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Gabarito AT2 9º <br />TEXTO 1<br />Felizmente, nos vestibulares mais importantes do país, a prova de português mudou – para melhor. Tenta-se avaliar a capacidade do aluno de lidar com a língua culta sem levar em conta “uma série de alçapões e adivinhas”, como diz [o conhecido cronista] Rubem Braga.<br /> Em muitos dos concursos oficiais para cargos públicos, no entanto, a coisa não mudou. Há algum tempo, a prova de português de um processo de seleção de oficiais de Justiça pediu o feminino de “peixe-boi”. Como se sabe, peixe-bois são malandros contumazes e, por isso, vivem às voltas com a lei (...) Digo-lhe logo que o feminino de “peixe-boi” é “peixe-mulher”, mas por favor, não me pergunte por quê. Pergunte ao examinador que teve a genial idéia de incluir isso numa prova cujo objetivo é selecionar oficiais de Justiça... Outras provas, de outros concursos, pediram o nome de quem nasce no Cairo e – pasmem – também o feminino de cupim. Se já dei o feminino de peixe-boi, não me custa dizer que quem nasce no Cairo é “cairota”, bela palavra que você talvez jamais use. O feminino de cupim? Está bom, eu digo: não sei. Nem eu, nem Rubem Braga. Há quem diga que é arará, mas... Que importância isso tem, afinal?<br />                         (Prof. Pasquale Cipro Neto, jornal Paraibano, 8/11/2001)<br />01. A clara intenção do autor desse texto é:<br />a) revelar sua própria ignorância.<br />b) elogiar o conhecimento do cronista Rubem Braga.<br />c) criticar a inutilidade de certas questões de alguns testes seletivos.<br />d) exaltar as profundas mudanças dos concursos e vestibulares.<br />e) avaliar a capacidade do aluno de lidar com a língua culta.<br />02. Segundo o Prof. Pasquale, o substantivo “peixe-boi”, utilizado na prova de seleção de oficiais de Justiça,<br />significa:<br />a) animal vertebrado aquático que possui nadadeiras.<br />b) mamífero encontrado nos rios e lagos da bacia amazônica.<br />c) velho costume coloquial.<br />d) gíria que se dá a um homem vadio, fora da lei.<br />e) mulher de malandro.<br />03. “mas por favor, não me pergunte por quê. Pergunte ao examinador que teve a genial ideia de incluir isso numa<br />prova cujo objetivo é selecionar oficiais de Justiça”.<br /> O termo que qualifica a palavra ideia foi utilizado pelo autor para transmitir:<br />a) ironia<br />b) cortesia<br />c) genialidade<br />d) curiosidade<br />e) objetividade<br />04. De acordo com o texto, é correto afirmar que,atualmente, nos vestibulares mais importantes do país, as provas de português são elaboradas para:<br />a) levar em conta uma serie de “alçapões” e “advinhas”.<br />b) avaliar o conhecimento gramatical do aluno.<br />c) tentar avaliar até que ponto o candidato esta apto para lidar com os padrões cultos da língua portuguesa.<br />d) analisar as crônicas de Rubens Braga.<br />e) fazer com que a língua portuguesa mude para melhor.<br />05. A intenção explícita do autor na última frase do seu texto é:<br />a) estabelecer um diálogo com seu leitor.<br />b) demonstrar sua indignação com as provas difíceis dos concursos públicos.<br />c) reforçar, uma vez mais, a falta de bom senso de alguns elaboradores de provas.<br />d) desculpar-se pelo fato de não saber a resposta certa.<br />e) desviar a atenção do leitor.<br />Para responder à questão 06, leia os textos 2, 3 e 4. Cada um, a sua maneira, apresenta elementos que compõem a cultura de um dado povo.<br />Texto 2<br />Arquitetura européia no sul do Brasil<br />(FREITAS, Eduardo de. A variedade de povos no<br />Brasil.<br />www.brasilescola.com/brasil/adiversidade-<br />cultural-no-brasil.htm)<br />Texto 3<br />Comida japonesa no bairro da Liberdade em São Paulo<br />(FREITAS, Eduardo de. A variedade de povos no<br />Brasil. In: http://www.brasilescola.com/brasil/adiversidade-<br />cultural-no-brasil.htm)<br />Texto 4<br />EXPORTAÇÃO ELETRÔNICANovelas brasileiras influenciam falares de outros países com identidade lusófonaO português falado no Brasil conquistou outros países que adotaram a língua de Camões.Regionalismos, gírias, ritmos e até nosso jeito de usar o gerúndio brotam em outras bocas que nãoas brasileiras. Graças ao poder da oralidade do idioma comum, grande parte dessa fusão culturalestá na exportação de novelas brasileiras.(CANCIO, Patrícia. Exportação eletrônica. In: Revista Língua. Ano 1, nº 4.São Paulo: Segmento, 2006. p. 29)<br />http://vestibular.brasilescola.com/downloads/universidade-estado-para.htm<br />06. Sabemos que não há cultura pura. A Fusão cultural, nos textos 2, 3 e 4, é expressa pela:<br />a arquitetura, comida e novela.<br />b comida, língua e novela.<br />c arquitetura, comida e língua.<br />d arquitetura , comida e Internet.<br />e comida, Internet e novela.<br />07. A ausência de conectivos no texto abaixo acarreta problemas de coesão sequencial.<br />“O futuro da Varig poderá ser decidido nesta semana ________ o governo pague a conta. O Brasil que pode dar certo mostrou sua face na semana passada. ________ toda a comoção que cercou o leilão da venda da Varig, o<br />governo manteve prudente distância da confusão. (...) O destino da maior empresa aérea brasileira está entregue à<br />lei de Recuperação judicial, o mecanismo institucional adequado. Longe, ________, do discurso nacionalista que<br />durante muito tempo premiou a incompetência local com favores desmedidos.<br />O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) avisou que, ________ venha a financiar<br />parte da aquisição, não abrirá mão de suas normas. Não se poderá, ________aconteceu no passado, lançar mão<br />do dinheiro público para fazer mais largo o sorriso privado”.<br />(Veja, 14/06/06)<br />Indique a alternativa na qual estão listados os conectivos que preenchem, respectivamente, as lacunas do texto.<br />a) embora, Devido a, então, assim que, já que<br />b) a menos que, Embora, logo, caso, conforme<br />c) sem que, Devido a, pois, desde que, porque<br />d) sem que, Apesar de, portanto, caso, como<br />e) embora, Apesar de, portanto, uma vez que, visto que<br />08.  Leia esta charge, feita em 1979, decretado Ano Internacional da Criança. <br />Esteves, O. Itinerário, n° 3. Belo Horizonte, mar./85 <br />Esteves, O. Itinerário, n° 3. Belo Horizonte, mar./85 <br />A charge é um tipo de texto que, em geral, faz uso da palavra, embora se valha essencialmente da imagem. Em geral, baseia-se no humor para fazer crítica, sobretudo social e política. Vamos analisar alguns pontos da que lemos acima. <br />A) Observe primeiro a imagem. <br />I) Aparecem personagens que encarnam tipos: quais são esses tipos? <br />II) Que distinções você pode fazer na apresentação física dos dois tipos? <br />III) Que significação tem a posição dos tipos na imagem? <br />B) Analise agora o texto verbal. <br />I) Normalmente, a charge tem texto verbal curto. Por que essa apresenta tanto texto? <br />II) As falas das personagens são muito diferentes. Compare-as quanto a: <br />· Linguagem utilizada (formal/informal; culta/popular). <br />· Originalidade, verdade e intencionalidade. <br />C) Veja a inscrição do palanque. De 1979 a 2002, a situação social e política retratada alterou-se no Brasil? <br />Na charge que acabamos de analisar, aparecem formas bem diferentes de estabelecer a concordância, realizadas por grupos sociais muito distintos: para simplificar, o grupo dos escolarizados e o dos não-escolarizados. <br />Em ambos os casos, os interlocutores _ tanto os eventuais quot;
ouvintesquot;
 do político quanto o quot;
colegaquot;
 do quot;
pivetequot;
 _ entenderam o significado dos enunciados e não o estranharam. Isso quer dizer que, no contexto em que ocorreram, eram perfeitamente válidos. Além de outras diferenças, aparecem maneiras distintas de fazer a concordância. <br />O que temos de ressaltar é o registro adequado que o chargista fez das duas linguagens: para os objetivos do autor, era importante sublinhar uma diferença de quot;
classe socialquot;
, marcada também pela linguagem. Por isso, o político domina quot;
as regras da gramáticaquot;
, com todas as flexões de plural. Talvez ele fosse olhado de viés e perdesse muitos votos se dissesse: quot;
Vamo(s) olhar com amor as nossa criança! Elas precisa de nós!quot;
 <br />Por outro lado, não se poderia esperar que as crianças da charge usassem a linguagem do político. A charge perderia sua verdade se o menino dissesse: quot;
Quando ele terminar, nós o assaltaremos!quot;
 <br />09. O texto abaixo, da seção “Saúde” do Suplemento de março/2000, do Caderno Regional Folha Vale, Folha de S. Paulo, faz parte de uma série de recomendações para relaxamento dos olhos<br />— Lubrificantes oculares gelados também são muito eficientes, mas só quando prescritos por um oftalmologista.— Importante: não jogue água boricada dentro do olho, pois isto causa irritação. Ela deve ser usada apenas para limpeza externa ou como compressa gelada.<br />A) Localize, no texto, o trecho em que há um problema de coerência. “são muito eficientes, mas só quando prescritos por um oftalmologista”.<br />B) Reescreva o trecho de modo a torná-lo coerente. ) ... são muito eficientes, mas só devem ser usados quando prescritos por um oftalmologista.  A incoerência é atribuir a eficiência dos lubrificantes à prescrição médica.<br />É triste constatarmos o quanto a linguagem do brasileiro está se distanciando da linguagem padrão. A história demonstra que a preferência pelas expressões vulgares (a gente, você, o mesmo, o referido etc) lança os termos padrões (eu, tu, ele, nós, vós, eles) em desuso. Os pronomes retos e oblíquos aplicam-se a todas as situações de comunicação, inclusive à distância: televisão, rádio, jornal, telefone, internet etc. <br />10. Leia o texto abaixo e levante-se contra o uso do brasileirismo que compromete gravemente a qualidade da linguagem.Refaça de acordo com a norma padrão adequada para cada situação. Comente sua correção. <br />Analise o exemplo: <br />quot;
Nem sempre a gente tem todo o dinheiro que a gente deseja. Essa experiência vale para cada um de vocês: nem sempre a gente pode comer tudo o que gostaria, nem sempre a gente pode dar tudo o que sonhava para os filhos da gente. O importante é que o filho tenha clareza de que a gente está fazendo o máximo que a gente podequot;
. (De autoria de uma autoridade importante do País). Passando-o para a linguagem padrão, temos:<br />Correção: quot;
Nem sempre temos todo o dinheiro que desejamos. Essa experiência vale para cada um de quot;
vocêsquot;
: nem sempre podemos comer tudo o que gostaríamos; nem sempre podemos dar tudo o que sonhamos para os nossos filhos. O importante é que eles tenham clareza de que estamos fazendo o máximo que podemosquot;
. <br />Comentário: O texto é redundante e deselegante: tem 65 palavras, repetiu a expressão a gente sete vezes e a linguagem está inaceitável para uma pessoa instruída. A correção tem 51 palavras, não repetiu nenhuma e a linguagem está clara (entendível por todos), concisa, elegante e irretocável. O uso do a gente traz graves consequências à expressão falada ou escrita, caracterizando pobreza vocabular; como veremos, ele não pode ser omitido na oração como o nós o foi na correção. <br />11(FGV-SP) “É importante que a sociedade brasileira se inteire dos debates internacionais que ora se iniciam formalmente – para que possa ser estruturada e formulada, de forma transparente, uma posição do Governo brasileiro afinada com todos os interesses nacionais em jogo.”<br />   As ocorrências da palavra QUE no trecho acima devem ser classificadas, respectivamente, como:<br />a) conjunção subordinativa – conjunção integrante – pronome relativo;<br />b) conjunção integrante – pronome relativo – conjunção integrante;<br />c) pronome relativo – conjunção integrante – conjunção subordinativa;<br />d) conjunção subordinativa – conjunção subordinativa – conjunção integrante;<br />e) conjunção integrante – pronome relativo – conjunção subordinativa.<br />12. Nestas frases, os pronomes demonstrativos e suas combinações retomam ou antecipam termos. Complete-as.a)  A única verdade é [coloque aqui o pronome] : ele foi o responsável pelo acidente.b)  Apesar de ter sido o responsável pelo acidente, ele nunca reconheceu [coloque aqui o pronome] fato.c)  Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso micro. Um programa [coloque aqui o pronome] é indispensável ao bom desempenho do equipamento.d)  Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade falam de perto ao meu coração: [coloque aqui o pronome], pela inquietude de sua lucidez; [coloque aqui o pronome], pela feliz simplicidade de sua expressão. <br />a) estab) essec) dessed) este / aquele<br />TEXTO 5 Onde há fumaça, há fadigaDe acordo com um recente estudo feito nos Estados Unidos, até mesmo os chamados fumantes involuntários correm risco de saúde, ao respirar oxigênio misturado com a fumaça dos cigarros alheios.Já há algum tempo se sabe que os chamados fumantes passivos ou involuntários - aqueles que são obrigados a respirar o ar contaminado pelo cigarro alheio - correm riscos de saúde comparáveis aos dos fumantes. A novidade agora é que também o desempenho físico dos fumantes por tabela é prejudicado. Um recente estudo americano testou um grupo de mulheres em duas séries de exercícios aeróbicos. Elas tiveram de respirar por uma máscara de oxigênio, na qual se misturou ao ar fumaça de cigarro. Resultado: as mulheres passaram a gastar 11 por cento a mais de oxigênio e glicose (ou seja, energia) para alcançar o mesmo desempenho obtido quando respiravam ar limpo. Além disso, as células do sangue encarregadas de levar oxigênio aos músculos ficaram parcialmente bloqueadas pelo monóxido de carbono, presente na fumaça do cigarro. Dessa maneira, recebendo menos combustível, os músculos cansaram mais cedo e produziram uma quantidade maior de ácido láctico, a substância que provoca a sensação de ardor durante o exercício físico e indica estado de fadiga. http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111495.shtml  ooj<br />13. Após a leitura do texto 2, conclui-se que <br />A) Os fumantes passivos correm grandes riscos de contrair doenças respiratórias.<br />B) As mulheres tiveram de respirar por uma máscara de oxigênio, na qual se misturou ao ar fumaça de cigarro.<br />C) Fumantes passivos ou involuntários - aqueles que são obrigados a respirar o ar contaminado pelo cigarro alheio - correm riscos de saúde comparáveis aos dos fumantes.<br />D) Os músculos de fumantes passivos cansaram mais cedo e produziram uma quantidade menor de ácido láctico.<br />E) Todos os fumantes sentem ardor durante o exercício físico e estado de fadiga. <br />14. “Onde há fumaça, há fadiga.” Marque a alternativa incorreta de acordo com a concordância verbal.  Turma B<br />A) Deve haver bons programas hoje. Devem haver bons alunos aqui também.<br />B) Faz dois anos que não o vejo. Fazem anos que não viajo..<br />C) Há duas semanas não chove. Há quatro horas que não como<br />D) Devem haver bons filmes românticos.devem haver cadernos rasurados nesta sala<br />E) Eles já haviam chegado lá. Meus pais já haviam ensinado que era feio roubar.<br />QUE PAÍS...<br />Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União deste ano. Por exemplo: Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano.                   Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões.                   Comparados a outras “rubricas”, os números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de cada brasileiro - apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20. (Ricardo Boechat, JB, 6/11/01) <br />15. Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos das reticências do título do texto é: a) autoritário b) injusto  c) estranho d) desigual e) incoerente <br />16. O termo “gastos públicos” se refere exclusivamente a: a) despesas com a educação pública b) pagamentos governamentais c) salários da classe política d) gastos gerais do Governo e) investimentos no setor oficial <br />
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  • 1. Gabarito AT2 9º <br />TEXTO 1<br />Felizmente, nos vestibulares mais importantes do país, a prova de português mudou – para melhor. Tenta-se avaliar a capacidade do aluno de lidar com a língua culta sem levar em conta “uma série de alçapões e adivinhas”, como diz [o conhecido cronista] Rubem Braga.<br /> Em muitos dos concursos oficiais para cargos públicos, no entanto, a coisa não mudou. Há algum tempo, a prova de português de um processo de seleção de oficiais de Justiça pediu o feminino de “peixe-boi”. Como se sabe, peixe-bois são malandros contumazes e, por isso, vivem às voltas com a lei (...) Digo-lhe logo que o feminino de “peixe-boi” é “peixe-mulher”, mas por favor, não me pergunte por quê. Pergunte ao examinador que teve a genial idéia de incluir isso numa prova cujo objetivo é selecionar oficiais de Justiça... Outras provas, de outros concursos, pediram o nome de quem nasce no Cairo e – pasmem – também o feminino de cupim. Se já dei o feminino de peixe-boi, não me custa dizer que quem nasce no Cairo é “cairota”, bela palavra que você talvez jamais use. O feminino de cupim? Está bom, eu digo: não sei. Nem eu, nem Rubem Braga. Há quem diga que é arará, mas... Que importância isso tem, afinal?<br /> (Prof. Pasquale Cipro Neto, jornal Paraibano, 8/11/2001)<br />01. A clara intenção do autor desse texto é:<br />a) revelar sua própria ignorância.<br />b) elogiar o conhecimento do cronista Rubem Braga.<br />c) criticar a inutilidade de certas questões de alguns testes seletivos.<br />d) exaltar as profundas mudanças dos concursos e vestibulares.<br />e) avaliar a capacidade do aluno de lidar com a língua culta.<br />02. Segundo o Prof. Pasquale, o substantivo “peixe-boi”, utilizado na prova de seleção de oficiais de Justiça,<br />significa:<br />a) animal vertebrado aquático que possui nadadeiras.<br />b) mamífero encontrado nos rios e lagos da bacia amazônica.<br />c) velho costume coloquial.<br />d) gíria que se dá a um homem vadio, fora da lei.<br />e) mulher de malandro.<br />03. “mas por favor, não me pergunte por quê. Pergunte ao examinador que teve a genial ideia de incluir isso numa<br />prova cujo objetivo é selecionar oficiais de Justiça”.<br /> O termo que qualifica a palavra ideia foi utilizado pelo autor para transmitir:<br />a) ironia<br />b) cortesia<br />c) genialidade<br />d) curiosidade<br />e) objetividade<br />04. De acordo com o texto, é correto afirmar que,atualmente, nos vestibulares mais importantes do país, as provas de português são elaboradas para:<br />a) levar em conta uma serie de “alçapões” e “advinhas”.<br />b) avaliar o conhecimento gramatical do aluno.<br />c) tentar avaliar até que ponto o candidato esta apto para lidar com os padrões cultos da língua portuguesa.<br />d) analisar as crônicas de Rubens Braga.<br />e) fazer com que a língua portuguesa mude para melhor.<br />05. A intenção explícita do autor na última frase do seu texto é:<br />a) estabelecer um diálogo com seu leitor.<br />b) demonstrar sua indignação com as provas difíceis dos concursos públicos.<br />c) reforçar, uma vez mais, a falta de bom senso de alguns elaboradores de provas.<br />d) desculpar-se pelo fato de não saber a resposta certa.<br />e) desviar a atenção do leitor.<br />Para responder à questão 06, leia os textos 2, 3 e 4. Cada um, a sua maneira, apresenta elementos que compõem a cultura de um dado povo.<br />Texto 2<br />Arquitetura européia no sul do Brasil<br />(FREITAS, Eduardo de. A variedade de povos no<br />Brasil.<br />www.brasilescola.com/brasil/adiversidade-<br />cultural-no-brasil.htm)<br />Texto 3<br />Comida japonesa no bairro da Liberdade em São Paulo<br />(FREITAS, Eduardo de. A variedade de povos no<br />Brasil. In: http://www.brasilescola.com/brasil/adiversidade-<br />cultural-no-brasil.htm)<br />Texto 4<br />EXPORTAÇÃO ELETRÔNICANovelas brasileiras influenciam falares de outros países com identidade lusófonaO português falado no Brasil conquistou outros países que adotaram a língua de Camões.Regionalismos, gírias, ritmos e até nosso jeito de usar o gerúndio brotam em outras bocas que nãoas brasileiras. Graças ao poder da oralidade do idioma comum, grande parte dessa fusão culturalestá na exportação de novelas brasileiras.(CANCIO, Patrícia. Exportação eletrônica. In: Revista Língua. Ano 1, nº 4.São Paulo: Segmento, 2006. p. 29)<br />http://vestibular.brasilescola.com/downloads/universidade-estado-para.htm<br />06. Sabemos que não há cultura pura. A Fusão cultural, nos textos 2, 3 e 4, é expressa pela:<br />a arquitetura, comida e novela.<br />b comida, língua e novela.<br />c arquitetura, comida e língua.<br />d arquitetura , comida e Internet.<br />e comida, Internet e novela.<br />07. A ausência de conectivos no texto abaixo acarreta problemas de coesão sequencial.<br />“O futuro da Varig poderá ser decidido nesta semana ________ o governo pague a conta. O Brasil que pode dar certo mostrou sua face na semana passada. ________ toda a comoção que cercou o leilão da venda da Varig, o<br />governo manteve prudente distância da confusão. (...) O destino da maior empresa aérea brasileira está entregue à<br />lei de Recuperação judicial, o mecanismo institucional adequado. Longe, ________, do discurso nacionalista que<br />durante muito tempo premiou a incompetência local com favores desmedidos.<br />O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) avisou que, ________ venha a financiar<br />parte da aquisição, não abrirá mão de suas normas. Não se poderá, ________aconteceu no passado, lançar mão<br />do dinheiro público para fazer mais largo o sorriso privado”.<br />(Veja, 14/06/06)<br />Indique a alternativa na qual estão listados os conectivos que preenchem, respectivamente, as lacunas do texto.<br />a) embora, Devido a, então, assim que, já que<br />b) a menos que, Embora, logo, caso, conforme<br />c) sem que, Devido a, pois, desde que, porque<br />d) sem que, Apesar de, portanto, caso, como<br />e) embora, Apesar de, portanto, uma vez que, visto que<br />08. Leia esta charge, feita em 1979, decretado Ano Internacional da Criança. <br />Esteves, O. Itinerário, n° 3. Belo Horizonte, mar./85 <br />Esteves, O. Itinerário, n° 3. Belo Horizonte, mar./85 <br />A charge é um tipo de texto que, em geral, faz uso da palavra, embora se valha essencialmente da imagem. Em geral, baseia-se no humor para fazer crítica, sobretudo social e política. Vamos analisar alguns pontos da que lemos acima. <br />A) Observe primeiro a imagem. <br />I) Aparecem personagens que encarnam tipos: quais são esses tipos? <br />II) Que distinções você pode fazer na apresentação física dos dois tipos? <br />III) Que significação tem a posição dos tipos na imagem? <br />B) Analise agora o texto verbal. <br />I) Normalmente, a charge tem texto verbal curto. Por que essa apresenta tanto texto? <br />II) As falas das personagens são muito diferentes. Compare-as quanto a: <br />· Linguagem utilizada (formal/informal; culta/popular). <br />· Originalidade, verdade e intencionalidade. <br />C) Veja a inscrição do palanque. De 1979 a 2002, a situação social e política retratada alterou-se no Brasil? <br />Na charge que acabamos de analisar, aparecem formas bem diferentes de estabelecer a concordância, realizadas por grupos sociais muito distintos: para simplificar, o grupo dos escolarizados e o dos não-escolarizados. <br />Em ambos os casos, os interlocutores _ tanto os eventuais quot; ouvintesquot; do político quanto o quot; colegaquot; do quot; pivetequot; _ entenderam o significado dos enunciados e não o estranharam. Isso quer dizer que, no contexto em que ocorreram, eram perfeitamente válidos. Além de outras diferenças, aparecem maneiras distintas de fazer a concordância. <br />O que temos de ressaltar é o registro adequado que o chargista fez das duas linguagens: para os objetivos do autor, era importante sublinhar uma diferença de quot; classe socialquot; , marcada também pela linguagem. Por isso, o político domina quot; as regras da gramáticaquot; , com todas as flexões de plural. Talvez ele fosse olhado de viés e perdesse muitos votos se dissesse: quot; Vamo(s) olhar com amor as nossa criança! Elas precisa de nós!quot; <br />Por outro lado, não se poderia esperar que as crianças da charge usassem a linguagem do político. A charge perderia sua verdade se o menino dissesse: quot; Quando ele terminar, nós o assaltaremos!quot; <br />09. O texto abaixo, da seção “Saúde” do Suplemento de março/2000, do Caderno Regional Folha Vale, Folha de S. Paulo, faz parte de uma série de recomendações para relaxamento dos olhos<br />— Lubrificantes oculares gelados também são muito eficientes, mas só quando prescritos por um oftalmologista.— Importante: não jogue água boricada dentro do olho, pois isto causa irritação. Ela deve ser usada apenas para limpeza externa ou como compressa gelada.<br />A) Localize, no texto, o trecho em que há um problema de coerência. “são muito eficientes, mas só quando prescritos por um oftalmologista”.<br />B) Reescreva o trecho de modo a torná-lo coerente. ) ... são muito eficientes, mas só devem ser usados quando prescritos por um oftalmologista. A incoerência é atribuir a eficiência dos lubrificantes à prescrição médica.<br />É triste constatarmos o quanto a linguagem do brasileiro está se distanciando da linguagem padrão. A história demonstra que a preferência pelas expressões vulgares (a gente, você, o mesmo, o referido etc) lança os termos padrões (eu, tu, ele, nós, vós, eles) em desuso. Os pronomes retos e oblíquos aplicam-se a todas as situações de comunicação, inclusive à distância: televisão, rádio, jornal, telefone, internet etc. <br />10. Leia o texto abaixo e levante-se contra o uso do brasileirismo que compromete gravemente a qualidade da linguagem.Refaça de acordo com a norma padrão adequada para cada situação. Comente sua correção. <br />Analise o exemplo: <br />quot; Nem sempre a gente tem todo o dinheiro que a gente deseja. Essa experiência vale para cada um de vocês: nem sempre a gente pode comer tudo o que gostaria, nem sempre a gente pode dar tudo o que sonhava para os filhos da gente. O importante é que o filho tenha clareza de que a gente está fazendo o máximo que a gente podequot; . (De autoria de uma autoridade importante do País). Passando-o para a linguagem padrão, temos:<br />Correção: quot; Nem sempre temos todo o dinheiro que desejamos. Essa experiência vale para cada um de quot; vocêsquot; : nem sempre podemos comer tudo o que gostaríamos; nem sempre podemos dar tudo o que sonhamos para os nossos filhos. O importante é que eles tenham clareza de que estamos fazendo o máximo que podemosquot; . <br />Comentário: O texto é redundante e deselegante: tem 65 palavras, repetiu a expressão a gente sete vezes e a linguagem está inaceitável para uma pessoa instruída. A correção tem 51 palavras, não repetiu nenhuma e a linguagem está clara (entendível por todos), concisa, elegante e irretocável. O uso do a gente traz graves consequências à expressão falada ou escrita, caracterizando pobreza vocabular; como veremos, ele não pode ser omitido na oração como o nós o foi na correção. <br />11(FGV-SP) “É importante que a sociedade brasileira se inteire dos debates internacionais que ora se iniciam formalmente – para que possa ser estruturada e formulada, de forma transparente, uma posição do Governo brasileiro afinada com todos os interesses nacionais em jogo.”<br /> As ocorrências da palavra QUE no trecho acima devem ser classificadas, respectivamente, como:<br />a) conjunção subordinativa – conjunção integrante – pronome relativo;<br />b) conjunção integrante – pronome relativo – conjunção integrante;<br />c) pronome relativo – conjunção integrante – conjunção subordinativa;<br />d) conjunção subordinativa – conjunção subordinativa – conjunção integrante;<br />e) conjunção integrante – pronome relativo – conjunção subordinativa.<br />12. Nestas frases, os pronomes demonstrativos e suas combinações retomam ou antecipam termos. Complete-as.a)  A única verdade é [coloque aqui o pronome] : ele foi o responsável pelo acidente.b)  Apesar de ter sido o responsável pelo acidente, ele nunca reconheceu [coloque aqui o pronome] fato.c)  Compramos um programa capaz de gerenciar os dados armazenados em nosso micro. Um programa [coloque aqui o pronome] é indispensável ao bom desempenho do equipamento.d)  Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade falam de perto ao meu coração: [coloque aqui o pronome], pela inquietude de sua lucidez; [coloque aqui o pronome], pela feliz simplicidade de sua expressão. <br />a) estab) essec) dessed) este / aquele<br />TEXTO 5 Onde há fumaça, há fadigaDe acordo com um recente estudo feito nos Estados Unidos, até mesmo os chamados fumantes involuntários correm risco de saúde, ao respirar oxigênio misturado com a fumaça dos cigarros alheios.Já há algum tempo se sabe que os chamados fumantes passivos ou involuntários - aqueles que são obrigados a respirar o ar contaminado pelo cigarro alheio - correm riscos de saúde comparáveis aos dos fumantes. A novidade agora é que também o desempenho físico dos fumantes por tabela é prejudicado. Um recente estudo americano testou um grupo de mulheres em duas séries de exercícios aeróbicos. Elas tiveram de respirar por uma máscara de oxigênio, na qual se misturou ao ar fumaça de cigarro. Resultado: as mulheres passaram a gastar 11 por cento a mais de oxigênio e glicose (ou seja, energia) para alcançar o mesmo desempenho obtido quando respiravam ar limpo. Além disso, as células do sangue encarregadas de levar oxigênio aos músculos ficaram parcialmente bloqueadas pelo monóxido de carbono, presente na fumaça do cigarro. Dessa maneira, recebendo menos combustível, os músculos cansaram mais cedo e produziram uma quantidade maior de ácido láctico, a substância que provoca a sensação de ardor durante o exercício físico e indica estado de fadiga. http://super.abril.com.br/superarquivo/1989/conteudo_111495.shtml ooj<br />13. Após a leitura do texto 2, conclui-se que <br />A) Os fumantes passivos correm grandes riscos de contrair doenças respiratórias.<br />B) As mulheres tiveram de respirar por uma máscara de oxigênio, na qual se misturou ao ar fumaça de cigarro.<br />C) Fumantes passivos ou involuntários - aqueles que são obrigados a respirar o ar contaminado pelo cigarro alheio - correm riscos de saúde comparáveis aos dos fumantes.<br />D) Os músculos de fumantes passivos cansaram mais cedo e produziram uma quantidade menor de ácido láctico.<br />E) Todos os fumantes sentem ardor durante o exercício físico e estado de fadiga. <br />14. “Onde há fumaça, há fadiga.” Marque a alternativa incorreta de acordo com a concordância verbal. Turma B<br />A) Deve haver bons programas hoje. Devem haver bons alunos aqui também.<br />B) Faz dois anos que não o vejo. Fazem anos que não viajo..<br />C) Há duas semanas não chove. Há quatro horas que não como<br />D) Devem haver bons filmes românticos.devem haver cadernos rasurados nesta sala<br />E) Eles já haviam chegado lá. Meus pais já haviam ensinado que era feio roubar.<br />QUE PAÍS...<br />Dissecando os gastos públicos no Brasil, um economista descobriu barbaridades no Orçamento da União deste ano. Por exemplo: Considerada a despesa geral da Câmara, cada deputado federal custa ao país, diariamente, R$ 3.700. Ou R$ 1,3 milhão por ano. Entre os senadores, a loucura é ainda maior, pois o custo individual diário pula para R$ 71.900. E o anual, acreditem, para R$ 26 milhões. Comparados a outras “rubricas”, os números beiram o delírio. É o caso do que a mesma União despende com a saúde de cada brasileiro - apenas R$ 0,36 por dia. E, com a educação, humilhantes R$ 0,20. (Ricardo Boechat, JB, 6/11/01) <br />15. Considerando o sentido geral do texto, o adjetivo que substitui de forma INADEQUADA os pontos das reticências do título do texto é: a) autoritário b) injusto  c) estranho d) desigual e) incoerente <br />16. O termo “gastos públicos” se refere exclusivamente a: a) despesas com a educação pública b) pagamentos governamentais c) salários da classe política d) gastos gerais do Governo e) investimentos no setor oficial <br />