APOSTASIA ALFA
E

ÔMEGA DA IASD
Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor
quando são poucos os campeões - essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza
dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição. (Testemunhos Seletos, Vol II, p. 31)

Jocelino Arruda da Rosa
Juceli Rosa Fattori
Campo Grande, MS – 2009
Nas igrejas [adventistas do sétimo dia] deverá haver admirável manifestação do poder de Deus, mas ela não influirá sobre
os que não se têm humilhado diante do Senhor, abrindo a porta do coração pela confissão e arrependimento. Na
manifestação desse poder que ilumina a Terra com a glória de Deus, eles só verão alguma coisa que, em sua cegueira,
consideram perigosa, alguma coisa que despertará os seus receios, e se disporão a resistir-lhe. Visto que o Senhor não age
de acordo com suas idéias e expectativas, eles combaterão a obra. "Por que - dizem eles - não reconheceríamos o Espírito
de Deus, se temos estado na obra por tantos anos?" Review and Herald Extra, 27 de maio de 1890.
A mensagem do terceiro anjo não será compreendida, e a luz que iluminará a Terra com sua glória será chamada de falsa
luz pelos que recusam andar em sua glória progressiva. Review and Herald, 27 de maio de 1890. (Eventos Finais, p. 210)
SUMÁRIO

APOSTASIA ALFA E ÔMEGA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA ...............................7
1. MINEÁPOLIS 1888 .............................................................................................................................7
2. A CRISE KELLOGG..........................................................................................................................11
3. UMA NOVA ORDEM .......................................................................................................................21
4. O ÔMEGA DA APOSTASIA ............................................................................................................32
5. A GRANDE APOSTASIA NA IGREJA PRIMITIVA APOSTÓLICA ............................................69
6. A PRIMITIVA IGREJA ADVENTISTA ...........................................................................................74
7. CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................................84
7

APOSTASIA ALFA E ÔMEGA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA

1. MINEÁPOLIS 1888
Em O Grande Conflito temos o seguinte alerta:
O tentador freqüentemente opera com muito êxito por meio daqueles de quem menos
se suspeita estarem sob o seu domínio. Os possuidores de talento e educação são
admirados e honrados, como se estas qualidades pudessem suprir a ausência do temor
de Deus, ou torná-los dignos de Seu favor. O talento e a cultura, considerados em si
mesmos, são dons de Deus; mas, quando se faz com que eles preencham o lugar da
piedade, e quando, em vez de levar a alma mais para perto de Deus, a afastam dEle,
tornam-se então em maldição e laço. Prevalece entre muitos a opinião de que tudo
que se mostra como cortesia ou polidez, deve, em certo sentido, pertencer a Cristo.
Nunca houve erro maior. (p. 513)
Analisando a nossa história, foi exatamente isso que aconteceu, as mentes mais brilhantes, os
mais talentosos de nossa instituição se tornaram nossos maiores enganadores, e por muitos crerem
neles cegamente, grandes erros foram cometidos.
No livro 1888 Reexaminado de Short e Wieland, (1987, p. 77) lemos as seguintes palavras
sobre o alfa e o ômega da apostasia na IASD:
O alfa é representado como se segue em seus escritos; o ômega deve necessariamente
ser da mesma natureza: "A apostasia, princípios errôneos, idéias brilhantes e
luminosas, teorias e sofismas que solapam os princípios fundamentais da fé,
perversão da verdade, interpretações fantasiosas e espiritualísticas das Escrituras, o
engano da injustiça, sementes de discórdia, de descrença, de infidelidade . . .
semeiam falácias insidiosas, sentimentos do inimigo, falsidades e fábulas agradáveis,
infidelidade e ceticismo, uma multidão de enganos, um jugo de feitura humana,
fábulas ardilosamente arquitetadas, uma mentira." (essas são expressões ao pé da
letra tiradas de Special Testimonies [Testemunhos especiais], Série B, n 2 e 7,
concernentes ao alfa). O grande conflito entre Cristo e Satanás ainda prossegue.
Temos agora chegado ao "futuro" que é aqui referido: "No futuro, a verdade será
contrafeita por preceitos de homens. Teorias enganosas serão apresentadas. A falsa
ciência é uma das agências que Satanás empregou nas cortes celestiais. . . ."Não
apresenteis teorias ou testes que não tenham fundamento na Bíblia. . . . "Está escrito"
é o teste que deve ser apresentado a todos." (RH 21 de janeiro de 1904; Ev. 600,
601).
Estes textos dão-nos uma noção do que possa estar acontecendo hoje na atual organização
Adventista do Sétimo Dia. No livro 1888 Re-Examinado encontramos alguns pontos bastante
complicados sobre a aceitação da mensagem de justificação pela fé, na Conferência Geral de
Mineápolis.
O pecado cometido no que teve lugar em Mineápolis permanece nos livros de
registro do céu, assinalados contra os nomes daqueles que resistiram à luz, e
permanecerá nos registros até que se faça plena confissão, e os transgressores se
apresentem em total humildade perante Deus. (Carta de Ellen White ao presidente da
Associação Geral, O. A. Olsem 019, 01.09.1892, Citado em 1888 Re-Examinado, p.
5).
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Nunca me esquecerei da experiência que tivemos em Mineápolis, ou das coisas que
foram-me então reveladas com respeito ao espírito que controlava homens, as
palavras proferidas, as ações praticadas em obediência aos poderes do maligno... Eles
eram movidos na reunião por outro espírito, e ignoravam que Deus havia enviado
esses jovens homens... para apresentarem-lhes uma mensagem especial que trataram
com ridicularia e desprezo, deixando de reconhecer que inteligências celestiais
estavam velando por elas... Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi
insultado. (Ct. 24, 1892, obra citada, p. 12).
Neste livro lemos ainda:
Em 1888 na Conferência Geral realizada em Minneapolis, Minnesota, o anjo de
Apocalipse 18 desceu para fazer sua obra, e foi ridicularizado, criticado e
rejeitado, e quando a mensagem que ele trouxer novamente, alargar-se num alto
clamor, será novamente ridicularizada, criticada e rejeitada pela maioria.
(E.G.White in Taking Up a Reproach. Obra citada, p. 6)
Acrescentando:
Vi que Jones e Waggoner tiveram sua contrapartida em Josué e Calebe. Como os
filhos de Israel apedrejaram os espias com pedras literais, vós apedrejastes esses
irmãos com pedras de sarcasmo e ridículo. Vi que vós voluntariamente rejeitastes
o que sabíeis ser a verdade. Apenas porque ela era por demais humilhante para a
vossa dignidade. Vi alguns de vós em vossas tendas arremedando e fazendo toda a
sorte de galhofas desses dois irmãos. Vi também que se tivéssemos aceito a
mensagem deles teríamos estado no reino após dois anos daquela data, mas agora
temos de retornar ao deserto e ficar 40 anos. (E.G.White, Escrito de Melbourne,
Austrália, 09.05.1892. Obra citada, p. 6)
Mas era uma nova luz? Ellen G. White mesmo responde:
Tem-me sido dirigida a indagação sobre o que eu penso dessa luz que esses
homens estão apresentando. Ora, tenho-a apresentado a vós pelos últimos quarenta
e cinco anos -- as incomparáveis belezas de Cristo. É isto que tenho estado
tentando apresentar perante vossas mentes. Quando o irmão Waggoner apresentou
essas idéias em Mineápolis, foi o primeiro ensino claro sobre esse assunto de
quaisquer lábios humanos que ouvi, exceto as conversas entre mim e meu esposo.
Disse a mim mesma que é porque Deus tem-na apresentado a mim em visão que
eu a vejo tão distintamente, e eles não podem vê-la porque não a tiveram
apresentada a eles como a mim tem sido, e quando outro a apresentou, toda fibra
de meu coração disse amém. (Ms. 5, 1889, obra citada, p. 11).
Não era nova luz, eram antigas verdades sob nova roupagem. Rejeitamos a luz em 1888, e
então o inimigo aproveitou a oportunidade para começar a introduzir falsas teorias como ensino da
Bíblia.
Os autores do livro (p. 71) citam ainda:
Jones e Waggoner ouvem a voz do Senhor e as pessoas reconhecem em suas
interpretações da palavra de Deus coisas maravilhosas dos oráculos vivos e seus
corações ardem por dentro deles enquanto ouvem; eles têm alimentado o povo com
pão do céu; o Senhor tem os homens mesmos que desejava; eles têm levado avante a
obra com fidelidade, e têm sido porta-vozes de Deus; eles conhecem a voz do
conselho e a obedecem; eles têm extraído água do poço de Belém; esses agentes
escolhidos de Deus se teriam regozijado em unir-se a Smith e outros, inclusive
9
Butler; se união tivesse existido, erros não teriam sido cometidos. (E. G. W. Carta H27, 1894).
Erros? Que erros são estes? Já que se diz que a igreja não comete erros, como a santa amada
igreja diz, porque Deus está no comando. Mas o povo Judeu cometeu erros apesar de Deus desejar
estar no comando da nação, pois este povo sempre virou-lhe as costas; a igreja primitiva, após a morte
dos apóstolos também cometeu erros em tão larga escala de deu origem ao homem do pecado, e isto
não tem sido diferente conosco.
Ainda quanto a rejeição da mensagem de 1888 lemos:
Tão determinada estava a oposição pós-1888 a Ellen White que a Associação Geral
virtualmente a exilou na Austrália. Conquanto seja verdade que o Senhor reverteu
sua estada lá para o bem de Sua causa naquele continente, nunca foi Sua vontade que
ela fosse naquela época. Ela declara que o Senhor desejava que o inspirado trio
ficasse junto na América e combatesse a batalha até a vitória. Seus próprios escritos
indicam que os irmãos dirigentes desejavam que tanto Ellen White como Waggoner
ficassem fora do caminho.
É bem sabido que a Sra. White foi somente porque a Associação Geral designou que
fosse (um exemplo elogiável de cooperação com a liderança da Igreja!). Em 1896 ela
escreveu com muita franqueza ao presidente da Associação Geral:
"O Senhor não estava dirigindo nossa saída da América. Ele não revelou que era Sua
vontade que eu deixasse Battle Creek. O Senhor não planejou isso, mas permitiu que
agissem segundo vossa própria imaginação. O Senhor desejava que W. C. White, sua
mãe e seus obreiros permanecessem na América. Nós éramos necessários no centro
da Obra, e tivesse vossa percepção espiritual discernido a verdadeira situação, nunca
teríeis consentido com as medidas tomadas. Mas o Senhor lê os corações de todos.
Havia tanta disposição para que partíssemos que o Senhor permitiu que esse evento
tivesse lugar. Aqueles que estavam cansados com os testemunhos dados foram
deixados sem as pessoas que os transmitiam. Nossa separação de Battle Creek foi
para deixar os homens cumprirem sua própria vontade e maneira, que julgavam
superior à maneira do Senhor.
"O resultado está perante vós. Tivessem permanecido do lado certo, tal decisão não
teria sido tomada neste tempo. O Senhor teria trabalhado pela Austrália por outros
meios, e uma forte influência teria sido mantida em Battle Creek, o grande coração
da Obra.
"Lá teríamos permanecido ombro a ombro, criando uma atmosfera saudável a ser
sentida em todas as nossas associações. Não foi o Senhor quem planejou essa
questão. Não pude obter um raio de luz quanto a deixar a América. Mas quando o
Senhor apresentou-me essa questão tal como realmente era, não abri os lábios para
ninguém porque eu sabia que ninguém discerniria a questão em todas as suas
implicações. Quando partimos, alívio foi sentido por muitos, mas não tanto por ti
mesmo, e o Senhor não Se agradou disso, pois Ele havia nos colocado junto às rodas
do maquinismo de Battle Creek.
"Esta é a razão de te estar escrevendo. O Pastor Olsen não teve a percepção, a
coragem, a força, para levar as responsabilidades; nem houve qualquer outro homem
preparado para cumprir a obra que o Senhor Se tinha proposto que deveríamos fazer.
Eu te escrevo, Pastor Olsen, dizendo-te que era desejo de Deus que permanecêssemos
lado a lado, para que eu te aconselhasse, te instruísse, e para que agíssemos em
conformidade. . . Não estavas discernindo; não estiveste disposto a ter a forte
experiência e conhecimento que não deriva de fonte humana removida de ti, e assim
revelaste que os caminhos do Senhor foram mal calculados e passados por alto. . .
Este conselho não foi considerado uma necessidade.
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"Que o pessoal de Battle Creek sentisse que poderia deixar-nos partir na época em
que o fizemos foi o resultado de planejamento humano, e não do Senhor. . . O Senhor
determinou que devêssemos estar próximos das casas publicadoras, que devêssemos
ter fácil acesso a essas instituições para que pudéssemos juntos nos aconselhar. . . Oh,
quão terrível é tratar o Senhor com dissimulação e negligência, zombar de Seu
conselho com orgulho devido à sabedoria do homem parecer tão superior." (Carta a
O. A. Olsen, 127, 1896). (1888 Reexaminado, p. 42)
O inspirado trio a que se referem os autores são Waggoner, Jones e a Srª White. Quanto ao Dr.
Kellogg, os mesmos autores apresentam em seu livro (p. 69):
Uma carta ao Pastor Butler, presidente da Associação Geral em 1888, indica que a
apostasia derradeira de Kellogg foi "em larga extensão" nossa responsabilidade.
Seguramente, não era da vontade de Deus: "Às vezes será visto que nossos irmãos e
irmãs não têm sido inspirados pelo Espírito de Cristo em sua maneira de tratar o Dr.
Kellogg. Sei que vossas opiniões sobre o doutor não são corretas. Vossa atitude para
com ele não obterão a aprovação de Deus. ...Podeis seguir um rumo que enfraquecerá
tanto a sua confiança em seus irmãos que eles não poderão ajudá-lo quando e onde
precisa ser ajudado. ..."O Dr. Kellogg tem realizado um trabalho que nenhum homem
que conheço entre nós tem tido qualificações para cumprir. Ele tem necessitado de
simpatia e confiança de seus irmãos. ...Eles deveriam manter uma atitude que teria
ganho e retido sua confiança. ...Mas, em vez disso, tem havido um espírito de
suspeita e crítica. "Se o doutor falhar em cumprir o seu dever e ser um supervisor
afinal, aqueles irmãos que têm falhado em sua busca de sabedoria e discernimento
para ajudar o homem quando e onde ele carecia de seu auxílio, serão em grande
extensão responsáveis. ...Seus irmãos às vezes sentem que Deus está empregando o
doutor para realizar uma obra que nenhum outro é qualificado a cumprir. Mas então
eles enfrentam tão forte fluxo de relatórios em seu detrimento que ficam perplexos.
Parcialmente os aceitam, e decidem que o Dr. Kellogg deve realmente ser hipócrita e
desonesto. ...Como deve o doutor sentir-se ao ser sempre visto com suspeita? ...Deve
isso sempre ser assim? ...Cristo pagou o preço da redenção por sua alma e o diabo
fará o máximo para arruiná-la. Que nenhum de nós o ajude nesse mister." (Carta B21,
1888). "Aqueles que estão bem no centro da obra abrigaram os seus próprios desejos
de modo a desonrarem a Deus. ...O Dr. Kellogg não foi sustido na obra da reforma de
saúde. ...[Ele] assumiu o trabalho que não realizaram. O espírito de crítica revelado
nessa obra desde o começo tem sido muito injusto, e havia tornado o seu trabalho
duro. ...É um fato que nossos ministros são muito vagarosos em tornar-se
reformadores de saúde. ...Isso levou o Dr. Kellogg a perder a confiança neles." (Ms.
13, 1901, Diário, janeiro de 1898).
Entendemos que até 1888 a igreja passava por um período frutífero, que estava pronta em
conhecimento para levar avante a mensagem do terceiro anjo. O Dr. Kellogg de acordo com os
autores, recebeu a mensagem de justificação pela fé com sinceridade. Mas algo deu errado, rejeitados
os mensageiros e com a intensa perseguição que se abateu sobre eles, então exatamente o homem que
chegou a ser chamado de o médico de Deus, acabou por ser um grande instrumento nas mãos de
Satanás.
11
2. A CRISE KELLOGG
Quanto a apostasia deste grande líder encontramos no livro de Walton algumas revelações,
onde diz:
Por vários anos Kellogg estivera fazendo algumas declarações um tanto estranhas
sobre a natureza de Deus. "Deus está em mim", havia dito recentemente numa
reunião da Conferência Geral, " e tudo o que faço é o poder de Deus; cada ato isolado
é um ato criativo de Deus". (GC Boulletin, 2d quarter, 1901, pág. 497)
Era uma idéia fascinante, que parecia trazer a divindade muito perto, e rapidamente
captou interesse de alguns bem conhecidos intelectuais da denominação. Havia um
encanto peculiar na sugestão de Kellogg de que o ar que respiramos é o agente
através do qual Deus envia o seu Espírito Santo fisicamente em nossas vidas, que a
luz do sol é Seu "Shekinah" visível. E mesmo as mentes bem treinadas respondiam
ao novo conceito contagiando-se com o entusiasmo evangelístico de Kellogg.
Agora estes sentimentos estavam aparecendo ainda mais persuasivamente nas folhas
de galé do novo livro que ele havia escolhido intitular The Living Temple. No corpo
humano, declarava ele, estava "o poder que constrói, que cria - é o próprio Deus, a
divina presença no templo". J. H. Kellogg, The Living Temple, pág. 52.
Poucos imaginavam que esta idéia poderia desviar a pessoa totalmente do
cristianismo, levando-a um domínio de misticismo religioso que não dava lugar ao
Ser Divino ou a um local chamado céu. Um homem que viu o perigo foi William
Spicer, um missionário que havia recentemente voltado da Índia, agora administrador
da Conferência Geral, que imediatamente reconheceu na nova teologia de Kellogg as
mesmas idéias que havia visto no hinduísmo. (Tópico: Recebemos as tristes novas)
Interessante mas nenhuma destas palavras nos são estranhas, pois o que mais se ouve hoje é
que “Deus está em mim e tudo o que faço é o poder de Deus”, “somos onipotentes”.
O Shekinah, é a presença de Deus entre os homens, uma representação de Cristo, Deus
conosco, o Sol da Justiça. De alguma forma, a adoração ao sol estava implícita nessa compreensão.
Em Mensagens Escolhidas, Vol. I, encontramos algumas declarações da irmã White sobre este
assunto:
Foi-me dada uma mensagem para vos transmitir a vós, e ao resto de nossos médicos
ligados com a Associação Missionário-Médica. Apartai-vos da influência exercida
pelo livro Living Temple; pois ele encerra ensinamentos especiosos. Há nele opiniões
inteiramente verdadeiras, mas estas se acham mescladas de erro. Os textos são tirados
de seu contexto, e usados para sustentar teorias errôneas.
A idéia dos erros contidos nesse livro tem-me causado grande aflição, e a experiência
por que tenho passado em relação com esse assunto quase me custou a vida.
Dir-se-á que o Living Temple foi revisado. O Senhor mostrou-me, porém, que o
autor não mudou, e que não pode haver unidade entre ele e os ministros do evangelho
enquanto ele continuar a nutrir seus sentimentos atuais. Sou solicitada a erguer a voz
em advertência a nosso povo, dizendo: "Não erreis; Deus não Se deixa escarnecer."
Gál. 6:7.
Tendes tido acesso aos Testimonies for the Church, vol. 7 e 8. Neles é erguido o sinal
de perigo. Mas a luz tão clara e simples para os espíritos que não foram influenciados
por teorias enganosas, não tem sido discernida por alguns. Enquanto as teorias
extraviadoras desse livro forem entretidas por nossos médicos, não pode haver união
entre eles e os pastores que estão levando a mensagem evangélica. Não deve haver
união enquanto não houver mudança.
12
Quando os missionários médicos fizerem sua prática e seu exemplo se harmonizarem
com o nome que levam, quando sentirem a necessidade de se unirem firmemente
com os ministros do evangelho, então poderá haver ação harmônica. Precisamos,
porém, recusar firmemente ser afastados da plataforma da verdade eterna que
desde 1844 tem resistido à prova. (p. 199, 200)
No mesmo livro, diz ainda:
O Senhor proporcionará à Sua obra força nova e vital, ao obedecerem os
instrumentos humanos à ordem de sair a proclamar a verdade. Aquele que declarou
que Sua verdade resplandeceria para sempre, proclamará essa verdade por meio de
mensageiros fiéis, que darão à trombeta sonido certo. A verdade será criticada,
escarnecida e ridicularizada; mas quanto mais de perto for examinada e testada, mais
resplandecerá.
Como um povo, devemos estar firmes sobre a plataforma da verdade eterna, que
resistiu a todas as provas. Devemos ater-nos aos seguros pilares de nossa fé. Os
princípios da verdade que Deus nos revelou, são nossos únicos, fiéis alicerces. Eles é
que fizeram de nós o que somos. O correr do tempo não lhes diminuiu o valor. É
constante esforço do inimigo remover essas verdades de seu engaste, colocando em
seu lugar teorias espúrias. Ele introduzirá tudo que lhe seja possível, para levar a
cabo seus desígnios enganadores. O Senhor, porém, suscitará homens de aguda
percepção, que darão a essas verdades seu devido lugar no plano de Deus.
Fui pelo mensageiro celeste instruída de que parte do raciocínio no livro Living
Temple não é sadio, e que tal raciocínio desencaminhará o espírito dos que não estão
completamente firmados nos princípios fundamentais da verdade presente. Ele
introduz aquilo que não passa de especulação acerca da personalidade de Deus e do
lugar de Sua presença. Ninguém na Terra tem o direito de especular quanto a esta
questão. Quanto mais se discutirem teorias fantasiosas, tanto menos os homens
saberão de Deus e da verdade que santifica a alma.
Um após outro têm vindo ter comigo, pedindo-me que explicasse as atitudes
assumidas em Living Temple. Respondo: "Elas não são explicáveis." Os sentimentos
expressos não comunicam o verdadeiro conhecimento de Deus. Através de todo o
livro citam-se passagens da Escritura. Essas passagens são apresentadas de modo a
fazerem o erro parecer verdade. Teorias errôneas são apresentadas de maneira tão
aprazível que, a menos que tomem cuidado, muitos se desviarão.
Não precisamos do misticismo que há nesse livro. Os que entretêm esses sofismas
logo se encontrarão numa posição em que o inimigo poderá falar com eles,
afastando-os de Deus. É-me mostrado que o autor desse livro está em trilho falso.
Perdeu ele de vista as verdades distintivas para este tempo. Não sabe para onde
tendem os seus passos. A vereda da verdade acha-se muito perto da vereda do erro, e
ambas as veredas podem parecer uma só, às mentes não dirigidas pelo Espírito Santo,
e que, portanto, não são ligeiras em discernir a diferença entre a verdade e o erro. (p.
201, 202)
Essa questão era um ataque ainda que inconsciente aos princípios fundamentais do adventismo
até então que eram baseados na “plataforma eterna da verdade”, “os princípios da verdade que Deus
nos revelou”. Estas advertências deveriam fazer-nos pesquisar sobre o que são estes princípios e esta
plataforma se os mesmos ainda permanecem até hoje, se o que temos ensinado está bem firmado nesta
mesma plataforma.
Walton expõe ainda:
Se Deus está em todo lugar, e se o céu está onde Deus está, então o céu precisa
também estar em todo lugar. Se for assim, onde está o santuário? Kellogg tinha uma
13
resposta, naturalmente: é encontrada no título de seu livro The Living Temple. O
santuário de Deus estava no corpo humano – um passo na lógica que agora compelia
a pessoa a rejeitar os eventos de 1844 como uma desconexão inadequada para a nova
luz. Na melhor das hipóteses, 1844 poderia ser explicado somente como fato da
história, uma estação intermediária na estrada do adventismo em direção à
maturidade.
Era um erro sutil nem mesmo completamente entendido pelo próprio médico, e,
contudo, alguns líderes denominacionais o estavam reconhecendo; e a pergunta que
agora estava começando a se espalhar ao redor de Battle Creek era esta: Deveria o
novo livro de Kellogg ser impresso? Não é um problema simples. À medida que
1902 se desvanecia, a dispendiosa construção do sanatório estava começando a
causar uma completa crise financeira. (Capítulo: Recebemos as tristes novas)
Em 1903, no auge da questão o Dr. Kellogg argumenta:
Até onde eu entendo sobre a dificuldade encontrada no ‘Templo Vivo’, é que a coisa
toda pode ser resumida nesta questão: É o Espírito Santo uma pessoa? Você diz
que não. Eu tinha achado que a Bíblia dizia isto pelo fato de que o pronome pessoal
‘ele’ é usado em referência ao Espírito Santo. A irmã White usa o pronome ‘ele’ e
mencionou em diversos textos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da
Divindade. Como o Espírito Santo pode ser a terceira pessoa e não ser pessoa
nenhuma, é difícil para eu enxergar. (J.H.Kellogg para G.I.Butler em 28 de outubro
de 1903. Citado no livro A Trindade)
Interessante neste argumento, é o mesmo utilizado hoje para se defender a doutrina da Trindade,
pois dizem que ela disse “que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade”, “o trio celestial”,
não estamos diferentes dos apóstatas seguidores de Kellogg, a igreja hoje usa exatamente os mesmos
argumentos. A.G.Daniels em uma carta para William C.White (filho de E.G.White) confidencia que:
Ele (J.H.Kellogg) disse que por todo o tempo tinha se preocupado em saber como explicar
o caráter de Deus e Sua relação com as obras criadas. Ele tem certeza de que crê apenas no
que os Testemunhos ensinam e no que o Dr.Waggoner e o pastor Jones pregaram por anos;
mas ele desconfiava que eles não expressaram o assunto de forma correta. Então ele
afirmou que suas antigas visões sobre a trindade o atrapalhavam de fazer uma declaração
clara e absolutamente correta, e que por um certo momento que ele creu na trindade,
conseguiu ver bem claramente onde estava toda a dificuldade, e achou que agora podia
resolver a questão satisfatoriamente. Ele me disse que agora crê em: Deus o Pai, Deus o
Filho e Deus o Espírito Santo. E agora entende que é o Espírito Santo e não o Pai, que
preenche todo o espaço e todas as coisas vivas. (A.G.Daniels para William C.White em 29
de outubro de 1903.)
É importante ressaltar aqui, que as antigas visões sobre a trindade, diziam que esta era uma
doutrina espúria, transplantada do paganismo para o cristianismo, era assim que a igreja cria e pregava.
G.I. Butler em resposta a carta do Dr. Kellogg diz:
Até onde a Irmã White e você estão em perfeito acordo é preocupante, eu devo deixar
isso totalmente entre você e ela. A Irmã White diz que não há perfeito acordo. Você
declara que há. Eu conheço algumas das observações dela que lhe dão forte base para
você declarar que ela está de acordo. Sou honesto e franco suficiente para dizer isso,
mas eu devo dar a ela o crédito, até que ela abandone isso de dizer que há uma
diferença também, e eu não creio que você possa dizer plenamente o que ela quer dizer.
(G.I.Butler para J.H.Kellogg em 5 de abril de 1904. Citado no livro A Trindade)
14
Ao que parece houve discussão não somente sobre a doutrina do santuário, com idéias
panteístas, mas também quanto a personalidade do espírito santo, onde o Dr. Kellogg passa a crer em
Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, diferente do que estava nos Princípios Fundamentais
adventistas da época.
No livro E Recebereis Poder encontramos a seguinte declaração:
Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles
não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir
teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à
personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando
introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora.
Os que afirmam estar identificados com a mensagem que Deus nos deu devem ter
aguçada e clara percepção espiritual, para poderem distinguir a verdade do erro. A
palavra proferida pela mensageira de Deus é: "Despertai os vigias!" Se os homens
discernirem o espírito das mensagens dadas e se esforçarem por descobrir de que fonte
elas provêm, o Senhor Deus de Israel os guardará de serem desencaminhados.
(Meditações Matinais 1999, pág. 237)
Neste texto compreendemos claramente, que os pontos fundamentais em questão sobre o
santuário, a personalidade de Deus e de Cristo, não deveriam jamais ser mudados, esta compreensão
era a verdade, e verdade pelo que entendemos nunca pode ser mentira, por exemplo: Jesus, o Filho
gerado de Deus desde tempos antigos – não co-eterno com o Pai, e desta forma a relevância de seu
papel como o Filho de Deus encarnado, como o Cordeiro de Deus; assunto ao céu, o único mediador
entre Deus e os homens; e o espírito santo como a onipresença tanto do Pai quanto do Filho, e não uma
terceira pessoa co-eterna, eles não criam numa doutrina de três deuses co-eternos (Deus Pai, Deus
Filho, Deus Espírito Santo). Assunto para ser refletido com mais seriedade.
Walton no capítulo Uma Espada como Fogo, continua em sua explanação, dizendo:
[...] Em novembro de 1903 Ellen White escreveu para o pastor S. N. Haskell,
advertindo-o de que os estudantes estavam sendo arrolados em uma campanha para
escrever cartas destinadas a produzir pressão política favorável ao sanatório.
"No sanatório em Battle Creek, os estudantes e auxiliares tinham sido encorajados
pelo gerente a escrever para seus pais e amigos e falar das coisas maravilhosas que
estavam sendo feitas na instituição", ela disse - coisas que lhe haviam sido reveladas
como estando muito longe de ser maravilhosas. (Carta de Ellen G. White a S. N.
Haskell, 28 de novembro de 1903)
Ela constantemente se preocupava com os jovens estudantes do sanatório, que
estavam ouvindo a nova teologia dos professores a quem respeitavam, e os perigos
eram tão grandes que ela abertamente advertia os pais a manterem seus filhos longe
de Battle Creek.
...
Era um desafio que fez com que Ellen White se pusesse de pé em alarme: "Como nós
poderíamos consentir ter a flor de nossa juventude chamada para Battle Creek a fim
de receber sua educação, quando Deus tem dado advertência após advertência de que
eles não devem ir para lá", bradou ela. Alguns dos instrutores "não entendem o real
fundamento da nossa fé. ...Não permita Deus que uma palavra sequer de
encorajamento seja proferida para chamar nossos jovens ao lugar onde eles serão
corrompidos por representações falsas e calúnias concernentes aos testemunhos, e à
obra e caráter dos ministros de Deus". (Special Testimonies, série B, nº 2, página
21,22)
15
...
Havia uma crescente possibilidade de que eles fossem expostos também a outro
perigo. No início da história do adventismo, o afastamento da doutrina básica havia
sido acompanhado por estranhos padrões de comportamento, e agora problemas
semelhantes pareciam estar surgindo. "Havia idéias confusas do amor livre", o pastor
L. H. Christian recordaria mais tarde, "e havia práticas imorais por alguns daqueles
que apresentavam a doutrina de um Deus impessoal difundido através da natureza", e
a doutrina da carne Santa. Os detalhes daquele capítulo de vergonha não devem agora
ser contados, mas aqueles que conheceram os fatos compreenderam a verdade destas
palavras: 'Teorias panteístas não são apoiadas pela palavra de Deus. ... As trevas são
seu elemento, a sensualidade sua esfera. Elas gratificam o coração natural, e dão
margem à inclinação." - Review and Herald, 21 de janeiro de 1904, pág. 9. - L. H.
Christian, Fruitage Spiritual Gifts, págs. 291,292.
...
Nisso jazia o perigo dos ensinos de Kellogg em 1903. "Essas doutrinas, seguidas até
suas conclusões lógicas, varrem toda a economia cristã", a sra. White advertiu. "elas
ensinam que as cenas justamente diante de nós não são de suficiente importância para
que se lhes dê atenção especial" (Special Testimonies, Série B, n 7, p37).
A igreja e o mundo estavam mergulhando numa profunda noite em direção a alguma
coisa chamada o fim do tempo da graça, antes do qual cada indivíduo deveria ser
examinado por Deus "com um escrutínio tão íntimo e penetrante como se não
houvesse outro ser na terra" (O Grande Conflito, pág. 490). Quando esse evento
chegasse, o destino de todos seria eternamente decidido para a vida ou morte. Era um
desafio impossível de se exagerar.
Os adventistas, contudo, estavam sendo embalados por teorias agradáveis sobre a
natureza de Deus, nas quais as tremendas verdades do santuário desapareciam de
vista e o Shekinah se tornava nada mais do que o brilho do sol na primavera. Em seu
desespero para advertir a igreja, alarmada pelo poder fascinante do erro, Ellen White
buscou alguma maneira de ilustrar quão facilmente alguém poderia confundir o erro
com a verdade, e ela recorreu à ilusão ótica de dois trilhos da estrada de ferro,
confundindo-se na distância até parecerem ser um. "O trilho da verdade fica bem ao
lado do trilho do erro, e ambos os trilhos podem parecer ser um para as mentes que
não são operadas pelo Espírito Santo." Carta 211, 1903.
Então, vendo alguns dos melhores intelectos da igreja apanhados na armadilha, e
levando outros para ela com a capacidade de eloqüência que tinha sido uma vez
devotada à mensagem adventista, ela clamou em quase total desespero: "Minha alma
fica grandemente perturbada quando vejo o desenvolvimento dos planos do tentador,
que não posso expressar a agonia de minha mente. Precisa a igreja de Deus ficar
sempre confundida pelos ardis do acusador, quando as advertências de Cristo são Tão
definidas e claras?" Special Testimonies, Série B, n 2, pág. 23. (Capítulo: Uma
espada como de fogo)
Sem comentários, comparando com os dias de hoje, em nada difere nossa situação disso, sem
falar que estas coisas estão vindo exatamente dos melhores intelectos de nossa igreja. “O que foi, isso
é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.”
(Eclesiastes 1:9).
No capítulo Você é o Homem, o autor apresenta:
O ano agora era 1905. John Harvey Kellogg estava em vias de deixar a igreja,
levando consigo a maior instituição da mesma e a flor de suas mentes; Albion
Ballenger estava proclamando "nova luz" sobre o santuário, deixando em seu rastro
igrejas divididas e adventistas não mais convictos sobre os pilares principais de sua
fé. Em toda parte as forças do mal pareciam estar em marcha, tragando o território
16
como um exército de saqueadores, e talvez uma alusão ao motivo disto possa ser
encontrada no diário de Ellen White, escrito no último dia de Outubro: "Satanás está
usando toda sua ciência ao jogar o jogo da vida por almas humanas. Seus anjos estão
misturados com os homens, e os estão instruindo nos mistérios da maldade. Estes
anjos caídos arrastarão discípulos após si, falarão com os homens e anunciarão
princípios tão falsos quanto possível, guiando almas aos caminhos do engano. Estes
anjos podem ser encontrados em todo o mundo, apresentando as coisas maravilhosas
que logo aparecerão numa luz mais resoluta. Deus pede a Seu povo que obtenha uma
compreensão do mistério da piedade". Ellen White, Manuscrito 145, 1905
Um trecho interessante que o autor apresenta de uma carta de A. G. Daniells para a Srª White
diz:
O irmão Ballenger chegou a uma condição de mente que me parece desqualificá-lo
inteiramente para pregar a mensagem. Ele tem estudado muito o assunto do santuário
ultimamente, e chegou à conclusão... de que quando Ele (Cristo) ascendeu, foi
imediatamente ao lugar santíssimo e que Seu ministério tem aí sido levado avante
desde então. Ele toma textos tais como Hebreus 6:19 e os compara com vinte e cinco
ou trinta expressões do mesmo caráter no Velho Testamento onde ele diz que em
cada exemplo o termo 'dentro do véu' significa o lugar santíssimo... Ele vê
claramente que sua opinião não pode ser harmonizada com os testemunhos, ou pelo
menos admite francamente que é totalmente incapaz de assim fazer, e mesmo em sua
própria mente... há uma diferença irreconciliável . (Carta de A.G. Daniells a W.C.
White, 116/03/1905)
Neste instante, é importante colocarmos o fato que ocorre hoje em nossa denominação, que
aparentemente mantém o raciocínio inicial da igreja, mas abertamente adota Bíblias que colocam
exatamente este ponto em questionamento. Não deixando dúvida de que a igreja deseja disseminar
discretamente o mesmo raciocínio de Bellenger. Pois estas versões tornam impossível provar tal
verdade, exatamente no livro de Hebreus. Apresentamos para simples conferência o capítulo 9 verso
12.
Na versão João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada (2000), diz: “Não por meio de
sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por
todas, tendo obtido eterna redenção”. Agora o absurdo se torna mais incrível na tradução na linguagem
de hoje (2004), pois tem em anexo o Hinário Adventista, que diz: “Quando Cristo veio e entrou, uma
vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para
oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a
salvação eterna”. A Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional (2000), diz: “Não
por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos,
de uma vez por todas, e obteve eterna redenção”.
As melhores versões, que temos no Brasil são as: Bíblia de Jerusalém, Almeida Corrigida,
Almeida Corrigida e Fiel, e até mesmo a Tradução Novo Mundo está melhor qualificada para os
adventistas do que as tida em alto grau por esta organização.
Arroyo (1999), traz a seguinte explicação quanto a este texto:
No texto grego, a palavra que designa o Lugar Santo em Heb. 9:2 é “Hagia” (Aγια)
que literalmente quer dizer “Santo” ( apalavra “Lugar” não aparece no original). A
expressão que designa o Lugar Santíssimo no verso 3 é “Hagia Hagíon” (Aγια
17
Aγιων) que significa literalmente ``Santo dos Santos" (de novo a palavra “Lugar”
não aparece).
Nos versos em questão, por exemplo Heb. 9:12, aparece a expressão “ta hagia” (τα
αγια) que dignifica “os santos”. O verso, então, diz que Jesus entrou “nos santos
(lugares)”, isto é, no Santuário. Aliás, a mesma expressão (só que no caso genitivo
em vez do acusativo) aparece em Heb 8:2, sendo traduzida universalmente como
“santuário”. Os professores F. Rienecker e C. Rogers na Chave Linguística do Novo
Testamento Grego comentam que a expresão significa o Lugar Santo e o Lugar
Santíssimo em conjunto, isto é, santuário.
Portanto concluímos que a tradução certa é “santuário” em concordância com a
interpretação adventista.
Porém o mesmo autor traz um problema ao apresentar a seguinte interpretação:
O candelabro (Ex. 25:31-40, 37:17-24) era feito de ouro puro e tinha sete lâmpadas
(de óleo) que deviam ficar permanentemente acesas. Em Apocalipses 1:12-13, João
descreve Jesus andando entre sete candelabros e o verso 20 nos diz que os
candelabros representam “as sete igrejas”. Portanto, somos autorizados a pensar que
no simbolismo do candelabro de ouro podemos ver o Espírito Santo (o óleo) atuando
na Igreja possibilitando que seja “a luz do mundo”. (ARROYO, 1999)
Se esta interpretação for correta, então podemos concluir que o lugar santo é na terra, pois as
sete igrejas estão na terra, e portanto assim que Cristo ascendeu ao céu, entrou no lugar Santíssimo do
santuário. Ainda que Arroyo, apresente como apêndice um comentário sobre a tradução correta do
texto de Hebreus 9:12, peca na interpretação do texto de Apocalipse 1:12-13.
Uriah Smith quanto a estes versos, comenta:
Sete castiçais de ouro – estes não podem ser o anti-tipo do castiçal de ouro do antigo
serviço típico do templo; porque esse era apenas um castiçal com sete braços. Fala-se
sempre dele no número singular. Mas aqui são apresentados sete; e estes são, com
mais propriedade suportes de lâmpadas do que simplesmente castiçais, suporte sobre
os quais são postas lâmpadas para darem luz no quarto. E não têm semelhança com o
antigo castiçal; pelo contrário, os suportes são tão distintos e separados uns dos
outros, que se vê o Filho do homem a andar no meio deles. (1945, p. 22; 1991, p. 21
e 23)
Estranho, mas a posição atual da organização adventista, talvez inconsciente ou propositada
mas sutil, é exatamente a condenada pela igreja adventista primitiva. É como se a dúvida de Bellenger
estivesse de volta, seu fantasma rodeia a atual organização.
Concluindo sobre este período da apostasia alfa, transcrevemos agora o texto sob o tema
“Como um Ciclone Devastador” de Walton:
O ano era 1914. Através da cidade de Battle Creek, de um brilho empoeirado no sol
do inicio do verão, apenas recordações lembravam o que havia sido - o que poderia
ter sido. Na esquina das avenidas Washington e Main havia poucos indícios de que a
Review and Herald Publishing Conpany já tivesse existido lá, de que uma vez esse
tivesse sido o local da Conferencia Geral. O Colégio de Battle Creek, reaberto com
tão altas esperanças pelo Dr. Kellogg, estava fechado, um triste fracasso. Os
adventistas eram em número comparativamente pequeno agora, e os veteranos
podiam recordar o enxame de placas "Vende-se" que apareceram quando a colônia se
dissolveu. "O mundo conhecerá a razão" advertira certa vez Ellen White, e agora D.
18
M. Canright publicava uma nova edição de seu livro Sevent-Day Adventism
Renounced - e inconscientemente assegurava o cumprimento daquela predição.
"Battle Creek, Michigan, fornece uma boa ilustração do fracasso do Adventismo após
um julgamento justo. ...Quando eu me retirei em 1887, havia quase dois mil
observadores do sábado aqui, todos unidos. Muitas vezes preguei no grande
tabernáculo quando todos os assentos, na parte de baixo e na galeria, estavam
ocupados. No colégio lecionei para uma classe de aproximadamente duzentos alunos,
todos moços e moças se preparando para trabalhar como ministros ou instrutores
bíblicos. Agora, 1914, o colégio está fechado e perdido para a causa; o sanatório se
rebelou contra a organização, e quase todos dentre a administração, médicos,
enfermeiros e assistentes são observadores do domingo; as casas publicadoras foram
completamente destruídas pelo fogo e os remanescentes se mudaram; a igreja decaiu
para mais ou menos quatrocentos ou quinhentos membros; o tabernáculo está
largamente vazio e é como um elefante em suas mãos. ...grande número apostatou,
perdeu a fé em tudo, e não freqüentam nenhuma igreja. Foi como um ciclone
devastador". - Canright, op. cit, p.411
Catorze anos haviam se passado desde aquela brilhante manhã de janeiro no raiar de
um novo século, quando o mundo estava pronto e a mensagem do Advento tinha uma
chance de sair ao sol. Agora este dia estava terminado, e suas últimas sombras prestes
a serem adensadas por um Sérvio nacionalista de 19 anos de idade com uma pistola.
Na cidade bosniana de Saravejo, um motorista confuso fez uma curva errada e dirigiu
sua limusine aberta para uma rua movimentada. Atrás dele, abrigados do intenso sol
de verão por um guarda-sol, estava sentado um régio casal cuja vida havia sido uma
clássica história de amor e para quem este dia era o décimo quarto aniversário de
casamento. Por um momento o motorista hesitou, e então tentou dar meia volta com
o carro, e ao fazer isto, ressoaram dois tiros. O Arqueduque Francisco Ferdinando e
sua esposa tombaram no banco; e o longo dia da oportunidade estava terminado.
Haviam sido disparados os primeiros tiros da Primeira Guerra Mundial. Daí em
diante a igreja teria de trabalhar num mundo que se degradava em trevas.
Tantas luzes haviam se apagado. J. H. Kellogg, líder da obra médica, cujas despesas
da escola médica onde estudara haviam sido parcialmente pagas por Tiago e Ellen
White; Albion Ballenger, que havia decidido refazer a verdade do santuário usando
tratados teológicos em vez do Espírito de Profecia; os pastores A. T. Jones e E. J.
Waggonner, que haviam viajado e pregado com Ellen White; o pastor George
Tenney, editor, ministro, missionário; o pastor L. McCoy, capelão do sanatório de
Battle Creek - aos quais se juntaram, como depressa salienta Canright, "muitas
pessoas em importantes posições como gerentes de negócios, professores de colégios,
médicos, etc. Todos estes estão agora fora da igreja, e toda a sua influência é posta
contra a comunidade adventista". (Idem, p.412) A perda havia sido abaladora; e
agora, da mesma forma que a fumaça que ainda subia das cinzas do incêndio da
Review and Herald, ela deixava uma persistente pergunta pendendo sobre a igreja:
Como tal coisa podia acontecer? O que poderia produzir tal maciça apostasia entre as
mais brilhantes mentes da igreja?
A resposta era vexantemente simples, e, curiosamente, era uma resposta que a igreja
tinha em mãos o tempo todo. Nos ainda pacíficos dias de 1898, Ellen White havia
avisado claramente o que poderia acontecer. "Nunca haverá um tempo na história da
igreja quando o obreiro de Deus poderá cruzar as mãos e descansar, dizendo"' Tudo é
paz e segurança'. Então é que vem repentina destruição. Tudo pode avançar por entre
aparente prosperidade; mas satanás está bem acordado, e estudando e trocando idéias
com seus anjos sobre outro modo de ataque onde possa ser vitorioso. a disputa se
tornará cada vez mais feroz por parte de Satanás. ...Dispor-se-ão mente contra mente,
planos contra planos, princípios de origem celeste contra princípios satânicos. A
verdade em seus vários aspectos estará em conflito com o erro em suas crescentes e
19
sempre variadas formas, as quais, se possível, enganarão os próprios escolhidos".
(Especial Testimonies, série A, n11, p. 5 )
Aqui estava, se se tivesse o cuidado de pensar sobre isto, toda a história da crise,
apresentada cinco anos antes de o livro de Kellogg ser publicado. O próprio Satanás
estava dirigindo este ataque; o comandante chefe das forças das trevas havia tomado
o campo. A batalha havia sido travada em um nível sobrenatural, no qual, sem a
proteção especial de auxílio sobrenatural, mesmo as mais brilhantes mentes seriam
espalhadas como folhas diante de um vento outonal. Kellogg, Jones, Waggoner,
McCoy - todos haviam saído para enfrentar o inimigo após primeiramente decidirem
substituir as advertências da mensageira de Deus por seu próprio julgamento,
despojando-se assim da única defesa que realmente tinha importância. Em alguma
parte no curso dos eventos eles haviam se tornado letalmente seguros de que estavam
certos, de que era tempo de escapar de "uma comunidade morta de profecias mortas",
e agora, ao se dispersarem do Adventismo, fizeram-no com piedosas orações para
que Deus abençoasse a sua saída.
E através do vale do tempo ecoavam as palavras de Ellen White, já dadas em 1903,
palavras pronunciadas antes que fosse tarde demais para a maioria deles: "Satanás
tem nos homens seus aliados. E anjos maus em forma humana aparecerão aos
homens, e apresentarão diante deles imagens tão fulgurantes do que eles serão
capazes de fazer se tão somente lhes ouvirem as sugestões, que amiúde trocarão seu
arrependimento por desafio. ... O pecado enegreceu as faculdades racionais, e o
inferno está triunfando. Oh, não cessarão os homens de confiar em seres humanos?" Idem, Série B, n7, p. 21, 22 (grifos acrescentados)
Anjos do mal em forma humana. Não havia qualquer esperança de sobreviver a tal
desafio apenas com a força humana. A humanidade não teve qualquer resposta à
lógica da mente de um anjo, onde memórias do paraíso se torceram loucamente para
um engano tão poderoso que um terço das forças do céu a princípio tinha sido
incapaz de reconhece-lo. Nenhuma quantidade de educação ou experiência
habilitariam um homem a enfrentar uma armadilha como esta, e John Kellogg, pelo
menos, havia se dirigido diretamente para ela, enquanto soavam sinos e brilhavam
luzes de advertência das páginas de Ellen White.
Uma noite no início do verão de 1904 Ellen White havia visto uma reunião em
andamento em Battle Creek. Um significativo número de médicos e ministros estava
presente, ouvindo o Dr. Kellogg expor suas idéias de que Deus está em tudo,
ignorando que estavam sendo sobrenaturalmente observados. A sra. White notou
particularmente o "semblante satisfeito, interessado, dos ouvintes", e então seu
acompanhante celestial se voltou para ela com uma mensagem estarrecedora. "Anjos
maus tomaram posse da mente do orador", disse Ele, e prosseguiu advertindo que
"tão seguramente como os anjos que caíram foram seduzidos e enganados por
Satanás, assim também o orador estava sob a educação espiritualística dos anjos
maus."
"Fiquei assombrada ao ver com que entusiasmo os sofismas e teorias enganadoras
foram recebidos", relata a sra. White, salientando que Kellogg, encorajado pelo
sucesso em arrebatar ministros e médicos com ele, havia então convocado um
concílio especial em Battle Creek para inculcar ainda mais suas idéias sobre a igreja
organizada. - Idem, n6, p.41
"Jactai-vos de estardes agindo sob inspiração de divina promoção", advertiu Ellen
White ao povo de Battle Creek, "mas alguns estão seguindo a falsa inspiração que
enganou os anjos nas cortes celestes", (Idem, série A, n12, p.1). Para Kellogg ela
dirigiu a advertência de que ele estava sendo "hipnotizado" por Satanás (algo que ele
ridicularizou como absurdo). Em outubro de 1905 ela avisou sobre "homens que
adentraram o estudo da ciência que Satanás introduziu na guerra no céu". Carta de
Ellen White aos irmãos Daniells, Prescott, e seus associados, 30 de outubro de 1905,
20
da coleção de J.H.N. Tindall). Em face de tais advertências Kellogg e seus seguidores
haviam mergulhado para a frente, tendo a consciência aquietada pelas afirmações do
médico de que os testemunhos de Ellen White nem sempre eram fidedignos. E assim
eles chagaram, finalmente, ao trágico cumprimento de outra de suas predições: "Se
deixados, anjos maus moldarão a mente dos homens até que não mais tenham mente
ou vontade próprias. ... Assim será com os médicos ou ministros que continuarem a
se vincular com aquele que tem tido luz, que tem recebido advertências, mas não lhes
tem dado ouvidos". - Special Testimonies, série B, n 6, pp.42,43
A mesma triste lição havia sido ilustrada na vida de Albion Ballenger. Uma noite
durante uma reunião evangelística em Londres, ele havia tentado apresentar o assunto
do santuário. Terrivelmente desencorajado pela maneira na qual havia pregado,
tomou a resolução de que "nunca mais pregaria novamente até eu saber o que estou
pregando". E então ele havia cometido em engano fatal. "Não vou obtê-lo de nossos
livros" declarou ele, "se nossos irmãos puderam obtê-lo das fontes originais, por que
é que eu não posso?". O pastor Ballenger estava cometendo o mesmo erro já
cometido pelo Dr. Kellogg: A pressuposição de que não havia nada realmente
envolvido aqui exceto o raciocínio humano, no qual a pesquisa de um homem é tão
boa quanto à de outro. "Irei aos livros ou comentários e todas essas várias fontes das
quais o pastor Urias Smith obteve luz sobre o assunto", ele anunciou, e assim dizendo
prontamente caminhou diretamente para fora, nas trevas. Pois a doutrina Adventista
do santuário não podia ser achada nos "livros ou comentários" - não podia ser
encontrada em qualquer lugar exceto que proviesse da mesma fonte que foi
procurada por aquele grupo de homens e mulheres de oração que haviam estudado
através de noites frias de outono em 1844, e em cujo meio estava a mesma
mensageira especial que agora advertira Ballenger a dar meia volta antes que fosse
tarde demais. Ele também havia escolhido ignorar este apelo, e ele, como Kellogg,
deixou a fé adventista para nunca mais voltar. Em Riverside, Califórnia (apenas
algumas milhas distante da nova escola médica da igreja), ele passaria seus últimos
dezesseis anos dizendo coisas sobre Ellen White que, debaixo de uma aparência de
piedade, operava para atacar a credibilidade desta como mensageira especial de Deus.
"Como um ciclone devastador". Canright havia disto isto com relação a igreja de
Deus, mas quão claramente estas palavras descrevem a vida daqueles que a deixaram.
Toda uma galáxia de luzes Adventistas havia se apagado, cada qual a seu próprio
modo, e cada uma ligada às demais pela tragédia comum de rejeitar a mensageira de
Deus num tempo quando anjos caídos estavam andando na terra em forma humana.
A igreja e o mundo estavam entrando numa nova era. Agora o erro de sair da
proteção especial de Deus podia trazer os mais trágicos e imediatos resultados.
Mil novecentos e catorze. O povo de Deus havia vivido por catorze anos na luz do
último dia de verão da terra. Agora se enegrece o céu com as primeiras tempestades
de outono. Através das vulneráveis planícies da Bélgica vem o estrondo de pesada
artilharia se movendo, uma nuvem de poeira, uma linha infindável de uniformes
cinza que identifica o Segundo Exército do General Karl von Bülow. Em berlim
tropas exuberantes desfilam pela última vez descendo as ruas de tijolos; uma jovem
numa blusa branca de franjas entra em suas fileiras, entrelaça o braço no de um
soldado, e marcha com eles. Poucos passos atrás, um negociante bem trajado faz o
mesmo, carregando uma arma de soldado - faces sorridentes rumando cegamente
para a terrível meia-noite de Marne e Verdun, para um pesadelo nunca dantes visto
exceto por uma senhora miúda que, anos antes, havia pleiteado com sua igreja para
que agissem. "Logo haverá morte e destruição, aumento de crime, e impiedade cruel
operando contra os ricos que se têm exaltado sobre os pobres. Os que estão sem a
proteção de Deus não encontrarão segurança em nenhum lugar ou posição. Agentes
humanos estão sendo treinados e estão usando suas capacidades inventivas para
21
colocar em operação a mais poderosa maquinaria para ferir e matar. ... Que os
recursos e os obreiros sejam espalhados". - Testimonies, vol 8, p.50.
Esta é a nossa triste história, e deve servir de exemplo para nós, pois estamos lutando contra os
principados, contra os governantes das trevas nas cortes celestiais, portanto, sem jejum e oração, sem
um apego ilimitado em Cristo, estamos fadados a cair, e Satanás se rirá por nossa desgraça, como tem
feito no decorrer da história do adventismo.
Todos são agentes de Satanás, quando perdem a Cristo de vista e olham para os defeitos e
fracassos de seus irmãos, ninguém está isento de pecar nem que seja em pensamentos, portanto, vigiai
e orai para que não entreis em tentação disse o Mestre. Podemos por um momento estarmos na firme
plataforma da verdade, mas num minuto podemos escorregar e afundar sem nos apercebermos que a
mão de Cristo está a nossa disposição, e olhamos para os homens que nada desejam além do nosso
fracasso.
Analisando toda nossa história, concluímos que sem dúvida nenhuma, vivemos no ômega de
toda a apostasia adventista, e isso podemos dizer sem nenhum medo de errar, e estamos muito, mas
muito distante do que deveríamos ser. Estamos com 100 anos de atraso, caminhando no deserto,
retrocedendo ao Egito.
Então após esta visão de nosso passado, dos conceitos errôneos levantados: sobre o santuário, a
presença de Deus, a personalidade de Deus e de Cristo, que levou a apostasia de nossas mentes mais
brilhantes e grande parte dos membros em Battle Creek, na qual a irmã White identifica como o alfa
das apostasias letais, podemos utilizar uma dica para nos protegermos da apostasia ômega, onde ela
diz:
Permita os pioneiros identificarem a verdade. - Quando o poder de Deus testifica o
que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como verdade. Não
depois de suposições, contrárias a luz que Deus tem dado para ser recebida. Surgirão
homens com interpretações das Escrituras que para eles é a verdade, mas não é a
verdade. A verdade para esse tempo Deus tem dado como um fundamento para a
nossa fé. Ele Mesmo nos falou a verdade. Um após outro vai aparecer com uma
nova luz que contradiz a luz que Deus tem dado pelo seu Santo Espírito. (Ellen
White, 1905, Counsels to Writes and Edictores, pages 31, 32)
Ainda que naquele tempo os adventistas não possuíam doutrinas oficiais, mantinham seus
pontos fundamentais de fé, que a irmã White diz serem a luz que Deus nos deu, sendo estes os mesmo
pontos fundamentais que permaneceram em voga até sua morte. E uma verdade que eles pregavam
dizia que, a doutrina da trindade era uma doutrina espúria, e sendo isto verdade, como este parecer
pode ser considerado mentira hoje?

3. UMA NOVA ORDEM
No livro 1888 Re-Examinado lemos a seguinte declaração:
Quando quer que apareça o ômega, muito provavelmente reivindicará apoio do
Espírito de Profecia, e "muitas" mentes sem discernimento concordarão. E é também
possível que alguns dirigentes destacados e influentes promovam o engano. [...] Ellen
22
White finalmente fala das provações ômega como uma experiência a dar-se após a
sua morte: "Estou encarregada de dizer ao nosso povo que alguns não reconhecem
que o diabo tem ardil após ardil e que os leva a efeito em maneiras que não esperam.
As agências de Satanás inventarão maneiras de transformar pecadores em santos.
Digo-vos agora, que quando for posta em descanso, grandes mudanças terão
lugar. Não sei quando serei levada, mas desejo advertir a todos contra os ardis do
diabo. ...Eles devem observar cada pecado concebível que Satanás tentará
imortalizar." (Carta, Elmshaven, 24 de fevereiro de 1915). (SHORT e WIELAND,
1987, p. 78)
Um fator importante a ressaltar aqui é que a apostasia alfa ocorreu exatamente no coração da
obra, na liderança da igreja para então se propagar, mas de forma que foi controlada; certamente que a
apostasia ômega, com proporções ainda maiores, ocorreria também no coração da obra, na liderança,
porém numa proporção gigantesca.
Se as grandes mudanças que teriam lugar logo após sua morte, como afirmou Ellen G. White,
seriam “ardis do diabo”, precisamos atentar se houveram mesmo estas mudanças, e se houveram, quais
foram.
Política mundana está tomando o lugar da verdadeira piedade e sabedoria que vêm de
cima, e Deus removerá Sua mão prosperadora da assembléia. Será removida a arca da
aliança deste povo? Serão introduzidos ídolos sorrateiramente? Princípios e preceitos
falsos serão trazidos para dentro do santuário? Será respeitado o anticristo? Serão
ignoradas as verdadeiras doutrinas e princípios a nós concedidas por Deus, que nós
tornaram o que somos? . . . Isto é diretamente aonde o inimigo, mediante homens
cegos e não consagrados, nos está conduzindo. (Ms. 29, 1890, citado em 1888 ReExaminado, p. 74)
Ellen G. White advertiu quanto a grande reforma que desejavam introduzir no meio adventista,
dizendo:
O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande
reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma
consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e
empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o
resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua sabedoria
concedeu à igreja remanescente. Nossa religião seria alterada. Os princípios
fundamentais que têm sustido a obra neste últimos cinqüenta anos, seriam tidos na
conta de erros. Estabelecer-se-ia uma nova organização. Escrever-se-iam livros de
ordem diferente. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual. Os fundadores
deste sistema iriam às cidades, realizando uma obra maravilhosa. O sábado seria,
naturalmente, menosprezado, como também o Deus que o criou. Coisa alguma se
permitiria opor-se ao novo movimento. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do
que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual,
sem Deus, nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e
tempestades derribariam a estrutura.
Quem tem autoridade para iniciar semelhante movimento? Possuímos a Bíblia.
Temos nossa experiência, com o atestado da milagrosa operação do Espírito Santo.
Temos uma verdade que não admite contemporização alguma. Não devemos repudiar
tudo que não esteja em harmonia com esta verdade? (Mensagens Escolhidas, Vol. I,
p. 204, 205)
23
Neste instante começo a listar algumas citações das crises e mudanças desencadeadas em nosso
meio desde então:
Em 1930, respondendo a um pedido da Divisão Africana por “uma declaração
daquilo que os adventistas crêem”, a qual pudesse “ajudar os oficiais do governo e
outros a compreender melhor o nosso trabalho”, a Comissão da Associação Geral
indicou uma subcomissão (M. E. Kern, secretário da Associação geral da AG; F. M.
Wilcox, editor da Review; E. R. Palmer, administrador da Review end Herald; e C. H.
Watson, presidente da AG) para preparar uma declaração de crenças adventistas.
Wilcox, sendo o escritor principal entre o grupo, esboçou uma declaração de 22
pontos, posteriormente publicada no Yerbook (Anuário) adventista de 1931 (Froom,
MOD, pp. 410-414). O segundo ponto falava da “Divindade, ou Trindade”, e o
terceiro afirmava que “Jesus Cristo é verdadeiramente Deus”, ecoando o Credo de
Nicéia. Para que ninguém pensasse que os adventistas do sétimo dia pretendiam
preparar um credo, os autores do documento não buscaram “apoio formal ou oficial”
para o mesmo. Quinze anos mais tarde, quando a declaração havia obtido aceitação
geral, a assembléia da Associação Geral de 1946 tornou-a oficial [...]. Isso marcou o
endosso oficial ao ponto de vista trinitariano pela igreja, embora um “bem
conhecido” antritinitariano prosseguisse “sustentando o ‘velho’ ponto de vista” até a
sua morte em 1968 (Burt, p. 54). (Whideen, Moon e Reeve, A Trindade, p. 227)
Pelo que entendemos por este texto, a doutrina da trindade não era aceita, mas foi se instalando
sorrateiramente até que fosse aceita, sem contestação, quinze anos mais tarde.
Estranho o fato de ter sido feita uma subcomissão para preparar uma declaração de crenças,
quando o texto introdutório dos Princípios Fundamentais Dos Adventistas Do Sétimo Dia, conforme
impresso no Year Book de 1911 diz:
Os adventistas do Sétimo Dia não possuem credo além da Bíblia; porém, sustentam
um certo número de pontos bem definidos de fé, pelos quais estão preparados para
dar “a todo homem que pedir” uma razão de sua fé. As seguintes proposições podem
ser entendidas como um resumo dos principais traços de sua fé religiosa, sobre os
quais existe, na medida do que é conhecido, completa unanimidade por todo o corpo.
(http://br.geocities.com/ pioneiroadventista/yearcompleto.html)
“A todo homem que pedir uma razão” da fé adventista, sendo estes princípios uma
“unanimidade por todo o corpo”, portanto, os adventistas possuíam uma declaração de crenças, e
podemos crer que quando Ellen G. White afirma sobre as colunas que sustentam a nossa fé, “os
princípios fundamentais”, sãos os mesmos Princípios Fundamentais do Year Book de 1911, alterado a
partir de 1930, conforme lemos no livro A Trindade, e confirmado pelo Dr. Knight:
A década de 1930 veria uma constante discussão sobre a Trindade. A denominação
publicou pela primeira vez uma declaração de crenças em seu Yearbook (anuário) de
1931. Ela era explicitamente trinitariana. Embora tecnicamente se tratasse de uma
declaração não oficial, ela mostrou de maneira definitiva os rumos que a liderança da
igreja estava tomando. (Em busca de Identidade, p. 158)
No mesmo livro (p. 117), ao argumentar sobre o assunto no que se refere a posição de Ellen G.
White, o Dr. Knight diz: “[...] ela nunca desenvolveu argumentos principais sobre os temas da
Trindade, da plena igualdade de Cristo com o Pai e da personalidade do Espírito Santo. Seus escritos
apenas supõem que sejam verdades.”
24
Vale ressaltar que o termo trindade também nunca foi usado pela escritora ao falar da
divindade. [...] “É certo que o termo traduzido por Isolina A. Waldvogel como ‘Trindade’ aparece no
original inglês como ‘Godhead’, que significa literalmente ‘Divindade’” (Alberto R. Timm, Parousia,
ano 5, n. 1, 2006, p. 95). No livro A Igreja em Perigo de José Carlos Ramos, encontramos também a
afirmação de que a palavra traduzida por “Trindade” no original é “Divindade”.
Na tradução dos escritos de Ellen G. White ao português, o termo ‘Godhead’
(Divindade) acabou sendo vertido algumas vezes como ‘Trindade’ (O Desejado de
Todas as Nações, pág. 671; Testemunhos Para Ministros, pág. 392; Evangelismo,
pág. 617; Cristo Triunfante, 25 de julho, pág. 213; ibidem, 21 de outubro, pág. 301).
Também a expressão ‘the heavenly trio’ (o trio celestial) foi traduzida como ‘a
trindade celeste’ (Evangelismo, pág. 615). Em espanhol, essas expressões foram
vertidas literalmente como ‘Divindade’ e ‘o trio celestial’. (Alberto R. Timm - revista
do Ancião em out – dez 2005 – http://www.centrowhite.org.br)
No livro A Trindade de Whidden, Moon e Reeve (p. 226), encontramos o seguinte título
“Declínio do Antitrinitarianismo, 1915-1946”, lembrando que Ellen G. White faleceu em 1915 e seu
filho, William (Guilherme) C. White em 1937. Mas os autores mostram que a insatisfação ocorreu de
1888 a 1898, e que houve uma mudança de paradigma de 1898 a 1915. Podemos perceber que a
insatisfação e aparente mudança de paradigma, ocorrem exatamente após a rejeição da mensagem em
Mineápolis e durante a crise e apostasia do Dr. Kellogg.
Analisando os textos expostos sobre esse período, podemos concluir sem muito esforço que
toda essa insatisfação foi o que causou grande preocupação à irmã White, pois percebeu que o livro do
Dr. Kellogg teve grande influência sobre toda a organização, e por isso os princípios fundamentais
adventistas estavam sendo questionados, e ao que percebemos no decorrer da história, foram
completamente abandonados. E esse desenvolvimento para o trinitarianismo é que Ellen G. White
considera o alfa ou quem sabe o ômega da apostasia.
Apesar de os autores de A Trindade defenderem que foram suas declarações (EGW) que
fizeram a igreja mudar a visão sobre o assunto, ao analisar todo o contexto de tais mudanças não
podemos concordar que isto seja verdade, pois como poderia uma igreja que começa a rejeitar e
ofender o espírito de Deus (1888 Mineápolis) seguida por um período de apostasia severa onde os
testemunhos e os princípios fundamentais de sua crença é colocado em descrédito (apostasia do Dr.
Kellog), está em condições de mudar de paradigma? Enquanto a igreja deveria estar se perguntando
onde erramos e como reverter tal situação? Pois rejeitaram a chuva serôdia, que os habilitaria para o
alto-clamor.
Uma questão a ser levantada aqui é, se a igreja estava pronta para dar o sonido certo da
trombeta do alto-clamor, certamente não poderia haver erro doutrinário tão grotesco. E se aquela era a
mensagem do terceiro anjo, é aquela mensagem que dever ser pregada novamente com toda sua força
sem contradição, pois como pode haver o mesmo alto-clamor com mensagens diferentes e opostas?
Em estudos recentes encontramos disponível na Internet, uma carta de William C. White, para
o pastor Elder H. W. Carr, datada de 30 de Abril de 1935, que diz:
Tenho em minhas mãos sua carta de 24 de Janeiro. Por alguns meses, tenho estado
tão pressionado com o trabalho relacionado aos manuscritos que estamos preparando
para imprimir, que minha correspondência teve que esperar.
25
Em sua carta, você me pede para contar o que entendo ser a posição de minha mãe
em relação à personalidade do Espírito Santo.
Isso eu não posso fazer porque eu nunca entendi claramente seus ensinos sobre esse
assunto. Sempre houve em minha mente alguma confusão a respeito do significado
das expressões dela que, para a minha forma de raciocinar, parecem ser um pouco
confusas.
Freqüentemente tenho lamentado não possuir a capacidade mental que poderia
resolver esta e outras perplexidades semelhantes, e então, relembrando o que a irmã
White escreveu nos "Atos dos Apóstolos", págs. 51 e 52 a "respeito dos mistérios
que são muito profundos para a compreensão humana, o silêncio é ouro". Tenho
achado melhor me refrear desta discussão e me esforçar para dirigir minha mente a
assuntos fáceis de serem compreendidos.
Enquanto eu lia a Bíblia, eu encontrei que o Salvador ressurreto soprou nos
discípulos (João 20:22) e disse a eles "Recebei o Espírito Santo". O conceito gerado
através deste texto das Escrituras parece estar em harmonia com a declaração do
"Desejado de Todas as Nações", pag. 669, também Gênesis 1:2; com Lucas 1:4; com
Atos 2:4; 4:12; 8:15; 10:44. Muitos outros textos poderiam ser citados e que parecem
estar em harmonia com esta declaração do "Desejado de Todas as Nações".
As declarações e os argumentos de alguns dos nossos ministros em seu esforço para
provar que o Espírito Santo era um indivíduo como é Deus, o Pai e Cristo, o eterno
Filho, têm me deixado perplexo e algumas vezes eles me têm entristecido. Um
mestre popular disse: "Podemos considerá-Lo (O Espírito Santo) como o
companheiro que está aqui embaixo fazendo as coisas acontecerem."
Minhas perplexidades foram minimizadas quando aprendi, no dicionário, que um
dos significados de "personalidade" era características. Isto está declarado de tal
forma que eu concluí que pode haver personalidade sem uma forma corpórea a qual
o Pai e o Filho possuem.
Há muitos textos das Escrituras que falam do Pai e do Filho e a falta de textos que
fazem referência similar ao trabalho unido do Pai e o Espírito Santo ou Cristo e o
Espírito Santo me tem feito acreditar que o espírito sem individualidade era o
representante do Pai e do Filho através do universo, e vem sendo através do Espírito
Santo que eles habitam em nossos corações e nos fazem um com o Pai e com o
Filho.
Minha resposta para a segunda pergunta "Em algum lugar, os escritos da Irmã White
ensinam que a oração deve ser dirigida unicamente ao Pai, ou que nós não nos
devemos dirigir a Cristo em oração, somente ao Pai", eu penso que não. Eu não
encontrei este ensino nos escritos de Ellen White.
Sua terceira pergunta "Ela, em algum lugar, diz qual é o poder que "armará as tendas
do seu palácio entre o mar grande e o glorioso monte santo". Devo responder da
mesma forma. Acho que não. Não encontramos nenhuma declaração sobre isso nos
escritos da irmã White nem nos lembramos de nenhuma declaração feita
verbalmente em nossa presença. (site http://www.alvorada.us/cartawilliams.htm)
Quanto a ele, temos o seguinte testemunho por parte de sua mãe:
[...] Foi-me mostrado também que meu filho, W. C. White, seria meu ajudante e
conselheiro, e que o Senhor poria sobre ele o espírito de sabedoria e são
discernimento. Foi-me mostrado que o guiaria, e que ele não seria desviado, porque
reconheceria as direções e orientação do Espírito Santo. [...] Porei Meu Espírito sobre
teu filho, e fortalecê-lo-ei para fazer sua obra. Ele possui a graça da humildade. O
Senhor o escolheu para desempenhar parte importante em Sua obra. Para isso nasceu
ele. [...] Esta comunicação foi-me feita em 1882, e desde então tem-me sido
assegurado que lhe era dada a graça da sabedoria. Mais recentemente, em uma
ocasião de perplexidade, o Senhor disse: "Dei-te Meu servo, W. C. White, e dar-lhe-
26
ei discernimento para ser teu auxiliar. Dar-lhe-ei habilidade e entendimento para
dirigir sabiamente." (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 54, 55)
Essa certamente é uma das partes importante que William teve na obra de sua mãe, além ter
auxiliado muito sua mãe após a morte de seu pai, e ele não foi desviado da verdade que a igreja
pregava em 1882. Esta carta torna claro que a “mudança” de que fala os autores dos livros citados, não
se deu devido a nenhuma declaração da irmã White, como querem fazer crer, mas de uma má
compreensão das mesmas, e que nesse mesmo período, estes questionamentos, debates e afirmações,
não era algo apreciado por seu filho, deixando-o perplexo e triste. Isto torna evidente que as doutrinas
desencadeadas não foram por causa de verdadeiras compreensões do assim diz o Senhor.
Comparando as atuais afirmações sobre o que levou à mudança de paradigma, com as
alegações do Dr. Kellogg, não resta dúvida, são exatamente as mesmas. Então podemos hoje, usar o
texto da irmã White que diz
As afirmações feitas em Living Temple acerca deste ponto são incorretas. São mal
aplicadas as passagens usadas em apoio da doutrina ali exposta.
Sou compelida a falar negando a pretensão de que os ensinamentos de Living Temple
possam ser apoiados por declarações de meus escritos. Pode haver nesse livro
expressões e opiniões que estejam em harmonia com os meus escritos. E pode haver
em meus escritos muitas afirmações que, tiradas do contexto, e interpretadas de
acordo com o pensamento do autor de Living Temple, dir-se-iam de acordo com os
ensinamentos desse livro. Isso pode dar aparente apoio à afirmação de que as idéias
de Living Temple estejam em harmonia com meus escritos. (Mensagens Escolhidas,
Vol. I, p. 203 – Substituindo o nome do livro Living Temple, por A Trindade, e
outros semelhantes)
O Dr. Knight afirma que J. S. Wasburn se manifestou contra essa doutrina, o mesmo “bem
conhecido antritinitariano” que prosseguiu “sustentando o ‘velho ponto de vista’ até a sua morte em
1968”, mencionado pelos autores do livro a Trindade. Wasburn conforme citado no livro Em Busca
Identidade, argumentava que:
esta doutrina monstruosa transplantada do paganismo para a Igreja de Roma Papal
está procurando introduzir sua presença maléfica nos ensinos da Mensagem do
Terceiro Anjo. Toda a doutrina da Trindade, ..., é completamente estranha não
somente à Bíblia, mas também ao Espírito de Profecia. A revelação não apresenta o
mais leve indício dela. Esta concepção monstruosa e pagã não encontra lugar em todo
o universo livre de nosso bendito Pai Celeste e Seu Filho (JSW MS, “The Trinity”,
no livro Em Busca de Identidade, p. 158)
O que podemos pensar neste instante? As grandes mudanças preditas, o ponto sobre a
personalidade de Deus foi mudado, não era mais apenas um Deus, mas três. Teorias espúrias se
tornaram doutrinas que deveriam ser aceitas sem contestação, uma das provas disto são exatamente os
últimos livros lançados pela atual organização sobre possíveis “dissidentes” antitrinitarianos, e da
forma leviana como são descritos. Tais pessoas quando começam a analisar o assunto de forma a
perguntar para os pastores o que está acontecendo começam a ser atacadas de púlpito por tais pastores
e doutores que deveriam pregar a Bíblia somente, e não contra o estudo da mesma.
27
Outra citação importante, do livro A Trindade, diz:
Da década de 1950 até a publicação de Movement of Destiny em 1971, LeRoy E.
From foi o mais conhecido campeão do trinitarianismo entre os adventistas do sétimo
dia. Seu livro A Vinda do Consolador, lançado em inglês originalmente em 1928, era
sem precedentes entre os adventistas (exceto algumas poucas passagens de Ellen
White) em sua exposição sistemática da personalidade do Espírito Santo e da
natureza trinitariana da Divindade (A Vinda do Consolador, pp. 37-57). O papel de
liderança de Froom na obra Questions on Doctrine, de 1957, foi amplamente
documentado (Unruh, Moon). O livro provocou uma tempestade de controvérsias em
virtude de certas declarações sobre cristologia e a expiação. [...] Apesar de
“momentos de favoritismo”, e de problemas de distorção histórica que “diminuem o
livro como fonte histórica fidedigna” (Maxwell), o texto documenta amplamente o
progresso da teologia adventista rumo a um consenso bíblico trinitariano. (p. 227 e
228)
LeRoy E. From desde antes de 1928 pelo que se percebe, mostrou-se descontente com as
declarações dos pioneiros adventistas do sétimo dia quanto a Divindade, pois, escreveu um livro “sem
precedentes”, sendo o “campeão do trinitarianismo”. Líder de um documento que “provocou uma
tempestade de controvérsias”. E mais tarde escreveu um livro que possui “distorções históricas que
diminuem o livro como fonte histórica fidedigna”. Froom não parece ser digno de tanta confiança e
nem tanta admiração por parte dos adventistas. Como pode alguém motivado pelo espírito de Deus
publicar obras com problemas de distorções históricas e causar tão grandes controvérsias doutrinárias
divergentes dentro de uma igreja que já possuía seus pontos bem fundamentados na Bíblia?
No livro Questões sobre Doutrina, são apresentadas algumas reuniões iniciadas em março de
1955 “entre Leroy E. Froom (líder da Associação Ministerial da Associação Geral de 1941 a 1950) e
W. E. Read (um secretário de campo da Associação Geral) do lado adventista e Martin e George R.
Cannon (um professor de teologia do Colégio Missionário de Nyack, em Nova York). Posteriormente,
Roy A. Anderson (que servia então como diretor da Associação Ministerial da Associação Geral) e
Barnhouse” (p. 11, 12) envolvidos nos diálogos.
Neste livro, diz que as principais preocupações de Martin são: “(1) que a expiação de Cristo
não foi completada na cruz; (2) que a salvação é resultado da graça em junção com as obras da lei; (3)
que o Senhor Jesus Cristo era um ser criado, não existente por toda a eternidade; (4) e que, na
encarnação, Ele participou da natureza humana caída e pecaminosa.”(p. 12)
Como resultado, os líderes adventistas se esforçaram tenazmente para explicar suas
crenças sobre esses quatro pontos. Não tiveram muito problema para demonstrar que
os adventistas crêem na salvação apenas pela graça e que a denominação chegou a
crer tanto na Trindade quanto no fato de que Cristo fora um com Deus desde o
começo da eternidade. Por outro lado, tiveram que tirar alguns livros de circulação,
os quais reivindicavam que “a guarda do sábado era uma base para a salvação”.
Igualmente como as notas históricas no texto demonstram, eles não compreendiam
plenamente a extensão do semi-arianismo (isto é, que Cristo não era plenamente
Deus desde a eternidade) e do antitrinitarianismo nos primórdios do adventismo.
Os outros dois assuntos provaram ser mais problemáticos para os líderes adventistas.
Uma expiação completa na cruz foi mais problemática porque os adventistas tendiam
a referir-se à expiação em termos de Dia Antitípico da Expiação, que acreditavam ter
começado em 1844. ...
28
O assunto mais problemático com o qual os adventistas tiveram que lidar foi a
natureza humana de Cristo. Esse tópico foi problemático porque os evangélicos
calvinistas com os quais estavam tratando criam que, se Cristo teve uma natureza
pecaminosa, então necessariamente tinha de ser um pecador. E, se era um pecador,
não poderia ser um salvador.
...
Não vendo solução para o problema, parece que Froom e seus associados foram
pouco transparentes quanto à posição da denominação sobre o tópico desde meados
de 1890. [...] No apêndice das citações de Ellen White, os autores do livro
acrescentaram um título afirmando que Cristo “Assumiu a Natureza Humana Sem
Pecado”. Esse título é problemático, pois implica que essa era a idéia de Ellen White,
quando de fato ela foi bem enfática em declarar repetidamente que Cristo tomou a
“nossa natureza pecaminosa” e que “tomou sobre Si a natureza humana caída e
sofredora, degradada e contaminada pelo pecado” (p. 12, 13)
Ao que parece, alguns pontos de vista foram alterados; o antitrinitarianismo foi considerado
como um lapso dos pioneiros, ou seja “os princípios fundamentais que” sustentaram “a obra” naqueles
ditos “últimos cinqüenta anos”, foram “tidos na conta de erros”, estabelecendo-se “uma nova
organização.”. O fato de tirar alguns livros de circulação, mostra o cumprimento de que “escrever-seiam livros de ordem diferente”. (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 204)
Quanto a Froom vale ressaltar o que o Dr. George R. Knight em sua obra já mencionada,
quando fala de uma obra de Donald Grey Barnhouse, na revista Eternity, intitulado “São os adventistas
cristãos?”, diz:
Nesse artigo, com a manifesta aprovação de L. E. Froom e R. A Anderson (líderes da
Associação Ministerial da Associação Geral), Barnhouse rebaixou publicamente M.
L. Andreasen (notável teólogo adventista nas décadas de 1930 e 1940) e sua teologia
à condição de “facção lunática” do adventismo e deu a entender que Andreasen e
seus tipos eram “semelhantes” aos “desvairados irresponsáveis em todos os
segmentos do cristianismo fundamentalista.” (Em Busca de Identidade, p. 170)
Isso causou tão grande desconforto e crise entre os adventistas do sétimo dia. Esse não é o
espírito de Cristo manifestado, pois, não procede de Deus tal atitude, nem tal arrogância, pois além de
distorcer a história do adventismo do sétimo dia, provocou discórdias e turbulências terríveis. Mas isso
provavelmente se deu por causa do desvio da verdade que a igreja já tinha tomado. Pois, Deus, envia
“a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a
verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (II Tessalonicenses 2:11 e 12). “Deus despertará Seu
povo; se outros meios falharem, introduzir-se-ão entre eles heresias, as quais os hão de peneirar,
separando a palha do trigo.” (Testemunhos Seletos, vol II, p. 312).
George R. Knight diz mais:
Parece que Froom, Anderson e seus colegas não foram totalmente francos quando
deram a Martin e Barnhouse a opinião de que “a esmagadora maioria nunca defendeu
esses pontos de vista divergentes”. Ou conforme disse Barnhouse a respeito da
informação que os líderes adventistas haviam fornecido sobre a natureza humana de
Cristo: “A maior parte da denominação sempre defendeu [a natureza humana]
impecável, santa e perfeita, apesar de determinados escritores seus terem
ocasionalmente publicado pontos de vista contrários, completamente repudiados pela
igreja em geral”. É nesse contexto que Froom e seus colegas falam de “facção
lunática” e de “irresponsáveis” dentro do adventismo. A pesquisa histórica, contudo,
29
mostra que exatamente o oposto é que era a verdade a respeito da questão da natureza
humana de Cristo e até mesmo a respeito de crenças como a expiação completa e a
existência eterna de Cristo. (p. 171)
Froom e seus colegas, se não foram “totalmente francos”, podemos dizer que mentiram.
Falaram em nome da igreja quando na verdade não era essa a verdadeira posição defendida, mesmo
sobre a “existência eterna de Cristo”. Apesar de que quanto ao assunto sobre a Trindade, não houve
grandes “distúrbios” entre os adventistas, “porque talvez M. L. Andreasen, como principal crítico em
outras áreas, era um convicto trinitariano.” (A Trindade, p. 228).
Porém em reação ao livro Questions on Doctrine e à enxurrada de artigos publicados
de 1956 até princípios da década de 1960 na Ministry, apoiando alguns dos conceitos
da “nova” teologia apresentada no livro, Andreasen escreveu suas Letters to the
Churches (Cartas às igrejas). Da perspectiva de Andreasen, Questions on Doctrine
representava uma desleadade da liderança adventista para com os evangélicos e uma
traição do adventismo histórico. (Em Busca de Idenditade, p. 173)
Outro texto importante, é o que diz Knight (p. 174 e 175):
Os líderes adventistas tiveram oportunidade de ler antecipadamente o artigo de
Barnhouse, publicado na edição de setembro de 1956 da Eternity, no qual ele
afirmava que somente uns poucos adventistas da “facção lunática” havia previamente
defendido a crença na natureza humana pecaminosa de Cristo. Além disso, os
escritores de Questions on Doctrine foram parciais ao apresentar no apêndice do livro
evidências de Ellen White sobre o assunto. O caso em questão é que os títulos que
introduzem as citações de Ellen White nem sempre representam fielmente o material
proveniente de sua pena. Na página 650, por exemplo, lemos que Cristo “assumiu a
natureza humana impecável”. Ellen White não somente não disse isso, mas afirmou
exatamente o contrário: que Cristo “tomou sobre si nossa natureza pecaminosa” (RH,
15 dezembro de 1896, p. 789)
LeRoy E. Froom, juntamente com os demais líderes, tiveram a oportunidade de “ler
antecipadamente” o artigo que seria publicado, e mantiveram àquela posição contrária aos verdadeiros
ensinos e palavras tão grosseiras que certamente sabiam que causariam tamanho distúrbio dentro da
organização, alteraram citações de Ellen White, que serviriam de apêndices no livro Questions on
Doctrine, mostrando-se totalmente indignos da confiança dos adventistas do sétimo dia.
Finalmente mudaram o ponto sobre a personalidade de Cristo, sobre a expiação, e
conseqüentemente a doutrina do santuário. São afirmações e questões graves aqui levantadas, para
fazer qualquer um pensar muito bem sobre os líderes que temos nos fiado. Estes líderes apoiaram o
erro, certamente, estes não são enviados do Senhor.
Em 1947, de acordo ainda com George R. Knight (p. 184), outro incidente ocorreu,
concernente agora sobre questões levantadas quanto à Assembléia Geral de Mineápolis em 1888. Onde
L. H. Christian, um dos vice-presidentes da Associação Geral, em defesa do adventismo moderno,
escreveu:
Alguns perturbadores dos irmãos, denominando-se reformadores, têm tentado
demonstrar que a assembléia [da Associação Geral de 1888] foi uma derrota; a
verdade é que ela se destaca como uma vitória gloriosa. ...Em nenhum outro encontro
em toda a nossa história, comunicou o Senhor de maneira tão assinalada essa luz e
vitória a Seu povo. (Fruitage of Spiritual Gifts, p. 219)
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Que mais tarde em 1950 foi refutada por dois jovens missionários na África, Robert J. Wieland
e Donald K. Short, com o manuscrito 1888 Re-Examinado, obra já mencionada no primeiro tópico
deste material, da qual Knigth (p. 184) cita: “O adventismo do sétimo dia não havia feito progresso
coerente com o seu destino profético. O mundo ainda não foi realmente abalado pela tríplice
mensagem de Apocalipse 14”.
O autor ainda afirma que:
Os autores não publicaram o original do livro, mas o distribuíram a oficiais
escolhidos da Associação Geral na forma mimeografada. A liderança reuniu-se com
os jovens missionários, procurou mostrar que suas conclusões não eram válidas,
conjurou-os a manter silêncio sobre o assunto e os enviou de volta para a África. Seu
manuscrito, contudo, recusou-se a permanecer em silêncio. Publicado sem o
consentimento dos seus autores, o livro começou a impressionar certos adventistas
com seus argumentos. No fim da década de 1950, um exemplar caiu nas mãos de A.
L. Hudson, gráfico independente da cidade de Baker, no Oregon [...], começou a
fazer campanha para que as idéias no livro fossem aceitas. (p. 185)
Então, na obra acima citada, o autor menciona que, LeRoy E. Froon, na obra Movement of
Destiny (1971, p. 357, 358 e 364), “apelava para que os ‘carpidores’, que viviam lamentando o
fracasso denominacional, fizessem uma ‘confissão explícita’ e aceitassem a justificação pela fé, foi
ainda mais explosivo.” (p. 186)
Ou seja, novamente outra crise de grande proporção na organização causada por declarações
funestas de alguém, que muitos julgam possuir o espírito de Deus e estar apto a falar sobre a
Divindade – A vinda do Consolador. Isto, fez com que, de acordo com Knight (p. 186):
Wieland e Short quebrassem seu voto de silêncio de 22 anos sobre o assunto. A tática
de enfrentamento adotada por Froon instigou-os a escrever Na Explicit Confession ...
Due the Church (1972). Eles afirmaram que estavam corretos, que a denominação
estava errada e renovaram o apelo por um ‘arrependimento corporativo’ e
‘denominacional’ (pp. 1, 19, 38-46)
Os autores do livro 1888 Re-Examinado na página 16 de seu livro, citam as palavras de L. E.
Froom, que diz:
A acusação . . . de que o ensino de Justificação Pela Fé foi rejeitado em 1888 pela
denominação, ou pelo menos por sua liderança, é . . . refutada pelos participantes
pessoais da Assembléia, e é um pressuposto não comprovado e infundado. Isto
simplesmente não é historicamente verdadeiro. . . . "Alguns" irmãos de liderança
postaram-se no caminho da luz e bênção. Mas os . . . líderes como um grupo, nunca
rejeitaram a doutrina bíblica da Justificação pela Fé." (L. E. Froom, Movement of
Destiny [Movimento predestinado], p. 266; 1971).
Em contraposição a esta declaração, citam A. G. Daniells, que presente na reunião de
Mineápolis em 1888, escreveu:
Esta mensagem de justificação em Cristo... defrontou oposição de parte de homens
zelosos e bem-intencionados na causa de Deus! A mensagem [de 1888] nunca foi
recebida, nem proclamada, nem teve livre curso como deveria ter tido a fim de
transmitir à igreja as imensuráveis bênçãos que estavam nela inseridas... A divisão e
conflito que despertou entre os líderes devido à oposição à mensagem da justiça em
31
Cristo, produziu uma reação muito desfavorável. Os membros em geral estavam
confusos e não sabiam o que fazer . . .
Por detrás da oposição revela-se a insidiosa artimanha daquela mente mestra do
maligno. . . Quão terrível devem ser os resultados de qualquer vitória dele em
derrotá-la! (A. G. Daniells, Christ Our Righteousness [Cristo Justiça Nossa], pp. 47,
50, 53, 54; 1926 citado em 1888 Reexaminado, p. 17, 18)
Citam ainda uma carta de Jones a Holmes, que se encontra-se na página 18, que diz:
Não posso agora lembrar-me do nome de ninguém que aceitou a mensagem na
assembléia de 1888 abertamente [obviamente além de Ellen White]. Mas mais tarde
muitos disseram que foram grandemente ajudados por ela. Um homem de Battle
Creek disse naquela reunião após uma das reuniões do Dr. Waggoner: ' Agora
podemos dizer amém a tudo isto, se isto é tudo o que houve. Mas lá à distância há
ainda algo por vir. E isso deve nos conduzir àquilo. . . E se dissermos amém a isso,
teremos que dizer amém àquilo, e então somos apanhados". . . Não havia tal coisa, e
assim eles privaram seus corações daquilo que lhes havia dito ser a verdade; e por
combaterem o que somente imaginavam, prenderam-se à oposição ao que sabiam que
deveriam ter dito amém. (Carta a C. E. Holmes, 12 de maio de 1921).
Muitas citações sobre o assunto foram feitas no item sobre Mineápolis aqui já mencionado.
Froom e seus companheiros usaram de artifícios e enganos, articularam palavras de lisonjas para que o
povo de Deus não se arrependesse e se desviasse de seu verdadeiro caminho. E mais, auxiliou nas
grandes mudanças que ocorreram após a morte dos pioneiros e Ellen G. White. Short e Wieland
afirmam categoricamente que a grande apostasia da igreja hoje é fruto da não aceitação da mensagem
de 1888. Analisando tudo a fundo, não podemos negar isso, pois se tivéssemos aceito esta mensagem
na íntegra, já teriam se cumprido as profecias de Ellen G. White: “Vi também que se tivéssemos aceito
a mensagem deles teríamos estado no reino após dois anos daquela data, mas agora temos de retornar
ao deserto e ficar 40 anos." E.G.White, Escrito de Melbourne, Austrália, 09.05.1892” (1888 ReExaminado, p. 6).
Será que se tivéssemos aceito verdadeiramente a mensagem de justificação pela fé, como
afirmaram os contemporâneos de Froom, já não estaríamos na nova terra? Pois já passaram mais de 50
anos e ainda estamos peregrinando no mesmo deserto.
Que é isto que vemos? Grandes mudanças, novo molde, uma astuta cilada de Satanás, pois:
Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de
Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como
seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem
seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, pode influenciar as
multidões a seu bel-prazer. (O Grande Conflito, p. 601)
Do fundamentalismo para o modernismo, de pontos inquestionáveis, baseados na plataforma
eterna da verdade para ponto de teorias, doutrinas de homens, fundamentados em solo movediço. Hoje
“Na melhor das hipóteses, 1844” pode “ser explicado somente como fato da história, uma estação
intermediária na estrada do adventismo em direção à maturidade.” (Walton, Capítulo: Recebemos as
tristes novas). Exatamente o pensamento que dá a entender o livro Em Busca de Identidade.
32
4. O ÔMEGA DA APOSTASIA
Hoje nos vivemos no tempo que qualquer um pode denominar como o ômega da apostasia.
Nosso quadro atual mostra que perdemos completamente o senso do certo e do errado, e pior nem
conhecemos nossa história, nem sabemos quem somos e o motivo da existência desta denominação. Os
princípios fundamentais que regeram esta igreja enquanto estava em grande luz, foram abandonados. E
paulatinamente os adventistas do sétimo dia estão sendo doutrinados a cada dia da semana através do
que hoje se chama “alimento espiritual diário”, para ser mais exata “lições da escola sabatina”, a
rejeitar e abominar a mensagem adventista. E podemos afirmar que nossa identidade não é a mesma de
nossos prósperos pioneiros.
Ellen White disse:
Não vos enganeis; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e
doutrinas de demônios. Temos agora perante nós o alfa desse perigo. O ômega será
de natureza mais assustadora.
Necessitamos estudar as palavras que Cristo proferiu na oração que fez
imediatamente antes de Seu julgamento e crucifixão. "Jesus falou assim, e,
levantando Seus olhos ao Céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a Teu Filho,
para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti; assim como Lhe deste poder sobre
toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos Lhe deste. E a vida eterna é
esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem
enviaste. Eu glorifiquei-Te na Terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer. E
agora glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo
antes que o mundo existisse. Manifestei o Teu nome aos homens que do mundo Me
deste; eram Teus, e Tu Mos deste, e guardaram a Tua palavra." João 17:1-6.
(Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 197, 198)
Quem se importou com tais alertas? Quem somos nós para rejeitarmos tais palavras? Não
conhecemos mais a vida eterna que é “esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a
Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3) e sim uma unidade de três deuses co-eternos. E por essa
negligência, somos hoje, milhões de adventistas do sétimo dia, perdidos nas fileiras da “igreja
verdadeira” que fatalmente adotou a mentira em total detrimento da verdade, e por descuido, aceitamos
com toda a força de nosso ser tais inverdades por amar mais a igreja do que à Deus. “A doutrina de que
Deus confiara à igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a heresia, é um dos erros
papais mais profundamente arraigados.” (O Grande Conflito, p. 291).
Por que temos dito sem pestanejar que através das lições da escola sabatina estamos sendo
doutrinados a odiar os adventistas do sétimo dia? Porque há muito temos citações estranhas, de autores
ateus mesmo homossexuais, ou espíritas ou mesmo católicos romanos, em nossas lições, assim como
textos tanto da Bíblia como dos Testemunhos totalmente fora de contexto.
Percebe-se que nem os Testemunhos e nem a Bíblia são tidos como importantes fontes
confiáveis de pesquisa sobre assuntos eternos, tanto que a maioria dos adventistas nem sequer
conhecem a principal doutrina que deveria estar sendo pregada e vivida por eles: a doutrina do
santuário – a mensagem dos três anjos; a verdadeira forma de guardar o sábado; a família; e todas as
outras que a ela estão ligadas, inclusive a reforma de saúde, que hoje é tida como motivo de zombaria
33
por alguns de nossos líderes, assim como a mensagem do terceiro anjo por vezes é tida como sem
importância por alguns que abraçam a reforma de saúde e esquecem o porque dela.
Hoje temos afirmações absurdas, que nem passa pela cabeça dos que verdadeiramente amam a
Deus e têm Seu Filho como exemplo. Uma delas foi a lição intitulada “Maravilhoso Jesus”, das mais
repugnantes já estudadas, pelo fato de ter tratado o Mestre como um freqüentador de boate, e outras
observações bastante medíocres de Sua pessoa, que não há respaldo nem bíblico nem nos Testemunhos
de Ellen G. White, e nem mesmo entre os pioneiros adventistas, muito menos entre os de outras
denominações. Das duas uma, ou o autor, é ateu ou um desses “cristãos” relativistas humanistas que
nada têm do temor de Deus.
Analisando, percebemos um sistema gigantesco e premeditado ao pensar que estas lições estão
espalhadas pelo mundo todo. E como os adventistas em perigo estão sendo enganados e dormem
confiantes nos braços da santa amada igreja.
Temos nos envolvido com o romanismo e com o espiritismo, até músicas se não abertamente
satânicas como o rock em suas variações com o “gospel”, músicas espíritas são cantadas em nossos
cultos, ou seja, invocamos a demônios em nome de Jesus.
O esquema de pequenos grupos é outra maneira de propagar a doutrina espírita e romanista no
meio adventista, pois estamos fazendo a mesma coisa que eles no que concerne a obras de caridade
sem nenhuma preocupação com a lei e a graça de Deus, onde na verdade se desenvolve um tipo de
salvação pelas obras, em comunidades, destituídas do Espírito de Deus, isso também é panteísmo.
O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande
reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma
consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e
empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o
resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua sabedoria
concedeu à igreja remanescente. [...] Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do
que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o
qual, sem Deus, nada vale. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 204, 205)
Hoje todos os métodos são ensinados para persuadir pessoas para que aceitem a igreja
adventista, mas destituídas do verdadeiro espírito de Deus, os membros não são levados ao verdadeiro
estudo da palavra de Deus, mas são doutrinados a adotar formas e maneiras emocionantes de viver o
“cristianismo”; são levadas a um louvor carregado de sentimentalismo, e não a um louvor que exalte o
nome de Deus e traga impressões de verdadeira piedade.
Esta é a doutrina disseminada no programa dos pequenos grupos, “a virtude é melhor do que o
vício”, mas sem o poder transformador de Deus. É o que ensina os espíritas e os romanistas, fazer
obras de caridade, independente dos ensinos Bíblicos, confiando apenas que tais obras farão com que
seja bem recompensado por Deus e trará benefícios eternos sem o verdadeiro conhecimento requerido
para a salvação. Esquecendo que nosso Sumo-Sacerdote logo sairá do lugar Santíssimo, e sua obra
estará terminada.
Esta é nossa mensagem:
Estamos nos preparando para encontrar Aquele que, acompanhado por uma comitiva
de santos anjos, está prestes a aparecer nas nuvens do céu para dar ao fiel e justo o
toque final da imortalidade. Quando Ele vier não irá nos limpar de nossos pecados,
remover de nós os defeitos de caráter, ou curar-nos de nossas enfermidades de
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temperamento e disposição. Se esta obra for realizada por nós, será totalmente
completada antes daquele tempo. Quando o Senhor vier, aqueles que são santos,
serão santificados ainda. (Testimonies, Vol. 2, pág. 355, citado por Walton).
Porém, faz tempo que nos esquecemos que é tempo de preparação, e que a mensagem é
“prepara-te para te encontrares com teu Deus”, e o espiritismo está sendo sutilmente pregado entre nós.
Devemos estar atentos, pois:
Os que se opõem aos ensinos do espiritismo, enfrentam não somente aos homens,
mas também a Satanás e seus anjos. Entraram em luta contra os principados,
potestades e espíritos maus dos ares. Satanás não cederá uma polegada de terreno
sequer, a menos que seja rechaçado pelo poder dos mensageiros celestiais. O povo de
Deus deve ser capaz de enfrentar, como fez nosso Salvador, com as palavras: “Está
escrito.” Satanás pode citar a Escritura hoje, como o fez nos dias de Cristo,
pervertendo-lhe os ensinos para apoiar seus enganos. Os que quiserem estar em pé
neste tempo de perigo, devem compreender por si mesmos o testemunho das
Escrituras. (O Grande Conflito, p. 565)
O alerta tem sido dado há muito tempo, “pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o
espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito.” (Obra citada, p. 559,
600). “Satanás bem sabe que todos quantos ele pode levar a negligenciar a oração e o exame das
Escrituras, serão vencidos por seus ataques.” (p. 524). Há muito temos estado a receber alimento
espiritual mastigado, engolido e vomitado, não temos mais procurado descobrir por nós mesmos as
verdades tão claras da Palavra de Deus para saciar nossa fome e sede da justiça e do conhecimento de
Deus.
Quando analisamos que as lições são produzidas por pastores da organização, podemos dizer
que nem todos são ungidos do Senhor, pois certamente seus esboços e citações seriam bem diferentes,
e seus livros de leitura não seriam livros de ocultismo, nem espiritismo, nem catolicismo, nem
homossexualismo ou sensualismo, nem de auto-ajuda, mas sim, livros consagrados, mais propriamente
a Bíblia, e certamente haveria citações sem distorções dos Testemunhos, e o caráter de Deus não seria
tão mal representado.
Na lição “A Caminhada Cristã” de abr-jun de 2009, uma lição ecumênica, porque na Revista
Milite – Milícia da Imaculada, (abril, 2009, p. 37) diz que “o tema do ano catequético nacional” é
“Iniciação à vida cristã”, diz mais ainda, que: “2009 é um ano catequético, proposto pela Igreja para
todo o Brasil, com o tema ‘Catequese, caminho para o discipulado’.” (Adriana Dias, 2009). Por
coincidência, estes são os temas para a nossa igreja também neste ano, crescimento cristão,
discipulado, fora o tema família por famílias.
Outra forte coincidência encontra-se no tema “Esperança e Fé” da “Carta Encíclica Spe Salvi
do Sumo Pontífice Bento XVI aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, às pessoas consagradas, e a
todos os fiéis leigos sobre a esperança cristã”, datada de 30 de novembro de 2007, traz a seguinte
introdução:
“SPE SALVI facti sumus” – é na esperança que fomos salvos: diz São Paulo aos
Romanos e a nós também (Rm 8,24). A “redenção”, a salvação, segundo a fé cristã,
não é um simples dado de fato. A redenção é-nos oferecida no sentido que nos foi
dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso
tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a
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uma meta e se pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que
justifique a canseira do caminho. E imediatamente se levanta a questão: mas de que
género é uma tal esperança para poder justificar a afirmação segundo a qual a partir
dela, e simplesmente porque ela existe, nós fomos redimidos? E de que tipo de
certeza se trata?
Bela introdução, mas nossa fé se baseia unicamente numa esperança que nada exige de nossa
parte? Através da Bíblia a única encíclica que devemos acatar, diz que não. Se cremos que nossa igreja
nada tem com o ecumenismo, devemos nos lembrar certamente do “Impacto Esperança”, dos livros
“Esperança para Viver”, “Como viver com Esperança”, “Sinais de Esperança”, temas iniciados em
2008. Até mesmo a Caravana da Esperança, que vale ressaltar não é algo inerente somente aos
adventistas, mas a muitas outras igrejas que estão empenhadas nesta união de fé, neste ano de 2009.
Fora os livros e outros temas que ultimamente estão sendo voltados ao assunto da esperança,
uma falsa “esperança” para este mundo melhor, sem o verdadeiro cristianismo, destituído da
verdadeira piedade, e do principal: preparação para a volta de nosso Salvador. Isso é assustador. Tanta
coincidência torna-se evidência.
Na mesma lição mencionada, lição 1 (domingo, 29 de março), traz a citação de C. S. Lewis
(1960), na obra Os Quatro Amores, onde diz:
O famoso escritor britânico C. S. Lewis usa as expressões ‘amor dom’ e ‘amor
necessidade’ para diferenciar entre o amor de Deus e as formas de amor humano.[...]
‘Precisamos começar com o verdadeiro começo, com o amor como a energia divina.
Esse amor primitivo é o amor-dom...’.
Sem comentar a citação, apenas mostrar o que encontramos sobre C. S. Lewis:
Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898
– Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou
pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que
desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o
autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia. (Wikipédia)
Um comentarista diz “Contudo, pouco importa qual é o seu credo, CS Lewis consegue
traspassar qualquer separação religiosa fazendo com que mesmo ateus leiam e o admirem.” (Oliver,
2008). Claro que não podemos deixar de falar sobre o fato de que:
Lewis tem sido chamado o porta-voz não oficial do cristianismo, que ele soube
divulgar de forma magistral, através de seus livros e palestras, onde ele apresenta sua
crença na verdade literal das Escrituras Sagradas, sobre o Filho de Deus, sua vida,
morte e ressurreição. Tornou-se popular durante a segunda guerra mundial, por suas
palestras transmitidas pelo rádio e por seus escritos, sendo chamado de apóstolo dos
ascéticos, especialmente nos Estados Unidos. (Wikipédia)
Mas isto num tempo de guerra, num país que pouco importa as sagradas escrituras, ainda que
pareça ser verdadeiro cristianismo, suas palestras eram mais baseadas em raciocínio humano do que na
leitura simples e clara das escrituras, era uma mistificação do cristianismo para fazer descansar as
almas abaladas por causa da guerra em belas palavras, mas não cheias de verdades. Fica ainda outra
questão no ar, seria porventura tal autor aconselhado, sendo que suas obras mais conhecidas são de
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cunho ocultista? Collins (2006) que tece alguns comentários sobre o perigo de ter as obras deste autor
de forma tão apreciada pelos cristãos, apresenta o seguinte:
Em sua autobiografia (Surprised by Joy), Lewis conta como, aos 13 anos, ele
abandonou sua fé anglicana devido à influência de uma supervisora na escola que
estava envolvida com 'teosofia, rosa-cruz, espiritismo, e toda a tradição ocultista
anglo-americana". E Lewis desenvolveu um "desejo forte" pelo ocultismo que
permaneceu com ele mesmo após retornar para o anglicanismo. Ele disse:
"E isso iniciou em mim algo com o que, desde então, de tempos em tempos, tenho
tido muita dificuldade - o desejo pelo preternatural, ou simplesmente, a paixão pelo
ocultismo. Nem todos têm essa doença; aqueles que a têm saberão o que quero dizer.
Eu uma vez tentei descrevê-la em um livro. É uma lascívia espiritual; e, como a
lascívia carnal, tem o poder de tornar tudo o mais no mundo parecer desinteressante
enquanto ela dura." [Surprised by Joy, Harcourt Brace, 1955, pg 58-60]
A autora diz ainda que:
Após a morte de Joy, Lewis escreveu A Grief Observed, um livro que descreve seus
pensamentos e lutas emocionais em decorrência da morte de sua mulher. A obscura
visão teosófica acerca de Deus aparece nesse livro, como mostrado nas seguintes
citações: "Supor que a verdade seja 'Deus sempre faz vivissecção'? [C. S. Lewis, A
Grief Observed, Bantam Books, The Seabury Press, 1963, pg 33]; 'É racional crer em
um Deus mau? Em um Deus tão mau assim? O Sadista Cósmico, o Imbecil Odioso?
[A Grief Observed, pg 35]”
A teologia de Lewis parece estar baseada principalmente no raciocínio humano
(incluindo a Teoria da Evolução e a Psicologia Freudiana). Algumas pessoas o
chamam de "humanista cristão".
Sem alongar mais sobre o assunto, fica uma pergunta, estão nossos líderes capacitados para
encaminhar a igreja para a verdade ou cambaleantes levam todos ao erro? O que diz o Senhor? “O meu
povo foi destruído por falta de conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te
rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus,
também eu me esquecerei de teus filhos.” (Oséias 4:6)
Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que lhes darei a
comer alosna, e lhes farei beber águas de fel; porque dos profetas de Jerusalém saiu a
contaminação sobre toda a terra.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que
entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da
boca do Senhor. (Jeremias 23:15 e 16)
Mas é necessário salientar que os adolescentes, juvenis, nossas crianças estão sendo ensinadas
nestes conceitos errôneos. Na lição de Adolescentes, 3º trimestre 2009, logo no início temos uma
citação bastante espiritualista, uma coisa de predestinação, tudo foi programado, você é o centro das
atenções, onde o “EU” é o centro de tudo. Onde está Deus? Isso é assustador, isto é panteísmo e
espiritismo ao mesmo tempo.
As pessoas pagãs adoram o deus que está na natureza, por isso, adoram a criatura ao invés do
criador, dizendo, deus é tudo que você vê, deus está em você. Isso é panteísmo, onde a criatura está
acima do criador. Se deus está dentro de você, assim sendo, você tem uma parte de deus, portanto você
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também é deus e tudo pode, dizendo que a solução está dentro de você, onde o ser humano tem sido
honrado acima de Deus. Ocultismo, panteísmo, isso é paganização do cristianismo.
Falando em paganismo, temos em nossos impressos imagens que estão relacionadas
diretamente a adoração ao sol, e na lição da Escola Sabatina, do 3º trimestre 2009, adultos,
coincidentemente aparece um símbolo pagão de adoração ao sol e a lua.
Como segue as imagens:

Símbolo de adoração ao sol e a lua
Imagens com os círculos que representam a adoração
pagã, estão em todos os tópicos da Lição.

Curiosidade:
No dia 21 de junho às 03h46m (madrugada) teremos o Solstício
de Inverno no Hemisfério Sul e o Solstício de Verão para o
Hemisfério Norte.
Há muito tempo observadas como épocas importantes para se
harmonizar com as energias do ciclo solar, os solstícios e
equinócios são agora reconhecidos como ocasiões importantes
para uma ligação para a meditação, para a ascensão nossa e do
nosso mundo. [...] O Solstício marca a necessidade de encontrar
segurança interna através de nossa conexão com o Espírito, o EU
Saudação e adoração ao sol
INTERNO, e assim nossa resposta a outras pessoas e coisas vem
do coração em vez de vir de um ego inseguro. A Lua, que rege o
signo de Câncer, entrará em conjunção com Urano em Aquário, Indicando uma
necessidade de despertar para esta conexão Divina. (Rita Barreto:
http://somostodosum.ig.com.br)
Na lição da Escola Sabatina, 3º Trimestre, 2009, em cada semana é apresentado o símbolo de
adoração ao sol e a lua, que por coincidência data do início do período do solstício de inverno no
Hemisfério Sul e o solstício de verão para o Hemisfério Norte. A saudação ao sol, é marca registrada
do departamento dos jovens, está também em livros e outros impressos. Símbolos pagãos, feitiçaria
Wicca! A que ponto chegamos!
Os que deviam ter sido líderes espirituais entre o povo, ‘os anciãos da casa de Israel’,
setenta homens, foram vistos oferecendo incenso perante as representações idólatras
que tinham sido introduzidas nas câmaras secretas dentro dos recintos sagrados do
átrio do templo. ‘O Senhor não nos vê’, lisonjeavam-se os homens de Judá ao se
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entregarem a práticas pagãs: ‘o Senhor abandonou a terra’ (Ezeq. 8:11 e 12),
declaravam em blasfêmia.
Havia ainda ‘maiores abominações’ para que o profeta contemplasse. À entrada da
porta que levava do pátio exterior para o interior foram-lhe mostradas ‘mulheres
assentadas chorando por Tamuz’; e dentro, no ‘átrio interior da casa do Senhor... à
entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens,
de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o Oriente... adoravam o Sol,
virados para o Oriente’. Ezeq. 8:13-16. (Profetas e Reis, p. 448, 449)
Maiores abominações ainda verás. Ao ler o livro Operação Ômega de Walton, um trecho que
diz:
"Onde está deus?" Kellogg perguntou.
"Ele está no céu", Spicer replicou. "Lá a Bíblia descreve o trono de Deus, e todos
seres celestiais sob Seu comando".
Kellogg, com 50 anos de idade e treze anos mais velho que Spicer, num gesto
estendeu o braço em direção ao gramado, declarando que Deus estava na grama, nas
árvores, nas plantas, em tudo ao redor deles.
"Onde está o céu?" perguntou ele.
"No centro do universo", Spicer replicou "onde é isso ninguém pode dizer".
"O céu está onde Deus está, e Deus está em todo lugar", pelo que retrucou.
Spicer deixou a entrevista aturdido, compreendendo que avistara de relance a
pontinha de algo maior do que qualquer um havia imaginado - algo que podia abalar
a igreja. "Não havia lugar neste esquema de coisas para anjos irem entre o céu e a
terra. ... A purificação do santuário... Não era alguma coisa num céu distante". "O
santuário a ser purificado" era o coração. - veja Ellen G. White Estate Document File
15c, W. A. Spicer, "How Spirit of Profecy Met a Crisis", pág. 21.
Lembramos da música do quarteto Arautos do Rei, que tem exatamente esta letra “o céu é Jesus
e onde Ele estiver o céu será ali.” Foi o que disse o Dr. Kellog “O céu está onde Deus está, e Deus está
em todo lugar”, fora algumas músicas mesmo do hinário com essa ideologia, “o melhor lugar do
mundo” e outras tão apreciadas e cantadas por todos. Como somos distraídos e nem percebemos que
tiramos O Pai e o Filho do Santuário, que criamos outro deus para ser adorado, e reduzimos o santuário
ao corpo humano!
Livros de auto-ajuda, psicanálise, espiritualismo e espiritismo estão adentrando a cristandade
como referências, enquanto a Bíblia é deixada de lado, e suas advertências tornada em nada,
exatamente num momento em que se veem os poderes do céu sendo abalados, onde terremotos,
maremotos, tsunamis, furacões, vendavais, o sol aumentado seu calor e outros sinais, dizem que o fim
está próximo, e ainda ouvimos de nossos púlpitos pastores falando que ainda não é o fim.
Estamos cegos, iludidos, encantados com essa teologia “intelectual” e imfame que tomou conta
do mundo cristão. O texto que está em Romanos 2:24, cabe agora, pois: “O nome de Deus é
basfemado entre os gentios por causa de vós”, adventistas do sétimo dia.
A atual organização que se chama pelo nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia, não é a Igreja
que Deus estabeleceu, pois a que foi estabelecida por Deus consiste de pessoas que guardam os seus
mandamentos e têm o testemunho de Jesus Cristo, não é uma organização estabelecida por leis civis,
mas estabelecida por leis divinas; não uma igreja de confusão, nem desunião; mas onde o espírito de
Cristo é sentido entre eles e o amor do Pai está estabelecido no coração de cada um.
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A verdadeira Igreja Adventista do Sétimo Dia não possui riquezas, nem orgulho, nem
ostentação, nem falsas doutrinas; a verdadeira Igreja é pura, são os fiéis da Terra, são as pessoas que
amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, que não se alegram com a
maldade, e em seu coração estão em constante adoração a Deus o Pai e a Seu Filho, nosso Senhor
Jesus Cristo. São aqueles que desejam que a salvação seja proclamada a todos, e que a mesma consiste
em renunciar o mundo e seus prazeres. A verdadeira Igreja de Deus não se alia com os poderes das
trevas.
“Satanás está determinado a que os homens não vejam o amor de Deus, que O levou a dar Seu
Filho unigênito para salvar a raça perdida; pois é a bondade de Deus que leva os homens ao
arrependimento.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 156 ). É exatamente isto que consiste toda esta
apostasia, o amor de Deus não constrange mais nenhum coração a ir ter com Ele, pois nem
conhecemos mais a Deus.
Portanto: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído.
Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao Senhor; dizei-lhe: Expulsa toda a iniquidade, e recebe o
bem; e daremos como bezerros os sacrifícios dos nossos lábios.” (Oséias 14:1 e 2)
O Dr. Knight diz no livro Em Busca de Identidade que: "A maioria dos fundadores do
adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as '27 Crenças
Fundamentais' da denominação." (p. 16). Continuando o autor afirma:
Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da
doutrina da trindade ... a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria
dificuldade em aceitar a crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a
divindade de Jesus ... a maioria dos líderes adventistas também não endossaria a
crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo." (p. 16 e
17)
Agora cabe aqui o texto da imã White que diz:
Permita os pioneiros identificarem a verdade. - Quando o poder de Deus testifica
o que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como verdade. Não
depois de suposições, contrárias a luz que Deus tem dado para ser recebida. Surgirão
homens com interpretações das Escrituras que para eles é a verdade, mas não é a
verdade. A verdade para esse tempo Deus tem dado como um fundamento para a
nossa fé. Ele Mesmo nos falou a verdade. Um após outro vai aparecer com uma nova
luz que contradiz a luz que Deus tem dado pelo seu Santo Espírito. (Ellen White,
1905, Counsels to Writes and Edictores, pages 31, 32)
Quando o homem vier para mudar um alfinete do fundamento que Deus estabeleceu
por seu Espírito Santo, permita que os homens de idade que foram os pioneiros no
nosso trabalho falem claramente, e permita aqueles que estão mortos também
falem, re-imprimindo os seus artigos em nossas revistas. Focalize os raios da
divina luz que Deus tem dado, como Ele tem guiado seu povo passo a passo no
caminho da verdade. Essa verdade prevalecerá no teste do tempo e da experiência.
MS 62, 1905.
Se eles não fariam parte de nossa atual organização, então há algo de errado conosco ou com
eles. Se o que eles escreveram deveria ser reimpresso, e se re-imprimindo faria com que a atual
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organização fosse exposta como uma mentira, estamos em maus lençóis, ou a irmã White não estava
muito certa no que disse. Séria questão que deveria ser levada em conta.
Essas pessoas perversas colocam os Testemunhos em consonância com tantos erros, que chega
num dado momento que começamos a duvidar que sejam verdadeiros, por causa das contradições dos
textos totalmente fora de contexto que atual organização vem fazendo. E acabam por fazer o mesmo
com a própria Bíblia, tornando-a duvidosa. Esses homens têm uma grande conta a prestar com Deus.
Hoje, vivemos em tempo de união, tempo ecumênico, e sobre isso, lemos:
Já nas primeiras linhas o Decreto Unitatis redintegratio define o ecumenismo como
“movimento da unidade” e diz que “dele participam os que invocam o Deus Trino e
confessam a Jesus como Senhor e Salvador”. A “invocação” da Trindade, aqui
citada, remonta ao “patrimônio comum” a todas as “comunhões” cristãs.
A fé na Trindade, que todos nós cristãos confessamos segundo as Escrituras, é um
dos alicerces da Igreja Una. Na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que
juntos (co)operam para a salvação universal, se encontra a arché (princípio) donde se
desenvolve e manifesta o mistério da Igreja: sua natureza e sacramentalidade, seu
significado e realização, se vinculam frontalmente à koinonia trinitária.
(MAÇANEIRO, 2008)
O que temos? Outro concílio ecumênico, onde o ponto para o entendimento inicial é a trindade.
Pergunto, por que devemos acatar como verdade, doutrinas que quando comparadas às Sagradas
Escrituras, que deveria ser nossa única norma de fé e vida, tornam-se contestáveis? O que está
acontecendo? Temos nos prostituído. Infiéis a nossa mensagem, fizemos concerto com o mundo.
A doutrina da Trindade, não faz parte da mensagem do primeiro anjo, nem do segundo e muito
menos do terceiro anjo, pelo contrário faz com que a doutrina do Santuário se torne bastante confusa, e
nula. Essa doutrina misteriosa ataca e destrói a doutrina do Santuário, e é por isso que não
conseguimos mais compreender a verdadeira doutrina de justificação pela fé, nós a abandonamos.
Todos que dizem não aceitar o ecumenismo e têm como verdade uma doutrina com muitos
aspectos que não podem ser provados pela Palavra de Deus escrita, vinda dos primeiros concílios
ecumênicos, já faz parte dele, ainda mais que a doutrina da Trindade é ponto importante para a atual
conjuntura ecumênica. “A igreja precisa lembrar-se constantemente de que qualquer coisa não
ensinada claramente pela Bíblia não pode se tornar uma doutrina.” (George R. Knight, p. 211)
Pior que dizem ter uma doutrina da Trindade diferente da doutrina católica, usando argumentos
bastante semelhantes, mas no final, chegam as mesmas conclusões ou até piores, e dizem que aqueles
que foram perseguidos tinha uma idéia equivocada sobre o assunto. Com isso dando aval para as
injustas punições daquele período. Só podemos estar embriagados.
No livro A Trindade (2006, p. 200 e 201), falando sobre a Inquisição e a guerra contra a
Trindade, diz:
Aquilo que os eruditos identificaram como “guerra contra a Trindade” começou com
Miguel Serveto (1511-1553) (Pelikan, vol. 4, p. 323). Serveto um espanhol, sentiu-se
chocado e entristecido pelo brutal tratamento – confisco de propriedades e banimento
ou mesmo a morte na fogueira – sofrido por seus compatriotas judeus e mulçumanos
por rejeitarem a Trindade. Eles não eram pagãos. Mas viam a doutrina da Trindade
como crença em três deuses, e consequentemente como a negação da fé que tinham
num Deus único (Baiton, p. 14-16).
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A trajetória de reforma que finalmente conduzira Serveto à morte na estaca, em
Genebra, começou quando ele pesquisou nas Escrituras a palavra “Trindade”, e não
conseguiu encontrá-la. Tampouco conseguiu descobrir qualquer referência a “uma
mesma substância” ou a “três pessoas”. Encontrou, sim, o Pai, o Filho e o Espírito
Santo, mas nunca sendo chamados de “três em um”. Escandalizou-se, pois, de que
judeus ou mouros viessem a ser exilados ou queimados vivos em virtude de um
dogma que nem mesmo se encontrava nas Escrituras (ibid., p. 15, 16 e 106).
Serveto, ficou escandalizado por descobrir que na Bíblia não se prova a “Trindade”, e que
haviam pessoas sendo tidas como hereges e sofrendo punições severas por discordarem dessa doutrina,
só essa história devia nos fazer estudar sobre este assunto. Vivemos no moderno período negro da
humanidade, a História se repete, a igreja se une ao Estado, e impõe seus dogmas, os que não
concordam com eles são excluídos, convidados a se retirarem do meio desse povo que diz ter a Bíblia
somente como base para suas doutrinas. É bom lembrar que:
A doutrina de que Deus confiara à igreja o direito de reger a consciência e de definir
e punir a heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados. Conquanto
os reformadores rejeitassem o credo de Roma, não estavam inteiramente livres de seu
espírito de intolerância. (O Grande Conflito, p. 291)
Logo se verá um conflito maior do que esses de estranhos “debates” e exclusões dentro das
denominações que se chamam cristãs, e assim como da primeira vez foi com esse dogma que tudo
começou, não está sendo diferente agora. E muito em breve o domingo será pregado como o
verdadeiro dia de guarda até mesmo entre os guardadores do sábado. Qualquer dúvida, é só olhar para
a História. A partir do momento que a Palavra de Deus perde sua importância, os homens se acham no
direito de mudar suas leis. O Grande Criador é esquecido e o caos é estabelecido.
O que nos deixa ainda mais estarrecidos nisto tudo, é saber que uma doutrina que pode ser
derrubada facilmente é tida como verdadeira e que aquele que não a aceita deve retirar-se do meio da
congregação. Esta denominação tem em sua história mais de cinqüenta anos embasada no que eles
chamam hoje de heresia, absurdo isto, diz possuir a verdade, mas seus fundadores que lutaram tanto
para fundar e manter os primórdios da igreja adventista, certamente seriam postos para fora. Homens
de fé, labuta e abnegação.
Os que serviram ao Mestre quando a obra era árdua, os que suportaram pobreza e
permaneceram fiéis no amor da verdade quando nossos membros eram pouco
numerosos, devem sempre ser honrados e respeitados. Que os que vieram para a
verdade em anos posteriores levem a sério essas palavras. Deus deseja que todos
considerem este conselho. Carta 47, 1902.
...
Uns poucos dos velhos porta-estandartes vivem ainda. Estou intensamente desejosa
de que nossos irmãos e irmãs respeitem e honrem esses pioneiros. Apresentamo-los
perante vós como homens que sabem o que são provações. Sou instruída a dizer:
Respeite todo crente os homens que desempenharam parte importante nos primeiros
dias da mensagem, e que suportaram provas e dificuldades e muitas privações. Esses
homens encaneceram no serviço. Não demorará, hão de receber sua recompensa.
(Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 226, 227)
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A causa de Deus estava tão perto do coração dos pioneiros desta mensagem, que
raras vezes tomavam uma refeição num hotel, não obstante custasse apenas vinte e
cinco centavos cada uma. (Obreiros Evangélicos, p. 99)
Hoje, por nossa ingratidão, somos a maior vergonha diante do mundo. Não somos diferentes
dos judeus, que construíam túmulos em honra aos profetas mortos, enquanto intentavam matar a
Cristo. Não somos diferentes da igreja apostólica romana, pois ao mesmo tempo, que se engrandece
dizendo ser a verdadeira igreja, tendo recebido instruções direta dos apóstolos, negaram a leitura da
Bíblia por séculos. Somos hoje os novos perseguidores, os novos inquisidores da nova idade negra.
Ellen G White argumenta:
Se quisermos compreender a decidia crueldade de Satanás, manifestada no transcurso
dos séculos, não entre os que jamais ouviram algo acerca de Deus, mas no próprio
coração da cristandade e através da mesma em toda a sua extensão, temos apenas de
olhar para a história do romanismo. (O Grande Conflito, p. 575)
Nos esquecemos dessa história, das crueldades cometidas por esse poder. Não olhamos mais
para essa organização como anti-cristã, pelo contrário, temos sido doutrinados a detestar e aborrecer a
mensagem adventista. Percebe-se que os adventistas são “ensinados” a desprezar qualquer
“dissidente”, que consiga provar que a verdade foi esquecida, e àqueles que possuem alguma outra
verdade esquecida, tidos como “hereges”, enquanto pregações são feitas em defesa do catolicismo
romano em nossos púlpitos.
Perdemos a noção do perigo, perdemos a noção de quem é o anti-cristo. A ponto de se ler em
alguns periódicos, manchetes como esta: “La Iglesia Adventista del Séptimo Día repudió a la
congregación ‘Rosa de Sharon’, instalada en Chiriquí, por haber publicado unos folletos denominados
‘La Ultima Advertencia’, en los que supuestamente ataca a la Iglesia católica y al papa Juan Pablo II.”
(Castrellon, 2003), ou seja, a Igreja Adventista do Sétimo Dia repudiou a congregação ‘Rosa de
Saron’, por publicar folhetos que supostamente ataca a Igreja Católica e o Papa João Paulo II. A igreja
são os membros, e pergunto, são os membros submissos ao catolicismo?
E o Papa Bento XVI, se manifesta em defesa do romanismo, afirmando estar sendo injustiçado
por hostilidade não merecida:
O Papa Bento XVI denunciou nesta quarta-feira, durante a tradicional audiência geral
no Vaticano, as hostilidades de que padece a Igreja nos dias de hoje. “É
desconcertante e é preciso refletir sobre nossa perturbação ante as graves
dificuldades, incompreensões e hostilidades que a Igreja sofre em vários lugares do
mundo. São sofrimentos que a Igreja não merece, assim como Jesus não mereceu o
suplício”, afirmou o Papa (Correio Web, 2006)
Comparar sua situação com os suplícios de Jesus, chega a soar como uma blasfêmia. O que está
acontecendo? Um período Negro da História que compreendeu mais de mil anos pode ser esquecido e
ignorado? Só podemos estar vivendo outro período negro da História humana, a moderna Idade Negra.
Ellen G. White argumenta:
Os defensores do papado asseveram que a igreja foi caluniada; e o mundo protestante
inclina-se a aceitar esta declaração. Muitos insistem em que é injusto julgar a igreja
de hoje pelas abominações e absurdos que assinalaram seu domínio durante os
séculos de ignorância e trevas. Desculpam sua horrível crueldade como sendo o
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resultado da barbárie dos tempos, e alegam que a influência da civilização moderna
lhe mudou os sentimentos. (O Grande Conflito, 569)
Mas o romanismo, como sistema não se acha hoje em harmonia com o evangelho de
Cristo mais do que em qualquer época passada de sua história. As igrejas protestantes
estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos. [...] Os
protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o; têm usado de
transigência e feito concessões que os próprios romanistas se surpreendem. Os
homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, e aos perigos que se
devem recear com a sua supremacia. (p. 571)
“As igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos
tempos.” (p. 571) Igrejas protestantes, inclusive a atual organização Adventista do Sétimo Dia, pois
tem sido muito comum ouvir nossos pregadores defenderem veementemente esta instituição romanista.
Estamos em grandes trevas.
No livro citado acima lemos:
A igreja papal nunca abandonará a sua pretensão à infalibilidade. Tudo que tem feito
em perseguição dos que lhe rejeitam os dogmas, considera ela estar direito; e não
repetirá os mesmos atos se a oportunidade se lhe apresentasse? Removam-se as
restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio
anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição. (p. 570)
Isso foi escrito há mais cem anos atrás e hoje lemos:
O papa Bento XVI reiterou nesta terça-feira, em novo documento oficial, a doutrina
de que só a Igreja Católica é a igreja de Cristo.
No documento da Congregação para a Doutrina da Fé, a Igreja Protestante não é
considerada igreja, mas comunidade. Segundo o texto assinado pelo cardeal William
Levada, a Igreja Ortodoxa pertence a uma categoria de igreja especial, mas também
não pode ser reconhecida plenamente como igreja porque não aceita o primado do
papa de Roma.O documento afirma que Cristo criou na Terra uma única igreja, que
se identifica inteiramente apenas com a Igreja Católica. O documento, na visão do
Vaticano, seria uma forma de conter os possíveis abusos de interpretação pósconcílio Vaticano II. A afirmação do frei Leonardo Boff, feita em 85, de que a igreja
de Cristo possa subsistir plenamente também em outras igrejas cristãs, é definida
como inaceitável pelo documento. (UNB-IASD, 2007)
Continua com sua pretensão de infalibilidade. E em defesa de sua “honra”, justificando seus
atos. No site Católico Apostólico Romano, Página Oriente, no texto intitulado A Santa Inquisição,
encontramos:
Se por um lado a história registra excessos e atrocidades, muitas mentiras também
foram levantadas com o único objetivo de caluniar a Igreja Católica. Foram
períodos duros para a Igreja, que teve de agir com veemência diante do surgimento
de heresias que ameaçavam destruir os princípios básicos da Sã Doutrina.
A igreja “teve de agir com veemência”, com atrocidades, justificando seus erros, como faz a
IASD hoje, para manter seu nome limpo diante de tanta sujeira, usa de artifícios e enganos.
Ao analisarmos mais de perto o rumo da organização adventista do sétimo dia, vemos que ela
tomou exatamente o mesmo caminho, aceitando a princípio teorias estranhas, aliando-se ao mundo, e
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começa a tomar uma postura de perseguição aos que não aceitam alguma teoria sem respaldo bíblico, e
também anda defendendo o romanismo.
Nenhuma mudança deverá efetuar-se nos traços gerais de nossa obra. Deve
permanecer clara e distinta como foi criada pela profecia. Não nos compete entrar em
aliança com o mundo, supondo com isto poder levar a melhor. Se alguém cruzar o
caminho a fim de embaraçar o passo à obra nas linhas que Deus lhe traçou, incorrerá
no desagrado divino. Nenhum traço da verdade que tornou o povo adventista do
sétimo dia o que ele é, deve ser apagado. Temos antigos marcos da verdade, da
experiência e do dever, e cumpre-nos defender firmemente nossos princípios em face
do mundo. (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 371)
Não ouvimos as advertências. Mas não paramos por aí, abominações maiores veremos. No que
concerne ao culto de imagens estamos pelo mesmo caminho. No livro O grande Conflito, diz:
O culto das imagens e relíquias, a invocação dos santos e a exaltação do papa são
ardis de Satanás para desviar de Deus e de Seu Filho a mente do povo. Para efetuar
sua ruína, esforça-se por arredar a atenção dAquele que por meio de quem
unicamente podem encontrar salvação. (p. 574).
Como ocorreu esse culto das imagens e relíquias? No livro citado (p. 685, 686) há referência de
J. Medam, que diz:
Imagens e quadros foram a princípio introduzidos nas igrejas, não para serem
adorados, mas antes em lugar dos livros, a fim de darem instrução àqueles que não
sabiam ler, ou excitar devoção no espírito de outros. Até que ponto corresponderam a
tal propósito, é duvidoso; mas, concedendo, embora, que este fosse o caso por algum
tempo, logo deixou de ser assim, e notou-se que os quadros e imagens obscureciam a
mente dos ignorantes em vez de a esclarecer, degradavam a devoção do adorador em
lugar de a exaltar. Assim é que, por mais que tivessem sido destinadas a dirigir a
mente dos homens a Deus, acabaram por desviá-la dEle para o culto das coisas
criadas. (The Seventh General Council, the Second of Nicea, Introdução, p. III-VI)
Com isso, “foi gradualmente introduzida no culto cristão a adoração das imagens e relíquias.”
(p. 49). Pergunto, não é o que vemos hoje? Imagens, artes esculpidas, algumas chegam a ser bem
sugestivas, lembrando muito os santos da igreja católica romana. Hoje a arte de qualquer gênero é tão
bem aceita em nosso meio, que até mesmo teatro e televisão já chegam a ser um futuro promissor para
qualquer adventista que deseja entrar no mundo artístico. Segue algumas imagens adventistas.

Esculturas de Victor Issa, encomendado pela Associação Geral dos
Adventistas do Sétimo Dia, apresentada na assembléia da Associação Geral
de Toronto no ano 2000. Expostas na sede mundial da Igreja Adventista do
Sétimo Dia em Silver Spring, Maryland.

Esta imagem foi distribuída em todas as igrejas do MS.
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Uma notícia que vem percorrendo o mundo é a romaria e idolatria da Bíblia-relíquia adventista:
O projeto Siga a Bíblia chegou ao Brasil, na cidade de Manaus, segunda-feira, 28
de setembro. O projeto consiste em uma Bíblia de cerca de 50 centímetros de altura,
escrita em 66 idiomas, que viaja o mundo inteiro. O principal objetivo é difundir a
leitura da Bíblia. No Brasil, ela já passou por Manaus, Belém, São Luís e Feira de
Santana. Hoje, 2 de outubro, a Bíblia vai chegar a Salvador e será levada para o
ginásio de esportes da maior escola adventista da cidade, o IANE. Amanhã, a cidade
de Caruaru, em Pernambuco, é que recebe a Bíblia. Quem quiser acompanhar a
programação deve levar um quilo de alimento não-perecível ao campo do Central
Futebol Clube, para ser doado ao projeto de natal, que atende familias carentes. Em
todo o Nordeste são esperados cerca de 10 mil pessoas em cada cidade por onde
passar a Bíblia. (http://www.novotempo.org.br/radio/)
Absurdo, idolatram o que acham ser sagrado, mas quem vai ler tal Bíblia? É só mais uma
abominação entre os adventistas do sétimo dia. Em nada difere do catolicismo e suas romarias e
procissões.
Ellen G. White argumenta:
A religião tornou-se o entretenimento dos incrédulos e céticos, porque tantos que são
portadores de seu nome lhes desconhecem os princípios. O poder da piedade quase
desapareceu de muitas igrejas. Piqueniques, representações teatrais nas igrejas,
quermeses, casas elegantes, ostentação pessoal, desviaram de Deus os pensamentos.
Terras e bens, e ocupações mundanas absorvem a mente, e as coisas de interesse
eterno mal recebem atenção passageira. (O Grande Conflito, p. 465)
Esta é uma perfeita descrição de nós adventistas do sétimo dia, temos até companhias de teatro,
balé, musicais, piqueniques, acampamentos de puro lazer com toda espécie de divertimento de acordo
com a criatividade de seus promotores, festas juninas, até cerveja “sem” álcool, e outras imitações
adventistas que chega a ser vergonhoso. Imitamos o mundo de tal forma que em nada diferimos dele, a
não ser por profissão de fé.
Fora as graves e assustadoras denúncias de corrupção, escândalos, e até assassinato envolvendo
presidentes de associações, como nos casos: do apoio da igreja na Alemanha ao Nazismo:
Na Alemanha, os adventistas apoiaram a política externa nazista e, finalmente, a
guerra. A possível falta de acesso a informação confiável e, como resultado, um
conceito errôneo da verdadeira situação, levou-lhes a acreditar que o Führer era “um
homem de paz”. Quando a Áustria foi incorporada ao Reich, os adventistas alemães
“compartilharam a felicidade da volta dos austríacos de volta à mãe pátria”.
Acreditavam que com a ajuda de Deus e “através da assistência divina ao nosso
capaz Führer, Adolf Hitler se tornou o libertador da Áustria.” Mesmo depois da
liquidação da Checoslováquia em 16 de março de 1939, os Adventistas ainda não
fizeram objeção. E até para esse ato de crueldade e opressão, encontraram alguma
justificação. (Plantak, 1998)
E do envolvimento do presidente da Associação em Ruanda e de seu filho, em 1994, no
assassinato de tutsis dentro da instituição adventista, mas o ocorrido, não se deu somente em igrejas
adventistas como também católicas e protestantes. Assustador!
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Sabemos também de casos de desvios de dinheiro do dízimo e outros atos vergonhosos,
geralmente abafados, onde muitas vezes os envolvidos são transferidos de cidades sem perder o cargo,
como acontece na Igreja Católica Apostólica Romana.
A história se repete dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. As coisas entraram sorrateiras,
mas rapidamente, creio que já não há mais como conter tamanho estrago. Estamos em grande
apostasia. Que cada pessoa ore por si, busque o conhecimento de Deus enquanto há tempo. Que cada
um estude a Bíblia, sem ficar pedindo ajuda de instrutor bíblico, aceite somente o instrutor enviado do
céu, o Espírito de verdade, pois somente Cristo pode nos guiar a toda a verdade, e a salvação.
Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do
Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os
tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre seus filhos.
Naquele tempo muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo
suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto ministros como leigos,
aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fosse proclamadas
no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor. (O
Grande Conflito, p. 466)
No livro Considerações sobre a Divindade, de Balbach (p. 19 e 20) encontramos como
“Princípios Fundamentais dos ASD em 1872”, semelhante ao de 1911, que segue em anexo, alterado
somente em 1931, conforme menciona o Dr. Knight, e os autores do livro A Trindade:
1. Que há somente um Deus, um ser pessoal, espiritual, o criador de todas as coisas,
onipotente, onisciente e eterno, infinito em sabedoria, santidade, justiça, bondade,
verdade, e misericórdia, imutável, e em toda parte apresentado por seu representante,
o Espírito Santo. Sal. 139:7.
2.Que há um Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, aquele por quem Deus criou
todas as coisas, e por quem elas subsistem; que Ele assumiu a natureza da semente de
Abraão para a redenção de nossa raça caída; que habitou entre os homens cheio de
graça e verdade, viveu nosso exemplo, morreu nosso sacrifício, foi ressuscitado para
nossa justificação, ascendeu ao alto para ser nosso único mediador no santuário
celestial, onde, com seu próprio sangue, faz expiação por nossos pecados, cuja
expiação, longe de ter sido feita na cruz, onde se deu somente a oferta do sacrifício, é
a última porção de sua obra como sacerdote segundo o exemplo do sacerdócio
levítico, que prenunciava e prefigurava o ministério do Senhor no céu. Ver Lev. 16;
Heb. 8:4, 5; 9:6, 7: &c.
…
16. Que o Espírito de Deus foi prometido para manifestar-se na Igreja mediante
certos dons, enumerados especialmente em 1 Cor. 12 e Efé. 4; que esses dons não
têm desígnio de superar, ou tomar o lugar, da Bíblia, que é suficiente para fazer-nos
sábios para a salvação, mais do que a Bíblia pode tomar o lugar do Espírito Santo;
que, ao especificar os vários canais de sua operação, o Espírito tem simplesmente
feito provisão para sua própria existência e presença com o povo de Deus até o fim
do tempo, para conduzir a um entendimento dessa palavra que inspirou, para
convencer do pecado, e operar uma transformação no coração e vida; e que aqueles
que negam ao Espírito o seu lugar e operação, negam de fato plenamente essa parte
da Bíblia que lhe atribui esta obra e posição.
Importante ressaltar que no Yearbook de 1872, o item que fala sobre o Espírito de Deus é o 16,
e no de 1911, é o 19. Na atual organização Adventista do Sétimo Dia, o assunto começa com a
seguinte afirmação:
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2. A Trindade: Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas co-eternas. Deus é imortal, omnipotente, omnisciente, acima de tudo e sempre
presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por
meio da Sua auto-revelação. É para sempre digno de culto, adoração e serviço por
parte de toda a criação. (Deut. 6:4; Mat. 28:19; 11 Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; 1 Ped. 1:2;
1 Tim. 1: 17; Apoc. 14:7.).
Continuando temos:
3. O Pai: Deus, o Eterno Pai, é o Criador, a Origem, o Mantenedor e o Soberano de
toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande
em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes manifestados no Filho e
no Espírito Santo também constituem revelações do Pai. (Gén. 1:1; Apoc. 4:11; I
Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17; Êxo. 34:6, 7; João 14:9.)
4. O Filho: Deus, o Filho Eterno, encarnou em Jesus Cristo. Por meio d’Ele foram
criadas todas as coisas, é revelado o carácter de Deus, efectuada a salvação da
humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele
tornou-Se também verdadeiramente homem, Jesus, o Cristo. Foi concebido do
Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu e experimentou a tentação como ser
humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Pelos Seus
milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por
Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na cruz pelos nossos pecados e em nosso
lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário
celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para o livramento final do Seu
povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3, 14; Col. 1:15-19; João 10:30;
14:9; Rom. 6:23; II Cor. 5:17-19; João 5:22; Luc. 1:35; Filip. 2:5-11; Heb. 2:9-18; I
Cor. 15:3, 4; Heb. 8:1, 2; João 14:1-3.)
5. O Espírito Santo: Deus, o Espírito Eterno, desempenhou uma parte activa com o
Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que
se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus.
Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com os Seus filhos, concede dons
espirituais à Igreja, habilitada a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as
Escrituras, guia-a em toda a verdade. (Gén. 1:1, 2; Luc. 1:35; 4:18; Actos 10:38; II
Ped. 1:21; II Cor. 3:18; Efés. 4:11, 12; Actos 1:8; João 14:16-18, 26; 15:26, 27; 16:713.) (IASD, Crenças Fundamentais)
Dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma, no livro de Balbach, apesar de
afirmarem que possuem o mesmo parecer de 1872, diz: “à luz de nossos Princípios de Fé (1925), como
pode ser visto, não ensinamos a doutrina católica da Trindade.” (p. 22), após apresentar seus atuais
princípios (p. 21 e 22):
a) Deus - Cremos que há somente um Deus, que mediante a Sua infinita sabedoria e
poder todo-poderoso criou o céu e a Terra (Êxo. 20:2,3; Isa. 45:5,6,18): Deus é um
ser espiritual (João 4:24), eterno, sem princípio e sem fim (Apo. 21:6), presente em
toda parte (Sal. 139: 1, 2), entronizado nos céus, e não pode ser visto pelo homem em
seu presente estado pecaminoso (1 Tim. 6:16; Isa. 59:2; João 1:18; Êxo. 33:20).
Somente mediante fé podemos ir a Deus (Heb. 11:6).
b) Jesus Cristo - Cremos que Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo e que Ele é um em
natureza com o Pai (Heb. 1:1-3, 5). Desde a eternidade todas as coisas no céu e na
Terra foram criadas mediante Ele (Col. 1:15-17). Portanto, somente Ele pode ser
Mediador entre Deus e o homem (1 Tim. 2:5). Em harmonia com o testemunho dos
profetas Ele foi nascido como um ser humano sobre a Terra em Belém da Judéia, da
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virgem Maria, concebido pelo Espírito de Deus (Mat. 1:18-23). Somente mediante
Sua morte e pela fé em Sua graça livremente concedida podemos ser salvos (Lucas
1:77-79; Atos 4:12; João 14:15; 1 João 2:3-6.
c) O Espírito Santo - Cremos que o Espírito Santo é o representante de Cristo sobre a
Terra (João 14:16). Sem Ele é impossível compreender e viver segundo a vontade de
Deus. Também, é impossível interpretar corretamente a Palavra divina sem a ajuda
do Espírito Santo (João 14:26; 1 Cor. 2:11). O Seu poder deriva do Pai e do Filho, e é
ativo também mediante os seres humanos (2 Ped. 1:21; 1 Ped. 1:11). O Espírito Santo
é um com o Pai e o Filho, portanto, os crentes são batizados não somente nesses
nomes, mas também no nome do Espírito Santo após tornarem-se relacionados com o
mesmo (Mat. 28:19; 1 João 5:7; 2 Cor. 13:14).
Se notar entre ambas as denominações, há algumas diferenças. Porém, analisando as diferenças
entre as doutrinas atuais com as de 1872, não são tão sutis, mas, há pontos bastante difíceis de aceitar
se vistas mais de perto, pois as atuais falam até da virgem Maria, lembrando muito o credo católico,
que acredita que ela tem papel importante junto a pessoa de Deus, ou junto ao plano de salvação, não
sendo um mero instrumento humano, que Deus usou, como a qualquer um que se submete a sua
vontade. Apesar de que os termos usados pela igreja adventista do sétimo dia são muito berrantes, e os
da reforma mais sutis.
Não há necessidade de colocar o nome de Maria numa doutrina que fala de Deus. O apóstolo
Paulo usou o termo “nascido de mulher” ao falar de Cristo, na carta aos Gálatas dizendo: “vindo a
plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que
estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gálatas 4:4, 5), não há nenhuma
exaltação à Maria. Sem falar que Maria não morreu virgem, ficando bastante estranho dizer da virgem
Maria. Poderia ser aceito, se fosse dito gerado em Maria quando virgem. E mais, Cristo afirmou que
dentre os nascidos de mulher, “não apareceu alguém maior que João Batista; mas aquele que é menor
no reino dos céus é maior que ele.” (Mateus 11:11), não Maria.
Não podemos colocar aqui todos no mesmo patamar de igualdade, visto que os irmãos do
Movimento da Reforma, guardam mais do adventismo primitivo, inclusive uma atenção mais latente
quanto as advertências com respeito a alimentação, família e outros pontos que a atual organização
Adventista do Sétimo Dia abandonou há muito, e vergonhosamente apresenta com certo desdém.
Digamos que os irmãos reformistas saíram antes que viesse na sua totalidade a grande apostasia
adventista, mas por isso se torna ainda mais complicado para eles aceitarem que saíram com erro, pois
crêem estar isentos disso.
E o que a Bíblia diz? O termo que encontramos é o Filho de Deus, e não o Deus Filho, e o
Espírito de Deus e não o deus espírito. E somente Deus e o Cordeiro são adorados, e pelo que
entendemos, o Cordeiro se identifica, como sendo o Filho de Deus, isto está em Apocalipse 2:18.
Ellen White Escreveu:
Anjos foram expulsos do céu, porque eles não quiseram trabalhar em harmonia com
Deus. Caíram de sua elevada posição porque desejam ser exaltados. Chegaram a esta
situação porque se esqueceram que sua beleza de personalidade e caráter viera do
Senhor Jesus. Este fato os anjos [caídos] iriam obscurecer, que Cristo foi o único
filho gerado de Deus, e eles decidiram que não iriam consultar a Cristo. (This Day
Whit God, p. 128 – http://egwdatabase.whiteestate.org/nxt/gateway.dll?f=templates
$fn=default.htm$vid=default)
49
Na organização que nasceu para pregar o evangelho eterno, restaurar as veredas antigas, e
mostrar a grande controvérsia entre Cristo e Satanás, este “fato” foi obscurecido, ou seja, o único Filho
gerado de Deus, hoje não é mais visto assim, mas sim como um co-eterno com o Pai, se é co-eterno,
não é filho. E se negarmos a filiação, esta verdade simplesmente é encoberta. Sendo isto um “fato” que
Satanás iria obscurecer, hoje ele conseguiu plenamente através da doutrina da Trindade.
Podemos citar mais um texto:
Não um filho pela criação, como eram os anjos, nem um filho por adoção, como o
pecador perdoado, mas um filho nascido a imagem e expressão da pessoa do Pai, e
em todo o brilho de sua majestade e glória, um igual a Deus em autoridade,
dignidade, e divina perfeição. Nele habitava toda a completa divindade fisicamente.
(The Signs of the Times, 30 de maio de 1895)
Cristo, o único Filho gerado de Deus antes da queda, e quando encarnado recebeu de uma nova
forma o título de filho de Deus, isso compreendemos ao lermos Hebreus 1:1-6, que está em
conformidade com a próxima citação:
Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus,
comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse. Adão
caiu, e Aquele que era participante da glória do Pai antes de existir o mundo, pôs de
lado Suas vestes reais e Sua real coroa, e desceu de Sua alta autoridade para tornar-Se
um Bebê em Belém, a fim de que, palmilhando o caminho onde Adão tropeçara e
caíra, redimisse a humanidade caída. [...] Em Sua humanidade, era participante da
natureza divina. Em Sua encarnação obteve nova intuição do título de Filho de
Deus. Disse o anjo a Maria: "A virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra;
pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." Luc.
1:35. Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de
Deus num novo sentido. Assim Se achou Ele em nosso mundo - o Filho de Deus,
mas ligado, pelo nascimento, à raça humana. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 226,
227)
E também, explícita na seguinte declaração:
As Escrituras indicam com clareza a relação que há entre Deus e Cristo, e com
idêntica clareza apresentam a personalidade e individualidade de cada um.
"Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais,
pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu
herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da Sua
glória, e a expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra
do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação dos nossos pecados,
assentou-Se à destra da Majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os
anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse
jamais: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei? e outra vez: Eu Lhe serei por Pai, e Ele Me
será por Filho?" Heb. 1:1-5.
Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição
exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus.
Jesus disse aos judeus: "Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho. ... O Filho por Si
mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai; porque tudo quanto
Ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e mostra-Lhe tudo o que
faz." João 5:17-20. (Testemunhos Seletos, Vol 3, p. 266)
50
Hoje afirmar que Cristo foi gerado do Pai antes de qualquer criação, é visto como uma heresia
mortal, isto para eles é negar a divindade de Cristo. Mas a verdade por detrás de tudo é que, ninguém
aceita adorar o Filho se Ele não for co-eterno com o Pai, e este foi o motivo da insubmissão de Satanás
a Cristo lá no céu.
A doutrina da Trindade é a doutrina central para a igreja Católica. A Radio Vaticano, apresenta
a seguinte fala do “Papa Bento XVI por ocasião do Angelus, ao meio-dia, na Praça de S. Pedro, no
domingo da Santíssima Trindade”, de 2006 afirmando que:
De entre todas as criaturas, a Virgem Maria é obra-prima da Santíssima
Trindade: foi no seu coração humilde e cheio de fé que Deus preparou para si uma
digna morada, para levar a cumprimento o mistério da salvação. O Amor divino
encontrou nele perfeita correspondência, e no seio se fez homem o Filho Unigênito
(de Deus). Dirijamo-nos a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no
amor e fazer da nossa vida um canto de louvor ao Pai, por meio do Filho, no Espírito
Santo. (BENEDICTUS PP. XVI, 2006)
A virgem Maria, “obra prima da santíssima trindade”! Sem comentários. As coisas estão
ficando complicadas. E outra não há prova escriturística para adoração ao Espírito Santo, nem de
chamá-lo o Deus Espírito Santo, pois encontramos o Espírito de Deus, Espírito de Cristo ou o Espírito
Santo. Em Apocalipse sempre encontramos menção de adoração a Deus e ao Cordeiro, e finalmente
quando os salvos recebem o galardão, João diz:
E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono
de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava
a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas
da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra
alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão.
(Apocalipse 22:1-3)
Estamos dormindo? Nem percebemos que “Temos um poderoso inimigo que não somente
odeia todo ser humano feito à imagem de Deus, mas dedica a mais terrível inimizade a Deus e a Jesus
Cristo, Seu Filho unigênito.” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 299). Todo esse ódio começou
antes da criação. Ellen G. White relata que no Éden:
Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e
como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de
suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja,
ódio e malignidade aumentaram, e expressou a seus seguidores a sua ansiedade por
incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e
mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador. (História da
Redenção, p. 31)
Perdemos a vontade de adorar a Deus e a Seu Filho. Estamos preocupados em provar nossas
teorias, então, inverte-se palavras, e muda-se quase que imperceptivelmente o significado. O mesmo
ocorreu com Satanás, quando se recusou a prestar homenagem ao Filho de Deus, por ser o Filho,
semelhante ao Altíssimo, e também com os judeus:
Conquanto tivessem as Escrituras que testificavam de Cristo, os judeus não foram
capazes de discernir a Cristo nas Escrituras; e embora tenhamos o Antigo e o Novo
Testamentos, os homens torcem as Escrituras para escapar de suas verdades; e, em
51
suas interpretações das Escrituras, eles ensinam - como o faziam os fariseus - os
preceitos e as tradições dos homens em lugar dos mandamentos de Deus. Nos dias de
Cristo os dirigentes religiosos haviam por tanto tempo apresentado idéias humanas
diante do povo, que os ensinos de Cristo se opunham em todo o sentido a suas teorias
e práticas. Seu sermão na montanha contradisse virtualmente as doutrinas dos
presunçosos escribas e fariseus. Eles haviam representado tão mal a Deus que Ele era
considerado um juiz severo, destituído de compaixão, misericórdia e amor.
Apresentavam ao povo inumeráveis preceitos e tradições como procedentes de Deus,
embora não tivessem um "Assim diz o Senhor" por sua autoridade. Conquanto
professassem conhecer e adorar o Deus vivo e verdadeiro, desfiguravam-nO
completamente; e o caráter de Deus, da maneira como era retratado por Seu Filho,
constituía um assunto original, uma nova dádiva ao mundo. (Fundamentos da
Educação Cristã, p. 309)
Devemos estar atentos, pois:
Tão meticulosamente a contrafação se parecerá com o verdadeiro, que será
impossível distinguir entre ambos sem o auxílio das Escrituras Sagradas. Pelo
testemunho destas toda declaração e todo prodígio deverão ser provados. [...] Pessoa
alguma, a não ser os que fortalecerem o espírito com as verdades da Escritura, poderá
resistir no último grande conflito. (O Grande Conflito, p. 599, 600)
Ainda no contexto da Santíssima Trindade, o Papa Bento XVI fez a seguinte declaração:
Deus não vive em uma esplêndida solidão, mas é uma fonte inesgotável de vida que
se doa e se comunica incessantemente. [...] Deus não está fechado em si mesmo, e
para constatá-lo, é suficiente observar o macro-universo: nossa terra, os planetas, as
estrelas e galáxias; mas também o micro-universo: células, átomos, partículas
elementares.
Em tudo o que existe, o nome da Santíssima Trindade está impresso, porque tudo
provém do amor, é voltado ao amor, e se move impelido pelo amor, naturalmente em
níveis diferentes de consciência e liberdade. (2009)
Na descrição do livro Deus não é Solitário – A Trindade na Vida do Cristão se lê:
Deus é amor, relação, comunhão com o Filho e o Espírito Santo, Ele é Pai e não está
só. O livro fala da importância da Trindade na vida dos cristãos. Assim como Deus, o
homem também não está sozinho. O ser humano é acima de tudo um desejo imenso
de comunhão. Feitos como Deus (a sua imagem e semelhança) para a comunhão, o
homem não é solitário, e sim amor e comunhão. (BEZANÇON, 2003)
Declarações semelhantes encontramos sendo pronunciada pelos teólogos adventistas: “Deus
não é Solitário” (NEVES, 2003); Woodrow W. Whidden, ao analisar a Trindade afirma:
Pode Alguém que existe desde a eternidade e que nos fez à Sua imagem de amor, ser
realmente chamado amor se Ele existir tão-somente como um ser solitário ou
unitário? Não é o amor, especialmente o amor divino, possível apenas se Aquele que
fez nosso Universo for um ser plural que estava exercitando amor dentro de Sua
pluralidade divina (trinitária) desde toda a eternidade passada? Não é o amor
verdadeiro e altruísta possível apenas se ele proceder de um tipo de Deus que, por
natureza, sempre será um Deus de amor como uma Trindade social?
Sinto-me fortemente inclinado a afirmar que Deus é uma Trindade de amor e que Seu
amor encontrou a revelação mais profunda na obra criadora, e na encarnação, vida,
morte e ressurreição do plenamente divino Filho de Deus. A unidade trinitária de
Deus, por fim, não é ilógica. Na verdade, ela é a fonte da única lógica que faz sentido
52
absoluto – um amor que se auto-sacrifica, que é mutuamente submisso e um eterno
canal da graça de poder criador e redentor. (2009)
Estamos utilizando termos católicos romanos, até mesmo questionamentos semelhantes, se não
por assim dizer estamos lendo seus livros para afirmar sobre a Trindade, e ainda afirmamos, não temos
a doutrina católica da trindade, na qual diz:
(...) A fé católica é esta: que veneramos o único Deus na Trindade e a Trindade na
unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a
pessoa do Pai, outra a do Filho e outra do Espírito Santo, mas uma só é a divindade
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade.”
Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na
única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade,
sobretudo nas missões divinas da encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo.
(CIC 266-267 citado por FERNANDES, 2005)
Esta é a doutrina que as organizações insistem em dizer que são diferentes, até tem diferenças,
mas qual a base bíblica para tanto? Ninguém sabe explicar.
Na Bíblia não encontramos Deus em solidão, e não existe somente três pessoas, mas um
número incontável de seres criados. A irmã White afirma:
A Bíblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, não em um estado de
inatividade, não em silêncio e solidão, mas circundado por miríades de miríades e
milhares de milhares de seres santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por
meio desses mensageiros, Ele está em ativa comunicação com todas as partes de Seus
domínios. Por Seu Espírito está presente em toda parte. Por meio de Seu
Espírito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens. (A Ciência do Bom Viver,
2006, p.417)
Este texto está em conformidade com a Bíblia e com as crenças fundamentais dos adventistas
do sétimo dia primitivo.
Deus também não estava só em sua obra de Criação, no livro Patriarcas e Profetas deixa muito
claro quanto a este assunto ao afirmar que:
O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um
companheiro - um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de
Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. "No princípio era o Verbo, e o Verbo
estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus." João 1:1 e
2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um em natureza,
caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e
propósitos de Deus. "O Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da
eternidade, Príncipe da paz." Isa. 9:6. Suas "saídas são desde os tempos antigos,
desde os dias da eternidade". Miq. 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si
mesmo: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras
mais antigas. ... Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com
Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o
tempo". Prov. 8:22-30.
Ou seja, havia apenas um único ser em todo o universo que poderia entrar em todos os
conselhos do Pai, e este era o Filho unigênito de Deus, não há menção de outra pessoa, como podemos
ver nas escrituras: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as
53
coisas, ainda as profundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o
espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de
Deus.” (I Coríntios 2:10, 11), como podemos ver aqui, não o espírito como terceira pessoa da trindade,
mas o próprio espírito de Deus, que procede do Pai, podemos afirmar que o espírito é a atuação tanto
do Pai quanto do Filho. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o
ressuscitarei no último dia.” (João 6:44); “Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica
também o Pai que me enviou.” (João 8:18), que em consonância com o texto que diz: “Mas, quando
vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do
Pai, ele testificará de mim.” (João 15:26), podemos concluir que o Espírito Santo que hoje atua em nós
é a manifestação tanto do Pai quanto do Filho na terceira pessoa da divindade como a irmã White
afirmou em alguns de seus textos. E o Consolador é mais propriamente Cristo.
Podemos afirmar como Paulo que Cristo, nosso Senhor é o Espírito: “Ora, o Senhor é o
Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (II Coríntios 3:17). “O Espírito Santo, que
procede do unigênito Filho de Deus, une o instrumento humano - corpo, alma e espírito - à perfeita
natureza divino-humana de Cristo.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 251). Ou seja, o Espírito Santo
procede tanto do Pai quanto do Filho. Neste contexto compreendemos o papel do Espírito Santo neste
momento em concordância com a Bíblia e os Testemunhos, no grande conflito, e como será retirado o
Espírito Consolador, então estaremos diante da presença direta de um Deus santo e justo, pois
estaremos sem nosso Intercessor.
Portanto:
Como um povo, devemos estar firmes sobre a plataforma da verdade eterna, que
resistiu a todas as provas. Devemos ater-nos aos seguros pilares de nossa fé. Os
princípios da verdade que Deus nos revelou, são nossos únicos, fiéis alicerces. Eles é
que fizeram de nós o que somos. O correr do tempo não lhes diminuiu o valor. É
constante esforço do inimigo remover essas verdades de seu engaste, colocando em
seu lugar teorias espúrias. Ele introduzirá tudo que lhe seja possível, para levar a
cabo seus desígnios enganadores. O Senhor, porém, suscitará homens de aguda
percepção, que darão a essas verdades seu devido lugar no plano de
Deus. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 201)
Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles
não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir
teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à
personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando
introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora.
Os que afirmam estar identificados com a mensagem que Deus nos deu devem ter
aguçada e clara percepção espiritual, para poderem distinguir a verdade do erro. A
palavra proferida pela mensageira de Deus é: "Despertai os vigias!" Se os homens
discernirem o espírito das mensagens dadas e se esforçarem por descobrir de que
fonte elas provêm, o Senhor Deus de Israel os guardará de serem desencaminhados.
(Meditações Matinais 1999, pág. 237)
Nestes textos a autora mostra-se muito clara, que os pilares de nossa fé referentes ao santuário
ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, não poderiam ser removidos. Ressaltando novamente
que estes assuntos já estavam muito bem definidos, não era questão que devia ser revisada ou mesmo
abandonada, eram princípios bem firmados na plataforma da verdade eterna.
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Abominações maiores ainda verás. Outra implicação, está no fato de que Constantino, como
adorador do Sol, impôs o domingo como dia de guarda, mas a Trindade, não está longe dessa
adoração. Analisando todo o contexto desde o início até o presente momento sobre este assunto,
podemos compreender o esquema abaixo:

símbolo
pagão
de
adoração
ao sol

Na doutrina da Trindade, assim como em
outras, mudaram apenas os objetos de culto.
O Espírito Santo, são os olhos de Deus
enviados a toda a terra, portanto, podendo
ser chamado de o “olho que tudo vê”,
porém o Pai e o Filho estão no céu, e o
espírito na compreensão desta doutrina é
quase que independente, como terceira
pessoa, muito ocupado aqui nestes terrenos.

Acompanhando esse raciocínio, vejamos o que LeRoy E. Froom escreveu:
[...] o Espírito não é uma tênue, nebulosa influência imanente do Pai. Não é algo
impessoal, vagamente reconhecido, apenas um invisível princípio de vida... Jesus foi
a personalidade mais influente e marcante neste velho mundo, e o Espírito Santo foi
designado para preencher Sua vaga. Nada a não ser uma Pessoa poderia substituir
Aquela maravilhosa Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente. (LeRoy E.
Froom, citado por José Carlos Ramos, em Parousia, p. 42)
Ressaltamos que, Cristo não deixou nenhuma vaga, e não tem substituto, ele é nosso substituto,
o único intercessor entre Deus e os homens, veio para tomar sobre si as nossas enfermidades, para que
pelas suas pisaduras fossemos sarados.
Esta declaração de Froom não está em conformidade com as verdades Bíblicas, pois Cristo ao
falar sobre o consolador, disse: “ele não falará de si mesmo, ... ele me glorificará, porque há de receber
do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” (João 16:13 e 14); “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós.
Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo e vós vivereis.”
(João 14:18 e 19); “onde estiverem dois ou três em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus
18:20); “eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” (Mateus 28:20).
Portanto esse raciocínio de Froom, por simples alusão de poucos textos bíblicos torna-se uma falácia.
Agora trazendo todo o esquema anterior de adoração pagã transplantada para o cristianismo,
adorando o deus espírito santo, usando ainda a fala de Froom, temos, uma reviravolta, onde este deus
se torna preeminente.
A teoria de LeRoy E. Froom diz: “Antes de Cristo vir como homem, o Pai era a
Pessoa mais notável no horizonte da Divindade; quando Jesus veio, a segunda
Pessoa ocupou o horizonte; e nesta dispensação do Espírito, a terceira Pessoa é
quem o ocupa, culminando assim as progressivas provisões de Deus.” (A Vinda do
Consolador, p. 51, 52)
Ou seja, o deus espírito santo ocupa o topo da adoração, o esquema da antiga
adoração pagã volta a atuar. Eis aí, a Nova Ordem Mundial estabelecida dentro da
IASD.
A irmã White deixou o seguinte alerta quanto a este assunto:
Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito
Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, o "Espírito de verdade, que
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procede do Pai". João 15:26. Declara-se positivamente, a respeito do Espírito Santo,
que, em Sua obra de guiar os homens em toda a verdade "não falará de Si mesmo".
João 16:13.
A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar,
porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir
passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses
pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado
profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro.
A função do Espírito Santo é distintamente especificada nas palavras de Cristo: "E,
quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." João 16:8.
É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atende à vivificadora
influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a
importância de obedecer aos reclamos divinos. (Atos dos Apóstolos, p. 51 e 52)
Froom e toda a organização adventista, não só definiu, como ainda diz que o Espírito deve ser
honrado e adorado, e mais, que este é o tempo em que o Espírito é a “pessoa mais notável”. Negando
completamente toda a verdade bíblica sobre o assunto.
Um texto que traz luz quanto ao consolador é este: “O Espírito de verdade, que o mundo não
pode receber, porque não vê e nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará
em vós.” (João 14:17). Quem habitava com eles? Cristo, e quem estaria neles, portanto? Cristo. Aqui
podemos usar o texto da irmã White, citado pelo Dr. Alberto Timm:
Limitado pela humanidade, Cristo não podia estar pessoalmente em toda parte;
portanto, era para benefício deles que Ele os deixasse, fosse para o Seu Pai, e
enviasse o Espírito Santo para ser o Seu sucessor na Terra. O Espírito Santo é Ele
próprio despojado da personalidade humana e independente dela. Ele representaria a
Si mesmo como presente em todos os lugares pelo Seu Espírito Santo, como o
Onipresente. ‘Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu
nome, esse (embora invisível para vós) vos ensinará todas as coisas e vos fará
lembrar de tudo o que vos tenho dito’ [João 14:26]. ‘Mas eu vos digo a verdade:
convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros;
se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei’ [João 16:7]. (Manuscript Releases, vol. 14, págs.
23 e 24, citado pelo Dr. Alberto R. Timm – publicado na revista do Ancião em jul-set
2005)
Em O Grande Conflito, lemos:
Qual foi a origem desta grande apostasia? Como, a princípio, se afastou a igreja da
simplicidade do evangelho? Conformando-se com as práticas do paganismo, a fim de
facilitar a aceitação da doutrina cristã pelos pagãos. [...] Durante a vida dos apóstolos
a igreja permaneceu relativamente pura. Mas, “pelo fim do segundo século, a maioria
das igrejas tomou nova forma; desapareceu a primitiva simplicidade, e,
insensivelmente, ao baixarem ao túmulo os velhos discípulos, seus filhos,
juntamente com os novos conversos, ... puseram-se a frente da causa e lhe deram
novo molde.” Pesquisas Eclesiásticas, Roberto Robinson. (p. 384)
Novo molde! O que diz Fernandes (2005), no texto já citado? “Pode ser considerado como um
ato de transformação do Cristianismo primitivo, espontâneo e místico, numa religião estruturada, com
uma casta sacerdotal hierarquicamente definida.”, esse foi o novo molde, que para a igreja católica foi
uma grande e boa mudança Ellen G. White afirma ser o início da grande apostasia. Não é o mesmo que
temos feito desde a morte de nossos pioneiros? Temos dado um novo molde a organização.
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Para conseguir conversos, aviltou-se o elevado estandarte da fé cristã, e, como
resultado, "uma inundação pagã, invadindo a igreja, trouxe consigo seus costumes,
práticas e ídolos. - Conferências de Gavazzi. Como o cristianismo conseguisse o
favor e apoio dos príncipes seculares, foi nominalmente aceito pelas multidões; mas,
conquanto muitos se intitulassem cristãos, "na realidade permaneciam no paganismo,
e, especialmente em segredo, adoravam os ídolos". - Ibidem.
Não se tem repetido o mesmo caso em quase todas as igrejas que se intitulam
protestantes? Com o desaparecimento dos fundadores, dos que possuíam o
verdadeiro espírito de reforma, seus descendentes põem-se na dianteira e "dão novo
molde à causa". (O Grande Conflito, p. 384)
“Não se tem repetido o mesmo caso em quase todas as igrejas” adventistas? “Com o
desaparecimento dos fundadores, dos que possuíam o verdadeiro espírito de reforma, seus
descendentes põem-se na dianteira e "dão novo molde à causa".”
Ellen G. White estava correta ao afirmar que:
Mensagens de toda espécie e feitio têm feito pressão sobre os adventistas do sétimo
dia, pretendendo substituir a verdade que, ponto por ponto, tem sido buscada com
estudo e oração, e atestada pelo poder milagroso do Senhor. Mas os marcos que nos
tornaram o que somos, devem ser preservados, e sê-lo-ão, conforme Deus o mostrou
mediante Sua Palavra e o testemunho de Seu Espírito. Ele nos conclama a nos
apegarmos firmemente, com a mão da fé, aos princípios fundamentais baseados em
autoridade inquestionável. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 208)
“Autoridade inquestionável”, essa autoridade só pode ser de Deus, só pode ser baseada na
Bíblia, pois quem pode ir contra a verdade sem se apegar à métodos de engano? E infelizmente temos
que admitir, isso ocorreu, e já não somos mais o povo que éramos. No livro A Igreja em Perigo de José
Carlos Ramos, ao que parece a autoridade inquestionável para hoje não procede de Deus mas de razões
de doutores da lei (escribas e fariseus modernos), pois diz:
Tivesse a igreja, desde o princípio, estabelecido o conceito trinitário de Deus como
ponto doutrinário definido, efetivo, indisputável, e seria mais difícil que se abrisse
algum espaço para o panteísmo no seio do adventismo, pois a crença na Trindade é,
reconhecidamente, o mais poderoso antídoto contra esta heresia. (p. 28)
E no decorrer passa a citar vários autores que afirmam ser a doutrina da Trindade essa
“proteção” contra não só o panteísmo como o ateísmo e dualismo. Mas em nenhum momento
apresenta um claro assim diz o Senhor, vindo das Sagradas Escrituras, para confirmar tal fato. Apenas
descreve grupos de “dissidentes” que se desencaminharam. Mas pergunto, onde está o erro? Quem
deve ser a autoridade máxima e inquestionável, doutores, leigos ou o Testemunho de Jesus Cristo?
Nenhum motivo real e divino é apresentado além de teorias e histórias pra boi dormir, que durmam os
bois, mas os que amam a Deus, e desejam a verdade de Deus não aceitarão tais palavras, vindas de
concílios tão contraditórios.
A igreja é edificada tendo Cristo como seu fundamento; deve obedecer a Cristo como
sua cabeça. Não tem de confiar em homem, ou ser por homem controlada. Muitos
pretendem que uma posição de confiança na igreja lhes dá autoridade para ditar o que
outros hão de crer e fazer. Essa pretensão não é sancionada por Deus. O Salvador
declara: “Todos vós sois irmãos.” Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro.
Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença
57
viva de Cristo na igreja. Nela pode confiar o mais débil, e os que mais fortes se
julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência.
“Maldito o homem que confia em outro homem, e faz da carne o seu braço”. (O
Desejado de Todas as Nações, p. 414)
Se aceitar a Bíblia como sendo a verdade de Deus, torna o indivíduo um “dissidente”, então, é
preferível tornar-se tal a negar as Sagradas Escrituras, se aceitar a autoridade de Deus é negar a
autoridade da Igreja, então, que assim seja. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo,
porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, e também do grego.
Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.”
(Romanos 1: 16, 17).
É bom lembrar que Martinho Lutero, William Tyndale, Miguel Servet, os Valdenses e outros
foram considerados “dissidentes” e “hereges” por se mostrarem contra o papado, refutando suas
“verdades” com as Sagradas Escrituras e numa vida de verdadeira piedade, e muitos por assim
proceder, foram torturados e queimados na fogueira da “Santa Inquisição”.
No livro a Trindade, os autores fazem argumentações sobre os benefícios de se crer nesta
doutrina, no capítulo com o título A Doutrina da Trindade e suas Implicações para a Prática e o
Pensamento Cristãos. Como se houvesse razões humanas para se aceitar tal teoria, mas a única razão
pela qual não se pode aceitar os mil motivos que eles encontram para esta doutrina é suficiente para
jogar todos por terra, e esta razão é a Bíblia e a Bíblia somente.
Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque
já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o espírito de
Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo
o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é
o espírito do anti-cristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo.
(I João 4:1-3)
Devemos provar os espíritos como? Através das Sagradas Escrituras. “À lei e ao testemunho!
Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Isaías 8:20, Almeida Corrigida e
Fiel).
Muitos quando defendem esta doutrina, quando analisam a natureza de Cristo, acabam por
negar que Ele veio em carne, como ser humano, que ao final nem mesmo esteve totalmente morto,
porque se estava em sua plenitude de divindade como também em plenitude humana, não seria
possível verdadeiramente morrer, e ao final se ressuscita, contrariando os textos que apontam para o
Pai como sendo aquele que ressuscitou o Filho. Negamos que ele aniquilou-se a si mesmo, e tomando
a forma de servo humilhou-se a ponto de morrer na cruz.
Outro ponto importante a ressaltar aqui, é o fato de que estando morto e não estando em estado
de inconsciência, podendo ressurgir a qualquer momento quando quisesse, negamos a doutrina bíblica
da inconsciência na morte, defendemos a doutrina espírita, na qual na verdade ninguém morre mas
passa para um outro estado de consciência, que se retira do corpo permanecendo em sua perfeita razão
e pensamentos.
Contrariamos o que está escrito em Atos 2:23-36:
A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus,
prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou,
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soltas as ânsias da morte, pois não era possível que fosse retido por ela; Porque dele
disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para
que eu não seja comovido; Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua
exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; Pois não deixarás a
minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; Fizeste-me
conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo. Homens
irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e
foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e
sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos,
segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, Nesta
previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno,
nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós
somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do
Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque
Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor:
Assenta-te à minha direita, Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés.
Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós
crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. (Almeida Corrigida e Fiel)
Temos que decidir, em quem acreditar, nas palavras dos atuais doutores da lei, ou nas Sagradas
Escrituras. E mais, Cristo só disse: “é me dado todo o poder no céu e na terra” após a ressurreição, pois
antes esteve revestido com poder do alto, ou seja, com o Espírito de Deus, a Bíblia é clara quanto a
isso, e a irmã White esclarece mais ainda quando do batismo de Cristo diz:
O olhar do Salvador parece penetrar o Céu, ao derramar a alma em oração. Bem sabe
como o pecado endureceu o coração dos homens [...] Suplica ao Pai poder para
vencer a incredulidade deles [...]. Nunca dantes haviam os anjos ouvido tal oração.
Anseiam trazer a Seu amado Capitão uma mensagem de certeza e conforto. Mas não;
o próprio Pai responderá à petição do Filho. Diretamente do trono são enviados os
raios de Sua glória. Abem-se os céus e sobre a cabeça do Salvador desce a forma de
uma pomba da mais pura luz – fiel emblema dEle, o Manso e Humilde. [...] Seu vulto
achava-se banhado pela luz que circunda sem cessar o trono de Deus. [...] Ao ser Ele
envolto na glória de Deus, e ouvir-se a voz do Céu, reconheceu o Batista o sinal que
lhe fora prometido por Deus. Sabia ter batizado o Redentor do mundo. (O Desejado
de Todas as Nações, p. 111 e 112)
Interessante que ela coloca a pomba como emblema do Salvador, ou seja, representa a Cristo, e
o espírito, como os raios da glória do Pai. Neste momento vem-nos a mente os rituais do santuário, o
cordeiro é Cristo, e a pomba a representação mais humilde do sacrifício de Cristo. Bem diferente do
que se prega hoje na igreja. E mais, ela diz:
A glória que repousou sobre Cristo é um penhor do amor de Deus para conosco.
Indica-nos o poder da oração – como a voz humana pode chegar aos ouvidos de
Deus, e nossas petições podem achar aceitação nas cortes celestiais. [...] A luz que se
projetou das portas abertas sobre a cabeça de nosso Salvador, incidirá sobre nós ao
pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo, diz a toda alma
crente: “Este é meu Filho amado, em quem Me comprazo” (p. 113)
Pois “nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador, necessitado, opresso e
desprezado pode achar acesso ao Pai.” (p. 113). Ou seja, por meio de Cristo recebemos poder do alto,
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somente em nome de nosso Senhor e Salvador encontramos alívio para a nossa carga, pois seu fardo é
leve e suave, conforme Suas palavras.
Ao analisarmos nossa posição atual, e sobre o que está escrito no livro A Igreja Remanescente,
que diz:
O mundo todo deve ser excitado à inimizade contra os adventistas do sétimo dia,
porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, instituição
desse poder anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam
exterminados da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo.
(p. 34)
Ou seja, aqui ela diz, “não rendem homenagem ao papado”, “poder anticristão”. Hoje
pensamos, não honramos o domingo, não homenageamos o papado. Mas será? Segue as imagens de
um calendário da IASD 2009, e da capa de um livro sobre a trindade.

A pergunta, por que a ênfase está no domingo e não no sábado, sendo que até os calendários
que recebemos nos mercados têm tanto o sábado como domingo marcados, e num da instituição que
diz não honrar o domingo, aparece esse absurdo? Se isso não é de alguma forma honrar o domingo,
não sei o que é.
Outra pergunta, por que a foto de uma catedral católica, para ser mais específica Basilique du
Sacré Coeur de Montmartre (Basílica do Sagrado Coração – Paris), na revista do Seminário Adventista
Latino-Americano de Teologia (ano 4 nº 2), da instituição Adventista do Sétimo Dia, que diz não
render homenagem ao papado? Se isto não é homenagem ao papado, também não sei o que é.
Uma breve curiosidade:
A Basílica Do Sacré-Coeur De Montmartre, Monumento histórico de Paris: A
Butte Montmartre esta situada ao norte de Paris a 129 metros acima do nível do mar.
O seu nome significa "Monte dos Martírios" porque, segundo a lenda, era o sítio
onde Saint-Denis, primeiro arcebispo de Paris (3° século) onde foi martirísado com
os seus companheiros.
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A Basilica é dedicada ao Coração do Christo
e foi construita para comemorar a memória
dos soldados franceses falecidos durante a
guerra de Prusse. A sua construção começou
em 1870 e foi acabada em 1923. A igreja
difére das outras basílicas dedicadas a
virgem Maria que foram construídas na
mesma época. A Basílica de Lourdes, NotreDame de Fourvières em Lyon, Notre-Dame
de la Garde em Marselha. Os trabalhos
financiados por dons, muitas vezes
modestos, abundaram de toda a França. Os
nomes dos doadores estão entalhados na
Basílica - Sacré Coeur
Interior – Basílica Sacré Coeur
pedra. As multidoẽs vêem tambèm hoje em
dia para admirar o magnifico panorama que lhes é oferecido do alto da Butte
Montmartre. (www.cosylogis.com/ paris/ monum_pt.php?id=10)
Dedicada a virgem Maria! Num livro adventista que fala sobre a Trindade. Sem resposta,
apenas assombro e decepção ao ver tamanha afronta ao Altíssimo, estas pessoas perversas têm se
levantado aleivosamente contra o Todo-Poderoso, o Deus de Israel. Nesta revista, ainda, em sua última
página audaciosamente diz: “a teologia progrediu, e você?”. “Não vos iludais: de Deus não se zomba”
(Gálatas 6:7, tradução Ciro Mioranza).
Para não dizer que foi feito o julgamento de um livro pela capa, é bom fazer comentários sobre
o conteúdo, o título traz o tema “A Trindade nas Escrituras”, porém pergunto, que escritura? Tirando
alguns poucos textos com distorções, a grande maioria não se refere a Bíblia, mas a outras escrituras,
do tipo histórica, com argumentos bastante semelhantes aos da defesa da guarda do domingo, sendo
em sua maior parte falando contra “dissidentes”, das quais tivemos conhecimento dos mesmos e de
seus conteúdos agora lendo estes e outros textos. Escarnece de todos que não são teólogos e estudando
por si chegam à conclusões que difere de seus pontos de vistas.
Dão a Bíblia um sentido místico, que não transparece na linguagem empregada:
As verdades mais claramente reveladas na Escritura Sagrada têm sido envoltas em
dúvida e trevas pelos homens doutos que, com pretensão de grande sabedoria,
ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não
transparece na linguagem empregada. Estes homens são falsos ensinadores. Foi a
essa classe que Jesus declarou: "Errais vós em razão de não saberdes as Escrituras
nem o poder de Deus." Mar. 12:24. A linguagem da Bíblia deve ser explicada de
acordo com o seu óbvio sentido, a menos que seja empregado um símbolo ou figura.
Cristo fez a promessa: "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina
conhecerá se ela é de Deus." João 7:17. Se os homens tão-somente tomassem a Bíblia
como é, e não houvesse falsos ensinadores para transviar e confundir-lhes o espírito,
realizar-se-ia uma obra que alegraria os anjos, e que traria para o redil de Cristo
milhares de milhares que ora se acham a vaguear no erro. (O Grande Conflito, p.
604)
Esta revista traz a tona o fato de que em Concílio, apenas foi aprovado o que era crido pelos
cristãos da época, sem nenhuma base bíblica. Se este fosse um argumento correto, então, podemos
dizer que a guarda do domingo também não foi decidido em concílio, pois muitos dos que se
chamavam cristãos, começaram a guardar o domingo para não serem confundidos com os judeus, e
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serem perseguidos. Se a crença e prática de alguns podem ser consideradas corretas ainda que na
Bíblia nada se argumente a seu favor, então, podemos dizer que tradição humana é religião verdadeira.
A irmã White afirmou que:
Aquele que declarou que Sua verdade resplandeceria para sempre, proclamará essa
verdade por meio de mensageiros fiéis, que darão à trombeta sonido certo. A
verdade será criticada, escarnecida e ridicularizada; mas quanto mais de perto for
examinada e testada, mais resplandecerá. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 201)
O que podemos dizer disso tudo? Senão que a verdade está sendo escarnecida e ridicularizada,
como também criticada ferozmente por aqueles que a deveriam estar defendendo, isso é vexatório.
Como pode alguém dizer que ama a Deus e fazer da sua mensagem motivo de zombaria? A mensagem
adventista do sétimo dia prevalecerá, ainda que a organização se corrompa, ainda que todos que
professam essa fé se desviem da verdade, mas a verdade não pode ser derrubada jamais, pois há
sempre os que amam mais a Deus que ao mundo e suas concupiscências, que amam mais a Cristo que
a sua própria vida.
Todos costumam citar o texto:
Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os
principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a
profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que
está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8: 38 e 39)
Mas se esquecem de que “as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os
vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2). Nada pode nos
separar do amor de Deus a não ser que permitamos, e temos permitido.
George R. Knight no livro mencionado de sua autoria, declara: “Em resumo, por volta do ano
2000, a Igreja Adventista do Sétimo Dia era em muitos aspectos diferentes da denominação da década
de 1940. Muitas das mudanças pelas quais a igreja passou afetaram a forma como os adventistas
praticavam teologia.” (p. 169).
No livro A Trindade, obra já citada, os autores afirmam:
A polarização do cristianismo americano entre o modernismo e o fundamentalismo,
nas duas primeiras décadas do século 20, tendeu a empurrar os adventistas para algo
mais próximo de uma posição trinitariana, uma vez que em tantas outras áreas –
evolução, crença no sobrenatural, nascimento virginal de Cristo, milagres,
ressurreição literal, etc. – os adventistas se opunham ao modernismo e eram
simpáticos ao fundamentalismo.
Em muitas crenças os adventistas são fundamentalistas, mas no que concerne ao
trinitarianismo, são modernistas, algo a se pensar. O que temos visto é uma mudança na teologia
adventista, e muitos aspectos têm se tornado tão diferentes que podemos dizer que hoje temos uma
outra organização, devido ao fato de termos nos esquecido das advertências, se cumprindo as palavras:
O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande
reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma
consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e
empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual
seria o resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua
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sabedoria concedeu à igreja remanescente. Nossa religião seria alterada. Os
princípios fundamentais que têm sustido a obra neste últimos cinqüenta anos,
seriam tidos na conta de erros. Estabelecer-se-ia uma nova organização.
Escrever-se-iam livros de ordem diferente. Introduzir-se-ia um sistema de
filosofia intelectual. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando uma
obra maravilhosa. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o
Deus que o criou. Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento.
Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus,
colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus
alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a
estrutura. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 204, 205)
Não é isso o que estamos vendo? Não tem sido tomado por conta de erro os princípios
fundamentais doutrinários de nossos pioneiros? Não estão porventura estes novos fundamentos
alicerçados na areia? Tanto que se vê vendavais e tempestades derrubando esta estrutura pobre que
está se desequilibrando e desmoronando ante provas escrituristicas, a ponto de a instituição tomar
providências semelhantes ao papado para abafar a voz dos “dissidentes”, em defesa de sua “verdade”,
que nada mais é do que a contrafação, uma nudez vergonhosa, são ventos de doutrinas.
Satanás tem operado “com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo o engano
da injustiça” e como a igreja não tem recebido “o amor da verdade” para se salvar, “Deus” enviou “a
operação do erro, para que” creia “a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a
verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (II Tessalonicenses 2:9-12)
Portanto a nós diz o Senhor:
Por isso, eu continuarei a realizar maravilhas e prodígios; a sabedoria dos seus sábios
fracassará e a inteligência dos seus inteligentes se apagará. Ai daqueles que procuram
esconder-se de Javé para ocultar seus próprios projetos. Agem nas trevas, dizendo:
“Quem nos vê? Quem nos conhece?” Como vocês são perversos! O barro vai querer
se comparar com o oleiro? Poderá um trabalho qualquer dizer ao seu fabricante:
“Não foi você que me fez”? E o pote, será que pode dizer ao seu oleiro: “Você não
entende nada”? (Isaías 29:14-16, Edição Pastoral)
É isso que os teólogos têm feito, contradizendo a Bíblia. Temos paganizado nossas doutrinas,
insultado o espírito de Deus, trazido agravo sobre nós, escarnecido e pervertido a sua Palavra,
trouxemos confusão e vergonha sobre nós.
Acaso é a mim que eles provocam à ira? diz o SENHOR, e não a si mesmos, para
confusão dos seus rostos? Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que a minha ira e o
meu furor se derramarão sobre este lugar, sobre os homens e sobre os animais, e
sobre as árvores do campo, e sobre os frutos da terra; e acender-se-á, e não se
apagará. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos
holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne. Porque nunca falei a vossos pais,
no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de
holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz,
e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu
vos mandar, para que vos vá bem. Mas não ouviram, nem inclinaram os seus
ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração
malvado; e andaram para trás, e não para diante. (Jeremias 7:19-24, Almeida
Corrigida e Fiel)
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Fazer a vontade de Deus, este é o mandamento, apegar-se à sua Palavra, esta é a salvaguarda,
compreender a verdade sobre Deus e seu Filho, esta é a salvação.
Não chamamos mais a igreja católica de poder anticristão, mas de cristãos. Existe um espírito
de união, uma tal de unidade na diversidade; que professamos a mesma fé. O que é isto? Apostasia.
Esta nação ou igreja, como queiram, se afastou do seu primeiro amor, e não quer voltar. Portanto:
Esta é nação que não deu ouvidos à voz do SENHOR seu Deus e não aceitou a
correção; já pereceu a verdade, e foi cortada da sua boca. Corta o teu cabelo e lança-o
de ti, e levanta um pranto sobre as alturas; porque já o SENHOR rejeitou e
desamparou a geração do seu furor. Porque os filhos de Judá (Adventistas do Sétimo
Dia) fizeram o que era mau aos meus olhos, diz o SENHOR; puseram as suas
abominações na casa que se chama pelo meu nome, para contaminá-la. (Jeremias
7:28, 29, Almeida Corrigida e Fiel)
O Domingo se tornou um dia deleitoso entre toda a cristandade, inclusive entre os professos
guardadores do sábado, há muitas atividades na igreja neste dia, reuniões de desbravadores e
aventureiros, ensaios e inúmeras programações, que torna o dia cansativo, na qual Deus é esquecido, a
família é esquecida, e o cansaço por esse dia de trabalho na “igreja” faz do domingo um dia de
descanso e da família. É uma inversão de valores berrante, é a contrafação, o erro se tornando verdade
e a verdade em erro. Não estão nem se importando com o Sábado do Senhor, o sétimo dia da semana.
No passado somente o sábado era dia de descanso para os adventistas; aí passaram a adotar
também o domingo juntamente com o sábado para descanso.
Hoje, nossas instituições estão trabalhando nos dias de sábado, escolas com turnos de limpeza
aos sábados e domingos, coisa que antes não se via. Qual o motivo para tanto? Não sei, não temos
aulas aos sábados, e se usar tais prédios para qualquer atividade, não se requer a limpeza nesse dia, não
se faz isso na igreja. Os hospitais que antes tinham atividades restritas aos sábados, hoje trabalham
tranquilamente, como se fosse da aprovação de Deus tal desrespeito, setores que não tem necessidade
de estar em funcionamento neste dia, visto que no passado não tinha atividade, não há mais exceções.
Sábado e domingo são iguais, e os adventistas que trabalham nessas instituições, transgridem o sábado,
recebendo a marca da besta sem se dar conta disso.
Na lição da Escola Sabatina Adultos, A Caminhada Cristã, apresenta o título “Descanso”, no
tópico que fala do sábado, sutilmente muda a palavra pelo seu significado, abrindo caminho para o
maior de todos os engodos que será pregado entre os adventistas do sétimo dia, a guarda do domingo,
porque a palavra domingo significa “dia do Senhor”. Mas como todos estão dispersos, dormindo e se
deliciando com nossos rocks e outras distrações mais, estão prontos para receber a marca da besta,
porque não estão recebendo o selo do Deus vivo.
A irmã White afirma:
Terrível é a crise para a qual caminha o mundo. Os poderes da Terra, unindo-se para
combater os mandamentos de Deus, decretarão que todos, “pequenos e grandes, ricos
e pobres, livros e servos” (Apocalipse 13:16), se conformem aos costumes da igreja,
pela observância do falso sábado. Todos os que se recusarem a conformar-se serão
castigados pelas leis civis, e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte.
Por outro lado, a lei de Deus que ordena o dia de descanso do Criador, exige
obediência, e ameaça com a ira divina todos os que transgridem os seus preceitos. (O
Grande Conflito, p. 610)
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A Lei de Deus vem sendo calda a pés por todos que se tem denominado cristãos. Apresento o
que o mundo tem esquecido, a Lei suprema do Criador:
Eu Sou o Senhor Teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão.
1. NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM.
2. NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA, nem alguma semelhança
do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus
zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração
daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que
guardam os meus mandamentos.
3. NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM VÃO; porque o
SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão.
4. LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR. Seis dias
trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR
teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o
teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está
dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o
mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o
SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
5. HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE, para que se prolonguem os teus dias na
terra que o SENHOR teu Deus te dá.
6. NÃO MATARÁS.
7. NÃO ADULTERARÁS.
8. NÃO FURTARÁS.
9. NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO contra o teu próximo.
10. NÃO COBIÇARÁS a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu
próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem
coisa alguma do teu próximo. (Êxodo 20:2-17; Deuteronômio 5:6-21)
Então povo, que se chama pelo nome do Senhor, atente para a sua voz:
Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR teu Deus pede de ti, senão que temas o
SENHOR teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao
SENHOR teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, que guardes os
mandamentos do SENHOR, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem?
Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que
nela há. (Deuteronômio 10:12-14, Almeida Corrigida e Fiel)
Em Isaías 28:1; 7-12, encontramos uma advertência que se percebe é exatamente para nós nos
dias de hoje:
Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a
flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho. Mas
também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até
o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho;
desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no
juízo. [...] Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e imundícia, e não há
lugar limpo. A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a
entender doutrina? Ao desmamado do leite, e ao arrancado dos seios? Porque é
mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra,
regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali. Assim por lábios gaguejantes, e por
outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao
cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir.
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Estamos em estado de embriaguez, abandonamos as Sagradas Escrituras, substituímos seus
mandamentos por mandamentos de homens, doutrinas falsas, que são apenas fábulas, a obra do engano
para que os olhos sejam cegados e a mente obscurecida. Esta é uma mensagem de Deus para nós:
Tardai, e maravilhai-vos, folgai, e clamai; bêbados estão, mas não de vinho, andam
titubeando, mas não de bebida forte. Porque o SENHOR derramou sobre vós um
espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, vendou os profetas, e os vossos
principais videntes. Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado
que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está
selado. (Isaías 29:9-11)
Notamos que todas as igrejas da cristandade têm-se mostrado deveras cambaleante, bêbadas,
não de vinho, mas de doutrinas espúrias. Suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, que tem
acarretado sobre si desonra, tendo a mentira como verdade e a verdade como mentira.
Erram todos, tanto povo como líderes, e aos que pelo mandado do Senhor, clamam ao seu povo
os seus pecados, é dito: “Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para
nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar
perante nós.” (Isaías 30:10, 11)
Fizemos aliança com o mundo, dissemos ter com eles tanta coisa em comum que escondemos
as diferenças, e a Bíblia deixou de ser nossa única regra de fé e passou a ser um livro selado, que
poucos compreendem. “Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao
que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado.” (Isaías 29:11).
O livro de Apocalipse, que significa revelação, tem sido rejeitado por um povo que diz adorar o
verdadeiro Deus, mas em seu coração se fasta continuamente. “Porque o Senhor disse: Pois que este
povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se
afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que
foi instruído.” (Isaías 29:13)
A Igreja Romana reserva ao clero o direito de interpretar as Escrituras. Sob o
fundamento de que unicamente os eclesiásticos são competentes para explicar a
Palavra de Deus, é esta vedada ao povo comum. Conquanto a Reforma fizesse
acessível à todos as Escrituras, o mesmíssimo espírito que Roma manteve impede
também as multidões nas igrejas protestantes de examinarem a Bíblia por si mesmas.
São instruídas a aceitar os seus ensinos conforme são interpretados pela igreja; e há
milhares que não ousam receber coisa alguma contrária ao seu credo, ou ao ensino
adotado por sua igreja, por mais claro que esteja revelada nas Escrituras. (O Grande
Conflito, p. 602)
Não estamos diferentes desta descrição, hoje ao que parece somente doutores da lei conseguem
interpretar a Bíblia, se você não é formado em teologia, corre o risco de não compreender seus textos.
Absurdo isso.
No mesmo livro, a autora afirma ainda:
A salvação de nossa alma está em jogo, e devemos examinar as Escrituras por nós
mesmos. Por mais fortes que possam ser nossas convicções, por maior confiança que
tenhamos de que o ministro sabe o que é a verdade, não seja este o nosso
fundamento. [...] Devemos dia após dia estudar a Bíblia, diligentemente, ponderando
todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio divino
66
devemos formar nossas opiniões por nós mesmos, visto termos de responder por nós
mesmos perante Deus.
As verdades mais claramente reveladas nas Escrituras Sagradas têm sido envoltas em
dúvidas e trevas pelos homens doutos que, com pretensão de grande sabedoria,
ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não
transparece na linguagem empregada. Estes homens são falsos ensinadores. (p. 604)
Na mesma obra (p. 287) diz: “O princípio mesmo da grande apostasia consistiu em procurar
fazer da autoridade da igreja um suplemento da autoridade de Deus. Roma começou por ordenar o que
Deus não tinha proibido, e acabou por proibir o que Ele havia explicitamente ordenado”.
Voltamos a perguntar, o que fizemos? E a resposta vem: “Fizemos aliança com a morte, e com
o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a
mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.” (Isaías 28:15)
A advertência de Deus é:
Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que
se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado
sobre pecado; Que descem ao Egito, sem pedirem o meu conselho; para se
fortificarem com a força de Faraó, e para confiarem na sombra do Egito. Porque a
força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em
confusão. (Isaías 30:1-3)
Com respeito à isso, algo bastante complexo deve ser analisado a luz dos acontecimentos atuais
no livro O Grande Conflito (1981, p. 389), que diz:
[...] As igrejas experimentaram então uma queda moral, em conseqüência de
recusarem a luz da mensagem do advento; mas essa queda não foi completa.
Continuando a rejeitar as verdades especiais para este tempo, têm elas caído mais e
mais. Contudo, não se pode ainda dizer que “caiu Babilônia, ... que a todas as nações
deu a beber do vinho da ira da sua prostituição”. Ainda não deu a beber a todas as
nações. O espírito de conformação com o mundo existe e está a ganhar terreno nas
igrejas de fé protestante, em todos os países da cristandade; e estas igrejas estão
incluídas na solene e terrível denúncia do segundo anjo. Mas a obra da apostasia não
atingiu ainda a culminância. [...] A queda de Babilônia se completará quando esta
condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tenha consumado em
toda a cristandade. A mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de
Apocalipse, capítulo 14, verso 8, está ainda no futuro.
Mas essa situação era naquele tempo, quando “ainda não deu a beber a todas as nações”, agora,
o futuro já chegou, estamos vivendo num tempo em que todas as nações, ou seja, todas as igrejas da
cristandade estão embriagadas com o vinho de Babilônia inclusive adventista. Fazendo alianças,
registrando suas patentes, confiantes na força da lei, unindo-se em pontos comuns de doutrina, e “para
conseguir tal união, deve-se necessariamente evitar toda discussão de assunto em que não estejam
todos de acordo, independentemente de sua importância do ponto de vista bíblico.” (Ibid., p. 443)
Carlos Beecher, citado no livro mencionado acima, diz:
[...] o ministério das denominações evangélicas protestantes ‘não somente é formado
sob terrível pressão do mero temor humano, mas também vive, move-se e respira
num meio totalmente corrupto, e que cada instante apela para todo o elemento mais
vil de sua natureza, a fim de ocultar a verdade e curvar os joelhos ao poder da
apostasia. Não foi desta maneira que as coisas se passaram com Roma? E que vemos
67
precisamente diante de nós? Outro concílio geral! Uma convenção mundial! Aliança
evangélica, e credo universal!’
...
Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas
que lhe são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes
apóie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da
hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado
inevitável. (pp. 443, 444)
Será infligido penas civis aos “dissidentes”, estes dissidentes que estão questionando suas
“doutrinas”. Talvez você pergunte em que essas doutrinas vão influenciar na minha salvação?
Questionamos a mesma coisa, até compreender que não pode haver união entre a luz e as trevas, não
há meias verdades, e se estão nas Sagradas Escrituras são para nossa instrução. “Há caminhos, que
parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos de morte.” (Provérbios 16:25).
No livro O Grande Conflito, encontramos o seguinte alerta:
[...] Muitos alegam que não importa o que alguém creia, se tão somente sua vida for
correta. Mas a vida é moldada pela fé. se a luz e a verdade estão ao nosso alcance, e
negligenciamos aproveitar o privilégio de ouvir e vê-las, virtualmente as rejeitamos;
estamos a escolher as trevas em vez da luz (p. 603)
Estas citações não passam de uma apresentação de nossa atual situação. Com isso podemos
concluir, que diante de tantos enganos disseminados entre o povo de Deus, que o fim está próximo. O
homem do pecado já há muito se manifestou, e a obra do engano tem se alastrado grandemente até
mesmo entre os que foram estabelecidos como os portadores da verdade.
Em II Tessalonicenses 2:3-12 está escrito:
Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha
a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e
se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará,
como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que
estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o
detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da
injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então
será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e
aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de
Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da
injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se
salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;
Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na
iniqüidade.
Era necessária a apostasia, para que então viesse o fim, e ela se manifestou novamente nos dias
atuais. Em Apocalipse temos a besta que subiu do mar, sendo esta identificada como o anti-cristo que
logo se manifestaria, em I João 2:18, que diz: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem
o anti-cristo, também agora muitos se têm feito anti-cristos; por onde conhecemos que é já a última
hora”. Fazendo menção do que diz o apóstolo Paulo em algumas de suas cartas, como o “homem do
pecado”, e mais tarde, identificados por muitos dos mártires como sendo o papado.
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Mas esta besta que subiu do mar, que fez guerra contra os santos, também profetizada por
Daniel, como o chifre pequeno, que pronuncia blasfêmias contra o Altíssimo, em dado momento da
História perde o seu poder, é ferida com uma ferida mortal, mas que fora curada, e portanto, se
manifestaria recebendo poder da besta que subiu da terra conforme Apocalipse 13. Dando-nos a
entender que o anti-cristo se manifestaria novamente, com todo poder de engano e mentira, mas pela
última vez, e vemos que, esta é já a última hora, e que muitos já se têm feito anti-cristos, agindo em
apostasia, levando a igreja ao mesmo patamar do início da igreja romana, com argumentos
semelhantes, entregando ao papado sua antiga autoridade.
O tempo já chegou, as profecias estão em cumprimento neste momento, não resta muito para
que se cumpra as últimas profecias, a chuva serôdia será derramada sobre os que têm se firmado
unicamente nas verdades bíblicas, sem teorias mirabolantes nem tradições pagãs. É necessário armarnos com a espada do espírito que é a palavra de Deus, como afirma o apostolo Paulo. Usar as
armaduras de Deus.
Podemos afirmar que:
A linha de separação entre cristãos professos e ímpios é agora dificilmente
discernida. Os membros da igreja amam o que o mundo ama, e estão prontos para se
unirem a ele; e Satanás está resolvido a uni-los em um só corpo, e assim fortalecer
sua causa arrastando-os todos para as fileiras do espiritismo. Os romanistas, que se
gloriam dos milagres como sinal certo da verdadeira igreja, serão facilmente
enganados por este poder operador de prodígios; e os protestantes, tendo rejeitado o
escudo da verdade, serão também iludidos. Romanistas, protestantes e mundanos
juntamente aceitarão, a forma de piedade, destituída de sua eficácia, e verão nesta
aliança um grandioso movimento para a conversão do mundo, e o começo do milênio
há tanto esperado. (O Grande Conflito, p. 593)
Mas não devemos temer, pois:
DEUS TERÁ SOBRE A TERRA UM POVO QUE MANTENHA A BÍBLIA, E
A BÍBLIA SÓ, COMO NORMA DE TODAS AS DOUTRINAS E BASE DE
TODAS AS REFORMAS. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da
ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e
discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma
destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova, em favor
ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou
preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – “Assim diz o Senhor”. (Obra
citada, p. 601)
Estamos vivendo tempos perigosos, precisamos atentar para a Bíblia.
Porque se infiltraram entre vós alguns homens, já há muito tempo marcado para este
julgamento; são ímpios que convertem em dissolução a graça de nosso Deus e negam
a Jesus Cristo, nosso único mestre e Senhor. [...] Ao único Deus, nosso salvador, por
Jesus Cristo nosso Senhor, sejam dadas glória, majestade, poder e domínio, desde
antes de todos os tempos, agora, e por todos os séculos. Amém. (Judas 4, 25,
Tradução Ciro Mioranza)
69
5. A GRANDE APOSTASIA NA IGREJA PRIMITIVA APOSTÓLICA
A história da apostasia da igreja primitiva, não é nem um pouco diferente da nossa. Passo a
relatar o que de acordo com alguns autores e comentaristas sobre os assuntos deu início a grande
apostasia, e que podemos considerar dogmas impostos pela grande meretriz.
Alejandro Bullon, no livro O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse (2003), ao falar
sobre o cavalo vermelho de Apocalipse, escreve:
[...] A igreja no seu afã entusiasta de evangelizar todo o mundo, começou a batizar
pessoas que não tinham conhecimento suficiente da doutrina cristã. Muitos gregos,
romanos e gentios, começaram a pertencer à igreja sem ter abandonado os seus
velhos costumes e doutrinas, e imperceptivelmente começaram a contaminar a pureza
da doutrina bíblia que se mantivera branca durante todo o primeiro século.
Podemos tomar como exemplo o Imperador Constantino. Ele tornou-se cristão, o que
foi motivo de muita alegria para o cristianismo. [...] Mas Constantino adorava o Sol
no dia consagrado ao deus sol: o domingo. Assim, o Imperador, “convertido” ao
cristianismo, trouxe para a Igreja o domingo como dia especial de adoração.
Naquele período, a Igreja cristã passou a ter conflitos internos por causa de doutrinas
estranhas que pretendiam misturar-se às verdades bíblicas. Entre as doutrinas em
conflito, podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo, o
papel da virgem Maria, o celibato e a autoridade da Igreja. (p. 42 e 43)
Em As Profecias do Apocalipse de Uriah Smith (1945), encontramos o seguinte comentário
sobre este período, no texto que fala dos Sete Selos:
O poder eclesiástico buscava aliar-se com o secular. Como resultado produziam-se
distúrbios e comoções. O espírito deste período atinge o seu auge quando chegamos
ao tempo de Constantino, o primeiro imperador chamado cristão, cuja conversão ao
cristianismo é datada por Mosheim em 323 DC – Ecclesiastical Commentaries.
Acerca deste período observa o Dr. Rice: Ele representa um período secular, ou a
união da igreja com o estado. Constantino auxiliou o clero, que lhe ficou devendo
muitos favores. Legislou para a igreja, convocou o concilio de Nicéia, e foi quem
mais se salientou neste concilio. Constantino, não o Evangelho, teve a glória de
derrubar os templos pagãos. Teve esta glória o estado, em vez de a igreja.
Constantino foi louvado por ter feitos decretos contra alguns erros, mas foi mais além
e até introduziu muitos outros erros e opôs-se a algumas importantes verdades.
Levantaram-se controvérsias; e quando subiu ao trono um novo imperador, houve
uma corrida do clero para arrastá-lo para o lado das suas opiniões particulares.
Mosheim diz deste período: “Havia muita guerra e perturbação”. (p. 85)
Uriah Smith, (1991, p. 169) diz:
A igreja que durante todos os séculos escuros ativamente ditava suas ordens aos
submissos ouvidos da cristandade, e pavoneava os seus ostentosos estandartes
perante embasbacadas multidões, não era a igreja de Cristo. Era o corpo do mistério
da iniqüidade. O 'mistério da piedade' era Deus manifestando-Se entre nós como
homem. O 'mistério da iniqüidade' era um homem pretendendo ser Deus. Esta foi a
grande apostasia, o hibridismo produzido pela união do paganismo com a
cristandade. A verdadeira igreja estava longe da vista. Em lugares secretos os crentes
adoravam a Deus. As cavernas e recessos ocultos dos vales do Piemonte podem ser
tomados como locais representativos, onde a verdade do Evangelho foi sagradamente
protegida da fúria dos seus inimigos. Aqui Deus velava sobre a Sua igreja, e pela Sua
providencia a protegia e alimentava.
70
Fernandes (2005) revista eletrônica, diz:
O Concílio de Nicéia, de 325, define o momento em que a Igreja se organiza
claramente como instituição, definindo seus dogmas, princípios litúrgicos e
organização interna. Pode ser considerado como um ato de transformação do
Cristianismo primitivo, espontâneo e místico, numa religião estruturada, com uma
casta sacerdotal hierarquicamente definida. Apenas a partir do Concílio de Nicéia é
que se pode falar em Igreja Católica Romana, como a conhecemos hoje.
Primeiro concílio ecumênico, concílio que definiu os dogmas, princípios litúrgicos e
organização interna, e que se pode falar em Igreja Católica Romana como a conhecemos hoje.
No livro A Trindade, de Widden, Moon e Reeve (2006, p. 164), lançado pela Casa Públicadora
Brasileira, lemos: “A Igreja gastou o meio século entre o Concílio de Nicéia em 325 e o Concílio de
Constantinopla em 381 em ardorosos debates sobre a melhor forma de descrever o relacionamento
entre Pai e Filho e, na parte final do período, o Espírito”.
No livro Considerações sobre a Divindade, de Balbach (2008, p. 9) da Igreja Adventista do
Sétimo Dia Movimento da Reforma, diz: “Para quem lê a história da Igreja entre os anos 300 e 450
AD, pode parecer que toda a energia dos cristãos deve ter sido absorvida em disputas doutrinárias”.
O livro Despontar de uma Nova Era, de Schwantes (1984, p. 151) da Casa Publicadora
Brasileira, faz um relato da história da Igreja, e afirma: “É um triste comentário sobre o estado da
Igreja, que no quarto e no quinto séculos, missões entre os povos pagãos da Europa foram levadas a
cabo com muito maior energia pelos arianos, a despeito de seus erros doutrinários”. É bom lembrar
que esta igreja descrita por estes autores era a igreja apóstata, não a igreja de Deus.
Quanto a este período, Ellen G. White diz:
A maioria dos cristãos finalmente consentiu em baixar a norma, formando-se uma
união entre o cristianismo e o paganismo. Posto que os adoradores de ídolos
professassem estar convertidos e unidos a igreja, apegavam-se ainda a idolatria, mudando apenas os objetos de culto pelas imagens de Jesus, e mesmo de Maria e dos
santos. O fermento vil da idolatria, assim trazido para a igreja, continuou a obra
funesta. Doutrinas errôneas, ritos supersticiosos e cerimônias idolátricas foram incorporados em sua fé e culto. Unindo-se os seguidores de Cristo aos idólatras, a
religião cristã se tornou corrupta e a igreja perdeu sua pureza e poder. Alguns houve,
entretanto, que não foram transviados por esses enganos. Mantinham-se ainda fieis
ao Autor da verdade, e adoravam a Deus somente. (O Grande Conflito, p. 41)
O período que começa os passos para a idade escura da História, com o tempo, fez com que a
IGREJA DE DEUS, começasse a sofrer com a discórdia reinante, e no decorrer do tempo tendo que
viver nos esconderijos, sofrendo perseguições. Quem perseguiu, foi a Besta, pois foi quando a igreja se
uniu ao Estado, que começou a abandonar sua verdadeira fé, e entrou num processo de apostasia que
culminou em dar autoridade ao homem do pecado, o anticristo, que se assenta no seu templo e deseja
ser igual a Deus, que recebeu poder do dragão, a antiga serpente e Satanás.
“Depois de longo e tenaz conflito, os poucos fiéis decidiram-se a dissolver toda a união com a
igreja apóstata, caso ela ainda recusasse libertar-se da falsidade e idolatria.” (Obra citada, p. 43). Ou
seja, a apostasia levou os fiéis a se separarem da igreja apóstata, com doutrinas paganizadas, um falso
cristianismo, com falsa adoração. Portanto esta última não é a Igreja de Deus que fala a Bíblia.
71
A autora argumenta ainda:
A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século quarto, causou
grande regozijo; e o mundo, sob o mando de justiça aparente, introduziu-se na igreja.
Progredia rapidamente a obra de corrupção. O paganismo, conquanto parecesse
suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas,
cerimônias e superstições incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de
Cristo. (O Grande Conflito, p. 48.)
Então, a Igreja, a mulher, após esse período fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado
por Deus, e por 1260 dias foi ali alimentada por Deus. (Apocalipse 12:6). “E a serpente lançou da sua
boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.” (Vrs. 15).
A Igreja apóstata Foi aquela que “abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar
do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos
santos, e vencê-los, e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” (Apocalipse 13:6, 7)
Manoel Pontes de Freitas, no site A Voz da Mensagem apresenta um breve histórico dos
dogmas e inovações papais:
Em 15 de maio de 252 A.D no Concilio do Catardo resolve que, “O batismo deve ser
administrado a crianças logo após o nascimento’’ Em 303 os bispos da igreja da
igreja Romana resolvem mudar a formula do batismo que era originalmente em nome
de Jesus Cristo (atos 3:38 e Col. 3:17); passando a usar os títulos de Pai, Filho,
Espírito santo. Em 607, o assassino imperador Phocas da ao bispo de Roma o direito
de primazia universal sobre a cristandade, depois do segundo concílio de
Constantinopla. Em 609, o culto a Virgem Maria é obra de Bonifácio IV e a inovação
de santos e anjos é posta como lei da igreja. Em 670, começa a falar em latim a
missa, língua morta para o povo, pelo papa Vilélio. Em 758, cria-se a confissão
auricular pelas ordens religiosas do oriente. Em 787 no segundo concilio de Nicéia a
instancia da infame imperatriz Irene foi estabelecida o culto às imagens e a adoração
da cruz e relíquias dos santos. Em 795, o incenso foi posto por leis nas cerimônias da
igreja por Leão III. Em 803 foi criada a festa da assunção da Virgem pelo concilio de
Manigância. Em 818 aparece pela primeira vez nos escritórios de Pascácio Radbeto a
doutrina da transubstancia e a missa. Em 884, o papa Adriano III, aconselha a
canonização dos santos. Em 998 é estabelecida a festa aos mortos, dias de finados por
Odilon. Em 1000, a confissão auricular generaliza-se e o ministro das igrejas
arrogan-se o celebre “ego te absolvo’’. A missa começa a chamar-se sacrifício e
organizan-se as persegrinações, romarias”. Em 1003, o papa João aprova a festa das
almas “Fieis defuntos” que Odilon criara primeiro. Em 1059, Nicolau II cria o
colégio dos caldeais “côncavo”. Em 1074, o papa Hildebrando decreta obrigatório o
celibato dos padres. Em 1076, é declarada a infabilidade da igreja pelo mesmo papa.
Em 1090, Pedro o ermitão cria o rosário. Em 1095, Urano II cria indulgências
plenárias. Em 1125, aparece pela primeira vez cânones de Leão a idéia de imaculada
conceição de Maria porem são Bernardo de clairvaux refutou tal idéia. Em 1200, o
concilio de Ladrão impõe a transubstanciação e confissão auricular. Em 1227, entra a
campainha na missa por ordem de Gregório IX. Em 1229, o concilio de Toulouse
estabeleceu a inquisição, que foi confirmada em 1232 por Gregório X, e logo
entregue aos dominicianos, este mesmo concilio proíbe a leitura da sagrada escritura
ao povo. Em 1264, Urbano IV determina pela primeira vez a festa do corpo de Deus
(Corpus Christi). Em 1300, Bonifácio VIII ordena os jubiles. Em 1331, João XXII
ordena a reza “Ave Maria”. Em 1360, começa a hóstia ser levada em procissão. Em
1414, o concilio de Constancia definiu que na comunhão ao povo deve ser dado
hóstia, sendo o vinho reservado ao padre. Em 1438, o concilio de Trento definiu que
72
a tradição é tão valiosa como a própria palavra de Deus. E aceitou os livros apócrifos
como canônicos. Em 1563, o concilio do Vaticano, declara a infabilidade do papa.
Falsas doutrinas constituem vinho de Babilônia, permeava a igreja primitiva, e a imposição
dessas teorias ou fábulas como verdade deu origem ao homem do pecado, à grande apostasia, ao que
conhecemos como papado. E a imposição começou a partir dos primeiros concílios, onde era decidido
o que era cristianismo, independente da verdade escriturística.
Alejandro Bullon (2003), ao descrever o cavalo amarelo, afirma:
A Igreja perseguiu aqueles que “ousavam” obedecer às Escrituras. Isso aconteceu
durante o período de absoluta supremacia da Igreja na Idade Média. A História
universal registra tudo. A Igreja estabeleceu o aparato mais espantoso, jamais visto
antes, e conhecido pelo nome de Inquisição, para matar e destruir todos aqueles que
não aceitassem as doutrinas contaminadas que, àquela altura da História, a Igreja
ensinava. (Obra citada, p. 46)
Francisco Bethencourt Hélio Daniel (2000) ao escrever sobre a Inquisição, diz:
Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens
remontam ao século IV: no século X muitos casos de execuções de hereges, na
fogueira ou por estrangulamento; em 1198 o Papa Inocêncio III liderou uma cruzada
contra os "ALBIGENSES" (hereges do sul da França), com execuções em massa; em
1229, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do
Santo Ofício, sob a liderança do Papa Gregório IX; em 1252, o Papa Inocêncio IV
publicou o documento intitulado "AD EXSTIRPANDA", em que vociferou: "os
hereges devem ser esmagados como serpentes venenosas". Este documento foi
fundamental na execução do diabólico plano de exterminar os hereges. As
autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão no caso de recusa, eram ordenadas a
queimar os hereges. O "AD EXSTIRPANDA" foi renovado ou reforçado por vários
papas, nos anos seguintes: Alexandre IV (1254-1261); Clemente IV (1265-1268),
Nicolau IV (1288-1292); Bonifácio VIII (1294-1303) e outros. Inocêncio IV
autorizou o uso da tortura.
O mesmo autor ao apresentar sobre suas formas de tortura expõe:
Usava-se, dentre outros, os seguintes processos de tortura: a manjedoura, para
deslocar as juntas do corpo; arrancar unhas; ferro em brasa sob várias partes do
corpo; rolar o corpo sobre lâminas afiadas; uso das "Botas Espanholas" para esmagar
as pernas e os pés; a Virgem de Ferro: um pequeno compartimento em forma
humana, aparelhado com facas, que, ao ser fechado, dilacerava o corpo da vítima;
suspensão violenta do corpo, amarrado pelos pés, provocando deslocamento das
juntas; chumbo derretido no ouvido e na boca; arrancar os olhos; açoites com
crueldade; forçar os hereges a pular de abismos, para cima de paus pontiagudos;
engolir pedaços do próprio corpo, excrementos e urina; a "roda do despedaçamento
funcionou na Inglaterra, Holanda e Alemanha, e destinava-se a triturar os corpos dos
hereges; o "balcão de estiramento" era usado para desmembrar o corpo das vítimas; o
"esmaga cabeça" era a máquina usada para esmagar lentamente a cabeça do
condenado, e outras formas de tortura.
Com a promessa de irem diretamente para o Céu, sem passagem pelo purgatório,
muitos homens eram exortados pelos inquisidores para guerrearem contra os hereges.
Depois de acusados, os hereges tinham pouca chance de sobrevivência. Geralmente
as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até
73
crianças. O processo era sumário. Ou seja: rápido, sem formalidades, sem direito de
defesa.
A Igreja de Roma, sob o pretexto de que detinha as chaves dos céus e do inferno e
poderes para livrar as almas do purgatório e perdoar pecados, pretendia ser
UNIVERSAL, dominar as nações mediante pressão sob seus governantes e
estabelecer seus domínios por todo o Planeta.
E sobre a proibição da leitura o autor argumenta:
A história dos massacres e perseguições perde-se no tempo. Quase impossível para
os historiadores é levantar o número exato ou aproximado de vítimas da Inquisição.
O banho de sangue começou na Europa, mais precisamente em França, e se estendeu
por países vizinhos. Havia, por parte da Igreja de Roma, uma preocupação constante
com a propagação do Evangelho, com o conhecimento da Palavra, com a tradução da
Bíblia em outras línguas. Preocupação no sentido de proibir. Só pelo fato de um
católico passar a ler as Escrituras estava sujeito a ser considerado um herege e, como
tal, ser excomungado e levado à fogueira. A Bíblia era, assim, considerada um
obstáculo às pretensões da Igreja de Roma, de colocar todos os povos sob seus
domínios.
Muitos meios foram usados para que a Bíblia ficasse restrita ao pequeno círculo dos
sacerdotes, dos padres, dos bispos e dos papas. Dentre as medidas para conter o
avanço da leitura, destaco alguns a seguir :
1229 - o Concílio de Tolouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição,
determinou: "Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento...
Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo
popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros
subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser
inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e
cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido." (Concil. Tolosanum,
Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que
decretou a Cruzada contra os albigenses. Em "Acts of Inquisition, Philip Van
Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar:
"Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram
sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a
verdade do evangelho e fizeram um evangelho para seus próprios propósitos... (elas
sabem que) a pregação e explanação da Bíblia é absolutamente proibida aos membros
leigos".
1866 - O Papa Pio IX, em sua encíclica "Quanta cura", em 8 de dezembro de 1866,
emitiu uma lista de oito erros sob dez diferentes títulos. Sob o título IV ele diz:
"Socialismo, comunismo, sociedades clandestinas, sociedades bíblicas... pestes estas
devem ser destruídas através de todos os meios possíveis".
Assim com tortura e grande violência foram impostas suas teorias e fábulas, suas mentiras
espalhadas, proibindo até mesmo a leitura da Bíblia. Percebemos que primeiro foi decidido em
concílio, onde as decisões eram tomadas, e algo importante podemos ressaltar é que o interesse não era
em preservar a verdade conforme havia sido registrada pelos profetas de Deus, mas o que os
“cristãos”, ou a igreja considerava ser o cristianismo, sem nenhum temor de Deus.
A Bíblia é a única regra de fé e doutrina. E não há nada mais apropriado para
vigorizar a mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Não há
outro livro que seja tão poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor às
faculdades como as vastas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus
fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de entendimento,
74
uma nobreza de caráter e uma firmeza de propósito que raramente se vêem neste
tempos. Milhares de homens que ministram no púlpito carecem das qualidades
essenciais da mente e do caráter, porque não se aplicam ao estudo das Escrituras.
Satisfazem-se com um conhecimento superficial das verdades repletas de profunda
significação; e preferem continuar assim, perdendo muito em todo o sentido, em vez
de buscar com diligência o tesouro escondido. (Fundamentos da Educação Cristã, p.
126)
Hoje, analisando a história da nossa organização, não vemos diferença de nossa atual posição
concernente aos que aponta nas Escrituras um desacordo doutrinário adventista, do que foi o papado
no período da Inquisição, métodos semelhantes começam a ser usados, e as pessoas que se despertam
para o estudo da Palavra de Deus, sobre assuntos que eles consideram “polêmicos”, pois já tomaram
uma posição contrária a verdade, são expostas como hereges, em meio a acusações sem provas e falsos
testemunhos, sem direito de defesa e de expor seus motivos de discordância da atual organização. Com
isso se cumpre as palavras “Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento” (Mensagens
Escolhidas, Vol. I, p. 204)
Mas isso não deve nos desanimar, pois devemos nos gloriar nas tribulações; “sabendo que a
tribulação produz paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não
traz confusão.” (Romanos 5:3-5). Se compararmos esta declaração com o que se encontra em
Apocalipse 14:12 “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de
Deus e a fé de Jesus.”, notamos que essa tribulação que produz a paciência dos santos, certamente é
proveniente da guarda dos seus mandamentos, não são tribulações de sofrimento por transgressão da
lei, mas pelo cumprimento da lei de Deus.
“Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos,
padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se,
fazendo bem, sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus.” (I Pedro 2:19 e 20).

6. A PRIMITIVA IGREJA ADVENTISTA
Aproxima-se o ano de 1844, e uma mensagem de advertência ressoa com grande voz
proclamando a vinda do Senhor. No livro O Grande Conflito, lemos sobre este evento:
Na profecia da mensagem do primeiro anjo, no capítulo 14 de Apocalipse, é predito
um grande despertamento religioso sob a proclamação da breve vinda de Jesus. É
visto um anjo a voar "pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar
aos que habitam sobre a Terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo". "Com
grande voz" ele proclama a mensagem: "Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque
vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as
fontes das águas." Apoc. 14:6 e 7. (p. 355)
Semelhante mensagem jamais foi apresentada nos séculos passados. Paulo, como
vimos, não a pregou; indicara aos irmãos a vinda do Senhor num futuro então muito
distante. Os reformadores não a proclamaram. Martinho Lutero admitiu o juízo para
mais ou menos trezentos anos no futuro, a partir de seu tempo. Desde 1798, porém, o
livro de Daniel foi descerrado, aumentou-se o conhecimento das profecias, e muitos
têm proclamado a mensagem solene do juízo próximo. (p. 356)
75
Miller nos Estados Unidos, Wolff “o missionário a todo o mundo” e outros, levaram a
mensagem do advento. No livro mencionado acima lemos:
Durante vinte e quatro anos, de 1821 a 1845, Wolff viajou extensamente: na África,
visitando o Egito e a Etiópia; na Ásia, atravessando a Palestina, Síria, Pérsia,
Usbequistão e a Índia. Visitou também os Estados Unidos, pregando, na viagem para
lá, na ilha de Santa Helena. Chegou a Nova Iorque em agosto de 1837; e, depois de
falar naquela cidade, pregou em Filadélfia e Baltimore, dirigindo-se finalmente a
Washington. Ali, diz ele, "por uma proposta apresentada pelo ex-presidente John
Quincy Adams, em uma das casas do Congresso, concedeu-se-me unanimemente o
uso do salão do Congresso para uma conferência que eu pronunciei em um sábado,
honrada com a presença de todos os congressistas, e também do bispo de Virgínia e
do clero e cidadãos de Washington. A mesma honra me foi conferida pelos membros
do governo de Nova Jersey e Pensilvânia, em cuja presença fiz conferências sobre
minhas pesquisas na Ásia, e também sobre o reino pessoal de Jesus Cristo". - Diário.
O Dr. Wolff viajou nos países mais bárbaros, sem a proteção de qualquer autoridade
européia, suportando muitas dificuldades e cercado de inumeráveis perigos. Foi
espancado e sofreu fome, sendo vendido como escravo, e três vezes condenado à
morte. Foi assediado por ladrões, e algumas vezes quase pereceu de sede. Uma
ocasião despojaram-no de tudo que possuía, obrigando-o a viajar centenas de
quilômetros a pé, através de montanhas, descalço e com os pés enregelados ao
contato do chão frio, e o rosto açoitado pela neve.
Quando advertido pelo fato de ir desarmado entre tribos selvagens e hostis, declarava
estar "provido de armas - oração, zelo para com Cristo e confiança em Seu auxílio. "Também estou provido", disse ele, "do amor de Deus e do meu próximo, em meu
coração, e da Bíblia em minhas mãos." - Em Perigos Muitas Vezes, W. H. D. Adams.
Aonde quer que fosse, levava consigo as Escrituras em hebraico e inglês.
De uma de suas últimas jornadas diz ele: "Eu ... conservava a Bíblia aberta na mão.
Sentia que o meu poder estava no Livro e que sua força me sustentaria." - Ibidem.
Assim perseverou em seus labores até que a mensagem do juízo foi levada a uma
grande parte habitável do globo. Entre judeus, turcos, persas, hindus e muitas outras
nacionalidades e povos, ele distribuiu a Palavra de Deus nessas várias línguas, e em
toda parte anunciou a proximidade do reino do Messias.
Em suas viagens pelo Usbequistão encontrou a doutrina da próxima vinda do Senhor,
professada por um povo remoto e isolado.
Os árabes do Iêmen, diz ele, "acham-se de posse de um livro chamado 'Seera', que dá
informação sobre a segunda vinda de Cristo e Seu reino em glória; e esperam
ocorrerem grandes acontecimentos no ano de 1840". - Diário. "No Iêmen... passei
seis dias com os filhos de Recabe. Não bebem vinho, não plantam vinhedos, não
semeiam, e vivem em tendas; lembram-se do bom e velho Jonadabe, filho de Recabe;
e encontrei em sua companhia filhos de Israel, da tribo de Dã, ... que esperam com os
filhos de Recabe a breve vinda do Messias nas nuvens do céu." - Ibidem.
Outro missionário verificou existir crença semelhante na Tartária. Um sacerdote
tártaro perguntou ao missionário quando Cristo viria pela segunda vez. Ao responder
o missionário que nada sabia a respeito, o sacerdote pareceu ficar grandemente
surpreso com tal ignorância em quem professava ser ensinador da Bíblia, e declarou
sua própria crença baseada na profecia, de que Cristo viria aproximadamente em
1844.
Já em 1826 a mensagem do advento começou a ser pregada na Inglaterra. O
movimento ali não tomou forma definida como na América do Norte; o tempo exato
do advento não era geralmente tão ensinado, mas proclamava-se vastamente a grande
verdade da próxima vinda de Cristo em poder e glória. E isto não somente entre os
dissidentes e não conformistas. Mourante Brock, escritor inglês, declara que mais ou
menos setecentos pastores da Igreja Anglicana estavam empenhados na pregação
76
deste "evangelho do reino". A mensagem que indicava 1844 como o tempo da vinda
do Senhor, foi também dada na Grã-Bretanha. Publicações sobre o advento,
provenientes dos Estados Unidos, eram amplamente disseminadas. Livros e revistas
reeditavam-se na Inglaterra. E, em 1842, Robert Winter, inglês nato, que recebera na
América do Norte a fé do advento, voltou a seu país natal para anunciar a vinda do
Senhor. Muitos se uniram a ele na obra, e a mensagem do juízo foi proclamada em
várias partes da Inglaterra.
Na América do Sul, em meio de desumanidade e artimanha dos padres, Lacunza,
jesuíta espanhol, teve acesso às Escrituras, e recebeu assim a verdade da imediata
volta de Cristo. Constrangido a fazer a advertência, e desejando contudo escapar das
censuras de Roma, publicou suas idéias sob o pseudônimo de "Rabbi Ben-Israel",
representando-se a si mesmo como judeu converso. Lacunza viveu no século XVIII,
mas foi aproximadamente em 1825 que seu livro, encontrando acesso em Londres,
foi traduzido para a língua inglesa. Sua publicação serviu para aprofundar o interesse
que já se despertava na Inglaterra pelo assunto do segundo advento.
Na Alemanha, a doutrina fora ensinada no século XVIII por Bengel, pastor da Igreja
Luterana e célebre sábio e crítico da Bíblia. Completando sua educação, Bengel
"havia-se dedicado ao estudo de teologia, a quem o pendor de seu espírito grave e
religioso, acentuado e fortalecido pelo seu primitivo ensino e disciplina, naturalmente
o inclinava. Como outros jovens de caráter meditativo, antes e depois dele, teve que
lutar com dúvidas e dificuldades de natureza religiosa; e ele faz alusão, muito
sentidamente, às muitas setas que lhe traspassavam o pobre coração, tornando-lhe a
juventude difícil de suportar". - Enciclopédia Britânica, art. Bengel. Ao tornar-se
membro do consistório de Wuerttemberg, advogou a causa da liberdade religiosa.
"Ao passo que mantinha os direitos e privilégios da igreja, defendia toda liberdade
razoável aos que se sentiam obrigados, por motivos de consciência, a retirar-se de sua
comunhão." - Enciclopédia Britânica. Os bons efeitos desta política são ainda
sentidos em sua província natal.
Foi enquanto preparava um sermão sobre Apocalipse 21, para o "Domingo do
Advento", que a luz da segunda vinda de Cristo raiou no espírito de Bengel. As
profecias do Apocalipse desvendaram-se-lhe à compreensão como nunca dantes.
Vencido pela intuição da importância estupenda e extraordinária glória das cenas
apresentadas pelo profeta, foi obrigado a desviar-se por algum tempo da
contemplação do assunto. No púlpito este se lhe apresentou novamente em toda a sua
clareza e poder. Desde aquele tempo se dedicou ao estudo das profecias,
especialmente as do Apocalipse, e logo chegou à crença de que elas mostravam a
proximidade da vinda de Cristo. A data que fixou como o tempo do segundo advento
diferia, em muito poucos anos, da que mais tarde Miller admitiu.
Os escritos de Bengel têm sido espalhados por toda a cristandade. Suas idéias sobre
profecias foram, de modo geral, recebidas em seu próprio Estado de Wuerttemberg, e
até certo ponto em outras partes da Alemanha. O movimento continuou depois de sua
morte, e a mensagem do advento ouviu-se na Alemanha ao mesmo tempo em que
despertava a atenção dos homens em outras terras. Logo no início alguns dos crentes
foram à Rússia e ali formaram colônias; e a crença na próxima vinda de Cristo é
ainda mantida pelas igrejas alemãs daquele país.
A luz brilhou também na França e Suíça. Em Genebra, onde Farel e Calvino tinham
propagado as verdades da reforma, Gaussen pregou a mensagem do segundo
advento. Na escola, como estudante, Gaussen encontrou o espírito de racionalismo
que invadiu a Europa toda durante a última parte do século XVIII e início do XIX; e,
ao entrar para o ministério, não somente ignorava a verdadeira fé, mas se inclinava ao
ceticismo. Em sua mocidade se interessara pelo estudo da profecia. Depois de ler a
História Antiga de Rollin, sua atenção foi despertada para o capítulo 2 de Daniel, e
surpreendeu-se com a maravilhosa exatidão com que a profecia se cumprira,
77
conforme se via no relato do historiador. Ali estava um testemunho da inspiração das
Escrituras, que lhe serviu como âncora entre os perigos dos últimos anos. Não podia
ficar satisfeito com os ensinos do racionalismo e, estudando a Bíblia e procurando luz
mais clara, foi ele, depois de algum tempo, levado a uma fé positiva.
Prosseguindo com as pesquisas sobre as profecias, chegou à crença de que a vinda do
Senhor estava próxima. Impressionado com a solenidade e importância desta grande
verdade, desejou levá-la ao povo; mas a crença popular de que as profecias de Daniel
são mistérios e não podem ser compreendidas, foi-lhe sério obstáculo no caminho.
Decidiu-se finalmente - como antes dele fizera Farel ao evangelizar Genebra - a
começar o trabalho com as crianças, esperando, por meio delas, interessar os pais. (p.
360-365)
E assim esta mensagem foi proclamada em todo o mundo, onde ainda muitos outros se
levantaram em vários países na Europa. Em 1844, após a grande decepção, temos apenas um pequeno
grupo que se reunia em oração, diz este livro que:
Deus, porém, estivera a dirigir o Seu povo no grande movimento adventista; Seu
poder e glória haviam acompanhado a obra, e Ele não permitiria que ela finalizasse
em trevas e desapontamento, para que fosse vituperada como falsa excitação fanática.
Não deixaria Sua palavra envolta em dúvida e incerteza. Posto que muitos
abandonassem a anterior contagem dos períodos proféticos, negando a exatidão do
movimento nela baseado, outros não estavam dispostos a renunciar a pontos de fé e
experiência que eram apoiados pelas Escrituras e pelo testemunho do Espírito de
Deus. Criam ter adotado, no estudo das profecias, sólidos princípios de interpretação,
sendo o seu dever reter firmemente as verdades já adquiridas e continuar o mesmo
método de exame bíblico. Com fervorosa oração examinaram sua atitude e estudaram
as Escrituras para descobrir onde haviam errado. Como não pudessem ver engano
algum no cômputo dos períodos proféticos, foram levados a examinar mais
particularmente o assunto do santuário.
Aprenderam, em suas pesquisas, que não há nas Escrituras prova que apóie a idéia
popular de que a Terra é o santuário; acharam, porém, na Bíblia uma completa
explicação do assunto do santuário, quanto à sua natureza, localização e serviços,
sendo o testemunho dos escritores sagrados tão claro e amplo, que punha o assunto
acima de qualquer dúvida. (p. 410, 411)
Então, com estudo da Palavra de Deus e oração chegaram as conclusões sobre a doutrina
Santuário e sua abrangência. Ellen White, fala sobre este início de redescoberta e estabelecimento da
primitiva igreja adventista do sétimo dia:
Meu esposo, juntamente com os Pastores José Bates, Stephen Pierce, Hiram Edson, e
outros que eram fervorosos, nobres e fiéis, estava entre os que, depois da passagem
do tempo em 1844, buscaram a verdade como a um tesouro escondido.
Reuníamo-nos sentindo angústia de alma, a fim de orar para que fôssemos um na fé e
doutrina; pois sabíamos que Cristo não está dividido. Cada vez tomávamos um ponto
para assunto de nossa pesquisa. Abriam-se as Escrituras com sentimento de temor.
Jejuávamos freqüentemente, a fim de pôr-nos em melhor disposição para
compreender a verdade.
Se depois de fervorosa oração, não compreendíamos algum ponto, o discutíamos, e
cada qual exprimia livremente sua opinião. De novo então nos curvávamos em
oração, e ardentes súplicas ascendiam ao Céu para que Deus nos ajudasse a ver de
uma mesma maneira, para que fôssemos um, como Cristo e o Pai são um. Muitas
lágrimas eram derramadas.
78
Assim passávamos muitas horas. Algumas vezes passávamos a noite toda em solene
busca das Escrituras, para compreender a verdade para o nosso tempo. Em algumas
ocasiões o Espírito de Deus descia sobre mim, e porções difíceis eram esclarecidas
pelo modo indicado por Deus, e havia então perfeita harmonia. Éramos todos de um
mesmo pensamento e espírito.
Procurávamos muito ansiosamente que as Escrituras não fossem torcidas para
adaptarem-se às opiniões de qualquer pessoa. Procurávamos fazer com que nossas
divergências de opiniões fossem tão pequenas quanto possível, não insistindo nós
sobre pontos que eram de menos importância, a respeito dos quais havia opiniões
divergentes. A preocupação de toda alma, porém, era promover entre os irmãos uma
condição que correspondesse à oração de Cristo para que Seus discípulos pudessem
ser um, assim como o são Ele e o Pai.
Algumas vezes um ou dois irmãos obstinadamente se punham à opinião apresentada,
e agiam de acordo com os sentimentos naturais do coração; quando, porém, essa
disposição aparecia, suspendíamos nossas pesquisas e adiávamos a reunião, para que
cada um tivesse a oportunidade de buscar a Deus em oração, e sem consulta com
outrem estudasse o ponto de divergência, rogando luz do Céu. Com expressões de
amizade nos despedíamos, para de novo reunirmo-nos tão breve quanto possível,
para mais pesquisas. Por vezes o poder de Deus descia sobre nós de uma maneira
assinalada, e, quando a clara luz revelava os pontos da verdade, chorávamos e
regozijávamo-nos juntamente. Amávamos a Jesus, e amávamo-nos uns aos outros.
O nosso número aumentava gradualmente. A semente lançada era regada por Deus,
que a fazia crescer. A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos a
verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares, em celeiros, bosques e
edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, e pudemos construir humildes
casas de oração. (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 24-26)
No livro Mensagens Escolhidas lemos ainda:
Podemos facilmente contar os primeiros portadores de responsabilidades que ainda
vivem [1902]. Pastor [Urias] Smith ligou-se a nós no princípio da obra publicadora.
Trabalhou junto a meu marido. Esperamos ver sempre seu nome na Review and
Herald, encabeçando a lista dos redatores, pois assim deve ser. Os que iniciaram a
obra, que combateram bravamente quando a peleja era árdua, não devem agora
perder sua firmeza. Devem ser honrados pelos que entraram para a obra depois de
haverem sido suportadas as privações mais duras.
Tenho muita simpatia para com o Pastor Smith. Meu interesse vital na obra de
publicações está ligado ao dele. Veio ele ter conosco quando jovem, possuindo
talentos que o habilitavam para ocupar o lugar de redator. Como me alegro quando
leio os seus artigos na Review - tão excelentes, tão repletos de verdade espiritual!
Dou graças a Deus por eles. Sinto forte simpatia pelo Pastor Smith, e creio que seu
nome deve sempre aparecer na Review, como redator principal. Assim Deus deseja.
Quando, alguns anos atrás, seu nome foi colocado em segundo lugar, senti-me ferida.
Quando de novo foi colocado em primeiro lugar, chorei, e disse: "Graças a Deus!"
Oxalá fique sempre ali, como Deus deseja que continue, enquanto a mão direita do
Pastor Smith puder empunhar uma pena. E quando faltar o poder de sua mão, que
seus filhos escrevam, ditando-lhes ele.
Sou grata por poder ainda o Pastor [J. N.] Loughborough usar suas habilitações e
dons na causa de Deus. Ele tem ficado fiel em meio de tempestades e provações.
Com o Pastor Smith, meu esposo, irmão Butler, que se nos uniu mais tarde, e vós [S.
N. Haskell], pode ele dizer: "O que era desde o princípio, ... o que vimos e ouvimos,
isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa
comunhão é com o Pai, e com Seu Filho Jesus Cristo." I João 1:1-3. (Mensagens
Escolhidas, vol. 2, p. 225, 226)
79
Entre as primeiras visões da irmã White, encontramos:
Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. [...] Vi dois grupos, um
curvado perante o trono, profundamente interessado, enquanto outro permanecia
indiferente e descuidado. Os que estavam dobrados perante o trono ofereciam suas
orações e olhavam para Jesus; então Jesus olhava para Seu Pai, e parecia estar
pleiteando com Ele. Uma luz ia do Pai para o Filho e do Filho para o grupo em
oração. Vi então uma luz excessivamente brilhante que vinha do Pai para o Filho e do
Filho ela se irradiava sobre o povo perante o trono. Mas poucos recebiam esta grande
luz. Muitos saíam de sob ela e imediatamente resistiam-na; outros eram descuidados
e não estimavam a luz, e esta se afastava deles. Alguns apreciavam-na, e iam e se
curvavam com o pequeno grupo em oração. Todo este grupo recebia a luz e se
regozijava com ela, e seu semblante brilhava com glória.
Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para
dentro do véu, e assentar-Se. Então Jesus Se levantou do trono e a maior parte dos
que estavam curvados ergueram-se com Ele. Não vi um raio de luz sequer passar de
Jesus para a multidão descuidada depois que Ele Se levantou, e eles foram deixados
em completas trevas. Os que se levantaram quando Jesus o fez, conservavam os
olhos fixos nEle ao deixar Ele o trono e levá-los para fora a uma pequena distância.
[...] Os que se levantaram com Jesus enviavam sua fé a Ele no santíssimo, e oravam:
"Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito." Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo.
Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz.
Voltei-me para ver o grupo que estava ainda curvado perante o trono; eles não
sabiam que Jesus o havia deixado. Satanás parecia estar junto ao trono, procurando
conduzir a obra de Deus. Vi-os erguer os olhos para o trono e orar: "Pai, dá-nos o
Teu Espírito." Satanás inspirava-lhes uma influência má; nela havia luz e muito
poder, mas não suave amor, alegria e paz. O objetivo de Satanás era mantê-los
enganados e atrair de novo e enganar os filhos de Deus. (Primeiros Escritos, p. 5456)
Os Princípios Fundamentais que ponto por ponto se firmaram, eram:
Os adventistas do Sétimo Dia não possuem credo além da Bíblia; porém, sustentam
um certo número de pontos bem definidos de fé, pelos quais estão preparados para
dar “a todo homem que pedir” uma razão de sua fé. As seguintes proposições podem
ser entendidas como um resumo dos principais traços de sua fé religiosa, sobre os
quais existe, na medida do que é conhecido, completa unanimidade por todo o corpo.
Eles crêem:
1. Que existe um só Deus, pessoal, um Ser Espiritual, o Criador de todas as coisas,
Onipotente, Onisciente, e Eterno; Infinito em conhecimento, santidade, justiça,
bondade, verdade e misericórdia; imutável, e presente em todos os lugares por seu
representante, o Espírito Santo. Salmo 139:7.
2. Que existe um Senhor, Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, o único por quem
foram criadas todas as coisas, e por meio de quem elas existem; que ele tomou a
natureza da semente de Abraão para a redenção de nossa raça caída; que ele residiu
entre os homens, cheio de graça e verdade, viveu nosso exemplo, morreu nosso
sacrifício, foi ressuscitado para nossa justificação, ascendeu ao alto para ser nosso
único mediador no santuário celestial, onde através dos méritos de seu sangue
derramado, assegurou o perdão e absolvição dos pecados de todos aqueles que
persistentemente se achegam a Ele; e como o encerramento de parte do seu trabalho
de sacerdote, antes de assentar-se em seu trono como Rei, ele realizará a expiação por
todos eles, e todos os pecados deles cometidos fora do santuário serão apagados (atos
3:19), como mostrado no serviço do sacerdócio levítico, o qual apontava e
prefigurava o ministério de nosso Senhor no Céu. Veja Levítico 16; Hebreus 8:4, 5;
9:6, 7.
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3. Que as Santas Escrituras do Velho e do Novo Testamento foram dadas pela
inspiração de Deus, possuem uma completa revelação de Sua vontade para o homem,
e são a única e infalível regra de fé e prática.
4. O Batismo é uma ordenança da igreja cristã para acompanhar fé e arrependimento,
- uma ordenança na qual comemoramos a ressurreição de Cristo, que por este ato
demonstramos nossa fé em sua morte e ressurreição, e por meio da qual, na
ressurreição de todos os santos dos últimos dias; e que, não existe outro meio mais
adequado para representar estes fatos que as Escrituras prescrevem, denominado,
imersão.
5. Que o novo nascimento compreende uma completa mudança necessária para nos
preparar para o Reino de Deus, e que consiste de duas partes: Primeira, uma
transformação moral moldado pela conversão e uma vida cristã (João 5:3); segunda,
uma mudança corporal por ocasião da segunda vinda de Cristo, segundo a qual, se
morrermos, nós ressuscitaremos incorruptíveis, e se estivermos vivos, seremos
transformados para a imortalidade num momento, em um piscar de olhos. Lucas
20:36; I Corintios 15: 51, 52.
6. Que a Profecia é uma parte da revelação de Deus ao homem; que ela está inserida
nas Escrituras, a qual é proveitosa para instrução (II Tim. 3:16); que ela é designada
para nós e para nossos filhos (Deut. 29:29); que, em grande parte, sua existência está
envolvida em impenetrável mistério; é ela que constitui especialmente a Palavra de
Deus numa Lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sal. 119:105;
II Ped. 1:19); que uma bênção é pronunciada sobre aqueles que a estudam
(Apocalipse. 1:3); e que, conseqüentemente; ela pode ser compreendida
suficientemente pelo povo de Deus para mostrar-lhes a sua posição na história do
mundo e a especial responsabilidade colocada em suas mãos.
7. Que a história mundial possui datas marcadas no passado, o surgimento e queda
dos impérios, e a sucessão cronológica de eventos que servem de plano de fundo do
Reino Eterno de Deus, são delineadas numa grande corrente de profecias; e que todas
essas profecias estão agora cumprindo-se nas cenas finais.
8. Que a doutrina da conversão mundial e um milênio temporal é uma mentira destes
últimos dias, arquitetada para aquietar os homens no estado de segurança carnal,
induzindo-os a serem surpreendidos pelo grande dia do Senhor como o ladrão de
noite (I Tess. 5:3); que a segunda vinda de Cristo precede, não segue, o milênio; até o
Senhor aparecer, o poder papal, com todas as suas abominações, continua (II Tess.
2:8), como o trigo e o joio crescem juntos (Mateus 13:29, 30 e 39), e o sedutor
homem da iniqüidade torna-se cada vez pior, como a Palavra de Deus declara. II
Tim. 3:1 e 13.
9. Que o erro dos Adventistas em 1844 pertenceu à natureza do evento a expirar, não
ao período de tempo, pois nenhum período profético é dado a estender-se até a
segunda vinda, mas que o mais longo período, é dos dois mil e trezentos dias de
Daniel 8:14, terminando em 1844, nos conduzindo a um acontecimento denominado
e conhecido como a purificação do santuário.
10. Que o Santuário da nova aliança é o tabernáculo de Deus no Céu, do qual Paulo
fala em Hebreus 8 e mais adiante, e do qual nosso Senhor, como o Grande sumosacerdote, é ministro; que este santuário é o antítipo do tabernáculo Mosaico, e que o
ministério sacerdotal de nosso Senhor, associado a isso, é o antítipo do ministério dos
sacerdotes judeus da antiga dispensação (Heb. 8:1-5); que este, e não a terra, é o
santuário a ser purificado no final dos dois mil e trezentos dias, a qual é denominada
esta purificação, sendo neste caso, como na figura, simplesmente a entrada do sumosacerdote no lugar santíssimo, para finalizar o ministério através da obra de expiação
e eliminação dos pecados dos crentes que se encontram no santuário (Atos 3:19), e
ocupa um breve, mas indefinido período no primeiro compartimento (Levítico 16;
Heb. 9:22, 23); e que este trabalho é o antítipo, iniciando em 1844, consistindo na
81
atual eliminação dos pecados dos crentes (Atos 4:19), e ocupa um breve e indefinido
espaço de tempo, até à sua conclusão, no qual o período de graça para o mundo será
finalizado, e o segundo advento de Cristo chegará.
11. Que os requisitos morais de Deus são os mesmos para todos os homens em todas
as dispensações; que estes estão sumariamente contidos nos mandamentos
proclamados por Jeová do Sinai, gravados em tábuas de pedra, e colocados na arca, a
qual era chamada de “arca da aliança” ou do concerto (Num. 10:33; Heb. 9:4, etc);
que esta lei é imutável e perpétua, sendo uma transcrição das tábuas colocadas na
arca no verdadeiro santuário que se encontra no céu, o qual é também, pela mesma
razão, chamada a arca do concerto de Deus; ao soar da sétima trombeta nós
saberemos que “o Templo de Deus foi aberto no céu, e foi vista em seu templo a arca
de seu concerto.” Apoc. 11:19.
12. Que o quarto mandamento desta lei requer que nós dediquemos o sétimo dia de
cada semana, comumente chamado de Sábado, para nos abster de nosso labor, para a
realização do sagrado serviço religioso; que este é um único Sábado declarado na
Bíblia, sendo o dia que era separado antes no Paraíso perdido (Gênesis 2:2, 3), e o
qual será observado no Paraíso restaurado (Isa. 66:22, 23); que a realidade sobre a
qual a instituição do Sábado está baseada delimita-o ao sétimo dia, e nenhum outro
dia como verdadeiro, e que o termo, Sábado Judeu, é aplicado ao sétimo dia, e
Sábado cristão, como aplicado ao primeiro dia da semana, são termos de invenção
humana, sem provas escriturísticas, e falsas em seu significado.
13. Que como o homem do pecado, o papado, intentou mudar os tempos e as leis (a
lei de Deus, Dan. 7:25), e enganou a maior parte da cristandade com respeito ao
quarto mandamento, nós encontramos uma profecia de reforma neste aspecto para ser
realizada entre os crentes precisamente antes do retorno de Cristo. Isa. 56:1, 2; I Ped.
1:5; Apoc. 14:12, etc.
14. Que os seguidores de Cristo devem ser um povo peculiar, não seguindo o
aforismo, nem andando nos caminhos do mundo; não amando seus prazeres, nem
permitindo estas coisas, considerando o que os apóstolos disseram que “todo aquele
que é” neste assunto “um amigo do mundo é inimigo de Deus” (Tiago 4:4); e Cristo
disse que nós não podemos ter dois senhores, ou, ao mesmo tempo, servir a Deus e
aos prazeres. Mat. 6:24.
15. Que as Escrituras insistem sobre a simplicidade e modéstia no vestir como uma
importante marca do discipulado naqueles que professam ser seguidores dAquele que
“é humilde e manso de coração”; que os vestidos de ouro, pérolas, e vestes caras, e
qualquer outro feito para adornar a pessoa, estimula o orgulho do coração natural, e
deve ser descartado de acordo com I Tim. 2:9, 10; I Ped. 3:3, 4.
16. Que os meios para o suporte da pregação do evangelho entre os homens deverão
ser estimulados pelo amor a Deus e às almas, não por sorteios ou loterias de igrejas,
ou ocasiões designadas para contribuir para divertimentos frívolos, as inclinações do
pecado para a satisfação do apetite, quermesses, festivais, eventos sociais insanos,
etc, as quais são uma desgraça para a professa igreja de Cristo; que a proporção de
um rendimento na primeira dispensação não poder ser menor sob o evangelho; que
ela é a mesma que Abraão (de quem somos filhos, se nós somos de Cristo Gál. 3:29)
pagou a Melquisedeque (tipo de Cristo) quando ele deu um décimo de tudo (Heb.
7:1-4), o dízimo é do Senhor (Lev. 27:30) e este décimo de um rendimento é também
para ser suplementado pelas ofertas daqueles que estão prontos a dar suporte ao
evangelho. II Cor. 2:9; Mal. 3: 8, 10.
17. Que o coração carnal ou natural é inimigo de Deus e de sua lei, este inimigo só
pode ser subjugado somente através de uma transformação radical das afeições, e a
substituição dos princípios não santificados por princípios santificados; que esta
transformação compreende o arrependimento e a fé, e é uma obra especial realizada
pelo Espírito Santo, que constitui a conversão ou regeneração.
82
18. Que todos têm violado a lei de Deus, e não podem por si mesmos render
obediência aos Seus justos reclamos, nós somos dependentes de Cristo, primeiro,
para justificação de nossas ofensas passadas, e, segundo, através da sua graça,
podemos render-lhe uma obediência aceitável à sua santa lei, nas horas certas que
virão.
19. Que o Espírito de Deus foi prometido para manifestar-se (itself) na igreja através
de certos dons, referidos em I Cor. 12 e Efésios 4; que estes dons não são designados
para substituir, ou tomar o lugar da Bíblia, a qual é suficiente para nos fazer sábios
para a salvação, além disso a Bíblia pode nos fazer entender a posição do Espírito
Santo; em específico os vários canais de sua (its) operação, que o Espírito Santo foi
feito simplesmente provisão em relação a (its)sua própria existência e presença com o
povo de Deus para o fim dos dias a fim de guiá-los à compreensão da Palavra a qual
ele (it) inspirou, para convencer do pecado, e realizar uma obra de transformação no
coração e na vida, e aqueles que negam ao Espírito seu (it) lugar e operação, fazem
claramente uma negação da parte da Bíblia que determina a ele (it) seu trabalho e
posição.
20. Que Deus, em concordância com seu relacionamento uniforme com a raça, envia
avante uma proclamação da proximidade do segundo advento de Cristo; e que este
trabalho é simbolizado pelas três mensagens de Apocalipse 14, a última mensagem
traz uma visão do trabalho de reforma sobre a lei de Deus, e que seu povo pode
adquirir uma completa preparação para o Segundo Advento.
21. Que o tempo da purificação do santuário (veja proposição 10) sincroniza-se com
o tempo da proclamação da terceira mensagem (Apocalipse 14:9, 10), é o tempo do
juízo investigativo, primeiro com respeito aos mortos, segundo, com respeito aos
vivos, para determinar quem dos milhares que agora dormem no pó da terra são
dignos de tomar parte na primeira ressurreição, e as multidões dos vivos são dignos
da transladação, - ponto que será determinado antes do aparecimento do Senhor.
22. Que a sepultura, local para o qual todos tendemos a ir, expressa pela palavra
hebraica “sheol” e a palavra grega “hades”, é um lugar ou condição, no qual não
existe trabalho, artimanhas, sabedoria, nem conhecimento. Eclesiastes 9:10.
23. Que o estado no qual somos reduzidos pela morte é um silêncio de inatividade, e
completa inconsciência. Sal. 146:4; Ecles. 9:5,6; Dan. 12:2.
24. Que a humanidade estará fora desta prisão da sepultura, causada pela
ressurreição corporal, os justos terão parte na primeira ressurreição, que terá lugar na
Segunda Vinda de Cristo, e os injustos na segunda ressurreição, que acontecerá após
o milênio. Apoc. 20:4-6.
25. Que ao soar da última trombeta, os justos vivos, serão transformados em um
momento, num piscar de olhos, e que os justos ressurretos serão transladados ao
encontro com o Senhor nos ares, então estarão para sempre com o Senhor. Tess. 4:16,
17; I Cor. 15:51, 52.
26. Que esses imortalizados, serão levados ao céu, para a Nova Jerusalém, para a
casa do Pai, na qual existem muitas mansões (João 14:1-3), onde eles reinarão com
Cristo por mil anos, julgando o mundo e os anjos caídos, isto é, que está preparada a
punição que será executada sobre eles no final dos mil anos (Apoc. 20:4; I Cor.
6:2,3); que durante este período a terra se encontrará e uma desolada e caótica
condição (Jer. 4:23-27), descrita como no princípio, pelo termo grego “abussos”
(abismo, septuaginta de Gen. 1:2); e que aqui Satanás estará confinado durantes os
mil anos (Apoc. 20:1, 2), e aqui será finalmente destruído (Apoc. 20:10; Mal. 4:1);
ele forjou o lugar de destruição no universo sendo apropriadamente feito, por um
período de tempo, sua prisão sombria, e conseqüentemente o lugar de sua execução
final.
27. Que no final dos mil anos o Senhor descerá com seu povo e a Nova Jerusalém
(Apoc. 21:2), e os ímpios mortos serão ressuscitados e virão sobre a superfície da
83
ainda não renovada terra, e se reunirão ao redor da cidade, o acampamento dos santos
(Apoc. 20:9), e o fogo de Deus descerá e os devorará. Eles serão consumidos, raiz e
ramo (Mal. 4:1), tornando com se nunca houvessem existido (Obadias 15, 16). Nesta
eterna destruição da presença do Senhor ( II Tess. 1:9), os ímpios estarão reunidos na
“punição eterna” preparada contra eles (Mat. 25:46), a qual é a morte eterna. Rom.
6:23; Apoc. 20:14, 15. Esta é a perdição dos homens descrentes, e o fogo o qual os
consumirá será o fogo que por seu intermédio “os céus e a terra, estão agora...
reservados”, os quais os elementos serão destruídos com intensidade, e purificará a
terra da profunda mancha da maldição do pecado. II Pedro 3:17-12.
28. Que os novos céus e a nova terra brotarão das cinzas dos antigos céus e terra pelo
poder de Deus, e esta terra renovada com a nova Jerusalém para sua metrópole e
capital serão a eterna herança dos santos, o lugar onde a justiça residirá por toda a
eternidade. II Ped. 3:13; Sal. 37:11, 29; Mat. 5:5.
(Tradução: Marcelo Gomes, Codó, MA. http://br.geocities.com/pioneiroadventista/
yearcompleto.html, YearBook, 1911, última redação Uriah Smith)
Devemos seguir os conselhos, e compreender que:
Os que sinceramente desejam a verdade não serão relutantes em franquear à pesquisa
e crítica as suas posições, e não se aborrecerão se suas opiniões e idéias forem
contraditas. Este foi o espírito acariciado entre nós quarenta anos atrás. Reuníamonos com a alma opressa, orando para que fôssemos unidos na fé e na doutrina; pois
sabíamos que Cristo não é dividido. Um ponto de cada vez, era tomado como assunto
de pesquisa. A solenidade caracterizava esses concílios de pesquisa. As Escrituras
eram abertas com uma intuição de reverência. Muitas vezes jejuávamos, a fim de que
estivéssemos mais habilitados a compreender a verdade. Review and Herald, 26 de
julho de 1892. (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 187)
Cabe agora a nós compreendermos por nós mesmos estes assuntos, e com o espírito de
humildade estudarmos as Sagradas Escrituras com o intuito de encontrar a verdade como a tesouros
escondidos. E antes de tomarmos qualquer decisão contra ou a favor de qualquer assunto,
aconselhamos que considere as palavras que se seguem:
Que constitui o pecado contra o Espírito Santo? - Está em voluntariamente atribuir a
Satanás a obra do Espírito Santo. Por exemplo: Suponhamos que alguém seja testemunha
de uma nova manifestação especial do Espírito de Deus. Possui prova convincente de
que o fato está em harmonia com as Escrituras, e o Espírito testemunha com seu espírito
que é de Deus. Depois, entretanto, a pessoa cai em tentação; orgulho, convencimento, ou
qualquer outro mau traço, a dominam; e, ao rejeitar todas as provas de seu divino caráter,
declara que tudo o que antes reconhecera como sendo o poder do Espírito Santo era
apenas o de Satanás. É por meio de Seu Espírito que Deus opera no coração humano; e
quando o homem voluntariamente rejeita o Espírito, e declara ser o de Satanás, intercepta
o conduto por meio do qual Deus Se pode comunicar com ele. Pela negação da prova que
Deus Se dignou conceder-lhe, apaga a luz que lhe estivera a brilhar no coração, e, como
resultado, é deixado em trevas. Assim se verificam as palavras de Cristo: "Se, portanto, a
luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mat. 6:23. Por algum tempo,
pessoas que tenham cometido este pecado podem parecer serem filhos de Deus; mas
quando surgem circunstâncias destinadas a desenvolverem o caráter e mostrar de que
espírito são, ver-se-á que se acham no terreno do inimigo, arregimentados sob sua negra
bandeira. (Testemunhos Seletos, Vol. II, p. 265, 266)
As evidências aqui apresentadas mostram o quão longe estamos do verdadeiro conhecimento
de Deus, que nos afastamos das veredas antigas. Não podemos continuar no erro quanto tudo aponta
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para o caminho certo. Assim como Deus guiou este povo no passado, conclama agora que despertem, e
avancem na verdade.
Negar nossa realidade é negar a nós a última oportunidade para o arrependimento, negar que
erramos é jamais reconhecer que precisamos da justiça de Cristo, pois nos justificamos a nós mesmos.
Não podemos mais continuar dizendo: “Rico sou e de nada tenho falta”, porque na verdade somos um
povo “desgraçado, miserável, pobre, cego” e vergonhosamente nu (Apc. 3:17). A igreja por sua
impenitência tem se tornado “morada de demônios, e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a
ave imunda e aborrecível.” (Apc. 18:2).
Vivemos em tempos de estudo acurado das Sagradas Escrituras, não podemos aceitar as idéias
de mestres, doutores, teólogos – escribas e fariseus modernos. Não podemos deixar nas mãos da
Conferência Geral a nossa salvação. E todos os que temem que ao estudar a Bíblia, descobrirão que
estiveram em engano, e por esse motivo aceitam fábulas humanas como verdade, negando as Santas
Escrituras, lembrem-se que está escrito “quanto aos covardes, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e
aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte
será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” (Apocalipse 21:8).
“Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham
direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os
cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e
qualquer que ama e comete a mentira.” (Apocalipse 22:14, Bíblia Almeida
Corrigida e Fiel)
Quanto aos 144 mil encontramos:
E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e
quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai. E ouvi uma voz do
céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz
de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um como cântico novo
diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender
aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes
são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os
homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua
boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus.
(Apocalipse 14:1-5, Almeida Corrigida e Fiel)

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Pense nas palavras dos capítulos de Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos que se
seguem e analise. É tempo de termos nossa própria experiência espiritual, nossas descobertas dos
tesouros escondidos da Palavra de Deus. A experiência dos pioneiros não é a nossa, então desperte oh,
Israel, para que a vossa luz resplandeça.
Características do Verdadeiro Pesquisador:
Deus ordena a cada homem que obedeça a Sua lei. Ele não vê como vê o homem. Sua norma é
elevada, pura e santa; no entanto todos a podem alcançar. O Senhor vê a necessidade da alma, a
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consciente fome da alma. Ele considera a disposição de espírito, da qual procedem as nossas ações.
Vê-se acima de tudo as evidências de respeito e fé para com Deus. O verdadeiro pesquisador que se
esforça por ser semelhante a Jesus na palavra, na vida e no caráter, contemplará seu Redentor, e, pela
contemplação é transformado à Sua imagem, porque almeja a mesma disposição de Espírito que havia
em Cristo Jesus, e por ela ora. Não se esquiva do mal pelo temor da vergonha, ou pelo medo da perda;
porque sabe que tudo que desfruta vem de Deus, e fará bom uso de Suas bênçãos, para poder
representar a Cristo. Ele não está ansioso de permanecer mais alto, de obter o louvor dos seres
humanos. Não é esse o seu mais ávido interesse. Fazendo uso sábio do que agora tem, procura obter
cada vez maior habilidade para poder prestar a Deus maior serviço. Ele almeja a Deus. A história de
seu Redentor, o imensurável sacrifício que fez, enche-se de significação para ele. Cristo, a Majestade
do Céu, tornou-Se pobre, para que pela Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos; não ricos meramente
de dotes, mas ricos de realizações.
Essas são as riquezas que Cristo deseja ardentemente que Seus seguidores possuam. Ao ler o
verdadeiro pesquisador da verdade a Palavra, e abrir a mente para recebê-la, almeja a verdade de todo
o coração. O amor, a piedade, a ternura, a cortesia, a delicadeza cristã, que serão os elementos nas
mansões celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam, apossam-se de sua alma. Seu propósito
é firme. Está determinado a permanecer do lado da justiça. A verdade achou caminho para o coração e
ali está implantada pelo Espírito Santo, que é a verdade. Quando a verdade se apossa do coração, dá o
homem segura evidência disso, tornando-se um mordomo da graça de Cristo.
O coração do verdadeiro cristão está imbuído do verdadeiro amor, da mais ardorosa sede de
almas. Não descansa enquanto não estiver fazendo tudo que está nas suas forças para buscar e salvar o
perdido. Gastam-se tempo e forças; não se evita o trabalho exaustivo. Deve dar a outros a verdade que
tanta alegria, paz e regozijo no Espírito Santo trouxe à alma.
Quando a pessoa verdadeiramente convertida possui o amor de Deus, sente a sua obrigação de
tomar o jugo com Cristo, e trabalhar em harmonia com Ele. O Espírito de Cristo sobre ele repousa.
Revela o amor, a piedade, a compaixão do Salvador, porque é um com Cristo. Anela levar outros a
Jesus. Seu coração se desmancha de ternura ao ver o perigo em que estão as almas que se encontram
longe de Cristo. Cuida das almas como alguém que deve prestar contas. Com convites e rogos
misturados com certezas das promessas de Deus, procura ganhar almas para Cristo; e isso é registrado
nos livros. É um colaborador de Deus.
Não é Deus o próprio objeto de imitação? Deve ser obra da vida cristã, revestir-se de Cristo, e
levar a si mesmo para a mais perfeita semelhança com Cristo. Os filhos e filhas de Deus devem
avançar na semelhança com Cristo, nosso modelo. Diariamente devem contemplar Sua glória e
admirar a Sua incomparável excelência. Ternos, verdadeiros e plenos de compaixão devem eles tirar as
almas do fogo, detestando mesmo as roupas manchadas pela carne. (p. 121-123)
O Espírito de Jesus: 3 de agosto de 1894
Cristo identifica o Seu interesse com o da humanidade. A obra que traz as credenciais divinas é
a que manifesta o espírito de Jesus, que revela Seu amor, Seu cuidado, Sua ternura ao lidar com a
mente dos homens. Que revelações viriam aos homens se a cortina fosse aberta, e pudésseis ver o
resultado de vosso trabalho ao lidar com os que erram, e que necessitam do mais judicioso tratamento
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para não serem desviados do caminho! "Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos
desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie
inteiramente; antes seja sarado." Heb. 12:12 e 13.
Sempre teremos de lidar com pessoas provadas e tentadas, e é necessário que sejamos
diariamente convertidos a Deus, sendo vasos que podem ser usados para honra e glória do Seu nome.
O verdadeiro valor da alma só pode ser estimado pela cruz do Calvário. "Porque Deus amou o mundo
de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha
a vida eterna." João 3:16.Os que não são convertidos, que não estão santificados, manifestarão de que
qualidade de espírito eles são. Revelarão pelo que gostam ou deixam de gostar que seus sentimentos
naturais não estão sob o domínio de uma vontade santificada. A religião de Jesus Cristo é de molde a
revolucionar inteiramente o homem. A verdade de Deus tem poder para transformar o caráter.
Devemos ter a fé que atua por amor e purifica a alma. A fé cujo resultado não é este, nenhum
valor tem. O fruto do ramo revelará o caráter do tronco mestre. O que está plantado em Cristo será
elevado. Em vez de agir asperamente, em vez de extirpar da fé e da esperança o que erra, pela vossa
severidade e aspereza, o cristão genuíno ensinará ao ignorante, reformará o homem pecaminoso,
confortará os que choram, reprimirá a opressão e a injustiça, e trabalhará seguindo um plano como o
de Cristo, mesmo em todas as transações comerciais. Em vez de instigar à contenda, trará paz e
harmonia.
Entre os que têm ocupado posições de confiança na obra de Deus, tem havido condescendência
para com um espírito severo, injusto e crítico. A menos que os que transigem com este espírito se
convertam, serão desobrigados da responsabilidade de ter uma parte nas comissões de conselho,
mesmo nas transações comerciais. A menos que sejam convertidos, não deve sua voz ser ouvida no
concílio, pois o resultado conjunto é mais prejudicial que benéfico. O mal prevalece. O homem se
torna ofensor por uma palavra, e a suspeita, desconfiança, ciúme, más conjeturas, falar mal e a
injustiça se reproduzem mesmo em conexão com a causa de Deus. Um zelo falso passa por dedicação
à causa de Deus; mas as vestes rotas e imundas do eu devem ser destruídas e em seu lugar deve o
homem aceitar a justiça de Cristo. A perseguição levada a efeito entre os membros da igreja é uma
coisa muito terrível. Verdade é que alguns têm cometido erros e enganos, mas é igualmente verdade
que esses erros e enganos não são tão graves à vista de Deus como o espírito severo e não perdoador
dos que são críticos e censuradores. Muitos dos que se julgam livres para fazer juízo de outros,
cometem erros que, embora não se tornem manifestos, estão manchados com mal implacável que lhes
está corrompendo a vida espiritual.
Amor e União
Deus gostaria de abrir os olhos de Seu povo professo a fim de que pudesse ver que deve amar a
Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, se quiser ser salvo em Seu reino. Muitos
estão demonstrando não serem dominados pelo Espírito de Cristo, mas por outro espírito. Os atributos
que ostentam são tão diferentes dos atributos de Cristo como as características de Satanás. É alto
tempo de os crentes ficarem ombro a ombro e se esforçarem juntamente pela vida eterna, em lugar de
se manterem afastados e exprimindo por palavra e ação: "Sou mais santo que tu." Os que querem
empregar suas forças para a salvação das almas que perecem, devem unir-se coração a coração e serem
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ligados pelos laços da simpatia e amor. Devem os irmãos manifestar o mesmo espírito que foi
manifestado pelo nosso misericordioso e fiel Sumo Sacerdote, que foi tocado pelo sentimento de
nossas fraquezas. Podemos inspirar nova vida aos desfalecentes e desesperançados. Podemos alcançar
vitórias que nossa opinião malconcebida e errônea, que nossos defeitos de caráter e nossa falta de fé
têm considerado impossível. Fé! pouco sabemos o que isto significa. (p. 184-186)

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Apostasia alfa e ômega da Igreja Adventista

  • 1.
    APOSTASIA ALFA E ÔMEGA DAIASD Permanecer em defesa da verdade e justiça quando a maioria nos abandona, ferir as batalhas do Senhor quando são poucos os campeões - essa será nossa prova. Naquele tempo devemos tirar calor da frieza dos outros, coragem de sua covardia, e lealdade de sua traição. (Testemunhos Seletos, Vol II, p. 31) Jocelino Arruda da Rosa Juceli Rosa Fattori Campo Grande, MS – 2009
  • 3.
    Nas igrejas [adventistasdo sétimo dia] deverá haver admirável manifestação do poder de Deus, mas ela não influirá sobre os que não se têm humilhado diante do Senhor, abrindo a porta do coração pela confissão e arrependimento. Na manifestação desse poder que ilumina a Terra com a glória de Deus, eles só verão alguma coisa que, em sua cegueira, consideram perigosa, alguma coisa que despertará os seus receios, e se disporão a resistir-lhe. Visto que o Senhor não age de acordo com suas idéias e expectativas, eles combaterão a obra. "Por que - dizem eles - não reconheceríamos o Espírito de Deus, se temos estado na obra por tantos anos?" Review and Herald Extra, 27 de maio de 1890. A mensagem do terceiro anjo não será compreendida, e a luz que iluminará a Terra com sua glória será chamada de falsa luz pelos que recusam andar em sua glória progressiva. Review and Herald, 27 de maio de 1890. (Eventos Finais, p. 210)
  • 5.
    SUMÁRIO APOSTASIA ALFA EÔMEGA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA ...............................7 1. MINEÁPOLIS 1888 .............................................................................................................................7 2. A CRISE KELLOGG..........................................................................................................................11 3. UMA NOVA ORDEM .......................................................................................................................21 4. O ÔMEGA DA APOSTASIA ............................................................................................................32 5. A GRANDE APOSTASIA NA IGREJA PRIMITIVA APOSTÓLICA ............................................69 6. A PRIMITIVA IGREJA ADVENTISTA ...........................................................................................74 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS..............................................................................................................84
  • 7.
    7 APOSTASIA ALFA EÔMEGA DA IGREJA ADVENTISTA DO SÉTIMO DIA 1. MINEÁPOLIS 1888 Em O Grande Conflito temos o seguinte alerta: O tentador freqüentemente opera com muito êxito por meio daqueles de quem menos se suspeita estarem sob o seu domínio. Os possuidores de talento e educação são admirados e honrados, como se estas qualidades pudessem suprir a ausência do temor de Deus, ou torná-los dignos de Seu favor. O talento e a cultura, considerados em si mesmos, são dons de Deus; mas, quando se faz com que eles preencham o lugar da piedade, e quando, em vez de levar a alma mais para perto de Deus, a afastam dEle, tornam-se então em maldição e laço. Prevalece entre muitos a opinião de que tudo que se mostra como cortesia ou polidez, deve, em certo sentido, pertencer a Cristo. Nunca houve erro maior. (p. 513) Analisando a nossa história, foi exatamente isso que aconteceu, as mentes mais brilhantes, os mais talentosos de nossa instituição se tornaram nossos maiores enganadores, e por muitos crerem neles cegamente, grandes erros foram cometidos. No livro 1888 Reexaminado de Short e Wieland, (1987, p. 77) lemos as seguintes palavras sobre o alfa e o ômega da apostasia na IASD: O alfa é representado como se segue em seus escritos; o ômega deve necessariamente ser da mesma natureza: "A apostasia, princípios errôneos, idéias brilhantes e luminosas, teorias e sofismas que solapam os princípios fundamentais da fé, perversão da verdade, interpretações fantasiosas e espiritualísticas das Escrituras, o engano da injustiça, sementes de discórdia, de descrença, de infidelidade . . . semeiam falácias insidiosas, sentimentos do inimigo, falsidades e fábulas agradáveis, infidelidade e ceticismo, uma multidão de enganos, um jugo de feitura humana, fábulas ardilosamente arquitetadas, uma mentira." (essas são expressões ao pé da letra tiradas de Special Testimonies [Testemunhos especiais], Série B, n 2 e 7, concernentes ao alfa). O grande conflito entre Cristo e Satanás ainda prossegue. Temos agora chegado ao "futuro" que é aqui referido: "No futuro, a verdade será contrafeita por preceitos de homens. Teorias enganosas serão apresentadas. A falsa ciência é uma das agências que Satanás empregou nas cortes celestiais. . . ."Não apresenteis teorias ou testes que não tenham fundamento na Bíblia. . . . "Está escrito" é o teste que deve ser apresentado a todos." (RH 21 de janeiro de 1904; Ev. 600, 601). Estes textos dão-nos uma noção do que possa estar acontecendo hoje na atual organização Adventista do Sétimo Dia. No livro 1888 Re-Examinado encontramos alguns pontos bastante complicados sobre a aceitação da mensagem de justificação pela fé, na Conferência Geral de Mineápolis. O pecado cometido no que teve lugar em Mineápolis permanece nos livros de registro do céu, assinalados contra os nomes daqueles que resistiram à luz, e permanecerá nos registros até que se faça plena confissão, e os transgressores se apresentem em total humildade perante Deus. (Carta de Ellen White ao presidente da Associação Geral, O. A. Olsem 019, 01.09.1892, Citado em 1888 Re-Examinado, p. 5).
  • 8.
    8 Nunca me esquecereida experiência que tivemos em Mineápolis, ou das coisas que foram-me então reveladas com respeito ao espírito que controlava homens, as palavras proferidas, as ações praticadas em obediência aos poderes do maligno... Eles eram movidos na reunião por outro espírito, e ignoravam que Deus havia enviado esses jovens homens... para apresentarem-lhes uma mensagem especial que trataram com ridicularia e desprezo, deixando de reconhecer que inteligências celestiais estavam velando por elas... Eu sei que naquele tempo o Espírito de Deus foi insultado. (Ct. 24, 1892, obra citada, p. 12). Neste livro lemos ainda: Em 1888 na Conferência Geral realizada em Minneapolis, Minnesota, o anjo de Apocalipse 18 desceu para fazer sua obra, e foi ridicularizado, criticado e rejeitado, e quando a mensagem que ele trouxer novamente, alargar-se num alto clamor, será novamente ridicularizada, criticada e rejeitada pela maioria. (E.G.White in Taking Up a Reproach. Obra citada, p. 6) Acrescentando: Vi que Jones e Waggoner tiveram sua contrapartida em Josué e Calebe. Como os filhos de Israel apedrejaram os espias com pedras literais, vós apedrejastes esses irmãos com pedras de sarcasmo e ridículo. Vi que vós voluntariamente rejeitastes o que sabíeis ser a verdade. Apenas porque ela era por demais humilhante para a vossa dignidade. Vi alguns de vós em vossas tendas arremedando e fazendo toda a sorte de galhofas desses dois irmãos. Vi também que se tivéssemos aceito a mensagem deles teríamos estado no reino após dois anos daquela data, mas agora temos de retornar ao deserto e ficar 40 anos. (E.G.White, Escrito de Melbourne, Austrália, 09.05.1892. Obra citada, p. 6) Mas era uma nova luz? Ellen G. White mesmo responde: Tem-me sido dirigida a indagação sobre o que eu penso dessa luz que esses homens estão apresentando. Ora, tenho-a apresentado a vós pelos últimos quarenta e cinco anos -- as incomparáveis belezas de Cristo. É isto que tenho estado tentando apresentar perante vossas mentes. Quando o irmão Waggoner apresentou essas idéias em Mineápolis, foi o primeiro ensino claro sobre esse assunto de quaisquer lábios humanos que ouvi, exceto as conversas entre mim e meu esposo. Disse a mim mesma que é porque Deus tem-na apresentado a mim em visão que eu a vejo tão distintamente, e eles não podem vê-la porque não a tiveram apresentada a eles como a mim tem sido, e quando outro a apresentou, toda fibra de meu coração disse amém. (Ms. 5, 1889, obra citada, p. 11). Não era nova luz, eram antigas verdades sob nova roupagem. Rejeitamos a luz em 1888, e então o inimigo aproveitou a oportunidade para começar a introduzir falsas teorias como ensino da Bíblia. Os autores do livro (p. 71) citam ainda: Jones e Waggoner ouvem a voz do Senhor e as pessoas reconhecem em suas interpretações da palavra de Deus coisas maravilhosas dos oráculos vivos e seus corações ardem por dentro deles enquanto ouvem; eles têm alimentado o povo com pão do céu; o Senhor tem os homens mesmos que desejava; eles têm levado avante a obra com fidelidade, e têm sido porta-vozes de Deus; eles conhecem a voz do conselho e a obedecem; eles têm extraído água do poço de Belém; esses agentes escolhidos de Deus se teriam regozijado em unir-se a Smith e outros, inclusive
  • 9.
    9 Butler; se uniãotivesse existido, erros não teriam sido cometidos. (E. G. W. Carta H27, 1894). Erros? Que erros são estes? Já que se diz que a igreja não comete erros, como a santa amada igreja diz, porque Deus está no comando. Mas o povo Judeu cometeu erros apesar de Deus desejar estar no comando da nação, pois este povo sempre virou-lhe as costas; a igreja primitiva, após a morte dos apóstolos também cometeu erros em tão larga escala de deu origem ao homem do pecado, e isto não tem sido diferente conosco. Ainda quanto a rejeição da mensagem de 1888 lemos: Tão determinada estava a oposição pós-1888 a Ellen White que a Associação Geral virtualmente a exilou na Austrália. Conquanto seja verdade que o Senhor reverteu sua estada lá para o bem de Sua causa naquele continente, nunca foi Sua vontade que ela fosse naquela época. Ela declara que o Senhor desejava que o inspirado trio ficasse junto na América e combatesse a batalha até a vitória. Seus próprios escritos indicam que os irmãos dirigentes desejavam que tanto Ellen White como Waggoner ficassem fora do caminho. É bem sabido que a Sra. White foi somente porque a Associação Geral designou que fosse (um exemplo elogiável de cooperação com a liderança da Igreja!). Em 1896 ela escreveu com muita franqueza ao presidente da Associação Geral: "O Senhor não estava dirigindo nossa saída da América. Ele não revelou que era Sua vontade que eu deixasse Battle Creek. O Senhor não planejou isso, mas permitiu que agissem segundo vossa própria imaginação. O Senhor desejava que W. C. White, sua mãe e seus obreiros permanecessem na América. Nós éramos necessários no centro da Obra, e tivesse vossa percepção espiritual discernido a verdadeira situação, nunca teríeis consentido com as medidas tomadas. Mas o Senhor lê os corações de todos. Havia tanta disposição para que partíssemos que o Senhor permitiu que esse evento tivesse lugar. Aqueles que estavam cansados com os testemunhos dados foram deixados sem as pessoas que os transmitiam. Nossa separação de Battle Creek foi para deixar os homens cumprirem sua própria vontade e maneira, que julgavam superior à maneira do Senhor. "O resultado está perante vós. Tivessem permanecido do lado certo, tal decisão não teria sido tomada neste tempo. O Senhor teria trabalhado pela Austrália por outros meios, e uma forte influência teria sido mantida em Battle Creek, o grande coração da Obra. "Lá teríamos permanecido ombro a ombro, criando uma atmosfera saudável a ser sentida em todas as nossas associações. Não foi o Senhor quem planejou essa questão. Não pude obter um raio de luz quanto a deixar a América. Mas quando o Senhor apresentou-me essa questão tal como realmente era, não abri os lábios para ninguém porque eu sabia que ninguém discerniria a questão em todas as suas implicações. Quando partimos, alívio foi sentido por muitos, mas não tanto por ti mesmo, e o Senhor não Se agradou disso, pois Ele havia nos colocado junto às rodas do maquinismo de Battle Creek. "Esta é a razão de te estar escrevendo. O Pastor Olsen não teve a percepção, a coragem, a força, para levar as responsabilidades; nem houve qualquer outro homem preparado para cumprir a obra que o Senhor Se tinha proposto que deveríamos fazer. Eu te escrevo, Pastor Olsen, dizendo-te que era desejo de Deus que permanecêssemos lado a lado, para que eu te aconselhasse, te instruísse, e para que agíssemos em conformidade. . . Não estavas discernindo; não estiveste disposto a ter a forte experiência e conhecimento que não deriva de fonte humana removida de ti, e assim revelaste que os caminhos do Senhor foram mal calculados e passados por alto. . . Este conselho não foi considerado uma necessidade.
  • 10.
    10 "Que o pessoalde Battle Creek sentisse que poderia deixar-nos partir na época em que o fizemos foi o resultado de planejamento humano, e não do Senhor. . . O Senhor determinou que devêssemos estar próximos das casas publicadoras, que devêssemos ter fácil acesso a essas instituições para que pudéssemos juntos nos aconselhar. . . Oh, quão terrível é tratar o Senhor com dissimulação e negligência, zombar de Seu conselho com orgulho devido à sabedoria do homem parecer tão superior." (Carta a O. A. Olsen, 127, 1896). (1888 Reexaminado, p. 42) O inspirado trio a que se referem os autores são Waggoner, Jones e a Srª White. Quanto ao Dr. Kellogg, os mesmos autores apresentam em seu livro (p. 69): Uma carta ao Pastor Butler, presidente da Associação Geral em 1888, indica que a apostasia derradeira de Kellogg foi "em larga extensão" nossa responsabilidade. Seguramente, não era da vontade de Deus: "Às vezes será visto que nossos irmãos e irmãs não têm sido inspirados pelo Espírito de Cristo em sua maneira de tratar o Dr. Kellogg. Sei que vossas opiniões sobre o doutor não são corretas. Vossa atitude para com ele não obterão a aprovação de Deus. ...Podeis seguir um rumo que enfraquecerá tanto a sua confiança em seus irmãos que eles não poderão ajudá-lo quando e onde precisa ser ajudado. ..."O Dr. Kellogg tem realizado um trabalho que nenhum homem que conheço entre nós tem tido qualificações para cumprir. Ele tem necessitado de simpatia e confiança de seus irmãos. ...Eles deveriam manter uma atitude que teria ganho e retido sua confiança. ...Mas, em vez disso, tem havido um espírito de suspeita e crítica. "Se o doutor falhar em cumprir o seu dever e ser um supervisor afinal, aqueles irmãos que têm falhado em sua busca de sabedoria e discernimento para ajudar o homem quando e onde ele carecia de seu auxílio, serão em grande extensão responsáveis. ...Seus irmãos às vezes sentem que Deus está empregando o doutor para realizar uma obra que nenhum outro é qualificado a cumprir. Mas então eles enfrentam tão forte fluxo de relatórios em seu detrimento que ficam perplexos. Parcialmente os aceitam, e decidem que o Dr. Kellogg deve realmente ser hipócrita e desonesto. ...Como deve o doutor sentir-se ao ser sempre visto com suspeita? ...Deve isso sempre ser assim? ...Cristo pagou o preço da redenção por sua alma e o diabo fará o máximo para arruiná-la. Que nenhum de nós o ajude nesse mister." (Carta B21, 1888). "Aqueles que estão bem no centro da obra abrigaram os seus próprios desejos de modo a desonrarem a Deus. ...O Dr. Kellogg não foi sustido na obra da reforma de saúde. ...[Ele] assumiu o trabalho que não realizaram. O espírito de crítica revelado nessa obra desde o começo tem sido muito injusto, e havia tornado o seu trabalho duro. ...É um fato que nossos ministros são muito vagarosos em tornar-se reformadores de saúde. ...Isso levou o Dr. Kellogg a perder a confiança neles." (Ms. 13, 1901, Diário, janeiro de 1898). Entendemos que até 1888 a igreja passava por um período frutífero, que estava pronta em conhecimento para levar avante a mensagem do terceiro anjo. O Dr. Kellogg de acordo com os autores, recebeu a mensagem de justificação pela fé com sinceridade. Mas algo deu errado, rejeitados os mensageiros e com a intensa perseguição que se abateu sobre eles, então exatamente o homem que chegou a ser chamado de o médico de Deus, acabou por ser um grande instrumento nas mãos de Satanás.
  • 11.
    11 2. A CRISEKELLOGG Quanto a apostasia deste grande líder encontramos no livro de Walton algumas revelações, onde diz: Por vários anos Kellogg estivera fazendo algumas declarações um tanto estranhas sobre a natureza de Deus. "Deus está em mim", havia dito recentemente numa reunião da Conferência Geral, " e tudo o que faço é o poder de Deus; cada ato isolado é um ato criativo de Deus". (GC Boulletin, 2d quarter, 1901, pág. 497) Era uma idéia fascinante, que parecia trazer a divindade muito perto, e rapidamente captou interesse de alguns bem conhecidos intelectuais da denominação. Havia um encanto peculiar na sugestão de Kellogg de que o ar que respiramos é o agente através do qual Deus envia o seu Espírito Santo fisicamente em nossas vidas, que a luz do sol é Seu "Shekinah" visível. E mesmo as mentes bem treinadas respondiam ao novo conceito contagiando-se com o entusiasmo evangelístico de Kellogg. Agora estes sentimentos estavam aparecendo ainda mais persuasivamente nas folhas de galé do novo livro que ele havia escolhido intitular The Living Temple. No corpo humano, declarava ele, estava "o poder que constrói, que cria - é o próprio Deus, a divina presença no templo". J. H. Kellogg, The Living Temple, pág. 52. Poucos imaginavam que esta idéia poderia desviar a pessoa totalmente do cristianismo, levando-a um domínio de misticismo religioso que não dava lugar ao Ser Divino ou a um local chamado céu. Um homem que viu o perigo foi William Spicer, um missionário que havia recentemente voltado da Índia, agora administrador da Conferência Geral, que imediatamente reconheceu na nova teologia de Kellogg as mesmas idéias que havia visto no hinduísmo. (Tópico: Recebemos as tristes novas) Interessante mas nenhuma destas palavras nos são estranhas, pois o que mais se ouve hoje é que “Deus está em mim e tudo o que faço é o poder de Deus”, “somos onipotentes”. O Shekinah, é a presença de Deus entre os homens, uma representação de Cristo, Deus conosco, o Sol da Justiça. De alguma forma, a adoração ao sol estava implícita nessa compreensão. Em Mensagens Escolhidas, Vol. I, encontramos algumas declarações da irmã White sobre este assunto: Foi-me dada uma mensagem para vos transmitir a vós, e ao resto de nossos médicos ligados com a Associação Missionário-Médica. Apartai-vos da influência exercida pelo livro Living Temple; pois ele encerra ensinamentos especiosos. Há nele opiniões inteiramente verdadeiras, mas estas se acham mescladas de erro. Os textos são tirados de seu contexto, e usados para sustentar teorias errôneas. A idéia dos erros contidos nesse livro tem-me causado grande aflição, e a experiência por que tenho passado em relação com esse assunto quase me custou a vida. Dir-se-á que o Living Temple foi revisado. O Senhor mostrou-me, porém, que o autor não mudou, e que não pode haver unidade entre ele e os ministros do evangelho enquanto ele continuar a nutrir seus sentimentos atuais. Sou solicitada a erguer a voz em advertência a nosso povo, dizendo: "Não erreis; Deus não Se deixa escarnecer." Gál. 6:7. Tendes tido acesso aos Testimonies for the Church, vol. 7 e 8. Neles é erguido o sinal de perigo. Mas a luz tão clara e simples para os espíritos que não foram influenciados por teorias enganosas, não tem sido discernida por alguns. Enquanto as teorias extraviadoras desse livro forem entretidas por nossos médicos, não pode haver união entre eles e os pastores que estão levando a mensagem evangélica. Não deve haver união enquanto não houver mudança.
  • 12.
    12 Quando os missionáriosmédicos fizerem sua prática e seu exemplo se harmonizarem com o nome que levam, quando sentirem a necessidade de se unirem firmemente com os ministros do evangelho, então poderá haver ação harmônica. Precisamos, porém, recusar firmemente ser afastados da plataforma da verdade eterna que desde 1844 tem resistido à prova. (p. 199, 200) No mesmo livro, diz ainda: O Senhor proporcionará à Sua obra força nova e vital, ao obedecerem os instrumentos humanos à ordem de sair a proclamar a verdade. Aquele que declarou que Sua verdade resplandeceria para sempre, proclamará essa verdade por meio de mensageiros fiéis, que darão à trombeta sonido certo. A verdade será criticada, escarnecida e ridicularizada; mas quanto mais de perto for examinada e testada, mais resplandecerá. Como um povo, devemos estar firmes sobre a plataforma da verdade eterna, que resistiu a todas as provas. Devemos ater-nos aos seguros pilares de nossa fé. Os princípios da verdade que Deus nos revelou, são nossos únicos, fiéis alicerces. Eles é que fizeram de nós o que somos. O correr do tempo não lhes diminuiu o valor. É constante esforço do inimigo remover essas verdades de seu engaste, colocando em seu lugar teorias espúrias. Ele introduzirá tudo que lhe seja possível, para levar a cabo seus desígnios enganadores. O Senhor, porém, suscitará homens de aguda percepção, que darão a essas verdades seu devido lugar no plano de Deus. Fui pelo mensageiro celeste instruída de que parte do raciocínio no livro Living Temple não é sadio, e que tal raciocínio desencaminhará o espírito dos que não estão completamente firmados nos princípios fundamentais da verdade presente. Ele introduz aquilo que não passa de especulação acerca da personalidade de Deus e do lugar de Sua presença. Ninguém na Terra tem o direito de especular quanto a esta questão. Quanto mais se discutirem teorias fantasiosas, tanto menos os homens saberão de Deus e da verdade que santifica a alma. Um após outro têm vindo ter comigo, pedindo-me que explicasse as atitudes assumidas em Living Temple. Respondo: "Elas não são explicáveis." Os sentimentos expressos não comunicam o verdadeiro conhecimento de Deus. Através de todo o livro citam-se passagens da Escritura. Essas passagens são apresentadas de modo a fazerem o erro parecer verdade. Teorias errôneas são apresentadas de maneira tão aprazível que, a menos que tomem cuidado, muitos se desviarão. Não precisamos do misticismo que há nesse livro. Os que entretêm esses sofismas logo se encontrarão numa posição em que o inimigo poderá falar com eles, afastando-os de Deus. É-me mostrado que o autor desse livro está em trilho falso. Perdeu ele de vista as verdades distintivas para este tempo. Não sabe para onde tendem os seus passos. A vereda da verdade acha-se muito perto da vereda do erro, e ambas as veredas podem parecer uma só, às mentes não dirigidas pelo Espírito Santo, e que, portanto, não são ligeiras em discernir a diferença entre a verdade e o erro. (p. 201, 202) Essa questão era um ataque ainda que inconsciente aos princípios fundamentais do adventismo até então que eram baseados na “plataforma eterna da verdade”, “os princípios da verdade que Deus nos revelou”. Estas advertências deveriam fazer-nos pesquisar sobre o que são estes princípios e esta plataforma se os mesmos ainda permanecem até hoje, se o que temos ensinado está bem firmado nesta mesma plataforma. Walton expõe ainda: Se Deus está em todo lugar, e se o céu está onde Deus está, então o céu precisa também estar em todo lugar. Se for assim, onde está o santuário? Kellogg tinha uma
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    13 resposta, naturalmente: éencontrada no título de seu livro The Living Temple. O santuário de Deus estava no corpo humano – um passo na lógica que agora compelia a pessoa a rejeitar os eventos de 1844 como uma desconexão inadequada para a nova luz. Na melhor das hipóteses, 1844 poderia ser explicado somente como fato da história, uma estação intermediária na estrada do adventismo em direção à maturidade. Era um erro sutil nem mesmo completamente entendido pelo próprio médico, e, contudo, alguns líderes denominacionais o estavam reconhecendo; e a pergunta que agora estava começando a se espalhar ao redor de Battle Creek era esta: Deveria o novo livro de Kellogg ser impresso? Não é um problema simples. À medida que 1902 se desvanecia, a dispendiosa construção do sanatório estava começando a causar uma completa crise financeira. (Capítulo: Recebemos as tristes novas) Em 1903, no auge da questão o Dr. Kellogg argumenta: Até onde eu entendo sobre a dificuldade encontrada no ‘Templo Vivo’, é que a coisa toda pode ser resumida nesta questão: É o Espírito Santo uma pessoa? Você diz que não. Eu tinha achado que a Bíblia dizia isto pelo fato de que o pronome pessoal ‘ele’ é usado em referência ao Espírito Santo. A irmã White usa o pronome ‘ele’ e mencionou em diversos textos que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade. Como o Espírito Santo pode ser a terceira pessoa e não ser pessoa nenhuma, é difícil para eu enxergar. (J.H.Kellogg para G.I.Butler em 28 de outubro de 1903. Citado no livro A Trindade) Interessante neste argumento, é o mesmo utilizado hoje para se defender a doutrina da Trindade, pois dizem que ela disse “que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Divindade”, “o trio celestial”, não estamos diferentes dos apóstatas seguidores de Kellogg, a igreja hoje usa exatamente os mesmos argumentos. A.G.Daniels em uma carta para William C.White (filho de E.G.White) confidencia que: Ele (J.H.Kellogg) disse que por todo o tempo tinha se preocupado em saber como explicar o caráter de Deus e Sua relação com as obras criadas. Ele tem certeza de que crê apenas no que os Testemunhos ensinam e no que o Dr.Waggoner e o pastor Jones pregaram por anos; mas ele desconfiava que eles não expressaram o assunto de forma correta. Então ele afirmou que suas antigas visões sobre a trindade o atrapalhavam de fazer uma declaração clara e absolutamente correta, e que por um certo momento que ele creu na trindade, conseguiu ver bem claramente onde estava toda a dificuldade, e achou que agora podia resolver a questão satisfatoriamente. Ele me disse que agora crê em: Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo. E agora entende que é o Espírito Santo e não o Pai, que preenche todo o espaço e todas as coisas vivas. (A.G.Daniels para William C.White em 29 de outubro de 1903.) É importante ressaltar aqui, que as antigas visões sobre a trindade, diziam que esta era uma doutrina espúria, transplantada do paganismo para o cristianismo, era assim que a igreja cria e pregava. G.I. Butler em resposta a carta do Dr. Kellogg diz: Até onde a Irmã White e você estão em perfeito acordo é preocupante, eu devo deixar isso totalmente entre você e ela. A Irmã White diz que não há perfeito acordo. Você declara que há. Eu conheço algumas das observações dela que lhe dão forte base para você declarar que ela está de acordo. Sou honesto e franco suficiente para dizer isso, mas eu devo dar a ela o crédito, até que ela abandone isso de dizer que há uma diferença também, e eu não creio que você possa dizer plenamente o que ela quer dizer. (G.I.Butler para J.H.Kellogg em 5 de abril de 1904. Citado no livro A Trindade)
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    14 Ao que parecehouve discussão não somente sobre a doutrina do santuário, com idéias panteístas, mas também quanto a personalidade do espírito santo, onde o Dr. Kellogg passa a crer em Deus o Pai, Deus o Filho e Deus o Espírito Santo, diferente do que estava nos Princípios Fundamentais adventistas da época. No livro E Recebereis Poder encontramos a seguinte declaração: Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora. Os que afirmam estar identificados com a mensagem que Deus nos deu devem ter aguçada e clara percepção espiritual, para poderem distinguir a verdade do erro. A palavra proferida pela mensageira de Deus é: "Despertai os vigias!" Se os homens discernirem o espírito das mensagens dadas e se esforçarem por descobrir de que fonte elas provêm, o Senhor Deus de Israel os guardará de serem desencaminhados. (Meditações Matinais 1999, pág. 237) Neste texto compreendemos claramente, que os pontos fundamentais em questão sobre o santuário, a personalidade de Deus e de Cristo, não deveriam jamais ser mudados, esta compreensão era a verdade, e verdade pelo que entendemos nunca pode ser mentira, por exemplo: Jesus, o Filho gerado de Deus desde tempos antigos – não co-eterno com o Pai, e desta forma a relevância de seu papel como o Filho de Deus encarnado, como o Cordeiro de Deus; assunto ao céu, o único mediador entre Deus e os homens; e o espírito santo como a onipresença tanto do Pai quanto do Filho, e não uma terceira pessoa co-eterna, eles não criam numa doutrina de três deuses co-eternos (Deus Pai, Deus Filho, Deus Espírito Santo). Assunto para ser refletido com mais seriedade. Walton no capítulo Uma Espada como Fogo, continua em sua explanação, dizendo: [...] Em novembro de 1903 Ellen White escreveu para o pastor S. N. Haskell, advertindo-o de que os estudantes estavam sendo arrolados em uma campanha para escrever cartas destinadas a produzir pressão política favorável ao sanatório. "No sanatório em Battle Creek, os estudantes e auxiliares tinham sido encorajados pelo gerente a escrever para seus pais e amigos e falar das coisas maravilhosas que estavam sendo feitas na instituição", ela disse - coisas que lhe haviam sido reveladas como estando muito longe de ser maravilhosas. (Carta de Ellen G. White a S. N. Haskell, 28 de novembro de 1903) Ela constantemente se preocupava com os jovens estudantes do sanatório, que estavam ouvindo a nova teologia dos professores a quem respeitavam, e os perigos eram tão grandes que ela abertamente advertia os pais a manterem seus filhos longe de Battle Creek. ... Era um desafio que fez com que Ellen White se pusesse de pé em alarme: "Como nós poderíamos consentir ter a flor de nossa juventude chamada para Battle Creek a fim de receber sua educação, quando Deus tem dado advertência após advertência de que eles não devem ir para lá", bradou ela. Alguns dos instrutores "não entendem o real fundamento da nossa fé. ...Não permita Deus que uma palavra sequer de encorajamento seja proferida para chamar nossos jovens ao lugar onde eles serão corrompidos por representações falsas e calúnias concernentes aos testemunhos, e à obra e caráter dos ministros de Deus". (Special Testimonies, série B, nº 2, página 21,22)
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    15 ... Havia uma crescentepossibilidade de que eles fossem expostos também a outro perigo. No início da história do adventismo, o afastamento da doutrina básica havia sido acompanhado por estranhos padrões de comportamento, e agora problemas semelhantes pareciam estar surgindo. "Havia idéias confusas do amor livre", o pastor L. H. Christian recordaria mais tarde, "e havia práticas imorais por alguns daqueles que apresentavam a doutrina de um Deus impessoal difundido através da natureza", e a doutrina da carne Santa. Os detalhes daquele capítulo de vergonha não devem agora ser contados, mas aqueles que conheceram os fatos compreenderam a verdade destas palavras: 'Teorias panteístas não são apoiadas pela palavra de Deus. ... As trevas são seu elemento, a sensualidade sua esfera. Elas gratificam o coração natural, e dão margem à inclinação." - Review and Herald, 21 de janeiro de 1904, pág. 9. - L. H. Christian, Fruitage Spiritual Gifts, págs. 291,292. ... Nisso jazia o perigo dos ensinos de Kellogg em 1903. "Essas doutrinas, seguidas até suas conclusões lógicas, varrem toda a economia cristã", a sra. White advertiu. "elas ensinam que as cenas justamente diante de nós não são de suficiente importância para que se lhes dê atenção especial" (Special Testimonies, Série B, n 7, p37). A igreja e o mundo estavam mergulhando numa profunda noite em direção a alguma coisa chamada o fim do tempo da graça, antes do qual cada indivíduo deveria ser examinado por Deus "com um escrutínio tão íntimo e penetrante como se não houvesse outro ser na terra" (O Grande Conflito, pág. 490). Quando esse evento chegasse, o destino de todos seria eternamente decidido para a vida ou morte. Era um desafio impossível de se exagerar. Os adventistas, contudo, estavam sendo embalados por teorias agradáveis sobre a natureza de Deus, nas quais as tremendas verdades do santuário desapareciam de vista e o Shekinah se tornava nada mais do que o brilho do sol na primavera. Em seu desespero para advertir a igreja, alarmada pelo poder fascinante do erro, Ellen White buscou alguma maneira de ilustrar quão facilmente alguém poderia confundir o erro com a verdade, e ela recorreu à ilusão ótica de dois trilhos da estrada de ferro, confundindo-se na distância até parecerem ser um. "O trilho da verdade fica bem ao lado do trilho do erro, e ambos os trilhos podem parecer ser um para as mentes que não são operadas pelo Espírito Santo." Carta 211, 1903. Então, vendo alguns dos melhores intelectos da igreja apanhados na armadilha, e levando outros para ela com a capacidade de eloqüência que tinha sido uma vez devotada à mensagem adventista, ela clamou em quase total desespero: "Minha alma fica grandemente perturbada quando vejo o desenvolvimento dos planos do tentador, que não posso expressar a agonia de minha mente. Precisa a igreja de Deus ficar sempre confundida pelos ardis do acusador, quando as advertências de Cristo são Tão definidas e claras?" Special Testimonies, Série B, n 2, pág. 23. (Capítulo: Uma espada como de fogo) Sem comentários, comparando com os dias de hoje, em nada difere nossa situação disso, sem falar que estas coisas estão vindo exatamente dos melhores intelectos de nossa igreja. “O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol.” (Eclesiastes 1:9). No capítulo Você é o Homem, o autor apresenta: O ano agora era 1905. John Harvey Kellogg estava em vias de deixar a igreja, levando consigo a maior instituição da mesma e a flor de suas mentes; Albion Ballenger estava proclamando "nova luz" sobre o santuário, deixando em seu rastro igrejas divididas e adventistas não mais convictos sobre os pilares principais de sua fé. Em toda parte as forças do mal pareciam estar em marcha, tragando o território
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    16 como um exércitode saqueadores, e talvez uma alusão ao motivo disto possa ser encontrada no diário de Ellen White, escrito no último dia de Outubro: "Satanás está usando toda sua ciência ao jogar o jogo da vida por almas humanas. Seus anjos estão misturados com os homens, e os estão instruindo nos mistérios da maldade. Estes anjos caídos arrastarão discípulos após si, falarão com os homens e anunciarão princípios tão falsos quanto possível, guiando almas aos caminhos do engano. Estes anjos podem ser encontrados em todo o mundo, apresentando as coisas maravilhosas que logo aparecerão numa luz mais resoluta. Deus pede a Seu povo que obtenha uma compreensão do mistério da piedade". Ellen White, Manuscrito 145, 1905 Um trecho interessante que o autor apresenta de uma carta de A. G. Daniells para a Srª White diz: O irmão Ballenger chegou a uma condição de mente que me parece desqualificá-lo inteiramente para pregar a mensagem. Ele tem estudado muito o assunto do santuário ultimamente, e chegou à conclusão... de que quando Ele (Cristo) ascendeu, foi imediatamente ao lugar santíssimo e que Seu ministério tem aí sido levado avante desde então. Ele toma textos tais como Hebreus 6:19 e os compara com vinte e cinco ou trinta expressões do mesmo caráter no Velho Testamento onde ele diz que em cada exemplo o termo 'dentro do véu' significa o lugar santíssimo... Ele vê claramente que sua opinião não pode ser harmonizada com os testemunhos, ou pelo menos admite francamente que é totalmente incapaz de assim fazer, e mesmo em sua própria mente... há uma diferença irreconciliável . (Carta de A.G. Daniells a W.C. White, 116/03/1905) Neste instante, é importante colocarmos o fato que ocorre hoje em nossa denominação, que aparentemente mantém o raciocínio inicial da igreja, mas abertamente adota Bíblias que colocam exatamente este ponto em questionamento. Não deixando dúvida de que a igreja deseja disseminar discretamente o mesmo raciocínio de Bellenger. Pois estas versões tornam impossível provar tal verdade, exatamente no livro de Hebreus. Apresentamos para simples conferência o capítulo 9 verso 12. Na versão João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada (2000), diz: “Não por meio de sangue de bodes e bezerros, mas pelo seu próprio sangue, entrou no Santo dos Santos, uma vez por todas, tendo obtido eterna redenção”. Agora o absurdo se torna mais incrível na tradução na linguagem de hoje (2004), pois tem em anexo o Hinário Adventista, que diz: “Quando Cristo veio e entrou, uma vez por todas, no Lugar Santíssimo, ele não levou consigo sangue de bodes ou de bezerros para oferecer como sacrifício. Pelo contrário, ele ofereceu o seu próprio sangue e conseguiu para nós a salvação eterna”. A Nova Versão Internacional, da Sociedade Bíblica Internacional (2000), diz: “Não por meio de sangue de bodes e novilhos, mas pelo seu próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos, de uma vez por todas, e obteve eterna redenção”. As melhores versões, que temos no Brasil são as: Bíblia de Jerusalém, Almeida Corrigida, Almeida Corrigida e Fiel, e até mesmo a Tradução Novo Mundo está melhor qualificada para os adventistas do que as tida em alto grau por esta organização. Arroyo (1999), traz a seguinte explicação quanto a este texto: No texto grego, a palavra que designa o Lugar Santo em Heb. 9:2 é “Hagia” (Aγια) que literalmente quer dizer “Santo” ( apalavra “Lugar” não aparece no original). A expressão que designa o Lugar Santíssimo no verso 3 é “Hagia Hagíon” (Aγια
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    17 Aγιων) que significaliteralmente ``Santo dos Santos" (de novo a palavra “Lugar” não aparece). Nos versos em questão, por exemplo Heb. 9:12, aparece a expressão “ta hagia” (τα αγια) que dignifica “os santos”. O verso, então, diz que Jesus entrou “nos santos (lugares)”, isto é, no Santuário. Aliás, a mesma expressão (só que no caso genitivo em vez do acusativo) aparece em Heb 8:2, sendo traduzida universalmente como “santuário”. Os professores F. Rienecker e C. Rogers na Chave Linguística do Novo Testamento Grego comentam que a expresão significa o Lugar Santo e o Lugar Santíssimo em conjunto, isto é, santuário. Portanto concluímos que a tradução certa é “santuário” em concordância com a interpretação adventista. Porém o mesmo autor traz um problema ao apresentar a seguinte interpretação: O candelabro (Ex. 25:31-40, 37:17-24) era feito de ouro puro e tinha sete lâmpadas (de óleo) que deviam ficar permanentemente acesas. Em Apocalipses 1:12-13, João descreve Jesus andando entre sete candelabros e o verso 20 nos diz que os candelabros representam “as sete igrejas”. Portanto, somos autorizados a pensar que no simbolismo do candelabro de ouro podemos ver o Espírito Santo (o óleo) atuando na Igreja possibilitando que seja “a luz do mundo”. (ARROYO, 1999) Se esta interpretação for correta, então podemos concluir que o lugar santo é na terra, pois as sete igrejas estão na terra, e portanto assim que Cristo ascendeu ao céu, entrou no lugar Santíssimo do santuário. Ainda que Arroyo, apresente como apêndice um comentário sobre a tradução correta do texto de Hebreus 9:12, peca na interpretação do texto de Apocalipse 1:12-13. Uriah Smith quanto a estes versos, comenta: Sete castiçais de ouro – estes não podem ser o anti-tipo do castiçal de ouro do antigo serviço típico do templo; porque esse era apenas um castiçal com sete braços. Fala-se sempre dele no número singular. Mas aqui são apresentados sete; e estes são, com mais propriedade suportes de lâmpadas do que simplesmente castiçais, suporte sobre os quais são postas lâmpadas para darem luz no quarto. E não têm semelhança com o antigo castiçal; pelo contrário, os suportes são tão distintos e separados uns dos outros, que se vê o Filho do homem a andar no meio deles. (1945, p. 22; 1991, p. 21 e 23) Estranho, mas a posição atual da organização adventista, talvez inconsciente ou propositada mas sutil, é exatamente a condenada pela igreja adventista primitiva. É como se a dúvida de Bellenger estivesse de volta, seu fantasma rodeia a atual organização. Concluindo sobre este período da apostasia alfa, transcrevemos agora o texto sob o tema “Como um Ciclone Devastador” de Walton: O ano era 1914. Através da cidade de Battle Creek, de um brilho empoeirado no sol do inicio do verão, apenas recordações lembravam o que havia sido - o que poderia ter sido. Na esquina das avenidas Washington e Main havia poucos indícios de que a Review and Herald Publishing Conpany já tivesse existido lá, de que uma vez esse tivesse sido o local da Conferencia Geral. O Colégio de Battle Creek, reaberto com tão altas esperanças pelo Dr. Kellogg, estava fechado, um triste fracasso. Os adventistas eram em número comparativamente pequeno agora, e os veteranos podiam recordar o enxame de placas "Vende-se" que apareceram quando a colônia se dissolveu. "O mundo conhecerá a razão" advertira certa vez Ellen White, e agora D.
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    18 M. Canright publicavauma nova edição de seu livro Sevent-Day Adventism Renounced - e inconscientemente assegurava o cumprimento daquela predição. "Battle Creek, Michigan, fornece uma boa ilustração do fracasso do Adventismo após um julgamento justo. ...Quando eu me retirei em 1887, havia quase dois mil observadores do sábado aqui, todos unidos. Muitas vezes preguei no grande tabernáculo quando todos os assentos, na parte de baixo e na galeria, estavam ocupados. No colégio lecionei para uma classe de aproximadamente duzentos alunos, todos moços e moças se preparando para trabalhar como ministros ou instrutores bíblicos. Agora, 1914, o colégio está fechado e perdido para a causa; o sanatório se rebelou contra a organização, e quase todos dentre a administração, médicos, enfermeiros e assistentes são observadores do domingo; as casas publicadoras foram completamente destruídas pelo fogo e os remanescentes se mudaram; a igreja decaiu para mais ou menos quatrocentos ou quinhentos membros; o tabernáculo está largamente vazio e é como um elefante em suas mãos. ...grande número apostatou, perdeu a fé em tudo, e não freqüentam nenhuma igreja. Foi como um ciclone devastador". - Canright, op. cit, p.411 Catorze anos haviam se passado desde aquela brilhante manhã de janeiro no raiar de um novo século, quando o mundo estava pronto e a mensagem do Advento tinha uma chance de sair ao sol. Agora este dia estava terminado, e suas últimas sombras prestes a serem adensadas por um Sérvio nacionalista de 19 anos de idade com uma pistola. Na cidade bosniana de Saravejo, um motorista confuso fez uma curva errada e dirigiu sua limusine aberta para uma rua movimentada. Atrás dele, abrigados do intenso sol de verão por um guarda-sol, estava sentado um régio casal cuja vida havia sido uma clássica história de amor e para quem este dia era o décimo quarto aniversário de casamento. Por um momento o motorista hesitou, e então tentou dar meia volta com o carro, e ao fazer isto, ressoaram dois tiros. O Arqueduque Francisco Ferdinando e sua esposa tombaram no banco; e o longo dia da oportunidade estava terminado. Haviam sido disparados os primeiros tiros da Primeira Guerra Mundial. Daí em diante a igreja teria de trabalhar num mundo que se degradava em trevas. Tantas luzes haviam se apagado. J. H. Kellogg, líder da obra médica, cujas despesas da escola médica onde estudara haviam sido parcialmente pagas por Tiago e Ellen White; Albion Ballenger, que havia decidido refazer a verdade do santuário usando tratados teológicos em vez do Espírito de Profecia; os pastores A. T. Jones e E. J. Waggonner, que haviam viajado e pregado com Ellen White; o pastor George Tenney, editor, ministro, missionário; o pastor L. McCoy, capelão do sanatório de Battle Creek - aos quais se juntaram, como depressa salienta Canright, "muitas pessoas em importantes posições como gerentes de negócios, professores de colégios, médicos, etc. Todos estes estão agora fora da igreja, e toda a sua influência é posta contra a comunidade adventista". (Idem, p.412) A perda havia sido abaladora; e agora, da mesma forma que a fumaça que ainda subia das cinzas do incêndio da Review and Herald, ela deixava uma persistente pergunta pendendo sobre a igreja: Como tal coisa podia acontecer? O que poderia produzir tal maciça apostasia entre as mais brilhantes mentes da igreja? A resposta era vexantemente simples, e, curiosamente, era uma resposta que a igreja tinha em mãos o tempo todo. Nos ainda pacíficos dias de 1898, Ellen White havia avisado claramente o que poderia acontecer. "Nunca haverá um tempo na história da igreja quando o obreiro de Deus poderá cruzar as mãos e descansar, dizendo"' Tudo é paz e segurança'. Então é que vem repentina destruição. Tudo pode avançar por entre aparente prosperidade; mas satanás está bem acordado, e estudando e trocando idéias com seus anjos sobre outro modo de ataque onde possa ser vitorioso. a disputa se tornará cada vez mais feroz por parte de Satanás. ...Dispor-se-ão mente contra mente, planos contra planos, princípios de origem celeste contra princípios satânicos. A verdade em seus vários aspectos estará em conflito com o erro em suas crescentes e
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    19 sempre variadas formas,as quais, se possível, enganarão os próprios escolhidos". (Especial Testimonies, série A, n11, p. 5 ) Aqui estava, se se tivesse o cuidado de pensar sobre isto, toda a história da crise, apresentada cinco anos antes de o livro de Kellogg ser publicado. O próprio Satanás estava dirigindo este ataque; o comandante chefe das forças das trevas havia tomado o campo. A batalha havia sido travada em um nível sobrenatural, no qual, sem a proteção especial de auxílio sobrenatural, mesmo as mais brilhantes mentes seriam espalhadas como folhas diante de um vento outonal. Kellogg, Jones, Waggoner, McCoy - todos haviam saído para enfrentar o inimigo após primeiramente decidirem substituir as advertências da mensageira de Deus por seu próprio julgamento, despojando-se assim da única defesa que realmente tinha importância. Em alguma parte no curso dos eventos eles haviam se tornado letalmente seguros de que estavam certos, de que era tempo de escapar de "uma comunidade morta de profecias mortas", e agora, ao se dispersarem do Adventismo, fizeram-no com piedosas orações para que Deus abençoasse a sua saída. E através do vale do tempo ecoavam as palavras de Ellen White, já dadas em 1903, palavras pronunciadas antes que fosse tarde demais para a maioria deles: "Satanás tem nos homens seus aliados. E anjos maus em forma humana aparecerão aos homens, e apresentarão diante deles imagens tão fulgurantes do que eles serão capazes de fazer se tão somente lhes ouvirem as sugestões, que amiúde trocarão seu arrependimento por desafio. ... O pecado enegreceu as faculdades racionais, e o inferno está triunfando. Oh, não cessarão os homens de confiar em seres humanos?" Idem, Série B, n7, p. 21, 22 (grifos acrescentados) Anjos do mal em forma humana. Não havia qualquer esperança de sobreviver a tal desafio apenas com a força humana. A humanidade não teve qualquer resposta à lógica da mente de um anjo, onde memórias do paraíso se torceram loucamente para um engano tão poderoso que um terço das forças do céu a princípio tinha sido incapaz de reconhece-lo. Nenhuma quantidade de educação ou experiência habilitariam um homem a enfrentar uma armadilha como esta, e John Kellogg, pelo menos, havia se dirigido diretamente para ela, enquanto soavam sinos e brilhavam luzes de advertência das páginas de Ellen White. Uma noite no início do verão de 1904 Ellen White havia visto uma reunião em andamento em Battle Creek. Um significativo número de médicos e ministros estava presente, ouvindo o Dr. Kellogg expor suas idéias de que Deus está em tudo, ignorando que estavam sendo sobrenaturalmente observados. A sra. White notou particularmente o "semblante satisfeito, interessado, dos ouvintes", e então seu acompanhante celestial se voltou para ela com uma mensagem estarrecedora. "Anjos maus tomaram posse da mente do orador", disse Ele, e prosseguiu advertindo que "tão seguramente como os anjos que caíram foram seduzidos e enganados por Satanás, assim também o orador estava sob a educação espiritualística dos anjos maus." "Fiquei assombrada ao ver com que entusiasmo os sofismas e teorias enganadoras foram recebidos", relata a sra. White, salientando que Kellogg, encorajado pelo sucesso em arrebatar ministros e médicos com ele, havia então convocado um concílio especial em Battle Creek para inculcar ainda mais suas idéias sobre a igreja organizada. - Idem, n6, p.41 "Jactai-vos de estardes agindo sob inspiração de divina promoção", advertiu Ellen White ao povo de Battle Creek, "mas alguns estão seguindo a falsa inspiração que enganou os anjos nas cortes celestes", (Idem, série A, n12, p.1). Para Kellogg ela dirigiu a advertência de que ele estava sendo "hipnotizado" por Satanás (algo que ele ridicularizou como absurdo). Em outubro de 1905 ela avisou sobre "homens que adentraram o estudo da ciência que Satanás introduziu na guerra no céu". Carta de Ellen White aos irmãos Daniells, Prescott, e seus associados, 30 de outubro de 1905,
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    20 da coleção deJ.H.N. Tindall). Em face de tais advertências Kellogg e seus seguidores haviam mergulhado para a frente, tendo a consciência aquietada pelas afirmações do médico de que os testemunhos de Ellen White nem sempre eram fidedignos. E assim eles chagaram, finalmente, ao trágico cumprimento de outra de suas predições: "Se deixados, anjos maus moldarão a mente dos homens até que não mais tenham mente ou vontade próprias. ... Assim será com os médicos ou ministros que continuarem a se vincular com aquele que tem tido luz, que tem recebido advertências, mas não lhes tem dado ouvidos". - Special Testimonies, série B, n 6, pp.42,43 A mesma triste lição havia sido ilustrada na vida de Albion Ballenger. Uma noite durante uma reunião evangelística em Londres, ele havia tentado apresentar o assunto do santuário. Terrivelmente desencorajado pela maneira na qual havia pregado, tomou a resolução de que "nunca mais pregaria novamente até eu saber o que estou pregando". E então ele havia cometido em engano fatal. "Não vou obtê-lo de nossos livros" declarou ele, "se nossos irmãos puderam obtê-lo das fontes originais, por que é que eu não posso?". O pastor Ballenger estava cometendo o mesmo erro já cometido pelo Dr. Kellogg: A pressuposição de que não havia nada realmente envolvido aqui exceto o raciocínio humano, no qual a pesquisa de um homem é tão boa quanto à de outro. "Irei aos livros ou comentários e todas essas várias fontes das quais o pastor Urias Smith obteve luz sobre o assunto", ele anunciou, e assim dizendo prontamente caminhou diretamente para fora, nas trevas. Pois a doutrina Adventista do santuário não podia ser achada nos "livros ou comentários" - não podia ser encontrada em qualquer lugar exceto que proviesse da mesma fonte que foi procurada por aquele grupo de homens e mulheres de oração que haviam estudado através de noites frias de outono em 1844, e em cujo meio estava a mesma mensageira especial que agora advertira Ballenger a dar meia volta antes que fosse tarde demais. Ele também havia escolhido ignorar este apelo, e ele, como Kellogg, deixou a fé adventista para nunca mais voltar. Em Riverside, Califórnia (apenas algumas milhas distante da nova escola médica da igreja), ele passaria seus últimos dezesseis anos dizendo coisas sobre Ellen White que, debaixo de uma aparência de piedade, operava para atacar a credibilidade desta como mensageira especial de Deus. "Como um ciclone devastador". Canright havia disto isto com relação a igreja de Deus, mas quão claramente estas palavras descrevem a vida daqueles que a deixaram. Toda uma galáxia de luzes Adventistas havia se apagado, cada qual a seu próprio modo, e cada uma ligada às demais pela tragédia comum de rejeitar a mensageira de Deus num tempo quando anjos caídos estavam andando na terra em forma humana. A igreja e o mundo estavam entrando numa nova era. Agora o erro de sair da proteção especial de Deus podia trazer os mais trágicos e imediatos resultados. Mil novecentos e catorze. O povo de Deus havia vivido por catorze anos na luz do último dia de verão da terra. Agora se enegrece o céu com as primeiras tempestades de outono. Através das vulneráveis planícies da Bélgica vem o estrondo de pesada artilharia se movendo, uma nuvem de poeira, uma linha infindável de uniformes cinza que identifica o Segundo Exército do General Karl von Bülow. Em berlim tropas exuberantes desfilam pela última vez descendo as ruas de tijolos; uma jovem numa blusa branca de franjas entra em suas fileiras, entrelaça o braço no de um soldado, e marcha com eles. Poucos passos atrás, um negociante bem trajado faz o mesmo, carregando uma arma de soldado - faces sorridentes rumando cegamente para a terrível meia-noite de Marne e Verdun, para um pesadelo nunca dantes visto exceto por uma senhora miúda que, anos antes, havia pleiteado com sua igreja para que agissem. "Logo haverá morte e destruição, aumento de crime, e impiedade cruel operando contra os ricos que se têm exaltado sobre os pobres. Os que estão sem a proteção de Deus não encontrarão segurança em nenhum lugar ou posição. Agentes humanos estão sendo treinados e estão usando suas capacidades inventivas para
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    21 colocar em operaçãoa mais poderosa maquinaria para ferir e matar. ... Que os recursos e os obreiros sejam espalhados". - Testimonies, vol 8, p.50. Esta é a nossa triste história, e deve servir de exemplo para nós, pois estamos lutando contra os principados, contra os governantes das trevas nas cortes celestiais, portanto, sem jejum e oração, sem um apego ilimitado em Cristo, estamos fadados a cair, e Satanás se rirá por nossa desgraça, como tem feito no decorrer da história do adventismo. Todos são agentes de Satanás, quando perdem a Cristo de vista e olham para os defeitos e fracassos de seus irmãos, ninguém está isento de pecar nem que seja em pensamentos, portanto, vigiai e orai para que não entreis em tentação disse o Mestre. Podemos por um momento estarmos na firme plataforma da verdade, mas num minuto podemos escorregar e afundar sem nos apercebermos que a mão de Cristo está a nossa disposição, e olhamos para os homens que nada desejam além do nosso fracasso. Analisando toda nossa história, concluímos que sem dúvida nenhuma, vivemos no ômega de toda a apostasia adventista, e isso podemos dizer sem nenhum medo de errar, e estamos muito, mas muito distante do que deveríamos ser. Estamos com 100 anos de atraso, caminhando no deserto, retrocedendo ao Egito. Então após esta visão de nosso passado, dos conceitos errôneos levantados: sobre o santuário, a presença de Deus, a personalidade de Deus e de Cristo, que levou a apostasia de nossas mentes mais brilhantes e grande parte dos membros em Battle Creek, na qual a irmã White identifica como o alfa das apostasias letais, podemos utilizar uma dica para nos protegermos da apostasia ômega, onde ela diz: Permita os pioneiros identificarem a verdade. - Quando o poder de Deus testifica o que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como verdade. Não depois de suposições, contrárias a luz que Deus tem dado para ser recebida. Surgirão homens com interpretações das Escrituras que para eles é a verdade, mas não é a verdade. A verdade para esse tempo Deus tem dado como um fundamento para a nossa fé. Ele Mesmo nos falou a verdade. Um após outro vai aparecer com uma nova luz que contradiz a luz que Deus tem dado pelo seu Santo Espírito. (Ellen White, 1905, Counsels to Writes and Edictores, pages 31, 32) Ainda que naquele tempo os adventistas não possuíam doutrinas oficiais, mantinham seus pontos fundamentais de fé, que a irmã White diz serem a luz que Deus nos deu, sendo estes os mesmo pontos fundamentais que permaneceram em voga até sua morte. E uma verdade que eles pregavam dizia que, a doutrina da trindade era uma doutrina espúria, e sendo isto verdade, como este parecer pode ser considerado mentira hoje? 3. UMA NOVA ORDEM No livro 1888 Re-Examinado lemos a seguinte declaração: Quando quer que apareça o ômega, muito provavelmente reivindicará apoio do Espírito de Profecia, e "muitas" mentes sem discernimento concordarão. E é também possível que alguns dirigentes destacados e influentes promovam o engano. [...] Ellen
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    22 White finalmente faladas provações ômega como uma experiência a dar-se após a sua morte: "Estou encarregada de dizer ao nosso povo que alguns não reconhecem que o diabo tem ardil após ardil e que os leva a efeito em maneiras que não esperam. As agências de Satanás inventarão maneiras de transformar pecadores em santos. Digo-vos agora, que quando for posta em descanso, grandes mudanças terão lugar. Não sei quando serei levada, mas desejo advertir a todos contra os ardis do diabo. ...Eles devem observar cada pecado concebível que Satanás tentará imortalizar." (Carta, Elmshaven, 24 de fevereiro de 1915). (SHORT e WIELAND, 1987, p. 78) Um fator importante a ressaltar aqui é que a apostasia alfa ocorreu exatamente no coração da obra, na liderança da igreja para então se propagar, mas de forma que foi controlada; certamente que a apostasia ômega, com proporções ainda maiores, ocorreria também no coração da obra, na liderança, porém numa proporção gigantesca. Se as grandes mudanças que teriam lugar logo após sua morte, como afirmou Ellen G. White, seriam “ardis do diabo”, precisamos atentar se houveram mesmo estas mudanças, e se houveram, quais foram. Política mundana está tomando o lugar da verdadeira piedade e sabedoria que vêm de cima, e Deus removerá Sua mão prosperadora da assembléia. Será removida a arca da aliança deste povo? Serão introduzidos ídolos sorrateiramente? Princípios e preceitos falsos serão trazidos para dentro do santuário? Será respeitado o anticristo? Serão ignoradas as verdadeiras doutrinas e princípios a nós concedidas por Deus, que nós tornaram o que somos? . . . Isto é diretamente aonde o inimigo, mediante homens cegos e não consagrados, nos está conduzindo. (Ms. 29, 1890, citado em 1888 ReExaminado, p. 74) Ellen G. White advertiu quanto a grande reforma que desejavam introduzir no meio adventista, dizendo: O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua sabedoria concedeu à igreja remanescente. Nossa religião seria alterada. Os princípios fundamentais que têm sustido a obra neste últimos cinqüenta anos, seriam tidos na conta de erros. Estabelecer-se-ia uma nova organização. Escrever-se-iam livros de ordem diferente. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando uma obra maravilhosa. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o Deus que o criou. Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura. Quem tem autoridade para iniciar semelhante movimento? Possuímos a Bíblia. Temos nossa experiência, com o atestado da milagrosa operação do Espírito Santo. Temos uma verdade que não admite contemporização alguma. Não devemos repudiar tudo que não esteja em harmonia com esta verdade? (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 204, 205)
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    23 Neste instante começoa listar algumas citações das crises e mudanças desencadeadas em nosso meio desde então: Em 1930, respondendo a um pedido da Divisão Africana por “uma declaração daquilo que os adventistas crêem”, a qual pudesse “ajudar os oficiais do governo e outros a compreender melhor o nosso trabalho”, a Comissão da Associação Geral indicou uma subcomissão (M. E. Kern, secretário da Associação geral da AG; F. M. Wilcox, editor da Review; E. R. Palmer, administrador da Review end Herald; e C. H. Watson, presidente da AG) para preparar uma declaração de crenças adventistas. Wilcox, sendo o escritor principal entre o grupo, esboçou uma declaração de 22 pontos, posteriormente publicada no Yerbook (Anuário) adventista de 1931 (Froom, MOD, pp. 410-414). O segundo ponto falava da “Divindade, ou Trindade”, e o terceiro afirmava que “Jesus Cristo é verdadeiramente Deus”, ecoando o Credo de Nicéia. Para que ninguém pensasse que os adventistas do sétimo dia pretendiam preparar um credo, os autores do documento não buscaram “apoio formal ou oficial” para o mesmo. Quinze anos mais tarde, quando a declaração havia obtido aceitação geral, a assembléia da Associação Geral de 1946 tornou-a oficial [...]. Isso marcou o endosso oficial ao ponto de vista trinitariano pela igreja, embora um “bem conhecido” antritinitariano prosseguisse “sustentando o ‘velho’ ponto de vista” até a sua morte em 1968 (Burt, p. 54). (Whideen, Moon e Reeve, A Trindade, p. 227) Pelo que entendemos por este texto, a doutrina da trindade não era aceita, mas foi se instalando sorrateiramente até que fosse aceita, sem contestação, quinze anos mais tarde. Estranho o fato de ter sido feita uma subcomissão para preparar uma declaração de crenças, quando o texto introdutório dos Princípios Fundamentais Dos Adventistas Do Sétimo Dia, conforme impresso no Year Book de 1911 diz: Os adventistas do Sétimo Dia não possuem credo além da Bíblia; porém, sustentam um certo número de pontos bem definidos de fé, pelos quais estão preparados para dar “a todo homem que pedir” uma razão de sua fé. As seguintes proposições podem ser entendidas como um resumo dos principais traços de sua fé religiosa, sobre os quais existe, na medida do que é conhecido, completa unanimidade por todo o corpo. (http://br.geocities.com/ pioneiroadventista/yearcompleto.html) “A todo homem que pedir uma razão” da fé adventista, sendo estes princípios uma “unanimidade por todo o corpo”, portanto, os adventistas possuíam uma declaração de crenças, e podemos crer que quando Ellen G. White afirma sobre as colunas que sustentam a nossa fé, “os princípios fundamentais”, sãos os mesmos Princípios Fundamentais do Year Book de 1911, alterado a partir de 1930, conforme lemos no livro A Trindade, e confirmado pelo Dr. Knight: A década de 1930 veria uma constante discussão sobre a Trindade. A denominação publicou pela primeira vez uma declaração de crenças em seu Yearbook (anuário) de 1931. Ela era explicitamente trinitariana. Embora tecnicamente se tratasse de uma declaração não oficial, ela mostrou de maneira definitiva os rumos que a liderança da igreja estava tomando. (Em busca de Identidade, p. 158) No mesmo livro (p. 117), ao argumentar sobre o assunto no que se refere a posição de Ellen G. White, o Dr. Knight diz: “[...] ela nunca desenvolveu argumentos principais sobre os temas da Trindade, da plena igualdade de Cristo com o Pai e da personalidade do Espírito Santo. Seus escritos apenas supõem que sejam verdades.”
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    24 Vale ressaltar queo termo trindade também nunca foi usado pela escritora ao falar da divindade. [...] “É certo que o termo traduzido por Isolina A. Waldvogel como ‘Trindade’ aparece no original inglês como ‘Godhead’, que significa literalmente ‘Divindade’” (Alberto R. Timm, Parousia, ano 5, n. 1, 2006, p. 95). No livro A Igreja em Perigo de José Carlos Ramos, encontramos também a afirmação de que a palavra traduzida por “Trindade” no original é “Divindade”. Na tradução dos escritos de Ellen G. White ao português, o termo ‘Godhead’ (Divindade) acabou sendo vertido algumas vezes como ‘Trindade’ (O Desejado de Todas as Nações, pág. 671; Testemunhos Para Ministros, pág. 392; Evangelismo, pág. 617; Cristo Triunfante, 25 de julho, pág. 213; ibidem, 21 de outubro, pág. 301). Também a expressão ‘the heavenly trio’ (o trio celestial) foi traduzida como ‘a trindade celeste’ (Evangelismo, pág. 615). Em espanhol, essas expressões foram vertidas literalmente como ‘Divindade’ e ‘o trio celestial’. (Alberto R. Timm - revista do Ancião em out – dez 2005 – http://www.centrowhite.org.br) No livro A Trindade de Whidden, Moon e Reeve (p. 226), encontramos o seguinte título “Declínio do Antitrinitarianismo, 1915-1946”, lembrando que Ellen G. White faleceu em 1915 e seu filho, William (Guilherme) C. White em 1937. Mas os autores mostram que a insatisfação ocorreu de 1888 a 1898, e que houve uma mudança de paradigma de 1898 a 1915. Podemos perceber que a insatisfação e aparente mudança de paradigma, ocorrem exatamente após a rejeição da mensagem em Mineápolis e durante a crise e apostasia do Dr. Kellogg. Analisando os textos expostos sobre esse período, podemos concluir sem muito esforço que toda essa insatisfação foi o que causou grande preocupação à irmã White, pois percebeu que o livro do Dr. Kellogg teve grande influência sobre toda a organização, e por isso os princípios fundamentais adventistas estavam sendo questionados, e ao que percebemos no decorrer da história, foram completamente abandonados. E esse desenvolvimento para o trinitarianismo é que Ellen G. White considera o alfa ou quem sabe o ômega da apostasia. Apesar de os autores de A Trindade defenderem que foram suas declarações (EGW) que fizeram a igreja mudar a visão sobre o assunto, ao analisar todo o contexto de tais mudanças não podemos concordar que isto seja verdade, pois como poderia uma igreja que começa a rejeitar e ofender o espírito de Deus (1888 Mineápolis) seguida por um período de apostasia severa onde os testemunhos e os princípios fundamentais de sua crença é colocado em descrédito (apostasia do Dr. Kellog), está em condições de mudar de paradigma? Enquanto a igreja deveria estar se perguntando onde erramos e como reverter tal situação? Pois rejeitaram a chuva serôdia, que os habilitaria para o alto-clamor. Uma questão a ser levantada aqui é, se a igreja estava pronta para dar o sonido certo da trombeta do alto-clamor, certamente não poderia haver erro doutrinário tão grotesco. E se aquela era a mensagem do terceiro anjo, é aquela mensagem que dever ser pregada novamente com toda sua força sem contradição, pois como pode haver o mesmo alto-clamor com mensagens diferentes e opostas? Em estudos recentes encontramos disponível na Internet, uma carta de William C. White, para o pastor Elder H. W. Carr, datada de 30 de Abril de 1935, que diz: Tenho em minhas mãos sua carta de 24 de Janeiro. Por alguns meses, tenho estado tão pressionado com o trabalho relacionado aos manuscritos que estamos preparando para imprimir, que minha correspondência teve que esperar.
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    25 Em sua carta,você me pede para contar o que entendo ser a posição de minha mãe em relação à personalidade do Espírito Santo. Isso eu não posso fazer porque eu nunca entendi claramente seus ensinos sobre esse assunto. Sempre houve em minha mente alguma confusão a respeito do significado das expressões dela que, para a minha forma de raciocinar, parecem ser um pouco confusas. Freqüentemente tenho lamentado não possuir a capacidade mental que poderia resolver esta e outras perplexidades semelhantes, e então, relembrando o que a irmã White escreveu nos "Atos dos Apóstolos", págs. 51 e 52 a "respeito dos mistérios que são muito profundos para a compreensão humana, o silêncio é ouro". Tenho achado melhor me refrear desta discussão e me esforçar para dirigir minha mente a assuntos fáceis de serem compreendidos. Enquanto eu lia a Bíblia, eu encontrei que o Salvador ressurreto soprou nos discípulos (João 20:22) e disse a eles "Recebei o Espírito Santo". O conceito gerado através deste texto das Escrituras parece estar em harmonia com a declaração do "Desejado de Todas as Nações", pag. 669, também Gênesis 1:2; com Lucas 1:4; com Atos 2:4; 4:12; 8:15; 10:44. Muitos outros textos poderiam ser citados e que parecem estar em harmonia com esta declaração do "Desejado de Todas as Nações". As declarações e os argumentos de alguns dos nossos ministros em seu esforço para provar que o Espírito Santo era um indivíduo como é Deus, o Pai e Cristo, o eterno Filho, têm me deixado perplexo e algumas vezes eles me têm entristecido. Um mestre popular disse: "Podemos considerá-Lo (O Espírito Santo) como o companheiro que está aqui embaixo fazendo as coisas acontecerem." Minhas perplexidades foram minimizadas quando aprendi, no dicionário, que um dos significados de "personalidade" era características. Isto está declarado de tal forma que eu concluí que pode haver personalidade sem uma forma corpórea a qual o Pai e o Filho possuem. Há muitos textos das Escrituras que falam do Pai e do Filho e a falta de textos que fazem referência similar ao trabalho unido do Pai e o Espírito Santo ou Cristo e o Espírito Santo me tem feito acreditar que o espírito sem individualidade era o representante do Pai e do Filho através do universo, e vem sendo através do Espírito Santo que eles habitam em nossos corações e nos fazem um com o Pai e com o Filho. Minha resposta para a segunda pergunta "Em algum lugar, os escritos da Irmã White ensinam que a oração deve ser dirigida unicamente ao Pai, ou que nós não nos devemos dirigir a Cristo em oração, somente ao Pai", eu penso que não. Eu não encontrei este ensino nos escritos de Ellen White. Sua terceira pergunta "Ela, em algum lugar, diz qual é o poder que "armará as tendas do seu palácio entre o mar grande e o glorioso monte santo". Devo responder da mesma forma. Acho que não. Não encontramos nenhuma declaração sobre isso nos escritos da irmã White nem nos lembramos de nenhuma declaração feita verbalmente em nossa presença. (site http://www.alvorada.us/cartawilliams.htm) Quanto a ele, temos o seguinte testemunho por parte de sua mãe: [...] Foi-me mostrado também que meu filho, W. C. White, seria meu ajudante e conselheiro, e que o Senhor poria sobre ele o espírito de sabedoria e são discernimento. Foi-me mostrado que o guiaria, e que ele não seria desviado, porque reconheceria as direções e orientação do Espírito Santo. [...] Porei Meu Espírito sobre teu filho, e fortalecê-lo-ei para fazer sua obra. Ele possui a graça da humildade. O Senhor o escolheu para desempenhar parte importante em Sua obra. Para isso nasceu ele. [...] Esta comunicação foi-me feita em 1882, e desde então tem-me sido assegurado que lhe era dada a graça da sabedoria. Mais recentemente, em uma ocasião de perplexidade, o Senhor disse: "Dei-te Meu servo, W. C. White, e dar-lhe-
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    26 ei discernimento paraser teu auxiliar. Dar-lhe-ei habilidade e entendimento para dirigir sabiamente." (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 54, 55) Essa certamente é uma das partes importante que William teve na obra de sua mãe, além ter auxiliado muito sua mãe após a morte de seu pai, e ele não foi desviado da verdade que a igreja pregava em 1882. Esta carta torna claro que a “mudança” de que fala os autores dos livros citados, não se deu devido a nenhuma declaração da irmã White, como querem fazer crer, mas de uma má compreensão das mesmas, e que nesse mesmo período, estes questionamentos, debates e afirmações, não era algo apreciado por seu filho, deixando-o perplexo e triste. Isto torna evidente que as doutrinas desencadeadas não foram por causa de verdadeiras compreensões do assim diz o Senhor. Comparando as atuais afirmações sobre o que levou à mudança de paradigma, com as alegações do Dr. Kellogg, não resta dúvida, são exatamente as mesmas. Então podemos hoje, usar o texto da irmã White que diz As afirmações feitas em Living Temple acerca deste ponto são incorretas. São mal aplicadas as passagens usadas em apoio da doutrina ali exposta. Sou compelida a falar negando a pretensão de que os ensinamentos de Living Temple possam ser apoiados por declarações de meus escritos. Pode haver nesse livro expressões e opiniões que estejam em harmonia com os meus escritos. E pode haver em meus escritos muitas afirmações que, tiradas do contexto, e interpretadas de acordo com o pensamento do autor de Living Temple, dir-se-iam de acordo com os ensinamentos desse livro. Isso pode dar aparente apoio à afirmação de que as idéias de Living Temple estejam em harmonia com meus escritos. (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 203 – Substituindo o nome do livro Living Temple, por A Trindade, e outros semelhantes) O Dr. Knight afirma que J. S. Wasburn se manifestou contra essa doutrina, o mesmo “bem conhecido antritinitariano” que prosseguiu “sustentando o ‘velho ponto de vista’ até a sua morte em 1968”, mencionado pelos autores do livro a Trindade. Wasburn conforme citado no livro Em Busca Identidade, argumentava que: esta doutrina monstruosa transplantada do paganismo para a Igreja de Roma Papal está procurando introduzir sua presença maléfica nos ensinos da Mensagem do Terceiro Anjo. Toda a doutrina da Trindade, ..., é completamente estranha não somente à Bíblia, mas também ao Espírito de Profecia. A revelação não apresenta o mais leve indício dela. Esta concepção monstruosa e pagã não encontra lugar em todo o universo livre de nosso bendito Pai Celeste e Seu Filho (JSW MS, “The Trinity”, no livro Em Busca de Identidade, p. 158) O que podemos pensar neste instante? As grandes mudanças preditas, o ponto sobre a personalidade de Deus foi mudado, não era mais apenas um Deus, mas três. Teorias espúrias se tornaram doutrinas que deveriam ser aceitas sem contestação, uma das provas disto são exatamente os últimos livros lançados pela atual organização sobre possíveis “dissidentes” antitrinitarianos, e da forma leviana como são descritos. Tais pessoas quando começam a analisar o assunto de forma a perguntar para os pastores o que está acontecendo começam a ser atacadas de púlpito por tais pastores e doutores que deveriam pregar a Bíblia somente, e não contra o estudo da mesma.
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    27 Outra citação importante,do livro A Trindade, diz: Da década de 1950 até a publicação de Movement of Destiny em 1971, LeRoy E. From foi o mais conhecido campeão do trinitarianismo entre os adventistas do sétimo dia. Seu livro A Vinda do Consolador, lançado em inglês originalmente em 1928, era sem precedentes entre os adventistas (exceto algumas poucas passagens de Ellen White) em sua exposição sistemática da personalidade do Espírito Santo e da natureza trinitariana da Divindade (A Vinda do Consolador, pp. 37-57). O papel de liderança de Froom na obra Questions on Doctrine, de 1957, foi amplamente documentado (Unruh, Moon). O livro provocou uma tempestade de controvérsias em virtude de certas declarações sobre cristologia e a expiação. [...] Apesar de “momentos de favoritismo”, e de problemas de distorção histórica que “diminuem o livro como fonte histórica fidedigna” (Maxwell), o texto documenta amplamente o progresso da teologia adventista rumo a um consenso bíblico trinitariano. (p. 227 e 228) LeRoy E. From desde antes de 1928 pelo que se percebe, mostrou-se descontente com as declarações dos pioneiros adventistas do sétimo dia quanto a Divindade, pois, escreveu um livro “sem precedentes”, sendo o “campeão do trinitarianismo”. Líder de um documento que “provocou uma tempestade de controvérsias”. E mais tarde escreveu um livro que possui “distorções históricas que diminuem o livro como fonte histórica fidedigna”. Froom não parece ser digno de tanta confiança e nem tanta admiração por parte dos adventistas. Como pode alguém motivado pelo espírito de Deus publicar obras com problemas de distorções históricas e causar tão grandes controvérsias doutrinárias divergentes dentro de uma igreja que já possuía seus pontos bem fundamentados na Bíblia? No livro Questões sobre Doutrina, são apresentadas algumas reuniões iniciadas em março de 1955 “entre Leroy E. Froom (líder da Associação Ministerial da Associação Geral de 1941 a 1950) e W. E. Read (um secretário de campo da Associação Geral) do lado adventista e Martin e George R. Cannon (um professor de teologia do Colégio Missionário de Nyack, em Nova York). Posteriormente, Roy A. Anderson (que servia então como diretor da Associação Ministerial da Associação Geral) e Barnhouse” (p. 11, 12) envolvidos nos diálogos. Neste livro, diz que as principais preocupações de Martin são: “(1) que a expiação de Cristo não foi completada na cruz; (2) que a salvação é resultado da graça em junção com as obras da lei; (3) que o Senhor Jesus Cristo era um ser criado, não existente por toda a eternidade; (4) e que, na encarnação, Ele participou da natureza humana caída e pecaminosa.”(p. 12) Como resultado, os líderes adventistas se esforçaram tenazmente para explicar suas crenças sobre esses quatro pontos. Não tiveram muito problema para demonstrar que os adventistas crêem na salvação apenas pela graça e que a denominação chegou a crer tanto na Trindade quanto no fato de que Cristo fora um com Deus desde o começo da eternidade. Por outro lado, tiveram que tirar alguns livros de circulação, os quais reivindicavam que “a guarda do sábado era uma base para a salvação”. Igualmente como as notas históricas no texto demonstram, eles não compreendiam plenamente a extensão do semi-arianismo (isto é, que Cristo não era plenamente Deus desde a eternidade) e do antitrinitarianismo nos primórdios do adventismo. Os outros dois assuntos provaram ser mais problemáticos para os líderes adventistas. Uma expiação completa na cruz foi mais problemática porque os adventistas tendiam a referir-se à expiação em termos de Dia Antitípico da Expiação, que acreditavam ter começado em 1844. ...
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    28 O assunto maisproblemático com o qual os adventistas tiveram que lidar foi a natureza humana de Cristo. Esse tópico foi problemático porque os evangélicos calvinistas com os quais estavam tratando criam que, se Cristo teve uma natureza pecaminosa, então necessariamente tinha de ser um pecador. E, se era um pecador, não poderia ser um salvador. ... Não vendo solução para o problema, parece que Froom e seus associados foram pouco transparentes quanto à posição da denominação sobre o tópico desde meados de 1890. [...] No apêndice das citações de Ellen White, os autores do livro acrescentaram um título afirmando que Cristo “Assumiu a Natureza Humana Sem Pecado”. Esse título é problemático, pois implica que essa era a idéia de Ellen White, quando de fato ela foi bem enfática em declarar repetidamente que Cristo tomou a “nossa natureza pecaminosa” e que “tomou sobre Si a natureza humana caída e sofredora, degradada e contaminada pelo pecado” (p. 12, 13) Ao que parece, alguns pontos de vista foram alterados; o antitrinitarianismo foi considerado como um lapso dos pioneiros, ou seja “os princípios fundamentais que” sustentaram “a obra” naqueles ditos “últimos cinqüenta anos”, foram “tidos na conta de erros”, estabelecendo-se “uma nova organização.”. O fato de tirar alguns livros de circulação, mostra o cumprimento de que “escrever-seiam livros de ordem diferente”. (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 204) Quanto a Froom vale ressaltar o que o Dr. George R. Knight em sua obra já mencionada, quando fala de uma obra de Donald Grey Barnhouse, na revista Eternity, intitulado “São os adventistas cristãos?”, diz: Nesse artigo, com a manifesta aprovação de L. E. Froom e R. A Anderson (líderes da Associação Ministerial da Associação Geral), Barnhouse rebaixou publicamente M. L. Andreasen (notável teólogo adventista nas décadas de 1930 e 1940) e sua teologia à condição de “facção lunática” do adventismo e deu a entender que Andreasen e seus tipos eram “semelhantes” aos “desvairados irresponsáveis em todos os segmentos do cristianismo fundamentalista.” (Em Busca de Identidade, p. 170) Isso causou tão grande desconforto e crise entre os adventistas do sétimo dia. Esse não é o espírito de Cristo manifestado, pois, não procede de Deus tal atitude, nem tal arrogância, pois além de distorcer a história do adventismo do sétimo dia, provocou discórdias e turbulências terríveis. Mas isso provavelmente se deu por causa do desvio da verdade que a igreja já tinha tomado. Pois, Deus, envia “a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (II Tessalonicenses 2:11 e 12). “Deus despertará Seu povo; se outros meios falharem, introduzir-se-ão entre eles heresias, as quais os hão de peneirar, separando a palha do trigo.” (Testemunhos Seletos, vol II, p. 312). George R. Knight diz mais: Parece que Froom, Anderson e seus colegas não foram totalmente francos quando deram a Martin e Barnhouse a opinião de que “a esmagadora maioria nunca defendeu esses pontos de vista divergentes”. Ou conforme disse Barnhouse a respeito da informação que os líderes adventistas haviam fornecido sobre a natureza humana de Cristo: “A maior parte da denominação sempre defendeu [a natureza humana] impecável, santa e perfeita, apesar de determinados escritores seus terem ocasionalmente publicado pontos de vista contrários, completamente repudiados pela igreja em geral”. É nesse contexto que Froom e seus colegas falam de “facção lunática” e de “irresponsáveis” dentro do adventismo. A pesquisa histórica, contudo,
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    29 mostra que exatamenteo oposto é que era a verdade a respeito da questão da natureza humana de Cristo e até mesmo a respeito de crenças como a expiação completa e a existência eterna de Cristo. (p. 171) Froom e seus colegas, se não foram “totalmente francos”, podemos dizer que mentiram. Falaram em nome da igreja quando na verdade não era essa a verdadeira posição defendida, mesmo sobre a “existência eterna de Cristo”. Apesar de que quanto ao assunto sobre a Trindade, não houve grandes “distúrbios” entre os adventistas, “porque talvez M. L. Andreasen, como principal crítico em outras áreas, era um convicto trinitariano.” (A Trindade, p. 228). Porém em reação ao livro Questions on Doctrine e à enxurrada de artigos publicados de 1956 até princípios da década de 1960 na Ministry, apoiando alguns dos conceitos da “nova” teologia apresentada no livro, Andreasen escreveu suas Letters to the Churches (Cartas às igrejas). Da perspectiva de Andreasen, Questions on Doctrine representava uma desleadade da liderança adventista para com os evangélicos e uma traição do adventismo histórico. (Em Busca de Idenditade, p. 173) Outro texto importante, é o que diz Knight (p. 174 e 175): Os líderes adventistas tiveram oportunidade de ler antecipadamente o artigo de Barnhouse, publicado na edição de setembro de 1956 da Eternity, no qual ele afirmava que somente uns poucos adventistas da “facção lunática” havia previamente defendido a crença na natureza humana pecaminosa de Cristo. Além disso, os escritores de Questions on Doctrine foram parciais ao apresentar no apêndice do livro evidências de Ellen White sobre o assunto. O caso em questão é que os títulos que introduzem as citações de Ellen White nem sempre representam fielmente o material proveniente de sua pena. Na página 650, por exemplo, lemos que Cristo “assumiu a natureza humana impecável”. Ellen White não somente não disse isso, mas afirmou exatamente o contrário: que Cristo “tomou sobre si nossa natureza pecaminosa” (RH, 15 dezembro de 1896, p. 789) LeRoy E. Froom, juntamente com os demais líderes, tiveram a oportunidade de “ler antecipadamente” o artigo que seria publicado, e mantiveram àquela posição contrária aos verdadeiros ensinos e palavras tão grosseiras que certamente sabiam que causariam tamanho distúrbio dentro da organização, alteraram citações de Ellen White, que serviriam de apêndices no livro Questions on Doctrine, mostrando-se totalmente indignos da confiança dos adventistas do sétimo dia. Finalmente mudaram o ponto sobre a personalidade de Cristo, sobre a expiação, e conseqüentemente a doutrina do santuário. São afirmações e questões graves aqui levantadas, para fazer qualquer um pensar muito bem sobre os líderes que temos nos fiado. Estes líderes apoiaram o erro, certamente, estes não são enviados do Senhor. Em 1947, de acordo ainda com George R. Knight (p. 184), outro incidente ocorreu, concernente agora sobre questões levantadas quanto à Assembléia Geral de Mineápolis em 1888. Onde L. H. Christian, um dos vice-presidentes da Associação Geral, em defesa do adventismo moderno, escreveu: Alguns perturbadores dos irmãos, denominando-se reformadores, têm tentado demonstrar que a assembléia [da Associação Geral de 1888] foi uma derrota; a verdade é que ela se destaca como uma vitória gloriosa. ...Em nenhum outro encontro em toda a nossa história, comunicou o Senhor de maneira tão assinalada essa luz e vitória a Seu povo. (Fruitage of Spiritual Gifts, p. 219)
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    30 Que mais tardeem 1950 foi refutada por dois jovens missionários na África, Robert J. Wieland e Donald K. Short, com o manuscrito 1888 Re-Examinado, obra já mencionada no primeiro tópico deste material, da qual Knigth (p. 184) cita: “O adventismo do sétimo dia não havia feito progresso coerente com o seu destino profético. O mundo ainda não foi realmente abalado pela tríplice mensagem de Apocalipse 14”. O autor ainda afirma que: Os autores não publicaram o original do livro, mas o distribuíram a oficiais escolhidos da Associação Geral na forma mimeografada. A liderança reuniu-se com os jovens missionários, procurou mostrar que suas conclusões não eram válidas, conjurou-os a manter silêncio sobre o assunto e os enviou de volta para a África. Seu manuscrito, contudo, recusou-se a permanecer em silêncio. Publicado sem o consentimento dos seus autores, o livro começou a impressionar certos adventistas com seus argumentos. No fim da década de 1950, um exemplar caiu nas mãos de A. L. Hudson, gráfico independente da cidade de Baker, no Oregon [...], começou a fazer campanha para que as idéias no livro fossem aceitas. (p. 185) Então, na obra acima citada, o autor menciona que, LeRoy E. Froon, na obra Movement of Destiny (1971, p. 357, 358 e 364), “apelava para que os ‘carpidores’, que viviam lamentando o fracasso denominacional, fizessem uma ‘confissão explícita’ e aceitassem a justificação pela fé, foi ainda mais explosivo.” (p. 186) Ou seja, novamente outra crise de grande proporção na organização causada por declarações funestas de alguém, que muitos julgam possuir o espírito de Deus e estar apto a falar sobre a Divindade – A vinda do Consolador. Isto, fez com que, de acordo com Knight (p. 186): Wieland e Short quebrassem seu voto de silêncio de 22 anos sobre o assunto. A tática de enfrentamento adotada por Froon instigou-os a escrever Na Explicit Confession ... Due the Church (1972). Eles afirmaram que estavam corretos, que a denominação estava errada e renovaram o apelo por um ‘arrependimento corporativo’ e ‘denominacional’ (pp. 1, 19, 38-46) Os autores do livro 1888 Re-Examinado na página 16 de seu livro, citam as palavras de L. E. Froom, que diz: A acusação . . . de que o ensino de Justificação Pela Fé foi rejeitado em 1888 pela denominação, ou pelo menos por sua liderança, é . . . refutada pelos participantes pessoais da Assembléia, e é um pressuposto não comprovado e infundado. Isto simplesmente não é historicamente verdadeiro. . . . "Alguns" irmãos de liderança postaram-se no caminho da luz e bênção. Mas os . . . líderes como um grupo, nunca rejeitaram a doutrina bíblica da Justificação pela Fé." (L. E. Froom, Movement of Destiny [Movimento predestinado], p. 266; 1971). Em contraposição a esta declaração, citam A. G. Daniells, que presente na reunião de Mineápolis em 1888, escreveu: Esta mensagem de justificação em Cristo... defrontou oposição de parte de homens zelosos e bem-intencionados na causa de Deus! A mensagem [de 1888] nunca foi recebida, nem proclamada, nem teve livre curso como deveria ter tido a fim de transmitir à igreja as imensuráveis bênçãos que estavam nela inseridas... A divisão e conflito que despertou entre os líderes devido à oposição à mensagem da justiça em
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    31 Cristo, produziu umareação muito desfavorável. Os membros em geral estavam confusos e não sabiam o que fazer . . . Por detrás da oposição revela-se a insidiosa artimanha daquela mente mestra do maligno. . . Quão terrível devem ser os resultados de qualquer vitória dele em derrotá-la! (A. G. Daniells, Christ Our Righteousness [Cristo Justiça Nossa], pp. 47, 50, 53, 54; 1926 citado em 1888 Reexaminado, p. 17, 18) Citam ainda uma carta de Jones a Holmes, que se encontra-se na página 18, que diz: Não posso agora lembrar-me do nome de ninguém que aceitou a mensagem na assembléia de 1888 abertamente [obviamente além de Ellen White]. Mas mais tarde muitos disseram que foram grandemente ajudados por ela. Um homem de Battle Creek disse naquela reunião após uma das reuniões do Dr. Waggoner: ' Agora podemos dizer amém a tudo isto, se isto é tudo o que houve. Mas lá à distância há ainda algo por vir. E isso deve nos conduzir àquilo. . . E se dissermos amém a isso, teremos que dizer amém àquilo, e então somos apanhados". . . Não havia tal coisa, e assim eles privaram seus corações daquilo que lhes havia dito ser a verdade; e por combaterem o que somente imaginavam, prenderam-se à oposição ao que sabiam que deveriam ter dito amém. (Carta a C. E. Holmes, 12 de maio de 1921). Muitas citações sobre o assunto foram feitas no item sobre Mineápolis aqui já mencionado. Froom e seus companheiros usaram de artifícios e enganos, articularam palavras de lisonjas para que o povo de Deus não se arrependesse e se desviasse de seu verdadeiro caminho. E mais, auxiliou nas grandes mudanças que ocorreram após a morte dos pioneiros e Ellen G. White. Short e Wieland afirmam categoricamente que a grande apostasia da igreja hoje é fruto da não aceitação da mensagem de 1888. Analisando tudo a fundo, não podemos negar isso, pois se tivéssemos aceito esta mensagem na íntegra, já teriam se cumprido as profecias de Ellen G. White: “Vi também que se tivéssemos aceito a mensagem deles teríamos estado no reino após dois anos daquela data, mas agora temos de retornar ao deserto e ficar 40 anos." E.G.White, Escrito de Melbourne, Austrália, 09.05.1892” (1888 ReExaminado, p. 6). Será que se tivéssemos aceito verdadeiramente a mensagem de justificação pela fé, como afirmaram os contemporâneos de Froom, já não estaríamos na nova terra? Pois já passaram mais de 50 anos e ainda estamos peregrinando no mesmo deserto. Que é isto que vemos? Grandes mudanças, novo molde, uma astuta cilada de Satanás, pois: Satanás se esforça constantemente por atrair a atenção para o homem, em lugar de Deus. Induz o povo a olhar para os bispos, pastores, professores de teologia, como seus guias, em vez de examinarem as Escrituras a fim de, por si mesmos, aprenderem seu dever. Então, dominando o espírito desses dirigentes, pode influenciar as multidões a seu bel-prazer. (O Grande Conflito, p. 601) Do fundamentalismo para o modernismo, de pontos inquestionáveis, baseados na plataforma eterna da verdade para ponto de teorias, doutrinas de homens, fundamentados em solo movediço. Hoje “Na melhor das hipóteses, 1844” pode “ser explicado somente como fato da história, uma estação intermediária na estrada do adventismo em direção à maturidade.” (Walton, Capítulo: Recebemos as tristes novas). Exatamente o pensamento que dá a entender o livro Em Busca de Identidade.
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    32 4. O ÔMEGADA APOSTASIA Hoje nos vivemos no tempo que qualquer um pode denominar como o ômega da apostasia. Nosso quadro atual mostra que perdemos completamente o senso do certo e do errado, e pior nem conhecemos nossa história, nem sabemos quem somos e o motivo da existência desta denominação. Os princípios fundamentais que regeram esta igreja enquanto estava em grande luz, foram abandonados. E paulatinamente os adventistas do sétimo dia estão sendo doutrinados a cada dia da semana através do que hoje se chama “alimento espiritual diário”, para ser mais exata “lições da escola sabatina”, a rejeitar e abominar a mensagem adventista. E podemos afirmar que nossa identidade não é a mesma de nossos prósperos pioneiros. Ellen White disse: Não vos enganeis; muitos se afastarão da fé, dando ouvidos a espíritos sedutores e doutrinas de demônios. Temos agora perante nós o alfa desse perigo. O ômega será de natureza mais assustadora. Necessitamos estudar as palavras que Cristo proferiu na oração que fez imediatamente antes de Seu julgamento e crucifixão. "Jesus falou assim, e, levantando Seus olhos ao Céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a Teu Filho, para que também o Teu Filho Te glorifique a Ti; assim como Lhe deste poder sobre toda a carne, para que dê a vida eterna a todos quantos Lhe deste. E a vida eterna é esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. Eu glorifiquei-Te na Terra, tendo consumado a obra que Me deste a fazer. E agora glorifica-Me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse. Manifestei o Teu nome aos homens que do mundo Me deste; eram Teus, e Tu Mos deste, e guardaram a Tua palavra." João 17:1-6. (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 197, 198) Quem se importou com tais alertas? Quem somos nós para rejeitarmos tais palavras? Não conhecemos mais a vida eterna que é “esta: que Te conheçam, a Ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3) e sim uma unidade de três deuses co-eternos. E por essa negligência, somos hoje, milhões de adventistas do sétimo dia, perdidos nas fileiras da “igreja verdadeira” que fatalmente adotou a mentira em total detrimento da verdade, e por descuido, aceitamos com toda a força de nosso ser tais inverdades por amar mais a igreja do que à Deus. “A doutrina de que Deus confiara à igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados.” (O Grande Conflito, p. 291). Por que temos dito sem pestanejar que através das lições da escola sabatina estamos sendo doutrinados a odiar os adventistas do sétimo dia? Porque há muito temos citações estranhas, de autores ateus mesmo homossexuais, ou espíritas ou mesmo católicos romanos, em nossas lições, assim como textos tanto da Bíblia como dos Testemunhos totalmente fora de contexto. Percebe-se que nem os Testemunhos e nem a Bíblia são tidos como importantes fontes confiáveis de pesquisa sobre assuntos eternos, tanto que a maioria dos adventistas nem sequer conhecem a principal doutrina que deveria estar sendo pregada e vivida por eles: a doutrina do santuário – a mensagem dos três anjos; a verdadeira forma de guardar o sábado; a família; e todas as outras que a ela estão ligadas, inclusive a reforma de saúde, que hoje é tida como motivo de zombaria
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    33 por alguns denossos líderes, assim como a mensagem do terceiro anjo por vezes é tida como sem importância por alguns que abraçam a reforma de saúde e esquecem o porque dela. Hoje temos afirmações absurdas, que nem passa pela cabeça dos que verdadeiramente amam a Deus e têm Seu Filho como exemplo. Uma delas foi a lição intitulada “Maravilhoso Jesus”, das mais repugnantes já estudadas, pelo fato de ter tratado o Mestre como um freqüentador de boate, e outras observações bastante medíocres de Sua pessoa, que não há respaldo nem bíblico nem nos Testemunhos de Ellen G. White, e nem mesmo entre os pioneiros adventistas, muito menos entre os de outras denominações. Das duas uma, ou o autor, é ateu ou um desses “cristãos” relativistas humanistas que nada têm do temor de Deus. Analisando, percebemos um sistema gigantesco e premeditado ao pensar que estas lições estão espalhadas pelo mundo todo. E como os adventistas em perigo estão sendo enganados e dormem confiantes nos braços da santa amada igreja. Temos nos envolvido com o romanismo e com o espiritismo, até músicas se não abertamente satânicas como o rock em suas variações com o “gospel”, músicas espíritas são cantadas em nossos cultos, ou seja, invocamos a demônios em nome de Jesus. O esquema de pequenos grupos é outra maneira de propagar a doutrina espírita e romanista no meio adventista, pois estamos fazendo a mesma coisa que eles no que concerne a obras de caridade sem nenhuma preocupação com a lei e a graça de Deus, onde na verdade se desenvolve um tipo de salvação pelas obras, em comunidades, destituídas do Espírito de Deus, isso também é panteísmo. O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua sabedoria concedeu à igreja remanescente. [...] Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 204, 205) Hoje todos os métodos são ensinados para persuadir pessoas para que aceitem a igreja adventista, mas destituídas do verdadeiro espírito de Deus, os membros não são levados ao verdadeiro estudo da palavra de Deus, mas são doutrinados a adotar formas e maneiras emocionantes de viver o “cristianismo”; são levadas a um louvor carregado de sentimentalismo, e não a um louvor que exalte o nome de Deus e traga impressões de verdadeira piedade. Esta é a doutrina disseminada no programa dos pequenos grupos, “a virtude é melhor do que o vício”, mas sem o poder transformador de Deus. É o que ensina os espíritas e os romanistas, fazer obras de caridade, independente dos ensinos Bíblicos, confiando apenas que tais obras farão com que seja bem recompensado por Deus e trará benefícios eternos sem o verdadeiro conhecimento requerido para a salvação. Esquecendo que nosso Sumo-Sacerdote logo sairá do lugar Santíssimo, e sua obra estará terminada. Esta é nossa mensagem: Estamos nos preparando para encontrar Aquele que, acompanhado por uma comitiva de santos anjos, está prestes a aparecer nas nuvens do céu para dar ao fiel e justo o toque final da imortalidade. Quando Ele vier não irá nos limpar de nossos pecados, remover de nós os defeitos de caráter, ou curar-nos de nossas enfermidades de
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    34 temperamento e disposição.Se esta obra for realizada por nós, será totalmente completada antes daquele tempo. Quando o Senhor vier, aqueles que são santos, serão santificados ainda. (Testimonies, Vol. 2, pág. 355, citado por Walton). Porém, faz tempo que nos esquecemos que é tempo de preparação, e que a mensagem é “prepara-te para te encontrares com teu Deus”, e o espiritismo está sendo sutilmente pregado entre nós. Devemos estar atentos, pois: Os que se opõem aos ensinos do espiritismo, enfrentam não somente aos homens, mas também a Satanás e seus anjos. Entraram em luta contra os principados, potestades e espíritos maus dos ares. Satanás não cederá uma polegada de terreno sequer, a menos que seja rechaçado pelo poder dos mensageiros celestiais. O povo de Deus deve ser capaz de enfrentar, como fez nosso Salvador, com as palavras: “Está escrito.” Satanás pode citar a Escritura hoje, como o fez nos dias de Cristo, pervertendo-lhe os ensinos para apoiar seus enganos. Os que quiserem estar em pé neste tempo de perigo, devem compreender por si mesmos o testemunho das Escrituras. (O Grande Conflito, p. 565) O alerta tem sido dado há muito tempo, “pessoa alguma, a não ser os que fortaleceram o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito.” (Obra citada, p. 559, 600). “Satanás bem sabe que todos quantos ele pode levar a negligenciar a oração e o exame das Escrituras, serão vencidos por seus ataques.” (p. 524). Há muito temos estado a receber alimento espiritual mastigado, engolido e vomitado, não temos mais procurado descobrir por nós mesmos as verdades tão claras da Palavra de Deus para saciar nossa fome e sede da justiça e do conhecimento de Deus. Quando analisamos que as lições são produzidas por pastores da organização, podemos dizer que nem todos são ungidos do Senhor, pois certamente seus esboços e citações seriam bem diferentes, e seus livros de leitura não seriam livros de ocultismo, nem espiritismo, nem catolicismo, nem homossexualismo ou sensualismo, nem de auto-ajuda, mas sim, livros consagrados, mais propriamente a Bíblia, e certamente haveria citações sem distorções dos Testemunhos, e o caráter de Deus não seria tão mal representado. Na lição “A Caminhada Cristã” de abr-jun de 2009, uma lição ecumênica, porque na Revista Milite – Milícia da Imaculada, (abril, 2009, p. 37) diz que “o tema do ano catequético nacional” é “Iniciação à vida cristã”, diz mais ainda, que: “2009 é um ano catequético, proposto pela Igreja para todo o Brasil, com o tema ‘Catequese, caminho para o discipulado’.” (Adriana Dias, 2009). Por coincidência, estes são os temas para a nossa igreja também neste ano, crescimento cristão, discipulado, fora o tema família por famílias. Outra forte coincidência encontra-se no tema “Esperança e Fé” da “Carta Encíclica Spe Salvi do Sumo Pontífice Bento XVI aos bispos, aos presbíteros e aos diáconos, às pessoas consagradas, e a todos os fiéis leigos sobre a esperança cristã”, datada de 30 de novembro de 2007, traz a seguinte introdução: “SPE SALVI facti sumus” – é na esperança que fomos salvos: diz São Paulo aos Romanos e a nós também (Rm 8,24). A “redenção”, a salvação, segundo a fé cristã, não é um simples dado de fato. A redenção é-nos oferecida no sentido que nos foi dada a esperança, uma esperança fidedigna, graças à qual podemos enfrentar o nosso tempo presente: o presente, ainda que custoso, pode ser vivido e aceito, se levar a
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    35 uma meta ese pudermos estar seguros desta meta, se esta meta for tão grande que justifique a canseira do caminho. E imediatamente se levanta a questão: mas de que género é uma tal esperança para poder justificar a afirmação segundo a qual a partir dela, e simplesmente porque ela existe, nós fomos redimidos? E de que tipo de certeza se trata? Bela introdução, mas nossa fé se baseia unicamente numa esperança que nada exige de nossa parte? Através da Bíblia a única encíclica que devemos acatar, diz que não. Se cremos que nossa igreja nada tem com o ecumenismo, devemos nos lembrar certamente do “Impacto Esperança”, dos livros “Esperança para Viver”, “Como viver com Esperança”, “Sinais de Esperança”, temas iniciados em 2008. Até mesmo a Caravana da Esperança, que vale ressaltar não é algo inerente somente aos adventistas, mas a muitas outras igrejas que estão empenhadas nesta união de fé, neste ano de 2009. Fora os livros e outros temas que ultimamente estão sendo voltados ao assunto da esperança, uma falsa “esperança” para este mundo melhor, sem o verdadeiro cristianismo, destituído da verdadeira piedade, e do principal: preparação para a volta de nosso Salvador. Isso é assustador. Tanta coincidência torna-se evidência. Na mesma lição mencionada, lição 1 (domingo, 29 de março), traz a citação de C. S. Lewis (1960), na obra Os Quatro Amores, onde diz: O famoso escritor britânico C. S. Lewis usa as expressões ‘amor dom’ e ‘amor necessidade’ para diferenciar entre o amor de Deus e as formas de amor humano.[...] ‘Precisamos começar com o verdadeiro começo, com o amor como a energia divina. Esse amor primitivo é o amor-dom...’. Sem comentar a citação, apenas mostrar o que encontramos sobre C. S. Lewis: Clive Staples Lewis, conhecido como C. S. Lewis, (Belfast, 29 de Novembro de 1898 – Oxford, 22 de Novembro de 1963) foi um autor e escritor irlandês que se salientou pelo seu trabalho académico sobre literatura medieval e pela apologética cristã que desenvolveu através de várias obras e palestras. É igualmente conhecido por ser o autor da famosa série de livros infantis de nome As Crônicas de Nárnia. (Wikipédia) Um comentarista diz “Contudo, pouco importa qual é o seu credo, CS Lewis consegue traspassar qualquer separação religiosa fazendo com que mesmo ateus leiam e o admirem.” (Oliver, 2008). Claro que não podemos deixar de falar sobre o fato de que: Lewis tem sido chamado o porta-voz não oficial do cristianismo, que ele soube divulgar de forma magistral, através de seus livros e palestras, onde ele apresenta sua crença na verdade literal das Escrituras Sagradas, sobre o Filho de Deus, sua vida, morte e ressurreição. Tornou-se popular durante a segunda guerra mundial, por suas palestras transmitidas pelo rádio e por seus escritos, sendo chamado de apóstolo dos ascéticos, especialmente nos Estados Unidos. (Wikipédia) Mas isto num tempo de guerra, num país que pouco importa as sagradas escrituras, ainda que pareça ser verdadeiro cristianismo, suas palestras eram mais baseadas em raciocínio humano do que na leitura simples e clara das escrituras, era uma mistificação do cristianismo para fazer descansar as almas abaladas por causa da guerra em belas palavras, mas não cheias de verdades. Fica ainda outra questão no ar, seria porventura tal autor aconselhado, sendo que suas obras mais conhecidas são de
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    36 cunho ocultista? Collins(2006) que tece alguns comentários sobre o perigo de ter as obras deste autor de forma tão apreciada pelos cristãos, apresenta o seguinte: Em sua autobiografia (Surprised by Joy), Lewis conta como, aos 13 anos, ele abandonou sua fé anglicana devido à influência de uma supervisora na escola que estava envolvida com 'teosofia, rosa-cruz, espiritismo, e toda a tradição ocultista anglo-americana". E Lewis desenvolveu um "desejo forte" pelo ocultismo que permaneceu com ele mesmo após retornar para o anglicanismo. Ele disse: "E isso iniciou em mim algo com o que, desde então, de tempos em tempos, tenho tido muita dificuldade - o desejo pelo preternatural, ou simplesmente, a paixão pelo ocultismo. Nem todos têm essa doença; aqueles que a têm saberão o que quero dizer. Eu uma vez tentei descrevê-la em um livro. É uma lascívia espiritual; e, como a lascívia carnal, tem o poder de tornar tudo o mais no mundo parecer desinteressante enquanto ela dura." [Surprised by Joy, Harcourt Brace, 1955, pg 58-60] A autora diz ainda que: Após a morte de Joy, Lewis escreveu A Grief Observed, um livro que descreve seus pensamentos e lutas emocionais em decorrência da morte de sua mulher. A obscura visão teosófica acerca de Deus aparece nesse livro, como mostrado nas seguintes citações: "Supor que a verdade seja 'Deus sempre faz vivissecção'? [C. S. Lewis, A Grief Observed, Bantam Books, The Seabury Press, 1963, pg 33]; 'É racional crer em um Deus mau? Em um Deus tão mau assim? O Sadista Cósmico, o Imbecil Odioso? [A Grief Observed, pg 35]” A teologia de Lewis parece estar baseada principalmente no raciocínio humano (incluindo a Teoria da Evolução e a Psicologia Freudiana). Algumas pessoas o chamam de "humanista cristão". Sem alongar mais sobre o assunto, fica uma pergunta, estão nossos líderes capacitados para encaminhar a igreja para a verdade ou cambaleantes levam todos ao erro? O que diz o Senhor? “O meu povo foi destruído por falta de conhecimento. Porque tu rejeitaste o conhecimento, também eu te rejeitarei, para que não sejas sacerdote diante de mim; visto que te esqueceste da lei do teu Deus, também eu me esquecerei de teus filhos.” (Oséias 4:6) Portanto assim diz o Senhor dos Exércitos acerca dos profetas: Eis que lhes darei a comer alosna, e lhes farei beber águas de fel; porque dos profetas de Jerusalém saiu a contaminação sobre toda a terra. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas, que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades; falam da visão do seu coração, não da boca do Senhor. (Jeremias 23:15 e 16) Mas é necessário salientar que os adolescentes, juvenis, nossas crianças estão sendo ensinadas nestes conceitos errôneos. Na lição de Adolescentes, 3º trimestre 2009, logo no início temos uma citação bastante espiritualista, uma coisa de predestinação, tudo foi programado, você é o centro das atenções, onde o “EU” é o centro de tudo. Onde está Deus? Isso é assustador, isto é panteísmo e espiritismo ao mesmo tempo. As pessoas pagãs adoram o deus que está na natureza, por isso, adoram a criatura ao invés do criador, dizendo, deus é tudo que você vê, deus está em você. Isso é panteísmo, onde a criatura está acima do criador. Se deus está dentro de você, assim sendo, você tem uma parte de deus, portanto você
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    37 também é deuse tudo pode, dizendo que a solução está dentro de você, onde o ser humano tem sido honrado acima de Deus. Ocultismo, panteísmo, isso é paganização do cristianismo. Falando em paganismo, temos em nossos impressos imagens que estão relacionadas diretamente a adoração ao sol, e na lição da Escola Sabatina, do 3º trimestre 2009, adultos, coincidentemente aparece um símbolo pagão de adoração ao sol e a lua. Como segue as imagens: Símbolo de adoração ao sol e a lua Imagens com os círculos que representam a adoração pagã, estão em todos os tópicos da Lição. Curiosidade: No dia 21 de junho às 03h46m (madrugada) teremos o Solstício de Inverno no Hemisfério Sul e o Solstício de Verão para o Hemisfério Norte. Há muito tempo observadas como épocas importantes para se harmonizar com as energias do ciclo solar, os solstícios e equinócios são agora reconhecidos como ocasiões importantes para uma ligação para a meditação, para a ascensão nossa e do nosso mundo. [...] O Solstício marca a necessidade de encontrar segurança interna através de nossa conexão com o Espírito, o EU Saudação e adoração ao sol INTERNO, e assim nossa resposta a outras pessoas e coisas vem do coração em vez de vir de um ego inseguro. A Lua, que rege o signo de Câncer, entrará em conjunção com Urano em Aquário, Indicando uma necessidade de despertar para esta conexão Divina. (Rita Barreto: http://somostodosum.ig.com.br) Na lição da Escola Sabatina, 3º Trimestre, 2009, em cada semana é apresentado o símbolo de adoração ao sol e a lua, que por coincidência data do início do período do solstício de inverno no Hemisfério Sul e o solstício de verão para o Hemisfério Norte. A saudação ao sol, é marca registrada do departamento dos jovens, está também em livros e outros impressos. Símbolos pagãos, feitiçaria Wicca! A que ponto chegamos! Os que deviam ter sido líderes espirituais entre o povo, ‘os anciãos da casa de Israel’, setenta homens, foram vistos oferecendo incenso perante as representações idólatras que tinham sido introduzidas nas câmaras secretas dentro dos recintos sagrados do átrio do templo. ‘O Senhor não nos vê’, lisonjeavam-se os homens de Judá ao se
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    38 entregarem a práticaspagãs: ‘o Senhor abandonou a terra’ (Ezeq. 8:11 e 12), declaravam em blasfêmia. Havia ainda ‘maiores abominações’ para que o profeta contemplasse. À entrada da porta que levava do pátio exterior para o interior foram-lhe mostradas ‘mulheres assentadas chorando por Tamuz’; e dentro, no ‘átrio interior da casa do Senhor... à entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte e cinco homens, de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o Oriente... adoravam o Sol, virados para o Oriente’. Ezeq. 8:13-16. (Profetas e Reis, p. 448, 449) Maiores abominações ainda verás. Ao ler o livro Operação Ômega de Walton, um trecho que diz: "Onde está deus?" Kellogg perguntou. "Ele está no céu", Spicer replicou. "Lá a Bíblia descreve o trono de Deus, e todos seres celestiais sob Seu comando". Kellogg, com 50 anos de idade e treze anos mais velho que Spicer, num gesto estendeu o braço em direção ao gramado, declarando que Deus estava na grama, nas árvores, nas plantas, em tudo ao redor deles. "Onde está o céu?" perguntou ele. "No centro do universo", Spicer replicou "onde é isso ninguém pode dizer". "O céu está onde Deus está, e Deus está em todo lugar", pelo que retrucou. Spicer deixou a entrevista aturdido, compreendendo que avistara de relance a pontinha de algo maior do que qualquer um havia imaginado - algo que podia abalar a igreja. "Não havia lugar neste esquema de coisas para anjos irem entre o céu e a terra. ... A purificação do santuário... Não era alguma coisa num céu distante". "O santuário a ser purificado" era o coração. - veja Ellen G. White Estate Document File 15c, W. A. Spicer, "How Spirit of Profecy Met a Crisis", pág. 21. Lembramos da música do quarteto Arautos do Rei, que tem exatamente esta letra “o céu é Jesus e onde Ele estiver o céu será ali.” Foi o que disse o Dr. Kellog “O céu está onde Deus está, e Deus está em todo lugar”, fora algumas músicas mesmo do hinário com essa ideologia, “o melhor lugar do mundo” e outras tão apreciadas e cantadas por todos. Como somos distraídos e nem percebemos que tiramos O Pai e o Filho do Santuário, que criamos outro deus para ser adorado, e reduzimos o santuário ao corpo humano! Livros de auto-ajuda, psicanálise, espiritualismo e espiritismo estão adentrando a cristandade como referências, enquanto a Bíblia é deixada de lado, e suas advertências tornada em nada, exatamente num momento em que se veem os poderes do céu sendo abalados, onde terremotos, maremotos, tsunamis, furacões, vendavais, o sol aumentado seu calor e outros sinais, dizem que o fim está próximo, e ainda ouvimos de nossos púlpitos pastores falando que ainda não é o fim. Estamos cegos, iludidos, encantados com essa teologia “intelectual” e imfame que tomou conta do mundo cristão. O texto que está em Romanos 2:24, cabe agora, pois: “O nome de Deus é basfemado entre os gentios por causa de vós”, adventistas do sétimo dia. A atual organização que se chama pelo nome de Igreja Adventista do Sétimo Dia, não é a Igreja que Deus estabeleceu, pois a que foi estabelecida por Deus consiste de pessoas que guardam os seus mandamentos e têm o testemunho de Jesus Cristo, não é uma organização estabelecida por leis civis, mas estabelecida por leis divinas; não uma igreja de confusão, nem desunião; mas onde o espírito de Cristo é sentido entre eles e o amor do Pai está estabelecido no coração de cada um.
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    39 A verdadeira IgrejaAdventista do Sétimo Dia não possui riquezas, nem orgulho, nem ostentação, nem falsas doutrinas; a verdadeira Igreja é pura, são os fiéis da Terra, são as pessoas que amam a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo, que não se alegram com a maldade, e em seu coração estão em constante adoração a Deus o Pai e a Seu Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. São aqueles que desejam que a salvação seja proclamada a todos, e que a mesma consiste em renunciar o mundo e seus prazeres. A verdadeira Igreja de Deus não se alia com os poderes das trevas. “Satanás está determinado a que os homens não vejam o amor de Deus, que O levou a dar Seu Filho unigênito para salvar a raça perdida; pois é a bondade de Deus que leva os homens ao arrependimento.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 156 ). É exatamente isto que consiste toda esta apostasia, o amor de Deus não constrange mais nenhum coração a ir ter com Ele, pois nem conhecemos mais a Deus. Portanto: “Converte-te, ó Israel, ao Senhor teu Deus; porque pelos teus pecados tens caído. Tomai convosco palavras, e convertei-vos ao Senhor; dizei-lhe: Expulsa toda a iniquidade, e recebe o bem; e daremos como bezerros os sacrifícios dos nossos lábios.” (Oséias 14:1 e 2) O Dr. Knight diz no livro Em Busca de Identidade que: "A maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia não poderia unir-se à igreja hoje se tivesse de concordar com as '27 Crenças Fundamentais' da denominação." (p. 16). Continuando o autor afirma: Para ser mais específico, eles não poderiam aceitar a crença número 2, que trata da doutrina da trindade ... a maioria dos fundadores do adventismo do sétimo dia teria dificuldade em aceitar a crença fundamental número 4, que afirma a eternidade e a divindade de Jesus ... a maioria dos líderes adventistas também não endossaria a crença fundamental número 5, que trata da personalidade do Espírito Santo." (p. 16 e 17) Agora cabe aqui o texto da imã White que diz: Permita os pioneiros identificarem a verdade. - Quando o poder de Deus testifica o que é a verdade, essa verdade deve permanecer para sempre como verdade. Não depois de suposições, contrárias a luz que Deus tem dado para ser recebida. Surgirão homens com interpretações das Escrituras que para eles é a verdade, mas não é a verdade. A verdade para esse tempo Deus tem dado como um fundamento para a nossa fé. Ele Mesmo nos falou a verdade. Um após outro vai aparecer com uma nova luz que contradiz a luz que Deus tem dado pelo seu Santo Espírito. (Ellen White, 1905, Counsels to Writes and Edictores, pages 31, 32) Quando o homem vier para mudar um alfinete do fundamento que Deus estabeleceu por seu Espírito Santo, permita que os homens de idade que foram os pioneiros no nosso trabalho falem claramente, e permita aqueles que estão mortos também falem, re-imprimindo os seus artigos em nossas revistas. Focalize os raios da divina luz que Deus tem dado, como Ele tem guiado seu povo passo a passo no caminho da verdade. Essa verdade prevalecerá no teste do tempo e da experiência. MS 62, 1905. Se eles não fariam parte de nossa atual organização, então há algo de errado conosco ou com eles. Se o que eles escreveram deveria ser reimpresso, e se re-imprimindo faria com que a atual
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    40 organização fosse expostacomo uma mentira, estamos em maus lençóis, ou a irmã White não estava muito certa no que disse. Séria questão que deveria ser levada em conta. Essas pessoas perversas colocam os Testemunhos em consonância com tantos erros, que chega num dado momento que começamos a duvidar que sejam verdadeiros, por causa das contradições dos textos totalmente fora de contexto que atual organização vem fazendo. E acabam por fazer o mesmo com a própria Bíblia, tornando-a duvidosa. Esses homens têm uma grande conta a prestar com Deus. Hoje, vivemos em tempo de união, tempo ecumênico, e sobre isso, lemos: Já nas primeiras linhas o Decreto Unitatis redintegratio define o ecumenismo como “movimento da unidade” e diz que “dele participam os que invocam o Deus Trino e confessam a Jesus como Senhor e Salvador”. A “invocação” da Trindade, aqui citada, remonta ao “patrimônio comum” a todas as “comunhões” cristãs. A fé na Trindade, que todos nós cristãos confessamos segundo as Escrituras, é um dos alicerces da Igreja Una. Na comunhão do Pai, do Filho e do Espírito Santo, que juntos (co)operam para a salvação universal, se encontra a arché (princípio) donde se desenvolve e manifesta o mistério da Igreja: sua natureza e sacramentalidade, seu significado e realização, se vinculam frontalmente à koinonia trinitária. (MAÇANEIRO, 2008) O que temos? Outro concílio ecumênico, onde o ponto para o entendimento inicial é a trindade. Pergunto, por que devemos acatar como verdade, doutrinas que quando comparadas às Sagradas Escrituras, que deveria ser nossa única norma de fé e vida, tornam-se contestáveis? O que está acontecendo? Temos nos prostituído. Infiéis a nossa mensagem, fizemos concerto com o mundo. A doutrina da Trindade, não faz parte da mensagem do primeiro anjo, nem do segundo e muito menos do terceiro anjo, pelo contrário faz com que a doutrina do Santuário se torne bastante confusa, e nula. Essa doutrina misteriosa ataca e destrói a doutrina do Santuário, e é por isso que não conseguimos mais compreender a verdadeira doutrina de justificação pela fé, nós a abandonamos. Todos que dizem não aceitar o ecumenismo e têm como verdade uma doutrina com muitos aspectos que não podem ser provados pela Palavra de Deus escrita, vinda dos primeiros concílios ecumênicos, já faz parte dele, ainda mais que a doutrina da Trindade é ponto importante para a atual conjuntura ecumênica. “A igreja precisa lembrar-se constantemente de que qualquer coisa não ensinada claramente pela Bíblia não pode se tornar uma doutrina.” (George R. Knight, p. 211) Pior que dizem ter uma doutrina da Trindade diferente da doutrina católica, usando argumentos bastante semelhantes, mas no final, chegam as mesmas conclusões ou até piores, e dizem que aqueles que foram perseguidos tinha uma idéia equivocada sobre o assunto. Com isso dando aval para as injustas punições daquele período. Só podemos estar embriagados. No livro A Trindade (2006, p. 200 e 201), falando sobre a Inquisição e a guerra contra a Trindade, diz: Aquilo que os eruditos identificaram como “guerra contra a Trindade” começou com Miguel Serveto (1511-1553) (Pelikan, vol. 4, p. 323). Serveto um espanhol, sentiu-se chocado e entristecido pelo brutal tratamento – confisco de propriedades e banimento ou mesmo a morte na fogueira – sofrido por seus compatriotas judeus e mulçumanos por rejeitarem a Trindade. Eles não eram pagãos. Mas viam a doutrina da Trindade como crença em três deuses, e consequentemente como a negação da fé que tinham num Deus único (Baiton, p. 14-16).
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    41 A trajetória dereforma que finalmente conduzira Serveto à morte na estaca, em Genebra, começou quando ele pesquisou nas Escrituras a palavra “Trindade”, e não conseguiu encontrá-la. Tampouco conseguiu descobrir qualquer referência a “uma mesma substância” ou a “três pessoas”. Encontrou, sim, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, mas nunca sendo chamados de “três em um”. Escandalizou-se, pois, de que judeus ou mouros viessem a ser exilados ou queimados vivos em virtude de um dogma que nem mesmo se encontrava nas Escrituras (ibid., p. 15, 16 e 106). Serveto, ficou escandalizado por descobrir que na Bíblia não se prova a “Trindade”, e que haviam pessoas sendo tidas como hereges e sofrendo punições severas por discordarem dessa doutrina, só essa história devia nos fazer estudar sobre este assunto. Vivemos no moderno período negro da humanidade, a História se repete, a igreja se une ao Estado, e impõe seus dogmas, os que não concordam com eles são excluídos, convidados a se retirarem do meio desse povo que diz ter a Bíblia somente como base para suas doutrinas. É bom lembrar que: A doutrina de que Deus confiara à igreja o direito de reger a consciência e de definir e punir a heresia, é um dos erros papais mais profundamente arraigados. Conquanto os reformadores rejeitassem o credo de Roma, não estavam inteiramente livres de seu espírito de intolerância. (O Grande Conflito, p. 291) Logo se verá um conflito maior do que esses de estranhos “debates” e exclusões dentro das denominações que se chamam cristãs, e assim como da primeira vez foi com esse dogma que tudo começou, não está sendo diferente agora. E muito em breve o domingo será pregado como o verdadeiro dia de guarda até mesmo entre os guardadores do sábado. Qualquer dúvida, é só olhar para a História. A partir do momento que a Palavra de Deus perde sua importância, os homens se acham no direito de mudar suas leis. O Grande Criador é esquecido e o caos é estabelecido. O que nos deixa ainda mais estarrecidos nisto tudo, é saber que uma doutrina que pode ser derrubada facilmente é tida como verdadeira e que aquele que não a aceita deve retirar-se do meio da congregação. Esta denominação tem em sua história mais de cinqüenta anos embasada no que eles chamam hoje de heresia, absurdo isto, diz possuir a verdade, mas seus fundadores que lutaram tanto para fundar e manter os primórdios da igreja adventista, certamente seriam postos para fora. Homens de fé, labuta e abnegação. Os que serviram ao Mestre quando a obra era árdua, os que suportaram pobreza e permaneceram fiéis no amor da verdade quando nossos membros eram pouco numerosos, devem sempre ser honrados e respeitados. Que os que vieram para a verdade em anos posteriores levem a sério essas palavras. Deus deseja que todos considerem este conselho. Carta 47, 1902. ... Uns poucos dos velhos porta-estandartes vivem ainda. Estou intensamente desejosa de que nossos irmãos e irmãs respeitem e honrem esses pioneiros. Apresentamo-los perante vós como homens que sabem o que são provações. Sou instruída a dizer: Respeite todo crente os homens que desempenharam parte importante nos primeiros dias da mensagem, e que suportaram provas e dificuldades e muitas privações. Esses homens encaneceram no serviço. Não demorará, hão de receber sua recompensa. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 226, 227)
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    42 A causa deDeus estava tão perto do coração dos pioneiros desta mensagem, que raras vezes tomavam uma refeição num hotel, não obstante custasse apenas vinte e cinco centavos cada uma. (Obreiros Evangélicos, p. 99) Hoje, por nossa ingratidão, somos a maior vergonha diante do mundo. Não somos diferentes dos judeus, que construíam túmulos em honra aos profetas mortos, enquanto intentavam matar a Cristo. Não somos diferentes da igreja apostólica romana, pois ao mesmo tempo, que se engrandece dizendo ser a verdadeira igreja, tendo recebido instruções direta dos apóstolos, negaram a leitura da Bíblia por séculos. Somos hoje os novos perseguidores, os novos inquisidores da nova idade negra. Ellen G White argumenta: Se quisermos compreender a decidia crueldade de Satanás, manifestada no transcurso dos séculos, não entre os que jamais ouviram algo acerca de Deus, mas no próprio coração da cristandade e através da mesma em toda a sua extensão, temos apenas de olhar para a história do romanismo. (O Grande Conflito, p. 575) Nos esquecemos dessa história, das crueldades cometidas por esse poder. Não olhamos mais para essa organização como anti-cristã, pelo contrário, temos sido doutrinados a detestar e aborrecer a mensagem adventista. Percebe-se que os adventistas são “ensinados” a desprezar qualquer “dissidente”, que consiga provar que a verdade foi esquecida, e àqueles que possuem alguma outra verdade esquecida, tidos como “hereges”, enquanto pregações são feitas em defesa do catolicismo romano em nossos púlpitos. Perdemos a noção do perigo, perdemos a noção de quem é o anti-cristo. A ponto de se ler em alguns periódicos, manchetes como esta: “La Iglesia Adventista del Séptimo Día repudió a la congregación ‘Rosa de Sharon’, instalada en Chiriquí, por haber publicado unos folletos denominados ‘La Ultima Advertencia’, en los que supuestamente ataca a la Iglesia católica y al papa Juan Pablo II.” (Castrellon, 2003), ou seja, a Igreja Adventista do Sétimo Dia repudiou a congregação ‘Rosa de Saron’, por publicar folhetos que supostamente ataca a Igreja Católica e o Papa João Paulo II. A igreja são os membros, e pergunto, são os membros submissos ao catolicismo? E o Papa Bento XVI, se manifesta em defesa do romanismo, afirmando estar sendo injustiçado por hostilidade não merecida: O Papa Bento XVI denunciou nesta quarta-feira, durante a tradicional audiência geral no Vaticano, as hostilidades de que padece a Igreja nos dias de hoje. “É desconcertante e é preciso refletir sobre nossa perturbação ante as graves dificuldades, incompreensões e hostilidades que a Igreja sofre em vários lugares do mundo. São sofrimentos que a Igreja não merece, assim como Jesus não mereceu o suplício”, afirmou o Papa (Correio Web, 2006) Comparar sua situação com os suplícios de Jesus, chega a soar como uma blasfêmia. O que está acontecendo? Um período Negro da História que compreendeu mais de mil anos pode ser esquecido e ignorado? Só podemos estar vivendo outro período negro da História humana, a moderna Idade Negra. Ellen G. White argumenta: Os defensores do papado asseveram que a igreja foi caluniada; e o mundo protestante inclina-se a aceitar esta declaração. Muitos insistem em que é injusto julgar a igreja de hoje pelas abominações e absurdos que assinalaram seu domínio durante os séculos de ignorância e trevas. Desculpam sua horrível crueldade como sendo o
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    43 resultado da barbáriedos tempos, e alegam que a influência da civilização moderna lhe mudou os sentimentos. (O Grande Conflito, 569) Mas o romanismo, como sistema não se acha hoje em harmonia com o evangelho de Cristo mais do que em qualquer época passada de sua história. As igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos. [...] Os protestantes têm-se intrometido com o papado, patrocinando-o; têm usado de transigência e feito concessões que os próprios romanistas se surpreendem. Os homens cerram os olhos ao verdadeiro caráter do romanismo, e aos perigos que se devem recear com a sua supremacia. (p. 571) “As igrejas protestantes estão em grandes trevas, pois do contrário discerniriam os sinais dos tempos.” (p. 571) Igrejas protestantes, inclusive a atual organização Adventista do Sétimo Dia, pois tem sido muito comum ouvir nossos pregadores defenderem veementemente esta instituição romanista. Estamos em grandes trevas. No livro citado acima lemos: A igreja papal nunca abandonará a sua pretensão à infalibilidade. Tudo que tem feito em perseguição dos que lhe rejeitam os dogmas, considera ela estar direito; e não repetirá os mesmos atos se a oportunidade se lhe apresentasse? Removam-se as restrições ora impostas pelos governos seculares, reintegre-se Roma ao poderio anterior, e de pronto ressurgirá a tirania e perseguição. (p. 570) Isso foi escrito há mais cem anos atrás e hoje lemos: O papa Bento XVI reiterou nesta terça-feira, em novo documento oficial, a doutrina de que só a Igreja Católica é a igreja de Cristo. No documento da Congregação para a Doutrina da Fé, a Igreja Protestante não é considerada igreja, mas comunidade. Segundo o texto assinado pelo cardeal William Levada, a Igreja Ortodoxa pertence a uma categoria de igreja especial, mas também não pode ser reconhecida plenamente como igreja porque não aceita o primado do papa de Roma.O documento afirma que Cristo criou na Terra uma única igreja, que se identifica inteiramente apenas com a Igreja Católica. O documento, na visão do Vaticano, seria uma forma de conter os possíveis abusos de interpretação pósconcílio Vaticano II. A afirmação do frei Leonardo Boff, feita em 85, de que a igreja de Cristo possa subsistir plenamente também em outras igrejas cristãs, é definida como inaceitável pelo documento. (UNB-IASD, 2007) Continua com sua pretensão de infalibilidade. E em defesa de sua “honra”, justificando seus atos. No site Católico Apostólico Romano, Página Oriente, no texto intitulado A Santa Inquisição, encontramos: Se por um lado a história registra excessos e atrocidades, muitas mentiras também foram levantadas com o único objetivo de caluniar a Igreja Católica. Foram períodos duros para a Igreja, que teve de agir com veemência diante do surgimento de heresias que ameaçavam destruir os princípios básicos da Sã Doutrina. A igreja “teve de agir com veemência”, com atrocidades, justificando seus erros, como faz a IASD hoje, para manter seu nome limpo diante de tanta sujeira, usa de artifícios e enganos. Ao analisarmos mais de perto o rumo da organização adventista do sétimo dia, vemos que ela tomou exatamente o mesmo caminho, aceitando a princípio teorias estranhas, aliando-se ao mundo, e
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    44 começa a tomaruma postura de perseguição aos que não aceitam alguma teoria sem respaldo bíblico, e também anda defendendo o romanismo. Nenhuma mudança deverá efetuar-se nos traços gerais de nossa obra. Deve permanecer clara e distinta como foi criada pela profecia. Não nos compete entrar em aliança com o mundo, supondo com isto poder levar a melhor. Se alguém cruzar o caminho a fim de embaraçar o passo à obra nas linhas que Deus lhe traçou, incorrerá no desagrado divino. Nenhum traço da verdade que tornou o povo adventista do sétimo dia o que ele é, deve ser apagado. Temos antigos marcos da verdade, da experiência e do dever, e cumpre-nos defender firmemente nossos princípios em face do mundo. (Testemunhos Seletos, vol. 2, p. 371) Não ouvimos as advertências. Mas não paramos por aí, abominações maiores veremos. No que concerne ao culto de imagens estamos pelo mesmo caminho. No livro O grande Conflito, diz: O culto das imagens e relíquias, a invocação dos santos e a exaltação do papa são ardis de Satanás para desviar de Deus e de Seu Filho a mente do povo. Para efetuar sua ruína, esforça-se por arredar a atenção dAquele que por meio de quem unicamente podem encontrar salvação. (p. 574). Como ocorreu esse culto das imagens e relíquias? No livro citado (p. 685, 686) há referência de J. Medam, que diz: Imagens e quadros foram a princípio introduzidos nas igrejas, não para serem adorados, mas antes em lugar dos livros, a fim de darem instrução àqueles que não sabiam ler, ou excitar devoção no espírito de outros. Até que ponto corresponderam a tal propósito, é duvidoso; mas, concedendo, embora, que este fosse o caso por algum tempo, logo deixou de ser assim, e notou-se que os quadros e imagens obscureciam a mente dos ignorantes em vez de a esclarecer, degradavam a devoção do adorador em lugar de a exaltar. Assim é que, por mais que tivessem sido destinadas a dirigir a mente dos homens a Deus, acabaram por desviá-la dEle para o culto das coisas criadas. (The Seventh General Council, the Second of Nicea, Introdução, p. III-VI) Com isso, “foi gradualmente introduzida no culto cristão a adoração das imagens e relíquias.” (p. 49). Pergunto, não é o que vemos hoje? Imagens, artes esculpidas, algumas chegam a ser bem sugestivas, lembrando muito os santos da igreja católica romana. Hoje a arte de qualquer gênero é tão bem aceita em nosso meio, que até mesmo teatro e televisão já chegam a ser um futuro promissor para qualquer adventista que deseja entrar no mundo artístico. Segue algumas imagens adventistas. Esculturas de Victor Issa, encomendado pela Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia, apresentada na assembléia da Associação Geral de Toronto no ano 2000. Expostas na sede mundial da Igreja Adventista do Sétimo Dia em Silver Spring, Maryland. Esta imagem foi distribuída em todas as igrejas do MS.
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    45 Uma notícia quevem percorrendo o mundo é a romaria e idolatria da Bíblia-relíquia adventista: O projeto Siga a Bíblia chegou ao Brasil, na cidade de Manaus, segunda-feira, 28 de setembro. O projeto consiste em uma Bíblia de cerca de 50 centímetros de altura, escrita em 66 idiomas, que viaja o mundo inteiro. O principal objetivo é difundir a leitura da Bíblia. No Brasil, ela já passou por Manaus, Belém, São Luís e Feira de Santana. Hoje, 2 de outubro, a Bíblia vai chegar a Salvador e será levada para o ginásio de esportes da maior escola adventista da cidade, o IANE. Amanhã, a cidade de Caruaru, em Pernambuco, é que recebe a Bíblia. Quem quiser acompanhar a programação deve levar um quilo de alimento não-perecível ao campo do Central Futebol Clube, para ser doado ao projeto de natal, que atende familias carentes. Em todo o Nordeste são esperados cerca de 10 mil pessoas em cada cidade por onde passar a Bíblia. (http://www.novotempo.org.br/radio/) Absurdo, idolatram o que acham ser sagrado, mas quem vai ler tal Bíblia? É só mais uma abominação entre os adventistas do sétimo dia. Em nada difere do catolicismo e suas romarias e procissões. Ellen G. White argumenta: A religião tornou-se o entretenimento dos incrédulos e céticos, porque tantos que são portadores de seu nome lhes desconhecem os princípios. O poder da piedade quase desapareceu de muitas igrejas. Piqueniques, representações teatrais nas igrejas, quermeses, casas elegantes, ostentação pessoal, desviaram de Deus os pensamentos. Terras e bens, e ocupações mundanas absorvem a mente, e as coisas de interesse eterno mal recebem atenção passageira. (O Grande Conflito, p. 465) Esta é uma perfeita descrição de nós adventistas do sétimo dia, temos até companhias de teatro, balé, musicais, piqueniques, acampamentos de puro lazer com toda espécie de divertimento de acordo com a criatividade de seus promotores, festas juninas, até cerveja “sem” álcool, e outras imitações adventistas que chega a ser vergonhoso. Imitamos o mundo de tal forma que em nada diferimos dele, a não ser por profissão de fé. Fora as graves e assustadoras denúncias de corrupção, escândalos, e até assassinato envolvendo presidentes de associações, como nos casos: do apoio da igreja na Alemanha ao Nazismo: Na Alemanha, os adventistas apoiaram a política externa nazista e, finalmente, a guerra. A possível falta de acesso a informação confiável e, como resultado, um conceito errôneo da verdadeira situação, levou-lhes a acreditar que o Führer era “um homem de paz”. Quando a Áustria foi incorporada ao Reich, os adventistas alemães “compartilharam a felicidade da volta dos austríacos de volta à mãe pátria”. Acreditavam que com a ajuda de Deus e “através da assistência divina ao nosso capaz Führer, Adolf Hitler se tornou o libertador da Áustria.” Mesmo depois da liquidação da Checoslováquia em 16 de março de 1939, os Adventistas ainda não fizeram objeção. E até para esse ato de crueldade e opressão, encontraram alguma justificação. (Plantak, 1998) E do envolvimento do presidente da Associação em Ruanda e de seu filho, em 1994, no assassinato de tutsis dentro da instituição adventista, mas o ocorrido, não se deu somente em igrejas adventistas como também católicas e protestantes. Assustador!
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    46 Sabemos também decasos de desvios de dinheiro do dízimo e outros atos vergonhosos, geralmente abafados, onde muitas vezes os envolvidos são transferidos de cidades sem perder o cargo, como acontece na Igreja Católica Apostólica Romana. A história se repete dentro da Igreja Adventista do Sétimo Dia. As coisas entraram sorrateiras, mas rapidamente, creio que já não há mais como conter tamanho estrago. Estamos em grande apostasia. Que cada pessoa ore por si, busque o conhecimento de Deus enquanto há tempo. Que cada um estude a Bíblia, sem ficar pedindo ajuda de instrutor bíblico, aceite somente o instrutor enviado do céu, o Espírito de verdade, pois somente Cristo pode nos guiar a toda a verdade, e a salvação. Antes de os juízos finais de Deus caírem sobre a Terra, haverá, entre o povo do Senhor, tal avivamento da primitiva piedade como não fora testemunhado desde os tempos apostólicos. O Espírito e o poder de Deus serão derramados sobre seus filhos. Naquele tempo muitos se separarão das igrejas em que o amor deste mundo suplantou o amor a Deus e à Sua Palavra. Muitos, tanto ministros como leigos, aceitarão alegremente as grandes verdades que Deus providenciou fosse proclamadas no tempo presente, a fim de preparar um povo para a segunda vinda do Senhor. (O Grande Conflito, p. 466) No livro Considerações sobre a Divindade, de Balbach (p. 19 e 20) encontramos como “Princípios Fundamentais dos ASD em 1872”, semelhante ao de 1911, que segue em anexo, alterado somente em 1931, conforme menciona o Dr. Knight, e os autores do livro A Trindade: 1. Que há somente um Deus, um ser pessoal, espiritual, o criador de todas as coisas, onipotente, onisciente e eterno, infinito em sabedoria, santidade, justiça, bondade, verdade, e misericórdia, imutável, e em toda parte apresentado por seu representante, o Espírito Santo. Sal. 139:7. 2.Que há um Senhor Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, aquele por quem Deus criou todas as coisas, e por quem elas subsistem; que Ele assumiu a natureza da semente de Abraão para a redenção de nossa raça caída; que habitou entre os homens cheio de graça e verdade, viveu nosso exemplo, morreu nosso sacrifício, foi ressuscitado para nossa justificação, ascendeu ao alto para ser nosso único mediador no santuário celestial, onde, com seu próprio sangue, faz expiação por nossos pecados, cuja expiação, longe de ter sido feita na cruz, onde se deu somente a oferta do sacrifício, é a última porção de sua obra como sacerdote segundo o exemplo do sacerdócio levítico, que prenunciava e prefigurava o ministério do Senhor no céu. Ver Lev. 16; Heb. 8:4, 5; 9:6, 7: &c. … 16. Que o Espírito de Deus foi prometido para manifestar-se na Igreja mediante certos dons, enumerados especialmente em 1 Cor. 12 e Efé. 4; que esses dons não têm desígnio de superar, ou tomar o lugar, da Bíblia, que é suficiente para fazer-nos sábios para a salvação, mais do que a Bíblia pode tomar o lugar do Espírito Santo; que, ao especificar os vários canais de sua operação, o Espírito tem simplesmente feito provisão para sua própria existência e presença com o povo de Deus até o fim do tempo, para conduzir a um entendimento dessa palavra que inspirou, para convencer do pecado, e operar uma transformação no coração e vida; e que aqueles que negam ao Espírito o seu lugar e operação, negam de fato plenamente essa parte da Bíblia que lhe atribui esta obra e posição. Importante ressaltar que no Yearbook de 1872, o item que fala sobre o Espírito de Deus é o 16, e no de 1911, é o 19. Na atual organização Adventista do Sétimo Dia, o assunto começa com a seguinte afirmação:
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    47 2. A Trindade:Há um só Deus: Pai, Filho e Espírito Santo, uma unidade de três Pessoas co-eternas. Deus é imortal, omnipotente, omnisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e está além da compreensão humana, mas é conhecido por meio da Sua auto-revelação. É para sempre digno de culto, adoração e serviço por parte de toda a criação. (Deut. 6:4; Mat. 28:19; 11 Cor. 13:13; Efés. 4:4-6; 1 Ped. 1:2; 1 Tim. 1: 17; Apoc. 14:7.). Continuando temos: 3. O Pai: Deus, o Eterno Pai, é o Criador, a Origem, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se, e grande em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes manifestados no Filho e no Espírito Santo também constituem revelações do Pai. (Gén. 1:1; Apoc. 4:11; I Cor. 15:28; João 3:16; I João 4:8; I Tim. 1:17; Êxo. 34:6, 7; João 14:9.) 4. O Filho: Deus, o Filho Eterno, encarnou em Jesus Cristo. Por meio d’Ele foram criadas todas as coisas, é revelado o carácter de Deus, efectuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. Sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele tornou-Se também verdadeiramente homem, Jesus, o Cristo. Foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem Maria. Viveu e experimentou a tentação como ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. Pelos Seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por Deus. Sofreu e morreu voluntariamente na cruz pelos nossos pecados e em nosso lugar, foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. Virá outra vez, em glória, para o livramento final do Seu povo e a restauração de todas as coisas. (João 1:1-3, 14; Col. 1:15-19; João 10:30; 14:9; Rom. 6:23; II Cor. 5:17-19; João 5:22; Luc. 1:35; Filip. 2:5-11; Heb. 2:9-18; I Cor. 15:3, 4; Heb. 8:1, 2; João 14:1-3.) 5. O Espírito Santo: Deus, o Espírito Eterno, desempenhou uma parte activa com o Pai e o Filho na Criação, Encarnação e Redenção. Inspirou os escritores das Escrituras. Encheu de poder a vida de Cristo. Atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. Enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com os Seus filhos, concede dons espirituais à Igreja, habilitada a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as Escrituras, guia-a em toda a verdade. (Gén. 1:1, 2; Luc. 1:35; 4:18; Actos 10:38; II Ped. 1:21; II Cor. 3:18; Efés. 4:11, 12; Actos 1:8; João 14:16-18, 26; 15:26, 27; 16:713.) (IASD, Crenças Fundamentais) Dos Adventistas do Sétimo Dia Movimento de Reforma, no livro de Balbach, apesar de afirmarem que possuem o mesmo parecer de 1872, diz: “à luz de nossos Princípios de Fé (1925), como pode ser visto, não ensinamos a doutrina católica da Trindade.” (p. 22), após apresentar seus atuais princípios (p. 21 e 22): a) Deus - Cremos que há somente um Deus, que mediante a Sua infinita sabedoria e poder todo-poderoso criou o céu e a Terra (Êxo. 20:2,3; Isa. 45:5,6,18): Deus é um ser espiritual (João 4:24), eterno, sem princípio e sem fim (Apo. 21:6), presente em toda parte (Sal. 139: 1, 2), entronizado nos céus, e não pode ser visto pelo homem em seu presente estado pecaminoso (1 Tim. 6:16; Isa. 59:2; João 1:18; Êxo. 33:20). Somente mediante fé podemos ir a Deus (Heb. 11:6). b) Jesus Cristo - Cremos que Jesus Cristo é o Filho de Deus vivo e que Ele é um em natureza com o Pai (Heb. 1:1-3, 5). Desde a eternidade todas as coisas no céu e na Terra foram criadas mediante Ele (Col. 1:15-17). Portanto, somente Ele pode ser Mediador entre Deus e o homem (1 Tim. 2:5). Em harmonia com o testemunho dos profetas Ele foi nascido como um ser humano sobre a Terra em Belém da Judéia, da
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    48 virgem Maria, concebidopelo Espírito de Deus (Mat. 1:18-23). Somente mediante Sua morte e pela fé em Sua graça livremente concedida podemos ser salvos (Lucas 1:77-79; Atos 4:12; João 14:15; 1 João 2:3-6. c) O Espírito Santo - Cremos que o Espírito Santo é o representante de Cristo sobre a Terra (João 14:16). Sem Ele é impossível compreender e viver segundo a vontade de Deus. Também, é impossível interpretar corretamente a Palavra divina sem a ajuda do Espírito Santo (João 14:26; 1 Cor. 2:11). O Seu poder deriva do Pai e do Filho, e é ativo também mediante os seres humanos (2 Ped. 1:21; 1 Ped. 1:11). O Espírito Santo é um com o Pai e o Filho, portanto, os crentes são batizados não somente nesses nomes, mas também no nome do Espírito Santo após tornarem-se relacionados com o mesmo (Mat. 28:19; 1 João 5:7; 2 Cor. 13:14). Se notar entre ambas as denominações, há algumas diferenças. Porém, analisando as diferenças entre as doutrinas atuais com as de 1872, não são tão sutis, mas, há pontos bastante difíceis de aceitar se vistas mais de perto, pois as atuais falam até da virgem Maria, lembrando muito o credo católico, que acredita que ela tem papel importante junto a pessoa de Deus, ou junto ao plano de salvação, não sendo um mero instrumento humano, que Deus usou, como a qualquer um que se submete a sua vontade. Apesar de que os termos usados pela igreja adventista do sétimo dia são muito berrantes, e os da reforma mais sutis. Não há necessidade de colocar o nome de Maria numa doutrina que fala de Deus. O apóstolo Paulo usou o termo “nascido de mulher” ao falar de Cristo, na carta aos Gálatas dizendo: “vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gálatas 4:4, 5), não há nenhuma exaltação à Maria. Sem falar que Maria não morreu virgem, ficando bastante estranho dizer da virgem Maria. Poderia ser aceito, se fosse dito gerado em Maria quando virgem. E mais, Cristo afirmou que dentre os nascidos de mulher, “não apareceu alguém maior que João Batista; mas aquele que é menor no reino dos céus é maior que ele.” (Mateus 11:11), não Maria. Não podemos colocar aqui todos no mesmo patamar de igualdade, visto que os irmãos do Movimento da Reforma, guardam mais do adventismo primitivo, inclusive uma atenção mais latente quanto as advertências com respeito a alimentação, família e outros pontos que a atual organização Adventista do Sétimo Dia abandonou há muito, e vergonhosamente apresenta com certo desdém. Digamos que os irmãos reformistas saíram antes que viesse na sua totalidade a grande apostasia adventista, mas por isso se torna ainda mais complicado para eles aceitarem que saíram com erro, pois crêem estar isentos disso. E o que a Bíblia diz? O termo que encontramos é o Filho de Deus, e não o Deus Filho, e o Espírito de Deus e não o deus espírito. E somente Deus e o Cordeiro são adorados, e pelo que entendemos, o Cordeiro se identifica, como sendo o Filho de Deus, isto está em Apocalipse 2:18. Ellen White Escreveu: Anjos foram expulsos do céu, porque eles não quiseram trabalhar em harmonia com Deus. Caíram de sua elevada posição porque desejam ser exaltados. Chegaram a esta situação porque se esqueceram que sua beleza de personalidade e caráter viera do Senhor Jesus. Este fato os anjos [caídos] iriam obscurecer, que Cristo foi o único filho gerado de Deus, e eles decidiram que não iriam consultar a Cristo. (This Day Whit God, p. 128 – http://egwdatabase.whiteestate.org/nxt/gateway.dll?f=templates $fn=default.htm$vid=default)
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    49 Na organização quenasceu para pregar o evangelho eterno, restaurar as veredas antigas, e mostrar a grande controvérsia entre Cristo e Satanás, este “fato” foi obscurecido, ou seja, o único Filho gerado de Deus, hoje não é mais visto assim, mas sim como um co-eterno com o Pai, se é co-eterno, não é filho. E se negarmos a filiação, esta verdade simplesmente é encoberta. Sendo isto um “fato” que Satanás iria obscurecer, hoje ele conseguiu plenamente através da doutrina da Trindade. Podemos citar mais um texto: Não um filho pela criação, como eram os anjos, nem um filho por adoção, como o pecador perdoado, mas um filho nascido a imagem e expressão da pessoa do Pai, e em todo o brilho de sua majestade e glória, um igual a Deus em autoridade, dignidade, e divina perfeição. Nele habitava toda a completa divindade fisicamente. (The Signs of the Times, 30 de maio de 1895) Cristo, o único Filho gerado de Deus antes da queda, e quando encarnado recebeu de uma nova forma o título de filho de Deus, isso compreendemos ao lermos Hebreus 1:1-6, que está em conformidade com a próxima citação: Antes que fossem postos os fundamentos do mundo, Cristo, o Unigênito de Deus, comprometeu-Se a tornar-Se o Redentor da raça humana, caso Adão pecasse. Adão caiu, e Aquele que era participante da glória do Pai antes de existir o mundo, pôs de lado Suas vestes reais e Sua real coroa, e desceu de Sua alta autoridade para tornar-Se um Bebê em Belém, a fim de que, palmilhando o caminho onde Adão tropeçara e caíra, redimisse a humanidade caída. [...] Em Sua humanidade, era participante da natureza divina. Em Sua encarnação obteve nova intuição do título de Filho de Deus. Disse o anjo a Maria: "A virtude do Altíssimo te cobrirá com a Sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." Luc. 1:35. Ao mesmo tempo que era Filho de um ser humano, tornou-Se o Filho de Deus num novo sentido. Assim Se achou Ele em nosso mundo - o Filho de Deus, mas ligado, pelo nascimento, à raça humana. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 226, 227) E também, explícita na seguinte declaração: As Escrituras indicam com clareza a relação que há entre Deus e Cristo, e com idêntica clareza apresentam a personalidade e individualidade de cada um. "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo. O qual, sendo o resplendor da Sua glória, e a expressa imagem da Sua pessoa, e sustentando todas as coisas pela palavra do Seu poder, havendo feito por Si mesmo a purificação dos nossos pecados, assentou-Se à destra da Majestade nas alturas; feito tanto mais excelente do que os anjos, quanto herdou mais excelente nome do que eles. Porque, a qual dos anjos disse jamais: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei? e outra vez: Eu Lhe serei por Pai, e Ele Me será por Filho?" Heb. 1:1-5. Deus é o Pai de Cristo; Cristo é o Filho de Deus. A Cristo foi atribuída uma posição exaltada. Foi feito igual ao Pai. Cristo participa de todos os desígnios de Deus. Jesus disse aos judeus: "Meu Pai trabalha até agora, e Eu trabalho. ... O Filho por Si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer ao Pai; porque tudo quanto Ele faz, o Filho o faz igualmente. Porque o Pai ama o Filho, e mostra-Lhe tudo o que faz." João 5:17-20. (Testemunhos Seletos, Vol 3, p. 266)
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    50 Hoje afirmar queCristo foi gerado do Pai antes de qualquer criação, é visto como uma heresia mortal, isto para eles é negar a divindade de Cristo. Mas a verdade por detrás de tudo é que, ninguém aceita adorar o Filho se Ele não for co-eterno com o Pai, e este foi o motivo da insubmissão de Satanás a Cristo lá no céu. A doutrina da Trindade é a doutrina central para a igreja Católica. A Radio Vaticano, apresenta a seguinte fala do “Papa Bento XVI por ocasião do Angelus, ao meio-dia, na Praça de S. Pedro, no domingo da Santíssima Trindade”, de 2006 afirmando que: De entre todas as criaturas, a Virgem Maria é obra-prima da Santíssima Trindade: foi no seu coração humilde e cheio de fé que Deus preparou para si uma digna morada, para levar a cumprimento o mistério da salvação. O Amor divino encontrou nele perfeita correspondência, e no seio se fez homem o Filho Unigênito (de Deus). Dirijamo-nos a Maria para que, com a sua ajuda, possamos progredir no amor e fazer da nossa vida um canto de louvor ao Pai, por meio do Filho, no Espírito Santo. (BENEDICTUS PP. XVI, 2006) A virgem Maria, “obra prima da santíssima trindade”! Sem comentários. As coisas estão ficando complicadas. E outra não há prova escriturística para adoração ao Espírito Santo, nem de chamá-lo o Deus Espírito Santo, pois encontramos o Espírito de Deus, Espírito de Cristo ou o Espírito Santo. Em Apocalipse sempre encontramos menção de adoração a Deus e ao Cordeiro, e finalmente quando os salvos recebem o galardão, João diz: E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de um e de outro lado do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a saúde das nações. E ali nunca mais haverá maldição contra alguém; e nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão. (Apocalipse 22:1-3) Estamos dormindo? Nem percebemos que “Temos um poderoso inimigo que não somente odeia todo ser humano feito à imagem de Deus, mas dedica a mais terrível inimizade a Deus e a Jesus Cristo, Seu Filho unigênito.” (Fundamentos da Educação Cristã, p. 299). Todo esse ódio começou antes da criação. Ellen G. White relata que no Éden: Os anjos associaram-se a Adão e Eva em santos acordes de harmoniosa música, e como seus cânticos ressoassem cheios de alegria pelo Éden, Satanás ouviu o som de suas melodias de adoração ao Pai e ao Filho. E quando Satanás o ouviu, sua inveja, ódio e malignidade aumentaram, e expressou a seus seguidores a sua ansiedade por incitá-los (Adão e Eva) a desobedecer, atraindo assim sobre eles a ira de Deus e mudando os seus cânticos de louvor em ódio e maldições ao seu Criador. (História da Redenção, p. 31) Perdemos a vontade de adorar a Deus e a Seu Filho. Estamos preocupados em provar nossas teorias, então, inverte-se palavras, e muda-se quase que imperceptivelmente o significado. O mesmo ocorreu com Satanás, quando se recusou a prestar homenagem ao Filho de Deus, por ser o Filho, semelhante ao Altíssimo, e também com os judeus: Conquanto tivessem as Escrituras que testificavam de Cristo, os judeus não foram capazes de discernir a Cristo nas Escrituras; e embora tenhamos o Antigo e o Novo Testamentos, os homens torcem as Escrituras para escapar de suas verdades; e, em
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    51 suas interpretações dasEscrituras, eles ensinam - como o faziam os fariseus - os preceitos e as tradições dos homens em lugar dos mandamentos de Deus. Nos dias de Cristo os dirigentes religiosos haviam por tanto tempo apresentado idéias humanas diante do povo, que os ensinos de Cristo se opunham em todo o sentido a suas teorias e práticas. Seu sermão na montanha contradisse virtualmente as doutrinas dos presunçosos escribas e fariseus. Eles haviam representado tão mal a Deus que Ele era considerado um juiz severo, destituído de compaixão, misericórdia e amor. Apresentavam ao povo inumeráveis preceitos e tradições como procedentes de Deus, embora não tivessem um "Assim diz o Senhor" por sua autoridade. Conquanto professassem conhecer e adorar o Deus vivo e verdadeiro, desfiguravam-nO completamente; e o caráter de Deus, da maneira como era retratado por Seu Filho, constituía um assunto original, uma nova dádiva ao mundo. (Fundamentos da Educação Cristã, p. 309) Devemos estar atentos, pois: Tão meticulosamente a contrafação se parecerá com o verdadeiro, que será impossível distinguir entre ambos sem o auxílio das Escrituras Sagradas. Pelo testemunho destas toda declaração e todo prodígio deverão ser provados. [...] Pessoa alguma, a não ser os que fortalecerem o espírito com as verdades da Escritura, poderá resistir no último grande conflito. (O Grande Conflito, p. 599, 600) Ainda no contexto da Santíssima Trindade, o Papa Bento XVI fez a seguinte declaração: Deus não vive em uma esplêndida solidão, mas é uma fonte inesgotável de vida que se doa e se comunica incessantemente. [...] Deus não está fechado em si mesmo, e para constatá-lo, é suficiente observar o macro-universo: nossa terra, os planetas, as estrelas e galáxias; mas também o micro-universo: células, átomos, partículas elementares. Em tudo o que existe, o nome da Santíssima Trindade está impresso, porque tudo provém do amor, é voltado ao amor, e se move impelido pelo amor, naturalmente em níveis diferentes de consciência e liberdade. (2009) Na descrição do livro Deus não é Solitário – A Trindade na Vida do Cristão se lê: Deus é amor, relação, comunhão com o Filho e o Espírito Santo, Ele é Pai e não está só. O livro fala da importância da Trindade na vida dos cristãos. Assim como Deus, o homem também não está sozinho. O ser humano é acima de tudo um desejo imenso de comunhão. Feitos como Deus (a sua imagem e semelhança) para a comunhão, o homem não é solitário, e sim amor e comunhão. (BEZANÇON, 2003) Declarações semelhantes encontramos sendo pronunciada pelos teólogos adventistas: “Deus não é Solitário” (NEVES, 2003); Woodrow W. Whidden, ao analisar a Trindade afirma: Pode Alguém que existe desde a eternidade e que nos fez à Sua imagem de amor, ser realmente chamado amor se Ele existir tão-somente como um ser solitário ou unitário? Não é o amor, especialmente o amor divino, possível apenas se Aquele que fez nosso Universo for um ser plural que estava exercitando amor dentro de Sua pluralidade divina (trinitária) desde toda a eternidade passada? Não é o amor verdadeiro e altruísta possível apenas se ele proceder de um tipo de Deus que, por natureza, sempre será um Deus de amor como uma Trindade social? Sinto-me fortemente inclinado a afirmar que Deus é uma Trindade de amor e que Seu amor encontrou a revelação mais profunda na obra criadora, e na encarnação, vida, morte e ressurreição do plenamente divino Filho de Deus. A unidade trinitária de Deus, por fim, não é ilógica. Na verdade, ela é a fonte da única lógica que faz sentido
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    52 absoluto – umamor que se auto-sacrifica, que é mutuamente submisso e um eterno canal da graça de poder criador e redentor. (2009) Estamos utilizando termos católicos romanos, até mesmo questionamentos semelhantes, se não por assim dizer estamos lendo seus livros para afirmar sobre a Trindade, e ainda afirmamos, não temos a doutrina católica da trindade, na qual diz: (...) A fé católica é esta: que veneramos o único Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as pessoas, nem separando a substância: pois uma é a pessoa do Pai, outra a do Filho e outra do Espírito Santo, mas uma só é a divindade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, igual a glória, co-eterna a majestade.” Inseparáveis naquilo que são, da mesma forma o são naquilo que fazem. Mas na única operação divina cada uma delas manifesta o que lhe é próprio na Trindade, sobretudo nas missões divinas da encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo. (CIC 266-267 citado por FERNANDES, 2005) Esta é a doutrina que as organizações insistem em dizer que são diferentes, até tem diferenças, mas qual a base bíblica para tanto? Ninguém sabe explicar. Na Bíblia não encontramos Deus em solidão, e não existe somente três pessoas, mas um número incontável de seres criados. A irmã White afirma: A Bíblia nos mostra Deus em Seu alto e santo lugar, não em um estado de inatividade, não em silêncio e solidão, mas circundado por miríades de miríades e milhares de milhares de seres santos, todos esperando por fazer a Sua vontade. Por meio desses mensageiros, Ele está em ativa comunicação com todas as partes de Seus domínios. Por Seu Espírito está presente em toda parte. Por meio de Seu Espírito e dos anjos, ministra aos filhos dos homens. (A Ciência do Bom Viver, 2006, p.417) Este texto está em conformidade com a Bíblia e com as crenças fundamentais dos adventistas do sétimo dia primitivo. Deus também não estava só em sua obra de Criação, no livro Patriarcas e Profetas deixa muito claro quanto a este assunto ao afirmar que: O Soberano do Universo não estava só em Sua obra de beneficência. Tinha um companheiro - um cooperador que poderia apreciar Seus propósitos, e participar de Sua alegria ao dar felicidade aos seres criados. "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus." João 1:1 e 2. Cristo, o Verbo, o Unigênito de Deus, era um com o eterno Pai - um em natureza, caráter, propósito - o único ser que poderia penetrar em todos os conselhos e propósitos de Deus. "O Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz." Isa. 9:6. Suas "saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade". Miq. 5:2. E o Filho de Deus declara a respeito de Si mesmo: "O Senhor Me possuiu no princípio de Seus caminhos, e antes de Suas obras mais antigas. ... Quando compunha os fundamentos da Terra, então Eu estava com Ele e era Seu aluno; e era cada dia as Suas delícias, folgando perante Ele em todo o tempo". Prov. 8:22-30. Ou seja, havia apenas um único ser em todo o universo que poderia entrar em todos os conselhos do Pai, e este era o Filho unigênito de Deus, não há menção de outra pessoa, como podemos ver nas escrituras: “Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as
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    53 coisas, ainda asprofundezas de Deus. Porque, qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o espírito do homem, que nele está? Assim também ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus.” (I Coríntios 2:10, 11), como podemos ver aqui, não o espírito como terceira pessoa da trindade, mas o próprio espírito de Deus, que procede do Pai, podemos afirmar que o espírito é a atuação tanto do Pai quanto do Filho. “Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou o não trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia.” (João 6:44); “Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica também o Pai que me enviou.” (João 8:18), que em consonância com o texto que diz: “Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim.” (João 15:26), podemos concluir que o Espírito Santo que hoje atua em nós é a manifestação tanto do Pai quanto do Filho na terceira pessoa da divindade como a irmã White afirmou em alguns de seus textos. E o Consolador é mais propriamente Cristo. Podemos afirmar como Paulo que Cristo, nosso Senhor é o Espírito: “Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade.” (II Coríntios 3:17). “O Espírito Santo, que procede do unigênito Filho de Deus, une o instrumento humano - corpo, alma e espírito - à perfeita natureza divino-humana de Cristo.” (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 251). Ou seja, o Espírito Santo procede tanto do Pai quanto do Filho. Neste contexto compreendemos o papel do Espírito Santo neste momento em concordância com a Bíblia e os Testemunhos, no grande conflito, e como será retirado o Espírito Consolador, então estaremos diante da presença direta de um Deus santo e justo, pois estaremos sem nosso Intercessor. Portanto: Como um povo, devemos estar firmes sobre a plataforma da verdade eterna, que resistiu a todas as provas. Devemos ater-nos aos seguros pilares de nossa fé. Os princípios da verdade que Deus nos revelou, são nossos únicos, fiéis alicerces. Eles é que fizeram de nós o que somos. O correr do tempo não lhes diminuiu o valor. É constante esforço do inimigo remover essas verdades de seu engaste, colocando em seu lugar teorias espúrias. Ele introduzirá tudo que lhe seja possível, para levar a cabo seus desígnios enganadores. O Senhor, porém, suscitará homens de aguda percepção, que darão a essas verdades seu devido lugar no plano de Deus. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 201) Aqueles que procuram remover os velhos marcos, não estão retendo firmemente; eles não estão se lembrando de como receberam e ouviram. Os que tentam introduzir teorias que removeriam os pilares de nossa fé quanto ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, estão agindo como cegos. Estão procurando introduzir incertezas e deixar o povo de Deus à mercê das ondas, sem uma âncora. Os que afirmam estar identificados com a mensagem que Deus nos deu devem ter aguçada e clara percepção espiritual, para poderem distinguir a verdade do erro. A palavra proferida pela mensageira de Deus é: "Despertai os vigias!" Se os homens discernirem o espírito das mensagens dadas e se esforçarem por descobrir de que fonte elas provêm, o Senhor Deus de Israel os guardará de serem desencaminhados. (Meditações Matinais 1999, pág. 237) Nestes textos a autora mostra-se muito clara, que os pilares de nossa fé referentes ao santuário ou quanto à personalidade de Deus ou de Cristo, não poderiam ser removidos. Ressaltando novamente que estes assuntos já estavam muito bem definidos, não era questão que devia ser revisada ou mesmo abandonada, eram princípios bem firmados na plataforma da verdade eterna.
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    54 Abominações maiores aindaverás. Outra implicação, está no fato de que Constantino, como adorador do Sol, impôs o domingo como dia de guarda, mas a Trindade, não está longe dessa adoração. Analisando todo o contexto desde o início até o presente momento sobre este assunto, podemos compreender o esquema abaixo: símbolo pagão de adoração ao sol Na doutrina da Trindade, assim como em outras, mudaram apenas os objetos de culto. O Espírito Santo, são os olhos de Deus enviados a toda a terra, portanto, podendo ser chamado de o “olho que tudo vê”, porém o Pai e o Filho estão no céu, e o espírito na compreensão desta doutrina é quase que independente, como terceira pessoa, muito ocupado aqui nestes terrenos. Acompanhando esse raciocínio, vejamos o que LeRoy E. Froom escreveu: [...] o Espírito não é uma tênue, nebulosa influência imanente do Pai. Não é algo impessoal, vagamente reconhecido, apenas um invisível princípio de vida... Jesus foi a personalidade mais influente e marcante neste velho mundo, e o Espírito Santo foi designado para preencher Sua vaga. Nada a não ser uma Pessoa poderia substituir Aquela maravilhosa Pessoa. Nenhuma simples influência seria suficiente. (LeRoy E. Froom, citado por José Carlos Ramos, em Parousia, p. 42) Ressaltamos que, Cristo não deixou nenhuma vaga, e não tem substituto, ele é nosso substituto, o único intercessor entre Deus e os homens, veio para tomar sobre si as nossas enfermidades, para que pelas suas pisaduras fossemos sarados. Esta declaração de Froom não está em conformidade com as verdades Bíblicas, pois Cristo ao falar sobre o consolador, disse: “ele não falará de si mesmo, ... ele me glorificará, porque há de receber do que é meu, e vo-lo há de anunciar.” (João 16:13 e 14); “Não vos deixarei órfãos; voltarei para vós. Ainda um pouco, e o mundo não me verá mais, mas vós me vereis; porque eu vivo e vós vivereis.” (João 14:18 e 19); “onde estiverem dois ou três em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus 18:20); “eis que estou convosco todos os dias, até à consumação dos séculos.” (Mateus 28:20). Portanto esse raciocínio de Froom, por simples alusão de poucos textos bíblicos torna-se uma falácia. Agora trazendo todo o esquema anterior de adoração pagã transplantada para o cristianismo, adorando o deus espírito santo, usando ainda a fala de Froom, temos, uma reviravolta, onde este deus se torna preeminente. A teoria de LeRoy E. Froom diz: “Antes de Cristo vir como homem, o Pai era a Pessoa mais notável no horizonte da Divindade; quando Jesus veio, a segunda Pessoa ocupou o horizonte; e nesta dispensação do Espírito, a terceira Pessoa é quem o ocupa, culminando assim as progressivas provisões de Deus.” (A Vinda do Consolador, p. 51, 52) Ou seja, o deus espírito santo ocupa o topo da adoração, o esquema da antiga adoração pagã volta a atuar. Eis aí, a Nova Ordem Mundial estabelecida dentro da IASD. A irmã White deixou o seguinte alerta quanto a este assunto: Não é essencial que sejamos capazes de definir exatamente o que seja o Espírito Santo. Cristo nos diz que o Espírito é o Consolador, o "Espírito de verdade, que
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    55 procede do Pai".João 15:26. Declara-se positivamente, a respeito do Espírito Santo, que, em Sua obra de guiar os homens em toda a verdade "não falará de Si mesmo". João 16:13. A natureza do Espírito Santo é um mistério. Os homens não a podem explicar, porque o Senhor não lho revelou. Com fantasiosos pontos de vista, podem-se reunir passagens da Escritura e dar-lhes um significado humano; mas a aceitação desses pontos de vista não fortalecerá a igreja. Com relação a tais mistérios - demasiado profundos para o entendimento humano - o silêncio é ouro. A função do Espírito Santo é distintamente especificada nas palavras de Cristo: "E, quando Ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." João 16:8. É o Espírito Santo que convence do pecado. Se o pecador atende à vivificadora influência do Espírito, será levado ao arrependimento e despertado para a importância de obedecer aos reclamos divinos. (Atos dos Apóstolos, p. 51 e 52) Froom e toda a organização adventista, não só definiu, como ainda diz que o Espírito deve ser honrado e adorado, e mais, que este é o tempo em que o Espírito é a “pessoa mais notável”. Negando completamente toda a verdade bíblica sobre o assunto. Um texto que traz luz quanto ao consolador é este: “O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não vê e nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” (João 14:17). Quem habitava com eles? Cristo, e quem estaria neles, portanto? Cristo. Aqui podemos usar o texto da irmã White, citado pelo Dr. Alberto Timm: Limitado pela humanidade, Cristo não podia estar pessoalmente em toda parte; portanto, era para benefício deles que Ele os deixasse, fosse para o Seu Pai, e enviasse o Espírito Santo para ser o Seu sucessor na Terra. O Espírito Santo é Ele próprio despojado da personalidade humana e independente dela. Ele representaria a Si mesmo como presente em todos os lugares pelo Seu Espírito Santo, como o Onipresente. ‘Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse (embora invisível para vós) vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito’ [João 14:26]. ‘Mas eu vos digo a verdade: convém-vos que eu vá, porque, se eu não for, o Consolador não virá para vós outros; se, porém, eu for, eu vo-lo enviarei’ [João 16:7]. (Manuscript Releases, vol. 14, págs. 23 e 24, citado pelo Dr. Alberto R. Timm – publicado na revista do Ancião em jul-set 2005) Em O Grande Conflito, lemos: Qual foi a origem desta grande apostasia? Como, a princípio, se afastou a igreja da simplicidade do evangelho? Conformando-se com as práticas do paganismo, a fim de facilitar a aceitação da doutrina cristã pelos pagãos. [...] Durante a vida dos apóstolos a igreja permaneceu relativamente pura. Mas, “pelo fim do segundo século, a maioria das igrejas tomou nova forma; desapareceu a primitiva simplicidade, e, insensivelmente, ao baixarem ao túmulo os velhos discípulos, seus filhos, juntamente com os novos conversos, ... puseram-se a frente da causa e lhe deram novo molde.” Pesquisas Eclesiásticas, Roberto Robinson. (p. 384) Novo molde! O que diz Fernandes (2005), no texto já citado? “Pode ser considerado como um ato de transformação do Cristianismo primitivo, espontâneo e místico, numa religião estruturada, com uma casta sacerdotal hierarquicamente definida.”, esse foi o novo molde, que para a igreja católica foi uma grande e boa mudança Ellen G. White afirma ser o início da grande apostasia. Não é o mesmo que temos feito desde a morte de nossos pioneiros? Temos dado um novo molde a organização.
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    56 Para conseguir conversos,aviltou-se o elevado estandarte da fé cristã, e, como resultado, "uma inundação pagã, invadindo a igreja, trouxe consigo seus costumes, práticas e ídolos. - Conferências de Gavazzi. Como o cristianismo conseguisse o favor e apoio dos príncipes seculares, foi nominalmente aceito pelas multidões; mas, conquanto muitos se intitulassem cristãos, "na realidade permaneciam no paganismo, e, especialmente em segredo, adoravam os ídolos". - Ibidem. Não se tem repetido o mesmo caso em quase todas as igrejas que se intitulam protestantes? Com o desaparecimento dos fundadores, dos que possuíam o verdadeiro espírito de reforma, seus descendentes põem-se na dianteira e "dão novo molde à causa". (O Grande Conflito, p. 384) “Não se tem repetido o mesmo caso em quase todas as igrejas” adventistas? “Com o desaparecimento dos fundadores, dos que possuíam o verdadeiro espírito de reforma, seus descendentes põem-se na dianteira e "dão novo molde à causa".” Ellen G. White estava correta ao afirmar que: Mensagens de toda espécie e feitio têm feito pressão sobre os adventistas do sétimo dia, pretendendo substituir a verdade que, ponto por ponto, tem sido buscada com estudo e oração, e atestada pelo poder milagroso do Senhor. Mas os marcos que nos tornaram o que somos, devem ser preservados, e sê-lo-ão, conforme Deus o mostrou mediante Sua Palavra e o testemunho de Seu Espírito. Ele nos conclama a nos apegarmos firmemente, com a mão da fé, aos princípios fundamentais baseados em autoridade inquestionável. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 208) “Autoridade inquestionável”, essa autoridade só pode ser de Deus, só pode ser baseada na Bíblia, pois quem pode ir contra a verdade sem se apegar à métodos de engano? E infelizmente temos que admitir, isso ocorreu, e já não somos mais o povo que éramos. No livro A Igreja em Perigo de José Carlos Ramos, ao que parece a autoridade inquestionável para hoje não procede de Deus mas de razões de doutores da lei (escribas e fariseus modernos), pois diz: Tivesse a igreja, desde o princípio, estabelecido o conceito trinitário de Deus como ponto doutrinário definido, efetivo, indisputável, e seria mais difícil que se abrisse algum espaço para o panteísmo no seio do adventismo, pois a crença na Trindade é, reconhecidamente, o mais poderoso antídoto contra esta heresia. (p. 28) E no decorrer passa a citar vários autores que afirmam ser a doutrina da Trindade essa “proteção” contra não só o panteísmo como o ateísmo e dualismo. Mas em nenhum momento apresenta um claro assim diz o Senhor, vindo das Sagradas Escrituras, para confirmar tal fato. Apenas descreve grupos de “dissidentes” que se desencaminharam. Mas pergunto, onde está o erro? Quem deve ser a autoridade máxima e inquestionável, doutores, leigos ou o Testemunho de Jesus Cristo? Nenhum motivo real e divino é apresentado além de teorias e histórias pra boi dormir, que durmam os bois, mas os que amam a Deus, e desejam a verdade de Deus não aceitarão tais palavras, vindas de concílios tão contraditórios. A igreja é edificada tendo Cristo como seu fundamento; deve obedecer a Cristo como sua cabeça. Não tem de confiar em homem, ou ser por homem controlada. Muitos pretendem que uma posição de confiança na igreja lhes dá autoridade para ditar o que outros hão de crer e fazer. Essa pretensão não é sancionada por Deus. O Salvador declara: “Todos vós sois irmãos.” Todos estão expostos à tentação e sujeitos ao erro. Em nenhum ser finito podemos confiar quanto à direção. A Rocha da fé é a presença
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    57 viva de Cristona igreja. Nela pode confiar o mais débil, e os que mais fortes se julgam se demonstrarão os mais fracos, a não ser que façam de Cristo Sua eficiência. “Maldito o homem que confia em outro homem, e faz da carne o seu braço”. (O Desejado de Todas as Nações, p. 414) Se aceitar a Bíblia como sendo a verdade de Deus, torna o indivíduo um “dissidente”, então, é preferível tornar-se tal a negar as Sagradas Escrituras, se aceitar a autoridade de Deus é negar a autoridade da Igreja, então, que assim seja. “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, porque é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê: primeiro do judeu, e também do grego. Porque nele se descobre a justiça de Deus de fé em fé, como está escrito: Mas o justo viverá da fé.” (Romanos 1: 16, 17). É bom lembrar que Martinho Lutero, William Tyndale, Miguel Servet, os Valdenses e outros foram considerados “dissidentes” e “hereges” por se mostrarem contra o papado, refutando suas “verdades” com as Sagradas Escrituras e numa vida de verdadeira piedade, e muitos por assim proceder, foram torturados e queimados na fogueira da “Santa Inquisição”. No livro a Trindade, os autores fazem argumentações sobre os benefícios de se crer nesta doutrina, no capítulo com o título A Doutrina da Trindade e suas Implicações para a Prática e o Pensamento Cristãos. Como se houvesse razões humanas para se aceitar tal teoria, mas a única razão pela qual não se pode aceitar os mil motivos que eles encontram para esta doutrina é suficiente para jogar todos por terra, e esta razão é a Bíblia e a Bíblia somente. Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus; porque já muitos falsos profetas se têm levantado no mundo. Nisto conhecereis o espírito de Deus: todo o espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; E todo o espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anti-cristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. (I João 4:1-3) Devemos provar os espíritos como? Através das Sagradas Escrituras. “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles.” (Isaías 8:20, Almeida Corrigida e Fiel). Muitos quando defendem esta doutrina, quando analisam a natureza de Cristo, acabam por negar que Ele veio em carne, como ser humano, que ao final nem mesmo esteve totalmente morto, porque se estava em sua plenitude de divindade como também em plenitude humana, não seria possível verdadeiramente morrer, e ao final se ressuscita, contrariando os textos que apontam para o Pai como sendo aquele que ressuscitou o Filho. Negamos que ele aniquilou-se a si mesmo, e tomando a forma de servo humilhou-se a ponto de morrer na cruz. Outro ponto importante a ressaltar aqui, é o fato de que estando morto e não estando em estado de inconsciência, podendo ressurgir a qualquer momento quando quisesse, negamos a doutrina bíblica da inconsciência na morte, defendemos a doutrina espírita, na qual na verdade ninguém morre mas passa para um outro estado de consciência, que se retira do corpo permanecendo em sua perfeita razão e pensamentos. Contrariamos o que está escrito em Atos 2:23-36: A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; Ao qual Deus ressuscitou,
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    58 soltas as ânsiasda morte, pois não era possível que fosse retido por ela; Porque dele disse Davi: Sempre via diante de mim o Senhor, Porque está à minha direita, para que eu não seja comovido; Por isso se alegrou o meu coração, e a minha língua exultou; E ainda a minha carne há de repousar em esperança; Pois não deixarás a minha alma no inferno, Nem permitirás que o teu Santo veja a corrupção; Fizeste-me conhecidos os caminhos da vida; Com a tua face me encherás de júbilo. Homens irmãos, seja-me lícito dizer-vos livremente acerca do patriarca Davi, que ele morreu e foi sepultado, e entre nós está até hoje a sua sepultura. Sendo, pois, ele profeta, e sabendo que Deus lhe havia prometido com juramento que do fruto de seus lombos, segundo a carne, levantaria o Cristo, para o assentar sobre o seu trono, Nesta previsão, disse da ressurreição de Cristo, que a sua alma não foi deixada no inferno, nem a sua carne viu a corrupção. Deus ressuscitou a este Jesus, do que todos nós somos testemunhas. De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. Porque Davi não subiu aos céus, mas ele próprio diz: Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, Até que ponha os teus inimigos por escabelo de teus pés. Saiba, pois com certeza toda a casa de Israel que a esse Jesus, a quem vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. (Almeida Corrigida e Fiel) Temos que decidir, em quem acreditar, nas palavras dos atuais doutores da lei, ou nas Sagradas Escrituras. E mais, Cristo só disse: “é me dado todo o poder no céu e na terra” após a ressurreição, pois antes esteve revestido com poder do alto, ou seja, com o Espírito de Deus, a Bíblia é clara quanto a isso, e a irmã White esclarece mais ainda quando do batismo de Cristo diz: O olhar do Salvador parece penetrar o Céu, ao derramar a alma em oração. Bem sabe como o pecado endureceu o coração dos homens [...] Suplica ao Pai poder para vencer a incredulidade deles [...]. Nunca dantes haviam os anjos ouvido tal oração. Anseiam trazer a Seu amado Capitão uma mensagem de certeza e conforto. Mas não; o próprio Pai responderá à petição do Filho. Diretamente do trono são enviados os raios de Sua glória. Abem-se os céus e sobre a cabeça do Salvador desce a forma de uma pomba da mais pura luz – fiel emblema dEle, o Manso e Humilde. [...] Seu vulto achava-se banhado pela luz que circunda sem cessar o trono de Deus. [...] Ao ser Ele envolto na glória de Deus, e ouvir-se a voz do Céu, reconheceu o Batista o sinal que lhe fora prometido por Deus. Sabia ter batizado o Redentor do mundo. (O Desejado de Todas as Nações, p. 111 e 112) Interessante que ela coloca a pomba como emblema do Salvador, ou seja, representa a Cristo, e o espírito, como os raios da glória do Pai. Neste momento vem-nos a mente os rituais do santuário, o cordeiro é Cristo, e a pomba a representação mais humilde do sacrifício de Cristo. Bem diferente do que se prega hoje na igreja. E mais, ela diz: A glória que repousou sobre Cristo é um penhor do amor de Deus para conosco. Indica-nos o poder da oração – como a voz humana pode chegar aos ouvidos de Deus, e nossas petições podem achar aceitação nas cortes celestiais. [...] A luz que se projetou das portas abertas sobre a cabeça de nosso Salvador, incidirá sobre nós ao pedirmos auxílio para resistir à tentação. A voz que falou a Cristo, diz a toda alma crente: “Este é meu Filho amado, em quem Me comprazo” (p. 113) Pois “nosso Redentor abriu o caminho, de maneira que o mais pecador, necessitado, opresso e desprezado pode achar acesso ao Pai.” (p. 113). Ou seja, por meio de Cristo recebemos poder do alto,
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    59 somente em nomede nosso Senhor e Salvador encontramos alívio para a nossa carga, pois seu fardo é leve e suave, conforme Suas palavras. Ao analisarmos nossa posição atual, e sobre o que está escrito no livro A Igreja Remanescente, que diz: O mundo todo deve ser excitado à inimizade contra os adventistas do sétimo dia, porque eles não rendem homenagem ao papado, honrando o domingo, instituição desse poder anticristão. É desígnio de Satanás fazer com que eles sejam exterminados da Terra, a fim de que não seja contestada sua supremacia no mundo. (p. 34) Ou seja, aqui ela diz, “não rendem homenagem ao papado”, “poder anticristão”. Hoje pensamos, não honramos o domingo, não homenageamos o papado. Mas será? Segue as imagens de um calendário da IASD 2009, e da capa de um livro sobre a trindade. A pergunta, por que a ênfase está no domingo e não no sábado, sendo que até os calendários que recebemos nos mercados têm tanto o sábado como domingo marcados, e num da instituição que diz não honrar o domingo, aparece esse absurdo? Se isso não é de alguma forma honrar o domingo, não sei o que é. Outra pergunta, por que a foto de uma catedral católica, para ser mais específica Basilique du Sacré Coeur de Montmartre (Basílica do Sagrado Coração – Paris), na revista do Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia (ano 4 nº 2), da instituição Adventista do Sétimo Dia, que diz não render homenagem ao papado? Se isto não é homenagem ao papado, também não sei o que é. Uma breve curiosidade: A Basílica Do Sacré-Coeur De Montmartre, Monumento histórico de Paris: A Butte Montmartre esta situada ao norte de Paris a 129 metros acima do nível do mar. O seu nome significa "Monte dos Martírios" porque, segundo a lenda, era o sítio onde Saint-Denis, primeiro arcebispo de Paris (3° século) onde foi martirísado com os seus companheiros.
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    60 A Basilica édedicada ao Coração do Christo e foi construita para comemorar a memória dos soldados franceses falecidos durante a guerra de Prusse. A sua construção começou em 1870 e foi acabada em 1923. A igreja difére das outras basílicas dedicadas a virgem Maria que foram construídas na mesma época. A Basílica de Lourdes, NotreDame de Fourvières em Lyon, Notre-Dame de la Garde em Marselha. Os trabalhos financiados por dons, muitas vezes modestos, abundaram de toda a França. Os nomes dos doadores estão entalhados na Basílica - Sacré Coeur Interior – Basílica Sacré Coeur pedra. As multidoẽs vêem tambèm hoje em dia para admirar o magnifico panorama que lhes é oferecido do alto da Butte Montmartre. (www.cosylogis.com/ paris/ monum_pt.php?id=10) Dedicada a virgem Maria! Num livro adventista que fala sobre a Trindade. Sem resposta, apenas assombro e decepção ao ver tamanha afronta ao Altíssimo, estas pessoas perversas têm se levantado aleivosamente contra o Todo-Poderoso, o Deus de Israel. Nesta revista, ainda, em sua última página audaciosamente diz: “a teologia progrediu, e você?”. “Não vos iludais: de Deus não se zomba” (Gálatas 6:7, tradução Ciro Mioranza). Para não dizer que foi feito o julgamento de um livro pela capa, é bom fazer comentários sobre o conteúdo, o título traz o tema “A Trindade nas Escrituras”, porém pergunto, que escritura? Tirando alguns poucos textos com distorções, a grande maioria não se refere a Bíblia, mas a outras escrituras, do tipo histórica, com argumentos bastante semelhantes aos da defesa da guarda do domingo, sendo em sua maior parte falando contra “dissidentes”, das quais tivemos conhecimento dos mesmos e de seus conteúdos agora lendo estes e outros textos. Escarnece de todos que não são teólogos e estudando por si chegam à conclusões que difere de seus pontos de vistas. Dão a Bíblia um sentido místico, que não transparece na linguagem empregada: As verdades mais claramente reveladas na Escritura Sagrada têm sido envoltas em dúvida e trevas pelos homens doutos que, com pretensão de grande sabedoria, ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não transparece na linguagem empregada. Estes homens são falsos ensinadores. Foi a essa classe que Jesus declarou: "Errais vós em razão de não saberdes as Escrituras nem o poder de Deus." Mar. 12:24. A linguagem da Bíblia deve ser explicada de acordo com o seu óbvio sentido, a menos que seja empregado um símbolo ou figura. Cristo fez a promessa: "Se alguém quiser fazer a vontade dEle, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus." João 7:17. Se os homens tão-somente tomassem a Bíblia como é, e não houvesse falsos ensinadores para transviar e confundir-lhes o espírito, realizar-se-ia uma obra que alegraria os anjos, e que traria para o redil de Cristo milhares de milhares que ora se acham a vaguear no erro. (O Grande Conflito, p. 604) Esta revista traz a tona o fato de que em Concílio, apenas foi aprovado o que era crido pelos cristãos da época, sem nenhuma base bíblica. Se este fosse um argumento correto, então, podemos dizer que a guarda do domingo também não foi decidido em concílio, pois muitos dos que se chamavam cristãos, começaram a guardar o domingo para não serem confundidos com os judeus, e
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    61 serem perseguidos. Sea crença e prática de alguns podem ser consideradas corretas ainda que na Bíblia nada se argumente a seu favor, então, podemos dizer que tradição humana é religião verdadeira. A irmã White afirmou que: Aquele que declarou que Sua verdade resplandeceria para sempre, proclamará essa verdade por meio de mensageiros fiéis, que darão à trombeta sonido certo. A verdade será criticada, escarnecida e ridicularizada; mas quanto mais de perto for examinada e testada, mais resplandecerá. (Mensagens Escolhidas, Vol. 1, p. 201) O que podemos dizer disso tudo? Senão que a verdade está sendo escarnecida e ridicularizada, como também criticada ferozmente por aqueles que a deveriam estar defendendo, isso é vexatório. Como pode alguém dizer que ama a Deus e fazer da sua mensagem motivo de zombaria? A mensagem adventista do sétimo dia prevalecerá, ainda que a organização se corrompa, ainda que todos que professam essa fé se desviem da verdade, mas a verdade não pode ser derrubada jamais, pois há sempre os que amam mais a Deus que ao mundo e suas concupiscências, que amam mais a Cristo que a sua própria vida. Todos costumam citar o texto: Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor. (Romanos 8: 38 e 39) Mas se esquecem de que “as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça.” (Isaías 59:2). Nada pode nos separar do amor de Deus a não ser que permitamos, e temos permitido. George R. Knight no livro mencionado de sua autoria, declara: “Em resumo, por volta do ano 2000, a Igreja Adventista do Sétimo Dia era em muitos aspectos diferentes da denominação da década de 1940. Muitas das mudanças pelas quais a igreja passou afetaram a forma como os adventistas praticavam teologia.” (p. 169). No livro A Trindade, obra já citada, os autores afirmam: A polarização do cristianismo americano entre o modernismo e o fundamentalismo, nas duas primeiras décadas do século 20, tendeu a empurrar os adventistas para algo mais próximo de uma posição trinitariana, uma vez que em tantas outras áreas – evolução, crença no sobrenatural, nascimento virginal de Cristo, milagres, ressurreição literal, etc. – os adventistas se opunham ao modernismo e eram simpáticos ao fundamentalismo. Em muitas crenças os adventistas são fundamentalistas, mas no que concerne ao trinitarianismo, são modernistas, algo a se pensar. O que temos visto é uma mudança na teologia adventista, e muitos aspectos têm se tornado tão diferentes que podemos dizer que hoje temos uma outra organização, devido ao fato de termos nos esquecido das advertências, se cumprindo as palavras: O inimigo das almas tem procurado introduzir a suposição de que uma grande reforma devia efetuar-se entre os adventistas do sétimo dia, e que essa reforma consistiria em renunciar às doutrinas que se erguem como pilares de nossa fé, e empenhar-se num processo de reorganização. Se tal reforma se efetuasse, qual seria o resultado? Seriam rejeitados os princípios da verdade, que Deus em Sua
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    62 sabedoria concedeu àigreja remanescente. Nossa religião seria alterada. Os princípios fundamentais que têm sustido a obra neste últimos cinqüenta anos, seriam tidos na conta de erros. Estabelecer-se-ia uma nova organização. Escrever-se-iam livros de ordem diferente. Introduzir-se-ia um sistema de filosofia intelectual. Os fundadores deste sistema iriam às cidades, realizando uma obra maravilhosa. O sábado seria, naturalmente, menosprezado, como também o Deus que o criou. Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento. Ensinariam os líderes ser a virtude melhor do que o vício, mas, removido Deus, colocariam sua confiança no poder humano, o qual, sem Deus, nada vale. Seus alicerces se fundariam na areia, e os vendavais e tempestades derribariam a estrutura. (Mensagens Escolhidas, vol. I, p. 204, 205) Não é isso o que estamos vendo? Não tem sido tomado por conta de erro os princípios fundamentais doutrinários de nossos pioneiros? Não estão porventura estes novos fundamentos alicerçados na areia? Tanto que se vê vendavais e tempestades derrubando esta estrutura pobre que está se desequilibrando e desmoronando ante provas escrituristicas, a ponto de a instituição tomar providências semelhantes ao papado para abafar a voz dos “dissidentes”, em defesa de sua “verdade”, que nada mais é do que a contrafação, uma nudez vergonhosa, são ventos de doutrinas. Satanás tem operado “com todo o poder, e sinais, e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça” e como a igreja não tem recebido “o amor da verdade” para se salvar, “Deus” enviou “a operação do erro, para que” creia “a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (II Tessalonicenses 2:9-12) Portanto a nós diz o Senhor: Por isso, eu continuarei a realizar maravilhas e prodígios; a sabedoria dos seus sábios fracassará e a inteligência dos seus inteligentes se apagará. Ai daqueles que procuram esconder-se de Javé para ocultar seus próprios projetos. Agem nas trevas, dizendo: “Quem nos vê? Quem nos conhece?” Como vocês são perversos! O barro vai querer se comparar com o oleiro? Poderá um trabalho qualquer dizer ao seu fabricante: “Não foi você que me fez”? E o pote, será que pode dizer ao seu oleiro: “Você não entende nada”? (Isaías 29:14-16, Edição Pastoral) É isso que os teólogos têm feito, contradizendo a Bíblia. Temos paganizado nossas doutrinas, insultado o espírito de Deus, trazido agravo sobre nós, escarnecido e pervertido a sua Palavra, trouxemos confusão e vergonha sobre nós. Acaso é a mim que eles provocam à ira? diz o SENHOR, e não a si mesmos, para confusão dos seus rostos? Portanto assim diz o Senhor DEUS: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar, sobre os homens e sobre os animais, e sobre as árvores do campo, e sobre os frutos da terra; e acender-se-á, e não se apagará. Assim diz o SENHOR dos Exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei carne. Porque nunca falei a vossos pais, no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios. Mas isto lhes ordenei, dizendo: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; e andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem. Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos, mas andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante. (Jeremias 7:19-24, Almeida Corrigida e Fiel)
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    63 Fazer a vontadede Deus, este é o mandamento, apegar-se à sua Palavra, esta é a salvaguarda, compreender a verdade sobre Deus e seu Filho, esta é a salvação. Não chamamos mais a igreja católica de poder anticristão, mas de cristãos. Existe um espírito de união, uma tal de unidade na diversidade; que professamos a mesma fé. O que é isto? Apostasia. Esta nação ou igreja, como queiram, se afastou do seu primeiro amor, e não quer voltar. Portanto: Esta é nação que não deu ouvidos à voz do SENHOR seu Deus e não aceitou a correção; já pereceu a verdade, e foi cortada da sua boca. Corta o teu cabelo e lança-o de ti, e levanta um pranto sobre as alturas; porque já o SENHOR rejeitou e desamparou a geração do seu furor. Porque os filhos de Judá (Adventistas do Sétimo Dia) fizeram o que era mau aos meus olhos, diz o SENHOR; puseram as suas abominações na casa que se chama pelo meu nome, para contaminá-la. (Jeremias 7:28, 29, Almeida Corrigida e Fiel) O Domingo se tornou um dia deleitoso entre toda a cristandade, inclusive entre os professos guardadores do sábado, há muitas atividades na igreja neste dia, reuniões de desbravadores e aventureiros, ensaios e inúmeras programações, que torna o dia cansativo, na qual Deus é esquecido, a família é esquecida, e o cansaço por esse dia de trabalho na “igreja” faz do domingo um dia de descanso e da família. É uma inversão de valores berrante, é a contrafação, o erro se tornando verdade e a verdade em erro. Não estão nem se importando com o Sábado do Senhor, o sétimo dia da semana. No passado somente o sábado era dia de descanso para os adventistas; aí passaram a adotar também o domingo juntamente com o sábado para descanso. Hoje, nossas instituições estão trabalhando nos dias de sábado, escolas com turnos de limpeza aos sábados e domingos, coisa que antes não se via. Qual o motivo para tanto? Não sei, não temos aulas aos sábados, e se usar tais prédios para qualquer atividade, não se requer a limpeza nesse dia, não se faz isso na igreja. Os hospitais que antes tinham atividades restritas aos sábados, hoje trabalham tranquilamente, como se fosse da aprovação de Deus tal desrespeito, setores que não tem necessidade de estar em funcionamento neste dia, visto que no passado não tinha atividade, não há mais exceções. Sábado e domingo são iguais, e os adventistas que trabalham nessas instituições, transgridem o sábado, recebendo a marca da besta sem se dar conta disso. Na lição da Escola Sabatina Adultos, A Caminhada Cristã, apresenta o título “Descanso”, no tópico que fala do sábado, sutilmente muda a palavra pelo seu significado, abrindo caminho para o maior de todos os engodos que será pregado entre os adventistas do sétimo dia, a guarda do domingo, porque a palavra domingo significa “dia do Senhor”. Mas como todos estão dispersos, dormindo e se deliciando com nossos rocks e outras distrações mais, estão prontos para receber a marca da besta, porque não estão recebendo o selo do Deus vivo. A irmã White afirma: Terrível é a crise para a qual caminha o mundo. Os poderes da Terra, unindo-se para combater os mandamentos de Deus, decretarão que todos, “pequenos e grandes, ricos e pobres, livros e servos” (Apocalipse 13:16), se conformem aos costumes da igreja, pela observância do falso sábado. Todos os que se recusarem a conformar-se serão castigados pelas leis civis, e declarar-se-á finalmente serem merecedores de morte. Por outro lado, a lei de Deus que ordena o dia de descanso do Criador, exige obediência, e ameaça com a ira divina todos os que transgridem os seus preceitos. (O Grande Conflito, p. 610)
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    64 A Lei deDeus vem sendo calda a pés por todos que se tem denominado cristãos. Apresento o que o mundo tem esquecido, a Lei suprema do Criador: Eu Sou o Senhor Teu Deus que te tirei da terra do Egito, da casa da servidão. 1. NÃO TERÁS OUTROS DEUSES DIANTE DE MIM. 2. NÃO FARÁS PARA TI IMAGEM DE ESCULTURA, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não te encurvarás a elas nem as servirás; porque eu, o SENHOR teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos, até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam. E faço misericórdia a milhares dos que me amam e aos que guardam os meus mandamentos. 3. NÃO TOMARÁS O NOME DO SENHOR TEU DEUS EM VÃO; porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão. 4. LEMBRA-TE DO DIA DO SÁBADO, PARA O SANTIFICAR. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou. 5. HONRA A TEU PAI E A TUA MÃE, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá. 6. NÃO MATARÁS. 7. NÃO ADULTERARÁS. 8. NÃO FURTARÁS. 9. NÃO DIRÁS FALSO TESTEMUNHO contra o teu próximo. 10. NÃO COBIÇARÁS a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo. (Êxodo 20:2-17; Deuteronômio 5:6-21) Então povo, que se chama pelo nome do Senhor, atente para a sua voz: Agora, pois, ó Israel, que é que o SENHOR teu Deus pede de ti, senão que temas o SENHOR teu Deus, que andes em todos os seus caminhos, e o ames, e sirvas ao SENHOR teu Deus com todo o teu coração e com toda a tua alma, que guardes os mandamentos do SENHOR, e os seus estatutos, que hoje te ordeno, para o teu bem? Eis que os céus e os céus dos céus são do SENHOR teu Deus, a terra e tudo o que nela há. (Deuteronômio 10:12-14, Almeida Corrigida e Fiel) Em Isaías 28:1; 7-12, encontramos uma advertência que se percebe é exatamente para nós nos dias de hoje: Ai da coroa de soberba dos bêbados de Efraim, cujo glorioso ornamento é como a flor que cai, que está sobre a cabeça do fértil vale dos vencidos do vinho. Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo. [...] Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e imundícia, e não há lugar limpo. A quem, pois, se ensinaria o conhecimento? E a quem se daria a entender doutrina? Ao desmamado do leite, e ao arrancado dos seios? Porque é mandamento sobre mandamento, mandamento sobre mandamento, regra sobre regra, regra sobre regra, um pouco aqui, um pouco ali. Assim por lábios gaguejantes, e por outra língua, falará a este povo. Ao qual disse: Este é o descanso, dai descanso ao cansado; e este é o refrigério; porém não quiseram ouvir.
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    65 Estamos em estadode embriaguez, abandonamos as Sagradas Escrituras, substituímos seus mandamentos por mandamentos de homens, doutrinas falsas, que são apenas fábulas, a obra do engano para que os olhos sejam cegados e a mente obscurecida. Esta é uma mensagem de Deus para nós: Tardai, e maravilhai-vos, folgai, e clamai; bêbados estão, mas não de vinho, andam titubeando, mas não de bebida forte. Porque o SENHOR derramou sobre vós um espírito de profundo sono, e fechou os vossos olhos, vendou os profetas, e os vossos principais videntes. Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado. (Isaías 29:9-11) Notamos que todas as igrejas da cristandade têm-se mostrado deveras cambaleante, bêbadas, não de vinho, mas de doutrinas espúrias. Suas mesas estão cheias de vômitos e de imundícia, que tem acarretado sobre si desonra, tendo a mentira como verdade e a verdade como mentira. Erram todos, tanto povo como líderes, e aos que pelo mandado do Senhor, clamam ao seu povo os seus pecados, é dito: “Não profetizeis para nós o que é reto; dizei-nos coisas aprazíveis, e vede para nós enganos. Desviai-vos do caminho, apartai-vos da vereda; fazei que o Santo de Israel cesse de estar perante nós.” (Isaías 30:10, 11) Fizemos aliança com o mundo, dissemos ter com eles tanta coisa em comum que escondemos as diferenças, e a Bíblia deixou de ser nossa única regra de fé e passou a ser um livro selado, que poucos compreendem. “Por isso toda a visão vos é como as palavras de um livro selado que se dá ao que sabe ler, dizendo: Lê isto, peço-te; e ele dirá: Não posso, porque está selado.” (Isaías 29:11). O livro de Apocalipse, que significa revelação, tem sido rejeitado por um povo que diz adorar o verdadeiro Deus, mas em seu coração se fasta continuamente. “Porque o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca, e com os seus lábios me honra, mas o seu coração se afasta para longe de mim e o seu temor para comigo consiste só em mandamentos de homens, em que foi instruído.” (Isaías 29:13) A Igreja Romana reserva ao clero o direito de interpretar as Escrituras. Sob o fundamento de que unicamente os eclesiásticos são competentes para explicar a Palavra de Deus, é esta vedada ao povo comum. Conquanto a Reforma fizesse acessível à todos as Escrituras, o mesmíssimo espírito que Roma manteve impede também as multidões nas igrejas protestantes de examinarem a Bíblia por si mesmas. São instruídas a aceitar os seus ensinos conforme são interpretados pela igreja; e há milhares que não ousam receber coisa alguma contrária ao seu credo, ou ao ensino adotado por sua igreja, por mais claro que esteja revelada nas Escrituras. (O Grande Conflito, p. 602) Não estamos diferentes desta descrição, hoje ao que parece somente doutores da lei conseguem interpretar a Bíblia, se você não é formado em teologia, corre o risco de não compreender seus textos. Absurdo isso. No mesmo livro, a autora afirma ainda: A salvação de nossa alma está em jogo, e devemos examinar as Escrituras por nós mesmos. Por mais fortes que possam ser nossas convicções, por maior confiança que tenhamos de que o ministro sabe o que é a verdade, não seja este o nosso fundamento. [...] Devemos dia após dia estudar a Bíblia, diligentemente, ponderando todo pensamento e comparando passagem com passagem. Com o auxílio divino
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    66 devemos formar nossasopiniões por nós mesmos, visto termos de responder por nós mesmos perante Deus. As verdades mais claramente reveladas nas Escrituras Sagradas têm sido envoltas em dúvidas e trevas pelos homens doutos que, com pretensão de grande sabedoria, ensinam que as Escrituras têm um sentido místico, secreto, espiritual, que não transparece na linguagem empregada. Estes homens são falsos ensinadores. (p. 604) Na mesma obra (p. 287) diz: “O princípio mesmo da grande apostasia consistiu em procurar fazer da autoridade da igreja um suplemento da autoridade de Deus. Roma começou por ordenar o que Deus não tinha proibido, e acabou por proibir o que Ele havia explicitamente ordenado”. Voltamos a perguntar, o que fizemos? E a resposta vem: “Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos.” (Isaías 28:15) A advertência de Deus é: Ai dos filhos rebeldes, diz o SENHOR, que tomam conselho, mas não de mim; e que se cobrem, com uma cobertura, mas não do meu espírito, para acrescentarem pecado sobre pecado; Que descem ao Egito, sem pedirem o meu conselho; para se fortificarem com a força de Faraó, e para confiarem na sombra do Egito. Porque a força de Faraó se vos tornará em vergonha, e a confiança na sombra do Egito em confusão. (Isaías 30:1-3) Com respeito à isso, algo bastante complexo deve ser analisado a luz dos acontecimentos atuais no livro O Grande Conflito (1981, p. 389), que diz: [...] As igrejas experimentaram então uma queda moral, em conseqüência de recusarem a luz da mensagem do advento; mas essa queda não foi completa. Continuando a rejeitar as verdades especiais para este tempo, têm elas caído mais e mais. Contudo, não se pode ainda dizer que “caiu Babilônia, ... que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição”. Ainda não deu a beber a todas as nações. O espírito de conformação com o mundo existe e está a ganhar terreno nas igrejas de fé protestante, em todos os países da cristandade; e estas igrejas estão incluídas na solene e terrível denúncia do segundo anjo. Mas a obra da apostasia não atingiu ainda a culminância. [...] A queda de Babilônia se completará quando esta condição for atingida, e a união da igreja com o mundo se tenha consumado em toda a cristandade. A mudança é gradual, e o cumprimento perfeito de Apocalipse, capítulo 14, verso 8, está ainda no futuro. Mas essa situação era naquele tempo, quando “ainda não deu a beber a todas as nações”, agora, o futuro já chegou, estamos vivendo num tempo em que todas as nações, ou seja, todas as igrejas da cristandade estão embriagadas com o vinho de Babilônia inclusive adventista. Fazendo alianças, registrando suas patentes, confiantes na força da lei, unindo-se em pontos comuns de doutrina, e “para conseguir tal união, deve-se necessariamente evitar toda discussão de assunto em que não estejam todos de acordo, independentemente de sua importância do ponto de vista bíblico.” (Ibid., p. 443) Carlos Beecher, citado no livro mencionado acima, diz: [...] o ministério das denominações evangélicas protestantes ‘não somente é formado sob terrível pressão do mero temor humano, mas também vive, move-se e respira num meio totalmente corrupto, e que cada instante apela para todo o elemento mais vil de sua natureza, a fim de ocultar a verdade e curvar os joelhos ao poder da apostasia. Não foi desta maneira que as coisas se passaram com Roma? E que vemos
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    67 precisamente diante denós? Outro concílio geral! Uma convenção mundial! Aliança evangélica, e credo universal!’ ... Quando as principais igrejas dos Estados Unidos, ligando-se em pontos de doutrinas que lhe são comuns, influenciarem o Estado para que imponha seus decretos e lhes apóie as instituições, a América protestante terá então formado uma imagem da hierarquia romana, e a inflição de penas civis aos dissidentes será o resultado inevitável. (pp. 443, 444) Será infligido penas civis aos “dissidentes”, estes dissidentes que estão questionando suas “doutrinas”. Talvez você pergunte em que essas doutrinas vão influenciar na minha salvação? Questionamos a mesma coisa, até compreender que não pode haver união entre a luz e as trevas, não há meias verdades, e se estão nas Sagradas Escrituras são para nossa instrução. “Há caminhos, que parece direito ao homem, mas o seu fim são os caminhos de morte.” (Provérbios 16:25). No livro O Grande Conflito, encontramos o seguinte alerta: [...] Muitos alegam que não importa o que alguém creia, se tão somente sua vida for correta. Mas a vida é moldada pela fé. se a luz e a verdade estão ao nosso alcance, e negligenciamos aproveitar o privilégio de ouvir e vê-las, virtualmente as rejeitamos; estamos a escolher as trevas em vez da luz (p. 603) Estas citações não passam de uma apresentação de nossa atual situação. Com isso podemos concluir, que diante de tantos enganos disseminados entre o povo de Deus, que o fim está próximo. O homem do pecado já há muito se manifestou, e a obra do engano tem se alastrado grandemente até mesmo entre os que foram estabelecidos como os portadores da verdade. Em II Tessalonicenses 2:3-12 está escrito: Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição, o qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus. Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém, para que a seu próprio tempo seja manifestado. Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; A esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, E com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade. Era necessária a apostasia, para que então viesse o fim, e ela se manifestou novamente nos dias atuais. Em Apocalipse temos a besta que subiu do mar, sendo esta identificada como o anti-cristo que logo se manifestaria, em I João 2:18, que diz: “Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anti-cristo, também agora muitos se têm feito anti-cristos; por onde conhecemos que é já a última hora”. Fazendo menção do que diz o apóstolo Paulo em algumas de suas cartas, como o “homem do pecado”, e mais tarde, identificados por muitos dos mártires como sendo o papado.
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    68 Mas esta bestaque subiu do mar, que fez guerra contra os santos, também profetizada por Daniel, como o chifre pequeno, que pronuncia blasfêmias contra o Altíssimo, em dado momento da História perde o seu poder, é ferida com uma ferida mortal, mas que fora curada, e portanto, se manifestaria recebendo poder da besta que subiu da terra conforme Apocalipse 13. Dando-nos a entender que o anti-cristo se manifestaria novamente, com todo poder de engano e mentira, mas pela última vez, e vemos que, esta é já a última hora, e que muitos já se têm feito anti-cristos, agindo em apostasia, levando a igreja ao mesmo patamar do início da igreja romana, com argumentos semelhantes, entregando ao papado sua antiga autoridade. O tempo já chegou, as profecias estão em cumprimento neste momento, não resta muito para que se cumpra as últimas profecias, a chuva serôdia será derramada sobre os que têm se firmado unicamente nas verdades bíblicas, sem teorias mirabolantes nem tradições pagãs. É necessário armarnos com a espada do espírito que é a palavra de Deus, como afirma o apostolo Paulo. Usar as armaduras de Deus. Podemos afirmar que: A linha de separação entre cristãos professos e ímpios é agora dificilmente discernida. Os membros da igreja amam o que o mundo ama, e estão prontos para se unirem a ele; e Satanás está resolvido a uni-los em um só corpo, e assim fortalecer sua causa arrastando-os todos para as fileiras do espiritismo. Os romanistas, que se gloriam dos milagres como sinal certo da verdadeira igreja, serão facilmente enganados por este poder operador de prodígios; e os protestantes, tendo rejeitado o escudo da verdade, serão também iludidos. Romanistas, protestantes e mundanos juntamente aceitarão, a forma de piedade, destituída de sua eficácia, e verão nesta aliança um grandioso movimento para a conversão do mundo, e o começo do milênio há tanto esperado. (O Grande Conflito, p. 593) Mas não devemos temer, pois: DEUS TERÁ SOBRE A TERRA UM POVO QUE MANTENHA A BÍBLIA, E A BÍBLIA SÓ, COMO NORMA DE TODAS AS DOUTRINAS E BASE DE TODAS AS REFORMAS. As opiniões de homens ilustrados, as deduções da ciência, os credos ou decisões dos concílios eclesiásticos, tão numerosos e discordantes como são as igrejas que representam, a voz da maioria – nenhuma destas coisas, nem todas em conjunto, deveriam considerar-se como prova, em favor ou contra qualquer ponto de fé religiosa. Antes de aceitar qualquer doutrina ou preceito, devemos pedir em seu apoio um claro – “Assim diz o Senhor”. (Obra citada, p. 601) Estamos vivendo tempos perigosos, precisamos atentar para a Bíblia. Porque se infiltraram entre vós alguns homens, já há muito tempo marcado para este julgamento; são ímpios que convertem em dissolução a graça de nosso Deus e negam a Jesus Cristo, nosso único mestre e Senhor. [...] Ao único Deus, nosso salvador, por Jesus Cristo nosso Senhor, sejam dadas glória, majestade, poder e domínio, desde antes de todos os tempos, agora, e por todos os séculos. Amém. (Judas 4, 25, Tradução Ciro Mioranza)
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    69 5. A GRANDEAPOSTASIA NA IGREJA PRIMITIVA APOSTÓLICA A história da apostasia da igreja primitiva, não é nem um pouco diferente da nossa. Passo a relatar o que de acordo com alguns autores e comentaristas sobre os assuntos deu início a grande apostasia, e que podemos considerar dogmas impostos pela grande meretriz. Alejandro Bullon, no livro O Terceiro Milênio e as Profecias do Apocalipse (2003), ao falar sobre o cavalo vermelho de Apocalipse, escreve: [...] A igreja no seu afã entusiasta de evangelizar todo o mundo, começou a batizar pessoas que não tinham conhecimento suficiente da doutrina cristã. Muitos gregos, romanos e gentios, começaram a pertencer à igreja sem ter abandonado os seus velhos costumes e doutrinas, e imperceptivelmente começaram a contaminar a pureza da doutrina bíblia que se mantivera branca durante todo o primeiro século. Podemos tomar como exemplo o Imperador Constantino. Ele tornou-se cristão, o que foi motivo de muita alegria para o cristianismo. [...] Mas Constantino adorava o Sol no dia consagrado ao deus sol: o domingo. Assim, o Imperador, “convertido” ao cristianismo, trouxe para a Igreja o domingo como dia especial de adoração. Naquele período, a Igreja cristã passou a ter conflitos internos por causa de doutrinas estranhas que pretendiam misturar-se às verdades bíblicas. Entre as doutrinas em conflito, podemos mencionar: o pecado original, a Trindade, a natureza de Cristo, o papel da virgem Maria, o celibato e a autoridade da Igreja. (p. 42 e 43) Em As Profecias do Apocalipse de Uriah Smith (1945), encontramos o seguinte comentário sobre este período, no texto que fala dos Sete Selos: O poder eclesiástico buscava aliar-se com o secular. Como resultado produziam-se distúrbios e comoções. O espírito deste período atinge o seu auge quando chegamos ao tempo de Constantino, o primeiro imperador chamado cristão, cuja conversão ao cristianismo é datada por Mosheim em 323 DC – Ecclesiastical Commentaries. Acerca deste período observa o Dr. Rice: Ele representa um período secular, ou a união da igreja com o estado. Constantino auxiliou o clero, que lhe ficou devendo muitos favores. Legislou para a igreja, convocou o concilio de Nicéia, e foi quem mais se salientou neste concilio. Constantino, não o Evangelho, teve a glória de derrubar os templos pagãos. Teve esta glória o estado, em vez de a igreja. Constantino foi louvado por ter feitos decretos contra alguns erros, mas foi mais além e até introduziu muitos outros erros e opôs-se a algumas importantes verdades. Levantaram-se controvérsias; e quando subiu ao trono um novo imperador, houve uma corrida do clero para arrastá-lo para o lado das suas opiniões particulares. Mosheim diz deste período: “Havia muita guerra e perturbação”. (p. 85) Uriah Smith, (1991, p. 169) diz: A igreja que durante todos os séculos escuros ativamente ditava suas ordens aos submissos ouvidos da cristandade, e pavoneava os seus ostentosos estandartes perante embasbacadas multidões, não era a igreja de Cristo. Era o corpo do mistério da iniqüidade. O 'mistério da piedade' era Deus manifestando-Se entre nós como homem. O 'mistério da iniqüidade' era um homem pretendendo ser Deus. Esta foi a grande apostasia, o hibridismo produzido pela união do paganismo com a cristandade. A verdadeira igreja estava longe da vista. Em lugares secretos os crentes adoravam a Deus. As cavernas e recessos ocultos dos vales do Piemonte podem ser tomados como locais representativos, onde a verdade do Evangelho foi sagradamente protegida da fúria dos seus inimigos. Aqui Deus velava sobre a Sua igreja, e pela Sua providencia a protegia e alimentava.
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    70 Fernandes (2005) revistaeletrônica, diz: O Concílio de Nicéia, de 325, define o momento em que a Igreja se organiza claramente como instituição, definindo seus dogmas, princípios litúrgicos e organização interna. Pode ser considerado como um ato de transformação do Cristianismo primitivo, espontâneo e místico, numa religião estruturada, com uma casta sacerdotal hierarquicamente definida. Apenas a partir do Concílio de Nicéia é que se pode falar em Igreja Católica Romana, como a conhecemos hoje. Primeiro concílio ecumênico, concílio que definiu os dogmas, princípios litúrgicos e organização interna, e que se pode falar em Igreja Católica Romana como a conhecemos hoje. No livro A Trindade, de Widden, Moon e Reeve (2006, p. 164), lançado pela Casa Públicadora Brasileira, lemos: “A Igreja gastou o meio século entre o Concílio de Nicéia em 325 e o Concílio de Constantinopla em 381 em ardorosos debates sobre a melhor forma de descrever o relacionamento entre Pai e Filho e, na parte final do período, o Espírito”. No livro Considerações sobre a Divindade, de Balbach (2008, p. 9) da Igreja Adventista do Sétimo Dia Movimento da Reforma, diz: “Para quem lê a história da Igreja entre os anos 300 e 450 AD, pode parecer que toda a energia dos cristãos deve ter sido absorvida em disputas doutrinárias”. O livro Despontar de uma Nova Era, de Schwantes (1984, p. 151) da Casa Publicadora Brasileira, faz um relato da história da Igreja, e afirma: “É um triste comentário sobre o estado da Igreja, que no quarto e no quinto séculos, missões entre os povos pagãos da Europa foram levadas a cabo com muito maior energia pelos arianos, a despeito de seus erros doutrinários”. É bom lembrar que esta igreja descrita por estes autores era a igreja apóstata, não a igreja de Deus. Quanto a este período, Ellen G. White diz: A maioria dos cristãos finalmente consentiu em baixar a norma, formando-se uma união entre o cristianismo e o paganismo. Posto que os adoradores de ídolos professassem estar convertidos e unidos a igreja, apegavam-se ainda a idolatria, mudando apenas os objetos de culto pelas imagens de Jesus, e mesmo de Maria e dos santos. O fermento vil da idolatria, assim trazido para a igreja, continuou a obra funesta. Doutrinas errôneas, ritos supersticiosos e cerimônias idolátricas foram incorporados em sua fé e culto. Unindo-se os seguidores de Cristo aos idólatras, a religião cristã se tornou corrupta e a igreja perdeu sua pureza e poder. Alguns houve, entretanto, que não foram transviados por esses enganos. Mantinham-se ainda fieis ao Autor da verdade, e adoravam a Deus somente. (O Grande Conflito, p. 41) O período que começa os passos para a idade escura da História, com o tempo, fez com que a IGREJA DE DEUS, começasse a sofrer com a discórdia reinante, e no decorrer do tempo tendo que viver nos esconderijos, sofrendo perseguições. Quem perseguiu, foi a Besta, pois foi quando a igreja se uniu ao Estado, que começou a abandonar sua verdadeira fé, e entrou num processo de apostasia que culminou em dar autoridade ao homem do pecado, o anticristo, que se assenta no seu templo e deseja ser igual a Deus, que recebeu poder do dragão, a antiga serpente e Satanás. “Depois de longo e tenaz conflito, os poucos fiéis decidiram-se a dissolver toda a união com a igreja apóstata, caso ela ainda recusasse libertar-se da falsidade e idolatria.” (Obra citada, p. 43). Ou seja, a apostasia levou os fiéis a se separarem da igreja apóstata, com doutrinas paganizadas, um falso cristianismo, com falsa adoração. Portanto esta última não é a Igreja de Deus que fala a Bíblia.
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    71 A autora argumentaainda: A conversão nominal de Constantino, na primeira parte do século quarto, causou grande regozijo; e o mundo, sob o mando de justiça aparente, introduziu-se na igreja. Progredia rapidamente a obra de corrupção. O paganismo, conquanto parecesse suplantado, tornou-se o vencedor. Seu espírito dominava a igreja. Suas doutrinas, cerimônias e superstições incorporaram-se à fé e culto dos professos seguidores de Cristo. (O Grande Conflito, p. 48.) Então, a Igreja, a mulher, após esse período fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, e por 1260 dias foi ali alimentada por Deus. (Apocalipse 12:6). “E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para que pela corrente a fizesse arrebatar.” (Vrs. 15). A Igreja apóstata Foi aquela que “abriu a sua boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome, e do seu tabernáculo, e dos que habitam no céu. E foi-lhe permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los, e deu-se-lhe poder sobre toda a tribo, e língua, e nação.” (Apocalipse 13:6, 7) Manoel Pontes de Freitas, no site A Voz da Mensagem apresenta um breve histórico dos dogmas e inovações papais: Em 15 de maio de 252 A.D no Concilio do Catardo resolve que, “O batismo deve ser administrado a crianças logo após o nascimento’’ Em 303 os bispos da igreja da igreja Romana resolvem mudar a formula do batismo que era originalmente em nome de Jesus Cristo (atos 3:38 e Col. 3:17); passando a usar os títulos de Pai, Filho, Espírito santo. Em 607, o assassino imperador Phocas da ao bispo de Roma o direito de primazia universal sobre a cristandade, depois do segundo concílio de Constantinopla. Em 609, o culto a Virgem Maria é obra de Bonifácio IV e a inovação de santos e anjos é posta como lei da igreja. Em 670, começa a falar em latim a missa, língua morta para o povo, pelo papa Vilélio. Em 758, cria-se a confissão auricular pelas ordens religiosas do oriente. Em 787 no segundo concilio de Nicéia a instancia da infame imperatriz Irene foi estabelecida o culto às imagens e a adoração da cruz e relíquias dos santos. Em 795, o incenso foi posto por leis nas cerimônias da igreja por Leão III. Em 803 foi criada a festa da assunção da Virgem pelo concilio de Manigância. Em 818 aparece pela primeira vez nos escritórios de Pascácio Radbeto a doutrina da transubstancia e a missa. Em 884, o papa Adriano III, aconselha a canonização dos santos. Em 998 é estabelecida a festa aos mortos, dias de finados por Odilon. Em 1000, a confissão auricular generaliza-se e o ministro das igrejas arrogan-se o celebre “ego te absolvo’’. A missa começa a chamar-se sacrifício e organizan-se as persegrinações, romarias”. Em 1003, o papa João aprova a festa das almas “Fieis defuntos” que Odilon criara primeiro. Em 1059, Nicolau II cria o colégio dos caldeais “côncavo”. Em 1074, o papa Hildebrando decreta obrigatório o celibato dos padres. Em 1076, é declarada a infabilidade da igreja pelo mesmo papa. Em 1090, Pedro o ermitão cria o rosário. Em 1095, Urano II cria indulgências plenárias. Em 1125, aparece pela primeira vez cânones de Leão a idéia de imaculada conceição de Maria porem são Bernardo de clairvaux refutou tal idéia. Em 1200, o concilio de Ladrão impõe a transubstanciação e confissão auricular. Em 1227, entra a campainha na missa por ordem de Gregório IX. Em 1229, o concilio de Toulouse estabeleceu a inquisição, que foi confirmada em 1232 por Gregório X, e logo entregue aos dominicianos, este mesmo concilio proíbe a leitura da sagrada escritura ao povo. Em 1264, Urbano IV determina pela primeira vez a festa do corpo de Deus (Corpus Christi). Em 1300, Bonifácio VIII ordena os jubiles. Em 1331, João XXII ordena a reza “Ave Maria”. Em 1360, começa a hóstia ser levada em procissão. Em 1414, o concilio de Constancia definiu que na comunhão ao povo deve ser dado hóstia, sendo o vinho reservado ao padre. Em 1438, o concilio de Trento definiu que
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    72 a tradição étão valiosa como a própria palavra de Deus. E aceitou os livros apócrifos como canônicos. Em 1563, o concilio do Vaticano, declara a infabilidade do papa. Falsas doutrinas constituem vinho de Babilônia, permeava a igreja primitiva, e a imposição dessas teorias ou fábulas como verdade deu origem ao homem do pecado, à grande apostasia, ao que conhecemos como papado. E a imposição começou a partir dos primeiros concílios, onde era decidido o que era cristianismo, independente da verdade escriturística. Alejandro Bullon (2003), ao descrever o cavalo amarelo, afirma: A Igreja perseguiu aqueles que “ousavam” obedecer às Escrituras. Isso aconteceu durante o período de absoluta supremacia da Igreja na Idade Média. A História universal registra tudo. A Igreja estabeleceu o aparato mais espantoso, jamais visto antes, e conhecido pelo nome de Inquisição, para matar e destruir todos aqueles que não aceitassem as doutrinas contaminadas que, àquela altura da História, a Igreja ensinava. (Obra citada, p. 46) Francisco Bethencourt Hélio Daniel (2000) ao escrever sobre a Inquisição, diz: Embora a Inquisição tenha alcançado seu apogeu no século XIII, suas origens remontam ao século IV: no século X muitos casos de execuções de hereges, na fogueira ou por estrangulamento; em 1198 o Papa Inocêncio III liderou uma cruzada contra os "ALBIGENSES" (hereges do sul da França), com execuções em massa; em 1229, no Concílio de Tolouse, foi oficialmente criada a Inquisição ou Tribunal do Santo Ofício, sob a liderança do Papa Gregório IX; em 1252, o Papa Inocêncio IV publicou o documento intitulado "AD EXSTIRPANDA", em que vociferou: "os hereges devem ser esmagados como serpentes venenosas". Este documento foi fundamental na execução do diabólico plano de exterminar os hereges. As autoridades civis, sob a ameaça de excomunhão no caso de recusa, eram ordenadas a queimar os hereges. O "AD EXSTIRPANDA" foi renovado ou reforçado por vários papas, nos anos seguintes: Alexandre IV (1254-1261); Clemente IV (1265-1268), Nicolau IV (1288-1292); Bonifácio VIII (1294-1303) e outros. Inocêncio IV autorizou o uso da tortura. O mesmo autor ao apresentar sobre suas formas de tortura expõe: Usava-se, dentre outros, os seguintes processos de tortura: a manjedoura, para deslocar as juntas do corpo; arrancar unhas; ferro em brasa sob várias partes do corpo; rolar o corpo sobre lâminas afiadas; uso das "Botas Espanholas" para esmagar as pernas e os pés; a Virgem de Ferro: um pequeno compartimento em forma humana, aparelhado com facas, que, ao ser fechado, dilacerava o corpo da vítima; suspensão violenta do corpo, amarrado pelos pés, provocando deslocamento das juntas; chumbo derretido no ouvido e na boca; arrancar os olhos; açoites com crueldade; forçar os hereges a pular de abismos, para cima de paus pontiagudos; engolir pedaços do próprio corpo, excrementos e urina; a "roda do despedaçamento funcionou na Inglaterra, Holanda e Alemanha, e destinava-se a triturar os corpos dos hereges; o "balcão de estiramento" era usado para desmembrar o corpo das vítimas; o "esmaga cabeça" era a máquina usada para esmagar lentamente a cabeça do condenado, e outras formas de tortura. Com a promessa de irem diretamente para o Céu, sem passagem pelo purgatório, muitos homens eram exortados pelos inquisidores para guerrearem contra os hereges. Depois de acusados, os hereges tinham pouca chance de sobrevivência. Geralmente as vítimas não conheciam seus acusadores, que podiam ser homens, mulheres e até
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    73 crianças. O processoera sumário. Ou seja: rápido, sem formalidades, sem direito de defesa. A Igreja de Roma, sob o pretexto de que detinha as chaves dos céus e do inferno e poderes para livrar as almas do purgatório e perdoar pecados, pretendia ser UNIVERSAL, dominar as nações mediante pressão sob seus governantes e estabelecer seus domínios por todo o Planeta. E sobre a proibição da leitura o autor argumenta: A história dos massacres e perseguições perde-se no tempo. Quase impossível para os historiadores é levantar o número exato ou aproximado de vítimas da Inquisição. O banho de sangue começou na Europa, mais precisamente em França, e se estendeu por países vizinhos. Havia, por parte da Igreja de Roma, uma preocupação constante com a propagação do Evangelho, com o conhecimento da Palavra, com a tradução da Bíblia em outras línguas. Preocupação no sentido de proibir. Só pelo fato de um católico passar a ler as Escrituras estava sujeito a ser considerado um herege e, como tal, ser excomungado e levado à fogueira. A Bíblia era, assim, considerada um obstáculo às pretensões da Igreja de Roma, de colocar todos os povos sob seus domínios. Muitos meios foram usados para que a Bíblia ficasse restrita ao pequeno círculo dos sacerdotes, dos padres, dos bispos e dos papas. Dentre as medidas para conter o avanço da leitura, destaco alguns a seguir : 1229 - o Concílio de Tolouse (França), o mesmo que criou a diabólica Inquisição, determinou: "Proibimos os leigos de possuírem o Velho e o Novo Testamento... Proibimos ainda mais severamente que estes livros sejam possuídos no vernáculo popular. As casas, os mais humildes lugares de esconderijo, e mesmo os retiros subterrâneos de homens condenados por possuírem as Escrituras devem ser inteiramente destruídos. Tais homens devem ser perseguidos e caçados nas florestas e cavernas, e qualquer que os abrigar será severamente punido." (Concil. Tolosanum, Papa Gregório IX, Anno Chr. 1229, Canons 14:2). Foi este mesmo Concílio que decretou a Cruzada contra os albigenses. Em "Acts of Inquisition, Philip Van Limborch, History of the Inquisition, cap. 08, temos a seguinte declaração conciliar: "Essa peste (a Bíblia) assumiu tal extensão, que algumas pessoas indicaram sacerdotes por si próprias, e mesmo alguns evangélicos que distorcem e destruíram a verdade do evangelho e fizeram um evangelho para seus próprios propósitos... (elas sabem que) a pregação e explanação da Bíblia é absolutamente proibida aos membros leigos". 1866 - O Papa Pio IX, em sua encíclica "Quanta cura", em 8 de dezembro de 1866, emitiu uma lista de oito erros sob dez diferentes títulos. Sob o título IV ele diz: "Socialismo, comunismo, sociedades clandestinas, sociedades bíblicas... pestes estas devem ser destruídas através de todos os meios possíveis". Assim com tortura e grande violência foram impostas suas teorias e fábulas, suas mentiras espalhadas, proibindo até mesmo a leitura da Bíblia. Percebemos que primeiro foi decidido em concílio, onde as decisões eram tomadas, e algo importante podemos ressaltar é que o interesse não era em preservar a verdade conforme havia sido registrada pelos profetas de Deus, mas o que os “cristãos”, ou a igreja considerava ser o cristianismo, sem nenhum temor de Deus. A Bíblia é a única regra de fé e doutrina. E não há nada mais apropriado para vigorizar a mente e fortalecer o intelecto do que o estudo da Palavra de Deus. Não há outro livro que seja tão poderoso para elevar os pensamentos e dar vigor às faculdades como as vastas e enobrecedoras verdades da Bíblia. Se a Palavra de Deus fosse estudada como deveria ser, os homens teriam uma grandeza de entendimento,
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    74 uma nobreza decaráter e uma firmeza de propósito que raramente se vêem neste tempos. Milhares de homens que ministram no púlpito carecem das qualidades essenciais da mente e do caráter, porque não se aplicam ao estudo das Escrituras. Satisfazem-se com um conhecimento superficial das verdades repletas de profunda significação; e preferem continuar assim, perdendo muito em todo o sentido, em vez de buscar com diligência o tesouro escondido. (Fundamentos da Educação Cristã, p. 126) Hoje, analisando a história da nossa organização, não vemos diferença de nossa atual posição concernente aos que aponta nas Escrituras um desacordo doutrinário adventista, do que foi o papado no período da Inquisição, métodos semelhantes começam a ser usados, e as pessoas que se despertam para o estudo da Palavra de Deus, sobre assuntos que eles consideram “polêmicos”, pois já tomaram uma posição contrária a verdade, são expostas como hereges, em meio a acusações sem provas e falsos testemunhos, sem direito de defesa e de expor seus motivos de discordância da atual organização. Com isso se cumpre as palavras “Coisa alguma se permitiria opor-se ao novo movimento” (Mensagens Escolhidas, Vol. I, p. 204) Mas isso não deve nos desanimar, pois devemos nos gloriar nas tribulações; “sabendo que a tribulação produz paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não traz confusão.” (Romanos 5:3-5). Se compararmos esta declaração com o que se encontra em Apocalipse 14:12 “Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé de Jesus.”, notamos que essa tribulação que produz a paciência dos santos, certamente é proveniente da guarda dos seus mandamentos, não são tribulações de sofrimento por transgressão da lei, mas pelo cumprimento da lei de Deus. “Porque é coisa agradável, que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque, que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas se, fazendo bem, sois afligidos, e o sofreis, isso é agradável a Deus.” (I Pedro 2:19 e 20). 6. A PRIMITIVA IGREJA ADVENTISTA Aproxima-se o ano de 1844, e uma mensagem de advertência ressoa com grande voz proclamando a vinda do Senhor. No livro O Grande Conflito, lemos sobre este evento: Na profecia da mensagem do primeiro anjo, no capítulo 14 de Apocalipse, é predito um grande despertamento religioso sob a proclamação da breve vinda de Jesus. É visto um anjo a voar "pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno, para o proclamar aos que habitam sobre a Terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo". "Com grande voz" ele proclama a mensagem: "Temei a Deus, e dai-Lhe glória; porque vinda é a hora do Seu juízo. E adorai Aquele que fez o céu, e a Terra, e o mar, e as fontes das águas." Apoc. 14:6 e 7. (p. 355) Semelhante mensagem jamais foi apresentada nos séculos passados. Paulo, como vimos, não a pregou; indicara aos irmãos a vinda do Senhor num futuro então muito distante. Os reformadores não a proclamaram. Martinho Lutero admitiu o juízo para mais ou menos trezentos anos no futuro, a partir de seu tempo. Desde 1798, porém, o livro de Daniel foi descerrado, aumentou-se o conhecimento das profecias, e muitos têm proclamado a mensagem solene do juízo próximo. (p. 356)
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    75 Miller nos EstadosUnidos, Wolff “o missionário a todo o mundo” e outros, levaram a mensagem do advento. No livro mencionado acima lemos: Durante vinte e quatro anos, de 1821 a 1845, Wolff viajou extensamente: na África, visitando o Egito e a Etiópia; na Ásia, atravessando a Palestina, Síria, Pérsia, Usbequistão e a Índia. Visitou também os Estados Unidos, pregando, na viagem para lá, na ilha de Santa Helena. Chegou a Nova Iorque em agosto de 1837; e, depois de falar naquela cidade, pregou em Filadélfia e Baltimore, dirigindo-se finalmente a Washington. Ali, diz ele, "por uma proposta apresentada pelo ex-presidente John Quincy Adams, em uma das casas do Congresso, concedeu-se-me unanimemente o uso do salão do Congresso para uma conferência que eu pronunciei em um sábado, honrada com a presença de todos os congressistas, e também do bispo de Virgínia e do clero e cidadãos de Washington. A mesma honra me foi conferida pelos membros do governo de Nova Jersey e Pensilvânia, em cuja presença fiz conferências sobre minhas pesquisas na Ásia, e também sobre o reino pessoal de Jesus Cristo". - Diário. O Dr. Wolff viajou nos países mais bárbaros, sem a proteção de qualquer autoridade européia, suportando muitas dificuldades e cercado de inumeráveis perigos. Foi espancado e sofreu fome, sendo vendido como escravo, e três vezes condenado à morte. Foi assediado por ladrões, e algumas vezes quase pereceu de sede. Uma ocasião despojaram-no de tudo que possuía, obrigando-o a viajar centenas de quilômetros a pé, através de montanhas, descalço e com os pés enregelados ao contato do chão frio, e o rosto açoitado pela neve. Quando advertido pelo fato de ir desarmado entre tribos selvagens e hostis, declarava estar "provido de armas - oração, zelo para com Cristo e confiança em Seu auxílio. "Também estou provido", disse ele, "do amor de Deus e do meu próximo, em meu coração, e da Bíblia em minhas mãos." - Em Perigos Muitas Vezes, W. H. D. Adams. Aonde quer que fosse, levava consigo as Escrituras em hebraico e inglês. De uma de suas últimas jornadas diz ele: "Eu ... conservava a Bíblia aberta na mão. Sentia que o meu poder estava no Livro e que sua força me sustentaria." - Ibidem. Assim perseverou em seus labores até que a mensagem do juízo foi levada a uma grande parte habitável do globo. Entre judeus, turcos, persas, hindus e muitas outras nacionalidades e povos, ele distribuiu a Palavra de Deus nessas várias línguas, e em toda parte anunciou a proximidade do reino do Messias. Em suas viagens pelo Usbequistão encontrou a doutrina da próxima vinda do Senhor, professada por um povo remoto e isolado. Os árabes do Iêmen, diz ele, "acham-se de posse de um livro chamado 'Seera', que dá informação sobre a segunda vinda de Cristo e Seu reino em glória; e esperam ocorrerem grandes acontecimentos no ano de 1840". - Diário. "No Iêmen... passei seis dias com os filhos de Recabe. Não bebem vinho, não plantam vinhedos, não semeiam, e vivem em tendas; lembram-se do bom e velho Jonadabe, filho de Recabe; e encontrei em sua companhia filhos de Israel, da tribo de Dã, ... que esperam com os filhos de Recabe a breve vinda do Messias nas nuvens do céu." - Ibidem. Outro missionário verificou existir crença semelhante na Tartária. Um sacerdote tártaro perguntou ao missionário quando Cristo viria pela segunda vez. Ao responder o missionário que nada sabia a respeito, o sacerdote pareceu ficar grandemente surpreso com tal ignorância em quem professava ser ensinador da Bíblia, e declarou sua própria crença baseada na profecia, de que Cristo viria aproximadamente em 1844. Já em 1826 a mensagem do advento começou a ser pregada na Inglaterra. O movimento ali não tomou forma definida como na América do Norte; o tempo exato do advento não era geralmente tão ensinado, mas proclamava-se vastamente a grande verdade da próxima vinda de Cristo em poder e glória. E isto não somente entre os dissidentes e não conformistas. Mourante Brock, escritor inglês, declara que mais ou menos setecentos pastores da Igreja Anglicana estavam empenhados na pregação
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    76 deste "evangelho doreino". A mensagem que indicava 1844 como o tempo da vinda do Senhor, foi também dada na Grã-Bretanha. Publicações sobre o advento, provenientes dos Estados Unidos, eram amplamente disseminadas. Livros e revistas reeditavam-se na Inglaterra. E, em 1842, Robert Winter, inglês nato, que recebera na América do Norte a fé do advento, voltou a seu país natal para anunciar a vinda do Senhor. Muitos se uniram a ele na obra, e a mensagem do juízo foi proclamada em várias partes da Inglaterra. Na América do Sul, em meio de desumanidade e artimanha dos padres, Lacunza, jesuíta espanhol, teve acesso às Escrituras, e recebeu assim a verdade da imediata volta de Cristo. Constrangido a fazer a advertência, e desejando contudo escapar das censuras de Roma, publicou suas idéias sob o pseudônimo de "Rabbi Ben-Israel", representando-se a si mesmo como judeu converso. Lacunza viveu no século XVIII, mas foi aproximadamente em 1825 que seu livro, encontrando acesso em Londres, foi traduzido para a língua inglesa. Sua publicação serviu para aprofundar o interesse que já se despertava na Inglaterra pelo assunto do segundo advento. Na Alemanha, a doutrina fora ensinada no século XVIII por Bengel, pastor da Igreja Luterana e célebre sábio e crítico da Bíblia. Completando sua educação, Bengel "havia-se dedicado ao estudo de teologia, a quem o pendor de seu espírito grave e religioso, acentuado e fortalecido pelo seu primitivo ensino e disciplina, naturalmente o inclinava. Como outros jovens de caráter meditativo, antes e depois dele, teve que lutar com dúvidas e dificuldades de natureza religiosa; e ele faz alusão, muito sentidamente, às muitas setas que lhe traspassavam o pobre coração, tornando-lhe a juventude difícil de suportar". - Enciclopédia Britânica, art. Bengel. Ao tornar-se membro do consistório de Wuerttemberg, advogou a causa da liberdade religiosa. "Ao passo que mantinha os direitos e privilégios da igreja, defendia toda liberdade razoável aos que se sentiam obrigados, por motivos de consciência, a retirar-se de sua comunhão." - Enciclopédia Britânica. Os bons efeitos desta política são ainda sentidos em sua província natal. Foi enquanto preparava um sermão sobre Apocalipse 21, para o "Domingo do Advento", que a luz da segunda vinda de Cristo raiou no espírito de Bengel. As profecias do Apocalipse desvendaram-se-lhe à compreensão como nunca dantes. Vencido pela intuição da importância estupenda e extraordinária glória das cenas apresentadas pelo profeta, foi obrigado a desviar-se por algum tempo da contemplação do assunto. No púlpito este se lhe apresentou novamente em toda a sua clareza e poder. Desde aquele tempo se dedicou ao estudo das profecias, especialmente as do Apocalipse, e logo chegou à crença de que elas mostravam a proximidade da vinda de Cristo. A data que fixou como o tempo do segundo advento diferia, em muito poucos anos, da que mais tarde Miller admitiu. Os escritos de Bengel têm sido espalhados por toda a cristandade. Suas idéias sobre profecias foram, de modo geral, recebidas em seu próprio Estado de Wuerttemberg, e até certo ponto em outras partes da Alemanha. O movimento continuou depois de sua morte, e a mensagem do advento ouviu-se na Alemanha ao mesmo tempo em que despertava a atenção dos homens em outras terras. Logo no início alguns dos crentes foram à Rússia e ali formaram colônias; e a crença na próxima vinda de Cristo é ainda mantida pelas igrejas alemãs daquele país. A luz brilhou também na França e Suíça. Em Genebra, onde Farel e Calvino tinham propagado as verdades da reforma, Gaussen pregou a mensagem do segundo advento. Na escola, como estudante, Gaussen encontrou o espírito de racionalismo que invadiu a Europa toda durante a última parte do século XVIII e início do XIX; e, ao entrar para o ministério, não somente ignorava a verdadeira fé, mas se inclinava ao ceticismo. Em sua mocidade se interessara pelo estudo da profecia. Depois de ler a História Antiga de Rollin, sua atenção foi despertada para o capítulo 2 de Daniel, e surpreendeu-se com a maravilhosa exatidão com que a profecia se cumprira,
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    77 conforme se viano relato do historiador. Ali estava um testemunho da inspiração das Escrituras, que lhe serviu como âncora entre os perigos dos últimos anos. Não podia ficar satisfeito com os ensinos do racionalismo e, estudando a Bíblia e procurando luz mais clara, foi ele, depois de algum tempo, levado a uma fé positiva. Prosseguindo com as pesquisas sobre as profecias, chegou à crença de que a vinda do Senhor estava próxima. Impressionado com a solenidade e importância desta grande verdade, desejou levá-la ao povo; mas a crença popular de que as profecias de Daniel são mistérios e não podem ser compreendidas, foi-lhe sério obstáculo no caminho. Decidiu-se finalmente - como antes dele fizera Farel ao evangelizar Genebra - a começar o trabalho com as crianças, esperando, por meio delas, interessar os pais. (p. 360-365) E assim esta mensagem foi proclamada em todo o mundo, onde ainda muitos outros se levantaram em vários países na Europa. Em 1844, após a grande decepção, temos apenas um pequeno grupo que se reunia em oração, diz este livro que: Deus, porém, estivera a dirigir o Seu povo no grande movimento adventista; Seu poder e glória haviam acompanhado a obra, e Ele não permitiria que ela finalizasse em trevas e desapontamento, para que fosse vituperada como falsa excitação fanática. Não deixaria Sua palavra envolta em dúvida e incerteza. Posto que muitos abandonassem a anterior contagem dos períodos proféticos, negando a exatidão do movimento nela baseado, outros não estavam dispostos a renunciar a pontos de fé e experiência que eram apoiados pelas Escrituras e pelo testemunho do Espírito de Deus. Criam ter adotado, no estudo das profecias, sólidos princípios de interpretação, sendo o seu dever reter firmemente as verdades já adquiridas e continuar o mesmo método de exame bíblico. Com fervorosa oração examinaram sua atitude e estudaram as Escrituras para descobrir onde haviam errado. Como não pudessem ver engano algum no cômputo dos períodos proféticos, foram levados a examinar mais particularmente o assunto do santuário. Aprenderam, em suas pesquisas, que não há nas Escrituras prova que apóie a idéia popular de que a Terra é o santuário; acharam, porém, na Bíblia uma completa explicação do assunto do santuário, quanto à sua natureza, localização e serviços, sendo o testemunho dos escritores sagrados tão claro e amplo, que punha o assunto acima de qualquer dúvida. (p. 410, 411) Então, com estudo da Palavra de Deus e oração chegaram as conclusões sobre a doutrina Santuário e sua abrangência. Ellen White, fala sobre este início de redescoberta e estabelecimento da primitiva igreja adventista do sétimo dia: Meu esposo, juntamente com os Pastores José Bates, Stephen Pierce, Hiram Edson, e outros que eram fervorosos, nobres e fiéis, estava entre os que, depois da passagem do tempo em 1844, buscaram a verdade como a um tesouro escondido. Reuníamo-nos sentindo angústia de alma, a fim de orar para que fôssemos um na fé e doutrina; pois sabíamos que Cristo não está dividido. Cada vez tomávamos um ponto para assunto de nossa pesquisa. Abriam-se as Escrituras com sentimento de temor. Jejuávamos freqüentemente, a fim de pôr-nos em melhor disposição para compreender a verdade. Se depois de fervorosa oração, não compreendíamos algum ponto, o discutíamos, e cada qual exprimia livremente sua opinião. De novo então nos curvávamos em oração, e ardentes súplicas ascendiam ao Céu para que Deus nos ajudasse a ver de uma mesma maneira, para que fôssemos um, como Cristo e o Pai são um. Muitas lágrimas eram derramadas.
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    78 Assim passávamos muitashoras. Algumas vezes passávamos a noite toda em solene busca das Escrituras, para compreender a verdade para o nosso tempo. Em algumas ocasiões o Espírito de Deus descia sobre mim, e porções difíceis eram esclarecidas pelo modo indicado por Deus, e havia então perfeita harmonia. Éramos todos de um mesmo pensamento e espírito. Procurávamos muito ansiosamente que as Escrituras não fossem torcidas para adaptarem-se às opiniões de qualquer pessoa. Procurávamos fazer com que nossas divergências de opiniões fossem tão pequenas quanto possível, não insistindo nós sobre pontos que eram de menos importância, a respeito dos quais havia opiniões divergentes. A preocupação de toda alma, porém, era promover entre os irmãos uma condição que correspondesse à oração de Cristo para que Seus discípulos pudessem ser um, assim como o são Ele e o Pai. Algumas vezes um ou dois irmãos obstinadamente se punham à opinião apresentada, e agiam de acordo com os sentimentos naturais do coração; quando, porém, essa disposição aparecia, suspendíamos nossas pesquisas e adiávamos a reunião, para que cada um tivesse a oportunidade de buscar a Deus em oração, e sem consulta com outrem estudasse o ponto de divergência, rogando luz do Céu. Com expressões de amizade nos despedíamos, para de novo reunirmo-nos tão breve quanto possível, para mais pesquisas. Por vezes o poder de Deus descia sobre nós de uma maneira assinalada, e, quando a clara luz revelava os pontos da verdade, chorávamos e regozijávamo-nos juntamente. Amávamos a Jesus, e amávamo-nos uns aos outros. O nosso número aumentava gradualmente. A semente lançada era regada por Deus, que a fazia crescer. A princípio reuníamo-nos para o culto e apresentávamos a verdade àqueles que vinham para ouvir, em casas particulares, em celeiros, bosques e edifícios escolares; não demorou muito tempo, porém, e pudemos construir humildes casas de oração. (Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos, p. 24-26) No livro Mensagens Escolhidas lemos ainda: Podemos facilmente contar os primeiros portadores de responsabilidades que ainda vivem [1902]. Pastor [Urias] Smith ligou-se a nós no princípio da obra publicadora. Trabalhou junto a meu marido. Esperamos ver sempre seu nome na Review and Herald, encabeçando a lista dos redatores, pois assim deve ser. Os que iniciaram a obra, que combateram bravamente quando a peleja era árdua, não devem agora perder sua firmeza. Devem ser honrados pelos que entraram para a obra depois de haverem sido suportadas as privações mais duras. Tenho muita simpatia para com o Pastor Smith. Meu interesse vital na obra de publicações está ligado ao dele. Veio ele ter conosco quando jovem, possuindo talentos que o habilitavam para ocupar o lugar de redator. Como me alegro quando leio os seus artigos na Review - tão excelentes, tão repletos de verdade espiritual! Dou graças a Deus por eles. Sinto forte simpatia pelo Pastor Smith, e creio que seu nome deve sempre aparecer na Review, como redator principal. Assim Deus deseja. Quando, alguns anos atrás, seu nome foi colocado em segundo lugar, senti-me ferida. Quando de novo foi colocado em primeiro lugar, chorei, e disse: "Graças a Deus!" Oxalá fique sempre ali, como Deus deseja que continue, enquanto a mão direita do Pastor Smith puder empunhar uma pena. E quando faltar o poder de sua mão, que seus filhos escrevam, ditando-lhes ele. Sou grata por poder ainda o Pastor [J. N.] Loughborough usar suas habilitações e dons na causa de Deus. Ele tem ficado fiel em meio de tempestades e provações. Com o Pastor Smith, meu esposo, irmão Butler, que se nos uniu mais tarde, e vós [S. N. Haskell], pode ele dizer: "O que era desde o princípio, ... o que vimos e ouvimos, isso vos anunciamos, para que também tenhais comunhão conosco; e a nossa comunhão é com o Pai, e com Seu Filho Jesus Cristo." I João 1:1-3. (Mensagens Escolhidas, vol. 2, p. 225, 226)
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    79 Entre as primeirasvisões da irmã White, encontramos: Vi um trono, e assentados nele estavam o Pai e o Filho. [...] Vi dois grupos, um curvado perante o trono, profundamente interessado, enquanto outro permanecia indiferente e descuidado. Os que estavam dobrados perante o trono ofereciam suas orações e olhavam para Jesus; então Jesus olhava para Seu Pai, e parecia estar pleiteando com Ele. Uma luz ia do Pai para o Filho e do Filho para o grupo em oração. Vi então uma luz excessivamente brilhante que vinha do Pai para o Filho e do Filho ela se irradiava sobre o povo perante o trono. Mas poucos recebiam esta grande luz. Muitos saíam de sob ela e imediatamente resistiam-na; outros eram descuidados e não estimavam a luz, e esta se afastava deles. Alguns apreciavam-na, e iam e se curvavam com o pequeno grupo em oração. Todo este grupo recebia a luz e se regozijava com ela, e seu semblante brilhava com glória. Vi o Pai erguer-Se do trono e num flamejante carro entrar no santo dos santos para dentro do véu, e assentar-Se. Então Jesus Se levantou do trono e a maior parte dos que estavam curvados ergueram-se com Ele. Não vi um raio de luz sequer passar de Jesus para a multidão descuidada depois que Ele Se levantou, e eles foram deixados em completas trevas. Os que se levantaram quando Jesus o fez, conservavam os olhos fixos nEle ao deixar Ele o trono e levá-los para fora a uma pequena distância. [...] Os que se levantaram com Jesus enviavam sua fé a Ele no santíssimo, e oravam: "Meu Pai, dá-nos o Teu Espírito." Então Jesus assoprava sobre eles o Espírito Santo. Neste sopro havia luz, poder e muito amor, alegria e paz. Voltei-me para ver o grupo que estava ainda curvado perante o trono; eles não sabiam que Jesus o havia deixado. Satanás parecia estar junto ao trono, procurando conduzir a obra de Deus. Vi-os erguer os olhos para o trono e orar: "Pai, dá-nos o Teu Espírito." Satanás inspirava-lhes uma influência má; nela havia luz e muito poder, mas não suave amor, alegria e paz. O objetivo de Satanás era mantê-los enganados e atrair de novo e enganar os filhos de Deus. (Primeiros Escritos, p. 5456) Os Princípios Fundamentais que ponto por ponto se firmaram, eram: Os adventistas do Sétimo Dia não possuem credo além da Bíblia; porém, sustentam um certo número de pontos bem definidos de fé, pelos quais estão preparados para dar “a todo homem que pedir” uma razão de sua fé. As seguintes proposições podem ser entendidas como um resumo dos principais traços de sua fé religiosa, sobre os quais existe, na medida do que é conhecido, completa unanimidade por todo o corpo. Eles crêem: 1. Que existe um só Deus, pessoal, um Ser Espiritual, o Criador de todas as coisas, Onipotente, Onisciente, e Eterno; Infinito em conhecimento, santidade, justiça, bondade, verdade e misericórdia; imutável, e presente em todos os lugares por seu representante, o Espírito Santo. Salmo 139:7. 2. Que existe um Senhor, Jesus Cristo, o Filho do Eterno Pai, o único por quem foram criadas todas as coisas, e por meio de quem elas existem; que ele tomou a natureza da semente de Abraão para a redenção de nossa raça caída; que ele residiu entre os homens, cheio de graça e verdade, viveu nosso exemplo, morreu nosso sacrifício, foi ressuscitado para nossa justificação, ascendeu ao alto para ser nosso único mediador no santuário celestial, onde através dos méritos de seu sangue derramado, assegurou o perdão e absolvição dos pecados de todos aqueles que persistentemente se achegam a Ele; e como o encerramento de parte do seu trabalho de sacerdote, antes de assentar-se em seu trono como Rei, ele realizará a expiação por todos eles, e todos os pecados deles cometidos fora do santuário serão apagados (atos 3:19), como mostrado no serviço do sacerdócio levítico, o qual apontava e prefigurava o ministério de nosso Senhor no Céu. Veja Levítico 16; Hebreus 8:4, 5; 9:6, 7.
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    80 3. Que asSantas Escrituras do Velho e do Novo Testamento foram dadas pela inspiração de Deus, possuem uma completa revelação de Sua vontade para o homem, e são a única e infalível regra de fé e prática. 4. O Batismo é uma ordenança da igreja cristã para acompanhar fé e arrependimento, - uma ordenança na qual comemoramos a ressurreição de Cristo, que por este ato demonstramos nossa fé em sua morte e ressurreição, e por meio da qual, na ressurreição de todos os santos dos últimos dias; e que, não existe outro meio mais adequado para representar estes fatos que as Escrituras prescrevem, denominado, imersão. 5. Que o novo nascimento compreende uma completa mudança necessária para nos preparar para o Reino de Deus, e que consiste de duas partes: Primeira, uma transformação moral moldado pela conversão e uma vida cristã (João 5:3); segunda, uma mudança corporal por ocasião da segunda vinda de Cristo, segundo a qual, se morrermos, nós ressuscitaremos incorruptíveis, e se estivermos vivos, seremos transformados para a imortalidade num momento, em um piscar de olhos. Lucas 20:36; I Corintios 15: 51, 52. 6. Que a Profecia é uma parte da revelação de Deus ao homem; que ela está inserida nas Escrituras, a qual é proveitosa para instrução (II Tim. 3:16); que ela é designada para nós e para nossos filhos (Deut. 29:29); que, em grande parte, sua existência está envolvida em impenetrável mistério; é ela que constitui especialmente a Palavra de Deus numa Lâmpada para os nossos pés e luz para os nossos caminhos (Sal. 119:105; II Ped. 1:19); que uma bênção é pronunciada sobre aqueles que a estudam (Apocalipse. 1:3); e que, conseqüentemente; ela pode ser compreendida suficientemente pelo povo de Deus para mostrar-lhes a sua posição na história do mundo e a especial responsabilidade colocada em suas mãos. 7. Que a história mundial possui datas marcadas no passado, o surgimento e queda dos impérios, e a sucessão cronológica de eventos que servem de plano de fundo do Reino Eterno de Deus, são delineadas numa grande corrente de profecias; e que todas essas profecias estão agora cumprindo-se nas cenas finais. 8. Que a doutrina da conversão mundial e um milênio temporal é uma mentira destes últimos dias, arquitetada para aquietar os homens no estado de segurança carnal, induzindo-os a serem surpreendidos pelo grande dia do Senhor como o ladrão de noite (I Tess. 5:3); que a segunda vinda de Cristo precede, não segue, o milênio; até o Senhor aparecer, o poder papal, com todas as suas abominações, continua (II Tess. 2:8), como o trigo e o joio crescem juntos (Mateus 13:29, 30 e 39), e o sedutor homem da iniqüidade torna-se cada vez pior, como a Palavra de Deus declara. II Tim. 3:1 e 13. 9. Que o erro dos Adventistas em 1844 pertenceu à natureza do evento a expirar, não ao período de tempo, pois nenhum período profético é dado a estender-se até a segunda vinda, mas que o mais longo período, é dos dois mil e trezentos dias de Daniel 8:14, terminando em 1844, nos conduzindo a um acontecimento denominado e conhecido como a purificação do santuário. 10. Que o Santuário da nova aliança é o tabernáculo de Deus no Céu, do qual Paulo fala em Hebreus 8 e mais adiante, e do qual nosso Senhor, como o Grande sumosacerdote, é ministro; que este santuário é o antítipo do tabernáculo Mosaico, e que o ministério sacerdotal de nosso Senhor, associado a isso, é o antítipo do ministério dos sacerdotes judeus da antiga dispensação (Heb. 8:1-5); que este, e não a terra, é o santuário a ser purificado no final dos dois mil e trezentos dias, a qual é denominada esta purificação, sendo neste caso, como na figura, simplesmente a entrada do sumosacerdote no lugar santíssimo, para finalizar o ministério através da obra de expiação e eliminação dos pecados dos crentes que se encontram no santuário (Atos 3:19), e ocupa um breve, mas indefinido período no primeiro compartimento (Levítico 16; Heb. 9:22, 23); e que este trabalho é o antítipo, iniciando em 1844, consistindo na
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    81 atual eliminação dospecados dos crentes (Atos 4:19), e ocupa um breve e indefinido espaço de tempo, até à sua conclusão, no qual o período de graça para o mundo será finalizado, e o segundo advento de Cristo chegará. 11. Que os requisitos morais de Deus são os mesmos para todos os homens em todas as dispensações; que estes estão sumariamente contidos nos mandamentos proclamados por Jeová do Sinai, gravados em tábuas de pedra, e colocados na arca, a qual era chamada de “arca da aliança” ou do concerto (Num. 10:33; Heb. 9:4, etc); que esta lei é imutável e perpétua, sendo uma transcrição das tábuas colocadas na arca no verdadeiro santuário que se encontra no céu, o qual é também, pela mesma razão, chamada a arca do concerto de Deus; ao soar da sétima trombeta nós saberemos que “o Templo de Deus foi aberto no céu, e foi vista em seu templo a arca de seu concerto.” Apoc. 11:19. 12. Que o quarto mandamento desta lei requer que nós dediquemos o sétimo dia de cada semana, comumente chamado de Sábado, para nos abster de nosso labor, para a realização do sagrado serviço religioso; que este é um único Sábado declarado na Bíblia, sendo o dia que era separado antes no Paraíso perdido (Gênesis 2:2, 3), e o qual será observado no Paraíso restaurado (Isa. 66:22, 23); que a realidade sobre a qual a instituição do Sábado está baseada delimita-o ao sétimo dia, e nenhum outro dia como verdadeiro, e que o termo, Sábado Judeu, é aplicado ao sétimo dia, e Sábado cristão, como aplicado ao primeiro dia da semana, são termos de invenção humana, sem provas escriturísticas, e falsas em seu significado. 13. Que como o homem do pecado, o papado, intentou mudar os tempos e as leis (a lei de Deus, Dan. 7:25), e enganou a maior parte da cristandade com respeito ao quarto mandamento, nós encontramos uma profecia de reforma neste aspecto para ser realizada entre os crentes precisamente antes do retorno de Cristo. Isa. 56:1, 2; I Ped. 1:5; Apoc. 14:12, etc. 14. Que os seguidores de Cristo devem ser um povo peculiar, não seguindo o aforismo, nem andando nos caminhos do mundo; não amando seus prazeres, nem permitindo estas coisas, considerando o que os apóstolos disseram que “todo aquele que é” neste assunto “um amigo do mundo é inimigo de Deus” (Tiago 4:4); e Cristo disse que nós não podemos ter dois senhores, ou, ao mesmo tempo, servir a Deus e aos prazeres. Mat. 6:24. 15. Que as Escrituras insistem sobre a simplicidade e modéstia no vestir como uma importante marca do discipulado naqueles que professam ser seguidores dAquele que “é humilde e manso de coração”; que os vestidos de ouro, pérolas, e vestes caras, e qualquer outro feito para adornar a pessoa, estimula o orgulho do coração natural, e deve ser descartado de acordo com I Tim. 2:9, 10; I Ped. 3:3, 4. 16. Que os meios para o suporte da pregação do evangelho entre os homens deverão ser estimulados pelo amor a Deus e às almas, não por sorteios ou loterias de igrejas, ou ocasiões designadas para contribuir para divertimentos frívolos, as inclinações do pecado para a satisfação do apetite, quermesses, festivais, eventos sociais insanos, etc, as quais são uma desgraça para a professa igreja de Cristo; que a proporção de um rendimento na primeira dispensação não poder ser menor sob o evangelho; que ela é a mesma que Abraão (de quem somos filhos, se nós somos de Cristo Gál. 3:29) pagou a Melquisedeque (tipo de Cristo) quando ele deu um décimo de tudo (Heb. 7:1-4), o dízimo é do Senhor (Lev. 27:30) e este décimo de um rendimento é também para ser suplementado pelas ofertas daqueles que estão prontos a dar suporte ao evangelho. II Cor. 2:9; Mal. 3: 8, 10. 17. Que o coração carnal ou natural é inimigo de Deus e de sua lei, este inimigo só pode ser subjugado somente através de uma transformação radical das afeições, e a substituição dos princípios não santificados por princípios santificados; que esta transformação compreende o arrependimento e a fé, e é uma obra especial realizada pelo Espírito Santo, que constitui a conversão ou regeneração.
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    82 18. Que todostêm violado a lei de Deus, e não podem por si mesmos render obediência aos Seus justos reclamos, nós somos dependentes de Cristo, primeiro, para justificação de nossas ofensas passadas, e, segundo, através da sua graça, podemos render-lhe uma obediência aceitável à sua santa lei, nas horas certas que virão. 19. Que o Espírito de Deus foi prometido para manifestar-se (itself) na igreja através de certos dons, referidos em I Cor. 12 e Efésios 4; que estes dons não são designados para substituir, ou tomar o lugar da Bíblia, a qual é suficiente para nos fazer sábios para a salvação, além disso a Bíblia pode nos fazer entender a posição do Espírito Santo; em específico os vários canais de sua (its) operação, que o Espírito Santo foi feito simplesmente provisão em relação a (its)sua própria existência e presença com o povo de Deus para o fim dos dias a fim de guiá-los à compreensão da Palavra a qual ele (it) inspirou, para convencer do pecado, e realizar uma obra de transformação no coração e na vida, e aqueles que negam ao Espírito seu (it) lugar e operação, fazem claramente uma negação da parte da Bíblia que determina a ele (it) seu trabalho e posição. 20. Que Deus, em concordância com seu relacionamento uniforme com a raça, envia avante uma proclamação da proximidade do segundo advento de Cristo; e que este trabalho é simbolizado pelas três mensagens de Apocalipse 14, a última mensagem traz uma visão do trabalho de reforma sobre a lei de Deus, e que seu povo pode adquirir uma completa preparação para o Segundo Advento. 21. Que o tempo da purificação do santuário (veja proposição 10) sincroniza-se com o tempo da proclamação da terceira mensagem (Apocalipse 14:9, 10), é o tempo do juízo investigativo, primeiro com respeito aos mortos, segundo, com respeito aos vivos, para determinar quem dos milhares que agora dormem no pó da terra são dignos de tomar parte na primeira ressurreição, e as multidões dos vivos são dignos da transladação, - ponto que será determinado antes do aparecimento do Senhor. 22. Que a sepultura, local para o qual todos tendemos a ir, expressa pela palavra hebraica “sheol” e a palavra grega “hades”, é um lugar ou condição, no qual não existe trabalho, artimanhas, sabedoria, nem conhecimento. Eclesiastes 9:10. 23. Que o estado no qual somos reduzidos pela morte é um silêncio de inatividade, e completa inconsciência. Sal. 146:4; Ecles. 9:5,6; Dan. 12:2. 24. Que a humanidade estará fora desta prisão da sepultura, causada pela ressurreição corporal, os justos terão parte na primeira ressurreição, que terá lugar na Segunda Vinda de Cristo, e os injustos na segunda ressurreição, que acontecerá após o milênio. Apoc. 20:4-6. 25. Que ao soar da última trombeta, os justos vivos, serão transformados em um momento, num piscar de olhos, e que os justos ressurretos serão transladados ao encontro com o Senhor nos ares, então estarão para sempre com o Senhor. Tess. 4:16, 17; I Cor. 15:51, 52. 26. Que esses imortalizados, serão levados ao céu, para a Nova Jerusalém, para a casa do Pai, na qual existem muitas mansões (João 14:1-3), onde eles reinarão com Cristo por mil anos, julgando o mundo e os anjos caídos, isto é, que está preparada a punição que será executada sobre eles no final dos mil anos (Apoc. 20:4; I Cor. 6:2,3); que durante este período a terra se encontrará e uma desolada e caótica condição (Jer. 4:23-27), descrita como no princípio, pelo termo grego “abussos” (abismo, septuaginta de Gen. 1:2); e que aqui Satanás estará confinado durantes os mil anos (Apoc. 20:1, 2), e aqui será finalmente destruído (Apoc. 20:10; Mal. 4:1); ele forjou o lugar de destruição no universo sendo apropriadamente feito, por um período de tempo, sua prisão sombria, e conseqüentemente o lugar de sua execução final. 27. Que no final dos mil anos o Senhor descerá com seu povo e a Nova Jerusalém (Apoc. 21:2), e os ímpios mortos serão ressuscitados e virão sobre a superfície da
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    83 ainda não renovadaterra, e se reunirão ao redor da cidade, o acampamento dos santos (Apoc. 20:9), e o fogo de Deus descerá e os devorará. Eles serão consumidos, raiz e ramo (Mal. 4:1), tornando com se nunca houvessem existido (Obadias 15, 16). Nesta eterna destruição da presença do Senhor ( II Tess. 1:9), os ímpios estarão reunidos na “punição eterna” preparada contra eles (Mat. 25:46), a qual é a morte eterna. Rom. 6:23; Apoc. 20:14, 15. Esta é a perdição dos homens descrentes, e o fogo o qual os consumirá será o fogo que por seu intermédio “os céus e a terra, estão agora... reservados”, os quais os elementos serão destruídos com intensidade, e purificará a terra da profunda mancha da maldição do pecado. II Pedro 3:17-12. 28. Que os novos céus e a nova terra brotarão das cinzas dos antigos céus e terra pelo poder de Deus, e esta terra renovada com a nova Jerusalém para sua metrópole e capital serão a eterna herança dos santos, o lugar onde a justiça residirá por toda a eternidade. II Ped. 3:13; Sal. 37:11, 29; Mat. 5:5. (Tradução: Marcelo Gomes, Codó, MA. http://br.geocities.com/pioneiroadventista/ yearcompleto.html, YearBook, 1911, última redação Uriah Smith) Devemos seguir os conselhos, e compreender que: Os que sinceramente desejam a verdade não serão relutantes em franquear à pesquisa e crítica as suas posições, e não se aborrecerão se suas opiniões e idéias forem contraditas. Este foi o espírito acariciado entre nós quarenta anos atrás. Reuníamonos com a alma opressa, orando para que fôssemos unidos na fé e na doutrina; pois sabíamos que Cristo não é dividido. Um ponto de cada vez, era tomado como assunto de pesquisa. A solenidade caracterizava esses concílios de pesquisa. As Escrituras eram abertas com uma intuição de reverência. Muitas vezes jejuávamos, a fim de que estivéssemos mais habilitados a compreender a verdade. Review and Herald, 26 de julho de 1892. (Conselhos sobre o Regime Alimentar, p. 187) Cabe agora a nós compreendermos por nós mesmos estes assuntos, e com o espírito de humildade estudarmos as Sagradas Escrituras com o intuito de encontrar a verdade como a tesouros escondidos. E antes de tomarmos qualquer decisão contra ou a favor de qualquer assunto, aconselhamos que considere as palavras que se seguem: Que constitui o pecado contra o Espírito Santo? - Está em voluntariamente atribuir a Satanás a obra do Espírito Santo. Por exemplo: Suponhamos que alguém seja testemunha de uma nova manifestação especial do Espírito de Deus. Possui prova convincente de que o fato está em harmonia com as Escrituras, e o Espírito testemunha com seu espírito que é de Deus. Depois, entretanto, a pessoa cai em tentação; orgulho, convencimento, ou qualquer outro mau traço, a dominam; e, ao rejeitar todas as provas de seu divino caráter, declara que tudo o que antes reconhecera como sendo o poder do Espírito Santo era apenas o de Satanás. É por meio de Seu Espírito que Deus opera no coração humano; e quando o homem voluntariamente rejeita o Espírito, e declara ser o de Satanás, intercepta o conduto por meio do qual Deus Se pode comunicar com ele. Pela negação da prova que Deus Se dignou conceder-lhe, apaga a luz que lhe estivera a brilhar no coração, e, como resultado, é deixado em trevas. Assim se verificam as palavras de Cristo: "Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes serão tais trevas!" Mat. 6:23. Por algum tempo, pessoas que tenham cometido este pecado podem parecer serem filhos de Deus; mas quando surgem circunstâncias destinadas a desenvolverem o caráter e mostrar de que espírito são, ver-se-á que se acham no terreno do inimigo, arregimentados sob sua negra bandeira. (Testemunhos Seletos, Vol. II, p. 265, 266) As evidências aqui apresentadas mostram o quão longe estamos do verdadeiro conhecimento de Deus, que nos afastamos das veredas antigas. Não podemos continuar no erro quanto tudo aponta
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    84 para o caminhocerto. Assim como Deus guiou este povo no passado, conclama agora que despertem, e avancem na verdade. Negar nossa realidade é negar a nós a última oportunidade para o arrependimento, negar que erramos é jamais reconhecer que precisamos da justiça de Cristo, pois nos justificamos a nós mesmos. Não podemos mais continuar dizendo: “Rico sou e de nada tenho falta”, porque na verdade somos um povo “desgraçado, miserável, pobre, cego” e vergonhosamente nu (Apc. 3:17). A igreja por sua impenitência tem se tornado “morada de demônios, e coito de todo o espírito imundo, e coito de toda a ave imunda e aborrecível.” (Apc. 18:2). Vivemos em tempos de estudo acurado das Sagradas Escrituras, não podemos aceitar as idéias de mestres, doutores, teólogos – escribas e fariseus modernos. Não podemos deixar nas mãos da Conferência Geral a nossa salvação. E todos os que temem que ao estudar a Bíblia, descobrirão que estiveram em engano, e por esse motivo aceitam fábulas humanas como verdade, negando as Santas Escrituras, lembrem-se que está escrito “quanto aos covardes, e aos incrédulos, e aos abomináveis, e aos homicidas, e aos fornicários, e aos feiticeiros, e aos idólatras e a todos os mentirosos, a sua parte será no lago que arde com fogo e enxofre; o que é a segunda morte.” (Apocalipse 21:8). “Bem-aventurados aqueles que guardam os seus mandamentos, para que tenham direito à árvore da vida, e possam entrar na cidade pelas portas. Ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira.” (Apocalipse 22:14, Bíblia Almeida Corrigida e Fiel) Quanto aos 144 mil encontramos: E olhei, e eis que estava o Cordeiro sobre o monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que em suas testas tinham escrito o nome de seu Pai. E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão; e ouvi uma voz de harpistas, que tocavam com as suas harpas. E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra. Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus. (Apocalipse 14:1-5, Almeida Corrigida e Fiel) 7. CONSIDERAÇÕES FINAIS Pense nas palavras dos capítulos de Testemunhos para Ministros e Obreiros Evangélicos que se seguem e analise. É tempo de termos nossa própria experiência espiritual, nossas descobertas dos tesouros escondidos da Palavra de Deus. A experiência dos pioneiros não é a nossa, então desperte oh, Israel, para que a vossa luz resplandeça. Características do Verdadeiro Pesquisador: Deus ordena a cada homem que obedeça a Sua lei. Ele não vê como vê o homem. Sua norma é elevada, pura e santa; no entanto todos a podem alcançar. O Senhor vê a necessidade da alma, a
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    85 consciente fome daalma. Ele considera a disposição de espírito, da qual procedem as nossas ações. Vê-se acima de tudo as evidências de respeito e fé para com Deus. O verdadeiro pesquisador que se esforça por ser semelhante a Jesus na palavra, na vida e no caráter, contemplará seu Redentor, e, pela contemplação é transformado à Sua imagem, porque almeja a mesma disposição de Espírito que havia em Cristo Jesus, e por ela ora. Não se esquiva do mal pelo temor da vergonha, ou pelo medo da perda; porque sabe que tudo que desfruta vem de Deus, e fará bom uso de Suas bênçãos, para poder representar a Cristo. Ele não está ansioso de permanecer mais alto, de obter o louvor dos seres humanos. Não é esse o seu mais ávido interesse. Fazendo uso sábio do que agora tem, procura obter cada vez maior habilidade para poder prestar a Deus maior serviço. Ele almeja a Deus. A história de seu Redentor, o imensurável sacrifício que fez, enche-se de significação para ele. Cristo, a Majestade do Céu, tornou-Se pobre, para que pela Sua pobreza pudéssemos tornar-nos ricos; não ricos meramente de dotes, mas ricos de realizações. Essas são as riquezas que Cristo deseja ardentemente que Seus seguidores possuam. Ao ler o verdadeiro pesquisador da verdade a Palavra, e abrir a mente para recebê-la, almeja a verdade de todo o coração. O amor, a piedade, a ternura, a cortesia, a delicadeza cristã, que serão os elementos nas mansões celestiais que Cristo foi preparar para os que O amam, apossam-se de sua alma. Seu propósito é firme. Está determinado a permanecer do lado da justiça. A verdade achou caminho para o coração e ali está implantada pelo Espírito Santo, que é a verdade. Quando a verdade se apossa do coração, dá o homem segura evidência disso, tornando-se um mordomo da graça de Cristo. O coração do verdadeiro cristão está imbuído do verdadeiro amor, da mais ardorosa sede de almas. Não descansa enquanto não estiver fazendo tudo que está nas suas forças para buscar e salvar o perdido. Gastam-se tempo e forças; não se evita o trabalho exaustivo. Deve dar a outros a verdade que tanta alegria, paz e regozijo no Espírito Santo trouxe à alma. Quando a pessoa verdadeiramente convertida possui o amor de Deus, sente a sua obrigação de tomar o jugo com Cristo, e trabalhar em harmonia com Ele. O Espírito de Cristo sobre ele repousa. Revela o amor, a piedade, a compaixão do Salvador, porque é um com Cristo. Anela levar outros a Jesus. Seu coração se desmancha de ternura ao ver o perigo em que estão as almas que se encontram longe de Cristo. Cuida das almas como alguém que deve prestar contas. Com convites e rogos misturados com certezas das promessas de Deus, procura ganhar almas para Cristo; e isso é registrado nos livros. É um colaborador de Deus. Não é Deus o próprio objeto de imitação? Deve ser obra da vida cristã, revestir-se de Cristo, e levar a si mesmo para a mais perfeita semelhança com Cristo. Os filhos e filhas de Deus devem avançar na semelhança com Cristo, nosso modelo. Diariamente devem contemplar Sua glória e admirar a Sua incomparável excelência. Ternos, verdadeiros e plenos de compaixão devem eles tirar as almas do fogo, detestando mesmo as roupas manchadas pela carne. (p. 121-123) O Espírito de Jesus: 3 de agosto de 1894 Cristo identifica o Seu interesse com o da humanidade. A obra que traz as credenciais divinas é a que manifesta o espírito de Jesus, que revela Seu amor, Seu cuidado, Sua ternura ao lidar com a mente dos homens. Que revelações viriam aos homens se a cortina fosse aberta, e pudésseis ver o resultado de vosso trabalho ao lidar com os que erram, e que necessitam do mais judicioso tratamento
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    86 para não seremdesviados do caminho! "Portanto, tornai a levantar as mãos cansadas e os joelhos desconjuntados, e fazei veredas direitas para os vossos pés, para que o que manqueja se não desvie inteiramente; antes seja sarado." Heb. 12:12 e 13. Sempre teremos de lidar com pessoas provadas e tentadas, e é necessário que sejamos diariamente convertidos a Deus, sendo vasos que podem ser usados para honra e glória do Seu nome. O verdadeiro valor da alma só pode ser estimado pela cruz do Calvário. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna." João 3:16.Os que não são convertidos, que não estão santificados, manifestarão de que qualidade de espírito eles são. Revelarão pelo que gostam ou deixam de gostar que seus sentimentos naturais não estão sob o domínio de uma vontade santificada. A religião de Jesus Cristo é de molde a revolucionar inteiramente o homem. A verdade de Deus tem poder para transformar o caráter. Devemos ter a fé que atua por amor e purifica a alma. A fé cujo resultado não é este, nenhum valor tem. O fruto do ramo revelará o caráter do tronco mestre. O que está plantado em Cristo será elevado. Em vez de agir asperamente, em vez de extirpar da fé e da esperança o que erra, pela vossa severidade e aspereza, o cristão genuíno ensinará ao ignorante, reformará o homem pecaminoso, confortará os que choram, reprimirá a opressão e a injustiça, e trabalhará seguindo um plano como o de Cristo, mesmo em todas as transações comerciais. Em vez de instigar à contenda, trará paz e harmonia. Entre os que têm ocupado posições de confiança na obra de Deus, tem havido condescendência para com um espírito severo, injusto e crítico. A menos que os que transigem com este espírito se convertam, serão desobrigados da responsabilidade de ter uma parte nas comissões de conselho, mesmo nas transações comerciais. A menos que sejam convertidos, não deve sua voz ser ouvida no concílio, pois o resultado conjunto é mais prejudicial que benéfico. O mal prevalece. O homem se torna ofensor por uma palavra, e a suspeita, desconfiança, ciúme, más conjeturas, falar mal e a injustiça se reproduzem mesmo em conexão com a causa de Deus. Um zelo falso passa por dedicação à causa de Deus; mas as vestes rotas e imundas do eu devem ser destruídas e em seu lugar deve o homem aceitar a justiça de Cristo. A perseguição levada a efeito entre os membros da igreja é uma coisa muito terrível. Verdade é que alguns têm cometido erros e enganos, mas é igualmente verdade que esses erros e enganos não são tão graves à vista de Deus como o espírito severo e não perdoador dos que são críticos e censuradores. Muitos dos que se julgam livres para fazer juízo de outros, cometem erros que, embora não se tornem manifestos, estão manchados com mal implacável que lhes está corrompendo a vida espiritual. Amor e União Deus gostaria de abrir os olhos de Seu povo professo a fim de que pudesse ver que deve amar a Deus sobre todas as coisas, e ao próximo como a si mesmo, se quiser ser salvo em Seu reino. Muitos estão demonstrando não serem dominados pelo Espírito de Cristo, mas por outro espírito. Os atributos que ostentam são tão diferentes dos atributos de Cristo como as características de Satanás. É alto tempo de os crentes ficarem ombro a ombro e se esforçarem juntamente pela vida eterna, em lugar de se manterem afastados e exprimindo por palavra e ação: "Sou mais santo que tu." Os que querem empregar suas forças para a salvação das almas que perecem, devem unir-se coração a coração e serem
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    87 ligados pelos laçosda simpatia e amor. Devem os irmãos manifestar o mesmo espírito que foi manifestado pelo nosso misericordioso e fiel Sumo Sacerdote, que foi tocado pelo sentimento de nossas fraquezas. Podemos inspirar nova vida aos desfalecentes e desesperançados. Podemos alcançar vitórias que nossa opinião malconcebida e errônea, que nossos defeitos de caráter e nossa falta de fé têm considerado impossível. Fé! pouco sabemos o que isto significa. (p. 184-186) REFERÊNCIAS ARROYO, Alfonso Raúl Zerwekh. O Santuário e seus serviços. 1999. (http://www.tagnet.org/iasdp/ santuario.html). Acesso em: 01 out. 2009. BALBACH, Alfons. Considerações sobre a Divindade. Almirante Tamandaré, PR: Edições Ebenazer, 2008. BENEDICTUS PP. XVI. Carta Encíclica Spe Salvi Do Sumo Pontífice Bento Xvi Aos Bispos Aos Presbíteros E Aos Diáconos Às Pessoas Consagradas E A Todos Os Fiéis Leigos Sobre A Esperança Cristã. Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 30 de Novembro, festa de Santo André Apóstolo, do ano 2007, terceiro de Pontificado. Libreria Editrice Vaticana. (www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/encyclicals/documents/hf_ben-xvi_enc_20071130_spesalvi_po.html). Acesso em: 26 jun 2009. BENEDICTUS PP. XVI. Maria, obra-prima da Santíssima Trindade: Bento XVI neste domingo ao meio-dia. Radio Vaticano: a voz do Papa e da Igreja em diálogo com o mundo. 11 jun 2006. (http://www.oecumene.radiovaticana.org/por/Articolo.asp?c=82602). Acesso em: 10 mar 2009. BEZANÇON, Jean – Noel. Deus não é solitário: A Trindade na vida dos cristãos. Loyola / SP, 2003. BÍBLIA SAGRADA, Bíblia Jovem Amigo e Hinário Adventista. Nova Tradução na Linguagem de Hoje. Sociedade Bíblica Brasileira. 2000. BÍBLIA SAGRADA, BP/_INDEX.HTM) edição Pastoral. Editora Paulus, 2002. (http://www.paulus.com.br/ BIBLIA SAGRADA, Nova Versão Internacional. International Bible Society. 2000. BÍBLIA SAGRADA, Tradução Ciro Mioranza. Edição de luxo. São Paulo: Editora Escala. BÍBLIA SAGRADA, Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas. Edição Brasileira, 1996. BÍBLIA SAGRADA, Tradução João Ferreira de Almeida, edição Revista e Corrigida na gráfica simplificada. 89 ed. Juerp: Impressa Bíblica Brasileira. 1991. BÍBLIA SAGRADA, Tradução João Ferreira de Almeida, edição Revista e Corrigida Fiel ao Original. Sociedade Bíblica Trinitariana do Brasil. 1994. (http://www.baptistlink.com/ creationists/acf/indexacf.htm) BÍBLIA SAGRADA, Tradução João Ferreira de Almeida, edição Revista e Atualizada no Brasil. 2 ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil. 2002. BRUINSMA, Reinder. Lição da Escola Sabatina adultos: A caminhada cristã. Abr-jun 2009. CARTA WILLIAMS WHITE. (http://www.alvorada.us/cartawilliams.htm). Acesso: jun. 2009. CASTRELLON, Vianey. Adventistas repudian ataques. La Prensa Web. Panamá, 10 de agosto de 2003. (http://mensual.prensa.com/mensual/contenido/2003/08/10/hoy/portada/ 1183261.html). Acesso jun. 2009.
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