Características da
linguagem romântica
Romantismo
Tendência que se manifesta
nas artes e na literatura no final do
sec. XVIII até o final do sec. XIX. Nasce na
Alemanha, na França e na Inglaterra, mas é
na França que ganha força e se espalha
pela Europa e pelas Américas.
Individualismo e relativismo –
base da atitude romântica.
Revolução Industrial,
1750
• produção artesanal X
industrial;
• proletariado – mudança.
Revolução Francesa, 1789
• ideais revolucionários (liberdade, igualdade e fraternidade);
• ideais da burguesia recém chegada ao poder;
• nova perspectiva estética.
ROMANTISMO NO BRASIL
 Contexto Histórico:
 o Brasil recebe a família real
portuguesa
que vem buscar refúgio da crise
provocada pela busca expansionista
de Napoleão Bonaparte;
 O impacto desta transferência foi percebido nas mudanças de toda a infra-estrutura
da cidade do Rio de Janeiro que, até sua vinda, era extremamente precária.
 Abertura dos portos para nações amigas-1808
 Drenagem dos charcos, ampliação das
ruas, calçadas, novos bairros...
 Nos textos dos integrantes das missões
científicas, eram divulgadas também as idéias
nacionalistas e liberais vigentes na Europa.
 Por circularem entre nossos intelectuais, esses
textos exerceram grande influência, marcando
fortemente a ideologia romântica.
Proclamação da Independência política brasileira,
em 1822: identidade nacional em questão
Características Gerais
 Opõe-se ao racionalismo e ao rigor do
neoclassicismo.
 Defende a liberdade de criação e privilegia a
emoção.
 “O soluço em que rebenta um sentimento pessoal
seria o objetivo da poesia.”
 As obras valorizam o individualismo, o sofrimento
amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os
temas nacionais e o passado.
CLASSICISMO ROMANTISMO
Razão emoção
mimesis; imitação da realidade
teoria expressiva; expressão do próprio
eu
objetividade subjetividade
universalismo (o mundo) individualismo (o eu)
Amor (extratemporal, extra-espacial, universal)
"meu amor"
imitação de modelos (formas fixas) inspiração ou liberdade criativa
realidade objetiva (mundo exterior) realidade subjetiva (mundo interior)
equilíbrio contradição
Ordem reformismo
Além das características já observadas, há outras que
merecem destaque ou ser vistas com maior
aprofundamento:
Subjetivismo:
 O romântico quer
retratar em sua obra
uma realidade interior e
parcial.
Trata os assuntos de
uma forma pessoal, de
acordo com o que sente,
aproximando-se da
fantasia.
Egocentrismo:
 Cultua-se o "eu" interior,
atitude narcisista, em que
o individualismo
prevalece; microcosmos
(mundo interior) X
macrocosmos (mundo
exterior).
Idealização:
 motivado pela fantasia e pela
imaginação, o artista romântico passa a
idealizar tudo;
 as coisas não são vistas como realmente
são, mas como deveriam ser segundo
uma ótica pessoal.
Assim,
 a pátria é sempre perfeita;
 a mulher é vista como virgem, frágil,
bela, submissa e inatingível;
 o amor, quase sempre, é espiritual e
inalcançável;
 o índio, ainda que moldado segundo
modelos europeus, é o herói
nacional.
Sentimentalismo :
 Exaltam-se os sentidos, e
tudo o que é provocado pelo
impulso é permitido.
 Certos sentimentos, são
constantes na obra
romântica
como: a saudade
(saudosismo),
a tristeza,
a nostalgia e
a desilusão.
Liberdade de criação:
 Todo tipo de padrão clássico preestabelecido é abolido. O
escritor romântico recusa formas poéticas, usa o verso livre e
branco, libertando-se dos modelos greco-latinos, tão
valorizados pelos clássicos, e aproximando-se da linguagem
coloquial.
Medievalismo:
 Há um grande interesse dos
românticos pelas origens de seu
país, de seu povo. Na Europa,
retornam à Idade Média e cultuam
seus valores, por ser uma época
obscura. Tanto é assim que o
mundo medieval é considerado a
"noite da humanidade"; o que não é
muito claro, aguça a imaginação, a
fantasia. No Brasil, o índio
representa o papel de nosso
passado medieval e vivo.
Escapismo psicológico:
 Espécie de fuga. Já que o
romântico não aceita a
realidade, volta ao
passado, individual (fatos
ligados ao seu próprio
passado, a sua infância)
ou histórico (época
medieval).
Pessimismo:
 Conhecido como o "mal-do-
século". O artista se vê
diante da impossibilidade
de realizar o sonho do "eu"
e, desse modo, cai em
profunda tristeza, angústia,
solidão, inquietação,
desespero, frustração,
levando-o, muitas vezes, ao
suicídio, solução definitiva
para o mal-do-século.
Condoreirismo:
 Corrente de poesia
político-social, com
grande repercussão
entre os poetas da
terceira geração
romântica. Os poetas
condoreiros,
influenciados pelo
escritor Victor Hugo,
defendem a justiça social
e a liberdade.
Byronismo:
 Atitude amplamente cultivada entre os poetas da
segunda geração romântica e relacionada ao poeta
inglês Lord Byron. Caracteriza-se por mostrar um estilo
de vida e uma forma particular de ver o mundo; um
estilo de vida boêmia, noturna, voltada para o vício e os
prazeres da bebida, do fumo e do sexo. Sua forma de
ver o mundo é egocêntrica, narcisista, pessimista,
angustiada e, por vezes, satânica.
Religiosidade:
 Como uma reação ao Racionalismo
materialista dos clássicos, a vida espiritual e a
crença em Deus são enfocadas como pontos
de apoio ou válvulas de escape diante das
frustrações do mundo real.
Culto ao fantástico:
 A presença do mistério, do sobrenatural,
representando o sonho, a imaginação; frutos
da pura fantasia, que não carecem de
fundamentação lógica, do uso da razão.
Nativismo:
 Fascinação pela natureza. O artista se vê
totalmente envolvido por paisagens exóticas,
como se ele fosse uma continuação da
natureza. Muitas vezes, o nacionalismo
romântico é exaltado através da natureza, da
força da paisagem.
Nacionalismo ou
Patriotismo:
 Exaltação da Pátria, de forma exagerada,
em que somente as qualidades são
enaltecidas.
Luta entre o liberalismo e o
absolutismo:
 Poder do povo X poder da monarquia. Até
na escolha do herói, o romântico
dificilmente optava por um nobre.
Geralmente, adotava heróis grandiosos,
muitas vezes personagens históricos, que
foram de algum modo infelizes: vida
trágica, amantes recusados, patriotas
exilados.
Características da linguagem romântica
 CLASSICISMO
 ROMANTISMO
 Razão
 emoção
 mimesis; imitação da realidade
 teoria expressiva; expressão do próprio eu
 objetividade
 subjetividade
 universalismo (o mundo)
 individualismo (o eu)
 Amor (extratemporal, extra-espacial, universal)
 "meu amor"
 imitação de modelos (formas fixas)
 inspiração ou liberdade criativa
 realidade objetiva (mundo exterior)
 realidade subjetiva (mundo interior)
 equilíbrio
 contradição
 Ordem
 reformismo
Romantismo:
Entre Duas Revoluções
-Nasceu na Alemanha e Inglaterra depois se
espalhou por toda Europa.
- Nasceu no final da Revolução Francesa e na
euforia da Revolução Industrial.
- Se deu na realidade das sociedades
industriais, criadora
-da divisão de
trabalho,
- dos centros
fabris,
- do operariado,
-
sindicatos,
- patrões,
- revoltas
sociais.
Oposição ao mundo ilustrado, crítica ao mundo burguês
A visão do mundo romântico surge como uma reação ao novo.
Critica o mundo burguês, onde os homens valem não pelo que são interiormente mas pelo que possuem em
riqueza material.
Elege a valores opostos as idéias clássicas do Arcadismo:
Razão
Mente
Ciência
Materialismo
Objetividade
Filosofia ilustrada
Corpo e matéria
Dia
Preciso
Equilíbrio
Vida social ampla
Valores universais
Estático e permanente
Estável
Sentimento
Coração
Poesia
Espiritualismo
Subjetividade
Cristianismo
Espírito
noite
Impreciso
Expansão e entusiasmo
Comunhão restrita de gênios e eleitos
 valores particulares e exóticos
Movimento
instável
O fim do Idealismo na pós-Revolução
 O poeta romântico era:
 estranho entre os homens
 melancólico,
 sensível
 amante da solidão
 desesperado no seio da Natureza
 Homens idealistas abandonaram o prático.
 Idealismo nasce do sangue derramado.
 Após a revolução não se voltou à Natureza
virtuosa e pura, e sim à uma situação
histórica mais grosseira, brutal e feia do
que a que desaparecera.
Liberdade, paixão e emoção
O Romantismo foi
 um grupo de poetas, romancistas,
filósofos e músicos.
 um movimento Conservadorista e
 um desejo libertário.
 uma revolta radical
 Liberdade, paixão e emoção.
O Romantismo no Brasil
 A independência do Brasil em 1822
 despertou nos brasileiros sentimento de união nacional.
 Organiza-se uma nação livre e autônoma
 Isolou os portugueses no comércio e na burocracia do
Estado
 Idealizava o mundo da natureza e do indígena
 Novos símbolos de nacionalidade:
“O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá, e a
jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúcia e o mesmo espírito do povo
que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?”
José de Alencar
A mata
Os índios
A fauna
A flora
Romantismo no Brasil
A chegada de D. Joao VI a Bahia a (1952) Candido Portnari
ROMANTISMO NO BRASIL
  Seculo XIX
  A Coroa portuguesa muda-se para o
Brasil
  Aparecem:
o escolas de nível superior
o tipografias
o uma imprensa regular
o Museus
o Escolas publicas
Produção Literária
 Mais consistente que nos séculos XVII e
XVIII
 Dinamização da vida cultural da colônia
 Criação de um publico leitor (inicialmente só
de jornais)
Independência política de 1882
 Movimento anticolonialista e antilusitano
 Nacionalismo
 Indianismo
 Regionalismo
 Pesquisa:
 Folclore
 Língua
 História
 criação de uma cultura BRASILEIRA com suas próprias:
 Raízes históricas
 Lingüisticas e
 Culturais
Quem lia literatura?
 Romantismo: emoção e sentimentalismo
 O índio; símbolo artístico do nacionalismo
romântico
 A idealização do índio
Ultra-Romantismo no Brasil
Geração Perdida --1850-1860
 Os poetas ultra-românticos eram:
 Conhecidos como
 Jovens burgueses universitários
 Desprezantes do nacionalismo e indianismo
 Despreocupados com o sócio-político
 Exaltavam
 A liberdade criadora (o conteúdo é mais importante que
a forma;são comuns deslizes gramaticais);
 A versificação livre;
O Mal do Século
 A dúvida, o dualismo;
 O tédio constante, o sofrimento, o pessimismo, o negativismo, o
satanismo, o masoquismo, o cinismo, a morbidez, a autodestruição;
 Vício, bebida.
 A fuga da realidade para o mundo dos sonhos, da fantasia e da
imaginação(escapismo, evasão);
 A desilusão adolescente;
 A idealização do amor e da mulher;
 O subjetivismo, egocentrismo;
 O saudosismo (saudade da infância e do passado);
 O gosto pelo noturno;
 A consciência de solidão;
 a morte: fuga total e definitiva da vida, solução para os sofrimentos;
sarcasmo, ironia.
Lorde Byron
 1788-1824
 Poeta Inglês
 Escandalizou a
Inglaterra:
 Estilo boêmio
 Relações extra conjugais
 Incesto
 Pedofilia
O medo de amar
–Visão dualista:
–A dúvida
–Desejo X Culpa
–Atração X Medo
–Ideal feminino:
–Figuras incorpóreas ou assexuadas
–Anjo, criança, virgem, etc.
Alvares de Azevedo
 um escritor da segunda geração romântica
 passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus
estudos.
 Voltou a São Paulo para estudar na Faculdade de Direito
onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces
produções literárias.
 Destaca-se pela facilidade de aprender línguas e pelo
espírito jovial e sentimental.
 Durante o curso de direito, traduz o quinto ato de Otelo, de
Shakespeare; traduz Parisina, de Lorde Byron.
Vida Curta
 Não chegou a concluir o curso pois adoeceu de
tuberculose pulmonar —
 porém o que deu fim real a sua vida foi um tumor
na fossa ilíaca que piorou depois de sua queda
de cavalo, aos 20 anos.
A sua obra compreende:
 Obras beseadas em contradições
 Cultivava a poesia, o teatro e a prosa
As Três Fases de Azevedo
1. Uma visão adolescente, casto, sentimental e
ingênuo – a face de Ariel, a face do bem.
2. Uma visão decadente, de vícios, bebidas,
prostituição, solidão , sem destino – face de
Caliban
3. Ironia – veio anti-romântico paradoxal
Meus Oito Anos – Casimiro de Abreu
Oh! que saudades que
tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem
mais!
Que amor, que sonhos, que
flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Como são belos os dias
Do despontar da existência!
- Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é - lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!
Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia
Naquela doce alegria,
Naquele ingênuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!
Oh! dias da minha infância!
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!
Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
Pés descalços, braços nus
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!
Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava às Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!
Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
Segredos
Eu tenho uns amores - quem é que os não tinha
Nos tempos antigos ? - Amar não faz mal;
As almas que sentem paixão como a minha,
Que digam, que falem em regra geral.
- A flor dos meus sonhos é moça bonita
Qual flor entreaberta do dia ao raiar;
Mas onde ela mora, que casa ela habita,
Não quero, não posso, não devo contar!
Oh! Ontem no baile, com ela valsando
Senti as delicias dos anjos do céu!
Na dança ligeira, qual silfo voando
Caiu-lhe do rosto o seu cândido véu!
- Que noite e que baile! Seu hálito virgem
Queimava-lhe as faces no louco valsar,
As falas sentidas que os olhos falavam,
Não quero, não posso, não devo contar!
Depois indolente firmou-se em meu braço,
Fugimos das salas, do mundo talvez !
Inda era mais bela rendida ao cansaço,
Morrendo de amores em tal languidez !
- Que noite e que festa ! e que lânguido rosto
Banhado ao reflexo do branco luar !
A neve do colo e as ondas dos seios
Não quero, não posso, não devo contar !
A noite é sublime! Tem longos queixumes,
Mistérios profundos que eu mesmo não sei:
Do mar os gemidos, do prado os perfumes,
De amor me mataram, de amor suspirei!
Agora eu vos juro... Palavra!- Não minto!
Ouvi a formosa também suspirar:
Os doces suspiros que os ecos ouviram
Não quero, não posso, não devo contar!
Então nesse instante nas águas do rio
Passava uma barca, e o bom remador
Cantava na flauta: - "Nas noites d'estio
O céu tem estrelas, o mar tem amor !"
E a voz maviosa do bom gondoleiro
Repete cantando: "viver é amar !"
Se os peitos respondem à voz do barqueiro...
Não quero, não posso, não devo contar !
Trememos de medo... A boca emudece
Mas sentem-se os pulos do meu coração
Seu seio nevado de amor se entumece
E os lábios se tocam no ardor da paixão.

Características da linguagem romântica.ppt

  • 1.
  • 2.
    Romantismo Tendência que semanifesta nas artes e na literatura no final do sec. XVIII até o final do sec. XIX. Nasce na Alemanha, na França e na Inglaterra, mas é na França que ganha força e se espalha pela Europa e pelas Américas. Individualismo e relativismo – base da atitude romântica.
  • 3.
    Revolução Industrial, 1750 • produçãoartesanal X industrial; • proletariado – mudança. Revolução Francesa, 1789 • ideais revolucionários (liberdade, igualdade e fraternidade); • ideais da burguesia recém chegada ao poder; • nova perspectiva estética.
  • 4.
    ROMANTISMO NO BRASIL Contexto Histórico:  o Brasil recebe a família real portuguesa que vem buscar refúgio da crise provocada pela busca expansionista de Napoleão Bonaparte;  O impacto desta transferência foi percebido nas mudanças de toda a infra-estrutura da cidade do Rio de Janeiro que, até sua vinda, era extremamente precária.  Abertura dos portos para nações amigas-1808  Drenagem dos charcos, ampliação das ruas, calçadas, novos bairros...
  • 5.
     Nos textosdos integrantes das missões científicas, eram divulgadas também as idéias nacionalistas e liberais vigentes na Europa.  Por circularem entre nossos intelectuais, esses textos exerceram grande influência, marcando fortemente a ideologia romântica. Proclamação da Independência política brasileira, em 1822: identidade nacional em questão
  • 6.
    Características Gerais  Opõe-seao racionalismo e ao rigor do neoclassicismo.  Defende a liberdade de criação e privilegia a emoção.  “O soluço em que rebenta um sentimento pessoal seria o objetivo da poesia.”  As obras valorizam o individualismo, o sofrimento amoroso, a religiosidade cristã, a natureza, os temas nacionais e o passado.
  • 7.
    CLASSICISMO ROMANTISMO Razão emoção mimesis;imitação da realidade teoria expressiva; expressão do próprio eu objetividade subjetividade universalismo (o mundo) individualismo (o eu) Amor (extratemporal, extra-espacial, universal) "meu amor" imitação de modelos (formas fixas) inspiração ou liberdade criativa realidade objetiva (mundo exterior) realidade subjetiva (mundo interior) equilíbrio contradição Ordem reformismo Além das características já observadas, há outras que merecem destaque ou ser vistas com maior aprofundamento:
  • 8.
    Subjetivismo:  O românticoquer retratar em sua obra uma realidade interior e parcial. Trata os assuntos de uma forma pessoal, de acordo com o que sente, aproximando-se da fantasia.
  • 9.
    Egocentrismo:  Cultua-se o"eu" interior, atitude narcisista, em que o individualismo prevalece; microcosmos (mundo interior) X macrocosmos (mundo exterior).
  • 10.
    Idealização:  motivado pelafantasia e pela imaginação, o artista romântico passa a idealizar tudo;  as coisas não são vistas como realmente são, mas como deveriam ser segundo uma ótica pessoal. Assim,  a pátria é sempre perfeita;  a mulher é vista como virgem, frágil, bela, submissa e inatingível;  o amor, quase sempre, é espiritual e inalcançável;  o índio, ainda que moldado segundo modelos europeus, é o herói nacional.
  • 11.
    Sentimentalismo :  Exaltam-seos sentidos, e tudo o que é provocado pelo impulso é permitido.  Certos sentimentos, são constantes na obra romântica como: a saudade (saudosismo), a tristeza, a nostalgia e a desilusão.
  • 12.
    Liberdade de criação: Todo tipo de padrão clássico preestabelecido é abolido. O escritor romântico recusa formas poéticas, usa o verso livre e branco, libertando-se dos modelos greco-latinos, tão valorizados pelos clássicos, e aproximando-se da linguagem coloquial.
  • 13.
    Medievalismo:  Há umgrande interesse dos românticos pelas origens de seu país, de seu povo. Na Europa, retornam à Idade Média e cultuam seus valores, por ser uma época obscura. Tanto é assim que o mundo medieval é considerado a "noite da humanidade"; o que não é muito claro, aguça a imaginação, a fantasia. No Brasil, o índio representa o papel de nosso passado medieval e vivo.
  • 14.
    Escapismo psicológico:  Espéciede fuga. Já que o romântico não aceita a realidade, volta ao passado, individual (fatos ligados ao seu próprio passado, a sua infância) ou histórico (época medieval).
  • 15.
    Pessimismo:  Conhecido comoo "mal-do- século". O artista se vê diante da impossibilidade de realizar o sonho do "eu" e, desse modo, cai em profunda tristeza, angústia, solidão, inquietação, desespero, frustração, levando-o, muitas vezes, ao suicídio, solução definitiva para o mal-do-século.
  • 16.
    Condoreirismo:  Corrente depoesia político-social, com grande repercussão entre os poetas da terceira geração romântica. Os poetas condoreiros, influenciados pelo escritor Victor Hugo, defendem a justiça social e a liberdade.
  • 17.
    Byronismo:  Atitude amplamentecultivada entre os poetas da segunda geração romântica e relacionada ao poeta inglês Lord Byron. Caracteriza-se por mostrar um estilo de vida e uma forma particular de ver o mundo; um estilo de vida boêmia, noturna, voltada para o vício e os prazeres da bebida, do fumo e do sexo. Sua forma de ver o mundo é egocêntrica, narcisista, pessimista, angustiada e, por vezes, satânica.
  • 18.
    Religiosidade:  Como umareação ao Racionalismo materialista dos clássicos, a vida espiritual e a crença em Deus são enfocadas como pontos de apoio ou válvulas de escape diante das frustrações do mundo real.
  • 19.
    Culto ao fantástico: A presença do mistério, do sobrenatural, representando o sonho, a imaginação; frutos da pura fantasia, que não carecem de fundamentação lógica, do uso da razão.
  • 20.
    Nativismo:  Fascinação pelanatureza. O artista se vê totalmente envolvido por paisagens exóticas, como se ele fosse uma continuação da natureza. Muitas vezes, o nacionalismo romântico é exaltado através da natureza, da força da paisagem.
  • 21.
    Nacionalismo ou Patriotismo:  Exaltaçãoda Pátria, de forma exagerada, em que somente as qualidades são enaltecidas.
  • 22.
    Luta entre oliberalismo e o absolutismo:  Poder do povo X poder da monarquia. Até na escolha do herói, o romântico dificilmente optava por um nobre. Geralmente, adotava heróis grandiosos, muitas vezes personagens históricos, que foram de algum modo infelizes: vida trágica, amantes recusados, patriotas exilados.
  • 23.
    Características da linguagemromântica  CLASSICISMO  ROMANTISMO  Razão  emoção  mimesis; imitação da realidade  teoria expressiva; expressão do próprio eu  objetividade  subjetividade  universalismo (o mundo)  individualismo (o eu)  Amor (extratemporal, extra-espacial, universal)  "meu amor"  imitação de modelos (formas fixas)  inspiração ou liberdade criativa  realidade objetiva (mundo exterior)  realidade subjetiva (mundo interior)  equilíbrio  contradição  Ordem  reformismo
  • 24.
    Romantismo: Entre Duas Revoluções -Nasceuna Alemanha e Inglaterra depois se espalhou por toda Europa. - Nasceu no final da Revolução Francesa e na euforia da Revolução Industrial. - Se deu na realidade das sociedades industriais, criadora -da divisão de trabalho, - dos centros fabris, - do operariado, - sindicatos, - patrões, - revoltas sociais.
  • 25.
    Oposição ao mundoilustrado, crítica ao mundo burguês A visão do mundo romântico surge como uma reação ao novo. Critica o mundo burguês, onde os homens valem não pelo que são interiormente mas pelo que possuem em riqueza material. Elege a valores opostos as idéias clássicas do Arcadismo: Razão Mente Ciência Materialismo Objetividade Filosofia ilustrada Corpo e matéria Dia Preciso Equilíbrio Vida social ampla Valores universais Estático e permanente Estável Sentimento Coração Poesia Espiritualismo Subjetividade Cristianismo Espírito noite Impreciso Expansão e entusiasmo Comunhão restrita de gênios e eleitos  valores particulares e exóticos Movimento instável
  • 26.
    O fim doIdealismo na pós-Revolução  O poeta romântico era:  estranho entre os homens  melancólico,  sensível  amante da solidão  desesperado no seio da Natureza  Homens idealistas abandonaram o prático.  Idealismo nasce do sangue derramado.  Após a revolução não se voltou à Natureza virtuosa e pura, e sim à uma situação histórica mais grosseira, brutal e feia do que a que desaparecera.
  • 27.
    Liberdade, paixão eemoção O Romantismo foi  um grupo de poetas, romancistas, filósofos e músicos.  um movimento Conservadorista e  um desejo libertário.  uma revolta radical  Liberdade, paixão e emoção.
  • 28.
    O Romantismo noBrasil  A independência do Brasil em 1822  despertou nos brasileiros sentimento de união nacional.  Organiza-se uma nação livre e autônoma  Isolou os portugueses no comércio e na burocracia do Estado  Idealizava o mundo da natureza e do indígena  Novos símbolos de nacionalidade: “O povo que chupa o caju, a manga, o cambucá, e a jabuticaba, pode falar uma língua com igual pronúcia e o mesmo espírito do povo que sorve o figo, a pêra, o damasco e a nêspera?” José de Alencar A mata Os índios A fauna A flora
  • 29.
    Romantismo no Brasil Achegada de D. Joao VI a Bahia a (1952) Candido Portnari
  • 30.
    ROMANTISMO NO BRASIL  Seculo XIX   A Coroa portuguesa muda-se para o Brasil   Aparecem: o escolas de nível superior o tipografias o uma imprensa regular o Museus o Escolas publicas
  • 31.
    Produção Literária  Maisconsistente que nos séculos XVII e XVIII  Dinamização da vida cultural da colônia  Criação de um publico leitor (inicialmente só de jornais)
  • 32.
    Independência política de1882  Movimento anticolonialista e antilusitano  Nacionalismo  Indianismo  Regionalismo  Pesquisa:  Folclore  Língua  História  criação de uma cultura BRASILEIRA com suas próprias:  Raízes históricas  Lingüisticas e  Culturais
  • 33.
    Quem lia literatura? Romantismo: emoção e sentimentalismo  O índio; símbolo artístico do nacionalismo romântico  A idealização do índio
  • 34.
    Ultra-Romantismo no Brasil GeraçãoPerdida --1850-1860  Os poetas ultra-românticos eram:  Conhecidos como  Jovens burgueses universitários  Desprezantes do nacionalismo e indianismo  Despreocupados com o sócio-político  Exaltavam  A liberdade criadora (o conteúdo é mais importante que a forma;são comuns deslizes gramaticais);  A versificação livre;
  • 35.
    O Mal doSéculo  A dúvida, o dualismo;  O tédio constante, o sofrimento, o pessimismo, o negativismo, o satanismo, o masoquismo, o cinismo, a morbidez, a autodestruição;  Vício, bebida.  A fuga da realidade para o mundo dos sonhos, da fantasia e da imaginação(escapismo, evasão);  A desilusão adolescente;  A idealização do amor e da mulher;  O subjetivismo, egocentrismo;  O saudosismo (saudade da infância e do passado);  O gosto pelo noturno;  A consciência de solidão;  a morte: fuga total e definitiva da vida, solução para os sofrimentos; sarcasmo, ironia.
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    Lorde Byron  1788-1824 Poeta Inglês  Escandalizou a Inglaterra:  Estilo boêmio  Relações extra conjugais  Incesto  Pedofilia
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    O medo deamar –Visão dualista: –A dúvida –Desejo X Culpa –Atração X Medo –Ideal feminino: –Figuras incorpóreas ou assexuadas –Anjo, criança, virgem, etc.
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    Alvares de Azevedo um escritor da segunda geração romântica  passou a infância no Rio de Janeiro, onde iniciou seus estudos.  Voltou a São Paulo para estudar na Faculdade de Direito onde desde logo ganhou fama por brilhantes e precoces produções literárias.  Destaca-se pela facilidade de aprender línguas e pelo espírito jovial e sentimental.  Durante o curso de direito, traduz o quinto ato de Otelo, de Shakespeare; traduz Parisina, de Lorde Byron.
  • 39.
    Vida Curta  Nãochegou a concluir o curso pois adoeceu de tuberculose pulmonar —  porém o que deu fim real a sua vida foi um tumor na fossa ilíaca que piorou depois de sua queda de cavalo, aos 20 anos.
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    A sua obracompreende:  Obras beseadas em contradições  Cultivava a poesia, o teatro e a prosa
  • 41.
    As Três Fasesde Azevedo 1. Uma visão adolescente, casto, sentimental e ingênuo – a face de Ariel, a face do bem. 2. Uma visão decadente, de vícios, bebidas, prostituição, solidão , sem destino – face de Caliban 3. Ironia – veio anti-romântico paradoxal
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    Meus Oito Anos– Casimiro de Abreu Oh! que saudades que tenho Da aurora da minha vida, Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Como são belos os dias Do despontar da existência! - Respira a alma inocência Como perfumes a flor; O mar é - lago sereno, O céu - um manto azulado, O mundo - um sonho dourado, A vida - um hino d'amor!
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    Que auroras, quesol, que vida, Que noites de melodia Naquela doce alegria, Naquele ingênuo folgar! O céu bordado d'estrelas, A terra de aromas cheia, As ondas beijando a areia E a lua beijando o mar! Oh! dias da minha infância! Oh! meu céu de primavera! Que doce a vida não era Nessa risonha manhã! Em vez das mágoas de agora, Eu tinha nessas delícias De minha mãe as carícias E beijos de minha irmã!
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    Livre filho dasmontanhas, Eu ia bem satisfeito, Da camisa aberto o peito, Pés descalços, braços nus Correndo pelas campinas À roda das cachoeiras, Atrás das asas ligeiras Das borboletas azuis! Naqueles tempos ditosos Ia colher as pitangas, Trepava a tirar as mangas, Brincava à beira do mar; Rezava às Ave-Marias, Achava o céu sempre lindo, Adormecia sorrindo E despertava a cantar!
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    Oh! que saudadesque tenho Da aurora da minha vida Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais!
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    Segredos Eu tenho unsamores - quem é que os não tinha Nos tempos antigos ? - Amar não faz mal; As almas que sentem paixão como a minha, Que digam, que falem em regra geral. - A flor dos meus sonhos é moça bonita Qual flor entreaberta do dia ao raiar; Mas onde ela mora, que casa ela habita, Não quero, não posso, não devo contar!
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    Oh! Ontem nobaile, com ela valsando Senti as delicias dos anjos do céu! Na dança ligeira, qual silfo voando Caiu-lhe do rosto o seu cândido véu! - Que noite e que baile! Seu hálito virgem Queimava-lhe as faces no louco valsar, As falas sentidas que os olhos falavam, Não quero, não posso, não devo contar! Depois indolente firmou-se em meu braço, Fugimos das salas, do mundo talvez ! Inda era mais bela rendida ao cansaço, Morrendo de amores em tal languidez !
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    - Que noitee que festa ! e que lânguido rosto Banhado ao reflexo do branco luar ! A neve do colo e as ondas dos seios Não quero, não posso, não devo contar ! A noite é sublime! Tem longos queixumes, Mistérios profundos que eu mesmo não sei: Do mar os gemidos, do prado os perfumes, De amor me mataram, de amor suspirei! Agora eu vos juro... Palavra!- Não minto! Ouvi a formosa também suspirar: Os doces suspiros que os ecos ouviram Não quero, não posso, não devo contar!
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    Então nesse instantenas águas do rio Passava uma barca, e o bom remador Cantava na flauta: - "Nas noites d'estio O céu tem estrelas, o mar tem amor !" E a voz maviosa do bom gondoleiro Repete cantando: "viver é amar !" Se os peitos respondem à voz do barqueiro... Não quero, não posso, não devo contar ! Trememos de medo... A boca emudece Mas sentem-se os pulos do meu coração Seu seio nevado de amor se entumece E os lábios se tocam no ardor da paixão.