ALIMENTOS PROTEICOS
CENTRO UNIVERSITÁRIO DE
CARATINGA
UNIDADE DE ENSINO:
Bromatologia
DEFINIÇÕES
◗ Moléculas orgânicas compostas de aminoácidos ligados
entre si por meio de ligações peptídicas.
◗ As proteínas são constituídas por:
 Carbono – 50 a 55%;
 Hidrogênio – 6 a 8%;
 Oxigênio – 20 a 24%;
 Nitrogênio – 15 a 18%;
 Enxofre – 0,2 a 0,3%;
 Fósforo – raramente.
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DEFINIÇÕES
◗ Vegetais – capazes de sintetizar proteínas através de
fontes inorgânicas de nitrogênio;
◗ Animais – não possuem esta capacidade,
necessitando de
ingestão de alimentos ricos em proteínas e
aminoácidos;
◗ Proteínas de origem vegetal – deficientes em
um aminoácidos essenciais;
ou
mais
◗ Moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas
células –
50% ou mais do seu peso seco;
◗ Encontradas em todas as partes das células –
fundamentais nas estruturas, função celulares e informação
genética.
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FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS
◗ ESTRUTURAL OU PLÁSTICA: garantem rigidez
aos tecidos, consistência, elasticidade.
Exemplo: colágeno, actina, miosina,
queratina, fibrinogênio, e albumina.
◗ HORMONAL: insulina.
◗ ENERGÉTICA: principalmente na fase de
crescimento.
◗ ENZIMÁTICA: catalisam reações biológicas.
◗ CONDUTORAS DE GASES: transporte de oxigênio e
gás carbônico.
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SEM PROTEÍNAS...
◗ Metabolismo lento;
◗ Problemas para perder peso;
◗ Problemas na construção da massa
muscular;
◗ Baixos níveis de energia;
◗ Fadiga;
◗ Falta de concentração;
◗ Mudança de humor;
◗ Dores articulares, ósseas e musculares;
◗ Alteração na glicemia;
◗ Cicatrização lenta;
◗ Baixa imunidade.
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DESNATURAÇÃO DE PROTEÍNAS
◗ Ocorre quando a estrutura da proteína
é danificada.
◗ As alterações supracitadas ocorrem
devido à exposição da proteína aos
chamados agentes desnaturantes
como aquecimento, agitação,
radiação ultravioleta, ácidos, bases,
solventes orgânicos e outros.
◗ Em virtude da modificação em
sua conformação devido à
desnaturação, as proteínas tornam-
se insolúveis em água e perdem sua
função biológica.
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DESNATURAÇÃO DE PROTEÍNAS
◗ Nos alimentos, a desnaturação pode ser
um fenômeno desejável (na geleificação-gel
só se forma em proteínas desnaturadas e no
amassamento de pães – desnaturação do
glúten) ou indesejável (perda de capacidade
emulsificante, por exemplo).
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PROPRIEDADES FUNCIONAIS DAS PROTEÍNAS
◗ Hidrataęão: A propriedade funcional de hidratação refere-
se à capacidade da proteína de ligar e fixar água à
sua estrutura. A textura e a viscosidade dos
alimentos são características diretamente dependentes
da capacidade de hidratação das proteínas.
◗ Solubilidade: Essa propriedade refere-se à proporção
de proteína que se mantém em solução, sem
sedimentar. Para tal, o solvente considerado é a
água. Proteínas altamente solúveis são aquelas que
uma vez em contato com a água, tendem a se
dispersar rápida e homogeneamente. Essa
característica é desejável em alimentos como molhos,
sopas instantâneas, bebidas e outros.
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PROPRIEDADES FUNCIONAIS DAS PROTEÍNAS
◗ Viscosidade: As proteínas são reconhecidas agentes
que
conferem viscosidade aos fluidos, em outras palavras,
conferem resistência dos mesmos em fluir ou
romper-se. Essa característica é bastante importante em
alimentos como cremes, sopas e molhos, que precisam ter
viscosidade intermediária.
◗ Geleificaęão: Entende-se que o processo de formação de gel
é o evento de ordenação das proteínas previamente
desnaturadas. Os géis proteicos têm grande
importância em alimentos como queijos, embutidos
cárneos como a salsicha, gelatinas e outros.
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PROPRIEDADES FUNCIONAIS DAS PROTEÍNAS
◗ Formaęão de massa – glúten: As proteínas do
glúten possuem a capacidade de formar
uma massa viscoelástica quando amassadas na
presença de água, sendo a base do processo de
panificação.
◗ Propriedade espumante: Compreende-se por espuma
a dispersão de bolhas de gás (normalmente ar)
em um sistema contínuo líquido ou
semissólido. Nas espumas as proteínas agem
facilitando e estabilizando a interação entre
as bolhas de gás. Essa propriedade funcional é
bastante importante em alimentos como
merengues, pães e biscoitos.
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PROPRIEDADES FUNCIONAIS DAS PROTEÍNAS
◗ Propriedade emulsificante: As emulsões consistem de um
sistema em que dois líquidos imiscíveis (água e óleo),
devido à presença de um agente emulsificante,
passam a formar uma mistura estável.
◗ As proteínas, devido à diversidade nas propriedades
físico- químicas dos aminoácidos que as compõem
e a sua complexidade estrutural, são eficientes
agentes emulsificantes nos alimentos.
◗ Esta propriedade funcional é muito importante em
alimentos como leite, maioneses, salsichas, sorvetes,
molhos e outros.
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MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
◗ A quantidade de nitrogênio nas proteínas geralmente é de 16%, por isso é um dado
utilizado para calcular a quantidade aproximada de proteína de uma amostra.
◗ Criado em 1883, por Kjeldahl, dinamarquês.
◗ Método mais utilizado no mundo.
◗ Padrão oficial para determinar nitrogênio nos alimentos.
◗ Meio de determinação indireta: determina a quantidade de nitrogênio e se
converte em proteína posteriormente.
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MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
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◗ Sabendo que o teor de Nitrogênio nas proteínas é em
torno de 16%, pode-se usar o seguinte raciocínio:
16g N -------- 100g proteínas
1g N --------
Xg Xg = 100/16 =
6,25
O teor de proteína bruta de um alimento é obtido pela
multiplicação do teor de N total pelo fator de conversão (6,25).
MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
◗ Baseia-se no aquecimento da amostra com acido sulfúrico
e é catalisador para a digestão ate que o carbono e
hidrogênio sejam oxidados. O nitrogênio da proteína é
reduzido e transformado em sulfato de amônia.
◗ NaOH (hidróxido de sódio) concentrado é adicionado e aquecido
para liberação de amônia dentro de um volume conhecido de
uma solução de acido bórico, formando borato de amônia.
◗ O borato de amônia formado é dosado com uma solução acida
(HCl), padronizada.
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MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
◗ Três etapas principais do método:
1. Digestão: adição de acido sulfúrico (H2SO4) e um catalisador metálico (CuSO4) que acelera o
processo de oxidação da matéria orgânica. Também utiliza-se o K2SO4 para aumentar o ponto de
ebulição do ácido sulfúrico tornando a digestão mais eficiente. O aquecimento da amostra com
acido sulfúrico para a digestão ate que C e H sejam oxidados e o N da proteína seja reduzido e
transformado em sulfato de amônia. Para digerir, é utilizado um aparelho chamado microdigestor
de Kjeldahl.
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MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
2. Neutralizaęão e destilaęão: adição de NaOH concentrado e aquecimento
para a liberação de amônia dentro de um volume conhecido de uma
solução de acido bórico e indicador, formando borato de amônia. Isso é
feito em um aparelho chamado destilador de nitrogênio de Kjeldahl.
16
MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
5. Titulaęão: borato dosado com uma solução ácida (HCL ou H2SO$)
padronizada ate o ponto de viragem ( são utilizadas indicadores de cor
vermelho metila e verde de bromocresol).
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18
MÉTODO KJELDAHL PARA ANÁLISE DE PROTEÍNAS
◗ Vantagens: aplicável em todos os tipos
de alimentos, relativamente simples, baixo
custo e preciso.
◗ Desvantagens: identifica o nitrogênio
orgânico total, não apenas o nitrogênio
de proteínas, utiliza também e muito
tempo de analise e reagentes corrosivos.
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EXEMPLO PRÁTICO...
◗ Um técnico em laboratório necessita
determinar o
teor de proteínas em uma amostra de biscoito.
◗ A determinação será conduzida utilizando
triplicatas (Prova 1, Prova 2 e Prova 3).
◗ 1- Pesou exatamente 1 g de amostra em papel de
seda e transferiu para o tubo de digestão,
adicionando em sequência ácido sulfúrico
(25 ml) e mistura catalítica (6 g).
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EXEMPLO PRÁTICO...
◗ 2. Manteve em aquecimento em bloco digestor a
350ºC até a obtenção de solução com cor azul-
esverdeada.
◗ 5. Após resfriar, adicionou quantidade suficiente
de solução concentrada de hidróxido de sódio
(suficiente para pequeno excesso de base) e
iniciou o processo de destilação por arraste de
vapor, recebendo o destilado em 25 ml de solução
de ácido sulfúrico 0,05 M (com indicador
vermelho de metila). Destila-se até obter de
250 a 300 ml de destilado. Durante esse
processo a solução passará do vermelho ao
amarelo.
21
EXEMPLO PRÁTICO...
◗ 4. O excesso de ácido sulfúrico foi
titulado com hidróxido de sódio 0,1
M até que a solução (amarela) volte
à cor vermelha.
22
EXEMPLO PRÁTICO...
◗ Os dados foram aplicados à formula a
seguir:
◗ Onde: V = diferença entre o número de ml de ácido sulfúrico 0,05 M e o número de
ml de hidróxido de sódio 0,1 M gastos na titulação
◗ f = fator de conversão (utilizado 6,25)*
◗ P = peso da amostra
* Existem outros fatores de conversão, como 5,85 (para farinha de centeio), 5,46 (para
amendoim)
dentre outros.
23
EXEMPLO PRÁTICO...
◗ Resultados
encontrados:
24
EXEMPLO PRÁTICO...
◗ 5. Os volumes de NaOH 0,1 M gastos que foram
utilizados:
25
LEITE
◗ Produto da secreção das glândulas mamárias dos mamíferos.
◗ Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto
oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em
condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e
descansadas.
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COMPOSIÇÃO (100ML DE LEITE DE VACA)
◗ Proteínas – 3 a 4 g (caseína 2,87 e albumina
0,56)
◗ Lipídios – 3 a 6g
◗ Glicídios – 4,6 a 5g
◗ Minerais – 0,7 a 0,75g
◗ Vitamina A –97 a 785 U.I
◗ Vitamina C – 0,5 a 6,6 mg
◗ B1 – 0,10 a 2,5 mg
◗ B2 – 0,65 a 100mg
◗ Niacina – 0,05 a 0,5mg
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CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS
◗ Cor – Branco homogêneo – Glóbulos de gordura, caseína e
fosfatos de cálcio;
◗ Sabor e aroma – Característicos – Doce e salgado, não
amargo e não ácido;
◗ Acidez – 0,13 a 0,17% expresso em ácido lático – lactose e
ácido láctico;
◗ pH – 6,6 a 6,8;
◗ Densidade –1,023g/ml a 1,040 g/ml a 15 °C;
◗ Ponto de congelamento – crioscópico – -0,531°C;
◗ Ponto de ebulição – 100 a 101°C.
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CLASSIFICAÇÃO DO LEITE DE ACORDO COM A PRODUÇÃO
◗ Leite tipo B – leite produzido e refrigerado
em ESTÁBULO LEITEIRO. Ordenha
mecânica não obrigatória, refrigeração
imediata, inspeção de veterinário em
todo processo de obtenção, transporte em
caminhões tanques para indústria, permitida
contagem menor de microrganismos.
◗ Leite tipo C – leite produzido na FAZENDA
LEITEIRA. Ordenha manual, refrigeração
não obrigatória, transportados em caminhões
tanques para indústria, permitida uma
29
CLASSIFICAÇÃO DO LEITE DE ACORDO COM A PRODUÇÃO
◗ Leite tipo A – leite produzido, pasteurizado e
envasado em GRANJA LEITEIRA. Ordenha
mecânica, refrigeração imediata, inspeção de
veterinário em todo processo de obtenção,
produção dos derivados.
◗ Leite UHT – leite produzido,
ultrapasteurizado (esterilizado) e envasado
assepticamente em GRANJA LEITEIRA .
30
31
32
https://
www.milkpoint.com.br/colunas/ilctepamig/o-leite-uht-nao-possui-conservantes-entenda-seu-
processamento-234251/
33
CLASSIFICAÇÃO DE ACORDO C OM O TEOR DE GORDURA
◗ Leite INTEGRAL– mínimo 3% de gordura;
◗ Leite SEMIDESNATADO – leite com
retirada parcial de gordura  0,6 a 2,9% de
gordura.
◗ Leite DESNATADO – leite com retirada total
de gordura  máximo de 0,5% de gordura.
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35
PROTEINAS DO LEITE - CASEÍNA
◗ Representa 80% das proteínas  está em suspensão
(formato de micelas) no leite, ligado ao cálcio;
◗ Responsável pela cor branca do leite;
◗ Coagulação em pH ácido e proteases  importância na
indústria na produção de derivados;
◗ Em média de 24-28 mg/ml;
◗ Composição: α-caseína (45 – 56 %)
β-caseína (08 – 15%)
к-caseína (25 – 3 5%)
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CASEÍNA
◗ Resistente a desnaturação pelo calor;
◗ Ca está ligado as micelas de caseína com o fosfato de cálcio;
◗ Forma esférica;
◗ No congelamento há a precipitação da caseína;
◗ Importância:
•Fator biológico: proteínas de alto valor;
•Coagulaęão, principalmente por pH ácido e proteases.
◗ Grande importância industrial na produęão de queijo, iogurte,
leite fermentado!
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PROTEÍNAS DO SORO
◗ Representa 20% das proteínas: α-lactoalbumina (4 5 – 56%),
β- lactoglobulina, albumina sérica, imunoglobulinas (IgA, IgG,
IgD, IgE e IgM);
◗ Estão solubilizadas em água;
◗ Responsáveis pelo desenvolvimento do sistema
imunológico do recém nascido, apresentando alto teor de
imunoglobulina no colostro;
◗ Alta digestibilidade e mais biodisponível que a caseína;
◗ Proteínas de alto valor biológico: Suplementos.
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PROTEÍNAS DO SORO
◗ Não sofre fácil coagulação pelo pH e proteases como a
caseína.
◗ Porém, capacidade de formar géis e espumas devido a
elevada temperatura;
◗ Desnaturação aumenta a capacidade de reter água 
Interesse na produção de leites fermentados por
reduzir a separação da água e melhora a textura do
produto;
◗ Géis: melhora a textura de preparações feitas com leite.
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40
CARBOIDRATOS
◗ LACTOSE = GALACTOSE + GLICOSE
◗ Elaboração de produtos fermentados e queijos;
◗ Auxilia na absorção de cálcio no organismo;
◗ Queijos e leites fermentados são produzir a partir da
adição de bactérias lácticas e que vão fermentar a
lactose e produzir ácido lático (também com auxílio das
proteases)  pH baixo irá desnaturar as micelas
de caseína formando coalho ocasionando a
precipitação da caseína (coalhada).
41
CONTROLE DE QUALIDADE DO LEITE
 Elevado teor de água;
 pH próximo à
neutralidade;
 Riqueza em nutrientes.
 Excelente substrato para o crescimento de
MO.
42
CONTAMINAÇÃO E FRAUDES
◗ Fraudes mais comuns:
◗ Uso excessivo de antibióticos  mastites;
◗ Tratamento térmico inadequado  presença de mo e
toxinas;
◗ Fraude por adição de água;
◗ Fraude por adição de amido;
◗ Fraudes por adição de conservantes;
◗ Fraude por remoção de gordura.
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CONTROLE DE QUALIDADE FÍSICO-QUÍMICA BROMATOLÓGICAS
◗ Utiliza-se uma série de análises que, em conjunto, definem
os atributos de qualidade do leite .
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PROVA DE ALIZAROL
◗ Mede rápido a acidez e de forma qualitativa;
◗ São colocados 2ml de leite em cada tubo de ensaio e posteriormente 2mL de alizarol;
◗ Ocorre a mudança de cor de acordo com o pH do leite;
◗ Não mede o valor exato de acidez;
◗ LEITE NORMAL: pH 6,6
◗ LEITE ÁCIDO: Marromclaro/amarelo. Contaminação microbiana ou fraude por
adição de acidulantes.
◗ LEITE ALCALINO: Lilás violeta. Fraude por adição de conservantes.
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ACIDEZ DORNIC
◗ A acidez do leite está relacionado com
a fermentação da lactose com a produção de
ácido lático devido a contaminação
microbiana  reduz pH do leite.
◗ LEGISLAÇÃO: 0,14 a 0,18g (%) ácido lático em 100ml
leite 
14 a 18°D (grau dornic).
◗ 1°D = 0,01g de ácido lático em 100ml de leite.
46
ACIDEZ DORNIC
47
ACIDEZ DORNIC
◗ Após a titulação, aplica-se o seguinte
cálculo:
�
�
48
Acidez = 𝒗 𝒙 𝑭𝒄 𝒙 𝟎,𝟗
= % de ácido lático
(g/100ml)
◗ Transformar em °D:
◗ Exemplo: 0,15g ácido lático/100ml de leite = 15°D
0,01g ácido lático 
1°D 0,15g ácido lático
 X
X = 0,15 x 1/0,01 =
15°D
◗ ACIDEZ DORNIC - LEGISLAÇÃO: 0,14 a 0,18g(%) ácido lático em 100ml leite  14
PROVA DO ÁLCOOL
◗ Não mede exatamente o grau de acidez, mas é um teste
rápido.
◗ Mistura o leite com álcool.
◗ Positividade na prova do álcool: contaminação
microbiológica 
leite com fermentação enzimática.
 Leite muito coagulado  acidez acima de 22°D;
 Coagulaęão fina  acidez entre 19 e 20°D;
 Sem coagulaęão  leite normal.
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ANÁLISES NO LEITE -DENSIDADE
◗ Fraude por adição de água, farinha, amido e remoção de gordura.
◗ Técnicas para análise em conjunto: crioscopia, densidade e
análise de gordura.
◗ Densidade específica do leite: 1,028 – 1,034g/ml.
◗ O leite deve estar a 15°C  se não tiver, fazer a correção em
tabela padronizada.
50
ÍNDICE DE CRIOSCOPIA
◗ É analisado a temperatura de congelamento do leite.
◗ Esta temperatura é mais baixa que a da água, devido ao fato
do leite apresentar sólidos presentes  lactose, proteínas,
etc.
◗ Fraude por adição de água: ocorre um aumento da
temperatura de congelamento.
◗ LEGISLAÇÃO: máximo de - 0,512°C
◗ Obs.: água é 0°C
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DETERMINAÇÃO DA GORDURA – MÉTODO DE
GERBER
◗ Butirometro de Gerber
◗ Ácido sulfúrico digere a proteína (caseína) sem atacar a
matéria gordurosa, separando por centrifugação.
◗ Fraude por remoção da gordura do leite: gordura utilizada
para produção de manteiga, biscoitos, etc.
52
ANÁLISE DE FOSFATASE ALCALINA
53
◗ A eficiência do processo de pasteurização é verificada através da presença ou
ausência da enzima fosfomonoesterase (fosfatase), que é um constituinte formal
do leite cru, a qual é destruída completamente com a pasteurização eficiente.
◗ A enzima hidrolisa o fenil fosfato dissódico, liberando fenol, que reage com 2,6
dibromoquinona
clorimida, formando indofenol de coloração azul.
◗ Ao realizar o teste na amostra, se for detectada a presença dessa enzima, significa
que o processo de pasteurização não ocorreu de forma correta, ou seja, ou a
temperatura de pasteurização no leite foi baixa em relação ao mínimo requerido,
ou o tempo de retenção foi menor, ou ainda pode ter ocorrido adição de pequena
quantidade de leite cru ao leite pasteurizado, para que o teste seja positivo.
ANÁLISE DE FOSFATASE ALCALINA
◗ Teste 1:
◗ Resultado:
▹ Leite cru: presença da enzima (cor
azul intenso).
▹ Leite pasteurizado: ausência da enzima
(cor acinzentada).
54
ANÁLISE DE FOSFATASE ALCALINA
◗ Teste
2:
55
ANÁLISE DE PEROXIDASE
◗ Também irá avaliar se o tratamento térmico do
leite foi eficaz ou não.
◗ A enzima peroxidase é resistente a temperatura
de pasteurização (70 a 80°C).
◗ Então é avaliado o tratamento térmico do
leite através da pesquisa da enzima
peroxidase com solução alcóolica de
guaiacol e peróxido de hidrogênio.
56
ANÁLISE DE PEROXIDASE
◗ Interpretaęão:
◗ Cor salmão: positivo  leite
pasteurizado corretamente.
◗ Cor branca: negativo  leite
pasteurizado acima da temperatura
correta.
57
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
58
◗ ANDRADE, E.C.B. Análise de Alimentos. Uma visão química da Nutrição. São
Paulo: Varela, 2006.
◗ CECCHI, H M. Fundamentos Teóricos e Práticos em Análise de
Alimentos.2ed. Campinas: Unicamp, 2009.
◗ SALINAS, R.D. Alimentos e Nutrição: Introdução a Bromatologia. 3ed.Porto
Alegre: Artmed, 2002.
◗ GOMES, J.C.; OLIVEIRA, G.F. Análises Físico-Quimicas de Alimentos. Viçosa:
Editora
UFV, 2011.
◗ ARAÚJO, J.M.A. Química de Alimentos: teoria e prática. 4ed. Viçosa: UFV, 2008.

AULA 4- BROMATO -ALIMENTOS PROTEICOS.pptx

  • 1.
    ALIMENTOS PROTEICOS CENTRO UNIVERSITÁRIODE CARATINGA UNIDADE DE ENSINO: Bromatologia
  • 2.
    DEFINIÇÕES ◗ Moléculas orgânicascompostas de aminoácidos ligados entre si por meio de ligações peptídicas. ◗ As proteínas são constituídas por:  Carbono – 50 a 55%;  Hidrogênio – 6 a 8%;  Oxigênio – 20 a 24%;  Nitrogênio – 15 a 18%;  Enxofre – 0,2 a 0,3%;  Fósforo – raramente. 2
  • 3.
    DEFINIÇÕES ◗ Vegetais –capazes de sintetizar proteínas através de fontes inorgânicas de nitrogênio; ◗ Animais – não possuem esta capacidade, necessitando de ingestão de alimentos ricos em proteínas e aminoácidos; ◗ Proteínas de origem vegetal – deficientes em um aminoácidos essenciais; ou mais ◗ Moléculas orgânicas mais abundantes e importantes nas células – 50% ou mais do seu peso seco; ◗ Encontradas em todas as partes das células – fundamentais nas estruturas, função celulares e informação genética. 3
  • 4.
    FUNÇÕES DAS PROTEÍNAS ◗ESTRUTURAL OU PLÁSTICA: garantem rigidez aos tecidos, consistência, elasticidade. Exemplo: colágeno, actina, miosina, queratina, fibrinogênio, e albumina. ◗ HORMONAL: insulina. ◗ ENERGÉTICA: principalmente na fase de crescimento. ◗ ENZIMÁTICA: catalisam reações biológicas. ◗ CONDUTORAS DE GASES: transporte de oxigênio e gás carbônico. 4
  • 5.
    SEM PROTEÍNAS... ◗ Metabolismolento; ◗ Problemas para perder peso; ◗ Problemas na construção da massa muscular; ◗ Baixos níveis de energia; ◗ Fadiga; ◗ Falta de concentração; ◗ Mudança de humor; ◗ Dores articulares, ósseas e musculares; ◗ Alteração na glicemia; ◗ Cicatrização lenta; ◗ Baixa imunidade. 5
  • 6.
    DESNATURAÇÃO DE PROTEÍNAS ◗Ocorre quando a estrutura da proteína é danificada. ◗ As alterações supracitadas ocorrem devido à exposição da proteína aos chamados agentes desnaturantes como aquecimento, agitação, radiação ultravioleta, ácidos, bases, solventes orgânicos e outros. ◗ Em virtude da modificação em sua conformação devido à desnaturação, as proteínas tornam- se insolúveis em água e perdem sua função biológica. 6
  • 7.
    DESNATURAÇÃO DE PROTEÍNAS ◗Nos alimentos, a desnaturação pode ser um fenômeno desejável (na geleificação-gel só se forma em proteínas desnaturadas e no amassamento de pães – desnaturação do glúten) ou indesejável (perda de capacidade emulsificante, por exemplo). 7
  • 8.
    PROPRIEDADES FUNCIONAIS DASPROTEÍNAS ◗ Hidrataęão: A propriedade funcional de hidratação refere- se à capacidade da proteína de ligar e fixar água à sua estrutura. A textura e a viscosidade dos alimentos são características diretamente dependentes da capacidade de hidratação das proteínas. ◗ Solubilidade: Essa propriedade refere-se à proporção de proteína que se mantém em solução, sem sedimentar. Para tal, o solvente considerado é a água. Proteínas altamente solúveis são aquelas que uma vez em contato com a água, tendem a se dispersar rápida e homogeneamente. Essa característica é desejável em alimentos como molhos, sopas instantâneas, bebidas e outros. 8
  • 9.
    PROPRIEDADES FUNCIONAIS DASPROTEÍNAS ◗ Viscosidade: As proteínas são reconhecidas agentes que conferem viscosidade aos fluidos, em outras palavras, conferem resistência dos mesmos em fluir ou romper-se. Essa característica é bastante importante em alimentos como cremes, sopas e molhos, que precisam ter viscosidade intermediária. ◗ Geleificaęão: Entende-se que o processo de formação de gel é o evento de ordenação das proteínas previamente desnaturadas. Os géis proteicos têm grande importância em alimentos como queijos, embutidos cárneos como a salsicha, gelatinas e outros. 9
  • 10.
    PROPRIEDADES FUNCIONAIS DASPROTEÍNAS ◗ Formaęão de massa – glúten: As proteínas do glúten possuem a capacidade de formar uma massa viscoelástica quando amassadas na presença de água, sendo a base do processo de panificação. ◗ Propriedade espumante: Compreende-se por espuma a dispersão de bolhas de gás (normalmente ar) em um sistema contínuo líquido ou semissólido. Nas espumas as proteínas agem facilitando e estabilizando a interação entre as bolhas de gás. Essa propriedade funcional é bastante importante em alimentos como merengues, pães e biscoitos. 10
  • 11.
    PROPRIEDADES FUNCIONAIS DASPROTEÍNAS ◗ Propriedade emulsificante: As emulsões consistem de um sistema em que dois líquidos imiscíveis (água e óleo), devido à presença de um agente emulsificante, passam a formar uma mistura estável. ◗ As proteínas, devido à diversidade nas propriedades físico- químicas dos aminoácidos que as compõem e a sua complexidade estrutural, são eficientes agentes emulsificantes nos alimentos. ◗ Esta propriedade funcional é muito importante em alimentos como leite, maioneses, salsichas, sorvetes, molhos e outros. 11
  • 12.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS ◗ A quantidade de nitrogênio nas proteínas geralmente é de 16%, por isso é um dado utilizado para calcular a quantidade aproximada de proteína de uma amostra. ◗ Criado em 1883, por Kjeldahl, dinamarquês. ◗ Método mais utilizado no mundo. ◗ Padrão oficial para determinar nitrogênio nos alimentos. ◗ Meio de determinação indireta: determina a quantidade de nitrogênio e se converte em proteína posteriormente. 12
  • 13.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS 13 ◗ Sabendo que o teor de Nitrogênio nas proteínas é em torno de 16%, pode-se usar o seguinte raciocínio: 16g N -------- 100g proteínas 1g N -------- Xg Xg = 100/16 = 6,25 O teor de proteína bruta de um alimento é obtido pela multiplicação do teor de N total pelo fator de conversão (6,25).
  • 14.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS ◗ Baseia-se no aquecimento da amostra com acido sulfúrico e é catalisador para a digestão ate que o carbono e hidrogênio sejam oxidados. O nitrogênio da proteína é reduzido e transformado em sulfato de amônia. ◗ NaOH (hidróxido de sódio) concentrado é adicionado e aquecido para liberação de amônia dentro de um volume conhecido de uma solução de acido bórico, formando borato de amônia. ◗ O borato de amônia formado é dosado com uma solução acida (HCl), padronizada. 14
  • 15.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS ◗ Três etapas principais do método: 1. Digestão: adição de acido sulfúrico (H2SO4) e um catalisador metálico (CuSO4) que acelera o processo de oxidação da matéria orgânica. Também utiliza-se o K2SO4 para aumentar o ponto de ebulição do ácido sulfúrico tornando a digestão mais eficiente. O aquecimento da amostra com acido sulfúrico para a digestão ate que C e H sejam oxidados e o N da proteína seja reduzido e transformado em sulfato de amônia. Para digerir, é utilizado um aparelho chamado microdigestor de Kjeldahl. 15
  • 16.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS 2. Neutralizaęão e destilaęão: adição de NaOH concentrado e aquecimento para a liberação de amônia dentro de um volume conhecido de uma solução de acido bórico e indicador, formando borato de amônia. Isso é feito em um aparelho chamado destilador de nitrogênio de Kjeldahl. 16
  • 17.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS 5. Titulaęão: borato dosado com uma solução ácida (HCL ou H2SO$) padronizada ate o ponto de viragem ( são utilizadas indicadores de cor vermelho metila e verde de bromocresol). 17
  • 18.
  • 19.
    MÉTODO KJELDAHL PARAANÁLISE DE PROTEÍNAS ◗ Vantagens: aplicável em todos os tipos de alimentos, relativamente simples, baixo custo e preciso. ◗ Desvantagens: identifica o nitrogênio orgânico total, não apenas o nitrogênio de proteínas, utiliza também e muito tempo de analise e reagentes corrosivos. 19
  • 20.
    EXEMPLO PRÁTICO... ◗ Umtécnico em laboratório necessita determinar o teor de proteínas em uma amostra de biscoito. ◗ A determinação será conduzida utilizando triplicatas (Prova 1, Prova 2 e Prova 3). ◗ 1- Pesou exatamente 1 g de amostra em papel de seda e transferiu para o tubo de digestão, adicionando em sequência ácido sulfúrico (25 ml) e mistura catalítica (6 g). 20
  • 21.
    EXEMPLO PRÁTICO... ◗ 2.Manteve em aquecimento em bloco digestor a 350ºC até a obtenção de solução com cor azul- esverdeada. ◗ 5. Após resfriar, adicionou quantidade suficiente de solução concentrada de hidróxido de sódio (suficiente para pequeno excesso de base) e iniciou o processo de destilação por arraste de vapor, recebendo o destilado em 25 ml de solução de ácido sulfúrico 0,05 M (com indicador vermelho de metila). Destila-se até obter de 250 a 300 ml de destilado. Durante esse processo a solução passará do vermelho ao amarelo. 21
  • 22.
    EXEMPLO PRÁTICO... ◗ 4.O excesso de ácido sulfúrico foi titulado com hidróxido de sódio 0,1 M até que a solução (amarela) volte à cor vermelha. 22
  • 23.
    EXEMPLO PRÁTICO... ◗ Osdados foram aplicados à formula a seguir: ◗ Onde: V = diferença entre o número de ml de ácido sulfúrico 0,05 M e o número de ml de hidróxido de sódio 0,1 M gastos na titulação ◗ f = fator de conversão (utilizado 6,25)* ◗ P = peso da amostra * Existem outros fatores de conversão, como 5,85 (para farinha de centeio), 5,46 (para amendoim) dentre outros. 23
  • 24.
  • 25.
    EXEMPLO PRÁTICO... ◗ 5.Os volumes de NaOH 0,1 M gastos que foram utilizados: 25
  • 26.
    LEITE ◗ Produto dasecreção das glândulas mamárias dos mamíferos. ◗ Entende-se por leite, sem outra especificação, o produto oriundo da ordenha completa, ininterrupta, em condições de higiene, de vacas sadias, bem alimentadas e descansadas. 26
  • 27.
    COMPOSIÇÃO (100ML DELEITE DE VACA) ◗ Proteínas – 3 a 4 g (caseína 2,87 e albumina 0,56) ◗ Lipídios – 3 a 6g ◗ Glicídios – 4,6 a 5g ◗ Minerais – 0,7 a 0,75g ◗ Vitamina A –97 a 785 U.I ◗ Vitamina C – 0,5 a 6,6 mg ◗ B1 – 0,10 a 2,5 mg ◗ B2 – 0,65 a 100mg ◗ Niacina – 0,05 a 0,5mg 27
  • 28.
    CARACTERÍSTICAS FÍSICO-QUÍMICAS ◗ Cor– Branco homogêneo – Glóbulos de gordura, caseína e fosfatos de cálcio; ◗ Sabor e aroma – Característicos – Doce e salgado, não amargo e não ácido; ◗ Acidez – 0,13 a 0,17% expresso em ácido lático – lactose e ácido láctico; ◗ pH – 6,6 a 6,8; ◗ Densidade –1,023g/ml a 1,040 g/ml a 15 °C; ◗ Ponto de congelamento – crioscópico – -0,531°C; ◗ Ponto de ebulição – 100 a 101°C. 28
  • 29.
    CLASSIFICAÇÃO DO LEITEDE ACORDO COM A PRODUÇÃO ◗ Leite tipo B – leite produzido e refrigerado em ESTÁBULO LEITEIRO. Ordenha mecânica não obrigatória, refrigeração imediata, inspeção de veterinário em todo processo de obtenção, transporte em caminhões tanques para indústria, permitida contagem menor de microrganismos. ◗ Leite tipo C – leite produzido na FAZENDA LEITEIRA. Ordenha manual, refrigeração não obrigatória, transportados em caminhões tanques para indústria, permitida uma 29
  • 30.
    CLASSIFICAÇÃO DO LEITEDE ACORDO COM A PRODUÇÃO ◗ Leite tipo A – leite produzido, pasteurizado e envasado em GRANJA LEITEIRA. Ordenha mecânica, refrigeração imediata, inspeção de veterinário em todo processo de obtenção, produção dos derivados. ◗ Leite UHT – leite produzido, ultrapasteurizado (esterilizado) e envasado assepticamente em GRANJA LEITEIRA . 30
  • 31.
  • 32.
  • 33.
  • 34.
    CLASSIFICAÇÃO DE ACORDOC OM O TEOR DE GORDURA ◗ Leite INTEGRAL– mínimo 3% de gordura; ◗ Leite SEMIDESNATADO – leite com retirada parcial de gordura  0,6 a 2,9% de gordura. ◗ Leite DESNATADO – leite com retirada total de gordura  máximo de 0,5% de gordura. 34
  • 35.
  • 36.
    PROTEINAS DO LEITE- CASEÍNA ◗ Representa 80% das proteínas  está em suspensão (formato de micelas) no leite, ligado ao cálcio; ◗ Responsável pela cor branca do leite; ◗ Coagulação em pH ácido e proteases  importância na indústria na produção de derivados; ◗ Em média de 24-28 mg/ml; ◗ Composição: α-caseína (45 – 56 %) β-caseína (08 – 15%) к-caseína (25 – 3 5%) 36
  • 37.
    CASEÍNA ◗ Resistente adesnaturação pelo calor; ◗ Ca está ligado as micelas de caseína com o fosfato de cálcio; ◗ Forma esférica; ◗ No congelamento há a precipitação da caseína; ◗ Importância: •Fator biológico: proteínas de alto valor; •Coagulaęão, principalmente por pH ácido e proteases. ◗ Grande importância industrial na produęão de queijo, iogurte, leite fermentado! 37
  • 38.
    PROTEÍNAS DO SORO ◗Representa 20% das proteínas: α-lactoalbumina (4 5 – 56%), β- lactoglobulina, albumina sérica, imunoglobulinas (IgA, IgG, IgD, IgE e IgM); ◗ Estão solubilizadas em água; ◗ Responsáveis pelo desenvolvimento do sistema imunológico do recém nascido, apresentando alto teor de imunoglobulina no colostro; ◗ Alta digestibilidade e mais biodisponível que a caseína; ◗ Proteínas de alto valor biológico: Suplementos. 38
  • 39.
    PROTEÍNAS DO SORO ◗Não sofre fácil coagulação pelo pH e proteases como a caseína. ◗ Porém, capacidade de formar géis e espumas devido a elevada temperatura; ◗ Desnaturação aumenta a capacidade de reter água  Interesse na produção de leites fermentados por reduzir a separação da água e melhora a textura do produto; ◗ Géis: melhora a textura de preparações feitas com leite. 39
  • 40.
  • 41.
    CARBOIDRATOS ◗ LACTOSE =GALACTOSE + GLICOSE ◗ Elaboração de produtos fermentados e queijos; ◗ Auxilia na absorção de cálcio no organismo; ◗ Queijos e leites fermentados são produzir a partir da adição de bactérias lácticas e que vão fermentar a lactose e produzir ácido lático (também com auxílio das proteases)  pH baixo irá desnaturar as micelas de caseína formando coalho ocasionando a precipitação da caseína (coalhada). 41
  • 42.
    CONTROLE DE QUALIDADEDO LEITE  Elevado teor de água;  pH próximo à neutralidade;  Riqueza em nutrientes.  Excelente substrato para o crescimento de MO. 42
  • 43.
    CONTAMINAÇÃO E FRAUDES ◗Fraudes mais comuns: ◗ Uso excessivo de antibióticos  mastites; ◗ Tratamento térmico inadequado  presença de mo e toxinas; ◗ Fraude por adição de água; ◗ Fraude por adição de amido; ◗ Fraudes por adição de conservantes; ◗ Fraude por remoção de gordura. 43
  • 44.
    CONTROLE DE QUALIDADEFÍSICO-QUÍMICA BROMATOLÓGICAS ◗ Utiliza-se uma série de análises que, em conjunto, definem os atributos de qualidade do leite . 44
  • 45.
    PROVA DE ALIZAROL ◗Mede rápido a acidez e de forma qualitativa; ◗ São colocados 2ml de leite em cada tubo de ensaio e posteriormente 2mL de alizarol; ◗ Ocorre a mudança de cor de acordo com o pH do leite; ◗ Não mede o valor exato de acidez; ◗ LEITE NORMAL: pH 6,6 ◗ LEITE ÁCIDO: Marromclaro/amarelo. Contaminação microbiana ou fraude por adição de acidulantes. ◗ LEITE ALCALINO: Lilás violeta. Fraude por adição de conservantes. 45
  • 46.
    ACIDEZ DORNIC ◗ Aacidez do leite está relacionado com a fermentação da lactose com a produção de ácido lático devido a contaminação microbiana  reduz pH do leite. ◗ LEGISLAÇÃO: 0,14 a 0,18g (%) ácido lático em 100ml leite  14 a 18°D (grau dornic). ◗ 1°D = 0,01g de ácido lático em 100ml de leite. 46
  • 47.
  • 48.
    ACIDEZ DORNIC ◗ Apósa titulação, aplica-se o seguinte cálculo: � � 48 Acidez = 𝒗 𝒙 𝑭𝒄 𝒙 𝟎,𝟗 = % de ácido lático (g/100ml) ◗ Transformar em °D: ◗ Exemplo: 0,15g ácido lático/100ml de leite = 15°D 0,01g ácido lático  1°D 0,15g ácido lático  X X = 0,15 x 1/0,01 = 15°D ◗ ACIDEZ DORNIC - LEGISLAÇÃO: 0,14 a 0,18g(%) ácido lático em 100ml leite  14
  • 49.
    PROVA DO ÁLCOOL ◗Não mede exatamente o grau de acidez, mas é um teste rápido. ◗ Mistura o leite com álcool. ◗ Positividade na prova do álcool: contaminação microbiológica  leite com fermentação enzimática.  Leite muito coagulado  acidez acima de 22°D;  Coagulaęão fina  acidez entre 19 e 20°D;  Sem coagulaęão  leite normal. 49
  • 50.
    ANÁLISES NO LEITE-DENSIDADE ◗ Fraude por adição de água, farinha, amido e remoção de gordura. ◗ Técnicas para análise em conjunto: crioscopia, densidade e análise de gordura. ◗ Densidade específica do leite: 1,028 – 1,034g/ml. ◗ O leite deve estar a 15°C  se não tiver, fazer a correção em tabela padronizada. 50
  • 51.
    ÍNDICE DE CRIOSCOPIA ◗É analisado a temperatura de congelamento do leite. ◗ Esta temperatura é mais baixa que a da água, devido ao fato do leite apresentar sólidos presentes  lactose, proteínas, etc. ◗ Fraude por adição de água: ocorre um aumento da temperatura de congelamento. ◗ LEGISLAÇÃO: máximo de - 0,512°C ◗ Obs.: água é 0°C 51
  • 52.
    DETERMINAÇÃO DA GORDURA– MÉTODO DE GERBER ◗ Butirometro de Gerber ◗ Ácido sulfúrico digere a proteína (caseína) sem atacar a matéria gordurosa, separando por centrifugação. ◗ Fraude por remoção da gordura do leite: gordura utilizada para produção de manteiga, biscoitos, etc. 52
  • 53.
    ANÁLISE DE FOSFATASEALCALINA 53 ◗ A eficiência do processo de pasteurização é verificada através da presença ou ausência da enzima fosfomonoesterase (fosfatase), que é um constituinte formal do leite cru, a qual é destruída completamente com a pasteurização eficiente. ◗ A enzima hidrolisa o fenil fosfato dissódico, liberando fenol, que reage com 2,6 dibromoquinona clorimida, formando indofenol de coloração azul. ◗ Ao realizar o teste na amostra, se for detectada a presença dessa enzima, significa que o processo de pasteurização não ocorreu de forma correta, ou seja, ou a temperatura de pasteurização no leite foi baixa em relação ao mínimo requerido, ou o tempo de retenção foi menor, ou ainda pode ter ocorrido adição de pequena quantidade de leite cru ao leite pasteurizado, para que o teste seja positivo.
  • 54.
    ANÁLISE DE FOSFATASEALCALINA ◗ Teste 1: ◗ Resultado: ▹ Leite cru: presença da enzima (cor azul intenso). ▹ Leite pasteurizado: ausência da enzima (cor acinzentada). 54
  • 55.
    ANÁLISE DE FOSFATASEALCALINA ◗ Teste 2: 55
  • 56.
    ANÁLISE DE PEROXIDASE ◗Também irá avaliar se o tratamento térmico do leite foi eficaz ou não. ◗ A enzima peroxidase é resistente a temperatura de pasteurização (70 a 80°C). ◗ Então é avaliado o tratamento térmico do leite através da pesquisa da enzima peroxidase com solução alcóolica de guaiacol e peróxido de hidrogênio. 56
  • 57.
    ANÁLISE DE PEROXIDASE ◗Interpretaęão: ◗ Cor salmão: positivo  leite pasteurizado corretamente. ◗ Cor branca: negativo  leite pasteurizado acima da temperatura correta. 57
  • 58.
    REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 58 ◗ ANDRADE,E.C.B. Análise de Alimentos. Uma visão química da Nutrição. São Paulo: Varela, 2006. ◗ CECCHI, H M. Fundamentos Teóricos e Práticos em Análise de Alimentos.2ed. Campinas: Unicamp, 2009. ◗ SALINAS, R.D. Alimentos e Nutrição: Introdução a Bromatologia. 3ed.Porto Alegre: Artmed, 2002. ◗ GOMES, J.C.; OLIVEIRA, G.F. Análises Físico-Quimicas de Alimentos. Viçosa: Editora UFV, 2011. ◗ ARAÚJO, J.M.A. Química de Alimentos: teoria e prática. 4ed. Viçosa: UFV, 2008.