Ciência dos Materiais 
Fluência, Resiliência e Tenacidade
Fluência 
 “Fluência é a deformação lenta e permanente de materiais quando estes 
são sujeitos a cargas ou tensões constantes e está dependente do 
tempo.” Ocorre devido a falha na estrutura cristalina dos materiais.
Para os metais ela só é relevante para temperaturas iguais 
ou superiores a aproximadamente 0,4 vezes a temperatura 
de fusão em Kelvin.
Ensaio de Fluência 
Os ensaios de fluência 
consistem em sujeitar o 
provete a cargas e a 
temperaturas constantes. 
A deformação é medida 
e traçada em função do 
tempo decorrido até 
ocorrer a fratura do 
provete.
Curva Típica 
-Estágio primário: onde a velocidade 
de fluência é rápida ocorre nas 
primeiras horas. Velocidade de def. 
decrescente –encruamento. 
-Estágio secundário: A taxa de fluência 
é constante. Estágio de duração mais 
longo. Equilíbrio entre os processos de 
encruamento e recuperação. 
-Estágio terciário: Aceleração na taxa 
de fluência, estricção seguido de 
ruptura.
Efeito da Tensão e da Temperatura 
Quanto maior a 
temperatura e/ou a 
tensão maior a 
deformação final por 
fluência que ocorre em 
menos tempo. Menor o 
tempo de vida do 
componente.
Fatores que influenciam a resistência 
 Todos os elementos químicos formadores de carbonetos 
(com o carbono do aço) ou precipitados de segunda 
fase nos materiais não ferrosos travam o processo de 
fluência pois dificultam o movimento dos contornos de 
grão. 
 Nos aços, o Molibdênio possui um efeito maior que os 
demais elementos (Ti, V, W, Nb), quando adicionado 
entre 0,5 e 1 %.
Outros efeitos da alta temperatura 
 Outro efeito degradante que atua sobre os materiais quando 
expostos à alta temperatura, além da fluência, é a oxidação 
superficial. 
 A reação química do material da superfície com o meio forma 
compostos cerâmicos em geral frágeis (óxidos, sulfetos etc...) que 
tendem a quebrar e portanto reduzem a seção resistente do 
componente. 
 Em aços se adiciona cromo em teores crescentes para aumentar a 
resistência desses materiais à oxidação em temperaturas 
crescentes.
Resiliência 
 Definições: 
 Para Psicologia 
Capacidade do individuo lidar com problemas 
 Para Ecologia 
Capacidade de restabelecer o equilíbrio 
 Para nós 
É a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido 
tensão.
 A propriedade de alguns 
materiais de acumular 
energia, quando 
exigidos ou submetidos a 
estresse sem ocorrer 
ruptura. 
 Esses materiais, logo 
após um momento de 
tensão, podem ou não 
ser danificado, e caso 
seja, se ele terá a 
capacidade de voltar 
ao normal.
 É medida em percentual da energia devolvida após a 
deformação. Onde 0% indica que o material sofre 
deformações exclusivamente plásticas e 100% 
exclusivamente elásticas. 
 Quanto maior for a resiliência, maior é a quantidade de 
energia restituída 
 A quantidade de energia que não é restituída pode 
manifestar-se sob a forma de calor, ou seja, num 
aumento de temperatura
Módulo de resiliência 
 É a área sob a curva 
tensão-deformação de 
engenharia até o 
escoamento. 
 Em situações extremas, 
isto é, quando o artefato 
não restitui praticamente 
nenhuma energia, a 
elevação de calor é tal, 
que conduz à sua 
destruição.
 Em aplicações de 
natureza dinâmica e 
especialmente nos 
casos de tensões 
dinâmicas de elevada 
frequência, em que a 
acumulação de 
energia observada ao 
fim de um certo 
número de ciclos pode 
também conduzir à 
destruição do artefato.
Curva de descarga 
 Um espécimen de submetido a uma força crescente qualquer, 
obtendo-se, em resposta, as correspondentes deformações. A 
representação gráfica das forças aplicadas em função das 
deformações obtidas corresponde à curva de carga mostrada na 
Figura, pela linha ascendente A-B. supondo que a força aplicada 
seja removida progressivamente, o espécimen tende a recuperar a 
sua forma inicial, mas não recuperará completamente; temos 
então a curva de descarga (linha descendente B-C).
Como as áreas sob as curvas 
representam a energia 
fornecida na fase de carga e a 
energia devolvida na fase de 
descarga, a diferença entre 
elas corresponde à área 
compreendida entre as duas 
linhas; é a chamada histerése. 
Quanto maior é a histerése, 
menor é a resiliência. A 
distância A-C corresponde a 
uma deformação residual 
permanente.
 Uma forma simples de medir a 
resiliência é pelo ensaio de “ressalto” 
(rebound). 
 Um disco de determinado diâmetro e 
espessura é colocado no porta 
provetes, onde recebe o impacto de 
um pêndulo de martelo, em queda 
livre. A zona de impacto é constituída 
por uma superfície semi esférica. Em 
resultado do impacto, o pêndulo 
recua e é então medida a altura a 
que é devolvido, exprimindo-se a 
resiliência pela percentagem desta 
altura em relação à altura de queda.
Tenacidade 
 Tenacidade é a energia mecânica, ou seja, o impacto 
necessário para levar um material à ruptura. Tenacidade é 
uma medida de quantidade de energia que um material 
pode absorver antes de fraturar. Os materiais cerâmicos, por 
exemplo, têm uma baixa tenacidade. 
 É representado pela área sob a curva tensão-deformação 
até o ponto da fratura. 
 Sua unidade é a mesma de resiliência (energia por unidade 
de volume do material).
 O material capaz de absorver uma quantidade elevada de energia 
nesse regime é dito tenaz. É o oposto do material frágil, onde se tem a 
fratura com pequena absorção de energia. 
 Fatores importantes para definir esta propriedade é a forma 
geométrica do corpo de prova, bem como a maneira com que a 
carga é aplicada. 
 Para situações onde o processo é estático a tenacidade pode ser 
avaliada a partir dos resultados de um ensaio tração-deformação em 
tração. 
 É o oposto do material frágil, onde se tem a fratura com pequena 
absorção de energia.
 Tal energia pode ser calculada através da área num gráfico Tensão - 
Deformação do material, portanto basta integrar a curva que define o 
material, da origem até a ruptura.
 Segundo a tenacidade um mineral pode ser: 
 • Friável (frágil, quebradiço): Que pode ser quebrado ou reduzido 
a pó com facilidade. Ex: calcita, fluorita. 
 • Maleável: Pode ser transformado facilmente em lâminas, Ex. ouro, 
prata, cobre. 
 • Séctil: Pode ser facilmente cortado com um canivete. Ex ouro, 
prata, cobre. 
 • Dúctil: Pode ser transformado facilmente em fios. Ex. ouro, prata, 
cobre. 
 • Flexível: Pode ser dobrado, mas não recupera a forma anterior. 
Ex: talco, gipsita. 
 • Elástica: Pode ser dobrado mas recupera a forma anterior. Ex. 
micas.
 "Dureza é a resistência ao risco. Não deve ser 
confundida com a tenacidade, que é a resistência ao 
choque mecânico."
Ciência dos materiais - fluência, resiliência e tenacidade

Ciência dos materiais - fluência, resiliência e tenacidade

  • 1.
    Ciência dos Materiais Fluência, Resiliência e Tenacidade
  • 2.
    Fluência  “Fluênciaé a deformação lenta e permanente de materiais quando estes são sujeitos a cargas ou tensões constantes e está dependente do tempo.” Ocorre devido a falha na estrutura cristalina dos materiais.
  • 3.
    Para os metaisela só é relevante para temperaturas iguais ou superiores a aproximadamente 0,4 vezes a temperatura de fusão em Kelvin.
  • 4.
    Ensaio de Fluência Os ensaios de fluência consistem em sujeitar o provete a cargas e a temperaturas constantes. A deformação é medida e traçada em função do tempo decorrido até ocorrer a fratura do provete.
  • 5.
    Curva Típica -Estágioprimário: onde a velocidade de fluência é rápida ocorre nas primeiras horas. Velocidade de def. decrescente –encruamento. -Estágio secundário: A taxa de fluência é constante. Estágio de duração mais longo. Equilíbrio entre os processos de encruamento e recuperação. -Estágio terciário: Aceleração na taxa de fluência, estricção seguido de ruptura.
  • 6.
    Efeito da Tensãoe da Temperatura Quanto maior a temperatura e/ou a tensão maior a deformação final por fluência que ocorre em menos tempo. Menor o tempo de vida do componente.
  • 7.
    Fatores que influenciama resistência  Todos os elementos químicos formadores de carbonetos (com o carbono do aço) ou precipitados de segunda fase nos materiais não ferrosos travam o processo de fluência pois dificultam o movimento dos contornos de grão.  Nos aços, o Molibdênio possui um efeito maior que os demais elementos (Ti, V, W, Nb), quando adicionado entre 0,5 e 1 %.
  • 8.
    Outros efeitos daalta temperatura  Outro efeito degradante que atua sobre os materiais quando expostos à alta temperatura, além da fluência, é a oxidação superficial.  A reação química do material da superfície com o meio forma compostos cerâmicos em geral frágeis (óxidos, sulfetos etc...) que tendem a quebrar e portanto reduzem a seção resistente do componente.  Em aços se adiciona cromo em teores crescentes para aumentar a resistência desses materiais à oxidação em temperaturas crescentes.
  • 9.
    Resiliência  Definições:  Para Psicologia Capacidade do individuo lidar com problemas  Para Ecologia Capacidade de restabelecer o equilíbrio  Para nós É a capacidade de um material voltar ao seu estado normal depois de ter sofrido tensão.
  • 10.
     A propriedadede alguns materiais de acumular energia, quando exigidos ou submetidos a estresse sem ocorrer ruptura.  Esses materiais, logo após um momento de tensão, podem ou não ser danificado, e caso seja, se ele terá a capacidade de voltar ao normal.
  • 11.
     É medidaem percentual da energia devolvida após a deformação. Onde 0% indica que o material sofre deformações exclusivamente plásticas e 100% exclusivamente elásticas.  Quanto maior for a resiliência, maior é a quantidade de energia restituída  A quantidade de energia que não é restituída pode manifestar-se sob a forma de calor, ou seja, num aumento de temperatura
  • 12.
    Módulo de resiliência  É a área sob a curva tensão-deformação de engenharia até o escoamento.  Em situações extremas, isto é, quando o artefato não restitui praticamente nenhuma energia, a elevação de calor é tal, que conduz à sua destruição.
  • 13.
     Em aplicaçõesde natureza dinâmica e especialmente nos casos de tensões dinâmicas de elevada frequência, em que a acumulação de energia observada ao fim de um certo número de ciclos pode também conduzir à destruição do artefato.
  • 14.
    Curva de descarga  Um espécimen de submetido a uma força crescente qualquer, obtendo-se, em resposta, as correspondentes deformações. A representação gráfica das forças aplicadas em função das deformações obtidas corresponde à curva de carga mostrada na Figura, pela linha ascendente A-B. supondo que a força aplicada seja removida progressivamente, o espécimen tende a recuperar a sua forma inicial, mas não recuperará completamente; temos então a curva de descarga (linha descendente B-C).
  • 15.
    Como as áreassob as curvas representam a energia fornecida na fase de carga e a energia devolvida na fase de descarga, a diferença entre elas corresponde à área compreendida entre as duas linhas; é a chamada histerése. Quanto maior é a histerése, menor é a resiliência. A distância A-C corresponde a uma deformação residual permanente.
  • 16.
     Uma formasimples de medir a resiliência é pelo ensaio de “ressalto” (rebound).  Um disco de determinado diâmetro e espessura é colocado no porta provetes, onde recebe o impacto de um pêndulo de martelo, em queda livre. A zona de impacto é constituída por uma superfície semi esférica. Em resultado do impacto, o pêndulo recua e é então medida a altura a que é devolvido, exprimindo-se a resiliência pela percentagem desta altura em relação à altura de queda.
  • 17.
    Tenacidade  Tenacidadeé a energia mecânica, ou seja, o impacto necessário para levar um material à ruptura. Tenacidade é uma medida de quantidade de energia que um material pode absorver antes de fraturar. Os materiais cerâmicos, por exemplo, têm uma baixa tenacidade.  É representado pela área sob a curva tensão-deformação até o ponto da fratura.  Sua unidade é a mesma de resiliência (energia por unidade de volume do material).
  • 18.
     O materialcapaz de absorver uma quantidade elevada de energia nesse regime é dito tenaz. É o oposto do material frágil, onde se tem a fratura com pequena absorção de energia.  Fatores importantes para definir esta propriedade é a forma geométrica do corpo de prova, bem como a maneira com que a carga é aplicada.  Para situações onde o processo é estático a tenacidade pode ser avaliada a partir dos resultados de um ensaio tração-deformação em tração.  É o oposto do material frágil, onde se tem a fratura com pequena absorção de energia.
  • 19.
     Tal energiapode ser calculada através da área num gráfico Tensão - Deformação do material, portanto basta integrar a curva que define o material, da origem até a ruptura.
  • 20.
     Segundo atenacidade um mineral pode ser:  • Friável (frágil, quebradiço): Que pode ser quebrado ou reduzido a pó com facilidade. Ex: calcita, fluorita.  • Maleável: Pode ser transformado facilmente em lâminas, Ex. ouro, prata, cobre.  • Séctil: Pode ser facilmente cortado com um canivete. Ex ouro, prata, cobre.  • Dúctil: Pode ser transformado facilmente em fios. Ex. ouro, prata, cobre.  • Flexível: Pode ser dobrado, mas não recupera a forma anterior. Ex: talco, gipsita.  • Elástica: Pode ser dobrado mas recupera a forma anterior. Ex. micas.
  • 21.
     "Dureza éa resistência ao risco. Não deve ser confundida com a tenacidade, que é a resistência ao choque mecânico."