Me Jackeline Moraes
Disciplina: Obstetrícia
Pré-natal de Risco Habitual
Faculdade Santíssima
Trindade
 Década de 70 - Programa Materno-Infantil (PMI)
 Década de 80 - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM)
 500 mil mulheres perdiam suas vidas todos os anos por causas evitáveis na
gestação.
 Regulamentação do Exercício Profissional:
 Lei Nº 7.498/86
 Decreto Nº 94.406/87
O pré-natal de Baixo Risco pode ser inteiramente
acompanhado pelo Enfermeiro(a).
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
 2000 - Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento – PHPN
5⁰ Objetivo de desenvolvimento do Milênio (ODM) -
Redução dos óbitos maternos para 35/100 mil nascidos
vivos até 2015.
 2004 - Pacto nacional pela redução da Mortalidade Materna e neonatal
 2011 – Rede Cegonha
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
 Acolhimento com Classificação de
Risco
 Acesso; Resolutividade
 Boas práticas – Parto e Nascimento
 Saúde da Criança
 Planejamento Reprodutivo
 Pré-natal
 2015 – Brasil - 69 mortes por 100 mil nascidos vivos - redução da mortalidade
materna entre os anos de 2000 e 2013 (43%)
Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
ODS (2016 a 2030) – Brasil - Reduzir a mortalidade materna para
aproximadamente 20 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.
 2016 - Paradoxo perinatal
 Medicalização do parto
 Alto índice de cesáreas
 Avanço na cobertura pré-natal
↑ Mortalidade Materna
Baixa qualidade do Pré-natal
 Mortalidade materna brasileira considerada dez vezes maior que a de países
desenvolvidos (BRASIL, 2006; MS, 2012)
 Causas diretas de Mortalidade Materna - 90% evitáveis
 Altos índices de sífilis congênita;
 Acesso desigual aos serviços de saúde;
 Demora na identificação e manejo inadequados das complicações relacionadas
à gestação;
 Encaminhamentos inadequados ou tardios aos serviços de pré-natal de alto
risco;
 Início tardio do PN;
 “ Alta do pré-natal”;
Avanços para melhoria da Assistência Pré-natal
Avanços para melhoria da Assistência Pré-natal
Objetivos da Assistência Pré-natal
 Redução da Morbimortalidade materna e perinatal;
 Oferta de cuidado sempre referendada por evidências científicas disponíveis;
 Desenvolver atividade de Promoção da saúde;
 Rastreio, diagnóstico e prevenção de doenças - Identificação de agravos à
saúde da gestante e do feto;
 Possibilitar a gestante a capacidade de conduzir com segurança e autonomia a
gestação e o parto;
 Orientar hábitos de vida adequados;
 Incentivo ao parto seguro e confortável e ao Aleitamento materno;
10 passos para um Pré-Natal de qualidade na
atenção Básica
• 1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª
semana de gestação (captação precoce)
• 2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos
necessários à atenção pré-natal.
• 3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e
avaliação em termo oportuno do resultado dos exames preconizados no
atendimento pré-natal.
• 4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas)
acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e
culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes".
• 5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o
atendimento pré-natal, quando necessário.
10 passos para um Pré-Natal de
qualidade na atenção Básica
• 6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas,
exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação:
"pré-natal do(a) parceiro(a)".
• 7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso
seja necessário.
• 8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico,
incluindo a elaboração do "Plano de Parto".
• 9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o
serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
• 10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos
por lei no período gravídicopuerperal.
Assistência Pré-natal de qualidade
Início
precoce
Até a 12ᵃ semana
Periódico Calendário de consultas
Completo  Abordagem das questões fisiológicas, biomédicas,
comportamentais, psicológicas e socioculturais
Ampla
cobertura  Serviços de referência e contra- referência
 ACOLHER a mulher abordando seus medos, ideias e expectativas;
 REALIZAR o diagnóstico da gravidez:
 História da Gestante – Atraso menstrual/Amenorréia
 Exame físico
 Testes laboratoriais (B-HCG/ TIG) – até 12 semanas
Papel do Enfermeiro
Diagnóstico da Gravidez
Suspeita de gravidez
Consulta de
Acolhimento
DUM > 12 semanas
Sim
Positivo
Teste rápido
Atraso menstrual > 15
dias
Ausente
Negativo
Repetir em 15
dias
Sim
Pré-natal de alto risco Pré-natal de baixo
risco
Avaliação de Risco
Ausculta de BCF
Gravidez Confirmada
Presente
Papel do Enfermeiro
Atraso Menstrual
Modificações clínicas
Náuseas, Vômito, Tontura, ↑ salivação, mudança de apetite,
↑ frequência urinária, sonolência
Modificações anatômicas
↑ tamanho das mamas, hipersensibilidade dos mamilis,
tubérculos de Montgomery, ↑ do volume abdominal, cloasma;
 Diagnóstico da gravidez – Sinais de Presunção
Papel do Enfermeiro
Sinal de Nobile – budin (útero globoso)
 Diagnóstico da gravidez – Sinais de Probabilidade
Sinal de Goodel – amolecimento da cérvice
Sinal de Osiander – pulsação vaginal
Sinal de Jaquemier – cianose da vagina
Sinal de Kluge – cianose da vulva
Sinal de Hegar – amolecimento do istmo
Papel do Enfermeiro
 Diagnóstico da gravidez – Sinais de Certeza
 Presença de BCF
 Sonar doppler – 10/12ᵃ semana
 Pinard – a partir de 20ᵃ semana
 BCF= 110 a 160 bpm.
 USG
 5-6 semanas – vesícula vitelínica
 6-7 semanas – eco embrionário
 CADASTRAR a gestante no SISPRENATAL;
 EXPLICAR a rotina do acompanhamento pré-natal:
 CALENDÁRIO DE CONSULTAS
Papel do Enfermeiro
 Mínimo de 6 consultas:
 Mensal até a 28ᵃ semana
 Quinzenal da 28ᵃ a 36ᵃ semana
 Semanal da 36ᵃ até 41ᵃ semana
(BRASIL, 2016)
 Mínimo de 8 consultas:
 Primeira consulta até 12ᵃ
semana
 20ª, 26ª, 30ª, 34ª, 36ª, 38ª e 40ª
semana
(OMS, 2016)
 INICIAR o pré-natal o mais precocemente possível – Etapas da 1ᵃ Consulta
Papel do Enfermeiro
1. Anamnese
2. Cálculo da Idade gestacional
e DPP
3. Avaliação do Estado
nutricional
5. Exame Físico geral e
Específico
7. Exames laboratoriais
.
4. Avaliação dos Dados Vitais
8. Prescrição de suplementos
de ferro e ácido fólico
.
6. Avaliação do risco
gestacional
.
Ações Complementares
.
Papel do Enfermeiro
1. Anamnese
 Antecedentes familiares;
 Antecedentes ginecológicos;
 Sexualidade;
 Antecedentes obstétricos
 Gestação atual
 Número de gestações
 Número de partos/ tipo
de parto
 Numero de abortos
Papel do Enfermeiro
2. Cálculo da Idade Gestacional (IG):
DUM
Conhecida/
Regular
Desconhece a data,
mas conhece o
período do mês que
ocorreu
Início: 05
Meio: 15
Final: 25
Papel do Enfermeiro
2. Cálculo da Idade Gestacional (IG):
AFU USG
Data e período da
DUM
DESCONHECIDOS
MF
TOQUE
BIMANUAL
Papel do Enfermeiro
2. Cálculo da Idade Gestacional (IG):
Até a 6ᵃ semana – não ocorre alteração no tamanho uterino
8ᵃ semana – útero dobra de tamanho
10ᵃ semana – útero triplica o tamanho
12ᵃ semana – palpável na sínfise púbica
16ᵃ semana – entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical
20ᵃ semana – altura da cicatriz umbilical
20ᵃ a 30ᵃ semanas – relação direta entre as semanas de
gestação e a medida da altura uterina
Papel do Enfermeiro
2. Cálculo da Data Provável do Parto (DPP)
Gestograma
Regra de
Näegele
Cálculo da DUM e Idade Gestacional
• Regra de Nagele
Papel do Enfermeiro
3. Avaliação nutricional
 Medida de peso em todas as avaliações e da altura (a cada trimestre das gestantes
com menos de 20 anos;
 Cálculo do IMC IMC = PESO (Kg)/ ALTURA2 (m)
 Identificar Risco nutricional:
 Extremos de peso (< 45 Kg e ˃ 75 Kg);
 Curva descendente ou horizontal;
 Curva ascendente com inclinação diferente da
recomendada para o estado nutricional inicial
Papel do Enfermeiro
3. Avaliação nutricional
 Peso recomendado x Estado nutricional
Gestantes de BAIXO PESO - ↑12,5 a 18Kg
Gestantes com IMC adequado - ↑ 11,5 a 16Kg
Gestantes com SOBREPESO – 7 a 11,5Kg
Gestantes OBESAS – ganho até 7Kg
Papel do Enfermeiro
4. Avaliação dos dados vitais:
 Posição: sentada ou em Decúbito lateral esquerdo
Pulso
Frequência
Respiratória
Temperatura
Aferição
da PA
Frequência
Cardíaca
 Hipertensão Arterial - PA sistólica ≥ 140mmHg e/ou diastólica ≥
90mmHg em 3 ou mais avaliações, em dias diferentes, com duas
medidas em cada avaliação;
 PA entre 140/90 mmHg e 160/110mmHg –
 Proteinúria
 Consulta médica
 USG
 Alto Risco
 Gestantes com HAS prévia e em uso de medicação anti-
hipertensiva devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco.
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Geral
 Região cervical – palpação da tireoide
 Mamas
Inspeção estática e dinâmica
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Geral
 Tórax – Avaliação pulmonar e cardíaca
 Inspeção de pele – pesquisa de Edema
 Face
 Membros superiores
 Região sacra
 Membros inferiores
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Medida da Altura uterina
1. Posicionar a gestante em decúbito dorsal – abdome descorberto
2. Delimite o fundo uterino e a borda superior da sínfise púbica
3. Fixar a extremidade da fita métrica na primeira e deslizá-la com a borda
cubital da mão pela linha mediana do abdome até a altura do fundo uterino
4. Anote a medida na ficha e no cartão e marcar o ponto na curvada altura
uterina
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Medida da Altura uterina
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
OBJETIVOS
Avaliar crescimento fetal
Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da
relação entre a altura uterina e a IG
Identificar situação e apresentação fetal
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
Situação
Transverso
Longitudinal Oblíquo
Papel do Enfermeiro
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
Apresentação
Pélvica
Cefálica Córmica
Papel do Enfermeiro
FCF não audível
IG ˃ 24 semanas
Bradicardia e/ou
taquicardia
 Erro de IG
 Afastar condições que dificultem encontrar o
dorso fetal
 Solicitar USG – Maternidade de referência
 Pulso da artéria vaginal?
 Afastar febre e/ou uso de medicamentos
 Sofrimento fetal
 Encaminhar para Maternidade de referência
5. Exame Físico Específico
 Abdome
 Ausculta da frequência cardíaca fetal (FCF)
 REALIZAR exame especular/coleta de exame citológico.
 Detectar anormalidades anatômicas;
 Detectar IST e/ou outras infecções;
 Identificar dilatação cervical (IIC);
 Prevenção e/ou diagnóstico precoce de câncer de colo de útero;
Papel do Enfermeiro
 Uso da escova?
 Restrição quanto a
idade gestacional
para a coleta?
(Brasil, 2016)
6. Avaliação do risco gestacional
 ENCAMINHAR as gestantes classificadas como de risco para consulta com
o(a) médico(a) e/ou referenciar ao Pré-natal de Alto Risco;
Papel do Enfermeiro
Pré-natal de
BAIXO Risco
Pré-natal de
ALTO Risco
 Características individuais/condições
sociodemográficas desfavoráveis
 História reprodutiva anterior
 Gravidez atual
 Condições prévias
 História reprodutiva anterior
 Gravidez atual
 A avaliação de risco é permanente;
 Identificado o Alto Risco encaminha-se a gestante mas deve-se MANTER o
acompanhamento paralelo na Atenção Primária;
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS
E ÀS CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS DESFAVORÁVEIS
• Idade menor que 15 e maior que 35 anos.
• Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário,
exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse.
• Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se
tratando de adolescente.
• Situação conjugal insegura.
• Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular).
• Condições ambientais desfavoráveis.
• Altura menor do que 1,45 m.
• IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade.
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
• FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA
ANTERIOR
• Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado.
• Macrossomia fetal.
• Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas.
• Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos.
• Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos).
• Cirurgia uterina anterior.
• Três ou mais cesarianas.
Restrição do Crescimento Intra-uterino
Malformação fetal
Macrossomia
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE REALIZAÇÃO
DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ
ATUAL
• Ganho ponderal inadequado.
• Infecção urinária.
• Anemia.
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Cardiopatias.
• Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica não controlada).
• Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de transplantados).
• Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus, hipotireoidismo e
hipertireoidismo).
• Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia).
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Doenças neurológicas (epilepsia).
• Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão
grave etc.).
• Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico).
• Alterações genéticas maternas.
• Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS
• Ginecopatias (malformação uterina, tumores anexiais e outras).
• Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção
pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras ISTs
(condiloma).
• Hanseníase.
• Tuberculose.
• Anemia grave (hemoglobina < 8).
• Isoimunização Rh.
• Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento
especializado.
Eritoblastose fetal
Recomendações da OMS
• A profilaxia pré-natal com imunoglobina anti-
D em mulheres grávidas de Rh negativo não
sensibilizadas às 28 e 34 semanas de gestação,
para evitar a aloimunização RhD apenas é
recomendada no contexto de uma investigação
rigorosa.
• Ainda em investigação.
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA
ANTERIOR
• Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for
de causa desconhecida.
• Abortamento habitual (duas ou mais perdas precoces
consecutivas)/Incompetência istmo-cervical.
• Esterilidade/infertilidade.
• História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado
obstétrico e/ou perinatal
Incompetência Istmo-cervical
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL
• Restrição do crescimento intrauterino.
• Polidrâmnio ou oligodrâmnio.
• Gemelaridade.
• Malformações fetais ou arritmia fetal.
• Evidência laboratorial de proteinúria.
• Diabetes mellitus gestacional.
• Desnutrição materna severa.
• Obesidade mórbida ou baixo peso
• NIC III.
• Microcefalia.
Polidrâmnio/Oligo
FATORES DE RISCO INDICATIVOS DE
ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO
RISCO
FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL
• Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-RADS III
ou mais.
• Distúrbios hipertensivos da gestação.
• Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de pielonefrite.
• Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato
ferroso.
• Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção
pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras IST
(infecções sexualmente transmissíveis, como o condiloma), quando não há
suporte na unidade básica.
 ATENTAR para os fatores de risco que indicam encaminhamento para os
Serviços de Urgência/emergência obstétrica:
Papel do Enfermeiro
 PA ˃ 160/110mmHg ou PA ˃ 140/90mmHg e proteinúria positiva e/ou sintomas de cefaleia,
epigastralgia, escótomas e reflexos tendínios aumentados;
 Eclâmpsia
 Crise Hipertensiva
 Ausência ou diminuição dos movimentos fetais por mais de 12h;
 Sangramento vaginal – Síndromes Hemorrágicas
 Edema excessivo;
 Amniorrexe prematura/ Oligodrâmnio/ Trabalho de parto prematuro
 Suspeita de Pielonefrite
 Suspeita de Trombose venosa Profunda
 Suspeita de abdome agudo
 Vômitos incoercíveis
 Óbito fetal
 Contrações dolorosas e regulares;
 Febre acompanhada de dor no corpo, cefaleia, vermelhidão nos olhos ou manchas vermelhas na
pele;
 IG ≥ 41 semanas confirmadas
Crises Hipertensivas
Crises Hipertensivas
• Hipertensão Crônica
• Hipertensão Gestacional
• Pré-Eclâmpsia
Crises Hipertensivas
• Pré-Eclâmpsia com Sinais de Gravidade
• Eclâmpsia
• Síndrome de HELLP
Crises Hemorrágicas
Crises Hemorrágicas
USG na Gestação
 Solicitação de USG
Papel do Enfermeiro
 Primeiro Trimestre
 Diagnóstico oportuno das gestações múltiplas
 Detecção mais acurada da IG
 Redução do número de induções por gestação
prolongada
 11ᵃ a 13ᵃ semana: Medição da translucência
nucal – 75% das trissomias do cromossomo 21
 Segundo Trimestre (entre 14 e 27 semanas):
 Crescimento fetal
 Rastreamento das malformações e alterações
do desenvolvimento
 Terceiro Trimestre (acima de 28 semanas):
 Suspeita de alteração do crescimento fetal
 USG antes de 24 semanas
(OMS,2016)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
Sorologia para Hepatite B
Hemoglobina e
Hematócrito
Urina tipo I
Eletroforese da
Hemoglobina
Glicemia de jejum
Tipo Sanguínea e
fator Rh
Urocultura
Teste rápido para
sífilis ou VDRL
Teste rápido para
HIV ou sorologia
(anti HIV I e II)
Toxoplasmose IgG e IgM
Citopatológico * Parasitológico de fezes*
 HEMOGLOBINA E HEMATÓCRITO
 Hemoglobina > 11g/dl – Normal – DOSE PROFILÁTICA (1comp./dia)
 Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – Anemia leve a moderada – TRATAMENTO
(4 – 6 comp./dia)
 Repetir exame com 60 dias
 Avaliar presença de parasitose intestinal
 Hemoglobina < 8 g/dl – Anemia grave – PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA
 HbAA
 HbAS
 HbAC
 HbA
 HbSS ou HbSC
SEM DOENÇA
FALCIFORMESE
DOENÇA
FALCIFORMESE
Pré-natal de Alto risco
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 TIPO SANGUÍNEO E FATOR RH
 A(+), B(+), AB(+), O(+);
 A(-), B(-), AB(-), O(-):
FATOR RH NEGATIVO → Solicitar exame do Pai
Se desconhecido ou Rh+ → COOMBS INDIRETO ( A partir de 24 semanas)
 Atenção: Antecedente de hidropsia fetal ou neonatal, independentemente do Rh,
realizar exame de Coombs indireto (CI).
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre – Manual
2017 – Rastreamento DMG
 GLICEMIA EM JEJUM
 Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl ou ocasional > 200 mg/dl – diagnosticar
como Diabetes na Gravidez – Tratar e seguir como diabetes prévia
 Glicemia jejum ≥ 92 mg/dl e < 126 mg/dl – diagnosticar como DG
 Glicemia jejum < 92 mg/dl – rastrear DG às 24 – 28 semanas - POTG
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 GLICEMIA EM JEJUM
 Entre 85-90 mg/dl sem fatores de risco: normal.
 Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: rastreamento positivo.
 Se > 110 mg/dl: confirmar diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG).
 Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: realizar o teste de tolerância à
glicose na 24ª-28ª semana gestação.
 Orientar medidas de prevenção primária (alimentação saudável e atividade física
regular).
 Se > 110, repetir o exame de glicemia de jejum. Se o resultado for maior que 110 mg/dl,
o diagnóstico será de DMG.
 Orientar medidas de prevenção primária e referir ao alto risco, mantendo o
acompanhamento na UBS
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 URINA TIPO I
 Leucocitúria
 Hematúria
 Nitrito
 Proteinúria
 UROCULTURA E ANTIBIOGRAMA
 Urocultura positiva: > 100.000 UFC/mL
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
 Bacteriúria assintomática e ITU não complicada:
 Nitrofurantoína
 Cefalexina
 Amoxicilina-clavulanato
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 Teste rápido para HIV ou sorologia (anti HIV I e II)
 Teste rápido não reagente: NORMAL → Repetir no 3⁰ trimestre
 Teste rápido reagente e sorologia positiva → Pré-natal de Alto Risco
 Profilaxia da transmissão vertical
 Tratamento da infecção pelo HIV.
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 Sorologia Hepatite B (HBsAg)
 HBsAg não reagente: NORMAL – Avaliar esquema vacinal
 HBsAg reagente: solicitar HBeAg e transaminases (ALT/TGP e AST/TGO)
 HBsAg reagente e HBeAg reagente: Pré-natal de Alto Risco
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS OU VDRL
 Não reagente ou VDRL negativo: NORMAL – Repetir no 3⁰ Trimestre
 Reagente e VDRL positivo → Solicitar FTA-Abs → Exame indisponível ou
Positivo → TRATAR GESTANTE E PARCEIRO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
 Se reagente, tratar conforme fase clínica da doença:
 Penicilina benzatina
 Sífilis primária: 2.400.000 UI – DOSE ÚNICA
 Sífilis recente secundária e latente: 4.800.000 UI – Repetir com 1 semana
 Sífilis tardia (latente e terciária): 7.200.000 UI. – 3 semanas
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
Testes Rápidos
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre
 Toxoplasmose IgG e IgM
 IgM e IgG não reagente: SUSCETÍVEL
 Prevenção primária /repetir o exame no 3º trimestre
 IgM reagente e IgG não reagente: DOENÇA RECENTE
 Tratamento imediato/Repetir exame em 3 semanas
 IgM não reagente e IgG reagente: DOENÇAANTIGA
 IgG e IgM reagentes: INFECÇÃO NA GESTAÇÃO
 Teste de avidez de IgG → Avidez fraca ou Avidez forte e IG ˃ 16semanas → TRATAMENTO
ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
2⁰ trimestre
Coombs Indireto
A partir de 24s
(Se fator Rh -)
 Repetir de 4/4 semanas
Teste de tolerância a Glicose
(24ᵃ a 28ᵃ semanas)
 Ingestão oral de 75g de glicose anidra
 Coleta em Jejum e após 2 horas
7. Exames laboratoriais
Papel do Enfermeiro
3⁰ trimestre
Sorologia para Hepatite B
Hemoglobina e
Hematócrito
Urina tipo I
Glicemia de jejum
Urocultura
Teste rápido para
sífilis ou VDRL
Teste rápido para
HIV ou sorologia
(anti HIV I e II)
Toxoplasmose IgG e IgM
Se negativos no 1⁰ trimestre
8. Prescrição de Sulfato ferroso e Ácido fólico
Papel do Enfermeiro
Sulfato
ferroso
Profilático – 1comp. (200mg de Fe
– 40 mg de Ferro elementar
Administrar longe das refeições e,
preferencialmente, com suco
cítrico
Sulfato
ferroso
Ácido
Fólico
Formação do tubo neural/
Anemia Megaloblástica – 0,4 mg
Início antes da gestação (pelo
menos 30 dias)** até o final da
gestação –
1 comp./dia (0,4mg)
 Atualizar calendário de vacinação
Papel do Enfermeiro
Esquema vacinal desconhecido
Não vacinada
Esquema incompleto
dT
Hepatite
B
Esquema com 3 doses de dT
Esquema vacinal desconhecido
Não vacinada
Anti – HBs < 10
3 doses – sem restrição de IG
Intervalo de 20 dias antes do
Parto - dTpa
Completar esquema
(dTpa entre 20ᵃ s e 45 dias pós-
parto)
dTpa entre 20ᵃ e 45ºdia Pós-parto
3 doses – após a 14ᵃ semana
Esquema incompleto Completar esquema
Influenza → dose única/ Sem restrição de IG/ Gestação e Puérperio
Papel do Enfermeiro
 REGISTRAR o seu atendimento no prontuário e PREENCHER o cartão da gestante (a
cada consulta);
 REFERENCIAR a gestante para atendimento odontológico;
 REFERENCIAR a gestante para serviços especializados, quando indicado;
 ORIENTAR a gestante e familiares sobre os seus direitos:
 À saúde
 Trabalhistas
 Sociais
 Proteção à maternidade
 Pai
Pai:
 Licença-paternidade
 Pré-natal
 Pré-parto, Parto e Pós-parto
Trinômio: Pai – Mãe- Criança
 PROMOVER atividades educativas na unidade para as mulheres e seus
familiares;
 Modificações fisiológicas da gestação
 Importância do acompanhamento pré-natal;
 Cuidados em saúde alimentar e nutricional;
 Sexo na gestação
 Atividade física e práticas corporais na gestação;
 Exposição ao tabaco
 Exposição ao álcool e outras drogas
 Preparação para o parto
 Preparação para o aleitamento
 Cuidados em saúde mental
 Cuidados em saúde bucal
 Tratamento preventivo na gravidez de Paludismo
 REALIZAR visita domiciliar de acordo com a rotina da unidade – busca ativa.
Papel do Enfermeiro
 REALIZAR o Pré-natal do parceiro
Papel do Enfermeiro
INCENTIVAR
VINCULAR
PROMOVER
ESTIMULAR
Participação do Homem no ciclo gravídico –
puerperal
Saúde do Homem → Pré-natal do parceiro
 AGENDAR consultas subsequentes:
Papel do Enfermeiro
 Revisão da ficha pré-natal
 Anamnese atual e sucinta
 Verificação do calendário de vacinação
I. CONTROLES
MATERNOS
 IG
 Peso – IMC
 PA
 Exame físico
II. CONTROLES
FETAIS
 FCF
 Presença dos MF
III. CONDUTAS
 Interpretação dos
resultados dos exames
 Encaminhamento (s/n)
 Orientação alimentar
 ORIENTAR e CONDUZIR as situações e sintomas especiais:
Papel do Enfermeiro
Náuseas / Vômitos Constipação
Pirose Edema/varizes
Dor abdominal/cólica
Cãibras
Gengivite
Queixas urinárias
Sistematização da
Assistência de
Enfermagem
Rodas de Gestantes
Rodas de Gestantes
Rodas de Gestantes
Plano de Parto
Orientações para o parto
Preparo para o parto:
- Abordagem nas consultas e em rodas de conversa
- Parto normal
- Sinais de trabalho de parto (contrações de
treinamento, tampão mucoso, mudança progressiva
no ritmo e na intensidade das contrações)
Orientações para o Parto
Processo fisiológico do trabalho de parto;
a) Pródromos (pré-parto)/Fase latente
b) Fase ativa
c) Transição
d) Expulsivo
e) Dequitação
 Métodos não farmacológicos
 Referências
• Brasil. Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio-
Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il.
• OMS. Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. 2016; Disponível em:
http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/250800/2/WHO-RHR-16.12-por.pdf. Acessado em 25 de Dezembro de 2016.
• Barros, S.M.O. Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal. Série enfermagem. Barueri, SP: Manole, 2006. Disponível em:
http://www.scielo.br. Acesso em: 26 de dezembro, de 2016.
• Barros, S.M.O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2.ed. São Paulo : Roca; 2009.
Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em 26 de dezembro de 2016.
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Pré-natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada:
manual técnico. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, São Paulo, 2010
• Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de
baixo risco – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012.
• Rezende F. J. e MONTENEGRO, C.A.B., OBSTETRÍCIA 11ª Edição, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,2010.

aula pré-natal de baixo risco, atuação profissional.pdf

  • 1.
    Me Jackeline Moraes Disciplina:Obstetrícia Pré-natal de Risco Habitual Faculdade Santíssima Trindade
  • 2.
     Década de70 - Programa Materno-Infantil (PMI)  Década de 80 - Programa de Assistência Integral à Saúde da Mulher (PAISM)  500 mil mulheres perdiam suas vidas todos os anos por causas evitáveis na gestação.  Regulamentação do Exercício Profissional:  Lei Nº 7.498/86  Decreto Nº 94.406/87 O pré-natal de Baixo Risco pode ser inteiramente acompanhado pelo Enfermeiro(a). Políticas Públicas de Atenção Pré-natal
  • 3.
     2000 -Programa de Humanização no Pré-natal e Nascimento – PHPN 5⁰ Objetivo de desenvolvimento do Milênio (ODM) - Redução dos óbitos maternos para 35/100 mil nascidos vivos até 2015.  2004 - Pacto nacional pela redução da Mortalidade Materna e neonatal  2011 – Rede Cegonha Políticas Públicas de Atenção Pré-natal  Acolhimento com Classificação de Risco  Acesso; Resolutividade  Boas práticas – Parto e Nascimento  Saúde da Criança  Planejamento Reprodutivo  Pré-natal
  • 4.
     2015 –Brasil - 69 mortes por 100 mil nascidos vivos - redução da mortalidade materna entre os anos de 2000 e 2013 (43%) Políticas Públicas de Atenção Pré-natal ODS (2016 a 2030) – Brasil - Reduzir a mortalidade materna para aproximadamente 20 mortes para cada 100 mil nascidos vivos.  2016 - Paradoxo perinatal  Medicalização do parto  Alto índice de cesáreas  Avanço na cobertura pré-natal ↑ Mortalidade Materna
  • 5.
    Baixa qualidade doPré-natal  Mortalidade materna brasileira considerada dez vezes maior que a de países desenvolvidos (BRASIL, 2006; MS, 2012)  Causas diretas de Mortalidade Materna - 90% evitáveis  Altos índices de sífilis congênita;  Acesso desigual aos serviços de saúde;  Demora na identificação e manejo inadequados das complicações relacionadas à gestação;  Encaminhamentos inadequados ou tardios aos serviços de pré-natal de alto risco;  Início tardio do PN;  “ Alta do pré-natal”;
  • 6.
    Avanços para melhoriada Assistência Pré-natal
  • 7.
    Avanços para melhoriada Assistência Pré-natal
  • 8.
    Objetivos da AssistênciaPré-natal  Redução da Morbimortalidade materna e perinatal;  Oferta de cuidado sempre referendada por evidências científicas disponíveis;  Desenvolver atividade de Promoção da saúde;  Rastreio, diagnóstico e prevenção de doenças - Identificação de agravos à saúde da gestante e do feto;  Possibilitar a gestante a capacidade de conduzir com segurança e autonomia a gestação e o parto;  Orientar hábitos de vida adequados;  Incentivo ao parto seguro e confortável e ao Aleitamento materno;
  • 9.
    10 passos paraum Pré-Natal de qualidade na atenção Básica • 1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de gestação (captação precoce) • 2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal. • 3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e avaliação em termo oportuno do resultado dos exames preconizados no atendimento pré-natal. • 4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes". • 5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o atendimento pré-natal, quando necessário.
  • 10.
    10 passos paraum Pré-Natal de qualidade na atenção Básica • 6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas, exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do(a) parceiro(a)". • 7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja necessário. • 8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo a elaboração do "Plano de Parto". • 9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação). • 10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no período gravídicopuerperal.
  • 11.
    Assistência Pré-natal dequalidade Início precoce Até a 12ᵃ semana Periódico Calendário de consultas Completo  Abordagem das questões fisiológicas, biomédicas, comportamentais, psicológicas e socioculturais Ampla cobertura  Serviços de referência e contra- referência
  • 12.
     ACOLHER amulher abordando seus medos, ideias e expectativas;  REALIZAR o diagnóstico da gravidez:  História da Gestante – Atraso menstrual/Amenorréia  Exame físico  Testes laboratoriais (B-HCG/ TIG) – até 12 semanas Papel do Enfermeiro
  • 13.
    Diagnóstico da Gravidez Suspeitade gravidez Consulta de Acolhimento DUM > 12 semanas Sim Positivo Teste rápido Atraso menstrual > 15 dias Ausente Negativo Repetir em 15 dias Sim Pré-natal de alto risco Pré-natal de baixo risco Avaliação de Risco Ausculta de BCF Gravidez Confirmada Presente
  • 14.
    Papel do Enfermeiro AtrasoMenstrual Modificações clínicas Náuseas, Vômito, Tontura, ↑ salivação, mudança de apetite, ↑ frequência urinária, sonolência Modificações anatômicas ↑ tamanho das mamas, hipersensibilidade dos mamilis, tubérculos de Montgomery, ↑ do volume abdominal, cloasma;  Diagnóstico da gravidez – Sinais de Presunção
  • 15.
    Papel do Enfermeiro Sinalde Nobile – budin (útero globoso)  Diagnóstico da gravidez – Sinais de Probabilidade Sinal de Goodel – amolecimento da cérvice Sinal de Osiander – pulsação vaginal Sinal de Jaquemier – cianose da vagina Sinal de Kluge – cianose da vulva Sinal de Hegar – amolecimento do istmo
  • 16.
    Papel do Enfermeiro Diagnóstico da gravidez – Sinais de Certeza  Presença de BCF  Sonar doppler – 10/12ᵃ semana  Pinard – a partir de 20ᵃ semana  BCF= 110 a 160 bpm.  USG  5-6 semanas – vesícula vitelínica  6-7 semanas – eco embrionário
  • 17.
     CADASTRAR agestante no SISPRENATAL;  EXPLICAR a rotina do acompanhamento pré-natal:  CALENDÁRIO DE CONSULTAS Papel do Enfermeiro  Mínimo de 6 consultas:  Mensal até a 28ᵃ semana  Quinzenal da 28ᵃ a 36ᵃ semana  Semanal da 36ᵃ até 41ᵃ semana (BRASIL, 2016)  Mínimo de 8 consultas:  Primeira consulta até 12ᵃ semana  20ª, 26ª, 30ª, 34ª, 36ª, 38ª e 40ª semana (OMS, 2016)
  • 18.
     INICIAR opré-natal o mais precocemente possível – Etapas da 1ᵃ Consulta Papel do Enfermeiro 1. Anamnese 2. Cálculo da Idade gestacional e DPP 3. Avaliação do Estado nutricional 5. Exame Físico geral e Específico 7. Exames laboratoriais . 4. Avaliação dos Dados Vitais 8. Prescrição de suplementos de ferro e ácido fólico . 6. Avaliação do risco gestacional . Ações Complementares .
  • 19.
    Papel do Enfermeiro 1.Anamnese  Antecedentes familiares;  Antecedentes ginecológicos;  Sexualidade;  Antecedentes obstétricos  Gestação atual  Número de gestações  Número de partos/ tipo de parto  Numero de abortos
  • 20.
    Papel do Enfermeiro 2.Cálculo da Idade Gestacional (IG): DUM Conhecida/ Regular Desconhece a data, mas conhece o período do mês que ocorreu Início: 05 Meio: 15 Final: 25
  • 21.
    Papel do Enfermeiro 2.Cálculo da Idade Gestacional (IG): AFU USG Data e período da DUM DESCONHECIDOS MF TOQUE BIMANUAL
  • 22.
    Papel do Enfermeiro 2.Cálculo da Idade Gestacional (IG): Até a 6ᵃ semana – não ocorre alteração no tamanho uterino 8ᵃ semana – útero dobra de tamanho 10ᵃ semana – útero triplica o tamanho 12ᵃ semana – palpável na sínfise púbica 16ᵃ semana – entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical 20ᵃ semana – altura da cicatriz umbilical 20ᵃ a 30ᵃ semanas – relação direta entre as semanas de gestação e a medida da altura uterina
  • 23.
    Papel do Enfermeiro 2.Cálculo da Data Provável do Parto (DPP) Gestograma Regra de Näegele
  • 24.
    Cálculo da DUMe Idade Gestacional • Regra de Nagele
  • 25.
    Papel do Enfermeiro 3.Avaliação nutricional  Medida de peso em todas as avaliações e da altura (a cada trimestre das gestantes com menos de 20 anos;  Cálculo do IMC IMC = PESO (Kg)/ ALTURA2 (m)  Identificar Risco nutricional:  Extremos de peso (< 45 Kg e ˃ 75 Kg);  Curva descendente ou horizontal;  Curva ascendente com inclinação diferente da recomendada para o estado nutricional inicial
  • 26.
    Papel do Enfermeiro 3.Avaliação nutricional  Peso recomendado x Estado nutricional Gestantes de BAIXO PESO - ↑12,5 a 18Kg Gestantes com IMC adequado - ↑ 11,5 a 16Kg Gestantes com SOBREPESO – 7 a 11,5Kg Gestantes OBESAS – ganho até 7Kg
  • 27.
    Papel do Enfermeiro 4.Avaliação dos dados vitais:  Posição: sentada ou em Decúbito lateral esquerdo Pulso Frequência Respiratória Temperatura Aferição da PA Frequência Cardíaca  Hipertensão Arterial - PA sistólica ≥ 140mmHg e/ou diastólica ≥ 90mmHg em 3 ou mais avaliações, em dias diferentes, com duas medidas em cada avaliação;  PA entre 140/90 mmHg e 160/110mmHg –  Proteinúria  Consulta médica  USG  Alto Risco  Gestantes com HAS prévia e em uso de medicação anti- hipertensiva devem ser acompanhadas no pré-natal de alto risco.
  • 28.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Geral  Região cervical – palpação da tireoide  Mamas Inspeção estática e dinâmica
  • 29.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Geral  Tórax – Avaliação pulmonar e cardíaca  Inspeção de pele – pesquisa de Edema  Face  Membros superiores  Região sacra  Membros inferiores
  • 30.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Medida da Altura uterina 1. Posicionar a gestante em decúbito dorsal – abdome descorberto 2. Delimite o fundo uterino e a borda superior da sínfise púbica 3. Fixar a extremidade da fita métrica na primeira e deslizá-la com a borda cubital da mão pela linha mediana do abdome até a altura do fundo uterino 4. Anote a medida na ficha e no cartão e marcar o ponto na curvada altura uterina
  • 31.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Medida da Altura uterina
  • 32.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD OBJETIVOS Avaliar crescimento fetal Diagnosticar os desvios da normalidade a partir da relação entre a altura uterina e a IG Identificar situação e apresentação fetal
  • 33.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD
  • 34.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD Situação Transverso Longitudinal Oblíquo
  • 35.
    Papel do Enfermeiro 5.Exame Físico Específico  Abdome  Palpação obstétrica – MANOBRAS DE LEOPOLD Apresentação Pélvica Cefálica Córmica
  • 36.
    Papel do Enfermeiro FCFnão audível IG ˃ 24 semanas Bradicardia e/ou taquicardia  Erro de IG  Afastar condições que dificultem encontrar o dorso fetal  Solicitar USG – Maternidade de referência  Pulso da artéria vaginal?  Afastar febre e/ou uso de medicamentos  Sofrimento fetal  Encaminhar para Maternidade de referência 5. Exame Físico Específico  Abdome  Ausculta da frequência cardíaca fetal (FCF)
  • 37.
     REALIZAR exameespecular/coleta de exame citológico.  Detectar anormalidades anatômicas;  Detectar IST e/ou outras infecções;  Identificar dilatação cervical (IIC);  Prevenção e/ou diagnóstico precoce de câncer de colo de útero; Papel do Enfermeiro  Uso da escova?  Restrição quanto a idade gestacional para a coleta? (Brasil, 2016)
  • 38.
    6. Avaliação dorisco gestacional  ENCAMINHAR as gestantes classificadas como de risco para consulta com o(a) médico(a) e/ou referenciar ao Pré-natal de Alto Risco; Papel do Enfermeiro Pré-natal de BAIXO Risco Pré-natal de ALTO Risco  Características individuais/condições sociodemográficas desfavoráveis  História reprodutiva anterior  Gravidez atual  Condições prévias  História reprodutiva anterior  Gravidez atual  A avaliação de risco é permanente;  Identificado o Alto Risco encaminha-se a gestante mas deve-se MANTER o acompanhamento paralelo na Atenção Primária;
  • 39.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO FATORES RELACIONADOS ÀS CARACTERÍSTICAS INDIVIDUAIS E ÀS CONDIÇÕES SOCIODEMOGRÁFICAS DESFAVORÁVEIS • Idade menor que 15 e maior que 35 anos. • Ocupação: esforço físico excessivo, carga horária extensa, rotatividade de horário, exposição a agentes físicos, químicos e biológicos, estresse. • Situação familiar insegura e não aceitação da gravidez, principalmente em se tratando de adolescente. • Situação conjugal insegura. • Baixa escolaridade (menor do que cinco anos de estudo regular). • Condições ambientais desfavoráveis. • Altura menor do que 1,45 m. • IMC que evidencie baixo peso, sobrepeso ou obesidade.
  • 40.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO • FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA ANTERIOR • Recém-nascido com restrição de crescimento, pré-termo ou malformado. • Macrossomia fetal. • Síndromes hemorrágicas ou hipertensivas. • Intervalo interpartal menor do que dois anos ou maior do que cinco anos. • Nuliparidade e multiparidade (cinco ou mais partos). • Cirurgia uterina anterior. • Três ou mais cesarianas.
  • 41.
  • 42.
  • 43.
  • 44.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE REALIZAÇÃO DO PRÉ-NATAL DE BAIXO RISCO FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL • Ganho ponderal inadequado. • Infecção urinária. • Anemia.
  • 45.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS • Cardiopatias. • Pneumopatias graves (incluindo asma brônquica não controlada). • Nefropatias graves (como insuficiência renal crônica e em casos de transplantados). • Endocrinopatias (especialmente diabetes mellitus, hipotireoidismo e hipertireoidismo). • Doenças hematológicas (inclusive doença falciforme e talassemia).
  • 46.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS • Doenças neurológicas (epilepsia). • Doenças psiquiátricas que necessitam de acompanhamento (psicoses, depressão grave etc.). • Doenças autoimunes (lúpus eritematoso sistêmico). • Alterações genéticas maternas. • Antecedente de trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.
  • 47.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS ÀS CONDIÇÕES PRÉVIAS • Ginecopatias (malformação uterina, tumores anexiais e outras). • Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras ISTs (condiloma). • Hanseníase. • Tuberculose. • Anemia grave (hemoglobina < 8). • Isoimunização Rh. • Qualquer patologia clínica que necessite de acompanhamento especializado.
  • 48.
  • 49.
    Recomendações da OMS •A profilaxia pré-natal com imunoglobina anti- D em mulheres grávidas de Rh negativo não sensibilizadas às 28 e 34 semanas de gestação, para evitar a aloimunização RhD apenas é recomendada no contexto de uma investigação rigorosa. • Ainda em investigação.
  • 50.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS À HISTÓRIA REPRODUTIVA ANTERIOR • Morte intrauterina ou perinatal em gestação anterior, principalmente se for de causa desconhecida. • Abortamento habitual (duas ou mais perdas precoces consecutivas)/Incompetência istmo-cervical. • Esterilidade/infertilidade. • História prévia de doença hipertensiva da gestação, com mau resultado obstétrico e/ou perinatal
  • 51.
  • 52.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL • Restrição do crescimento intrauterino. • Polidrâmnio ou oligodrâmnio. • Gemelaridade. • Malformações fetais ou arritmia fetal. • Evidência laboratorial de proteinúria. • Diabetes mellitus gestacional. • Desnutrição materna severa. • Obesidade mórbida ou baixo peso • NIC III. • Microcefalia.
  • 53.
  • 54.
    FATORES DE RISCOINDICATIVOS DE ENCAMINHAMENTO AO PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO FATORES RELACIONADOS À GRAVIDEZ ATUAL • Alta suspeita clínica de câncer de mama ou mamografia com Bi-RADS III ou mais. • Distúrbios hipertensivos da gestação. • Infecção urinária de repetição ou dois ou mais episódios de pielonefrite. • Anemia grave ou não responsiva a 30-60 dias de tratamento com sulfato ferroso. • Portadoras de doenças infecciosas como hepatites, toxoplasmose, infecção pelo HIV, sífilis terciária (USG com malformação fetal) e outras IST (infecções sexualmente transmissíveis, como o condiloma), quando não há suporte na unidade básica.
  • 55.
     ATENTAR paraos fatores de risco que indicam encaminhamento para os Serviços de Urgência/emergência obstétrica: Papel do Enfermeiro  PA ˃ 160/110mmHg ou PA ˃ 140/90mmHg e proteinúria positiva e/ou sintomas de cefaleia, epigastralgia, escótomas e reflexos tendínios aumentados;  Eclâmpsia  Crise Hipertensiva  Ausência ou diminuição dos movimentos fetais por mais de 12h;  Sangramento vaginal – Síndromes Hemorrágicas  Edema excessivo;  Amniorrexe prematura/ Oligodrâmnio/ Trabalho de parto prematuro  Suspeita de Pielonefrite  Suspeita de Trombose venosa Profunda  Suspeita de abdome agudo  Vômitos incoercíveis  Óbito fetal  Contrações dolorosas e regulares;  Febre acompanhada de dor no corpo, cefaleia, vermelhidão nos olhos ou manchas vermelhas na pele;  IG ≥ 41 semanas confirmadas
  • 56.
  • 57.
    Crises Hipertensivas • HipertensãoCrônica • Hipertensão Gestacional • Pré-Eclâmpsia
  • 58.
    Crises Hipertensivas • Pré-Eclâmpsiacom Sinais de Gravidade • Eclâmpsia • Síndrome de HELLP
  • 59.
  • 60.
  • 61.
  • 62.
     Solicitação deUSG Papel do Enfermeiro  Primeiro Trimestre  Diagnóstico oportuno das gestações múltiplas  Detecção mais acurada da IG  Redução do número de induções por gestação prolongada  11ᵃ a 13ᵃ semana: Medição da translucência nucal – 75% das trissomias do cromossomo 21  Segundo Trimestre (entre 14 e 27 semanas):  Crescimento fetal  Rastreamento das malformações e alterações do desenvolvimento  Terceiro Trimestre (acima de 28 semanas):  Suspeita de alteração do crescimento fetal  USG antes de 24 semanas (OMS,2016)
  • 63.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre Sorologia para Hepatite B Hemoglobina e Hematócrito Urina tipo I Eletroforese da Hemoglobina Glicemia de jejum Tipo Sanguínea e fator Rh Urocultura Teste rápido para sífilis ou VDRL Teste rápido para HIV ou sorologia (anti HIV I e II) Toxoplasmose IgG e IgM Citopatológico * Parasitológico de fezes*  HEMOGLOBINA E HEMATÓCRITO  Hemoglobina > 11g/dl – Normal – DOSE PROFILÁTICA (1comp./dia)  Hemoglobina entre 8 e 11 g/dl – Anemia leve a moderada – TRATAMENTO (4 – 6 comp./dia)  Repetir exame com 60 dias  Avaliar presença de parasitose intestinal  Hemoglobina < 8 g/dl – Anemia grave – PRÉ-NATAL DE ALTO RISCO ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 64.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  ELETROFORESE DE HEMOGLOBINA  HbAA  HbAS  HbAC  HbA  HbSS ou HbSC SEM DOENÇA FALCIFORMESE DOENÇA FALCIFORMESE Pré-natal de Alto risco ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 65.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  TIPO SANGUÍNEO E FATOR RH  A(+), B(+), AB(+), O(+);  A(-), B(-), AB(-), O(-): FATOR RH NEGATIVO → Solicitar exame do Pai Se desconhecido ou Rh+ → COOMBS INDIRETO ( A partir de 24 semanas)  Atenção: Antecedente de hidropsia fetal ou neonatal, independentemente do Rh, realizar exame de Coombs indireto (CI). ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 66.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre – Manual 2017 – Rastreamento DMG  GLICEMIA EM JEJUM  Glicemia em jejum ≥ 126 mg/dl ou ocasional > 200 mg/dl – diagnosticar como Diabetes na Gravidez – Tratar e seguir como diabetes prévia  Glicemia jejum ≥ 92 mg/dl e < 126 mg/dl – diagnosticar como DG  Glicemia jejum < 92 mg/dl – rastrear DG às 24 – 28 semanas - POTG ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 67.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  GLICEMIA EM JEJUM  Entre 85-90 mg/dl sem fatores de risco: normal.  Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: rastreamento positivo.  Se > 110 mg/dl: confirmar diagnóstico de diabetes mellitus gestacional (DMG).  Entre 85-90 mg/dl com fatores de risco ou 90-110 mg/dl: realizar o teste de tolerância à glicose na 24ª-28ª semana gestação.  Orientar medidas de prevenção primária (alimentação saudável e atividade física regular).  Se > 110, repetir o exame de glicemia de jejum. Se o resultado for maior que 110 mg/dl, o diagnóstico será de DMG.  Orientar medidas de prevenção primária e referir ao alto risco, mantendo o acompanhamento na UBS
  • 68.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  URINA TIPO I  Leucocitúria  Hematúria  Nitrito  Proteinúria  UROCULTURA E ANTIBIOGRAMA  Urocultura positiva: > 100.000 UFC/mL ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)  Bacteriúria assintomática e ITU não complicada:  Nitrofurantoína  Cefalexina  Amoxicilina-clavulanato ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 69.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  Teste rápido para HIV ou sorologia (anti HIV I e II)  Teste rápido não reagente: NORMAL → Repetir no 3⁰ trimestre  Teste rápido reagente e sorologia positiva → Pré-natal de Alto Risco  Profilaxia da transmissão vertical  Tratamento da infecção pelo HIV. ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 70.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  Sorologia Hepatite B (HBsAg)  HBsAg não reagente: NORMAL – Avaliar esquema vacinal  HBsAg reagente: solicitar HBeAg e transaminases (ALT/TGP e AST/TGO)  HBsAg reagente e HBeAg reagente: Pré-natal de Alto Risco ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 71.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  TESTE RÁPIDO PARA SÍFILIS OU VDRL  Não reagente ou VDRL negativo: NORMAL – Repetir no 3⁰ Trimestre  Reagente e VDRL positivo → Solicitar FTA-Abs → Exame indisponível ou Positivo → TRATAR GESTANTE E PARCEIRO ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)  Se reagente, tratar conforme fase clínica da doença:  Penicilina benzatina  Sífilis primária: 2.400.000 UI – DOSE ÚNICA  Sífilis recente secundária e latente: 4.800.000 UI – Repetir com 1 semana  Sífilis tardia (latente e terciária): 7.200.000 UI. – 3 semanas ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 72.
  • 73.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 1ᵃ consulta ou 1⁰ trimestre  Toxoplasmose IgG e IgM  IgM e IgG não reagente: SUSCETÍVEL  Prevenção primária /repetir o exame no 3º trimestre  IgM reagente e IgG não reagente: DOENÇA RECENTE  Tratamento imediato/Repetir exame em 3 semanas  IgM não reagente e IgG reagente: DOENÇAANTIGA  IgG e IgM reagentes: INFECÇÃO NA GESTAÇÃO  Teste de avidez de IgG → Avidez fraca ou Avidez forte e IG ˃ 16semanas → TRATAMENTO ENFERMEIRO(A)/MÉDICO(A)
  • 74.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 2⁰ trimestre Coombs Indireto A partir de 24s (Se fator Rh -)  Repetir de 4/4 semanas Teste de tolerância a Glicose (24ᵃ a 28ᵃ semanas)  Ingestão oral de 75g de glicose anidra  Coleta em Jejum e após 2 horas
  • 75.
    7. Exames laboratoriais Papeldo Enfermeiro 3⁰ trimestre Sorologia para Hepatite B Hemoglobina e Hematócrito Urina tipo I Glicemia de jejum Urocultura Teste rápido para sífilis ou VDRL Teste rápido para HIV ou sorologia (anti HIV I e II) Toxoplasmose IgG e IgM Se negativos no 1⁰ trimestre
  • 76.
    8. Prescrição deSulfato ferroso e Ácido fólico Papel do Enfermeiro Sulfato ferroso Profilático – 1comp. (200mg de Fe – 40 mg de Ferro elementar Administrar longe das refeições e, preferencialmente, com suco cítrico Sulfato ferroso Ácido Fólico Formação do tubo neural/ Anemia Megaloblástica – 0,4 mg Início antes da gestação (pelo menos 30 dias)** até o final da gestação – 1 comp./dia (0,4mg)
  • 77.
     Atualizar calendáriode vacinação Papel do Enfermeiro Esquema vacinal desconhecido Não vacinada Esquema incompleto dT Hepatite B Esquema com 3 doses de dT Esquema vacinal desconhecido Não vacinada Anti – HBs < 10 3 doses – sem restrição de IG Intervalo de 20 dias antes do Parto - dTpa Completar esquema (dTpa entre 20ᵃ s e 45 dias pós- parto) dTpa entre 20ᵃ e 45ºdia Pós-parto 3 doses – após a 14ᵃ semana Esquema incompleto Completar esquema Influenza → dose única/ Sem restrição de IG/ Gestação e Puérperio
  • 78.
    Papel do Enfermeiro REGISTRAR o seu atendimento no prontuário e PREENCHER o cartão da gestante (a cada consulta);  REFERENCIAR a gestante para atendimento odontológico;  REFERENCIAR a gestante para serviços especializados, quando indicado;  ORIENTAR a gestante e familiares sobre os seus direitos:  À saúde  Trabalhistas  Sociais  Proteção à maternidade  Pai Pai:  Licença-paternidade  Pré-natal  Pré-parto, Parto e Pós-parto Trinômio: Pai – Mãe- Criança
  • 79.
     PROMOVER atividadeseducativas na unidade para as mulheres e seus familiares;  Modificações fisiológicas da gestação  Importância do acompanhamento pré-natal;  Cuidados em saúde alimentar e nutricional;  Sexo na gestação  Atividade física e práticas corporais na gestação;  Exposição ao tabaco  Exposição ao álcool e outras drogas  Preparação para o parto  Preparação para o aleitamento  Cuidados em saúde mental  Cuidados em saúde bucal  Tratamento preventivo na gravidez de Paludismo  REALIZAR visita domiciliar de acordo com a rotina da unidade – busca ativa. Papel do Enfermeiro
  • 80.
     REALIZAR oPré-natal do parceiro Papel do Enfermeiro INCENTIVAR VINCULAR PROMOVER ESTIMULAR Participação do Homem no ciclo gravídico – puerperal Saúde do Homem → Pré-natal do parceiro
  • 81.
     AGENDAR consultassubsequentes: Papel do Enfermeiro  Revisão da ficha pré-natal  Anamnese atual e sucinta  Verificação do calendário de vacinação I. CONTROLES MATERNOS  IG  Peso – IMC  PA  Exame físico II. CONTROLES FETAIS  FCF  Presença dos MF III. CONDUTAS  Interpretação dos resultados dos exames  Encaminhamento (s/n)  Orientação alimentar
  • 82.
     ORIENTAR eCONDUZIR as situações e sintomas especiais: Papel do Enfermeiro Náuseas / Vômitos Constipação Pirose Edema/varizes Dor abdominal/cólica Cãibras Gengivite Queixas urinárias Sistematização da Assistência de Enfermagem
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  • 84.
  • 85.
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  • 87.
    Orientações para oparto Preparo para o parto: - Abordagem nas consultas e em rodas de conversa - Parto normal - Sinais de trabalho de parto (contrações de treinamento, tampão mucoso, mudança progressiva no ritmo e na intensidade das contrações)
  • 88.
    Orientações para oParto Processo fisiológico do trabalho de parto; a) Pródromos (pré-parto)/Fase latente b) Fase ativa c) Transição d) Expulsivo e) Dequitação  Métodos não farmacológicos
  • 89.
     Referências • Brasil.Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica : Saúde das Mulheres / Ministério da Saúde, Instituto Sírio- Libanês de Ensino e Pesquisa – Brasília : Ministério da Saúde, 2016. 230 p. : il. • OMS. Recomendações da OMS sobre cuidados pré-natais para uma experiência positiva na gravidez. 2016; Disponível em: http://apps.who.int/iris/bitstream/10665/250800/2/WHO-RHR-16.12-por.pdf. Acessado em 25 de Dezembro de 2016. • Barros, S.M.O. Enfermagem no ciclo gravídico-puerperal. Série enfermagem. Barueri, SP: Manole, 2006. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em: 26 de dezembro, de 2016. • Barros, S.M.O. Enfermagem obstétrica e ginecológica: guia para a prática assistencial. 2.ed. São Paulo : Roca; 2009. Disponível em: http://www.scielo.br. Acesso em 26 de dezembro de 2016. • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Pré-natal e puerpério: atenção qualificada e humanizada: manual técnico. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da Saúde, São Paulo, 2010 • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco – Brasília : Editora do Ministério da Saúde, 2012. • Rezende F. J. e MONTENEGRO, C.A.B., OBSTETRÍCIA 11ª Edição, Ed. Guanabara Koogan, Rio de Janeiro,2010.