COMPETÊNCIAS BÁSICAS DE
INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA
FUNDAMENTOS EM PSICOTERAPIA
Empatia
• Segundo Carkhuff (1969) a empatia é o
elemento chave no processo de ajuda, ela está
ligada á percepção interpessoal e consiste na
criação de uma base de confiança recíproca na
relação interpessoal. Portanto, a empatia é a
compreensão do outro, que facilita o processo
de ajuda e de auto-exploração e
desenvolvimento do auto-conhecimento.
• A empatia caracteriza-se pelo profundo interesse pelo ser
humano e pelos seus problemas, pela capacidade de
escuta, pela sensibilidade e compreensão da experiência
do outro. Qualquer relação de ajuda começa com
empatia, seja no aspecto motivacional, como na
capacidade do profissional apresentar reacções ao
conteúdo da mensagem do indivíduo. Este processo
implica que o/a psicólogo/a veja a realidade do sujeito
com os olhos do sujeito, isto é, seja capaz de colocar-se
no lugar do sujeito e suporte o seu percurso de auto-
descoberta e de tomada de decisão.
Assertividade
• Esta competência corresponde a uma
habilidade de resolução de problemas e de
negociação em situações em que a satisfação
das próprias necessidades entra em conflito
com a satisfação das necessidades dos outros.
Ser assertivo no contexto da intervenção
psicológica, significa ter a capacidade de
tolerar as frustrações ligadas ao quotidiano
relacional.
• Ser assertivo significa ter capacidade para exprimir os
próprios pensamentos e sentimentos, avaliando a situação
e os objectivos, sem susceptibilizar os interlocutores. Pode
dizer-se que a assertividade é um comportamento que
implica saber ser na expressão dos próprios pensamentos,
sentimentos e intenções de forma directa e honesta e que
não viola os direitos dos outros. A pessoa assertiva sabe
compreender e respeitar os outros salvaguardando ao
mesmo tempo os próprios direitos e deveres. Este
comportamento contribui para a promoção da igualdade,
do respeito, da abertura e da confiança recíproca.
Escuta activa
• A escuta activa pode ser definida como um
conjunto de actos perceptivos através dos quais
o/a terapeuta entra em contacto com uma fonte
comunicativa. Esta competência representa uma
componente activa e fundamental do processo
comunicativo que, além de favorecer a melhor
expressão do sujeito, contribui para criar uma
atmosfera de disponibilidade e receptividade
por parte do profissional.
A escuta activa é vista como a competência que mais do que
qualquer outra, veicula a aceitação em relação ao interlocutor,
e qualifica a relação como respeitosa, atenta, encorajante.
Mischel (1996) refere que a escuta activa permite:
• A auto-exploração do sujeito;
• A focalização e a definição das problemáticas do indivíduo;
• A busca activa de soluções;
• Aumento da consciência acerca das emoções do sujeito;
• A criação de uma relação significativa entre o profissional
de psicologia e o indivíduo;
• O processo da escuta activa integra três momentos: a
recepção, a elaboração e a resposta. A recepção é
caracterizada pela abertura e pela atenção livre de
preconceitos, em relação às mensagens do sujeito, por sua vez,
a elaboração diz respeito à atenção que o terapeuta deve ter
no tocante às dimensões explícitas e tácitas presentes nas
mensagens do interlocutor. Isto implica interrogar-se:
• O que o sujeito disse?
• Quais são os conteúdos e os pensamentos presentes na
mensagem do sujeito?
• Que informações podem ser recolhidas da comunicação não-
verbal?
• A resposta caracteriza-se pela desativação dos
esquemas habituais de resposta dominadas
pelo “Eu” daquele que escuta (terapeuta), para
focalizar-se no “Tu” do emissor (sujeito).
• A atenção e a escuta activa consistem em
orientar-se física e psicologicamente para a
pessoa e em observar atentamente tudo
aquilo que ela quer dizer com palavras e com o
corpo.
• Particularmente a escuta refere-se ao modo através do
qual o profissional recolhe e percebe as mensagens que o
sujeito comunica. Segundo Ceitil (2007), neste contexto, a
atenção e a escuta activa implicam duas coisas:
• A qualidade da presença do profissional na comunicação;
• O colocar-se na posição de escuta procurando seguir e
compreender as mensagens, os temas, os pontos de vista,
sentimentos, desejos e apelos do sujeito, de compreender
a pessoa no seu contexto social e na sua vida.
• Os comportamentos de suporte do profissional de
psicologia que faz uma escuta activa são: a paráfrase, a
verbalização, a clarificação, o sumário, a interrogação, o
confronto, a informação, a exploração das conclusões.
Escutar significa estar presente na comunicação com o
interlocutor, seguir as ideias do outro, compreender e
avaliar criticamente as suas mensagens, actuar com
comportamentos de suporte fornecendo um feedback
que permite ao outro clarificar e prosseguir com a sua
comunicação, garantindo assim os comportamentos de
suporte verbal na escuta activa.
COMPORTAMENTO VERBAL DE SUPORTE
• PARÁFRASE
• É uma forma de suporte verbal na qual o/a
profissional de psicologia reformula o conteúdo da
comunicação do sujeito usando palavras suas,
restituindo ao indivíduo o conteúdo da informação
veiculada, verificando a própria recepção e
clarificando aquilo que foi dito.
• VERBALIZAÇÃO
É uma forma de suporte verbal que se refere aos
aspectos emocionais contidos na mensagem do
sujeito. Com a verbalização focaliza-se a
experiência emocional presente na comunicação
do interlocutor, colocando em evidência o
significado subjectivo que as experiências têm
para o indivíduo (Ceitil, 2007).
• CLARIFICAÇÃO
É uma acção de investigação, conduzida através de
perguntas cujo objectivo é verificar o nível de
compreensão acerca da problemática em causa, isto é,
ter a certeza de ter percebido a mensagem do indivíduo.
O/a terapeuta interroga o sujeito para poder documentar
os pontos que lhe permitem ser clinicamente claro e
decisivo (Ceitil, 2007). A interrogação é um estímulo que
ajuda o sujeito a pensar e fornece pistas sobre a direcção
a tomar na intervenção.
• EXPLICAÇÃO
É uma forma de intervenção no sentido do
reforço, descontaminação ou orientação dos
aspectos conscientes do sujeito na gestão do
seu problema (Ceitil, 2007), sempre que o
sujeito demonstre dificuldade em focalizar a
problemática em causa.
• ILUSTRAÇÃO
É uma forma de intervenção em que são
utilizadas analogias das mensagens do indivíduo
com o objectivo de reforçar o confronto com a
informação emitida. É uma interposição, uma
tentativa de materialização da informação
emitida pelo sujeito de forma consciente e
inconsciente.
• CONFIRMAÇÃO
Após a ilustração, e de acordo com os ritmos
próprios de cada sujeito, com base nos
resultados dos processos de reflexão, poderão
ser confirmadas as hipóteses do profissional de
psicologia acerca do comportamento do
indivíduo.
• CONFRONTO
A franqueza é descrita como a devolução da
informação ao sujeito sobre as contradições acerca
daquilo que diz e daquilo que faz, ou seja, a o seu
discurso e as suas acções. Pode ser um instrumento
útil na clarificação das problemática, para ajudá-lo a
ser congruente, a saber confrontar-se. No confronto
o/a terapeuta utiliza as informações previamente
obtidas e especificadas para chamar atenção ao
indivíduo acerca das suas incongruências e das suas
defesas.
• SUMÁRIO
É um tipo de intervenção que realiza uma
recapitulação, conectando os vários conteúdos
transmitidos pelo indivíduo (Minucch, 2002).
Normalmente o/a psicólogo/a utiliza esta estratégia
no sentido de interromper o círculo de divagações
do sujeito, mas sobretudo para fazer o ponto de
situação acerca dos aspectos fundamentais
apresentados ao longo do processo terapêutico ou
de aconselhamento.
• PERGUNTA/ INTERROGAÇÃO
É uma forma de intervenção que consiste na
recolha de informações relevantes e significativas
do indivíduo. São formas que encorajam a
comunicação interpessoal, e também levam à
identificação do problema. É importante que o
profissional se questione acerca dos objectivos
das suas perguntas, para que elas sejam
significativas e apoiem o processo terapêutico.
• INFORMAÇÃO
É uma forma de intervenção que consiste em
comunicar ao indivíduo verbalmente os dados ou
factos relevantes acerca das suas mensagens. Esta
estratégia evidencia as possibilidades e as alternativas
que o próprio indivíduo demonstra nas suas
mensagens. Serve também para corrigir as
informações distorcidas e procura desvendar os mitos
presentes nos conteúdos comunicados pelo sujeito.
• CONCLUSÃO
É um tipo de intervenção que convida o
indivíduo a identificar as relações existentes
entre os conteúdos da sua comunicação. Põe em
evidência o tipo de relação existente e ajuda o
indivíduo a tomar consciência de eventuais
contradições ou falta de explicitações. Isto
implica que o profissional preste atenção às
lógicas intrínsecas das mensagens do sujeito.
• PÔR EM RELAÇÃO
Esta estratégia de intervenção psicológica consiste em
enfatizar a relação existente entre os aspectos
implicitamente conectados mas explicitamente desconexos
dentro da mesma ou de diferentes mensagens. O/a
terapeuta ajuda o indivíduo a convergir as diversas
mensagens num quadro de conjunto, dando-lhes uma
certa relevância, organização e coerência. Na utilização
desta estratégia deve prestar-se atenção a correlações
claras ou confusas, presentes nos conteúdos emitidos pelo
do sujeito, evidenciando a natureza destas mesmas
relações (de confirmação, integração, aceitação, etc).
• EVIDENCIAR
É um tipo de intervenção que implica a
consciencialização dos aspectos mais salientes que
surgem da comunicação ou nas comunicações
sucessivas do sujeito, e tem como objectivo
pontualizar os tópicos da discussão, focalizar os
pontos principais dos conteúdos, recapitular os
momentos significativos da intervenção,
evidenciar aspectos importantes do problema.
Exemplo
• Trata-se de um diálogo onde constam alguns comportamentos de
suporte verbal:
• Sujeito: dra. na semana passada estive bastante atenta ao que me
disse, que deveria ser mais paciente por forma a saber ouvir o que os
meus colegas de trabalho tem a dizer sobre os diversos assuntos de
trabalho.
• Terapêuta: Então o que fizeste? (interrogação ou pergunta)
• Sujeito: Bem, quando tivemos uma reunião no início desta semana
parei e procurei dar atenção ao que cada um dos meus colegas dizia
sem interrompe-los.
• Terapêuta: Então na reunião que tiveram esta semana procurou dar
atenção a cada um dos seus colegas enquanto falavam sem
interrompe-los. (parafrase)
• Sujeito: Sim dra., parece mentira mas consegui aprender uma grande
lição, afinal não sou o único naquela empresa que tem idéias
brilhantes.
• Terapêuta: Quer dizer que os seus colegas também tem boas ideias?
(clarificação)
• Sujeito: Sim dra. e agora vejo que a minha obssessão pela perfeição me
impediu de valorizar os esforços dos outros.
• Terapêuta: Já imaginou se dissesse que não gosta de um fruto apesar
de nunca o ter comido? Com certeza depois de prova-lo poderia
descobrir que era injusto criticar algo que nunca provou e que não é tão
ruim como pensava.
• Os seus colegas tinham algo a dizer só nunca lhes deu a oportunidade
de expressa-lo. (ilustração).
• Sujeito: É verdade dra., mas eu não tenho culpa de ser sempre o
que faz as coisas direito enquanto que os outros sempre
precisam melhorar.
• Terapêuta: Bem, percebi que na reunião desta semana deu a
oportunidade de os seus colegas se expressarem o que resultou
numa nova forma de ve-los, e que estes demonstram o mesmo
grau de preocupação e empenho que tu.(sumário)
• Através da informação que me apresentas-te vejo que realmente
houve progressos,pois tens te esforçado em cultivar a
capacidade de ouvir, contudo ainda existe uma necessidade de
trabalhar em alguns aspectos relacionados com a sua percepção
em relação aos seus colegas de trabalho. (conclusão)

competencias Basicas, fundamentos em psico

  • 1.
    COMPETÊNCIAS BÁSICAS DE INTERVENÇÃOPSICOLÓGICA FUNDAMENTOS EM PSICOTERAPIA
  • 2.
    Empatia • Segundo Carkhuff(1969) a empatia é o elemento chave no processo de ajuda, ela está ligada á percepção interpessoal e consiste na criação de uma base de confiança recíproca na relação interpessoal. Portanto, a empatia é a compreensão do outro, que facilita o processo de ajuda e de auto-exploração e desenvolvimento do auto-conhecimento.
  • 3.
    • A empatiacaracteriza-se pelo profundo interesse pelo ser humano e pelos seus problemas, pela capacidade de escuta, pela sensibilidade e compreensão da experiência do outro. Qualquer relação de ajuda começa com empatia, seja no aspecto motivacional, como na capacidade do profissional apresentar reacções ao conteúdo da mensagem do indivíduo. Este processo implica que o/a psicólogo/a veja a realidade do sujeito com os olhos do sujeito, isto é, seja capaz de colocar-se no lugar do sujeito e suporte o seu percurso de auto- descoberta e de tomada de decisão.
  • 4.
    Assertividade • Esta competênciacorresponde a uma habilidade de resolução de problemas e de negociação em situações em que a satisfação das próprias necessidades entra em conflito com a satisfação das necessidades dos outros. Ser assertivo no contexto da intervenção psicológica, significa ter a capacidade de tolerar as frustrações ligadas ao quotidiano relacional.
  • 5.
    • Ser assertivosignifica ter capacidade para exprimir os próprios pensamentos e sentimentos, avaliando a situação e os objectivos, sem susceptibilizar os interlocutores. Pode dizer-se que a assertividade é um comportamento que implica saber ser na expressão dos próprios pensamentos, sentimentos e intenções de forma directa e honesta e que não viola os direitos dos outros. A pessoa assertiva sabe compreender e respeitar os outros salvaguardando ao mesmo tempo os próprios direitos e deveres. Este comportamento contribui para a promoção da igualdade, do respeito, da abertura e da confiança recíproca.
  • 6.
    Escuta activa • Aescuta activa pode ser definida como um conjunto de actos perceptivos através dos quais o/a terapeuta entra em contacto com uma fonte comunicativa. Esta competência representa uma componente activa e fundamental do processo comunicativo que, além de favorecer a melhor expressão do sujeito, contribui para criar uma atmosfera de disponibilidade e receptividade por parte do profissional.
  • 7.
    A escuta activaé vista como a competência que mais do que qualquer outra, veicula a aceitação em relação ao interlocutor, e qualifica a relação como respeitosa, atenta, encorajante. Mischel (1996) refere que a escuta activa permite: • A auto-exploração do sujeito; • A focalização e a definição das problemáticas do indivíduo; • A busca activa de soluções; • Aumento da consciência acerca das emoções do sujeito; • A criação de uma relação significativa entre o profissional de psicologia e o indivíduo;
  • 8.
    • O processoda escuta activa integra três momentos: a recepção, a elaboração e a resposta. A recepção é caracterizada pela abertura e pela atenção livre de preconceitos, em relação às mensagens do sujeito, por sua vez, a elaboração diz respeito à atenção que o terapeuta deve ter no tocante às dimensões explícitas e tácitas presentes nas mensagens do interlocutor. Isto implica interrogar-se: • O que o sujeito disse? • Quais são os conteúdos e os pensamentos presentes na mensagem do sujeito? • Que informações podem ser recolhidas da comunicação não- verbal?
  • 9.
    • A respostacaracteriza-se pela desativação dos esquemas habituais de resposta dominadas pelo “Eu” daquele que escuta (terapeuta), para focalizar-se no “Tu” do emissor (sujeito). • A atenção e a escuta activa consistem em orientar-se física e psicologicamente para a pessoa e em observar atentamente tudo aquilo que ela quer dizer com palavras e com o corpo.
  • 10.
    • Particularmente aescuta refere-se ao modo através do qual o profissional recolhe e percebe as mensagens que o sujeito comunica. Segundo Ceitil (2007), neste contexto, a atenção e a escuta activa implicam duas coisas: • A qualidade da presença do profissional na comunicação; • O colocar-se na posição de escuta procurando seguir e compreender as mensagens, os temas, os pontos de vista, sentimentos, desejos e apelos do sujeito, de compreender a pessoa no seu contexto social e na sua vida.
  • 11.
    • Os comportamentosde suporte do profissional de psicologia que faz uma escuta activa são: a paráfrase, a verbalização, a clarificação, o sumário, a interrogação, o confronto, a informação, a exploração das conclusões. Escutar significa estar presente na comunicação com o interlocutor, seguir as ideias do outro, compreender e avaliar criticamente as suas mensagens, actuar com comportamentos de suporte fornecendo um feedback que permite ao outro clarificar e prosseguir com a sua comunicação, garantindo assim os comportamentos de suporte verbal na escuta activa.
  • 12.
    COMPORTAMENTO VERBAL DESUPORTE • PARÁFRASE • É uma forma de suporte verbal na qual o/a profissional de psicologia reformula o conteúdo da comunicação do sujeito usando palavras suas, restituindo ao indivíduo o conteúdo da informação veiculada, verificando a própria recepção e clarificando aquilo que foi dito.
  • 13.
    • VERBALIZAÇÃO É umaforma de suporte verbal que se refere aos aspectos emocionais contidos na mensagem do sujeito. Com a verbalização focaliza-se a experiência emocional presente na comunicação do interlocutor, colocando em evidência o significado subjectivo que as experiências têm para o indivíduo (Ceitil, 2007).
  • 14.
    • CLARIFICAÇÃO É umaacção de investigação, conduzida através de perguntas cujo objectivo é verificar o nível de compreensão acerca da problemática em causa, isto é, ter a certeza de ter percebido a mensagem do indivíduo. O/a terapeuta interroga o sujeito para poder documentar os pontos que lhe permitem ser clinicamente claro e decisivo (Ceitil, 2007). A interrogação é um estímulo que ajuda o sujeito a pensar e fornece pistas sobre a direcção a tomar na intervenção.
  • 15.
    • EXPLICAÇÃO É umaforma de intervenção no sentido do reforço, descontaminação ou orientação dos aspectos conscientes do sujeito na gestão do seu problema (Ceitil, 2007), sempre que o sujeito demonstre dificuldade em focalizar a problemática em causa.
  • 16.
    • ILUSTRAÇÃO É umaforma de intervenção em que são utilizadas analogias das mensagens do indivíduo com o objectivo de reforçar o confronto com a informação emitida. É uma interposição, uma tentativa de materialização da informação emitida pelo sujeito de forma consciente e inconsciente.
  • 17.
    • CONFIRMAÇÃO Após ailustração, e de acordo com os ritmos próprios de cada sujeito, com base nos resultados dos processos de reflexão, poderão ser confirmadas as hipóteses do profissional de psicologia acerca do comportamento do indivíduo.
  • 18.
    • CONFRONTO A franquezaé descrita como a devolução da informação ao sujeito sobre as contradições acerca daquilo que diz e daquilo que faz, ou seja, a o seu discurso e as suas acções. Pode ser um instrumento útil na clarificação das problemática, para ajudá-lo a ser congruente, a saber confrontar-se. No confronto o/a terapeuta utiliza as informações previamente obtidas e especificadas para chamar atenção ao indivíduo acerca das suas incongruências e das suas defesas.
  • 19.
    • SUMÁRIO É umtipo de intervenção que realiza uma recapitulação, conectando os vários conteúdos transmitidos pelo indivíduo (Minucch, 2002). Normalmente o/a psicólogo/a utiliza esta estratégia no sentido de interromper o círculo de divagações do sujeito, mas sobretudo para fazer o ponto de situação acerca dos aspectos fundamentais apresentados ao longo do processo terapêutico ou de aconselhamento.
  • 20.
    • PERGUNTA/ INTERROGAÇÃO Éuma forma de intervenção que consiste na recolha de informações relevantes e significativas do indivíduo. São formas que encorajam a comunicação interpessoal, e também levam à identificação do problema. É importante que o profissional se questione acerca dos objectivos das suas perguntas, para que elas sejam significativas e apoiem o processo terapêutico.
  • 21.
    • INFORMAÇÃO É umaforma de intervenção que consiste em comunicar ao indivíduo verbalmente os dados ou factos relevantes acerca das suas mensagens. Esta estratégia evidencia as possibilidades e as alternativas que o próprio indivíduo demonstra nas suas mensagens. Serve também para corrigir as informações distorcidas e procura desvendar os mitos presentes nos conteúdos comunicados pelo sujeito.
  • 22.
    • CONCLUSÃO É umtipo de intervenção que convida o indivíduo a identificar as relações existentes entre os conteúdos da sua comunicação. Põe em evidência o tipo de relação existente e ajuda o indivíduo a tomar consciência de eventuais contradições ou falta de explicitações. Isto implica que o profissional preste atenção às lógicas intrínsecas das mensagens do sujeito.
  • 23.
    • PÔR EMRELAÇÃO Esta estratégia de intervenção psicológica consiste em enfatizar a relação existente entre os aspectos implicitamente conectados mas explicitamente desconexos dentro da mesma ou de diferentes mensagens. O/a terapeuta ajuda o indivíduo a convergir as diversas mensagens num quadro de conjunto, dando-lhes uma certa relevância, organização e coerência. Na utilização desta estratégia deve prestar-se atenção a correlações claras ou confusas, presentes nos conteúdos emitidos pelo do sujeito, evidenciando a natureza destas mesmas relações (de confirmação, integração, aceitação, etc).
  • 24.
    • EVIDENCIAR É umtipo de intervenção que implica a consciencialização dos aspectos mais salientes que surgem da comunicação ou nas comunicações sucessivas do sujeito, e tem como objectivo pontualizar os tópicos da discussão, focalizar os pontos principais dos conteúdos, recapitular os momentos significativos da intervenção, evidenciar aspectos importantes do problema.
  • 25.
    Exemplo • Trata-se deum diálogo onde constam alguns comportamentos de suporte verbal: • Sujeito: dra. na semana passada estive bastante atenta ao que me disse, que deveria ser mais paciente por forma a saber ouvir o que os meus colegas de trabalho tem a dizer sobre os diversos assuntos de trabalho. • Terapêuta: Então o que fizeste? (interrogação ou pergunta) • Sujeito: Bem, quando tivemos uma reunião no início desta semana parei e procurei dar atenção ao que cada um dos meus colegas dizia sem interrompe-los. • Terapêuta: Então na reunião que tiveram esta semana procurou dar atenção a cada um dos seus colegas enquanto falavam sem interrompe-los. (parafrase)
  • 26.
    • Sujeito: Simdra., parece mentira mas consegui aprender uma grande lição, afinal não sou o único naquela empresa que tem idéias brilhantes. • Terapêuta: Quer dizer que os seus colegas também tem boas ideias? (clarificação) • Sujeito: Sim dra. e agora vejo que a minha obssessão pela perfeição me impediu de valorizar os esforços dos outros. • Terapêuta: Já imaginou se dissesse que não gosta de um fruto apesar de nunca o ter comido? Com certeza depois de prova-lo poderia descobrir que era injusto criticar algo que nunca provou e que não é tão ruim como pensava. • Os seus colegas tinham algo a dizer só nunca lhes deu a oportunidade de expressa-lo. (ilustração).
  • 27.
    • Sujeito: Éverdade dra., mas eu não tenho culpa de ser sempre o que faz as coisas direito enquanto que os outros sempre precisam melhorar. • Terapêuta: Bem, percebi que na reunião desta semana deu a oportunidade de os seus colegas se expressarem o que resultou numa nova forma de ve-los, e que estes demonstram o mesmo grau de preocupação e empenho que tu.(sumário) • Através da informação que me apresentas-te vejo que realmente houve progressos,pois tens te esforçado em cultivar a capacidade de ouvir, contudo ainda existe uma necessidade de trabalhar em alguns aspectos relacionados com a sua percepção em relação aos seus colegas de trabalho. (conclusão)