Parte 3 – Modelos Alternativos de Curva de Oferta  Agregada Nesta parte serão discutidos oito modelos alternativos de curva de oferta agregada. Será considerada uma economia fechada.
Capítulo 6  Primórdios da curva de oferta agregada
Aula Anterior CAPÍTULO  5 – Modelo IS-LM para uma economia fechada 5.1 Determinação da curva de demanda agregada;  5.1.1 A curva IS – O equilíbrio no mercado de produto;  5.1.2 A curva LM – o equilíbrio no mercado moedas e títulos;  5.1.3 Equilíbrio simultâneo nos mercados de produto e de moeda;  5.1.4 A curva de demanda agregada;  5.1.5 Política fiscal e monetária.
Nesta Aula CAPÍTULO  6 – Primórdios da curva de oferta agregada 6.1 Mercado de trabalho;  6.1.1 Conceitos básicos para entender o funcionamento do mercado de trabalho.
Introdução Até agora, o modelo da curva de demanda agregada foi desenvolvido por meio dos conceitos de equilíbrio simultâneo no mercado de bens (curva IS) e nos mercados de moeda e títulos (curva LM).  Esse modelo foi a preocupação central da macroeconomia nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Naqueles anos pouca atenção foi dada à questão da curva de oferta agregada.
O período presenciado por Keynes era o de uma economia com grande desemprego, em que se podia aumentar a quantidade utilizada  de trabalho sem alterar o salário.  O aumento de N (quantidade de trabalho) elevava o produto (y) e não haveria a necessidade de alterar o preço (pois o custo marginal, igual ao custo do trabalho, era constante).  Primórdios da curva de oferta agregada
Primórdios da curva de oferta agregada É um modelo de oferta agregada representada por uma curva horizontal.  P y OA
Primórdios da curva de oferta agregada Sobrepondo a curva de demanda agregada na curva de oferta agregada, obtém-se o produto (y 0 ) e o nível de preços (P 0 ) de equilíbrio.  P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
Primórdios da curva de oferta agregada Observa-se que o nível de produto (y) é alterado apenas por modificação na curva de demanda agregada.  P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
Primórdios da curva de oferta agregada Uma política fiscal ou monetária expansionista desloca a curva de demanda agregada para a direita, causando o aumento do produto (y), mas não alterando o nível de preços. P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
Primórdios da curva de oferta agregada Na década de 1950 a inflação tornou-se um problema persistente nos países desenvolvidos.  • • No final dessa década, um economista australiano (A. W. Phillips), usando dados da Inglaterra, constatou uma relação empírica negativa entre a taxa de aumento do salário nominal ( W ) e taxa de desemprego (  ), isto é,  W  = f(  ), em que f’ < 0.  Essa mesma relação foi considerada nos EUA por Paul A. Samuelson.
Essa relação negativa entra a taxa de aumento salarial e taxa de desemprego ficou conhecida como a Curva de Phillips. Primórdios da curva de oferta agregada • • • • • Sabe-se de uma relação positiva entre a taxa de inflação  ( P ) e taxa de variação salarial ( W ), isto é,  P  = g( W ), em que g’ > 0. A partir dessa relação e da curva de Phillips foi estabelecida uma relação negativa entre taxa de inflação e taxa de desemprego, isto é,  P  = h(  ), em que h’ < 0.
No começo da década de 60, quando se referia a preços, utilizava-se dessa relação baseada na Curva de Phillips. Não obstante, o tratamento da curva de oferta agregada com base na Curva de Phillips defrontava-se com duas limitações: não permitia uma ligação entre a macroeconomia e a microeconomia; e, o tratamento teórico da curva de oferta era fraco. Primórdios da curva de oferta agregada
Assim, nas décadas de 1970, 1980, 1990 foram desenvolvidas teorias alternativas da curva de oferta agregada, que superavam estas duas deficiências. Essas teorias da curva de oferta agregada podem ser agrupadas do seguinte modo: Primórdios da curva de oferta agregada
a) Modelos da Síntese Neoclássica, baseados no equilíbrio do  mercado de trabalho  e com firmas maximizando a massa de lucros; b) Modelos dos novos keynesianos, baseados no equilíbrio do  mercado de trabalho  e com firmas que fixam o preço com  mark-up  sobre o custo de produção; e, c) Modelo da curva de oferta de Lucas Primórdios da curva de oferta agregada
O mercado de trabalho é um dos cinco mercados em que a macroeconomia normalmente divide a economia. Os outros quatro mercados são os de bens, moeda, títulos e divisas. No mercado de trabalho se determinam a quantidade utilizada de trabalho (N) e o salário desse trabalhador (W). Mercado de Trabalho
Conceitos básicos Para entender o funcionamento do mercado de trabalho é necessário definir:  população residente, população economicamente ativa, população não economicamente ativa e pessoas incapacitadas ao trabalho. A partir desses conceitos pode-se distinguir e definir:  força de trabalho, pessoal ocupado, taxa de desemprego e salários.
População residente  é o total de pessoas vivendo em um certo país em certo momento do tempo, independente de sua idade e se está ou não trabalhando, procurando trabalho ou apenas é ociosa. A população residente é uma variável estoque, ou seja, ela é mensurada em dado momento do tempo. A população residente se divide em População Economicamente Ativa (PEA), População Não Economicamente Ativa e Pessoas Incapacitadas ao trabalho. Conceitos básicos
População Economicamente Ativa  (PEA) são as pessoas acima de certa idade (por exemplo, com 10 ou mais anos de idade) que são aptas e desejam trabalhar, independente se estão ou não trabalhando.   Esta categoria inclui as pessoas que estão trabalhando e os que estão desempregados, mas procuram emprego. Conceitos básicos
População Não Economicamente Ativa  são as pessoas aptas a trabalhar, mas que não estão trabalhando e nem procurando emprego.  Nessa categoria se incluem os trabalhadores desalentados (dispostos a trabalhar, mas desestimulados a procurar trabalho), as pessoas dedicadas às atividades do lar, os estudantes, os aposentados, os pensionistas, os rentistas, por exemplo .   Conceitos básicos
No caso brasileiro, as pessoas dedicadas às atividades do lar (a “dona de casa”) não são parte da PEA, mas sim da população não economicamente ativa.  Pessoas Incapacitadas ao Trabalho  são aquelas abaixo de certa idade (por exemplo, 10 anos), as inválidas física e/ou mentalmente para trabalhar, idosos, réus e outros não classificados na PEA ou na População Não Economicamente Ativa. Conceitos básicos
A soma da PEA com a população não economicamente ativa fornece a população em idade ativa (PIA).  PIA = população residente – pessoas    incapacitadas ao trabalho Define-se a taxa de participação (tp) como sendo a relação entre PEA e PIA. Ou seja: Conceitos básicos
A  força de trabalho  (FT) em dado país é a PEA do País. Observe que essa PEA se decompõe em pessoas ocupadas e pessoas procurando emprego.   Pessoas ocupadas  (N) são aquelas exercendo atividades outras do que as domésticas no próprio lar, e que recebem ou não remuneração (monetária ou em espécie). As pessoas procurando emprego são classificadas como sendo desempregadas.  Conceitos básicos
População Residente População em Idade Ativa População Economicamente Ativa Desempregados Empregados Conceitos básicos População Economicamente Ativa
Conceitos básicos Taxa de desemprego é a percentagem da força de trabalho que está desocupada e procurando emprego. Isto é:
No cálculo da taxa de desemprego há duas variantes: O período de referência da procura do emprego (a “semana de referência” ou o “mês de referência”) Desemprego aberto ou desemprego oculto. No primeiro caso, pergunta-se à pessoa se a mesma estava trabalhando ou procurando emprego na semana de referência da pesquisa ou no mês de referência. Este último caso gera maior taxa de desemprego do que o primeiro caso. Conceitos básicos
O IBGE, em sua pesquisa mensal de emprego, adotou até outubro de 2002 a “semana de referência”,  passando a partir de novembro de 2002 a adotar o “mês de referência”.  Conceitos básicos
O  desemprego aberto  se refere às pessoas que procuraram emprego no período de referência da pesquisa, e não estavam exercendo nenhuma atividade.  O  desemprego oculto  se classifica em: desemprego oculto pelo trabalho precário e desemprego oculto pelo desalento. Conceitos básicos
O  desemprego oculto por trabalho precário  se refere às pessoas que estiveram procurando emprego no período de referência da pesquisa, mas exerceram algum tipo de atividade considerada como trabalho precário.   O  desemprego oculto pelo desalento  se refere às pessoas que não possuem trabalho e nem o procuraram no período de referência da pesquisa, seja por desestímulo ou circunstâncias fortuitas, mas procuraram emprego antes do período de referência. Conceitos básicos
Conceitos básicos
desemprego natural  é o conjunto de pessoas desempregadas por estarem procurando emprego pela primeira vez em sua vida e o desemprego friccional  ( que ocorre quando uma pessoa está trocando um emprego por outro ) .   O desemprego natural define a taxa natural de desemprego (  N ). Conceitos básicos
Salários  são as remunerações pelo trabalho executado fora do lar por uma pessoa. Os salários se distinguem dos rendimentos, pois esses incluem os salários, rendas de propriedades, juros e transferências (do governo e de outras pessoas e instituições). Conceitos básicos
Salários  são as remunerações pelo trabalho executado fora do lar por uma pessoa. Os salários se distinguem dos rendimentos, pois esses incluem os salários, rendas de propriedades, juros e transferências (do governo e de outras pessoas e instituições). Os salários se dividem em diretos e indiretos.  Os  salários diretos  são as remunerações (valor monetário) obtidas pelas pessoas devido ao trabalho que exercem.  Os  salários indiretos  são os benefícios não monetários obtidos pelos trabalhadores.  Conceitos básicos
Conceitos básicos Brasil: população e emprego (anos selecionados), em milhares Fonte: IBGE 62,4% 58.755 8.210 89.318 97.528 187.228 2006 62,9% 56.763 8.953 87.189 96.142 184.601 2005 62,0% 56.887 8.264 84.596 92.860 182.060 2004 61,4% 55.819 8.640 80.163 88.803 175.988 2003 61,3% 54.832 7.958 78.959 86.917 173.391 2002 60,5% 54.427 7.785 75.458 83.243 169.370 2001 60,1% 49.833 5.882 69.332 75.213 156.128 1997 61,1% 45.123 4.396 66.570 70.965 148.217 1993 Taxa de partici-pação Pop. não economica-mente ativa Pessoas desem-pregadas Pessoas ocupadas PEA com 10 anos ou mais População residente Ano
Conceitos básicos Taxa de Desemprego na RMSP (anos selecionados) Fonte: Ipeadata 0,9% 3,3% 4,2% 9,3% 13,5% dez/2007 1,5% 3,7% 5,2% 9,0% 14,2% dez/2006 1,4% 4,7% 6,1% 9,7% 15,8% dez/2005 1,6% 5,4% 7,0% 10,0% 17,0% dez/2004 2,0% 5,0% 7,0% 12,0% 19,0% dez/2003 1,9% 5,2% 7,1% 11,4% 18,5% dez/2002 1,6% 4,6% 6,2% 11,6% 17,8% dez/2001 1,8% 4,4% 6,2% 10,0% 16,2% dez/2000 Desalento Precário Subtotal Aberto Total Mês Oculto
Próxima Aula CAPÍTULO  7 – Modelos da Síntese Neoclássica 7.1 A função de produção;  7.2 A demanda de trabalho;  7.3 A oferta de trabalho;  7.4 Modelo clássico da Síntese Neoclássica;  7.5 O modelo salário nominal da Síntese Neoclássica;  7.6 A armadilha da liquidez;  7.7 O modelo básico da Síntese Neoclássica;  7.8 Modelo da Síntese Neoclássica com influência dos autores novos-clássicos;  7.9 Modelo de curva de oferta agregada da Síntese Neoclássica com influência dos autores novos-keynesianos.
Referências Bibliográficas BACHA, C.J.C.; LIMA, R.A.S.  Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O.  Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001.  CHADDAD, J.P.Z. Mercado de trabalho: conceito, definições e funcionamento. In: PINHO, D.B.; VASCONCELLOS. M.A..S.  Manual de economia . São Paulo: Saraiva, 1998. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S.  Macroeconomia .  5 a  edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. MANKIW, N.G.  Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.

Cap6 macro

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    Parte 3 –Modelos Alternativos de Curva de Oferta Agregada Nesta parte serão discutidos oito modelos alternativos de curva de oferta agregada. Será considerada uma economia fechada.
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    Capítulo 6 Primórdios da curva de oferta agregada
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    Aula Anterior CAPÍTULO 5 – Modelo IS-LM para uma economia fechada 5.1 Determinação da curva de demanda agregada; 5.1.1 A curva IS – O equilíbrio no mercado de produto; 5.1.2 A curva LM – o equilíbrio no mercado moedas e títulos; 5.1.3 Equilíbrio simultâneo nos mercados de produto e de moeda; 5.1.4 A curva de demanda agregada; 5.1.5 Política fiscal e monetária.
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    Nesta Aula CAPÍTULO 6 – Primórdios da curva de oferta agregada 6.1 Mercado de trabalho; 6.1.1 Conceitos básicos para entender o funcionamento do mercado de trabalho.
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    Introdução Até agora,o modelo da curva de demanda agregada foi desenvolvido por meio dos conceitos de equilíbrio simultâneo no mercado de bens (curva IS) e nos mercados de moeda e títulos (curva LM). Esse modelo foi a preocupação central da macroeconomia nas décadas de 1940, 1950 e 1960. Naqueles anos pouca atenção foi dada à questão da curva de oferta agregada.
  • 6.
    O período presenciadopor Keynes era o de uma economia com grande desemprego, em que se podia aumentar a quantidade utilizada de trabalho sem alterar o salário. O aumento de N (quantidade de trabalho) elevava o produto (y) e não haveria a necessidade de alterar o preço (pois o custo marginal, igual ao custo do trabalho, era constante). Primórdios da curva de oferta agregada
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    Primórdios da curvade oferta agregada É um modelo de oferta agregada representada por uma curva horizontal. P y OA
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    Primórdios da curvade oferta agregada Sobrepondo a curva de demanda agregada na curva de oferta agregada, obtém-se o produto (y 0 ) e o nível de preços (P 0 ) de equilíbrio. P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
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    Primórdios da curvade oferta agregada Observa-se que o nível de produto (y) é alterado apenas por modificação na curva de demanda agregada. P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
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    Primórdios da curvade oferta agregada Uma política fiscal ou monetária expansionista desloca a curva de demanda agregada para a direita, causando o aumento do produto (y), mas não alterando o nível de preços. P y OA P 0 D D E y 0 Equilíbrio no modelo keynesiano básico
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    Primórdios da curvade oferta agregada Na década de 1950 a inflação tornou-se um problema persistente nos países desenvolvidos. • • No final dessa década, um economista australiano (A. W. Phillips), usando dados da Inglaterra, constatou uma relação empírica negativa entre a taxa de aumento do salário nominal ( W ) e taxa de desemprego (  ), isto é, W = f(  ), em que f’ < 0. Essa mesma relação foi considerada nos EUA por Paul A. Samuelson.
  • 12.
    Essa relação negativaentra a taxa de aumento salarial e taxa de desemprego ficou conhecida como a Curva de Phillips. Primórdios da curva de oferta agregada • • • • • Sabe-se de uma relação positiva entre a taxa de inflação ( P ) e taxa de variação salarial ( W ), isto é, P = g( W ), em que g’ > 0. A partir dessa relação e da curva de Phillips foi estabelecida uma relação negativa entre taxa de inflação e taxa de desemprego, isto é, P = h(  ), em que h’ < 0.
  • 13.
    No começo dadécada de 60, quando se referia a preços, utilizava-se dessa relação baseada na Curva de Phillips. Não obstante, o tratamento da curva de oferta agregada com base na Curva de Phillips defrontava-se com duas limitações: não permitia uma ligação entre a macroeconomia e a microeconomia; e, o tratamento teórico da curva de oferta era fraco. Primórdios da curva de oferta agregada
  • 14.
    Assim, nas décadasde 1970, 1980, 1990 foram desenvolvidas teorias alternativas da curva de oferta agregada, que superavam estas duas deficiências. Essas teorias da curva de oferta agregada podem ser agrupadas do seguinte modo: Primórdios da curva de oferta agregada
  • 15.
    a) Modelos da SínteseNeoclássica, baseados no equilíbrio do mercado de trabalho e com firmas maximizando a massa de lucros; b) Modelos dos novos keynesianos, baseados no equilíbrio do mercado de trabalho e com firmas que fixam o preço com mark-up sobre o custo de produção; e, c) Modelo da curva de oferta de Lucas Primórdios da curva de oferta agregada
  • 16.
    O mercado detrabalho é um dos cinco mercados em que a macroeconomia normalmente divide a economia. Os outros quatro mercados são os de bens, moeda, títulos e divisas. No mercado de trabalho se determinam a quantidade utilizada de trabalho (N) e o salário desse trabalhador (W). Mercado de Trabalho
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    Conceitos básicos Paraentender o funcionamento do mercado de trabalho é necessário definir: população residente, população economicamente ativa, população não economicamente ativa e pessoas incapacitadas ao trabalho. A partir desses conceitos pode-se distinguir e definir: força de trabalho, pessoal ocupado, taxa de desemprego e salários.
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    População residente é o total de pessoas vivendo em um certo país em certo momento do tempo, independente de sua idade e se está ou não trabalhando, procurando trabalho ou apenas é ociosa. A população residente é uma variável estoque, ou seja, ela é mensurada em dado momento do tempo. A população residente se divide em População Economicamente Ativa (PEA), População Não Economicamente Ativa e Pessoas Incapacitadas ao trabalho. Conceitos básicos
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    População Economicamente Ativa (PEA) são as pessoas acima de certa idade (por exemplo, com 10 ou mais anos de idade) que são aptas e desejam trabalhar, independente se estão ou não trabalhando. Esta categoria inclui as pessoas que estão trabalhando e os que estão desempregados, mas procuram emprego. Conceitos básicos
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    População Não EconomicamenteAtiva são as pessoas aptas a trabalhar, mas que não estão trabalhando e nem procurando emprego. Nessa categoria se incluem os trabalhadores desalentados (dispostos a trabalhar, mas desestimulados a procurar trabalho), as pessoas dedicadas às atividades do lar, os estudantes, os aposentados, os pensionistas, os rentistas, por exemplo . Conceitos básicos
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    No caso brasileiro,as pessoas dedicadas às atividades do lar (a “dona de casa”) não são parte da PEA, mas sim da população não economicamente ativa. Pessoas Incapacitadas ao Trabalho são aquelas abaixo de certa idade (por exemplo, 10 anos), as inválidas física e/ou mentalmente para trabalhar, idosos, réus e outros não classificados na PEA ou na População Não Economicamente Ativa. Conceitos básicos
  • 22.
    A soma daPEA com a população não economicamente ativa fornece a população em idade ativa (PIA). PIA = população residente – pessoas incapacitadas ao trabalho Define-se a taxa de participação (tp) como sendo a relação entre PEA e PIA. Ou seja: Conceitos básicos
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    A forçade trabalho (FT) em dado país é a PEA do País. Observe que essa PEA se decompõe em pessoas ocupadas e pessoas procurando emprego. Pessoas ocupadas (N) são aquelas exercendo atividades outras do que as domésticas no próprio lar, e que recebem ou não remuneração (monetária ou em espécie). As pessoas procurando emprego são classificadas como sendo desempregadas. Conceitos básicos
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    População Residente Populaçãoem Idade Ativa População Economicamente Ativa Desempregados Empregados Conceitos básicos População Economicamente Ativa
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    Conceitos básicos Taxade desemprego é a percentagem da força de trabalho que está desocupada e procurando emprego. Isto é:
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    No cálculo dataxa de desemprego há duas variantes: O período de referência da procura do emprego (a “semana de referência” ou o “mês de referência”) Desemprego aberto ou desemprego oculto. No primeiro caso, pergunta-se à pessoa se a mesma estava trabalhando ou procurando emprego na semana de referência da pesquisa ou no mês de referência. Este último caso gera maior taxa de desemprego do que o primeiro caso. Conceitos básicos
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    O IBGE, emsua pesquisa mensal de emprego, adotou até outubro de 2002 a “semana de referência”, passando a partir de novembro de 2002 a adotar o “mês de referência”. Conceitos básicos
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    O desempregoaberto se refere às pessoas que procuraram emprego no período de referência da pesquisa, e não estavam exercendo nenhuma atividade. O desemprego oculto se classifica em: desemprego oculto pelo trabalho precário e desemprego oculto pelo desalento. Conceitos básicos
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    O desempregooculto por trabalho precário se refere às pessoas que estiveram procurando emprego no período de referência da pesquisa, mas exerceram algum tipo de atividade considerada como trabalho precário. O desemprego oculto pelo desalento se refere às pessoas que não possuem trabalho e nem o procuraram no período de referência da pesquisa, seja por desestímulo ou circunstâncias fortuitas, mas procuraram emprego antes do período de referência. Conceitos básicos
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    desemprego natural é o conjunto de pessoas desempregadas por estarem procurando emprego pela primeira vez em sua vida e o desemprego friccional ( que ocorre quando uma pessoa está trocando um emprego por outro ) . O desemprego natural define a taxa natural de desemprego (  N ). Conceitos básicos
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    Salários sãoas remunerações pelo trabalho executado fora do lar por uma pessoa. Os salários se distinguem dos rendimentos, pois esses incluem os salários, rendas de propriedades, juros e transferências (do governo e de outras pessoas e instituições). Conceitos básicos
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    Salários sãoas remunerações pelo trabalho executado fora do lar por uma pessoa. Os salários se distinguem dos rendimentos, pois esses incluem os salários, rendas de propriedades, juros e transferências (do governo e de outras pessoas e instituições). Os salários se dividem em diretos e indiretos. Os salários diretos são as remunerações (valor monetário) obtidas pelas pessoas devido ao trabalho que exercem. Os salários indiretos são os benefícios não monetários obtidos pelos trabalhadores. Conceitos básicos
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    Conceitos básicos Brasil:população e emprego (anos selecionados), em milhares Fonte: IBGE 62,4% 58.755 8.210 89.318 97.528 187.228 2006 62,9% 56.763 8.953 87.189 96.142 184.601 2005 62,0% 56.887 8.264 84.596 92.860 182.060 2004 61,4% 55.819 8.640 80.163 88.803 175.988 2003 61,3% 54.832 7.958 78.959 86.917 173.391 2002 60,5% 54.427 7.785 75.458 83.243 169.370 2001 60,1% 49.833 5.882 69.332 75.213 156.128 1997 61,1% 45.123 4.396 66.570 70.965 148.217 1993 Taxa de partici-pação Pop. não economica-mente ativa Pessoas desem-pregadas Pessoas ocupadas PEA com 10 anos ou mais População residente Ano
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    Conceitos básicos Taxade Desemprego na RMSP (anos selecionados) Fonte: Ipeadata 0,9% 3,3% 4,2% 9,3% 13,5% dez/2007 1,5% 3,7% 5,2% 9,0% 14,2% dez/2006 1,4% 4,7% 6,1% 9,7% 15,8% dez/2005 1,6% 5,4% 7,0% 10,0% 17,0% dez/2004 2,0% 5,0% 7,0% 12,0% 19,0% dez/2003 1,9% 5,2% 7,1% 11,4% 18,5% dez/2002 1,6% 4,6% 6,2% 11,6% 17,8% dez/2001 1,8% 4,4% 6,2% 10,0% 16,2% dez/2000 Desalento Precário Subtotal Aberto Total Mês Oculto
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    Próxima Aula CAPÍTULO 7 – Modelos da Síntese Neoclássica 7.1 A função de produção; 7.2 A demanda de trabalho; 7.3 A oferta de trabalho; 7.4 Modelo clássico da Síntese Neoclássica; 7.5 O modelo salário nominal da Síntese Neoclássica; 7.6 A armadilha da liquidez; 7.7 O modelo básico da Síntese Neoclássica; 7.8 Modelo da Síntese Neoclássica com influência dos autores novos-clássicos; 7.9 Modelo de curva de oferta agregada da Síntese Neoclássica com influência dos autores novos-keynesianos.
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    Referências Bibliográficas BACHA,C.J.C.; LIMA, R.A.S. Macroeconomia : Teorias e Aplicações à Economia Brasileira. Campinas: Alínea, 2006 BLANCHARD, O. Macroeconomia : teoria e política econômica. 2 ed. Rio de Janeiro: Campus, 2001. CHADDAD, J.P.Z. Mercado de trabalho: conceito, definições e funcionamento. In: PINHO, D.B.; VASCONCELLOS. M.A..S. Manual de economia . São Paulo: Saraiva, 1998. DORNBUSCH, R. & FISCHER, S. Macroeconomia . 5 a edição. São Paulo: Makron/Mcgraw-Hill, 1991. MANKIW, N.G. Macroeconomia : Rio de Janeiro: LTC, 2004.