Universidade Paulista - UNIP
Bacharelado em Fisioterapia
Professor: Esp. Leandro Lopes
Belém-Pará
2023
Disciplina:
Órtese e Prótese
em Fisioterapia
Universidade Paulista - UNIP
Bacharelado em Fisioterapia
Professor: Esp. Leandro Lopes
Belém-Pará
2023
Disciplina:
Órtese e Prótese
em Fisioterapia
Aula 07
FASE DE PROTETIZAÇÃO
A fase de protetização, a qual é muito
esperada e planejada pelo paciente e pela equipe.
Mas antes de tudo devemos relembrar que nem
todo paciente amputado terá condições clínicas/
físicas de ser protetizado.
As próteses são equipamentos que substituem a
função de um membro, e são divididas em próteses
cirúrgicas ou implantáveis, e as não cirúrgicas ou
não implantáveis.
vObjetivos da protetização: reintegrar o paciente
às suas AVDs; ser capaz de ter marcha,
respeitando seu nível funcional; ser capaz de
passar da postura sentada para a ortostase de
maneira efetiva; ser capaz de colocar e tirar a
prótese sozinho, manter-se em ortostase e
deambular;
vO coto de amputação e a prótese devem assumir
as funções do membro inferior amputado;
Fatores considerados para a escolha
adequada da prótese
vFator etiológico da lesão – riscos de novas ampu-
tações;
vPresença de doenças associadas/comorbidades/
cognição;
vCondições socioeconômicas do paciente – moradia,
atividades laborais, idade;
vUso prévio de próteses – tipos e quantidade;
vEscolha dos componentes adequados à
amputação;
vCondição clínica geral.
Escala de funcionalidade nível K (K level)
vNível K0: o paciente não tem capacidade ou
potencial para deambular, nem para se
transferir de maneira segura, com ou sem
assistência. A utilização de uma prótese não
vai melhorar sua qualidade de vida ou sua
mobilidade. O paciente não conseguirá
locomover-se ou deslocar-se com segurança;
vNível K1: o paciente tem capacidade ou potencial
para usar uma prótese para se transferir ou para
deambular em superfícies planas com uma
cadência regular. Típico de um amputado que se
desloca no domicílio de maneira limitada
(deambulador domiciliar);
vPara o condicionamento cardiopulmonar, pode-
se usar o cicloergômetro de membros
superiores para o treinamento aeróbico.
vNível K2: o paciente tem capacidade ou
potencial para deambular com um baixo nível
de capacidade para atravessar barreiras
arquitetônicas, tais como escadas ou
superfícies irregulares. Típico de um
amputado que se desloca de maneira limitada
na comunidade (deambulador comunitário
limitado);
vNível K3: o paciente tem capacidade para
deambular com cadência variável e para
transpor barreiras arquitetônicas. Típico de
um amputado que se desloca na comunidade e
poderá ter atividade física, profissional ou
terapêutica que exija a utilização da prótese
além da simples locomoção (deambulador
comunitário);
vNível K4: o paciente tem capacidade ou
potencial para deambular além das
competências básicas de deambulação,
apresentando níveis de impacto, estresse
ou energia elevados. Este nível inclui a
maioria das crianças, adultos ativos ou
atletas amputados (excede as capacidades
de locomoção básica).
Nível K de funcionalidade
v Deverá ser avaliado no início e ao final do tratamento
de reabilitação, uma vez que, durante o processo,
poderá ocorrer uma mudança no nível de
funcionalidade do paciente;
v Os fabricantes de próteses, geralmente, têm tabelas
próprias de níveis funcionais de acordo com os
componentes protéticos por eles produzidos,
portanto, há tipos de joelhos e pés protéticos
condizentes com cada nível de amputação;
Imagine um paciente jovem que sofre uma
amputação traumática e, submetido à avaliação
inicial,apresenta como nível de funcionalidade a
classificação K3; contudo, durante o processo
de reabilitação,ele evolui de modo positivo, é
encaminhado para treinamento de esportes
adaptados e muda suaclassificação para nível
K4.
Um paciente idoso amputado transtibial do
lado direito que inicia o processo de
reabilitação com classificação funcional K2;
porém, durante o processo ele sofre um AVC,
que gera um quadro de hemiplegia do hemicorpo
esquerdo, o que o impossibilita de manter-se
em ortostase, e sua nova classificação funcional
passa a ser o nível K0.
Classificação dos tipos de próteses
quanto à sua estrutura
As próteses de amputados de membros
inferiores são classificadas em dois grandes
grupos: as próteses exoesqueléticas (ou
convencionais) e as endoesqueléticas (ou
modulares);
Próteses exoesqueléticas ou convencionais
vMais antigas, e não são mais utilizadas;
vConfeccionadas com componentes de madeira ou
plástico, que servem de conexão entre o encaixe da
prótese e do pé (por exemplo, um bloco de madeira
ligado ao pé protético);
vPodem ser utilizadas em quase todos os níveis de
amputação, mas apresentam uma estrutura rígida e,
por não serem modulares, não permitem a combinação
de componentes e sua troca ou reparo de modo rápido,
além de serem limitadas funcionalmente.
Próteses endoesqueléticas ou modulares
vComponentes protéticos que podem ser combinados
entre si, escolhe-se o encaixe, o tipo de joelho, o
tipo de pé;
vA adaptação entre o encaixe e o pé protético é
realizada por meio de tubos e componentes
modulares, e o acabamento final pode ser realizado
com espumas e meia cosmética e com medidas
similares ao membro contralateral (membro
preservado).
vPermitem o ajuste em seu alinhamento de modo
individualizado. Os componentes de uma prótese
modular podem ser substituídos e reparados;
vUtilizadas em todos os níveis de amputação,
exceto amputações parciais de pé e tornozelo;
vAmpla variedade de opções de adaptadores, com
preços diversos, os materiais também podem
variar: aço, titânio, alumínio, fibra de carbono. Em
geral, são próteses mais funcionais e com melhor
padrão estético.
Componentes
protéticos
AULA 07 .pdf

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  • 1.
    Universidade Paulista -UNIP Bacharelado em Fisioterapia Professor: Esp. Leandro Lopes Belém-Pará 2023 Disciplina: Órtese e Prótese em Fisioterapia
  • 2.
    Universidade Paulista -UNIP Bacharelado em Fisioterapia Professor: Esp. Leandro Lopes Belém-Pará 2023 Disciplina: Órtese e Prótese em Fisioterapia Aula 07
  • 3.
    FASE DE PROTETIZAÇÃO Afase de protetização, a qual é muito esperada e planejada pelo paciente e pela equipe. Mas antes de tudo devemos relembrar que nem todo paciente amputado terá condições clínicas/ físicas de ser protetizado. As próteses são equipamentos que substituem a função de um membro, e são divididas em próteses cirúrgicas ou implantáveis, e as não cirúrgicas ou não implantáveis.
  • 4.
    vObjetivos da protetização:reintegrar o paciente às suas AVDs; ser capaz de ter marcha, respeitando seu nível funcional; ser capaz de passar da postura sentada para a ortostase de maneira efetiva; ser capaz de colocar e tirar a prótese sozinho, manter-se em ortostase e deambular; vO coto de amputação e a prótese devem assumir as funções do membro inferior amputado;
  • 5.
    Fatores considerados paraa escolha adequada da prótese vFator etiológico da lesão – riscos de novas ampu- tações; vPresença de doenças associadas/comorbidades/ cognição; vCondições socioeconômicas do paciente – moradia, atividades laborais, idade; vUso prévio de próteses – tipos e quantidade;
  • 6.
    vEscolha dos componentesadequados à amputação; vCondição clínica geral.
  • 7.
    Escala de funcionalidadenível K (K level) vNível K0: o paciente não tem capacidade ou potencial para deambular, nem para se transferir de maneira segura, com ou sem assistência. A utilização de uma prótese não vai melhorar sua qualidade de vida ou sua mobilidade. O paciente não conseguirá locomover-se ou deslocar-se com segurança;
  • 8.
    vNível K1: opaciente tem capacidade ou potencial para usar uma prótese para se transferir ou para deambular em superfícies planas com uma cadência regular. Típico de um amputado que se desloca no domicílio de maneira limitada (deambulador domiciliar); vPara o condicionamento cardiopulmonar, pode- se usar o cicloergômetro de membros superiores para o treinamento aeróbico.
  • 9.
    vNível K2: opaciente tem capacidade ou potencial para deambular com um baixo nível de capacidade para atravessar barreiras arquitetônicas, tais como escadas ou superfícies irregulares. Típico de um amputado que se desloca de maneira limitada na comunidade (deambulador comunitário limitado);
  • 10.
    vNível K3: opaciente tem capacidade para deambular com cadência variável e para transpor barreiras arquitetônicas. Típico de um amputado que se desloca na comunidade e poderá ter atividade física, profissional ou terapêutica que exija a utilização da prótese além da simples locomoção (deambulador comunitário);
  • 11.
    vNível K4: opaciente tem capacidade ou potencial para deambular além das competências básicas de deambulação, apresentando níveis de impacto, estresse ou energia elevados. Este nível inclui a maioria das crianças, adultos ativos ou atletas amputados (excede as capacidades de locomoção básica).
  • 13.
    Nível K defuncionalidade v Deverá ser avaliado no início e ao final do tratamento de reabilitação, uma vez que, durante o processo, poderá ocorrer uma mudança no nível de funcionalidade do paciente; v Os fabricantes de próteses, geralmente, têm tabelas próprias de níveis funcionais de acordo com os componentes protéticos por eles produzidos, portanto, há tipos de joelhos e pés protéticos condizentes com cada nível de amputação;
  • 14.
    Imagine um pacientejovem que sofre uma amputação traumática e, submetido à avaliação inicial,apresenta como nível de funcionalidade a classificação K3; contudo, durante o processo de reabilitação,ele evolui de modo positivo, é encaminhado para treinamento de esportes adaptados e muda suaclassificação para nível K4.
  • 15.
    Um paciente idosoamputado transtibial do lado direito que inicia o processo de reabilitação com classificação funcional K2; porém, durante o processo ele sofre um AVC, que gera um quadro de hemiplegia do hemicorpo esquerdo, o que o impossibilita de manter-se em ortostase, e sua nova classificação funcional passa a ser o nível K0.
  • 16.
    Classificação dos tiposde próteses quanto à sua estrutura As próteses de amputados de membros inferiores são classificadas em dois grandes grupos: as próteses exoesqueléticas (ou convencionais) e as endoesqueléticas (ou modulares);
  • 19.
    Próteses exoesqueléticas ouconvencionais vMais antigas, e não são mais utilizadas; vConfeccionadas com componentes de madeira ou plástico, que servem de conexão entre o encaixe da prótese e do pé (por exemplo, um bloco de madeira ligado ao pé protético); vPodem ser utilizadas em quase todos os níveis de amputação, mas apresentam uma estrutura rígida e, por não serem modulares, não permitem a combinação de componentes e sua troca ou reparo de modo rápido, além de serem limitadas funcionalmente.
  • 20.
    Próteses endoesqueléticas oumodulares vComponentes protéticos que podem ser combinados entre si, escolhe-se o encaixe, o tipo de joelho, o tipo de pé; vA adaptação entre o encaixe e o pé protético é realizada por meio de tubos e componentes modulares, e o acabamento final pode ser realizado com espumas e meia cosmética e com medidas similares ao membro contralateral (membro preservado).
  • 21.
    vPermitem o ajusteem seu alinhamento de modo individualizado. Os componentes de uma prótese modular podem ser substituídos e reparados; vUtilizadas em todos os níveis de amputação, exceto amputações parciais de pé e tornozelo; vAmpla variedade de opções de adaptadores, com preços diversos, os materiais também podem variar: aço, titânio, alumínio, fibra de carbono. Em geral, são próteses mais funcionais e com melhor padrão estético.
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