“A campanha é
fundamentada na
informação e na
transparência.
Nós chegamos à
conclusão de que
a população
precisa ser
informada das
condições dos
nossos rios.”
Presidente da Sanasa
Conta de água sobe 15% em agosto
ARLY DE LARA ROMEU
AUMENTO ||| SERVIÇO BÁSICO
Inaê Miranda
DA AGÊNCIA ANHANGUERA
inae.miranda@rac.com.br
A conta de água e esgoto vai
ficar 15% mais cara em Cam-
pinas a partir de 16 de agos-
to. A justificativa da Sanasa,
segundo o presidente da com-
panhia, Arly de Lara Romêo,
é a redução em 20% no con-
sumo de água por causa da
crise hídrica e a elevação da
conta de energia elétrica, que
passou de R$ 2,2 milhões pa-
ra R$ 4 milhões. O pedido de
reajuste extraordinário foi fei-
to no início do mês à Agência
Reguladora dos Serviços de
Saneamento das Bacias dos
Rios Piracicaba, Capivari e
Jundiaí (Ares-PCJ) e a publi-
cação da resolução será feita
hoje no Diário Oficial do Mu-
nicípio, segundo informou a
Sociedade de Abastecimento
de Água e Saneamento (Sana-
sa). Este será o segundo rea-
juste em um período de seis
meses. Em fevereiro, a conta
subiu 11,9% — índice acima
da inflação.
O reajuste da água ocorre
normalmente uma vez por
ano, mas segundo Romêo,
foi necessário o novo aumen-
to já que a empresa acumula-
va uma defasagem tarifária,
entre fevereiro e maio, de
27,32%. E a necessidade de
reajuste seria de 36,26% —
entre fevereiro de 2015 e ja-
neiro de 2016. A indicação da
defasagem, segundo o presi-
dente, foi feita a partir de aná-
lise da Ares PCJ. Porém, por
determinação do prefeito, o
reajuste ficará em 15%. “Nós
já fazíamos a lição de casa e
agora vamos apertar ainda
mais o cinto para não levar
essa defasagem para a popu-
lação”, disse.
A principal justificativa pa-
ra o reajuste é a crise hídrica.
Segundo Romêo, a popula-
ção reduziu o consumo de
água potável em 20%. Além
disso, foi necessário aumen-
tar os custos com o tratamen-
to da água. “As empresas vi-
vem de vender água e tratar
esgoto. A qualidade da água
também piorou muito. Nós
gastávamos cerca de R$ 8 mi-
lhões ao ano, depois passou
para R$ 12 milhões, depois
para quase R$ 26 milhões as
nossas despesas com cloro e
outros produtos para tratar a
água. O consumo de energia
elétrica passou de R$ 2,2 mi-
lhões para R$ 4 milhões.” O
presidente da Sanasa justifi-
cou ainda que o aumento per-
mitirá à empresa manter a ca-
pacidade de investimentos.
“Além de cumprir com as des-
pesas de custeio, precisamos
manter os investimentos.”
Apesar do reajuste anteci-
pado, novos reajustes no ano
que vem não estão descarta-
dos. “Isso é uma antecipação
de uma decisão que ocorre-
ria no ano que vem. Então,
em 2016, vamos ver o que a
agência (Ares-PCJ) vai apon-
tar”, disse. Além de Campi-
nas, a Ares-PCJ autorizou mu-
danças tarifárias fora do ca-
lendário para as cidades de
Piracicaba, em 15%, e em Jun-
diaí, em 16%, segundo Ro-
mêo.
Investimentos
O presidente da Sanasa afir-
mou que mesmo com a crise,
a empresa tem mantido os in-
vestimentos com o objetivo
de universalizar o saneamen-
to do município. “Nós investi-
mos R$ 274,7 milhões. So-
mente este ano já foram R$
50 milhões. É muito impor-
tante. Coisa que a empresa
não pode deixar de fazer por-
que é isso que vai melhorar
as condições de saneamento
e a saúde da população.” Ro-
mêo adiantou que foi concluí-
da a concorrência internacio-
nal para a contratação da
ETE Boa Vista, que deve ocor-
rer nos próximos dias. “Com
essa obra, Campinas terá ca-
pacidade de tratar 100% do
esgoto e será a primeira cida-
de com mais de 1 milhão de
habitantes a possuir essa con-
dição”, disse.
Sabesp
Além da Sanasa, em Campi-
nas, a Companhia de Sanea-
mento Básico do Estado de
São Paulo (Sabesp) também
planeja reajustar a tarifa de
água na Capital, mas pela
terceira vez desde dezem-
bro. A Sabesp quer repassar
para a fatura dos clientes
paulistanos o encargo de
7,5% da receita bruta obtida
na cidade que é obrigada a
depositar no Fundo Munici-
pal de Saneamento Ambien-
tal e Infraestrutura para exe-
cução de obras. O possível
aumento de até 7,5% na tari-
fa de água da Capital seria o
terceiro desde dezembro pas-
sado, quando a conta au-
mentou 6,5%.
Em junho, a pedido da Sa-
besp, a Arsesp autorizou um
aumento extraordinário, de
15,2%, por causa das perdas
financeiras registradas pela
estatal em razão da crise hí-
drica. A Sabesp, contudo,
queria um aumento de
22,7%. O reajuste na conta é
questionado na Justiça pela
Associação de Consumidores
Proteste, que considera um
terceiro aumento inaceitável
“para quem já está ficando
sem água”. (Com Informa-
ções da Agência Estado).
Cor alerta consumidor sobre vazão dos rios
Torre do Castelo iluminada com a cor verde, o que signifca boa vazão no Rio Atibaia: população informada
É o segundo reajuste em seis meses; Sanasa alega queda de 20% no consumo devido à crise hídrica
Leandro Ferreira/AAN
Aumento da tarifa
de energia elétrica
também influenciou
A
Sanasa deu início
esta semana a uma
nova campanha com
o objetivo de informar a
população sobre a situação
do abastecimento no
município. Serão utilizadas
as cores verde, amarela e
vermelha, sinalizando o
estado das vazões dos rios
e se existe restrição de uso
da água pela população. A
informação é transmitida
por meio do Boletim
Sanasa no site da empresa
(www.sanasa.com.br) e
através da iluminação de
11 reservatórios elevados
(caixas d’água). A cor verde
demonstra que o Rio
Atibaia apresenta boas
condições de vazão e
qualidade de água ideal
para o abastecimento. Já a
amarela sinaliza que o
momento é de cuidado
redobrado no consumo e
de alerta para uma possível
situação de restrição. Já o
sinal vermelho significa
possibilidade de restrição
no abastecimento, que se
dará através de rodízio.
Além da indicação no site,
serão iluminados a Torre
do Castelo, os reservatórios
elevados do DIC 5, Carlos
Lourenço, ETA DIC, São
Bernardo, Padre Anchieta,
San Conrado, Alto
Taquaral, Alto Nova
Campinas, Jardim Londres
e Jardim São Gabriel. “Esta
campanha está
fundamentada na
informação e na
transparência. Nós
chegamos a conclusão de
que a população precisa
ser informada das
condições dos nossos rios”,
afirmou o presidente da
Sanasa Arly de Lara
Romêo. (IM/AAN)
CORREIO POPULAR A7CIDADES Campinas, sexta-feira, 17 de julho de 2015
A7

Correio 17-7-15 2

  • 1.
    “A campanha é fundamentadana informação e na transparência. Nós chegamos à conclusão de que a população precisa ser informada das condições dos nossos rios.” Presidente da Sanasa Conta de água sobe 15% em agosto ARLY DE LARA ROMEU AUMENTO ||| SERVIÇO BÁSICO Inaê Miranda DA AGÊNCIA ANHANGUERA inae.miranda@rac.com.br A conta de água e esgoto vai ficar 15% mais cara em Cam- pinas a partir de 16 de agos- to. A justificativa da Sanasa, segundo o presidente da com- panhia, Arly de Lara Romêo, é a redução em 20% no con- sumo de água por causa da crise hídrica e a elevação da conta de energia elétrica, que passou de R$ 2,2 milhões pa- ra R$ 4 milhões. O pedido de reajuste extraordinário foi fei- to no início do mês à Agência Reguladora dos Serviços de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (Ares-PCJ) e a publi- cação da resolução será feita hoje no Diário Oficial do Mu- nicípio, segundo informou a Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sana- sa). Este será o segundo rea- juste em um período de seis meses. Em fevereiro, a conta subiu 11,9% — índice acima da inflação. O reajuste da água ocorre normalmente uma vez por ano, mas segundo Romêo, foi necessário o novo aumen- to já que a empresa acumula- va uma defasagem tarifária, entre fevereiro e maio, de 27,32%. E a necessidade de reajuste seria de 36,26% — entre fevereiro de 2015 e ja- neiro de 2016. A indicação da defasagem, segundo o presi- dente, foi feita a partir de aná- lise da Ares PCJ. Porém, por determinação do prefeito, o reajuste ficará em 15%. “Nós já fazíamos a lição de casa e agora vamos apertar ainda mais o cinto para não levar essa defasagem para a popu- lação”, disse. A principal justificativa pa- ra o reajuste é a crise hídrica. Segundo Romêo, a popula- ção reduziu o consumo de água potável em 20%. Além disso, foi necessário aumen- tar os custos com o tratamen- to da água. “As empresas vi- vem de vender água e tratar esgoto. A qualidade da água também piorou muito. Nós gastávamos cerca de R$ 8 mi- lhões ao ano, depois passou para R$ 12 milhões, depois para quase R$ 26 milhões as nossas despesas com cloro e outros produtos para tratar a água. O consumo de energia elétrica passou de R$ 2,2 mi- lhões para R$ 4 milhões.” O presidente da Sanasa justifi- cou ainda que o aumento per- mitirá à empresa manter a ca- pacidade de investimentos. “Além de cumprir com as des- pesas de custeio, precisamos manter os investimentos.” Apesar do reajuste anteci- pado, novos reajustes no ano que vem não estão descarta- dos. “Isso é uma antecipação de uma decisão que ocorre- ria no ano que vem. Então, em 2016, vamos ver o que a agência (Ares-PCJ) vai apon- tar”, disse. Além de Campi- nas, a Ares-PCJ autorizou mu- danças tarifárias fora do ca- lendário para as cidades de Piracicaba, em 15%, e em Jun- diaí, em 16%, segundo Ro- mêo. Investimentos O presidente da Sanasa afir- mou que mesmo com a crise, a empresa tem mantido os in- vestimentos com o objetivo de universalizar o saneamen- to do município. “Nós investi- mos R$ 274,7 milhões. So- mente este ano já foram R$ 50 milhões. É muito impor- tante. Coisa que a empresa não pode deixar de fazer por- que é isso que vai melhorar as condições de saneamento e a saúde da população.” Ro- mêo adiantou que foi concluí- da a concorrência internacio- nal para a contratação da ETE Boa Vista, que deve ocor- rer nos próximos dias. “Com essa obra, Campinas terá ca- pacidade de tratar 100% do esgoto e será a primeira cida- de com mais de 1 milhão de habitantes a possuir essa con- dição”, disse. Sabesp Além da Sanasa, em Campi- nas, a Companhia de Sanea- mento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) também planeja reajustar a tarifa de água na Capital, mas pela terceira vez desde dezem- bro. A Sabesp quer repassar para a fatura dos clientes paulistanos o encargo de 7,5% da receita bruta obtida na cidade que é obrigada a depositar no Fundo Munici- pal de Saneamento Ambien- tal e Infraestrutura para exe- cução de obras. O possível aumento de até 7,5% na tari- fa de água da Capital seria o terceiro desde dezembro pas- sado, quando a conta au- mentou 6,5%. Em junho, a pedido da Sa- besp, a Arsesp autorizou um aumento extraordinário, de 15,2%, por causa das perdas financeiras registradas pela estatal em razão da crise hí- drica. A Sabesp, contudo, queria um aumento de 22,7%. O reajuste na conta é questionado na Justiça pela Associação de Consumidores Proteste, que considera um terceiro aumento inaceitável “para quem já está ficando sem água”. (Com Informa- ções da Agência Estado). Cor alerta consumidor sobre vazão dos rios Torre do Castelo iluminada com a cor verde, o que signifca boa vazão no Rio Atibaia: população informada É o segundo reajuste em seis meses; Sanasa alega queda de 20% no consumo devido à crise hídrica Leandro Ferreira/AAN Aumento da tarifa de energia elétrica também influenciou A Sanasa deu início esta semana a uma nova campanha com o objetivo de informar a população sobre a situação do abastecimento no município. Serão utilizadas as cores verde, amarela e vermelha, sinalizando o estado das vazões dos rios e se existe restrição de uso da água pela população. A informação é transmitida por meio do Boletim Sanasa no site da empresa (www.sanasa.com.br) e através da iluminação de 11 reservatórios elevados (caixas d’água). A cor verde demonstra que o Rio Atibaia apresenta boas condições de vazão e qualidade de água ideal para o abastecimento. Já a amarela sinaliza que o momento é de cuidado redobrado no consumo e de alerta para uma possível situação de restrição. Já o sinal vermelho significa possibilidade de restrição no abastecimento, que se dará através de rodízio. Além da indicação no site, serão iluminados a Torre do Castelo, os reservatórios elevados do DIC 5, Carlos Lourenço, ETA DIC, São Bernardo, Padre Anchieta, San Conrado, Alto Taquaral, Alto Nova Campinas, Jardim Londres e Jardim São Gabriel. “Esta campanha está fundamentada na informação e na transparência. Nós chegamos a conclusão de que a população precisa ser informada das condições dos nossos rios”, afirmou o presidente da Sanasa Arly de Lara Romêo. (IM/AAN) CORREIO POPULAR A7CIDADES Campinas, sexta-feira, 17 de julho de 2015 A7