Catual = ‘chefe da polícia, regedor’
Samorim = ‘rei, governador’
 
Vejam agora os espíritos especulativos
Quanto, tanto nos homens ricos como nos pobres,
Podem o vil interesse e a ambição
Do dinheiro, que nos leva à prática de todas as
más ações.
munidas = ‘bem guarnecidas’
tredoros = ‘traidores’
a mais nobres = ‘aos mais nobres’
cor = ‘aparência’
O poder corruptor do dinheiro percorre
todas as camadas sociais.
«Quanto no rico, assi como no pobre, /
Pode o vil interesse e sede imiga / Do
dinheiro» (est. 96, vv. 2-4)
A deterioração dos valores da classe
nobre é destacada pelo poeta.
«Este a mais nobre faz fazer vilezas, / E
entrega Capitães aos inimigos» (est. 98,
vv. 3-4)
O dinheiro influencia a compreensão das
situações.
«Este deprava às vezes as ciências, / Os
juízos cegando e as consciências» (est.
98, vv. 7-8)
Nem os membros religiosos (os
sacaninhas!) escapam à influência
negativa do dinheiro.
«Até os que só a Deus omnipotente / Se
dedicam, mil vezes ouvireis / Que
corrompe este encantador, e ilude» (est.
99, vv. 5-7)
O domínio do dinheiro pode influenciar
situações legais.
«Este interpreta mais que sutilmente / Os
textos; este faz e desfaz leis» (est. 99, vv.
1-2)
Sob influência do dinheiro, o ser humano
pratica ações desleais, a não ser que
ande na catequese e veja A Missão
muitas vezes.
«Faz tredoros e falsos os amigos; / Este
a mais nobres faz viver vilezas, / E
entrega Capitães aos inimigos» (est. 98,
vv. 2-4);
«Este causa os perjúrios entre a gente /
E mil vezes tiranos torna os Reis» (est.
99, vv. 3-4)
VIII,
96-98
[manual, p. 182]
Traição de que ia sendo vítima Vasco da
Gama é ultrapassada pela entrega de
fazendas.
O poeta adverte que o ouro (os bens, a
riqueza) a todos corrompe.
Lê «Retrato de um país que gosta da
cunha» (p. 183) e relaciona esse texto
com as estâncias (VIII, 96-99, p. 182) que
vimos em aula.
Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 132

Apresentação para décimo segundo ano de 2013 4, aula 132

  • 2.
    Catual = ‘chefeda polícia, regedor’ Samorim = ‘rei, governador’  
  • 3.
    Vejam agora osespíritos especulativos Quanto, tanto nos homens ricos como nos pobres, Podem o vil interesse e a ambição Do dinheiro, que nos leva à prática de todas as más ações.
  • 4.
    munidas = ‘bemguarnecidas’ tredoros = ‘traidores’ a mais nobres = ‘aos mais nobres’ cor = ‘aparência’
  • 6.
    O poder corruptordo dinheiro percorre todas as camadas sociais. «Quanto no rico, assi como no pobre, / Pode o vil interesse e sede imiga / Do dinheiro» (est. 96, vv. 2-4)
  • 7.
    A deterioração dosvalores da classe nobre é destacada pelo poeta. «Este a mais nobre faz fazer vilezas, / E entrega Capitães aos inimigos» (est. 98, vv. 3-4)
  • 8.
    O dinheiro influenciaa compreensão das situações. «Este deprava às vezes as ciências, / Os juízos cegando e as consciências» (est. 98, vv. 7-8)
  • 9.
    Nem os membrosreligiosos (os sacaninhas!) escapam à influência negativa do dinheiro. «Até os que só a Deus omnipotente / Se dedicam, mil vezes ouvireis / Que corrompe este encantador, e ilude» (est. 99, vv. 5-7)
  • 10.
    O domínio dodinheiro pode influenciar situações legais. «Este interpreta mais que sutilmente / Os textos; este faz e desfaz leis» (est. 99, vv. 1-2)
  • 11.
    Sob influência dodinheiro, o ser humano pratica ações desleais, a não ser que ande na catequese e veja A Missão muitas vezes. «Faz tredoros e falsos os amigos; / Este a mais nobres faz viver vilezas, / E entrega Capitães aos inimigos» (est. 98, vv. 2-4); «Este causa os perjúrios entre a gente / E mil vezes tiranos torna os Reis» (est. 99, vv. 3-4)
  • 13.
    VIII, 96-98 [manual, p. 182] Traiçãode que ia sendo vítima Vasco da Gama é ultrapassada pela entrega de fazendas. O poeta adverte que o ouro (os bens, a riqueza) a todos corrompe.
  • 14.
    Lê «Retrato deum país que gosta da cunha» (p. 183) e relaciona esse texto com as estâncias (VIII, 96-99, p. 182) que vimos em aula.