CHOQUE
PROF ENF RACHEL MARINS
CHOQUE QUADRO CLÍNICO
• “Caracteriza-se pelo suprimento inadequado de sangue para os tecidos e pelas
mudanças estruturais e funcionais nos órgãos essenciais.”
Ministério da Saúde. PROFAE, Assistência Cirúrgica e
atendimento de emergência. 2. ed. 2003.
O choque é uma intercorrência grave!
Sintomas gerais: Fraqueza, náusea com possível vômito, sede, hipotensão arterial, pulso
taquicárdico, fino e de difícil percepção, aumento dos movimentos respiratórios, mucosas
descoradas/hipocoradas ou secas, palidez, cianose, extremidades frias, oligúria ou anúria,
hipotermia, hipertemia no choque toxêmico, dispneia e alteração do nível de consciência.
Quadros clínicos que podem levar ao choque: hemorragia intensa, queimadura de
grande extensão, lesão medular acima da região medial torácica, infecção.
CHOQUE: TIPOS
Choque Definição
Choque Hipovolêmico Causado por sangramento ou hemorrágico, decorrente da
perda de sangue (como nas hemorragias), ou por perda de
líquido extracelular e plasma (como nos casos de
queimaduras e desidratação);
Choque Cardiogênico Causado pelo baixo rendimento cardíaco provocado pelo
infarto do miocárdio, arritmias, insuficiência cardíaca,
tamponamento cardíaco; algum problema cardíaco provoca
a diminuição do trabalho cardíaco e, com isto diminuição
do volume circulante de sangue.
Choque Toxêmico (séptico) Decorrente das infecções bacterianas agudas e graves;
Choque Anafilático Resultante da hipersensibilidade do organismo a
determinadas substâncias
Choque Neurogênico Causado por trauma ou doença no sistema nervoso,
impossibilitando o controle do diâmetro dos vasos
sangüíneos e seu preenchimento sangüíneo adequado.
Obs:Tamponamento cardíaco: tamponamento = ação de obstruir ou vedar
é uma emergência em que há acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que são responsáveis pelo revestimento do coração, exercendo pressão sobre o coração e o impedindo
de ser devidamente preenchido. O resultado é uma queda drástica na pressão arterial que pode ser fatal, dificuldade para respirar e aumento da frequência cardíaca. Os sintomas incluem pressão
arterial baixa, falta de ar e tontura. Necessário um tratamento de emergência, geralmente, um tubo pequeno ou uma agulha é usado para drenar o excesso de líquido.
TRATAMENTO: MEDICAMENTOS
• O tratamento medicamentoso varia de acordo com o tipo de choque:
• administração de solução fisiológica, hemoderivados e outros para reposição de
volume,
• correção da acidose metabólica com bicarbonato de sódio
• drogas específicas para controlar as causas do choque, tais como dopamina,
digitálicos, antibióticos e outros.
CHOQUE: MEDIDAS DE PRIMEIROS SOCORROS
• Retirar próteses ou qualquer outro objeto da boca do paciente para evitar a obstrução
de vias aéreas
• Mantenha o paciente deitado com as pernas elevadas de 25 a 35 cm, exceto na
presença ou suspeita de traumatismo na coluna vertebral e nos membros inferiores.
Nestes casos realize a elevação na prancha de transporte e providencie a remoção
para a unidade especializada
• Auxilie o enfermeiro na passagem da sonda vesical para fazer controle rigoroso da
diurese
• Aqueça o paciente, pois a hipotermia piora o quadro de vasoconstricção, dificultando
ainda mais a circulação sanguínea
Urgência e Emergência: Tipos de Choque e assistencia

Urgência e Emergência: Tipos de Choque e assistencia

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    CHOQUE QUADRO CLÍNICO •“Caracteriza-se pelo suprimento inadequado de sangue para os tecidos e pelas mudanças estruturais e funcionais nos órgãos essenciais.” Ministério da Saúde. PROFAE, Assistência Cirúrgica e atendimento de emergência. 2. ed. 2003. O choque é uma intercorrência grave! Sintomas gerais: Fraqueza, náusea com possível vômito, sede, hipotensão arterial, pulso taquicárdico, fino e de difícil percepção, aumento dos movimentos respiratórios, mucosas descoradas/hipocoradas ou secas, palidez, cianose, extremidades frias, oligúria ou anúria, hipotermia, hipertemia no choque toxêmico, dispneia e alteração do nível de consciência. Quadros clínicos que podem levar ao choque: hemorragia intensa, queimadura de grande extensão, lesão medular acima da região medial torácica, infecção.
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    CHOQUE: TIPOS Choque Definição ChoqueHipovolêmico Causado por sangramento ou hemorrágico, decorrente da perda de sangue (como nas hemorragias), ou por perda de líquido extracelular e plasma (como nos casos de queimaduras e desidratação); Choque Cardiogênico Causado pelo baixo rendimento cardíaco provocado pelo infarto do miocárdio, arritmias, insuficiência cardíaca, tamponamento cardíaco; algum problema cardíaco provoca a diminuição do trabalho cardíaco e, com isto diminuição do volume circulante de sangue. Choque Toxêmico (séptico) Decorrente das infecções bacterianas agudas e graves; Choque Anafilático Resultante da hipersensibilidade do organismo a determinadas substâncias Choque Neurogênico Causado por trauma ou doença no sistema nervoso, impossibilitando o controle do diâmetro dos vasos sangüíneos e seu preenchimento sangüíneo adequado. Obs:Tamponamento cardíaco: tamponamento = ação de obstruir ou vedar é uma emergência em que há acúmulo de líquido entre as duas membranas do pericárdio, que são responsáveis pelo revestimento do coração, exercendo pressão sobre o coração e o impedindo de ser devidamente preenchido. O resultado é uma queda drástica na pressão arterial que pode ser fatal, dificuldade para respirar e aumento da frequência cardíaca. Os sintomas incluem pressão arterial baixa, falta de ar e tontura. Necessário um tratamento de emergência, geralmente, um tubo pequeno ou uma agulha é usado para drenar o excesso de líquido.
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    TRATAMENTO: MEDICAMENTOS • Otratamento medicamentoso varia de acordo com o tipo de choque: • administração de solução fisiológica, hemoderivados e outros para reposição de volume, • correção da acidose metabólica com bicarbonato de sódio • drogas específicas para controlar as causas do choque, tais como dopamina, digitálicos, antibióticos e outros.
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    CHOQUE: MEDIDAS DEPRIMEIROS SOCORROS • Retirar próteses ou qualquer outro objeto da boca do paciente para evitar a obstrução de vias aéreas • Mantenha o paciente deitado com as pernas elevadas de 25 a 35 cm, exceto na presença ou suspeita de traumatismo na coluna vertebral e nos membros inferiores. Nestes casos realize a elevação na prancha de transporte e providencie a remoção para a unidade especializada • Auxilie o enfermeiro na passagem da sonda vesical para fazer controle rigoroso da diurese • Aqueça o paciente, pois a hipotermia piora o quadro de vasoconstricção, dificultando ainda mais a circulação sanguínea