PRÉ-NATAL
Conjunto de cuidadoscom equipe
multidisciplinar.
O objetivo do acompanhamento pré-natal é
assegurar o desenvolvimento da gestação,
permitindo o parto de um recém-nascido
saudável, sem impacto para a saúde materna,
inclusive abordando aspectos psicossociais e
as atividades educativas e preventivas.
3.
PERIODICIDADE DAS CONSULTAS
Segundoa Organização
Mundial da Saúde (OMS),
o número adequado seria
igual ou superior a 6 (seis).
As consultas deverão ser
mensais até a 28ª semana,
quinzenais entre 28 e 36
semanas e semanais no
termo. Não existe alta do
pré-natal.
4.
REDE ALINE
A RedeAlyne é uma atualização da
Rede Cegonha, um programa do SUS
que oferece cuidados a gestantes e
bebês. O objetivo é reduzir a
mortalidade materna e infantil, com
foco na população negra e indígena.
5.
10 Passos
para oPré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
1° PASSO: Iniciar o pré-natal na Atenção
Primária à Saúde até a 12ª semana de
gestação (captação precoce)
2° PASSO: Garantir os recursos humanos,
físicos, materiais e técnicos necessários à
atenção pré-natal.
3° PASSO: Toda gestante deve ter assegurado
a solicitação, realização e avaliação em termo
oportuno do resultado dos exames
preconizados no atendimento pré-natal.
6.
10 Passos
para oPré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
4° PASSO: Promover a escuta ativa da gestante e de
seus(suas) acompanhantes, considerando aspectos
intelectuais, emocionais, sociais e culturais e não
somente um cuidado biológico: "rodas de gestantes".
5° PASSO: Garantir o transporte público gratuito da
gestante para o atendimento pré-natal, quando
necessário.
6° PASSO: É direito do(a) parceiro(a) ser cuidado
(realização de consultas, exames e ter acesso a
informações) antes, durante e depois da gestação:
"pré-natal do(a) parceiro(a)".
7.
10 Passos
para oPré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
7° PASSO: Garantir o acesso à unidade de
referência especializada, caso seja necessário.
8° PASSO: Estimular e informar sobre os
benefícios do parto fisiológico, incluindo a
elaboração do "Plano de Parto".
9° PASSO: Toda gestante tem direito de
conhecer e visitar previamente o serviço de
saúde no qual irá dar à luz (vinculação).
8.
10 Passos
para oPré-
Natal de
Qualidade na
Atenção
Básica
10° PASSO: As mulheres devem conhecer e
exercer os direitos garantidos por lei no
período gravídico-puerperal.
9.
Condições básicas paraa assistência pré-natal
As ações de saúde devem estar voltadas para a cobertura de toda a
população-alvo da área de abrangência da unidade de saúde,
assegurando minimamente 6 (seis) consultas de pré-natal e
continuidade no atendimento, no acompanhamento e na avaliação do
impacto destas ações sobre a saúde materna e perinatal.
10.
Condições básicas paraa assistência pré-natal
• Discussão permanente com a população da área
• Identificação precoce de todas as gestantes na comunidade
• Acolhimento imediato e garantia de atendimento
• Realização do cadastro da gestante, após confirmada a gravidez, por
intermédio do preenchimento da ficha de cadastramento do
SisPreNatal
• Classificação do risco gestacional
• Acompanhamento periódico e contínuo
11.
FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIARDE
ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL
Orientar as mulheres e suas famílias sobre a importância do pré-natal, da
amamentação e da vacinação;
Verificar/realizar o cadastramento das gestantes no SisPreNatal; Conferir as
informações preenchidas no Cartão da Gestante;
Verificar o peso e a pressão arterial e anotar os dados no Cartão da Gestante;
Fornecer medicação mediante receita, assim como os medicamentos padronizados
para o programa de pré-natal (sulfato ferroso e ácido fólico);
Aplicar vacinas antitetânica e contra hepatite B; Realizar atividades educativas,
individuais e em grupos (deve-se utilizar a sala de espera);
12.
FUNÇÃO DO TECNICO/AUXILIARDE
ENFERMAGEM NO PRÉ-NATAL
Informar o(a) enfermeiro(a) ou o(a) médico(a) de sua equipe, caso a gestante apresente
algum sinal de alarme, como os citados anteriormente; Identificar situações de risco e
vulnerabilidade e encaminhar a gestante para consulta de enfermagem ou médica, quando
necessário;
Orientar a gestante sobre a periodicidade das consultas e realizar busca ativa das gestantes
faltosas;
Realizar visitas domiciliares durante o período gestacional e puerperal, acompanhar o
processo de aleitamento, orientar a mulher e seu companheiro sobre o planejamento
familiar.
13.
DIAGNÓSTICO
DE GRAVIDEZ
• Todamulher da área de abrangência da unidade
de saúde e com história de atraso menstrual de
mais de 15 dias deverá ser orientada pela
equipe de saúde a realizar o Teste Imunológico
de Gravidez (TIG), que será solicitado pelo
médico ou enfermeiro.
• A dosagem de gonadotrofina coriônica humana
(ßHCG) para o diagnóstico precoce da gravidez,
com a utilização de medidas quantitativas
precisas e rápidas, tornou este teste
mundialmente reconhecido para confirmar a
ocorrência de gravidez. O ßHCG pode ser
detectado no sangue periférico da mulher
grávida entre 8 a 11 dias após a concepção.
14.
SINAIS DE
GRAVIDEZ
• Sinaisde Presunção:
• Atraso menstrual
• Manifestações clínicas (náuseas, vômitos,
tonturas, salivação excessiva, mudança de
apetite, aumento da frequência urinária e
sonolência);
• Modificações anatômicas (aumento do
volume das mamas, hipersensibilidade nos
mamilos, tubérculos de Montgomery, saída
de colostro pelo mamilo, coloração violácea
vulvar, cianose vaginal e cervical, aumento
do volume abdominal).
15.
SINAIS DE
GRAVIDEZ
• Sinaisde Probabilidade:
• Amolecimento da cérvice uterina, com
posterior aumento do seu volume;
• Paredes vaginais aumentadas, com aumento
da vascularização (pode-se observar
pulsação da artéria vaginal nos fundos de
sacos laterais);
• Positividade da fração beta do HCG no soro
materno a partir do oitavo ou nono dia após
a fertilização.
16.
SINAIS DE
CERTEZA
• Presençados batimentos cardíacos fetais
(BCF), que são detectados pelo sonar a
partir de 12 semanas e pelo Pinard a partir
de 20 semanas;
• Percepção dos movimentos fetais (de 18 a
20 semanas);
• Ultrassonografia: o saco gestacional pode ser
observado por via transvaginal com apenas 4
a 5 semanas gestacionais e a atividade
cardíaca é a primeira manifestação do
embrião com 6 semanas gestacionais.
18.
ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL
• Na primeira consulta, deve-se pesquisar os aspectos
socioepidemiológicos, os antecedentes familiares, os antecedentes
pessoais gerais, ginecológicos e obstétricos, além da situação da
gravidez atual.
• Na pesquisa de sintomas relacionados à gravidez também deverá ser
questionada a existência de náuseas, vômitos, dor abdominal,
constipação, cefaleia, síncope, sangramento ou corrimento vaginal,
disúria, polaciúria e edemas.
19.
ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL
As anotações deverão ser realizadas tanto no prontuário da unidade (Ficha
Clínica de Pré Natal) quanto no Cartão da Gestante. Em cada consulta, o risco
obstétrico e perinatal deve ser reavaliado. As ações da equipe devem
contemplar as seguintes atividades:
• Preenchimento da ficha de cadastramento da gestante no SisPreNatal ou
diretamente no sistema para os serviços de saúde informatizados;
• Preenchimento do Cartão da Gestante e da Ficha Clínica de Pré-Natal:
identificação e demais dados da anamnese e exame físico; número do
Cartão Nacional de Saúde; hospital de referência para o parto;
20.
ROTEIRO DAS CONSULTASPRÉ-NATAL
• Verificação da situação vacinal e orientação sobre a sua atualização, se
necessário;
• Solicitação dos exames de rotina;
• Realização dos testes rápidos;
• Orientação sobre as consultas subsequentes, as visitas domiciliares e as
atividades educativas.
OBS: Os fatores de risco deverão ser identificados em destaque no Cartão da
Gestante, uma vez que tal procedimento contribui para alertar os
profissionais de saúde que realizam o acompanhamento pré-natal.
21.
EXAMES SOLICITADOS
Devem sersolicitados na primeira consulta os seguintes exames complementares:
• Hemograma; Tipagem sanguínea e fator Rh; Coombs indireto (se for Rh negativo);
• Teste rápido de triagem para sífilis e/ou VDRL/RPR;
• Teste rápido diagnóstico anti-HIV; Anti-HIV;
• Glicemia de jejum;
• Toxoplasmose IgM e IgG;
• Sorologia para hepatite B (HbsAg);
• Exame de urina e urocultura;
22.
EXAMES SOLICITADOS
• Ultrassonografiaobstétrica (não é obrigatório), com a função de
verificar a idade gestacional;
• Citopatológico de colo de útero (se necessário);
• Exame da secreção vaginal (se houver indicação clínica);
• Parasitológico de fezes (se houver indicação clínica);
• Eletroforese de hemoglobina (se a gestante for negra, tiver
antecedentes familiares de anemia falciforme ou apresentar história
de anemia crônica).
23.
CONSULTAS SUBSEQUENTES
• INTERPRETAÇÃODOS EXAMES,
• PRESCRIÇÃO DE MEDICAMENTOS, PELO ENFERMEIRO OU MEDICO (SE
NECESSÁRIO)
• ATUALIZAÇÃO DA IDADE GESTACIONAL E DATA PROVAVEL DO PARTO
• SOLICITAÇÃO DE EXAMES
• ESCLARECER DUVIDAS
24.
VACINAS NA GESTAÇÃO
•Vacina dupla adulto (dT)
• Protege a gestante e o bebê contra o tétano e a difteria.
• Gestante não vacinada previamente: administrar 3 (três) doses de vacina contendo toxoide tetânico e diftérico com
intervalo de 60 dias entre as doses. Sendo 2 (duas) doses de dT em qualquer momento da gestação e 1 (uma) dose
de dTpa, a partir da vigésima semana de gestação;
• Gestante vacinada com 1 (uma) dose de dT: administrar 1 (uma) dose de dT em qualquer momento da gestação e 1
(uma) dose de dTpa a partir vigésima semana de gestação com intervalo de 60 dias entre as doses, mínimo de 30
dias;
• Gestante vacinada com 2 (duas) doses de dT: administrar 1 (uma) dose da dTpa a partir vigésima semana de
gestação;
• Gestante vacinada com 3 (três) doses de dT: administrar 1 (uma) dose de dTpa a partir da vigésima semana de
gestação.
• Mesmo com esquema completo (três doses de dT ou dTpa) e/ou reforço com dT ou dTpa, a gestante deverá receber
sempre 1 (uma) dose de dTpa a cada gestação. O tétano neonatal possui alta taxa de letalidade devido à
contaminação do cordão umbilical durante o parto. A difteria pode causar obstrução respiratória, tendo alta taxa de
mortalidade entre os recém-nascidos.
25.
VACINAS NA GESTAÇÃO
VacinadTpa
• A tríplice bacteriana acelular do tipo adulto (difteria, tétano e coqueluche)
está recomendada em todas as gestações, pois além de proteger a
gestante e evitar que ela transmita a Bordetella pertussis (coqueluche) ao
recém-nascido, permite a transferência de anticorpos maternos ao feto,
protegendo-o nos primeiros meses de vida, até que possa ser imunizado
com a vacina penta.
• A vacina dTpa deve ser aplicada a partir da vigésima semana de gestação e
a cada gestação. Para aquelas que perderam a oportunidade de serem
vacinadas durante a gestação, é importante administrar uma dose de dTpa
no puerpério, o mais precocemente possível.
26.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacinahepatite B
• Para gestantes em qualquer idade gestacional, é importante administrar 3 doses (0, 1 e 6 meses)
da vacina hepatite B, considerando o histórico de vacinação anterior. Caso não seja possível
completar o esquema vacinal durante a gestação, a mulher deverá concluir após o parto,
oportunamente.
• Caso tenha ocorrido interrupção após a primeira dose, a segunda dose deverá ser administrada
assim que for possível e deve-se programar a terceira dose para 6 meses após a primeira,
mantendo o intervalo de pelo menos 8 semanas entre a segunda e a terceira dose.
• A dose final do esquema de vacinação deverá ser administrada pelo menos 8 semanas após a
segunda dose e pelo menos 16 semanas após a primeira dose para que o esquema seja
considerado válido. O intervalo mínimo entre a primeira e a segunda dose deve ser de 4 semanas.
27.
VACINAS NA GESTAÇÃO
Vacinainfluenza (gripe)
• É recomendado administrar a vacina contra a gripe em qualquer
idade gestacional para todas as gestantes e mulheres (até 42 dias
após o parto), durante a campanha anual de vacinação.
• A gestante é grupo de risco para as complicações da infecção pelo
vírus influenza. A vacina está recomendada nos meses da
sazonalidade do vírus, mesmo no primeiro trimestre de gravidez.
Durante a gestação, as chances de sintomas graves e complicações
são maiores, resultando em alto índice de hospitalização.
28.
VACINAS NA GESTAÇÃO
VacinaCovid-19
• Protege a mulher contra o vírus causador da Covid-19. É
recomendada a aplicação dessa vacina em qualquer idade gestacional
para todas as gestantes e mulheres no puerpério (até 42 dias após o
parto).
29.
CALCULO DA IDADEGESTACIONAL
Os métodos para esta estimativa dependem da data da última
menstruação (DUM), que corresponde ao primeiro dia de sangramento
do último ciclo menstrual referido pela mulher.
Quando a data da última menstruação é desconhecida, mas se conhece
o período do mês em que ela ocorreu:
Se o período foi no início, meio ou fim do mês, considere como data da
última menstruação os dias 5, 15 e 25, respectivamente.
30.
CÁLCULO DA IDADEGESTACIONAL
Preciso da DUM + a data da consulta, somo e divido por 7
Ex: consulta dia 28/03/2025, DUM 8/10/2024
Outubro 23
Novembro 30
Dezembro 31
Janeiro 31
Fevereiro 28
Março 28
Soma todos os dias que se passaram da última menstruação até a data da consulta e divide por 7
24,4 = 24 semanas e 4 dias
31.
CÁLCULO DA IDADEGESTACIONAL
Quando a data e o período da última menstruação são desconhecidos:
• Quando a data e o período do mês não forem conhecidos, a idade
gestacional e a data provável do parto serão, inicialmente,
determinadas por aproximação, basicamente pela medida da altura
do fundo do útero e pelo toque vaginal, além da informação sobre a
data de início dos movimentos fetais, que habitualmente ocorrem
entre 18 e 20 semanas.
32.
AFU = AFERIÇÃODO
FUNDO DO UTERO
• Até a 6ª semana, não ocorre alteração do tamanho
uterino;
•Na 8ª semana, o útero corresponde ao dobro do
tamanho normal;
•Na 10ª semana, o útero corresponde a três vezes o
tamanho habitual; Na 12ª semana, o útero enche a
pelve, de modo que é palpável na sínfise púbica;
•Na 16ª semana, o fundo uterino encontra-se entre a
sínfise púbica e a cicatriz umbilical;
• Na 20ª semana, o fundo do útero encontra-se na
altura da cicatriz umbilical;
•A partir da 20ª semana, existe relação direta entre as
semanas da gestação e a medida da altura uterina.
•Porém, este parâmetro torna-se menos fiel a partir da
30ª semana de idade gestacional.
33.
CÁLCULO DA DATAPROVÁVEL DO PARTO
PARA A DPP, É NECESSARIO SABER A DUM.
USAMOS A REGRA DE NAEGELE
OBS: DEPENDENDO DO MÊS, IREMOS SOMAR OU SUBTRAIR.
JANEIRO A MARÇO, SOMAR +9 AO MÊS
ABRIL A DEZEMBRO, SUBTRAIO –3 AO MÊS
+7 AO DIA
35.
SE LIGA!
• AGESTAÇÃO É DIVIDIDA EM 3 TRIMESTRES
• A GESTAÇÃO PODE SER A TERMO 37 – 41 SEMANAS, PRÉ-TERMO
MENOR QUE 37 SEMANAS E PÓS TERMO ACIMA DE 41 SEMANAS.
• OS EXAMES SÃO SOLICITADOS NO PRIMEIRO, SEGUNDO E TERCEIRO
TRIMESTRE DE GESTAÇÃO.
• NO SEGUNDO TRIMESTRE ENTRE A 24 E 28 SEMANA, DEVE SER
SOLICITADO O TTG OU TOTG COM 75G DE GLICOSE
36.
SE LIGA!
ALGUNS SUPLEMENTOSPODEM SER PRESCRITOS PARA GESTANTE,
COMO:
FERRO E FOLATO
PIRIDOXINA
CALCIO
ZINCO
PROTEINAS
VITAMINA A
BIBLIOGRAFIA
• Ministério daSaúde. Secretaria de Atenção à
Saúde. Departamento de Atenção Básica. Atenção ao pré-natal
de baixo risco. Brasília: Editora do Ministério da Saúde, 2012.