Camila , Eliane, Guerlene
Desfibrilação &
Cardioversão
Introdução
O objetivo da desfibrilação e da cardioversão é transferir energia
elétrica para o coração,com intuito de gerar um ritmo sinusal
normal do marcapasso natural do coração, que o coração pode
manter por conta própria.
Embora ambos usem a mesma ação geral e possam usar o
mesmo equipamento, o método é diferente, assim como quando
você os usa, como os usa e por que está chocando o coração.
Desfibrilação
A desfibrilação é um tratamento baseado em choque
para arritmias com risco de vida quando um paciente
não tem pulso. Estes podem incluir fibrilação
ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso
(TV). É feito quando alguém está em parada cardíaca.
Alguém pode realizá-lo em um hospital, uma
ambulância ou um ambiente fora do hospital.
Enquanto os profissionais médicos realizam a
desfibrilação no hospital, a pessoa comum com
treinamento em ressuscitação cardiopulmonar
RCP ,também pode realizar a desfibrilação se tiver
acesso a um desfibrilador externo automático (DEA).
Desfibrilação
Emergência
fibrilação ventricular (FV)
taquicardia ventricular sem pulso
(TV)
Débito cardíaco reduzido
200 a 360 joules
Paciente inconsciente
Não sincronizado
Desfibrilador implantado
Desfibrilador semi automático
Desfibriladores
Tipos
Desfibriladores Externos Automáticos (DEAs)
são frequentemente encontrados em kits de
RCP para pessoas comuns com treinamento
em RCP.
Desfibrilador automático
Desfibriladores padrão com monitores
requerem habilidades profissionais para
operar. Você os encontrará principalmente
em hospitais.
Desfibrilador padrão
Os DEAs semiautomáticos podem ser
substituídos e, portanto, são usados ​
​
apenas
por um profissional treinado, como um
paramédico.
Os desfibriladores implantados podem fazer
o coração voltar ao ritmo durante uma
parada cardíaca sem a ajuda de um
espectador
Choque monofásico
Um choque monofásico viaja apenas em
uma direção de uma pá para outra.
Requer mais energia do que a
desfibrilação bifásica para ter o mesmo
efeito.
É mais comum em dispositivos mais
antigos, embora a tecnologia bifásica
tenha substituído amplamente a
monofásica.
O choque bifásico viaja de uma pá para
outra e depois volta várias vezes,
bifásicos são mais eficientes e requerem
menos energia, diminuindo riscos como
queimaduras, e demonstraram maior
taxa de sucesso na reversão de arritmias
cardíacas.
Choque Bifásico
Desfibrilador Manual
Este tipo de equipamento está presente em ambientes
hospitalares, como é o caso de:
Salas de cirurgia;
Pronto atendimento;
Unidades de tratamento intensivo, dentre outros.
Esse modelo, por ter a regulagem manual, só pode ser
operado por profissionais habilitados. Pois o médico irá
definir a necessidade do tratamento e a carga de energia
(joules) que será aplicada no tratamento.
A configuração do aparelho ocorre da seguinte forma:
eles possuem duas pás, que devem receber o gel
condutor para, posteriormente, serem posicionadas no
peito do paciente.
Desfibrilador externo automático
O desfibrilador do tipo DEA, por ser automático, pode ser
utilizado por pessoas que não são profissionais de saúde,
desde que tenham feito um treinamento simples para
aprender a manejar o equipamento. Há também a opção
do DEA Trainer, equipamento feito especificamente para
treinar o uso do DEA.
Esse aparelho consegue detectar e analisar os batimentos
cardíacos do paciente e, se for diagnosticada (de forma
automática) a arritmia o, ele solicita o disparo da descarga
elétrica adequada para estabilizar o ritmo. E nesse caso o
operador apenas aperta o botão, quando solicitado pelas
instruções de voz do aparelho, sem ser necessário
determinar qual será a intensidade do choque.
Direita
infraclavicular e
paraesternal
Posicionamento das
Pás
Esquerda
ápice cardíaco na linha
axilar média
evitando o mamilo
Lembre de colocar gel nas pás (além de ajudar na
condução do choque, evita que a pele seja
queimada).
A força de pressão contra a parede torácica deve
ser de cerca de 10Kg
Se o paciente estiver molhado: Secar
Se tiver muito pelo: Fazer tricotomia
Se tiver marca-passo: Afastar a pá 10-15cm do
dispositivo
COMO FAZER DESFIBRILAÇÃO:
Carga:
Na dúvida: Carga máxima!
Monofásico: 360J
Bifásico: 200J
Antes de desfibrilar:
Todos devem estar afastados,certifique-se disso antes de aplicar o choque
Retire fonte de O2 (se o choque liberar uma faísca e ela tiver contato com a fonte de
O2 há risco de explosão)
Sedação se for TV Polimórfica instável, pois o paciente está acordado; e para sedar
pode ser usado Midazolam, Etomidato ou Propofol associado ao Fentanil. Se for uma
PCR não precisa sedar
No contexto hospitalar, a desfibrilação, tanto com
desfibriladores automáticos externos (DEA) quanto
com desfibriladores manuais, é permitida a médicos e
enfermeiros. A Resolução Cofen nº 704/2022 permite
que a equipe de Enfermagem utilize o DEA, e, na
ausência deste, o enfermeiro pode manipular o
desfibrilador manual para aplicar o choque.
Cardioversão Elétrica
A cardioversão sincronizada é um processo
para atingir um ritmo sinusal em um paciente
que tem arritmia. Requer a aplicação de um
choque de baixa energia em um momento
específico. Atingem esse tempo visualizando
um monitor desfibrilador ou usando uma
máquina que sincroniza o ritmo
automaticamente. Em ambos os casos, você só
encontrará este equipamento em um hospital
ou clínica especializada.
Cardioversão Elétrica
Processo eletivo
paciente acordado
Geralmente sedado
Descarga sincronizada com QRS
50 a 200 joules
Monitorização eletrocardiograma
Termo consentimento assinado
Como é feita cardioversão
A cardioversão é realizada em um hospital com a
presença de médico, anestesista e profissionais
de enfermagem cardiológica.
O anestesista planejará e supervisionará a
sedação do paciente usando anestesia geral.
Uma vez sedado, a equipe realiza os seguintes
passos:
1.Fixe os eletrodos autoaderentes
2.Escolha um nível de energia para começar. Nota: uma energia de partida mais alta pode exigir menos
choques. Os níveis são baseados no tipo de ritmo inicial. Para taquicardia de complexo largo e FA,
você faria monofásico começando em 200 ou bifásico em 120-150 J. Para flutter atrial e taquicardia de
complexo estreito, a recomendação é começar em 100 para monofásico e 70-120 J para bifásico. no
monitor
3.Aperte o botão de sincronização. Você verá um sinal ou ponto marcando o complexo QRS. Isso
permitirá que o choque sincronize automaticamente para que ele choque com o tempo correto que
pode não ser alcançado manualmente. A sincronização pode não funcionar na taquicardia onde o
complexo QRS é variável.
4.Carregar
5.Chame “Clear” e veja se a cama está limpa.
6.Choque. Espere um atraso de 1-2 segundos, pois a máquina está sincronizando o choque.
7.Veja o ritmo para ver se você tem um ritmo sinusal. Se sim, pare. Caso contrário, ajuste o nível de
energia gradualmente e repita as etapas 5-8.
8.Procure por queimaduras que podem precisar de tratamento
9.Obtenha um ECG de 12 derivações para uma leitura mais completa.
Procedimento
• O paciente é monitorizado com a pressão arterial,
saturação de oxigênio e monitorização cardíaca
• É realizado um acesso venoso periférico para administrar
medicações
• É aplicada uma sedação leve
• São colocados pads ou eletrodos no peito do paciente
• É aplicado um choque elétrico controlado no coração
Preparação
• É necessário jejuar antes do procedimento
• É necessário trazer exames anteriores, como EGC, HOLTER,
ERGOMETRIA, ECOCARDIOGRAMA
• É necessário trazer a receita das medicações em uso
• É necessário informar se possui algum tipo de alergia
• É necessário informar se está utilizando algum
anticoagulante
Cardioversão Química
Se a arritmia não é uma emergência,um médico irá
usar medicação para fazer o coração bater
normalmente .
Isto é chamado de cardioversão farmacologica ou
química .
E mais efetiva quando iniciada dentro dos sete
primeiros dias do início das arritmias, fibrilação atrial e
flutter atrial.
A medicação pode ser através de comprimidos ou
através intra venosa.
cardioversão química trata estes ritmos
cardíacos anormais:
Taquicardia supraventricular .
Taquicardia ventricular .
Fibrilação ventricular .
Fibrilação atrial (FA).
Taquicardia atrial .
Flutter atrial .
• Adenosina.
• Quinidina
• Ibutilida
• Diltiazem
• Flecainida
• Metoprolol
• Procainamida.
• Sotalol
• Amiodarona
• Digoxina
• Dronedatona
• Propafenona
Medicamentos
Classe I:
Fármacos como flecainida, propafenona e outros, atuam bloqueando a entrada de
sódio nos canais do coração, alterando o potencial de ação e a condução elétrica.
Classe II:
Os betabloqueadores (como propanolol, metoprolol, bisoprolol) reduzem a
frequência cardíaca e a força de contração do coração, bloqueando os receptores
beta-adrenérgicos.
Classe III:
Fármacos como amiodarona, sotalol e outros, prolongam o potencial de ação,
bloqueando os canais de potássio e, assim, ajudando a reverter arritmias.
Classe IV:
Os bloqueadores de cálcio (como verapamil, diltiazem) reduzem a frequência
cardíaca e a condução do nó sinoatrial e átrio-ventricular, bloqueando os canais de
cálcio.
Cardioversão química é utilizada principalmente para :
• Reverter fibrilação atrial (FA) e flutter atrial.
• Tratar taquicardias supraventriculares (TSV).
• Controle de frequência ventricular em FA e flutter atrial.
Importante:
A escolha do antiarrítmico e da forma de administração (oral ou intravenosa) deve ser
feita por um médico, levando em consideração o tipo de arritmia, a condição clínica do
paciente e outros fatores.
Alguns antiarrítmicos da classe I e III (principalmente flecainida, propafenona e
amiodarona) são mais eficazes para a cardioversão da FA e flutter atrial, enquanto
outros, como os betabloqueadores, são mais usados para o controle de frequência.
A amiodarona, apesar de ser da classe III, também tem efeito bloqueador de cálcio, o
que a torna útil no controle da frequência e na reversão da FA.
Em alguns casos, a cardioversão elétrica (choque elétrico) pode ser necessária,
especialmente em casos de arritmias graves ou quando a cardioversão química não é
eficaz.
Preparação do paciente
O paciente deve estar em jejum
Deve ter duas linhas intravenosas periféricas
Deve ter manguitos de Eletrocardiograma e Pressão arterial
Procedimentos de cardioversão
A cardioversão farmacológica pode ser realizada em pacientes internados
ou ambulatoriais
A maioria dos especialistas recomenda que o procedimento seja realizado
em um ambiente monitorado
A cardioversão química usa medicamentos para relaxar um coração
hiperativo
A cardioversão elétrica usa uma máquina para restaurar um batimento
cardíaco regular
Objetivos do procedimento
Reorganizar a condução elétrica dentro do coração
Colocar o nó SA(SINOATRIAL) de volta no comando
Evitar uma parada cardíaca subsequente
Complicações
A formação de novas arritmias, principalmente fibrilação
ventricular
Os cuidados de enfermagem para cardioversão e
desfibrilação incluem a preparação do paciente, a
utilização do equipamento e a monitorização do
paciente.
Preparação do paciente
Realizar exames de sangue para controlar os eletrólitos
Corrigir os eletrólitos antes da cardioversão
Manter o paciente em jejum de 8 horas
Garantir acesso venoso
Controlar a pressão arterial
Monitorizar o eletrocardiograma
Utilizar oxímetro de pulso
Sedar ou anestesiar o paciente
Utilização do equipamento
Manter o desfibrilador com a bateria carregada
Manter o desfibrilador conectado à energia elétrica
Evitar colocar objetos sobre o desfibrilador
Substituir os elétrodos antigos por novos
Checar e controlar diariamente os materiais e
equipamentos utilizados
DESFIBRILAÇÃO e cardioversão...............

DESFIBRILAÇÃO e cardioversão...............

  • 1.
    Camila , Eliane,Guerlene Desfibrilação & Cardioversão
  • 2.
    Introdução O objetivo dadesfibrilação e da cardioversão é transferir energia elétrica para o coração,com intuito de gerar um ritmo sinusal normal do marcapasso natural do coração, que o coração pode manter por conta própria. Embora ambos usem a mesma ação geral e possam usar o mesmo equipamento, o método é diferente, assim como quando você os usa, como os usa e por que está chocando o coração.
  • 3.
    Desfibrilação A desfibrilação éum tratamento baseado em choque para arritmias com risco de vida quando um paciente não tem pulso. Estes podem incluir fibrilação ventricular (FV) ou taquicardia ventricular sem pulso (TV). É feito quando alguém está em parada cardíaca. Alguém pode realizá-lo em um hospital, uma ambulância ou um ambiente fora do hospital. Enquanto os profissionais médicos realizam a desfibrilação no hospital, a pessoa comum com treinamento em ressuscitação cardiopulmonar RCP ,também pode realizar a desfibrilação se tiver acesso a um desfibrilador externo automático (DEA).
  • 4.
    Desfibrilação Emergência fibrilação ventricular (FV) taquicardiaventricular sem pulso (TV) Débito cardíaco reduzido 200 a 360 joules Paciente inconsciente Não sincronizado
  • 6.
    Desfibrilador implantado Desfibrilador semiautomático Desfibriladores Tipos Desfibriladores Externos Automáticos (DEAs) são frequentemente encontrados em kits de RCP para pessoas comuns com treinamento em RCP. Desfibrilador automático Desfibriladores padrão com monitores requerem habilidades profissionais para operar. Você os encontrará principalmente em hospitais. Desfibrilador padrão Os DEAs semiautomáticos podem ser substituídos e, portanto, são usados ​ ​ apenas por um profissional treinado, como um paramédico. Os desfibriladores implantados podem fazer o coração voltar ao ritmo durante uma parada cardíaca sem a ajuda de um espectador
  • 7.
    Choque monofásico Um choquemonofásico viaja apenas em uma direção de uma pá para outra. Requer mais energia do que a desfibrilação bifásica para ter o mesmo efeito. É mais comum em dispositivos mais antigos, embora a tecnologia bifásica tenha substituído amplamente a monofásica. O choque bifásico viaja de uma pá para outra e depois volta várias vezes, bifásicos são mais eficientes e requerem menos energia, diminuindo riscos como queimaduras, e demonstraram maior taxa de sucesso na reversão de arritmias cardíacas. Choque Bifásico
  • 8.
    Desfibrilador Manual Este tipode equipamento está presente em ambientes hospitalares, como é o caso de: Salas de cirurgia; Pronto atendimento; Unidades de tratamento intensivo, dentre outros. Esse modelo, por ter a regulagem manual, só pode ser operado por profissionais habilitados. Pois o médico irá definir a necessidade do tratamento e a carga de energia (joules) que será aplicada no tratamento. A configuração do aparelho ocorre da seguinte forma: eles possuem duas pás, que devem receber o gel condutor para, posteriormente, serem posicionadas no peito do paciente.
  • 9.
    Desfibrilador externo automático Odesfibrilador do tipo DEA, por ser automático, pode ser utilizado por pessoas que não são profissionais de saúde, desde que tenham feito um treinamento simples para aprender a manejar o equipamento. Há também a opção do DEA Trainer, equipamento feito especificamente para treinar o uso do DEA. Esse aparelho consegue detectar e analisar os batimentos cardíacos do paciente e, se for diagnosticada (de forma automática) a arritmia o, ele solicita o disparo da descarga elétrica adequada para estabilizar o ritmo. E nesse caso o operador apenas aperta o botão, quando solicitado pelas instruções de voz do aparelho, sem ser necessário determinar qual será a intensidade do choque.
  • 10.
  • 11.
    Lembre de colocargel nas pás (além de ajudar na condução do choque, evita que a pele seja queimada). A força de pressão contra a parede torácica deve ser de cerca de 10Kg Se o paciente estiver molhado: Secar Se tiver muito pelo: Fazer tricotomia Se tiver marca-passo: Afastar a pá 10-15cm do dispositivo COMO FAZER DESFIBRILAÇÃO:
  • 12.
    Carga: Na dúvida: Cargamáxima! Monofásico: 360J Bifásico: 200J Antes de desfibrilar: Todos devem estar afastados,certifique-se disso antes de aplicar o choque Retire fonte de O2 (se o choque liberar uma faísca e ela tiver contato com a fonte de O2 há risco de explosão) Sedação se for TV Polimórfica instável, pois o paciente está acordado; e para sedar pode ser usado Midazolam, Etomidato ou Propofol associado ao Fentanil. Se for uma PCR não precisa sedar
  • 13.
    No contexto hospitalar,a desfibrilação, tanto com desfibriladores automáticos externos (DEA) quanto com desfibriladores manuais, é permitida a médicos e enfermeiros. A Resolução Cofen nº 704/2022 permite que a equipe de Enfermagem utilize o DEA, e, na ausência deste, o enfermeiro pode manipular o desfibrilador manual para aplicar o choque.
  • 14.
    Cardioversão Elétrica A cardioversãosincronizada é um processo para atingir um ritmo sinusal em um paciente que tem arritmia. Requer a aplicação de um choque de baixa energia em um momento específico. Atingem esse tempo visualizando um monitor desfibrilador ou usando uma máquina que sincroniza o ritmo automaticamente. Em ambos os casos, você só encontrará este equipamento em um hospital ou clínica especializada.
  • 15.
    Cardioversão Elétrica Processo eletivo pacienteacordado Geralmente sedado Descarga sincronizada com QRS 50 a 200 joules Monitorização eletrocardiograma Termo consentimento assinado
  • 16.
    Como é feitacardioversão A cardioversão é realizada em um hospital com a presença de médico, anestesista e profissionais de enfermagem cardiológica. O anestesista planejará e supervisionará a sedação do paciente usando anestesia geral. Uma vez sedado, a equipe realiza os seguintes passos:
  • 17.
    1.Fixe os eletrodosautoaderentes 2.Escolha um nível de energia para começar. Nota: uma energia de partida mais alta pode exigir menos choques. Os níveis são baseados no tipo de ritmo inicial. Para taquicardia de complexo largo e FA, você faria monofásico começando em 200 ou bifásico em 120-150 J. Para flutter atrial e taquicardia de complexo estreito, a recomendação é começar em 100 para monofásico e 70-120 J para bifásico. no monitor 3.Aperte o botão de sincronização. Você verá um sinal ou ponto marcando o complexo QRS. Isso permitirá que o choque sincronize automaticamente para que ele choque com o tempo correto que pode não ser alcançado manualmente. A sincronização pode não funcionar na taquicardia onde o complexo QRS é variável. 4.Carregar 5.Chame “Clear” e veja se a cama está limpa. 6.Choque. Espere um atraso de 1-2 segundos, pois a máquina está sincronizando o choque. 7.Veja o ritmo para ver se você tem um ritmo sinusal. Se sim, pare. Caso contrário, ajuste o nível de energia gradualmente e repita as etapas 5-8. 8.Procure por queimaduras que podem precisar de tratamento 9.Obtenha um ECG de 12 derivações para uma leitura mais completa.
  • 18.
    Procedimento • O pacienteé monitorizado com a pressão arterial, saturação de oxigênio e monitorização cardíaca • É realizado um acesso venoso periférico para administrar medicações • É aplicada uma sedação leve • São colocados pads ou eletrodos no peito do paciente • É aplicado um choque elétrico controlado no coração
  • 19.
    Preparação • É necessáriojejuar antes do procedimento • É necessário trazer exames anteriores, como EGC, HOLTER, ERGOMETRIA, ECOCARDIOGRAMA • É necessário trazer a receita das medicações em uso • É necessário informar se possui algum tipo de alergia • É necessário informar se está utilizando algum anticoagulante
  • 21.
    Cardioversão Química Se aarritmia não é uma emergência,um médico irá usar medicação para fazer o coração bater normalmente . Isto é chamado de cardioversão farmacologica ou química . E mais efetiva quando iniciada dentro dos sete primeiros dias do início das arritmias, fibrilação atrial e flutter atrial. A medicação pode ser através de comprimidos ou através intra venosa.
  • 22.
    cardioversão química trataestes ritmos cardíacos anormais: Taquicardia supraventricular . Taquicardia ventricular . Fibrilação ventricular . Fibrilação atrial (FA). Taquicardia atrial . Flutter atrial .
  • 23.
    • Adenosina. • Quinidina •Ibutilida • Diltiazem • Flecainida • Metoprolol • Procainamida. • Sotalol • Amiodarona • Digoxina • Dronedatona • Propafenona Medicamentos
  • 24.
    Classe I: Fármacos comoflecainida, propafenona e outros, atuam bloqueando a entrada de sódio nos canais do coração, alterando o potencial de ação e a condução elétrica. Classe II: Os betabloqueadores (como propanolol, metoprolol, bisoprolol) reduzem a frequência cardíaca e a força de contração do coração, bloqueando os receptores beta-adrenérgicos. Classe III: Fármacos como amiodarona, sotalol e outros, prolongam o potencial de ação, bloqueando os canais de potássio e, assim, ajudando a reverter arritmias. Classe IV: Os bloqueadores de cálcio (como verapamil, diltiazem) reduzem a frequência cardíaca e a condução do nó sinoatrial e átrio-ventricular, bloqueando os canais de cálcio.
  • 25.
    Cardioversão química éutilizada principalmente para : • Reverter fibrilação atrial (FA) e flutter atrial. • Tratar taquicardias supraventriculares (TSV). • Controle de frequência ventricular em FA e flutter atrial. Importante: A escolha do antiarrítmico e da forma de administração (oral ou intravenosa) deve ser feita por um médico, levando em consideração o tipo de arritmia, a condição clínica do paciente e outros fatores. Alguns antiarrítmicos da classe I e III (principalmente flecainida, propafenona e amiodarona) são mais eficazes para a cardioversão da FA e flutter atrial, enquanto outros, como os betabloqueadores, são mais usados para o controle de frequência. A amiodarona, apesar de ser da classe III, também tem efeito bloqueador de cálcio, o que a torna útil no controle da frequência e na reversão da FA. Em alguns casos, a cardioversão elétrica (choque elétrico) pode ser necessária, especialmente em casos de arritmias graves ou quando a cardioversão química não é eficaz.
  • 26.
    Preparação do paciente Opaciente deve estar em jejum Deve ter duas linhas intravenosas periféricas Deve ter manguitos de Eletrocardiograma e Pressão arterial
  • 27.
    Procedimentos de cardioversão Acardioversão farmacológica pode ser realizada em pacientes internados ou ambulatoriais A maioria dos especialistas recomenda que o procedimento seja realizado em um ambiente monitorado A cardioversão química usa medicamentos para relaxar um coração hiperativo A cardioversão elétrica usa uma máquina para restaurar um batimento cardíaco regular
  • 28.
    Objetivos do procedimento Reorganizara condução elétrica dentro do coração Colocar o nó SA(SINOATRIAL) de volta no comando Evitar uma parada cardíaca subsequente Complicações A formação de novas arritmias, principalmente fibrilação ventricular
  • 29.
    Os cuidados deenfermagem para cardioversão e desfibrilação incluem a preparação do paciente, a utilização do equipamento e a monitorização do paciente.
  • 30.
    Preparação do paciente Realizarexames de sangue para controlar os eletrólitos Corrigir os eletrólitos antes da cardioversão Manter o paciente em jejum de 8 horas Garantir acesso venoso Controlar a pressão arterial Monitorizar o eletrocardiograma Utilizar oxímetro de pulso Sedar ou anestesiar o paciente
  • 31.
    Utilização do equipamento Mantero desfibrilador com a bateria carregada Manter o desfibrilador conectado à energia elétrica Evitar colocar objetos sobre o desfibrilador Substituir os elétrodos antigos por novos Checar e controlar diariamente os materiais e equipamentos utilizados