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Hormônios vegetais e
suas principais funções
MA. CAMILA SANTOS
Abordagem geral
1.Em geral:
1. Plantas são organismos multicelulares complexos;
2. Necessidade de comunicação eficiente entre órgãos, tecidos e células;
3. Coordenação das atividades celulares.
2.Comunicação intercelular:
1. Importância de comunicação frequente;
2. Uso de hormônios como mensageiros químicos primários;
3.Cinco principais classes de hormônios vegetais.
1. Auxinas; Giberelinas; Citocinina; Etileno e Ácido abscísico.
Hormônios vegetais e suas principais funções
Abordagem geral
5.Mecanismo de ação dos hormônios:
1. Moléculas receptoras nas células-alvo;
2. Ligação hormônio-receptor desencadeia respostas.
6. Funções dos hormônios vegetais:
1. Promoção e inibição de diversos aspectos do desenvolvimento da planta;
2. Atuação individual ou em conjunto.
7. Relação entre modo de ação dos hormônios e atividades metabólicas.
(Análise da influência dos hormônios no metabolismo vegetal)
As funções dos hormônios vegetais
O hormônio da planta, também chamado fitohormônio, é um
composto orgânico sintetizado em uma parte da planta e
translocado para outra parte, onde, em baixa concentração, causa
uma resposta fisiológica (promoção ou inibição).
Considerações
•Como os hormônios devem ser sintetizados pelas plantas, nutrientes
inorgânicos (como Ca2+ e K+ ) que causam importantes respostas nas plantas
não são considerados hormônios.
•O hormônio deve ser translocado na planta. No entanto, isso não significa que
o hormônio não possa causar alguma resposta na célula onde ele é produzido.
•Os hormônios são geralmente efetivos em concentrações em torno de 1,0 µM.
Muitas outras substâncias orgânicas sintetizadas pelas plantas, como sacarose,
aminoácidos, ácidos orgânicos, vitaminas, etc., não se incluem no conceito de
hormônio, pois são encontradas em elevadas concentrações nas plantas (1,0 a
50 mM).
Principais Hormônios vegetais
Mecanismo de ação dos hormônios
A sequência de eventos iniciada
pelos hormônios pode geralmente
ser apresentada em três estágios:
• Percepção do sinal;
• Via de transdução e amplificação
do sinal e;
• Resposta final.
Modo de ação e atividades metabólicas
1.Fluxo de informação genética:
1.Controle na transcrição do DNA
2.Processamento de RNAm e regulação por hormônios
2.Tradução e modificações pós-tradução:
1.Impacto de hormônios e fatores ambientais (luz e temperatura);
2.Fosforilação, metilação, acetilação e glicosidação (Fat.
Fotossinteticos);
Modelo de ação dos hormônios
•União hormônio-receptor na membrana plasmática;
•Ativação da fosfolipase C (PLC) e liberação de IP3 e DAG;
•Efeito do Inositol trifosfato (IP3) e do DAG no citosol;
•Função da proteína quinase (PKC) e sua ativação por Ca++
•Papel das ATPases na regulação do Ca++ citossólico;
•Acidificação da parede celular e seu impacto no alongamento
celular;
•Síntese da parede celular, b-glucan sintetase e mensageiros
secundários.
Hormônios vegetais e suas principais funções
Hormônios vegetais e suas principais funções
Bioensaios
A atividade biológica de hormônios ou de extratos de plantas é
comumente testada pela aplicação deles a sistemas vegetais em
que se conhece a resposta para aquela classe particular de hormônio;
Esses testes são conhecidos como bioensaios. Portanto, bioensaio é
a medida do efeito de uma substância biologicamente ativa,
conhecida ou não, em material vivo, cuja resposta é conhecida e é
proporcional à concentração.
Critérios de Bioensaios
O sistema deve responder especificamente àquele hormônio ou
classe de hormônio.
1. A resposta deve ser verificada em baixas concentrações do
hormônio;
2. A magnitude da resposta deve oferecer um relacionamento
quantitativo com a concentração do hormônio.
Importância dos hormônios na
agricultura
Hormônios vegetais e suas principais funções
AUXINAS
Foram os primeiros fitohormônios a serem descobertos.
Charles Darwin e seu filho, Francis Darwin, realizaram experiências de
fototropismo (movimento condicionado pela luz) e concluíram que a
curvatura das plântulas em direção à luz se dá devido a uma mensagem
transmitida do ápice para a parte inferior do coleóptilo — mais tarde,
essa mensagem seria identificada como auxina.
AUXINAS: (do grego auxen, que significa aumentar, crescer)
Hormônios vegetais e suas principais funções
Função das auxinas
Regulação do crescimento e desenvolvimento vegetal, participando da
expansão, da diferenciação celular, da formação de folhas e ganchos
apicais, do crescimento de gemas axilares, da abscisão foliar e dos
tropismos.
• ácido indol-3-acético (AIA);
Onde auxinas são encontradas?
• As auxinas são sintetizadas a partir do aminoácido triptofano, e sua ação
se dá em locais onde a divisão celular é rápida, principalmente no
meristema apical caulinar;
• As concentrações de auxina também são encontradas em gemas axilares
(laterais), gemas subapicais (raiz), folhas jovens, frutos em
desenvolvimento e sementes;
• O transporte desse hormônio é do ápice, onde é produzido, até a base do
vegetal, sendo denominado transporte polarizado (do caule para as
raízes).
Citocinina
São produzidas principalmente na parte radicular da planta,
mas também surgem em tecidos meristemáticos e no ápice
dos caules.
Esse fitohormônio é transportado através do xilema, seguindo
o sentido da base para o ápice (das raízes para o sistema).
Funções das Citocininas
•Atuam nos processos de divisão e diferenciação celular.
•Diferenciação de gemas;
•Quebra de dominância apical;
•Desenvolvimento floral;
•Germinação de sementes e;
•Retardamento da senescência (envelhecimento) foliar.
Diferenças entre Auxinas e Citocininas
Auxinas:
•Promovem o alongamento celular;
•Auxinas promovem a inibição das gemas laterais.
Citocininas:
•Promovem o crescimento das gemas laterais;
•Promovem a divisão celular;
•A dominância depende da interação entre ambas.
Giberelinas
A giberelina, ou ácido giberélico (AG);
Ficaram conhecidas como as reguladoras da altura dos vegetais.
Síntese:
•Folhas Jovens;
•Embriões de sementes jovens
•Frutos;
•Sementes em Germinação
Funções Giberelinas
•Controlam o desenvolvimento do vegetal.
•Germinação de sementes;
•À mobilização de reservas:
◦ o endosperma, ao crescimento da parte aérea, florescimento, ao
desenvolvimento floral e ao estabelecimento do fruto.
Hormônios vegetais e suas principais funções
Etileno
O etileno é um fitohormônio com concentração reduzida nos tecidos
vegetais; por ser gasoso, possui fácil difusão entre os tecidos, podendo,
muitas vezes, ser perdido para o ambiente.
Sua produção depende do tipo de tecido e do estágio de desenvolvimento
da planta, sendo aumentada em condições estressantes.
Funções do etileno
•Inibição da atividade do meristema apical caulinar;
•Inibição da divisão celular e as alterações no balanço de outros
hormônios;
•Amadurecimento de frutos;
•Senescência;
•Crescimento e à diferenciação de raízes e à epinastia (curvatura para
baixo) das folhas.
Hormônios vegetais e suas principais funções
Ácido abscísico (ABA)
Respostas a estresses ambientais, como alta salinidade, baixa
disponibilidade de água e baixas temperaturas;
Seu transporte é realizado via floema, xilema e células parenquimáticas,
principalmente na direção das folhas para o floema;
Possui efeito no fechamento estomático (em caso de estresse hídrico) e na
dormência de gemas e sementes.
Funções do ácido abscísico
•Respostas ao estresse hídrico;
•Inibição da germinação de sementes;
•Inibição do desenvolvimento dos gomos;
•Efeito inibitório no crescimento em determinados períodos do ano;
Hormônios vegetais e suas principais funções
Hormônios vegetais e suas principais funções
Hormônios vegetais na agricultura
Germinação
•A germinação das sementes é regulada pela presença de fitohormônios e
pelo equilíbrio entre eles.
•Auxinas e citocininas estimulam o crescimento do eixo embrionário,
afetando o número e tamanho das células.
•A giberelina está envolvida na mobilização das reservas endospérmicas
durante o desenvolvimento da planta e estimula enzimas como alfa-amilase.
Germinação
•As giberelinas são usadas para superar a dormência fisiológica de
sementes, promovendo o alongamento celular e o rompimento do
tegumento da radícula.
•O ácido abscísico (ABA) atrasa a germinação das sementes, sendo
naturalmente presente no início do desenvolvimento para garantir a
produção de proteínas de reserva.
Sistema radicular
• Influenciado por citocininas, auxinas, giberelinas e etileno.
•As auxinas desempenham um papel fundamental na relação da raiz com a
gravidade.
•Citocininas afetam o desenvolvimento de raízes laterais.
•Bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico (FBN) podem influenciar o
crescimento das plantas, produzindo hormônios vegetais, como o AIA, que
promove o desenvolvimento das raízes e pelos radiculares.
Caule e ramos
•Nas plantas, a dominância apical ocorre quando o crescimento da
gema apical inibe o crescimento das gemas laterais axilares, sendo
regulada pela auxina.
•A aplicação de citocinina em gemas laterais estimula a divisão
celular e o crescimento, reduzindo a dominância apical.
•O crescimento do tecido vegetal envolve divisão e alongamento
celular nas regiões meristemáticas.
Flores
•A aplicação de giberelina antes do florescimento promove o crescimento
vegetativo e aumenta a produtividade, aumentando o número de
estruturas reprodutivas.
•Geralmente, a giberelina é usada para favorecer a formação de pétalas e
estames, induzindo eficientemente a formação de flores;
•A aplicação de giberelina pode substituir a necessidade de exposição ao
frio que algumas espécies precisam para florescer.
Frutos
•O etileno desempenha um papel crucial no controle da maturação
de frutos;
•Fatores como infecções fúngicas, bacterianas, danos mecânicos e
estresses hídricos, térmicos e salinos estimulam a ação do etileno;
•O etileno é usado para retardar o crescimento das plantas,
resultando em produções mais compactas, com aumento de ramos e
folhas verde-escuro, além de promover o florescimento precoce.
Frutos
•A produção de etileno ocorre a partir da oxidação de lipídios e leva ao
amolecimento das fibras do fruto, resultando em textura macia, bem
como à quebra das ligações do amido, conferindo sabor adocicado.
•O etileno também desencadeia a degradação da clorofila na casca do
fruto, alterando sua cor de verde para vermelha ou amarela após a
maturação.
Frutos climatéricos ou não climatéricos
•Frutos climatéricos:
◦ Rápido aumento na taxa de respiração durante a maturação e podem
ser colhidos antes de estarem prontos para o consumo, amadurecendo
fora da planta
◦ (Manga, mamão, abacate, banana e maracujá).
•Frutos não climatéricos:
◦ Diminuição nas taxas de respiração durante o crescimento e maturação,
independentemente do estágio de colheita, e amadurecem apenas
enquanto estão ligados à planta
◦ (Laranja, limão, abacaxi, uva, morango, caju, carambola, melancia e
cacau).
Hormônios vegetais e suas principais funções
Hormônios vegetais e a fruticultura
Enraizamento
Auxinas, especialmente o ácido indolbutírico (AIB), são eficazes na
promoção do crescimento radicular ;
Plantas com sistemas radiculares subdesenvolvidos, podem ser
tratadas com ácido indolbutírico (AIB) para promover o
desenvolvimento radicular.
Desenvolvimento vegetativo e flores
•O processo de formação de gemas floríferas envolve etapas como a
indução floral, diferenciação, desenvolvimento e floração.
•O alongamento dos ramos é regulado por giberelinas, e inibidores
desses fitohormônios, como cloreto de clormequat, daminozide e
etefon, são usados para reduzir o crescimento vegetativo e evitar a
competição por espaço, o que limitaria o tamanho e a qualidade dos
frutos.
Fruto
•Giberelinas e citocininas desempenham um papel importante no
crescimento dos frutos, e alguns reguladores aplicados durante a floração
podem aumentar o tamanho e melhorar a textura da casca dos frutos.
•Reguladores com giberelinas controlam o alongamento celular da
epiderme, reduzindo essas rachaduras.
Frutos na colheita
•Reguladores e hormônios vegetais podem ser usados para antecipar
ou atrasar a colheita, manipulando a maturação dos frutos.
•Etileno (etefon) é usado para promover a antecipação da maturação
em frutos climatéricos, mas não é indicado para frutos de longa
conservação.
•Reguladores à base de auxina podem ser usados para frutos a
serem armazenados por mais tempo, embora possam reduzir o
tamanho dos frutos.
Hormônios vegetais e suas principais funções
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Hormônios vegetais e suas principais funções

  • 1. Hormônios vegetais e suas principais funções MA. CAMILA SANTOS
  • 2. Abordagem geral 1.Em geral: 1. Plantas são organismos multicelulares complexos; 2. Necessidade de comunicação eficiente entre órgãos, tecidos e células; 3. Coordenação das atividades celulares. 2.Comunicação intercelular: 1. Importância de comunicação frequente; 2. Uso de hormônios como mensageiros químicos primários; 3.Cinco principais classes de hormônios vegetais. 1. Auxinas; Giberelinas; Citocinina; Etileno e Ácido abscísico.
  • 4. Abordagem geral 5.Mecanismo de ação dos hormônios: 1. Moléculas receptoras nas células-alvo; 2. Ligação hormônio-receptor desencadeia respostas. 6. Funções dos hormônios vegetais: 1. Promoção e inibição de diversos aspectos do desenvolvimento da planta; 2. Atuação individual ou em conjunto. 7. Relação entre modo de ação dos hormônios e atividades metabólicas. (Análise da influência dos hormônios no metabolismo vegetal)
  • 5. As funções dos hormônios vegetais O hormônio da planta, também chamado fitohormônio, é um composto orgânico sintetizado em uma parte da planta e translocado para outra parte, onde, em baixa concentração, causa uma resposta fisiológica (promoção ou inibição).
  • 6. Considerações •Como os hormônios devem ser sintetizados pelas plantas, nutrientes inorgânicos (como Ca2+ e K+ ) que causam importantes respostas nas plantas não são considerados hormônios. •O hormônio deve ser translocado na planta. No entanto, isso não significa que o hormônio não possa causar alguma resposta na célula onde ele é produzido. •Os hormônios são geralmente efetivos em concentrações em torno de 1,0 µM. Muitas outras substâncias orgânicas sintetizadas pelas plantas, como sacarose, aminoácidos, ácidos orgânicos, vitaminas, etc., não se incluem no conceito de hormônio, pois são encontradas em elevadas concentrações nas plantas (1,0 a 50 mM).
  • 8. Mecanismo de ação dos hormônios A sequência de eventos iniciada pelos hormônios pode geralmente ser apresentada em três estágios: • Percepção do sinal; • Via de transdução e amplificação do sinal e; • Resposta final.
  • 9. Modo de ação e atividades metabólicas 1.Fluxo de informação genética: 1.Controle na transcrição do DNA 2.Processamento de RNAm e regulação por hormônios 2.Tradução e modificações pós-tradução: 1.Impacto de hormônios e fatores ambientais (luz e temperatura); 2.Fosforilação, metilação, acetilação e glicosidação (Fat. Fotossinteticos);
  • 10. Modelo de ação dos hormônios •União hormônio-receptor na membrana plasmática; •Ativação da fosfolipase C (PLC) e liberação de IP3 e DAG; •Efeito do Inositol trifosfato (IP3) e do DAG no citosol; •Função da proteína quinase (PKC) e sua ativação por Ca++ •Papel das ATPases na regulação do Ca++ citossólico; •Acidificação da parede celular e seu impacto no alongamento celular; •Síntese da parede celular, b-glucan sintetase e mensageiros secundários.
  • 13. Bioensaios A atividade biológica de hormônios ou de extratos de plantas é comumente testada pela aplicação deles a sistemas vegetais em que se conhece a resposta para aquela classe particular de hormônio; Esses testes são conhecidos como bioensaios. Portanto, bioensaio é a medida do efeito de uma substância biologicamente ativa, conhecida ou não, em material vivo, cuja resposta é conhecida e é proporcional à concentração.
  • 14. Critérios de Bioensaios O sistema deve responder especificamente àquele hormônio ou classe de hormônio. 1. A resposta deve ser verificada em baixas concentrações do hormônio; 2. A magnitude da resposta deve oferecer um relacionamento quantitativo com a concentração do hormônio.
  • 15. Importância dos hormônios na agricultura
  • 17. AUXINAS Foram os primeiros fitohormônios a serem descobertos. Charles Darwin e seu filho, Francis Darwin, realizaram experiências de fototropismo (movimento condicionado pela luz) e concluíram que a curvatura das plântulas em direção à luz se dá devido a uma mensagem transmitida do ápice para a parte inferior do coleóptilo — mais tarde, essa mensagem seria identificada como auxina. AUXINAS: (do grego auxen, que significa aumentar, crescer)
  • 19. Função das auxinas Regulação do crescimento e desenvolvimento vegetal, participando da expansão, da diferenciação celular, da formação de folhas e ganchos apicais, do crescimento de gemas axilares, da abscisão foliar e dos tropismos. • ácido indol-3-acético (AIA);
  • 20. Onde auxinas são encontradas? • As auxinas são sintetizadas a partir do aminoácido triptofano, e sua ação se dá em locais onde a divisão celular é rápida, principalmente no meristema apical caulinar; • As concentrações de auxina também são encontradas em gemas axilares (laterais), gemas subapicais (raiz), folhas jovens, frutos em desenvolvimento e sementes; • O transporte desse hormônio é do ápice, onde é produzido, até a base do vegetal, sendo denominado transporte polarizado (do caule para as raízes).
  • 21. Citocinina São produzidas principalmente na parte radicular da planta, mas também surgem em tecidos meristemáticos e no ápice dos caules. Esse fitohormônio é transportado através do xilema, seguindo o sentido da base para o ápice (das raízes para o sistema).
  • 22. Funções das Citocininas •Atuam nos processos de divisão e diferenciação celular. •Diferenciação de gemas; •Quebra de dominância apical; •Desenvolvimento floral; •Germinação de sementes e; •Retardamento da senescência (envelhecimento) foliar.
  • 23. Diferenças entre Auxinas e Citocininas Auxinas: •Promovem o alongamento celular; •Auxinas promovem a inibição das gemas laterais. Citocininas: •Promovem o crescimento das gemas laterais; •Promovem a divisão celular; •A dominância depende da interação entre ambas.
  • 24. Giberelinas A giberelina, ou ácido giberélico (AG); Ficaram conhecidas como as reguladoras da altura dos vegetais. Síntese: •Folhas Jovens; •Embriões de sementes jovens •Frutos; •Sementes em Germinação
  • 25. Funções Giberelinas •Controlam o desenvolvimento do vegetal. •Germinação de sementes; •À mobilização de reservas: ◦ o endosperma, ao crescimento da parte aérea, florescimento, ao desenvolvimento floral e ao estabelecimento do fruto.
  • 27. Etileno O etileno é um fitohormônio com concentração reduzida nos tecidos vegetais; por ser gasoso, possui fácil difusão entre os tecidos, podendo, muitas vezes, ser perdido para o ambiente. Sua produção depende do tipo de tecido e do estágio de desenvolvimento da planta, sendo aumentada em condições estressantes.
  • 28. Funções do etileno •Inibição da atividade do meristema apical caulinar; •Inibição da divisão celular e as alterações no balanço de outros hormônios; •Amadurecimento de frutos; •Senescência; •Crescimento e à diferenciação de raízes e à epinastia (curvatura para baixo) das folhas.
  • 30. Ácido abscísico (ABA) Respostas a estresses ambientais, como alta salinidade, baixa disponibilidade de água e baixas temperaturas; Seu transporte é realizado via floema, xilema e células parenquimáticas, principalmente na direção das folhas para o floema; Possui efeito no fechamento estomático (em caso de estresse hídrico) e na dormência de gemas e sementes.
  • 31. Funções do ácido abscísico •Respostas ao estresse hídrico; •Inibição da germinação de sementes; •Inibição do desenvolvimento dos gomos; •Efeito inibitório no crescimento em determinados períodos do ano;
  • 34. Hormônios vegetais na agricultura
  • 35. Germinação •A germinação das sementes é regulada pela presença de fitohormônios e pelo equilíbrio entre eles. •Auxinas e citocininas estimulam o crescimento do eixo embrionário, afetando o número e tamanho das células. •A giberelina está envolvida na mobilização das reservas endospérmicas durante o desenvolvimento da planta e estimula enzimas como alfa-amilase.
  • 36. Germinação •As giberelinas são usadas para superar a dormência fisiológica de sementes, promovendo o alongamento celular e o rompimento do tegumento da radícula. •O ácido abscísico (ABA) atrasa a germinação das sementes, sendo naturalmente presente no início do desenvolvimento para garantir a produção de proteínas de reserva.
  • 37. Sistema radicular • Influenciado por citocininas, auxinas, giberelinas e etileno. •As auxinas desempenham um papel fundamental na relação da raiz com a gravidade. •Citocininas afetam o desenvolvimento de raízes laterais. •Bactérias fixadoras de nitrogênio atmosférico (FBN) podem influenciar o crescimento das plantas, produzindo hormônios vegetais, como o AIA, que promove o desenvolvimento das raízes e pelos radiculares.
  • 38. Caule e ramos •Nas plantas, a dominância apical ocorre quando o crescimento da gema apical inibe o crescimento das gemas laterais axilares, sendo regulada pela auxina. •A aplicação de citocinina em gemas laterais estimula a divisão celular e o crescimento, reduzindo a dominância apical. •O crescimento do tecido vegetal envolve divisão e alongamento celular nas regiões meristemáticas.
  • 39. Flores •A aplicação de giberelina antes do florescimento promove o crescimento vegetativo e aumenta a produtividade, aumentando o número de estruturas reprodutivas. •Geralmente, a giberelina é usada para favorecer a formação de pétalas e estames, induzindo eficientemente a formação de flores; •A aplicação de giberelina pode substituir a necessidade de exposição ao frio que algumas espécies precisam para florescer.
  • 40. Frutos •O etileno desempenha um papel crucial no controle da maturação de frutos; •Fatores como infecções fúngicas, bacterianas, danos mecânicos e estresses hídricos, térmicos e salinos estimulam a ação do etileno; •O etileno é usado para retardar o crescimento das plantas, resultando em produções mais compactas, com aumento de ramos e folhas verde-escuro, além de promover o florescimento precoce.
  • 41. Frutos •A produção de etileno ocorre a partir da oxidação de lipídios e leva ao amolecimento das fibras do fruto, resultando em textura macia, bem como à quebra das ligações do amido, conferindo sabor adocicado. •O etileno também desencadeia a degradação da clorofila na casca do fruto, alterando sua cor de verde para vermelha ou amarela após a maturação.
  • 42. Frutos climatéricos ou não climatéricos •Frutos climatéricos: ◦ Rápido aumento na taxa de respiração durante a maturação e podem ser colhidos antes de estarem prontos para o consumo, amadurecendo fora da planta ◦ (Manga, mamão, abacate, banana e maracujá). •Frutos não climatéricos: ◦ Diminuição nas taxas de respiração durante o crescimento e maturação, independentemente do estágio de colheita, e amadurecem apenas enquanto estão ligados à planta ◦ (Laranja, limão, abacaxi, uva, morango, caju, carambola, melancia e cacau).
  • 44. Hormônios vegetais e a fruticultura
  • 45. Enraizamento Auxinas, especialmente o ácido indolbutírico (AIB), são eficazes na promoção do crescimento radicular ; Plantas com sistemas radiculares subdesenvolvidos, podem ser tratadas com ácido indolbutírico (AIB) para promover o desenvolvimento radicular.
  • 46. Desenvolvimento vegetativo e flores •O processo de formação de gemas floríferas envolve etapas como a indução floral, diferenciação, desenvolvimento e floração. •O alongamento dos ramos é regulado por giberelinas, e inibidores desses fitohormônios, como cloreto de clormequat, daminozide e etefon, são usados para reduzir o crescimento vegetativo e evitar a competição por espaço, o que limitaria o tamanho e a qualidade dos frutos.
  • 47. Fruto •Giberelinas e citocininas desempenham um papel importante no crescimento dos frutos, e alguns reguladores aplicados durante a floração podem aumentar o tamanho e melhorar a textura da casca dos frutos. •Reguladores com giberelinas controlam o alongamento celular da epiderme, reduzindo essas rachaduras.
  • 48. Frutos na colheita •Reguladores e hormônios vegetais podem ser usados para antecipar ou atrasar a colheita, manipulando a maturação dos frutos. •Etileno (etefon) é usado para promover a antecipação da maturação em frutos climatéricos, mas não é indicado para frutos de longa conservação. •Reguladores à base de auxina podem ser usados para frutos a serem armazenados por mais tempo, embora possam reduzir o tamanho dos frutos.