Maria José Santos de Sousa Aragão Machado
Feedback oral como estratégica promotora do pensamento crítico em sala de aula
Dimensões de estratégias de feedback (Brookhart, 2008).
As estratégias
de feedback
podem variar
em...
Das seguintes formas... Recomendações para um feedback de qualidade
Timing
· Quando é fornecido
· Com que frequência
· Proporcionar feedback imediato para
conhecimento dos factos (certo/errado).
· Atrasar ligeiramente o feedback para análises
mais detalhadas do processo e do pensamento
do aluno.
· Nunca atrasar um feedback quando isso que
isso fará a diferença para os alunos.
· Proporcionar feedback tão frequentemente
quanto possível, para todas as tarefas
principais.
Quantidade
· Quantidade de assuntos
tratados
· Quanto sobre cada assunto
· Escolher os assuntos mais importantes.
· Escolher assuntos que se relacionam com as
principais metas da aprendizagem.
· Considerar o nível de desenvolvimento dos
alunos.
Modo
· Oral
· Escrito
· Visual / demonstração
· Escolher o modo mais adequado à mensagem.
Será que um comentário no momento de
passagem pela mesa do aluno suficiente? Será
necessária uma conferência?
· Feedback interativo (falar com o aluno) quando
possível, é o melhor.
· Dar feedback escrito em trabalhos escritos ou
na primeira folha de uma tarefa.
· Usar demonstrações se “como fazer algo” é
uma questão ou se o aluno necessita de um
exemplo.
Audiência
· Individual
· Grupo / turma
· Feedback individual indica que o professor
valoriza a aprendizagem de um aluno.
· Feedback em grupo/turma funciona se a maioria
da turma não entendeu o mesmo conceito numa
tarefa, o que representa uma oportunidade de
reensino.
Áreas de conteúdos de feedback (Brookhart, 2008).
Os conteúdos de
feedback podem
variar em...
Das seguintes formas...
• Recomendações para um feedback de
qualidade
Foco
· Sobre o próprio trabalho
· Sobre o processo que o
aluno utiliza para fazer o
trabalho
· Sobre a autorregulação
do aluno
· Sobre o próprio aluno
• Quando possível, descrever tanto o trabalho
como o processo – e como se relacionam.
• Comentar sobre a autorregulação dos alunos se
o comentário promover a autoeficácia.
• Evitar comentários pessoais.
Comparação
· Em relação a critérios
referidos a um bom trabalho
(critérios de referência)
· Em relação a outros estudantes
(morma de referência)
· Em relação ao próprio
desempenho do aluno no
passado (autorreferência)
• Feedback que use critérios de referência para
dar informações sobre o próprio trabalho.
• Feedback que usa normas de referência para dar
informações sobre os processos ou esforços do
estudante.
• Usar feedback auto-refenciado para alunos sem
sucesso que necessitam de ver o progresso que
fizeram, e não como estão longe dos objetivos.
Função
· Descrição
· Avaliação / julgamento
• Descrever.
• Não julgar.
Valência
· Positiva
· Negativa
• Usar comentários positivos que descrevem o que
está bem feito.
• Acompanhar descrições negativas do trabalho
com sugestões positivas para melhoria.
Clareza
· Claro para o aluno
· Confuso para o aluno
• Usar vocabulário e conceitos que os alunos irão
compreender.
• Adequar a quantidade e o conteúdo do feedback
ao nível de desenvolvimento do aluno.
Especificidade
· Detalhado
· Apenas o necessário
• Excessivamente Geral
• Adequar o grau de especificidade ao aluno e à
tarefa.
• Proporcionar feedback suficientemente
especifico de modo que os alunos saibam o que
fazer mas não tão especifico que lhes dê a
resposta.
• Identificar erros ou tipos de erros, evitando
corrigi-los a todos, o que deixaria o aluno sem
algo para fazer.
Tom
· Implicações
· O que o aluno vai “ouvir”
• Escolher palavras que comunicam o respeito
pelo aluno e pelo trabalho.
• Escolher palavras que posicionam o aluno como
agente responsável pelo seu trabalho.
• Escolher palavras que levem os alunos a pensar
e questionar.
Nota. A linha dupla, separa às áreas de conteúdos relativas “ao que fazer” das áreas
referentes a “como dizer”.

Auto regulação das aprendizagens

  • 1.
    Maria José Santosde Sousa Aragão Machado Feedback oral como estratégica promotora do pensamento crítico em sala de aula Dimensões de estratégias de feedback (Brookhart, 2008). As estratégias de feedback podem variar em... Das seguintes formas... Recomendações para um feedback de qualidade Timing · Quando é fornecido · Com que frequência · Proporcionar feedback imediato para conhecimento dos factos (certo/errado). · Atrasar ligeiramente o feedback para análises mais detalhadas do processo e do pensamento do aluno. · Nunca atrasar um feedback quando isso que isso fará a diferença para os alunos. · Proporcionar feedback tão frequentemente quanto possível, para todas as tarefas principais. Quantidade · Quantidade de assuntos tratados · Quanto sobre cada assunto · Escolher os assuntos mais importantes. · Escolher assuntos que se relacionam com as principais metas da aprendizagem. · Considerar o nível de desenvolvimento dos alunos. Modo · Oral · Escrito · Visual / demonstração · Escolher o modo mais adequado à mensagem. Será que um comentário no momento de passagem pela mesa do aluno suficiente? Será necessária uma conferência? · Feedback interativo (falar com o aluno) quando possível, é o melhor. · Dar feedback escrito em trabalhos escritos ou na primeira folha de uma tarefa. · Usar demonstrações se “como fazer algo” é uma questão ou se o aluno necessita de um exemplo. Audiência · Individual · Grupo / turma · Feedback individual indica que o professor valoriza a aprendizagem de um aluno. · Feedback em grupo/turma funciona se a maioria da turma não entendeu o mesmo conceito numa tarefa, o que representa uma oportunidade de reensino.
  • 2.
    Áreas de conteúdosde feedback (Brookhart, 2008). Os conteúdos de feedback podem variar em... Das seguintes formas... • Recomendações para um feedback de qualidade Foco · Sobre o próprio trabalho · Sobre o processo que o aluno utiliza para fazer o trabalho · Sobre a autorregulação do aluno · Sobre o próprio aluno • Quando possível, descrever tanto o trabalho como o processo – e como se relacionam. • Comentar sobre a autorregulação dos alunos se o comentário promover a autoeficácia. • Evitar comentários pessoais. Comparação · Em relação a critérios referidos a um bom trabalho (critérios de referência) · Em relação a outros estudantes (morma de referência) · Em relação ao próprio desempenho do aluno no passado (autorreferência) • Feedback que use critérios de referência para dar informações sobre o próprio trabalho. • Feedback que usa normas de referência para dar informações sobre os processos ou esforços do estudante. • Usar feedback auto-refenciado para alunos sem sucesso que necessitam de ver o progresso que fizeram, e não como estão longe dos objetivos. Função · Descrição · Avaliação / julgamento • Descrever. • Não julgar. Valência · Positiva · Negativa • Usar comentários positivos que descrevem o que está bem feito. • Acompanhar descrições negativas do trabalho com sugestões positivas para melhoria. Clareza · Claro para o aluno · Confuso para o aluno • Usar vocabulário e conceitos que os alunos irão compreender. • Adequar a quantidade e o conteúdo do feedback ao nível de desenvolvimento do aluno. Especificidade · Detalhado · Apenas o necessário • Excessivamente Geral • Adequar o grau de especificidade ao aluno e à tarefa. • Proporcionar feedback suficientemente especifico de modo que os alunos saibam o que fazer mas não tão especifico que lhes dê a resposta. • Identificar erros ou tipos de erros, evitando corrigi-los a todos, o que deixaria o aluno sem algo para fazer. Tom · Implicações · O que o aluno vai “ouvir” • Escolher palavras que comunicam o respeito pelo aluno e pelo trabalho. • Escolher palavras que posicionam o aluno como agente responsável pelo seu trabalho. • Escolher palavras que levem os alunos a pensar e questionar. Nota. A linha dupla, separa às áreas de conteúdos relativas “ao que fazer” das áreas referentes a “como dizer”.