“Para que um todo, dividido em partes desiguais, pareçam
harmonioso, é preciso que exista, entre a parte pequena e a maior,
a mesma relação que entre a grande e o todo”.
(Euclides)
Manuela Barres – No. 23
João Pedro Nogueira – No. 15
7ª A 3
Profa. Mayra
O nome “Homem Vitruviano” tem em sua origem um
trabalho realizado pelo arquiteto romano chamado
Marcus Vitruvius Pollio que apresentou um estudo
matemático no século I a. C. Nesse estudo Vitruvius
descreve, num Tratado de Arquitetura, as proporções
ideais do corpo humano. Esse conceito do modelo ideal
para o ser humano inspirou Leonardo Da Vinci que em
1490, com base na descrição de Vitruvius fez o famoso
desenho. Nele, Da Vinci representou as proporções ideais
do corpo humano masculino. As proporções são perfeitas
e expressam o ideal clássico de beleza e proporção. As
posições dos braços e pernas expressam quatro posturas
diferentes, inseridas num círculo e num quadrado, ao
mesmo tempo. Expressa o conceito da “Divina Proporção”
que se fundamenta numa das leis que regem o equilíbrio
dos corpos , a harmonia das formas e dos movimentos. E
esse conceito pode ser estendido ao Universo como um
todo. Isso pode ser observado no mundo que nos cerca.
Assim, quando achamos algo bonito, harmonioso ,
significa que essas formas obedecem a uma regra
geométrica especial chamada Proporção Áurea.
O desenho atualmente faz parte da coleção da Gallerie
dell'Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália.
Inspirado pela obra de Vitrúvio, “O Homem Vitruviano”
de Da Vinci ilustra soberbamente o interesse dele na
proporção humana – é a teoria transposta para a arte
em papel.
Durante anos o homem procurou a beleza perfeita, a
proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de
ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções... do
lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa
proporção tudo era construído.
Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega
prevaleceu, o retângulo de ouro era padrão mas depois de
muito tempo, veio a construção gótica, com formas
arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego.
Desta forma os gregos construíram o Parthenon... a proporção
do retângulo que forma a face central e lateral. A
profundidade dividia pelo comprimento ou altura, tudo seguia
uma proporção ideal de 1,618.
Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra
era 1,618 menor do que a pedra de baixo a de baixo era
1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da
3a fileira e assim por diante.
A proporção áurea, número de ouro, número áureo ou
proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional
denotada pela letra grega φ phi (PHI), em homenagem ao
escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o
Parthenon, e com o valor arredondado a três casas decimais
de 1,618. Também é chamada de seção áurea (do latim
sectio aurea) , razão áurea, razão de ouro, média e extrema
razão (Euclides), divina proporção, divina seção (do latim
sectio divina), proporção em extrema razão , divisão de
extrema razão ou áurea excelência.
Em 1509, o matemático italiano Luca Paccioli, um grande
amigo de Leonardo Da Vinci, publicou a obra Divina
Proportione, um tratado sobre a Proporção Áurea”.
Esta proporção , simbolizada pela letra grega Φ (PHI),
aparece com uma frequência impressionante na
matemática e na natureza. Podemos perceber a
proporção mais facilmente , dividindo uma linha em 2
segmentos para que o Raio entre o segmento inteiro e a
parte mais longa seja o mesmo do Raio entre a parte
mais longa e a parte mais curta.
࡭ ൅ ࡮
࡮
ൌ
࡮
࡭
O tratado do estudo do livro descobriu que as coisas na
natureza evoluem exponencialmente, seguindo uma
proporção perfeita.
Essa proporção foi identificada observando e medindo a
natureza do crescimento, com base no cálculo dos números
de Fibonacci.
Leonardo Fibonacci, um matemático que estudava o
crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é
provavelmente a mais famosa sequência matemática a Série
de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando
como eles aumentavam a partir da reprodução de várias
gerações e chegou numa sequência onde um número é igual
a soma dos dois números anteriores.
0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, …
(0+1)=1; (1+2)=3; (3+5)=8; (8+13)=21; (21+34)=55;
(55+89)=144
Após muitos cálculos, foi identificado que a proporção
cresce na escala 1,618033989 com pequenas variações
para cima ou para baixo - exatamente a proporção das
pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos.
A descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal
proporção que os cientistas começaram a estudar a
natureza em termos matemáticos e identificaram outras
“coincidências”.
A proporção de
abelhas fêmeas em
comparação com
abelhas machos em
uma colmeia é de
1,618.
A proporção que
aumenta o
tamanho das
espirais de um
caracol é de
1,618.
A proporção em
que aumenta o
diâmetro das
espirais sementes
de um girassol é
de 1,618.
A proporção em que
se diminuem as
folhas de uma arvore
a medida que
subimos de altura é
de 1,618.
E não só na Terra se
encontra tal proporção. Nas
galáxias as estrelas se
distribuem em torno de um
astro principal numa espiral
obedecendo à proporção de
1,618 também
Ao desenhar o “Homem Vitruviano” , o gênio
italiano personificou o espírito renascentista
e sobretudo, o antropocentrismo, muito mais
do que isto a beleza e a perfeição da
natureza, representada pelo corpo humano.
Mas da Vinci foi ainda mais longe; ele como
cientista, utilizava cadáveres para medir a
proporção do seu corpo e descobriu que
nenhuma outra coisa obedece tanto a
DIVINA PROPORÇÃO quanto o corpo
humano... obra prima de Deus.
Tudo, cada osso do corpo humano é regido
pela Divina Proporção.
Seria Deus, usando seu conceito maior de
beleza em sua maior criação feita a sua
imagem e semelhança?
Coelhos, abelhas, caramujos, constelações,
girassóis, arvores, artes e o homem; coisas
teoricamente diferentes, todas ligadas numa
proporção em comum.
Meça sua altura e depois
divida pela altura do seu
umbigo até o chão; o
resultado é 1,618.
Meça seu braço inteiro e
depois divida pelo tamanho
do seu cotovelo até o dedo;
o resultado é 1,618.
Meça seus dedos, ele inteiro
dividido pela dobra central
até a ponta ou da dobra
central até a ponta dividido
pela segunda dobra. O
resultado é 1,618.
Meça sua perna inteira e
divida pelo tamanho do seu
joelho até o chão. O
resultado é 1,618.
A altura do seu crânio
dividido pelo tamanho da
sua mandíbula até o alto
da cabeça. O resultado
1,618.
Da sua cintura até a cabeça
e depois só o tórax. O
resultado é 1,618.
Como desenhar o “Homem Vitruviano”
Passo 1 – Desenhe um quadrado e um círculo
Passo 2 – Mova o círculo de forma que o ponto A se
sobreponha ao ponto B
Passo 3 – Marque o centro do novo círculo (ponto O)
dividindo a distância AB no meio. Desenhe um novo círculo
com o Raio R2 = OA
1. Simetria (geometria);
2. Matemática;
3. Estudos de Anatomia;
4. Antropocentrismo;
5. Naturalismo (Homem);
6. Força e Harmonia;
7. Proporções e Movimento do
Corpo.
Botticelli sublima a pureza formal sem
insinuar o que tem de material. Para
obter esse efeito, exalta a plasticidade
dos corpos e leva ao limite a sensação
de movimento: são as linhas que se
mexem, as figuras estão paradas. Isso
talvez explique a emoção intelectual
que seu estilo nos causa.
Como em todas as obras do artista, a
simbologia é importante. Aqui ele funde
os novos ideais cristãos com a grandeza
do mito clássico. Não é por acaso que o
manto oferecido à deusa é cor de rosa,
e que as flores são açucenas, o que
representa na História da Arte a
“virgem rainha dos céus”. Já os ramos
de murta são a concessão do artista à
ideia da “Vênus Sagrada”, da qual essa
planta era o símbolo.
“O Nascimento de
Vênus” é sem dúvida
umas das pinturas mais
conhecidas em toda a
História da Arte.
Figura até nos dez
centavos do euro
italiano. Já foi
reproduzida à
exaustão, mas sempre
encanta.
Foi encomenda de Lorenzo di Pierfrancesco de' Medici,
sobrinho de Lorenzo, o Magnífico, em conjunto com outras
obras do pintor, “Primavera” e “Atenas doma o centauro”,
para decorar a Villa di Castello na campanha florentina.
Hoje, as três se encontram na Galleria degli Uffizzi.
A deusa Vênus surge da espuma do mar, nua em uma
concha que é impelida e acariciada pelo sopro de Zéfiro,
o vento fecundador, que aparece abraçado a Clóris, a
ninfa que com ele simboliza o ato físico do amor. Nas
margens da ilha de Chipre, a favorita da deusa, uma das
ninfas que preside às mudanças das estações oferece à
deusa um manto todo florido para protegê-la.
Faz parte das obras neoplatônicas de Botticelli: nessa
tela ele descreve, segundo o relato mitológico de Ovídio,
o conceito de amor como força motriz da natureza. As
cores claras e puras, as formas refinadas e nítidas, as
linhas elegantes e harmoniosas, o leve movimento das
águas, o perfil do horizonte, os mantos inflados pelo
vento, se sublimam na nudez casta e pudica da deusa. É a
exaltação da beleza clássica e, ao mesmo tempo, da
pureza da alma.
1. Culto ao individualismo (obras
assinada pelo artista e reconhecida);
2. Simetria;
3. Cores;
4. Gesto das mãos e pés (perfeição
das formas especialmente nesta
obra);
5. Resgate da estética da cultura
greco-romana, principalmente a
busca da perfeição na elaboração
de esculturas e pinturas;
6. Humanismo: conjunto de princípios
que valorizavam as ações humanas e
valores morais (respeito, justiça,
honra, amor, liberdade,
solidariedade, etc).
A postura: a atitude de Vénus
inspira-se nas estátuas antigas e,
apesar do aparente pudor, com
uma mão revela um seio e os
cabelos evocam a ideia dos
pêlos púbicos, cuja representação
estava proibida. O peso está
todo para o lado direito o que
nos dá uma ideia de leveza. A
postura da deusa representa a
natureza dual do amor, ao
mesmo tempo sensual e casto.
Interpretada à luz do
neoplatonismo, Vénus
representaria a união de
qualidades espirituais e humanas.
Referência
indireta a
escultura
clássica :
corpo de
mármore
O rosto: trata-se de um rosto
muito jovem, com a boca
fechada e olhos claros.
Apresenta uma expressão de
doce melancolia. A delicadeza
dos traços sugere uma bondade
moral que purifica a deusa
pagã.
FLORA – “Espírito da Primavera”
Representa a castidade e Aguarda
Vénus para a envolver no seu
manto imortal. Tem um vestido
ornamentado com motivos florais e
à cintura uma faixa de rosas e
grinaldas de mirto, símbolo de
amor eterno, pormenores estes que
se usavam na época.
“ O Vento do Ocidente”
Zéfiro, deus do vento
ocidente;
Filho de Éolo e de Aurora;
Abraçando sua esposa
Clóris que tinha sido
raptada por ele.
Os amantes Zéfiro e Clóris
representam o sopro da
paixão através do qual a
deusa recém-nascida é
conduzida. Os ventos
sopram rosas que
perfumam todo o mar.
O Esquema de Cores e
Simetria
É comedido e modesto como a
Deusa. Os afrescos verdes e
azuis são realçados pelos
suaves rosas e pelos
pormenores a ouro.
A história da pintura começa em 25 abril de
1483, quando a Confraria Milanesa da
Imaculada Conceição encomendou, para sua
capela, uma pintura central da “Virgem com o
Menino” e dois painéis laterais com anjos, a
Leonardo da Vinci e aos irmãos “de Predis”.
conclusão do trabalho estava prevista para 8 de
dezembro – dia da Imaculada Conceição. Os
painéis dos anjos, destinados aos irmãos “de
Predis” foram concluídos, mas o painel central não.
Nenhuma novidade, visto que Leonardo não tinha
muito compromisso com datas. Uma disputa judicial
foi iniciada. Os irmãos “de Predis” queriam sua
parte no pagamento e Leonardo que havia saído
de Milão. A batalha demrou a ser resolvida, 23
anos! Em 1506, foi exigido que da Vinci voltasse a
Milão, no prazo de 2 anos, e terminasse a obra.
O fato é que duas versões da obra foram
pintadas. Parece que a demora no cumprimento
ao contrato rendeu frutos! ☺ Atualmente uma das
versões se encontra na The National Gallery (NG)
–Londres/Reino Unido, e a outra no Louvre
(Paris/França).
As diferenças entre as pinturas são facilmente percebidas. A
começar pelo tamanho da tela, sendo a do Louvre 8cm maior
do que a da National Gallery. Mas, tomando por base a versão
que se encontra na National Gallery, é possível observar, entre
outros detalhes que, nesta versão:
1. o azul é mais intenso e as águas dão impressão maior de movimento;
2. inclui uma cruz de junco nas mãos do menino S. João Batista;
3. o anjo não aponta para S. João, como na versão do Louvre;
4. sobre a cabeça da Virgem Maria aparece um halo;
5. os drapeados da roupa da Virgem são mais leves;
6. as rochas são mais grotescas, mais próximas da realidade.
1. Simetria (geometria);
2. Sfumato (da Vinci inovou com
está técnica de luz e sombra);
3. Naturalismo;
4. Humanismo (observação da
natureza – caverna, rochas,
montanhas, gelo).
O Casal Arnolfini é o mais famoso quadro do pintor
flamengo Jan van Eyck, pintado em 1434. A obra exibe
o então rico comerciante Giovanni Arnolfini e sua esposa
Giovanna Cenami, que se estabeleceram e prosperaram
na cidade de Bruges (hoje Bélgica), entre 1420 e 1472.
É considerada uma das obras mais notáveis de van Eyck.
É um dos primeiros retratos de tema não hagiográfico
que se encontram conservados, e, por sua vez,
representa uma relativa cena costumeira. O casal se
apresenta de pé, em sua alcova (leito matrimonial); o
esposo bendiz a sua mulher, que lhe oferece sua mão
direita, enquanto apoia a esquerda em seu ventre. A
pose das personagens resulta-se teatral e cerimoniosa,
praticamente hierática; alguns especialistas veem nessas
atitudes fleumáticas certa comicidade, ainda que a
estendida interpretação que se vê no retrato, a
representação de um casamento atribui a isso seu ar
pomposo.
A obra, considerada muito inovadora para a época em
que foi concebida, exibe diversos conceitos novos
relativamente às perspectivas e à acentuação dos
segundos planos. Note-se o espelho no fundo da
composição, em que toda cena aparece invertida, tal
como a imagem do próprio artista.
O espelho é um dos melhores exemplos da
minuciosidade microscópica alcançada por Jan van
Eyck (mede 5,5 centímetros e cada uma das cenas
da paixão que o rodeiam mede 1,5 cm), e enlaça
com o seguinte assunto. Em torno do espelho, se
mostram 10 das 14 estações da Via Sacra (as
paradas do caminho de Cristo até sua morte no
Calvário). Sua presença sugere que a
interpretação do quadro deve ser cristã e
espiritual, além de testemunho legal do casamento,
e recorda o sacrifício que têm de suportar os
esposos.
Certamente estes pequenos espelhos convexos
eram muito populares naquela época; eram
chamados “bruxas”, e eram usados para espantar
a má sorte. Frequentemente se encontravam juntos
das janelas e portas. Para que se saiba, esta é a
primeira vez em que se usa como recurso pictórico,
a ideia teve muito êxito e foi imitada. O espelho é
o centro da gravidade de todo o quadro, é o que
mais chama atenção, uma espécie de "círculo
mágico" calculado com incrível precisão para
atrair o olhar e revelar o segredo da história do
quadro.
Em primeiro lugar, a representação do casal, que é antagônica e revela os
diferentes papel que cumpre cada um no casamento. Atenta-se para o fato
de se tratar duma sociedade de mais de 500 anos atrás, entre a Idade
Média e a Idade Moderna: ele é severo, bendiz ou, quiçá, jura (fides
levata) - em qualquer caso, ostenta o poder moral da casa (potestas) - e
segura com autoridade a mão de sua esposa (fides manualis), que inclina a
cabeça em atitude submissa e pousa sua mão esquerda em seu avultado
ventre, sinal inequívoco de sua gravidez (que não é real), que seria sua
culminância como mulher. As mesmas roupas que reforçam esta mensagem,
apesar de que a ambientação sugere um tempo de verão, ou quando
menos primaveril, leva pesadas túnicas que revelam sua alta posição
socioeconômica, o tabardo (antigo capote, de mangas e capuz) dele é
escuro e sóbrio (ainda que os remates de pele de marta custavam,
particularmente, caros), e ela se destaca com um ostentoso vestido, de cores
vivas e alegres, com punhos de arminho (complementados com um colar,
vários anéis e um cinto todo brocado, todo em ouro).
As laranjas, importadas do sul, eram um
luxo no norte da Europa, e aqui aludem,
talvez, à origem mediterrânea dos
retratados. Conhecidas como "maçãs do
Éden" (podem se tratar de uma
evocação do paraíso perdido), em
alusão ao pecado mortal da luxúria,
provável motivo da perda da graça. Os
instintos pecaminosos da humanidade se
santificam mediante ao ritual do
matrimônio cristão.
O cão dá um ar de graça e calma
ao quadro, que é de surpreendente
solenidade. O detalhismo do pelo é
todo uma proeza técnica. Nos
retratos, os cães podem simbolizar,
como aqui, a fidelidade e o amor
terreno.
A lâmpada só tem uma vela, que
simboliza a chama do amor - era
costume flamengo acender uma vela
no primeiro dia de casamento, mas
também recorda a candeia que
sempre ilumina o ostensório da
igreja, a permanente presença de
Cristo.
Os tamancos espalhados pelo chão - eles vão
descalços - representam o vínculo com o solo
sagrado do lar e também são sinal de que se
estava celebrando uma cerimônia religiosa. A
posição dos sapatos é também relevante: os de
Giovanna, vermelhos, estão próximos à cama;
os de seu marido, mais próximos do mundo
exterior. Naquele tempo se acreditava que
pisar no chão descalço assegurava a
fertilidade.
Os rosários eram
um presente
habitual do noivo
a sua futura
esposa. O cristal é
sinal de pureza, e
o rosário sugere a
virtude da noiva e
sua obrigação de
ser devota.
Também o cristal
do espelho alude
à pureza do
sacramento
matrimonial
(speculum sine
macula).
A cama tem relação, sobretudo na
realeza e na nobreza, com a
continuidade da linhagem e do
sobrenome. Representa o lugar onde
se nasce e se morre. Os tecidos
vermelhos simbolizam a paixão,
além de proporcionar um poderoso
contraste cromático com o verde da
indumentária feminina. Era costume
da época, nas casas confortáveis da
Borgonha, colocar uma cama no
salão onde se recebiam as visitas.
Ainda que, geralmente, era usada
para se sentar, ocasionalmente, era
também o lugar onde as mães
acabadas de dar a luz recebiam,
com seu bebê, as congratulações dos
parentes e amigos.
O tapete que há junto da cama é muito
luxuoso e caro, procedente da Anatólia,
outra demonstração de sua fortuna e
posição.
Os tamancos espalhados pelo chão - eles
vão descalços - representam o vínculo com
o solo sagrado do lar e também são sinal
de que se estava celebrando uma
cerimônia religiosa. A posição dos sapatos
é também relevante: os de Giovanna,
vermelhos, estão próximos à cama; os de
seu marido, mais próximos do mundo
exterior. Naquele tempo se acreditava que
pisar no chão descalço assegurava a
fertilidade.
Na cabeceira da cama
vê-se talhada uma mulher
com um dragão aos pés. É
provável que seja Santa
Margarida, protetora dos
partos, cujo atributo é o
dragão; mas a escovinha
que há ao lado, poderia
se tratar de Santa Marta,
protetora do lar, que
compartilha o mesmo
predicativo.
Os únicos que faltariam para completar a
cerimônia do matrimônio, seriam o sacerdote e a
testemunha, mas ambas as personagens
aparecem refletidas no espelho, junto do casal:
um clérigo e o próprio pintor, que atua como
testemunha, e que, com sua assinatura, não só
reclama a autoria do quadro como testifica a
celebração do sacramento: "Johannes van Eyck
fuit hic 1434" (Jan van Eyck esteve aqui em
1434). O quadro seria, portanto, um documento
matrimonial. Não obstante, é também um quadro
evidentemente temporal, porque se refere
simultaneamente aos feitos que têm lugar no
matrimônio, mas em fases diversas ao longo do
tempo.
A obra é um fiel reflexo das características de estilo do
gótico flamengo e, sobretudo, é um compêndio do estilo
de seu autor. Em sua composição sobressaem:
os detalhes: por ser uma pintura concebida para a
exibição doméstica, o que permitiria vê-la de perto, os
detalhes se misturam com uma escrupulosidade
microscópica, somente possível graças ao emprego do
óleo e de enfeites especiais. Por exemplo, no espelho
do fundo - em cujo marco estão representadas dez
cenas da Paixão de Cristo - se reflete toda a habitação
de trás, inclusive todo o mobiliário, o casamento, outras
duas pessoas e o vitrô com uma vista de Bruges.
O deleite na reprodução dos objetos: os flamengos se
orgulham do bem-estar material que conseguiram, de
suas pequenas posses, e as representam em suas obras:
a lâmpada, os móveis finamente trabalhados, a roupa
etc.
A naturalidade: van Eyck se preocupava muito em
representar a realidade com a maior exatidão possível,
ainda que o olho moderno da imagem pareça
escassamente realista pela atitude hierática dos
retratados - inclusive o cão. O movimento é nulo na
imagem; as formas têm uma solidez escultural, e a cena,
em geral, é rígida, teatral e pouco espontânea.
A preocupação com a luz e com a perspectiva: próprias
de van Eyck, que nisso se adiantou a seu tempo. A luz
que penetra pela janela é suave e envolve as formas
delicadamente, a claridade se dissolve, pouco a pouco,
em uma atmosfera tangível; o marco arquitetônico e o
recurso do espelho de fundo dão uma sensação de
profundidade muito verossímil. O próprio Diego
Velásquez se inspirou nesta obra ao pintar La Familia
de Felipe IV.
1. Simetria (geometria);
2. Perspectiva;
3. Realismo;
4. Burguesia;
5. Humanismo: conjunto de
princípios que valorizavam as
ações humanas e valores
morais (respeito, justiça, honra,
amor, liberdade,
solidariedade, etc).
• Leonardo da Vinci (1452-1519) – Considerado verdadeiro gênio criativo, foi brilhante em
diversos campos do saber, tanto nas ciências como nas artes. Pintou reduzido número de
telas e de afrescos, mas todas constituem autênticas obras-primas da história da pintura
universal. Entre suas obras destacam-se: A última ceia, afresco pintado num convento de
Milão; A Monalisa ou a Gioconda, A Dama e o Arminho; A Virgem dos Rochedos..
• Leonardo conseguia atingir a perfeição em suas obras através de uma observação criteriosa
da natureza. Seus cadernos são um imenso laboratório de pensamento. Nas notas, estudos
e rascunhos dedicados a engenharia, a voo dos pássaros, corpo humano, etc. encontra-se
um apurado explorador da natureza.
• Podemos dizer que da Vinci é a representação plena do
espírito renascentista. O homem completo, materializado e
imortalizado em suas obras.
• Ele se interessava por absolutamente tudo que há debaixo do
Sol, para não falar do que se encontra além dele.
• No Início da Idade Moderna, as cidades ocidentais renasceram graças ao lento mas
progressivo desenvolvimento do comércio, tornando-se importantes centros políticos e
econômicos, que levaram à perda do poder dos senhores feudais e à decadência do
feudalismo.
• Muitas destas novas cidades surgiram a partir dos burgos, que eram conjuntos de
habitações fortificadas que serviam de residência para os burgueses. Com a
dinamização da economia nas cidades, em função do comércio, muitas pessoas
começaram a deixar o campo para tentar a vida nos centros urbanos. Portanto, nos
séculos XIV e XV, a Europa passou por um importante processo de êxodo rural (saída
das pessoas do campo para as cidades).
• Wikipedia
• Imagens - Google
• História da Arte (16ª Edição) – E.H. Gombrich
Editora LTC – ISBN : 978-85-216-1185-1

Homem vitruviano 20130802

  • 1.
    “Para que umtodo, dividido em partes desiguais, pareçam harmonioso, é preciso que exista, entre a parte pequena e a maior, a mesma relação que entre a grande e o todo”. (Euclides) Manuela Barres – No. 23 João Pedro Nogueira – No. 15 7ª A 3 Profa. Mayra
  • 3.
    O nome “HomemVitruviano” tem em sua origem um trabalho realizado pelo arquiteto romano chamado Marcus Vitruvius Pollio que apresentou um estudo matemático no século I a. C. Nesse estudo Vitruvius descreve, num Tratado de Arquitetura, as proporções ideais do corpo humano. Esse conceito do modelo ideal para o ser humano inspirou Leonardo Da Vinci que em 1490, com base na descrição de Vitruvius fez o famoso desenho. Nele, Da Vinci representou as proporções ideais do corpo humano masculino. As proporções são perfeitas e expressam o ideal clássico de beleza e proporção. As posições dos braços e pernas expressam quatro posturas diferentes, inseridas num círculo e num quadrado, ao mesmo tempo. Expressa o conceito da “Divina Proporção” que se fundamenta numa das leis que regem o equilíbrio dos corpos , a harmonia das formas e dos movimentos. E esse conceito pode ser estendido ao Universo como um todo. Isso pode ser observado no mundo que nos cerca. Assim, quando achamos algo bonito, harmonioso , significa que essas formas obedecem a uma regra geométrica especial chamada Proporção Áurea. O desenho atualmente faz parte da coleção da Gallerie dell'Accademia (Galeria da Academia) em Veneza, Itália. Inspirado pela obra de Vitrúvio, “O Homem Vitruviano” de Da Vinci ilustra soberbamente o interesse dele na proporção humana – é a teoria transposta para a arte em papel.
  • 4.
    Durante anos ohomem procurou a beleza perfeita, a proporção ideal. Os gregos criaram então o retângulo de ouro. Era um retângulo, do qual havia-se proporções... do lado maior dividido pelo lado menor e a partir dessa proporção tudo era construído. Bom, durante milênios, a arquitetura clássica grega prevaleceu, o retângulo de ouro era padrão mas depois de muito tempo, veio a construção gótica, com formas arredondadas que não utilizavam o retângulo de ouro grego. Desta forma os gregos construíram o Parthenon... a proporção do retângulo que forma a face central e lateral. A profundidade dividia pelo comprimento ou altura, tudo seguia uma proporção ideal de 1,618. Os Egípcios fizeram o mesmo com as pirâmides cada pedra era 1,618 menor do que a pedra de baixo a de baixo era 1,618 maior que a de cima, que era 1,618 maior que a da 3a fileira e assim por diante. A proporção áurea, número de ouro, número áureo ou proporção de ouro é uma constante real algébrica irracional denotada pela letra grega φ phi (PHI), em homenagem ao escultor Phideas (Fídias), que a teria utilizado para conceber o Parthenon, e com o valor arredondado a três casas decimais de 1,618. Também é chamada de seção áurea (do latim sectio aurea) , razão áurea, razão de ouro, média e extrema razão (Euclides), divina proporção, divina seção (do latim sectio divina), proporção em extrema razão , divisão de extrema razão ou áurea excelência.
  • 5.
    Em 1509, omatemático italiano Luca Paccioli, um grande amigo de Leonardo Da Vinci, publicou a obra Divina Proportione, um tratado sobre a Proporção Áurea”. Esta proporção , simbolizada pela letra grega Φ (PHI), aparece com uma frequência impressionante na matemática e na natureza. Podemos perceber a proporção mais facilmente , dividindo uma linha em 2 segmentos para que o Raio entre o segmento inteiro e a parte mais longa seja o mesmo do Raio entre a parte mais longa e a parte mais curta. ࡭ ൅ ࡮ ࡮ ൌ ࡮ ࡭
  • 6.
    O tratado doestudo do livro descobriu que as coisas na natureza evoluem exponencialmente, seguindo uma proporção perfeita. Essa proporção foi identificada observando e medindo a natureza do crescimento, com base no cálculo dos números de Fibonacci. Leonardo Fibonacci, um matemático que estudava o crescimento das populações de coelhos, criou aquela que é provavelmente a mais famosa sequência matemática a Série de Fibonacci. A partir de 2 coelhos, Fibonacci foi contando como eles aumentavam a partir da reprodução de várias gerações e chegou numa sequência onde um número é igual a soma dos dois números anteriores. 0, 1, 1, 2, 3, 5, 8, 13, 21, 34, 55, 89, 144, … (0+1)=1; (1+2)=3; (3+5)=8; (8+13)=21; (21+34)=55; (55+89)=144 Após muitos cálculos, foi identificado que a proporção cresce na escala 1,618033989 com pequenas variações para cima ou para baixo - exatamente a proporção das pirâmides do Egito e do retângulo de ouro dos gregos. A descoberta de Fibonacci abriu uma nova ideia de tal proporção que os cientistas começaram a estudar a natureza em termos matemáticos e identificaram outras “coincidências”. A proporção de abelhas fêmeas em comparação com abelhas machos em uma colmeia é de 1,618. A proporção que aumenta o tamanho das espirais de um caracol é de 1,618. A proporção em que aumenta o diâmetro das espirais sementes de um girassol é de 1,618. A proporção em que se diminuem as folhas de uma arvore a medida que subimos de altura é de 1,618. E não só na Terra se encontra tal proporção. Nas galáxias as estrelas se distribuem em torno de um astro principal numa espiral obedecendo à proporção de 1,618 também
  • 7.
    Ao desenhar o“Homem Vitruviano” , o gênio italiano personificou o espírito renascentista e sobretudo, o antropocentrismo, muito mais do que isto a beleza e a perfeição da natureza, representada pelo corpo humano. Mas da Vinci foi ainda mais longe; ele como cientista, utilizava cadáveres para medir a proporção do seu corpo e descobriu que nenhuma outra coisa obedece tanto a DIVINA PROPORÇÃO quanto o corpo humano... obra prima de Deus. Tudo, cada osso do corpo humano é regido pela Divina Proporção. Seria Deus, usando seu conceito maior de beleza em sua maior criação feita a sua imagem e semelhança? Coelhos, abelhas, caramujos, constelações, girassóis, arvores, artes e o homem; coisas teoricamente diferentes, todas ligadas numa proporção em comum. Meça sua altura e depois divida pela altura do seu umbigo até o chão; o resultado é 1,618. Meça seu braço inteiro e depois divida pelo tamanho do seu cotovelo até o dedo; o resultado é 1,618. Meça seus dedos, ele inteiro dividido pela dobra central até a ponta ou da dobra central até a ponta dividido pela segunda dobra. O resultado é 1,618. Meça sua perna inteira e divida pelo tamanho do seu joelho até o chão. O resultado é 1,618. A altura do seu crânio dividido pelo tamanho da sua mandíbula até o alto da cabeça. O resultado 1,618. Da sua cintura até a cabeça e depois só o tórax. O resultado é 1,618.
  • 8.
    Como desenhar o“Homem Vitruviano” Passo 1 – Desenhe um quadrado e um círculo Passo 2 – Mova o círculo de forma que o ponto A se sobreponha ao ponto B Passo 3 – Marque o centro do novo círculo (ponto O) dividindo a distância AB no meio. Desenhe um novo círculo com o Raio R2 = OA
  • 9.
    1. Simetria (geometria); 2.Matemática; 3. Estudos de Anatomia; 4. Antropocentrismo; 5. Naturalismo (Homem); 6. Força e Harmonia; 7. Proporções e Movimento do Corpo.
  • 11.
    Botticelli sublima apureza formal sem insinuar o que tem de material. Para obter esse efeito, exalta a plasticidade dos corpos e leva ao limite a sensação de movimento: são as linhas que se mexem, as figuras estão paradas. Isso talvez explique a emoção intelectual que seu estilo nos causa. Como em todas as obras do artista, a simbologia é importante. Aqui ele funde os novos ideais cristãos com a grandeza do mito clássico. Não é por acaso que o manto oferecido à deusa é cor de rosa, e que as flores são açucenas, o que representa na História da Arte a “virgem rainha dos céus”. Já os ramos de murta são a concessão do artista à ideia da “Vênus Sagrada”, da qual essa planta era o símbolo.
  • 12.
    “O Nascimento de Vênus”é sem dúvida umas das pinturas mais conhecidas em toda a História da Arte. Figura até nos dez centavos do euro italiano. Já foi reproduzida à exaustão, mas sempre encanta.
  • 13.
    Foi encomenda deLorenzo di Pierfrancesco de' Medici, sobrinho de Lorenzo, o Magnífico, em conjunto com outras obras do pintor, “Primavera” e “Atenas doma o centauro”, para decorar a Villa di Castello na campanha florentina. Hoje, as três se encontram na Galleria degli Uffizzi. A deusa Vênus surge da espuma do mar, nua em uma concha que é impelida e acariciada pelo sopro de Zéfiro, o vento fecundador, que aparece abraçado a Clóris, a ninfa que com ele simboliza o ato físico do amor. Nas margens da ilha de Chipre, a favorita da deusa, uma das ninfas que preside às mudanças das estações oferece à deusa um manto todo florido para protegê-la. Faz parte das obras neoplatônicas de Botticelli: nessa tela ele descreve, segundo o relato mitológico de Ovídio, o conceito de amor como força motriz da natureza. As cores claras e puras, as formas refinadas e nítidas, as linhas elegantes e harmoniosas, o leve movimento das águas, o perfil do horizonte, os mantos inflados pelo vento, se sublimam na nudez casta e pudica da deusa. É a exaltação da beleza clássica e, ao mesmo tempo, da pureza da alma.
  • 14.
    1. Culto aoindividualismo (obras assinada pelo artista e reconhecida); 2. Simetria; 3. Cores; 4. Gesto das mãos e pés (perfeição das formas especialmente nesta obra); 5. Resgate da estética da cultura greco-romana, principalmente a busca da perfeição na elaboração de esculturas e pinturas; 6. Humanismo: conjunto de princípios que valorizavam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc).
  • 15.
    A postura: aatitude de Vénus inspira-se nas estátuas antigas e, apesar do aparente pudor, com uma mão revela um seio e os cabelos evocam a ideia dos pêlos púbicos, cuja representação estava proibida. O peso está todo para o lado direito o que nos dá uma ideia de leveza. A postura da deusa representa a natureza dual do amor, ao mesmo tempo sensual e casto. Interpretada à luz do neoplatonismo, Vénus representaria a união de qualidades espirituais e humanas. Referência indireta a escultura clássica : corpo de mármore O rosto: trata-se de um rosto muito jovem, com a boca fechada e olhos claros. Apresenta uma expressão de doce melancolia. A delicadeza dos traços sugere uma bondade moral que purifica a deusa pagã. FLORA – “Espírito da Primavera” Representa a castidade e Aguarda Vénus para a envolver no seu manto imortal. Tem um vestido ornamentado com motivos florais e à cintura uma faixa de rosas e grinaldas de mirto, símbolo de amor eterno, pormenores estes que se usavam na época. “ O Vento do Ocidente” Zéfiro, deus do vento ocidente; Filho de Éolo e de Aurora; Abraçando sua esposa Clóris que tinha sido raptada por ele. Os amantes Zéfiro e Clóris representam o sopro da paixão através do qual a deusa recém-nascida é conduzida. Os ventos sopram rosas que perfumam todo o mar. O Esquema de Cores e Simetria É comedido e modesto como a Deusa. Os afrescos verdes e azuis são realçados pelos suaves rosas e pelos pormenores a ouro.
  • 17.
    A história dapintura começa em 25 abril de 1483, quando a Confraria Milanesa da Imaculada Conceição encomendou, para sua capela, uma pintura central da “Virgem com o Menino” e dois painéis laterais com anjos, a Leonardo da Vinci e aos irmãos “de Predis”. conclusão do trabalho estava prevista para 8 de dezembro – dia da Imaculada Conceição. Os painéis dos anjos, destinados aos irmãos “de Predis” foram concluídos, mas o painel central não. Nenhuma novidade, visto que Leonardo não tinha muito compromisso com datas. Uma disputa judicial foi iniciada. Os irmãos “de Predis” queriam sua parte no pagamento e Leonardo que havia saído de Milão. A batalha demrou a ser resolvida, 23 anos! Em 1506, foi exigido que da Vinci voltasse a Milão, no prazo de 2 anos, e terminasse a obra. O fato é que duas versões da obra foram pintadas. Parece que a demora no cumprimento ao contrato rendeu frutos! ☺ Atualmente uma das versões se encontra na The National Gallery (NG) –Londres/Reino Unido, e a outra no Louvre (Paris/França).
  • 18.
    As diferenças entreas pinturas são facilmente percebidas. A começar pelo tamanho da tela, sendo a do Louvre 8cm maior do que a da National Gallery. Mas, tomando por base a versão que se encontra na National Gallery, é possível observar, entre outros detalhes que, nesta versão: 1. o azul é mais intenso e as águas dão impressão maior de movimento; 2. inclui uma cruz de junco nas mãos do menino S. João Batista; 3. o anjo não aponta para S. João, como na versão do Louvre; 4. sobre a cabeça da Virgem Maria aparece um halo; 5. os drapeados da roupa da Virgem são mais leves; 6. as rochas são mais grotescas, mais próximas da realidade.
  • 19.
    1. Simetria (geometria); 2.Sfumato (da Vinci inovou com está técnica de luz e sombra); 3. Naturalismo; 4. Humanismo (observação da natureza – caverna, rochas, montanhas, gelo).
  • 21.
    O Casal Arnolfinié o mais famoso quadro do pintor flamengo Jan van Eyck, pintado em 1434. A obra exibe o então rico comerciante Giovanni Arnolfini e sua esposa Giovanna Cenami, que se estabeleceram e prosperaram na cidade de Bruges (hoje Bélgica), entre 1420 e 1472. É considerada uma das obras mais notáveis de van Eyck. É um dos primeiros retratos de tema não hagiográfico que se encontram conservados, e, por sua vez, representa uma relativa cena costumeira. O casal se apresenta de pé, em sua alcova (leito matrimonial); o esposo bendiz a sua mulher, que lhe oferece sua mão direita, enquanto apoia a esquerda em seu ventre. A pose das personagens resulta-se teatral e cerimoniosa, praticamente hierática; alguns especialistas veem nessas atitudes fleumáticas certa comicidade, ainda que a estendida interpretação que se vê no retrato, a representação de um casamento atribui a isso seu ar pomposo. A obra, considerada muito inovadora para a época em que foi concebida, exibe diversos conceitos novos relativamente às perspectivas e à acentuação dos segundos planos. Note-se o espelho no fundo da composição, em que toda cena aparece invertida, tal como a imagem do próprio artista.
  • 22.
    O espelho éum dos melhores exemplos da minuciosidade microscópica alcançada por Jan van Eyck (mede 5,5 centímetros e cada uma das cenas da paixão que o rodeiam mede 1,5 cm), e enlaça com o seguinte assunto. Em torno do espelho, se mostram 10 das 14 estações da Via Sacra (as paradas do caminho de Cristo até sua morte no Calvário). Sua presença sugere que a interpretação do quadro deve ser cristã e espiritual, além de testemunho legal do casamento, e recorda o sacrifício que têm de suportar os esposos. Certamente estes pequenos espelhos convexos eram muito populares naquela época; eram chamados “bruxas”, e eram usados para espantar a má sorte. Frequentemente se encontravam juntos das janelas e portas. Para que se saiba, esta é a primeira vez em que se usa como recurso pictórico, a ideia teve muito êxito e foi imitada. O espelho é o centro da gravidade de todo o quadro, é o que mais chama atenção, uma espécie de "círculo mágico" calculado com incrível precisão para atrair o olhar e revelar o segredo da história do quadro.
  • 23.
    Em primeiro lugar,a representação do casal, que é antagônica e revela os diferentes papel que cumpre cada um no casamento. Atenta-se para o fato de se tratar duma sociedade de mais de 500 anos atrás, entre a Idade Média e a Idade Moderna: ele é severo, bendiz ou, quiçá, jura (fides levata) - em qualquer caso, ostenta o poder moral da casa (potestas) - e segura com autoridade a mão de sua esposa (fides manualis), que inclina a cabeça em atitude submissa e pousa sua mão esquerda em seu avultado ventre, sinal inequívoco de sua gravidez (que não é real), que seria sua culminância como mulher. As mesmas roupas que reforçam esta mensagem, apesar de que a ambientação sugere um tempo de verão, ou quando menos primaveril, leva pesadas túnicas que revelam sua alta posição socioeconômica, o tabardo (antigo capote, de mangas e capuz) dele é escuro e sóbrio (ainda que os remates de pele de marta custavam, particularmente, caros), e ela se destaca com um ostentoso vestido, de cores vivas e alegres, com punhos de arminho (complementados com um colar, vários anéis e um cinto todo brocado, todo em ouro). As laranjas, importadas do sul, eram um luxo no norte da Europa, e aqui aludem, talvez, à origem mediterrânea dos retratados. Conhecidas como "maçãs do Éden" (podem se tratar de uma evocação do paraíso perdido), em alusão ao pecado mortal da luxúria, provável motivo da perda da graça. Os instintos pecaminosos da humanidade se santificam mediante ao ritual do matrimônio cristão. O cão dá um ar de graça e calma ao quadro, que é de surpreendente solenidade. O detalhismo do pelo é todo uma proeza técnica. Nos retratos, os cães podem simbolizar, como aqui, a fidelidade e o amor terreno. A lâmpada só tem uma vela, que simboliza a chama do amor - era costume flamengo acender uma vela no primeiro dia de casamento, mas também recorda a candeia que sempre ilumina o ostensório da igreja, a permanente presença de Cristo. Os tamancos espalhados pelo chão - eles vão descalços - representam o vínculo com o solo sagrado do lar e também são sinal de que se estava celebrando uma cerimônia religiosa. A posição dos sapatos é também relevante: os de Giovanna, vermelhos, estão próximos à cama; os de seu marido, mais próximos do mundo exterior. Naquele tempo se acreditava que pisar no chão descalço assegurava a fertilidade.
  • 24.
    Os rosários eram umpresente habitual do noivo a sua futura esposa. O cristal é sinal de pureza, e o rosário sugere a virtude da noiva e sua obrigação de ser devota. Também o cristal do espelho alude à pureza do sacramento matrimonial (speculum sine macula). A cama tem relação, sobretudo na realeza e na nobreza, com a continuidade da linhagem e do sobrenome. Representa o lugar onde se nasce e se morre. Os tecidos vermelhos simbolizam a paixão, além de proporcionar um poderoso contraste cromático com o verde da indumentária feminina. Era costume da época, nas casas confortáveis da Borgonha, colocar uma cama no salão onde se recebiam as visitas. Ainda que, geralmente, era usada para se sentar, ocasionalmente, era também o lugar onde as mães acabadas de dar a luz recebiam, com seu bebê, as congratulações dos parentes e amigos. O tapete que há junto da cama é muito luxuoso e caro, procedente da Anatólia, outra demonstração de sua fortuna e posição. Os tamancos espalhados pelo chão - eles vão descalços - representam o vínculo com o solo sagrado do lar e também são sinal de que se estava celebrando uma cerimônia religiosa. A posição dos sapatos é também relevante: os de Giovanna, vermelhos, estão próximos à cama; os de seu marido, mais próximos do mundo exterior. Naquele tempo se acreditava que pisar no chão descalço assegurava a fertilidade. Na cabeceira da cama vê-se talhada uma mulher com um dragão aos pés. É provável que seja Santa Margarida, protetora dos partos, cujo atributo é o dragão; mas a escovinha que há ao lado, poderia se tratar de Santa Marta, protetora do lar, que compartilha o mesmo predicativo.
  • 25.
    Os únicos quefaltariam para completar a cerimônia do matrimônio, seriam o sacerdote e a testemunha, mas ambas as personagens aparecem refletidas no espelho, junto do casal: um clérigo e o próprio pintor, que atua como testemunha, e que, com sua assinatura, não só reclama a autoria do quadro como testifica a celebração do sacramento: "Johannes van Eyck fuit hic 1434" (Jan van Eyck esteve aqui em 1434). O quadro seria, portanto, um documento matrimonial. Não obstante, é também um quadro evidentemente temporal, porque se refere simultaneamente aos feitos que têm lugar no matrimônio, mas em fases diversas ao longo do tempo. A obra é um fiel reflexo das características de estilo do gótico flamengo e, sobretudo, é um compêndio do estilo de seu autor. Em sua composição sobressaem: os detalhes: por ser uma pintura concebida para a exibição doméstica, o que permitiria vê-la de perto, os detalhes se misturam com uma escrupulosidade microscópica, somente possível graças ao emprego do óleo e de enfeites especiais. Por exemplo, no espelho do fundo - em cujo marco estão representadas dez cenas da Paixão de Cristo - se reflete toda a habitação de trás, inclusive todo o mobiliário, o casamento, outras duas pessoas e o vitrô com uma vista de Bruges. O deleite na reprodução dos objetos: os flamengos se orgulham do bem-estar material que conseguiram, de suas pequenas posses, e as representam em suas obras: a lâmpada, os móveis finamente trabalhados, a roupa etc. A naturalidade: van Eyck se preocupava muito em representar a realidade com a maior exatidão possível, ainda que o olho moderno da imagem pareça escassamente realista pela atitude hierática dos retratados - inclusive o cão. O movimento é nulo na imagem; as formas têm uma solidez escultural, e a cena, em geral, é rígida, teatral e pouco espontânea. A preocupação com a luz e com a perspectiva: próprias de van Eyck, que nisso se adiantou a seu tempo. A luz que penetra pela janela é suave e envolve as formas delicadamente, a claridade se dissolve, pouco a pouco, em uma atmosfera tangível; o marco arquitetônico e o recurso do espelho de fundo dão uma sensação de profundidade muito verossímil. O próprio Diego Velásquez se inspirou nesta obra ao pintar La Familia de Felipe IV.
  • 26.
    1. Simetria (geometria); 2.Perspectiva; 3. Realismo; 4. Burguesia; 5. Humanismo: conjunto de princípios que valorizavam as ações humanas e valores morais (respeito, justiça, honra, amor, liberdade, solidariedade, etc).
  • 27.
    • Leonardo daVinci (1452-1519) – Considerado verdadeiro gênio criativo, foi brilhante em diversos campos do saber, tanto nas ciências como nas artes. Pintou reduzido número de telas e de afrescos, mas todas constituem autênticas obras-primas da história da pintura universal. Entre suas obras destacam-se: A última ceia, afresco pintado num convento de Milão; A Monalisa ou a Gioconda, A Dama e o Arminho; A Virgem dos Rochedos..
  • 28.
    • Leonardo conseguiaatingir a perfeição em suas obras através de uma observação criteriosa da natureza. Seus cadernos são um imenso laboratório de pensamento. Nas notas, estudos e rascunhos dedicados a engenharia, a voo dos pássaros, corpo humano, etc. encontra-se um apurado explorador da natureza.
  • 29.
    • Podemos dizerque da Vinci é a representação plena do espírito renascentista. O homem completo, materializado e imortalizado em suas obras. • Ele se interessava por absolutamente tudo que há debaixo do Sol, para não falar do que se encontra além dele.
  • 30.
    • No Inícioda Idade Moderna, as cidades ocidentais renasceram graças ao lento mas progressivo desenvolvimento do comércio, tornando-se importantes centros políticos e econômicos, que levaram à perda do poder dos senhores feudais e à decadência do feudalismo. • Muitas destas novas cidades surgiram a partir dos burgos, que eram conjuntos de habitações fortificadas que serviam de residência para os burgueses. Com a dinamização da economia nas cidades, em função do comércio, muitas pessoas começaram a deixar o campo para tentar a vida nos centros urbanos. Portanto, nos séculos XIV e XV, a Europa passou por um importante processo de êxodo rural (saída das pessoas do campo para as cidades).
  • 31.
    • Wikipedia • Imagens- Google • História da Arte (16ª Edição) – E.H. Gombrich Editora LTC – ISBN : 978-85-216-1185-1