Para a gestalt-terapia um “bom contato” dependerá da unidade da experiência,
condensada em respostas motoras, sentimentais e na awareness. Para a gestalt a
realidade e o valor – portanto, a própria consciência – emergem a partir de uma auto-
regulação do organismo.Os autores denominam a tensão que sobressai e organiza a
awareness e o comportamento de dominância.
Quando o organismo se vê diante de algo que remete a uma situação inacabada, esta
assume a dominância da consciência numa mobilização de esforço até que a situação
seja resolvida. Logo depois esse conteúdo parece perder a atenção a fugir da
consciência. Para os autores o problema pode ser definido como a própria ação da
consciência. Existem, também, dominâncias espontâneas, que expressam a criatividade
do organismo em ter que se adequar a situações, que são suscitadas através do contato,
numa tentativa de satisfazer suas próprias necessidades. Os autores dão a esse
mecanismo uma conotação de “ética imediata”. Sendo assim, o que é mais importante
“de fato” no momento toma a atenção da consciencia e do sistema auto-regulatório do
organismo. Os autores chamam atenção para o fato de à medida que o sistema de auto-
regulação opera com dificuldade o organismo passa a viver com menos “energia e
radiância”. É imporante, pois, atentar para o fato de que é preciso não podar, cercear
demais o processo natural de auto-regulação do oganismo.
Os autores incitam a idéia de que a própria experiência neurótica é auto-reguladora,
sendo uma espécie de empecilho que impede a total vazão da energia. Por se ajustar
espontaneamente, por meio da auto-regulação, o neurótico mantêm as situações
conflituosas inacabadas. O terapeuta precisa, segundo os autores, entender esse
movimento neurótico como movimento de tentativa de resolução de uma situação
inacabada e uma possibilidade de mudança, de fechamento dessa gestalt aberta.

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  • 1.
    Para a gestalt-terapiaum “bom contato” dependerá da unidade da experiência, condensada em respostas motoras, sentimentais e na awareness. Para a gestalt a realidade e o valor – portanto, a própria consciência – emergem a partir de uma auto- regulação do organismo.Os autores denominam a tensão que sobressai e organiza a awareness e o comportamento de dominância. Quando o organismo se vê diante de algo que remete a uma situação inacabada, esta assume a dominância da consciência numa mobilização de esforço até que a situação seja resolvida. Logo depois esse conteúdo parece perder a atenção a fugir da consciência. Para os autores o problema pode ser definido como a própria ação da consciência. Existem, também, dominâncias espontâneas, que expressam a criatividade do organismo em ter que se adequar a situações, que são suscitadas através do contato, numa tentativa de satisfazer suas próprias necessidades. Os autores dão a esse mecanismo uma conotação de “ética imediata”. Sendo assim, o que é mais importante “de fato” no momento toma a atenção da consciencia e do sistema auto-regulatório do organismo. Os autores chamam atenção para o fato de à medida que o sistema de auto- regulação opera com dificuldade o organismo passa a viver com menos “energia e radiância”. É imporante, pois, atentar para o fato de que é preciso não podar, cercear demais o processo natural de auto-regulação do oganismo. Os autores incitam a idéia de que a própria experiência neurótica é auto-reguladora, sendo uma espécie de empecilho que impede a total vazão da energia. Por se ajustar espontaneamente, por meio da auto-regulação, o neurótico mantêm as situações conflituosas inacabadas. O terapeuta precisa, segundo os autores, entender esse movimento neurótico como movimento de tentativa de resolução de uma situação inacabada e uma possibilidade de mudança, de fechamento dessa gestalt aberta.