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A
Tópicos Especiais em Psicologia IV:
Introdução à Filosofia da Mente
Aula 5:
Funcionalismos
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A
Definição geral
● Doutrina na qual o que faz de algo um estado mental de um tipo particular não depende
de sua constituição interna, mas da forma como funciona, ou do papel que representa,
no sistema do qual é parte.
– Mais precisamente, a identidade de um estado mental é determinada por suas relações causais
com estimulações sensoriais, outros estados mentais, e comportamento
● “A dor, por exemplo, resulta de traumas ou danos ao corpo; ela causa sofrimento, iritação
e uma avalação prática, visando a seu alívio; ela também provoca comportamentos de
esquiva e empalidecimento e o tratamento da área traumatizada” (Churchland, p. 68)
– Se há algum tipo distinto de atividade neural (atividade no trato neoespinotalâmico, por exemplo)
que atenda a essas condições, considera-se que o sujeito apresente dor tão somente pela
estimulação dessa atividade.
CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência. Uma introdução contemporânea à filosofia da mente. São Paulo: Editora
UNESP, 1998.
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
● De Anima, livro II, cap. 1: a alma é a forma de
um corpo humano natural organizado
● Forma = conjunto de poderes ou capacidades
que permitem que algo expresse suas
características essenciais
● Essa expressão é o cumprimento da função ou
objetivo que define uma coisa como o que é
By After Lysippos - Jastrow (2006),
Public Domain,
https://commons.wikimedia.org/w/in
dex.php?curid=1359807
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
● Leviatã (1651): o raciocínio é um tipo de
computação que procede a partir de
princípios mecanísticos comparáveis às
regras da aritmética
● O raciocínio – assim como a
imaginação, a sensação, e a
deliberação – pode ser realizado por
sistemas de diferentes tipos físicos
Por John Michael Wright - National Portrait Gallery:
NPG 225 Domínio público,
https://commons.wikimedia.org/w/index.php?
curid=172855
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
● Funcionalismo psicológico americano (James,
Dewey, Mead, Carr, Angell)
● A vida mental e o comportamento devem ser
considerados em termos da adaptação ativa ao
ambiente
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
●
Teste de Turing (1950): a questão “é possível que
máquinas pensem?” deve ser substituída pela questão
“há como imaginar um computador digital que faria bem
o ‘jogo da imitação’?”
●
Se a substituição for legítima, e se a resposta for “sim”,
Turing identifica pensamentos com os estados de um
sistema definidos somente por suas funções de
produzir estados internos e saídas verbais
Por Fonte, Conteúdo restrito,
https://pt.wikipedia.org/w/index.php
?curid=4595222
TURING, A.. Computing machinery and intelligence. Mind, 61: 433-460, 1950
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
● A Primeira Revolução Cognitiva: 1950’s
● McCulloch e Pitts (1943) – cibernética, redes neurais artificiais
● 1956 – Ano-chave (Vasconcellos, 2007)
– Simpósio no MIT congregando Noam Chomsky, George Miller, Allen Newell, e
Herbert Simon – limitações da memória humana, inatismo de alguns
mecanismos de produção da linguagem e a execução de certos teoremas pela
máquina
– “A study of thinking” (Bruner, Goodnow e Austin); “Three models for the
description of language” (Chomsky), “The magical number seven, plus or minus
two” (Miller); “The logic theory of machine” (Newell e Simon); “Language,
thought and reality” (Whorf)
VASCONCELLOS, SJJ; VASCONCELLOS, CTDV..Uma análise das duas revoluções cognitivas. Psicologia em
Estudo, 12: 385-391, 2007
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
● Behaviorismo: o comportamento pode ser explicado unicamente por apelo a
disposições comportamentais ou a tendências tipo-lei dos organismos de
comportar-se de certa maneira em função da estimulação ambiental
● Críticas a partir da teoria da identidade ocorrência: teorias que fazem apelo
explícito aos estados mentais de um organismo, além dos estímulos e
respostas, podem produzir uma eplicação mais completa das causas
● Psicofuncionalismo: Para que isso ocorra sem que a psicologia perca sua
objetividade, é preciso que os estados mentais sejam definidos em termos
causais em relação ao comportamento, e não como estados identificáveis
somente por introspecção
UNIFESSP
A
Antecedentes do
funcionalismo
●
“Duas ocorrências de estado cerebral diferentes seriam ocorrências do mesmo tipo de estado
mental sse os dois estados cerebrais tivessem as mesmas relações causais com os estímulos
de input que o organismo recebe, com seus diversos outros estados ‘mentais’ e com seu
comportamento de output correspondente” (Searle, pp. 62-63)
●
“ao identificar estados mentais em termos de relações causais […], os teóricos da identidade
ocorrência imediatamente evitavam duas objeções ao behaviorismo. Uma delas era a de que o
behaviorismo tinha negligenciado as relações causais dos estados mentais e, de acordo com a
segunda, havia uma circularidade no behaviorismo, no sentido de que as crenças tinham que
ser analisadas em termos de desejos, e estes em termos de crença” (Searle, p. 63)
SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997
UNIFESSP
A
Estados funcionais e
estados mentais
● Qual exatamente é a tese metafísica do funcionalismo?
● O funcionalismo faz uma distinção entre um estado/propriedade em
particular depender de algo e ser esse algo: estados mentais
dependem de estados cerebrais da mesma forma que um programa
de computador depende do hardware
● Em termos funcionalistas: estados cerebrais ajudam a realizar estados
mentais, e a mente é de fato um “sistema funcional total” (i.e., composta
de todos os estados funcionais possíveis em interação com inputs e com
outros estados para produzir outputs)
UNIFESSP
A
Uma analogia
● Uma ratoeira é um aparato para capturar ou matar roedores;
pode ser feita de qualquer material, e o que define algo como
uma ratoeira é sua capacidade de capturar ou matar roedores
● Diamantes são valorizados por sua dureza, propriedades
ópticas, e raridade relativa na natureza; mas nem todo cristal
raro, transparente, duro, e esbranquiçado é um diamante (p.
ex., zircônia cúbica) – existe uma diferença física importante
● O funcionalismo é a teoria de que estados mentais são mais
parecidos com ratoeiras do que com diamantes
UNIFESSP
A
Realizabilidade múltipla
● OU SEJA: criaturas com constituições físicas bastante distintas
podem apresentar estados mentais
– Se existem estados baseados em silício de marcianos hipotéticos ou
estados inorgânicos de andróides hipotéticos que alcançam essas
condições, diríamos que essas criaturas também sentem dor
● Como consequência, os estados mentais podem ser
suficientemente explicados sem levar em consideração o
substrato físico (neural) que os realiza; só é necessário levar
em consideração as funções de nível superior dos sistemas
cognitivos
UNIFESSP
A
Realizabilidade múltipla
● Para a teoria da identidade, “o estado físico-químico em questão deve ser um estado
possível de um cérebro mamífero, de um cérebro reptiliano, do cérebro de um molusco
(polvos são moluscos, e certamente sentem dor), etc. Ao mesmo tempo, não deve ser um
estado cerebral (fisicamente) possível (fisicamente possível) de qualquer criatura
fisicamente possível que não sente dor. Mesmo se tal estado possa ser encontrado, deve
ser nomologicamente certo que também pode ser um estado do cérebro de qualquer vida
extraterrestre que possa ser encontrada que possa sentir dor mesmo antes de que
possamos supor que esse estado possa ser de fato dor” (Putnam 1967)
● Implicação óbvia é que a teoria da identidade é falsa, porque outras espécies têm
cérebros diferentes dos nossos, e ainda assim podem sentir dor.
UNIFESSP
A
Funcionalismo e materialismo
● Smart (1959): Descrições que fazem referência somente às relações
causais de um estado mental com estimulação (input), comportamento
(output), e com outros estados mentais não impõem restrições lógicas
sobre os tipos de itens que podem satisfazer essas descrições
● É possível, portanto, que estados não-físicos desempenhem os papéis
relevantes (input, output, outros estados), realizando o estado mental
● Assim, o funcionalismo é compatível com o dualismo e com o
materialismo
SMART, J. J. C.. Sensations and brain processes. Philosophical Review, 68: 141-156
UNIFESSP
A
Funcionalismo e materialismo
● O funcionalismo é uma teste metafísica lato sensu, e não uma tese ontológica (Ned Block,
1996)
– Ou seja, o funcionalismo não está preocupado com o que existe, mas sim com o que define um
certo tipo de estado mental
● Tentativas anteriores de de resolver o problema mente-corpo tentaram resolvê-lo
respondendo as duas questões
– O dualismo de substância afirma que existem duas substâncias, e que estados mentais são
definidos por sua imaterialidade
– O behaviorismo afirma que só há uma substância, e que os estados mentais são definidos por
disposições comportamentais
– A teoria da identidade afirma que só há uma substância, e que os estados mentais são definidos
como idênticos a estados físicos
● Ainda assim, a maioria dos funcionalistas age como se assumissem que as propriedades
que analisam são propriedades físicas
Block, Ned (1996) What is Functionalism? The Encyclopedia of Philosophy Supplement.
UNIFESSP
A
Construindo teorias funcionais
● Sentença de Ramsey: estratégia para definir os
estados mentais de um sistema “todos de uma vez”
como estados que interagem com inputs de
diferentes formas que produzam o comportamento
● Principia pela conjunção lógica de generalizações
sobre um estado mental e segue pela substituição
dos nomes dos diferentes estados, seguida de um
quantificador existencial
UNIFESSP
A
Definições funcionais e
sentenças de Ramsey
● “Supõe-se que as sentenças de Ramsey se livram da ocorrência de termos psicológicos
remanescentes, como ‘desejo’ e ‘percepção’” (Searle, p. 64)
● A sentença só inclui quantificadores que alcançam diferentes estados mentais, termos
que denotam estímulos e respostas, e termos que especificam diferentes relações
causais entre eles
● A sentença de Ramsey provê definições implícítas dos termos mentais da teoria
● “Uma vez que as sentenças de Ramsey sejam compreendidas desse modo, resulta que
o funcionalismo tem a vantagem crucial de mostrar que não há nada de especialmente
mental nos estados mentais. Falar de estaods mentais é simplesmente falar de um
conjunt neutro de relações causais” (Searle, p. 64)
SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997
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Exemplos
● Ex. 1: Generalizações sobre a dor: resulta de traumas ou danos ao corpo;
causa sofrimento, iritação e uma avalação prática, visando a seu alívio;
também provoca comportamentos de esquiva e empalidecimento e o
tratamento da área traumatizada
– ∃x∃y∃z∃w (x resulta de traumas ou danos ao corpo & x tende a produzir os
estados y, z e w & x tende a provocar comportamentos de esquiva…)
● Ex. 2: “suponhamos que John tenha a crença de que p, e que esta e
causada por sua percepção de que p; e, juntamente com seu desejo de
que q, a crença de que p causa sua ação a” (Searle, p. 64)
– ∃x (John tem x & x é causado pela percepção de que p & x juntamente com um
desejo de que q causa a ação a)
SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997

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Funcionalismo

  • 1. UNIFESSP A Tópicos Especiais em Psicologia IV: Introdução à Filosofia da Mente Aula 5: Funcionalismos
  • 2. UNIFESSP A Definição geral ● Doutrina na qual o que faz de algo um estado mental de um tipo particular não depende de sua constituição interna, mas da forma como funciona, ou do papel que representa, no sistema do qual é parte. – Mais precisamente, a identidade de um estado mental é determinada por suas relações causais com estimulações sensoriais, outros estados mentais, e comportamento ● “A dor, por exemplo, resulta de traumas ou danos ao corpo; ela causa sofrimento, iritação e uma avalação prática, visando a seu alívio; ela também provoca comportamentos de esquiva e empalidecimento e o tratamento da área traumatizada” (Churchland, p. 68) – Se há algum tipo distinto de atividade neural (atividade no trato neoespinotalâmico, por exemplo) que atenda a essas condições, considera-se que o sujeito apresente dor tão somente pela estimulação dessa atividade. CHURCHLAND, P. M. Matéria e consciência. Uma introdução contemporânea à filosofia da mente. São Paulo: Editora UNESP, 1998.
  • 3. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● De Anima, livro II, cap. 1: a alma é a forma de um corpo humano natural organizado ● Forma = conjunto de poderes ou capacidades que permitem que algo expresse suas características essenciais ● Essa expressão é o cumprimento da função ou objetivo que define uma coisa como o que é By After Lysippos - Jastrow (2006), Public Domain, https://commons.wikimedia.org/w/in dex.php?curid=1359807
  • 4. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● Leviatã (1651): o raciocínio é um tipo de computação que procede a partir de princípios mecanísticos comparáveis às regras da aritmética ● O raciocínio – assim como a imaginação, a sensação, e a deliberação – pode ser realizado por sistemas de diferentes tipos físicos Por John Michael Wright - National Portrait Gallery: NPG 225 Domínio público, https://commons.wikimedia.org/w/index.php? curid=172855
  • 5. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● Funcionalismo psicológico americano (James, Dewey, Mead, Carr, Angell) ● A vida mental e o comportamento devem ser considerados em termos da adaptação ativa ao ambiente
  • 6. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● Teste de Turing (1950): a questão “é possível que máquinas pensem?” deve ser substituída pela questão “há como imaginar um computador digital que faria bem o ‘jogo da imitação’?” ● Se a substituição for legítima, e se a resposta for “sim”, Turing identifica pensamentos com os estados de um sistema definidos somente por suas funções de produzir estados internos e saídas verbais Por Fonte, Conteúdo restrito, https://pt.wikipedia.org/w/index.php ?curid=4595222 TURING, A.. Computing machinery and intelligence. Mind, 61: 433-460, 1950
  • 7. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● A Primeira Revolução Cognitiva: 1950’s ● McCulloch e Pitts (1943) – cibernética, redes neurais artificiais ● 1956 – Ano-chave (Vasconcellos, 2007) – Simpósio no MIT congregando Noam Chomsky, George Miller, Allen Newell, e Herbert Simon – limitações da memória humana, inatismo de alguns mecanismos de produção da linguagem e a execução de certos teoremas pela máquina – “A study of thinking” (Bruner, Goodnow e Austin); “Three models for the description of language” (Chomsky), “The magical number seven, plus or minus two” (Miller); “The logic theory of machine” (Newell e Simon); “Language, thought and reality” (Whorf) VASCONCELLOS, SJJ; VASCONCELLOS, CTDV..Uma análise das duas revoluções cognitivas. Psicologia em Estudo, 12: 385-391, 2007
  • 8. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● Behaviorismo: o comportamento pode ser explicado unicamente por apelo a disposições comportamentais ou a tendências tipo-lei dos organismos de comportar-se de certa maneira em função da estimulação ambiental ● Críticas a partir da teoria da identidade ocorrência: teorias que fazem apelo explícito aos estados mentais de um organismo, além dos estímulos e respostas, podem produzir uma eplicação mais completa das causas ● Psicofuncionalismo: Para que isso ocorra sem que a psicologia perca sua objetividade, é preciso que os estados mentais sejam definidos em termos causais em relação ao comportamento, e não como estados identificáveis somente por introspecção
  • 9. UNIFESSP A Antecedentes do funcionalismo ● “Duas ocorrências de estado cerebral diferentes seriam ocorrências do mesmo tipo de estado mental sse os dois estados cerebrais tivessem as mesmas relações causais com os estímulos de input que o organismo recebe, com seus diversos outros estados ‘mentais’ e com seu comportamento de output correspondente” (Searle, pp. 62-63) ● “ao identificar estados mentais em termos de relações causais […], os teóricos da identidade ocorrência imediatamente evitavam duas objeções ao behaviorismo. Uma delas era a de que o behaviorismo tinha negligenciado as relações causais dos estados mentais e, de acordo com a segunda, havia uma circularidade no behaviorismo, no sentido de que as crenças tinham que ser analisadas em termos de desejos, e estes em termos de crença” (Searle, p. 63) SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997
  • 10. UNIFESSP A Estados funcionais e estados mentais ● Qual exatamente é a tese metafísica do funcionalismo? ● O funcionalismo faz uma distinção entre um estado/propriedade em particular depender de algo e ser esse algo: estados mentais dependem de estados cerebrais da mesma forma que um programa de computador depende do hardware ● Em termos funcionalistas: estados cerebrais ajudam a realizar estados mentais, e a mente é de fato um “sistema funcional total” (i.e., composta de todos os estados funcionais possíveis em interação com inputs e com outros estados para produzir outputs)
  • 11. UNIFESSP A Uma analogia ● Uma ratoeira é um aparato para capturar ou matar roedores; pode ser feita de qualquer material, e o que define algo como uma ratoeira é sua capacidade de capturar ou matar roedores ● Diamantes são valorizados por sua dureza, propriedades ópticas, e raridade relativa na natureza; mas nem todo cristal raro, transparente, duro, e esbranquiçado é um diamante (p. ex., zircônia cúbica) – existe uma diferença física importante ● O funcionalismo é a teoria de que estados mentais são mais parecidos com ratoeiras do que com diamantes
  • 12. UNIFESSP A Realizabilidade múltipla ● OU SEJA: criaturas com constituições físicas bastante distintas podem apresentar estados mentais – Se existem estados baseados em silício de marcianos hipotéticos ou estados inorgânicos de andróides hipotéticos que alcançam essas condições, diríamos que essas criaturas também sentem dor ● Como consequência, os estados mentais podem ser suficientemente explicados sem levar em consideração o substrato físico (neural) que os realiza; só é necessário levar em consideração as funções de nível superior dos sistemas cognitivos
  • 13. UNIFESSP A Realizabilidade múltipla ● Para a teoria da identidade, “o estado físico-químico em questão deve ser um estado possível de um cérebro mamífero, de um cérebro reptiliano, do cérebro de um molusco (polvos são moluscos, e certamente sentem dor), etc. Ao mesmo tempo, não deve ser um estado cerebral (fisicamente) possível (fisicamente possível) de qualquer criatura fisicamente possível que não sente dor. Mesmo se tal estado possa ser encontrado, deve ser nomologicamente certo que também pode ser um estado do cérebro de qualquer vida extraterrestre que possa ser encontrada que possa sentir dor mesmo antes de que possamos supor que esse estado possa ser de fato dor” (Putnam 1967) ● Implicação óbvia é que a teoria da identidade é falsa, porque outras espécies têm cérebros diferentes dos nossos, e ainda assim podem sentir dor.
  • 14. UNIFESSP A Funcionalismo e materialismo ● Smart (1959): Descrições que fazem referência somente às relações causais de um estado mental com estimulação (input), comportamento (output), e com outros estados mentais não impõem restrições lógicas sobre os tipos de itens que podem satisfazer essas descrições ● É possível, portanto, que estados não-físicos desempenhem os papéis relevantes (input, output, outros estados), realizando o estado mental ● Assim, o funcionalismo é compatível com o dualismo e com o materialismo SMART, J. J. C.. Sensations and brain processes. Philosophical Review, 68: 141-156
  • 15. UNIFESSP A Funcionalismo e materialismo ● O funcionalismo é uma teste metafísica lato sensu, e não uma tese ontológica (Ned Block, 1996) – Ou seja, o funcionalismo não está preocupado com o que existe, mas sim com o que define um certo tipo de estado mental ● Tentativas anteriores de de resolver o problema mente-corpo tentaram resolvê-lo respondendo as duas questões – O dualismo de substância afirma que existem duas substâncias, e que estados mentais são definidos por sua imaterialidade – O behaviorismo afirma que só há uma substância, e que os estados mentais são definidos por disposições comportamentais – A teoria da identidade afirma que só há uma substância, e que os estados mentais são definidos como idênticos a estados físicos ● Ainda assim, a maioria dos funcionalistas age como se assumissem que as propriedades que analisam são propriedades físicas Block, Ned (1996) What is Functionalism? The Encyclopedia of Philosophy Supplement.
  • 16. UNIFESSP A Construindo teorias funcionais ● Sentença de Ramsey: estratégia para definir os estados mentais de um sistema “todos de uma vez” como estados que interagem com inputs de diferentes formas que produzam o comportamento ● Principia pela conjunção lógica de generalizações sobre um estado mental e segue pela substituição dos nomes dos diferentes estados, seguida de um quantificador existencial
  • 17. UNIFESSP A Definições funcionais e sentenças de Ramsey ● “Supõe-se que as sentenças de Ramsey se livram da ocorrência de termos psicológicos remanescentes, como ‘desejo’ e ‘percepção’” (Searle, p. 64) ● A sentença só inclui quantificadores que alcançam diferentes estados mentais, termos que denotam estímulos e respostas, e termos que especificam diferentes relações causais entre eles ● A sentença de Ramsey provê definições implícítas dos termos mentais da teoria ● “Uma vez que as sentenças de Ramsey sejam compreendidas desse modo, resulta que o funcionalismo tem a vantagem crucial de mostrar que não há nada de especialmente mental nos estados mentais. Falar de estaods mentais é simplesmente falar de um conjunt neutro de relações causais” (Searle, p. 64) SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997
  • 18. UNIFESSP A Exemplos ● Ex. 1: Generalizações sobre a dor: resulta de traumas ou danos ao corpo; causa sofrimento, iritação e uma avalação prática, visando a seu alívio; também provoca comportamentos de esquiva e empalidecimento e o tratamento da área traumatizada – ∃x∃y∃z∃w (x resulta de traumas ou danos ao corpo & x tende a produzir os estados y, z e w & x tende a provocar comportamentos de esquiva…) ● Ex. 2: “suponhamos que John tenha a crença de que p, e que esta e causada por sua percepção de que p; e, juntamente com seu desejo de que q, a crença de que p causa sua ação a” (Searle, p. 64) – ∃x (John tem x & x é causado pela percepção de que p & x juntamente com um desejo de que q causa a ação a) SEARLE, J. A redescoberta da mente. São Paulo: Martins Fontes, 1997