PRÉ-NATAL BAIXO
RISCO
PROF: WAGNER MILLER
PRÉ-NATAL
Conjunto de cuidados com equipe
multidisciplinar.
O objetivo do acompanhamento pré-natal é
assegurar o desenvolvimento da gestação,
permitindo o parto de um recém-nascido
saudável, sem impacto para a saúde materna,
inclusive abordando aspectos psicossociais e
as atividades educativas e preventivas.
PERIODICIDADE DAS CONSULTAS
Segundo a Organização
Mundial da Saúde (OMS),
o número adequado seria
igual ou superior a 6 (seis).
As consultas deverão ser
mensais até a 28ª semana,
quinzenais entre 28 e 36
semanas e semanais no
termo. Não existe alta do
pré-natal.
REDE ALINE
A Rede Alyne é uma atualização da
Rede Cegonha, um programa do SUS
que oferece cuidados a gestantes e
bebês. O objetivo é reduzir a
mortalidade materna e infantil, com
foco na população negra e indígena.
10 Passos
para o Pré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção
Primária à Saúde até a 12ª semana de
gestação (captação precoce)
2° PASSO: Garantir os recursos humanos,
físicos, materiais e técnicos necessários à
atenção pré-natal.
3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado
a solicitação, realização e avaliação em termo
oportuno do resultado dos exames
preconizados no atendimento pré-natal.
10 Passos
para o Pré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de
seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos
intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não
somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes".
5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da
gestante para o atendimento pré-natal, quando
necessário.
6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado
(realização de consultas, exames e ter acesso a
informações) antes, durante e depois da gestação:
"pré-natal do(a) parceiro(a)".
10 Passos
para o Pré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de
referência especializada, caso seja necessário.
8° PASSO: Estimular e informar sobre os
benefícios do parto fisiológico, incluindo a
elaboração do "Plano de Parto".
9° PASSO: Toda gestante tem direito de
conhecer e visitar previamente o serviço de
saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
10 Passos
para o Pré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
10° PASSO: As mulheres devem conhecer e
exercer os direitos garantidos por lei no
período gravídico-puerperal.
Condições básicas para a assistência pré-natal
As ações de saúde devem estar voltadas para a cobertura de toda a
população-alvo da área de abrangência da unidade de saúde,
assegurando minimamente 6 (seis) consultas de pré-natal e
continuidade no atendimento, no acompanhamento e na avaliação do
impacto destas ações sobre a saúde materna e perinatal.
Condições básicas para a assistência pré-natal
• Discussão permanente com a população da área
• Identificação precoce de todas as gestantes na comunidade
• Acolhimento imediato e garantia de atendimento
• Realização do cadastro da gestante, após confirmada a gravidez, por
intermédio do preenchimento da ficha de cadastramento do
SisPreNatal
• Classificação do risco gestacional
• Acompanhamento periódico e contínuo
FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIAR DE
ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL
Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da
amamentação e da vacinação;
Verificar/realizar o cadastramento das gestantes no SisPreNatal; Conferir as
informações preenchidas no Cartão da Gestante;
Verificar o peso e a pressão arterial e anotar os dados no Cartão da Gestante;
Fornecer medicação mediante receita, assim como os medicamentos padronizados
para o programa de pré-natal (sulfato ferroso e ácido fólico);
Aplicar vacinas antitetânica e contra hepatite B; Realizar atividades educativas,
individuais e em grupos (deve-se utilizar a sala de espera);
FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIAR DE
ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL
Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente
algum sinal de alarme, como os citados anteriormente; Identificar situações de risco e
vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de enfermagem ou médica, quando
necessário;
Orientar a gestante sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes
faltosas;
Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o
processo de aleitamento, orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento
familiar.
DIAGNÓSTICO
DE GRAVIDEZ
• Toda mulher da área de abrangência da unidade
de saúde e com história de atraso menstrual de
mais de 15 dias deverá ser orientada pela
equipe de saúde a realizar o Teste Imunológico
de Gravidez (TIG), que será solicitado pelo
médico ou enfermeiro.
• A dosagem de gonadotrofina coriônica humana
(ßHCG) para o diagnóstico precoce da gravidez,
com a utilização de medidas quantitativas
precisas e rápidas, tornou este teste
mundialmente reconhecido para confirmar a
ocorrência de gravidez. O ßHCG pode ser
detectado no sangue periférico da mulher
grávida entre 8 a 11 dias após a concepção.
SINAIS DE
GRAVIDEZ
• Sinais de Presunção:
• Atraso menstrual
• Manifestações clínicas (náuseas, vômitos,
tonturas, salivação excessiva, mudança de
apetite, aumento da frequência urinária e
sonolência);
• Modificações anatômicas (aumento do
volume das mamas, hipersensibilidade nos
mamilos, tubérculos de Montgomery, saída
de colostro pelo mamilo, coloração violácea
vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento
do volume abdominal).
SINAIS DE
GRAVIDEZ
• Sinais de Probabilidade:
• Amolecimento da cérvice uterina, com
posterior aumento do seu volume;
• Paredes vaginais aumentadas, com aumento
da vascularização (pode-se observar
pulsação da artéria vaginal nos fundos de
sacos laterais);
• Positividade da fração beta do HCG no soro
materno a partir do oitavo ou nono dia após
a fertilização.
SINAIS DE
CERTEZA
• Presença dos batimentos cardíacos fetais
(BCF), que são detectados pelo sonar a
partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir
de 20 semanas;
• Percepção dos movimentos fetais (de 18 a
20 semanas);
• Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser
observado por via transvaginal com apenas 4
a 5 semanas gestacionais e a atividade
cardíaca é a primeira manifestação do
embrião com 6 semanas gestacionais.
ROTEIRO DAS CONSULTAS PRÉ-NATAL
• Na primeira consulta, deve-se pesquisar os aspectos
socioepidemiológicos, os antecedentes familiares, os antecedentes
pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos, além da situação da
gravidez atual.
• Na pesquisa de sintomas relacionados à gravidez também deverá ser
questionada a existência de náuseas, vômitos, dor abdominal,
constipação, cefaleia, síncope, sangramento ou corrimento vaginal,
disúria, polaciúria e edemas.
ROTEIRO DAS CONSULTAS PRÉ-NATAL
As anotações deverão ser realizadas tanto no prontuário da unidade (Ficha
Clínica de Pré Natal) quanto no Cartão da Gestante. Em cada consulta, o risco
obstétrico e perinatal deve ser reavaliado. As ações da equipe devem
contemplar as seguintes atividades:
• Preenchimento da ficha de cadastramento da gestante no SisPreNatal ou
diretamente no sistema para os serviços de saúde informatizados;
• Preenchimento do Cartão da Gestante e da Ficha Clínica de Pré-Natal:
identificação e demais dados da anamnese e exame físico; número do
Cartão Nacional de Saúde; hospital de referência para o parto;
ROTEIRO DAS CONSULTAS PRÉ-NATAL
• Verificação da situação vacinal e orientação sobre a sua atualização, se
necessário;
• Solicitação dos exames de rotina;
• Realização dos testes rápidos;
• Orientação sobre as consultas subsequentes, as visitas domiciliares e as
atividades educativas.
OBS: Os fatores de risco deverão ser identificados em destaque no Cartão da
Gestante, uma vez que tal procedimento contribui para alertar os
profissionais de saúde que realizam o acompanhamento pré-natal.
EXAMES SOLICITADOS
Devem ser solicitados na primeira consulta os seguintes exames complementares:
• Hemograma; Tipagem sanguínea e fator Rh; Coombs indireto (se for Rh negativo);
• Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR;
• Teste rápido diagnóstico anti-HIV; Anti-HIV;
• Glicemia de jejum;
• Toxoplasmose IgM e IgG;
• Sorologia para hepatite B (HbsAg);
• Exame de urina e urocultura;
EXAMES SOLICITADOS
• Ultrassonografia obstétrica (não é obrigatório), com a função de
verificar a idade gestacional;
• Citopatológico de colo de útero (se necessário);
• Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica);
• Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica);
• Eletroforese de hemoglobina (se a gestante for negra, tiver
antecedentes familiares de anemia falciforme ou apresentar história
de anemia crônica).
CONSULTAS SUBSEQUENTES
• INTERPRETAÇÃO DOS EXAMES,
• PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, PELO ENFERMEIRO OU MEDICO (SE
NECESSÁRIO)
• ATUALIZAÇÃO DA IDADE GESTACIONAL E DATA PROVAVEL DO PARTO
• SOLICITAÇÃO DE EXAMES
• ESCLARECER DUVIDAS
VACINAS NA GESTAÇÃO
• Vacina dupla adulto (dT)
• Protege a gestante e o bebê contra o tétano e a difteria.
• Gestante não vacinada previamente: administrar 3 (três) doses de vacina contendo toxoide tetânico e diftérico com
intervalo de 60 dias entre as doses. Sendo 2 (duas) doses de dT em qualquer momento da gestação e 1 (uma) dose
de dTpa, a partir da vigésima semana de gestação;
• Gestante vacinada com 1 (uma) dose de dT: administrar 1 (uma) dose de dT em qualquer momento da gestação e 1
(uma) dose de dTpa a partir vigésima semana de gestação com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30
dias;
• Gestante vacinada com 2 (duas) doses de dT: administrar 1 (uma) dose da dTpa a partir vigésima semana de
gestação;
• Gestante vacinada com 3 (três) doses de dT: administrar 1 (uma) dose de dTpa a partir da vigésima semana de
gestação.
• Mesmo com esquema completo (três doses de dT ou dTpa) e/ou reforço com dT ou dTpa, a gestante deverá receber
sempre 1 (uma) dose de dTpa a cada gestação. O tétano neonatal possui alta taxa de letalidade devido à
contaminação do cordão umbilical durante o parto. A difteria pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de
mortalidade entre os recém-nascidos.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacina dTpa
• A tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche)
está recomendada em todas as gestações, pois além de proteger a
gestante e evitar que ela transmita a Bordetella pertussis (coqueluche) ao
recém-nascido, permite a transferência de anticorpos maternos ao feto,
protegendo-o nos primeiros meses de vida, até que possa ser imunizado
com a vacina penta.
• A vacina dTpa deve ser aplicada a partir da vigésima semana de gestação e
a cada gestação. Para aquelas que perderam a oportunidade de serem
vacinadas durante a gestação, é importante administrar uma dose de dTpa
no puerpério, o mais precocemente possível.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacina hepatite B
• Para gestantes em qualquer idade gestacional, é importante administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses)
da vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior. Caso não seja possível
completar o esquema vacinal durante a gestação, a mulher deverá concluir após o parto,
oportunamente.
• Caso tenha ocorrido interrupção após a primeira dose, a segunda dose deverá ser administrada
assim que for possível e deve-se programar a terceira dose para 6 meses após a primeira,
mantendo o intervalo de pelo menos 8 semanas entre a segunda e a terceira dose.
• A dose final do esquema de vacinação deverá ser administrada pelo menos 8 semanas após a
segunda dose e pelo menos 16 semanas após a primeira dose para que o esquema seja
considerado válido. O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose deve ser de 4 semanas.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacina influenza (gripe)
• É recomendado administrar a vacina contra a gripe em qualquer
idade gestacional para todas as gestantes e mulheres (até 42 dias
após o parto), durante a campanha anual de vacinação.
• A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo
vírus influenza. A vacina está recomendada nos meses da
sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gravidez.
Durante a gestação, as chances de sintomas graves e complicações
são maiores, resultando em alto índice de hospitalização.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacina Covid-19
• Protege a mulher contra o vírus causador da Covid-19. É
recomendada a aplicação dessa vacina em qualquer idade gestacional
para todas as gestantes e mulheres no puerpério (até 42 dias após o
parto).
CALCULO DA IDADE GESTACIONAL
Os métodos para esta estimativa dependem da data da última
menstruação (DUM), que corresponde ao primeiro dia de sangramento
do último ciclo menstrual referido pela mulher.
Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece
o período do mês em que ela ocorreu:
Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da
última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente.
CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL
Preciso da DUM + a data da consulta, somo e divido por 7
Ex: consulta dia 28/03/2025, DUM 8/10/2024
Outubro 23
Novembro 30
Dezembro 31
Janeiro 31
Fevereiro 28
Março 28
Soma todos os dias que se passaram da última menstruação até a data da consulta e divide por 7
24,4 = 24 semanas e 4 dias
CÁLCULO DA IDADE GESTACIONAL
Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos:
• Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade
gestacional e a data provável do parto serão, inicialmente,
determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura
do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a
data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem
entre 18 e 20 semanas.
AFU = AFERIÇÃO DO
FUNDO DO UTERO
• Até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho
uterino;
•Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do
tamanho normal;
•Na 10ª semana, o útero corresponde a três vezes o
tamanho habitual; Na 12ª semana, o útero enche a
pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica;
•Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a
sínfise púbica e a cicatriz umbilical;
• Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na
altura da cicatriz umbilical;
•A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as
semanas da gestação e a medida da altura uterina.
•Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da
30ª semana de idade gestacional.
CÁLCULO DA DATA PROVÁVEL DO PARTO
PARA A DPP, É NECESSARIO SABER A DUM.
USAMOS A REGRA DE NAEGELE
OBS: DEPENDENDO DO MÊS, IREMOS SOMAR OU SUBTRAIR.
JANEIRO A MARÇO, SOMAR +9 AO MÊS
ABRIL A DEZEMBRO, SUBTRAIO –3 AO MÊS
+7 AO DIA
SE LIGA!
• A GESTAÇÃO É DIVIDIDA EM 3 TRIMESTRES
• A GESTAÇÃO PODE SER A TERMO 37 – 41 SEMANAS, PRÉ-TERMO
MENOR QUE 37 SEMANAS E PÓS TERMO ACIMA DE 41 SEMANAS.
• OS EXAMES SÃO SOLICITADOS NO PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO
TRIMESTRE DE GESTAÇÃO.
• NO SEGUNDO TRIMESTRE ENTRE A 24 E 28 SEMANA, DEVE SER
SOLICITADO O TTG OU TOTG COM 75G DE GLICOSE
SE LIGA!
ALGUNS SUPLEMENTOS PODEM SER PRESCRITOS PARA GESTANTE,
COMO:
FERRO E FOLATO
PIRIDOXINA
CALCIO
ZINCO
PROTEINAS
VITAMINA A
VAMOS
EXERCITAR?
BIBLIOGRAFIA
• Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à
Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal
de baixo risco. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
OBRIGADO!
A PERSISTÊNCIA LEVA AO SUCESSO

PRE NATAL BAIXO RISCO1 para gravidas em parto

  • 1.
  • 2.
    PRÉ-NATAL Conjunto de cuidadoscom equipe multidisciplinar. O objetivo do acompanhamento pré-natal é assegurar o desenvolvimento da gestação, permitindo o parto de um recém-nascido saudável, sem impacto para a saúde materna, inclusive abordando aspectos psicossociais e as atividades educativas e preventivas.
  • 3.
    PERIODICIDADE DAS CONSULTAS Segundoa Organização Mundial da Saúde (OMS), o número adequado seria igual ou superior a 6 (seis). As consultas deverão ser mensais até a 28ª semana, quinzenais entre 28 e 36 semanas e semanais no termo. Não existe alta do pré-natal.
  • 4.
    REDE ALINE A RedeAlyne é uma atualização da Rede Cegonha, um programa do SUS que oferece cuidados a gestantes e bebês. O objetivo é reduzir a mortalidade materna e infantil, com foco na população negra e indígena.
  • 5.
    10 Passos para oPré- Natal de Qualidade na Atenção Básica 1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção Primária à Saúde até a 12ª semana de gestação (captação precoce) 2° PASSO: Garantir os recursos humanos, físicos, materiais e técnicos necessários à atenção pré-natal. 3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado a solicitação, realização e avaliação em termo oportuno do resultado dos exames preconizados no atendimento pré-natal.
  • 6.
    10 Passos para oPré- Natal de Qualidade na Atenção Básica 4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes". 5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da gestante para o atendimento pré-natal, quando necessário. 6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado (realização de consultas, exames e ter acesso a informações) antes, durante e depois da gestação: "pré-natal do(a) parceiro(a)".
  • 7.
    10 Passos para oPré- Natal de Qualidade na Atenção Básica 7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de referência especializada, caso seja necessário. 8° PASSO: Estimular e informar sobre os benefícios do parto fisiológico, incluindo a elaboração do "Plano de Parto". 9° PASSO: Toda gestante tem direito de conhecer e visitar previamente o serviço de saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
  • 8.
    10 Passos para oPré- Natal de Qualidade na Atenção Básica 10° PASSO: As mulheres devem conhecer e exercer os direitos garantidos por lei no período gravídico-puerperal.
  • 9.
    Condições básicas paraa assistência pré-natal As ações de saúde devem estar voltadas para a cobertura de toda a população-alvo da área de abrangência da unidade de saúde, assegurando minimamente 6 (seis) consultas de pré-natal e continuidade no atendimento, no acompanhamento e na avaliação do impacto destas ações sobre a saúde materna e perinatal.
  • 10.
    Condições básicas paraa assistência pré-natal • Discussão permanente com a população da área • Identificação precoce de todas as gestantes na comunidade • Acolhimento imediato e garantia de atendimento • Realização do cadastro da gestante, após confirmada a gravidez, por intermédio do preenchimento da ficha de cadastramento do SisPreNatal • Classificação do risco gestacional • Acompanhamento periódico e contínuo
  • 11.
    FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIARDE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da amamentação e da vacinação; Verificar/realizar o cadastramento das gestantes no SisPreNatal; Conferir as informações preenchidas no Cartão da Gestante; Verificar o peso e a pressão arterial e anotar os dados no Cartão da Gestante; Fornecer medicação mediante receita, assim como os medicamentos padronizados para o programa de pré-natal (sulfato ferroso e ácido fólico); Aplicar vacinas antitetânica e contra hepatite B; Realizar atividades educativas, individuais e em grupos (deve-se utilizar a sala de espera);
  • 12.
    FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIARDE ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente algum sinal de alarme, como os citados anteriormente; Identificar situações de risco e vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de enfermagem ou médica, quando necessário; Orientar a gestante sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes faltosas; Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o processo de aleitamento, orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento familiar.
  • 13.
    DIAGNÓSTICO DE GRAVIDEZ • Todamulher da área de abrangência da unidade de saúde e com história de atraso menstrual de mais de 15 dias deverá ser orientada pela equipe de saúde a realizar o Teste Imunológico de Gravidez (TIG), que será solicitado pelo médico ou enfermeiro. • A dosagem de gonadotrofina coriônica humana (ßHCG) para o diagnóstico precoce da gravidez, com a utilização de medidas quantitativas precisas e rápidas, tornou este teste mundialmente reconhecido para confirmar a ocorrência de gravidez. O ßHCG pode ser detectado no sangue periférico da mulher grávida entre 8 a 11 dias após a concepção.
  • 14.
    SINAIS DE GRAVIDEZ • Sinaisde Presunção: • Atraso menstrual • Manifestações clínicas (náuseas, vômitos, tonturas, salivação excessiva, mudança de apetite, aumento da frequência urinária e sonolência); • Modificações anatômicas (aumento do volume das mamas, hipersensibilidade nos mamilos, tubérculos de Montgomery, saída de colostro pelo mamilo, coloração violácea vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento do volume abdominal).
  • 15.
    SINAIS DE GRAVIDEZ • Sinaisde Probabilidade: • Amolecimento da cérvice uterina, com posterior aumento do seu volume; • Paredes vaginais aumentadas, com aumento da vascularização (pode-se observar pulsação da artéria vaginal nos fundos de sacos laterais); • Positividade da fração beta do HCG no soro materno a partir do oitavo ou nono dia após a fertilização.
  • 16.
    SINAIS DE CERTEZA • Presençados batimentos cardíacos fetais (BCF), que são detectados pelo sonar a partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir de 20 semanas; • Percepção dos movimentos fetais (de 18 a 20 semanas); • Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser observado por via transvaginal com apenas 4 a 5 semanas gestacionais e a atividade cardíaca é a primeira manifestação do embrião com 6 semanas gestacionais.
  • 18.
    ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL • Na primeira consulta, deve-se pesquisar os aspectos socioepidemiológicos, os antecedentes familiares, os antecedentes pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos, além da situação da gravidez atual. • Na pesquisa de sintomas relacionados à gravidez também deverá ser questionada a existência de náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação, cefaleia, síncope, sangramento ou corrimento vaginal, disúria, polaciúria e edemas.
  • 19.
    ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL As anotações deverão ser realizadas tanto no prontuário da unidade (Ficha Clínica de Pré Natal) quanto no Cartão da Gestante. Em cada consulta, o risco obstétrico e perinatal deve ser reavaliado. As ações da equipe devem contemplar as seguintes atividades: • Preenchimento da ficha de cadastramento da gestante no SisPreNatal ou diretamente no sistema para os serviços de saúde informatizados; • Preenchimento do Cartão da Gestante e da Ficha Clínica de Pré-Natal: identificação e demais dados da anamnese e exame físico; número do Cartão Nacional de Saúde; hospital de referência para o parto;
  • 20.
    ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL • Verificação da situação vacinal e orientação sobre a sua atualização, se necessário; • Solicitação dos exames de rotina; • Realização dos testes rápidos; • Orientação sobre as consultas subsequentes, as visitas domiciliares e as atividades educativas. OBS: Os fatores de risco deverão ser identificados em destaque no Cartão da Gestante, uma vez que tal procedimento contribui para alertar os profissionais de saúde que realizam o acompanhamento pré-natal.
  • 21.
    EXAMES SOLICITADOS Devem sersolicitados na primeira consulta os seguintes exames complementares: • Hemograma; Tipagem sanguínea e fator Rh; Coombs indireto (se for Rh negativo); • Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR; • Teste rápido diagnóstico anti-HIV; Anti-HIV; • Glicemia de jejum; • Toxoplasmose IgM e IgG; • Sorologia para hepatite B (HbsAg); • Exame de urina e urocultura;
  • 22.
    EXAMES SOLICITADOS • Ultrassonografiaobstétrica (não é obrigatório), com a função de verificar a idade gestacional; • Citopatológico de colo de útero (se necessário); • Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica); • Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica); • Eletroforese de hemoglobina (se a gestante for negra, tiver antecedentes familiares de anemia falciforme ou apresentar história de anemia crônica).
  • 23.
    CONSULTAS SUBSEQUENTES • INTERPRETAÇÃODOS EXAMES, • PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, PELO ENFERMEIRO OU MEDICO (SE NECESSÁRIO) • ATUALIZAÇÃO DA IDADE GESTACIONAL E DATA PROVAVEL DO PARTO • SOLICITAÇÃO DE EXAMES • ESCLARECER DUVIDAS
  • 24.
    VACINAS NA GESTAÇÃO •Vacina dupla adulto (dT) • Protege a gestante e o bebê contra o tétano e a difteria. • Gestante não vacinada previamente: administrar 3 (três) doses de vacina contendo toxoide tetânico e diftérico com intervalo de 60 dias entre as doses. Sendo 2 (duas) doses de dT em qualquer momento da gestação e 1 (uma) dose de dTpa, a partir da vigésima semana de gestação; • Gestante vacinada com 1 (uma) dose de dT: administrar 1 (uma) dose de dT em qualquer momento da gestação e 1 (uma) dose de dTpa a partir vigésima semana de gestação com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30 dias; • Gestante vacinada com 2 (duas) doses de dT: administrar 1 (uma) dose da dTpa a partir vigésima semana de gestação; • Gestante vacinada com 3 (três) doses de dT: administrar 1 (uma) dose de dTpa a partir da vigésima semana de gestação. • Mesmo com esquema completo (três doses de dT ou dTpa) e/ou reforço com dT ou dTpa, a gestante deverá receber sempre 1 (uma) dose de dTpa a cada gestação. O tétano neonatal possui alta taxa de letalidade devido à contaminação do cordão umbilical durante o parto. A difteria pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de mortalidade entre os recém-nascidos.
  • 25.
    VACINAS NA GESTAÇÃO VacinadTpa • A tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche) está recomendada em todas as gestações, pois além de proteger a gestante e evitar que ela transmita a Bordetella pertussis (coqueluche) ao recém-nascido, permite a transferência de anticorpos maternos ao feto, protegendo-o nos primeiros meses de vida, até que possa ser imunizado com a vacina penta. • A vacina dTpa deve ser aplicada a partir da vigésima semana de gestação e a cada gestação. Para aquelas que perderam a oportunidade de serem vacinadas durante a gestação, é importante administrar uma dose de dTpa no puerpério, o mais precocemente possível.
  • 26.
    VACINAS NA GESTAÇÃO Vacinahepatite B • Para gestantes em qualquer idade gestacional, é importante administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses) da vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior. Caso não seja possível completar o esquema vacinal durante a gestação, a mulher deverá concluir após o parto, oportunamente. • Caso tenha ocorrido interrupção após a primeira dose, a segunda dose deverá ser administrada assim que for possível e deve-se programar a terceira dose para 6 meses após a primeira, mantendo o intervalo de pelo menos 8 semanas entre a segunda e a terceira dose. • A dose final do esquema de vacinação deverá ser administrada pelo menos 8 semanas após a segunda dose e pelo menos 16 semanas após a primeira dose para que o esquema seja considerado válido. O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose deve ser de 4 semanas.
  • 27.
    VACINAS NA GESTAÇÃO Vacinainfluenza (gripe) • É recomendado administrar a vacina contra a gripe em qualquer idade gestacional para todas as gestantes e mulheres (até 42 dias após o parto), durante a campanha anual de vacinação. • A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo vírus influenza. A vacina está recomendada nos meses da sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gravidez. Durante a gestação, as chances de sintomas graves e complicações são maiores, resultando em alto índice de hospitalização.
  • 28.
    VACINAS NA GESTAÇÃO VacinaCovid-19 • Protege a mulher contra o vírus causador da Covid-19. É recomendada a aplicação dessa vacina em qualquer idade gestacional para todas as gestantes e mulheres no puerpério (até 42 dias após o parto).
  • 29.
    CALCULO DA IDADEGESTACIONAL Os métodos para esta estimativa dependem da data da última menstruação (DUM), que corresponde ao primeiro dia de sangramento do último ciclo menstrual referido pela mulher. Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece o período do mês em que ela ocorreu: Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente.
  • 30.
    CÁLCULO DA IDADEGESTACIONAL Preciso da DUM + a data da consulta, somo e divido por 7 Ex: consulta dia 28/03/2025, DUM 8/10/2024 Outubro 23 Novembro 30 Dezembro 31 Janeiro 31 Fevereiro 28 Março 28 Soma todos os dias que se passaram da última menstruação até a data da consulta e divide por 7 24,4 = 24 semanas e 4 dias
  • 31.
    CÁLCULO DA IDADEGESTACIONAL Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos: • Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade gestacional e a data provável do parto serão, inicialmente, determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem entre 18 e 20 semanas.
  • 32.
    AFU = AFERIÇÃODO FUNDO DO UTERO • Até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho uterino; •Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do tamanho normal; •Na 10ª semana, o útero corresponde a três vezes o tamanho habitual; Na 12ª semana, o útero enche a pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica; •Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a sínfise púbica e a cicatriz umbilical; • Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na altura da cicatriz umbilical; •A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as semanas da gestação e a medida da altura uterina. •Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da 30ª semana de idade gestacional.
  • 33.
    CÁLCULO DA DATAPROVÁVEL DO PARTO PARA A DPP, É NECESSARIO SABER A DUM. USAMOS A REGRA DE NAEGELE OBS: DEPENDENDO DO MÊS, IREMOS SOMAR OU SUBTRAIR. JANEIRO A MARÇO, SOMAR +9 AO MÊS ABRIL A DEZEMBRO, SUBTRAIO –3 AO MÊS +7 AO DIA
  • 35.
    SE LIGA! • AGESTAÇÃO É DIVIDIDA EM 3 TRIMESTRES • A GESTAÇÃO PODE SER A TERMO 37 – 41 SEMANAS, PRÉ-TERMO MENOR QUE 37 SEMANAS E PÓS TERMO ACIMA DE 41 SEMANAS. • OS EXAMES SÃO SOLICITADOS NO PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO TRIMESTRE DE GESTAÇÃO. • NO SEGUNDO TRIMESTRE ENTRE A 24 E 28 SEMANA, DEVE SER SOLICITADO O TTG OU TOTG COM 75G DE GLICOSE
  • 36.
    SE LIGA! ALGUNS SUPLEMENTOSPODEM SER PRESCRITOS PARA GESTANTE, COMO: FERRO E FOLATO PIRIDOXINA CALCIO ZINCO PROTEINAS VITAMINA A
  • 37.
  • 38.
    BIBLIOGRAFIA • Ministério daSaúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal de baixo risco. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.
  • 39.