ÓRTESE
Profª Daniella Guedes Manciolli
Conceito
• Órtese é uma palavra derivada do grego:
• Orthos = correção
• Titheme = colocação.
O termo pode ser definido como um
dispositivo aplicado externamente ao
segmento corpóreo e utilizado para
modificar as características estruturais ou
funcionais dos sistemas esquelético e
neuromuscular.
Indicações
• Tônus diminuído: lesões
periféricas.
• Espasticidade: PC espástica,
hemiplegia/AVE
• Incoordenação: PC,
Parkinson, esclerose múltipla
• Redução de impacto: artrite,
artrose do joelho
• Dor e traumatismo: luxações,
entorses e fraturas
Órtese x Próteses
Prótese com Lâmina de carbono
Órtese e prótese associadas
• Em outro exemplo, pode-se citar a utilização de um dispositivo para
casos de malformação congênita, em que novamente as funções de
uma órtese e de uma prótese estariam simultaneamente associadas.
Nesses casos, utiliza-se para tais dispositivos o termo ortoprótese.
Dispositivos auxiliares de deambulação
• Embora considerados órteses, os
dispositivos auxiliares de deambulação
ou locomoção também não se
enquadram nessa definição.
• Os auxiliares de deambulação são
dispositivos manuais designados para
auxiliar a marcha de pessoas com
deficiência temporária ou permanente
por meio do apoio dos membros
superiores.
• Esses dispositivos geralmente são ajustáveis, podendo ser utilizados
em pessoas de diferentes estaturas; são exemplos: bengalas, muletas,
bengalas canadenses e andadores.
Dispositivos auxiliares de deambulação
Dispositivos auxiliares de deambulação
• Já os montados sobre rodas, movidos manualmente ou
eletronicamente pelo ocupante ou empurradas por alguém.
• Dispositivos utilizados no corpo humano durante procedimentos
cirúrgicos, como as osteossínteses, os fios de Kirschner, os fixadores
externos e as endopróteses, não devem ser considerados como
órteses ou próteses, segundo as definições apresentadas.
Os materiais da órtese
• A equipe multiprofissional será a responsável pela escolha dos
materiais e dos componentes apropriados, dependendo da
necessidade em cada situação clínica.
Materiais
• Metal, borracha, couro, lona, plásticos, tecidos sintéticos
• Todos os dias são pesquisados novos materiais
• Finalidade:
• Suporte e sustentação
• estética
• Conforto
• higienização
• Alergias
• durabilidade
Materiais mais usados
• Metais (Aço inoxidável, duralumínio)
• Fibras de carbono
• Plástico termo moldável
• Espuma
• Plástico termo fixo
• Gesso sintético
• Couro, boracha, velcro
• Tecidos sintéticos
Termoplástico
• é um polímero artificial que, a uma dada temperatura, apresenta alta
viscosidade, podendo ser conformado e moldado, mantendo sua nova
estrutura.
polipropileno
Entre os termoplásticos, o polipropileno.
Um dos mais utilizados na confecção de órteses.
Apresenta como principais propriedades:
• baixo custo,
• elevada resistência química e a solventes;
• facilidade de moldagem;
• facilidade de coloração;
• alta resistência a fratura por flexão ou fadiga;
• boa resistência a impacto e
• boa estabilidade térmica.
De forma geral, os derivados plásticos são materiais relativamente
leves, de fácil manipulação e limpeza, resistentes, duráveis e estão
disponíveis em várias cores e espessuras, sendo os materiais mais
utilizados na construção de órteses.
Tempo de utilização
• Uso temporário, ou seja, para serem utilizadas durante poucos dias ou
semanas, como em casos de processos inflamatórios agudos e de pós-
operatório, poderão ser confeccionadas com componentes mais simples ou,
quando possível, adquiridas na forma de órteses pré-fabricadas.
• Uso definitivo, como em casos de sequelas neurológicas, como acidente
vascular cerebral, paralisia cerebral e traumatismo raquimedular, deverão
ser confeccionadas sob medida, com materiais mais resistentes e leves, e
ser perfeitamente adaptadas aos pacientes.
FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA
ESCOLHA DA ÓRTESE DO PACIENTE
• LEVEZA
• DURABILIDADE
• CONDIÇÕES FINANCEIRAS
OBJETIVOS
As órteses utilizadas como recurso terapêutico complementar podem ser
indicadas
• Repousar,
• imobilizar,
• proteger,
• fornecer feeedback,
• corrigir,
• promover cicatrização de tecidos e aliviar processos álgicos de segmentos
corpóreos lesados,
• sequelados ou em fase de recuperação.
Repouso
• são utilizadas para manter o segmento corpóreo livre da ação de
forças que levam a movimentos articulares indesejados.
Como exemplo, pode-se citar o uso da órtese de punho e mão em
casos de processos inflamatórios locais ou uma tipoia para estabilizar o
ombro em uma luxação glenoumeral.
Imobilização
• As órteses utilizadas para imobilização devem evitar qualquer
movimento do segmento envolvido, sendo, portanto, indicadas em
casos de traumas importantes ou em cuidados de pós-operatório
imediato. Como exemplo, pode-se citar a órtese tipo Jewett, utilizada
para fratura de corpo vertebral.
Proteção
• As órteses com objetivo de proteção são indicadas principalmente
para se evitar traumas repetitivos e lesões em regiões com alteração
sensitiva ou limitar movimentos indesejados. Pode-se citar, por
exemplo, órteses plantares para pés neuropáticos e joelheiras
articuladas com controle da amplitude de movimento.
Propriocepção
• As órteses com finalidade proprioceptiva permitem aos pacientes a
realização de atividades com menor risco de lesões ou recidivas.
Também podem ser utilizadas para facilitar a manutenção postural.
Essas órteses são flexíveis e permitem movimentos articulares. As
tornozeleiras e os corretores posturais são exemplos de órteses
proprioceptivas.
Correção
• As órteses para correção podem ser utilizadas em situações nas quais
ainda é possível reverter um encurtamento, retração ou desvio
articular não estruturado, como em casos de padrão flexor de
membros superiores, encurtamento do tendão do calcâneo e nas
escolioses.
Caso clínico
• Paciente portador de escoliose idiopática de nível toracolombar
dextroconvexa.
• uma órtese TLSO tipo Boston confeccionada em polipropileno com
abertura posterior, fechos em velcro e almofada lombar
posterolateral posicionada à direita e posteriormente reavaliar a
radiografia com órtese
CLASSIFICAÇÃO QUANTO À
FUNCIONALIDADE
Órteses estáticas, ou passivas, e órteses
dinâmicas, ou funcionais.
• As órteses estáticas: repouso, suporte,
imobilização, correção, proteção e
estabilização do segmento corpóreo
envolvido
• . Já as órteses dinâmicas permitem
movimentos articulares.
Papel do fisioterapeuta
• Solicitar órteses e próteses
• Contribuir para a prescrisção
• Avaliar a condição do paciente, se está apto ou não para a utilização de órtese
e prótese
• Ensinar a colocar, remover e se possível, cuidados e manutenção básica com o
dispositivo
• Confeccionar órteses e próteses

Aula dia 11.08

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    Conceito • Órtese éuma palavra derivada do grego: • Orthos = correção • Titheme = colocação. O termo pode ser definido como um dispositivo aplicado externamente ao segmento corpóreo e utilizado para modificar as características estruturais ou funcionais dos sistemas esquelético e neuromuscular.
  • 5.
    Indicações • Tônus diminuído:lesões periféricas. • Espasticidade: PC espástica, hemiplegia/AVE • Incoordenação: PC, Parkinson, esclerose múltipla • Redução de impacto: artrite, artrose do joelho • Dor e traumatismo: luxações, entorses e fraturas
  • 6.
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  • 12.
    Órtese e próteseassociadas • Em outro exemplo, pode-se citar a utilização de um dispositivo para casos de malformação congênita, em que novamente as funções de uma órtese e de uma prótese estariam simultaneamente associadas. Nesses casos, utiliza-se para tais dispositivos o termo ortoprótese.
  • 13.
    Dispositivos auxiliares dedeambulação • Embora considerados órteses, os dispositivos auxiliares de deambulação ou locomoção também não se enquadram nessa definição. • Os auxiliares de deambulação são dispositivos manuais designados para auxiliar a marcha de pessoas com deficiência temporária ou permanente por meio do apoio dos membros superiores.
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    • Esses dispositivosgeralmente são ajustáveis, podendo ser utilizados em pessoas de diferentes estaturas; são exemplos: bengalas, muletas, bengalas canadenses e andadores. Dispositivos auxiliares de deambulação
  • 15.
    Dispositivos auxiliares dedeambulação • Já os montados sobre rodas, movidos manualmente ou eletronicamente pelo ocupante ou empurradas por alguém.
  • 16.
    • Dispositivos utilizadosno corpo humano durante procedimentos cirúrgicos, como as osteossínteses, os fios de Kirschner, os fixadores externos e as endopróteses, não devem ser considerados como órteses ou próteses, segundo as definições apresentadas.
  • 17.
    Os materiais daórtese • A equipe multiprofissional será a responsável pela escolha dos materiais e dos componentes apropriados, dependendo da necessidade em cada situação clínica.
  • 18.
    Materiais • Metal, borracha,couro, lona, plásticos, tecidos sintéticos • Todos os dias são pesquisados novos materiais • Finalidade: • Suporte e sustentação • estética • Conforto • higienização • Alergias • durabilidade
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    Materiais mais usados •Metais (Aço inoxidável, duralumínio) • Fibras de carbono • Plástico termo moldável • Espuma • Plástico termo fixo • Gesso sintético • Couro, boracha, velcro • Tecidos sintéticos
  • 20.
    Termoplástico • é umpolímero artificial que, a uma dada temperatura, apresenta alta viscosidade, podendo ser conformado e moldado, mantendo sua nova estrutura.
  • 21.
    polipropileno Entre os termoplásticos,o polipropileno. Um dos mais utilizados na confecção de órteses. Apresenta como principais propriedades: • baixo custo, • elevada resistência química e a solventes; • facilidade de moldagem; • facilidade de coloração; • alta resistência a fratura por flexão ou fadiga; • boa resistência a impacto e • boa estabilidade térmica.
  • 22.
    De forma geral,os derivados plásticos são materiais relativamente leves, de fácil manipulação e limpeza, resistentes, duráveis e estão disponíveis em várias cores e espessuras, sendo os materiais mais utilizados na construção de órteses.
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    Tempo de utilização •Uso temporário, ou seja, para serem utilizadas durante poucos dias ou semanas, como em casos de processos inflamatórios agudos e de pós- operatório, poderão ser confeccionadas com componentes mais simples ou, quando possível, adquiridas na forma de órteses pré-fabricadas. • Uso definitivo, como em casos de sequelas neurológicas, como acidente vascular cerebral, paralisia cerebral e traumatismo raquimedular, deverão ser confeccionadas sob medida, com materiais mais resistentes e leves, e ser perfeitamente adaptadas aos pacientes.
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    FATORES A SEREMCONSIDERADOS NA ESCOLHA DA ÓRTESE DO PACIENTE • LEVEZA • DURABILIDADE • CONDIÇÕES FINANCEIRAS
  • 25.
    OBJETIVOS As órteses utilizadascomo recurso terapêutico complementar podem ser indicadas • Repousar, • imobilizar, • proteger, • fornecer feeedback, • corrigir, • promover cicatrização de tecidos e aliviar processos álgicos de segmentos corpóreos lesados, • sequelados ou em fase de recuperação.
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    Repouso • são utilizadaspara manter o segmento corpóreo livre da ação de forças que levam a movimentos articulares indesejados. Como exemplo, pode-se citar o uso da órtese de punho e mão em casos de processos inflamatórios locais ou uma tipoia para estabilizar o ombro em uma luxação glenoumeral.
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    Imobilização • As órtesesutilizadas para imobilização devem evitar qualquer movimento do segmento envolvido, sendo, portanto, indicadas em casos de traumas importantes ou em cuidados de pós-operatório imediato. Como exemplo, pode-se citar a órtese tipo Jewett, utilizada para fratura de corpo vertebral.
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    Proteção • As órtesescom objetivo de proteção são indicadas principalmente para se evitar traumas repetitivos e lesões em regiões com alteração sensitiva ou limitar movimentos indesejados. Pode-se citar, por exemplo, órteses plantares para pés neuropáticos e joelheiras articuladas com controle da amplitude de movimento.
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    Propriocepção • As órtesescom finalidade proprioceptiva permitem aos pacientes a realização de atividades com menor risco de lesões ou recidivas. Também podem ser utilizadas para facilitar a manutenção postural. Essas órteses são flexíveis e permitem movimentos articulares. As tornozeleiras e os corretores posturais são exemplos de órteses proprioceptivas.
  • 31.
    Correção • As órtesespara correção podem ser utilizadas em situações nas quais ainda é possível reverter um encurtamento, retração ou desvio articular não estruturado, como em casos de padrão flexor de membros superiores, encurtamento do tendão do calcâneo e nas escolioses.
  • 32.
    Caso clínico • Pacienteportador de escoliose idiopática de nível toracolombar dextroconvexa. • uma órtese TLSO tipo Boston confeccionada em polipropileno com abertura posterior, fechos em velcro e almofada lombar posterolateral posicionada à direita e posteriormente reavaliar a radiografia com órtese
  • 33.
    CLASSIFICAÇÃO QUANTO À FUNCIONALIDADE Órtesesestáticas, ou passivas, e órteses dinâmicas, ou funcionais. • As órteses estáticas: repouso, suporte, imobilização, correção, proteção e estabilização do segmento corpóreo envolvido • . Já as órteses dinâmicas permitem movimentos articulares.
  • 35.
    Papel do fisioterapeuta •Solicitar órteses e próteses • Contribuir para a prescrisção • Avaliar a condição do paciente, se está apto ou não para a utilização de órtese e prótese • Ensinar a colocar, remover e se possível, cuidados e manutenção básica com o dispositivo • Confeccionar órteses e próteses