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BOYS Ehros Tomasini
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BOYS
EHROS TOMASINI
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BOYS – Parte I
“Eu já vi de tudo. Conheço tantas fantasias que nada mais me
surpreende. É muito comum um homem pagar para o boy comer
a mulher dele. É o tesão do cara. Ele sente prazer em ver a mulher
dele na cama com outro. Também já recebi proposta para
apanhar, bater. Fui pago para dar barrigada, transar se
drogando. A viagem desse cliente era trepar cheirando cocaína.
Eu não quero nem saber. Pagou, eu faço."
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Ele é metódico. Todas as noites, quase que pontualmente às nove
horas, desce até a garagem do prédio onde sou porteiro e pega seu
Audi novinho. Abro o portão, ele passa por mim e me
cumprimenta quase sem me ver, como se o fizesse por puro
costume de cumprimentar, não importando quem esteja na
portaria. Acho que ele nunca realmente reparou em mim. Talvez
nem saiba que existo. Eu, no entanto, não consigo deixar de
admirá-lo. Às vezes me pego com uma inveja tremenda do cara.
Alto, bonitão, corpo bem proporcionado e de musculatura
perfeita: nem magro nem gordo, nem musculoso demais. Tudo na
mais pura harmonia. Certa vez cheguei a duvidar da minha
masculinidade, achando que estava apaixonado por ele. Mas não.
É que o sujeito tem tudo que eu almejo: ótimas roupas, carro do
ano, morar sozinho e ter muita grana pra gastar. Com isso eu
conquistaria todas as gatas que quisesse. No entanto, nunca o vi
acompanhado de nenhuma mulher, apesar das garotas do prédio
andarem comendo-o com os olhos.
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Beleza eu tenho! Acho-me, inclusive, mais bonito do que ele. E
nasci em berço de ouro. Dizem que meu pai amava
verdadeiramente minha mãe. E ela o amava muito também.
Poderíamos ter sido uma família feliz se eu não a tivesse matado.
É que nasci de um parto difícil e ela acabou falecendo. Meu pai
ficou louco. Dizem que me culpou pela morte dela e me
abandonou recém-nascido nos braços de minha tia, irmã dele.
Largou o ótimo emprego que tinha e foi viver como andarilho pela
Europa. No início, mandava dinheiro para o nosso sustento já que,
para cuidar de mim, minha tia teve que abandonar seu trabalho
numa clínica particular de classe média onde medicava. Mas
dizem as más línguas que ela foi demitida por justa causa por
roubo de entorpecentes do almoxarifado. No início, ela escondia
de todos que era usuária de drogas. No entanto, há três ou quatro
anos atrás conheceu um médico também viciado e, de lá pra cá, os
dois têm feito verdadeiras orgias dentro do pequeno, porém
luxuoso, apartamento onde moramos. O casal vive o tempo todo
nu, dentro de casa, sem dar a mínima para a minha presença.
Confesso que fico incomodado, principalmente porque minha tia
ainda é uma bela e exuberante mulher. Tem uma lapa de buceta e
de bunda que causa inveja às outras mulheres do prédio. E chama
à atenção quando sai às ruas. Ver o namorado enrabando-a no sofá
da sala me deixa muito excitado. Por isso, quando soube que
precisavam de alguém para ficar na portaria, aproveitei a chance
de não estar o tempo todo dentro de casa com eles.
Já o cara de quem estive falando no começo, chegou há apenas um
ano e meio no prédio. Veio só com a roupa do couro, morar
sozinho no kitnet mobiliado que estava para alugar. Na época,
disse que trabalhava num posto de gasolina em um bairro vizinho.
Mas, nem bem se passaram seis meses, já havia trocado de carro
duas vezes. A síndica do prédio andou de olho nele, achando que
era algum assaltante foragido, mas logo pareceu convencida de
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que o cara não era ladrão. Até ficou amicíssima dele, e o sujeito
andou frequentando seu apartamento durante certo tempo. Foi
quando o marido dela pareceu enciumado e andaram discutindo.
Desde então, não vi mais o garotão por perto dela.
O nome dele é Pietro. Dizem que ainda cursa faculdade, mas não
o vejo com livros nas mãos. No entanto, se expressa muito bem,
como se fosse já formado. Seu porte atlético, sua beleza, seu
charme e sua voz grave e possante causam inveja a muitos rapazes
da minha idade. Ele parece ser um pouco mais velho que eu, talvez
uns três ou quatro anos. Eu tenho dezenove e este ano termino a
oitava série. Andei me atrasando, repetindo alguns períodos
letivos. Mas, atualmente, tenho tomado gosto pelos estudos. Pietro
deve ter largado do posto de gasolina onde trabalhava, pois passa
o dia todo entocado dentro do kitnet e só à noite sai de casa,
voltando quando o dia já está amanhecendo. Nunca o vi bêbado,
apesar de saber que ele adora uísque. Já me pediu para comprar-
lhe uma garrafa do mais caro, certa vez. E me deu uma gorjeta de
quase cinquenta reais. Acho que foi a partir de então que passei a
prestar atenção nele, apesar de já conhecê-lo através de fofocas de
vizinhas.
Por falar em vizinha, a senhora que mora no quinto andar do
segundo bloco tinha acabado de me ligar. Disse que iria precisar
de mim logo mais, para que eu a acompanhasse até o clube onde
costuma se divertir nos finais de semana. Ela me paga cinquenta
reais para que eu passe a noite dançando com ela, sempre que
quer. E olha que a coroa gosta de dançar! Tem vezes que quase
não fica sequer um minuto sentada na cadeira. Mas dança bem, a
danada, e eu me divirto passeando por todo o salão, ela
acompanhando divinamente meus passos. Porém, naquela noite as
coisas iriam ser diferentes...
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D. Madalena era uma coroa gorda e achatada na bunda, apesar de
ter um rosto jovial e simpático. Disse-me que iríamos bebemorar
o aniversário de uma amiga e que deveríamos apanhá-la de carro
na casa dela. Entregou-me a chave do automóvel, um Fiat Uno
branco, como sempre fazia quando íamos ao clube. Eu guiava,
pois ela não sabia dirigir. Eu também a levava ao médico, para
exames periódicos sempre que era preciso, e ela me dava um
dinheirinho extra por me usar como chofer. Era viúva e o marido
lhe deixara uma gorda poupança, além de uma polpuda pensão
que ela gastava em diversão e comigo. Quando chegamos ao
prédio onde sua amiga morava, tive uma grata surpresa: a coroa
era linda e estava muito bem vestida. E pareceu-me ter ficado
interessada em mim. Tanto que veio me dirigindo a palavra o
tempo todo durante o percurso até o clube.
O local chamava-se Clube das Pás e fora fundado por carvoeiros
que trabalhavam no porto, no carnaval de 1887. Era um ambiente
aconchegante, frequentado mais por pessoas da terceira idade,
apesar de eu costumar ver lá mocinhas bem jovens, na maioria das
vezes acompanhando alguma parente, velhas habitués do lugar.
Outras eram amantes de velhos fogosos, que adoravam exibi-las
em público. Tinha as que denotavam estar ali com um homem por
dinheiro. Mas eu não podia censurá-las, pois também ganhava uns
trocados para dançar a noite toda com D. Madalena. No entanto,
nem bem conseguimos uma mesa, a amiga aniversariante me
chamou para dançar. Hesitei, pois achei que D. Madalena iria ficar
chateada por lhe roubarem o parceiro de dança, mas ela mesma
me incentivou a ir com a amiga. Disse-lhe, sorrindo, que eu era o
seu presente naquele dia. Depois cochichou ao meu ouvido que eu
tratasse muito bem a aniversariante e ela me compensaria com
uma grana extra depois. O nome da coroa bonitona era Joyce, e
ela me puxou pelas mãos em direção ao salão. Tocava uma música
bem animada e acompanhamos o ritmo com muita desenvoltura.
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Ela ria a valer a cada passo diferente que eu dava, elogiando minha
criatividade. Dançamos uns quatro forrós seguidos e já íamos
voltar para a mesa quando a orquestra que se apresentava no palco
iniciou uma canção bem romântica de Roberto Carlos. Ela
agarrou-se a mim e começamos a dançar bem coladinhos, no
maior sarro. De repente, ela me perguntou de chofre quanto D.
Madalena me pagava para passar a noite dançando com ela.
Respondi-lhe, sorrindo, que isso era segredo profissional e ela caiu
na gargalhada. O dancing estava lotado e ela se agarrou mais ainda
a mim. Depois falou bem baixinho ao meu ouvido que, se eu
realizasse uma fantasia sua ali, me pagaria o dobro da amiga.
Perguntei-lhe, curioso, o que eu deveria fazer para ganhar cem
reais no final da noite. Ela respondeu toda maliciosa que sempre
sonhou em dançar uma música lenta enfiada na rola de um
acompanhante, ali mesmo no salão. Gelei. Eu sempre fui meio
tímido e jamais cogitei um dia fazer algo do tipo. Meu pau ficou
imediatamente enrijecido com aquele pensamento e ela percebeu.
Desceu disfarçadamente a mão e tocou-me o volume por fora das
calças. Afrontou-me, dizendo que eu seria um frouxo se não
fizesse o que ela tanto desejava.
Olhei para um lado e para o outro e percebi que ninguém prestava
atenção na gente. Cada um se preocupava em não perder um só
segundo daquela música dançando “enfiado”, no maior encoxado.
Alguns pares até dançavam de olhos fechados, curtindo o bolero
e a esfregação. Então, tomei coragem e levei uma das mãos ao
zíper, botando meu pênis para fora da calça. Ela usava uma saia
com uma fileira de botões na frente. Enfiou minha vara pela
abertura entre os botões e encaixou-a no meio das pernas. Sem
parar de dançar bem lento, foi ajustando minha glande com grande
destreza. Só então percebi que sua calcinha era dessas que tem
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uma abertura embaixo, permitindo que a mulher faça xixi sem
precisar retirá-la. Foi quando senti a cabeça do meu pau invadindo
a sua vulva molhada e quente que quase gozo ali em pé, naquele
instante. Mas contive meu tesão com muito esforço. Abaixei-me
um pouco, ajeitei-me melhor entre suas pernas e meu pênis entrou
todinho em sua greta. Ela gemeu ao meu ouvido. E a música
seguiu-se, lenta...
Continuamos dançando, coladinhos, as canções de Roberto. Ela
ameaçou de me deixar no meio do salão se eu gozasse, e eu fazia
um esforço sobre-humano para não ejacular entre suas pernas.
Mas ela não tardou a ter seu primeiro orgasmo. Agarrou-se a mim
e suas pernas quase dobram de tão trêmulas. Mordeu-me o lóbulo
da orelha, em êxtase. Depois me largou de repente no meio do
salão e correu em direção ao sanitário feminino. Tive dificuldades
em colocar o pau de volta dentro da calça, de tão duro que estava.
Ainda bem que as pessoas olhavam para ela, que se afastava de
mim no meio de uma música romântica, e não para o meu cacete.
Aí ela voltou e me puxou de novo pela mão, me levando em
direção ao gabinete feminino. Parei na porta, sem querer entrar.
Mais uma vez ela me chamou de frouxo. Depois levantou a saia
toda abotoada na frente e meteu a mão na vulva, começando uma
frenética siririca. Abriu bem as pernas, encostou-se na parede,
fechou os olhos e mandou ver. Gozou não sei quantas vezes, eu
olhando estupefato para ela. Depois escorregou o corpo pela
parede de azulejos, sentando-se no chão com cheiro de Pinho Sol
do banheiro. Ficou lá, toda mole, com um sorriso delicioso nos
lábios.
Então eu ouvi uma zoada de mulheres conversando em voz alta e
percebi que vinham em direção ao banheiro. Puxei a coroa Joyce
pela mão, para que ela levantasse e viesse comigo, mas não houve
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jeito. Deixei-a lá ainda sentada no chão e saí dali antes que as
mulheres percebessem que eu havia estado no banheiro delas.
Ouvi quando perguntavam se a coroa estava bem e ela gritou feliz:
ESTOU MARAVILHOSA!!!
Voltei para junto de D. Madalena, que perguntou pela amiga.
Disse-lhe que ela tinha ido ao sanitário e a coroa pediu licença
para ir lá também. Eu ainda estava excitadíssimo, doido para
gozar. Pedi uma cerveja à garçonete e ela trouxe quase que
imediatamente, visivelmente interessada por mim. Fez questão de
encher o meu copo, mas o fez de forma desastrada. Entornou um
pouco do líquido em meu colo, pois a bebida viera quente,
espumando e derramando. Pediu-me desculpas pelo desastre, mas
permaneceu alguns segundos com os olhos vidrados no meu
volume, que parecia querer pular da calça. Retirou um pano
imundo do bolso da bata e começou a passá-lo sobre meu pênis,
como a limpar a cerveja entornada que molhara bem ali. Depois
ficou sem jeito quando sentiu meu tesão palpitando. Pediu que eu
fosse com ela até o bar, para enxugar melhor o líquido derramado.
Eu disse que não seria preciso, mas ela insistiu. Acompanhei-a até
o enorme bar, onde um viado despachava junto com outra
garçonete. Ela apontou meu volume molhado, dizendo para o
pessoal: OLHA O QUE EU TROUXE PARA VOCÊS
LIMPAREM!!!
A bicha foi a primeira a chegar com um pano limpo junto de mim.
Teve o cuidado de me puxar para trás de um amontoado de
engradados de cervejas, enfileirados e formando uma parede, que
escondia um cantinho onde se refugiavam para descansar do
movimento do balcão. Ali eu fui pego de surpresa. “Ela” abriu
meu zíper e enxugou o molhado da calça com eficiência, mas sem
tirar os olhos do volume por dentro da cueca. Agachou-se à minha
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frente e ficou com o rosto bem pertinho. As garçonetes diziam
rindo que ele se apressasse, pois estavam na “fila”. A que me
levara até ali não demorou a vir pra junto da gente, bem na hora
em que o gay se atreveu a pousar a mão no meu cacete ainda duro.
No balcão, o pessoal reclamava que o atendimento estava
péssimo, pois demoravam a trazer as cervejas. Despudorado, o
viado me bateu uma bronha enquanto a garçonete colava o rosto
no meu pau, esperando pela ejaculação. Nem bem a outra
garçonete despachou o último freguês que estava no balcão,
correu e agachou-se junto aos dois, no momento em que eu, não
aguentando mais de tanto tesão, jorrei porra nos rostos dos três...
Revezaram-se sugando meu esperma até a última gota, depois nos
recompomos e eu voltei para a mesa. O gay me deu um cartão seu,
com telefone, mas joguei fora assim que saí do bar. Acredito que
tenho um pouco de aversão a bichas, apesar de não demonstrar
isso em público. Eu estava mesmo interessado era na amiga de D.
Madalena. Quando cheguei à mesa onde estávamos sentados, elas
já me esperavam aflitas. Queriam ir para casa. Perguntei o que
estava acontecendo para estarem tão apressadas e D. Madalena
falou que a amiga não estava se sentindo bem. Fizemos todo o
percurso de volta para casa sem trocarmos uma única palavra, até
que chegamos ao endereço onde morava a aniversariante. Aí
Joyce disse que tinha guardado uns salgadinhos e umas cervejas
na geladeira e nos chamou para subir. Percebi certa cumplicidade
em D. Madalena, mas ela parecia meio sem jeito. Perguntaram,
maliciosas, o que havia acontecido com a minha calça e eu
respondi que havia entornado cerveja nela, por isso tinha me
ausentado da mesa para me limpar. Dona Madalena me indicou o
banheiro e Joyce disse que iria pegar um calção, pois cuidaria de
lavar minha roupa fedendo a cerveja. Mas logo cansaram de
disfarçar e ambas trataram de despir-me totalmente. Fiquei
acanhado diante de D. Madalena, mas ela explicou que as duas
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haviam conversado no banheiro, lá no clube, e tinham se decidido
a fazer uma suruba comigo. Fiquei tenso. Não podia dizer que
havia gozado lá no bar do clube, por isso pedi licença para tomar
um banho antes.
Demorei bastante na ducha, pois na verdade eu dava um tempo
para me recuperar da gozada que dera há pouco. Bateram na porta,
me apressando. Quando finalmente resolvi sair, ambas estavam
nuas, me esperando no sofá, petiscando uns salgadinhos e bebendo
cervejas. Eu estava cheirando a sabonete, mas as duas entornaram
cervejas de surpresa sobre mim. Parecia que haviam ensaiado
aquilo. Depois caíram de boca em meu corpo nu e não demorou
nem um segundo para que eu ficasse a ponto de bala de novo...
FIM DA PRIMEIRA PARTE
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BOYS- Parte II
“A gente não tem tabu. A maioria faz completo (ativo e passivo).
Todos fazem sexo oral. Se brincar, ainda faz melhor que mulher.
E depois volta para a esposa e para os filhos. Na minha cabeça,
não há confusão. Eu sou heterossexual e pronto. Só me deito com
homem por dinheiro. Quanto menos feminino, menos
afrangalhado, mais o homossexual gosta. Ele quer dormir com
um homem. Quanto mais bruto, mais másculo o garoto for, mais
ele se amarra.”
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O sexo rolou solto por muito tempo. Quando eu pensei que ia me
dar bem com a coroa Joyce, me dei melhor com D. Madalena. A
mulher estava muito carente de sexo. Confessou que há muito
queria dar para mim, mas tinha medo de ser rejeitada. A amiga é
que a convenceu de aproveitar seu aniversário e a festinha
improvisada no apartamento para me dar uma cantada. Deu certo.
Tarado na bela coroa Joyce, deixei-me levar pela safadeza dela e
quem se deu bem foi a gorducha dançarina. Joyce me chupava um
pouco e depois pegava meu pau com suas mãos sedosas e macias
e encaixava na buceta da amiga. D. Madalena, no início, estava
trêmula, mas logo se soltou. Empurrou-me sobre o tapete formado
por couros de ovelhas, que cobria quase todo o chão da sala, e veio
por cima. A amiga ajudou-a se encaixar em meu cacete duro,
apontando-o para a entrada de sua vagina, e ela começou a me
cavalgar de forma frenética. Rosnava alto, como se descarregasse
sobre mim toda a fúria de estar em jejum sexual por tanto tempo.
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Depois que ficou viúva, disse que não teve coragem de ceder a
outro homem. Tive que me conter muito para não gozar logo na
primeira greta que meti. Ainda faltava contentar a coroa
aniversariante...
Joyce parecia gostar mesmo era de chupar. E fazia-o de forma a
me proporcionar um prazer delirante. Lambia todo o meu pênis e
depois se concentrava em minha glande, rodeando a língua na
cabeçorra dela, enfiando sua ponta em meu buraquinho de mijar.
Elogiava o cheiro e gosto do meu sexo, dizia que era tão gostoso
quanto o de uma criança. Fiquei a imaginar se ela costumava
aliciar menores para foder. Mas antes que eu pudesse me
aprofundar mais nesse pensamento, ela cuspiu na mão e lambuzou
bem entre as nádegas de D. Madalena. A coroa pareceu-me
apavorada. Gemeu para a amiga que não lhe fizesse isso, pois o
falecido marido jamais a havia penetrado por ali. Essas palavras
me deram mais tesão ainda. Rindo maliciosa, Joyce arreganhou a
bunda da amiga e lambeu-a bem dentro. Depois pediu que eu
fizesse o mesmo. Enfiei minha língua no buraquinho rosado da
coroa dançarina e ela empinou-se toda, facilitando meu ato...
Enquanto eu chupava o cu de D. Madalena, Joyce voltou a me
mamar o cacete. Eu quase não conseguia me concentrar na amiga
dela, de tão gostosa que estava a felação. Mas ela parou de repente
e me puxou para perto de D. Madalena, me posicionando por trás
da dançarina. Nem bem minha pica apenas tocou a entrada do seu
ânus, ela urrou demoradamente de prazer. Porém ficou tensa,
muito tensa. Pediu-me para eu ser carinhoso com seu cuzinho
virgem. Mas que virgem, que nada. Meu pênis, mesmo sendo
grosso e avantajado, adentrou o rego dela como se fosse feito de
manteiga. Quando menos esperei, já estava com tudo dentro. Com
a amiga de quatro sobre o tapete da sala, Joyce posicionou-se sob
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ela de maneira a poder encaixar a boca em sua vulva. Ficou
chupando-lhe o clitóris enquanto eu enrabava a coroa, que
estremecia todo o corpo de prazer. Então, de repente, senti o
cuzinho quente da dona ficando arrochado. Mordeu meu pênis
com tanta força, com o cu, que eu já não podia fazer os
movimentos de entra e sai. Temi ter ficado engatado na coroa,
como acontece com as cadelas em cópula. Segurei em suas ancas
e tentei puxar meu pau com força de dentro dela, mas ela gemeu
alto, como se sentisse dor. Então parei. Foi quando percebi que a
danada estava gozando. Urrou de prazer e logo desprendeu meu
caralho de dentro dela, como se o tivesse cuspido para fora de si.
Olhei para o seu ânus e estava muito dilatado, parecendo uma
enorme flor de cor rubra.
Foi a vez de D. Madalena cair de boca em meu cacete. Mamou-o
de forma desajeitada, quase ferindo a glande com os dentes.
Derramou na mão em concha um resto de cerveja que estava
largada por perto e despejou na bunda de Joyce, lambuzando bem
seu cuzinho que parecia piscar de ansiedade. Enfiou com cuidado
um dedo no ânus dela, e ficou massageando-lhe o buraquinho, até
sentir que ele estava relaxado e lubrificado. Então, apontou meu
pau para o túnel estreito da amiga, que se ajeitou com prazer em
meu falo. Já o buraquinho da coroa Joyce parecia mesmo virgem,
de tão apertado. Tive dificuldades em penetrá-la até bem
profundo. Se ela não tivesse ficado me ajudando, cada vez
afrouxando mais o ânus e arreganhando a bunda com as duas
mãos, eu não teria conseguido. Dona Madalena também acudia,
derramando mais resto de cervejas em meu pau enfiado na bunda
da amiga, regando seu cuzinho de lambuja. Então Joyce fez um
esforço supremo e se enfiou de uma vez em meu cacete duríssimo.
Fez isso arregalando muito os olhos e gemendo de dor. Quando
sentiu minhas bolas tocarem a entrada do seu ânus, me empurrou
com uma das mãos, pedindo que eu me afastasse. Depois me
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deitou no tapete e veio por cima, se enterrando toda em mim, de
novo.
Quando tomamos banho, os três juntos, já era quase três da
madruga. Apesar de eu estar exausto, ainda tive condições de dar
mais uma foda com as duas no banheiro. Eu tinha adorado sentir
o aperto que D. Madalena deu em meu cacete comprimindo o cu,
e quis repertir-lhe uma foda por trás. Só tirei minha rola da bunda
dela quando estava prestes a gozar e percebi que seu ânus ficou
mais deflorado ainda. Joyce abocanhou-me imediatamente o falo,
masturbando-me com a boca e com a mão, pedindo-me que eu
gozasse em sua goela. Fi-la engasgar quando jorrei bem profundo
em sua garganta. Então desmoronei, sentando-me na tampa do
vaso sanitário, enquanto ambas limpavam, ao mesmo tempo, meu
cacete lambuzado de esperma com seus lábios.
Voltamos para casa no carro de D. Madalena, com a coroa
agarradinha ao meu pescoço, ronronando agradecida. Aquilo me
deixou constrangido. Para mim, havia sido sexo por sexo. Eu não
estava a fim de namorar, não. Fiquei preocupado, pensando que a
coroa estava apaixonada por mim. Dali por diante, eu pensava em
me recusar a sair para dançar com ela. Vinha dirigindo com esses
pensamentos, quando notei o Laudi encostado a uma árvore, no
caminho de casa. Estava com os vidros levantados e num local tão
escuro que não deu para ver a placa. Não disse nada a minha
acompanhante, mas pretendia voltar para ver se era mesmo o carro
de Pietro, o morador misterioso do nosso condomínio. Para a
minha surpresa, quando nos aproximamos do portão do edifício
onde morávamos, D. Madalena afastou-se de mim, recompondo-
se para que o porteiro não nos visse naquela intimidade. O senhor
calvo que me rendia na portaria nos cumprimentou gentil, pois
sabia que eu a levava para dançar quase toda semana. Perguntou-
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lhe se a noitada havia sido boa e ela respondeu que foi M-A-R-A-
V-I-L-H-O-S-A! Ele sorriu e nos deixou entrar, acompanhando-
nos até a garagem e abrindo a porta do carro para que ela descesse.
D. Madalena apoiou-se em seu braço, ainda de pernas bambas. Ele
pensou que ela estava um pouco embriagada e acompanhou-a até
o elevador, enquanto eu manobrava para guardar o carro. Quando
ele voltou, perguntei se Pietro já havia chegado. Respondeu que
era ainda cedo, já que o cara costumava chegar quando o dia
estava amanhecendo. No entanto, eu estava cismado de que o
carro que vira como se tivesse batido numa árvore, junto ao
acostamento, era mesmo dele. Resolvi sair e caminhar até lá.
Não era muito distante do prédio. Em menos de dez minutos
cheguei lá. E, como eu desconfiava, a placa era mesmo do carro
do garotão. Tinha os vidros tipo fumê e eu não conseguia vê-lo,
no escuro, dentro do veículo. Bati com o nó dos dedos na janela
do lado do motorista, temendo interromper algum coito, mas logo
o vidro foi baixado devagar. Pietro estava pálido e pressionava a
barriga com a mão. Quase num sussurro, pediu que eu o levasse
para casa. Abriu o trinco da porta do outro lado e eu entrei no
automóvel. Só então, percebi que o cara tinha sido baleado e já
perdera muito sangue. Antes de desmaiar, me fez prometer que
não o levaria a um hospital. Pediu-me que eu buscasse quem
pudesse tirar-lhe a bala alojada no estômago e ele pagaria bem,
tanto pelo trabalho como pela discrição. Lembrei-me de minha tia
e seu namorado depravado, ambos com diploma de medicina,
apesar de há muito não exercerem a profissão. Arrastei Pietro para
o banco do carona e sentei-me ao volante, sujando minha calça no
sangue do cara que ensopara o banco. E rumei, finalmente, para o
condomínio onde morávamos.
FIM DA SEGUNDA PARTE
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BOYS – Parte III
“Foi difícil no começo beijar outro homem. Mas eu não vou
mentir. Nunca tive dificuldade para me excitar. Não preciso de
Viagra, Pramil, nenhum desses negócios. Consigo ficar em ponto
de bala rapidinho. Só que o tesão é totalmente diferente quando é
homem e quando é mulher. Com mulher é melhor, mas é mais
perigoso. Porque, se ela for gostosa, você vai querer encontrar de
novo. Sem o marido saber. Já me ferrei porque o cara descobriu
que eu continuei saindo com a mulher dele. Levei uns tapas, mas
valeu a pena.”
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O porteiro me cumprimentou pensando que eu fosse Pietro. É que
o vidro fumê do carro, levantado, não lhe deixava ver quem estava
dentro. Não respondi, temendo que ele reconhecesse minha voz, e
entrei com o carro do garotão até bem lá no fundo da garagem,
onde não se podia ver da portaria. Sem me preocupar em sujar
minha roupa de sangue, carreguei nos ombros o rapaz ferido à bala
na barriga, em direção ao elevador. Como já passava das três da
madrugada, não havia o risco de encontrar alguém descendo por
ali. Em poucos minutos estava em frente ao apartamento onde eu
morava. Quando abri a porta, escutei uns gemidos, mas não dei
importância ao fato. Devia ser minha tia fodendo com o
namorado. Mas eu teria que incomodá-los, pois iria precisar dos
dois para socorrer Pietro.
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A cena era corriqueira para mim: o namorado da minha tia
botando no cu dela, que estava de quatro sobre o sofá da sala. Não
fosse terem percebido que eu trazia um estranho para dentro de
casa, não teriam interrompido o coito por minha causa. O cara foi
o primeiro a notar que eu trazia alguém baleado, pois retirou a vara
do cu da minha tia e veio me ajudar a deitá-lo no outro sofá. Minha
tia ficou lá de quatro, gemendo que ele continuasse a meter no seu
rabo, pois estava já quase gozando. Parecia estar entupida de
drogas, acho que nem nos viu chegar. Já o seu amante, devia estar
sóbrio pois nem perguntou o que havia acontecido: correu até a
cozinha e pegou um pano de prato limpo. Pediu que eu ficasse
comprimindo a ferida para estancar a hemorragia, enquanto ele
fervia água e pegava seus apetrechos médicos para retirar a bala.
O cara devia ter experiência nesse tipo de coisa, pois logo
reconheceu o ferimento feito por arma de fogo. Enquanto isso,
minha tia implorava para que ele voltasse a foder a sua bunda de
novo...
Pouco tempo depois, o namorado da minha tia tentava retirar o
projétil da barriga de Pietro com uma pinça, enquanto a coroa não
parava de gemer no cio. Mexia a exuberante bunda para lá e para
cá, com um dedo metido no cu, implorando por uma pica ali. O
namorado dela olhou para o volume do meu pau por dentro da
calça e percebeu que eu estava excitado. Pietro estava
desacordado, por causa da grande perda de sangue. O arremedo de
médico estava incomodado com os gemidos da parceira e disse-
me que não iria poder se concentrar em retirar a bala se ela
continuasse naquela ladainha. Sem nenhum constrangimento,
pediu-me que eu fosse lá contentá-la enquanto ele fazia o seu
trabalho. Olhei para o cara e ele me pareceu estar falando sério.
Ainda tentei argumentar, mas ele pediu que eu fizesse o que tinha
que fazer depressa, pois estava quase perdendo o paciente. Sem
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parar para pensar, abaixei minha calça e cueca, me posicionei atrás
da coroa e apontei meu pênis para o buraco cheio de pregas dela...
Minha tia arregalou os olhos quando sentiu que a minha pica era
mais grossa que a do namorado. Olhou para trás, com cara de
espanto, e me reconheceu. Deu um sorriso grogue, dizendo para
mim: AH, SEU SAFADO, EU SABIA QUE VOCÊ SEMPRE
ESTEVE A FIM DE COMER MEU CUZINHO! ATOLA TUDO
NELE, ATOLA!... E eu fiz o que ela pediu. Arreganhei suas
nádegas com as duas mãos e empurrei tudo de uma vez. Ela deu
um urro tão grande que tirou a atenção do namorado médico que
tratava de Pietro. Mas o cara logo voltou ao que estava fazendo,
preocupado com o estado de saúde do rapaz. Minha tia alisou meu
rosto, com um sorriso débil nos lábios, e confessou que sempre
quis que eu lhe enrabasse um dia. Pediu que eu metesse sem pena,
pois ela adorava se sentir arrombada. Tirei tudo de dentro e voltei
a apontar a glande para o seu cuzinho que parecia palpitar de
ansiedade. Enfiei tudo até o talo, de novo, e dessa vez ela gemeu
mais demoradamente. Tornei a retirar meu pau totalmente dela...
Depois de botar e tirar por inteiro meu cacete duríssimo, várias
vezes seguidas, a coroa já não fazia mais cara de dor. Agora
revirava os olhos de prazer e meu pau escorregava macio em seu
túnel umedecido e relaxado. Ela ajeitou-se melhor no sofá,
facilitando a foda, e eu já nem precisava fazer os movimentos de
pélvis. A danada tomou as rédeas do coito, se enfiando em mim
cada vez mais com violência. Parecia que meu pau a alucinava
mais do que as drogas que andava tomando. Entrou num ritmo
frenético e gozou várias vezes, uma delas sujando o sofá com um
forte jato de esperma lançado pela vagina. Eu nunca havia visto
uma mulher gozar daquele jeito e fiquei impressionado com a
quantidade de líquido branco que ela ejaculou no estofado. O
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namorado dela me parabenizou, dizendo que nem ele a fazia gozar
assim. Fiquei meio sem jeito, mas ainda não tinha gozado. Estava
verdadeiramente excitado. Fiquei pensando que há muito já
deveria ter comido a coroa, mas me sentia como se eu estivesse
cometendo um enorme sacrilégio. Daí a safada, percebendo que
eu não gozara ainda, caiu de boca no meu pau e me deu a melhor
chupada que eu já havia tido...
Começou devagar, lambendo a minha glande lambuzada da sua
lubrificação do cu. Pegou um vestido seu, que estava largado
sobre o sofá onde estávamos, e limpou minha pica, retirando uns
resíduos que estavam nela e a incomodava. Agora sim, empenhou-
se em me chupar o caralho com uma competência que eu nunca
sonhara que ela tinha. Masturbava-me com uma das mãos
enquanto a outra apertava ou massageava minhas bolas. A boca,
carnuda e quente, não parava de chupar minha glande, às vezes
tentando engolir-me a vara até que lhe tocasse a garganta. Aos
poucos, sua técnica foi-me dando uma estranha e gostosa letargia
no pênis, uma dormência crescente, até que eu quase não sentia
mais sua boca e suas mãos nele. Então, de repente, um começo de
orgasmo foi se formando em meu âmago e, quando eu menos
esperei, jorrei uma quantidade enorme de porra no rosto dela, que
passou a espalhá-la pelos seios e por várias partes do seu corpo,
num êxtase alucinado. Ficou dizendo umas frases desconexas, que
eu não conseguia entender. Então eu desmoronei sobre o sofá,
exausto. Nunca tinha fodido tanto em um único dia. Minha tia
ainda lambeu-me o cacete até não restar nem um pingo de
esperma, mas eu quase não senti sua boca em mim, de tão
satisfeito que estava...
O namorado de minha tia continuava cutucando Pietro com a
pinça, à procura da bala. Só depois, quando eu estava mais refeito,
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é que ele conseguiu extraí-la. Sorriu triunfante e me agradeceu por
eu ter entretido a coroa enquanto ele trabalhava. Mostrou o projétil
ensangüentado, com uma expressão de vitória no olhar. Depois de
costurar o buraco com um dreno dentro, pediu minha ajuda para
levantar um pouco Pietro de modo a ele poder enfaixá-lo com
umas gazes. Então o pegamos com cuidado e o carregamos para a
cama. Acomodamos o cara lá e voltamos para a sala. Minha tia
agora dormia com um sorriso feliz no rosto, de buceta para cima
no sofá. O médico, que eu sempre via drogado, nesse dia estava
sóbrio. E ver-me comer a namorada deve tê-lo deixado excitado,
pois arreganhou as pernas da coroa e enfiou sua pica na xana dela.
A mulher deu um sorriso e levou a mão à bunda dele, puxando-o
mais para perto de si. E continuou de olhos fechados enquanto ele
a fodia, como se estivesse sonhando com um garanhão bem
dotado.
Como o médico não me fez nenhuma pergunta sobre o que havia
acontecido com Pietro, eu desci e fui limpar o sangue que se
derramara sobre o assento do carro dele. O porteiro aproximou-se
curioso, mas eu disse que estava sendo pago pelo garotão para
lavar-lhe o carro. Fui deixado em paz, já que estava com as chaves
do veículo em mãos. Quando terminei, subi para limpar também
o elevador, antes que alguém visse as marcas rubras que deixamos
lá. Quando voltei à sala do apartamento, minha tia e o amante
roncavam quase em uníssono. Pietro também dormia na cama e
parecia estar bem. Limpei os respingos de sangue do piso, tomei
um banho e também caí na cama do meu quarto. Estava exausto e
dormi quase que imediatamente...
FIM DA TERCEIRA PARTE
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BOYS- Parte IV
"Nenhuma sauna do Recife sobrevive sem os boys. O atrativo da
casa não é um sofá confortável, um acesso à Internet. As bichas
vão atrás de um sexo seguro. Antes o esquema era diferente. Os
boys ficavam de toalha azul e os clientes de toalha branca. Todo
mundo pelado, enrolado só na toalha. Agora, para driblar a
legislação, colocam os garotos todos de toalha branca, iguais aos
clientes, porque quando a polícia chega não há como distinguir."
*************************************
Quando acordei quase às onze da manhã, minha tia havia
improvisado um suporte para soro e Pietro já havia tomado dois
por vias intravenosas. Estava com uma aparência menos exangue,
mas ainda permanecia desacordado. O namorado dela já havia ido
embora e a coroa perguntou o que havia acontecido naquela
madrugada. Corei, achando que ela se referia à foda gostosa que
demos, mas ela falava do garotão deitado no sofá. Contei que já o
encontrei desmaiado, então não sabia o que tinha acontecido com
Pietro. Eu acreditava que ele havia sido assaltado, mas a coroa já
havia mexido nos bolsos dele e encontrado a carteira cheia de
dinheiro. Nem o celular caro que ele trazia consigo foi levado por
quem o alvejou. E foi esse celular que tocou insistentemente
enquanto confabulávamos o que tinha acontecido ao cara.
Resolvemos não atender. Mas o barulho acabou acordando o rapaz
ferido.
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Ele tentou se levantar para pegar o aparelho que estava na mesa,
bem perto, mas fez uma careta de dor. Minha tia pediu para que
ele não fizesse nenhum esforço de modo a evitar sangramento na
ferida e ele pediu que nós o ajudássemos a se sentar. Depois ele
atendeu ao telefone com voz debilitada. Disse ter sofrido um
acidente, mas que conseguiria alguém para entregar a encomenda.
Desligou o celular e perguntou se eu poderia lhe fazer mais um
favor. Murmurei que sim. Então ele pediu-me para que eu pegasse
as suas chaves do apartamento e buscasse um pacote que estava
dentro de uma das gavetas do seu guarda-roupa. Fui até lá.
Fiquei maravilhado com o luxo do apartamento do cara. Só tinha
móveis caros e era decorado com muito bom gosto. Seu quarto,
porém, estava muito bagunçado, cheio de objetos e latinhas de
cervejas pelo chão. Na parede, havia várias fotos emolduradas
onde o garotão aparecia em todas elas. Em cada uma ele posava
com uma garota diferente, todas belíssimas. Fiquei com uma
inveja enorme do cara. Ele com tantas e eu sem nenhuma
namorada. Numa das fotografias ele apatolava a mão na buceta de
uma delas, que estava inteiramente nua, mostrando um par de
peitos durinhos e empinados. Pietro postava-se por trás dela e dava
a impressão de que estava enfiado em seu rabo, forçando seu
corpo em direção a si com a mão metida entre as pernas da morena
que fazia um biquinho sensual. Fiquei de pau duro só de pensar
em comer uma guria de tamanha beleza. Mas ative-me ao que
tinha ido fazer ali e peguei o pacote dentro da gaveta indicada.
Estava embrulhado com um papel comum e parecia ser algumas
caixas de remédios. Balancei e ouvi o barulho dos envelopes. Não
satisfeito, abri o pacote com cuidado e confirmei a minha suspeita:
eram seis caixas de um similar de Viagra e umas dez camisinhas
ainda lacradas. Refiz o embrulho e voltei para o meu apartamento.
Entreguei o que pegara a Pietro.
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O garotão pediu-nos papel e caneta e anotou um nome e endereço,
inclusive com um mapa para eu usar como referência, e pediu-me
para que eu entregasse o pacote naquele local. Disse-me que eu
seria fartamente recompensado pelo destinatário. Sorri, satisfeito.
Uma graninha inesperada viria bem a calhar. Tomei um banho
rápido, troquei de roupa e fui fazer a entrega. Quando saí de casa,
minha tia tentava fazer Pietro comer alguma coisa. Dava
comidinha na boca dele. Fazia-o como se ele fosse seu filho mais
querido. Fiquei com ciúmes, pois não me lembro de ela botando
comida na minha boca nem quando eu era criança. Sempre me
mandava comer com as minhas próprias mãos, mesmo se eu
emporcalhasse tudo em minha volta.
Quando cheguei ao endereço indicado, quem me recebeu foi um
cara jovem e bonitão. Estava apenas de cueca e tinha os cabelos
desalinhados, como se tivesse acabado de fazer sexo. Aliás,
quando ele falou ao me receber, tive a impressão de que seu hálito
fedia a buceta. Mandou-me entrar e sentar no sofá da sala do
amplo apartamento, enquanto iria pegar o pagamento. Quando
entrou no quarto e falou com alguém dizendo que a encomenda
havia chegado, ouvi uma voz feminina perguntando se o
entregador era bonito. O cara me chamou ao quarto, dizendo que
a dona do apartamento queria me conhecer. Fui até lá e me deparei
com uma mulher enorme de tão gorda deitada em uma cama que
quase só cabia ela. Apesar de estar coberta com um lençol até o
pescoço, percebi que ela estava nua por baixo. Cumprimentei-a e
ela pediu para que eu me aproximasse. Quando o fiz, levou a mão
ao meu pênis, sem nenhum rodeio. Fez uma cara gulosa ao
perceber que meu membro era avantajado. Ela parecia ser bastante
jovem, talvez uns dezenove ou vinte anos. Quando moveu o braço,
descobriu um dos seios e este era bem redondo e durinho. O bico
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estava ereto e meu pau seguiu-lhe o exemplo. Aí o cara de cabelos
desalinhados perguntou se eu poderia ajudá-lo a comê-la.
Dividiria a grana que ela pagaria comigo...
Olhei para o corpanzil da jovem e confesso que não fiquei
interessado. Ela tinha uma obesidade mórbida. Acho que, apesar
da pouca idade, devia pesar mais de trezentos quilos. Ela me
dirigia um olhar pidão enquanto eu me decidia a ajudar o cara ou
não. Olhei para o meu pau duro sendo afagado por fora da calça
por ela e resolvi topar o desafio. Tirei minha roupa e os dois
ficaram contentes. Ela pediu-nos que a ajudasse a ficar de quatro
e foi com enorme esforço que conseguimos deixá-la nessa
posição. A moça era muito pesada e quase não conseguia se
levantar sozinha. O cara pediu licença para ir até a cozinha e o fez
retirando um dos comprimidos do pacote que eu trouxera. Voltou
deglutindo-o com um pouco de água num copo. Pegou uma
camisinha e vestiu o cacete ainda mole com ela, postando-se na
frente da gorda. Eu me ajeitei estrategicamente por trás da jovem
e o cara estranhou que eu estivesse sem preservativo. Pediu para
eu pegar um e rejeitei. Muito sério, ele aproximou-se e cochichou
ao meu ouvido que eu não marcasse bobeira, pois aquela dona era
acostumada a transar com qualquer um que aceitasse pagamento
para comê-la. Sabe-se lá se um dos caras tinha alguma doença
venérea, ou talvez algo pior? Acatei a sua sugestão e vesti uma
camisinha também. Feliz, a gorducha chamou o cara de volta à sua
frente. Abocanhou a rola revestida com preservativo dele. Eu
tratei de lhe umedecer a vulva com um creme que ela indicou e
meti ali a minha vara.
No entanto, apesar de ter um pênis avantajado, minha pica mal
entrava um terço do seu tamanho na xana da garota, tal a
concentração de banhas impedindo de me encaixar. Além disso,
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sua bunda era bem protuberante e eu tinha que me agachar muito
para conseguir meu intento. O cara, tendo seu pau na boca dela,
ficou rindo da minha dificuldade em meter na guria. Ela tentava
se ajeitar, mas meu cacete lhe escapava do sexo. Então, sem parar
de chupar o cara, ela pegou minha trolha com uma das mãos e
apontou para o seu cuzinho. Não tive quase dificuldade em
penetrá-la por ali. Ela relaxou o ânus e eu fui enfiando devagar
meu caralho no seu buraquinho que já estava lubrificado.
Arreganhei suas nádegas com certo esforço e enfiei-me até os
bagos. Depois fiquei fazendo os movimentos de cópula enquanto
ela gemia de prazer, sem parar de chupar meu parceiro de transa.
Quando o vi jogar fora a camisinha e jorrar esperma na cara da
gorducha, me deu vontade de gozar também. Apressei os
movimentos fudendo seu rabo, enquanto ela urrava de felicidade
e prazer. Gritou que queria tomar um banho de porra e eu tirei do
seu cu e corri para diante dela. Joguei no chão o preservativo e
esporrei-lhe o rosto e os seios. Ela gemia alucinada, pedindo mais
esperma. Só então eu entendi porque o cara tinha pedido tanto
Viagra: a mulher era insaciável.
O boy já quase não tinha mais esperma e a mocinha pedia mais. O
garotão desistiu. Disse que desde a madrugada tentava satisfazê-
la e já não tinha mais gala. De lá pra cá já tinha dado umas cinco
fodas. Agora, cabia a mim, satisfazê-la. Encarei o desafio. Mas
precisei tomar ainda uns dois similares de Viagra, durante certo
intervalo de tempo, até que a guria desabasse exausta na cama.
Ficou roncando alto, de tão cansada, enquanto meu pau
continuava duro. Eu e o parceiro aproveitamos para sentar no sofá
da sala e descansar. Pegamos umas cervejas na geladeira e ficamos
tomando e conversando. Seu nome era Carlos e costumava fazer
aquele programa junto com Pietro. Perguntou por ele e eu escondi
que o cara havia sido baleado. Não sei por que, mas eu cismei com
o boy. Ele não parecia ser um cara de confiança, apesar de ter me
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ajudado aconselhando a usar camisinha. Tinha algo nele que eu
não gostava. Estava me perguntando o que nele que me
incomodava, quando o sujeito pegou no meu pau. Eu ainda estava
estupefato quando ele aproximou o rosto de mim, tentando me
beijar. Empurrei-o com firmeza e disse que me desse meu dinheiro
imediatamente. Eu queria ir embora. Mas ele se atracou comigo,
de repente, e me dominou sem muito esforço, como se fosse um
cara acostumado à luta livre. Jogou-me no sofá e prendeu minhas
mãos para trás. Para minha surpresa, abocanhou minha rola e
chupou-a com gula. Então eu relaxei. Minutos depois, estava
gozando em sua boca.
Enquanto eu me recuperava, ele foi até o quarto e voltou com
algumas cédulas nas mãos. Contou o dinheiro e depois separou a
metade para cada um. Do seu montante, dividiu a metade e me
entregou. Disse que era pela porra que derramei na sua goela. Mas,
na próxima vez, queria aquele esperma todo no cu. O cara era
viado e não parecia. Não lhe respondi, pois fiquei sem graça. E
nem contei a grana. Tomei um banho rápido, doido para ir embora.
Saí sem nem me despedir dele. Só me senti à vontade quando desci
pelas escadas e cheguei às ruas...
FIM DA QUARTA PARTE
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BOYS - Parte V
“Hoje eu vou ter que arrumar um jeito de conseguir dinheiro. Só
não vou ligar para cliente. Isso eu não faço. É o fim da picada. Se
o cara quiser, ele que ligue. Porque você acaba perdendo ponto.
Ele sabe que você está precisando e vai querer baixar o preço do
programa. Mesmo que ele tenha a grana, vai tirar vantagem
disso. É um mundo cão. Um querendo engolir o outro.”
*******************************
Quando pensávamos que Pietro estava melhorando de saúde, eis
que o cara começa a ter febre alta. O ferimento infeccionou e ele
quase não nos deixou dormir de noite. Minha tia não tem
antibióticos em casa e o namorado dela faz uns três dias que não
aparece. Quase dez horas da manhã e minha tia liga para o meu
celular, dizendo que vai precisar que eu pegue uns remédios com
uma amiga dela. Estou em meu horário de expediente na portaria
do prédio onde moro e não tem ninguém que fique no meu lugar.
Pietro insiste em não querer ir para um hospital, temendo sei lá o
quê. Decido dar uma voada. Deixo meu posto abandonado e subo
até o apartamento. Pego as chaves do carro de Pietro enquanto
minha tia escreve um bilhete para a amiga que ela disse ser
médica. Tentou ligar para ela, mas o telefone só dava ocupado.
Resolvi arriscar ir até a casa dela assim mesmo. Não sei por que,
minha tia colocou o bilhete num envelope e lacrou-o. Não havia
necessidade disso, já que eu supunha ser apenas uma lista de
antibióticos que ela iria precisar...
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Eu estava apressado para ir e voltar antes que alguém desse por
minha falta. Já tinha sido advertido pelo condomínio por me
ausentar da portaria sem avisar, mas desta vez eu o estava fazendo
por uma boa causa. Peguei o Laudi de Pietro e me dirigi ao
endereço indicado por minha tia no envelope. Na verdade, ela
estava em dúvida sobre o número do apartamento da amiga, mas
isso eu poderia resolver perguntando ao porteiro do prédio dela.
Infelizmente, apesar de o prédio onde ela mora ser um condomínio
de classe média, não havia portaria. Eu também não lembrava se
já tinha visto a amiga de minha tia. Toquei a campainha do
apartamento indicado no envelope contendo o bilhete. Uma
mulata alta e gostosona apareceu à porta e olhou para mim
interrogativa. Entreguei-lhe o envelope e ela olhou curiosa para o
endereço. Não estava escrito o nome da destinatária. Apenas o
nome do prédio, da rua, o andar e o número do apartamento.
Disse-lhe que era da parte de D. Olga, minha tia, e ela olhou para
mim indecisa. Mesmo assim, rasgou o envelope e pediu-me
licença, encostando a porta sem nem me convidar a entrar. Poucos
minutos depois, tornou a abri-la e ficou olhando para mim dos pés
à cabeça. Fez um gesto de aprovação, me pegou pelo braço e me
puxou para dentro do apartamento ainda com o bilhete na mão.
Para minha surpresa, jogou os escritos no chão e começou a me
desabotoar a camisa. Fez o mesmo com a calça, pedindo-me
urgência, pois o marido poderia chegar para almoçar a qualquer
momento. Eu não entendi o que ela queria dizer com aquilo...
No entanto, foi só por pouco tempo. Compreendi sua pressa assim
que ela me abriu o fecho da calça e botou para fora o cacete ainda
mole. Nem bem senti suas mãos quentes e macias masturbando-o,
fiquei prontamente excitado. Quis dizer alguma coisa, ainda
surpreso com a atitude dela, mas a mulata gostosa me beijou a
boca com sofreguidão. Imaginei que fosse evangélica, pois
agradecia a Deus pela oportunidade que Ele estava lhe
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propiciando. Depois jogou fora a própria roupa e deitou-se no sofá
da sala, chamando-me com uma sensualidade voluptuosa.
Ajoelhei-me perto dela e passei a beijar-lhe os seios e o ventre,
mas ela não queria saber de preliminares. Dizia repetidamente que
queria foder antes que o marido chegasse. Apontou meu caralho
latejante para a entrada da sua vulva que parecia pegar fogo. Não
estava ainda lubrificada, por isso tive dificuldade em penetrá-la.
Quando ela sentiu o encaixe, puxou-me para dentro de si,
estrepando-se em meu pênis guloso. Suas carnes eram macias e
cheirosas, boas de pegar e apertar. A danada explodia num cio
intenso, como se fizesse séculos que não trepava. Sua buceta era
tão apertada que parecia virgem. Em menos de um minuto, estava
gozando na minha pica.
Eu estava tarado em seu corpo. Nunca havia metido numa mulher
tão fogosa, tão carente de sexo, tão fácil de gozar. Deu-me vontade
de comer a sua bunda e a virei de costas para mim. Ela apavorou-
se, dizendo que jamais poderia fazer aquilo. Sua religião não
permitia. No entanto, eu estava obcecado por suas curvas, sua
bunda farta e de carnes duras. Forcei-a ficar de quatro sobre o sofá.
Ela lutava para não ser subjugada. Bateu em meu rosto várias
vezes. Ameaçou pedir socorro. Porém, quando sentiu a minha
glande na entrada do seu cuzinho, ficou imóvel. Fechou os olhos
e aguardou meu próximo movimento. Forcei um pouco seu ânus
com minha pica enorme e grossa, mas percebi que também não
estava lubrificada por ali. Cuspi na mão e encharquei seu
buraquinho rosado e palpitante. Ela se tremia toda. No entanto,
ajeitou-se na minha glande e pediu que eu fizesse com carinho...
Fui forçando a entrada aos poucos. Ela se voltava para trás com os
olhos arregalados de terror, ora olhando para o meu rosto tarado,
ora para o meu pau lhe adentrando a bunda. Quando sentiu toda a
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minha trolha dentro de si, entrou num ritmo frenético. Urrava e
gemia, e se enfiava em meu cacete que latejava em seu orifício
apertadíssimo. Aí ficou mordendo minha pica com o cu, achando
divertida a sensação que isso causava a ela mesma e a mim.
Depois pareceu ter voltado a se lembrar da vinda do marido e
fudeu urgente, ansiando gozar e me fazer gozar logo. Quando
percebi que o orgasmo já vinha, retirei meu pau do seu cu e virei-
a de frente para mim. A mulher ficou alucinada, me punhetando e
pedindo que eu gozasse nela todinha. Meti minha rola na sua boca,
mas ela afastou-se com nojo. Forcei-a me chupar, agarrando-a
com as duas mãos pelos cabelos, puxando sua cabeça ao meu
encontro, metendo meu cacete bem profundo na boca dela. Teve
ânsias de vômito quando a glande lhe tocou a goela. Então eu
jorrei toda a minha porra em seu rosto.
A mulata, quando sentiu meu leite quente em sua pele, pareceu
ficar possuída. Urrava frases desconexas e espalhava minha gala
pela face, lambendo os dedos com gula. Ficou sugando tudo que
encontrava em meu cacete babado. Deixou ele sequinho com a sua
boca. Depois se sentou no sofá tentando recuperar o fôlego. De
repente, começou a orar em voz alta e a cantar salmos em louvor
do Senhor. Achei que a danada era louca. Perguntei pela lista de
medicamentos que minha tia havia requisitado. Ela pareceu ter
caído em si. Disse, quase sem fôlego, que a pessoa que eu
procurava morava no apartamento defronte. Fiquei boquiaberto,
olhando para ela. Depois lembrei do bilhete e apanhei-o do chão.
Quando o li, tive uma enorme surpresa. Estava escrito:
“OI, TEREZINHA. PRECISO DESTA LISTA DE
MEDICAMENTOS, MAS NÃO TENHO COMO TE PAGAR. É
URGENTE, TÁ? EM TROCA, TE PROPORCIONO A
OPORTUNIDADE DE DAR UMA FODA BEM GOSTOSA! O
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PORTADOR É AQUELE SOBRINHO DO QUAL TE FALEI.
CRESCEU, ESTÁ MUITO BONITO E FODE UM CU COMO
NINGUÉM. GOZEI COM ELE COMO NUNCA HAVIA
GOZADO COM UM HOMEM. APROVEITE-O, POIS ELE
NÃO É DE REJEITAR MULHER. ANDA SAINDO COM
UMAS COROAS DO PRÉDIO. TIRE O ATRASO, MAS
LIBERE-O LOGO, POIS ESTOU PRECISANDO DOS
ANTIBIÓTICOS SEM DEMORA. TUA AMIGA OLGA.”
P.S.: COMO VAI O TRABALHO NO HOSPITAL? APAREÇA,
PRA GENTE CONVERSAR.
Evangélica safada! Ficou excitada com o bilhete da minha tia e
soube se aproveitar da situação, mesmo sabendo que o recado não
era para ela. Para mim também era surpresa que minha tia se
recordasse da foda que demos. Achei que ela estava muito
drogada, naquela madrugada, para se lembrar. A mulata olhou
para mim envergonhada, como se estivesse arrependida do que
fez. Fui até ela e beijei-a na testa, com carinho. Então, novamente
lembrou-se que o marido estava para chegar e pediu-me que eu
fosse embora depressa. Ajudou-me a vestir as roupas, porém ainda
me mamou o cacete por uns minutos, fazendo-o voltar a ficar
ereto. Desistiu de continuar, me afastando resoluta de sua frente.
Pediu-me desculpas por ter se aproveitado de mim, mas
confidenciou que estava em jejum sexual. O marido também era
evangélico e só a procurava para sexo uma vez por mês. Pedi-lhe
algo para escrever e deixei com ela meu número de telefone.
Beijou o papel e disse que me ligaria breve. Vestiu-se bem ligeiro
e correu até o banheiro. Voltou com um aerosol perfumado e
borrifou a sala, disfarçando assim o cheiro de sexo que pairava no
ar. Beijou-me rápido nos lábios e me empurrou para fora do seu
apartamento. Repetiu que a tal médica que eu procurava morava
defronte e fechou a porta na minha cara.
BOYS Ehros Tomasini
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Postei-me diante da porta do apartamento indicado com o bilhete
na mão, de novo metido dentro do envelope, só que desta vez
violado. Toquei a campainha ao mesmo tempo em que ouvi o
barulho do elevador se abrindo por trás de mim. Um senhor de uns
cinquenta anos, com um semblante muito sério, de paletó e
gravata e com uma Bíblia na mão, saiu do cubículo e me
cumprimentou. Ficou me olhando curioso. Depois disse que o
Senhor me amava e me satisfaria todos os meus desejos. Imaginei
logo que era o marido da bela mulata. De fato, meteu a chave na
porta de onde eu havia saído e abriu-a, ao mesmo tempo em que
uma senhora veio me atender. Sim, eu já a tinha visto com minha
tia várias vezes e achava-a uma coroa enxuta e bonita. Portava-se
com elegância e vestia-se toda de branco, como fazem os médicos,
mesmo estando apenas de camiseta e short. Tinha ares de
profissional competente. Reconheceu-me também. Perguntou por
minha tia. Entreguei-lhe o bilhete. Assim que leu, puxou-me pelo
braço e fechou a porta por trás de mim.
FIM DA QUINTA PARTE
BOYS Ehros Tomasini
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BOYS - Parte VI
"Nos corredores das termas, sempre na penumbra, portinhas
enfileiradas, música ambiente, caras recostados em pé, é mais
fácil de descolar cliente. Vem-se a este local por se estar a fim
todos sabem de quê. A abordagem pode ser de qualquer um.
Cliente ou profissional. O Profissional chega em estado de pré-
ereção, manipulando o genital sob a toalha, e já olha diretamente.
O jogo dos subterfúgios fica para as outras alas. O tempo ali é
valioso e as intenções claras. Nada além de um "e aí?" como
pergunta, um "sim", um "não", ou mesmo um olhar, um aceno
negativo de cabeça ou uma entrada na cabine em caso de
aceitação. Se houver recusa, nada de lamentos. Inúteis. A raiva
natural da rejeição é instantaneamente descartada. Vale ganhar
tempo. E dinheiro."
*********************
Antes que eu metesse minha pica na xoxota da médica, seu celular
tocou. Bem na hora em que ela já me havia aberto o fecho da calça
e levava meu pau à boca, dizendo que não iria perder a
oportunidade de chupar uma pica roliça como a minha. Porra, eu
estava excitadíssimo pois sempre achei a coroa sensual e
apetitosa. Desde que a vi pela primeira vez em companhia da
minha tia, senti enorme tesão por ela. Acho que foi a primeira
mulher por quem bati uma punheta deliciosa pensando nela. Seu
corpo parecia o de uma menininha de uns vinte e poucos anos,
quase sem nenhuma marca da idade. Bundinha empinada do jeito
que eu adoro, peitinhos durinhos como eu nunca vi em nenhuma
BOYS Ehros Tomasini
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coroa como ela e uma desenvoltura sexual que me deixava à sua
mercê. Torci para que ela não atendesse ao celular. Em vão.
Ela conversou por longos vinte minutos ao telefone. Administrou
doses de remédios que eu não conhecia. Afirmou, em conversa,
que o alívio para a paciente que lhe telefonava era uma receita que
não seria despachada em farmácia. Depois olhou para mim de uma
forma muito maliciosa e disse que atenderia à enferma dentro de
menos de meia hora. Perguntou se eu poderia dedicar-lhe cerca de
quarenta minutos da minha atenção. Confirmei com um aceno de
cabeça. Ela sorriu contente e me arrastou pela mão para fora do
seu apartamento. Disse que precisava de mim para socorrer uma
de suas pacientes. Rumamos juntos, no carro de Pietro, para o
endereço que ela me indicou.
Pouco depois, chegávamos a uma clínica particular num bairro
nobre da cidade. Ela nem precisou se identificar para as pessoas
que trabalhavam na portaria do local, como se já fosse uma velha
conhecida dali. Todos a cumprimentavam com respeito e
gentileza. Atravessamos todo o hall da clínica e fomos direto para
uma ala particular, onde cada interno tinha sua própria enfermaria.
Fui surpreendido por uma visão aterradora: a doente que estava no
quarto tinha quase que a totalidade do seu corpo tomado por
queimaduras. Fiquei todo arrepiado com a gravidade do seu estado
de saúde.
A pobre mulher deitada na cama, com o corpo todo tomado por
cicatrizes em vermelho vivo, se debatia agoniada. Dizia que já não
aguentava mais aquela situação. Queria ir embora dali
imediatamente. A doutora Tereza conversou com ela, pedindo-lhe
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calma. A paciente parecia nem me ver. Tinha os olhos fixados
num ponto qualquer do aposento e pedia urgência para que lhe
tirassem dali. Num de seus movimentos bruscos, quase caiu do
leito. Só não o fez porque eu corri em seu auxílio. Consegui
segurá-la antes que resvalasse da cama. Então me olhou como se
tivesse me percebido naquele exato momento. Segurou a minha
mão com força e levou-a até sua vulva deformada pelo fogo.
Dizia-se em brasa bem ali. Enchi minha mão da sua buceta sem
querer, levado por seu gesto. Ela se tremeu toda quando sentiu o
meu contato em sua genitália enrugada por causa de queimaduras
em segundo ou terceiro grau, mas já em avançado processo de
cura. Sinceramente, senti asco quando lhe toquei a pele
semidestruída.
Mas ela gemeu com o meu toque. Não era um gemido de dor.
Forçou meu dedo médio a lhe invadir a vulva. Fez pressão para
que ele entrasse todo e eu senti a quentura das suas entranhas. Com
a outra mão, apalpou-me o cacete que se avolumava por dentro da
calça. Abriu-me o zíper e botou meu caralho para fora. Agarrou-o
com firmeza e puxou-o de encontro à sua vagina deformada. Nem
ligou quando a doutora Tereza disse que ela não devia fazer
esforço. Escorregou uma das pernas para fora do leito e me
encaixou em sua xana. Gemeu de prazer quando me sentiu dentro
de si. Puxou-me pela nuca, como se quisesse que eu a beijasse na
boca. Com os olhos arregalados de espanto, eu só queria sair dali,
fugir daquela figura horrenda, afastar-me daquele corpo que me
dava uma aversão nunca antes sentida. Até que seus lábios
inchados tocaram os meus.
Foi um beijo doce, carente ou sei lá o quê. Senti uma mistura de
repugnância e tesão. Ela pediu-me para beijar-lhe os seios. Fechei
os olhos e procurei afastar da minha mente qualquer pensamento
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que me fizesse perder a vontade que sentia naquele momento de
gozar numa buceta quente e molhada de cio. Fui percorrendo sua
pele enrugada com minha boca, beijando-a no pescoço, depois
entre os seios e no ventre cheio de cicatrizes em relevo, parando
minha língua na abertura dos grandes lábios e procurando o
clitóris. Seu grelo era grande, protuberante, e estava
excitadíssimo. Suguei-o com prazer sem, no entanto, ter coragem
de abrir os olhos. Ao sentir a ponta da minha língua tremulando
em seu sexo, ela abriu ao extremo suas pernas, ficando à mercê da
minha boca. Gemia com sua voz fanhosa, quase inaudível, que me
queria dentro dela. Mais uma vez, me puxou para perto de si.
Forçou-me a deitar sobre ela. Apertou-me com seus braços
enrugados pelas queimaduras. Encaixou-se em mim e gozou
desvairada.
A doutora Tereza apenas se preocupou em fechar à chave a porta
da enfermaria particular, para que ninguém nos flagrasse naquele
momento. Livrou-se com urgência da camiseta de malha branca
que vestia e passou a me beijar bem no meio das costas, me
arrancando um arrepio da espinha. Foi descendo com a língua até
que me lambeu o cu, bem gostoso, enquanto eu estava enfiado em
sua paciente. Quando eu estava quase gozando, no entanto, me
puxou de cima da enferma e me fez esporrar no rosto desta. Com
mãos suaves, espalhou todo o meu esperma na face queimada –
mas já bastante cicatrizada - da mulher. Só então, tive coragem de
abrir meus olhos. A médica continuava a distribuir com carinho
minha gala por várias partes do corpo da paciente. Esta logo
adormeceu, como se meu sêmen lhe aliviasse a dor. Eu olhava
extasiado para os seios desnudos da amiga da minha tia. Ela,
percebendo meu olhar tesudo, puxou-me para perto de si e me
massageou o pênis até que ele voltou a crescer. Encostou meu
cacete entre os seios e fodeu-me à espanhola.
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Novamente fomos interrompidos pelo toque do telefone. Dessa
vez era o meu celular vibrando com seu barulho característico. Eu
não queria atender, mas a doutora pegou o aparelho ao perceber
que era minha tia quem ligava. Estiveram alguns minutos
conversando, antes que a médica me passasse a ligação. Pietro
piorara, e minha tia queria que eu voltasse ao apartamento
imediatamente. Enquanto eu falava ao telefone, a coroa me
afagava o pênis com carinho, conseguindo que ele ficasse excitado
de novo. Mas eu já sentia o pau dolorido de tanto foder. Havia
gozado com três mulheres diferentes num espaço de duas ou três
horas. Estava exausto, mas ainda continuava com tesão. Comecei
a achar que não era um sujeito normal.
A doutora disse-me que, antes que eu fosse embora, queria que eu
metesse na bunda dela. Rejeitei a proposta com cuidado, para não
deixá-la chateada. Prometi que reservaria um dia inteirinho só
para ela, pois no momento estava exausto e precisando voltar ao
apartamento com urgência. Olhou-me bem dentro dos olhos e foi
capaz de perceber que eu não estava mentindo. De fato, era uma
promessa que eu procuraria cumprir muito em breve. Recompôs-
me as vestes e pediu-me que eu fosse embora logo, já que minha
tia estava necessitando de mim. Havia-me dado uma sacola com
diversos medicamentos, alguns a mais do que fora pedido pela
amiga, antes de sairmos do seu apartamento. Iria ficar com a
paciente pois esta precisaria dos seus cuidados quando acordasse.
Beijei-a no rosto e saí apressado.
Quando entrei nas dependências do condomínio onde eu morava
e trabalhava, dei de cara com a síndica. Olhou-me com ares de
poucos amigos e disse que precisava urgente falar comigo.
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Estacionei o carro e desci com a sacola de medicamentos na mão.
Mostrei-lhe os antibióticos e disse-lhe que havia saído para
comprá-los para Pietro. Ao ouvir o nome do cara, ela mostrou-se
preocupada. Quis saber o que estava se passando. Pedi para que
ela subisse comigo até o apartamento, mas retrucou que o marido
havia-lhe proibido de estar por perto do rapaz. Eu prometi dar-lhe
notícias logo mais, assim que soubesse melhor do seu estado de
saúde. Não contei que ele havia sido baleado. Apenas que tinha se
ferido e o ferimento infeccionara. Ela ficou no meu lugar na
portaria, mas pediu-me que eu voltasse ao meu posto o quanto
antes. Agradeci e subi imediatamente. O namorado de minha tia
reaparecera depois de uns três dias sumidos e mais uma vez flagrei
o casal copulando na sala. Ele metia-lhe no cu e pedia para que ela
enfiasse o dedo no ânus dele também...
FIM DA SEXTA PARTE
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BOYS – Parte VII
"Sabe aquele filme À Espera de um Milagre? Sou eu. A sauna está
numa fase ruim. Tô muito sem grana. Ir tentar a sorte em cinema
pornô, a gente não pode. Nem vale a pena. Fazer ponto a gente
também não faz. Vou ter que que arrumar um jeito de conseguir
dinheiro. Mas não vou ligar para cliente. Isso é coisa que eu não
faço."
**********************
Pietro estava febril, deitado em minha cama. Minha tia e o
namorado passaram a cuidar dele depois que descansaram das
gozadas desvairadas que deram fornicando sobre o sofá da sala.
Propus um trato: ele ficaria com o meu quarto, enquanto estivesse
convalescendo, e eu iria para o seu apartamento. Todos, inclusive
Pietro, concordaram. Peguei as chaves e fui para lá, doido para me
banhar. Percebi que ele tinha chuveiro elétrico e eu estava
agoniado para tomar um banho relaxante, já que lá em casa não
tínhamos essa regalia. Acho que demorei mais de meia hora
embaixo da ducha. Quando saí do luxuoso banheiro do cara,
estava já apagando de tão cansado. Resolvi cochilar uns vinte
minutos, antes de voltar ao meu posto na portaria. Acabei
dormindo mais de duas horas.
Acordei com as batidas na porta, dadas com impaciência. Pensei
em não atender, achando que era alguém conhecido de Pietro.
Logo ouvi a síndica me chamando, dizendo que sabia que eu
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estava ali pois havia ido perguntar por mim no apartamento da
minha tia. Abri a porta ainda com cara de sono. Levei um sermão
da coroa, puta da vida por causa da minha irresponsabilidade.
Adormeci e não voltei à portaria, deixando-a esperando por mim.
Pedi desculpas, mas não teve jeito: a desgraçada me demitiu por
justa causa, pois eu já havia abandonado meu posto outras vezes,
antes. Só que extrapolou nos impropérios a mim dirigidos e fiquei
irritado ao ponto de pegar no meu pau e fazer-lhe um gesto
obsceno. Ela disse que iria se queixar ao marido, que era policial
aposentado. Afoito, tirei meu cacete para fora da bermuda e
afirmei que tudo aquilo era para a bunda dele e dela. A coroa ficou
boquiaberta, olhando para o meu pênis exposto.
Num instante, mudou o tom de voz para falar comigo. Confessou-
me que jamais imaginaria que eu tivesse uma rola tão grande para
a minha pouca idade. E vale dizer que ela ainda estava mole!
Olhou para os lados e, confirmando que ninguém assomara ao
corredor para bisbilhotar a nossa discussão, perguntou se podia
entrar no apartamento. Fiquei cismado com essa reação dela, mas
ainda estava sonolento demais para perceber de imediato a sua
intenção. A coroa fechou a porta à chave e voltou-se para mim
com um olhar tarado. Não tirava os olhos do meu cacete, que ainda
estava à mostra. Arriou a minha bermuda até aos pés, num gesto
determinado, e ajoelhou-se à minha frente. Quase colou o rosto
em meu falo, ficando com a boca a poucos centímetros dele.
Depois me olhou com aquele jeito pidão, como se perguntasse se
podia brincar com meu mastro. Toquei com ele em seus lábios.
Ela o agarrou com as duas mãos e levou-o à boca, mamando-o
com uma voracidade que me deixou apreensivo de que o
machucasse.
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A mulher transformou-se numa louca devassa, chupando meu pau
que agora dobrara de tamanho. Parecia estar sentindo um enorme
calor repentino, pois suava em bicas enquanto me masturbava e
chupava ao mesmo tempo. Livrou-se das roupas em plena sala e
nem ouviu quando a chamei para o quarto. Bem dizer me jogou
ao chão. Montou sobre o meu corpo, apontou minha glande para
a entrada da sua vulva e pincelou-a com a minha cabeçorra
inchada. Beijou minha boca com sofreguidão, enquanto se
encaixava no meu falo duríssimo. Gemeu alto, como se sentisse
desconforto em me ter dentro dela. No entanto, elogiou a grossura
do meu pênis e disse que o queria por inteiro em suas entranhas.
Prendeu a respiração, fechou os olhos e se estrepou de uma vez
até que eu senti meus bagos tocar-lhe a vulva. Parou de se mover
por uns segundos e depois empreendeu uma cavalgada alucinada
em minha pica. Disse que, se eu gozasse antes dela, não revogaria
a minha demissão.
Segurei meu gozo. Deixei que satisfizesse toda a sua vontade de
me ter dentro de si. Virou-se de costas para mim, sem tirar meu
mastro de dentro da vagina, dizendo que aquela posição era mais
confortável, e gozou várias vezes seguidas. Pediu-me para eu
gozar ao mesmo tempo que ela, mas eu falei que queria ejacular
dentro da sua bunda. Então ela parou de foder, de repente. Olhou
para mim como se eu tivesse dito o maior sacrilégio do mundo.
Retirou-se do meu pau e encarou-me com raiva, quase com ódio.
Disse que era uma mulher direita e que não permitiria que eu a
tratasse como uma puta vulgar. Afirmou de modo agressivo que
nenhum homem haveria de comer-lhe a bunda. Isso, segundo ela,
era coisa de mulher que não se preza e um fedelho como eu
deveria tratá-la com mais respeito. Fiz uma cara de desdém e
levantei-me do tapete da sala onde estávamos. O cacete ainda
estava duro, mas eu perdera toda a vontade de continuar
fornicando com ela. Fui para o banheiro tomar banho. Deixei-a na
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sala, indecisa, sem saber se ia atrás de mim ou se ia embora. O pau
ainda estava pulsando e eu comecei a me masturbar, para aliviar o
tesão.
Ela chegou até a porta aberta do banheiro e ficou olhando para
mim, como se estivesse arrependida de ter brigado comigo. Não
lhe dei atenção. Ejaculei com a bronha, ensaboei o corpo e o pênis
flácido e me banhei por alguns minutos. Peguei a toalha e passei
por ela me enxugando. Tentou acariciar meu pau, mas eu lhe tinha
perdido o interesse. Fui até a sala, apanhei minha bermuda que
estava jogada no chão e voltei para o quarto de Pietro, deitando-
me na cama dele. Estava cansado, doido para continuar dormindo.
Ainda nua, ela achegou-se à porta do quarto. Fechei os olhos e
apaguei.
FIM DA SÉTIMA PARTE
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BOYS – Parte VIII
"Boy é um tipo comumente identificável, apesar da cartela
diversa, do halterofilista ao magro sarado, do mignon ao armário
de 1,90m, do cara de menino ao bigodudo mal-encarado, do bem
dotado ao com centimetragem na faixa regular. Todos, no
entanto, com andar, jeito, expressão e papo de macho. É só
escolher. Ou ser escolhido."
*********************
Acho que fazia pouco mais de uma hora que eu estava cochilando,
quando a síndica tocou em mim dizendo que iria embora. Estava
deitada ao meu lado, na cama de Pietro, ainda nua. Deve ter me
bolinado enquanto eu dormia, pois meu pau estava todo babado e
para fora da bermuda. Ajeitei-me, disse-lhe que se vestisse pois eu
iria trancar a porta do apartamento assim que ela saísse. Pediu-me
desculpas por ter brigado comigo e quis dar a foda saideira, antes
de tomar banho e ir embora. Eu ainda estava chateado com ela.
Rejeitei-a. Quando pensei que ia me dar um esculacho novamente,
começou a choramingar. Não tive pena dela. Estava irritado por
ter me demitido. Disse-lhe que, se quisesse trepar comigo de novo,
teria que me pagar por isso. Ela olhou para mim, toda esperançosa.
Perguntou quanto eu cobrava. Eu não soube responder.
Assim que ela saiu, voltei para a cama. Mas não consegui mais
dormir. A demissão não me saía da cabeça. Nunca havia sido
demitido. Aquele tinha sido o meu primeiro emprego. Pagavam-
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me uma merreca, porém o dinheiro ajudava e muito a suprir as
minhas necessidades básicas, pois minha tia nunca me dava
dinheiro apesar de pagar todas as despesas dentro de casa. Meu
mixo salário, eu gastava com roupas e materiais de estudos.
Quando muito, comia um lanche na escola ou bebia uma ou duas
cervejas com amigos. Eu não tinha namorada justamente por não
ter dinheiro para gastar com ela. E as garotas que eu conhecia eram
acostumadas a sair com boyzinhos que torravam a mesada dada
pelos pais com elas. Por trabalhar na portaria do prédio, muitas me
tratavam com desdém. Algumas mal me dirigiam um bom dia.
Mas aquela situação haveria de mudar. Eu tinha muita fé nisso.
Meu primeiro passo seria batalhar um novo emprego.
Sem conseguir mais pregar os olhos, voltei para o apartamento de
minha tia. Ela dava comidinha na boca de Pietro e confesso que
isso me deixou enciumado. Dei-lhes a má notícia. Minha tia ficou
triste e preocupada por eu ter perdido o emprego, o namorado
tentou me animar e Pietro pareceu nem ter ouvido o que eu disse.
Quando comecei a pensar que era muita insensibilidade do cara,
ele pegou seu celular e fez uma ligação. Esteve conversando por
alguns minutos e depois desligou satisfeito. Perguntou se eu
gostaria de trabalhar num posto de combustíveis. Exultei de
felicidade. Quase beijo o cara. Minha tia, porém, beijou-o na boca
lhe agradecendo por me dar uma força. O namorado dela, sem
demonstrar um pingo de ciúmes, apertou a mão de Pietro e
abraçou-o por estar me ajudando. Eu deveria me apresentar, na
manhã seguinte, ao dono do posto onde ele havia trabalhado assim
que viera morar no condomínio.
No dia seguinte, bem cedo, cheguei ao posto indicado. Ficava a
apenas alguns quarteirões de onde moro. Dava para ir trabalhar a
pé. O dono já estava me esperando. Assim que me viu, deu um
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largo sorriso de aprovação. Disse-me que sabia que Pietro não o
decepcionaria. Eu era mesmo um belo bofe, como o rapaz
afirmara por telefone. Pietro deve ter conversado com ele
enquanto eu me dirigia até lá, dando referências sobre mim.
Percebi tarde demais que o dono do estabelecimento era viado. Ele
levantou-se da cadeira do birô onde estava sentado e me deu um
beijo na boca, me pegando totalmente de surpresa. Mandou-me
sentar numa poltrona confortável à frente da sua mesa de trabalho,
enquanto eu passava instintivamente a mão nos lábios, com asco
do beijo roubado. Ele sorria divertido percebendo o meu
desconforto. Então me explicou as regras do local:
A maioria da clientela que abastecia no posto vinha também à
procura de sexo. Em anexo ao estabelecimento, existiam cinco
pequenos quartos confortáveis para aluguel, onde eu poderia dar
uma rapidinha mesmo em horário de trabalho. O posto cobrava
uma taxa para uso dos compartimentos, mas o valor do programa
ficava livre entre o cliente e o frentista. Não era permitido
permanecer nos quartos por mais de meia hora, tempo suficiente
para satisfazer a clientela. Isso porque todos os funcionários
ganhavam salário mínimo. A diversão com os clientes era que
complementava a renda mensal deles. E se eu topasse trabalhar
ali, teria que passar por exames de saúde semanais, pois era uma
exigência da clientela. Na minha ingenuidade, disse-lhe estar
satisfeito e disposto a assinar imediatamente meu contrato
temporário de trabalho. Não percebi logo em que tipo de
armadilha estava me metendo...
Ele apertou minha mão com entusiasmo e novamente beijou-me a
boca de forma mais efusiva do que antes. Mais uma vez fiquei
constrangido, passando a mão nos lábios. Por pouco não cuspi de
lado. Ele mandou-me ir para a sala contígua e fazer o exame de
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admissão com a irmã, que era médica. A doutora Rejane me
recebeu com simpatia, assim que desligou o telefone que atendia.
Fiquei deslumbrado com a sua beleza. Era uma morena alta, de
cabelos longos e sedosos, com um rosto lindo e um corpo todo
proporcional. Apertou minha mão com firmeza dizendo-me que
eu era um belo exemplar masculino. Mandou-me fechar a porta e
tirar toda a roupa. Fiquei envergonhado de ficar nu na frente dela,
temendo que me visse excitado. Estava de pau duro desde que a
vi. Ela me ajudou a me despir, desabotoando a minha camisa.
Quando abriu meu zíper da calça, baixei a cabeça, acanhado.
Assim que minha trolha ficou à mostra, ela arregalou os olhos de
admiração. Deu um assovio e elogiou o tamanho e grossura do
meu membro. Pegou imediatamente o telefone e ligou para o
irmão, pedindo que ele viesse até a sala.
Otávio, o dono do posto, soltou a franga quando viu meu cacete
exposto. Levou a mão à boca, mal escondendo sua expressão de
deslumbramento. Pegou em meu pau duro e disse que seria meu
primeiro cliente. Sem rodeios, arriou as próprias calças, que
pareciam mais femininas que masculina, e apoiou-se na borda do
birô da sala. Empinou a bunda para o meu lado e disse que estava
“preparada”. A irmã sacou uma camisinha do birô, dessas pré-
lubrificada, vestiu-me a pica e apontou minha cabeçorra para o cu
do viado. Eu nunca tinha comido uma bicha. Estava constrangido.
Mas logo me lembrei da vez que gozei na boca do garoto de
programa amigo de Pietro e relaxei. Fiquei olhando para os peitos
salientes semi à mostra pelo generoso decote da médica,
fantasiando que a estava fodendo naquele momento, e enfiei meu
caralho na bunda do boiola. Ele deu um longo gemido de prazer
quando sentiu meu mastro invadir-lhe as entranhas. Depois me
mandou socar à vontade em seu rabo, com bem violência, pois
gostava de se sentir estuprado.
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Percebendo que eu a olhava com insistência, a médica levantou a
saia jeans que vestia, abaixou a calcinha até os joelhos e levou a
mão à vulva. Fê-lo de forma tão sensual que eu quase gozo
imediatamente. Depois ficou se masturbando de um modo tão
erótico que eu parei de meter no viado e fiquei olhando para ela.
Ele reclamou, me pedindo que eu continuasse a foder sua bunda.
Voltei a fornicar, mas sem tirar de vistas a bela morena. Ela fechou
os olhos e logo chegou ao clímax. Estremeceu o corpo todo,
aumentado a velocidade dos movimentos dos dedos enfiados na
vagina. Não aguentei o tesão. Retirei meu pau do cu do patrão e
meti na buceta dela. Ela arregalou os olhos e me empurrou quase
com violência. O viado me chamava de filho da puta, por eu ter
tirado de dentro do seu cu quando ele estava quase gozando.
Ameaçou-me de não mais me contratar, porém a irmã interveio
por mim. Disse que eu ainda era inexperiente, mas que logo
aprenderia. O boiola ainda me disse uns desaforos, depois vestiu
as calças e saiu da sala bufando.
A médica advertiu-me de que eu jamais voltasse a tocá-la. Disse-
me isso como se tivesse nojo de mim. Pedi desculpas, mas ela
parecia muito zangada. Recompôs-se das vestes, pediu-me que eu
deitasse numa maca que havia por trás da cortina que dividia a
sala e começou a me examinar dos pés à cabeça, anotando tudo
em uma caderneta. Já não era mais uma mulher no cio. Tratava-
me agora como um paciente qualquer. No final, elogiou-me por
não usar tatuagens e não ter barriga flácida. Disse-me que, na
certa, eu seria aprovado pela clientela. Deu-me um par de
macacões com o emblema do posto e encaminhou-me a uma
clínica do convênio com a empresa, autorizando abreugrafia e
eletrocardiograma. Também queria um exame de sangue, para
saber se eu não tinha AIDS. Pediu-me para só retornar ao posto
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tendo em mãos esses resultados. Ainda olhei para trás, antes de
sair da sua sala, na esperança de ter despertado algum interesse
seu por mim, mas ela fingia não ter acontecido nada demais
naquele recinto. Só depois eu saberia que a danada gostava mesmo
era de mulher.
FIM DA OITAVA PARTE
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BOYS – Parte IX
- E aí, vai uma massagem?
O boy, pelas regras oficiosas da sauna, está ali para massagear.
A profissão dele, no princípio da conversa, é massagista. Sabe-se
que não. Sabe-se aonde vai chegar, mas ouve-se a proposta, que
não tarda a se fazer mais verídica.
- Tem brincadeira depois.
- Qual?
Com isso, vem-se a descrição dos atos, uma tabela de preços, e
um acordo prévio do que aceita ou não fazer. Concorda-se ou
não. Dispensar um boy de sauna nem é difícil. Ele insiste, diz que
ficou excitado, negocia, apela, mas se convence e se despede. Sem
traumas, sem rancor.
- Fica para a próxima?
-É...
*******************************
Eu estava tão ansioso para começar no meu novo emprego que
demorei a dormir à noite. Já havia feito todos os exames médicos,
estava de posse dos documentos necessários para a contratação e
só faltava entregar lá no posto de combustíveis no dia seguinte.
Fiquei deitado na cama, olhando para as fotos das belas mulheres
que posavam ao lado de Pietro. Uma das fotografias me chamava
mais à atenção: era aquela onde ele atolava a mão na buceta da
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bela morena nua, parecendo estar enfiado no rabo dela. A mulher
era lindíssima. Tinha um sorriso que encantaria qualquer homem.
Fiquei um bocado de tempo admirando sua beleza, fantasiando ser
eu que estava comendo-lhe o cu e não Pietro. Adormeci pensando
nisso. Só não me masturbei porque quis poupar meu
"combustível" para o meu primeiro dia de trabalho no posto.
De manhã, bem cedo, tomei um banho demorado e caprichei no
visual para impressionar meus novos patrões e a clientela. Só
então percebi que teria de vestir o macacão com a logomarca da
empresa e isso me deixaria igual a todos os frentistas de lá. Eu
precisaria de um corte de cabelo mais moderno, que me destacasse
dos demais. Mas isso ficaria para depois. Ainda não tinha recebido
minha rescisão de contrato com o condomínio e, portanto, não
tinha dinheiro para pagar por um visual mais apropriado. Quando
desci do elevador do condomínio, dei de cara com a síndica. Ela
havia ido comprar pão num mercadinho ali perto, como era seu
costume todos os dias àquela hora. Estranhou me ver acordado tão
cedo e não se furtou de perguntar para onde eu ia todo arrumado
e cheiroso. Disse-lhe haver conseguido um novo emprego e estava
indo trabalhar. Ela ficou muito contente por mim, apesar de que
eu falei aquilo apenas para mostrar-lhe que não precisava dela
nem da mixaria que me pagava para trabalhar na portaria do
prédio. Então a mulher, como se me adivinhasse os pensamentos,
disse-me que eu precisava de um corte nos cabelos para
impressionar meus novos contratantes. Ofereceu-se para aparar
minhas madeixas, dizendo que já fora cabeleireira na sua
juventude. Mas não podia fazer isso em seu domicílio, pois o
marido estava em casa e iria ficar cismado com ela. Como ainda
estava cedo, convidei-a para o apartamento de Pietro.
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Lá, pediu-me para tirar toda a minha roupa e deixá-la protegida
dos tufos cortados. Hesitei, pois sabia que ela estava querendo
sexo e eu não pretendia chegar atrasado ao emprego logo em meu
primeiro dia. Mas achava justo que ela tivesse algo em troca da
sua amabilidade para comigo, por isso resolvi dar-lhe o que
queria. Olhei com mais atenção para a coroa, enquanto me despia
sob seu olhar excitado. Ela não era de todo má. Tinha corpo de
falsa magra e suas feições denotavam que já fora uma mulher
bonita. Só estava um pouco desgastada pelo tempo. Aparentava
uns quarenta e poucos anos, mais do dobro da minha idade. Ainda
tinha as mamas firmes, apesar da barriguinha um tanto
pronunciada. Pintava os cabelos de castanho claro, no entanto já
dava para ver os fios grisalhos próximos à raiz. Ela percebeu que
eu a estava olhando dos pés à cabeça e ficou acanhada. Disse-me,
como se falasse consigo mesma, que tinha idade de ser minha mãe
e não deveria estar me desejando tanto como naquele momento.
Perguntou-me de repente qual era a parte do seu corpo que eu mais
gostava. Pedi-lhe que se despisse totalmente para que eu pudesse
escolher.
Enquanto ela se despia, um tanto tímida, talvez temendo
desagradar-me com a visão das marcas de sua idade, eu não tinha
dúvidas do que mais me atraía nela: a sua bunda de carnes firmes
e arredondadas. Meu pau ficou ereto com esse pensamento. Claro
que ela percebeu. Mais uma vez pareceu ler meus pensamentos,
pois baixou a cabeça, envergonhada. Num fio de voz, disse-me
que havia pensado muito e chegado à conclusão de que desejava
que eu lhe metesse na bunda. No entanto, como nunca fizera esse
tipo de sexo, temia não suportar meu cacete dentro de si. Fiquei
animado com a possibilidade de comer-lhe o cu. Tentei convencê-
la de que o faria com cuidado para não machucá-la. Ela
respondeu-me que eu não tinha experiência suficiente para isso,
devido à minha pouca idade. Porém, estava disposta a tentar. E
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virou-se de costas para mim, ajoelhando-se sobre o sofá da sala,
apoiando-se em seu encosto, dando-me uma visão mais
panorâmica do seu belo rabo.
Fui até o banheiro de Pietro e peguei um gel lubrificante que já
tinha visto em sua pequena farmácia. Voltei para a sala, lambuzei
o ânus dela com carinho, de vez em quando introduzindo a ponta
do dedo em seu buraquinho apertadíssimo. Ela trincava os dentes,
nervosa, às vezes afastando sua bunda da minha mão. Fiquei
enfiando e tirando meu dedo médio, bem devagar, do seu ânus até
senti-lo mais relaxado. Então, introduzi-lhe dois dedos ao mesmo
tempo. Ela fez uma careta de dor, mas dessa vez não fugiu de mim.
Parei de forçar a entrada por uns segundos, mas permanecendo
dentro dela. Encostei minha glande em sua bunda e fiquei
passeando com ela em sua regada sem, no entanto, retirar minhas
falanges. Depois apontei a cabeçorra rubra e lambuzada de gel
para a entrada estreita do seu corpo. Ela gemeu de ansiedade.
Retirei meus dois dedos de dentro dela, substituindo-os pela
glande inchada de excitação. Ela reagiu bem. Espalmei minhas
mãos em suas ancas e pedi que ela fosse se encaixando em meu
pau aos poucos. Parasse quando doesse.
Ela parou umas vezes. Em outras, me retirou totalmente de dentro
si, mesmo quando já havia entrado quase um terço da minha vara.
Depois, pareceu ter tomado coragem e pediu que eu enfiasse tudo
com determinação. Lambuzei suas nádegas e o buraquinho com
mais um punhado do gel e apontei meu pênis para o seu ânus. Ela
agachou-se temerosa, mas logo arrebitou a bunda para o meu lado.
Quando sentiu a glande lhe invadir as entranhas, devagar e
sempre, arregalou muito os olhos e abriu desmesuradamente a
boca como se estivesse sendo literalmente empalada. Parei,
quando senti que meu pênis havia entrado até a metade. Fiquei
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socando lentamente, para acostumá-la com ele dentro de si. Aos
poucos, ela foi se soltando. Ficou movimentando a bunda de
encontro a mim, ansiando que eu adentrasse mais um pouco.
Começou a ter espasmos, ao mesmo tempo em que relaxava a
pressão no meu pau. Meu mastro passou a escorregar macio dentro
do seu túnel cada vez mais lubrificado. Então a mulher explodiu
numa série de orgasmos repentinos, gemendo o quanto estava boa
aquela foda. Foi quando enterrei até às bolas, meu cacete em sua
bunda gostosa, que ela urrou de prazer.
Prendi meu gozo, pois estava me resguardando para o emprego, e
deixei que ela se esbaldasse em meu sexo. Empreendeu um ritmo
frenético se enfiando em meu pau, chorando de felicidade, até que
teve um orgasmo múltiplo avassalador. Urinou-se toda, molhando
o sofá de Pietro. Mas não deixou que eu me retirasse do seu cu.
Passei então a estocá-la quase com violência, metendo minha rola
bem fundo, retirando-a totalmente e voltando a enfiá-la viril, até
que a mulher deu um gemido longo e desfaleceu. Parei de socar,
tentei reanimá-la e nada. Entrei em pânico. Aquilo nunca havia
acontecido comigo. Não sabia o que fazer. Pensei em acordar o
namorado da minha tia e levá-lo até o apartamento para cuidar
dela, mas não queria que ninguém ficasse sabendo que eu andava
comendo a síndica. Se a informação vazasse, eu teria que me haver
com o marido dela, um ex-policial com fama de violento. Corri de
novo até a farmácia do banheiro de Pietro. Encontrei um frasco de
álcool. Entornei um bocado na mão em concha e derramei no nariz
dela.
A mulher retornou do desmaio num pulo, sufocada pelo líquido.
Esteve absorta por um momento, até que se levantou de repente e
foi ao banheiro. Disse que estava com vontade de defecar. Porém,
por mais que forçasse não saía nada. Depois ficou repetindo que
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precisava me tirar de dentro dela pois ainda me sentia em seu cu
até os bagos. Começou a chorar, dizendo que o marido ia perceber
que ainda tinha minha rola dentro de si. Quando eu comecei a
pensar que a mulher havia endoidado, ela caiu na real novamente.
Olhou-me com um belo sorriso e me agradeceu pelo imenso
prazer proporcionado a ela. Lembrei-lhe de cortar meu cabelo. Ela
procurou pente e tesoura nas coisas de Pietro, como se já
conhecesse cada milímetro do seu apartamento. Sentou-me em
uma cadeira e, mesmo ainda trêmula das gozadas desvairadas que
dera, começou sua obra de arte em minha cabeleira. Olhei para o
relógio de parede da sala. Ainda tinha tempo.
FIM DA NONA PARTE
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BOYS – Parte X
"O boy senta junto e engrena um papo íntimo, afetuoso, de quem
não é estranho, já familiar. Algum tempo depois, levantam e
rumam para alguma cabine da terma. Resolvem-se seja lá como
for, já que os papéis podem surpreender em tal situação. Rótulos
sexuais extremos, do gay e do machão, não valem nada (ou valem
muito) neste cubículo cheirando a desinfetante, onde mal cabem
um colchão plástico e dois corpos. Nunca se deve apostar em
quem vai servir de que a quem (leia-se passivo e ativo). Nunca.
Quando saem, chuveirada, tudo, em tese, desce no ralo, morre
ali."
***********************
Eu estava satisfeitíssimo com meu visual, após a síndica aparar
meus cabelos. Ela deu um corte moderno, para mim inédito, que
me deixou com um aspecto mais másculo do que com os cabelos
desgrenhados, como costumo usá-los. Recebi elogios desde que
saí do apartamento de Pietro e durante todo o percurso até ao posto
de combustíveis. Inclusive, algumas garotas que normalmente me
ignoram quando eu cruzo com elas, me cumprimentaram e
parabenizaram pelo visual. Eu já havia agradecido muito bem à
minha cabeleireira providencial, deixando-a saciada de sexo.
Pediu-me para ficar mais um pouco no apartamento de Pietro, pois
ainda ia limpar-lhe o sofá manchado de urina. Beijei-a agradecido
e fui embora, pedindo que trancasse a porta ao sair, pois eu já
estava quase me atrasando.
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No entanto, meu primeiro dia no trabalho começou decepcionante.
Primeiro, eu fizera a besteira de não haver provado o macacão que
me deram para trabalhar e o danado ficou apertado em mim. O
pior é que não tinham número maior. Não que eu fosse lá tão alto.
Tenho pouco menos de 1,80m. É que os dois outros frentistas que
trabalham comigo são baixinhos e mais magros, então
encomendaram fardamentos para os seus tamanhos. Frustrado por
eu não poder trabalhar uniformizado em meu primeiro dia, o dono
do posto pediu para que eu ficasse responsável pela lavagem dos
carros. Desse modo, poderia trabalhar sem camisa, pois o calor
estava de matar dentro do lava-jato.
Assim que cheguei, fui apresentado aos meus companheiros de
trabalho: Rodrigo, um negão troncudo e com cara de mau;
Alexandre, o mais velho de todos, com seu jeitão bonachão; Jane,
uma loira com toda a pinta de sapatão; E Patrícia, uma morena até
vistosa, mas que parecia a mais desleixada do grupo. Seu macacão
era muito surrado, até remendado, e aparentava ser uma matutinha
perdida na cidade grande. Tímida, quase não me dirigiu a palavra.
O dono do posto, no entanto, garantiu-me que era a que mais tinha
clientes. Sinceramente, não consegui me imaginar trepando com
ela. Não que fosse feia, apenas a achava um tanto sem graça. De
todos, a única que me cumprimentou sem nenhum entusiasmo foi
a sapatão. Tratou-me como se eu fosse seu rival. Também fiquei
cismado com o negão Rodrigo. A despeito de haver me tratado
bem, percebi que ele também me via como inimigo. Parecia um
desses traficantes de morro, apesar de ter boa aparência e estar
sempre cheiroso e arrumado. Prometi a mim mesmo, tomar
cuidado com o cara.
Estar lavando carros me permitiu ter uma visão melhor da
clientela. E do comportamento de cada um dos meus
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companheiros de trabalho, também. Rodrigo só se insinuava para
os viados que vinham abastecer no posto. Alexandre assediava,
com mais classe que os companheiros, as coroas e os coroas.
Sempre com um sorriso malicioso, Jane entregava
indiscriminadamente, para homens, mulheres e gays, uns
panfletos indicando os quartos para uma “rapidinha” que o
estabelecimento dispunha. Conversava baixinho com os que
aparentavam não saber da novidade e abertamente para os que
denotavam ser velhos clientes. Já Patrícia, não precisava cortejar
ninguém. O próprio cliente cochichava-lhe algo e ela desaparecia
em direção aos cubículos anexos ao posto, apesar de demorar
poucos minutos por lá. Voltava depressa, a tempo de acertar com
novo interessado. Contei cinco caras atendidos em menos de uma
hora. Todos com pinta de macho. Logo, parei de contar.
Quando eu já me preparava para largar para o almoço, eis que
chega uma coroa espalhafatosa dirigindo uma Tucson preta.
Usava um chapéu de caubói e tinha as pernas arqueadas como as
de John Wayne. Acho que essa é uma característica de quem
costuma andar muito a cavalo. Mostrando-se velha frequentadora
do posto, cumprimentou alegremente a todos e perturbou com
Alexandre e Rodrigo. Desbocada, perguntou se o pau deles ainda
ficava folgado na xoxota dela, numa clara alusão de que eram
pouco dotados. Rodrigo, mais afoito, tirou o cacete para fora das
calças e mostrou para ela, dizendo que estava à disposição. Apesar
de estar excitado, o pau do cara não chegava nem à metade do
tamanho do meu. Já Alexandre, abraçou-se com ela e beijou-a na
testa com carinho. Ela pegou no volume dele sem, no entanto,
abrir-lhe o zíper. Olhava-o, maliciosa, enquanto afagava sua
trolha.
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Percebi que algumas pessoas que passavam pelo posto faziam cara
de desagrado ao ver aquela cena safada. Outras, apenas sorriam da
depravação da coroa. Então, ela pareceu finalmente me perceber.
Parou de brincar, olhou para mim fixamente e perguntou aos
funcionários quem eu era. Disseram que eu era novato e cuidava
da lavagem dos carros. Ela olhou para a sua Tucson toda suja de
lama e jogou-me as chaves do carro. Queria-o limpo por fora e por
dentro. Depois me deu as costas e entrou no escritório do dono do
posto. De fora, ouvíamos sua conversa depravada com ele. De
novo, pediu informação sobre mim.
Não demorou para meu patrão viado me chamar lá de dentro.
Apresentou-me à coroa e me tratou como se eu fosse seu trunfo
no posto. Pediu-me para eu abrir o zíper e botar para fora o meu
cacete. Ansiosa por vê-lo, a própria coroa cuidou de fazê-lo.
Depois fez uma expressão admirada, até mesmo de espanto,
elogiando seu volume apesar de estar ainda em descanso.
Perguntou-me, sem nenhum constrangimento, quanto eu cobrava
por uma foda com ela. Essa pergunta me pegou de surpresa, pois
eu ainda não tinha conversado com meus colegas do posto para
saber se havia uma tabela de preços. Sacana, respondi-lhe que
ainda estava em experiência e ela é quem deveria dizer quanto
valia uma foda comigo.
Minutos depois, ela me carregava nos braços, quase sem nenhum
esforço, em direção a um dos quartos. Meus companheiros
fizeram uma zorra danada ao verem aquela cena. Cada um que
dissesse uma gracinha, e isso me deixou encabulado. Mas a coroa
parecia nem ligar para o que diziam. Demonstrava estar muito à
vontade e até gostar daquela esculhambação. Abri a porta ainda
em seus braços e ela me jogou na cama que quase quebra com o
impacto do meu corpo. Pedi para tomar um banho antes, pois
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estava muito suado, e ela ficou irritada comigo. Acusou-me de
querer tirar-lhe o prazer de sentir meu cheiro de macho e lamber
o meu suor. Jogou o chapéu longe, arrancou as próprias roupas e
atirou-se sobre mim. Beijou-me efusivamente, lambeu-me o torso
com prazer e rasgou minha cueca com os dentes, após tirar-me as
calças. Tinha os peitos fartos e eu tentei mamá-los, mas fui
imediatamente repelido por ela. Fez questão de me dizer que eu
era seu escravo e só fizesse o que ela ordenasse. Abocanhou meu
cacete com gula. Disse ter ficado excitada com o cheiro de mijo
que ele exalava. Colocou-me de quatro sobre a cama e lambeu-me
todo, inclusive entre as nádegas. Meteu a mão entre as minhas
pernas e masturbou-me enquanto me lambia o cu.
Ficou esfregando as mãos espalmadas por todo o meu corpo, bem
suavemente, como se estivesse banhando um cavalo. Saltou da
cama de repente e tornou a apanhar seu chapéu de abas largas. De
volta, me deu uma rasteira nas pernas, usando o braço forte, e
jogou-me na cama como se derruba um novilho. Finalmente,
montou sobre mim e apontou minha glande para a sua vagina, se
enfiando com determinação na minha vara. Fez os movimentos de
cópula até que começou a gozar. Fê-lo aos urros, gritando UPA!
UPA! MEU GARANHÃO PAUZUDO! Depois empreendeu um
galope alucinado e violento, fodendo com gosto, até que explodiu
em orgasmos múltiplos e desvairados. Depois arriou ao meu lado
com o rosto colado ao travesseiro, de bunda empinada e pernas
arreganhadas.
Eu ainda estava excitado, pois fizera de tudo para não gozar, me
poupando para outros clientes. Mas não resisti à vontade de meter-
lhe no rabo. Ao perceber minha glande tocar-lhe a entrada do cu,
debateu-se. Eu, no entanto, disse-lhe que era a minha vez de
domar a égua. Ela dava pulos de joelhos, sobre a cama, tentando
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se desvencilhar de mim. Segurei-a com firmeza, até que consegui
encaixar a cabeçorra intumescida em seu rabo. Ela reagia com
violência, enquanto eu gritava EIAAAAAAAAAAAA!
EIAAAAAAAAAAAAA. Aos poucos fui conseguindo meu
intento, até domá-la totalmente e enfiar-lhe todo o cacete no seu
cu, que não era lá tão apertado. Ela foi parando de se debater,
bufando, até que começou a sentir prazer em ser penetrada por
trás. Minutos depois, eu explodia em gozo dentro do seu rabo.
Depois de descansarmos um pouco, tomamos banho juntos e nos
arrumamos para sair. Quando despontamos na porta, os
funcionários aplaudiram e nos ovacionaram em coro, me
parabenizando pela proeza. Pelo que entendi, apesar de ser
contumaz do posto, ela vivia reclamando que Rodrigo e Alexandre
tinham paus curtos. Acho que ficaram nos “brechando” pelo
buraco da fechadura. Ao contrário de mim, ela não ficou chateada.
Para inveja deles, me convidou para almoçar, pois já passava do
meio-dia. Até o patrão estava ali, perturbando com a gente.
Perguntei-lhe se podia aceitar o convite. Ele respondeu que eu
tinha duas horas para almoço e podia fazer o que quisesse com
elas. Agradeci e pedi à coroa para irmos logo embora.
FIM DA DÉCIMA PARTE
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BOYS – Parte XI
“Hoje deu a maior confusão na sauna. Um cliente chegou junto,
ficou com o boy, pediu para o cara gozar e, na hora de pagar,
veio com a conversa de que achava que o boy era cliente. Foi rolo
grande. Foi bater na gerência e ele terminou pagando metade do
programa. Pense no constrangimento que o boy passou. Esse tipo
de coisa acontece direto. As bichas sabem que estão transando
com um profissional e se fingem de bestas. Para tirar vantagem.
É uma raça miserável.”
******************************
A coroa levou-me a um restaurante chique situado quase do outro
lado da cidade. Depois de almoçarmos uma picanha suculenta,
disse que queria me fazer uma proposta de emprego. Escutei-a
com atenção. Pretendia que eu fosse capataz em uma de suas
fazendas de gado, no interior do Estado. Perguntei quanto seria
meu salário e ela falou que pagaria o dobro do que o posto me
pagava mais alguma coisa sempre que déssemos uma trepada
daquela lá no posto. Respondi que iria pensar no assunto, mas na
verdade eu não estava muito animado com a sua proposta. Mesmo
com um salário menor, eu via muito mais chances de ganhar muito
dinheiro fornicando com a clientela do meu atual emprego.
Ainda passamos um tempo conversando sobre trivialidades no
restaurante, depois ela pagou a conta e fomos para o
estacionamento. Lá, assim que entramos no carro, ela me pagou
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trezentos reais, dizendo que era pela ótima foda que demos.
Agradeci contente, pois não esperava que ela fosse me dar tanto
dinheiro. Beijei-a de língua em sinal de agradecimento. Ela
apertou meu pau por fora das calças, dizendo ter ficado com tesão
com aquele beijo. No entanto, tinha um compromisso importante
no começo da tarde. Então teríamos que deixar a fornicação para
outra hora. Confessou-me que ficara maravilhada com o tamanho
e grossura do meu cacete. Contou-me ser viúva e que desde a
morte prematura do marido costumava transar ás escondidas com
os cavalos de sua propriedade. O finado tinha um pênis avantajado
e ela não se contentava com menos. Era a primeira vez que eu
conhecia ao vivo uma praticante de zoofilia. A coroa disse que
adorou ter me conhecido. Deixou-me no posto de combustível
com a promessa de me procurar outras vezes.
Pelo resto da tarde, Patrícia não tirou os olhos de mim. Mostrava-
se encabulada todas as vezes que voltava do atendimento a algum
freguês, lá nos quartos. Eu continuava a lavar rapidamente os
carros da clientela em atendimento e, de vez em quando, sentia
seu olhar fixado em mim. Rodrigo e Alexandre também foram
várias vezes aos quartinhos, sempre acompanhados de gays. A
loira com jeito de sapatão saiu com uma das mulheres que
abasteceram no posto, mas voltou com menos de meia hora. Eu
apenas recebi olhares cobiçosos de mulheres e gays, mas não me
atrevi a me insinuar para eles. Deixei para fazer isso quando
estivesse devidamente fardado, como os demais funcionários do
posto. Mas percebi que a clientela estava curiosa comigo. Isso era
bom.
Ao final do expediente, dirigia-me ao banheiro no intuito de tomar
um banho para ir embora, quando Patrícia se aproximou de mim,
perguntando se eu estava de carro. Neguei com um aceno de
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cabeça, achando que ela queria uma carona. No entanto, ela é
quem estava me oferecendo uma. Disse que iria se trocar e depois
me deixaria em casa. Falou com a segurança de quem sabia onde
eu morava. Fiquei curioso. Resolvi fazer o seu jogo. Tomei um
banho rápido e fiquei esperando por ela. Os outros já tinham ido
embora. O estabelecimento fechava às sete da noite. As luzes já
estavam quase todas apagadas. Então, aquele mulherão saiu de
uma das dependências do posto de combustíveis. Usava uma calça
preta bem apertada, delineando seu corpo curvilíneo, e uma blusa,
também negra, com um generoso decote. Dava para ver que não
usava sutiã. Seu visual combinava com o cabelo cortado à Chanel
e o batom negro dava-lhe um aspecto dark. Fiquei encantado com
aquela figura extremamente feminina. Ela se aproximava de mim,
com seu andar firme sobre saltos altos e finos dos sapatos também
pretos, olhando fixamente em meus olhos. Parecia querer ver neles
o efeito que sua figura causava em mim. Tirou as chaves de uma
bolsinha também negra, que usava, e me chamou em direção a um
Laudi de cor escura que estava estacionado ao lado do carro do
patrão. Só então reconheci a morena Patrícia.
Eu ainda estava estupefato com a sua transformação, quando
sentei ao seu lado, no carro. Ela sorriu deliciosamente, exalando
um hálito de menta, e me explicou que a Patrícia que eu conhecera
de manhã usava um disfarce para trabalhar. A peruca de cabelos
longos e as roupas remendadas davam-lhe um aspecto de uma
frágil matutinha, e os clientes adoravam se sentir superiores a ela.
Por outro lado, morava perto do emprego, e não queria ser
reconhecida por vizinhos, num puteiro como aquele que era seu
local de trabalho. Para a minha surpresa, parou bem na portaria do
prédio onde eu morava, sem que eu tivesse-lhe indicado o
caminho de casa. Perguntei como ela sabia que eu morava ali. Ela
sorriu e buzinou diante do portão. Entrou com o carro e parou na
vaga reservada a uma das moradoras do prédio. Só então a
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reconheci como a filha de D. Marli, a proprietária daquela vaga.
Lembrei-me que a coroa me cumprimentava quando passava pela
portaria, mas eu nunca dei importância à jovem que sempre estava
sentada no banco do carona. Patrícia sorria docemente da minha
cara de espanto. Havia me reconhecido desde o início, quando
cheguei ao posto.
Eu agradeci pela carona e já ia descendo, quando ela me segurou
pela mão e perguntou se eu queria tomar umas cervejas. Aceitei
de pronto, mas pedi para trocar de roupas antes, pois a minha, que
eu usara para trabalhar o dia inteiro, fedia a suor. Ela perguntou se
podia me acompanhar. Subimos juntos. No caminho, expliquei-
lhe que por uns dias estava morando no apartamento de Pietro. Ela
disse que o conhecia também, pois ele trabalhou lá no posto algum
tempo atrás. Perguntou por ele e eu menti, dizendo que Pietro
estava viajando. Não quis dizer que o cara havia levado um tiro.
Entramos no apartamento e ela ficou olhando para o luxo da
mobília em todos os aposentos. Estava maravilhada com o bom
gosto do cara. Pedi licença e fui ao banheiro tomar nova ducha e
trocar as roupas suadas. Enquanto me ensaboava, ouvi batidas na
porta. Abri, tendo o cuidado de ficar escondido para que ela não
visse minha nudez, e deparei-me com Patrícia toda nua à minha
frente.
Perguntou se podia se banhar comigo. Gaguejei que sim, olhando
extasiado para aquele corpo exuberante. Ela entrou no banheiro,
roçando em mim. O pau ficou ereto no mesmo instante. Escondi a
ereção com as mãos, mas ela puxou-me pelos braços fazendo com
que eu lhe rodeasse a cintura com eles. Então me beijou com
aquele sabor fortíssimo de menta. Beijo demorado de língua,
como eu nunca antes havia sido beijado. Tentei encaixar meu
pênis em sua vagina, mas ela se afastou bruscamente. Forçou-me
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a sentar na tampa do vaso sanitário. Então arreganhou os grandes
lábios vaginais, pedindo que eu olhasse bem de perto. O que vi,
deixou-me perplexo. Ela ainda tinha hímen intacto. Era virgem!
Perguntei-lhe como ela conseguia satisfazer seus inúmeros
clientes, se ainda tinha cabaço. Ela sorriu deliciosamente e disse
que iria me mostrar seu segredo. Ajoelhou-se à minha frente e
pegou com suas mãos macias em meu pau. Masturbou-o um
pouco, depois o levou à boca. Chupou-me com a habilidade de
uma exímia profissional. Parou por uns segundos, só o tempo de
me dizer que eu segurasse o gozo o máximo que pudesse.
Explicou que o segredo dos meus companheiros para satisfazer a
clientela é evitar gozar logo. Eu deveria treinar bastante até
conseguir aguentar os trinta minutos lá no quarto sem ejacular.
Desafiou-me a ultrapassar essa meia hora sem esporrar em sua
boca. Aceitei o desafio.
Eu quase não sentia a sua língua em minha glande. Só a quentura
da sua boca. Acariciava-me suavemente os bagos, de vez em
quando apertando um pouco. Tremulou a língua no buraquinho do
meu cacete, após lamber suavemente toda a sua extensão. De
repente, senti o orgasmo se aproximando no meu âmago. Procurei
tirar meus pensamentos dali, mas agora sentia com intensidade
seus mais leves toques em meu falo. Tentei prender o gozo, mas
ele já aflorava à glande. Pedi que ela parasse, pois eu estava para
gozar. Quando eu pensei que Patrícia iria continuar, a despeito do
meu pedido, ela de repente retirou meu pau da sua boca. Olhou
para o pequeno relógio que tinha no pulso e disse que havia se
passado apenas três minutos. Eu precisaria treinar muito, disse-
me. Pediu-me para que eu relaxasse. Obrigou-me a permanecer
sentado no vaso, enquanto ela se banhava.
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Fiquei segurando o pau com um tesão danado, olhando a água
escorrendo em seu corpo, doido para meter nela. Pensei em me
masturbar, mas ela me impediu. Terminou de tomar banho e
agachou-se novamente à minha frente, voltando a mamar meu
cacete. Começou a entoar uma cantiga de ninar, sem tirar meu
mastro da boca. Pediu mais uma vez para eu segurar o gozo.
Fiquei repetindo a música em minha mente, para desviar a atenção
das chupadas em meu caralho. Desta feita, consegui aguentar
quinze minutos antes de sentir vontade de ejacular. Ela parou de
me chupar e pediu-me que eu fosse tomar banho. Demorei
bastante na ducha, até que o pau murchou. Quando desliguei o
chuveiro, ela plantou-se à minha frente de novo. Mamou-me o
cacete com gula, mas dessa vez eu estava mais preparado.
Aguentei, mais de vinte e cinco minutos, ela me mamando com
prazer, até sentir nova vontade de jorrar meu esperma em sua
boca. Pedi que parasse, pois iria gozar. Ela novamente olhou para
o relógio, sem tirar o meu pau da boca. Passou também a me
masturbar, sem dar importância aos meus gemidos. Beijava minha
glande, dizendo que queria medir a minha quantidade de esperma.
Protegeu os dentes com os lábios e mordeu com força minha
glande, masturbando-me apressadamente com as duas mãos.
Explodi em gozo em sua boca e ela apontou meu pau para o seu
rosto, seios e ventre. Despejei uma quantidade enorme de esperma
sobre si. Então ela levantou-se de repente e pressionou a buceta
molhada contra minha cara, pedindo que eu a chupasse. Meti
minha língua em seu grelo, sugando-o com voracidade. Ela pediu
que eu fosse mais devagar, pois daquele modo a machucava.
Consegui refrear o tesão e lambi com carinho e leveza o seu
clitóris. Ela começou a estremecer o corpo, anunciando o
orgasmo que logo viria. Pouco depois, urrava de prazer e puxava
minha cabeça de encontro a si, ejaculando seu líquido espesso em
minha boca. Depressa, virou-se de costas e pediu que eu viesse
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por trás. Só então percebi a importância de deixar a mulher gozar
antes de mim. O pau ainda estava em descanso e, por mais que ela
se esfregasse nele, não consegui que ficasse ereto novamente.
Fiquei aperreado, pois estava louco para comer seu cu. Ela pegou
meu caralho e ficou passando a glande em seu buraquinho, que
estava lubrificado de tesão. Agachou-se de novo e levou meu
pênis à boca, masturbando-o com urgência. Gemia ansiosa por vê-
lo crescer. Quando eu já começava a ficar chateado por causa da
minha impotência, eis que o danado voltou a dar sinais de vida.
Então ela voltou a mamá-lo com suavidade, maravilhada em vê-
lo crescendo aos poucos. Minutos depois eu o tinha todo enfiado
em sua bunda. O cu apertadíssimo criava um êmbolo que não o
deixava amolecer novamente.
Ela urrava de prazer com as duas mãos espalmadas contra a parede
de cerâmica, as pernas bem abertas, o rabo inclinado para o meu
lado. Eu metia sem pressa, fazendo movimentos suaves, quase
sem tirar nenhum centímetro de dentro. Dessa vez foi ela que
explodiu em gozo, jorrando esperma longe, tremendo as pernas
até cair de joelhos, sem forças. Eu acompanhei seu movimento,
me ajoelhando também, de modo à minha pica não sair de dentro
do seu cuzinho que agora estava escorregadio. Segurei-a pela
cintura, com as duas mãos, e continuei fazendo os movimentos de
cópula. Ela gemia pedindo para eu parar, pois iria matá-la de gozo.
Quando finalmente jorrei em seu rabo, ela pareceu ganhar nova
vigor e gozou comigo, ao sentir meu leite quente dentro de si.
Ficamos agarradinhos, jogados no chão, até que nos recuperamos.
Tomamos banho juntos e finalmente nos encaminhamos a um bar,
para tomar umas cervejas.
FIM DA DÉCIMA PRIMEIRA PARTE
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BOYS – Parte XII
Patrícia quis ir a um bar afastado do nosso bairro, longe de gente
conhecida, para podermos conversar melhor. Peguei as chaves do
carro de Pietro e pedi que ela me indicasse o caminho. Eu não era
muito de frequentar bares e, quando o fazia, ia naqueles de perto
de casa ou da escola. Minhas aulas haviam acabado na semana
anterior e eu podia beber tranquilo, contanto que não exagerasse.
Precisava acordar cedo no outro dia para trabalhar. Quinze
minutos depois, chegávamos a um barzinho aconchegante, na orla
marítima de Olinda. Pedimos uma cerveja bem gelada e isca de
peixe frito para petiscar. Ela brindou à nossa amizade e sorvemos
um bocado da bebida geladíssima de um único gole. Voltamos a
encher nossos copos e iniciamos o papo.
A primeira coisa que ela me disse foi que estava se demitindo do
posto de combustíveis. A demora seria o dono achar-lhe um
substituto e eu já havia sido contratado em seu lugar. Então, aquele
tinha sido o seu último dia de trabalho lá. Fiquei triste, pois
esperava continuar trabalhando consigo. Explicou que a mãe
havia montado uma clínica estética e de massagens, e passaria a
trabalhar com ela. Já andara conversando com os seus fregueses
habituais e estes haviam prometido fazer-lhe uma visita. Pediu-me
para que eu não falasse a ninguém que a vira trabalhando no posto.
Os vizinhos não precisariam saber da nossa viração. A mim
também não interessava que descobrissem que eu me prostituía.
Aí uma figura conhecida apareceu na porta do bar.
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Patrícia foi a primeira a reconhecer Carlos, o amigo boy de Pietro.
Acenou para ele, chamando-o à nossa mesa. Sem saber que já nos
conhecíamos, nos apresentou um ao outro. Carlos apertou minha
mão e sentou-se, sem demonstrar que já havíamos nos encontrado.
Ela disse que eu ficaria trabalhando em seu lugar, lá no posto, e
ele perguntou se eu estava ao par dos procedimentos. Falei que já
tinha traçado a minha primeira cliente, mas ainda estava por fora
dos preços cobrados. Ele explicou que isso variava de freguês para
freguês. Eu deveria cobrar um valor mais alto aos que fossem mais
assíduos. Eu achava que era justamente o contrário. Terminou
pegando uma caneta e anotando num guardanapo uma tabela
elementar, descrevendo uma quantia para cada modalidade de
sexo. Fiquei animado ao saber o quanto eu poderia ganhar por dia,
se conseguisse ao menos um cliente a cada hora.
O celular de Patrícia tocou e ela pediu-nos licença para ir atender
do lado de fora do bar, pois onde estávamos não tínhamos um bom
sinal. A jovem esteve alguns minutos conversando e depois veio
nos dizer que havia surgido um imprevisto e teria que nos deixar.
Nós nos despedimos com a promessa de voltarmos a tomar umas
cervejas juntos. Carlos, à sua saída, perguntou-me se eu a conhecia
há muito tempo. Não quis dizer que morávamos no mesmo prédio,
então falei que a tinha encontrado naquele dia, lá no posto. Aí o
cara passou a falar mal dela, o que me deixou bastante chateado.
Tentei mudar de assunto várias vezes, até que finalmente consegui
que ele falasse da sua própria vida.
Disse que era casado, pai de dois filhos, e que a esposa não sabia
que se prostituía. Fora um dos primeiros a trabalhar no posto de
combustíveis, junto com Pietro, e ambos inauguraram o rendez
vous. No entanto, descobriu que as saunas davam mais dinheiro e
convenceu o amigo a deixar o emprego e fazer uma parceria com
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ele. Antes das saunas, porém, começou se prostituindo em
cinemas pornôs. Fiquei curioso. Já havia notado as duas únicas
salas de projeção de filmes eróticos que ainda existiam na cidade,
mas nunca me dera curiosidade de entrar em nenhuma delas.
Perguntei a Carlos como ganhar dinheiro nesses ambientes. Ele
pediu outra cerveja e sorveu um longo gole da boca da garrafa.
Então, perguntou se eu queria conhecer um desses lugares naquela
noite. Topei. Ele fez questão de pagar a conta total do bar e fomos
embora.
Quem cruza as cortinas vermelho-desbotadas na entrada do Cine
Mix, no Centro do Recife, numa quarta-feira, não entra
desavisado. Os cartazes indicam que é dia de show de sexo
explícito e espera-se encontrar de tudo. Mas um distinto casal de
classe média, ela com uns 40 anos, ele com uns 45, transando no
meio da plateia, é improvável. Como se o limpo invadisse o sujo,
roubando a cena. Aparentemente, eles nada têm a ver com aquele
mundo. Mas são os que estão mais à vontade. No palco, onde
deveria estar sendo exibido algum filme, dois mascarados nus
encenam um coito gay, porém percebe-se que são maus atores.
Nota-se que a felação é apenas simulada, e que quase não tocam
o sexo um do outro com a boca.
Carlos me mostra um cara alto e loiro, com jeito de gringo,
conversando com um boy. Diz que, se eu for lá fora, o melhor
carro é o dele. Antes de eu entrar no cinema pornô, havia
percebido um importado com placa estranha. Vi que se tratava de
um automóvel do corpo consular. E o loiro vestia roupas
finíssimas, destacando-se de todos do local. No entanto, o cara
circulava por todos os ambientes sujos do cinema com a
desenvoltura de quem conhece muito bem o local. Flerta com um
boy, com outro, cochicha ao pé do ouvido com um negro alto e
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forte, e finalmente parece ter escolhido. Ambos desaparecem em
um dos cubículos distribuídos pelos corredores escuros do
cinema.
Na escuridão da sala suja, nem a lei escapa. Num canto do cinema,
nas cadeiras da ponta, dois policiais militares fardados usam a mão
na mesma coreografia solitária de homens presos às sequências
simuladas de masturbação dos dois mascarados do palco, frente à
tela encardida. Uma cena absurda, considerando que ali eles são a
representação do Estado na plateia, com todo o simbolismo que a
farda significa. Absurda, mas não incomum. Pouco depois, uma
dupla da Rocam aparece para pegar um lanche e fica
acompanhando a cena explícita de sexo anal que se desenrola com
os gays no palco.
Com o pensionato de freiras e a Igreja da Soledade ao lado, o
ambiente decadente do cinema é lugar de fantasia. Lugar onde se
busca o fetiche. E, em nome dele, a inversão dos papéis pode
chegar a extremos inesperados. Porque faz parte do jogo o
contraditório. O avesso. É o flerte com o sujo e o marginal que
atrai. É a perversão como escape à vida rotineira, certinha, do
relógio de ponto, sessão de DVD com os amigos aos sábados após
o supermercado, almoço familiar aos domingos e sexo
comportado.
Olhei para uma senhora que parecia estar acompanhando o
marido. Uma mulher acompanhada de um homem só – explicou-
me Carlos – só pode estar buscando uma coisa: sexo a três. Não
precisa dizer nada. Nem fazer. Basta corresponder aos olhares que
lhe são lançados. E nessa noite, foram muitos. Os boys já se
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posicionavam de forma a serem notados. Mas o casal olhava mais
em nossa direção. Carlos perguntou se eu topava fazer minha
iniciação ali, naquela oportunidade. Eu já estava satisfeito de sexo
com Patrícia, antes de irmos ao bar, então rejeitei o programa.
Falou-me que as saunas estavam passando por uma fase ruim e ele
estava muito precisado de dinheiro. Iria tentar a sorte com o casal.
Tirou seu celular do bolso e me entregou. Disse que eu poderia
atender, caso houvesse alguma ligação. Afirmasse que ele estava
ocupado. Decerto seria uma de suas clientes e, se eu quisesse,
poderia oferecer meus serviços a ela. O casal parecia ser cheio de
grana. Outro dia ele pegaria o celular comigo. Entendi que ele
estava querendo dizer que iria demorar e que eu poderia ir-me
embora. Despedi-me do cara, desejando-lhe boa sorte, apesar de
que fiquei observando de longe o que ele iria fazer para ganhar a
concorrência com os outros boys dali.
Carlos caminhou diretamente para o casal, parando a meio metro
da senhora. Apresentou-se e apertou primeiramente a mão do
homem. Depois que apertou a mão da senhora, continuou
segurando-a enquanto abria o zíper com a outra mão. Espalmou a
mão da mulher e tocou nela com o cacete já ereto. Quando eu
pensei que ela iria se escandalizar, a coroa apalpou-o com carinho,
olhou sorridente para o marido e acenou-lhe com a cabeça, em
sinal de aprovação. Os três estiveram conversando por pouco
tempo, até que se levantaram juntos e entraram em uma das
cabines do corredor. Os outros boys voltaram suas atenções para
o sexo que se desenrolava no palco.
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Agora, o que tinha sido enrabado comia o cu do outro, enquanto o
punhetava ao mesmo tempo. Um dos policiais da Rocam se
masturbava apressadamente, sem tirar o sanduíche da boca. O seu
companheiro parecia já ter gozado, pois o pênis estava murcho e
babado, saindo pelo zíper da calça. Nas cadeiras do canto, os
outros policiais tinham, cada um, um boy chupando-lhes o cacete.
Ambos os representantes da lei estavam sentados na poltrona,
pernas bem abertas, com os rapazes ajoelhados entre elas. Achei
a cena degradante. Saí dali enojado com os homens da lei.
Quando entrei no carro e já manobrava para sair do
estacionamento, eis que o celular de Carlos toca. Uma tal Andreza
ligava. Relutei em atender, mas finalmente o fiz. No entanto,
talvez me lembrando do novo emprego de Patrícia, atendi assim:
CASA DE MASSAGENS ERÓTICAS PARAÍSO, BOA NOITE?
E a voz do outro lado calou por um instante, talvez averiguando
se havia teclado errado o número do rapaz. Depois, com voz
irritada, disse que sabia que era Carlos que estava falando e que
não adiantava ele mudar o timbre da voz. Mais uma vez repeti a
forma de atendimento, dizendo que ali não trabalhava nenhum
Carlos. Ela perguntou para onde ligara, mesmo. Novamente fingi
ser o telefone de uma casa de massagens eróticas e ela ficou
interessada em saber como funcionava o local. Expliquei que
atendíamos a domicílio e que as massagens se dividiam em dois
grupos: as relaxantes, ideais para um fim de dia estressante de
trabalho; e as eróticas, que incluíam uma cópula ao final do
tratamento à base de gel.
Eu estava me divertindo com o trote. Aí ela disse que estava
precisando de uma massagem anti-estressante, e perguntou quanto
eu cobrava. Estanquei o carro, surpreso. Não esperava que ela
continuasse o papo. Pensei em me sair, dizendo que o cara que dá
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esse tipo de massagem estava ocupado no momento, e só ele
poderia responder sobre valores. Então ela me questionou sobre o
meu trabalho na clínica. Disse-lhe que o outro aplicava as
massagens e eu apenas copulava com as madames. Perguntou
quanto eu cobrava pela foda e em quais tipos de sexo ela seria
contemplada.
Cerca de vinte e cinco minutos depois, eu parava no
estacionamento de um condomínio de classe média, no bairro de
Boa Viagem, um dos mais nobres do Recife. Ainda respirei fundo
ao sair do carro, achando que não devia ter ido além com o trote,
mas fiquei curioso por conhecer a dona daquela voz tão carinhosa
ao telefone. Olhei mais uma vez para o endereço anotado e subi
pelo elevador, parando no andar indicado. Abriu-me a porta uma
jovem loira muito bonita, que levou um dedo aos lábios, pedindo
que eu não fizesse barulho.
Puxou-me pela mão andando nas pontas dos pés, levando-me para
o quarto. Fechou a porta trás de si e finalmente olhou para mim
com mais vagar. Ela pareceu ter ficado satisfeita com o que viu,
pois me beijou suavemente os lábios. Estava vestida com uma
camisola negra bem sensual, que eu fui tirando devagar, beijando
cada parte do seu corpo à mostra. Ela gemia a cada toque dos meus
lábios, até que meteu a mão entre minhas pernas e me apertou o
sexo com firmeza. Parecia carente, como se não fodesse há muito
tempo. Quase arrancou minha calça e cueca do corpo, deixando às
vistas meu mastro avantajado. Puxou-me com urgência para a
cama, sem querer saber de preliminares. Apenas esperou que eu
vestisse uma camisinha, tirada às pressas do bolso, que quase não
cobria nem metade do meu enorme pau, apesar de ser de número
extra grande. Pediu que eu metesse logo em sua buceta melada.
Não me fiz de rogado.
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No entanto, quando começou a gozar, passou a sussurrar o nome
de Carlos ao meu pé de ouvido. Isso me deixou constrangido,
apesar de sua vulva quente me deixar muito excitado. A moça
metia bem, e se contorcia em êxtase a cada orgasmo, me lanhando
as costas com suas unhas afiadas. A dor me dava mais tesão, e eu
socava quase com violência em sua gruta encharcada, fazendo-a
delirar de prazer. Dessa vez prendi ao máximo minha vontade de
ejacular, esperando que ela me oferecesse a bunda como Patrícia.
Como não o fez, tive que tomar a iniciativa. Voltei-a de costas
para mim e apontei a glande lambuzada do seu gozo para o seu
buraquinho estreito. Ela apenas pediu para que eu não a
machucasse. Suportou a entrada da cabeçorra, me ajudando a
penetrá-la, arreganhando bem as nádegas com as próprias mãos.
Quando entrou um pouco, empinou-se toda para facilitar o coito.
Pediu que eu não gozasse até que ela conseguisse engoli-lo todo.
Eu já estava quase ejaculando, mas consegui esperar mais um
pouco. Ao sentir que seu túnel estava mais escorregadio e
relaxado, explodi num orgasmo intenso. Ela retirou-se do meu pau
e agachou-se à minha frente, mamando-o até que não sobrou nem
um restinho do meu leite. Deu quase uma gargalhada de
felicidade, depois começou de repente a chorar. Caiu num pranto
convulsivo, e eu sem entender nada. Depois, soluçando, pagou-
me o combinado e acompanhou-me até à porta, sempre pedindo
que eu fizesse silêncio.
Ela prendia os soluços com muita dificuldade. Viu que não havia
ninguém nos corredores e veio comigo, só vestida de camisola, até
a porta do elevador. Implorou-me para que eu apagasse o seu
número do meu telefone. Prometi-lhe fazer isso mais tarde, mas
ela exigiu que eu lhe desse o aparelho. Queria ter certeza de que
eu não teria seu número, deletando-o ela mesma. Fiz a besteira de
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dar-lhe o celular de Carlos. Confundi-o com o meu, pois eram do
mesmo modelo. Quando quis trocar pelo outro, ela já havia
reconhecido o celular do cara. Olhou-me com cara de pavor.
Perguntou o que eu estava fazendo com o celular do seu marido.
A pergunta me pegou de surpresa. Rápido, inventei que ele o havia
deixado na casa de massagens, onde costumava fazer terapia
relaxante ao menos uma vez por semana, para diminuir o estresse
do dia a dia. Ela ficou cismada, mas parece ter engolido a
explicação. Pediu que eu deixasse o aparelho, mas eu repliquei
que era melhor não, pois ele iria desconfiar de alguém ter deixado
seu celular em casa, já que a clínica não possuía seu endereço. Ela
concordou comigo e pediu-me para levá-lo de volta. Mas pediu-
me, pelo amor de Deus, que eu nunca tocasse com ninguém
naquele assunto. Era a primeira vez que traía o marido e, por azar,
logo com alguém que o conhecia. Fiz votos de silêncio e fui
embora.
Saí do conjunto de apartamentos temendo encontrar Carlos vindo
para casa. Por sorte, ele deve ter demorado lá no cinema pornô,
com o casal de coroas. Pensei em como o mundo era pequeno.
Jamais imaginei estar trepando com a esposa do amigo de Pietro.
Qual seria sua reação, se um dia descobrisse o ocorrido? Não quis
nem pensar nessa possibilidade. O cara parecia ser um sujeito
muito violento. E a pobre jovem parecia nem desconfiar de que
ele era um gigolô, um reles garoto de programa. Um boy, como
eu. Entendi naquele momento umas frases que o rapaz havia me
dito, ainda quando nos dirigíamos ao cinema. Em outras palavras:
eu também deveria manter minha vida devassa no mais completo
anonimato.
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“A vida de um garoto de programa é muito discreta. Ele não se
permite falar com um cliente no meio da rua. Só fala se o cliente
falar. Médico, advogado, zelador de hospital, cortador de cana, o
peão mais bruto, todos frequentam esse tipo de ambiente. Porque
a homossexualidade não está na profissão, está na cabeça do
cara. Já o boy, pode ser o teu vizinho, pode morar no apartamento
do lado, mas você nunca vai saber. A menos que ele próprio te
diga. Nem a própria família dele sabe. Pois se a coisa vazar, é
problema para o boy na certa.”
FIM DA DÉCIMA SEGUNDA PARTE
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BOYS – Parte XIII
"Prostitutos, michês, garotos de programas, gigolôs, boys, não
importa como são chamados. Fazem parte de um mundo que só
chega aos olhos e ouvidos da sociedade quando há um crime.
Quando algum pai de família, senhor respeitável, ou qualquer
outro, é assassinado em um local escuso, com violência da mais
brutal, corpo achado seminu, ensanguentado, parentes com cara
de espanto, escândalo na porta, ninguém querendo declarar
nada, preferindo calar. É um mundo dos mais secretos. Onde
quem está dentro se compromete em silenciar. Quem está fora
nem quer saber o que se passa por lá. Onde não se revelam as
identidades, depoimentos são dados desde que nomes sejam
omitidos."
*******************
Quando cheguei ao condomínio onde moro, o portão foi aberto
por uma jovem loira que eu não conhecia. Apresentou-se como
Soraya, a nova porteira do prédio. Simpatizei imediatamente com
ela. Metódica, anotou meu nome e o número da placa do carro de
Pietro, que eu estava dirigindo. Tinha um olhar inteligente e se
expressava bem, como se fosse universitária. Também era bonita
e tinha um andar provocante, mas não parecia uma mulher vulgar.
Perguntou-me em que apartamento eu morava e fiquei na dúvida
se dava o endereço de minha tia ou o de Pietro. Decidi-me pelo
primeiro. Ela tornou a anotar no caderninho que tinha em mãos.
Mas ficou curiosa quando estacionei o automóvel na vaga
pertencente a Pietro.
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Tinha uma expressão desconfiada quando desci do carro e acenei-
lhe, indo em direção ao elevador. Mas não dei importância ao fato,
resolvido a dar uma passada no apartamento de minha tia.
Chegando lá, encontrei-a adormecida na cama, junto com Pietro.
Apesar de cobertos pelo lençol, dava-se para perceber que ambos
estavam nus. O namorado dela não estava no apartamento, decerto
também não aparecera naquele dia. Pensei que ambos estivessem
dormindo e já ia embora, quando ouvi a voz do rapaz.
Cumprimentou-me e perguntou como havia sido meu dia lá no
posto de combustíveis. Falei-lhe sobre o macacão que havia ficado
pequeno para mim. Ele me disse que havia um par de fardamentos
do posto em uma de suas gavetas, que decerto daria para alguém
do meu tamanho. Eu podia ficar com eles. Agradeci e
conversamos um pouco, depois preferi ir dormir, pois estava
muito cansado. Teria que acordar cedo no outro dia, então me
despedi e fui para o seu apartamento. Achei os macacões em seu
guarda-roupa, provei um deles e fiquei satisfeito. Ambos tinham
seu nome bordado no peito, mas isso não me incomodava.
No dia seguinte, fui o primeiro a chegar ao posto de combustíveis.
Nem o patrão havia chegado ainda, então tive que esperar por ele
para que abrisse o estabelecimento. Ficou contente por eu ter
resolvido o problema do fardamento e perguntou por Pietro. Não
entrei em detalhes sobre o seu problema de saúde. Disse apenas
que ele estava se recuperando de uma enfermidade. O viado não
era curioso. Entregou-me as chaves e pediu que eu destravasse as
bombas de combustíveis. Logo começaria a chegar clientes. Um a
um, meus companheiros de trabalho foram assumindo seus postos
e o dia começou ensolarado. A manhã transcorreu tranquila, quase
não aparecendo interessados em usar os quartos como motel.
Alguns clientes perguntaram por Patrícia, mas fomos instruídos
pelo patrão a dizer que ela estava de férias. Isso, até encontrarmos
quem a substituísse em seu “entretenimento” aos fregueses, todos
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do sexo masculino. Aí um carrão belíssimo, de uma marca que eu
não conhecia, estacionou para abastecer.
Todos cumprimentaram o coroa de cabelos grisalhos que desceu
do automóvel. Uma morena esbelta, que estava sentada no banco
do carona, também saiu. Estava de costas para mim, por isso não
dava para ver-lhe o rosto. Quando se virou em minha direção,
ambos tivemos uma surpresa: ela, por reconhecer o macacão de
Pietro, que eu estava usando; eu, por reconhecer a linda morena
que eu vira na fotografia lá no apartamento do cara. A tal que ele
parecia estar enrabando enquanto lhe apalpava a buceta.
Aproximou-se de mim, aproveitando que o coroa tinha ido falar
com Rodrigo e Alexandre, enquanto eu abastecia o automóvel.
Perguntou-me pelo dono do macacão. Parecia aflita. Relutei por
um momento, porém resolvi dizer-lhe que ele havia sido baleado,
mas estava bem. Ela deu um suspiro aliviado no instante em que
o coroa olhava em nossa direção. Ele fez uma cara desconfiada e
depois caminhou com passos rápidos diretamente para nós. Ela,
vendo-o aproximar-se furioso, ficou amedrontada. Quis entrar de
volta ao carro, mas ele a alcançou antes. Perguntou o que
estávamos conversando e ela se negou a dizê-lo. O forte tabefe
que o coroa lhe deu me pegou de surpresa. Ela caiu no chão sujo
do posto. O cara continuou dando-lhe bofetões e chutando, mesmo
ela estando caída no solo.
Quando eu ia intervir, o patrão saiu lá de dentro perguntando o
que estava havendo. Estava furioso, mas logo mudou de atitude
quando reconheceu o agressor. Apertaram-se as mãos, como se
fossem grandes amigos. Depois chamou um dos rapazes e pediu
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que levasse a morena até o consultório de sua irmã, que ficava em
uma das salas do estabelecimento. Depois o patrão trancou-se com
o coroa em seu escritório, fechando as cortinas. Quando a bela
morena saiu do consultório da dra. Rejane, irmã do dono do posto,
estava com vários hematomas no rosto e andava com dificuldades.
Entrou no carro sem nem olhar para mim. Ficou lá sentada na
cadeira do carona, com o olhar vago. A nossa companheira com
jeito de lésbica foi conversar com ela, mas a morena não queria
saber de papo. Perguntei a Alexandre quem era o coroa e soube
que o cara era um juiz escroto, que vivia batendo na morena por
qualquer besteira. Era cismado de que ela teve um romance com
um cara que já trabalhou no posto e sempre voltava ali na ânsia de
tornar a encontrá-lo. Deduzi tratar-se de Pietro, mas não disse
nada. Perguntei por que ninguém o impedia de bater-lhe. Disseram
que o coroa tinha o péssimo hábito de atirar em quem se metesse
com ele. E ficava por isso mesmo, pois ele usava e abusava de sua
autoridade sobre os delegados da cidade.
Naquele momento, entendi por que Pietro não manifestava o
desejo de se vingar de quem lhe dera o tiro. Não adiantaria nada
prestar queixa à polícia, pois esta não faria nada contra o juiz.
Subiu-me uma revolta repentina, mas percebi que o pessoal se
afastou de mim, disfarçadamente, quando o merda do juiz saiu do
escritório do patrão ainda fechando o zíper da calça. Lançou-me
um olhar maligno, antes de perguntar se eu já havia completado o
tanque com combustível. Sustentei-lhe o olhar e falei que sim. Ele
deu partida no carro e foi embora, sem pagar nem agradecer.
Quando o cara desapareceu de vistas, Alexandre retirou do bolso
um pedaço de papel e me entregou. Continha um nome e um
número de celular. Disse-me pertencer à morena, que pediu que
ele o entregasse a mim.
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À noite, quando larguei, estava ansioso para telefonar para a
morena e saber o que ela queria comigo. Procurei um orelhão das
redondezas e liguei para o número indicado no papel. Uma voz de
homem respondeu. Desliguei imediatamente. Dei um tempo e
liguei de novo. Dessa vez, uma voz feminina atendeu.
Identifiquei-me como sendo o cara que vestia o macacão de Pietro.
Ela apenas pediu o meu número de celular. Disse que me ligava
ainda naquela noite. Desligou antes que eu pudesse perguntar se
ela estava melhor.
Resolvi ir para o apartamento de Pietro, esperar sua ligação. Algo
me dizia que ela iria demorar a me telefonar. Retirei o quadro da
parede, onde ela posava com o rapaz, e fiquei por longo tempo
olhando a fotografia. Acho que estava apaixonado pela sua beleza.
Não, não era paixão. Eu desejava aquele corpo que Pietro
enrabava na foto. Tanto que o pau ficou duro só de pensar em
meter naquele rabo. Quando pensei em me masturbar pensando
nela, o celular tocou. Corri para atender, pois o tinha deixado
dentro do bolso da calça. Mas o aparelho que tocava era o de
Carlos. O que ele havia deixado comigo na noite anterior. Fiquei
na dúvida se atendia ou não. Atendi.
Uma voz masculina, mas com timbre afetado, disse apenas:
PIETRO ESTÁ VIVO. PRECISAMOS FAZER ALGO O
QUANTO ANTES. Depois, desligou. Pensei em ligar de volta e
perguntar o que estava se passando. Mas dessa vez foi o meu
celular que tocou. Atendi e uma voz feminina, que eu reconheci
de imediato, perguntou se a gente podia se encontrar. Indaguei se
o coroa não iria lhe causar problemas. Ela disse que eu não me
preocupasse, já que havia colocado algo em sua comida para que
ele adormecesse. O sonífero faria efeito por seis horas
consecutivas. Daria tempo de sobra para conversarmos. Marcou
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um local onde eu deveria apanhá-la, depois iríamos para um lugar
onde pudéssemos conversar. Peguei o carro de Pietro e fui buscá-
la.
Estacionei próximo à orla de Boa Viagem, nos arredores de onde
ela morava, e ficamos olhando o mar. Durante todo o percurso até
ali, ela não abriu a boca. Perguntei-lhe o que queria falar comigo.
Ela ainda esteve, por um momento, pensativa. Depois perguntou
de onde eu conhecia Pietro. Contei-lhe toda a história, tintim por
tintim. Parecia menos aflita quando terminei. Disse, então, que
havia conhecido Pietro há alguns anos e se apaixonara por ele. No
entanto, seu pai nunca permitiu que ela tivesse namorado. Referia-
se ao coroa de cabelos grisalhos que lhe bateu lá no posto, e que
eu supunha ser seu marido. Pietro enfrentou seu pai, e este o
ameaçou de morte. O rapaz acovardou-se e acabou o romance com
ela.
Então, conheceu outra pessoa e passou a ter um relacionamento às
escondidas. O cara era mais afoito que Pietro e andaram se
encontrando muitas vezes, antes que o velho desconfiasse que ela,
novamente, tinha alguém. Certa noite, encontrou-se com Pietro
por acaso e estiveram conversando dentro do carro dele. O mesmo
carro em que estávamos agora. Aí seu pai, que a mantivera o
tempo todo sob vigilância, achou que o rapaz continuava sendo
seu amante. Atirou em Pietro sem dar-lhe tempo de explicar a
situação. Depois a arrastou de lá, à base de tabefes, deixando o
cara agonizante. O resto, eu já sabia.
Calei-me sobre o telefonema estranho que deram para Carlos. Ela
ficou olhando para mim, enquanto eu permanecia pensativo.
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Perguntou-me se eu podia levá-la até onde estava Pietro. Respondi
que teria que consultá-lo primeiro. Ela disse que entendia meu
cuidado, mas poderia me pagar bem se eu lhe conseguisse um
encontro com ele. Não se tratava de dinheiro, expliquei-lhe. Então,
de uma forma bem insinuante, falou-me que havia percebido meus
olhares gulosos para o seu corpo, quando esteve no posto naquele
dia. Confessei-lhe que havia uma foto sua com Pietro que me
deixava excitado todas as vezes que via. Ela olhou para o meu pau,
que quase pulava da calça te tão duro. Abriu-me o zíper. Ficou
maravilhada com o seu tamanho e grossura e esteve brincando
com ele nas mãos. Negociou comigo. Afirmou que daríamos uma
boa foda se eu a levasse até onde o cara estava. Respondi que não
era preciso isso, bastaria ele concordar em vê-la. Aí ela sussurrou
bem próximo ao meu ouvido também ter ficado tarada por meu
pau. Queria-o dentro de si nem que fosse por uma única vez.
Arrepiei-me todo com aquela declaração. Fizemos um trato:
iríamos para um motel e daríamos uma rapidinha, antes que seu
pai acordasse e a procurasse. Prometi que, no outro dia, arranjaria
um encontro dela com Pietro. Ela concordou sem nem titubear.
Nem bem chegamos ao motel mais próximo, ela se atirou em meus
braços, beijando-me e tirando minhas vestes ao mesmo tempo.
Deu-me um banho de língua antes mesmo que a última peça das
minhas roupas estivesse caída ao chão. Mamou-me o cacete com
uma técnica até então desconhecida para mim. Serpenteava a
língua em meu pau de forma voraz, como se lhe desse uma surra
com ela. A danada tinha uma língua enorme, e estalava-a em meu
cacete, como se o estivesse chicoteando. A sensação era
maravilhosa. Depois me chupou com gula, quase me arrancando
o primeiro gozo. No entanto, todas as vezes que eu tentava despi-
la, se esquivava dengosa. Meti-lhe a mão entre as pernas e
arranquei-lhe a calcinha. Estava suja de sêmen. Levantei-lhe a saia
e deixei à mostra uma vagina minúscula, que até parecia atrofiada.
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Ela olhou-me envergonhada, dizendo ter uma deformação no
sexo. Perguntou se eu perdera o tesão por ela por causa de sua
deformidade.
Eu estava muito excitado para pensar em algo que não fosse
meter-lhe na buceta. Quase a joguei sobre a cama do motel,
deitando-me sobre ela. Coloquei uma camisinha às pressas,
apontei minha cabeçorra para sua minúscula vulva e forcei a
entrada. Ela gemeu de dor, mas pediu que eu não parasse. Tinha
um túnel apertadíssimo, muito parecido com um cu virgem. Nem
bem enfiei um terço do meu cacete, ela pediu-me que parasse, pois
não aguentava mais de tanta dor. Frustrado, saí de cima. Mas ela
virou de costas, me oferecendo a bunda empinada. Meti ali meu
caralho inchado, com cuidado para não machucá-la. Ela engoliu-
o sem problemas, relaxando seu orifício e fazendo-me escorregar
macio dentro de si. Ficava prendendo minha rola com o ânus, me
causando uma sensação maravilhosa. Pediu-me que eu avisasse
quando fosse gozar. Percebeu antes que eu lhe dissesse e retirou-
se do meu pau, ficando de frente para mim. Arrancou-me a
camisinha depressa e ordenou que eu ejaculasse em seu rosto
inchado por causa dos hematomas. Explodi em gozo em sua face.
Ela ficou passando meu esperma por tudo que era inchaço,
dizendo que aquilo a faria ficar curada mais depressa. Eu sabia
que sêmen era bom para a pele, mas não para tratar de feridas.
Olhei bem entre suas pernas e percebi um líquido branco e espesso
lhe escorrendo pelas coxas. Fluía em quantidade até maior do que
a porra que eu vertera nela. Fiquei olhando para o seu sexo
deformado. Possuía o aspecto de uma vagina, mas parecia mais
uma simples racha entre as pernas. Tinha um pinguelo um tanto
avantajado que mais se assemelhava a um minúsculo pênis saindo
da abertura. Nunca eu havia visto uma buceta com aquele formato.
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Ela, percebendo minha curiosidade, virou-se para o outro lado,
encabulada.
Pediu para descansar um pouco, pois ainda estava resfolegando.
Prometeu que responderia depois todas as perguntas que eu lhe
fizesse. Eu também estava exausto. Acho que havia despejado
nela todo o meu esperma. Deitei-me na cama e fechei os olhos.
Tinha finalmente matado o desejo de comer a morena dos meus
sonhos, aquela pela qual havia batido punhetas vendo-a sendo
enrabada na fotografia que via no quarto de Pietro. Quem ligava
que ela tivesse uma xana um pouco diferente? O fato é que eu não
sabia em que enorme encrenca estava me metendo...
FIM DA DÉCIMA TERCEIRA PARTE
BOYS Ehros Tomasini
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BOYS- Parte XIV
"O culto exacerbado à própria virilidade é grande entre os boys.
Pois "macho" é palavra decisiva no mercado de homens. Sempre
confirmada e expressa em atitudes. Agrega valor ao produto. Boa
parte dos que juram ser héteros, que não admitem dúvidas, 100%
ativos, que até se encrespam se a desconfiança for adiante, abre
mão de suas convicções se o pagamento aumentar. Eles moldam
seus corpos, almas e condutas para se mostrarem os mais
másculos possível. É para valorizar o passe. E creem que, mesmo
adotando o papel passivo vez por outra, a justificativa do dinheiro
a mais é suficiente para isentá-los."
*******************
A fala masculina, mas com entonação homossexual, foi breve ao
telefone: CADÊ VOCÊ QUE NÃO RESPONDE AOS MEUS
TELEFONEMAS? O CARA ESTÁ VIVO. TENHO COMO
CONSEGUIR O ENDEREÇO DELE. VEJA SE NÃO FALHA,
DESTA VEZ! E desligou o telefone sem esperar resposta. Eu
havia acabado de deixar a morena belíssima e charmosa perto do
prédio onde mora, depois de passarmos momentos maravilhosos
no motel. Mas ela temia que o pai despertasse e a procurasse, por
isso apressou-se em ir embora. Mesmo estando sob efeito de
soníferos, o velho juiz poderia dar pela falta dela. Aí, quando eu
já me dirigia de volta para casa, o celular de Carlos tocara. Eu
apenas atendera com um alô, sem pronunciar nenhuma outra
palavra. Então a voz afetada dera aquele recado funesto.
BOYS Ehros Tomasini
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Estava claro para mim que Carlos estava envolvido no atentado
contra Pietro, apesar de que, dessa vez, aquela voz de boiola não
havia tocado no nome dele. E eu achando que o boy era amigo do
rapaz baleado. Era preciso avisá-lo imediatamente. Soraya, a nova
porteira do meu prédio, abriu-me o portão com um sorriso
encantador. Saiu do seu posto e ajudou-me a manobrar para
estacionar o carro de Pietro na vaga pertencente a ele, pois havia
um veículo mal colocado na garagem que atrapalhava o trânsito
local. Desci do automóvel e beijei-a suavemente no rosto, em tom
de agradecimento. Ela recebeu o beijo contente. Disse-me que eu
precisava fazer aquilo mais vezes. Deu-me vontade de beijá-la na
boca, mas eu estava apressado em falar com o hóspede lá de casa.
Pietro estava deitado no sofá da sala, com a cabeça no colo de
minha tia, que lhe alisava os cabelos. Vestia uma bermuda Jeans
e estava sem camisa. Percebi movimentos na cozinha e estiquei o
pescoço para ver quem estava lá, mesmo já sabendo que iria
encontrar o namorado de minha tia. O cara voltou para a sala com
uma vasilha enorme cheia de pipocas, mais três copos de
refrigerante numa bandeja. Iam começar a assistir algum filme, os
três. Muito à vontade com a presença de Pietro e sem demonstrar
um pingo de ciúmes, sentou-se no sofá após o jovem levantar as
pernas para que ele se acomodasse. Depois o rapaz pousou
tranquilamente os pés sobre as coxas do namorado da minha tia,
que ofereceu pipoca a todos. Peguei um punhado e disse a Pietro
que precisava falar a sós com ele. Eu não queria que minha tia
percebesse que o cara estava correndo perigo.
Fomos para o meu quarto e tranquei a porta. Com poucas palavras,
fiz um resumo dos acontecimentos do dia, omitindo a ida ao motel
com a bela morena. Ele ficou pensativo quando falei das minhas
suspeitas sobre Carlos. Olhou-me fixamente nos olhos e
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perguntou se eu estava apaixonado pela morena. Percebera, pelo
meu tom de voz, que eu estava interessado nela. Talvez pela minha
insistência de que ele marcasse um encontro entre os dois. Não
consegui encará-lo quando confessei que a achava muito bonita e
tinha desejos de meter com ela. Ele deu uma sonora gargalhada e
depois, muito sério, disse que eu me afastasse dela. Temia que eu
me metesse em alguma encrenca das grandes. Achei que se referia
ao fato do pai ter fama de atirar em quem se aproximasse dela.
Mas ele garantiu-me que não havia sido o juiz que lhe deu aquele
tiro. Não queria falar ainda sobre o episódio, no entanto
assegurou-me que logo as coisas seriam esclarecidas.
Agradeceu-me pelo alerta, mas foi taxativo em dizer que não iria
se encontrar com a bela morena. Ainda tentei insistir, mas ele
cortou o assunto. Esteve um tempo pensativo, sentado em minha
cama, depois meteu a mão no bolso, sacando seu aparelho celular.
Pediu-me licença, pois queria fazer uma ligação particular. Deixei
o quarto e me despedi de minha tia e seu namorado, indo para o
apartamento de Pietro. Adormeci tentando resolver todo aquele
mistério, sem êxito.
No outro dia, quando saí cedo para trabalhar, estranhei Soraya
ainda estar de plantão na portaria. Pelo jeito, estivera mais de doze
horas em seu posto. Acenei para ela e joguei-lhe um beijo na ponta
dos dedos. Ela retribuiu da mesma forma, com um sorriso
maravilhoso nos lábios. Não demonstrava sequer um pingo de
cansaço. E o dia correu tranquilo, lá no posto de combustíveis, até
o juiz aparecer em seu belo carro importado. Estava visivelmente
alterado. Tinha os olhos vermelhos e indícios de quem estava
embriagado. Assim que me viu, partiu para cima de mim, me
agarrando pela gola do macacão. Queria saber onde estava a filha.
Disse ter certeza que eu a ajudara a fugir de casa. Isso, para mim,
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era novidade. Menti, dizendo não saber do que estava falando. Ele,
no entanto, lembrou-me da minha conversa com ela no dia
anterior, e tinha certeza de que fui eu que liguei para sua casa.
Havia reconhecido minha voz ao telefone.
Alexandre e Rodrigo interviram por mim e ele soltou-me,
bufando. Olhou para a nossa companheira sapatão e chamou-a
para um dos quartos. Ela esteve indecisa por uns instantes, depois
se negou a segui-lo. Esclareceu que ele sabia muito bem que ela
não gostava de homens e que a sua clientela ali era só de mulheres.
Ele segurou-a firmemente pelo braço, com violência, e arrastou-a
em direção aos cubículos. Ela pediu socorro com o olhar, mas
Alexandre fez-lhe um sinal dizendo para que não resistisse.
Apontou com o polegar para o escritório do patrão, dando a
entender que iria pedir ajuda a ele. Triste, ela caminhou arrastada
pelo juiz, que já abria o zíper da calça antes mesmo de chegar aos
quartos. Nem bem ele fechou a porta de um dos cômodos,
Alexandre e Rodrigo me pediram para eu ficar alerta enquanto
eles iam chamar o patrão. Quando entraram no escritório, ouvi a
nossa companheira gritar por socorro. Depois deu um grito de dor
e escutei o barulho de um corpo atirado ao solo. Corri até o quarto
e bati na porta, pedindo que o juiz abrisse imediatamente. Em
resposta, ouvi novos gritos de Jane, como se estivesse sendo
espancada. Não tive dúvidas: arrombei a porta com um pontapé.
A pobre jovem sangrava pelo nariz e tinha o corpo todo
machucado. Sentada no chão, agarrava-se a uma das pernas do
juiz, tentando evitar que ele lhe chutasse o rosto. Ele tinha as
calças arriadas e apontava-lhe uma pistola, que logo se mirou em
minha direção. O juiz tinha uma expressão furiosa no rosto quando
voltou sua atenção para mim. Disse que queria uma chupada e eu
iria substituir a boca da moça em seu pau. Encostou a arma em
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minha fronte e parecia disposto a atirar. Nisso, o patrão vem nos
acudir, seguido de seus dois funcionários aflitos. Empurrou-me de
lado e atracou-se com o juiz, conseguindo arrancar-lhe a arma.
Esta caiu no chão e disparou acidentalmente, atingindo Jane na
barriga. Aproveitando-se da nossa surpresa ao ver a jovem cair
ensanguentada, o juiz recuperou a pistola do chão e apontou para
todos. Afirmou que queria ser chupado por cada um de nós, e só
assim deixaria a funcionária ser socorrida.
Não adiantou os argumentos do patrão, ele estava irredutível.
Então o dono do posto foi o primeiro a agachar-se à sua frente,
colocando seu pau na boca. O cara apontava a arma diretamente
para mim, dizendo que eu seria o último da fila. Deveria chupá-lo
quando ele estivesse para gozar. Jane continuava caída ao solo,
gemendo de dor, quase desfalecida. Rodrigo foi o próximo a ser
obrigado a chupar o juiz, tendo a arma apontada para a sua cabeça.
Fez uma expressão de nojo e por isso levou uma coronhada na
testa. O safado do juiz não estava para brincadeiras. Mandou
Alexandre masturbá-lo ao mesmo tempo em que lhe chupava o
caralho. O rapaz olhou-o com fúria, mas o patrão pediu que ele
não reagisse. Então, a polícia apareceu.
Enquanto o patrão viera em socorro da nossa companheira, sua
irmã ligava para a delegacia. Havia uma viatura por perto e chegou
a tempo de flagrar o juiz ainda de arma em punho. O tenente
responsável pelo camburão reconheceu-o de pronto, então pediu
que os policiais baixassem suas armas. O juiz deveria entregar-lhe
a sua. Houve um momento tenso, depois o coroa entregou a pistola
ao agente da polícia militar. Este pediu que ele caminhasse até seu
próprio carro. Seguiria escoltado pela viatura, mesmo não estando
algemado. Todos deveriam ir à delegacia. O patrão, no entanto,
afirmou que ninguém iria dar queixa. Falou isso olhando para cada
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um de nós, em tom de coação. O tenente pareceu-me aliviado e
fez de tudo para tirar o agressor dali imediatamente, como a evitar
que mudássemos de ideia. Um policial sentou-se no carro
importado ao lado do juiz e logo foram embora, só que seguindo
em direção contrária à delegacia.
A irmã do dono do posto acudiu a funcionária baleada
imediatamente, reclamando de que a polícia sequer tomara a
providência de ligar para uma ambulância, já que não pretendiam
levar a jovem para um hospital. Prestou-lhe os primeiros socorros,
enquanto o viado fazia um curativo rápido na testa de Rodrigo.
Acomodamos nossa companheira no carro do patrão. A médica
levou-a imediatamente para um hospital. O dono do posto pediu-
nos desculpas por não ter permitido que fôssemos prestar
depoimento e alegou que ninguém poderia fazer nada contra o
juiz. Ele tinha "costas quentes" e sempre se safava ileso dos crimes
que cometia. Costumava livrar a cara de policiais criminosos e
decerto já estaria livre àquela altura. Mesmo revoltados,
concordamos que ele tinha razão. Por conta dos acontecimentos,
resolveu nos liberar pelo resto do dia. Limpamos o sangue
derramado da nossa colega, como o patrão pediu, talvez querendo
apagar vestígios do incidente, e fomos embora. Rodrigo era o mais
revoltado. Cuspia o tempo todo, com nojo, e dizia que aquilo não
iria ficar impune. Alexandre nada dizia, mas estava tenso e
pensativo.
Resolvi ligar para Terezinha, a médica amiga de minha tia.
Lembrei que fiquei devendo uma visita a ela. Ela ficou toda feliz
ao reconhecer minha voz. Pediu que eu fosse imediatamente ao
seu apartamento, pois estava de folga do hospital naquele dia.
Peguei o carro de Pietro estacionado no posto e perguntei se os
rapazes queriam carona. Alexandre aceitou, pedindo que eu o
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deixasse num bar próximo. Rodrigo veio com ele, dizendo que
precisavam conversar. Deixei-os onde queriam e fui embora. Ao
chegar ao seu apartamento, fui atendido pela médica só de
calcinha. Os bicos dos seus seios ficaram durinhos só em me ver.
Fechei a porta por trás de mim e mamei-lhe os dois. Ela abraçou-
me com as pernas, quando a levantei e caminhei para o seu quarto.
Beijamo-nos com vigor, com a coroa me dizendo que estava com
muitas saudades de mim. Só então percebi que sua cama já estava
ocupada.
A jovem queimada que eu conhecera na clínica, quando estive lá
com a doutora, estava deitada na cama, lendo um livro. Sorriu feliz
quando me viu. No entanto, para a minha surpresa, ela estava bem
melhor das queimaduras pelo corpo todo. As cicatrizes quase já
não eram mais vistas, tal a sua recuperação. Apenas tinha toda a
pele avermelhada e brilhante, como se os tecidos ainda estivessem
se formando. Apesar de não ter um único fio de cabelo na cabeça,
seu rosto já denotava traços de beleza. Fiquei abestalhado com o
seu ótimo estado de saúde.
Mas Terezinha, sua médica, estava muito excitada. Pediu-me para
eu não dar atenção à paciente e voltar aos meus carinhos consigo.
Deitei-a na cama, ao lado da jovem queimada, e abri-lhe bem as
pernas. Tirei-lhe a calcinha e abocanhei seu sexo encharcado de
tesão. Lambi-lhe o grelo enquanto a outra gemia também excitada.
Passei a minha língua por toda a sua buceta, arrancando-lhe urros
de prazer. Quando percebi que ela já não aguentava mais esperar,
tirei minhas roupas totalmente. A paciente agarrou-se com meu
cacete duríssimo, elogiando o quanto ele era enorme. Ajudou-me
a pincelar com ele a gruta encharcada da médica. Depois apontou
minha glande e pediu que eu enfiasse devagar. Ficou olhando bem
de perto cada centímetro que meu pênis entrava em Terezinha.
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A médica estava num cio de dar gosto. Estremecia o corpo todo a
cada estocada minha, mas exigia que eu não gozasse logo. A moça
queimada me beijava a nuca e o ouvido, enquanto eu copulava
com a doutora. Então, de repente, ficou alucinada. Louca de tesão,
arrancou-me de cima de Terezinha e abocanhou meu pau,
chupando-o com gula. Levei os dedos à sua vagina que parecia
estar em chamas, de tão quente. Ela gemeu demoradamente, sem
tirar meu pau dos lábios. Depois me empurrou com urgência, me
deitando de costas na cama. Com alguma dificuldade por conta
das queimaduras ainda recentes, ajeitou-se sobre mim. Terezinha
ia ajudando, sem parar de me acariciar e lamber minha orelha e
beijar-me a boca.
Agora foi a sua vez de apontar minha glande para a xoxota da
amiga. Isso, sem deixar de me advertir para que eu não gozasse
logo. No entanto, isso não demoraria muito a acontecer. Eu já
sentia o gozo se aproximando. Disse isso a elas. Então a médica
retirou a paciente de cima de mim, deitou-a na cama e pediu que
eu me ajoelhasse ao seu lado. Depois me masturbou com suas
mãos suaves, num ritmo crescente, até que eu jorrei esperma sobre
a jovem queimada. Esta começou a se contorcer e urrar como eu
nunca vira, ordenando que eu lhe desse todo o meu leite.
À medida que eu ejaculava, a doutora ia espalhando meu esperma
por todo o corpo da paciente. Esta se contorcia num misto de dor
e prazer, como uma cadela agonizante. Ficou massageando meus
bagos, querendo talvez não deixar nenhum esperma armazenado
ali. Esporrei diversas vezes seguidas, até que não restou nem um
pingo. Terezinha não parava de espalhar meu gozo pelo corpo da
jovem. Até que eu arriei sobre a cama, exausto. A paciente deu
um último gemido, demorado, depois adormeceu ao meu lado.
Quando eu pensei que iria continuar descansando, a médica
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passou a lamber minha glande, me fazendo enrijecer de novo o
cacete. Acocorou-se sobre mim e enfiou-o na vagina, mesmo ele
estando ainda bambo. No entanto, assim que senti o fogo das suas
entranhas, fiquei excitadíssimo novamente. Ela empreendeu um
galope sem trégua, até que atingiu o primeiro orgasmo. Aumentou
a velocidade da cópula, dizendo palavras desconexas, gozando a
foda. Então, quando sentiu que eu ia chegar ao orgasmo também,
retirou-se do meu pau e enfiou-o na bunda. No momento que o
gozo despontava em mim. Explodi assim que senti meus bagos
tocar-lhe as nádegas, totalmente enfiado em seu rabo. Ela berrou
alto, sem nenhum pudor em alarmar a vizinhança. Eu também
botei todo o ar dos pulmões para fora, num orgasmo prolongado.
Agora sim, fiquei prostrado sobre o leito, o coração quase saindo
pela boca de tanto bater apressado.
Estive naquela letargia entre o sono e o prazer de ter os cabelos
acariciados pela bela e gostosa doutora. Ela olhava para mim com
um carinho intenso, maravilhada com a minha performance.
Sussurrava baixinho ao meu ouvido que eu era tão fodelão e bom
de cama quanto meu pai. Essas palavras quase me despertaram,
mas eu estava muito, muito cansado. Naquele momento, só queria
dormir, dormir e dormir...
FIM DA DÉCIMA QUARTA PARTE
BOYS Ehros Tomasini
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BOYS – Parte XV
"A explicação do que faz um homem ou uma mulher sair,
encontrar um rapaz, transar com ele, abrir a carteira, remunerá-
lo pelo serviço prestado, voltar para a casa, para a família ou
para a solidão, não cabe em uma única resposta. Pode ser apenas
curiosidade, realização sexual, busca pela felicidade ou mesmo
pelo prazer fugaz, para alívio imediato, que depois pode até se
transformar em culpa. Especialistas todos concordam em um
ponto: sexualidade não se generaliza, nem se define pelo senso
comum. Cada pessoa sente de um jeito e procura seu jeito para se
satisfazer".
**********************
Nem bem tirei um cochilo, mais uma vez acordei com o barulho
do toque do celular. Isso já estava virando rotina, desde que
comprei meu aparelho. Deixei tocar, na esperança de que
desistissem de continuar ligando, mas em vão. Depois da terceira
repetição de chamada, resolvi atender. Para a minha surpresa, era
Alexandre, meu companheiro de trabalho lá no posto de
combustíveis. Temi que o pior tivesse acontecido a Jane. Ele, no
entanto, antecipou-se dizendo que a garota, baleada
acidentalmente, estava fora de perigo. Mas precisavam ter uma
conversa comigo, e não poderia ser por telefone. Marcamos de nos
encontrar no mesmo barzinho onde eu os tinha deixado à tarde.
Olhei para o relógio. Já passavam das oito da noite.
BOYS Ehros Tomasini
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Despedi-me da bela médica e sua paciente recuperando-se de
queimaduras por quase todo o corpo, prometendo retornar em
breve. Eu queria saber a que a doutora se referia quando me
comparou de forma tão íntima a meu pai. Não era do meu
conhecimento que ela tivesse sido sua amante. Nunca me disseram
isso. Mas o chamado de Alexandre parecia urgente, então tratei de
ir logo ao local combinado. Chegando lá, encontrei-o com
Rodrigo e mais um cara que a princípio não reconheci como um
dos policiais que levaram o juiz escoltado pela viatura. Os rapazes
fizeram as apresentações, sem dizer o nome dele. Falaram que era
melhor que eu não ficasse sabendo sua identidade, apesar de
confirmarem que ele era policial. Eu estava cada vez mais curioso.
O que queriam de mim?
O militar, que estava à paisana, começou dizendo que tinha uma
antiga rixa com o juiz e que já estava na hora de alguém puni-lo
pelos desmandos a que estava acostumado, sempre saindo ileso.
Apesar da jovem baleada não mais correr risco de morte, queria
fazer justiça. Principalmente, por causa do estupro que todos nós
sofremos do juiz embriagado. Rodrigo falou que não era a
primeira vez que ele fazia aquele tipo de coisa lá no posto, sempre
cheio de uísque, mas nunca tivera uma consequência tão grave
como a que presenciei. Muitos policiais deviam favores ao cara,
por isso ele sempre saía impune das suas trapalhadas. Então, me
confidenciaram que haviam sequestrado o juiz e precisavam de
mim para ajudá-los no plano de vingança que eles haviam traçado.
Quase tive um treco quando me disseram o que eu deveria fazer.
Deu trabalho a eles me convencer de que não seríamos
incriminados. O policial e outros companheiros seus tratariam de
despistar a polícia sobre a autoria do crime que estávamos prestes
BOYS Ehros Tomasini
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a cometer. Acabei topando, mesmo a contragosto. Nossa
companheira baleada valia o risco.
Quase uma hora depois, parávamos o carro na orla de Porto de
Galinhas, uma bela praia do litoral pernambucano. Descemos do
veículo, os três, e andamos mais uns dez minutos a pé. Então
chegamos a uma luxuosa casa na beira-mar, afastada das demais
residências. Mesmo assim, o policial pediu para que eu entrasse
com ele, porém os outros passassem direto e depois voltassem ao
local. Com isso, esperava que a nossa presença ali não fosse
percebida pelos moradores da comunidade. Ou, se fosse,
atestariam apenas uma dupla de rapazes, e não quatro homens
desconhecidos. Eu achei que era uma estratégia inútil, já que não
se via ninguém nas ruas. Era uma área de casas usadas para
veraneio. Decerto a maioria estaria sem ninguém até o final de
semana. Mesmo assim, fizemos como o militar à paisana
recomendou. Quando entrei na casa, deparei-me com o juiz nu,
vendado e amordaçado, amarrado de bruços pelos pés e pelas
mãos, em forma de xis, debatendo-se na cama.
Rodrigo e Alexandre chegaram pouco depois à luxuosa
residência. O negão sacou, da bolsa que usava a tiracolo, uma
máquina de fotografar e preparou-a para entrar em ação. Enquanto
isso, todos nós calçávamos luvas cirúrgicas, para não deixar
impressões digitais. A máquina era uma velha Polaroid e estava
devidamente equipada para tirar ao menos duas dúzias de
fotografias. Conforme combinamos lá no bar, eu seria o primeiro
a infringir o castigo ao juiz. Então, tirei toda a roupa e posicionei-
me por trás do coroa. Alexandre postou-se numa posição
estratégica, com a câmera preparada. Quando o juiz sentiu minha
mão molhada de saliva lambuzar-lhe o ânus, começou a se
debater, querendo livrar-se também da mordaça. Rodrigo e o
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policial trataram de imobilizá-lo, enquanto eu apontava a glande
para a entrada do seu cu. Se não estivesse amordaçado, um grande
urro de dor seria ouvido pela vizinhança, quando empurrei meu
enorme e grosso cacete até o talo, sem piedade.
Fortemente seguro, o pobre juiz não conseguiu impedir que eu lhe
enrabasse até ejacular dentro do seu buraco apertadíssimo,
minutos depois. Alexandre se posicionava por vários cantos do
quarto, querendo flagrar o melhor ângulo para as fotos que tirava,
evitando que aparecesse os nossos rostos. Depois foi a vez do
policial foder o cu do juiz, com sua avantajada pica, se bem que
menor que a minha. Rodrigo foi o que mais se demorou em encher
a bunda do cara com esperma. Fazia-o com prazer, como se
vingasse o estupro que havia sofrido lá no posto.
Como tínhamos combinado de que não deveríamos falar nenhuma
palavra, para não sermos reconhecidos, o juiz pode apenas ouvir
nossos arfados de gozo. Se pudesse ver Rodrigo, seu agressor,
perceberia que ele estava adorando estuprá-lo. Depois, Alexandre
passou a câmera para o policial e foi a sua vez de comer o rabo do
coroa. Grunhindo num misto de prazer e ódio, Alexandre fodia o
juiz com estocadas violentas, causando-lhe dor atroz. O cara já
não se debatia mais, submisso. Então, quando nem esperávamos,
o juiz começou a estremecer o corpo todo. Alexandre continuou
metendo em seu cu, cada vez com movimentos mais rápidos.
Quando pensávamos que o coroa estava tendo um treco, eis que
percebemos que ele estava gozando pelo reto e pelo pênis ao
mesmo tempo. Sujou a cama de esperma, enquanto se enfiava
mais na pica de Alexandre. Todos nós rimos daquela cena
inesperada. O juiz vertia lágrimas sob a venda. Decerto gozara
sem querer e chorava de vergonha.
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100
O combinado havia sido cada um foder o cu do juiz por duas
vezes. Eu já havia descansado um pouco, enquanto me tocava,
ficando novamente de pau duro. Quando introduzi todo meu pênis
em seu rabo, de uma só vez, ele esticou-se todo, como uma
lagartixa. Depois, acho que perdeu os sentidos, pois ficou inerte o
tempo todo, enquanto eu lhe fodia o cu. Mesmo quando os outros
me revezaram, ele não esboçou nenhuma reação. Ao final, o
policial tomou-lhe o pulso, atestando que ele estava apenas
desmaiado. Restava-nos agora completar o plano de vingança.
Vimos todas as fotos tiradas por Alexandre e pelo policial. Em
poucas aparecia o rosto de alguém que não fosse o do juiz.
Nenhuma parecia tratar-se de um estupro, e sim de um jogo
sexual. Em algumas delas, notava-se claramente que o coroa
estava tendo um orgasmo. Alexandre parecia conhecer a
residência em todos os seus aposentos, pois foi diretamente para
um micro computador em outra sala. Estava acoplado a um
scanner e, sem tirar as luvas, o cara passou a digitalizar as fotos.
Criou um perfil falso e postou as imagens no YouTube, com o
título: JUIZ BOIOLA FAZ BACANAL EM SUA CASA DE
PRAIA. Não satisfeito, voltou ao quarto, desamarrou o coroa e
deitou-se nu ao seu lado, fazendo com que o corpo inerte do juiz
o abraçasse. Pediu que o policial batesse mais algumas fotos. A
melhor delas, uma em que o cara parecia dormir abraçando-o
depois de uma noitada de sexo, postou também na Internet. Então
o policial sacou uma pistola, a mesma que o juiz usou para balear
acidentalmente a sapatão nossa companheira de trabalho...
Quando eu pensei que ele ia atirar no coroa, o policial apenas
depositou a arma perto do juiz ainda desacordado, para o meu
alívio. Depois, como o combinado previamente, fomos saindo da
residência, um por um, com intervalos de cinco a dez minutos
BOYS Ehros Tomasini
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entre uma saída e outra. O primeiro a sair foi Alexandre, depois
de jogar as fotos comprometedoras sobre o juiz e deixar o
computador ligado justamente no site onde estavam postadas as
fotografias. Cerca de quarenta minutos depois, eu me encontrava
com Alexandre e Rodrigo no carro de Pietro, deixado longe à beira
do caminho. O policial não demorou a se juntar a nós. Fizemos
todo o percurso de volta ao Recife em silêncio, acho que todos
temerosos de que fôssemos punidos pelo que acabamos de ter
feito. Só relaxamos quando deixamos o policial perto de sua casa.
Rodrigo e Alexandre me chamaram para tomar umas cervejas.
Estávamos mesmo precisando.
Paramos num bar, pegamos cada um latão de cerveja e ficamos
bebendo no carro. Alexandre disse que precisava conversar e seria
melhor que não pudéssemos ser ouvidos. Então me esclareceu que
há muito sabia da casa de praia do juiz. Ele mesmo já lhe havia
alugado o imóvel, várias vezes, quando precisou passar um final
de semana com clientes do posto. Certa vez, tirara uma cópia das
chaves, pensando em usá-la quando quisesse usar a casa de graça.
O próprio juiz, ainda bêbado, havia pedido que a viatura o
deixasse lá em Porto de Galinhas, quando foi escoltado pela
polícia à tarde. Esperava que a filha houvesse ido para lá, após
fugir de casa. Como não a encontrou, disse aos policiais que iria
dormir um pouco, antes de voltar para o Recife. O policial que
estivera conosco, afastando-se dos demais companheiros, ligou
para Rodrigo, pois o conhecia desde que o rapaz era ainda criança.
Ficara revoltado com a atitude do juiz em estuprar-nos e o acidente
com Jane. Junto com Alexandre, o negão rumou para a casa de
praia, encontrando o coroa ainda dormindo embriagado.
Imobilizaram-no, vendaram e amordaçaram, depois voltaram para
a capital para traçar um plano de vingança. Desde que saíram da
casa, haviam chegado à conclusão de que precisariam de mim, já
que eu tinha o maior e mais grosso caralho de todos. Nisso, o
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celular de Alexandre tocou. Era uma irmã de nossa companheira
de trabalho, que a acompanhava no hospital. Jane havia tido
complicações e fora operada de urgência. Infelizmente, falecera
na mesa de operação.
Estávamos todos consternados. Rodrigo ligou para o policial e deu
a má notícia. Ele lamentou o fato, mas disse que a moça já estava
vingada. Conhecendo bem o juiz, ele não aguentaria a vergonha
de ser exposto na rede. Podíamos esperar alguma notícia ao nosso
favor. Como Rodrigo deixara o celular em viva-voz, todos nós
escutamos essas palavras ditas em tom enigmático de profecia.
Tomamos cada um mais um latão de cerveja, dentro do carro, mas
o clima ficou pesado. A notícia da morte de Jane gerara um mal-
estar enorme entre nós. Resolvemos ir todos para casa.
Deixei Alexandre e Rodrigo onde me pediram para ficar e me
dirigi para o meu prédio. Para minha surpresa, Soraya ainda estava
de plantão. Sorriu contente, quando me viu. Jogou-me um beijo
na ponta dos dedos. Retribuí. Quando desci do carro, perguntei
por que ela ainda continuava trabalhando. Titubeou um pouco,
depois disse que sua família havia viajado e ela não gostava de
dormir sozinha. Era sua deixa para que eu a chamasse para dormir
comigo. Fiz o convite e ela topou na hora. Mas pediu que eu
subisse e a esperasse lá. Tinha o número do apartamento anotado.
Não se demoraria a chegar.
Quando entrei no apartamento de Pietro, dei pela falta do quadro
da bela morena sendo enrabada por ele. Era o único quadro que
estava faltando. Estranhei, mas não dei importância ao fato. Achei
que Pietro o havia levado para o apartamento de minha tia. Estava
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louco para tomar um banho. Até me arrependi de ter convidado a
loirinha da portaria, pois eu estava ainda meio chateado com a
morte da nossa amiga. Mas pensei cá comigo: oportunidade às
vezes não se repete. Era a minha chance de comer a danada. Ou,
se fosse o caso, apenas adormeceria ao seu lado. Estava tomando
um banho morno quando escutei batidas de leve na porta de
entrada do apartamento. Gritei lá mesmo do banheiro, dizendo que
estava aberta. Continuei tirando o sabão do corpo, com os olhos
fechados para não irritá-los. Quando os abri, eis que me deparo
com a loira na porta do banheiro, olhando maravilhada para mim.
Nem pediu licença: foi tirando a roupa e entrando debaixo do
chuveiro.
Ficou de costas para mim, esfregando-se em meu pau que não
demorou a ficar ereto. Sussurrou ao meu ouvido que teve tesão
por mim desde a primeira vez que me viu. Olhei para seu corpo
nu e fiquei impressionado com as suas belas e roliças pernas,
apesar de serem um tanto musculosas. Parecia uma pessoa
acostumada a malhar todos os dias. Desligou o chuveiro e caiu de
boca em meu cacete, numa felação maravilhosa. Quando percebeu
que eu estava achando ótima a chupada, abandonou-me no
banheiro e correu para o quarto, jogando-se na cama. Corri atrás
dela e atirei-me entre suas pernas. Lambi-lhe o grelo até que ela
começou a gemer de prazer. Puxou-me com urgência para cima
de si, apontando meu cacete para a sua vulva com a própria mão.
Pediu que eu metesse com gosto, pois adorava sentir dor. Bateu
em meu rosto com força e eu quase perco a concentração. Mordi-
lhe um dos seios com rudeza e ela gemeu maravilhada. Depois
introduzi meu cacete em sua buceta quente, fodendo-a com fúria.
Tentei retirar meu pênis de sua xota e metê-lo em sua bunda, mas
ela falou que não gostava daquele jeito. Mais uma vez fugiu de
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mim, correndo de volta ao banheiro. Alcancei-a e a abracei por
trás. Ela espalmou as mãos na tampa arriada do vaso e pediu um
"faz de conta". Meti em sua buceta, por trás, olhando para o seu
belo rabo empinado. Gozamos quase ao mesmo tempo. Quando
sentiu meu esperma dentro de si, virou-se de frente para mim e me
beijou a boca com sofreguidão, me lanhando as costas com as
unhas afiadas. Apertei-a com força, pela cintura, até que ela quase
perdeu o fôlego. Encostei minha rola entre suas pernas. Então ela
teve outro orgasmo.
Tomamos outro banho demorado, ensaboando-nos um ao outro, e
depois voltamos para a cama. Minutos depois, eu estava num sono
profundo. Nem percebi quando a loira levantou-se, vestiu sua
roupa e saiu do apartamento.
FIM DA DÉCIMA QUINTA PARTE
BOYS Ehros Tomasini
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BOYS- Parte XVI
"Homem que se prostitui acostuma-se a disfarces. Pode ser dois,
três, muitos mais. O sedutor, o carinhoso, o rude, o
sadomasoquista, o bizarro, o ativo, o passivo. Personagens
necessários, às vezes representados ao longo de um único dia,
para satisfazer fantasias alheias. É por dinheiro. Pode ser pelo
sustento, pela faculdade, pelo aluguel vencendo. Pode ser para
garantir algum a mais, por um luxo, um supérfluo que se
ambiciona, que o trabalho "honesto" não consegue proporcionar:
a prestação do carro, um jeans de marca. Pode ser pelo pior: um
anabolizante novo, uma carreira de cocaína, uma pedra de
crack."
**********************
O juiz acordou sentindo dores em todo o corpo. O ânus estava
dilatado, inchado, quase estourado. Chorou. Não de dor, pois a dor
física era suportável. O pior, para ele, não havia sido o estupro. O
pior para ele tinha sido gozar levando rola. Sempre se considerava
muito macho, apesar de ter um filho boiola. Um filho travesti. Um
filho que, desde os onze anos de idade, quis assumir o lugar da
mãe que abandonou seu pai para viver com outro. À medida em
que crescia, Paulo se tornava mais parecido fisicamente com a
mãe. Passou a usar vestidos, apesar de ser recriminado pelo pai.
Apanhava do juiz, que detestava homossexual. Mas, mesmo
assim, não deixava de se travestir. Aos dezoito anos de idade, era
a cópia fiel da genitora. O corpo assumiu formas femininas,
naturalmente, sem que precisasse usar nada que lhe fizesse crescer
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os seios. Só a voz e o sexo o diferia de uma fêmea. Então, fez
curso de teatro, para moldá-la. Queria que o pai o amasse como
amou sua mãe.
No início, o juiz lutava contra a sua vontade de cometer incesto.
Mas o rapaz cada vez mais se parecia com sua adorada e traidora
esposa. Precisou estar bêbado para concretizar sua primeira
relação carnal com o filho. Depois, arrependido, quis se convencer
de que o jovem estava doido e tentou interná-lo num manicômio.
Paulo revoltou-se. Passou a adotar o nome de Paulette e começou
a namorar todos os rapazes que conhecia. Tudo ia bem, até que
descobriam que ele não era mulher. Apanhou de alguns, queixou-
se ao pai e este sempre o vingava, até matando pessoalmente
alguns dos seus agressores. O velho juiz fazia suas próprias leis e
saia impune dos seus crimes. Parou de cometer incesto, mas
passou a satisfazer sua ânsia de trepar com o próprio filho
estuprando rapazes. Aí, de repente, os papéis se inverteram. Agora
era o velho juiz que tomava no rabo. E tinha gozado. Isso era
demais para a sua mente conservadora. A vergonha de descobrir
que gostou de rola tanto quanto o filho, que sempre reprimira por
gostar de homens, mexia com a sua sanidade.
Pegou as fotos espalhadas pela cama e pelo chão. Em nenhuma
aparecia os rostos dos seus estupradores. Não conseguia
identificar quem lhe fizera tamanha afronta. Num acesso de fúria,
rasgou todas as fotografias. Fez um montinho e depois tocou fogo.
Então, viu sua pistola jogada sobre a cama. Pensou que era
exatamente o que precisava para se livrar da vergonha que sentia
naquele momento. A vergonha de ter gostado de dar o cu. A
vergonha daquele sentimento que o levava a querer repetir a
experiência. A vergonha de ter batido tanto no filho homossexual
quando este olhava para algum homem.
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Não, não sentia ciúmes do filho, apesar deste ser a cópia fiel da
sua ex-esposa. Aquela que ele havia assassinado quando soube
que tinha um amante. Levara-a para uma praia deserta,
enganando-a de que iriam fazer um piquenique. Lá, jogou álcool
em seu corpo e ateou fogo, deixando-a se esvair em chamas. Um
pescador, no entanto, viu a cena de longe. Temendo ser
reconhecido, o juiz pegou o carro e foi embora, deixando a mulher
ainda fumegante. Depois, procurou-a por tudo que era hospital,
mas jamais a encontrou. Como nunca foi denunciado por ela,
estava convicto de que a traidora havia morrido. Descobriu quem
era seu amante e que o sujeito era casado. Então, acusou-o do
sequestro e do desaparecimento da mulher. O cara ainda vive
encarcerado num presídio. Pensava nisso, quando ouviu um
barulho dentro de casa...
Mesmo nu, foi até a sala, de onde partira o ruido, armado de
pistola. Viu um sujeito com um revólver na mão. Reconheceu-o
como o filho do amante de sua ex-mulher. Tentou atirar nele, mas
o cara foi mais rápido. Um único tiro deu fim à vida do juiz.
Acertou-o bem na boca, quebrando-lhe os dentes e estourando-lhe
a cabeça. Então o agressor agachou-se sobre o corpo do coroa,
tirou-lhe a pistola da mão e trocou-a pelo revólver que usara para
atirar. Modificou a posição do corpo do juiz, simulando suicídio.
Usava luvas cirúrgicas, logo não havia o risco de deixar
impressões digitais. Localizou as cinzas das fotos queimadas e
limpou-as sem deixar nenhum vestígio, jogando-as no vaso
sanitário e dando descarga. Desligou o computador, onde aparecia
na tela as fotografias postadas no YouTube. De volta à sala,
reprimiu a vontade de cuspir sobre o corpo do defunto. Seu pai
estava vingado. Era madrugada. O barulho do tiro deve ter ecoado
pela praia que parecia deserta. Mas tinha certeza de que ninguém
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viria ver, nem tão cedo, o que ocorrera na casa de veraneio da
vítima.
O assassino esgueirou-se por trás da casa, tendo o cuidado de
apagar suas pegadas na areia até alguns metros de distância da
residência. Depois foi embora, deixando as luzes acesas.
Caminhou tranquilamente, até avistar uma viatura policial. Esta
aproximou-se devagar dele, que continuou andando resoluto.
Alguém abriu a porta da viatura e ele entrou, cumprimentando o
policial que a dirigia, mostrando-lhe a pistola dentro de um saco.
O policial resmungou algo, como se agradecendo a posse da arma.
Depois disse que o assassino tinha sido muito imprudente,
deixando a pistola com o juiz logo cedo, quando esteve com os
rapazes para estuprá-lo. O tenente do camburão que escoltou o
magistrado até a praia tinha-o visto entregar a arma ao policial
assassino, e iria estranhar a pistola aparecer no local do crime.
Então, o militar retornara para pegá-la de volta, trocando-a por um
revólver sem identificação.
Havia tempos que o militar queria vingar-se do juiz por este ter
armado contra seu pai, que permanecia encarcerado num presídio.
O estupro lá no motel do posto de combustível tinha sido a grande
oportunidade. Por sorte, o coroa demorou a acordar do desmaio
causado pela dor de ser estuprado por quatro homens bem dotados.
Deu tempo a ele e ao amigo virem do Recife e ainda encontrá-lo
na casa. No entanto, o tenente e outros policiais não
compactuavam com sua vingança, até porque ambos deviam
favores ao juiz. Só o seu amigo, também policial, disse que podia
contar consigo pro que desse e viesse. E o militar confiava em seu
fiel companheiro. Os rapazes jamais seriam incriminados por
terem currado o filho da puta.
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De manhã, logo cedo, acordei e dei pela falta da loirinha em minha
cama. Pegara num sono pesado e não tinha levantado nem pra
mijar. Vesti uma camisa e uma bermuda, calcei uma sandália
havaiana e fui comprar pão e queijo na padaria próxima, para o
desjejum. Encontrei Soraya sonolenta, na portaria. Perguntei
porque não ficou comigo no apartamento e ela disse que eu
apaguei logo, então preferiu voltar para a portaria. Pedi desculpas
por ter frustrado sua noite de sexo e ela riu, dizendo que teríamos
outra oportunidade. No entanto, esperava que eu me esforçasse
mais. Ri e prometi que da próxima vez seria diferente. Voltei da
padaria, peguei uma ducha, tomei café com leite, comi pão com
queijo, e me vesti para trabalhar. Então meu celular tocou.
Estranhei a chamada tão cedo. Atendi e ouvi a voz feminina da
filha do juiz. Perguntou se eu falara com Pietro. Disse-lhe que ele
se negou a encontrá-la. Pediu-me, então, pelo amor de Deus, que
eu a deixasse ficar em meu apartamento só naquele dia, pois fugira
de casa e não tinha para onde ir. O pai havia bloqueado sua conta
no banco, já que conhecia de longa data o gerente, na esperança
que ela voltasse para casa.
Fiquei com pena da coitada. Deixaria ela no apartamento de Pietro
até eu voltar do trabalho. E o jovem não precisaria saber disso.
Dei-lhe o endereço e pedi que ela viesse logo, pois eu estava
saindo para trabalhar. Pouco minutos depois o celular de Carlos,
que ainda estava comigo, tocou. Era uma mensagem de voz.
Estive indeciso por um momento, depois resolvi ouvi-la. A mesma
voz misteriosa, de boiola, foi breve. Disse que havia mudanças de
plano e que não iria mais esperar pelo cara para ajudá-lo. Faria as
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coisas sozinho. Menos de meia hora depois, interfonaram da
portaria dizendo que alguém queria falar comigo. Pedi que
deixasse subir.
A filha do juiz chegou ao apartamento toda desconfiada, olhando
para todos os lados. Beijei-a carinhosamente nos lábios, mas ela
pareceu nem notar meu beijo. Percebendo que Pietro não estava
no apartamento, meteu a mão na bolsa que usava a tiracolo e sacou
de lá uma pistola. Apontou-a para mim, dizendo que eu iria levá-
la até o rapaz. Eu estava surpreso, não esperava nunca essa atitude
dela. Deu-me uma coronhada na cabeça, para mostrar que não
estava brincando. Tentei tirar-lhe a arma das mãos e recebi um
murro potente, que me jogou ao solo. Eu estava estupefato com a
força da mulher. Então ouvi sua voz em timbre grave e reconheci
como a do boiola que vivia ligando para Carlos. Fiquei atônito. Eu
jurava que Paulette era uma mulher, ainda que possuísse uma
xoxota deformada. Ela passou a usar sua voz masculina e voltou
a me ameaçar com a pistola, querendo saber onde estava Pietro. A
raiva de ter sido enganado por um travesti me deixou possesso.
Parti novamente para cima “dela”, tentando arrancar-lhe a arma.
Levei outro murro que quase me fez desmaiar.
Ainda com as vistas turvas, ouvi um barulho na porta, como se
esta estivesse sendo botada abaixo. Quase não reconheci a loira da
portaria, de revólver em punho, dando ordem de prisão ao travesti.
Este tentou apontar a pistola para a jovem, mas ela assestou-lhe
um pontapé no estômago, fazendo-o soltar a arma. Paulette ainda
levantou-se e tentou esmurrá-la, mas levou uma cutelada no
pescoço que o fez desmoronar desacordado. Minha heroína sacou
um par de algemas, virou o travesti de costas, mesmo este estando
estendido no chão, e algemou-o. Eu havia me recuperado da dor
do murro recebido, mas não da surpresa de ver a loira agindo como
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policial. Esta sacou o celular do bolso e fez duas ligações. Pouco
depois, Pietro estava no apartamento conosco. Sentou-se em uma
das poltronas da sala e pediu que eu sentasse também. Iria me
elucidar toda aquela situação. A loira também sentou-se e
começou explicando que era policial federal. Há muito vinha
empenhada numa missão para pegar o juiz, quando soube que
Pietro havia sido baleado pela filha deste.
Pietro, por sua vez, esclareceu que conhecia Paulette desde que
ainda se chamava Paulo. Estudaram juntos no mesmo colégio. O
cara se apaixonara por ele e declarara sua paixão para todos na
escola, deixando-o constrangido. Depois disso, passou a se vestir
de mulher, assumindo de vez sua sexualidade. Mas Pietro, no
entanto, nunca lhe correspondeu o amor, apesar de ter transado
com ele várias vezes. Paulette passou a pagar ao cara para ter sexo,
tornando-se o primeiro cliente de Pietro. Morria de ciúmes dele
com as mulheres. Foi quando fez uma mal sucedida operação de
troca de sexo, resultando na extirpação do pênis e simulação de
uma vagina, que acabou ficando deformada. Mesmo assim, Pietro
não se interessou pelo transexual, que acabou odiando-o.
Paulette conheceu Carlos, o amigo inseparável de Pietro, e passou
a tê-lo como amante. Sabendo que o jovem vivia sempre atrás de
dinheiro, propôs-lhe uma grande quantia em troca da morte do
rapaz. Carlos, no entanto, fingiu aceitar o trato mas ligou para
Pietro, alertando-o. Sem acreditar que o travesti fosse capaz de
feri-lo, Pietro marcou um encontro com ele querendo demovê-lo
da ideia e esclarecer que jamais seria seu amante, pois gostava
mesmo era de mulher. Irritada com essa declaração, Paulette
atirou no rapaz, dentro do carro dele. Esperou que Carlos
sequestrasse o juiz e o dopasse, de modo a deixá-lo ao lado de
Pietro, como se tivesse sido ele a atirar no jovem, mas o amante
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não cumpriu o combinado. Havia pouco tempo que ela tinha
abandonado o rapaz moribundo, quando encontrei Pietro baleado.
Depois de recuperado, este ligou para a polícia e contou o
ocorrido. A loira foi designada para trabalhar no prédio, fingindo-
se de porteira, pois a polícia desconfiava que o transexual chegaria
até lá para terminar seu serviço. Pietro deixara uma fotografia com
a loira Soraya (a foto que havia desaparecido do seu quarto) para
que esta o reconhecesse assim que o visse. A policial deixou-a
entrar, deu um tempo e subiu, pegando-a em flagrante bem na hora
em que Paulette apontava a arma para mim. Fim da história.
Eu estava envergonhado por não haver percebido que quase me
apaixono por um travesti. Disse isso a Pietro e ele riu à vontade
da minha cara. Amenizou, afirmando que o cara havia feito um
curso de entonação de voz, tornando-a bem feminina, por isso eu
havia sido enganado. A xoxota, mesmo deformada, também havia
me tirado de tempo. A loira levantou-se e pediu-nos para tomar
um banho demorado, pois estava a três dias sem dormir, e Pietro
ofereceu sua cama a ela, no quitinete. Eu já poderia voltar para o
meu quarto, no apartamento de minha tia.
Mas Soraya preferiu ir para casa, contanto que eu fosse com ela.
Eu disse-lhe que precisava ir trabalhar e ela contou sobre a morte
da funcionária do posto de combustíveis, assassinada pelo juiz. A
irmã dela havia denunciado o magistrado e este estava sendo
procurado pela polícia militar e pela federal. Por não ter licença
para funcionar como motel, o posto seria fechado. Dito e feito.
Esperamos que a polícia recolhesse o travesti e depois pegamos o
carro de Soraya, o que estivera o tempo todo atravessado na
garagem do prédio. A loira explicou que foi a maneira que achou
para conhecer os moradores do condomínio, que vinham reclamar
do veículo mal estacionado. A caminho da casa dela, passamos
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pelo posto. Havia intensa movimentação da polícia e faixas de
aviso de que o estabelecimento estaria interditado por tempo
indeterminado.
A residência de Soraya era luxuosíssima, situada na orla de Porto
de Galinhas. Tive um arrepio quando passamos próximos à casa
do juiz, lembrando-me do ocorrido à noite, mas não havia
nenhuma movimentação na frente. Até então, nem eu nem a loira
sabíamos do assassinato do coroa. Liguei a enorme TV da sala,
enquanto ela tomava um demorado banho. Então, vi os telejornais.
Todos noticiavam a prisão do transexual, a morte da frentista
atribuída a seu pai e o desaparecimento do juiz. Passavam imagens
ao vivo do fechamento do posto e da prisão do seu proprietário.
Eu estava, mais uma vez, desempregado. Mas nem tudo era
tristeza. Tirei minhas roupas e fui até o banheiro. A loira parecia
estar me esperando. Beijou-me longamente, levando a mão ao
meu pênis. Eu já estava excitado. Meti a mão na sua vulva
molhada, cheirando a sabonete.
Abaixei-me e beijei-a ali. Ela pousou um pé em meu ombro,
abrindo bem as pernas. Lambi-lhe o grelo até sentir que estava
prestes a ter um orgasmo. Ela puxou minha cabeça para sua
xoxota, quase me sufocando. Depois virou-se de costas, pedindo
que eu novamente fizesse o “faz de conta”, pois havia adorado.
Ao invés disso, encostei minha glande eu seu cuzinho apertado,
mesmo ela reclamando de que não queria por ali. Deixei meu pau
recostado na sua regada enquanto lhe lambia e beijava a nuca. Ela
foi ficando cada vez mais excitada. Tentou levar meu pau à sua
greta, por trás, mas corri para a cama, pegando-a de surpresa. Ela
correu atrás de mim, acusando-me de fugir de mulher. Pediu que
eu metesse em sua buceta carente e eu disse que só queria cu.
BOYS Ehros Tomasini
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Jogou-me na cama e me imobilizou com dois pares de algemas,
prendendo-me ao leito. Também me amarrou os pés com tiras de
tecido, deixando-me à sua mercê. Depois subiu sobre mim e ficou
esfregando o rabo no meu pau, mas sem deixar que eu o
introduzisse em si. Montou no meu cacete e cavalgou-me, até
perceber que eu estava por gozar. Retirou meu caralho da vulva e
apontou-o para o seu ânus, enfiando-se em minha glande. Deu um
gritinho de dor e desistiu, me deixando ansioso por enrabá-la.
Chupou meu pau até eu quase gozar na sua boca. No entanto,
parou quando eu já sentia o gozo beirar à glande. Depois, pegou
as chaves das algemas e jogou sobre meu peito. Disse que, se eu
conseguisse me soltar sozinho, poderia fazer dela o que quisesse.
Então, saiu do quarto e deitou-se no sofá da sala, dizendo que eu
não demorasse muito, pois ela estava morrendo de sono...
FIM DA DÉCIMA SEXTA PARTE
BOYS Ehros Tomasini
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BOYS – Parte XVII
"A ideia era assumir o risco do desconhecido para decifrar o que
leva mundos aparentemente tão distantes e inconciliáveis se
deitarem na mesma cama. A busca, a seleção, a negociação, o
acerto. O medo, a expectativa, o frio na barriga. O impulso de
desistir, a curiosidade que faz confirmar hora e lugar. A sensação
de viver, mesmo que por uma noite, mesmo que de mentira, a
fantasia do sexo pago."
Assim a repórter Ciara Carvalho começou a descrever, numa
reportagem especial, sua experiência de três noites, se despindo
dos preconceitos e se permitindo a entrar no jogo da sedução.
Acompanhando o boy que contratou para levá-la numa certa noite
de terça-feira, num bar, depois num motel, onde mais do que ouvir
o que os clientes tinham a dizer, queria ela mesma ter sua história
para contar.
***********************
Por mais que tentasse, não consegui me libertar das algemas que
me prendiam à cama. Acabei desistindo, quando percebi que
Soraya já ressonava deitada no sofá da sala. Sem mais nada a
fazer, dormi também. Acordei com as mãos e pés livres e sentindo
um cheirinho bom de comida. Ela estava na luxuosa cozinha,
preparando uma lasanha ao molho branco. Veio até mim e beijou-
me carinhosamente a boca. Eu ainda estava excitado e quis dar
uma foda naquele instante. Ela retrucou que teria que ir trabalhar
BOYS Ehros Tomasini
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e deveríamos almoçar, pois o almoço logo estaria servido. Tive
que me contentar com a chupada deliciosa que ela me deu na
glande, até finalmente ejacular em sua boca. Chamou-me para um
banho rápido juntos tendo o cuidado de evitar as minhas investidas
em seu sexo lá no banheiro.
A lasanha estava saborosa. Ao término do almoço, ela correu para
se vestir, dizendo que eu poderia permanecer em sua residência
até que regressasse, por volta das oito da noite. Preferi retornar
outro dia. Peguei uma carona com ela até o Centro do Recife, onde
fica a sede da Polícia Federal, e nos despedimos com um
demorado beijo de língua. Peguei um ônibus em direção ao meu
apartamento e dei uma olhada na caixa postal do celular. Havia
duas novas mensagens, ambas enviadas por volta das onze da
manhã. Numa delas, Alexandre marcava um encontro no início da
tarde, no mesmo bar de sempre. Na outra, Carlos dizia ter
esquecido com quem deixara o seu celular, até que viu a notícia
da prisão da filha do juiz, nos telejornais. Queria o aparelho de
volta. Perguntou se eu podia encontrá-lo no bar onde eu estivera
com Patrícia por volta das cinco da tarde.
Saltei do ônibus perto do local de encontro com Alexandre, pois
já passava das duas da tarde. No bar, ele já me esperava com
Rodrigo e o policial que nos acompanhou na curra ao juiz.
Pressenti problemas. Cumprimentei todos e sentei. Encheram meu
copo e fiquei esperando a bomba. O policial disse baixinho em
meu ouvido que eu deveria ter um álibi para a noite em que
estivemos em ação juntos. O tenente decerto iria nos interrogar,
achando que tínhamos algo a ver com o estupro do juiz, já que
éramos companheiros de trabalho da jovem assassinada lá no
motel do posto de combustíveis. Dei um suspiro aliviado. Pra que
álibi melhor para mim do que ter dormido com uma policial
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federal? Contei minha aventura com o travesti e todos caíram na
gargalhada. Achavam que eu sabia que o cara era um baitola. Eles
é que não sabiam que Paulette havia feito uma operação de
mudança de sexo. Ficaram boquiabertos com a notícia. Pediram
desculpas por me gozarem. Com uma xoxota entre as pernas,
quem não a conhecesse não dava mesmo para desconfiar. Aí o
militar confidenciou que o tenente havia ido com uma viatura para
Porto de Galinhas, à procura do juiz, que estava sendo acusado de
assassinato pela irmã de Jane.
Tomamos algumas cervejas e depois eu me despedi deles, dizendo
ter um compromisso. De lá, parti para o bar onde tinha marcado
com Carlos. Encontrei-o acompanhado de um casal jovem. Achei
que eram clientes dele, mas o cara apresentou-os como dois
repórteres do Jornal do Commercio: a jornalista Ciara Carvalho e
o fotógrafo Miguel Rios. Falou para eles que eu tive participação
na prisão do travesti e quiseram saber direitinho da história. Contei
a minha versão enquanto o cara tirava fotos e a jovem anotava o
que eu dizia numa caderneta. Entreguei o celular de Carlos e
cochichei no seu ouvido que havia uma mensagem
comprometedora que ele deveria ouvir sozinho. Acho que ele
entendeu o recado, pois enfiou imediatamente o aparelho no bolso
da calça.
Então a repórter perguntou se podiam começar a entrevista. Carlos
perguntou se estavam com o pagamento acertado. A jovem
entregou um envelope lacrado, que ele nem se preocupou em
abrir. Esteve por mais de duas horas respondendo as perguntas dos
jornalistas sobre sua vida de garoto de programa, os pontos
principais de atuação dos boys na cidade, dando uma verdadeira
aula sobre psicologia. O cara realmente entendia da natureza
humana. Eu e os repórteres ficamos impressionados com a sua
BOYS Ehros Tomasini
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sapiência. A memória do pendrive acoplado ao pequeno gravador
usado pela jornalista acabou e ela teve que marcar outra entrevista
com o boy. Ele cobrou um cachê mais alto para levá-los numa
turnê pelos lugares onde podiam ver os diversos tipos de garotos
de programa em ação. Os repórteres toparam o acordo e ficaram
de se encontrar no mesmo local, no dia seguinte.
Só quando a dupla saiu é que Carlos abriu o envelope. Contou
finalmente o dinheiro, separando uma quantia. Disse que aquilo
era para a gente torrar de bebida naquela noite. Pediu uma rodada
de cervejas para todos no bar. Não havia muitas mesas ocupadas
àquele horário, mesmo assim o garçom pediu o pagamento
adiantado. Ele colocou duas notas de cinquenta reais na mão do
sujeito e pediu um prato de picanha bem grande para a nossa mesa.
Disse para o cara ficar com o troco.
O garçom saiu contente e não demorou muito a servir o nosso
pedido. A carne estava deliciosa. Depois de enchermos a pança,
ficamos bebericando umas cervejas bem devagar. Então ele me
perguntou como havia sido o lance com o juiz e a “filha” dele.
Contei tudo, desde o dia em que encontrei Pietro baleado,
omitindo o detalhe de ter-lhe fodido a esposa. Falei também dos
telefonemas que atendi em seu celular, onde o travesti cobrava sua
participação para matar Pietro. Ele disse que desde o início havia
denunciado o plano do homossexual ao amigo, mas este não
acreditou que a bicha pudesse lhe fazer mal. Então, fingiu que
estava do lado de Paulette para continuar avisando o rapaz das
intenções “dela”.
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Confessou-me que sempre sentira inveja de Pietro por ele ter
muito mais clientes do que todos os garotos de aluguel que
conhecia. Não sabia como o cara conseguia ser tão popular, tanto
com fregueses gays quanto clientes mulheres. O boy parecia estar
sendo sincero, então encerramos o papo por ali. Não havia motivo
para desconfiar de que traísse o amigo. A bebida já estava fazendo
efeito em mim, então nos despedimos. Ele exigiu que eu estivesse
no bar na tarde seguinte, naquele mesmo horário, para fazermos
uma turnê pelas saunas e cinemas pornôs da cidade, junto com os
repórteres. Pelo visto, não sabia que eu estive em sua casa e trepei
com sua esposa. Fiquei aliviado. Temia entrar em choque com ele
por causa disso.
Quando me dirigia para casa, eis que meu celular toca. Era a
doutora Terezinha dizendo ter uma surpresa para mim. Queria que
eu fosse imediatamente para o seu apartamento. Disse-lhe estar
um pouco bicado, pois bebera com uns amigos, mas ela fez
questão de que eu me dirigisse para lá. Garantiu que eu não iria
me arrepender. Peguei um ônibus e fui para a residência dela.
Quem abriu a porta para mim foi a sua paciente. Fiquei abismado
com a sua recuperação. Tinha a pele quase sem vestígios de
queimadura, apesar de ainda estar careca. Mas já dava para ver
seus pelos loiríssimos enchendo o couro cabeludo. A pele, apesar
de ainda rosada, deixara de ter o tom avermelhado de queimaduras
recentes. Não demoraria muito a estar totalmente curada das
cicatrizes causadas pelo fogo. Beijou-me a boca carinhosamente,
dizendo que eu iria ficar muito contente com a surpresa que a
médica havia me preparado. E eu que pensava que a novidade era
a sua franca recuperação. Então vi o homem sentado na cama, ao
lado da bela e gostosa doutora. Tinha a pele tão rosada quanto à
da mulher que me abrira a porta, além de uma expressão ansiosa
no olhar. Quando me viu, levantou-se e caminhou sorridente em
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minha direção. Deu-me um abraço apertado, até emocionado.
Então a coroa apresentou-o como sendo meu pai.
Quase caio de costas. Eu não o conhecia. O que sabia dele é que
tinha me abandonado assim que minha mãe faleceu, ao me dar à
luz. Eu estava trêmulo e ele também. Olhei interrogativamente
para a médica e ela pediu que ambos nos sentássemos. Explicou
que o coroa à minha frente era um cientista de renome na Europa,
e que estava empenhado numa pesquisa sobre regeneração de
pele, voltada para pessoas com queimaduras graves. Meu pai
tomou-lhe a palavra. Pediu-me perdão por me ter abandonado
quando eu nasci, mas falou que teve um forte motivo para isso.
Contou que amava a minha mãe, e deixou-a aos cuidados de
minha tia, que era uma excelente obstetra. Não sabia que a irmã
era viciada em drogas. Houve complicações de parto e ela, por
estar chapada, não foi capaz de salvar sua adorada esposa.
Sua dor pela perda da mulher amada foi tão grande que ele tentou
o suicídio, ateando-se fogo. Não conseguiu se matar e ganhou
queimaduras pelo corpo todo. Como tinha bastante dinheiro, sua
família o transferiu para a Europa, de modo que fizesse um
tratamento intensivo. Demitida do hospital por atuar drogada,
minha tia tornou-se cada vez mais viciada, enquanto meu pai
permaneceu na França. Ele então se empenhou nas pesquisas
genéticas que o velho médico que o tratava desenvolvia. Com a
morte deste, herdou o laboratório e a incumbência de continuar os
estudos sobre regeneração de pele, até que finalmente descobriu
uma fórmula capaz de recuperar totalmente os tecidos.
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A sociedade médica francesa, no entanto, não acreditava na
eficácia da fórmula, que era um composto a base de esperma
masculino que, aplicado nas veias, regenerava os tecidos de dentro
para fora do corpo. Meu pai foi ridicularizado várias vezes por
cientistas mundiais até que, num acesso de loucura, ateou-se fogo
pela segunda vez e passou a usar sua própria fórmula para se curar,
querendo provar a eficácia do tratamento. A doutora Terezinha era
a sua assistente na França e quem conseguia diariamente espermas
masculinos para a reprodução do composto e para passar em todas
as partes queimadas. A recuperação foi milagrosa e meu pai
provou a sua teoria para a sociedade científica. No entanto, a dor
causada pelo esperma espalhado pelo corpo, reagindo com o
composto inoculado, era terrível. Além, claro, do constrangimento
sofrido pelo paciente, principalmente do sexo masculino, em ter
seu corpo coberto por esperma in natura, diariamente, até a cura.
O tratamento foi suspenso e proibido na Europa, até que a doutora
conheceu Estela, uma jovem senhora que tivera quase oitenta por
cento do corpo queimado pelo marido, um renomado juiz, que lhe
ateou fogo durante um piquenique, numa praia deserta. Salva por
um pescador, esteve muito tempo internada sigilosamente numa
clínica pertencente à doutora Terezinha, que voltara ao Brasil
depois da proibição do tratamento inédito contra queimaduras.
Acreditando na fórmula do meu pai, Estela seguiu-lhe o exemplo
ateando novamente fogo ao próprio corpo. Passou a ser tratada
intensivamente e sigilosamente pela doutora Terezinha, e
finalmente os resultados do tratamento se mostraram
incontestáveis.
O melhor, disse-me ele, é que o tratamento rejuvenescia o paciente
a olhos vistos. Ninguém diria que a mulher queimada à minha
frente tinha mais de trinta anos, quando na verdade iria completar
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cinquenta primaveras. Eu estava estupefato. Olhei
demoradamente para meu pai e ele também aparentava bem
menos idade, apesar de eu saber que ele também beirava meio
século de vida. Aí, o coroa me fez uma surpresa ainda maior: disse
que viera da França para fazer uma série de exames comigo, pois
fora constatado que meu esperma era muito mais cicatrizante que
os demais coletados. Então, queria que eu fosse contratado pelo
laboratório francês para intensificar as pesquisas. Eu iria ganhar
muito dinheiro indo para a Europa com ele.
Nesse momento, percebemos que Estela estava agoniada. Suava
copiosamente e se tremia toda. Meu pai levantou-se depressa e
abriu o zíper da calça, botando seu caralho para fora. Tirou
apressadamente as roupas da paciente e deitou-a no sofá. Arriou
as próprias calças e posicionou seu pau em direção à vagina dela.
Eu olhava surpreso para o tamanho do seu cacete, uns cinco
centímetros maior que o meu. Eu tinha mesmo a quem puxar. Meu
pai olhou para mim e disse que eu não ficasse ali parado. Mandou-
me tirar a roupa e me posicionar perto da mulher. Deveria ejacular
nela, pois já passava da hora de aplicar a injeção do composto na
paciente. A doutora Terezinha já correra depressa a uma das
dependências do apartamento e voltava com uma seringa cheia de
um líquido viscoso e esbranquiçado. Fiz o que o coroa mandou e
Estela agarrou-se à minha rola com as duas mãos, enquanto meu
pai lhe fodia a xoxota. A mulher chupou-me com gula,
masturbando-me ao mesmo tempo. Começou a gozar, tendo o
cacete dele todo metido em sua vagina. Masturbou-me mais
depressa, na ânsia de que eu gozasse em seu corpo. Dizia que
sentia muito calor. Meu pai retirou o pau de dentro e gozou sobre
seu ventre. Eu também não demorei muito a gozar, enquanto a
médica espalhava nossos espermas por toda a pele da mulher. Esta
relaxou e dormiu quase que imediatamente.
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Ainda ofegante, meu pai sentou-se e admitiu o efeito colateral da
fórmula. Ela atuava enormemente na libido feminina, deixando a
paciente doida para foder com urgência. Parecendo não dar mais
atenção a quem estava por perto, foi até uma valise e tirou dela
uns papéis. Começou a estudá-los, fazendo umas anotações. A
doutora sorriu docemente e voltou sua atenção para mim.
Agachou-se à minha frente e levou meu pau à boca. Aos poucos,
fui ficando novamente excitado. Ajoelhou-se numa ponta do sofá
e pediu que eu a penetrasse por trás. Nem precisou repetir o
pedido. Doido pra comer um cu, desde que estive com Soraya,
acachapei meu falo teso bem no meio da sua regada. Ela gemeu
de satisfação. Então começou a remexer a bunda, me levando á
loucura...
FIM DA DÉCIMA SÉTIMA PARTE
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BOYS – Parte final
O jantar demorou um pouco a ser servido, pois ainda tive que
comprar gás de cozinha no posto mais próximo. No entanto, a
doutora Terezinha fez uma sopa pra ninguém botar defeito.
Estávamos acomodados à mesa da sala, assistindo televisão,
enquanto jantávamos. Meu pai disse não estar com fome, mas
sabíamos que ele não queria era parar seus estudos na fórmula,
pretendendo ajustá-la para que sua paciente não ficasse tão ansiosa
para receber o líquido espesso e esbranquiçado nas veias. À mesa,
estávamos todos calados, saboreando a deliciosa sopa. Só Estela
tinha os olhos vidrados na TV, que estava quase sem som, para
não incomodar nossa refeição. Tinha a colher suspensa, sem que
tivesse completado o movimento de levá-la à boca. Estava tensa e
suava copiosamente. Será que estava na hora de aplicar-lhe outra
dose da fórmula? E será que eu teria que ejacular-lhe o corpo
quando nem acabara ainda de digerir meu jantar? Quando já ia
chamar meu pai, percebi que o que a incomodava era o que se
noticiava naquele momento no telejornal.
Catei o controle remoto e aumentei o som do aparelho. Paulette
era assediada pelos jornalistas, acusada de parricídio. Eu nunca
tinha ouvido aquela palavra, e só fui entender o seu significado
quando apareceu a foto do juiz, noticiando sua morte de
madrugada. Sabiam que o jovem, preso primeiramente pela
tentativa de assassinato de um boy, era transexual e vivia sendo
espancado pelo pai homófobo. De início, segundo o telejornal,
acreditavam que o magistrado havia praticado suicídio depois de
ter baleado acidentalmente uma funcionária do posto de
combustíveis, fechado logo após pela polícia. No entanto, a
polícia federal descartara essa hipótese por não ser perfil do velho
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juiz, acostumado a fazer justiça com as próprias mãos. Como este,
segundo informações dos policiais militares que o escoltaram até
sua casa de praia, estava revoltado com a fuga de casa do filho
travesti, decerto por ter-lhe espancado um dia antes de morrer,
creditavam a Paulette a autoria do crime. O jovem chorava,
eximindo-se do assassinato do próprio pai, apesar de admitir a
tentativa de homicídio contra o garoto de programa. Ninguém
diria que aquela imagem que passava na TV não pertencesse a
uma mulher. Paulette esbanjava charme feminino, mesmo em
situação tão adversa. Aí olhei para Estela...
Ela também chorava, e seu rosto naquele momento era a cópia fiel
do de Paulette, apesar da diferença nos cabelos: a paciente da
doutora Tereza tinha apenas uns pelos loiríssimos no couro
cabeludo. Já o transexual, possuía uma vasta cabeleira negra. Mas
o formato do rosto, a cor dos olhos, o nariz e até o furinho no
queixo eram idênticos. Só então a doutora Terezinha percebeu o
que se passava e chamou meu pai. Explicou a ele que o travesti
era filho do juiz que ateara fogo à sua paciente. Olhei estupefato
para Estela. Ela aparentava ser bem mais jovem que o filho
homossexual. O tratamento do meu pai realmente rejuvenescia as
pessoas queimadas. Ajudei a levar Estela para o quarto, pois ela
não se sentia bem. Perguntava por um Luís Carlos, que parecia ter
sido o amor da sua vida. A doutora lhe disse que o cara estava
preso já havia anos, acusado do desaparecimento da esposa do
juiz. Estela desabou no choro. Não sabia que seu ex-amante havia
levado a culpa pelo seu sumiço. Queria visitá-lo no presídio.
Concordamos em levá-la no dia seguinte, pela manhã.
Eu me sentia incomodado com aquela situação. Não queria que
Estela visitasse o cara sacaneado pelo velho juiz. Acho que estava
com ciúmes. Acredito que me apaixonei pela senhora com jeito de
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mocinha. No entanto, com corpo até mais formoso do que aquele
pelo qual tarei, quando não sabia que Paulette era um travesti.
Não, não era paixão. Era tesão puro. Olhei para o corpo apenas
vestido de baby doll, estendido sobre a cama, e meu pau ficou logo
pulsante. Nem percebi que a jovem senhora também olhava para
mim. Puxou-me pela mão para perto de si. Disse-me que
percebera o ciúme em meus olhos, mas garantiu que também
gostava de mim. Pediu-me que não temesse seu antigo amante.
Apenas, ela achava que devia-lhe uma visita e que faria de tudo
para tirá-lo da prisão. Como prova, ergueu-se da cama e beijou-
me na boca. Meu pai e a doutora se retiraram do quarto, fechando
a porta e deixando-nos a sós.
Estela apalpou meu pênis ereto por fora da calça, enquanto
beijava-me os lábios com carinho. Depois meteu a mão dentro da
minha roupa, fazendo o mastro pular fora. Despiu-me devagar,
sem a pressa costumeira de fodermos com urgência. Sua boca em
meu pênis sugava com leveza, e não com gula, tornando a felação
mais gostosa. Tentei lamber-lhe os seios, porém ela impediu.
Disse que naquela noite só ela me daria prazer, pois eu já havia
proporcionado muito a ela. Deitei na cama e relaxei, deixando que
ela me lambesse o pau em toda a sua extensão, sem nenhuma
pressa. Ah, como sua língua era deliciosa! Estreitou meu cacete
entre os seios redondos e firmes, numa foda à espanhola. Depois,
finalmente sentou-se em meu falo e se enfiou nele bem devagar,
deixando-o escapar algumas vezes, empalando-se com certo
esforço, mas sem parar nunca de tentar introduzi-lo até o talo, até
conseguir seu intento. Iniciou um galope suave, gemendo
baixinho, tendo-me todo dentro dela. Olhei para o seu rosto. Tinha
os olhos fechados e uma expressão de menina na face. Os seios
estavam bem empinados. As curvas do seu corpo eram perfeitas.
Afastei esses pensamentos para não gozar logo. Dessa vez, passei
mais de meia hora copulando sem chegar ao orgasmo. Até que ela,
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toda trêmula, pediu que eu explodisse em gozo dentro de si. Pela
primeira vez, não espalhou meu esperma em seu corpo, preferindo
tê-lo todo bem profundo em sua bunda. Foram orgasmos
prolongados, o meu e os dela. Então, finalmente desabamos na
cama.
*********************
No dia seguinte, enquanto meu pai e a doutora levaram Estela para
visitar o presídio, resolvi dar a notícia de minha viagem para a
França a minha tia. Achei que Pietro já havia voltado para o seu
próprio apartamento e abri a porta sem muito cuidado. Flagrei
minha tia, seu namorado e o rapaz em plena cópula, no sofá da
sala. Minha tia Olga chupava o garoto de programa, enquanto o
namorado se posicionava atrás do jovem e lambia-lhe a... xoxota!?
Quando me viu, Pietro assustou-se e sentou-se no sofá,
escondendo o sexo com as mãos. Depois as retirou devagar, ainda
meio tímido, dizendo que já estava na hora de eu saber a verdade.
Mostrou-me um pênis de bom tamanho encimando uma vagina
perfeita, com grelo e tudo. Quando eu pensava que o cara era mais
um transexual, minha tia explicou que ele era hermafrodito.
Entendi naquele instante que o sucesso que Pietro tinha, com
homens e mulheres, devia-se à sua condição especial. Com uma
vagina e com um pênis, poderia atender aos dois sexos, como fazia
com minha tia e seu amante. E o cara não tinha pinta de bicha,
prevalecendo a sua parte máscula. Não contive a minha vontade
de rir. Ele não ficou chateado. Perguntou se eu queria examinar
seu sexo de perto. Ajoelhei-me entre suas pernas e toquei-lhe com
os dedos a vagina ainda encharcada das lambidas do namorado da
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minha tia. Percebi que ele ainda tinha o hímen intacto, mas o
médico viciado em drogas explicou-me que o seu sexo tinha
membrana complacente. De fato, enfiei um dedo na vulva de
Pietro e, mesmo com dificuldade, varei-lhe o cabaço. Quando
retirei minha falange, o buraquinho fechou-se quase que
totalmente outra vez. Tornei a enfiar meu dedo ali. Ele perguntou-
me se eu não queria meter-lhe meu enorme caralho.
Fiquei meio sem graça, mas não quis perder aquela experiência
inédita. Minha tia lambeu-me a glande e depois apontou para a
vagina hermafrodita. Fui enfiando devagar, ele de vez em quando
pedindo que eu não o machucasse. Seu semblante mudara
visivelmente, agora demonstrando expressões femininas. Fiquei
mais excitado com isso. Comecei a movimentar meu pau devagar,
enquanto minha tia postava-se com a buceta perto da boca do
rapaz. Seu namorado sugava-lhe os seios e ela o masturbava,
enquanto o jovem lambia-lhe a vulva. Eu já estava com o pau
quase todo dentro de Pietro, copulando em sua vulva com
estocadas firmes. Ele começou a morder meu pênis com o sexo,
tal qual uma mulher bem experiente. Então, eu finalmente explodi
dentro daquela encharcada e quente xoxota, como se estivesse
fodendo com a mais gostosa das mulheres.
Depois de mais descansados, dei a notícia da minha partida.
Minha tia ficou chorosa. Gostaria de reencontrar meu pai, mas
temia que ele ainda não a tivesse perdoado pela morte de minha
mãe. Prometi arranjar um encontro entre os dois. Pietro pediu-me
que eu não partisse antes que ele pudesse organizar uma festa de
despedida para mim. Fiquei contente, pois minha tia nunca fizera
uma comemoração em minha homenagem, nem sequer nos meus
aniversários. Disse-lhe que não iria sem essa festa. Ele
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imediatamente passou a ligar do seu celular para algumas pessoas,
enquanto eu ia tomar um banho. Então, meu próprio celular tocou.
Era Soraya, a policial federal. Queria se encontrar comigo, pois
tinha uma coisa muito chata a me dizer. Marcamos de nos
encontrar num barzinho perto do prédio onde moro. Uma hora
depois, estávamos tomando a segunda garrafa de cerveja e ela
ainda não criara coragem para me dizer o que queria. Finalmente,
retirou da bolsa um envelope contendo umas fotos e me mostrou.
Eram imagens copiadas da Internet e ela apontou uma delas. Disse
ter reconhecido imediatamente o meu corpo enrabando o juiz,
apesar de não aparecer meu rosto. Queria que eu denunciasse
meus cúmplices. Acreditava que eu e meus amigos estivéssemos
chantageando o velho magistrado. Gelei. Porém, percebi que ela
nem desconfiava que os outros rapazes que apareciam na foto
eram o policial e meus companheiros do posto de combustíveis.
Então neguei que soubesse do que ela estava falando.
Olhou fixamente em meus olhos e me deu um aviso: iria até o fim
para descobrir a autoria das fotos e todos os envolvidos. Se eu
tivesse algo a ver com aquilo, que fugisse para bem longe. A
polícia federal a havia incumbido do caso e ela não gostaria de ter
que me prender. Agradeci-lhe o aviso e falei-lhe do meu pai.
Contei-lhe das suas experiências na França e da proposta que
fizera para ir com ele. De qualquer maneira – disse-lhe – eu já iria
partir mesmo. Com os olhos marejados de lágrimas, garantiu-me
que a única chance de eu não ser preso era permanecendo sempre
por perto dela. Tornei a negar participação no estupro, e apontei a
expressão no rosto do juiz em todas as imagens. Ele parecia estar
adorando ser enrabado. Ela esteve analisando detidamente cada
uma das fotografias, depois concordou comigo. Separou uma das
fotos e me entregou. Era justamente aquela que tinha adivinhado
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ser eu fodendo o rabo do magistrado. Mandou-me dar um fim a
ela, depois de escrever algo no verso. Tentei ler, mas ela me
impediu, dobrando o papel e colocando em meu bolso. Depois
pagou a conta total e foi embora.
Quando ela saiu, retirei a foto do bolso e finalmente li o que tinha
no verso. Estava escrito: TE AMO. CONFIE EM MIM E NÃO
SE ARREPENDERÁ. Gelei mais uma vez. A policial estava
mesmo desconfiada de mim, e certamente descobriria quem eram
meus cúmplices. Fiquei algum tempo pensativo, depois liguei para
Alexandre. Pedi que todos viessem até o bar pois eu precisava
falar com eles. Menos de vinte minutos depois, estávamos
reunidos. Perguntei pelo policial, mas Rodrigo disse que ele
precisou ir até o presídio resolver uma bronca. Contei-lhes das
suspeitas da policial federal e eles ficaram apavorados. Ligaram
para o policial e contaram o que ouviram de mim. Ele respondeu
que logo estaria conosco. Chegou acompanhado do seu amigo,
também policial, e sentaram-se com a gente. Mais uma vez eu
expliquei a situação e estivemos discutindo o assunto até que
chegamos à conclusão de que deveríamos contar tudo à policial
federal. Diríamos que tudo não passou de uma vingança, por o juiz
ter nos agredido e atirado na nossa companheira. Liguei para
Soraya e pedi que ela voltasse ao bar. Precisávamos conversar.
Enquanto a loira não chegava, o policial resolveu me contar o
porquê da sua rixa com o velho magistrado. Quando começou a
falar do pai encarcerado por conta de uma armadilha preparada
pelo juiz, condenando-o pelo desaparecimento da esposa, liguei
logo sua história com o que ouvira no telejornal no jantar do dia
anterior. De fato, ele disse que havia ido até ao presídio, depois de
uma informação de que a mulher desaparecida estava viva e fora
à penitenciária visitar seu pai. Agora, uns advogados estavam
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cuidando da soltura dele. Eu não quis dizer ao cara que estava
comendo a amante do pai dele. Principalmente porque ela tinha
mais do dobro da minha idade. Foi quando ele disse que o
processo de soltura do pai podia demorar, pois a reaparecida
aparentava ser tão jovem que seria difícil provar sua identidade.
Quando eu ia falar das experiências do meu pai, Soraya chegou
sorridente.
Beijou-me a boca e agradeceu por eu resolver contar-lhe a
verdade. Fiquei surpreso com sua segurança em me dizer aquilo.
Tirou um gravador da bolsa e ligou-o. O bar estava vazio, por isso
não se preocupou ao aumentar um pouco o volume. Minha voz foi
ouvida a partir do momento em que liguei pros rapazes. Depois,
toda a nossa conversa se desenrolou no pequeno gravador.
Estávamos todos muito surpresos. Aí ela meteu a mão no meu
bolso e sacou de lá meu celular. Abriu-o e retirou-lhe um
minúsculo microfone de dentro. Eu estivera grampeado o tempo
todo, sem saber. Ficamos apreensivos, depois dessa descoberta.
Mas ela me beijou os lábios novamente e disse para ficarmos
tranquilos. Não iria entregar ninguém, já que havíamos
combinado de contar tudo a ela.
O policial pediu a palavra e enumerou os vários abusos cometidos
pelo magistrado, inclusive a prisão do seu pai, sob suspeita de ter-
lhe assassinado a esposa e escondido o corpo. Agora, a história
que a mulher contara lá no presídio, ao visitar o prisioneiro, era
totalmente outra. O juiz decerto seria condenado por tentar
assassiná-la ateando-lhe fogo, se já não estivesse morto. Soraya
prometeu interceder por ele, seu pai e por todos nós, perante as
investigações da polícia. Claro que o policial omitiu-nos ter
matado com um tiro o magistrado. Mas isso depois seria
descoberto pela própria polícia militar. O cara perderia a farda e
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seria recolhido a uma unidade do Cotel, a penitenciária para
reabilitação de policiais. Porém, logo seria posto em liberdade.
Depois de tomarmos umas cervejas, Soraya conduziu-me em seu
carro até o edifício onde mora a doutora Terezinha. Não quis subir
comigo, dizendo estar apressada para um compromisso. Passaria
para me pegar mais tarde. Subi e encontrei um clima pesado
dentro do apartamento. Estela disfarçou, mas percebi que estivera
chorando até então. Perguntei o que se passava. Meu pai
respondeu que ela desistira de ir conosco para a França e, sem ela,
não poderia provar suas descobertas na medicina. O motivo da sua
desistência era que descobrira ainda estar apaixonada pelo ex-
amante, preso sob acusação de tê-la assassinado. Eu me senti
melhor com essa informação, já que preferia a policial. Sentia
tesão pela enferma, mas gostava mesmo era rudeza feminina de
Soraya. Perguntei se meu pai não poderia apresentá-la à
comunidade científica francesa e depois trazê-la de volta, sem
precisar interromper o tratamento. Estela se prontificou a ir
conosco para a Europa assim que conseguisse libertar o amante. E
assim ficou acertado.
Mais tarde, falei-lhe sobre o desejo de minha tia em se reconciliar
com ele. Meu pai ainda estava magoado. Negou-se ao reencontro.
Compreendi que ainda não era o momento dele perdoar minha tia,
pois certamente não iria gostar de saber que ela continuava uma
viciada.
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EPÍLOGO
Na tarde seguinte, fui ao apartamento de minha tia dizer a todos
que ainda demoraria a viajar, mas Pietro falou que tudo já estava
preparado para a minha festa de despedida. Entregou-me a chave
do apartamento dele e disse que seria meu enquanto eu estivesse
no Brasil. No entanto, eu só deveria entrar lá depois da meia-noite,
quando meu presente estivesse bem instalado. Fiquei intrigado. O
que o cara estaria preparando para mim? Mas não quis estragar-
lhe a surpresa e fiquei na casa da minha tia, assistindo televisão,
até que finalmente deu a hora de eu saber qual seria o meu
presente. Pietro, minha tia e seu namorado já estavam dormindo
na mesma cama, quando tomei um banho e saí do apartamento em
direção ao do boy. Girei a chave na fechadura e escutei um
barulhinho esquisito dentro do apartamento. Acendi a luz da sala
e fui surpreendido por cinco bundas nuas voltadas para mim,
pertencentes ao mesmo número de mulheres ajoelhadas sobre o
sofá. Em todas, estava escrito com batom: ARROMBA MEU
CU!!!
Reconheci apenas quatro dos buraquinhos apontados para o meu
lado: um pertencia a dona Madalena. Outro à coroa gostosona e
assanhada amiga dela: Joyce, de quem eu havia comemorado o
aniversário indo ao clube e depois me regalado num bacanal no
apartamento dela, na noite em que encontrei Pietro baleado. A
terceira bunda era a da síndica cabeleireira, que deve ter enrolado
o marido e o deixado em casa dormindo, para estar ali àquela hora.
A quarta bunda arreganhada para mim pertencia a Patrícia, minha
ex-colega lá do posto de combustíveis. Eu saberia depois que ela
é quem havia preparado aquela festa de arromba, a pedido de
Pietro. A última bunda era para mim totalmente desconhecida.
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Apresentaram-na como Maiara, irmã da nossa companheira morta
pelo juiz, lá no posto. Queria me agradecer por ter defendido Jane
quando esta estava sendo atacada pelo magistrado. Olhei
direitinho para ela. Era a mais formosa das mulheres que estavam
à minha frente, e tinha o rabo maior de todas. Foi por ela que
comecei minha noite de orgias, atendendo ao que estava escrito de
batom em sua exuberante bunda. Apontei minha cabeçorra e
mandei-lhe vara. Claro que tive o cuidado de prender meu gozo.
A noite ainda era uma criança e eu tinha várias outras bundas para
foder...
FIM DA SÉRIE

Boys

  • 1.
  • 2.
  • 3.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 2 BOYS– Parte I “Eu já vi de tudo. Conheço tantas fantasias que nada mais me surpreende. É muito comum um homem pagar para o boy comer a mulher dele. É o tesão do cara. Ele sente prazer em ver a mulher dele na cama com outro. Também já recebi proposta para apanhar, bater. Fui pago para dar barrigada, transar se drogando. A viagem desse cliente era trepar cheirando cocaína. Eu não quero nem saber. Pagou, eu faço." *********************************** Ele é metódico. Todas as noites, quase que pontualmente às nove horas, desce até a garagem do prédio onde sou porteiro e pega seu Audi novinho. Abro o portão, ele passa por mim e me cumprimenta quase sem me ver, como se o fizesse por puro costume de cumprimentar, não importando quem esteja na portaria. Acho que ele nunca realmente reparou em mim. Talvez nem saiba que existo. Eu, no entanto, não consigo deixar de admirá-lo. Às vezes me pego com uma inveja tremenda do cara. Alto, bonitão, corpo bem proporcionado e de musculatura perfeita: nem magro nem gordo, nem musculoso demais. Tudo na mais pura harmonia. Certa vez cheguei a duvidar da minha masculinidade, achando que estava apaixonado por ele. Mas não. É que o sujeito tem tudo que eu almejo: ótimas roupas, carro do ano, morar sozinho e ter muita grana pra gastar. Com isso eu conquistaria todas as gatas que quisesse. No entanto, nunca o vi acompanhado de nenhuma mulher, apesar das garotas do prédio andarem comendo-o com os olhos.
  • 4.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 3 Belezaeu tenho! Acho-me, inclusive, mais bonito do que ele. E nasci em berço de ouro. Dizem que meu pai amava verdadeiramente minha mãe. E ela o amava muito também. Poderíamos ter sido uma família feliz se eu não a tivesse matado. É que nasci de um parto difícil e ela acabou falecendo. Meu pai ficou louco. Dizem que me culpou pela morte dela e me abandonou recém-nascido nos braços de minha tia, irmã dele. Largou o ótimo emprego que tinha e foi viver como andarilho pela Europa. No início, mandava dinheiro para o nosso sustento já que, para cuidar de mim, minha tia teve que abandonar seu trabalho numa clínica particular de classe média onde medicava. Mas dizem as más línguas que ela foi demitida por justa causa por roubo de entorpecentes do almoxarifado. No início, ela escondia de todos que era usuária de drogas. No entanto, há três ou quatro anos atrás conheceu um médico também viciado e, de lá pra cá, os dois têm feito verdadeiras orgias dentro do pequeno, porém luxuoso, apartamento onde moramos. O casal vive o tempo todo nu, dentro de casa, sem dar a mínima para a minha presença. Confesso que fico incomodado, principalmente porque minha tia ainda é uma bela e exuberante mulher. Tem uma lapa de buceta e de bunda que causa inveja às outras mulheres do prédio. E chama à atenção quando sai às ruas. Ver o namorado enrabando-a no sofá da sala me deixa muito excitado. Por isso, quando soube que precisavam de alguém para ficar na portaria, aproveitei a chance de não estar o tempo todo dentro de casa com eles. Já o cara de quem estive falando no começo, chegou há apenas um ano e meio no prédio. Veio só com a roupa do couro, morar sozinho no kitnet mobiliado que estava para alugar. Na época, disse que trabalhava num posto de gasolina em um bairro vizinho. Mas, nem bem se passaram seis meses, já havia trocado de carro duas vezes. A síndica do prédio andou de olho nele, achando que era algum assaltante foragido, mas logo pareceu convencida de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 4 queo cara não era ladrão. Até ficou amicíssima dele, e o sujeito andou frequentando seu apartamento durante certo tempo. Foi quando o marido dela pareceu enciumado e andaram discutindo. Desde então, não vi mais o garotão por perto dela. O nome dele é Pietro. Dizem que ainda cursa faculdade, mas não o vejo com livros nas mãos. No entanto, se expressa muito bem, como se fosse já formado. Seu porte atlético, sua beleza, seu charme e sua voz grave e possante causam inveja a muitos rapazes da minha idade. Ele parece ser um pouco mais velho que eu, talvez uns três ou quatro anos. Eu tenho dezenove e este ano termino a oitava série. Andei me atrasando, repetindo alguns períodos letivos. Mas, atualmente, tenho tomado gosto pelos estudos. Pietro deve ter largado do posto de gasolina onde trabalhava, pois passa o dia todo entocado dentro do kitnet e só à noite sai de casa, voltando quando o dia já está amanhecendo. Nunca o vi bêbado, apesar de saber que ele adora uísque. Já me pediu para comprar- lhe uma garrafa do mais caro, certa vez. E me deu uma gorjeta de quase cinquenta reais. Acho que foi a partir de então que passei a prestar atenção nele, apesar de já conhecê-lo através de fofocas de vizinhas. Por falar em vizinha, a senhora que mora no quinto andar do segundo bloco tinha acabado de me ligar. Disse que iria precisar de mim logo mais, para que eu a acompanhasse até o clube onde costuma se divertir nos finais de semana. Ela me paga cinquenta reais para que eu passe a noite dançando com ela, sempre que quer. E olha que a coroa gosta de dançar! Tem vezes que quase não fica sequer um minuto sentada na cadeira. Mas dança bem, a danada, e eu me divirto passeando por todo o salão, ela acompanhando divinamente meus passos. Porém, naquela noite as coisas iriam ser diferentes...
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 5 D.Madalena era uma coroa gorda e achatada na bunda, apesar de ter um rosto jovial e simpático. Disse-me que iríamos bebemorar o aniversário de uma amiga e que deveríamos apanhá-la de carro na casa dela. Entregou-me a chave do automóvel, um Fiat Uno branco, como sempre fazia quando íamos ao clube. Eu guiava, pois ela não sabia dirigir. Eu também a levava ao médico, para exames periódicos sempre que era preciso, e ela me dava um dinheirinho extra por me usar como chofer. Era viúva e o marido lhe deixara uma gorda poupança, além de uma polpuda pensão que ela gastava em diversão e comigo. Quando chegamos ao prédio onde sua amiga morava, tive uma grata surpresa: a coroa era linda e estava muito bem vestida. E pareceu-me ter ficado interessada em mim. Tanto que veio me dirigindo a palavra o tempo todo durante o percurso até o clube. O local chamava-se Clube das Pás e fora fundado por carvoeiros que trabalhavam no porto, no carnaval de 1887. Era um ambiente aconchegante, frequentado mais por pessoas da terceira idade, apesar de eu costumar ver lá mocinhas bem jovens, na maioria das vezes acompanhando alguma parente, velhas habitués do lugar. Outras eram amantes de velhos fogosos, que adoravam exibi-las em público. Tinha as que denotavam estar ali com um homem por dinheiro. Mas eu não podia censurá-las, pois também ganhava uns trocados para dançar a noite toda com D. Madalena. No entanto, nem bem conseguimos uma mesa, a amiga aniversariante me chamou para dançar. Hesitei, pois achei que D. Madalena iria ficar chateada por lhe roubarem o parceiro de dança, mas ela mesma me incentivou a ir com a amiga. Disse-lhe, sorrindo, que eu era o seu presente naquele dia. Depois cochichou ao meu ouvido que eu tratasse muito bem a aniversariante e ela me compensaria com uma grana extra depois. O nome da coroa bonitona era Joyce, e ela me puxou pelas mãos em direção ao salão. Tocava uma música bem animada e acompanhamos o ritmo com muita desenvoltura.
  • 7.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 6 Elaria a valer a cada passo diferente que eu dava, elogiando minha criatividade. Dançamos uns quatro forrós seguidos e já íamos voltar para a mesa quando a orquestra que se apresentava no palco iniciou uma canção bem romântica de Roberto Carlos. Ela agarrou-se a mim e começamos a dançar bem coladinhos, no maior sarro. De repente, ela me perguntou de chofre quanto D. Madalena me pagava para passar a noite dançando com ela. Respondi-lhe, sorrindo, que isso era segredo profissional e ela caiu na gargalhada. O dancing estava lotado e ela se agarrou mais ainda a mim. Depois falou bem baixinho ao meu ouvido que, se eu realizasse uma fantasia sua ali, me pagaria o dobro da amiga. Perguntei-lhe, curioso, o que eu deveria fazer para ganhar cem reais no final da noite. Ela respondeu toda maliciosa que sempre sonhou em dançar uma música lenta enfiada na rola de um acompanhante, ali mesmo no salão. Gelei. Eu sempre fui meio tímido e jamais cogitei um dia fazer algo do tipo. Meu pau ficou imediatamente enrijecido com aquele pensamento e ela percebeu. Desceu disfarçadamente a mão e tocou-me o volume por fora das calças. Afrontou-me, dizendo que eu seria um frouxo se não fizesse o que ela tanto desejava. Olhei para um lado e para o outro e percebi que ninguém prestava atenção na gente. Cada um se preocupava em não perder um só segundo daquela música dançando “enfiado”, no maior encoxado. Alguns pares até dançavam de olhos fechados, curtindo o bolero e a esfregação. Então, tomei coragem e levei uma das mãos ao zíper, botando meu pênis para fora da calça. Ela usava uma saia com uma fileira de botões na frente. Enfiou minha vara pela abertura entre os botões e encaixou-a no meio das pernas. Sem parar de dançar bem lento, foi ajustando minha glande com grande destreza. Só então percebi que sua calcinha era dessas que tem
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 7 umaabertura embaixo, permitindo que a mulher faça xixi sem precisar retirá-la. Foi quando senti a cabeça do meu pau invadindo a sua vulva molhada e quente que quase gozo ali em pé, naquele instante. Mas contive meu tesão com muito esforço. Abaixei-me um pouco, ajeitei-me melhor entre suas pernas e meu pênis entrou todinho em sua greta. Ela gemeu ao meu ouvido. E a música seguiu-se, lenta... Continuamos dançando, coladinhos, as canções de Roberto. Ela ameaçou de me deixar no meio do salão se eu gozasse, e eu fazia um esforço sobre-humano para não ejacular entre suas pernas. Mas ela não tardou a ter seu primeiro orgasmo. Agarrou-se a mim e suas pernas quase dobram de tão trêmulas. Mordeu-me o lóbulo da orelha, em êxtase. Depois me largou de repente no meio do salão e correu em direção ao sanitário feminino. Tive dificuldades em colocar o pau de volta dentro da calça, de tão duro que estava. Ainda bem que as pessoas olhavam para ela, que se afastava de mim no meio de uma música romântica, e não para o meu cacete. Aí ela voltou e me puxou de novo pela mão, me levando em direção ao gabinete feminino. Parei na porta, sem querer entrar. Mais uma vez ela me chamou de frouxo. Depois levantou a saia toda abotoada na frente e meteu a mão na vulva, começando uma frenética siririca. Abriu bem as pernas, encostou-se na parede, fechou os olhos e mandou ver. Gozou não sei quantas vezes, eu olhando estupefato para ela. Depois escorregou o corpo pela parede de azulejos, sentando-se no chão com cheiro de Pinho Sol do banheiro. Ficou lá, toda mole, com um sorriso delicioso nos lábios. Então eu ouvi uma zoada de mulheres conversando em voz alta e percebi que vinham em direção ao banheiro. Puxei a coroa Joyce pela mão, para que ela levantasse e viesse comigo, mas não houve
  • 9.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 8 jeito.Deixei-a lá ainda sentada no chão e saí dali antes que as mulheres percebessem que eu havia estado no banheiro delas. Ouvi quando perguntavam se a coroa estava bem e ela gritou feliz: ESTOU MARAVILHOSA!!! Voltei para junto de D. Madalena, que perguntou pela amiga. Disse-lhe que ela tinha ido ao sanitário e a coroa pediu licença para ir lá também. Eu ainda estava excitadíssimo, doido para gozar. Pedi uma cerveja à garçonete e ela trouxe quase que imediatamente, visivelmente interessada por mim. Fez questão de encher o meu copo, mas o fez de forma desastrada. Entornou um pouco do líquido em meu colo, pois a bebida viera quente, espumando e derramando. Pediu-me desculpas pelo desastre, mas permaneceu alguns segundos com os olhos vidrados no meu volume, que parecia querer pular da calça. Retirou um pano imundo do bolso da bata e começou a passá-lo sobre meu pênis, como a limpar a cerveja entornada que molhara bem ali. Depois ficou sem jeito quando sentiu meu tesão palpitando. Pediu que eu fosse com ela até o bar, para enxugar melhor o líquido derramado. Eu disse que não seria preciso, mas ela insistiu. Acompanhei-a até o enorme bar, onde um viado despachava junto com outra garçonete. Ela apontou meu volume molhado, dizendo para o pessoal: OLHA O QUE EU TROUXE PARA VOCÊS LIMPAREM!!! A bicha foi a primeira a chegar com um pano limpo junto de mim. Teve o cuidado de me puxar para trás de um amontoado de engradados de cervejas, enfileirados e formando uma parede, que escondia um cantinho onde se refugiavam para descansar do movimento do balcão. Ali eu fui pego de surpresa. “Ela” abriu meu zíper e enxugou o molhado da calça com eficiência, mas sem tirar os olhos do volume por dentro da cueca. Agachou-se à minha
  • 10.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 9 frentee ficou com o rosto bem pertinho. As garçonetes diziam rindo que ele se apressasse, pois estavam na “fila”. A que me levara até ali não demorou a vir pra junto da gente, bem na hora em que o gay se atreveu a pousar a mão no meu cacete ainda duro. No balcão, o pessoal reclamava que o atendimento estava péssimo, pois demoravam a trazer as cervejas. Despudorado, o viado me bateu uma bronha enquanto a garçonete colava o rosto no meu pau, esperando pela ejaculação. Nem bem a outra garçonete despachou o último freguês que estava no balcão, correu e agachou-se junto aos dois, no momento em que eu, não aguentando mais de tanto tesão, jorrei porra nos rostos dos três... Revezaram-se sugando meu esperma até a última gota, depois nos recompomos e eu voltei para a mesa. O gay me deu um cartão seu, com telefone, mas joguei fora assim que saí do bar. Acredito que tenho um pouco de aversão a bichas, apesar de não demonstrar isso em público. Eu estava mesmo interessado era na amiga de D. Madalena. Quando cheguei à mesa onde estávamos sentados, elas já me esperavam aflitas. Queriam ir para casa. Perguntei o que estava acontecendo para estarem tão apressadas e D. Madalena falou que a amiga não estava se sentindo bem. Fizemos todo o percurso de volta para casa sem trocarmos uma única palavra, até que chegamos ao endereço onde morava a aniversariante. Aí Joyce disse que tinha guardado uns salgadinhos e umas cervejas na geladeira e nos chamou para subir. Percebi certa cumplicidade em D. Madalena, mas ela parecia meio sem jeito. Perguntaram, maliciosas, o que havia acontecido com a minha calça e eu respondi que havia entornado cerveja nela, por isso tinha me ausentado da mesa para me limpar. Dona Madalena me indicou o banheiro e Joyce disse que iria pegar um calção, pois cuidaria de lavar minha roupa fedendo a cerveja. Mas logo cansaram de disfarçar e ambas trataram de despir-me totalmente. Fiquei acanhado diante de D. Madalena, mas ela explicou que as duas
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 10 haviamconversado no banheiro, lá no clube, e tinham se decidido a fazer uma suruba comigo. Fiquei tenso. Não podia dizer que havia gozado lá no bar do clube, por isso pedi licença para tomar um banho antes. Demorei bastante na ducha, pois na verdade eu dava um tempo para me recuperar da gozada que dera há pouco. Bateram na porta, me apressando. Quando finalmente resolvi sair, ambas estavam nuas, me esperando no sofá, petiscando uns salgadinhos e bebendo cervejas. Eu estava cheirando a sabonete, mas as duas entornaram cervejas de surpresa sobre mim. Parecia que haviam ensaiado aquilo. Depois caíram de boca em meu corpo nu e não demorou nem um segundo para que eu ficasse a ponto de bala de novo... FIM DA PRIMEIRA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 11 BOYS-Parte II “A gente não tem tabu. A maioria faz completo (ativo e passivo). Todos fazem sexo oral. Se brincar, ainda faz melhor que mulher. E depois volta para a esposa e para os filhos. Na minha cabeça, não há confusão. Eu sou heterossexual e pronto. Só me deito com homem por dinheiro. Quanto menos feminino, menos afrangalhado, mais o homossexual gosta. Ele quer dormir com um homem. Quanto mais bruto, mais másculo o garoto for, mais ele se amarra.” ************************** O sexo rolou solto por muito tempo. Quando eu pensei que ia me dar bem com a coroa Joyce, me dei melhor com D. Madalena. A mulher estava muito carente de sexo. Confessou que há muito queria dar para mim, mas tinha medo de ser rejeitada. A amiga é que a convenceu de aproveitar seu aniversário e a festinha improvisada no apartamento para me dar uma cantada. Deu certo. Tarado na bela coroa Joyce, deixei-me levar pela safadeza dela e quem se deu bem foi a gorducha dançarina. Joyce me chupava um pouco e depois pegava meu pau com suas mãos sedosas e macias e encaixava na buceta da amiga. D. Madalena, no início, estava trêmula, mas logo se soltou. Empurrou-me sobre o tapete formado por couros de ovelhas, que cobria quase todo o chão da sala, e veio por cima. A amiga ajudou-a se encaixar em meu cacete duro, apontando-o para a entrada de sua vagina, e ela começou a me cavalgar de forma frenética. Rosnava alto, como se descarregasse sobre mim toda a fúria de estar em jejum sexual por tanto tempo.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 12 Depoisque ficou viúva, disse que não teve coragem de ceder a outro homem. Tive que me conter muito para não gozar logo na primeira greta que meti. Ainda faltava contentar a coroa aniversariante... Joyce parecia gostar mesmo era de chupar. E fazia-o de forma a me proporcionar um prazer delirante. Lambia todo o meu pênis e depois se concentrava em minha glande, rodeando a língua na cabeçorra dela, enfiando sua ponta em meu buraquinho de mijar. Elogiava o cheiro e gosto do meu sexo, dizia que era tão gostoso quanto o de uma criança. Fiquei a imaginar se ela costumava aliciar menores para foder. Mas antes que eu pudesse me aprofundar mais nesse pensamento, ela cuspiu na mão e lambuzou bem entre as nádegas de D. Madalena. A coroa pareceu-me apavorada. Gemeu para a amiga que não lhe fizesse isso, pois o falecido marido jamais a havia penetrado por ali. Essas palavras me deram mais tesão ainda. Rindo maliciosa, Joyce arreganhou a bunda da amiga e lambeu-a bem dentro. Depois pediu que eu fizesse o mesmo. Enfiei minha língua no buraquinho rosado da coroa dançarina e ela empinou-se toda, facilitando meu ato... Enquanto eu chupava o cu de D. Madalena, Joyce voltou a me mamar o cacete. Eu quase não conseguia me concentrar na amiga dela, de tão gostosa que estava a felação. Mas ela parou de repente e me puxou para perto de D. Madalena, me posicionando por trás da dançarina. Nem bem minha pica apenas tocou a entrada do seu ânus, ela urrou demoradamente de prazer. Porém ficou tensa, muito tensa. Pediu-me para eu ser carinhoso com seu cuzinho virgem. Mas que virgem, que nada. Meu pênis, mesmo sendo grosso e avantajado, adentrou o rego dela como se fosse feito de manteiga. Quando menos esperei, já estava com tudo dentro. Com a amiga de quatro sobre o tapete da sala, Joyce posicionou-se sob
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 13 elade maneira a poder encaixar a boca em sua vulva. Ficou chupando-lhe o clitóris enquanto eu enrabava a coroa, que estremecia todo o corpo de prazer. Então, de repente, senti o cuzinho quente da dona ficando arrochado. Mordeu meu pênis com tanta força, com o cu, que eu já não podia fazer os movimentos de entra e sai. Temi ter ficado engatado na coroa, como acontece com as cadelas em cópula. Segurei em suas ancas e tentei puxar meu pau com força de dentro dela, mas ela gemeu alto, como se sentisse dor. Então parei. Foi quando percebi que a danada estava gozando. Urrou de prazer e logo desprendeu meu caralho de dentro dela, como se o tivesse cuspido para fora de si. Olhei para o seu ânus e estava muito dilatado, parecendo uma enorme flor de cor rubra. Foi a vez de D. Madalena cair de boca em meu cacete. Mamou-o de forma desajeitada, quase ferindo a glande com os dentes. Derramou na mão em concha um resto de cerveja que estava largada por perto e despejou na bunda de Joyce, lambuzando bem seu cuzinho que parecia piscar de ansiedade. Enfiou com cuidado um dedo no ânus dela, e ficou massageando-lhe o buraquinho, até sentir que ele estava relaxado e lubrificado. Então, apontou meu pau para o túnel estreito da amiga, que se ajeitou com prazer em meu falo. Já o buraquinho da coroa Joyce parecia mesmo virgem, de tão apertado. Tive dificuldades em penetrá-la até bem profundo. Se ela não tivesse ficado me ajudando, cada vez afrouxando mais o ânus e arreganhando a bunda com as duas mãos, eu não teria conseguido. Dona Madalena também acudia, derramando mais resto de cervejas em meu pau enfiado na bunda da amiga, regando seu cuzinho de lambuja. Então Joyce fez um esforço supremo e se enfiou de uma vez em meu cacete duríssimo. Fez isso arregalando muito os olhos e gemendo de dor. Quando sentiu minhas bolas tocarem a entrada do seu ânus, me empurrou com uma das mãos, pedindo que eu me afastasse. Depois me
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 14 deitouno tapete e veio por cima, se enterrando toda em mim, de novo. Quando tomamos banho, os três juntos, já era quase três da madruga. Apesar de eu estar exausto, ainda tive condições de dar mais uma foda com as duas no banheiro. Eu tinha adorado sentir o aperto que D. Madalena deu em meu cacete comprimindo o cu, e quis repertir-lhe uma foda por trás. Só tirei minha rola da bunda dela quando estava prestes a gozar e percebi que seu ânus ficou mais deflorado ainda. Joyce abocanhou-me imediatamente o falo, masturbando-me com a boca e com a mão, pedindo-me que eu gozasse em sua goela. Fi-la engasgar quando jorrei bem profundo em sua garganta. Então desmoronei, sentando-me na tampa do vaso sanitário, enquanto ambas limpavam, ao mesmo tempo, meu cacete lambuzado de esperma com seus lábios. Voltamos para casa no carro de D. Madalena, com a coroa agarradinha ao meu pescoço, ronronando agradecida. Aquilo me deixou constrangido. Para mim, havia sido sexo por sexo. Eu não estava a fim de namorar, não. Fiquei preocupado, pensando que a coroa estava apaixonada por mim. Dali por diante, eu pensava em me recusar a sair para dançar com ela. Vinha dirigindo com esses pensamentos, quando notei o Laudi encostado a uma árvore, no caminho de casa. Estava com os vidros levantados e num local tão escuro que não deu para ver a placa. Não disse nada a minha acompanhante, mas pretendia voltar para ver se era mesmo o carro de Pietro, o morador misterioso do nosso condomínio. Para a minha surpresa, quando nos aproximamos do portão do edifício onde morávamos, D. Madalena afastou-se de mim, recompondo- se para que o porteiro não nos visse naquela intimidade. O senhor calvo que me rendia na portaria nos cumprimentou gentil, pois sabia que eu a levava para dançar quase toda semana. Perguntou-
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 15 lhese a noitada havia sido boa e ela respondeu que foi M-A-R-A- V-I-L-H-O-S-A! Ele sorriu e nos deixou entrar, acompanhando- nos até a garagem e abrindo a porta do carro para que ela descesse. D. Madalena apoiou-se em seu braço, ainda de pernas bambas. Ele pensou que ela estava um pouco embriagada e acompanhou-a até o elevador, enquanto eu manobrava para guardar o carro. Quando ele voltou, perguntei se Pietro já havia chegado. Respondeu que era ainda cedo, já que o cara costumava chegar quando o dia estava amanhecendo. No entanto, eu estava cismado de que o carro que vira como se tivesse batido numa árvore, junto ao acostamento, era mesmo dele. Resolvi sair e caminhar até lá. Não era muito distante do prédio. Em menos de dez minutos cheguei lá. E, como eu desconfiava, a placa era mesmo do carro do garotão. Tinha os vidros tipo fumê e eu não conseguia vê-lo, no escuro, dentro do veículo. Bati com o nó dos dedos na janela do lado do motorista, temendo interromper algum coito, mas logo o vidro foi baixado devagar. Pietro estava pálido e pressionava a barriga com a mão. Quase num sussurro, pediu que eu o levasse para casa. Abriu o trinco da porta do outro lado e eu entrei no automóvel. Só então, percebi que o cara tinha sido baleado e já perdera muito sangue. Antes de desmaiar, me fez prometer que não o levaria a um hospital. Pediu-me que eu buscasse quem pudesse tirar-lhe a bala alojada no estômago e ele pagaria bem, tanto pelo trabalho como pela discrição. Lembrei-me de minha tia e seu namorado depravado, ambos com diploma de medicina, apesar de há muito não exercerem a profissão. Arrastei Pietro para o banco do carona e sentei-me ao volante, sujando minha calça no sangue do cara que ensopara o banco. E rumei, finalmente, para o condomínio onde morávamos. FIM DA SEGUNDA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 16 BOYS– Parte III “Foi difícil no começo beijar outro homem. Mas eu não vou mentir. Nunca tive dificuldade para me excitar. Não preciso de Viagra, Pramil, nenhum desses negócios. Consigo ficar em ponto de bala rapidinho. Só que o tesão é totalmente diferente quando é homem e quando é mulher. Com mulher é melhor, mas é mais perigoso. Porque, se ela for gostosa, você vai querer encontrar de novo. Sem o marido saber. Já me ferrei porque o cara descobriu que eu continuei saindo com a mulher dele. Levei uns tapas, mas valeu a pena.” *********************************** O porteiro me cumprimentou pensando que eu fosse Pietro. É que o vidro fumê do carro, levantado, não lhe deixava ver quem estava dentro. Não respondi, temendo que ele reconhecesse minha voz, e entrei com o carro do garotão até bem lá no fundo da garagem, onde não se podia ver da portaria. Sem me preocupar em sujar minha roupa de sangue, carreguei nos ombros o rapaz ferido à bala na barriga, em direção ao elevador. Como já passava das três da madrugada, não havia o risco de encontrar alguém descendo por ali. Em poucos minutos estava em frente ao apartamento onde eu morava. Quando abri a porta, escutei uns gemidos, mas não dei importância ao fato. Devia ser minha tia fodendo com o namorado. Mas eu teria que incomodá-los, pois iria precisar dos dois para socorrer Pietro.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 17 Acena era corriqueira para mim: o namorado da minha tia botando no cu dela, que estava de quatro sobre o sofá da sala. Não fosse terem percebido que eu trazia um estranho para dentro de casa, não teriam interrompido o coito por minha causa. O cara foi o primeiro a notar que eu trazia alguém baleado, pois retirou a vara do cu da minha tia e veio me ajudar a deitá-lo no outro sofá. Minha tia ficou lá de quatro, gemendo que ele continuasse a meter no seu rabo, pois estava já quase gozando. Parecia estar entupida de drogas, acho que nem nos viu chegar. Já o seu amante, devia estar sóbrio pois nem perguntou o que havia acontecido: correu até a cozinha e pegou um pano de prato limpo. Pediu que eu ficasse comprimindo a ferida para estancar a hemorragia, enquanto ele fervia água e pegava seus apetrechos médicos para retirar a bala. O cara devia ter experiência nesse tipo de coisa, pois logo reconheceu o ferimento feito por arma de fogo. Enquanto isso, minha tia implorava para que ele voltasse a foder a sua bunda de novo... Pouco tempo depois, o namorado da minha tia tentava retirar o projétil da barriga de Pietro com uma pinça, enquanto a coroa não parava de gemer no cio. Mexia a exuberante bunda para lá e para cá, com um dedo metido no cu, implorando por uma pica ali. O namorado dela olhou para o volume do meu pau por dentro da calça e percebeu que eu estava excitado. Pietro estava desacordado, por causa da grande perda de sangue. O arremedo de médico estava incomodado com os gemidos da parceira e disse- me que não iria poder se concentrar em retirar a bala se ela continuasse naquela ladainha. Sem nenhum constrangimento, pediu-me que eu fosse lá contentá-la enquanto ele fazia o seu trabalho. Olhei para o cara e ele me pareceu estar falando sério. Ainda tentei argumentar, mas ele pediu que eu fizesse o que tinha que fazer depressa, pois estava quase perdendo o paciente. Sem
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 18 pararpara pensar, abaixei minha calça e cueca, me posicionei atrás da coroa e apontei meu pênis para o buraco cheio de pregas dela... Minha tia arregalou os olhos quando sentiu que a minha pica era mais grossa que a do namorado. Olhou para trás, com cara de espanto, e me reconheceu. Deu um sorriso grogue, dizendo para mim: AH, SEU SAFADO, EU SABIA QUE VOCÊ SEMPRE ESTEVE A FIM DE COMER MEU CUZINHO! ATOLA TUDO NELE, ATOLA!... E eu fiz o que ela pediu. Arreganhei suas nádegas com as duas mãos e empurrei tudo de uma vez. Ela deu um urro tão grande que tirou a atenção do namorado médico que tratava de Pietro. Mas o cara logo voltou ao que estava fazendo, preocupado com o estado de saúde do rapaz. Minha tia alisou meu rosto, com um sorriso débil nos lábios, e confessou que sempre quis que eu lhe enrabasse um dia. Pediu que eu metesse sem pena, pois ela adorava se sentir arrombada. Tirei tudo de dentro e voltei a apontar a glande para o seu cuzinho que parecia palpitar de ansiedade. Enfiei tudo até o talo, de novo, e dessa vez ela gemeu mais demoradamente. Tornei a retirar meu pau totalmente dela... Depois de botar e tirar por inteiro meu cacete duríssimo, várias vezes seguidas, a coroa já não fazia mais cara de dor. Agora revirava os olhos de prazer e meu pau escorregava macio em seu túnel umedecido e relaxado. Ela ajeitou-se melhor no sofá, facilitando a foda, e eu já nem precisava fazer os movimentos de pélvis. A danada tomou as rédeas do coito, se enfiando em mim cada vez mais com violência. Parecia que meu pau a alucinava mais do que as drogas que andava tomando. Entrou num ritmo frenético e gozou várias vezes, uma delas sujando o sofá com um forte jato de esperma lançado pela vagina. Eu nunca havia visto uma mulher gozar daquele jeito e fiquei impressionado com a quantidade de líquido branco que ela ejaculou no estofado. O
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 19 namoradodela me parabenizou, dizendo que nem ele a fazia gozar assim. Fiquei meio sem jeito, mas ainda não tinha gozado. Estava verdadeiramente excitado. Fiquei pensando que há muito já deveria ter comido a coroa, mas me sentia como se eu estivesse cometendo um enorme sacrilégio. Daí a safada, percebendo que eu não gozara ainda, caiu de boca no meu pau e me deu a melhor chupada que eu já havia tido... Começou devagar, lambendo a minha glande lambuzada da sua lubrificação do cu. Pegou um vestido seu, que estava largado sobre o sofá onde estávamos, e limpou minha pica, retirando uns resíduos que estavam nela e a incomodava. Agora sim, empenhou- se em me chupar o caralho com uma competência que eu nunca sonhara que ela tinha. Masturbava-me com uma das mãos enquanto a outra apertava ou massageava minhas bolas. A boca, carnuda e quente, não parava de chupar minha glande, às vezes tentando engolir-me a vara até que lhe tocasse a garganta. Aos poucos, sua técnica foi-me dando uma estranha e gostosa letargia no pênis, uma dormência crescente, até que eu quase não sentia mais sua boca e suas mãos nele. Então, de repente, um começo de orgasmo foi se formando em meu âmago e, quando eu menos esperei, jorrei uma quantidade enorme de porra no rosto dela, que passou a espalhá-la pelos seios e por várias partes do seu corpo, num êxtase alucinado. Ficou dizendo umas frases desconexas, que eu não conseguia entender. Então eu desmoronei sobre o sofá, exausto. Nunca tinha fodido tanto em um único dia. Minha tia ainda lambeu-me o cacete até não restar nem um pingo de esperma, mas eu quase não senti sua boca em mim, de tão satisfeito que estava... O namorado de minha tia continuava cutucando Pietro com a pinça, à procura da bala. Só depois, quando eu estava mais refeito,
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 20 éque ele conseguiu extraí-la. Sorriu triunfante e me agradeceu por eu ter entretido a coroa enquanto ele trabalhava. Mostrou o projétil ensangüentado, com uma expressão de vitória no olhar. Depois de costurar o buraco com um dreno dentro, pediu minha ajuda para levantar um pouco Pietro de modo a ele poder enfaixá-lo com umas gazes. Então o pegamos com cuidado e o carregamos para a cama. Acomodamos o cara lá e voltamos para a sala. Minha tia agora dormia com um sorriso feliz no rosto, de buceta para cima no sofá. O médico, que eu sempre via drogado, nesse dia estava sóbrio. E ver-me comer a namorada deve tê-lo deixado excitado, pois arreganhou as pernas da coroa e enfiou sua pica na xana dela. A mulher deu um sorriso e levou a mão à bunda dele, puxando-o mais para perto de si. E continuou de olhos fechados enquanto ele a fodia, como se estivesse sonhando com um garanhão bem dotado. Como o médico não me fez nenhuma pergunta sobre o que havia acontecido com Pietro, eu desci e fui limpar o sangue que se derramara sobre o assento do carro dele. O porteiro aproximou-se curioso, mas eu disse que estava sendo pago pelo garotão para lavar-lhe o carro. Fui deixado em paz, já que estava com as chaves do veículo em mãos. Quando terminei, subi para limpar também o elevador, antes que alguém visse as marcas rubras que deixamos lá. Quando voltei à sala do apartamento, minha tia e o amante roncavam quase em uníssono. Pietro também dormia na cama e parecia estar bem. Limpei os respingos de sangue do piso, tomei um banho e também caí na cama do meu quarto. Estava exausto e dormi quase que imediatamente... FIM DA TERCEIRA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 21 BOYS-Parte IV "Nenhuma sauna do Recife sobrevive sem os boys. O atrativo da casa não é um sofá confortável, um acesso à Internet. As bichas vão atrás de um sexo seguro. Antes o esquema era diferente. Os boys ficavam de toalha azul e os clientes de toalha branca. Todo mundo pelado, enrolado só na toalha. Agora, para driblar a legislação, colocam os garotos todos de toalha branca, iguais aos clientes, porque quando a polícia chega não há como distinguir." ************************************* Quando acordei quase às onze da manhã, minha tia havia improvisado um suporte para soro e Pietro já havia tomado dois por vias intravenosas. Estava com uma aparência menos exangue, mas ainda permanecia desacordado. O namorado dela já havia ido embora e a coroa perguntou o que havia acontecido naquela madrugada. Corei, achando que ela se referia à foda gostosa que demos, mas ela falava do garotão deitado no sofá. Contei que já o encontrei desmaiado, então não sabia o que tinha acontecido com Pietro. Eu acreditava que ele havia sido assaltado, mas a coroa já havia mexido nos bolsos dele e encontrado a carteira cheia de dinheiro. Nem o celular caro que ele trazia consigo foi levado por quem o alvejou. E foi esse celular que tocou insistentemente enquanto confabulávamos o que tinha acontecido ao cara. Resolvemos não atender. Mas o barulho acabou acordando o rapaz ferido.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 22 Eletentou se levantar para pegar o aparelho que estava na mesa, bem perto, mas fez uma careta de dor. Minha tia pediu para que ele não fizesse nenhum esforço de modo a evitar sangramento na ferida e ele pediu que nós o ajudássemos a se sentar. Depois ele atendeu ao telefone com voz debilitada. Disse ter sofrido um acidente, mas que conseguiria alguém para entregar a encomenda. Desligou o celular e perguntou se eu poderia lhe fazer mais um favor. Murmurei que sim. Então ele pediu-me para que eu pegasse as suas chaves do apartamento e buscasse um pacote que estava dentro de uma das gavetas do seu guarda-roupa. Fui até lá. Fiquei maravilhado com o luxo do apartamento do cara. Só tinha móveis caros e era decorado com muito bom gosto. Seu quarto, porém, estava muito bagunçado, cheio de objetos e latinhas de cervejas pelo chão. Na parede, havia várias fotos emolduradas onde o garotão aparecia em todas elas. Em cada uma ele posava com uma garota diferente, todas belíssimas. Fiquei com uma inveja enorme do cara. Ele com tantas e eu sem nenhuma namorada. Numa das fotografias ele apatolava a mão na buceta de uma delas, que estava inteiramente nua, mostrando um par de peitos durinhos e empinados. Pietro postava-se por trás dela e dava a impressão de que estava enfiado em seu rabo, forçando seu corpo em direção a si com a mão metida entre as pernas da morena que fazia um biquinho sensual. Fiquei de pau duro só de pensar em comer uma guria de tamanha beleza. Mas ative-me ao que tinha ido fazer ali e peguei o pacote dentro da gaveta indicada. Estava embrulhado com um papel comum e parecia ser algumas caixas de remédios. Balancei e ouvi o barulho dos envelopes. Não satisfeito, abri o pacote com cuidado e confirmei a minha suspeita: eram seis caixas de um similar de Viagra e umas dez camisinhas ainda lacradas. Refiz o embrulho e voltei para o meu apartamento. Entreguei o que pegara a Pietro.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 23 Ogarotão pediu-nos papel e caneta e anotou um nome e endereço, inclusive com um mapa para eu usar como referência, e pediu-me para que eu entregasse o pacote naquele local. Disse-me que eu seria fartamente recompensado pelo destinatário. Sorri, satisfeito. Uma graninha inesperada viria bem a calhar. Tomei um banho rápido, troquei de roupa e fui fazer a entrega. Quando saí de casa, minha tia tentava fazer Pietro comer alguma coisa. Dava comidinha na boca dele. Fazia-o como se ele fosse seu filho mais querido. Fiquei com ciúmes, pois não me lembro de ela botando comida na minha boca nem quando eu era criança. Sempre me mandava comer com as minhas próprias mãos, mesmo se eu emporcalhasse tudo em minha volta. Quando cheguei ao endereço indicado, quem me recebeu foi um cara jovem e bonitão. Estava apenas de cueca e tinha os cabelos desalinhados, como se tivesse acabado de fazer sexo. Aliás, quando ele falou ao me receber, tive a impressão de que seu hálito fedia a buceta. Mandou-me entrar e sentar no sofá da sala do amplo apartamento, enquanto iria pegar o pagamento. Quando entrou no quarto e falou com alguém dizendo que a encomenda havia chegado, ouvi uma voz feminina perguntando se o entregador era bonito. O cara me chamou ao quarto, dizendo que a dona do apartamento queria me conhecer. Fui até lá e me deparei com uma mulher enorme de tão gorda deitada em uma cama que quase só cabia ela. Apesar de estar coberta com um lençol até o pescoço, percebi que ela estava nua por baixo. Cumprimentei-a e ela pediu para que eu me aproximasse. Quando o fiz, levou a mão ao meu pênis, sem nenhum rodeio. Fez uma cara gulosa ao perceber que meu membro era avantajado. Ela parecia ser bastante jovem, talvez uns dezenove ou vinte anos. Quando moveu o braço, descobriu um dos seios e este era bem redondo e durinho. O bico
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 24 estavaereto e meu pau seguiu-lhe o exemplo. Aí o cara de cabelos desalinhados perguntou se eu poderia ajudá-lo a comê-la. Dividiria a grana que ela pagaria comigo... Olhei para o corpanzil da jovem e confesso que não fiquei interessado. Ela tinha uma obesidade mórbida. Acho que, apesar da pouca idade, devia pesar mais de trezentos quilos. Ela me dirigia um olhar pidão enquanto eu me decidia a ajudar o cara ou não. Olhei para o meu pau duro sendo afagado por fora da calça por ela e resolvi topar o desafio. Tirei minha roupa e os dois ficaram contentes. Ela pediu-nos que a ajudasse a ficar de quatro e foi com enorme esforço que conseguimos deixá-la nessa posição. A moça era muito pesada e quase não conseguia se levantar sozinha. O cara pediu licença para ir até a cozinha e o fez retirando um dos comprimidos do pacote que eu trouxera. Voltou deglutindo-o com um pouco de água num copo. Pegou uma camisinha e vestiu o cacete ainda mole com ela, postando-se na frente da gorda. Eu me ajeitei estrategicamente por trás da jovem e o cara estranhou que eu estivesse sem preservativo. Pediu para eu pegar um e rejeitei. Muito sério, ele aproximou-se e cochichou ao meu ouvido que eu não marcasse bobeira, pois aquela dona era acostumada a transar com qualquer um que aceitasse pagamento para comê-la. Sabe-se lá se um dos caras tinha alguma doença venérea, ou talvez algo pior? Acatei a sua sugestão e vesti uma camisinha também. Feliz, a gorducha chamou o cara de volta à sua frente. Abocanhou a rola revestida com preservativo dele. Eu tratei de lhe umedecer a vulva com um creme que ela indicou e meti ali a minha vara. No entanto, apesar de ter um pênis avantajado, minha pica mal entrava um terço do seu tamanho na xana da garota, tal a concentração de banhas impedindo de me encaixar. Além disso,
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 25 suabunda era bem protuberante e eu tinha que me agachar muito para conseguir meu intento. O cara, tendo seu pau na boca dela, ficou rindo da minha dificuldade em meter na guria. Ela tentava se ajeitar, mas meu cacete lhe escapava do sexo. Então, sem parar de chupar o cara, ela pegou minha trolha com uma das mãos e apontou para o seu cuzinho. Não tive quase dificuldade em penetrá-la por ali. Ela relaxou o ânus e eu fui enfiando devagar meu caralho no seu buraquinho que já estava lubrificado. Arreganhei suas nádegas com certo esforço e enfiei-me até os bagos. Depois fiquei fazendo os movimentos de cópula enquanto ela gemia de prazer, sem parar de chupar meu parceiro de transa. Quando o vi jogar fora a camisinha e jorrar esperma na cara da gorducha, me deu vontade de gozar também. Apressei os movimentos fudendo seu rabo, enquanto ela urrava de felicidade e prazer. Gritou que queria tomar um banho de porra e eu tirei do seu cu e corri para diante dela. Joguei no chão o preservativo e esporrei-lhe o rosto e os seios. Ela gemia alucinada, pedindo mais esperma. Só então eu entendi porque o cara tinha pedido tanto Viagra: a mulher era insaciável. O boy já quase não tinha mais esperma e a mocinha pedia mais. O garotão desistiu. Disse que desde a madrugada tentava satisfazê- la e já não tinha mais gala. De lá pra cá já tinha dado umas cinco fodas. Agora, cabia a mim, satisfazê-la. Encarei o desafio. Mas precisei tomar ainda uns dois similares de Viagra, durante certo intervalo de tempo, até que a guria desabasse exausta na cama. Ficou roncando alto, de tão cansada, enquanto meu pau continuava duro. Eu e o parceiro aproveitamos para sentar no sofá da sala e descansar. Pegamos umas cervejas na geladeira e ficamos tomando e conversando. Seu nome era Carlos e costumava fazer aquele programa junto com Pietro. Perguntou por ele e eu escondi que o cara havia sido baleado. Não sei por que, mas eu cismei com o boy. Ele não parecia ser um cara de confiança, apesar de ter me
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 26 ajudadoaconselhando a usar camisinha. Tinha algo nele que eu não gostava. Estava me perguntando o que nele que me incomodava, quando o sujeito pegou no meu pau. Eu ainda estava estupefato quando ele aproximou o rosto de mim, tentando me beijar. Empurrei-o com firmeza e disse que me desse meu dinheiro imediatamente. Eu queria ir embora. Mas ele se atracou comigo, de repente, e me dominou sem muito esforço, como se fosse um cara acostumado à luta livre. Jogou-me no sofá e prendeu minhas mãos para trás. Para minha surpresa, abocanhou minha rola e chupou-a com gula. Então eu relaxei. Minutos depois, estava gozando em sua boca. Enquanto eu me recuperava, ele foi até o quarto e voltou com algumas cédulas nas mãos. Contou o dinheiro e depois separou a metade para cada um. Do seu montante, dividiu a metade e me entregou. Disse que era pela porra que derramei na sua goela. Mas, na próxima vez, queria aquele esperma todo no cu. O cara era viado e não parecia. Não lhe respondi, pois fiquei sem graça. E nem contei a grana. Tomei um banho rápido, doido para ir embora. Saí sem nem me despedir dele. Só me senti à vontade quando desci pelas escadas e cheguei às ruas... FIM DA QUARTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 27 BOYS- Parte V “Hoje eu vou ter que arrumar um jeito de conseguir dinheiro. Só não vou ligar para cliente. Isso eu não faço. É o fim da picada. Se o cara quiser, ele que ligue. Porque você acaba perdendo ponto. Ele sabe que você está precisando e vai querer baixar o preço do programa. Mesmo que ele tenha a grana, vai tirar vantagem disso. É um mundo cão. Um querendo engolir o outro.” ******************************* Quando pensávamos que Pietro estava melhorando de saúde, eis que o cara começa a ter febre alta. O ferimento infeccionou e ele quase não nos deixou dormir de noite. Minha tia não tem antibióticos em casa e o namorado dela faz uns três dias que não aparece. Quase dez horas da manhã e minha tia liga para o meu celular, dizendo que vai precisar que eu pegue uns remédios com uma amiga dela. Estou em meu horário de expediente na portaria do prédio onde moro e não tem ninguém que fique no meu lugar. Pietro insiste em não querer ir para um hospital, temendo sei lá o quê. Decido dar uma voada. Deixo meu posto abandonado e subo até o apartamento. Pego as chaves do carro de Pietro enquanto minha tia escreve um bilhete para a amiga que ela disse ser médica. Tentou ligar para ela, mas o telefone só dava ocupado. Resolvi arriscar ir até a casa dela assim mesmo. Não sei por que, minha tia colocou o bilhete num envelope e lacrou-o. Não havia necessidade disso, já que eu supunha ser apenas uma lista de antibióticos que ela iria precisar...
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 28 Euestava apressado para ir e voltar antes que alguém desse por minha falta. Já tinha sido advertido pelo condomínio por me ausentar da portaria sem avisar, mas desta vez eu o estava fazendo por uma boa causa. Peguei o Laudi de Pietro e me dirigi ao endereço indicado por minha tia no envelope. Na verdade, ela estava em dúvida sobre o número do apartamento da amiga, mas isso eu poderia resolver perguntando ao porteiro do prédio dela. Infelizmente, apesar de o prédio onde ela mora ser um condomínio de classe média, não havia portaria. Eu também não lembrava se já tinha visto a amiga de minha tia. Toquei a campainha do apartamento indicado no envelope contendo o bilhete. Uma mulata alta e gostosona apareceu à porta e olhou para mim interrogativa. Entreguei-lhe o envelope e ela olhou curiosa para o endereço. Não estava escrito o nome da destinatária. Apenas o nome do prédio, da rua, o andar e o número do apartamento. Disse-lhe que era da parte de D. Olga, minha tia, e ela olhou para mim indecisa. Mesmo assim, rasgou o envelope e pediu-me licença, encostando a porta sem nem me convidar a entrar. Poucos minutos depois, tornou a abri-la e ficou olhando para mim dos pés à cabeça. Fez um gesto de aprovação, me pegou pelo braço e me puxou para dentro do apartamento ainda com o bilhete na mão. Para minha surpresa, jogou os escritos no chão e começou a me desabotoar a camisa. Fez o mesmo com a calça, pedindo-me urgência, pois o marido poderia chegar para almoçar a qualquer momento. Eu não entendi o que ela queria dizer com aquilo... No entanto, foi só por pouco tempo. Compreendi sua pressa assim que ela me abriu o fecho da calça e botou para fora o cacete ainda mole. Nem bem senti suas mãos quentes e macias masturbando-o, fiquei prontamente excitado. Quis dizer alguma coisa, ainda surpreso com a atitude dela, mas a mulata gostosa me beijou a boca com sofreguidão. Imaginei que fosse evangélica, pois agradecia a Deus pela oportunidade que Ele estava lhe
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 29 propiciando.Depois jogou fora a própria roupa e deitou-se no sofá da sala, chamando-me com uma sensualidade voluptuosa. Ajoelhei-me perto dela e passei a beijar-lhe os seios e o ventre, mas ela não queria saber de preliminares. Dizia repetidamente que queria foder antes que o marido chegasse. Apontou meu caralho latejante para a entrada da sua vulva que parecia pegar fogo. Não estava ainda lubrificada, por isso tive dificuldade em penetrá-la. Quando ela sentiu o encaixe, puxou-me para dentro de si, estrepando-se em meu pênis guloso. Suas carnes eram macias e cheirosas, boas de pegar e apertar. A danada explodia num cio intenso, como se fizesse séculos que não trepava. Sua buceta era tão apertada que parecia virgem. Em menos de um minuto, estava gozando na minha pica. Eu estava tarado em seu corpo. Nunca havia metido numa mulher tão fogosa, tão carente de sexo, tão fácil de gozar. Deu-me vontade de comer a sua bunda e a virei de costas para mim. Ela apavorou- se, dizendo que jamais poderia fazer aquilo. Sua religião não permitia. No entanto, eu estava obcecado por suas curvas, sua bunda farta e de carnes duras. Forcei-a ficar de quatro sobre o sofá. Ela lutava para não ser subjugada. Bateu em meu rosto várias vezes. Ameaçou pedir socorro. Porém, quando sentiu a minha glande na entrada do seu cuzinho, ficou imóvel. Fechou os olhos e aguardou meu próximo movimento. Forcei um pouco seu ânus com minha pica enorme e grossa, mas percebi que também não estava lubrificada por ali. Cuspi na mão e encharquei seu buraquinho rosado e palpitante. Ela se tremia toda. No entanto, ajeitou-se na minha glande e pediu que eu fizesse com carinho... Fui forçando a entrada aos poucos. Ela se voltava para trás com os olhos arregalados de terror, ora olhando para o meu rosto tarado, ora para o meu pau lhe adentrando a bunda. Quando sentiu toda a
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 30 minhatrolha dentro de si, entrou num ritmo frenético. Urrava e gemia, e se enfiava em meu cacete que latejava em seu orifício apertadíssimo. Aí ficou mordendo minha pica com o cu, achando divertida a sensação que isso causava a ela mesma e a mim. Depois pareceu ter voltado a se lembrar da vinda do marido e fudeu urgente, ansiando gozar e me fazer gozar logo. Quando percebi que o orgasmo já vinha, retirei meu pau do seu cu e virei- a de frente para mim. A mulher ficou alucinada, me punhetando e pedindo que eu gozasse nela todinha. Meti minha rola na sua boca, mas ela afastou-se com nojo. Forcei-a me chupar, agarrando-a com as duas mãos pelos cabelos, puxando sua cabeça ao meu encontro, metendo meu cacete bem profundo na boca dela. Teve ânsias de vômito quando a glande lhe tocou a goela. Então eu jorrei toda a minha porra em seu rosto. A mulata, quando sentiu meu leite quente em sua pele, pareceu ficar possuída. Urrava frases desconexas e espalhava minha gala pela face, lambendo os dedos com gula. Ficou sugando tudo que encontrava em meu cacete babado. Deixou ele sequinho com a sua boca. Depois se sentou no sofá tentando recuperar o fôlego. De repente, começou a orar em voz alta e a cantar salmos em louvor do Senhor. Achei que a danada era louca. Perguntei pela lista de medicamentos que minha tia havia requisitado. Ela pareceu ter caído em si. Disse, quase sem fôlego, que a pessoa que eu procurava morava no apartamento defronte. Fiquei boquiaberto, olhando para ela. Depois lembrei do bilhete e apanhei-o do chão. Quando o li, tive uma enorme surpresa. Estava escrito: “OI, TEREZINHA. PRECISO DESTA LISTA DE MEDICAMENTOS, MAS NÃO TENHO COMO TE PAGAR. É URGENTE, TÁ? EM TROCA, TE PROPORCIONO A OPORTUNIDADE DE DAR UMA FODA BEM GOSTOSA! O
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 31 PORTADORÉ AQUELE SOBRINHO DO QUAL TE FALEI. CRESCEU, ESTÁ MUITO BONITO E FODE UM CU COMO NINGUÉM. GOZEI COM ELE COMO NUNCA HAVIA GOZADO COM UM HOMEM. APROVEITE-O, POIS ELE NÃO É DE REJEITAR MULHER. ANDA SAINDO COM UMAS COROAS DO PRÉDIO. TIRE O ATRASO, MAS LIBERE-O LOGO, POIS ESTOU PRECISANDO DOS ANTIBIÓTICOS SEM DEMORA. TUA AMIGA OLGA.” P.S.: COMO VAI O TRABALHO NO HOSPITAL? APAREÇA, PRA GENTE CONVERSAR. Evangélica safada! Ficou excitada com o bilhete da minha tia e soube se aproveitar da situação, mesmo sabendo que o recado não era para ela. Para mim também era surpresa que minha tia se recordasse da foda que demos. Achei que ela estava muito drogada, naquela madrugada, para se lembrar. A mulata olhou para mim envergonhada, como se estivesse arrependida do que fez. Fui até ela e beijei-a na testa, com carinho. Então, novamente lembrou-se que o marido estava para chegar e pediu-me que eu fosse embora depressa. Ajudou-me a vestir as roupas, porém ainda me mamou o cacete por uns minutos, fazendo-o voltar a ficar ereto. Desistiu de continuar, me afastando resoluta de sua frente. Pediu-me desculpas por ter se aproveitado de mim, mas confidenciou que estava em jejum sexual. O marido também era evangélico e só a procurava para sexo uma vez por mês. Pedi-lhe algo para escrever e deixei com ela meu número de telefone. Beijou o papel e disse que me ligaria breve. Vestiu-se bem ligeiro e correu até o banheiro. Voltou com um aerosol perfumado e borrifou a sala, disfarçando assim o cheiro de sexo que pairava no ar. Beijou-me rápido nos lábios e me empurrou para fora do seu apartamento. Repetiu que a tal médica que eu procurava morava defronte e fechou a porta na minha cara.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 32 Postei-mediante da porta do apartamento indicado com o bilhete na mão, de novo metido dentro do envelope, só que desta vez violado. Toquei a campainha ao mesmo tempo em que ouvi o barulho do elevador se abrindo por trás de mim. Um senhor de uns cinquenta anos, com um semblante muito sério, de paletó e gravata e com uma Bíblia na mão, saiu do cubículo e me cumprimentou. Ficou me olhando curioso. Depois disse que o Senhor me amava e me satisfaria todos os meus desejos. Imaginei logo que era o marido da bela mulata. De fato, meteu a chave na porta de onde eu havia saído e abriu-a, ao mesmo tempo em que uma senhora veio me atender. Sim, eu já a tinha visto com minha tia várias vezes e achava-a uma coroa enxuta e bonita. Portava-se com elegância e vestia-se toda de branco, como fazem os médicos, mesmo estando apenas de camiseta e short. Tinha ares de profissional competente. Reconheceu-me também. Perguntou por minha tia. Entreguei-lhe o bilhete. Assim que leu, puxou-me pelo braço e fechou a porta por trás de mim. FIM DA QUINTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 33 BOYS- Parte VI "Nos corredores das termas, sempre na penumbra, portinhas enfileiradas, música ambiente, caras recostados em pé, é mais fácil de descolar cliente. Vem-se a este local por se estar a fim todos sabem de quê. A abordagem pode ser de qualquer um. Cliente ou profissional. O Profissional chega em estado de pré- ereção, manipulando o genital sob a toalha, e já olha diretamente. O jogo dos subterfúgios fica para as outras alas. O tempo ali é valioso e as intenções claras. Nada além de um "e aí?" como pergunta, um "sim", um "não", ou mesmo um olhar, um aceno negativo de cabeça ou uma entrada na cabine em caso de aceitação. Se houver recusa, nada de lamentos. Inúteis. A raiva natural da rejeição é instantaneamente descartada. Vale ganhar tempo. E dinheiro." ********************* Antes que eu metesse minha pica na xoxota da médica, seu celular tocou. Bem na hora em que ela já me havia aberto o fecho da calça e levava meu pau à boca, dizendo que não iria perder a oportunidade de chupar uma pica roliça como a minha. Porra, eu estava excitadíssimo pois sempre achei a coroa sensual e apetitosa. Desde que a vi pela primeira vez em companhia da minha tia, senti enorme tesão por ela. Acho que foi a primeira mulher por quem bati uma punheta deliciosa pensando nela. Seu corpo parecia o de uma menininha de uns vinte e poucos anos, quase sem nenhuma marca da idade. Bundinha empinada do jeito que eu adoro, peitinhos durinhos como eu nunca vi em nenhuma
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 34 coroacomo ela e uma desenvoltura sexual que me deixava à sua mercê. Torci para que ela não atendesse ao celular. Em vão. Ela conversou por longos vinte minutos ao telefone. Administrou doses de remédios que eu não conhecia. Afirmou, em conversa, que o alívio para a paciente que lhe telefonava era uma receita que não seria despachada em farmácia. Depois olhou para mim de uma forma muito maliciosa e disse que atenderia à enferma dentro de menos de meia hora. Perguntou se eu poderia dedicar-lhe cerca de quarenta minutos da minha atenção. Confirmei com um aceno de cabeça. Ela sorriu contente e me arrastou pela mão para fora do seu apartamento. Disse que precisava de mim para socorrer uma de suas pacientes. Rumamos juntos, no carro de Pietro, para o endereço que ela me indicou. Pouco depois, chegávamos a uma clínica particular num bairro nobre da cidade. Ela nem precisou se identificar para as pessoas que trabalhavam na portaria do local, como se já fosse uma velha conhecida dali. Todos a cumprimentavam com respeito e gentileza. Atravessamos todo o hall da clínica e fomos direto para uma ala particular, onde cada interno tinha sua própria enfermaria. Fui surpreendido por uma visão aterradora: a doente que estava no quarto tinha quase que a totalidade do seu corpo tomado por queimaduras. Fiquei todo arrepiado com a gravidade do seu estado de saúde. A pobre mulher deitada na cama, com o corpo todo tomado por cicatrizes em vermelho vivo, se debatia agoniada. Dizia que já não aguentava mais aquela situação. Queria ir embora dali imediatamente. A doutora Tereza conversou com ela, pedindo-lhe
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 35 calma.A paciente parecia nem me ver. Tinha os olhos fixados num ponto qualquer do aposento e pedia urgência para que lhe tirassem dali. Num de seus movimentos bruscos, quase caiu do leito. Só não o fez porque eu corri em seu auxílio. Consegui segurá-la antes que resvalasse da cama. Então me olhou como se tivesse me percebido naquele exato momento. Segurou a minha mão com força e levou-a até sua vulva deformada pelo fogo. Dizia-se em brasa bem ali. Enchi minha mão da sua buceta sem querer, levado por seu gesto. Ela se tremeu toda quando sentiu o meu contato em sua genitália enrugada por causa de queimaduras em segundo ou terceiro grau, mas já em avançado processo de cura. Sinceramente, senti asco quando lhe toquei a pele semidestruída. Mas ela gemeu com o meu toque. Não era um gemido de dor. Forçou meu dedo médio a lhe invadir a vulva. Fez pressão para que ele entrasse todo e eu senti a quentura das suas entranhas. Com a outra mão, apalpou-me o cacete que se avolumava por dentro da calça. Abriu-me o zíper e botou meu caralho para fora. Agarrou-o com firmeza e puxou-o de encontro à sua vagina deformada. Nem ligou quando a doutora Tereza disse que ela não devia fazer esforço. Escorregou uma das pernas para fora do leito e me encaixou em sua xana. Gemeu de prazer quando me sentiu dentro de si. Puxou-me pela nuca, como se quisesse que eu a beijasse na boca. Com os olhos arregalados de espanto, eu só queria sair dali, fugir daquela figura horrenda, afastar-me daquele corpo que me dava uma aversão nunca antes sentida. Até que seus lábios inchados tocaram os meus. Foi um beijo doce, carente ou sei lá o quê. Senti uma mistura de repugnância e tesão. Ela pediu-me para beijar-lhe os seios. Fechei os olhos e procurei afastar da minha mente qualquer pensamento
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 36 queme fizesse perder a vontade que sentia naquele momento de gozar numa buceta quente e molhada de cio. Fui percorrendo sua pele enrugada com minha boca, beijando-a no pescoço, depois entre os seios e no ventre cheio de cicatrizes em relevo, parando minha língua na abertura dos grandes lábios e procurando o clitóris. Seu grelo era grande, protuberante, e estava excitadíssimo. Suguei-o com prazer sem, no entanto, ter coragem de abrir os olhos. Ao sentir a ponta da minha língua tremulando em seu sexo, ela abriu ao extremo suas pernas, ficando à mercê da minha boca. Gemia com sua voz fanhosa, quase inaudível, que me queria dentro dela. Mais uma vez, me puxou para perto de si. Forçou-me a deitar sobre ela. Apertou-me com seus braços enrugados pelas queimaduras. Encaixou-se em mim e gozou desvairada. A doutora Tereza apenas se preocupou em fechar à chave a porta da enfermaria particular, para que ninguém nos flagrasse naquele momento. Livrou-se com urgência da camiseta de malha branca que vestia e passou a me beijar bem no meio das costas, me arrancando um arrepio da espinha. Foi descendo com a língua até que me lambeu o cu, bem gostoso, enquanto eu estava enfiado em sua paciente. Quando eu estava quase gozando, no entanto, me puxou de cima da enferma e me fez esporrar no rosto desta. Com mãos suaves, espalhou todo o meu esperma na face queimada – mas já bastante cicatrizada - da mulher. Só então, tive coragem de abrir meus olhos. A médica continuava a distribuir com carinho minha gala por várias partes do corpo da paciente. Esta logo adormeceu, como se meu sêmen lhe aliviasse a dor. Eu olhava extasiado para os seios desnudos da amiga da minha tia. Ela, percebendo meu olhar tesudo, puxou-me para perto de si e me massageou o pênis até que ele voltou a crescer. Encostou meu cacete entre os seios e fodeu-me à espanhola.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 37 Novamentefomos interrompidos pelo toque do telefone. Dessa vez era o meu celular vibrando com seu barulho característico. Eu não queria atender, mas a doutora pegou o aparelho ao perceber que era minha tia quem ligava. Estiveram alguns minutos conversando, antes que a médica me passasse a ligação. Pietro piorara, e minha tia queria que eu voltasse ao apartamento imediatamente. Enquanto eu falava ao telefone, a coroa me afagava o pênis com carinho, conseguindo que ele ficasse excitado de novo. Mas eu já sentia o pau dolorido de tanto foder. Havia gozado com três mulheres diferentes num espaço de duas ou três horas. Estava exausto, mas ainda continuava com tesão. Comecei a achar que não era um sujeito normal. A doutora disse-me que, antes que eu fosse embora, queria que eu metesse na bunda dela. Rejeitei a proposta com cuidado, para não deixá-la chateada. Prometi que reservaria um dia inteirinho só para ela, pois no momento estava exausto e precisando voltar ao apartamento com urgência. Olhou-me bem dentro dos olhos e foi capaz de perceber que eu não estava mentindo. De fato, era uma promessa que eu procuraria cumprir muito em breve. Recompôs- me as vestes e pediu-me que eu fosse embora logo, já que minha tia estava necessitando de mim. Havia-me dado uma sacola com diversos medicamentos, alguns a mais do que fora pedido pela amiga, antes de sairmos do seu apartamento. Iria ficar com a paciente pois esta precisaria dos seus cuidados quando acordasse. Beijei-a no rosto e saí apressado. Quando entrei nas dependências do condomínio onde eu morava e trabalhava, dei de cara com a síndica. Olhou-me com ares de poucos amigos e disse que precisava urgente falar comigo.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 38 Estacioneio carro e desci com a sacola de medicamentos na mão. Mostrei-lhe os antibióticos e disse-lhe que havia saído para comprá-los para Pietro. Ao ouvir o nome do cara, ela mostrou-se preocupada. Quis saber o que estava se passando. Pedi para que ela subisse comigo até o apartamento, mas retrucou que o marido havia-lhe proibido de estar por perto do rapaz. Eu prometi dar-lhe notícias logo mais, assim que soubesse melhor do seu estado de saúde. Não contei que ele havia sido baleado. Apenas que tinha se ferido e o ferimento infeccionara. Ela ficou no meu lugar na portaria, mas pediu-me que eu voltasse ao meu posto o quanto antes. Agradeci e subi imediatamente. O namorado de minha tia reaparecera depois de uns três dias sumidos e mais uma vez flagrei o casal copulando na sala. Ele metia-lhe no cu e pedia para que ela enfiasse o dedo no ânus dele também... FIM DA SEXTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 39 BOYS– Parte VII "Sabe aquele filme À Espera de um Milagre? Sou eu. A sauna está numa fase ruim. Tô muito sem grana. Ir tentar a sorte em cinema pornô, a gente não pode. Nem vale a pena. Fazer ponto a gente também não faz. Vou ter que que arrumar um jeito de conseguir dinheiro. Mas não vou ligar para cliente. Isso é coisa que eu não faço." ********************** Pietro estava febril, deitado em minha cama. Minha tia e o namorado passaram a cuidar dele depois que descansaram das gozadas desvairadas que deram fornicando sobre o sofá da sala. Propus um trato: ele ficaria com o meu quarto, enquanto estivesse convalescendo, e eu iria para o seu apartamento. Todos, inclusive Pietro, concordaram. Peguei as chaves e fui para lá, doido para me banhar. Percebi que ele tinha chuveiro elétrico e eu estava agoniado para tomar um banho relaxante, já que lá em casa não tínhamos essa regalia. Acho que demorei mais de meia hora embaixo da ducha. Quando saí do luxuoso banheiro do cara, estava já apagando de tão cansado. Resolvi cochilar uns vinte minutos, antes de voltar ao meu posto na portaria. Acabei dormindo mais de duas horas. Acordei com as batidas na porta, dadas com impaciência. Pensei em não atender, achando que era alguém conhecido de Pietro. Logo ouvi a síndica me chamando, dizendo que sabia que eu
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 40 estavaali pois havia ido perguntar por mim no apartamento da minha tia. Abri a porta ainda com cara de sono. Levei um sermão da coroa, puta da vida por causa da minha irresponsabilidade. Adormeci e não voltei à portaria, deixando-a esperando por mim. Pedi desculpas, mas não teve jeito: a desgraçada me demitiu por justa causa, pois eu já havia abandonado meu posto outras vezes, antes. Só que extrapolou nos impropérios a mim dirigidos e fiquei irritado ao ponto de pegar no meu pau e fazer-lhe um gesto obsceno. Ela disse que iria se queixar ao marido, que era policial aposentado. Afoito, tirei meu cacete para fora da bermuda e afirmei que tudo aquilo era para a bunda dele e dela. A coroa ficou boquiaberta, olhando para o meu pênis exposto. Num instante, mudou o tom de voz para falar comigo. Confessou- me que jamais imaginaria que eu tivesse uma rola tão grande para a minha pouca idade. E vale dizer que ela ainda estava mole! Olhou para os lados e, confirmando que ninguém assomara ao corredor para bisbilhotar a nossa discussão, perguntou se podia entrar no apartamento. Fiquei cismado com essa reação dela, mas ainda estava sonolento demais para perceber de imediato a sua intenção. A coroa fechou a porta à chave e voltou-se para mim com um olhar tarado. Não tirava os olhos do meu cacete, que ainda estava à mostra. Arriou a minha bermuda até aos pés, num gesto determinado, e ajoelhou-se à minha frente. Quase colou o rosto em meu falo, ficando com a boca a poucos centímetros dele. Depois me olhou com aquele jeito pidão, como se perguntasse se podia brincar com meu mastro. Toquei com ele em seus lábios. Ela o agarrou com as duas mãos e levou-o à boca, mamando-o com uma voracidade que me deixou apreensivo de que o machucasse.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 41 Amulher transformou-se numa louca devassa, chupando meu pau que agora dobrara de tamanho. Parecia estar sentindo um enorme calor repentino, pois suava em bicas enquanto me masturbava e chupava ao mesmo tempo. Livrou-se das roupas em plena sala e nem ouviu quando a chamei para o quarto. Bem dizer me jogou ao chão. Montou sobre o meu corpo, apontou minha glande para a entrada da sua vulva e pincelou-a com a minha cabeçorra inchada. Beijou minha boca com sofreguidão, enquanto se encaixava no meu falo duríssimo. Gemeu alto, como se sentisse desconforto em me ter dentro dela. No entanto, elogiou a grossura do meu pênis e disse que o queria por inteiro em suas entranhas. Prendeu a respiração, fechou os olhos e se estrepou de uma vez até que eu senti meus bagos tocar-lhe a vulva. Parou de se mover por uns segundos e depois empreendeu uma cavalgada alucinada em minha pica. Disse que, se eu gozasse antes dela, não revogaria a minha demissão. Segurei meu gozo. Deixei que satisfizesse toda a sua vontade de me ter dentro de si. Virou-se de costas para mim, sem tirar meu mastro de dentro da vagina, dizendo que aquela posição era mais confortável, e gozou várias vezes seguidas. Pediu-me para eu gozar ao mesmo tempo que ela, mas eu falei que queria ejacular dentro da sua bunda. Então ela parou de foder, de repente. Olhou para mim como se eu tivesse dito o maior sacrilégio do mundo. Retirou-se do meu pau e encarou-me com raiva, quase com ódio. Disse que era uma mulher direita e que não permitiria que eu a tratasse como uma puta vulgar. Afirmou de modo agressivo que nenhum homem haveria de comer-lhe a bunda. Isso, segundo ela, era coisa de mulher que não se preza e um fedelho como eu deveria tratá-la com mais respeito. Fiz uma cara de desdém e levantei-me do tapete da sala onde estávamos. O cacete ainda estava duro, mas eu perdera toda a vontade de continuar fornicando com ela. Fui para o banheiro tomar banho. Deixei-a na
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 42 sala,indecisa, sem saber se ia atrás de mim ou se ia embora. O pau ainda estava pulsando e eu comecei a me masturbar, para aliviar o tesão. Ela chegou até a porta aberta do banheiro e ficou olhando para mim, como se estivesse arrependida de ter brigado comigo. Não lhe dei atenção. Ejaculei com a bronha, ensaboei o corpo e o pênis flácido e me banhei por alguns minutos. Peguei a toalha e passei por ela me enxugando. Tentou acariciar meu pau, mas eu lhe tinha perdido o interesse. Fui até a sala, apanhei minha bermuda que estava jogada no chão e voltei para o quarto de Pietro, deitando- me na cama dele. Estava cansado, doido para continuar dormindo. Ainda nua, ela achegou-se à porta do quarto. Fechei os olhos e apaguei. FIM DA SÉTIMA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 43 BOYS– Parte VIII "Boy é um tipo comumente identificável, apesar da cartela diversa, do halterofilista ao magro sarado, do mignon ao armário de 1,90m, do cara de menino ao bigodudo mal-encarado, do bem dotado ao com centimetragem na faixa regular. Todos, no entanto, com andar, jeito, expressão e papo de macho. É só escolher. Ou ser escolhido." ********************* Acho que fazia pouco mais de uma hora que eu estava cochilando, quando a síndica tocou em mim dizendo que iria embora. Estava deitada ao meu lado, na cama de Pietro, ainda nua. Deve ter me bolinado enquanto eu dormia, pois meu pau estava todo babado e para fora da bermuda. Ajeitei-me, disse-lhe que se vestisse pois eu iria trancar a porta do apartamento assim que ela saísse. Pediu-me desculpas por ter brigado comigo e quis dar a foda saideira, antes de tomar banho e ir embora. Eu ainda estava chateado com ela. Rejeitei-a. Quando pensei que ia me dar um esculacho novamente, começou a choramingar. Não tive pena dela. Estava irritado por ter me demitido. Disse-lhe que, se quisesse trepar comigo de novo, teria que me pagar por isso. Ela olhou para mim, toda esperançosa. Perguntou quanto eu cobrava. Eu não soube responder. Assim que ela saiu, voltei para a cama. Mas não consegui mais dormir. A demissão não me saía da cabeça. Nunca havia sido demitido. Aquele tinha sido o meu primeiro emprego. Pagavam-
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 44 meuma merreca, porém o dinheiro ajudava e muito a suprir as minhas necessidades básicas, pois minha tia nunca me dava dinheiro apesar de pagar todas as despesas dentro de casa. Meu mixo salário, eu gastava com roupas e materiais de estudos. Quando muito, comia um lanche na escola ou bebia uma ou duas cervejas com amigos. Eu não tinha namorada justamente por não ter dinheiro para gastar com ela. E as garotas que eu conhecia eram acostumadas a sair com boyzinhos que torravam a mesada dada pelos pais com elas. Por trabalhar na portaria do prédio, muitas me tratavam com desdém. Algumas mal me dirigiam um bom dia. Mas aquela situação haveria de mudar. Eu tinha muita fé nisso. Meu primeiro passo seria batalhar um novo emprego. Sem conseguir mais pregar os olhos, voltei para o apartamento de minha tia. Ela dava comidinha na boca de Pietro e confesso que isso me deixou enciumado. Dei-lhes a má notícia. Minha tia ficou triste e preocupada por eu ter perdido o emprego, o namorado tentou me animar e Pietro pareceu nem ter ouvido o que eu disse. Quando comecei a pensar que era muita insensibilidade do cara, ele pegou seu celular e fez uma ligação. Esteve conversando por alguns minutos e depois desligou satisfeito. Perguntou se eu gostaria de trabalhar num posto de combustíveis. Exultei de felicidade. Quase beijo o cara. Minha tia, porém, beijou-o na boca lhe agradecendo por me dar uma força. O namorado dela, sem demonstrar um pingo de ciúmes, apertou a mão de Pietro e abraçou-o por estar me ajudando. Eu deveria me apresentar, na manhã seguinte, ao dono do posto onde ele havia trabalhado assim que viera morar no condomínio. No dia seguinte, bem cedo, cheguei ao posto indicado. Ficava a apenas alguns quarteirões de onde moro. Dava para ir trabalhar a pé. O dono já estava me esperando. Assim que me viu, deu um
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 45 largosorriso de aprovação. Disse-me que sabia que Pietro não o decepcionaria. Eu era mesmo um belo bofe, como o rapaz afirmara por telefone. Pietro deve ter conversado com ele enquanto eu me dirigia até lá, dando referências sobre mim. Percebi tarde demais que o dono do estabelecimento era viado. Ele levantou-se da cadeira do birô onde estava sentado e me deu um beijo na boca, me pegando totalmente de surpresa. Mandou-me sentar numa poltrona confortável à frente da sua mesa de trabalho, enquanto eu passava instintivamente a mão nos lábios, com asco do beijo roubado. Ele sorria divertido percebendo o meu desconforto. Então me explicou as regras do local: A maioria da clientela que abastecia no posto vinha também à procura de sexo. Em anexo ao estabelecimento, existiam cinco pequenos quartos confortáveis para aluguel, onde eu poderia dar uma rapidinha mesmo em horário de trabalho. O posto cobrava uma taxa para uso dos compartimentos, mas o valor do programa ficava livre entre o cliente e o frentista. Não era permitido permanecer nos quartos por mais de meia hora, tempo suficiente para satisfazer a clientela. Isso porque todos os funcionários ganhavam salário mínimo. A diversão com os clientes era que complementava a renda mensal deles. E se eu topasse trabalhar ali, teria que passar por exames de saúde semanais, pois era uma exigência da clientela. Na minha ingenuidade, disse-lhe estar satisfeito e disposto a assinar imediatamente meu contrato temporário de trabalho. Não percebi logo em que tipo de armadilha estava me metendo... Ele apertou minha mão com entusiasmo e novamente beijou-me a boca de forma mais efusiva do que antes. Mais uma vez fiquei constrangido, passando a mão nos lábios. Por pouco não cuspi de lado. Ele mandou-me ir para a sala contígua e fazer o exame de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 46 admissãocom a irmã, que era médica. A doutora Rejane me recebeu com simpatia, assim que desligou o telefone que atendia. Fiquei deslumbrado com a sua beleza. Era uma morena alta, de cabelos longos e sedosos, com um rosto lindo e um corpo todo proporcional. Apertou minha mão com firmeza dizendo-me que eu era um belo exemplar masculino. Mandou-me fechar a porta e tirar toda a roupa. Fiquei envergonhado de ficar nu na frente dela, temendo que me visse excitado. Estava de pau duro desde que a vi. Ela me ajudou a me despir, desabotoando a minha camisa. Quando abriu meu zíper da calça, baixei a cabeça, acanhado. Assim que minha trolha ficou à mostra, ela arregalou os olhos de admiração. Deu um assovio e elogiou o tamanho e grossura do meu membro. Pegou imediatamente o telefone e ligou para o irmão, pedindo que ele viesse até a sala. Otávio, o dono do posto, soltou a franga quando viu meu cacete exposto. Levou a mão à boca, mal escondendo sua expressão de deslumbramento. Pegou em meu pau duro e disse que seria meu primeiro cliente. Sem rodeios, arriou as próprias calças, que pareciam mais femininas que masculina, e apoiou-se na borda do birô da sala. Empinou a bunda para o meu lado e disse que estava “preparada”. A irmã sacou uma camisinha do birô, dessas pré- lubrificada, vestiu-me a pica e apontou minha cabeçorra para o cu do viado. Eu nunca tinha comido uma bicha. Estava constrangido. Mas logo me lembrei da vez que gozei na boca do garoto de programa amigo de Pietro e relaxei. Fiquei olhando para os peitos salientes semi à mostra pelo generoso decote da médica, fantasiando que a estava fodendo naquele momento, e enfiei meu caralho na bunda do boiola. Ele deu um longo gemido de prazer quando sentiu meu mastro invadir-lhe as entranhas. Depois me mandou socar à vontade em seu rabo, com bem violência, pois gostava de se sentir estuprado.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 47 Percebendoque eu a olhava com insistência, a médica levantou a saia jeans que vestia, abaixou a calcinha até os joelhos e levou a mão à vulva. Fê-lo de forma tão sensual que eu quase gozo imediatamente. Depois ficou se masturbando de um modo tão erótico que eu parei de meter no viado e fiquei olhando para ela. Ele reclamou, me pedindo que eu continuasse a foder sua bunda. Voltei a fornicar, mas sem tirar de vistas a bela morena. Ela fechou os olhos e logo chegou ao clímax. Estremeceu o corpo todo, aumentado a velocidade dos movimentos dos dedos enfiados na vagina. Não aguentei o tesão. Retirei meu pau do cu do patrão e meti na buceta dela. Ela arregalou os olhos e me empurrou quase com violência. O viado me chamava de filho da puta, por eu ter tirado de dentro do seu cu quando ele estava quase gozando. Ameaçou-me de não mais me contratar, porém a irmã interveio por mim. Disse que eu ainda era inexperiente, mas que logo aprenderia. O boiola ainda me disse uns desaforos, depois vestiu as calças e saiu da sala bufando. A médica advertiu-me de que eu jamais voltasse a tocá-la. Disse- me isso como se tivesse nojo de mim. Pedi desculpas, mas ela parecia muito zangada. Recompôs-se das vestes, pediu-me que eu deitasse numa maca que havia por trás da cortina que dividia a sala e começou a me examinar dos pés à cabeça, anotando tudo em uma caderneta. Já não era mais uma mulher no cio. Tratava- me agora como um paciente qualquer. No final, elogiou-me por não usar tatuagens e não ter barriga flácida. Disse-me que, na certa, eu seria aprovado pela clientela. Deu-me um par de macacões com o emblema do posto e encaminhou-me a uma clínica do convênio com a empresa, autorizando abreugrafia e eletrocardiograma. Também queria um exame de sangue, para saber se eu não tinha AIDS. Pediu-me para só retornar ao posto
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 48 tendoem mãos esses resultados. Ainda olhei para trás, antes de sair da sua sala, na esperança de ter despertado algum interesse seu por mim, mas ela fingia não ter acontecido nada demais naquele recinto. Só depois eu saberia que a danada gostava mesmo era de mulher. FIM DA OITAVA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 49 BOYS– Parte IX - E aí, vai uma massagem? O boy, pelas regras oficiosas da sauna, está ali para massagear. A profissão dele, no princípio da conversa, é massagista. Sabe-se que não. Sabe-se aonde vai chegar, mas ouve-se a proposta, que não tarda a se fazer mais verídica. - Tem brincadeira depois. - Qual? Com isso, vem-se a descrição dos atos, uma tabela de preços, e um acordo prévio do que aceita ou não fazer. Concorda-se ou não. Dispensar um boy de sauna nem é difícil. Ele insiste, diz que ficou excitado, negocia, apela, mas se convence e se despede. Sem traumas, sem rancor. - Fica para a próxima? -É... ******************************* Eu estava tão ansioso para começar no meu novo emprego que demorei a dormir à noite. Já havia feito todos os exames médicos, estava de posse dos documentos necessários para a contratação e só faltava entregar lá no posto de combustíveis no dia seguinte. Fiquei deitado na cama, olhando para as fotos das belas mulheres que posavam ao lado de Pietro. Uma das fotografias me chamava mais à atenção: era aquela onde ele atolava a mão na buceta da
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 50 belamorena nua, parecendo estar enfiado no rabo dela. A mulher era lindíssima. Tinha um sorriso que encantaria qualquer homem. Fiquei um bocado de tempo admirando sua beleza, fantasiando ser eu que estava comendo-lhe o cu e não Pietro. Adormeci pensando nisso. Só não me masturbei porque quis poupar meu "combustível" para o meu primeiro dia de trabalho no posto. De manhã, bem cedo, tomei um banho demorado e caprichei no visual para impressionar meus novos patrões e a clientela. Só então percebi que teria de vestir o macacão com a logomarca da empresa e isso me deixaria igual a todos os frentistas de lá. Eu precisaria de um corte de cabelo mais moderno, que me destacasse dos demais. Mas isso ficaria para depois. Ainda não tinha recebido minha rescisão de contrato com o condomínio e, portanto, não tinha dinheiro para pagar por um visual mais apropriado. Quando desci do elevador do condomínio, dei de cara com a síndica. Ela havia ido comprar pão num mercadinho ali perto, como era seu costume todos os dias àquela hora. Estranhou me ver acordado tão cedo e não se furtou de perguntar para onde eu ia todo arrumado e cheiroso. Disse-lhe haver conseguido um novo emprego e estava indo trabalhar. Ela ficou muito contente por mim, apesar de que eu falei aquilo apenas para mostrar-lhe que não precisava dela nem da mixaria que me pagava para trabalhar na portaria do prédio. Então a mulher, como se me adivinhasse os pensamentos, disse-me que eu precisava de um corte nos cabelos para impressionar meus novos contratantes. Ofereceu-se para aparar minhas madeixas, dizendo que já fora cabeleireira na sua juventude. Mas não podia fazer isso em seu domicílio, pois o marido estava em casa e iria ficar cismado com ela. Como ainda estava cedo, convidei-a para o apartamento de Pietro.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 51 Lá,pediu-me para tirar toda a minha roupa e deixá-la protegida dos tufos cortados. Hesitei, pois sabia que ela estava querendo sexo e eu não pretendia chegar atrasado ao emprego logo em meu primeiro dia. Mas achava justo que ela tivesse algo em troca da sua amabilidade para comigo, por isso resolvi dar-lhe o que queria. Olhei com mais atenção para a coroa, enquanto me despia sob seu olhar excitado. Ela não era de todo má. Tinha corpo de falsa magra e suas feições denotavam que já fora uma mulher bonita. Só estava um pouco desgastada pelo tempo. Aparentava uns quarenta e poucos anos, mais do dobro da minha idade. Ainda tinha as mamas firmes, apesar da barriguinha um tanto pronunciada. Pintava os cabelos de castanho claro, no entanto já dava para ver os fios grisalhos próximos à raiz. Ela percebeu que eu a estava olhando dos pés à cabeça e ficou acanhada. Disse-me, como se falasse consigo mesma, que tinha idade de ser minha mãe e não deveria estar me desejando tanto como naquele momento. Perguntou-me de repente qual era a parte do seu corpo que eu mais gostava. Pedi-lhe que se despisse totalmente para que eu pudesse escolher. Enquanto ela se despia, um tanto tímida, talvez temendo desagradar-me com a visão das marcas de sua idade, eu não tinha dúvidas do que mais me atraía nela: a sua bunda de carnes firmes e arredondadas. Meu pau ficou ereto com esse pensamento. Claro que ela percebeu. Mais uma vez pareceu ler meus pensamentos, pois baixou a cabeça, envergonhada. Num fio de voz, disse-me que havia pensado muito e chegado à conclusão de que desejava que eu lhe metesse na bunda. No entanto, como nunca fizera esse tipo de sexo, temia não suportar meu cacete dentro de si. Fiquei animado com a possibilidade de comer-lhe o cu. Tentei convencê- la de que o faria com cuidado para não machucá-la. Ela respondeu-me que eu não tinha experiência suficiente para isso, devido à minha pouca idade. Porém, estava disposta a tentar. E
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 52 virou-sede costas para mim, ajoelhando-se sobre o sofá da sala, apoiando-se em seu encosto, dando-me uma visão mais panorâmica do seu belo rabo. Fui até o banheiro de Pietro e peguei um gel lubrificante que já tinha visto em sua pequena farmácia. Voltei para a sala, lambuzei o ânus dela com carinho, de vez em quando introduzindo a ponta do dedo em seu buraquinho apertadíssimo. Ela trincava os dentes, nervosa, às vezes afastando sua bunda da minha mão. Fiquei enfiando e tirando meu dedo médio, bem devagar, do seu ânus até senti-lo mais relaxado. Então, introduzi-lhe dois dedos ao mesmo tempo. Ela fez uma careta de dor, mas dessa vez não fugiu de mim. Parei de forçar a entrada por uns segundos, mas permanecendo dentro dela. Encostei minha glande em sua bunda e fiquei passeando com ela em sua regada sem, no entanto, retirar minhas falanges. Depois apontei a cabeçorra rubra e lambuzada de gel para a entrada estreita do seu corpo. Ela gemeu de ansiedade. Retirei meus dois dedos de dentro dela, substituindo-os pela glande inchada de excitação. Ela reagiu bem. Espalmei minhas mãos em suas ancas e pedi que ela fosse se encaixando em meu pau aos poucos. Parasse quando doesse. Ela parou umas vezes. Em outras, me retirou totalmente de dentro si, mesmo quando já havia entrado quase um terço da minha vara. Depois, pareceu ter tomado coragem e pediu que eu enfiasse tudo com determinação. Lambuzei suas nádegas e o buraquinho com mais um punhado do gel e apontei meu pênis para o seu ânus. Ela agachou-se temerosa, mas logo arrebitou a bunda para o meu lado. Quando sentiu a glande lhe invadir as entranhas, devagar e sempre, arregalou muito os olhos e abriu desmesuradamente a boca como se estivesse sendo literalmente empalada. Parei, quando senti que meu pênis havia entrado até a metade. Fiquei
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 53 socandolentamente, para acostumá-la com ele dentro de si. Aos poucos, ela foi se soltando. Ficou movimentando a bunda de encontro a mim, ansiando que eu adentrasse mais um pouco. Começou a ter espasmos, ao mesmo tempo em que relaxava a pressão no meu pau. Meu mastro passou a escorregar macio dentro do seu túnel cada vez mais lubrificado. Então a mulher explodiu numa série de orgasmos repentinos, gemendo o quanto estava boa aquela foda. Foi quando enterrei até às bolas, meu cacete em sua bunda gostosa, que ela urrou de prazer. Prendi meu gozo, pois estava me resguardando para o emprego, e deixei que ela se esbaldasse em meu sexo. Empreendeu um ritmo frenético se enfiando em meu pau, chorando de felicidade, até que teve um orgasmo múltiplo avassalador. Urinou-se toda, molhando o sofá de Pietro. Mas não deixou que eu me retirasse do seu cu. Passei então a estocá-la quase com violência, metendo minha rola bem fundo, retirando-a totalmente e voltando a enfiá-la viril, até que a mulher deu um gemido longo e desfaleceu. Parei de socar, tentei reanimá-la e nada. Entrei em pânico. Aquilo nunca havia acontecido comigo. Não sabia o que fazer. Pensei em acordar o namorado da minha tia e levá-lo até o apartamento para cuidar dela, mas não queria que ninguém ficasse sabendo que eu andava comendo a síndica. Se a informação vazasse, eu teria que me haver com o marido dela, um ex-policial com fama de violento. Corri de novo até a farmácia do banheiro de Pietro. Encontrei um frasco de álcool. Entornei um bocado na mão em concha e derramei no nariz dela. A mulher retornou do desmaio num pulo, sufocada pelo líquido. Esteve absorta por um momento, até que se levantou de repente e foi ao banheiro. Disse que estava com vontade de defecar. Porém, por mais que forçasse não saía nada. Depois ficou repetindo que
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 54 precisavame tirar de dentro dela pois ainda me sentia em seu cu até os bagos. Começou a chorar, dizendo que o marido ia perceber que ainda tinha minha rola dentro de si. Quando eu comecei a pensar que a mulher havia endoidado, ela caiu na real novamente. Olhou-me com um belo sorriso e me agradeceu pelo imenso prazer proporcionado a ela. Lembrei-lhe de cortar meu cabelo. Ela procurou pente e tesoura nas coisas de Pietro, como se já conhecesse cada milímetro do seu apartamento. Sentou-me em uma cadeira e, mesmo ainda trêmula das gozadas desvairadas que dera, começou sua obra de arte em minha cabeleira. Olhei para o relógio de parede da sala. Ainda tinha tempo. FIM DA NONA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 55 BOYS– Parte X "O boy senta junto e engrena um papo íntimo, afetuoso, de quem não é estranho, já familiar. Algum tempo depois, levantam e rumam para alguma cabine da terma. Resolvem-se seja lá como for, já que os papéis podem surpreender em tal situação. Rótulos sexuais extremos, do gay e do machão, não valem nada (ou valem muito) neste cubículo cheirando a desinfetante, onde mal cabem um colchão plástico e dois corpos. Nunca se deve apostar em quem vai servir de que a quem (leia-se passivo e ativo). Nunca. Quando saem, chuveirada, tudo, em tese, desce no ralo, morre ali." *********************** Eu estava satisfeitíssimo com meu visual, após a síndica aparar meus cabelos. Ela deu um corte moderno, para mim inédito, que me deixou com um aspecto mais másculo do que com os cabelos desgrenhados, como costumo usá-los. Recebi elogios desde que saí do apartamento de Pietro e durante todo o percurso até ao posto de combustíveis. Inclusive, algumas garotas que normalmente me ignoram quando eu cruzo com elas, me cumprimentaram e parabenizaram pelo visual. Eu já havia agradecido muito bem à minha cabeleireira providencial, deixando-a saciada de sexo. Pediu-me para ficar mais um pouco no apartamento de Pietro, pois ainda ia limpar-lhe o sofá manchado de urina. Beijei-a agradecido e fui embora, pedindo que trancasse a porta ao sair, pois eu já estava quase me atrasando.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 56 Noentanto, meu primeiro dia no trabalho começou decepcionante. Primeiro, eu fizera a besteira de não haver provado o macacão que me deram para trabalhar e o danado ficou apertado em mim. O pior é que não tinham número maior. Não que eu fosse lá tão alto. Tenho pouco menos de 1,80m. É que os dois outros frentistas que trabalham comigo são baixinhos e mais magros, então encomendaram fardamentos para os seus tamanhos. Frustrado por eu não poder trabalhar uniformizado em meu primeiro dia, o dono do posto pediu para que eu ficasse responsável pela lavagem dos carros. Desse modo, poderia trabalhar sem camisa, pois o calor estava de matar dentro do lava-jato. Assim que cheguei, fui apresentado aos meus companheiros de trabalho: Rodrigo, um negão troncudo e com cara de mau; Alexandre, o mais velho de todos, com seu jeitão bonachão; Jane, uma loira com toda a pinta de sapatão; E Patrícia, uma morena até vistosa, mas que parecia a mais desleixada do grupo. Seu macacão era muito surrado, até remendado, e aparentava ser uma matutinha perdida na cidade grande. Tímida, quase não me dirigiu a palavra. O dono do posto, no entanto, garantiu-me que era a que mais tinha clientes. Sinceramente, não consegui me imaginar trepando com ela. Não que fosse feia, apenas a achava um tanto sem graça. De todos, a única que me cumprimentou sem nenhum entusiasmo foi a sapatão. Tratou-me como se eu fosse seu rival. Também fiquei cismado com o negão Rodrigo. A despeito de haver me tratado bem, percebi que ele também me via como inimigo. Parecia um desses traficantes de morro, apesar de ter boa aparência e estar sempre cheiroso e arrumado. Prometi a mim mesmo, tomar cuidado com o cara. Estar lavando carros me permitiu ter uma visão melhor da clientela. E do comportamento de cada um dos meus
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 57 companheirosde trabalho, também. Rodrigo só se insinuava para os viados que vinham abastecer no posto. Alexandre assediava, com mais classe que os companheiros, as coroas e os coroas. Sempre com um sorriso malicioso, Jane entregava indiscriminadamente, para homens, mulheres e gays, uns panfletos indicando os quartos para uma “rapidinha” que o estabelecimento dispunha. Conversava baixinho com os que aparentavam não saber da novidade e abertamente para os que denotavam ser velhos clientes. Já Patrícia, não precisava cortejar ninguém. O próprio cliente cochichava-lhe algo e ela desaparecia em direção aos cubículos anexos ao posto, apesar de demorar poucos minutos por lá. Voltava depressa, a tempo de acertar com novo interessado. Contei cinco caras atendidos em menos de uma hora. Todos com pinta de macho. Logo, parei de contar. Quando eu já me preparava para largar para o almoço, eis que chega uma coroa espalhafatosa dirigindo uma Tucson preta. Usava um chapéu de caubói e tinha as pernas arqueadas como as de John Wayne. Acho que essa é uma característica de quem costuma andar muito a cavalo. Mostrando-se velha frequentadora do posto, cumprimentou alegremente a todos e perturbou com Alexandre e Rodrigo. Desbocada, perguntou se o pau deles ainda ficava folgado na xoxota dela, numa clara alusão de que eram pouco dotados. Rodrigo, mais afoito, tirou o cacete para fora das calças e mostrou para ela, dizendo que estava à disposição. Apesar de estar excitado, o pau do cara não chegava nem à metade do tamanho do meu. Já Alexandre, abraçou-se com ela e beijou-a na testa com carinho. Ela pegou no volume dele sem, no entanto, abrir-lhe o zíper. Olhava-o, maliciosa, enquanto afagava sua trolha.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 58 Percebique algumas pessoas que passavam pelo posto faziam cara de desagrado ao ver aquela cena safada. Outras, apenas sorriam da depravação da coroa. Então, ela pareceu finalmente me perceber. Parou de brincar, olhou para mim fixamente e perguntou aos funcionários quem eu era. Disseram que eu era novato e cuidava da lavagem dos carros. Ela olhou para a sua Tucson toda suja de lama e jogou-me as chaves do carro. Queria-o limpo por fora e por dentro. Depois me deu as costas e entrou no escritório do dono do posto. De fora, ouvíamos sua conversa depravada com ele. De novo, pediu informação sobre mim. Não demorou para meu patrão viado me chamar lá de dentro. Apresentou-me à coroa e me tratou como se eu fosse seu trunfo no posto. Pediu-me para eu abrir o zíper e botar para fora o meu cacete. Ansiosa por vê-lo, a própria coroa cuidou de fazê-lo. Depois fez uma expressão admirada, até mesmo de espanto, elogiando seu volume apesar de estar ainda em descanso. Perguntou-me, sem nenhum constrangimento, quanto eu cobrava por uma foda com ela. Essa pergunta me pegou de surpresa, pois eu ainda não tinha conversado com meus colegas do posto para saber se havia uma tabela de preços. Sacana, respondi-lhe que ainda estava em experiência e ela é quem deveria dizer quanto valia uma foda comigo. Minutos depois, ela me carregava nos braços, quase sem nenhum esforço, em direção a um dos quartos. Meus companheiros fizeram uma zorra danada ao verem aquela cena. Cada um que dissesse uma gracinha, e isso me deixou encabulado. Mas a coroa parecia nem ligar para o que diziam. Demonstrava estar muito à vontade e até gostar daquela esculhambação. Abri a porta ainda em seus braços e ela me jogou na cama que quase quebra com o impacto do meu corpo. Pedi para tomar um banho antes, pois
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 59 estavamuito suado, e ela ficou irritada comigo. Acusou-me de querer tirar-lhe o prazer de sentir meu cheiro de macho e lamber o meu suor. Jogou o chapéu longe, arrancou as próprias roupas e atirou-se sobre mim. Beijou-me efusivamente, lambeu-me o torso com prazer e rasgou minha cueca com os dentes, após tirar-me as calças. Tinha os peitos fartos e eu tentei mamá-los, mas fui imediatamente repelido por ela. Fez questão de me dizer que eu era seu escravo e só fizesse o que ela ordenasse. Abocanhou meu cacete com gula. Disse ter ficado excitada com o cheiro de mijo que ele exalava. Colocou-me de quatro sobre a cama e lambeu-me todo, inclusive entre as nádegas. Meteu a mão entre as minhas pernas e masturbou-me enquanto me lambia o cu. Ficou esfregando as mãos espalmadas por todo o meu corpo, bem suavemente, como se estivesse banhando um cavalo. Saltou da cama de repente e tornou a apanhar seu chapéu de abas largas. De volta, me deu uma rasteira nas pernas, usando o braço forte, e jogou-me na cama como se derruba um novilho. Finalmente, montou sobre mim e apontou minha glande para a sua vagina, se enfiando com determinação na minha vara. Fez os movimentos de cópula até que começou a gozar. Fê-lo aos urros, gritando UPA! UPA! MEU GARANHÃO PAUZUDO! Depois empreendeu um galope alucinado e violento, fodendo com gosto, até que explodiu em orgasmos múltiplos e desvairados. Depois arriou ao meu lado com o rosto colado ao travesseiro, de bunda empinada e pernas arreganhadas. Eu ainda estava excitado, pois fizera de tudo para não gozar, me poupando para outros clientes. Mas não resisti à vontade de meter- lhe no rabo. Ao perceber minha glande tocar-lhe a entrada do cu, debateu-se. Eu, no entanto, disse-lhe que era a minha vez de domar a égua. Ela dava pulos de joelhos, sobre a cama, tentando
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 60 sedesvencilhar de mim. Segurei-a com firmeza, até que consegui encaixar a cabeçorra intumescida em seu rabo. Ela reagia com violência, enquanto eu gritava EIAAAAAAAAAAAA! EIAAAAAAAAAAAAA. Aos poucos fui conseguindo meu intento, até domá-la totalmente e enfiar-lhe todo o cacete no seu cu, que não era lá tão apertado. Ela foi parando de se debater, bufando, até que começou a sentir prazer em ser penetrada por trás. Minutos depois, eu explodia em gozo dentro do seu rabo. Depois de descansarmos um pouco, tomamos banho juntos e nos arrumamos para sair. Quando despontamos na porta, os funcionários aplaudiram e nos ovacionaram em coro, me parabenizando pela proeza. Pelo que entendi, apesar de ser contumaz do posto, ela vivia reclamando que Rodrigo e Alexandre tinham paus curtos. Acho que ficaram nos “brechando” pelo buraco da fechadura. Ao contrário de mim, ela não ficou chateada. Para inveja deles, me convidou para almoçar, pois já passava do meio-dia. Até o patrão estava ali, perturbando com a gente. Perguntei-lhe se podia aceitar o convite. Ele respondeu que eu tinha duas horas para almoço e podia fazer o que quisesse com elas. Agradeci e pedi à coroa para irmos logo embora. FIM DA DÉCIMA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 61 BOYS– Parte XI “Hoje deu a maior confusão na sauna. Um cliente chegou junto, ficou com o boy, pediu para o cara gozar e, na hora de pagar, veio com a conversa de que achava que o boy era cliente. Foi rolo grande. Foi bater na gerência e ele terminou pagando metade do programa. Pense no constrangimento que o boy passou. Esse tipo de coisa acontece direto. As bichas sabem que estão transando com um profissional e se fingem de bestas. Para tirar vantagem. É uma raça miserável.” ****************************** A coroa levou-me a um restaurante chique situado quase do outro lado da cidade. Depois de almoçarmos uma picanha suculenta, disse que queria me fazer uma proposta de emprego. Escutei-a com atenção. Pretendia que eu fosse capataz em uma de suas fazendas de gado, no interior do Estado. Perguntei quanto seria meu salário e ela falou que pagaria o dobro do que o posto me pagava mais alguma coisa sempre que déssemos uma trepada daquela lá no posto. Respondi que iria pensar no assunto, mas na verdade eu não estava muito animado com a sua proposta. Mesmo com um salário menor, eu via muito mais chances de ganhar muito dinheiro fornicando com a clientela do meu atual emprego. Ainda passamos um tempo conversando sobre trivialidades no restaurante, depois ela pagou a conta e fomos para o estacionamento. Lá, assim que entramos no carro, ela me pagou
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 62 trezentosreais, dizendo que era pela ótima foda que demos. Agradeci contente, pois não esperava que ela fosse me dar tanto dinheiro. Beijei-a de língua em sinal de agradecimento. Ela apertou meu pau por fora das calças, dizendo ter ficado com tesão com aquele beijo. No entanto, tinha um compromisso importante no começo da tarde. Então teríamos que deixar a fornicação para outra hora. Confessou-me que ficara maravilhada com o tamanho e grossura do meu cacete. Contou-me ser viúva e que desde a morte prematura do marido costumava transar ás escondidas com os cavalos de sua propriedade. O finado tinha um pênis avantajado e ela não se contentava com menos. Era a primeira vez que eu conhecia ao vivo uma praticante de zoofilia. A coroa disse que adorou ter me conhecido. Deixou-me no posto de combustível com a promessa de me procurar outras vezes. Pelo resto da tarde, Patrícia não tirou os olhos de mim. Mostrava- se encabulada todas as vezes que voltava do atendimento a algum freguês, lá nos quartos. Eu continuava a lavar rapidamente os carros da clientela em atendimento e, de vez em quando, sentia seu olhar fixado em mim. Rodrigo e Alexandre também foram várias vezes aos quartinhos, sempre acompanhados de gays. A loira com jeito de sapatão saiu com uma das mulheres que abasteceram no posto, mas voltou com menos de meia hora. Eu apenas recebi olhares cobiçosos de mulheres e gays, mas não me atrevi a me insinuar para eles. Deixei para fazer isso quando estivesse devidamente fardado, como os demais funcionários do posto. Mas percebi que a clientela estava curiosa comigo. Isso era bom. Ao final do expediente, dirigia-me ao banheiro no intuito de tomar um banho para ir embora, quando Patrícia se aproximou de mim, perguntando se eu estava de carro. Neguei com um aceno de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 63 cabeça,achando que ela queria uma carona. No entanto, ela é quem estava me oferecendo uma. Disse que iria se trocar e depois me deixaria em casa. Falou com a segurança de quem sabia onde eu morava. Fiquei curioso. Resolvi fazer o seu jogo. Tomei um banho rápido e fiquei esperando por ela. Os outros já tinham ido embora. O estabelecimento fechava às sete da noite. As luzes já estavam quase todas apagadas. Então, aquele mulherão saiu de uma das dependências do posto de combustíveis. Usava uma calça preta bem apertada, delineando seu corpo curvilíneo, e uma blusa, também negra, com um generoso decote. Dava para ver que não usava sutiã. Seu visual combinava com o cabelo cortado à Chanel e o batom negro dava-lhe um aspecto dark. Fiquei encantado com aquela figura extremamente feminina. Ela se aproximava de mim, com seu andar firme sobre saltos altos e finos dos sapatos também pretos, olhando fixamente em meus olhos. Parecia querer ver neles o efeito que sua figura causava em mim. Tirou as chaves de uma bolsinha também negra, que usava, e me chamou em direção a um Laudi de cor escura que estava estacionado ao lado do carro do patrão. Só então reconheci a morena Patrícia. Eu ainda estava estupefato com a sua transformação, quando sentei ao seu lado, no carro. Ela sorriu deliciosamente, exalando um hálito de menta, e me explicou que a Patrícia que eu conhecera de manhã usava um disfarce para trabalhar. A peruca de cabelos longos e as roupas remendadas davam-lhe um aspecto de uma frágil matutinha, e os clientes adoravam se sentir superiores a ela. Por outro lado, morava perto do emprego, e não queria ser reconhecida por vizinhos, num puteiro como aquele que era seu local de trabalho. Para a minha surpresa, parou bem na portaria do prédio onde eu morava, sem que eu tivesse-lhe indicado o caminho de casa. Perguntei como ela sabia que eu morava ali. Ela sorriu e buzinou diante do portão. Entrou com o carro e parou na vaga reservada a uma das moradoras do prédio. Só então a
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 64 reconhecicomo a filha de D. Marli, a proprietária daquela vaga. Lembrei-me que a coroa me cumprimentava quando passava pela portaria, mas eu nunca dei importância à jovem que sempre estava sentada no banco do carona. Patrícia sorria docemente da minha cara de espanto. Havia me reconhecido desde o início, quando cheguei ao posto. Eu agradeci pela carona e já ia descendo, quando ela me segurou pela mão e perguntou se eu queria tomar umas cervejas. Aceitei de pronto, mas pedi para trocar de roupas antes, pois a minha, que eu usara para trabalhar o dia inteiro, fedia a suor. Ela perguntou se podia me acompanhar. Subimos juntos. No caminho, expliquei- lhe que por uns dias estava morando no apartamento de Pietro. Ela disse que o conhecia também, pois ele trabalhou lá no posto algum tempo atrás. Perguntou por ele e eu menti, dizendo que Pietro estava viajando. Não quis dizer que o cara havia levado um tiro. Entramos no apartamento e ela ficou olhando para o luxo da mobília em todos os aposentos. Estava maravilhada com o bom gosto do cara. Pedi licença e fui ao banheiro tomar nova ducha e trocar as roupas suadas. Enquanto me ensaboava, ouvi batidas na porta. Abri, tendo o cuidado de ficar escondido para que ela não visse minha nudez, e deparei-me com Patrícia toda nua à minha frente. Perguntou se podia se banhar comigo. Gaguejei que sim, olhando extasiado para aquele corpo exuberante. Ela entrou no banheiro, roçando em mim. O pau ficou ereto no mesmo instante. Escondi a ereção com as mãos, mas ela puxou-me pelos braços fazendo com que eu lhe rodeasse a cintura com eles. Então me beijou com aquele sabor fortíssimo de menta. Beijo demorado de língua, como eu nunca antes havia sido beijado. Tentei encaixar meu pênis em sua vagina, mas ela se afastou bruscamente. Forçou-me
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 65 asentar na tampa do vaso sanitário. Então arreganhou os grandes lábios vaginais, pedindo que eu olhasse bem de perto. O que vi, deixou-me perplexo. Ela ainda tinha hímen intacto. Era virgem! Perguntei-lhe como ela conseguia satisfazer seus inúmeros clientes, se ainda tinha cabaço. Ela sorriu deliciosamente e disse que iria me mostrar seu segredo. Ajoelhou-se à minha frente e pegou com suas mãos macias em meu pau. Masturbou-o um pouco, depois o levou à boca. Chupou-me com a habilidade de uma exímia profissional. Parou por uns segundos, só o tempo de me dizer que eu segurasse o gozo o máximo que pudesse. Explicou que o segredo dos meus companheiros para satisfazer a clientela é evitar gozar logo. Eu deveria treinar bastante até conseguir aguentar os trinta minutos lá no quarto sem ejacular. Desafiou-me a ultrapassar essa meia hora sem esporrar em sua boca. Aceitei o desafio. Eu quase não sentia a sua língua em minha glande. Só a quentura da sua boca. Acariciava-me suavemente os bagos, de vez em quando apertando um pouco. Tremulou a língua no buraquinho do meu cacete, após lamber suavemente toda a sua extensão. De repente, senti o orgasmo se aproximando no meu âmago. Procurei tirar meus pensamentos dali, mas agora sentia com intensidade seus mais leves toques em meu falo. Tentei prender o gozo, mas ele já aflorava à glande. Pedi que ela parasse, pois eu estava para gozar. Quando eu pensei que Patrícia iria continuar, a despeito do meu pedido, ela de repente retirou meu pau da sua boca. Olhou para o pequeno relógio que tinha no pulso e disse que havia se passado apenas três minutos. Eu precisaria treinar muito, disse- me. Pediu-me para que eu relaxasse. Obrigou-me a permanecer sentado no vaso, enquanto ela se banhava.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 66 Fiqueisegurando o pau com um tesão danado, olhando a água escorrendo em seu corpo, doido para meter nela. Pensei em me masturbar, mas ela me impediu. Terminou de tomar banho e agachou-se novamente à minha frente, voltando a mamar meu cacete. Começou a entoar uma cantiga de ninar, sem tirar meu mastro da boca. Pediu mais uma vez para eu segurar o gozo. Fiquei repetindo a música em minha mente, para desviar a atenção das chupadas em meu caralho. Desta feita, consegui aguentar quinze minutos antes de sentir vontade de ejacular. Ela parou de me chupar e pediu-me que eu fosse tomar banho. Demorei bastante na ducha, até que o pau murchou. Quando desliguei o chuveiro, ela plantou-se à minha frente de novo. Mamou-me o cacete com gula, mas dessa vez eu estava mais preparado. Aguentei, mais de vinte e cinco minutos, ela me mamando com prazer, até sentir nova vontade de jorrar meu esperma em sua boca. Pedi que parasse, pois iria gozar. Ela novamente olhou para o relógio, sem tirar o meu pau da boca. Passou também a me masturbar, sem dar importância aos meus gemidos. Beijava minha glande, dizendo que queria medir a minha quantidade de esperma. Protegeu os dentes com os lábios e mordeu com força minha glande, masturbando-me apressadamente com as duas mãos. Explodi em gozo em sua boca e ela apontou meu pau para o seu rosto, seios e ventre. Despejei uma quantidade enorme de esperma sobre si. Então ela levantou-se de repente e pressionou a buceta molhada contra minha cara, pedindo que eu a chupasse. Meti minha língua em seu grelo, sugando-o com voracidade. Ela pediu que eu fosse mais devagar, pois daquele modo a machucava. Consegui refrear o tesão e lambi com carinho e leveza o seu clitóris. Ela começou a estremecer o corpo, anunciando o orgasmo que logo viria. Pouco depois, urrava de prazer e puxava minha cabeça de encontro a si, ejaculando seu líquido espesso em minha boca. Depressa, virou-se de costas e pediu que eu viesse
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 67 portrás. Só então percebi a importância de deixar a mulher gozar antes de mim. O pau ainda estava em descanso e, por mais que ela se esfregasse nele, não consegui que ficasse ereto novamente. Fiquei aperreado, pois estava louco para comer seu cu. Ela pegou meu caralho e ficou passando a glande em seu buraquinho, que estava lubrificado de tesão. Agachou-se de novo e levou meu pênis à boca, masturbando-o com urgência. Gemia ansiosa por vê- lo crescer. Quando eu já começava a ficar chateado por causa da minha impotência, eis que o danado voltou a dar sinais de vida. Então ela voltou a mamá-lo com suavidade, maravilhada em vê- lo crescendo aos poucos. Minutos depois eu o tinha todo enfiado em sua bunda. O cu apertadíssimo criava um êmbolo que não o deixava amolecer novamente. Ela urrava de prazer com as duas mãos espalmadas contra a parede de cerâmica, as pernas bem abertas, o rabo inclinado para o meu lado. Eu metia sem pressa, fazendo movimentos suaves, quase sem tirar nenhum centímetro de dentro. Dessa vez foi ela que explodiu em gozo, jorrando esperma longe, tremendo as pernas até cair de joelhos, sem forças. Eu acompanhei seu movimento, me ajoelhando também, de modo à minha pica não sair de dentro do seu cuzinho que agora estava escorregadio. Segurei-a pela cintura, com as duas mãos, e continuei fazendo os movimentos de cópula. Ela gemia pedindo para eu parar, pois iria matá-la de gozo. Quando finalmente jorrei em seu rabo, ela pareceu ganhar nova vigor e gozou comigo, ao sentir meu leite quente dentro de si. Ficamos agarradinhos, jogados no chão, até que nos recuperamos. Tomamos banho juntos e finalmente nos encaminhamos a um bar, para tomar umas cervejas. FIM DA DÉCIMA PRIMEIRA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 68 BOYS– Parte XII Patrícia quis ir a um bar afastado do nosso bairro, longe de gente conhecida, para podermos conversar melhor. Peguei as chaves do carro de Pietro e pedi que ela me indicasse o caminho. Eu não era muito de frequentar bares e, quando o fazia, ia naqueles de perto de casa ou da escola. Minhas aulas haviam acabado na semana anterior e eu podia beber tranquilo, contanto que não exagerasse. Precisava acordar cedo no outro dia para trabalhar. Quinze minutos depois, chegávamos a um barzinho aconchegante, na orla marítima de Olinda. Pedimos uma cerveja bem gelada e isca de peixe frito para petiscar. Ela brindou à nossa amizade e sorvemos um bocado da bebida geladíssima de um único gole. Voltamos a encher nossos copos e iniciamos o papo. A primeira coisa que ela me disse foi que estava se demitindo do posto de combustíveis. A demora seria o dono achar-lhe um substituto e eu já havia sido contratado em seu lugar. Então, aquele tinha sido o seu último dia de trabalho lá. Fiquei triste, pois esperava continuar trabalhando consigo. Explicou que a mãe havia montado uma clínica estética e de massagens, e passaria a trabalhar com ela. Já andara conversando com os seus fregueses habituais e estes haviam prometido fazer-lhe uma visita. Pediu-me para que eu não falasse a ninguém que a vira trabalhando no posto. Os vizinhos não precisariam saber da nossa viração. A mim também não interessava que descobrissem que eu me prostituía. Aí uma figura conhecida apareceu na porta do bar.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 69 Patríciafoi a primeira a reconhecer Carlos, o amigo boy de Pietro. Acenou para ele, chamando-o à nossa mesa. Sem saber que já nos conhecíamos, nos apresentou um ao outro. Carlos apertou minha mão e sentou-se, sem demonstrar que já havíamos nos encontrado. Ela disse que eu ficaria trabalhando em seu lugar, lá no posto, e ele perguntou se eu estava ao par dos procedimentos. Falei que já tinha traçado a minha primeira cliente, mas ainda estava por fora dos preços cobrados. Ele explicou que isso variava de freguês para freguês. Eu deveria cobrar um valor mais alto aos que fossem mais assíduos. Eu achava que era justamente o contrário. Terminou pegando uma caneta e anotando num guardanapo uma tabela elementar, descrevendo uma quantia para cada modalidade de sexo. Fiquei animado ao saber o quanto eu poderia ganhar por dia, se conseguisse ao menos um cliente a cada hora. O celular de Patrícia tocou e ela pediu-nos licença para ir atender do lado de fora do bar, pois onde estávamos não tínhamos um bom sinal. A jovem esteve alguns minutos conversando e depois veio nos dizer que havia surgido um imprevisto e teria que nos deixar. Nós nos despedimos com a promessa de voltarmos a tomar umas cervejas juntos. Carlos, à sua saída, perguntou-me se eu a conhecia há muito tempo. Não quis dizer que morávamos no mesmo prédio, então falei que a tinha encontrado naquele dia, lá no posto. Aí o cara passou a falar mal dela, o que me deixou bastante chateado. Tentei mudar de assunto várias vezes, até que finalmente consegui que ele falasse da sua própria vida. Disse que era casado, pai de dois filhos, e que a esposa não sabia que se prostituía. Fora um dos primeiros a trabalhar no posto de combustíveis, junto com Pietro, e ambos inauguraram o rendez vous. No entanto, descobriu que as saunas davam mais dinheiro e convenceu o amigo a deixar o emprego e fazer uma parceria com
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 70 ele.Antes das saunas, porém, começou se prostituindo em cinemas pornôs. Fiquei curioso. Já havia notado as duas únicas salas de projeção de filmes eróticos que ainda existiam na cidade, mas nunca me dera curiosidade de entrar em nenhuma delas. Perguntei a Carlos como ganhar dinheiro nesses ambientes. Ele pediu outra cerveja e sorveu um longo gole da boca da garrafa. Então, perguntou se eu queria conhecer um desses lugares naquela noite. Topei. Ele fez questão de pagar a conta total do bar e fomos embora. Quem cruza as cortinas vermelho-desbotadas na entrada do Cine Mix, no Centro do Recife, numa quarta-feira, não entra desavisado. Os cartazes indicam que é dia de show de sexo explícito e espera-se encontrar de tudo. Mas um distinto casal de classe média, ela com uns 40 anos, ele com uns 45, transando no meio da plateia, é improvável. Como se o limpo invadisse o sujo, roubando a cena. Aparentemente, eles nada têm a ver com aquele mundo. Mas são os que estão mais à vontade. No palco, onde deveria estar sendo exibido algum filme, dois mascarados nus encenam um coito gay, porém percebe-se que são maus atores. Nota-se que a felação é apenas simulada, e que quase não tocam o sexo um do outro com a boca. Carlos me mostra um cara alto e loiro, com jeito de gringo, conversando com um boy. Diz que, se eu for lá fora, o melhor carro é o dele. Antes de eu entrar no cinema pornô, havia percebido um importado com placa estranha. Vi que se tratava de um automóvel do corpo consular. E o loiro vestia roupas finíssimas, destacando-se de todos do local. No entanto, o cara circulava por todos os ambientes sujos do cinema com a desenvoltura de quem conhece muito bem o local. Flerta com um boy, com outro, cochicha ao pé do ouvido com um negro alto e
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 71 forte,e finalmente parece ter escolhido. Ambos desaparecem em um dos cubículos distribuídos pelos corredores escuros do cinema. Na escuridão da sala suja, nem a lei escapa. Num canto do cinema, nas cadeiras da ponta, dois policiais militares fardados usam a mão na mesma coreografia solitária de homens presos às sequências simuladas de masturbação dos dois mascarados do palco, frente à tela encardida. Uma cena absurda, considerando que ali eles são a representação do Estado na plateia, com todo o simbolismo que a farda significa. Absurda, mas não incomum. Pouco depois, uma dupla da Rocam aparece para pegar um lanche e fica acompanhando a cena explícita de sexo anal que se desenrola com os gays no palco. Com o pensionato de freiras e a Igreja da Soledade ao lado, o ambiente decadente do cinema é lugar de fantasia. Lugar onde se busca o fetiche. E, em nome dele, a inversão dos papéis pode chegar a extremos inesperados. Porque faz parte do jogo o contraditório. O avesso. É o flerte com o sujo e o marginal que atrai. É a perversão como escape à vida rotineira, certinha, do relógio de ponto, sessão de DVD com os amigos aos sábados após o supermercado, almoço familiar aos domingos e sexo comportado. Olhei para uma senhora que parecia estar acompanhando o marido. Uma mulher acompanhada de um homem só – explicou- me Carlos – só pode estar buscando uma coisa: sexo a três. Não precisa dizer nada. Nem fazer. Basta corresponder aos olhares que lhe são lançados. E nessa noite, foram muitos. Os boys já se
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 72 posicionavamde forma a serem notados. Mas o casal olhava mais em nossa direção. Carlos perguntou se eu topava fazer minha iniciação ali, naquela oportunidade. Eu já estava satisfeito de sexo com Patrícia, antes de irmos ao bar, então rejeitei o programa. Falou-me que as saunas estavam passando por uma fase ruim e ele estava muito precisado de dinheiro. Iria tentar a sorte com o casal. Tirou seu celular do bolso e me entregou. Disse que eu poderia atender, caso houvesse alguma ligação. Afirmasse que ele estava ocupado. Decerto seria uma de suas clientes e, se eu quisesse, poderia oferecer meus serviços a ela. O casal parecia ser cheio de grana. Outro dia ele pegaria o celular comigo. Entendi que ele estava querendo dizer que iria demorar e que eu poderia ir-me embora. Despedi-me do cara, desejando-lhe boa sorte, apesar de que fiquei observando de longe o que ele iria fazer para ganhar a concorrência com os outros boys dali. Carlos caminhou diretamente para o casal, parando a meio metro da senhora. Apresentou-se e apertou primeiramente a mão do homem. Depois que apertou a mão da senhora, continuou segurando-a enquanto abria o zíper com a outra mão. Espalmou a mão da mulher e tocou nela com o cacete já ereto. Quando eu pensei que ela iria se escandalizar, a coroa apalpou-o com carinho, olhou sorridente para o marido e acenou-lhe com a cabeça, em sinal de aprovação. Os três estiveram conversando por pouco tempo, até que se levantaram juntos e entraram em uma das cabines do corredor. Os outros boys voltaram suas atenções para o sexo que se desenrolava no palco.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 73 Agora,o que tinha sido enrabado comia o cu do outro, enquanto o punhetava ao mesmo tempo. Um dos policiais da Rocam se masturbava apressadamente, sem tirar o sanduíche da boca. O seu companheiro parecia já ter gozado, pois o pênis estava murcho e babado, saindo pelo zíper da calça. Nas cadeiras do canto, os outros policiais tinham, cada um, um boy chupando-lhes o cacete. Ambos os representantes da lei estavam sentados na poltrona, pernas bem abertas, com os rapazes ajoelhados entre elas. Achei a cena degradante. Saí dali enojado com os homens da lei. Quando entrei no carro e já manobrava para sair do estacionamento, eis que o celular de Carlos toca. Uma tal Andreza ligava. Relutei em atender, mas finalmente o fiz. No entanto, talvez me lembrando do novo emprego de Patrícia, atendi assim: CASA DE MASSAGENS ERÓTICAS PARAÍSO, BOA NOITE? E a voz do outro lado calou por um instante, talvez averiguando se havia teclado errado o número do rapaz. Depois, com voz irritada, disse que sabia que era Carlos que estava falando e que não adiantava ele mudar o timbre da voz. Mais uma vez repeti a forma de atendimento, dizendo que ali não trabalhava nenhum Carlos. Ela perguntou para onde ligara, mesmo. Novamente fingi ser o telefone de uma casa de massagens eróticas e ela ficou interessada em saber como funcionava o local. Expliquei que atendíamos a domicílio e que as massagens se dividiam em dois grupos: as relaxantes, ideais para um fim de dia estressante de trabalho; e as eróticas, que incluíam uma cópula ao final do tratamento à base de gel. Eu estava me divertindo com o trote. Aí ela disse que estava precisando de uma massagem anti-estressante, e perguntou quanto eu cobrava. Estanquei o carro, surpreso. Não esperava que ela continuasse o papo. Pensei em me sair, dizendo que o cara que dá
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 74 essetipo de massagem estava ocupado no momento, e só ele poderia responder sobre valores. Então ela me questionou sobre o meu trabalho na clínica. Disse-lhe que o outro aplicava as massagens e eu apenas copulava com as madames. Perguntou quanto eu cobrava pela foda e em quais tipos de sexo ela seria contemplada. Cerca de vinte e cinco minutos depois, eu parava no estacionamento de um condomínio de classe média, no bairro de Boa Viagem, um dos mais nobres do Recife. Ainda respirei fundo ao sair do carro, achando que não devia ter ido além com o trote, mas fiquei curioso por conhecer a dona daquela voz tão carinhosa ao telefone. Olhei mais uma vez para o endereço anotado e subi pelo elevador, parando no andar indicado. Abriu-me a porta uma jovem loira muito bonita, que levou um dedo aos lábios, pedindo que eu não fizesse barulho. Puxou-me pela mão andando nas pontas dos pés, levando-me para o quarto. Fechou a porta trás de si e finalmente olhou para mim com mais vagar. Ela pareceu ter ficado satisfeita com o que viu, pois me beijou suavemente os lábios. Estava vestida com uma camisola negra bem sensual, que eu fui tirando devagar, beijando cada parte do seu corpo à mostra. Ela gemia a cada toque dos meus lábios, até que meteu a mão entre minhas pernas e me apertou o sexo com firmeza. Parecia carente, como se não fodesse há muito tempo. Quase arrancou minha calça e cueca do corpo, deixando às vistas meu mastro avantajado. Puxou-me com urgência para a cama, sem querer saber de preliminares. Apenas esperou que eu vestisse uma camisinha, tirada às pressas do bolso, que quase não cobria nem metade do meu enorme pau, apesar de ser de número extra grande. Pediu que eu metesse logo em sua buceta melada. Não me fiz de rogado.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 75 Noentanto, quando começou a gozar, passou a sussurrar o nome de Carlos ao meu pé de ouvido. Isso me deixou constrangido, apesar de sua vulva quente me deixar muito excitado. A moça metia bem, e se contorcia em êxtase a cada orgasmo, me lanhando as costas com suas unhas afiadas. A dor me dava mais tesão, e eu socava quase com violência em sua gruta encharcada, fazendo-a delirar de prazer. Dessa vez prendi ao máximo minha vontade de ejacular, esperando que ela me oferecesse a bunda como Patrícia. Como não o fez, tive que tomar a iniciativa. Voltei-a de costas para mim e apontei a glande lambuzada do seu gozo para o seu buraquinho estreito. Ela apenas pediu para que eu não a machucasse. Suportou a entrada da cabeçorra, me ajudando a penetrá-la, arreganhando bem as nádegas com as próprias mãos. Quando entrou um pouco, empinou-se toda para facilitar o coito. Pediu que eu não gozasse até que ela conseguisse engoli-lo todo. Eu já estava quase ejaculando, mas consegui esperar mais um pouco. Ao sentir que seu túnel estava mais escorregadio e relaxado, explodi num orgasmo intenso. Ela retirou-se do meu pau e agachou-se à minha frente, mamando-o até que não sobrou nem um restinho do meu leite. Deu quase uma gargalhada de felicidade, depois começou de repente a chorar. Caiu num pranto convulsivo, e eu sem entender nada. Depois, soluçando, pagou- me o combinado e acompanhou-me até à porta, sempre pedindo que eu fizesse silêncio. Ela prendia os soluços com muita dificuldade. Viu que não havia ninguém nos corredores e veio comigo, só vestida de camisola, até a porta do elevador. Implorou-me para que eu apagasse o seu número do meu telefone. Prometi-lhe fazer isso mais tarde, mas ela exigiu que eu lhe desse o aparelho. Queria ter certeza de que eu não teria seu número, deletando-o ela mesma. Fiz a besteira de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 76 dar-lheo celular de Carlos. Confundi-o com o meu, pois eram do mesmo modelo. Quando quis trocar pelo outro, ela já havia reconhecido o celular do cara. Olhou-me com cara de pavor. Perguntou o que eu estava fazendo com o celular do seu marido. A pergunta me pegou de surpresa. Rápido, inventei que ele o havia deixado na casa de massagens, onde costumava fazer terapia relaxante ao menos uma vez por semana, para diminuir o estresse do dia a dia. Ela ficou cismada, mas parece ter engolido a explicação. Pediu que eu deixasse o aparelho, mas eu repliquei que era melhor não, pois ele iria desconfiar de alguém ter deixado seu celular em casa, já que a clínica não possuía seu endereço. Ela concordou comigo e pediu-me para levá-lo de volta. Mas pediu- me, pelo amor de Deus, que eu nunca tocasse com ninguém naquele assunto. Era a primeira vez que traía o marido e, por azar, logo com alguém que o conhecia. Fiz votos de silêncio e fui embora. Saí do conjunto de apartamentos temendo encontrar Carlos vindo para casa. Por sorte, ele deve ter demorado lá no cinema pornô, com o casal de coroas. Pensei em como o mundo era pequeno. Jamais imaginei estar trepando com a esposa do amigo de Pietro. Qual seria sua reação, se um dia descobrisse o ocorrido? Não quis nem pensar nessa possibilidade. O cara parecia ser um sujeito muito violento. E a pobre jovem parecia nem desconfiar de que ele era um gigolô, um reles garoto de programa. Um boy, como eu. Entendi naquele momento umas frases que o rapaz havia me dito, ainda quando nos dirigíamos ao cinema. Em outras palavras: eu também deveria manter minha vida devassa no mais completo anonimato.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 77 ********************************* “Avida de um garoto de programa é muito discreta. Ele não se permite falar com um cliente no meio da rua. Só fala se o cliente falar. Médico, advogado, zelador de hospital, cortador de cana, o peão mais bruto, todos frequentam esse tipo de ambiente. Porque a homossexualidade não está na profissão, está na cabeça do cara. Já o boy, pode ser o teu vizinho, pode morar no apartamento do lado, mas você nunca vai saber. A menos que ele próprio te diga. Nem a própria família dele sabe. Pois se a coisa vazar, é problema para o boy na certa.” FIM DA DÉCIMA SEGUNDA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 78 BOYS– Parte XIII "Prostitutos, michês, garotos de programas, gigolôs, boys, não importa como são chamados. Fazem parte de um mundo que só chega aos olhos e ouvidos da sociedade quando há um crime. Quando algum pai de família, senhor respeitável, ou qualquer outro, é assassinado em um local escuso, com violência da mais brutal, corpo achado seminu, ensanguentado, parentes com cara de espanto, escândalo na porta, ninguém querendo declarar nada, preferindo calar. É um mundo dos mais secretos. Onde quem está dentro se compromete em silenciar. Quem está fora nem quer saber o que se passa por lá. Onde não se revelam as identidades, depoimentos são dados desde que nomes sejam omitidos." ******************* Quando cheguei ao condomínio onde moro, o portão foi aberto por uma jovem loira que eu não conhecia. Apresentou-se como Soraya, a nova porteira do prédio. Simpatizei imediatamente com ela. Metódica, anotou meu nome e o número da placa do carro de Pietro, que eu estava dirigindo. Tinha um olhar inteligente e se expressava bem, como se fosse universitária. Também era bonita e tinha um andar provocante, mas não parecia uma mulher vulgar. Perguntou-me em que apartamento eu morava e fiquei na dúvida se dava o endereço de minha tia ou o de Pietro. Decidi-me pelo primeiro. Ela tornou a anotar no caderninho que tinha em mãos. Mas ficou curiosa quando estacionei o automóvel na vaga pertencente a Pietro.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 79 Tinhauma expressão desconfiada quando desci do carro e acenei- lhe, indo em direção ao elevador. Mas não dei importância ao fato, resolvido a dar uma passada no apartamento de minha tia. Chegando lá, encontrei-a adormecida na cama, junto com Pietro. Apesar de cobertos pelo lençol, dava-se para perceber que ambos estavam nus. O namorado dela não estava no apartamento, decerto também não aparecera naquele dia. Pensei que ambos estivessem dormindo e já ia embora, quando ouvi a voz do rapaz. Cumprimentou-me e perguntou como havia sido meu dia lá no posto de combustíveis. Falei-lhe sobre o macacão que havia ficado pequeno para mim. Ele me disse que havia um par de fardamentos do posto em uma de suas gavetas, que decerto daria para alguém do meu tamanho. Eu podia ficar com eles. Agradeci e conversamos um pouco, depois preferi ir dormir, pois estava muito cansado. Teria que acordar cedo no outro dia, então me despedi e fui para o seu apartamento. Achei os macacões em seu guarda-roupa, provei um deles e fiquei satisfeito. Ambos tinham seu nome bordado no peito, mas isso não me incomodava. No dia seguinte, fui o primeiro a chegar ao posto de combustíveis. Nem o patrão havia chegado ainda, então tive que esperar por ele para que abrisse o estabelecimento. Ficou contente por eu ter resolvido o problema do fardamento e perguntou por Pietro. Não entrei em detalhes sobre o seu problema de saúde. Disse apenas que ele estava se recuperando de uma enfermidade. O viado não era curioso. Entregou-me as chaves e pediu que eu destravasse as bombas de combustíveis. Logo começaria a chegar clientes. Um a um, meus companheiros de trabalho foram assumindo seus postos e o dia começou ensolarado. A manhã transcorreu tranquila, quase não aparecendo interessados em usar os quartos como motel. Alguns clientes perguntaram por Patrícia, mas fomos instruídos pelo patrão a dizer que ela estava de férias. Isso, até encontrarmos quem a substituísse em seu “entretenimento” aos fregueses, todos
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 80 dosexo masculino. Aí um carrão belíssimo, de uma marca que eu não conhecia, estacionou para abastecer. Todos cumprimentaram o coroa de cabelos grisalhos que desceu do automóvel. Uma morena esbelta, que estava sentada no banco do carona, também saiu. Estava de costas para mim, por isso não dava para ver-lhe o rosto. Quando se virou em minha direção, ambos tivemos uma surpresa: ela, por reconhecer o macacão de Pietro, que eu estava usando; eu, por reconhecer a linda morena que eu vira na fotografia lá no apartamento do cara. A tal que ele parecia estar enrabando enquanto lhe apalpava a buceta. Aproximou-se de mim, aproveitando que o coroa tinha ido falar com Rodrigo e Alexandre, enquanto eu abastecia o automóvel. Perguntou-me pelo dono do macacão. Parecia aflita. Relutei por um momento, porém resolvi dizer-lhe que ele havia sido baleado, mas estava bem. Ela deu um suspiro aliviado no instante em que o coroa olhava em nossa direção. Ele fez uma cara desconfiada e depois caminhou com passos rápidos diretamente para nós. Ela, vendo-o aproximar-se furioso, ficou amedrontada. Quis entrar de volta ao carro, mas ele a alcançou antes. Perguntou o que estávamos conversando e ela se negou a dizê-lo. O forte tabefe que o coroa lhe deu me pegou de surpresa. Ela caiu no chão sujo do posto. O cara continuou dando-lhe bofetões e chutando, mesmo ela estando caída no solo. Quando eu ia intervir, o patrão saiu lá de dentro perguntando o que estava havendo. Estava furioso, mas logo mudou de atitude quando reconheceu o agressor. Apertaram-se as mãos, como se fossem grandes amigos. Depois chamou um dos rapazes e pediu
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 81 quelevasse a morena até o consultório de sua irmã, que ficava em uma das salas do estabelecimento. Depois o patrão trancou-se com o coroa em seu escritório, fechando as cortinas. Quando a bela morena saiu do consultório da dra. Rejane, irmã do dono do posto, estava com vários hematomas no rosto e andava com dificuldades. Entrou no carro sem nem olhar para mim. Ficou lá sentada na cadeira do carona, com o olhar vago. A nossa companheira com jeito de lésbica foi conversar com ela, mas a morena não queria saber de papo. Perguntei a Alexandre quem era o coroa e soube que o cara era um juiz escroto, que vivia batendo na morena por qualquer besteira. Era cismado de que ela teve um romance com um cara que já trabalhou no posto e sempre voltava ali na ânsia de tornar a encontrá-lo. Deduzi tratar-se de Pietro, mas não disse nada. Perguntei por que ninguém o impedia de bater-lhe. Disseram que o coroa tinha o péssimo hábito de atirar em quem se metesse com ele. E ficava por isso mesmo, pois ele usava e abusava de sua autoridade sobre os delegados da cidade. Naquele momento, entendi por que Pietro não manifestava o desejo de se vingar de quem lhe dera o tiro. Não adiantaria nada prestar queixa à polícia, pois esta não faria nada contra o juiz. Subiu-me uma revolta repentina, mas percebi que o pessoal se afastou de mim, disfarçadamente, quando o merda do juiz saiu do escritório do patrão ainda fechando o zíper da calça. Lançou-me um olhar maligno, antes de perguntar se eu já havia completado o tanque com combustível. Sustentei-lhe o olhar e falei que sim. Ele deu partida no carro e foi embora, sem pagar nem agradecer. Quando o cara desapareceu de vistas, Alexandre retirou do bolso um pedaço de papel e me entregou. Continha um nome e um número de celular. Disse-me pertencer à morena, que pediu que ele o entregasse a mim.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 82 Ànoite, quando larguei, estava ansioso para telefonar para a morena e saber o que ela queria comigo. Procurei um orelhão das redondezas e liguei para o número indicado no papel. Uma voz de homem respondeu. Desliguei imediatamente. Dei um tempo e liguei de novo. Dessa vez, uma voz feminina atendeu. Identifiquei-me como sendo o cara que vestia o macacão de Pietro. Ela apenas pediu o meu número de celular. Disse que me ligava ainda naquela noite. Desligou antes que eu pudesse perguntar se ela estava melhor. Resolvi ir para o apartamento de Pietro, esperar sua ligação. Algo me dizia que ela iria demorar a me telefonar. Retirei o quadro da parede, onde ela posava com o rapaz, e fiquei por longo tempo olhando a fotografia. Acho que estava apaixonado pela sua beleza. Não, não era paixão. Eu desejava aquele corpo que Pietro enrabava na foto. Tanto que o pau ficou duro só de pensar em meter naquele rabo. Quando pensei em me masturbar pensando nela, o celular tocou. Corri para atender, pois o tinha deixado dentro do bolso da calça. Mas o aparelho que tocava era o de Carlos. O que ele havia deixado comigo na noite anterior. Fiquei na dúvida se atendia ou não. Atendi. Uma voz masculina, mas com timbre afetado, disse apenas: PIETRO ESTÁ VIVO. PRECISAMOS FAZER ALGO O QUANTO ANTES. Depois, desligou. Pensei em ligar de volta e perguntar o que estava se passando. Mas dessa vez foi o meu celular que tocou. Atendi e uma voz feminina, que eu reconheci de imediato, perguntou se a gente podia se encontrar. Indaguei se o coroa não iria lhe causar problemas. Ela disse que eu não me preocupasse, já que havia colocado algo em sua comida para que ele adormecesse. O sonífero faria efeito por seis horas consecutivas. Daria tempo de sobra para conversarmos. Marcou
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 83 umlocal onde eu deveria apanhá-la, depois iríamos para um lugar onde pudéssemos conversar. Peguei o carro de Pietro e fui buscá- la. Estacionei próximo à orla de Boa Viagem, nos arredores de onde ela morava, e ficamos olhando o mar. Durante todo o percurso até ali, ela não abriu a boca. Perguntei-lhe o que queria falar comigo. Ela ainda esteve, por um momento, pensativa. Depois perguntou de onde eu conhecia Pietro. Contei-lhe toda a história, tintim por tintim. Parecia menos aflita quando terminei. Disse, então, que havia conhecido Pietro há alguns anos e se apaixonara por ele. No entanto, seu pai nunca permitiu que ela tivesse namorado. Referia- se ao coroa de cabelos grisalhos que lhe bateu lá no posto, e que eu supunha ser seu marido. Pietro enfrentou seu pai, e este o ameaçou de morte. O rapaz acovardou-se e acabou o romance com ela. Então, conheceu outra pessoa e passou a ter um relacionamento às escondidas. O cara era mais afoito que Pietro e andaram se encontrando muitas vezes, antes que o velho desconfiasse que ela, novamente, tinha alguém. Certa noite, encontrou-se com Pietro por acaso e estiveram conversando dentro do carro dele. O mesmo carro em que estávamos agora. Aí seu pai, que a mantivera o tempo todo sob vigilância, achou que o rapaz continuava sendo seu amante. Atirou em Pietro sem dar-lhe tempo de explicar a situação. Depois a arrastou de lá, à base de tabefes, deixando o cara agonizante. O resto, eu já sabia. Calei-me sobre o telefonema estranho que deram para Carlos. Ela ficou olhando para mim, enquanto eu permanecia pensativo.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 84 Perguntou-mese eu podia levá-la até onde estava Pietro. Respondi que teria que consultá-lo primeiro. Ela disse que entendia meu cuidado, mas poderia me pagar bem se eu lhe conseguisse um encontro com ele. Não se tratava de dinheiro, expliquei-lhe. Então, de uma forma bem insinuante, falou-me que havia percebido meus olhares gulosos para o seu corpo, quando esteve no posto naquele dia. Confessei-lhe que havia uma foto sua com Pietro que me deixava excitado todas as vezes que via. Ela olhou para o meu pau, que quase pulava da calça te tão duro. Abriu-me o zíper. Ficou maravilhada com o seu tamanho e grossura e esteve brincando com ele nas mãos. Negociou comigo. Afirmou que daríamos uma boa foda se eu a levasse até onde o cara estava. Respondi que não era preciso isso, bastaria ele concordar em vê-la. Aí ela sussurrou bem próximo ao meu ouvido também ter ficado tarada por meu pau. Queria-o dentro de si nem que fosse por uma única vez. Arrepiei-me todo com aquela declaração. Fizemos um trato: iríamos para um motel e daríamos uma rapidinha, antes que seu pai acordasse e a procurasse. Prometi que, no outro dia, arranjaria um encontro dela com Pietro. Ela concordou sem nem titubear. Nem bem chegamos ao motel mais próximo, ela se atirou em meus braços, beijando-me e tirando minhas vestes ao mesmo tempo. Deu-me um banho de língua antes mesmo que a última peça das minhas roupas estivesse caída ao chão. Mamou-me o cacete com uma técnica até então desconhecida para mim. Serpenteava a língua em meu pau de forma voraz, como se lhe desse uma surra com ela. A danada tinha uma língua enorme, e estalava-a em meu cacete, como se o estivesse chicoteando. A sensação era maravilhosa. Depois me chupou com gula, quase me arrancando o primeiro gozo. No entanto, todas as vezes que eu tentava despi- la, se esquivava dengosa. Meti-lhe a mão entre as pernas e arranquei-lhe a calcinha. Estava suja de sêmen. Levantei-lhe a saia e deixei à mostra uma vagina minúscula, que até parecia atrofiada.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 85 Elaolhou-me envergonhada, dizendo ter uma deformação no sexo. Perguntou se eu perdera o tesão por ela por causa de sua deformidade. Eu estava muito excitado para pensar em algo que não fosse meter-lhe na buceta. Quase a joguei sobre a cama do motel, deitando-me sobre ela. Coloquei uma camisinha às pressas, apontei minha cabeçorra para sua minúscula vulva e forcei a entrada. Ela gemeu de dor, mas pediu que eu não parasse. Tinha um túnel apertadíssimo, muito parecido com um cu virgem. Nem bem enfiei um terço do meu cacete, ela pediu-me que parasse, pois não aguentava mais de tanta dor. Frustrado, saí de cima. Mas ela virou de costas, me oferecendo a bunda empinada. Meti ali meu caralho inchado, com cuidado para não machucá-la. Ela engoliu- o sem problemas, relaxando seu orifício e fazendo-me escorregar macio dentro de si. Ficava prendendo minha rola com o ânus, me causando uma sensação maravilhosa. Pediu-me que eu avisasse quando fosse gozar. Percebeu antes que eu lhe dissesse e retirou- se do meu pau, ficando de frente para mim. Arrancou-me a camisinha depressa e ordenou que eu ejaculasse em seu rosto inchado por causa dos hematomas. Explodi em gozo em sua face. Ela ficou passando meu esperma por tudo que era inchaço, dizendo que aquilo a faria ficar curada mais depressa. Eu sabia que sêmen era bom para a pele, mas não para tratar de feridas. Olhei bem entre suas pernas e percebi um líquido branco e espesso lhe escorrendo pelas coxas. Fluía em quantidade até maior do que a porra que eu vertera nela. Fiquei olhando para o seu sexo deformado. Possuía o aspecto de uma vagina, mas parecia mais uma simples racha entre as pernas. Tinha um pinguelo um tanto avantajado que mais se assemelhava a um minúsculo pênis saindo da abertura. Nunca eu havia visto uma buceta com aquele formato.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 86 Ela,percebendo minha curiosidade, virou-se para o outro lado, encabulada. Pediu para descansar um pouco, pois ainda estava resfolegando. Prometeu que responderia depois todas as perguntas que eu lhe fizesse. Eu também estava exausto. Acho que havia despejado nela todo o meu esperma. Deitei-me na cama e fechei os olhos. Tinha finalmente matado o desejo de comer a morena dos meus sonhos, aquela pela qual havia batido punhetas vendo-a sendo enrabada na fotografia que via no quarto de Pietro. Quem ligava que ela tivesse uma xana um pouco diferente? O fato é que eu não sabia em que enorme encrenca estava me metendo... FIM DA DÉCIMA TERCEIRA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 87 BOYS-Parte XIV "O culto exacerbado à própria virilidade é grande entre os boys. Pois "macho" é palavra decisiva no mercado de homens. Sempre confirmada e expressa em atitudes. Agrega valor ao produto. Boa parte dos que juram ser héteros, que não admitem dúvidas, 100% ativos, que até se encrespam se a desconfiança for adiante, abre mão de suas convicções se o pagamento aumentar. Eles moldam seus corpos, almas e condutas para se mostrarem os mais másculos possível. É para valorizar o passe. E creem que, mesmo adotando o papel passivo vez por outra, a justificativa do dinheiro a mais é suficiente para isentá-los." ******************* A fala masculina, mas com entonação homossexual, foi breve ao telefone: CADÊ VOCÊ QUE NÃO RESPONDE AOS MEUS TELEFONEMAS? O CARA ESTÁ VIVO. TENHO COMO CONSEGUIR O ENDEREÇO DELE. VEJA SE NÃO FALHA, DESTA VEZ! E desligou o telefone sem esperar resposta. Eu havia acabado de deixar a morena belíssima e charmosa perto do prédio onde mora, depois de passarmos momentos maravilhosos no motel. Mas ela temia que o pai despertasse e a procurasse, por isso apressou-se em ir embora. Mesmo estando sob efeito de soníferos, o velho juiz poderia dar pela falta dela. Aí, quando eu já me dirigia de volta para casa, o celular de Carlos tocara. Eu apenas atendera com um alô, sem pronunciar nenhuma outra palavra. Então a voz afetada dera aquele recado funesto.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 88 Estavaclaro para mim que Carlos estava envolvido no atentado contra Pietro, apesar de que, dessa vez, aquela voz de boiola não havia tocado no nome dele. E eu achando que o boy era amigo do rapaz baleado. Era preciso avisá-lo imediatamente. Soraya, a nova porteira do meu prédio, abriu-me o portão com um sorriso encantador. Saiu do seu posto e ajudou-me a manobrar para estacionar o carro de Pietro na vaga pertencente a ele, pois havia um veículo mal colocado na garagem que atrapalhava o trânsito local. Desci do automóvel e beijei-a suavemente no rosto, em tom de agradecimento. Ela recebeu o beijo contente. Disse-me que eu precisava fazer aquilo mais vezes. Deu-me vontade de beijá-la na boca, mas eu estava apressado em falar com o hóspede lá de casa. Pietro estava deitado no sofá da sala, com a cabeça no colo de minha tia, que lhe alisava os cabelos. Vestia uma bermuda Jeans e estava sem camisa. Percebi movimentos na cozinha e estiquei o pescoço para ver quem estava lá, mesmo já sabendo que iria encontrar o namorado de minha tia. O cara voltou para a sala com uma vasilha enorme cheia de pipocas, mais três copos de refrigerante numa bandeja. Iam começar a assistir algum filme, os três. Muito à vontade com a presença de Pietro e sem demonstrar um pingo de ciúmes, sentou-se no sofá após o jovem levantar as pernas para que ele se acomodasse. Depois o rapaz pousou tranquilamente os pés sobre as coxas do namorado da minha tia, que ofereceu pipoca a todos. Peguei um punhado e disse a Pietro que precisava falar a sós com ele. Eu não queria que minha tia percebesse que o cara estava correndo perigo. Fomos para o meu quarto e tranquei a porta. Com poucas palavras, fiz um resumo dos acontecimentos do dia, omitindo a ida ao motel com a bela morena. Ele ficou pensativo quando falei das minhas suspeitas sobre Carlos. Olhou-me fixamente nos olhos e
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 89 perguntouse eu estava apaixonado pela morena. Percebera, pelo meu tom de voz, que eu estava interessado nela. Talvez pela minha insistência de que ele marcasse um encontro entre os dois. Não consegui encará-lo quando confessei que a achava muito bonita e tinha desejos de meter com ela. Ele deu uma sonora gargalhada e depois, muito sério, disse que eu me afastasse dela. Temia que eu me metesse em alguma encrenca das grandes. Achei que se referia ao fato do pai ter fama de atirar em quem se aproximasse dela. Mas ele garantiu-me que não havia sido o juiz que lhe deu aquele tiro. Não queria falar ainda sobre o episódio, no entanto assegurou-me que logo as coisas seriam esclarecidas. Agradeceu-me pelo alerta, mas foi taxativo em dizer que não iria se encontrar com a bela morena. Ainda tentei insistir, mas ele cortou o assunto. Esteve um tempo pensativo, sentado em minha cama, depois meteu a mão no bolso, sacando seu aparelho celular. Pediu-me licença, pois queria fazer uma ligação particular. Deixei o quarto e me despedi de minha tia e seu namorado, indo para o apartamento de Pietro. Adormeci tentando resolver todo aquele mistério, sem êxito. No outro dia, quando saí cedo para trabalhar, estranhei Soraya ainda estar de plantão na portaria. Pelo jeito, estivera mais de doze horas em seu posto. Acenei para ela e joguei-lhe um beijo na ponta dos dedos. Ela retribuiu da mesma forma, com um sorriso maravilhoso nos lábios. Não demonstrava sequer um pingo de cansaço. E o dia correu tranquilo, lá no posto de combustíveis, até o juiz aparecer em seu belo carro importado. Estava visivelmente alterado. Tinha os olhos vermelhos e indícios de quem estava embriagado. Assim que me viu, partiu para cima de mim, me agarrando pela gola do macacão. Queria saber onde estava a filha. Disse ter certeza que eu a ajudara a fugir de casa. Isso, para mim,
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 90 eranovidade. Menti, dizendo não saber do que estava falando. Ele, no entanto, lembrou-me da minha conversa com ela no dia anterior, e tinha certeza de que fui eu que liguei para sua casa. Havia reconhecido minha voz ao telefone. Alexandre e Rodrigo interviram por mim e ele soltou-me, bufando. Olhou para a nossa companheira sapatão e chamou-a para um dos quartos. Ela esteve indecisa por uns instantes, depois se negou a segui-lo. Esclareceu que ele sabia muito bem que ela não gostava de homens e que a sua clientela ali era só de mulheres. Ele segurou-a firmemente pelo braço, com violência, e arrastou-a em direção aos cubículos. Ela pediu socorro com o olhar, mas Alexandre fez-lhe um sinal dizendo para que não resistisse. Apontou com o polegar para o escritório do patrão, dando a entender que iria pedir ajuda a ele. Triste, ela caminhou arrastada pelo juiz, que já abria o zíper da calça antes mesmo de chegar aos quartos. Nem bem ele fechou a porta de um dos cômodos, Alexandre e Rodrigo me pediram para eu ficar alerta enquanto eles iam chamar o patrão. Quando entraram no escritório, ouvi a nossa companheira gritar por socorro. Depois deu um grito de dor e escutei o barulho de um corpo atirado ao solo. Corri até o quarto e bati na porta, pedindo que o juiz abrisse imediatamente. Em resposta, ouvi novos gritos de Jane, como se estivesse sendo espancada. Não tive dúvidas: arrombei a porta com um pontapé. A pobre jovem sangrava pelo nariz e tinha o corpo todo machucado. Sentada no chão, agarrava-se a uma das pernas do juiz, tentando evitar que ele lhe chutasse o rosto. Ele tinha as calças arriadas e apontava-lhe uma pistola, que logo se mirou em minha direção. O juiz tinha uma expressão furiosa no rosto quando voltou sua atenção para mim. Disse que queria uma chupada e eu iria substituir a boca da moça em seu pau. Encostou a arma em
  • 92.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 91 minhafronte e parecia disposto a atirar. Nisso, o patrão vem nos acudir, seguido de seus dois funcionários aflitos. Empurrou-me de lado e atracou-se com o juiz, conseguindo arrancar-lhe a arma. Esta caiu no chão e disparou acidentalmente, atingindo Jane na barriga. Aproveitando-se da nossa surpresa ao ver a jovem cair ensanguentada, o juiz recuperou a pistola do chão e apontou para todos. Afirmou que queria ser chupado por cada um de nós, e só assim deixaria a funcionária ser socorrida. Não adiantou os argumentos do patrão, ele estava irredutível. Então o dono do posto foi o primeiro a agachar-se à sua frente, colocando seu pau na boca. O cara apontava a arma diretamente para mim, dizendo que eu seria o último da fila. Deveria chupá-lo quando ele estivesse para gozar. Jane continuava caída ao solo, gemendo de dor, quase desfalecida. Rodrigo foi o próximo a ser obrigado a chupar o juiz, tendo a arma apontada para a sua cabeça. Fez uma expressão de nojo e por isso levou uma coronhada na testa. O safado do juiz não estava para brincadeiras. Mandou Alexandre masturbá-lo ao mesmo tempo em que lhe chupava o caralho. O rapaz olhou-o com fúria, mas o patrão pediu que ele não reagisse. Então, a polícia apareceu. Enquanto o patrão viera em socorro da nossa companheira, sua irmã ligava para a delegacia. Havia uma viatura por perto e chegou a tempo de flagrar o juiz ainda de arma em punho. O tenente responsável pelo camburão reconheceu-o de pronto, então pediu que os policiais baixassem suas armas. O juiz deveria entregar-lhe a sua. Houve um momento tenso, depois o coroa entregou a pistola ao agente da polícia militar. Este pediu que ele caminhasse até seu próprio carro. Seguiria escoltado pela viatura, mesmo não estando algemado. Todos deveriam ir à delegacia. O patrão, no entanto, afirmou que ninguém iria dar queixa. Falou isso olhando para cada
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 92 umde nós, em tom de coação. O tenente pareceu-me aliviado e fez de tudo para tirar o agressor dali imediatamente, como a evitar que mudássemos de ideia. Um policial sentou-se no carro importado ao lado do juiz e logo foram embora, só que seguindo em direção contrária à delegacia. A irmã do dono do posto acudiu a funcionária baleada imediatamente, reclamando de que a polícia sequer tomara a providência de ligar para uma ambulância, já que não pretendiam levar a jovem para um hospital. Prestou-lhe os primeiros socorros, enquanto o viado fazia um curativo rápido na testa de Rodrigo. Acomodamos nossa companheira no carro do patrão. A médica levou-a imediatamente para um hospital. O dono do posto pediu- nos desculpas por não ter permitido que fôssemos prestar depoimento e alegou que ninguém poderia fazer nada contra o juiz. Ele tinha "costas quentes" e sempre se safava ileso dos crimes que cometia. Costumava livrar a cara de policiais criminosos e decerto já estaria livre àquela altura. Mesmo revoltados, concordamos que ele tinha razão. Por conta dos acontecimentos, resolveu nos liberar pelo resto do dia. Limpamos o sangue derramado da nossa colega, como o patrão pediu, talvez querendo apagar vestígios do incidente, e fomos embora. Rodrigo era o mais revoltado. Cuspia o tempo todo, com nojo, e dizia que aquilo não iria ficar impune. Alexandre nada dizia, mas estava tenso e pensativo. Resolvi ligar para Terezinha, a médica amiga de minha tia. Lembrei que fiquei devendo uma visita a ela. Ela ficou toda feliz ao reconhecer minha voz. Pediu que eu fosse imediatamente ao seu apartamento, pois estava de folga do hospital naquele dia. Peguei o carro de Pietro estacionado no posto e perguntei se os rapazes queriam carona. Alexandre aceitou, pedindo que eu o
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 93 deixassenum bar próximo. Rodrigo veio com ele, dizendo que precisavam conversar. Deixei-os onde queriam e fui embora. Ao chegar ao seu apartamento, fui atendido pela médica só de calcinha. Os bicos dos seus seios ficaram durinhos só em me ver. Fechei a porta por trás de mim e mamei-lhe os dois. Ela abraçou- me com as pernas, quando a levantei e caminhei para o seu quarto. Beijamo-nos com vigor, com a coroa me dizendo que estava com muitas saudades de mim. Só então percebi que sua cama já estava ocupada. A jovem queimada que eu conhecera na clínica, quando estive lá com a doutora, estava deitada na cama, lendo um livro. Sorriu feliz quando me viu. No entanto, para a minha surpresa, ela estava bem melhor das queimaduras pelo corpo todo. As cicatrizes quase já não eram mais vistas, tal a sua recuperação. Apenas tinha toda a pele avermelhada e brilhante, como se os tecidos ainda estivessem se formando. Apesar de não ter um único fio de cabelo na cabeça, seu rosto já denotava traços de beleza. Fiquei abestalhado com o seu ótimo estado de saúde. Mas Terezinha, sua médica, estava muito excitada. Pediu-me para eu não dar atenção à paciente e voltar aos meus carinhos consigo. Deitei-a na cama, ao lado da jovem queimada, e abri-lhe bem as pernas. Tirei-lhe a calcinha e abocanhei seu sexo encharcado de tesão. Lambi-lhe o grelo enquanto a outra gemia também excitada. Passei a minha língua por toda a sua buceta, arrancando-lhe urros de prazer. Quando percebi que ela já não aguentava mais esperar, tirei minhas roupas totalmente. A paciente agarrou-se com meu cacete duríssimo, elogiando o quanto ele era enorme. Ajudou-me a pincelar com ele a gruta encharcada da médica. Depois apontou minha glande e pediu que eu enfiasse devagar. Ficou olhando bem de perto cada centímetro que meu pênis entrava em Terezinha.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 94 Amédica estava num cio de dar gosto. Estremecia o corpo todo a cada estocada minha, mas exigia que eu não gozasse logo. A moça queimada me beijava a nuca e o ouvido, enquanto eu copulava com a doutora. Então, de repente, ficou alucinada. Louca de tesão, arrancou-me de cima de Terezinha e abocanhou meu pau, chupando-o com gula. Levei os dedos à sua vagina que parecia estar em chamas, de tão quente. Ela gemeu demoradamente, sem tirar meu pau dos lábios. Depois me empurrou com urgência, me deitando de costas na cama. Com alguma dificuldade por conta das queimaduras ainda recentes, ajeitou-se sobre mim. Terezinha ia ajudando, sem parar de me acariciar e lamber minha orelha e beijar-me a boca. Agora foi a sua vez de apontar minha glande para a xoxota da amiga. Isso, sem deixar de me advertir para que eu não gozasse logo. No entanto, isso não demoraria muito a acontecer. Eu já sentia o gozo se aproximando. Disse isso a elas. Então a médica retirou a paciente de cima de mim, deitou-a na cama e pediu que eu me ajoelhasse ao seu lado. Depois me masturbou com suas mãos suaves, num ritmo crescente, até que eu jorrei esperma sobre a jovem queimada. Esta começou a se contorcer e urrar como eu nunca vira, ordenando que eu lhe desse todo o meu leite. À medida que eu ejaculava, a doutora ia espalhando meu esperma por todo o corpo da paciente. Esta se contorcia num misto de dor e prazer, como uma cadela agonizante. Ficou massageando meus bagos, querendo talvez não deixar nenhum esperma armazenado ali. Esporrei diversas vezes seguidas, até que não restou nem um pingo. Terezinha não parava de espalhar meu gozo pelo corpo da jovem. Até que eu arriei sobre a cama, exausto. A paciente deu um último gemido, demorado, depois adormeceu ao meu lado. Quando eu pensei que iria continuar descansando, a médica
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 95 passoua lamber minha glande, me fazendo enrijecer de novo o cacete. Acocorou-se sobre mim e enfiou-o na vagina, mesmo ele estando ainda bambo. No entanto, assim que senti o fogo das suas entranhas, fiquei excitadíssimo novamente. Ela empreendeu um galope sem trégua, até que atingiu o primeiro orgasmo. Aumentou a velocidade da cópula, dizendo palavras desconexas, gozando a foda. Então, quando sentiu que eu ia chegar ao orgasmo também, retirou-se do meu pau e enfiou-o na bunda. No momento que o gozo despontava em mim. Explodi assim que senti meus bagos tocar-lhe as nádegas, totalmente enfiado em seu rabo. Ela berrou alto, sem nenhum pudor em alarmar a vizinhança. Eu também botei todo o ar dos pulmões para fora, num orgasmo prolongado. Agora sim, fiquei prostrado sobre o leito, o coração quase saindo pela boca de tanto bater apressado. Estive naquela letargia entre o sono e o prazer de ter os cabelos acariciados pela bela e gostosa doutora. Ela olhava para mim com um carinho intenso, maravilhada com a minha performance. Sussurrava baixinho ao meu ouvido que eu era tão fodelão e bom de cama quanto meu pai. Essas palavras quase me despertaram, mas eu estava muito, muito cansado. Naquele momento, só queria dormir, dormir e dormir... FIM DA DÉCIMA QUARTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 96 BOYS– Parte XV "A explicação do que faz um homem ou uma mulher sair, encontrar um rapaz, transar com ele, abrir a carteira, remunerá- lo pelo serviço prestado, voltar para a casa, para a família ou para a solidão, não cabe em uma única resposta. Pode ser apenas curiosidade, realização sexual, busca pela felicidade ou mesmo pelo prazer fugaz, para alívio imediato, que depois pode até se transformar em culpa. Especialistas todos concordam em um ponto: sexualidade não se generaliza, nem se define pelo senso comum. Cada pessoa sente de um jeito e procura seu jeito para se satisfazer". ********************** Nem bem tirei um cochilo, mais uma vez acordei com o barulho do toque do celular. Isso já estava virando rotina, desde que comprei meu aparelho. Deixei tocar, na esperança de que desistissem de continuar ligando, mas em vão. Depois da terceira repetição de chamada, resolvi atender. Para a minha surpresa, era Alexandre, meu companheiro de trabalho lá no posto de combustíveis. Temi que o pior tivesse acontecido a Jane. Ele, no entanto, antecipou-se dizendo que a garota, baleada acidentalmente, estava fora de perigo. Mas precisavam ter uma conversa comigo, e não poderia ser por telefone. Marcamos de nos encontrar no mesmo barzinho onde eu os tinha deixado à tarde. Olhei para o relógio. Já passavam das oito da noite.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 97 Despedi-meda bela médica e sua paciente recuperando-se de queimaduras por quase todo o corpo, prometendo retornar em breve. Eu queria saber a que a doutora se referia quando me comparou de forma tão íntima a meu pai. Não era do meu conhecimento que ela tivesse sido sua amante. Nunca me disseram isso. Mas o chamado de Alexandre parecia urgente, então tratei de ir logo ao local combinado. Chegando lá, encontrei-o com Rodrigo e mais um cara que a princípio não reconheci como um dos policiais que levaram o juiz escoltado pela viatura. Os rapazes fizeram as apresentações, sem dizer o nome dele. Falaram que era melhor que eu não ficasse sabendo sua identidade, apesar de confirmarem que ele era policial. Eu estava cada vez mais curioso. O que queriam de mim? O militar, que estava à paisana, começou dizendo que tinha uma antiga rixa com o juiz e que já estava na hora de alguém puni-lo pelos desmandos a que estava acostumado, sempre saindo ileso. Apesar da jovem baleada não mais correr risco de morte, queria fazer justiça. Principalmente, por causa do estupro que todos nós sofremos do juiz embriagado. Rodrigo falou que não era a primeira vez que ele fazia aquele tipo de coisa lá no posto, sempre cheio de uísque, mas nunca tivera uma consequência tão grave como a que presenciei. Muitos policiais deviam favores ao cara, por isso ele sempre saía impune das suas trapalhadas. Então, me confidenciaram que haviam sequestrado o juiz e precisavam de mim para ajudá-los no plano de vingança que eles haviam traçado. Quase tive um treco quando me disseram o que eu deveria fazer. Deu trabalho a eles me convencer de que não seríamos incriminados. O policial e outros companheiros seus tratariam de despistar a polícia sobre a autoria do crime que estávamos prestes
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 98 acometer. Acabei topando, mesmo a contragosto. Nossa companheira baleada valia o risco. Quase uma hora depois, parávamos o carro na orla de Porto de Galinhas, uma bela praia do litoral pernambucano. Descemos do veículo, os três, e andamos mais uns dez minutos a pé. Então chegamos a uma luxuosa casa na beira-mar, afastada das demais residências. Mesmo assim, o policial pediu para que eu entrasse com ele, porém os outros passassem direto e depois voltassem ao local. Com isso, esperava que a nossa presença ali não fosse percebida pelos moradores da comunidade. Ou, se fosse, atestariam apenas uma dupla de rapazes, e não quatro homens desconhecidos. Eu achei que era uma estratégia inútil, já que não se via ninguém nas ruas. Era uma área de casas usadas para veraneio. Decerto a maioria estaria sem ninguém até o final de semana. Mesmo assim, fizemos como o militar à paisana recomendou. Quando entrei na casa, deparei-me com o juiz nu, vendado e amordaçado, amarrado de bruços pelos pés e pelas mãos, em forma de xis, debatendo-se na cama. Rodrigo e Alexandre chegaram pouco depois à luxuosa residência. O negão sacou, da bolsa que usava a tiracolo, uma máquina de fotografar e preparou-a para entrar em ação. Enquanto isso, todos nós calçávamos luvas cirúrgicas, para não deixar impressões digitais. A máquina era uma velha Polaroid e estava devidamente equipada para tirar ao menos duas dúzias de fotografias. Conforme combinamos lá no bar, eu seria o primeiro a infringir o castigo ao juiz. Então, tirei toda a roupa e posicionei- me por trás do coroa. Alexandre postou-se numa posição estratégica, com a câmera preparada. Quando o juiz sentiu minha mão molhada de saliva lambuzar-lhe o ânus, começou a se debater, querendo livrar-se também da mordaça. Rodrigo e o
  • 100.
    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 99 policialtrataram de imobilizá-lo, enquanto eu apontava a glande para a entrada do seu cu. Se não estivesse amordaçado, um grande urro de dor seria ouvido pela vizinhança, quando empurrei meu enorme e grosso cacete até o talo, sem piedade. Fortemente seguro, o pobre juiz não conseguiu impedir que eu lhe enrabasse até ejacular dentro do seu buraco apertadíssimo, minutos depois. Alexandre se posicionava por vários cantos do quarto, querendo flagrar o melhor ângulo para as fotos que tirava, evitando que aparecesse os nossos rostos. Depois foi a vez do policial foder o cu do juiz, com sua avantajada pica, se bem que menor que a minha. Rodrigo foi o que mais se demorou em encher a bunda do cara com esperma. Fazia-o com prazer, como se vingasse o estupro que havia sofrido lá no posto. Como tínhamos combinado de que não deveríamos falar nenhuma palavra, para não sermos reconhecidos, o juiz pode apenas ouvir nossos arfados de gozo. Se pudesse ver Rodrigo, seu agressor, perceberia que ele estava adorando estuprá-lo. Depois, Alexandre passou a câmera para o policial e foi a sua vez de comer o rabo do coroa. Grunhindo num misto de prazer e ódio, Alexandre fodia o juiz com estocadas violentas, causando-lhe dor atroz. O cara já não se debatia mais, submisso. Então, quando nem esperávamos, o juiz começou a estremecer o corpo todo. Alexandre continuou metendo em seu cu, cada vez com movimentos mais rápidos. Quando pensávamos que o coroa estava tendo um treco, eis que percebemos que ele estava gozando pelo reto e pelo pênis ao mesmo tempo. Sujou a cama de esperma, enquanto se enfiava mais na pica de Alexandre. Todos nós rimos daquela cena inesperada. O juiz vertia lágrimas sob a venda. Decerto gozara sem querer e chorava de vergonha.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 100 Ocombinado havia sido cada um foder o cu do juiz por duas vezes. Eu já havia descansado um pouco, enquanto me tocava, ficando novamente de pau duro. Quando introduzi todo meu pênis em seu rabo, de uma só vez, ele esticou-se todo, como uma lagartixa. Depois, acho que perdeu os sentidos, pois ficou inerte o tempo todo, enquanto eu lhe fodia o cu. Mesmo quando os outros me revezaram, ele não esboçou nenhuma reação. Ao final, o policial tomou-lhe o pulso, atestando que ele estava apenas desmaiado. Restava-nos agora completar o plano de vingança. Vimos todas as fotos tiradas por Alexandre e pelo policial. Em poucas aparecia o rosto de alguém que não fosse o do juiz. Nenhuma parecia tratar-se de um estupro, e sim de um jogo sexual. Em algumas delas, notava-se claramente que o coroa estava tendo um orgasmo. Alexandre parecia conhecer a residência em todos os seus aposentos, pois foi diretamente para um micro computador em outra sala. Estava acoplado a um scanner e, sem tirar as luvas, o cara passou a digitalizar as fotos. Criou um perfil falso e postou as imagens no YouTube, com o título: JUIZ BOIOLA FAZ BACANAL EM SUA CASA DE PRAIA. Não satisfeito, voltou ao quarto, desamarrou o coroa e deitou-se nu ao seu lado, fazendo com que o corpo inerte do juiz o abraçasse. Pediu que o policial batesse mais algumas fotos. A melhor delas, uma em que o cara parecia dormir abraçando-o depois de uma noitada de sexo, postou também na Internet. Então o policial sacou uma pistola, a mesma que o juiz usou para balear acidentalmente a sapatão nossa companheira de trabalho... Quando eu pensei que ele ia atirar no coroa, o policial apenas depositou a arma perto do juiz ainda desacordado, para o meu alívio. Depois, como o combinado previamente, fomos saindo da residência, um por um, com intervalos de cinco a dez minutos
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 101 entreuma saída e outra. O primeiro a sair foi Alexandre, depois de jogar as fotos comprometedoras sobre o juiz e deixar o computador ligado justamente no site onde estavam postadas as fotografias. Cerca de quarenta minutos depois, eu me encontrava com Alexandre e Rodrigo no carro de Pietro, deixado longe à beira do caminho. O policial não demorou a se juntar a nós. Fizemos todo o percurso de volta ao Recife em silêncio, acho que todos temerosos de que fôssemos punidos pelo que acabamos de ter feito. Só relaxamos quando deixamos o policial perto de sua casa. Rodrigo e Alexandre me chamaram para tomar umas cervejas. Estávamos mesmo precisando. Paramos num bar, pegamos cada um latão de cerveja e ficamos bebendo no carro. Alexandre disse que precisava conversar e seria melhor que não pudéssemos ser ouvidos. Então me esclareceu que há muito sabia da casa de praia do juiz. Ele mesmo já lhe havia alugado o imóvel, várias vezes, quando precisou passar um final de semana com clientes do posto. Certa vez, tirara uma cópia das chaves, pensando em usá-la quando quisesse usar a casa de graça. O próprio juiz, ainda bêbado, havia pedido que a viatura o deixasse lá em Porto de Galinhas, quando foi escoltado pela polícia à tarde. Esperava que a filha houvesse ido para lá, após fugir de casa. Como não a encontrou, disse aos policiais que iria dormir um pouco, antes de voltar para o Recife. O policial que estivera conosco, afastando-se dos demais companheiros, ligou para Rodrigo, pois o conhecia desde que o rapaz era ainda criança. Ficara revoltado com a atitude do juiz em estuprar-nos e o acidente com Jane. Junto com Alexandre, o negão rumou para a casa de praia, encontrando o coroa ainda dormindo embriagado. Imobilizaram-no, vendaram e amordaçaram, depois voltaram para a capital para traçar um plano de vingança. Desde que saíram da casa, haviam chegado à conclusão de que precisariam de mim, já que eu tinha o maior e mais grosso caralho de todos. Nisso, o
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 102 celularde Alexandre tocou. Era uma irmã de nossa companheira de trabalho, que a acompanhava no hospital. Jane havia tido complicações e fora operada de urgência. Infelizmente, falecera na mesa de operação. Estávamos todos consternados. Rodrigo ligou para o policial e deu a má notícia. Ele lamentou o fato, mas disse que a moça já estava vingada. Conhecendo bem o juiz, ele não aguentaria a vergonha de ser exposto na rede. Podíamos esperar alguma notícia ao nosso favor. Como Rodrigo deixara o celular em viva-voz, todos nós escutamos essas palavras ditas em tom enigmático de profecia. Tomamos cada um mais um latão de cerveja, dentro do carro, mas o clima ficou pesado. A notícia da morte de Jane gerara um mal- estar enorme entre nós. Resolvemos ir todos para casa. Deixei Alexandre e Rodrigo onde me pediram para ficar e me dirigi para o meu prédio. Para minha surpresa, Soraya ainda estava de plantão. Sorriu contente, quando me viu. Jogou-me um beijo na ponta dos dedos. Retribuí. Quando desci do carro, perguntei por que ela ainda continuava trabalhando. Titubeou um pouco, depois disse que sua família havia viajado e ela não gostava de dormir sozinha. Era sua deixa para que eu a chamasse para dormir comigo. Fiz o convite e ela topou na hora. Mas pediu que eu subisse e a esperasse lá. Tinha o número do apartamento anotado. Não se demoraria a chegar. Quando entrei no apartamento de Pietro, dei pela falta do quadro da bela morena sendo enrabada por ele. Era o único quadro que estava faltando. Estranhei, mas não dei importância ao fato. Achei que Pietro o havia levado para o apartamento de minha tia. Estava
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 103 loucopara tomar um banho. Até me arrependi de ter convidado a loirinha da portaria, pois eu estava ainda meio chateado com a morte da nossa amiga. Mas pensei cá comigo: oportunidade às vezes não se repete. Era a minha chance de comer a danada. Ou, se fosse o caso, apenas adormeceria ao seu lado. Estava tomando um banho morno quando escutei batidas de leve na porta de entrada do apartamento. Gritei lá mesmo do banheiro, dizendo que estava aberta. Continuei tirando o sabão do corpo, com os olhos fechados para não irritá-los. Quando os abri, eis que me deparo com a loira na porta do banheiro, olhando maravilhada para mim. Nem pediu licença: foi tirando a roupa e entrando debaixo do chuveiro. Ficou de costas para mim, esfregando-se em meu pau que não demorou a ficar ereto. Sussurrou ao meu ouvido que teve tesão por mim desde a primeira vez que me viu. Olhei para seu corpo nu e fiquei impressionado com as suas belas e roliças pernas, apesar de serem um tanto musculosas. Parecia uma pessoa acostumada a malhar todos os dias. Desligou o chuveiro e caiu de boca em meu cacete, numa felação maravilhosa. Quando percebeu que eu estava achando ótima a chupada, abandonou-me no banheiro e correu para o quarto, jogando-se na cama. Corri atrás dela e atirei-me entre suas pernas. Lambi-lhe o grelo até que ela começou a gemer de prazer. Puxou-me com urgência para cima de si, apontando meu cacete para a sua vulva com a própria mão. Pediu que eu metesse com gosto, pois adorava sentir dor. Bateu em meu rosto com força e eu quase perco a concentração. Mordi- lhe um dos seios com rudeza e ela gemeu maravilhada. Depois introduzi meu cacete em sua buceta quente, fodendo-a com fúria. Tentei retirar meu pênis de sua xota e metê-lo em sua bunda, mas ela falou que não gostava daquele jeito. Mais uma vez fugiu de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 104 mim,correndo de volta ao banheiro. Alcancei-a e a abracei por trás. Ela espalmou as mãos na tampa arriada do vaso e pediu um "faz de conta". Meti em sua buceta, por trás, olhando para o seu belo rabo empinado. Gozamos quase ao mesmo tempo. Quando sentiu meu esperma dentro de si, virou-se de frente para mim e me beijou a boca com sofreguidão, me lanhando as costas com as unhas afiadas. Apertei-a com força, pela cintura, até que ela quase perdeu o fôlego. Encostei minha rola entre suas pernas. Então ela teve outro orgasmo. Tomamos outro banho demorado, ensaboando-nos um ao outro, e depois voltamos para a cama. Minutos depois, eu estava num sono profundo. Nem percebi quando a loira levantou-se, vestiu sua roupa e saiu do apartamento. FIM DA DÉCIMA QUINTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 105 BOYS-Parte XVI "Homem que se prostitui acostuma-se a disfarces. Pode ser dois, três, muitos mais. O sedutor, o carinhoso, o rude, o sadomasoquista, o bizarro, o ativo, o passivo. Personagens necessários, às vezes representados ao longo de um único dia, para satisfazer fantasias alheias. É por dinheiro. Pode ser pelo sustento, pela faculdade, pelo aluguel vencendo. Pode ser para garantir algum a mais, por um luxo, um supérfluo que se ambiciona, que o trabalho "honesto" não consegue proporcionar: a prestação do carro, um jeans de marca. Pode ser pelo pior: um anabolizante novo, uma carreira de cocaína, uma pedra de crack." ********************** O juiz acordou sentindo dores em todo o corpo. O ânus estava dilatado, inchado, quase estourado. Chorou. Não de dor, pois a dor física era suportável. O pior, para ele, não havia sido o estupro. O pior para ele tinha sido gozar levando rola. Sempre se considerava muito macho, apesar de ter um filho boiola. Um filho travesti. Um filho que, desde os onze anos de idade, quis assumir o lugar da mãe que abandonou seu pai para viver com outro. À medida em que crescia, Paulo se tornava mais parecido fisicamente com a mãe. Passou a usar vestidos, apesar de ser recriminado pelo pai. Apanhava do juiz, que detestava homossexual. Mas, mesmo assim, não deixava de se travestir. Aos dezoito anos de idade, era a cópia fiel da genitora. O corpo assumiu formas femininas, naturalmente, sem que precisasse usar nada que lhe fizesse crescer
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 106 osseios. Só a voz e o sexo o diferia de uma fêmea. Então, fez curso de teatro, para moldá-la. Queria que o pai o amasse como amou sua mãe. No início, o juiz lutava contra a sua vontade de cometer incesto. Mas o rapaz cada vez mais se parecia com sua adorada e traidora esposa. Precisou estar bêbado para concretizar sua primeira relação carnal com o filho. Depois, arrependido, quis se convencer de que o jovem estava doido e tentou interná-lo num manicômio. Paulo revoltou-se. Passou a adotar o nome de Paulette e começou a namorar todos os rapazes que conhecia. Tudo ia bem, até que descobriam que ele não era mulher. Apanhou de alguns, queixou- se ao pai e este sempre o vingava, até matando pessoalmente alguns dos seus agressores. O velho juiz fazia suas próprias leis e saia impune dos seus crimes. Parou de cometer incesto, mas passou a satisfazer sua ânsia de trepar com o próprio filho estuprando rapazes. Aí, de repente, os papéis se inverteram. Agora era o velho juiz que tomava no rabo. E tinha gozado. Isso era demais para a sua mente conservadora. A vergonha de descobrir que gostou de rola tanto quanto o filho, que sempre reprimira por gostar de homens, mexia com a sua sanidade. Pegou as fotos espalhadas pela cama e pelo chão. Em nenhuma aparecia os rostos dos seus estupradores. Não conseguia identificar quem lhe fizera tamanha afronta. Num acesso de fúria, rasgou todas as fotografias. Fez um montinho e depois tocou fogo. Então, viu sua pistola jogada sobre a cama. Pensou que era exatamente o que precisava para se livrar da vergonha que sentia naquele momento. A vergonha de ter gostado de dar o cu. A vergonha daquele sentimento que o levava a querer repetir a experiência. A vergonha de ter batido tanto no filho homossexual quando este olhava para algum homem.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 107 Não,não sentia ciúmes do filho, apesar deste ser a cópia fiel da sua ex-esposa. Aquela que ele havia assassinado quando soube que tinha um amante. Levara-a para uma praia deserta, enganando-a de que iriam fazer um piquenique. Lá, jogou álcool em seu corpo e ateou fogo, deixando-a se esvair em chamas. Um pescador, no entanto, viu a cena de longe. Temendo ser reconhecido, o juiz pegou o carro e foi embora, deixando a mulher ainda fumegante. Depois, procurou-a por tudo que era hospital, mas jamais a encontrou. Como nunca foi denunciado por ela, estava convicto de que a traidora havia morrido. Descobriu quem era seu amante e que o sujeito era casado. Então, acusou-o do sequestro e do desaparecimento da mulher. O cara ainda vive encarcerado num presídio. Pensava nisso, quando ouviu um barulho dentro de casa... Mesmo nu, foi até a sala, de onde partira o ruido, armado de pistola. Viu um sujeito com um revólver na mão. Reconheceu-o como o filho do amante de sua ex-mulher. Tentou atirar nele, mas o cara foi mais rápido. Um único tiro deu fim à vida do juiz. Acertou-o bem na boca, quebrando-lhe os dentes e estourando-lhe a cabeça. Então o agressor agachou-se sobre o corpo do coroa, tirou-lhe a pistola da mão e trocou-a pelo revólver que usara para atirar. Modificou a posição do corpo do juiz, simulando suicídio. Usava luvas cirúrgicas, logo não havia o risco de deixar impressões digitais. Localizou as cinzas das fotos queimadas e limpou-as sem deixar nenhum vestígio, jogando-as no vaso sanitário e dando descarga. Desligou o computador, onde aparecia na tela as fotografias postadas no YouTube. De volta à sala, reprimiu a vontade de cuspir sobre o corpo do defunto. Seu pai estava vingado. Era madrugada. O barulho do tiro deve ter ecoado pela praia que parecia deserta. Mas tinha certeza de que ninguém
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 108 viriaver, nem tão cedo, o que ocorrera na casa de veraneio da vítima. O assassino esgueirou-se por trás da casa, tendo o cuidado de apagar suas pegadas na areia até alguns metros de distância da residência. Depois foi embora, deixando as luzes acesas. Caminhou tranquilamente, até avistar uma viatura policial. Esta aproximou-se devagar dele, que continuou andando resoluto. Alguém abriu a porta da viatura e ele entrou, cumprimentando o policial que a dirigia, mostrando-lhe a pistola dentro de um saco. O policial resmungou algo, como se agradecendo a posse da arma. Depois disse que o assassino tinha sido muito imprudente, deixando a pistola com o juiz logo cedo, quando esteve com os rapazes para estuprá-lo. O tenente do camburão que escoltou o magistrado até a praia tinha-o visto entregar a arma ao policial assassino, e iria estranhar a pistola aparecer no local do crime. Então, o militar retornara para pegá-la de volta, trocando-a por um revólver sem identificação. Havia tempos que o militar queria vingar-se do juiz por este ter armado contra seu pai, que permanecia encarcerado num presídio. O estupro lá no motel do posto de combustível tinha sido a grande oportunidade. Por sorte, o coroa demorou a acordar do desmaio causado pela dor de ser estuprado por quatro homens bem dotados. Deu tempo a ele e ao amigo virem do Recife e ainda encontrá-lo na casa. No entanto, o tenente e outros policiais não compactuavam com sua vingança, até porque ambos deviam favores ao juiz. Só o seu amigo, também policial, disse que podia contar consigo pro que desse e viesse. E o militar confiava em seu fiel companheiro. Os rapazes jamais seriam incriminados por terem currado o filho da puta.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 109 ***************** Demanhã, logo cedo, acordei e dei pela falta da loirinha em minha cama. Pegara num sono pesado e não tinha levantado nem pra mijar. Vesti uma camisa e uma bermuda, calcei uma sandália havaiana e fui comprar pão e queijo na padaria próxima, para o desjejum. Encontrei Soraya sonolenta, na portaria. Perguntei porque não ficou comigo no apartamento e ela disse que eu apaguei logo, então preferiu voltar para a portaria. Pedi desculpas por ter frustrado sua noite de sexo e ela riu, dizendo que teríamos outra oportunidade. No entanto, esperava que eu me esforçasse mais. Ri e prometi que da próxima vez seria diferente. Voltei da padaria, peguei uma ducha, tomei café com leite, comi pão com queijo, e me vesti para trabalhar. Então meu celular tocou. Estranhei a chamada tão cedo. Atendi e ouvi a voz feminina da filha do juiz. Perguntou se eu falara com Pietro. Disse-lhe que ele se negou a encontrá-la. Pediu-me, então, pelo amor de Deus, que eu a deixasse ficar em meu apartamento só naquele dia, pois fugira de casa e não tinha para onde ir. O pai havia bloqueado sua conta no banco, já que conhecia de longa data o gerente, na esperança que ela voltasse para casa. Fiquei com pena da coitada. Deixaria ela no apartamento de Pietro até eu voltar do trabalho. E o jovem não precisaria saber disso. Dei-lhe o endereço e pedi que ela viesse logo, pois eu estava saindo para trabalhar. Pouco minutos depois o celular de Carlos, que ainda estava comigo, tocou. Era uma mensagem de voz. Estive indeciso por um momento, depois resolvi ouvi-la. A mesma voz misteriosa, de boiola, foi breve. Disse que havia mudanças de plano e que não iria mais esperar pelo cara para ajudá-lo. Faria as
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 110 coisassozinho. Menos de meia hora depois, interfonaram da portaria dizendo que alguém queria falar comigo. Pedi que deixasse subir. A filha do juiz chegou ao apartamento toda desconfiada, olhando para todos os lados. Beijei-a carinhosamente nos lábios, mas ela pareceu nem notar meu beijo. Percebendo que Pietro não estava no apartamento, meteu a mão na bolsa que usava a tiracolo e sacou de lá uma pistola. Apontou-a para mim, dizendo que eu iria levá- la até o rapaz. Eu estava surpreso, não esperava nunca essa atitude dela. Deu-me uma coronhada na cabeça, para mostrar que não estava brincando. Tentei tirar-lhe a arma das mãos e recebi um murro potente, que me jogou ao solo. Eu estava estupefato com a força da mulher. Então ouvi sua voz em timbre grave e reconheci como a do boiola que vivia ligando para Carlos. Fiquei atônito. Eu jurava que Paulette era uma mulher, ainda que possuísse uma xoxota deformada. Ela passou a usar sua voz masculina e voltou a me ameaçar com a pistola, querendo saber onde estava Pietro. A raiva de ter sido enganado por um travesti me deixou possesso. Parti novamente para cima “dela”, tentando arrancar-lhe a arma. Levei outro murro que quase me fez desmaiar. Ainda com as vistas turvas, ouvi um barulho na porta, como se esta estivesse sendo botada abaixo. Quase não reconheci a loira da portaria, de revólver em punho, dando ordem de prisão ao travesti. Este tentou apontar a pistola para a jovem, mas ela assestou-lhe um pontapé no estômago, fazendo-o soltar a arma. Paulette ainda levantou-se e tentou esmurrá-la, mas levou uma cutelada no pescoço que o fez desmoronar desacordado. Minha heroína sacou um par de algemas, virou o travesti de costas, mesmo este estando estendido no chão, e algemou-o. Eu havia me recuperado da dor do murro recebido, mas não da surpresa de ver a loira agindo como
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 111 policial.Esta sacou o celular do bolso e fez duas ligações. Pouco depois, Pietro estava no apartamento conosco. Sentou-se em uma das poltronas da sala e pediu que eu sentasse também. Iria me elucidar toda aquela situação. A loira também sentou-se e começou explicando que era policial federal. Há muito vinha empenhada numa missão para pegar o juiz, quando soube que Pietro havia sido baleado pela filha deste. Pietro, por sua vez, esclareceu que conhecia Paulette desde que ainda se chamava Paulo. Estudaram juntos no mesmo colégio. O cara se apaixonara por ele e declarara sua paixão para todos na escola, deixando-o constrangido. Depois disso, passou a se vestir de mulher, assumindo de vez sua sexualidade. Mas Pietro, no entanto, nunca lhe correspondeu o amor, apesar de ter transado com ele várias vezes. Paulette passou a pagar ao cara para ter sexo, tornando-se o primeiro cliente de Pietro. Morria de ciúmes dele com as mulheres. Foi quando fez uma mal sucedida operação de troca de sexo, resultando na extirpação do pênis e simulação de uma vagina, que acabou ficando deformada. Mesmo assim, Pietro não se interessou pelo transexual, que acabou odiando-o. Paulette conheceu Carlos, o amigo inseparável de Pietro, e passou a tê-lo como amante. Sabendo que o jovem vivia sempre atrás de dinheiro, propôs-lhe uma grande quantia em troca da morte do rapaz. Carlos, no entanto, fingiu aceitar o trato mas ligou para Pietro, alertando-o. Sem acreditar que o travesti fosse capaz de feri-lo, Pietro marcou um encontro com ele querendo demovê-lo da ideia e esclarecer que jamais seria seu amante, pois gostava mesmo era de mulher. Irritada com essa declaração, Paulette atirou no rapaz, dentro do carro dele. Esperou que Carlos sequestrasse o juiz e o dopasse, de modo a deixá-lo ao lado de Pietro, como se tivesse sido ele a atirar no jovem, mas o amante
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 112 nãocumpriu o combinado. Havia pouco tempo que ela tinha abandonado o rapaz moribundo, quando encontrei Pietro baleado. Depois de recuperado, este ligou para a polícia e contou o ocorrido. A loira foi designada para trabalhar no prédio, fingindo- se de porteira, pois a polícia desconfiava que o transexual chegaria até lá para terminar seu serviço. Pietro deixara uma fotografia com a loira Soraya (a foto que havia desaparecido do seu quarto) para que esta o reconhecesse assim que o visse. A policial deixou-a entrar, deu um tempo e subiu, pegando-a em flagrante bem na hora em que Paulette apontava a arma para mim. Fim da história. Eu estava envergonhado por não haver percebido que quase me apaixono por um travesti. Disse isso a Pietro e ele riu à vontade da minha cara. Amenizou, afirmando que o cara havia feito um curso de entonação de voz, tornando-a bem feminina, por isso eu havia sido enganado. A xoxota, mesmo deformada, também havia me tirado de tempo. A loira levantou-se e pediu-nos para tomar um banho demorado, pois estava a três dias sem dormir, e Pietro ofereceu sua cama a ela, no quitinete. Eu já poderia voltar para o meu quarto, no apartamento de minha tia. Mas Soraya preferiu ir para casa, contanto que eu fosse com ela. Eu disse-lhe que precisava ir trabalhar e ela contou sobre a morte da funcionária do posto de combustíveis, assassinada pelo juiz. A irmã dela havia denunciado o magistrado e este estava sendo procurado pela polícia militar e pela federal. Por não ter licença para funcionar como motel, o posto seria fechado. Dito e feito. Esperamos que a polícia recolhesse o travesti e depois pegamos o carro de Soraya, o que estivera o tempo todo atravessado na garagem do prédio. A loira explicou que foi a maneira que achou para conhecer os moradores do condomínio, que vinham reclamar do veículo mal estacionado. A caminho da casa dela, passamos
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 113 peloposto. Havia intensa movimentação da polícia e faixas de aviso de que o estabelecimento estaria interditado por tempo indeterminado. A residência de Soraya era luxuosíssima, situada na orla de Porto de Galinhas. Tive um arrepio quando passamos próximos à casa do juiz, lembrando-me do ocorrido à noite, mas não havia nenhuma movimentação na frente. Até então, nem eu nem a loira sabíamos do assassinato do coroa. Liguei a enorme TV da sala, enquanto ela tomava um demorado banho. Então, vi os telejornais. Todos noticiavam a prisão do transexual, a morte da frentista atribuída a seu pai e o desaparecimento do juiz. Passavam imagens ao vivo do fechamento do posto e da prisão do seu proprietário. Eu estava, mais uma vez, desempregado. Mas nem tudo era tristeza. Tirei minhas roupas e fui até o banheiro. A loira parecia estar me esperando. Beijou-me longamente, levando a mão ao meu pênis. Eu já estava excitado. Meti a mão na sua vulva molhada, cheirando a sabonete. Abaixei-me e beijei-a ali. Ela pousou um pé em meu ombro, abrindo bem as pernas. Lambi-lhe o grelo até sentir que estava prestes a ter um orgasmo. Ela puxou minha cabeça para sua xoxota, quase me sufocando. Depois virou-se de costas, pedindo que eu novamente fizesse o “faz de conta”, pois havia adorado. Ao invés disso, encostei minha glande eu seu cuzinho apertado, mesmo ela reclamando de que não queria por ali. Deixei meu pau recostado na sua regada enquanto lhe lambia e beijava a nuca. Ela foi ficando cada vez mais excitada. Tentou levar meu pau à sua greta, por trás, mas corri para a cama, pegando-a de surpresa. Ela correu atrás de mim, acusando-me de fugir de mulher. Pediu que eu metesse em sua buceta carente e eu disse que só queria cu.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 114 Jogou-mena cama e me imobilizou com dois pares de algemas, prendendo-me ao leito. Também me amarrou os pés com tiras de tecido, deixando-me à sua mercê. Depois subiu sobre mim e ficou esfregando o rabo no meu pau, mas sem deixar que eu o introduzisse em si. Montou no meu cacete e cavalgou-me, até perceber que eu estava por gozar. Retirou meu caralho da vulva e apontou-o para o seu ânus, enfiando-se em minha glande. Deu um gritinho de dor e desistiu, me deixando ansioso por enrabá-la. Chupou meu pau até eu quase gozar na sua boca. No entanto, parou quando eu já sentia o gozo beirar à glande. Depois, pegou as chaves das algemas e jogou sobre meu peito. Disse que, se eu conseguisse me soltar sozinho, poderia fazer dela o que quisesse. Então, saiu do quarto e deitou-se no sofá da sala, dizendo que eu não demorasse muito, pois ela estava morrendo de sono... FIM DA DÉCIMA SEXTA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 115 BOYS– Parte XVII "A ideia era assumir o risco do desconhecido para decifrar o que leva mundos aparentemente tão distantes e inconciliáveis se deitarem na mesma cama. A busca, a seleção, a negociação, o acerto. O medo, a expectativa, o frio na barriga. O impulso de desistir, a curiosidade que faz confirmar hora e lugar. A sensação de viver, mesmo que por uma noite, mesmo que de mentira, a fantasia do sexo pago." Assim a repórter Ciara Carvalho começou a descrever, numa reportagem especial, sua experiência de três noites, se despindo dos preconceitos e se permitindo a entrar no jogo da sedução. Acompanhando o boy que contratou para levá-la numa certa noite de terça-feira, num bar, depois num motel, onde mais do que ouvir o que os clientes tinham a dizer, queria ela mesma ter sua história para contar. *********************** Por mais que tentasse, não consegui me libertar das algemas que me prendiam à cama. Acabei desistindo, quando percebi que Soraya já ressonava deitada no sofá da sala. Sem mais nada a fazer, dormi também. Acordei com as mãos e pés livres e sentindo um cheirinho bom de comida. Ela estava na luxuosa cozinha, preparando uma lasanha ao molho branco. Veio até mim e beijou- me carinhosamente a boca. Eu ainda estava excitado e quis dar uma foda naquele instante. Ela retrucou que teria que ir trabalhar
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 116 edeveríamos almoçar, pois o almoço logo estaria servido. Tive que me contentar com a chupada deliciosa que ela me deu na glande, até finalmente ejacular em sua boca. Chamou-me para um banho rápido juntos tendo o cuidado de evitar as minhas investidas em seu sexo lá no banheiro. A lasanha estava saborosa. Ao término do almoço, ela correu para se vestir, dizendo que eu poderia permanecer em sua residência até que regressasse, por volta das oito da noite. Preferi retornar outro dia. Peguei uma carona com ela até o Centro do Recife, onde fica a sede da Polícia Federal, e nos despedimos com um demorado beijo de língua. Peguei um ônibus em direção ao meu apartamento e dei uma olhada na caixa postal do celular. Havia duas novas mensagens, ambas enviadas por volta das onze da manhã. Numa delas, Alexandre marcava um encontro no início da tarde, no mesmo bar de sempre. Na outra, Carlos dizia ter esquecido com quem deixara o seu celular, até que viu a notícia da prisão da filha do juiz, nos telejornais. Queria o aparelho de volta. Perguntou se eu podia encontrá-lo no bar onde eu estivera com Patrícia por volta das cinco da tarde. Saltei do ônibus perto do local de encontro com Alexandre, pois já passava das duas da tarde. No bar, ele já me esperava com Rodrigo e o policial que nos acompanhou na curra ao juiz. Pressenti problemas. Cumprimentei todos e sentei. Encheram meu copo e fiquei esperando a bomba. O policial disse baixinho em meu ouvido que eu deveria ter um álibi para a noite em que estivemos em ação juntos. O tenente decerto iria nos interrogar, achando que tínhamos algo a ver com o estupro do juiz, já que éramos companheiros de trabalho da jovem assassinada lá no motel do posto de combustíveis. Dei um suspiro aliviado. Pra que álibi melhor para mim do que ter dormido com uma policial
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 117 federal?Contei minha aventura com o travesti e todos caíram na gargalhada. Achavam que eu sabia que o cara era um baitola. Eles é que não sabiam que Paulette havia feito uma operação de mudança de sexo. Ficaram boquiabertos com a notícia. Pediram desculpas por me gozarem. Com uma xoxota entre as pernas, quem não a conhecesse não dava mesmo para desconfiar. Aí o militar confidenciou que o tenente havia ido com uma viatura para Porto de Galinhas, à procura do juiz, que estava sendo acusado de assassinato pela irmã de Jane. Tomamos algumas cervejas e depois eu me despedi deles, dizendo ter um compromisso. De lá, parti para o bar onde tinha marcado com Carlos. Encontrei-o acompanhado de um casal jovem. Achei que eram clientes dele, mas o cara apresentou-os como dois repórteres do Jornal do Commercio: a jornalista Ciara Carvalho e o fotógrafo Miguel Rios. Falou para eles que eu tive participação na prisão do travesti e quiseram saber direitinho da história. Contei a minha versão enquanto o cara tirava fotos e a jovem anotava o que eu dizia numa caderneta. Entreguei o celular de Carlos e cochichei no seu ouvido que havia uma mensagem comprometedora que ele deveria ouvir sozinho. Acho que ele entendeu o recado, pois enfiou imediatamente o aparelho no bolso da calça. Então a repórter perguntou se podiam começar a entrevista. Carlos perguntou se estavam com o pagamento acertado. A jovem entregou um envelope lacrado, que ele nem se preocupou em abrir. Esteve por mais de duas horas respondendo as perguntas dos jornalistas sobre sua vida de garoto de programa, os pontos principais de atuação dos boys na cidade, dando uma verdadeira aula sobre psicologia. O cara realmente entendia da natureza humana. Eu e os repórteres ficamos impressionados com a sua
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 118 sapiência.A memória do pendrive acoplado ao pequeno gravador usado pela jornalista acabou e ela teve que marcar outra entrevista com o boy. Ele cobrou um cachê mais alto para levá-los numa turnê pelos lugares onde podiam ver os diversos tipos de garotos de programa em ação. Os repórteres toparam o acordo e ficaram de se encontrar no mesmo local, no dia seguinte. Só quando a dupla saiu é que Carlos abriu o envelope. Contou finalmente o dinheiro, separando uma quantia. Disse que aquilo era para a gente torrar de bebida naquela noite. Pediu uma rodada de cervejas para todos no bar. Não havia muitas mesas ocupadas àquele horário, mesmo assim o garçom pediu o pagamento adiantado. Ele colocou duas notas de cinquenta reais na mão do sujeito e pediu um prato de picanha bem grande para a nossa mesa. Disse para o cara ficar com o troco. O garçom saiu contente e não demorou muito a servir o nosso pedido. A carne estava deliciosa. Depois de enchermos a pança, ficamos bebericando umas cervejas bem devagar. Então ele me perguntou como havia sido o lance com o juiz e a “filha” dele. Contei tudo, desde o dia em que encontrei Pietro baleado, omitindo o detalhe de ter-lhe fodido a esposa. Falei também dos telefonemas que atendi em seu celular, onde o travesti cobrava sua participação para matar Pietro. Ele disse que desde o início havia denunciado o plano do homossexual ao amigo, mas este não acreditou que a bicha pudesse lhe fazer mal. Então, fingiu que estava do lado de Paulette para continuar avisando o rapaz das intenções “dela”.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 119 Confessou-meque sempre sentira inveja de Pietro por ele ter muito mais clientes do que todos os garotos de aluguel que conhecia. Não sabia como o cara conseguia ser tão popular, tanto com fregueses gays quanto clientes mulheres. O boy parecia estar sendo sincero, então encerramos o papo por ali. Não havia motivo para desconfiar de que traísse o amigo. A bebida já estava fazendo efeito em mim, então nos despedimos. Ele exigiu que eu estivesse no bar na tarde seguinte, naquele mesmo horário, para fazermos uma turnê pelas saunas e cinemas pornôs da cidade, junto com os repórteres. Pelo visto, não sabia que eu estive em sua casa e trepei com sua esposa. Fiquei aliviado. Temia entrar em choque com ele por causa disso. Quando me dirigia para casa, eis que meu celular toca. Era a doutora Terezinha dizendo ter uma surpresa para mim. Queria que eu fosse imediatamente para o seu apartamento. Disse-lhe estar um pouco bicado, pois bebera com uns amigos, mas ela fez questão de que eu me dirigisse para lá. Garantiu que eu não iria me arrepender. Peguei um ônibus e fui para a residência dela. Quem abriu a porta para mim foi a sua paciente. Fiquei abismado com a sua recuperação. Tinha a pele quase sem vestígios de queimadura, apesar de ainda estar careca. Mas já dava para ver seus pelos loiríssimos enchendo o couro cabeludo. A pele, apesar de ainda rosada, deixara de ter o tom avermelhado de queimaduras recentes. Não demoraria muito a estar totalmente curada das cicatrizes causadas pelo fogo. Beijou-me a boca carinhosamente, dizendo que eu iria ficar muito contente com a surpresa que a médica havia me preparado. E eu que pensava que a novidade era a sua franca recuperação. Então vi o homem sentado na cama, ao lado da bela e gostosa doutora. Tinha a pele tão rosada quanto à da mulher que me abrira a porta, além de uma expressão ansiosa no olhar. Quando me viu, levantou-se e caminhou sorridente em
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 120 minhadireção. Deu-me um abraço apertado, até emocionado. Então a coroa apresentou-o como sendo meu pai. Quase caio de costas. Eu não o conhecia. O que sabia dele é que tinha me abandonado assim que minha mãe faleceu, ao me dar à luz. Eu estava trêmulo e ele também. Olhei interrogativamente para a médica e ela pediu que ambos nos sentássemos. Explicou que o coroa à minha frente era um cientista de renome na Europa, e que estava empenhado numa pesquisa sobre regeneração de pele, voltada para pessoas com queimaduras graves. Meu pai tomou-lhe a palavra. Pediu-me perdão por me ter abandonado quando eu nasci, mas falou que teve um forte motivo para isso. Contou que amava a minha mãe, e deixou-a aos cuidados de minha tia, que era uma excelente obstetra. Não sabia que a irmã era viciada em drogas. Houve complicações de parto e ela, por estar chapada, não foi capaz de salvar sua adorada esposa. Sua dor pela perda da mulher amada foi tão grande que ele tentou o suicídio, ateando-se fogo. Não conseguiu se matar e ganhou queimaduras pelo corpo todo. Como tinha bastante dinheiro, sua família o transferiu para a Europa, de modo que fizesse um tratamento intensivo. Demitida do hospital por atuar drogada, minha tia tornou-se cada vez mais viciada, enquanto meu pai permaneceu na França. Ele então se empenhou nas pesquisas genéticas que o velho médico que o tratava desenvolvia. Com a morte deste, herdou o laboratório e a incumbência de continuar os estudos sobre regeneração de pele, até que finalmente descobriu uma fórmula capaz de recuperar totalmente os tecidos.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 121 Asociedade médica francesa, no entanto, não acreditava na eficácia da fórmula, que era um composto a base de esperma masculino que, aplicado nas veias, regenerava os tecidos de dentro para fora do corpo. Meu pai foi ridicularizado várias vezes por cientistas mundiais até que, num acesso de loucura, ateou-se fogo pela segunda vez e passou a usar sua própria fórmula para se curar, querendo provar a eficácia do tratamento. A doutora Terezinha era a sua assistente na França e quem conseguia diariamente espermas masculinos para a reprodução do composto e para passar em todas as partes queimadas. A recuperação foi milagrosa e meu pai provou a sua teoria para a sociedade científica. No entanto, a dor causada pelo esperma espalhado pelo corpo, reagindo com o composto inoculado, era terrível. Além, claro, do constrangimento sofrido pelo paciente, principalmente do sexo masculino, em ter seu corpo coberto por esperma in natura, diariamente, até a cura. O tratamento foi suspenso e proibido na Europa, até que a doutora conheceu Estela, uma jovem senhora que tivera quase oitenta por cento do corpo queimado pelo marido, um renomado juiz, que lhe ateou fogo durante um piquenique, numa praia deserta. Salva por um pescador, esteve muito tempo internada sigilosamente numa clínica pertencente à doutora Terezinha, que voltara ao Brasil depois da proibição do tratamento inédito contra queimaduras. Acreditando na fórmula do meu pai, Estela seguiu-lhe o exemplo ateando novamente fogo ao próprio corpo. Passou a ser tratada intensivamente e sigilosamente pela doutora Terezinha, e finalmente os resultados do tratamento se mostraram incontestáveis. O melhor, disse-me ele, é que o tratamento rejuvenescia o paciente a olhos vistos. Ninguém diria que a mulher queimada à minha frente tinha mais de trinta anos, quando na verdade iria completar
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 122 cinquentaprimaveras. Eu estava estupefato. Olhei demoradamente para meu pai e ele também aparentava bem menos idade, apesar de eu saber que ele também beirava meio século de vida. Aí, o coroa me fez uma surpresa ainda maior: disse que viera da França para fazer uma série de exames comigo, pois fora constatado que meu esperma era muito mais cicatrizante que os demais coletados. Então, queria que eu fosse contratado pelo laboratório francês para intensificar as pesquisas. Eu iria ganhar muito dinheiro indo para a Europa com ele. Nesse momento, percebemos que Estela estava agoniada. Suava copiosamente e se tremia toda. Meu pai levantou-se depressa e abriu o zíper da calça, botando seu caralho para fora. Tirou apressadamente as roupas da paciente e deitou-a no sofá. Arriou as próprias calças e posicionou seu pau em direção à vagina dela. Eu olhava surpreso para o tamanho do seu cacete, uns cinco centímetros maior que o meu. Eu tinha mesmo a quem puxar. Meu pai olhou para mim e disse que eu não ficasse ali parado. Mandou- me tirar a roupa e me posicionar perto da mulher. Deveria ejacular nela, pois já passava da hora de aplicar a injeção do composto na paciente. A doutora Terezinha já correra depressa a uma das dependências do apartamento e voltava com uma seringa cheia de um líquido viscoso e esbranquiçado. Fiz o que o coroa mandou e Estela agarrou-se à minha rola com as duas mãos, enquanto meu pai lhe fodia a xoxota. A mulher chupou-me com gula, masturbando-me ao mesmo tempo. Começou a gozar, tendo o cacete dele todo metido em sua vagina. Masturbou-me mais depressa, na ânsia de que eu gozasse em seu corpo. Dizia que sentia muito calor. Meu pai retirou o pau de dentro e gozou sobre seu ventre. Eu também não demorei muito a gozar, enquanto a médica espalhava nossos espermas por toda a pele da mulher. Esta relaxou e dormiu quase que imediatamente.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 123 Aindaofegante, meu pai sentou-se e admitiu o efeito colateral da fórmula. Ela atuava enormemente na libido feminina, deixando a paciente doida para foder com urgência. Parecendo não dar mais atenção a quem estava por perto, foi até uma valise e tirou dela uns papéis. Começou a estudá-los, fazendo umas anotações. A doutora sorriu docemente e voltou sua atenção para mim. Agachou-se à minha frente e levou meu pau à boca. Aos poucos, fui ficando novamente excitado. Ajoelhou-se numa ponta do sofá e pediu que eu a penetrasse por trás. Nem precisou repetir o pedido. Doido pra comer um cu, desde que estive com Soraya, acachapei meu falo teso bem no meio da sua regada. Ela gemeu de satisfação. Então começou a remexer a bunda, me levando á loucura... FIM DA DÉCIMA SÉTIMA PARTE
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 124 BOYS– Parte final O jantar demorou um pouco a ser servido, pois ainda tive que comprar gás de cozinha no posto mais próximo. No entanto, a doutora Terezinha fez uma sopa pra ninguém botar defeito. Estávamos acomodados à mesa da sala, assistindo televisão, enquanto jantávamos. Meu pai disse não estar com fome, mas sabíamos que ele não queria era parar seus estudos na fórmula, pretendendo ajustá-la para que sua paciente não ficasse tão ansiosa para receber o líquido espesso e esbranquiçado nas veias. À mesa, estávamos todos calados, saboreando a deliciosa sopa. Só Estela tinha os olhos vidrados na TV, que estava quase sem som, para não incomodar nossa refeição. Tinha a colher suspensa, sem que tivesse completado o movimento de levá-la à boca. Estava tensa e suava copiosamente. Será que estava na hora de aplicar-lhe outra dose da fórmula? E será que eu teria que ejacular-lhe o corpo quando nem acabara ainda de digerir meu jantar? Quando já ia chamar meu pai, percebi que o que a incomodava era o que se noticiava naquele momento no telejornal. Catei o controle remoto e aumentei o som do aparelho. Paulette era assediada pelos jornalistas, acusada de parricídio. Eu nunca tinha ouvido aquela palavra, e só fui entender o seu significado quando apareceu a foto do juiz, noticiando sua morte de madrugada. Sabiam que o jovem, preso primeiramente pela tentativa de assassinato de um boy, era transexual e vivia sendo espancado pelo pai homófobo. De início, segundo o telejornal, acreditavam que o magistrado havia praticado suicídio depois de ter baleado acidentalmente uma funcionária do posto de combustíveis, fechado logo após pela polícia. No entanto, a polícia federal descartara essa hipótese por não ser perfil do velho
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 125 juiz,acostumado a fazer justiça com as próprias mãos. Como este, segundo informações dos policiais militares que o escoltaram até sua casa de praia, estava revoltado com a fuga de casa do filho travesti, decerto por ter-lhe espancado um dia antes de morrer, creditavam a Paulette a autoria do crime. O jovem chorava, eximindo-se do assassinato do próprio pai, apesar de admitir a tentativa de homicídio contra o garoto de programa. Ninguém diria que aquela imagem que passava na TV não pertencesse a uma mulher. Paulette esbanjava charme feminino, mesmo em situação tão adversa. Aí olhei para Estela... Ela também chorava, e seu rosto naquele momento era a cópia fiel do de Paulette, apesar da diferença nos cabelos: a paciente da doutora Tereza tinha apenas uns pelos loiríssimos no couro cabeludo. Já o transexual, possuía uma vasta cabeleira negra. Mas o formato do rosto, a cor dos olhos, o nariz e até o furinho no queixo eram idênticos. Só então a doutora Terezinha percebeu o que se passava e chamou meu pai. Explicou a ele que o travesti era filho do juiz que ateara fogo à sua paciente. Olhei estupefato para Estela. Ela aparentava ser bem mais jovem que o filho homossexual. O tratamento do meu pai realmente rejuvenescia as pessoas queimadas. Ajudei a levar Estela para o quarto, pois ela não se sentia bem. Perguntava por um Luís Carlos, que parecia ter sido o amor da sua vida. A doutora lhe disse que o cara estava preso já havia anos, acusado do desaparecimento da esposa do juiz. Estela desabou no choro. Não sabia que seu ex-amante havia levado a culpa pelo seu sumiço. Queria visitá-lo no presídio. Concordamos em levá-la no dia seguinte, pela manhã. Eu me sentia incomodado com aquela situação. Não queria que Estela visitasse o cara sacaneado pelo velho juiz. Acho que estava com ciúmes. Acredito que me apaixonei pela senhora com jeito de
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 126 mocinha.No entanto, com corpo até mais formoso do que aquele pelo qual tarei, quando não sabia que Paulette era um travesti. Não, não era paixão. Era tesão puro. Olhei para o corpo apenas vestido de baby doll, estendido sobre a cama, e meu pau ficou logo pulsante. Nem percebi que a jovem senhora também olhava para mim. Puxou-me pela mão para perto de si. Disse-me que percebera o ciúme em meus olhos, mas garantiu que também gostava de mim. Pediu-me que não temesse seu antigo amante. Apenas, ela achava que devia-lhe uma visita e que faria de tudo para tirá-lo da prisão. Como prova, ergueu-se da cama e beijou- me na boca. Meu pai e a doutora se retiraram do quarto, fechando a porta e deixando-nos a sós. Estela apalpou meu pênis ereto por fora da calça, enquanto beijava-me os lábios com carinho. Depois meteu a mão dentro da minha roupa, fazendo o mastro pular fora. Despiu-me devagar, sem a pressa costumeira de fodermos com urgência. Sua boca em meu pênis sugava com leveza, e não com gula, tornando a felação mais gostosa. Tentei lamber-lhe os seios, porém ela impediu. Disse que naquela noite só ela me daria prazer, pois eu já havia proporcionado muito a ela. Deitei na cama e relaxei, deixando que ela me lambesse o pau em toda a sua extensão, sem nenhuma pressa. Ah, como sua língua era deliciosa! Estreitou meu cacete entre os seios redondos e firmes, numa foda à espanhola. Depois, finalmente sentou-se em meu falo e se enfiou nele bem devagar, deixando-o escapar algumas vezes, empalando-se com certo esforço, mas sem parar nunca de tentar introduzi-lo até o talo, até conseguir seu intento. Iniciou um galope suave, gemendo baixinho, tendo-me todo dentro dela. Olhei para o seu rosto. Tinha os olhos fechados e uma expressão de menina na face. Os seios estavam bem empinados. As curvas do seu corpo eram perfeitas. Afastei esses pensamentos para não gozar logo. Dessa vez, passei mais de meia hora copulando sem chegar ao orgasmo. Até que ela,
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 127 todatrêmula, pediu que eu explodisse em gozo dentro de si. Pela primeira vez, não espalhou meu esperma em seu corpo, preferindo tê-lo todo bem profundo em sua bunda. Foram orgasmos prolongados, o meu e os dela. Então, finalmente desabamos na cama. ********************* No dia seguinte, enquanto meu pai e a doutora levaram Estela para visitar o presídio, resolvi dar a notícia de minha viagem para a França a minha tia. Achei que Pietro já havia voltado para o seu próprio apartamento e abri a porta sem muito cuidado. Flagrei minha tia, seu namorado e o rapaz em plena cópula, no sofá da sala. Minha tia Olga chupava o garoto de programa, enquanto o namorado se posicionava atrás do jovem e lambia-lhe a... xoxota!? Quando me viu, Pietro assustou-se e sentou-se no sofá, escondendo o sexo com as mãos. Depois as retirou devagar, ainda meio tímido, dizendo que já estava na hora de eu saber a verdade. Mostrou-me um pênis de bom tamanho encimando uma vagina perfeita, com grelo e tudo. Quando eu pensava que o cara era mais um transexual, minha tia explicou que ele era hermafrodito. Entendi naquele instante que o sucesso que Pietro tinha, com homens e mulheres, devia-se à sua condição especial. Com uma vagina e com um pênis, poderia atender aos dois sexos, como fazia com minha tia e seu amante. E o cara não tinha pinta de bicha, prevalecendo a sua parte máscula. Não contive a minha vontade de rir. Ele não ficou chateado. Perguntou se eu queria examinar seu sexo de perto. Ajoelhei-me entre suas pernas e toquei-lhe com os dedos a vagina ainda encharcada das lambidas do namorado da
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 128 minhatia. Percebi que ele ainda tinha o hímen intacto, mas o médico viciado em drogas explicou-me que o seu sexo tinha membrana complacente. De fato, enfiei um dedo na vulva de Pietro e, mesmo com dificuldade, varei-lhe o cabaço. Quando retirei minha falange, o buraquinho fechou-se quase que totalmente outra vez. Tornei a enfiar meu dedo ali. Ele perguntou- me se eu não queria meter-lhe meu enorme caralho. Fiquei meio sem graça, mas não quis perder aquela experiência inédita. Minha tia lambeu-me a glande e depois apontou para a vagina hermafrodita. Fui enfiando devagar, ele de vez em quando pedindo que eu não o machucasse. Seu semblante mudara visivelmente, agora demonstrando expressões femininas. Fiquei mais excitado com isso. Comecei a movimentar meu pau devagar, enquanto minha tia postava-se com a buceta perto da boca do rapaz. Seu namorado sugava-lhe os seios e ela o masturbava, enquanto o jovem lambia-lhe a vulva. Eu já estava com o pau quase todo dentro de Pietro, copulando em sua vulva com estocadas firmes. Ele começou a morder meu pênis com o sexo, tal qual uma mulher bem experiente. Então, eu finalmente explodi dentro daquela encharcada e quente xoxota, como se estivesse fodendo com a mais gostosa das mulheres. Depois de mais descansados, dei a notícia da minha partida. Minha tia ficou chorosa. Gostaria de reencontrar meu pai, mas temia que ele ainda não a tivesse perdoado pela morte de minha mãe. Prometi arranjar um encontro entre os dois. Pietro pediu-me que eu não partisse antes que ele pudesse organizar uma festa de despedida para mim. Fiquei contente, pois minha tia nunca fizera uma comemoração em minha homenagem, nem sequer nos meus aniversários. Disse-lhe que não iria sem essa festa. Ele
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 129 imediatamentepassou a ligar do seu celular para algumas pessoas, enquanto eu ia tomar um banho. Então, meu próprio celular tocou. Era Soraya, a policial federal. Queria se encontrar comigo, pois tinha uma coisa muito chata a me dizer. Marcamos de nos encontrar num barzinho perto do prédio onde moro. Uma hora depois, estávamos tomando a segunda garrafa de cerveja e ela ainda não criara coragem para me dizer o que queria. Finalmente, retirou da bolsa um envelope contendo umas fotos e me mostrou. Eram imagens copiadas da Internet e ela apontou uma delas. Disse ter reconhecido imediatamente o meu corpo enrabando o juiz, apesar de não aparecer meu rosto. Queria que eu denunciasse meus cúmplices. Acreditava que eu e meus amigos estivéssemos chantageando o velho magistrado. Gelei. Porém, percebi que ela nem desconfiava que os outros rapazes que apareciam na foto eram o policial e meus companheiros do posto de combustíveis. Então neguei que soubesse do que ela estava falando. Olhou fixamente em meus olhos e me deu um aviso: iria até o fim para descobrir a autoria das fotos e todos os envolvidos. Se eu tivesse algo a ver com aquilo, que fugisse para bem longe. A polícia federal a havia incumbido do caso e ela não gostaria de ter que me prender. Agradeci-lhe o aviso e falei-lhe do meu pai. Contei-lhe das suas experiências na França e da proposta que fizera para ir com ele. De qualquer maneira – disse-lhe – eu já iria partir mesmo. Com os olhos marejados de lágrimas, garantiu-me que a única chance de eu não ser preso era permanecendo sempre por perto dela. Tornei a negar participação no estupro, e apontei a expressão no rosto do juiz em todas as imagens. Ele parecia estar adorando ser enrabado. Ela esteve analisando detidamente cada uma das fotografias, depois concordou comigo. Separou uma das fotos e me entregou. Era justamente aquela que tinha adivinhado
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 130 sereu fodendo o rabo do magistrado. Mandou-me dar um fim a ela, depois de escrever algo no verso. Tentei ler, mas ela me impediu, dobrando o papel e colocando em meu bolso. Depois pagou a conta total e foi embora. Quando ela saiu, retirei a foto do bolso e finalmente li o que tinha no verso. Estava escrito: TE AMO. CONFIE EM MIM E NÃO SE ARREPENDERÁ. Gelei mais uma vez. A policial estava mesmo desconfiada de mim, e certamente descobriria quem eram meus cúmplices. Fiquei algum tempo pensativo, depois liguei para Alexandre. Pedi que todos viessem até o bar pois eu precisava falar com eles. Menos de vinte minutos depois, estávamos reunidos. Perguntei pelo policial, mas Rodrigo disse que ele precisou ir até o presídio resolver uma bronca. Contei-lhes das suspeitas da policial federal e eles ficaram apavorados. Ligaram para o policial e contaram o que ouviram de mim. Ele respondeu que logo estaria conosco. Chegou acompanhado do seu amigo, também policial, e sentaram-se com a gente. Mais uma vez eu expliquei a situação e estivemos discutindo o assunto até que chegamos à conclusão de que deveríamos contar tudo à policial federal. Diríamos que tudo não passou de uma vingança, por o juiz ter nos agredido e atirado na nossa companheira. Liguei para Soraya e pedi que ela voltasse ao bar. Precisávamos conversar. Enquanto a loira não chegava, o policial resolveu me contar o porquê da sua rixa com o velho magistrado. Quando começou a falar do pai encarcerado por conta de uma armadilha preparada pelo juiz, condenando-o pelo desaparecimento da esposa, liguei logo sua história com o que ouvira no telejornal no jantar do dia anterior. De fato, ele disse que havia ido até ao presídio, depois de uma informação de que a mulher desaparecida estava viva e fora à penitenciária visitar seu pai. Agora, uns advogados estavam
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 131 cuidandoda soltura dele. Eu não quis dizer ao cara que estava comendo a amante do pai dele. Principalmente porque ela tinha mais do dobro da minha idade. Foi quando ele disse que o processo de soltura do pai podia demorar, pois a reaparecida aparentava ser tão jovem que seria difícil provar sua identidade. Quando eu ia falar das experiências do meu pai, Soraya chegou sorridente. Beijou-me a boca e agradeceu por eu resolver contar-lhe a verdade. Fiquei surpreso com sua segurança em me dizer aquilo. Tirou um gravador da bolsa e ligou-o. O bar estava vazio, por isso não se preocupou ao aumentar um pouco o volume. Minha voz foi ouvida a partir do momento em que liguei pros rapazes. Depois, toda a nossa conversa se desenrolou no pequeno gravador. Estávamos todos muito surpresos. Aí ela meteu a mão no meu bolso e sacou de lá meu celular. Abriu-o e retirou-lhe um minúsculo microfone de dentro. Eu estivera grampeado o tempo todo, sem saber. Ficamos apreensivos, depois dessa descoberta. Mas ela me beijou os lábios novamente e disse para ficarmos tranquilos. Não iria entregar ninguém, já que havíamos combinado de contar tudo a ela. O policial pediu a palavra e enumerou os vários abusos cometidos pelo magistrado, inclusive a prisão do seu pai, sob suspeita de ter- lhe assassinado a esposa e escondido o corpo. Agora, a história que a mulher contara lá no presídio, ao visitar o prisioneiro, era totalmente outra. O juiz decerto seria condenado por tentar assassiná-la ateando-lhe fogo, se já não estivesse morto. Soraya prometeu interceder por ele, seu pai e por todos nós, perante as investigações da polícia. Claro que o policial omitiu-nos ter matado com um tiro o magistrado. Mas isso depois seria descoberto pela própria polícia militar. O cara perderia a farda e
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 132 seriarecolhido a uma unidade do Cotel, a penitenciária para reabilitação de policiais. Porém, logo seria posto em liberdade. Depois de tomarmos umas cervejas, Soraya conduziu-me em seu carro até o edifício onde mora a doutora Terezinha. Não quis subir comigo, dizendo estar apressada para um compromisso. Passaria para me pegar mais tarde. Subi e encontrei um clima pesado dentro do apartamento. Estela disfarçou, mas percebi que estivera chorando até então. Perguntei o que se passava. Meu pai respondeu que ela desistira de ir conosco para a França e, sem ela, não poderia provar suas descobertas na medicina. O motivo da sua desistência era que descobrira ainda estar apaixonada pelo ex- amante, preso sob acusação de tê-la assassinado. Eu me senti melhor com essa informação, já que preferia a policial. Sentia tesão pela enferma, mas gostava mesmo era rudeza feminina de Soraya. Perguntei se meu pai não poderia apresentá-la à comunidade científica francesa e depois trazê-la de volta, sem precisar interromper o tratamento. Estela se prontificou a ir conosco para a Europa assim que conseguisse libertar o amante. E assim ficou acertado. Mais tarde, falei-lhe sobre o desejo de minha tia em se reconciliar com ele. Meu pai ainda estava magoado. Negou-se ao reencontro. Compreendi que ainda não era o momento dele perdoar minha tia, pois certamente não iria gostar de saber que ela continuava uma viciada.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 133 EPÍLOGO Natarde seguinte, fui ao apartamento de minha tia dizer a todos que ainda demoraria a viajar, mas Pietro falou que tudo já estava preparado para a minha festa de despedida. Entregou-me a chave do apartamento dele e disse que seria meu enquanto eu estivesse no Brasil. No entanto, eu só deveria entrar lá depois da meia-noite, quando meu presente estivesse bem instalado. Fiquei intrigado. O que o cara estaria preparando para mim? Mas não quis estragar- lhe a surpresa e fiquei na casa da minha tia, assistindo televisão, até que finalmente deu a hora de eu saber qual seria o meu presente. Pietro, minha tia e seu namorado já estavam dormindo na mesma cama, quando tomei um banho e saí do apartamento em direção ao do boy. Girei a chave na fechadura e escutei um barulhinho esquisito dentro do apartamento. Acendi a luz da sala e fui surpreendido por cinco bundas nuas voltadas para mim, pertencentes ao mesmo número de mulheres ajoelhadas sobre o sofá. Em todas, estava escrito com batom: ARROMBA MEU CU!!! Reconheci apenas quatro dos buraquinhos apontados para o meu lado: um pertencia a dona Madalena. Outro à coroa gostosona e assanhada amiga dela: Joyce, de quem eu havia comemorado o aniversário indo ao clube e depois me regalado num bacanal no apartamento dela, na noite em que encontrei Pietro baleado. A terceira bunda era a da síndica cabeleireira, que deve ter enrolado o marido e o deixado em casa dormindo, para estar ali àquela hora. A quarta bunda arreganhada para mim pertencia a Patrícia, minha ex-colega lá do posto de combustíveis. Eu saberia depois que ela é quem havia preparado aquela festa de arromba, a pedido de Pietro. A última bunda era para mim totalmente desconhecida.
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    BOYS Ehros Tomasini ____________________________________________________ 134 Apresentaram-nacomo Maiara, irmã da nossa companheira morta pelo juiz, lá no posto. Queria me agradecer por ter defendido Jane quando esta estava sendo atacada pelo magistrado. Olhei direitinho para ela. Era a mais formosa das mulheres que estavam à minha frente, e tinha o rabo maior de todas. Foi por ela que comecei minha noite de orgias, atendendo ao que estava escrito de batom em sua exuberante bunda. Apontei minha cabeçorra e mandei-lhe vara. Claro que tive o cuidado de prender meu gozo. A noite ainda era uma criança e eu tinha várias outras bundas para foder... FIM DA SÉRIE