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A ERA DAS REVOLUÇÕES Iluminismo conceito, teóricos e características
Movimento cultural responsável por criticar o Estado Absolutista ou Antigo Regime, também conhecido como “Filosofia das Luzes” ou “Ilustração”.   Movimento que arquitetou as idéias que derrubaram o Antigo Regime. Iluminismo
Fim da Idade Média Séculos XIII e XIV Rei  +  Burguesia Unificação Política   Aspirava o comércio   Desenvolvimento comercial   Aumento de Lucros   Ascensão econômica da  burguesia   Séculos XV e XVI   Grandes navegações   Representam a ascensão econômica
Séculos XVII e XVIII   Burguesia   Passa a aspirar o Poder político   Crítica ao  Antigo Regime   Antigo Regime ou Absolutismo Monárquico  Política:  Poder absoluto dos reis.    Social:  Sociedade dividida em estamentos (clero, nobreza e povo).  Economia:  Mercantilismo. Intervenção do Estado na economia.    Cultural:  intolerância religiosa e filosófica. Ao criticar o antigo regime a burguesia criou a sua própria  ideologia . “ O Estado só é poderoso se for rico. Para enriquecer deve haver capitalismo. Para haver capitalismo a burguesia deve estar no poder”.   Surge então o  ILUMINISMO
Características do Iluminismo:   Igualdade:  Perante a lei, economicamente desigual. Tolerância religiosa ou filosófica:  Não interessava ou era, mas sim o que tinha. Liberdade:  Pessoas livres = a Mercado consumidor. Propriedade Privada:  Não a estatização e sim a privatização.   Lema Iluminista: LIBERDADE,  IGUALDADE  E  PROPRIEDADE .   Combatia: Absolutismo:  Impedia a participação política da burguesia, impedindo a realização dos seus ideais. Mercantilismo:  Prejudicial a Livre iniciativa (o mercantilismo controla a economia) Poder da Igreja:  Não permitia a liberdade de pensamento.
Teóricos: Montesquieu:  Separação dos poderes (legislativo, Executivo e Judiciário). Voltaire:  Campeão da liberdade individual.  Diderot e D’Alembert:  A Enciclopédia. Rousseau:  Contrato Social (O povo elege para o bem comum) e o Bom selvagem (a pessoa é boa por natureza, à sociedade a corrompe). Quesnay:  A terra é a maior fonte de riqueza. Fisiocracia. Adam Smith:  Liberalismo econômico. Livre jogo da oferta e da procura.  Laissez – Faire . Deixe fazer deixe passar.
Despotismo Esclarecido No final do XVIII alguns monarcas absolutos realizaram reformas em seus Estados influenciados pelo Iluminismo. Modernização das estruturas administrativas, educação e atividades científicas foram as grandes modificações. Marques de Pombal – Portugal, estimulou as exportações e produção manufatureira, além de reforçar o monopólio comercial sobre o Brasil Frederico II – Prússia, fim da tortura, educação e produção agrícola e industrial Catarina II – Rússia, escolas, hospitais e tomou terras da Igreja José II – Áustria, confiscou terras da Igreja, aperfeiçoou o exército e aboliu obrigações feudais
A ERA DAS REVOLUÇÕES Revolução Industrial Antecedentes, desenvolvimento e expansão
A Nova Ordem Econômica: o Liberalismo No séc. XVIII as práticas mercantilistas não atendiam as necessidades da burguesia. A fim de combater antigas formas da economia, surgiu o Liberalismo que criticava o Mercantilismo por que suas práticas prejudicavam a livre expansão do Capitalismo. Suas principais críticas eram: Intervenção do Estado na economia; Monopólio do comércio; Protecionismo alfandegário; Controle sobre o mercado; Identificação com as monarquias absolutistas.
Liberalismo – características: Condenação da intervenção do Estado na economia; A economia se auto-regula através de leis naturais; Defesa da livre concorrência; Liberdade cambial; Defesa da liberdade na realização de contratos; Defesa da propriedade privada; Combate ao Mercantilismo; Estímulo à expansão demográfica para criar um vasto mercado de mão-de-obra.
Os teóricos do Liberalismo Adam Smith (1723-1790) Obra:  Riqueza das Nações Abandono das práticas mercantilistas que empobreciam as nações; propunha o estabelecimento  do comércio livre e o fim da presença do Estado na economia; apontava o trabalho como a fonte principal de geração de riqueza.
David Ricardo (1772 – 1823) Economista britânico cuja principal contribuição foi o estudo sobre a distribuição de renda. Afirmava que havia três fatores que podiam desestabilizar a economia: salário, lucro e renda da terra. Quando qualquer um desses fatores aumentava demais, provocava um desequilíbrio na economia toda. Empresários e governantes ainda usam essa teoria como justificativa para políticas de arrocho salarial.
John Stuart Mill (1806 – 1873) Filosofo e economista britânico, defensor entusiasmado do  Laissez-faire , mas acrescentava a necessidade de promover uma distribuição equilibrada dos benefícios gerados pela economia liberal. Ele defendia a criação de um sistema político que permitisse a participação popular e garantisse os direitos das minorias.
Condições para a decolagem inglesa Acumulação de capital – oriundo do comércio colonial; Existência de matéria-prima – grande reservas de minério de ferro e carvão, o algodão foi essencial nesse momento; Abundância de mão-de-obra barata – desde a Lei dos Cercamentos de terras Mercados consumidores - seu poderio naval permitiu a construção de um imenso império colonial e o domínio do comércio mundial. Revolução Gloriosa
Monopólios industriais (K financeiro) Livre concorrência (K industrial) Mercado: Direção = profissionais especializados Proprietário = diretor Org. empresarial: Aço, ligas mais leves, química e automação Ferro e processos mecânicos de produção Tecnologia: Eletricidade, combustão interna, derivados do petróleo Vapor Energia: Outras regiões Inglaterra Região: 1860 em diante 1760 - 1860 Período: II revolução Industrial I Revolução Industrial Características
Modo de Produção Capitalista O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
Fases do Capitalismo Pré-capitalismo : o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas.  Capitalismo comercial : a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum.  Capitalismo industrial : com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente.  Capitalismo financeiro : os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.  
Conseqüências da Revolução Industrial Estabelecimento do K como sistema econômico; 1ª fase – desenvolvimento do Liberalismo econômico; 2ª fase – formação dos conglomerados econômicos (Trustes, Cartéis); Abriu caminho para a produção em série, produtividade e massificação dos produtos; O K financeiro deu origem ao Imperialismo; Burguesia K tornou-se a camada politicamente dominante; Ocorrência do Êxodo Rural e crescimento acelerado das cidades; Formação das camadas operárias e suas primeiras reações contra a sua situação: Luddita: quebra das máquinas. Cartismo: propostas definidas (sufrágio universal e secreto, imunidade parlamentar, eleições anuais, ...) Trade Unions:primeiras organizações de operários, atuavam como assembléias, publicavam jornais, protestos e greves.
Doutrinas sociais do Séc. XIX Socialismo Utópico: tentativa de atender às necessidades dos trabalhadores em meio ao desenvolvimento K da época. Principais teóricos: Saint-Simon, Louis Blanc e Charles Fourier. Socialismo Científico:defendia a apropriação coletiva dos meios de produção, pela via revolucionária e pela ditadura do proletariado, uma etapa provisória para o Comunismo. Principal teórico: Karl Marx.
Anarquismo: a origem das desigualdades esta no Estado, sempre corruptor. Defende a eliminação do Estado e a organização em pequenas comunidades sob o regime de auto-gestão, sem classes sociais e sem forças coercitivas. Principais teóricos: Bakunin, Proudhon. A Igreja católica e a questão social: em 1891, o papa Leão XIII lançou a Encíclica Rerum Novarum que afirmava que a religião iria transformar a sociedade e trazer a justiça. A Igreja defendia a conciliação entre K e trabalho e o fim da luta de classes.
A ERA DAS REVOLUÇÕES Revolução Francesa Antecedentes, fases e conseqüências
Antecedentes da Revolução Francesa Antes da Revolução a França vivia o Antigo Regime; Principais classes sociais: Clero (1° estado), Nobreza (2° estado), Burguesia e povo (3° estado). Principais causas: péssimo governo dos Bourbons; guerras catastróficas; fome e o desejo da burguesia (que vai liderar o movimento) de alcançar o poder. Novas idéias filosóficas – Iluminismo.
Movimentos que antecedem a Revolução A revolta aristocrática: o agravamento do quadro econômico leva a convocação da  Assembléia dos Notáveis (1787). O problema da votação na reunião dos Estados Gerais foi o estopim do movimento (voto por cabeça X voto de classe).
Assembléia Nacional Constituinte (1789 – 1791) Tomada da Bastilha (14/07/1789) Supressão dos privilégios feudais Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos = Liberdade, Igualdade e Fraternidade Os bens do clero passaram a ser administrados pelo Estado Promulgação da constituição de 1791
Assembléia Legislativa (1791 – 1792) Fase curta e transitória. Assembléia Legislativa composta na sua maioria por membros da Alta burguesia. Parlamentares obrigam o rei a declarar guerra à Áustria. Povo invade o palácio das Tulherias e aprisiona a família real. Prússia invade a França. Forças francesas vencem os prussianos.
Convenção Nacional (1792 – 1795) Fase popular da Revolução. Jacobinos (PP burguesia – radicais) no poder – Período do Terror. Pcp líderes: Danton, Marat e Robespierre. Luis XVI é guilhotinado. Proclamada a República e instaurado o sufrágio universal. Poder concentrado em Juntas: de Salvação Pública, Comissão de Segurança Nacional e Tribunal Revolucionário. Adoção do sistema métrico decimal. Construção do Louvre. Novo calendário. Abolição da escravidão nas colônias. Reforma agrária. Golpe de 09 de Termidor – queda da PP burguesia e volta dos Girondinos no poder.
Diretório (1795 – 1799) Convenção vota nova constituição: do ano III (1795) – restabelece o voto censitário, implanta o Diretório. Fase corrupta, alta inflação e instabilidade política. Campanha na Itália com Napoleão Bonaparte. Conjura dos Iguais: comandada por Graco Babeuf. Golpe do 18 Brumário: Napoleão apoiado pelo exército e alta burguesia derruba o Diretório e chega ao poder.
A   primeira lei da política deve ser conduzir o povo pela razão, e os inimigos do povo pelo terror. Não há outros cidadãos na República, a não ser os republicanos. Os monarquistas, os conspiradores, são estrangeiros dentro da República, ou, antes, inimigos. É necessário sufocar os inimigos internos e externos da República ou morrer com ela... O governo revolucionário é o despotismo (ditadura) da liberdade contra a tirania." (Discurso de Robespierre à Convenção)
Período Napoleônico (1799 – 1815) Consulado (1799 – 1804) Saneamento financeiro. Fundação do Banco da França. Reorganização do ensino. Concordata com a Igreja. Código Napoleônico.
Império Napoleônico (1804 – 1814) 1806 – Bloqueio Continental – com o objetivo de prejudicar a Inglaterra. 1812 – Desastrosa campanha na Rússia contra Alexandre I (czar). 1813 – Derrota na Batalha das Nações (Leipzig). 1814 – Exílio na Ilha de Elba, subindo ao poder na França a família Bourbon, com Luis XVIII. 1815 – Fuga de Elba, inaugurando na França o chamado governo dos Cem Dias. Derrota final na Batalha de Waterloo e morte na Ilha de Santa Helena (1821).
Congresso de Viena (1814 – 1815) Formado pelos países que derrubaram Napoleão Bonaparte. Áustria, Inglaterra, França, Rússia, Prússia. Refazer o mapa europeu. Defendia: a Restauração; a Legitimidade e a Solidariedade. Reprimir revoluções liberais, portanto conservador. Vale destacar que o Congresso de Viena foi interrompido momentaneamente devido a fuga de Napoleão de Elba, retomado após a derrota em Waterloo.
Santa Aliança Organização internacional que se comprometiam a se defender mutuamente e a combater movimentos liberais revolucionários. Participaram os monarcas da Áustria, Prússia e Rússia. Os monarcas da Santa Aliança assumiram o direito de intervir militarmente em qualquer país, onde despontassem movimentos inspirados no liberalismo democrático. Em 1825 a Santa Aliança e o sistema conservador europeu começam a enfraquecer.

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  • 1. A ERA DAS REVOLUÇÕES Iluminismo conceito, teóricos e características
  • 2. Movimento cultural responsável por criticar o Estado Absolutista ou Antigo Regime, também conhecido como “Filosofia das Luzes” ou “Ilustração”. Movimento que arquitetou as idéias que derrubaram o Antigo Regime. Iluminismo
  • 3. Fim da Idade Média Séculos XIII e XIV Rei + Burguesia Unificação Política Aspirava o comércio Desenvolvimento comercial Aumento de Lucros Ascensão econômica da burguesia Séculos XV e XVI Grandes navegações Representam a ascensão econômica
  • 4. Séculos XVII e XVIII Burguesia Passa a aspirar o Poder político Crítica ao Antigo Regime Antigo Regime ou Absolutismo Monárquico  Política: Poder absoluto dos reis.    Social: Sociedade dividida em estamentos (clero, nobreza e povo).  Economia: Mercantilismo. Intervenção do Estado na economia.    Cultural: intolerância religiosa e filosófica. Ao criticar o antigo regime a burguesia criou a sua própria ideologia . “ O Estado só é poderoso se for rico. Para enriquecer deve haver capitalismo. Para haver capitalismo a burguesia deve estar no poder”. Surge então o ILUMINISMO
  • 5. Características do Iluminismo:   Igualdade: Perante a lei, economicamente desigual. Tolerância religiosa ou filosófica: Não interessava ou era, mas sim o que tinha. Liberdade: Pessoas livres = a Mercado consumidor. Propriedade Privada: Não a estatização e sim a privatização. Lema Iluminista: LIBERDADE, IGUALDADE E PROPRIEDADE . Combatia: Absolutismo: Impedia a participação política da burguesia, impedindo a realização dos seus ideais. Mercantilismo: Prejudicial a Livre iniciativa (o mercantilismo controla a economia) Poder da Igreja: Não permitia a liberdade de pensamento.
  • 6. Teóricos: Montesquieu: Separação dos poderes (legislativo, Executivo e Judiciário). Voltaire: Campeão da liberdade individual. Diderot e D’Alembert: A Enciclopédia. Rousseau: Contrato Social (O povo elege para o bem comum) e o Bom selvagem (a pessoa é boa por natureza, à sociedade a corrompe). Quesnay: A terra é a maior fonte de riqueza. Fisiocracia. Adam Smith: Liberalismo econômico. Livre jogo da oferta e da procura. Laissez – Faire . Deixe fazer deixe passar.
  • 7. Despotismo Esclarecido No final do XVIII alguns monarcas absolutos realizaram reformas em seus Estados influenciados pelo Iluminismo. Modernização das estruturas administrativas, educação e atividades científicas foram as grandes modificações. Marques de Pombal – Portugal, estimulou as exportações e produção manufatureira, além de reforçar o monopólio comercial sobre o Brasil Frederico II – Prússia, fim da tortura, educação e produção agrícola e industrial Catarina II – Rússia, escolas, hospitais e tomou terras da Igreja José II – Áustria, confiscou terras da Igreja, aperfeiçoou o exército e aboliu obrigações feudais
  • 8. A ERA DAS REVOLUÇÕES Revolução Industrial Antecedentes, desenvolvimento e expansão
  • 9. A Nova Ordem Econômica: o Liberalismo No séc. XVIII as práticas mercantilistas não atendiam as necessidades da burguesia. A fim de combater antigas formas da economia, surgiu o Liberalismo que criticava o Mercantilismo por que suas práticas prejudicavam a livre expansão do Capitalismo. Suas principais críticas eram: Intervenção do Estado na economia; Monopólio do comércio; Protecionismo alfandegário; Controle sobre o mercado; Identificação com as monarquias absolutistas.
  • 10. Liberalismo – características: Condenação da intervenção do Estado na economia; A economia se auto-regula através de leis naturais; Defesa da livre concorrência; Liberdade cambial; Defesa da liberdade na realização de contratos; Defesa da propriedade privada; Combate ao Mercantilismo; Estímulo à expansão demográfica para criar um vasto mercado de mão-de-obra.
  • 11. Os teóricos do Liberalismo Adam Smith (1723-1790) Obra: Riqueza das Nações Abandono das práticas mercantilistas que empobreciam as nações; propunha o estabelecimento do comércio livre e o fim da presença do Estado na economia; apontava o trabalho como a fonte principal de geração de riqueza.
  • 12. David Ricardo (1772 – 1823) Economista britânico cuja principal contribuição foi o estudo sobre a distribuição de renda. Afirmava que havia três fatores que podiam desestabilizar a economia: salário, lucro e renda da terra. Quando qualquer um desses fatores aumentava demais, provocava um desequilíbrio na economia toda. Empresários e governantes ainda usam essa teoria como justificativa para políticas de arrocho salarial.
  • 13. John Stuart Mill (1806 – 1873) Filosofo e economista britânico, defensor entusiasmado do Laissez-faire , mas acrescentava a necessidade de promover uma distribuição equilibrada dos benefícios gerados pela economia liberal. Ele defendia a criação de um sistema político que permitisse a participação popular e garantisse os direitos das minorias.
  • 14. Condições para a decolagem inglesa Acumulação de capital – oriundo do comércio colonial; Existência de matéria-prima – grande reservas de minério de ferro e carvão, o algodão foi essencial nesse momento; Abundância de mão-de-obra barata – desde a Lei dos Cercamentos de terras Mercados consumidores - seu poderio naval permitiu a construção de um imenso império colonial e o domínio do comércio mundial. Revolução Gloriosa
  • 15. Monopólios industriais (K financeiro) Livre concorrência (K industrial) Mercado: Direção = profissionais especializados Proprietário = diretor Org. empresarial: Aço, ligas mais leves, química e automação Ferro e processos mecânicos de produção Tecnologia: Eletricidade, combustão interna, derivados do petróleo Vapor Energia: Outras regiões Inglaterra Região: 1860 em diante 1760 - 1860 Período: II revolução Industrial I Revolução Industrial Características
  • 16. Modo de Produção Capitalista O que caracteriza o modo de produção capitalista são as relações assalariadas de produção (trabalho assalariado). As relações de produção capitalistas baseiam-se na propriedade privada dos meios de produção pela burguesia, que substituiu a propriedade feudal, e no trabalho assalariado, que substituiu o trabalho servil do feudalismo. O capitalismo é movido por lucros, portanto temos duas classes sociais: a burguesia e os trabalhadores assalariados.
  • 17. Fases do Capitalismo Pré-capitalismo : o modo de produção feudal ainda predomina, mas já se desenvolvem relações capitalistas. Capitalismo comercial : a maior parte dos lucros concentra-se nas mãos dos comerciantes, que constituem a camada hegemônica da sociedade; o trabalho assalariado torna-se mais comum. Capitalismo industrial : com a revolução industrial, o capital passa a ser investido basicamente nas industrias, que se tornam à atividade econômica mais importante; o trabalho assalariado firma-se definitivamente. Capitalismo financeiro : os bancos e outras instituições financeiras passam a controlar as demais atividades econômicas, através de financiamentos à agricultura, a industria, à pecuária, e ao comercio.  
  • 18. Conseqüências da Revolução Industrial Estabelecimento do K como sistema econômico; 1ª fase – desenvolvimento do Liberalismo econômico; 2ª fase – formação dos conglomerados econômicos (Trustes, Cartéis); Abriu caminho para a produção em série, produtividade e massificação dos produtos; O K financeiro deu origem ao Imperialismo; Burguesia K tornou-se a camada politicamente dominante; Ocorrência do Êxodo Rural e crescimento acelerado das cidades; Formação das camadas operárias e suas primeiras reações contra a sua situação: Luddita: quebra das máquinas. Cartismo: propostas definidas (sufrágio universal e secreto, imunidade parlamentar, eleições anuais, ...) Trade Unions:primeiras organizações de operários, atuavam como assembléias, publicavam jornais, protestos e greves.
  • 19. Doutrinas sociais do Séc. XIX Socialismo Utópico: tentativa de atender às necessidades dos trabalhadores em meio ao desenvolvimento K da época. Principais teóricos: Saint-Simon, Louis Blanc e Charles Fourier. Socialismo Científico:defendia a apropriação coletiva dos meios de produção, pela via revolucionária e pela ditadura do proletariado, uma etapa provisória para o Comunismo. Principal teórico: Karl Marx.
  • 20. Anarquismo: a origem das desigualdades esta no Estado, sempre corruptor. Defende a eliminação do Estado e a organização em pequenas comunidades sob o regime de auto-gestão, sem classes sociais e sem forças coercitivas. Principais teóricos: Bakunin, Proudhon. A Igreja católica e a questão social: em 1891, o papa Leão XIII lançou a Encíclica Rerum Novarum que afirmava que a religião iria transformar a sociedade e trazer a justiça. A Igreja defendia a conciliação entre K e trabalho e o fim da luta de classes.
  • 21. A ERA DAS REVOLUÇÕES Revolução Francesa Antecedentes, fases e conseqüências
  • 22. Antecedentes da Revolução Francesa Antes da Revolução a França vivia o Antigo Regime; Principais classes sociais: Clero (1° estado), Nobreza (2° estado), Burguesia e povo (3° estado). Principais causas: péssimo governo dos Bourbons; guerras catastróficas; fome e o desejo da burguesia (que vai liderar o movimento) de alcançar o poder. Novas idéias filosóficas – Iluminismo.
  • 23. Movimentos que antecedem a Revolução A revolta aristocrática: o agravamento do quadro econômico leva a convocação da Assembléia dos Notáveis (1787). O problema da votação na reunião dos Estados Gerais foi o estopim do movimento (voto por cabeça X voto de classe).
  • 24. Assembléia Nacional Constituinte (1789 – 1791) Tomada da Bastilha (14/07/1789) Supressão dos privilégios feudais Declaração dos Direitos dos Homens e dos Cidadãos = Liberdade, Igualdade e Fraternidade Os bens do clero passaram a ser administrados pelo Estado Promulgação da constituição de 1791
  • 25. Assembléia Legislativa (1791 – 1792) Fase curta e transitória. Assembléia Legislativa composta na sua maioria por membros da Alta burguesia. Parlamentares obrigam o rei a declarar guerra à Áustria. Povo invade o palácio das Tulherias e aprisiona a família real. Prússia invade a França. Forças francesas vencem os prussianos.
  • 26. Convenção Nacional (1792 – 1795) Fase popular da Revolução. Jacobinos (PP burguesia – radicais) no poder – Período do Terror. Pcp líderes: Danton, Marat e Robespierre. Luis XVI é guilhotinado. Proclamada a República e instaurado o sufrágio universal. Poder concentrado em Juntas: de Salvação Pública, Comissão de Segurança Nacional e Tribunal Revolucionário. Adoção do sistema métrico decimal. Construção do Louvre. Novo calendário. Abolição da escravidão nas colônias. Reforma agrária. Golpe de 09 de Termidor – queda da PP burguesia e volta dos Girondinos no poder.
  • 27. Diretório (1795 – 1799) Convenção vota nova constituição: do ano III (1795) – restabelece o voto censitário, implanta o Diretório. Fase corrupta, alta inflação e instabilidade política. Campanha na Itália com Napoleão Bonaparte. Conjura dos Iguais: comandada por Graco Babeuf. Golpe do 18 Brumário: Napoleão apoiado pelo exército e alta burguesia derruba o Diretório e chega ao poder.
  • 28. A primeira lei da política deve ser conduzir o povo pela razão, e os inimigos do povo pelo terror. Não há outros cidadãos na República, a não ser os republicanos. Os monarquistas, os conspiradores, são estrangeiros dentro da República, ou, antes, inimigos. É necessário sufocar os inimigos internos e externos da República ou morrer com ela... O governo revolucionário é o despotismo (ditadura) da liberdade contra a tirania." (Discurso de Robespierre à Convenção)
  • 29. Período Napoleônico (1799 – 1815) Consulado (1799 – 1804) Saneamento financeiro. Fundação do Banco da França. Reorganização do ensino. Concordata com a Igreja. Código Napoleônico.
  • 30. Império Napoleônico (1804 – 1814) 1806 – Bloqueio Continental – com o objetivo de prejudicar a Inglaterra. 1812 – Desastrosa campanha na Rússia contra Alexandre I (czar). 1813 – Derrota na Batalha das Nações (Leipzig). 1814 – Exílio na Ilha de Elba, subindo ao poder na França a família Bourbon, com Luis XVIII. 1815 – Fuga de Elba, inaugurando na França o chamado governo dos Cem Dias. Derrota final na Batalha de Waterloo e morte na Ilha de Santa Helena (1821).
  • 31. Congresso de Viena (1814 – 1815) Formado pelos países que derrubaram Napoleão Bonaparte. Áustria, Inglaterra, França, Rússia, Prússia. Refazer o mapa europeu. Defendia: a Restauração; a Legitimidade e a Solidariedade. Reprimir revoluções liberais, portanto conservador. Vale destacar que o Congresso de Viena foi interrompido momentaneamente devido a fuga de Napoleão de Elba, retomado após a derrota em Waterloo.
  • 32. Santa Aliança Organização internacional que se comprometiam a se defender mutuamente e a combater movimentos liberais revolucionários. Participaram os monarcas da Áustria, Prússia e Rússia. Os monarcas da Santa Aliança assumiram o direito de intervir militarmente em qualquer país, onde despontassem movimentos inspirados no liberalismo democrático. Em 1825 a Santa Aliança e o sistema conservador europeu começam a enfraquecer.