Hormônios Vegetais
(Fitormônios)
HORMÔNIOS VEGETAIS
Substância orgânica, não nutritiva, ativa em
baixas concentrações e que, formadas em
certas partes da planta, podem ser
translocadas para outras partes, onde atuam
como moléculas sinalizadoras. Também
podem ser ativas nos próprios sítios de
produção. Atuam nos diferentes órgãos das
plantas: raiz, caule, folhas, flores e frutos,
responsáveis pelo crescimento e
desenvolvimento do vegetal.
PESQUISAS COM HORMÔNIOS
VEGETAIS
 1. aplicação de substância quimicamente análoga ao
hormônio
 2. aplicação de inibidores da biossíntese ou ação
 3. dosagem do hormônio no tecido (dose x resposta)
 4. uso de linhagens mutantes deficientes ou com super
expressão do hormônio
 5. técnicas de biologia molecular
AÇÃO HORMONAL NA
FLORAÇÃO.
AÇÃO HORMONAL NA
ABSCISÃO FOLIAR.
AÇÃO HORMONAL NO
DESENVOLVIMENTO E
CRESCIMENTO VEGETAL.
AÇÃO HORMONAL NO
AMADURECIMENTO DAS FRUTAS.
HORMÔNIOS VEGETAIS
CLÁSSICOS
Auxinas
Giberelinas
Etileno
Ácido Abscísico
Citocininas
GIBERELINAS (ÁCIDO GIBERÉLICO)
 Foram descobertas no Japão em 1930 através de estudos com
plantas de arroz infectadas por fungos Giberella.
OBS: Todas as plantas produzem.
Origem: a partir do ácido mevalônico
Transporte: apolar pelo xilema e floema
Produção: Folhas jovens
Embriões de sementes
Frutos
Sementes em germinação
Giberelinas - Ação
Caule: alongamento das células
 Plantas anãs são geneticamente incapazes de produzir (giberelinas).
Folhas: alongamento das células
 Usado na horticultura para obtenção de plantas com folhas maiores
e largas.
Fruto: Aceleram a distensão celular (em frutos jovens provoca um
acentuado aumento).
 provocam partenocarpia
Semente: Quebra a dormência.
Floração: Induz em plantas acaules (caules reduzidos).
Ex: cenoura, nabo, rabanete
GIBERELINAS
A ação da giberelina vem sendo intensivamente estudada
em viticultura. Aplicações efetuadas desde o aparecimento
da inflorescência até o início da maturação visam
principalmente o aumento da produção através do
aumento do peso dos cachos e dos bagos e à obtenção
de cachos medianamente soltos (que dispensam a
operação de desbaste e facilitam o controle de doenças).
Além disso, a aplicação do ácido giberélico pode acarretar
no engrossamento dos pedicelos e engaços e obtenção de
frutos sem sementes, com diminuição do ciclo da videira,
antecipando-se o período de colheita.
CITOCININAS C4H5N3O
Origem: a partir da adenina (base nitrogenada)
Transporte: pelo xilema
Produção: ponta da raiz
Divisão celular
Metabolismo
Senescência
[
Regulam
CITOCININAS
 O papel essencial da citocinina é regular o
crescimento vegetal, “normalizando” o
desenvolvimento da planta.
 A citocinina proporciona a ocorrência de um
crescimento controlado e organizado da forma e da
estrutura das plantas superiores.
 Além disso, elas também provocam a diferenciação
dos grupos de células que formam os tecidos e que
se tornarão as diferentes partes das plantas.
CITOCININAS
 A inibição da senescência, isto é, do envelhecimento,
é outra importante função desses hormônios. Esse
mecanismo funciona no sentido de que as citocininas
aumentam a retenção de algumas substâncias, tais
como aminoácidos, dentro da célula. Assim, o
envelhecimento, o amarelecimento e a perda de
qualidade de mercado dos produtos vegetais são
retardados. Devido a essa propriedade, a citocinina
está sendo usada como inibidor de senescência em
muitas plantas, como o alface, o brócolis, etc.
GÁS ETILENO (H2C=C H2)
 Produto do metabolismo das células.
Origem: a partir do aa Metionina.
Transporte: por difusão.
Ação
 Provoca maturação dos frutos.
 Floração( Inicia a floração em abacaxi).
 Provoca abscisão das folhas e frutos.
 Provoca gancho apical em estiolomento.
GÁS ETILENO
 Um das funções do etileno é o amadurecimento de frutos,
como maçãs, bananas, etc. Uma prática comum para
acelerar o amadurecimento da banana é queimar pó de
madeira nas câmaras de armazenamento. Essa queima de
serragem libera o etileno que é indutor do
amadurecimento de frutos. Cada fruto em
amadurecimento libera outras quantidades do hormônio,
que possivelmente será utilizado em frutos vizinhos
induzindo-os a amadurecer também.
 Outra característica do etileno é a participação na abscisão
das folhas, juntamente com as auxinas. A concentração das
auxinas nas folhas de plantas diminui no outono,
induzindo modificações na chamada zona de abscisão, que
passa a produzir etileno. O etileno enfraquece as células a
tal ponto que o peso da folha é suficiente para romper sua
ligação com o caule, assim a folha se destaca e cai.
GÁS ETILENO - CURIOSIDADE
 Acredita-se que enfiando pregos na jabuticabeira ela
produz frutos mais rápido. Na verdade, quando se
provoca este tipo de ferimento na planta, ocorre um
estímulo e ela produz o etileno, que a induz a
florescer.
Ácido Abscísico
Origem: a partir do ácido mevalônico.
Transporte: floema.
Ação
 Dormência das gemas
 Fechamento dos estômatos
ÁCIDO ABSCÍSICO
 O hormônio recebeu essa denominação porque, de
início, se pensou que ele fosse o principal responsável
pela abscisão foliar, fenômeno de queda das folhas
de certas árvores, fato que ocorre no outono. Hoje,
embora se saiba que o ácido abscísico não é o
responsável por esse fenômeno, seu nome
permaneceu.
ÁCIDO ABSCÍSICO
 Ao contrário de outros hormônios vegetais, como a auxina,
o ácido abscísico é um inibidor do crescimento das
plantas. Essa inibição ocorre no sentido de proteger a
planta. Nos períodos desfavoráveis, a planta produz o
hormônio, que é responsável pela dormência das gemas
do caule e pela queda das folhas. O ácido abscísico é o
principal responsável pelo bloqueio do crescimento das
plantas no inverno e pelo fato das sementes não
germinarem imediatamente após serem produzidas,
fenômeno conhecido como dormência.
 Além disso, o ácido abscísico provoca o fechamento dos
estômatos, favorecimento da síntese de reserva em
sementes e do transporte de fotossintetizados das folhas
para as sementes em desenvolvimento.
Primeiro hormônio vegetal estudado.
Agem no crescimento da planta.
Origem: A partir do aminoácido triptofano.
Auxinas ( ácido indolacético – AIA)
AUXINAS
 Tipos de auxina
AUXINAS ( ÁCIDO
INDOLACÉTICO – AIA)
 As auxinas são os hormônios vegetais
presentes na planta, sendo responsáveis pelo
crescimento do vegetal. Produzidas no ápice
da planta, as auxinas são distribuídas do
ápice para o todo o resto do corpo do
vegetal. As auxinas são produzidas nos
embriões, nas gemas e nas folhas jovens a
partir do triptofano, sendo que a auxina mais
comum é o AIA ( ácido indolacético) .
AÇÃO DO AIA NOS VEGETAIS
 Esses hormônios atuam sobre a parede celular do vegetal,
provocando sua distensão e, conseqüentemente, o seu
crescimento. Contudo, os efeitos das auxinas são bastante
variados, dependendo de fatores como local de atuação e
concentração, podendo assim ter efeitos antagônicos.
 As auxinas também promovem o crescimento de raízes e
caules, através do alongamento das células recém-
formadas nos meristemas, porém a sensibilidade das
células à auxina varia de um órgão da planta para outro.
 Depende da concentração
[ ] de AIA estimula cresc.
[ ] de AIA inibe cresc.
 Depende da concentração
[ ] de AIA estimula crecs.
[ ] de AIA inibe cresc.
Raiz:
Caule:
Ação do AIA nos vegetais
Divisão celular:
 Estimula a multiplicação e facilita a distensão celular.
ALONGAMENTO DA PAREDE
CELULAR
TROPISMO
Movimentos de crescimentos e curvatura orientados por algum
fator ambiental (agente excitante).
De acordo com a natureza do agente excitante
Observações:
 A curvatura depende da direção de onde vem o agente
excitante
 O agente excitante deve incidir unilateralmente
 As auxinas devem sofrer redistribuição
[
Fototropismo
Geotropismo
Tigmotropismo
Quimiotropismo
FOTOTROPISMO
 O fototropismo é um movimento de uma ou várias partes
da planta em resposta a uma luz unilateral.
 Quando a planta recebe uma luz unilateral, a auxina é
transportada para o lado não iluminado. Isto resulta em
um maior transporte de auxinas no lado não iluminado.
 Com uma maior concentração de auxinas no lado não
iluminado, o caule tende a se deslocar no sentido da luz,
pois o lado escuro irá crescer mais que o lado iluminado e
o contrário ocorrerá com a raiz, já que seu crescimento é
favorecido com uma menor concentração de auxina.
FOTOTROPISMO
FOTOTROPISMO
GEOTROPISMO
 O geotropismo é um resposta dos órgãos vegetais à
força da gravidade.
 Quando a planta é colocada em posição horizontal, o
acúmulo de auxinas na parte inferior do caule
provoca um maior crescimento dessa parte,
ocorrendo curvatura em uma direção oposta à força
da gravidade, fazendo com que o caule se dirija para
cima.
 Na raiz em posição horizontal ocorre um maior
alongamento na parte superior comparada à inferior,
provocando curvatura da raiz na direção da força
gravitacional.
GEOTROPISMO
GEOTROPISMO NA RAIZ
 A raiz é revestida por uma estrutura chamada coifa. A coifa
é responsável pela produção de uma substância que
diminui o atrito da raiz com a terra, protegendo a raiz.
Além disso, a coifa é responsável pelo geotropismo.
 A coifa possui os estatólitos, que são os responsáveis pela
percepção da gravidade. Quando colocada em posição
horizontal, os estatólitos da raiz mudam de posição dentro
da célula. Este movimento dos estatólitos provoca a
redistribuição da auxina e a partir disso, ocorre o
movimento da raiz em direção à força da gravidade.
http://www.balzaca.info/biologia/downloads/gravitropismos.pdf
VÍDEOS
 Tropismos:
http://www.youtube.com/watch?v=zctM_TWg5Ik
 Fototropismo:
http://www.youtube.com/watch?v=Ze8NV7cvW8k
PADRÕES DE ATIVIDADE RESPIRATÓRIA
EM FRUTOS
 O que é climatérico e qual sua importância?
Durante a fase de amadurecimento ao final do
desenvolvimento ou maturação de alguns frutos ocorre um
aumento na taxa de respiração ao qual se denominou
climatérico. Após o desenvolvimento da cromatografia
gasosa por volta de 1955, verificou-se que o aumento de
respiração climatérica era
Sempre acompanhado por um pico de evolução de etileno.
O aumento de respiração climatérica depende de
temperatura e em condições ótimas pode representar um
aumento de 2 a 4 vezes, dependendo do fruto, e em
comparação com as taxas de respiração pré-climatéricas.
PADRÕES DE ATIVIDADE RESPIRATÓRIA
EM FRUTOS
 Climatéricos
 Ligeiro declínio inicial da atividade respiratória seguida de rápido
e acentuado aumento e posterior declínio associado à
senescência.
 Aumento acentuado da síntese de etileno precede ou é
simultânea ao pico climatérico.
 Não Climatéricos
 Declínio gradual da atividade respiratória sem aumento da
síntese de etileno
Padrões de respiração das frutas: (1) não climatérico; (2) climatérico (KLUGE et
al., 2002).
(Chitarra &
Chitarra, 2005)
CLASSIFICAÇÃO DE ALGUMAS FRUTAS DE ACORDO COM O PADRÃO
DE ATIVIDADE RESPIRATÓRIA NO AMADURECIMENTO.
Nome Comum Nome Científico
Frutas Climatéricas
Abacate Persea americana, Mill.
Ameixa Prunus domestica, L.
Banana Musa sp.
Caqui Diospyros kaki, L.f.
Figo comum Ficus carica, L.
Goiaba Psidium guajava, L.
Graviola Annona cherimoya, Mill.
Maçã Malus sylvestris, Mill.
Mamão Carica papaya, L.
Manga Mangifera indica, L.
Maracujá Passijlora edulis, Sims.
Melancia Citrullus lunatus (Thunb) Mansf.
Melão Cantaloupe Cucumis melo, L. (Cantalupensis)
Pêssego Prunus persica (L.) Batsch
Pêra Pirus communis, L.
Frutas Não Climatéricas
Azeitona Olea europaea, L.
Cacau Theobroma cacao, L.
Caju Anacardium occidentale, L.
Laranja Citrus sinensis (L.) Osbeck
Limão Citrus limon (L.) Burm. f.
Morango Fragaria x Ananassa, Duchesne
Uva Vitis vinifera, L.
Classe
Respiração
(mg CO2.Kg-1.h-1)
Produto
Muito baixa < 10 alho
Baixa 10-20
pepino, melão, repolho,
beterraba, tomate
Moderada 20-40 cenoura, aipo, pimentão
Elevada 40-70 aspargos, chicória, alface
Muito elevada 70-100 feijões, cogumelo, espinafre
Extremamente
elevada
> 100 brócolis, ervilha, salsa, milho-doce
Classificação das hortaliças de acordo com a intensidade da atividade
respiratória a 10°C.
Fonte: WEISCHMANN, (1987) citado por (CHITARRA & CHITARRA, 2005).

Aula hormoniosvegetais 2017 1

  • 1.
  • 2.
    HORMÔNIOS VEGETAIS Substância orgânica,não nutritiva, ativa em baixas concentrações e que, formadas em certas partes da planta, podem ser translocadas para outras partes, onde atuam como moléculas sinalizadoras. Também podem ser ativas nos próprios sítios de produção. Atuam nos diferentes órgãos das plantas: raiz, caule, folhas, flores e frutos, responsáveis pelo crescimento e desenvolvimento do vegetal.
  • 3.
    PESQUISAS COM HORMÔNIOS VEGETAIS 1. aplicação de substância quimicamente análoga ao hormônio  2. aplicação de inibidores da biossíntese ou ação  3. dosagem do hormônio no tecido (dose x resposta)  4. uso de linhagens mutantes deficientes ou com super expressão do hormônio  5. técnicas de biologia molecular
  • 4.
  • 5.
  • 6.
    AÇÃO HORMONAL NO DESENVOLVIMENTOE CRESCIMENTO VEGETAL.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    GIBERELINAS (ÁCIDO GIBERÉLICO) Foram descobertas no Japão em 1930 através de estudos com plantas de arroz infectadas por fungos Giberella. OBS: Todas as plantas produzem. Origem: a partir do ácido mevalônico Transporte: apolar pelo xilema e floema Produção: Folhas jovens Embriões de sementes Frutos Sementes em germinação
  • 10.
    Giberelinas - Ação Caule:alongamento das células  Plantas anãs são geneticamente incapazes de produzir (giberelinas). Folhas: alongamento das células  Usado na horticultura para obtenção de plantas com folhas maiores e largas. Fruto: Aceleram a distensão celular (em frutos jovens provoca um acentuado aumento).  provocam partenocarpia Semente: Quebra a dormência. Floração: Induz em plantas acaules (caules reduzidos). Ex: cenoura, nabo, rabanete
  • 12.
    GIBERELINAS A ação dagiberelina vem sendo intensivamente estudada em viticultura. Aplicações efetuadas desde o aparecimento da inflorescência até o início da maturação visam principalmente o aumento da produção através do aumento do peso dos cachos e dos bagos e à obtenção de cachos medianamente soltos (que dispensam a operação de desbaste e facilitam o controle de doenças). Além disso, a aplicação do ácido giberélico pode acarretar no engrossamento dos pedicelos e engaços e obtenção de frutos sem sementes, com diminuição do ciclo da videira, antecipando-se o período de colheita.
  • 13.
    CITOCININAS C4H5N3O Origem: apartir da adenina (base nitrogenada) Transporte: pelo xilema Produção: ponta da raiz Divisão celular Metabolismo Senescência [ Regulam
  • 14.
    CITOCININAS  O papelessencial da citocinina é regular o crescimento vegetal, “normalizando” o desenvolvimento da planta.  A citocinina proporciona a ocorrência de um crescimento controlado e organizado da forma e da estrutura das plantas superiores.  Além disso, elas também provocam a diferenciação dos grupos de células que formam os tecidos e que se tornarão as diferentes partes das plantas.
  • 15.
    CITOCININAS  A inibiçãoda senescência, isto é, do envelhecimento, é outra importante função desses hormônios. Esse mecanismo funciona no sentido de que as citocininas aumentam a retenção de algumas substâncias, tais como aminoácidos, dentro da célula. Assim, o envelhecimento, o amarelecimento e a perda de qualidade de mercado dos produtos vegetais são retardados. Devido a essa propriedade, a citocinina está sendo usada como inibidor de senescência em muitas plantas, como o alface, o brócolis, etc.
  • 16.
    GÁS ETILENO (H2C=CH2)  Produto do metabolismo das células. Origem: a partir do aa Metionina. Transporte: por difusão. Ação  Provoca maturação dos frutos.  Floração( Inicia a floração em abacaxi).  Provoca abscisão das folhas e frutos.  Provoca gancho apical em estiolomento.
  • 17.
    GÁS ETILENO  Umdas funções do etileno é o amadurecimento de frutos, como maçãs, bananas, etc. Uma prática comum para acelerar o amadurecimento da banana é queimar pó de madeira nas câmaras de armazenamento. Essa queima de serragem libera o etileno que é indutor do amadurecimento de frutos. Cada fruto em amadurecimento libera outras quantidades do hormônio, que possivelmente será utilizado em frutos vizinhos induzindo-os a amadurecer também.  Outra característica do etileno é a participação na abscisão das folhas, juntamente com as auxinas. A concentração das auxinas nas folhas de plantas diminui no outono, induzindo modificações na chamada zona de abscisão, que passa a produzir etileno. O etileno enfraquece as células a tal ponto que o peso da folha é suficiente para romper sua ligação com o caule, assim a folha se destaca e cai.
  • 18.
    GÁS ETILENO -CURIOSIDADE  Acredita-se que enfiando pregos na jabuticabeira ela produz frutos mais rápido. Na verdade, quando se provoca este tipo de ferimento na planta, ocorre um estímulo e ela produz o etileno, que a induz a florescer.
  • 19.
    Ácido Abscísico Origem: apartir do ácido mevalônico. Transporte: floema. Ação  Dormência das gemas  Fechamento dos estômatos
  • 20.
    ÁCIDO ABSCÍSICO  Ohormônio recebeu essa denominação porque, de início, se pensou que ele fosse o principal responsável pela abscisão foliar, fenômeno de queda das folhas de certas árvores, fato que ocorre no outono. Hoje, embora se saiba que o ácido abscísico não é o responsável por esse fenômeno, seu nome permaneceu.
  • 21.
    ÁCIDO ABSCÍSICO  Aocontrário de outros hormônios vegetais, como a auxina, o ácido abscísico é um inibidor do crescimento das plantas. Essa inibição ocorre no sentido de proteger a planta. Nos períodos desfavoráveis, a planta produz o hormônio, que é responsável pela dormência das gemas do caule e pela queda das folhas. O ácido abscísico é o principal responsável pelo bloqueio do crescimento das plantas no inverno e pelo fato das sementes não germinarem imediatamente após serem produzidas, fenômeno conhecido como dormência.  Além disso, o ácido abscísico provoca o fechamento dos estômatos, favorecimento da síntese de reserva em sementes e do transporte de fotossintetizados das folhas para as sementes em desenvolvimento.
  • 22.
    Primeiro hormônio vegetalestudado. Agem no crescimento da planta. Origem: A partir do aminoácido triptofano. Auxinas ( ácido indolacético – AIA)
  • 23.
  • 24.
    AUXINAS ( ÁCIDO INDOLACÉTICO– AIA)  As auxinas são os hormônios vegetais presentes na planta, sendo responsáveis pelo crescimento do vegetal. Produzidas no ápice da planta, as auxinas são distribuídas do ápice para o todo o resto do corpo do vegetal. As auxinas são produzidas nos embriões, nas gemas e nas folhas jovens a partir do triptofano, sendo que a auxina mais comum é o AIA ( ácido indolacético) .
  • 25.
    AÇÃO DO AIANOS VEGETAIS  Esses hormônios atuam sobre a parede celular do vegetal, provocando sua distensão e, conseqüentemente, o seu crescimento. Contudo, os efeitos das auxinas são bastante variados, dependendo de fatores como local de atuação e concentração, podendo assim ter efeitos antagônicos.  As auxinas também promovem o crescimento de raízes e caules, através do alongamento das células recém- formadas nos meristemas, porém a sensibilidade das células à auxina varia de um órgão da planta para outro.
  • 26.
     Depende daconcentração [ ] de AIA estimula cresc. [ ] de AIA inibe cresc.  Depende da concentração [ ] de AIA estimula crecs. [ ] de AIA inibe cresc. Raiz: Caule: Ação do AIA nos vegetais Divisão celular:  Estimula a multiplicação e facilita a distensão celular.
  • 27.
  • 28.
    TROPISMO Movimentos de crescimentose curvatura orientados por algum fator ambiental (agente excitante). De acordo com a natureza do agente excitante Observações:  A curvatura depende da direção de onde vem o agente excitante  O agente excitante deve incidir unilateralmente  As auxinas devem sofrer redistribuição [ Fototropismo Geotropismo Tigmotropismo Quimiotropismo
  • 29.
    FOTOTROPISMO  O fototropismoé um movimento de uma ou várias partes da planta em resposta a uma luz unilateral.  Quando a planta recebe uma luz unilateral, a auxina é transportada para o lado não iluminado. Isto resulta em um maior transporte de auxinas no lado não iluminado.  Com uma maior concentração de auxinas no lado não iluminado, o caule tende a se deslocar no sentido da luz, pois o lado escuro irá crescer mais que o lado iluminado e o contrário ocorrerá com a raiz, já que seu crescimento é favorecido com uma menor concentração de auxina.
  • 30.
  • 31.
  • 32.
    GEOTROPISMO  O geotropismoé um resposta dos órgãos vegetais à força da gravidade.  Quando a planta é colocada em posição horizontal, o acúmulo de auxinas na parte inferior do caule provoca um maior crescimento dessa parte, ocorrendo curvatura em uma direção oposta à força da gravidade, fazendo com que o caule se dirija para cima.  Na raiz em posição horizontal ocorre um maior alongamento na parte superior comparada à inferior, provocando curvatura da raiz na direção da força gravitacional.
  • 33.
  • 34.
    GEOTROPISMO NA RAIZ A raiz é revestida por uma estrutura chamada coifa. A coifa é responsável pela produção de uma substância que diminui o atrito da raiz com a terra, protegendo a raiz. Além disso, a coifa é responsável pelo geotropismo.  A coifa possui os estatólitos, que são os responsáveis pela percepção da gravidade. Quando colocada em posição horizontal, os estatólitos da raiz mudam de posição dentro da célula. Este movimento dos estatólitos provoca a redistribuição da auxina e a partir disso, ocorre o movimento da raiz em direção à força da gravidade.
  • 36.
  • 37.
  • 38.
    PADRÕES DE ATIVIDADERESPIRATÓRIA EM FRUTOS  O que é climatérico e qual sua importância? Durante a fase de amadurecimento ao final do desenvolvimento ou maturação de alguns frutos ocorre um aumento na taxa de respiração ao qual se denominou climatérico. Após o desenvolvimento da cromatografia gasosa por volta de 1955, verificou-se que o aumento de respiração climatérica era Sempre acompanhado por um pico de evolução de etileno. O aumento de respiração climatérica depende de temperatura e em condições ótimas pode representar um aumento de 2 a 4 vezes, dependendo do fruto, e em comparação com as taxas de respiração pré-climatéricas.
  • 39.
    PADRÕES DE ATIVIDADERESPIRATÓRIA EM FRUTOS  Climatéricos  Ligeiro declínio inicial da atividade respiratória seguida de rápido e acentuado aumento e posterior declínio associado à senescência.  Aumento acentuado da síntese de etileno precede ou é simultânea ao pico climatérico.  Não Climatéricos  Declínio gradual da atividade respiratória sem aumento da síntese de etileno
  • 40.
    Padrões de respiraçãodas frutas: (1) não climatérico; (2) climatérico (KLUGE et al., 2002).
  • 41.
    (Chitarra & Chitarra, 2005) CLASSIFICAÇÃODE ALGUMAS FRUTAS DE ACORDO COM O PADRÃO DE ATIVIDADE RESPIRATÓRIA NO AMADURECIMENTO. Nome Comum Nome Científico Frutas Climatéricas Abacate Persea americana, Mill. Ameixa Prunus domestica, L. Banana Musa sp. Caqui Diospyros kaki, L.f. Figo comum Ficus carica, L. Goiaba Psidium guajava, L. Graviola Annona cherimoya, Mill. Maçã Malus sylvestris, Mill. Mamão Carica papaya, L. Manga Mangifera indica, L. Maracujá Passijlora edulis, Sims. Melancia Citrullus lunatus (Thunb) Mansf. Melão Cantaloupe Cucumis melo, L. (Cantalupensis) Pêssego Prunus persica (L.) Batsch Pêra Pirus communis, L. Frutas Não Climatéricas Azeitona Olea europaea, L. Cacau Theobroma cacao, L. Caju Anacardium occidentale, L. Laranja Citrus sinensis (L.) Osbeck Limão Citrus limon (L.) Burm. f. Morango Fragaria x Ananassa, Duchesne Uva Vitis vinifera, L.
  • 42.
    Classe Respiração (mg CO2.Kg-1.h-1) Produto Muito baixa< 10 alho Baixa 10-20 pepino, melão, repolho, beterraba, tomate Moderada 20-40 cenoura, aipo, pimentão Elevada 40-70 aspargos, chicória, alface Muito elevada 70-100 feijões, cogumelo, espinafre Extremamente elevada > 100 brócolis, ervilha, salsa, milho-doce Classificação das hortaliças de acordo com a intensidade da atividade respiratória a 10°C. Fonte: WEISCHMANN, (1987) citado por (CHITARRA & CHITARRA, 2005).

Notas do Editor

  • #39 A intensidade ou taxa respiratória é um dos fatores determinantes do potencial de longevidade dos produtos hortícolas du­rante a pós-colheita. De maneira geral, quanto maior a respiração, menor é o potencial de armazenamento refrigerado e menor a vida útil dos mesmos (KLUGE et al., 2002).
  • #40 A intensidade ou taxa respiratória é um dos fatores determinantes do potencial de longevidade dos produtos hortícolas du­rante a pós-colheita. De maneira geral, quanto maior a respiração, menor é o potencial de armazenamento refrigerado e menor a vida útil dos mesmos (KLUGE et al., 2002).