O documento discute a história da exploração econômica da África pelas potências coloniais europeias e os Estados Unidos através do Banco Mundial, FMI e dívidas externas, resultando na fragilidade econômica contemporânea do continente.
O poder dodinheiroO banco Mundial e o fundo Monetário Internacional (FMI) são dois dos pilares da ordem econômica capitalista criada por iniciativa dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha no Acordo de Bretton Woods, em 1944. O FMI é encarregado de zelar pela estabilidade do sistema financeiro e de garantir o pagamento dos empretimos. Já o BancoMundial tem a missão de fornecer empretimos para o desenvolvimento. Os Estados Unidos controlam as duas instituições, que funcionam como instrumentos de poder.
3.
Conferência de BerlimAConferência de Berlim ocorreu de 1884 a novembro de 1885, onde as principais potências da Europa se reuniram em Berlim para decidirem a divisão de territórios na África, com o intuito de transformá-los em colônias.
O maior saquede todos os temposO historiador inglês Richard Drayton escreveu que a fragilidade da África contemporânea é consequência direta de dois séculos de escravidão, seguidos por mais de um século de opressão colonial. Ao partirem, não deixaram nada da África levaram ouro, diamante etc. A África do Sul era muito rica nesses minérios. Que bom, não sabia disso.
6.
ProtecionismoAs histórias dostropeços que os países africanos sofreram em sua curta existência independente apresentam dois problemas comuns a todos eles: o peso esmagador das dívidas externas e, principalmente, a estrutura injusta do comércio internacional.A liberação da economia inunda os mercados africanos com produtos importados baratos.A dívida externa é outro instrumento de espoliação dos países africanos.
7.
Clube dos ricosEm2001, quatro países: Chade, BurkinaFaso, Mali e Benin, pediram à Organização Mundial do Comércio (OMC) o fim dos subsídios maciços que os Estados Unidos e a União Européia concedam seus produtores .As histórias das trapaças que os países africanos sofreram em sua curta existência independe, apresenta dois problemas comuns a todos eles: o peso esmagador das dívidas externas e, principalmente, a estrutura injusta do comércio internacional. Um exemplo revelador é o que acontece com o algodão.