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A N T Ó N I O     M A T O S                              G U E R R A




     Manual de Extintores




                                 Colecção
                                            ESPECIALIZADOS
                      CADERNOS




                                  4
                                  ENB




           2.ª edição, revista e actualizada



            ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS

           S I N T R A              2 0 0 7
Ficha Técnica
              Ficha Técnica
                        Título
            Manual de Extintores
                      Colecção
         Cadernos Especializados ENB
                        (nº4)
                       Edição
            Escola Nacional de Bombeiros
           Quinta do Anjinho – Ranholas
                  2710 - 460 Sintra
       Telef.: 219 239 040 • Fax: 219 106 250
                E.mail: edicao@enb.pt
                        Texto
               António Matos Guerra
       Comissão de Revisão Técnica e Pedagógica
    Carlos Ferreira de Castro, F. Hermínio Santos,
    J. Barreira Abrantes, Luís Abreu, Sónia Rufino
                      Fotografia
    Matos Guerra, Rogério Oliveira, Victor Hugo
                     Ilustrações
    Osvaldo Medina, Ricardo Blanco, Victor Hugo
               Grafismo e fotomontagens
               Victor Hugo Fernandes
                      Impressão
               Gráfica Europam, Lda.

               ISBN: 972-8792-25-5
            Depósito Legal nº 174421/01
                  Março de 2007
             Tiragem: 3 000 exemplares
                   Preço de capa:
	                       15,00	 (pvp)
	                        7,50	 (bombeiros)
Prefácio
                      Manual de Extintores
	

            	
   A	 edição do quarto volume da colecção Cadernos Especializados ENB
aborda o extintor, importante equipamento de primeira intervenção, no
combate a um foco de incêndio em fase inicial.
   De uma forma geral pode dizer-se que o correcto manuseamento de um
extintor deve ser considerado como uma imprescindível competência que
todos os cidadãos devem possuir.
   A utilização de um extintor deve ser feita por qualquer pessoa que detecte
um incêndio em fase inicial. Para que esta utilização seja eficaz, é necessário
conhecer o funcionamento deste equipamento, bem como as regras básicas
de operação com o mesmo.
   Esta publicação visa, por um lado, apoiar acções de sensibilização
dirigidas a um vasto e diversificado público alvo e, por outro lado, contribuir
para a criação de uma atitude activa e interventiva de todos, na defesa do
património e da segurança das pessoas.
   Deste modo a Escola Nacional de Bombeiros cumpre um dos seus fins,
isto é, promover «a formação cívica no domínio da auto-protecção dos
cidadãos».
    	                                           Duarte Caldeira
    	                                    Presidente da direcção da E.N.B.
Sumário
               Manual de Extintores
	

    	
	   	                     Introdução	                    9
	   	

	   1	                   Classificação	                 13
	   	

	   2	                   Identificação	                 21


	   3	   Características e funcionamento dos extintores	 27


	   4	            Escolha do agente extintor	           37
	   	

	   5	            Distribuição dos extintores	          49
	   	

	   6	             Inspecção, manutenção	               59
	   	              e recarga dos extintores

	   7	             Actuação com extintores	             67
	   	
	
	   	         Bibliografia – Glossário – Índices	       83
Siglas
               Manual de Extintores
	

      	
UE	       União Europeia
NP	       Norma Portuguesa
EN	       Norma Europeia
Manual de Extintores
Introdução




                       Introdução
Manual de Extintores
10
     Manual de Extintores
O	 extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a um
foco de incêndio acabado de despontar.
   A utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa logo
que detecte um foco de incêndio. Na realidade, a rapidez de actuação é
primordial, na medida em que o extintor só é eficaz na fase inicial de um
incêndio. Com efeito, a quantidade de agente extintor, assim como o tempo
de utilização, são limitados.                                                         11
   O êxito da sua utilização depende dos seguintes factores:




                                                                                Introdução
       •	 Estar bem localizado, visível e em boas condições de funcionamento;

       •	 Conter o agente extintor adequado para combater o incêndio desen-
          cadeado;

       •	 Ser utilizado na fase inicial do incêndio;

       •	 Conhecimento prévio, pelo utilizador, do modo de funcionamento e
          utilização.

   Define-se extintor como um aparelho que contém um agente extintor, o
qual pode ser projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão
interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão ou pela
libertação de um gás auxiliar(1).
   A substância contida no extintor, que provoca a extinção, designa-se por
agente extintor(1).
    A carga de um extintor é a massa ou o volume do agente extintor nele
contido. A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água é
expressa em unidades de volume (litro) enquanto que a carga dos restantes
equipamentos é expressa em unidades de massa (quilograma)(1).



(1)	
       NP EN 3-1: 1997.
12
     1.
          Manual de Extintores
1.

                                           1.
             Classificação
           Manual de Extintores
                                          13




                                  Classificação
	1.	1. Mobilidade do extintor
       	
	1.	2. Agente extintor
	1.	3.   Modo de funcionamento

	1.	4.   Eficácia de extinção
14
     1.
          Manual de Extintores
A	 classificação dos extintores de incêndio pode ser efectuada com base nos
seguintes critérios:
    •	 Mobilidade do extintor;
    •	 Agente extintor;
    •	 Modo de funcionamento;
    •	 Eficácia de extinção.
                                                                                          1.
                                                                                         15




                                                                                 Classificação
	                                Mobilidade do extintor 	1.	1.

    Quanto à mobilidade, os extintores classificam-se em (fig. 1):
    •	 Portáteis;
    •	 Móveis (também designados por transportáveis).

    Por sua vez, os extintores portáteis designam-se por:
    •	 Manuais;
    •	 Dorsais.

   Designa-se por extintor manual o que, pronto a funcionar, tem um peso
inferior ou igual a 20 kg. Diz-se que o extintor é dorsal quando, pronto a
funcionar, tem um peso inferior ou igual a 30 kg e está equipado com precintas
que permitem o seu transporte às costas.
   Os extintores móveis estão dotados, para serem deslocados, de apoios com
rodas e, consoante a respectiva dimensão, são manobrados manualmente ou
rebocados por veículos.
Manual de Extintores




1.
16




                          Fig.	 1	 Vários tipos de extintores quanto à sua mobilidade.
                          	




                        	1.	2. Agente extintor

                          Um extintor pode classificar-se consoante o agente extintor que contém.
                        Actualmente, existem os seguintes tipos:

                          •	 Extintores de água;
                          •	 Extintores de espuma;
                          •	 Extintores de pó químico;
                          •	 Extintores de dióxido de carbono (CO2).
No passado utilizaram-se hidrocarbonetos halogenados que, entre outros
produtos, são substâncias que empobrecem a camada de ozono. Presentemente
está proibido o seu uso(1). Por este motivo, os extintores de halon 1211 foram
substituídos até 31 de Dezembro de 2003.




	                                      Modo de funcionamento 	1.	3.
                                                                                               1.
                                                                                              17
       Os extintores são classificados, quanto ao seu funcionamento, em:




                                                                                      Classificação
       •	 Pressão permanente;
       •	 Pressão não permanente (operado por cartucho).

       No grupo dos extintores de pressão permanente incluem-se:
       •	 Os extintores em que o agente extintor é gasoso e se encontra liquefeito,
          proporcionando a sua própria propulsão (exemplo: CO2);
       •	 Os extintores em que o agente extintor se encontra em fase líquida ou
          gasosa e lhe é adicionado azoto (N2) no momento do carregamento, com
          vista a aumentar a pressão interna (exemplo: AFFF);
       •	 Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido
          e cuja pressão de propulsão se obtém pela adição de um gás (azoto) no
          momento do carregamento (exemplos: água, espuma, pó químico).

   No grupo dos extintores de pressão não permanente, em que a pressuri-
zação se faz no momento da utilização, incluem-se:
       •	 Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido
          e cuja pressão é conseguida por um gás propulsor, contido numa garrafa
          (azoto ou dióxido de carbono), que é accionado no momento da utilização
          do extintor. A garrafa de gás propulsor está colocada normalmente no
          interior do extintor (exemplos: água, espuma e pó químico).
(1)	
       Com excepção de situações especiais – consultar capítulo 4.4.5..
1.	4. Eficácia de extinção

                           Atendendo à eficácia de extinção e de acordo com a NP EN 3-1:1997, os
                        extintores classificam-se segundo os fogos-tipo que são capazes de extinguir.
                           Para se determinar a eficácia de extinção são efectuados, em áreas adequadas
 Manual de Extintores




                        para o efeito, ensaios de fogos de dimensões controladas que obedecem aos
                        parâmetros das normas.
                           A classificação do fogo-tipo é representada, no rótulo, por uma letra que
                        indica a classe de fogo para o qual o extintor tenha demonstrado capacidade
1.                      efectiva, e por um número (somente para as classes A e B) que representa a
18                      dimensão do fogo-tipo para que o extintor é eficaz. Os extintores classificados
                        para uso em fogos da classe C ou D não têm um número precedendo a letra
                        de classificação.



                           1.4.1. Fogos-tipo da classe A

                           O ensaio dos fogos-tipo da classe A é efectuado pelo empilhamento de ripas
                        de madeira sobre uma base metálica (fig. 2). O número de ripas de madeira
                        e o comprimento do fogo são determinados de acordo com a designação do
                        fogo-tipo (NP EN 3-1;1997 - B.2.1. p. 9 e 10).




                                               Vista frontal                                Vista lateral

                           Fig.	 2	 Base metálica e ripas de madeira.
1.4.2. Fogos-tipo da classe B

    O ensaio dos fogos-tipo da classe B é realizado numa série de tabuleiros
cilíndricos de aço macio soldado (fig. 3), cujas dimensões são dadas no quadro
B.3. da NP EN 3-1:1997.
    Os fogos são designados por um número seguido da letra B. Este número
representa o volume do líquido, em litros, contido no tabuleiro e que
corresponde a 1/3 de água para 2/3 de combustível (NP EN 3-1:1997. B.3.1.
p. 13).
    Para os fogos das classes A e B, quanto maior for o número de classificação
indicado, maior é a capacidade de extinção do extintor.                                    1.
                                                                                          19




                                                                                  Classificação




   Fig.	 3	 Tabuleiro cilíndrico.
20
     2.
          Manual de Extintores
2.


            Identificação
           Manual de Extintores
                                                 2.
                                                21




                                        Identificação
	2.	1.   Componentes de identificação
22
     2.
          Manual de Extintores
Componentes de identificação 	2.	1.

  De acordo com o ponto 7 da NP EN 3-5: 1997, um extintor tem duas
componentes de identificação:

    •	 Cor – na Europa, a cor do corpo dos extintores é, obrigatoriamente,
       vermelha.

    •	 Marcações (rótulo) – os rótulos (fig. 4), sob a forma de decalcomania ou
                                                                                               2.
       impressão serigráfica, com inscrições em língua portuguesa, colocados
                                                                                              23
       numa posição em que possam ser lidos e que permitam reconhecer e
       utilizar um extintor, devem conter, em cinco áreas diferen-ciadas, as




                                                                                      Identificação
       seguintes indicações:

       –	 Área 1 – contendo:
          - A palavra «EXTINTOR»;
          - O tipo de agente extintor e a sua capacidade;
          - A referência aos fogos-tipo para os quais o extintor está aprovado;

       –	 Área 2 – o modo de actuação, que deve incluir ilustrações sugestivas
          e os pictogramas das classes de fogo para as quais o extintor é
          indicado;

       –	 Área 3 – as restrições ou riscos da utilização relativamente à toxicidade
          e à tensão eléctrica;

       –	 Área 4 – instruções complementares (limites de temperatura,
          verificações periódicas, referências de certificação, designação do
          modelo de fabricante, etc.);

       –	 Área 5 – nome e endereço do fabricante ou seu representante.
Além das indicações referidas nas cinco áreas, deve ser marcado no corpo
                        do extintor o ano de fabrico.
 Manual de Extintores




2.
24




                                       Fig.	 4	 Exemplo de um rótulo.
25
2.




          Identificação
26
     3.
          Manual de Extintores
3.


      Características e
funcionamento Extintores
       Manual de
                 dos extintores
                                                                              3.
                                                                          27

	3.	1. Extintores de pressão permanente




                                              Características e funcionamento dos extintores
       	
	3.	2. Extintores de pressão não permanente
	3.	3.   Extintores móveis
28
     3.
          Manual de Extintores
D	 e acordo com os critérios anteriormente referidos, descrevem-se diferentes
características e o funcionamento dos diversos tipos de extintores. No entanto,
convém salientar algumas das características dos extintores portáteis, que
importa tomar em consideração:

   •	 A descarga deve ser comandada através de dispositivo de obturação que
      pode, por si só, permitir uma interrupção temporária do jacto;

   •	 Os dispositivos de comando do funcionamento dos extintores devem
      estar situados, quer totalmente na parte superior do extintor, quer
      parcialmente na parte superior do extintor e na extremidade da
      mangueira ou da agulheta (fig. 5A);                                                                         3.
                                                                                                              29
   •	 Os extintores cujo agente extintor tenha uma massa superior a 3 kg ou
      um volume superior a 3 l, devem ser equipados com uma mangueira




                                                                                  Características e funcionamento dos extintores
      e uma agulheta. O conjunto da mangueira e da agulheta deve ter um
      comprimento pelo menos igual a 80% da altura total do extintor, com
      um mínimo de 400 mm (fig. 5B);

   •	 Os extintores devem ser construídos sem arestas vivas susceptíveis de
      provocar qualquer ferimento ao utilizador (fig. 5C);

   •	 Sempre que um extintor seja utilizado deve proceder-se de imediato à
      sua recarga, mesmo que não tenha sido totalmente descarregado.

   O tempo médio de descarga de um extintor portátil, com 6 a 10 kg de pó,
é cerca de 12 segundos. Desta forma, é muito difícil utilizar um extintor sem
que, pelo menos, 2/3 do agente extintor seja descarregado.
   Analisam-se, de seguida, os diferentes tipos de extintores, descrevendo-se
genericamente as suas características, componentes e modo de funciona-
mento.
Manual de Extintores




3.
30




                        Fig.	 5	 Algumas características dos extintores.
Extintores de pressão permanente 	3.	1.

    Nos extintores de pressão permanente (fig. 6), o agente extintor e o gás
propulsor, geralmente azoto (N2), estão misturados no recipiente.
    O agente extintor ocupa uma grande parte do volume interno do recipiente,
ficando o restante, designado por câmara de expansão, reservado para o gás
propulsor que se encontra a uma pressão entre 12 e 14 kg/cm2.
    Nestes extintores existe um manómetro que permite verificar se a pressão
interna se encontra dentro dos valores estipulados para o funcionamento eficaz
do extintor.
    Quando se retira a cavilha de segurança e se abre a válvula do extintor, o
agente extintor, pela acção da pressão exercida pelo gás propulsor, é expelido
para o exterior através do tubo sifão e mangueira com bico difusor colocado
na sua extremidade. Para se interromper, temporária ou definitivamente, a                                          3.
descarga do agente extintor, basta fechar a válvula de controlo.                                               31




                                                                                   Características e funcionamento dos extintores




                                        A                                      B
    Fig.	 6	 Extintor de pressão permanente. A – De água; B – De pó químico.
Um caso particular é o do extintor de CO2 (fig. 7) que é, também, de
                        pressão permanente. Devido às propriedades físicas de elevada tensão de
                        vapor (50 a 60 kg/cm2) do CO2, este encontra-se em estado líquido e gasoso,
                        ocupando o volume do recipiente. Ainda se caracteriza pelo facto de não
                        possuir manómetro.
                            Este extintor possuí um tubo sifão e uma válvula de controlo de descarga
                        com um difusor acoplado ou, no caso dos extintores de maior capacidade, uma
                        mangueira com difusor ligado à válvula. O difusor permite dirigir o agente
                        extintor para as chamas, com eficácia e segurança.
                           Para se interromper, temporária ou definitivamente, a descarga do agente
 Manual de Extintores




                        extintor que, ao vaporizar-se, produz uma temperatura negativa que pode
                        atingir os 78o C, basta fechar a válvula de controlo de descarga.


3.
32




                                   Fig.	 7	 Extintor de CO2.
Extintores de pressão não permanente 	3.	2.

   Nos extintores de pressão não permanente (fig. 8), o agente extintor ocupa
apenas uma parte do volume interno do recipiente.
   O gás propulsor, normalmente CO2, encontra-se numa garrafa (cartucho)
colocada no interior ou no exterior do corpo do extintor. Quando se coloca o
extintor em funcionamento, retirando a cavilha de segurança e perfurando o
disco de rotura da garrafa interior ou rodando o volante da válvula da garrafa
exterior, o gás propulsor passa através do tubo de descarga e expande-se no
interior do extintor, indo ocupar o volume da câmara de expansão, mistu-
rando-se, assim, com o agente extintor.
   Pela acção da pressão exercida pelo gás, o agente extintor é projectado e
dirigido para o fogo através de uma mangueira ligada à parte superior ou
inferior do recipiente, sendo a descarga controlada por uma pistola difusora,                                                             3.
colocada na extremidade da mangueira.                                                                                                 33
   Os extintores manuais em que a garrafa se encontra no exterior do corpo




                                                                                                          Características e funcionamento dos extintores
do extintor estão a ser utilizados cada vez menos.




                                              A                                           B
    Fig.	 8	 Extintores de pressão não permanente. A – Com garrafa interior; B – Com garrafa exterior.
3.	3. Extintores móveis

                           Embora os extintores móveis sejam, quanto ao modo de funcionamento,
                        de pressão permanente ou de pressão não permanente (colocação em pressão
                        no momento da utilização), devido à sua especificidade serão objecto de
                        referência nos pontos seguintes:
 Manual de Extintores




                          3.3.1. Móveis manobrados manualmente

                           Estes extintores (fig. 9), quanto ao modo de funcionamento, podem ser de
                        pressão permanente ou não permanente. Neste último caso, o gás propulsor
3.                      encontra-se normalmente numa garrafa exterior.
34                         As capacidades mais usuais nos extintores manobrados manualmente,
                        variam entre 20 kg e 100 kg.




                                      Fig.	 9	 Extintor móvel manobrado manualmente.
3.3.2. Móveis rebocáveis

   Os extintores rebocáveis (fig. 10) são equipamentos de médio e grande
porte que, para serem deslocados, necessitam de ser atrelados a um veículo
que os reboque.
   Quanto ao modo de funcionamento, são de pressão não permanente, isto
é, de colocação em pressão no momento da utilização. As garrafas do gás
propulsor, azoto (N2), encontram-se montadas no exterior do recipiente.
   Devido às suas características, devem tomar-se em atenção as instruções
fornecidas pelos fabricantes para a forma de colocação em funcionamento
destes extintores.



                                                                                                             3.
                                                                                                         35




                                                                             Características e funcionamento dos extintores




  Fig.	 10	 Extintor móvel rebocável.
36
     4.
          Manual de Extintores
4.


 Escolha do agente extintor
       Manual de Extintores




	4.	1. Extintores de água                                           4.
       	                                                          37
	4.	2. Extintores de espuma física




                                                  Escolha do agente extintor
	4.	3.   Extintores de dióxido de carbono (CO2)

	4.	4.   Extintores de pó químico

	4.	5.   Extintores de hidrocarbonetos
         halogenados (halons)

	4.	6.   Síntese
38
     4.
          Manual de Extintores
U	 ma vez conhecidos os combustíveis existentes nos locais a proteger, deve
escolher-se o agente extintor com características para actuar com maior eficácia
na extinção da combustão.
   Não existindo um agente extintor «universal» capaz de extinguir os fogos
de todas as classes, tem que se utilizar, em cada situação, o agente extintor
mais adequado.
   Há que ter em consideração a possibilidade de alguns agentes extintores,
empregues em locais pequenos e mal ventilados, se decomporem pela acção
do calor e libertarem gases tóxicos. É também muito importante conhecer
os cuidados a ter com a actuação em instalações e equipamentos sob tensão
eléctrica, bem como a reacção com o combustível.
   Os agentes extintores mais usados são:
    •	   Água;
    •	   Espuma;
                                                                                                     4.
    •	   Pó químico;
                                                                                                   39
    •	   Dióxido de carbono (CO2).




                                                                                   Escolha do agente extintor
  Assim, passa a designar-se o extintor de acordo com o agente extintor nele
contido.




	                                      Extintores de água 	4.	1.
   A água é um agente extintor líquido, pesado e relativamente estável à
temperatura ambiente, ao qual se podem juntar aditivos com o objectivo de
melhorar a eficácia de extinção.
   Os extintores à base de água são constituídos por um recipiente recarregável,
tendo, os mais usuais, entre 6 e 9 litros de capacidade.
   A pressurização é feita através de pressão permanente ou de pressão não
permanente.
Estes extintores têm a característica de poderem projectar a água em jacto
                        ou pulverizada (fig. 11). A descarga deve fazer-se através de um filtro colocado
                        no tubo sifão, de forma a reter corpos estranhos que possam existir misturados
                        com o agente extintor.
 Manual de Extintores




                                                                A                                    B
                           Fig.	 11	 Projecção de água. A – Em jacto; B – Pulverizada.	
                           	


4.                         As características dos extintores de água divergem em função do modo de
40                      projecção. Assim devem considerar-se:

                           •	 Projecção da água em jacto:
                              –	 Método de extinção:	 Arrefecimento
                              –	 Alcance:	                6a8m
                              –	 Velocidade de extinção:	 Lenta
                              –	 Duração da descarga:	 De 30 s a 1 min e 30 s
                              –	 Aditivos:	               Diversos
                              –	 Toxicidade:	             Nula
                              –	 Perigo de emprego:	      Não utilizar em instalações ou aparelhos
                                                          eléctricos sob tensão
                              –	 Eficácia de extinção:	 Fogos da classe A


                           •	 Projecção da água pulverizada:
                           A projecção da água é efectuada através de uma ponteira difusora (fig. 12).
                        A pressão de saída desta faz girar, em alta velocidade, pequenas turbinas que se
                        encontram no interior da ponteira, fazendo com que a água saia pulverizada.
As características gerais são idênticas às dos extintores de projecção da água
em jacto, excepto nos seguintes:
       –	 Alcance:	                    Cerca de 2 m
       –	 Duração da descarga:	        30 s a 1 min
       –	 Perigo de emprego:	          Pode utilizar-se unicamente em instalações
                                       ou aparelhos eléctricos de baixa tensão.
       		                              Os rótulos indicam até que tensão se pode
                                       utilizar o extintor
       –	 Eficácia de extinção:	       Muito eficaz em fogos da classe A.




                                                                                                      4.
                                                                                                    41




                                                                                    Escolha do agente extintor
    Fig.	 12	 Componentes da ponteira difusora para água pulverizada.	




	                           Extintores de espuma física 	4.	2.

   O extintor de espuma física é aquele que projecta uma mistura espumosa
à base de água (fig. 13).
   A espuma física obtém-se pela mistura de três elementos: água, líquido
espumífero e ar. A água e o espumífero estão contidos no recipiente, podendo
o espumífero estar dentro de uma embalagem de plástico, que se rompe
no momento da pressurização, ou ser adicionado à água, no momento do
carregamento do extintor.
Fig.	 13	 Projecção de espuma física.	

                           O ar mistura-se com a água/espumífero, durante a actuação do extintor,
                        através dos orifícios da agulheta (fig. 14).
 Manual de Extintores




4.
42




                          Fig.	 14	 Orifícios da agulheta de um extintor de espuma física.	

                           Os extintores de espuma física podem ser do tipo de pressão permanente
                        ou de pressão não permanente.
                           Algumas características dos extintores de espuma:
                             •	 Métodos de extinção:	 Abafamento e arrefecimento
                             •	 Alcance:	                3a4m
                             •	 Velocidade de extinção:	 Lenta
                             •	 Duração da descarga:	 1 min, aproximadamente
                             •	 Toxicidade:	             Nula
                             •	 Perigo de emprego:	      Não utilizar em instalações ou aparelhos
                                                         eléctricos sob tensão
                             •	 Eficácia de extinção:	 Fogos das classes A e B (excepto em solventes
                                                         polares)
Extintores de dióxido de carbono (CO2) 	4.	3.

   Conhecido como «extintor de CO2», contém dióxido de carbono em estado
liquefeito, armazenado sob pressão, que varia entre 50 a 60 kg/cm2.
   O dióxido de carbono encontra-se no interior do extintor, à temperatura
ambiente (cerca de 18o C). Ao utilizar o extintor, é normal formar-se uma
«camada de gelo» no difusor do extintor (fig. 15). O CO2 ao vaporizar-se, sob
a forma de «neve carbónica», pode atingir temperaturas da ordem de 78o C
negativos, o que implica cuidado no seu manuseamento, sobretudo quando
utilizado na presença de outras pessoas.




                                                                                                     4.
                                                                                                   43




                                                                                   Escolha do agente extintor
    Fig.	 15	 Formação de «camada de gelo» no difusor do extintor de CO2.	


   A projecção do CO2 (fig. 16) obtém-se pela pressão permanente criada
no interior do extintor, provocada pela tensão de vapor do próprio agente
extintor.
   Algumas características dos extintores de CO2:
       •	 Métodos de extinção:	 Arrefecimento e limitação do comburente
       •	 Alcance:	                1a2m
       •	 Velocidade de extinção:	 Rápida
       •	 Duração da descarga:	 8 a 30 s
       •	 Toxicidade:	             Nula. Não deve ser utilizado em locais
                                   pequenos e fechados pois é um gás asfixiante.
       •	 Perigo de exposição:	    Não expor o extintor a temperaturas
                                   superiores a 50 oC
       •	 Eficácia de extinção:	 Fogos das classes B e C
Fig.	 16	 Projecção de CO2.	
 Manual de Extintores




4.
44
                        	4.	4. Extintores de pó químico

                           O extintor de pó químico contém, como agente extintor, uma substância
                        sólida de cristais secos, finamente divididos em partículas de dimensões
                        micrométricas e perfeitamente fluídas (fig. 17).




                          Fig.	 17	 Projecção de pó químico seco.
A pressurização destes extintores pode ser obtida por pressão permanente
ou não permanente.
   Existem diversos tipos de pó químico para carregar extintores, sendo os
seguintes os mais utilizados:
  •	 Pó BC (normal ou standard) – agente extintor composto à base de
     bicarbonato de sódio ou potássio;
  •	 Pó ABC (polivalente) – agente extintor composto à base de fosfato de
     amónia;
  •	 Pó D (especial) – agente extintor constituído por substâncias quimica-
     mente inertes.

  Algumas características dos extintores de pó químico seco:
     •	 Métodos de extinção:	 Inibição
     		                          Abafamento (no caso do pó ABC), criando
                                 uma película vítrea em torno das matérias
                                 sólidas, isolando-as do comburente                                  4.
     •	 Alcance:	                3 a 5 m, de acordo com a capacidade do extintor                   45
     •	 Velocidade de extinção:	 Muito rápida
     •	 Duração da descarga:	 De 6 a 20 s de acordo com a capacidade do




                                                                                   Escolha do agente extintor
                                 extintor
     •	 Toxicidade:	             Nula. Excepto nalguns tipos de pó D que,
                                 pela sua especificidade, podem apresentar
                                 alguns riscos de toxicidade
     •	 Perigo de emprego:	      Perda de visibilidade em locais fechados
                                 devido à nuvem de pó criada. Pode
                                 danificar equipamentos sensíveis ao pó
                                 (ex. computadores)
     •	 Eficácia de extinção:	 Pó normal: muito eficaz em fogos da classe
                                 B e eficaz em fogos da classe C
     		                          Pó polivalente: eficaz em fogos das classes A,
                                 BeC
     		                          Pó especial: eficaz em fogos da classe D
                                 (utilizar, para cada tipo de metal, o pó
                                 especificamente adequado).
4.	5. Extintores de hidrocarbonetos
                               halogenados (halons)

                           Os extintores de hidrocarbonetos halogenados são aqueles cujo agente
                        extintor é obtido por processos complexos de transformação dos hidro-
                        carbonetos, nos quais se opera a substituição dos vários átomos de hidrogénio
                        da molécula por átomos de flúor (F), cloro (CI), bromo (Br) e iodo (I).
                           O halon 1211 (difluoroclorobromometano) foi um agente extintor muito
                        utilizado em extintores portáteis e transportáveis. Sendo este halon uma
                        substância que empobrece a camada do ozono, a comercialização de extintores
                        carregados com este produto encontra-se proibida a nível mundial desde 1994
 Manual de Extintores




                        (protocolo de Montreal).
                           Desde Dezembro de 2003 que foram substituídos em consequência do
                        Regulamento (CE) n.º 2037/2000 do Parlamento Europeu e do Conselho de
                        29 de Junho de 2000.
                           Novos produtos substitutos estão a ser testados e outros a aguardar aprovação
4.                      pela União Europeia (UE). No entanto, convém referir que alguns produtos
46                      lançados no mercado nacional foram objecto de proibição pela UE.
                           O anexo VII do referido regulamento autoriza o emprego de extintores de
                        Halon 1211 somente em utilizações críticas essenciais tais como a segurança
                        pessoal para utilização inicial pelos bombeiros e em extintores utilizados em
                        pessoas pelas forças militares e de segurança.
                           Os extintores de halon 1211 são de pressão permanente devido própria
                        tensão de vapor do halon e da adição de azoto (N2), no momento do
                        carregamento.
                           Descrevem-se, de seguida, algumas características dos extintores de hidro-
                        carbonetos halogenados:

                              •	 Método de extinção:	     Inibição
                              •	 Alcance:	                Até 5 m, de acordo com a capacidade do
                                                          extintor
                              •	 Velocidade de extinção:	 Rápida
                              •	 Duração da descarga:	 De 6 a 30 s
                              •	 Toxicidade:	             Muito cuidado com a decomposição do
                                                          produto em contacto com as chamas
•	 Perigo de emprego:	                    Evitar exposição ao fumo e gases liber-
                                                  tados. Cuidados acrescidos em locais
                                                  fechados (ventilar bem depois da utilização)
        •	 Eficácia de extinção:	                 Utilizável em fogos da classe A. Eficaz em
                                                  fogos das classes B e C.




	                                                                                   Síntese 	4.	6.

    A escolha do agente extintor depende dos diferentes factores enunciados
ao longo dos pontos anteriores. Contudo, é possível sistematizar este estudo,
tornando viável uma escolha rápida, quando na presença de um incêndio ou
como medida de prevenção, recorrendo ao melhor agente extintor face ao                                                              4.
risco, de acordo com a NP 1800 (1981).                                                                                            47
    Apresentam-se no Quadro I informações qualitativas da adequação dos
agentes extintores, nas suas diversas formas, para as diferentes classes de fogos.




                                                                                                                  Escolha do agente extintor
                                                   QUADRO I
                                        ESCOLHA DO AGENTE EXTINTOR

CLASSES                                            AGENTES EXTINTORES
   DE                Água                                                               Pó químico
 FOGOS                                      Espuma            CO2
               Jacto    Pulverizada                                         ABC             BC              D

    A          Sim          Sim               Sim            Não          Sim              Não            Não
               Bom        Muito bom           Bom                       Muito bom
    B          Não            Sim           Sim              Sim          Sim       Sim                   Não
                            Aceitável     Muito bom          Bom        Muito bom Muito bom
    C          Não             Não            Não            Sim            Sim            Sim            Não
                                                             Bom            Bom            Bom
    D          Não             Não            Não            Não            Não            Não          Sim
                                                                                                      Muito bom
Fonte: NP 1800 – (1981) – Segurança contra incêndios. Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos.
48
     5.
          Manual de Extintores
5.


 Distribuiçãode Extintores
        Manual
               dos extintores



	5.	1. Princípios a respeitar na implantação
       dos extintores
       	                                                          5.
	5.	2. Implantação dos extintores                              49


	5.	3.   Número de extintores a implantar


                                               Distribuição dos extintores
50
     5.
          Manual de Extintores
Princípios a respeitar na 	5.	1.
	                            implantação dos extintores

    Conhecidos os agentes extintores mais eficazes no combate a cada classe
de fogo, analisam-se agora os princípios que devem ser respeitados para uma
eficaz cobertura dos locais a proteger:
    •	 A selecção dos extintores, quanto à quantidade, eficácia e localização para uma
       dada situação, deve ser determinada segundo a natureza dos possíveis
       incêndios e conhecimento antecipado do tipo de construção, número
       de ocupantes, risco a proteger, condições de ambiente e temperatura;
    •	 As construções deverão ser protegidas por extintores aprovados para o
       combate a fogos da classe A. A protecção dos riscos de ocupação deverá
       ser efectuada por extintores homologados para o combate a fogos das
       classes A, B, C ou D, de acordo com o maior risco que a ocupação
       apresente. Por exemplo, as construções com um tipo de ocupação que                                   5.
       apresente riscos de fogos das classes B e/ou C, deverão ter, além de                              51
       extintores para o combate a fogos da classe A, extintores para fogos das
       classes B e/ou C (fig. 18).


                                                                                         Distribuição dos extintores




    	
    Fig.	 18	 Extintor para protecção do tipo de construção (classe A) e do risco que
    	      	 a ocupação apresenta (classe B).
5.	2. Implantação dos extintores

                            Alguma legislação publicada sobre segurança contra risco de incêndio,
                        refere que os extintores devem ser colocados de modo a que o seu manípulo
                        fique a cerca de 1,20 m do pavimento.
                            No entanto, a NP 3064(1) refere que os extintores têm que estar colocados
                        permanente-mente nos locais definidos e em condições de operacionalidade.
                        A sua colocação deve ser feita em suportes de parede ou montados em
                        pequenos receptáculos, de modo a que o topo do extintor não fique a uma
                        altura superior a 1,50 m acima do solo, a menos que seja do tipo transportável
                        (fig. 19).
 Manual de Extintores




5.
52




                                                                     A                                        B
                               Fig.	 19	 Altura de colocação dos extintores. A – Correcto; B – Incorrecto.	




                           É importante que os extintores estejam localizados nas áreas de trabalho,
                        ao longo dos percursos normais (comunicações horizontais) ou no interior
                        das câmaras corta-fogo, quando existam, em locais visíveis, acessíveis e não
                        obstruídos (Fig. 20).

                        (1)	
                               A NP 3064 está em revisão podendo alguns dos seus parâmetros vir a ser alterados.
Fig.	 20	 Extintores obstruídos e não visíveis – situação incorrecta.


   A distância a percorrer de qualquer ponto susceptível de ocupação até ao
extintor mais próximo deve ser a determinada na legislação contra riscos de
incêndio publicada, isto é, 15 m para os extintores de pó e de CO2 (fig. 21).


                                                                                                         5.
                                                                                                      53




                                                                                      Distribuição dos extintores




  Fig.	 21	 A distância máxima a percorrer até um extintor de CO2 ou de pó conforme
            legislação em vigor.
É de salientar que na NP 3064 alínea 6, a distância máxima a percorrer é de
                        25 m para os extintores de pó químico seco e de 9 ou 15 m para os de CO2,
                        de acordo com tipo de risco e eficácia de extinção destes extintores.
                           Em grandes compartimentos ou em locais onde a obstrução visual não
                        possa ser evitada, devem existir meios suplementares (sinais) que indiquem a
                        localização dos extintores (fig. 22).




                          Fig.	 22	 Alguns modelos de sinais.	
 Manual de Extintores




5.
54


                        	5.	3. Número de extintores a implantar

                           O cálculo do número necessário de extintores a implantar em cada área a
                        proteger depende do risco nela existente.
                           Para facilitar este cálculo, são considerados três níveis de risco:

                          •	 Riscos ligeiros
                          	 Considera-se risco ligeiro quando as quantidades de combustível ou de
                            líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de
                            incêndios de pequenas dimensões. Estão incluídos neste nível gabinetes
                            de escritórios, salas de aula, igrejas, locais de reunião, centrais telefónicas,
                            etc..
•	 Riscos ordinários
   	 Considera-se risco ordinário quando as quantidades de combustível ou
      de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência
      de incêndios de dimensões normais. Estão aqui incluídos parques de
      estacionamento, pequenas fábricas, armazéns de mercadorias classifi-
      cadas como não perigosas, estabelecimentos comerciais, etc..

   •	 Riscos graves
   	 Considera-se risco grave quando as quantidades de combustível ou de
     líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de
     incêndios de grandes proporções. Serrações, oficinas de automóveis e de
     manutenção de aviões, armazéns de combustíveis, bem como processos
     em que sejam manuseados líquidos inflamáveis, tintas, ceras, etc., são
     alguns dos exemplos deste risco.

  A NP EN 3-1 determina, nos termos dos pontos seguintes, a eficácia
mínima dos extintores para os diferentes tipos de risco.


                                                                                                        5.
   5.3.1. Fogos da classe A                                                                          55




                                                                                     Distribuição dos extintores
   Para os fogos da classe A, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes
tipos de risco (ligeiros, ordinários e graves) é determinada conforme o
Quadro II.

                                      QUADRO II
                  Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe A

     EFICÁCIA                              ÁREA A PROTEGER (m2)
    DO EXTINTOR           Risco ligeiro        Risco ordinário         Risco grave
         5A                   300                    —                     —
         8A                   600                    —                     —
        13 A                  900                   450                   300
        21 A                 1125                   600                   400
        34 A                 1125                   900                   600
        55 A                 1125                  1125                   900
É de notar que 1125 m2 é a área considerada como limite prático para o
                        cálculo da eficácia mínima dos extintores para os fogos da classe A.



                           5.3.2. Fogos da classe B

                           Para os fogos da classe B, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes
                        tipos de risco é determinada de acordo com o Quadro III.


                                                               QUADRO III
                                            Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe B

                                                          EFICÁCIA MÍNIMA        DISTÂNCIA MÁXIMA A PERCORRER
                              TIPO DE RISCO                DOS EXTINTORES             ATÉ AO EXTINTOR (m)
 Manual de Extintores




                                Ligeiro                          5B                               9
                                                                10 B                             15
                                Ordinário                       10 B                              9
                                                                20 B                             15
                                Grave                           20 B                              9
                                                                40 B                             15
5.
56



                            Não devem ser utilizados mais do que dois extintores para a protecção
                        requerida no Quadro III, podendo esta ser satisfeita com extintores de maior
                        eficácia, desde que a distância a percorrer seja inferior a 15 m.
                            Os extintores portáteis para cobertura de riscos inerentes à presença de
                        líquidos susceptíveis de derrame (cobrindo uma área superior a 2 m2 com
                        uma espessura superior a 6 mm) não devem constituir a única protecção
                        existente.
                            Para riscos inerentes a líquidos inflamáveis armazenados em tanques,
                        deverão distribuir-se extintores para fogos da classe B, de modo a existir
                        pelo menos uma unidade por m2 de superfície do maior tanque da área a
                        proteger.
                            Não devem utilizar-se dois ou mais extintores de menor eficácia em
                        substituição do extintor requerido para o maior dos tanques.
5.3.3. Fogos da classe C

   Os fogos desta natureza são considerados como um risco especial. Não se
deve tentar extinguir este tipo de fogo a menos que se tenha a certeza de que
a saída de combustível possa ser rapidamente fechada.
   Alguns extintores contendo espuma ou dióxido de carbono (indicados
para fogos da classe B), são praticamente ineficazes para estes riscos devido à
pressão dos fluídos.



   5.3.4. Fogos da classe D

   Os extintores ou agentes extintores devem ser apropriados para os fogos que
resultam da combustão dos diferentes metais.
   A capacidade dos extintores será determinada com base no tipo do metal, no
tamanho das partículas, na área a proteger e nas recomendações do fabricante
dos extintores, fundamentando-se em ensaios de comportamento.
   Para uma fácil escolha do extintor, quanto à eficácia de extinção, poderão
ser observadas as equivalências apresentadas no Quadro IV.                                            5.
                                                                                                   57


                                    QUADRO IV



                                                                                   Distribuição dos extintores
            EQUIVALÊNCIAS DA CAPACIDADE DO EXTINTOR/EFICÁCIA DE EXTINÇÃO

     AGENTE EXTINTOR          CAPACIDADE DO EXTINTOR        EFICÁCIA DE EXTINÇÃO
          Água                        10   L                    21 A   –    —
     Pó químico ABC                    6   kg                   13 A   – 144 B
     Pó químico ABC                   12   kg                   55 A   – 233 B
          CO2                          6   kg                     —    – 55 B
58
     6.
          Manual de Extintores
6.


   Inspecção, manutenção
   e recarga dos extintores
        Manual de Extintores


	6.	1. Inspecção
       	
	6.	2. Manutenção
	6.	3.   Recarga                                               6.
                                                           59



                               Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
60
     6.
          Manual de Extintores
É	 da maior importância que os extintores se encontrem em perfeitas
condições de operacionalidade aquando da sua utilização. Para isso, é
necessário observar as regras estabelecidas na NP 4413 no que se refere à
inspecção, manutenção e recarga.
   É de notar que o proprietário – ou a entidade exploradora – de um
local onde existam extintores instalados, é o responsável pela sua inspecção,
manutenção e recarga.
   Analisam-se algumas das regras mais importantes.




	                                                      Inspecção 	6.	1.

    A inspecção é feita normalmente por pessoal designado pelo proprietário
ou entidade exploradora e consiste na verificação rápida de que o extintor
está pronto a actuar no local próprio, devidamente carregado, que não foi
violado e que não existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua                                   6.
utilização.                                                                                                      61
    Os extintores devem ser inspeccionados com a frequência que as circuns-
                                                                                     Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
tâncias imponham, devendo contudo sê-lo, pelo menos, trimestralmente.
    Ao inspeccionar um extintor, o pessoal designado deve ter em consideração
se:
    •	 O extintor está no local adequado;
    •	 O extintor não tem o acesso obstruído, está visível, bem sinalizado e que
       as instruções de manuseamento em língua portuguesa de acordo com a
       NP EN 3-7, estão situadas na parte da frente;
    •	 As instruções de manuseamento estão legíveis e não apresentam danos;
    •	 O peso ou pressão, consoante o caso, estão correctos;
    •	 O corpo do extintor, bem como a válvula, a mangueira e a agulheta,
       estão nas devidas condições;
•	 O selo não está violado (fig. 23).




                          Fig.	 23	 Verificação do selo.
 Manual de Extintores




                           Quando uma inspecção revelar que houve violação, que o extintor está
                        danificado, com fugas, com carga superior ou inferior à normal, que apresenta
                        indícios visíveis de corrosão ou outros danos, deve ser submetido a medidas
6.
                        de manutenção adequadas.
62
                           Deve existir um registo permanentemente actualizado que contenha as
                        datas das inspecções, identificação de quem as efectuou e todas as indicações
                        das medidas correctivas necessárias.




                        	6.	2. Manutenção

                           A manutenção deve ser feita por empresa com o serviço de manutenção
                        certificado para realizar os trabalhos que se indicam na NP 4413 (fig. 24).
Fig.	 24	 A manutenção deve ser feita por empresa autorizada.



    Quando retirados do seu local, para manutenção ou recarga, os extintores
devem ser substituídos por outros, de reserva, do mesmo tipo e com a mesma
eficácia.
    Os procedimentos de manutenção devem ser realizados nos prazos que se
indicam no Quadro V.
                                                                                                                                                        6.
                                                    QUADRO V                                                                                        63
                                      Procedimentos de manutenção
                                           (1)   MANUTENÇÃO ADICIONAL(2)              ENSAIO    VIDA ÚTIL(4)            Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
 TIPO DE EXTINTOR        MANUTENÇÃO                 OU REVISÃO NA EMPRESA           DE PRESSÃO DO EXTINTOR
                                                 E RECARGA SE FOR NECESSÁRIA (3)

  Água, à base de
  água e espuma               Anual                Aos 5, 10 e 15 anos                    —              20 anos

         Pó                   Anual                Aos 5, 10 e 15 anos                    —              20 anos
        CO2                   Anual                 Todos os 10 anos                  10 anos            30 anos
 Nota 1. A manutenção deve ser efectuada em intervalos de 12 meses. é admissível uma tolerância de quatro semanas,
        antes ou depois deste intervalo.
 Nota 2. A substituição das peças não respeita estes intervalos, sendo substituídas sempre que necessário.
 Nota 3. Caso o tempo de vida útil do agente extintor tenha sido excedido, ou o seu estado assim o aconselhe.
 Nota 4. Em nenhum caso, a vida útil de um extintor pode exceder os 20 anos, excepto os extintores de CO2 e cartuchos
        de gás propulsor que devem ser submetidos até três provas hidráulicas mas não excedendo os 30 anos.
Fonte:	 NP 4413 (2006) – Segurança contra incêndios. Manutenção de extintores.
6.	3. Recarga

                           Tal como para a manutenção, a recarga dos extintores (fig. 25) deve ser feita
                        por empresa com serviço de manutenção certificado.
                           Deverão ser usados na recarga agentes extintores, gases propulsores e
                        componentes, similares aos que são utilizados na origem pelo fabricante.
                           Os extintores que forem recarregados, devem indicar na respectiva etiqueta,
                        a data desse procedimento.
 Manual de Extintores




6.
                                                                                              A
64




                                                                                              B
                          Fig.	 25	 Recarga de extintores. A – CO2; B – Pó químico.
A	 T	 E	 N	 Ç	 Ã	 O

    •	 Inspecção é uma operação rápida, efectuada por
       pessoas não especializadas, para verificar se um
       extintor está em condições de operacionalidade.
    •	 Manutenção é uma operação detalhada, efectuada por
       empresa de manutenção certificada que, por vezes,
       desencadeia uma recarga, reparação ou substituição.
    •	 Recarga é uma operação, efectuada por empresa de
       manutenção certificada, que substitui ou reabastece
       o agente extintor e gás propulsor.




                                                                                             6.
                                                                                         65



                                                             Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
66
     7.
          Manual de Extintores
7.


   Actuação com extintores
       Manual de Extintores




	7.	1. Activação do extintor
       	
	7.	2. Modo de actuar
	7.	3.   Distâncias de actuação


                                                  7.
                                                67
                                  Actuação com extintores
68
     7.
          Manual de Extintores
A	 utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa que detecte
um incêndio no seu início. Para isso, é necessário conhecer previamente o
modo de funcionamento e utilização deste equipamento.
   O conhecimento de algumas regras básicas sobre a utilização dos extintores
é importante para a segurança das pessoas e o êxito da extinção de um foco
de incêndio.
   Nestas condições, é indispensável tomar em consideração as seguintes
regras:
    •	 Conhecer a localização, tipo e modo de utilização dos extintores
       distribuídos pelas instalações;
    •	 Ao detectar um foco de incêndio, dar o alarme, alertar ou fazer alertar
       meios suplementares de ajuda (segurança, bombeiros, etc.);
    •	 Actuar rapidamente, utilizando o extintor adequado à classe de fogo
       em presença. Sempre que possível, e sobretudo em interiores, fazer-se
       acompanhar por outras pessoas. O operador deverá lembrar-se que
       poderá actuar em ambientes envoltos em fumo onde a desorientação ou
       a perda de consciência são possíveis;
    •	 Tentar extinguir o foco de incêndio de acordo com os procedimentos
       indicados a seguir.
                                                                                                 7.
                                                                                               69
                                                                                 Actuação com extintores



	                            A	 T	 E	 N	 Ç	 Ã	 O


         •	 A aproximação às chamas tem que ser progressiva.
         •	 Avançar tendo a certeza de que o incêndio não
            envolverá o operador pelas costas.
         •	 Não permanecer muito tempo exposto ao fumo e
            aos gases libertados.
7.	1. Activação do extintor

                           Ao actuar com um extintor, o primeiro passo será a activação deste, isto é,
                        colocá-lo em condições de funcionamento. Para tal, é necessário:

                          •	 Retirar a cavilha de segurança (fig. 26). No caso dos extintores de pressão
                             permanente, ficam prontos a funcionar a partir desse momento;
 Manual de Extintores




7.
70




                             Fig.	 26	 Retirar a cavilha de segurança.
•	 Pressurizar o extintor, caso seja de pressão não permanente, percutindo
    o disco da garrafa (cartucho) interior que contém o gás propulsor
    (fig. 27) ou rodando o volante da válvula da garrafa exterior (fig. 28);




Fig.	 27	 Percutir o disco.	




                                                                                               7.
                                                                                             71
                                                                               Actuação com extintores




Fig.	 28	 Rodar o volante da válvula.
•	 Premir o manípulo existente na válvula do extintor (fig. 29), quando
                           o comando está instalado na referida válvula;




                        Fig.	 29	 Premir o manípulo da válvula.	
 Manual de Extintores




                        •	 Premir o manípulo de comando, quando este existe na pistola (ou
                           agulheta) difusora (fig. 30).



7.
72




                        Fig.	 30	 Premir o manípulo da pistola (ou agulheta) difusora.
Modo de actuar 	7.	2.

    Num foco de incêndio ao ar livre, o combate deve ser sempre feito a favor
do vento, de modo a que o agente extintor seja dirigido no sentido para onde
as chamas e fumo estão a ser projectados. Desta forma, evitam-se queimaduras,
inalação de gases e fumo, bem como o desvio do agente extintor (fig. 31).




    Fig.	 31	 Combater o incêndio a favor do vento – situação correcta.	



   Se o combate ao foco de incêndio for efectuado em locais interiores ou
por qualquer motivo contra o sentido do vento (fig. 32) deverão ser tomadas
precauções adicionais usando equipamento de protecção adequado.
                                                                                                7.
                                                                                              73
                                                                                Actuação com extintores




    Fig.	 32	 Combater o incêndio contra o vento – situação a evitar.
A manobra de actuação deve observar os seguintes procedimentos:
                        •	 Antes de avançar para o fogo, deve efectuar-se um disparo curto do
                           agente extintor para comprovar que o extintor se encontra em condições
                           de operacionalidade;
                        •	 Avançar até se aproximar do foco de incêndio (três a cinco metros
                           consoante o tipo e capacidade do extintor);
                        •	 Dirigir o jacto do agente extintor para o foco de incêndio, avançando
                           à medida em que este vá perdendo alcance ou que o incêndio se vá
                           extinguindo (fig. 33);
 Manual de Extintores




7.
74




                        Fig.	 33	 Aproximação ao foco de incêndio.
•	 Se o extintor for de CO2, aproximar-se o mais perto possível do foco de
   incêndio. Pela sua natureza, o CO2 tem pouco alcance e é facilmente
   desviado pelo vento e correntes de convecção (fig. 34);




Fig.	 34	 Aproximação ao incêndio com um extintor com pouco alcance.	




•	 Começar a extinção do foco de incêndio pelo ponto mais próximo,
   projectando o jacto do agente extintor de forma a efectuar um corte
   junto à base das chamas (fig. 35);



                                                                                             7.
                                                                                           75
                                                                             Actuação com extintores




Fig.	 35	 Projectando o agente extintor para a base das chamas.
•	 Movimentar o jacto na horizontal, com movimentos laterais (varrimento),
                           de forma a abranger toda a superfície ou volume das chamas (fig. 36);




                        Fig.	 36	 Movimentos laterais (varrimento).	



                        •	 Em incêndio de combustíveis líquidos contidos em recipientes, não
 Manual de Extintores




                           incidir o jacto na vertical do fogo pois existe o perigo de espalhar o
                           combustível para fora do recipiente (fig. 37);



7.
76




                                Fig.	 37	 Manobra errada – jacto a incidir na vertical do incêndio.
•	 Ao utilizar-se extintores de espuma, deve fazer-se incidir o jacto do agente
   extintor na parede interior do recipiente, de forma a que este se espalhe
   uniformemente pela superfície do líquido em combustão (fig. 38);




Fig.	 38	 Espuma projectada para a parede do recipiente.	


•	 Ao utilizar-se extintores de água pulverizada, projectar a água por cima
   das chamas em movimentos circulares (fig. 39);



                                                                                                  7.
                                                                                                77
                                                                                  Actuação com extintores




Fig.	 39	 Projecção de água pulverizada.
•	 Se o foco de incêndio se desenvolver na vertical (caso de líquidos
                           combustíveis em derrame de cima para baixo, cortinados etc.), este deve
                           ser inicialmente combatido na parte inferior, progredindo seguidamente
                           de baixo para cima (fig. 40 e 41).




                        Fig.	 40	 Líquido a cair por gravidade.	
 Manual de Extintores




7.
78




                                Fig.	 41	 Incêndio a desenvolver-se na vertical.
•	 Ao combater um incêndio em gases inflamáveis em saída livre, o agente
      extintor deve ser dirigido junto à saída, pela rectaguarda ou lateralmente,
      num ângulo de 45˚ a 90˚ (fig. 42).




                                                                        A




                                                                                                    7.
                                                                                                  79
                                                                                    Actuação com extintores




                                                                        B
	 Fig.	 42	 Posições para combate a um incêndio de gases inflamáveis.
	     	 	 A – Correcto; B – Incorrecto.
7.	3. Distâncias de actuação

                            Apresentam-se, seguidamente, algumas distâncias a considerar quando se
                        actua com extintores portáteis.
                            É de notar que as distâncias referidas são aquelas que a prática aconselha e
                        também as indicadas por alguns fabricantes de extintores.
                            Devem tomar-se sempre em consideração os condicionalismos que podem
                        ocorrer e levem a alterar as distâncias indicadas (fig. 43), para mais ou menos,
                        tais como, entre outros:
                            •	 Incêndios ao ar livre ou em espaços fechados;
                            •	 Ventos e correntes de convecção;
                            •	 Tipo e capacidade do extintor;
                            •	 Protecção individual do utilizador;
                            •	 Dimensão do foco de incêndio;
                            •	 Conhecimento do modo como actuar com o extintor;
 Manual de Extintores




                            •	 Confiança no equipamento;
                            •	 Treino.

7.
80
                        	                            A	 T	 E	 N	 Ç	 Ã	 O


                                 Não esquecer que um extintor é um meio de primeira
                                 intervenção utilizado no combate a um incêndio acabado
                                 de despontar. Portanto, deve actuar-se rapidamente.

                                 É necessário lembrar que se trata de uma luta contra
                                 o tempo: um fogo transforma-se rapidamente num
                                 incêndio.
Extintor de água em jacto – 6 a 8 m




Extintor de água pulverizada – 2 m




Extintor de espuma – 3 a 4 m




                                                      7.
                                                    81
                                      Actuação com extintores



Extintor de C02 – 1 a 2 m




Extintor de pó químico – 3 a 5 m
Fig.	 43	 Distâncias de actuação.
82
     Manual de Extintores
Bibliografia
 Manual de Extintores


    Glossário


Índice remissivo


  Índice geral


                        83
84
     Manual de Extintores
Bibliografia
                      Manual de Extintores



E urovisual , C omunicações L da (1997) – Manual de Instrução –
   Extintores.
NP 1800 – 1981 – Segurança contra incêndios – Agentes extintores. Selecção
  segundo as classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
NP 3064 – 1988 – Segurança contra incêndios – Utilização dos extintores de
  incêndio portáteis. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
NP EN 2 – 1993 – Segurança contra incêndios – Definição e designação das
  classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de Qualidade
NP EN 25923 – 1996 – Segurança contra incêndio – Agentes extintores. Dióxido
  de carbono. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
NP EN 3 Parte 1 – 1997 – Segurança contra incêndio: Extintores de incêndio
  portáteis. Designação, duração de funcionamento. Ensaios de eficácia (fogos
  - tipo). Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
NP EN 3 Parte 2 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio
  portáteis. Ensaios de estanquidade, dieléctrico e de compactação. Lisboa:
  Instituto Português de Qualidade
                                                                                           85
NP EN 3 Parte 5 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio
  portáteis. Especificações e ensaios complementares. Lisboa: Instituto Português
                                                                                    Bibliografia




  de Qualidade.
NP 4413 – 2002 – Segurança contra incêndio – Manutenção de extintores.
  Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
86
     Manual de Extintores
Glossário
                      Manual de Extintores



	A
Abafamento	 –	 Método de extinção de incêndios que consiste em eliminar o
               comburente, através de uma acção exterior
Aditivo	    –	 Substância química adicionável a outra para melhorar as suas
               características. No caso do combate a incêndios, adiciona-se à água
               para melhorar as suas características extintoras ou retardantes
Agente espumífero – Substância que, misturada com a água e, posteriormente, com
               o ar, dá origem a uma espuma destinada à extinção de incêndios
Agente extintor – Substância destinada à extinção de incêndio

Arrefecimento –	 étodo de extinção de incêndio que consiste em reduzir a
               M
               temperatura do combustível

	B
Boca de incêndio – Equipamento ligado ao sistema público ou privado de
               abastecimento de água com uma única saída, destinado a
               reabastecer os veículo de combate a incêndios. Ver «hidrantes»
                                                                                          87
	C
Carga de um extintor – Massa ou volume de agente extintor contido no extintor.
                                                                                     Glossário




               A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água
               é expressa em unidades de volume (L) enquanto que a carga dos
               restantes equipamentos é expressa em unidades de massa (Kg)
Chuveiro	   –	 Aplicação de água de forma pulverizada, para combate a incêndios,
               com pressão inferior a 25 bar
Comburente	 –	 Elemento ou composto químico susceptível de provocar a
                                        oxidação ou combustão de outras substâncias (alimenta uma
                                        combustão)
                        Combustão	 –	 Reacção exotérmica de uma substância combustível com um
                                        comburente, susceptível de ser acompanhada de uma emissão de
                                        chama e/ou de incandescência e/ou de emissão de fumo
                        Combustível	 –	 Matéria que arde ou pode ser consumida pelo fogo

                        Convecção	   –	 Forma de propagação de energia através da deslocação de matéria
                                        (gasosa ou líquida) aquecida
                        	D
                        Difusor	     –	 Peça de uma agulheta que possibilita a fragmentação das partículas
                                        de água de modo a formar chuveiro
                        Duração de funcionamento de um extintor – Tempo durante o qual ocorre a projecção
                                        de um agente extintor, sem que tenha havido a interrupção da
                                        descarga, com a válvula completamente aberta e sem considerar a
                                        libertação do gás propulsor residual
                        	E
                        Emulsor	     –	 Ver «Agente espumífero»
                        Espuma	      –	 Agente extintor formado por bolhas, constituídas por uma
 Manual de Extintores




                                        atmosfera gasosa (ar), que se encontra confinada numa parede
                                        formada de uma película fina de agente emulsor
                        Espumífero	 –	 Ver «Agente espumífero»

                        Extinção	    –	 Acção de eliminar uma combustão
                        Extintor	    –	 Aparelho que contém um agente extintor, o qual pode ser
88                                      projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão
                                        interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão
                                        ou pela libertação de um gás auxiliar
                        	F
                        Fogo	        –	 Combustão caracterizada por uma emissão de calor acompanhada
                                        de fumo, de chama ou de ambos
                        Fogo da classe A – Fogo em materiais sólidos, geralmente de natureza orgânica, em
                                        que a combustão se faz normalmente com a formação de brasas
Fogo da classe B – Fogo em líquidos ou sólidos liquidificáveis

Fogo da classe C – Fogo em gases

Fogo da classe D – Fogo em metais

Fumo 	       –	 Conjunto visível de partículas sólidas e/ou líquidas em suspensão
                no ar, resultante de uma combustão
	H
Halon	       –	 Ver «Hidrocarboneto halogenado»
Hidrocarboneto – Composto que tem como base da sua composição átomos de
                carbono e hidrogénio
Hidrocarboneto halogenado – Agente extintor em que alguns átomos de hidrogénio
                de um hidrocarboneto foram substituídos por átomos de flúor,
                cloro, bromo ou iodo
	I
Incêndio	    –	 Fogo sem controlo no espaço e no tempo, que provoca danos
Inibição	    –	 Acção que reduz a produção de radicais livres
Inspecção	   –	 Verificação rápida de que o extintor está pronto a actuar no local
                próprio, devidamente carregado, que não foi violado e que não
                existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua
                utilização.
	J
Jacto	       –	 Aplicação de água de forma compacta, para combate a incêndios
	M
Manutenção	 –	 Conjunto de acções de carácter técnico e administrativo,
                incluindo as de verificação, destinadas a conservar um sistema            89
                ou um equipamento ou a repô-lo no estado de funcionamento
                requerido
                                                                                     Glossário




	P
Propagação	 –	 Desenvolvimento do incêndio no espaço, através dos mecanis-
                mos de transmissão da energia ou de deslocação de matéria
                inflamada
Pulverizada	 –	 Ver «Chuveiro»
R
                        Radical livre	–	 Átomo ou molécula extremamente reactivo com um tempo de
                                       vida curta (possui um electrão desemparelhado)
                        Risco grave	 –	 Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis
                                       presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de
                                       grandes proporções
                        Risco ligeiro	–	 Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis
                                       presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de
                                       pequenas dimensões
                        Risco ordinário – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis
                                       presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de
                                       dimensões normais

                        	T
                        Toxicidade	 –	 Capacidade de uma substância provocar a morte ou danos graves
                                       à saúde quando inalada, ingerida ou absorvida pela pele
 Manual de Extintores




90
Índice remissivo
                               Manual de Extintores

A
Abafamento	...................................................................................... 42, 45, 87
Actuação com extintores	............................................................................... 67
Aditivo	 ............................................................................................. 39, 40, 87
Agente espumífero	............................................................................ 41, 79, 87
Agente extintor	...... 11, 13, 15-17, 29, 31-33, 39, 40, 43-47, 65, 73-77, 79, 87
Agente propulsor	.................................................................................... 17, 64
C
Cálculo do número de extintores	............................................................ 49, 54
Características dos extintores	..................................... 29, 30, 40, 42, 43, 45, 46
Carga de um extintor	........................................................................ 11, 29, 87
Classificação dos extintores	........................................................................... 15
Comburente	..................................................................................... 43, 45, 88
Combustão	................................................................................. 39, 57, 77, 88
Combustível	......................................................................... 39, 54, 55, 57, 88
Convecção	........................................................................................ 75, 80, 88
D
Difusor	............................................................................ 31-33, 40, 43, 72, 88
Distribuição dos extintores	............................................................................ 49                  91

E
                                                                                                                    Índice remissivo




Eficácia de extinção	......................................................... 15, 18, 39-43, 45, 47
Eficácia mínima	...................................................................................... 55, 56
Escolha do agente extintor	...................................................................... 37, 47
Extintor (definição)	................................................................................. 11, 88
Extintor de água	..................................................................................... 41, 77
Extintor dorsal	.............................................................................................. 15
Extintor manual	............................................................................................ 15
Extintor portátil	.................................................................... 15, 29, 46, 56, 80
Extintor manobrado manualmente	......................................................... 15, 34
                        Extintor rebocável	......................................................................................... 35
                        Extintores de dióxido de carbono	................................................ 16, 37, 39, 43
                        Extintores de espuma	............................................................ 16, 37, 41, 42, 77
                        Extintores de hidrocarbonetos halogenados	....................................... 16, 37, 46
                        Extintores de pó químico	...................................................... 16, 37, 44, 45, 54
                        Extintores móveis	 ............................................................................. 15, 34, 46
                        F
                        Fogo da classe A	.................................................................... 40, 41, 51, 55, 88
                        Fogo da classe B	.................................................................... 19, 51, 56, 57, 89
                        Fogo da classe C	.......................................................................... 18, 45, 57, 89
                        Fogo da classe D	............................................................................... 45, 57, 89
                                            .
                        Fogo-tipo	...................................................................................................... 18
                        G
                        Gás propulsor	....................................................................... 17, 31, 33, 34, 65
                        I
                        Identificação	................................................................................................. 23
                        Implantação dos extintores	................................................................ 49, 51, 52
                        Inscrições	...................................................................................................... 23
                        Inspecção	.............................................................................. 59, 61, 62, 65, 89
                        M
 Manual de Extintores




                        Manómetro	............................................................................................ 31, 32
                        Manutenção	.......................................................................... 55, 59, 61-65, 89
                        Mobilidade do extintor	........................................................................... 13, 15
                        P
                        Pressão permanente	............................. 17, 27, 31, 32, 34, 39, 42, 43, 45, 4670
92
                        Pressão não permanente	................................................... 17, 27, 33-35, 39, 42
                        R
                        Recarga	.................................................................................. 29, 59, 61, 63-65
                        Risco grave	.............................................................................................. 55, 90
                        Risco ligeiro	............................................................................................ 54, 90
                        Risco ordinário	....................................................................................... 55, 90
                        Rótulo	........................................................................................ 18, 23, 24, 41
                        S
                        Sinais	............................................................................................................ 54
                        Síntese	.......................................................................................................... 47
Índice geral
                               Manual de Extintores



	 	      Prefácio	                                                                                      	 3

	 	 Sumário	                                                                                            	 5

	 	      Siglas	                                                                                        	 7

	 	      Introdução	                                                                                    	 9
		       	
	 	

	 1.	    Classificação	                                                                                 	 13
		
	1.1.	   Mobilidade do extintor	...................................................................	        15
	1.2.	   Agente extintor	...............................................................................	   16
	1.3.	   Modo de funcionamento	................................................................	            17
	1.4.	   Eficácia de extinção	.........................................................................	    18
		       1.4.1.	Fogos-tipo da classe A	............................................................	        18
		       1.4.2.	Fogos-tipo da classe B	............................................................	        19          93
                                                                                                                 Índice geral




	 2.	 Identificação	                                                                        	 21
		
	2.1.	 Componentes de identificação	........................................................	 23
3.	    Características e funcionamento dos extintores	                                                      	 27
                        		
                        	3.1.	   Extintores de pressão permanente	....................................................	                   31
                        	3.2.	   Extintores de pressão não permanente	.............................................	                      33
                        	3.3.	   Extintores móveis	............................................................................	          34
                        		       3.3.1.	Móveis manobrados manualmente	........................................	                           34
                        		       3.3.2.	Móveis rebocáveis	..................................................................	             35


                        	 4.	    Escolha do agente extintor	                                                                          	 37
                        		
                        	4.1.	   Extintores de água	 ..........................................................................	          39
                        	4.2.	   Extintores de espuma física	.............................................................	               41
                        	4.3.	   Extintores de dióxido de carbono (CO2)	.........................................	
                                                                                            .                                             43
                        	4.4.	   Extintores de pó químico	................................................................	               44
                        	4.5.	   Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons)	.......................	  .                           46
                        	4.6.	   Síntese	 ............................................................................................	
                                        .                                                                                                 47


                        	 5.	    Distribuição dos extintores	                                                                         	 49
                        		
 Manual de Extintores




                        	5.1.	   Princípios a respeitar na implantação dos extintores	........................	                           51
                        	5.2.	   Implantação dos extintores	..............................................................	               52
                        	5.3.	   Número de extintores a implantar	...................................................	                    54
                        		       5.3.1.	Fogos da classe A	...................................................................	            55
                        		       5.3.2.	Fogos da classe B	...................................................................	            56
                        		       5.3.3.	Fogos da classe C	...................................................................	            57
94
                        		       5.3.4.	Fogos da classe D	...................................................................	            57


                        	 6.	    Inspecção, manutenção e recarga dos extintores	                                                      	 59
                        		
                        	6.1.	   Inspecção	........................................................................................	 61
                        	6.2.	   Manutenção	....................................................................................	 62
                        	6.3.	   Recarga	...........................................................................................	 64
7.	    Actuação com extintores	                                                                  	 67
		
	7.1.	   Activação do extintor	......................................................................	 70
	7.2.	   Modo de actuar	..............................................................................	 73
	7.3.	   Distâncias de actuação	....................................................................	 80

		       		                                                                                        	

	 	 Bibliografia	                                                                                  	 85

	 	      Glossário	                                                                                	 87

	 	      Índice remissivo	                                                                         	 91




                                                                                                                95
                                                                                                             Índice geral

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  • 1. A N T Ó N I O M A T O S G U E R R A Manual de Extintores Colecção ESPECIALIZADOS CADERNOS 4 ENB 2.ª edição, revista e actualizada ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS S I N T R A 2 0 0 7
  • 2. Ficha Técnica Ficha Técnica Título Manual de Extintores Colecção Cadernos Especializados ENB (nº4) Edição Escola Nacional de Bombeiros Quinta do Anjinho – Ranholas 2710 - 460 Sintra Telef.: 219 239 040 • Fax: 219 106 250 E.mail: edicao@enb.pt Texto António Matos Guerra Comissão de Revisão Técnica e Pedagógica Carlos Ferreira de Castro, F. Hermínio Santos, J. Barreira Abrantes, Luís Abreu, Sónia Rufino Fotografia Matos Guerra, Rogério Oliveira, Victor Hugo Ilustrações Osvaldo Medina, Ricardo Blanco, Victor Hugo Grafismo e fotomontagens Victor Hugo Fernandes Impressão Gráfica Europam, Lda. ISBN: 972-8792-25-5 Depósito Legal nº 174421/01 Março de 2007 Tiragem: 3 000 exemplares Preço de capa: 15,00 (pvp) 7,50 (bombeiros)
  • 3. Prefácio Manual de Extintores A edição do quarto volume da colecção Cadernos Especializados ENB aborda o extintor, importante equipamento de primeira intervenção, no combate a um foco de incêndio em fase inicial. De uma forma geral pode dizer-se que o correcto manuseamento de um extintor deve ser considerado como uma imprescindível competência que todos os cidadãos devem possuir. A utilização de um extintor deve ser feita por qualquer pessoa que detecte um incêndio em fase inicial. Para que esta utilização seja eficaz, é necessário conhecer o funcionamento deste equipamento, bem como as regras básicas de operação com o mesmo. Esta publicação visa, por um lado, apoiar acções de sensibilização dirigidas a um vasto e diversificado público alvo e, por outro lado, contribuir para a criação de uma atitude activa e interventiva de todos, na defesa do património e da segurança das pessoas. Deste modo a Escola Nacional de Bombeiros cumpre um dos seus fins, isto é, promover «a formação cívica no domínio da auto-protecção dos cidadãos». Duarte Caldeira Presidente da direcção da E.N.B.
  • 4.
  • 5. Sumário Manual de Extintores Introdução 9 1 Classificação 13 2 Identificação 21 3 Características e funcionamento dos extintores 27 4 Escolha do agente extintor 37 5 Distribuição dos extintores 49 6 Inspecção, manutenção 59 e recarga dos extintores 7 Actuação com extintores 67 Bibliografia – Glossário – Índices 83
  • 6.
  • 7. Siglas Manual de Extintores UE União Europeia NP Norma Portuguesa EN Norma Europeia
  • 9. Introdução Introdução Manual de Extintores
  • 10. 10 Manual de Extintores
  • 11. O extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a um foco de incêndio acabado de despontar. A utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa logo que detecte um foco de incêndio. Na realidade, a rapidez de actuação é primordial, na medida em que o extintor só é eficaz na fase inicial de um incêndio. Com efeito, a quantidade de agente extintor, assim como o tempo de utilização, são limitados. 11 O êxito da sua utilização depende dos seguintes factores: Introdução • Estar bem localizado, visível e em boas condições de funcionamento; • Conter o agente extintor adequado para combater o incêndio desen- cadeado; • Ser utilizado na fase inicial do incêndio; • Conhecimento prévio, pelo utilizador, do modo de funcionamento e utilização. Define-se extintor como um aparelho que contém um agente extintor, o qual pode ser projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão ou pela libertação de um gás auxiliar(1). A substância contida no extintor, que provoca a extinção, designa-se por agente extintor(1). A carga de um extintor é a massa ou o volume do agente extintor nele contido. A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água é expressa em unidades de volume (litro) enquanto que a carga dos restantes equipamentos é expressa em unidades de massa (quilograma)(1). (1) NP EN 3-1: 1997.
  • 12. 12 1. Manual de Extintores
  • 13. 1. 1. Classificação Manual de Extintores 13 Classificação 1. 1. Mobilidade do extintor 1. 2. Agente extintor 1. 3. Modo de funcionamento 1. 4. Eficácia de extinção
  • 14. 14 1. Manual de Extintores
  • 15. A classificação dos extintores de incêndio pode ser efectuada com base nos seguintes critérios: • Mobilidade do extintor; • Agente extintor; • Modo de funcionamento; • Eficácia de extinção. 1. 15 Classificação Mobilidade do extintor 1. 1. Quanto à mobilidade, os extintores classificam-se em (fig. 1): • Portáteis; • Móveis (também designados por transportáveis). Por sua vez, os extintores portáteis designam-se por: • Manuais; • Dorsais. Designa-se por extintor manual o que, pronto a funcionar, tem um peso inferior ou igual a 20 kg. Diz-se que o extintor é dorsal quando, pronto a funcionar, tem um peso inferior ou igual a 30 kg e está equipado com precintas que permitem o seu transporte às costas. Os extintores móveis estão dotados, para serem deslocados, de apoios com rodas e, consoante a respectiva dimensão, são manobrados manualmente ou rebocados por veículos.
  • 16. Manual de Extintores 1. 16 Fig. 1 Vários tipos de extintores quanto à sua mobilidade. 1. 2. Agente extintor Um extintor pode classificar-se consoante o agente extintor que contém. Actualmente, existem os seguintes tipos: • Extintores de água; • Extintores de espuma; • Extintores de pó químico; • Extintores de dióxido de carbono (CO2).
  • 17. No passado utilizaram-se hidrocarbonetos halogenados que, entre outros produtos, são substâncias que empobrecem a camada de ozono. Presentemente está proibido o seu uso(1). Por este motivo, os extintores de halon 1211 foram substituídos até 31 de Dezembro de 2003. Modo de funcionamento 1. 3. 1. 17 Os extintores são classificados, quanto ao seu funcionamento, em: Classificação • Pressão permanente; • Pressão não permanente (operado por cartucho). No grupo dos extintores de pressão permanente incluem-se: • Os extintores em que o agente extintor é gasoso e se encontra liquefeito, proporcionando a sua própria propulsão (exemplo: CO2); • Os extintores em que o agente extintor se encontra em fase líquida ou gasosa e lhe é adicionado azoto (N2) no momento do carregamento, com vista a aumentar a pressão interna (exemplo: AFFF); • Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido e cuja pressão de propulsão se obtém pela adição de um gás (azoto) no momento do carregamento (exemplos: água, espuma, pó químico). No grupo dos extintores de pressão não permanente, em que a pressuri- zação se faz no momento da utilização, incluem-se: • Os extintores em que o agente extintor está no estado líquido ou sólido e cuja pressão é conseguida por um gás propulsor, contido numa garrafa (azoto ou dióxido de carbono), que é accionado no momento da utilização do extintor. A garrafa de gás propulsor está colocada normalmente no interior do extintor (exemplos: água, espuma e pó químico). (1) Com excepção de situações especiais – consultar capítulo 4.4.5..
  • 18. 1. 4. Eficácia de extinção Atendendo à eficácia de extinção e de acordo com a NP EN 3-1:1997, os extintores classificam-se segundo os fogos-tipo que são capazes de extinguir. Para se determinar a eficácia de extinção são efectuados, em áreas adequadas Manual de Extintores para o efeito, ensaios de fogos de dimensões controladas que obedecem aos parâmetros das normas. A classificação do fogo-tipo é representada, no rótulo, por uma letra que indica a classe de fogo para o qual o extintor tenha demonstrado capacidade 1. efectiva, e por um número (somente para as classes A e B) que representa a 18 dimensão do fogo-tipo para que o extintor é eficaz. Os extintores classificados para uso em fogos da classe C ou D não têm um número precedendo a letra de classificação. 1.4.1. Fogos-tipo da classe A O ensaio dos fogos-tipo da classe A é efectuado pelo empilhamento de ripas de madeira sobre uma base metálica (fig. 2). O número de ripas de madeira e o comprimento do fogo são determinados de acordo com a designação do fogo-tipo (NP EN 3-1;1997 - B.2.1. p. 9 e 10). Vista frontal Vista lateral Fig. 2 Base metálica e ripas de madeira.
  • 19. 1.4.2. Fogos-tipo da classe B O ensaio dos fogos-tipo da classe B é realizado numa série de tabuleiros cilíndricos de aço macio soldado (fig. 3), cujas dimensões são dadas no quadro B.3. da NP EN 3-1:1997. Os fogos são designados por um número seguido da letra B. Este número representa o volume do líquido, em litros, contido no tabuleiro e que corresponde a 1/3 de água para 2/3 de combustível (NP EN 3-1:1997. B.3.1. p. 13). Para os fogos das classes A e B, quanto maior for o número de classificação indicado, maior é a capacidade de extinção do extintor. 1. 19 Classificação Fig. 3 Tabuleiro cilíndrico.
  • 20. 20 2. Manual de Extintores
  • 21. 2. Identificação Manual de Extintores 2. 21 Identificação 2. 1. Componentes de identificação
  • 22. 22 2. Manual de Extintores
  • 23. Componentes de identificação 2. 1. De acordo com o ponto 7 da NP EN 3-5: 1997, um extintor tem duas componentes de identificação: • Cor – na Europa, a cor do corpo dos extintores é, obrigatoriamente, vermelha. • Marcações (rótulo) – os rótulos (fig. 4), sob a forma de decalcomania ou 2. impressão serigráfica, com inscrições em língua portuguesa, colocados 23 numa posição em que possam ser lidos e que permitam reconhecer e utilizar um extintor, devem conter, em cinco áreas diferen-ciadas, as Identificação seguintes indicações: – Área 1 – contendo: - A palavra «EXTINTOR»; - O tipo de agente extintor e a sua capacidade; - A referência aos fogos-tipo para os quais o extintor está aprovado; – Área 2 – o modo de actuação, que deve incluir ilustrações sugestivas e os pictogramas das classes de fogo para as quais o extintor é indicado; – Área 3 – as restrições ou riscos da utilização relativamente à toxicidade e à tensão eléctrica; – Área 4 – instruções complementares (limites de temperatura, verificações periódicas, referências de certificação, designação do modelo de fabricante, etc.); – Área 5 – nome e endereço do fabricante ou seu representante.
  • 24. Além das indicações referidas nas cinco áreas, deve ser marcado no corpo do extintor o ano de fabrico. Manual de Extintores 2. 24 Fig. 4 Exemplo de um rótulo.
  • 25. 25 2. Identificação
  • 26. 26 3. Manual de Extintores
  • 27. 3. Características e funcionamento Extintores Manual de dos extintores 3. 27 3. 1. Extintores de pressão permanente Características e funcionamento dos extintores 3. 2. Extintores de pressão não permanente 3. 3. Extintores móveis
  • 28. 28 3. Manual de Extintores
  • 29. D e acordo com os critérios anteriormente referidos, descrevem-se diferentes características e o funcionamento dos diversos tipos de extintores. No entanto, convém salientar algumas das características dos extintores portáteis, que importa tomar em consideração: • A descarga deve ser comandada através de dispositivo de obturação que pode, por si só, permitir uma interrupção temporária do jacto; • Os dispositivos de comando do funcionamento dos extintores devem estar situados, quer totalmente na parte superior do extintor, quer parcialmente na parte superior do extintor e na extremidade da mangueira ou da agulheta (fig. 5A); 3. 29 • Os extintores cujo agente extintor tenha uma massa superior a 3 kg ou um volume superior a 3 l, devem ser equipados com uma mangueira Características e funcionamento dos extintores e uma agulheta. O conjunto da mangueira e da agulheta deve ter um comprimento pelo menos igual a 80% da altura total do extintor, com um mínimo de 400 mm (fig. 5B); • Os extintores devem ser construídos sem arestas vivas susceptíveis de provocar qualquer ferimento ao utilizador (fig. 5C); • Sempre que um extintor seja utilizado deve proceder-se de imediato à sua recarga, mesmo que não tenha sido totalmente descarregado. O tempo médio de descarga de um extintor portátil, com 6 a 10 kg de pó, é cerca de 12 segundos. Desta forma, é muito difícil utilizar um extintor sem que, pelo menos, 2/3 do agente extintor seja descarregado. Analisam-se, de seguida, os diferentes tipos de extintores, descrevendo-se genericamente as suas características, componentes e modo de funciona- mento.
  • 30. Manual de Extintores 3. 30 Fig. 5 Algumas características dos extintores.
  • 31. Extintores de pressão permanente 3. 1. Nos extintores de pressão permanente (fig. 6), o agente extintor e o gás propulsor, geralmente azoto (N2), estão misturados no recipiente. O agente extintor ocupa uma grande parte do volume interno do recipiente, ficando o restante, designado por câmara de expansão, reservado para o gás propulsor que se encontra a uma pressão entre 12 e 14 kg/cm2. Nestes extintores existe um manómetro que permite verificar se a pressão interna se encontra dentro dos valores estipulados para o funcionamento eficaz do extintor. Quando se retira a cavilha de segurança e se abre a válvula do extintor, o agente extintor, pela acção da pressão exercida pelo gás propulsor, é expelido para o exterior através do tubo sifão e mangueira com bico difusor colocado na sua extremidade. Para se interromper, temporária ou definitivamente, a 3. descarga do agente extintor, basta fechar a válvula de controlo. 31 Características e funcionamento dos extintores A B Fig. 6 Extintor de pressão permanente. A – De água; B – De pó químico.
  • 32. Um caso particular é o do extintor de CO2 (fig. 7) que é, também, de pressão permanente. Devido às propriedades físicas de elevada tensão de vapor (50 a 60 kg/cm2) do CO2, este encontra-se em estado líquido e gasoso, ocupando o volume do recipiente. Ainda se caracteriza pelo facto de não possuir manómetro. Este extintor possuí um tubo sifão e uma válvula de controlo de descarga com um difusor acoplado ou, no caso dos extintores de maior capacidade, uma mangueira com difusor ligado à válvula. O difusor permite dirigir o agente extintor para as chamas, com eficácia e segurança. Para se interromper, temporária ou definitivamente, a descarga do agente Manual de Extintores extintor que, ao vaporizar-se, produz uma temperatura negativa que pode atingir os 78o C, basta fechar a válvula de controlo de descarga. 3. 32 Fig. 7 Extintor de CO2.
  • 33. Extintores de pressão não permanente 3. 2. Nos extintores de pressão não permanente (fig. 8), o agente extintor ocupa apenas uma parte do volume interno do recipiente. O gás propulsor, normalmente CO2, encontra-se numa garrafa (cartucho) colocada no interior ou no exterior do corpo do extintor. Quando se coloca o extintor em funcionamento, retirando a cavilha de segurança e perfurando o disco de rotura da garrafa interior ou rodando o volante da válvula da garrafa exterior, o gás propulsor passa através do tubo de descarga e expande-se no interior do extintor, indo ocupar o volume da câmara de expansão, mistu- rando-se, assim, com o agente extintor. Pela acção da pressão exercida pelo gás, o agente extintor é projectado e dirigido para o fogo através de uma mangueira ligada à parte superior ou inferior do recipiente, sendo a descarga controlada por uma pistola difusora, 3. colocada na extremidade da mangueira. 33 Os extintores manuais em que a garrafa se encontra no exterior do corpo Características e funcionamento dos extintores do extintor estão a ser utilizados cada vez menos. A B Fig. 8 Extintores de pressão não permanente. A – Com garrafa interior; B – Com garrafa exterior.
  • 34. 3. 3. Extintores móveis Embora os extintores móveis sejam, quanto ao modo de funcionamento, de pressão permanente ou de pressão não permanente (colocação em pressão no momento da utilização), devido à sua especificidade serão objecto de referência nos pontos seguintes: Manual de Extintores 3.3.1. Móveis manobrados manualmente Estes extintores (fig. 9), quanto ao modo de funcionamento, podem ser de pressão permanente ou não permanente. Neste último caso, o gás propulsor 3. encontra-se normalmente numa garrafa exterior. 34 As capacidades mais usuais nos extintores manobrados manualmente, variam entre 20 kg e 100 kg. Fig. 9 Extintor móvel manobrado manualmente.
  • 35. 3.3.2. Móveis rebocáveis Os extintores rebocáveis (fig. 10) são equipamentos de médio e grande porte que, para serem deslocados, necessitam de ser atrelados a um veículo que os reboque. Quanto ao modo de funcionamento, são de pressão não permanente, isto é, de colocação em pressão no momento da utilização. As garrafas do gás propulsor, azoto (N2), encontram-se montadas no exterior do recipiente. Devido às suas características, devem tomar-se em atenção as instruções fornecidas pelos fabricantes para a forma de colocação em funcionamento destes extintores. 3. 35 Características e funcionamento dos extintores Fig. 10 Extintor móvel rebocável.
  • 36. 36 4. Manual de Extintores
  • 37. 4. Escolha do agente extintor Manual de Extintores 4. 1. Extintores de água 4. 37 4. 2. Extintores de espuma física Escolha do agente extintor 4. 3. Extintores de dióxido de carbono (CO2) 4. 4. Extintores de pó químico 4. 5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) 4. 6. Síntese
  • 38. 38 4. Manual de Extintores
  • 39. U ma vez conhecidos os combustíveis existentes nos locais a proteger, deve escolher-se o agente extintor com características para actuar com maior eficácia na extinção da combustão. Não existindo um agente extintor «universal» capaz de extinguir os fogos de todas as classes, tem que se utilizar, em cada situação, o agente extintor mais adequado. Há que ter em consideração a possibilidade de alguns agentes extintores, empregues em locais pequenos e mal ventilados, se decomporem pela acção do calor e libertarem gases tóxicos. É também muito importante conhecer os cuidados a ter com a actuação em instalações e equipamentos sob tensão eléctrica, bem como a reacção com o combustível. Os agentes extintores mais usados são: • Água; • Espuma; 4. • Pó químico; 39 • Dióxido de carbono (CO2). Escolha do agente extintor Assim, passa a designar-se o extintor de acordo com o agente extintor nele contido. Extintores de água 4. 1. A água é um agente extintor líquido, pesado e relativamente estável à temperatura ambiente, ao qual se podem juntar aditivos com o objectivo de melhorar a eficácia de extinção. Os extintores à base de água são constituídos por um recipiente recarregável, tendo, os mais usuais, entre 6 e 9 litros de capacidade. A pressurização é feita através de pressão permanente ou de pressão não permanente.
  • 40. Estes extintores têm a característica de poderem projectar a água em jacto ou pulverizada (fig. 11). A descarga deve fazer-se através de um filtro colocado no tubo sifão, de forma a reter corpos estranhos que possam existir misturados com o agente extintor. Manual de Extintores A B Fig. 11 Projecção de água. A – Em jacto; B – Pulverizada. 4. As características dos extintores de água divergem em função do modo de 40 projecção. Assim devem considerar-se: • Projecção da água em jacto: – Método de extinção: Arrefecimento – Alcance: 6a8m – Velocidade de extinção: Lenta – Duração da descarga: De 30 s a 1 min e 30 s – Aditivos: Diversos – Toxicidade: Nula – Perigo de emprego: Não utilizar em instalações ou aparelhos eléctricos sob tensão – Eficácia de extinção: Fogos da classe A • Projecção da água pulverizada: A projecção da água é efectuada através de uma ponteira difusora (fig. 12). A pressão de saída desta faz girar, em alta velocidade, pequenas turbinas que se encontram no interior da ponteira, fazendo com que a água saia pulverizada.
  • 41. As características gerais são idênticas às dos extintores de projecção da água em jacto, excepto nos seguintes: – Alcance: Cerca de 2 m – Duração da descarga: 30 s a 1 min – Perigo de emprego: Pode utilizar-se unicamente em instalações ou aparelhos eléctricos de baixa tensão. Os rótulos indicam até que tensão se pode utilizar o extintor – Eficácia de extinção: Muito eficaz em fogos da classe A. 4. 41 Escolha do agente extintor Fig. 12 Componentes da ponteira difusora para água pulverizada. Extintores de espuma física 4. 2. O extintor de espuma física é aquele que projecta uma mistura espumosa à base de água (fig. 13). A espuma física obtém-se pela mistura de três elementos: água, líquido espumífero e ar. A água e o espumífero estão contidos no recipiente, podendo o espumífero estar dentro de uma embalagem de plástico, que se rompe no momento da pressurização, ou ser adicionado à água, no momento do carregamento do extintor.
  • 42. Fig. 13 Projecção de espuma física. O ar mistura-se com a água/espumífero, durante a actuação do extintor, através dos orifícios da agulheta (fig. 14). Manual de Extintores 4. 42 Fig. 14 Orifícios da agulheta de um extintor de espuma física. Os extintores de espuma física podem ser do tipo de pressão permanente ou de pressão não permanente. Algumas características dos extintores de espuma: • Métodos de extinção: Abafamento e arrefecimento • Alcance: 3a4m • Velocidade de extinção: Lenta • Duração da descarga: 1 min, aproximadamente • Toxicidade: Nula • Perigo de emprego: Não utilizar em instalações ou aparelhos eléctricos sob tensão • Eficácia de extinção: Fogos das classes A e B (excepto em solventes polares)
  • 43. Extintores de dióxido de carbono (CO2) 4. 3. Conhecido como «extintor de CO2», contém dióxido de carbono em estado liquefeito, armazenado sob pressão, que varia entre 50 a 60 kg/cm2. O dióxido de carbono encontra-se no interior do extintor, à temperatura ambiente (cerca de 18o C). Ao utilizar o extintor, é normal formar-se uma «camada de gelo» no difusor do extintor (fig. 15). O CO2 ao vaporizar-se, sob a forma de «neve carbónica», pode atingir temperaturas da ordem de 78o C negativos, o que implica cuidado no seu manuseamento, sobretudo quando utilizado na presença de outras pessoas. 4. 43 Escolha do agente extintor Fig. 15 Formação de «camada de gelo» no difusor do extintor de CO2. A projecção do CO2 (fig. 16) obtém-se pela pressão permanente criada no interior do extintor, provocada pela tensão de vapor do próprio agente extintor. Algumas características dos extintores de CO2: • Métodos de extinção: Arrefecimento e limitação do comburente • Alcance: 1a2m • Velocidade de extinção: Rápida • Duração da descarga: 8 a 30 s • Toxicidade: Nula. Não deve ser utilizado em locais pequenos e fechados pois é um gás asfixiante. • Perigo de exposição: Não expor o extintor a temperaturas superiores a 50 oC • Eficácia de extinção: Fogos das classes B e C
  • 44. Fig. 16 Projecção de CO2. Manual de Extintores 4. 44 4. 4. Extintores de pó químico O extintor de pó químico contém, como agente extintor, uma substância sólida de cristais secos, finamente divididos em partículas de dimensões micrométricas e perfeitamente fluídas (fig. 17). Fig. 17 Projecção de pó químico seco.
  • 45. A pressurização destes extintores pode ser obtida por pressão permanente ou não permanente. Existem diversos tipos de pó químico para carregar extintores, sendo os seguintes os mais utilizados: • Pó BC (normal ou standard) – agente extintor composto à base de bicarbonato de sódio ou potássio; • Pó ABC (polivalente) – agente extintor composto à base de fosfato de amónia; • Pó D (especial) – agente extintor constituído por substâncias quimica- mente inertes. Algumas características dos extintores de pó químico seco: • Métodos de extinção: Inibição Abafamento (no caso do pó ABC), criando uma película vítrea em torno das matérias sólidas, isolando-as do comburente 4. • Alcance: 3 a 5 m, de acordo com a capacidade do extintor 45 • Velocidade de extinção: Muito rápida • Duração da descarga: De 6 a 20 s de acordo com a capacidade do Escolha do agente extintor extintor • Toxicidade: Nula. Excepto nalguns tipos de pó D que, pela sua especificidade, podem apresentar alguns riscos de toxicidade • Perigo de emprego: Perda de visibilidade em locais fechados devido à nuvem de pó criada. Pode danificar equipamentos sensíveis ao pó (ex. computadores) • Eficácia de extinção: Pó normal: muito eficaz em fogos da classe B e eficaz em fogos da classe C Pó polivalente: eficaz em fogos das classes A, BeC Pó especial: eficaz em fogos da classe D (utilizar, para cada tipo de metal, o pó especificamente adequado).
  • 46. 4. 5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) Os extintores de hidrocarbonetos halogenados são aqueles cujo agente extintor é obtido por processos complexos de transformação dos hidro- carbonetos, nos quais se opera a substituição dos vários átomos de hidrogénio da molécula por átomos de flúor (F), cloro (CI), bromo (Br) e iodo (I). O halon 1211 (difluoroclorobromometano) foi um agente extintor muito utilizado em extintores portáteis e transportáveis. Sendo este halon uma substância que empobrece a camada do ozono, a comercialização de extintores carregados com este produto encontra-se proibida a nível mundial desde 1994 Manual de Extintores (protocolo de Montreal). Desde Dezembro de 2003 que foram substituídos em consequência do Regulamento (CE) n.º 2037/2000 do Parlamento Europeu e do Conselho de 29 de Junho de 2000. Novos produtos substitutos estão a ser testados e outros a aguardar aprovação 4. pela União Europeia (UE). No entanto, convém referir que alguns produtos 46 lançados no mercado nacional foram objecto de proibição pela UE. O anexo VII do referido regulamento autoriza o emprego de extintores de Halon 1211 somente em utilizações críticas essenciais tais como a segurança pessoal para utilização inicial pelos bombeiros e em extintores utilizados em pessoas pelas forças militares e de segurança. Os extintores de halon 1211 são de pressão permanente devido própria tensão de vapor do halon e da adição de azoto (N2), no momento do carregamento. Descrevem-se, de seguida, algumas características dos extintores de hidro- carbonetos halogenados: • Método de extinção: Inibição • Alcance: Até 5 m, de acordo com a capacidade do extintor • Velocidade de extinção: Rápida • Duração da descarga: De 6 a 30 s • Toxicidade: Muito cuidado com a decomposição do produto em contacto com as chamas
  • 47. • Perigo de emprego: Evitar exposição ao fumo e gases liber- tados. Cuidados acrescidos em locais fechados (ventilar bem depois da utilização) • Eficácia de extinção: Utilizável em fogos da classe A. Eficaz em fogos das classes B e C. Síntese 4. 6. A escolha do agente extintor depende dos diferentes factores enunciados ao longo dos pontos anteriores. Contudo, é possível sistematizar este estudo, tornando viável uma escolha rápida, quando na presença de um incêndio ou como medida de prevenção, recorrendo ao melhor agente extintor face ao 4. risco, de acordo com a NP 1800 (1981). 47 Apresentam-se no Quadro I informações qualitativas da adequação dos agentes extintores, nas suas diversas formas, para as diferentes classes de fogos. Escolha do agente extintor QUADRO I ESCOLHA DO AGENTE EXTINTOR CLASSES AGENTES EXTINTORES DE Água Pó químico FOGOS Espuma CO2 Jacto Pulverizada ABC BC D A Sim Sim Sim Não Sim Não Não Bom Muito bom Bom Muito bom B Não Sim Sim Sim Sim Sim Não Aceitável Muito bom Bom Muito bom Muito bom C Não Não Não Sim Sim Sim Não Bom Bom Bom D Não Não Não Não Não Não Sim Muito bom Fonte: NP 1800 – (1981) – Segurança contra incêndios. Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos.
  • 48. 48 5. Manual de Extintores
  • 49. 5. Distribuiçãode Extintores Manual dos extintores 5. 1. Princípios a respeitar na implantação dos extintores 5. 5. 2. Implantação dos extintores 49 5. 3. Número de extintores a implantar Distribuição dos extintores
  • 50. 50 5. Manual de Extintores
  • 51. Princípios a respeitar na 5. 1. implantação dos extintores Conhecidos os agentes extintores mais eficazes no combate a cada classe de fogo, analisam-se agora os princípios que devem ser respeitados para uma eficaz cobertura dos locais a proteger: • A selecção dos extintores, quanto à quantidade, eficácia e localização para uma dada situação, deve ser determinada segundo a natureza dos possíveis incêndios e conhecimento antecipado do tipo de construção, número de ocupantes, risco a proteger, condições de ambiente e temperatura; • As construções deverão ser protegidas por extintores aprovados para o combate a fogos da classe A. A protecção dos riscos de ocupação deverá ser efectuada por extintores homologados para o combate a fogos das classes A, B, C ou D, de acordo com o maior risco que a ocupação apresente. Por exemplo, as construções com um tipo de ocupação que 5. apresente riscos de fogos das classes B e/ou C, deverão ter, além de 51 extintores para o combate a fogos da classe A, extintores para fogos das classes B e/ou C (fig. 18). Distribuição dos extintores Fig. 18 Extintor para protecção do tipo de construção (classe A) e do risco que a ocupação apresenta (classe B).
  • 52. 5. 2. Implantação dos extintores Alguma legislação publicada sobre segurança contra risco de incêndio, refere que os extintores devem ser colocados de modo a que o seu manípulo fique a cerca de 1,20 m do pavimento. No entanto, a NP 3064(1) refere que os extintores têm que estar colocados permanente-mente nos locais definidos e em condições de operacionalidade. A sua colocação deve ser feita em suportes de parede ou montados em pequenos receptáculos, de modo a que o topo do extintor não fique a uma altura superior a 1,50 m acima do solo, a menos que seja do tipo transportável (fig. 19). Manual de Extintores 5. 52 A B Fig. 19 Altura de colocação dos extintores. A – Correcto; B – Incorrecto. É importante que os extintores estejam localizados nas áreas de trabalho, ao longo dos percursos normais (comunicações horizontais) ou no interior das câmaras corta-fogo, quando existam, em locais visíveis, acessíveis e não obstruídos (Fig. 20). (1) A NP 3064 está em revisão podendo alguns dos seus parâmetros vir a ser alterados.
  • 53. Fig. 20 Extintores obstruídos e não visíveis – situação incorrecta. A distância a percorrer de qualquer ponto susceptível de ocupação até ao extintor mais próximo deve ser a determinada na legislação contra riscos de incêndio publicada, isto é, 15 m para os extintores de pó e de CO2 (fig. 21). 5. 53 Distribuição dos extintores Fig. 21 A distância máxima a percorrer até um extintor de CO2 ou de pó conforme legislação em vigor.
  • 54. É de salientar que na NP 3064 alínea 6, a distância máxima a percorrer é de 25 m para os extintores de pó químico seco e de 9 ou 15 m para os de CO2, de acordo com tipo de risco e eficácia de extinção destes extintores. Em grandes compartimentos ou em locais onde a obstrução visual não possa ser evitada, devem existir meios suplementares (sinais) que indiquem a localização dos extintores (fig. 22). Fig. 22 Alguns modelos de sinais. Manual de Extintores 5. 54 5. 3. Número de extintores a implantar O cálculo do número necessário de extintores a implantar em cada área a proteger depende do risco nela existente. Para facilitar este cálculo, são considerados três níveis de risco: • Riscos ligeiros Considera-se risco ligeiro quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de pequenas dimensões. Estão incluídos neste nível gabinetes de escritórios, salas de aula, igrejas, locais de reunião, centrais telefónicas, etc..
  • 55. • Riscos ordinários Considera-se risco ordinário quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de dimensões normais. Estão aqui incluídos parques de estacionamento, pequenas fábricas, armazéns de mercadorias classifi- cadas como não perigosas, estabelecimentos comerciais, etc.. • Riscos graves Considera-se risco grave quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de grandes proporções. Serrações, oficinas de automóveis e de manutenção de aviões, armazéns de combustíveis, bem como processos em que sejam manuseados líquidos inflamáveis, tintas, ceras, etc., são alguns dos exemplos deste risco. A NP EN 3-1 determina, nos termos dos pontos seguintes, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes tipos de risco. 5. 5.3.1. Fogos da classe A 55 Distribuição dos extintores Para os fogos da classe A, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes tipos de risco (ligeiros, ordinários e graves) é determinada conforme o Quadro II. QUADRO II Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe A EFICÁCIA ÁREA A PROTEGER (m2) DO EXTINTOR Risco ligeiro Risco ordinário Risco grave 5A 300 — — 8A 600 — — 13 A 900 450 300 21 A 1125 600 400 34 A 1125 900 600 55 A 1125 1125 900
  • 56. É de notar que 1125 m2 é a área considerada como limite prático para o cálculo da eficácia mínima dos extintores para os fogos da classe A. 5.3.2. Fogos da classe B Para os fogos da classe B, a eficácia mínima dos extintores para os diferentes tipos de risco é determinada de acordo com o Quadro III. QUADRO III Eficácia mínima dos extintores – fogos da classe B EFICÁCIA MÍNIMA DISTÂNCIA MÁXIMA A PERCORRER TIPO DE RISCO DOS EXTINTORES ATÉ AO EXTINTOR (m) Manual de Extintores Ligeiro 5B 9 10 B 15 Ordinário 10 B 9 20 B 15 Grave 20 B 9 40 B 15 5. 56 Não devem ser utilizados mais do que dois extintores para a protecção requerida no Quadro III, podendo esta ser satisfeita com extintores de maior eficácia, desde que a distância a percorrer seja inferior a 15 m. Os extintores portáteis para cobertura de riscos inerentes à presença de líquidos susceptíveis de derrame (cobrindo uma área superior a 2 m2 com uma espessura superior a 6 mm) não devem constituir a única protecção existente. Para riscos inerentes a líquidos inflamáveis armazenados em tanques, deverão distribuir-se extintores para fogos da classe B, de modo a existir pelo menos uma unidade por m2 de superfície do maior tanque da área a proteger. Não devem utilizar-se dois ou mais extintores de menor eficácia em substituição do extintor requerido para o maior dos tanques.
  • 57. 5.3.3. Fogos da classe C Os fogos desta natureza são considerados como um risco especial. Não se deve tentar extinguir este tipo de fogo a menos que se tenha a certeza de que a saída de combustível possa ser rapidamente fechada. Alguns extintores contendo espuma ou dióxido de carbono (indicados para fogos da classe B), são praticamente ineficazes para estes riscos devido à pressão dos fluídos. 5.3.4. Fogos da classe D Os extintores ou agentes extintores devem ser apropriados para os fogos que resultam da combustão dos diferentes metais. A capacidade dos extintores será determinada com base no tipo do metal, no tamanho das partículas, na área a proteger e nas recomendações do fabricante dos extintores, fundamentando-se em ensaios de comportamento. Para uma fácil escolha do extintor, quanto à eficácia de extinção, poderão ser observadas as equivalências apresentadas no Quadro IV. 5. 57 QUADRO IV Distribuição dos extintores EQUIVALÊNCIAS DA CAPACIDADE DO EXTINTOR/EFICÁCIA DE EXTINÇÃO AGENTE EXTINTOR CAPACIDADE DO EXTINTOR EFICÁCIA DE EXTINÇÃO Água 10 L 21 A – — Pó químico ABC 6 kg 13 A – 144 B Pó químico ABC 12 kg 55 A – 233 B CO2 6 kg — – 55 B
  • 58. 58 6. Manual de Extintores
  • 59. 6. Inspecção, manutenção e recarga dos extintores Manual de Extintores 6. 1. Inspecção 6. 2. Manutenção 6. 3. Recarga 6. 59 Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
  • 60. 60 6. Manual de Extintores
  • 61. É da maior importância que os extintores se encontrem em perfeitas condições de operacionalidade aquando da sua utilização. Para isso, é necessário observar as regras estabelecidas na NP 4413 no que se refere à inspecção, manutenção e recarga. É de notar que o proprietário – ou a entidade exploradora – de um local onde existam extintores instalados, é o responsável pela sua inspecção, manutenção e recarga. Analisam-se algumas das regras mais importantes. Inspecção 6. 1. A inspecção é feita normalmente por pessoal designado pelo proprietário ou entidade exploradora e consiste na verificação rápida de que o extintor está pronto a actuar no local próprio, devidamente carregado, que não foi violado e que não existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua 6. utilização. 61 Os extintores devem ser inspeccionados com a frequência que as circuns- Inspecção, manutenção e recarga dos extintores tâncias imponham, devendo contudo sê-lo, pelo menos, trimestralmente. Ao inspeccionar um extintor, o pessoal designado deve ter em consideração se: • O extintor está no local adequado; • O extintor não tem o acesso obstruído, está visível, bem sinalizado e que as instruções de manuseamento em língua portuguesa de acordo com a NP EN 3-7, estão situadas na parte da frente; • As instruções de manuseamento estão legíveis e não apresentam danos; • O peso ou pressão, consoante o caso, estão correctos; • O corpo do extintor, bem como a válvula, a mangueira e a agulheta, estão nas devidas condições;
  • 62. • O selo não está violado (fig. 23). Fig. 23 Verificação do selo. Manual de Extintores Quando uma inspecção revelar que houve violação, que o extintor está danificado, com fugas, com carga superior ou inferior à normal, que apresenta indícios visíveis de corrosão ou outros danos, deve ser submetido a medidas 6. de manutenção adequadas. 62 Deve existir um registo permanentemente actualizado que contenha as datas das inspecções, identificação de quem as efectuou e todas as indicações das medidas correctivas necessárias. 6. 2. Manutenção A manutenção deve ser feita por empresa com o serviço de manutenção certificado para realizar os trabalhos que se indicam na NP 4413 (fig. 24).
  • 63. Fig. 24 A manutenção deve ser feita por empresa autorizada. Quando retirados do seu local, para manutenção ou recarga, os extintores devem ser substituídos por outros, de reserva, do mesmo tipo e com a mesma eficácia. Os procedimentos de manutenção devem ser realizados nos prazos que se indicam no Quadro V. 6. QUADRO V 63 Procedimentos de manutenção (1) MANUTENÇÃO ADICIONAL(2) ENSAIO VIDA ÚTIL(4) Inspecção, manutenção e recarga dos extintores TIPO DE EXTINTOR MANUTENÇÃO OU REVISÃO NA EMPRESA DE PRESSÃO DO EXTINTOR E RECARGA SE FOR NECESSÁRIA (3) Água, à base de água e espuma Anual Aos 5, 10 e 15 anos — 20 anos Pó Anual Aos 5, 10 e 15 anos — 20 anos CO2 Anual Todos os 10 anos 10 anos 30 anos Nota 1. A manutenção deve ser efectuada em intervalos de 12 meses. é admissível uma tolerância de quatro semanas, antes ou depois deste intervalo. Nota 2. A substituição das peças não respeita estes intervalos, sendo substituídas sempre que necessário. Nota 3. Caso o tempo de vida útil do agente extintor tenha sido excedido, ou o seu estado assim o aconselhe. Nota 4. Em nenhum caso, a vida útil de um extintor pode exceder os 20 anos, excepto os extintores de CO2 e cartuchos de gás propulsor que devem ser submetidos até três provas hidráulicas mas não excedendo os 30 anos. Fonte: NP 4413 (2006) – Segurança contra incêndios. Manutenção de extintores.
  • 64. 6. 3. Recarga Tal como para a manutenção, a recarga dos extintores (fig. 25) deve ser feita por empresa com serviço de manutenção certificado. Deverão ser usados na recarga agentes extintores, gases propulsores e componentes, similares aos que são utilizados na origem pelo fabricante. Os extintores que forem recarregados, devem indicar na respectiva etiqueta, a data desse procedimento. Manual de Extintores 6. A 64 B Fig. 25 Recarga de extintores. A – CO2; B – Pó químico.
  • 65. A T E N Ç Ã O • Inspecção é uma operação rápida, efectuada por pessoas não especializadas, para verificar se um extintor está em condições de operacionalidade. • Manutenção é uma operação detalhada, efectuada por empresa de manutenção certificada que, por vezes, desencadeia uma recarga, reparação ou substituição. • Recarga é uma operação, efectuada por empresa de manutenção certificada, que substitui ou reabastece o agente extintor e gás propulsor. 6. 65 Inspecção, manutenção e recarga dos extintores
  • 66. 66 7. Manual de Extintores
  • 67. 7. Actuação com extintores Manual de Extintores 7. 1. Activação do extintor 7. 2. Modo de actuar 7. 3. Distâncias de actuação 7. 67 Actuação com extintores
  • 68. 68 7. Manual de Extintores
  • 69. A utilização de um extintor pode ser feita por qualquer pessoa que detecte um incêndio no seu início. Para isso, é necessário conhecer previamente o modo de funcionamento e utilização deste equipamento. O conhecimento de algumas regras básicas sobre a utilização dos extintores é importante para a segurança das pessoas e o êxito da extinção de um foco de incêndio. Nestas condições, é indispensável tomar em consideração as seguintes regras: • Conhecer a localização, tipo e modo de utilização dos extintores distribuídos pelas instalações; • Ao detectar um foco de incêndio, dar o alarme, alertar ou fazer alertar meios suplementares de ajuda (segurança, bombeiros, etc.); • Actuar rapidamente, utilizando o extintor adequado à classe de fogo em presença. Sempre que possível, e sobretudo em interiores, fazer-se acompanhar por outras pessoas. O operador deverá lembrar-se que poderá actuar em ambientes envoltos em fumo onde a desorientação ou a perda de consciência são possíveis; • Tentar extinguir o foco de incêndio de acordo com os procedimentos indicados a seguir. 7. 69 Actuação com extintores A T E N Ç Ã O • A aproximação às chamas tem que ser progressiva. • Avançar tendo a certeza de que o incêndio não envolverá o operador pelas costas. • Não permanecer muito tempo exposto ao fumo e aos gases libertados.
  • 70. 7. 1. Activação do extintor Ao actuar com um extintor, o primeiro passo será a activação deste, isto é, colocá-lo em condições de funcionamento. Para tal, é necessário: • Retirar a cavilha de segurança (fig. 26). No caso dos extintores de pressão permanente, ficam prontos a funcionar a partir desse momento; Manual de Extintores 7. 70 Fig. 26 Retirar a cavilha de segurança.
  • 71. • Pressurizar o extintor, caso seja de pressão não permanente, percutindo o disco da garrafa (cartucho) interior que contém o gás propulsor (fig. 27) ou rodando o volante da válvula da garrafa exterior (fig. 28); Fig. 27 Percutir o disco. 7. 71 Actuação com extintores Fig. 28 Rodar o volante da válvula.
  • 72. • Premir o manípulo existente na válvula do extintor (fig. 29), quando o comando está instalado na referida válvula; Fig. 29 Premir o manípulo da válvula. Manual de Extintores • Premir o manípulo de comando, quando este existe na pistola (ou agulheta) difusora (fig. 30). 7. 72 Fig. 30 Premir o manípulo da pistola (ou agulheta) difusora.
  • 73. Modo de actuar 7. 2. Num foco de incêndio ao ar livre, o combate deve ser sempre feito a favor do vento, de modo a que o agente extintor seja dirigido no sentido para onde as chamas e fumo estão a ser projectados. Desta forma, evitam-se queimaduras, inalação de gases e fumo, bem como o desvio do agente extintor (fig. 31). Fig. 31 Combater o incêndio a favor do vento – situação correcta. Se o combate ao foco de incêndio for efectuado em locais interiores ou por qualquer motivo contra o sentido do vento (fig. 32) deverão ser tomadas precauções adicionais usando equipamento de protecção adequado. 7. 73 Actuação com extintores Fig. 32 Combater o incêndio contra o vento – situação a evitar.
  • 74. A manobra de actuação deve observar os seguintes procedimentos: • Antes de avançar para o fogo, deve efectuar-se um disparo curto do agente extintor para comprovar que o extintor se encontra em condições de operacionalidade; • Avançar até se aproximar do foco de incêndio (três a cinco metros consoante o tipo e capacidade do extintor); • Dirigir o jacto do agente extintor para o foco de incêndio, avançando à medida em que este vá perdendo alcance ou que o incêndio se vá extinguindo (fig. 33); Manual de Extintores 7. 74 Fig. 33 Aproximação ao foco de incêndio.
  • 75. • Se o extintor for de CO2, aproximar-se o mais perto possível do foco de incêndio. Pela sua natureza, o CO2 tem pouco alcance e é facilmente desviado pelo vento e correntes de convecção (fig. 34); Fig. 34 Aproximação ao incêndio com um extintor com pouco alcance. • Começar a extinção do foco de incêndio pelo ponto mais próximo, projectando o jacto do agente extintor de forma a efectuar um corte junto à base das chamas (fig. 35); 7. 75 Actuação com extintores Fig. 35 Projectando o agente extintor para a base das chamas.
  • 76. • Movimentar o jacto na horizontal, com movimentos laterais (varrimento), de forma a abranger toda a superfície ou volume das chamas (fig. 36); Fig. 36 Movimentos laterais (varrimento). • Em incêndio de combustíveis líquidos contidos em recipientes, não Manual de Extintores incidir o jacto na vertical do fogo pois existe o perigo de espalhar o combustível para fora do recipiente (fig. 37); 7. 76 Fig. 37 Manobra errada – jacto a incidir na vertical do incêndio.
  • 77. • Ao utilizar-se extintores de espuma, deve fazer-se incidir o jacto do agente extintor na parede interior do recipiente, de forma a que este se espalhe uniformemente pela superfície do líquido em combustão (fig. 38); Fig. 38 Espuma projectada para a parede do recipiente. • Ao utilizar-se extintores de água pulverizada, projectar a água por cima das chamas em movimentos circulares (fig. 39); 7. 77 Actuação com extintores Fig. 39 Projecção de água pulverizada.
  • 78. • Se o foco de incêndio se desenvolver na vertical (caso de líquidos combustíveis em derrame de cima para baixo, cortinados etc.), este deve ser inicialmente combatido na parte inferior, progredindo seguidamente de baixo para cima (fig. 40 e 41). Fig. 40 Líquido a cair por gravidade. Manual de Extintores 7. 78 Fig. 41 Incêndio a desenvolver-se na vertical.
  • 79. • Ao combater um incêndio em gases inflamáveis em saída livre, o agente extintor deve ser dirigido junto à saída, pela rectaguarda ou lateralmente, num ângulo de 45˚ a 90˚ (fig. 42). A 7. 79 Actuação com extintores B Fig. 42 Posições para combate a um incêndio de gases inflamáveis. A – Correcto; B – Incorrecto.
  • 80. 7. 3. Distâncias de actuação Apresentam-se, seguidamente, algumas distâncias a considerar quando se actua com extintores portáteis. É de notar que as distâncias referidas são aquelas que a prática aconselha e também as indicadas por alguns fabricantes de extintores. Devem tomar-se sempre em consideração os condicionalismos que podem ocorrer e levem a alterar as distâncias indicadas (fig. 43), para mais ou menos, tais como, entre outros: • Incêndios ao ar livre ou em espaços fechados; • Ventos e correntes de convecção; • Tipo e capacidade do extintor; • Protecção individual do utilizador; • Dimensão do foco de incêndio; • Conhecimento do modo como actuar com o extintor; Manual de Extintores • Confiança no equipamento; • Treino. 7. 80 A T E N Ç Ã O Não esquecer que um extintor é um meio de primeira intervenção utilizado no combate a um incêndio acabado de despontar. Portanto, deve actuar-se rapidamente. É necessário lembrar que se trata de uma luta contra o tempo: um fogo transforma-se rapidamente num incêndio.
  • 81. Extintor de água em jacto – 6 a 8 m Extintor de água pulverizada – 2 m Extintor de espuma – 3 a 4 m 7. 81 Actuação com extintores Extintor de C02 – 1 a 2 m Extintor de pó químico – 3 a 5 m Fig. 43 Distâncias de actuação.
  • 82. 82 Manual de Extintores
  • 83. Bibliografia Manual de Extintores Glossário Índice remissivo Índice geral 83
  • 84. 84 Manual de Extintores
  • 85. Bibliografia Manual de Extintores E urovisual , C omunicações L da (1997) – Manual de Instrução – Extintores. NP 1800 – 1981 – Segurança contra incêndios – Agentes extintores. Selecção segundo as classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de Qualidade. NP 3064 – 1988 – Segurança contra incêndios – Utilização dos extintores de incêndio portáteis. Lisboa: Instituto Português de Qualidade. NP EN 2 – 1993 – Segurança contra incêndios – Definição e designação das classes de fogos. Lisboa: Instituto Português de Qualidade NP EN 25923 – 1996 – Segurança contra incêndio – Agentes extintores. Dióxido de carbono. Lisboa: Instituto Português de Qualidade. NP EN 3 Parte 1 – 1997 – Segurança contra incêndio: Extintores de incêndio portáteis. Designação, duração de funcionamento. Ensaios de eficácia (fogos - tipo). Lisboa: Instituto Português de Qualidade. NP EN 3 Parte 2 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio portáteis. Ensaios de estanquidade, dieléctrico e de compactação. Lisboa: Instituto Português de Qualidade 85 NP EN 3 Parte 5 – 1997 – Segurança contra incêndio – Extintores de incêndio portáteis. Especificações e ensaios complementares. Lisboa: Instituto Português Bibliografia de Qualidade. NP 4413 – 2002 – Segurança contra incêndio – Manutenção de extintores. Lisboa: Instituto Português de Qualidade.
  • 86. 86 Manual de Extintores
  • 87. Glossário Manual de Extintores A Abafamento – Método de extinção de incêndios que consiste em eliminar o comburente, através de uma acção exterior Aditivo – Substância química adicionável a outra para melhorar as suas características. No caso do combate a incêndios, adiciona-se à água para melhorar as suas características extintoras ou retardantes Agente espumífero – Substância que, misturada com a água e, posteriormente, com o ar, dá origem a uma espuma destinada à extinção de incêndios Agente extintor – Substância destinada à extinção de incêndio Arrefecimento – étodo de extinção de incêndio que consiste em reduzir a M temperatura do combustível B Boca de incêndio – Equipamento ligado ao sistema público ou privado de abastecimento de água com uma única saída, destinado a reabastecer os veículo de combate a incêndios. Ver «hidrantes» 87 C Carga de um extintor – Massa ou volume de agente extintor contido no extintor. Glossário A carga dos equipamentos com agentes extintores à base de água é expressa em unidades de volume (L) enquanto que a carga dos restantes equipamentos é expressa em unidades de massa (Kg) Chuveiro – Aplicação de água de forma pulverizada, para combate a incêndios, com pressão inferior a 25 bar
  • 88. Comburente – Elemento ou composto químico susceptível de provocar a oxidação ou combustão de outras substâncias (alimenta uma combustão) Combustão – Reacção exotérmica de uma substância combustível com um comburente, susceptível de ser acompanhada de uma emissão de chama e/ou de incandescência e/ou de emissão de fumo Combustível – Matéria que arde ou pode ser consumida pelo fogo Convecção – Forma de propagação de energia através da deslocação de matéria (gasosa ou líquida) aquecida D Difusor – Peça de uma agulheta que possibilita a fragmentação das partículas de água de modo a formar chuveiro Duração de funcionamento de um extintor – Tempo durante o qual ocorre a projecção de um agente extintor, sem que tenha havido a interrupção da descarga, com a válvula completamente aberta e sem considerar a libertação do gás propulsor residual E Emulsor – Ver «Agente espumífero» Espuma – Agente extintor formado por bolhas, constituídas por uma Manual de Extintores atmosfera gasosa (ar), que se encontra confinada numa parede formada de uma película fina de agente emulsor Espumífero – Ver «Agente espumífero» Extinção – Acção de eliminar uma combustão Extintor – Aparelho que contém um agente extintor, o qual pode ser 88 projectado e dirigido para um fogo por acção de uma pressão interna. Esta pressão pode ser produzida por prévia compressão ou pela libertação de um gás auxiliar F Fogo – Combustão caracterizada por uma emissão de calor acompanhada de fumo, de chama ou de ambos Fogo da classe A – Fogo em materiais sólidos, geralmente de natureza orgânica, em que a combustão se faz normalmente com a formação de brasas
  • 89. Fogo da classe B – Fogo em líquidos ou sólidos liquidificáveis Fogo da classe C – Fogo em gases Fogo da classe D – Fogo em metais Fumo – Conjunto visível de partículas sólidas e/ou líquidas em suspensão no ar, resultante de uma combustão H Halon – Ver «Hidrocarboneto halogenado» Hidrocarboneto – Composto que tem como base da sua composição átomos de carbono e hidrogénio Hidrocarboneto halogenado – Agente extintor em que alguns átomos de hidrogénio de um hidrocarboneto foram substituídos por átomos de flúor, cloro, bromo ou iodo I Incêndio – Fogo sem controlo no espaço e no tempo, que provoca danos Inibição – Acção que reduz a produção de radicais livres Inspecção – Verificação rápida de que o extintor está pronto a actuar no local próprio, devidamente carregado, que não foi violado e que não existem avarias ou alterações físicas visíveis que impeçam a sua utilização. J Jacto – Aplicação de água de forma compacta, para combate a incêndios M Manutenção – Conjunto de acções de carácter técnico e administrativo, incluindo as de verificação, destinadas a conservar um sistema 89 ou um equipamento ou a repô-lo no estado de funcionamento requerido Glossário P Propagação – Desenvolvimento do incêndio no espaço, através dos mecanis- mos de transmissão da energia ou de deslocação de matéria inflamada Pulverizada – Ver «Chuveiro»
  • 90. R Radical livre – Átomo ou molécula extremamente reactivo com um tempo de vida curta (possui um electrão desemparelhado) Risco grave – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de grandes proporções Risco ligeiro – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de pequenas dimensões Risco ordinário – Quando as quantidades de combustível ou de líquidos inflamáveis presentes podem contribuir para a ocorrência de incêndios de dimensões normais T Toxicidade – Capacidade de uma substância provocar a morte ou danos graves à saúde quando inalada, ingerida ou absorvida pela pele Manual de Extintores 90
  • 91. Índice remissivo Manual de Extintores A Abafamento ...................................................................................... 42, 45, 87 Actuação com extintores ............................................................................... 67 Aditivo ............................................................................................. 39, 40, 87 Agente espumífero ............................................................................ 41, 79, 87 Agente extintor ...... 11, 13, 15-17, 29, 31-33, 39, 40, 43-47, 65, 73-77, 79, 87 Agente propulsor .................................................................................... 17, 64 C Cálculo do número de extintores ............................................................ 49, 54 Características dos extintores ..................................... 29, 30, 40, 42, 43, 45, 46 Carga de um extintor ........................................................................ 11, 29, 87 Classificação dos extintores ........................................................................... 15 Comburente ..................................................................................... 43, 45, 88 Combustão ................................................................................. 39, 57, 77, 88 Combustível ......................................................................... 39, 54, 55, 57, 88 Convecção ........................................................................................ 75, 80, 88 D Difusor ............................................................................ 31-33, 40, 43, 72, 88 Distribuição dos extintores ............................................................................ 49 91 E Índice remissivo Eficácia de extinção ......................................................... 15, 18, 39-43, 45, 47 Eficácia mínima ...................................................................................... 55, 56 Escolha do agente extintor ...................................................................... 37, 47 Extintor (definição) ................................................................................. 11, 88 Extintor de água ..................................................................................... 41, 77 Extintor dorsal .............................................................................................. 15 Extintor manual ............................................................................................ 15 Extintor portátil .................................................................... 15, 29, 46, 56, 80
  • 92. Extintor manobrado manualmente ......................................................... 15, 34 Extintor rebocável ......................................................................................... 35 Extintores de dióxido de carbono ................................................ 16, 37, 39, 43 Extintores de espuma ............................................................ 16, 37, 41, 42, 77 Extintores de hidrocarbonetos halogenados ....................................... 16, 37, 46 Extintores de pó químico ...................................................... 16, 37, 44, 45, 54 Extintores móveis ............................................................................. 15, 34, 46 F Fogo da classe A .................................................................... 40, 41, 51, 55, 88 Fogo da classe B .................................................................... 19, 51, 56, 57, 89 Fogo da classe C .......................................................................... 18, 45, 57, 89 Fogo da classe D ............................................................................... 45, 57, 89 . Fogo-tipo ...................................................................................................... 18 G Gás propulsor ....................................................................... 17, 31, 33, 34, 65 I Identificação ................................................................................................. 23 Implantação dos extintores ................................................................ 49, 51, 52 Inscrições ...................................................................................................... 23 Inspecção .............................................................................. 59, 61, 62, 65, 89 M Manual de Extintores Manómetro ............................................................................................ 31, 32 Manutenção .......................................................................... 55, 59, 61-65, 89 Mobilidade do extintor ........................................................................... 13, 15 P Pressão permanente ............................. 17, 27, 31, 32, 34, 39, 42, 43, 45, 4670 92 Pressão não permanente ................................................... 17, 27, 33-35, 39, 42 R Recarga .................................................................................. 29, 59, 61, 63-65 Risco grave .............................................................................................. 55, 90 Risco ligeiro ............................................................................................ 54, 90 Risco ordinário ....................................................................................... 55, 90 Rótulo ........................................................................................ 18, 23, 24, 41 S Sinais ............................................................................................................ 54 Síntese .......................................................................................................... 47
  • 93. Índice geral Manual de Extintores Prefácio 3 Sumário 5 Siglas 7 Introdução 9 1. Classificação 13 1.1. Mobilidade do extintor ................................................................... 15 1.2. Agente extintor ............................................................................... 16 1.3. Modo de funcionamento ................................................................ 17 1.4. Eficácia de extinção ......................................................................... 18 1.4.1. Fogos-tipo da classe A ............................................................ 18 1.4.2. Fogos-tipo da classe B ............................................................ 19 93 Índice geral 2. Identificação 21 2.1. Componentes de identificação ........................................................ 23
  • 94. 3. Características e funcionamento dos extintores 27 3.1. Extintores de pressão permanente .................................................... 31 3.2. Extintores de pressão não permanente ............................................. 33 3.3. Extintores móveis ............................................................................ 34 3.3.1. Móveis manobrados manualmente ........................................ 34 3.3.2. Móveis rebocáveis .................................................................. 35 4. Escolha do agente extintor 37 4.1. Extintores de água .......................................................................... 39 4.2. Extintores de espuma física ............................................................. 41 4.3. Extintores de dióxido de carbono (CO2) ......................................... . 43 4.4. Extintores de pó químico ................................................................ 44 4.5. Extintores de hidrocarbonetos halogenados (halons) ....................... . 46 4.6. Síntese ............................................................................................ . 47 5. Distribuição dos extintores 49 Manual de Extintores 5.1. Princípios a respeitar na implantação dos extintores ........................ 51 5.2. Implantação dos extintores .............................................................. 52 5.3. Número de extintores a implantar ................................................... 54 5.3.1. Fogos da classe A ................................................................... 55 5.3.2. Fogos da classe B ................................................................... 56 5.3.3. Fogos da classe C ................................................................... 57 94 5.3.4. Fogos da classe D ................................................................... 57 6. Inspecção, manutenção e recarga dos extintores 59 6.1. Inspecção ........................................................................................ 61 6.2. Manutenção .................................................................................... 62 6.3. Recarga ........................................................................................... 64
  • 95. 7. Actuação com extintores 67 7.1. Activação do extintor ...................................................................... 70 7.2. Modo de actuar .............................................................................. 73 7.3. Distâncias de actuação .................................................................... 80 Bibliografia 85 Glossário 87 Índice remissivo 91 95 Índice geral