Daniel e Apocalipse Elaboração: Magda Narciso Leite
Introdução Autenticidade dos Livros Atestada pelo Próprio  Senhor Jesus Cristo Mt 24.15:  “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”. Ap 22.16:  “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã”.
Paralelismo entre os Dois Livros Daniel ocupa-se dos “tempos dos gentios” Apocalipse salienta a “plenitude dos gentios” A expressão “tempo dos gentios” tem aspecto político mundial, referindo-se  ao tempo em que os gentios têm supremacia sobre Israel, o que começou com o exílio babilônico dos judeus em 606 a.C. A expressão “plenitude dos gentios” tem aspecto espiritual, destacando a supremacia celestial da igreja triunfando sobre o mal e por fim reinando com O Senhor, como pode ser visto no livro de Apocalipse.
O LIVRO DE DANIEL
1. Considerações Preliminares Daniel: Levado para Babilônia como cativo, na primeira leva de exilados de Judá, em 606 a.C. quando tinha entre 14 e 16 anos de idade. Atravessou o reinado de todos os reis babilônicos, exceto o primeiro deles, Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, fundador do Neo-Império Babilônico. Chegou até o Império Persa sob Ciro em 536 a.C (Dn 6.28; 10.1). Prestou cerca de setenta e dois anos de abnegados serviços a Deus e ao próximo.
Época e Local do Livro: Escrito em 606-534 a.C., durante o exílio do povo de Deus em Babilônia. Escrito na Babilônia, capital do Império. Susã, a capital de Ciro, no Elão, é mencionada no livro, mas numa visão de Daniel.
Divisão do Livro: Parte Histórica – Capítulos 1 a 6. Uma espécie de biografia de Daniel, havendo o elemento profético, especialmente no capítulo 2. Parte Profética – Capítulos 7 a 12 – Visão geral e pormenorizada dos últimos impérios mundiais, do tempo dos gentios, os quais serão sucedidos pelo Reino de Jesus Cristo. Tema do Livro: Deus revela o profundo e o escondido e governa o reino dos homens.
2. Daniel e Seus Companheiros “ No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá...”  (Dn 1.1). O rei Josias (639-609 a.C.) – Foi morto em Megido, por Faraó-Neco, rei do Egito (2 Cr 35.22; 2 Rs 23.29,30). Depois de sua morte, seus filhos reinaram em seu lugar na seguinte seqüência: Rei Joacaz (609 a.C.) – Reinou apenas três meses, sendo deposto por Faraó-Neco e levado cativo para o Egito, onde morreu. Faraó-Neco pôs em seu lugar seu irmão Eliaquim, mudando-lhe o nome para Jeoaquim (2 Rs 23.31-35; 2 Cr 36.1-4).
Rei Jeoaquim, filho de Josias (609-597 a.C.) – Após três anos de servidão ao Egito, rebelou-se contra Faraó-Neco. Foi no terceiro ano de seu reinado que Nabucodonossor veio contra ele. Reinou 11 anos (2 Rs 24.1-6; 2 Cr 36.5-8). Neste tempo, o reino de Judá saiu do jugo do Egito para ficar debaixo do jugo da Babilônia. Rei Joaquim, filho de Jeoaquim (597 a.C.) – Reinou três meses (2 Rs 24.8; 2 Cr 36.9). É chamado Jeconias (Jr 27.20) ou Conias (Jr 37.1). Foi preso por Nabucodonossor e levado para a Babilônia. Nabucodonossor colocou então como rei vassalo, Matanias, filho de Josias, a quem chamou Zedequias (2 Rs 24.17; 2 Cr 36.10,11).
Rei Zedequias (597-587 a.C.) – Reinou 11 anos, quando então Nabucodonossor o levou algemado para Babilônia, onde morreu. Foi o último rei da descendência de Davi a reinar em Judá. A primeira leva de cativos de Judá levados para a Babilônia ocorreu durante o terceiro ano do reinado de Jeoaquim. Entre os cativos, encontrava-se Daniel e seus companheiros. É neste ponto que começa a contagem dos setenta anos de cativeiro de Judá, conforme profetizado pelo profeta Jeremias  (cf. Jr 25.11).
Foram transportados de Judá para a Babilônia: O rei Jeoaquim. Os utensílios da Casa de Deus, os quais foram colocados na casa do “deus Bel”, a principal divindade dos babilônicos. A nata da nação israelita, inclusive os membros da casa real.
Daniel e seus Companheiros, Ananias, Misael e Azarias, no Palácio Real: As exigências do rei quanto aos filhos de Israel que deveriam ser ensinados nas letras e na língua dos caldeus. Deveriam ser jovens, da linhagem real e dos nobres. Dentre as qualidades físicas não deveriam ter nenhum defeito físico, ou seja, ser formosos de aparência. Deveriam ter qualidades intelectuais. Deveriam ter qualidades sociais (habilidade para viver no palácio).
O tratamento que os filhos de Israel deveriam receber no palácio real: Deveriam, durante três anos, receber da porção do manjar do rei e do vinho que ele bebia. Essas iguarias eram oferecidas cerimonialmente aos ídolos, antes de serem servidas. Deveriam ter seus nomes mudados. Assim, Daniel, Hananias, Misael e Azarias tiveram seus nomes mudados para Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
A mudança do nome visava fazer com que estes jovens esquecessem e renunciassem a seu Deus, seu povo, sua pátria e sua religião. Em suma, esquecessem-se de suas identidade judaica e de suas raízes. Daniel – Deus é meu Juiz – Beltessazar – Bel te proteja. Hananias – Jeová é gracioso – Sadraque – Ordem de Aku (a deusa lua dos babilônios). Misael – Quem é igual a Deus – Mesaque – Quem é  como Aku. Azarias – Deus é meu ajudador – Abede-Nego – Servo  de Nego Ou Nebo.
A perseverança de Daniel em não contaminar-se: Daniel firmemente decide não se contaminar com a porção do manjar do rei e assim ele pede ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar. O chefe dos eunucos teme, já que a concessão do pedido poderia prejudicar a aparência dos jovens. Daniel pede ao despenseiro que eles fossem experimentados durante dez dias comendo legumes e bebendo água. Quando foram os jovens trazidos diante do rei Nabucodonossor, não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias e por isso eles permaneceram diante do rei.
3. Os Quatro Últimos Impérios Mundiais “ E no segundo ano do reinado de Nabucodonossor, teve Nabucodonossor uns sonhos...”  (Dn 2.1). O rei manda chamar os magos, os astrólogos e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei qual teria sido o sonho e a sua interpretação. Os magos não puderam revelar o sonho e nem a sua interpretação.
Nabucodonossor se irrita diante da impotência de seus servidores e ordena que se matassem todos os sábios da Babilônia. Tal ordenança atingiria também Daniel e seus amigos. Daniel pede que se lhe desse tempo para que pudesse dar a interpretação. Ele faz saber o caso a seus amigos e juntos eles buscam a misericórdia de Deus para que lhes fosse revelado o segredo. Deus concede a Daniel a revelação do sonho de Nabucodonossor. Daniel, em gratidão a Deus louva ao Senhor engrandecendo o seu Santo Nome.
“ Por isso, Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia...”  (Dn 2.24). Daniel pede que ele fosse introduzido na presença do rei para que ele desse ao rei a interpretação do sonho. O rei pergunta a Daniel se ele poderia interpretar o sonho. Daniel não se engrandece diante do rei, mas engrandece o “Deus dos céus”. Ele fala ao rei que Deus dera a Nabucodonossor, através do sonho, o conhecimento do que há de ser no fim dos dias.
Daniel descreve fielmente o sonho a Nabucodonossor e em seguida ele lhe dá a interpretação.   Na enorme estátua do sonho do rei, está predita a história das nações começando por Babilônia e Nabucodonossor até a vinda de Jesus.
“ A cabeça daquela estátua era de ouro fino;  o seu peito e os seus braços, de prata; o seu ventre e  as suas coxas, de cobre; as pernas, de ferro; os seus  pés, em parte de ferro e em parte de barro. Estavas  vendo isso, quando uma Pedra foi cortada, sem mão,  a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e  os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro,  o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram  como a pragana das eiras no estio,e o vento os levou,  e não se achou lugar algum para eles; mas a Pedra  que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu  toda a terra” (Dn 2.32-35).
A interpretação do sonho: A cabeça de ouro – Simboliza o Império Babilônico. O peito e os braços de prata – Simbolizam o Império Medo-Persa. O ventre e os quadris de bronze – Simbolizam o Império Greco-Macedônio. As pernas de ferro – Simbolizam o Império Romano. Os pés parte de ferro e parte de barro – Simbolizam o Império Romano restaurado dos tempos finais.
Particulares da interpretação do sonho: Ouro, prata, bronze, ferro – A seqüência indica perdas de valores. O mundo não melhorará, nem politicamente, nem moralmente. Representa a degeneração da raça humana alienada de Deus. Cabeça, peito e dois braços, ventre, duas pernas – Indicam a extensão territorial e duração de cada império. Os pés em parte de ferro e em parte de barro – O ferro indica a continuidade do Império Romano. Os dez dedos são dez reis como forma ou expressão final do Império Romano quando este estiver totalmente restaurado. O ferro simboliza um governo ditatorial, totalitário; o barro simboliza o governo do povo, democrático. Os dois não se misturam, no entanto a presença dos dois demonstram um governo ditatorial camuflado em forma de democracia.
“ Mas, nos dias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação”  (Dn 2.44,45).
Particulares acerca do estabelecimento do Reino de Jesus Cristo na terra: O Reino será implantado sem intervenção humana. Sua conquista não será efetuada por armas carnais. Ele deverá suceder o último império mundial que corresponde ao império do Anticristo governando o Império Romano restaurado. Nenhuma das formas de governo representadas pelo ouro, prata, bronze, ferro e barro correspondem à forma de governo de Jesus Cristo. Todos estes materiais foram esmiuçados e levados pelo vento não se achando lugar para eles. O Monte que se formou e encheu toda a terra corresponde ao período do Reino Milenar de Jesus Cristo.
Conseqüências da interpretação do sonho: O rei Nabucodonossor cai sobre seu rosto para prestar honra a Daniel e ordena que lhe fizessem ofertas. O rei reconhece que o Deus de Daniel é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis. O rei engrandece Daniel colocando-o por governador de toda a província de Babilônia como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia. Daniel pede ao rei que constituísse Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província.
Prenúncios do futuro Império Romano restaurado conforme revelado no sonho: Hoje, a sonhada União Européia (EU), uma comunidade internacional de nações já é uma realidade concreta. A EU tem parlamento conjunto, mercado comum, moeda e pavilhão únicos. Tudo começou em 1957, em Roma, a antiga capital do Império Romano, quando foi criado o Mercado Comum Europeu (MCE), cuja sede foi mais tarde transferida para Bruxelas, na Bélgica. O palco para o surgimento do Anticristo e seu governo já está armado.
4. A Fornalha de Fogo Ardente “ O Rei Nabucodonossor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia...”  (Dn 3.1). Nabucodonossor ergue uma estátua de 29 metros. Os números em côvados, sendo todos à base de seis simbolizam o homem e a vaidade humana.
A estátua foi levantada em Dura. O arqueólogo Oppert que fez escavações nas ruínas de Babilônia em 1854 achou o pedestal de uma colossal estátua, num lugar chamado Duair. Pode ser que correspondam aos restos da estátua citada no texto. A partir da consagração da estátua é ordenado que todos os povos, nações, gentes, povos e línguas, ao som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostrassem diante da estátua.
Tem-se na ordem de adoração à imagem do rei uma tentativa de uma religião mundial, uma figura do que está para vir, quando então todos os povos adorarão a imagem da besta (cf. Ap 13.8). Tem-se também na ordenança do rei a evidência quanto ao contra-senso do rei: Reconhece o Deus único e verdadeiro, porém não se submete ao seu senhorio.
Os jovens hebreus não se prostram diante da imagem, e assim eles são denunciados diante do rei Nabucodonossor. Como a ordenança quanto a adoração à imagem era feita sob ameaça de morte, os jovens deveriam ser lançados dentro da fornalha de fogo ardente. Nabucodonossor tenta persuadi-los a se prostrarem diante da estátua, os jovens, porém permanecem fiéis a sua fé no único Deus verdadeiro, independentes das conseqüências que lhes viessem.
Nabucodonossor manda que a fornalha fosse aquecida sete vezes mais e que Sadraque, Mesaque, Abede-Nego fossem atados com suas capas, seus calções, seus  chapéus, suas vestes e fossem lançados dentro do forno de fogo ardente. O rei se espanta ao ver quatro homens soltos que andavam passeando dentro do fogo, não havendo nenhuma lesão neles, e ao identificar o quarto Homem, ele o identifica como sendo “o Filho de Deus”:  “E o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses”  (Dn 3.25).
Um decreto é baixado pelo rei declarando que qualquer que dissesse uma blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque, e Abedenego, seria despedaçado e suas casas feitas em monturo. Os três jovens hebreus podem ser vistos como que representando o remanescente fiel de Israel no período da grande tribulação.
“ Responderam Sadraque, Mesaque e Abede-Nego e disseram ao rei Nabucodonossor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar, ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantastes”  (Dn 3.17,18).
5. O Orgulho do Rei é Castigado “ Nabucodonossor, rei, a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada”  (Dn 4.1). O capítulo 4 inicia-se com o reconhecimento do rei Nabucodonossor quanto a grandeza de Deus e seu domínio sobre todos os reinos. Mais uma vez o rei tem um sonho que perturba a sua mente. Os magos, os astrólogos, os caldeus, os adivinhadores são levados perante o rei, mas não podem dar-lhe a interpretação do sonho.
“ Mas, por fim, entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele”  (Dn 4.8). Nabucodonossor descreve o sonho onde ele vê uma árvore no meio da terra, grande em altura, de folhagem formosa, fruto abundante, que servia de sombra para os animais e morada para as aves. Por fim, um vigia, um santo, descia do céu e ordena que os ramos da árvore fossem cortados, suas folhas sacudidas, seu fruto espalhado, e os animais de debaixo dela e as aves afugentados.
O campo e as raízes deveriam ser deixados na terra, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo, molhado do orvalho do céu, e a sua porção com os animais na grama da terra. De coração de homem deveria lhe ser dado coração de animal até que sobre ele se passasse sete tempos (refere-se a sete estações, portanto sete anos).
Daniel mostra a Nabucodonossor que aquela árvore simbolizava ele próprio, e que ele seria tirado de entre os homens, passando sua morada a ser com os animais.  Daniel aconselha o rei a se desfazer de seus pecados, usando de misericórdia com os pobres. Nabucodonossor não dá ouvidos e depois de doze meses, sua altivez e orgulho é abatido por Deus.
Nabucodonossor vem a ter  uma doença caracterizada pela insanidade mental. Cientificamente esta doença é chamada de lecantropia, onde o homem se identifica com um animal. Ele comia erva como os bois, seu corpo foi molhado do orvalho do céu, cresceu pêlo, como as penas da águia, e suas unhas como as das aves.
“ Agora, pois, eu, Nabucodonossor, louvo e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba”  (Dn 4.37). No tempo determinado por Deus, quando Nabucodonossor reconhece a soberania de Deus, ele é restaurado e restabelecido ao seu trono.
6. A Queda do Primeiro Império Mundial “ Peso do deserto do mar. Como os tufões de vento Sul, que tudo assolam, ele virá do deserto, da terra horrível. Visão dura se me manifesta: O pérfido trata perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão, sitia ó medo, que já fiz cessar todo o seu gemido”  (Is 21.1,2). Profecia da queda de Babilônia proferida por Isaías cerca de 150 anos antes. A menção do Elão e da Média aponta para a conquista de Babilônia por Ciro.
No período descrito no capítulo 5, Daniel já tinha mais de oitenta anos de idade. Há entre os capítulos 4 e 5 de Daniel, mais de 30 anos. O exército de Ciro, rei da Pérsia já sitiava Babilônia cerca de dois anos. Babilônia, dentro de seus muros estava preparada para resistir ao sítio por mais prolongado que fosse, mas no fim do segundo ano do cerco, a cidade considerada invencível, foi tomada. Ruínas do palácio de Nabucodonosor (século VI antes de Cristo), na Babilônia / Grande Enciclopédia Larousse Cultural , 1998,  Ed. Nova Cultural Ltda./Folha de S.P., S.Paulo/SP.
“ O rei Belsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil. Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas”  (Dn 5.1,2). O rei Belsazar – Era co-regente com seu pai Nabonido, daí a frase “terceiro dominador” em Dn 5.7.
Belsazar era na realidade filho de Nabonido e neto de Nabucodonossor. O aramaico não tem vocábulo para avô. A presença dos três reis no Império Babilônico já havia sido profetizado por Jeremias: “ E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele”  (Jr 27.7).
“ Então, trouxeram os utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e suas concubinas”  (Dn 5.3). O rei Belsazar promove uma festa ímpia onde os tesouros da casa de Deus são profanados perante os seus deuses. Na mesma hora, aparecem uns dedos de mão de homem que escrevia defronte do castiçal, na parede do palácio real...
O rei se assusta perante aquela visão. Os astrólogos, os caldeus, os adivinhadores são levados diante do rei, mas não puderam discernir a escritura nem fazer saber ao rei a sua interpretação. A rainha faz menção de Daniel e dos fatos do passado e assim, Daniel é introduzido na presença do rei para interpretar a visão com a promessa de receber honrarias. Daniel, porém recusa-se a receber os presentes.
“ Esta, pois, é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel e Parsim”  (Dn 5.25). Com autoridade, Daniel expõe ao rei sua situação espiritual, sua arrogância, altivez e impiedade. Daniel denuncia também o uso indevido dos vasos do templo de Deus. Daniel dá ao rei a interpretação da Escritura mostrando que o Império Babilônico fora contado e pesado na balança.
Como este foi achado em falta, Deus permitiria então a divisão do reino. Na história este fato se cumpriu literalmente. Os medos e os persas formaram uma coalizão para derrotar Babilônia. A Média lutou sob Dario, e a Pérsia sob Ciro. Xenofonte, historiador grego diz que os matadores de Belsazar foram Gobrias e Gadatas.
Mene: Contou Deus o teu reino e deu cabo dele - Isto é, Deus contou o número de dias do reino de Babilônia e o destruiu. Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta - Diante da justiça divina esse reino não teve qualquer peso de retidão, de virtudes e qualidades agradáveis a Deus. Peres ou parsim ou ufarsim: Dividido - Deus permitiria a invasão e o Império Babilônico cairia sob os medos e os persas.
7. Daniel na Cova dos Leões “ E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte presidentes que estivessem sobre todo o reino; e sobre eles três príncipes, dos quais Daniel era um, aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano”  (Dn 6.1,2). Os medos – No princípio de sua história eram mais poderosos do que os persas. São povos oriundos, originalmente de Madai (Gn 10.2).
Os povos da Média chamaram-se a si mesmo posteriormente, airiana, palavra que significa nobre. De airiana, vem a moderna palavra Irã, nome pelo qual se chama hoje parte daquela região da antiga Pérsia. Após a queda da Assíria em 612 a.C. os medos passaram a controlar todo o norte da Mesopotâmia. Cambises, o grande rei dos persas, casou com a filha de Astíages, rei dos medos. Desse casamento nasceu Ciro que tomou de assalto a cidade de Babilônia. Dario, o medo governa a Babilônia (na realidade ele era um vice-rei), enquanto Ciro completava suas conquistas no Norte e no Oeste por uns dois anos.
“ Então, os príncipes e o presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa”  (Dn 6.4). Daniel se distingue dos demais presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente. Estes homens armam um plano para matar Daniel.
O plano deles seria executado através da vaidade do rei. Assim, eles propõe que por um espaço de trinta dias, nenhuma petição a qualquer deus ou qualquer homem deveria ser feita, senão ao rei. Aquele que transgredisse a lei deveria ser lançado na cova dos leões. Daniel não se intimida com a escritura assinada e continua sua rotina de oração. Ele orava três vezes por dia de joelhos, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, a cidade que Deus escolhera para ali por o seu Nome. Os acusadores aproveitam-se da situação para acusar Daniel diante do rei. O rei propõe tentar livrar Daniel, mas a lei não podia ser revogada.
“ O meu Deus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum”  (Dn 6.22). Daniel é tirado da cova dos leões e os homens que tinham acusado-no são lançados na cova, eles, seus filhos e suas mulheres. Os leões apoderam-se deles, e lhes esmigalham todos os ossos.
O rei Dario estabelece um decreto declarando que todos os homens deveriam tremer e temer perante o Deus de Daniel,  “porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; seu domínio é até ao fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões”.  Daniel prospera no reinado de Dario e no reinado de Ciro.
8. Os Quatro Últimos Impérios Mundiais “ No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça; escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas”  (Dn 7.1). Cronologicamente este capítulo vem antes do capítulo 5. O assunto é o mesmo do capítulo 2, porém no capítulo 2 Daniel interpreta o sonho de Nabucodonossor, aqui ele mesmo tem o sonho. Este aconteceu uns 60 anos após a revelação do sonho a Nabucodonossor.
Os mesmos impérios são representados neste sonho por quatro animais grandes. Um leão, um urso, um leopardo, e um quarto animal, terrível e espantoso e muito forte. No sonho Daniel vê os quatro ventos do céu combatendo no mar grande. Os quatro ventos correspondem aos 4 sentidos da terra: Norte, sul, leste, oeste. O mar agitado corresponde a inquietação das nações e os ventos são os poderes do mal que agitam, incitam e afligem as nações.
“ O primeiro era como leão e tinha asas de águia; eu olhei até que lhe foram arrancadas as asas, e foi levantado da terra e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem” (Dn 7.4). Corresponde a Babilônia e seu rei (605 a.C. até 539 a.C.) – Leão e águia, dois animais nobres da fauna. O leão simboliza a força; a águia, rapidez, visão e voracidade.  Duas asas arrancadas – Simbolizam Nabonido e Belsazar. Levantado da terra e posto em pé – Corresponde a humilhação e exaltação de Nabucodonossor.
“ Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne” (Dn 7.5). Corresponde ao Império Medo-Persa (539 a.C. até 331 a.C.) – Levantou-se de um lado, indica o domínio persa sobre o domínio dos medos. Costelas entre os dentes – Faz-se referência assim a conquista de Babilônia, Lídia e Egito pela Pérsia como descrito na história. Devora muita carne – Corresponde a extensão do Império Medo-Persa.
“ Depois disso, eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também esse animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio” (Dn 7.6). Corresponde ao Império Greco-Macedônio (539 a.C. até 331 a.C.) – Alexandre, o grande dominou o mundo civilizado do seu tempo. Seu exército era altamente treinado e utilizava o princípio da guerra-relâmpago, isto é, surpresa, rapidez e força total nos ataques. As quatro asas simboliza a rapidez dos gregos na conquista. As quatro cabeças falam da divisão do Império Grego após a morte de Alexandre entre seus quatro generais, os quais passaram a dominar, o Egito, Macedônia, Síria e Ásia Menor.
“ Depois disso, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso  muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7). Corresponde ao Império Romano, e sua última forma de expressão por ocasião do período do Anticristo. Os dentes de ferro simbolizam um reino ditatorial e a ferocidade sobre as nações. As dez pontas correspondem aos dez dedos dos pés da estátua e aos dez chifres da Besta de Ap 13.1; 17.12. É desta forma que surgirá o reino do Anticristo e suas nações confederadas durante a grande tribulação.
“ Estando eu considerando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas;  eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente” (Dn 7.8). A ponta pequena representa o futuro Anticristo. Ele, ao emergir entre os dez reinos, abaterá três reis. Esta forma de expressão do Império Romano ainda não ocorreu. Os fatos descritos neste versículo são ainda para o futuro. O Anticristo será um homem com ampla visão e também um orador inflamado e magnetizador de massas.
“ Eu continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente” (Dn 7.9). Daniel contempla o trono de Deus e o juízo das nações que acontecerá após o período dos 7 anos do Anticristo (cf. Mt 25.31-46). No versículo 10, ele descreve a morte do quarto animal, fato este que indica o juízo de Deus em relação ao Anticristo e seu reino.
“ Eu estava olhando nas minha visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído”  (Dn 7.13,14). Estes versículos mostram o estabelecimento do Reino Milenar de Jesus Cristo, o Filho do Homem, o qual reinará no trono de Davi, cumprindo assim as promessas de Deus aos patriarcas.
O versículo é importante, pois demonstra a distinção entre o Pai Celestial e o Filho. O Ancião de dias simboliza o Pai Celestial, e o “Filho do Homem” vindo nas nuvens, é uma referência ao retorno de Jesus a esta terra para reinar. Diante destas visões, Daniel se abate e se espanta. Ele se achega a um dos que estavam perto e pede-lhe a interpretação destas coisas. Provavelmente um anjo que lhe revela sobre os 4 animais e o domínio dos santos do Altíssimo que possuirão o reino após o período do último império.
“ Então, tive desejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, e as unhas, de metal; que devorara, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava...”  (Dn 7.19). Daniel tem desejo de saber mais sobre o quarto animal, que fazia guerra contra os santos e os vencia,  “até que veio o ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino”  (Dn 7.22).
O anjo revela a Daniel que este quarto reino dominaria toda a terra, e com força a faria em pedaços. Esta foi exatamente a forma de expressão do Império Romano no período da 1ª vinda de Jesus. O mapa ao lado mostra a extensão do Império Romano.
“ Mas o juízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim”  (Dn 7.26). A partir do versículo 24, a explicação dada a Daniel mostra que a visão corresponde ao período do Anticristo, os sete anos de grande tribulação. Este período, de acordo com Dn 7.25 será caracterizado por blasfêmias por parte do Anticristo contra Deus, perseguições ao povo de Deus e leis contrárias a lei de Deus.
Os santos serão entregues nas mãos do Anticristo, por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.  Cada tempo equivale a duas estações, portanto a linguagem se refere a 1 ano (um tempo), dois anos (e tempos) e metade de um tempo (meio ano). Portanto, corresponde a três anos e meio, ou seja, os últimos três anos e meio do período do Anticristo (7 anos).
9. O Segundo e o Terceiro Impérios Mundiais “ No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão , a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio”  (Dn 8.1). Nesta visão, Daniel se vê em Susã, na província de Elão, junto ao rio Ulai. Susã era a capital de Elão e residência dos reis persas. Ele vê um carneiro diante do rio o qual tinha duas pontas, sendo uma das pontas mais alta que a outra. A mais alta subiu por último.
Este carneiro simboliza o Império Medo-Persa. O chifre mais alto é a Pérsia, que apesar de ser mais recente do que a Média, tornou-se mais proeminente. Ciro, um persa, rebelou-se contra os medos, que até então detinham o poder e tornou-se cabeça desses dois reinos. O carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia... Isto indica o seu domínio que se estenderia atingindo inclusive a região de Israel.
“ E, estando eu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos”  (Dn 8.5). O bode corre em direção ao carneiro dando contra ele com ímpeto a ponto de quebrar-lhe as duas pontas. O bode se engrandece em grande maneira; mas, estando na sua maior força, a ponta notável entre os olhos é quebrada, e sobe no seu lugar 4 pontas notáveis, para os quatro ventos do céu.
Esta visão de Daniel corresponde ao reino da Grécia. O bode simboliza Alexandre, o grande, um dos homens mais brilhantes dos tempos antigos; rei da Macedônia, fundador do helenismo, gênio militar e propagador da cultura grega. Em doze anos ele teve o mundo a seus pés. Morreu em 323 a.C., em Babilônia, aos 33 anos de idade. Como conseqüência seu reino foi dividido entre seus 4 generais. Cassandro ficou com a Macedônia; Lisímaco com a Trácia  e quase toda a Ásia Menor, Selêuco ficou com a Síria, Babilônia e Palestina e Ptolomeu ficou com o Egito.
“ E de uma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa”  (Dn 8.5). Trata-se do rei selêucida Antíoco Epifânio, o opressor de Israel no Antigo Testamento, o qual procedeu da Síria. O termo selêucida deriva do general Seleuco Nicátor, fundador da dinastia dos reis gregos da Síria.  Na partilha do império de Alexandre lhe coube a Síria, a Palestina e a Babilônia.
Antíoco Epifânio perseguiu o povo judeu no século II a.C. Ele reinou de 175 a 167 a.C. Sua decisão era exterminar o povo judeu e sua religião. Ele chegou a proibir o culto a Deus, profanou o templo colocando ali uma imagem do deus grego zeus, ofereceu carne de porco no altar de Deus em sacrifício, proibiu o sacrifício contínuo. Tais fatos deram lugar a famosa Revolta dos Macabeus. Em 165 a.C., Judas Macabeu reconsagrou o altar.
“ Depois, ouvi um santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado”  (Dn 8.12,13). Literalmente corresponde a 1150 tardes e 1150 manhãs, porque uma tarde e uma manhã era um dia no sistema judaico de contar os dias. 1150 dias formam o tempo decorrido entre a profanação do templo por Antíoco e sua purificação por Judas Macabeu, em 165 a.C.
Literalmente a profecia de Dn 8 se cumpriu no período de Antíoco Epifânio, mas seu escopo se aplica também ao tempo do fim.  Tal fato torna-se claro no versículo 24 e 25, os quais se referem ao Anticristo que se fortalecerá em força, destruirá, prosperará, fará prosperar o engano na sua mão  “e se levantará contra o príncipe dos príncipes, mas, sem mão, será quebrado”.
10. A Oração de Daniel (Dn 9.1-23) “ No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus”  (Dn 9.1). Estava chegando o final dos setenta anos de cativeiro do povo de Daniel. Ele, estudando o livro de Jeremias entendia que seu povo deveria ser liberto do cativeiro babilônico. Daniel volta-se para Deus em oração e confessa a Deus os pecados de sua nação como se estes fossem seu, identificando-se assim com o seu povo.
Ele reconhece também que merecidamente o povo judeu se encontrava em assolação. Deus era justo por tê-los castigados.  Diante deste reconhecimento, Daniel suplica a Deus por suas misericórdia sobre a cidade de Jerusalém . O anjo Gabriel é enviado até Daniel para lhe fazer entender as questões acerca do povo de Israel.
“ Inclina, ó Deus meu, os teus ouvidos e ouve; abre os teus olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome” (Dn 9.18,19).
11. A Revelação das Setenta Semanas “ Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. Sabe e entende: Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém´, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana, e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador”  (Dn 9.24-27).
A Interpretação das Setenta Semanas: 1000  Anos de Reinado de Cristo Ap  20.4-6 Zc 14.9 45 dias 1335 dias Dn 12.12 Julgamento das nações Mt 25.33,34 30 dias 1290 dias Purificação do Templo Dn 12.11 Ez 40-48 ½ semana 1260 dias Profanação do Templo  Fato prefigurado por  Antíoco Epifânio Dn 11.36-39 2 Ts 2.3,4 Fim: Batalha do Armagedon ½ semana 1260 dias Aliança entre o Anticristo e Israel Reconstrução do Templo Igreja até a plenitude dos gentios: Arrebatamento da igreja Rm 11.25 1 Ts 4.15-18 62 semanas 434 anos Fim  dos 434 anos:  1 o  Advento do Messias;  morto o  Messias; Ascensão do  Messias 7 semanas 49 anos Templo Reconstruído Ne 2.5-8 Decreto par Reconstrução de Jerusalém Ano 445 a.C. Milênio Intervalo de 75 dias Septuagésima semana 7 Anos Intervalo  69 semanas 483 anos
12. A Visão de Daniel “ No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar; e a palavra é verdadeira e trata de uma guerra prolongada; e ele entendeu essa palavra e teve entendimento da visão”  (Dn 10.1). Daniel esteve triste por três semanas completas. Ele não comeu, nem bebeu vinho, nem se ungiu com ungüento até que se cumpriu as três semanas.
Daniel se encontrava no rio Hidéquel quando então ele viu um Homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz, seu corpo como turquesa, seu rosto como um relâmpago, e seus olhos, como tochas de fogo, seus braços e pés como cor de bronze, e a voz das palavras como a voz de uma multidão . Somente Daniel teve a visão, e aqueles que estavam com ele temeram e fugiram escondendo-se. Daniel perde a força diante desta visão, no entanto, ele ouve a voz das palavras que lhe foram dirigidas.
“ E eis que uma mão me tocou e fez que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos”  (Dn 10.10). Um anjo é enviado a Daniel e lhe declara que desde o primeiro dia, suas orações eram ouvidas diante de Deus. Porém, o príncipe do reino da Pérsia tentou impedi-lo de chegar a Daniel por vinte e um dias, até que Miguel, um dos primeiros príncipes veio para ajudá-lo .
O anjo lhe declara ter vindo para lhe fazer entender o que aconteceria ao seu povo nos derradeiros dias;  “porque a visão é ainda para muitos dias”  (Dn 10.14) . Daniel se abaixa e emudece, quando então Alguém lhe toca. Ele diz que por causa da visão lhe sobrevieram dores e não ficou força nenhuma. Daniel é encorajado por um segundo toque, e assim ele pede Àquele que lhe tocara que lhe confortasse...
“ E disse: Sabes porque eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe”  (Dn 10.20,21). O atual Estado de Israel, com seus avanços, suas vitórias nas últimas guerras apesar de suas desvantagens, seu progresso, sua influência e proezas internacionais só tem uma explicação: Anjos de Deus lutam a favor de Israel.
13. A Visão de Israel no Período Interbíblico “ Eu, pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para o animar e o fortalecer”  (Dn 11.1). Este capítulo mostra a história desde o Império Persa até o período do Novo Testamento. Até o versículo 35, tem-se o futuro imediato de Israel em relação as nações vizinhas. Do versículo 36 em diante, tem-se o futuro remoto de Israel, ligado principalmente ao  “... tempo de angústia para Jacó” ( Jr 30.7), ou seja, o período da grande tribulação.
Os primeiros 35 versículos cobrem quase 500 anos de história. Desde Ciro, o Persa (539 a.C.) até o final da independência do reino de Israel sob os Macabeus, em 63 a.C., quando então Roma assume o controle da nação . Período de duração de cada Império, incluindo o período de independência sob os macabeus: Império Medo-Persa – 539 a.C a 332 a.C.  Império Grego-Macedônio – 332 a 167 a.C. Macabeus – 167 a.C. – 63 a.C. Império Romano – 63 a.C. a 70 d.C.
“ E, agora, te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia. Depois, se levantará um rei valente que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade; nem tampouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado e passará a outros”  (Dn 11.2-4).
O Cumprimento de Dn 11.2-4: Reis que Reinaram Sobre o Império Medo-Persa: Dario, filho de Assuero, constituído rei interinamente na Caldéia, enquanto Ciro completava suas conquistas. Ciro, o persa e depois deles quatro reis, conforme a profecia, sendo estes: Assuero, filho de Ciro – 529-522 a.C. – Conhecido na história por Xerxes I e Cambises II. Mencionado em Ed 4.6. Artaxerxes I – Reinou em 522-521 a.C. – Conhecido por Smeredis – É mencionado em Ed 4.7-11. Determinou a suspensão das obras do templo pós cativeiro. Dario II – Filho de Artaxerxes – 521-485 a.C. Mencionado em Ed 4.5 – Ordenou a conclusão das obras do templo (cf. Ed 6). Assuero, esposo de Ester – Reinou em 485-465 a.C. – Depois disto a glória da Pérsia entra em declínio.
O Cumprimento de Dn 11.2-4 em Relação à Grécia: Alexandre, o grande: Em 336 a.C iniciou suas guerras de conquista e em 331 venceu a Pérsia. Morreu em 323 a.C. aos 33 anos de idade. Divisão do Império entre os generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. A profecia neste capítulo abrange apenas duas destas divisões, Síria e Egito, porque Israel ficaria sob o domínio destes dois países em constante guerra entre eles, fazendo da Palestina seu campo de batalha (Dn 11.5-35).
Na profecia, o reino do Sul, equivale ao Egito, e o reino do Norte equivale a Síria. Segue até a época de Antíoco Epifânio. Os versículos 21 a 35 referem-se a Antíoco Epifânio que reinou sobre a Síria em 175-164 a.C. Ele é na profecia chamado de “um homem vil...” (v. 21). Os versículos 29 e 30 fala da invasão do Egito por Antíoco, de onde ele teve de retirar-se, por causa da esquadra romana, “... Navios de Quitim...” do versículo 30.
O período dos macabeus: Os versículos 32 a 35 descrevem os feitos heróicos da nação israelita sob os irmãos macabeus que iniciam a revolta dos judeus contra Antíoco em 167 a.C. Duas classes de judeus se destacam: Os infiéis que se uniram ao inimigo, e o restante fiel que buscou a Deus. O período do Anticristo – Dn 11.35-45:  “ E alguns dos sábios cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda no tempo determinado”  (11.35).
O Anticristo, Conforme a Profecia: Fará conforme a sua vontade, se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis, será próspero, não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a qualquer deus e sobre tudo se engrandecerá. Honrará ao “deus das fortalezas”,  a um deus a quem seus pais não conheceram. Os versículos 40 a 44 são ainda de difícil interpretação, mas a referência ao rei do Sul parece indicar um bloco de nações norte-africana e o rei do Norte um bloco de nações do Norte que lutarão por algum tempo contra o Anticristo. Israel será invadido por este reino do Norte, conforme Ez 38 e 39. O Anticristo invadirá Israel. O Egito não escapará da sua invasão. Edom, Moabe e Amom, corresponde hoje a Jordânia, serão poupados, para que mais tarde o remanescente de Israel para lá escape na fuga do Anticristo.
14. O Período da Grande Tribulação Assuntos Referidos no Capítulo 12: Dn 12.1 – Refere-se ao período da grande tribulação. O texto se refere a Miguel, o grande príncipe, defensor do filhos de Israel. Miguel expulsará Satanás da esfera celestial (cf. Ap 12.7-9). A profecia revela Miguel como sendo o anjo de Deus, protetor da nação israelita. O versículo 2 se refere à última ressurreição depois do milênio quando então os justos ressuscitarão para a vida eterna, e os ímpios para a vergonha e desprezo eterno.
O versículo 3 remete ao reino eterno de Jesus Cristo depois do juízo do trono branco. Daniel vê dois anjos, um de uma banda à beira do rio, e o outro da outra banda à beira do rio. Um dos anjos pergunta ao Homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio.  “Que tempo haverá até ao fim das maravilhas?”  (Dn 12.6b). O Homem vestido de linho lhe revela “depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo”... Ou seja, 3 anos e meio, os últimos três anos e meio da grande tribulação.
O Acréscimo de 30 e 45 Dias: “ E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem–aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias”  (Dn 12.11,12). Acréscimo de 30 dias após 1260 dias (3 anos e meio) – Relacionados à purificação do templo. Acréscimo de 45 dias após 1290 dias – Relacionados ao juízo das nações para que ocorra a instalação do Reino Milenar de Jesus Cristo.
O LIVRO  DE APOCALIPSE
1. Considerações Preliminares O Autor do Livro: João, o evangelista, um dos apóstolos de Jesus. Foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Era irmão de Tiago. Jesus os chamou de “Boanerges”. É ele “o discípulo amado” citado em Jo 13.23; 19.26; 21.20. Irineu, nascido cerca de 130 d.C., discípulo de Policarpo, discípulo de João, afirma que após o retorno do banimento de João em Patmos, ele permaneceu em Éfeso até sua morte no reinado de Trajano.
Época e Local do Livro: João pastoreava a igreja em Éfeso quando foi banido para a ilha de Patmos, por Domiciano, em 95 d.C. em sua perseguição contra os cristãos.  Domiciano é chamado na história de “Segundo Nero”, devido a sua perversidade contra os cristãos. Foi neste período que João escreveu este livro, provavelmente em 96 d.C.
Divisão do Livro: Parte I – Capítulo 1 – Concernente ao Senhor Jesus Cristo: Corresponde as coisas passadas no tempo de João.  Parte II – Capítulos 2 e 3 – Concernente à igreja. Corresponde as coisas presentes na época de João. Parte III – Capítulos 4 a 22 – Concernente às nações gentílicas e o estabelecimento do Reino de Deus. Corresponde às coisas futuras.
Tema do Livro: A vinda de Jesus em glória.   “ Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! Eu sou o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso”  (Ap 1.7,8).
2. Esboço do Livro de Apocalipse Capítulo 1: A visão do Cristo glorificado. Capítulos 2,3: A igreja no passado e no presente. Capítulo 4: A igreja arrebatada. Capítulo 5: A igreja glorificada. Capítulos 6-18: A grande tribulação – Capítulos 6 a 11 abrangem a primeira metade da tribulação, o restante a segunda metade. Capítulo 19: A volta pessoal de Jesus em glória. Capítulo 20: O milênio e o juízo final. Capítulo 21,22: O perfeito estado eterno.
3. Sistemas de Interpretação do Apocalipse O Sistema Futurista: Considera o livro como de cumprimento futuro. Há entre os futuristas alguns que ensinam que a igreja passará pela Tribulação. Porém, segundo Ap 3.10, 1 Ts 1.10, Rm 5.9 a igreja é arrebatada antes dos 7 anos de tribulação. O Sistema Histórico: Interpreta o apocalipse como sendo a história da igreja desde o século I até os dias atuais.
O Sistema Preterista: Interpretam que a igreja substituiu Israel e que todo o apocalipse já se cumpriu no período do Império Romano. O Sistema Simbolista: Ensina que no apocalipse tudo é simbólico representando apenas o conflito entre o bem e o mal. Neste sistema não há nada histórico ou profético. É uma forma de expressão do racionalismo chamado de cristão. Desacreditam o cumprimento literal das profecias de apocalipse.
4. A Visão do Cristo Glorificado Revelação de Jesus Cristo: O termo revelação significa, no original, retirar, remover completamente, descerrar, tirar fora, como quando as autoridades fazem nas inaugurações de placas comemorativas, estátuas, etc... Removendo totalmente o pano em que estão envolvidos para ver aquilo que até então estivera oculto. Duas palavras originais:  Apo = Afastado, distante. Kalypsis – Remoção, retirada, revelação, descobrimento .
“ Para mostrar aos seus servos... Três tipos de servos de Cristo: Servos escravos – Servem a Cristo por medo de se perderem. Servos mercenários – Servem a Cristo por interesse, conveniência. Servos filhos – Servem a Cristo por amor. “ As coisas que em breve devem acontecer, e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”.
Bem aventurado aqueles que lêem... Porque o tempo está próximo” .   As sete bem-aventuranças em todo o livro: Bem aventurados aqueles que lêem... Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes... Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro... Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição... Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro... Bem aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras...
Saudação inicial: João envia a saudação às sete igrejas que se encontravam na Ásia. A Ásia aqui não é o continente asiático atual, mas sim a província romana da Ásia cuja capital era a cidade de Éfeso. A saudação é tríplice. É um testemunho da Trindade Divina: Da parte dAquele que é, que era e que há de vir... Da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu Trono... E da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha...
Àquele que nos ama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém”  (Ap 1.7). Ao se referir a Jesus Cristo em sua saudação inicial, João se interrompe em louvor a Ele reconhecendo a obra de Cristo em seu favor e de todos os membros da igreja. A mensagem dos versículos seguinte é uma proclamação quanto a volta de Jesus tanto para os gentios quanto para os judeus, e em seguida tem-se a identificação da plena divindade de Jesus (ver Ap 1.7,8).
“ Eu João, que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo”  (Ap 1.9). Ilha de Patmos – Uma ilha desolada e rochosa, situada no mar Arquipélago (parte do mar Mediterrâneo), ao largo da costa da atual Turquia.
A espiritualidade do apóstolo se vê na expressão:  “Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor...” A expressão  “O dia do Senhor”  – Literalmente se refere ao domingo. Esta palavra vem do latim dominicus, que significa “do Senhor”. João Crisóstomo (354-407 d.C.) diz que esse dia era assim chamado porque nele o Senhor ressurgiu dentre os mortos. A expressão se refere também aos acontecimentos desde o arrebatamento da igreja até o Reino Milenar de Jesus Cristo.
“ Que dizia: O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. E virei-me para ver quem falava comigo e virando-me, vi sete castiçais de ouro”  (Ap 1.11,12). João ouve uma voz como de trombeta. A trombeta na Bíblia é um símbolo da Palavra de Deus e da urgência de se dar ouvidos à ela. É um anúncio de que a partida está próxima. A mensagem anunciada tem direção certa: Às sete igrejas...
Ao virar-se para ver quem falava, João vê os sete castiçais – Esta mensagem é um indicativo de que Jesus só pode ser visto através da igreja... É ela quem revela a sua glória. Os castiçais de ouro é uma simbologia da igreja cheia do Espírito Santo. Somente desta forma ela poderá emitir a luz que revelará o Cristo glorificado ao mundo em trevas.
“ E no meio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do Homem...” A atenção neste ponto é para a posição ocupada por Jesus na visão dada a João e para a plena Humanidade de Jesus Cristo. Jesus deve ocupar o centro na vida da igreja.
A Descrição do Cristo Glorificado: Vestido até os pés de uma veste comprida – Dignidade sacerdotal. Cingido pelo peito com um cinto de ouro – Dignidade Real. Cabeça e cabelos brancos como lã branca, como a neve – Eternidade. Os olhos como chama de fogo – Onisciência. Seus pés, semelhantes a latão reluzente como se tivesse sido refinado numa fornalha – Juízo divino.
Voz como voz de muita águas – Autoridade de Deus sobre todas as nações. Na sua destra sete estrelas – As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, responsáveis por transmitir a mensagem celestial. Da sua boca saía uma aguda espada de dois fios – A Palavra de Deus que não pode ser entregue trazendo apenas meias verdades. Rosto como o sol, quando na sua força resplandece – Indica a sua vinda para Israel, quando resplandecerá o Sol da Justiça (cf. Ml 4.2).
O efeito da visão: “ E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu Sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno”  (Ap 1.17,18). As três divisões do livro:  “Escreve... As coisas que tens visto, E as que são,  E as que depois destas hão de acontecer”  (Ap 1.19).
5. As Sete Igrejas da Ásia Mensagens às Sete Igrejas que Existiam na Província Romana da Ásia: Representam a condição espiritual das igrejas em todos os tempos. Representam a história da igreja desde o tempo em que ela começou a ser difundida entre os gentios até os dias que antecederão o arrebatamento da igreja. São descritas de forma geral na seguinte seqüência: Um atributo de Cristo, um elogio à igreja, uma advertência, uma censura, uma sentença, uma promessa ao vencedor.
A Igreja de Éfeso: Éfeso significa desejável – Representa a igreja do primeiro século. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais. Foi muito bem estabelecida na doutrina Bíblica. Paulo ensinou a Palavra de Deus ali, durante três anos. Em seu elogio a esta igreja, Jesus mostra que ela era uma igreja laboriosa, tendo inclusive colocado a prova aqueles que se diziam ser apóstolos, mas não o eram.
Jesus a exorta por ter deixado o seu primeiro amor e a lembrar-se onde caiu, arrepender-se e praticar o primeiro amor. Caso não, ela estaria sentenciada à escuridão:  “Tirarei do teu lugar o teu castiçal...” Jesus faz ainda um elogio pelo fato da igreja aborrecer a obra dos nicolaítas. Os nicolaítas eram seguidores de Nicolau cuja obra se comparava à obra de Balaão. Este lançou tropeços para os filhos de Israel se prostituírem com mulheres midianitas, símbolo de adultério espiritual, e a comerem dos sacrifícios da idolatria.
A promessa:   “ Dar-lhe-ei de comer da árvore da vida...”  Uma linguagem que denota a vida eterna. Ilustração:  Cidade de Éfeso.
A Igreja de Esmirna: Esmirna significa amargura – Nome relacionado à mirra, substância que tornou-se símbolo de morte. Jesus se apresenta como sendo “O Primeiro e o Último, o que foi morto e reviveu”. Uma linguagem que denota seu sofrimento, mas também o controle de tudo em suas mãos. É a igreja sofredora, perseguida. Representa o período dos anos 100 a 312 d.C. quando a igreja foi duramente perseguida.
Jesus  a  elogia  por sua obra e  tribulação. Apesar de pobre  era rica.  A  igreja teria  uma  tribulação  de  dez  dias.  Profeticamente  significa  o  período  de dez  imperadores  romanos  que  perseguiram os cristãos. Isto aconteceu desde os anos 64 a 305 d.C. A igreja deveria manter-se fiel, ainda que fosse necessário morrer por amor a Ele.
A promessa:   “ Dar-te-ei a coroa da vida... O que vencer não receberá o dano da segunda morte ”. Ilustração:  Cidade de Esmirna.
A Igreja de Pérgamo: Pérgamo significa casamento – É a igreja estatal. Representa a igreja dos anos 313 a 600 d.C quando se deu a união da igreja com o estado. Jesus se apresenta como tendo a espada de dois fios. A simbologia aqui indica que Ele estava pronto para intervir e dividir... Jesus diz conhecer o lugar onde ela habita,  “Que é onde está o trono de Satanás”,  a elogia, porém por, apesar das influências malignas, ela ter retido o seu nome. Em termos históricos, isto diz respeito ao Concílio de Nicéia, onde a Doutrina da Trindade foi reafirmada.
Jesus a adverte por ter lá os que seguem a doutrina de Balaão e a doutrina dos nicolaítas. Exorta-a ao arrependimento, caso não a igreja seria dividida. A promessa: Comer do Maná escondido e uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. O maná e a pedra parece indicar o ofício sacerdotal, ou seja, a posição sacerdotal diante de Deus. Ilustração: Cidade de Pérgamo.
A Igreja de Tiatira Tiatira significa oferta de incenso desagradável. Apesar de ser uma igreja espiritualmente caída, desfruta de progresso material. Representa a igreja dos anos 600 a 1517, ou seja, a igreja que prevaleceu no período de densas trevas espirituais. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente. A linguagem indica o conhecimento da camuflada situação de Tiatira.
A advertência é contra a tolerância à profetiza Jezabel, mulher que se diz profetiza. A igreja permitia que esta mulher ensinasse e enganasse os servos levando-os a prostituir-se e comer dos sacrifícios da idolatria. Em termos históricos o sistema de Jezabel corresponde ao papado e seus dogmas anti-bíblicos. O sistema Jezabel não muda segundo Ap 2.21, por isso, a igreja seria prostrada numa cama e sobre os que com ela adulteram virá grande tribulação. Morte espiritual é a conseqüência para seus filhos, ou seja, para aqueles que são gerados por este sistema adúltero de religião.
A promessa: Poder sobre as nações e a resplandecente estrela da manhã. Esta linguagem remete ao futuro Reino Milenar de Jesus Cristo quando então a igreja voltará para reinar com Ele nesta terra. Ilustração: Cidade de Tiatira.
A Igreja de Sardes Sardes significa “os que escapam”. É a igreja que tem nome de que vive, mas está morta. Representa o período de 1517-1750 d.C. Período da reforma protestante. Os que escaparam de Tiatira. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem os sete Espíritos de Deus (o que indica a plenitude do Espírito para que ela viva) e as sete estrelas (o que indica um novo começo). Este novo começo é reconhecido na história da igreja a partir da reforma protestante.
A igreja que ganhou fama é advertida, pois ela pode ser pega de surpresa com a volta de Jesus. A Promessa: Serão vestidos de vestes brancas e de maneira nenhuma será riscado o nome do livro da vida. As vestes brancas são indicativos da justiça de Cristo sobre os vencedores. Ilustração: Cidade de Sardes.
A Igreja de Filadélfia Filadélfia significa amor fraternal. Representa a igreja cristã na sua fase avivada e missionária a partir de 1750 especialmente os séculos XVIII, XIX e início do século XX. Jesus se apresenta a ela como o Santo e Verdadeiro, o que tem a Chave de Davi – Refere-se a chaves do Reino. À igreja que não negou o seu nome Ele põe diante dela uma porta aberta. A linguagem se refere a obra missionária. Os da sinagoga de Satanás – Esta linguagem se refere a um tipo de cristianismo sem sacrifício, sem renúncia, sem cruz.
A igreja de Filadélfia simboliza a igreja que será arrebatada aos ares para encontrar-se com Jesus sendo assim livrada da tentação que virá sobre todo o mundo. A promessa: O vencedor será coluna no templo de Deus, e sobre ele estará o nome de Deus e o nome da cidade “do meu Deus”, a nova Jerusalém. Ilustração: Cidade de Filadélfia.
A Igreja de Laodicéia Laodicéia significa “Direito do povo”, isto é direito de mandar, direitos humanos. Simboliza a igreja do século XX até os dias atuais. É o sistema prevalecente antes do arrebatamento da igreja. Nesta igreja a satisfação do homem substitui a Palavra de Deus. Ela é morna, o que indica a mistura e por causa disto chega a causar náuseas em Jesus. Jesus adverte a igreja por sua arrogância, e enquanto que ela pensa ser rica, para Ele ela é desgraçada, miserável, cega e nua.
Jesus aconselha a igreja a comprar ouro provado no fogo, vestes brancas, e colírio para que veja. Ouro provado no fogo, simbologia de vida de comunhão; vestes brancas, significa pureza; e colírio, busca de visão espiritual de acordo com os preceitos da Palavra de Deus. Com o humanismo, o atraente substituiu a vida espiritual desta igreja e o Espírito Santo foi colocado para fora. É por isto que aqui Jesus se apresenta batendo a porta para entrar.
A promessa: Os vencedores assentar-se-ão com Jesus em seu trono, uma linguagem que remete ao período do Reino Milenar de Jesus Cristo na terra. Ilustração: Cidade de Laodicéia.
6. O Arrebatamento da Igreja “ Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono”.
João vê o trono de Deus e ao redor dele 24 tronos e assentados sobre eles 24 anciãos.  A linguagem do texto indica totalidade já que o número doze é simbologia de plenitude (12 + 12 = 24).  No arrebatamento da igreja os salvos, tanto do Antigo Testamento, como do Novo Testamento ressuscitarão e João os vê trajando vestes brancas e coroas de ouro.
7. A Visão do Trono de Deus – A Exaltação a Ele como o Criador O capítulo 4 descreve a visão de João quando então ele vê sair do trono relâmpagos e trovões e vozes – É o indicativo de tempestade iminente. Diante do trono um como mar de vidro – Tudo é transparente diante de Deus. E ao redor do trono 4 animais – Semelhante a um leão, a um bezerro, um com rosto de homem e o quarto semelhante a águia. A linguagem demonstra a autoridade de Deus sobre toda a criação. Também denota a revelação acerca da Pessoa de Jesus: Rei, Servo, Homem e Deus.
Os quatro animais entoavam...  “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso que era, e que é, e que há de vir”. E os quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono:  “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”. Exaltação a Deus como sendo o Criador de todas as coisas. Não haverá espaço na redenção para aqueles que negam a soberania e o poder de Deus para criar todas as coisas.
8. A Visão do Trono de Deus – A Exaltação a Ele como Redentor No capítulo 5, João vê na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. A linguagem se refere a possessão de uma terra que fora comprada. Ninguém era visto como digno de abrir o livro e desatar os seus selos o que levou João a chorar. A linguagem indica que ninguém teria alcançado o direito de “comprar a terra” redimindo-a da escravidão do pecado.
E um dos anciãos diz: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos”. O Cordeiro é visto no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos, como que havendo sido morto... Toda a Criação é redimida e restaurada para Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo. O preço que foi pago, foi preço de sangue.
Toda a criação louva ao Senhor Jesus Cristo pela redenção efetuada: “ Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizestes reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra”  (Ap 5.9,10).
9. A Abertura dos 4  Primeiros Selos “ E olhei, e eis um cavalo branco, e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi lhe dada uma coroa e saiu vitorioso e para vencer”  (Ap 6.2). O cavalo branco – Simboliza a promessa de paz – É o Anticristo que surge trazendo a idéia de solucionar todos os problemas mundiais.
“ E saiu outro cavalo vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi lhe dada uma grande espada”  (Ap 6.4). O cavalo vermelho – Simboliza a guerra – Apesar da promessa de paz, ela não é mantida por muito tempo. Normalmente é assim nas promessas dos homens. Elas não se sustentam diante dos conflitos mundiais.
“ E olhei e eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão”  (Ap 6.5).   O cavalo preto – Simboliza a fome. A mensagem a seguir é uma ordem para não danificar o azeite e o vinho. Este dois elementos são símbolos de restauração. Deus em sua misericórdia ainda estará dando oportunidade aos homens de voltarem-se para Ele.
“ E olhei e eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte, e o inferno o seguia e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra”  (Ap 6.8). O cavalo amarelo – Simboliza a morte. O poder de destruição do homem gerado pela vaidade, egoísmo etc... se estende por toda a terra.
10. A Abertura do 5º Selo “ E havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram”  (Ap 6.9). O primeiro período da tribulação já será marcado por perseguição àqueles que recebem a Jesus como Senhor e Salvador. Estes morrem por amor à Deus, e junto ao altar de Deus, clamam a Deus por julgamento e vingança pelo sangue derramado na terra.
11. A Abertura do 6º Selo “ E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue... E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro”  (Ap 6.16).
A abertura do sexto selo mostra alterações relacionadas ao mundo cósmico (sol, lua, estrelas) e à superfície da terra (montes e ilhas são removidos do seu lugar). O temor advém sobre todos os homens, grandes e pequenos. Há um reconhecimento quanto a soberania e os juízos de Deus, porém o reconhecimento é apenas intelectual. Não é visto neste reconhecimento o arrependimento dos homens em relação às suas culpas.
12. Os 144.000 Selados e os Gentios Salvos na Tribulação – Passagem de Natureza Parentética “ E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel”  (Ap 7.4).
Quatro anjos são vistos retendo os efeitos sobre a natureza, até que os servos de Deus tivessem sido assinalados com o selo do Deus vivo. Os assinalados são homens judeus que se converterão a Jesus Cristo no período da tribulação. As tribos são listadas na seguinte ordem: Judá, Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José, Benjamim. Notar a ausência de Dã e Efraim, o número de 12 tribos porém é mantido, além disso em Ez 48 estas duas tribos são listadas, o que indica que não estarão fora no período do Reino Milenar.
Os 144.000: São eles que estarão pregando às nações não alcançadas atualmente. Ver Is 66.19. A salvação dos gentios durante  este  período:  “Depois  destas  coisas,  olhei,  e  eis  aqui  uma  multidão, a qual ninguém podia  contar,  de  todas as nações, e  tribos  e  povos,  e línguas, que  estavam diante do trono e  perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com  palmas nas suas mãos”  (Ap 7.4).
Passagem De  Natureza Parentética 7º Selo Resumo dos seis primeiros selos: 144000 selados E Gentios salvos durante a tribulação Alterações cósmica e geográficas Almas debaixo do Altar de Deus Morte – 4ª parte dos homens Fome Guerras Surgimento do  Anticristo 6º Selo 5º Selo 4º Selo 3º Selo 2º Selo 1º Selo
13. A Abertura do 7º Selo “ E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. E veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono”  (Ap 8.1-3).
Meia hora de silêncio – Calma que antecede a tempestade – Tempo para arrependimento (cf. Gn 7.4). O incenso simboliza as orações dos santos. Estas são apresentadas diante de Deus. O anjo toma o incensário e o enche do fogo do altar, lançando-o sobre a terra. Houve vozes, trovões, relâmpagos e terremotos. O juízo é iminente.
14. O Toque das Quatro Primeiras Trombetas “ E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.”  (Ap 8.7). Primeira trombeta: Saraiva e fogo misturado com sangue lançados sobre a terra – Resultado: É queimado a terça parte das árvores, e toda a erva verde é queimada.
Segunda trombeta: Lançado no mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo (provavelmente um vulcão em erupção) – Resultado: Terça parte do mar torna-se em sangue. Morte da terça parte das criaturas no mar. Perde-se também a terça parte das naus. Terceira trombeta: Cai do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha sobre terça parte dos rios e fontes das águas – Resultado: Morte dos homens porque a água torna-se amarga. O nome da estrela: Absinto. Quarta trombeta: Ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas – Resultado: Escuridão.
15. O Toque da Quinta Trombeta   “ E olhei e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar!”  (Ap 9.13). Quinta trombeta: Uma estrela cai na terra, sendo-lhe dada a chave do poço do abismo. Ao abrir-se o poço do abismo sobe uma fumaça de onde vem gafanhotos, sendo-lhes dado poder como o poder que tem os escorpiões.
A erva da terra, as verduras e plantações são preservadas do poder destruidor destes “gafanhotos”, porém lhes é permitido atormentar os homens por um período de cinco meses. O aspecto dos gafanhotos: Semelhante a cavalos aparelhados para a guerra. Sobre as sua cabeças, coroas semelhantes ao ouro. Rosto como de homem. Cabelos como cabelos de mulher. Dentes como de leão. Couraças como couraças de ferro. Ruídos das asas como ruídos de carros quando muitos cavalos correm ao combate. Caudas semelhante à dos escorpiões e aguilhão na cauda .
“ E tinham sobre si rei, o anjo do abismo, em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego, Apoliom. Passado é já um ai; eis que depois disso vem ainda dois ais”  (Ap 9.6). A estrela caída do céu na terra – Provavelmente trata-se de Satanás. A chave do abismo lhe é entregue, o que significa dizer que por um período lhe é dado poder e autoridade para soltar os demônios que estão presos no abismo.
A aparência dos gafanhotos é ainda considerada de difícil interpretação, porém todos os aspectos indica o poder destruidor destes demônios.  O anjo do abismo, Abadom ou Apoliom – Esse nome significa “aniquilador ou destruidor”. Provavelmente trata-se de um demônio que esteve preso juntamente com os demais que foram soltos.
16. O Toque da Sexta Trombeta   “ E tocou o sexto anjo a trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a  trombeta: Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates”  (Ap 9.13,14). Quatro anjos caídos são soltos, estando estes preparados para a hora, dia, mês e ano em que deverão matar a terça parte dos homens.
Um exército de duzentos milhões de cavaleiros acompanha estes seres demoníacos. Estes tinham couraças de fogo, e de jacinto e de enxofre; e a cabeça dos cavalos era como cabeça de leão; e de sua boca saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estes três elementos a terça parte dos homens será morta. A linguagem figurativa acima parece indicar uma guerra de grande proporção que deverá ocorrer a partir dos países que estão dalém do rio Eufrates.
“ E os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos para não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das sua feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces”  (Ap 9.20,21).
17. O Livro Trazido do Céu – Passagem de Natureza Parentética João vê um anjo que descia do céu: Vestido de uma nuvem. Por cima de sua cabeça o arco celeste – Símbolo da aliança entre Deus e Noé.
Rosto como o sol, pés, como colunas de fogo. Em sua mão um livrinho aberto. Ele se coloca com o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra. O anjo clamou, sendo então ouvido a voz de sete trovões – João é impedido de escrever o que ouviu pelas vozes dos sete trovões.
O anjo que estava sobre o mar e a terra levanta a mão ao céu jurando por Aquele que vive para todo o sempre, que nos dias da voz do sétimo anjo, “cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos” – A linguagem provavelmente se refere ao estabelecimento do Reino Milenar de Jesus Cristo. É ordenado a João que tomasse o livrinho aberto da mão do anjo. O anjo ordena que ele o comesse. Ao comer era doce como o mel, mas em seu ventre ficou amargo – A linguagem provavelmente se refere ao anúncio das boas novas da salvação, doce como o mel, porém muitas vezes rejeitada pelos povos, nações, línguas e reis a quem ele ainda deveria profetizar.
18. O Templo de Deus e os que Nele Adoram – Passagem de Natureza Parentética Uma cana semelhante a uma vara é dada a João para que ele medisse o templo de Deus, e o altar, e os que nele estivessem adorando. É ordenado que o átrio do lado de fora não fosse medido;  “porque foi dado às nações e pisarão a cidade Santa por quarenta e dois meses”.
Os quarenta e dois meses fazem alusão à segunda metade da grande tribulação. Neste período, o templo de Deus em Jerusalém já terá sido reconstruído. A presença de homens no templo adorando é uma indicação de que muitos judeus já terão se convertido a Jesus neste período. O lado de fora não é medido, indicando que ainda haverá judeus que não se converteram. Estes estarão ainda unidos ao Anticristo que terá ainda domínio sobre Jerusalém até o final da grande tribulação.
19. As Duas Testemunhas – Passagem  de Natureza Parentética Duas testemunhas profetizarão por mil duzentos e sessenta dias – Período dos três anos e meio iniciais da tribulação. Poder para fechar o céu para que não chova nos dias da sua profecia. Esta linguagem faz lembrar o profeta Elias, o que indica que uma das testemunhas tem o ministério semelhante ao de Elias.
Poder sobre as águas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda sorte de pragas. Esta linguagem faz lembrar Moisés, o que indica que a outra testemunha tem o ministério semelhante ao de Moisés. A besta que sobe do abismo (uma linguagem que provavelmente se refere ao Anticristo) matará as duas testemunhas e o seu corpo morto jazerá na cidade de Jerusalém.
A morte das duas testemunhas será noticiada em todas as nações durante três dias e meio, não sendo permitido que os corpos sejam posto em sepulcros. Todos que habitam na terra se regozijarão com a morte das duas testemunhas, mas depois de três dias e meio, ocorrerá a ressurreição destes dois homens, e grande temor virá sobre os que o virem. Neste momento haverá um grande terremoto que provoca a queda da décima parte da cidade e a morte de sete mil homens.  “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá”  (Ap 11.14).
Passagem De  Natureza Parentética 7º Trombeta 1º Ai 2º Ai Resumo das seis primeiras trombetas: Livro trazido do céu. Medida do templo e do altar. As duas testemunhas Morte da terça parte dos homens. Parece ser uma guerra de grandes proporções Demônios do abismo são soltos. 5 meses de tormento. Morte foge dos homens Alterações no céu. Terça parte do sol, lua e estrela afetada A terça parte dos rios é afetada provocando a morte dos homens Perda da terça parte do mar e das criaturas nele existente Perda da terça parte da vegetação 6º Trombeta 5º Trombeta 4º Trombeta 3º Trombeta 2º  Trombeta 1º Trombeta
20. O Toque da Sétima Trombeta   “ E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre”  (Ap 11.15). O toque da sétima trombeta anuncia a vinda do Reino Milenar de Jesus Cristo, este, no entanto, será precedido pelo últimos dias da grande tribulação, quando então os judeus sofrerão grande perseguição. É o “Dia da angústia de Jacó”. A relação é a mesma entre a festa das trombetas (anúncio), expiação (angústia) e tabernáculos (milênio).
Os vinte e quatro anciãos ao redor do trono prostram-se sobre seu rosto e adoram a Deus, dando-lhe graças pelo seu grande poder. O tempo dos juízos mais severos sobre a terra é chegado. No céu, a Arca do concerto, símbolo do governo moral de Deus, o qual não foi respeitado pelos homens, é vista no templo, e sendo assim vê-se relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e grande saraiva – Tempestade iminente.
21. Os Últimos Três Anos e Meio da  Grande Tribulação – A Perseguição a  Israel O Sinal no Céu: Uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. A visão desta mulher remete ao sonho de José, quando o sol, a lua e doze estrelas prostraram-se diante dele. A mulher é, portanto, símbolo da nação de Israel, através de quem veio o Messias para salvar a humanidade (ver Ap 12.2).
Um outro sinal céu é visto – Um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeça sete diademas. O dragão é Satanás. Ap 12.4 relata a sua queda que aconteceu antes da criação do homem, quando então um terço dos anjos, terça parte das “estrelas do céu” na linguagem de Apocalipse, caiu juntamente com Satanás.
“ E o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono”  (Ap 12.4b,5). Desde a queda do homem, quando então a primeira profecia a respeito do Messias foi feita, a tentativa de Satanás é impedir que esta profecia viesse a se cumprir. Para isto, Satanás tentaria exterminar a semente santa, desde Abel até o nascimento de Jesus, quando então ele usa Herodes para matar todos os meninos de dois anos para baixo em Belém e arredores. A tentativa de Satanás, porém foi fracassada, e Jesus triunfou sobre o diabo, o pecado, o mundo e a morte.
“ E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias”  (Ap 12.6). Assim como se cumpriu as profecias quanto a primeira vinda do Messias, também as profecias quanto a sua segunda vinda para reinar em Israel se cumprirão. A tentativa do diabo é então, exterminar a nação de Israel, para que desta forma o Reino Milenar de Jesus Cristo não venha a se cumprir. A linguagem acima já remete então para os três anos e meio finais da grande tribulação, quando então, o povo judeu sofrerá grande perseguição. Deus, no entanto guardará o remanescente de Israel, guardando-os de serem exterminados pelo Anticristo.
“ E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele”  (Ap 12.7-9). É no período da grande tribulação que Satanás e seus anjos serão expulsos das regiões celestiais, numa batalha espiritual comandada pelo arcanjo Miguel, anjo guardião de Israel.
“ E ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite”  (Ap 12.10). Uma voz no céu é ouvida aclamando a chegada do Reino de Deus. O céu é convidado a alegrar-se com a expulsão de Satanás das regiões celestiais e um ai (provavelmente o terceiro ai) é proferido em relação aos habitantes da terra (ver Ap 12.12).
“ E quando o dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o varão. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente”  (Ap 12.13). Tempo, e tempos e metade de um tempo – Refere-se aos três anos e meio finais da grande tribulação. Com a expulsão de Satanás das regiões celestiais a perseguição aos judeus se intensifica. A nação, no entanto é guardada por Deus. Entende-se que esta região desértica é a região onde se situa a Jordânia, antiga região dos moabitas, amonitas e edomitas.
“ E a serpente lançou da sua boca atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. E a terra ajudou a mulher; a terra abriu a boca e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus Cristo”  (Ap 12.15-17). Água como um rio é uma linguagem que se refere a tentativa de Satanás de cumprir o seu propósito de aniquilar completamente com a nação de Israel. “A terra ajudou a mulher”. Esta terminologia parece indicar, que assim como no período do Holocausto Nazista houveram aqueles que deram refúgio aos judeus, assim também neste período de grande perseguição haverão aqueles que darão socorro ao povo de Israel.
23. A Última Expressão do Império Romano – O Governo do Anticristo “ E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio”  (Ap 13.1,2).
O mar – Simboliza as nações – A besta que subiu do mar é um político que surge dentre as nações. É o Anticristo cujo poder nos três anos e meio finais da grande tribulação se intensifica. Sete cabeças, dez chifres e dez diademas – Indica a procedência satânica, já que o dragão possuía sete cabeças com sete diademas e dez chifres. Indica também a unificação de blocos de nações dando poder ao Anticristo. Semelhante ao leopardo, pés como os de urso e boca como de leão – O império do Anticristo traz em si características dos Impérios Greco-Macedônio, Medo-Persa e Babilônico. Rapidez, extensão e poderio.
Característica do Anticristo segundo Ap  13.3-10: Será ferido de morte, porém será curado, o que levará toda a terra a se maravilhar. Terá poder de persuasão e de manipulação das massas. Ele dominará no final por um período de 42 meses. Abrirá a sua boca em blasfêmias contra Deus e tudo o que se refere a Ele. Será lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los. Dominará sobre toda tribo, língua e nação. Será adorado por todos os que habitam na terra, aqueles cujos nomes não estão escrito no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
24.  A Última Expressão do Império Romano – O Falso Profeta “ E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada”  (Ap 13.11,12).
Característica do falso profeta segundo Ap  13.11-17 E vi subir da terra, a terra é uma simbologia das religiões que estarão unificadas neste período. O atual ecumenismo é um preparo para isto. Chifres como de um cordeiro. Os chifres é símbolo de poder. Com o aparecimento do falso profeta tem-se a manifestação da trindade satânica (O dragão, o Anticristo e o falso profeta). Ele exercerá influência para que o Anticristo seja adorado na terra. Fará grandes sinais, “de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens” (Ap 13.13).
Os habitantes da terra serão enganados pelos grandes sinais que lhe será permitido fazer. Através deste engano persuadirá os habitantes da terra a fazerem imagem do Anticristo, sendo que esta, inclusive falará. Todos aqueles que não adorarem a imagem do Anticristo serão perseguidos e mortos.
25. A Última Expressão do Império Romano – O Número da Besta “ E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa”  (Ap 13.16). Toda a humanidade será levada a ter um sinal na mão direita ou na testa. Este sinal identificará o nome ou o número do nome da besta, o Anticristo. Aqueles que não o possuírem não poderão comprar ou vender. O número da besta, é número de homem, sendo este o número 666, uma referência ao fato do homem ter sido criado no sexto dia da criação. Ilustrações: Prenúncios dos acontecimentos.
25. O Cordeiro e os Remidos no Monte Sião “ E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai”  (Ap 14.1). O monte Sião neste versículo é um nome simbólico para o céu (cf. Hb 12.22,23). Os 144000 são vistos no céu estando já na presença de Jesus Cristo depois de terem cumprido sua missão na terra durante o período de tribulação/grande tribulação. Eles resistiram à marca da besta e a perseguição e diante do trono e dos quatro animais e dos anciãos entoam um cântico que somente eles conhecem.
“ E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus”  (Ap 14.5). Características dos 144000 segundo Ap 14.4,5: Não se contaminaram com mulheres – Esta terminologia é indicativo de que não se misturaram a nenhuma outra religião. Seguiram o Cordeiro aonde quer que fosse – Uma terminologia que indica suas vidas de renúncia. Foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro – Uma terminologia que os indica como os primeiros a se converterem no período tribulação/grande tribulação. Na sua boca não se achou engano tendo sido irrepreensíveis.
26. A Proclamação do Evangelho Eterno “ E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua e povo”  (Ap 14.6). Antecedendo os últimos juízos de Deus sobre a terra, três anjos são vistos trazendo as seguintes mensagens de Deus: O primeiro anjo conclama os povos a temerem a Deus, dar-lhe glória e o adorarem,  “porque vinda é a hora do seu juízo”  (Ap 14.6); o segundo anjo anuncia a queda de Babilônia, a grande cidade que levou todas as nações a prostituição. O anúncio indica uma mensagem advertindo os povos e nações em relação ao engano das falsas religiões, camufladas debaixo do ecumenismo; o terceiro anjo adverte quanto ao destino daqueles que adoram a besta .
“ E ouvi uma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem aventurados os mortos, que desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam”  (Ap 14.13). A mensagem seguinte ao anúncio dos três anjos indica que ainda estarão ocorrendo conversões neste período final de grande tribulação.
27. A Ceifa e a Vindima “ E olhei, e eis uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, um semelhante ao Filho do Homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e uma foice aguda”  (Ap 14.14). A terra é vista como que estando madura para a ceifa. Neste momento da grande tribulação estará ocorrendo o agrupamento das nações para a batalha do Armagedon. Um anjo anuncia a vinda da hora de segar, porque já a seara da terra está madura. A linguagem neste ponto se refere a colheita dos gentios para o juízo que se dará na batalha do Armagedon.
Um outro anjo sai do templo também com uma foice aguda. Um anjo que tinha poder sobre o fogo clama para que este lançasse a foice para a vindima dos cachos da vinha, “porque já as suas uvas estão maduras”. A linguagem neste ponto se refere a colheita de judeus também para o juízo na batalha do Armagedon.
“ E o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios”  (Ap 14.19,20). O lagar é uma referência ao local onde se dará a batalha do Armagedon, quando então ocorrerá a morte de uma grande multidão tanto de gentios, quanto de judeus.
7ª Trombeta Anúncio do Reino Milenar Resumo dos acontecimentos com o toque da sétima trombeta: Todas as nações, povos e línguas são levados a adorarem o Anticristo e a receberem a marca da besta Surge o falso profeta através da unificação das religiões O reino do Anticristo ganha força dando espaço para a manifestação do último império – O governo do Anticristo A perseguição aos judeus e àqueles que se convertem a Jesus se intensifica Batalha no céu entre Miguel e seus anjos contra o dragão. Satanás e seus anjos são expulsos das regiões celestiais A fuga da mulher para o deserto –  Perseguição aos judeus O sinal no céu –  A mulher vestida de sol e o dragão vermelho – Histórico da perseguição à nação de Israel por causa do Varão que há de reger as nações Judeus e gentios são reunidos para a batalha do Armagedon O evangelho eterno é proclamado pelos anjos. Anuncia-se a queda de Babilônia Os 144000 são vistos no céu
28. Os Sete Anjos com as Últimas Pragas e os Salvos da Grande Tribulação “ E vi outro grande e admirável sinal no céu: Sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumida a ira de Deus”  (Ap 15.1). João vê os sete anjos  com as sete últimas pragas a serem derramadas sobre a terra.
Ele vê os salvos do período final da grande tribulação. Aqueles que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome. Estes estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus. Eles entoavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. Depois disto os sete anjos com as sete pragas saem do templo vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos com cintos de ouro pelo peito. As vestes de linho são símbolo de pureza, justiça, e os cintos de ouro símbolos do Reino de Jesus Cristo. Um dos quatro animais dá aos sete anjos sete taças cheias da ira de Deus.
29. As Sete Taças da Ira de Deus “ E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus”  (Ap 16.1). A primeira taça – Uma chaga má e maligna cai sobre os homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem. A segunda taça – É derramada sobre o mar que se torna em sangue ocorrendo a morte de toda alma vivente. A terceira taça – Derramada sobre os rios e fontes de águas que se tornam em sangue.
“ E ouvi o anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que era, e santo és, porque julgastes estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste sangue a beber; porque disto são merecedores”  (Ap 16.6,7). A quarta taça – É derramado sobre o sol, e os homens são abrasados com fogo, e grandes calores. Os homens blasfemam o nome de Deus e não se arrependem para lhe darem glória. A quinta taça – É derramada sobre o trono da besta e o seu reino se faz tenebroso. Os homens mordem a língua de dor. Mais uma vez blasfemam o nome de Deus e não se arrependem das suas obras.
“ E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo Poderoso”  (Ap 16.13,14). A sexta taça – É derramada sobre o rio Eufrates levando a sua água a secar preparando o caminho dos reis do Oriente. Três espíritos demoníacos saem da boca do dragão (Satanás), do Anticristo e do falso profeta induzindo os reis de toda terra para a batalha do Armagedon onde o Anticristo tentará exterminar definitivamente a nação de Israel. O anti-semitismo hoje é um preparo para este momento. Ouve-se um anúncio quanto a vinda de Jesus que já estará bem próxima. Ele a compara a vinda do ladrão, exortando todos à vigilância.
“ E o sétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito!”  (Ap 16.17). A sétima taça – É derramada no ar. Vozes, trovões e relâmpagos são vistos. Ocorre um grande terremoto ocorrendo a queda da grande cidade, provavelmente Jerusalém, também as cidades das nações caem e Deus se lembra da grande Babilônia para que ela também beba do cálice do vinho da sua ira.  Uma grande saraiva cai sobre os homens, e também pedras do peso de um talento. Os homens blasfemam de Deus por causa da praga da saraiva que é mui grande.
Passagem De  Natureza Parentética João vê os sete anjos com as últimas pragas, os salvos do período final da GT, os sete anjos saindo do templo. Resumo das sete taças: Grande terremoto e saraiva sobre os homens. Deus se lembra da grande Babilônia O rio Eufrates se seca. Os reis da terra se congregam para a batalha do Armagedon O reino do Anticristo se torna tenebroso. Os homens mordem a língua de dor Efeitos sobre o sol fazendo os homens se abrasarem Rios e fontes torna-se em sangue Mar torna-se em sangue – Morte de toda criatura Chaga maligna sobre os homens que tem o sinal da besta 7ª Taça 6ª Taça 5ª Taça 4ª Taça 3ª Taça 2ª Taça 1ª Taça
30. A Queda de Babilônia “ E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo–me: Vem, e mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas”  (Ap 17.1). Característica da grande prostituta que possibilitam a sua identificação: Esta assentada sobre muitas águas – As águas é símbolo das nações, povos e língua. Isto significa que ela tem lugar em todas as nações. Com ela os reis da terra se prostituíram e embebedaram-se com o vinho da sua prostituição. Essa linguagem remete para as alianças feitas entre os papas e os governantes das nações, quando então grandes proporções de terra eram cedidos a igreja católica em troca de favores do vaticano.
“ E na sua testa, estava escrito o nome:  MISTÉRIO, A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA ”  (Ap 17.5). Característica da grande prostituta que possibilitam a sua identificação: João é levado em espírito a um deserto e a vê assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nome de blasfêmia e tem sete cabeças e dez chifres. Esta besta é o Anticristo. No tempo da grande tribulação este sistema de religião estará ligado ao reino do Anticristo provavelmente através do falso profeta. Prostituição remete a todos os ensinos, dogmas e doutrinas contrárias a Palavra de Deus que foram por ela ensinadas.
A mulher está vestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas e perola. Ela tem na sua mão um cálice de ouro cheio de abominações e imundícia da sua prostituição.  A púrpura é símbolo de realeza e a escarlata símbolo de sangue. É uma igreja riquíssima.  O cálice de ouro cheio de abominações e imundícia da sua prostituição são os ensinos anti-bíblicos que foram por ela ensinados entre todas as nações.
“ E vi que a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração”  (Ap 17.6). João se maravilha por ver que a igreja romana, que anteriormente fora fiel a Deus, se tornara uma prostituta, embriagada com o sangue dos santos. Este versículo remete para o período dos anos 500 a 1500 quando então a igreja católica mandou matar todos aqueles que se levantavam contra ela, os santos que deram testemunho à verdade da Palavra de Deus.
No versículo 9, o anjo revela a João que as sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. Entende-se que este sete montes refere-se a Roma que originalmente foi edificada sobre sete montes.  Os sete montes de Roma. Em amarelo: Capitoline, Quirinale, Viminale, Palatino, Esquilino, Celio e Aventine
“ E o anjo me disse: Porque te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres”  (Ap 17.7). Os versículos 7 ao 13 são ainda de difícil interpretação. Eles mostram como ocorrerá a restauração do futuro Império Romano que surgirá sob o governo do Anticristo: Algumas possíveis interpretações: A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição (v 8). Provavelmente o anjo se refere ao Império Romano, que existiu; hoje, porém já não mais existe; no entanto, no futuro aparecerá novamente sob o governo do Anticristo , mas este terá também o seu fim. Todos os que habitam na terra admirarão vendo a besta que era e já não é, mas que virá.
“ E os dez chifres que vistes são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta”  (Ap 17.12). E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo (v. 10). Provavelmente se refere aos cinco impérios que existiram antes do Império Romano: o Greco-Macedônio, o Medo-Persa, o Babilônico, o Assírico, o Egípcio. Estes na época de João já haviam caído, o que existia era o romano, o outro que ainda não tinha vindo é o futuro Império Romano restaurado sob o governo do Anticristo.
E a besta, que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição (v. 11). Também é uma referência ao Império Romano que existiu, hoje já não existe mais. A partir da sua restauração que deve ocorrer pela confederação de sete nações, surgirá o Anticristo, ele será o oitavo, vindo dentre os sete. Os versículos 12 e 13 mostra este futuro reino do Anticristo constituído de dez reis que entregarão seu poder e autoridade à besta.
“ E os dez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne e a queimarão no fogo”  (Ap 17.16). Inicialmente o Anticristo estará ligado ao enganoso sistema de religião representado pela mulher montada na besta. Parece que no final da grande tribulação, para dar lugar ao culto de adoração à besta, ocorrerá um rompimento e o governo no Anticristo destruirá as instituições da prostituta. Ap 17.14 mostra o governo do Anticristo se levantando contra Jesus Cristo, “o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis”.
31. A Queda da Babilônia Comercial E depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgio de toda ave imunda e aborrecível!”  (Ap 18.1,2). O capítulo 18 já não trata mais da Babilônia religiosa, o falso sistema de religião que predominará no governo do Anticristo. Sugerem os estudiosos que trata realmente da cidade de Babilônia que estará reconstruída, provavelmente onde é hoje o Iraque. Esta cidade terá importância política, comercial e religiosa no período da grande tribulação. A sua queda provocará grandes lamentações sobre a terra.
32. Alegria e Triunfo no Céu “ E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos”  (Ap 19.1,2).
Com a queda da Babilônia completa-se os juízos de Deus sobre a terra. Ouve-se alegria e triunfo no céu por parte de todos os seus habitantes, onde é reconhecido que verdadeiramente, o Senhor, Deus Todo-Poderoso reina. O céu se regozija também pela vinda das bodas do Cordeiro, tendo a sua esposa já se aprontado (ver Ap 19.7-9). Diante destas visões João lança-se aos pés do anjo para lhe adorar, mas o anjo lhe diz para não fazer tal, antes adorar somente a Deus.
33. A Volta de Jesus com Poder e Grande Glória “ E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus”  (Ap 19.11,12).
João vê o retorno de Jesus, seguindo-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestido de linho fino, branco e puro. A linguagem contrapõe o aparecimento do Anticristo que foi seguido por cavalo vermelho, preto e amarelo, símbolo de guerra, fome e morte. No caso de Jesus é o oposto. São cavalos brancos que o seguem, uma simbologia da paz permanente em seu reinado. O linho fino branco e puro é símbolo do governo de justiça sob o qual estará a terra, no Reino Milenar de Jesus Cristo.
“ E da sua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: “Rei do reis e Senhor dos senhores”  (Ap 19.15,16). Em seu retorno, Jesus segue para o local onde estará ocorrendo a batalha do Armagedon, e ali Ele salvará a nação de Israel. O Anticristo será preso, e com ele o falso profeta. Os dois serão lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre.
Nesta batalha muita gente morrerá, daí se dizer que as aves se fartarão da carne dos reis, e dos tribunos e dos fortes, e de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. Um anjo desce do céu com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. Satanás é preso por mil anos.
“ E vi tronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos”  (Ap 20.4). O Reino Milenar é precedido pelo julgamento das nações, dando a elas o direito ou não de entrarem no Reino de Jesus Cristo.
Todos aqueles que morreram em Cristo durante o período dos sete anos de tribulação ressuscitarão para reinarem com Cristo na terra. Os demais mortos não revivem até que os mil anos se acabem. Depois de mil anos de Cristo, Satanás será solto e lhe será permitido enganar as nações nos quatro cantos da terra. Fogo desce do céu e o diabo é então lançado definitivamente no lago de fogo e enxofre onde está o falso profeta e o Anticristo.
34. O Juízo Final “ E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles”  (Ap 20.11). Após Satanás ser lançado definitivamente no lago de fogo e enxofre ocorrerá o juízo do trono branco. A linguagem indica que Deus age com justiça, e que diante de sua justiça nem a terra e o céu poderiam subsistir.
Também é importante perceber que não se vê aqui o Cordeiro no trono, o que indica que não haverá mais tempo para salvação. Vários livros são abertos e os mortos são julgados segundo a suas obras. O livro da vida é aberto confirmando a ausência daquela pessoa no mesmo. A morte, o inferno e aquele que não foi achado escrito no livro da vida é lançado no lago de fogo.
35. O Novo Céu e a Nova Terra “ E vi novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”  (Ap 21.1). O céu aqui equivale ao espaço sideral onde foi permitido que Satanás e as hostes espirituais da maldade atuassem. Com o julgamento da terra, céu e terra tem agora um novo começo que adentra a eternidade.
João vê também a Santa Cidade, a nova Jerusalém que de Deus descia do céu. Nesta Santa Cidade habitarão todos os salvos por toda a eternidade, e Deus com eles, ali habitará. Esta linguagem indica a plena comunhão que haverá entre Deus e o seu povo. Ali não haverá mais morte, toda lágrima será enxuta, não haverá pranto, nem clamor. Estarão de fora os tímidos, os incrédulos, os abomináveis, os homicidas, os fornicadores, os feiticeiros, os idólatras, os mentirosos.
36. A Nova Jerusalém “ E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu”  (Ap 21.10). A Nova Jerusalém: Nela se vê a glória de Deus. Possui doze portas, nas portas doze anjos, e escrito sobre ela o nome das doze tribos de Israel. Esta linguagem indica que o livre arbitro foi dado tanto aos anjos quanto aos homens. Estarão com Deus, aqueles que escolheram estar com Ele, seja anjos ou seja homens. O número doze indica a plenitude de salvação para todos que escolheram adentrar pela porta da vida.
O muro da cidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro – A linguagem indica que estarão ali presentes aqueles que não adulteraram a Palavra de Deus, mas a pregaram baseado no fundamento dos apóstolos de Jesus Cristo. A cidade era quadrada. Comprimento, largura e altura iguais. Indica a sua perfeição. Nela não se vê templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. Não necessita de sol, nem de lua, porque a glória de Deus é que a alumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
As nações andarão a sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória. João vê também um rio puro da água que procede do trono de Deus e do Cordeiro. Ele vê a árvore da vida, que produz doze frutos, dando fruto de mês em mês para saúde das nações. Nela não haverá maldição. Ali estará o trono de Deus e do Cordeiro a quem seus servos servirão.
37. Admoestações e Promessas Finais “ Eis que presto venho. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”  (Ap 22.7). O livro termina convidando aqueles que fazem justiça a fazerem justiça ainda, enquanto que os injustos a cada vez seguem sujando-se mais. Jesus adverte quanto a brevidade da sua vinda, sendo que seu galardão está com Ele está para dar a cada um segundo a sua obra.
Os cães, os feiticeiros, os que se prostituem, os homicidas, os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira estarão de fora. Uma advertência quanto a não acrescentar ou tirar alguma coisa a esta profecia é feita, pois sendo assim as pragas que estão nele escrito virão sobre aquele que assim proceder.

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  • 1.
    Daniel e ApocalipseElaboração: Magda Narciso Leite
  • 2.
    Introdução Autenticidade dosLivros Atestada pelo Próprio Senhor Jesus Cristo Mt 24.15: “Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, que entenda)”. Ap 22.16: “Eu, Jesus, enviei o meu anjo, para vos testificar estas coisas nas igrejas. Eu sou a Raiz e a Geração de Davi, a resplandecente Estrela da manhã”.
  • 3.
    Paralelismo entre osDois Livros Daniel ocupa-se dos “tempos dos gentios” Apocalipse salienta a “plenitude dos gentios” A expressão “tempo dos gentios” tem aspecto político mundial, referindo-se ao tempo em que os gentios têm supremacia sobre Israel, o que começou com o exílio babilônico dos judeus em 606 a.C. A expressão “plenitude dos gentios” tem aspecto espiritual, destacando a supremacia celestial da igreja triunfando sobre o mal e por fim reinando com O Senhor, como pode ser visto no livro de Apocalipse.
  • 4.
    O LIVRO DEDANIEL
  • 5.
    1. Considerações PreliminaresDaniel: Levado para Babilônia como cativo, na primeira leva de exilados de Judá, em 606 a.C. quando tinha entre 14 e 16 anos de idade. Atravessou o reinado de todos os reis babilônicos, exceto o primeiro deles, Nabopolassar, pai de Nabucodonosor, fundador do Neo-Império Babilônico. Chegou até o Império Persa sob Ciro em 536 a.C (Dn 6.28; 10.1). Prestou cerca de setenta e dois anos de abnegados serviços a Deus e ao próximo.
  • 6.
    Época e Localdo Livro: Escrito em 606-534 a.C., durante o exílio do povo de Deus em Babilônia. Escrito na Babilônia, capital do Império. Susã, a capital de Ciro, no Elão, é mencionada no livro, mas numa visão de Daniel.
  • 7.
    Divisão do Livro:Parte Histórica – Capítulos 1 a 6. Uma espécie de biografia de Daniel, havendo o elemento profético, especialmente no capítulo 2. Parte Profética – Capítulos 7 a 12 – Visão geral e pormenorizada dos últimos impérios mundiais, do tempo dos gentios, os quais serão sucedidos pelo Reino de Jesus Cristo. Tema do Livro: Deus revela o profundo e o escondido e governa o reino dos homens.
  • 8.
    2. Daniel eSeus Companheiros “ No ano terceiro do reinado de Jeoaquim, rei de Judá...” (Dn 1.1). O rei Josias (639-609 a.C.) – Foi morto em Megido, por Faraó-Neco, rei do Egito (2 Cr 35.22; 2 Rs 23.29,30). Depois de sua morte, seus filhos reinaram em seu lugar na seguinte seqüência: Rei Joacaz (609 a.C.) – Reinou apenas três meses, sendo deposto por Faraó-Neco e levado cativo para o Egito, onde morreu. Faraó-Neco pôs em seu lugar seu irmão Eliaquim, mudando-lhe o nome para Jeoaquim (2 Rs 23.31-35; 2 Cr 36.1-4).
  • 9.
    Rei Jeoaquim, filhode Josias (609-597 a.C.) – Após três anos de servidão ao Egito, rebelou-se contra Faraó-Neco. Foi no terceiro ano de seu reinado que Nabucodonossor veio contra ele. Reinou 11 anos (2 Rs 24.1-6; 2 Cr 36.5-8). Neste tempo, o reino de Judá saiu do jugo do Egito para ficar debaixo do jugo da Babilônia. Rei Joaquim, filho de Jeoaquim (597 a.C.) – Reinou três meses (2 Rs 24.8; 2 Cr 36.9). É chamado Jeconias (Jr 27.20) ou Conias (Jr 37.1). Foi preso por Nabucodonossor e levado para a Babilônia. Nabucodonossor colocou então como rei vassalo, Matanias, filho de Josias, a quem chamou Zedequias (2 Rs 24.17; 2 Cr 36.10,11).
  • 10.
    Rei Zedequias (597-587a.C.) – Reinou 11 anos, quando então Nabucodonossor o levou algemado para Babilônia, onde morreu. Foi o último rei da descendência de Davi a reinar em Judá. A primeira leva de cativos de Judá levados para a Babilônia ocorreu durante o terceiro ano do reinado de Jeoaquim. Entre os cativos, encontrava-se Daniel e seus companheiros. É neste ponto que começa a contagem dos setenta anos de cativeiro de Judá, conforme profetizado pelo profeta Jeremias (cf. Jr 25.11).
  • 11.
    Foram transportados deJudá para a Babilônia: O rei Jeoaquim. Os utensílios da Casa de Deus, os quais foram colocados na casa do “deus Bel”, a principal divindade dos babilônicos. A nata da nação israelita, inclusive os membros da casa real.
  • 12.
    Daniel e seusCompanheiros, Ananias, Misael e Azarias, no Palácio Real: As exigências do rei quanto aos filhos de Israel que deveriam ser ensinados nas letras e na língua dos caldeus. Deveriam ser jovens, da linhagem real e dos nobres. Dentre as qualidades físicas não deveriam ter nenhum defeito físico, ou seja, ser formosos de aparência. Deveriam ter qualidades intelectuais. Deveriam ter qualidades sociais (habilidade para viver no palácio).
  • 13.
    O tratamento queos filhos de Israel deveriam receber no palácio real: Deveriam, durante três anos, receber da porção do manjar do rei e do vinho que ele bebia. Essas iguarias eram oferecidas cerimonialmente aos ídolos, antes de serem servidas. Deveriam ter seus nomes mudados. Assim, Daniel, Hananias, Misael e Azarias tiveram seus nomes mudados para Beltessazar, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego.
  • 14.
    A mudança donome visava fazer com que estes jovens esquecessem e renunciassem a seu Deus, seu povo, sua pátria e sua religião. Em suma, esquecessem-se de suas identidade judaica e de suas raízes. Daniel – Deus é meu Juiz – Beltessazar – Bel te proteja. Hananias – Jeová é gracioso – Sadraque – Ordem de Aku (a deusa lua dos babilônios). Misael – Quem é igual a Deus – Mesaque – Quem é como Aku. Azarias – Deus é meu ajudador – Abede-Nego – Servo de Nego Ou Nebo.
  • 15.
    A perseverança deDaniel em não contaminar-se: Daniel firmemente decide não se contaminar com a porção do manjar do rei e assim ele pede ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar. O chefe dos eunucos teme, já que a concessão do pedido poderia prejudicar a aparência dos jovens. Daniel pede ao despenseiro que eles fossem experimentados durante dez dias comendo legumes e bebendo água. Quando foram os jovens trazidos diante do rei Nabucodonossor, não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias e por isso eles permaneceram diante do rei.
  • 16.
    3. Os QuatroÚltimos Impérios Mundiais “ E no segundo ano do reinado de Nabucodonossor, teve Nabucodonossor uns sonhos...” (Dn 2.1). O rei manda chamar os magos, os astrólogos e os encantadores, e os caldeus, para que declarassem ao rei qual teria sido o sonho e a sua interpretação. Os magos não puderam revelar o sonho e nem a sua interpretação.
  • 17.
    Nabucodonossor se irritadiante da impotência de seus servidores e ordena que se matassem todos os sábios da Babilônia. Tal ordenança atingiria também Daniel e seus amigos. Daniel pede que se lhe desse tempo para que pudesse dar a interpretação. Ele faz saber o caso a seus amigos e juntos eles buscam a misericórdia de Deus para que lhes fosse revelado o segredo. Deus concede a Daniel a revelação do sonho de Nabucodonossor. Daniel, em gratidão a Deus louva ao Senhor engrandecendo o seu Santo Nome.
  • 18.
    “ Por isso,Daniel foi ter com Arioque, ao qual o rei tinha constituído para matar os sábios da Babilônia...” (Dn 2.24). Daniel pede que ele fosse introduzido na presença do rei para que ele desse ao rei a interpretação do sonho. O rei pergunta a Daniel se ele poderia interpretar o sonho. Daniel não se engrandece diante do rei, mas engrandece o “Deus dos céus”. Ele fala ao rei que Deus dera a Nabucodonossor, através do sonho, o conhecimento do que há de ser no fim dos dias.
  • 19.
    Daniel descreve fielmenteo sonho a Nabucodonossor e em seguida ele lhe dá a interpretação. Na enorme estátua do sonho do rei, está predita a história das nações começando por Babilônia e Nabucodonossor até a vinda de Jesus.
  • 20.
    “ A cabeçadaquela estátua era de ouro fino; o seu peito e os seus braços, de prata; o seu ventre e as suas coxas, de cobre; as pernas, de ferro; os seus pés, em parte de ferro e em parte de barro. Estavas vendo isso, quando uma Pedra foi cortada, sem mão, a qual feriu a estátua nos pés de ferro e de barro e os esmiuçou. Então, foi juntamente esmiuçado o ferro, o barro, o cobre, a prata e o ouro, os quais se fizeram como a pragana das eiras no estio,e o vento os levou, e não se achou lugar algum para eles; mas a Pedra que feriu a estátua se fez um grande monte e encheu toda a terra” (Dn 2.32-35).
  • 21.
    A interpretação dosonho: A cabeça de ouro – Simboliza o Império Babilônico. O peito e os braços de prata – Simbolizam o Império Medo-Persa. O ventre e os quadris de bronze – Simbolizam o Império Greco-Macedônio. As pernas de ferro – Simbolizam o Império Romano. Os pés parte de ferro e parte de barro – Simbolizam o Império Romano restaurado dos tempos finais.
  • 22.
    Particulares da interpretaçãodo sonho: Ouro, prata, bronze, ferro – A seqüência indica perdas de valores. O mundo não melhorará, nem politicamente, nem moralmente. Representa a degeneração da raça humana alienada de Deus. Cabeça, peito e dois braços, ventre, duas pernas – Indicam a extensão territorial e duração de cada império. Os pés em parte de ferro e em parte de barro – O ferro indica a continuidade do Império Romano. Os dez dedos são dez reis como forma ou expressão final do Império Romano quando este estiver totalmente restaurado. O ferro simboliza um governo ditatorial, totalitário; o barro simboliza o governo do povo, democrático. Os dois não se misturam, no entanto a presença dos dois demonstram um governo ditatorial camuflado em forma de democracia.
  • 23.
    “ Mas, nosdias desses reis, o Deus do céu levantará um reino que não será jamais destruído; e esse reino não passará a outro povo; esmiuçará e consumirá todos esses reinos e será estabelecido para sempre. Da maneira como viste que do monte foi cortada uma pedra, sem mãos, e ela esmiuçou o ferro, o cobre, o barro, a prata e o ouro, o Deus grande fez saber ao rei o que há de ser depois disso; e certo é o sonho, e fiel a sua interpretação” (Dn 2.44,45).
  • 24.
    Particulares acerca doestabelecimento do Reino de Jesus Cristo na terra: O Reino será implantado sem intervenção humana. Sua conquista não será efetuada por armas carnais. Ele deverá suceder o último império mundial que corresponde ao império do Anticristo governando o Império Romano restaurado. Nenhuma das formas de governo representadas pelo ouro, prata, bronze, ferro e barro correspondem à forma de governo de Jesus Cristo. Todos estes materiais foram esmiuçados e levados pelo vento não se achando lugar para eles. O Monte que se formou e encheu toda a terra corresponde ao período do Reino Milenar de Jesus Cristo.
  • 25.
    Conseqüências da interpretaçãodo sonho: O rei Nabucodonossor cai sobre seu rosto para prestar honra a Daniel e ordena que lhe fizessem ofertas. O rei reconhece que o Deus de Daniel é o Deus dos deuses e o Senhor dos reis. O rei engrandece Daniel colocando-o por governador de toda a província de Babilônia como também por principal governador de todos os sábios de Babilônia. Daniel pede ao rei que constituísse Sadraque, Mesaque e Abede-Nego sobre os negócios da província.
  • 26.
    Prenúncios do futuroImpério Romano restaurado conforme revelado no sonho: Hoje, a sonhada União Européia (EU), uma comunidade internacional de nações já é uma realidade concreta. A EU tem parlamento conjunto, mercado comum, moeda e pavilhão únicos. Tudo começou em 1957, em Roma, a antiga capital do Império Romano, quando foi criado o Mercado Comum Europeu (MCE), cuja sede foi mais tarde transferida para Bruxelas, na Bélgica. O palco para o surgimento do Anticristo e seu governo já está armado.
  • 27.
    4. A Fornalhade Fogo Ardente “ O Rei Nabucodonossor fez uma estátua de ouro, cuja altura era de sessenta côvados, e a sua largura, de seis côvados; levantou-a no campo de Dura, na província de Babilônia...” (Dn 3.1). Nabucodonossor ergue uma estátua de 29 metros. Os números em côvados, sendo todos à base de seis simbolizam o homem e a vaidade humana.
  • 28.
    A estátua foilevantada em Dura. O arqueólogo Oppert que fez escavações nas ruínas de Babilônia em 1854 achou o pedestal de uma colossal estátua, num lugar chamado Duair. Pode ser que correspondam aos restos da estátua citada no texto. A partir da consagração da estátua é ordenado que todos os povos, nações, gentes, povos e línguas, ao som da buzina, do pífaro, da harpa, da sambuca, do saltério, da gaita de foles e de toda sorte de música se prostrassem diante da estátua.
  • 29.
    Tem-se na ordemde adoração à imagem do rei uma tentativa de uma religião mundial, uma figura do que está para vir, quando então todos os povos adorarão a imagem da besta (cf. Ap 13.8). Tem-se também na ordenança do rei a evidência quanto ao contra-senso do rei: Reconhece o Deus único e verdadeiro, porém não se submete ao seu senhorio.
  • 30.
    Os jovens hebreusnão se prostram diante da imagem, e assim eles são denunciados diante do rei Nabucodonossor. Como a ordenança quanto a adoração à imagem era feita sob ameaça de morte, os jovens deveriam ser lançados dentro da fornalha de fogo ardente. Nabucodonossor tenta persuadi-los a se prostrarem diante da estátua, os jovens, porém permanecem fiéis a sua fé no único Deus verdadeiro, independentes das conseqüências que lhes viessem.
  • 31.
    Nabucodonossor manda quea fornalha fosse aquecida sete vezes mais e que Sadraque, Mesaque, Abede-Nego fossem atados com suas capas, seus calções, seus chapéus, suas vestes e fossem lançados dentro do forno de fogo ardente. O rei se espanta ao ver quatro homens soltos que andavam passeando dentro do fogo, não havendo nenhuma lesão neles, e ao identificar o quarto Homem, ele o identifica como sendo “o Filho de Deus”: “E o aspecto do quarto é semelhante ao filho dos deuses” (Dn 3.25).
  • 32.
    Um decreto ébaixado pelo rei declarando que qualquer que dissesse uma blasfêmia contra o Deus de Sadraque, Mesaque, e Abedenego, seria despedaçado e suas casas feitas em monturo. Os três jovens hebreus podem ser vistos como que representando o remanescente fiel de Israel no período da grande tribulação.
  • 33.
    “ Responderam Sadraque,Mesaque e Abede-Nego e disseram ao rei Nabucodonossor: Não necessitamos de te responder sobre este negócio. Eis que o nosso Deus, a quem nós servimos, é que nos pode livrar, ele nos livrará do forno de fogo ardente e da tua mão ó rei. E, se não, fica sabendo, ó rei, que não serviremos a teus deuses nem adoraremos a estátua de ouro que levantastes” (Dn 3.17,18).
  • 34.
    5. O Orgulhodo Rei é Castigado “ Nabucodonossor, rei, a todos os povos, nações e línguas que moram em toda a terra: Paz vos seja multiplicada” (Dn 4.1). O capítulo 4 inicia-se com o reconhecimento do rei Nabucodonossor quanto a grandeza de Deus e seu domínio sobre todos os reinos. Mais uma vez o rei tem um sonho que perturba a sua mente. Os magos, os astrólogos, os caldeus, os adivinhadores são levados perante o rei, mas não podem dar-lhe a interpretação do sonho.
  • 35.
    “ Mas, porfim, entrou na minha presença Daniel, cujo nome é Beltessazar, segundo o nome do meu deus, e no qual há o espírito dos deuses santos; e eu contei o sonho diante dele” (Dn 4.8). Nabucodonossor descreve o sonho onde ele vê uma árvore no meio da terra, grande em altura, de folhagem formosa, fruto abundante, que servia de sombra para os animais e morada para as aves. Por fim, um vigia, um santo, descia do céu e ordena que os ramos da árvore fossem cortados, suas folhas sacudidas, seu fruto espalhado, e os animais de debaixo dela e as aves afugentados.
  • 36.
    O campo eas raízes deveriam ser deixados na terra, com cadeias de ferro e de bronze, na erva do campo, molhado do orvalho do céu, e a sua porção com os animais na grama da terra. De coração de homem deveria lhe ser dado coração de animal até que sobre ele se passasse sete tempos (refere-se a sete estações, portanto sete anos).
  • 37.
    Daniel mostra aNabucodonossor que aquela árvore simbolizava ele próprio, e que ele seria tirado de entre os homens, passando sua morada a ser com os animais. Daniel aconselha o rei a se desfazer de seus pecados, usando de misericórdia com os pobres. Nabucodonossor não dá ouvidos e depois de doze meses, sua altivez e orgulho é abatido por Deus.
  • 38.
    Nabucodonossor vem ater uma doença caracterizada pela insanidade mental. Cientificamente esta doença é chamada de lecantropia, onde o homem se identifica com um animal. Ele comia erva como os bois, seu corpo foi molhado do orvalho do céu, cresceu pêlo, como as penas da águia, e suas unhas como as das aves.
  • 39.
    “ Agora, pois,eu, Nabucodonossor, louvo e exalço, e glorifico ao Rei dos céus; porque todas as suas obras são verdades; e os seus caminhos, juízo, e pode humilhar aos que andam na soberba” (Dn 4.37). No tempo determinado por Deus, quando Nabucodonossor reconhece a soberania de Deus, ele é restaurado e restabelecido ao seu trono.
  • 40.
    6. A Quedado Primeiro Império Mundial “ Peso do deserto do mar. Como os tufões de vento Sul, que tudo assolam, ele virá do deserto, da terra horrível. Visão dura se me manifesta: O pérfido trata perfidamente, e o destruidor anda destruindo. Sobe, ó Elão, sitia ó medo, que já fiz cessar todo o seu gemido” (Is 21.1,2). Profecia da queda de Babilônia proferida por Isaías cerca de 150 anos antes. A menção do Elão e da Média aponta para a conquista de Babilônia por Ciro.
  • 41.
    No período descritono capítulo 5, Daniel já tinha mais de oitenta anos de idade. Há entre os capítulos 4 e 5 de Daniel, mais de 30 anos. O exército de Ciro, rei da Pérsia já sitiava Babilônia cerca de dois anos. Babilônia, dentro de seus muros estava preparada para resistir ao sítio por mais prolongado que fosse, mas no fim do segundo ano do cerco, a cidade considerada invencível, foi tomada. Ruínas do palácio de Nabucodonosor (século VI antes de Cristo), na Babilônia / Grande Enciclopédia Larousse Cultural , 1998,  Ed. Nova Cultural Ltda./Folha de S.P., S.Paulo/SP.
  • 42.
    “ O reiBelsazar deu um grande banquete a mil dos seus grandes e bebeu vinho na presença dos mil. Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os utensílios de ouro e de prata que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus grandes e as suas mulheres e concubinas” (Dn 5.1,2). O rei Belsazar – Era co-regente com seu pai Nabonido, daí a frase “terceiro dominador” em Dn 5.7.
  • 43.
    Belsazar era narealidade filho de Nabonido e neto de Nabucodonossor. O aramaico não tem vocábulo para avô. A presença dos três reis no Império Babilônico já havia sido profetizado por Jeremias: “ E todas as nações servirão a ele, e a seu filho, e ao filho de seu filho, até que também venha o tempo da sua própria terra, quando muitas nações e grandes reis se servirão dele” (Jr 27.7).
  • 44.
    “ Então, trouxeramos utensílios de ouro, que foram tirados do templo da Casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus grandes, as suas mulheres e suas concubinas” (Dn 5.3). O rei Belsazar promove uma festa ímpia onde os tesouros da casa de Deus são profanados perante os seus deuses. Na mesma hora, aparecem uns dedos de mão de homem que escrevia defronte do castiçal, na parede do palácio real...
  • 45.
    O rei seassusta perante aquela visão. Os astrólogos, os caldeus, os adivinhadores são levados diante do rei, mas não puderam discernir a escritura nem fazer saber ao rei a sua interpretação. A rainha faz menção de Daniel e dos fatos do passado e assim, Daniel é introduzido na presença do rei para interpretar a visão com a promessa de receber honrarias. Daniel, porém recusa-se a receber os presentes.
  • 46.
    “ Esta, pois,é a escritura que se escreveu: Mene, Mene, Tequel e Parsim” (Dn 5.25). Com autoridade, Daniel expõe ao rei sua situação espiritual, sua arrogância, altivez e impiedade. Daniel denuncia também o uso indevido dos vasos do templo de Deus. Daniel dá ao rei a interpretação da Escritura mostrando que o Império Babilônico fora contado e pesado na balança.
  • 47.
    Como este foiachado em falta, Deus permitiria então a divisão do reino. Na história este fato se cumpriu literalmente. Os medos e os persas formaram uma coalizão para derrotar Babilônia. A Média lutou sob Dario, e a Pérsia sob Ciro. Xenofonte, historiador grego diz que os matadores de Belsazar foram Gobrias e Gadatas.
  • 48.
    Mene: Contou Deuso teu reino e deu cabo dele - Isto é, Deus contou o número de dias do reino de Babilônia e o destruiu. Tequel: Pesado foste na balança e achado em falta - Diante da justiça divina esse reino não teve qualquer peso de retidão, de virtudes e qualidades agradáveis a Deus. Peres ou parsim ou ufarsim: Dividido - Deus permitiria a invasão e o Império Babilônico cairia sob os medos e os persas.
  • 49.
    7. Daniel naCova dos Leões “ E pareceu bem a Dario constituir sobre o reino a cento e vinte presidentes que estivessem sobre todo o reino; e sobre eles três príncipes, dos quais Daniel era um, aos quais esses presidentes dessem conta, para que o rei não sofresse dano” (Dn 6.1,2). Os medos – No princípio de sua história eram mais poderosos do que os persas. São povos oriundos, originalmente de Madai (Gn 10.2).
  • 50.
    Os povos daMédia chamaram-se a si mesmo posteriormente, airiana, palavra que significa nobre. De airiana, vem a moderna palavra Irã, nome pelo qual se chama hoje parte daquela região da antiga Pérsia. Após a queda da Assíria em 612 a.C. os medos passaram a controlar todo o norte da Mesopotâmia. Cambises, o grande rei dos persas, casou com a filha de Astíages, rei dos medos. Desse casamento nasceu Ciro que tomou de assalto a cidade de Babilônia. Dario, o medo governa a Babilônia (na realidade ele era um vice-rei), enquanto Ciro completava suas conquistas no Norte e no Oeste por uns dois anos.
  • 51.
    “ Então, ospríncipes e o presidentes procuravam achar ocasião contra Daniel a respeito do reino; mas não podiam achar ocasião ou culpa alguma; porque ele era fiel, e não se achava nele nenhum vício nem culpa” (Dn 6.4). Daniel se distingue dos demais presidentes e sátrapas, porque nele havia um espírito excelente. Estes homens armam um plano para matar Daniel.
  • 52.
    O plano delesseria executado através da vaidade do rei. Assim, eles propõe que por um espaço de trinta dias, nenhuma petição a qualquer deus ou qualquer homem deveria ser feita, senão ao rei. Aquele que transgredisse a lei deveria ser lançado na cova dos leões. Daniel não se intimida com a escritura assinada e continua sua rotina de oração. Ele orava três vezes por dia de joelhos, onde havia janelas abertas do lado de Jerusalém, a cidade que Deus escolhera para ali por o seu Nome. Os acusadores aproveitam-se da situação para acusar Daniel diante do rei. O rei propõe tentar livrar Daniel, mas a lei não podia ser revogada.
  • 53.
    “ O meuDeus enviou o seu anjo e fechou a boca dos leões, para que não me fizessem dano, porque foi achada em mim inocência diante dele; e também contra ti, ó rei, não tenho cometido delito algum” (Dn 6.22). Daniel é tirado da cova dos leões e os homens que tinham acusado-no são lançados na cova, eles, seus filhos e suas mulheres. Os leões apoderam-se deles, e lhes esmigalham todos os ossos.
  • 54.
    O rei Darioestabelece um decreto declarando que todos os homens deveriam tremer e temer perante o Deus de Daniel, “porque ele é o Deus vivo e para sempre permanente, e o seu reino não se pode destruir; seu domínio é até ao fim. Ele livra, e salva, e opera sinais e maravilhas no céu e na terra; ele livrou Daniel do poder dos leões”. Daniel prospera no reinado de Dario e no reinado de Ciro.
  • 55.
    8. Os QuatroÚltimos Impérios Mundiais “ No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça; escreveu logo o sonho e relatou a suma das coisas” (Dn 7.1). Cronologicamente este capítulo vem antes do capítulo 5. O assunto é o mesmo do capítulo 2, porém no capítulo 2 Daniel interpreta o sonho de Nabucodonossor, aqui ele mesmo tem o sonho. Este aconteceu uns 60 anos após a revelação do sonho a Nabucodonossor.
  • 56.
    Os mesmos impériossão representados neste sonho por quatro animais grandes. Um leão, um urso, um leopardo, e um quarto animal, terrível e espantoso e muito forte. No sonho Daniel vê os quatro ventos do céu combatendo no mar grande. Os quatro ventos correspondem aos 4 sentidos da terra: Norte, sul, leste, oeste. O mar agitado corresponde a inquietação das nações e os ventos são os poderes do mal que agitam, incitam e afligem as nações.
  • 57.
    “ O primeiroera como leão e tinha asas de águia; eu olhei até que lhe foram arrancadas as asas, e foi levantado da terra e posto em pé como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem” (Dn 7.4). Corresponde a Babilônia e seu rei (605 a.C. até 539 a.C.) – Leão e águia, dois animais nobres da fauna. O leão simboliza a força; a águia, rapidez, visão e voracidade. Duas asas arrancadas – Simbolizam Nabonido e Belsazar. Levantado da terra e posto em pé – Corresponde a humilhação e exaltação de Nabucodonossor.
  • 58.
    “ Continuei olhando,e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne” (Dn 7.5). Corresponde ao Império Medo-Persa (539 a.C. até 331 a.C.) – Levantou-se de um lado, indica o domínio persa sobre o domínio dos medos. Costelas entre os dentes – Faz-se referência assim a conquista de Babilônia, Lídia e Egito pela Pérsia como descrito na história. Devora muita carne – Corresponde a extensão do Império Medo-Persa.
  • 59.
    “ Depois disso,eu continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha quatro asas de ave nas suas costas; tinha também esse animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio” (Dn 7.6). Corresponde ao Império Greco-Macedônio (539 a.C. até 331 a.C.) – Alexandre, o grande dominou o mundo civilizado do seu tempo. Seu exército era altamente treinado e utilizava o princípio da guerra-relâmpago, isto é, surpresa, rapidez e força total nos ataques. As quatro asas simboliza a rapidez dos gregos na conquista. As quatro cabeças falam da divisão do Império Grego após a morte de Alexandre entre seus quatro generais, os quais passaram a dominar, o Egito, Macedônia, Síria e Ásia Menor.
  • 60.
    “ Depois disso,eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso muito forte, o qual tinha dentes grandes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez pontas” (Dn 7.7). Corresponde ao Império Romano, e sua última forma de expressão por ocasião do período do Anticristo. Os dentes de ferro simbolizam um reino ditatorial e a ferocidade sobre as nações. As dez pontas correspondem aos dez dedos dos pés da estátua e aos dez chifres da Besta de Ap 13.1; 17.12. É desta forma que surgirá o reino do Anticristo e suas nações confederadas durante a grande tribulação.
  • 61.
    “ Estando euconsiderando as pontas, eis que entre elas subiu outra ponta pequena, diante da qual três das pontas primeiras foram arrancadas; eis que nessa ponta havia olhos, como olhos de homem, e uma boca que falava grandiosamente” (Dn 7.8). A ponta pequena representa o futuro Anticristo. Ele, ao emergir entre os dez reinos, abaterá três reis. Esta forma de expressão do Império Romano ainda não ocorreu. Os fatos descritos neste versículo são ainda para o futuro. O Anticristo será um homem com ampla visão e também um orador inflamado e magnetizador de massas.
  • 62.
    “ Eu continueiolhando, até que foram postos uns tronos, e um ancião de dias se assentou; a sua veste era branca como a neve, e o cabelo da sua cabeça, como a limpa lã; o seu trono, chamas de fogo, e as rodas dele, fogo ardente” (Dn 7.9). Daniel contempla o trono de Deus e o juízo das nações que acontecerá após o período dos 7 anos do Anticristo (cf. Mt 25.31-46). No versículo 10, ele descreve a morte do quarto animal, fato este que indica o juízo de Deus em relação ao Anticristo e seu reino.
  • 63.
    “ Eu estavaolhando nas minha visões da noite, e eis que vinha nas nuvens do céu um como o filho do homem; e dirigiu-se ao ancião de dias, e o fizeram chegar até ele. E foi-lhe dado o domínio, e a honra, e o reino, para que todos os povos, nações e línguas o servissem; o seu domínio é um domínio eterno, que não passará, e o seu reino, o único que não será destruído” (Dn 7.13,14). Estes versículos mostram o estabelecimento do Reino Milenar de Jesus Cristo, o Filho do Homem, o qual reinará no trono de Davi, cumprindo assim as promessas de Deus aos patriarcas.
  • 64.
    O versículo éimportante, pois demonstra a distinção entre o Pai Celestial e o Filho. O Ancião de dias simboliza o Pai Celestial, e o “Filho do Homem” vindo nas nuvens, é uma referência ao retorno de Jesus a esta terra para reinar. Diante destas visões, Daniel se abate e se espanta. Ele se achega a um dos que estavam perto e pede-lhe a interpretação destas coisas. Provavelmente um anjo que lhe revela sobre os 4 animais e o domínio dos santos do Altíssimo que possuirão o reino após o período do último império.
  • 65.
    “ Então, tivedesejo de conhecer a verdade a respeito do quarto animal, que era diferente de todos os outros, muito terrível, cujos dentes eram de ferro, e as unhas, de metal; que devorara, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobrava...” (Dn 7.19). Daniel tem desejo de saber mais sobre o quarto animal, que fazia guerra contra os santos e os vencia, “até que veio o ancião de dias, e foi dado o juízo aos santos do Altíssimo; e chegou o tempo em que os santos possuíram o reino” (Dn 7.22).
  • 66.
    O anjo revelaa Daniel que este quarto reino dominaria toda a terra, e com força a faria em pedaços. Esta foi exatamente a forma de expressão do Império Romano no período da 1ª vinda de Jesus. O mapa ao lado mostra a extensão do Império Romano.
  • 67.
    “ Mas ojuízo estabelecer-se-á, e eles tirarão o seu domínio, para o destruir e para o desfazer até ao fim” (Dn 7.26). A partir do versículo 24, a explicação dada a Daniel mostra que a visão corresponde ao período do Anticristo, os sete anos de grande tribulação. Este período, de acordo com Dn 7.25 será caracterizado por blasfêmias por parte do Anticristo contra Deus, perseguições ao povo de Deus e leis contrárias a lei de Deus.
  • 68.
    Os santos serãoentregues nas mãos do Anticristo, por um tempo, e tempos, e metade de um tempo. Cada tempo equivale a duas estações, portanto a linguagem se refere a 1 ano (um tempo), dois anos (e tempos) e metade de um tempo (meio ano). Portanto, corresponde a três anos e meio, ou seja, os últimos três anos e meio do período do Anticristo (7 anos).
  • 69.
    9. O Segundoe o Terceiro Impérios Mundiais “ No ano terceiro do reinado do rei Belsazar, apareceu-me uma visão , a mim, Daniel, depois daquela que me apareceu no princípio” (Dn 8.1). Nesta visão, Daniel se vê em Susã, na província de Elão, junto ao rio Ulai. Susã era a capital de Elão e residência dos reis persas. Ele vê um carneiro diante do rio o qual tinha duas pontas, sendo uma das pontas mais alta que a outra. A mais alta subiu por último.
  • 70.
    Este carneiro simbolizao Império Medo-Persa. O chifre mais alto é a Pérsia, que apesar de ser mais recente do que a Média, tornou-se mais proeminente. Ciro, um persa, rebelou-se contra os medos, que até então detinham o poder e tornou-se cabeça desses dois reinos. O carneiro dava marradas para o ocidente, e para o norte, e para o meio-dia... Isto indica o seu domínio que se estenderia atingindo inclusive a região de Israel.
  • 71.
    “ E, estandoeu considerando, eis que um bode vinha do ocidente sobre toda a terra, mas sem tocar no chão; e aquele bode tinha uma ponta notável entre os olhos” (Dn 8.5). O bode corre em direção ao carneiro dando contra ele com ímpeto a ponto de quebrar-lhe as duas pontas. O bode se engrandece em grande maneira; mas, estando na sua maior força, a ponta notável entre os olhos é quebrada, e sobe no seu lugar 4 pontas notáveis, para os quatro ventos do céu.
  • 72.
    Esta visão deDaniel corresponde ao reino da Grécia. O bode simboliza Alexandre, o grande, um dos homens mais brilhantes dos tempos antigos; rei da Macedônia, fundador do helenismo, gênio militar e propagador da cultura grega. Em doze anos ele teve o mundo a seus pés. Morreu em 323 a.C., em Babilônia, aos 33 anos de idade. Como conseqüência seu reino foi dividido entre seus 4 generais. Cassandro ficou com a Macedônia; Lisímaco com a Trácia e quase toda a Ásia Menor, Selêuco ficou com a Síria, Babilônia e Palestina e Ptolomeu ficou com o Egito.
  • 73.
    “ E deuma delas saiu uma ponta mui pequena, a qual cresceu muito para o meio-dia, e para o oriente, e para a terra formosa” (Dn 8.5). Trata-se do rei selêucida Antíoco Epifânio, o opressor de Israel no Antigo Testamento, o qual procedeu da Síria. O termo selêucida deriva do general Seleuco Nicátor, fundador da dinastia dos reis gregos da Síria. Na partilha do império de Alexandre lhe coube a Síria, a Palestina e a Babilônia.
  • 74.
    Antíoco Epifânio perseguiuo povo judeu no século II a.C. Ele reinou de 175 a 167 a.C. Sua decisão era exterminar o povo judeu e sua religião. Ele chegou a proibir o culto a Deus, profanou o templo colocando ali uma imagem do deus grego zeus, ofereceu carne de porco no altar de Deus em sacrifício, proibiu o sacrifício contínuo. Tais fatos deram lugar a famosa Revolta dos Macabeus. Em 165 a.C., Judas Macabeu reconsagrou o altar.
  • 75.
    “ Depois, ouvium santo que falava; e disse outro santo àquele que falava: Até quando durará a visão do contínuo sacrifício e da transgressão assoladora, para que seja entregue o santuário e o exército, a fim de serem pisados? E ele me disse: Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado” (Dn 8.12,13). Literalmente corresponde a 1150 tardes e 1150 manhãs, porque uma tarde e uma manhã era um dia no sistema judaico de contar os dias. 1150 dias formam o tempo decorrido entre a profanação do templo por Antíoco e sua purificação por Judas Macabeu, em 165 a.C.
  • 76.
    Literalmente a profeciade Dn 8 se cumpriu no período de Antíoco Epifânio, mas seu escopo se aplica também ao tempo do fim. Tal fato torna-se claro no versículo 24 e 25, os quais se referem ao Anticristo que se fortalecerá em força, destruirá, prosperará, fará prosperar o engano na sua mão “e se levantará contra o príncipe dos príncipes, mas, sem mão, será quebrado”.
  • 77.
    10. A Oraçãode Daniel (Dn 9.1-23) “ No ano primeiro de Dario, filho de Assuero, da nação dos medos, o qual foi constituído rei sobre o reino dos caldeus” (Dn 9.1). Estava chegando o final dos setenta anos de cativeiro do povo de Daniel. Ele, estudando o livro de Jeremias entendia que seu povo deveria ser liberto do cativeiro babilônico. Daniel volta-se para Deus em oração e confessa a Deus os pecados de sua nação como se estes fossem seu, identificando-se assim com o seu povo.
  • 78.
    Ele reconhece tambémque merecidamente o povo judeu se encontrava em assolação. Deus era justo por tê-los castigados. Diante deste reconhecimento, Daniel suplica a Deus por suas misericórdia sobre a cidade de Jerusalém . O anjo Gabriel é enviado até Daniel para lhe fazer entender as questões acerca do povo de Israel.
  • 79.
    “ Inclina, óDeus meu, os teus ouvidos e ouve; abre os teus olhos e olha para a nossa desolação e para a cidade que é chamada pelo teu nome, porque não lançamos as nossas súplicas perante a tua face fiados em nossas justiças, mas em tuas muitas misericórdias. Ó Senhor, ouve; ó Senhor, perdoa; ó Senhor, atende-nos e opera sem tardar; por amor de ti mesmo, ó Deus meu; porque a tua cidade e o teu povo se chamam pelo teu nome” (Dn 9.18,19).
  • 80.
    11. A Revelaçãodas Setenta Semanas “ Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão e dar fim aos pecados, e expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e ungir o Santo dos santos. Sabe e entende: Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém´, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos. E, depois das sessenta e duas semanas, será tirado o Messias e não será mais; e o povo do príncipe, que há de vir, destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será como uma inundação; e até ao fim haverá guerra; estão determinadas assolações. E ele firmará um concerto com muitos por uma semana, e, na metade da semana, fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; e sobre a asa das abominações virá o assolador, e isso até à consumação; e o que está determinado será derramado sobre o assolador” (Dn 9.24-27).
  • 81.
    A Interpretação dasSetenta Semanas: 1000 Anos de Reinado de Cristo Ap 20.4-6 Zc 14.9 45 dias 1335 dias Dn 12.12 Julgamento das nações Mt 25.33,34 30 dias 1290 dias Purificação do Templo Dn 12.11 Ez 40-48 ½ semana 1260 dias Profanação do Templo Fato prefigurado por Antíoco Epifânio Dn 11.36-39 2 Ts 2.3,4 Fim: Batalha do Armagedon ½ semana 1260 dias Aliança entre o Anticristo e Israel Reconstrução do Templo Igreja até a plenitude dos gentios: Arrebatamento da igreja Rm 11.25 1 Ts 4.15-18 62 semanas 434 anos Fim dos 434 anos: 1 o Advento do Messias; morto o Messias; Ascensão do Messias 7 semanas 49 anos Templo Reconstruído Ne 2.5-8 Decreto par Reconstrução de Jerusalém Ano 445 a.C. Milênio Intervalo de 75 dias Septuagésima semana 7 Anos Intervalo 69 semanas 483 anos
  • 82.
    12. A Visãode Daniel “ No ano terceiro de Ciro, rei da Pérsia, foi revelada uma palavra a Daniel, cujo nome se chama Beltessazar; e a palavra é verdadeira e trata de uma guerra prolongada; e ele entendeu essa palavra e teve entendimento da visão” (Dn 10.1). Daniel esteve triste por três semanas completas. Ele não comeu, nem bebeu vinho, nem se ungiu com ungüento até que se cumpriu as três semanas.
  • 83.
    Daniel se encontravano rio Hidéquel quando então ele viu um Homem vestido de linho, e os seus lombos, cingidos com ouro fino de Ufaz, seu corpo como turquesa, seu rosto como um relâmpago, e seus olhos, como tochas de fogo, seus braços e pés como cor de bronze, e a voz das palavras como a voz de uma multidão . Somente Daniel teve a visão, e aqueles que estavam com ele temeram e fugiram escondendo-se. Daniel perde a força diante desta visão, no entanto, ele ouve a voz das palavras que lhe foram dirigidas.
  • 84.
    “ E eisque uma mão me tocou e fez que me movesse sobre os meus joelhos e sobre as palmas das minhas mãos” (Dn 10.10). Um anjo é enviado a Daniel e lhe declara que desde o primeiro dia, suas orações eram ouvidas diante de Deus. Porém, o príncipe do reino da Pérsia tentou impedi-lo de chegar a Daniel por vinte e um dias, até que Miguel, um dos primeiros príncipes veio para ajudá-lo .
  • 85.
    O anjo lhedeclara ter vindo para lhe fazer entender o que aconteceria ao seu povo nos derradeiros dias; “porque a visão é ainda para muitos dias” (Dn 10.14) . Daniel se abaixa e emudece, quando então Alguém lhe toca. Ele diz que por causa da visão lhe sobrevieram dores e não ficou força nenhuma. Daniel é encorajado por um segundo toque, e assim ele pede Àquele que lhe tocara que lhe confortasse...
  • 86.
    “ E disse:Sabes porque eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e, saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia. Mas eu te declararei o que está escrito na escritura da verdade; e ninguém há que se esforce comigo contra aqueles, a não ser Miguel, vosso príncipe” (Dn 10.20,21). O atual Estado de Israel, com seus avanços, suas vitórias nas últimas guerras apesar de suas desvantagens, seu progresso, sua influência e proezas internacionais só tem uma explicação: Anjos de Deus lutam a favor de Israel.
  • 87.
    13. A Visãode Israel no Período Interbíblico “ Eu, pois, no primeiro ano de Dario, o medo, levantei-me para o animar e o fortalecer” (Dn 11.1). Este capítulo mostra a história desde o Império Persa até o período do Novo Testamento. Até o versículo 35, tem-se o futuro imediato de Israel em relação as nações vizinhas. Do versículo 36 em diante, tem-se o futuro remoto de Israel, ligado principalmente ao “... tempo de angústia para Jacó” ( Jr 30.7), ou seja, o período da grande tribulação.
  • 88.
    Os primeiros 35versículos cobrem quase 500 anos de história. Desde Ciro, o Persa (539 a.C.) até o final da independência do reino de Israel sob os Macabeus, em 63 a.C., quando então Roma assume o controle da nação . Período de duração de cada Império, incluindo o período de independência sob os macabeus: Império Medo-Persa – 539 a.C a 332 a.C. Império Grego-Macedônio – 332 a 167 a.C. Macabeus – 167 a.C. – 63 a.C. Império Romano – 63 a.C. a 70 d.C.
  • 89.
    “ E, agora,te declararei a verdade: Eis que ainda três reis estarão na Pérsia, e o quarto será cumulado de grandes riquezas mais do que todos; e, esforçando-se com as suas riquezas, agitará todos contra o reino da Grécia. Depois, se levantará um rei valente que reinará com grande domínio e fará o que lhe aprouver. Mas, estando ele em pé, o seu reino será quebrado e será repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade; nem tampouco segundo o poder com que reinou, porque o seu reino será arrancado e passará a outros” (Dn 11.2-4).
  • 90.
    O Cumprimento deDn 11.2-4: Reis que Reinaram Sobre o Império Medo-Persa: Dario, filho de Assuero, constituído rei interinamente na Caldéia, enquanto Ciro completava suas conquistas. Ciro, o persa e depois deles quatro reis, conforme a profecia, sendo estes: Assuero, filho de Ciro – 529-522 a.C. – Conhecido na história por Xerxes I e Cambises II. Mencionado em Ed 4.6. Artaxerxes I – Reinou em 522-521 a.C. – Conhecido por Smeredis – É mencionado em Ed 4.7-11. Determinou a suspensão das obras do templo pós cativeiro. Dario II – Filho de Artaxerxes – 521-485 a.C. Mencionado em Ed 4.5 – Ordenou a conclusão das obras do templo (cf. Ed 6). Assuero, esposo de Ester – Reinou em 485-465 a.C. – Depois disto a glória da Pérsia entra em declínio.
  • 91.
    O Cumprimento deDn 11.2-4 em Relação à Grécia: Alexandre, o grande: Em 336 a.C iniciou suas guerras de conquista e em 331 venceu a Pérsia. Morreu em 323 a.C. aos 33 anos de idade. Divisão do Império entre os generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. A profecia neste capítulo abrange apenas duas destas divisões, Síria e Egito, porque Israel ficaria sob o domínio destes dois países em constante guerra entre eles, fazendo da Palestina seu campo de batalha (Dn 11.5-35).
  • 92.
    Na profecia, oreino do Sul, equivale ao Egito, e o reino do Norte equivale a Síria. Segue até a época de Antíoco Epifânio. Os versículos 21 a 35 referem-se a Antíoco Epifânio que reinou sobre a Síria em 175-164 a.C. Ele é na profecia chamado de “um homem vil...” (v. 21). Os versículos 29 e 30 fala da invasão do Egito por Antíoco, de onde ele teve de retirar-se, por causa da esquadra romana, “... Navios de Quitim...” do versículo 30.
  • 93.
    O período dosmacabeus: Os versículos 32 a 35 descrevem os feitos heróicos da nação israelita sob os irmãos macabeus que iniciam a revolta dos judeus contra Antíoco em 167 a.C. Duas classes de judeus se destacam: Os infiéis que se uniram ao inimigo, e o restante fiel que buscou a Deus. O período do Anticristo – Dn 11.35-45: “ E alguns dos sábios cairão para serem provados, e purificados, e embranquecidos, até ao fim do tempo, porque será ainda no tempo determinado” (11.35).
  • 94.
    O Anticristo, Conformea Profecia: Fará conforme a sua vontade, se engrandecerá sobre todo deus; e contra o Deus dos deuses falará coisas incríveis, será próspero, não terá respeito aos deuses de seus pais, nem terá respeito ao amor das mulheres, nem a qualquer deus e sobre tudo se engrandecerá. Honrará ao “deus das fortalezas”, a um deus a quem seus pais não conheceram. Os versículos 40 a 44 são ainda de difícil interpretação, mas a referência ao rei do Sul parece indicar um bloco de nações norte-africana e o rei do Norte um bloco de nações do Norte que lutarão por algum tempo contra o Anticristo. Israel será invadido por este reino do Norte, conforme Ez 38 e 39. O Anticristo invadirá Israel. O Egito não escapará da sua invasão. Edom, Moabe e Amom, corresponde hoje a Jordânia, serão poupados, para que mais tarde o remanescente de Israel para lá escape na fuga do Anticristo.
  • 95.
    14. O Períododa Grande Tribulação Assuntos Referidos no Capítulo 12: Dn 12.1 – Refere-se ao período da grande tribulação. O texto se refere a Miguel, o grande príncipe, defensor do filhos de Israel. Miguel expulsará Satanás da esfera celestial (cf. Ap 12.7-9). A profecia revela Miguel como sendo o anjo de Deus, protetor da nação israelita. O versículo 2 se refere à última ressurreição depois do milênio quando então os justos ressuscitarão para a vida eterna, e os ímpios para a vergonha e desprezo eterno.
  • 96.
    O versículo 3remete ao reino eterno de Jesus Cristo depois do juízo do trono branco. Daniel vê dois anjos, um de uma banda à beira do rio, e o outro da outra banda à beira do rio. Um dos anjos pergunta ao Homem vestido de linho que estava sobre as águas do rio. “Que tempo haverá até ao fim das maravilhas?” (Dn 12.6b). O Homem vestido de linho lhe revela “depois de um tempo, de tempos e metade de um tempo”... Ou seja, 3 anos e meio, os últimos três anos e meio da grande tribulação.
  • 97.
    O Acréscimo de30 e 45 Dias: “ E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias. Bem–aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias” (Dn 12.11,12). Acréscimo de 30 dias após 1260 dias (3 anos e meio) – Relacionados à purificação do templo. Acréscimo de 45 dias após 1290 dias – Relacionados ao juízo das nações para que ocorra a instalação do Reino Milenar de Jesus Cristo.
  • 98.
    O LIVRO DE APOCALIPSE
  • 99.
    1. Considerações PreliminaresO Autor do Livro: João, o evangelista, um dos apóstolos de Jesus. Foi um dos primeiros discípulos de Jesus. Era irmão de Tiago. Jesus os chamou de “Boanerges”. É ele “o discípulo amado” citado em Jo 13.23; 19.26; 21.20. Irineu, nascido cerca de 130 d.C., discípulo de Policarpo, discípulo de João, afirma que após o retorno do banimento de João em Patmos, ele permaneceu em Éfeso até sua morte no reinado de Trajano.
  • 100.
    Época e Localdo Livro: João pastoreava a igreja em Éfeso quando foi banido para a ilha de Patmos, por Domiciano, em 95 d.C. em sua perseguição contra os cristãos. Domiciano é chamado na história de “Segundo Nero”, devido a sua perversidade contra os cristãos. Foi neste período que João escreveu este livro, provavelmente em 96 d.C.
  • 101.
    Divisão do Livro:Parte I – Capítulo 1 – Concernente ao Senhor Jesus Cristo: Corresponde as coisas passadas no tempo de João. Parte II – Capítulos 2 e 3 – Concernente à igreja. Corresponde as coisas presentes na época de João. Parte III – Capítulos 4 a 22 – Concernente às nações gentílicas e o estabelecimento do Reino de Deus. Corresponde às coisas futuras.
  • 102.
    Tema do Livro:A vinda de Jesus em glória. “ Eis que vem com as nuvens e todo olho o verá, até quantos o traspassaram. E todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim! Amém! Eu sou o Alfa e Ômega, o Princípio e o Fim, diz o Senhor, que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso” (Ap 1.7,8).
  • 103.
    2. Esboço doLivro de Apocalipse Capítulo 1: A visão do Cristo glorificado. Capítulos 2,3: A igreja no passado e no presente. Capítulo 4: A igreja arrebatada. Capítulo 5: A igreja glorificada. Capítulos 6-18: A grande tribulação – Capítulos 6 a 11 abrangem a primeira metade da tribulação, o restante a segunda metade. Capítulo 19: A volta pessoal de Jesus em glória. Capítulo 20: O milênio e o juízo final. Capítulo 21,22: O perfeito estado eterno.
  • 104.
    3. Sistemas deInterpretação do Apocalipse O Sistema Futurista: Considera o livro como de cumprimento futuro. Há entre os futuristas alguns que ensinam que a igreja passará pela Tribulação. Porém, segundo Ap 3.10, 1 Ts 1.10, Rm 5.9 a igreja é arrebatada antes dos 7 anos de tribulação. O Sistema Histórico: Interpreta o apocalipse como sendo a história da igreja desde o século I até os dias atuais.
  • 105.
    O Sistema Preterista:Interpretam que a igreja substituiu Israel e que todo o apocalipse já se cumpriu no período do Império Romano. O Sistema Simbolista: Ensina que no apocalipse tudo é simbólico representando apenas o conflito entre o bem e o mal. Neste sistema não há nada histórico ou profético. É uma forma de expressão do racionalismo chamado de cristão. Desacreditam o cumprimento literal das profecias de apocalipse.
  • 106.
    4. A Visãodo Cristo Glorificado Revelação de Jesus Cristo: O termo revelação significa, no original, retirar, remover completamente, descerrar, tirar fora, como quando as autoridades fazem nas inaugurações de placas comemorativas, estátuas, etc... Removendo totalmente o pano em que estão envolvidos para ver aquilo que até então estivera oculto. Duas palavras originais: Apo = Afastado, distante. Kalypsis – Remoção, retirada, revelação, descobrimento .
  • 107.
    “ Para mostraraos seus servos... Três tipos de servos de Cristo: Servos escravos – Servem a Cristo por medo de se perderem. Servos mercenários – Servem a Cristo por interesse, conveniência. Servos filhos – Servem a Cristo por amor. “ As coisas que em breve devem acontecer, e pelo seu anjo as enviou e as notificou a João seu servo”.
  • 108.
    Bem aventurado aquelesque lêem... Porque o tempo está próximo” . As sete bem-aventuranças em todo o livro: Bem aventurados aqueles que lêem... Bem aventurados os mortos que, desde agora, morrem no Senhor... Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes... Bem aventurados aqueles que são chamados à ceia das bodas do Cordeiro... Bem aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição... Bem aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro... Bem aventurado aqueles que lavam as suas vestiduras...
  • 109.
    Saudação inicial: Joãoenvia a saudação às sete igrejas que se encontravam na Ásia. A Ásia aqui não é o continente asiático atual, mas sim a província romana da Ásia cuja capital era a cidade de Éfeso. A saudação é tríplice. É um testemunho da Trindade Divina: Da parte dAquele que é, que era e que há de vir... Da parte dos sete Espíritos que se acham diante do seu Trono... E da parte de Jesus Cristo, a fiel testemunha...
  • 110.
    Àquele que nosama, e em seu sangue nos lavou dos nossos pecados, e nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai, a ele, glória e poder para todo o sempre. Amém” (Ap 1.7). Ao se referir a Jesus Cristo em sua saudação inicial, João se interrompe em louvor a Ele reconhecendo a obra de Cristo em seu favor e de todos os membros da igreja. A mensagem dos versículos seguinte é uma proclamação quanto a volta de Jesus tanto para os gentios quanto para os judeus, e em seguida tem-se a identificação da plena divindade de Jesus (ver Ap 1.7,8).
  • 111.
    “ Eu João,que também sou vosso irmão e companheiro na aflição, e no Reino, e na paciência de Jesus Cristo, estava na ilha chamada Patmos, por causa da palavra de Deus e pelo testemunho de Jesus Cristo” (Ap 1.9). Ilha de Patmos – Uma ilha desolada e rochosa, situada no mar Arquipélago (parte do mar Mediterrâneo), ao largo da costa da atual Turquia.
  • 112.
    A espiritualidade doapóstolo se vê na expressão: “Eu fui arrebatado em espírito, no dia do Senhor...” A expressão “O dia do Senhor” – Literalmente se refere ao domingo. Esta palavra vem do latim dominicus, que significa “do Senhor”. João Crisóstomo (354-407 d.C.) diz que esse dia era assim chamado porque nele o Senhor ressurgiu dentre os mortos. A expressão se refere também aos acontecimentos desde o arrebatamento da igreja até o Reino Milenar de Jesus Cristo.
  • 113.
    “ Que dizia:O que vês, escreve-o num livro e envia-o às sete igrejas que estão na Ásia: A Éfeso, e a Esmirna, e a Pérgamo, e a Tiatira, e a Sardes, e a Filadélfia, e a Laodicéia. E virei-me para ver quem falava comigo e virando-me, vi sete castiçais de ouro” (Ap 1.11,12). João ouve uma voz como de trombeta. A trombeta na Bíblia é um símbolo da Palavra de Deus e da urgência de se dar ouvidos à ela. É um anúncio de que a partida está próxima. A mensagem anunciada tem direção certa: Às sete igrejas...
  • 114.
    Ao virar-se paraver quem falava, João vê os sete castiçais – Esta mensagem é um indicativo de que Jesus só pode ser visto através da igreja... É ela quem revela a sua glória. Os castiçais de ouro é uma simbologia da igreja cheia do Espírito Santo. Somente desta forma ela poderá emitir a luz que revelará o Cristo glorificado ao mundo em trevas.
  • 115.
    “ E nomeio dos sete castiçais um semelhante ao Filho do Homem...” A atenção neste ponto é para a posição ocupada por Jesus na visão dada a João e para a plena Humanidade de Jesus Cristo. Jesus deve ocupar o centro na vida da igreja.
  • 116.
    A Descrição doCristo Glorificado: Vestido até os pés de uma veste comprida – Dignidade sacerdotal. Cingido pelo peito com um cinto de ouro – Dignidade Real. Cabeça e cabelos brancos como lã branca, como a neve – Eternidade. Os olhos como chama de fogo – Onisciência. Seus pés, semelhantes a latão reluzente como se tivesse sido refinado numa fornalha – Juízo divino.
  • 117.
    Voz como vozde muita águas – Autoridade de Deus sobre todas as nações. Na sua destra sete estrelas – As sete estrelas são os anjos das sete igrejas, responsáveis por transmitir a mensagem celestial. Da sua boca saía uma aguda espada de dois fios – A Palavra de Deus que não pode ser entregue trazendo apenas meias verdades. Rosto como o sol, quando na sua força resplandece – Indica a sua vinda para Israel, quando resplandecerá o Sol da Justiça (cf. Ml 4.2).
  • 118.
    O efeito davisão: “ E eu, quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo-me: Não temas; eu Sou o Primeiro e o Último e o que vive; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre. Amém! E tenho as chaves da morte e do inferno” (Ap 1.17,18). As três divisões do livro: “Escreve... As coisas que tens visto, E as que são, E as que depois destas hão de acontecer” (Ap 1.19).
  • 119.
    5. As SeteIgrejas da Ásia Mensagens às Sete Igrejas que Existiam na Província Romana da Ásia: Representam a condição espiritual das igrejas em todos os tempos. Representam a história da igreja desde o tempo em que ela começou a ser difundida entre os gentios até os dias que antecederão o arrebatamento da igreja. São descritas de forma geral na seguinte seqüência: Um atributo de Cristo, um elogio à igreja, uma advertência, uma censura, uma sentença, uma promessa ao vencedor.
  • 120.
    A Igreja deÉfeso: Éfeso significa desejável – Representa a igreja do primeiro século. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem as sete estrelas, que anda no meio dos sete castiçais. Foi muito bem estabelecida na doutrina Bíblica. Paulo ensinou a Palavra de Deus ali, durante três anos. Em seu elogio a esta igreja, Jesus mostra que ela era uma igreja laboriosa, tendo inclusive colocado a prova aqueles que se diziam ser apóstolos, mas não o eram.
  • 121.
    Jesus a exortapor ter deixado o seu primeiro amor e a lembrar-se onde caiu, arrepender-se e praticar o primeiro amor. Caso não, ela estaria sentenciada à escuridão: “Tirarei do teu lugar o teu castiçal...” Jesus faz ainda um elogio pelo fato da igreja aborrecer a obra dos nicolaítas. Os nicolaítas eram seguidores de Nicolau cuja obra se comparava à obra de Balaão. Este lançou tropeços para os filhos de Israel se prostituírem com mulheres midianitas, símbolo de adultério espiritual, e a comerem dos sacrifícios da idolatria.
  • 122.
    A promessa: “ Dar-lhe-ei de comer da árvore da vida...” Uma linguagem que denota a vida eterna. Ilustração: Cidade de Éfeso.
  • 123.
    A Igreja deEsmirna: Esmirna significa amargura – Nome relacionado à mirra, substância que tornou-se símbolo de morte. Jesus se apresenta como sendo “O Primeiro e o Último, o que foi morto e reviveu”. Uma linguagem que denota seu sofrimento, mas também o controle de tudo em suas mãos. É a igreja sofredora, perseguida. Representa o período dos anos 100 a 312 d.C. quando a igreja foi duramente perseguida.
  • 124.
    Jesus a elogia por sua obra e tribulação. Apesar de pobre era rica. A igreja teria uma tribulação de dez dias. Profeticamente significa o período de dez imperadores romanos que perseguiram os cristãos. Isto aconteceu desde os anos 64 a 305 d.C. A igreja deveria manter-se fiel, ainda que fosse necessário morrer por amor a Ele.
  • 125.
    A promessa: “ Dar-te-ei a coroa da vida... O que vencer não receberá o dano da segunda morte ”. Ilustração: Cidade de Esmirna.
  • 126.
    A Igreja dePérgamo: Pérgamo significa casamento – É a igreja estatal. Representa a igreja dos anos 313 a 600 d.C quando se deu a união da igreja com o estado. Jesus se apresenta como tendo a espada de dois fios. A simbologia aqui indica que Ele estava pronto para intervir e dividir... Jesus diz conhecer o lugar onde ela habita, “Que é onde está o trono de Satanás”, a elogia, porém por, apesar das influências malignas, ela ter retido o seu nome. Em termos históricos, isto diz respeito ao Concílio de Nicéia, onde a Doutrina da Trindade foi reafirmada.
  • 127.
    Jesus a advertepor ter lá os que seguem a doutrina de Balaão e a doutrina dos nicolaítas. Exorta-a ao arrependimento, caso não a igreja seria dividida. A promessa: Comer do Maná escondido e uma pedra branca, e na pedra um novo nome escrito, o qual ninguém conhece senão aquele que o recebe. O maná e a pedra parece indicar o ofício sacerdotal, ou seja, a posição sacerdotal diante de Deus. Ilustração: Cidade de Pérgamo.
  • 128.
    A Igreja deTiatira Tiatira significa oferta de incenso desagradável. Apesar de ser uma igreja espiritualmente caída, desfruta de progresso material. Representa a igreja dos anos 600 a 1517, ou seja, a igreja que prevaleceu no período de densas trevas espirituais. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem os olhos como chama de fogo e os pés semelhantes ao latão reluzente. A linguagem indica o conhecimento da camuflada situação de Tiatira.
  • 129.
    A advertência écontra a tolerância à profetiza Jezabel, mulher que se diz profetiza. A igreja permitia que esta mulher ensinasse e enganasse os servos levando-os a prostituir-se e comer dos sacrifícios da idolatria. Em termos históricos o sistema de Jezabel corresponde ao papado e seus dogmas anti-bíblicos. O sistema Jezabel não muda segundo Ap 2.21, por isso, a igreja seria prostrada numa cama e sobre os que com ela adulteram virá grande tribulação. Morte espiritual é a conseqüência para seus filhos, ou seja, para aqueles que são gerados por este sistema adúltero de religião.
  • 130.
    A promessa: Podersobre as nações e a resplandecente estrela da manhã. Esta linguagem remete ao futuro Reino Milenar de Jesus Cristo quando então a igreja voltará para reinar com Ele nesta terra. Ilustração: Cidade de Tiatira.
  • 131.
    A Igreja deSardes Sardes significa “os que escapam”. É a igreja que tem nome de que vive, mas está morta. Representa o período de 1517-1750 d.C. Período da reforma protestante. Os que escaparam de Tiatira. Jesus se apresenta a ela como Aquele que tem os sete Espíritos de Deus (o que indica a plenitude do Espírito para que ela viva) e as sete estrelas (o que indica um novo começo). Este novo começo é reconhecido na história da igreja a partir da reforma protestante.
  • 132.
    A igreja queganhou fama é advertida, pois ela pode ser pega de surpresa com a volta de Jesus. A Promessa: Serão vestidos de vestes brancas e de maneira nenhuma será riscado o nome do livro da vida. As vestes brancas são indicativos da justiça de Cristo sobre os vencedores. Ilustração: Cidade de Sardes.
  • 133.
    A Igreja deFiladélfia Filadélfia significa amor fraternal. Representa a igreja cristã na sua fase avivada e missionária a partir de 1750 especialmente os séculos XVIII, XIX e início do século XX. Jesus se apresenta a ela como o Santo e Verdadeiro, o que tem a Chave de Davi – Refere-se a chaves do Reino. À igreja que não negou o seu nome Ele põe diante dela uma porta aberta. A linguagem se refere a obra missionária. Os da sinagoga de Satanás – Esta linguagem se refere a um tipo de cristianismo sem sacrifício, sem renúncia, sem cruz.
  • 134.
    A igreja deFiladélfia simboliza a igreja que será arrebatada aos ares para encontrar-se com Jesus sendo assim livrada da tentação que virá sobre todo o mundo. A promessa: O vencedor será coluna no templo de Deus, e sobre ele estará o nome de Deus e o nome da cidade “do meu Deus”, a nova Jerusalém. Ilustração: Cidade de Filadélfia.
  • 135.
    A Igreja deLaodicéia Laodicéia significa “Direito do povo”, isto é direito de mandar, direitos humanos. Simboliza a igreja do século XX até os dias atuais. É o sistema prevalecente antes do arrebatamento da igreja. Nesta igreja a satisfação do homem substitui a Palavra de Deus. Ela é morna, o que indica a mistura e por causa disto chega a causar náuseas em Jesus. Jesus adverte a igreja por sua arrogância, e enquanto que ela pensa ser rica, para Ele ela é desgraçada, miserável, cega e nua.
  • 136.
    Jesus aconselha aigreja a comprar ouro provado no fogo, vestes brancas, e colírio para que veja. Ouro provado no fogo, simbologia de vida de comunhão; vestes brancas, significa pureza; e colírio, busca de visão espiritual de acordo com os preceitos da Palavra de Deus. Com o humanismo, o atraente substituiu a vida espiritual desta igreja e o Espírito Santo foi colocado para fora. É por isto que aqui Jesus se apresenta batendo a porta para entrar.
  • 137.
    A promessa: Osvencedores assentar-se-ão com Jesus em seu trono, uma linguagem que remete ao período do Reino Milenar de Jesus Cristo na terra. Ilustração: Cidade de Laodicéia.
  • 138.
    6. O Arrebatamentoda Igreja “ Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu; e a primeira voz, que como de trombeta ouvira falar comigo, disse: Sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. E logo fui arrebatado em espírito e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono”.
  • 139.
    João vê otrono de Deus e ao redor dele 24 tronos e assentados sobre eles 24 anciãos. A linguagem do texto indica totalidade já que o número doze é simbologia de plenitude (12 + 12 = 24). No arrebatamento da igreja os salvos, tanto do Antigo Testamento, como do Novo Testamento ressuscitarão e João os vê trajando vestes brancas e coroas de ouro.
  • 140.
    7. A Visãodo Trono de Deus – A Exaltação a Ele como o Criador O capítulo 4 descreve a visão de João quando então ele vê sair do trono relâmpagos e trovões e vozes – É o indicativo de tempestade iminente. Diante do trono um como mar de vidro – Tudo é transparente diante de Deus. E ao redor do trono 4 animais – Semelhante a um leão, a um bezerro, um com rosto de homem e o quarto semelhante a águia. A linguagem demonstra a autoridade de Deus sobre toda a criação. Também denota a revelação acerca da Pessoa de Jesus: Rei, Servo, Homem e Deus.
  • 141.
    Os quatro animaisentoavam... “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo Poderoso que era, e que é, e que há de vir”. E os quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono: “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder, porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas”. Exaltação a Deus como sendo o Criador de todas as coisas. Não haverá espaço na redenção para aqueles que negam a soberania e o poder de Deus para criar todas as coisas.
  • 142.
    8. A Visãodo Trono de Deus – A Exaltação a Ele como Redentor No capítulo 5, João vê na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, selado com sete selos. A linguagem se refere a possessão de uma terra que fora comprada. Ninguém era visto como digno de abrir o livro e desatar os seus selos o que levou João a chorar. A linguagem indica que ninguém teria alcançado o direito de “comprar a terra” redimindo-a da escravidão do pecado.
  • 143.
    E um dosanciãos diz: “Não chores; eis aqui o Leão da tribo de Judá, a Raiz de Davi, que venceu para abrir o livro e desatar os seus sete selos”. O Cordeiro é visto no meio do trono e dos quatro animais viventes e entre os anciãos, como que havendo sido morto... Toda a Criação é redimida e restaurada para Deus por meio do sacrifício de Jesus Cristo. O preço que foi pago, foi preço de sangue.
  • 144.
    Toda a criaçãolouva ao Senhor Jesus Cristo pela redenção efetuada: “ Digno és de tomar o livro e de abrir os seus selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua e povo, e nação; e para o nosso Deus os fizestes reis e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra” (Ap 5.9,10).
  • 145.
    9. A Aberturados 4 Primeiros Selos “ E olhei, e eis um cavalo branco, e o que estava assentado sobre ele tinha um arco; e foi lhe dada uma coroa e saiu vitorioso e para vencer” (Ap 6.2). O cavalo branco – Simboliza a promessa de paz – É o Anticristo que surge trazendo a idéia de solucionar todos os problemas mundiais.
  • 146.
    “ E saiuoutro cavalo vermelho; e ao que estava assentado sobre ele foi dado que tirasse a paz da terra e que se matassem uns aos outros; e foi lhe dada uma grande espada” (Ap 6.4). O cavalo vermelho – Simboliza a guerra – Apesar da promessa de paz, ela não é mantida por muito tempo. Normalmente é assim nas promessas dos homens. Elas não se sustentam diante dos conflitos mundiais.
  • 147.
    “ E olheie eis um cavalo preto; e o que sobre ele estava assentado tinha uma balança na mão” (Ap 6.5). O cavalo preto – Simboliza a fome. A mensagem a seguir é uma ordem para não danificar o azeite e o vinho. Este dois elementos são símbolos de restauração. Deus em sua misericórdia ainda estará dando oportunidade aos homens de voltarem-se para Ele.
  • 148.
    “ E olheie eis um cavalo amarelo; e o que estava assentado sobre ele tinha por nome Morte, e o inferno o seguia e foi-lhes dado poder para matar a quarta parte da terra com espada, e com fome, e com peste, e com as feras da terra” (Ap 6.8). O cavalo amarelo – Simboliza a morte. O poder de destruição do homem gerado pela vaidade, egoísmo etc... se estende por toda a terra.
  • 149.
    10. A Aberturado 5º Selo “ E havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram” (Ap 6.9). O primeiro período da tribulação já será marcado por perseguição àqueles que recebem a Jesus como Senhor e Salvador. Estes morrem por amor à Deus, e junto ao altar de Deus, clamam a Deus por julgamento e vingança pelo sangue derramado na terra.
  • 150.
    11. A Aberturado 6º Selo “ E, havendo aberto o sexto selo, olhei, e eis que houve um grande tremor de terra; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua tornou-se como sangue... E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós e escondei-nos do rosto daquele que está assentado sobre o trono e da ira do Cordeiro” (Ap 6.16).
  • 151.
    A abertura dosexto selo mostra alterações relacionadas ao mundo cósmico (sol, lua, estrelas) e à superfície da terra (montes e ilhas são removidos do seu lugar). O temor advém sobre todos os homens, grandes e pequenos. Há um reconhecimento quanto a soberania e os juízos de Deus, porém o reconhecimento é apenas intelectual. Não é visto neste reconhecimento o arrependimento dos homens em relação às suas culpas.
  • 152.
    12. Os 144.000Selados e os Gentios Salvos na Tribulação – Passagem de Natureza Parentética “ E ouvi o número dos assinalados, e eram cento e quarenta e quatro mil assinalados, de todas as tribos dos filhos de Israel” (Ap 7.4).
  • 153.
    Quatro anjos sãovistos retendo os efeitos sobre a natureza, até que os servos de Deus tivessem sido assinalados com o selo do Deus vivo. Os assinalados são homens judeus que se converterão a Jesus Cristo no período da tribulação. As tribos são listadas na seguinte ordem: Judá, Rúben, Gade, Aser, Naftali, Manassés, Simeão, Levi, Issacar, Zebulom, José, Benjamim. Notar a ausência de Dã e Efraim, o número de 12 tribos porém é mantido, além disso em Ez 48 estas duas tribos são listadas, o que indica que não estarão fora no período do Reino Milenar.
  • 154.
    Os 144.000: Sãoeles que estarão pregando às nações não alcançadas atualmente. Ver Is 66.19. A salvação dos gentios durante este período: “Depois destas coisas, olhei, e eis aqui uma multidão, a qual ninguém podia contar, de todas as nações, e tribos e povos, e línguas, que estavam diante do trono e perante o Cordeiro, trajando vestes brancas e com palmas nas suas mãos” (Ap 7.4).
  • 155.
    Passagem De Natureza Parentética 7º Selo Resumo dos seis primeiros selos: 144000 selados E Gentios salvos durante a tribulação Alterações cósmica e geográficas Almas debaixo do Altar de Deus Morte – 4ª parte dos homens Fome Guerras Surgimento do Anticristo 6º Selo 5º Selo 4º Selo 3º Selo 2º Selo 1º Selo
  • 156.
    13. A Aberturado 7º Selo “ E, havendo aberto o sétimo selo, fez-se silêncio no céu quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam diante de Deus, e foram-lhes dadas sete trombetas. E veio outro anjo e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para o pôr com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono” (Ap 8.1-3).
  • 157.
    Meia hora desilêncio – Calma que antecede a tempestade – Tempo para arrependimento (cf. Gn 7.4). O incenso simboliza as orações dos santos. Estas são apresentadas diante de Deus. O anjo toma o incensário e o enche do fogo do altar, lançando-o sobre a terra. Houve vozes, trovões, relâmpagos e terremotos. O juízo é iminente.
  • 158.
    14. O Toquedas Quatro Primeiras Trombetas “ E os sete anjos, que tinham as sete trombetas, prepararam-se para tocá-las.” (Ap 8.7). Primeira trombeta: Saraiva e fogo misturado com sangue lançados sobre a terra – Resultado: É queimado a terça parte das árvores, e toda a erva verde é queimada.
  • 159.
    Segunda trombeta: Lançadono mar uma coisa como um grande monte ardendo em fogo (provavelmente um vulcão em erupção) – Resultado: Terça parte do mar torna-se em sangue. Morte da terça parte das criaturas no mar. Perde-se também a terça parte das naus. Terceira trombeta: Cai do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha sobre terça parte dos rios e fontes das águas – Resultado: Morte dos homens porque a água torna-se amarga. O nome da estrela: Absinto. Quarta trombeta: Ferida a terça parte do sol, e a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas – Resultado: Escuridão.
  • 160.
    15. O Toqueda Quinta Trombeta “ E olhei e ouvi um anjo voar pelo meio do céu, dizendo com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra, por causa das outras vozes das trombetas dos três anjos que hão de ainda tocar!” (Ap 9.13). Quinta trombeta: Uma estrela cai na terra, sendo-lhe dada a chave do poço do abismo. Ao abrir-se o poço do abismo sobe uma fumaça de onde vem gafanhotos, sendo-lhes dado poder como o poder que tem os escorpiões.
  • 161.
    A erva daterra, as verduras e plantações são preservadas do poder destruidor destes “gafanhotos”, porém lhes é permitido atormentar os homens por um período de cinco meses. O aspecto dos gafanhotos: Semelhante a cavalos aparelhados para a guerra. Sobre as sua cabeças, coroas semelhantes ao ouro. Rosto como de homem. Cabelos como cabelos de mulher. Dentes como de leão. Couraças como couraças de ferro. Ruídos das asas como ruídos de carros quando muitos cavalos correm ao combate. Caudas semelhante à dos escorpiões e aguilhão na cauda .
  • 162.
    “ E tinhamsobre si rei, o anjo do abismo, em hebreu era o seu nome Abadom, e em grego, Apoliom. Passado é já um ai; eis que depois disso vem ainda dois ais” (Ap 9.6). A estrela caída do céu na terra – Provavelmente trata-se de Satanás. A chave do abismo lhe é entregue, o que significa dizer que por um período lhe é dado poder e autoridade para soltar os demônios que estão presos no abismo.
  • 163.
    A aparência dosgafanhotos é ainda considerada de difícil interpretação, porém todos os aspectos indica o poder destruidor destes demônios. O anjo do abismo, Abadom ou Apoliom – Esse nome significa “aniquilador ou destruidor”. Provavelmente trata-se de um demônio que esteve preso juntamente com os demais que foram soltos.
  • 164.
    16. O Toqueda Sexta Trombeta “ E tocou o sexto anjo a trombeta, e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus, a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: Solta os quatro anjos que estão presos junto ao grande rio Eufrates” (Ap 9.13,14). Quatro anjos caídos são soltos, estando estes preparados para a hora, dia, mês e ano em que deverão matar a terça parte dos homens.
  • 165.
    Um exército deduzentos milhões de cavaleiros acompanha estes seres demoníacos. Estes tinham couraças de fogo, e de jacinto e de enxofre; e a cabeça dos cavalos era como cabeça de leão; e de sua boca saía fogo, e fumaça, e enxofre. Por estes três elementos a terça parte dos homens será morta. A linguagem figurativa acima parece indicar uma guerra de grande proporção que deverá ocorrer a partir dos países que estão dalém do rio Eufrates.
  • 166.
    “ E osoutros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras de suas mãos para não adorarem os demônios e os ídolos de ouro, e de prata, e de bronze, e de pedra, e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. E não se arrependeram dos seus homicídios, nem das sua feitiçarias, nem da sua prostituição, nem das suas ladroíces” (Ap 9.20,21).
  • 167.
    17. O LivroTrazido do Céu – Passagem de Natureza Parentética João vê um anjo que descia do céu: Vestido de uma nuvem. Por cima de sua cabeça o arco celeste – Símbolo da aliança entre Deus e Noé.
  • 168.
    Rosto como osol, pés, como colunas de fogo. Em sua mão um livrinho aberto. Ele se coloca com o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a terra. O anjo clamou, sendo então ouvido a voz de sete trovões – João é impedido de escrever o que ouviu pelas vozes dos sete trovões.
  • 169.
    O anjo queestava sobre o mar e a terra levanta a mão ao céu jurando por Aquele que vive para todo o sempre, que nos dias da voz do sétimo anjo, “cumprirá o segredo de Deus, como anunciou aos profetas, seus servos” – A linguagem provavelmente se refere ao estabelecimento do Reino Milenar de Jesus Cristo. É ordenado a João que tomasse o livrinho aberto da mão do anjo. O anjo ordena que ele o comesse. Ao comer era doce como o mel, mas em seu ventre ficou amargo – A linguagem provavelmente se refere ao anúncio das boas novas da salvação, doce como o mel, porém muitas vezes rejeitada pelos povos, nações, línguas e reis a quem ele ainda deveria profetizar.
  • 170.
    18. O Templode Deus e os que Nele Adoram – Passagem de Natureza Parentética Uma cana semelhante a uma vara é dada a João para que ele medisse o templo de Deus, e o altar, e os que nele estivessem adorando. É ordenado que o átrio do lado de fora não fosse medido; “porque foi dado às nações e pisarão a cidade Santa por quarenta e dois meses”.
  • 171.
    Os quarenta edois meses fazem alusão à segunda metade da grande tribulação. Neste período, o templo de Deus em Jerusalém já terá sido reconstruído. A presença de homens no templo adorando é uma indicação de que muitos judeus já terão se convertido a Jesus neste período. O lado de fora não é medido, indicando que ainda haverá judeus que não se converteram. Estes estarão ainda unidos ao Anticristo que terá ainda domínio sobre Jerusalém até o final da grande tribulação.
  • 172.
    19. As DuasTestemunhas – Passagem de Natureza Parentética Duas testemunhas profetizarão por mil duzentos e sessenta dias – Período dos três anos e meio iniciais da tribulação. Poder para fechar o céu para que não chova nos dias da sua profecia. Esta linguagem faz lembrar o profeta Elias, o que indica que uma das testemunhas tem o ministério semelhante ao de Elias.
  • 173.
    Poder sobre aságuas para convertê-las em sangue e para ferir a terra com toda sorte de pragas. Esta linguagem faz lembrar Moisés, o que indica que a outra testemunha tem o ministério semelhante ao de Moisés. A besta que sobe do abismo (uma linguagem que provavelmente se refere ao Anticristo) matará as duas testemunhas e o seu corpo morto jazerá na cidade de Jerusalém.
  • 174.
    A morte dasduas testemunhas será noticiada em todas as nações durante três dias e meio, não sendo permitido que os corpos sejam posto em sepulcros. Todos que habitam na terra se regozijarão com a morte das duas testemunhas, mas depois de três dias e meio, ocorrerá a ressurreição destes dois homens, e grande temor virá sobre os que o virem. Neste momento haverá um grande terremoto que provoca a queda da décima parte da cidade e a morte de sete mil homens. “É passado o segundo ai; eis que o terceiro ai cedo virá” (Ap 11.14).
  • 175.
    Passagem De Natureza Parentética 7º Trombeta 1º Ai 2º Ai Resumo das seis primeiras trombetas: Livro trazido do céu. Medida do templo e do altar. As duas testemunhas Morte da terça parte dos homens. Parece ser uma guerra de grandes proporções Demônios do abismo são soltos. 5 meses de tormento. Morte foge dos homens Alterações no céu. Terça parte do sol, lua e estrela afetada A terça parte dos rios é afetada provocando a morte dos homens Perda da terça parte do mar e das criaturas nele existente Perda da terça parte da vegetação 6º Trombeta 5º Trombeta 4º Trombeta 3º Trombeta 2º Trombeta 1º Trombeta
  • 176.
    20. O Toqueda Sétima Trombeta “ E tocou o sétimo anjo a trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo o sempre” (Ap 11.15). O toque da sétima trombeta anuncia a vinda do Reino Milenar de Jesus Cristo, este, no entanto, será precedido pelo últimos dias da grande tribulação, quando então os judeus sofrerão grande perseguição. É o “Dia da angústia de Jacó”. A relação é a mesma entre a festa das trombetas (anúncio), expiação (angústia) e tabernáculos (milênio).
  • 177.
    Os vinte equatro anciãos ao redor do trono prostram-se sobre seu rosto e adoram a Deus, dando-lhe graças pelo seu grande poder. O tempo dos juízos mais severos sobre a terra é chegado. No céu, a Arca do concerto, símbolo do governo moral de Deus, o qual não foi respeitado pelos homens, é vista no templo, e sendo assim vê-se relâmpagos, vozes, trovões, terremotos e grande saraiva – Tempestade iminente.
  • 178.
    21. Os ÚltimosTrês Anos e Meio da Grande Tribulação – A Perseguição a Israel O Sinal no Céu: Uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas sobre a cabeça. A visão desta mulher remete ao sonho de José, quando o sol, a lua e doze estrelas prostraram-se diante dele. A mulher é, portanto, símbolo da nação de Israel, através de quem veio o Messias para salvar a humanidade (ver Ap 12.2).
  • 179.
    Um outro sinalcéu é visto – Um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres e, sobre a cabeça sete diademas. O dragão é Satanás. Ap 12.4 relata a sua queda que aconteceu antes da criação do homem, quando então um terço dos anjos, terça parte das “estrelas do céu” na linguagem de Apocalipse, caiu juntamente com Satanás.
  • 180.
    “ E odragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono” (Ap 12.4b,5). Desde a queda do homem, quando então a primeira profecia a respeito do Messias foi feita, a tentativa de Satanás é impedir que esta profecia viesse a se cumprir. Para isto, Satanás tentaria exterminar a semente santa, desde Abel até o nascimento de Jesus, quando então ele usa Herodes para matar todos os meninos de dois anos para baixo em Belém e arredores. A tentativa de Satanás, porém foi fracassada, e Jesus triunfou sobre o diabo, o pecado, o mundo e a morte.
  • 181.
    “ E amulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias” (Ap 12.6). Assim como se cumpriu as profecias quanto a primeira vinda do Messias, também as profecias quanto a sua segunda vinda para reinar em Israel se cumprirão. A tentativa do diabo é então, exterminar a nação de Israel, para que desta forma o Reino Milenar de Jesus Cristo não venha a se cumprir. A linguagem acima já remete então para os três anos e meio finais da grande tribulação, quando então, o povo judeu sofrerá grande perseguição. Deus, no entanto guardará o remanescente de Israel, guardando-os de serem exterminados pelo Anticristo.
  • 182.
    “ E houvebatalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, mas não prevaleceram; nem mais o seu lugar se achou nos céus. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o diabo e Satanás, que engana todo o mundo; ele foi precipitado na terra, e os seus anjos foram lançados com ele” (Ap 12.7-9). É no período da grande tribulação que Satanás e seus anjos serão expulsos das regiões celestiais, numa batalha espiritual comandada pelo arcanjo Miguel, anjo guardião de Israel.
  • 183.
    “ E ouviuma grande voz no céu, que dizia: Agora chegada está a salvação, e a força, e o reino do nosso Deus, e o poder do seu Cristo; porque já o acusador de nossos irmãos é derribado, o qual diante do nosso Deus os acusava de dia e de noite” (Ap 12.10). Uma voz no céu é ouvida aclamando a chegada do Reino de Deus. O céu é convidado a alegrar-se com a expulsão de Satanás das regiões celestiais e um ai (provavelmente o terceiro ai) é proferido em relação aos habitantes da terra (ver Ap 12.12).
  • 184.
    “ E quandoo dragão viu que fora lançado na terra, perseguiu a mulher que dera à luz o varão. E foram dadas à mulher duas asas de grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente” (Ap 12.13). Tempo, e tempos e metade de um tempo – Refere-se aos três anos e meio finais da grande tribulação. Com a expulsão de Satanás das regiões celestiais a perseguição aos judeus se intensifica. A nação, no entanto é guardada por Deus. Entende-se que esta região desértica é a região onde se situa a Jordânia, antiga região dos moabitas, amonitas e edomitas.
  • 185.
    “ E aserpente lançou da sua boca atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar. E a terra ajudou a mulher; a terra abriu a boca e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher e foi fazer guerra ao resto da sua semente, os que guardam os mandamentos de Deus e tem o testemunho de Jesus Cristo” (Ap 12.15-17). Água como um rio é uma linguagem que se refere a tentativa de Satanás de cumprir o seu propósito de aniquilar completamente com a nação de Israel. “A terra ajudou a mulher”. Esta terminologia parece indicar, que assim como no período do Holocausto Nazista houveram aqueles que deram refúgio aos judeus, assim também neste período de grande perseguição haverão aqueles que darão socorro ao povo de Israel.
  • 186.
    23. A ÚltimaExpressão do Império Romano – O Governo do Anticristo “ E eu pus-me sobre a areia do mar e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres, dez diademas, e, sobre as cabeças, um nome de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés, como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder, e o seu trono, e grande poderio” (Ap 13.1,2).
  • 187.
    O mar –Simboliza as nações – A besta que subiu do mar é um político que surge dentre as nações. É o Anticristo cujo poder nos três anos e meio finais da grande tribulação se intensifica. Sete cabeças, dez chifres e dez diademas – Indica a procedência satânica, já que o dragão possuía sete cabeças com sete diademas e dez chifres. Indica também a unificação de blocos de nações dando poder ao Anticristo. Semelhante ao leopardo, pés como os de urso e boca como de leão – O império do Anticristo traz em si características dos Impérios Greco-Macedônio, Medo-Persa e Babilônico. Rapidez, extensão e poderio.
  • 188.
    Característica do Anticristosegundo Ap 13.3-10: Será ferido de morte, porém será curado, o que levará toda a terra a se maravilhar. Terá poder de persuasão e de manipulação das massas. Ele dominará no final por um período de 42 meses. Abrirá a sua boca em blasfêmias contra Deus e tudo o que se refere a Ele. Será lhe permitido fazer guerra aos santos e vencê-los. Dominará sobre toda tribo, língua e nação. Será adorado por todos os que habitam na terra, aqueles cujos nomes não estão escrito no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo.
  • 189.
    24. AÚltima Expressão do Império Romano – O Falso Profeta “ E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como o dragão. E exerce todo o poder da primeira besta na sua presença e faz que a terra e os que nela habitam adorem a primeira besta, cuja chaga mortal fora curada” (Ap 13.11,12).
  • 190.
    Característica do falsoprofeta segundo Ap 13.11-17 E vi subir da terra, a terra é uma simbologia das religiões que estarão unificadas neste período. O atual ecumenismo é um preparo para isto. Chifres como de um cordeiro. Os chifres é símbolo de poder. Com o aparecimento do falso profeta tem-se a manifestação da trindade satânica (O dragão, o Anticristo e o falso profeta). Ele exercerá influência para que o Anticristo seja adorado na terra. Fará grandes sinais, “de maneira que até fogo faz descer do céu à terra, à vista dos homens” (Ap 13.13).
  • 191.
    Os habitantes daterra serão enganados pelos grandes sinais que lhe será permitido fazer. Através deste engano persuadirá os habitantes da terra a fazerem imagem do Anticristo, sendo que esta, inclusive falará. Todos aqueles que não adorarem a imagem do Anticristo serão perseguidos e mortos.
  • 192.
    25. A ÚltimaExpressão do Império Romano – O Número da Besta “ E faz que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e servos lhes seja posto um sinal na mão direita ou na testa” (Ap 13.16). Toda a humanidade será levada a ter um sinal na mão direita ou na testa. Este sinal identificará o nome ou o número do nome da besta, o Anticristo. Aqueles que não o possuírem não poderão comprar ou vender. O número da besta, é número de homem, sendo este o número 666, uma referência ao fato do homem ter sido criado no sexto dia da criação. Ilustrações: Prenúncios dos acontecimentos.
  • 193.
    25. O Cordeiroe os Remidos no Monte Sião “ E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em sua testa tinham escrito o nome dele e o de seu Pai” (Ap 14.1). O monte Sião neste versículo é um nome simbólico para o céu (cf. Hb 12.22,23). Os 144000 são vistos no céu estando já na presença de Jesus Cristo depois de terem cumprido sua missão na terra durante o período de tribulação/grande tribulação. Eles resistiram à marca da besta e a perseguição e diante do trono e dos quatro animais e dos anciãos entoam um cântico que somente eles conhecem.
  • 194.
    “ E nasua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus” (Ap 14.5). Características dos 144000 segundo Ap 14.4,5: Não se contaminaram com mulheres – Esta terminologia é indicativo de que não se misturaram a nenhuma outra religião. Seguiram o Cordeiro aonde quer que fosse – Uma terminologia que indica suas vidas de renúncia. Foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro – Uma terminologia que os indica como os primeiros a se converterem no período tribulação/grande tribulação. Na sua boca não se achou engano tendo sido irrepreensíveis.
  • 195.
    26. A Proclamaçãodo Evangelho Eterno “ E vi outro anjo voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua e povo” (Ap 14.6). Antecedendo os últimos juízos de Deus sobre a terra, três anjos são vistos trazendo as seguintes mensagens de Deus: O primeiro anjo conclama os povos a temerem a Deus, dar-lhe glória e o adorarem, “porque vinda é a hora do seu juízo” (Ap 14.6); o segundo anjo anuncia a queda de Babilônia, a grande cidade que levou todas as nações a prostituição. O anúncio indica uma mensagem advertindo os povos e nações em relação ao engano das falsas religiões, camufladas debaixo do ecumenismo; o terceiro anjo adverte quanto ao destino daqueles que adoram a besta .
  • 196.
    “ E ouviuma voz do céu, que me dizia: Escreve: Bem aventurados os mortos, que desde agora, morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam” (Ap 14.13). A mensagem seguinte ao anúncio dos três anjos indica que ainda estarão ocorrendo conversões neste período final de grande tribulação.
  • 197.
    27. A Ceifae a Vindima “ E olhei, e eis uma nuvem branca e, assentado sobre a nuvem, um semelhante ao Filho do Homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro e uma foice aguda” (Ap 14.14). A terra é vista como que estando madura para a ceifa. Neste momento da grande tribulação estará ocorrendo o agrupamento das nações para a batalha do Armagedon. Um anjo anuncia a vinda da hora de segar, porque já a seara da terra está madura. A linguagem neste ponto se refere a colheita dos gentios para o juízo que se dará na batalha do Armagedon.
  • 198.
    Um outro anjosai do templo também com uma foice aguda. Um anjo que tinha poder sobre o fogo clama para que este lançasse a foice para a vindima dos cachos da vinha, “porque já as suas uvas estão maduras”. A linguagem neste ponto se refere a colheita de judeus também para o juízo na batalha do Armagedon.
  • 199.
    “ E oanjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até aos freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios” (Ap 14.19,20). O lagar é uma referência ao local onde se dará a batalha do Armagedon, quando então ocorrerá a morte de uma grande multidão tanto de gentios, quanto de judeus.
  • 200.
    7ª Trombeta Anúnciodo Reino Milenar Resumo dos acontecimentos com o toque da sétima trombeta: Todas as nações, povos e línguas são levados a adorarem o Anticristo e a receberem a marca da besta Surge o falso profeta através da unificação das religiões O reino do Anticristo ganha força dando espaço para a manifestação do último império – O governo do Anticristo A perseguição aos judeus e àqueles que se convertem a Jesus se intensifica Batalha no céu entre Miguel e seus anjos contra o dragão. Satanás e seus anjos são expulsos das regiões celestiais A fuga da mulher para o deserto – Perseguição aos judeus O sinal no céu – A mulher vestida de sol e o dragão vermelho – Histórico da perseguição à nação de Israel por causa do Varão que há de reger as nações Judeus e gentios são reunidos para a batalha do Armagedon O evangelho eterno é proclamado pelos anjos. Anuncia-se a queda de Babilônia Os 144000 são vistos no céu
  • 201.
    28. Os SeteAnjos com as Últimas Pragas e os Salvos da Grande Tribulação “ E vi outro grande e admirável sinal no céu: Sete anjos que tinham as sete últimas pragas, porque nelas é consumida a ira de Deus” (Ap 15.1). João vê os sete anjos com as sete últimas pragas a serem derramadas sobre a terra.
  • 202.
    Ele vê ossalvos do período final da grande tribulação. Aqueles que saíram vitoriosos da besta, e da sua imagem, e do seu sinal, e do número do seu nome. Estes estavam junto ao mar de vidro e tinham as harpas de Deus. Eles entoavam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. Depois disto os sete anjos com as sete pragas saem do templo vestidos de linho puro e resplandecente e cingidos com cintos de ouro pelo peito. As vestes de linho são símbolo de pureza, justiça, e os cintos de ouro símbolos do Reino de Jesus Cristo. Um dos quatro animais dá aos sete anjos sete taças cheias da ira de Deus.
  • 203.
    29. As SeteTaças da Ira de Deus “ E ouvi, vinda do templo, uma grande voz, que dizia aos sete anjos: Ide e derramai sobre a terra as sete taças da ira de Deus” (Ap 16.1). A primeira taça – Uma chaga má e maligna cai sobre os homens que tinham o sinal da besta e que adoravam a sua imagem. A segunda taça – É derramada sobre o mar que se torna em sangue ocorrendo a morte de toda alma vivente. A terceira taça – Derramada sobre os rios e fontes de águas que se tornam em sangue.
  • 204.
    “ E ouvio anjo das águas que dizia: Justo és tu, ó Senhor, que és, e que era, e santo és, porque julgastes estas coisas. Visto como derramaram o sangue dos santos e dos profetas, também tu lhes deste sangue a beber; porque disto são merecedores” (Ap 16.6,7). A quarta taça – É derramado sobre o sol, e os homens são abrasados com fogo, e grandes calores. Os homens blasfemam o nome de Deus e não se arrependem para lhe darem glória. A quinta taça – É derramada sobre o trono da besta e o seu reino se faz tenebroso. Os homens mordem a língua de dor. Mais uma vez blasfemam o nome de Deus e não se arrependem das suas obras.
  • 205.
    “ E daboca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs, porque são espíritos de demônios que fazem prodígios; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo para os congregar para a batalha, naquele grande Dia do Deus Todo Poderoso” (Ap 16.13,14). A sexta taça – É derramada sobre o rio Eufrates levando a sua água a secar preparando o caminho dos reis do Oriente. Três espíritos demoníacos saem da boca do dragão (Satanás), do Anticristo e do falso profeta induzindo os reis de toda terra para a batalha do Armagedon onde o Anticristo tentará exterminar definitivamente a nação de Israel. O anti-semitismo hoje é um preparo para este momento. Ouve-se um anúncio quanto a vinda de Jesus que já estará bem próxima. Ele a compara a vinda do ladrão, exortando todos à vigilância.
  • 206.
    “ E osétimo anjo derramou a sua taça no ar, e saiu grande voz do templo do céu, do trono, dizendo: Está feito!” (Ap 16.17). A sétima taça – É derramada no ar. Vozes, trovões e relâmpagos são vistos. Ocorre um grande terremoto ocorrendo a queda da grande cidade, provavelmente Jerusalém, também as cidades das nações caem e Deus se lembra da grande Babilônia para que ela também beba do cálice do vinho da sua ira. Uma grande saraiva cai sobre os homens, e também pedras do peso de um talento. Os homens blasfemam de Deus por causa da praga da saraiva que é mui grande.
  • 207.
    Passagem De Natureza Parentética João vê os sete anjos com as últimas pragas, os salvos do período final da GT, os sete anjos saindo do templo. Resumo das sete taças: Grande terremoto e saraiva sobre os homens. Deus se lembra da grande Babilônia O rio Eufrates se seca. Os reis da terra se congregam para a batalha do Armagedon O reino do Anticristo se torna tenebroso. Os homens mordem a língua de dor Efeitos sobre o sol fazendo os homens se abrasarem Rios e fontes torna-se em sangue Mar torna-se em sangue – Morte de toda criatura Chaga maligna sobre os homens que tem o sinal da besta 7ª Taça 6ª Taça 5ª Taça 4ª Taça 3ª Taça 2ª Taça 1ª Taça
  • 208.
    30. A Quedade Babilônia “ E veio um dos sete anjos que tinham as sete taças e falou comigo, dizendo–me: Vem, e mostrar-te-ei a condenação da grande prostituta que está assentada sobre muitas águas” (Ap 17.1). Característica da grande prostituta que possibilitam a sua identificação: Esta assentada sobre muitas águas – As águas é símbolo das nações, povos e língua. Isto significa que ela tem lugar em todas as nações. Com ela os reis da terra se prostituíram e embebedaram-se com o vinho da sua prostituição. Essa linguagem remete para as alianças feitas entre os papas e os governantes das nações, quando então grandes proporções de terra eram cedidos a igreja católica em troca de favores do vaticano.
  • 209.
    “ E nasua testa, estava escrito o nome: MISTÉRIO, A GRANDE BABILÔNIA, A MÃE DAS PROSTITUIÇÕES E ABOMINAÇÕES DA TERRA ” (Ap 17.5). Característica da grande prostituta que possibilitam a sua identificação: João é levado em espírito a um deserto e a vê assentada sobre uma besta de cor escarlate, que estava cheia de nome de blasfêmia e tem sete cabeças e dez chifres. Esta besta é o Anticristo. No tempo da grande tribulação este sistema de religião estará ligado ao reino do Anticristo provavelmente através do falso profeta. Prostituição remete a todos os ensinos, dogmas e doutrinas contrárias a Palavra de Deus que foram por ela ensinadas.
  • 210.
    A mulher estávestida de púrpura e de escarlata, adornada com ouro e pedras preciosas e perola. Ela tem na sua mão um cálice de ouro cheio de abominações e imundícia da sua prostituição. A púrpura é símbolo de realeza e a escarlata símbolo de sangue. É uma igreja riquíssima. O cálice de ouro cheio de abominações e imundícia da sua prostituição são os ensinos anti-bíblicos que foram por ela ensinados entre todas as nações.
  • 211.
    “ E vique a mulher estava embriagada do sangue dos santos e do sangue das testemunhas de Jesus. E, vendo-a eu, maravilhei-me com grande admiração” (Ap 17.6). João se maravilha por ver que a igreja romana, que anteriormente fora fiel a Deus, se tornara uma prostituta, embriagada com o sangue dos santos. Este versículo remete para o período dos anos 500 a 1500 quando então a igreja católica mandou matar todos aqueles que se levantavam contra ela, os santos que deram testemunho à verdade da Palavra de Deus.
  • 212.
    No versículo 9,o anjo revela a João que as sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. Entende-se que este sete montes refere-se a Roma que originalmente foi edificada sobre sete montes. Os sete montes de Roma. Em amarelo: Capitoline, Quirinale, Viminale, Palatino, Esquilino, Celio e Aventine
  • 213.
    “ E oanjo me disse: Porque te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da besta que a traz, a qual tem sete cabeças e dez chifres” (Ap 17.7). Os versículos 7 ao 13 são ainda de difícil interpretação. Eles mostram como ocorrerá a restauração do futuro Império Romano que surgirá sob o governo do Anticristo: Algumas possíveis interpretações: A besta que viste foi e já não é, e há de subir do abismo, e irá à perdição (v 8). Provavelmente o anjo se refere ao Império Romano, que existiu; hoje, porém já não mais existe; no entanto, no futuro aparecerá novamente sob o governo do Anticristo , mas este terá também o seu fim. Todos os que habitam na terra admirarão vendo a besta que era e já não é, mas que virá.
  • 214.
    “ E osdez chifres que vistes são dez reis, que ainda não receberam o reino, mas receberão o poder como reis por uma hora, juntamente com a besta” (Ap 17.12). E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo (v. 10). Provavelmente se refere aos cinco impérios que existiram antes do Império Romano: o Greco-Macedônio, o Medo-Persa, o Babilônico, o Assírico, o Egípcio. Estes na época de João já haviam caído, o que existia era o romano, o outro que ainda não tinha vindo é o futuro Império Romano restaurado sob o governo do Anticristo.
  • 215.
    E a besta,que era e já não é, é ela também o oitavo, e é dos sete, e vai à perdição (v. 11). Também é uma referência ao Império Romano que existiu, hoje já não existe mais. A partir da sua restauração que deve ocorrer pela confederação de sete nações, surgirá o Anticristo, ele será o oitavo, vindo dentre os sete. Os versículos 12 e 13 mostra este futuro reino do Anticristo constituído de dez reis que entregarão seu poder e autoridade à besta.
  • 216.
    “ E osdez chifres que viste na besta são os que aborrecerão a prostituta e a porão desolada e nua, e comerão a sua carne e a queimarão no fogo” (Ap 17.16). Inicialmente o Anticristo estará ligado ao enganoso sistema de religião representado pela mulher montada na besta. Parece que no final da grande tribulação, para dar lugar ao culto de adoração à besta, ocorrerá um rompimento e o governo no Anticristo destruirá as instituições da prostituta. Ap 17.14 mostra o governo do Anticristo se levantando contra Jesus Cristo, “o Cordeiro os vencerá, porque é o Senhor dos senhores e o Rei dos reis; vencerão os que estão com ele, chamados, eleitos e fiéis”.
  • 217.
    31. A Quedada Babilônia Comercial E depois destas coisas, vi descer do céu outro anjo, que tinha grande poder, e a terra foi iluminada com a sua glória. E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu! Caiu a grande Babilônia e se tornou morada de demônios, e abrigo de todo espírito imundo, e refúgio de toda ave imunda e aborrecível!” (Ap 18.1,2). O capítulo 18 já não trata mais da Babilônia religiosa, o falso sistema de religião que predominará no governo do Anticristo. Sugerem os estudiosos que trata realmente da cidade de Babilônia que estará reconstruída, provavelmente onde é hoje o Iraque. Esta cidade terá importância política, comercial e religiosa no período da grande tribulação. A sua queda provocará grandes lamentações sobre a terra.
  • 218.
    32. Alegria eTriunfo no Céu “ E, depois destas coisas, ouvi no céu como que uma grande voz de uma grande multidão, que dizia: Aleluia! Salvação, e glória, e honra, e poder pertencem ao Senhor, nosso Deus, porque verdadeiros e justos são os seus juízos, pois julgou a grande prostituta, que havia corrompido a terra com a sua prostituição, e das mãos dela vingou o sangue dos seus servos” (Ap 19.1,2).
  • 219.
    Com a quedada Babilônia completa-se os juízos de Deus sobre a terra. Ouve-se alegria e triunfo no céu por parte de todos os seus habitantes, onde é reconhecido que verdadeiramente, o Senhor, Deus Todo-Poderoso reina. O céu se regozija também pela vinda das bodas do Cordeiro, tendo a sua esposa já se aprontado (ver Ap 19.7-9). Diante destas visões João lança-se aos pés do anjo para lhe adorar, mas o anjo lhe diz para não fazer tal, antes adorar somente a Deus.
  • 220.
    33. A Voltade Jesus com Poder e Grande Glória “ E vi o céu aberto, e eis um cavalo branco. O que estava assentado sobre ele chama-se Fiel e Verdadeiro e julga e peleja com justiça. E os seus olhos eram como chama de fogo; e sobre a sua cabeça havia muitos diademas; e tinha um nome escrito que ninguém sabia, senão ele mesmo. E estava vestido de uma veste salpicada de sangue, e o nome pelo qual se chama é a Palavra de Deus” (Ap 19.11,12).
  • 221.
    João vê oretorno de Jesus, seguindo-no os exércitos que há no céu em cavalos brancos e vestido de linho fino, branco e puro. A linguagem contrapõe o aparecimento do Anticristo que foi seguido por cavalo vermelho, preto e amarelo, símbolo de guerra, fome e morte. No caso de Jesus é o oposto. São cavalos brancos que o seguem, uma simbologia da paz permanente em seu reinado. O linho fino branco e puro é símbolo do governo de justiça sob o qual estará a terra, no Reino Milenar de Jesus Cristo.
  • 222.
    “ E dasua boca saía uma aguda espada, para ferir com ela as nações; e ele as regerá com vara de ferro e ele mesmo é o que pisa o lagar do vinho do furor e da ira do Deus Todo-poderoso. E na veste e na sua coxa tem escrito este nome: “Rei do reis e Senhor dos senhores” (Ap 19.15,16). Em seu retorno, Jesus segue para o local onde estará ocorrendo a batalha do Armagedon, e ali Ele salvará a nação de Israel. O Anticristo será preso, e com ele o falso profeta. Os dois serão lançados vivos no ardente lago de fogo e enxofre.
  • 223.
    Nesta batalha muitagente morrerá, daí se dizer que as aves se fartarão da carne dos reis, e dos tribunos e dos fortes, e de todos os homens, livres e servos, pequenos e grandes. Um anjo desce do céu com a chave do abismo e uma grande cadeia na mão. Satanás é preso por mil anos.
  • 224.
    “ E vitronos; e assentaram-se sobre eles aqueles a quem foi dado o poder de julgar. E vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus e pela palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na testa nem na mão; e viveram e reinaram com Cristo durante mil anos” (Ap 20.4). O Reino Milenar é precedido pelo julgamento das nações, dando a elas o direito ou não de entrarem no Reino de Jesus Cristo.
  • 225.
    Todos aqueles quemorreram em Cristo durante o período dos sete anos de tribulação ressuscitarão para reinarem com Cristo na terra. Os demais mortos não revivem até que os mil anos se acabem. Depois de mil anos de Cristo, Satanás será solto e lhe será permitido enganar as nações nos quatro cantos da terra. Fogo desce do céu e o diabo é então lançado definitivamente no lago de fogo e enxofre onde está o falso profeta e o Anticristo.
  • 226.
    34. O JuízoFinal “ E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles” (Ap 20.11). Após Satanás ser lançado definitivamente no lago de fogo e enxofre ocorrerá o juízo do trono branco. A linguagem indica que Deus age com justiça, e que diante de sua justiça nem a terra e o céu poderiam subsistir.
  • 227.
    Também é importanteperceber que não se vê aqui o Cordeiro no trono, o que indica que não haverá mais tempo para salvação. Vários livros são abertos e os mortos são julgados segundo a suas obras. O livro da vida é aberto confirmando a ausência daquela pessoa no mesmo. A morte, o inferno e aquele que não foi achado escrito no livro da vida é lançado no lago de fogo.
  • 228.
    35. O NovoCéu e a Nova Terra “ E vi novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe” (Ap 21.1). O céu aqui equivale ao espaço sideral onde foi permitido que Satanás e as hostes espirituais da maldade atuassem. Com o julgamento da terra, céu e terra tem agora um novo começo que adentra a eternidade.
  • 229.
    João vê tambéma Santa Cidade, a nova Jerusalém que de Deus descia do céu. Nesta Santa Cidade habitarão todos os salvos por toda a eternidade, e Deus com eles, ali habitará. Esta linguagem indica a plena comunhão que haverá entre Deus e o seu povo. Ali não haverá mais morte, toda lágrima será enxuta, não haverá pranto, nem clamor. Estarão de fora os tímidos, os incrédulos, os abomináveis, os homicidas, os fornicadores, os feiticeiros, os idólatras, os mentirosos.
  • 230.
    36. A NovaJerusalém “ E levou-me em espírito a um grande e alto monte e mostrou-me a grande cidade, a santa Jerusalém, que de Deus descia do céu” (Ap 21.10). A Nova Jerusalém: Nela se vê a glória de Deus. Possui doze portas, nas portas doze anjos, e escrito sobre ela o nome das doze tribos de Israel. Esta linguagem indica que o livre arbitro foi dado tanto aos anjos quanto aos homens. Estarão com Deus, aqueles que escolheram estar com Ele, seja anjos ou seja homens. O número doze indica a plenitude de salvação para todos que escolheram adentrar pela porta da vida.
  • 231.
    O muro dacidade tinha doze fundamentos e, neles, os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro – A linguagem indica que estarão ali presentes aqueles que não adulteraram a Palavra de Deus, mas a pregaram baseado no fundamento dos apóstolos de Jesus Cristo. A cidade era quadrada. Comprimento, largura e altura iguais. Indica a sua perfeição. Nela não se vê templo, porque o seu templo é o Senhor, Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. Não necessita de sol, nem de lua, porque a glória de Deus é que a alumina, e o Cordeiro é a sua lâmpada.
  • 232.
    As nações andarãoa sua luz, e os reis da terra trarão para ela a sua glória. João vê também um rio puro da água que procede do trono de Deus e do Cordeiro. Ele vê a árvore da vida, que produz doze frutos, dando fruto de mês em mês para saúde das nações. Nela não haverá maldição. Ali estará o trono de Deus e do Cordeiro a quem seus servos servirão.
  • 233.
    37. Admoestações ePromessas Finais “ Eis que presto venho. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro” (Ap 22.7). O livro termina convidando aqueles que fazem justiça a fazerem justiça ainda, enquanto que os injustos a cada vez seguem sujando-se mais. Jesus adverte quanto a brevidade da sua vinda, sendo que seu galardão está com Ele está para dar a cada um segundo a sua obra.
  • 234.
    Os cães, osfeiticeiros, os que se prostituem, os homicidas, os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira estarão de fora. Uma advertência quanto a não acrescentar ou tirar alguma coisa a esta profecia é feita, pois sendo assim as pragas que estão nele escrito virão sobre aquele que assim proceder.