Década de70 - Programa Materno-Infantil (PMI)
Década de 80 - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM)
500 mil mulheres perdiam suas vidas todos os anos por causas evitáveis na
gestação.
Regulamentação do Exercício Profissional:
Lei Nº 7.498/86
Decreto Nº 94.406/87
O pré-natal de Baixo Risco pode ser inteiramente
acompanhado pelo Enfermeiro(a).
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
3.
2000 -Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento – PHPN
5⁰ Objetivo de desenvolvimento do Milênio (ODM) -
Redução dos óbitos maternos para 35/100 mil nascidos
vivos até 2015.
2004 - Pacto nacional pela redução da Mortalidade Materna e neonatal
2011 – Rede Cegonha
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
Acolhimento com Classificação de
Risco
Acesso; Resolutividade
Boas práticas – Parto e Nascimento
Saúde da Criança
Planejamento Reprodutivo
Pré-natal
4.
2015 –Brasil - 69 mortes por 100 mil nascidos vivos - redução da mortalidade
materna entre os anos de 2000 e 2013 (43%)
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
ODS (2016 a 2030) – Brasil - Reduzir a mortalidade materna para
aproximadamente 20 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.
2016 - Paradoxo perinatal
Medicalização do parto
Alto índice de cesáreas
Avanço na cobertura pré-natal
↑ Mortalidade Materna
5.
Baixa qualidade doPré-natal
Mortalidade materna brasileira considerada dez vezes maior que a de países
desenvolvidos (BRASIL, 2006; MS, 2012)
Causas diretas de Mortalidade Materna - 90% evitáveis
Altos índices de sífilis congênita;
Acesso desigual aos serviços de saúde;
Demora na identificação e manejo inadequados das complicações relacionadas
à gestação;
Encaminhamentos inadequados ou tardios aos serviços de pré-natal de alto
risco;
Início tardio do PN;
“ Alta do pré-natal”;
Objetivos da AssistênciaPré-natal
Redução da Morbimortalidade materna e perinatal;
Oferta de cuidado sempre referendada por evidências científicas disponíveis;
Desenvolver atividade de Promoção da saúde;
Rastreio, diagnóstico e prevenção de doenças - Identificação de agravos à
saúde da gestante e do feto;
Possibilitar a gestante a capacidade de conduzir com segurança e autonomia a
gestação e o parto;
Orientar hábitos de vida adequados;
Incentivo ao parto seguro e confortável e ao Aleitamento materno;
9.
10 passos paraum Pré-Natal de qualidade na
atenção Básica
• 1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª
semana de gestação (captação precoce)
• 2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos
necessários à atenção pré-natal.
• 3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e
avaliação em termo oportuno do resultado dos exames preconizados no
atendimento pré-natal.
• 4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas)
acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e
culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes".
• 5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o
atendimento pré-natal, quando necessário.
10.
10 passos paraum Pré-Natal de
qualidade na atenção Básica
• 6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas,
exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação:
"pré-natal do(a) parceiro(a)".
• 7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso
seja necessário.
• 8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico,
incluindo a elaboração do "Plano de Parto".
• 9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o
serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
• 10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos
por lei no período gravídicopuerperal.
11.
Assistência Pré-natal dequalidade
Início
precoce
Até a 12ᵃ semana
Periódico Calendário de consultas
Completo Abordagem das questões fisiológicas, biomédicas,
comportamentais, psicológicas e socioculturais
Ampla
cobertura Serviços de referência e contra- referência
12.
ACOLHER amulher abordando seus medos, ideias e expectativas;
REALIZAR o diagnóstico da gravidez:
História da Gestante – Atraso menstrual/Amenorréia
Exame físico
Testes laboratoriais (B-HCG/ TIG) – até 12 semanas
Papel do Enfermeiro
13.
Diagnóstico da Gravidez
Suspeitade gravidez
Consulta de
Acolhimento
DUM > 12 semanas
Sim
Positivo
Teste rápido
Atraso menstrual > 15
dias
Ausente
Negativo
Repetir em 15
dias
Sim
Pré-natal de alto risco Pré-natal de baixo
risco
Avaliação de Risco
Ausculta de BCF
Gravidez Confirmada
Presente
14.
Papel do Enfermeiro
AtrasoMenstrual
Modificações clínicas
Náuseas, Vômito, Tontura, ↑ salivação, mudança de apetite,
↑ frequência urinária, sonolência
Modificações anatômicas
↑ tamanho das mamas, hipersensibilidade dos mamilis,
tubérculos de Montgomery, ↑ do volume abdominal, cloasma;
Diagnóstico da gravidez – Sinais de Presunção
15.
Papel do Enfermeiro
Sinalde Nobile – budin (útero globoso)
Diagnóstico da gravidez – Sinais de Probabilidade
Sinal de Goodel – amolecimento da cérvice
Sinal de Osiander – pulsação vaginal
Sinal de Jaquemier – cianose da vagina
Sinal de Kluge – cianose da vulva
Sinal de Hegar – amolecimento do istmo
16.
Papel do Enfermeiro
Diagnóstico da gravidez – Sinais de Certeza
Presença de BCF
Sonar doppler – 10/12ᵃ semana
Pinard – a partir de 20ᵃ semana
BCF= 110 a 160 bpm.
USG
5-6 semanas – vesícula vitelínica
6-7 semanas – eco embrionário
17.
CADASTRAR agestante no SISPRENATAL;
EXPLICAR a rotina do acompanhamento pré-natal:
CALENDÁRIO DE CONSULTAS
Papel do Enfermeiro
Mínimo de 6 consultas:
Mensal até a 28ᵃ semana
Quinzenal da 28ᵃ a 36ᵃ semana
Semanal da 36ᵃ até 41ᵃ semana
(BRASIL, 2016)
Mínimo de 8 consultas:
Primeira consulta até 12ᵃ
semana
20ª, 26ª, 30ª, 34ª, 36ª, 38ª e 40ª
semana
(OMS, 2016)
18.
INICIAR opré-natal o mais precocemente possível – Etapas da 1ᵃ Consulta
Papel do Enfermeiro
1. Anamnese
2. Cálculo da Idade gestacional
e DPP
3. Avaliação do Estado
nutricional
5. Exame Físico geral e
Específico
7. Exames laboratoriais
.
4. Avaliação dos Dados Vitais
8. Prescrição de suplementos
de ferro e ácido fólico
.
6. Avaliação do risco
gestacional
.
Ações Complementares
.
19.
Papel do Enfermeiro
1.Anamnese
Antecedentes familiares;
Antecedentes ginecológicos;
Sexualidade;
Antecedentes obstétricos
Gestação atual
Número de gestações
Número de partos/ tipo
de parto
Numero de abortos
20.
Papel do Enfermeiro
2.Cálculo da Idade Gestacional (IG):
DUM
Conhecida/
Regular
Desconhece a data,
mas conhece o
período do mês que
ocorreu
Início: 05
Meio: 15
Final: 25
21.
Papel do Enfermeiro
2.Cálculo da Idade Gestacional (IG):
AFU USG
Data e período da
DUM
DESCONHECIDOS
MF
TOQUE
BIMANUAL
22.
Papel do Enfermeiro
2.Cálculo da Idade Gestacional (IG):
Até a 6ᵃ semana – não ocorre alteração no tamanho uterino
8ᵃ semana – útero dobra de tamanho
10ᵃ semana – útero triplica o tamanho
12ᵃ semana – palpável na sínfise púbica
16ᵃ semana – entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
20ᵃ semana – altura da cicatriz umbilical
20ᵃ a 30ᵃ semanas – relação direta entre as semanas de
gestação e a medida da altura uterina
23.
Papel do Enfermeiro
2.Cálculo da Data Provável do Parto (DPP)
Gestograma
Regra de
Näegele
Papel do Enfermeiro
3.Avaliação nutricional
Medida de peso em todas as avaliações e da altura (a cada trimestre das gestantes
com menos de 20 anos;
Cálculo do IMC IMC = PESO (Kg)/ ALTURA2 (m)
Identificar Risco nutricional:
Extremos de peso (< 45 Kg e ˃ 75 Kg);
Curva descendente ou horizontal;
Curva ascendente com inclinação diferente da
recomendada para o estado nutricional inicial
26.
Papel do Enfermeiro
3.Avaliação nutricional
Peso recomendado x Estado nutricional
Gestantes de BAIXO PESO - ↑12,5 a 18Kg
Gestantes com IMC adequado - ↑ 11,5 a 16Kg
Gestantes com SOBREPESO – 7 a 11,5Kg
Gestantes OBESAS – ganho até 7Kg
27.
Papel do Enfermeiro
4.Avaliação dos dados vitais:
Posição: sentada ou em Decúbito lateral esquerdo
Pulso
Frequência
Respiratória
Temperatura
Aferição
da PA
Frequência
Cardíaca
Hipertensão Arterial - PA sistólica ≥ 140mmHg e/ou diastólica ≥
90mmHg em 3 ou mais avaliações, em dias diferentes, com duas
medidas em cada avaliação;
PA entre 140/90 mmHg e 160/110mmHg –
Proteinúria
Consulta médica
USG
Alto Risco
Gestantes com HAS prévia e em uso de medicação anti-
hipertensiva devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco.
28.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Geral
Região cervical – palpação da tireoide
Mamas
Inspeção estática e dinâmica
29.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Geral
Tórax – Avaliação pulmonar e cardíaca
Inspeção de pele – pesquisa de Edema
Face
Membros superiores
Região sacra
Membros inferiores
30.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Específico
Abdome
Medida da Altura uterina
1. Posicionar a gestante em decúbito dorsal – abdome descorberto
2. Delimite o fundo uterino e a borda superior da sínfise púbica
3. Fixar a extremidade da fita métrica na primeira e deslizá-la com a borda
cubital da mão pela linha mediana do abdome até a altura do fundo uterino
4. Anote a medida na ficha e no cartão e marcar o ponto na curvada altura
uterina
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Específico
Abdome
Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
OBJETIVOS
Avaliar crescimento fetal
Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da
relação entre a altura uterina e a IG
Identificar situação e apresentação fetal
33.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Específico
Abdome
Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
34.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Específico
Abdome
Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
Situação
Transverso
Longitudinal Oblíquo
35.
Papel do Enfermeiro
5.Exame Físico Específico
Abdome
Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
Apresentação
Pélvica
Cefálica Córmica
36.
Papel do Enfermeiro
FCFnão audível
IG ˃ 24 semanas
Bradicardia e/ou
taquicardia
Erro de IG
Afastar condições que dificultem encontrar o
dorso fetal
Solicitar USG – Maternidade de referência
Pulso da artéria vaginal?
Afastar febre e/ou uso de medicamentos
Sofrimento fetal
Encaminhar para Maternidade de referência
5. Exame Físico Específico
Abdome
Ausculta da frequência cardíaca fetal (FCF)
37.
REALIZAR exameespecular/coleta de exame citológico.
Detectar anormalidades anatômicas;
Detectar IST e/ou outras infecções;
Identificar dilatação cervical (IIC);
Prevenção e/ou diagnóstico precoce de câncer de colo de útero;
Papel do Enfermeiro
Uso da escova?
Restrição quanto a
idade gestacional
para a coleta?
(Brasil, 2016)
38.
6. Avaliação dorisco gestacional
ENCAMINHAR as gestantes classificadas como de risco para consulta com
o(a) médico(a) e/ou referenciar ao Pré-natal de Alto Risco;
Papel do Enfermeiro
Pré-natal de
BAIXO Risco
Pré-natal de
ALTO Risco
Características individuais/condições
sociodemográficas desfavoráveis
História reprodutiva anterior
Gravidez atual
Condições prévias
História reprodutiva anterior
Gravidez atual
A avaliação de risco é permanente;
Identificado o Alto Risco encaminha-se a gestante mas deve-se MANTER o
acompanhamento paralelo na Atenção Primária;
39.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS
E ÀS CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS DESFAVORÁVEIS
• Idade menor que 15 e maior que 35 anos.
• Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário,
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse.
• Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se
tratando de adolescente.
• Situação conjugal insegura.
• Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular).
• Condições ambientais desfavoráveis.
• Altura menor do que 1,45 m.
• IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade.
40.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
• FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA
ANTERIOR
• Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado.
• Macrossomia fetal.
• Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas.
• Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos.
• Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos).
• Cirurgia uterina anterior.
• Três ou mais cesarianas.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ
ATUAL
• Ganho ponderal inadequado.
• Infecção urinária.
• Anemia.
45.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Cardiopatias.
• Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica não controlada).
• Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de transplantados).
• Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus, hipotireoidismo e
hipertireoidismo).
• Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia).
46.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Doenças neurológicas (epilepsia).
• Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão
grave etc.).
• Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico).
• Alterações genéticas maternas.
• Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
47.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Ginecopatias (malformação uterina, tumores anexiais e outras).
• Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção
pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras ISTs
(condiloma).
• Hanseníase.
• Tuberculose.
• Anemia grave (hemoglobina < 8).
• Isoimunização Rh.
• Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento
especializado.
Recomendações da OMS
•A profilaxia pré-natal com imunoglobina anti-
D em mulheres grávidas de Rh negativo não
sensibilizadas às 28 e 34 semanas de gestação,
para evitar a aloimunização RhD apenas é
recomendada no contexto de uma investigação
rigorosa.
• Ainda em investigação.
50.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA
ANTERIOR
• Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for
de causa desconhecida.
• Abortamento habitual (duas ou mais perdas precoces
consecutivas)/Incompetência istmo-cervical.
• Esterilidade/infertilidade.
• História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado
obstétrico e/ou perinatal
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL
• Restrição do crescimento intrauterino.
• Polidrâmnio ou oligodrâmnio.
• Gemelaridade.
• Malformações fetais ou arritmia fetal.
• Evidência laboratorial de proteinúria.
• Diabetes mellitus gestacional.
• Desnutrição materna severa.
• Obesidade mórbida ou baixo peso
• NIC III.
• Microcefalia.
FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL
• Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-RADS III
ou mais.
• Distúrbios hipertensivos da gestação.
• Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de pielonefrite.
• Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato
ferroso.
• Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção
pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras IST
(infecções sexualmente transmissíveis, como o condiloma), quando não há
suporte na unidade básica.
55.
ATENTAR paraos fatores de risco que indicam encaminhamento para os
Serviços de Urgência/emergência obstétrica:
Papel do Enfermeiro
PA ˃ 160/110mmHg ou PA ˃ 140/90mmHg e proteinúria positiva e/ou sintomas de cefaleia,
epigastralgia, escótomas e reflexos tendínios aumentados;
Eclâmpsia
Crise Hipertensiva
Ausência ou diminuição dos movimentos fetais por mais de 12h;
Sangramento vaginal – Síndromes Hemorrágicas
Edema excessivo;
Amniorrexe prematura/ Oligodrâmnio/ Trabalho de parto prematuro
Suspeita de Pielonefrite
Suspeita de Trombose venosa Profunda
Suspeita de abdome agudo
Vômitos incoercíveis
Óbito fetal
Contrações dolorosas e regulares;
Febre acompanhada de dor no corpo, cefaleia, vermelhidão nos olhos ou manchas vermelhas na
pele;
IG ≥ 41 semanas confirmadas
Solicitação deUSG
Papel do Enfermeiro
Primeiro Trimestre
Diagnóstico oportuno das gestações múltiplas
Detecção mais acurada da IG
Redução do número de induções por gestação
prolongada
11ᵃ a 13ᵃ semana: Medição da translucência
nucal – 75% das trissomias do cromossomo 21
Segundo Trimestre (entre 14 e 27 semanas):
Crescimento fetal
Rastreamento das malformações e alterações
do desenvolvimento
Terceiro Trimestre (acima de 28 semanas):
Suspeita de alteração do crescimento fetal
USG antes de 24 semanas
(OMS,2016)
63.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
Sorologia para Hepatite B
Hemoglobina e
Hematócrito
Urina tipo I
Eletroforese da
Hemoglobina
Glicemia de jejum
Tipo Sanguínea e
fator Rh
Urocultura
Teste rápido para
sífilis ou VDRL
Teste rápido para
HIV ou sorologia
(anti HIV I e II)
Toxoplasmose IgG e IgM
Citopatológico * Parasitológico de fezes*
HEMOGLOBINA E HEMATÓCRITO
Hemoglobina > 11g/dl – Normal – DOSE PROFILÁTICA (1comp./dia)
Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – Anemia leve a moderada – TRATAMENTO
(4 – 6 comp./dia)
Repetir exame com 60 dias
Avaliar presença de parasitose intestinal
Hemoglobina < 8 g/dl – Anemia grave – PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
64.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA
HbAA
HbAS
HbAC
HbA
HbSS ou HbSC
SEM DOENÇA
FALCIFORMESE
DOENÇA
FALCIFORMESE
Pré-natal de Alto risco
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
65.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
TIPO SANGUÍNEO E FATOR RH
A(+), B(+), AB(+), O(+);
A(-), B(-), AB(-), O(-):
FATOR RH NEGATIVO → Solicitar exame do Pai
Se desconhecido ou Rh+ → COOMBS INDIRETO ( A partir de 24 semanas)
Atenção: Antecedente de hidropsia fetal ou neonatal, independentemente do Rh,
realizar exame de Coombs indireto (CI).
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
66.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre – Manual
2017 – Rastreamento DMG
GLICEMIA EM JEJUM
Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl ou ocasional > 200 mg/dl – diagnosticar
como Diabetes na Gravidez – Tratar e seguir como diabetes prévia
Glicemia jejum ≥ 92 mg/dl e < 126 mg/dl – diagnosticar como DG
Glicemia jejum < 92 mg/dl – rastrear DG às 24 – 28 semanas - POTG
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
67.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
GLICEMIA EM JEJUM
Entre 85-90 mg/dl sem fatores de risco: normal.
Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: rastreamento positivo.
Se > 110 mg/dl: confirmar diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG).
Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: realizar o teste de tolerância à
glicose na 24ª-28ª semana gestação.
Orientar medidas de prevenção primária (alimentação saudável e atividade física
regular).
Se > 110, repetir o exame de glicemia de jejum. Se o resultado for maior que 110 mg/dl,
o diagnóstico será de DMG.
Orientar medidas de prevenção primária e referir ao alto risco, mantendo o
acompanhamento na UBS
68.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
URINA TIPO I
Leucocitúria
Hematúria
Nitrito
Proteinúria
UROCULTURA E ANTIBIOGRAMA
Urocultura positiva: > 100.000 UFC/mL
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
Bacteriúria assintomática e ITU não complicada:
Nitrofurantoína
Cefalexina
Amoxicilina-clavulanato
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
69.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
Teste rápido para HIV ou sorologia (anti HIV I e II)
Teste rápido não reagente: NORMAL → Repetir no 3⁰ trimestre
Teste rápido reagente e sorologia positiva → Pré-natal de Alto Risco
Profilaxia da transmissão vertical
Tratamento da infecção pelo HIV.
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
70.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
Sorologia Hepatite B (HBsAg)
HBsAg não reagente: NORMAL – Avaliar esquema vacinal
HBsAg reagente: solicitar HBeAg e transaminases (ALT/TGP e AST/TGO)
HBsAg reagente e HBeAg reagente: Pré-natal de Alto Risco
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
71.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS OU VDRL
Não reagente ou VDRL negativo: NORMAL – Repetir no 3⁰ Trimestre
Reagente e VDRL positivo → Solicitar FTA-Abs → Exame indisponível ou
Positivo → TRATAR GESTANTE E PARCEIRO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
Se reagente, tratar conforme fase clínica da doença:
Penicilina benzatina
Sífilis primária: 2.400.000 UI – DOSE ÚNICA
Sífilis recente secundária e latente: 4.800.000 UI – Repetir com 1 semana
Sífilis tardia (latente e terciária): 7.200.000 UI. – 3 semanas
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
Toxoplasmose IgG e IgM
IgM e IgG não reagente: SUSCETÍVEL
Prevenção primária /repetir o exame no 3º trimestre
IgM reagente e IgG não reagente: DOENÇA RECENTE
Tratamento imediato/Repetir exame em 3 semanas
IgM não reagente e IgG reagente: DOENÇAANTIGA
IgG e IgM reagentes: INFECÇÃO NA GESTAÇÃO
Teste de avidez de IgG → Avidez fraca ou Avidez forte e IG ˃ 16semanas → TRATAMENTO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
74.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
2⁰ trimestre
Coombs Indireto
A partir de 24s
(Se fator Rh -)
Repetir de 4/4 semanas
Teste de tolerância a Glicose
(24ᵃ a 28ᵃ semanas)
Ingestão oral de 75g de glicose anidra
Coleta em Jejum e após 2 horas
75.
7. Exames laboratoriais
Papeldo Enfermeiro
3⁰ trimestre
Sorologia para Hepatite B
Hemoglobina e
Hematócrito
Urina tipo I
Glicemia de jejum
Urocultura
Teste rápido para
sífilis ou VDRL
Teste rápido para
HIV ou sorologia
(anti HIV I e II)
Toxoplasmose IgG e IgM
Se negativos no 1⁰ trimestre
76.
8. Prescrição deSulfato ferroso e Ácido fólico
Papel do Enfermeiro
Sulfato
ferroso
Profilático – 1comp. (200mg de Fe
– 40 mg de Ferro elementar
Administrar longe das refeições e,
preferencialmente, com suco
cítrico
Sulfato
ferroso
Ácido
Fólico
Formação do tubo neural/
Anemia Megaloblástica – 0,4 mg
Início antes da gestação (pelo
menos 30 dias)** até o final da
gestação –
1 comp./dia (0,4mg)
77.
Atualizar calendáriode vacinação
Papel do Enfermeiro
Esquema vacinal desconhecido
Não vacinada
Esquema incompleto
dT
Hepatite
B
Esquema com 3 doses de dT
Esquema vacinal desconhecido
Não vacinada
Anti – HBs < 10
3 doses – sem restrição de IG
Intervalo de 20 dias antes do
Parto - dTpa
Completar esquema
(dTpa entre 20ᵃ s e 45 dias pós-
parto)
dTpa entre 20ᵃ e 45ºdia Pós-parto
3 doses – após a 14ᵃ semana
Esquema incompleto Completar esquema
Influenza → dose única/ Sem restrição de IG/ Gestação e Puérperio
78.
Papel do Enfermeiro
REGISTRAR o seu atendimento no prontuário e PREENCHER o cartão da gestante (a
cada consulta);
REFERENCIAR a gestante para atendimento odontológico;
REFERENCIAR a gestante para serviços especializados, quando indicado;
ORIENTAR a gestante e familiares sobre os seus direitos:
À saúde
Trabalhistas
Sociais
Proteção à maternidade
Pai
Pai:
Licença-paternidade
Pré-natal
Pré-parto, Parto e Pós-parto
Trinômio: Pai – Mãe- Criança
79.
PROMOVER atividadeseducativas na unidade para as mulheres e seus
familiares;
Modificações fisiológicas da gestação
Importância do acompanhamento pré-natal;
Cuidados em saúde alimentar e nutricional;
Sexo na gestação
Atividade física e práticas corporais na gestação;
Exposição ao tabaco
Exposição ao álcool e outras drogas
Preparação para o parto
Preparação para o aleitamento
Cuidados em saúde mental
Cuidados em saúde bucal
Tratamento preventivo na gravidez de Paludismo
REALIZAR visita domiciliar de acordo com a rotina da unidade – busca ativa.
Papel do Enfermeiro
80.
REALIZAR oPré-natal do parceiro
Papel do Enfermeiro
INCENTIVAR
VINCULAR
PROMOVER
ESTIMULAR
Participação do Homem no ciclo gravídico –
puerperal
Saúde do Homem → Pré-natal do parceiro
81.
AGENDAR consultassubsequentes:
Papel do Enfermeiro
Revisão da ficha pré-natal
Anamnese atual e sucinta
Verificação do calendário de vacinação
I. CONTROLES
MATERNOS
IG
Peso – IMC
PA
Exame físico
II. CONTROLES
FETAIS
FCF
Presença dos MF
III. CONDUTAS
Interpretação dos
resultados dos exames
Encaminhamento (s/n)
Orientação alimentar
82.
ORIENTAR eCONDUZIR as situações e sintomas especiais:
Papel do Enfermeiro
Náuseas / Vômitos Constipação
Pirose Edema/varizes
Dor abdominal/cólica
Cãibras
Gengivite
Queixas urinárias
Sistematização da
Assistência de
Enfermagem
Orientações para oparto
Preparo para o parto:
- Abordagem nas consultas e em rodas de conversa
- Parto normal
- Sinais de trabalho de parto (contrações de
treinamento, tampão mucoso, mudança progressiva
no ritmo e na intensidade das contrações)
88.
Orientações para oParto
Processo fisiológico do trabalho de parto;
a) Pródromos (pré-parto)/Fase latente
b) Fase ativa
c) Transição
d) Expulsivo
e) Dequitação
Métodos não farmacológicos
89.
Referências
• Brasil.Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-
Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il.
• OMS. Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. 2016; Disponível em:
http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/250800/2/WHO-RHR-16.12-por.pdf. Acessado em 25 de Dezembro de 2016.
• Barros, S.M.O. Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal. Série enfermagem. Barueri, SP: Manole, 2006. Disponível em:
http://www.scielo.br. Acesso em: 26 de dezembro, de 2016.
• Barros, S.M.O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2.ed. São Paulo : Roca; 2009.
Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em 26 de dezembro de 2016.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Pré-natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada:
manual técnico. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, São Paulo, 2010
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de
baixo risco – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012.
• Rezende F. J. e MONTENEGRO, C.A.B., OBSTETRÍCIA 11ª Edição, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,2010.