Entre Bibliotecas e Arquivos: 
as coleções especiais
O caso da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal
Paulo Leitão
V Colóquio Internacional de Arquitetura da Informação e Multimodalidade, Brasília, 22‐24/08/2016
As coleções especiais?
“Why do libraries house certain materials separately or in
special collections? Seemingly, libraries make this
distinctions because the materials are RARE, or of some
VALUE to the institution, sometimes because they are
already in fragile conditions or because they are old or
original or SIGNIFICANT to the history of art” (Rinaldo, 2007)
Exposição do Mundo Português, Lisboa, 1940
As coleções especiais?
Exposição do Mundo Português, Lisboa, 1940
“We defined special collections as library and archival
materials in any format (e.g., rare books, manuscripts,
photographs, institutional archives) that are generally
characterized by their artifactual or monetary VALUE,
physical format, UNIQUENESS or RARITY, and/or an
institutional commitment to long‐term preservation and
access.” (Dooley e Luce, 2009, p. 16)
As coleções especiais em bibliotecas de investigação: o valor estratégico 
“In an environment where mass digitization of books and
periodicals for Web access is accelerating, and electronic
journals and aggregated databases are part of the shared
landscape of scholarly communication, it his their
(research libraries) accumulated special collections that
increasingly define the UNIQUENESS and CHARACTER of
individual research libraries” (ARL, 2009, p. 9)
Igreja de São Salvador da Baía, Brasil
As coleções especiais em bibliotecas de investigação: os desafios
‐ Um conceito, uma ideia nuclear.
‐ Uma estratégia
‐ Selecção
‐ Organização e descrição: a natureza híbrida dos
materiais
‐ Transferência de suporte. Digitalização
‐ Publicação e Disseminação
‐ Os nados digitais
Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, 
Salvador da Baía, Brasil
Fundação Calouste Gulbenkian
ÁREAS DE ATUAÇÃO
Artes
Museus, Música, Criatividade e Reflexão Contemporânea
Educação
Qualificação de Novas Gerações, Educação para a Ciência e para a 
Cultura, Promoção e Desenvolvimento da Língua Portuguesa, 
Bolsas Gulbenkian
Fundação Calouste Gulbenkian
Ciência
Inovação em Saúde, Instituto Gulbenkian de Ciência
Desenvolvimento
Desenvolvimento humano, Parcerias para o desenvolvimento, 
Cidadania Ativa
Fundação Calouste Gulbenkian
Inciativas Globais
Comunidades Arménias, Oceanos, Cidades
O Fundador: Calouste Sarkis Gulbenkian
O Fundador: Calouste Sarkis Gulbenkian
O Fundador: Calouste Sarkis Gulbenkian
Beffrois du nord de la France, 1906 Jules Breton, 1899
O Fundador: Calouste Sarkis Gulbenkian – “Mês enfants”
Tapeçaria “O Pescador Infeliz”Estátua do funcionário BésAs bolas de sabão, Manet
Biblioteca de Arte
MISSÃO
História da Arte
Artes Visuais
Arquitetura
Apoio à investigação do Museu Gulbenkian
Apoio à investigação nacional e internacional em
história da arte, arquitetura, artes visuais
Promover o conhecimento sobre a Arte Portuguesa
• 215 coleções especiais 
 180 coleções fotográficas : + de 500.000 fotos
 31 “arquivos” de artistas, bibliotecas particulares e de investigação
 5 “arquivos” de arquitetos
Entre as quais:
44 coleções totalmente digitalizadas num total de 261.712 imagens
Coleções especiais – “Tesouros” da Arte e Arquitetura Portuguesas
ASSUNTOS: 
Arquitetura Portuguesa: das igrejas góticas até Manuel Taínha ou Álvaro Siza Vieira
 Azulejaria e talha dourada portuguesas. Azulejaria de origem portuguesa no Brasil
 Exposições de Arte 
 Artistas portugueses contemporâneos: de Amadeo de Sousa Cardoso a Lourdes Castro
 Arte e vida urbana: do Estúdio Fotográfico Mário Novais até à Primeira Geração de 
Arquitetos Paisagistas Portugueses
Seleção e Gestão
Critérios de Seleção:
a) Origem organizacional: o valor patrimonial
b) Inclusão no âmbito da missão da BA
c) Complementaridade com coleções existentes
d) Raridade 
e) Qualidade intrínseca
Critérios para exclusão:
f) Requisitos específicos de armazenamento
g) Formatos específicos
h) Requisitos legais restritivos por parte do produtor/detentor de direitos
Processamento bibliográfico
Princípios
‐ Conhecimento detalhado das necessidades dos utilizadores
‐ Gestão consistente dos recursos financeiros e humanos
‐ Conhecimento das coleções
Abordagem Conceptual
‐ Abordagem tradicional em bibliotecas: a unidade documental é o documento
‐ Natureza híbrida dos documentos:             
‐ ‐ Consideração das formas de produção da informação, tendo em conta as relações 
que os documentos estabelecem entre si. 
‐ A importância do CONTEXTO.
‐ A noção de CONJUNTO.
Estratégia
‐ Inventariar e estudar as coleções
‐ Determinar a política de processamento bibliográfico a adotar na descrição eficaz de cada 
coleção
‐ Identificação dos instrumentos normativos a utilizar
OPERACIONALIZAÇÃO
Representação da ordem lógica original
Tipos de relações entre os registos
Relações hierárquicas (todo/parte): 
Únivoca (campo Unimarc: 459)
Recíproca (campos Unimarc: 469 e 499)
OPERACIONALIZAÇÃO
Relações de equivalência
obras relacionadas (campo Unimarc 488)
Coleções especiais digitais: publicação e disseminação
1. Um “local” central de publicação: o catálogo
Coleções 
Digitais
Navegação por 
tipo de 
coleções
Pesquisa…
1. Um “local” central de publicação: o catálogo
Acesso aos 
ficheiros 
digitais
Controlo da 
acessibilidade
2. Reutilização de metainformação
 EUROPEANA
 ROSSIO (instituição principal: FCSH, Universidade Nova, Lisboa)
ROSSIO é uma infraestrutura portuguesa de investigação de referência para as Ciências Sociais, Artes e
Humanidades, uma plataforma de disseminação de conteúdos digitais única, de qualidade e de acesso
aberto, que contribuirá para a excelência e a internacionalização da investigação e do ensino e para a
promoção de usos inovadores dos conteúdos das CSAH.
Vários participantes: universidades (centros de investigação), bibliotecas, arquivos, museus, fundações
2017‐2019
3. Web Social
 FLICKR
Retrato de  Lucie. Manhufe (Amarante, Portugal), a  mulher de Amadeo de Souza Cardoso.
Data de produção: 1915.
A “Estrela”:
114,975 visualizações
1,368 “favoritos”
261 comentários
 A Biblioteca no FLICKR: alguns factos
 Início: 2008
 O “The Commons” no Flickr
 18,000 fotografias
 Visualizações: + 31 milhões
 Seguidores permanentes: 5,262
Praça do Rossio, Teatro Nacional, Lisboa, Portugal
 FLICKR: os utilizadores
 Perfil dos seguidores:
 Portugueses
 Homens
 36‐50
 Formação universitária
 Empregados
 Utilizadores ativos (comentários, tags)
Parque Urbano, Caldas da Rainha, Portugal
 SCRIBD: coleções textuais
 Catálogos de exposições
 Teatro de Cordel 
 Artigos de Jornais (José Augusto‐França)
 Início: 2014
 815 documentos
 5,000 vsualizações
Exposição de Arte Moderna, Lisboa, 1936
4. Produtos digitais especializados
 Parcerias com investigadores
 Projetos de investigação
 Criação de novo conhecimento
 Estímulo à investigação sobre as coleções especiais da biblioteca
 Novos canais de publicação 
 Fontes + Resultados de investigação
 DigiTile Library: tiles and ceramics online 
(IHA, Universidade de Lisboa, 2012‐2015)
 Bibliotecários + Historiadores de Arte + Coleções 
especiais
 Principais resultados:
 Novos estudos sobre João Miguel dos Santos 
Simões e a sua obra;
 Novas coleções digitais;
 Um Website;
 Uma biblioteca digital
João Miguel dos Santos Simões, 1907‐1972
REFERÊNCIAS
. ARL WORKING GROUP ON SPECIAL COLLECTIONS – Special Collections in ARL Libraries. Washington: Association of
Research Libraries, 2009
. DOOLEY, Jackie M.; LUCE, Katherine – Taking the pulse: the OCLC research survey of special collections and archives. 
OCLC, 2009
. Fundação Calouste Gulbenkian. Biblioteca de Arte – Política de desenvolvimento de coleções. 2013 (v 1)
. GREEN, Daryl – Utilizing social media to promote Special Collections: waht works and doesn’t. 2012 IFLA WLIC
. IFLA. Seção de livros raros e coleções especiais ‐ Diretrizes para planejamento da digitalização de livros raros e coleções 
especiais. IFLA, 2015. 
. RBMS Bibliographic Standards Committee – Descriptive cataloging of rare materials: graphics. 2014
. RINALDO, Karan – Evaluating the future: Special Collection in Art Libraries. Art Documentation, nº 26 (2), 2007, p. 38‐47
OBRIGADO!
Catálogo: http://www.biblartepac.gulbenkian.pt
Flickr: http://www.flickr.com/photos/biblarte/
Scribd: https://pt.scribd.com/biblioteca‐arte‐fcg
Sítio web do projeto DigiTile: http://www.digitile.org/#!home/mainPage
Biblioteca Digital de Azulejaria e Cerâmica: http://digitile.gulbenkian.ptContato: pjleitao@gulbenkian.pt

Entre Bibliotecas e Arquivos: as coleções especiais. O caso da Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian, Portugal