivos aos de- mais Diretores. Neste ensejo, apresento-lhe votos de elevada estima e apreço. (30/06) GEN DIV AGENOR FRANCISCO HOMEM DE CARVALHO* Rio de Janeiro/RJ Inconfidência nº 251 Sinceros cumprimentos pelo aniver- sário da criaçâo do Grupo Inconfidên- cia. quase um quarto de século sob sua eficaz liderança. Parabéns a todos que direta e indiretamente contribuem para a elaboração e divulgação de tão pre- cioso noticioso. (20/06) * Ex-ministro Chefe da Casa Militar PILOTO DE SELVA LUIZ JOSÉ MENDONÇA Cuiabá/MT O Toque dos Clarins Caro Cel Caminha. Obrigado por enviar-me tão patrióti- co texto. Perdoe-me o Cap. Emerson, seu au- tor, mas tenho que expor minha opinião referente as próximas eleições. Como tão bem citou o autor, o povo está cansado, não só cansado, mas, desesperado, descrente dos atuais co- mandantes das Forças Armadas, (to- dos eles), que há mais de trinta anos vêm consentindo o avanço do comu- nismo em nossa Pátria. É realmente chegada a hora dos mi- litares candidatarem-se, formar a ban- cada militar, passando a trabalhar para desfazer os estragos causados pelos partidos políticos, principalmente pelo Lula e seu PT. Todavia, isto só será possível, se o Comandante do Exército Gen Eduardo Villas Boas, mudar seu inerte procedi- mento, realizando a Intervenção Militar, tão solicitada pela população sofredora. Que os militares tomem o poder, fa- çam a faxina geral, tirando todas as quadrilhas que estão nos governando, e, num rápido governo de transição, em no máximo noventa dias, marquem no- vas eleições, sem as urnas fraudadoras. Se isto vier ocorrer, os militares que optarem pela política, poderão se can- didatar que serão todos eleitos. Com eleições do jeito que as coisas estão, jamais um militar será eleito para qualquer cargo político. (20/06) CAP EMERSON ROGÉRIO OLIVEIRA Porto Alegre/RS Bom dia, Cel Caminha! Envio em anexo o artigo de minha autoria “O Toque dos Clarins” à sua apreciação e para ver a possibilidade de repassar aos nossos companheiros da AHIMTB. Informo que o Batalhão de En- genheiros - Província de São Pedro já o fez ao seu efetivo. (20/06) NR: O Toque dos Clarins será publica- do na próxima edição do Inconfidência. CELEDU C. CASTRO LUCAS* Porto Alegre/RS Dia da Artilharia Caro Miguez Minha admiração, meu respeito, meu carinho e minha melhor continência ao distinto companheiro que a cavalo acom- panha a Cavalaria, nos contatos nas car- gas e na glória. Hurra! Hurra! Hurra”. (10/06) *Editor de “O AVAIANO”
  • 21.
    Nº 252 -Junho/2018 21 Até tu Papa Francisco! Eu sou católico há 82 anos, filho e neto de famílias católicas que sempre tiveram na figura do Papa o seu maior representante da fé cristã, da justiça divina e da fraternidade humana. E, no entanto, o papa Francisco, num ato de desrespeito à fé dos cristãos, das leis da própria igreja católica e do nosso país, presenteou o presidiário (Lula da Silva) com um lindo terço, justamente a ele que nunca teve atitudes católicas e se mostrando mais afinidades por regimes autoritários e desumanos como o comunismo de Cuba e de outros semelhantes. Com essa atitude contrária aos bons princípios cristãos e até de desrepeito às decisões da nossa justiça o Papa Francisco mostrou estar mal in- formado de quem é o presidiário, ex-presidente Lula da Silva e do mal que ele fez ao Brasil e a sua população mais pobre. Levou o país ao maior desastre econômico de toda a sua história, facilitou o aumento do tráfico de drogas provocando muitas mortes de inocentes, diminuiu o número de leitos hospitalares, arruinou a segurança pública e a Educação, colocando os serviços públicos no pior de todos os tempos. Para tomar essa atitude, o Papa deve estar mal informado ou usou de má fé com os católico e até com o Brasil. (12/06) O que fazer com essa seleção após o... O que fazer com a seleção brasileira após o empate sufocante com a seleção da Suíça? Essa mesma seleção repleta de jogadores milionários e endeuzados por uma mídia enganadora. Faça o mesmo que estamos fazendo com o Brasil após os destruidores governos dos petistas. Lava Jato na CBF para aca- bar com os cartolas corruptos. (18/06) Decisões judiciais Porque na hora de defender os grandes corruptos e criminosos políticos os investidos em altos cargos do Poder Judiciário mostram um grande esforço e muita boa vontade para defendê-los? Para defender os cidadãos mais humildes, os plebeus não contam com a mesma boa vontade dessas au- toridades e ficam jogados na vala dos esquecidos, fato que ocorreu comigo em sentença judicial ga- nha e sem cumprimento! (18/06) Fim do imposto sindical O fim do imoral imposto sindical vindo com a reforma trabalhista no ano passado do governo Temer foi uma atitude justa e elogiável do Congresso Nacional em defesa dos trabalhadores e de correção aos boas vidas sindicalistas alérgicos ao trabalho que usavam esses recursos bilionários para se enriquecerem sem trabalhar e proliferar esse mal a mais de 16.000 sindicatos amparadores de quem não gosta do trabalho e financiar campanhas políticas esquerdistas sempre a custa de quem trabalha e dos cofres públicos financiando os mortadelas para praticar as desordens públicas am- plamente conhecidas pelos brasileiros. Esse mal do imposto sindical não pode voltar nunca mais. Os sindicalistas que mostrem serviço e conquistem voluntariamente os trabalhadores para financiar aquilo que é a sua obrigação de re- presenta-los e até hoje não fizeram. Basta de tanta enganação e desperdicio de dinheiro público com esses sindicalistas que não merecem confiança! (20/06) Desespero dos grandes partidos PT, PMB, PSDB, PP e PTB estão tremendo na base de medo dos resultados que deverão ter na eleição de 2018. A postura dos integrantes desses partidos é de pleno conhecimento dos brasileiros, desiludidos, estão dispostos a dar-lhes o troco por meio dos eleitores cansados de tantas traições desde o governo do FHC até hoje, e a única esperança que lhes restam são as ara- pucas eletrônicas maiores cabo-eleitorais dos corruptos de estimações e amparadas covarde- mente pelo STE. (20/06) Com esses ministros Com os 5 ministros, entre os quais: Gilmar Mendes, Lewandowski e Toffoli que compõe a mesa de julgamento da senadora Gleisi Hoffman e seu marido ex-ministro, Paulo Bernardo, que resultado poderíamos esperar? Será que eles pensam que a Petrobrás se auto destruiu economicamente? Que vergonha! (20/06) Fim do STF Afinal, para que é temos uma suprema corte composta por tantos ministros (alguns lá estão por proteção política) não cumprindo as suas missões e dando despesas bilionárias para os con- tribuintes pagarem? Se querem manter esse sistema de indicação de ministros por favor e não cum- prindo a sua finalidade de um passado ilibado e comprovado saber jurídico, o melhor para o país é fechar essa corte que não pratica a justiça. (21/06) Os brasileiros querem justiça O governo petista, Lula e Dilma, quebraram a Petrobrás, esvaziaram os cofres do BNDES, do Banco do Brasil, da Caixa, dos Correios, dos Fundos de pensões de estatais e outras, e o condenado e presidiário ainda tem coragem de dizer que não sabia de nada? Que é inocente? Ele era o presidente do país e responsável direto por tudo isto. Mas entendo que tenham mais autoridades dos três po- deres responsáveis pela fiscalização e aprovação não cumpridas pelo enorme rombo feito na eco- nomia do país e ainda noto a maior dificuldade que a Lava Jato (um grupo de exemplares membros da justiça) encontra na cúpula do Poder Judiciário para punir os responsáveis investigados. Sozinho, um presidente não conseguiria tanto. Onde está o Poder Judiciário para prestar contas do mal so- frido pelo Brasil? Os brasileiros não querem perseguições, mas sim, justiça. (25/06) Superfaturamento no Rodo-Anel Declarou o ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin sobre a construção do "rodo-anel": Não sei de nada sobre o super-faturamento dessas obras, mais de R$600 milhões e quero que a justiça apure. Se um governador de estado não tem competência para saber de tamanha falcatrua, como ele quer ser presidente? Está parecendo o Lula da Silva que não sabia de nada quando o país ficou quebrado com a administração petista. Ele também diz não saber de nada. (25/06) A choradeira dos professores Estou cansado de ouvir dos professores brasileiros que a sua remuneração pelo trabalho de ensino é pouco. Creio que seja mais uma choradeira inexplicável para conseguir um pouco mais da fortuna que recebem mensalmente. Como os professores poderão me explicar se com a remuneração de professor o FHC conseguiu comprar um apartamento em Paris por $11 milhões de euros? (25/06) Crianças detidas nos USA Afinal, quem são os verdadeiros culpados pelas desumanas separações das crianças dos seus pais e suas detenções nos Estados Unidos? É o ex-presidente Barack Obama que aprovou essa lei em 2006, o atual presidente Donald Trump que está colocando-a em prática ou os políticos brasileiros que com suas enormes corrupções em seus mandatos tiram as condições dos brasileiros para se estabilizarem na vida? Sim, eu colocaria em primeiro lugar as autoridades dos nossos 3 poderes que não cumpriram as suas respectivas obrigações. Surrupiaram o dinheiro público que seria para atendê- los. Fácil para entender e difícil para combatê-los. (27/06) Lula, Pelotas e Bolsonaro Em campanha eleitoral, o Lula da Silva disse na cidade de Pelotas, RS: - que ali era a cidade de maior exportação de veados do Brasil. Lula diz que Pelotas é cidade "polo exportadora de veado" - YouTube Portanto, eu pergunto a deputada Maria do Rosário: quem é o maior xenofóbico do país: Luiz Inácio Lula da Silva ou o deputado Jair Bolsonaro? (29/06) CARTAS RECEBIDAS DURANTE O MÊS DE JUNHO DOS NOSSOS ASSINANTES: APOSENTADO BENONE AUGUSTO DE PAIVA São Paulo/SP PROFESSORA MARA MONTEZUMA ASSAF São Paulo/SP Manifesto de Lula Lula não tem compostura ao afirmar que foi preso tão somente para impedir que ele concorresse à eleição e se elegesse novamente presidente. Lula não tem caráter quando afirma ser preso político, não admitindo ter montado o maior esquema de corrupção jamais visto neste país: Lula é um político preso ! Lula é desonesto ao afirmar que em sua gestão acabou com o sofrimento do povo brasileiro, só esquecendo de lembrar que após o governo do PT herdamos mais de 13 milhões de desempregados que, certamente não apareceram do dia para a noite através de geração espontânea! Sua alegação de que só ficou no Brasil porque decidiu enfrentar seus algozes que iriam prendê- lo de qualquer forma, sem nenhuma prova, é um arroto de arrogância que ofende nossa inteligência depois de ver que Lula foi condenado em todas as instâncias, repetidas vezes, até esgotar todos os recursos. Lula é comprovadamente corrupto, e quem se apodera de recursos públicos é ladrão, simples assim, por mais drama e questionamento que os petistas queiram fazer em torno do tema. Esse "manifesto ao povo brasileiro" é uma deslavada mentira, posto que o povo brasileiro não pôs fogo no país como os petistas esperavam que acontecesse após a prisão de Lula. Esse manifesto é apenas para os eleitores cativos do PT que . não obstante as provas ajuntadas contra o ex- presidente, continuam a venerar aquele que a troco de uma benesse, os algemava às urnas nas eleições. Lula que se prepare para os novos julgamentos que virão, que irão aclarar ainda mais quem é, de verdade, Luiz Inácio Lula da Silva. (09/06) Lula Admirável a resiliência da defesa de Lula, que ao não se conformar com a condenação de seu cliente em todas as instâncias, entrou com mais um pedido de liberdade no STF e no STJ, rogando às cortes que suspendam os efeitos da condenação no caso do triplex até que se julgue no mérito os recursos extraordinário (só analisado no STF) e especial (no STJ). Lula quer, porque quer ficar fora da prisão até que os recursos de sua condenação na Lava Jato sejam julgados. Sepúlveda Pertence, que já foi ministro do STF, não se sente desconfortável em tentar libertar Lula ainda que este fato escancare a falta de isenção com que a lei é vista e colocada em prática no Brasil pelos próprios juristas que deveriam ser os garantidores de nossa Constituição. Afinal, parece que a falta de credibilidade e respeito da população para com estes ministros venais já não significam mais nada para eles, apesar do temor que demonstram de nossas manifestações públicas: conseguiram até uma sala especial no aeroporto de Brasilia na qual se isolam e através da qual entram direto na aeronave. Por certo ocupam os assentos de primeira classe para não se misturar com a plebe ignara. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato quer que essa pauta seja analisada pelos 5 ministros do colegiado no próximo dia 26, fase final dos jogos da Copa do Mundo quando todo mundo estará com a atenção presa nas partidas de futebol, e poucos vão se interessar pelo andamento desta petição no Supremo Tribunal Federal. Assim garantem que que esta lambança vá passar! Precisamos impedir esta maracutaia - palavra introduzida há muitos anos por Lula no nosso idioma, o que demonstra que ele sempre foi grande conhecedor de negócios escusos, tanto na política como na administração. Portanto, #Lulanacadeia (16/06) STF – Supremão Torcemos tanto para o Brasil melhorar que em 2018 a torcida da Copa ficou até em segundo plano. Torcemos como nunca antes em nossa história para ver a corrupção ser contida, para ver a justiça sendo feita e a impunidade debelada. Mas nosso ânimo esfria a cada vez que vemos uma decisão do STF favorecendo corruptos, baseado sabe-se lá em que argumentos já que, ineditamente, a sessão no STF não foi televisionada (mas argumentos não faltam quando querem livrar a cara de alguém), deixando agora sem punição um casal de políticos, que comprovadamente recebeu propina, usou caixa 2, tendo o marido lesado até aposentados endividados através de uma organização criminosa que arrecadou R$ 100 milhões usados para irrigar as contas de agentes públicos e do PT, segundo dados levantados pela Operação Custo Brasil . Pois bem, graças à "providencial" decisão do ministro Fachin de enviar esta ação para a 2ª turma do STF, sabidamente simpatizantes do PT, Gleise Hoffmann e Paulo Bernardo se safaram. Já tivemos o Mensalão, o Petrolão, e agora se agi- ganta, para nosso desespero, o Supremão. Dia 26 poderão, com seu poder aparentemente ilimitado, colocar Lula em liberdade! Vamos nos mobilizar! (20/06) Prisão domiciliar para Lula! Com muita ênfase Lula, em 2009 tomou as dores de José Sarney, então presidente do Senado, que estava sendo acusado de usar atos secretos para nomear parentes na Casa. Criticou o que chamou de processo de denuncismo, e com todas as letras enfatizou: ..."penso que ele (Sarney) tem história suficiente para que não seja tratado como pessoa comum". Este é o mesmo raciocínio que está sendo engendrado, pasmem-se, por integrantes do Supremo Tribunal Federal com relação a Lula, preso há apenas dois meses em Curitiba. Aparentemente condoídos com o homem que rapou o tacho Brasil em prol de si mesmo, do PT e de todo o rol de países amigos adeptos do bolivarianismo, pretendem agora uma solução "meio-termo" no julgamento que vai analisar uma nova tentativa de Lula para ser solto: querem transferi-lo de Curitiba para seu apartamento em São Bernardo do Campo, onde certamente poderá contar com o carinho de amigos, familiares, políticos e baba-ovos em geral, que tanto bem fazem ao seu ego super estimulado e de onde ele poderá continuar a se imiscuir na política brasileira. Para tanto, o STF terá que passar por cima da Constituição para conceder esta benesse espúria para Lula, pois segundo seu artigo 5º, todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza. Ou será que se deixarão levar pelo artigo 1 da lei de Lula que diz que ele, pela sua história, não deve ser tratado como pessoa comum? Justamente por tudo que Lula poderia ter feito de bem para o Brasil e não fez, e pelo mal imenso que causou fomentando a maior crise de corrupção jamais vista no mundo é que Lula tem que ser tratado com todo o rigor da lei, sem atenuantes ou soluções meio-termo. O Supremo Tribunal Federal não pode encabeçar esta proposta sob pena de ser o responsável por criar um ponto alto no descrédito e insatisfação crescentes que esta instituição vem sofrendo diante da opinião pública. Daí para frente, tudo será válido... (22/06) Ditadura do Supremão Podemos chamar de Supremão este atual Superior Tribunal Federal , onde alguns membros se arvoram de super poderes quando se mostram determinados a dirigir os destinos do Brasil apesar desta não ser sua função e de não terem sequer sido escolhidos pelos votos da população. Nossa Constituição não está sendo aplicada por eles mas sim interpretada ao bel prazer destes juízes venais adeptos de uma ideologia e de um partido, e cujo maior propósito é libertar Lula e sua corriola criminosa, jogando por terra todo o trabalho de desmonte da corrupção levado a cabo pela Lava Jato. Não por acaso assisti um vídeo no Youtube de uma entrevista recente dada por Marco Aurélio Mello numa TV de Portugal, onde com todas as letras ele defende a tese de que a prisão de Lula é ilegal. Um ministro do STF pode fazer isso? E aqui vimos a rápida sucessão de derrotas colhidas pelo relator da Lava Jato, Edson Fachin, que culminaram no último revés, a soltura de Zé Dirceu e Cláudio Genu e que só não teve o mesmo resultado com Lula porque houve uma providencial intervenção de uma desembargadora do TRF-4 seguida pela ordem de Fachin de remeter o pedido da defesa de Lula para ser julgado pelo pleno do STF. Por este seu gesto foi alvo da vingança de seus pares. Hoje o relator da Lava Jato, Ministro Edson Fachin, é um personagem isolado na 2ª Turma da Corte, e a sensação que tenho é de que estamos reféns , submetidos a uma ditadura judiciária levada à frente por ministros como Dias Toffoli, Ricardo Lewandovski, Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello, e que, desgraçadamente, os demais membros do STF apenas assistem o ocorrido, sem tomar nenhuma atitude contrária. Por que? E o que podemos fazer? (27/06) montezuma.scriba@gmail.com From: BENONE PAIVA To: benone paiva; Jornal Pequeno - MA; A TRIBUNA / ES; Opinião Pública; Estado de Minas; Diário do Sul; Hoje em Dia; Jornal Corporativo - RJ; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Gazeta do Povo; JORNAL INCONFIDÊNCIA; Gazeta Popular - Campinas/SP; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal de Piracicaba /SP; tribuna@tribunaribeirao.com.br; O Estado do Maranhão - MA; Correio Brasiliense - DF; Jornal de Brasília; redator@jornaldelaguna.com.br; Diário Catarinense; Folha de Londrina; Zero Hora (RS); Pioneiro - Caxias do Sul; mailto:redacao@ofarroupilha.com.br; mailto: diariopopular@diariopopular.com.br; palavradoleitor@dgabc.com.br; darwin@odiariodemogi.com.br; cartas@valor.com.br benonepaiva@gmail.com From: MARA MONTEZUMA ASSAF To: DIÁRIO DO COMÉRCIO; DIÁRIO DO GRANDE ABC; FOLHA DE SÃO PAULO; JORNAL AGORA; VALOR ECONÔMICO; CORREIO POPULAR - Campinas; Jornal da Cidade - Bauru/SP; Jornal da Cidade - Pindamonhangaba ; Jornal de Piracicaba /SP; Jornal Tribuna de Ituverava / SP; Jornal Tribuna de Ribeirão Preto / SP ; Folha de Pernambuco; Jornal Pequeno - MA ; O Estado do Maranhão - MA; A GAZETA / ES; Correio do Estado (MS) ; Diário da Manhã - GO ; Diário do Sul; Estado de Minas; Jornal Corporativo - RJ; Jornal de Brasília; Jornal do Comércio - Porto Alegre; Jornal Gazeta do Povo (PR); JORNAL INCONFIDÊNCIA; Jornal O GLOBO; Tribuna de Minas
  • 22.
    LIVRARIA INCONFIDÊNCIA Fruto dasua pesquisa em 26 anos de existência da nefasta organização, a Jornalista Graça Salgueiro expõe de manei- ra clara e objetiva as origens do Foro, a sua atuação nestas três décadas e a situação atual, destacando as lideranças, o modus operandi e as fontes de recursos. Ressalta a forma traiçoeira, vil e deletéria do Foro em prejuízo da democracia, das instituições e da célula-mater da sociedade - a família. O FORO DE SÃO PAULO O Foro de São Paulo: A Mais Perigosa Organização Revolucionária das Américas, poderá ser adquirido pelo e-mail: g.salgueiro@terra.com.br Além de mostrar a verdade Histórica sobre a Contrarrevo- luçãode1964,BRASIL: SEMPRE indica um NOVO CAMINHO pa- ra uma Nação em deca- ída!” Tendo em vista o brutalpatrulhamentoque vem sofrendo, essa obra somente poderá ser encontrada em duas livrarias, ambas em Porto Alegre,sobencomenda:LivrariaCultura/fone (51) 3028-4033 e Martins Livreiro Ltda / (51) 3226-7779. Para remessa via postal, frete incluso: R$ 80,00. Pedido pelo e-mail: carancho49@gmail.com BRASIL: SEMPRE jornal@jornalinconfidencia.com.br www.livrariacultura.com.br Porto Alegre: Martins Livreiro -Rua Riachuelo, 1291 ivoalmansa@gmail.com Uruguaiana: Livraria Mundo do Livro Rua Duque de Caxias / Galeria Barcelona Rio de Janeiro: Banca de Jornais na Rua Santa Luzia esq. da Av. Rio Branco, 251, frente a Sede do Clube Militar Juiz de Fora: AMIR – Rua Howian, 40 - www.amirjf.com Uberlândia: Livraria Pró Século Rua Quintino Bocaiúva, 457 - Centro pedidos@proseculo.com.br Este livro poderá ser adquirido por R$ 30,00 (postagem inclusa) nos seguintes endereços: O CEL CARLOS ALBERTO BRILHANTE USTRA vive na nossa memória e no seu livro, levando aos jovens a história da luta armada das décadas de 60 e 70, que os subversivos e corruptos tentam deturpar. A História que a esquerda não quer que o Brasil conheça Prefácio e epílogo do General Luiz Eduardo Rocha Paiva e homenagem póstuma do General Paulo Chagas. Sucesso de vendas há nove anos, 4º livro mais vendido em junho e julho do ano passado. Para adquiri-lo, por R$ 85,00 (frete incluso) faça seu pedido pelo e-mail averdadesufocada@terra.com.br ou pelo tel. (61) 3468-6576. A VERDADE SUFOCADA Aautora, Valé- ria Surreaux possui um estilo próprioaoescrever "Contos e Causos em Uruguaianês" onde os persona- gens saídos de sua fértil imaginação levam o leitor ao riso espontâneo tal a criatividade. Para adquirir este livro por R$ 25,00 com 92 páginas acesse: valsurreaux@gmail.com CONTOS E CAUSOS EM URUGUAIANÊS é o título do novo livro da Prof.ª Aileda de Mattos Oliveira com lançamento progra- mado para junho deste ano com data a ser determinada. Destinado à área de Letras e aos admiradores da língua portuguesa, versa sobre o verbo ser, a sua origem, o seu emprego na forma culta e popular do Brasil, o seu não em- prego no hebraico e outras considerações gra- maticais e linguísticas. A data e o local do lan- çamento serão previamente anunciados. Ser ou não... Uma questão verbalUma questão verbalUma questão verbalUma questão verbalUma questão verbal Aautora, Maria da Graça Lisboa Pereira da Silva foi nossa articulista durante mais de 11 anos. Tendo falecido em novembro de 2013, deixou suas memórias publicadas no Inconfidência versando sobre viagens internacionais e alguns artigos da realidade vivida pelo Brasil. Entre estes alcançaram o maior destaque “ Os Balseros”, “Projeto Rondon”, “Revolta e indignação”, finalizando com “Brasil da impunidade” devidamente comprovado pelo incên- dio da Boate Kiss em Santa Maria/RS, até hoje sem qualquer julgamento. O livro pode ser adquirido por R$ 20,00 postagem inclusa nos seguintes endereços: Porto Alegre: Martins Livreiro Rua Riachuelo, 1291 - ivoalmansa@gmail.com Belo Horizonte: jornal@jornalinconfidencia.com.br NOS CAMINHOS DO MUNDO II R$ 35,00 LIVRARIAS CURITIBA R$ 40,00 R$ 60.00 Em SONETOS DE UM BRASILEIRO,alialém dos sonetos, o maior interesse está no apêndice com as normas para construção desse tipo de poesia, o que não é mais ensinado em nossos colégios. É a terceira edição, vai para a quarta, em edição de bolso, talvez com a capa modificada. ANOTAÇÕES DE UM SARGENTO DO EXÉRCITO, não é biografia, conta episódios vividos e outros dos quais o autor tomou conheci mento, também diz de colegas de trabalho, do lugar onde nasceu, Agudos do Sul-PR, e de pessoas de va lor que lhe deram e dão atenção e apoio. HERÓIS DA FEB (esquecidos),Hoje poucos brasileiros sabem que houve uma grande guerra envolvendo vários países, e que o Brasil dela participou na Itália. O autor conseguiu reunir uns poucos daqueles heróis esquecidos, um deles hoje seu vizinho de poucas qua dras contando no livro alguns episódios. LIVRARIAS CURITIBA. Av. Mal. Floriano Peixoto, 1762 (REBOUÇAS), em Curitiba. Os pedidos desses 3 livros, todos de autoria do Capitão Adriano Pires Ribas, deverão ser feitos diretamente nessa livraria, por e-mail ou telefone: (41) 3330.5063 Grupo Livrarias Curitiba autores@livrariascuritiba.com.br / www.livrariascuritiba.com.br 1964 Atuação do 4º Grupo de Artilharia Este livro poderá ser adquirido com Ângela, no CEBRES pelo tel: (21) 2510-3238 e e-mail: cebres@cebres.org.br no valor de R$ 25,00 naquele local e por R$ 30,00 via postal. A narrativa é realizada pelo seu principal protagonista, o então Tenente Coronel de Artilharia, Herói da 2ª Guerra Mundial, Amerino Raposo Filho, que comandou o 4º Gru- po de Artilharia 75 a Cavalo, em Uruguaiana. Pode-se afirmar que se não houvesse a rea- ção aos eventos ocorridos em Uruguaiana e descritos neste livro, as forças de resistência do Governo Goulart poderiam ter insuflado o país aos seus interesses escusos, a começar pelo Rio Grande do Sul, que contou também com o apoio do ex-governador Leonel Brizola. Os Bastidores da Revolução em Uruguaiana/RS Amerino Raposo Filho Atuação do 4º Grupo de Artilharia CORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHOCORONEL AMERINO RAPOSO FILHO – AspArt/Março43 Esteve na campanha da FEB na Itália no 3º GO105 – comandou o 4º GA75 Cav em Uruguaiana/RS, quando foi o precursor da Revolução de 31 de março no III Exército. Instrutor da ECEME e da ESG – Assessor militar do Colégio Interamericano da Defesa em Washington/DC. Organizador da SSP/RJ em 1961, da Polícia do DF e da SSP/DF e reorganizador da Polícia Federal (1964/65). Autor de vários trabalhos e livros publicados pela Biblioteca do Exército. Atualmente é o 1º vice presidente do CEBRES. Esse livro sobre a Polícia Federal poderá ser adquirido com Ângela, no CEBRES nas mesmas condições acima. 8Nº 252 - Junho/2018 22
  • 23.
    ANUNCIE NESTE JORNAL Nossojornal circula por todo o país impresso e eletronicamente. Divulgue através dele sua empresa, seus produtos, seus negócios. Faça contato com o nosso representante jornalista Ary Tadeu, por telefone ou pelo e-mail, que ele lhe atenderá pessoalmente em seu escritório ou na residência. (31) BANDAS MILITARES VEJA NA INTERNET O SITE: ZAIR CANÇADO.COM CORAGEM – VERDADE – PATRIOTÍSMO BANDAS MILITARES VASTO É SELECIONADO REPERTÓRIO COM UM LAUREADO COMUNICADOR Nossos produtos artesanais: • Caponataespanhola ---- R$ 20,00 • Geleia de pimenta------- R$ 17,00 • Chutney de manga ------ R$ 17,00 • Quibinhos de carne ----- R$ 18,00 • Dadinhos de tapioca com queijo coalho------- R$ 17,00 Reservas pelos telefones: (35) 3341-3989 / 99113-7529 www.recantocaminhodasaguas.com.br Recanto Caminho das Águas POUSADA RURAL Encontra-se localizado no ‘Circuito das Águas’ (Sul de Minas) entre as cidades de Caxambu e Água de Contendas. Fernando / Letícia CONDOMÍNIO PONTA GROSSA: Localizado na beira da Lagoa de Araruama. Casa com 4 quartos com armários embutidos, sendo 2 suítes com ar condicionado. Wi-Fi, bar, churrasqueira, aquecimento solar nos chuveiros, cisterna com 35 mil litros, segurança permanente, máquina de lavar, 2 tvs HD, ventilador de teto em todos os quartos, cozinha completa Tratar: Cláudia (21) 98193-9680 claudiammteixeira@hotmail.com De autoria do Prof. Rogério Cezar Pereira Go- mes, é fruto de vinte anos de pesquisa sobre as consequências negativas do Concílio Vaticano II sobre a sociedade e sobre a própria Igreja. Em especial, o autor aponta o papel da Virgem Maria, nesse contexto sob a denominação de Nossa Se- nhora de Fátima, em período marcado por crises sociais, econômicas e religiosas no mundo. O con- teúdo tem como base o pensamento defendido por Plínio Corrêa de Oliveira, fundador da TFP – Tradição, Família e Propriedade – a quem conheceu pes- soalmente e do qual é um modesto discípulo. O autor nasceu em Ouro Preto, em 01de agosto de 1949, é professor aposentado e tem uma visão bastante crítica sobre o tema abordado. O livro possui 404 páginas, edição de luxo, pode ser adquirido sob enco- menda por solicitação à sua assessora, jornalista Mestra em Letras, Elisabeth Maria de Souza Camilo, através do e-mail emscprivacy@yahoo.com.br ou pelos telefones (31) 3551-0033 / (31) 98602-0438 (oi) / (31) 99287-1608. O valor é de R$ 100,00 + o frete. “SOBRE HERESIAS, HETERODOXIAS E UTOPIAS DO CONCÍLIO VATICANO II (1962-1965) E O TRIUNFO FATIMISTA DA IGREJA” Este livro lançado recentemente pelo Coronel Lauer Araujo, trata de algumas de suas passa- gens biográficas, inclusive pelo Exército e apresen- ta relatos sobre os atuais acontecimentos sócio- políticos da nação brasileira. O livro poderá ser adquirido pelos telefones: (31) 3129-4756 / 99618-0089 E-mail: lauerparaujo@gmail.com Facebook Valor: R$ 30,00 (frete incluído via postal) Patrícia / Aguinaldo “Se creres verás a glória de Deus.” - João 11:40 Av. Barão Homem de Melo, 1170 Jardim América - BH/MG cadettesol@hotmail.com • Uniformes Esportivos e Profissionais • Camisas e Bonés Promocionais • Bordados • Transfer Sublimático • OBM • Poliflex • Abadás • Canecas • Quebra-Cabeça c/ Foto • Banners • Placas • Adesivos. Nº 252 - Junho/2018 23
  • 24.
    8Nº 252 -Junho/2018 24 Aideia de Poder Moderador (PM) é de Benjamin Constant, ilustre roman- cista e pensador político da época de Luiz XVIII.Era um poder absolutista atribu- ído ao rei. O PM é o fecho de cúpula de toda organização política, tradução li- vre de “Le pouvoir moderateur est la clef de voûte de toute l’organisation politique”. Era o peso para equilibrar as forças de cúpula dos governos, a fim de evitar o seu desmoranamento. Segundo o professor Josaphat Ma- rinho, em conferência proferida na Uni- versidade de Brasília, durante um ciclo de conferências sobre as nossas constitui- ções, em 1977, na qual analisou a Consti- tuição de 1891, que sucedeu a Constitui- çãoImperial(1984),relataqueoMarechal Deodoro da Fonseca, em audiência com Ruy Barbosa, o construtor da Constitui- ção, estranhou que não houvesse na nova Carta a figura do PM, existente no Impé- rio, para dissolver o Congresso. Ruy ex- plicou que não cabia o PM na Repúbli- ca, ao que o Presidente Marechal teria respondido: “Vou assinar, mas fique certo de que o se- nhor e outros sairão em breve daquela da Casa, dissolvida pelo Presidente da República”. Em me- nos de um ano o Congresso Nacio- nal foi dissolvido. Feito este pro- legômeno, algumas considerações so- bre a Ética Militar. O militar que renunciou aos inte- resses próprios pelo bem comum, é no conceito hegeliano um servo do Estado, porém sabemos que ele não deixa de ser também um cidadão do Estado, consci- ente de seus deve- res e direitos civis, porém não sendo esses deveres, obriga- ções e direitos iguais para civis e milita- res. O militar é subordinado a uma ca- deia de comando de autoridades públi- cas constituídas, portador de uma “ética da convicção”, onde o estrito cumpri- mento do dever não permite decisões de caráter pessoal, enquanto o cidadão é portador e defensor de interesses especí- ficos seus, de seu grupo ou classe. Há um paradoxo na personalidade militar-cida- dão, quanto a deveres e consciência éti- ca, que poderá causar dilemas danosos em relação à lealdade e à disciplina. Em síntese, a ética do militar esta- tuída em lei (Estatuto do Militar), é uma ética relacionada com a ordem social estabelecida, não se trata assim de uma escolha moral do militar cumprir a nor- ma estabelecida nos regulamentos mili- tares, é mais um dever. Mas como deve proceder o militar quanto à intervenção militar na Política quando um governo omisso não honra a Pátria, fere a integridade e conspurca as instituições do país? Como resposta, a Constituição Fe- deral nos indica que as Forças Armadas O PODER MODERADOR E AS FORÇAS ARMADAS * CMG Paulo Marcos Gomes Lustoza podem ser acionadas por iniciativa de quais- quer um dos Três Po- deres, sempre sob o comando supremo do Presidente da Repúbli- ca, para a garantia da Lei e da Ordem, e são destinadas à defesa da Pátria e a garantia das instituições, subli- nhe-se, sempre sob a autoridade suprema do Presidente da República. Em caso de omissão do Presidente da República, seja para a defesa da Pátria ou das institui- ções, a intervenção militar, sem a devida autorização do Chefe de Estado, um caso extremo, por ser incompatível com a for- mação militar, vai depender de quem em Alto Nível na cadeia de comando, de pre- ferência um membro que faça parte do Conselho Militar de Defesa, for dotado de consciência moral baseada em princípios universais de dignidade e justiça, assuma a “ética da responsabilidade”, abando- nando as suas convicções de lealdade à cadeia de comando, e dotado dos princí- pioséticosdezelo, coragem, tenaci- dade, decisão, ab- negação, espírito militar,fidelidade, patriotismo e or- dem,valorescons- tantes na Roda Naval das Virtu- des, tomará uma atitude Política e conclamará às FA para que cumpram o seu destino constitucional e que os Poderes Constitucionais assumam as suas responsabilida- des tendo em vis- ta o descaso pre- sidencial Segue- se um impeach- ment do Presiden- te, a ser dado pelo Congresso ou o indesejável, mas inevitá- vel, “coup d’État.” É a antítese da tese geral, de não-intervenção, a síntese é a constatação de uma nova realidade a ser administrada pelos políticos, sem par- tidarismos. Na História da República encon- tramos na Marinhavários exemplos de nobres e distintos oficiais-generais que se insurgiram contra o governo, porque entenderam que justiça e lei são coisas distintas e que o Poder Militar é o braço forte do Poder Político. Na Marinha, em algum momento de suas brilhantes car- reiras, alguns Almirantes junto com ou- tros ilustres brasileiros se revoltaram contra as autoridades: Custódio José de Mello, Eduardo Wandenkolk, Ari Parreiras, Protogenes Guimarães, Her- colino Cascardo, Amaral Peixoto, até mesmo Luís Filipe de Saldanha da Gama, que não admitia intromissão de milita- res da ativa na política partidária, doou sua vida combatendo forças legalistas, bem como outros tantos ilustres milita- res nos idos de abril de 1964. Rio de Janeiro, 05 de junho de 2018. * Mestre em Ciências Navais, C-CEM e C-SGN da Escola de Guerra Naval Asociedade cansou-se do discurso de uma classe política que não mais a representa. Novidade histórica: os militares voltarão ao poder, pela via democráti- ca. Eis um cenário altamente provável, que foge totalmente do padrão das úl- timas eleições. Estamos diante de um fato novo, que não se deixa mais reduzir aos moldes de uma polarização hoje vencida entre PT e PSDB. É forçoso reconhecer que o País mudou. Essa provável volta contará com o apoio da sociedade e, certamente, das Forças Armadas. Para a opinião públi- ca, os militares representam uma insti- tuição da mais alta confiabilidade, que não foi tomada pela onda da imoralida- de pública. Eles se tornaram, para mui- tos, uma opção, uma alternativa de po- der. Seu prestígio só tem aumentado. É bem verdade que todos os gover- nos após a redemocratização contribuí- ram amplamente para isso. A segurança públicafoideixadaemfrangalhos,ocrime assola a Nação, e tudo tem sido tratado com leniência e ineficiência, se não com complacência e simpatia ideológica. Cri- me não seria crime, mas uma forma de resposta social. Se os mortos falassem, eles lhes dariam uma resposta adequada! As pessoas estão aterrorizadas, nas ruas e em casa, e ainda são obrigadas a ouvir o discurso ensurdecedor do politicamente corre- to. Mais de 60 mil pesso- as são mortas por ano e temos de ouvir as falas insensatas sobre a ma- nutenção do Estatuto do Desarmamento, como se esse fosse o maior problema do País. Os cidadãos de bem tornam-se, graças ao legítimo direito à autodefesa, os respon- sáveis pela criminalidade! A candidatura Bolsonaro surge co- mo uma resposta a esse tipo de ques- tão, por mais impreciso que seja ainda o seu discurso político e, sobretudo, econômico. Soube escutar esse anseio da sociedade, ciente de que o Estado não se pode sustentar sem o exercício da autoridade estatal. O Estado, em negociações “demo- cráticas”, virou refém de corporações de funcionários e empresários que se apode- raram de uma fatia do bolo público e são avessos a qualquer mudança. Se a tão necessária reforma da Previdência não foi realizada, foi porque as corporações de privilegiados se negaram a reduzir seus benefícios dos mais diferentes tipos. A esquerda, seguindo sua degra- dação ideológica, ficou do lado das cor- porações públicas, como se elas repre- sentassem os trabalhadores, estes, sim reféns de baixos salários e do desem- prego. As corporações do Judiciário e do Ministério Público também se recu- saram a aceitar a igualdade básica dos cidadãos enquanto membros do Esta- do. Este se tornou presa de seus esta- mentos, perdendo o sentido da morali- dade e do bem coletivo. Tachar o discurso do deputado Jair Bolsonaro de extrema direita é o melhor atalho para refugiar-se na mio- pia ideológica. Só teria sentido se se con- siderasse a defesa da vida e do patri- mônio das pessoas uma bandeira de extrema direita. Isso significaria, então, que a esquerda valoriza o crime e a vio- lência? Ou não se preocupa com a vida e o patrimônio dos cidadãos? A VOLTA DOS MILITARES Novidade histórica: os militares voltarão ao poder, pela via democrática * Denis Lerrer Rosenfield A greve dos caminhoneiros mos- trou com inusitada clareza que os milita- res se tornaram uma opção para boa parte dos cidadãos. Os pedidos de intervenção militar alastraram-se pelo País e foram muito maiores do que o noticiado. A so- ciedade clamapormoralidadepúblicaepor segurança física e patrimonial. Cansou-se do discurso de uma classe política que não mais a representa. Partidos com forte estruturaçãoideológica,comoPTePSDB, ficaram literalmente perdidos, tontos. Evidentemente, tal saída seria uma ruptura institucional, ferindo uma demo- cracia cambaleante. E mais imprópria ain- da por ter o atual governo levado a cabo uma agenda reformista que está mudando o País, apesar de seus percalços. Não se- ria esse o destino desejável. Nas últimas décadas os militares têm tido um comportamento exemplar, defendendo a democracia e a Constitui- ção. Passaram por momentos muito deli- cados, sendo objeto de acusações as mais diversas, com a ameaça de revisão da Lei da Anistia pairando sobre eles. Soube- ram resistir no estrito respeito às nor- mas constitucionais, enquanto seus opo- sitores pretendiam jogá-las pelos ares. Agora, todo um setor importante da sociedade brasileira clama para que vol- tem ao poder, por intermédio da candida- tura Bolsonaro. Ele não representa apenas a si mesmo, mas responde a um apelo social, poden- do contar com o apoio dos militares, embora as Forças Armadas perma- neçam, enquanto insti- tuição estatal, neutras e equidistantes em relação ao processo eleitoral. É visível o empenho de militares da reserva em favorecer essa via demo- crática de volta ao poder. Generais im- portantes estão empenhados nesse pro- cesso, dando o seu aval a uma candida- tura que, vitoriosa, poderá contar com o apoio daqueles que querem restaurar a autoridade estatal. Acontece que a Nação apresenta uma condição de anomia, cada estamen- to puxando para o seu interesse particu- lar, como se o Estado pudesse ser esquar- tejado, perdendo-se até mesmo a própria noção do bem coletivo. A desordem toma conta do espaço público, como ampla- mente demonstrado na greve dos cami- nhoneiros, que conseguiu curvar o go- verno no atendimento de suas demandas. O caminho está aberto para que outras corporações sigam o mesmo ca- minho. A greve contou com o apoio da sociedade, que, do ponto de vista pú- blico, terminou prejudicada em todo esse episódio. O que contou, porém, foi a expressão de uma insatisfação gene- ralizada, que encontrou aí uma canali- zação para o seu mal-estar. E é esse mal-estar que está sendo a condição mesma do apoio social à volta dos militares ao poder. Talvez os que defendam a ideia da bolha da can- didatura Bolsonaro, como se ela fosse logo explodir, não tenham compreendi- do que a sociedade não mais aceita uma classe política que se corrompeu e dela se distanciou. Se há uma bolha, diria crescente, é a de uma sociedade que deseja mu- danças. E ela, sim, pode explodir! (Publicado no Estado de S. Paulo - 11/06) A segurança pública foi deixada em frangalhos, o crime assola a Nação, e tudo tem sido tratado com leniência e ineficiência, se não com complacência e simpatia ideológica. A Constituição Federal nos indica que as Forças Armadas podem ser acionadas por iniciativa de quaisquer um dos Três Poderes, sempre sob o comando supremo do Presidente da República, para a garantia da Lei e da Ordem, e são destinadas à defesa da Pátria e a garantia das instituições Importante Em caso de omissão do Presidente da República, a intervenção militar, vai depender de quem faça parte do Conselho Militar de Defesa que tomará uma atitude Política e conclamará às Forças Armadas para que cumpram o seu destino constitucional. Segue-se um impeachment do Presidente, a ser dado pelo Congresso ou o indesejável, mas inevitável, “coup d’État.” 1 2 * Professor de Filosofia na UFRGS. E-mail:denisrosenfield@terra.com.br
  • 25.
    Nº 252 -Junho/2018 25 ARMAS EM FUNERAL GENERAL DE EXÉRCITO PEDRO LUÍS DE ARAÚJO BRAGA Faleceu, no dia 11 de junho de 2018, em Porto Alegre/RS, cidade onde nas- ceu, o Gen Bda DANIEL LOMANDO ANDRADE. Perdeu o Exérci- to Brasileiro um grande líder. Admirado por seus superio- res, pares e subordinados, era conhecido por cultivar as vir- tudes militares com destaque para a camaradagem. Oriundo da Escola Preparatória de Por- to Alegre (EPPA), cursou a Academia Militar das Agu- lhas Negras de 1948 a 1951, quando a 14 de dezembro foi declarado Aspirante a Oficial de Cavalaria. Serviu como ofici- al subalterno na Guarnição de São Gabriel onde se casou com Martha de tradicional família sãogabrielense e em outras unidades hipomóveis, motoriza- das e mecanizadas. Cursou a Escola de Aperfeiçoa mento de Oficiais (EsAO) em 1962 e a Escola deComandoeEstado- GENERAL DE BRIGADA DANIEL LOMANDO ANDRADE 09/10/1928 11/06/2018 Maior do Exército ECEME) no período de 1965/67. Como oficial de Estado- Maior serviu na 2ª Divisão de Cavala- ria, em Uruguaiana. Foi Comandante e Instrutor Chefe do Curso de Cava- laria da AMAN, Instrutor da ECEME. Chefe de Se- ção no Comando do III Ex (hoje Comando Militar do Sul). Sub Comandante da AMAN, Comandante do 12ºRegimentodeReconhe- cimento Mecanizado (12º RRecMec) e Chefe da Agência do SNI em Porto Ale- gre/RS. Promovido a General, comandou a 1ª Bda C Mec em Santiago/RS, de 25 de abril de 1985 a 27 de abril 19 88, ocasião em que passou para a reserva, fixando residência em Porto Alegre. Deixa viúva a Sra Martha de Moraes Andrade e os fi- lhos Manuel José, Martha, Daniel, Ana Maria e inúmeros amigos. Três Corações - Desfile de 7 de Setembro de 2017 29/06/1926 14/06/2018 O Clube Militar, consternado, se solidariza com famili- ares e amigos do Ge- neral de Exército Pe- dro Luis de Araújo Bra- ga, ocorrido no dia 14 de junho de 2018. O velório e o se- pultamento ocorreram no dia 15 de junho, no Cemitério São João Ba- tista, em Botafogo, no Rio de Janeiro. Histórico Nascido no bairro de Vila Isa- bel, no antigo Distrito Federal, hoje Estado do Rio de Janeiro, em 29 de junho de 1926, o Gen Braga iniciou sua trajetória na Escola Preparatória de Cadetes de São Paulo, onde ingres- sou em 1943, tendo concluído o curso com aproveitamento e ingressado na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), onde foi declarado Aspi- rante-a-Oficial da Arma de Infanta- ria, em 28 de dezembro de 1946, sen- do integrante da primeira turma for- mada integralmente em Resende-RJ. Realizou, como capitão, o Curso da Escola de Comando e Estado-Maior e também o mesmo curso no Exército dos Estados Unidos da América, onde serviu, posteriormente, como Asses- sor Militar Brasileiro. No período que serviu no Oriente Médio, em 1964-1965, e por ser uma pessoa muito religiosa, foi também o verdadeiro Capelão Evangélico da Tro- pa Brasileira a serviço da Força de Emergência das Nações Unidas. Sob sua direção funcionavam os cultos no Templo Evangélico, uma pequena ca- pela com este nome, construída no "Campo Brasil" do Batalhão Suez. Como oficial general desempe- nhou várias funções de relevância, sen- do as principais delas a de Comandante Mi- litar do Planalto, Se- cretário de Economia e Finanças do Exérci- to e Comandante Mi- litar do Sudeste. Foi condecora- do com trinta e duas medalhas, dentre as quais figuram a Or- dem do Mérito Mili- tar no mais alto grau (Grã-Cruz) e as Or- dens dos Méritos Na- val, Aeronáutico, das Forças Armadas, Judiciário Militar e Rio Branco, no grau correspondente ao seu posto no Exér- cito (Grande Oficial). O Gen Braga teve uma vida de- dicada à leitura e produção de inúmeros trabalhos, dentre eles, “Caxias: uma vi- da dedicada ao Brasil” e “A República Brasileira – suas verdadeiras causas e consequências a curto prazo”. Seu fascínio pela leitura o condu- ziu a Membro Emérito do Instituto de Geografia e História Militar do Brasil – IGHMB, onde participou assiduamente dos estudos inerentes à história do Bra- sil, escrevendo inúmeros artigos para aquela instituição. Após sua passagem para a reser- va remunerada, em 1991, o Gen Braga participou ativamente da vida do Clube Militar, onde escreveu diversos artigos de interesse da família militar e dos associados, os quais foram publicados na Revista do Clube Militar, sendo o úl- timo, na edição de março deste ano. Sua dedicação ao nosso Clube culmi- nou com sua nomeação como presi- dente do Conselho Deliberativo, ainda no final dos anos 1990, até seus últi- mos dias de vida. O Gen Braga era casado com a senhora lza Silva de Araújo Braga e deixa dois filhos e netos. AAAAASMIRSMIRSMIRSMIRSMIR de Tde Tde Tde Tde Três Coraçõesrês Coraçõesrês Coraçõesrês Coraçõesrês Corações O Inconfidência apresenta condolências à família enlutada. ○ ○ ○ O General Braga desempenhou com grande sucesso as funções de presiden- te do Conselho Deliberativo do Clube Militar durante quase 20 anos, sendo um exemplo a ser seguido. Apresentou na Edição Especial da Revista do Clube Militar nº 452 - A Verdade - 31 de Março de 1964, o artigo intitulado “À guiza de Introdução” do qual retiramos pequenos textos que representam seu pensamento sobre as Forças Armadas e a História Militar do Brasil. “As Forças Armadas nunca foram intrusas na História. Legalistas por natureza, sempre que tiveram que intervir na vida nacional foi a chamado da Nação”. “Daí porque o Movimento de 31 de Março de 1964 foi o desfecho de uma situação insustentável, uma revolução cívico-miltiar. Sem sangue! Os milita- res, pelo bem da Nação, atenderam ao apelo angustiante da sociedade civil”. “Amamos nosso Deus e nossos soldados nos momentos de perigo, não antes. Passada a refrega eles são recompensados: nosso Deus é esquecido, nossos soldados são despreza- dos...” Era nosso leitor assíduo e jamais deixou de comparecer às solenidades da Intentona Comu- nista na Praia Vermelha, onde a 27 de novembro de 2009 recebeu um exemplar da Edição Histórica do Inconfidência. Que Deus o tenha!
  • 26.
    8Nº 252 -Junho/2018 26 BOLETIM DAS BAIAS Em 1º Lugar o presidente Temer, em razão dele ter substituído Dilma, que a esquerda hipócrita afirma descaradamente, que foi vítima de um golpe. A emissora procura desestabilizar e enfraquecer o governo diuturnamente. O ódio a Temer é visí- vel, esquecendo que ele assumiu numa recessão profunda, com milhões de desempregados e uma corrupção jamais vista em toda a história do Brasil. Temer pode não ser o ideal, mas é melhor do que a cleptocracia (governo de ladrões) petista de Lula eDilma. Em 2º Lugar o candidato à presidência da Repú- blica Jair Bolsonaro porque ele é contra a liberação das drogas; a favor das famílias e de leis mais rígidas para os criminosos. Em 3º Lugar o prefeito da cidade do Rio de Janeiro Crivela porque ele é contra o grupo LGBTQI+ que pro- cura desacreditar a natureza humana, indo de encontro aos valores morais de uma sociedade cristã. Recente- mente procuraram encenar na Arena Carioca Fernando Torres, no Parque Madureira, a peça "O evangelho se- gundo Jesus, rainha do céu". O alcaide publicou um ví- deo em seu perfil no Facebook, afirmando que a peça não Esta edição nº 252 será expedida com atraso em virtude deste Editor ter viajado para o Rio de Janeiro a 25 de junho, a fim de participar no dia seguinte da solenidade de posse do General de Exército Hamilton Mourão na presidência do Clube Militar. E também do VIII Encontro dos Articulistas do Inconfidência acon- tecido na tarde de 29 de junho, tendo regressado a BH na noite de segunda feira, 2 de julho. Lamentamos o ocorrido e apresentamos nossas desculpas por tê-los privado de receber este exemplar na primeira semana sub- sequente à sua edição. OS PREFERIDOS DA PTV GLOBO Prezados leitores A HORA É AGORA Se algum companheiro residente em Minas Gerais desejar colaborar montando um grupo de traba- lho em suas respectivas cidades, entre em contato conosco. Essa iniciativa deve ser realizada em todos Estados. Potencial não nos falta e tudo depende de nós mesmos. Já temos os nossos candidatos a deputados federal e estadual e aguardamos a indicação para senador. Miguez - Editor/Redator seria realizada e que, na administração dele,"nenhum espetáculo, nenhuma exposição vai ofender a reli- gião das pessoas". A PTV GLOBO possui em seus quadros inú- meros comunistas, travestidos de socialistas, viciados em drogas e adeptos dos direitos huma- nos em prol dos criminosos , além de integrantes do grupo LGBTQI. Não sejamos "inocentes úteis" aceitando e indo na onda de notícias proferidas por pessoas que desejam destruir as famílias e os valores morais do nos- so povo, cristão por formação desde o descobrimen- to do Brasil. Disfarçados de juízes, Gilmar, Lewandowski e Toffoli agem como cúmplices de bandidos de estimação Alibertação do delinquente José Dirceu, condenado em se- gunda instância a 30 anos e 9 meses de prisão, escancarou a verdade inverossímil: a sala ocupada pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal transformou-se numa gigantesca porta de saída da cadeia. Essa bofetada na cara do país que presta foi desferida a seis mãos por Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. Nenhuma surpresa. Gilmar inaugurou e comanda a pri- meira usina de habeas corpus do planeta. Lewandowski ganhou uma toga por ser filho de uma vizinha de Marisa Letícia. Toffoli é uma alma subalterna a serviço de Dirceu. Disfarçados de juízes, os três agem como cúmplices de bandidos de estimação - e enxergam no povo brasileiro um bando de otários que só explodem de indignação quando a seleção vai mal numa Copa do Mundo. É hora de mostrar aos semideuses de araque que a paciência dos honestos acabou. A SALA DA SEGUNDA TURMA DO STF VIROU PORTA DE SAÍDA DA CADEIA Jornalista Augusto Nunes
  • 27.
    Nº 252 -Junho/2018 27 UM BRASILEIRO NA GUERRILHA DO ARAGUAIA II Coronel Lício Augusto Maciel Entrevista concedida pelo Coronel Lício Augusto Maciel na Câmara de Deputados, em sessão solene em homenagem aos combatentes mortos no Araguaia, realizada em 26 de junho de 2005. Região da Guerrilha do Araguaia Ele se dizia Ge- raldo e se di- zia morador da área (claro, elemento na área, suspeito, eu mandei deter). Mes- mo algemado e com tudo nas costas, uma mochila pesada e grande, ele fu- giu. O Cabo Marra deu três tiros de ad- vertência, e ele parou. Mas não parou por causa da advertência, parou por- que se emaranhou no cipoal e o pessoal conseguiu pegá-lo. Eu perguntei: "Por que você está fugindo? Nós apenas estamos que- rendo conversar com você. Para você não fugir, vamos ter de algemá-lo". "Eu sou morador" - disse ele. Deixei o pessoal especializado em inquirição conversar com o Genoíno - até então Geraldo. O Cid conversou bastante com o Genoíno e, afinal, veio a mim e disse: "Comandante, não tem nada, não". "Está bem" - respondi. Como eu já estava há muito tempo no mato e já tinha decidido levar esse Geraldo para Xambioá, peguei a mochila dele. Quero também ressaltar que ha- via um elemento na minha equipe - já fa- lecido - especialista em falar com o pes- soal da área; um elemento excepcional- mente bondoso, ao qual presto minhas homenagens. O João Pedro, apelidado por nós de Jota Peter, ou Javali Solitário - onde es- tiver estará me escutando. João Pedro era quem falava com o matuto, com o pesso- al da área. Eu, na minha linguagem urbana, nãoeraentendidonementendiaoqueeles falavam. Pois bem, o Javali veio a mim e disse: "Ele não tem nada. É morador da área". Como homem de selva que era, peguei a mochila do Geraldo e comecei a abri-la. Tirei pulôver, rede e um bocado de "bagulho" da mochila do Geraldo, até encontrar um tubo de remédio no fundo da mochila. Ao pegar aquele tubo e olhar para o Genoíno, vi que ele estava lívido, pálido. Lembro-me que ainda lhe disse: "Companheiro, fique tranquilo por- que nós não vamos fazer nada com você; você é morador da área". E abri o tubo... Lá encontrei material típi- co de sobrevivência - linha de pesca fina, anzóis. Como eu ha- via feito um curso e só sabia teo- ricamente sobre o assunto, in- teressei-me por aquele exem- plo prático, em um local de difí- cil acesso na selva amazônica. À medida que eu ia puxan- do aquelas linhas, o Genoíno - aliás, o Geraldo - ia ficando mais desesperado. E quando eu esvaziei o tubo, olhei para ele... es- tava branco como cera. Quando eu olhei para ele [Ge- noíno] e disse: "Você não tem mais al- ternativa porque aqui está a mensa- gem", ele disse: "Eu falo". Foi quando, lá no fundo do tubo, vi um papel pautado, dessas cadernetas em que todo dono de bodega na área anotava as suas vendas. Cortei uma ta- lisca do meu lado, puxei o papel e lá es- tava a mensagem do Comandante do Grupamento B, da Gameleira, o Osval- dão, para o Comandante do Grupamento C, Antônio da Dina. Estava lá a mensagem que o Ge- noíno transportava para o Antônio da Dina. Era uma mensagem tão curta que ele, como bom escoteiro que era, pode- ria ter decorado, pois até hoje, mais de 30 anos passados, eu me lembro do que ela dizia. Era uma dúzia de palavras em lin- guajarmilitar,deprópriopunhodoOsval- dão, o Comandante do Grupamento B da Gameleira, o grupamento mais perigoso da guerrilha, como constatamos no de- senrolar das lutas. Aliás, esse foi o grupo que matou o primeiro militar na área. Antes de qualquer pessoa morrer, o grupo do Osvaldão matou o Cabo Ro- sa, Odílio Cruz Rosa. Depois do Cabo Rosa eles mataram mais 2 sargentos e fizeram muito mal aos militares, que nada sabiam até então. Só quem sabia era o pessoal de informações. Bem, prosseguindo. O Genoíno foi mandado para Xam- bioá. A essa altura ele deixou de ser suspeito e disse tudo sobre a área. Quan- doeuolheiparaeleedisse:"Vocênãotem mais alternativa porque aqui está a men- sagem", ele disse: "Eu falo". Genoíno, olhe no meu olho, você está me vendo. Eu prendi você na mata e não toquei num fio de cabelo seu. Não lhe demos uma facãozada, não lhe de- mos uma bolacha - coisa de que me ar- rependo hoje. Um elemento da minha equipe, fu- mador inveterado, abriu um pacote de cigarros, aproveitou aquele papel bran- co do verso, pegou um toco de lápis, não sei de onde, e o João Pedro come- çou a anotar o que o Genoíno falava. Fui até um córrego próximo be- ber um pouco d'água. Voltei e o papel estava cheio, com toda a composição da Guerrilha - nomes, locais, Grupamen- to C, ao sul; Grupamento B, da Game- leira, perto de Santa Isabel; e Grupa- mento A, perto de Marabá. Eram esse os 3 grupos efetivos, em que se presumiam 30 homens por grupamento, além de um comitê mili- tar, comandado por Maurício Grabois. "Genoíno, aquele rapaz foi esquartejado!" Peguei aquele papel e ainda co- mentei com ele: "Pô, meu amigo, tu és um cara importante desse negócio aí, hein?" EmandeioGenoínoparaXambioá, onde foi recolhido ao xadrez e, poste- riormente, enviado a Brasília. Três ou quatro dias depois, não me lembro, veio a confirmação da identificação: o guerrilheiro Geraldo era o José Ge- noíno Neto. Triste notícia veio depois. O grupo do Genoíno prendeu um filho do Antônio Pereira, aquele se- nhor humilde, que morava nos confins da picada de Pará da Lama, a quilôme- Continua na próxima edição NR: Para conhecimento da Rede Globo e Pedro Bial. José (Geraldo) Genoíno entregou todo o grupo guerrilheiro sem levar um só peteleco do Asdrúbal, que se arrepende disso até hoje Este relato diz respeito principalmente ao que vivenciei no comando de um pequeno grupo de operações de informações e combate, único que operou durante todo o período de luta no Araguaia, deixando um legado incontestável de combates leais, limpos e decisivos. Sessão solene Homenagem aos militares que morreram na Guerrilha do Araguaia tros de São Geraldo. O filho dele era um garoto de 17 anos, que eu não queria le- var como guia, por- que ao olhar para ele me lembrei do meu fi- lho, que tinha a mes- ma idade. Eu dissera ao Jo- ão: "Não quero levar o seu filho". Eu sabia das implicações, ou já des- confiava. Mas o pobre coitado do rapaz nos seguiu durante uma manhã, das 5h até o meio-dia, quando encontramos os três nos aguardando para almoçar. Pois bem. Depois que nos retiramos, os companheiros do José Genoíno pe- garam o rapaz e o esquartejaram. Ge- noíno, aquele rapaz foi esquarteja- do! Toda a Xambioá sabe disso, to- dos os moradores de Xambioá sabem da vida do pobre coitado do Antônio Pereira, pai do João Pereira, e vocês nunca tiveram a coragem de pedir pe- lo menos uma desculpa por terem esquartejado o rapaz! Cortaram primeiro uma orelha, na frente da família, no pátio da casa do Antônio Pereira; cortaram a segun- da orelha; o rapaz urrava de dor; a mãe desmaiou. Eles continuaram, cortaram os dedos, as mãos e, no final, deram a fa- cada que matou João Pereira. Pois bem, eles fizeram isso ape- nas porque o rapaz nos acompanhou durante 6 horas. Para servir de exem- plo aos outros moradores, de forma que não tivessem contato com o pes- soal do Exército, das Forças Arma- das. Foi o crime mais hediondo de que já soube. Nem na Guerra da Co- réia ou na do Vietnã fizeram isso. Al- go parecido só encontrei quando tru- cidaram o Tenente PM Alberto Men- des Júnior. Esse Tenente PMSP se oferecera voluntariamente para substituir dois su- bordinados que estavam feridos, cap- turados pela guerrilha do Lamarca. Por que eu descobri que o Genoíno era guerrilheiro?
  • 28.
    Os artigos assinadossão de inteira responsabilidade de seus autores. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. EXPEDIENTE Editor/Redator: Coronel Carlos Claudio Miguez Jornalista Responsável: 17646/MG Telefone (31) 3344-1500 / 99957-3534 - E-mail: jornal@jornalinconfidencia.com.br Rua Xingu, 497 - Alto Santa Lúcia - CEP 30360-690 - Belo Horizonte - MG Circulação Dirigida Impressão: Sempre Serviços Gráficos Ltda CNPJ: 11.843.412/0001-00 Envelopamento autorizado Pode ser aberto pela ECT www.jornalinconfidencia.com.br É IMPOSSÍVEL ESCREVER CORRUPTO SEM PT 8Nº 252 - Junho/2018 28 NÃO VOTO EM Em julho de 2005, um assessor do então deputado estadual José Nobre Guimarães (PT/CE) foi preso no aeroporto em São Paulo pela Polícia Federal, com US$ 100 mil e R$ 200 mil escondidos na cueca e na mala. O nobre deputado é irmão de José Genuíno (PT/SP) e foi eleito deputado federal. Essa cueca do PT permanecerá pendurada até o caso ser investigado e os corruPTos julgados, condenados e presos. Hoje é o líder do PT na Câmara de Deputados! Não podia ser outro! Esse é João Paulo, mais uma vítima de um celular da Samsung. O aparelho não explodiu, mas a mulher dele descobriu a senha... O STF ENTERRANDO A LAVA-JATO CARTÃO VERMELHO DO GILMAR É ASSIM Ilustrações: Internet