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Alianças e Dispensações - 1.ª aula (2).pptx
Para quem deseja sinceramente aprender a “manejar
bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15), é
indubitavelmente importante estudá-la observando suas
divisões, bem planejadas, em períodos de tempos os
quais são chamados de períodos dispensacionais.
O termo Dispensações,
não aparece nos registros
do Antigo Testamento,
todavia, encontramo-la no
Novo Testamento nos
seguintes textos: (I Co
9.17; Ef 3.9; Cl 1.25).
“E demonstrar a todos qual
seja a dispensação do
mistério, que desde os
séculos esteve oculto em
Deus, que tudo criou por
meio de Jesus Cristo” (Ef 3.9)
• A palavra grega é “oikonomia”, da qual deriva-se a
palavra economia, que segundo o dicionário prático
ilustrado significa “A boa ordem na
administração ou na dispensa de uma casa
(oikos)”.
No uso bíblico, Dispensação. Oikonomia
representa a administração que Deus faz
em sua grande casa, o universo.
Originalmente, significava a mordomia
ou gerência de uma casa
•No Novo Testamento, despenseiro (oikonomos) refere-
se ao administrador da casa e das propriedades de um
Senhor. No Evangelho de Lucas, o termo se emprega
alternadamente com “escravo” (Gr. doulos). O
despenseiro ou mordomo tinha direito legal de agir em
nome do seu senhor, e deveria ser fiel e prudente (Lc
12.42, 1Co 4.2).
•Dispensação é uma forma
específica de Deus agir junto
ao homem por determinado
período de tempo que se
caracteriza pela uniformidade
de revelação e mediante
condições estabelecidas de
acordo com as alianças
divinas.
•Uma dispensação é um
período de tempo em que o
homem é provado a respeito
da sua obediência a certa
revelação da vontade de Deus
(Scofield);
Alianças e Dispensações - 1.ª aula (2).pptx
Alianças e Dispensações - 1.ª aula (2).pptx
Uma visão panorâmica das
dispensações nos permite
entender que elas se situam num
período que se estende desde a
criação do homem até o Grande
Trono Branco.
Damos abaixo uma demonstração
da duração de cada período
dispensacional:
• Inocência – da criação à queda (Gn 1.28; 3.24);
• Consciência - da queda ao dilúvio (cerca de
1656 anos – Gn 3.24);
• Governo humano – do dilúvio à chamada
de Abraão (427 anos);
• Patriarcal – da chamada de Abraão à
saída do Egito (430 anos);
• Lei – do Monte Sinai ao Monte
Calvário (cerca de 1430);
• Graça – do Monte Calvário ao
arrebatamento da Igreja;
•Milênio – da segunda vinda
de Cristo ao Trono Branco
(1000 anos)
• Características gerais :Em geral, descobrimos
que as dispensações possuem algumas
características comuns, tais como:
•Uma aliança ou pacto divino;
•Uma palavra-chave que
revela a condição do povo;
•Um personagem ou
acontecimento proeminente;
•Um propósito especial de
Deus;
• Uma nova revelação no processo revelador
de Deus, de cuja revelação os homens vão se
afastando gradualmente;
• A exigência de confiança na palavra de Deus,
obediência ao plano específico de Deus e
submissão à sua vontade;
• Um ato de desobediência contra a revelação;
• Um ato de julgamento da parte de Deus.
• No final cada dispensação, Deus
continua a mostrar:
• Sua ira julgadora;
• Seu poder salvador;
• Sua Graça acolhedora aos que creem.
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A Aliança do Éden, que
regulou/condicionou a vida do
homem no estado da inocência.
Gn 1.28.
A Aliança com Adão, que
condicionou a vida do homem
decaído, oferecendo a promessa
de um Redentor, Gn 3.14-21
A Aliança com Noé, que estabeleceu o
princípio do governo humano e
assegurou a continuação da vida sobre
o planeta, Gn 9.1-17.
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A Aliança com Abraão, que daria início à nação
israelita, e confirma, com certas condições, a
promessa edênica da redenção (Gn 12.1-8).
A Aliança com Moisés, que condena todos
os homens "porque todos pecaram e
destituídos estão da glória de Deus." Rm
3.23; Êx 19.1-25.
A Aliança Palestínica, que assegura a
restauração e a conversão final de
Israel. Lc 26; Dt 28.1 a 30.3.
A Aliança com Davi, que promete o
trono de Israel à posteridade de Davi,
promessa que se cumprirá em Cristo, o
"Filho de Davi". II Sm 7.16; I Cr 17.7; SI
89.27; Lc 1.32,33.
A Nova Aliança, que assegura a
transformação espiritual de Israel e de todos
que creem em Cristo, tornando-os aceitáveis
a Deus.
• Lúcifer, por seu orgulho,
encabeçou uma rebelião
contra Deus e levou
consigo a terça parte (1/3)
dos seres angelicais de
todas as ordens e classes.
• A queda de Lúcifer marcou o fim deste
período e o mal ganhou personalidade.
Deus aplicou a justiça (Lc. 10.18; 2 Tm.
5.21).
Envolve-se com a
recriação da terra, a
criação dos vegetais e
animais. Por fim, este
período é coroado
com a criação do ser
humano, o único ser
pessoal dessa criação
física, e sobre o qual
vão se desencadear
sete períodos
dispensacionais.
•Erets = Terra
•Shamayin = Céus
•Gen = Terra
•Ouranos = céu
• São duas as palavras com que a
Escritura designa a ação criadora
de Deus: bara' (criar) e 'asah
(fazer). A primeira é, sem dúvida,
a mais importante, e aparece
sobretudo nos versículos 1,21,27,
ou seja, quando se pretende frisar
o início de todos os seres em geral,
dos seres animados e dos seres
espirituais, respectivamente.
• O significado exato de bara'
não é fácil de determinar.
Numa das suas formas
significava originariamente
"cortar, separar" e passou a
ser utilizada apenas para
indicar a ação divina de
trazer à existência algo
inteiramente novo.
Trazer à existência do
nada, conforme a
expressão latina ex-
nihilo.
Alianças e Dispensações - 1.ª aula (2).pptx
A palavra-chave da primeira
dispensação é INOCÊNCIA. Este
vocábulo, em sua acepção bíblica
significa ausência do conhecimento
experimental do pecado. Fala de um
estado de liberdade espiritual
vinculado a uma perfeita pureza.
Inocência diz respeito ao estado
original em que o homem foi criado
por Deus.
Alianças e Dispensações - 1.ª aula (2).pptx
•Após haver criado o homem,
Deus o dotou de
personalidade. Isto significa
que, ao contrário de todos os
demais seres criados por Deus
em relação com a terra,
somente o homem possuía
consciência pessoal de sua
própria individualidade.
•Personalidade:
•É o conjunto das características
marcantes de uma pessoa, é a
força ativa que ajuda a
determinar o relacionamento
da pessoa, baseado em seu
padrão de individualidade
pessoal e social, referente ao
pensar, sentir e agir.
• A personalidade do homem abrange uma
tríplice capacidade:
• De pensar (intelecto);
• De sentir (emoção);
• De escolher (vontade).
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•O homem é uma obra da
criação e não um produto
da evolução.
•Isto se declara
especificamente no
Gênesis e Cristo, confirma
Mt 19.4; Mc 10.6;
• Mesmo com tantos esforços para
comprovar a evolução das espécies
com um achado fóssil de peso, até
agora nada se tem que possa ser
considerado “prova incontestável”.
Como certa vez declarou G.K.
Chesterton, “os evolucionistas
parecem saber tudo acerca do elo
perdido, a não ser o fato de que ele
está perdido”.
• De fato, os elos perdidos, fósseis de criaturas
apresentando características do ancestral e da forma
evoluída, continuam perdidos. Aliás, se esses
animais transitórios tivessem existido realmente,
seriam verdadeiras fábulas vivas.
• Como nome próprio a Bíblia trás
referências em vários livros sobre Adão,
que é mencionado em Gênesis (2.19,20;
3.17,20,21;4.25;5.1-5), em Deuteronômio
(Dt 32.8); Josué (Js 3.16); Crônicas (1 Cr
1.1); Jó (Jó 31.33), Oséias (Os 6.7); na
genealogia de Jesus (Lc 3.23-38), Na
epístola de Paulo aos Romanos (Rm 5.14),
aos Coríntios (1 Co 15.22,45) e a Timóteo (2
Tm 2.13,14); na epístola de Judas (v.14).
• Então, a criação do primeiro homem
diretamente pelo Senhor é um ensinamento
largamente abordado nas Escrituras.
• Segundo Gênesis 2.7, o homem se
compõe de duas substâncias: a
substância material, chamada corpo,
e a substância imaterial de Alma e
Espírito. Mas o homem é um ser
duplo ou tríplice? Para responder
essa pergunta existem duas teorias:
A Dicotomista e Tricotomista.
A teoria Dicotomista. A
palavra dicotomista
significa duas partes ou
divisões. Esta teoria é
seguida por um grande
número de teólogos (entre
eles os calvinistas): que o
homem se compõe de duas
partes ou divisões: a
material e a espiritual.
Mesmo sobre esta teoria
dicotômica há pontos de
vista diferentes.
• Esta teoria ensina que alma e espírito são
termos intercambiáveis.
• A parte imaterial, capaz de animar o corpo
físico, é chamada de Nefesh em hebraico e
Psique em grego; considerada um agente moral
e racional, suscetível à influência e habitação
divina, esta mesma parte é chamada de Ruah
em hebraico e Pneuma em grego.
• O Pneuma (espírito) é natureza do homem
voltada para Deus e Psiche (alma) é a natureza
do homem voltada para a terra.
• Parte material (corpo): Basar (hebraico) Soma
(grego) e Sarx (natureza humana caída).
A teoria Tricotomista.
Esta teoria afirma que o
home consiste de três
elementos distintos:
Corpo (Soma), Alma
(Psiche) e Espírito
(Pneuma). O corpo é a
parte material de nossa
constituição. A alma é o
princípio de nossa vida
animal. O espírito é o
princípio de nossa vida
racional e “imortal”.
• Há, porém, duas passagens que parecem
estar em conflito com a usual descrição
dicotômica da escritura, a saber, 1 Ts 5.23,
“O mesmo Deus de paz vos santifique em
tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam
conservados íntegros e irrepreensíveis na
vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”.
• Hb 4.12, “porque a palavra de Deus é viva
e eficaz, e mais cortante do que qualquer
espada de dois gumes, e penetra até o ponto
de dividir alma e espírito, juntas e medulas e
apta para discernir os pensamentos e
propósitos do coração”.
•Os dicotomistas afirmam
que esses versículos são
declarações epizegéticas, isto
é, uma figura de retórica
pela qual há repetição de
palavras (ou de seus
sinônimos) para maior
veemência ou ênfase.
• No entanto, Myer Pearlman faz as
seguintes observações acerca desse
assunto:
“Ambas as opiniões são corretas
quando bem compreendidas. O
espírito e a alma representam os dois
lados da substância não-física do
homem; ou, em outras palavras, o
espírito e a alma representam os dois
lados da natureza espiritual.
•Embora distintos, o espírito e a alma
são inseparáveis, são entrosados um
no outro. Por estarem tão
interligados, as palavras "espírito" e
"alma" muitas vezes se confundem
(Ec 12:7; Ap 6:9); de maneira que em
um trecho a substância espiritual do
homem se descreve como a alma (Mt
10:28), e em outra passagem como
espírito (Tg. 2:26).
•Embora muitas vezes os termos sejam usados
alternativamente, têm significados distintos.
•Por exemplo: "A alma” é o homem como o
vemos em relação a esta vida atual. As pessoas
falecidas descrevem-se como "almas" quando o
escritor se refere à sua vida anterior. (Apoc.
6:9, 10; 20:4.)
•"O espírito" é a descrição comum daqueles que
passaram para a outra vida. (Atos 23:9; 7:59;
Heb. 12:23; Luc. 23:46; 1 Ped. 3:19.) Quando
alguém for "arrebatado" temporariamente fora
do corpo (2 Cor. 12:2) se descreve como
"estando no espírito".(Apoc. 4:2; 17:3.)
•“Sendo o homem "espírito",
é capaz de ter conhecimento
de Deus e comunhão com ele;
sendo "alma", ele tem
conhecimento de si próprio;
sendo "corpo", tem, através
dos sentidos, conhecimento
do mundo”. (Scofield).
chgazevedo@hotmail.com
(91) 98163-6072
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  • 2. Para quem deseja sinceramente aprender a “manejar bem a palavra da verdade” (2 Tm 2.15), é indubitavelmente importante estudá-la observando suas divisões, bem planejadas, em períodos de tempos os quais são chamados de períodos dispensacionais.
  • 3. O termo Dispensações, não aparece nos registros do Antigo Testamento, todavia, encontramo-la no Novo Testamento nos seguintes textos: (I Co 9.17; Ef 3.9; Cl 1.25).
  • 4. “E demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério, que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou por meio de Jesus Cristo” (Ef 3.9)
  • 5. • A palavra grega é “oikonomia”, da qual deriva-se a palavra economia, que segundo o dicionário prático ilustrado significa “A boa ordem na administração ou na dispensa de uma casa (oikos)”.
  • 6. No uso bíblico, Dispensação. Oikonomia representa a administração que Deus faz em sua grande casa, o universo. Originalmente, significava a mordomia ou gerência de uma casa
  • 7. •No Novo Testamento, despenseiro (oikonomos) refere- se ao administrador da casa e das propriedades de um Senhor. No Evangelho de Lucas, o termo se emprega alternadamente com “escravo” (Gr. doulos). O despenseiro ou mordomo tinha direito legal de agir em nome do seu senhor, e deveria ser fiel e prudente (Lc 12.42, 1Co 4.2).
  • 8. •Dispensação é uma forma específica de Deus agir junto ao homem por determinado período de tempo que se caracteriza pela uniformidade de revelação e mediante condições estabelecidas de acordo com as alianças divinas.
  • 9. •Uma dispensação é um período de tempo em que o homem é provado a respeito da sua obediência a certa revelação da vontade de Deus (Scofield);
  • 12. Uma visão panorâmica das dispensações nos permite entender que elas se situam num período que se estende desde a criação do homem até o Grande Trono Branco. Damos abaixo uma demonstração da duração de cada período dispensacional:
  • 13. • Inocência – da criação à queda (Gn 1.28; 3.24); • Consciência - da queda ao dilúvio (cerca de 1656 anos – Gn 3.24);
  • 14. • Governo humano – do dilúvio à chamada de Abraão (427 anos); • Patriarcal – da chamada de Abraão à saída do Egito (430 anos);
  • 15. • Lei – do Monte Sinai ao Monte Calvário (cerca de 1430); • Graça – do Monte Calvário ao arrebatamento da Igreja;
  • 16. •Milênio – da segunda vinda de Cristo ao Trono Branco (1000 anos)
  • 17. • Características gerais :Em geral, descobrimos que as dispensações possuem algumas características comuns, tais como:
  • 18. •Uma aliança ou pacto divino; •Uma palavra-chave que revela a condição do povo; •Um personagem ou acontecimento proeminente; •Um propósito especial de Deus;
  • 19. • Uma nova revelação no processo revelador de Deus, de cuja revelação os homens vão se afastando gradualmente; • A exigência de confiança na palavra de Deus, obediência ao plano específico de Deus e submissão à sua vontade; • Um ato de desobediência contra a revelação; • Um ato de julgamento da parte de Deus.
  • 20. • No final cada dispensação, Deus continua a mostrar: • Sua ira julgadora; • Seu poder salvador; • Sua Graça acolhedora aos que creem.
  • 22. A Aliança do Éden, que regulou/condicionou a vida do homem no estado da inocência. Gn 1.28.
  • 23. A Aliança com Adão, que condicionou a vida do homem decaído, oferecendo a promessa de um Redentor, Gn 3.14-21
  • 24. A Aliança com Noé, que estabeleceu o princípio do governo humano e assegurou a continuação da vida sobre o planeta, Gn 9.1-17.
  • 26. A Aliança com Abraão, que daria início à nação israelita, e confirma, com certas condições, a promessa edênica da redenção (Gn 12.1-8).
  • 27. A Aliança com Moisés, que condena todos os homens "porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." Rm 3.23; Êx 19.1-25.
  • 28. A Aliança Palestínica, que assegura a restauração e a conversão final de Israel. Lc 26; Dt 28.1 a 30.3.
  • 29. A Aliança com Davi, que promete o trono de Israel à posteridade de Davi, promessa que se cumprirá em Cristo, o "Filho de Davi". II Sm 7.16; I Cr 17.7; SI 89.27; Lc 1.32,33.
  • 30. A Nova Aliança, que assegura a transformação espiritual de Israel e de todos que creem em Cristo, tornando-os aceitáveis a Deus.
  • 31. • Lúcifer, por seu orgulho, encabeçou uma rebelião contra Deus e levou consigo a terça parte (1/3) dos seres angelicais de todas as ordens e classes.
  • 32. • A queda de Lúcifer marcou o fim deste período e o mal ganhou personalidade. Deus aplicou a justiça (Lc. 10.18; 2 Tm. 5.21).
  • 33. Envolve-se com a recriação da terra, a criação dos vegetais e animais. Por fim, este período é coroado com a criação do ser humano, o único ser pessoal dessa criação física, e sobre o qual vão se desencadear sete períodos dispensacionais.
  • 34. •Erets = Terra •Shamayin = Céus •Gen = Terra •Ouranos = céu
  • 35. • São duas as palavras com que a Escritura designa a ação criadora de Deus: bara' (criar) e 'asah (fazer). A primeira é, sem dúvida, a mais importante, e aparece sobretudo nos versículos 1,21,27, ou seja, quando se pretende frisar o início de todos os seres em geral, dos seres animados e dos seres espirituais, respectivamente.
  • 36. • O significado exato de bara' não é fácil de determinar. Numa das suas formas significava originariamente "cortar, separar" e passou a ser utilizada apenas para indicar a ação divina de trazer à existência algo inteiramente novo.
  • 37. Trazer à existência do nada, conforme a expressão latina ex- nihilo.
  • 39. A palavra-chave da primeira dispensação é INOCÊNCIA. Este vocábulo, em sua acepção bíblica significa ausência do conhecimento experimental do pecado. Fala de um estado de liberdade espiritual vinculado a uma perfeita pureza. Inocência diz respeito ao estado original em que o homem foi criado por Deus.
  • 41. •Após haver criado o homem, Deus o dotou de personalidade. Isto significa que, ao contrário de todos os demais seres criados por Deus em relação com a terra, somente o homem possuía consciência pessoal de sua própria individualidade.
  • 42. •Personalidade: •É o conjunto das características marcantes de uma pessoa, é a força ativa que ajuda a determinar o relacionamento da pessoa, baseado em seu padrão de individualidade pessoal e social, referente ao pensar, sentir e agir.
  • 43. • A personalidade do homem abrange uma tríplice capacidade: • De pensar (intelecto); • De sentir (emoção); • De escolher (vontade).
  • 45. •O homem é uma obra da criação e não um produto da evolução. •Isto se declara especificamente no Gênesis e Cristo, confirma Mt 19.4; Mc 10.6;
  • 46. • Mesmo com tantos esforços para comprovar a evolução das espécies com um achado fóssil de peso, até agora nada se tem que possa ser considerado “prova incontestável”. Como certa vez declarou G.K. Chesterton, “os evolucionistas parecem saber tudo acerca do elo perdido, a não ser o fato de que ele está perdido”. • De fato, os elos perdidos, fósseis de criaturas apresentando características do ancestral e da forma evoluída, continuam perdidos. Aliás, se esses animais transitórios tivessem existido realmente, seriam verdadeiras fábulas vivas.
  • 47. • Como nome próprio a Bíblia trás referências em vários livros sobre Adão, que é mencionado em Gênesis (2.19,20; 3.17,20,21;4.25;5.1-5), em Deuteronômio (Dt 32.8); Josué (Js 3.16); Crônicas (1 Cr 1.1); Jó (Jó 31.33), Oséias (Os 6.7); na genealogia de Jesus (Lc 3.23-38), Na epístola de Paulo aos Romanos (Rm 5.14), aos Coríntios (1 Co 15.22,45) e a Timóteo (2 Tm 2.13,14); na epístola de Judas (v.14). • Então, a criação do primeiro homem diretamente pelo Senhor é um ensinamento largamente abordado nas Escrituras.
  • 48. • Segundo Gênesis 2.7, o homem se compõe de duas substâncias: a substância material, chamada corpo, e a substância imaterial de Alma e Espírito. Mas o homem é um ser duplo ou tríplice? Para responder essa pergunta existem duas teorias: A Dicotomista e Tricotomista.
  • 49. A teoria Dicotomista. A palavra dicotomista significa duas partes ou divisões. Esta teoria é seguida por um grande número de teólogos (entre eles os calvinistas): que o homem se compõe de duas partes ou divisões: a material e a espiritual. Mesmo sobre esta teoria dicotômica há pontos de vista diferentes.
  • 50. • Esta teoria ensina que alma e espírito são termos intercambiáveis. • A parte imaterial, capaz de animar o corpo físico, é chamada de Nefesh em hebraico e Psique em grego; considerada um agente moral e racional, suscetível à influência e habitação divina, esta mesma parte é chamada de Ruah em hebraico e Pneuma em grego. • O Pneuma (espírito) é natureza do homem voltada para Deus e Psiche (alma) é a natureza do homem voltada para a terra. • Parte material (corpo): Basar (hebraico) Soma (grego) e Sarx (natureza humana caída).
  • 51. A teoria Tricotomista. Esta teoria afirma que o home consiste de três elementos distintos: Corpo (Soma), Alma (Psiche) e Espírito (Pneuma). O corpo é a parte material de nossa constituição. A alma é o princípio de nossa vida animal. O espírito é o princípio de nossa vida racional e “imortal”.
  • 52. • Há, porém, duas passagens que parecem estar em conflito com a usual descrição dicotômica da escritura, a saber, 1 Ts 5.23, “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. • Hb 4.12, “porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas e apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”.
  • 53. •Os dicotomistas afirmam que esses versículos são declarações epizegéticas, isto é, uma figura de retórica pela qual há repetição de palavras (ou de seus sinônimos) para maior veemência ou ênfase.
  • 54. • No entanto, Myer Pearlman faz as seguintes observações acerca desse assunto: “Ambas as opiniões são corretas quando bem compreendidas. O espírito e a alma representam os dois lados da substância não-física do homem; ou, em outras palavras, o espírito e a alma representam os dois lados da natureza espiritual.
  • 55. •Embora distintos, o espírito e a alma são inseparáveis, são entrosados um no outro. Por estarem tão interligados, as palavras "espírito" e "alma" muitas vezes se confundem (Ec 12:7; Ap 6:9); de maneira que em um trecho a substância espiritual do homem se descreve como a alma (Mt 10:28), e em outra passagem como espírito (Tg. 2:26).
  • 56. •Embora muitas vezes os termos sejam usados alternativamente, têm significados distintos. •Por exemplo: "A alma” é o homem como o vemos em relação a esta vida atual. As pessoas falecidas descrevem-se como "almas" quando o escritor se refere à sua vida anterior. (Apoc. 6:9, 10; 20:4.) •"O espírito" é a descrição comum daqueles que passaram para a outra vida. (Atos 23:9; 7:59; Heb. 12:23; Luc. 23:46; 1 Ped. 3:19.) Quando alguém for "arrebatado" temporariamente fora do corpo (2 Cor. 12:2) se descreve como "estando no espírito".(Apoc. 4:2; 17:3.)
  • 57. •“Sendo o homem "espírito", é capaz de ter conhecimento de Deus e comunhão com ele; sendo "alma", ele tem conhecimento de si próprio; sendo "corpo", tem, através dos sentidos, conhecimento do mundo”. (Scofield).