Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015.
Águas de Lindóia-SP
5
Organização:
Depto. Fitossanidade, UNESP -...
Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015.
Águas de Lindóia-SP
6
Organização:
Depto. Fitossanidade, UNESP -...
Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015.
Águas de Lindóia-SP
7
Organização:
Depto. Fitossanidade, UNESP -...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

ENTOMOPATÓGENOS E ÓLEO DE NIM NO MANEJO DE TRIPES E PRODUTIVIDADE DE CEBOLA.

119 visualizações

Publicada em

O objetivo deste estudo foi avaliar agentes de controle biológico, óleo de nim e na incidência e danos de tripes, no índice de clorofila, na produtividade. O experimento foi realizado na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC. A cultivar utilizada foi a Epagri 362 Crioula Alto Vale. Os experimentos foram implantados em 20/08/2014 e a colheita de bulbos realizada em 02/12/2014. Os tratamentos foram realizados em pulverização foliar nas respectivas concentrações com Bacillus subtilis QST 713 13,68 g/L a 1% e 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 300 g/kg a 0,1% e 0,2%; Beauveria bassiana IBCB 66 300 g/kg a 0,25% e 0,50%; óleo de nim com 0,12% p/p de azadirachtina a 0,25% e 0,50% e testemunha sem aplicação. Os tratamentos não influenciaram a incidência, os danos de tripes, índice de clorofila e a produtividade de cebola.

Publicada em: Tecnologia
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
119
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
4
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

ENTOMOPATÓGENOS E ÓLEO DE NIM NO MANEJO DE TRIPES E PRODUTIVIDADE DE CEBOLA.

  1. 1. Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015. Águas de Lindóia-SP 5 Organização: Depto. Fitossanidade, UNESP - Câmpus de Jaboticabal. ENTOMOPATÓGENOS E ÓLEO DE NIM NO MANEJO DE TRIPES E PRODUTIVIDADE DE CEBOLA Paulo Antonio de Souza Gonçalves 1 ; Francisco Olmar Gervini de Menezes Júnior 2 1 Eng. Agr. Dr., Epagri, Estação Experimental de Ituporanga-SC, Estrada Geral Lageado Águas Negras, 453, CEP 88400-000, pasg@epagri.sc.gov.br 2 Eng. Agr. Dr., Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC, Estrada Geral Lageado Águas Negras, 453, CEP 88400-000, franciscomenezes@epagri.sc.gov.br Resumo - O objetivo deste estudo foi avaliar agentes de controle biológico e óleo de nim na incidência e danos de tripes, no índice de clorofila e na produtividade. O experimento foi realizado na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC. A cultivar utilizada foi a Epagri 362 Crioula Alto Vale. Os experimentos foram implantados em 20/08/2014 e a colheita de bulbos realizada em 02/12/2014. Os tratamentos foram realizados em pulverização foliar nas respectivas concentrações com Bacillus subtilis QST 713 13,68 g L -1 a 1% e 2%; Metarhizium anisopliae IBCB 425 300 g kg -1 a 0,1% e 0,2%; Beauveria bassiana IBCB 66 300 g kg -1 a 0,25% e 0,50%; óleo de nim com 0,12% p/p de azadirachtina a 0,25% e 0,50% e testemunha sem aplicação. Os tratamentos não influenciaram a incidência, os danos de tripes, índice de clorofila e a produtividade de cebola. Palavras-chave: Allium cepa; Thrips tabaci; controle biológico; Azadirachta indica; indução de resistência. Introdução A produtividade da cultura da cebola no Brasil é condicionada entre vários fatores pelos danos causados pelo inseto, popularmente conhecido por tripes ou piolho, Thrips tabaci Lind. 1888 (Thysanoptera: Thripidae). Os danos são devido a sucção de seiva das plantas, que causam lesões esbranquiçadas, seca de ponteiros e retorcimento de folhas, com redução do tamanho de bulbos (GONÇALVES, 2006). As plantas de cebola com alta infestação de tripes não tombam na fase de maturação, o que facilita a entrada de água da chuva e irrigação no pseudocaule, o que causa perdas na pós-colheita (GONÇALVES, 2006). Atualmente está se desenvolvendo em Santa Catarina a implantação da produção integrada de cebola, com o intuito de gerar a produção de bulbos sem altos níveis de agrotóxicos. Desta forma, o objetivo é produção agrícola com qualidade para a saúde humana e de baixo impacto ambiental. A avaliação de insumos comerciais de baixo impacto ambiental, tais como, agentes de controle biológico e inseticidas botânicos, é importante na implantação de um processo de produção integrada vegetal. Pois, desta forma poderá ser disponibilizado alimentos com maior segurança para a sociedade. O objetivo deste estudo foi avaliar em condições de campo agentes de controle biológico, óleo de nim, na incidência e danos de tripes, e efeitos no índice de clorofila, na produtividade, e nas perdas pós-colheita de bulbos de cebola. Material e Métodos O experimento foi realizado na Epagri, Estação Experimental de Ituporanga, SC, a 475 m de altitude, 27º 22’S de latitude e 49º 35’W de longitude, em Cambissolo Húmico Distrófico. A cultivar utilizada foi a Epagri 362 Crioula Alto Vale. O transplante foi realizado em 20/08/2014 e a colheita de bulbos realizada em 02/12/2014. As mudas foram transplantas em canteiro no espaçamento de 0,2m entre linhas e 0,1m entre plantas, com população de 500.000 plantas ha -1 . A parcela experimental foi composta por 5 linhas de 3 m lineares, total de 6 m 2 , com 0,5 m entre parcelas de isolamento. A área útil foi composta pelas 3 linhas centrais. A adubação de plantio foi de 40 kg de N ha -1 , 160 kg de P2O5 ha -1 e 90 kg de K2O ha -1 , fornecidos pela fórmula NPK 5-20-10 e completado por cloreto de potássio. A adubação de nitrogênio em cobertura foi realizada com ureia nas doses de 104 kg de N ha -1 aos 47 dias após transplante (DAT) e 36 kg de N ha -1 aos 85 DAT.
  2. 2. Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015. Águas de Lindóia-SP 6 Organização: Depto. Fitossanidade, UNESP - Câmpus de Jaboticabal. Os tratamentos foram Serenade® (Bacillus subtilis) 1% e 2%; Metiê® (Metarhizium anisopliae) 0,1% e 0,2%; Ballveria® (Beauveria bassiana) 0,25% e 0,50%; Fortneem® (óleo de nim com 0,12% p/p de azadirachtina) 0,25% e 0,50% e testemunha sem aplicação. A linhagem de B. subtilis foi a QST 713 13,68 g L -1 com mínimo de 1X10 9 CFU g -1 de ativo. O isolado de M. anisopliae foi o IBCB 425 300 g kg -1 com 8x10 9 unidades formadoras de colônia por g de produto. O isolado de B. bassiana foi o IBCB 66 300 g kg -1 com 1x10 9 unidades formadoras de colônia por g de produto. O delineamento experimental foi o de blocos ao acaso com quatro repetições. A pulverização foi realizada manualmente com equipamento tipo pet marca Guarany® com 600 L de calda/ha. A incidência de tripes foi avaliada semanalmente, 24 horas após as pulverizações dos tratamentos, em cinco plantas por parcela experimental, aos 49; 56; 63; 71; 77; 84 e 91 dias após transplante (DAT). Nesta avaliação foi utilizada escala de notas de incidência de acordo com os níveis populacionais de ninfas, sendo baixo = 1, médio = 3 (considerado como o nível de dano econômico) e alto = 9. Os danos de tripes foram avaliados em cinco plantas por parcela no final do ciclo aos 98 DAT. Nesta avaliação foi adotada uma escala visual de danos foliares causados pelo inseto, de acordo com o nível de lesões esbranquiçadas, determinado pelas seguintes notas: baixo = 1, médio = 3 (considerado como o nível de dano econômico) e alto = 9. O índice de clorofila foi determinado com auxílio de um clorofilômetro (Clorofilog-CFL1030 - Falker®) na porção central da primeira folha mais alta totalmente expandida em quatro plantas por parcela, em dia ensolarado, aos 92 DAT. A produtividade foi avaliada pela colheita de todos os bulbos da área útil. Os bulbos foram considerados comerciais com diâmetro igual ou superior a 50 mm. Os dados foram submetidos à análise de variância com o uso do programa SAS®. Resultados e Discussão As notas médias de incidência de tripes (4,2), danos (8,5) e índice de clorofila (60,1), não diferiram entre tratamentos (Tabela 1). Portanto, a possibilidade da thuringiensina presente em B. subtilis (PINTO et al., 2010) reduzir a população do inseto não foi observada. A eficácia de isolados de B. bassiana (ABE; IKEGAMI, 2005; SHIBERU; NEGERI; SELVARAJ, 2013; HEMALATHA; RAMARAJU; JEYARANI, 2014) e M. anisopliae (POURIAN et al., 2011) na inibição do desenvolvimento do inseto não ocorreu. Isto sugere que diferentes isolados, linhagens e doses destes agentes de controle biológico devam ser testados em futuros trabalhos. Os valores médios da porcentagem de bulbos comerciais (4,7%), produtividade total (24,4 t ha -1 ) e peso de bulbos (48,8 g) foram similares entre tratamentos (Tabela 1). Portanto, os insumos adotados não foram capazes de reduzir a incidência e danos do inseto e incrementar a produtividade. A produtividade total foi inferior a observada por Menezes Junior e Vieira Neto (2012) com a cultivar Empasc 355 Juporanga, 36,19 t ha -1 , porém a massa fresca de bulbos foi similar, 50,37 g, para uma população de plantas de 503.000 plantas ha -1 . Conclusão Os agentes de controle biológico e óleo de nim não influenciaram a incidência, os danos de tripes, índice de clorofila e a produtividade de cebola.
  3. 3. Conbraf - Congresso Brasileiro de Fitossanidade, 3, 2015. Águas de Lindóia-SP 7 Organização: Depto. Fitossanidade, UNESP - Câmpus de Jaboticabal. Tabela 1. Notas da incidência e danos de Thrips tabaci por planta, índice de clorofila, porcentagem de bulbos comerciais (PBC), produtividade total (PT em t ha -1 ), peso médio de bulbos (PB em g), da cebola tratada com agentes de controle biológico e óleo de nim. Epagri, Ituporanga, SC, 2014. Tratamentos Médias Incidência Danos Clorofila PBC PT PB Bacillus subtilis 1% 4,5 ns 8,4 ns 58,5 ns 2,5 ns 22,5 ns 45,0 ns Bacillus subtilis 2% 4,0 8,4 60,8 6,8 24,6 49,1 M. anisopliae 0,1% 4,5 8,6 61,3 6,3 25,3 50,6 M. anisopliae 0,2% 4,2 8,3 60,0 5,1 25,0 50,0 B. bassiana 0,25% 4,1 8,6 60,0 4,7 24,4 48,8 B. bassiana 0,5% 4,0 8,6 60,0 3,6 23,7 47,3 Óleo de nim 0,25% 4,2 8,3 59,2 5,7 26,1 52,1 Óleo de nim 0,5% 4,4 8,6 60,3 4,2 24,7 49,4 Testemunha 4,0 8,7 60,9 3,5 23,4 46,9 Média 4,2 8,5 60,1 4,7 24,4 48,8 CV (%) 35,4 7,5 3,7 27,5 9,1 9,1 ns: resultados não significativos a 5% de probabilidade pelo teste de F. Referências ABE, M.; IKEGAMI, T. Susceptibility of five species of thrips to different strains of the entomopathogenic fungus, Beauveria bassiana. Applied entomology and zoology, v.40, n.4, p.667-674, 2005. GONÇALVES, P.A.S. Manejo ecológico das principais pragas da cebola. In: WORDELL FILHO, J.A.; ROWE, E.; GONÇALVES, P.A. de S. et al. Manejo fitossanitário na cultura da cebola. Florianópolis: Epagri, 2006. 226p. p.168-189. HEMALATHA, S.; RAMARAJU, K.; JEYARANI, S. Evaluation of entomopathogenic fungi against tomato thrips, Thrips tabaci Lindeman.Journal of Biopesticides, v.7, n.2, p.151-155, 2014. MENEZES JÚNIOR, F.O.G; VIEIRA NETO J. Produção da cebola em função da densidade de plantas. Horticultura Brasileira, v.30, n.4, p.733-739, 2012. PINTO, L.M.N; BERLITZ, D.L; FORTES, R.C.; FIUZA, L.M. Toxinas de Bacillus thuringiensis. Biotecnologia Ciência e Desenvolvimento, Brasília, v.11, n.38, p.24-31, 2010. POURIAN, H. R.; TALAEI-HASSANLOUI, R.; KOSARI, A. A.; ASHOURI, A. Effects of Metarhizium anisopliae on searching, feeding and predation by Orius albidipennis (Hem., Anthocoridae) on Thrips tabaci (Thy., Thripidae) larvae. Biocontrol Science and Technology, v.21, n.1, p.15-21, 2011. SHIBERU, T.; NEGERI, M.; SELVARAJ, T. Evaluation of some botanicals and entomopathogenic fungi for the control of onion thrips (Thrips tabaci L.) in West Showa, Ethiopia. Journal of Plant Patholology & Microbiology, v.4, n.161, p.2-7, 2013.

×