Economia Açucareira
HISTÓRIA
Grupo III
CICLO AÇUCAREIRO
Benedito Calixto de Jesus - Moagem de Cana - Fazenda Cachoeira - Campinas, 1830, Acervo do Museu Paulista da USP
Corresponde ao período colonial do Brasil em que o
açúcar representava uma das principais bases
econômicas, sociais e culturais do país. A Economia
Açucareira foi caracterizada pela formação de Engenhos
– unidades produtivas responsáveis pela moenda da
cana-de-açúcar.
Pressionados pela necessidade de colonização do Brasil,
os portugueses foram os pioneiros na instalação de
sistemas produtores agrários em território americano.
Os portugueses, nessa época, já eram os maiores
produtores mundiais dessa apreciada especiaria. Assim,
aproveitando sua experiência açucareira nas ilhas
atlânticas, Portugal implantou em nosso país uma
solução semelhante, o que, além de propiciar a solução
de inúmeros problemas técnicos relacionados com a
produção de açúcar, fomentou o desenvolvimento em
Portugal de uma indústria de equipamentos para os
engenhos.
• O açúcar era produzido nas
áreas litorâneas.
• O nordeste foi o maior
produtor de açúcar do
Brasil colonial,
principalmente na
capitania de Pernambuco,
onde existia um clima/solo
favoráveis à esse tipo de
plantação.
• Além disso, o nordeste está
geograficamente mais
próximo da Europa
(mercado consumidor)
• A primeira Capital:
SALVADOR, Localizava-se
numa área produtiva:
BAHIA
• O açucar foi o principal
gênero de exportação por
3OO anos.
Sistema de Plantation:
• A cana-de-açúcar era
produzida,
exclusivamente
(monocultura), nos
latifúndios próximos à
faixa litorânea
(solo/clima adequado),
pela mão de obra
negra/escrava. Toda
plantação era destinada à
produção de açúcar que
serviria para abastecer o
mercado consumidor
europeu, ou seja, tudo
era exportado.
O Engenho
Composição do engenho
•Canavial: plantação de cana
•Moenda: local para moagem da cana
•Casa de purgar: local para preparação do açúcar
•Casa-Grande: moradia do branco Sr. De Engenho
•Senzala: abrigo dos negros escravizados
•Capela: local religioso destinado aos brancos católicos
Unidade produtiva de açúcar Controlada pelo Sr. De Engenho
No engenho havia ainda pequenas plantações/criações para
subsistência – destinada às necessidades básicas locais
 A sociedade açucareira era patriarcal. A maior parte
dos poderes se concentrava nas mãos do senhor de
engenho. Com autoridade absoluta, submetia todos ao
seu poder: mulher, filhos, agregados e qualquer um
que habitasse seus domínios. A casa grande foi o
símbolo desse tipo de organização familiar implantado
na sociedade colonial. Para o núcleo doméstico
convergia a vida econômica, social e política da época.
 Senhores de Engenho: Os senhores de engenho eram
o grupo dominante na sociedade açucareira. Eram os
donos das terras, das máquinas e até dos homens!
Possuíam muita riqueza e prestígio.
 Trabalhadores livres: Feitores -
eram responsáveis por diferentes
tarefas no engenho. Havia o feitor
que cuidava da moenda, o feitor
encarregado da plantação, o
feitor-mor que administrava o
engenho, o feitor de campo que
vigiava e castigava os escravos.
 Trabalhadores livres: O mestre de açúcar -
controlava o trabalho de beneficiamento do açúcar. O
purgador - administrava o processo de clareamento
do açúcar. O oficial de açúcar auxiliava o mestre de
açúcar. O caldeireiro trabalhava nas caldeiras.
 Lavradores de cana: Nesta sociedade havia também
os donos de canaviais que não eram senhores de
engenho. Como montar um engenho exigia muito
dinheiro alguns lavradores moíam a cana de suas terras
em engenhos alheios – eram os chamados
arrendatários. Em troca entregavam parte do açúcar
que produziam ao senhor de engenho. O
arrendamento das instalações de engenho foi muito
comum no período colonial.
 Escravizados: Os de origem africana e seus
descendentes formavam a grande maioria da
população colonial. Eram eles que realizavam a maior
parte das atividades do engenho. Os chamados
escravos de campo – que trabalhavam carpindo,
plantando, colhendo e pescando – constituíam 80%
dos escravos.
 Os que trabalhavam no processo de fabricação do
açúcar, 10%. Os escravos que eram destinados às
atividades domésticas na casa-grande – cozinheira,
faxineira, arrumadeira etc. – e os artesãos – oleiro,
carpinteiro, ferreiro etc. – todos juntos, compunham
mais 10%.
A SOCIEDADE DO AÇUCAR
A SOCIEDADE DO AÇUCAR
Aristocratas
senhor de engenho
Homens Livres
senhor de terras sem
engenho, ferreiro,
carpinteiro, capataz, etc.
Escravos
“mão e pés do senhor”
A expectativa de vida de
um escravo, durante seu
trabalho na lavoura da
cana de açúcar, era de,
aproximadamente, 10
anos.
A Sociedade do Açúcar
 Além dos Canaviais, pastagens e lavoura de
subsistência formavam as terras do engenho. Na
lavoura destacava-se o cultivo da mandioca, do
milho, do arroz e do feijão. Tais produtos eram
cultivados para servir de alimento.
 A criação de gado também surgiu como atividade
complementar à produção de açúcar, assim como
outros animais. O gado, criado no próprio engenho,
era utilizado na alimentação, na produção de couro
para utensílios domésticos e de trabalho, além de
usado no transporte, assim como força de tração para a
moagem da cana.
 O algodão e o fumo constituíram-se em importantes
atividades agrícolas da economia colonial. Durante o
século XVIII, o Fumo ocupou o segundo lugar no
comércio de exportação, vindo logo abaixo do açúcar.
Produzido principalmente na Bahia e em Alagoas, o
tabaco, junto com a cachaça e a rapadura, foi utilizado
como produto de troca por negros na África.
 A partir da segunda metade do século XVIII, devido à
Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, houve
grande desenvolvimento na produção de tecidos na
Europa, e o Algodão passou a ser importante item de
exportação, tendo no Maranhão seu principal
produtor.
 As drogas do sertão eram produtos extraídos da
Floresta Amazônica e comercializados na Europa. Os
portugueses investiram nesse comércio para ratificar
sua presença na região Norte do Brasil e afastar as
ameaças de invasão vindas de franceses, holandeses e
ingleses.
 Os produtos que se costumava chamar de drogas do
sertão eram: guaraná; salsa; urucum; cacau; baunilha;
castanha-do-pará. O comércio das drogas do sertão
entrou em declínio logo após a descoberta das
primeiras minas de ouro na região centro-sul do país.
 A escravidão no Brasil iniciou-se por volta da década
de 1530, quando os portugueses implantaram as bases
para a colonização da América portuguesa, para
atender, mais especificamente, à demanda dos
portugueses por mão de obra para o trabalho na
lavoura.
 Os historiadores estimam
que, ao longo da história
da escravidão africana no
Brasil colonial, foram
trazidos cerca de quatro
milhões de africanos. Os
escravos eram utilizados
nos mais diversos tipos de
trabalho, com maior
destaque para a sua
utilização nos engenhos
produtores de açúcar e nos
centros de mineração a
partir do século XVIII.
 A história da escravidão nas Américas foi marcada por
uma resistência escrava ativa e pela criação de formas
de sociabilidade, manifestadas através de danças,
cantos, religiões ou mesmo reações ao cativeiro,
como ataques aos senhores, sabotagem da produção,
defesa das famílias constituídas nas fazendas e fugas.
 Outra forma de resistência dos escravos foi com a
formação de quilombos e mocambos. As duas palavras
têm origem em idiomas africanos. Mocambo significa
“esconderijo”, enquanto que quilombo era utilizado para
se referir a um acampamento militarizado. Essa estrutura
surgiu no Brasil, em meados do século XVI, e se
popularizou depois do Quilombo dos Palmares.
A resistência contra a
escravidão já começava no
embarque dos africanos
nos navios negreiros com
intensas revoltas.
 A contribuição histórica, social e cultural dos
afrodescendentes para a formação da sociedade
brasileira é inegável. Mesmo com a tendência que a
história tem de apagar ou esconder o negro, ainda há a
resistência quase natural da negritude brasileira.
 Nas artes então, estão muitos elementos que formam e
mostram a identidade do negro brasileiro. A cultura
afrodescendente mostra, por meio dos mais diversos
segmentos, essa história, na história do Brasil. A
religião, a dança, as artes plásticas, mais que cultura,
ferramenta para a sobrevivência de um povo.
 Estas questões são mais que
identitárias, são políticas. O
negro guerreiro não é só o
capoeirista, o dominador das
formas de luta. Mas também o
artista, o intelectual, o político.
 Desde o período colonial brasileiro há a persistência de
relações diretas entre o poder político e a religião
católica, sendo essa a religião oficial nessa época.
Desse modo, religiões que possuíam caráter distinto da
católica sofreram com perseguições, discriminações e
preconceitos.
 Para que pudessem manter suas referências e heranças
culturais, as religiões africanas tiveram de ser recriadas
e adaptadas ao novo contexto.
 As características da colonização portuguesa formaram
o sincretismo religioso brasileiro.
 Esse processo deu origem a várias religiões afro-
brasileiras como o candomblé e a ubanda. Os
escravizados ao chegar na colônia reviveram seus
rituais, símbolos e festas que faziam na África, porém
adaptando-as à realidade da América. Além disso, com
medo dos castigos, muitos abraçavam a religião
católica aparentemente, mas mantinham o culto a seus
orixás. Assim começou a identificação entre os santos
católicos e orixás, as procissões do padroeiro com as
festas para suas divindades, entre outras práticas.
Ogum e São Jorge
Lavagem das escadarias – Festa do Senhor do Bonfim
 Portugal contou com o auxílio de banqueiros europeus que
financiavam uma considerável parte deste
empreendimento. Dentre esses financiadores se
destacavam os banqueiros holandeses.
 Além disso, o ritmo de exploração e desenvolvimento dos
centros de produção no Brasil provavelmente não teria
alcançado o mesmo ritmo sem essa mesma participação do
capital holandês.
Os holandeses tinham grande interesse no açúcar
brasileiro, não só porque dominavam o comércio do
produto na Europa, mas também porque havia
muito capital holandês investido nos engenhos
brasileiros.
Os comerciantes de países baixos (Bélgica e
Holanda) eram antigos parceiros comerciais dos
portugueses.
• Produzir açúcar era um
empreendimento caro.
• Para auxiliar a produção,
Portugal aliou-se aos burgueses
holandeses.
• A Holanda refinava,
transportava e distribuía o açúcar
no mercado europeu.
• À Portugal cabia apenas a
plantação da cana e a fabricação
do açúcar no Brasil.
• Dessa forma, a maior parte dos
lucros ficava com os holandeses
 Como possuíam uma importante frota mercante,
muito capital e o controle sobre boa parte das rotas
comerciais terrestres, os flamengos,
frequentemente, comercializavam mercadorias
que os portugueses exploravam em suas colônias, a
exemplo do açúcar.
 Tudo corria bem na parceria entre portugueses e
holandeses até que a União Ibérica fez do Brasil
uma colônia espanhola.
 Os holandeses se viram ameaçados em seu
lucrativo comércio e, como solução para a possível
quebra financeira, decidiram ocupar a área
produtora de açúcar, isto é, o nordeste brasileiro.
 A fim de realizar essa empreitada foi criada, em
1621, a Companhia Holandesa das Índias
Ocidentais.
O que foi a União Ibérica?
União das coroas portuguesa e espanhola, após a
morte de D. Sebastião de Portugal que não tinha
herdeiros. Felipe II da Espanha reuniu os dois
tronos.
Consequências da União Ibérica:
 O tratado de Tordesilhas(1494) perde seu sentido e
inicia-se a expansão portuguesa pelo interior do
território brasileiro - as bandeiras e entradas.
 Fim dos laços comerciais entre holandeses e
portugueses. As duas companhias de comércio
holandesas (oriental e ocidental) passam a
disputar pontos comerciais pertencentes aos
portugueses em todo o mundo.
DOMÍNIO
ESPANHOL
DOMÍNIO
HOLANDÊS
Linha
do
tratado
de
Tordesilhas
Belém São Luís
Fortaleza
Natal
Paraíba
Olinda
Recife
Salvador
A CONQUISTA E A DOMINAÇÃO HOLANDESA
A invasão holandesa fez
parte do projeto da Holanda
(Países Baixos) de ocupar e
administrar o nordeste
brasileiro por intermédio da
Companhia Holandesa das
Índias Ocidentais.
A primeira tentativa de ocupação ocorreu na Bahia, em 1624,
e durou apenas um ano por causa da resistência local e do
bloqueio marítimo imposto pela esquadra espanhola.
Em 1630, os holandeses retornaram, dessa vez para
Pernambuco, que, além de concentrar grande parte da
produção de açúcar, era uma região menos policiada que a
capital da colônia.
Da Bahia a Pernambuco
Entre 1630 e 1634, empreenderam a conquista da capitania de
Pernambuco, tendo de enfrentar a resistência portuguesa,
comandada pelo governador Matias de Albuquerque.
Gradativamente, em função da desorganização da lavoura
canavieira, da destruição dos engenhos na luta pelo controle
da região e da fuga de escravos, deu-se a rendição local.
Após a rendição das tropas ibéricas, os flamengos fundaram
uma colônia administrada por João Maurício de Nassau,
que estabeleceu um período de paz na região.
A companhia das Índias liberou crédito para os proprietários
reconstruírem seus engenhos e comprarem escravos.
Nassau urbanizou o Recife, sede do governo holandês no
Brasil, e implantou uma política de tolerância religiosa, que
permitia a liberdade de culto a católicos e judeus, uma vez
que os holandeses eram protestantes
O conde Johann Moritz von
Nassau-Siegen tem um lugar
especial na História do Brasil.
Conhecido pelo nome "brasileiro",
Maurício de Nassau, governou a
colônia holandesa no nordeste do
Brasil, com a capital em Recife, de
1637 a 1644.
Depois de consolidar seu domínio em Pernambuco, os
holandeses expandiram-no para o Maranhão e Sergipe.
A dominação holandesa, em sua maior extensão, cobria o
litoral nordestino desde São Luís até o rio Vaza-Barris, no
atual estado de Sergipe.
Em 1640, com o apoio da burguesia, dos padres jesuítas e de
uma política de alianças com outros países, sobretudo com a
Inglaterra, Portugal libertou-se do domínio espanhol,
reconquistou sua soberania política e parte do antigo
império colonial. Essa foi a restauração de Portugal, evento
que marcou o fim da União Ibérica e colocou a família
Bragança no poder.
As boas relações entre holandeses e os colonos que viviam
no Brasil entraram em crise a partir de 1644, quando Nassau
foi chamado de volta para a Europa e a Companhia
Holandesa das Índias Ocidentais mudou o pagamento dos
empréstimos feitos aos donos dos engenhos, intensificando
a cobrança de impostos.
Com a decadência da Companhia Holandesa das Índias
Ocidentais, a defesa da colônia holandesa enfraqueceu-se.
os portugueses começaram a organizar-se para recuperar o
controle sobre o Nordeste. Assim, a partir de 1645, foi
iniciada o que conhecemos como Guerras Brasílicas, o
conflito travado entre portugueses e holandeses pelo
controle do Nordeste.
No ano de 1645, eclodiu a Insurreição Pernambucana, um
movimento armado que culminou com a expulsão dos
holandeses.
Tradicionalmente, dois momentos importantes, do ponto
de vista português, foram as duas Batalhas de Guararapes,
que aconteceram em 1648 e 1649 e foram derrotas
significativas dos holandeses.
As também chamadas Guerras Brasílias duraram até 1654, e
nelas os holandeses foram, pouco a pouco, derrotados.
Houve uma grande mobilização de negros e indígenas que
lutaram do lado português.
Representação romântica da Batalha dos Guararapes
entre portugueses e holandeses
Imagem: Victor Meirelles (1832–1903) / Batalha dos Guararapes, from 1875 until 1879 / Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) / public domain.
Os franceses desafiaram abertamente os domínios
portugueses estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas
(1494).
O litoral brasileiro era constantemente frequentado pelos
franceses desde o período da extração do pau-brasil. Os
franceses, nessa época, mantinham permanentes contatos
com os povos indígenas e dessa relação articulavam acordos
e alianças com esses povos.
No século XVI, mais especificamente no ano de 1555, os
franceses fundaram a chamada França Antártica, na baía
de Guanabara (atual Rio de Janeiro).
Lá construíram uma sociedade com influências
protestantes, uma vez que, no século XVI, milhares de
protestantes europeus vieram em fuga da Europa para a
América em consequência da perseguição católica durante a
Contrarreforma religiosa (conjunto de medidas tomadas
pela Igreja Católica com o surgimento das religiões
protestantes).
Mapa da Baía de
Guanabara
Cerca de 1574
Sob a influência francesa, algumas partes do litoral
brasileiro ganharam diversas feitorias e fortes (militares).
O principal povo indígena que perpetuou a aliança com os
franceses foi o Tamoio. Deste acordo surgiu a Confederação
dos Tamoios (aliança entre diversos povos indígenas do
litoral: tupinambás, tupiniquins, goitacás, entre outros),
que possuíam um objetivo em comum: derrotar os
colonizadores portugueses.
Durante cinco anos ocorreram diversos conflitos entre os
portugueses e a Confederação. No ano de 1567, os
portugueses derrotaram a Confederação, extinguindo-a e
expulsando os franceses do território colonial.
Ao contrário do que muitos pensaram, os franceses não
desistiram tão facilmente do Brasil. Eles foram expulsos do
litoral brasileiro, da região sudeste (Rio de Janeiro), porém
estabeleceram uma nova fixação no território durante o
século XVII, mas na região nordeste, mais precisamente na
cidade de São Luís (atual capital do Maranhão), onde
fundaram, em 1612, a chamada França Equinocial.
A metrópole Portugal, rapidamente, no intuito de não
perder partes do território da colônia, enviou uma
expedição militar à região do Maranhão. Essa expedição
portuguesa atacou os franceses tanto por terra quanto por
mar. No ano de 1615, os franceses foram derrotados e se
retiraram do Maranhão, deslocando-se para a região das
Guianas, onde fundaram uma colônia, a chamada Guiana
Francesa.
Grandes Navegações é a expressão usada para se falar da
exploração do Oceano Atlântico, feita de maneira pioneira
por Portugal, ao longo dos séculos XV e XVI. Com o tempo,
outros países da Europa, como Espanha, também se
lançaram à exploração do Oceano Atlântico.
O resultado das Grandes Navegações foi o “descobrimento”
de uma série de novos locais pelos portugueses, como
Açores e Madeira (ilhas atlânticas). Esse processo resultou
também na chegada dos europeus ao continente americano
em 1492. Em 1500, os portugueses chegaram ao Brasil e
deram início à colonização da América Portuguesa.
As Grandes Navegações tornaram
Portugal e Espanha dois grandes
impérios ultramarinos do mundo
entre os séculos XV e XVI.
A “descoberta” da América foi
responsável por uma verdadeira
revolução. Os europeus entraram
em contato com novos povos e
novas culturas. Esse encontro, no
entanto, resultou no massacre da
cultura ameríndia e da cultura
africana, ambas utilizadas como
mão de obra escrava pelos europeus.
Econômia Açucareira.ppt

Econômia Açucareira.ppt

  • 1.
  • 2.
    CICLO AÇUCAREIRO Benedito Calixtode Jesus - Moagem de Cana - Fazenda Cachoeira - Campinas, 1830, Acervo do Museu Paulista da USP
  • 3.
    Corresponde ao períodocolonial do Brasil em que o açúcar representava uma das principais bases econômicas, sociais e culturais do país. A Economia Açucareira foi caracterizada pela formação de Engenhos – unidades produtivas responsáveis pela moenda da cana-de-açúcar.
  • 4.
    Pressionados pela necessidadede colonização do Brasil, os portugueses foram os pioneiros na instalação de sistemas produtores agrários em território americano. Os portugueses, nessa época, já eram os maiores produtores mundiais dessa apreciada especiaria. Assim, aproveitando sua experiência açucareira nas ilhas atlânticas, Portugal implantou em nosso país uma solução semelhante, o que, além de propiciar a solução de inúmeros problemas técnicos relacionados com a produção de açúcar, fomentou o desenvolvimento em Portugal de uma indústria de equipamentos para os engenhos.
  • 5.
    • O açúcarera produzido nas áreas litorâneas. • O nordeste foi o maior produtor de açúcar do Brasil colonial, principalmente na capitania de Pernambuco, onde existia um clima/solo favoráveis à esse tipo de plantação. • Além disso, o nordeste está geograficamente mais próximo da Europa (mercado consumidor) • A primeira Capital: SALVADOR, Localizava-se numa área produtiva: BAHIA • O açucar foi o principal gênero de exportação por 3OO anos.
  • 6.
    Sistema de Plantation: •A cana-de-açúcar era produzida, exclusivamente (monocultura), nos latifúndios próximos à faixa litorânea (solo/clima adequado), pela mão de obra negra/escrava. Toda plantação era destinada à produção de açúcar que serviria para abastecer o mercado consumidor europeu, ou seja, tudo era exportado.
  • 7.
  • 8.
    Composição do engenho •Canavial:plantação de cana •Moenda: local para moagem da cana •Casa de purgar: local para preparação do açúcar •Casa-Grande: moradia do branco Sr. De Engenho •Senzala: abrigo dos negros escravizados •Capela: local religioso destinado aos brancos católicos Unidade produtiva de açúcar Controlada pelo Sr. De Engenho No engenho havia ainda pequenas plantações/criações para subsistência – destinada às necessidades básicas locais
  • 10.
     A sociedadeaçucareira era patriarcal. A maior parte dos poderes se concentrava nas mãos do senhor de engenho. Com autoridade absoluta, submetia todos ao seu poder: mulher, filhos, agregados e qualquer um que habitasse seus domínios. A casa grande foi o símbolo desse tipo de organização familiar implantado na sociedade colonial. Para o núcleo doméstico convergia a vida econômica, social e política da época.
  • 11.
     Senhores deEngenho: Os senhores de engenho eram o grupo dominante na sociedade açucareira. Eram os donos das terras, das máquinas e até dos homens! Possuíam muita riqueza e prestígio.  Trabalhadores livres: Feitores - eram responsáveis por diferentes tarefas no engenho. Havia o feitor que cuidava da moenda, o feitor encarregado da plantação, o feitor-mor que administrava o engenho, o feitor de campo que vigiava e castigava os escravos.
  • 12.
     Trabalhadores livres:O mestre de açúcar - controlava o trabalho de beneficiamento do açúcar. O purgador - administrava o processo de clareamento do açúcar. O oficial de açúcar auxiliava o mestre de açúcar. O caldeireiro trabalhava nas caldeiras.
  • 13.
     Lavradores decana: Nesta sociedade havia também os donos de canaviais que não eram senhores de engenho. Como montar um engenho exigia muito dinheiro alguns lavradores moíam a cana de suas terras em engenhos alheios – eram os chamados arrendatários. Em troca entregavam parte do açúcar que produziam ao senhor de engenho. O arrendamento das instalações de engenho foi muito comum no período colonial.
  • 14.
     Escravizados: Osde origem africana e seus descendentes formavam a grande maioria da população colonial. Eram eles que realizavam a maior parte das atividades do engenho. Os chamados escravos de campo – que trabalhavam carpindo, plantando, colhendo e pescando – constituíam 80% dos escravos.  Os que trabalhavam no processo de fabricação do açúcar, 10%. Os escravos que eram destinados às atividades domésticas na casa-grande – cozinheira, faxineira, arrumadeira etc. – e os artesãos – oleiro, carpinteiro, ferreiro etc. – todos juntos, compunham mais 10%.
  • 15.
  • 16.
  • 17.
    Aristocratas senhor de engenho HomensLivres senhor de terras sem engenho, ferreiro, carpinteiro, capataz, etc. Escravos “mão e pés do senhor” A expectativa de vida de um escravo, durante seu trabalho na lavoura da cana de açúcar, era de, aproximadamente, 10 anos. A Sociedade do Açúcar
  • 18.
     Além dosCanaviais, pastagens e lavoura de subsistência formavam as terras do engenho. Na lavoura destacava-se o cultivo da mandioca, do milho, do arroz e do feijão. Tais produtos eram cultivados para servir de alimento.  A criação de gado também surgiu como atividade complementar à produção de açúcar, assim como outros animais. O gado, criado no próprio engenho, era utilizado na alimentação, na produção de couro para utensílios domésticos e de trabalho, além de usado no transporte, assim como força de tração para a moagem da cana.
  • 19.
     O algodãoe o fumo constituíram-se em importantes atividades agrícolas da economia colonial. Durante o século XVIII, o Fumo ocupou o segundo lugar no comércio de exportação, vindo logo abaixo do açúcar. Produzido principalmente na Bahia e em Alagoas, o tabaco, junto com a cachaça e a rapadura, foi utilizado como produto de troca por negros na África.  A partir da segunda metade do século XVIII, devido à Revolução Industrial iniciada na Inglaterra, houve grande desenvolvimento na produção de tecidos na Europa, e o Algodão passou a ser importante item de exportação, tendo no Maranhão seu principal produtor.
  • 21.
     As drogasdo sertão eram produtos extraídos da Floresta Amazônica e comercializados na Europa. Os portugueses investiram nesse comércio para ratificar sua presença na região Norte do Brasil e afastar as ameaças de invasão vindas de franceses, holandeses e ingleses.  Os produtos que se costumava chamar de drogas do sertão eram: guaraná; salsa; urucum; cacau; baunilha; castanha-do-pará. O comércio das drogas do sertão entrou em declínio logo após a descoberta das primeiras minas de ouro na região centro-sul do país.
  • 23.
     A escravidãono Brasil iniciou-se por volta da década de 1530, quando os portugueses implantaram as bases para a colonização da América portuguesa, para atender, mais especificamente, à demanda dos portugueses por mão de obra para o trabalho na lavoura.
  • 24.
     Os historiadoresestimam que, ao longo da história da escravidão africana no Brasil colonial, foram trazidos cerca de quatro milhões de africanos. Os escravos eram utilizados nos mais diversos tipos de trabalho, com maior destaque para a sua utilização nos engenhos produtores de açúcar e nos centros de mineração a partir do século XVIII.
  • 26.
     A históriada escravidão nas Américas foi marcada por uma resistência escrava ativa e pela criação de formas de sociabilidade, manifestadas através de danças, cantos, religiões ou mesmo reações ao cativeiro, como ataques aos senhores, sabotagem da produção, defesa das famílias constituídas nas fazendas e fugas.
  • 27.
     Outra formade resistência dos escravos foi com a formação de quilombos e mocambos. As duas palavras têm origem em idiomas africanos. Mocambo significa “esconderijo”, enquanto que quilombo era utilizado para se referir a um acampamento militarizado. Essa estrutura surgiu no Brasil, em meados do século XVI, e se popularizou depois do Quilombo dos Palmares. A resistência contra a escravidão já começava no embarque dos africanos nos navios negreiros com intensas revoltas.
  • 28.
     A contribuiçãohistórica, social e cultural dos afrodescendentes para a formação da sociedade brasileira é inegável. Mesmo com a tendência que a história tem de apagar ou esconder o negro, ainda há a resistência quase natural da negritude brasileira.  Nas artes então, estão muitos elementos que formam e mostram a identidade do negro brasileiro. A cultura afrodescendente mostra, por meio dos mais diversos segmentos, essa história, na história do Brasil. A religião, a dança, as artes plásticas, mais que cultura, ferramenta para a sobrevivência de um povo.
  • 29.
     Estas questõessão mais que identitárias, são políticas. O negro guerreiro não é só o capoeirista, o dominador das formas de luta. Mas também o artista, o intelectual, o político.
  • 30.
     Desde operíodo colonial brasileiro há a persistência de relações diretas entre o poder político e a religião católica, sendo essa a religião oficial nessa época. Desse modo, religiões que possuíam caráter distinto da católica sofreram com perseguições, discriminações e preconceitos.  Para que pudessem manter suas referências e heranças culturais, as religiões africanas tiveram de ser recriadas e adaptadas ao novo contexto.
  • 31.
     As característicasda colonização portuguesa formaram o sincretismo religioso brasileiro.  Esse processo deu origem a várias religiões afro- brasileiras como o candomblé e a ubanda. Os escravizados ao chegar na colônia reviveram seus rituais, símbolos e festas que faziam na África, porém adaptando-as à realidade da América. Além disso, com medo dos castigos, muitos abraçavam a religião católica aparentemente, mas mantinham o culto a seus orixás. Assim começou a identificação entre os santos católicos e orixás, as procissões do padroeiro com as festas para suas divindades, entre outras práticas.
  • 32.
    Ogum e SãoJorge Lavagem das escadarias – Festa do Senhor do Bonfim
  • 33.
     Portugal contoucom o auxílio de banqueiros europeus que financiavam uma considerável parte deste empreendimento. Dentre esses financiadores se destacavam os banqueiros holandeses.  Além disso, o ritmo de exploração e desenvolvimento dos centros de produção no Brasil provavelmente não teria alcançado o mesmo ritmo sem essa mesma participação do capital holandês.
  • 34.
    Os holandeses tinhamgrande interesse no açúcar brasileiro, não só porque dominavam o comércio do produto na Europa, mas também porque havia muito capital holandês investido nos engenhos brasileiros. Os comerciantes de países baixos (Bélgica e Holanda) eram antigos parceiros comerciais dos portugueses.
  • 35.
    • Produzir açúcarera um empreendimento caro. • Para auxiliar a produção, Portugal aliou-se aos burgueses holandeses. • A Holanda refinava, transportava e distribuía o açúcar no mercado europeu. • À Portugal cabia apenas a plantação da cana e a fabricação do açúcar no Brasil. • Dessa forma, a maior parte dos lucros ficava com os holandeses
  • 36.
     Como possuíamuma importante frota mercante, muito capital e o controle sobre boa parte das rotas comerciais terrestres, os flamengos, frequentemente, comercializavam mercadorias que os portugueses exploravam em suas colônias, a exemplo do açúcar.  Tudo corria bem na parceria entre portugueses e holandeses até que a União Ibérica fez do Brasil uma colônia espanhola.
  • 37.
     Os holandesesse viram ameaçados em seu lucrativo comércio e, como solução para a possível quebra financeira, decidiram ocupar a área produtora de açúcar, isto é, o nordeste brasileiro.  A fim de realizar essa empreitada foi criada, em 1621, a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.
  • 38.
    O que foia União Ibérica? União das coroas portuguesa e espanhola, após a morte de D. Sebastião de Portugal que não tinha herdeiros. Felipe II da Espanha reuniu os dois tronos.
  • 39.
    Consequências da UniãoIbérica:  O tratado de Tordesilhas(1494) perde seu sentido e inicia-se a expansão portuguesa pelo interior do território brasileiro - as bandeiras e entradas.  Fim dos laços comerciais entre holandeses e portugueses. As duas companhias de comércio holandesas (oriental e ocidental) passam a disputar pontos comerciais pertencentes aos portugueses em todo o mundo.
  • 40.
    DOMÍNIO ESPANHOL DOMÍNIO HOLANDÊS Linha do tratado de Tordesilhas Belém São Luís Fortaleza Natal Paraíba Olinda Recife Salvador ACONQUISTA E A DOMINAÇÃO HOLANDESA A invasão holandesa fez parte do projeto da Holanda (Países Baixos) de ocupar e administrar o nordeste brasileiro por intermédio da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais.
  • 41.
    A primeira tentativade ocupação ocorreu na Bahia, em 1624, e durou apenas um ano por causa da resistência local e do bloqueio marítimo imposto pela esquadra espanhola. Em 1630, os holandeses retornaram, dessa vez para Pernambuco, que, além de concentrar grande parte da produção de açúcar, era uma região menos policiada que a capital da colônia. Da Bahia a Pernambuco
  • 42.
    Entre 1630 e1634, empreenderam a conquista da capitania de Pernambuco, tendo de enfrentar a resistência portuguesa, comandada pelo governador Matias de Albuquerque. Gradativamente, em função da desorganização da lavoura canavieira, da destruição dos engenhos na luta pelo controle da região e da fuga de escravos, deu-se a rendição local. Após a rendição das tropas ibéricas, os flamengos fundaram uma colônia administrada por João Maurício de Nassau, que estabeleceu um período de paz na região. A companhia das Índias liberou crédito para os proprietários reconstruírem seus engenhos e comprarem escravos.
  • 43.
    Nassau urbanizou oRecife, sede do governo holandês no Brasil, e implantou uma política de tolerância religiosa, que permitia a liberdade de culto a católicos e judeus, uma vez que os holandeses eram protestantes O conde Johann Moritz von Nassau-Siegen tem um lugar especial na História do Brasil. Conhecido pelo nome "brasileiro", Maurício de Nassau, governou a colônia holandesa no nordeste do Brasil, com a capital em Recife, de 1637 a 1644.
  • 44.
    Depois de consolidarseu domínio em Pernambuco, os holandeses expandiram-no para o Maranhão e Sergipe. A dominação holandesa, em sua maior extensão, cobria o litoral nordestino desde São Luís até o rio Vaza-Barris, no atual estado de Sergipe.
  • 46.
    Em 1640, como apoio da burguesia, dos padres jesuítas e de uma política de alianças com outros países, sobretudo com a Inglaterra, Portugal libertou-se do domínio espanhol, reconquistou sua soberania política e parte do antigo império colonial. Essa foi a restauração de Portugal, evento que marcou o fim da União Ibérica e colocou a família Bragança no poder.
  • 47.
    As boas relaçõesentre holandeses e os colonos que viviam no Brasil entraram em crise a partir de 1644, quando Nassau foi chamado de volta para a Europa e a Companhia Holandesa das Índias Ocidentais mudou o pagamento dos empréstimos feitos aos donos dos engenhos, intensificando a cobrança de impostos. Com a decadência da Companhia Holandesa das Índias Ocidentais, a defesa da colônia holandesa enfraqueceu-se. os portugueses começaram a organizar-se para recuperar o controle sobre o Nordeste. Assim, a partir de 1645, foi iniciada o que conhecemos como Guerras Brasílicas, o conflito travado entre portugueses e holandeses pelo controle do Nordeste.
  • 48.
    No ano de1645, eclodiu a Insurreição Pernambucana, um movimento armado que culminou com a expulsão dos holandeses. Tradicionalmente, dois momentos importantes, do ponto de vista português, foram as duas Batalhas de Guararapes, que aconteceram em 1648 e 1649 e foram derrotas significativas dos holandeses. As também chamadas Guerras Brasílias duraram até 1654, e nelas os holandeses foram, pouco a pouco, derrotados. Houve uma grande mobilização de negros e indígenas que lutaram do lado português.
  • 49.
    Representação romântica daBatalha dos Guararapes entre portugueses e holandeses Imagem: Victor Meirelles (1832–1903) / Batalha dos Guararapes, from 1875 until 1879 / Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) / public domain.
  • 50.
    Os franceses desafiaramabertamente os domínios portugueses estabelecidos pelo Tratado de Tordesilhas (1494). O litoral brasileiro era constantemente frequentado pelos franceses desde o período da extração do pau-brasil. Os franceses, nessa época, mantinham permanentes contatos com os povos indígenas e dessa relação articulavam acordos e alianças com esses povos.
  • 51.
    No século XVI,mais especificamente no ano de 1555, os franceses fundaram a chamada França Antártica, na baía de Guanabara (atual Rio de Janeiro). Lá construíram uma sociedade com influências protestantes, uma vez que, no século XVI, milhares de protestantes europeus vieram em fuga da Europa para a América em consequência da perseguição católica durante a Contrarreforma religiosa (conjunto de medidas tomadas pela Igreja Católica com o surgimento das religiões protestantes).
  • 52.
    Mapa da Baíade Guanabara Cerca de 1574
  • 53.
    Sob a influênciafrancesa, algumas partes do litoral brasileiro ganharam diversas feitorias e fortes (militares). O principal povo indígena que perpetuou a aliança com os franceses foi o Tamoio. Deste acordo surgiu a Confederação dos Tamoios (aliança entre diversos povos indígenas do litoral: tupinambás, tupiniquins, goitacás, entre outros), que possuíam um objetivo em comum: derrotar os colonizadores portugueses. Durante cinco anos ocorreram diversos conflitos entre os portugueses e a Confederação. No ano de 1567, os portugueses derrotaram a Confederação, extinguindo-a e expulsando os franceses do território colonial.
  • 54.
    Ao contrário doque muitos pensaram, os franceses não desistiram tão facilmente do Brasil. Eles foram expulsos do litoral brasileiro, da região sudeste (Rio de Janeiro), porém estabeleceram uma nova fixação no território durante o século XVII, mas na região nordeste, mais precisamente na cidade de São Luís (atual capital do Maranhão), onde fundaram, em 1612, a chamada França Equinocial.
  • 56.
    A metrópole Portugal,rapidamente, no intuito de não perder partes do território da colônia, enviou uma expedição militar à região do Maranhão. Essa expedição portuguesa atacou os franceses tanto por terra quanto por mar. No ano de 1615, os franceses foram derrotados e se retiraram do Maranhão, deslocando-se para a região das Guianas, onde fundaram uma colônia, a chamada Guiana Francesa.
  • 57.
    Grandes Navegações éa expressão usada para se falar da exploração do Oceano Atlântico, feita de maneira pioneira por Portugal, ao longo dos séculos XV e XVI. Com o tempo, outros países da Europa, como Espanha, também se lançaram à exploração do Oceano Atlântico. O resultado das Grandes Navegações foi o “descobrimento” de uma série de novos locais pelos portugueses, como Açores e Madeira (ilhas atlânticas). Esse processo resultou também na chegada dos europeus ao continente americano em 1492. Em 1500, os portugueses chegaram ao Brasil e deram início à colonização da América Portuguesa.
  • 58.
    As Grandes Navegaçõestornaram Portugal e Espanha dois grandes impérios ultramarinos do mundo entre os séculos XV e XVI. A “descoberta” da América foi responsável por uma verdadeira revolução. Os europeus entraram em contato com novos povos e novas culturas. Esse encontro, no entanto, resultou no massacre da cultura ameríndia e da cultura africana, ambas utilizadas como mão de obra escrava pelos europeus.