FIGURAS DE LINGUAGEM
Prof.ª: Brígida Rodrigues
DIVISÃO
1. Figuras de palavras
Figuras de
 2. Figuras de pensamento
estilo
 3. Figuras de construção (ou de sintaxe)




Definição: são certos recursos não-convencionais
que o emissor cria para dar maior expressividade à
sua mensagem.
A) FIGURAS DE PENSAMENTO
METÁFORA


É o emprego de um termo que se associa a um
outro, ou que o substitui, basendo-se numa
comparação subjetiva.
“Eu sou uma ilha longe de você.”
METONÍMIA
É a substituição de um termo por outro, baseandose numa estreita relação de sentido
 Exemplos de metonímia:
- O autor pela obra: “Ontem li Machado de Assis.”
- O continente pelo conteúdo: “Bebi um copo de
coca-cola.”
- O efeito pela causa: “Com muito suor, passei no
vestibular.”
- O singular pelo plural: “A mulher foi chamada para
ir às ruas na luta contra a violência.”
- O abstrato pelo concreto: “A juventude é corajosa
e nem sempre consequente.”

- A parte pelo todo: “Há muitas cabeças nessa sala”
- A marca pelo produto: “Acabou o bombril.” (Bucha/
palha de aço)
CATACRESE


Emprego de um termo figurado pela falta de outro
mais próprio.
“A perna da mesa quebrou-se.”
COMPARAÇÃO
Confronto de termos semelhantes ou não
 Há presença de conectivos (que indicam o sentido
comparativo dos termos)


“Eu sou como uma ilha longe de você.”
SINESTESIA


Consiste em evocar impressões sensoriais
“A luz do som me contempla.”
ANTONOMÁSIA/ PERÍFRASE


Antonomásia: é a designação de uma PESSOA
não pelo seu nome, mas pela qualidade ou
circunstância que a notabilizou.
“O poeta dos escravos” (Castro Alves)



Perífrase: é a designação de um LUGAR/OBJETO
não pelo seu nome, mas pela qualidade ou
característica que a notabilizou.
“Cidade luz” (Paris)
B) FIGURAS DE PENSAMENTO
ANTÍTESE/ PARADOXO


Paradoxo: é o emprego de expressões com
sentido contrários
“É dor que desatina sem doer.” (Camões)



Antítese: termos contrários
“Naquele rosto tão feio e tão belo...” (Raquel de
Queirós)
IRONIA


É o emprego de palavras ou expressões com o
sentido oposto ao seu sentido próprio.
“Que careta mais linda!”
EUFEMISMO


É o emprego de uma expressão suave e polida no
lugar de outra considerada grosseira ou pouco
polida
“Aqueles homens apropriaram do nosso dinheiro.”
(Roubaram)
HIPÉRBOLE
É uma afirmação exagerada;
 É a deformação da verdade que visa a um efeito
expressivo


“Estou um século à sua espera.”
PROSOPOPEIA (PERSONIFICAÇÃO)


É a atribuição de características humanas a entes
inanimados

“Os sinos chamam para o amor.” (Machado de Assis)
GRADAÇÃO (CLÍMAX)


É a sequência ascendente de ideias ou de fatos
até sua maior intensidade

“E o bosque estala, move-se, estremece.” (Raimundo
Correa)
C) FIGURAS DE CONSTRUÇÃO (SINTAXE)
ELIPSE/ ZEUGMA


Elipse: É a omissão de um termo que o contexto
permite suprimir e que se subentende facilmente

“Este prefácio, apesar interessante, inútil.” (Mário de
Andrade)


Zeugma: É quando a omissão é feita porque o
termo já apareceu na frase.

“Nem ele entende a nós, nem nós a ele.” (Camões)
PLEONASMO


Consiste no emprego de palavras ou expressões
redundantes com objetivo de enfatizar uma ideia
“Os problemas, é necessário resolvê-los.”
POLISSÍNDETO


É a repetição enfática de conectivos
“Trabalha, e lima, e sofre, e sua!” (Olavo Bilac)
ASSÍNDETO


Consiste na supressão
elementos coordenados

do

conectivo

entre

“Em volta: leões deitados, pombos voando,
ramalhetes de flores com laços de fita, o ZéPovinho de chapéu erguido.” (Aníbal Machado)
HIPÉRBATO (INVERSÃO)
Consiste na inversão da ordem natural das
palavras na frase
 Ordem do português -> S.V.C.


“Da lua os claros raios rutilavam.” (Camões)
ANACOLUTO
Consiste na mudança da construção sintática no
meio da frase, ficando alguns termos desligados do
resto do período.
 OBS.: O anacoluto deve ser usado com finalidade
expressiva em casos muito especiais. Em geral,
deve-se evitá-lo.


“Aquela mina de ouro, ela não ia deixar que outras
espertas botassem as mãos.” (José Lins do Rego)
ANÁFORA (REPETIÇÃO)


Repetição da mesma palavra ou expressão em
intervalos regulares: do princípio das frases ou de
membros de frase.
“A minha amada veio de leve.
A minha amada veio de longe.
A minha amada veio em silêncio”.
(Vinícius de Morais)
SILEPSE


É a concordância que se faz com o sentido e não com
a forma gramatical

De gênero: “V. Ex.ª está abatido.”
(está no masculino, pois concorda com a pessoa e não
com o gênero da palavra excelência)
 De número: “A criançada corria por todo o quintal e
gritavam alucinadamente.
(está no plural concordando com a ideia de muitas
crianças)
 De pessoa: “Os brasileiros somos macacos dos
americanos.
(o autor se incluiu dentro do grupo dos brasileiros, por isso
o verbo ficou na 1ª pessoa do plural e não na 3ª
pessoa)

ONOMATOPEIA


É a utilização dos fonemas com o objetivo de
imitar a realidade de certos fenômenos.
“E o cipó-de-boi roncando nas costas – lápote!
Lápote!” (José Lins do Rego)
ALITERAÇÃO


É a repetição de fonemas no início de várias
sílabas ou palavras. Às vezes é utilizada para
sugerir ruídos da natureza.
“Vozes veladas, veludosas vozes” (Cruz e Souza)

Figuras de linguagem

  • 1.
  • 2.
    DIVISÃO 1. Figuras depalavras Figuras de  2. Figuras de pensamento estilo  3. Figuras de construção (ou de sintaxe)   Definição: são certos recursos não-convencionais que o emissor cria para dar maior expressividade à sua mensagem.
  • 3.
    A) FIGURAS DEPENSAMENTO
  • 4.
    METÁFORA  É o empregode um termo que se associa a um outro, ou que o substitui, basendo-se numa comparação subjetiva. “Eu sou uma ilha longe de você.”
  • 5.
    METONÍMIA É a substituiçãode um termo por outro, baseandose numa estreita relação de sentido  Exemplos de metonímia: - O autor pela obra: “Ontem li Machado de Assis.” - O continente pelo conteúdo: “Bebi um copo de coca-cola.” - O efeito pela causa: “Com muito suor, passei no vestibular.” - O singular pelo plural: “A mulher foi chamada para ir às ruas na luta contra a violência.” - O abstrato pelo concreto: “A juventude é corajosa e nem sempre consequente.” 
  • 6.
    - A partepelo todo: “Há muitas cabeças nessa sala” - A marca pelo produto: “Acabou o bombril.” (Bucha/ palha de aço)
  • 7.
    CATACRESE  Emprego de umtermo figurado pela falta de outro mais próprio. “A perna da mesa quebrou-se.”
  • 8.
    COMPARAÇÃO Confronto de termossemelhantes ou não  Há presença de conectivos (que indicam o sentido comparativo dos termos)  “Eu sou como uma ilha longe de você.”
  • 9.
    SINESTESIA  Consiste em evocarimpressões sensoriais “A luz do som me contempla.”
  • 10.
    ANTONOMÁSIA/ PERÍFRASE  Antonomásia: éa designação de uma PESSOA não pelo seu nome, mas pela qualidade ou circunstância que a notabilizou. “O poeta dos escravos” (Castro Alves)  Perífrase: é a designação de um LUGAR/OBJETO não pelo seu nome, mas pela qualidade ou característica que a notabilizou. “Cidade luz” (Paris)
  • 11.
    B) FIGURAS DEPENSAMENTO
  • 12.
    ANTÍTESE/ PARADOXO  Paradoxo: éo emprego de expressões com sentido contrários “É dor que desatina sem doer.” (Camões)  Antítese: termos contrários “Naquele rosto tão feio e tão belo...” (Raquel de Queirós)
  • 13.
    IRONIA  É o empregode palavras ou expressões com o sentido oposto ao seu sentido próprio. “Que careta mais linda!”
  • 14.
    EUFEMISMO  É o empregode uma expressão suave e polida no lugar de outra considerada grosseira ou pouco polida “Aqueles homens apropriaram do nosso dinheiro.” (Roubaram)
  • 15.
    HIPÉRBOLE É uma afirmaçãoexagerada;  É a deformação da verdade que visa a um efeito expressivo  “Estou um século à sua espera.”
  • 16.
    PROSOPOPEIA (PERSONIFICAÇÃO)  É aatribuição de características humanas a entes inanimados “Os sinos chamam para o amor.” (Machado de Assis)
  • 17.
    GRADAÇÃO (CLÍMAX)  É asequência ascendente de ideias ou de fatos até sua maior intensidade “E o bosque estala, move-se, estremece.” (Raimundo Correa)
  • 18.
    C) FIGURAS DECONSTRUÇÃO (SINTAXE)
  • 19.
    ELIPSE/ ZEUGMA  Elipse: Éa omissão de um termo que o contexto permite suprimir e que se subentende facilmente “Este prefácio, apesar interessante, inútil.” (Mário de Andrade)  Zeugma: É quando a omissão é feita porque o termo já apareceu na frase. “Nem ele entende a nós, nem nós a ele.” (Camões)
  • 20.
    PLEONASMO  Consiste no empregode palavras ou expressões redundantes com objetivo de enfatizar uma ideia “Os problemas, é necessário resolvê-los.”
  • 21.
    POLISSÍNDETO  É a repetiçãoenfática de conectivos “Trabalha, e lima, e sofre, e sua!” (Olavo Bilac)
  • 22.
    ASSÍNDETO  Consiste na supressão elementoscoordenados do conectivo entre “Em volta: leões deitados, pombos voando, ramalhetes de flores com laços de fita, o ZéPovinho de chapéu erguido.” (Aníbal Machado)
  • 23.
    HIPÉRBATO (INVERSÃO) Consiste nainversão da ordem natural das palavras na frase  Ordem do português -> S.V.C.  “Da lua os claros raios rutilavam.” (Camões)
  • 24.
    ANACOLUTO Consiste na mudançada construção sintática no meio da frase, ficando alguns termos desligados do resto do período.  OBS.: O anacoluto deve ser usado com finalidade expressiva em casos muito especiais. Em geral, deve-se evitá-lo.  “Aquela mina de ouro, ela não ia deixar que outras espertas botassem as mãos.” (José Lins do Rego)
  • 25.
    ANÁFORA (REPETIÇÃO)  Repetição damesma palavra ou expressão em intervalos regulares: do princípio das frases ou de membros de frase. “A minha amada veio de leve. A minha amada veio de longe. A minha amada veio em silêncio”. (Vinícius de Morais)
  • 26.
    SILEPSE  É a concordânciaque se faz com o sentido e não com a forma gramatical De gênero: “V. Ex.ª está abatido.” (está no masculino, pois concorda com a pessoa e não com o gênero da palavra excelência)  De número: “A criançada corria por todo o quintal e gritavam alucinadamente. (está no plural concordando com a ideia de muitas crianças)  De pessoa: “Os brasileiros somos macacos dos americanos. (o autor se incluiu dentro do grupo dos brasileiros, por isso o verbo ficou na 1ª pessoa do plural e não na 3ª pessoa) 
  • 27.
    ONOMATOPEIA  É a utilizaçãodos fonemas com o objetivo de imitar a realidade de certos fenômenos. “E o cipó-de-boi roncando nas costas – lápote! Lápote!” (José Lins do Rego)
  • 28.
    ALITERAÇÃO  É a repetiçãode fonemas no início de várias sílabas ou palavras. Às vezes é utilizada para sugerir ruídos da natureza. “Vozes veladas, veludosas vozes” (Cruz e Souza)