Profa. Dra. Ana Cristina Limongi França
Universidade de São Paulo – USP
Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA
Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho
Fundação Instituto de Administração - FIA
Marcos Históricos da
Organização do Trabalho
• Revolução Agrícola: África 12.000 a.C.
www.planetaorganico.com.br
• Revolução Industrial: Europa século XVIII e XIX
www.vestigios.hpg.ig.com.br/revolucaoindustrial.htm
• Revolução Tecnológica: Ásia e América do
Norte
– Século 20 Anos 60
http://www.comciencia.br/resenhas/bioinformatica/
socialismo.htm
O Cenário do 3º. Milênio
Hábitos
Alterados
Valores e
Gestão
Pressão
Tecnológica
Mudanças nos últimos anos
Os impactos tecnológicos e econômicos mudaram radicalmente
a vida no trabalho, com ênfase na comunicação virtual;
As fusões e aquisições: US$ 2,6 bilhões em 87 transações
concluídas só no primeiro trimestre de 2006 (in Beker,2006);
A linguagem digital, a desfronterização da economia que geram
contínuas e novas exigências;
O novo cenário impacta de múltiplas formas a vida pessoal, a
estruturação e o envolvimento familiar e comunitário;
As expectativas de alta performance requerem um novo aprender
a desaprender sobre condições de vida dentro e fora do trabalho.
Dimensões do Trabalho no 3º. Milênio
gestão e auto-gestão
velocidade
alta tecnologia
visão de riscos
competitividade
Pessoa
edifícios inteligentes
chão de fábrica
teletrabalho
veículos terrestres,
fluviais, aéreos
atividades de
alto risco
escritórios virtuais
A arquitetura e o espaço do trabalho:
diferentes adaptações e comportamentos laborais
A ebulição dos mundo do trabalho
Ceo´s: U$ 249 milhões/ano Richard D. Fairbank, em 2005 pagos
pela Capital One Financial (EEUU);
Bikeboys: hoje, são quase 1.100
no Sindicato dos
Mensageiros e Motociclistas
de São Paulo;
Second Life: Ogilvy – empresa de de inovação digital, Eletric
Sheep Company: contratou 27 empregados. Fonte: Rev. Fortune;
Varig: 41 pilotos brasileiros foram contratados por empresa
Chinesa (2006).
“Sem trabalho todo vida apodrece, mas
sobre um trabalho sem alma a vida sufoca e
morre.’
Albert Camus, 1913-1964~
Fonte: http://paulomartins.files.wordpress.com/2007/04/manif.jpg
Bem-estar: responsabilidade de
quem?
• Políticas e incentivos fiscais;
• Organizações Não Governamentais - ONGs
• Ações organizacionais de dentro para fora:
Balanço Social;
• Escolas e educação comunitária;
• Missionários.
PRESSÕES PARA
GESTÃO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO
ÁLCOOL
DROGAS
TABACO ACIDENTES
MORTES SÚBITAS
WORKAHOLIC
DESEMPARO
MONETARIZAÇÃO
DESFRONTERIZAÇÃOI
DIVERSIDADE
CULTURA LOCAL
POBREZA
SEDENTARISMO
SOBREPESO
DISTRESS
BURNOUT
DEPRESSÃO
LER-DORT
AMERT
GENERO
IDADE
CANCER
AIDS
VIOLÊNCIA
ASSÉDIO MORAL
GQV
T
CONTRIBUIÇÕES DAS CIÊNCIAS
Raízes – Breve retrospectiva teórico-conceitual
• Raízes da Qualidade de Vida no Trabalho:
– Movimentos sindicais para saúde/doença do trabalhador – inicio
século XX;
– Orientação social e qualificação de atividades familiares e
domésticas: economia doméstica, puericultura, serviço social e
higiene industrial - anos 40 a 70;
– Promoção da Segurança e Saúde Ocupacional, Educação do
Trabalhador, Políticas Públicas de controle de acidentes do
trabalho anos 70 a 90;
– Combate à vida sedentária, novos hábitos alimentares, planos de
atendimento integral aos empregados, compensação de salários,
benefícios integrados à benefícios fiscais, anos 80 até hoje;
– Políticas internacionais integradas visando erradicação da
pobreza, eqüidade e justiça social, promoção da saúde,
qualificação do bem-estar.
O TRABALHO SUSTENTÁVEL
Gera
credibilidade
Integra
socialmente
Tem expectativas
priorizadas
Capacita
e realiza
Efetiva a
sobrevivência
DILEMAS DA GESTÃO DE PESSOAS NO TRABALHO
Alinhamento das necessidades pessoais e coletivas;
Natureza dos direitos e deveres;
Identidade e individuação organizacional;
Proteção da sua personalidade e da sua privacidade;
Perenidade da experiência e fragilidade dos vínculos
Equilíbrio ou... Balanço?
O comportamento humano não
ocorre ao acaso, não é aleatório.
“A esfera trabalho representa
uma dimensão importante na
construção de identidade do
indivíduo.....
.....existe uma relação estreita com a
auto-estima e a confiança do
indivíduo em si mesmo” (SELLIGMAN,
1955, p.42 in Beker, 2006).
Os relacionamentos e as
equipes às quais cada um de nós
pertencemos são o alimento saudável
(ou não) para a auto-estima.
Os papéis sociais e a pessoa
Sinais de mal-estar e disfunções na gestão de pessoas:
Absenteísmo
• Faltar sem perder remuneração.
• Uso secundário do sintoma.
• Critérios subjetivos de quem
autoriza a falta justificada.
• Risco de perda do emprego ou da
posição quando a falta não e
justiçada.
• Apoiado por políticas
organizacionais, empresariais e
públicas.
Presenteismo
• Não perder remuneração sobre dia
ou horas de trabalho.
• Sofrer pressão das chefias, os pares e
grupos.
• Não cuidar dos sintomas.
• Reduzir desempenho e nivelar o
desempenho “por baixo”.
• Interferir no equilíbrio do grupo,
gerar conflitos com falta de clareza
sobre a origem dos problemas de
atuação.
Desafios à SUSTENTABILIDADE:
Panorama Laboral– OIT: 7 de cada 10
novos empregos são no setor
informal;
Contínuos novos estágios de inovação;
Ignorar riscos do estilo de vida;
Ênfase na doença;
Tratar promoção de saúde como placebo.
AÇÕES SOBRE O
CONJUNTO DAS FORÇAS HUMANAS
VOLTADAS PARA ATIVIDADES PRODUTIVAS,
GERENCIAIS E ESTRATÉGICAS
DE UM AMBIENTE ORGANIZACIONAL
POTENCIAL
INTERAÇÃO
COMPROMISSO INOVAÇÃO
FORÇA DE
TRABALHO
CRIATIVIDADE
Administração de Recursos Humanos - ARH no
âmbito da Gestão de Pessoas
• Recrutamento e Seleção: Interno, externo, misto, terceirizado, eventual;
• Treinamento e desenvolvimento: Integração inicial, capacitação,
aperfeiçoamento;
• Avaliação de Desempenho: Auto-avaliação, avaliação aos pares, pela
chefia, pelos clientes internos e externos, 360º;
• Remuneração, Salário e Benefícios: Compensações integrados às
Políticas Públicas;
• Comunicação Interna: Imagem da empresa e endomarketing;
• Segurança, Saúde Ocupacional: Qualidade de Vida no Trabalho:
promoção e prevenção de morbidade e mortalidade;
• Sistemas de Informação: Tecnologia de Informação e Rede de
Relacionamento.
Funções da Administração de Recursos Humanos
- ARH
Relações entre ARH Estratégica e visão das pessoas
15,0%
61,1%
20,6%
3,2%
É estratégica
Não é estratégica
É indiferente para os resultados
Não sei
1
0
3
25
27
32
38
61
74
0 25 50 75 100 125
Gerador de resultados
Colaborador
Cumprir normas
Recursos Estratégicos
Ser Humano
Servidor
Mal necessário
Inexistente
Outro
49,0%
40,4%
25,2%
21,2%
17,9%
16,6%
2,0%
0,0%
0,7%
21,7
%
8,3%
29,3
%40,8
%
Relações entre Regime de trabalho (CLT, Servidor Público e
Empresário) e importância da GQVT
18,9
%
21,6
%
35,1
%
24,3
%
5,6%
5,6%
27,8
%
61,1
%
15,0%
3,2%
61,1%
É estratégica
Não é estratégica
É indiferente para os resultados
Não sei
CLT
157 respondentes
(63,6% do total)
Servidor Público
37 respondentes
(15% do total)
Empresário
18 respondentes
(7,3% do total)
VISÃO DE PESSOA A PARTIR DA
QUALIDADE DE VIDA
Pessoa Humana: ser inteligente, crítico e único
em suas características de história de vida:
biológicas, psicológicas e sociais.
Domínios específicos - mas integrados e
simultâneas em suas respostas de vida.
Visão BPSO (limongi96)
BIOLÓGICO
PSICOLOGICO
SOCIAL
ORGANIZACIONAL
Competências
organizacionais
são construídas
a partir da
qualidade
da informação
e do poder
da percepção.
O Possível (im) possível
O que é saúde no trabalho?
• Completo bem-estar biológico,
psicológico, social e
organizacional, incluindo:
– ausência de doenças,
– promoção da saúde,
– eqüidade e justiça laboral e social.
Conjunto de reações, que ocorrem em
um organismo submetido a um
esforço de adaptação:
Elasticidade, deformação e
resistência.
(HANS SELYE, 1936)
O que é estresse?
TIPOS DE STRESS
DISTRESS DISTRESSEUSTRESS
MONOTONIA
( - ESFORÇO)
MANIFESTAÇÕES
E SINTOMAS
DA DOENÇA
ÁREA DE MELHOR
DESEMPENHO E
CONFORTO
Coping
Happyness
Resiliência
MANIFESTAÇÕES
E SINTOMAS
DA DOENÇAS
SOBRECARGA
( + ESFORÇO)
TEMPO
ESFORÇO
Doenças e sintomas i
ASSOCIADOSAO stresstipodistress
Somatização
Fadiga
Depressão
Desordens alimentares
Jet-lag
Doenças e sintomas ii
ASSOCIADOSAOstresstipodistress
Síndromedo desamparo
Síndrome do lazer
Síndrome do pânico
Síndrome de burnout
Tecnostress
Doenças e sintomas iii
ASSOCIADOSAO stresstipodistress
Síndrome da pressa
Alextimia
Distúrbios do sono
cardiopatias
Assédio moral
Saúde:
é o silêncio dos órgãos.
Doença:
é o grito dos órgãos no silêncio
do sujeito.
Caldeira, 1995
Pessoas: A exploração excessiva do recurso
http://penut.net/images/links/donkey.jpg
DESAFIOS DE VALORIZAÇÃO DA VIDA ORGANIZACIONAL E
PESSOAL
O QUE É GESTÃO DA QUALIDADE DE
VIDA NO TRABALHO?
Gestão da Qualidade de Vida no
Trabalho – GQVT é o conjunto das
escolhas de bem-estar – único e
personalizado -, em busca do equilíbrio
entre hábitos saudáveis e condições de vida
no trabalho.
Promoção da Saúde
Integral
Nutrição, ginástica laboral
Cultura da
Qualidade e
Excelência
Desafios para
Enfrentar riscos
Responsabilidade
Social e meio ambiente
Tempo livre, lazer
Cultura e educação
Benefícios e
Compensações
ÂNCORAS
GQVT
RESULTADOS EMPRESARIAIS
• Ética e comprometimento em todos os níveis de decisão;
• Modernização da gestão, especialmente a gestão de pessoas;
• Visibilidade de valores voltados para resultados com equidade e
justiça social;
• Disseminação de relacionamento e clima organizacional saudável;
• Reconhecimento de riscos e proteção à integridade bio-psico-social
e organizacional;
• Redução de custos de doença e passivos trabalhistas;
• Agregação de valores de sustentabilidade e responsabilidades
social empresarial.
RESULTADOS PESSOAIS ESPERADOS
Autoconhecimento
Valorização da auto-estima
Desenvolvimento de capacidades emocionais e sociais
Balanço da Vida Pessoal e Trabalho
Descontração
Reposição de energias
Integração social
Prazer de viver
Fortalecimento social
+ Dores e sintomas se tornam invisíveis;
+ “Indústria” da qualidade de vida no
trabalho;
+ Mercado dos litígios trabalhistas;
+ Psicologização dos sintomas;
+ Omissão nos cuidados;
+ Pedagogia do “Stress”;
+ Desvalorização desempenho saudável;
+ Perfis dos clientes de QVT;
+ Desmotivação no cargo ou carreira;
+ Assédio Moral
Problemas atuais de gestão
organizacional do mal-estar:
MárciodelCistia/1990
– Buscar o equilíbrio bio-psico-social e
organizacional;
– Garantir a urbanidade nos hábitos;
– Entender a mundialização de informações,
produtos e serviços;
– Respeitar a diversidade: racial, gênero e
ideológica;
– Reconhecer as variações de Idade e Trabalho.
CONSTRUINDO SUSTENTABILIDADE DE GESTÃO
EMPRESARIAL
Relações com empregados e ambiente
social e econômico
• Diversidade
• Pobreza
• Desfronterização
• Conflitos
Caminhos da auto-gestão...
OUVIR as suas necessidades visando o auto-conhecimento
OBSERVAR as necessidades dos outros
UTILIZAR inteligência emocional
EDUCAR-SE integralmente
Alimentação
Atividade física
postura física e mental
fortalecimento dos laços
ter prazer no que faz
desenhar o projeto de vida
balanço vida & trabalho
CONSTRUIR vínculos positivos
DAR ESPAÇO para a alegria
O que a ciência revela: As respostas
biológicas
Felicidade reflete em todo o organismo.
Não é só o coração. Todo o organismo
das pessoas felizes funciona melhor
que o das infelizes.
Neste estudo, os londrinos mais felizes tinham
taxas menores de cortisol, hormônio ligado ao
estresse e a doenças como diabetes tipo 2 e
hipertensão. E respondiam ao estresse com uma
quantidade menor de fibrinogênio, uma proteína
encontrada no sangue que, em altas concentrações,
pode prejudicar o coração.
O que a ciência já sabe:
Determinantes socioeconomicos da
felicidade
• Felicidade é vista como decorrência da percepção de
bem-estar objetivo e subjetivo;
• Há uma correlação positiva entre renda e felicidade
(teoria do nível de aspiração material);
• O grande paradoxo: O desemprego é uma das
maiores fontes de infelicidade. Historicamente é tido
como fardo ou como obrigação indesejada;
• Há relações positivas encontradas em pessoas
casadas: conceituada “felicidade mínima” aos 53
anos.
• As perguntas de felicidade permitem que cada pessoa faça uso da sua
própria definição de bem-estar...estão relacionadas ao cotidiano:
saúde, família, situação financeira e emprego.
De onde vem e onde se encontram?
Felicidade: percepção objetiva e subjetiva de bem-estar
- nasce com o desejo e cresce com a legitimação
das vontades;
Bem-estar: condições favoráveis, sadias e sustentáveis
do modo de viver, nos diversos papéis e ciclos de
vida. Condições dadas e conquistadas;
Qualidade de Vida no Trabalho: conjunto das escolhas
de bem-estar com equilíbrio biológico, psicológico e
social - (BPSO), que resulte em valores, práticas e
emoções positivas e sustentáveis em níveis pessoal
e organizacional.
Crie a sua JANELA da Qualidade de
Vida!
Quais são os caminhos do bem-estar pessoal e
organizacional?
Fonte:
Novos serviços, novas tecnologias, novos
clientes, mesmas expectativas
Alegria de
conviver
Convivênci
a familiar
Afeto
incondicional
Ouvir e ser
ouvido
Brian Weiss..
"A semente fica oculta sob a terra e, se
desistirmos de regar o solo, perdemos a beleza,
a sombra e o fruto da árvore que poderá
despontar e crescer.
Iniciem o processo, pois a felicidade que procuram
não está no fim do caminho, mas durante todo o
percurso. ..
cada ser humano que entra em harmonia com seu
núcleo essencial de amor, ao construir sua
própria felicidade, está dando sua parcela de
contribuição para a felicidade da Terra.“
Sites visitados em junho 2005.
www.hcpa.ufrgs.br/psiq/whoqol.html.
www.idh.org
www.abqv.org.br
www.psicossomatica.com.br
www.abergo.org.br
www.usp.br
www.g-qvt.com.br
www.ismabrasil.com.br
www.renemendes.com.br
Ser aprendiz e não ter a vergonha de
ser feliz!
Isto é auto-gestão de qualidade de vida dentro
e fora do trabalho!
climongi@usp.br
11 3818-4004

Ana cristina limongi

  • 2.
    Profa. Dra. AnaCristina Limongi França Universidade de São Paulo – USP Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade - FEA Núcleo de Estudos e Pesquisas em Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho Fundação Instituto de Administração - FIA
  • 3.
    Marcos Históricos da Organizaçãodo Trabalho • Revolução Agrícola: África 12.000 a.C. www.planetaorganico.com.br • Revolução Industrial: Europa século XVIII e XIX www.vestigios.hpg.ig.com.br/revolucaoindustrial.htm • Revolução Tecnológica: Ásia e América do Norte – Século 20 Anos 60 http://www.comciencia.br/resenhas/bioinformatica/ socialismo.htm
  • 4.
    O Cenário do3º. Milênio Hábitos Alterados Valores e Gestão Pressão Tecnológica
  • 5.
    Mudanças nos últimosanos Os impactos tecnológicos e econômicos mudaram radicalmente a vida no trabalho, com ênfase na comunicação virtual; As fusões e aquisições: US$ 2,6 bilhões em 87 transações concluídas só no primeiro trimestre de 2006 (in Beker,2006); A linguagem digital, a desfronterização da economia que geram contínuas e novas exigências; O novo cenário impacta de múltiplas formas a vida pessoal, a estruturação e o envolvimento familiar e comunitário; As expectativas de alta performance requerem um novo aprender a desaprender sobre condições de vida dentro e fora do trabalho.
  • 6.
    Dimensões do Trabalhono 3º. Milênio gestão e auto-gestão velocidade alta tecnologia visão de riscos competitividade
  • 7.
    Pessoa edifícios inteligentes chão defábrica teletrabalho veículos terrestres, fluviais, aéreos atividades de alto risco escritórios virtuais A arquitetura e o espaço do trabalho: diferentes adaptações e comportamentos laborais
  • 8.
    A ebulição dosmundo do trabalho Ceo´s: U$ 249 milhões/ano Richard D. Fairbank, em 2005 pagos pela Capital One Financial (EEUU); Bikeboys: hoje, são quase 1.100 no Sindicato dos Mensageiros e Motociclistas de São Paulo; Second Life: Ogilvy – empresa de de inovação digital, Eletric Sheep Company: contratou 27 empregados. Fonte: Rev. Fortune; Varig: 41 pilotos brasileiros foram contratados por empresa Chinesa (2006).
  • 9.
    “Sem trabalho todovida apodrece, mas sobre um trabalho sem alma a vida sufoca e morre.’ Albert Camus, 1913-1964~ Fonte: http://paulomartins.files.wordpress.com/2007/04/manif.jpg
  • 10.
    Bem-estar: responsabilidade de quem? •Políticas e incentivos fiscais; • Organizações Não Governamentais - ONGs • Ações organizacionais de dentro para fora: Balanço Social; • Escolas e educação comunitária; • Missionários.
  • 11.
    PRESSÕES PARA GESTÃO DAQUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO ÁLCOOL DROGAS TABACO ACIDENTES MORTES SÚBITAS WORKAHOLIC DESEMPARO MONETARIZAÇÃO DESFRONTERIZAÇÃOI DIVERSIDADE CULTURA LOCAL POBREZA SEDENTARISMO SOBREPESO DISTRESS BURNOUT DEPRESSÃO LER-DORT AMERT GENERO IDADE CANCER AIDS VIOLÊNCIA ASSÉDIO MORAL
  • 12.
  • 13.
    Raízes – Breveretrospectiva teórico-conceitual • Raízes da Qualidade de Vida no Trabalho: – Movimentos sindicais para saúde/doença do trabalhador – inicio século XX; – Orientação social e qualificação de atividades familiares e domésticas: economia doméstica, puericultura, serviço social e higiene industrial - anos 40 a 70; – Promoção da Segurança e Saúde Ocupacional, Educação do Trabalhador, Políticas Públicas de controle de acidentes do trabalho anos 70 a 90; – Combate à vida sedentária, novos hábitos alimentares, planos de atendimento integral aos empregados, compensação de salários, benefícios integrados à benefícios fiscais, anos 80 até hoje; – Políticas internacionais integradas visando erradicação da pobreza, eqüidade e justiça social, promoção da saúde, qualificação do bem-estar.
  • 14.
    O TRABALHO SUSTENTÁVEL Gera credibilidade Integra socialmente Temexpectativas priorizadas Capacita e realiza Efetiva a sobrevivência
  • 15.
    DILEMAS DA GESTÃODE PESSOAS NO TRABALHO Alinhamento das necessidades pessoais e coletivas; Natureza dos direitos e deveres; Identidade e individuação organizacional; Proteção da sua personalidade e da sua privacidade; Perenidade da experiência e fragilidade dos vínculos
  • 16.
  • 17.
    O comportamento humanonão ocorre ao acaso, não é aleatório. “A esfera trabalho representa uma dimensão importante na construção de identidade do indivíduo..... .....existe uma relação estreita com a auto-estima e a confiança do indivíduo em si mesmo” (SELLIGMAN, 1955, p.42 in Beker, 2006). Os relacionamentos e as equipes às quais cada um de nós pertencemos são o alimento saudável (ou não) para a auto-estima. Os papéis sociais e a pessoa
  • 18.
    Sinais de mal-estare disfunções na gestão de pessoas: Absenteísmo • Faltar sem perder remuneração. • Uso secundário do sintoma. • Critérios subjetivos de quem autoriza a falta justificada. • Risco de perda do emprego ou da posição quando a falta não e justiçada. • Apoiado por políticas organizacionais, empresariais e públicas. Presenteismo • Não perder remuneração sobre dia ou horas de trabalho. • Sofrer pressão das chefias, os pares e grupos. • Não cuidar dos sintomas. • Reduzir desempenho e nivelar o desempenho “por baixo”. • Interferir no equilíbrio do grupo, gerar conflitos com falta de clareza sobre a origem dos problemas de atuação.
  • 19.
    Desafios à SUSTENTABILIDADE: PanoramaLaboral– OIT: 7 de cada 10 novos empregos são no setor informal; Contínuos novos estágios de inovação; Ignorar riscos do estilo de vida; Ênfase na doença; Tratar promoção de saúde como placebo.
  • 20.
    AÇÕES SOBRE O CONJUNTODAS FORÇAS HUMANAS VOLTADAS PARA ATIVIDADES PRODUTIVAS, GERENCIAIS E ESTRATÉGICAS DE UM AMBIENTE ORGANIZACIONAL POTENCIAL INTERAÇÃO COMPROMISSO INOVAÇÃO FORÇA DE TRABALHO CRIATIVIDADE Administração de Recursos Humanos - ARH no âmbito da Gestão de Pessoas
  • 21.
    • Recrutamento eSeleção: Interno, externo, misto, terceirizado, eventual; • Treinamento e desenvolvimento: Integração inicial, capacitação, aperfeiçoamento; • Avaliação de Desempenho: Auto-avaliação, avaliação aos pares, pela chefia, pelos clientes internos e externos, 360º; • Remuneração, Salário e Benefícios: Compensações integrados às Políticas Públicas; • Comunicação Interna: Imagem da empresa e endomarketing; • Segurança, Saúde Ocupacional: Qualidade de Vida no Trabalho: promoção e prevenção de morbidade e mortalidade; • Sistemas de Informação: Tecnologia de Informação e Rede de Relacionamento. Funções da Administração de Recursos Humanos - ARH
  • 22.
    Relações entre ARHEstratégica e visão das pessoas 15,0% 61,1% 20,6% 3,2% É estratégica Não é estratégica É indiferente para os resultados Não sei 1 0 3 25 27 32 38 61 74 0 25 50 75 100 125 Gerador de resultados Colaborador Cumprir normas Recursos Estratégicos Ser Humano Servidor Mal necessário Inexistente Outro 49,0% 40,4% 25,2% 21,2% 17,9% 16,6% 2,0% 0,0% 0,7%
  • 23.
    21,7 % 8,3% 29,3 %40,8 % Relações entre Regimede trabalho (CLT, Servidor Público e Empresário) e importância da GQVT 18,9 % 21,6 % 35,1 % 24,3 % 5,6% 5,6% 27,8 % 61,1 % 15,0% 3,2% 61,1% É estratégica Não é estratégica É indiferente para os resultados Não sei CLT 157 respondentes (63,6% do total) Servidor Público 37 respondentes (15% do total) Empresário 18 respondentes (7,3% do total)
  • 24.
    VISÃO DE PESSOAA PARTIR DA QUALIDADE DE VIDA Pessoa Humana: ser inteligente, crítico e único em suas características de história de vida: biológicas, psicológicas e sociais. Domínios específicos - mas integrados e simultâneas em suas respostas de vida.
  • 28.
  • 30.
    Competências organizacionais são construídas a partirda qualidade da informação e do poder da percepção. O Possível (im) possível
  • 31.
    O que ésaúde no trabalho? • Completo bem-estar biológico, psicológico, social e organizacional, incluindo: – ausência de doenças, – promoção da saúde, – eqüidade e justiça laboral e social.
  • 32.
    Conjunto de reações,que ocorrem em um organismo submetido a um esforço de adaptação: Elasticidade, deformação e resistência. (HANS SELYE, 1936) O que é estresse?
  • 33.
    TIPOS DE STRESS DISTRESSDISTRESSEUSTRESS MONOTONIA ( - ESFORÇO) MANIFESTAÇÕES E SINTOMAS DA DOENÇA ÁREA DE MELHOR DESEMPENHO E CONFORTO Coping Happyness Resiliência MANIFESTAÇÕES E SINTOMAS DA DOENÇAS SOBRECARGA ( + ESFORÇO) TEMPO ESFORÇO
  • 34.
    Doenças e sintomasi ASSOCIADOSAO stresstipodistress Somatização Fadiga Depressão Desordens alimentares Jet-lag
  • 35.
    Doenças e sintomasii ASSOCIADOSAOstresstipodistress Síndromedo desamparo Síndrome do lazer Síndrome do pânico Síndrome de burnout Tecnostress
  • 36.
    Doenças e sintomasiii ASSOCIADOSAO stresstipodistress Síndrome da pressa Alextimia Distúrbios do sono cardiopatias Assédio moral
  • 37.
    Saúde: é o silênciodos órgãos. Doença: é o grito dos órgãos no silêncio do sujeito. Caldeira, 1995
  • 38.
    Pessoas: A exploraçãoexcessiva do recurso http://penut.net/images/links/donkey.jpg DESAFIOS DE VALORIZAÇÃO DA VIDA ORGANIZACIONAL E PESSOAL
  • 39.
    O QUE ÉGESTÃO DA QUALIDADE DE VIDA NO TRABALHO? Gestão da Qualidade de Vida no Trabalho – GQVT é o conjunto das escolhas de bem-estar – único e personalizado -, em busca do equilíbrio entre hábitos saudáveis e condições de vida no trabalho.
  • 40.
    Promoção da Saúde Integral Nutrição,ginástica laboral Cultura da Qualidade e Excelência Desafios para Enfrentar riscos Responsabilidade Social e meio ambiente Tempo livre, lazer Cultura e educação Benefícios e Compensações ÂNCORAS GQVT
  • 41.
    RESULTADOS EMPRESARIAIS • Éticae comprometimento em todos os níveis de decisão; • Modernização da gestão, especialmente a gestão de pessoas; • Visibilidade de valores voltados para resultados com equidade e justiça social; • Disseminação de relacionamento e clima organizacional saudável; • Reconhecimento de riscos e proteção à integridade bio-psico-social e organizacional; • Redução de custos de doença e passivos trabalhistas; • Agregação de valores de sustentabilidade e responsabilidades social empresarial.
  • 42.
    RESULTADOS PESSOAIS ESPERADOS Autoconhecimento Valorizaçãoda auto-estima Desenvolvimento de capacidades emocionais e sociais Balanço da Vida Pessoal e Trabalho Descontração Reposição de energias Integração social Prazer de viver Fortalecimento social
  • 43.
    + Dores esintomas se tornam invisíveis; + “Indústria” da qualidade de vida no trabalho; + Mercado dos litígios trabalhistas; + Psicologização dos sintomas; + Omissão nos cuidados; + Pedagogia do “Stress”; + Desvalorização desempenho saudável; + Perfis dos clientes de QVT; + Desmotivação no cargo ou carreira; + Assédio Moral Problemas atuais de gestão organizacional do mal-estar: MárciodelCistia/1990
  • 44.
    – Buscar oequilíbrio bio-psico-social e organizacional; – Garantir a urbanidade nos hábitos; – Entender a mundialização de informações, produtos e serviços; – Respeitar a diversidade: racial, gênero e ideológica; – Reconhecer as variações de Idade e Trabalho. CONSTRUINDO SUSTENTABILIDADE DE GESTÃO EMPRESARIAL
  • 45.
    Relações com empregadose ambiente social e econômico • Diversidade • Pobreza • Desfronterização • Conflitos
  • 46.
    Caminhos da auto-gestão... OUVIRas suas necessidades visando o auto-conhecimento OBSERVAR as necessidades dos outros UTILIZAR inteligência emocional EDUCAR-SE integralmente Alimentação Atividade física postura física e mental fortalecimento dos laços ter prazer no que faz desenhar o projeto de vida balanço vida & trabalho CONSTRUIR vínculos positivos DAR ESPAÇO para a alegria
  • 47.
    O que aciência revela: As respostas biológicas Felicidade reflete em todo o organismo. Não é só o coração. Todo o organismo das pessoas felizes funciona melhor que o das infelizes. Neste estudo, os londrinos mais felizes tinham taxas menores de cortisol, hormônio ligado ao estresse e a doenças como diabetes tipo 2 e hipertensão. E respondiam ao estresse com uma quantidade menor de fibrinogênio, uma proteína encontrada no sangue que, em altas concentrações, pode prejudicar o coração.
  • 48.
    O que aciência já sabe: Determinantes socioeconomicos da felicidade • Felicidade é vista como decorrência da percepção de bem-estar objetivo e subjetivo; • Há uma correlação positiva entre renda e felicidade (teoria do nível de aspiração material); • O grande paradoxo: O desemprego é uma das maiores fontes de infelicidade. Historicamente é tido como fardo ou como obrigação indesejada; • Há relações positivas encontradas em pessoas casadas: conceituada “felicidade mínima” aos 53 anos. • As perguntas de felicidade permitem que cada pessoa faça uso da sua própria definição de bem-estar...estão relacionadas ao cotidiano: saúde, família, situação financeira e emprego.
  • 49.
    De onde veme onde se encontram? Felicidade: percepção objetiva e subjetiva de bem-estar - nasce com o desejo e cresce com a legitimação das vontades; Bem-estar: condições favoráveis, sadias e sustentáveis do modo de viver, nos diversos papéis e ciclos de vida. Condições dadas e conquistadas; Qualidade de Vida no Trabalho: conjunto das escolhas de bem-estar com equilíbrio biológico, psicológico e social - (BPSO), que resulte em valores, práticas e emoções positivas e sustentáveis em níveis pessoal e organizacional.
  • 50.
    Crie a suaJANELA da Qualidade de Vida!
  • 72.
    Quais são oscaminhos do bem-estar pessoal e organizacional? Fonte:
  • 73.
    Novos serviços, novastecnologias, novos clientes, mesmas expectativas Alegria de conviver Convivênci a familiar Afeto incondicional Ouvir e ser ouvido
  • 74.
    Brian Weiss.. "A sementefica oculta sob a terra e, se desistirmos de regar o solo, perdemos a beleza, a sombra e o fruto da árvore que poderá despontar e crescer. Iniciem o processo, pois a felicidade que procuram não está no fim do caminho, mas durante todo o percurso. .. cada ser humano que entra em harmonia com seu núcleo essencial de amor, ao construir sua própria felicidade, está dando sua parcela de contribuição para a felicidade da Terra.“
  • 75.
    Sites visitados emjunho 2005. www.hcpa.ufrgs.br/psiq/whoqol.html. www.idh.org www.abqv.org.br www.psicossomatica.com.br www.abergo.org.br www.usp.br www.g-qvt.com.br www.ismabrasil.com.br www.renemendes.com.br
  • 76.
    Ser aprendiz enão ter a vergonha de ser feliz! Isto é auto-gestão de qualidade de vida dentro e fora do trabalho! climongi@usp.br 11 3818-4004

Notas do Editor