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            Agronegócios 2.0 
     O agronegócio é mais negócio com as 
               redes sociais? 
                                               
                                29 de novembro de 2010 
 

 

 


                                




Versão 4.2 do estudo (Revisão: Carol e Brito, Terra; Brito).
Agronegócios 2.0  
 
Índice 
 

Prefácio ........................................................................................................................................................ 3 
1.  Introdução ......................................................................................................................................... 5 
2.  A Cadeia do Agronegócio ............................................................................................................ 6 
3.  Casos 2.0 do Agronegócio ........................................................................................................... 8 
    1.  Fornecedores de insumos e equipamentos ................................................................. 11 
    2.  Produção e beneficiamento ................................................................................................ 23 
    3.  Comercialização ...................................................................................................................... 29 
    4.  Entidades de apoio ................................................................................................................. 42 
4.  Conclusão ........................................................................................................................................ 59 
 

                                                        




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    Prefácio 
 

Solo, muda, semente, vacina, maquinário pesado e trabalhadores rurais não são 
palavras que remetem à Web 2.0. Colaboração, cooperação, comunicação e 
interatividade também não parecem remeter imediatamente às necessidades mais 
prementes do agronegócio. Será? 

Internet e agronegócio têm, no entanto, um apelo para bilhões de pessoas: ambos 
fazem parte do dia a dia de boa parte da população do planeta direta e 
indiretamente. Já sabemos que ninguém sobrevive sem se alimentar e que acesso à 
internet em breve será um direito quase universal. E absolutamente todos nós 
dependemos de um planeta e de uma agricultura sustentáveis. 

O agronegócio é uma cadeia produtiva das mais complexas e que mais suscita 
paixões de toda ordem: social, econômica, cultural, ecológica, regional e mesmo de 
segurança nacional. Há um século, quase metade da população mundial trabalhava 
na agropecuária. Atualmente, um pequeno percentual dos trabalhadores, de 1% a 
8%, dependendo do grau de desenvolvimento e da importância deste setor na 
economia de cada país, atua na área.  Já o agronegócio envolve muito mais gente: 
produtores, pesquisadores, fabricantes de máquinas e insumos, beneficiadores de 
toda ordem, várias camadas de intermediários, fabricantes de alimentos 
industrializados e toda uma ampla gama de atores do sistema financeiros que 
apoiam, viabilizam e extraem valor econômico da produção agropecuária. 

Uma cadeia produtiva com tal impacto econômico, complexidade temática e amplo 
espectro de stakeholders é, a nosso ver, um solo fértil para aplicação das 
ferramentas das redes sociais, mesmo que a realidade inicial do setor ainda mostre 
poucos casos exemplares e um número ainda pequeno de ensaios e iniciativas 
emergentes de uso da Web 2.0. 

É nossa convicção também que as redes sociais, assim como a própria internet, 
ainda têm muito a acrescentar em termos de soluções para o agronegócio 
brasileiro. A evolução nas últimas décadas da produtividade do agronegócio 
brasileiro baseada na aplicação de pesquisa de ponta e modernização tecnológica é 
algo notável.  Com a internet e as redes sociais, potencializa‐se e agiliza‐se a 
disseminação do conhecimento, práticas e técnicas ao longo de toda a cadeia 
produtiva, gerando mais produtividade, mais respeito ao meio ambiente e mais 
renda.  

Ao longo deste relatório de pesquisa, compartilhamos uma série de oportunidades 
mais evidentes do Agronegócio 2.0, como reaproximação do produtor e do 
consumidor final, agregação de valor às commodities, fortalecimento de iniciativas 

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de incentivo regional, assim como mecanismos virtuais de integração vertical (ao 
longo da cadeia) ou horizontal (dentro de um elo da cadeia). Ao mesmo tempo, fica 
evidente uma série de temas que, por sua natureza, suscitam paixões e grande uso 
para as redes sociais no agronegócio, como segurança alimentar, fome, 
sustentabilidade, comércio justo, qualidade de vida, entre outros. 

Esperamos que o relatório desperte novos olhares sobre as inúmeras 
oportunidades que as redes sociais oferecem para todos os atores da cadeia do 
agronegócio. E, com isso, o Agronegócio 2.0 possa se tornar uma realidade 
incorporada nas estratégias de boa parte das organizações do setor. 

 

Dr. José Cláudio C. Terra                      Antonio Carlos de Brito 

Sócio presidente                               Sócio diretor 

 

 

                              




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   1. Introdução 
O agronegócio é uma cadeia produtiva que vai muito além daquela agricultura de 
subsistência.  Muitas  fazendas  são  empresas  sofisticadas,  possuem  métodos 
avançados  de  produção,  empregam  sistemas  de  planejamento  empresarial  como 
SAP,  Oracle,  Totvs,  e  passam  por  intensa  mecanização  e  um  evidente  salto  de 
produtividade.  Um  olhar  mais  atento  mostra  que  este  é  um  setor  com  grandes 
oportunidades  e  aplicações  em 
tecnologia,  modelos  de  negócios  e  Os números do Agronegócio brasileiro:
aspirações globais e integradas. 
                                                      A produção agrícola correspondia a 7,8% 
Este, que talvez seja um dos setores mais             do PIB em 2005, mas toda a indústria do 
tradicionais  de  qualquer  economia,  é              agronegócio foi responsável por 26,14% do 
também  uma  área  que  mostra  exemplos              PIB daquele ano, empregando mais de 28% 
interessantes  de  uso  das  redes  sociais           da força de trabalho do país (GUANZIROLI, 
ao  longo  de  toda  a  cadeia  produtiva.            2006; PNAD 1997). 
Estamos falando da utilização de sites da 
                                                      As exportações do agronegócio 
chamada Web 2.0, como Twitter, Orkut, 
                                                      representaram 42% das exportações do 
Facebook,  YouTube  e  várias  outras 
                                                      país em 2009 (O Globo de 18 de fevereiro 
ferramentas  que  tipificam  as  redes 
                                                      de 2010) 
sociais. 
                                                      Em dez anos, o Brasil aumentou o valor de 
As  oportunidades  de  agregação  de  valor  suas safras de grãos de R$ 23 bilhões em 
ao  negócio  são  múltiplas.  As  dimensões  1996 para R$ 108 bilhões em 2006, e é o 2º 
continentais do Brasil, assim como a forte  maior exportador de soja, atrás apenas dos 
expansão  global  das  empresas  nacionais  EUA; 
desse  setor  deixam  ainda  mais  evidentes 
como a internet e as redes sociais podem  Maior exportador de frango, açúcar, etanol, 
trazer  contribuições  significativas  para  o  suco de laranja e café do mundo. 
estímulo  e  disseminação  de  inovações  e 
principalmente para uma integração ainda mais ágil e robusta desta longa cadeia 
produtiva: do campo à mesa dos consumidores finais.  

O mundo segue atentamente os passos do Brasil no agronegócio: o esforço será 
alimentar uma população de 9 bilhões de pessoas em 2050, com maior renda, mais 
urbanizada  e  em  um  ambiente  mais  regulado  e  sem  abundância  de  água  ou  de 
terra  arável.  Dessa  maneira,  torna‐se  mais  claro  o  desafio  que  o  País  terá  pela 
frente. 

A  inovação  no  campo  brasileiro  é  referência  mundial.  Inovação,  vanguardismo, 
estrutura  e  grandiosidade  são  palavras  que  podem  ser  associadas  ao 
agronegócio  nacional.  Para  ajudar  a  atender  os  desafios  que  se  desenham,  uma 
próxima oportunidade para o agronegócio brasileiro é a utilização mais intensa 
da  internet  e  das  redes  sociais  como  ferramentas  para  fortalecimento, 
integração  e  ampliação  dos  negócios  neste  setor  tão  importante  para  o  Brasil  e 
para o mundo.                                      

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   2. A Cadeia do Agronegócio 
O agronegócio é uma cadeia produtiva que abrange desde a pesquisa fundamental 
sobre  a  biologia  das  plantas  e  animais,  passando  pela  manipulação  genética, 
estudos  sobre  o  solo  e  sobre  a  capacidade  de  transformar  proteína  vegetal  em 
animal,  desenvolvimento  de  técnicas  de  plantio  e  de  criação,  engenharia  de 
máquinas  e  processos  para  colheita  e  abate,  processos  de  transformação  em 
produtos  de  maior  valor,  até  a  comercialização.  Este  amplo  ecossistema  está 
ilustrado na Figura 1 abaixo. 

Figura 1 Cadeia do Agronegócio  




                                                                                             
Fonte: TerraForum 

A TerraForum organizou sua pesquisa e este relatório tendo como base os diversos 
atores que compõem essa complexa cadeia, buscando ao mesmo tempo 
representatividade, relevância e identificação de oportunidades emergentes.  

A perspectiva da cadeia produtiva, em vez da simples seleção de casos do setor do 
agronegócio, permite a identificação de algumas oportunidades de aplicação das 
ferramentas das redes sociais com objetivos mais integradores e sistêmicos: 

      Integração vertical: que buscam fortalecer as conexões entre atores de 
       diversos pontos da cadeia produtiva; 
      Integração horizontal: que visam a união de produtores de um mesmo elo 
       da cadeia produtiva visando esforços cooperativos ou compartilhamento de 
       melhores práticas; 


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       Relacionamento direto com o consumido final: as redes sociais 
        tornaram muito mais barata para os produtores a comunicação direta com 
        os consumidores finais, pulando assim alguns intermediários da cadeia 
        produtiva. 

 

 
                             




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    3. Casos 2.0 do Agronegócio 
A TerraForum realizou uma ampla pesquisa entre os meses de junho a outubro de 
2010  buscando  inserções  relevantes  das  redes  sociais  no  agronegócio  nacional  e 
mundial.  Foram  analisados  os  principais  atores  do  mercado,  em  todos  os  elos  da 
cadeia  do  agronegócio.  Centenas  de  sites  foram  encontradas,  uma  boa  parte 
analisada com profundidade. Destes, 13 casos foram selecionados para comporem 
este  relatório  por  ilustrarem  e  representarem  algumas  das  aplicações  mais 
avançadas  ou  emergentes  no  mundo  em  termos  de  utilização  de  conceitos  e 
ferramentas colaborativas e de redes sociais.  

Todos  os  casos  foram  analisados  segundo  uma  série  de  fatores  específicos  e  a 
partir de um Modelo de Maturidade ilustrado na figura abaixo e discutido a seguir. 

 

Figura 2 ‐ Modelo de Maturidade 




                                                                          Alavancar 
                                                                          transações por 
                                                    Criar de forma        meio da 
                                                    conjunta              coletividade
                                                    conteúdos e 
                                                    conhecimentos
                                Estabelecer 
                                relacionamentos, 
                                interagir com 
                                seus públicos

               Disseminar 
               informações e 
               notícias


                                                                                               
Fonte: TerraForum 

O Modelo de Maturidade acima resulta de uma avaliação típica dos vários estágios 
que as empresas, inclusive e particularmente no agronegócio, podem incorporar as 
redes sociais ao seu negócio. Conheça detalhadamente cada um dos quatro 
estágios:  

       Estágio 1 (Disseminar): o grau mais comum e inicial de maturidade é a 
        utilização das redes sociais para disseminação de informação, sendo mais 

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        uma via de mão única de comunicação da empresa com seus stakeholders 
        (clientes, investidores, fornecedores, etc.).  
         
       Estágio 2 (Interagir): depois da comunicação em massa chegamos à 
        interação, na qual as empresas já percebem as mídias sociais como forma de 
        manutenção do diálogo e estreitamento dos relacionamentos, viabilizando a 
        aproximação da instituição com o interlocutor. 
         
       Estágio 3 (Co‐criar): uma vez tendo percebido o potencial de inserção dos 
        stakeholders no processo de criação de conteúdo, e o impacto dessa 
        inovação na entrega, algumas instituições focaram na articulação ativa 
        dessa rede, conseguindo interessantes resultados de diminuição de custos e 
        inovação em produto e processo mais alinhado à expectativa desses atores. 
         
       Estágio 4 (Transacionar): finalmente, poucas empresas inseriram a Web 
        2.0 tão intrinsicamente aos seus objetivos de negócio que alavancam seus 
        resultados por meio desse mecanismo. Seja transformando a rede em 
        negócio ou transformando essa articulação em receita, são aplicações 
        complexas que nos trazem muitos aprendizados. 

 

Ao longo do estudo do Agronegócio 2.0, os autores do estudo optaram por avaliar a 
intensidade e qualidade das interações e usos de redes sociais de cada um dos 
casos em Alta, Média ou Baixa. O conceito adicional se mostrou indispensável para 
esclarecer que nem sempre ao atingir o estágio mais elevado (neste estudo, o 
Estágio 4 – Transacionar) a colaboração estava presente em sua total magnitude: 
um site de compra e venda de produtos agrícolas pode existir sem que uma só 
palavra de colaboração seja escrita. Analogamente, um site dedicado à interação de 
atores locais pode ser bem explorado, com atitude proativa de moderadores ou ser 
apenas mais um site de design agradável e vazio em conteúdos.  

Com esse Modelo de Maturidade e com a avaliação da intensidade e qualidade das 
interações e usos de redes sociais como referência, 13 casos foram selecionados 
para inclusão neste relatório, divididos, ademais, em quatro grandes blocos: 

       Fornecedores de Insumos e Equipamentos; 
       Produção e beneficiamento; 
       Comercialização; 
       Entidades de Apoio. 

No Quadro 1, a seguir, apresentamos a lista completa dos casos classificados 
segundo o Modelo de Maturidade e sua posição na cadeia de valor. 

                             

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  Quadro 1: Casos do agronegócio 2.0 
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                                                          qualidade 
                                                                      Estágio 1:                                 Estágio 4: 
                                                               das                  Estágio 2:    Estágio 3: 
      Grupo            Segmento               Caso 
                                                          interações 
                                                                      Dissemi‐
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                                                           e usos de 
                                                              redes 
                                                             sociais 
                 Pesquisa e            RIT DA               Baixa                                      X               
                 Desenvolvimento 
Fornecedores                           AGCO                 Baixa                       X                              
               Equipamentos 
 de Insumos e  Sementes, Mudas, 
Equipamentos  Fertilizantes, 
                                       Monsanto              Alta                       X                              
                Defensivos e 
                Matrizes 
                Produtores e 
  Produção e                            Redes locais        Média                                     X                
                Criadores 
Beneficiamento  Indústria              BRFoods              Baixa                       X                              
                 Entrepostos           Farms Reach          Baixa                                                    X 
                                       Panjiva              Baixa                                                    X 
Comercialização  Intermediário         Alter Eco            Baixa                                     X                
                 Bolsas de 
                                       CME Group            Média                       X                              
                 Mercadorias 
                                       USDA                  Alta                                     X                
                 Governo /             Secretaria de 
                 Regulamentação        Agricultura e 
                                                             Alta                       X                              
 Entidades de                          Abastecimento 
    apoio                              de SP 
                 Serviços               Farms               Baixa                       X                              

                 Organizações Não      FAO                  Baixa                                     X                
                 Governamentais 
   

  A seguir, detalhamos os casos, que são apresentados segundo uma estrutura 
  padrão, que inclui: 

          Descrição do caso e das ferramentas utilizadas; 
          Destaque dos pontos fortes e das oportunidades mais evidentes de 
           melhoria; 
          Conclusões e avaliação pelo modelo de maturidade. 

                                    




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1. Fornecedores de insumos e equipamentos 
 

As organizações que fornecem insumos e equipamentos para a produção do 
agronegócio são analisadas nesta seção.  




                                                                               
Neste primeiro elo da cadeia produtiva do agronegócio, verificamos que: 

       O setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) é um espaço privilegiado 
        para o uso das ferramentas da Web 2.0, pois há, em geral, muito 
        investimento governamental, que por sua própria lógica intrínseca estimula 
        a colaboração e disseminação entre diferentes atores da academia, dos 
        produtores e das empresas; 
       A indústria de equipamentos está usando de forma crescente a internet e as 
        redes sociais como centros de assistência técnica online articulando os 
        próprios clientes e usuários desses maquinários a contribuírem para 
        resolução de problemas. Veremos no caso selecionado exemplos de 
        aplicação desse modelo; 
       Já a indústria de sementes, fertilizantes e defensivos ainda busca um 
        relacionamento mais próximo ao seu cliente, o produtor, além de passar a 
        utilizar a rede para um posicionamento mais positivo da empresa. 

 

                             




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Pesquisa e desenvolvimento: Rede de Inovação Tecnologia para Defesa 
Agropecuária (RIT DA) 
                    www.inovadefesa.ning.com 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descrição e objetivos 

Apesar de alguns resultados exemplares, principalmente liderados pela EMBRAPA, 
investe‐se  muito  pouco  em  P&D  no  agronegócio  brasileiro,  como  percentual  do 
volume  financeiro  que  gira  em  torno  do  mesmo.  A  defasagem  se  inicia  nas 
universidades nacionais, que não abrangem o tema em suas grades curriculares1 e 
se  alastra  até  as  grandes  empresas  que,  em  sua  maioria,  não  têm  seu  foco  em 
pesquisa  e  inovação.  A  partir  desta  lacuna  surgem  iniciativas  como  a  Rede  de 
Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária, ou RIT DA.  

Trata‐se  de  um  projeto  patrocinado  pelo  CNPq  que  visa  aprimorar  e  fomentar 
estudos  sobre  inovação  e  defesa  agropecuária.  Para  tal,  utiliza  como  canal  um 
portal  interativo  que  tem  seu  conteúdo  gerado  a  partir  da  colaboração  dos 
usuários cadastrados. 

A  RIT  DA  tem  foco  na  transdisciplinaridade  da  defesa  de  produtos  vegetais  e 
animais. Ou seja, promove o pensamento de que a defesa só é possível a partir do 
envolvimento  das  diversas  áreas  de  ensino  relacionadas  ao  tema  ‐  como  direito, 
agronomia, engenharia, veterinária, etc. 

O  site  é  um  projeto  com  prazo  de  validade  de  36  meses,  e  tem  como  objetivo 
central gerar buzz e troca de conhecimento sobre o assunto. O objetivo é que essa 
                                                        
1
 http://www.youtube.com/watch?v=3GV_tRzkg7g&feature=player_embedded
(vídeo com coordenador do projeto “Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária”, Prof. Evaldo
Vilela).


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Agronegócios 2.0  
 
“chamada  de  atenção”  torne‐se  subsídio  para  pesquisas  independentes,  tão 
necessárias no setor.  

 

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Blog  (Ning),  microblogging  (Twitter),  fórum,  canal  de  vídeo  (Ning),  syndication 
(RSS), chats e redes sociais (Facebook). 

 

Pontos fortes 

Uma  vez  que  o  portal  foi  construído  com  o  objetivo  principal  de  criação  coletiva, 
não existe espaço para conteúdo estático ou hierarquizante. O site funciona como 
uma sala de discussão repleta de referências, a partir das quais se iniciam debates. 
O que se percebe são dois tipos de conversas: entre profissionais do ramo e leigos. 

A conversa entre profissionais atinge uma gama de temas que vão desde legislação 
ambiental  e  regulamentação  de  condições  sanitárias  vegetais  até  variações  no 
mercado  de  preço  de  mudas  e  matrizes.  Na  maior  parte  das  vezes,  a  discussão  é 
iniciada  a  partir  de  uma  notícia  divulgada  em  um  meio  de  comunicação  de  alta 
disseminação: os usuários trocam opiniões e criticam o que é falado. 

O  segundo  tipo  de  conversa  geralmente  se  inicia  de  questões  sobre  o  setor. 
Novamente,  essas  questões  possuem  um  leque  variado  de  assuntos.  Os  usuários 
com  mais  experiência  e  conhecimento  postam  suas  respostas  e  eventualmente 
discutem sobre as melhores práticas de solução.  

Além  do  fórum  de  discussão,  existe  o  leaderboard,  que  funciona  como  um 
termômetro de interesse. Os temas mais discutidos no portal são expostos em um 
ranking relacionado ao número de comentários e participantes distintos que cada 
tópico abarcou. O que se percebe é uma variação diária e contínua desses “líderes”. 
Ainda que durante um dia prevaleçam comentários sobre plantio de mudas, no dia 
seguinte  o  panorama  se  altera  para  discussão  de  cuidados  veterinários  e  assim 
sucessivamente. Uma tendência que se percebe, porém, é o acompanhamento das 
notícias atuais sobre o setor.  

 O  portal  consegue  disponibilizar  uma  variedade  grande  de  ferramentas  de 
interação. O usuário pode personalizar sua página de acordo com seu perfil, entrar 
em  comunidades  de  seus  interesses  específicos,  conversar  online  com  outros 
membros do site no chat, discutir tópicos em fóruns, e postar fotos e filmes. 

Pensando em construção coletiva, o portal tem como vantagem um grande número 
de membros diferentes entre si: são 3577 usuários de todos os estados brasileiros, 
de  áreas  de  atuações  profissionais  diversas.  Isso  pode  ser  percebido  nos  tópicos 
dos  fóruns,  que,  como  dito,  abrangem  uma  variedade  extensa  de  assuntos, 
atingindo efetivamente o objetivo de transdisciplinaridade do portal.  

O  site  ainda  conta  com  atualizações  constantes.  Para  cada  postagem  no  fórum, 
recebe‐se  uma  média  considerável  de  respostas,  chegando  a  até  94  comentários. 
Na  área  das  comunidades,  também  se  percebe  uma  constante  agregação  de 

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Agronegócios 2.0  
 
conteúdo:  os  grupos  contam  com  até  240  membros  e  iniciam  uma  média  de  15 
discussões por mês. 

 
Oportunidades de melhoria 

O  maior  problema  encontrado  no  portal  é  a  baixa  divulgação  de  seus  ambientes. 
Grande parte dos membros possui alguma relação direta com os desenvolvedores 
da  iniciativa.  Apesar  de  estas  pessoas  serem  personagens  relevantes  dentro  da 
área de escopo do projeto, o encontro entre atores diversos das cadeias produtivas 
não ocorre: o número de produtores e consumidores cadastrados, por exemplo, se 
limita  a  cerca  de  30%  dos  membros  registrados.  Dessa  forma,  a  gestão  de  seus 
públicos é feita de forma incompleta. O início e fim da cadeia estão negligenciados 
na abrangência de participantes do portal.  

De  forma  similar,  apesar  de 
apresentarem  perfis  em 
ferramentas  colaborativas 
como  o  Facebook  e  o 
Twitter,  seu  número  de 
seguidores  é  muito  baixo  – 
23  no  Facebook  e  34  no 
Twitter  –,  assim,  seu  poder 
de disseminação é limitado e 
os  conteúdos  gerados  e 
geridos  no  site  ficam 
restritos  à  leitura  da  gama 
muito  específica  de  atores 
referente  aos  membros 
cadastrados.  

Por fim, o tempo de duração da iniciativa caracteriza uma ameaça não apenas ao 
portal, mas aos resultados obtidos. Ainda que o a duração limitada do portal faça 
sentido  no  contexto  experimental  do  projeto,  não  há  clareza  sobre  o  destino  dos 
conteúdos gerados. Caso o portal seja desativado sem acompanhamento correlato 
das  conclusões  obtidas  e  interações  promovidas,  haverá  uma  grande  perda  tanto 
para a própria iniciativa quanto para a comunidade. 

 

Conclusão 

A  Rede  de  Inovação  é  prova  dos  benefícios  que  podem  ser  atingidos  a  partir  da 
observação de um setor e identificação de espaços vazios. No caso, esse exercício é 
liderado  por  uma  instituição  de  ensino.  Porém,  há  grande  oportunidade  também 
para empresas se inserirem pioneiramente nesses gaps. 

Iniciativas  autônomas  como  esta  devem,  porém,  se  preocupar  prioritariamente 
com  a  disseminação  de  suas  possibilidades  e  conteúdos.  Afinal,  o  portal  continua 
ativo  mediante  participação.  Do  contrário,  torna‐se  estático  e  abandona  seu 
objetivo inicial. 


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Com o mesmo objetivo, deve‐se atentar para questões de acessibilidade e design, 
de  modo  que  a  interface  faça  com  que  o  usuário  não  apenas  consiga,  mas  queira 
participar  de  forma  constante  de  todas  as  ferramentas  presentes.  A  atualização 
frequente é outro elemento imprescindível para que esse objetivo seja atingido. 

Avaliação 

Estágio 3 (Co‐criar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

Aproximando clientes em busca de melhores soluções – AGCO 
           Portal AGCO: www.agcocorp.com (EUA) 

           Portal AGCO: www.agco.com.br (Brasil) 

Descrição e objetivos 

Fundamental para que a cadeia do agronegócio atinja objetivos de produtividade, a 
mecanização do campo depende de tecnologia aplicada aos tratores, colheitadeiras 
e demais implementos agrícolas: o traçado de uma colheitadeira já é acompanhado 
por GPS, o operador dispõe de uma cabine climatizada e os equipamentos possuem 
uma confiabilidade muito superior ao que se esperava no século passado.  

Como é que este setor vem se relacionando com a tecnologia de compartilhamento 
e  colaboração?  Descobrimos  que  ainda  estão  engatinhando  na  utilização  de 
ferramentas  da  Web  2.0,  apesar  do  forte  viés  tecnológico  em  seus  produtos. 
Algumas  poucas  empresas,  no  entanto,  já  estão  usando  as  redes  sociais  para 
disponibilizar um volume significativo de informações do mercado, estão abertas a 
críticas e respondem dúvidas do público.  

Vamos  nos  aprofundar  no  caso  da  AGCO,  fabricante  de  tratores  e  implementos 
agrícolas, dona das marcas Massey Fergunson, Fendt, Challenger e Valtra.  

 

A  análise  que  fizemos  de  seus  sites  revela  uma  orientação  para  explicar  e  tratar 
dúvidas  sobre  o  funcionamento  de  seus  produtos,  além  de  “arrebanhar”  adeptos, 
usuários atuais e potenciais compradores para eventos do setor. As redes sociais, 
no  caso  da  AGCO,  servem  também  para  divulgar  e  obter  feedback  sobre  os 
produtos e lançamentos, e, evidentemente, travar uma sólida comunicação de duas 
vias com os formadores de opinião.  

Pela análise dos sites parece haver duas pessoas da área de relações institucionais 
responsáveis  pela  comunicação,  publicação  de  conteúdo,  e  estabelecimento  de 
diálogo com os seguidores das redes sociais da empresa. 

 




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Ferramentas de Colaboração Utilizadas 

Blog (Blogger), redes sociais (Facebook), microblogging (Twitter), canal de vídeos 
(YouTube).  

A AGCO tem um blog, com atualização nos dias úteis, visitado por 48 mil pessoas 
mensalmente, amarrando os textos com vídeos e reforços de sua comunicação com 
as  demais  ferramentas.  Aliás,  a  plataforma  aberta  Blogger  emprega  uma  solução 
bem pensada: a barra superior do seu blog remete à página principal na web e às 
demais ferramentas Web 2.0.  




                                                                                                     
O  blog  enaltece  os  produtos  da  marca,  fala  de  lançamentos  e  dá  força  aos 
depoimentos tratados pela assessoria de relações institucionais, além de valorizar 
grupos  musicais  que  “cantam”  em  suas  letras  os  benefícios  das  marcas  da  AGCO. 
Também  alerta  para  os  comunicados  do  presidente  da  empresa  e  eventos 
regionais,  além  das  premiações  recebidas.  Há  cerca  de  50  comentários  de 
seguidores  ou  leitores  aos  posts  no  blog,  incluindo  as  respostas  da  própria 
empresa para os usuários ao longo do ano de 2010 para os 22 diferentes tópicos. 

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O Twitter da AGCO tem uma média de 1,5 posts por dia e consiste tipicamente de 
avisos  de  novos  posts  no  blog,  de  comentários  de  seguidores  e  de  respostas  aos 
usuários.  É  interessante  notar  que  os  comentários  dos  leitores,  ausentes  no  blog, 
estão todos no Twitter. 

O perfil dos seguidores é variado: são fazendeiros interessados em tirar dúvidas e 
receber  informações  sobre  os  produtos,  associações  agrícolas  e  até  mesmo 
jornalistas que trabalham com agronegócios e precisam acompanhar o mercado. 

O  Facebook  tornou‐se  o  centro  de  colaboração,  com  mural,  fotos,  vídeos,  data  de 
eventos  e  discussão  com  alta  participação  de  mais  de  17.000  seguidores.  A 
moderação  da  empresa  responde  ainda  a  todos  os  tipos  de  perguntas.  É  possível 
encontrar  links  para  todas  as  outras  redes  e  para  vários  assuntos  tratados  pela 
empresa, tanto no mural, quanto na agenda de eventos e nas discussões. 




                                                                                         
O  canal  no  YouTube  é  movimentado.  Em  apenas  um  ano  foram  postados  373 
vídeos com mais de 180.000 visualizações e 273 pessoas inscritas.  

Pontos fortes 

A atualização e o alinhamento da comunicação fazem com que a AGCO se destaque 
em redes sociais, além da sábia combinação e reforço cruzado entre as plataformas 
abertas da Web 2.0. 

Oportunidades de melhoria 

A principal oportunidade de melhoria da AGCO é estar mais envolvida e obter mais 
seguidores nas redes. O excesso de notícias parece, no entanto, saturar os canais, 

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Agronegócios 2.0  
 
não  dando  tempo  de  o  público  participar  e  assim  propiciar  uma  coleta  de 
informações relevantes para a empresa. Atualmente as perguntas são respondidas 
rapidamente, mas poderia haver um trabalho mais forte para se obter informações 
relevantes para o desenvolvido do negócio, produtos e serviços da empresa.  

Já no YouTube, a AGCO poderia publicar vídeos de seu público, ainda que filtrados 
e  selecionados  pela  comunicação  corporativa.  Desta  maneira,  o  público  poderia 
aportar a sua credibilidade às marcas, com vídeos de depoimentos e sugestões de 
uso ou de escolha desse ou daquele equipamento. 

Em geral, a comunicação no mundo 2.0 deve ser percebida como próxima, escrita 
por  gente  igual  aos  seguidores.  A  natureza  assertiva  das  mensagens  criadas  por 
duas profissionais tarimbadas no assunto talvez seja o nó a desatar: se por um lado 
demonstra o profissionalismo dos comunicadores, por outro lado embota o canal, 
afugentando um público notoriamente tímido e calado. A solução pode passar por 
uma  reformulação  no  linguajar  tanto  do  blog  e  do  Twitter,  como  dos  próprios 
vídeos.  

Conclusão 

O  mercado  de  maquinário  agrícola  ainda  está  começando  nas  redes  sociais  e 
mesmo  as  gigantes  do  setor  ensaiam  seus  primeiros  passos  na  Web  2.0.  Desta 
maneira, podem perder a oportunidade de estar mais próximos do consumidor e 
de obter um conhecimento que este possui, seja na utilização dos produtos ou de 
alguma necessidade existente. 

A  AGCO  é  uma  das  pioneiras  no  setor  pela  demonstração  da  estrutura  de  seus 
canais  voltados  para  as  redes  sociais.  Sua  orientação  está  na  comunicação  com  o 
seu  usuário,  seu  consumidor.  No  entanto,  não  há  dentro  de  suas  mensagens  um 
pedido  de  colaboração,  comentários  ou  críticas  percebido  como  intencional  e 
honesto  pelo  público  receptor.  Isso  pode  ser  a  causa  da  fraca  participação  do 
público apesar dos recursos aportados para os canais de redes sociais da empresa. 

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

 

Sementes, mudas e matrizes: defensivos para a imagem corporativa – 
Monsanto  
           Monsanto: www.monsanto.com (EUA) 

Descrição e objetivos 

A Monsanto é uma empresa líder em tecnologia de grãos e insumos agrícolas, que 
faturou, em 2009, US$ 11,7 bilhões. O seu protagonismo na defesa dos alimentos 
geneticamente  modificados  atraem  resistência  por  parte  de  numerosos  grupos 
organizados.  Ela  é  frequentemente  alvo  de  críticas  e,  com  as  redes  sociais  e  com 

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Agronegócios 2.0  
 
ambientes  de  colaboração  2.0,  a  disseminação  desses  pontos  de  vista  negativos 
tornou‐se presa fácil para qualquer usuário de internet. Assim, a contraposição de 
uma  voz  institucional  da  Monsanto  é  fundamental  para  amenizar  críticas  e 
desmentir  boatos  que  surgem  a  seu  respeito.  Tal  tarefa  só  é  eficaz,  porém,  se 
houver  um  rigoroso  monitoramento  dos  comentários  sobre  a  companhia  nas 
diversas redes e uma atitude genuína de diálogo com seus críticos.  

Com  esse  objetivo  central,  a  Monsanto  atua  dentro  das  principais  redes  sociais  e 
mantém  seus  conteúdos  atualizados  diariamente,  procurando  estabelecer 
conexões com os usuários por meio de comentários e respostas da empresa. 

Procura  destacar  o  lado  humano  em  seu  website,  contando  histórias  de 
fazendeiros  e  de  outros  empreendedores  no  setor  agrícola  e  relacionando  suas 
experiências com produtos da Monsanto. 




                                                                                             
 

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Redes  sociais  (Facebook),  microblogging  (Twitter),  blog,  syndication  (RSS),  canal 
de vídeo (YouTube), canal de imagens (Flickr). 

 

Pontos fortes 

A  Monsanto  alia  duas  estratégias  para  potencializar  benefícios  à  sua  imagem.  Ao 
mesmo tempo em que realiza um monitoramento quanto à avaliação da sua marca, 

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Agronegócios 2.0  
 
destaca  histórias  pessoais  para  humanizar  a  empresa.  Abrangendo  ambas  as 
estratégias,  a  companhia  lida  com  as  redes  sociais  de  forma  a  destacar  a 
participação  do  usuário,  respondendo  frequentemente  a  diversas  pessoas,  sem 
generalizar uma resposta fria, identificando uma solução para a dúvida, crítica ou 
sugestão postada. 

Seu  perfil  no  Facebook  tem  postagens  regulares,  com  uma  média  de  mais  de  um 
post por dia. A frequência de atualização mantém o interesse de seus stakeholders, 
fazendo com que interajam com o perfil, comentando ou utilizando o botão “Like” 
(“Curtir”),  disponibilizado  pela  ferramenta.  De  tal  modo,  a  empresa  consegue 
monitorar  alguns  indicadores  relativos  à  sua  imagem,  analisando  a  variação  dos 
comentários, o crescimento ou redução da participação dos usuários em suas redes 
e  a  profundidade  e  contexto  das  críticas  a  eles  aplicadas.  Apesar  das  opiniões  de 
cada  um  sobre  os  atos  da  empresa,  o  ponto  forte  da  Monsanto  no  Facebook  é  o 
esforço  de  resposta  argumentada  para  qualquer  tipo  de  mensagem,  inclusive 
acusações. Porém, não há como saber se todas as acusações gratuitas ficam visíveis 
ou se algumas são apagadas. 

Destaca‐se também a busca da empresa em humanizar ao máximo seus serviços e 
atendimento.  Em  seu  portal,  e,  principalmente,  em  seu  blog,  a  Monsanto  procura 
destacar  histórias  de  fazendeiros  que  obtiveram  sucesso  e  crescimento  em  suas 
colheitas  utilizando  as  sementes  produzidas  pela  empresa.  Com  histórias  de 
fazendeiros que experimentaram melhorias com seus produtos, a Monsanto atrai 
outros  fazendeiros  menores,  e,  novamente,  impacta  de  maneira  positiva  sua 
imagem, aproximando‐se do pequeno produtor.  

A  empresa  também  se  colocou  como  um  canal  de  referência  em  estudos  e  novas 
tecnologias de insumos agrícolas, divulgando em diversos meios da web (site, blog, 
Facebook,  Twitter,  canal  do  YouTube)  suas  inovações  e  principais  produtos, 
atraindo  o  mercado  de  agricultores  a  comprar  seus  produtos  e  novidades.  Pela 
web, consegue aumentar a exposição em massa dos seus produtos, possibilitando 
um novo canal de relacionamento e promoção junto aos seus públicos.  




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Oportunidades de melhoria 

As  redes  sociais  transformaram  comunidades  e  outros  fóruns  de  discussão  no 
principal  meio  online  para  elogiar  ou  criticar  uma  empresa,  sobrepujando  os 
portais  institucionais  e  definições  em  portais  como  a  Wikipedia.  Isso,  porém,  faz 
com  que  grande  parte  das  discussões  que  se  referem  à própria  companhia  fujam 
ainda  mais  de  seu  controle.  No  entanto,  apesar  de  a  priori  não  poder  ser 
controlado,  o  processo  pode  ser  monitorado,  por  meio  de  atividades  como  sanar 
dúvidas,  esclarecer  críticas,  desmentir  boatos,  etc.,  colocando  enfim  a  voz  da 
instituição  na  discussão.  A  Monsanto  procura  realizar  esse  gerenciamento, 
evitando  deixar  comentários  sem  respostas  em  suas  redes.  Para  aprofundar  as 
pesquisas, entretanto, poderiam realizar enquetes em seus portais e oferecer áreas 
de  perguntas  e  respostas.  Outra  possibilidade  interessante  seria  a  criação  de  um 
perfil  em  redes  sociais  como  o  FormSpring.me,  criada  exclusivamente  para 
perguntas  e  respostas.  A  criação  de  um  perfil  nessa  rede  poderia  oferecer  maior 
transparência para a companhia. 

A  marca  também  tem  um  foco  claro  em  um  de  seus  stakeholders:  agricultores. 
Grande  parte  de  suas  ações  online  visa  atingir  diretamente  esse  público, 
trabalhando de forma menos direta outros grupos de interesse como, por exemplo, 
investidores.  

Ainda não são realizados de forma evidente monitoramento e atuação efetiva junto 
às  redes  sociais  que  criticam  a  empresa.  Pudemos  encontrar  diversos  grupos  de 
discussão  em  redes  como  Facebook  e  Orkut  que  promovem  discussões  sobre 
práticas  que  consideram  incorretas  da  empresa,  ou  se  posicionam  contra  suas 

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atividades.  Uma  atuação  efetiva  junto  a  esses  grupos,  levando  informações, 
esclarecimentos e contra argumentações, pode ajudar a estreitar o relacionamento 
e melhorar a imagem da empresa junto a esse público. 

 

Conclusão 

A  Monsanto  EUA  possui  ferramentas  determinantes  para  estreitar  um  canal  de 
comunicação  entre  a  empresa  e  seus  stakeholders.  Uma  vez  inserida  sua  voz 
nos canais de discussão da rede, a multinacional agrícola conseguirá esclarecer de 
modo  mais  efetivo  discussões  que  surgem  sobre  a  marca,  seus  produtos  e  suas 
políticas. Aproximando‐se de tal maneira de seus públicos, a Monsanto cria maior 
abertura  para  expor  seus  pontos  fortes,  seus  lançamentos  e  inovações 
tecnológicas,  aprimorando  o  contato  e  imagem  junto  aos  seus  investidores  e 
consumidores diretos. 

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Alta 

 

                              




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2. Produção e beneficiamento 
 

O elo de Produção e Beneficiamento da cadeia do agronegócio tem também várias 
oportunidades para usar as redes sociais a fim de aumentar a eficiência e poder de 
influência ao longo da cadeia produtiva, assim como para discutir avanços e 
necessidades das realidades específicas dos produtores e criadores. É evidente 
também a tendência emergente de uso das redes sociais para aproximar 
produtores e criadores dos consumidores finais. 

 




                                                                         

                             




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Produtores e criadores: Eat Maine Foods – arranjos locais 
           http://eatmainefoods.ning.com 




 
Descrição e objetivos 

Uma  das  tendências  marcantes  do  agronegócio  é  o  surgimento  de  redes  sociais 
oriundas  de  comunidades  locais,  construídas  com  o  objetivo  de  incentivar  a 
produção  agropecuária  de  cidades,  regiões  ou  estados.  Desse  objetivo  comum, 
observam‐se três focos de ação: 

    1. Troca de boas práticas entre produtores locais; 

    2. Compra e venda de insumos sem intermediação; 

    3. Proteção sócio‐política regional. 

 

Um bom exemplo de portal que tem como base tais temas é o Eat Maine Food. 
Trata‐se de uma coalizão regional de pessoas que desejam impulsionar a produção 
e compra dos produtos agrícolas locais. Para tal, é utilizada uma plataforma 
colaborativa online baseada no Ning na qual todos os usuários podem inserir 
conteúdo, na forma de perguntas, fotos, comentários e opiniões. A plataforma foi 
adaptada para fomentar a interação especificamente para a iniciativa, com o “Mapa 
dos Alimentos” (Food Map).  




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Ferramentas de colaboração utilizadas 

Blog (Ning), fóruns, canal de vídeo (Ning), syndication (RSS), chats, redes sociais 
(Facebook), microblogging (Twitter). 

Pontos fortes 

O Eat Maine Foods tem como área mais utilizada pelos usuários o “Food Map”. 
Trata‐se de um localizador de alimentos que, a partir de alguns dados relatados 
pelo usuário sobre os produtos que adquiriu, encontra sua proveniência exata. São 
realizadas em média mais de 15 buscas por dia. A ideia é que os membros tornem‐
se mais conscientes em relação ao seu consumo agrícola. Não apenas num sentido 
nutricional, mas também em relação às ramificações político‐econômicas de suas 
compras. Neste sentido, por exemplo, o portal estimula os cidadãos de Maine a 
avaliarem se estão beneficiando mercados externos em detrimento da produção 
local em seu consumo diário. A ferramenta é alinhada com o objetivo maior da 
plataforma, de incentivar o consumo local dos produtos provenientes da região.  

O diálogo de fato ocorre no ambiente de fórum do site. Embora seja positiva a 
diversidade de públicos abrangidos pelo site, que engloba desde produtores até 
consumidores finais, a interação generalizada é difícil de ocorrer. Assim, a partir da 
divisão em tópicos, os membros são segmentados de acordo com suas áreas de 
interesse. Dentro dos tópicos postados, as discussões ocorrem de forma mais 
frequente. São mais de 1000 discussões iniciadas desde a fundação do site, em 
2008.  

Por fim, o Eat Maine Foods ainda conta com uma área diferenciada voltada apenas 
à divulgação de oportunidades de emprego no campo. Embora sua atualização não 

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seja constante, existem tópicos no fórum produzidos apenas para elogiar o serviço 
e relatar histórias reais de usuários que foram alocados dessa maneira. 

Oportunidades de melhoria 

Apesar de possuir membros muito ativos na utilização das funcionalidades do site, 
o que se percebe de forma geral é uma limitação de grupos: são sempre os mesmos 
usuários que participam das discussões, levantam questões e propõem mudanças. 
Dessa forma, seu poder de interação é restrito a uma parcela ativa de indivíduos 
que não necessariamente representam de forma geral aquela comunidade. Uma 
das maiores razões dessa falta de envolvimento são alguns intervalos 
relativamente longos de pouca ou nenhuma atualização dos conteúdos do site.  

De forma similar, a interação entre usuários ocorre de forma simplificada: embora 
existam trocas de boas práticas e compartilhamento de perguntas e respostas, o 
conteúdo gerado não é levado para um plano de ação coletiva e fica limitado ao 
desenvolvimento individual de cada produtor/consumidor. Parcerias muito 
relevantes poderiam ser formadas entre produtores, ampliando o escopo do site 
para ações de compra compartilhada, por exemplo. Como isso não ocorre, deixam a 
plataforma subutilizada e o objetivo de zelar pela agricultura regional mais 
distante. 

Por fim, apesar de possuir redes sociais alinhadas com os objetivos do site, com 
grande acessibilidade diretamente da página inicial da plataforma, o número tanto 
de seguidores quanto de atualizações ainda é muito reduzido.  

Conclusão 

A formação de centenas de redes locais nos Estados Unidos vem declarar ao 
mundo do agronegócio que o uso de plataformas online não é apenas possível no 
setor, mas necessário.  

O que se percebe no exemplo bem ilustrativo do Eat Maine Foods são 
potencialidades. Embora ainda não profundamente exploradas, as possibilidades 
da interação entre os atores das cadeias são inúmeras e não devem se limitar à 
troca de informações sobre melhores técnicas de produção. A mobilização também 
de consumidores demonstra a capacidade de formação de comunidades voltadas 
ao desenvolvimento do setor. 

 

Avaliação 

Estágio 3 (Co‐criar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Média 

 

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Indústria: integrando o consumidor final nas redes – Brasil Foods e 
suas marcas Qualy, Batavo e Elegê 
           www.brf.com.br 

           WWW.twitter.com/brasilfoods 


           www.batavo.com.br 

           www.qualysadia.com.br 

Descrição e objetivos             

Em  2009,  a  Perdigão  fechou  acordo  com  a  Sadia,  formando  a  Brasil  Foods. 
Atualmente,  o  grupo  é  o  segundo  maior  conglomerado  alimentício  do  País,  com 
faturamento  de  R$  24,4  bilhões  e  exportações  de  R$  9,2  bilhões em  2009  (dados 
proforma) e cerca de 119 mil funcionários. 

Apesar  de  desenvolver  serviços  que  abrangem  as  cadeias  produtivas  desde  seu 
início, o foco de comunicações das marcas é no consumidor final. Seu ingresso na 
Web 2.0, de forma semelhante, vem ocorrendo gradativamente na busca de maior 
aproximação com este público. 

Dessa  forma,  as  marcas  não  empregam  ferramentas  ativas  que  envolvam  o 
agronegócio em sua totalidade. Porém, identificam‐se potencialidades não apenas 
nas  ações  que  já  vêm  sendo  desenvolvidas  pelo  grupo,  mas  na  força  das  marcas, 
que produzem resultados significativos para estas plataformas mesmo sem possuir 
ainda um grande envolvimento com a Web 2.0.  

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Redes  Sociais  (Facebook  e  MySpace),  microblogging  (twitter),  vídeo  (youtube), 
blogs, enquete, ratings, Syndication (RSS) 

 

Pontos fortes 

O  perfil  de  Twitter  da  Brasil  Foods 
foi  criado  durante  o  período  da 
fusão entre as companhias, com dois 
objetivos:  consolidar  a  nova  marca 
junto ao consumidor e agir como um 
gerenciador  de  possíveis  crises 
decorrentes  do  novo  momento  do 
grupo. 

Por quatro meses, foram seis tweets 
semanais  que  tiveram  como 
conteúdo majoritário um clipping de 
notícias  divulgadas  sobre  o  grupo. 
De  forma  inesperada,  essas  notícias 
ressaltavam tanto os aspectos positivos da fusão quanto os negativos. Mesmo não 
podendo saber ao certo o objetivo de tal ação, suas ramificações são relevantes: ao 
fazê‐lo,  a  empresa  divulga  transparência  como  um  de  seus  valores.  De  mesma 

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forma,  ao  evidenciar  estas  questões,  diz  ao  público  que  estas  não  estão  sendo 
ignoradas  e,  pelo  contrário,  serão  endereçadas  da  melhor  forma  possível.  Ambas 
qualificam‐se  como  ferramentas  de  prevenção  de  riscos  para  a  imagem  da  nova 
companhia. 

O  grupo  Brasil  Foods  ainda  conta  com  iniciativas  2.0  específicas  de  marca  que 
obtiveram resultados positivos. O “Blog da Ana” é um desses exemplos: diante da 
necessidade  de envolver  mais  profundamente  os  consumidores  com o  produto,  a 
empresa  criou  em  seu  site  um  blog  direcionado  ao  público‐alvo  feminino  para 
clientes da marca Qualy. 

 

                                             Os  posts  são  semanais  e  estão 
                                             classificados  em  quatro  áreas  de 
                                             interesse:  atualidades,  família,  culinária 
                                             e  qualidade  de  vida.  Os  textos  são 
                                             escritos  pela  “voz”  de  Ana,  que 
                                             representa  a  consumidora‐padrão  de 
                                             Qualy. De modo a possibilitar uma maior 
                                             identificação  das  consumidoras  com  a 
                                             personagem,  não  há  especificações 
                                             sobre ela no site. Ana fala sobre desafios 
                                             da  mulher  moderna  ao  mesmo  tempo 
                                             em que trata sobre questões tradicionais 
                                             de família, maternidade, etc.  

                                               

Outra  iniciativa  com  bons 
resultados vem da linha Batavito’s, 
leite  com  sabor  de  frutas  da 
Batavo.  Os  produtos  têm  como 
mascote a Banda Batavito’s. Tendo 
o  público  infanto‐juvenil  como 
alvo,  construiu‐se  uma  narrativa 
para  cada  um  dos  três  integrantes 
da  banda.  Essa  criação  de 
personagens  é  um  exercício  que 
ganha  dimensão  na  Web  2.0.  A 
iniciativa  prova  que  a  atração 
desse público por meio de brindes 
e  anúncios  atinge  novos  patamares:  os  jovens  podem  interagir  virtualmente  com 
as  mascotes  dos  produtos.  Cada  uma  das  personagens  possui  perfis  em  Twitter, 
Facebook,  Blogger  e  Orkut,  além  da  comunidade  e  perfil  de  MySpace  da  própria 
banda.  Os  números  são  surpreendentes:  cada  integrante  tem  uma  média  de  300 
amigos  no  orkut  e  mais  150  seguidores  no  Twitter  e/ou  Facebook.  A  página  do 
MySpace tem mais de 37 mil visitas registradas. 

 


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Oportunidades de melhoria 

Apesar de ter se provado uma ferramenta válida para o momento de fusão, tendo 
atingido 1167 seguidores em quatro meses de funcionamento, o Twitter do grupo 
se encontra desatualizado. A última postagem foi feita em setembro de 2009 e não 
há indícios de planos de continuidade. Em seu período de utilização mais intensa 
chegou a possuir atualização diária. Desde então, seus posts limitam‐se a clippings 
de notícias, sem geração de conteúdo. 

Observando  o  grupo  da  Brasil  Foods  como  um  todo,  percebe‐se  que  o 
desenvolvimento  de  ferramentas  de  Web  2.0  é  incipiente.  As  empresas  ainda 
apostam intensamente em meios tradicionais de comunicação, de modo a abranger 
a  diversidade  de  seu  público  de  forma  geral.  A  fidelidade  dos  clientes  com  as 
marcas  é  comprovada  pelos  valores  altíssimos  de  share  of  mind  que  ocupam 
(Presunto Sadia, por exemplo, tem 83%2). Porém, não existem novas ações: a Web 
2.0  poderia  possibilitar  um  contato  e  conhecimento  ainda  mais  profundo  dos 
compradores  e,  além  disso,  poderia  unir  as  marcas,  potencializando  compras 
associadas. 

 

Conclusão 

A  BRF  possui  potencialidades  múltiplas  a  serem  exploradas  no  universo  2.0. 
Atualmente,  as  ações  realizadas  são  pontuais  e,  de  modo  geral,  ficam  atreladas  a 
produtos  voltados  ao  público  jovem.  Os  números  atingidos  pelas  poucas  ações, 
porém,  comprovam  a  força  da  marca  e  seu  poder  de  abrangência,  incentivando 
ainda mais a adaptação dessas ferramentas para outros nichos das empresas. 

No que diz respeito à abrangência dos serviços que desenvolve, todos os sites do 
grupo  são  direcionados  ao  consumidor  final,  não  havendo  interação  facilitada 
para outros atores da cadeia. Há grande potencial de integração dos demais elos da 
cadeia para buscar menor risco de projeção de demanda além de facilitar a troca 
de conhecimentos entre os atores. 

 

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir)  

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 


3.  Comercialização 
 



                                                        
2
    Segunda a Pesquisa do Data Folha, em 2010.

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Aqui é onde estão os maiores faturamentos, mas geralmente menores margens, e 
também onde estão os intermediários entre os produtores / criadores e os 
revendedores dos produtos agrícolas. Também foram abordadas as bolsas de 
mercadorias que levam os investidores para a realidade das commodities.  




                                                                                         
Os casos nesta seção têm um grande foco transacional, mas também visam, por 
outro lado, a aproximação dos atores com vistas ao melhor negócio para as partes 
interessadas. É possível observar a possibilidade de pequenos e distantes atores 
superando as barreiras de entrada utilizando esse novo meio para se tornarem 
atraentes a um número maior de compradores. 

 

Intermediários e entrepostos: aproximando de maneira confiável 
vendedores e compradores – Panjiva 
           Site: http://panjiva.com 

           Blog: http://panjiva.com/blog 

Descrição e objetivos 

Encontrar  clientes,  compradores  e  fornecedores  é  o  maior  desafio  de  um 
empresário.  Uma  maneira  de  criar  um  ambiente  que  repete  as  estruturas  de 
encontro da demanda com a oferta  emprega as  ferramentas das redes  sociais.  As 
pessoas,  guiadas  pelos  seus  interesses,  se  associam  a  outras  por  meio  das 
ferramentas de redes sociais, agregando elementos de colaboração de conteúdo a 


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respeito  de  fornecedores  e  compradores  de  maneira  rápida  e  sem  limites  de 
distância.  

Com  a  ideia  de  dar  suporte  a  essa  necessidade  de  aproximar  compradores  e 
vendedores, a Panjiva surgiu como um serviço online pago com sede nos Estados 
Unidos.  É  composta  por  empresas  de  todos  os  setores  e  áreas  do  negócio  e  que 
somente  em  2010  já  movimentou  mais  de  US$  100  bilhões  de  dólares  (dados  de 
outubro/2010). Seus objetivos principais são: 

       Conectar quem necessita de fornecedores com quem precisa vender; 

       Tornar mais simples e ágil a busca por novos parceiros comerciais; 

       Fornecer  informações  atualizadas  para  as  empresas  e  para  toda  a  equipe 
        em tempo real. 

 

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Redes sociais, syndication (RSS), canal de vídeos, blog (Wordpress), microblogging 
(Twitter). 

 

Pontos fortes 

O site tem como maior benefício tornar mais ágil, reduzir custos e gerenciar riscos 
das  futuras  negociações  de  contratos.  São  mais  de  1,5  milhões  de  empresas  do 
mundo todo, sendo que algumas delas fazem parte do Fortune 500. Para conduzir 
uma busca eficiente, o sistema permite ordenar as empresas usando até 10 filtros, 
entre eles: 

       número de negociações realizadas; 
       país de origem; 
       ocorrência de problemas financeiros recentemente; 
       data da última transação. 
 
Além  desta,  o  site  conta  com  uma  busca  na  qual  se  pode  digitar  uma  pergunta 
completa para encontrar aquilo que procura. Por exemplo: 
 
    “Está procurando fornecedores de suéteres certificados pela Polo Ralph 
       Lauren? Basta digitar “Polo Ralph Lauren sweater suppliers”; 
    “Quer fornecedores chineses de bonés de beisebol? “Chinese suppliers of 
       baseball hats”; 
    Quer compradores de tacos de beisebol? “buyers of baseball bat”. 

 

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Além  disso,  no  próprio  site  é  possível  comprar  aplicativos  extras.  Um  destes 
permite  que  o  usuário  marque  os  clientes  ou  fornecedores  do  interesse  da  sua 
empresa e envie as marcações feitas para os colegas de sua companhia, na forma 
de um Delicious, economizando tempo para realizar a mesma pesquisa novamente.  

O Twitter existe desde 2009 e tem uma frequência superior a um tweet por dia e 
uma alta interação com os usuários, já que mais de 50% incluem respostas ou RTs. 
O perfil de seguidores é composto por empresários, analistas do mundo todo, e até 
mesmo jornais que acompanham o setor econômico. 

Oportunidades de melhoria 

Apesar do volume de transações se situar em aproximadamente US$ 100 bilhões, a 
colaboração ainda é um processo incipiente. Vemos oportunidades tanto no portal 
como nas redes nas quais a Panjiva está inserida. 

O  portal  ainda  funciona  como  um  banco  de  dados.  Enquanto  é  possível  analisar 
empresas com base no produto vendido, não se permite a inclusão de opiniões ou 
comentário  sobre  o  desempenho  das  empresas.  Seria interessante, para  efeito de 
um  indicador  de  credibilidade  e  um  facilitador  de  pesquisas,  que  o  ranking  fosse 
colaborativo  e  que  pudesse  ser  calculado  a  partir  das  notas  e  comentários 
(positivos, negativos, neutros) dos clientes das empresas. Desta maneira, formaria 
um  histórico  de  negociações,  de  navegação  e  sugestões  de  empresas  que  se 
enquadrem no perfil de quem pesquisa. 

Nas redes sociais, a participação popular ainda é baixa: tanto Twitter (apenas 386 
seguidores  em  26/10/10)  como  no  Facebook  (43  membros).  No  blog,  que  tem  o 
intuito de informar sobre o mercado e interagir com o público, é difícil encontrar 
algum  comentário,  e  a  atualização  é  de  um  post  a  cada  dez  dias.  Portanto,  a 


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colaboração com o público e do público, fica aquém da expectativa. Isso porque o 
número  de  visitantes  mensal  do  site  é  de  240  mil  e  o  volume  de  empresas 
cadastradas  de  mais  1,5  milhão,  o que mostra um enorme público potencial  para 
realizar transações mais colaborativas. 

 

Conclusões 

O  foco  da  Panjiva  é  vertical  dentro  da  cadeia  do  agronegócio:  tenta  aproximar 
compradores e produtores em uma plataforma transacional.  

A Panjiva trouxe para o mundo dos negócios um modelo parecido com o eBay, de 
pesquisa  e  transações  corporativas.  Com  mais  de  1,5  milhões  de  empresas 
participantes  e  US$  100  bilhões  em  transações  efetuadas,  a  iniciativa  tem  um 
potencial  enorme  para  alavancar  as  redes  colaborativas.  Afinal,  para  se 
transformar em um portal com intenção colaborativa que facilita os processos e dê 
garantias  de  fato  para  obter  um  novo  negócio  e  deixar  de  ser  apenas  um 
classificado  online,  é  necessário  animar  e  trazer  para  o  debate  um  número 
significativamente  maior  de  pessoas  em  sua  rede,  dispostas  a  compartilhar 
opiniões, experiências e conhecimento. 

Avaliação 

Estágio 4 (Transacionar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

 

O entreposto virtual – Farms Reach 
           Farms Reach: www.farmsreach.com (EUA) 

 

Descrição e objetivos 

O  Farms  Reach  é  um 
mercado  online  de  produtos 
agrícolas,  uma  espécie  de 
eBay  focado  neste  setor,  ou 
seja,  um  “Ceasa  virtual”  que 
coloca        em        contato 
produtores  agropecuários  e 
possíveis  compradores  dos 
produtos       (comerciantes, 


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empresários, atacadistas). Por meio de um site simples, dois perfis de usuário – o 
produtor agrícola e o comprador – fazem contato para negociações. O público‐alvo 
são  pequenos  e  médios  produtores  agrícolas  e  pequenos  e  médios  mercados  ou 
comércios locais.  

Com  o  apoio  do  Farms  Reach,  o  produtor  não  precisa  deslocar  sua  produção  ou 
seus funcionários para verificar os melhores preços: ele consulta o preço, verifica o 
custo logístico e toma suas próprias decisões de negociação. 

O  site  não  contempla  ferramentas  colaborativas  de  conteúdos  –  isto  é,  não 
possibilita  discussões  sobre  determinados  assuntos  entre  os  participantes.  A 
interatividade é baseada na negociação – um uso da Web 2.0 que atinge o negócio 
agrícola  propriamente.  A  página  conta  com  ferramentas  2.0,  mas  com  raras 
atualizações. 

Os objetivos do Farm Reach são: 

       Possibilitar negócios de produtos agrícolas – é um mercado online; 

       Criar  uma  rede  de  negociantes  de  produtos  agrícolas  –  produtores  e 
        comerciantes, facilitando o encontro e negócios entre eles. 

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Blog; microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), syndication (RSS), 
feedback sobre usuários e sobre a página. 




 

 

Pontos fortes 

A ideia de colocar em contato virtual direto os agricultores e os comerciantes não é 
nova (existem centenas de modelos deste negócio baseado no emblemático eBay). 

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Por outro lado, o site propõe a interação por meio de ferramentas de colaboração, 
para que então possam comercializar os produtos.  

O cadastro é extremamente rápido, bem como a inclusão de produtos. Os relatórios 
apresentam todos os números necessários de forma bem simplificada. O site busca 
fortalecer  os  relacionamentos  dos  usuários,  com  uma  página  principal  para  os 
vendedores  e  solicitando  no  cadastro  os  endereços  para  relacionamento  na  web, 
como Twitter e Facebook, além de apresentar um mapa da localização do usuário, 
facilitando questões de logística. 

Oportunidades de melhoria 

O Farms Reach claramente atinge 
seu objetivo primordial de facilitar 
negócios com a infraestrutura 
disponibilizada, mas pode 
aprimorar a utilização de 
ferramentas 2.0 disponibilizando 
conteúdos com maior frequência e 
utilizando outros canais como 
YouTube e fóruns.  

Conclusão 

A iniciativa contempla uma ideia pouco inovadora de comercializar produtos 
agrícolas pela internet. Ela auxilia um mercado que precisa ser automatizado para 
obter maior equilíbrio comercial nos preços e possibilitar economias em logística, 
mantendo políticas de preços iguais em diferentes regiões. O direcionador do 
Farms Reach é vertical, integrando comerciantes e agricultores. 

Ainda assim existem melhorias latentes para o Farms Reach, principalmente no 
uso de ferramentas 2.0 em áreas de suporte como marketing e inovação. 

Avaliação 

Estágio 4 (Transacionar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

 

                              




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Intermediários: buscando justiça ao unir os elos da cadeia – Alter Eco 
           Alter Eco: www.altereco.com/ 

Descrição e objetivos 

Alter Eco é uma empresa francesa dedicada ao comércio com pequenos produtores 
desfavorecidos do hemisfério Sul buscando preços justos e solidários. Ela compra 
matéria  prima  de  pequenos  produtores  dos  países  em  desenvolvimento  a  um 
preço definido como justo. Em seguida, vende os produtos processados nos países 
desenvolvidos,  com  um  nível  de  preço  e  qualidade  maiores  do  que  aqueles  do 
mercado tradicional.  

O  público‐alvo  para  o  mercado  “justo”  é  um  público  com  cultura,  ética,  ou  certa 
sensibilidade política e, sobretudo, com poder de compra. Por questão de educação 
ou de geração, esse perfil de consumidor é geralmente usuário da Web, o que foi 
um fator de sucesso para o crescimento rápido da Alter Eco. 

A  Alter  Eco  tem  utilizado  as  ferramentas  da  Web  2.0  desde  a  sua  criação  para 
atingir o público desejado visando: 

      Disseminar  seus  valores  de  responsabilidade  social  e  ambiental  e 
       transparência; 

      Fidelizar os clientes com informações e promoções; 

      Aproximar o  produtor  do  consumidor  e  criar uma  relação  de  paixão entre 
       os consumidores, os produtores e a marca. 




                                                                       
Ferramentas de colaboração utilizadas 

Syndication (RSS), tags, FAQs, enquete, blog, comunidades (Tinkuy), microblogging 
(Twitter),  redes  sociais  (Facebook),  canal  de  vídeo  (Youtube,  DailyMotion),  canal 



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de  imagens  (Flickr),  musicsharing  (MySpace,  Deezer),  jogos  e  concursos,  criação 
colaborativa de material de publicidade. 

Pontos fortes 

O  boletim  da  Alter  Eco  é  uma  ferramenta  de  aproximação  entre  o  consumidor,  a 
empresa e o produtor.  

Além de propor debates e conferências e publicar notícias do mercado e vídeos de 
entrevistas, o boletim oferece, a cada mês, o retrato de um produtor no mundo. Ele 
também divulga o retrato de um funcionário da Alter Eco que fala de seus gostos, 
suas  opiniões,  e  explica  porque  ele  gosta  da  empresa  (rubrica  “Alter‐Eco  boy”  ou 
“girl” do mês). Ambos estão disponíveis no blog ou no site da AlterEco. 




                                                                   
A  ampla  utilização  das  diferentes  redes  sociais  também  é  bem  explorada,  com 
todas se inter‐relacionando por meio de links e publicações combinadas em torno 
de um tema. 

A  página  do  Facebook,  com  mais  de  5  mil  seguidores,  e  o  blog  da  empresa  se 
tornam  pontos  de  encontro  para  publicação  e  interação  com  os  seus  clientes  e 
stakeholders.  Mostram‐se  muito  ativos  para  instigar  as  discussões,  responder  os 
questionamentos  e  interagir  de  forma  mais  ativa  com  seus  consumidores.  Por 
vezes,  chegaram  a  sugerir  produtos  e  eventos  que  estavam  promovendo  para 
compra.  

Essa  interação  demonstra,  pelo  tom  informal,  que  existem  pessoas  por  trás  da 
empresa,  interagindo  com  seus  consumidores  e  criando  maior  empatia.  Em 
diversos momentos são mostrados os funcionários e produtores que  fazem  parte 
da cadeia capitaneada pela Alter Eco. 

                                



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Oportunidades de melhoria 

Uma iniciativa interessante da empresa é a “Alter Communauté”, uma comunidade 
na  qual  o  visitante  pode:  “militar”  (ajudar  a  distribuir  os  produtos,  divulgar  a 
atividade  da  empresa,  assinar  uma  petição,  “conscientizar”  outros  consumidores 
ou supermercados etc.); “expressar seu lado artístico” (compartilhar desenhos de 
produtos,  filmes  de  publicidade,  receitas  inventadas,  ideias  para  reciclar 
embalagens);  “dar  sua  opinião”  (enquete);  “divertir‐se”  (receitas  e  jogos)  e 
“perguntar‐se” (FAQs). 

Essa iniciativa da “Alter Comunidade” merece ser mais divulgada a partir do blog, 
ou  mesmo  no  próprio  site,  pois  a  comunidade  fica  escondida.  Além  disso,  todos 
esses  recursos  são  pouco  usados  como  meio  de  mostrar  a  criação  coletiva  de 
conteúdo  e  posicionamento.  O  único  caso  identificado  foram  ideias  para 
campanhas publicitárias com alto envolvimento do consumidor. 

A loja virtual, por sua vez, ainda não permite que os consumidores opinem sobre 
os  produtos,  catalisando  sua  venda  e  possibilitando  maior  share  of  wallet  para  a 
companhia. 

Conclusão 

A empresa utiliza com êxito as ferramentas da Web 2.0 para apoiar sua estratégia 
de  diferenciação  e  se  posicionar  no  mercado.  O  foco  da  iniciativa  é  apoiar  a 
integração vertical da cadeia do agronegócio. 

Ela  fez  dos  clientes  seus  melhores  agentes  comerciais,  propondo  a  eles  que 
deixassem  um  cupom  na  caixa  de  ideias  do  seu  supermercado  local  (“Bom  dia, 
fazendo  compras  com  regularidade  no  seu  mercado,  gostaria  muito  de  achar  um 
leque maior de produtos Alter Eco.”). 

A  Alter  Eco  não  faz  um  uso  restrito  das  ferramentas  já  disponíveis  na  Web.  A 
empresa  tenta  inovar  com  ideais  de  compartilhamento  de  material  que  geram 
valor à empresa. Além de ter a Web 2.0 à disposição, a empresa deve ter talentos 
criativos  e  inovadores  para  tirar  o  máximo  de  valor  dessas  ferramentas.  Assim, 
com  uma  estratégia  de  aproximação,  a  empresa  conseguiu  fazer  com  que  os 
clientes se identificassem fortemente com a marca.  

Avaliação 

Estágio 3 (Co‐criar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

 

                                




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Bolsas de mercadorias: aproximando investidores e quebrando mitos – 
Chicago Mercantile Exchange Group 
           CME Group: www.cmegroup.com/trading/commodities/ 

 

Descrição e objetivos 

O mercado de ações ainda busca a popularização junto ao investidor pessoa física, 
quebrando barreiras e mitos por meio de ações massivas de comunicação e até a 
contratação  do  garoto‐propaganda  Pelé  em  suas  campanhas.  Por  outro  lado,  as 
bolsas  de  mercadorias  de  futuros  ainda  não  chegaram  a  esse  estágio  de 
maturidade.  

Poucas  bolsas  que  negociam  commodities  estão  presentes  nas  redes  sociais.  Na 
lista das 10 maiores bolsas por volume de negociação em 2009, foram analisadas 
aquelas  que  negociam  commodities  e  somente  três  estão  presentes  nas  redes 
sociais: a BM&FBovespa, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CME Group) e a NYSE 
Euronext. A Bolsa de Chicago é um caso que mostra o uso mais frequente das redes 
sociais para aproximar os investidores e se posicionar junto a eles. 

O  foco  desses  esforços  é  claramente  estabelecer  relacionamento,  procurar  suas 
contribuições e prover ao público as novidades do mercado e da economia. Apesar 
de algumas plataformas suportarem a colaboração, estas ainda não são utilizadas 
com esse propósito em sua plenitude. 

Ferramentas de colaboração utilizadas 

Redes  sociais  (Facebook  e  LinkedIn),  syndication  (RSS),  microblogging  (Twitter), 
canal de fotos (Flickr), canal de vídeos (YouTube), folksonomia (Delicious), blog. 

 

Pontos fortes 

O  CME  Group  utiliza  três  meios  para  sua  inserção  nas  redes  sociais:  Twitter, 
LinkedIn  e  Facebook.  No  primeiro  caso,  é  visível  sua  importância,  uma  vez  que 
possui mais de 750 mil seguidores e está em mais de 1.500 listas. Publica conteúdo 
diariamente,  interage  com  outros  perfis  (por  resposta  ou  RT)  e  construiu  listas 
para que outros possam seguir, incluindo uma focada na agricultura.  

Sua página no Facebook é o centro de colaboração que concentra blog, mural, fotos, 
vídeos,  agenda  de  eventos  e  discussões.  Quase  3  mil  pessoas  fazem  parte  dessa 
rede, recebendo notícias do mercado financeiro, economia e eventos do CME. Foi 
percebida  uma  preocupação  em  publicar  conteúdos  diversificados,  cobrindo  os 
diversos  mercados  em  que  a  Bolsa  de  Chicago  atua.  Por  exemplo,  havia  uma 
publicação na semana com foco no mercado agrário ao lado de notícias sobre taxas 
de juros e decisões econômicas do governo americano.  

Separadamente,  possui  atividades  no  LinkedIn  compostas  de  grupos  fechados  de 
discussão com foco específico, que necessitam de autorização para ingresso. Estes 
grupos possuem entre 100 e 250 integrantes, tendo como público principal traders 


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e  especialistas  nos  mercados.  O  objetivo  é  a  criação  de  comitês  de  especialistas 
para entendimento e influência nos principais mercados globais. 

Observou‐se,,  no  caso  do  CME  Group,  focos  e  atuações  distintas  de  acordo  com  a 
rede  escolhida,  procurando  concentrar  esforços  e  estabelecendo  alguns  públicos 
claros de influência. 




                                                                                             
 

Oportunidades de melhoria 

O caso da CME Group mostra, pelo número de seguidores, uma grande influência 
nas  redes  que  escolheu  atuar.  No  entanto,  a  colaboração  ocorre  de  forma 
incipiente, uma vez que poucos comentários são feitos por publicação (cerca de 2 a 
5  comentários).  O  CME  não  faz  parte  da  discussão  no  Facebook,  não  tendo 
respondido  questionamentos  e  comentários  que,  inclusive,  alertavam  para  erros 
em gráficos publicados em suas páginas de internet. Algumas discussões iniciadas 
não tiveram encaminhamento ou posicionamento da empresa quanto aos assuntos 
                                         abordados. 

                                             Apesar  de  ter  como  ponto  positivo  o 
                                             agrupamento  de  diversas  ferramentas  de 
                                             colaboração  num  único  local,  a  discussão 
                                             não  é  fomentada  pela  empresa,  que  se 
                                             posiciona  como  um  disseminador  de 
                                             notícias sobre o mercado.  

                                             Esse  formato  muda  ao  vermos  sua 
                                             atuação no Twitter e no LinkedIn, em que 
                                             tem  foco  e  estratégia  claros  para 
                                             influenciar seus públicos‐alvo. 

 


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Conclusão 

O  CME  Group  tem  oportunidades  ao  entender  que  as  redes  pedem  interação  das 
empresas  com  seus  públicos.  O  direcionamento  é  claramente  voltado  à 
interação  com  seus  stakeholders.  O  CME  Group  já  iniciou  essas  atividades  com 
foco  específico,  estabelecendo  relacionamentos  diferenciados  com  seus  públicos 
escolhidos.  Mas  ainda  pode  ter  uma  atuação  mais  relevante,  ao  estimular  e 
moderar  as  redes  das  quais  faz  parte,  e  ter  uma  governança  que  atenda 
requisições, reclamações e questionamentos de maneira mais efetiva.  

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Média 

 

 

 

 

                              




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4. Entidades de apoio 
 

Para apoiar e regulamentar os atores da cadeia do agronegócio, vemos diversas 
instituições governamentais e da sociedade civil que procuram levar o mercado 
para um patamar mais elevado em termos de valor, de conhecimento e de 
informação.  

Os governos, em particular, são instituições com atuações avançadas na Web 2.0, 
pretendendo inserir os atores no seu processo de formulação das políticas 
públicas, ainda em diferentes estágios de maturidade.  

O mesmo pode ser visto quando se analisam instituições sem fins lucrativos, mas 
que visam aumentar a quantidade e eficiência da produção. A sua característica 
colaborativa por natureza transparece na utilização das redes sociais. 




                                                                                    
 

                             




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Governo ‐ USDA (United States Department of Agriculture) 
           www.usda.gov 

 

Descrição e objetivos 
Órgãos governamentais que aderem a ferramentas Web 2.0 têm em um ambiente 
online uma nova gama de oportunidades antes impossível de ser realizadas. 
Podem mobilizar milhões de pessoas sem que elas saiam de suas casas, fazendo 
com que participem mais ativamente das decisões governamentais. No que se 
refere ao setor agropecuário e ao agronegócio, a participação ativa dos atores da 
cadeia produtiva nas decisões políticas traz vantagens e facilidades se realizada no 
ambiente virtual. 
 
O site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) usa de forma 
abrangente as ferramentas disponíveis para trabalhar o conceito de Web 
2.0aplicado ao setor governamental. Sendo um órgão público de influência 
relevante, ao gerir adequadamente suas ferramentas web, possibilita grande 
repercussão em toda a cadeia produtiva do agronegócio.  
 
As notícias postadas no site e nos blogs do USDA não procuram somente 
disseminar informação política dos EUA, mas pretendem trabalhar para uma 
construção de conteúdo que envolva o visitante do site, atraindo‐o para o setor 
agrícola. 
 
Por meio de uma extensa e variada gama de ferramentas, o USDA torna disponível 
informação relevante sobre o seu funcionamento, buscando atingir o patamar de 
transparência e interatividade característico da Web 2.0. Trabalhando também 
propostas iniciais de colaboração e construção coletiva de conteúdo por meio do 
blog USDA Open, o departamento demonstra seu interesse em entender o mercado, 
os atores da cadeia produtiva do setor e garantir uma aproximação entre o USDA e 
suas decisões com relação ao mercado e suas tendências.  
 




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Ferramentas utilizadas 
Blogs, microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), Syndication (RSS), tags, 
canal de imagens (Flickr), canal de vídeos (YouTube), personalização de página, 
comentários, perguntas e respostas. 
 
Pontos fortes 
A presença do USDA em múltiplas plataformas e ferramentas de caráter Web 2.0 é 
importante para que a organização atinja o seu objetivo de abrir espaço para os 
usuários. Ao compartilhar informações, fotos, vídeos e ideias e mantendo os 
conteúdos atualizados, o USDA consegue atrair e fidelizar o usuário, fazendo com 
que ele visite frequentemente as mídias de seu interesse. 
 
 
 




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“USDA Open” 
 
Deve‐se destacar, em particular, um blog do USDA, parte da iniciativa do governo 
americano Open Gov Plan, o USDA Open. Ele possui duas seções que aplicam de 
maneira extensiva os princípios de crowdsourcing e inovação aberta:  
     Discuss Our Ideas [Discuta nossas Ideias]: fórum com postagens próprias do 
       Departamento da Agricultura nas quais são expostas as iniciativas, 
       estratégias e ideias do departamento para que os visitantes do site dêem 
       notas e comentem  
     Share Your Ideas [Compartilhe suas Ideias]: área para os visitantes do blog 
       postem suas ideias e sugestões para o USDA,  que podem ser comentadas 
       por outros usuários e pelo próprio USDA. As ideias que recebem mais 
       comentários e aprovações (os usuários podem aprovar ou desaprovar 
       qualquer ideia proposta) ficam em um quadro de destaque. 
 
O blog também utiliza outras ferramentas para proporcionar maior facilidade de 
acesso, como uma nuvem de tags, que ajuda a localizar os temas de interesse do 
usuário, e diversos RSS’s separados por assuntos, caso o visitante tenha um 
interesse mais específico e queira receber as informações e sugestões. 
 
Esse blog sinaliza uma postura voltada para transparência e colaboração por parte 
do USDA, ainda que a participação com comentários seja atualmente bem pequena. 
 
Gerar essa participação é um fator predominante para o órgão governamental uma 
vez que uma de suas funções é manter seus stakeholders informados e atualizados, 


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e, também, conseguir informações sobre os interesses, transações e tendências do 
setor de forma específica. 
 
Outro ponto de destaque do USDA é a sua forte influência nas redes: sua palavra é 
tomada como verdade, por conta de anos e anos de informações precisas e úteis 
para o mercado, tanto local como global. Uma vez publicado um conteúdo, o 
usuário o irradia devido ao seu grande interesse sobre o tema, facilitando a 
expansão do número de pessoas atingidas pela informação. 
 
 

Oportunidades de melhoria 
 
O USDA pode ainda aprimorar a navegação dos usuários para incentivar suas 
participações nos conteúdos disponíveis, aliando de forma mais eficiente as 
páginas do site às outras mídias e discussões sobre o tema nos blogs, pois 
atualmente os links para os blogs e redes encontram‐se somente na homepage do 
site. 
 
Trabalhando no conceito de Web 2.0, o USDA deve garantir ao usuário, além da 
interatividade, os meios de colaboração para que este também possa contribuir na 
construção do conteúdo. Hoje, a colaboração ocorre somente no blog USDA Open. 
No entanto, os demais blogs e ferramentas que o portal utiliza também apresentam 
grandes possibilidades de colaboração ainda não completamente exploradas. 
 
Por atuar como o órgão centralizador de informações, o USDA poderia ainda criar 
um ambiente online de negociação entre os produtores e os demais atores da 
cadeia do agronegócio, facilitando as movimentações do mercado e auxiliando a 
captura de informações para o departamento. E, como departamento de governo, 
poderia aproveitar a oportunidade de tornar‐se, além de um canal de informação, 
uma área para troca de práticas agropecuárias entre os produtores. 
 
Conclusão 
O USDA pode ser tomado como exemplo para diversas instituições governamentais 
porque demonstra conhecimento dos vários usos de ferramentas Web 2.0. 
Trabalha de maneira a manter todas as ferramentas frequentemente atualizadas 
com assuntos variados e de interesses de diferentes públicos. Redireciona 
conteúdos com informações recebidas pelos seus próprios usuários, assim, 
aproximando‐se dele como um órgão público de grande porte. Ainda, procura 
ouvir e fazer com que os usuários atuem de forma efetiva na construção de 
mudanças no setor do agronegócio, propondo e colaborando em torno de ideias. 
 
Avaliação 
Estágio 3 (Co‐criar) 
Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Alta 

 




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Governo ‐ Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo 
           www.agricultura.gov.sp.br 

Descrição e objetivos 
Um desafio para entidades governamentais é a mobilização e participação efetiva 
da população na formulação e aplicação de políticas públicas. A possibilidade de 
diminuir distâncias, ter grande agilidade e obter uma interessante abrangência de 
participação criada pelas redes sociais ajuda a promover alinhamento entre as 
propostas do governo e os maiores interessados: os atores do agronegócio.  
 
O portal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de 
São Paulo, como órgão governamental, atua na difusão de informações, tecnologias 
recentes e conhecimento das políticas do setor. A Secretaria demonstra 
preocupação com a sua inserção no ambiente 2.0, utilizando diversas ferramentas 
para atrair a atenção de seus stakeholders em toda a cadeia, desde a área de 
pesquisa e desenvolvimento até os próprios consumidores finais. 
 
No entanto, devido à unilateralidade da construção de conteúdo ele enfrenta 
algumas dificuldades resultando que as redes tornam‐se informativas e não 
colaborativas. A Secretaria usa esses meios para incentivar a discussão e a 
participação em comitês, pesquisas e divulgar oportunidades para o agricultor 
paulista. 
 




                                                                                      
 
Ferramentas utilizadas: 
Blog, redes sociais (Facebook), microblogging (Twitter), Canal de imagens (Flickr), 
cana de vídeo (YouTube), folksonomia (Delicious), Syndication (RSS), comunidade. 
 
 
                             


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Pontos fortes 
 
Trabalhando integradamente algumas redes sociais, o conteúdo postado pela 
Secretaria de Agricultura de São Paulo tem relevância no setor, atuando como 
porta‐voz de importantes decisões.  

Um exemplo interessante das ações da secretaria na web é o seu perfil no 
Delicious, uma rede social em que compartilha seus links favoritos, separados por 
categorias e tags. Uma vez que no portal divulgam diversos conteúdos próprios e 
institucionais, o perfil do Delicious atua como agregador de conhecimentos 
técnicos e específicos do setor, postando inclusive diversos conteúdos de produção 
externa à Secretaria. Dessa maneira, essa página se torna um ponto de referência, 
atraindo a atenção das pessoas para as recomendações de conteúdo do órgão. 

A Secretaria também possui uma comunidade online, a “Manejo da Lavoura 
Cafeeira”. Ela serve como um canal de compartilhamento e geração de 
conhecimento entre os produtores e como um banco de boas práticas. Dentro 
dessa comunidade são postados diversos artigos, vídeos, apresentações e fotos que 
são discutidos entre os participantes da rede. É um ambiente muito ativo, com 
mais de 4.500 tópicos de discussão no fórum da comunidade.  

O perfil que possui no Facebook atua como um grande centralizador das 
informações distribuídas pelas outras redes sociais e ferramentas nas quais a 
Secretaria atua. Dentro do Facebook, ela posta automaticamente, por exemplo, um 
vídeo que foi adicionado no canal do YouTube da Secretaria. Desta prática, 
observa‐se um lado positivo e outro negativo. O positivo é a maior facilidade de 
gestão, uma vez que a atualização é realizada em quaisquer das redes cadastradas, 
e atualizada na página central. Por sua vez, esta página se torna referência dos 
conteúdos atualizados da Secretaria. O que pode se considerar uma questão 
negativa é que um seguidor do perfil no Facebook perderá parte do interesse em 
seguir as outras ferramentas já que as informações estarão disponíveis da mesma 
maneira. 

Uma curiosidade é que a Secretaria no Facebook participa do “Farmville”, um 
“social game”, jogo interativo no qual o usuário deve interagir com outros da sua 
rede para conseguir avançar nas atividades. Nesse caso, cria‐se uma fazenda e a 
responsabilidade pela sua manutenção, gestão e crescimento são do usuário, que 
deve acionar seus amigos do Facebook para que consiga prosperar. É uma atitude 
diferenciada para também apresentar outras funcionalidades da ferramenta, que 
pode ser um fator interessante para aumentar a frequência de visitação do usuário 
do Facebook, pois exige uma constante manutenção e os posts que o jogo gera na 
página inicial dos seguidores da secretaria reforçam o seu share of mind nos 
usuários. 

 
Oportunidades de melhoria 
 
A principal deficiência que a estratégia de inserção da Secretaria de São Paulo nas 
redes sociais enfrenta é a adesão dos seus públicos. Apesar de estarem presentes 
em muitas redes sociais e utilizarem várias ferramentas para gerar possibilidades 
de participação, suas ações não possuem grande interação e colaboração. Os posts 

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Agronegócios 2.0  
 
do blog e do Facebook não recebem comentários e o canal do YouTube possui 
poucas visualizações (possuem uma média de 167 visualizações por vídeo). O 
portal principal da Secretaria precisa agregar todas as opções de ferramentas 
sociais que eles disponibilizam. Atualmente somente encontram‐se os links para as 
redes na página inicial. 

Como órgão do governo, o caso poderia aproveitar a oportunidade de tornar‐se, 
além de canal de informação, uma área para troca de práticas agropecuárias entre 
os produtores (possui uma iniciativa embrionária com foco em café, mas que pode 
ser expandida para outras culturas), que, na falta de um protagonista, possuem 
diversas iniciativas online para tais trocas (que podem ser vistas neste relatório). 
Criando esses ambientes, o órgão governamental também gera um grande retorno 
para os usuários que colaboram com suas práticas, devido à discussão entre os 
conhecedores do assunto. 
 
 
Conclusão 
A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apresenta uma iniciativa 
relevante no setor governamental nacional ao procurar se inserir e participar de 
redes e ferramentas sociais. Evita somente informar os seus relatórios políticos, de 
forma a transmitir conteúdos de interesse e importância para o setor, firmando‐se 
não somente como fonte de informação política e econômica, mas também de 
novidades do setor e possíveis oportunidades de negócios. 

A atuação nas mídias sociais ainda ocorre de maneira separada ao Portal da 
Secretaria, faltando também incluir suas características mesmas na construção de 
conteúdos. A construção coletiva dos conteúdos de suas redes ainda precisa ser 
trabalhada de maneira a conseguir maior participação dos usuários, que ainda é 
muito pontual. Apostando num caminho de agregação da rede do agronegócio 
paulista ao seu redor, a Secretaria está presente em diversas redes, mais ainda tem 
dificuldades em obter a participação engajamento dos seus stakeholders. 

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

                             




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Serviços: a internet como plataforma de lançamento de serviços – 
Farms.com 
           Farms.com: www.ontag.farms.com (EUA) 

 




 

Descrição e objetivos 

De origem canadense, o portal Farms.com surge em 2000 como uma das primeiras 
companhias online de agrobusiness, vendendo serviços de consultoria e construção 
de ferramentas de internet para empresas rurais. No mesmo ano, é reconhecido 
pela Revista Forbes como “The Best of Web” para agricultura. Com o passar do 
tempo viveu um crescimento vertiginoso com a compra de outros quatro 
empreendimentos de e‐soluções para o agronegócio. 

Atualmente, o portal recebe uma média de 25 mil visitantes por dia e conta com 
outros sites construídos para atender demandas específicas, além da própria 
página principal, centralizadora dos demais. Nessa página são divulgados 
conteúdos em forma de notícias, vídeos e gráficos que abordam desde as cadeias 
produtivas especificas (milho, soja, bovinos, suínos etc.) até questões referentes a 
negócios, finanças e tecnologia, sempre relacionadas à agropecuária. 

No total, o portal atua em seis frentes, a partir dos seguintes sites: 

       AgCareers.com ‐ Divulgação de vagas e disponibilização de buscas 
        personalizadas por empregos no campo; 
       Farms.com Real Estate ‐ Venda de imóveis rurais; 
       Risk Management ‐ Oferecimento de ferramentas de administração e 
        controle de riscos de empresas rurais; 

                                              50 
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Agronegócios 2.0  
 
       PigCHAMP ‐ Construção de um centro de inteligência da cadeia de suínos; 
       AgFreight.com ‐ Promoção de facilidades em transporte de cargas no 
        continente norte‐americano;  
       Farms.com Professional Services ‐ Serviços de consultoria e de construção de 
        plataformas tecnológicas para empreendimentos de agronegócio.     

 

Ferramentas utilizadas 

Blog, microblogging (Twitter), canal de vídeo, syndication (RSS), chats, redes 
sociais (Facebook e LinkedIn). 

 

Pontos fortes 

O site, com divisões entre estatísticas, mercado, gestão de negócios rurais, ofertas 
de empregos e tecnologia abrange parcela considerável da cadeia do agronegócio, 
comunicando‐se com públicos distintos, como agricultores, traders, pesquisadores, 
industriais e até consumidores. 

As páginas do site podem ter sua oferta de conteúdo selecionada e reduzida para 
acesso por celular ou mesmo limitada aos assuntos que os usuários desejam 
consultar.  

O blog é estruturado de forma a possibilitar o contato direto dos usuários com 
inovações e novas tendências no campo da tecnologia em prol da agricultura. É 
possível comentar a cada post, demonstrando onde estão os maiores focos de 
interesse. A partir deles, o número de posts escritos sobre o assunto aumenta ou 
diminui. O blog ainda é o local onde a equipe divulga o convite para seus “Lunch 
and Learn”, encontro nos quais são debatidas ferramentas que o público deseja 
conhecer melhor. 

 

                                                    Por fim, uma das seções mais 
                                                    interessantes do site é o 
                                                    chamado Buyers Guide, que 
                                                    promove o consumo 
                                                    consciente. Por meio de vídeos 
                                                    demonstrativos dos produtos, o 
                                                    espaço busca esclarecer o 
                                                    consumidor antes de sua 
                                                    aquisição. Atualmente o guia 
                                                    conta com um número restrito 


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Agronegócios 2.0  
 
de produtos, porém, existe um espaço para comentários, no qual o usuário pode 
opinar sobre quais produtos gostaria de ver exposto. 

 

Oportunidades de melhoria  

Infelizmente, a maioria das iniciativas 2.0 do portal é acessível apenas a membros 
pagantes. O conceito de interatividade é explorado, mas de forma restrita. Em 
alguns espaços, como no Risk Management, é possível experimentar ferramentas 
que analisam os detalhes de seu negócio e, a partir destes, buscar informações 
externas para informar sobre o estado do mercado no qual ele está inserido e as 
tendências para melhorias organizacionais. O usuário pode aceitar ou rejeitar as 
sugestões e, a partir desse processo, o site disponibiliza novas ideias. Trata‐se de 
uma consultoria interativa online. Porém, esses serviços estão apenas disponíveis 
no sistema “trial out” de 8 semanas. Após esse período, o usuário deverá pagar 
uma taxa para continuar utilizando o sistema. 

O mesmo ocorre com a disponibilização dos conteúdos. Embora rico em 
informações e seções de interesse, o espaço de construção coletiva do portal ainda 
é muito limitado. O chat oferece possibilidade de interação entre os usuários, mas 
essas informações não são aproveitadas pelo portal. Os conteúdos oferecidos são 
obtidos de outros sites, como o USDA, ou construídos pela própria Farms.com. 

Não existe integração entre os ambientes, o que dificulta muito o acesso. Um  
usuário que se encontra em um ambiente terá que voltar à página inicial para ser 
                                                               direcionado a outros 
                                                               espaços. O usuário 
                                                               pode acabar 
                                                               subestimando o 
                                                               potencial do portal 
                                                               simplesmente pela 
                                                               dificuldade de 
                                                               acessibilidade entre 
                                                               suas áreas de 
                                                               interesse. 

                                                               A utilização das 
                                                               redes sociais 
                                                               também ocorre de 
                                                               forma desordenada. 
                                                               Existem seis perfis 
                                                               no Twitter que 
remetem ao Farms.com, cada um com 200 a 600 seguidores, porém, sua 
acessibilidade a partir do site é muito dificultada. O mesmo ocorre com os perfis de 

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Facebook e LinkedIn, que só podem ser acessados via blog, que, por sua vez, só é 
disponível no site de Professional Services. Diferentemente do Twitter, os perfis do 
Facebook e LinkedIn possuem um número baixo de seguidores, com 69 e 19, 
respectivamente.  




                                                              
Conclusão 

Contextualizado dentro de sua área de atuação, com forte direcionamento para o 
segmento de produtores, o Farms.com mostra dominar a linguagem de 
ferramentas online, ainda que de forma desestruturada. 

O número de serviços disponibilizados no portal é surpreendente, mas a falta de 
unidade entre eles dificulta a visualização completa do usuário. A cobrança de US$ 
30 por mês para cada aplicativo pode afugentar pessoas que desejem a utilização 
geral das possibilidades do portal. 

O portal demonstra como a união entre agronegócios e web não é somente viável 
como extremamente benéfica para empresa e os demais envolvidos. Porém, a 
utilização efetiva das ferramentas de Web 2.0 não atingiu o nível de maturidade da 
internet “tradicional”. 

É necessário que as redes já construídas sejam unificadas e a manutenção seja 
constante. Somente assim a Farms.com poderá efetivamente ingressar em uma 
plataforma colaborativa. 

Avaliação 

Estágio 2 (Interagir) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 


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Agronegócios 2.0  
 
 

Organizações não governamentais: trocando práticas em prol da maior 
eficiência na produção de alimentos – FAO 
           Portal FAO: www.fao.org/  

Descrição e objetivos 

O agronegócio movimenta bilhões de dólares anuais, e ainda assim há um bilhão de 
pessoas que não têm acesso a uma alimentação adequada. Pensando nisso a FAO 
(Organização  das  Nações  Unidas  para  Agricultura  e  Alimentação)  lidera  esforços 
internacionais  para  diminuir  a  fome.  O  objetivo  é  de  ser  um  Fórum  no  qual  as 
organizações possam se encontrar para fazer acordos e discutir políticas. Contam 
também com especialistas em todas as áreas do agronegócio para coletar, analisar 
e disseminar técnicas e práticas que tragam desenvolvimento para agricultores do 
mundo inteiro. É, portanto, uma fonte de conhecimento para aprimorar práticas no 
agronegócio para os mais de um milhão de visitantes, mensais. 

Pensando em disseminar ainda mais as técnicas e o conhecimento adquirido, a FAO 
entrou na Web 2.0 há menos de dois anos com a utilização de algumas ferramentas 
e de seu próprio website. 




                                                                               
  


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Agronegócios 2.0  
 
Ferramentas de colaboração utilizadas 

Microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), canal de imagens (Flickr), canal 
de vídeo (YouTube). 

 

Pontos fortes 

O portal da FAO desde a home já demonstra as redes nas quais participa, e também 
apresenta  links  para  o  “Ask  FAO”,  e  para  um  banco  de  dados  com  informações 
sobre o agronegócio em geral, boas práticas na agricultura e no negócio, técnicas e 
dúvidas respondidas por especialistas. 

O Ask FAO é rico em informações de vários ramos do agronegócio, como sementes, 
carne bovina, entre outros. É possível enviar perguntas para a organização que, se 
aprovadas e inéditas, serão respondidas. Atualmente são 12 assuntos diferentes e 
mais  de  60  tópicos  respondidos.  Somado  ao  Ask  FAO,  o  site  possui  um  canal  de 
vídeos no qual também é possível fazer pedidos para a Organização. 

No YouTube são quase 120 mil exibições dos vídeos, 525 pessoas inscritas no canal 
e  a  FAO  segue  outros  16  canais,  todos  da  ONU  ou  ligados  aos  propósitos  da 
organização. 

O Twitter FAO News existe desde 2009, com uma média de 7 tweets por dia e mais 
de 5.600 seguidores de perfis variado. Está participando de mais de 720 listas dos 
usuários e cinco próprias. Mais de 50% de seus tweets são respostas ou RTs. O que 
indica uma alta participação e colaboração de ambas as partes.  




                                                                                         
No Facebook há mais de 13 mil pessoas na comunidade com grande participação. 
No  mural  há  mais  de  uma  atualização  por  dia  e  pelo  menos  um  comentário  em 
cada postagem. 

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Agronegócios 2.0  
 
Oportunidades de melhoria 

As  oportunidades  para  melhoria  se  encontram  em  três  âmbitos:  (1)  design  e 
arquitetura  de  informação;  (2)  colaboração  do  usuário  para  o  banco  de  dados;  e 
(3) expansão do projeto para outras organizações. 

O  design  do  site  é  confuso  e  constantemente  a  identidade  visual  é  perdida.  Para 
cada  setor  e  cada  rede  há  um  layout  diferente,  que  desorienta  o  visitante.  Além 
disso,  consultar  uma  pergunta  implica  clicar  em  até  6  botões  e  links  diferentes  e 
passar por 2 layouts distintos. 

A colaboração do usuário fora do Twitter e Facebook é baixa. O portal tem muitas 
informações  e a  maioria é feita  pelos  especialistas  da  própria  organização.  Existe 
uma  pequena  dose  de  burocracia  para  acrescentar  perguntas,  pois  o  mecanismo 
exige  aprovação  por  parte  da  organização,  e  não  há  um  espaço  dedicado  para 
comentários. Não foi possível identificar se é possível acrescentar conteúdo como 
usuário no site, que é contraditório em um ambiente colaborativo. 

Aumentando  o  grau  de  colaboração,  o  site  poderia  funcionar  como  um  ponto  de 
encontro para o reporte de problemas e para pessoas que estivessem dispostas a 
resolvê‐los.  Vamos  exemplificar  com  dois  mapas:  o  primeiro  mostra  onde  se 
encontram os países com os maiores problemas de escassez de comida no mundo, 
e  o  segundo  apresenta  os  países  que  mais  tem  usuários  de  internet  e,  portanto, 
mais participantes de ferramentas 2.0. 




                                                                                               




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É  possível  perceber  que  o  maior  problema  encontra‐se  nos  países 
subdesenvolvidos e, portanto onde as ações da FAO seriam mais intensas. É sabido 
que  são  os  países  desenvolvidos  e  em  desenvolvimento  que  possuem  maior 
contato  com  a  rede  e  também  dominam  as  melhores  técnicas  do  agronegócio. 
Portanto,  são  quem  mais  poderiam  contribuir  em  conhecimento  e  financiamento 
do combate à fome mundial. 

O papel da FAO poderia ser ampliado para a mediação deste ponto de encontro, no 
qual as pessoas pudessem enviar suas experiências, casos e boas práticas. Pessoas 
e organizações seriam fontes de informações para os locais que necessitassem das 
técnicas,  de  produtos  e  investimentos  para  solucionar  alguns  de  seus  problemas. 
Adicionalmente, poderia contemplar um espaço virtual que facilitasse a localização 
de  necessidades  específicas  em  termos  de  técnicas,  produtos,  ou  até  mesmo 
investimentos.  

 

Conclusão 

A  Organização  das  Nações  Unidas  para  Agricultura  e  Alimentação  tem  um  vasto 
conhecimento e experiência sobre a fome no mundo, e se encontra em um estágio 
maduro  na  Web  2.0,  já  que  possui  presença  em  várias  mídias  sociais  com  alto 
reconhecimento popular.  

Por  outro  lado,  a  real  utilidade  do  portal  como  instrumento  de  congregação  de 
stakeholders  e  plataforma  para  a  resolução  de  problemas  ainda  não  foi  atingida. 
Para  tanto,  a  solução  técnica  já  existe,  mas  obriga  uma  mudança  profunda  nos 

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Agronegócios 2.0  
 
objetivos,  nos  papéis  e  responsabilidades  das  equipes  da  FAO  e  no  poder  de 
comunicação e engajamento da FAO junto aos stakeholders. 

 

Avaliação 

Estágio 3 (Co‐criar) 

Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


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Agronegócios 2.0  
 

   4. Conclusão 
O Agronegócio 2.0 ainda engatinha, mas possui um enorme potencial para gerar 
valor para toda a cadeia produtiva. Predomina no setor o padrão tradicional de 
comunicar de maneira institucional com seus públicos, membros e sociedade de 
modo geral. Desta forma, a comunicação com os usuários, consumidores e 
interessados se dá predominantemente em mão única, em sites que já possuem 
ferramentas 2.0 como vídeo, podcasts e syndication, mas que apenas enaltecem as 
características de sustentabilidade ou de liderança em determinado mercado. 

O canal para ouvir seu público e seus stakeholders está atrofiado ou é pouco 
explorado ainda. A transição da “mão única” (comunicar) para a “via de duas mãos” 
(colaborar) não foi construída, como demonstrada em boa parte dos 13 casos 
estudados.  

Como já possuem boa parte do ferramental de Web 2.0 em seus sites, existe uma 
oportunidade para levar o assunto “colaboração” para a pauta estratégica das 
organizações e empresas. Algumas exceções e práticas emergentes com as quais 
podem se aprender também estão demonstradas ao longo do estudo. 

Os 13 casos discutidos nas seções anteriores são amostras de possibilidades para a 
integração da cadeia em três direcionadores: 

      Conexão horizontal: entre os membros de um mesmo elo da cadeia do 
       agronegócio, como, por exemplo, concorrentes na forma de cooperativas 
       locais, seja pela união de produtores em torno de melhores práticas pela 
       busca de produtividade, seja pela criação de uma rede de discussão visando 
       à Pesquisa da Defesa Agrária. A Farms, a RIT DA e a Eat Maine Foods 
       ilustram os casos de conexão horizontal.  
      Conexão vertical: entre membros ao longo da cadeia do agronegócio, como 
       fabricantes de insumos, abatedouros, indústrias e canais para o varejo. Bons 
       casos para continuar a observar são Panjiva, Alter‐Eco e Farms Reach, que 
       buscam fortalecer as conexões entre os diversos atores da cadeia do 
       agronegócio. 
      Relacionamento com stakeholders: como observado nos casos da FAO, 
       USDA, Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, CME e Monsanto, 
       ou com consumidores para a agregação de valor aos produtos, como 
       apresentado nos Brasil Foods e AGCO. A utilização das redes sociais nesse 
       contexto teve como um dos principais objetivos agregar maior percepção de 
       valor aos produtos finais ainda posicionados, em boa medida, como 
       commodities. 

As empresas participantes do Agronegócio 2.0 parecem escolher certos segmentos 
para testar os aspectos de colaboração. Companhias presentes em mais de um elo 

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Agronegócios 2.0  
 
da cadeia parecem preferir a comunicação com os consumidores à colaboração 
com fornecedores ou trocar conhecimentos com concorrentes. A Brasil Foods 
explora a colaboração com os consumidores, em parte para fortalecer a marca, em 
parte para obter informações sobre usos e costumes a respeito do consumo dos 
produtos finais. É evidente que existe um potencial inexplorado em ampliar o 
escopo dessa comunicação, tornando a forma de diálogos mais intensivos e 
interativos com as demais indústrias do agronegócio.  

Gigantes da indústria de beneficiamento não apresentaram evidências de 
colaboração virtual e deixaram uma lacuna relevante. A colaboração nessa área 
específica evidentemente pode se dar de outras formas, em canais reservados em 
relação ao grande público. Talvez o entendimento das empresas deste segmento 
seja comunicar‐se somente com seus clientes diretos, negócio a negócio.  

A coleção de empresas que perfazem o agronegócio pode, no entanto, obter 
benefícios significativos coma integração das ferramentas da Web 2.0: 

       Diminuir o risco do fornecimento por empregar informações e 
        conhecimentos de elos a montante e a jusante da indústria pode significar 
        menores preços para os clientes e consumidores finais; 
       Escapar de alguns intermediários pode também garantir maiores margens 
        para alguns produtores e criadores; 
       As iniciativas regionais podem fortalecer a produção e consumo regional de 
        alimentos. 

Ficam perguntas, evidentemente, para o caso brasileiro. Afinal, com a pauta de 
exportação brasileira composta majoritariamente por commodities, a Web 2.0 
pode auxiliar no processo de agregar mais valor a esses produtos? É possível 
superar uma eventual queda nos preços das commodities por meio da criação de 
alianças mais fortes e valorização da nossa agricultura por meio desses canais? 

Agronegócios 2.0 ainda é uma aspiração para algumas empresas desta cadeia e um 
fenômeno totalmente desconhecido ou inutilizado pela maior parte dos atores 
deste importante setor com milhões de stakeholders espalhados pelo mundo.  

Talvez seja o momento para que as empresas brasileiras deste dinâmico e 
importante setor aproveitem a sua saliência no mercado mundial e partam para a 
diferenciação na utilização da informação de usuários, clientes, fornecedores e 
stakeholders. A Web 2.0 apresenta uma possibilidade de valor, hoje inexplorado, 
para as empresas. 

                             




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© TerraForum Consultores 
Agronegócios 2.0  
 
Créditos 

 

Orientação metodológica 

Dr. José Cláudio C. Terra 

Antonio Carlos G. de Brito 

 

Líder do projeto 

Carolina Correia de Almeida 

 

Coautores 

Antonio Carlos G. de Brito 

Dr. José Cláudio C. Terra 

Carolina Correia de Almeida 

Eduardo Marcondes 

Guilherme Françolin 

Juliana Maaz Marcelo 

 

Colaboração 

Luiz Flávio Pioltini 

Faustine Fourdinier 

 

Projeto visual 

Patricia Oliveira 

 

Revisão 

Alex Sanghikian 

Priscilla Fogiato 

                               61 
© TerraForum Consultores 

Agronegocios 2 0_terra_forum_022011

  • 1.
    TERRAFORUM CONSULTORES Agronegócios 2.0  O agronegócio é mais negócio com as  redes sociais?    29 de novembro de 2010            Versão 4.2 do estudo (Revisão: Carol e Brito, Terra; Brito).
  • 2.
    Agronegócios 2.0     Índice    Prefácio ........................................................................................................................................................ 3  1.  Introdução ......................................................................................................................................... 5  2.  A Cadeia do Agronegócio ............................................................................................................ 6  3. Casos 2.0 do Agronegócio ........................................................................................................... 8  1.  Fornecedores de insumos e equipamentos ................................................................. 11  2.  Produção e beneficiamento ................................................................................................ 23  3.  Comercialização ...................................................................................................................... 29  4.  Entidades de apoio ................................................................................................................. 42  4.  Conclusão ........................................................................................................................................ 59        2  © TerraForum Consultores 
  • 3.
    Agronegócios 2.0     Prefácio    Solo, muda, semente, vacina, maquinário pesado e trabalhadores rurais não são  palavras que remetem à Web 2.0. Colaboração, cooperação, comunicação e  interatividade também não parecem remeter imediatamente às necessidades mais  prementes do agronegócio. Será?  Internet e agronegócio têm, no entanto, um apelo para bilhões de pessoas: ambos  fazem parte do dia a dia de boa parte da população do planeta direta e  indiretamente. Já sabemos que ninguém sobrevive sem se alimentar e que acesso à  internet em breve será um direito quase universal. E absolutamente todos nós  dependemos de um planeta e de uma agricultura sustentáveis.  O agronegócio é uma cadeia produtiva das mais complexas e que mais suscita  paixões de toda ordem: social, econômica, cultural, ecológica, regional e mesmo de  segurança nacional. Há um século, quase metade da população mundial trabalhava  na agropecuária. Atualmente, um pequeno percentual dos trabalhadores, de 1% a  8%, dependendo do grau de desenvolvimento e da importância deste setor na  economia de cada país, atua na área.  Já o agronegócio envolve muito mais gente:  produtores, pesquisadores, fabricantes de máquinas e insumos, beneficiadores de  toda ordem, várias camadas de intermediários, fabricantes de alimentos  industrializados e toda uma ampla gama de atores do sistema financeiros que  apoiam, viabilizam e extraem valor econômico da produção agropecuária.  Uma cadeia produtiva com tal impacto econômico, complexidade temática e amplo  espectro de stakeholders é, a nosso ver, um solo fértil para aplicação das  ferramentas das redes sociais, mesmo que a realidade inicial do setor ainda mostre  poucos casos exemplares e um número ainda pequeno de ensaios e iniciativas  emergentes de uso da Web 2.0.  É nossa convicção também que as redes sociais, assim como a própria internet,  ainda têm muito a acrescentar em termos de soluções para o agronegócio  brasileiro. A evolução nas últimas décadas da produtividade do agronegócio  brasileiro baseada na aplicação de pesquisa de ponta e modernização tecnológica é  algo notável.  Com a internet e as redes sociais, potencializa‐se e agiliza‐se a  disseminação do conhecimento, práticas e técnicas ao longo de toda a cadeia  produtiva, gerando mais produtividade, mais respeito ao meio ambiente e mais  renda.   Ao longo deste relatório de pesquisa, compartilhamos uma série de oportunidades  mais evidentes do Agronegócio 2.0, como reaproximação do produtor e do  consumidor final, agregação de valor às commodities, fortalecimento de iniciativas  3  © TerraForum Consultores 
  • 4.
    Agronegócios 2.0     de incentivo regional, assim como mecanismos virtuais de integração vertical (ao  longo da cadeia) ou horizontal (dentro de um elo da cadeia). Ao mesmo tempo, fica  evidente uma série de temas que, por sua natureza, suscitam paixões e grande uso  para as redes sociais no agronegócio, como segurança alimentar, fome,  sustentabilidade, comércio justo, qualidade de vida, entre outros.  Esperamos que o relatório desperte novos olhares sobre as inúmeras  oportunidades que as redes sociais oferecem para todos os atores da cadeia do  agronegócio. E, com isso, o Agronegócio 2.0 possa se tornar uma realidade  incorporada nas estratégias de boa parte das organizações do setor.    Dr. José Cláudio C. Terra        Antonio Carlos de Brito  Sócio presidente          Sócio diretor          4  © TerraForum Consultores 
  • 5.
    Agronegócios 2.0     1. Introdução  O agronegócio é uma cadeia produtiva que vai muito além daquela agricultura de  subsistência.  Muitas  fazendas  são  empresas  sofisticadas,  possuem  métodos  avançados  de  produção,  empregam  sistemas  de  planejamento  empresarial  como  SAP,  Oracle,  Totvs,  e  passam  por  intensa  mecanização  e  um  evidente  salto  de  produtividade.  Um  olhar  mais  atento  mostra  que  este  é  um  setor  com  grandes  oportunidades  e  aplicações  em  tecnologia,  modelos  de  negócios  e  Os números do Agronegócio brasileiro: aspirações globais e integradas.  A produção agrícola correspondia a 7,8%  Este, que talvez seja um dos setores mais  do PIB em 2005, mas toda a indústria do  tradicionais  de  qualquer  economia,  é  agronegócio foi responsável por 26,14% do  também  uma  área  que  mostra  exemplos  PIB daquele ano, empregando mais de 28%  interessantes  de  uso  das  redes  sociais  da força de trabalho do país (GUANZIROLI,  ao  longo  de  toda  a  cadeia  produtiva.  2006; PNAD 1997).  Estamos falando da utilização de sites da  As exportações do agronegócio  chamada Web 2.0, como Twitter, Orkut,  representaram 42% das exportações do  Facebook,  YouTube  e  várias  outras  país em 2009 (O Globo de 18 de fevereiro  ferramentas  que  tipificam  as  redes  de 2010)  sociais.  Em dez anos, o Brasil aumentou o valor de  As  oportunidades  de  agregação  de  valor  suas safras de grãos de R$ 23 bilhões em  ao  negócio  são  múltiplas.  As  dimensões  1996 para R$ 108 bilhões em 2006, e é o 2º  continentais do Brasil, assim como a forte  maior exportador de soja, atrás apenas dos  expansão  global  das  empresas  nacionais  EUA;  desse  setor  deixam  ainda  mais  evidentes  como a internet e as redes sociais podem  Maior exportador de frango, açúcar, etanol,  trazer  contribuições  significativas  para  o  suco de laranja e café do mundo.  estímulo  e  disseminação  de  inovações  e  principalmente para uma integração ainda mais ágil e robusta desta longa cadeia  produtiva: do campo à mesa dos consumidores finais.   O mundo segue atentamente os passos do Brasil no agronegócio: o esforço será  alimentar uma população de 9 bilhões de pessoas em 2050, com maior renda, mais  urbanizada  e  em  um  ambiente  mais  regulado  e  sem  abundância  de  água  ou  de  terra  arável.  Dessa  maneira,  torna‐se  mais  claro  o  desafio  que  o  País  terá  pela  frente.  A  inovação  no  campo  brasileiro  é  referência  mundial.  Inovação,  vanguardismo,  estrutura  e  grandiosidade  são  palavras  que  podem  ser  associadas  ao  agronegócio  nacional.  Para  ajudar  a  atender  os  desafios  que  se  desenham,  uma  próxima oportunidade para o agronegócio brasileiro é a utilização mais intensa  da  internet  e  das  redes  sociais  como  ferramentas  para  fortalecimento,  integração  e  ampliação  dos  negócios  neste  setor  tão  importante  para  o  Brasil  e  para o mundo.     5  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     2. A Cadeia do Agronegócio  O agronegócio é uma cadeia produtiva que abrange desde a pesquisa fundamental  sobre  a  biologia  das  plantas  e  animais,  passando  pela  manipulação  genética,  estudos  sobre  o  solo  e  sobre  a  capacidade  de  transformar  proteína  vegetal  em  animal,  desenvolvimento  de  técnicas  de  plantio  e  de  criação,  engenharia  de  máquinas  e  processos  para  colheita  e  abate,  processos  de  transformação  em  produtos  de  maior  valor,  até  a  comercialização.  Este  amplo  ecossistema  está  ilustrado na Figura 1 abaixo.  Figura 1 Cadeia do Agronegócio     Fonte: TerraForum  A TerraForum organizou sua pesquisa e este relatório tendo como base os diversos  atores que compõem essa complexa cadeia, buscando ao mesmo tempo  representatividade, relevância e identificação de oportunidades emergentes.   A perspectiva da cadeia produtiva, em vez da simples seleção de casos do setor do  agronegócio, permite a identificação de algumas oportunidades de aplicação das  ferramentas das redes sociais com objetivos mais integradores e sistêmicos:   Integração vertical: que buscam fortalecer as conexões entre atores de  diversos pontos da cadeia produtiva;   Integração horizontal: que visam a união de produtores de um mesmo elo  da cadeia produtiva visando esforços cooperativos ou compartilhamento de  melhores práticas;  6  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0      Relacionamento direto com o consumido final: as redes sociais  tornaram muito mais barata para os produtores a comunicação direta com  os consumidores finais, pulando assim alguns intermediários da cadeia  produtiva.          7  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0       3. Casos 2.0 do Agronegócio  A TerraForum realizou uma ampla pesquisa entre os meses de junho a outubro de  2010  buscando  inserções  relevantes  das  redes  sociais  no  agronegócio  nacional  e  mundial.  Foram  analisados  os  principais  atores  do  mercado,  em  todos  os  elos  da  cadeia  do  agronegócio.  Centenas  de  sites  foram  encontradas,  uma  boa  parte  analisada com profundidade. Destes, 13 casos foram selecionados para comporem  este  relatório  por  ilustrarem  e  representarem  algumas  das  aplicações  mais  avançadas  ou  emergentes  no  mundo  em  termos  de  utilização  de  conceitos  e  ferramentas colaborativas e de redes sociais.   Todos  os  casos  foram  analisados  segundo  uma  série  de  fatores  específicos  e  a  partir de um Modelo de Maturidade ilustrado na figura abaixo e discutido a seguir.    Figura 2 ‐ Modelo de Maturidade  Alavancar  transações por  Criar de forma  meio da  conjunta  coletividade conteúdos e  conhecimentos Estabelecer  relacionamentos,  interagir com  seus públicos Disseminar  informações e  notícias   Fonte: TerraForum  O Modelo de Maturidade acima resulta de uma avaliação típica dos vários estágios  que as empresas, inclusive e particularmente no agronegócio, podem incorporar as  redes sociais ao seu negócio. Conheça detalhadamente cada um dos quatro  estágios:    Estágio 1 (Disseminar): o grau mais comum e inicial de maturidade é a  utilização das redes sociais para disseminação de informação, sendo mais  8  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     uma via de mão única de comunicação da empresa com seus stakeholders  (clientes, investidores, fornecedores, etc.).      Estágio 2 (Interagir): depois da comunicação em massa chegamos à  interação, na qual as empresas já percebem as mídias sociais como forma de  manutenção do diálogo e estreitamento dos relacionamentos, viabilizando a  aproximação da instituição com o interlocutor.     Estágio 3 (Co‐criar): uma vez tendo percebido o potencial de inserção dos  stakeholders no processo de criação de conteúdo, e o impacto dessa  inovação na entrega, algumas instituições focaram na articulação ativa  dessa rede, conseguindo interessantes resultados de diminuição de custos e  inovação em produto e processo mais alinhado à expectativa desses atores.     Estágio 4 (Transacionar): finalmente, poucas empresas inseriram a Web  2.0 tão intrinsicamente aos seus objetivos de negócio que alavancam seus  resultados por meio desse mecanismo. Seja transformando a rede em  negócio ou transformando essa articulação em receita, são aplicações  complexas que nos trazem muitos aprendizados.    Ao longo do estudo do Agronegócio 2.0, os autores do estudo optaram por avaliar a  intensidade e qualidade das interações e usos de redes sociais de cada um dos  casos em Alta, Média ou Baixa. O conceito adicional se mostrou indispensável para  esclarecer que nem sempre ao atingir o estágio mais elevado (neste estudo, o  Estágio 4 – Transacionar) a colaboração estava presente em sua total magnitude:  um site de compra e venda de produtos agrícolas pode existir sem que uma só  palavra de colaboração seja escrita. Analogamente, um site dedicado à interação de  atores locais pode ser bem explorado, com atitude proativa de moderadores ou ser  apenas mais um site de design agradável e vazio em conteúdos.   Com esse Modelo de Maturidade e com a avaliação da intensidade e qualidade das  interações e usos de redes sociais como referência, 13 casos foram selecionados  para inclusão neste relatório, divididos, ademais, em quatro grandes blocos:   Fornecedores de Insumos e Equipamentos;   Produção e beneficiamento;   Comercialização;   Entidades de Apoio.  No Quadro 1, a seguir, apresentamos a lista completa dos casos classificados  segundo o Modelo de Maturidade e sua posição na cadeia de valor.      9  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Quadro 1: Casos do agronegócio 2.0  Intensi‐ dade e  qualidade  Estágio 1:  Estágio 4:  das  Estágio 2:  Estágio 3:  Grupo  Segmento  Caso  interações  Dissemi‐ Interagir  Co‐criar  Alavancar  nar  transações e usos de  redes  sociais  Pesquisa e  RIT DA  Baixa         X     Desenvolvimento  Fornecedores  AGCO  Baixa     X        Equipamentos  de Insumos e  Sementes, Mudas,  Equipamentos  Fertilizantes,  Monsanto  Alta     X        Defensivos e  Matrizes  Produtores e  Produção e   Redes locais  Média        X      Criadores  Beneficiamento  Indústria  BRFoods  Baixa     X        Entrepostos  Farms Reach  Baixa           X  Panjiva  Baixa           X  Comercialização  Intermediário  Alter Eco  Baixa        X     Bolsas de  CME Group  Média     X        Mercadorias  USDA  Alta        X     Governo /  Secretaria de  Regulamentação  Agricultura e  Alta     X        Entidades de  Abastecimento  apoio  de SP  Serviços   Farms  Baixa     X        Organizações Não  FAO  Baixa        X     Governamentais    A seguir, detalhamos os casos, que são apresentados segundo uma estrutura  padrão, que inclui:   Descrição do caso e das ferramentas utilizadas;   Destaque dos pontos fortes e das oportunidades mais evidentes de  melhoria;   Conclusões e avaliação pelo modelo de maturidade.      10  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     1. Fornecedores de insumos e equipamentos    As organizações que fornecem insumos e equipamentos para a produção do  agronegócio são analisadas nesta seção.     Neste primeiro elo da cadeia produtiva do agronegócio, verificamos que:   O setor de pesquisa e desenvolvimento (P&D) é um espaço privilegiado  para o uso das ferramentas da Web 2.0, pois há, em geral, muito  investimento governamental, que por sua própria lógica intrínseca estimula  a colaboração e disseminação entre diferentes atores da academia, dos  produtores e das empresas;   A indústria de equipamentos está usando de forma crescente a internet e as  redes sociais como centros de assistência técnica online articulando os  próprios clientes e usuários desses maquinários a contribuírem para  resolução de problemas. Veremos no caso selecionado exemplos de  aplicação desse modelo;   Já a indústria de sementes, fertilizantes e defensivos ainda busca um  relacionamento mais próximo ao seu cliente, o produtor, além de passar a  utilizar a rede para um posicionamento mais positivo da empresa.        11  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Pesquisa e desenvolvimento: Rede de Inovação Tecnologia para Defesa  Agropecuária (RIT DA)  www.inovadefesa.ning.com                        Descrição e objetivos  Apesar de alguns resultados exemplares, principalmente liderados pela EMBRAPA,  investe‐se  muito  pouco  em  P&D  no  agronegócio  brasileiro,  como  percentual  do  volume  financeiro  que  gira  em  torno  do  mesmo.  A  defasagem  se  inicia  nas  universidades nacionais, que não abrangem o tema em suas grades curriculares1 e  se  alastra  até  as  grandes  empresas  que,  em  sua  maioria,  não  têm  seu  foco  em  pesquisa  e  inovação.  A  partir  desta  lacuna  surgem  iniciativas  como  a  Rede  de  Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária, ou RIT DA.   Trata‐se  de  um  projeto  patrocinado  pelo  CNPq  que  visa  aprimorar  e  fomentar  estudos  sobre  inovação  e  defesa  agropecuária.  Para  tal,  utiliza  como  canal  um  portal  interativo  que  tem  seu  conteúdo  gerado  a  partir  da  colaboração  dos  usuários cadastrados.  A  RIT  DA  tem  foco  na  transdisciplinaridade  da  defesa  de  produtos  vegetais  e  animais. Ou seja, promove o pensamento de que a defesa só é possível a partir do  envolvimento  das  diversas  áreas  de  ensino  relacionadas  ao  tema  ‐  como  direito,  agronomia, engenharia, veterinária, etc.  O  site  é  um  projeto  com  prazo  de  validade  de  36  meses,  e  tem  como  objetivo  central gerar buzz e troca de conhecimento sobre o assunto. O objetivo é que essa                                                           1 http://www.youtube.com/watch?v=3GV_tRzkg7g&feature=player_embedded (vídeo com coordenador do projeto “Inovação Tecnológica para Defesa Agropecuária”, Prof. Evaldo Vilela). 12  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     “chamada  de  atenção” torne‐se  subsídio  para  pesquisas  independentes,  tão  necessárias no setor.     Ferramentas de colaboração utilizadas  Blog  (Ning),  microblogging  (Twitter),  fórum,  canal  de  vídeo  (Ning),  syndication  (RSS), chats e redes sociais (Facebook).    Pontos fortes  Uma  vez  que  o  portal  foi  construído  com  o  objetivo  principal  de  criação  coletiva,  não existe espaço para conteúdo estático ou hierarquizante. O site funciona como  uma sala de discussão repleta de referências, a partir das quais se iniciam debates.  O que se percebe são dois tipos de conversas: entre profissionais do ramo e leigos.  A conversa entre profissionais atinge uma gama de temas que vão desde legislação  ambiental  e  regulamentação  de  condições  sanitárias  vegetais  até  variações  no  mercado  de  preço  de  mudas  e  matrizes.  Na  maior  parte  das  vezes,  a  discussão  é  iniciada  a  partir  de  uma  notícia  divulgada  em  um  meio  de  comunicação  de  alta  disseminação: os usuários trocam opiniões e criticam o que é falado.  O  segundo  tipo  de  conversa  geralmente  se  inicia  de  questões  sobre  o  setor.  Novamente,  essas  questões  possuem  um  leque  variado  de  assuntos.  Os  usuários  com  mais  experiência  e  conhecimento  postam  suas  respostas  e  eventualmente  discutem sobre as melhores práticas de solução.   Além  do  fórum  de  discussão,  existe  o  leaderboard,  que  funciona  como  um  termômetro de interesse. Os temas mais discutidos no portal são expostos em um  ranking relacionado ao número de comentários e participantes distintos que cada  tópico abarcou. O que se percebe é uma variação diária e contínua desses “líderes”.  Ainda que durante um dia prevaleçam comentários sobre plantio de mudas, no dia  seguinte  o  panorama  se  altera  para  discussão  de  cuidados  veterinários  e  assim  sucessivamente. Uma tendência que se percebe, porém, é o acompanhamento das  notícias atuais sobre o setor.    O  portal  consegue  disponibilizar  uma  variedade  grande  de  ferramentas  de  interação. O usuário pode personalizar sua página de acordo com seu perfil, entrar  em  comunidades  de  seus  interesses  específicos,  conversar  online  com  outros  membros do site no chat, discutir tópicos em fóruns, e postar fotos e filmes.  Pensando em construção coletiva, o portal tem como vantagem um grande número  de membros diferentes entre si: são 3577 usuários de todos os estados brasileiros,  de  áreas  de  atuações  profissionais  diversas.  Isso  pode  ser  percebido  nos  tópicos  dos  fóruns,  que,  como  dito,  abrangem  uma  variedade  extensa  de  assuntos,  atingindo efetivamente o objetivo de transdisciplinaridade do portal.   O  site  ainda  conta  com  atualizações  constantes.  Para  cada  postagem  no  fórum,  recebe‐se  uma  média  considerável  de  respostas,  chegando  a  até  94  comentários.  Na  área  das  comunidades,  também  se  percebe  uma  constante  agregação  de  13  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     conteúdo:  os  grupos contam  com  até  240  membros  e  iniciam  uma  média  de  15  discussões por mês.    Oportunidades de melhoria  O  maior  problema  encontrado  no  portal  é  a  baixa  divulgação  de  seus  ambientes.  Grande parte dos membros possui alguma relação direta com os desenvolvedores  da  iniciativa.  Apesar  de  estas  pessoas  serem  personagens  relevantes  dentro  da  área de escopo do projeto, o encontro entre atores diversos das cadeias produtivas  não ocorre: o número de produtores e consumidores cadastrados, por exemplo, se  limita  a  cerca  de  30%  dos  membros  registrados.  Dessa  forma,  a  gestão  de  seus  públicos é feita de forma incompleta. O início e fim da cadeia estão negligenciados  na abrangência de participantes do portal.   De  forma  similar,  apesar  de  apresentarem  perfis  em  ferramentas  colaborativas  como  o  Facebook  e  o  Twitter,  seu  número  de  seguidores  é  muito  baixo  –  23  no  Facebook  e  34  no  Twitter  –,  assim,  seu  poder  de disseminação é limitado e  os  conteúdos  gerados  e  geridos  no  site  ficam  restritos  à  leitura  da  gama  muito  específica  de  atores  referente  aos  membros  cadastrados.   Por fim, o tempo de duração da iniciativa caracteriza uma ameaça não apenas ao  portal, mas aos resultados obtidos. Ainda que o a duração limitada do portal faça  sentido  no  contexto  experimental  do  projeto,  não  há  clareza  sobre  o  destino  dos  conteúdos gerados. Caso o portal seja desativado sem acompanhamento correlato  das  conclusões  obtidas  e  interações  promovidas,  haverá  uma  grande  perda  tanto  para a própria iniciativa quanto para a comunidade.    Conclusão  A  Rede  de  Inovação  é  prova  dos  benefícios  que  podem  ser  atingidos  a  partir  da  observação de um setor e identificação de espaços vazios. No caso, esse exercício é  liderado  por  uma  instituição  de  ensino.  Porém,  há  grande  oportunidade  também  para empresas se inserirem pioneiramente nesses gaps.  Iniciativas  autônomas  como  esta  devem,  porém,  se  preocupar  prioritariamente  com  a  disseminação  de  suas  possibilidades  e  conteúdos.  Afinal,  o  portal  continua  ativo  mediante  participação.  Do  contrário,  torna‐se  estático  e  abandona  seu  objetivo inicial.  14  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Com o mesmo objetivo, deve‐se atentar para questões de acessibilidade e design,  de  modo  que a  interface  faça  com  que  o  usuário  não  apenas  consiga,  mas  queira  participar  de  forma  constante  de  todas  as  ferramentas  presentes.  A  atualização  frequente é outro elemento imprescindível para que esse objetivo seja atingido.  Avaliação  Estágio 3 (Co‐criar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa  Aproximando clientes em busca de melhores soluções – AGCO  Portal AGCO: www.agcocorp.com (EUA)  Portal AGCO: www.agco.com.br (Brasil)  Descrição e objetivos  Fundamental para que a cadeia do agronegócio atinja objetivos de produtividade, a  mecanização do campo depende de tecnologia aplicada aos tratores, colheitadeiras  e demais implementos agrícolas: o traçado de uma colheitadeira já é acompanhado  por GPS, o operador dispõe de uma cabine climatizada e os equipamentos possuem  uma confiabilidade muito superior ao que se esperava no século passado.   Como é que este setor vem se relacionando com a tecnologia de compartilhamento  e  colaboração?  Descobrimos  que  ainda  estão  engatinhando  na  utilização  de  ferramentas  da  Web  2.0,  apesar  do  forte  viés  tecnológico  em  seus  produtos.  Algumas  poucas  empresas,  no  entanto,  já  estão  usando  as  redes  sociais  para  disponibilizar um volume significativo de informações do mercado, estão abertas a  críticas e respondem dúvidas do público.   Vamos  nos  aprofundar  no  caso  da  AGCO,  fabricante  de  tratores  e  implementos  agrícolas, dona das marcas Massey Fergunson, Fendt, Challenger e Valtra.     A  análise  que  fizemos  de  seus  sites  revela  uma  orientação  para  explicar  e  tratar  dúvidas  sobre  o  funcionamento  de  seus  produtos,  além  de  “arrebanhar”  adeptos,  usuários atuais e potenciais compradores para eventos do setor. As redes sociais,  no  caso  da  AGCO,  servem  também  para  divulgar  e  obter  feedback  sobre  os  produtos e lançamentos, e, evidentemente, travar uma sólida comunicação de duas  vias com os formadores de opinião.   Pela análise dos sites parece haver duas pessoas da área de relações institucionais  responsáveis  pela  comunicação,  publicação  de  conteúdo,  e  estabelecimento  de  diálogo com os seguidores das redes sociais da empresa.    15  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Links para o Blog, a página no Facebook, para o  Twitter e para o YouTube    Ferramentas de Colaboração Utilizadas  Blog (Blogger), redes sociais (Facebook), microblogging (Twitter), canal de vídeos  (YouTube).   A AGCO tem um blog, com atualização nos dias úteis, visitado por 48 mil pessoas  mensalmente, amarrando os textos com vídeos e reforços de sua comunicação com  as  demais  ferramentas.  Aliás,  a  plataforma  aberta  Blogger  emprega  uma  solução  bem pensada: a barra superior do seu blog remete à página principal na web e às  demais ferramentas Web 2.0.     O  blog  enaltece  os  produtos  da  marca,  fala  de  lançamentos  e  dá  força  aos  depoimentos tratados pela assessoria de relações institucionais, além de valorizar  grupos  musicais  que  “cantam”  em  suas  letras  os  benefícios  das  marcas  da  AGCO.  Também  alerta  para  os  comunicados  do  presidente  da  empresa  e  eventos  regionais,  além  das  premiações  recebidas.  Há  cerca  de  50  comentários  de  seguidores  ou  leitores  aos  posts  no  blog,  incluindo  as  respostas  da  própria  empresa para os usuários ao longo do ano de 2010 para os 22 diferentes tópicos.  16  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     O Twitter da AGCO tem uma média de 1,5 posts por dia e consiste tipicamente de  avisos  de  novos posts  no  blog,  de  comentários  de  seguidores  e  de  respostas  aos  usuários.  É  interessante  notar  que  os  comentários  dos  leitores,  ausentes  no  blog,  estão todos no Twitter.  O perfil dos seguidores é variado: são fazendeiros interessados em tirar dúvidas e  receber  informações  sobre  os  produtos,  associações  agrícolas  e  até  mesmo  jornalistas que trabalham com agronegócios e precisam acompanhar o mercado.  O  Facebook  tornou‐se  o  centro  de  colaboração,  com  mural,  fotos,  vídeos,  data  de  eventos  e  discussão  com  alta  participação  de  mais  de  17.000  seguidores.  A  moderação  da  empresa  responde  ainda  a  todos  os  tipos  de  perguntas.  É  possível  encontrar  links  para  todas  as  outras  redes  e  para  vários  assuntos  tratados  pela  empresa, tanto no mural, quanto na agenda de eventos e nas discussões.    O  canal  no  YouTube  é  movimentado.  Em  apenas  um  ano  foram  postados  373  vídeos com mais de 180.000 visualizações e 273 pessoas inscritas.   Pontos fortes  A atualização e o alinhamento da comunicação fazem com que a AGCO se destaque  em redes sociais, além da sábia combinação e reforço cruzado entre as plataformas  abertas da Web 2.0.  Oportunidades de melhoria  A principal oportunidade de melhoria da AGCO é estar mais envolvida e obter mais  seguidores nas redes. O excesso de notícias parece, no entanto, saturar os canais,  17  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     não  dando  tempo de  o  público  participar  e  assim  propiciar  uma  coleta  de  informações relevantes para a empresa. Atualmente as perguntas são respondidas  rapidamente, mas poderia haver um trabalho mais forte para se obter informações  relevantes para o desenvolvido do negócio, produtos e serviços da empresa.   Já no YouTube, a AGCO poderia publicar vídeos de seu público, ainda que filtrados  e  selecionados  pela  comunicação  corporativa.  Desta  maneira,  o  público  poderia  aportar a sua credibilidade às marcas, com vídeos de depoimentos e sugestões de  uso ou de escolha desse ou daquele equipamento.  Em geral, a comunicação no mundo 2.0 deve ser percebida como próxima, escrita  por  gente  igual  aos  seguidores.  A  natureza  assertiva  das  mensagens  criadas  por  duas profissionais tarimbadas no assunto talvez seja o nó a desatar: se por um lado  demonstra o profissionalismo dos comunicadores, por outro lado embota o canal,  afugentando um público notoriamente tímido e calado. A solução pode passar por  uma  reformulação  no  linguajar  tanto  do  blog  e  do  Twitter,  como  dos  próprios  vídeos.   Conclusão  O  mercado  de  maquinário  agrícola  ainda  está  começando  nas  redes  sociais  e  mesmo  as  gigantes  do  setor  ensaiam  seus  primeiros  passos  na  Web  2.0.  Desta  maneira, podem perder a oportunidade de estar mais próximos do consumidor e  de obter um conhecimento que este possui, seja na utilização dos produtos ou de  alguma necessidade existente.  A  AGCO  é  uma  das  pioneiras  no  setor  pela  demonstração  da  estrutura  de  seus  canais  voltados  para  as  redes  sociais.  Sua  orientação  está  na  comunicação  com  o  seu  usuário,  seu  consumidor.  No  entanto,  não  há  dentro  de  suas  mensagens  um  pedido  de  colaboração,  comentários  ou  críticas  percebido  como  intencional  e  honesto  pelo  público  receptor.  Isso  pode  ser  a  causa  da  fraca  participação  do  público apesar dos recursos aportados para os canais de redes sociais da empresa.  Avaliação  Estágio 2 (Interagir)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa      Sementes, mudas e matrizes: defensivos para a imagem corporativa –  Monsanto   Monsanto: www.monsanto.com (EUA)  Descrição e objetivos  A Monsanto é uma empresa líder em tecnologia de grãos e insumos agrícolas, que  faturou, em 2009, US$ 11,7 bilhões. O seu protagonismo na defesa dos alimentos  geneticamente  modificados  atraem  resistência  por  parte  de  numerosos  grupos  organizados.  Ela  é  frequentemente  alvo  de  críticas  e,  com  as  redes  sociais  e  com  18  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     ambientes  de  colaboração 2.0,  a  disseminação  desses  pontos  de  vista  negativos  tornou‐se presa fácil para qualquer usuário de internet. Assim, a contraposição de  uma  voz  institucional  da  Monsanto  é  fundamental  para  amenizar  críticas  e  desmentir  boatos  que  surgem  a  seu  respeito.  Tal  tarefa  só  é  eficaz,  porém,  se  houver  um  rigoroso  monitoramento  dos  comentários  sobre  a  companhia  nas  diversas redes e uma atitude genuína de diálogo com seus críticos.   Com  esse  objetivo  central,  a  Monsanto  atua  dentro  das  principais  redes  sociais  e  mantém  seus  conteúdos  atualizados  diariamente,  procurando  estabelecer  conexões com os usuários por meio de comentários e respostas da empresa.  Procura  destacar  o  lado  humano  em  seu  website,  contando  histórias  de  fazendeiros  e  de  outros  empreendedores  no  setor  agrícola  e  relacionando  suas  experiências com produtos da Monsanto.      Ferramentas de colaboração utilizadas  Redes  sociais  (Facebook),  microblogging  (Twitter),  blog,  syndication  (RSS),  canal  de vídeo (YouTube), canal de imagens (Flickr).    Pontos fortes  A  Monsanto  alia  duas  estratégias  para  potencializar  benefícios  à  sua  imagem.  Ao  mesmo tempo em que realiza um monitoramento quanto à avaliação da sua marca,  19  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     destaca  histórias  pessoais para  humanizar  a  empresa.  Abrangendo  ambas  as  estratégias,  a  companhia  lida  com  as  redes  sociais  de  forma  a  destacar  a  participação  do  usuário,  respondendo  frequentemente  a  diversas  pessoas,  sem  generalizar uma resposta fria, identificando uma solução para a dúvida, crítica ou  sugestão postada.  Seu  perfil  no  Facebook  tem  postagens  regulares,  com  uma  média  de  mais  de  um  post por dia. A frequência de atualização mantém o interesse de seus stakeholders,  fazendo com que interajam com o perfil, comentando ou utilizando o botão “Like”  (“Curtir”),  disponibilizado  pela  ferramenta.  De  tal  modo,  a  empresa  consegue  monitorar  alguns  indicadores  relativos  à  sua  imagem,  analisando  a  variação  dos  comentários, o crescimento ou redução da participação dos usuários em suas redes  e  a  profundidade  e  contexto  das  críticas  a  eles  aplicadas.  Apesar  das  opiniões  de  cada  um  sobre  os  atos  da  empresa,  o  ponto  forte  da  Monsanto  no  Facebook  é  o  esforço  de  resposta  argumentada  para  qualquer  tipo  de  mensagem,  inclusive  acusações. Porém, não há como saber se todas as acusações gratuitas ficam visíveis  ou se algumas são apagadas.  Destaca‐se também a busca da empresa em humanizar ao máximo seus serviços e  atendimento.  Em  seu  portal,  e,  principalmente,  em  seu  blog,  a  Monsanto  procura  destacar  histórias  de  fazendeiros  que  obtiveram  sucesso  e  crescimento  em  suas  colheitas  utilizando  as  sementes  produzidas  pela  empresa.  Com  histórias  de  fazendeiros que experimentaram melhorias com seus produtos, a Monsanto atrai  outros  fazendeiros  menores,  e,  novamente,  impacta  de  maneira  positiva  sua  imagem, aproximando‐se do pequeno produtor.   A  empresa  também  se  colocou  como  um  canal  de  referência  em  estudos  e  novas  tecnologias de insumos agrícolas, divulgando em diversos meios da web (site, blog,  Facebook,  Twitter,  canal  do  YouTube)  suas  inovações  e  principais  produtos,  atraindo  o  mercado  de  agricultores  a  comprar  seus  produtos  e  novidades.  Pela  web, consegue aumentar a exposição em massa dos seus produtos, possibilitando  um novo canal de relacionamento e promoção junto aos seus públicos.   20  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0           Oportunidades de melhoria  As  redes  sociais  transformaram  comunidades  e  outros  fóruns  de  discussão  no  principal  meio  online  para  elogiar  ou  criticar  uma  empresa,  sobrepujando  os  portais  institucionais  e  definições  em  portais  como  a  Wikipedia.  Isso,  porém,  faz  com  que  grande  parte  das  discussões  que  se  referem  à própria  companhia  fujam  ainda  mais  de  seu  controle.  No  entanto,  apesar  de  a  priori  não  poder  ser  controlado,  o  processo  pode  ser  monitorado,  por  meio  de  atividades  como  sanar  dúvidas,  esclarecer  críticas,  desmentir  boatos,  etc.,  colocando  enfim  a  voz  da  instituição  na  discussão.  A  Monsanto  procura  realizar  esse  gerenciamento,  evitando  deixar  comentários  sem  respostas  em  suas  redes.  Para  aprofundar  as  pesquisas, entretanto, poderiam realizar enquetes em seus portais e oferecer áreas  de  perguntas  e  respostas.  Outra  possibilidade  interessante  seria  a  criação  de  um  perfil  em  redes  sociais  como  o  FormSpring.me,  criada  exclusivamente  para  perguntas  e  respostas.  A  criação  de  um  perfil  nessa  rede  poderia  oferecer  maior  transparência para a companhia.  A  marca  também  tem  um  foco  claro  em  um  de  seus  stakeholders:  agricultores.  Grande  parte  de  suas  ações  online  visa  atingir  diretamente  esse  público,  trabalhando de forma menos direta outros grupos de interesse como, por exemplo,  investidores.   Ainda não são realizados de forma evidente monitoramento e atuação efetiva junto  às  redes  sociais  que  criticam  a  empresa.  Pudemos  encontrar  diversos  grupos  de  discussão  em  redes  como  Facebook  e  Orkut  que  promovem  discussões  sobre  práticas  que  consideram  incorretas  da  empresa,  ou  se  posicionam  contra  suas  21  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     atividades.  Uma  atuação efetiva  junto  a  esses  grupos,  levando  informações,  esclarecimentos e contra argumentações, pode ajudar a estreitar o relacionamento  e melhorar a imagem da empresa junto a esse público.    Conclusão  A  Monsanto  EUA  possui  ferramentas  determinantes  para  estreitar  um  canal  de  comunicação  entre  a  empresa  e  seus  stakeholders.  Uma  vez  inserida  sua  voz  nos canais de discussão da rede, a multinacional agrícola conseguirá esclarecer de  modo  mais  efetivo  discussões  que  surgem  sobre  a  marca,  seus  produtos  e  suas  políticas. Aproximando‐se de tal maneira de seus públicos, a Monsanto cria maior  abertura  para  expor  seus  pontos  fortes,  seus  lançamentos  e  inovações  tecnológicas,  aprimorando  o  contato  e  imagem  junto  aos  seus  investidores  e  consumidores diretos.  Avaliação  Estágio 2 (Interagir)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Alta        22  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Produtores e criadores: Eat Maine Foods – arranjos locais  http://eatmainefoods.ning.com    Descrição e objetivos  Uma  das  tendências  marcantes  do  agronegócio  é  o  surgimento  de  redes  sociais  oriundas  de  comunidades  locais,  construídas  com  o  objetivo  de  incentivar  a  produção  agropecuária  de  cidades,  regiões  ou  estados.  Desse  objetivo  comum,  observam‐se três focos de ação:  1. Troca de boas práticas entre produtores locais;  2. Compra e venda de insumos sem intermediação;  3. Proteção sócio‐política regional.    Um bom exemplo de portal que tem como base tais temas é o Eat Maine Food.  Trata‐se de uma coalizão regional de pessoas que desejam impulsionar a produção  e compra dos produtos agrícolas locais. Para tal, é utilizada uma plataforma  colaborativa online baseada no Ning na qual todos os usuários podem inserir  conteúdo, na forma de perguntas, fotos, comentários e opiniões. A plataforma foi  adaptada para fomentar a interação especificamente para a iniciativa, com o “Mapa  dos Alimentos” (Food Map).   24  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0       Ferramentas de colaboração utilizadas  Blog (Ning), fóruns, canal de vídeo (Ning), syndication (RSS), chats, redes sociais  (Facebook), microblogging (Twitter).  Pontos fortes  O Eat Maine Foods tem como área mais utilizada pelos usuários o “Food Map”.  Trata‐se de um localizador de alimentos que, a partir de alguns dados relatados  pelo usuário sobre os produtos que adquiriu, encontra sua proveniência exata. São  realizadas em média mais de 15 buscas por dia. A ideia é que os membros tornem‐ se mais conscientes em relação ao seu consumo agrícola. Não apenas num sentido  nutricional, mas também em relação às ramificações político‐econômicas de suas  compras. Neste sentido, por exemplo, o portal estimula os cidadãos de Maine a  avaliarem se estão beneficiando mercados externos em detrimento da produção  local em seu consumo diário. A ferramenta é alinhada com o objetivo maior da  plataforma, de incentivar o consumo local dos produtos provenientes da região.   O diálogo de fato ocorre no ambiente de fórum do site. Embora seja positiva a  diversidade de públicos abrangidos pelo site, que engloba desde produtores até  consumidores finais, a interação generalizada é difícil de ocorrer. Assim, a partir da  divisão em tópicos, os membros são segmentados de acordo com suas áreas de  interesse. Dentro dos tópicos postados, as discussões ocorrem de forma mais  frequente. São mais de 1000 discussões iniciadas desde a fundação do site, em  2008.   Por fim, o Eat Maine Foods ainda conta com uma área diferenciada voltada apenas  à divulgação de oportunidades de emprego no campo. Embora sua atualização não  25  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     seja constante, existem tópicos no fórum produzidos apenas para elogiar o serviço  e relatar histórias reais de usuários que foram alocados dessa maneira.  Oportunidades de melhoria  Apesar de possuir membros muito ativos na utilização das funcionalidades do site,  o que se percebe de forma geral é uma limitação de grupos: são sempre os mesmos  usuários que participam das discussões, levantam questões e propõem mudanças.  Dessa forma, seu poder de interação é restrito a uma parcela ativa de indivíduos  que não necessariamente representam de forma geral aquela comunidade. Uma  das maiores razões dessa falta de envolvimento são alguns intervalos  relativamente longos de pouca ou nenhuma atualização dos conteúdos do site.   De forma similar, a interação entre usuários ocorre de forma simplificada: embora  existam trocas de boas práticas e compartilhamento de perguntas e respostas, o  conteúdo gerado não é levado para um plano de ação coletiva e fica limitado ao  desenvolvimento individual de cada produtor/consumidor. Parcerias muito  relevantes poderiam ser formadas entre produtores, ampliando o escopo do site  para ações de compra compartilhada, por exemplo. Como isso não ocorre, deixam a  plataforma subutilizada e o objetivo de zelar pela agricultura regional mais  distante.  Por fim, apesar de possuir redes sociais alinhadas com os objetivos do site, com  grande acessibilidade diretamente da página inicial da plataforma, o número tanto  de seguidores quanto de atualizações ainda é muito reduzido.   Conclusão  A formação de centenas de redes locais nos Estados Unidos vem declarar ao  mundo do agronegócio que o uso de plataformas online não é apenas possível no  setor, mas necessário.   O que se percebe no exemplo bem ilustrativo do Eat Maine Foods são  potencialidades. Embora ainda não profundamente exploradas, as possibilidades  da interação entre os atores das cadeias são inúmeras e não devem se limitar à  troca de informações sobre melhores técnicas de produção. A mobilização também  de consumidores demonstra a capacidade de formação de comunidades voltadas  ao desenvolvimento do setor.    Avaliação  Estágio 3 (Co‐criar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Média    26  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Indústria: integrando o consumidor final nas redes – Brasil Foods e  suas marcas Qualy, Batavo e Elegê  www.brf.com.br  WWW.twitter.com/brasilfoods  www.batavo.com.br  www.qualysadia.com.br  Descrição e objetivos    Em  2009,  a  Perdigão  fechou  acordo  com  a  Sadia,  formando  a  Brasil  Foods.  Atualmente,  o  grupo  é  o  segundo  maior  conglomerado  alimentício  do  País,  com  faturamento  de  R$  24,4  bilhões  e  exportações  de  R$  9,2  bilhões em  2009  (dados  proforma) e cerca de 119 mil funcionários.  Apesar  de  desenvolver  serviços  que  abrangem  as  cadeias  produtivas  desde  seu  início, o foco de comunicações das marcas é no consumidor final. Seu ingresso na  Web 2.0, de forma semelhante, vem ocorrendo gradativamente na busca de maior  aproximação com este público.  Dessa  forma,  as  marcas  não  empregam  ferramentas  ativas  que  envolvam  o  agronegócio em sua totalidade. Porém, identificam‐se potencialidades não apenas  nas  ações  que  já  vêm  sendo  desenvolvidas  pelo  grupo,  mas  na  força  das  marcas,  que produzem resultados significativos para estas plataformas mesmo sem possuir  ainda um grande envolvimento com a Web 2.0.   Ferramentas de colaboração utilizadas  Redes  Sociais  (Facebook  e  MySpace),  microblogging  (twitter),  vídeo  (youtube),  blogs, enquete, ratings, Syndication (RSS)    Pontos fortes  O  perfil  de  Twitter  da  Brasil  Foods  foi  criado  durante  o  período  da  fusão entre as companhias, com dois  objetivos:  consolidar  a  nova  marca  junto ao consumidor e agir como um  gerenciador  de  possíveis  crises  decorrentes  do  novo  momento  do  grupo.  Por quatro meses, foram seis tweets  semanais  que  tiveram  como  conteúdo majoritário um clipping de  notícias  divulgadas  sobre  o  grupo.  De  forma  inesperada,  essas  notícias  ressaltavam tanto os aspectos positivos da fusão quanto os negativos. Mesmo não  podendo saber ao certo o objetivo de tal ação, suas ramificações são relevantes: ao  fazê‐lo,  a  empresa  divulga  transparência  como  um  de  seus  valores.  De  mesma  27  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     forma,  ao  evidenciar estas  questões,  diz  ao  público  que  estas  não  estão  sendo  ignoradas  e,  pelo  contrário,  serão  endereçadas  da  melhor  forma  possível.  Ambas  qualificam‐se  como  ferramentas  de  prevenção  de  riscos  para  a  imagem  da  nova  companhia.  O  grupo  Brasil  Foods  ainda  conta  com  iniciativas  2.0  específicas  de  marca  que  obtiveram resultados positivos. O “Blog da Ana” é um desses exemplos: diante da  necessidade  de envolver  mais  profundamente  os  consumidores  com o  produto,  a  empresa  criou  em  seu  site  um  blog  direcionado  ao  público‐alvo  feminino  para  clientes da marca Qualy.    Os  posts  são  semanais  e  estão  classificados  em  quatro  áreas  de  interesse:  atualidades,  família,  culinária  e  qualidade  de  vida.  Os  textos  são  escritos  pela  “voz”  de  Ana,  que  representa  a  consumidora‐padrão  de  Qualy. De modo a possibilitar uma maior  identificação  das  consumidoras  com  a  personagem,  não  há  especificações  sobre ela no site. Ana fala sobre desafios  da  mulher  moderna  ao  mesmo  tempo  em que trata sobre questões tradicionais  de família, maternidade, etc.      Outra  iniciativa  com  bons  resultados vem da linha Batavito’s,  leite  com  sabor  de  frutas  da  Batavo.  Os  produtos  têm  como  mascote a Banda Batavito’s. Tendo  o  público  infanto‐juvenil  como  alvo,  construiu‐se  uma  narrativa  para  cada  um  dos  três  integrantes  da  banda.  Essa  criação  de  personagens  é  um  exercício  que  ganha  dimensão  na  Web  2.0.  A  iniciativa  prova  que  a  atração  desse público por meio de brindes  e  anúncios  atinge  novos  patamares:  os  jovens  podem  interagir  virtualmente  com  as  mascotes  dos  produtos.  Cada  uma  das  personagens  possui  perfis  em  Twitter,  Facebook,  Blogger  e  Orkut,  além  da  comunidade  e  perfil  de  MySpace  da  própria  banda.  Os  números  são  surpreendentes:  cada  integrante  tem  uma  média  de  300  amigos  no  orkut  e  mais  150  seguidores  no  Twitter  e/ou  Facebook.  A  página  do  MySpace tem mais de 37 mil visitas registradas.    28  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Oportunidades de melhoria  Apesar de ter se provado uma ferramenta válida para o momento de fusão, tendo  atingido 1167 seguidores em quatro meses de funcionamento, o Twitter do grupo  se encontra desatualizado. A última postagem foi feita em setembro de 2009 e não  há indícios de planos de continuidade. Em seu período de utilização mais intensa  chegou a possuir atualização diária. Desde então, seus posts limitam‐se a clippings  de notícias, sem geração de conteúdo.  Observando  o  grupo da  Brasil  Foods  como  um  todo,  percebe‐se  que  o  desenvolvimento  de  ferramentas  de  Web  2.0  é  incipiente.  As  empresas  ainda  apostam intensamente em meios tradicionais de comunicação, de modo a abranger  a  diversidade  de  seu  público  de  forma  geral.  A  fidelidade  dos  clientes  com  as  marcas  é  comprovada  pelos  valores  altíssimos  de  share  of  mind  que  ocupam  (Presunto Sadia, por exemplo, tem 83%2). Porém, não existem novas ações: a Web  2.0  poderia  possibilitar  um  contato  e  conhecimento  ainda  mais  profundo  dos  compradores  e,  além  disso,  poderia  unir  as  marcas,  potencializando  compras  associadas.    Conclusão  A  BRF  possui  potencialidades  múltiplas  a  serem  exploradas  no  universo  2.0.  Atualmente,  as  ações  realizadas  são  pontuais  e,  de  modo  geral,  ficam  atreladas  a  produtos  voltados  ao  público  jovem.  Os  números  atingidos  pelas  poucas  ações,  porém,  comprovam  a  força  da  marca  e  seu  poder  de  abrangência,  incentivando  ainda mais a adaptação dessas ferramentas para outros nichos das empresas.  No que diz respeito à abrangência dos serviços que desenvolve, todos os sites do  grupo  são  direcionados  ao  consumidor  final,  não  havendo  interação  facilitada  para outros atores da cadeia. Há grande potencial de integração dos demais elos da  cadeia para buscar menor risco de projeção de demanda além de facilitar a troca  de conhecimentos entre os atores.    Avaliação  Estágio 2 (Interagir)   Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa    3.  Comercialização                                                             2 Segunda a Pesquisa do Data Folha, em 2010. 29  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Aqui é onde estão os maiores faturamentos, mas geralmente menores margens, e  também onde estão os intermediários entre os produtores / criadores e os  revendedores dos produtos agrícolas. Também foram abordadas as bolsas de  mercadorias que levam os investidores para a realidade das commodities.     Os casos nesta seção têm um grande foco transacional, mas também visam, por  outro lado, a aproximação dos atores com vistas ao melhor negócio para as partes  interessadas. É possível observar a possibilidade de pequenos e distantes atores  superando as barreiras de entrada utilizando esse novo meio para se tornarem  atraentes a um número maior de compradores.    Intermediários e entrepostos: aproximando de maneira confiável  vendedores e compradores – Panjiva  Site: http://panjiva.com  Blog: http://panjiva.com/blog  Descrição e objetivos  Encontrar  clientes,  compradores  e  fornecedores  é  o  maior  desafio  de  um  empresário.  Uma  maneira  de  criar  um  ambiente  que  repete  as  estruturas  de  encontro da demanda com a oferta  emprega as  ferramentas das redes  sociais.  As  pessoas,  guiadas  pelos  seus  interesses,  se  associam  a  outras  por  meio  das  ferramentas de redes sociais, agregando elementos de colaboração de conteúdo a  30  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     respeito  de  fornecedores e  compradores  de  maneira  rápida  e  sem  limites  de  distância.   Com  a  ideia  de  dar  suporte  a  essa  necessidade  de  aproximar  compradores  e  vendedores, a Panjiva surgiu como um serviço online pago com sede nos Estados  Unidos.  É  composta  por  empresas  de  todos  os  setores  e  áreas  do  negócio  e  que  somente  em  2010  já  movimentou  mais  de  US$  100  bilhões  de  dólares  (dados  de  outubro/2010). Seus objetivos principais são:   Conectar quem necessita de fornecedores com quem precisa vender;   Tornar mais simples e ágil a busca por novos parceiros comerciais;   Fornecer  informações  atualizadas  para  as  empresas  e  para  toda  a  equipe  em tempo real.    Ferramentas de colaboração utilizadas  Redes sociais, syndication (RSS), canal de vídeos, blog (Wordpress), microblogging  (Twitter).    Pontos fortes  O site tem como maior benefício tornar mais ágil, reduzir custos e gerenciar riscos  das  futuras  negociações  de  contratos.  São  mais  de  1,5  milhões  de  empresas  do  mundo todo, sendo que algumas delas fazem parte do Fortune 500. Para conduzir  uma busca eficiente, o sistema permite ordenar as empresas usando até 10 filtros,  entre eles:   número de negociações realizadas;   país de origem;   ocorrência de problemas financeiros recentemente;   data da última transação.    Além  desta,  o  site  conta  com  uma  busca  na  qual  se  pode  digitar  uma  pergunta  completa para encontrar aquilo que procura. Por exemplo:     “Está procurando fornecedores de suéteres certificados pela Polo Ralph  Lauren? Basta digitar “Polo Ralph Lauren sweater suppliers”;   “Quer fornecedores chineses de bonés de beisebol? “Chinese suppliers of  baseball hats”;   Quer compradores de tacos de beisebol? “buyers of baseball bat”.    31  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0          Além  disso,  no  próprio  site  é  possível  comprar  aplicativos  extras.  Um  destes  permite  que  o  usuário  marque  os  clientes  ou  fornecedores  do  interesse  da  sua  empresa e envie as marcações feitas para os colegas de sua companhia, na forma  de um Delicious, economizando tempo para realizar a mesma pesquisa novamente.   O Twitter existe desde 2009 e tem uma frequência superior a um tweet por dia e  uma alta interação com os usuários, já que mais de 50% incluem respostas ou RTs.  O perfil de seguidores é composto por empresários, analistas do mundo todo, e até  mesmo jornais que acompanham o setor econômico.  Oportunidades de melhoria  Apesar do volume de transações se situar em aproximadamente US$ 100 bilhões, a  colaboração ainda é um processo incipiente. Vemos oportunidades tanto no portal  como nas redes nas quais a Panjiva está inserida.  O  portal  ainda  funciona  como  um  banco  de  dados.  Enquanto  é  possível  analisar  empresas com base no produto vendido, não se permite a inclusão de opiniões ou  comentário  sobre  o  desempenho  das  empresas.  Seria interessante, para  efeito de  um  indicador  de  credibilidade  e  um  facilitador  de  pesquisas,  que  o  ranking  fosse  colaborativo  e  que  pudesse  ser  calculado  a  partir  das  notas  e  comentários  (positivos, negativos, neutros) dos clientes das empresas. Desta maneira, formaria  um  histórico  de  negociações,  de  navegação  e  sugestões  de  empresas  que  se  enquadrem no perfil de quem pesquisa.  Nas redes sociais, a participação popular ainda é baixa: tanto Twitter (apenas 386  seguidores  em  26/10/10)  como  no  Facebook  (43  membros).  No  blog,  que  tem  o  intuito de informar sobre o mercado e interagir com o público, é difícil encontrar  algum  comentário,  e  a  atualização  é  de  um  post  a  cada  dez  dias.  Portanto,  a  32  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     colaboração com o público e do público, fica aquém da expectativa. Isso porque o  número  de  visitantes mensal  do  site  é  de  240  mil  e  o  volume  de  empresas  cadastradas  de  mais  1,5  milhão,  o que mostra um enorme público potencial  para  realizar transações mais colaborativas.    Conclusões  O  foco  da  Panjiva  é  vertical  dentro  da  cadeia  do  agronegócio:  tenta  aproximar  compradores e produtores em uma plataforma transacional.   A Panjiva trouxe para o mundo dos negócios um modelo parecido com o eBay, de  pesquisa  e  transações  corporativas.  Com  mais  de  1,5  milhões  de  empresas  participantes  e  US$  100  bilhões  em  transações  efetuadas,  a  iniciativa  tem  um  potencial  enorme  para  alavancar  as  redes  colaborativas.  Afinal,  para  se  transformar em um portal com intenção colaborativa que facilita os processos e dê  garantias  de  fato  para  obter  um  novo  negócio  e  deixar  de  ser  apenas  um  classificado  online,  é  necessário  animar  e  trazer  para  o  debate  um  número  significativamente  maior  de  pessoas  em  sua  rede,  dispostas  a  compartilhar  opiniões, experiências e conhecimento.  Avaliação  Estágio 4 (Transacionar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa      O entreposto virtual – Farms Reach  Farms Reach: www.farmsreach.com (EUA)    Descrição e objetivos  O  Farms  Reach  é  um  mercado  online  de  produtos  agrícolas,  uma  espécie  de  eBay  focado  neste  setor,  ou  seja,  um  “Ceasa  virtual”  que  coloca  em  contato  produtores  agropecuários  e  possíveis  compradores  dos  produtos  (comerciantes,  33  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     empresários, atacadistas). Por meio de um site simples, dois perfis de usuário – o  produtor agrícola e o comprador – fazem contato para negociações. O público‐alvo  são  pequenos  e médios  produtores  agrícolas  e  pequenos  e  médios  mercados  ou  comércios locais.   Com  o  apoio  do  Farms  Reach,  o  produtor  não  precisa  deslocar  sua  produção  ou  seus funcionários para verificar os melhores preços: ele consulta o preço, verifica o  custo logístico e toma suas próprias decisões de negociação.  O  site  não  contempla  ferramentas  colaborativas  de  conteúdos  –  isto  é,  não  possibilita  discussões  sobre  determinados  assuntos  entre  os  participantes.  A  interatividade é baseada na negociação – um uso da Web 2.0 que atinge o negócio  agrícola  propriamente.  A  página  conta  com  ferramentas  2.0,  mas  com  raras  atualizações.  Os objetivos do Farm Reach são:   Possibilitar negócios de produtos agrícolas – é um mercado online;   Criar  uma  rede  de  negociantes  de  produtos  agrícolas  –  produtores  e  comerciantes, facilitando o encontro e negócios entre eles.  Ferramentas de colaboração utilizadas  Blog; microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), syndication (RSS),  feedback sobre usuários e sobre a página.      Pontos fortes  A ideia de colocar em contato virtual direto os agricultores e os comerciantes não é  nova (existem centenas de modelos deste negócio baseado no emblemático eBay).  34  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Por outro lado, o site propõe a interação por meio de ferramentas de colaboração,  para que então possam comercializar os produtos.   O cadastro é extremamente rápido, bem como a inclusão de produtos. Os relatórios  apresentam todos os números necessários de forma bem simplificada. O site busca  fortalecer  os  relacionamentos dos  usuários,  com  uma  página  principal  para  os  vendedores  e  solicitando  no  cadastro  os  endereços  para  relacionamento  na  web,  como Twitter e Facebook, além de apresentar um mapa da localização do usuário,  facilitando questões de logística.  Oportunidades de melhoria  O Farms Reach claramente atinge  seu objetivo primordial de facilitar  negócios com a infraestrutura  disponibilizada, mas pode  aprimorar a utilização de  ferramentas 2.0 disponibilizando  conteúdos com maior frequência e  utilizando outros canais como  YouTube e fóruns.   Conclusão  A iniciativa contempla uma ideia pouco inovadora de comercializar produtos  agrícolas pela internet. Ela auxilia um mercado que precisa ser automatizado para  obter maior equilíbrio comercial nos preços e possibilitar economias em logística,  mantendo políticas de preços iguais em diferentes regiões. O direcionador do  Farms Reach é vertical, integrando comerciantes e agricultores.  Ainda assim existem melhorias latentes para o Farms Reach, principalmente no  uso de ferramentas 2.0 em áreas de suporte como marketing e inovação.  Avaliação  Estágio 4 (Transacionar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa          35  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Intermediários: buscando justiça ao unir os elos da cadeia – Alter Eco  Alter Eco: www.altereco.com/  Descrição e objetivos  Alter Eco é uma empresa francesa dedicada ao comércio com pequenos produtores  desfavorecidos do hemisfério Sul buscando preços justos e solidários. Ela compra  matéria  prima  de  pequenos  produtores  dos  países  em  desenvolvimento  a  um  preço definido como justo. Em seguida, vende os produtos processados nos países  desenvolvidos,  com  um  nível  de  preço  e  qualidade  maiores  do  que  aqueles  do  mercado tradicional.   O  público‐alvo  para  o  mercado  “justo”  é  um  público  com  cultura,  ética,  ou  certa  sensibilidade política e, sobretudo, com poder de compra. Por questão de educação  ou de geração, esse perfil de consumidor é geralmente usuário da Web, o que foi  um fator de sucesso para o crescimento rápido da Alter Eco.  A  Alter  Eco  tem  utilizado  as  ferramentas  da  Web  2.0  desde  a  sua  criação  para  atingir o público desejado visando:   Disseminar  seus  valores  de  responsabilidade  social  e  ambiental  e  transparência;   Fidelizar os clientes com informações e promoções;   Aproximar o  produtor  do  consumidor  e  criar uma  relação  de  paixão entre  os consumidores, os produtores e a marca.    Ferramentas de colaboração utilizadas  Syndication (RSS), tags, FAQs, enquete, blog, comunidades (Tinkuy), microblogging  (Twitter),  redes  sociais  (Facebook),  canal  de  vídeo  (Youtube,  DailyMotion),  canal  36  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     de  imagens  (Flickr), musicsharing  (MySpace,  Deezer),  jogos  e  concursos,  criação  colaborativa de material de publicidade.  Pontos fortes  O  boletim  da  Alter  Eco  é  uma  ferramenta  de  aproximação  entre  o  consumidor,  a  empresa e o produtor.   Além de propor debates e conferências e publicar notícias do mercado e vídeos de  entrevistas, o boletim oferece, a cada mês, o retrato de um produtor no mundo. Ele  também divulga o retrato de um funcionário da Alter Eco que fala de seus gostos,  suas  opiniões,  e  explica  porque  ele  gosta  da  empresa  (rubrica  “Alter‐Eco  boy”  ou  “girl” do mês). Ambos estão disponíveis no blog ou no site da AlterEco.    A  ampla  utilização  das  diferentes  redes  sociais  também  é  bem  explorada,  com  todas se inter‐relacionando por meio de links e publicações combinadas em torno  de um tema.  A  página  do  Facebook,  com  mais  de  5  mil  seguidores,  e  o  blog  da  empresa  se  tornam  pontos  de  encontro  para  publicação  e  interação  com  os  seus  clientes  e  stakeholders.  Mostram‐se  muito  ativos  para  instigar  as  discussões,  responder  os  questionamentos  e  interagir  de  forma  mais  ativa  com  seus  consumidores.  Por  vezes,  chegaram  a  sugerir  produtos  e  eventos  que  estavam  promovendo  para  compra.   Essa  interação  demonstra,  pelo  tom  informal,  que  existem  pessoas  por  trás  da  empresa,  interagindo  com  seus  consumidores  e  criando  maior  empatia.  Em  diversos momentos são mostrados os funcionários e produtores que  fazem  parte  da cadeia capitaneada pela Alter Eco.      37  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Oportunidades de melhoria  Uma iniciativa interessante da empresa é a “Alter Communauté”, uma comunidade  na  qual  o visitante  pode:  “militar”  (ajudar  a  distribuir  os  produtos,  divulgar  a  atividade  da  empresa,  assinar  uma  petição,  “conscientizar”  outros  consumidores  ou supermercados etc.); “expressar seu lado artístico” (compartilhar desenhos de  produtos,  filmes  de  publicidade,  receitas  inventadas,  ideias  para  reciclar  embalagens);  “dar  sua  opinião”  (enquete);  “divertir‐se”  (receitas  e  jogos)  e  “perguntar‐se” (FAQs).  Essa iniciativa da “Alter Comunidade” merece ser mais divulgada a partir do blog,  ou  mesmo  no  próprio  site,  pois  a  comunidade  fica  escondida.  Além  disso,  todos  esses  recursos  são  pouco  usados  como  meio  de  mostrar  a  criação  coletiva  de  conteúdo  e  posicionamento.  O  único  caso  identificado  foram  ideias  para  campanhas publicitárias com alto envolvimento do consumidor.  A loja virtual, por sua vez, ainda não permite que os consumidores opinem sobre  os  produtos,  catalisando  sua  venda  e  possibilitando  maior  share  of  wallet  para  a  companhia.  Conclusão  A empresa utiliza com êxito as ferramentas da Web 2.0 para apoiar sua estratégia  de  diferenciação  e  se  posicionar  no  mercado.  O  foco  da  iniciativa  é  apoiar  a  integração vertical da cadeia do agronegócio.  Ela  fez  dos  clientes  seus  melhores  agentes  comerciais,  propondo  a  eles  que  deixassem  um  cupom  na  caixa  de  ideias  do  seu  supermercado  local  (“Bom  dia,  fazendo  compras  com  regularidade  no  seu  mercado,  gostaria  muito  de  achar  um  leque maior de produtos Alter Eco.”).  A  Alter  Eco  não  faz  um  uso  restrito  das  ferramentas  já  disponíveis  na  Web.  A  empresa  tenta  inovar  com  ideais  de  compartilhamento  de  material  que  geram  valor à empresa. Além de ter a Web 2.0 à disposição, a empresa deve ter talentos  criativos  e  inovadores  para  tirar  o  máximo  de  valor  dessas  ferramentas.  Assim,  com  uma  estratégia  de  aproximação,  a  empresa  conseguiu  fazer  com  que  os  clientes se identificassem fortemente com a marca.   Avaliação  Estágio 3 (Co‐criar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa          38  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Bolsas de mercadorias: aproximando investidores e quebrando mitos –  Chicago Mercantile Exchange Group  CME Group: www.cmegroup.com/trading/commodities/    Descrição e objetivos  O mercado de ações ainda busca a popularização junto ao investidor pessoa física,  quebrando barreiras e mitos por meio de ações massivas de comunicação e até a  contratação  do  garoto‐propaganda  Pelé  em  suas  campanhas.  Por  outro  lado,  as  bolsas  de  mercadorias  de  futuros  ainda  não  chegaram  a  esse  estágio  de  maturidade.   Poucas  bolsas  que  negociam  commodities  estão  presentes  nas  redes  sociais.  Na  lista das 10 maiores bolsas por volume de negociação em 2009, foram analisadas  aquelas  que  negociam  commodities  e  somente  três  estão  presentes  nas  redes  sociais: a BM&FBovespa, a Bolsa de Mercadorias de Chicago (CME Group) e a NYSE  Euronext. A Bolsa de Chicago é um caso que mostra o uso mais frequente das redes  sociais para aproximar os investidores e se posicionar junto a eles.  O  foco  desses  esforços  é  claramente  estabelecer  relacionamento,  procurar  suas  contribuições e prover ao público as novidades do mercado e da economia. Apesar  de algumas plataformas suportarem a colaboração, estas ainda não são utilizadas  com esse propósito em sua plenitude.  Ferramentas de colaboração utilizadas  Redes  sociais  (Facebook  e  LinkedIn),  syndication  (RSS),  microblogging  (Twitter),  canal de fotos (Flickr), canal de vídeos (YouTube), folksonomia (Delicious), blog.    Pontos fortes  O  CME  Group  utiliza  três  meios  para  sua  inserção  nas  redes  sociais:  Twitter,  LinkedIn  e  Facebook.  No  primeiro  caso,  é  visível  sua  importância,  uma  vez  que  possui mais de 750 mil seguidores e está em mais de 1.500 listas. Publica conteúdo  diariamente,  interage  com  outros  perfis  (por  resposta  ou  RT)  e  construiu  listas  para que outros possam seguir, incluindo uma focada na agricultura.   Sua página no Facebook é o centro de colaboração que concentra blog, mural, fotos,  vídeos,  agenda  de  eventos  e  discussões.  Quase  3  mil  pessoas  fazem  parte  dessa  rede, recebendo notícias do mercado financeiro, economia e eventos do CME. Foi  percebida  uma  preocupação  em  publicar  conteúdos  diversificados,  cobrindo  os  diversos  mercados  em  que  a  Bolsa  de  Chicago  atua.  Por  exemplo,  havia  uma  publicação na semana com foco no mercado agrário ao lado de notícias sobre taxas  de juros e decisões econômicas do governo americano.   Separadamente,  possui  atividades  no  LinkedIn  compostas  de  grupos  fechados  de  discussão com foco específico, que necessitam de autorização para ingresso. Estes  grupos possuem entre 100 e 250 integrantes, tendo como público principal traders  39  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     e  especialistas  nos mercados.  O  objetivo  é  a  criação  de  comitês  de  especialistas  para entendimento e influência nos principais mercados globais.  Observou‐se,,  no  caso  do  CME  Group,  focos  e  atuações  distintas  de  acordo  com  a  rede  escolhida,  procurando  concentrar  esforços  e  estabelecendo  alguns  públicos  claros de influência.      Oportunidades de melhoria  O caso da CME Group mostra, pelo número de seguidores, uma grande influência  nas  redes  que  escolheu  atuar.  No  entanto,  a  colaboração  ocorre  de  forma  incipiente, uma vez que poucos comentários são feitos por publicação (cerca de 2 a  5  comentários).  O  CME  não  faz  parte  da  discussão  no  Facebook,  não  tendo  respondido  questionamentos  e  comentários  que,  inclusive,  alertavam  para  erros  em gráficos publicados em suas páginas de internet. Algumas discussões iniciadas  não tiveram encaminhamento ou posicionamento da empresa quanto aos assuntos  abordados.  Apesar  de  ter  como  ponto  positivo  o  agrupamento  de  diversas  ferramentas  de  colaboração  num  único  local,  a  discussão  não  é  fomentada  pela  empresa,  que  se  posiciona  como  um  disseminador  de  notícias sobre o mercado.   Esse  formato  muda  ao  vermos  sua  atuação no Twitter e no LinkedIn, em que  tem  foco  e  estratégia  claros  para  influenciar seus públicos‐alvo.    40  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Conclusão  O  CME  Group tem  oportunidades  ao  entender  que  as  redes  pedem  interação  das  empresas  com  seus  públicos.  O  direcionamento  é  claramente  voltado  à  interação  com  seus  stakeholders.  O  CME  Group  já  iniciou  essas  atividades  com  foco  específico,  estabelecendo  relacionamentos  diferenciados  com  seus  públicos  escolhidos.  Mas  ainda  pode  ter  uma  atuação  mais  relevante,  ao  estimular  e  moderar  as  redes  das  quais  faz  parte,  e  ter  uma  governança  que  atenda  requisições, reclamações e questionamentos de maneira mais efetiva.   Avaliação  Estágio 2 (Interagir)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Média              41  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     4. Entidades de apoio    Para apoiar e regulamentar os atores da cadeia do agronegócio, vemos diversas  instituições governamentais e da sociedade civil que procuram levar o mercado  para um patamar mais elevado em termos de valor, de conhecimento e de  informação.   Os governos, em particular, são instituições com atuações avançadas na Web 2.0,  pretendendo inserir os atores no seu processo de formulação das políticas  públicas, ainda em diferentes estágios de maturidade.   O mesmo pode ser visto quando se analisam instituições sem fins lucrativos, mas  que visam aumentar a quantidade e eficiência da produção. A sua característica  colaborativa por natureza transparece na utilização das redes sociais.          42  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Governo ‐ USDA (United States Department of Agriculture)  www.usda.gov    Descrição e objetivos  Órgãos governamentais que aderem a ferramentas Web 2.0 têm em um ambiente  online uma nova gama de oportunidades antes impossível de ser realizadas.  Podem mobilizar milhões de pessoas sem que elas saiam de suas casas, fazendo  com que participem mais ativamente das decisões governamentais. No que se  refere ao setor agropecuário e ao agronegócio, a participação ativa dos atores da  cadeia produtiva nas decisões políticas traz vantagens e facilidades se realizada no  ambiente virtual.    O site do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) usa de forma  abrangente as ferramentas disponíveis para trabalhar o conceito de Web  2.0aplicado ao setor governamental. Sendo um órgão público de influência  relevante, ao gerir adequadamente suas ferramentas web, possibilita grande  repercussão em toda a cadeia produtiva do agronegócio.     As notícias postadas no site e nos blogs do USDA não procuram somente  disseminar informação política dos EUA, mas pretendem trabalhar para uma  construção de conteúdo que envolva o visitante do site, atraindo‐o para o setor  agrícola.    Por meio de uma extensa e variada gama de ferramentas, o USDA torna disponível  informação relevante sobre o seu funcionamento, buscando atingir o patamar de  transparência e interatividade característico da Web 2.0. Trabalhando também  propostas iniciais de colaboração e construção coletiva de conteúdo por meio do  blog USDA Open, o departamento demonstra seu interesse em entender o mercado,  os atores da cadeia produtiva do setor e garantir uma aproximação entre o USDA e  suas decisões com relação ao mercado e suas tendências.     43  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0         Ferramentas utilizadas  Blogs, microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), Syndication (RSS), tags,  canal de imagens (Flickr), canal de vídeos (YouTube), personalização de página,  comentários, perguntas e respostas.    Pontos fortes  A presença do USDA em múltiplas plataformas e ferramentas de caráter Web 2.0 é  importante para que a organização atinja o seu objetivo de abrir espaço para os  usuários. Ao compartilhar informações, fotos, vídeos e ideias e mantendo os  conteúdos atualizados, o USDA consegue atrair e fidelizar o usuário, fazendo com  que ele visite frequentemente as mídias de seu interesse.        44  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0         “USDA Open”    Deve‐se destacar, em particular, um blog do USDA, parte da iniciativa do governo  americano Open Gov Plan, o USDA Open. Ele possui duas seções que aplicam de  maneira extensiva os princípios de crowdsourcing e inovação aberta:    Discuss Our Ideas [Discuta nossas Ideias]: fórum com postagens próprias do  Departamento da Agricultura nas quais são expostas as iniciativas,  estratégias e ideias do departamento para que os visitantes do site dêem  notas e comentem    Share Your Ideas [Compartilhe suas Ideias]: área para os visitantes do blog  postem suas ideias e sugestões para o USDA,  que podem ser comentadas  por outros usuários e pelo próprio USDA. As ideias que recebem mais  comentários e aprovações (os usuários podem aprovar ou desaprovar  qualquer ideia proposta) ficam em um quadro de destaque.    O blog também utiliza outras ferramentas para proporcionar maior facilidade de  acesso, como uma nuvem de tags, que ajuda a localizar os temas de interesse do  usuário, e diversos RSS’s separados por assuntos, caso o visitante tenha um  interesse mais específico e queira receber as informações e sugestões.    Esse blog sinaliza uma postura voltada para transparência e colaboração por parte  do USDA, ainda que a participação com comentários seja atualmente bem pequena.    Gerar essa participação é um fator predominante para o órgão governamental uma  vez que uma de suas funções é manter seus stakeholders informados e atualizados,  45  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     e, também, conseguir informações sobre os interesses, transações e tendências do  setor de forma específica.    Outro ponto de destaque do USDA é a sua forte influência nas redes: sua palavra é  tomada como verdade, por conta de anos e anos de informações precisas e úteis  para o mercado, tanto local como global. Uma vez publicado um conteúdo, o  usuário o irradia devido ao seu grande interesse sobre o tema, facilitando a  expansão do número de pessoas atingidas pela informação.      Oportunidades de melhoria    O USDA pode ainda aprimorar a navegação dos usuários para incentivar suas  participações nos conteúdos disponíveis, aliando de forma mais eficiente as  páginas do site às outras mídias e discussões sobre o tema nos blogs, pois  atualmente os links para os blogs e redes encontram‐se somente na homepage do  site.    Trabalhando no conceito de Web 2.0, o USDA deve garantir ao usuário, além da  interatividade, os meios de colaboração para que este também possa contribuir na  construção do conteúdo. Hoje, a colaboração ocorre somente no blog USDA Open.  No entanto, os demais blogs e ferramentas que o portal utiliza também apresentam  grandes possibilidades de colaboração ainda não completamente exploradas.    Por atuar como o órgão centralizador de informações, o USDA poderia ainda criar  um ambiente online de negociação entre os produtores e os demais atores da  cadeia do agronegócio, facilitando as movimentações do mercado e auxiliando a  captura de informações para o departamento. E, como departamento de governo,  poderia aproveitar a oportunidade de tornar‐se, além de um canal de informação,  uma área para troca de práticas agropecuárias entre os produtores.    Conclusão  O USDA pode ser tomado como exemplo para diversas instituições governamentais  porque demonstra conhecimento dos vários usos de ferramentas Web 2.0.  Trabalha de maneira a manter todas as ferramentas frequentemente atualizadas  com assuntos variados e de interesses de diferentes públicos. Redireciona  conteúdos com informações recebidas pelos seus próprios usuários, assim,  aproximando‐se dele como um órgão público de grande porte. Ainda, procura  ouvir e fazer com que os usuários atuem de forma efetiva na construção de  mudanças no setor do agronegócio, propondo e colaborando em torno de ideias.    Avaliação  Estágio 3 (Co‐criar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Alta    46  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Governo ‐ Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo  www.agricultura.gov.sp.br  Descrição e objetivos  Um desafio para entidades governamentais é a mobilização e participação efetiva  da população na formulação e aplicação de políticas públicas. A possibilidade de  diminuir distâncias, ter grande agilidade e obter uma interessante abrangência de  participação criada pelas redes sociais ajuda a promover alinhamento entre as  propostas do governo e os maiores interessados: os atores do agronegócio.     O portal da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Governo do Estado de  São Paulo, como órgão governamental, atua na difusão de informações, tecnologias  recentes e conhecimento das políticas do setor. A Secretaria demonstra  preocupação com a sua inserção no ambiente 2.0, utilizando diversas ferramentas  para atrair a atenção de seus stakeholders em toda a cadeia, desde a área de  pesquisa e desenvolvimento até os próprios consumidores finais.    No entanto, devido à unilateralidade da construção de conteúdo ele enfrenta  algumas dificuldades resultando que as redes tornam‐se informativas e não  colaborativas. A Secretaria usa esses meios para incentivar a discussão e a  participação em comitês, pesquisas e divulgar oportunidades para o agricultor  paulista.        Ferramentas utilizadas:  Blog, redes sociais (Facebook), microblogging (Twitter), Canal de imagens (Flickr),  cana de vídeo (YouTube), folksonomia (Delicious), Syndication (RSS), comunidade.          47  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Pontos fortes    Trabalhando integradamente algumas redes sociais, o conteúdo postado pela  Secretaria de Agricultura de São Paulo tem relevância no setor, atuando como  porta‐voz de importantes decisões.   Um exemplo interessante das ações da secretaria na web é o seu perfil no  Delicious, uma rede social em que compartilha seus links favoritos, separados por  categorias e tags. Uma vez que no portal divulgam diversos conteúdos próprios e  institucionais, o perfil do Delicious atua como agregador de conhecimentos  técnicos e específicos do setor, postando inclusive diversos conteúdos de produção  externa à Secretaria. Dessa maneira, essa página se torna um ponto de referência,  atraindo a atenção das pessoas para as recomendações de conteúdo do órgão.  A Secretaria também possui uma comunidade online, a “Manejo da Lavoura  Cafeeira”. Ela serve como um canal de compartilhamento e geração de  conhecimento entre os produtores e como um banco de boas práticas. Dentro  dessa comunidade são postados diversos artigos, vídeos, apresentações e fotos que  são discutidos entre os participantes da rede. É um ambiente muito ativo, com  mais de 4.500 tópicos de discussão no fórum da comunidade.   O perfil que possui no Facebook atua como um grande centralizador das  informações distribuídas pelas outras redes sociais e ferramentas nas quais a  Secretaria atua. Dentro do Facebook, ela posta automaticamente, por exemplo, um  vídeo que foi adicionado no canal do YouTube da Secretaria. Desta prática,  observa‐se um lado positivo e outro negativo. O positivo é a maior facilidade de  gestão, uma vez que a atualização é realizada em quaisquer das redes cadastradas,  e atualizada na página central. Por sua vez, esta página se torna referência dos  conteúdos atualizados da Secretaria. O que pode se considerar uma questão  negativa é que um seguidor do perfil no Facebook perderá parte do interesse em  seguir as outras ferramentas já que as informações estarão disponíveis da mesma  maneira.  Uma curiosidade é que a Secretaria no Facebook participa do “Farmville”, um  “social game”, jogo interativo no qual o usuário deve interagir com outros da sua  rede para conseguir avançar nas atividades. Nesse caso, cria‐se uma fazenda e a  responsabilidade pela sua manutenção, gestão e crescimento são do usuário, que  deve acionar seus amigos do Facebook para que consiga prosperar. É uma atitude  diferenciada para também apresentar outras funcionalidades da ferramenta, que  pode ser um fator interessante para aumentar a frequência de visitação do usuário  do Facebook, pois exige uma constante manutenção e os posts que o jogo gera na  página inicial dos seguidores da secretaria reforçam o seu share of mind nos  usuários.    Oportunidades de melhoria    A principal deficiência que a estratégia de inserção da Secretaria de São Paulo nas  redes sociais enfrenta é a adesão dos seus públicos. Apesar de estarem presentes  em muitas redes sociais e utilizarem várias ferramentas para gerar possibilidades  de participação, suas ações não possuem grande interação e colaboração. Os posts  48  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     do blog e do Facebook não recebem comentários e o canal do YouTube possui  poucas visualizações (possuem uma média de 167 visualizações por vídeo). O  portal principal da Secretaria precisa agregar todas as opções de ferramentas  sociais que eles disponibilizam. Atualmente somente encontram‐se os links para as  redes na página inicial.  Como órgão do governo, o caso poderia aproveitar a oportunidade de tornar‐se,  além de canal de informação, uma área para troca de práticas agropecuárias entre  os produtores (possui uma iniciativa embrionária com foco em café, mas que pode  ser expandida para outras culturas), que, na falta de um protagonista, possuem  diversas iniciativas online para tais trocas (que podem ser vistas neste relatório).  Criando esses ambientes, o órgão governamental também gera um grande retorno  para os usuários que colaboram com suas práticas, devido à discussão entre os  conhecedores do assunto.      Conclusão  A Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo apresenta uma iniciativa  relevante no setor governamental nacional ao procurar se inserir e participar de  redes e ferramentas sociais. Evita somente informar os seus relatórios políticos, de  forma a transmitir conteúdos de interesse e importância para o setor, firmando‐se  não somente como fonte de informação política e econômica, mas também de  novidades do setor e possíveis oportunidades de negócios.  A atuação nas mídias sociais ainda ocorre de maneira separada ao Portal da  Secretaria, faltando também incluir suas características mesmas na construção de  conteúdos. A construção coletiva dos conteúdos de suas redes ainda precisa ser  trabalhada de maneira a conseguir maior participação dos usuários, que ainda é  muito pontual. Apostando num caminho de agregação da rede do agronegócio  paulista ao seu redor, a Secretaria está presente em diversas redes, mais ainda tem  dificuldades em obter a participação engajamento dos seus stakeholders.  Avaliação  Estágio 2 (Interagir)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa        49  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Serviços: a internet como plataforma de lançamento de serviços –  Farms.com  Farms.com: www.ontag.farms.com (EUA)      Descrição e objetivos  De origem canadense, o portal Farms.com surge em 2000 como uma das primeiras  companhias online de agrobusiness, vendendo serviços de consultoria e construção  de ferramentas de internet para empresas rurais. No mesmo ano, é reconhecido  pela Revista Forbes como “The Best of Web” para agricultura. Com o passar do  tempo viveu um crescimento vertiginoso com a compra de outros quatro  empreendimentos de e‐soluções para o agronegócio.  Atualmente, o portal recebe uma média de 25 mil visitantes por dia e conta com  outros sites construídos para atender demandas específicas, além da própria  página principal, centralizadora dos demais. Nessa página são divulgados  conteúdos em forma de notícias, vídeos e gráficos que abordam desde as cadeias  produtivas especificas (milho, soja, bovinos, suínos etc.) até questões referentes a  negócios, finanças e tecnologia, sempre relacionadas à agropecuária.  No total, o portal atua em seis frentes, a partir dos seguintes sites:   AgCareers.com ‐ Divulgação de vagas e disponibilização de buscas  personalizadas por empregos no campo;   Farms.com Real Estate ‐ Venda de imóveis rurais;   Risk Management ‐ Oferecimento de ferramentas de administração e  controle de riscos de empresas rurais;  50  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0      PigCHAMP ‐ Construção de um centro de inteligência da cadeia de suínos;   AgFreight.com ‐ Promoção de facilidades em transporte de cargas no  continente norte‐americano;    Farms.com Professional Services ‐ Serviços de consultoria e de construção de  plataformas tecnológicas para empreendimentos de agronegócio.        Ferramentas utilizadas  Blog, microblogging (Twitter), canal de vídeo, syndication (RSS), chats, redes  sociais (Facebook e LinkedIn).    Pontos fortes  O site, com divisões entre estatísticas, mercado, gestão de negócios rurais, ofertas  de empregos e tecnologia abrange parcela considerável da cadeia do agronegócio,  comunicando‐se com públicos distintos, como agricultores, traders, pesquisadores,  industriais e até consumidores.  As páginas do site podem ter sua oferta de conteúdo selecionada e reduzida para  acesso por celular ou mesmo limitada aos assuntos que os usuários desejam  consultar.   O blog é estruturado de forma a possibilitar o contato direto dos usuários com  inovações e novas tendências no campo da tecnologia em prol da agricultura. É  possível comentar a cada post, demonstrando onde estão os maiores focos de  interesse. A partir deles, o número de posts escritos sobre o assunto aumenta ou  diminui. O blog ainda é o local onde a equipe divulga o convite para seus “Lunch  and Learn”, encontro nos quais são debatidas ferramentas que o público deseja  conhecer melhor.    Por fim, uma das seções mais  interessantes do site é o  chamado Buyers Guide, que  promove o consumo  consciente. Por meio de vídeos  demonstrativos dos produtos, o  espaço busca esclarecer o  consumidor antes de sua  aquisição. Atualmente o guia  conta com um número restrito  51  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     de produtos, porém, existe um espaço para comentários, no qual o usuário pode  opinar sobre quais produtos gostaria de ver exposto.    Oportunidades de melhoria   Infelizmente, a maioria das iniciativas 2.0 do portal é acessível apenas a membros  pagantes. O conceito de interatividade é explorado, mas de forma restrita. Em  alguns espaços, como no Risk Management, é possível experimentar ferramentas  que analisam os detalhes de seu negócio e, a partir destes, buscar informações  externas para informar sobre o estado do mercado no qual ele está inserido e as  tendências para melhorias organizacionais. O usuário pode aceitar ou rejeitar as  sugestões e, a partir desse processo, o site disponibiliza novas ideias. Trata‐se de  uma consultoria interativa online. Porém, esses serviços estão apenas disponíveis  no sistema “trial out” de 8 semanas. Após esse período, o usuário deverá pagar  uma taxa para continuar utilizando o sistema.  O mesmo ocorre com a disponibilização dos conteúdos. Embora rico em  informações e seções de interesse, o espaço de construção coletiva do portal ainda  é muito limitado. O chat oferece possibilidade de interação entre os usuários, mas  essas informações não são aproveitadas pelo portal. Os conteúdos oferecidos são  obtidos de outros sites, como o USDA, ou construídos pela própria Farms.com.  Não existe integração entre os ambientes, o que dificulta muito o acesso. Um   usuário que se encontra em um ambiente terá que voltar à página inicial para ser  direcionado a outros  espaços. O usuário  pode acabar  subestimando o  potencial do portal  simplesmente pela  dificuldade de  acessibilidade entre  suas áreas de  interesse.  A utilização das  redes sociais  também ocorre de  forma desordenada.  Existem seis perfis  no Twitter que  remetem ao Farms.com, cada um com 200 a 600 seguidores, porém, sua  acessibilidade a partir do site é muito dificultada. O mesmo ocorre com os perfis de  52  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Facebook e LinkedIn, que só podem ser acessados via blog, que, por sua vez, só é  disponível no site de Professional Services. Diferentemente do Twitter, os perfis do  Facebook e LinkedIn possuem um número baixo de seguidores, com 69 e 19,  respectivamente.     Conclusão  Contextualizado dentro de sua área de atuação, com forte direcionamento para o  segmento de produtores, o Farms.com mostra dominar a linguagem de  ferramentas online, ainda que de forma desestruturada.  O número de serviços disponibilizados no portal é surpreendente, mas a falta de  unidade entre eles dificulta a visualização completa do usuário. A cobrança de US$  30 por mês para cada aplicativo pode afugentar pessoas que desejem a utilização  geral das possibilidades do portal.  O portal demonstra como a união entre agronegócios e web não é somente viável  como extremamente benéfica para empresa e os demais envolvidos. Porém, a  utilização efetiva das ferramentas de Web 2.0 não atingiu o nível de maturidade da  internet “tradicional”.  É necessário que as redes já construídas sejam unificadas e a manutenção seja  constante. Somente assim a Farms.com poderá efetivamente ingressar em uma  plataforma colaborativa.  Avaliação  Estágio 2 (Interagir)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa  53  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0       Organizações não governamentais: trocando práticas em prol da maior  eficiência na produção de alimentos – FAO  Portal FAO: www.fao.org/   Descrição e objetivos  O agronegócio movimenta bilhões de dólares anuais, e ainda assim há um bilhão de  pessoas que não têm acesso a uma alimentação adequada. Pensando nisso a FAO  (Organização  das  Nações  Unidas  para  Agricultura  e  Alimentação)  lidera  esforços  internacionais  para  diminuir  a  fome.  O  objetivo  é  de  ser  um  Fórum  no  qual  as  organizações possam se encontrar para fazer acordos e discutir políticas. Contam  também com especialistas em todas as áreas do agronegócio para coletar, analisar  e disseminar técnicas e práticas que tragam desenvolvimento para agricultores do  mundo inteiro. É, portanto, uma fonte de conhecimento para aprimorar práticas no  agronegócio para os mais de um milhão de visitantes, mensais.  Pensando em disseminar ainda mais as técnicas e o conhecimento adquirido, a FAO  entrou na Web 2.0 há menos de dois anos com a utilização de algumas ferramentas  e de seu próprio website.       54  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Ferramentas de colaboração utilizadas  Microblogging (Twitter), redes sociais (Facebook), canal de imagens (Flickr), canal  de vídeo (YouTube).    Pontos fortes  O portal da FAO desde a home já demonstra as redes nas quais participa, e também  apresenta  links  para o  “Ask  FAO”,  e  para  um  banco  de  dados  com  informações  sobre o agronegócio em geral, boas práticas na agricultura e no negócio, técnicas e  dúvidas respondidas por especialistas.  O Ask FAO é rico em informações de vários ramos do agronegócio, como sementes,  carne bovina, entre outros. É possível enviar perguntas para a organização que, se  aprovadas e inéditas, serão respondidas. Atualmente são 12 assuntos diferentes e  mais  de  60  tópicos  respondidos.  Somado  ao  Ask  FAO,  o  site  possui  um  canal  de  vídeos no qual também é possível fazer pedidos para a Organização.  No YouTube são quase 120 mil exibições dos vídeos, 525 pessoas inscritas no canal  e  a  FAO  segue  outros  16  canais,  todos  da  ONU  ou  ligados  aos  propósitos  da  organização.  O Twitter FAO News existe desde 2009, com uma média de 7 tweets por dia e mais  de 5.600 seguidores de perfis variado. Está participando de mais de 720 listas dos  usuários e cinco próprias. Mais de 50% de seus tweets são respostas ou RTs. O que  indica uma alta participação e colaboração de ambas as partes.     No Facebook há mais de 13 mil pessoas na comunidade com grande participação.  No  mural  há  mais  de  uma  atualização  por  dia  e  pelo  menos  um  comentário  em  cada postagem.  55  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     Oportunidades de melhoria  As  oportunidades  para melhoria  se  encontram  em  três  âmbitos:  (1)  design  e  arquitetura  de  informação;  (2)  colaboração  do  usuário  para  o  banco  de  dados;  e  (3) expansão do projeto para outras organizações.  O  design  do  site  é  confuso  e  constantemente  a  identidade  visual  é  perdida.  Para  cada  setor  e  cada  rede  há  um  layout  diferente,  que  desorienta  o  visitante.  Além  disso,  consultar  uma  pergunta  implica  clicar  em  até  6  botões  e  links  diferentes  e  passar por 2 layouts distintos.  A colaboração do usuário fora do Twitter e Facebook é baixa. O portal tem muitas  informações  e a  maioria é feita  pelos  especialistas  da  própria  organização.  Existe  uma  pequena  dose  de  burocracia  para  acrescentar  perguntas,  pois  o  mecanismo  exige  aprovação  por  parte  da  organização,  e  não  há  um  espaço  dedicado  para  comentários. Não foi possível identificar se é possível acrescentar conteúdo como  usuário no site, que é contraditório em um ambiente colaborativo.  Aumentando  o  grau  de  colaboração,  o  site  poderia  funcionar  como  um  ponto  de  encontro para o reporte de problemas e para pessoas que estivessem dispostas a  resolvê‐los.  Vamos  exemplificar  com  dois  mapas:  o  primeiro  mostra  onde  se  encontram os países com os maiores problemas de escassez de comida no mundo,  e  o  segundo  apresenta  os  países  que  mais  tem  usuários  de  internet  e,  portanto,  mais participantes de ferramentas 2.0.    56  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0       É  possível  perceber  que  o  maior  problema  encontra‐se  nos  países  subdesenvolvidos e, portanto onde as ações da FAO seriam mais intensas. É sabido  que  são  os  países  desenvolvidos  e  em  desenvolvimento  que  possuem  maior  contato  com  a  rede  e  também  dominam  as  melhores  técnicas  do  agronegócio.  Portanto,  são  quem  mais  poderiam  contribuir  em  conhecimento  e  financiamento  do combate à fome mundial.  O papel da FAO poderia ser ampliado para a mediação deste ponto de encontro, no  qual as pessoas pudessem enviar suas experiências, casos e boas práticas. Pessoas  e organizações seriam fontes de informações para os locais que necessitassem das  técnicas,  de  produtos  e  investimentos  para  solucionar  alguns  de  seus  problemas.  Adicionalmente, poderia contemplar um espaço virtual que facilitasse a localização  de  necessidades  específicas  em  termos  de  técnicas,  produtos,  ou  até  mesmo  investimentos.     Conclusão  A  Organização  das  Nações  Unidas  para  Agricultura  e  Alimentação  tem  um  vasto  conhecimento e experiência sobre a fome no mundo, e se encontra em um estágio  maduro  na  Web  2.0,  já  que  possui  presença  em  várias  mídias  sociais  com  alto  reconhecimento popular.   Por  outro  lado,  a  real  utilidade  do  portal  como  instrumento  de  congregação  de  stakeholders  e  plataforma  para  a  resolução  de  problemas  ainda  não  foi  atingida.  Para  tanto,  a  solução  técnica  já  existe,  mas  obriga  uma  mudança  profunda  nos  57  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     objetivos,  nos  papéis e  responsabilidades  das  equipes  da  FAO  e  no  poder  de  comunicação e engajamento da FAO junto aos stakeholders.    Avaliação  Estágio 3 (Co‐criar)  Intensidade e qualidade das interações e usos das redes sociais: Baixa                                                                            58  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     4. Conclusão  O Agronegócio 2.0 ainda engatinha, mas possui um enorme potencial para gerar  valor para toda a cadeia produtiva. Predomina no setor o padrão tradicional de  comunicar de maneira institucional com seus públicos, membros e sociedade de  modo geral. Desta forma, a comunicação com os usuários, consumidores e  interessados se dá predominantemente em mão única, em sites que já possuem  ferramentas 2.0 como vídeo, podcasts e syndication, mas que apenas enaltecem as  características de sustentabilidade ou de liderança em determinado mercado.  O canal para ouvir seu público e seus stakeholders está atrofiado ou é pouco  explorado ainda. A transição da “mão única” (comunicar) para a “via de duas mãos”  (colaborar) não foi construída, como demonstrada em boa parte dos 13 casos  estudados.   Como já possuem boa parte do ferramental de Web 2.0 em seus sites, existe uma  oportunidade para levar o assunto “colaboração” para a pauta estratégica das  organizações e empresas. Algumas exceções e práticas emergentes com as quais  podem se aprender também estão demonstradas ao longo do estudo.  Os 13 casos discutidos nas seções anteriores são amostras de possibilidades para a  integração da cadeia em três direcionadores:   Conexão horizontal: entre os membros de um mesmo elo da cadeia do  agronegócio, como, por exemplo, concorrentes na forma de cooperativas  locais, seja pela união de produtores em torno de melhores práticas pela  busca de produtividade, seja pela criação de uma rede de discussão visando  à Pesquisa da Defesa Agrária. A Farms, a RIT DA e a Eat Maine Foods  ilustram os casos de conexão horizontal.    Conexão vertical: entre membros ao longo da cadeia do agronegócio, como  fabricantes de insumos, abatedouros, indústrias e canais para o varejo. Bons  casos para continuar a observar são Panjiva, Alter‐Eco e Farms Reach, que  buscam fortalecer as conexões entre os diversos atores da cadeia do  agronegócio.   Relacionamento com stakeholders: como observado nos casos da FAO,  USDA, Secretaria de Agricultura do Estado de São Paulo, CME e Monsanto,  ou com consumidores para a agregação de valor aos produtos, como  apresentado nos Brasil Foods e AGCO. A utilização das redes sociais nesse  contexto teve como um dos principais objetivos agregar maior percepção de  valor aos produtos finais ainda posicionados, em boa medida, como  commodities.  As empresas participantes do Agronegócio 2.0 parecem escolher certos segmentos  para testar os aspectos de colaboração. Companhias presentes em mais de um elo  59  © TerraForum Consultores 
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    Agronegócios 2.0     da cadeia parecem preferir a comunicação com os consumidores à colaboração  com fornecedores ou trocar conhecimentos com concorrentes. A Brasil Foods  explora a colaboração com os consumidores, em parte para fortalecer a marca, em  parte para obter informações sobre usos e costumes a respeito do consumo dos  produtos finais. É evidente que existe um potencial inexplorado em ampliar o  escopo dessa comunicação, tornando a forma de diálogos mais intensivos e  interativos com as demais indústrias do agronegócio.   Gigantes da indústria de beneficiamento não apresentaram evidências de  colaboração virtual e deixaram uma lacuna relevante. A colaboração nessa área  específica evidentemente pode se dar de outras formas, em canais reservados em  relação ao grande público. Talvez o entendimento das empresas deste segmento  seja comunicar‐se somente com seus clientes diretos, negócio a negócio.   A coleção de empresas que perfazem o agronegócio pode, no entanto, obter  benefícios significativos coma integração das ferramentas da Web 2.0:   Diminuir o risco do fornecimento por empregar informações e  conhecimentos de elos a montante e a jusante da indústria pode significar  menores preços para os clientes e consumidores finais;   Escapar de alguns intermediários pode também garantir maiores margens  para alguns produtores e criadores;   As iniciativas regionais podem fortalecer a produção e consumo regional de  alimentos.  Ficam perguntas, evidentemente, para o caso brasileiro. Afinal, com a pauta de  exportação brasileira composta majoritariamente por commodities, a Web 2.0  pode auxiliar no processo de agregar mais valor a esses produtos? É possível  superar uma eventual queda nos preços das commodities por meio da criação de  alianças mais fortes e valorização da nossa agricultura por meio desses canais?  Agronegócios 2.0 ainda é uma aspiração para algumas empresas desta cadeia e um  fenômeno totalmente desconhecido ou inutilizado pela maior parte dos atores  deste importante setor com milhões de stakeholders espalhados pelo mundo.   Talvez seja o momento para que as empresas brasileiras deste dinâmico e  importante setor aproveitem a sua saliência no mercado mundial e partam para a  diferenciação na utilização da informação de usuários, clientes, fornecedores e  stakeholders. A Web 2.0 apresenta uma possibilidade de valor, hoje inexplorado,  para as empresas.      60  © TerraForum Consultores 
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