O documento descreve a história da descoberta da natureza química do DNA e do RNA, incluindo a identificação do DNA como o material genético e a descrição dos processos de transcrição e tradução que conduzem à expressão gênica.
A natureza químicados genes Histórico Miescher (1871) – Análise química com células de pus, rins, fígado, testículos, leveduras e hemácias de aves (detecção de C, H, N, O e P) = NUCLEÍNA. Altmann (1889) – Purificação de nucleína (caráter ácido) = Ácidos Nucléicos. Kossel (1877) – Detecção de guanina, adenina e timina. (1893) – Identificação de timina, citosina e pentose.
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A natureza químicados genes Histórico Levine e Jacobs (1909) – Descoberta dos nucleotídeos e caracterização do DNA e RNA.
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A natureza químicados genes Histórico Watson e Crick (1953) – Modelo Helicoidal do DNA.
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Identificação do DNAcomo material genético Transformação bacteriana - Griffith (1928)
TRANSCRIÇÃO Processo peloqual uma molécula de RNA é sintetizada a partir da informação contida na seqüência de nucleotídeos de uma molécula de DNA fita dupla. A transcrição representa a diversidade e a complexidade da expressão dos genes contidos em um determinado genoma. Enquanto a síntese de DNA deve ser precisa e uniforme, a transcrição reflete o estado fisiológico da célula e, portanto, é extremamente variável para atender às suas necessidades.
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TRANSCRIÇÃO Características Gerais:Complementaridade Antiparalelismo ( T = U) Síntese 5' 3‘ RNA Polimerase (RNAP): Funções reconhecem e ligam-se desnaturam DNA mantém estável a dupla fita aberta mantém estável DNA:RNA terminam síntese restauram DNA
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TRANSCRIÇÃO Apenas umadas fitas do DNA é utilizada como molde, portanto, a molécula de RNA sintetizada é complementar à fita de DNA que lhe deu origem e idêntica à outra fita de DNA, sendo as timinas substituídas por uracilas Em 1960, Hurwitz, Stevens e Weiss descobriram, independentemente, uma enzima capaz de sintetizar RNA na presença de DNA fita dupla e dos nucleotídeos A, U, C, G. Esta enzima foi denominada RNA polimerase .
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RNA POLIMERASE Reconhecee liga-se a seqüências específicas de DNA; Desnatura o DNA expondo a seqüência de nucleotídeos a ser copiada; Mantém as fitas de DNA separadas na região de síntese; Renatura o DNA na região imediatamente posterior à da síntese; Sozinha, ou com o auxílio de proteínas específicas, termina a síntese do RNA.
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RNA POLIMERASE Emeucariotos existem vários subtipos de RNA polimerases envolvidas na síntese de RNAs específicos: . RNA polimerase I – localizada no nucléolo e responsável pela síntese do RNA ribossômico . RNA polimerase II – localizada no nucleoplasma e responsável pela síntese do RNA mensageiro . RNA polimerase III – também localizada no nucleoplasma e responsável pela síntese do RNA transportador
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TRANSCRIÇÃO 1.INÍCIO Reconhecimentode seqüências específicas no DNA 2. ALONGAMENTO Incorporação dos ribonucleotídeos 3. TERMINAÇÃO Seqüências no DNA são reconhecidas e a síntese é interrompida
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INÍCIO DA TRANSCRIÇÃOO DNA apresenta seqüências específicas, denominadas PROMOTORES, que sinalizam exatamente onde a síntese do RNA deve ser iniciada. Os promotores são, primeiramente, reconhecidos por fatores de transcrição que, ligados ao DNA, interagem com outros fatores, formando um complexo ao qual a RNA polimerase se associa.
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O PROCESSAMENTO DORNA Os diferentes RNAs sintetizados no processo de transcrição são chamados de transcritos primários; Na maioria das vezes, esses transcritos não representam a molécula madura, ou seja, aquela cuja seqüência e estrutura correspondem à forma final do RNA funcional; Esses transcritos necessitam sofrer modificações que fazem parte do processamento do RNA.
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PROCESSAMENTO DO mRNAO transcrito primário da molécula de mRNA é também conhecido como pré-mRNA Este RNA precursor é sintetizado no núcleo e sofre várias alterações transformado-se no que se chama mRNA maduro ou processado. O RNA maduro é, então, transportado ao citoplasma onde será traduzido
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RNAm liga-se asRibonucleoproteínas nucleares pequenas (snRNPs) Splicing mediado por spliciossomo: Utiliza ATP FUNÇÃO: ajuda a clivar no sítio de splicing remove intron une os éxons anteriores e posteriores
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PROCESSAMENTO DO mRNASplicing : FUNÇÃO: ajuda a clivar no sítio de splicing remove intron impede afastamento dos éxons une os éxons
PROCESSAMENTO DO mRNAUm transcrito primário pode ser processado de diferentes maneiras sendo que o que é intron para um mRNA pode ser exon para outro mRNA que provém do mesmo RNA precursor Esta diferença de processamento pode ser devida à diferença no processo de “splicing” do pré-mRNA
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MOLÉCULAS DE RNARNA mensageiro – carrega a informação copiada do DNA sob a forma de inúmeros “triplets” cada um especificando um aminoácido RNA transportador – decifra o código representado pelo mRNA RNA ribossômico – associa-se com uma série de proteínas para formar os ribossomos
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TRADUÇÃO Processo quese baseia na seqüência do mRNA para determinar e unir os aminoácidos formando, assim, a proteína. Cada aminoácido é codificado na seqüência de DNA como um códon contendo uma seqüência de três nucleotídeos. Moléculas de RNA transportador transferem a informação contida no genoma à uma seqüência de aminoácidos nas proteínas.
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RNA TRANSPORTADOR Liga-sequimicamente à um aminoácido específico, através da enzima aminoacil –tRNA sintetase, sendo chamado, desta forma, de aminoacil-tRNA; Pareia com a seqüência do codon do mRNA adicionando o aminoácido que carrega à uma cadeia de peptídeos crescente.
RIBOSSOMOS A eficiênciada tradução se deve, principalmente, à ligação da molécula de mRNA e dos aminoacil-tRNAs ao maior complexo RNA-proteína da célula – o ribossomo – que direciona o crescimento da cadeia polipeptídica Durante a síntese protéica, o ribossomo se move ao longo da cadeia de mRNA interagindo com vários fatores protéicos e o tRNA
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CÓDIGO GENÉTICO Arelação entre a seqüência de bases no DNA e a seqüência correspondente de aminoácidos, na proteína, é chamada de código genético O código genético encontra-se na forma de triplets – os códons
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TRADUÇÃO O codonAUG, que codifica o aminoácido metionina, age como o codon de iniciação na maioria das moléculas de mRNA. O tRNA Met reconhece codons AUG internos, não carregando nunca uma metionina formilada. Quando AUG está colocado no início este é lido como uma formil-metionina; quando está dentro da região codificadora, é lido como metionina.
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TRADUÇÃO Durante asíntese de proteínas, os ribossomos deslocam-se ao longo do mRNA, possibilitando um pareamento entre esse e os tRNAs que carregam os diferentes aminoácidos que irão compor as proteínas
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TRADUÇÃO A terminaçãoda síntese de proteínas ocorre pelo aparecimento de códons de terminação na molécula de mRNA O reconhecimento desses códons é realizado por proteínas e não por moléculas de tRNA, diferentemente do que ocorre nos outros códons
Transcrição: A CG T A T G C A T 5’ 3’ A T 5’ 3’ A C G U A 5’ 3’ RNA polimerase Molécula de RNA nascente Gene ativo A C G T A C T G C A T G A C G U A
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Tradução: Molécula demRNA A U G G C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala 5’ 3’ Direção do avanço do ribossomo Ribossomo Proteína tRNA aa livre codon Cys Asp Glu Phe His Gly
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A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala 5’ 3’ Cys Asp Glu Phe His Gly
38.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys 5’ 3’ Asp Glu Phe His Gly
39.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys Asp 5’ 3’ Glu Phe Gly His
40.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys Asp Glu 5’ 3’ Phe Gly His Ile
41.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys Asp Glu Phe 5’ 3’ Gly His Ile Lys
42.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly 5’ 3’ His Ile Lys
43.
A U GG C A U G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His 5’ 3’ Ile Lys
44.
G C AU G C G A C G A A U U C G G A C A C A U A A A A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile 5’ 3’ Lys Leu
45.
U G CG A C G A A U U C G G A C A C A U A A A A U U A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys 5’ 3’ Leu Met
46.
G A CG A A U U C G G A C A C A U A A A A U U A A U G Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys Leu 5’ 3’ Met Asn
47.
G A AU U C G G A C A C A U A A A A U U A A U G A A C Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys Leu Met 5’ 3’ Asn Pro
48.
U U CG G A C A C A U A A A A U U A A U G A A C C C A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys Leu Met Asn 5’ 3’ Pro Gln
49.
G G AC A C A U A A A A U U A A U G A A C C C A C A A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys Leu Met Asn Pro 5’ 3’ Gln
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C A CA U A A A A U U A A U G A A C C C A C A A U A A Met Ala Cys Asp Glu Phe Gly His Ile Lys Leu Met Asn Pro Gln 5’ 3’ STOP
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A U AA A A U U A A U G A A C C C A C A A U A A A A A Ala Cys Asp Glu Phe Met Gly His Ile Lys Leu Met Asn Pro Gln 5’ 3’ STOP
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A U AA A A U U A A U G A A C C C A C A A U A A T A C Ala Cys Asp Glu Phe Met Gly His Ile Lys Leu Met Asn Pro Gln 5’ 3’ STOP
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A U AA A A U U A A U G A A C C C A C A A U A A T A C Ala Cys Asp Glu Phe Met Gly His Ile Gln Lys Pro Leu Asn Met 5’ 3’
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A U AA A A U U A A U G A A C AA A C A A U A A T A C Ala Cys Asp Glu Phe Met Gly His Ile Gln Lys Pro Leu Asn CYS 5’ 3’ Muda a forma e função VARIAÇÃO GENÉTICA =POLIMORFISMO A U A A A A U U A A U G A A C C C A C A A U A A T A C Ala Cys Asp Glu Phe Met Gly His Ile Gln Lys Pro Leu Asn Met 5’ 3’
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REPRESENTAÇÃO LINEAR AMOLÉCULA DO DNA 5’ ATTCGGCGCTATGCATGCTATGCG 3’ aa1 aa2 aa3 aa4 aa5 aa6 aa7 aa8 PROTEÍNA - Queratina- cabelo - Albumina- sangue - Hemoglobina-sangue - Estrutura do cabelo - Proteína da cor do cabelo (Melanina)
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VARIAÇÕES GENÉTICAS Acontecemno nosso DNA Células germinativas Passa para os filhos Células somáticas Não passa para os filhos Ex. câncer Ex. cor dos olhos
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Lembrar...RNApolimerase É essencialna transcrição... (1ª etapa da expressão gênica) Sem a RNA polimerase não há vida!!! Sem RNA polimerase não há enzimas!!!! A inibição da RNA polimerase leva à morte do organismo...
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Correlação Clínica Antibióticose Toxinas que têm como alvo a RNA Polimerase: Toxina do cogumelo Amanita phalloides ou “chapéu da morte”, altamente tóxico. A toxina mais letal, - amanitina, inibe a subunidade maior da RNA polimerase II, inibindo assim a síntese de mRNA. Gastrointerites, insuficiência hepática (RNA essenciais são degradados e não são substituídos). Ação do antibiótico Rifampicina , para TB