SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DO DISTRITO FEDERAL

                  Livro 5




CURRÍCULO EM MOVIMENTO
      QUARTO CICLO

           Ensino Médio
          Semestralidade




     Versão para Validação
             Fevereiro de 2013
Governador do Distrito Federal
Agnelo Queiroz

Secretário de Educação
Denilson Bento da Costa

Secretária Adjunta de Educação
Maria Luiza Fonseca do Valle

Subsecretária de Educação Básica
Sandra Zita Silva Tiné

Colaboradores:

Adriana Aparecida Barbosa Ramos Matos, Adriana Helena Teixeira, Adriana Tosta
Mendes, Aldeneide Dos Santos Rocha, Alexandra Pereira Da Silva, Alexandre Viana Araujo
Da Silva, Aline de Menezes, Álvaro Sebastião Teixeira Ribeiro, Amanda MidôriAmano,
Ana José Marques, Ana julia E. Heringer Salles, Ana Lucia F. de Brito, Ana Maria de Lima
Fagundes, Ana Paola Nunes Oliveira Lima, Ana Paula Santos de Oliveira, Anderson de
F. Matias, André Lucio Bento, André Wangles de Araújo, Andrei Braga da Silva, Andréia
Costa Tavares, Anna Izabel Costa Barbosa, Antônia Lima Cardoso, Antonio Carlos De
Sousa, Antônio Eustáquio Ribeiro, Ari Luiz Alves Paes,Ariomar da Luz Nogueira Filho,
Arlene Alves Dutra, Avelina Pereira Neves, Carla Ramires Lopes Cabaleira,Carlos Alberto
Mateus da Silva, Carlos Dos Santos Escórcio Gomes, Carmen Silvia Batista, Cassia De
Oliveira Hiragi, Cátia Cândido da Silva, Cátia De Queiroz Domingues, Célia Aparecida
Faria Almeida, César Alexandre Carvalho, Cícero Lopes de Carvalho Neto, Cília Cardoso
Rodrigues da Silva, Cira Reis Araujo De Sousa, Claudia De Oliveira Souza, Cleide de
Souza M. Varella, Cleonice Martins dos Reis, Cristiane Alves de Assis, Cristiano de Sousa
Calisto, Daniel Ferraz, Daniel Policarpo S. Barbosa, Deborah Christina de Mendonça
Oliveira, Deborah Moema Campos Ribeiro, Denise Formiga M. de Castro, Denise Marra
de Moraes, Dhara Cristiane de Souza Rodrigues, Edileuza Fernandes da Silva, Edna
Rodrigues Barroso, Ednéa Sanches, Edvan Vieira Das Virgens, Elaine Eloisa De Almeida
Franco, Elayne Carvalho da Silva, Elna Dias, Elson Queiroz De Oliveira Brito, Elzimar
Evangelista, Emilia Helena Brasileiro Souza Silva, Érica Soares Martins Queiroz, Erika
Goulart Araújo, Ester Shiraishi, Eudócia Correia Moura, Eugênia Medeiros,EvandirAnto
nioPettenon, Fani Costa De Abreu, Francisca das Chagas A. Franco, Francisco Augusto
Rodrigues De Mattos, Frederico Dos Santos Viana, Geovane Barbosa de Miranda, Gilda
Das Graças E Silva, Gilda Ferreira Costa, Gilmar Ribeiro de Souza, Giovanna Amaral da
Silveira, Gisele Lopes Dos Santos, Gisele Rocha do Nascimento, Gleidson Sousa Arruda,
Goreth Aparecida P. da Silva, Helen Matsunaga, Helenilda Maria Lagares, Hélia Cristina
Sousa Giannetti, Helio Francisco Mendes, Hiram Santos Machado, Idelvania Oliveira,
Ildete Batista do Carmo, Ilma Maria FilizolaSalmito, Iracema Da Silva De Castro, Irair Paes
Landin, Irani Maria Da Silva, Iris Almeida dos Santos, Isla Sousa Castellar,Ivanise dos Reis
Chagas , Jailson Soares Barbosa, James Oliveira Sousa, Jamile Baccoli Dantas, Jane Leite
dos Anjos, Janilene Lima da Cunha, Jaqueline Fernandes, Jardelia Moreira Dos Santos,
JeovanyMachoado dos Anjos, João Carlos Dias Ferreira, João Felipe de Souza, Joaquim
V. M. Barbosa, Jorge Alves Monteiro, Jose Batista Castanheira De Melo, José Norberto
Calixto, Jose Pereira Ribeiro, Jose Wellington Santos Machado, Julia Cristina Coelho, Juliana
Alves De Araújo Bottechia, Juliana Ruas de Menezes, Júlio César Ferreira Campus, Kátia
Franca Vasconcellos, Kátia Leite Ramos, Laércio Queiroz da Silva, LatifeNemetala Gomes,
Laurice Aparecida Pereira Da Silva, Leila D’Arc de Souza, Lídia Danielle S. de Carvalho,
Ligia Da Silva Almeida Melo, Liliani Pires Garcia, Lucélia de Almeida Silva, Luciano da
Silva Menezes, Lúcio Flávio Barbosa, Lucy Mary Antunes dos Santos, Luiz Carlos Pereira
Marinho, Luzia Inacio Dias, , Luzia Oliveira do Nascimento, Maicon Lopes Mesquita,
Maira I. T. Sousa, Manoel Alves da Silva, Marcelo L. Bittencourt, Márcia Andréia B. Ramos,
Márcia de Camargo Reis, Márcia Forechi Crispim, Marcia Lucindo Lages, Márcia Santos
Gonçalves Coelho, Márcio Antônio Sousa da Silva, Marcio Mello Nóbrega Soares, Marcio
Melo Freitas, Marcos Antonio da Silva, Margarete Lopes dos Santos, Maria Aparecida
Sousa, Maria Cristina Dollabela, Maria da Glória da Mota, Maria do Rosario Rocha
Caxanga, Maria Goreth Andrade Dizeró, Maria Irene Barros, Maria Ireneuda de Souza
Nogueira, Maria Juvanete Ferreira da Cunha Pereira, Maria Luiza Dias Ramalho, Maria
Rosane Soares Campelo, Mario Bispo Dos Santos, Mário Sérgio Ferrari, Marta Carvalho
de Noronha Pacheco, Matheus Ferreira, Maura da Aparecida Leles, Maxwendel Pereira
De Souza, Michelle Abreu Furtado, Milton Soares da Silva, Miriam Carmem Magalhaes
Miranda, Moacir Natercio F. Júnior, Nádia Maria Rodrigues, Nair Cristina da Silva Tuboiti,
Natalia de Souza Duarte, Neide Rodrigues de Sousa, Neide Silva Rafael Ferreira, Nelly
Rose Nery Junquilho, Nilson Assunção de Araújo, Nilson Couto Magalhaes, Nilva Maria
Pignata Curado, Norma Lúcia Neris de Queiros, Odaiza Cordeiro de Lima, Olga Freitas,
Oraniel de Souza Galvão, Pablo Da Silva Sousa, PatriaLiliande Castro Rodrigues, Patrícia
Carneiro Moura, Patricia Coelho Rodrigues, Patrícia Nunes de Kaiser, Paula Miranda
de Amaral, Paulo Cesar Dos Anjos, Paulo Cesar Rocha Ribeiro, Paulo Henrique Ferreira
da Silva, Paulo Ricardo Menezes, Pedro Alves Lopes, Pedro Anacio Camarano, Pedro
de O. Silva, Plínio José Leite de Andrade, Porfirio Magalhães Sousa, Priscila Poliane de
S. Faleirom, Rafael Batista de Sousa, Rafael Dantas de Carvalho, Rafael Urzedo Pinto,
Raimundo Reivaldo de Paiva Dutra, RaniereR. Silva de Aguiar, Raquel Vila Nova Lins,
Regeane Matos Nascimento, Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo, Regina Lúcia
Pereira Delgado, Reinaldo Vicentini Júnior, Rejane Oliveira dos Santos, Remísia F T De
Aguiar, Renata Alves Saraiva de Lima, Renata CallaçaGadioli dos Santos, Renata Nogueira
da Silva, Renata Parreira Peixoto, Renato Domingos Bertolino, Rinaldo Alves Almeida,
Rober Carlos Barbosa Duarte, Roberto de Lima, Robison Luiz Alves de Lima, Roger Pena
de Lima, Rosália Policarpo Fagundes de Carvalho, Rosana Cesar de Arruda Fernandes,
Rosangela Delphino, Rosangela Toledo Patay, RosembergHolz, Samuel WvildeDionisio de
Moraes, Sara dos Santos Correia, Sérgia Mara Bezerra, Sergio Bemfica da Silva, Sérgio Luiz
Antunes Neto Carreira, Shirley Vasconcelos Piedade, Sônia Ferreira de Oliveira, Surama
Aparecida de Melo Castro, Susana Moreia Lima, Tadeu Maia, Tania Cristina Ribeiro de
Vasconcelos,Tadeu Queiroz Maia, Tania Lagares de Moraes, Telma Litwinuzik, Urânia
Flores, Valeria Lopes Barbosa, Vanda Afonso Barbosa Ribeiro, Vanessa Ribeiro Soares,
Vania Elisabeth AndrinoBacellar, Vânia Lúcia C. A. Souza, Vasco Ferreira, Verinez Carlota
Ferreira, Veronica Antonia de Oliveira Rufino, Vinicius Ricardo de Souza Lima, Viviany
Lucas Pinheiro, Wagner de Faria Santana, Wando Olímpio de Souza, Wanessa de Castro,
Washington Luiz S Carvalho, Wédina Maria Barreto Pereira, Welington Barbosa Sampaio,
Wellington Tito de Souza Dutra, Wilian Gratão.
Proposta de validação do currículo em movimento

        Esse Currículo em Movimento intenta enfrentar as fragilidades que as escolas
públicas do Distrito Federal vêm apresentando. Procura, especialmente, romper com as
barreiras sociais, políticas, econômicas e culturais que segregam unidades escolares e
distorcem as possibilidades de aprendizagem dos estudantes.
        A construção do Currículo em Movimento iniciou-se em 2011, nas unidades
escolares das quatorze Coordenações Regionais de Ensino, com a análise das
potencialidades e fragilidades do Currículo Experimental. Essas e outras análises foram
debatidas em sete Plenárias Regionalizadas ainda no ano de 2011. As sugestões foram
sistematizadas e serviram de base para o Projeto Político Pedagógico Carlos Mota,
lançado no primeiro semestre em 2012, e para essa versão do Currículo, construída
coletivamente por professores e professoras dessa casa. Esse processo ajudou a
ampliar a compreensão sobre os caminhos a serem percorridos na educação pública
do Distrito Federal.
        Também em 2012, foram realizadas eleições diretas para Diretores e Conselhos
Escolares e instituído o Fórum de Educação do Distrito Federal, previstos na Lei 4.751 de
2012 – Lei da Gestão Democrática. Assim, em um processo de reformulação da dinâmica
da gestão da educação e defendendo os princípios da cidadania, da diversidade, da
aprendizagem e da sustentabilidade humana, o Currículo em Movimento passa agora
por um processo de socialização e validação democrática pela Comunidade Escolar.
        Com intenção de assegurar voz e vez a cada integrante de nossa comunidade
escolar, convidamos todos e todas para participarem do processo de validação do
Currículo em Movimento. Para organização do trabalho, sugerimos o seguinte roteiro:
        1)	Validação do Currículo em Movimento pela Comunidade das Unidades
            Escolares:
        a.	 Período – fevereiro e março.
        b.	Estratégia - A comunidade escolar estudará o Currículo em Movimento de
            sua etapa/modalidade. Após as discussões a escola faz seus apontamentos
            de supressão, acréscimo e alteração e elege seus representantes por etapa/
            modalidade para validação Regional.
        2)	 Validação do Currículo em Movimento nas Coordenações Regionais de Ensino:
        a.	 Período – abril e maio.
        b.	 Estratégia – Os representantes das unidades escolares, em plenárias Regionais,
            a partir de sistematização prévia das sugestões das escolas, formulam sua
            proposta Regional.
        3)	 Validação Distrital do Currículo em Movimento:
        a.	 Período – junho.
        b.	 Estratégia – Em Conferência própria, o Currículo em Movimento será validado
            e publicado, permitindo a toda a comunidade escolar do Distrito Federal
            conhecimentos e metodologias significativas e identitárias de nossa política
            educacional.
Sumário
Introdução......................................................................................................................... 7
	       Perfil dos estudantes................................................................................................8
	       Diversidade dos professores.................................................................................... 9
	       Organização do trabalho pedagógico....................................................................... 9
	       Objetivo Geral........................................................................................................ 13
	       Objetivos Específicos..............................................................................................13
	       Marco legal............................................................................................................ 14
	       Perfil dos estudantes do ensino médio.................................................................. 17
	       Nessa perspectiva histórico-cultural, continua o autor,......................................... 18
	       Organização do tempo e espaço da escola: a semestralidade...............................18
	       Processo de Avaliação da Aprendizagem e Estratégia de Recuperação.................20
	       Registro de notas................................................................................................... 22
	       A construção de uma sociedade multiletrada: linguagens e culturas no
	       Ensino Médio ........................................................................................................ 22
	       A pedagogia dos multiletramentos na construção de uma escola pública
	       contemporânea...................................................................................................... 23
	       As áreas do conhecimento do Ensino Médio e as dimensões curriculares............25
	       Área de Linguagens................................................................................................ 27
	       Área de Ciências da Natureza ................................................................................ 28
	       Área de Matemática ..............................................................................................28
	       Área de Ciências Humanas .................................................................................... 29
	       Organização e abordagem dos conteúdos............................................................. 38
	       Orientações para a abordagem da Língua Estrangeira Moderna - LEM.................56
	       Orientações para a abordagem do Ensino Religioso.............................................. 58
Considerações Finais....................................................................................................... 62
Referências...................................................................................................................... 65
Apresentação

       A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Ensino
Médio/Subsecretaria de Educação Básica, vem no ano de 2013 atender ao pleito coletivo
de jovens estudantes de ensino médio e de professores dessa etapa de ensino.
       Ao longo dos dois primeiros anos da gestão do Governo, iniciado em 2011,
esses dois grupos de atores que constroem a escola indicaram, durante as plenárias
de reestruturação curricular, possíveis pontos de melhoria do processo de ensino-
aprendizagem. Entre eles: acúmulo grande de disciplinas para estudar, número
enorme de estudantes, turmas e diários para os professores, conteúdos simultâneos,
pouca aproximação entre professores e jovens estudantes devido ao escasso tempo
disponibilizado, dificuldade de reconhecer as falhas no processo de ensino-aprendizagem
individualizado, em razão do número excessivo dos estudantes.
       Outros pontos também foram apresentados, mas o que mais se destacou foi a
necessidade de reestruturação curricular, inicialmente, pelo tempo dedicado ao conteúdo
e ao estudante. Houve pontualmente a sugestão da organização dos componentes
curriculares em uma nova forma, também permitida pela Lei de Diretrizes e Bases da
Educação, em seu Artigo 23, quando expressa que
       A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância
       regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em
       outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de
       aprendizagem assim o recomendar (LDBEN, 1996, 5ªed.).



       Desta forma, a Coordenação de Ensino Médio iniciou a discussão e organização do
processo semestral de ensino, no ensino médio da Rede Pública de Ensino. Não se trata
de algo novo, no Brasil ou em Brasília, A primeira vez que isto ocorreu foi em 1997, em
11(onze) escolas do turno noturno, e o resultado foi uma drástica redução na repetência
e na evasão, sem reduzir a qualidade do processo de aprendizagem, posto que, nesse
período, houve um impressionante aumento nos índices de aprovação. Percebeu-se à
época que, com o quantitativo de disciplinas ensinadas ao mesmo tempo e em uma
organização anual, os estudantes não conseguiam conciliar trabalho, escola e família.
       Sabe-se, no entanto, que para um bom aproveitamento do trabalho escolar é
de grande importância o trabalho coletivo dos educadores em espaços qualificados da
coordenação pedagógica, do acompanhamento pedagógico e sistematizado da equipe
de coordenadores das instâncias centrais, intermediárias e locais, apoiando a escola,
além de uma formação continuada consistente dos professores, envolvendo a teoria e
a prática de uma proposta de ensino que fuja à tradicional e já comprovada prática que
vem sendo utilizada.
       Este documento pretende disponibilizar as orientações básicas para a
implementação da reestruturação curricular do Ensino Médio, tendo na semestralidade
a proposta de reorganização do tempo e espaço pedagógicos. Ele foi elaborado com
a participação de representantes de 28 escolas de Ensino Médio do Distrito Federal,
de gestores e coordenadores pedagógicos de todas as 14 Coordenações Regionais
de Ensino do Núcleo de Ensino Médio, EJA e Educação Profissional da Escola de
Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação e da Equipe da Coordenação de Ensino
Médio/SUBEB/SEEDF.
Introdução
                                                                                  Anotações
       A proposta curricular para Ensino Médio que ora se
apresenta integra o processo de reestruturação curricular da rede
pública de ensino do Distrito Federal. É importante destacar que
o Ensino Médio está sendo redefinido desde a instância nacional,
a partir das Diretrizes Nacionais da Educação Básica – DCNEB
(Resolução nº 04 de julho de 2010), das Diretrizes Curriculares
Nacionais do Ensino Médio – DCNEM, aprovadas pelo Conselho
Nacional de Educação – CNE (Resolução CNE/CEB 2/2012), além da
implantação do Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI, desde
2009, pelo Ministério da Educação, ao qual a Secretaria de Estado
de Educação do Distrito Federal aderiu e vem ampliando o número
de escolas participantes. Seu Documento Orientador apresenta
como estratégia
       Induzir a reestruturação dos currículos do Ensino Médio [...] fomentando
       propostas curriculares inovadoras nas escolas do ensino médio,
       disponibilizando apoio técnico e financeiro, consoante à disseminação
       da cultura de um currículo dinâmico, flexível e compatível com as
       exigências da sociedade contemporânea.



       O objetivo do MEC é que os sistemas de ensino e as unidades
escolares, a partir dos projetos de reestruturação curricular
fomentados pelo ProEMI, possam elaborar suas propostas
curriculares, tendo incorporado os projetos aos Projetos político-
pedagógicos.
       Na esfera local, a partir de 2007, iniciou-se um processo
de reformulação curricular, sendo que em 2010 foi implantada
uma proposta curricular, em versão experimental e, ao longo do
mesmo ano, foi realizada uma Conferência de Educação, cujas
resoluções também apontavam para mudanças curriculares na
rede pública.
       Esse “Currículo Experimental” colocou o letramento
como um de seus eixos. Para Tfouni (1988), letramento são as
consequências sociais e históricas da introdução da escrita na
sociedade. Para Kleiman (1995), letramento é apenas um dos



                                                        9
componentes desse fenômeno ao qual acrescenta outros, como as práticas sociais de leitura
e escrita, e os eventos em que elas ocorrem. O que fica evidente: as práticas sociais de leitura
e escrita irão conduzir o estudante para além da alfabetização. Soares (1999) contribui com a
mesma posição ao salientar que letramento é o estado ou condição de indivíduos ou de grupos
sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e
participam competentemente de eventos de letramento.
       No decorrer do primeiro semestre de 2011, iniciou-se um debate sobre as fragilidades
e potencialidades do Currículo Experimental. No início do segundo semestre, foi encaminhado
para todas as escolas um conjunto de textos para subsidiar a discussão sobre a reestruturação do
currículo, para, em seguida, levar as questões levantadas para as plenárias que se realizaram entre
agosto e novembro desse ano. As teorias críticas e pós-críticas constituíram-se no referencial
teórico para a definição da concepção do currículo a ser reestruturado.
       Em todos esses movimentos, o que ficou evidente foi a necessidade de se estabelecer
uma nova “cara” para o Ensino Médio ou, por assim dizer, sua identidade, que contemplasse
a diversidade dos professores, dos estudantes jovens e adultos contemporâneos, mas que,
ao mesmo tempo, desenvolvesse a perspectiva da cidadania visando à emancipação desses
estudantes.
       Estes foram os temas recorrentes, observados em todas as plenárias realizadas no
segundo semestre de 2012, com significativa participação dos professores, seja no coletivo ou
como representantes de suas instituições educacionais, nos debates dos grupos de trabalho nas
plenárias. Os princípios da educação em direitos humanos e a sustentabilidade, em consonância
com as DCNEM, balizaram as discussões.
       As plenárias foram divididas em dois momentos: o primeiro, com palestras apresentando
os eixos estruturantes do currículo e o segundo, com a formação de grupo de trabalhos temáticos.
Os Grupos de Trabalho contaram com a participação dos professores representantes das escolas,
que trouxeram as contribuições das discussões realizadas pelos coletivos de suas escolas, além
dos integrantes de setores das Coordenações Regionais de Ensino – CRE e das Coordenações da
Subsecretaria de Educação Básica – SUBEB.
       Entre as diversas proposições apontadas pelas plenárias, destacamos aqui aquelas que
contribuíram para a definição da proposta curricular que se apresenta. São elas:


Perfil dos estudantes
       •	 Nossos alunos de hoje não são como os de dez anos atrás: são digitais, enquanto os
          professores são analógicos. São sujeitos diversos e de diversos interesses. Com muito
          acesso à informação, porém, sem maturidade para gerenciar a informação obtida para


                                               10
transformar em conhecimento.
      •	 São diversificados em relação à situação socioeconômica,      Anotações
         cultural, religiosa. São críticos e observam todo o
         processo de aprendizagem.
      •	 São seres plurais, que pensam e agem diferentemente... É
         preciso pensar em como trabalhar com essa pluralidade,
         com identidade em construção, envolvida em drogas...
         Jovens que morrem cedo, com gravidez precoce, com
         liberdade assistida... Sujeitos críticos, dinâmicos, ativos
         e participativos, com acesso à internet. Estudantes
         trabalhadores, carentes de afeto.


Diversidade dos professores
      •	 Os professores são diversificados no que diz respeito
         à religião, cultura, política, formação e concepção da
         prática docente, sendo mais resistentes a novos métodos
         de ensino, à tecnologia, às mudanças curriculares...
      •	 Os professores priorizam aspectos individuais ao invés
         dos coletivos.
      •	 Deve haver uma redução do conteúdo programático e da
         carga de regência dos professores.
      •	 São profissionais que necessitam de formação continuada,
         melhores condições de trabalho e reconhecimento
         profissional. São indivíduos de que queremos corrigir as
         falhas históricas.
      •	 São professores abertos a uma nova mudança.
      •	 São professores que necessitam de formação continuada.
      •	 São professores despreparados para lidar com as
         diversidades, incluindo os ANEE.
      •	 São professores heterogêneos em suas concepções
         políticas e pedagógicas.


Organização do trabalho pedagógico
      •	 Descentralizar a formação continuada dos professores
         para as DREs e para as próprias escolas com certificação


                                               11
pela EAPE.
       •	 Repensar tempo e espaço para o ensino médio, como, por exemplo, transformá-lo em
          curso semestral.
       •	 Continuar a discussão de currículo em fóruns virtuais.
       •	 Preocupar-se com a repetência e evasão e, neste sentido, é preciso discutir espaço,
          tempo, recursos e metodologias para ao Ensino Médio.
       •	 Preocupar-se com uma concepção crítica e pós-crítica, pois o que existe é a cultura da
          prática docente tradicional.
       •	 Ter um currículo novo, flexível, persuasivo.
       •	 Rever a questão do excesso de disciplinas.
       •	 Trabalhar por meio de outras linguagens.
       •	 Verificar a questão da semestralidade e da redução de disciplinas.
       •	 Utilizar a coordenação pedagógica para oferecer cursos de formação continuada.
       •	 Revitalizar o Ensino Regular Noturno.
       •	 Valorizar a construção do Projeto Político-pedagógico na escola com participação de
          todos os segmentos que englobam a instituição de ensino.
       •	 Cobrar os resultados previstos neste projeto.


       Este breve histórico demonstra uma convergência de intenções e interesses. Por um lado,
a SEEDF, propondo e organizando o debate acerca da reestruturação curricular e, por outro, os
professores manifestando, a partir de seu ponto de vista, a necessidade de uma mudança não só
curricular, mas também nas condições de trabalho.
       Somando-se a esse movimento, que deixa clara a inquietação e o interesse dos professores
por mudanças no Ensino Médio, outra referência tão importante quanto são os indicadores de
desempenho dessa etapa da educação. O cenário nacional mostra redução das matrículas e
aumento dos índices de reprovação e evasão que influenciam no baixo resultado do Índice de
Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB.
       Fato semelhante aconteceu no período entre 1995 e 1998, quando a Fundação
Educacional, por meio do Departamento de Pedagogia e a Direção de Ensino Médio, diante de
indicadores negativos da educação pública do DF, estendeu a implantação da proposta da Escola
Candanga – uma lição de cidadania ao Ensino Regular Noturno. A partir de então, ocorreu uma
série de debates, seminários e encontros, até a formulação da proposta da semestralidade, cujos
resultados podem ser observados nas tabelas abaixo, extraídas do documento Avaliação do
Projeto Pedagógico Ensino Regular Noturno na Escola Candanga:
Tabela 1
                                                                     Anotações




                            Tabela 2




       	Os dados mostram a evolução positiva dos indicadores
educacionais: redução acentuada nos índices de evasão e aumento
significativo nos índices de aprovação. A melhoria da qualidade da
educação evidenciada quando da implantação da semestralidade,
entre os anos de 1997 e 1998, motivou a SEEDF a rediscutir a
proposta, fazer o debate com vistas à promoção das adaptações
necessárias para o contexto atual e, finalmente, transformar em
uma proposta curricular para toda a rede de ensino, incluindo o


                                              13
turno diurno. Cabe ressaltar que, em 1999, não houve continuidade dessa proposta curricular.
Com a mudança de governo, outras políticas educacionais foram implantadas.
          Além da experiência do Distrito Federal, outras unidades da federação também
implantaram a semestralidade, como os estados do Paraná, Goiás, Ceará e Rio Grande do Norte.
O Ministério da Educação está promovendo um debate nacional sobre a reformulação curricular
do Ensino Médio e a semestralidade tem-se apresentado como um dos grandes temas.
          O Ensino Médio do Distrito Federal, em 2011, teve um índice de reprovação da ordem de
22,89%, o que significou o terceiro maior índice de reprovação entre as redes estaduais de todo o
Brasil. Essa taxa de reprovação fez com que nosso IDEB não alcançasse a meta estabelecida em 2009,
de 3,4, ficando com o índice de 3,3. As médias do ENEM/2011 das unidades escolares públicas do
DF que o INEP divulgou, também apresentaram uma queda no rendimento de nossos estudantes.
          As tabelas abaixo apresentam os índices de aprovação, reprovação e abandono dos
estudantes da rede pública, no período compreendido entre 2007 e 2011. A evolução desses
índices ao longo desse período demonstra claramente que está ocorrendo uma diminuição dos
índices de aprovação e, como consequência, o aumento dos índices de reprovação e de abandono
dos estudantes.


          Tabela 3 – Série histórica do índice de Aprovação no período 2007- 2011
       ANO                   2007                  2008               2009              2010              2011
      TURNO           Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno

     Sem              449,36         47,55    662,07   558,57    55,07    553,17   553,54   44,14    551,97   339,42
  Dependência
     Com              117,44         58,94    117,43   77,27     117,00   88,66    116,68   88,99    117,09    9,33
  Dependência
Fonte: Censo escolar / 2012 – SEDF




          Tabela 4 – Série histórica dos índices de Reprovação e Abandono no período 2007-2011
       ANO                   2007                  2008               2009              2010              2011
      TURNO           Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno

   Reprovação         225,26                           115,83    119,67   113,25   221,09            222,58   224,77
                                     22,23    15,50                                         18,12

    Abandono           66,63         221,50   44,99    118,34    88,26    224,89   77,58    228,27   77,23    25,90
Fonte: Censo escolar /2012 – SEDF




          Assim temos que, para além do desejo e interesse evidenciados, existe a necessidade
urgente de promover melhorias no Ensino Médio. É nesse contexto que a SEEDF apresenta
esta proposta de reestruturação curricular, tendo como eixos estruturantes a Diversidade, a
Cidadania, a Sustentabilidade e as Aprendizagens. Os eixos integradores especificamente para o

                                                                14
Ensino Médio são a Ciência, a Tecnologia, a Cultura e o Mundo do
Trabalho.                                                                        Anotações
       A concepção de currículo que fundamenta a elaboração
dessa proposta é baseada nas teorias críticas e pós-críticas do
currículo que, de acordo com Tomaz Tadeu da Silva,
       As teorias críticas de currículo, ao deslocarem a ênfase dos conceitos
       simplesmente pedagógicos de ensino e aprendizagem para os conceitos
       de ideologia e poder, por exemplo, nos permitiram ver a educação de
       uma nova perspectiva. Da mesma forma, ao enfatizarem o conceito
       de discurso em vez do conceito de ideologia, as teorias pós-críticas de
       currículo efetuaram outro importante deslocamento na nossa maneira
       de conceber o currículo (SILVA, 1999, p.17).



       Segundo o autor, os conceitos enfatizados por essas duas
categorias de teoria de currículo seriam para as teorias críticas:
ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social,
capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, currículo
oculto, resistência, emancipação e libertação; para as teorias
pós-críticas: identidade, alteridade, diferença, subjetividade,
representação,     cultura,     gênero     raça,    etnia,     sexualidade,
multiculturalismo, significação e discurso (SILVA, 1999, p.17).
       A fundamentação teórico-metodológica e as propostas de
organização do trabalho pedagógico e abordagem do conhecimento
serão explicitadas ao longo deste documento, quando da
apresentação da matriz de objetos de conhecimento.


Objetivo Geral
       Promover a reestruturação curricular do Ensino Médio
da rede pública do Distrito Federal, por meio da reorganização
do espaço/tempo e da proposição de estratégias metodológicas
que favoreçam a efetividade dos processos pedagógicos, ou
seja, do processo de ensino-aprendizagem, da prática docente
e das relações professor/estudante, com vistas à melhoria dos
indicadores educacionais.


Objetivos Específicos
       •	 Melhorar as condições pedagógicas por meio da


                                                      15
reorganização do tempo/espaço do cotidiano escolar.
       •	 Reduzir os índices de reprovação e evasão escolares.
       •	 Tornar mais efetiva a relação professor/estudantes.
       •	 Qualificar a avaliação, incluindo o processo contínuo de recuperação das aprendizagens.
       •	 Redimensionar a coordenação pedagógica como um espaço/tempo de planejamento,
          troca de experiências, pesquisa e formação continuada dos professores.


Marco legal
       A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, de dezembro de 1996,
instituiu a Educação Básica (Artigo 21), organizada por meio das etapas Educação Infantil, Ensino
Fundamental e Ensino Médio, consideradas suas diferentes modalidades de oferta, de forma a
propiciar a estruturação de um projeto de educação escolar que contemple as características de
desenvolvimento desde a infância, passando pela juventude até a vida adulta.
       A LDBEN define, ainda, que a Educação Básica tem por finalidade desenvolver o educando,
assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe
meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (BRASIL, Lei nº 9.394/1996, art. 22).
       Apresenta o Ensino Médio como etapa final da Educação Básica, em continuidade ao
Ensino Fundamental, com os seguintes objetivos:
       I - a consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando
       o prosseguimento de estudos;
       II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a
       ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamentos posteriores;
       III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e desenvolvimento da
       autonomia intelectual e pensamento crítico;
       IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando teoria
       e prática, no ensino de cada disciplina (BRASIL, Lei nº 9.394/1996, art.35).



       Em novembro de 2009, foi aprovada a Emenda Constitucional 59, tornando a “educação
básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive
sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”, devendo ser
implementado até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação – PNE, atualmente em
debate no Congresso Nacional. O texto do PNE ratifica na terceira meta a universalização do
Ensino Médio, estabelecendo a faixa etária dos estudantes como sendo entre 15 e 17 anos e
propõe como primeira estratégia para alcance dessa meta
       Institucionalizar programa nacional de diversificação curricular do ensino médio, a fim de incentivar
       abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, discriminando-se conteúdos
       obrigatórios e conteúdos eletivos articulados em dimensões temáticas, tais como ciência, trabalho,
       tecnologia, cultura e esporte, apoiado por meio de ações de aquisição de equipamentos e laboratórios,
       produção de material didático específico e formação continuada de professores.



                                                     16
Significa dizer que o Ensino Médio assume o status de
Educação Básica, de caráter obrigatório para a formação acadêmica                  Anotações
de todos os jovens entre 15 e 17 anos de idade, sendo assegurada
sua oferta gratuita para todos os que não tiverem acesso a ele na
idade certa.
       Em relação à qualidade social da educação, as Diretrizes
Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica – DCGEB,
em seu artigo 9º, adotam como centralidade o estudante e as
aprendizagens, o que pressupõe o atendimento aos requisitos:
       I – revisão das referências conceituais quanto aos diferentes espaços e
       tempos educativos, abrangendo espaços sociais na escola e fora dela;
       II – consideração sobre a inclusão, valorização das diferenças e o
       atendimento à pluralidade e à diversidade cultural, resgatando e
       respeitando os direitos humanos, individuais e coletivos e as várias
       manifestações de cada comunidade;
       III – foco no projeto político-pedagógico, no gosto pela aprendizagem,
       e na avaliação das aprendizagens como instrumento de contínua
       progressão dos estudantes;
       IV – inter-relação entre organização do currículo, do trabalho pedagógico
       e da jornada de trabalho do professor, tendo como foco a aprendizagem
       do estudante.



       Quanto à organização do currículo, as Diretrizes Curriculares
Nacionais para o Ensino Médio - DCNEM (Resolução 02 do CNE/
CEB, de janeiro de 2012) estabelecem em seu artigo 8º quatro áreas
do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza
e Ciências Humanas. Em seus dois parágrafos, estabelecem que
o tratamento metodológico deve evidenciar a contextualização e
a interdisciplinaridade para a articulação e o fortalecimento dos
saberes para a apreensão e intervenção na realidade a partir da
cooperação entre os professores.
       Em seu artigo 5º, as DCNEM apresentam as bases para a
oferta do Ensino Médio, assim descritas:
       I - formação integral do estudante;
       II - trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos,
       respectivamente;
       III - educação em direitos humanos como princípio nacional norteador;
       IV - sustentabilidade ambiental como meta universal;
       V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a
       historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo,
       bem como entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem;



                                                        17
VI - integração de conhecimentos gerais e, quando for o caso, técnico-profissionais realizada na perspectiva
       da interdisciplinaridade e da contextualização;
       VII - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo,
       das formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes;
       VIII - integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como
       base da proposta e do desenvolvimento curricular.
       § 1º O trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica de transformação da natureza, como realização
       inerente ao ser humano e como mediação no processo de produção da sua existência.
       § 2º A ciência é conceituada como o conjunto de conhecimentos sistematizados, produzidos socialmente ao
       longo da história, na busca da compreensão e transformação da natureza e da sociedade.
       § 3º A tecnologia é conceituada como a transformação da ciência em força produtiva ou mediação do
       conhecimento científico e a produção, marcada, desde sua origem, pelas relações sociais que a levaram a
       ser produzida.
       § 4º A cultura é conceituada como o processo de produção de expressões materiais, símbolos, representações
       e significados que correspondem a valores éticos, políticos e estéticos que orientam as normas de conduta
       de uma sociedade.



       A conceituação do currículo é apresentada, no artigo 6º, da seguinte forma:
       ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela sociedade, expressando-se por
       práticas escolares que se desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas
       relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e contribuindo para o desenvolvimento de
       suas identidades e condições cognitivas e socioafetivas.



       Quanto à orientação para a elaboração da proposta curricular das unidades de ensino, o
artigo 13 define que devem estar presentes:
       I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como eixo integrador entre os
       conhecimentos de distintas naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica e em relação ao
       contexto social contemporâneo;
       II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão do processo histórico de produção científica e
       tecnológica, desenvolvida e apropriada socialmente para a transformação das condições naturais da vida e
       a ampliação das capacidades, das potencialidades e dos sentidos humanos;
       III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa ser protagonista na
       investigação e na busca de respostas em um processo autônomo de (re) construção de conhecimentos.
       IV - os direitos humanos como princípio norteador, desenvolvendo-se sua educação de forma integrada,
       permeando todo o currículo, para promover o respeito a esses direitos e à convivência humana.
       V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal, desenvolvida como prática educativa integrada,
       contínua e permanente, e baseada na compreensão do necessário equilíbrio e respeito nas relações do ser
       humano com seu ambiente.



       A partir deste marco legal, a proposta curricular que se apresenta tem como eixos
integradores a Ciência, a Tecnologia, a Cultura e o Mundo do Trabalho. A pesquisa será um dos
princípios que deverá fazer parte do cotidiano escolar, tanto na prática docente, amplificando o
conceito freireano de professor pesquisador, quanto na rotina dos estudantes, proporcionando-
lhes uma nova forma de olhar os acontecimentos a sua volta, desenvolvendo neles a capacidade
de opinar, de pensar e de usufruir dos novos conhecimentos.

                                                      18
O acesso às tecnologias digitais e a formação dos estudantes
em torno dessas tecnologias são fundamentais e devem ser              Anotações
desenvolvidos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais
do Ensino Médio, a partir das dimensões da formação humana –
trabalho, ciência, tecnologia e cultura.
       Os multiletramentos assumem uma perspectiva de
abordagem dos conteúdos extremamente importante na formação
dos estudantes, pois favorecem o empoderamento desses
jovens na perspectiva de uma participação ativa na “sociedade
do conhecimento”, caracterizada pela circulação de um grande e
diversificado volume de informações. Proporcionam maior grau de
autonomia e ampliam as condições para o exercício da cidadania e,
consequentemente, para o desenvolvimento da nação.
       O princípio educativo do trabalho leva-nos a compreender
o trabalho como todas as formas de ação que os seres humanos
desenvolvem para construir as condições que asseguram sua
sobrevivência. Implica reconhecê-lo como responsável pela
formação humana e pela constituição da sociedade. É pelo trabalho
que os seres humanos produzem conhecimento, desenvolvem e
consolidam sua concepção de mundo, conformam as consciências,
viabilizam a convivência, transformam a natureza, constroem a
sociedade e fazem história.


Perfil dos estudantes do ensino médio
       Os estudantes do Ensino Médio são predominantemente
adolescentes e jovens. Segundo o Conselho Nacional de Juventude
(CONJUVE), são considerados jovens os sujeitos com idade
compreendida entre os 15 e os 29 anos.
       A principal tarefa do Ensino Médio é tornar-se atraente
para os jovens entre 15 e 17 anos, considerando o turno diurno,
e os maiores de 18 anos que optam pelo ensino regular noturno,
incentivando-os a permanecer na escola, adotando diferentes
estratégias de ensino e de aprendizagem para os vários anseios,
próprios dos grupos juvenis. Isso se deve ao fato de que os
estudantes dessa faixa etária apresentam características muito


                                               19
emblemáticas, entre as quais: estão inseridos em um mundo digitalizado, marcado pela fruição –
são chamados “nativos digitais”; optam por estudar os três anos de curso regular, pois aspiram à
continuidade de seus estudos, vislumbrando o ingresso no ensino superior; necessitam trabalhar
e estudar ou se preparar para o trabalho.
       Entender o jovem do Ensino Médio dessa forma significa superar uma noção
homogeneizante e naturalizada desse estudante, passando a percebê-lo como sujeito com
valores, comportamentos, visões de mundo, interesses e necessidades singulares. Além disso,
deve-se também aceitar a existência de pontos em comum que permitam tratá-lo como uma
categoria social.
       Segundo Fávero (2010), o estudante de hoje
       não corresponde a nenhuma das representações propostas pela cultura escolar de natureza iluminista,
       porque hoje, na posição de sujeito do conhecimento, ele é, sobretudo, um sujeito histórico, que traz para
       a sala de aula um repertório de experiências constitutivas da cotidianidade da sociedade contemporânea.



Nessa perspectiva histórico-cultural, continua o autor,
       a escola deixou de ser uma comunidade de ouvintes, centrada no discurso pastoral dos professores. As
       escolas de hoje, recorrendo-se à expressão de Guattari, são verdadeiros ‘territórios existenciais coletivos’,
       devido à presença de alunos que são os “praticantes do cotidiano” contemporâneo e que trazem para
       dentro das salas de aula as suas práticas culturais. Os estudantes, portanto, são produtos diários da cultura,
       de uma cultura-ação, de uma cultura no sentido antropológico, que encara todo e qualquer ato social como
       uma forma de construir culturalmente e socialmente a realidade (FÁVERO, 2010).



       Então, tendo em vista os sujeitos de direito em suas multiplicidades identitárias e sociais, é
preciso pensar e propor percursos formativos que permitam o acesso a saberes e conhecimentos
comuns a todos os estudantes brasileiros, tendo em vista a necessária construção e manutenção
da identidade nacional, sem ratificar a ideia de um currículo único, mas respeitando as
especificidades das diferentes populações estudantis e as características culturais, linguísticas e
sociais dos territórios em que estão inseridos.
       O desafio que está posto é o da reinvenção criativa da escola e de seus tempos e espaços
pedagógicos, reafirmando o direito ao acesso, à permanência e aos processos formativos.


Organização do tempo e espaço da escola: a semestralidade
       Nesta nova proposta de regime anual haverá a divisão dos componentes curriculares
em blocos semestrais, com o propósito de reduzir o número de disciplinas por semestre para
o estudante e o número de turmas para o professor, proporcionando, assim, uma relação mais
próxima entre estes.
       A redução de disciplinas a serem cursadas pelo estudante favorecerá os estudos de cada
componente curricular. Ocorrerá também um aumento no número de aulas das disciplinas que


                                                       20
são oferecidas em apenas um dos blocos, o que promoverá mais
tempo disponível com cada professor.                                   Anotações
          Com relação ao corpo docente, possibilitará um trabalho
mais efetivo com o estudante, podendo identificar pontualmente
as necessidades de aprendizagem do mesmo. Além disso, com
menos turmas, os professores terão mais tempo para planejar suas
aulas, proporcionando mais qualidade pedagógica às mesmas,
melhor acompanhamento da frequência e das aprendizagens
dos estudantes, tomando medidas preventivas com a equipe
pedagógica para ações contra a evasão. Existe também a mudança
nas práticas de conselho de classe ao longo do semestre, quando o
professor vai, por ter mais tempo com o aluno, conhecê-lo melhor.
          Para melhor compreensão, seguem abaixo, como modelos,
os quadros de distribuição dos componentes curriculares por
blocos. Cabe ressaltar que esses blocos não poderão sofrer
alterações, sendo definitivos para todas as escolas da Secretaria de
Educação do Distrito Federal que implantarão a proposta.


BLOCOS DE DISCIPLINAS DO DIURNO
            BLOCO 1          CH              BLOCO 2           CH
 LÍNGUA PORTUGUESA           04    LÍNGUA PORTUGUESA          004
 MATEMÁTICA                  03    MATEMÁTICA                 003
 ED. FÍSICA                  02    ED. FÍSICA                 002
 HISTÓRIA                    04    GEOGRAFIA                  004
 FILOSOFIA                   04    SOCIOLOGIA                 004
 BIOLOGIA                    04    QUÍMICA                    004
 FÍSICA                      04    ARTE                       004
 INGLÊS                      03    ESPANHOL                   002
 ENSINO RELIGIOSO            01    ENSINO RELIGIOSO           001
 PARTE DIVERSIFICADA         01    PARTE DIVERSIFICADA        202
 TOTAL SEMANAL               30    TOTAL SEMANAL              330




                                                 21
DISCIPLINAS DO NOTURNO
                 BLOCO 1                       CH                          BLOCO 2                      CH
            LÍNGUA PORTUGUESA                   04                 LÍNGUA PORTUGUESA                    04
               MATEMÁTICA                       03                     MATEMÁTICA                       03
                 HISTÓRIA                       04                      GEOGRAFIA                       04
                FILOSOFIA                      03*                     SOCIOLOGIA                       04
                BIOLOGIA                        04                       QUÍMICA                        04
                  FÍSICA                        04                         ARTE                         02
                  INGLÊS                        02                      ESPANHOL                        02
             ENSINO RELIGIOSO                   01*                 EDUCAÇÃO FÍSICA                     02
             TOTAL SEMANAL                        25                     TOTAL SEMANAL                   25
*Apenas para a 1ª série do Ensino Médio. Nas demais séries, Filosofia terá 04 aulas semanais. Caso não haja opção
pelo Ensino Religioso, a aula será incorporada à carga horária da Filosofia.
        	
        De acordo com os quadros apresentados acima, observa-se que Língua Portuguesa e
Matemática permeiam os dois blocos, permanecendo ao longo de todo o ano letivo. Isto ocorre
devido à carga horária dessas disciplinas ser maior que a das outras, o que ocasionaria um
número elevado de aulas no semestre. A Educação Física também ocorrerá ao longo de todo o
ano letivo para o turno diurno e, no turno noturno, apenas no bloco 2, porque a carga horária
deste é menor do que diurno. E também conforme orientação da Coordenação de Educação
Física e Desporto Escolar – CEFDESC, o desenvolvimento motor é parte de todo o comportamento
humano. O desenvolvimento cognitivo, afetivo e o motor estão relacionados, por isso o corpo
deve estar em movimento durante todo o ano.
        	A oferta de Ensino Religioso está presente no quadro do turno diurno durante todo o
ano letivo, porém cabe ressaltar que sua permanência é uma opção da comunidade escolar.
Caso não seja uma disciplina escolhida, essa carga horária será utilizada para as aulas da Parte
Diversificada, conforme estipulado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação
Básica e do Ensino Médio. No turno noturno, caso haja a opção da comunidade, essa disciplina
será ofertada apenas para a 1ª série do ensino médio; se isso não ocorrer, essa carga horária será
acrescida ao componente curricular de Filosofia.
        	 om essa organização, não há deficit na carga horária do corpo docente e discente, ou
        C
seja, atende ao estipulado pela modulação dos professores e pela Matriz Curricular da Secretaria
de Educação do Distrito Federal.


Processo de Avaliação da Aprendizagem e Estratégia de Recuperação
        As mudanças pedagógicas realizadas na última década nas estruturas curriculares
da educação básica vêm sinalizando a necessidade de um processo avaliativo pautado no


                                                      22
atendimento ao direito de aprendizagem e desenvolvimento dos
estudantes em relação aos conhecimentos e saberes fundamentais         Anotações
a sua formação integral. Nesse sentido, é necessário desenvolver
alternativas avaliativas que consigam evidenciar a forma pela qual
ocorre a articulação dos saberes e o modo como as aprendizagens
se constroem, considerando as características individuais e sociais
desses jovens estudantes.
       A organização curricular em semestres considera a
importância que os instrumentos avaliativos têm para a continuidade
dos estudos e para o fortalecimento dos vínculos entre estudantes
e instituição de ensino. Para tanto, o processo avaliativo deve ser
contínuo, processual e dinâmico, por meio de ações pedagógicas
inovadoras e transformadoras, ou seja, é fundamental a efetivação
de uma avaliação formativa, em que os aspectos qualitativos
prevaleçam em relação aos quantitativos, conforme as diretrizes
avaliativas da SEEDF.
       Nessa perspectiva, a avaliação vai além da verificação
pontual dos conhecimentos e fundamenta-se em oportunidades
diversificadas que possibilitem aos estudantes demonstrar o
aprendizado construído ao longo do semestre. Para alcançar os
aspectos qualitativos na aprendizagem, o processo avaliativo deve
lançar mão de diferentes instrumentos, tais como: prova objetiva,
prova dissertativa, seminários, debates, relatórios, autoavaliação,
entre outros, de acordo com o componente curricular e as
especificidades da turma. Além disso, julga-se necessário usar
instrumentos avaliativos que dêem conta do trabalho interdisciplinar
desenvolvido no bloco de disciplinas e entre os blocos, sempre que
possível, pois este é o principal foco da proposta.
       Considerando a divisão dos componentes curriculares por
blocos, compreende-se que o desenvolvimento das aprendizagens
dos conteúdos seja favorecido, uma vez que docentes e
discentes têm maior carga horária em cada componente, o que
proporciona melhores condições de planejamento pedagógico
e, consequentemente, mais oportunidades para diversificar as
estratégias de ensino e aprendizagem. Diante disso, o processo


                                                 23
avaliativo nos componentes curriculares se dará, de acordo com os seguintes princípios:
        a) avaliar para saber o nível de aprendizagem dos alunos;
        b) avaliar para saber o que é preciso priorizar na ressignificação dos conteúdos curriculares;
        c) avaliar para tomar decisões que possibilitem alcançar os resultados esperados (planejar
              atividades, escolher instrumentos mais adequados ao componente curricular ou etapa
              de ensino, desenvolver projetos, entre outras).


        À medida que forem sendo evidenciadas dificuldades de aprendizagem dos estudantes,
o princípio da avaliação processual e da recuperação contínua deve ser observado para que os
estudantes, sob orientação e acompanhamento dos professores, possam superar suas dificuldades
e obtenham êxito ao final do semestre.
        Com isso, os instrumentos avaliativos devem preconizar a aprendizagem significativa e
progressiva de acordo com a natureza do componente curricular e seus objetivos, diminuindo
assim, significativamente, a probabilidade de docente e discente não alcançarem os resultados
esperados.
        No caso de baixo rendimento do aluno (média inferior a cinco), as estratégias de
recuperação seguem o disposto na LDB 9394/96, Art. 24, inciso V e nas diretrizes avaliativas da
rede pública de ensino. Para tanto, a escola deverá planejar e implementar ao longo do ano letivo
os estudos de recuperação de cada componente curricular em que o aluno não obteve êxito.


Registro de notas
        O processo de avaliação de aprendizagem será contínuo, processual e dinâmico, no
qual cada professor, de acordo com o componente curricular e a turma de alunos em que atua,
escolherá os instrumentos mais adequados para verificar os conhecimentos construídos. No
entanto, o registro de notas obedecerá à legislação vigente. Portanto, será realizado duas vezes a
cada semestre, sendo o primeiro registro ao final do 50° dia letivo e o segundo, ao final do 100°
dia letivo.


A construção de uma sociedade multiletrada: linguagens e culturas no Ensino Médio	
        Uma das marcas da contemporaneidade é a rapidez com que as tecnologias se
transformam, viabilizando novas possibilidades de interação e tornando-se capazes de modificar
os modos como as pessoas se relacionam e criam representações de si mesmas e o do mundo.
Esse processo de transformação também produz impactos e efeitos de caráter cognitivo, cultural
e social quando atuamos em contextos específicos.
        Com muita celeridade, a dinâmica do mundo atual torna obsoletas algumas ferramentas


                                                  24
e produz outras ─ novas e multifacetadas ─ que permitem a
atuação humana em espaços antes considerados inimagináveis,              Anotações
especialmente os digitais, de forma interativa e colaborativa. Além
disso, a contemporaneidade se constrói, também, por uma dupla
e intrínseca multiplicidade: i) uma multiplicidade de linguagens
(verbais, multimodais, sonoras etc.) que exigem de nós práticas
diversas e novas, tais como as digitais, visuais e midiáticas para bem
atuarmos nas esferas escolares, científicas, acadêmicas, artísticas,
entre outras; ii) e uma multiplicidade de culturas, na constante
criação e recriação de representações com propósitos culturais
específicos.
       Essa dupla multiplicidade (de linguagens e de culturas)
é abarcada no conceito de multiletramentos, que, segundo Rojo
(2012, p. 13), “aponta para dois tipos específicos e importantes de
multiplicidade em nossas sociedades, principalmente urbanas, na
contemporaneidade: a multiplicidade cultural das populações e a
multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos
quais ela se informa e se comunica”. Do ponto de vista cultural,
é preciso considerar a constituição híbrida das sociedades, o que
destrói, entre outras teses, aquelas baseadas em antagonismos
que opõem o popular e o erudito, o clássico e o moderno, por
exemplo. No processo em que se considera a multiplicidade
cultural, é fundamental a perspectiva de que as sociedades são
híbridas e de que são híbridos também os textos que circulam
nos contextos do cotidiano, da escola, da academia científica, do
entretenimento, o que colabora mais uma vez com a ideia em
torno dos multiletramentos.


A pedagogia dos multiletramentos na construção de uma escola
pública contemporânea
       Se uma das funções sociais da escola é entender o mundo
para, entre outras, formar cidadãos que também o entendam, o
critiquem e o transformem, é necessário, então, que o trabalho
pedagógico perceba as mudanças ocorridas na contemporaneidade,
a fim de que os conteúdos historicamente construídos possam ser


                                                 25
ressignificados em razão do que se constitui e se transforma incessantemente. Mais do que isso:
é imperioso que os estudantes da etapa final da Educação Básica se percebam como usuários e
produtores da multiplicidade de linguagens do mundo de hoje, além de membros pertencentes
a culturas múltiplas e híbridas.
       O termo multiletramentos foi proposto pelo Grupo de Nova Londres em 1996 e deu-se,
também, pelo entendimento de que a escola deve dar lugar ao pluralismo cultural e semiótico
(diversas linguagens), em contraposição à intransigência com a diversidade. Uma pedagogia
dos multiletramentos surge da necessidade de a escola tomar a seu cargo (daí a proposta de
‘pedagogia’) os novos letramentos emergentes na sociedade contemporânea, em grande parte
─ mas não somente ─ devidos às novas TICs, e de levar em conta e incluir nos currículos a grande
variedade de culturas já presentes nas salas de aula de um mundo globalizado e caracterizado
pela intolerância com a diversidade cultural, com a alteridade (ROJO, 2012, p. 12).
       Em termos gerais, uma prática pedagógica realizada na perspectiva dos multiletramentos
deve considerar o mundo e a escola pela lente da diversidade, da multiplicidade de linguagens e de
culturas. Desse modo, os conteúdos trabalhados precisam favorecer a formação de uma sociedade
multiletrada, que seria, em resumo, aquela em que homens e mulheres desempenhassem
de forma bem sucedida práticas letradas com propósitos culturais específicos; cidadãos que
entendessem o papel que as diversas linguagens desempenham nas diferentes esferas sociais
(escolar, científica, artística, institucional, de entretenimento etc.).
       Há, ainda, outro aspecto a ser levado em conta quando se imagina uma pedagogia
dos multiletramentos: o processo de formação de cidadãos críticos em relação às diversas
realidades e pontos de vista construídos nos diversos textos que circulam na sociedade. Trata-
se da perspectiva de letramentos críticos, que, conforme Cervetti, Pardales e Damico (2011),
englobariam nossa capacidade de perceber que os textos guardam sentidos diversos, tendo em
vista que são constituídos social e culturalmente. Assim, o trabalho pedagógico dos conteúdos no
horizonte dos multiletramentos busca, sobretudo, formar leitores que se atrevam a questionar
o que leem, entendendo que o que se lê não é um conjunto de sentidos neutros, mas permeado
de ideologia.
       É preciso compreender que o processo de formação de estudantes críticos ─ leitores que
desvelam as realidades diversas presentes nos textos de diversos gêneros (artigo de opinião,
editorial, gráfico, tabela, infográfico, reportagem, notícia, entre outros) ─ não é tarefa única dos
professores de certos componentes curriculares, mas, sobretudo, de todos os professores da
escola, numa tentativa de articular a construção de conhecimentos das diversas ciências com a
atitude reflexiva em relação ao que se aprende.
       Desse modo, os conteúdos das quatro áreas que compõem o currículo do Ensino Médio


                                                  26
(Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências da Natureza
e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Ciências                   Anotações
Humanas e suas Tecnologias) devem ser trabalhados em dimensões
que, ao mesmo tempo, sejam capazes de favorecer a construção
do conhecimento escolar e científico, e de promover a formação
de cidadãos críticos na perspectiva dos multiletramentos, em
razão da multiplicidade de linguagens e de culturas nas (e das)
sociedades contemporâneas. A cidadania aqui referida é concebida
na perspectiva de uma cidadania construída e não formalmente
concedida. Nas palavras de Gentili,
       A cidadania é, desta forma, o exercício de uma prática inegavelmente
       política e fundamentada em valores como a liberdade, a igualdade, a
       autonomia, o respeito à diferença e às identidades, a solidariedade,
       a tolerância e a desobediência a poderes totalitários (GENTILI, 2003,
       p.73).



As áreas do conhecimento do Ensino Médio e as dimensões
curriculares
       A proposta curricular feita para o Ensino Médio é uma
matriz que considera as áreas do conhecimento organizadas em
dimensões que se interconectam e se internalizam. A opção por
dimensionar essas áreas dá-se em razão da busca por favorecer a
interdisciplinaridade e ressignificar os conteúdos historicamente
mais demandados por certos componentes curriculares. Assim, o
desenho curricular que ora se apresenta requer um entendimento
de que os conteúdos científicos e escolares se relacionam de modo
a promover o entendimento de que o mundo atual é caracterizado,
como vimos, por uma multiplicidade de linguagens e de culturas,
presentes no conceito complexo dos multiletramentos.
       A matriz curricular para o Ensino Médio está organizada
em quinze dimensões, definidas a partir da perspectiva geral dos
multiletramentos e de conceitos ou categorias que marcam cada
uma das quatro áreas do conhecimento. Para fins de visualização
didática, as quinze dimensões estão representadas nos diagramas
a seguir:




                                                     27
LINGUAGENS                                      CIÊNCIAS DA NATUREZA




               MATEMÁTICA                                    CIÊNCIAS HUMANAS




       É preciso salientar que, na presente proposta de desenho curricular, as quinze
dimensões estão interconectadas e cada uma delas internaliza aspectos de todas as outras.
Esse entendimento é importante para que a organização do trabalho pedagógico seja capaz de
promover a interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento e seus respectivos componentes
curriculares. Além disso, a configuração dos conteúdos em dimensões é uma tentativa de
ressignificá-los, a fim de que a escola acompanhe as transformações pelas quais o mundo passa.
       O que define cada uma das dimensões, como já explicitado, é a noção dos multiletramentos
em associação com alguns conceitos ou categorias que singularizam as quatro áreas do
conhecimento, como pode ser depreendido dos resumos a seguir:


                                             28
Área de Linguagens

                                                                                    Anotações
                       Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                       favorecer as práticas sociais e culturais marcadas
                       pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias
                       que constroem a dinâmica da contemporaneidade.
                       Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os
 Multiletramentos,     gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais
                       desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos
       texto,          contextos de uso artísticos, musicais, literários,
                       jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e
   criatividade e      de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta
                       dimensão devem submeter-se à convicção de que o
    movimento          movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se
                       expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura,
                       de modo dialético e recursivo, em articulação com as
                       condições humanas de criatividade, inventividade e
                       capacidade de gerar o novo.
                       Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                       favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente
                       artístico e estético, desempenhadas pela humanidade
                       ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim,
                       o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante
 Multiletramentos,     experiências artísticas construídas e vivenciadas
    literatura,        por meio das atividades de linguagem, da leitura,
                       da interpretação, da simbologia, da apreciação, da
   sensibilidade e     presença corporal e do prazer estético. Além disso,
 apreciação estética   é necessário que os conteúdos desta dimensão
                       recuperem as representações artísticas canônicas
                       universais, as contribuições de origem africana e
                       indígena, mas que também favoreçam a fruição
                       estética das manifestações culturais populares e
                       daquelas próprias dos contextos locais.
                       Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                       favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente
                       artístico e estético, desempenhadas pela humanidade
                       ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim,
                       o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante
 Multiletramentos,     experiências artísticas construídas e vivenciadas
    oralidade,         por meio das atividades de linguagem, da leitura,
                       da interpretação, da simbologia, da apreciação, da
    interação e        presença corporal e do prazer estético. Além disso,
   corporeidade        é necessário que os conteúdos desta dimensão
                       recuperem as representações artísticas canônicas
                       universais, as contribuições de origem africana e
                       indígena, mas que também favoreçam a fruição
                       estética das manifestações culturais populares e
                       daquelas próprias dos contextos locais.
                       Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                       favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas
                       linguagens exercem quando realizamos práticas sociais
                       de natureza textual, discursiva, artística e desportiva.
 Multiletramentos,     Nesse sentido, o trabalho pedagógico deve propiciar ao
    gramática,         estudante experiências de reflexão sobre a construção
                       de sentidos nos textos (por meio de recursos
     reflexão e        gramaticais, lexicais, pragmáticos, imagéticos etc.); e
                       de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas.
   análise crítica     Além disso, os conteúdos desta dimensão devem
                       contribuir para o desenvolvimento da capacidade do
                       estudante em realizar avaliação crítica de si, do outro
                       e do mundo.




                                                         29
Área de Ciências da Natureza
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que as Ciências
                      não são neutras. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da
 Multiletramentos,    sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade
      ciência,        dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado
                      pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em
      cultura e       coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar
                      essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e
        ética         suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais
                      contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar,
                      embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo com uma formação participativa,
                      reflexiva e crítica dos estudantes.
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica
 Multiletramentos,    em relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Nesse sentido, é preciso compreender que
   tecnologia,        o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural,
  informação e        comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres
   criatividade       de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se
                      entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo,
                      em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as
                      condições humanas de criatividade.
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico
                      é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois
 Multiletramentos,    desenvolve no estudante capacidades de construir conceitos a partir de observações e de
       lógica,        experiências vivenciadas dentro e fora da escola. Esse raciocínio contribui para a análise
                      dos fatos, promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos
      análise e       de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto,
   representação      a representação assume, nas Ciências da Natureza, o papel de construtora de modelos
                      simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção da ciência no âmbito
                      dos multiletramentos. Além disso, a lógica, a análise e a representação devem atuar em
                      conjunto, pois a natureza não age biológica, física e quimicamente de maneira isolada, o
                      que exige uma visão interdisciplinar das ciências.
                      Os conteúdos relativos a esta dimensão pretendem que o estudante seja considerado
                      o centro dos processos de ensino e de aprendizagem e de seu papel transformador na
 Multiletramentos,    dinâmica da natureza e da sociedade. Nesse contexto, a natureza, o ser humano e a
     natureza,        sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem interdependentes.
 transformação e      Além disso, esses três elementos vivem em constante transformação e, desse modo, é
    sociedade         preciso que o trabalho pedagógico docente propicie que o estudante construa uma visão
                      crítica sobre os processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. Nessa
                      perspectiva, ações pedagógicas multiletradas contribuem para desvelar a ideologia erigida
                      nas diversas representações do que se considera “sustentabilidade”.


Área de Matemática
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que a Matemática
                      não é neutra. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da
                      sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade
 Multiletramentos,    dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado
      cultura,        pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em
                      coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar
    sociedade e       essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e
                      suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais
        ética         contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar,
                      embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo com uma formação participativa,
                      reflexiva e crítica dos estudantes.
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em
                      relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Ou seja, o estudante, a partir dessa dimensão,
                      terá a possibilidade de ler, interpretar e analisar dados de diferentes formatos e, ainda,
 Multiletramentos,    fazer julgamento e opções a partir desta análise. Nesse sentido, é preciso compreender
   tecnologia,        que o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural,
  informação e        comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres
   criatividade       de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se
                      entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo,
                      em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as
                      condições humanas de criatividade.


                                                      30
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da
                                                                                    Anotações
                      convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper
                      com os processos de simples memorização de fórmulas
                      e tabelas, pois desenvolve no estudante a capacidade
                      de construir conceitos a partir de observações e de
                      experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A
                      ideia de “algebrizar” está relacionada com a capacidade
                      de simbolizar, operar simbolicamente e de interpretar
                      as relações simbólicas. É o grande início da modelagem
 Multiletramentos,    matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo
       lógica,        traduzir uma situação problema em linguagem
                      matemática a partir da qual são aplicadas rotinas de
      análise e       cálculos e algoritmos, o que promove o pensamento
   representação      científico e desenvolve ações de manipulação de objetos
                      de aprendizagem, de operacionalização, de representação
                      e de abstração. Nesse contexto, a representação assume,
                      na Matemática, o papel de construir modelos simbólicos
                      dos diversos fenômenos, colaborando para a percepção
                      do conhecimento no âmbito dos multiletramentos.
                      Dessa forma, a lógica, a análise e a representação devem
                      atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes
                      possam ter uma visão crítica e coerente ao interpretar e
                      agir sobre os fatos.


Área de Ciências Humanas
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão trazem a
                      perspectiva de que as Sociedades e Culturas estão em
                      constante mudança. Nesse sentido, devem buscar
                      estabelecer um elo possível entre o conhecimento
                      escolar, a necessidade social e a qualidade de vida dos
 Multiletramentos,    cidadãos, vinculados ao contexto do século XXI, que se
    sociedades,       apresenta com um universo cultural extremamente rico
 culturas e espaço/   e complexo, mas também traz agregadas as profundas
       tempo          marcas das desigualdades sociais, estabelecendo
                      um novo paradigma para a percepção do mundo, da
                      sociedade e da história. Assim, a abordagem pedagógica
                      deve abranger todo o processo histórico, geográfico,
                      sociológico e filosófico e seus aspectos socioeconômicos
                      vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos
                      humanos, ao meio ambiente, relacionando-os ao
                      desenvolvimento humano dos educandos.
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                      possibilitar ao estudante a compreensão do mundo,
                      além de favorecer o desenvolvimento da curiosidade
 Multiletramentos,    intelectual, do senso crítico e de contemplar sua
     ciências,        formação como pessoa e como cidadão, como sujeito
                      ético que valorize a pluralidade cultural do gênero
  meio ambiente e     humano. Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia
     educação         com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e
                      científicas para desvelar as possibilidades de mudança a
                      partir de temas contemporâneos que geram impactos
                      na qualidade de vida das pessoas. Além disso, é
                      necessário que a escola considere o estranhamento e a
                      desnaturalização dos fenômenos sociais.
                      Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem
                      promover a discussão de que a identidade do indivíduo
                      pode ser compreendida na dialógica de sua unidade
 Multiletramentos,    e das diversidades como sendo dimensões inerentes,
    indivíduos,       antagônicas e complementares da espécie humana.
  identidades e       Assim, a prática pedagógica deve considerar a convivência
   diversidade        com as diferenças, a fim de promover o reconhecimento
                      e o respeito às pluralidades. Além disso, é preciso que a
                      escola discuta e combata todas as formas de preconceito e
                      discriminação, o que se torna possível com uma educação
                      inspirada na ética e nos direitos humanos.


                                                         31
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer o entendimento do estudante
 Multiletramentos,    de que a Política corresponde a uma rede de interesses e de acordos estabelecidos pelos
      estado,         seres humanos em um processo de tomada de decisões, o que envolve valores sociais e de
                      relações de poder. Além disso, é necessário que a prática pedagógica aborde os conteúdos,
     política e       considerando que o poder é Poder, é um complexo de relações entre os sujeitos históricos
                      nas diversas formações sociais e que o Trabalho é conceituado  em sua perspectiva
     trabalho         ontológica de transformação da natureza, como realização inerente do ser humano e como
                      mediação no processo de produção de sua existência.



       Ressalte-se que há uma total articulação entre a perspectiva dos multiletramentos e as
dimensões aqui elencadas para abordagem das áreas de conhecimento com a concepção que
fundamenta o Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI, instituído pelo MEC para fomentar
a reestruturação de projetos curriculares das escolas, cuja meta é a universalização das escolas
envolvidas. Nesse programa, são definidos macrocampos pedagógicos, a partir dos quais os
projetos escolares são estruturados. São eles:
       •	 Macrocampo obrigatório: Integração Curricular.
       •	 Macrocampos eletivos: Leitura e Letramento; Iniciação Científica e Pesquisa; Línguas
           Estrangeiras; Cultura Corporal; Produção e Apreciação das Artes; Comunicação, Cultura
           Digital e Uso de Mídias; Participação Estudantil.


        O documento orientador do ProEMI assim define os macrocampos:
       Compreende-se por macrocampo um campo de ação pedagógico-curricular no qual se desenvolvem
       atividades interativas, integradas e integradoras dos saberes, dos tempos, dos espaços e dos sujeitos
       envolvidos com a ação educacional. Os macrocampos se constituem, assim, como um eixo a partir do
       qual se possibilita a integração curricular com vistas ao enfrentamento e à superação da fragmentação e
       hierarquização dos saberes. Permite, portanto, a articulação entre formas disciplinares e não disciplinares
       de organização do conhecimento e favorece a diversificação de arranjos curriculares (MEC/ProEMI/2013).


       As quinze dimensões, divididas unicamente para fins didáticos, devem favorecer
abordagens interdisciplinares dos conteúdos nelas situados, como nos exemplos descritos - a
seguir - em que os gêneros textuais cartum, notícia e infográfico simulam brevemente um trabalho
pedagógico com a temática “os efeitos da ação humana sobre o meio ambiente”, envolvendo as
três áreas do conhecimento:




                                                      32
Exemplo 1:
                                                                          Anotações




       Fonte: <http://grafar.blogspot.com.br/2010/01/serie-do-mes-
            desmatamento_25.html>. Acesso em 11/12/2012.


       Em termos gerais, sugere-se que, por meio deste cartum,
seja possível mobilizar as quatro áreas do conhecimento, sempre
com atenção para a ideia conceitual e teórica das dimensões
curriculares. Desse modo, por exemplo, há clara possibilidade de se
favorecer uma abordagem das seguintes dimensões curriculares:
       Área de Ciências da Natureza: abordagem da dimensão
Multiletramentos, tecnologia, informação e criatividade, uma
vez que se espera com ela que os estudantes desenvolvam a
consciência crítica frente à informação que ouvem, leem, escrevem
ou veem. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser
trabalhado é “ação antrópica sobre o ambiente na perspectiva da
sustentabilidade”.
       Área    de     Matemática:       abordagem        da    dimensão
Multiletramentos, cultura, sociedade e ética, em razão de que a
escola deve promover a apropriação da cultura científica escolar,
embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo para
uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes.
No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser


                                                    33
trabalhados são “noções de matemática financeira” e “juros simples e compostos”.
       Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, sociedades,
culturas, espaço/tempo, uma vez que se espera com ela que a escola leve em consideração todo o
processo histórico, geográfico, sociológico, bem como filosófico e seus aspectos socioeconômicos
vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos humanos, ao meio ambiente, relacionando-
os ao desenvolvimento humano dos educandos. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que
pode ser trabalhado é “globalização”.
       Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, gramática, reflexão e
análise crítica, uma vez que se espera com ela que a escola contribua para o desenvolvimento
da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si, do outro e do mundo. No âmbito
dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “a arte e seu papel político
e social” e “estudo comparativo de obras do passado e obras contemporâneas”; abordagem da
dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e movimento, uma vez que se espera que a escola
considere o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham
nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos,
publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. No âmbito dessa dimensão, um
conteúdo que pode ser trabalhado é “produção, refacção e leitura de textos do domínio literário,
jornalístico e dos novos contextos midiáticos e tecnológicos” e “elementos formais da linguagem
visual: linhas, esquemas geométricos, simetria e assimetria, ritmo, cor, textura, forma, espaço
positivo/negativo”.




                                                34
Exemplo 2:

 No Cerrado, 53 municípios entram para a “lista suja” do desmatamento                                         Anotações
 REDAÇÃO ÉPOCA
  
                                                Enquanto o desmatamento
                                                da Amazônia é amplamente
                                                divulgado e gera até reações
                                                internacionais, o nosso Cerrado,
                                                bioma que ocupa um quarto
                                                de todo o país, não atrai tantas
                                                atenções. No entanto, ele
                                                continua sendo desmatado:
                                                cerca de 48% de todo o Cerrado
                                                já foi derrubado.
                                                Nesta segunda-feira (26), o
                                                Ministério do Meio Ambiente
                                                (MMA) colocou em prática
                                                mais uma medida para tentar
                                                reduzir a derrubada no bioma,
                                                ao publicar uma lista no Diário
                                                Oficial com 53 municípios que
                                                mais desmataram o Cerrado
                                                no último ano – uma estratégia
 similar à usada na Amazônia, que funcionou em alguns casos, como mostra o
 sucesso de Paragominas, no Pará.
 A situação mais crítica é no Maranhão: o estado conta com 20 municípios
 listados pelo ministério. Bahia e Tocantins têm, cada um, oito municípios
 listados, e o Piauí conta com seis municípios, entre eles o que mais desmatou:
 Baixa Grande do Ribeiro. Completam a lista os estados de Goiás, Mato Grosso,
 Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Entram na lista as cidades que derrubaram
 mais de 25 km² de vegetação natural em 2010-2011, e que possuem pelo
 menos 20% da cobertura nativa.
 O objetivo do Ministério é que esses municípios recebam incentivos
 para tornarem suas economias mais sustentáveis. Serão tomadas medidas de
 ordenamento territorial, fiscalização e controle para tentar reduzir as taxas de
 desmatamento. O plano faz parte de uma das metas ambientais que o Brasil
 se comprometeu a cumprir: reduzir em 40% as emissões de gases de efeito
 estufa, provenientes de desmatamento do Cerrado.
Fonte: <http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/tag/cerrado/> Acesso em: 30/12/2012 (com adaptações).




           De modo semelhante ao que foi exemplificado com o
cartum, sugere-se que o trabalho com essa notícia seja capaz de
mobilizar as quatro áreas do conhecimento e algumas de suas
dimensões e conteúdos:
           Área de Ciências da Natureza: abordagem da dimensão
Multiletramentos, tecnologia, informação e criatividade; com ela,
pretende-se que a escola desenvolva no estudante a consciência
crítica em relação ao que ele ouve, lê, escreve e vê. No âmbito
dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são


                                                                           35
“agricultura sustentável” e “ação antrópica sobre o ambiente na perspectiva da sustentabilidade”;
abordagem da dimensão Multiletramentos, natureza, transformação e sociedade, pois com
ela espera-se que a escola propicie ao estudante a construção de uma visão crítica sobre os
processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. No âmbito dessa dimensão,
alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “reações de combustão e poluição ambiental”
e “uso racional da energia na perspectiva da sustentabilidade humana”.
        Área de Matemática: abordagem da dimensão Multiletramentos, cultura, sociedade e
ética, tendo em vista que se espera com essa dimensão que a escola promova o enfrentamento
de questões que se apresentem, na realidade dos estudantes, como situações problema. No
âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser trabalhado é “noções de estatística”.
        Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, ciências, meio
ambiente e educação, uma vez que se espera com ela que a escola esteja em sintonia com seu
tempo, promova investigações filosóficas e científicas e desvele as possibilidades de mudança a
partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros) que geram
impactos na qualidade de vida das pessoas. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que
podem ser trabalhados são “diversidades ambientais” e “desenvolvimento sustentável, relatórios
e tratados ambientais internacionais”.
        Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e
movimento, uma vez que com ela se pretende que a escola considere o papel que os gêneros
textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e
dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais,
esportivos e de entretenimento. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser
trabalhados são “produção, refacção e leitura de gêneros textuais do domínio jornalístico: notícia,
reportagem, resenhas” e “produção, refacção e leitura de resumos, sinopses e comentários
críticos”.




                                                36
Exemplo 3:
                                                                             Anotações




Fonte: <http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,veja-os-mapas-e-graficos-
      da-devastacao-no-cerrado,441529,0.htm> Acesso em: 5/12/2012

       	
       	Da mesma forma que os exemplos anteriores com o cartum
e com a notícia, sugere-se que o trabalho com esse infográfico seja
capaz de mobilizar as quatro áreas do conhecimento e algumas de
suas dimensões e conteúdos:


                                                    37
Área de Ciências da Natureza: abordagem da dimensão Multiletramentos, natureza,
transformação, sociedade, pois com ela espera-se que a escola leve o estudante a refletir que a
natureza, o ser humano e a sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem
interdependentes. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados
são “ecossistemas terrestres e aquáticos”, “biogeografia brasileira” e “relações ecológicas:
importância para o ser humano e para a natureza”.
       Área de Matemática: abordagem da dimensão Multiletramentos, lógica, análise e
representação, pois com ela pretende-se que a escola contribua para a análise dos fatos, promova
o pensamento científico e desenvolva ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de
operacionalização, de representação e de abstração. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos
que podem ser trabalhados são “construção de gráficos, tabelas, quadros, utilizando informações
sociais” e “noções de estatística”.
       Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, ciências, meio
ambiente e educação, uma vez que se espera com ela que a escola esteja em sintonia com seu
tempo, promova investigações filosóficas e científicas e desvele as possibilidades de mudança a
partir de temas contemporâneos que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. No âmbito
dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “diversidades ambientais” e
“desenvolvimento sustentável, relatórios e tratados ambientais internacionais”.
       Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e
movimento, uma vez que se espera com ela que a escola considere o papel que os gêneros textuais
escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos
de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de
entretenimento. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são
“leitura de gêneros de textos descontínuos (gráficos, tabelas etc.)”, “produção, refacção e leitura
de textos do domínio literário, jornalístico e dos novos contextos midiáticos e tecnológicos” e
“produção, refacção e leitura de textos escritos e multimodais em diversos gêneros em diversos
suportes”.
       Os exemplos descritos apenas ilustram algumas maneiras de como é possível integrar
as dimensões e as áreas por meio da abordagem dos diversos conteúdos. É preciso, entretanto,
reiterar a necessidade de a escola considerar aspectos do mundo contemporâneo para que o
estudante possa entendê-lo, questioná-lo e transformá-lo. Assim, justifica-se a proposição de uma
pedagogia dos multiletramentos, o que faz a prática pedagógica levar em conta que a dinâmica
do mundo atual é, também, marcada por aspectos multimodais, multimidiáticos e multiculturais.
Além disso, no processo em que se concebe o mundo em razão de todos esses aspectos, a noção
de letramentos críticos desempenha um papel fulcral no processo de questionamento do mundo e


                                                 38
das relações de poder e das desigualdades presentes na sociedade.
       Desse modo, a escola precisa questionar e refletir acerca      Anotações
de seu trabalho pedagógico, seus ritmos, seus rituais, seus
movimentos, suas formas de avaliação e de planejamento, sua
organização e o uso dos espaços e tempos escolares. As práticas
escolares devem incitar todos a refletir, questionar, pesquisar,
tomar iniciativa, enfim, ser protagonista no processo educativo e
no processo cidadão.
       Nessa perspectiva, a organização curricular tem papel
importante e balizador para a ressignificação do trabalho
pedagógico, de tal forma que essa apresentação concreta de um
documento curricular seja capaz de suscitar outra visão de escola ─
quer social, quer pedagógica, ─ na busca de formas de construção
e instauração de estruturas participativas mais amplas e que deem
voz e vez a todos os partícipes do projeto educativo.
       A matriz curricular em dimensões prevê que os conteúdos
sejam abordados sob o signo da interdisciplinaridade e da
flexibilidade, em que o ponto de partida seja norteado pelo
levantamento dos conhecimentos prévios do grupo de estudantes
com o qual o professor atua. Apoiado no diagnóstico que indica o
que os estudantes sabem e o que ainda precisam saber, a relação
do professor com o currículo pressupõe um exercício constante
de reflexão e avaliação de sua turma e de sua atuação pedagógica
frente ao desafio de promover a aprendizagem de todos.
       Na efetivação dessa prática pedagógica reflexiva - práxis,
que constitui um permanente processo de ação-reflexão-ação
do fazer pedagógico, os conteúdos organizados em dimensões
que se interconectam e que se internalizam impõem o desafio
de promover a ampliação da abordagem pedagógica que garanta
aprendizagens contextuais, dialógicas e significativas.
       Por meio do exercício de conversar e analisar os
conteúdos, é importante destacar que os conhecimentos podem
ser introduzidos, trabalhados sistematicamente, consolidados e
ampliados. O diagnóstico da turma deve indicar o que deve ser
retomado, tendo como referência as metas previstas para o ano/


                                                39
série, a ser contempladas no projeto político-pedagógico da escola.
        Desejamos que a organização curricular leve à discussão de outras dimensões do fazer
pedagógico e educativo e promova a reflexão da necessidade do atentar-se para não reduzir
a prática escolar apenas ao trabalho da sala de aula, mas estendê-lo para toda a instituição
educacional, com o exercício do planejamento coletivo e da concretização da proposta pedagógica,
como pontos norteadores para a emancipação do fazer educativo. Uma educação para além
da escola, no estímulo das habilidades de aprender a aprender, habilidades socioafetivas e da
comunicação escrita, corporal, oral e visual, e tantas outras possíveis e necessárias.


Organização e abordagem dos conteúdos
                                                   LINGUAGENS
                                Multiletramentos, texto, criatividade e movimento
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas
linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso
considerar o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da
vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais,
esportivos e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de
que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a
cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e
capacidade de gerar o novo.
               1ª série                               2ª série                               3ª série
    Ø	 Produção, refacção e                Ø	 Produção, refacção e                Ø	 Produção, refacção e
       leitura de textos escritos e           leitura de textos escritos e           leitura de textos escritos e
       multimodais em diversos                multimodais em diversos                multimodais em diversos
       gêneros                                gêneros em diversos                    gêneros e em diversos
                                              suportes                               suportes
    Ø	 Construção de sentidos
       por meio de esforços                Ø	 Construção de sentidos              Ø	 A constituição polifônica dos
       inferenciais                           por meio de esforços                   textos
                                              inferenciais
    Ø	 Construção da textualidade                                                 Ø	 Construção de sentidos
       (intertextualidade ─                Ø	 Construção da textualidade             por meio de esforços
       paráfrases, citação, paródia           (intertextualidade,                    inferenciais
       ─ coesão ─ elementos                   informação,
       gramaticais e lexicais ─               intencionalidade, situação,         Ø	 Construção da textualidade
       e coerência) em textos                 coesão, e coerência) em                (intertextualidade,
       autênticos que circulam na             textos autênticos que                  informação, intencionalidade,
       sociedade                              circulam na sociedade                  situação, coesão, e coerência)
                                                                                     em textos autênticos que
    Ø	 Leitura e estudo da                 Ø	 Leitura e estudo da                    circulam na sociedade
       estruturação de gêneros                estruturação de gêneros
       textuais de predominância              textuais de predominância           Ø	 Leitura e estudo da
       narrativa: contos, novelas e           narrativa: contos, novelas e           estruturação de gêneros
       romances                               romances                               textuais de predominância
                                                                                     narrativa: contos, novelas e
    Ø	 Leitura de gêneros de textos        Ø	 Leitura de gêneros de textos           romances
       descontínuos (gráficos,                descontínuos (gráficos,
       tabelas etc.)                          tabelas etc.)                       Ø	 Leitura de gêneros de textos
                                                                                     descontínuos (gráficos,
    Ø	 Elementos da narrativa:             Ø	 Elementos da narrativa:                tabelas etc.)
       enredo, personagens,                   enredo, personagens,
       espaço, tempo, narrador                espaço, tempo, narrador             Ø	 Elementos da narrativa:
       (ponto de vista)                       (ponto de vista)                       enredo, personagens,
                                                                                     espaço, tempo, narrador
    Ø	 Produção, refacção e leitura        Ø	 Produção, refacção e leitura           (ponto de vista)
       de resumos, sinopses e                 de resumos, sinopses e
       comentários críticos                   comentários críticos                Ø	 Produção, refacção e leitura
                                                                                     de resumos, sinopses e
                                                                                     comentários críticos



                                                        40
LINGUAGENS
                                       Multiletramentos, texto, criatividade e movimento
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens,
mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que
os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de
uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os
conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que
se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições
humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo.
                 1ª série                                   2ª série                                    3ª série
    Ø	 Produção, refacção e leitura            Ø	 Produção, refacção e leitura             Ø	 Produção, refacção e leitura
       de textos do domínio                       de textos do domínio                        de textos do domínio
       literário, jornalístico e dos              literário, jornalístico e dos               literário, jornalístico e dos
       novos contextos midiáticos e               novos contextos midiáticos e                novos contextos midiáticos e
       tecnológicos                               tecnológicos                                tecnológicos
    Ø	 Produção, refacção e leitura            Ø	 Produção, refacção e leitura             Ø	 Produção, refacção e leitura
       de gêneros textuais de                     de gêneros textuais de                      de gêneros textuais de
       predominância dissertativo-                predominância dissertativo-                 predominância dissertativo-
       argumentativa: artigo de                   argumentativa: artigo de                    argumentativa: artigo de
       opinião, resenha, comentários              opinião, resenha, comentários               opinião, resenha crítica e
       críticos                                   críticos                                    editorial
    Ø	 Produção, refacção e leitura de         Ø	 Produção, refacção e leitura             Ø	 Produção, refacção e leitura de
       gêneros textuais do domínio                de gêneros textuais do                      gêneros textuais do domínio
       jornalístico: reportagem,                  domínio jornalístico: notícia,              jornalístico: reportagem,
       resenhas de livros, filmes,                reportagem, resenhas                        resenhas
       DVDs, peças de teatro
                                               Ø	 Caminhadas e Corridas:                   Ø	 Jogos e os sistemas táticos das
    Ø	 Ginástica de academia:                     trabalho aeróbico e anaeróbico.             modalidades desportivas.
       musculação, alongamento,
       localizada e outras.                    Ø	 Jogos Cooperativos                       Ø	 Esportes radicais e a natureza.
    Ø	 Práticas Circenses                      Ø	Dança                                     Ø	 Danças folclóricas e
                                                                                              planejamento de eventos
    Ø	 Danças do Mundo: ritmos e               Ø	 Contemporânea: rock, funk, hip              esportivos.
       movimentos básicos.                        hop, outros
                                                                                           Ø	 Capoeira, como elemento da
    Ø	 Modalidades desportivas:                Ø	 Capoeira e suas diversas                    cultura corporal
       futebol, voleibol, basquetebol e           possibilidades nos aspectos
       handebol                                   fisiológicos, pedagógicos e              Ø	 Elementos da linguagem
                                                  socioculturais                              musical (leitura de partituras,
    Ø	 Elementos da linguagem                                                                 melodia, ritmo, harmonia,
       musical (melodia, ritmo,                Ø	 Elementos da linguagem                      textura, dinâmica, escalas)
       harmonia, textura, dinâmica)               musical (leitura de partituras,
                                                  melodia, ritmo, harmonia,                Ø	 Estrutura formal (forma binária,
    Ø	 Parâmetros do som (altura,                 textura, dinâmica, escalas)                 ternária, quaternária, rondó,
       duração, intensidade e timbre)                                                         tema e variações)
                                               Ø	 Estrutura formal (forma binária,
    Ø	 Estrutura formal (frases,                  ternária, quaternária)                   Ø	 Instrumentos musicais
       períodos, semelhanças,
       diferenças)                             Ø	 Instrumentos musicais                    Ø	 Improvisação e criação
                                                  no processo de produção
    Ø	 Instrumentos musicais no                   musical, convencionais e não             Ø	 Conceito de Arte
       processo de produção musical               convencionais.                           Ø	 Elementos formais da
    Ø	 Conceito de Arte                        Ø	 Sistema modal, tonal e atonal.              linguagem visual: linhas,
                                                                                              esquemas geométricos,
    Ø	 Elementos formais da                    Ø	 Conceito de Arte                            simetria e assimetria, ritmo,
       linguagem visual: linhas,                                                              cor, textura, forma, espaço
       esquemas geométricos,                   Ø	 Elementos formais da                        positivo/negativo
       simetria e assimetria, ritmo,              linguagem visual: linhas,
       cor, textura, forma, espaço                esquemas geométricos,                    Ø	 Elementos morfológicos
       positivo/negativo                          simetria e assimetria, ritmo,               contextualizados nas produções
                                                  cor, textura, forma, espaço                 artísticas visuais: cor, linha,
    Ø	 Elementos morfológicos                     positivo/negativo                           ponto, superfície, volume, luz,
       contextualizados nas produções                                                         textura, ritmo, forma
       artísticas visuais: cor, linha,         Ø	 Elementos morfológicos
       ponto, superfície, volume, luz,            contextualizados nas produções           Ø	 Linguagens artísticas e novas
       textura, ritmo, forma                      artísticas visuais: cor, linha,             tecnológicas
                                                  ponto, superfície, volume, luz,
    Ø	 Linguagens artísticas e                    textura, ritmo, forma                    Ø	 Elementos formais da
       tecnológicas                                                                           linguagem musical




                                                                       41
LINGUAGENS
                                       Multiletramentos, texto, criatividade e movimento
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens,
mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que
os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de
uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os
conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que
se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições
humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo.
                 1ª série                                     2ª série                                  3ª série
    Ø	 Elementos formais de                    Ø	 Linguagens artísticas e novas            Ø	 Elementos formais de
       linguagem corporal                         tecnológicas                                linguagem corporal
    Ø	 Elementos formais da                    Ø	 Elementos formais da                     Ø	 Elementos da gramática
       linguagem musical                          linguagem musical                           estética teatral: Voz, corpo,
                                                                                              espaço, movimento, ação
    Ø	 Elementos formais da                    Ø	 Elementos formais de                        dramática etc.
       linguagem teatral: voz, corpo,             linguagem corporal
       espaço, movimento, ação                                                             Ø	 Elementos estruturais do
       dramática etc.                          Ø	 Elementos formais da                        espetáculo teatral: texto,
                                                  linguagem teatral: voz, corpo,              ator, diretor, cenário, figurino,
    Ø	 Elementos estruturais do                   espaço, movimento, ação                     maquiagem, iluminação,
       espetáculo teatral: texto,                 dramática etc.                              sonoplastia, palco, objetos de
       ator, diretor, cenário, figurino,                                                      cena etc.
       maquiagem, iluminação,                  Ø	 Elementos estruturais do
       sonoplastia, palco, objetos de             espetáculo teatral: texto,               Ø	 Conceitos: arte, teatro,
       cena etc.                                  ator, diretor, cenário, figurino,           ação, conflito, improvisação,
                                                  maquiagem, iluminação,                      contexto, signo, etc.
    Ø	 Conceitos: arte, teatro,                   sonoplastia, palco, objetos de
       ação, conflito, improvisação,              cena etc.                                Ø	 Linguagens artísticas e
       contexto, signo etc.                                                                   tecnológicas
                                               Ø	 Elementos estruturadores da
    Ø	 Linguagens artísticas e                    composição teatral                       Ø	 Indivíduo e cultura
       tecnológicas
                                               Ø	 Conceitos: arte, teatro,                 Ø	 Crítica da Arte
    Ø	 Indivíduo, identidade e cultura            ação, conflito, improvisação,
                                                  contexto, signo etc.                     Ø	 Ética e cidadania através das
                                                                                              linguagens artísticas
                                               Ø	 Linguagens artísticas e
                                                  tecnológicas
                                               Ø	 Indivíduo, identidade e cultura


                                                         LINGUAGENS
                               Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura,
da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos
contextos locais.
                 1ª série                                     2ª série                                  3ª série
    Ø	Concepções filosóficas e                 Ø	Concepções filosóficas e                  Ø	Concepções filosóficas e
      estéticas e visão de mundo do              estéticas e visão de mundo                  estéticas e visão de mundo
      Classicismo, do Barroco e do               do Romantismo, Realismo,                    do Pré-Modernismo no Brasil,
      Arcadismo                                  Naturalismo, Parnasianismo e                Modernismo Português e
                                                 Simbolismo                                  Brasileiro (3ª fase e tendências
    Ø	Leitura de autores                                                                     literárias contemporâneas no
      representativos da língua                Ø	Leitura de autores                          Brasil e em países africanos de
      portuguesa, de autores                     representativos da língua                   língua portuguesa)
      lusófonos europeus e africanos             portuguesa, de autores
                                                 lusófonos europeus e africanos            Ø	Concepções de gênero
    Ø	Concepções de gênero                                                                   épico, lírico e dramático e de
      épico, lírico e dramático e de                                                         suas formações híbridas na
      suas formações híbridas na                                                             contemporaneidade
      contemporaneidade



                                                         42
LINGUAGENS
                            Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura,
da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos
contextos locais.
               1ª série                                  2ª série                                 3ª série
   Ø	Recursos da linguagem poética          Ø	Concepções de gênero                    Ø	Recursos da linguagem poética
                                              épico, lírico e dramático e de
   Ø	Figuras de linguagem na                  suas formações híbridas na              Ø	Figuras de linguagem na
     composição de sentidos de                contemporaneidade                         composição de sentidos de
     textos literários                                                                  textos literários
                                            Ø	Recursos da linguagem poética
   Ø	Sentido próprio, sentido                                                         Ø	Leitura e escrita de poemas
     figurado (conotação e                  Ø	Figuras de linguagem na
     denotação)                               composição de sentidos de               Ø	Leitura, compreensão e
                                              textos literários                         interpretação de letras de
   Ø	Leitura e escrita de poemas                                                        músicas regionais e de outros
                                            Ø	Leitura e escrita de poemas               gêneros musicais
   Ø	Leitura, compreensão e
     interpretação de letras de             Ø	Leitura, compreensão e                  Ø	Leitura de autores
     músicas regionais e de outros            interpretação de letras de                representativos da língua
     gêneros musicais                         músicas regionais e de outros             portuguesa, de autores
                                              gêneros musicais                          lusófonos europeus e africanos
   Ø	Nutrição esportiva e
     suplementos                            Ø	Leitura de autores                      Ø	Saúde, padrão de beleza e os
                                              representativos da língua                 discursos midiáticos
   Ø	Modalidades desportivas                  portuguesa, de autores
     culturalmente estabelecidas,             lusófonos europeus e africanos          Ø	 Educação Física como prática
                                                                                        A
     como masculinas e femininas                                                        da sustentabilidade humana
                                            Ø	Avaliação física: testes,
   Ø	Improvisação e criação musical           protocolos e software utilizados        Ø	Gêneros e estilos musicais
   Ø	Música e tecnologias                   Ø	 capoeira na formação da
                                              A                                       Ø	História da Música em
                                              identidade e cultura nacional,            diferentes contextos históricos e
   Ø	Gêneros e estilos musicais                                                         sociais
     História da Arte, movimentos e           conduzindo debates sobre
     períodos: Arte Pré-Histórica ou          racismo, preconceito, inclusão e        Ø	 Profissional da arte:
     Rupestre (períodos paleolítico           discriminação – de gênero e sexual        identificação e funções básicas
     e neolítico), Egípcia, Grega,
     Romana, Cristã Primitiva e Arte        Ø	Improvisação e criação                  Ø	 profissões ligadas às
                                                                                        As
     no Período Medieval: Bizantina,                                                    tecnologias contemporâneas e
                                            Ø	Gêneros e estilos musicais                a influência da tecnologia nas
     Românica e Gótica.
                                            Ø	Influência de outras culturas             produções artísticas
   Ø	Renascimento e Maneirismo                para a produção de Música no            Ø	História da Arte, movimentos e
   Ø	História da Arte: Arte Africana,         Brasil                                    períodos:
     Arte do Oriente Médio e do             Ø	História da Música em
     Extremo Oriente                                                                  Ø	Modernismo/Vanguardas
                                              diferentes contextos históricos           Históricas: Expressionismo,
   Ø	História da Arte no Brasil:              e sociais.                                Fovismo, Cubismo, Futurismo,
     Período Pré-Colonial ou Pré-           Ø	 Profissional da arte:                    Abstracionismo, Modernismo
     Cabralino: Arte Indígena                 identificação e funções básicas           Brasileiro, Semana de
                                                                                        Arte Moderna de 1922,
   Ø	História da Arte no Brasil:            Ø	 profissões ligadas às
                                              As                                        Antropofagismo, Movimento
     Período Colonial (influências            tecnologias contemporâneas e              Pau-Brasil.
     africana e europeia)                     a influência da tecnologia nas
                                              produções artísticas                    Ø	Arte e indústria: Dadaísmo,
   Ø	História do teatro: Origem do                                                      Surrealismo, Muralismo
     Teatro, Teatro Primitivo, Teatro       Ø	História da Arte, movimentos              Mexicano, Arquitetura Moderna
     Medieval, Comedia Dell’Arte,             e períodos: Arte Colonial                 Brasileira - Brasília
     Teatro Barroco, Teatro dos               Brasileira, O Barroco e o
     Jesuítas e Teatro do Brasil              Rococó na Europa e no Brasil,           Ø	Conceito de design e suas
     Colonial.                                Neoclassicismo, Romantismo,               escolas: Art Nouveau, Bauhaus,
                                              Arte brasileira no século XIX,            Design contemporâneo e
   Ø	Comédia, Teatro Renascentista                                                      comunicação visual.
                                              Academia Imperial de Belas
   Ø	Gêneros teatrais: tragédia,              Artes, Revolução Industrial e           Ø	Arte no Pós-Modernismo: Arte
     comédia, drama, farsa etc.               o Realismo, Pré-Modernismo                Pós-Moderna, Arte Conceitual
                                              Brasileiro, Impressionismo e
                                              Pós-Impressionismo



                                                                    43
LINGUAGENS
                            Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura,
da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos
contextos locais.
               1ª série                                    2ª série                               3ª série
   Ø	 teatro e as manifestações
     O                                      Ø	História da dança: Idade Média          Ø	Arte Norte-Americana :
     populares brasileiras: folguedos         (danças macabras), Balé de                Action Painting, Pop Arte,
     e brincantes                             corte, Dança Clássica, (Luis              Minimalismo, Land Art,
                                              XVI, Jean-Georges Noverre),               Arquitetura Pós-Moderna
   Ø	Teorias sobre a origem da                Romantismo, Balés Russos (
     dança                                    Diaghilev, Nijinsky)                    Ø	Arte no Brasil: Abstracionismo,
                                                                                        Bienais, Concretismo e
   Ø	Conceitos de dança                     Ø	História da dança no                      Neoconcretismo, Arte
   Ø	Produções e manifestações da             Brasil: período Colonial,                 Conceitual
     dança no Distrito Federal e no           desenvolvimento e escolas de
                                              balé, Dança Moderna no Brasil.          Ø	Arte e Tecnologia: Web Design,
     entorno: Seu Estrelo e Fuá do                                                      Hipertexto, Hipermídia, Design
     Terreiro, Pé de Cerrado, Bumba         Ø	Dança na América, na África e             Design contemporâneo e
     Meu Boi do Seu Teodoro etc.              no Oriente                                comunicação visual
   Ø	História da Dança no Distrito          Ø	Danças populares brasileiras            Ø	Arte no Pós-Modernismo: Arte
     Federal: escolas de dança                                                          Pós-Moderna, Arte Conceitual
                                            Ø	História do teatro: Comédia de
   Ø	Danças populares brasileiras             costumes, Teatro de Martins             Ø	Arte Norte-Americana:
   Ø	História da dança:                       Penna, História do Teatro                 Action Painting, Pop Arte,
     manifestações da dança na pré-           Universal, Teatro Romântico,              Minimalismo, Land Art,
     história, Egito, Grécia (dança                                                     Arquitetura Pós-Moderna
                                            Ø	Dança Clássica, (Luís XVI. Jean-
     dionisíaca) e Roma                       Georges Noverre), Romantismo,           Ø	Arte no Brasil: Abstracionismo,
   Ø	Conceito de Estética                     Balés Russos (Diaghilev,                  Concretismo e Neo
                                              Nijinsky)                                 Concretismo, Arte Conceitual
   Ø	Profissional da arte (artes
     visuais, música, teatro e dança):      Ø	História da Dança no                    Ø	Arte e Tecmpçpgoa: Web
     identificação e funções básicas          Brasil: período colonial,                 Design, Hipertexto, Hipermídia,
                                              desenvolvimento e Escolas de              Multimídia, Vídeo, Cinema,
   Ø	Relação entre as novas                   Balé, Dança Moderna no Brasil             Fotografia
     tecnologias e as produções
     artísticas                             Ø	Dança na América, na África e           Ø	Arte Contemporânea:
                                              no Oriente                                Feminismo, Multiculturalismo,
   Ø	 função do público: formação
     A                                                                                  Arte e política, Instalações
     de plateia/expectador                  Ø	História do teatro: Comédia               Artísticas, Performance
                                              de Costumes, Teatro
                                              Martins Penna, História do              Ø	Arte Contemporânea no Brasil
                                              Teatro Universal, Teatro                  e no Distrito Federal: tipos e
                                              Romântico,Teatro de Arthur                gêneros
                                              Azevedo, Teatro Realista e
                                              Naturalista: Ibsen e Zola, Teatro       Ø	História da dança: Dança
                                              de Revista, Teatro brasileiro             Moderna ( Martha Graham,
                                              de Comédias – TBC, Teatro                 Isadora Duncan), Escola
                                              Universitário                             Germânica (Rudolph Van
                                                                                        Laban) Dança Contemporânea
                                            Ø	 teatro moderno ocidental
                                              O                                         (Maurice Bejart)
                                            Ø	 teatro oriental
                                              O                                       Ø	História da dança no Brasil:
                                                                                        Dança Moderna
                                            Ø	Bens artísticos e culturais
                                              brasileiros                             Ø	Dança, cinema e musicais:
                                                                                        sapateado, jazz e street dance
                                            Ø	Escritores e dramaturgos
                                              brasileiros                             Ø	Dança e cultura de massas:
                                                                                        funk, axé e todas as
                                            Ø	Elementos de Estética                     manifestações da dança
                                            Ø	 função do público: formação
                                              A                                         popular
                                              de plateia/expectador                   Ø	Indústria cultural
                                            Ø	Relação entre as novas                  Ø	Dança contemporânea no Brasil:
                                              tecnologias e as produções                características e escolas, Ivaldo
                                              artísticas                                Bertazzo


                                                      44
LINGUAGENS
                            Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura,
da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos
contextos locais.
               1ª série                                  2ª série                                   3ª série
                                                                                      Ø	História do teatro brasileiro:
                                                                                        Teatro de Arena, Oficina e
                                                                                        Opinião
                                                                                      Ø	Tipos de ações cênicas,
                                                                                        improvisadas e ou elaboradas
                                                                                      Ø	Multicultura, identidade e
                                                                                        diversidade
                                                                                      Ø	Teatro Moderno,
                                                                                        Contemporâneo –
                                                                                        Expressionismo, Simbolismo e
                                                                                        Teatro Político
                                                                                      Ø	Teatro do Absurdo, Teatro da
                                                                                        Crueldade, Épico
                                                                                      Ø	Tendências Contemporâneas
                                                                                        – Grupos teatrais brasileiros e
                                                                                        estrangeiros
                                                                                      Ø	 linguagem cênica e sua
                                                                                        A
                                                                                        utilização nas diversas mídias
                                                                                      Ø	Escritores e dramaturgos
                                                                                        Brasileiros: Martins Pena,
                                                                                        Ariano Suassuna, Nelson
                                                                                        Rodrigues etc.
                                                                                      Ø	 função do público: formação
                                                                                        A
                                                                                        de plateia/expectador
                                                                                      Ø	Relação entre as novas
                                                                                        tecnologias e as produções
                                                                                        artísticas
                                                                                      Ø	Arte e Sustentabilidade


                                                      LINGUAGENS
                                  Multiletramentos, oralidade, interação e corporeidade
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, de leitura,
de interpretação, de simbologia, de apreciação, de presença corporal e de prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a apreciação estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias
dos contextos locais.
               1ª série                                  2ª série                                   3ª série
   Ø	Apreciação de músicas de               Ø	Apreciação de músicas de                    Ø	Apreciação de músicas de
     diversos gêneros                         diversos gêneros                              diversos gêneros
   Ø	Gêneros textuais orais                 Ø	Gêneros textuais orais                      Ø	Gêneros textuais orais
     (apresentações, exposições,              (apresentações, exposições,                   (apresentações, exposições,
     debates), considerando as                debates) considerando as                      debates) considerando as
     etapas de planejamento,                  etapas de planejamento,                       etapas de planejamento,
     produção e revisão                       produção e revisão                            produção e revisão


                                                                    45
LINGUAGENS
                                    Multiletramentos, oralidade, interação e corporeidade
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, de leitura,
de interpretação, de simbologia, de apreciação, de presença corporal e de prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a apreciação estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias
dos contextos locais.
               1ª série                                     2ª série                                  3ª série
   Ø	Leitura e declamação de                  Ø	Leitura e declamação de                     Ø	Leitura e declamação de
     poemas                                     poemas                                        poemas
   Ø	Produção oral de relatos,                Ø	Produção oral de relatos,                   Ø	Produção oral de relatos,
     comentários críticos e resumos             comentários e resumos críticos                comentários e resumos
                                                                                              críticos
   Ø	Estudo do vocabulário de                 Ø	Estudo do vocabulário de
     origem africana e indígena na              origem africana e indígena na               Ø	Estudo do vocabulário de
     constituição do falar brasileiro           constituição do falar brasileiro              origem africana e indígena na
                                                                                              constituição do falar brasileiro
   Ø	Percepção da cultura corporal            Ø	Percepção da cultura corporal
                                                                                            Ø	Percepção da cultura juvenil e
   Ø	 processo de funcionamento
     O                                        Ø	Percepção da cultura afro-                    suas manifestações
     do organismo humano:                       brasileira e suas manifestações
     capacidades fisiológicas,                  e destaques nos esportes                    Ø	Cooperação como prática
     motoras, psíquicas e afetivas                                                            social: vivência de eventos
                                              Ø	Concepção e cooperação de                     inerentes à Educação Física,
   Ø	Brinquedos e brincadeiras                  mundo solidário                               com vistas à integração de
     da cultura brasileira e suas                                                             todos
     vivências atuais                         Ø	Brinquedos e brincadeiras da
                                                cultura                                     Ø	Brinquedos e brincadeiras da
   Ø	 aparelho fonador, o emprego
     O                                          afro-brasileira e seu contexto                cultura juvenil
     da voz humana e do corpo no
     processo de produção musical             Ø	 aparelho fonador, o emprego
                                                O                                           Ø	 aparelho fonador, o
                                                                                              O
                                                da voz humana e do corpo no                   emprego da voz humana
   Ø	Prática interpretativa                     processo de produção musical                  e do corpo no processo de
   Ø	Espaço bidimensional,                                                                    produção musical
                                              Ø	Prática interpretativa
     tridimensional e noções de                                                             Ø	Prática interpretativa
     perspectiva                              Ø	Espaço bidimensional,
                                                tridimensional e noções de                  Ø	Espaço bidimensional,
   Ø	 Elementos básicos do                      perspectiva                                   tridimensional e noções de
     movimento expressivo vocal                                                               perspectiva
                                              Ø	 Elementos básicos do
   Ø	Interpretação de manifestações             movimento expressivo vocal                  Ø	Elementos básicos do
     populares por meio da                                                                    movimento expressivo vocal
     expressão corporal                       Ø	 Jogos dramáticos
                                                                                            Ø	Ações corporais: movimento,
   Ø	Jogos dramáticos                         Ø	 Ações cênicas elaboradas                     espaço, tempo, peso, fluência
   Ø	Ações cênicas, improvisadas e            Ø	 Jogos corporais coreográficos              Ø	Jogos dramáticos
     ou elaboradas
                                              Ø	 Improvisação                               Ø	Jogos corporais coreográficos
   Ø	Consciência corporal
                                              Ø	 Busca pelo movimento                       Ø	Improvisação
   Ø	Estudo dos elementos do                    individual
     movimento: criatividade,                                                               Ø	Alteridade
     energia, velocidade, desenho
                                                                                            Ø	Técnicas de dança
   Ø	Corpo, espaço, movimento,                                                                contemporânea
     ação dramática, ritmo
   Ø	Elementos da anatomia e da
     fisiologia aplicados à dança
   Ø	Jogos corporais coreográficos –
     iniciação à coreografia
   Ø	Improvisação




                                                       46
LINGUAGENS
                                   Multiletramentos, gramática, reflexão e análise crítica
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens
exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho
pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de
recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, imaginativos etc.) e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além
disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar
avaliação crítica de si mesmo, do outro e do mundo.
               1ª série                                   2ª série                                      3ª série
   Ø	Conceitos de língua e                   Ø	Conceitos de língua e linguagem               Ø	Conceitos de língua e
     linguagem e de variação e                 e de variação e mudança                         linguagem e de variação
     mudança linguística, associados           linguística, associados ao                      e mudança linguística,
     ao debate em torno das noções             debate em torno das noções                      associados ao debate
     de preconceito e de respeito              de preconceito e de respeito                    em torno das noções de
     linguísticos                              linguísticos                                    preconceito e de respeito
                                                                                               linguísticos
   Ø	Introdução aos aspectos                 Ø	Análise dos processos de
     gerais da fonologia/fonética e            regência verbal (inclusive                    Ø	Funções e valor semântico
     morfologia                                fenômeno da crase) e nominal                    de preposições, conjunções,
                                               e de concordância verbal e                      pronomes relativos e
   Ø	Papel dos sinais de pontuação             nominal associados ao debate                    advérbios na constituição de
     na construção do sentido de               em torno da variação linguística                textos em diversos gêneros
     textos autênticos que circulam            e do uso da norma-padrão
     na sociedade                                                                            Ø	Análise dos processos de
                                             Ø	Papel dos sinais de pontuação                   regência verbal (inclusive
   Ø	Análise linguística:                      na construção do sentido de                     fenômeno da crase) e nominal
     morfossintaxe                             textos autênticos que circulam                  e de concordância verbal
   Ø	Revisão das classes gramaticais           na sociedade                                    e nominal associados ao
                                                                                               debate em torno da variação
   Ø	Análise dos casos de                    Ø	Análise da transitividade verbal                linguística e do uso da norma-
     concordância verbal e nominal             (verbos transitivos diretos,                    padrão
     associada ao debate em torno              transitivos indiretos e transitivos
     da variação linguística e do uso          diretos e indiretos) e dos verbos             Ø	Papel dos sinais de pontuação
     da norma padrão                           de ligação por meio de gêneros                  na construção do sentido de
                                               textuais que circulam na                        textos autênticos que circulam
   Ø	Análise da transitividade                 sociedade                                       na sociedade
     verbal (verbos transitivos
     diretos, transitivos indiretos e         Ø	Análise linguística:                         Ø	Análise da estrutura do
     transitivos diretos e indiretos)           morfossintaxe                                  período simples e do período
     e dos verbos de ligação, por                                                              composto por subordinação
                                              Ø	Análise das vozes verbais                      (orações substantivas,
     meio de gêneros textuais que               (voz ativa e voz passiva) na
     circulam na sociedade                                                                     adjetivas e adverbiais)
                                                construção sintática do período
   Ø	Ortografia: regras de                      e na construção do sentido do                Ø	Análise da transitividade
     acentuação conforme o novo                 texto                                          verbal (verbos transitivos
     Acordo Ortográfico                                                                        diretos, transitivos indiretos e
                                              Ø	Análise da colocação                           transitivos diretos e indiretos)
                                                pronominal associada ao                        e dos verbos de ligação por
   Ø	Educação Física: dever da                  debate em torno da variação                    meio de gêneros textuais que
     escola e direito de cada um e              linguística e do uso da norma-                 circulam na sociedade
     como processo de preservação               padrão
     do meio ambiente                                                                        Ø	Análise das vozes verbais
                                              Ø	Ortografia: regras de                          (voz ativa e voz passiva)
   Ø	Esporte e o mundo feminino e               acentuação conforme o novo                     na construção sintática do
     masculino                                  Acordo Ortográfico                             período e na construção do
   Ø	 regras dos jogos como
     As                                       Ø	Educação Física: promoção                      sentido do texto
     instrumento de criação e de                e preservação da saúde e                     Ø	Análise da colocação
     transformação                              melhoria da qualidade de vida                  pronominal associada ao
                                                no planeta                                     debate em torno da variação
   Ø	História da Música em
     diferentes contextos históricos          Ø	Esporte e a sexualidade                        linguística e do uso da norma
     e sociais                                                                                 padrão
                                              Ø	Influência das diferenças
   Ø	Usos e funções da música                   socioeconômicas na prática das               Ø	Ortografia: regras de
                                                modalidades esportivas                         acentuação conforme o novo
   Ø	Música e mídia                                                                            Acordo Ortográfico
                                              Ø	Usos e funções da música
   Ø	Música articulada a outras                                                              Ø	Educação Física e o mundo do
     linguagens artísticas                    Ø	Música e mídia                                 trabalho e do lazer
                                              Ø	Música e outras linguagens                   Ø	Esporte e racismo: avanços e
                                                artísticas                                     necessidades



                                                                     47
LINGUAGENS
                                     Multiletramentos, gramática, reflexão e análise crítica
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens
exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho
pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de
recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, imaginativos etc.) e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além
disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar
avaliação crítica de si mesmo, do outro e do mundo.
               1ª série                                       2ª série                                    3ª série
                                                                                               Ø	Interpretação e expressão
                                                                                                 crítica relativas à atividade
   Ø	Produção musical do Distrito               Ø	Música Brasileira – diversidade                física, por meio de jogos,
     Federal e do entorno                         de manifestações, estilos e                    dança, esporte, ginásticas e
                                                  gêneros                                        lutas
   Ø	Música e identidade cultural
                                                Ø	Influências das matrizes                     Ø	Usos e funções da música
   Ø	Profissional em música                       culturais brasileiras (indígena,
   Ø	Influências das matrizes                     africana e europeia) na                      Ø	Música e mídia
     culturais brasileiras (indígena,             formação da arte, folclore,
                                                  culinária e crendices nacionais              Ø	Música e Tecnologia
     africana e europeia) na
     formação da arte, folclore,                Ø	Influência da cultura oriental no            Ø	Música e outras linguagens
     culinária e crendices nacionais              Brasil                                         artísticas
   Ø	Estudo da diversidade cultural             Ø	Cultura Popular Brasileira                   Ø	Música Brasileira – diversidade
     nos âmbitos familiar, escolar e              (Visuais, Música, Teatro, Dança)               de manifestações, estilos e
     regional                                                                                    gêneros
                                                Ø	Estudo dos meios de
   Ø	Estudo dos meios de                          comunicação de massa e                       Ø	Influência da cultura
     comunicação de massa e                       influências no comportamento                   Influências das matrizes
     influências no comportamento                 e mudanças sociais                             culturais brasileiras (indígena,
     e mudanças sociais                                                                          africana e europeia) na
                                                Ø	Cultura Popular Brasileira                     formação da arte, folclore,
   Ø	Critérios de cultura                         (visual, música, teatro, dança)                culinária e crendices nacionais
     construídos e embasados em
     conhecimentos afins – de                   Ø	Estudo dos meios de                          Ø	Cultura oriental no Brasil
     caráter filosófico, histórico,               comunicação de massa e
     sociológico, antropológico,                  influências no comportamento                 Ø	Cultura Popular Brasileira
     semiótico, científico e                      e mudanças sociais                             (visual, música, teatro, dança)
     tecnológico                                                                                Estudo dos meios de
                                                                                               Ø	
                                                Ø	Critérios de cultura
   Ø	Apropriações culturais e                     construídos e embasados em                    comunicação de massa e
     interações entre os povos                    conhecimentos afins – de                      influências no comportamento
                                                  caráter filosófico, histórico,                e mudanças sociais
   Ø	 arte e seu papel político e
     A                                            sociológico, antropológico,
     social                                                                                     Critérios de cultura
                                                                                               Ø	
                                                  semiótico, científico e                       construídos e embasados em
   Ø	Principais artistas, contexto                tecnológico                                   conhecimentos afins – de
     histórico e social                         Ø	Apropriações culturais e                      caráter filosófico, histórico,
                                                  interações entre os povos                     sociológico, antropológico,
   Ø	Principais obras ou produções                                                              semiótico, científico e
     artísticas e suas características          Ø	Ações cênicas elaboradas                      tecnológico
   Ø	Estudo comparativo de obras                Ø	 arte e seu papel político e
                                                  A                                             Apropriações culturais e
                                                                                               Ø	
     do passado e contemporâneas                  social                                        interações entre os povos
                                                Ø	Principais artistas, contexto                Ø	arte e seu papel político e
                                                                                                A
                                                  histórico e social                            social
                                                Ø	Principais obras ou produções                 Principais artistas (artes visuais,
                                                                                               Ø	
                                                  artísticas e suas características             música, teatro e dança),
                                                                                                contexto histórico e social
                                                Ø	Estudo comparativo de obras
                                                  do passado e contemporâneas                   Principais obras ou produções
                                                                                               Ø	
                                                                                                artísticas (artes visuais,
                                                                                                música, teatro e dança) e suas
                                                                                                características
                                                                                                Estudo comparativo de obras
                                                                                               Ø	
                                                                                                do passado e contemporâneas




                                                         48
CIÊNCIAS HUMANAS
                                  Multiletramentos – Sociedades, Culturas, Espaço/Tempo
  “Não têm sentido renovações de conteúdos sem mudanças de procedimentos e tampouco uma fixação em processos
                              educativos sem conteúdos de cultura” (Sacristán, 2000).

Os conteúdos trabalhados nesta dimensão trazem a perspectiva de que as sociedades e culturas estão em constante mudança.
Nesse sentido, devem buscar estabelecer um elo possível entre o conhecimento escolar, a necessidade social e a qualidade
de vida dos cidadãos, vinculados ao contexto do século XXI que se apresenta com um universo cultural extremamente rico
e complexo, mas também traz agregadas profundas marcas das desigualdades sociais, estabelecendo um novo paradigma
para a percepção do mundo, da sociedade e da história. Assim sendo, o ensino das Ciências Humanas e suas tecnologias
propõe uma abordagem teórica e metodológica abrangente de todo o processo histórico, geográfico, sociológico bem como
filosófico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos humanos, ao meio
ambiente, relacionando-os ao desenvolvimento humano dos estudantes.
                1º Ano                                   2º Ano                                   3º Ano
Ø	Natureza e Cultura                      Ø	Idade Moderna                          Ø	Globalização:
Ø	 povos Pré-Colombianos: Incas,
  Os                                      Ø	Revolução Francesa                     perspectivas socioeconômicas
  Maias, Astecas e Grupos Indígenas
  Brasileiros                             Ø	Revolução Inglesa                      Ø	Conceitos/temáticas associados
                                                                                     à globalização: história
Ø	História da África (inclusive           Ø	Revolução Industrial: os novos           contemporânea recente
  civilização etíope e egípcia)             problemas sociais
                                                                                   Ø	Grandes Navegações e o início
Ø	História e Cultura Afro-Brasileira:                                                da mundialização das relações
  Pré-História e História Africana,                                                  humanas
  civilizações antigas no continente
  africano                                                                         Ø	Indústria Cultural
Ø	Diferentes povos que habitam o                                                   Ø	Meios de Comunicação de Massa
  continente africano                                                              Ø	Sociedade técnico-científico-
Ø	História da Europa                                                                 informacional
Ø	Civilização Clássica                                                             Ø	Telecomunicações e a Sociedade de
                                                                                     Informação
Ø	 Idade Média: Os povos
árabes e o Islamismo                                                               Ø	Poder da mídia na formação da
                                                                                     história contemporânea


                                                  CIÊNCIAS HUMANAS
                                  Multiletramentos – Ciências, Meio Ambiente, Educação
A educação deve estar comprometida com o desenvolvimento total do educando, com saberes que lhe permitam
compreender o mundo, favorecendo o desenvolvimento da curiosidade intelectual, do senso crítico, que contemplem sua
formação como pessoa e como cidadão, como sujeito ético e que valorizem a pluralidade cultural do gênero humano.
Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e científicas para
desvelar as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros)
que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. Tendo sempre em mente a estranheza e a desnaturalização dos
fenômenos sociais como norteadores teóricos para a Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, haverá a possibilidade
de desconstruir preconceitos e construir um olhar desvinculado em detrimento do senso comum, possibilitando, como bem
diz Bauman, o exercício da liberdade e da autonomia.
               1º Ano                                   2º Ano                                    3º Ano
  Ø	 Ciências Humanas: suas
    As                                       Ø	Revolução Industrial: os novos        Ø	Crise da Sociedade Moderna
    características e suas formas de           problemas sociais:                    Ø	Matriz Energética Internacional
    registros:                                 •	 Industrialização: clássica,        Ø	Conflitos militares no Oriente
    •	O tempo e o espaço nas                      tardia, planificada e técnico-       Médio e na África nos séculos XIX
      Ciências Humanas                            científica, contexto mundial         e XX.
    •	Conceitos básicos: Trabalho,                e brasileiro
                                                                                     Ø	Desenvolvimento sustentável,
      Cultura e Sociedade                    Ø	A Revolução Científica                  relatórios e tratados ambientais
  Ø	Surgimento da Filosofia:                 Ø	O método científico                     internacionais
    •	Do Mito à Razão                        Ø	 racionalização do Espaço:
                                               A
    •	O “nascimento” do filósofo               •	 Orientação espacial
  Ø	 que é Filosofia?
    O                                          •	 Representação da Terra
  Ø	Pensamento e Linguagem                     •	 Sistema terrestre
                                             Ø	Diversidades ambientais


                                                                  49
CIÊNCIAS HUMANAS
                                  Multiletramentos – Ciências, Meio Ambiente, Educação
A educação deve estar comprometida com o desenvolvimento total do educando, com saberes que lhe permitam
compreender o mundo, favorecendo o desenvolvimento da curiosidade intelectual, do senso crítico, que contemplem sua
formação como pessoa e como cidadão, como sujeito ético e que valorizem a pluralidade cultural do gênero humano.
Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e científicas para
desvelar as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros)
que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. Tendo sempre em mente a estranheza e a desnaturalização dos
fenômenos sociais como norteadores teóricos para a Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, haverá a possibilidade
de desconstruir preconceitos e construir um olhar desvinculado em detrimento do senso comum, possibilitando, como bem
diz Bauman, o exercício da liberdade e da autonomia.
                1º Ano                                   2º Ano                                      3º Ano
                                              Ø	 fontes de dados sobre as
                                                As
                                                realidades sociais, políticas
                                                e cultura brasileira (fome,
                                                violência, trabalho infantil
                                                e escravo, analfabetismo,
                                                mortalidade infantil, entre
                                                outros)
                                              Ø	Educação/Escola:
                                                •	 Papel da escola
                                                •	 Comunidade




                                                   CIÊNCIAS HUMANAS
                                  Multiletramentos – Indivíduos, Identidades, Diversidades
 A identidade do indivíduo pode ser compreendida na dialógica de sua unidade e das diversidades, como dimensões
inerentes, antagônicas e complementares da espécie humana. Para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar
a inquietação e acolher e conviver com as diferenças, é importante uma educação escolar que reconheça e respeite as
pluralidades. Assim, a escola como fonte e base de construção e afirmação de identidades em um mundo planetário (Edgar
Morin) e plural, deve buscar combater todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, é necessário educar sob
a inspiração da ética, que se traduz na busca de condições para que as identidades se constituam pelo reconhecimento do
direito à igualdade, tendo como ponto de partida os direitos humanos.
                 1º Ano                                      2º Ano                                    3º Ano
   Ø	Natureza e Cultura: Relativismo            Ø	Iluminismo: Novas formas de                Ø	Movimentos sociais:
     Cultural                                     Ciências
                                                                                                •	Homem como animal
   Ø	Identidade, Diversidade e Gênero           Ø	Sujeito versus Objeto do                        político
                                                  conhecimento:
   Ø	Consciência mítica                                                                         •	Autonomia e heteronomia
                                                   •	O que é Conhecimento?                        política
   Ø	Religiosidade Africana e Indígena
                                                   •	Pensamento racional ao longo               •	Novos movimentos
   Ø	Religiões Afro-Brasileiras                      da historia                                  sociais: mulheres, negros,
   Ø	Renascimento:                                                                                GLTB, índios e outras
                                                Ø	Senso Crítico versus Senso                      minorias no mundo e no
       •	 Despertar de um novo                    Comum                                           Brasil
          homem                                 Ø	Nova visão de ser humano:                     •	Políticas afirmativas
       •	 Ciência Moderna                          •	A natureza humana                       Ø	Ideologias
   Ø	Reforma Protestante                           •	Liberdade, autonomia política           Ø	Alienação
   Ø	População:                                 Ø	Diversidades econômicas, étnicas,          Ø	Filosofia contemporânea:
       •	Identidade e diversidade                 religiosas e culturais do Brasil             o homem na Pós-
         cultural, sexual, de gênero e                                                         Modernidade
         geracional;
       •	Características da população




                                                       50
CIÊNCIAS HUMANAS
                                       Multiletramentos – Estado, Política e Trabalho
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer o entendimento do estudante de que a Política corresponde
a uma rede de interesses e de acordos estabelecidos pelos seres humanos em um processo de tomada de decisões, o que
envolve valores sociais e de relações de poder. Além disso, é necessário que a prática pedagógica aborde os conteúdos,
considerando que o poder é Poder, é um complexo de relações entre os sujeitos históricos nas diversas formações sociais e
que o Trabalho é conceituado em sua perspectiva ontológica de transformação da natureza, como realização inerente do ser
humano e como mediação no processo de produção de sua existência.
                 1º Ano                                  2º Ano                                      3º Ano
Ø	 Pólis Grega
  A                                       Ø	 Organização social nos diferentes    Ø	 Nação, Estado e Território
                                             modos de produção:
Ø	 A expansão comercial e marítima                                                Ø	 Movimentos operários:
   europeia:                                  •	 Escravismo, feudalismo,
                                                 capitalismo, socialismo                •	 Anarquismo
Ø	 Acumulação Primitiva de Capital
                                          Ø	 Escravidão na América Colonial             •	 Classes sociais
Ø	Feudalismo                                 e suas diversas facetas: América           •	 Socialismo utópico e científico
Ø	 O Estado Nacional                         Espanhola,Brasil, Estados Unidos
                                                                                        •	 Divisão social do trabalho:
Ø	 Teoria Política Moderna: formação      Ø	 Sistema Colonial e sua crise:                 trabalho material e imaterial
   do Estado Moderno                          •	 Colonização, formação e          Ø	 Novos modelos de gestão do
Ø	 Direito Natural                               independência dos EUA               trabalho:
Ø	Contratualismo                              •	 Colonização, formação e                •	 Taylorismo-fordismo e modelo
                                                 independência do Brasil                   japonês (toyotismo)
Ø	 Mercantilismo
                                              •	 Colonização, formação e                •	 Mudanças no perfil do
Ø	 Absolutismo                                   independência da América                  trabalhador e do trabalho
                                                 Espanhola
                                                                                  Ø	 Democracia versus Totalitarismo:
                                              •	 Colonização da África
                                                                                        •	 República Velha, Primeira Guerra
                                              •	 Colonização da Ásia                       Mundial, Revolução Russa
                                          Ø	Imperialismo                                •	 Crise de 1929, o nazifacismo, a
                                                                                           Era Vargas, a Segunda Guerra
                                                                                           Mundial, a Guerra Fria e o
                                                                                           Mundo Bipolar
                                                                                        •	 A ditadura militar,
                                                                                           redemocratização no Brasil,
                                                                                           Constituição Cidadã de 1988
                                                                                        •	 A queda do Muro de Berlim, o
                                                                                           Mundo Multipolar e os Blocos
                                                                                           Econômicos
                                                                                        •	 Sistema eleitoral brasileiro:
                                                                                           Império, República Velha, Era
                                                                                           Vargas, Redemocratização,
                                                                                           Período militar e ordenamento
                                                                                           jurídico pós -1988




                                                                  51
MATEMÁTICA
	                                  Multiletramentos - Cultura, sociedade, meio ambiente e ética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que a Matemática não é neutra. Dessa forma,
é necessária a construção de diálogos éticos em prol da sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se
apresentem, na realidade dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado pelo
professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em coautoria com os estudantes,
de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar essas realidades, considerando os aspectos culturais, os
conhecimentos não formais e suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais
contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do
cidadão, contribuindo para uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes.
                1º Ano                                      2º Ano                                   3º Ano

    Ø	NOÇÕES DE MATEMATICA                    Ø	MATRIZES                               Ø	ANÁLISE COMBINATÓRIA:
      FINANCEIRA:                               •	 Aplicações com matrizes               •	Princípio da contagem
      •	Razão, proporção e                      •	 Operações                             •	Arranjos, permutações e
        porcentagem                             •	 Determinante de uma matriz              combinações
      •	Juros simples e compostos
      •	Descontos                             Ø	SISTEMAS LINEARES:                     Ø	PROBABILIDADE:
      •	Taxas e financiamentos                  •	 Formas lineares,                      •	Espaço amostral e evento
                                                  escalonados, equivalentes e            •	Probabilidades
    Ø	SEQUÊNCIAS E PROGRESSÕES:                   homogêneos
      •	Sequências                              •	 Tipos de soluções: regra de         Ø	NOÇÕES DE ESTATÍSTICA:
      •	Progressões Aritméticas e                 Cramer, escalonamento e                •	Coleta de dados
        Progressões Geométricas                   outros                                 •	Variáveis
                                                                                         •	Construção de tabelas e
                                                                                           gráficos
                                                                                         •	Distribuição de Frequência
                                                                                         •	Gráficos
                                                                                         •	Médias estatísticas: aritmética,
                                                                                           ponderada e harmônica
                                                                                         •	Mediana, moda e desvio
                                                                                           padrão


                                                       MATEMÁTICA
                                    Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os
processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante capacidade de construir conceitos
a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A ideia de “algebrizar” está relacionada à
capacidade de simbolizar, de operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. É o grande início da modelagem
matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo traduzir uma situação problema em linguagem matemática a partir da
qual são aplicadas rotinas de cálculos e algoritmos. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento
científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de
abstração. Nesse contexto, a representação assume na Matemática o papel de construir modelos simbólicos dos diversos
fenômenos, contribuindo para a percepção do conhecimento no âmbito dos multiletramentos. Dessa forma, a lógica, a
análise e a representação devem atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes possam ter uma visão crítica e
coerente ao interpretar e agir sobre os fatos.
                1.º Ano                                     2.º Ano                                  3.º Ano

    Ø	CONJUNTOS:
      •	Revisão de conceitos
        fundamentais
      •	Conjuntos numéricos
      •	Intervalos                          Ø	REVISÃO DE POTENCIAÇÃO                     Ø	NÚMEROS COMPLEXOS:
      •	Resoluções de situações                                                            •	 Parte imaginária e real
        problema                            Ø	 FUNÇÃO EXPONENCIAL                          •	 Operações com números
                                            •	 Equação exponencial                           complexos
    Ø	FUNÇÕES:                              •	 Função exponencial                          •	 Aplicações dentro do
      •	Definição                           •	 Inequação exponencial                         conjunto complexo
      •	Gráficos de funções
      •	Crescimento e decrescimento
      •	Domínio e imagem dos
        intervalos


                                                       52
MATEMÁTICA
                                    Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os
processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante capacidade de construir conceitos
a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A ideia de “algebrizar” está relacionada à
capacidade de simbolizar, de operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. É o grande início da modelagem
matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo traduzir uma situação problema em linguagem matemática a partir da
qual são aplicadas rotinas de cálculos e algoritmos. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento
científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de
abstração. Nesse contexto, a representação assume na Matemática o papel de construir modelos simbólicos dos diversos
fenômenos, contribuindo para a percepção do conhecimento no âmbito dos multiletramentos. Dessa forma, a lógica, a
análise e a representação devem atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes possam ter uma visão crítica e
coerente ao interpretar e agir sobre os fatos.
                1.º Ano                                   2.º Ano                                    3.º Ano


   Ø	FUNÇÃO POLINOMIAL DE
     PRIMEIRO GRAU:
     •	Definição                             Ø	FUNÇÃO LOGARÍTMICA:
     •	Gráficos                                •	Definição de logaritmo e
     •	Zero da função e equação de               propriedades
       1º grau                                 •	Equações logarítmicas
     •	Construção de gráficos,                 •	Definição de função logarítmica         Ø	POLINÔMIOS:
       tabelas, quadros, utilizando            •	Representação gráfica                     •	 Função polinomial
       informações sociais                     •	Inequações logarítmicas                   •	 Valor numérico e polinômio
                                                                                             nulo
   Ø	FUNÇÃO POLINOMIAL DE                    Ø	TRIGONOMETRIA:                              •	 Operações com polinômios
     SEGUNDO GRAU:                             •	Razões trigonométricas:                   •	 Equações polinomiais (ou
     •	Definição e gráficos                      seno, cosseno, tangente                     algébricas)
     •	Zeros da função e equação dE              e seus correspondentes
       2º grau                                   trigonométricos
     •	Estudo da parábola                      •	Relações trigonométricas
                                               •	Funções trigonométricas
   Ø	INEQUAÇÕES                                •	Equações trigonométricas
     •	Aplicações e operações com
       inequações


                                                       MATEMÁTICA
                             Multiletramentos – Ciência, Tecnologia, Informação e Criatividade
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em relação ao que se ouve, lê, escreve
e vê. Ou seja, o estudante, a partir desta dimensão, terá a possibilidade de ler, interpretar e analisar dados de diferentes
formatos e ainda fazer julgamento e opções a partir dessa análise. Nesse sentido, é preciso compreender que o ser humano
deve combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural, comportamentos adequados aos diferentes contextos
para exercer seus direitos e deveres de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que
se entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida
transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as condições humanas de criatividade.
                  1.º Ano                                       2.º Ano                                 3.º Ano
   Ø	REVISÃO DE GEOMETRIA:                          GEOMETRIA ESPACIAL:
                                                   Ø	                                         Ø	GEOMETRIA ANALÍTICA:
     •	Estudo dos polígonos                          •	 Área da superfície/                     •	Estudo do Ponto
     •	Propriedades e classificação                    planificação, volume e                   •	Estudo da Reta
     •	Figuras planas                                  secção das configurações                 •	Estudo da Circunferência
     •	Áreas de figuras planas associadas              matemáticas: prisma,
       à área do retângulo                             pirâmide (tronco), cilindro,
     •	Semelhança de triângulos                        cone (tronco) e esfera
     •	Traçado de bissetrizes, medianas
       e mediatrizes com uso de régua e
       compasso
     •	Triângulo retângulo
     •	Relações métricas / Teorema de
       Pitágoras
     •	Polígonos inscritos e circunscritos
       em uma circunferência


                                                                    53
CIÊNCIAS DA NATUREZA
                                       Multiletramentos – Ciência, Cultura e Ética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que as Ciências da Natureza não são neutras. Dessa
forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que
se apresentem na realidade dos estudantes, como situações problematizadoras. Essa realidade é o desafio a ser considerado
pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em coautoria com os estudantes,
de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar essas realidades, considerando os aspectos culturais, os
conhecimentos não formais e suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais
contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do
cidadão, contribuindo com uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes.
               1º Ano                                     2º Ano                                  3º Ano
   Ø	Conceito de vida                      Ø	Categorias taxionômicas e               Ø	 código genético
                                                                                       O
                                             nomenclatura biológica
   Ø	Biologia como ciência                                                           Ø	 base da vida: os ácidos
                                                                                       A
                                           Ø	Filogenia                                 nucleicos
   Ø	Cidadania e o cidadão no
     mundo e em sua comunidade             Ø	IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E                 Ø	Biossíntese de proteínas
                                             ECONÔMICA DE VERTEBRADOS
   Ø	 CIÊNCIA QUÍMICA:
     A                                       E INVERTEBRADOS:                        Ø	Mutações gênicas: modificando
     •	Evolução histórica                    •	Poríferos, Cnidários                    as mensagens
     •	Modelo científico                     •	Platelmintos e nematelmintos
     •	Importância da Ciência –              •	Peixes e Anfíbios                     Ø	Morfofisiologia humana
       Tecnologia – Sociedade                •	Répteis
     •	Avanços tecnológicos numa             •	Aves e mamíferos                      Ø	Multicelularidade (tipos
       perspectiva sustentável               •	Animais peçonhentos                     celulares, interdependência
     •	História e desenvolvimento de                                                   funcional e estrutural das
       Novos Materiais (do Egito aos       Ø	CLASSIFICAÇÃO DOS                         células)
       dias de hoje)                         ELEMENTOS QUÍMICOS:
                                             •	História e evolução da                Ø	 homeostase
                                                                                       A
   Ø	História e modelos explicativos           classificação
     da origem e evolução do                 •	Tabela Periódica Moderna              Ø	 integração dos sistemas
                                                                                       A
     universo                                •	Relação com os subníveis                fisiológicos
                                               energéticos
   Ø	Implicações da teoria da                •	Estudo das propriedades               Ø	Distúrbios anátomo-fisiológicos
     Relatividade Restrita nos                 periódicas e aperiódicas
     conceitos de espaço, massa e                                                    Ø	Características de ímãs
     tempo                                 Ø	LIGAÇÕES QUÍMICAS:
                                             •	Ligações Intermoleculares             Ø	Evolução histórica do
   Ø	Implicações da teoria da                •	Ligações Intramoleculares               conhecimento sobre magnetismo
     Relatividade Especial para
     corpos submetidos à velocidade        Ø	Concepções científicas e                Ø	Experiência de Oersted
     da luz                                  do senso comum acerca do
                                             conceito de calor                       Ø	Campos magnéticos gerados por
   Ø	Evolução histórica das                                                            correntes retilíneas, circulares e
     concepções de força,                  Ø	Evolução histórica dos conceitos          senoidais
     movimentos e suas causas                de calor e temperatura
                                                                                     Ø	Linhas de força
                                           Ø	Escalas termométricas
                                             (abordagem qualitativa)                 Ø	Força magnética em cargas
                                                                                       pontuais e em fios
                                           Ø	Dilatação de sólidos e líquidos

                                           Ø	Formas de propagação de calor

                                           Ø	Equilíbrio térmico – Lei Zero da
                                             Termodinâmica

                                           Ø	Trocas de calor




                                                     54
CIÊNCIAS DA NATUREZA
                               Multiletramentos – Tecnologia, Informação e Criatividade
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em relação ao que se ouve, lê, escreve
e vê. Nesse sentido, é preciso compreender que o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento
multicultural, comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres de cidadão crítico
e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se entendam a tecnologia e a informação como recursos
presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as
condições humanas de criatividade.
                1º Ano                                  2º Ano                                   3º Ano
   Ø	 lixo e reaproveitamento da
     O                                      Ø	Doenças viróticas e saúde              Ø	Biotecnologia e bioética
     matéria                                  pública
                                                                                     Ø	 engenharia genética:
                                                                                       A
   Ø	Ação antrópica sobre o                 Ø	Sistemas de defesa – Noções de           métodos, técnicas e aplicações
     ambiente na perspectiva da               imunologia
     sustentabilidade                                                                Ø	Bioética e teorias evolutivas
                                            Ø	Doenças bacterianas e saúde
   Ø	Agricultura sustentável                  pública                                Ø	TERMOQUÍMICA:
                                                                                       •	Noções de Reações
   Ø	Bioenergética                          Ø	Antibióticos e mecanismos de               exotérmicas e endotérmicas
                                              resistência                              •	Lei de Hess
   Ø	Respiração celular
                                            Ø	Doenças fúngicas e saúde               Ø	Trabalho e energia potencial
   Ø	Fotossíntese                             pública                                  elétrica

   Ø	Nutrição                               Ø	Fisiologia vegetal                     Ø	Capacitores

   Ø	Organização e o funcionamento          Ø	Metabolismo e hormônios                Ø	Propriedades elétricas
     da célula                                vegetais                                 dos materiais condutores,
                                                                                       semicondutores e isolantes
   Ø	Célula procariota e eucariota          Ø	Botânica paliçada
                                                                                     Ø	Potencial elétrico
   Ø	Estruturas celulares                   Ø	Fitoterápicos
                                                                                     Ø	Evolução do conhecimento
   Ø	Mecanismos de transporte               Ø	Doenças e saúde pública dos              sobre Eletrologia de Tales de
     celular                                  Platelmintos e nematelmintos             Mileto a Charles Du Fay

   Ø	Citoplasma organelas                   Ø	MODELOS ATÔMICOS:                      Ø	Diferença de potencial elétrico
                                              •	Evolução do Modelo Atômico             e corrente elétrica
   Ø	Núcleo (replicação do DNA,                 de Dalton a Rutherford-Bohr
     cromossomos e cariótipo)                 •	Estrutura Atômica                    Ø	Potência elétrica
                                              •	Radioatividade
   Ø	Reprodução celular: mitose e             •	Benefícios e riscos em uma           Ø	 de Ohm
                                                                                       Leis
     meiose                                     perspectiva cidadã
                                                                                     Ø	Circuitos elétricos e associação
   Ø	Gametogênese                           Ø	Fontes de luz e fenômenos                de resistores em série, paralela
                                              ópticos                                  e mista
   Ø	Embriologia
                                            Ø	Formação de cores                      Ø	Geradores e receptores
   Ø	Reprodução nos seres vivos                                                        elétricos
                                            Ø	Princípios da óptica geométrica
   Ø	Tipos de reprodução                                                            Ø	Utilização de medidores
                                          Ø	Evolução histórica das ideias             elétricos: amperímetro,
   Ø	CINÉTICA QUÍMICA                       sobre fenômenos luminosos                 voltímetro e ohmímetro
     •	Modelo da Teoria das Colisões
     •	Estudo de Gráficos                                                           Ø	Fontes de energia elétrica de
     •	Transformações Gasosas                                                         corrente contínua
     •	Equação Geral dos Gases de
       Clapeyron
     •	Teoria Cinética dos Gases

   Ø	Velocidade, aceleração, força,
     massa, peso

   Ø	Impulso

   Ø	Características de fluidos
     ideais (incompressibilidade,
     densidade e pressão)



                                                                 55
CIÊNCIAS DA NATUREZA
                                  Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos
de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante a capacidade de construir conceitos a partir
de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos,
promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização,
de representação e de abstração. Nesse contexto, a representação assume, nas Ciências da Natureza, o papel de construir
modelos simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção da ciência no âmbito dos multiletramentos.
Além disso, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, pois a natureza não age biológica, física e
quimicamente de maneira isolada, o que exige uma visão interdisciplinar das ciências.
                1º Ano                                     2º Ano                                  3º Ano
   Ø	Fluxo de matéria e energia             Ø	Características gerais e ciclo de        Ø	 trabalho de Mendel e a
                                                                                         O
   Ø	Cadeias alimentares                      reprodução dos Vírus                       hereditariedade
   Ø	Teias alimentares                      Ø	Características gerais, reprodução,      Ø	Conceitos básicos de genética
   Ø	Pirâmides ecológicas                     nutrição e respiração das Bactérias      Ø	 de Mendel
                                                                                         Leis
   Ø	Ciclos biogeoquímicos                  Ø	Características gerais e                 Ø	Probabilidade e combinação
   Ø	Níveis de organização dos seres          classificação dos Protoctistas           Ø	Estudo de heredogramas
     vivos                                  Ø	Principais protoctistas parasitas        Ø	Interação gênica
   Ø	Teoria celular                           humanos                                  Ø	Pleiotropia
   Ø	Composição química da célula           Ø	Flagelados – Doença de Chagas
   Ø	Biomoléculas                           Ø	Leishmaniose, giardíase e                Ø	SOLUBILIDADE DOS
   Ø	Metabolismo energético                   tricomoníase                               MATERIAIS:
   Ø	Anabolismo e catabolismo               Ø	Sarcodinos                                 •	Composição e Classificação
                                            Ø	Esporozoários                              •	Concentrações
   Ø	 CONSTRUÇÃO DA MATÉRIA:
     A                                      Ø	Ciliados e algas                           •	Diluições
     •	Aplicações biotecnológicas           Ø	Importância das Algas –                    •	Impacto dos poluentes
     •	Características dos Materiais          classificação e ciclos reprodutivos        •	Implicações sociais no
     •	Classificação e Propriedades         Ø	Características gerais dos Fungos            tratamento dos resíduos
       Gerais da Matéria                    Ø	Classificação dos Fungos                     químicos
     •	Métodos de Separação de              Ø	Importância econômica
       Misturas                             Ø	Relações ecológicas – liquens e          Ø	EQUILÍBRIO QUÍMICO:
                                              micorrizas                                 •	Estado de Equilíbrio
   Ø	UMA ABORDAGEM                                                                       •	Caráter dinâmico das
     QUANTITATIVA DA MATÉRIA:               Ø	ESTRUTURA DAS SUBSTÂNCIAS:                   interações químicas
     •	Leis Ponderais                         •	Geometria Molecular                      •	Fatores que afetam o
     •	Estudo do Modelo Científico de           (abordagem qualitativa)                    Equilíbrio
       Dalton e representações                •	Polaridade                               •	pH e pOH
     •	Reações Químicas (abordagem
       qualitativa)                        Ø	 Potência térmica e balanço               Ø	ELETROQUÍMICA:
     •	Balanceamento por tentativas           energético                                 •	Aspectos Energéticos das
     •	Grandezas Químicas (massa           Ø	 Diagramas de fase                            Reações Químicas
       molar, Mol, número de               Ø	 Gases ideais e transformações              •	Oxidação-Redução
       Avogadro)                              gasosas                                    •	Pilhas e baterias
     •	Notações científicas                Ø	 Primeira e Segunda Leis da
     •	Cálculos Proporcionais da              Termodinâmica                            Ø	Processos de eletrização
       Química                             Ø	 Máquinas térmicas                        Ø	Lei de Coulomb
     •	Estequiometria                      Ø	 Aplicações tecnológicas – motores        Ø	Campo elétrico vetorial e
                                              e matrizes energéticas numa                linhas de força
   Ø	Sistema Internacional de                 perspectiva sustentável                  Ø	Fluxo elétrico e Lei de Gauss
     Unidades                              Ø	 Enunciados de Kelvin e Clausius
   Ø	Conceitos de referencial, posição,    Ø	 Período, comprimento, frequência,
     deslocamento, diferenciando              amplitude e velocidade de ondas
     grandezas escalares e vetoriais          mecânicas
   Ø	Momento linear, torque e              Ø	 Fenômenos ondulatórios: reflexão,
     momento angular                          refração, difração, ressonância e
   Ø	Colisões mecânicas (elásticas e          interferência
     inelásticas)                          Ø	 Qualidades do som: frequência,
   Ø	Equilíbrio estático de partículas e      intensidade e timbre
     de corpos extensos                    Ø	 Audição humana e problemas
   Ø	 de Kepler
     Leis                                     causados por poluição sonora
   Ø	Princípios de Stevin e Pascal         Ø	 Intensidade sonora e legislação a
   Ø	Teorema do Empuxo                        respeito
   Ø	Princípio de Bernoulli                Ø	 Características dos fenômenos
                                              sonoros produzidos em
                                              instrumentos musicais
                                           Ø	 Qualidades fisiológicas do som e o
                                              Efeito Doppler




                                                     56
CIÊNCIAS DA NATUREZA
                                Multiletramentos – Natureza, Transformação e Sociedade
Os conteúdos relativos a esta dimensão pretendem que o estudante seja considerado o centro dos processos de ensino e
de aprendizagem e de seu papel transformador na dinâmica da natureza e da sociedade. Nesse contexto, a natureza, o ser
humano e a sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem interdependentes. Além disso, esses três
elementos vivem em constante transformação e, desse modo, é preciso que o trabalho pedagógico docente propicie que
o estudante construa uma visão crítica sobre os processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. Nessa
perspectiva, ações pedagógicas multiletradas contribuem para desvelar a ideologia erigida nas diversas representações do
que se considera “sustentabilidade”.
             1.º Ano                                    2.º Ano                                   3.º Ano
   Ø	Conceitos básicos de              Ø	Criptógamas, Briófitas e Pteridófitas        Ø	Teorias evolucionistas em uma
     Ecologia                          Ø	Características gerais                         perspectiva laica
   Ø	Ecossistemas terrestres e         Ø	Anatomia                                     Ø	Mito racial
     aquáticos                         Ø	Reprodução                                   Ø	Evidências da evolução
   Ø	Biogeografia brasileira           Ø	Importância ecológica e econômica            Ø	Mecanismos da evolução
   Ø	 biodiversidade brasileira
     A                                   (etnobotânica)                               Ø	Genética das populações
   Ø	Dinâmica das populações e         Ø	Espermatófitas, Gimnospermas e               Ø	 conquista do ambiente
                                                                                        A
     das comunidades                     angiospermas                                   terrestre por animais e plantas
   Ø	Indivíduos e populações           Ø	Características gerais                       Ø	Evolução do ser humano
   Ø	Fatores determinantes da          Ø	Anatomia fisiológica                         Ø	Fatores evolutivos
     densidade populacional            Ø	Reprodução                                   Ø	Mutação
   Ø	Flutuações e oscilações de        Ø	Importância ecológica e econômica            Ø	Seleção natural
     uma população                       (etnobotânica)                               Ø	Deriva genética
   Ø	Relações ecológicas:              Ø	Animais Invertebrados                        Ø	Equilíbrio gênico das
     importância para o ser            Ø	Características gerais dos Poríferos,          populações
     humano e para a natureza            Cnidários, dos Platelmintos e                Ø	 evolução dos grandes
                                                                                        A
   Ø	 população humana
     A                                   Nematelmintos, dos Moluscos,                   grupos biológicos
   Ø	Sucessão ecológica e                Anelídeos, Artrópodes e Equinodermas         Ø	Eras geológicas
     comunidade clímax                 Ø	Reprodução dos Invertebrados
   Ø	Ambiente e saúde                  Ø	Animais Vertebrados                          Ø	QUÍMICA DOS COMPOSTOS
   Ø	Adaptações do ser humano          Ø	Características gerais dos animais             ORGÂNICOS:
     ao meio ambiente                    vertebrados, peixes e anfíbios, répteis,       •	Importância Biológica e
   Ø	Saúde como direito                  aves e mamíferos                                 Industrial na perspectiva da
   Ø	Desequilíbrios da saúde           Ø	Reprodução dos vertebrados, peixes e             sustentabilidade humana
   Ø	Drogas (conhecimento e              anfíbios, répteis, aves e mamíferos            •	Características, Classificação
     prevenção)                                                                           e Nomenclatura (principais
   Ø	Sexo, sexualidade e gêneros       Ø	FUNÇÕES INORGÂNICAS:                             funções orgânicas)
   Ø	DSTs e AIDS                         •	Óxidos                                       •	Isomeria dos compostos
   Ø	Transformações dos                  •	Bases                                          orgânicos
     Materiais                           •	Ácidos                                       •	As Principais reações
   Ø	Métodos de Separação de             •	Reações de Neutralização                       orgânicas: hidrogenação,
     Misturas                            •	Sais                                           oxidação branda,
   Ø	Aplicações biotecnológicas                                                           saponificação, esterificação
   Ø	Teorias sobre movimento           Ø	RECURSOS ENERGÉTICOS:
     dos corpos celestes                 •	Uso Racional da Energia na                 Ø	Estrutura e funcionamento de
     (geocentrismo,                        perspectiva da sustentabilidade              motores elétricos e matrizes
     heliocentrismo, concepções            humana                                       energéticas numa perspectiva
     étnicas e modernas)                 •	Seleção de Combustíveis de fontes            sustentável
   Ø	 da Gravitação Universal
     Lei                                   mineral, fóssil e renovável                Ø	Evolução histórica do
                                         •	Reações de Combustão e Poluição              conhecimento da indução
                                           Ambiental                                    eletromagnética
                                         •	Estudo do Carbono e suas                   Ø	 de Lenz e Lei de Faraday
                                                                                        Lei
                                           Propriedades                               Ø	Geradores de energia elétrica
                                         •	Estudo dos Hidrocarbonetos (cadeias        Ø	Natureza e tipos de radiações
                                           normais, ramificada e aromática)             eletromagnéticas e seus
                                         •	Nomenclatura dos Hidrocarbonetos             efeitos
                                                                                      Ø	Fenômenos eletromagnéticos
                                       Ø	 como fenômeno eletromagnético
                                         Luz                                            nos sistemas de
                                       Ø	Fenômenos luminosos: reflexão,                 telecomunicação
                                         refração, dispersão                          Ø	Física Nuclear e suas
                                       Ø	 da reflexão
                                         Leis                                           aplicações
                                       Ø	Espelhos planos e esféricos                  Ø	Radiação de corpo negro
                                       Ø	 da refração
                                         Leis                                         Ø	Estrutura da matéria – efeito
                                       Ø	Fenômenos ópticos em lentes esféricas,         fotoelétrico
                                         dióptros planos, prismas ópticos e
                                         instrumentos ópticos
                                       Ø	Visão humana e correção visual




                                                                  57
Orientações para a abordagem da Língua Estrangeira Moderna - LEM


                                                       LINGUAGENS – LEM
                                      Multiletramentos, Texto, Criatividade e Movimento
 Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens,
 mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que
 os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de
 uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os
 conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que
 se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições
 humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo.
              1ª série                                    2ª série                                        3ª série
 Ø	Escrever expressões e frases       Ø	 capaz de escrever uma série de
                                        Ser                                              Ø	 compreender e escrever textos
                                                                                           Ler,
   simples                              expressões e de frases ligadas por                 em diferentes gêneros relacionados
                                        conectores como ‘e’, ‘mas’ e ‘porque’              ao nível do estudante
 Ø	Entender palavras,
   expressões usuais e                Ø	Compreender o vocabulário e as                   Ø	 textos objetivos simples acerca
                                                                                           Ler
   familiares e frases simples na       expressões mais frequentes do dia a dia,           de assuntos relacionados com sua
   LEM estudada                         seja de forma escrita ou verbal, utilizando        área de interesse, com um grau
                                        uma série de frases e expressões para              satisfatório de compreensão
 Ø	 e escrever e-mails,
   Ler                                  descrever em termos simples pessoas e
   cartões postais, cartas,             lugares, condições de vida, formação e           Ø	Escrever expressões e frases
   recados e responder                  atividade profissional atual ou passada            simples
   questionários de caráter
   profissional e pessoal             Ø	Compreender de forma global                      Ø	Entender palavras, expressões
                                        propagandas e pequenos vídeos                      usuais e familiares e frases simples
 Ø	 e compreender textos
   Ler                                                                                     na LEM estudada
   em diversos gêneros                Ø	 e compreender textos em diversos
                                        Ler
   adaptados ao nível do                gêneros relacionados ao nível do                 Ø	Escrever textos coesos e simples
   estudante                            estudante                                          acerca de um leque de temas que
                                                                                           lhe são familiares, relativos a seus
 Ø	 Entender textos muito             Ø	 e escrever textos curtos e simples,
                                        Ler                                                interesses, ligando uma série de
   curtos e muito simples,              tais como: e-mails, recados, cartões               elementos pequenos e discretos
   uma expressão de cada vez,           postais, descrevendo lugares, cartas               em diversos contextos
   retirando nomes familiares,          pessoais de convite e de agradecimento,
   palavras e expressões                relatos de acontecimentos passados               Ø	Entender textos simples e curtos
   básicas e relendo-as se              e responder questionários de caráter               acerca de assuntos que lhe são
   necessário                           profissional e pessoal                             familiares de um tipo concreto,
                                                                                           compostos numa linguagem
                                      Ø	Entender textos simples e curtos que               muito frequente, quotidiana ou
                                        contenham vocabulário muito frequente              relacionada com o trabalho


                                                       LINGUAGENS – LEM
                               Multiletramentos, Literatura, Sensibilidade e Apreciação estética
 Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
 desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar
 ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação,
 da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta
 dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que
 também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais.
                 1ª série                                      2ª série                                   3ª série
 	 Compreender expressões e                 	 Compreender expressões e                 	 Compreender as questões
    palavras-chave relacionadas com             palavras-chave relacionadas com             principais de um discurso claro,
    áreas de prioridade imediata                áreas de prioridade imediata                em língua padrão, sobre assuntos
    (p. ex. informações básicas                 (p. ex. informações básicas                 que lhe são familiares, ocorrendo
    sobre si mesmo, a família, as               sobre si mesmo, a família, as               com regularidade no trabalho,
    compras, o meio circundante, o              compras, o meio circundante, o              na escola, nos tempos livres etc.,
    emprego), desde que o discurso              emprego), desde que o discurso              incluindo narrativas curtas
    seja articulado de forma clara e            seja articulado de forma clara e
    pausada                                     pausada                                  	 Contar estórias e experiências
                                                                                            pessoais por meio de narrativas
 	 Ler textos em verso e prosa              	 Ler textos em verso e prosa                 curtas
    e compreender metáforas                     e compreender metáforas
    relacionadas com a cultura da               relacionadas com a cultura da
    língua e do texto original                  língua e do texto original



                                                          58
LINGUAGENS – LEM
                              Multiletramentos, Literatura, Sensibilidade e Apreciação estética
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar
ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação,
da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta
dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que
também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais.
                1ª série                                    2ª série                                     3ª série
	 Compreender ditados populares            	 Compreender ditados populares            	 Apresentar esquetes e pequenas
   e provérbios próprios da língua             e provérbios próprios da língua             peças previamente ensaiados com
   estudada                                    estudada                                    colegas e professores na língua
                                                                                           estudada
	 Apresentar esquetes previamente          	 Apresentar esquetes previamente
   ensaiados com colegas e                     ensaiados com colegas e
   professores na língua estudada              professores na língua estudada




                                                      LINGUAGENS – LEM
                                   Multiletramentos, Oralidade, Interação e Corporeidade
Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético,
desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve
propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura,
da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os
conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana
e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos
contextos locais. Diálogos, role play, performance teatral, música.
                1ª série                                    2ª série                                     3ª série
	 Produzir expressões simples e            	 Fazer uma descrição simples ou           	 Manter razoavelmente bem e com
   isoladas sobre pessoas e lugares            uma apresentação de uma pessoa,             fluência uma descrição direta de
                                               das condições de vida ou de                 um dos muitos assuntos de seu
                                               trabalho, das atividades diárias,           interesse, apresentando-o como
	 Fazer uma descrição simples ou              daquilo que gosta ou não etc.,              uma sucessão linear de questões
   uma apresentação de uma pessoa,             numa série curta de expressões e
   das condições de vida ou de                 de frases ligadas como numa lista
   trabalho, das atividades diárias,                                                    	 Contar a estória de um livro e dar
   daquilo que gosta ou não etc.,                                                          seu ponto de vista sobre o assunto
   numa série curta de expressões e         	 Contar a estória de um livro e dar
   de frases ligadas como numa lista           seu ponto de vista sobre o assunto


	 Fazer o resumo de um livro ou de
   uma estória




                                                                       59
LINGUAGENS – LEM
                                   Multiletramentos, Gramática, Reflexão e Análise Crítica
 Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens
 exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho
 pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de
 recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, de imagens etc.); e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além
 disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar
 avaliação crítica de si, do outro e do mundo. Uso formal e informal da língua, contexto oral.
            1ª série                                 2ª série                                       3ª série
 	 Seguir um discurso             	 Seguir um discurso muito pausado           	 Compreender discursos
    muito pausado e                   e muito cuidadosamente articulado,            progressivamente mais longos,
    muito cuidadosamente              com pausas longas que lhe permitam            seguindo uma argumentação complexa
    articulado, com pausas            assimilar os significados                     de assuntos do cotidiano extraídos de
    longas que lhe permitam                                                         sites, jornais, revistas, seriados de TV,
    assimilar os significados      	 Comunicar-se de forma clara e                 vídeos e de filmes originais na LEM
                                      coerente, mas ainda de forma simples,         estudada
 	 Comunicar-se de forma             respondendo e fazendo perguntas,
    simples, respondendo              utilizando vocabulário e tempos verbais    	 Compreender informações factuais
    e fazendo perguntas,              específicos e adequados a cada tópico         simples sobre tópicos comuns do dia
    utilizando expressões                                                           a dia ou relacionados com o trabalho
    usuais e familiares para       	 Compreender o suficiente para ir ao           e identificar mensagens gerais ou
    se apresentar, apresentar         encontro de necessidades de tipo              pormenores específicos, desde que
    alguém, descrever lugares         concreto, desde que o discurso seja           o discurso seja claramente articulado
    e pessoas                         articulado de forma clara e pausada           com uma pronúncia geralmente
                                                                                    familiar
 	 Manter um diálogo com
    colegas e professores                                                        	 Comunicar-se de forma clara e
    respondendo                                                                     coerente, com certa espontaneidade,
    adequadamente em dado                                                           em assuntos corriqueiros como família,
    contexto                                                                        trabalho, lazer e outros, argumentando
                                                                                    e questionando conceitos e suposições
                                                                                 	 Participar ativamente de uma
                                                                                    conversa em situações cotidianas,
                                                                                    argumentando e expressando opinião
                                                                                    pessoal




Orientações para a abordagem do Ensino Religioso


        O fenômeno religioso, em suas diversas manifestações, é garantia da pertinência do ensino religioso
para o processo educativo. Este é o fator que deve definir a existência do ensino religioso como disciplina
constante dos horários normais das escolas públicas. O fenômeno religioso se apresenta principalmente,
a partir de respostas possíveis ao dilema humano do pós-morte, que, entre outras, apresenta as seguintes
respostas: ressurreição, reencarnação, ancestralidade e o nada (PCNER, 1997).
        Sobre essas visões a humanidade construiu possibilidades múltiplas de compreensão de sua
existência, no campo religioso. A negativa dessa realidade é um desrespeito ao indivíduo, dotado de
liberdade de opção de manifestação religiosa e cultural. A aceitação pode permitir a descoberta de
caminhos importantes para a construção de conhecimento no contexto escolar.
        	O ensino religioso, segundo a legislação em vigor, é parte da educação como elemento integrante
do currículo escolar. Está sujeito às situações vivenciadas na escola, suas limitações e possibilidades.
Educação está ligada ao ato de construir e reconstruir conhecimentos. Para isso, o educando deve ser
sujeito ativo em seu processo educativo, para compreender e apropriar-se de forma critica e criativa do


                                                        60
mundo que o rodeia.
       	A diversidade de manifestações religiosas que se fazem         Anotações
presentes em uma sociedade pluralista não permite que haja uma
definição da escola por uma determinada religião ou denominação
religiosa. Evidentemente, os conteúdos educacionais contarão
com conhecimentos construídos pela humanidade a partir e
sobre o fenômeno religioso, expressos nas diversas denominações
religiosas e culturais. Isto poderá favorecer a construção de novos
conhecimentos pelo educando. Portanto, a relevância do ensino
religioso se dará à medida que o mesmo possa contribuir para as
transformações necessárias as relações humanas e sociais.
       	Desta forma, o currículo do Ensino Religioso assenta-se
nos seguintes eixos integradores que têm como função relacionar
os conteúdos em uma teia integral e integradora: Alteridade,
Diversidade e Simbolismo Religioso,.          O eixo Alteridade
desenvolve-se a partir do conceito de ethos, em uma perspectiva
familiar, comunitária e social. O eixo Diversidade desenvolve-se a
partir dos conceitos Religiosidade, Identidade, Cultura e Tradição.
E o eixo Simbolismo Religioso, a partir dos conceitos de Rito, Mito,
Sagrado e Transcendente.
       	 ideia da alteridade aqui posta está intrinsecamente
       A
ligada à de justiça. Isto se faz por meio da percepção do próprio
eu, do próprio rosto e, a partir disso, a aceitação da existência do
outro. Nesse sentido, a justiça é vista a partir da ideia da ‘ética
da alteridade’, como uma forma de se abrir o espírito para se
compreender a realidade, que é algo externo a mim, diferente de
mim (OLIVEIRA; PAIVA, 2010, p. 143). Por fim, pensa-se em uma
abordagem ao ethos possível, sendo aquele que tem a ver com
os anseios da realidade histórica, de nossa herança sociocultural
sem, contudo, ter a pretensão de se apresentar como totalmente
certo ou de cessar o debate sobre o modo de se pensar esse ethos
como contestável, sempre disposto a críticas e numa perspectiva
de provisoriedade.
       	 m relação ao eixo Diversidade, teóricos como Emanuel
       E
Levinas, 1988; Christian Descamps (1991) e Stuart Hall, 1998 e


                                                61
2003 discorrem sobre a importância do outro na construção de nossa própria identidade. Sendo
o outro diferente de mim, tenho que ser capaz de viver e aceitar o diverso, a singularidade de
quem vive e convive comigo. É nessa perspectiva que se pretende trabalhar a diversidade da
religiosidade brasileira. Descamps afirma que a relação com “o outro é a base de uma co-presença
ética” (p. 85), portanto, a convivência com o diferente, com o próximo é a base da ética. Há que
se considerar, dessa forma, as mais diversas manifestações religiosas presentes no Brasil, dando-
lhes o mesmo grau de importância.
       	Os símbolos exercem grande influência sobre a vida social, principalmente porque, por
meio deles, torna-se possível concretizar realidades abstratas, morais e mentais da sociedade.
Assim, o simbolismo religioso tem a capacidade de ligar os seres humanos ao sobrenatural. Esse
simbolismo se alimenta do contexto social, que acaba por distinguir os puros dos impuros, os fiéis
dos não fiéis, os lugares sagrados dos profanos etc . É esse simbolismo que, em muitos casos,
constrói hierarquias, seja pelo vestuário, pelo sacramento, pelas oferendas ou pelos próprios
ritos (ROCHER, 1989). Sendo a religião dotada de vários símbolos, é possível inferir que os
diversos atores sociais são ligados entre si, por ela e por diversos meios de comunicação; servem
ainda para ligar valores e expressões mais concretas. Portanto, os símbolos criam e recriam a
participação coletiva dos grupos sociais, tornando visíveis as crenças sociais.




                                                62
CIÊNCIAS HUMANAS
                           Multiletramentos – Indivíduos, Identidades, Diversidades e Culturas
 A identidade do indivíduo pode ser compreendida na dialógica de sua unidade e das diversidades, como dimensões
inerentes, antagônicas e complementares da espécie humana. Para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar
a inquietação e acolher e conviver com as diferenças, é importante uma educação escolar que reconheça e respeite as
pluralidades. Assim, a escola como fonte e base de construção e afirmação de identidades em um mundo planetário (EDGAR
MORIN) e plural, deve buscar combater todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, é necessário educar sob
a inspiração da ética, que se traduz na busca de condições para que as identidades se constituam pelo reconhecimento do
direito à igualdade, tendo como ponto de partida os direitos humanos.
                1º Ano                                    2º Ano                                   3º Ano
   Ø	ALTERIDADE:                            Ø	ALTERIDADE:                             Ø	ALTERIDADE:
     •	As mídias e suas influências           •	Pluralidade de concepções               •	O ser humano e o fenômeno
       no comportamento humano –                sobre vida e morte, ao longo              religioso: relações entre cultura
       do jornal à internet                     da história humana                        e opções pessoais
     •	Ações voluntárias para                 •	Violência e marginalidade               •	Política, estado e religião
       além dos espaços religiosos              na percepção de diferentes              •	As mídias e suas influências
       – voluntariado, reflexão e               manifestações culturais e                 no comportamento humano –
       prática                                  religiosas                                internet e novas tecnologias
     •	Valores como solidariedade,            •	Fundamentalismo como                    •	Ações voluntárias para além
       cooperação e fraternidade na             postura sectária que diverge da           dos espaços religiosos
       vida das comunidades	                    postura ética                           •	Valores como solidariedade,
       como	                                  •	Desenvolvimento integral                  cooperação e fraternidade
       solidariedade,	                          através da cultura da paz
       cooperação e fraternidade na           •	Relações humanas e                    Ø	DIVERSIDADE:
       vida das comunidades                     construção da paz                       •	Religião, sociedade e
     •	Relações humanas e                     •	As mídias e suas influências no           civilização: tradições de
       construção da paz                        comportamento humano                      matriz ocidental, tradições de
                                              •	Ações voluntárias e a                     matriz africana, tradições de
   Ø	DIVERSIDADE:                               espiritualidade contemporânea             matriz oriental, tradições de
     •	Identidade religiosa, como             •	Valores como solidariedade,               matriz aborígene e indígena
       agente transformador                     cooperação e fraternidade                 e tradições agnósticas, ateias,
       e promotor da paz na                                                               entre outras
       comunidade social e na de fé         Ø	DIVERSIDADE:                              •	A presença religiosa nas
     •	O fenômeno religioso frente            •	As verdades consideradas                  relações internacionais
       a diversidades de gêneros,               sagradas e a vontade do
       afetivas e culturais, superando          Transcendente, a partir do              Ø	SIMBOLISMO RELIGIOSO:
       os preconceitos                          fenômeno religioso                        •	Narrativas presentes nas
                                              •	A construção da verdade dos                 diferentes manifestações
       •	O ateísmo, agnosticismo                discursos religiosos presentes              religiosas
         e outras manifestações                 na cultura brasileira                     •	Sincretismo religioso no
         filosóficas                          •	A autoridade do discurso                    Brasil
                                                religioso e a formação das                •	Novos movimentos
   Ø	 SIMBOLISMO RELIGIOSO:                     relações culturais e sociais                religiosos presentes na
     •	O Transcendente nas matrizes                                                         contemporaneidade
       culturais e                           SIMBOLISMO RELIGIOSO:
                                            Ø	                                            •	Diálogo ecumênico e inter-
       religiosas brasileiras:                •	Danças presentes nas                        religioso
       ocidental, oriental, africana,           diferentes manifestações
       indígena, entre outras.                  religiosas
     •	Ritos e Mitos religiosos:              •	Diversidade de manifestações
       conceitos e intencionalidades            religiosas – origem semita
       a partir das matrizes culturais          (cristianismo, judaísmo e
       brasileiras                              islamismo), origem oriental
     •	Cantos, presentes nas                    (hinduísmo, xintoísmo,
       diferentes manifestações                 budismo, taoísmo), religiões de
       religiosas                               matriz africana e religiões de
                                                matriz ameríndia




                                                                   63
Considerações Finais

       Diante das sínteses temáticas das plenárias e dos índices de desempenho do Ensino Médio
que demonstraram a urgência de mudanças e o anseio por uma nova cara para o ensino médio,
canalizamos nesta proposta os debates realizados por professores, gestores e comunidade, com
o intuito de suscitar uma reflexão e provocar o espírito da ousadia na construção de um caminho
que garanta eficácia para nossa educação. Faz-se necessário adequar o currículo, os tempos, os
espaços, a avaliação, as estratégias metodológicas, os recursos humanos a este novo tempo em
que os jovens já estão vivendo, e que nós, instituição, ainda permanecemos presos à estruturas
do passado. Precisamos urgentemente repensar a identidade do Ensino Médio e as plenárias
apontaram alguns caminhos.
       Vivemos num mundo plural, mas nossa formação foi singularizada, compartimentada,
assim como nossa instituição, a escola, que continua com dificuldades para implementar uma
prática pedagógica onde esteja incorporada a diversidade, apesar de conter em seu interior seres
plurais. É comum da prática docente atual, influenciada pelo mundo pragmático, consumista
e coisificante, ter como idealização do fazer pedagógico seres uniformes, prontos e acabados.
Entretanto, a natureza teima em ser mutante; o social e o cultural resistem em ser histórico-
dialéticos. E é com esta certeza que se busca construir um currículo que continue fazendo essa
abordagem crítica e social, abarcando as novas urgências do pluralismo contemporâneo.
       É necessário ainda considerar como fator basilar para a construção de um novo currículo
o tripé ensino, pesquisa e extensão, que abarca meios para a produção sistêmica, constante e
inovadora do conhecimento. É contraditório pensar que a metodologia imediatista de repasse de
informações atenderia às necessidades contemporâneas dos campos do saber. Para atender aos
professores que almejam uma formação continuada, mas que se encontram inertes por motivos
diversos, é importante criar elementos geradores para a reflexão, encarados quase como uma
provocação. Não se quer aqui promover “uma revolução ideológica”, mas trazer à tona que este é
um dos problemas, dos muitos, a serem enfrentados para uma eficaz mudança comportamental
de aceitação de quebra de paradigmas que, ao mesmo tempo, é um dos combustíveis para quem
“se faz” educador. Problema – investigação – transformação em uma via de mão dupla dinâmica
e constante.
       Deste modo, uma mudança de fato significativa do Ensino Médio passa necessariamente
pelo debate acerca da reorganização curricular (tempos) e da ressignificação do espaço de
aprendizagem, o que demanda um olhar diferente sobre o desenvolvimento do estudante e
a compreensão de que a relação de ensino-aprendizagem é permanente, multilateral, inter e
transdisciplinar, e não se limita ao espaço geográfico do edifício, valendo-se da vivência efetiva


                                               64
que se constrói no seio da comunidade, alargando os horizontes
do universo pedagógico. A proposta da semestralidade, isto é, a      Anotações
organização curricular em blocos semestrais de disciplinas que
se alternam ao longo do ano letivo, apresenta-se como uma
possibilidade poderosa para flexibilizar o processo pedagógico,
favorecer a utilização de metodologias voltadas para a
implementação de projetos interdisciplinares e, sobretudo,
estimular a ressignificação da coordenação pedagógica e do
trabalho coletivo.
       Trata-se da formação integral do sujeito e, nessa
perspectiva, os multiletramentos se afirmam como uma concepção
que se adapta à contemporaneidade. As quinze dimensões a
partir das quais se propõe abordar os conteúdos das quatro
áreas do conhecimento formatam um currículo que contempla o
desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes, incorporando
sua formação às múltiplas linguagens, culturas, produções
científicas e tecnológicas. Saberes necessários para a compreensão
e intervenção na realidade.
       Assim, uma formação que busque a integralidade do
estudante deve associar educação e trabalho que, neste contexto,
constituem eixos indissociáveis compreendendo o mundo do
trabalho como forma de interação social do indivíduo e como modo
de articulação entre o saber organizado em termos científicos e as
relações produtivas do homem na comunidade, possibilitando a
intervenção em seu meio. Portanto, o fazer discente no processo
de ensino-aprendizagem não é uma preparação intermediária para
o mercado, é ele mesmo o próprio trabalho, a materialização da
ação transformadora.
       É salutar entender que se pretende, a partir dessa
construção, fomentar um sistema de ensino sob a concepção
humanista e integral que atenda à diversidade, promova e
aprimore habilidades para o desenvolvimento igualitário e que, ao
mesmo tempo, tenha a responsabilidade de promover o êxito no
ambiente escolar, não apenas através de indicadores isolados, mas
oportunizando variáveis que possibilitem uma inserção real e digna


                                              65
na sociedade global.
       No desejo de efetivar a construção de um currículo perpassado pela concepção da
diversidade, da cidadania, da sustentabilidade e da aprendizagem, relembramos as palavras de
Milton Santos (2000) quando diz que “não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é
cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e
deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e
o poder, distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos
cidadãos. É preciso construir a cidadania”.
       É com essa proposta curricular que se pretende construir uma nova escola de Ensino Médio
que dê conta de todas essas nuances da sociedade contemporânea, instituinte desses novos e
distintos mundos da juventude, reforçando a necessidade da oferta de diferentes possibilidades
do Ensino Médio regular, diurno, com diversificados projetos curriculares; a revitalização e
ampliação do Ensino Médio regular noturno, acompanhado da necessária adequação curricular e
da reorganização do trabalho pedagógico; e a importante articulação do Ensino Médio Integrado
à Educação Profissional.




                                              66
Referências
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BRASIL. Ministério da Educação. Documento Orientador do Programa Ensino Médio
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LUCKESI, C. C. Avaliação da aprendizagem escolar. 9ª edição, São Paulo: Cortez, 1999.

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Atenção! Verificar as citações do texto porque devem faltar referências.




                                      68

CURRÍCULO EM MOVIMENTO - Ensino Médio

  • 1.
    SECRETARIA DE EDUCAÇÃODO DISTRITO FEDERAL Livro 5 CURRÍCULO EM MOVIMENTO QUARTO CICLO Ensino Médio Semestralidade Versão para Validação Fevereiro de 2013
  • 2.
    Governador do DistritoFederal Agnelo Queiroz Secretário de Educação Denilson Bento da Costa Secretária Adjunta de Educação Maria Luiza Fonseca do Valle Subsecretária de Educação Básica Sandra Zita Silva Tiné Colaboradores: Adriana Aparecida Barbosa Ramos Matos, Adriana Helena Teixeira, Adriana Tosta Mendes, Aldeneide Dos Santos Rocha, Alexandra Pereira Da Silva, Alexandre Viana Araujo Da Silva, Aline de Menezes, Álvaro Sebastião Teixeira Ribeiro, Amanda MidôriAmano, Ana José Marques, Ana julia E. Heringer Salles, Ana Lucia F. de Brito, Ana Maria de Lima Fagundes, Ana Paola Nunes Oliveira Lima, Ana Paula Santos de Oliveira, Anderson de F. Matias, André Lucio Bento, André Wangles de Araújo, Andrei Braga da Silva, Andréia Costa Tavares, Anna Izabel Costa Barbosa, Antônia Lima Cardoso, Antonio Carlos De Sousa, Antônio Eustáquio Ribeiro, Ari Luiz Alves Paes,Ariomar da Luz Nogueira Filho, Arlene Alves Dutra, Avelina Pereira Neves, Carla Ramires Lopes Cabaleira,Carlos Alberto Mateus da Silva, Carlos Dos Santos Escórcio Gomes, Carmen Silvia Batista, Cassia De Oliveira Hiragi, Cátia Cândido da Silva, Cátia De Queiroz Domingues, Célia Aparecida Faria Almeida, César Alexandre Carvalho, Cícero Lopes de Carvalho Neto, Cília Cardoso Rodrigues da Silva, Cira Reis Araujo De Sousa, Claudia De Oliveira Souza, Cleide de Souza M. Varella, Cleonice Martins dos Reis, Cristiane Alves de Assis, Cristiano de Sousa Calisto, Daniel Ferraz, Daniel Policarpo S. Barbosa, Deborah Christina de Mendonça Oliveira, Deborah Moema Campos Ribeiro, Denise Formiga M. de Castro, Denise Marra de Moraes, Dhara Cristiane de Souza Rodrigues, Edileuza Fernandes da Silva, Edna Rodrigues Barroso, Ednéa Sanches, Edvan Vieira Das Virgens, Elaine Eloisa De Almeida Franco, Elayne Carvalho da Silva, Elna Dias, Elson Queiroz De Oliveira Brito, Elzimar Evangelista, Emilia Helena Brasileiro Souza Silva, Érica Soares Martins Queiroz, Erika Goulart Araújo, Ester Shiraishi, Eudócia Correia Moura, Eugênia Medeiros,EvandirAnto nioPettenon, Fani Costa De Abreu, Francisca das Chagas A. Franco, Francisco Augusto Rodrigues De Mattos, Frederico Dos Santos Viana, Geovane Barbosa de Miranda, Gilda Das Graças E Silva, Gilda Ferreira Costa, Gilmar Ribeiro de Souza, Giovanna Amaral da Silveira, Gisele Lopes Dos Santos, Gisele Rocha do Nascimento, Gleidson Sousa Arruda, Goreth Aparecida P. da Silva, Helen Matsunaga, Helenilda Maria Lagares, Hélia Cristina Sousa Giannetti, Helio Francisco Mendes, Hiram Santos Machado, Idelvania Oliveira, Ildete Batista do Carmo, Ilma Maria FilizolaSalmito, Iracema Da Silva De Castro, Irair Paes Landin, Irani Maria Da Silva, Iris Almeida dos Santos, Isla Sousa Castellar,Ivanise dos Reis Chagas , Jailson Soares Barbosa, James Oliveira Sousa, Jamile Baccoli Dantas, Jane Leite dos Anjos, Janilene Lima da Cunha, Jaqueline Fernandes, Jardelia Moreira Dos Santos, JeovanyMachoado dos Anjos, João Carlos Dias Ferreira, João Felipe de Souza, Joaquim V. M. Barbosa, Jorge Alves Monteiro, Jose Batista Castanheira De Melo, José Norberto Calixto, Jose Pereira Ribeiro, Jose Wellington Santos Machado, Julia Cristina Coelho, Juliana
  • 3.
    Alves De AraújoBottechia, Juliana Ruas de Menezes, Júlio César Ferreira Campus, Kátia Franca Vasconcellos, Kátia Leite Ramos, Laércio Queiroz da Silva, LatifeNemetala Gomes, Laurice Aparecida Pereira Da Silva, Leila D’Arc de Souza, Lídia Danielle S. de Carvalho, Ligia Da Silva Almeida Melo, Liliani Pires Garcia, Lucélia de Almeida Silva, Luciano da Silva Menezes, Lúcio Flávio Barbosa, Lucy Mary Antunes dos Santos, Luiz Carlos Pereira Marinho, Luzia Inacio Dias, , Luzia Oliveira do Nascimento, Maicon Lopes Mesquita, Maira I. T. Sousa, Manoel Alves da Silva, Marcelo L. Bittencourt, Márcia Andréia B. Ramos, Márcia de Camargo Reis, Márcia Forechi Crispim, Marcia Lucindo Lages, Márcia Santos Gonçalves Coelho, Márcio Antônio Sousa da Silva, Marcio Mello Nóbrega Soares, Marcio Melo Freitas, Marcos Antonio da Silva, Margarete Lopes dos Santos, Maria Aparecida Sousa, Maria Cristina Dollabela, Maria da Glória da Mota, Maria do Rosario Rocha Caxanga, Maria Goreth Andrade Dizeró, Maria Irene Barros, Maria Ireneuda de Souza Nogueira, Maria Juvanete Ferreira da Cunha Pereira, Maria Luiza Dias Ramalho, Maria Rosane Soares Campelo, Mario Bispo Dos Santos, Mário Sérgio Ferrari, Marta Carvalho de Noronha Pacheco, Matheus Ferreira, Maura da Aparecida Leles, Maxwendel Pereira De Souza, Michelle Abreu Furtado, Milton Soares da Silva, Miriam Carmem Magalhaes Miranda, Moacir Natercio F. Júnior, Nádia Maria Rodrigues, Nair Cristina da Silva Tuboiti, Natalia de Souza Duarte, Neide Rodrigues de Sousa, Neide Silva Rafael Ferreira, Nelly Rose Nery Junquilho, Nilson Assunção de Araújo, Nilson Couto Magalhaes, Nilva Maria Pignata Curado, Norma Lúcia Neris de Queiros, Odaiza Cordeiro de Lima, Olga Freitas, Oraniel de Souza Galvão, Pablo Da Silva Sousa, PatriaLiliande Castro Rodrigues, Patrícia Carneiro Moura, Patricia Coelho Rodrigues, Patrícia Nunes de Kaiser, Paula Miranda de Amaral, Paulo Cesar Dos Anjos, Paulo Cesar Rocha Ribeiro, Paulo Henrique Ferreira da Silva, Paulo Ricardo Menezes, Pedro Alves Lopes, Pedro Anacio Camarano, Pedro de O. Silva, Plínio José Leite de Andrade, Porfirio Magalhães Sousa, Priscila Poliane de S. Faleirom, Rafael Batista de Sousa, Rafael Dantas de Carvalho, Rafael Urzedo Pinto, Raimundo Reivaldo de Paiva Dutra, RaniereR. Silva de Aguiar, Raquel Vila Nova Lins, Regeane Matos Nascimento, Regina Aparecida Reis Baldini de Figueiredo, Regina Lúcia Pereira Delgado, Reinaldo Vicentini Júnior, Rejane Oliveira dos Santos, Remísia F T De Aguiar, Renata Alves Saraiva de Lima, Renata CallaçaGadioli dos Santos, Renata Nogueira da Silva, Renata Parreira Peixoto, Renato Domingos Bertolino, Rinaldo Alves Almeida, Rober Carlos Barbosa Duarte, Roberto de Lima, Robison Luiz Alves de Lima, Roger Pena de Lima, Rosália Policarpo Fagundes de Carvalho, Rosana Cesar de Arruda Fernandes, Rosangela Delphino, Rosangela Toledo Patay, RosembergHolz, Samuel WvildeDionisio de Moraes, Sara dos Santos Correia, Sérgia Mara Bezerra, Sergio Bemfica da Silva, Sérgio Luiz Antunes Neto Carreira, Shirley Vasconcelos Piedade, Sônia Ferreira de Oliveira, Surama Aparecida de Melo Castro, Susana Moreia Lima, Tadeu Maia, Tania Cristina Ribeiro de Vasconcelos,Tadeu Queiroz Maia, Tania Lagares de Moraes, Telma Litwinuzik, Urânia Flores, Valeria Lopes Barbosa, Vanda Afonso Barbosa Ribeiro, Vanessa Ribeiro Soares, Vania Elisabeth AndrinoBacellar, Vânia Lúcia C. A. Souza, Vasco Ferreira, Verinez Carlota Ferreira, Veronica Antonia de Oliveira Rufino, Vinicius Ricardo de Souza Lima, Viviany Lucas Pinheiro, Wagner de Faria Santana, Wando Olímpio de Souza, Wanessa de Castro, Washington Luiz S Carvalho, Wédina Maria Barreto Pereira, Welington Barbosa Sampaio, Wellington Tito de Souza Dutra, Wilian Gratão.
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    Proposta de validaçãodo currículo em movimento Esse Currículo em Movimento intenta enfrentar as fragilidades que as escolas públicas do Distrito Federal vêm apresentando. Procura, especialmente, romper com as barreiras sociais, políticas, econômicas e culturais que segregam unidades escolares e distorcem as possibilidades de aprendizagem dos estudantes. A construção do Currículo em Movimento iniciou-se em 2011, nas unidades escolares das quatorze Coordenações Regionais de Ensino, com a análise das potencialidades e fragilidades do Currículo Experimental. Essas e outras análises foram debatidas em sete Plenárias Regionalizadas ainda no ano de 2011. As sugestões foram sistematizadas e serviram de base para o Projeto Político Pedagógico Carlos Mota, lançado no primeiro semestre em 2012, e para essa versão do Currículo, construída coletivamente por professores e professoras dessa casa. Esse processo ajudou a ampliar a compreensão sobre os caminhos a serem percorridos na educação pública do Distrito Federal. Também em 2012, foram realizadas eleições diretas para Diretores e Conselhos Escolares e instituído o Fórum de Educação do Distrito Federal, previstos na Lei 4.751 de 2012 – Lei da Gestão Democrática. Assim, em um processo de reformulação da dinâmica da gestão da educação e defendendo os princípios da cidadania, da diversidade, da aprendizagem e da sustentabilidade humana, o Currículo em Movimento passa agora por um processo de socialização e validação democrática pela Comunidade Escolar. Com intenção de assegurar voz e vez a cada integrante de nossa comunidade escolar, convidamos todos e todas para participarem do processo de validação do Currículo em Movimento. Para organização do trabalho, sugerimos o seguinte roteiro: 1) Validação do Currículo em Movimento pela Comunidade das Unidades Escolares: a. Período – fevereiro e março. b. Estratégia - A comunidade escolar estudará o Currículo em Movimento de sua etapa/modalidade. Após as discussões a escola faz seus apontamentos de supressão, acréscimo e alteração e elege seus representantes por etapa/ modalidade para validação Regional. 2) Validação do Currículo em Movimento nas Coordenações Regionais de Ensino: a. Período – abril e maio. b. Estratégia – Os representantes das unidades escolares, em plenárias Regionais, a partir de sistematização prévia das sugestões das escolas, formulam sua proposta Regional. 3) Validação Distrital do Currículo em Movimento: a. Período – junho. b. Estratégia – Em Conferência própria, o Currículo em Movimento será validado e publicado, permitindo a toda a comunidade escolar do Distrito Federal conhecimentos e metodologias significativas e identitárias de nossa política educacional.
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    Sumário Introdução......................................................................................................................... 7 Perfil dos estudantes................................................................................................8 Diversidade dos professores.................................................................................... 9 Organização do trabalho pedagógico....................................................................... 9 Objetivo Geral........................................................................................................ 13 Objetivos Específicos..............................................................................................13 Marco legal............................................................................................................ 14 Perfil dos estudantes do ensino médio.................................................................. 17 Nessa perspectiva histórico-cultural, continua o autor,......................................... 18 Organização do tempo e espaço da escola: a semestralidade...............................18 Processo de Avaliação da Aprendizagem e Estratégia de Recuperação.................20 Registro de notas................................................................................................... 22 A construção de uma sociedade multiletrada: linguagens e culturas no Ensino Médio ........................................................................................................ 22 A pedagogia dos multiletramentos na construção de uma escola pública contemporânea...................................................................................................... 23 As áreas do conhecimento do Ensino Médio e as dimensões curriculares............25 Área de Linguagens................................................................................................ 27 Área de Ciências da Natureza ................................................................................ 28 Área de Matemática ..............................................................................................28 Área de Ciências Humanas .................................................................................... 29 Organização e abordagem dos conteúdos............................................................. 38 Orientações para a abordagem da Língua Estrangeira Moderna - LEM.................56 Orientações para a abordagem do Ensino Religioso.............................................. 58 Considerações Finais....................................................................................................... 62 Referências...................................................................................................................... 65
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    Apresentação A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio da Coordenação de Ensino Médio/Subsecretaria de Educação Básica, vem no ano de 2013 atender ao pleito coletivo de jovens estudantes de ensino médio e de professores dessa etapa de ensino. Ao longo dos dois primeiros anos da gestão do Governo, iniciado em 2011, esses dois grupos de atores que constroem a escola indicaram, durante as plenárias de reestruturação curricular, possíveis pontos de melhoria do processo de ensino- aprendizagem. Entre eles: acúmulo grande de disciplinas para estudar, número enorme de estudantes, turmas e diários para os professores, conteúdos simultâneos, pouca aproximação entre professores e jovens estudantes devido ao escasso tempo disponibilizado, dificuldade de reconhecer as falhas no processo de ensino-aprendizagem individualizado, em razão do número excessivo dos estudantes. Outros pontos também foram apresentados, mas o que mais se destacou foi a necessidade de reestruturação curricular, inicialmente, pelo tempo dedicado ao conteúdo e ao estudante. Houve pontualmente a sugestão da organização dos componentes curriculares em uma nova forma, também permitida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu Artigo 23, quando expressa que A educação básica poderá organizar-se em séries anuais, períodos semestrais, ciclos, alternância regular de períodos de estudos, grupos não seriados, com base na idade, na competência e em outros critérios, ou por forma diversa de organização, sempre que o interesse do processo de aprendizagem assim o recomendar (LDBEN, 1996, 5ªed.). Desta forma, a Coordenação de Ensino Médio iniciou a discussão e organização do processo semestral de ensino, no ensino médio da Rede Pública de Ensino. Não se trata de algo novo, no Brasil ou em Brasília, A primeira vez que isto ocorreu foi em 1997, em 11(onze) escolas do turno noturno, e o resultado foi uma drástica redução na repetência e na evasão, sem reduzir a qualidade do processo de aprendizagem, posto que, nesse período, houve um impressionante aumento nos índices de aprovação. Percebeu-se à época que, com o quantitativo de disciplinas ensinadas ao mesmo tempo e em uma organização anual, os estudantes não conseguiam conciliar trabalho, escola e família. Sabe-se, no entanto, que para um bom aproveitamento do trabalho escolar é de grande importância o trabalho coletivo dos educadores em espaços qualificados da coordenação pedagógica, do acompanhamento pedagógico e sistematizado da equipe de coordenadores das instâncias centrais, intermediárias e locais, apoiando a escola,
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    além de umaformação continuada consistente dos professores, envolvendo a teoria e a prática de uma proposta de ensino que fuja à tradicional e já comprovada prática que vem sendo utilizada. Este documento pretende disponibilizar as orientações básicas para a implementação da reestruturação curricular do Ensino Médio, tendo na semestralidade a proposta de reorganização do tempo e espaço pedagógicos. Ele foi elaborado com a participação de representantes de 28 escolas de Ensino Médio do Distrito Federal, de gestores e coordenadores pedagógicos de todas as 14 Coordenações Regionais de Ensino do Núcleo de Ensino Médio, EJA e Educação Profissional da Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais da Educação e da Equipe da Coordenação de Ensino Médio/SUBEB/SEEDF.
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    Introdução Anotações A proposta curricular para Ensino Médio que ora se apresenta integra o processo de reestruturação curricular da rede pública de ensino do Distrito Federal. É importante destacar que o Ensino Médio está sendo redefinido desde a instância nacional, a partir das Diretrizes Nacionais da Educação Básica – DCNEB (Resolução nº 04 de julho de 2010), das Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio – DCNEM, aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação – CNE (Resolução CNE/CEB 2/2012), além da implantação do Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI, desde 2009, pelo Ministério da Educação, ao qual a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal aderiu e vem ampliando o número de escolas participantes. Seu Documento Orientador apresenta como estratégia Induzir a reestruturação dos currículos do Ensino Médio [...] fomentando propostas curriculares inovadoras nas escolas do ensino médio, disponibilizando apoio técnico e financeiro, consoante à disseminação da cultura de um currículo dinâmico, flexível e compatível com as exigências da sociedade contemporânea. O objetivo do MEC é que os sistemas de ensino e as unidades escolares, a partir dos projetos de reestruturação curricular fomentados pelo ProEMI, possam elaborar suas propostas curriculares, tendo incorporado os projetos aos Projetos político- pedagógicos. Na esfera local, a partir de 2007, iniciou-se um processo de reformulação curricular, sendo que em 2010 foi implantada uma proposta curricular, em versão experimental e, ao longo do mesmo ano, foi realizada uma Conferência de Educação, cujas resoluções também apontavam para mudanças curriculares na rede pública. Esse “Currículo Experimental” colocou o letramento como um de seus eixos. Para Tfouni (1988), letramento são as consequências sociais e históricas da introdução da escrita na sociedade. Para Kleiman (1995), letramento é apenas um dos 9
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    componentes desse fenômenoao qual acrescenta outros, como as práticas sociais de leitura e escrita, e os eventos em que elas ocorrem. O que fica evidente: as práticas sociais de leitura e escrita irão conduzir o estudante para além da alfabetização. Soares (1999) contribui com a mesma posição ao salientar que letramento é o estado ou condição de indivíduos ou de grupos sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e escrita e participam competentemente de eventos de letramento. No decorrer do primeiro semestre de 2011, iniciou-se um debate sobre as fragilidades e potencialidades do Currículo Experimental. No início do segundo semestre, foi encaminhado para todas as escolas um conjunto de textos para subsidiar a discussão sobre a reestruturação do currículo, para, em seguida, levar as questões levantadas para as plenárias que se realizaram entre agosto e novembro desse ano. As teorias críticas e pós-críticas constituíram-se no referencial teórico para a definição da concepção do currículo a ser reestruturado. Em todos esses movimentos, o que ficou evidente foi a necessidade de se estabelecer uma nova “cara” para o Ensino Médio ou, por assim dizer, sua identidade, que contemplasse a diversidade dos professores, dos estudantes jovens e adultos contemporâneos, mas que, ao mesmo tempo, desenvolvesse a perspectiva da cidadania visando à emancipação desses estudantes. Estes foram os temas recorrentes, observados em todas as plenárias realizadas no segundo semestre de 2012, com significativa participação dos professores, seja no coletivo ou como representantes de suas instituições educacionais, nos debates dos grupos de trabalho nas plenárias. Os princípios da educação em direitos humanos e a sustentabilidade, em consonância com as DCNEM, balizaram as discussões. As plenárias foram divididas em dois momentos: o primeiro, com palestras apresentando os eixos estruturantes do currículo e o segundo, com a formação de grupo de trabalhos temáticos. Os Grupos de Trabalho contaram com a participação dos professores representantes das escolas, que trouxeram as contribuições das discussões realizadas pelos coletivos de suas escolas, além dos integrantes de setores das Coordenações Regionais de Ensino – CRE e das Coordenações da Subsecretaria de Educação Básica – SUBEB. Entre as diversas proposições apontadas pelas plenárias, destacamos aqui aquelas que contribuíram para a definição da proposta curricular que se apresenta. São elas: Perfil dos estudantes • Nossos alunos de hoje não são como os de dez anos atrás: são digitais, enquanto os professores são analógicos. São sujeitos diversos e de diversos interesses. Com muito acesso à informação, porém, sem maturidade para gerenciar a informação obtida para 10
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    transformar em conhecimento. • São diversificados em relação à situação socioeconômica, Anotações cultural, religiosa. São críticos e observam todo o processo de aprendizagem. • São seres plurais, que pensam e agem diferentemente... É preciso pensar em como trabalhar com essa pluralidade, com identidade em construção, envolvida em drogas... Jovens que morrem cedo, com gravidez precoce, com liberdade assistida... Sujeitos críticos, dinâmicos, ativos e participativos, com acesso à internet. Estudantes trabalhadores, carentes de afeto. Diversidade dos professores • Os professores são diversificados no que diz respeito à religião, cultura, política, formação e concepção da prática docente, sendo mais resistentes a novos métodos de ensino, à tecnologia, às mudanças curriculares... • Os professores priorizam aspectos individuais ao invés dos coletivos. • Deve haver uma redução do conteúdo programático e da carga de regência dos professores. • São profissionais que necessitam de formação continuada, melhores condições de trabalho e reconhecimento profissional. São indivíduos de que queremos corrigir as falhas históricas. • São professores abertos a uma nova mudança. • São professores que necessitam de formação continuada. • São professores despreparados para lidar com as diversidades, incluindo os ANEE. • São professores heterogêneos em suas concepções políticas e pedagógicas. Organização do trabalho pedagógico • Descentralizar a formação continuada dos professores para as DREs e para as próprias escolas com certificação 11
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    pela EAPE. • Repensar tempo e espaço para o ensino médio, como, por exemplo, transformá-lo em curso semestral. • Continuar a discussão de currículo em fóruns virtuais. • Preocupar-se com a repetência e evasão e, neste sentido, é preciso discutir espaço, tempo, recursos e metodologias para ao Ensino Médio. • Preocupar-se com uma concepção crítica e pós-crítica, pois o que existe é a cultura da prática docente tradicional. • Ter um currículo novo, flexível, persuasivo. • Rever a questão do excesso de disciplinas. • Trabalhar por meio de outras linguagens. • Verificar a questão da semestralidade e da redução de disciplinas. • Utilizar a coordenação pedagógica para oferecer cursos de formação continuada. • Revitalizar o Ensino Regular Noturno. • Valorizar a construção do Projeto Político-pedagógico na escola com participação de todos os segmentos que englobam a instituição de ensino. • Cobrar os resultados previstos neste projeto. Este breve histórico demonstra uma convergência de intenções e interesses. Por um lado, a SEEDF, propondo e organizando o debate acerca da reestruturação curricular e, por outro, os professores manifestando, a partir de seu ponto de vista, a necessidade de uma mudança não só curricular, mas também nas condições de trabalho. Somando-se a esse movimento, que deixa clara a inquietação e o interesse dos professores por mudanças no Ensino Médio, outra referência tão importante quanto são os indicadores de desempenho dessa etapa da educação. O cenário nacional mostra redução das matrículas e aumento dos índices de reprovação e evasão que influenciam no baixo resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica – IDEB. Fato semelhante aconteceu no período entre 1995 e 1998, quando a Fundação Educacional, por meio do Departamento de Pedagogia e a Direção de Ensino Médio, diante de indicadores negativos da educação pública do DF, estendeu a implantação da proposta da Escola Candanga – uma lição de cidadania ao Ensino Regular Noturno. A partir de então, ocorreu uma série de debates, seminários e encontros, até a formulação da proposta da semestralidade, cujos resultados podem ser observados nas tabelas abaixo, extraídas do documento Avaliação do Projeto Pedagógico Ensino Regular Noturno na Escola Candanga:
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    Tabela 1 Anotações Tabela 2 Os dados mostram a evolução positiva dos indicadores educacionais: redução acentuada nos índices de evasão e aumento significativo nos índices de aprovação. A melhoria da qualidade da educação evidenciada quando da implantação da semestralidade, entre os anos de 1997 e 1998, motivou a SEEDF a rediscutir a proposta, fazer o debate com vistas à promoção das adaptações necessárias para o contexto atual e, finalmente, transformar em uma proposta curricular para toda a rede de ensino, incluindo o 13
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    turno diurno. Caberessaltar que, em 1999, não houve continuidade dessa proposta curricular. Com a mudança de governo, outras políticas educacionais foram implantadas. Além da experiência do Distrito Federal, outras unidades da federação também implantaram a semestralidade, como os estados do Paraná, Goiás, Ceará e Rio Grande do Norte. O Ministério da Educação está promovendo um debate nacional sobre a reformulação curricular do Ensino Médio e a semestralidade tem-se apresentado como um dos grandes temas. O Ensino Médio do Distrito Federal, em 2011, teve um índice de reprovação da ordem de 22,89%, o que significou o terceiro maior índice de reprovação entre as redes estaduais de todo o Brasil. Essa taxa de reprovação fez com que nosso IDEB não alcançasse a meta estabelecida em 2009, de 3,4, ficando com o índice de 3,3. As médias do ENEM/2011 das unidades escolares públicas do DF que o INEP divulgou, também apresentaram uma queda no rendimento de nossos estudantes. As tabelas abaixo apresentam os índices de aprovação, reprovação e abandono dos estudantes da rede pública, no período compreendido entre 2007 e 2011. A evolução desses índices ao longo desse período demonstra claramente que está ocorrendo uma diminuição dos índices de aprovação e, como consequência, o aumento dos índices de reprovação e de abandono dos estudantes. Tabela 3 – Série histórica do índice de Aprovação no período 2007- 2011 ANO 2007 2008 2009 2010 2011 TURNO Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Sem 449,36 47,55 662,07 558,57 55,07 553,17 553,54 44,14 551,97 339,42 Dependência Com 117,44 58,94 117,43 77,27 117,00 88,66 116,68 88,99 117,09 9,33 Dependência Fonte: Censo escolar / 2012 – SEDF Tabela 4 – Série histórica dos índices de Reprovação e Abandono no período 2007-2011 ANO 2007 2008 2009 2010 2011 TURNO Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Diurno Noturno Reprovação 225,26 115,83 119,67 113,25 221,09 222,58 224,77 22,23 15,50 18,12 Abandono 66,63 221,50 44,99 118,34 88,26 224,89 77,58 228,27 77,23 25,90 Fonte: Censo escolar /2012 – SEDF Assim temos que, para além do desejo e interesse evidenciados, existe a necessidade urgente de promover melhorias no Ensino Médio. É nesse contexto que a SEEDF apresenta esta proposta de reestruturação curricular, tendo como eixos estruturantes a Diversidade, a Cidadania, a Sustentabilidade e as Aprendizagens. Os eixos integradores especificamente para o 14
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    Ensino Médio sãoa Ciência, a Tecnologia, a Cultura e o Mundo do Trabalho. Anotações A concepção de currículo que fundamenta a elaboração dessa proposta é baseada nas teorias críticas e pós-críticas do currículo que, de acordo com Tomaz Tadeu da Silva, As teorias críticas de currículo, ao deslocarem a ênfase dos conceitos simplesmente pedagógicos de ensino e aprendizagem para os conceitos de ideologia e poder, por exemplo, nos permitiram ver a educação de uma nova perspectiva. Da mesma forma, ao enfatizarem o conceito de discurso em vez do conceito de ideologia, as teorias pós-críticas de currículo efetuaram outro importante deslocamento na nossa maneira de conceber o currículo (SILVA, 1999, p.17). Segundo o autor, os conceitos enfatizados por essas duas categorias de teoria de currículo seriam para as teorias críticas: ideologia, reprodução cultural e social, poder, classe social, capitalismo, relações sociais de produção, conscientização, currículo oculto, resistência, emancipação e libertação; para as teorias pós-críticas: identidade, alteridade, diferença, subjetividade, representação, cultura, gênero raça, etnia, sexualidade, multiculturalismo, significação e discurso (SILVA, 1999, p.17). A fundamentação teórico-metodológica e as propostas de organização do trabalho pedagógico e abordagem do conhecimento serão explicitadas ao longo deste documento, quando da apresentação da matriz de objetos de conhecimento. Objetivo Geral Promover a reestruturação curricular do Ensino Médio da rede pública do Distrito Federal, por meio da reorganização do espaço/tempo e da proposição de estratégias metodológicas que favoreçam a efetividade dos processos pedagógicos, ou seja, do processo de ensino-aprendizagem, da prática docente e das relações professor/estudante, com vistas à melhoria dos indicadores educacionais. Objetivos Específicos • Melhorar as condições pedagógicas por meio da 15
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    reorganização do tempo/espaçodo cotidiano escolar. • Reduzir os índices de reprovação e evasão escolares. • Tornar mais efetiva a relação professor/estudantes. • Qualificar a avaliação, incluindo o processo contínuo de recuperação das aprendizagens. • Redimensionar a coordenação pedagógica como um espaço/tempo de planejamento, troca de experiências, pesquisa e formação continuada dos professores. Marco legal A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDBEN, de dezembro de 1996, instituiu a Educação Básica (Artigo 21), organizada por meio das etapas Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio, consideradas suas diferentes modalidades de oferta, de forma a propiciar a estruturação de um projeto de educação escolar que contemple as características de desenvolvimento desde a infância, passando pela juventude até a vida adulta. A LDBEN define, ainda, que a Educação Básica tem por finalidade desenvolver o educando, assegurar-lhe a formação comum indispensável para o exercício da cidadania e fornecer-lhe meios para progredir no trabalho e em estudos posteriores (BRASIL, Lei nº 9.394/1996, art. 22). Apresenta o Ensino Médio como etapa final da Educação Básica, em continuidade ao Ensino Fundamental, com os seguintes objetivos: I - a consolidação e aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no ensino fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos; II - a preparação básica para o trabalho e a cidadania do educando, para continuar aprendendo, de modo a ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamentos posteriores; III - o aprimoramento do educando como pessoa humana, incluindo a formação ética e desenvolvimento da autonomia intelectual e pensamento crítico; IV - a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando teoria e prática, no ensino de cada disciplina (BRASIL, Lei nº 9.394/1996, art.35). Em novembro de 2009, foi aprovada a Emenda Constitucional 59, tornando a “educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, assegurada inclusive sua oferta gratuita para todos os que a ela não tiveram acesso na idade própria”, devendo ser implementado até 2016, nos termos do Plano Nacional de Educação – PNE, atualmente em debate no Congresso Nacional. O texto do PNE ratifica na terceira meta a universalização do Ensino Médio, estabelecendo a faixa etária dos estudantes como sendo entre 15 e 17 anos e propõe como primeira estratégia para alcance dessa meta Institucionalizar programa nacional de diversificação curricular do ensino médio, a fim de incentivar abordagens interdisciplinares estruturadas pela relação entre teoria e prática, discriminando-se conteúdos obrigatórios e conteúdos eletivos articulados em dimensões temáticas, tais como ciência, trabalho, tecnologia, cultura e esporte, apoiado por meio de ações de aquisição de equipamentos e laboratórios, produção de material didático específico e formação continuada de professores. 16
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    Significa dizer queo Ensino Médio assume o status de Educação Básica, de caráter obrigatório para a formação acadêmica Anotações de todos os jovens entre 15 e 17 anos de idade, sendo assegurada sua oferta gratuita para todos os que não tiverem acesso a ele na idade certa. Em relação à qualidade social da educação, as Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica – DCGEB, em seu artigo 9º, adotam como centralidade o estudante e as aprendizagens, o que pressupõe o atendimento aos requisitos: I – revisão das referências conceituais quanto aos diferentes espaços e tempos educativos, abrangendo espaços sociais na escola e fora dela; II – consideração sobre a inclusão, valorização das diferenças e o atendimento à pluralidade e à diversidade cultural, resgatando e respeitando os direitos humanos, individuais e coletivos e as várias manifestações de cada comunidade; III – foco no projeto político-pedagógico, no gosto pela aprendizagem, e na avaliação das aprendizagens como instrumento de contínua progressão dos estudantes; IV – inter-relação entre organização do currículo, do trabalho pedagógico e da jornada de trabalho do professor, tendo como foco a aprendizagem do estudante. Quanto à organização do currículo, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio - DCNEM (Resolução 02 do CNE/ CEB, de janeiro de 2012) estabelecem em seu artigo 8º quatro áreas do conhecimento: Linguagens, Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas. Em seus dois parágrafos, estabelecem que o tratamento metodológico deve evidenciar a contextualização e a interdisciplinaridade para a articulação e o fortalecimento dos saberes para a apreensão e intervenção na realidade a partir da cooperação entre os professores. Em seu artigo 5º, as DCNEM apresentam as bases para a oferta do Ensino Médio, assim descritas: I - formação integral do estudante; II - trabalho e pesquisa como princípios educativos e pedagógicos, respectivamente; III - educação em direitos humanos como princípio nacional norteador; IV - sustentabilidade ambiental como meta universal; V - indissociabilidade entre educação e prática social, considerando-se a historicidade dos conhecimentos e dos sujeitos do processo educativo, bem como entre teoria e prática no processo de ensino-aprendizagem; 17
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    VI - integraçãode conhecimentos gerais e, quando for o caso, técnico-profissionais realizada na perspectiva da interdisciplinaridade e da contextualização; VII - reconhecimento e aceitação da diversidade e da realidade concreta dos sujeitos do processo educativo, das formas de produção, dos processos de trabalho e das culturas a eles subjacentes; VIII - integração entre educação e as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como base da proposta e do desenvolvimento curricular. § 1º O trabalho é conceituado na sua perspectiva ontológica de transformação da natureza, como realização inerente ao ser humano e como mediação no processo de produção da sua existência. § 2º A ciência é conceituada como o conjunto de conhecimentos sistematizados, produzidos socialmente ao longo da história, na busca da compreensão e transformação da natureza e da sociedade. § 3º A tecnologia é conceituada como a transformação da ciência em força produtiva ou mediação do conhecimento científico e a produção, marcada, desde sua origem, pelas relações sociais que a levaram a ser produzida. § 4º A cultura é conceituada como o processo de produção de expressões materiais, símbolos, representações e significados que correspondem a valores éticos, políticos e estéticos que orientam as normas de conduta de uma sociedade. A conceituação do currículo é apresentada, no artigo 6º, da seguinte forma: ação educativa constituída pela seleção de conhecimentos construídos pela sociedade, expressando-se por práticas escolares que se desdobram em torno de conhecimentos relevantes e pertinentes, permeadas pelas relações sociais, articulando vivências e saberes dos estudantes e contribuindo para o desenvolvimento de suas identidades e condições cognitivas e socioafetivas. Quanto à orientação para a elaboração da proposta curricular das unidades de ensino, o artigo 13 define que devem estar presentes: I - as dimensões do trabalho, da ciência, da tecnologia e da cultura como eixo integrador entre os conhecimentos de distintas naturezas, contextualizando-os em sua dimensão histórica e em relação ao contexto social contemporâneo; II - o trabalho como princípio educativo, para a compreensão do processo histórico de produção científica e tecnológica, desenvolvida e apropriada socialmente para a transformação das condições naturais da vida e a ampliação das capacidades, das potencialidades e dos sentidos humanos; III - a pesquisa como princípio pedagógico, possibilitando que o estudante possa ser protagonista na investigação e na busca de respostas em um processo autônomo de (re) construção de conhecimentos. IV - os direitos humanos como princípio norteador, desenvolvendo-se sua educação de forma integrada, permeando todo o currículo, para promover o respeito a esses direitos e à convivência humana. V - a sustentabilidade socioambiental como meta universal, desenvolvida como prática educativa integrada, contínua e permanente, e baseada na compreensão do necessário equilíbrio e respeito nas relações do ser humano com seu ambiente. A partir deste marco legal, a proposta curricular que se apresenta tem como eixos integradores a Ciência, a Tecnologia, a Cultura e o Mundo do Trabalho. A pesquisa será um dos princípios que deverá fazer parte do cotidiano escolar, tanto na prática docente, amplificando o conceito freireano de professor pesquisador, quanto na rotina dos estudantes, proporcionando- lhes uma nova forma de olhar os acontecimentos a sua volta, desenvolvendo neles a capacidade de opinar, de pensar e de usufruir dos novos conhecimentos. 18
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    O acesso àstecnologias digitais e a formação dos estudantes em torno dessas tecnologias são fundamentais e devem ser Anotações desenvolvidos, de acordo com as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio, a partir das dimensões da formação humana – trabalho, ciência, tecnologia e cultura. Os multiletramentos assumem uma perspectiva de abordagem dos conteúdos extremamente importante na formação dos estudantes, pois favorecem o empoderamento desses jovens na perspectiva de uma participação ativa na “sociedade do conhecimento”, caracterizada pela circulação de um grande e diversificado volume de informações. Proporcionam maior grau de autonomia e ampliam as condições para o exercício da cidadania e, consequentemente, para o desenvolvimento da nação. O princípio educativo do trabalho leva-nos a compreender o trabalho como todas as formas de ação que os seres humanos desenvolvem para construir as condições que asseguram sua sobrevivência. Implica reconhecê-lo como responsável pela formação humana e pela constituição da sociedade. É pelo trabalho que os seres humanos produzem conhecimento, desenvolvem e consolidam sua concepção de mundo, conformam as consciências, viabilizam a convivência, transformam a natureza, constroem a sociedade e fazem história. Perfil dos estudantes do ensino médio Os estudantes do Ensino Médio são predominantemente adolescentes e jovens. Segundo o Conselho Nacional de Juventude (CONJUVE), são considerados jovens os sujeitos com idade compreendida entre os 15 e os 29 anos. A principal tarefa do Ensino Médio é tornar-se atraente para os jovens entre 15 e 17 anos, considerando o turno diurno, e os maiores de 18 anos que optam pelo ensino regular noturno, incentivando-os a permanecer na escola, adotando diferentes estratégias de ensino e de aprendizagem para os vários anseios, próprios dos grupos juvenis. Isso se deve ao fato de que os estudantes dessa faixa etária apresentam características muito 19
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    emblemáticas, entre asquais: estão inseridos em um mundo digitalizado, marcado pela fruição – são chamados “nativos digitais”; optam por estudar os três anos de curso regular, pois aspiram à continuidade de seus estudos, vislumbrando o ingresso no ensino superior; necessitam trabalhar e estudar ou se preparar para o trabalho. Entender o jovem do Ensino Médio dessa forma significa superar uma noção homogeneizante e naturalizada desse estudante, passando a percebê-lo como sujeito com valores, comportamentos, visões de mundo, interesses e necessidades singulares. Além disso, deve-se também aceitar a existência de pontos em comum que permitam tratá-lo como uma categoria social. Segundo Fávero (2010), o estudante de hoje não corresponde a nenhuma das representações propostas pela cultura escolar de natureza iluminista, porque hoje, na posição de sujeito do conhecimento, ele é, sobretudo, um sujeito histórico, que traz para a sala de aula um repertório de experiências constitutivas da cotidianidade da sociedade contemporânea. Nessa perspectiva histórico-cultural, continua o autor, a escola deixou de ser uma comunidade de ouvintes, centrada no discurso pastoral dos professores. As escolas de hoje, recorrendo-se à expressão de Guattari, são verdadeiros ‘territórios existenciais coletivos’, devido à presença de alunos que são os “praticantes do cotidiano” contemporâneo e que trazem para dentro das salas de aula as suas práticas culturais. Os estudantes, portanto, são produtos diários da cultura, de uma cultura-ação, de uma cultura no sentido antropológico, que encara todo e qualquer ato social como uma forma de construir culturalmente e socialmente a realidade (FÁVERO, 2010). Então, tendo em vista os sujeitos de direito em suas multiplicidades identitárias e sociais, é preciso pensar e propor percursos formativos que permitam o acesso a saberes e conhecimentos comuns a todos os estudantes brasileiros, tendo em vista a necessária construção e manutenção da identidade nacional, sem ratificar a ideia de um currículo único, mas respeitando as especificidades das diferentes populações estudantis e as características culturais, linguísticas e sociais dos territórios em que estão inseridos. O desafio que está posto é o da reinvenção criativa da escola e de seus tempos e espaços pedagógicos, reafirmando o direito ao acesso, à permanência e aos processos formativos. Organização do tempo e espaço da escola: a semestralidade Nesta nova proposta de regime anual haverá a divisão dos componentes curriculares em blocos semestrais, com o propósito de reduzir o número de disciplinas por semestre para o estudante e o número de turmas para o professor, proporcionando, assim, uma relação mais próxima entre estes. A redução de disciplinas a serem cursadas pelo estudante favorecerá os estudos de cada componente curricular. Ocorrerá também um aumento no número de aulas das disciplinas que 20
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    são oferecidas emapenas um dos blocos, o que promoverá mais tempo disponível com cada professor. Anotações Com relação ao corpo docente, possibilitará um trabalho mais efetivo com o estudante, podendo identificar pontualmente as necessidades de aprendizagem do mesmo. Além disso, com menos turmas, os professores terão mais tempo para planejar suas aulas, proporcionando mais qualidade pedagógica às mesmas, melhor acompanhamento da frequência e das aprendizagens dos estudantes, tomando medidas preventivas com a equipe pedagógica para ações contra a evasão. Existe também a mudança nas práticas de conselho de classe ao longo do semestre, quando o professor vai, por ter mais tempo com o aluno, conhecê-lo melhor. Para melhor compreensão, seguem abaixo, como modelos, os quadros de distribuição dos componentes curriculares por blocos. Cabe ressaltar que esses blocos não poderão sofrer alterações, sendo definitivos para todas as escolas da Secretaria de Educação do Distrito Federal que implantarão a proposta. BLOCOS DE DISCIPLINAS DO DIURNO BLOCO 1 CH BLOCO 2 CH LÍNGUA PORTUGUESA 04 LÍNGUA PORTUGUESA 004 MATEMÁTICA 03 MATEMÁTICA 003 ED. FÍSICA 02 ED. FÍSICA 002 HISTÓRIA 04 GEOGRAFIA 004 FILOSOFIA 04 SOCIOLOGIA 004 BIOLOGIA 04 QUÍMICA 004 FÍSICA 04 ARTE 004 INGLÊS 03 ESPANHOL 002 ENSINO RELIGIOSO 01 ENSINO RELIGIOSO 001 PARTE DIVERSIFICADA 01 PARTE DIVERSIFICADA 202 TOTAL SEMANAL 30 TOTAL SEMANAL 330 21
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    DISCIPLINAS DO NOTURNO BLOCO 1 CH BLOCO 2 CH LÍNGUA PORTUGUESA 04 LÍNGUA PORTUGUESA 04 MATEMÁTICA 03 MATEMÁTICA 03 HISTÓRIA 04 GEOGRAFIA 04 FILOSOFIA 03* SOCIOLOGIA 04 BIOLOGIA 04 QUÍMICA 04 FÍSICA 04 ARTE 02 INGLÊS 02 ESPANHOL 02 ENSINO RELIGIOSO 01* EDUCAÇÃO FÍSICA 02 TOTAL SEMANAL 25 TOTAL SEMANAL 25 *Apenas para a 1ª série do Ensino Médio. Nas demais séries, Filosofia terá 04 aulas semanais. Caso não haja opção pelo Ensino Religioso, a aula será incorporada à carga horária da Filosofia. De acordo com os quadros apresentados acima, observa-se que Língua Portuguesa e Matemática permeiam os dois blocos, permanecendo ao longo de todo o ano letivo. Isto ocorre devido à carga horária dessas disciplinas ser maior que a das outras, o que ocasionaria um número elevado de aulas no semestre. A Educação Física também ocorrerá ao longo de todo o ano letivo para o turno diurno e, no turno noturno, apenas no bloco 2, porque a carga horária deste é menor do que diurno. E também conforme orientação da Coordenação de Educação Física e Desporto Escolar – CEFDESC, o desenvolvimento motor é parte de todo o comportamento humano. O desenvolvimento cognitivo, afetivo e o motor estão relacionados, por isso o corpo deve estar em movimento durante todo o ano. A oferta de Ensino Religioso está presente no quadro do turno diurno durante todo o ano letivo, porém cabe ressaltar que sua permanência é uma opção da comunidade escolar. Caso não seja uma disciplina escolhida, essa carga horária será utilizada para as aulas da Parte Diversificada, conforme estipulado pelas Diretrizes Curriculares Nacionais Gerais da Educação Básica e do Ensino Médio. No turno noturno, caso haja a opção da comunidade, essa disciplina será ofertada apenas para a 1ª série do ensino médio; se isso não ocorrer, essa carga horária será acrescida ao componente curricular de Filosofia. om essa organização, não há deficit na carga horária do corpo docente e discente, ou C seja, atende ao estipulado pela modulação dos professores e pela Matriz Curricular da Secretaria de Educação do Distrito Federal. Processo de Avaliação da Aprendizagem e Estratégia de Recuperação As mudanças pedagógicas realizadas na última década nas estruturas curriculares da educação básica vêm sinalizando a necessidade de um processo avaliativo pautado no 22
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    atendimento ao direitode aprendizagem e desenvolvimento dos estudantes em relação aos conhecimentos e saberes fundamentais Anotações a sua formação integral. Nesse sentido, é necessário desenvolver alternativas avaliativas que consigam evidenciar a forma pela qual ocorre a articulação dos saberes e o modo como as aprendizagens se constroem, considerando as características individuais e sociais desses jovens estudantes. A organização curricular em semestres considera a importância que os instrumentos avaliativos têm para a continuidade dos estudos e para o fortalecimento dos vínculos entre estudantes e instituição de ensino. Para tanto, o processo avaliativo deve ser contínuo, processual e dinâmico, por meio de ações pedagógicas inovadoras e transformadoras, ou seja, é fundamental a efetivação de uma avaliação formativa, em que os aspectos qualitativos prevaleçam em relação aos quantitativos, conforme as diretrizes avaliativas da SEEDF. Nessa perspectiva, a avaliação vai além da verificação pontual dos conhecimentos e fundamenta-se em oportunidades diversificadas que possibilitem aos estudantes demonstrar o aprendizado construído ao longo do semestre. Para alcançar os aspectos qualitativos na aprendizagem, o processo avaliativo deve lançar mão de diferentes instrumentos, tais como: prova objetiva, prova dissertativa, seminários, debates, relatórios, autoavaliação, entre outros, de acordo com o componente curricular e as especificidades da turma. Além disso, julga-se necessário usar instrumentos avaliativos que dêem conta do trabalho interdisciplinar desenvolvido no bloco de disciplinas e entre os blocos, sempre que possível, pois este é o principal foco da proposta. Considerando a divisão dos componentes curriculares por blocos, compreende-se que o desenvolvimento das aprendizagens dos conteúdos seja favorecido, uma vez que docentes e discentes têm maior carga horária em cada componente, o que proporciona melhores condições de planejamento pedagógico e, consequentemente, mais oportunidades para diversificar as estratégias de ensino e aprendizagem. Diante disso, o processo 23
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    avaliativo nos componentescurriculares se dará, de acordo com os seguintes princípios: a) avaliar para saber o nível de aprendizagem dos alunos; b) avaliar para saber o que é preciso priorizar na ressignificação dos conteúdos curriculares; c) avaliar para tomar decisões que possibilitem alcançar os resultados esperados (planejar atividades, escolher instrumentos mais adequados ao componente curricular ou etapa de ensino, desenvolver projetos, entre outras). À medida que forem sendo evidenciadas dificuldades de aprendizagem dos estudantes, o princípio da avaliação processual e da recuperação contínua deve ser observado para que os estudantes, sob orientação e acompanhamento dos professores, possam superar suas dificuldades e obtenham êxito ao final do semestre. Com isso, os instrumentos avaliativos devem preconizar a aprendizagem significativa e progressiva de acordo com a natureza do componente curricular e seus objetivos, diminuindo assim, significativamente, a probabilidade de docente e discente não alcançarem os resultados esperados. No caso de baixo rendimento do aluno (média inferior a cinco), as estratégias de recuperação seguem o disposto na LDB 9394/96, Art. 24, inciso V e nas diretrizes avaliativas da rede pública de ensino. Para tanto, a escola deverá planejar e implementar ao longo do ano letivo os estudos de recuperação de cada componente curricular em que o aluno não obteve êxito. Registro de notas O processo de avaliação de aprendizagem será contínuo, processual e dinâmico, no qual cada professor, de acordo com o componente curricular e a turma de alunos em que atua, escolherá os instrumentos mais adequados para verificar os conhecimentos construídos. No entanto, o registro de notas obedecerá à legislação vigente. Portanto, será realizado duas vezes a cada semestre, sendo o primeiro registro ao final do 50° dia letivo e o segundo, ao final do 100° dia letivo. A construção de uma sociedade multiletrada: linguagens e culturas no Ensino Médio Uma das marcas da contemporaneidade é a rapidez com que as tecnologias se transformam, viabilizando novas possibilidades de interação e tornando-se capazes de modificar os modos como as pessoas se relacionam e criam representações de si mesmas e o do mundo. Esse processo de transformação também produz impactos e efeitos de caráter cognitivo, cultural e social quando atuamos em contextos específicos. Com muita celeridade, a dinâmica do mundo atual torna obsoletas algumas ferramentas 24
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    e produz outras─ novas e multifacetadas ─ que permitem a atuação humana em espaços antes considerados inimagináveis, Anotações especialmente os digitais, de forma interativa e colaborativa. Além disso, a contemporaneidade se constrói, também, por uma dupla e intrínseca multiplicidade: i) uma multiplicidade de linguagens (verbais, multimodais, sonoras etc.) que exigem de nós práticas diversas e novas, tais como as digitais, visuais e midiáticas para bem atuarmos nas esferas escolares, científicas, acadêmicas, artísticas, entre outras; ii) e uma multiplicidade de culturas, na constante criação e recriação de representações com propósitos culturais específicos. Essa dupla multiplicidade (de linguagens e de culturas) é abarcada no conceito de multiletramentos, que, segundo Rojo (2012, p. 13), “aponta para dois tipos específicos e importantes de multiplicidade em nossas sociedades, principalmente urbanas, na contemporaneidade: a multiplicidade cultural das populações e a multiplicidade semiótica de constituição dos textos por meio dos quais ela se informa e se comunica”. Do ponto de vista cultural, é preciso considerar a constituição híbrida das sociedades, o que destrói, entre outras teses, aquelas baseadas em antagonismos que opõem o popular e o erudito, o clássico e o moderno, por exemplo. No processo em que se considera a multiplicidade cultural, é fundamental a perspectiva de que as sociedades são híbridas e de que são híbridos também os textos que circulam nos contextos do cotidiano, da escola, da academia científica, do entretenimento, o que colabora mais uma vez com a ideia em torno dos multiletramentos. A pedagogia dos multiletramentos na construção de uma escola pública contemporânea Se uma das funções sociais da escola é entender o mundo para, entre outras, formar cidadãos que também o entendam, o critiquem e o transformem, é necessário, então, que o trabalho pedagógico perceba as mudanças ocorridas na contemporaneidade, a fim de que os conteúdos historicamente construídos possam ser 25
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    ressignificados em razãodo que se constitui e se transforma incessantemente. Mais do que isso: é imperioso que os estudantes da etapa final da Educação Básica se percebam como usuários e produtores da multiplicidade de linguagens do mundo de hoje, além de membros pertencentes a culturas múltiplas e híbridas. O termo multiletramentos foi proposto pelo Grupo de Nova Londres em 1996 e deu-se, também, pelo entendimento de que a escola deve dar lugar ao pluralismo cultural e semiótico (diversas linguagens), em contraposição à intransigência com a diversidade. Uma pedagogia dos multiletramentos surge da necessidade de a escola tomar a seu cargo (daí a proposta de ‘pedagogia’) os novos letramentos emergentes na sociedade contemporânea, em grande parte ─ mas não somente ─ devidos às novas TICs, e de levar em conta e incluir nos currículos a grande variedade de culturas já presentes nas salas de aula de um mundo globalizado e caracterizado pela intolerância com a diversidade cultural, com a alteridade (ROJO, 2012, p. 12). Em termos gerais, uma prática pedagógica realizada na perspectiva dos multiletramentos deve considerar o mundo e a escola pela lente da diversidade, da multiplicidade de linguagens e de culturas. Desse modo, os conteúdos trabalhados precisam favorecer a formação de uma sociedade multiletrada, que seria, em resumo, aquela em que homens e mulheres desempenhassem de forma bem sucedida práticas letradas com propósitos culturais específicos; cidadãos que entendessem o papel que as diversas linguagens desempenham nas diferentes esferas sociais (escolar, científica, artística, institucional, de entretenimento etc.). Há, ainda, outro aspecto a ser levado em conta quando se imagina uma pedagogia dos multiletramentos: o processo de formação de cidadãos críticos em relação às diversas realidades e pontos de vista construídos nos diversos textos que circulam na sociedade. Trata- se da perspectiva de letramentos críticos, que, conforme Cervetti, Pardales e Damico (2011), englobariam nossa capacidade de perceber que os textos guardam sentidos diversos, tendo em vista que são constituídos social e culturalmente. Assim, o trabalho pedagógico dos conteúdos no horizonte dos multiletramentos busca, sobretudo, formar leitores que se atrevam a questionar o que leem, entendendo que o que se lê não é um conjunto de sentidos neutros, mas permeado de ideologia. É preciso compreender que o processo de formação de estudantes críticos ─ leitores que desvelam as realidades diversas presentes nos textos de diversos gêneros (artigo de opinião, editorial, gráfico, tabela, infográfico, reportagem, notícia, entre outros) ─ não é tarefa única dos professores de certos componentes curriculares, mas, sobretudo, de todos os professores da escola, numa tentativa de articular a construção de conhecimentos das diversas ciências com a atitude reflexiva em relação ao que se aprende. Desse modo, os conteúdos das quatro áreas que compõem o currículo do Ensino Médio 26
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    (Linguagens, Códigos esuas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias, Matemática e suas Tecnologias e Ciências Anotações Humanas e suas Tecnologias) devem ser trabalhados em dimensões que, ao mesmo tempo, sejam capazes de favorecer a construção do conhecimento escolar e científico, e de promover a formação de cidadãos críticos na perspectiva dos multiletramentos, em razão da multiplicidade de linguagens e de culturas nas (e das) sociedades contemporâneas. A cidadania aqui referida é concebida na perspectiva de uma cidadania construída e não formalmente concedida. Nas palavras de Gentili, A cidadania é, desta forma, o exercício de uma prática inegavelmente política e fundamentada em valores como a liberdade, a igualdade, a autonomia, o respeito à diferença e às identidades, a solidariedade, a tolerância e a desobediência a poderes totalitários (GENTILI, 2003, p.73). As áreas do conhecimento do Ensino Médio e as dimensões curriculares A proposta curricular feita para o Ensino Médio é uma matriz que considera as áreas do conhecimento organizadas em dimensões que se interconectam e se internalizam. A opção por dimensionar essas áreas dá-se em razão da busca por favorecer a interdisciplinaridade e ressignificar os conteúdos historicamente mais demandados por certos componentes curriculares. Assim, o desenho curricular que ora se apresenta requer um entendimento de que os conteúdos científicos e escolares se relacionam de modo a promover o entendimento de que o mundo atual é caracterizado, como vimos, por uma multiplicidade de linguagens e de culturas, presentes no conceito complexo dos multiletramentos. A matriz curricular para o Ensino Médio está organizada em quinze dimensões, definidas a partir da perspectiva geral dos multiletramentos e de conceitos ou categorias que marcam cada uma das quatro áreas do conhecimento. Para fins de visualização didática, as quinze dimensões estão representadas nos diagramas a seguir: 27
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    LINGUAGENS CIÊNCIAS DA NATUREZA MATEMÁTICA CIÊNCIAS HUMANAS É preciso salientar que, na presente proposta de desenho curricular, as quinze dimensões estão interconectadas e cada uma delas internaliza aspectos de todas as outras. Esse entendimento é importante para que a organização do trabalho pedagógico seja capaz de promover a interdisciplinaridade entre as áreas do conhecimento e seus respectivos componentes curriculares. Além disso, a configuração dos conteúdos em dimensões é uma tentativa de ressignificá-los, a fim de que a escola acompanhe as transformações pelas quais o mundo passa. O que define cada uma das dimensões, como já explicitado, é a noção dos multiletramentos em associação com alguns conceitos ou categorias que singularizam as quatro áreas do conhecimento, como pode ser depreendido dos resumos a seguir: 28
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    Área de Linguagens Anotações Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os Multiletramentos, gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos texto, contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e criatividade e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante Multiletramentos, experiências artísticas construídas e vivenciadas literatura, por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da sensibilidade e presença corporal e do prazer estético. Além disso, apreciação estética é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante Multiletramentos, experiências artísticas construídas e vivenciadas oralidade, por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da interação e presença corporal e do prazer estético. Além disso, corporeidade é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Multiletramentos, Nesse sentido, o trabalho pedagógico deve propiciar ao gramática, estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de recursos reflexão e gramaticais, lexicais, pragmáticos, imagéticos etc.); e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. análise crítica Além disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si, do outro e do mundo. 29
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    Área de Ciênciasda Natureza Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que as Ciências não são neutras. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da Multiletramentos, sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade ciência, dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em cultura e coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e ética suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo com uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica Multiletramentos, em relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Nesse sentido, é preciso compreender que tecnologia, o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural, informação e comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres criatividade de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as condições humanas de criatividade. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois Multiletramentos, desenvolve no estudante capacidades de construir conceitos a partir de observações e de lógica, experiências vivenciadas dentro e fora da escola. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos análise e de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto, representação a representação assume, nas Ciências da Natureza, o papel de construtora de modelos simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção da ciência no âmbito dos multiletramentos. Além disso, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, pois a natureza não age biológica, física e quimicamente de maneira isolada, o que exige uma visão interdisciplinar das ciências. Os conteúdos relativos a esta dimensão pretendem que o estudante seja considerado o centro dos processos de ensino e de aprendizagem e de seu papel transformador na Multiletramentos, dinâmica da natureza e da sociedade. Nesse contexto, a natureza, o ser humano e a natureza, sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem interdependentes. transformação e Além disso, esses três elementos vivem em constante transformação e, desse modo, é sociedade preciso que o trabalho pedagógico docente propicie que o estudante construa uma visão crítica sobre os processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. Nessa perspectiva, ações pedagógicas multiletradas contribuem para desvelar a ideologia erigida nas diversas representações do que se considera “sustentabilidade”. Área de Matemática Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que a Matemática não é neutra. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade Multiletramentos, dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado cultura, pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar sociedade e essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais ética contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo com uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Ou seja, o estudante, a partir dessa dimensão, terá a possibilidade de ler, interpretar e analisar dados de diferentes formatos e, ainda, Multiletramentos, fazer julgamento e opções a partir desta análise. Nesse sentido, é preciso compreender tecnologia, que o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural, informação e comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres criatividade de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as condições humanas de criatividade. 30
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    Os conteúdos trabalhadosnesta dimensão partem da Anotações convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante a capacidade de construir conceitos a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A ideia de “algebrizar” está relacionada com a capacidade de simbolizar, operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. É o grande início da modelagem Multiletramentos, matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo lógica, traduzir uma situação problema em linguagem matemática a partir da qual são aplicadas rotinas de análise e cálculos e algoritmos, o que promove o pensamento representação científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto, a representação assume, na Matemática, o papel de construir modelos simbólicos dos diversos fenômenos, colaborando para a percepção do conhecimento no âmbito dos multiletramentos. Dessa forma, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes possam ter uma visão crítica e coerente ao interpretar e agir sobre os fatos. Área de Ciências Humanas Os conteúdos trabalhados nesta dimensão trazem a perspectiva de que as Sociedades e Culturas estão em constante mudança. Nesse sentido, devem buscar estabelecer um elo possível entre o conhecimento escolar, a necessidade social e a qualidade de vida dos Multiletramentos, cidadãos, vinculados ao contexto do século XXI, que se sociedades, apresenta com um universo cultural extremamente rico culturas e espaço/ e complexo, mas também traz agregadas as profundas tempo marcas das desigualdades sociais, estabelecendo um novo paradigma para a percepção do mundo, da sociedade e da história. Assim, a abordagem pedagógica deve abranger todo o processo histórico, geográfico, sociológico e filosófico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos humanos, ao meio ambiente, relacionando-os ao desenvolvimento humano dos educandos. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem possibilitar ao estudante a compreensão do mundo, além de favorecer o desenvolvimento da curiosidade Multiletramentos, intelectual, do senso crítico e de contemplar sua ciências, formação como pessoa e como cidadão, como sujeito ético que valorize a pluralidade cultural do gênero meio ambiente e humano. Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia educação com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e científicas para desvelar as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. Além disso, é necessário que a escola considere o estranhamento e a desnaturalização dos fenômenos sociais. Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem promover a discussão de que a identidade do indivíduo pode ser compreendida na dialógica de sua unidade Multiletramentos, e das diversidades como sendo dimensões inerentes, indivíduos, antagônicas e complementares da espécie humana. identidades e Assim, a prática pedagógica deve considerar a convivência diversidade com as diferenças, a fim de promover o reconhecimento e o respeito às pluralidades. Além disso, é preciso que a escola discuta e combata todas as formas de preconceito e discriminação, o que se torna possível com uma educação inspirada na ética e nos direitos humanos. 31
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    Os conteúdos trabalhadosnesta dimensão devem favorecer o entendimento do estudante Multiletramentos, de que a Política corresponde a uma rede de interesses e de acordos estabelecidos pelos estado, seres humanos em um processo de tomada de decisões, o que envolve valores sociais e de relações de poder. Além disso, é necessário que a prática pedagógica aborde os conteúdos, política e considerando que o poder é Poder, é um complexo de relações entre os sujeitos históricos nas diversas formações sociais e que o Trabalho é conceituado  em sua perspectiva trabalho ontológica de transformação da natureza, como realização inerente do ser humano e como mediação no processo de produção de sua existência. Ressalte-se que há uma total articulação entre a perspectiva dos multiletramentos e as dimensões aqui elencadas para abordagem das áreas de conhecimento com a concepção que fundamenta o Programa Ensino Médio Inovador – ProEMI, instituído pelo MEC para fomentar a reestruturação de projetos curriculares das escolas, cuja meta é a universalização das escolas envolvidas. Nesse programa, são definidos macrocampos pedagógicos, a partir dos quais os projetos escolares são estruturados. São eles: • Macrocampo obrigatório: Integração Curricular. • Macrocampos eletivos: Leitura e Letramento; Iniciação Científica e Pesquisa; Línguas Estrangeiras; Cultura Corporal; Produção e Apreciação das Artes; Comunicação, Cultura Digital e Uso de Mídias; Participação Estudantil. O documento orientador do ProEMI assim define os macrocampos: Compreende-se por macrocampo um campo de ação pedagógico-curricular no qual se desenvolvem atividades interativas, integradas e integradoras dos saberes, dos tempos, dos espaços e dos sujeitos envolvidos com a ação educacional. Os macrocampos se constituem, assim, como um eixo a partir do qual se possibilita a integração curricular com vistas ao enfrentamento e à superação da fragmentação e hierarquização dos saberes. Permite, portanto, a articulação entre formas disciplinares e não disciplinares de organização do conhecimento e favorece a diversificação de arranjos curriculares (MEC/ProEMI/2013). As quinze dimensões, divididas unicamente para fins didáticos, devem favorecer abordagens interdisciplinares dos conteúdos nelas situados, como nos exemplos descritos - a seguir - em que os gêneros textuais cartum, notícia e infográfico simulam brevemente um trabalho pedagógico com a temática “os efeitos da ação humana sobre o meio ambiente”, envolvendo as três áreas do conhecimento: 32
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    Exemplo 1: Anotações Fonte: <http://grafar.blogspot.com.br/2010/01/serie-do-mes- desmatamento_25.html>. Acesso em 11/12/2012. Em termos gerais, sugere-se que, por meio deste cartum, seja possível mobilizar as quatro áreas do conhecimento, sempre com atenção para a ideia conceitual e teórica das dimensões curriculares. Desse modo, por exemplo, há clara possibilidade de se favorecer uma abordagem das seguintes dimensões curriculares: Área de Ciências da Natureza: abordagem da dimensão Multiletramentos, tecnologia, informação e criatividade, uma vez que se espera com ela que os estudantes desenvolvam a consciência crítica frente à informação que ouvem, leem, escrevem ou veem. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser trabalhado é “ação antrópica sobre o ambiente na perspectiva da sustentabilidade”. Área de Matemática: abordagem da dimensão Multiletramentos, cultura, sociedade e ética, em razão de que a escola deve promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo para uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser 33
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    trabalhados são “noçõesde matemática financeira” e “juros simples e compostos”. Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, sociedades, culturas, espaço/tempo, uma vez que se espera com ela que a escola leve em consideração todo o processo histórico, geográfico, sociológico, bem como filosófico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos humanos, ao meio ambiente, relacionando- os ao desenvolvimento humano dos educandos. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser trabalhado é “globalização”. Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, gramática, reflexão e análise crítica, uma vez que se espera com ela que a escola contribua para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si, do outro e do mundo. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “a arte e seu papel político e social” e “estudo comparativo de obras do passado e obras contemporâneas”; abordagem da dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e movimento, uma vez que se espera que a escola considere o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser trabalhado é “produção, refacção e leitura de textos do domínio literário, jornalístico e dos novos contextos midiáticos e tecnológicos” e “elementos formais da linguagem visual: linhas, esquemas geométricos, simetria e assimetria, ritmo, cor, textura, forma, espaço positivo/negativo”. 34
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    Exemplo 2: NoCerrado, 53 municípios entram para a “lista suja” do desmatamento Anotações REDAÇÃO ÉPOCA   Enquanto o desmatamento da Amazônia é amplamente divulgado e gera até reações internacionais, o nosso Cerrado, bioma que ocupa um quarto de todo o país, não atrai tantas atenções. No entanto, ele continua sendo desmatado: cerca de 48% de todo o Cerrado já foi derrubado. Nesta segunda-feira (26), o Ministério do Meio Ambiente (MMA) colocou em prática mais uma medida para tentar reduzir a derrubada no bioma, ao publicar uma lista no Diário Oficial com 53 municípios que mais desmataram o Cerrado no último ano – uma estratégia similar à usada na Amazônia, que funcionou em alguns casos, como mostra o sucesso de Paragominas, no Pará. A situação mais crítica é no Maranhão: o estado conta com 20 municípios listados pelo ministério. Bahia e Tocantins têm, cada um, oito municípios listados, e o Piauí conta com seis municípios, entre eles o que mais desmatou: Baixa Grande do Ribeiro. Completam a lista os estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais. Entram na lista as cidades que derrubaram mais de 25 km² de vegetação natural em 2010-2011, e que possuem pelo menos 20% da cobertura nativa. O objetivo do Ministério é que esses municípios recebam incentivos para tornarem suas economias mais sustentáveis. Serão tomadas medidas de ordenamento territorial, fiscalização e controle para tentar reduzir as taxas de desmatamento. O plano faz parte de uma das metas ambientais que o Brasil se comprometeu a cumprir: reduzir em 40% as emissões de gases de efeito estufa, provenientes de desmatamento do Cerrado. Fonte: <http://colunas.revistaepoca.globo.com/planeta/tag/cerrado/> Acesso em: 30/12/2012 (com adaptações). De modo semelhante ao que foi exemplificado com o cartum, sugere-se que o trabalho com essa notícia seja capaz de mobilizar as quatro áreas do conhecimento e algumas de suas dimensões e conteúdos: Área de Ciências da Natureza: abordagem da dimensão Multiletramentos, tecnologia, informação e criatividade; com ela, pretende-se que a escola desenvolva no estudante a consciência crítica em relação ao que ele ouve, lê, escreve e vê. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são 35
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    “agricultura sustentável” e“ação antrópica sobre o ambiente na perspectiva da sustentabilidade”; abordagem da dimensão Multiletramentos, natureza, transformação e sociedade, pois com ela espera-se que a escola propicie ao estudante a construção de uma visão crítica sobre os processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “reações de combustão e poluição ambiental” e “uso racional da energia na perspectiva da sustentabilidade humana”. Área de Matemática: abordagem da dimensão Multiletramentos, cultura, sociedade e ética, tendo em vista que se espera com essa dimensão que a escola promova o enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade dos estudantes, como situações problema. No âmbito dessa dimensão, um conteúdo que pode ser trabalhado é “noções de estatística”. Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, ciências, meio ambiente e educação, uma vez que se espera com ela que a escola esteja em sintonia com seu tempo, promova investigações filosóficas e científicas e desvele as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros) que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “diversidades ambientais” e “desenvolvimento sustentável, relatórios e tratados ambientais internacionais”. Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e movimento, uma vez que com ela se pretende que a escola considere o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “produção, refacção e leitura de gêneros textuais do domínio jornalístico: notícia, reportagem, resenhas” e “produção, refacção e leitura de resumos, sinopses e comentários críticos”. 36
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    Exemplo 3: Anotações Fonte: <http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,veja-os-mapas-e-graficos- da-devastacao-no-cerrado,441529,0.htm> Acesso em: 5/12/2012 Da mesma forma que os exemplos anteriores com o cartum e com a notícia, sugere-se que o trabalho com esse infográfico seja capaz de mobilizar as quatro áreas do conhecimento e algumas de suas dimensões e conteúdos: 37
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    Área de Ciênciasda Natureza: abordagem da dimensão Multiletramentos, natureza, transformação, sociedade, pois com ela espera-se que a escola leve o estudante a refletir que a natureza, o ser humano e a sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem interdependentes. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “ecossistemas terrestres e aquáticos”, “biogeografia brasileira” e “relações ecológicas: importância para o ser humano e para a natureza”. Área de Matemática: abordagem da dimensão Multiletramentos, lógica, análise e representação, pois com ela pretende-se que a escola contribua para a análise dos fatos, promova o pensamento científico e desenvolva ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “construção de gráficos, tabelas, quadros, utilizando informações sociais” e “noções de estatística”. Área de Ciências Humanas: abordagem da dimensão Multiletramentos, ciências, meio ambiente e educação, uma vez que se espera com ela que a escola esteja em sintonia com seu tempo, promova investigações filosóficas e científicas e desvele as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “diversidades ambientais” e “desenvolvimento sustentável, relatórios e tratados ambientais internacionais”. Área de Linguagens: abordagem da dimensão Multiletramentos, texto, criatividade e movimento, uma vez que se espera com ela que a escola considere o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. No âmbito dessa dimensão, alguns conteúdos que podem ser trabalhados são “leitura de gêneros de textos descontínuos (gráficos, tabelas etc.)”, “produção, refacção e leitura de textos do domínio literário, jornalístico e dos novos contextos midiáticos e tecnológicos” e “produção, refacção e leitura de textos escritos e multimodais em diversos gêneros em diversos suportes”. Os exemplos descritos apenas ilustram algumas maneiras de como é possível integrar as dimensões e as áreas por meio da abordagem dos diversos conteúdos. É preciso, entretanto, reiterar a necessidade de a escola considerar aspectos do mundo contemporâneo para que o estudante possa entendê-lo, questioná-lo e transformá-lo. Assim, justifica-se a proposição de uma pedagogia dos multiletramentos, o que faz a prática pedagógica levar em conta que a dinâmica do mundo atual é, também, marcada por aspectos multimodais, multimidiáticos e multiculturais. Além disso, no processo em que se concebe o mundo em razão de todos esses aspectos, a noção de letramentos críticos desempenha um papel fulcral no processo de questionamento do mundo e 38
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    das relações depoder e das desigualdades presentes na sociedade. Desse modo, a escola precisa questionar e refletir acerca Anotações de seu trabalho pedagógico, seus ritmos, seus rituais, seus movimentos, suas formas de avaliação e de planejamento, sua organização e o uso dos espaços e tempos escolares. As práticas escolares devem incitar todos a refletir, questionar, pesquisar, tomar iniciativa, enfim, ser protagonista no processo educativo e no processo cidadão. Nessa perspectiva, a organização curricular tem papel importante e balizador para a ressignificação do trabalho pedagógico, de tal forma que essa apresentação concreta de um documento curricular seja capaz de suscitar outra visão de escola ─ quer social, quer pedagógica, ─ na busca de formas de construção e instauração de estruturas participativas mais amplas e que deem voz e vez a todos os partícipes do projeto educativo. A matriz curricular em dimensões prevê que os conteúdos sejam abordados sob o signo da interdisciplinaridade e da flexibilidade, em que o ponto de partida seja norteado pelo levantamento dos conhecimentos prévios do grupo de estudantes com o qual o professor atua. Apoiado no diagnóstico que indica o que os estudantes sabem e o que ainda precisam saber, a relação do professor com o currículo pressupõe um exercício constante de reflexão e avaliação de sua turma e de sua atuação pedagógica frente ao desafio de promover a aprendizagem de todos. Na efetivação dessa prática pedagógica reflexiva - práxis, que constitui um permanente processo de ação-reflexão-ação do fazer pedagógico, os conteúdos organizados em dimensões que se interconectam e que se internalizam impõem o desafio de promover a ampliação da abordagem pedagógica que garanta aprendizagens contextuais, dialógicas e significativas. Por meio do exercício de conversar e analisar os conteúdos, é importante destacar que os conhecimentos podem ser introduzidos, trabalhados sistematicamente, consolidados e ampliados. O diagnóstico da turma deve indicar o que deve ser retomado, tendo como referência as metas previstas para o ano/ 39
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    série, a sercontempladas no projeto político-pedagógico da escola. Desejamos que a organização curricular leve à discussão de outras dimensões do fazer pedagógico e educativo e promova a reflexão da necessidade do atentar-se para não reduzir a prática escolar apenas ao trabalho da sala de aula, mas estendê-lo para toda a instituição educacional, com o exercício do planejamento coletivo e da concretização da proposta pedagógica, como pontos norteadores para a emancipação do fazer educativo. Uma educação para além da escola, no estímulo das habilidades de aprender a aprender, habilidades socioafetivas e da comunicação escrita, corporal, oral e visual, e tantas outras possíveis e necessárias. Organização e abordagem dos conteúdos LINGUAGENS Multiletramentos, texto, criatividade e movimento Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Produção, refacção e Ø Produção, refacção e Ø Produção, refacção e leitura de textos escritos e leitura de textos escritos e leitura de textos escritos e multimodais em diversos multimodais em diversos multimodais em diversos gêneros gêneros em diversos gêneros e em diversos suportes suportes Ø Construção de sentidos por meio de esforços Ø Construção de sentidos Ø A constituição polifônica dos inferenciais por meio de esforços textos inferenciais Ø Construção da textualidade Ø Construção de sentidos (intertextualidade ─ Ø Construção da textualidade por meio de esforços paráfrases, citação, paródia (intertextualidade, inferenciais ─ coesão ─ elementos informação, gramaticais e lexicais ─ intencionalidade, situação, Ø Construção da textualidade e coerência) em textos coesão, e coerência) em (intertextualidade, autênticos que circulam na textos autênticos que informação, intencionalidade, sociedade circulam na sociedade situação, coesão, e coerência) em textos autênticos que Ø Leitura e estudo da Ø Leitura e estudo da circulam na sociedade estruturação de gêneros estruturação de gêneros textuais de predominância textuais de predominância Ø Leitura e estudo da narrativa: contos, novelas e narrativa: contos, novelas e estruturação de gêneros romances romances textuais de predominância narrativa: contos, novelas e Ø Leitura de gêneros de textos Ø Leitura de gêneros de textos romances descontínuos (gráficos, descontínuos (gráficos, tabelas etc.) tabelas etc.) Ø Leitura de gêneros de textos descontínuos (gráficos, Ø Elementos da narrativa: Ø Elementos da narrativa: tabelas etc.) enredo, personagens, enredo, personagens, espaço, tempo, narrador espaço, tempo, narrador Ø Elementos da narrativa: (ponto de vista) (ponto de vista) enredo, personagens, espaço, tempo, narrador Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura (ponto de vista) de resumos, sinopses e de resumos, sinopses e comentários críticos comentários críticos Ø Produção, refacção e leitura de resumos, sinopses e comentários críticos 40
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    LINGUAGENS Multiletramentos, texto, criatividade e movimento Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura de textos do domínio de textos do domínio de textos do domínio literário, jornalístico e dos literário, jornalístico e dos literário, jornalístico e dos novos contextos midiáticos e novos contextos midiáticos e novos contextos midiáticos e tecnológicos tecnológicos tecnológicos Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura de gêneros textuais de de gêneros textuais de de gêneros textuais de predominância dissertativo- predominância dissertativo- predominância dissertativo- argumentativa: artigo de argumentativa: artigo de argumentativa: artigo de opinião, resenha, comentários opinião, resenha, comentários opinião, resenha crítica e críticos críticos editorial Ø Produção, refacção e leitura de Ø Produção, refacção e leitura Ø Produção, refacção e leitura de gêneros textuais do domínio de gêneros textuais do gêneros textuais do domínio jornalístico: reportagem, domínio jornalístico: notícia, jornalístico: reportagem, resenhas de livros, filmes, reportagem, resenhas resenhas DVDs, peças de teatro Ø Caminhadas e Corridas: Ø Jogos e os sistemas táticos das Ø Ginástica de academia: trabalho aeróbico e anaeróbico. modalidades desportivas. musculação, alongamento, localizada e outras. Ø Jogos Cooperativos Ø Esportes radicais e a natureza. Ø Práticas Circenses Ø Dança Ø Danças folclóricas e planejamento de eventos Ø Danças do Mundo: ritmos e Ø Contemporânea: rock, funk, hip esportivos. movimentos básicos. hop, outros Ø Capoeira, como elemento da Ø Modalidades desportivas: Ø Capoeira e suas diversas cultura corporal futebol, voleibol, basquetebol e possibilidades nos aspectos handebol fisiológicos, pedagógicos e Ø Elementos da linguagem socioculturais musical (leitura de partituras, Ø Elementos da linguagem melodia, ritmo, harmonia, musical (melodia, ritmo, Ø Elementos da linguagem textura, dinâmica, escalas) harmonia, textura, dinâmica) musical (leitura de partituras, melodia, ritmo, harmonia, Ø Estrutura formal (forma binária, Ø Parâmetros do som (altura, textura, dinâmica, escalas) ternária, quaternária, rondó, duração, intensidade e timbre) tema e variações) Ø Estrutura formal (forma binária, Ø Estrutura formal (frases, ternária, quaternária) Ø Instrumentos musicais períodos, semelhanças, diferenças) Ø Instrumentos musicais Ø Improvisação e criação no processo de produção Ø Instrumentos musicais no musical, convencionais e não Ø Conceito de Arte processo de produção musical convencionais. Ø Elementos formais da Ø Conceito de Arte Ø Sistema modal, tonal e atonal. linguagem visual: linhas, esquemas geométricos, Ø Elementos formais da Ø Conceito de Arte simetria e assimetria, ritmo, linguagem visual: linhas, cor, textura, forma, espaço esquemas geométricos, Ø Elementos formais da positivo/negativo simetria e assimetria, ritmo, linguagem visual: linhas, cor, textura, forma, espaço esquemas geométricos, Ø Elementos morfológicos positivo/negativo simetria e assimetria, ritmo, contextualizados nas produções cor, textura, forma, espaço artísticas visuais: cor, linha, Ø Elementos morfológicos positivo/negativo ponto, superfície, volume, luz, contextualizados nas produções textura, ritmo, forma artísticas visuais: cor, linha, Ø Elementos morfológicos ponto, superfície, volume, luz, contextualizados nas produções Ø Linguagens artísticas e novas textura, ritmo, forma artísticas visuais: cor, linha, tecnológicas ponto, superfície, volume, luz, Ø Linguagens artísticas e textura, ritmo, forma Ø Elementos formais da tecnológicas linguagem musical 41
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    LINGUAGENS Multiletramentos, texto, criatividade e movimento Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Elementos formais de Ø Linguagens artísticas e novas Ø Elementos formais de linguagem corporal tecnológicas linguagem corporal Ø Elementos formais da Ø Elementos formais da Ø Elementos da gramática linguagem musical linguagem musical estética teatral: Voz, corpo, espaço, movimento, ação Ø Elementos formais da Ø Elementos formais de dramática etc. linguagem teatral: voz, corpo, linguagem corporal espaço, movimento, ação Ø Elementos estruturais do dramática etc. Ø Elementos formais da espetáculo teatral: texto, linguagem teatral: voz, corpo, ator, diretor, cenário, figurino, Ø Elementos estruturais do espaço, movimento, ação maquiagem, iluminação, espetáculo teatral: texto, dramática etc. sonoplastia, palco, objetos de ator, diretor, cenário, figurino, cena etc. maquiagem, iluminação, Ø Elementos estruturais do sonoplastia, palco, objetos de espetáculo teatral: texto, Ø Conceitos: arte, teatro, cena etc. ator, diretor, cenário, figurino, ação, conflito, improvisação, maquiagem, iluminação, contexto, signo, etc. Ø Conceitos: arte, teatro, sonoplastia, palco, objetos de ação, conflito, improvisação, cena etc. Ø Linguagens artísticas e contexto, signo etc. tecnológicas Ø Elementos estruturadores da Ø Linguagens artísticas e composição teatral Ø Indivíduo e cultura tecnológicas Ø Conceitos: arte, teatro, Ø Crítica da Arte Ø Indivíduo, identidade e cultura ação, conflito, improvisação, contexto, signo etc. Ø Ética e cidadania através das linguagens artísticas Ø Linguagens artísticas e tecnológicas Ø Indivíduo, identidade e cultura LINGUAGENS Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Concepções filosóficas e Ø Concepções filosóficas e Ø Concepções filosóficas e estéticas e visão de mundo do estéticas e visão de mundo estéticas e visão de mundo Classicismo, do Barroco e do do Romantismo, Realismo, do Pré-Modernismo no Brasil, Arcadismo Naturalismo, Parnasianismo e Modernismo Português e Simbolismo Brasileiro (3ª fase e tendências Ø Leitura de autores literárias contemporâneas no representativos da língua Ø Leitura de autores Brasil e em países africanos de portuguesa, de autores representativos da língua língua portuguesa) lusófonos europeus e africanos portuguesa, de autores lusófonos europeus e africanos Ø Concepções de gênero Ø Concepções de gênero épico, lírico e dramático e de épico, lírico e dramático e de suas formações híbridas na suas formações híbridas na contemporaneidade contemporaneidade 42
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    LINGUAGENS Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Recursos da linguagem poética Ø Concepções de gênero Ø Recursos da linguagem poética épico, lírico e dramático e de Ø Figuras de linguagem na suas formações híbridas na Ø Figuras de linguagem na composição de sentidos de contemporaneidade composição de sentidos de textos literários textos literários Ø Recursos da linguagem poética Ø Sentido próprio, sentido Ø Leitura e escrita de poemas figurado (conotação e Ø Figuras de linguagem na denotação) composição de sentidos de Ø Leitura, compreensão e textos literários interpretação de letras de Ø Leitura e escrita de poemas músicas regionais e de outros Ø Leitura e escrita de poemas gêneros musicais Ø Leitura, compreensão e interpretação de letras de Ø Leitura, compreensão e Ø Leitura de autores músicas regionais e de outros interpretação de letras de representativos da língua gêneros musicais músicas regionais e de outros portuguesa, de autores gêneros musicais lusófonos europeus e africanos Ø Nutrição esportiva e suplementos Ø Leitura de autores Ø Saúde, padrão de beleza e os representativos da língua discursos midiáticos Ø Modalidades desportivas portuguesa, de autores culturalmente estabelecidas, lusófonos europeus e africanos Ø Educação Física como prática A como masculinas e femininas da sustentabilidade humana Ø Avaliação física: testes, Ø Improvisação e criação musical protocolos e software utilizados Ø Gêneros e estilos musicais Ø Música e tecnologias Ø capoeira na formação da A Ø História da Música em identidade e cultura nacional, diferentes contextos históricos e Ø Gêneros e estilos musicais sociais História da Arte, movimentos e conduzindo debates sobre períodos: Arte Pré-Histórica ou racismo, preconceito, inclusão e Ø Profissional da arte: Rupestre (períodos paleolítico discriminação – de gênero e sexual identificação e funções básicas e neolítico), Egípcia, Grega, Romana, Cristã Primitiva e Arte Ø Improvisação e criação Ø profissões ligadas às As no Período Medieval: Bizantina, tecnologias contemporâneas e Ø Gêneros e estilos musicais a influência da tecnologia nas Românica e Gótica. Ø Influência de outras culturas produções artísticas Ø Renascimento e Maneirismo para a produção de Música no Ø História da Arte, movimentos e Ø História da Arte: Arte Africana, Brasil períodos: Arte do Oriente Médio e do Ø História da Música em Extremo Oriente Ø Modernismo/Vanguardas diferentes contextos históricos Históricas: Expressionismo, Ø História da Arte no Brasil: e sociais. Fovismo, Cubismo, Futurismo, Período Pré-Colonial ou Pré- Ø Profissional da arte: Abstracionismo, Modernismo Cabralino: Arte Indígena identificação e funções básicas Brasileiro, Semana de Arte Moderna de 1922, Ø História da Arte no Brasil: Ø profissões ligadas às As Antropofagismo, Movimento Período Colonial (influências tecnologias contemporâneas e Pau-Brasil. africana e europeia) a influência da tecnologia nas produções artísticas Ø Arte e indústria: Dadaísmo, Ø História do teatro: Origem do Surrealismo, Muralismo Teatro, Teatro Primitivo, Teatro Ø História da Arte, movimentos Mexicano, Arquitetura Moderna Medieval, Comedia Dell’Arte, e períodos: Arte Colonial Brasileira - Brasília Teatro Barroco, Teatro dos Brasileira, O Barroco e o Jesuítas e Teatro do Brasil Rococó na Europa e no Brasil, Ø Conceito de design e suas Colonial. Neoclassicismo, Romantismo, escolas: Art Nouveau, Bauhaus, Arte brasileira no século XIX, Design contemporâneo e Ø Comédia, Teatro Renascentista comunicação visual. Academia Imperial de Belas Ø Gêneros teatrais: tragédia, Artes, Revolução Industrial e Ø Arte no Pós-Modernismo: Arte comédia, drama, farsa etc. o Realismo, Pré-Modernismo Pós-Moderna, Arte Conceitual Brasileiro, Impressionismo e Pós-Impressionismo 43
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    LINGUAGENS Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø teatro e as manifestações O Ø História da dança: Idade Média Ø Arte Norte-Americana : populares brasileiras: folguedos (danças macabras), Balé de Action Painting, Pop Arte, e brincantes corte, Dança Clássica, (Luis Minimalismo, Land Art, XVI, Jean-Georges Noverre), Arquitetura Pós-Moderna Ø Teorias sobre a origem da Romantismo, Balés Russos ( dança Diaghilev, Nijinsky) Ø Arte no Brasil: Abstracionismo, Bienais, Concretismo e Ø Conceitos de dança Ø História da dança no Neoconcretismo, Arte Ø Produções e manifestações da Brasil: período Colonial, Conceitual dança no Distrito Federal e no desenvolvimento e escolas de balé, Dança Moderna no Brasil. Ø Arte e Tecnologia: Web Design, entorno: Seu Estrelo e Fuá do Hipertexto, Hipermídia, Design Terreiro, Pé de Cerrado, Bumba Ø Dança na América, na África e Design contemporâneo e Meu Boi do Seu Teodoro etc. no Oriente comunicação visual Ø História da Dança no Distrito Ø Danças populares brasileiras Ø Arte no Pós-Modernismo: Arte Federal: escolas de dança Pós-Moderna, Arte Conceitual Ø História do teatro: Comédia de Ø Danças populares brasileiras costumes, Teatro de Martins Ø Arte Norte-Americana: Ø História da dança: Penna, História do Teatro Action Painting, Pop Arte, manifestações da dança na pré- Universal, Teatro Romântico, Minimalismo, Land Art, história, Egito, Grécia (dança Arquitetura Pós-Moderna Ø Dança Clássica, (Luís XVI. Jean- dionisíaca) e Roma Georges Noverre), Romantismo, Ø Arte no Brasil: Abstracionismo, Ø Conceito de Estética Balés Russos (Diaghilev, Concretismo e Neo Nijinsky) Concretismo, Arte Conceitual Ø Profissional da arte (artes visuais, música, teatro e dança): Ø História da Dança no Ø Arte e Tecmpçpgoa: Web identificação e funções básicas Brasil: período colonial, Design, Hipertexto, Hipermídia, desenvolvimento e Escolas de Multimídia, Vídeo, Cinema, Ø Relação entre as novas Balé, Dança Moderna no Brasil Fotografia tecnologias e as produções artísticas Ø Dança na América, na África e Ø Arte Contemporânea: no Oriente Feminismo, Multiculturalismo, Ø função do público: formação A Arte e política, Instalações de plateia/expectador Ø História do teatro: Comédia Artísticas, Performance de Costumes, Teatro Martins Penna, História do Ø Arte Contemporânea no Brasil Teatro Universal, Teatro e no Distrito Federal: tipos e Romântico,Teatro de Arthur gêneros Azevedo, Teatro Realista e Naturalista: Ibsen e Zola, Teatro Ø História da dança: Dança de Revista, Teatro brasileiro Moderna ( Martha Graham, de Comédias – TBC, Teatro Isadora Duncan), Escola Universitário Germânica (Rudolph Van Laban) Dança Contemporânea Ø teatro moderno ocidental O (Maurice Bejart) Ø teatro oriental O Ø História da dança no Brasil: Dança Moderna Ø Bens artísticos e culturais brasileiros Ø Dança, cinema e musicais: sapateado, jazz e street dance Ø Escritores e dramaturgos brasileiros Ø Dança e cultura de massas: funk, axé e todas as Ø Elementos de Estética manifestações da dança Ø função do público: formação A popular de plateia/expectador Ø Indústria cultural Ø Relação entre as novas Ø Dança contemporânea no Brasil: tecnologias e as produções características e escolas, Ivaldo artísticas Bertazzo 44
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    LINGUAGENS Multiletramentos, literatura, sensibilidade e apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø História do teatro brasileiro: Teatro de Arena, Oficina e Opinião Ø Tipos de ações cênicas, improvisadas e ou elaboradas Ø Multicultura, identidade e diversidade Ø Teatro Moderno, Contemporâneo – Expressionismo, Simbolismo e Teatro Político Ø Teatro do Absurdo, Teatro da Crueldade, Épico Ø Tendências Contemporâneas – Grupos teatrais brasileiros e estrangeiros Ø linguagem cênica e sua A utilização nas diversas mídias Ø Escritores e dramaturgos Brasileiros: Martins Pena, Ariano Suassuna, Nelson Rodrigues etc. Ø função do público: formação A de plateia/expectador Ø Relação entre as novas tecnologias e as produções artísticas Ø Arte e Sustentabilidade LINGUAGENS Multiletramentos, oralidade, interação e corporeidade Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, de leitura, de interpretação, de simbologia, de apreciação, de presença corporal e de prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a apreciação estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Apreciação de músicas de Ø Apreciação de músicas de Ø Apreciação de músicas de diversos gêneros diversos gêneros diversos gêneros Ø Gêneros textuais orais Ø Gêneros textuais orais Ø Gêneros textuais orais (apresentações, exposições, (apresentações, exposições, (apresentações, exposições, debates), considerando as debates) considerando as debates) considerando as etapas de planejamento, etapas de planejamento, etapas de planejamento, produção e revisão produção e revisão produção e revisão 45
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    LINGUAGENS Multiletramentos, oralidade, interação e corporeidade Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, de leitura, de interpretação, de simbologia, de apreciação, de presença corporal e de prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a apreciação estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Leitura e declamação de Ø Leitura e declamação de Ø Leitura e declamação de poemas poemas poemas Ø Produção oral de relatos, Ø Produção oral de relatos, Ø Produção oral de relatos, comentários críticos e resumos comentários e resumos críticos comentários e resumos críticos Ø Estudo do vocabulário de Ø Estudo do vocabulário de origem africana e indígena na origem africana e indígena na Ø Estudo do vocabulário de constituição do falar brasileiro constituição do falar brasileiro origem africana e indígena na constituição do falar brasileiro Ø Percepção da cultura corporal Ø Percepção da cultura corporal Ø Percepção da cultura juvenil e Ø processo de funcionamento O Ø Percepção da cultura afro- suas manifestações do organismo humano: brasileira e suas manifestações capacidades fisiológicas, e destaques nos esportes Ø Cooperação como prática motoras, psíquicas e afetivas social: vivência de eventos Ø Concepção e cooperação de inerentes à Educação Física, Ø Brinquedos e brincadeiras mundo solidário com vistas à integração de da cultura brasileira e suas todos vivências atuais Ø Brinquedos e brincadeiras da cultura Ø Brinquedos e brincadeiras da Ø aparelho fonador, o emprego O afro-brasileira e seu contexto cultura juvenil da voz humana e do corpo no processo de produção musical Ø aparelho fonador, o emprego O Ø aparelho fonador, o O da voz humana e do corpo no emprego da voz humana Ø Prática interpretativa processo de produção musical e do corpo no processo de Ø Espaço bidimensional, produção musical Ø Prática interpretativa tridimensional e noções de Ø Prática interpretativa perspectiva Ø Espaço bidimensional, tridimensional e noções de Ø Espaço bidimensional, Ø Elementos básicos do perspectiva tridimensional e noções de movimento expressivo vocal perspectiva Ø Elementos básicos do Ø Interpretação de manifestações movimento expressivo vocal Ø Elementos básicos do populares por meio da movimento expressivo vocal expressão corporal Ø Jogos dramáticos Ø Ações corporais: movimento, Ø Jogos dramáticos Ø Ações cênicas elaboradas espaço, tempo, peso, fluência Ø Ações cênicas, improvisadas e Ø Jogos corporais coreográficos Ø Jogos dramáticos ou elaboradas Ø Improvisação Ø Jogos corporais coreográficos Ø Consciência corporal Ø Busca pelo movimento Ø Improvisação Ø Estudo dos elementos do individual movimento: criatividade, Ø Alteridade energia, velocidade, desenho Ø Técnicas de dança Ø Corpo, espaço, movimento, contemporânea ação dramática, ritmo Ø Elementos da anatomia e da fisiologia aplicados à dança Ø Jogos corporais coreográficos – iniciação à coreografia Ø Improvisação 46
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    LINGUAGENS Multiletramentos, gramática, reflexão e análise crítica Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, imaginativos etc.) e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si mesmo, do outro e do mundo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Conceitos de língua e Ø Conceitos de língua e linguagem Ø Conceitos de língua e linguagem e de variação e e de variação e mudança linguagem e de variação mudança linguística, associados linguística, associados ao e mudança linguística, ao debate em torno das noções debate em torno das noções associados ao debate de preconceito e de respeito de preconceito e de respeito em torno das noções de linguísticos linguísticos preconceito e de respeito linguísticos Ø Introdução aos aspectos Ø Análise dos processos de gerais da fonologia/fonética e regência verbal (inclusive Ø Funções e valor semântico morfologia fenômeno da crase) e nominal de preposições, conjunções, e de concordância verbal e pronomes relativos e Ø Papel dos sinais de pontuação nominal associados ao debate advérbios na constituição de na construção do sentido de em torno da variação linguística textos em diversos gêneros textos autênticos que circulam e do uso da norma-padrão na sociedade Ø Análise dos processos de Ø Papel dos sinais de pontuação regência verbal (inclusive Ø Análise linguística: na construção do sentido de fenômeno da crase) e nominal morfossintaxe textos autênticos que circulam e de concordância verbal Ø Revisão das classes gramaticais na sociedade e nominal associados ao debate em torno da variação Ø Análise dos casos de Ø Análise da transitividade verbal linguística e do uso da norma- concordância verbal e nominal (verbos transitivos diretos, padrão associada ao debate em torno transitivos indiretos e transitivos da variação linguística e do uso diretos e indiretos) e dos verbos Ø Papel dos sinais de pontuação da norma padrão de ligação por meio de gêneros na construção do sentido de textuais que circulam na textos autênticos que circulam Ø Análise da transitividade sociedade na sociedade verbal (verbos transitivos diretos, transitivos indiretos e Ø Análise linguística: Ø Análise da estrutura do transitivos diretos e indiretos) morfossintaxe período simples e do período e dos verbos de ligação, por composto por subordinação Ø Análise das vozes verbais (orações substantivas, meio de gêneros textuais que (voz ativa e voz passiva) na circulam na sociedade adjetivas e adverbiais) construção sintática do período Ø Ortografia: regras de e na construção do sentido do Ø Análise da transitividade acentuação conforme o novo texto verbal (verbos transitivos Acordo Ortográfico diretos, transitivos indiretos e Ø Análise da colocação transitivos diretos e indiretos) pronominal associada ao e dos verbos de ligação por Ø Educação Física: dever da debate em torno da variação meio de gêneros textuais que escola e direito de cada um e linguística e do uso da norma- circulam na sociedade como processo de preservação padrão do meio ambiente Ø Análise das vozes verbais Ø Ortografia: regras de (voz ativa e voz passiva) Ø Esporte e o mundo feminino e acentuação conforme o novo na construção sintática do masculino Acordo Ortográfico período e na construção do Ø regras dos jogos como As Ø Educação Física: promoção sentido do texto instrumento de criação e de e preservação da saúde e Ø Análise da colocação transformação melhoria da qualidade de vida pronominal associada ao no planeta debate em torno da variação Ø História da Música em diferentes contextos históricos Ø Esporte e a sexualidade linguística e do uso da norma e sociais padrão Ø Influência das diferenças Ø Usos e funções da música socioeconômicas na prática das Ø Ortografia: regras de modalidades esportivas acentuação conforme o novo Ø Música e mídia Acordo Ortográfico Ø Usos e funções da música Ø Música articulada a outras Ø Educação Física e o mundo do linguagens artísticas Ø Música e mídia trabalho e do lazer Ø Música e outras linguagens Ø Esporte e racismo: avanços e artísticas necessidades 47
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    LINGUAGENS Multiletramentos, gramática, reflexão e análise crítica Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, imaginativos etc.) e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si mesmo, do outro e do mundo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Interpretação e expressão crítica relativas à atividade Ø Produção musical do Distrito Ø Música Brasileira – diversidade física, por meio de jogos, Federal e do entorno de manifestações, estilos e dança, esporte, ginásticas e gêneros lutas Ø Música e identidade cultural Ø Influências das matrizes Ø Usos e funções da música Ø Profissional em música culturais brasileiras (indígena, Ø Influências das matrizes africana e europeia) na Ø Música e mídia culturais brasileiras (indígena, formação da arte, folclore, culinária e crendices nacionais Ø Música e Tecnologia africana e europeia) na formação da arte, folclore, Ø Influência da cultura oriental no Ø Música e outras linguagens culinária e crendices nacionais Brasil artísticas Ø Estudo da diversidade cultural Ø Cultura Popular Brasileira Ø Música Brasileira – diversidade nos âmbitos familiar, escolar e (Visuais, Música, Teatro, Dança) de manifestações, estilos e regional gêneros Ø Estudo dos meios de Ø Estudo dos meios de comunicação de massa e Ø Influência da cultura comunicação de massa e influências no comportamento Influências das matrizes influências no comportamento e mudanças sociais culturais brasileiras (indígena, e mudanças sociais africana e europeia) na Ø Cultura Popular Brasileira formação da arte, folclore, Ø Critérios de cultura (visual, música, teatro, dança) culinária e crendices nacionais construídos e embasados em conhecimentos afins – de Ø Estudo dos meios de Ø Cultura oriental no Brasil caráter filosófico, histórico, comunicação de massa e sociológico, antropológico, influências no comportamento Ø Cultura Popular Brasileira semiótico, científico e e mudanças sociais (visual, música, teatro, dança) tecnológico Estudo dos meios de Ø Ø Critérios de cultura Ø Apropriações culturais e construídos e embasados em comunicação de massa e interações entre os povos conhecimentos afins – de influências no comportamento caráter filosófico, histórico, e mudanças sociais Ø arte e seu papel político e A sociológico, antropológico, social Critérios de cultura Ø semiótico, científico e construídos e embasados em Ø Principais artistas, contexto tecnológico conhecimentos afins – de histórico e social Ø Apropriações culturais e caráter filosófico, histórico, interações entre os povos sociológico, antropológico, Ø Principais obras ou produções semiótico, científico e artísticas e suas características Ø Ações cênicas elaboradas tecnológico Ø Estudo comparativo de obras Ø arte e seu papel político e A Apropriações culturais e Ø do passado e contemporâneas social interações entre os povos Ø Principais artistas, contexto Ø arte e seu papel político e A histórico e social social Ø Principais obras ou produções Principais artistas (artes visuais, Ø artísticas e suas características música, teatro e dança), contexto histórico e social Ø Estudo comparativo de obras do passado e contemporâneas Principais obras ou produções Ø artísticas (artes visuais, música, teatro e dança) e suas características Estudo comparativo de obras Ø do passado e contemporâneas 48
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    CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Sociedades, Culturas, Espaço/Tempo “Não têm sentido renovações de conteúdos sem mudanças de procedimentos e tampouco uma fixação em processos educativos sem conteúdos de cultura” (Sacristán, 2000). Os conteúdos trabalhados nesta dimensão trazem a perspectiva de que as sociedades e culturas estão em constante mudança. Nesse sentido, devem buscar estabelecer um elo possível entre o conhecimento escolar, a necessidade social e a qualidade de vida dos cidadãos, vinculados ao contexto do século XXI que se apresenta com um universo cultural extremamente rico e complexo, mas também traz agregadas profundas marcas das desigualdades sociais, estabelecendo um novo paradigma para a percepção do mundo, da sociedade e da história. Assim sendo, o ensino das Ciências Humanas e suas tecnologias propõe uma abordagem teórica e metodológica abrangente de todo o processo histórico, geográfico, sociológico bem como filosófico e seus aspectos socioeconômicos vinculados à política, à cultura, ao trabalho, aos direitos humanos, ao meio ambiente, relacionando-os ao desenvolvimento humano dos estudantes. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Natureza e Cultura Ø Idade Moderna Ø Globalização: Ø povos Pré-Colombianos: Incas, Os Ø Revolução Francesa perspectivas socioeconômicas Maias, Astecas e Grupos Indígenas Brasileiros Ø Revolução Inglesa Ø Conceitos/temáticas associados à globalização: história Ø História da África (inclusive Ø Revolução Industrial: os novos contemporânea recente civilização etíope e egípcia) problemas sociais Ø Grandes Navegações e o início Ø História e Cultura Afro-Brasileira: da mundialização das relações Pré-História e História Africana, humanas civilizações antigas no continente africano Ø Indústria Cultural Ø Diferentes povos que habitam o Ø Meios de Comunicação de Massa continente africano Ø Sociedade técnico-científico- Ø História da Europa informacional Ø Civilização Clássica Ø Telecomunicações e a Sociedade de Informação Ø Idade Média: Os povos árabes e o Islamismo Ø Poder da mídia na formação da história contemporânea CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Ciências, Meio Ambiente, Educação A educação deve estar comprometida com o desenvolvimento total do educando, com saberes que lhe permitam compreender o mundo, favorecendo o desenvolvimento da curiosidade intelectual, do senso crítico, que contemplem sua formação como pessoa e como cidadão, como sujeito ético e que valorizem a pluralidade cultural do gênero humano. Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e científicas para desvelar as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros) que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. Tendo sempre em mente a estranheza e a desnaturalização dos fenômenos sociais como norteadores teóricos para a Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, haverá a possibilidade de desconstruir preconceitos e construir um olhar desvinculado em detrimento do senso comum, possibilitando, como bem diz Bauman, o exercício da liberdade e da autonomia. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Ciências Humanas: suas As Ø Revolução Industrial: os novos Ø Crise da Sociedade Moderna características e suas formas de problemas sociais: Ø Matriz Energética Internacional registros: • Industrialização: clássica, Ø Conflitos militares no Oriente • O tempo e o espaço nas tardia, planificada e técnico- Médio e na África nos séculos XIX Ciências Humanas científica, contexto mundial e XX. • Conceitos básicos: Trabalho, e brasileiro Ø Desenvolvimento sustentável, Cultura e Sociedade Ø A Revolução Científica relatórios e tratados ambientais Ø Surgimento da Filosofia: Ø O método científico internacionais • Do Mito à Razão Ø racionalização do Espaço: A • O “nascimento” do filósofo • Orientação espacial Ø que é Filosofia? O • Representação da Terra Ø Pensamento e Linguagem • Sistema terrestre Ø Diversidades ambientais 49
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    CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Ciências, Meio Ambiente, Educação A educação deve estar comprometida com o desenvolvimento total do educando, com saberes que lhe permitam compreender o mundo, favorecendo o desenvolvimento da curiosidade intelectual, do senso crítico, que contemplem sua formação como pessoa e como cidadão, como sujeito ético e que valorizem a pluralidade cultural do gênero humano. Nesse sentido, a escola deve estar em sintonia com seu tempo, promovendo investigações filosóficas e científicas para desvelar as possibilidades de mudança a partir de temas contemporâneos (meio ambiente, direitos humanos, entre outros) que geram impactos na qualidade de vida das pessoas. Tendo sempre em mente a estranheza e a desnaturalização dos fenômenos sociais como norteadores teóricos para a Área de Ciências Humanas e suas Tecnologias, haverá a possibilidade de desconstruir preconceitos e construir um olhar desvinculado em detrimento do senso comum, possibilitando, como bem diz Bauman, o exercício da liberdade e da autonomia. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø fontes de dados sobre as As realidades sociais, políticas e cultura brasileira (fome, violência, trabalho infantil e escravo, analfabetismo, mortalidade infantil, entre outros) Ø Educação/Escola: • Papel da escola • Comunidade CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Indivíduos, Identidades, Diversidades A identidade do indivíduo pode ser compreendida na dialógica de sua unidade e das diversidades, como dimensões inerentes, antagônicas e complementares da espécie humana. Para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação e acolher e conviver com as diferenças, é importante uma educação escolar que reconheça e respeite as pluralidades. Assim, a escola como fonte e base de construção e afirmação de identidades em um mundo planetário (Edgar Morin) e plural, deve buscar combater todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, é necessário educar sob a inspiração da ética, que se traduz na busca de condições para que as identidades se constituam pelo reconhecimento do direito à igualdade, tendo como ponto de partida os direitos humanos. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Natureza e Cultura: Relativismo Ø Iluminismo: Novas formas de Ø Movimentos sociais: Cultural Ciências • Homem como animal Ø Identidade, Diversidade e Gênero Ø Sujeito versus Objeto do político conhecimento: Ø Consciência mítica • Autonomia e heteronomia • O que é Conhecimento? política Ø Religiosidade Africana e Indígena • Pensamento racional ao longo • Novos movimentos Ø Religiões Afro-Brasileiras da historia sociais: mulheres, negros, Ø Renascimento: GLTB, índios e outras Ø Senso Crítico versus Senso minorias no mundo e no • Despertar de um novo Comum Brasil homem Ø Nova visão de ser humano: • Políticas afirmativas • Ciência Moderna • A natureza humana Ø Ideologias Ø Reforma Protestante • Liberdade, autonomia política Ø Alienação Ø População: Ø Diversidades econômicas, étnicas, Ø Filosofia contemporânea: • Identidade e diversidade religiosas e culturais do Brasil o homem na Pós- cultural, sexual, de gênero e Modernidade geracional; • Características da população 50
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    CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Estado, Política e Trabalho Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer o entendimento do estudante de que a Política corresponde a uma rede de interesses e de acordos estabelecidos pelos seres humanos em um processo de tomada de decisões, o que envolve valores sociais e de relações de poder. Além disso, é necessário que a prática pedagógica aborde os conteúdos, considerando que o poder é Poder, é um complexo de relações entre os sujeitos históricos nas diversas formações sociais e que o Trabalho é conceituado em sua perspectiva ontológica de transformação da natureza, como realização inerente do ser humano e como mediação no processo de produção de sua existência. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Pólis Grega A Ø Organização social nos diferentes Ø Nação, Estado e Território modos de produção: Ø A expansão comercial e marítima Ø Movimentos operários: europeia: • Escravismo, feudalismo, capitalismo, socialismo • Anarquismo Ø Acumulação Primitiva de Capital Ø Escravidão na América Colonial • Classes sociais Ø Feudalismo e suas diversas facetas: América • Socialismo utópico e científico Ø O Estado Nacional Espanhola,Brasil, Estados Unidos • Divisão social do trabalho: Ø Teoria Política Moderna: formação Ø Sistema Colonial e sua crise: trabalho material e imaterial do Estado Moderno • Colonização, formação e Ø Novos modelos de gestão do Ø Direito Natural independência dos EUA trabalho: Ø Contratualismo • Colonização, formação e • Taylorismo-fordismo e modelo independência do Brasil japonês (toyotismo) Ø Mercantilismo • Colonização, formação e • Mudanças no perfil do Ø Absolutismo independência da América trabalhador e do trabalho Espanhola Ø Democracia versus Totalitarismo: • Colonização da África • República Velha, Primeira Guerra • Colonização da Ásia Mundial, Revolução Russa Ø Imperialismo • Crise de 1929, o nazifacismo, a Era Vargas, a Segunda Guerra Mundial, a Guerra Fria e o Mundo Bipolar • A ditadura militar, redemocratização no Brasil, Constituição Cidadã de 1988 • A queda do Muro de Berlim, o Mundo Multipolar e os Blocos Econômicos • Sistema eleitoral brasileiro: Império, República Velha, Era Vargas, Redemocratização, Período militar e ordenamento jurídico pós -1988 51
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    MATEMÁTICA Multiletramentos - Cultura, sociedade, meio ambiente e ética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que a Matemática não é neutra. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem, na realidade dos estudantes, como situações problema. Essa realidade é o desafio a ser considerado pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo para uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø NOÇÕES DE MATEMATICA Ø MATRIZES Ø ANÁLISE COMBINATÓRIA: FINANCEIRA: • Aplicações com matrizes • Princípio da contagem • Razão, proporção e • Operações • Arranjos, permutações e porcentagem • Determinante de uma matriz combinações • Juros simples e compostos • Descontos Ø SISTEMAS LINEARES: Ø PROBABILIDADE: • Taxas e financiamentos • Formas lineares, • Espaço amostral e evento escalonados, equivalentes e • Probabilidades Ø SEQUÊNCIAS E PROGRESSÕES: homogêneos • Sequências • Tipos de soluções: regra de Ø NOÇÕES DE ESTATÍSTICA: • Progressões Aritméticas e Cramer, escalonamento e • Coleta de dados Progressões Geométricas outros • Variáveis • Construção de tabelas e gráficos • Distribuição de Frequência • Gráficos • Médias estatísticas: aritmética, ponderada e harmônica • Mediana, moda e desvio padrão MATEMÁTICA Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante capacidade de construir conceitos a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A ideia de “algebrizar” está relacionada à capacidade de simbolizar, de operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. É o grande início da modelagem matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo traduzir uma situação problema em linguagem matemática a partir da qual são aplicadas rotinas de cálculos e algoritmos. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto, a representação assume na Matemática o papel de construir modelos simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção do conhecimento no âmbito dos multiletramentos. Dessa forma, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes possam ter uma visão crítica e coerente ao interpretar e agir sobre os fatos. 1.º Ano 2.º Ano 3.º Ano Ø CONJUNTOS: • Revisão de conceitos fundamentais • Conjuntos numéricos • Intervalos Ø REVISÃO DE POTENCIAÇÃO Ø NÚMEROS COMPLEXOS: • Resoluções de situações • Parte imaginária e real problema Ø FUNÇÃO EXPONENCIAL • Operações com números • Equação exponencial complexos Ø FUNÇÕES: • Função exponencial • Aplicações dentro do • Definição • Inequação exponencial conjunto complexo • Gráficos de funções • Crescimento e decrescimento • Domínio e imagem dos intervalos 52
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    MATEMÁTICA Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante capacidade de construir conceitos a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. A ideia de “algebrizar” está relacionada à capacidade de simbolizar, de operar simbolicamente e de interpretar as relações simbólicas. É o grande início da modelagem matemática. A lógica algébrica permite ao indivíduo traduzir uma situação problema em linguagem matemática a partir da qual são aplicadas rotinas de cálculos e algoritmos. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto, a representação assume na Matemática o papel de construir modelos simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção do conhecimento no âmbito dos multiletramentos. Dessa forma, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, contribuindo para que os estudantes possam ter uma visão crítica e coerente ao interpretar e agir sobre os fatos. 1.º Ano 2.º Ano 3.º Ano Ø FUNÇÃO POLINOMIAL DE PRIMEIRO GRAU: • Definição Ø FUNÇÃO LOGARÍTMICA: • Gráficos • Definição de logaritmo e • Zero da função e equação de propriedades 1º grau • Equações logarítmicas • Construção de gráficos, • Definição de função logarítmica Ø POLINÔMIOS: tabelas, quadros, utilizando • Representação gráfica • Função polinomial informações sociais • Inequações logarítmicas • Valor numérico e polinômio nulo Ø FUNÇÃO POLINOMIAL DE Ø TRIGONOMETRIA: • Operações com polinômios SEGUNDO GRAU: • Razões trigonométricas: • Equações polinomiais (ou • Definição e gráficos seno, cosseno, tangente algébricas) • Zeros da função e equação dE e seus correspondentes 2º grau trigonométricos • Estudo da parábola • Relações trigonométricas • Funções trigonométricas Ø INEQUAÇÕES • Equações trigonométricas • Aplicações e operações com inequações MATEMÁTICA Multiletramentos – Ciência, Tecnologia, Informação e Criatividade Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Ou seja, o estudante, a partir desta dimensão, terá a possibilidade de ler, interpretar e analisar dados de diferentes formatos e ainda fazer julgamento e opções a partir dessa análise. Nesse sentido, é preciso compreender que o ser humano deve combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural, comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as condições humanas de criatividade. 1.º Ano 2.º Ano 3.º Ano Ø REVISÃO DE GEOMETRIA: GEOMETRIA ESPACIAL: Ø Ø GEOMETRIA ANALÍTICA: • Estudo dos polígonos • Área da superfície/ • Estudo do Ponto • Propriedades e classificação planificação, volume e • Estudo da Reta • Figuras planas secção das configurações • Estudo da Circunferência • Áreas de figuras planas associadas matemáticas: prisma, à área do retângulo pirâmide (tronco), cilindro, • Semelhança de triângulos cone (tronco) e esfera • Traçado de bissetrizes, medianas e mediatrizes com uso de régua e compasso • Triângulo retângulo • Relações métricas / Teorema de Pitágoras • Polígonos inscritos e circunscritos em uma circunferência 53
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    CIÊNCIAS DA NATUREZA Multiletramentos – Ciência, Cultura e Ética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem de uma perspectiva de que as Ciências da Natureza não são neutras. Dessa forma, é necessária a construção de diálogos éticos em prol da sustentabilidade humana no enfrentamento de questões que se apresentem na realidade dos estudantes, como situações problematizadoras. Essa realidade é o desafio a ser considerado pelo professor para fomentar uma diversidade metodológica que permita a construção, em coautoria com os estudantes, de projetos de intervenção pedagógica, a fim de transformar essas realidades, considerando os aspectos culturais, os conhecimentos não formais e suas origens. Assim, os multiletramentos são significativos para revelar e interpretar tais contextos e, consequentemente, promover a apropriação da cultura científica escolar, embasada na ética e nos direitos do cidadão, contribuindo com uma formação participativa, reflexiva e crítica dos estudantes. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Conceito de vida Ø Categorias taxionômicas e Ø código genético O nomenclatura biológica Ø Biologia como ciência Ø base da vida: os ácidos A Ø Filogenia nucleicos Ø Cidadania e o cidadão no mundo e em sua comunidade Ø IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA E Ø Biossíntese de proteínas ECONÔMICA DE VERTEBRADOS Ø CIÊNCIA QUÍMICA: A E INVERTEBRADOS: Ø Mutações gênicas: modificando • Evolução histórica • Poríferos, Cnidários as mensagens • Modelo científico • Platelmintos e nematelmintos • Importância da Ciência – • Peixes e Anfíbios Ø Morfofisiologia humana Tecnologia – Sociedade • Répteis • Avanços tecnológicos numa • Aves e mamíferos Ø Multicelularidade (tipos perspectiva sustentável • Animais peçonhentos celulares, interdependência • História e desenvolvimento de funcional e estrutural das Novos Materiais (do Egito aos Ø CLASSIFICAÇÃO DOS células) dias de hoje) ELEMENTOS QUÍMICOS: • História e evolução da Ø homeostase A Ø História e modelos explicativos classificação da origem e evolução do • Tabela Periódica Moderna Ø integração dos sistemas A universo • Relação com os subníveis fisiológicos energéticos Ø Implicações da teoria da • Estudo das propriedades Ø Distúrbios anátomo-fisiológicos Relatividade Restrita nos periódicas e aperiódicas conceitos de espaço, massa e Ø Características de ímãs tempo Ø LIGAÇÕES QUÍMICAS: • Ligações Intermoleculares Ø Evolução histórica do Ø Implicações da teoria da • Ligações Intramoleculares conhecimento sobre magnetismo Relatividade Especial para corpos submetidos à velocidade Ø Concepções científicas e Ø Experiência de Oersted da luz do senso comum acerca do conceito de calor Ø Campos magnéticos gerados por Ø Evolução histórica das correntes retilíneas, circulares e concepções de força, Ø Evolução histórica dos conceitos senoidais movimentos e suas causas de calor e temperatura Ø Linhas de força Ø Escalas termométricas (abordagem qualitativa) Ø Força magnética em cargas pontuais e em fios Ø Dilatação de sólidos e líquidos Ø Formas de propagação de calor Ø Equilíbrio térmico – Lei Zero da Termodinâmica Ø Trocas de calor 54
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    CIÊNCIAS DA NATUREZA Multiletramentos – Tecnologia, Informação e Criatividade Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem desenvolver a consciência crítica em relação ao que se ouve, lê, escreve e vê. Nesse sentido, é preciso compreender que o ser humano precisa combinar múltiplas habilidades, conhecimento multicultural, comportamentos adequados aos diferentes contextos para exercer seus direitos e deveres de cidadão crítico e consciente do presente e do futuro. Para isso, é importante que se entendam a tecnologia e a informação como recursos presentes no cotidiano do indivíduo, em constante e rápida transformação, tornando-se conhecimentos valiosos para as condições humanas de criatividade. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø lixo e reaproveitamento da O Ø Doenças viróticas e saúde Ø Biotecnologia e bioética matéria pública Ø engenharia genética: A Ø Ação antrópica sobre o Ø Sistemas de defesa – Noções de métodos, técnicas e aplicações ambiente na perspectiva da imunologia sustentabilidade Ø Bioética e teorias evolutivas Ø Doenças bacterianas e saúde Ø Agricultura sustentável pública Ø TERMOQUÍMICA: • Noções de Reações Ø Bioenergética Ø Antibióticos e mecanismos de exotérmicas e endotérmicas resistência • Lei de Hess Ø Respiração celular Ø Doenças fúngicas e saúde Ø Trabalho e energia potencial Ø Fotossíntese pública elétrica Ø Nutrição Ø Fisiologia vegetal Ø Capacitores Ø Organização e o funcionamento Ø Metabolismo e hormônios Ø Propriedades elétricas da célula vegetais dos materiais condutores, semicondutores e isolantes Ø Célula procariota e eucariota Ø Botânica paliçada Ø Potencial elétrico Ø Estruturas celulares Ø Fitoterápicos Ø Evolução do conhecimento Ø Mecanismos de transporte Ø Doenças e saúde pública dos sobre Eletrologia de Tales de celular Platelmintos e nematelmintos Mileto a Charles Du Fay Ø Citoplasma organelas Ø MODELOS ATÔMICOS: Ø Diferença de potencial elétrico • Evolução do Modelo Atômico e corrente elétrica Ø Núcleo (replicação do DNA, de Dalton a Rutherford-Bohr cromossomos e cariótipo) • Estrutura Atômica Ø Potência elétrica • Radioatividade Ø Reprodução celular: mitose e • Benefícios e riscos em uma Ø de Ohm Leis meiose perspectiva cidadã Ø Circuitos elétricos e associação Ø Gametogênese Ø Fontes de luz e fenômenos de resistores em série, paralela ópticos e mista Ø Embriologia Ø Formação de cores Ø Geradores e receptores Ø Reprodução nos seres vivos elétricos Ø Princípios da óptica geométrica Ø Tipos de reprodução Ø Utilização de medidores Ø Evolução histórica das ideias elétricos: amperímetro, Ø CINÉTICA QUÍMICA sobre fenômenos luminosos voltímetro e ohmímetro • Modelo da Teoria das Colisões • Estudo de Gráficos Ø Fontes de energia elétrica de • Transformações Gasosas corrente contínua • Equação Geral dos Gases de Clapeyron • Teoria Cinética dos Gases Ø Velocidade, aceleração, força, massa, peso Ø Impulso Ø Características de fluidos ideais (incompressibilidade, densidade e pressão) 55
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    CIÊNCIAS DA NATUREZA Multiletramentos – Lógica, Análise e Representação Os conteúdos trabalhados nesta dimensão partem da convicção de que o raciocínio lógico é capaz de romper com os processos de simples memorização de fórmulas e tabelas, pois desenvolve no estudante a capacidade de construir conceitos a partir de observações e de experiências vivenciadas dentro e fora da escola. Esse raciocínio contribui para a análise dos fatos, promove o pensamento científico e desenvolve ações de manipulação de objetos de aprendizagem, de operacionalização, de representação e de abstração. Nesse contexto, a representação assume, nas Ciências da Natureza, o papel de construir modelos simbólicos dos diversos fenômenos, contribuindo para a percepção da ciência no âmbito dos multiletramentos. Além disso, a lógica, a análise e a representação devem atuar em conjunto, pois a natureza não age biológica, física e quimicamente de maneira isolada, o que exige uma visão interdisciplinar das ciências. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø Fluxo de matéria e energia Ø Características gerais e ciclo de Ø trabalho de Mendel e a O Ø Cadeias alimentares reprodução dos Vírus hereditariedade Ø Teias alimentares Ø Características gerais, reprodução, Ø Conceitos básicos de genética Ø Pirâmides ecológicas nutrição e respiração das Bactérias Ø de Mendel Leis Ø Ciclos biogeoquímicos Ø Características gerais e Ø Probabilidade e combinação Ø Níveis de organização dos seres classificação dos Protoctistas Ø Estudo de heredogramas vivos Ø Principais protoctistas parasitas Ø Interação gênica Ø Teoria celular humanos Ø Pleiotropia Ø Composição química da célula Ø Flagelados – Doença de Chagas Ø Biomoléculas Ø Leishmaniose, giardíase e Ø SOLUBILIDADE DOS Ø Metabolismo energético tricomoníase MATERIAIS: Ø Anabolismo e catabolismo Ø Sarcodinos • Composição e Classificação Ø Esporozoários • Concentrações Ø CONSTRUÇÃO DA MATÉRIA: A Ø Ciliados e algas • Diluições • Aplicações biotecnológicas Ø Importância das Algas – • Impacto dos poluentes • Características dos Materiais classificação e ciclos reprodutivos • Implicações sociais no • Classificação e Propriedades Ø Características gerais dos Fungos tratamento dos resíduos Gerais da Matéria Ø Classificação dos Fungos químicos • Métodos de Separação de Ø Importância econômica Misturas Ø Relações ecológicas – liquens e Ø EQUILÍBRIO QUÍMICO: micorrizas • Estado de Equilíbrio Ø UMA ABORDAGEM • Caráter dinâmico das QUANTITATIVA DA MATÉRIA: Ø ESTRUTURA DAS SUBSTÂNCIAS: interações químicas • Leis Ponderais • Geometria Molecular • Fatores que afetam o • Estudo do Modelo Científico de (abordagem qualitativa) Equilíbrio Dalton e representações • Polaridade • pH e pOH • Reações Químicas (abordagem qualitativa) Ø Potência térmica e balanço Ø ELETROQUÍMICA: • Balanceamento por tentativas energético • Aspectos Energéticos das • Grandezas Químicas (massa Ø Diagramas de fase Reações Químicas molar, Mol, número de Ø Gases ideais e transformações • Oxidação-Redução Avogadro) gasosas • Pilhas e baterias • Notações científicas Ø Primeira e Segunda Leis da • Cálculos Proporcionais da Termodinâmica Ø Processos de eletrização Química Ø Máquinas térmicas Ø Lei de Coulomb • Estequiometria Ø Aplicações tecnológicas – motores Ø Campo elétrico vetorial e e matrizes energéticas numa linhas de força Ø Sistema Internacional de perspectiva sustentável Ø Fluxo elétrico e Lei de Gauss Unidades Ø Enunciados de Kelvin e Clausius Ø Conceitos de referencial, posição, Ø Período, comprimento, frequência, deslocamento, diferenciando amplitude e velocidade de ondas grandezas escalares e vetoriais mecânicas Ø Momento linear, torque e Ø Fenômenos ondulatórios: reflexão, momento angular refração, difração, ressonância e Ø Colisões mecânicas (elásticas e interferência inelásticas) Ø Qualidades do som: frequência, Ø Equilíbrio estático de partículas e intensidade e timbre de corpos extensos Ø Audição humana e problemas Ø de Kepler Leis causados por poluição sonora Ø Princípios de Stevin e Pascal Ø Intensidade sonora e legislação a Ø Teorema do Empuxo respeito Ø Princípio de Bernoulli Ø Características dos fenômenos sonoros produzidos em instrumentos musicais Ø Qualidades fisiológicas do som e o Efeito Doppler 56
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    CIÊNCIAS DA NATUREZA Multiletramentos – Natureza, Transformação e Sociedade Os conteúdos relativos a esta dimensão pretendem que o estudante seja considerado o centro dos processos de ensino e de aprendizagem e de seu papel transformador na dinâmica da natureza e da sociedade. Nesse contexto, a natureza, o ser humano e a sociedade devem ser considerados de forma sustentável, por serem interdependentes. Além disso, esses três elementos vivem em constante transformação e, desse modo, é preciso que o trabalho pedagógico docente propicie que o estudante construa uma visão crítica sobre os processos de interação entre natureza, ser humano e sociedade. Nessa perspectiva, ações pedagógicas multiletradas contribuem para desvelar a ideologia erigida nas diversas representações do que se considera “sustentabilidade”. 1.º Ano 2.º Ano 3.º Ano Ø Conceitos básicos de Ø Criptógamas, Briófitas e Pteridófitas Ø Teorias evolucionistas em uma Ecologia Ø Características gerais perspectiva laica Ø Ecossistemas terrestres e Ø Anatomia Ø Mito racial aquáticos Ø Reprodução Ø Evidências da evolução Ø Biogeografia brasileira Ø Importância ecológica e econômica Ø Mecanismos da evolução Ø biodiversidade brasileira A (etnobotânica) Ø Genética das populações Ø Dinâmica das populações e Ø Espermatófitas, Gimnospermas e Ø conquista do ambiente A das comunidades angiospermas terrestre por animais e plantas Ø Indivíduos e populações Ø Características gerais Ø Evolução do ser humano Ø Fatores determinantes da Ø Anatomia fisiológica Ø Fatores evolutivos densidade populacional Ø Reprodução Ø Mutação Ø Flutuações e oscilações de Ø Importância ecológica e econômica Ø Seleção natural uma população (etnobotânica) Ø Deriva genética Ø Relações ecológicas: Ø Animais Invertebrados Ø Equilíbrio gênico das importância para o ser Ø Características gerais dos Poríferos, populações humano e para a natureza Cnidários, dos Platelmintos e Ø evolução dos grandes A Ø população humana A Nematelmintos, dos Moluscos, grupos biológicos Ø Sucessão ecológica e Anelídeos, Artrópodes e Equinodermas Ø Eras geológicas comunidade clímax Ø Reprodução dos Invertebrados Ø Ambiente e saúde Ø Animais Vertebrados Ø QUÍMICA DOS COMPOSTOS Ø Adaptações do ser humano Ø Características gerais dos animais ORGÂNICOS: ao meio ambiente vertebrados, peixes e anfíbios, répteis, • Importância Biológica e Ø Saúde como direito aves e mamíferos Industrial na perspectiva da Ø Desequilíbrios da saúde Ø Reprodução dos vertebrados, peixes e sustentabilidade humana Ø Drogas (conhecimento e anfíbios, répteis, aves e mamíferos • Características, Classificação prevenção) e Nomenclatura (principais Ø Sexo, sexualidade e gêneros Ø FUNÇÕES INORGÂNICAS: funções orgânicas) Ø DSTs e AIDS • Óxidos • Isomeria dos compostos Ø Transformações dos • Bases orgânicos Materiais • Ácidos • As Principais reações Ø Métodos de Separação de • Reações de Neutralização orgânicas: hidrogenação, Misturas • Sais oxidação branda, Ø Aplicações biotecnológicas saponificação, esterificação Ø Teorias sobre movimento Ø RECURSOS ENERGÉTICOS: dos corpos celestes • Uso Racional da Energia na Ø Estrutura e funcionamento de (geocentrismo, perspectiva da sustentabilidade motores elétricos e matrizes heliocentrismo, concepções humana energéticas numa perspectiva étnicas e modernas) • Seleção de Combustíveis de fontes sustentável Ø da Gravitação Universal Lei mineral, fóssil e renovável Ø Evolução histórica do • Reações de Combustão e Poluição conhecimento da indução Ambiental eletromagnética • Estudo do Carbono e suas Ø de Lenz e Lei de Faraday Lei Propriedades Ø Geradores de energia elétrica • Estudo dos Hidrocarbonetos (cadeias Ø Natureza e tipos de radiações normais, ramificada e aromática) eletromagnéticas e seus • Nomenclatura dos Hidrocarbonetos efeitos Ø Fenômenos eletromagnéticos Ø como fenômeno eletromagnético Luz nos sistemas de Ø Fenômenos luminosos: reflexão, telecomunicação refração, dispersão Ø Física Nuclear e suas Ø da reflexão Leis aplicações Ø Espelhos planos e esféricos Ø Radiação de corpo negro Ø da refração Leis Ø Estrutura da matéria – efeito Ø Fenômenos ópticos em lentes esféricas, fotoelétrico dióptros planos, prismas ópticos e instrumentos ópticos Ø Visão humana e correção visual 57
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    Orientações para aabordagem da Língua Estrangeira Moderna - LEM LINGUAGENS – LEM Multiletramentos, Texto, Criatividade e Movimento Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais e culturais marcadas pelas diversas linguagens, mídias e tecnologias que constroem a dinâmica da contemporaneidade. Nesse sentido, é preciso considerar o papel que os gêneros textuais escritos, orais, visuais e multimodais desempenham nas esferas da vida cotidiana e dos contextos de uso artísticos, musicais, literários, jornalísticos, publicitários, institucionais, esportivos e de entretenimento. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem submeter-se à convicção de que o movimento não se restringe ao corpo físico, mas que se expande para a relação entre ele, a natureza e a cultura, de modo dialético e recursivo, em articulação com as condições humanas de criatividade, inventividade e capacidade de gerar o novo. 1ª série 2ª série 3ª série Ø Escrever expressões e frases Ø capaz de escrever uma série de Ser Ø compreender e escrever textos Ler, simples expressões e de frases ligadas por em diferentes gêneros relacionados conectores como ‘e’, ‘mas’ e ‘porque’ ao nível do estudante Ø Entender palavras, expressões usuais e Ø Compreender o vocabulário e as Ø textos objetivos simples acerca Ler familiares e frases simples na expressões mais frequentes do dia a dia, de assuntos relacionados com sua LEM estudada seja de forma escrita ou verbal, utilizando área de interesse, com um grau uma série de frases e expressões para satisfatório de compreensão Ø e escrever e-mails, Ler descrever em termos simples pessoas e cartões postais, cartas, lugares, condições de vida, formação e Ø Escrever expressões e frases recados e responder atividade profissional atual ou passada simples questionários de caráter profissional e pessoal Ø Compreender de forma global Ø Entender palavras, expressões propagandas e pequenos vídeos usuais e familiares e frases simples Ø e compreender textos Ler na LEM estudada em diversos gêneros Ø e compreender textos em diversos Ler adaptados ao nível do gêneros relacionados ao nível do Ø Escrever textos coesos e simples estudante estudante acerca de um leque de temas que lhe são familiares, relativos a seus Ø Entender textos muito Ø e escrever textos curtos e simples, Ler interesses, ligando uma série de curtos e muito simples, tais como: e-mails, recados, cartões elementos pequenos e discretos uma expressão de cada vez, postais, descrevendo lugares, cartas em diversos contextos retirando nomes familiares, pessoais de convite e de agradecimento, palavras e expressões relatos de acontecimentos passados Ø Entender textos simples e curtos básicas e relendo-as se e responder questionários de caráter acerca de assuntos que lhe são necessário profissional e pessoal familiares de um tipo concreto, compostos numa linguagem Ø Entender textos simples e curtos que muito frequente, quotidiana ou contenham vocabulário muito frequente relacionada com o trabalho LINGUAGENS – LEM Multiletramentos, Literatura, Sensibilidade e Apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série  Compreender expressões e  Compreender expressões e  Compreender as questões palavras-chave relacionadas com palavras-chave relacionadas com principais de um discurso claro, áreas de prioridade imediata áreas de prioridade imediata em língua padrão, sobre assuntos (p. ex. informações básicas (p. ex. informações básicas que lhe são familiares, ocorrendo sobre si mesmo, a família, as sobre si mesmo, a família, as com regularidade no trabalho, compras, o meio circundante, o compras, o meio circundante, o na escola, nos tempos livres etc., emprego), desde que o discurso emprego), desde que o discurso incluindo narrativas curtas seja articulado de forma clara e seja articulado de forma clara e pausada pausada  Contar estórias e experiências pessoais por meio de narrativas  Ler textos em verso e prosa  Ler textos em verso e prosa curtas e compreender metáforas e compreender metáforas relacionadas com a cultura da relacionadas com a cultura da língua e do texto original língua e do texto original 58
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    LINGUAGENS – LEM Multiletramentos, Literatura, Sensibilidade e Apreciação estética Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. 1ª série 2ª série 3ª série  Compreender ditados populares  Compreender ditados populares  Apresentar esquetes e pequenas e provérbios próprios da língua e provérbios próprios da língua peças previamente ensaiados com estudada estudada colegas e professores na língua estudada  Apresentar esquetes previamente  Apresentar esquetes previamente ensaiados com colegas e ensaiados com colegas e professores na língua estudada professores na língua estudada LINGUAGENS – LEM Multiletramentos, Oralidade, Interação e Corporeidade Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer as práticas sociais, de cunho notadamente artístico e estético, desempenhadas pela humanidade ao longo dos tempos e na contemporaneidade. Assim, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências artísticas construídas e vivenciadas por meio das atividades de linguagem, da leitura, da interpretação, da simbologia, da apreciação, da presença corporal e do prazer estético. Além disso, é necessário que os conteúdos desta dimensão recuperem as representações artísticas canônicas universais, as contribuições de origem africana e indígena, mas que também favoreçam a fruição estética das manifestações culturais populares e daquelas próprias dos contextos locais. Diálogos, role play, performance teatral, música. 1ª série 2ª série 3ª série  Produzir expressões simples e  Fazer uma descrição simples ou  Manter razoavelmente bem e com isoladas sobre pessoas e lugares uma apresentação de uma pessoa, fluência uma descrição direta de das condições de vida ou de um dos muitos assuntos de seu trabalho, das atividades diárias, interesse, apresentando-o como  Fazer uma descrição simples ou daquilo que gosta ou não etc., uma sucessão linear de questões uma apresentação de uma pessoa, numa série curta de expressões e das condições de vida ou de de frases ligadas como numa lista trabalho, das atividades diárias,  Contar a estória de um livro e dar daquilo que gosta ou não etc., seu ponto de vista sobre o assunto numa série curta de expressões e  Contar a estória de um livro e dar de frases ligadas como numa lista seu ponto de vista sobre o assunto  Fazer o resumo de um livro ou de uma estória 59
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    LINGUAGENS – LEM Multiletramentos, Gramática, Reflexão e Análise Crítica Os conteúdos trabalhados nesta dimensão devem favorecer a reflexão em torno do papel que as diversas linguagens exercem quando realizamos práticas sociais de natureza textual, discursiva, artística e desportiva. Nesse sentido, o trabalho pedagógico deve propiciar ao estudante experiências de reflexão sobre a construção de sentidos nos textos (por meio de recursos gramaticais, léxicos, pragmáticos, de imagens etc.); e de reflexão sobre o caráter heterogêneo das línguas. Além disso, os conteúdos desta dimensão devem contribuir para o desenvolvimento da capacidade do estudante em realizar avaliação crítica de si, do outro e do mundo. Uso formal e informal da língua, contexto oral. 1ª série 2ª série 3ª série  Seguir um discurso  Seguir um discurso muito pausado  Compreender discursos muito pausado e e muito cuidadosamente articulado, progressivamente mais longos, muito cuidadosamente com pausas longas que lhe permitam seguindo uma argumentação complexa articulado, com pausas assimilar os significados de assuntos do cotidiano extraídos de longas que lhe permitam sites, jornais, revistas, seriados de TV, assimilar os significados  Comunicar-se de forma clara e vídeos e de filmes originais na LEM coerente, mas ainda de forma simples, estudada  Comunicar-se de forma respondendo e fazendo perguntas, simples, respondendo utilizando vocabulário e tempos verbais  Compreender informações factuais e fazendo perguntas, específicos e adequados a cada tópico simples sobre tópicos comuns do dia utilizando expressões a dia ou relacionados com o trabalho usuais e familiares para  Compreender o suficiente para ir ao e identificar mensagens gerais ou se apresentar, apresentar encontro de necessidades de tipo pormenores específicos, desde que alguém, descrever lugares concreto, desde que o discurso seja o discurso seja claramente articulado e pessoas articulado de forma clara e pausada com uma pronúncia geralmente familiar  Manter um diálogo com colegas e professores  Comunicar-se de forma clara e respondendo coerente, com certa espontaneidade, adequadamente em dado em assuntos corriqueiros como família, contexto trabalho, lazer e outros, argumentando e questionando conceitos e suposições  Participar ativamente de uma conversa em situações cotidianas, argumentando e expressando opinião pessoal Orientações para a abordagem do Ensino Religioso O fenômeno religioso, em suas diversas manifestações, é garantia da pertinência do ensino religioso para o processo educativo. Este é o fator que deve definir a existência do ensino religioso como disciplina constante dos horários normais das escolas públicas. O fenômeno religioso se apresenta principalmente, a partir de respostas possíveis ao dilema humano do pós-morte, que, entre outras, apresenta as seguintes respostas: ressurreição, reencarnação, ancestralidade e o nada (PCNER, 1997). Sobre essas visões a humanidade construiu possibilidades múltiplas de compreensão de sua existência, no campo religioso. A negativa dessa realidade é um desrespeito ao indivíduo, dotado de liberdade de opção de manifestação religiosa e cultural. A aceitação pode permitir a descoberta de caminhos importantes para a construção de conhecimento no contexto escolar. O ensino religioso, segundo a legislação em vigor, é parte da educação como elemento integrante do currículo escolar. Está sujeito às situações vivenciadas na escola, suas limitações e possibilidades. Educação está ligada ao ato de construir e reconstruir conhecimentos. Para isso, o educando deve ser sujeito ativo em seu processo educativo, para compreender e apropriar-se de forma critica e criativa do 60
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    mundo que orodeia. A diversidade de manifestações religiosas que se fazem Anotações presentes em uma sociedade pluralista não permite que haja uma definição da escola por uma determinada religião ou denominação religiosa. Evidentemente, os conteúdos educacionais contarão com conhecimentos construídos pela humanidade a partir e sobre o fenômeno religioso, expressos nas diversas denominações religiosas e culturais. Isto poderá favorecer a construção de novos conhecimentos pelo educando. Portanto, a relevância do ensino religioso se dará à medida que o mesmo possa contribuir para as transformações necessárias as relações humanas e sociais. Desta forma, o currículo do Ensino Religioso assenta-se nos seguintes eixos integradores que têm como função relacionar os conteúdos em uma teia integral e integradora: Alteridade, Diversidade e Simbolismo Religioso,. O eixo Alteridade desenvolve-se a partir do conceito de ethos, em uma perspectiva familiar, comunitária e social. O eixo Diversidade desenvolve-se a partir dos conceitos Religiosidade, Identidade, Cultura e Tradição. E o eixo Simbolismo Religioso, a partir dos conceitos de Rito, Mito, Sagrado e Transcendente. ideia da alteridade aqui posta está intrinsecamente A ligada à de justiça. Isto se faz por meio da percepção do próprio eu, do próprio rosto e, a partir disso, a aceitação da existência do outro. Nesse sentido, a justiça é vista a partir da ideia da ‘ética da alteridade’, como uma forma de se abrir o espírito para se compreender a realidade, que é algo externo a mim, diferente de mim (OLIVEIRA; PAIVA, 2010, p. 143). Por fim, pensa-se em uma abordagem ao ethos possível, sendo aquele que tem a ver com os anseios da realidade histórica, de nossa herança sociocultural sem, contudo, ter a pretensão de se apresentar como totalmente certo ou de cessar o debate sobre o modo de se pensar esse ethos como contestável, sempre disposto a críticas e numa perspectiva de provisoriedade. m relação ao eixo Diversidade, teóricos como Emanuel E Levinas, 1988; Christian Descamps (1991) e Stuart Hall, 1998 e 61
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    2003 discorrem sobrea importância do outro na construção de nossa própria identidade. Sendo o outro diferente de mim, tenho que ser capaz de viver e aceitar o diverso, a singularidade de quem vive e convive comigo. É nessa perspectiva que se pretende trabalhar a diversidade da religiosidade brasileira. Descamps afirma que a relação com “o outro é a base de uma co-presença ética” (p. 85), portanto, a convivência com o diferente, com o próximo é a base da ética. Há que se considerar, dessa forma, as mais diversas manifestações religiosas presentes no Brasil, dando- lhes o mesmo grau de importância. Os símbolos exercem grande influência sobre a vida social, principalmente porque, por meio deles, torna-se possível concretizar realidades abstratas, morais e mentais da sociedade. Assim, o simbolismo religioso tem a capacidade de ligar os seres humanos ao sobrenatural. Esse simbolismo se alimenta do contexto social, que acaba por distinguir os puros dos impuros, os fiéis dos não fiéis, os lugares sagrados dos profanos etc . É esse simbolismo que, em muitos casos, constrói hierarquias, seja pelo vestuário, pelo sacramento, pelas oferendas ou pelos próprios ritos (ROCHER, 1989). Sendo a religião dotada de vários símbolos, é possível inferir que os diversos atores sociais são ligados entre si, por ela e por diversos meios de comunicação; servem ainda para ligar valores e expressões mais concretas. Portanto, os símbolos criam e recriam a participação coletiva dos grupos sociais, tornando visíveis as crenças sociais. 62
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    CIÊNCIAS HUMANAS Multiletramentos – Indivíduos, Identidades, Diversidades e Culturas A identidade do indivíduo pode ser compreendida na dialógica de sua unidade e das diversidades, como dimensões inerentes, antagônicas e complementares da espécie humana. Para facilitar a constituição de identidades capazes de suportar a inquietação e acolher e conviver com as diferenças, é importante uma educação escolar que reconheça e respeite as pluralidades. Assim, a escola como fonte e base de construção e afirmação de identidades em um mundo planetário (EDGAR MORIN) e plural, deve buscar combater todas as formas de preconceito e discriminação. Para tanto, é necessário educar sob a inspiração da ética, que se traduz na busca de condições para que as identidades se constituam pelo reconhecimento do direito à igualdade, tendo como ponto de partida os direitos humanos. 1º Ano 2º Ano 3º Ano Ø ALTERIDADE: Ø ALTERIDADE: Ø ALTERIDADE: • As mídias e suas influências • Pluralidade de concepções • O ser humano e o fenômeno no comportamento humano – sobre vida e morte, ao longo religioso: relações entre cultura do jornal à internet da história humana e opções pessoais • Ações voluntárias para • Violência e marginalidade • Política, estado e religião além dos espaços religiosos na percepção de diferentes • As mídias e suas influências – voluntariado, reflexão e manifestações culturais e no comportamento humano – prática religiosas internet e novas tecnologias • Valores como solidariedade, • Fundamentalismo como • Ações voluntárias para além cooperação e fraternidade na postura sectária que diverge da dos espaços religiosos vida das comunidades postura ética • Valores como solidariedade, como • Desenvolvimento integral cooperação e fraternidade solidariedade, através da cultura da paz cooperação e fraternidade na • Relações humanas e Ø DIVERSIDADE: vida das comunidades construção da paz • Religião, sociedade e • Relações humanas e • As mídias e suas influências no civilização: tradições de construção da paz comportamento humano matriz ocidental, tradições de • Ações voluntárias e a matriz africana, tradições de Ø DIVERSIDADE: espiritualidade contemporânea matriz oriental, tradições de • Identidade religiosa, como • Valores como solidariedade, matriz aborígene e indígena agente transformador cooperação e fraternidade e tradições agnósticas, ateias, e promotor da paz na entre outras comunidade social e na de fé Ø DIVERSIDADE: • A presença religiosa nas • O fenômeno religioso frente • As verdades consideradas relações internacionais a diversidades de gêneros, sagradas e a vontade do afetivas e culturais, superando Transcendente, a partir do Ø SIMBOLISMO RELIGIOSO: os preconceitos fenômeno religioso • Narrativas presentes nas • A construção da verdade dos diferentes manifestações • O ateísmo, agnosticismo discursos religiosos presentes religiosas e outras manifestações na cultura brasileira • Sincretismo religioso no filosóficas • A autoridade do discurso Brasil religioso e a formação das • Novos movimentos Ø SIMBOLISMO RELIGIOSO: relações culturais e sociais religiosos presentes na • O Transcendente nas matrizes contemporaneidade culturais e SIMBOLISMO RELIGIOSO: Ø • Diálogo ecumênico e inter- religiosas brasileiras: • Danças presentes nas religioso ocidental, oriental, africana, diferentes manifestações indígena, entre outras. religiosas • Ritos e Mitos religiosos: • Diversidade de manifestações conceitos e intencionalidades religiosas – origem semita a partir das matrizes culturais (cristianismo, judaísmo e brasileiras islamismo), origem oriental • Cantos, presentes nas (hinduísmo, xintoísmo, diferentes manifestações budismo, taoísmo), religiões de religiosas matriz africana e religiões de matriz ameríndia 63
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    Considerações Finais Diante das sínteses temáticas das plenárias e dos índices de desempenho do Ensino Médio que demonstraram a urgência de mudanças e o anseio por uma nova cara para o ensino médio, canalizamos nesta proposta os debates realizados por professores, gestores e comunidade, com o intuito de suscitar uma reflexão e provocar o espírito da ousadia na construção de um caminho que garanta eficácia para nossa educação. Faz-se necessário adequar o currículo, os tempos, os espaços, a avaliação, as estratégias metodológicas, os recursos humanos a este novo tempo em que os jovens já estão vivendo, e que nós, instituição, ainda permanecemos presos à estruturas do passado. Precisamos urgentemente repensar a identidade do Ensino Médio e as plenárias apontaram alguns caminhos. Vivemos num mundo plural, mas nossa formação foi singularizada, compartimentada, assim como nossa instituição, a escola, que continua com dificuldades para implementar uma prática pedagógica onde esteja incorporada a diversidade, apesar de conter em seu interior seres plurais. É comum da prática docente atual, influenciada pelo mundo pragmático, consumista e coisificante, ter como idealização do fazer pedagógico seres uniformes, prontos e acabados. Entretanto, a natureza teima em ser mutante; o social e o cultural resistem em ser histórico- dialéticos. E é com esta certeza que se busca construir um currículo que continue fazendo essa abordagem crítica e social, abarcando as novas urgências do pluralismo contemporâneo. É necessário ainda considerar como fator basilar para a construção de um novo currículo o tripé ensino, pesquisa e extensão, que abarca meios para a produção sistêmica, constante e inovadora do conhecimento. É contraditório pensar que a metodologia imediatista de repasse de informações atenderia às necessidades contemporâneas dos campos do saber. Para atender aos professores que almejam uma formação continuada, mas que se encontram inertes por motivos diversos, é importante criar elementos geradores para a reflexão, encarados quase como uma provocação. Não se quer aqui promover “uma revolução ideológica”, mas trazer à tona que este é um dos problemas, dos muitos, a serem enfrentados para uma eficaz mudança comportamental de aceitação de quebra de paradigmas que, ao mesmo tempo, é um dos combustíveis para quem “se faz” educador. Problema – investigação – transformação em uma via de mão dupla dinâmica e constante. Deste modo, uma mudança de fato significativa do Ensino Médio passa necessariamente pelo debate acerca da reorganização curricular (tempos) e da ressignificação do espaço de aprendizagem, o que demanda um olhar diferente sobre o desenvolvimento do estudante e a compreensão de que a relação de ensino-aprendizagem é permanente, multilateral, inter e transdisciplinar, e não se limita ao espaço geográfico do edifício, valendo-se da vivência efetiva 64
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    que se constróino seio da comunidade, alargando os horizontes do universo pedagógico. A proposta da semestralidade, isto é, a Anotações organização curricular em blocos semestrais de disciplinas que se alternam ao longo do ano letivo, apresenta-se como uma possibilidade poderosa para flexibilizar o processo pedagógico, favorecer a utilização de metodologias voltadas para a implementação de projetos interdisciplinares e, sobretudo, estimular a ressignificação da coordenação pedagógica e do trabalho coletivo. Trata-se da formação integral do sujeito e, nessa perspectiva, os multiletramentos se afirmam como uma concepção que se adapta à contemporaneidade. As quinze dimensões a partir das quais se propõe abordar os conteúdos das quatro áreas do conhecimento formatam um currículo que contempla o desenvolvimento das aprendizagens dos estudantes, incorporando sua formação às múltiplas linguagens, culturas, produções científicas e tecnológicas. Saberes necessários para a compreensão e intervenção na realidade. Assim, uma formação que busque a integralidade do estudante deve associar educação e trabalho que, neste contexto, constituem eixos indissociáveis compreendendo o mundo do trabalho como forma de interação social do indivíduo e como modo de articulação entre o saber organizado em termos científicos e as relações produtivas do homem na comunidade, possibilitando a intervenção em seu meio. Portanto, o fazer discente no processo de ensino-aprendizagem não é uma preparação intermediária para o mercado, é ele mesmo o próprio trabalho, a materialização da ação transformadora. É salutar entender que se pretende, a partir dessa construção, fomentar um sistema de ensino sob a concepção humanista e integral que atenda à diversidade, promova e aprimore habilidades para o desenvolvimento igualitário e que, ao mesmo tempo, tenha a responsabilidade de promover o êxito no ambiente escolar, não apenas através de indicadores isolados, mas oportunizando variáveis que possibilitem uma inserção real e digna 65
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    na sociedade global. No desejo de efetivar a construção de um currículo perpassado pela concepção da diversidade, da cidadania, da sustentabilidade e da aprendizagem, relembramos as palavras de Milton Santos (2000) quando diz que “não existem cidadãos num mundo apartado. Não se é cidadão em um espaço onde todos não o são. São consumidores os que expressam direitos e deveres no âmbito do mercado e não no âmbito do espaço público, onde a política é realizada e o poder, distribuído. Portanto, este é um mundo de alguns consumidores e poucos, pouquíssimos cidadãos. É preciso construir a cidadania”. É com essa proposta curricular que se pretende construir uma nova escola de Ensino Médio que dê conta de todas essas nuances da sociedade contemporânea, instituinte desses novos e distintos mundos da juventude, reforçando a necessidade da oferta de diferentes possibilidades do Ensino Médio regular, diurno, com diversificados projetos curriculares; a revitalização e ampliação do Ensino Médio regular noturno, acompanhado da necessária adequação curricular e da reorganização do trabalho pedagógico; e a importante articulação do Ensino Médio Integrado à Educação Profissional. 66
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    Referências ALTHUSSER, L. Aparelhosideológicos de estado: nota sobre os aparelhos ideológicos de estado (AIE). Trad. de Walter José Evangelista e Maria Laura Viveiros de Castro. Rio de Janeiro: Editora Graaal, 1983. BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei 9.394, de 20 de dezembro de 1996. BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Básica, Resolução CNE/CEB n. 04, de julho de 2010. BRASIL. Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Parecer CNE/CEB n. 02, 31 de janeiro de 2012. BRASIL. Ministério da Educação. Documento Orientador do Programa Ensino Médio Inovador. SEB/COEM, novembro de 2013 ??? CERVETTI, G.; PARDALES, M. J.; DAMICO, J.S. A tale of differences: comparing the traditions, perspectives, and educational goals of critical reading and critical literacy. Reading online, v. 4, n. 9. Disponível em: <http://readingonline.org/articles/cervetti/ index.html> Acesso em: 15/7/2011. DISTRITO FEDERAL. Currículo da Educação Básica do Distrito Federal – Versão Experimental, 2009. FREITAS, L. C. Crítica da organização do trabalho pedagógico e da didática. 7ª edição, Campinas, SP: Papirus, 2005. GENTILI P. & ALENCAR, C. Educar na esperança em tempos de desencanto. 3ª edição, Petrópolis, RJ: Vozes, 2003. HALL, S. A centralidade da cultura: notas sobre as revoluções culturais do nosso tempo. In: Media and Cultural Regulation: Open University, 1997. Local?Editora? KLEIMAN, A. B. (org.). Os significados do letramento - Uma nova perspectiva sobre a prática social da escrita. Campinas, Mercado de Letras, 1995. LIBÂNEO, J. C. Democratização da escola pública: a pedagogia crítico-social dos conteúdos. São Paulo: Loyola, 2006. 67
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