4/8/2010

Nutrição Normal e Dietética
Planejamento Dietético – Taxa Metabolismo Basal 
ou Gasto Energético Basal
G
E
éi B l

Planejamento Dietético
Início – Diagnóstico nutricional do indivíduo
‐t
traçar o objetivo d i t
bj ti da intervenção nutricional
ã
ti i
l
‐ manutenção, ganho ou perda de peso
‐ Educação nutricional
‐ estabelecer o peso ideal (PI)
‐ PI → aporte energético da dieta

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Definição do PI
‐ IMC – Índice de Massa Corporal
IMC = m (kg)/H2 (m)
‐ IMC – adequação da relação peso/altura
‐ Atenção! Sub ou superestimação
‐ Não utilizado individualmente – exclui avaliação da composição
corporal
‐ Atenção! Atletas, idosos
‐ Uso de outros indicadores: circunferência cintura, doenças associadas

Definição do PI
‐ para definir PI – aplicação do IMC ideal como indicador de peso
desejável
‐ IMC ideal – consulta a padrões de referência nacionais e internacionais
Peso Ideal = IMC ideal (kg/m2) x Estatura (m2)

Retirado de:Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN, MS, 2004

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Definição do PI
‐ estabelecer qual a melhor opção para o indivíduo dentro faixa de
normalidade
‐ Eutrofia – manutenção do EN
‐ Desvios nutricionais – tratamento nutricional de forma lenta e gradual
‐ Alternativa: calcular PI em relação ao IMC da faixa subsequente à faixa
de IMC atual
‐ Mudanças de peso bruscas – alterações fisiológicas e metabólicas

Definição do PI
‐ Outras opções:
• Cálculo do peso ajustável – ajustar o peso atual em 25 ou 50%
• Aplicação peso habitual/usual

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Taxa Metabolismo Basal
‐ próximo passo – estimativa das necessidades nutricionais
‐ gasto calórico diário do indivíduo
Gasto energético de repouso ou basal + gasto energético para
desempenhar atividades

GEB ou Taxa de Metabolismo Basal (TMB)
‐ uma das informações fisiológicas mais importantes em estudos
nutricionais ou epidemiológicos

Histórico
‐ interesse sobre o metabolismo remonta à antiguidade
→ homem adulto não ganhava peso apesar de
consumir maior quantidade de alimento 
consumir maior quantidade de alimento
do que sua excreção
‐Lavoisier – Princípio da calorimetria indireta relacionando
quantidade de calor produzida pelo animal ao calor
calculado a partir do CO2 produzido pela respiração
‐Lavoisier e Laplace – primeiro calorímetro direto

→ calor animal era originário da combustão realizada no organismo –
oxidação era fonte de calor

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Histórico
‐ Lavoisier – estudos com humanos
trocas gasosas – exposição ao frio, digestão e atividade física →
elevação do consumo de O2 → maior produção de calor (metabolismo)
‐Séc XIX – desenvolvimento de calorímetros e câmaras respiratórias para
aperfeiçoar as técnicas propostas por Lavoisier
‐ Outras descobertas: identificação dos substratos oxidados pelo
organismo, quantidade de O2 para oxidá‐los, valor calórico dos
alimentos quando oxidados
‐ 1907 – Benedict: aperfeiçoamento de técnicas para medir TMB
‐ 1919 – Harris & Benedict: publicam dados de TMB de 333 indivíduos

Histórico
‐ Harris & Benedict, 1919 – tentativa de sistematização das informações
existentes sobre o metabolismo basal → equações de predição da TMB
‐ inviabilidade do uso de calorímetros → uso de fórmulas
‐ uso das medidas antropométricas
‐ atualizações e revisão das fórmulas

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Histórico
‐ TMB – quantidade de energia necessária para a manutenção das
funções vitais do organismo
‐ medidas em condições padrão
Jejum
Repouso físico e mental
Em
E ambiente tranquilo com controle d temperatura, il i ã e sem
bi
il
l de
iluminação
ruído

Importância – TMB
‐ principal componente do gasto energético diário
50% ‐ indivíduos muito ativos
70% ‐ indivíduos sedentários
‐ valor base para cálculo de necessidades energéticas individuais e
populacionais
‐ 1985 – gasto energético → expresso como múltiplo da TMB
(FAO/WHO)
• características individuais
dimensão e composição corporais
estado nutricional e características demográficas (idade e sexo)

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Fatores que influenciam a medição da TMB
‐ dimensão e composição corporal
‐ idade
‐ atividade física prévia
‐ ingestão alimentar
‐ temperatura
‐ nível de ruído ambiental

Variáveis consideradas nas
equações:
‐ gênero
‐ idade
‐ peso
‐ estatura

‐ tabagismo
‐ ciclo menstrual...

Formulas otimizadas para
a prática clínica

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Aplicação
‐ FAO/WHO/UNU – adaptou o estudo de Schofield (1985)
‐ Todas as equações: superestimam em até 20% o Gasto Energético
Basal (GEB)
‐ Aplicação
Indivíduos Sadios – OMS
Tratamento dietoterápico – Harris & Benedict

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Além do GEB...
Para estimar o Gasto Energético Total (GET) ou Necessidade Energética
Total (NET)
‐ acrescentar ao GEB a energia gasta pelo organismo para desempenhar
suas atividades
TID (termogêgenese induzida pela dieta) – 15% em dietas mistas
Frio – 10%
Atividade física – sempre empregada
Gasto energético / hora de atividade – inviável na prática
Fator de Atividade (FA) publicado pela FAO/WHO/UNU, 1985

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Fator de Atividade
Atividade Leve – aquela em que se passa a maior parte do tempo
sentado
Atividade Moderada – aquela em que se passa a maior parte do tempo
em movimento
Atividade Pesada ‐ aquela em que se passa a maior parte do tempo em
movimento com emprego de força física

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Após a escolha do FA – multiplicá‐lo pelo GEB
GET = GEB x FA
Retirado de:  Cálculos Nutricionais, ed. Books, 2008

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Ainda...
Citado por Martins e Cardoso (2000)
Objetivo
Perda de Peso
Manutenção de Peso
Ganho de Peso

Recomendação
20 – 25 kcal/kg peso
25 – 30 kcal/kg peso
30 – 35 kcal/kg peso

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Ainda...
OMS, 1985

Retirado de:  Cálculos Nutricionais, ed. Books, 2008

Retirado de:  Cálculos Nutricionais, ed. Books, 2008

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Ainda...
NRC RDA, 1989

Retirado de:  Cálculos Nutricionais, ed. Books, 2008

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Equações para Estimativa do GET
(IOM – 2002)
Mulheres acima de 19 anos

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Homens acima de 19 anos

Mulheres
Peso normal/ Sobrepeso/ Obesidade acima de 19 anos

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Homens
Peso normal/ Sobrepeso/ Obesidade acima de 19 anos

Análise crítica na aplicação de qualquer uma dessas formas!

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Aula+3+ +taxa+de---

  • 1.
    4/8/2010 Nutrição Normal e Dietética Planejamento Dietético – Taxa Metabolismo Basal  ou Gasto Energético Basal G E éi Bl Planejamento Dietético Início – Diagnóstico nutricional do indivíduo ‐t traçar o objetivo d i t bj ti da intervenção nutricional ã ti i l ‐ manutenção, ganho ou perda de peso ‐ Educação nutricional ‐ estabelecer o peso ideal (PI) ‐ PI → aporte energético da dieta 1
  • 2.
    4/8/2010 Definição do PI ‐IMC – Índice de Massa Corporal IMC = m (kg)/H2 (m) ‐ IMC – adequação da relação peso/altura ‐ Atenção! Sub ou superestimação ‐ Não utilizado individualmente – exclui avaliação da composição corporal ‐ Atenção! Atletas, idosos ‐ Uso de outros indicadores: circunferência cintura, doenças associadas Definição do PI ‐ para definir PI – aplicação do IMC ideal como indicador de peso desejável ‐ IMC ideal – consulta a padrões de referência nacionais e internacionais Peso Ideal = IMC ideal (kg/m2) x Estatura (m2) Retirado de:Vigilância Alimentar e Nutricional – SISVAN, MS, 2004 2
  • 3.
    4/8/2010 Definição do PI ‐estabelecer qual a melhor opção para o indivíduo dentro faixa de normalidade ‐ Eutrofia – manutenção do EN ‐ Desvios nutricionais – tratamento nutricional de forma lenta e gradual ‐ Alternativa: calcular PI em relação ao IMC da faixa subsequente à faixa de IMC atual ‐ Mudanças de peso bruscas – alterações fisiológicas e metabólicas Definição do PI ‐ Outras opções: • Cálculo do peso ajustável – ajustar o peso atual em 25 ou 50% • Aplicação peso habitual/usual 3
  • 4.
    4/8/2010 Taxa Metabolismo Basal ‐próximo passo – estimativa das necessidades nutricionais ‐ gasto calórico diário do indivíduo Gasto energético de repouso ou basal + gasto energético para desempenhar atividades GEB ou Taxa de Metabolismo Basal (TMB) ‐ uma das informações fisiológicas mais importantes em estudos nutricionais ou epidemiológicos Histórico ‐ interesse sobre o metabolismo remonta à antiguidade → homem adulto não ganhava peso apesar de consumir maior quantidade de alimento  consumir maior quantidade de alimento do que sua excreção ‐Lavoisier – Princípio da calorimetria indireta relacionando quantidade de calor produzida pelo animal ao calor calculado a partir do CO2 produzido pela respiração ‐Lavoisier e Laplace – primeiro calorímetro direto → calor animal era originário da combustão realizada no organismo – oxidação era fonte de calor 4
  • 5.
    4/8/2010 Histórico ‐ Lavoisier –estudos com humanos trocas gasosas – exposição ao frio, digestão e atividade física → elevação do consumo de O2 → maior produção de calor (metabolismo) ‐Séc XIX – desenvolvimento de calorímetros e câmaras respiratórias para aperfeiçoar as técnicas propostas por Lavoisier ‐ Outras descobertas: identificação dos substratos oxidados pelo organismo, quantidade de O2 para oxidá‐los, valor calórico dos alimentos quando oxidados ‐ 1907 – Benedict: aperfeiçoamento de técnicas para medir TMB ‐ 1919 – Harris & Benedict: publicam dados de TMB de 333 indivíduos Histórico ‐ Harris & Benedict, 1919 – tentativa de sistematização das informações existentes sobre o metabolismo basal → equações de predição da TMB ‐ inviabilidade do uso de calorímetros → uso de fórmulas ‐ uso das medidas antropométricas ‐ atualizações e revisão das fórmulas 5
  • 6.
    4/8/2010 Histórico ‐ TMB –quantidade de energia necessária para a manutenção das funções vitais do organismo ‐ medidas em condições padrão Jejum Repouso físico e mental Em E ambiente tranquilo com controle d temperatura, il i ã e sem bi il l de iluminação ruído Importância – TMB ‐ principal componente do gasto energético diário 50% ‐ indivíduos muito ativos 70% ‐ indivíduos sedentários ‐ valor base para cálculo de necessidades energéticas individuais e populacionais ‐ 1985 – gasto energético → expresso como múltiplo da TMB (FAO/WHO) • características individuais dimensão e composição corporais estado nutricional e características demográficas (idade e sexo) 6
  • 7.
    4/8/2010 Fatores que influenciama medição da TMB ‐ dimensão e composição corporal ‐ idade ‐ atividade física prévia ‐ ingestão alimentar ‐ temperatura ‐ nível de ruído ambiental Variáveis consideradas nas equações: ‐ gênero ‐ idade ‐ peso ‐ estatura ‐ tabagismo ‐ ciclo menstrual... Formulas otimizadas para a prática clínica 7
  • 8.
    4/8/2010 Aplicação ‐ FAO/WHO/UNU –adaptou o estudo de Schofield (1985) ‐ Todas as equações: superestimam em até 20% o Gasto Energético Basal (GEB) ‐ Aplicação Indivíduos Sadios – OMS Tratamento dietoterápico – Harris & Benedict 8
  • 9.
    4/8/2010 Além do GEB... Paraestimar o Gasto Energético Total (GET) ou Necessidade Energética Total (NET) ‐ acrescentar ao GEB a energia gasta pelo organismo para desempenhar suas atividades TID (termogêgenese induzida pela dieta) – 15% em dietas mistas Frio – 10% Atividade física – sempre empregada Gasto energético / hora de atividade – inviável na prática Fator de Atividade (FA) publicado pela FAO/WHO/UNU, 1985 9
  • 10.
    4/8/2010 Fator de Atividade AtividadeLeve – aquela em que se passa a maior parte do tempo sentado Atividade Moderada – aquela em que se passa a maior parte do tempo em movimento Atividade Pesada ‐ aquela em que se passa a maior parte do tempo em movimento com emprego de força física 10
  • 11.
    4/8/2010 Após a escolhado FA – multiplicá‐lo pelo GEB GET = GEB x FA Retirado de:  Cálculos Nutricionais, ed. Books, 2008 11
  • 12.
    4/8/2010 Ainda... Citado por Martinse Cardoso (2000) Objetivo Perda de Peso Manutenção de Peso Ganho de Peso Recomendação 20 – 25 kcal/kg peso 25 – 30 kcal/kg peso 30 – 35 kcal/kg peso 12
  • 13.
  • 14.
  • 15.
  • 16.
    4/8/2010 Equações para Estimativado GET (IOM – 2002) Mulheres acima de 19 anos 16
  • 17.
    4/8/2010 Homens acima de19 anos Mulheres Peso normal/ Sobrepeso/ Obesidade acima de 19 anos 17
  • 18.
    4/8/2010 Homens Peso normal/ Sobrepeso/Obesidade acima de 19 anos Análise crítica na aplicação de qualquer uma dessas formas! 18