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Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
AGENTES DE CONTROLE BIOLÓGICO, ÓLEO DE NIM E FERTILIZANTES
FOLIARES NO MANEJO DE TRIPES E MÍLDIO EM CEBOLA
Paulo Antonio de Souza Gonçalves1*
, Edivânio Rodrigues de Araújo1
, Francisco Olmar
Gervini de Menezes Júnior1
RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar agentes de controle biológico, óleo de nim e
fertiprotetores foliares, na incidência e danos de tripes, na severidade de míldio, no índice de
clorofila, na produtividade, e nas perdas pós-colheita de cebola. Dois experimentos foram
realizados na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC, na safra 2014. No experimento
1 os tratamentos foram realizados em pulverização foliar nas respectivas concentrações com
Bacillus subtilis QST 713 a 1% e 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 a 0,1% e 0,2%;
Beauveria bassiana IBCB 66 a 0,25% e 0,50%; óleo de nim a 0,25% e 0,50% e testemunha
sem aplicação. No experimento 2 os tratamentos foram pulverizações foliares a 0,25% de: 1)
complexo de fungos antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys rosea; Bacillus subtilis;
Paenibacillus lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn 2,2%; 2) fertilizante foliar com 1,5%
de N, 0,25% de B, e 0,1% de Mo; 3) fertilizante foliar com 12% de K2O e 10% de Si e 4)
testemunha sem aplicação. Os tratamentos não influenciaram no manejo de tripes e míldio, na
produtividade e rendimento pós-colheita de cebola.
Palavras-chave: Allium cepa, Thrips tabaci, Azadirachta indica.
BIOLOGICAL CONTROL AGENTS, NEEM OIL, AND LEAF FERTILIZERS IN
THE MANAGEMENT OF THRIPS AND DOWNY MILDEW IN ONION.
Abstract: The objective of this study was to evaluate biological control agents, neem oil, and
leaf fertilizer, on the incidence and damage of thrips, in the severity of downy mildew,
chlorophyll index, yield, and post-harvest losses onion. Two experiments were carried out at
Epagri, Ituporanga Experimental Station, Santa Catarina State, Brazil, in the onion crop in
2014. In the experiment 1 the treatments were performed in foliar spray at concentrations of
Bacillus subtilis QST 713 1% and 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 0.1% and 0.2%;
Beauveria bassiana IBCB 66 0.25% and 0.50%; neem oil 0.25% and 0.50%, and control
without application. In experiment 2 treatments were leaf sprays at concentrations of 0.25%
with 1) antagonist fungi Trichoderma spp., complex Clonostachys rosea, Bacillus subtilis,
Paenibacillus lentimorbus associated with Mn 2% and Zn 2.2%; 2) N 1.5%, B 0.25%, and Mo
0.1%; 3) K2O 12% and of Si 10% and 4) without application. The treatments did not influence
the management of thrips and downy mildew, yield and postharvest conservation of onion.
Key-words: Allium cepa, Thrips tabaci, Azadirachta indica.
__________________________________________________________________________________________
1
Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC. *E-mail: pasg@epagri.sc.gov. Autor para correspondência.
Recebido em: 04/07/2016. Aprovado em: 07/02/2018.
INTRODUÇÃO
Agentes de controle biológico... 59
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
A produtividade da cultura da cebola
no Brasil é condicionada entre vários fatores
pelos danos causados pelo inseto,
popularmente conhecido por tripes ou piolho,
Thrips tabaci Lind. 1888 (Thysanoptera:
Thripidae). Os danos são devido à sucção de
seiva das plantas, que causam lesões
esbranquiçadas, seca de ponteiros e
retorcimento de folhas, com redução do
tamanho de bulbos (GONÇALVES, 2006).
As plantas de cebola com alta infestação de
tripes não tombam na fase de maturação, o
que facilita a entrada de água da chuva e de
irrigação no pseudocaule e favorece perdas
na pós-colheita (GONÇALVES, 2006).
Atualmente está em desenvolvimento em
Santa Catarina a implantação da produção
integrada de cebola, com o intuito de gerar a
produção de bulbos com o menor nível de
agrotóxicos, segundo a legislação vigente.
Desta forma, o objetivo é produção agrícola
com maior qualidade para a saúde humana e
de baixo impacto ambiental.
O míldio ou mofo da cebola
(Peronospora destructor, Berk.) é uma das
doenças de maior impacto à cultura,
especialmente na região sul do país (BOFF,
1996). A doença apresenta maior importância
em regiões com temperaturas amenas, alta
umidade e baixa luminosidade
(DOMINGUES; TOFOLI, 2009), que são as
condições climáticas em que a maior parte da
cultura é conduzida no estado de Santa
Catarina. Os principais fungicidas registrados
para o controle de míldio têm como princípio
ativo o metalaxyl.
A avaliação de insumos comerciais de
baixo impacto ambiental, tais como, agentes
de controle biológico, inseticidas botânicos, e
fertilizantes foliares, é importante na
implantação de um processo de produção
integrada vegetal. Pois, desta forma poderá
ser disponibilizado alimentos com maior
segurança para a sociedade.
A bactéria, Bacillus subtilis,
tradicionalmente é citada na inibição de
fitopatógenos (CHAURASIA et al., 2005;
LIU et al.,2007). Porém, Ohba et al. (1981)
apud PINTO et al. (2010, p.30) relataram que
B. subtilis também podem produzir a toxina
thuringiensina, que atua no controle de
insetos. A indução de mecanismos de defesa
das plantas também é associada a B. subtilis,
como constatado em feijão e tomateiro
devido aos polipeptídeos surfactina e
fengisina (ONGENA et al., 2007). A
inoculação de raízes de tomateiro, Solanum
lycopersicum, com B. subtilis, promoveu
crescimento das plantas e gerou resistência
induzida à mosca-branca, Bemisia tabaci
(VALENZUELA-SOTO, 2010).
Fungos entomopatogênicos têm sido
desenvolvidos em escala comercial, em 2006
já havia mais de 100 produtos disponíveis em
diferentes países (JARONSKI, 2010). Porém,
a sua eficácia está relacionada a diversos
fatores, tais como, luz solar, umidade no
entorno do filoplano e do solo (JARONSKI,
2010).
T. tabaci foi altamente susceptível ao
fungo entomopatógeno, Beauveria bassiana,
em função da virulência do isolado utilizado
em condições de laboratório (ABE;
IKEGAMI, 2005). Os gêneros de fungos
entomopatogênicos, Metharhizium spp. e
Beauveria spp., apresentaram em bioensaio a
mortalidade de T. tabaci variável de 23,5% a
97,3% e 35,1% a 95,5%, respectivamente
(THUNGRABEAB; BLAESER;
SENGONCA, 2006). M. anisopliae é
considerado importante agente de biocontrole
de T. tabaci em condições de casa de
vegetação (POURIAN et al., 2011). B.
bassiana causou 69% a 96% de mortalidade
em Frankliniella occidentalis (Thysanoptera:
Thripidae) dez dias após a inoculação e
apresentou redução populacional do inseto
sobre brócolis em casa de vegetação com o
isolado RSB (GAO et al., 2012). Em
condições de campo B. bassiana foi maiz
eficaz que M. anisopliae no controle de T.
tabaci e foi similar ao padrão de controle
químico utilizado no ensaio, o diazinom
(SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ, 2013).
O isolado de B. bassiana Bb 111 foi
altamente virulento a T. tabaci e foi superior
a M. anisopliae, M. flavoviride, Lecanicillium
lecanii, sendo sugerida a sua triagem a campo
para comprovação de eficácia
P. A. de S. Gonçalves et al. 60
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
(HEMALATHA; RAMARAJU; JEYARANI,
2014).
O nim, Azadiractha indica A. Juss
(Meliaceae), é uma planta com efeito
inseticida em 550 espécies de insetos, sendo
muito utilizada por ser biodegradável, de
menor poder residual e efeito sobre
organismos não alvos (DEBASHRI;
TAMAL, 2012). O óleo de nim 2% e o
extrato aquoso de sementes 3% reduziram a
população de tripes em algodão, entre 7 a 14
dias após a aplicação, mas perderam efeito
após este período (KHATTAK; MAMOON-
UR-RASHID; ISLAM, 2006). Sementes de
nim trituradas na dose de 2,5% em água
associadas a sabão líquido 0,1% em
condições de campo causaram a mortalidade
de T. tabaci de 56,9% (SHIBERU; NEGERI;
SELVARAJ, 2013).
Em estudo da relação entre nutrientes
foliares em cebola com a incidência de tripes
nas cultivares Epagri 352 Bola Precoce e
Epagri 362 Crioula Alto Vale, foi observado
que há um efeito negativo sobre o inseto com
nitrogênio para a primeira e positivo com
ferro para ambas sob adubação recomendada
(GONÇALVES et al., 2013). Portanto,
investigar fertilizantes foliares comerciais,
que potencializem o desenvolvimento da
planta pode ser medida auxiliar no manejo
deste inseto pela indução de resistência.
O objetivo deste estudo foi avaliar em
condições de campo agentes de controle
biológico, óleo de nim e fertiprotetores
foliares, na incidência e danos de tripes, na
severidade do míldio, no índice de clorofila,
na produtividade, e nas perdas pós-colheita
de bulbos de cebola.
MATERIAL E MÉTODOS
Dois experimentos foram realizados
na Epagri, Estação Experimental de
Ituporanga, a 475 m de altitude, 27º 22’S de
latitude e 49º 35’W de longitude, em solo do
tipo cambissolo húmico distrófico. A cultivar
utilizada foi a Epagri 362 Crioula Alto Vale.
O transplantio de mudas foi realizado em
20/08/2014 e a colheita de bulbos realizada
em 02/12/2014. As mudas 90 dias após a
semeadura foram transplantas em canteiros
no espaçamento de 0,2m entre linhas e 0,1m
entre plantas. A densidade de plantio foi a
população de 500.000 plantas ha-1
. A parcela
experimental foi composta por 5 linhas de 3
m lineares, com 3 m2
, com 0,5 m de
isolamento entre parcelas. A área útil foi
composta pelas 3 linhas centrais. A adubação
de plantio foi de 40 kg de N ha-1
, 160 kg de
P2O5 ha-1
e 90 kg de K2O ha-1
, fornecidos pela
fórmula NPK 5-20-10 e completado por
cloreto de potássio. A adubação de nitrogênio
em cobertura foi realizada com uréia nas
doses de 104 kg de N ha-1
aos 47 dias após
transplante (DAT) e 36 kg de N ha-1
aos 85
DAT.
Os tratamentos no experimento 1
foram Serenade® (Bacillus subtilis) 1% e
2%; Metiê® (Metarhizium anisopliae) 0,1%
e 0,2%; Ballveria® (Beauveria bassiana)
0,25% e 0,50%; Fortneem® (óleo de nim
com 0,12% p/p de azadirachtina) 0,25% e
0,50% e testemunha sem aplicação. A
linhagem de B. subtilis foi a QST 713 (13,68
g L-1
com mínimo de 1x109
UFC g-1
de ativo.
O isolado de M. anisopliae foi o IBCB 425
300 g kg-1
com 8x109
unidades formadoras de
colônia por grama de produto. O isolado de
B. bassiana foi o IBCB 66 300 g kg-1
com
1x109
unidades formadoras de colônia por
grama de produto. O delineamento
experimental foi o de blocos ao acaso com
quatro repetições.
No experimento 2 os tratamentos
foram os seguintes fertiprotetores foliares
comerciais: Native®, Acert® e Silisio e
potássio® todos a 0,25% e testemunha sem
aplicação. A composição do Native® são os
antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys
rosea; Bacillus subtilis; Paenibacillus
lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn
2,2% O Acert® possui 1,5% de N, 0,25% de
B, e 0,1% de Mo. O fertiptotetor Silisio e
potássio® contém 12% de K2O e 10% de Si.
O delineamento experimental foi o de blocos
ao acaso com cinco repetições.
Nos dois experimentos foi realizada a
pulverização manual com equipamento tipo
pet marca Guarany® com 600 L de calda ha-
1
.
Agentes de controle biológico... 61
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
A incidência de tripes foi avaliada
semanalmente, 24 horas após as
pulverizações dos tratamentos, em cinco
plantas por parcela experimental, aos 49, 56,
63, 71, 77, 84 e 91 dias após transplante
(DAT). Nesta avaliação foi utilizada escala
visual com notas de incidência de acordo com
os níveis populacionais de ninfas, sendo
baixo = 1, médio = 3 (considerado como o
nível de dano econômico com 15 ninfas por
planta) e alto = 9.
Os danos de tripes foram avaliados em
cinco plantas por parcela no final do ciclo aos
98 DAT. Nesta avaliação foi adotada uma
escala visual de danos foliares causados pelo
inseto, de acordo com o nível de lesões
esbranquiçadas, determinado pelas seguintes
notas: baixo = 1, médio = 3 (considerado
como o nível de dano econômico) e alto = 9.
A quantificação da severidade do
míldio iniciou-se 55 dias após a implantação
dos experimentos. As avaliações foram
realizadas quinzenalmente com auxílio da
escala de notas proposta por Mohibullah
(1992), totalizando quatro avaliações. Esta
escala foi desenvolvida para quantificação do
míldio por visualização geral de parcelas
experimentais. Desta forma foi estabelecida a
seguinte correlação nota/porcentagem de
severidade de míldio: 1 (0%) = sem sintomas;
2 (1%) = apenas algumas folhas atacadas por;
3 (5%) = menos da metade das plantas
atacadas; 4 (10%) = maioria das plantas
atacadas, ataque restrito a uma folha por
planta; 5 (20%)= todas as plantas atacadas,
ataque restrito a uma ou duas folhas por
planta; 6 (50%) = três a quatro folhas
atacadas por planta, parcela ainda mantém
uma boa coloração verde; 7 (75%) = todas as
folhas atacadas, parcela apresenta um aspecto
inicial de queima das folhas; 8 (90%) = todas
as folhas severamente atacadas, coloração
verde restrita à parte central da parcela; 9
(100%) = todas as folhas completamente
queimadas.
O índice de clorofila foi determinado
com auxílio de um clorofilômetro
(Clorofilog-CFL1030 - Falker®) na porção
central da primeira folha mais alta totalmente
expandida em quatro plantas por parcela, em
dia ensolarado, aos 92 DAT.
A produtividade foi avaliada pela
colheita de todos os bulbos da área útil. Os
bulbos foram considerados como comerciais
com diâmetro superior a 50 mm. A
porcentagem de rendimento pós-colheita foi
avaliada após cinco meses de armazenagem
dos bulbos em caixas plásticas de 22 Kg, com
descarte dos bulbos podres por bacterioses e
brotados. Estes foram acondicionados em
galpão de madeira similar ao adotado pelos
agricultores na região do Alto Vale do Itajaí,
SC.
Os dados foram submetidos à análise de
variância com o uso do programa SAS®. Os
dados de porcentagem de bulbos comerciais e
rendimento pós-colheita foram transformados
para arco seno √x/100.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
No experimento 1 com avaliação de
agentes de controle biológico e óleo de nim
as notas médias de incidência de tripes e de
danos foram respectivamente de 4,2 e 8,5,
acima do nível de dano econômico e não
diferiram entre os tratamentos (Tabela 1).
Portanto, a possibilidade da thuringiensina
presente em B. subtilis (PINTO et al., 2010)
reduzir a população do inseto não foi
observada no presente estudo. A eficácia de
isolados de B. bassiana (ABE; IKEGAMI,
2005; SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ,
2013; HEMALATHA; RAMARAJU;
JEYARANI, 2014) e M. anisopliae
(POURIAN et al., 2011) na inibição do
desenvolvimento do inseto não ocorreu. Isto
sugere que diferentes isolados, linhagens,
métodos de aplicação, e doses destes agentes
de controle biológico devam ser testados em
futuros trabalhos.
O índice de clorofila médio nos
experimentos 1 e 2, foi respectivamente de
60,1 e 59,6, e não diferiu entre tratamentos
(Tabelas 1 e 2). Portanto os insumos
avaliados não interferiram no
desenvolvimento das plantas
P. A. de S. Gonçalves et al. 62
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
Tabela 1. Notas da incidência (INC) e danos (DN) de Thrips tabaci por planta; severidade do
míldio (Peronospora destructor) por nota (SEV) e porcentagem de área foliar lesionada
(%AFL); índice de clorofila (CLOR); porcentagem de bulbos comerciais (%PC);
produtividade total (PT em t ha-1
); peso médio de bulbos (PB em g); porcentagem de
rendimento pós-colheita (%RPC) de cebola tratada com agentes de controle biológico e óleo
de nim. Epagri, Ituporanga, SC, 2014.
Tratamentos
Médias
INC DN SEV %AFL CLOR %PC PT PB %RPC
BS 1% 4,5ns
8,4ns
5,4ns
37,9ns
58,5ns
2,5ns
22,5ns
45,0ns
45,1ns
BS 2% 4,0 8,4 5,2 34,1 60,8 6,8 24,6 49,1 52,4
MA 0,1% 4,5 8,6 5,4 38,8 61,3 6,3 25,3 50,6 60,5
MA 0,2% 4,2 8,3 5,2 35,1 60,0 5,1 25,0 50,0 49,9
BB 0,25% 4,1 8,6 5,3 35,9 60,0 4,7 24,4 48,8 49,5
BB 0,5% 4,0 8,6 5,1 33,1 60,0 3,6 23,7 47,3 61,3
NIM 0,25% 4,2 8,3 5,3 35,1 59,2 5,7 26,1 52,1 59,8
NIM 0,5% 4,4 8,6 5,1 32,5 60,3 4,2 24,7 49,4 48,7
Testemunha 4,0 8,7 5,3 36,9 60,9 3,5 23,4 46,9 52,6
Média 4,2 8,5 5,3 35,5 60,1 4,7 24,4 48,8 53,3
CV (%) 35,4 7,5 9,2 23,7 3,7 27,5 9,1 9,1 12,9
NS, resultados não significativos a 5% de probabilidade pelo teste de F. BS, Bacillus subtilis. MA, Metarhizium
anisopliae. BB, Beauveria bassiana. NIM, óleo de nim.
Agentes de controle biológico... 63
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
Tabela 2. Notas da incidência (INC) e danos (DN) de Thrips tabaci por planta; severidade do
míldio (Peronospora destructor) com nota (SEV) e porcentagem de área foliar lesionada
(%AFL); índice de clorofila (CLOR); porcentagem de bulbos comerciais (%PC);
produtividade total (PT em t ha-1
); peso médio de bulbos (PB em g); porcentagem de
rendimento pós-colheita (%RPC) de cebola tratada com fertilizantes foliares. Epagri,
Ituporanga, SC, 2014.
Tratamentos
Médias
INC DN SEV %AFL CLOR %PC PT PB %RPC
Ferti 1 0,25% 4,2ns
8,6 a 5,1ns
32,0ns
59,4ns
8,3ns
30,0ns
59,3ns
52,3ns
Ferti 2 0,25% 4,6 8,6 a 5,2 32,8 60,0 6,6 27,0 54,0 57,6
Ferti 3 0,25% 4,0 7,7 b 5,1 32,3 60,1 7,6 26,3 52,5 61,1
Testemunha 4,1 8,3 ab 5,1 32,8 58,8 9,5 28,4 56,8 44,4
Média 4,2 8,3 5,1 32,4 59,6 8,0 27,8 55,7 53,8
CV (%) 31,7 6,5 10,5 29,1 4,4 33,3 11,4 11,4 15,1
Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si 5% de probabilidade pelo teste de Duncan. NS, resultados
não significativos a 5% de probabilidade pelo teste de F. Ferti= fertiprotetores com as respectivas composições:
1) complexo de fungos antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys rosea; Bacillus subtilis; Paenibacillus
lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn 2,2%; 2) 1,5% de N, 0,25% de B, e 0,1% de Mo; 3) 12% de K2O e
10% de Si todos a 0,25%.
Nos experimentos 1 e 2, também não
foram observados efeitos significativos dos
tratamentos sobre a severidade do míldio,
tanto na quantificação por notas quanto em
porcentagem de área foliar lesionada (Tabelas
1 e 2). A eficiência de manejo de
produtos/moléculas alternativas é dependente
de inúmeros fatores. Wordell Filho; Martins;
Stadnik (2007) não observaram eficiência de
extratos de alga, fosfitos e indutores de
resistência no controle do míldio da cebola,
tanto com relação à severidade da doença
quanto à produtividade. Por sua vez, Silva et
al. (2012) relataram resultados promissores
de controle in vitro de Plasmopara viticola,
causador do míldio da videira, utilizando
extrato aquoso de cinamomo e óleo vegetal,
mas não obtiveram resultados satisfatórios a
campo. Isso indica que condições climáticas,
virulência e pressão de inóculo do patógeno,
aliados ao nível de suscetibilidade do
hospedeiro apresentam elevada influência
sobre a eficácia de produtos alternativos e/ou
biológicos de controle. Dessa forma, a
prospecção por moléculas alternativas com
menor toxicidade para o controle do míldio
da cebola, bem como por melhores métodos
de aplicação das mesmas deve ser
continuada. Pois, até o presente momento não
há nenhum genótipo de cebola com nível
satisfatório de resistência à doença disponível
no país.
Os valores médios de rendimento
foram para porcentagem de bulbos
comerciais, 4,7%, produtividade total, 24,4 t
ha-1
, peso de bulbos 48,8 g e porcentagem de
rendimento pós-colheita, 53,3%, foram
similares entre os tratamentos (Tabela 1).
Portanto, os tratamentos não foram capazes
de controlar tripes e míldio e incrementar a
produtividade. A produtividade total foi
inferior a observada por Menezes Júnior;
Vieira Neto (2012) com a cultivar Empasc
355 Juporanga, 36,19 t ha-1
, porém a massa
fresca de bulbos foi similar, 50,37 g, para
uma população de plantas de 503.000 plantas
P. A. de S. Gonçalves et al. 64
Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018.
ha-1
. Estes autores realizaram esse
experimento na mesma localidade do
presente ensaio e indicaram para a cultura da
cebola população de plantas entre 400.000 a
600.000 plantas ha-1
. Na região do Alto
Vale do Itajaí, SC, a população de plantas
convencionalmente usada é de 333.000
plantas ha-1
. Embora, no presente
experimento não se tenha observado efeito
nas variáveis do rendimento causado pelos
tratamentos, o sistema de condução adotado
proporcionou peso de bulbo normal para esta
população de plantas.
No experimento 2 na avaliação de
fertiprotetores a nota de incidência média de
tripes foi de 4,2, acima do nível de dano
econômico, e não diferiu entre tratamentos
(Tabela 2). A nota média de danos no
tratamento composto por silício e potássio,
7,7, foi inferior aos demais fertiprotetores,
porém foi similar a testemunha (Tabela 2).
Portanto, como constatado no experimento 1
não houve efeito dos tratamentos na redução
da incidência e danos de tripes. A indução de
maior nível de nitrogênio foliar para redução
de tripes como observado em curva da
relação nutriente/inseto (GONÇALVES et
al., 2013), provavelmente não foi
proporcionada pelos tratamentos. Gonçalves;
Menezes Júnior (2014), também não
observaram efeito sobre a incidência e danos
de tripes do fertilizante foliar composto por
complexo de antagonistas, Mn e Zn. Porém,
a leve redução nos danos de tripes com o
fertiprotetor com silício e potássio, indica que
doses mais elevadas deverão ser avaliadas em
futuros estudos.
No experimento 2 a porcentagem
média de bulbos comerciais foi de 8%, a
produtividade total, 27,8 t ha-1
, o peso de
bulbos, 55,7 g, e a porcentagem de
rendimento pós-colheita, 53,8%, e não
diferiram entre tratamentos (Tabela 2). Kurtz;
Ernani (2010) também não observaram efeito
sobre produtividade de cebola com aplicações
foliares de 0,5% de sulfato de zinco, 0,25%
de ácido bórico e 1% de sulfato de manganês.
O uso foliar de molibdênio não incrementou a
produtividade comercial de cebola como
observado por Vidigal et al. (2012), embora
estes autores constatassem que é possível
reduzir a adubação nitrogenada com
pulverização foliar de 50 g ha-1
deste
nutriente. A ausência de diferenças de
produtividade entre os tratamentos nas doses
testadas pode ser devida a baixa capacidade
de absorção de nutrientes pelas folhas de
plantas de cebola (MENEZES JÚNIOR;
GONÇALVES; VIEIRA NETO, 2013). A
produtividade foi inferior à constatada por
Menezes Júnior; Vieira Neto (2012) no
mesmo local com a cultivar Empasc 355
Juporanga, 36,19 ha-1
. Porém, a massa fresca
de bulbos foi superior a constatada por estes
autores, 50,37 g, para uma população de
plantas de 503.000 plantas ha-1
. A
possibilidade de substância rica em potássio
incrementar a podridão pós-colheita em
cebola como observado por Wordell Filho;
Martins; Stadnik (2007) não foi constatada
para o tratamento composto por este nutriente
e silício (Tabela 2). Os resultados contrastam
com o efeito de incremento de variáveis de
produtividade observado por Gonçalves;
Menezes Júnior (2014) com o fertiprotetor
composto por complexo de antagonistas, Mn
e Zn.
CONCLUSÕES
Os tratamentos não influenciaram no
manejo fitossanitário, na produtividade e
rendimento pós-colheita de cebola.
Não foi observada fitotoxidez nas
folhas das plantas devido a pulverização dos
tratamentos.
AGRADECIMENTOS
A Fundação de Amparo à Pesquisa e
Inovação do Estado de Santa Catarina,
FAPESC, pelo apoio financeiro na execução
dos experimentos.
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five species of thrips to different strains of
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tratamentos para o controle do míldio e da
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  • 1. Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. AGENTES DE CONTROLE BIOLÓGICO, ÓLEO DE NIM E FERTILIZANTES FOLIARES NO MANEJO DE TRIPES E MÍLDIO EM CEBOLA Paulo Antonio de Souza Gonçalves1* , Edivânio Rodrigues de Araújo1 , Francisco Olmar Gervini de Menezes Júnior1 RESUMO: O objetivo deste estudo foi avaliar agentes de controle biológico, óleo de nim e fertiprotetores foliares, na incidência e danos de tripes, na severidade de míldio, no índice de clorofila, na produtividade, e nas perdas pós-colheita de cebola. Dois experimentos foram realizados na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC, na safra 2014. No experimento 1 os tratamentos foram realizados em pulverização foliar nas respectivas concentrações com Bacillus subtilis QST 713 a 1% e 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 a 0,1% e 0,2%; Beauveria bassiana IBCB 66 a 0,25% e 0,50%; óleo de nim a 0,25% e 0,50% e testemunha sem aplicação. No experimento 2 os tratamentos foram pulverizações foliares a 0,25% de: 1) complexo de fungos antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys rosea; Bacillus subtilis; Paenibacillus lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn 2,2%; 2) fertilizante foliar com 1,5% de N, 0,25% de B, e 0,1% de Mo; 3) fertilizante foliar com 12% de K2O e 10% de Si e 4) testemunha sem aplicação. Os tratamentos não influenciaram no manejo de tripes e míldio, na produtividade e rendimento pós-colheita de cebola. Palavras-chave: Allium cepa, Thrips tabaci, Azadirachta indica. BIOLOGICAL CONTROL AGENTS, NEEM OIL, AND LEAF FERTILIZERS IN THE MANAGEMENT OF THRIPS AND DOWNY MILDEW IN ONION. Abstract: The objective of this study was to evaluate biological control agents, neem oil, and leaf fertilizer, on the incidence and damage of thrips, in the severity of downy mildew, chlorophyll index, yield, and post-harvest losses onion. Two experiments were carried out at Epagri, Ituporanga Experimental Station, Santa Catarina State, Brazil, in the onion crop in 2014. In the experiment 1 the treatments were performed in foliar spray at concentrations of Bacillus subtilis QST 713 1% and 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 0.1% and 0.2%; Beauveria bassiana IBCB 66 0.25% and 0.50%; neem oil 0.25% and 0.50%, and control without application. In experiment 2 treatments were leaf sprays at concentrations of 0.25% with 1) antagonist fungi Trichoderma spp., complex Clonostachys rosea, Bacillus subtilis, Paenibacillus lentimorbus associated with Mn 2% and Zn 2.2%; 2) N 1.5%, B 0.25%, and Mo 0.1%; 3) K2O 12% and of Si 10% and 4) without application. The treatments did not influence the management of thrips and downy mildew, yield and postharvest conservation of onion. Key-words: Allium cepa, Thrips tabaci, Azadirachta indica. __________________________________________________________________________________________ 1 Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC. *E-mail: pasg@epagri.sc.gov. Autor para correspondência. Recebido em: 04/07/2016. Aprovado em: 07/02/2018. INTRODUÇÃO
  • 2. Agentes de controle biológico... 59 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. A produtividade da cultura da cebola no Brasil é condicionada entre vários fatores pelos danos causados pelo inseto, popularmente conhecido por tripes ou piolho, Thrips tabaci Lind. 1888 (Thysanoptera: Thripidae). Os danos são devido à sucção de seiva das plantas, que causam lesões esbranquiçadas, seca de ponteiros e retorcimento de folhas, com redução do tamanho de bulbos (GONÇALVES, 2006). As plantas de cebola com alta infestação de tripes não tombam na fase de maturação, o que facilita a entrada de água da chuva e de irrigação no pseudocaule e favorece perdas na pós-colheita (GONÇALVES, 2006). Atualmente está em desenvolvimento em Santa Catarina a implantação da produção integrada de cebola, com o intuito de gerar a produção de bulbos com o menor nível de agrotóxicos, segundo a legislação vigente. Desta forma, o objetivo é produção agrícola com maior qualidade para a saúde humana e de baixo impacto ambiental. O míldio ou mofo da cebola (Peronospora destructor, Berk.) é uma das doenças de maior impacto à cultura, especialmente na região sul do país (BOFF, 1996). A doença apresenta maior importância em regiões com temperaturas amenas, alta umidade e baixa luminosidade (DOMINGUES; TOFOLI, 2009), que são as condições climáticas em que a maior parte da cultura é conduzida no estado de Santa Catarina. Os principais fungicidas registrados para o controle de míldio têm como princípio ativo o metalaxyl. A avaliação de insumos comerciais de baixo impacto ambiental, tais como, agentes de controle biológico, inseticidas botânicos, e fertilizantes foliares, é importante na implantação de um processo de produção integrada vegetal. Pois, desta forma poderá ser disponibilizado alimentos com maior segurança para a sociedade. A bactéria, Bacillus subtilis, tradicionalmente é citada na inibição de fitopatógenos (CHAURASIA et al., 2005; LIU et al.,2007). Porém, Ohba et al. (1981) apud PINTO et al. (2010, p.30) relataram que B. subtilis também podem produzir a toxina thuringiensina, que atua no controle de insetos. A indução de mecanismos de defesa das plantas também é associada a B. subtilis, como constatado em feijão e tomateiro devido aos polipeptídeos surfactina e fengisina (ONGENA et al., 2007). A inoculação de raízes de tomateiro, Solanum lycopersicum, com B. subtilis, promoveu crescimento das plantas e gerou resistência induzida à mosca-branca, Bemisia tabaci (VALENZUELA-SOTO, 2010). Fungos entomopatogênicos têm sido desenvolvidos em escala comercial, em 2006 já havia mais de 100 produtos disponíveis em diferentes países (JARONSKI, 2010). Porém, a sua eficácia está relacionada a diversos fatores, tais como, luz solar, umidade no entorno do filoplano e do solo (JARONSKI, 2010). T. tabaci foi altamente susceptível ao fungo entomopatógeno, Beauveria bassiana, em função da virulência do isolado utilizado em condições de laboratório (ABE; IKEGAMI, 2005). Os gêneros de fungos entomopatogênicos, Metharhizium spp. e Beauveria spp., apresentaram em bioensaio a mortalidade de T. tabaci variável de 23,5% a 97,3% e 35,1% a 95,5%, respectivamente (THUNGRABEAB; BLAESER; SENGONCA, 2006). M. anisopliae é considerado importante agente de biocontrole de T. tabaci em condições de casa de vegetação (POURIAN et al., 2011). B. bassiana causou 69% a 96% de mortalidade em Frankliniella occidentalis (Thysanoptera: Thripidae) dez dias após a inoculação e apresentou redução populacional do inseto sobre brócolis em casa de vegetação com o isolado RSB (GAO et al., 2012). Em condições de campo B. bassiana foi maiz eficaz que M. anisopliae no controle de T. tabaci e foi similar ao padrão de controle químico utilizado no ensaio, o diazinom (SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ, 2013). O isolado de B. bassiana Bb 111 foi altamente virulento a T. tabaci e foi superior a M. anisopliae, M. flavoviride, Lecanicillium lecanii, sendo sugerida a sua triagem a campo para comprovação de eficácia
  • 3. P. A. de S. Gonçalves et al. 60 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. (HEMALATHA; RAMARAJU; JEYARANI, 2014). O nim, Azadiractha indica A. Juss (Meliaceae), é uma planta com efeito inseticida em 550 espécies de insetos, sendo muito utilizada por ser biodegradável, de menor poder residual e efeito sobre organismos não alvos (DEBASHRI; TAMAL, 2012). O óleo de nim 2% e o extrato aquoso de sementes 3% reduziram a população de tripes em algodão, entre 7 a 14 dias após a aplicação, mas perderam efeito após este período (KHATTAK; MAMOON- UR-RASHID; ISLAM, 2006). Sementes de nim trituradas na dose de 2,5% em água associadas a sabão líquido 0,1% em condições de campo causaram a mortalidade de T. tabaci de 56,9% (SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ, 2013). Em estudo da relação entre nutrientes foliares em cebola com a incidência de tripes nas cultivares Epagri 352 Bola Precoce e Epagri 362 Crioula Alto Vale, foi observado que há um efeito negativo sobre o inseto com nitrogênio para a primeira e positivo com ferro para ambas sob adubação recomendada (GONÇALVES et al., 2013). Portanto, investigar fertilizantes foliares comerciais, que potencializem o desenvolvimento da planta pode ser medida auxiliar no manejo deste inseto pela indução de resistência. O objetivo deste estudo foi avaliar em condições de campo agentes de controle biológico, óleo de nim e fertiprotetores foliares, na incidência e danos de tripes, na severidade do míldio, no índice de clorofila, na produtividade, e nas perdas pós-colheita de bulbos de cebola. MATERIAL E MÉTODOS Dois experimentos foram realizados na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, a 475 m de altitude, 27º 22’S de latitude e 49º 35’W de longitude, em solo do tipo cambissolo húmico distrófico. A cultivar utilizada foi a Epagri 362 Crioula Alto Vale. O transplantio de mudas foi realizado em 20/08/2014 e a colheita de bulbos realizada em 02/12/2014. As mudas 90 dias após a semeadura foram transplantas em canteiros no espaçamento de 0,2m entre linhas e 0,1m entre plantas. A densidade de plantio foi a população de 500.000 plantas ha-1 . A parcela experimental foi composta por 5 linhas de 3 m lineares, com 3 m2 , com 0,5 m de isolamento entre parcelas. A área útil foi composta pelas 3 linhas centrais. A adubação de plantio foi de 40 kg de N ha-1 , 160 kg de P2O5 ha-1 e 90 kg de K2O ha-1 , fornecidos pela fórmula NPK 5-20-10 e completado por cloreto de potássio. A adubação de nitrogênio em cobertura foi realizada com uréia nas doses de 104 kg de N ha-1 aos 47 dias após transplante (DAT) e 36 kg de N ha-1 aos 85 DAT. Os tratamentos no experimento 1 foram Serenade® (Bacillus subtilis) 1% e 2%; Metiê® (Metarhizium anisopliae) 0,1% e 0,2%; Ballveria® (Beauveria bassiana) 0,25% e 0,50%; Fortneem® (óleo de nim com 0,12% p/p de azadirachtina) 0,25% e 0,50% e testemunha sem aplicação. A linhagem de B. subtilis foi a QST 713 (13,68 g L-1 com mínimo de 1x109 UFC g-1 de ativo. O isolado de M. anisopliae foi o IBCB 425 300 g kg-1 com 8x109 unidades formadoras de colônia por grama de produto. O isolado de B. bassiana foi o IBCB 66 300 g kg-1 com 1x109 unidades formadoras de colônia por grama de produto. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. No experimento 2 os tratamentos foram os seguintes fertiprotetores foliares comerciais: Native®, Acert® e Silisio e potássio® todos a 0,25% e testemunha sem aplicação. A composição do Native® são os antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys rosea; Bacillus subtilis; Paenibacillus lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn 2,2% O Acert® possui 1,5% de N, 0,25% de B, e 0,1% de Mo. O fertiptotetor Silisio e potássio® contém 12% de K2O e 10% de Si. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com cinco repetições. Nos dois experimentos foi realizada a pulverização manual com equipamento tipo pet marca Guarany® com 600 L de calda ha- 1 .
  • 4. Agentes de controle biológico... 61 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. A incidência de tripes foi avaliada semanalmente, 24 horas após as pulverizações dos tratamentos, em cinco plantas por parcela experimental, aos 49, 56, 63, 71, 77, 84 e 91 dias após transplante (DAT). Nesta avaliação foi utilizada escala visual com notas de incidência de acordo com os níveis populacionais de ninfas, sendo baixo = 1, médio = 3 (considerado como o nível de dano econômico com 15 ninfas por planta) e alto = 9. Os danos de tripes foram avaliados em cinco plantas por parcela no final do ciclo aos 98 DAT. Nesta avaliação foi adotada uma escala visual de danos foliares causados pelo inseto, de acordo com o nível de lesões esbranquiçadas, determinado pelas seguintes notas: baixo = 1, médio = 3 (considerado como o nível de dano econômico) e alto = 9. A quantificação da severidade do míldio iniciou-se 55 dias após a implantação dos experimentos. As avaliações foram realizadas quinzenalmente com auxílio da escala de notas proposta por Mohibullah (1992), totalizando quatro avaliações. Esta escala foi desenvolvida para quantificação do míldio por visualização geral de parcelas experimentais. Desta forma foi estabelecida a seguinte correlação nota/porcentagem de severidade de míldio: 1 (0%) = sem sintomas; 2 (1%) = apenas algumas folhas atacadas por; 3 (5%) = menos da metade das plantas atacadas; 4 (10%) = maioria das plantas atacadas, ataque restrito a uma folha por planta; 5 (20%)= todas as plantas atacadas, ataque restrito a uma ou duas folhas por planta; 6 (50%) = três a quatro folhas atacadas por planta, parcela ainda mantém uma boa coloração verde; 7 (75%) = todas as folhas atacadas, parcela apresenta um aspecto inicial de queima das folhas; 8 (90%) = todas as folhas severamente atacadas, coloração verde restrita à parte central da parcela; 9 (100%) = todas as folhas completamente queimadas. O índice de clorofila foi determinado com auxílio de um clorofilômetro (Clorofilog-CFL1030 - Falker®) na porção central da primeira folha mais alta totalmente expandida em quatro plantas por parcela, em dia ensolarado, aos 92 DAT. A produtividade foi avaliada pela colheita de todos os bulbos da área útil. Os bulbos foram considerados como comerciais com diâmetro superior a 50 mm. A porcentagem de rendimento pós-colheita foi avaliada após cinco meses de armazenagem dos bulbos em caixas plásticas de 22 Kg, com descarte dos bulbos podres por bacterioses e brotados. Estes foram acondicionados em galpão de madeira similar ao adotado pelos agricultores na região do Alto Vale do Itajaí, SC. Os dados foram submetidos à análise de variância com o uso do programa SAS®. Os dados de porcentagem de bulbos comerciais e rendimento pós-colheita foram transformados para arco seno √x/100. RESULTADOS E DISCUSSÃO No experimento 1 com avaliação de agentes de controle biológico e óleo de nim as notas médias de incidência de tripes e de danos foram respectivamente de 4,2 e 8,5, acima do nível de dano econômico e não diferiram entre os tratamentos (Tabela 1). Portanto, a possibilidade da thuringiensina presente em B. subtilis (PINTO et al., 2010) reduzir a população do inseto não foi observada no presente estudo. A eficácia de isolados de B. bassiana (ABE; IKEGAMI, 2005; SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ, 2013; HEMALATHA; RAMARAJU; JEYARANI, 2014) e M. anisopliae (POURIAN et al., 2011) na inibição do desenvolvimento do inseto não ocorreu. Isto sugere que diferentes isolados, linhagens, métodos de aplicação, e doses destes agentes de controle biológico devam ser testados em futuros trabalhos. O índice de clorofila médio nos experimentos 1 e 2, foi respectivamente de 60,1 e 59,6, e não diferiu entre tratamentos (Tabelas 1 e 2). Portanto os insumos avaliados não interferiram no desenvolvimento das plantas
  • 5. P. A. de S. Gonçalves et al. 62 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. Tabela 1. Notas da incidência (INC) e danos (DN) de Thrips tabaci por planta; severidade do míldio (Peronospora destructor) por nota (SEV) e porcentagem de área foliar lesionada (%AFL); índice de clorofila (CLOR); porcentagem de bulbos comerciais (%PC); produtividade total (PT em t ha-1 ); peso médio de bulbos (PB em g); porcentagem de rendimento pós-colheita (%RPC) de cebola tratada com agentes de controle biológico e óleo de nim. Epagri, Ituporanga, SC, 2014. Tratamentos Médias INC DN SEV %AFL CLOR %PC PT PB %RPC BS 1% 4,5ns 8,4ns 5,4ns 37,9ns 58,5ns 2,5ns 22,5ns 45,0ns 45,1ns BS 2% 4,0 8,4 5,2 34,1 60,8 6,8 24,6 49,1 52,4 MA 0,1% 4,5 8,6 5,4 38,8 61,3 6,3 25,3 50,6 60,5 MA 0,2% 4,2 8,3 5,2 35,1 60,0 5,1 25,0 50,0 49,9 BB 0,25% 4,1 8,6 5,3 35,9 60,0 4,7 24,4 48,8 49,5 BB 0,5% 4,0 8,6 5,1 33,1 60,0 3,6 23,7 47,3 61,3 NIM 0,25% 4,2 8,3 5,3 35,1 59,2 5,7 26,1 52,1 59,8 NIM 0,5% 4,4 8,6 5,1 32,5 60,3 4,2 24,7 49,4 48,7 Testemunha 4,0 8,7 5,3 36,9 60,9 3,5 23,4 46,9 52,6 Média 4,2 8,5 5,3 35,5 60,1 4,7 24,4 48,8 53,3 CV (%) 35,4 7,5 9,2 23,7 3,7 27,5 9,1 9,1 12,9 NS, resultados não significativos a 5% de probabilidade pelo teste de F. BS, Bacillus subtilis. MA, Metarhizium anisopliae. BB, Beauveria bassiana. NIM, óleo de nim.
  • 6. Agentes de controle biológico... 63 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. Tabela 2. Notas da incidência (INC) e danos (DN) de Thrips tabaci por planta; severidade do míldio (Peronospora destructor) com nota (SEV) e porcentagem de área foliar lesionada (%AFL); índice de clorofila (CLOR); porcentagem de bulbos comerciais (%PC); produtividade total (PT em t ha-1 ); peso médio de bulbos (PB em g); porcentagem de rendimento pós-colheita (%RPC) de cebola tratada com fertilizantes foliares. Epagri, Ituporanga, SC, 2014. Tratamentos Médias INC DN SEV %AFL CLOR %PC PT PB %RPC Ferti 1 0,25% 4,2ns 8,6 a 5,1ns 32,0ns 59,4ns 8,3ns 30,0ns 59,3ns 52,3ns Ferti 2 0,25% 4,6 8,6 a 5,2 32,8 60,0 6,6 27,0 54,0 57,6 Ferti 3 0,25% 4,0 7,7 b 5,1 32,3 60,1 7,6 26,3 52,5 61,1 Testemunha 4,1 8,3 ab 5,1 32,8 58,8 9,5 28,4 56,8 44,4 Média 4,2 8,3 5,1 32,4 59,6 8,0 27,8 55,7 53,8 CV (%) 31,7 6,5 10,5 29,1 4,4 33,3 11,4 11,4 15,1 Médias seguidas pela mesma letra não diferem entre si 5% de probabilidade pelo teste de Duncan. NS, resultados não significativos a 5% de probabilidade pelo teste de F. Ferti= fertiprotetores com as respectivas composições: 1) complexo de fungos antagonistas Trichoderma spp.; Clonostachys rosea; Bacillus subtilis; Paenibacillus lentimorbus, associados com Mn 2% e Zn 2,2%; 2) 1,5% de N, 0,25% de B, e 0,1% de Mo; 3) 12% de K2O e 10% de Si todos a 0,25%. Nos experimentos 1 e 2, também não foram observados efeitos significativos dos tratamentos sobre a severidade do míldio, tanto na quantificação por notas quanto em porcentagem de área foliar lesionada (Tabelas 1 e 2). A eficiência de manejo de produtos/moléculas alternativas é dependente de inúmeros fatores. Wordell Filho; Martins; Stadnik (2007) não observaram eficiência de extratos de alga, fosfitos e indutores de resistência no controle do míldio da cebola, tanto com relação à severidade da doença quanto à produtividade. Por sua vez, Silva et al. (2012) relataram resultados promissores de controle in vitro de Plasmopara viticola, causador do míldio da videira, utilizando extrato aquoso de cinamomo e óleo vegetal, mas não obtiveram resultados satisfatórios a campo. Isso indica que condições climáticas, virulência e pressão de inóculo do patógeno, aliados ao nível de suscetibilidade do hospedeiro apresentam elevada influência sobre a eficácia de produtos alternativos e/ou biológicos de controle. Dessa forma, a prospecção por moléculas alternativas com menor toxicidade para o controle do míldio da cebola, bem como por melhores métodos de aplicação das mesmas deve ser continuada. Pois, até o presente momento não há nenhum genótipo de cebola com nível satisfatório de resistência à doença disponível no país. Os valores médios de rendimento foram para porcentagem de bulbos comerciais, 4,7%, produtividade total, 24,4 t ha-1 , peso de bulbos 48,8 g e porcentagem de rendimento pós-colheita, 53,3%, foram similares entre os tratamentos (Tabela 1). Portanto, os tratamentos não foram capazes de controlar tripes e míldio e incrementar a produtividade. A produtividade total foi inferior a observada por Menezes Júnior; Vieira Neto (2012) com a cultivar Empasc 355 Juporanga, 36,19 t ha-1 , porém a massa fresca de bulbos foi similar, 50,37 g, para uma população de plantas de 503.000 plantas
  • 7. P. A. de S. Gonçalves et al. 64 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. ha-1 . Estes autores realizaram esse experimento na mesma localidade do presente ensaio e indicaram para a cultura da cebola população de plantas entre 400.000 a 600.000 plantas ha-1 . Na região do Alto Vale do Itajaí, SC, a população de plantas convencionalmente usada é de 333.000 plantas ha-1 . Embora, no presente experimento não se tenha observado efeito nas variáveis do rendimento causado pelos tratamentos, o sistema de condução adotado proporcionou peso de bulbo normal para esta população de plantas. No experimento 2 na avaliação de fertiprotetores a nota de incidência média de tripes foi de 4,2, acima do nível de dano econômico, e não diferiu entre tratamentos (Tabela 2). A nota média de danos no tratamento composto por silício e potássio, 7,7, foi inferior aos demais fertiprotetores, porém foi similar a testemunha (Tabela 2). Portanto, como constatado no experimento 1 não houve efeito dos tratamentos na redução da incidência e danos de tripes. A indução de maior nível de nitrogênio foliar para redução de tripes como observado em curva da relação nutriente/inseto (GONÇALVES et al., 2013), provavelmente não foi proporcionada pelos tratamentos. Gonçalves; Menezes Júnior (2014), também não observaram efeito sobre a incidência e danos de tripes do fertilizante foliar composto por complexo de antagonistas, Mn e Zn. Porém, a leve redução nos danos de tripes com o fertiprotetor com silício e potássio, indica que doses mais elevadas deverão ser avaliadas em futuros estudos. No experimento 2 a porcentagem média de bulbos comerciais foi de 8%, a produtividade total, 27,8 t ha-1 , o peso de bulbos, 55,7 g, e a porcentagem de rendimento pós-colheita, 53,8%, e não diferiram entre tratamentos (Tabela 2). Kurtz; Ernani (2010) também não observaram efeito sobre produtividade de cebola com aplicações foliares de 0,5% de sulfato de zinco, 0,25% de ácido bórico e 1% de sulfato de manganês. O uso foliar de molibdênio não incrementou a produtividade comercial de cebola como observado por Vidigal et al. (2012), embora estes autores constatassem que é possível reduzir a adubação nitrogenada com pulverização foliar de 50 g ha-1 deste nutriente. A ausência de diferenças de produtividade entre os tratamentos nas doses testadas pode ser devida a baixa capacidade de absorção de nutrientes pelas folhas de plantas de cebola (MENEZES JÚNIOR; GONÇALVES; VIEIRA NETO, 2013). A produtividade foi inferior à constatada por Menezes Júnior; Vieira Neto (2012) no mesmo local com a cultivar Empasc 355 Juporanga, 36,19 ha-1 . Porém, a massa fresca de bulbos foi superior a constatada por estes autores, 50,37 g, para uma população de plantas de 503.000 plantas ha-1 . A possibilidade de substância rica em potássio incrementar a podridão pós-colheita em cebola como observado por Wordell Filho; Martins; Stadnik (2007) não foi constatada para o tratamento composto por este nutriente e silício (Tabela 2). Os resultados contrastam com o efeito de incremento de variáveis de produtividade observado por Gonçalves; Menezes Júnior (2014) com o fertiprotetor composto por complexo de antagonistas, Mn e Zn. CONCLUSÕES Os tratamentos não influenciaram no manejo fitossanitário, na produtividade e rendimento pós-colheita de cebola. Não foi observada fitotoxidez nas folhas das plantas devido a pulverização dos tratamentos. AGRADECIMENTOS A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina, FAPESC, pelo apoio financeiro na execução dos experimentos. REFERÊNCIAS ABE, M.; IKEGAMI, T. Susceptibility of five species of thrips to different strains of the entomopathogenic fungus, Beauveria
  • 8. Agentes de controle biológico... 65 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. bassiana. Applied Entomology and Zoology, v.40, n.4, p. 667-674, 2005. BOFF, P. Levantamento de doenças na cultura da cebola em Santa Catarina. Fitopatologia Brasileira, v.21, n.2, p. 110- 114, 1996. CHAURASIA, B.; PANDEY, A.; PALNI, L.M.S.; TRIVEDI, P.; KUMAR, B.; COLVIN, N. Diffusible and volatile compounds produced by an antagonistic Bacillus subtilis strain cause structural deformations in pathogenic fungi in vitro. Microbiological Research, v.160, n.1, p.75-81, 2005. DEBASHRI, M.; TAMAL, M. A Review on efficacy of Azadirachta indica A. Juss based biopesticides: An Indian perspective. Research Journal of Recent Sciences, v.1, n.3, p.94-99, 2012. DOMINGUES, R.J.; TOFOLI, J.G. Míldio da cebola: importância, identificação e métodos de controle. Biológico, v.71, n.1, p.29-31, 2009. GAO, Y.; REITZ, S.R.; WANG, J.; XU, X.; LEI, Z. Potential of a strain of the entomopathogenic fungus Beauveria bassiana (Hypocreales: Cordycipitaceae) as a biological control agent against western flower thrips, Frankliniella occidentalis (Thysanoptera: Thripidae). Biocontrol Science and Technology, v.22, n.4, p.491- 495, 2012. GONÇALVES, P.A.S. Manejo ecológico das principais pragas da cebola. In: WORDELL FILHO, J.A.; ROWE, E.; GONÇALVES, P.A. de S. et al. Manejo fitossanitário na cultura da cebola. Florianópolis: Epagri, 2006. 226p. p.168-189. GONÇALVES, P.A.S.; CARRÉ-MISSIO, V.; KURTZ, C.; VIEIRA NETO, J. Relação dos nutrientes foliares com a incidência de trips nos cultivares de cebola Epagri 352 Bola Precoce e Epagri 362 Crioula Alto Vale. Revista Agropecuária Catarinense, v.26, n.3, p. 86-90, 2013. GONÇALVES, P.A.S.; MENEZES JÚNIOR, F.O.G. Complexo de antagonistas e micronutrientes no manejo de tripes, teor de clorofila e produtividade de cebola em sistema orgânico. In: ENCONTRO CAXIENSE PARA O DESENVOLVIMENTO DA AGRICULTURA ORGÂNICA E SUSTENTÁVEL, 5., REUNIÃO SUL- BRASILEIRA SOBRE AGRICULTURA SUSTENTÁVEL, 3., 2014, Caxias do Sul, Rs. Anais... Caxias do Sul, RS: UCS, 2014. p. 64. JARONSKI, S.T. Ecological factors in the inundative use of fungal entomopathogens. BioControl, v. 55, p. 159-185, 2010. HEMALATHA, S.; RAMARAJU, K.; JEYARANI, S. Evaluation of entomopathogenic fungi against tomato thrips, Thrips tabaci Lindeman. Journal of Biopesticides, v.7, n.2, p.151-155, 2014. KHATTAK, M.K.; MAMOON-UR- RASHID, S.A.S.; ISLAM, H.T. Comparative effect of neem (Azadirachta indica A. Juss) oil, neem seed water extract and Baythroid TM against whitefly, jassids and thrips on cotton. Pak. Entomol., v. 28, n.1, p.31-37, 2006. KURTZ, C.; ERNANI, P. R. Produtividade de cebola influenciada pela aplicação de micronutrientes. Revista Brasileira de Ciência do Solo, v. 34, n. 1, p. 133-142, 2010. LIU, Y.; CHEN, Z.; NG, T. B.; ZHANG, J.; ZHOU, M.; SONG, F.; LU, F.; LIU, Y. Bacisubin, an antifungal protein with ribonuclease and hemagglutinating activities from Bacillus subtilis strain B-916. Peptides, v.28, n.3, p.553-559, 2007. MENEZES JÚNIOR, F.O.G; VIEIRA NETO J. Produção da cebola em função da
  • 9. P. A. de S. Gonçalves et al. 66 Gl. Sci Technol, Rio Verde, v.11, n.01, p.58-66, jan/abr. 2018. densidade de plantas. Horticultura Brasileira, v.30, n.4, p.733-739, 2012. MENEZES JÚNIOR, F.O.G; GONÇALVES, P.A.S.; VIEIRA NETO, J. Produtividade, incidência de tripes e perdas pós-colheita da cebola sob adubação orgânica e uso de biofertilizantes. Revista de Ciências Agroveterinárias, v.12, n.3, p.264-270, 2013. MOHIBULLAH. Studies on major diseases of bulb vegetables (onion and garlic) in N.W.F. P. (Pakistan). Tarnab (Peshswar) Pakistan: Final Technical Report, Agricultural Research Institute, 1992. 130p. ONGENA, M.; JOURDAN, E.; ADAM, A.; PAQUOT, M.; BRANS, A.; JORIS, B.; ARPIGNY, J.L; THONART, P. Surfactin and fengycin lipopeptides of Bacillus subtilis as elicitors of induced systemic resistance in plants. Environmental Microbiology, v.9, n.4, p.1084-1090, 2007. PINTO, L.M.N; BERLITZ, D.L; FORTES, R.C.; FIUZA, L.M. Toxinas de Bacillus thuringiensis. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, v. 11, n.38, p. 24-31, 2010. POURIAN, H.R.; TALAEI-HASSANLOUI, R.; KOSARI, A.A.; ASHOURI, A. Effects of Metarhizium anisopliae on searching, feeding and predation by Orius albidipennis (Hem., Anthocoridae) on Thrips tabaci (Thy., Thripidae) larvae. Biocontrol Science and Technology, v.21, n.1, p.15-21, 2011. SHIBERU, T.; NEGERI, M.; SELVARAJ, T. Evaluation of some botanicals and entomopathogenic fungi for the control of onion thrips (Thrips tabaci L.) in West Showa, Ethiopia. J. Plant Pathol. Microb., v. 4 n.161, p.2-7, 2013. SILVA, C.M.; BOTELHO, R.V.; FARIA, C.M.R.D.; STADLER, T.P. Controle alternativo do míldio da videira com extrato aquoso de cinamomo e óleo vegetal. Arquivos do Instituto Biológico, v.79, n.4, p. 587-594, 2012. THUNGRABEAB, M.; BLAESER, P.; SENGONCA, C. Possibilities for biocontrol of the onion thrips Thrips tabaci Lindeman (Thys., Thripidae) using different entomopathogenic fungi from Thailand. Mitt. Dtsch. Ges. Allg. Angew. Entomol, v.15, p. 299-304, 2006. VALENZUELA-SOTO, J.H.; ESTRADA- HERNÁNDEZ, M.G.; IBARRA- LACLETTE, E.; DÉLANO-FRIER, J.P. Inoculation of tomato plants (Solanum lycopersicum) with growth-promoting Bacillus subtilis retards whitefly Bemisia tabaci development. Planta, v.231, n.2, p. 397-410, 2010. VIDIGAL, S.M.; LOPES, I.P.C; RIBEIRO, M.R.F; SEDIYAMA, M.A.N. Redução da adubação nitrogenada na produção de cebola em função de aplicação foliar de molibdênio. Horticultura Brasileira, v. 30, n.2, S6860- S6867, 2012. WORDELL FILHO, J.A.; MARTINS, D.A.; STADNIK, M.J. Aplicação foliar de tratamentos para o controle do míldio e da podridão-de-escamas de bulbos de cebola. Horticultura Brasileira, v. 25, n.4, p.544- 549, 2007.