Fontes de Microrganismos
• Os microrganismos de Interesse Industrial
pode ser obtidos:
• Isolamento de recursos naturais: (solo, água,
plantas, etc);
• Compra em coleções de cultura: (Agricultural
Research Service Culture Collection (EUA),
Coleção de Cultura Tropical (Campinas);
• Obtenção de mutantes naturais;
• Obtenção de mutantes induzidas por métodos
convencionais;
• Obtenção de microrganismos recombinantes. 1
Características Desejáveis do
Microganismo
• Os microrganismos de Interesse Industrial devem:
• Apresentar elevada eficiência na conversão do substrato em
produto;
• Permitir o acúmulo do produto no meio, de forma a ser elevada
concentração do produto no caldo fermentado;
• Não produzir substâncias imcompatíveis com o produto;
• Apresentar constância quanto ao comportamento fisiológico;
• Não ser patogênico;
• Não exigir condições de processo muito complexas;
• Não exigir meios de cultura dispendiosos;
• Permitir rápida liberação do produto para o meio.
2
Características Desejáveis do
Microganismo
• Exemplo da Fermentação Alcoólica:
• C6H12O6 2C2H5OH + 2CO2
Fator estequiométrico teórico=0,511
Cada grama de glicose é convertida em 0,511g de etanol
Saccharomyces cerevisiae, alcança 90% deste rendimento,
enquanto outros microrganimos produzem etanol, mas
com rendimentos muito inferiores;
3
Características Desejáveis do
Microganismo
• Exemplo da Fermentação Alcoólica:
• C6H12O6 2C2H5OH + 2CO2
Por outro lado, sabe-se que quando se atinge 8 à 10% em
volume de álcool no meio, ocorre inibição da levedura e
diminui a velocidade de conversão de açúcar em álcool.
Portanto no caso de obtenção de álcool combustível, deve-se
trabalhar com valores que não ultrapassem esta concentração
alcoólica.
Neste caso, a matéria prima incide em 60% do valor do custo
do etanol. 4
Características Desejáveis do
Microganismo
• Exemplo da produção de enzimas ou antibióticos:
• Açúcar + O2 Células + CO2 + Produtos + Intermediários
Oxigênio, faz com que aumente consideravelmente a produção
de células, enquanto pequena quantidade do produto é obtida.
A matéria-prima é barata, mas a recuperação do produto é
onerosa, chegando a 70% do valor do custo, porém o produto
tem maior valor agregado.
Portanto, buscar microrganismo, que cresçam menos, ou que
acumulem menos intermediários, podem diminuir o custo do
processo.
5
Características Desejáveis do
Microganismo
• Exemplo da produção de glicoamilase por Aspergillus:
• Glicoamilase, enzima que hidrolisa amidos em glicose;
• Transglicosidase, enzima que polimeriza a glicose formando amido;
• Um microrganismo ideal, seria aquele que produz o mínimo de
substâncias competitivas, ao mesmo tempo sintetize muito bem o
produto pretendido.
6
Características Desejáveis do
Meio de Cultivo
• Ser o mais barato possível;
• Atender as necessidades nutricionais do microrganismo;
• Auxiliar no controle do processo, como é o caso de ser
ligeiramente tamponado, o que evita variações drásticas de
pH, ou evitar excessiva formação de espuma;
• Não provocar problemas na recuperação do produto;
• Os componentes devem permitir algum tempo de
armazenamento, a fim de estarem disponíveis para o uso a
qualquer tempo;
• Ter composição razoavelmente fixa;
• 7
Meio de Cultivo
• Os microrganismos utilizam:
• Fonte de carbono e energia, diversos açúcares, como glicose,
sacarose, frutose, polissacarideos como amido e celulose;
• Fonte de nitrogênio: sais como (NH4+)2SO4, (NH4)2HPO4,
aminoácidos e uréia;
• Fonte de fósforo: Monoamônio fosfato ou Diamônio fosfato;
• Outros elementos: Na, K, Ca, Fe, Cu, Mg, Mn, Co, etc. em
concentrações bem reduzidas, porém necessárias.
• Meios constituídos apenas por estas substâncias são
denominados de meios sintéticos.
8
SUBSTRATOS
 Monossacarídeos (glicose, frutose, galactose, manose, ribose, xilose, arabinose)
 Dissacarídeos:
 Sacarose (glicose + frutose)
 Lactose (galactose + glicose)
 Maltose (glicose + glicose)
 Trissacarídeos:
 Rafinose (glicose + frutose + galactose)
 Maltotriose (glicose + glicose + glicose)
 Polímeros de alto peso molecular:
 Amido (amilose + amilopectina)
 Amilose: cadeia linear de glicose ligações alfa 1-4
 Amilopectina: cadeia ramificada com ligações alfa 1-4 e alfa 1-6
 Celulose: polímero de glicose em ligações beta 1-4
 Glicogênio: polímero de glicose com ligações alfa 1-4 e alfa 1-6
 Pectina: polímero de ácidos galacturônico, raminose, arabinose e galactose

Perfil de Utilização de
Fontes de Carbono
Meio de Cultivo
• Meios de cultivo preparados com fatores de crescimento:
• aminoácidos;
• Vitaminas (biotina, tiamina, riboflavina, etc.);
• Extratos de leveduras, extratos de malte, extratos de carne,
peptona, hidrolisados de proteínas;
11
Meio de Cultivo
• Meios mais complexos e menos onerosos, por esta razão
empregados na maioria dos processos fermentativos em
grande escala:
• Caldo de cana-de-açúcar;
• Melaço,
• Cereais (trigo, milho, cevada, soja);
• Frutas (uvas, jaboticabas, laranjas, bananas)
• Estas matérias-primas são de composição química
desconhecidas, mas os teores de açúcares, nitrogênio e
fosforo, devem ser determinados para avaliar sua
complementação ou não.
12
Considerações Finais
• A definição adequada do microrganismo a ser
empregado, assim como do meio de cultura para este
microganismo, é etapa fundamental para o sucesso de
um processo fermentativo;
• No entanto, é sempre importante lembrar que a
definição de um processo fermentativo mais
adequado, assim como as preocupações com a
recuperação do produto, são etapas da mais alta
importância;
13
Considerações Finais
• Em alguns casos o emprego de microrganismos
disponíveis em coleções de cultura pode levar ao
desenvolvimento de processos produtivos que sejam
atraentes;
• É necessário lembrar, no entanto, que presentemente
se dispõem de muitos recursos para o aprimoramento
de linhagens produtivas, o que torna os processos
fermentativos cada vez mais promissores;
14
Considerações Finais
• Essas considerações trazem também um importante
alerta sobre a constante necessidade de
desenvolvimento do processo produtivo já instalado,
justamente por essa grande variedade de
desenvolvimentos possíveis;
• Presentemente e bastante dificial imaginar que uma
dada empresa disponha do microrganimso “ótimo” ou
do meio de cultura “otimizado”;
• É da mais alta importância que essa empresa continue
a busca por melhores condições, em termos de
microrganismos e de meio, caso contrário, poderá ser
ultrapassada pela concorrente. 15
Biografia
• Biotecnologia Industrial. Engenharia Bioquímica.
SCHMIDELL, W. LIMA, U.A., AQUARONE, E.,
BORZANI, W. Editora Edgard Blucher, São Paulo,
2007.
Prof. Dr. João Batista de Almeida e Silva
joaobatista@debiq.eel.usp.br
joaobatista@pq.cnpq.br
16
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS DE FERMENTAÇÃO POR
AQUECIMENTO A VAPOR
• MUITOS PROCESSOS FERMENTATIVOS EXISTEM A
PRESENÇA DE MICORRGANISMOS ESTRANHOS
“CONTAMINANTES”;
• EXEMPLO:
• 1. PINICILINA OS CONTAMINANTES PODEM PRODUZIR
PENICILINASE;
• 2. FERMENTAÇÃO ACETONA-BUTANÓLICA, A BACTÉRIA
PODE SER DESTRUÍDA POR VIRUS BACTERIÓFAGOS;
• OS CONTAMINANTES CONSOMEM AÇÚCARES E
NUTRIENTES, COMPETINDO COM OS MICRORGANISMOS DE
INTERESSE.
• O GRAU DE ELIMINTAÇÃO DOS CONTAMINANTES DEPENDE
DE CADA CASO. 17
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO POR AQUECIMENTO
• PROCESSOS DESCONTÍNUO:
• O MEIO É COLOCADO NO FERMENTADOR E ENTÃO TODO O
SISTEMA É AQUECIDO COM VAPOR. ESTERILIZA-SE O MEIO
E O FEMENTADOR AO MESMO TEMPO, PODENDO SER POR
VAPOR DIRETO OU INDIRETO;
• O AQUECIMENTO COM VAPOR DIRETO, PROVOCA DILUIÇÃO
DO MEIO ENTRE 10 E 15%;
• A ESTERILIZAÇÃO DESCONTÍNUCA TEM AS SEGUINTES
FASES:
• 1. AQUECIMENTO: elevação da temperatura próximo de 120 o
c;
• 2. ESTERILIZAÇÃO: temperatura é mantida constante durante o
tempo de esterilização;
• 3. RESFRIAMENTO: refrigera-se o sistema por serpentina ou pela
camisa do fermentador.
18
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO POR AQUECIMENTO
• A DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS MICRORGANISMOS
OCORREM QUANDO A TEMPERATURA ESTÁ ACIMA DA
TEMPERATURA MÍNIMA LETAL (80 A 100 o
C).
• DESVANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO
DESCONTÍNUA:
a) Manutenção do meio em teperaturas relativamente
altas por períodos longos, favorecendo o
desenvolvimento de reações químicas e
decomposição de nutrientes;
19
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• DESVANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO
DESCONTÍNUA:
a) Elevados consumos de vapores no aquecimento e de
água no resfriamento;
c) Problemas de corrosão nos equipamentos;
d) Tempo não produtivo relativamente elevados,
20
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA:
• Pode ser por vapor direto ou indireto também.
O meio preparado é bombeado para um trocador de
calor de placas ou tubos,
A temperatura sobe instantâneamente e mantida por um
determinado tempo de residência;
O meio é enviado para outro trocador de calor para o
resfriamento;
O meio é enviado para um fermentador, já esterilizado;
21
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA:
• ALGUNS VALORES NUMÉRICOS DE
ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA
• a) vapor de aquecimento: vapor saturado (6,8 a
8,5 atm
• b) bombas de recalque do mosto não esterilizado
podem ser bombas centrífugas, rotativas ou de
pistão;
• c) tempo de enchimento do fermentador: não
superior a 8 hs;
• d) temperatura de esterilização: 130 A 165 o
C;
22
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• VANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO
CONTÍNUA:
• Temperaturas mais altas, porém tempos de
permanência entre 5 e 10 minutos, o que diminui a
destruição dos nutrientes melhorando a
fermentação;
• Meios com densidade ou viscosidade altas, como
mostos de cereais, o processo contínuo dispensa
motores de potencia elevada, o que seria
necessário no caso do processo descontínuo;
23
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• VANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO
CONTÍNUA:
• Economia de vapor, de água de
resfriamento;
• Os esterilizadores podem ser utilizados nos
processos de cozimentos e de sacarificação;
24
ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• CINÉTICA DA DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS
MICRORGANISMOS:
• A VELOCIDADE DE DESTRUIÇÃO DEPENDE:
• a) dos microrganismos
• b) do meio
• c) da temperatura
• Do ponto vista cinético a destruição é dada pela
equação de primeira ordem:
• onde: N= número de mo vivos após determinado tempo
de
aquecimento
• k= constante de destruição térmica 25
N
K
dt
dN
*


N
K
dt
dN
*


ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS
• CINÉTICA DA DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS
MICRORGANISMOS:
• A VELOCIDADE DE DESTRUIÇÃO DEPENDE:
• a) dos microrganismos
• b) do meio
• c) da temperatura
• Do ponto vista cinético a destruição é dada pela
equação de primeira ordem:
• onde: N= número de mo vivos
26
3
2
)
(
1
k
k
X
t
E
t
S
k
X



N
K
dt
dN
*



AULA02 - MOS MEIOS de ESTERILização1 (1).ppt

  • 1.
    Fontes de Microrganismos •Os microrganismos de Interesse Industrial pode ser obtidos: • Isolamento de recursos naturais: (solo, água, plantas, etc); • Compra em coleções de cultura: (Agricultural Research Service Culture Collection (EUA), Coleção de Cultura Tropical (Campinas); • Obtenção de mutantes naturais; • Obtenção de mutantes induzidas por métodos convencionais; • Obtenção de microrganismos recombinantes. 1
  • 2.
    Características Desejáveis do Microganismo •Os microrganismos de Interesse Industrial devem: • Apresentar elevada eficiência na conversão do substrato em produto; • Permitir o acúmulo do produto no meio, de forma a ser elevada concentração do produto no caldo fermentado; • Não produzir substâncias imcompatíveis com o produto; • Apresentar constância quanto ao comportamento fisiológico; • Não ser patogênico; • Não exigir condições de processo muito complexas; • Não exigir meios de cultura dispendiosos; • Permitir rápida liberação do produto para o meio. 2
  • 3.
    Características Desejáveis do Microganismo •Exemplo da Fermentação Alcoólica: • C6H12O6 2C2H5OH + 2CO2 Fator estequiométrico teórico=0,511 Cada grama de glicose é convertida em 0,511g de etanol Saccharomyces cerevisiae, alcança 90% deste rendimento, enquanto outros microrganimos produzem etanol, mas com rendimentos muito inferiores; 3
  • 4.
    Características Desejáveis do Microganismo •Exemplo da Fermentação Alcoólica: • C6H12O6 2C2H5OH + 2CO2 Por outro lado, sabe-se que quando se atinge 8 à 10% em volume de álcool no meio, ocorre inibição da levedura e diminui a velocidade de conversão de açúcar em álcool. Portanto no caso de obtenção de álcool combustível, deve-se trabalhar com valores que não ultrapassem esta concentração alcoólica. Neste caso, a matéria prima incide em 60% do valor do custo do etanol. 4
  • 5.
    Características Desejáveis do Microganismo •Exemplo da produção de enzimas ou antibióticos: • Açúcar + O2 Células + CO2 + Produtos + Intermediários Oxigênio, faz com que aumente consideravelmente a produção de células, enquanto pequena quantidade do produto é obtida. A matéria-prima é barata, mas a recuperação do produto é onerosa, chegando a 70% do valor do custo, porém o produto tem maior valor agregado. Portanto, buscar microrganismo, que cresçam menos, ou que acumulem menos intermediários, podem diminuir o custo do processo. 5
  • 6.
    Características Desejáveis do Microganismo •Exemplo da produção de glicoamilase por Aspergillus: • Glicoamilase, enzima que hidrolisa amidos em glicose; • Transglicosidase, enzima que polimeriza a glicose formando amido; • Um microrganismo ideal, seria aquele que produz o mínimo de substâncias competitivas, ao mesmo tempo sintetize muito bem o produto pretendido. 6
  • 7.
    Características Desejáveis do Meiode Cultivo • Ser o mais barato possível; • Atender as necessidades nutricionais do microrganismo; • Auxiliar no controle do processo, como é o caso de ser ligeiramente tamponado, o que evita variações drásticas de pH, ou evitar excessiva formação de espuma; • Não provocar problemas na recuperação do produto; • Os componentes devem permitir algum tempo de armazenamento, a fim de estarem disponíveis para o uso a qualquer tempo; • Ter composição razoavelmente fixa; • 7
  • 8.
    Meio de Cultivo •Os microrganismos utilizam: • Fonte de carbono e energia, diversos açúcares, como glicose, sacarose, frutose, polissacarideos como amido e celulose; • Fonte de nitrogênio: sais como (NH4+)2SO4, (NH4)2HPO4, aminoácidos e uréia; • Fonte de fósforo: Monoamônio fosfato ou Diamônio fosfato; • Outros elementos: Na, K, Ca, Fe, Cu, Mg, Mn, Co, etc. em concentrações bem reduzidas, porém necessárias. • Meios constituídos apenas por estas substâncias são denominados de meios sintéticos. 8
  • 9.
    SUBSTRATOS  Monossacarídeos (glicose,frutose, galactose, manose, ribose, xilose, arabinose)  Dissacarídeos:  Sacarose (glicose + frutose)  Lactose (galactose + glicose)  Maltose (glicose + glicose)  Trissacarídeos:  Rafinose (glicose + frutose + galactose)  Maltotriose (glicose + glicose + glicose)  Polímeros de alto peso molecular:  Amido (amilose + amilopectina)  Amilose: cadeia linear de glicose ligações alfa 1-4  Amilopectina: cadeia ramificada com ligações alfa 1-4 e alfa 1-6  Celulose: polímero de glicose em ligações beta 1-4  Glicogênio: polímero de glicose com ligações alfa 1-4 e alfa 1-6  Pectina: polímero de ácidos galacturônico, raminose, arabinose e galactose 
  • 10.
    Perfil de Utilizaçãode Fontes de Carbono
  • 11.
    Meio de Cultivo •Meios de cultivo preparados com fatores de crescimento: • aminoácidos; • Vitaminas (biotina, tiamina, riboflavina, etc.); • Extratos de leveduras, extratos de malte, extratos de carne, peptona, hidrolisados de proteínas; 11
  • 12.
    Meio de Cultivo •Meios mais complexos e menos onerosos, por esta razão empregados na maioria dos processos fermentativos em grande escala: • Caldo de cana-de-açúcar; • Melaço, • Cereais (trigo, milho, cevada, soja); • Frutas (uvas, jaboticabas, laranjas, bananas) • Estas matérias-primas são de composição química desconhecidas, mas os teores de açúcares, nitrogênio e fosforo, devem ser determinados para avaliar sua complementação ou não. 12
  • 13.
    Considerações Finais • Adefinição adequada do microrganismo a ser empregado, assim como do meio de cultura para este microganismo, é etapa fundamental para o sucesso de um processo fermentativo; • No entanto, é sempre importante lembrar que a definição de um processo fermentativo mais adequado, assim como as preocupações com a recuperação do produto, são etapas da mais alta importância; 13
  • 14.
    Considerações Finais • Emalguns casos o emprego de microrganismos disponíveis em coleções de cultura pode levar ao desenvolvimento de processos produtivos que sejam atraentes; • É necessário lembrar, no entanto, que presentemente se dispõem de muitos recursos para o aprimoramento de linhagens produtivas, o que torna os processos fermentativos cada vez mais promissores; 14
  • 15.
    Considerações Finais • Essasconsiderações trazem também um importante alerta sobre a constante necessidade de desenvolvimento do processo produtivo já instalado, justamente por essa grande variedade de desenvolvimentos possíveis; • Presentemente e bastante dificial imaginar que uma dada empresa disponha do microrganimso “ótimo” ou do meio de cultura “otimizado”; • É da mais alta importância que essa empresa continue a busca por melhores condições, em termos de microrganismos e de meio, caso contrário, poderá ser ultrapassada pela concorrente. 15
  • 16.
    Biografia • Biotecnologia Industrial.Engenharia Bioquímica. SCHMIDELL, W. LIMA, U.A., AQUARONE, E., BORZANI, W. Editora Edgard Blucher, São Paulo, 2007. Prof. Dr. João Batista de Almeida e Silva joaobatista@debiq.eel.usp.br joaobatista@pq.cnpq.br 16
  • 17.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS DE FERMENTAÇÃO POR AQUECIMENTO A VAPOR • MUITOS PROCESSOS FERMENTATIVOS EXISTEM A PRESENÇA DE MICORRGANISMOS ESTRANHOS “CONTAMINANTES”; • EXEMPLO: • 1. PINICILINA OS CONTAMINANTES PODEM PRODUZIR PENICILINASE; • 2. FERMENTAÇÃO ACETONA-BUTANÓLICA, A BACTÉRIA PODE SER DESTRUÍDA POR VIRUS BACTERIÓFAGOS; • OS CONTAMINANTES CONSOMEM AÇÚCARES E NUTRIENTES, COMPETINDO COM OS MICRORGANISMOS DE INTERESSE. • O GRAU DE ELIMINTAÇÃO DOS CONTAMINANTES DEPENDE DE CADA CASO. 17
  • 18.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO POR AQUECIMENTO • PROCESSOS DESCONTÍNUO: • O MEIO É COLOCADO NO FERMENTADOR E ENTÃO TODO O SISTEMA É AQUECIDO COM VAPOR. ESTERILIZA-SE O MEIO E O FEMENTADOR AO MESMO TEMPO, PODENDO SER POR VAPOR DIRETO OU INDIRETO; • O AQUECIMENTO COM VAPOR DIRETO, PROVOCA DILUIÇÃO DO MEIO ENTRE 10 E 15%; • A ESTERILIZAÇÃO DESCONTÍNUCA TEM AS SEGUINTES FASES: • 1. AQUECIMENTO: elevação da temperatura próximo de 120 o c; • 2. ESTERILIZAÇÃO: temperatura é mantida constante durante o tempo de esterilização; • 3. RESFRIAMENTO: refrigera-se o sistema por serpentina ou pela camisa do fermentador. 18
  • 19.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •PROCESSOS DE ESTERILIZAÇÃO POR AQUECIMENTO • A DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS MICRORGANISMOS OCORREM QUANDO A TEMPERATURA ESTÁ ACIMA DA TEMPERATURA MÍNIMA LETAL (80 A 100 o C). • DESVANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO DESCONTÍNUA: a) Manutenção do meio em teperaturas relativamente altas por períodos longos, favorecendo o desenvolvimento de reações químicas e decomposição de nutrientes; 19
  • 20.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •DESVANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO DESCONTÍNUA: a) Elevados consumos de vapores no aquecimento e de água no resfriamento; c) Problemas de corrosão nos equipamentos; d) Tempo não produtivo relativamente elevados, 20
  • 21.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA: • Pode ser por vapor direto ou indireto também. O meio preparado é bombeado para um trocador de calor de placas ou tubos, A temperatura sobe instantâneamente e mantida por um determinado tempo de residência; O meio é enviado para outro trocador de calor para o resfriamento; O meio é enviado para um fermentador, já esterilizado; 21
  • 22.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA: • ALGUNS VALORES NUMÉRICOS DE ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA • a) vapor de aquecimento: vapor saturado (6,8 a 8,5 atm • b) bombas de recalque do mosto não esterilizado podem ser bombas centrífugas, rotativas ou de pistão; • c) tempo de enchimento do fermentador: não superior a 8 hs; • d) temperatura de esterilização: 130 A 165 o C; 22
  • 23.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •VANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA: • Temperaturas mais altas, porém tempos de permanência entre 5 e 10 minutos, o que diminui a destruição dos nutrientes melhorando a fermentação; • Meios com densidade ou viscosidade altas, como mostos de cereais, o processo contínuo dispensa motores de potencia elevada, o que seria necessário no caso do processo descontínuo; 23
  • 24.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •VANTAGENS DA ESTERILIZAÇÃO CONTÍNUA: • Economia de vapor, de água de resfriamento; • Os esterilizadores podem ser utilizados nos processos de cozimentos e de sacarificação; 24
  • 25.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •CINÉTICA DA DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS MICRORGANISMOS: • A VELOCIDADE DE DESTRUIÇÃO DEPENDE: • a) dos microrganismos • b) do meio • c) da temperatura • Do ponto vista cinético a destruição é dada pela equação de primeira ordem: • onde: N= número de mo vivos após determinado tempo de aquecimento • k= constante de destruição térmica 25 N K dt dN *   N K dt dN *  
  • 26.
    ESTERILIZAÇÃO DE MEIOS •CINÉTICA DA DESTRUIÇÃO TÉRMICA DOS MICRORGANISMOS: • A VELOCIDADE DE DESTRUIÇÃO DEPENDE: • a) dos microrganismos • b) do meio • c) da temperatura • Do ponto vista cinético a destruição é dada pela equação de primeira ordem: • onde: N= número de mo vivos 26 3 2 ) ( 1 k k X t E t S k X    N K dt dN *  