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atos dos apóstolos
Vivendo o sonho de Deus para a sua Igreja
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s grandes temas de Atos surgem nos primeiros dois capítulos:
1. A visão evangelística e missionaria, que deve começar para cada um de nós em nossa “Jerusalém” e ir
transbordando para “Judeia” e “Samaria”, até ganhar expressão nos confins da terra (1.8);
2. O poder do Espírito Santo manifesto deform a visível, especialmente nos sonhos, nas visões e nas pala­
vras proféticas que devem caracterizar todos os filhos de Deus (At 1.8; 2.17-18);
3. A descrição gloriosa da Igreja Primitiva em seu pleno primeiro amor (At 2.42-47).
Os três são interdependentes. Nenhum se mantém bem sem os outros. Quando a energia e a visão evan­
gelística decaem, a saúde da igreja fatalmente decairá. De forma parecida, quando o poder do Espírito não flui,
a saúde da igreja logo não fluirá. Equando a igreja não se expressa de forma saudável, como na Igreja Primitiva,
o pique evangelístico e o poder do Espírito Santo desvanecem.
O verdadeiro discípulo de Jesus tem fome e sede nas três áreas, crescendo em competência e paixão em
todas elas. Em primeiro lugar, seu coração arde e se quebranta como o coração de Jesus para com as pessoas
necessitadas (Lc 4.18-19), aflitas e exaustas, tais quais ovelhas sem pastor (Mt 9.36-38). Ele se entrega de for­
ma sacrificial para alcançar pessoas para Jesus (Lc 15; cf. Intro. Jo).
O verdadeiro discípulo é também um sonhador, visionário, cheio do Espírito e ungido por ele. Vive ouvindo seu
Pai e faz disso seu estilo de vida (cf. med. Jo 5.19-20,30). Encontros divinos e padrões divinos caracterizam sua vida.
Finalmente, o discípulo autêntico é apaixonado pela igreja dele. Sonha com ela e tem uma visão clara a
respeito dela que o energiza. O texto de At 2.42-47 é uma de suas passagens prediletas. Ele cresce em sua ha­
bilidade de entender essa descrição e explicá-la a outras pessoas. E, ainda mais importante do que isso: ele
cresce em sua vivência e graça em ilustrar os princípios de uma vida dedicada à Palavra, à oração, à comunhão,
à simplicidade e ao evangelismo (cf. os cinco módulos no curso de discipulado que trazem oito estudos sobre
cada um destes temas).
Te x t o -chave
E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações....
Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At 2.42-47)
Esta passagem descreve uma igreja gloriosa, saudável, sem mácula, ruga ou defeito (Ef 5.27). Ela tem
dezesseis características: (1) é dedicada à Palavra (kerygma); (2) exerce a comunhão (koinonia); (3) dá
importância à ceia do Senhor; (4) fundamenta-se na oração (ouvindo Deus); (5) tem temor a Deus; (6) opera
manifestações sobrenaturais (1Co 12.7-10); (7) valoriza a unidade e a comunidade; (8) cuida plenamente
dos necessitados; (9) faz grandes celebrações; (10) tem grupos pequenos ou igrejas caseiras; (11) a igreja
come junta; (12) tem alegria; (13) possui um coração simples e uma vida simples; (14) foca o louvor a Deus;
(15) é bênção para os de fora da igreja; e (16) trata o evangelismo como um estilo de vida, que leva ao cres­
cimento natural e sólido.
Um excelente exercício seria dar uma nota de 0 a 10 à sua igreja em cada uma dessas áreas, para depois
orar sobre os aspectos nos quais o Espírito Santo gostaria de se aprofundar em sua vida e em sua igreja.
Estas características são o DNA de cada discípulo de Jesus, porque são o DNA dele. Elas se ex­
pressam especialmente nos lares e nos grupos pequenos ou células porque têm muito a ver com relaciona­
mentos comprometidos e saudáveis. Devemos orar e nos esforçar em favor deste grande sonho, não sendo
críticos nem céticos quanto à Igreja. Que Deus nos dê a graça de viver de forma autêntica e coletiva para
ele, já que individualmente dificilmente conseguiremos fazê-lo.
195 Atos 1
A prom essa do Espírito Santo
Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo,0 relatando
todas as coisas que Jesus começou a fazer e a
ensinar 2até o dia em que, depois de haver dado man­
damentos por meio do Espírito Santo aos apóstolos
que tinha escolhido, foi elevado às alturas. 3A estes
também, depois de ter padecido, se apresentou vivo,
com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes
durante quarenta dias e falando das coisas relacio­
nadas com o Reino de Deus. 4E, comendo com ele s/
determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusa­
lém, mas que esperassem a promessa do P ai/ a qual,
disse ele, vocês ouviram de mim. 5Porque João, na
verdade, batizou com1água,d mas vocês serão batiza­
dos com1o Espírito Santo, dentro de poucos dias.
A ascensão de Jesus
6Então os que estavam reunidos com Jesus lhe
perguntaram:
— Será este o tempo em que o Senhor irá restau­
rar o reino a Israel?"
7Jesus respondeu:
— Não cabe a vocês conhecer tempos ou épocas que
o Pai fixou pela sua própria autoridade/8Mas vocês re­
ceberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e
serão minhas testemunhas5 tanto em Jerusalém como
em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra.
9Depois de ter dito isso, Jesus foi elevado às alturas,
à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos/
10E, estando eles com os olhos fixos no céu, enquanto
Jesus subia, eis que dois homens vestidos de branco se
puseram ao lado deles 11e lhes disseram:
— Homens da Galileia, por que vocês estão
olhando para as alturas? Esse Jesus que foi levado do
meio de vocês para o céu virá do modo como vocês o
viram subir.'
A escolha de M atias
12Então os apóstolos voltaram do monte das Olivei­
ras para Jerusalém. A distância até a cidade é de cerca de
um quilómetro.2l3Quando entraram na cidade, subiram
para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, An­
dré, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Al-
feu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. 14Todos estes
perseveravam unânimes em oração, com as mulheres,
com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.1
15Naqueles dias, Pedro se levantou no meio dos
irmãos, que formavam um grupo de mais ou menos
cento e vinte pessoas, e disse:
«1.1 Lc 1.1-4 M .4 Lc 24.43; At 10.41 a c 24.49 11.5 Ou em
« M t3.11;Mc 1.8; Lc3.16;Jo 1.33 «1.6Lc 19.11 tl.7M c13.32
91.8 Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47-48 M .9 L c 24.51 <1.11 Lc 21.27;
ITs 1.10 2 1.112 Lit.,jornada de um sábado 71.13-14 M t 10.2-4;
Mc 3.16-19; Lc 6.14-16
1.2 por meio do Espírito Santo. Cf. 1.5,8,16. A primeira de 57
indicações do Espírito Santo neste livro (cf. ns. 2.4; 4.8). Há mais
referências do que nos quatro Evangelhos juntos. Por isso, al­
gumas pessoas dizem que o título do livro poderia ser “Atos do
Espírito Santo”. Na verdade, “Atos dos Apóstolos” acaba refletin­
do o lado humano da obra, enquanto o outro título mostraria o
lado divino. Os dois andam de mãos dadas. E em sua vida? Eles
andam assim? Cf. Intro. aos apóstolos. Cf. n. 1Co 12.28. que
tinha escolhido. Cf. os oito estudos sobre seleção a partir de
Lc 6.12-16.
1.3 com muitas provas incontestáveis. Que provas incontes­
táveis nós temos hoje de que Jesus está vivo? durante quarenta
dias. Curso de pós-graduação para os apóstolos! falando das
coisas relacionadas com o Reino de Deus. Cf. v. 6. Tiveram de
abrir mão de seus conceitos sobre o Reino para receber o concei­
to de Jesus (cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt). Que surpresa ele não
falar sobre a igreja (cf. n. M t 18.17). Quem realmente entende o
Reino irá estabelecer comunidades do Reino: igrejas.
1.5 vocês serão batizados com o Espírito Santo. A vinda do
Espírito Santo para cada grupo culturalmente diferente (ju­
deus, At 2.1-13; samaritanos, At 8.14-25; gentios, At 10.44-48)
combinou batismo com unção ou derramar do Espírito. Hoje
em dia isso normalmente não acontece. As pessoas são batiza­
das no Espírito quando recebem Jesus (ICo 12.13; Ef 4.5; cf. ns.
Gl 3.27-29) e são ungidas no Espírito quando recebem poder
para expressar um chamado ou ministério divino dado por Deus
para elas (cf. n. Lc 4.18-19).
1.6 perguntaram. Cf. n. M t 13.36.
1.7-8 Não cabe a vocês. Não é da sua conta! receberão poder.
Do grego dunamis. Cf. Lc 24.49. Poder sobrenatural, poder mi­
lagroso (cf. Rm 1.16; Ef 1.18-23; 3.14-16,20; Cl 1.11; n. 1Co 4.20).
Essa palavra grega é a base para nossas palavras dínamo (ge­
rador, poder contínuo), dinâmica (poder em ação) e dinamite
(poder que destrói; cf. n. 2Co 10.4). Pensando na metáfora de
uma bateria recarregável, se não usarmos seu poder, o perdere­
mos e até perderemos sua capacidade de recarga, serão minhas
testemunhas. Diferente de advogados ou apologistas. Aqui há
quatro chaves: (1) paixão (At 4.18-20); (2) poder (cf. n. 1Co 2.4);
(3) preparo (cf. n. 1Pe 3.15); e (4) parceria com Deus (cf. n. e med.
Jo 5.19-20,30). Cf. meds. At 22.1-21; Ap 2.12-13; Intro. Jo e os oito
estudos sobre evangelismo a partir de 2Co 5.14-21. em Jerusa­
lém. Cf. Lc 24.47; n. At 5.28. Sua cidade. Judeia. Seu estado.
Samaria. Seu país. confins da terra. Cf. 2.39; M t 28.19. Outros
países. Cf. temas na Intro.
1.14 perseveravam. Cf. 2.42; 6.4. Dedicavam-se, consagravam-
-se. unânimes. Com um só ânimo (cf. 2.44,46; 4,24,32; 15.25; ns.
Fp 2.1-4). em oração. Cf. 2.42; 6.4; ns. Mc 1.35; Lc 11.9-10.
com as mulheres. Um acréscimo radical, totalmente diferente
da sinagoga e da tradição judaica. Possivelmente as esposas
dos apóstolos (ICo 9.5) e as listadas ministrando para Jesus
(Lc 8.2-3; 24.22; cf. n. M t 27.55; Intro. Lc). com os irmãos dele.
Os irmãos de Jesus se converteram (ICo 15.7). Um deles, Tiago,
se tornou o líder da igreja de Jerusalém (15.13-21; Gl 2.9; cf. n.
12.17) e foi o autor da Epístola que leva seu nome. Devemos ficar
firmes e testificar a nossos parentes, pois não sabemos quando
eles podem se entregar a Jesus.
1.15 no meio dos irmãos. Gr. mathetes. Literalmente, “discí­
pulos”.
Atos 1 — 2 196
16— Irmãos, era necessário que se cumprisse a
Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de
Davi, a respeito de Judas, que foi o guia daqueles que
prenderam Jesus.k 17Ele era um dos nossos1 e teve
parte neste ministério.
18 Ora, este homem adquiriu um campo com o
preço da iniquidade e, caindo de cabeça, rompeu-se
pelo meio, e todos os seus intestinos se derramaram.
19Isto chegou ao conhecimento de todos os mora­
dores de Jerusalém, de maneira que em sua própria
língua esse campo era chamado Aceldama, isto é,
Campo de Sangue."1
E Pedro continuou:
20— Porque está escrito no Livro dos Salmos:
"Fique deserta a sua morada,
e não haja quem nela habite."”
— E:
"Que outro tome o seu encargo."0
21— Portanto, é necessário que, dos homens que
nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor
Jesus andou entre nós, 22começando no batismo de
João,p até o dia em que foi tirado do nosso meio e le­
vado às alturas,q um destes se torne testemunha co-
nosco da sua ressurreição."
23Então propuseram dois: José, chamado Barsa-
bás, também conhecido como Justo, e Matias. 24E,
orando, disseram:
— Tu, Senhor, que conheces o coração de todos,
revela-nos qual dos dois escolheste 25para preencher
a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se
desviou, indo para o seu próprio lugar.
*1.16 Lc 22.47 D .1 7 Jo 6.70 1.18-19 M t 27.6-8 "1.20 SI 69.25
"S1109.8 P1.22 M t 3.16; Mc 1.9; Lc 3.21 4Mc 16.19; Lc 24.51
f Lc 24.48 M.26PV16.33 “2.1 Lv 23.15-21; Dt 16.9-11
26 Depois fizeram um sorteio/ e a sorte caiu sobre Ma
tias, que foi acrescentado ao grupo dos onze apóstolos.
A vinda do Espírito Santo
2 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes,0 estavam to­
dos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio
do céu um som, como de um vento impetuoso, e en­
cheu toda a casa onde estavam sentados. 3E aparece­
ram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo,
e pousou uma sobre cada um deles. 4Todos ficaram
cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras
línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem.
5Estavam morando em Jerusalém judeus, homens
piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu.
6Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a mul­
tidão, que foi tomada de perplexidade, porque cada
um os ouvia falar na sua própria língua. 7Estavam,
pois, atónitos e se admiravam, dizendo:
— Vejam! Não são galileus todos esses que aí estão
falando? 8Então como os ouvimos falar, cada um em
nossa própria língua materna? 9Somos partos, medos,
elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capa­
dócia, Ponto e Ásia, 10da Frigia, da Panfília, do Egito e
das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e ro­
manos que aqui residem, 11tanto judeus como prosé­
litos, cretenses e árabes. Como os ouvimos falar sobre
as grandezas de Deus em nossas próprias línguas?
l2Todos, atónitos e perplexos, perguntavam uns
aos outros:
— O que isto quer dizer?
13Outros, porém, zombando, diziam:
— Estão bêbados!
A pregação de Pedro
14Então Pedro se levantou, junto com os onze, e,
erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos:
1.16 a Escritura que o Espírito Santo predisse. Este é um exce­
lente exemplo dejuntar a Palavra e o Espírito Santo. Cf. n. 1Co 14.1.
1.26 Matias. Mencionado na Bíblia somente aqui. É possível
que Pedro tenha se precipitado em querer encontrar ou nomear
um décimo segundo apóstolo.
Nota prática: Deus realmente gosta que tomemos a iniciativa,
nâo retrocedendo (Hb 10.38). Ele prefere que erremos tentando
andar pela fé do que evitemos o erro não agindo. Quando erra­
mos por ser proativos, dois princípios nos consolam: (1) Deus en­
tende nosso coração e sabe nos compensar pelo que fizemos em
nossa ignorância; (2) o erro que cometemos não importa tanto
quanto o que fazemos depois. Cf. ns. At 7.58; Tg 3.2.
2.1 Pentecostes. Festa das Primícias ou da Colheita (Êx 23.16;
Nm 28.26).
2.2 De repente. O mover do Espírito é sempre imprevisível
(cf. n. Jo 3.8); isso requer que abracemos uma vida de imprevis­
tos se queremos andar no Espírito, o casa. As casas na Igreja
Primitiva e neste livro eram centros para a expansão do Rei­
no (2.46; 5.42; 9.11,17,43; 10.2,6,17,22,30,32; 11.3,11-14; 12.12;
16.15,31-34,40; 17.5; 18.7-8; 20.20; 21.8; 28.30; Rm 16.5,23;
ICo 16.15,19; Cl 4.15; Fm 2). Cf. n. M t 26.6.
Nota prática: a igreja em células tem o ditado: “Cada membro
um ministro; cada casa uma igreja.” Nossas casas precisam ser
centros do Reino de Deus, postos avançados para ele.
2.4 o Espírito. Cf. vs. 17-18,33,38; ns. 1.2; Jo 14.16-18. outras
línguas. Cf. n. 1Co 14.5.
2.5 as nações. Cf. vs. 17,39; 1.8. Jesus quer alcançar todas elas.
Cf. ns. M t 28.19; At 1.8; 17.26-27; Ap 2.26.
2.6 Aparentemente eles saíram do cenáculo, ou aposento alto,
para a rua. A Igreja nasceu na rua! Cf. n. 5.12.
2.8 Revertendo a torre de Babel, que introduziu a divisão
(cf. Gn 11.4).
2.12-13 atónitos e perplexos. Cf. v. 6. As mesmas circunstân­
cias e as mesmas emoções, mas alguns se sentiram impelidos a
saber mais, enquanto outros zombavam. Sempre haverá pes­
soas que menosprezam o mover do Espírito. Emoções podem
ser sentidas de acordo com Deus ou com o mundo, ou seja,
centradas em Deus ou egocêntricas. Cf. n. 2Co 7.8-11.
197 ATOS 2
— Homens da Judeia e todos vocês que moram
em Jerusalém, tomem conhecimento disto e pres­
tem atenção no que vou dizer. 15Estes homens não
estão bêbados, como vocês estão pensando, porque
são apenas nove horas da manhã.J l6Mas o que está
acontecendo é o que foi dito por meio do profeta Joel:
17 "E acontecerá nos últimos dias, diz Deus,
que derramarei do meu Espírito
sobre toda a humanidade.
Os filhos e as filhas de vocês profetizarão,
os seus jovens terão visões,
e os seus velhos sonharão.
18Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas
derramarei do meu Espírito naqueles dias,
e profetizarão.
19 Mostrarei prodígios em cima no céu
e sinais embaixo na terra:
sangue, fogo e vapor de fumaça.
20 O sol se converterá em trevas,
e a lua, em sangue,
antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor.
21 E acontecerá que todo aquele que invocar
o nome do Senhor será salvo.”*
22— Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Na­
zareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com
milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus
realizou entre vocês por meio dele, como vocês mes­
mos sabem, 23a este, conforme o plano determinado e
a presciência de Deus,cvocês mataram, crucificando-o
por meio de homens maus. 24Porém Deus o ressus­
citou,6 livrando-o da agonia da morte, porque não era
possível que fosse retido por ela. 25Porque Davi fala a
respeito dele, dizendo:
2.16-21 Tanto nesta citação de Joel como na citação dos Salmos
(vs. 25-28), no poder do Espírito, Pedro faz interpretações além
do que os autores originais poderiam haver imaginado.
Nota prática: precisamos ter cuidado para não distorcer
a Palavra. Ao mesmo tempo, o Espírito é capaz de tornar a
Palavra viva e eficaz em nossa vida (cf. n. Hb 4.12), com in­
terpretações bem específicas para as nossas circunstâncias.
Vale mais errar um pouco ao lado de uma Palavra viva do
que viver sem ela; errar de vez em quando quanto ao que
estamos ouvindo de Deus do que viver com um Deus que
não fala mais.
2.17 Osfilhos e as filhas de vocês. Devemos ensinar e enco­
rajar nossos filhos e nossas filhas a desenvolverem seus dons.
profetizarão. Cf. v. 18; n. ICo 14.1. jovens terão visões. Deve­
mos animar nossos jovens a ter visões grandes, especialmente
quanto a coisas espirituais, os seus velhos sonharão. Ao lon­
go dos anos, naturalmente perdemos nossa disposição física e
emocional. Quando andamos no Espírito, não tem de ser assim
quanto aos nossos sonhos espirituais. Stephen Covey, em seu
livro O oitavo hábito, ressalta que todos podemos desenvolver
o hábito de ouvir nossa voz interior (que inclui a voz de Deus,
o nosso coração e os sonhos de Deus) e inspirar os outros a
"Eu sempre via o Senhor
diante de mim,
porque ele está à minha direita,
para que eu não seja abalado.
26 Por isso, o meu coração se alegra
e a minha língua exulta;
além disto, também a minha própria carne
repousará em esperança,
27 porque não deixarás a minha alma na morte,
nem permitirás que o teu Santo veja corrupção.
28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida,
e me encherás de alegria na tua presença."^
29— Irmãos, permitam-me falar-lhes claramente
a respeito do patriarca Davi: ele morreu e foi sepul­
tado,5 e o seu túmulo permanece entre nós até hoje.
30Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia
jurado* que um dos seus descendentes se assentaria
no seu trono, 31prevendo isto, referiu-se à ressurrei­
ção de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o
seu corpo experimentou corrupção. 32Deus ressusci­
tou este Jesus, e disto todos nós somos testemunhas.
33Exaltado, pois, à direita de Deus, tendo recebido do
Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que
vocês estão vendo e ouvindo. 34Porque Davi não su­
biu aos céus, mas ele mesmo declara:
"Disse o Senhor ao meu Senhor:
Sente-se à minha direita,
35 até que eu ponha os seus inimigos
por estrado dos seus pés.”'
72.15 Lit., terceira hora do dia *2.17-21 Jl 2.28-32 c2.23Lc 22.22
Mt 27.35; Mc 15.24; Lc 23.33; Jo 19.18 «2.24 Mt 28.5; Mc 16.6;
Lc 24.5 ^2.25-28 S116.8-11 92.29 1Rs 2.10 *2.30 SI 89.3-4;
132.11 '2.34-35 SI 110.1
encontra a deles. Seja em retiros individuais com Deus, seja
em retiros para pastores e líderes, precisamos dedicar tempo a
isto (cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30), seguido por mais tempo para
transformar nossas visões e sonhos em projetos de vida. Todo
plano ou projeto precisa ter um sonho à altura como funda­
mento e ser renovado periodicamente para não cair no simples
ativismo. Cf. n. 1.5.
2.18 meus servos... minhas servas. Tanto aqui como no ver­
sículo anterior o Espírito é claramente derramado de forma
igual sobre ambos os sexos, quebrando paradigmas profun­
dos daquela época - e, muitas vezes, da nossa também (cf. n.
Gl 3.28).
2.23 conforme o plano determinado e a presciência de
Deus. Nada surpreende a Deus. Nada! Ele age em todas as coi­
sas para o nosso bem (cf. n. Rm 8.28). Ele é mestre em transfor­
mar crucificações em ressurreições.
2.24 Porém Deus. Possivelmente as duas palavras mais ma­
ravilhosas da Bíblia. Essa frase aparece centenas de vezes na
Bíblia. Cf. n. 10.28.
2.25-28 repousará em esperança (v. 26). Cf. n. Rm 8.24-25.
Esta descrição de Jesus também é uma descrição do que todo
filho de Deus pode esperar ao final desta vida.
Atos 2 198
C o m p a r t i l h a n d o n o s s a v i s ã o p a r a o f u t u r o
At 2.17-18; Jr 29.4-7,11 (Estudo 1.1.2)
1. Qual é um dos seus maiores sonhos?
2. Este sonho se encaixa no que diz Jr 29.4-7 ou vai além?
3. Você tem uma boa ideia dos pensamentos de Deus a seu respeito (Jr 29.11; SI 139.13-18)?
4. Você sente que se encaixa em At 2.17-18? Por quê?
5. Pelo que você gostaria que as pessoas orassem em relação a seus sonhos?
Estudo opcional: SI 139.13-18; Is 40.27-31; Ef 2.10.
Os dez mandamentos dos sonhadores
1. Entenda claramente seu sonho. Tenha-o escrito em seu coração e em papel. Saiba expressá-lo em uma frase,
em uma folha, e de forma mais profunda.
2. Saiba qual é o DNA de seu sonho. Seu sonho deve ter a base de sua experiência num pequeno grupo
que possa se multiplicar. Saiba como fazer esse pequeno grupo funcionar com a qualidade que vale a pena
reproduzir. A multiplicação virá "segundo a sua espécie" (Gn 1.21-25).
3. Enraíze seu sonho em Deus. Entenda a vontade de Deus para seu sonho e tenha convicção divina baseada em
passagens bíblicas fundamentais. Converse com Deus regularmente sobre seu sonho, ouvindo a perspectiva
dele e fazendo apenas o que o Pai está fazendo (cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30).
4. Cuide de si mesmo (lCo 10.12; cf. ns. At 20.28; Gl 6.1; U m 4.16). "De tudo o que se deve guardar, guarde bem
o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida." Cuide de sua saúde física, emocional e espiritual.
Resolva conflitos internos e externos. Saiba descansar. Tenha limites saudáveis. Seja responsável por suas
emoções. Continue investindo em si mesmo. Seja um vaso puro, saudável e útil para Deus poder usar você com
plena liberdade. Ande cheio do Espírito (cf. n. Gl 5.22-23; Ef 5.18) e não segundo a carne.
5. Nutra o seu sonho. Pense nele diária, semanal, mensal e anualmente com diversas dinâmicas de avaliação
e renovo. Seja especialista em seu sonho e caminhe com outros especialistas. Procure oportunidades para
renovo, reciclagem e especialização na área de seus sonhos.
6. Faça discípulos (cf. ns. Mt 28.16-20). Saiba discernir quem o Pai lhe deu (cf. n. Jo 17.6) como discípulos e
santifique-se em favor deles (cf. n. Jo 17.19). Forme o caráter e os sonhos de Cristo dentro deles. A multiplicação
e o futuro de seus sonhos dependem deles. Olhe para a próxima geração. Procure fazer não apenas discípulos,
mas também discipuladores (cf. ns. 2Tm 2.1-2), ensinando aos outros o que aprendeu plenamente.
7. Tenha um mentor especialista na área de seu sonho. Seja proativo. Vá atrás dele. Invista nele para que ele
também invista em você. Procure diversas formas e oportunidades de estarem juntos.
8. Caminhe com a equipe. Ande de mãos dadas com uma equipe apaixonada e que vivencie esse sonho com você.
9. Tenha parceiros (cf. ns. Fm 23-24). Você precisa de intercessores e de parceiros financeiros. Busque ambos
(cf. n. Lc 11.9-10) e nutra-os. Um relacionamento assim perece se não for bem-tratado.
10. Seja consciente da batalha espiritual. Jesus veio para dar vida abundante; Satanás veio para roubar, matar
e destruir (cf. n. Jo 10.10). Você está engajado numa batalha mortal. Ande prevenido. Ande armado. Não ande
sozinho. Saiba submeter-se a Deus e aos líderes que ele coloca sobre você. Resista ao diabo e faça-o fugir (cf. ns.
Tg 4.6-10; IPe 5.5-8).
At 22.1-21 — Estudo anterior ♦ |♦ Próximo estudo — IPe 1.22
36— Portanto, toda a casa de Israel esteja absolu- Três mil batizados
tamente certa de que a este Jesus, que vocês crucifi- 37Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos
caram, Deus o fez Senhor e Cristo. e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos:
2.36 esteja absolutamente certa. Convicção convence (v. 37), 2.37 Que faremos, irmãos? Francis Schaeffer afirmou que, se
contraste total com sua negação de Jesus (Mc 14.66-72). tivesse uma hora para falar com um não crente, passaria 55 mi-
199 ATOS 2 — 3
— Que faremos, irmãos?3
38 Pedro respondeu:
— Arrependam-se,^ e cada um de vocês seja bati­
zado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus
pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo.
39Porque a promessa é para vocês e para os seus filhos,
e para todos os que ainda estão longe/ isto é, para todos
aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar.
40Com muitas outras palavras deu testemunho e
exortava-os, dizendo:
— Salvem-se desta geração perversa.
41 Então os que aceitaram a palavra de Pedro fo­
ram batizados, havendo um acréscimo naquele dia
de quase três mil pessoas.
C om o viviam os convertidos
42E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na
comunhão, no partir do pão e nas orações. 43Em cada
alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram
feitos por meio dos apóstolos. 44Todos os que creram
estavam juntos e tinham tudo em comum. 45Vendiam
as suas propriedades e bens, distribuindo o produto
entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.™
46Diariamente perseveravam unânimes no templo,"
nutos explicando para ele a crise terrível na qual a pessoa se en­
contrava. Ele argumentou que ninguém acredita em boas-novas
ou sente necessidade delas se não se convence primeiro de que
está bem mal. Pedro caminhou dessa forma neste capítulo, pro­
vocando uma grande crise e mais perguntas do que respostas,
inicialmente (cf. med. Mc 8.14-21).
2.38 Arrependam-se. Cf. 3.19; 5.31; 8.22; 11.18; 13.24; 17.30;
19.4; 20.21; 26.20. Pedro indica três passos, começando com
o arrependimento (cf. n. M t 3.2). Quem não caminha por estes
três passos não se converteu de verdade. Mais e mais igrejas
abriram mão de um evangelho que chama ao arrependimento e
estão perdendo a habilidade de sentir o pecado. Essas igrejas,
assim como cinco das sete igrejas do Apocalipse, precisam se
arrepender! seja batizado. Cf. IPe 3.21.
2.41 foram batizados. No Novo Testamento, o batismo acon­
tece logo que a pessoa se arrepende e confessa seus pecados
(M t 3.6; aqui; At 8.36-37; 9.18; 16.33; 22.16), sendo um sinal
externo de uma mudança interna. É muito menos conceituai ou
intelectual do que a maioria dos nossos cursos de batismo, e
bem mais uma entrega plena de coração. Cf. med. 1Co 12.12-13.
quase três mil pessoas. Cf. n. 6.1. Motivo de grande louvor.
Ao mesmo tempo, precisamos ter cuidado com números. Cada
cidade tem algo que cresce diariamente sem parar: seus cemi­
térios! Câncer também cresce diariamente. O que cresce é bem
mais importante do que o quanto cresce.
2.42-47 perseveravam. Cf. n. 1.14. na doutrina. Cf. ns. Tt 1.1;
2.1. Para o perfil da Igreja, cf. tc.
2.44-45 O cuidado com as necessidades uns dos outros foi um
idealismo romântico da Igreja Primitiva ou o propósito de Deus
para nós hoje? Textos que podem nos dar alguma luz incluem:
Lv 25.23-28,35-43; Lc 4.18-19; 1Co 11.17-22,27-34; 12.18-27, es­
pecialmente vs. 25-26; 2Co 8.13-15; 9.6-12; Gl 6.10; Ef 4.28. O
pensamento de Karl Marx foi: “De cada qual, segundo sua ca-
partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refei­
ções com alegria e singeleza de coração, 47louvando a
Deus e contando com a simpatia de todo o povo. En­
quanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os
que iam sendo salvos.
A cura de um coxo
3 Pedro e João estavam se dirigindo ao templo para
a oração das três horas da tarde.3 2Estava sendo
levado um homem, coxo de nascença, que diariamente
era colocado à porta do templo chamada Formosa,
para pedir esmolas aos que entravam. 3Quando ele viu
Pedro e João, que iam entrar no templo, pediu que lhe
dessem uma esmola. 4Pedro, fitando-o, juntamente
com João, disse:
— Olhe para nós!
5 Ele os olhava atentamente, esperando receber al
guma coisa. 6Pedro, porém, lhe disse:
— Não possuo nem prata nem ouro, mas o que te­
nho, isso lhe dou: em nome de Jesus Cristo, o Naza­
reno, ande!
12.37 Lc 3.10 *2.38 Lc 24.47 *2.39 Is 57.19 ">2.44-45 At 4.32-35
"2.46 Lc 24.53; At 2.42; 5.42 13.1 Lit., hora nona
pacidade; a cada qual, segundo suas necessidades.” E o nosso,
qual é? Cf. n. e med. 4.32-37.
2.46 no templo. Cf. 3.1; Lc 24.53. No pátio do templo poderiam
entrar mulheres e pessoas não judias, de casa em casa. Cf. ns.
v. 2; M t 26.6.
2.47 o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo
salvos. E isso sem os recursos, as estratégias e a tecnologia do
século 21! Hoje temos uma grande tendência a aplicar estratégias
impessoais, que dependem de especialistas, sem formação na­
tural de novos líderes, sem discipulado, sem comunidade cristã,
pregando um evangelho barato, não o evangelho do Reino. Te­
mos muito para corrigir se queremos voltar a um modelo parecido
com o do Livro de Atos e dos primeiros séculos da Igreja.
3.1 Pedro e João. Cf. 8.14; Lc 22.8. É melhor serem dois do que
um (cf. n. Lc 7.18).
3.4 fitando-o... Olhe para nós! Pedro estabeleceu uma pro­
funda conexão antes de ministrar para o cego.
Nota prática: devemos nos esforçar para estabelecer uma
forte conexão nos primeiros minutos de qualquer encontro, seja
de mentoria, aconselhamento, ensino ou pregação. Isto pode
incluir empatia, contato, linguagem do corpo, perguntas parti­
cipativas e discernimento espiritual numa oração introdutória.
3.5 esperando receber alguma coisa. Toda ajuda naturalmen­
te cria dependência, seja financeira, emocional, espiritual ou o
que for. Pastores e líderes que ajudam as pessoas constante-
mente têm de descobrir formas de quebrar isso. Uma das me­
lhores é orientá-las para dar seguimento à conversa ou para
aceitarem a intervenção de alguém que é um líder espiritual na
vida delas.
3.6 Não possuo nem prata nem ouro. Pedro quebrou as ex-
pectativas do coxo - e, ao mesmo tempo, a dependência dele,
liberando-o para uma nova vida que ele nunca havia imaginado,
o que tenho, isso lhe dou. O que você tem para dar?
atos 3 — 4 200
7E, pegando na mão direita do homem, ajudou-o a
se levantar. Imediatamente os seus pés e tornozelos
se firmaram; 8e, dando um salto, ficou em pé, come­
çou a andar e entrou com eles no templo, pulando
e louvando a Deus. 9Todo o povo viu o homem an­
dando e louvando a Deus, tOe reconheceram que ele
era o mesmo que pedia esmolas, assentado à Porta
Formosa do templo; e ficaram muito admirados e es­
pantados com o que lhe tinha acontecido.
A pregação de Pedro no tem plo
11Enquanto aquele homem ainda se mantinha ao
lado de Pedro e João, todo o povo, perplexo, correu
para junto deles no pórtico chamado de Salomão.11
12Quando Pedro viu isso, dirigiu-se ao povo, dizendo:
— Israelitas, por que vocês estão admirados com isto
ou por que estão com os olhos fixos em nós como se
pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito
este homem andar? 130 Deus de Abraão, de Isaque e
de jacó / o Deus dos nossos pais, glorificou o seu Servo
Jesus, a quem vocês traíram e negaram diante de Pila-
tos,c quando este já havia decidido soltá-lo/ i4Vocês
negaram o Santo e o Justo e pediram que fosse solto um
assassino.e l5Vocês mataram o Autor da vida, a quem
Deus ressuscitou dentre os m ortos/ do que nós somos
testemunhas.5 16Pela fé no nome de Jesus é que esse
mesmo nome fortaleceu a este homem que vocês estão
"3.11 Jo 10.23; At 5.12 *3.13 Êx 3.15 r jo 19.15 4Lc 23.4
e3.14 Mt 27.20; Mc 15.11; Lc 23.18; Jo 18.40 13.15 At 2.24; 4.10;
10.40; 13.30 5Lc 24.48 ^3.17 Lc 23.34 'A t 13.27; ICo 2.8
73.19 At 2.38 *3.22 Dt 18.15-16 '3.23 Dt 18.19 m3.25 Gn 22.18
"3.26 At 13.46; Rm 1.16
3.8 pulando e louvando a Deus. Temos de abrir espaço em
nossa adoração particular, assim como na adoração coletiva,
para diversas expressões. Algumas igrejas separam um espaço
onde as crianças podem saltar, dançar e se expressar livre­
mente, como fazem tão facilmente de forma intuitiva.
3.12 por que... ou por que...? Pedro iniciou com perguntas.
Cf. n. Mt 11.7-9.
3.13 o quem vocês traíram e negaram. Confronto em amor. O
verdadeiro amor não encobre erros e pecados, pois quer ver a
outra pessoa realmente plena e completa.
3.15 somos testemunhas. Cf. 1.8; 2.32; 3.15; 5.32; 10.39,41;
13.31; n. 1.8; Intro.
3.16 Pela fé no nome de Jesus... Sim, a fé que vem por meio
de Jesus. A fé é a base para agir além do que o humano ou lógico
poderia fazer (cf. ns. 2Co 5.7; Hb 11.1; Intro. e tc. Tg). Baseia-se em
ouvir Deus e vê-lo agindo, fazendo apenas o que estamos ouvindo
e vendo. Em contraste, a suposta fé que declara coisas em nome de
Jesus, mas não ouviu Jesus falar ou fazer, é apenas uma “superespi-
ritualidade”, ou algo pior (19.13-16; cf. ns. Mt 7.21-23). Isto se torna
especialmente difícil em momentos de crise de saúde terminal. Raras
vezes conseguimos ouvir bem na crise. Se queremos saber se esta­
mos ouvindo bem, devemos pedir que os que têm autoridade espiri­
tual acima de nós esclareçam e confirmem o que estamos ouvindo.
vendo e bem conhecem. Sim, a fé que vem por meio de
Jesus deu a este homem saúde perfeita na presença de
todos vocês.
17— E agora, irmãos, eu sei que vocês fizeram isso por
ignorância/ como também as suas autoridades o fize­
ram.' l8Mas Deus, assim, cumpriu o que tinha anunciado
anteriormente pela boca de todos os profetas: que o seu
Cristo havia de padecer. l9Portanto, arrependam-se e se
convertam/ para que sejam cancelados os seus pecados,
20a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos
de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designa­
do para vocês, a saber, Jesus, 2iao qual é necessário que
o céu receba até os tempos da restauração de todas as
coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos pro­
fetas desde a antiguidade. 22Moisés, na verdade, disse:
"O Senhor Deus fará com que, do meio dos irmãos de
vocês, se levante um profeta semelhante a mim; a esse
vocês ouvirão em tudo o que ele lhes disser/ 23Quem
não der ouvidosí a esse profeta será exterminado do
meio do povo."
24— E todos os profetas, a começar com Samuel,
assim como todos os que falaram depois dele, tam­
bém anunciaram estes dias. 25Vocês são os filhos dos
profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os
pais de vocês, dizendo a Abraão: "Na sua descendên­
cia, serão abençoadas todas as nações da terra."m
26— Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o
primeiramente a vocês" para abençoá-los, no sen­
tido de que cada um abandone as suas maldades.
Pedro e João diante do Sinédrio
4 Enquanto Pedro e João ainda falavam ao povo
chegaram os sacerdotes, o capitão do templo e
3.17-18 Deus cumpre seus propósitos ao nosso redor apesar
da ignorância de outros ou da nossa própria (4.27-28).
3.19 arrependam-se. Cf. n. 2.38.
3.20 afim de que... venham tempos de refrigério. Cf. Ec 3.11.
e que ele envie o Cristo. Cf. 5.42.
3.23 será exterminado. Cf. ns. sobre juízo eterno em M t 25.46;
Lc 14.35.
3.25 Vocês são os filhos dos profetas. Em nosso evange-
lismo devemos pedir que Deus nos mostre as pontes que ele
criou para que as pessoas pudessem crer nele. Estas pontes
incluem metáforas ou princípios bem-conhecidos pelas pes­
soas, bem como pontes relacionais. Cf. ns. 7.2; 11.22; 14.15;
17.22; 21.37; 22.1. serão abençoadas todas as nações. Do
grego patriai. Cada pessoa ganha para Jesus é uma porta a
uma etnia, um grupo, uma pátria, uma nação, um círculo de in­
fluência. Ela tem a possibilidade de causar um impacto muito
grande nesse círculo, sobretudo nas primeiras semanas e nos
primeiros meses. Devemos fazer o possível para acompanhá-
-la e ajudá-la nisso.
3.26 que cada um abandone as suas maldades. Mostrando
frutos de arrependimento. Cf. ns. M t 3.2,8.
4.1 -4 A igreja recebe a oposição e a transforma em energia para
crescer.
201 ATOS 4
os saduceus, 2ressentidos porque os apóstolos es­
tavam ensinando o povo e anunciando, em Jesus, a
ressurreição dentre os mortos. 3Prenderam os dois
e os recolheram ao cárcere até o dia seguinte, pois
já era tarde. 4Porém muitos dos que ouviram a pa­
lavra creram, subindo o número desses homens a
quase cinco mil.
5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as au­
toridades, os anciãos e os escribas 6com o sumo sa­
cerdote Anás, com Caifás, João, Alexandre e todos os
que eram da linhagem do sumo sacerdote. 7E, colo­
cando os apóstolos diante eles, perguntaram:
— Com que poder ou em nome de quem vocês fi­
zeram isso?
8Então Pedro, cheio do Espírito Santo,0 lhes disse:
— Autoridades do povo e anciãos, 9visto que hoje
somos interrogados a propósito do benefício feito a um
homem enfermo e do modo como ele foi curado/’ lOsai-
bam os senhores todos e todo o povo de Israel que, em
nome de Jesus Cristo, o Nazareno,0a quem vocês cruci­
ficaram d e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos,e
sim, em seu nome é que este está curado na presença
de vocês. 11Este Jesus é pedra? rejeitada por vocês, os
construtores, mas ele veio a ser a pedra angular. 12E não
há salvação em nenhum outro,5 porque debaixo do céu
não existe nenhum outro nome, dado entre os homens,
pelo qual importa que sejamos salvos.
13Ao verem a ousadia de Pedro e João, sabendo
que eram homens iletrados e incultos, ficaram admi­
rados; e reconheceram que eles haviam estado com
Jesus. l4Vendo que o homem que havia sido curado
estava com eles, nada tinham a dizer em contrário.
15E, mandando-os sair do Sinédrio, discutiam entre
si, l6dizendo:
— Que faremos com estes homens? Pois todos os
moradores de Jerusalém sabem que um sinal notó­
rio foi feito por eles, e não o podemos negar. 17Mas,
para que não haja maior divulgação entre o povo, va-
4.2 anunciando, em Jesus, a ressurreição. A ressurreição
foi parte fundamental da declaração do evangelho (cf. 1.22;
2.24,31-32; 3.15; 4.2,10,33; 5.30; 10.40-41; 13.30,33-34,37; ns.
17.3; Mt 28.8; 1Co 15.12-49).
4.4A Bíblia nos fala de números porque eles nos inspiram. Cf. n. 6.1.
4.7 perguntaram. Arguiram ou interrogaram. Cf. n. M t 2.1-6.
4.8 cheio do Espírito Santo. Cf. n. 1.2. lhes disse. Mt 10.19-20.
Cf. ns. Mt 10.16-23; Mc 13.9.
4.11 pedra rejeitada. Cf. n. Mc 10.22. veio a ser a pedra an­
gular. Cf. S1118.22-23; n. 1Pe2.6.
4.12 E não há salvação em nenhum outro. Cf. n. Jo 14.6.
4.13 e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. O
que as pessoas reconhecem em mim? Que eu caminho com Je­
sus? Cf. n. Mc 3.14.
4.14 nada tinham a dizer em contrário. A maior apologética
para o evangelho e para a pessoa de Jesus Cristo é nossa vida
transformada.
mos ameaçá-los para não falarem mais neste nome a
quem quer que seja.
18Chamando-os, ordenaram-lhes que de modo ne­
nhum falassem nem ensinassem no nome de Jesus.
19Mas Pedro e João lhes responderam:
— Os senhores mesmo julguem se é justo diante de
Deus ouvirmos antes aos senhores do que a Deus;?1
20pois nós não podemos deixar de falar das coisas que
vimos e ouvimos.
21 Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram,
não tendo achado como os castigar, por causa do
povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que ti­
nha acontecido. 22Ora, o homem em quem tinha sido
operado esse milagre de cura tinha mais de quarenta
anos de idade.
A igreja em oração
23Uma vez soltos, Pedro e João procuraram os ir­
mãos e lhes contaram tudo o que os principais sacer­
dotes e os anciãos lhes tinham falado. 24Ouvindo isto,
unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram:
— Tu, Soberano Senhor, fizeste o céu, a terra, o mar
e tudo o que neles há!' 25Disseste por meio do Espírito
Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo:
"Por que se enfureceram os gentios,
e os povos imaginaram coisas vãs?
26 Os reis da terra se levantaram,
e as autoridades se juntaram
contra o Senhor
e contra o seu Ungido."7
27— Porque de fato, nesta cidade, se juntaram con­
tra o teu santo Servo Jesus, a quem ungiste, Hero-
desAe Pôncio Pilatos/ com gentios e gente de Israel,
«4.8 At 2.4 64.9 At 3.7 <4.10 At 3.6 4At 2.36 «At 2.24
I4. il S1118.22 94.12 At 10.43; ITm 2.5 *4.19A t5.29
'4.24 Êx 20.11; SI 146.6 74.25-26 SI 2.1-2 *4.27 Lc 23.7-11
'M t 27.1-2; Mc 15.1; Lc 23.1; Jo 18.28-29
4.18-21 Uma maravilhosa demonstração de desobediência
civil (cf. ns. 5.29; M t 5.38-47), exemplo que foi seguido por
Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Quando a autoridade
colocada acima de nós demanda que façamos algo contrário a
Jesus, seu Reino ou a justiça, optamos por desobedecer, mas
de forma submissa, aceitando a punição que eles indicam como
consequência dessa desobediência.
4.20 pois nós não podemos deixar de falar das coisas que
vimos e ouvimos. Contraste com M t 26.69! A razão por que
temos tanta dificuldade de falar de Jesus é que vemos pouca
transformação em nossa vida ou na vida de outros. Sem arre­
pendimento não existe transformação. Cf. n. 2.38.
4.23-31 As ameaças apenas o fizeram erguer-se com intrepidez
(v. 29). Cf. n. 4.1-4.
4.25 Davi, nosso pai. Identificaram-se tão profundamente
com Davi e suas palavras que se tornaram “filhos” dele. E você,
é filho de quem? Tem paternidade espiritual?
atos 4 — 5 202
28para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propó­
sito predeterminaram."129Agora, Senhor, olha para as
ameaças deles e concede aos teus servos que anun­
ciem a tua palavra com toda a ousadia, 30enquanto
estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios
por meio do nome do teu santo Servo Jesus.
31Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam
reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo" e,
com ousadia, anunciavam a palavra de Deus.
A com unidade cristã
32Da multidão dos que creram era um o coração e a
alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem
uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era co­
mum.0 33Com grande poder, os apóstolos davam teste­
munho da ressurreição do Senhor Jesus,p e em todos
eles havia abundante graça. 34Não havia nenhum ne­
cessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou
casas, vendendo-as, traziam os valores corresponden­
tes 35e os depositavam aos pés dos apóstolos; então se
distribuía a cada um conforme a sua necessidade.
m4.28 At2.23 "4.31 At 2.4 "4.32 At 2.44-45 í>4.33Atl.8
14.36 At 9.27; 11.22,30; 12.25; 1Co 9.6; Gi 2.1,9,13; Cl 4.10
4.28 Visão clara de Deus no controle, soberano, no centro de
tudo.
4.31 Uma das marcas de ser cheio do Espírito é anunciar a Pa­
lavra de Deus com intrepidez. Cf. ns. 1.8; 4.8.
4.32-37 Note que o poder, o testemunho e a abundante graça
no v. 33 são o miolo do sanduíche que é cuidar das necessida­
des uns dos outros (vs. 32,34-35). Não está claro se um é causa
e o outro efeito, mas certamente eles andam juntos na Igreja
Primitiva. Cf. Intro.
4.34 Não havia nenhum necessitado entre eles. As necessi­
dades são portas para o relacionamento (cf. n. Tt 3.14). Preci­
samos compartilhá-las para termos relações autênticas e pro­
fundas. Quando não as compartilhamos, nossas relações ficam
superficiais.
4.35 depositavam aos pés dos apóstolos. Seguem dois exem­
plos: um maravilhoso (vs. 36-37) e um terrível, mas igualmente
marcante (5.1-11). E as suas ofertas? São mais parecidas com
qual dos dois exemplos? Você tem mais tendência a esconder
e preservar seus recursos, ou a entregá-los de forma sacrificial
em favor do Reino? No mundo, o dinheiro, os bens e os recursos
são o caminho para o poder. No Reino de Deus são o caminho
para o serviço. Isso também se aplica quanto ao que uma igreja
tem e outra necessita (11.29-30). Devemos ter igrejas-filhas e
projetos missionários nos quais investimos com seriedade.
4.36-37 chamavam de Barnabé. Se o seu líder ou os seus
líderes espirituais dessem um apelido para você, qual pode­
ria ser? filho (gr. huios). Huios é diferente de outra palavra
grega para filho: teknon, que indica criança, ser nascido de
alguém. Huios se refere à relação com o pai, tendo o cará­
ter dele, parecendo-se com ele. Cf. Rm 8.14-16,21. Dando con­
tinuidade a conhecer Barnabé, passe para 9.26-28. da con­
solação (gr. parakietos). Nome dado ao Espírito Santo (cf. n.
Jo 14.16). O dom de exortação ou encorajamento se expressa:
A oferta de B arnabé
36Então José, a quem os apóstolos chamavam de
Barnabé,q que quer dizer filho da consolação, um
levita natural de Chipre, 37vendeu um campo que
possuía, trouxe o dinheiro e o depositou aos pés dos
apóstolos.
Ananias e Safira
5
Entretanto, certo homem chamado Ananias, com
sua mulher Safira, vendeu uma propriedade,
2mas reteve uma parte do dinheiro. E Safira estava
ciente disso. Levando o restante, depositou-o aos pés
dos apóstolos.
3Então Pedro disse:
— Ananias, por que você permitiu que Satanás en­
chesse o seu coração, para que você mentisse ao Es­
pírito Santo, retendo parte do valor do campo? 4Não
é verdade que, conservando a propriedade, seria sua?
E, depois de vendida, o dinheiro não estaria em seu
poder? Por que você decidiu fazer uma coisa dessas?
Você não mentiu para os homens, mas para Deus.
5Ouvindo estas palavras, Ananias caiu morto. E
sobreveio grande temor a todos os que souberam do
que tinha acontecido. 6Levantando-se os moços, co-
(1) por meio de afirmação verbal ou escrita (cf. ns. ICo 1.4-9;
2Co 1.12-14; 3.9); (2) sendo um bom ouvinte (cf. ns. Fp 2.4;
Tg 1.19); (3) tendo um estilo de vida de integridade, fé, cora­
gem e generosidade; (4) cuidando lealmente dos outros (cf. ns.
At 20.28-31), especialmente os pobres ou rejeitados (cf. n.
Tg 1.27); (5) conectando as pessoas com Deus, sua verdade,
Palavra e caráter e discernindo seus propósitos (cf. Intro. Ef.);
(6) falando a verdade em amor, amando o suficiente para con­
frontar (At 15.2,39; cf. n. Ef 4.15); e (7) com amor e aceitação,
alegrando-se com as pessoas.
5.1 Safira. As mulheres têm um papel especial nos Evangelhos
(cf. Intro. Lc) e na Igreja Primitiva (cf. 1.14; 2.17-18; 5.1,14; 8.3,12;
9.2,36-52; 12.12; 16.1,13-15,40; 17.4,12,34; 18.2,18,26; 21.5,9;
22.4; 23.16; 24.24; 26.30; ns. 1.14; 2.18). Neste caso, Safira com­
partilha a responsabilidade por algo terrível (vs. 2,7-10).
5.1-11 Hoje em dia estamos tão distantes dessa experiên­
cia que é comum as pessoas ficarem tristes e críticas com o
Deus desta passagem - um Deus “terrível e vingativo” (cf. n.
Hb 12.29). Quando algo está nascendo, pode ser desvirtuado
facilmente. Se não permanecer puro, perderá sua essência.
Deus não poderia permitir que isso acontecesse no inicio do
estabelecimento dos sacerdotes, com os filhos de Arão, Nadabe
e Abiú (Lv 10.2), nem com Acã (Js 7), quando o povo de Israel
estava se estabelecendo na Terra Prometida. Da mesma forma,
não podia deixar que acontecesse na Igreja Primitiva. Atitudes
críticas ou negativas sobre Deus devem nos deixar mais tristes
com nossa falta de entendimento (2Co 7.8-11) do que com qual­
quer suposta falta da parte dele (cf. n. Rm 1.18).
5.3-4 Quatro perguntas. Este é um resumo do que aconteceu.
Possivelmente houve oportunidade para Ananias se arrepender,
mas ele não o fez. Queria servir a Deus e ao dinheiro (“Mamom”,
cf. n. Mt 6.24). Satanás enchesse. A mesma palavra usada em
Ef 5.18 quanto a ser cheio do Espírito Santo.
203 ATOS 5
briram o corpo de Ananias e, levando-o para fora, o
sepultaram.
7Quase três horas depois, entrou a mulher de Ana­
nias, sem saber o que tinha acontecido. 8Então Pe­
dro, dirigindo-se a ela, perguntou:
— Diga-me: foi por este valor que vocês venderam
aquela terra?
Ela respondeu:
— Sim, foi por esse valor.
9Então Pedro disse:
— Por que vocês entraram em acordo para tentar
o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que se­
pultaram o seu marido, e eles levarão você também.
10No mesmo instante, ela caiu aos pés de Pedro e
morreu. Entrando os moços, viram que ela estava mor­
ta e, levando-a, sepultaram-na ao lado do marido. 11E
sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos aque­
les que ouviram falar destes acontecimentos.
Sinais e prodígios
12Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo
pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir-
-se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão.0 l3Mas,
dos restantes, ninguém ousava juntar-se a eles; porém
o povo tinha grande admiração por eles/ 14E aumen­
tava sempre mais o número de crentes no Senhor, uma
multidão de homens e mulheres, 15a ponto de levarem
os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos
e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua
sombra se projetasse sobre alguns deles. l6Vinha tam­
bém muita gente das cidades vizinhas de Jerusalém, le­
vando doentes e atormentados por espíritos imundos,
e todos eram curados.
A perseguição aos apóstolos
17Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e to­
dos os que estavam com ele, isto é, o partido dos sa-
duceus, ficaram com muita inveja, Aprenderam os
apóstolos e os recolheram à prisão pública. i9Mas, de
5.11 £ sobreveio grande temor a toda a igreja. Cf. v. 5. Quan­
do foi a última vez que você ou sua igreja experimentaram um
santo temor de Deus? Quando o pecado é levado a sério, a san­
tidade de Deus se revela. De forma parecida, quando a santi­
dade de Deus é revelada, o pecado é levado a sério. O resultado
é um crescimento assustador da Igreja (v. 14; 6.1).
5.12 no Pórtico de Salomão. A Igreja Primitiva não se reunia no tem­
plo e nas casas. Reunia-se ao ar livre, no pátio do templo e nas casas.
Como seria sea sua igreja se reunisse, pelo menos de vez em quando,
num parque, numa praça, na rua ou em algum lugar público?
Nota prática: eu, David, tenho experimentado isso, já que mi­
nha igreja faz esses encontros duas vezes por ano, uma vez fa­
zendo o culto na parte de fora da igreja e outra vez num parque,
domingo de manhã - ambas as vezes seguidas por um churrasco
ou “junta panelas”. Pessoas que estão passando sempre param
para assistir e ouvir. Outra igreja que tem tido um efeito grande
noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e,
levando-os para fora, lhes disse:
20— Vão ao templo e digam ao povo todas as pala­
vras desta Vida.
21Tendo ouvido isto, logo ao amanhecer entraram
no templo e ensinavam.
Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que esta­
vam com ele, convocaram o Sinédrio e todo o conse­
lho dos anciãos do povo de Israel e mandaram buscar
os apóstolos na prisão. 22Mas, quando os guardas
chegaram lá, não os encontraram no cárcere. E, vol­
tando, relataram, 23dizendo:
— Encontramos a prisão fechada com toda a segu­
rança e as sentinelas nos seus postos junto às portas;
mas, abrindo as portas, não encontramos ninguém
dentro.
24Quando o capitão do templo e os principais sa­
cerdotes ouviram estas informações, ficaram perple­
xos a respeito deles e do que viria a ser isto. 25Nesse
momento, alguém chegou e lhes comunicou:
— Vejam! Os homens que os senhores prenderam
estão no templo ensinando o povo.
26Então o capitão e os guardas foram e os trouxe­
ram sem violência, porque temiam ser apedrejados
pelo povo. 27Trouxeram os apóstolos, apresentando-
-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou,
28dizendo:
— Não é verdade que ordenamos expressamente
que vocês não ensinassem nesse nome? No entanto, vo­
cês encheram Jerusalém com a doutrina de vocês e ain­
da querem lançar sobre nós o sangue desse homem.0
29Então Pedro e os demais apóstolos afirmaram:
— Importa mais obedecer a Deus do que aos ho­
m en s/ 300 Deus de nossos pais6 ressuscitou Jesus,
a quem vocês mataram, pendurando-o num madei-
ro/31 Deus, porém, com a sua mão direita, o exaltou a
05.12 Jo 10.23; At 3.11 *5.13 At 2.47; 4.21 '5.28M t27.25
45.29 At 4.19-20 «5.30 At 3.13 Ú3I 3.13; 1Pe 2.24
e notório em sua cidade nunca sabe quando o pastor vai enviar
todos eles para a rua durante o período do culto para servir e
evangelizar as pessoas da vizinhança.
5.14 E aumentava. Cf. n. 6.1.
5.20 Vão. Chamados não a fugir, mas a confrontar, em amor,
com o poder do evangelho.
5.28 encheram Jerusalém. Completando a primeira parte de
At 1.8! E nós? Como podemos encher nosso bairro ou nossa
vizinhança, nosso oikos (rede ou círculo de influência)? A única
forma por meio da qual teremos um impacto parecido é se hou­
ver um mover poderoso do Espírito.
5.29 A essência de uma desobediência civil justificada. Cf. n.
4.18-21; também o compromisso firme de continuar desobede­
cendo de forma submissa em 5.40-42.
5.31 Salvador. Uma das duas vezes em Atos (cf. 13.23) em que
Jesus é chamado de Salvador, em contraste com mais de cem
Atos 5 — 6 204
Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arre­
pendimento e a remissão de pecados.5 32E nós somos
testemunhas destes fatos — nós e o Espírito Santo,h
que Deus deu aos que lhe obedecem.
33Eles, porém, ouvindo isso, se enfureceram e que­
riam matá-los.
O parecer de G am aliel
34Mas, levantando-se no Sinédrio um fariseu cha­
mado Gamaliel, mestre da lei, respeitado por todo o
povo, mandou que os apóstolos fossem levados para
fora, por um momento. 35Então disse ao Sinédrio:
— Israelitas, tenham cuidado com o que vão fazer a
estes homens. 36Porque algum tempo atrás se levantou
Teudas, dizendo ser alguém muito importante, ao qual se
juntaram cerca de quatrocentos homens. Mas ele foi mor­
to, e todos os que lhe obedeciam se dispersaram e foram
reduzidos a nada. 37Depois desse, levantou-se Judas, o ga-
lileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo.
Também este foi morto, e todos os que lhe obedeciam fo­
ram dispersos. 38Neste caso de agora, digo a vocês: Não
95.31 Lc 24.47 *5.32 Jo 15.26-27 <5.39 Pv 21.30
75.41 IPe 4.13-16
façam nada contra esses homens. Deixem que vão em­
bora, porque, se este plano ou esta obra vem de homens,
será destruído; 39mas, se vem de Deus, vocês não poderão
destruí-los e correm o risco de estar lutando contra Deus.1
E os membros do Sinédrio concordaram com Gama­
liel. 40Então chamaram os apóstolos e os açoitaram. E,
ordenando-lhes que não falassem no nome de Jesus, os
soltaram. 41E eles se retiraram do Sinédrio muito alegres
por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas
por esse Nome/ 42E todos os dias, no templo e de casa em
casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.
A escolha dos sete
6 Naqueles dias, aumentando o número dos discí­
pulos, houve murmuração dos helenistas contra
os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo es­
quecidas na distribuição diária. 2Então os doze convo­
caram a comunidade dos discípulos e disseram:
— Não é correto que nós abandonemos a palavra
de Deus para servir às mesas. 3Por isso, irmãos, es­
colham entre vocês sete homens de boa reputação,
cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarre­
garemos deste serviço. 4Quanto a nós, nos consagra­
remos à oração e ao ministério da palavra.
vezes em que é chamado de Senhor. Cf. n. Rm 1.7; Intro. Mt. Ape­
sar de ser um título secundário, é muito profundo. Indica que ele
nos resgata, nos liberta de uma vida amarrada ao pecado, presa
ao mundo e cega por Satanás, justamente objetos da ira de Deus
e destinados ao inferno (cf. ns. Ef 2.1-9; Tt 1.3).
5.32 somos testemunhas. Cf. ns. 3.15; Uo 1.1-3. o Espírito
Santo. Cf. n. 1.2. Ser testemunha pelo poder do Espírito Santo
expressa dois dos temas principais deste livro. Cf. Intro.
5.38-39 Quando estamos na dúvida se algo vem de Deus ou
não, podemos separar um tempo para reflexão. Não temos de
tomar uma posição radical e súbita a favor ou contra. Deus, em
seu tempo, revelará se algo está ou não dentro do seu querer,
se ele está ou não envolvido nisso. Acima de tudo, pelos frutos
da vida das pessoas envolvidas perceberemos se uma coisa é de
Deus ou não (cf. ns. M t 7.15-23).
5.41 muito alegres. Cf. ns. M t 5.11-12.
5.42 não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo.
Cf. 2.36; 9.22; 17.3; 18.28. A essência de seu testemunho era
que Jesus (plenamente humano) era também o Ungido, o Filho
de Deus, divino Salvador e Senhor.
Nota prática: quando temos a oportunidade de compartilhar
Cristo, devemos desafiar as pessoas quanto à identidade de Je­
sus. As opções básicas são variações de três possibilidades: (1) ele
é um mentiroso e enganador, possivelmente o maior de toda a his­
tória; (2) ele é louco, fora de si (cf. n. Lc 8.53); ou (3) ele é quem ele
falou que era: o Filho de Deus, Salvador do mundo, Senhor de
senhores e Rei de reis, que veio para remir quem quiser confiar
nele com o poder de lhes permitir nascer de novo. Os Evangelhos
e a história da Igreja Primitiva não deixam a opção de pensar
que ele era simplesmente um bom mestre.
6.1 aumentando o número dos discípulos. Cf. 2.41; 4.4; 5.14;
6.1,7; 9.31; 11.21,24; 12.24; 16.5; 19.20. É uma livre escolha ser
discípulo. Mas, uma vez que escolhemos, não temos mais op­
ção; precisamos ser obedientes à Grande Comissão e fazer dis­
cípulos (Mt 28.18-20). Verdadeiros discípulos naturalmente se
multiplicam (cf. n. 2Tm 2.2). houve murmuração. Crescimento
traz problemas. Requer administração de coisas que antes
fluíam simplesmente por meio de relacionamentos. Novos pro­
blemas são a porta para novos ministérios.
Nota prática: novos grupos, ministérios e igrejas passam por
quatro etapas, se é que sobrevivem à segunda: (1a) a do ro­
mance, na qual existe idealismo, entusiasmo, sentido de aven­
tura, criatividade e presença de Deus de forma especial; quanto
maior o idealismo, maior será o choque na segunda etapa; (2a) a
dos conflitos, na qual as pessoas se mostram bem mais humanas
do que esperávamos e se vê o custo e os conflitos de poder; nes­
ta etapa e na próxima um pai espiritual ou mediador externo faz
toda a diferença; (3a) a da adolescência, cujo enfoque é para
dentro, para a identidade do grupo em formação - às vezes
dependente, às vezes independente - ; aqui se vê desequilíbrio
e necessidade de direção; e (4a) a da maturidade, na qual o
grupo está seguro quanto ao seu chamado e à sua identidade;
interdependente, é livre para servir e reproduzir.
6.2-4 Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus
para servir às mesas. Pastores, prestem atenção! Aprendam a di­
zer “não”! “Servir às mesas” hoje inclui projetos de construção, po­
lítica, sociais, escolas e colégios - e, às vezes, fazer faculdades se­
culares. Estas estão algumas dentre as muitas coisas que devemos
delegar para outros a fim de que nos dediquemos a receber graça
de Deus diariamente. A graça de ontem não serve. Na medida em
que somos nutridos, podemos nutrir. Na medida em que recebe­
mos graça, podemos dar dela e de nós mesmos generosamente.
cheios do Espírito. Cf. vs. 5,8,10; 7.55. e de sabedoria. Cf. v. 10; n.
Tg 3.17. Qualidades básicas para todo líder, inclusive para diáco­
nos, cujo ministério é principalmente servir e administrar.
6.4 consagraremos. Mesma palavra que se encontra em 1.18
205 ATOS 6
• 9 <» TORNANDO-NOS HOMENS E MULHERES DA PALAVRA
At 6.4; SI 1.1-3 (Estudo 1.2.1)
1. Você se considera um homem ou uma mulher da Palavra? Por quê?
2. Você enxerga uma queda progressiva em S11.1? Explique.
3. Por que você acha que a meditação na Palavra levaria à descrição de S11.3?
4 .0 texto de At 6.4 tem a ver com você de alguma forma?
5. Como você poderia melhorar seu tempo devocional ou de meditação na Palavra esta semana?
Estudo opcional: SI 19.7-14; 119.1-24; Jr 17.5-8.
Tornando-nos homens e mulheres da Palavra
Que porcentagem dos membros de sua igreja sabe estudar a Bíblia a sós? Que porcentagem dos líderes? Quantos até
sabem fazer, mas não o fazem? E, por essas faltas, os membros e líderes andam desnutridos espiritualmente, depen­
dentes de ganhar comida "pré-mastigada" nos cultos da igreja. Este estudo inicia um novo módulo, que tem potencial
de mudar sua vida, não importa em qual estágio você se encontre na vida cristã. Para iniciar essa caminhada, faça o
seguinte esta semana:
• Se não tiver um diário espiritual, pegue um caderno ou agenda para servir a esse propósito permanentemente
(cf. med. 2Tm 3.16-17).
• Separe meia hora para meditar em algumas das passagens opcionais indicadas no início deste estudo. Anote a
data em seu diário espiritual e escreva por pelo menos cinco minutos sobre a sua meditação (cf. med. Lc 2.19).
• Separe de 15 a 30 minutos para interceder de joelhos para se tornar um homem ou uma mulher da Palavra (cf. n.
Lc 18.1). Escreva sua oração e a resposta que você sente que Deus está falando para você em seu diário espiritual.
At 26.19 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Mt 4.4
50 parecer agradou a todos. Então elegeram Es­
têvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Fi­
lipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau,
prosélito de Antioquia. 6Apresentaram estes ho­
mens aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram
as mãos.
7Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, aumen­
tava o número dos discípulos. Também um grande
grupo de sacerdotes obedecia à fé.
Estêvão diante do Sinédrio
8Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios
e grandes sinais entre o povo. 9Levantaram-se, po­
rém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos
Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Ci­
licia e da província da Ásia, e discutiam com Estêvão;
lOe não podiam resistir à sabedoria0 e ao Espírito,
pelo qual ele falava. 11Então subornaram alguns ho­
mens para que dissessem:
— Ouvimos este homem proferir blasfêmias con­
tra Moisés e contra Deus.
l2Atiçaram o povo, os anciãos e os escribas e, inves­
tindo contra ele, o agarraram e levaram ao Sinédrio.
i3Apresentaram testemunhas falsas, que disseram:
— Este homem não para de falar contra o lugar
santo e contra a lei; 14porque nós o ouvimos dizer
que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugarh e
mudará os costumes que Moisés nos deu.
«6.10 Lc 21.15 *6.14 M t 26.61
e 4.42. A Igreja Primitiva vivia a consagração como um estilo de
vida, algo que partia de seus líderes. A única forma de fazer
isso na prática é dizendo “não” a outras coisas, mantendo
nosso foco principal em Deus. “Nosso negócio principal é a
oração; depois vem o ministério” (Madre Teresa).
6.5 Então elegeram. Eleições são grandes oportunidades
para a carne se expressar e para valores e técnicas do mundo
se manifestarem. Mas quando fluem no Espírito, caminham
na direção do consenso e da unanimidade.
6.6 lhes impuseram as mãos. Cf. 8.17; 9.17; 13.3; 28.8; med.
1Tm 4.11-16.
6.7 grande grupo de sacerdotes obedecia àfé. Cf. n. M t 27.51.
6.14 mudará os costumes. Alguém falou, certa vez, que as
últimas palavras da Igreja que morre são: “Nunca fizemos as­
sim antes.” Ou aprendemos a mudar com o tempo, ou mor­
reremos.
atos 6 — 7 206
15Todos os que estavam sentados no Sinédrio, fi­
tando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se
fosse rosto de anjo.
A defesa de Estêvão
7Então o sumo sacerdote perguntou a Estêvão:
— Isso de fato é assim?
2Estêvão respondeu:
— Irmãos e pais, escutem. 0 Deus da glória apare­
ceu a Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâ-
mia, antes de morar em Harã, 3e lhe disse: "Saia da sua
terra e do meio da sua parentela e vá para a terra que
eu lhe mostrarei."0 4Então ele saiu da terra dos cal­
deus* e foi morar em Harã. E dali, com a morte de seu
pai, Deus o trouxe0para esta terra em que vocês agora
estão morando. 5Nela, não lhe deu herança, nem se­
quer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a pos­
se delaf/ e, depois dele, à sua descendência, não tendo
ele filho. 6E Deus falou que a descendência dele seria
peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravi­
zados e maltratados durante quatrocentos anos.e
7 — Deus disse ainda: "Castigarei a nação da qual
forem escravos; e, depois disso, sairão daí e me servi­
rão neste lugar."-* 8Então lhe deu a aliança da circunci­
são.3 Assim, Abraão gerou Isaque* e o circuncidou no
oitavo dia; e Isaque gerou Jacó,' e Jacó gerou os doze
patriarcas.7
9— Os patriarcas, invejosos* de José, venderam-no
para ser levado para o Egito.1 Mas Deus estava com
ele"1I0e o livrou de todas as suas aflições, concedendo-
-lhe também graça e sabedoria diante de Faraó, rei do
Egito, que o constituiu governador daquela nação"
e de toda a casa real. 11Depois houve fome0 e grande
sofrimento em todo o Egito e em Canaã, e nossos pais
não achavam o que comer. i2Mas quando jacóp ouviu
que no Egito havia trigo, mandou, pela primeira vez, os
nossos pais até lá. 13Na segunda vez, José se fez reco­
nhecer3 pelos seus irmãos, e o Faraó veio a conhecer a
família de José. l4Então José mandou chamar Jacó,rseu
pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pes­
soas.5 I5jacó foi para o Egito/ e ali morreu" ele e tam-
»7.2-3Gn 12.1 *7.4 Gn 11.31 'Gn 12.4 *7.5 Gn 12.7; 13.15; 15.18;
17.8 «7.6 Gn 15.13 *7.7 Gn 15.14 97.8 Gn 17.10-14 *Gn 21.2-4
'Gn 25.26 /Gn 29.31— 35.18 *7.9 Gn 37.11 'Gn 37.28
mGn 39.2,21 "7.10 Gn 41.39-41 "7.11 Gn 41.54-57 97.12 Gn 42.1-2
97.13 Gn 45.1 ' 7.14 Gn 45.9-10 'Gn 46.27 '7.15 Gn 46.1-7
"Gn 49.33 "7.16 Gn 50.7-13; Js 24.32 «Gn 23.3-16; 33.19
'7.17-18 Êx 1.7-8 77.19 Êx 1.10-11 'Ê x l.2 2 "7.20-21 Êx 2.2-10
*7.29 Êx 18.3-4 '7.23-29 Êx 2.11-22 47.30-34 Êx 3.1-10
7.2 Irmãos e pais... nosso pai. Cf. vs. 11-12,15,19,38-39,44-45.
Abraão. Estêvão iniciou criando pontes. Devemos fazer o mes­
mo em nosso evangelismo. Cf. n. 3.25.
7.24-29 vingou o oprimido. Coração de Deus sem a mente
de Cristo.
bém os nossos pais. 16Depois eles foram transportados
para Siquémv e postos no túmulo que Abraão tinha
comprado14' dos filhos de Hamor, em Siquém, pagando
um certo preço.
17— E quando já estava próximo o tempo em que
Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, o povo cres­
ceu e se multiplicou no Egito, I8até que se levantou ali
outro rei, que não conhecia José.x 19Este outro rei tra­
tou com astúcia-7 a nossa gente e torturou os nossos
pais, a ponto de forçá-los a abandonar2 seus meninos
recém-nascidos, para que não sobrevivessem. 20Por
esse tempo nasceu Moisés, que era formoso aos olhos
de Deus. Durante três meses ele foi mantido na casa
de seu pai. 21Quando tiveram de abandoná-lo, a filha
de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.0
22E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios
e era poderoso em palavras e obras.
23— Quando completou quarenta anos, teve a ideia
de visitar os seus irmãos, os filhos de Israel. 24Ven-
do um homem ser maltratado, saiu em defesa dele
e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Ora, Moi­
sés pensava que seus irmãos entenderiam que Deus
queria salvá-los por meio dele; eles, porém, não en­
tenderam. 26No dia seguinte, Moisés aproximou-se
de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz,
dizendo: "Homens, vocês são irmãos; por que estão
maltratando um ao outro?" 27Mas o que agredia o
seu próximo repeliu Moisés, dizendo: "Quem colocou
você como chefe e juiz sobre nós? 28Será que quer me
matar, assim como ontem matou o egípcio?" 29Ao ou­
vir isto, Moisés fugiu e se tornou peregrino* na terra
de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.0
30— Passados quarenta anos, apareceu-lhe, no de­
serto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas
de uma sarça que estava queimando. 31Moisés ficou
maravilhado diante daquela visão e, aproximando-se
para contemplá-la, ouviu-se a voz do Senhor, que dis­
se: 32"Eu sou o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão,
de Isaque e de Jacó." Moisés, tremendo de medo, não
ousava contemplá-la. 33Então o Senhor disse: "Tire as
sandálias dos pés, porque o lugar em que você está
é terra santa. 34Vi, com efeito, o sofrimento do meu
povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá-
-lo. Venha, agora; vou mandar você para o Egito." d
35— A este Moisés, a quem tinham rejeitado, di­
zendo: "Quem colocou você como chefe e juiz?" Deus
enviou como chefe e libertador, com a assistência do
anjo que lhe apareceu na sarça. 36Foi Moisés quem
os tirou de lá, fazendo prodígios e sinais na terra do
7.30-36 Nos quarenta anos no deserto, Moisés se tornou o ho­
mem mais humilde da terra (Nm 12.13).
7.34 Deus opta por trabalhar conosco como seus parceiros,
como sua voz, seus braços, suas pernas, suas mãos e seus pés
aqui na terra.
207 ATOS 7
Egito,6 no mar Vermelho^e no deserto, durante qua­
renta anos.3 37Foi ainda Moisés quem disse aos filhos
de Israel: “Deus fará com que, do meio dos irmãos de
vocês, se levante um profeta semelhante a mim.”"' 38É
este Moisés quem esteve na congregação no deserto,
com o anjo que lhe falava' no monte Sinai e com os
nossos pais. Foi ele quem recebeu palavras vivas* para
nos transmitir. 39Nossos pais não quiseram obedecer
a Moisés, mas o rejeitaram e, no seu coração, volta­
ram para o Egito, 40dizendo a Arão: “Faça para nós
deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este
Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos
o que lhe aconteceu." 41Naqueles dias, fizeram um be­
zerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se
com as obras das suas mãos.k 42Mas Deus se afastou e
os entregou à adoração das estrelas do céu, como está
escrito no Livro dos Profetas:
"Ó casa de Israel, será que foi para mim
que vocês ofereceram vítimas
e sacrifícios no deserto,
durante quarenta anos?
43 Não é verdade que vocês levantaram
o tabernáculo de Moloque
e a estrela do deus Renfã,
imagens que vocês fizeram para as adorar?
Por isso, vou mandar vocês ao exílio
para além da Babilónia.”1
44— O tabernáculo do testemunho estava entre nos­
sos pais no deserto, como havia ordenado aquele que
disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que ti­
nha visto.m45Também nossos pais, com Josué," tendo
recebido o tabernáculo, o levaram, quando tomaram
posse das nações que Deus expulsou da presença deles.
Foi assim até os dias de Davi, 46que obteve o favor de
Deus e pediu autorização para construir uma casa para
o Deus de Jacó.° 47Mas foi Salomão3 quem lhe edificou
a casa. 48Entretanto, o Altíssimo não habita em casas
feitas por mãos humanas. Como diz o profeta:
7.38 Foi ele quem recebeu palavras vivas. Cf. ns.
2Tm 3.16-17; Hb 4.12. para nos transmitir. Cf. Sl 103.7; n.
2Tm 2.2.
7.39 no seu coração, voltaram para o Egito. O corpo daque­
las pessoas estava no deserto com Deus, mas o coração estava
longe dele, preso no mundo. Quantos crentes estão na igreja da
mesma forma?
7.41 um bezerro. Cf. Êx 32.
7.44 segundo o modelo que tinha visto. Cf. Êx 25.9.
7.46 pediu. Cf. 2Sm 7.
7.47 Salomão... lhe edificou a casa. Cf. 1Rs 6.
7.48 Deus continua a não habitar no prédio da igreja ou tem­
plo. Ele habita em nós (2Co 6.16).
7.51 Homens teimosos. Apesar de toda e qualquer ponte que
podemos criar com pessoas não crentes, chegará o momento
inevitável do confronto do evangelho e o chamado ao arrepen-
49 “O céu é o meu trono,
e a terra é o estrado dos meus pés;
que casa vocês edificarão para mim, diz o Senhor,
ou qual é o lugar do meu repouso?
58 Não é fato que a minha mão
fez todas estas coisas?"3
51— Homens teimosos e incircuncisos de coração
e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito San­
to." Vocês fazem exatamente o mesmo que fizeram os
seus pais. 52Qual dos profetas os pais de vocês não
perseguiram? Eles mataram os que anteriormente
anunciavam a vinda do Justo, do qual vocês agora se
tornaram traidores e assassinos, 53vocês que recebe­
ram a lei por ministério de anjos e não a guardaram.
A m orte de Estêvão
54Ao ouvirem isto, ficaram com o coração cheio de
raiva e rangiam os dentes contra ele. 55Mas Estêvão,
cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a
glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus.
56Então disse:
— Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Ho­
mem, em pé à direita de Deus.
57Eles, porém, gritando bem alto, taparam os ouvidos
e, unânimes, investiram contra ele. 58E, expulsando-o
da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram as
capas deles aos pés de um jovem chamado Saulo. 59E
enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo:
— Senhor Jesus, recebe o meu espírito!5
60Então, ajoelhando-se, gritou bem alto:
— Senhor, não os condenes por causa deste pe­
cado!"
E, depois que ele disse isso, morreu.
'7.36 Êx 7.3 "Êx 14.21 9Nm 14.33 *7.37 Dt 18.15-18
'7.38 Êx 19.1— 20.17; Dt 5.1-33 7Dt 32.47 *7.39-41 Êx 32.1-6
'7.42-43 Am 5.25-27 <"7.44 Êx 25.9-40 "7.45Js 3.14-17
"7.45-46 2Sm 7.1-16:1 Cr 17.1-14 P7.47 1Rs 6.1-38; 2Cr 3.1-17
97.49-50 Is66.1-2 "7.51 Is63.10 *7.59 Sl 31.5 Lc 23.46 '7.60 Lc 23.34
dimento (3.13; 22.21-22; cf. n. 2.38). Sem isso, não é o verda­
deiro evangelho do Reino de Deus. Cf. n. Mt 19.30; Intro. Mt.
7.56 Cf. M t 26.64.
7.57 taparam os ouvidos. Cf. v. 51. Ouvimos o que queremos
ouvir. E temos uma capacidade assustadora de não escutar o
que não estamos dispostos a ouvir.
7.58 aos pés de um jovem chamado Saulo.
Nota prática: o erro que cometemos não importa tanto quanto
o que fazemos depois (cf. ns. Mt 3.2; 26.20-35; At 1.26; Tg 3.2).
Existem três passos a seguir depois: (1) arrepender-se, com que­
brantamento, reconhecendo que é preciso mudar de vida; (2) pe­
dir perdão, com contrição, sentindo a dor que causamos a Deus e
a outras pessoas; (3) restituir quem lesamos, mostrando frutos de
arrependimento e graça real e cara - não graça barata.
7.60 não os condenes por causa deste pecado! Parecido ao
grito de Jesus (cf. n. Lc 23.34).
atos 8 208
E Saulo consentia na morte de Estêvão.
Saulo persegue a igreja
Naquele dia, teve início uma grande perseguição con­
tra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos,
foram dispersos pelas regiões da Judeia e da Samaria.
2Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram
grande lamentação por ele. 3Saulo, porém, queria des­
truir a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e
mulheres, lançando-os na prisão.0
Filipe prega em Sam aria
4Enquanto isso, os que foram dispersos iam por
toda parte pregando a palavra. 5Filipe foi à cidade de
Samaria e anunciava Cristo ao povo dali. 6As multi­
dões, unânimes, davam atenção às coisas que Filipe
dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele fazia. 7Pois
os espíritos imundos, gritando em alta voz, saíam de
muitos que estavam possuídos por eles; e muitos para­
líticos e coxos foram curados. 8E houve grande alegria
naquela cidade.
Sim ão, o m ago
9 Havia naquela cidade um homem chamado Si­
mão, que praticava magia e deixava o povo de Sama­
ria admirado. Dizia ser alguém muito importante,
10e todos lhe davam ouvidos, do menor ao maior, di­
zendo:
— Este homem é o poder de Deus, chamado o
Grande Poder.
11Davam atenção a ele porque durante muito tempo
os havia impressionado com as suas magias. i2Quan-
do, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava
a respeito do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo,
iam sendo batizados, tanto homens como mulheres.
130 próprio Simão abraçou a fé e, tendo sido batizado,
acompanhava Filipe de perto, observando extasiado
os sinais e grandes milagres praticados.
"8.3 At 22.4,19; 26.9-11; 1Co 15.9; Gl 1.13; Fp 3.6; ITm 1.13
&8.15 At 2.38 <8.21 SI 78.37 <78.27 Is 56.3
8.1 foram dispersos. Cf. v. 4; 11.19. O que Satanás e o mundo
fazem para o mal, Deus usa para o bem (Rm 8.28-29).
8.3 mulheres. Cf. v. 12; n. 5.1.
8.5 Filipe. Um segundo diácono, também cheio do Espírito, de
sabedoria e de poder (vs. 6-7).
8.8 E houve grande alegria. Alegria é a mostra do Reino de
Deus (vs. 12,39; 13.52; 15.3,31; 16.34; cf. n. Rm 14.17).
8.12 os evangelizava a respeito do Reino de Deus. O Livro de
Atos inicia e encerra com o tema do Reino, central ao coração
do evangelho (1.3; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23,31). Cf. n. Lc 2.11;
Intro. Mt.
8.14-17 Veja o contraste maravilhoso com a atitude de João
em Lc 9.52-56! Derramaram o fogo do Espírito em lugar de um
fogo para destruir.
Pedro e João em Sam aria
l4Quando os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ou­
viram que o povo de Samaria tinha recebido a palavra de
Deus, enviaram-lhes Pedro e João. l5Chegando ali, oraram
por eles para que recebessem o Espírito Santo/ 16pois o Es­
pírito ainda não havia descido sobre nenhum deles. Tinham
apenas sido batizados em nome do Senhor Jesus. l7Então
lhes impunham as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo.
18 Quando Simão viu que, pelo fato de os apóstolos im
porem as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu-
-lhes dinheiro, 19dizendo:
— Deem também a mim este poder, para que
aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Es­
pírito Santo.
20Mas Pedro respondeu:
— Que o seu dinheiro seja destruído junto com você,
pois você pensou que com ele poderia adquirir o dom
de Deus! 21Não existe porção nem parte para você nes­
te ministério, porque o seu coração não é reto diante
de DeusT 22Portanto, arrependa-se desse mal e ore ao
Senhor. Talvez ele o perdoe por esse intento do seu cora­
ção. 23Pois vejo que você está cheio de inveja e preso em
sua maldade.
24Aí Simão disse aos apóstolos:
— Peço que vocês orem ao Senhor por mim, para
que não me sobrevenha nada do que vocês disseram.
25Eles, porém, tendo dado o seu testemunho e pre­
gado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e
evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos.
Filipe e o eunuco
26Um anjo do Senhor disse a Filipe:
— Levante-se e vá para o Sul, no caminho que vai
de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. 27Filipe se
levantou e foi.
Havia um etíope, eunuco/ alto oficial de Candace, rainha
dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu te­
souro. Ele tinha vindo adorar em Jerusalém 28e estava
regressando ao seu país. E,assentado na sua carruagem, vi­
nha lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe:
— Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a.
8.16 A prioridade dos apóstolos foi que os novos convertidos
recebessem o Espírito Santo.
8.17 impunham as mãos. Cf. vs. 18-19; n. 6.6.
8.20 Que o seu dinheiro seja destruído junto com você.
Quem quer aproveitar coisas espirituais no Reino de Deus por
meio do dinheiro corre alto risco (5.1-11).
8.22 arrependa-se. Cf. ns. 2.38; 7.58.
8.23 Há discernimento no coração da pessoa, algo bem mais
profundo do que uma visão de seus atos objetivos.
8.29-30 Então o Espírito disse a Filipe. Temos de ser sen­
síveis aos toques do Espírito. Ele não nos força. Se não res­
pondermos a esses toques leves, nosso coração poderá endu­
recer e perderemos a habilidade de ouvi-lo ou senti-lo. Cf. n.
M t 13.15. Correndo para lá, Filipe. Filipe respondeu de todo
209 ATOS 8 — 9
30Correndo para lá, Filipe ouviu que o homem es­
tava lendo o profeta Isaías. Então perguntou:
— O senhor entende o que está lendo?
31Ele respondeu:
— Como poderei entender, se alguém não me explicar?
E convidou Filipe a subir e sentar-se ao seu lado.
32 Ora, a passagem da Escritura que ele estava lendo
era esta:
"Foi levado como ovelha ao matadouro;
e, como um cordeiro mudo
diante do seu tosquiador,
ele não abriu a boca.
33 Na sua humilhação, lhe negaram justiça;
quem poderá falar da sua descendência?
Porque a vida dele é tirada da terra.”6
34Então o eunuco disse a Filipe:
— Peço que você me explique a quem se refere o
profeta. Fala de si mesmo ou de outra pessoa?
35Então Filipe explicou. E, começando com esta pas­
sagem da Escritura, anunciou-lhe a mensagem de Jesus.
36Seguindo pelo caminho, chegaram a certo lugar
onde havia água. Então o eunuco disse:
— Eis aqui água. O que impede que eu seja batizado?
37 [Filipe respondeu:
— É lícito, se você crê de todo o coração.
E, respondendo ele, disse:
— Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]1
38Então mandou parar a carruagem, ambos desce­
ram à água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram
da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe, não o
vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu cami­
nho, cheio de alegria. 40Mas Filipe foi visto outra vez em
Azoto; e, seguindo viagem, evangelizava todas as cida­
des até chegar a Cesareia.
A conversão de Saulo
A t 22.4-11; 26.9-18
9 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra
os discípulos do Senhor,0 dirigiu-se ao sumo sa-
coração. perguntou. Começou com uma boa pergunta. Cf. n.
M t 11.7-9.
8.31 Coração ensinável, cheio de boas perguntas (vs. 34,36).
8.37 se você crê de todo o coração. Cf. Rm 10.9-10.
8.40 Onde Filipe se encontrava, assim como os outros dis­
persos (v. 4) e os próprios apóstolos (v. 25), ele evangelizava
(vs. 5,35,40). E você?
9.1-2 Esta introdução ressalta que não importa como começa­
mos, e sim como terminamos (cf. n. 7.58). os discípulos. Cf. o
primeiro de oito estudos que começam em M t 16.24-26. de Da­
masco. Antes de se converter ele já tinha zelo missionário! do
Caminho. Cf. Jo 14.6; At 16.17; 18.25-26; 19.9,23; 22.4; 24.14,22;
2Pe 2.2. Um nome para “cristianismo". Expressa um estilo de
vida, não apenas uma crença. Cf. Jo 14.6. tanto homens como
mulheres. Cf. ns. 1.14; 5.1.
cerdote 2e lhe pediu cartas para as sinagogas de Da­
masco, a fim de que, caso achasse alguns que eram
do Caminho, tanto homens como mulheres, os le­
vasse presos para Jerusalém. 3Enquanto seguia pelo
caminho, ao aproximar-se de Damasco, subitamente
uma luz do céu brilhou ao seu redor, 4e, caindo por
terra, ouviu uma voz que lhe dizia:
— Saulo, Saulo, por que você me persegue?
5Ele perguntou:
— Quem é o senhor?
E a resposta foi:
— Eu sou Jesus, a quem você persegue.b 6Mas le-
vante-se e entre na cidade, onde lhe dirão o que você
deve fazer.
7Os homens que viajavam com Saulo pararam emu­
decidos, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. 8En­
tão Saulo se levantou do chão e, abrindo os olhos, nada
podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Da­
masco. 9Esteve três dias sem ver, durante os quais nada
comeu, nem bebeu.
A visita de Ananias
A t2 2 .1 2 -1 6
10Havia em Damasco um discípulo chamado Ana­
nias. O Senhor lhe apareceu numa visão e disse:
— Ananias!
Ao que ele respondeu:
— Eis-me aqui, Senhor!
11Então o Senhor lhe disse:
— Levante-se e vá à rua que se chama Direita e, na
casa de Judas, procure um homem de Tarso chamado
Saulo. Ele está orando I2e, numa visão, viu entrar um
homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para
que recuperasse a vista.
i3Ananias, porém, respondeu:
— Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito des­
se homem, quanto mal tem feito aos teus santos em
c8.32-33 Is 53.7-8 78.37 O texto entre colchetes se encontra apenas
em manuscritos mais recentes °9.1 At 8.3 *9.5 ICo 15.8
9.4 Saulo, Saulo. Repetindo seu nome, chamou sua atenção de
forma profunda, por que você me persegue? A perseguição à
Igreja, o Corpo de Cristo (ICo 12.27; Ef 1.22-23), é a perseguição a
Jesus. Cf. n. Lc 6.2.
9.5 Quem é o senhor? A maior pergunta que qualquer de nós
pode fazer (M t 16.13-17).
9.6 Deste momento em diante ele está entregue a uma nova
autoridade: a de Jesus Cristo.
9.9 Frutos de arrependimento, de quebrantamento (vs. 11-12).
9.10 Eis-me aqui, Senhor! A atitude normal de um verdadeiro
discípulo.
9. 13- 16 Deus não tem problemas com nossas perguntas ou dú­
vidas honestas.
Atos 9 210
Jerusalém; 14e para cá trouxe autorização dos princi­
pais sacerdotes para prender todos os que invocam o
teu nome.
l5Mas o Senhor lhe disse:
— Vá, porque este é para mim um instrumento esco­
lhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis,
bem como diante dos filhos de Israel.c 16Pois eu mesmo
vou mostrar a ele quanto deve sofrer pelo meu nome.
17Então Ananias foi e, entrando na casa, impôs as
mãos sobre Saulo, dizendo:
— Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que apareceu a
você no caminho para cá, me enviou para que você
volte a ver e fique cheio do Espírito Santo.
I81mediatamente lhe caíram dos olhos como que
umas escamas, e voltou a ver. A seguir, levantou-se e foi
batizado. 19E, depois de comer, sentiu-se fortalecido.
Saulo em Dam asco
Saulo permaneceu alguns dias com os discípulos
em Damasco. 20E logo, nas sinagogas, proclamava Je­
sus, afirmando que ele é o Filho de Deus. 21Todos os
que ouviam Saulo estavam atónitos e diziam:
— Não é este o que exterminava em Jerusalém os que
invocam o nome de Jesus e veio para cá precisamente
para prender e levá-los aos principais sacerdotes?
22Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confun­
dia os judeus que moravam em Damasco, demons­
trando que Jesus é o Cristo.
Saulo escapa dos judeus
23Decorridos muitos dias, os judeus resolveram matar
Saulo, 24mas ele ficou sabendo do plano deles. Dia e noite
guardavam também os portões da cidade, para o matar.
25Mas os discípulos de Saulo tomaram-no de noite e,
colocando-o num cesto, desceram-no pela muralha.d
Saulo em Jerusalém e em Tarso
26Tendo chegado a Jerusalém, Saulo procurou juntar-
-se aos discípulos de Jesus. Porém todos tinham medo
dele, não acreditando que ele fosse discípulo. 27Mas
<9.15 Rm 1.1; Gl 1.15; Ef 3.7 <<9.25 2Co 11.33
Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos.
Contou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor no ca­
minho, e que o Senhor tinha falado com ele. Também
contou como, em Damasco, Saulo tinha pregado ousa­
damente em nome de Jesus. 28E Saulo ficou com eles em
Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente
em nome do Senhor. 29Falava e discutia com os helenis-
tas, mas eles procuravam tirar-lhe a vida. 30Quando isto
chegou ao conhecimento dos irmãos, levaram Saulo até
Cesareia e dali 0enviaram para Tarso.
A igreja cresce
31A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Ga-
lileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor
do Senhor; e, no consolo do Espírito Santo, crescia em
número.
A cura de Eneias
32Passando Pedro por toda parte, foi também visi­
tar os santos que moravam em Lida. 33Encontrou ali
certo homem, chamado Eneias, que havia oito anos
jazia de cama, pois era paralítico. 34Pedro lhe disse:
— Eneias, Jesus Cristo cura você! Levante-se e
arrume a sua cama.
Ele imediatamente se levantou. 35Todos os habi­
tantes de Lida e da região de Sarom viram Eneias e se
converteram ao Senhor.
A ressurreição de Dorcas
36Havia em Jope uma discípula chamada Tabita,
nome este que, traduzido, é Dorcas. Ela era notável pe­
las boas obras e esmolas que fazia. 37Aconteceu que,
naqueles dias, ela adoeceu e veio a morrer. Depois de
a lavarem, puseram 0 corpo num quarto do andar su­
perior. 38Como Lida ficava perto de Jope, ouvindo os
discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois ho­
mens com o seguinte pedido:
— Não se demore em vir até nós.
39 Pedro se aprontou e foi com eles. Tendo chegado
conduziram-no para o quarto do andar superior. To­
das as viúvas 0 cercaram, chorando e mostrando-lhe
túnicas e vestidos que Dorcas tinha feito enquanto
9.15 é para mim um instrumento escolhido. Cf. n. 26.19.
9.16 Saulo fez os discípulos de Jesus sofrerem; agora, teria 0
privilégio de sofrer como discípulo de Jesus.
9.17 impôs as mãos sobre Saulo. Cf. n. 6.6. irmão. Reconhe­
cimento da transformação nele. para que... fique cheio do Es­
pírito Santo. Cf. n. 8.16.
9.22 demonstrando que Jesus é o Cristo. Cf. ns. 4.14;
5.42.
9.25 os discípulos de Saulo. A unção de Paulo era tão
grande que ele já tinha discípulos! Este é 0 único versículo
que fala de um líder da igreja ter discípulos. Apesar de isso
poder acontecer, devemos nos esforçar para que todos te­
nham a identidade de discípulos de Jesus, bem mais do que
discípulos nossos.
9.27 Mas Barnabé. Figura de transição, mudando a história de
uma pessoa e, como consequência, possivelmente a história da
Igreja Primitiva. Cf. ns. 11.19-26.
9.31 Aqui temos uma terceira descrição da Igreja Primitiva,
após 2.42-47 e 4.32-35. edificando-se. Ela crescia em qualida­
de caminhando no temor do Senhor. Cf. 10.2; n. 5.11. no con­
solo do Espírito Santo. Cf. ns. 1.2,5; 2.4; 2Co 1.3-8. crescia em
número. Crescia em quantidade. Cf. n. 6.1.
9.36 uma discípula. Na cultura clássica judaica não havia es­
paço para discípulas. Na cultura cristã, sim. Cf. n. 5.1.
211 ATOS 9 — 10
estava com elas. 40Mas Pedro, tendo feito com que to­
dos saíssem, pondo-se de joelhos, orou; e, voltando-
-se para o corpo, disse:
— Tabita, levante-se!
Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se. 41Ele,
dando-lhe a mão, ajudou-a a ficar em pé; e, chamando
os santos, especialmente as viúvas, apresentou-a viva.
42Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos cre­
ram no Senhor. 43Pedro ficou em Jope muitos dias, na
casa de um curtidor chamado Simão.
O centurião Cornélio
Em Cesareia morava um homem de nome Cor­
nélio, centurião da coorte chamada Italiana. 2Era
piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, fazendo
muitas esmolas ao povo e orando sempre a Deus. 3Um
dia, por volta das três horas da tarde,1 durante uma vi­
são, esse homem viu claramente um anjo de Deus que se
aproximou dele e lhe disse:
4— Cornélio!
Este, fixando nele os olhos e possuído de temor,
perguntou:
— O que é, Senhor?
E o anjo lhe disse:
— As suas orações e as suas esmolas subiram para
memória diante de Deus. 5Agora envie mensageiros
a Jope e mande chamar Simão, que tem por sobre­
nome Pedro. 6Ele está hospedado com Simão, curti­
dor, cuja residência está situada à beira-mar.
7Logo que o anjo que lhe falava se retirou, Cornélio
chamou dois dos seus servos e um soldado piedoso
dos que estavam a seu serviço 8e, havendo-lhes con­
tado tudo, enviou-os a Jope.
Pedro tem um a visão
9No dia seguinte, enquanto eles viajavam e já esta­
vam perto da cidade de Jope, Pedro subiu ao terraço,
por volta do meio-dia, a fim de orar. 10Estando com
fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a co-
10.1-2 Cornélio. Cf. v. 22. Um “pré-discípulo”, com belas qua­
lidades (v. 33), apenas aguardando conhecer Jesus pessoal­
mente para se tornar pleno discípulo.
10.3 uma visão... um anjo de Deus. Deus falava e ainda fala
das formas mais variadas (vs. 10,13,19).
10.4 possuído de temor. Cf. v. 2.
10.7 Logo. Obediente. Militares e ex-militares têm algumas
vantagens quanto a saber ser obedientes e submissos, como
também comprometidos (cf. n. Mt 8.8-10).
10.9-23 Deus, em sua grande misericórdia, preparou o coração
do evangelista tanto quanto o do evangelizado, semelhante a
Filipe com o eunuco (8.26-39).
10.14 De modo nenhum, Senhor! Pedro tinha uma habilidade
extraordinária de chamar Jesus de Senhor e ainda discordar dele
(Mt 16.22; Jo 13.6-8). Jesus consegue trabalhar com “cabeças-
-duras” se o coração é bom. Por outro lado, a melhor teologia
mida, sobreveio-lhe um êxtase. 11Viu o céu aberto e um
objeto como se fosse um grande lençol, que descia do
céu e era baixado à terra pelas quatro pontas, ^conten­
do todo tipo de quadrúpedes, répteis da terra e aves do
céu. 13E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele:
— Levante-se, Pedro! Mate e coma.
14Mas Pedro respondeu:
— De modo nenhum, Senhor! Porque nunca comi
nada que fosse comum e imundo.
15 Pela segunda vez, a voz lhe falou:
— Não considere impuro aquilo que Deus purificou.0
16Isso aconteceu três vezes, e, em seguida, aquele
objeto foi levado de volta para o céu.
Os enviados de Cornélio chegam a Jope
17Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria
o significado da visão, eis que os homens enviados
por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão,
pararam junto à porta. l8Chamando, perguntaram se
ali estava hospedado Simão, por sobrenome Pedro.
19 Enquanto Pedro meditava a respeito da visão,
Espírito lhe disse:
— Estão aí três homens à sua procura. 20Portanto,
levante-se, desça e vá com eles, nada duvidando; por­
que eu os enviei.
21E, descendo Pedro para junto dos homens, disse:
— Eu sou a pessoa que vocês estão procurando. 0
que os traz até aqui?
22Então disseram:
— O centurião Cornélio, homem reto e temente a
Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica,
foi instruído por um santo anjo a mandar chamar você
para a casa dele e ouvir o que você tem a dizer.
23 Pedro, então, convidando-os a entrar, hospedou-os.
No dia seguinte, Pedro se aprontou e foi com eles. Tam­
bém alguns irmãos dos que moravam em Jope foram com
ele. 24No dia seguinte, Pedro chegou a Cesareia. Cornélio
Í10.3 Lit., hora nona "10.15 Mc 7.19: Rm 14.14; ICo 10.25; Tt 1.15
do mundo, sem o coração reto, amável e temível, não adianta
nada. E você? Está dizendo “De modo nenhum, Senhor” quanto
ao seu chamado de ganhar almas)’ Porque nunca... Seus usos e
costumes eram mais arraigados nele do que o senhorio de Cristo.
10.15 Para os puros decoração tudo é puro (cf. n. M t 5.8).
10.16 isso aconteceu três vezes. Cf. med. Jo 3.1-15.
10.17 Enquanto Pedro estava perplexo. Quando Deus falar
de forma que deixe você perplexo ou confuso, não se preocupe.
Se a visão ou a palavra é de Deus. ele irá aclarar e confirmar.
Se não for de Deus, ele o ajudará a superar sem maiores conse­
quências. Cf. ns. 2.17; 3.16; 8.29-30.
10.23 Quando vamos fazer algo novo no qual não temos con­
fiança ou experiência, é bom andarmos acompanhados.
10.24-25 tendo reunido os seus parentes e os amigos
mais íntimos. Que fé! Semelhante à de outro centurião (cf. n.
M t 8.8-10). Ele já era evangelista antes de se converter! Muitas
atos 10 — 11 212
estava esperando por eles, tendo reunido os seus paren­
tes e os amigos mais íntimos. 25Quando Pedro estava por
entrar, Comélio foi ao seu encontro e, prostrando-se aos
pés dele, o adorou. 26Mas Pedro o levantou, dizendo:
— Levante-se, porque eu também sou apenas um
homem.
27Falando com ele, Pedro entrou, encontrando
muitos reunidos ali, 28a quem se dirigiu, dizendo:
— Vocês bem sabem que um judeu está proibido de
se juntar a um gentio ou de entrar na casa dele. Mas
Deus me mostrou que não devo considerar ninguém
comum ou imundo. 29Por isso, uma vez chamado, vim
sem vacilar. Pergunto, pois: Por que razão vocês man­
daram me chamar?
30Cornélio respondeu:
— Faz hoje quatro dias que, mais ou menos por esta
hora, às três da tarde, eu estava orando em minha casa.
De repente, se apresentou diante de mim um homem
vestido com roupas resplandecentes 31que disse: "Cor-
nélio, a sua oração foi ouvida e as suas esmolas foram
lembradas na presença de Deus. 32Envie, pois, alguém
a jope e mande chamar Simão, por sobrenome Pedro;
ele está hospedado na casa de Simão, curtidor, à beira-
-mar.” 33Portanto, sem demora, mandei chamá-lo, e
você fez muito bem em vir. Agora estamos todos aqui,
na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que o
Senhor ordenou a você.
Pedro prega na casa de Cornélio
34Então Pedro começou a falar. Ele disse:
— Reconheço por verdade que Deus não faz acep-
ção de pessoas;b 35pelo contrário, em qualquer nação,
aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável.
36Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel,
anunciando-lhes o evangelho da paz,c por meio de Je­
sus Cristo. Este é o Senhor de todos/ 37Vocês sabem
o que aconteceu em toda a Judeia, tendo começado na
*10.34 Dt 10.17 <10.36 Rm 5.1; Ef2.17 * At 2.36; Rm 10.12
*10.41 Jo 14.22 Ó_c 24.43; At 1.4 510.42 2Tm 4.1; 1Pe4.5
vezes no Novo Testamento casas ou famílias inteiras se entrega­
ram a Jesus (At 16.15,31-34; 18.8). prostrando-se aos pés dele,
o adorou. Que coração predisposto a fazer qualquer coisa para
Deus! E você? Qual foi a última vez que se prostrou?
10.26 Jamais podemos aceitar que pessoas nos adorem; temos
de dirigir tais expressões a Jesus (cf. n. Ap 19.10).
10.28 Mas Deus. Cf. 2.24; 3.18; 7.9; 13.30; 17.30. Duas pala­
vras tão simples e tão bonitas mudam tudo! Cf. n. Lc 12.20.
não devo considerar ninguém comum ou imundo. Ou infe­
rior. Cf. ns. 2Co 5.7,16.
10.29 uma vez chamado, vim sem vacilar. Esta tem de ser a
atitude de todo verdadeiro discípulo.
10.35 em qualquer nação. Deus se importa com cada nação
(2.5; 10.14; 17.26-27; Mt 28.19; Ap 7.9; 14.6).
10.37-43 Resumo do evangelho. Você é bom em resumir o
Galileia depois do batismo que João pregou, 38como
Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e
com poder. Jesus andou por toda parte, fazendo o bem
e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus
estava com ele. 39E nós somos testemunhas de tudo o
que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Depois
eles o mataram, pendurando-o no madeiro. 40Mas Deus
o ressuscitou no terceiro dia e concedeu que fosse ma­
nifesto, 41não a todo o povo,e mas às testemunhas que
foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós
que comemos e bebemos com e le/ depois que ressur­
giu dentre os mortos. 42jesus nos mandou pregar ao
povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus
como Juiz de vivos e de mortos.3 43Dele todos os pro­
fetas dão testemunho de que, por meio do seu nome,
todo aquele que nele crê recebe remissão dos pecados.
O Espírito Santo desce sobre os gentios
44 Enquanto Pedro falava estas palavras, o Espírito
Santo caiu sobre todos os que ouviam a mensagem.
45E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vin­
do com Pedro, admiraram-se, porque também sobre
os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo.
46Pois eles os ouviam falando em línguas e engrande­
cendo a Deus. Então Pedro disse:
47— Será que alguém poderia recusar a água e
impedir que sejam batizados estes que, assim como
nós, receberam o Espírito Santo?
48E ordenou que fossem batizados em nome de
Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse
com eles por alguns dias.
A defesa de Pedro
Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos
irmãos que estavam na Judeia que também os
gentios haviam recebido a palavra de Deus. 2Quando
Pedro voltou para Jerusalém, os que eram da circun­
cisão começaram a questioná-lo, dizendo:
3— Você entrou na casa de homens incircuncisos e
comeu com eles.
evangelho e dar seu testemunho? Cf. o módulo de oito estudos
sobre evangelismo pessoal que começa em 2Co 5.14-21.
10.38 Quais destas frases melhor descrevem você? Cf. ns.
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10.39,41 testemunhas. Cf. n. At 3.15.
10.44-46 o Espírito Santo caiu... foi derramado o dom do Espírito
Santo... receberam o Espírito Santo. Deus, com seu grande senso
de humor, derramou o Espírito Santo sem pedira permissão do após­
tolo, liberando-o, assim, de qualquer culpa de haver feito algo errado
quando fosse interrogado futuramente (11.1-18). Cf. ns. 1.2,5; 2.4.
10.48 E ordenou que fossem batizados. Cf. v. 48; n. 2.41 per­
manecesse com eles por alguns dias. Construir pontes em lugar
de muros.
11.3 Espírito de religiosidade, mais preocupado com leis e nor­
mas do que com a salvação de almas (cf. Intro. Hb).
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4 biblia do_discipulado_-_atos

  • 1. atos dos apóstolos Vivendo o sonho de Deus para a sua Igreja ----------------------------------------------------------------------------------------- • s grandes temas de Atos surgem nos primeiros dois capítulos: 1. A visão evangelística e missionaria, que deve começar para cada um de nós em nossa “Jerusalém” e ir transbordando para “Judeia” e “Samaria”, até ganhar expressão nos confins da terra (1.8); 2. O poder do Espírito Santo manifesto deform a visível, especialmente nos sonhos, nas visões e nas pala­ vras proféticas que devem caracterizar todos os filhos de Deus (At 1.8; 2.17-18); 3. A descrição gloriosa da Igreja Primitiva em seu pleno primeiro amor (At 2.42-47). Os três são interdependentes. Nenhum se mantém bem sem os outros. Quando a energia e a visão evan­ gelística decaem, a saúde da igreja fatalmente decairá. De forma parecida, quando o poder do Espírito não flui, a saúde da igreja logo não fluirá. Equando a igreja não se expressa de forma saudável, como na Igreja Primitiva, o pique evangelístico e o poder do Espírito Santo desvanecem. O verdadeiro discípulo de Jesus tem fome e sede nas três áreas, crescendo em competência e paixão em todas elas. Em primeiro lugar, seu coração arde e se quebranta como o coração de Jesus para com as pessoas necessitadas (Lc 4.18-19), aflitas e exaustas, tais quais ovelhas sem pastor (Mt 9.36-38). Ele se entrega de for­ ma sacrificial para alcançar pessoas para Jesus (Lc 15; cf. Intro. Jo). O verdadeiro discípulo é também um sonhador, visionário, cheio do Espírito e ungido por ele. Vive ouvindo seu Pai e faz disso seu estilo de vida (cf. med. Jo 5.19-20,30). Encontros divinos e padrões divinos caracterizam sua vida. Finalmente, o discípulo autêntico é apaixonado pela igreja dele. Sonha com ela e tem uma visão clara a respeito dela que o energiza. O texto de At 2.42-47 é uma de suas passagens prediletas. Ele cresce em sua ha­ bilidade de entender essa descrição e explicá-la a outras pessoas. E, ainda mais importante do que isso: ele cresce em sua vivência e graça em ilustrar os princípios de uma vida dedicada à Palavra, à oração, à comunhão, à simplicidade e ao evangelismo (cf. os cinco módulos no curso de discipulado que trazem oito estudos sobre cada um destes temas). Te x t o -chave E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.... Enquanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos. (At 2.42-47) Esta passagem descreve uma igreja gloriosa, saudável, sem mácula, ruga ou defeito (Ef 5.27). Ela tem dezesseis características: (1) é dedicada à Palavra (kerygma); (2) exerce a comunhão (koinonia); (3) dá importância à ceia do Senhor; (4) fundamenta-se na oração (ouvindo Deus); (5) tem temor a Deus; (6) opera manifestações sobrenaturais (1Co 12.7-10); (7) valoriza a unidade e a comunidade; (8) cuida plenamente dos necessitados; (9) faz grandes celebrações; (10) tem grupos pequenos ou igrejas caseiras; (11) a igreja come junta; (12) tem alegria; (13) possui um coração simples e uma vida simples; (14) foca o louvor a Deus; (15) é bênção para os de fora da igreja; e (16) trata o evangelismo como um estilo de vida, que leva ao cres­ cimento natural e sólido. Um excelente exercício seria dar uma nota de 0 a 10 à sua igreja em cada uma dessas áreas, para depois orar sobre os aspectos nos quais o Espírito Santo gostaria de se aprofundar em sua vida e em sua igreja. Estas características são o DNA de cada discípulo de Jesus, porque são o DNA dele. Elas se ex­ pressam especialmente nos lares e nos grupos pequenos ou células porque têm muito a ver com relaciona­ mentos comprometidos e saudáveis. Devemos orar e nos esforçar em favor deste grande sonho, não sendo críticos nem céticos quanto à Igreja. Que Deus nos dê a graça de viver de forma autêntica e coletiva para ele, já que individualmente dificilmente conseguiremos fazê-lo.
  • 2. 195 Atos 1 A prom essa do Espírito Santo Escrevi o primeiro livro, ó Teófilo,0 relatando todas as coisas que Jesus começou a fazer e a ensinar 2até o dia em que, depois de haver dado man­ damentos por meio do Espírito Santo aos apóstolos que tinha escolhido, foi elevado às alturas. 3A estes também, depois de ter padecido, se apresentou vivo, com muitas provas incontestáveis, aparecendo-lhes durante quarenta dias e falando das coisas relacio­ nadas com o Reino de Deus. 4E, comendo com ele s/ determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusa­ lém, mas que esperassem a promessa do P ai/ a qual, disse ele, vocês ouviram de mim. 5Porque João, na verdade, batizou com1água,d mas vocês serão batiza­ dos com1o Espírito Santo, dentro de poucos dias. A ascensão de Jesus 6Então os que estavam reunidos com Jesus lhe perguntaram: — Será este o tempo em que o Senhor irá restau­ rar o reino a Israel?" 7Jesus respondeu: — Não cabe a vocês conhecer tempos ou épocas que o Pai fixou pela sua própria autoridade/8Mas vocês re­ ceberão poder, ao descer sobre vocês o Espírito Santo, e serão minhas testemunhas5 tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até os confins da terra. 9Depois de ter dito isso, Jesus foi elevado às alturas, à vista deles, e uma nuvem o encobriu dos seus olhos/ 10E, estando eles com os olhos fixos no céu, enquanto Jesus subia, eis que dois homens vestidos de branco se puseram ao lado deles 11e lhes disseram: — Homens da Galileia, por que vocês estão olhando para as alturas? Esse Jesus que foi levado do meio de vocês para o céu virá do modo como vocês o viram subir.' A escolha de M atias 12Então os apóstolos voltaram do monte das Olivei­ ras para Jerusalém. A distância até a cidade é de cerca de um quilómetro.2l3Quando entraram na cidade, subiram para o cenáculo onde se reuniam Pedro, João, Tiago, An­ dré, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Al- feu, Simão, o Zelote, e Judas, filho de Tiago. 14Todos estes perseveravam unânimes em oração, com as mulheres, com Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos dele.1 15Naqueles dias, Pedro se levantou no meio dos irmãos, que formavam um grupo de mais ou menos cento e vinte pessoas, e disse: «1.1 Lc 1.1-4 M .4 Lc 24.43; At 10.41 a c 24.49 11.5 Ou em « M t3.11;Mc 1.8; Lc3.16;Jo 1.33 «1.6Lc 19.11 tl.7M c13.32 91.8 Mt 28.19; Mc 16.15; Lc 24.47-48 M .9 L c 24.51 <1.11 Lc 21.27; ITs 1.10 2 1.112 Lit.,jornada de um sábado 71.13-14 M t 10.2-4; Mc 3.16-19; Lc 6.14-16 1.2 por meio do Espírito Santo. Cf. 1.5,8,16. A primeira de 57 indicações do Espírito Santo neste livro (cf. ns. 2.4; 4.8). Há mais referências do que nos quatro Evangelhos juntos. Por isso, al­ gumas pessoas dizem que o título do livro poderia ser “Atos do Espírito Santo”. Na verdade, “Atos dos Apóstolos” acaba refletin­ do o lado humano da obra, enquanto o outro título mostraria o lado divino. Os dois andam de mãos dadas. E em sua vida? Eles andam assim? Cf. Intro. aos apóstolos. Cf. n. 1Co 12.28. que tinha escolhido. Cf. os oito estudos sobre seleção a partir de Lc 6.12-16. 1.3 com muitas provas incontestáveis. Que provas incontes­ táveis nós temos hoje de que Jesus está vivo? durante quarenta dias. Curso de pós-graduação para os apóstolos! falando das coisas relacionadas com o Reino de Deus. Cf. v. 6. Tiveram de abrir mão de seus conceitos sobre o Reino para receber o concei­ to de Jesus (cf. n. M t 19.30; Intro. e tc. Mt). Que surpresa ele não falar sobre a igreja (cf. n. M t 18.17). Quem realmente entende o Reino irá estabelecer comunidades do Reino: igrejas. 1.5 vocês serão batizados com o Espírito Santo. A vinda do Espírito Santo para cada grupo culturalmente diferente (ju­ deus, At 2.1-13; samaritanos, At 8.14-25; gentios, At 10.44-48) combinou batismo com unção ou derramar do Espírito. Hoje em dia isso normalmente não acontece. As pessoas são batiza­ das no Espírito quando recebem Jesus (ICo 12.13; Ef 4.5; cf. ns. Gl 3.27-29) e são ungidas no Espírito quando recebem poder para expressar um chamado ou ministério divino dado por Deus para elas (cf. n. Lc 4.18-19). 1.6 perguntaram. Cf. n. M t 13.36. 1.7-8 Não cabe a vocês. Não é da sua conta! receberão poder. Do grego dunamis. Cf. Lc 24.49. Poder sobrenatural, poder mi­ lagroso (cf. Rm 1.16; Ef 1.18-23; 3.14-16,20; Cl 1.11; n. 1Co 4.20). Essa palavra grega é a base para nossas palavras dínamo (ge­ rador, poder contínuo), dinâmica (poder em ação) e dinamite (poder que destrói; cf. n. 2Co 10.4). Pensando na metáfora de uma bateria recarregável, se não usarmos seu poder, o perdere­ mos e até perderemos sua capacidade de recarga, serão minhas testemunhas. Diferente de advogados ou apologistas. Aqui há quatro chaves: (1) paixão (At 4.18-20); (2) poder (cf. n. 1Co 2.4); (3) preparo (cf. n. 1Pe 3.15); e (4) parceria com Deus (cf. n. e med. Jo 5.19-20,30). Cf. meds. At 22.1-21; Ap 2.12-13; Intro. Jo e os oito estudos sobre evangelismo a partir de 2Co 5.14-21. em Jerusa­ lém. Cf. Lc 24.47; n. At 5.28. Sua cidade. Judeia. Seu estado. Samaria. Seu país. confins da terra. Cf. 2.39; M t 28.19. Outros países. Cf. temas na Intro. 1.14 perseveravam. Cf. 2.42; 6.4. Dedicavam-se, consagravam- -se. unânimes. Com um só ânimo (cf. 2.44,46; 4,24,32; 15.25; ns. Fp 2.1-4). em oração. Cf. 2.42; 6.4; ns. Mc 1.35; Lc 11.9-10. com as mulheres. Um acréscimo radical, totalmente diferente da sinagoga e da tradição judaica. Possivelmente as esposas dos apóstolos (ICo 9.5) e as listadas ministrando para Jesus (Lc 8.2-3; 24.22; cf. n. M t 27.55; Intro. Lc). com os irmãos dele. Os irmãos de Jesus se converteram (ICo 15.7). Um deles, Tiago, se tornou o líder da igreja de Jerusalém (15.13-21; Gl 2.9; cf. n. 12.17) e foi o autor da Epístola que leva seu nome. Devemos ficar firmes e testificar a nossos parentes, pois não sabemos quando eles podem se entregar a Jesus. 1.15 no meio dos irmãos. Gr. mathetes. Literalmente, “discí­ pulos”.
  • 3. Atos 1 — 2 196 16— Irmãos, era necessário que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, a respeito de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam Jesus.k 17Ele era um dos nossos1 e teve parte neste ministério. 18 Ora, este homem adquiriu um campo com o preço da iniquidade e, caindo de cabeça, rompeu-se pelo meio, e todos os seus intestinos se derramaram. 19Isto chegou ao conhecimento de todos os mora­ dores de Jerusalém, de maneira que em sua própria língua esse campo era chamado Aceldama, isto é, Campo de Sangue."1 E Pedro continuou: 20— Porque está escrito no Livro dos Salmos: "Fique deserta a sua morada, e não haja quem nela habite."” — E: "Que outro tome o seu encargo."0 21— Portanto, é necessário que, dos homens que nos acompanharam todo o tempo em que o Senhor Jesus andou entre nós, 22começando no batismo de João,p até o dia em que foi tirado do nosso meio e le­ vado às alturas,q um destes se torne testemunha co- nosco da sua ressurreição." 23Então propuseram dois: José, chamado Barsa- bás, também conhecido como Justo, e Matias. 24E, orando, disseram: — Tu, Senhor, que conheces o coração de todos, revela-nos qual dos dois escolheste 25para preencher a vaga neste ministério e apostolado, do qual Judas se desviou, indo para o seu próprio lugar. *1.16 Lc 22.47 D .1 7 Jo 6.70 1.18-19 M t 27.6-8 "1.20 SI 69.25 "S1109.8 P1.22 M t 3.16; Mc 1.9; Lc 3.21 4Mc 16.19; Lc 24.51 f Lc 24.48 M.26PV16.33 “2.1 Lv 23.15-21; Dt 16.9-11 26 Depois fizeram um sorteio/ e a sorte caiu sobre Ma tias, que foi acrescentado ao grupo dos onze apóstolos. A vinda do Espírito Santo 2 Ao cumprir-se o dia de Pentecostes,0 estavam to­ dos reunidos no mesmo lugar. 2De repente, veio do céu um som, como de um vento impetuoso, e en­ cheu toda a casa onde estavam sentados. 3E aparece­ ram, distribuídas entre eles, línguas, como de fogo, e pousou uma sobre cada um deles. 4Todos ficaram cheios do Espírito Santo e passaram a falar em outras línguas, segundo o Espírito lhes concedia que falassem. 5Estavam morando em Jerusalém judeus, homens piedosos, vindos de todas as nações debaixo do céu. 6Quando, pois, se fez ouvir aquela voz, afluiu a mul­ tidão, que foi tomada de perplexidade, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. 7Estavam, pois, atónitos e se admiravam, dizendo: — Vejam! Não são galileus todos esses que aí estão falando? 8Então como os ouvimos falar, cada um em nossa própria língua materna? 9Somos partos, medos, elamitas e os naturais da Mesopotâmia, Judeia, Capa­ dócia, Ponto e Ásia, 10da Frigia, da Panfília, do Egito e das regiões da Líbia, nas imediações de Cirene, e ro­ manos que aqui residem, 11tanto judeus como prosé­ litos, cretenses e árabes. Como os ouvimos falar sobre as grandezas de Deus em nossas próprias línguas? l2Todos, atónitos e perplexos, perguntavam uns aos outros: — O que isto quer dizer? 13Outros, porém, zombando, diziam: — Estão bêbados! A pregação de Pedro 14Então Pedro se levantou, junto com os onze, e, erguendo a voz, dirigiu-se à multidão nestes termos: 1.16 a Escritura que o Espírito Santo predisse. Este é um exce­ lente exemplo dejuntar a Palavra e o Espírito Santo. Cf. n. 1Co 14.1. 1.26 Matias. Mencionado na Bíblia somente aqui. É possível que Pedro tenha se precipitado em querer encontrar ou nomear um décimo segundo apóstolo. Nota prática: Deus realmente gosta que tomemos a iniciativa, nâo retrocedendo (Hb 10.38). Ele prefere que erremos tentando andar pela fé do que evitemos o erro não agindo. Quando erra­ mos por ser proativos, dois princípios nos consolam: (1) Deus en­ tende nosso coração e sabe nos compensar pelo que fizemos em nossa ignorância; (2) o erro que cometemos não importa tanto quanto o que fazemos depois. Cf. ns. At 7.58; Tg 3.2. 2.1 Pentecostes. Festa das Primícias ou da Colheita (Êx 23.16; Nm 28.26). 2.2 De repente. O mover do Espírito é sempre imprevisível (cf. n. Jo 3.8); isso requer que abracemos uma vida de imprevis­ tos se queremos andar no Espírito, o casa. As casas na Igreja Primitiva e neste livro eram centros para a expansão do Rei­ no (2.46; 5.42; 9.11,17,43; 10.2,6,17,22,30,32; 11.3,11-14; 12.12; 16.15,31-34,40; 17.5; 18.7-8; 20.20; 21.8; 28.30; Rm 16.5,23; ICo 16.15,19; Cl 4.15; Fm 2). Cf. n. M t 26.6. Nota prática: a igreja em células tem o ditado: “Cada membro um ministro; cada casa uma igreja.” Nossas casas precisam ser centros do Reino de Deus, postos avançados para ele. 2.4 o Espírito. Cf. vs. 17-18,33,38; ns. 1.2; Jo 14.16-18. outras línguas. Cf. n. 1Co 14.5. 2.5 as nações. Cf. vs. 17,39; 1.8. Jesus quer alcançar todas elas. Cf. ns. M t 28.19; At 1.8; 17.26-27; Ap 2.26. 2.6 Aparentemente eles saíram do cenáculo, ou aposento alto, para a rua. A Igreja nasceu na rua! Cf. n. 5.12. 2.8 Revertendo a torre de Babel, que introduziu a divisão (cf. Gn 11.4). 2.12-13 atónitos e perplexos. Cf. v. 6. As mesmas circunstân­ cias e as mesmas emoções, mas alguns se sentiram impelidos a saber mais, enquanto outros zombavam. Sempre haverá pes­ soas que menosprezam o mover do Espírito. Emoções podem ser sentidas de acordo com Deus ou com o mundo, ou seja, centradas em Deus ou egocêntricas. Cf. n. 2Co 7.8-11.
  • 4. 197 ATOS 2 — Homens da Judeia e todos vocês que moram em Jerusalém, tomem conhecimento disto e pres­ tem atenção no que vou dizer. 15Estes homens não estão bêbados, como vocês estão pensando, porque são apenas nove horas da manhã.J l6Mas o que está acontecendo é o que foi dito por meio do profeta Joel: 17 "E acontecerá nos últimos dias, diz Deus, que derramarei do meu Espírito sobre toda a humanidade. Os filhos e as filhas de vocês profetizarão, os seus jovens terão visões, e os seus velhos sonharão. 18Até sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei do meu Espírito naqueles dias, e profetizarão. 19 Mostrarei prodígios em cima no céu e sinais embaixo na terra: sangue, fogo e vapor de fumaça. 20 O sol se converterá em trevas, e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso Dia do Senhor. 21 E acontecerá que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”* 22— Israelitas, escutem o que vou dizer: Jesus, o Na­ zareno, homem aprovado por Deus diante de vocês com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou entre vocês por meio dele, como vocês mes­ mos sabem, 23a este, conforme o plano determinado e a presciência de Deus,cvocês mataram, crucificando-o por meio de homens maus. 24Porém Deus o ressus­ citou,6 livrando-o da agonia da morte, porque não era possível que fosse retido por ela. 25Porque Davi fala a respeito dele, dizendo: 2.16-21 Tanto nesta citação de Joel como na citação dos Salmos (vs. 25-28), no poder do Espírito, Pedro faz interpretações além do que os autores originais poderiam haver imaginado. Nota prática: precisamos ter cuidado para não distorcer a Palavra. Ao mesmo tempo, o Espírito é capaz de tornar a Palavra viva e eficaz em nossa vida (cf. n. Hb 4.12), com in­ terpretações bem específicas para as nossas circunstâncias. Vale mais errar um pouco ao lado de uma Palavra viva do que viver sem ela; errar de vez em quando quanto ao que estamos ouvindo de Deus do que viver com um Deus que não fala mais. 2.17 Osfilhos e as filhas de vocês. Devemos ensinar e enco­ rajar nossos filhos e nossas filhas a desenvolverem seus dons. profetizarão. Cf. v. 18; n. ICo 14.1. jovens terão visões. Deve­ mos animar nossos jovens a ter visões grandes, especialmente quanto a coisas espirituais, os seus velhos sonharão. Ao lon­ go dos anos, naturalmente perdemos nossa disposição física e emocional. Quando andamos no Espírito, não tem de ser assim quanto aos nossos sonhos espirituais. Stephen Covey, em seu livro O oitavo hábito, ressalta que todos podemos desenvolver o hábito de ouvir nossa voz interior (que inclui a voz de Deus, o nosso coração e os sonhos de Deus) e inspirar os outros a "Eu sempre via o Senhor diante de mim, porque ele está à minha direita, para que eu não seja abalado. 26 Por isso, o meu coração se alegra e a minha língua exulta; além disto, também a minha própria carne repousará em esperança, 27 porque não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. 28 Fizeste-me conhecer os caminhos da vida, e me encherás de alegria na tua presença."^ 29— Irmãos, permitam-me falar-lhes claramente a respeito do patriarca Davi: ele morreu e foi sepul­ tado,5 e o seu túmulo permanece entre nós até hoje. 30Sendo, pois, profeta e sabendo que Deus lhe havia jurado* que um dos seus descendentes se assentaria no seu trono, 31prevendo isto, referiu-se à ressurrei­ ção de Cristo, que nem foi deixado na morte, nem o seu corpo experimentou corrupção. 32Deus ressusci­ tou este Jesus, e disto todos nós somos testemunhas. 33Exaltado, pois, à direita de Deus, tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vocês estão vendo e ouvindo. 34Porque Davi não su­ biu aos céus, mas ele mesmo declara: "Disse o Senhor ao meu Senhor: Sente-se à minha direita, 35 até que eu ponha os seus inimigos por estrado dos seus pés.”' 72.15 Lit., terceira hora do dia *2.17-21 Jl 2.28-32 c2.23Lc 22.22 Mt 27.35; Mc 15.24; Lc 23.33; Jo 19.18 «2.24 Mt 28.5; Mc 16.6; Lc 24.5 ^2.25-28 S116.8-11 92.29 1Rs 2.10 *2.30 SI 89.3-4; 132.11 '2.34-35 SI 110.1 encontra a deles. Seja em retiros individuais com Deus, seja em retiros para pastores e líderes, precisamos dedicar tempo a isto (cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30), seguido por mais tempo para transformar nossas visões e sonhos em projetos de vida. Todo plano ou projeto precisa ter um sonho à altura como funda­ mento e ser renovado periodicamente para não cair no simples ativismo. Cf. n. 1.5. 2.18 meus servos... minhas servas. Tanto aqui como no ver­ sículo anterior o Espírito é claramente derramado de forma igual sobre ambos os sexos, quebrando paradigmas profun­ dos daquela época - e, muitas vezes, da nossa também (cf. n. Gl 3.28). 2.23 conforme o plano determinado e a presciência de Deus. Nada surpreende a Deus. Nada! Ele age em todas as coi­ sas para o nosso bem (cf. n. Rm 8.28). Ele é mestre em transfor­ mar crucificações em ressurreições. 2.24 Porém Deus. Possivelmente as duas palavras mais ma­ ravilhosas da Bíblia. Essa frase aparece centenas de vezes na Bíblia. Cf. n. 10.28. 2.25-28 repousará em esperança (v. 26). Cf. n. Rm 8.24-25. Esta descrição de Jesus também é uma descrição do que todo filho de Deus pode esperar ao final desta vida.
  • 5. Atos 2 198 C o m p a r t i l h a n d o n o s s a v i s ã o p a r a o f u t u r o At 2.17-18; Jr 29.4-7,11 (Estudo 1.1.2) 1. Qual é um dos seus maiores sonhos? 2. Este sonho se encaixa no que diz Jr 29.4-7 ou vai além? 3. Você tem uma boa ideia dos pensamentos de Deus a seu respeito (Jr 29.11; SI 139.13-18)? 4. Você sente que se encaixa em At 2.17-18? Por quê? 5. Pelo que você gostaria que as pessoas orassem em relação a seus sonhos? Estudo opcional: SI 139.13-18; Is 40.27-31; Ef 2.10. Os dez mandamentos dos sonhadores 1. Entenda claramente seu sonho. Tenha-o escrito em seu coração e em papel. Saiba expressá-lo em uma frase, em uma folha, e de forma mais profunda. 2. Saiba qual é o DNA de seu sonho. Seu sonho deve ter a base de sua experiência num pequeno grupo que possa se multiplicar. Saiba como fazer esse pequeno grupo funcionar com a qualidade que vale a pena reproduzir. A multiplicação virá "segundo a sua espécie" (Gn 1.21-25). 3. Enraíze seu sonho em Deus. Entenda a vontade de Deus para seu sonho e tenha convicção divina baseada em passagens bíblicas fundamentais. Converse com Deus regularmente sobre seu sonho, ouvindo a perspectiva dele e fazendo apenas o que o Pai está fazendo (cf. ns. e med. Jo 5.19-20,30). 4. Cuide de si mesmo (lCo 10.12; cf. ns. At 20.28; Gl 6.1; U m 4.16). "De tudo o que se deve guardar, guarde bem o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida." Cuide de sua saúde física, emocional e espiritual. Resolva conflitos internos e externos. Saiba descansar. Tenha limites saudáveis. Seja responsável por suas emoções. Continue investindo em si mesmo. Seja um vaso puro, saudável e útil para Deus poder usar você com plena liberdade. Ande cheio do Espírito (cf. n. Gl 5.22-23; Ef 5.18) e não segundo a carne. 5. Nutra o seu sonho. Pense nele diária, semanal, mensal e anualmente com diversas dinâmicas de avaliação e renovo. Seja especialista em seu sonho e caminhe com outros especialistas. Procure oportunidades para renovo, reciclagem e especialização na área de seus sonhos. 6. Faça discípulos (cf. ns. Mt 28.16-20). Saiba discernir quem o Pai lhe deu (cf. n. Jo 17.6) como discípulos e santifique-se em favor deles (cf. n. Jo 17.19). Forme o caráter e os sonhos de Cristo dentro deles. A multiplicação e o futuro de seus sonhos dependem deles. Olhe para a próxima geração. Procure fazer não apenas discípulos, mas também discipuladores (cf. ns. 2Tm 2.1-2), ensinando aos outros o que aprendeu plenamente. 7. Tenha um mentor especialista na área de seu sonho. Seja proativo. Vá atrás dele. Invista nele para que ele também invista em você. Procure diversas formas e oportunidades de estarem juntos. 8. Caminhe com a equipe. Ande de mãos dadas com uma equipe apaixonada e que vivencie esse sonho com você. 9. Tenha parceiros (cf. ns. Fm 23-24). Você precisa de intercessores e de parceiros financeiros. Busque ambos (cf. n. Lc 11.9-10) e nutra-os. Um relacionamento assim perece se não for bem-tratado. 10. Seja consciente da batalha espiritual. Jesus veio para dar vida abundante; Satanás veio para roubar, matar e destruir (cf. n. Jo 10.10). Você está engajado numa batalha mortal. Ande prevenido. Ande armado. Não ande sozinho. Saiba submeter-se a Deus e aos líderes que ele coloca sobre você. Resista ao diabo e faça-o fugir (cf. ns. Tg 4.6-10; IPe 5.5-8). At 22.1-21 — Estudo anterior ♦ |♦ Próximo estudo — IPe 1.22 36— Portanto, toda a casa de Israel esteja absolu- Três mil batizados tamente certa de que a este Jesus, que vocês crucifi- 37Quando ouviram isso, ficaram muito comovidos caram, Deus o fez Senhor e Cristo. e perguntaram a Pedro e aos demais apóstolos: 2.36 esteja absolutamente certa. Convicção convence (v. 37), 2.37 Que faremos, irmãos? Francis Schaeffer afirmou que, se contraste total com sua negação de Jesus (Mc 14.66-72). tivesse uma hora para falar com um não crente, passaria 55 mi-
  • 6. 199 ATOS 2 — 3 — Que faremos, irmãos?3 38 Pedro respondeu: — Arrependam-se,^ e cada um de vocês seja bati­ zado em nome de Jesus Cristo para remissão dos seus pecados, e vocês receberão o dom do Espírito Santo. 39Porque a promessa é para vocês e para os seus filhos, e para todos os que ainda estão longe/ isto é, para todos aqueles que o Senhor, nosso Deus, chamar. 40Com muitas outras palavras deu testemunho e exortava-os, dizendo: — Salvem-se desta geração perversa. 41 Então os que aceitaram a palavra de Pedro fo­ ram batizados, havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas. C om o viviam os convertidos 42E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. 43Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por meio dos apóstolos. 44Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. 45Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade.™ 46Diariamente perseveravam unânimes no templo," nutos explicando para ele a crise terrível na qual a pessoa se en­ contrava. Ele argumentou que ninguém acredita em boas-novas ou sente necessidade delas se não se convence primeiro de que está bem mal. Pedro caminhou dessa forma neste capítulo, pro­ vocando uma grande crise e mais perguntas do que respostas, inicialmente (cf. med. Mc 8.14-21). 2.38 Arrependam-se. Cf. 3.19; 5.31; 8.22; 11.18; 13.24; 17.30; 19.4; 20.21; 26.20. Pedro indica três passos, começando com o arrependimento (cf. n. M t 3.2). Quem não caminha por estes três passos não se converteu de verdade. Mais e mais igrejas abriram mão de um evangelho que chama ao arrependimento e estão perdendo a habilidade de sentir o pecado. Essas igrejas, assim como cinco das sete igrejas do Apocalipse, precisam se arrepender! seja batizado. Cf. IPe 3.21. 2.41 foram batizados. No Novo Testamento, o batismo acon­ tece logo que a pessoa se arrepende e confessa seus pecados (M t 3.6; aqui; At 8.36-37; 9.18; 16.33; 22.16), sendo um sinal externo de uma mudança interna. É muito menos conceituai ou intelectual do que a maioria dos nossos cursos de batismo, e bem mais uma entrega plena de coração. Cf. med. 1Co 12.12-13. quase três mil pessoas. Cf. n. 6.1. Motivo de grande louvor. Ao mesmo tempo, precisamos ter cuidado com números. Cada cidade tem algo que cresce diariamente sem parar: seus cemi­ térios! Câncer também cresce diariamente. O que cresce é bem mais importante do que o quanto cresce. 2.42-47 perseveravam. Cf. n. 1.14. na doutrina. Cf. ns. Tt 1.1; 2.1. Para o perfil da Igreja, cf. tc. 2.44-45 O cuidado com as necessidades uns dos outros foi um idealismo romântico da Igreja Primitiva ou o propósito de Deus para nós hoje? Textos que podem nos dar alguma luz incluem: Lv 25.23-28,35-43; Lc 4.18-19; 1Co 11.17-22,27-34; 12.18-27, es­ pecialmente vs. 25-26; 2Co 8.13-15; 9.6-12; Gl 6.10; Ef 4.28. O pensamento de Karl Marx foi: “De cada qual, segundo sua ca- partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refei­ ções com alegria e singeleza de coração, 47louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. En­ quanto isso, o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos. A cura de um coxo 3 Pedro e João estavam se dirigindo ao templo para a oração das três horas da tarde.3 2Estava sendo levado um homem, coxo de nascença, que diariamente era colocado à porta do templo chamada Formosa, para pedir esmolas aos que entravam. 3Quando ele viu Pedro e João, que iam entrar no templo, pediu que lhe dessem uma esmola. 4Pedro, fitando-o, juntamente com João, disse: — Olhe para nós! 5 Ele os olhava atentamente, esperando receber al guma coisa. 6Pedro, porém, lhe disse: — Não possuo nem prata nem ouro, mas o que te­ nho, isso lhe dou: em nome de Jesus Cristo, o Naza­ reno, ande! 12.37 Lc 3.10 *2.38 Lc 24.47 *2.39 Is 57.19 ">2.44-45 At 4.32-35 "2.46 Lc 24.53; At 2.42; 5.42 13.1 Lit., hora nona pacidade; a cada qual, segundo suas necessidades.” E o nosso, qual é? Cf. n. e med. 4.32-37. 2.46 no templo. Cf. 3.1; Lc 24.53. No pátio do templo poderiam entrar mulheres e pessoas não judias, de casa em casa. Cf. ns. v. 2; M t 26.6. 2.47 o Senhor lhes acrescentava, dia a dia, os que iam sendo salvos. E isso sem os recursos, as estratégias e a tecnologia do século 21! Hoje temos uma grande tendência a aplicar estratégias impessoais, que dependem de especialistas, sem formação na­ tural de novos líderes, sem discipulado, sem comunidade cristã, pregando um evangelho barato, não o evangelho do Reino. Te­ mos muito para corrigir se queremos voltar a um modelo parecido com o do Livro de Atos e dos primeiros séculos da Igreja. 3.1 Pedro e João. Cf. 8.14; Lc 22.8. É melhor serem dois do que um (cf. n. Lc 7.18). 3.4 fitando-o... Olhe para nós! Pedro estabeleceu uma pro­ funda conexão antes de ministrar para o cego. Nota prática: devemos nos esforçar para estabelecer uma forte conexão nos primeiros minutos de qualquer encontro, seja de mentoria, aconselhamento, ensino ou pregação. Isto pode incluir empatia, contato, linguagem do corpo, perguntas parti­ cipativas e discernimento espiritual numa oração introdutória. 3.5 esperando receber alguma coisa. Toda ajuda naturalmen­ te cria dependência, seja financeira, emocional, espiritual ou o que for. Pastores e líderes que ajudam as pessoas constante- mente têm de descobrir formas de quebrar isso. Uma das me­ lhores é orientá-las para dar seguimento à conversa ou para aceitarem a intervenção de alguém que é um líder espiritual na vida delas. 3.6 Não possuo nem prata nem ouro. Pedro quebrou as ex- pectativas do coxo - e, ao mesmo tempo, a dependência dele, liberando-o para uma nova vida que ele nunca havia imaginado, o que tenho, isso lhe dou. O que você tem para dar?
  • 7. atos 3 — 4 200 7E, pegando na mão direita do homem, ajudou-o a se levantar. Imediatamente os seus pés e tornozelos se firmaram; 8e, dando um salto, ficou em pé, come­ çou a andar e entrou com eles no templo, pulando e louvando a Deus. 9Todo o povo viu o homem an­ dando e louvando a Deus, tOe reconheceram que ele era o mesmo que pedia esmolas, assentado à Porta Formosa do templo; e ficaram muito admirados e es­ pantados com o que lhe tinha acontecido. A pregação de Pedro no tem plo 11Enquanto aquele homem ainda se mantinha ao lado de Pedro e João, todo o povo, perplexo, correu para junto deles no pórtico chamado de Salomão.11 12Quando Pedro viu isso, dirigiu-se ao povo, dizendo: — Israelitas, por que vocês estão admirados com isto ou por que estão com os olhos fixos em nós como se pelo nosso próprio poder ou piedade tivéssemos feito este homem andar? 130 Deus de Abraão, de Isaque e de jacó / o Deus dos nossos pais, glorificou o seu Servo Jesus, a quem vocês traíram e negaram diante de Pila- tos,c quando este já havia decidido soltá-lo/ i4Vocês negaram o Santo e o Justo e pediram que fosse solto um assassino.e l5Vocês mataram o Autor da vida, a quem Deus ressuscitou dentre os m ortos/ do que nós somos testemunhas.5 16Pela fé no nome de Jesus é que esse mesmo nome fortaleceu a este homem que vocês estão "3.11 Jo 10.23; At 5.12 *3.13 Êx 3.15 r jo 19.15 4Lc 23.4 e3.14 Mt 27.20; Mc 15.11; Lc 23.18; Jo 18.40 13.15 At 2.24; 4.10; 10.40; 13.30 5Lc 24.48 ^3.17 Lc 23.34 'A t 13.27; ICo 2.8 73.19 At 2.38 *3.22 Dt 18.15-16 '3.23 Dt 18.19 m3.25 Gn 22.18 "3.26 At 13.46; Rm 1.16 3.8 pulando e louvando a Deus. Temos de abrir espaço em nossa adoração particular, assim como na adoração coletiva, para diversas expressões. Algumas igrejas separam um espaço onde as crianças podem saltar, dançar e se expressar livre­ mente, como fazem tão facilmente de forma intuitiva. 3.12 por que... ou por que...? Pedro iniciou com perguntas. Cf. n. Mt 11.7-9. 3.13 o quem vocês traíram e negaram. Confronto em amor. O verdadeiro amor não encobre erros e pecados, pois quer ver a outra pessoa realmente plena e completa. 3.15 somos testemunhas. Cf. 1.8; 2.32; 3.15; 5.32; 10.39,41; 13.31; n. 1.8; Intro. 3.16 Pela fé no nome de Jesus... Sim, a fé que vem por meio de Jesus. A fé é a base para agir além do que o humano ou lógico poderia fazer (cf. ns. 2Co 5.7; Hb 11.1; Intro. e tc. Tg). Baseia-se em ouvir Deus e vê-lo agindo, fazendo apenas o que estamos ouvindo e vendo. Em contraste, a suposta fé que declara coisas em nome de Jesus, mas não ouviu Jesus falar ou fazer, é apenas uma “superespi- ritualidade”, ou algo pior (19.13-16; cf. ns. Mt 7.21-23). Isto se torna especialmente difícil em momentos de crise de saúde terminal. Raras vezes conseguimos ouvir bem na crise. Se queremos saber se esta­ mos ouvindo bem, devemos pedir que os que têm autoridade espiri­ tual acima de nós esclareçam e confirmem o que estamos ouvindo. vendo e bem conhecem. Sim, a fé que vem por meio de Jesus deu a este homem saúde perfeita na presença de todos vocês. 17— E agora, irmãos, eu sei que vocês fizeram isso por ignorância/ como também as suas autoridades o fize­ ram.' l8Mas Deus, assim, cumpriu o que tinha anunciado anteriormente pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo havia de padecer. l9Portanto, arrependam-se e se convertam/ para que sejam cancelados os seus pecados, 20a fim de que, da presença do Senhor, venham tempos de refrigério, e que ele envie o Cristo, que já foi designa­ do para vocês, a saber, Jesus, 2iao qual é necessário que o céu receba até os tempos da restauração de todas as coisas, de que Deus falou por boca dos seus santos pro­ fetas desde a antiguidade. 22Moisés, na verdade, disse: "O Senhor Deus fará com que, do meio dos irmãos de vocês, se levante um profeta semelhante a mim; a esse vocês ouvirão em tudo o que ele lhes disser/ 23Quem não der ouvidosí a esse profeta será exterminado do meio do povo." 24— E todos os profetas, a começar com Samuel, assim como todos os que falaram depois dele, tam­ bém anunciaram estes dias. 25Vocês são os filhos dos profetas e da aliança que Deus estabeleceu com os pais de vocês, dizendo a Abraão: "Na sua descendên­ cia, serão abençoadas todas as nações da terra."m 26— Tendo Deus ressuscitado o seu Servo, enviou-o primeiramente a vocês" para abençoá-los, no sen­ tido de que cada um abandone as suas maldades. Pedro e João diante do Sinédrio 4 Enquanto Pedro e João ainda falavam ao povo chegaram os sacerdotes, o capitão do templo e 3.17-18 Deus cumpre seus propósitos ao nosso redor apesar da ignorância de outros ou da nossa própria (4.27-28). 3.19 arrependam-se. Cf. n. 2.38. 3.20 afim de que... venham tempos de refrigério. Cf. Ec 3.11. e que ele envie o Cristo. Cf. 5.42. 3.23 será exterminado. Cf. ns. sobre juízo eterno em M t 25.46; Lc 14.35. 3.25 Vocês são os filhos dos profetas. Em nosso evange- lismo devemos pedir que Deus nos mostre as pontes que ele criou para que as pessoas pudessem crer nele. Estas pontes incluem metáforas ou princípios bem-conhecidos pelas pes­ soas, bem como pontes relacionais. Cf. ns. 7.2; 11.22; 14.15; 17.22; 21.37; 22.1. serão abençoadas todas as nações. Do grego patriai. Cada pessoa ganha para Jesus é uma porta a uma etnia, um grupo, uma pátria, uma nação, um círculo de in­ fluência. Ela tem a possibilidade de causar um impacto muito grande nesse círculo, sobretudo nas primeiras semanas e nos primeiros meses. Devemos fazer o possível para acompanhá- -la e ajudá-la nisso. 3.26 que cada um abandone as suas maldades. Mostrando frutos de arrependimento. Cf. ns. M t 3.2,8. 4.1 -4 A igreja recebe a oposição e a transforma em energia para crescer.
  • 8. 201 ATOS 4 os saduceus, 2ressentidos porque os apóstolos es­ tavam ensinando o povo e anunciando, em Jesus, a ressurreição dentre os mortos. 3Prenderam os dois e os recolheram ao cárcere até o dia seguinte, pois já era tarde. 4Porém muitos dos que ouviram a pa­ lavra creram, subindo o número desses homens a quase cinco mil. 5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém as au­ toridades, os anciãos e os escribas 6com o sumo sa­ cerdote Anás, com Caifás, João, Alexandre e todos os que eram da linhagem do sumo sacerdote. 7E, colo­ cando os apóstolos diante eles, perguntaram: — Com que poder ou em nome de quem vocês fi­ zeram isso? 8Então Pedro, cheio do Espírito Santo,0 lhes disse: — Autoridades do povo e anciãos, 9visto que hoje somos interrogados a propósito do benefício feito a um homem enfermo e do modo como ele foi curado/’ lOsai- bam os senhores todos e todo o povo de Israel que, em nome de Jesus Cristo, o Nazareno,0a quem vocês cruci­ ficaram d e a quem Deus ressuscitou dentre os mortos,e sim, em seu nome é que este está curado na presença de vocês. 11Este Jesus é pedra? rejeitada por vocês, os construtores, mas ele veio a ser a pedra angular. 12E não há salvação em nenhum outro,5 porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos. 13Ao verem a ousadia de Pedro e João, sabendo que eram homens iletrados e incultos, ficaram admi­ rados; e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. l4Vendo que o homem que havia sido curado estava com eles, nada tinham a dizer em contrário. 15E, mandando-os sair do Sinédrio, discutiam entre si, l6dizendo: — Que faremos com estes homens? Pois todos os moradores de Jerusalém sabem que um sinal notó­ rio foi feito por eles, e não o podemos negar. 17Mas, para que não haja maior divulgação entre o povo, va- 4.2 anunciando, em Jesus, a ressurreição. A ressurreição foi parte fundamental da declaração do evangelho (cf. 1.22; 2.24,31-32; 3.15; 4.2,10,33; 5.30; 10.40-41; 13.30,33-34,37; ns. 17.3; Mt 28.8; 1Co 15.12-49). 4.4A Bíblia nos fala de números porque eles nos inspiram. Cf. n. 6.1. 4.7 perguntaram. Arguiram ou interrogaram. Cf. n. M t 2.1-6. 4.8 cheio do Espírito Santo. Cf. n. 1.2. lhes disse. Mt 10.19-20. Cf. ns. Mt 10.16-23; Mc 13.9. 4.11 pedra rejeitada. Cf. n. Mc 10.22. veio a ser a pedra an­ gular. Cf. S1118.22-23; n. 1Pe2.6. 4.12 E não há salvação em nenhum outro. Cf. n. Jo 14.6. 4.13 e reconheceram que eles haviam estado com Jesus. O que as pessoas reconhecem em mim? Que eu caminho com Je­ sus? Cf. n. Mc 3.14. 4.14 nada tinham a dizer em contrário. A maior apologética para o evangelho e para a pessoa de Jesus Cristo é nossa vida transformada. mos ameaçá-los para não falarem mais neste nome a quem quer que seja. 18Chamando-os, ordenaram-lhes que de modo ne­ nhum falassem nem ensinassem no nome de Jesus. 19Mas Pedro e João lhes responderam: — Os senhores mesmo julguem se é justo diante de Deus ouvirmos antes aos senhores do que a Deus;?1 20pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. 21 Depois, ameaçando-os mais ainda, os soltaram, não tendo achado como os castigar, por causa do povo, porque todos glorificavam a Deus pelo que ti­ nha acontecido. 22Ora, o homem em quem tinha sido operado esse milagre de cura tinha mais de quarenta anos de idade. A igreja em oração 23Uma vez soltos, Pedro e João procuraram os ir­ mãos e lhes contaram tudo o que os principais sacer­ dotes e os anciãos lhes tinham falado. 24Ouvindo isto, unânimes, levantaram a voz a Deus e disseram: — Tu, Soberano Senhor, fizeste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles há!' 25Disseste por meio do Espírito Santo, por boca de Davi, nosso pai, teu servo: "Por que se enfureceram os gentios, e os povos imaginaram coisas vãs? 26 Os reis da terra se levantaram, e as autoridades se juntaram contra o Senhor e contra o seu Ungido."7 27— Porque de fato, nesta cidade, se juntaram con­ tra o teu santo Servo Jesus, a quem ungiste, Hero- desAe Pôncio Pilatos/ com gentios e gente de Israel, «4.8 At 2.4 64.9 At 3.7 <4.10 At 3.6 4At 2.36 «At 2.24 I4. il S1118.22 94.12 At 10.43; ITm 2.5 *4.19A t5.29 '4.24 Êx 20.11; SI 146.6 74.25-26 SI 2.1-2 *4.27 Lc 23.7-11 'M t 27.1-2; Mc 15.1; Lc 23.1; Jo 18.28-29 4.18-21 Uma maravilhosa demonstração de desobediência civil (cf. ns. 5.29; M t 5.38-47), exemplo que foi seguido por Mahatma Gandhi e Martin Luther King. Quando a autoridade colocada acima de nós demanda que façamos algo contrário a Jesus, seu Reino ou a justiça, optamos por desobedecer, mas de forma submissa, aceitando a punição que eles indicam como consequência dessa desobediência. 4.20 pois nós não podemos deixar de falar das coisas que vimos e ouvimos. Contraste com M t 26.69! A razão por que temos tanta dificuldade de falar de Jesus é que vemos pouca transformação em nossa vida ou na vida de outros. Sem arre­ pendimento não existe transformação. Cf. n. 2.38. 4.23-31 As ameaças apenas o fizeram erguer-se com intrepidez (v. 29). Cf. n. 4.1-4. 4.25 Davi, nosso pai. Identificaram-se tão profundamente com Davi e suas palavras que se tornaram “filhos” dele. E você, é filho de quem? Tem paternidade espiritual?
  • 9. atos 4 — 5 202 28para fazerem tudo o que a tua mão e o teu propó­ sito predeterminaram."129Agora, Senhor, olha para as ameaças deles e concede aos teus servos que anun­ ciem a tua palavra com toda a ousadia, 30enquanto estendes a mão para fazer curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo Servo Jesus. 31Tendo eles orado, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos ficaram cheios do Espírito Santo" e, com ousadia, anunciavam a palavra de Deus. A com unidade cristã 32Da multidão dos que creram era um o coração e a alma. Ninguém considerava exclusivamente sua nem uma das coisas que possuía; tudo, porém, lhes era co­ mum.0 33Com grande poder, os apóstolos davam teste­ munho da ressurreição do Senhor Jesus,p e em todos eles havia abundante graça. 34Não havia nenhum ne­ cessitado entre eles, porque os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam os valores corresponden­ tes 35e os depositavam aos pés dos apóstolos; então se distribuía a cada um conforme a sua necessidade. m4.28 At2.23 "4.31 At 2.4 "4.32 At 2.44-45 í>4.33Atl.8 14.36 At 9.27; 11.22,30; 12.25; 1Co 9.6; Gi 2.1,9,13; Cl 4.10 4.28 Visão clara de Deus no controle, soberano, no centro de tudo. 4.31 Uma das marcas de ser cheio do Espírito é anunciar a Pa­ lavra de Deus com intrepidez. Cf. ns. 1.8; 4.8. 4.32-37 Note que o poder, o testemunho e a abundante graça no v. 33 são o miolo do sanduíche que é cuidar das necessida­ des uns dos outros (vs. 32,34-35). Não está claro se um é causa e o outro efeito, mas certamente eles andam juntos na Igreja Primitiva. Cf. Intro. 4.34 Não havia nenhum necessitado entre eles. As necessi­ dades são portas para o relacionamento (cf. n. Tt 3.14). Preci­ samos compartilhá-las para termos relações autênticas e pro­ fundas. Quando não as compartilhamos, nossas relações ficam superficiais. 4.35 depositavam aos pés dos apóstolos. Seguem dois exem­ plos: um maravilhoso (vs. 36-37) e um terrível, mas igualmente marcante (5.1-11). E as suas ofertas? São mais parecidas com qual dos dois exemplos? Você tem mais tendência a esconder e preservar seus recursos, ou a entregá-los de forma sacrificial em favor do Reino? No mundo, o dinheiro, os bens e os recursos são o caminho para o poder. No Reino de Deus são o caminho para o serviço. Isso também se aplica quanto ao que uma igreja tem e outra necessita (11.29-30). Devemos ter igrejas-filhas e projetos missionários nos quais investimos com seriedade. 4.36-37 chamavam de Barnabé. Se o seu líder ou os seus líderes espirituais dessem um apelido para você, qual pode­ ria ser? filho (gr. huios). Huios é diferente de outra palavra grega para filho: teknon, que indica criança, ser nascido de alguém. Huios se refere à relação com o pai, tendo o cará­ ter dele, parecendo-se com ele. Cf. Rm 8.14-16,21. Dando con­ tinuidade a conhecer Barnabé, passe para 9.26-28. da con­ solação (gr. parakietos). Nome dado ao Espírito Santo (cf. n. Jo 14.16). O dom de exortação ou encorajamento se expressa: A oferta de B arnabé 36Então José, a quem os apóstolos chamavam de Barnabé,q que quer dizer filho da consolação, um levita natural de Chipre, 37vendeu um campo que possuía, trouxe o dinheiro e o depositou aos pés dos apóstolos. Ananias e Safira 5 Entretanto, certo homem chamado Ananias, com sua mulher Safira, vendeu uma propriedade, 2mas reteve uma parte do dinheiro. E Safira estava ciente disso. Levando o restante, depositou-o aos pés dos apóstolos. 3Então Pedro disse: — Ananias, por que você permitiu que Satanás en­ chesse o seu coração, para que você mentisse ao Es­ pírito Santo, retendo parte do valor do campo? 4Não é verdade que, conservando a propriedade, seria sua? E, depois de vendida, o dinheiro não estaria em seu poder? Por que você decidiu fazer uma coisa dessas? Você não mentiu para os homens, mas para Deus. 5Ouvindo estas palavras, Ananias caiu morto. E sobreveio grande temor a todos os que souberam do que tinha acontecido. 6Levantando-se os moços, co- (1) por meio de afirmação verbal ou escrita (cf. ns. ICo 1.4-9; 2Co 1.12-14; 3.9); (2) sendo um bom ouvinte (cf. ns. Fp 2.4; Tg 1.19); (3) tendo um estilo de vida de integridade, fé, cora­ gem e generosidade; (4) cuidando lealmente dos outros (cf. ns. At 20.28-31), especialmente os pobres ou rejeitados (cf. n. Tg 1.27); (5) conectando as pessoas com Deus, sua verdade, Palavra e caráter e discernindo seus propósitos (cf. Intro. Ef.); (6) falando a verdade em amor, amando o suficiente para con­ frontar (At 15.2,39; cf. n. Ef 4.15); e (7) com amor e aceitação, alegrando-se com as pessoas. 5.1 Safira. As mulheres têm um papel especial nos Evangelhos (cf. Intro. Lc) e na Igreja Primitiva (cf. 1.14; 2.17-18; 5.1,14; 8.3,12; 9.2,36-52; 12.12; 16.1,13-15,40; 17.4,12,34; 18.2,18,26; 21.5,9; 22.4; 23.16; 24.24; 26.30; ns. 1.14; 2.18). Neste caso, Safira com­ partilha a responsabilidade por algo terrível (vs. 2,7-10). 5.1-11 Hoje em dia estamos tão distantes dessa experiên­ cia que é comum as pessoas ficarem tristes e críticas com o Deus desta passagem - um Deus “terrível e vingativo” (cf. n. Hb 12.29). Quando algo está nascendo, pode ser desvirtuado facilmente. Se não permanecer puro, perderá sua essência. Deus não poderia permitir que isso acontecesse no inicio do estabelecimento dos sacerdotes, com os filhos de Arão, Nadabe e Abiú (Lv 10.2), nem com Acã (Js 7), quando o povo de Israel estava se estabelecendo na Terra Prometida. Da mesma forma, não podia deixar que acontecesse na Igreja Primitiva. Atitudes críticas ou negativas sobre Deus devem nos deixar mais tristes com nossa falta de entendimento (2Co 7.8-11) do que com qual­ quer suposta falta da parte dele (cf. n. Rm 1.18). 5.3-4 Quatro perguntas. Este é um resumo do que aconteceu. Possivelmente houve oportunidade para Ananias se arrepender, mas ele não o fez. Queria servir a Deus e ao dinheiro (“Mamom”, cf. n. Mt 6.24). Satanás enchesse. A mesma palavra usada em Ef 5.18 quanto a ser cheio do Espírito Santo.
  • 10. 203 ATOS 5 briram o corpo de Ananias e, levando-o para fora, o sepultaram. 7Quase três horas depois, entrou a mulher de Ana­ nias, sem saber o que tinha acontecido. 8Então Pe­ dro, dirigindo-se a ela, perguntou: — Diga-me: foi por este valor que vocês venderam aquela terra? Ela respondeu: — Sim, foi por esse valor. 9Então Pedro disse: — Por que vocês entraram em acordo para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que se­ pultaram o seu marido, e eles levarão você também. 10No mesmo instante, ela caiu aos pés de Pedro e morreu. Entrando os moços, viram que ela estava mor­ ta e, levando-a, sepultaram-na ao lado do marido. 11E sobreveio grande temor a toda a igreja e a todos aque­ les que ouviram falar destes acontecimentos. Sinais e prodígios 12Muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E costumavam todos reunir- -se, de comum acordo, no Pórtico de Salomão.0 l3Mas, dos restantes, ninguém ousava juntar-se a eles; porém o povo tinha grande admiração por eles/ 14E aumen­ tava sempre mais o número de crentes no Senhor, uma multidão de homens e mulheres, 15a ponto de levarem os enfermos até pelas ruas e os colocarem sobre leitos e macas, para que, ao passar Pedro, ao menos a sua sombra se projetasse sobre alguns deles. l6Vinha tam­ bém muita gente das cidades vizinhas de Jerusalém, le­ vando doentes e atormentados por espíritos imundos, e todos eram curados. A perseguição aos apóstolos 17Levantando-se, porém, o sumo sacerdote e to­ dos os que estavam com ele, isto é, o partido dos sa- duceus, ficaram com muita inveja, Aprenderam os apóstolos e os recolheram à prisão pública. i9Mas, de 5.11 £ sobreveio grande temor a toda a igreja. Cf. v. 5. Quan­ do foi a última vez que você ou sua igreja experimentaram um santo temor de Deus? Quando o pecado é levado a sério, a san­ tidade de Deus se revela. De forma parecida, quando a santi­ dade de Deus é revelada, o pecado é levado a sério. O resultado é um crescimento assustador da Igreja (v. 14; 6.1). 5.12 no Pórtico de Salomão. A Igreja Primitiva não se reunia no tem­ plo e nas casas. Reunia-se ao ar livre, no pátio do templo e nas casas. Como seria sea sua igreja se reunisse, pelo menos de vez em quando, num parque, numa praça, na rua ou em algum lugar público? Nota prática: eu, David, tenho experimentado isso, já que mi­ nha igreja faz esses encontros duas vezes por ano, uma vez fa­ zendo o culto na parte de fora da igreja e outra vez num parque, domingo de manhã - ambas as vezes seguidas por um churrasco ou “junta panelas”. Pessoas que estão passando sempre param para assistir e ouvir. Outra igreja que tem tido um efeito grande noite, um anjo do Senhor abriu as portas da prisão e, levando-os para fora, lhes disse: 20— Vão ao templo e digam ao povo todas as pala­ vras desta Vida. 21Tendo ouvido isto, logo ao amanhecer entraram no templo e ensinavam. Chegando, porém, o sumo sacerdote e os que esta­ vam com ele, convocaram o Sinédrio e todo o conse­ lho dos anciãos do povo de Israel e mandaram buscar os apóstolos na prisão. 22Mas, quando os guardas chegaram lá, não os encontraram no cárcere. E, vol­ tando, relataram, 23dizendo: — Encontramos a prisão fechada com toda a segu­ rança e as sentinelas nos seus postos junto às portas; mas, abrindo as portas, não encontramos ninguém dentro. 24Quando o capitão do templo e os principais sa­ cerdotes ouviram estas informações, ficaram perple­ xos a respeito deles e do que viria a ser isto. 25Nesse momento, alguém chegou e lhes comunicou: — Vejam! Os homens que os senhores prenderam estão no templo ensinando o povo. 26Então o capitão e os guardas foram e os trouxe­ ram sem violência, porque temiam ser apedrejados pelo povo. 27Trouxeram os apóstolos, apresentando- -os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote os interrogou, 28dizendo: — Não é verdade que ordenamos expressamente que vocês não ensinassem nesse nome? No entanto, vo­ cês encheram Jerusalém com a doutrina de vocês e ain­ da querem lançar sobre nós o sangue desse homem.0 29Então Pedro e os demais apóstolos afirmaram: — Importa mais obedecer a Deus do que aos ho­ m en s/ 300 Deus de nossos pais6 ressuscitou Jesus, a quem vocês mataram, pendurando-o num madei- ro/31 Deus, porém, com a sua mão direita, o exaltou a 05.12 Jo 10.23; At 3.11 *5.13 At 2.47; 4.21 '5.28M t27.25 45.29 At 4.19-20 «5.30 At 3.13 Ú3I 3.13; 1Pe 2.24 e notório em sua cidade nunca sabe quando o pastor vai enviar todos eles para a rua durante o período do culto para servir e evangelizar as pessoas da vizinhança. 5.14 E aumentava. Cf. n. 6.1. 5.20 Vão. Chamados não a fugir, mas a confrontar, em amor, com o poder do evangelho. 5.28 encheram Jerusalém. Completando a primeira parte de At 1.8! E nós? Como podemos encher nosso bairro ou nossa vizinhança, nosso oikos (rede ou círculo de influência)? A única forma por meio da qual teremos um impacto parecido é se hou­ ver um mover poderoso do Espírito. 5.29 A essência de uma desobediência civil justificada. Cf. n. 4.18-21; também o compromisso firme de continuar desobede­ cendo de forma submissa em 5.40-42. 5.31 Salvador. Uma das duas vezes em Atos (cf. 13.23) em que Jesus é chamado de Salvador, em contraste com mais de cem
  • 11. Atos 5 — 6 204 Príncipe e Salvador, a fim de conceder a Israel o arre­ pendimento e a remissão de pecados.5 32E nós somos testemunhas destes fatos — nós e o Espírito Santo,h que Deus deu aos que lhe obedecem. 33Eles, porém, ouvindo isso, se enfureceram e que­ riam matá-los. O parecer de G am aliel 34Mas, levantando-se no Sinédrio um fariseu cha­ mado Gamaliel, mestre da lei, respeitado por todo o povo, mandou que os apóstolos fossem levados para fora, por um momento. 35Então disse ao Sinédrio: — Israelitas, tenham cuidado com o que vão fazer a estes homens. 36Porque algum tempo atrás se levantou Teudas, dizendo ser alguém muito importante, ao qual se juntaram cerca de quatrocentos homens. Mas ele foi mor­ to, e todos os que lhe obedeciam se dispersaram e foram reduzidos a nada. 37Depois desse, levantou-se Judas, o ga- lileu, nos dias do recenseamento, e levou muitos consigo. Também este foi morto, e todos os que lhe obedeciam fo­ ram dispersos. 38Neste caso de agora, digo a vocês: Não 95.31 Lc 24.47 *5.32 Jo 15.26-27 <5.39 Pv 21.30 75.41 IPe 4.13-16 façam nada contra esses homens. Deixem que vão em­ bora, porque, se este plano ou esta obra vem de homens, será destruído; 39mas, se vem de Deus, vocês não poderão destruí-los e correm o risco de estar lutando contra Deus.1 E os membros do Sinédrio concordaram com Gama­ liel. 40Então chamaram os apóstolos e os açoitaram. E, ordenando-lhes que não falassem no nome de Jesus, os soltaram. 41E eles se retiraram do Sinédrio muito alegres por terem sido considerados dignos de sofrer afrontas por esse Nome/ 42E todos os dias, no templo e de casa em casa, não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. A escolha dos sete 6 Naqueles dias, aumentando o número dos discí­ pulos, houve murmuração dos helenistas contra os hebreus, porque as viúvas deles estavam sendo es­ quecidas na distribuição diária. 2Então os doze convo­ caram a comunidade dos discípulos e disseram: — Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. 3Por isso, irmãos, es­ colham entre vocês sete homens de boa reputação, cheios do Espírito e de sabedoria, aos quais encarre­ garemos deste serviço. 4Quanto a nós, nos consagra­ remos à oração e ao ministério da palavra. vezes em que é chamado de Senhor. Cf. n. Rm 1.7; Intro. Mt. Ape­ sar de ser um título secundário, é muito profundo. Indica que ele nos resgata, nos liberta de uma vida amarrada ao pecado, presa ao mundo e cega por Satanás, justamente objetos da ira de Deus e destinados ao inferno (cf. ns. Ef 2.1-9; Tt 1.3). 5.32 somos testemunhas. Cf. ns. 3.15; Uo 1.1-3. o Espírito Santo. Cf. n. 1.2. Ser testemunha pelo poder do Espírito Santo expressa dois dos temas principais deste livro. Cf. Intro. 5.38-39 Quando estamos na dúvida se algo vem de Deus ou não, podemos separar um tempo para reflexão. Não temos de tomar uma posição radical e súbita a favor ou contra. Deus, em seu tempo, revelará se algo está ou não dentro do seu querer, se ele está ou não envolvido nisso. Acima de tudo, pelos frutos da vida das pessoas envolvidas perceberemos se uma coisa é de Deus ou não (cf. ns. M t 7.15-23). 5.41 muito alegres. Cf. ns. M t 5.11-12. 5.42 não cessavam de ensinar e de pregar Jesus, o Cristo. Cf. 2.36; 9.22; 17.3; 18.28. A essência de seu testemunho era que Jesus (plenamente humano) era também o Ungido, o Filho de Deus, divino Salvador e Senhor. Nota prática: quando temos a oportunidade de compartilhar Cristo, devemos desafiar as pessoas quanto à identidade de Je­ sus. As opções básicas são variações de três possibilidades: (1) ele é um mentiroso e enganador, possivelmente o maior de toda a his­ tória; (2) ele é louco, fora de si (cf. n. Lc 8.53); ou (3) ele é quem ele falou que era: o Filho de Deus, Salvador do mundo, Senhor de senhores e Rei de reis, que veio para remir quem quiser confiar nele com o poder de lhes permitir nascer de novo. Os Evangelhos e a história da Igreja Primitiva não deixam a opção de pensar que ele era simplesmente um bom mestre. 6.1 aumentando o número dos discípulos. Cf. 2.41; 4.4; 5.14; 6.1,7; 9.31; 11.21,24; 12.24; 16.5; 19.20. É uma livre escolha ser discípulo. Mas, uma vez que escolhemos, não temos mais op­ ção; precisamos ser obedientes à Grande Comissão e fazer dis­ cípulos (Mt 28.18-20). Verdadeiros discípulos naturalmente se multiplicam (cf. n. 2Tm 2.2). houve murmuração. Crescimento traz problemas. Requer administração de coisas que antes fluíam simplesmente por meio de relacionamentos. Novos pro­ blemas são a porta para novos ministérios. Nota prática: novos grupos, ministérios e igrejas passam por quatro etapas, se é que sobrevivem à segunda: (1a) a do ro­ mance, na qual existe idealismo, entusiasmo, sentido de aven­ tura, criatividade e presença de Deus de forma especial; quanto maior o idealismo, maior será o choque na segunda etapa; (2a) a dos conflitos, na qual as pessoas se mostram bem mais humanas do que esperávamos e se vê o custo e os conflitos de poder; nes­ ta etapa e na próxima um pai espiritual ou mediador externo faz toda a diferença; (3a) a da adolescência, cujo enfoque é para dentro, para a identidade do grupo em formação - às vezes dependente, às vezes independente - ; aqui se vê desequilíbrio e necessidade de direção; e (4a) a da maturidade, na qual o grupo está seguro quanto ao seu chamado e à sua identidade; interdependente, é livre para servir e reproduzir. 6.2-4 Não é correto que nós abandonemos a palavra de Deus para servir às mesas. Pastores, prestem atenção! Aprendam a di­ zer “não”! “Servir às mesas” hoje inclui projetos de construção, po­ lítica, sociais, escolas e colégios - e, às vezes, fazer faculdades se­ culares. Estas estão algumas dentre as muitas coisas que devemos delegar para outros a fim de que nos dediquemos a receber graça de Deus diariamente. A graça de ontem não serve. Na medida em que somos nutridos, podemos nutrir. Na medida em que recebe­ mos graça, podemos dar dela e de nós mesmos generosamente. cheios do Espírito. Cf. vs. 5,8,10; 7.55. e de sabedoria. Cf. v. 10; n. Tg 3.17. Qualidades básicas para todo líder, inclusive para diáco­ nos, cujo ministério é principalmente servir e administrar. 6.4 consagraremos. Mesma palavra que se encontra em 1.18
  • 12. 205 ATOS 6 • 9 <» TORNANDO-NOS HOMENS E MULHERES DA PALAVRA At 6.4; SI 1.1-3 (Estudo 1.2.1) 1. Você se considera um homem ou uma mulher da Palavra? Por quê? 2. Você enxerga uma queda progressiva em S11.1? Explique. 3. Por que você acha que a meditação na Palavra levaria à descrição de S11.3? 4 .0 texto de At 6.4 tem a ver com você de alguma forma? 5. Como você poderia melhorar seu tempo devocional ou de meditação na Palavra esta semana? Estudo opcional: SI 19.7-14; 119.1-24; Jr 17.5-8. Tornando-nos homens e mulheres da Palavra Que porcentagem dos membros de sua igreja sabe estudar a Bíblia a sós? Que porcentagem dos líderes? Quantos até sabem fazer, mas não o fazem? E, por essas faltas, os membros e líderes andam desnutridos espiritualmente, depen­ dentes de ganhar comida "pré-mastigada" nos cultos da igreja. Este estudo inicia um novo módulo, que tem potencial de mudar sua vida, não importa em qual estágio você se encontre na vida cristã. Para iniciar essa caminhada, faça o seguinte esta semana: • Se não tiver um diário espiritual, pegue um caderno ou agenda para servir a esse propósito permanentemente (cf. med. 2Tm 3.16-17). • Separe meia hora para meditar em algumas das passagens opcionais indicadas no início deste estudo. Anote a data em seu diário espiritual e escreva por pelo menos cinco minutos sobre a sua meditação (cf. med. Lc 2.19). • Separe de 15 a 30 minutos para interceder de joelhos para se tornar um homem ou uma mulher da Palavra (cf. n. Lc 18.1). Escreva sua oração e a resposta que você sente que Deus está falando para você em seu diário espiritual. At 26.19 — Estudo anterior ♦ | Próximo estudo — Mt 4.4 50 parecer agradou a todos. Então elegeram Es­ têvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Fi­ lipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Pármenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. 6Apresentaram estes ho­ mens aos apóstolos, que, orando, lhes impuseram as mãos. 7Crescia a palavra de Deus, e, em Jerusalém, aumen­ tava o número dos discípulos. Também um grande grupo de sacerdotes obedecia à fé. Estêvão diante do Sinédrio 8Estêvão, cheio de graça e de poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Levantaram-se, po­ rém, alguns dos que eram da sinagoga chamada dos Libertos, dos cireneus, dos alexandrinos e dos da Ci­ licia e da província da Ásia, e discutiam com Estêvão; lOe não podiam resistir à sabedoria0 e ao Espírito, pelo qual ele falava. 11Então subornaram alguns ho­ mens para que dissessem: — Ouvimos este homem proferir blasfêmias con­ tra Moisés e contra Deus. l2Atiçaram o povo, os anciãos e os escribas e, inves­ tindo contra ele, o agarraram e levaram ao Sinédrio. i3Apresentaram testemunhas falsas, que disseram: — Este homem não para de falar contra o lugar santo e contra a lei; 14porque nós o ouvimos dizer que esse Jesus, o Nazareno, destruirá este lugarh e mudará os costumes que Moisés nos deu. «6.10 Lc 21.15 *6.14 M t 26.61 e 4.42. A Igreja Primitiva vivia a consagração como um estilo de vida, algo que partia de seus líderes. A única forma de fazer isso na prática é dizendo “não” a outras coisas, mantendo nosso foco principal em Deus. “Nosso negócio principal é a oração; depois vem o ministério” (Madre Teresa). 6.5 Então elegeram. Eleições são grandes oportunidades para a carne se expressar e para valores e técnicas do mundo se manifestarem. Mas quando fluem no Espírito, caminham na direção do consenso e da unanimidade. 6.6 lhes impuseram as mãos. Cf. 8.17; 9.17; 13.3; 28.8; med. 1Tm 4.11-16. 6.7 grande grupo de sacerdotes obedecia àfé. Cf. n. M t 27.51. 6.14 mudará os costumes. Alguém falou, certa vez, que as últimas palavras da Igreja que morre são: “Nunca fizemos as­ sim antes.” Ou aprendemos a mudar com o tempo, ou mor­ reremos.
  • 13. atos 6 — 7 206 15Todos os que estavam sentados no Sinédrio, fi­ tando os olhos em Estêvão, viram o seu rosto como se fosse rosto de anjo. A defesa de Estêvão 7Então o sumo sacerdote perguntou a Estêvão: — Isso de fato é assim? 2Estêvão respondeu: — Irmãos e pais, escutem. 0 Deus da glória apare­ ceu a Abraão, nosso pai, quando estava na Mesopotâ- mia, antes de morar em Harã, 3e lhe disse: "Saia da sua terra e do meio da sua parentela e vá para a terra que eu lhe mostrarei."0 4Então ele saiu da terra dos cal­ deus* e foi morar em Harã. E dali, com a morte de seu pai, Deus o trouxe0para esta terra em que vocês agora estão morando. 5Nela, não lhe deu herança, nem se­ quer o espaço de um pé; mas prometeu dar-lhe a pos­ se delaf/ e, depois dele, à sua descendência, não tendo ele filho. 6E Deus falou que a descendência dele seria peregrina em terra estrangeira, onde seriam escravi­ zados e maltratados durante quatrocentos anos.e 7 — Deus disse ainda: "Castigarei a nação da qual forem escravos; e, depois disso, sairão daí e me servi­ rão neste lugar."-* 8Então lhe deu a aliança da circunci­ são.3 Assim, Abraão gerou Isaque* e o circuncidou no oitavo dia; e Isaque gerou Jacó,' e Jacó gerou os doze patriarcas.7 9— Os patriarcas, invejosos* de José, venderam-no para ser levado para o Egito.1 Mas Deus estava com ele"1I0e o livrou de todas as suas aflições, concedendo- -lhe também graça e sabedoria diante de Faraó, rei do Egito, que o constituiu governador daquela nação" e de toda a casa real. 11Depois houve fome0 e grande sofrimento em todo o Egito e em Canaã, e nossos pais não achavam o que comer. i2Mas quando jacóp ouviu que no Egito havia trigo, mandou, pela primeira vez, os nossos pais até lá. 13Na segunda vez, José se fez reco­ nhecer3 pelos seus irmãos, e o Faraó veio a conhecer a família de José. l4Então José mandou chamar Jacó,rseu pai, e toda a sua parentela, isto é, setenta e cinco pes­ soas.5 I5jacó foi para o Egito/ e ali morreu" ele e tam- »7.2-3Gn 12.1 *7.4 Gn 11.31 'Gn 12.4 *7.5 Gn 12.7; 13.15; 15.18; 17.8 «7.6 Gn 15.13 *7.7 Gn 15.14 97.8 Gn 17.10-14 *Gn 21.2-4 'Gn 25.26 /Gn 29.31— 35.18 *7.9 Gn 37.11 'Gn 37.28 mGn 39.2,21 "7.10 Gn 41.39-41 "7.11 Gn 41.54-57 97.12 Gn 42.1-2 97.13 Gn 45.1 ' 7.14 Gn 45.9-10 'Gn 46.27 '7.15 Gn 46.1-7 "Gn 49.33 "7.16 Gn 50.7-13; Js 24.32 «Gn 23.3-16; 33.19 '7.17-18 Êx 1.7-8 77.19 Êx 1.10-11 'Ê x l.2 2 "7.20-21 Êx 2.2-10 *7.29 Êx 18.3-4 '7.23-29 Êx 2.11-22 47.30-34 Êx 3.1-10 7.2 Irmãos e pais... nosso pai. Cf. vs. 11-12,15,19,38-39,44-45. Abraão. Estêvão iniciou criando pontes. Devemos fazer o mes­ mo em nosso evangelismo. Cf. n. 3.25. 7.24-29 vingou o oprimido. Coração de Deus sem a mente de Cristo. bém os nossos pais. 16Depois eles foram transportados para Siquémv e postos no túmulo que Abraão tinha comprado14' dos filhos de Hamor, em Siquém, pagando um certo preço. 17— E quando já estava próximo o tempo em que Deus cumpriria a promessa feita a Abraão, o povo cres­ ceu e se multiplicou no Egito, I8até que se levantou ali outro rei, que não conhecia José.x 19Este outro rei tra­ tou com astúcia-7 a nossa gente e torturou os nossos pais, a ponto de forçá-los a abandonar2 seus meninos recém-nascidos, para que não sobrevivessem. 20Por esse tempo nasceu Moisés, que era formoso aos olhos de Deus. Durante três meses ele foi mantido na casa de seu pai. 21Quando tiveram de abandoná-lo, a filha de Faraó o recolheu e criou como seu próprio filho.0 22E Moisés foi educado em toda a ciência dos egípcios e era poderoso em palavras e obras. 23— Quando completou quarenta anos, teve a ideia de visitar os seus irmãos, os filhos de Israel. 24Ven- do um homem ser maltratado, saiu em defesa dele e vingou o oprimido, matando o egípcio. 25Ora, Moi­ sés pensava que seus irmãos entenderiam que Deus queria salvá-los por meio dele; eles, porém, não en­ tenderam. 26No dia seguinte, Moisés aproximou-se de uns que brigavam e procurou reconduzi-los à paz, dizendo: "Homens, vocês são irmãos; por que estão maltratando um ao outro?" 27Mas o que agredia o seu próximo repeliu Moisés, dizendo: "Quem colocou você como chefe e juiz sobre nós? 28Será que quer me matar, assim como ontem matou o egípcio?" 29Ao ou­ vir isto, Moisés fugiu e se tornou peregrino* na terra de Midiã, onde lhe nasceram dois filhos.0 30— Passados quarenta anos, apareceu-lhe, no de­ serto do monte Sinai, um anjo, por entre as chamas de uma sarça que estava queimando. 31Moisés ficou maravilhado diante daquela visão e, aproximando-se para contemplá-la, ouviu-se a voz do Senhor, que dis­ se: 32"Eu sou o Deus dos seus pais, o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó." Moisés, tremendo de medo, não ousava contemplá-la. 33Então o Senhor disse: "Tire as sandálias dos pés, porque o lugar em que você está é terra santa. 34Vi, com efeito, o sofrimento do meu povo no Egito, ouvi o seu gemido e desci para libertá- -lo. Venha, agora; vou mandar você para o Egito." d 35— A este Moisés, a quem tinham rejeitado, di­ zendo: "Quem colocou você como chefe e juiz?" Deus enviou como chefe e libertador, com a assistência do anjo que lhe apareceu na sarça. 36Foi Moisés quem os tirou de lá, fazendo prodígios e sinais na terra do 7.30-36 Nos quarenta anos no deserto, Moisés se tornou o ho­ mem mais humilde da terra (Nm 12.13). 7.34 Deus opta por trabalhar conosco como seus parceiros, como sua voz, seus braços, suas pernas, suas mãos e seus pés aqui na terra.
  • 14. 207 ATOS 7 Egito,6 no mar Vermelho^e no deserto, durante qua­ renta anos.3 37Foi ainda Moisés quem disse aos filhos de Israel: “Deus fará com que, do meio dos irmãos de vocês, se levante um profeta semelhante a mim.”"' 38É este Moisés quem esteve na congregação no deserto, com o anjo que lhe falava' no monte Sinai e com os nossos pais. Foi ele quem recebeu palavras vivas* para nos transmitir. 39Nossos pais não quiseram obedecer a Moisés, mas o rejeitaram e, no seu coração, volta­ ram para o Egito, 40dizendo a Arão: “Faça para nós deuses que vão adiante de nós; porque, quanto a este Moisés, que nos tirou da terra do Egito, não sabemos o que lhe aconteceu." 41Naqueles dias, fizeram um be­ zerro e ofereceram sacrifício ao ídolo, alegrando-se com as obras das suas mãos.k 42Mas Deus se afastou e os entregou à adoração das estrelas do céu, como está escrito no Livro dos Profetas: "Ó casa de Israel, será que foi para mim que vocês ofereceram vítimas e sacrifícios no deserto, durante quarenta anos? 43 Não é verdade que vocês levantaram o tabernáculo de Moloque e a estrela do deus Renfã, imagens que vocês fizeram para as adorar? Por isso, vou mandar vocês ao exílio para além da Babilónia.”1 44— O tabernáculo do testemunho estava entre nos­ sos pais no deserto, como havia ordenado aquele que disse a Moisés que o fizesse segundo o modelo que ti­ nha visto.m45Também nossos pais, com Josué," tendo recebido o tabernáculo, o levaram, quando tomaram posse das nações que Deus expulsou da presença deles. Foi assim até os dias de Davi, 46que obteve o favor de Deus e pediu autorização para construir uma casa para o Deus de Jacó.° 47Mas foi Salomão3 quem lhe edificou a casa. 48Entretanto, o Altíssimo não habita em casas feitas por mãos humanas. Como diz o profeta: 7.38 Foi ele quem recebeu palavras vivas. Cf. ns. 2Tm 3.16-17; Hb 4.12. para nos transmitir. Cf. Sl 103.7; n. 2Tm 2.2. 7.39 no seu coração, voltaram para o Egito. O corpo daque­ las pessoas estava no deserto com Deus, mas o coração estava longe dele, preso no mundo. Quantos crentes estão na igreja da mesma forma? 7.41 um bezerro. Cf. Êx 32. 7.44 segundo o modelo que tinha visto. Cf. Êx 25.9. 7.46 pediu. Cf. 2Sm 7. 7.47 Salomão... lhe edificou a casa. Cf. 1Rs 6. 7.48 Deus continua a não habitar no prédio da igreja ou tem­ plo. Ele habita em nós (2Co 6.16). 7.51 Homens teimosos. Apesar de toda e qualquer ponte que podemos criar com pessoas não crentes, chegará o momento inevitável do confronto do evangelho e o chamado ao arrepen- 49 “O céu é o meu trono, e a terra é o estrado dos meus pés; que casa vocês edificarão para mim, diz o Senhor, ou qual é o lugar do meu repouso? 58 Não é fato que a minha mão fez todas estas coisas?"3 51— Homens teimosos e incircuncisos de coração e de ouvidos, vocês sempre resistem ao Espírito San­ to." Vocês fazem exatamente o mesmo que fizeram os seus pais. 52Qual dos profetas os pais de vocês não perseguiram? Eles mataram os que anteriormente anunciavam a vinda do Justo, do qual vocês agora se tornaram traidores e assassinos, 53vocês que recebe­ ram a lei por ministério de anjos e não a guardaram. A m orte de Estêvão 54Ao ouvirem isto, ficaram com o coração cheio de raiva e rangiam os dentes contra ele. 55Mas Estêvão, cheio do Espírito Santo, fitou os olhos no céu e viu a glória de Deus e Jesus, que estava à direita de Deus. 56Então disse: — Eis que vejo os céus abertos e o Filho do Ho­ mem, em pé à direita de Deus. 57Eles, porém, gritando bem alto, taparam os ouvidos e, unânimes, investiram contra ele. 58E, expulsando-o da cidade, o apedrejaram. As testemunhas deixaram as capas deles aos pés de um jovem chamado Saulo. 59E enquanto o apedrejavam, Estêvão orava, dizendo: — Senhor Jesus, recebe o meu espírito!5 60Então, ajoelhando-se, gritou bem alto: — Senhor, não os condenes por causa deste pe­ cado!" E, depois que ele disse isso, morreu. '7.36 Êx 7.3 "Êx 14.21 9Nm 14.33 *7.37 Dt 18.15-18 '7.38 Êx 19.1— 20.17; Dt 5.1-33 7Dt 32.47 *7.39-41 Êx 32.1-6 '7.42-43 Am 5.25-27 <"7.44 Êx 25.9-40 "7.45Js 3.14-17 "7.45-46 2Sm 7.1-16:1 Cr 17.1-14 P7.47 1Rs 6.1-38; 2Cr 3.1-17 97.49-50 Is66.1-2 "7.51 Is63.10 *7.59 Sl 31.5 Lc 23.46 '7.60 Lc 23.34 dimento (3.13; 22.21-22; cf. n. 2.38). Sem isso, não é o verda­ deiro evangelho do Reino de Deus. Cf. n. Mt 19.30; Intro. Mt. 7.56 Cf. M t 26.64. 7.57 taparam os ouvidos. Cf. v. 51. Ouvimos o que queremos ouvir. E temos uma capacidade assustadora de não escutar o que não estamos dispostos a ouvir. 7.58 aos pés de um jovem chamado Saulo. Nota prática: o erro que cometemos não importa tanto quanto o que fazemos depois (cf. ns. Mt 3.2; 26.20-35; At 1.26; Tg 3.2). Existem três passos a seguir depois: (1) arrepender-se, com que­ brantamento, reconhecendo que é preciso mudar de vida; (2) pe­ dir perdão, com contrição, sentindo a dor que causamos a Deus e a outras pessoas; (3) restituir quem lesamos, mostrando frutos de arrependimento e graça real e cara - não graça barata. 7.60 não os condenes por causa deste pecado! Parecido ao grito de Jesus (cf. n. Lc 23.34).
  • 15. atos 8 208 E Saulo consentia na morte de Estêvão. Saulo persegue a igreja Naquele dia, teve início uma grande perseguição con­ tra a igreja em Jerusalém. Todos, exceto os apóstolos, foram dispersos pelas regiões da Judeia e da Samaria. 2Alguns homens piedosos sepultaram Estêvão e fizeram grande lamentação por ele. 3Saulo, porém, queria des­ truir a igreja. Indo de casa em casa, arrastava homens e mulheres, lançando-os na prisão.0 Filipe prega em Sam aria 4Enquanto isso, os que foram dispersos iam por toda parte pregando a palavra. 5Filipe foi à cidade de Samaria e anunciava Cristo ao povo dali. 6As multi­ dões, unânimes, davam atenção às coisas que Filipe dizia, ouvindo-as e vendo os sinais que ele fazia. 7Pois os espíritos imundos, gritando em alta voz, saíam de muitos que estavam possuídos por eles; e muitos para­ líticos e coxos foram curados. 8E houve grande alegria naquela cidade. Sim ão, o m ago 9 Havia naquela cidade um homem chamado Si­ mão, que praticava magia e deixava o povo de Sama­ ria admirado. Dizia ser alguém muito importante, 10e todos lhe davam ouvidos, do menor ao maior, di­ zendo: — Este homem é o poder de Deus, chamado o Grande Poder. 11Davam atenção a ele porque durante muito tempo os havia impressionado com as suas magias. i2Quan- do, porém, deram crédito a Filipe, que os evangelizava a respeito do Reino de Deus e do nome de Jesus Cristo, iam sendo batizados, tanto homens como mulheres. 130 próprio Simão abraçou a fé e, tendo sido batizado, acompanhava Filipe de perto, observando extasiado os sinais e grandes milagres praticados. "8.3 At 22.4,19; 26.9-11; 1Co 15.9; Gl 1.13; Fp 3.6; ITm 1.13 &8.15 At 2.38 <8.21 SI 78.37 <78.27 Is 56.3 8.1 foram dispersos. Cf. v. 4; 11.19. O que Satanás e o mundo fazem para o mal, Deus usa para o bem (Rm 8.28-29). 8.3 mulheres. Cf. v. 12; n. 5.1. 8.5 Filipe. Um segundo diácono, também cheio do Espírito, de sabedoria e de poder (vs. 6-7). 8.8 E houve grande alegria. Alegria é a mostra do Reino de Deus (vs. 12,39; 13.52; 15.3,31; 16.34; cf. n. Rm 14.17). 8.12 os evangelizava a respeito do Reino de Deus. O Livro de Atos inicia e encerra com o tema do Reino, central ao coração do evangelho (1.3; 14.22; 19.8; 20.25; 28.23,31). Cf. n. Lc 2.11; Intro. Mt. 8.14-17 Veja o contraste maravilhoso com a atitude de João em Lc 9.52-56! Derramaram o fogo do Espírito em lugar de um fogo para destruir. Pedro e João em Sam aria l4Quando os apóstolos, que estavam em Jerusalém, ou­ viram que o povo de Samaria tinha recebido a palavra de Deus, enviaram-lhes Pedro e João. l5Chegando ali, oraram por eles para que recebessem o Espírito Santo/ 16pois o Es­ pírito ainda não havia descido sobre nenhum deles. Tinham apenas sido batizados em nome do Senhor Jesus. l7Então lhes impunham as mãos, e eles recebiam o Espírito Santo. 18 Quando Simão viu que, pelo fato de os apóstolos im porem as mãos, era concedido o Espírito Santo, ofereceu- -lhes dinheiro, 19dizendo: — Deem também a mim este poder, para que aquele sobre quem eu impuser as mãos receba o Es­ pírito Santo. 20Mas Pedro respondeu: — Que o seu dinheiro seja destruído junto com você, pois você pensou que com ele poderia adquirir o dom de Deus! 21Não existe porção nem parte para você nes­ te ministério, porque o seu coração não é reto diante de DeusT 22Portanto, arrependa-se desse mal e ore ao Senhor. Talvez ele o perdoe por esse intento do seu cora­ ção. 23Pois vejo que você está cheio de inveja e preso em sua maldade. 24Aí Simão disse aos apóstolos: — Peço que vocês orem ao Senhor por mim, para que não me sobrevenha nada do que vocês disseram. 25Eles, porém, tendo dado o seu testemunho e pre­ gado a palavra do Senhor, voltaram para Jerusalém e evangelizavam muitas aldeias dos samaritanos. Filipe e o eunuco 26Um anjo do Senhor disse a Filipe: — Levante-se e vá para o Sul, no caminho que vai de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. 27Filipe se levantou e foi. Havia um etíope, eunuco/ alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o qual era superintendente de todo o seu te­ souro. Ele tinha vindo adorar em Jerusalém 28e estava regressando ao seu país. E,assentado na sua carruagem, vi­ nha lendo o profeta Isaías. 29Então o Espírito disse a Filipe: — Aproxime-se dessa carruagem e acompanhe-a. 8.16 A prioridade dos apóstolos foi que os novos convertidos recebessem o Espírito Santo. 8.17 impunham as mãos. Cf. vs. 18-19; n. 6.6. 8.20 Que o seu dinheiro seja destruído junto com você. Quem quer aproveitar coisas espirituais no Reino de Deus por meio do dinheiro corre alto risco (5.1-11). 8.22 arrependa-se. Cf. ns. 2.38; 7.58. 8.23 Há discernimento no coração da pessoa, algo bem mais profundo do que uma visão de seus atos objetivos. 8.29-30 Então o Espírito disse a Filipe. Temos de ser sen­ síveis aos toques do Espírito. Ele não nos força. Se não res­ pondermos a esses toques leves, nosso coração poderá endu­ recer e perderemos a habilidade de ouvi-lo ou senti-lo. Cf. n. M t 13.15. Correndo para lá, Filipe. Filipe respondeu de todo
  • 16. 209 ATOS 8 — 9 30Correndo para lá, Filipe ouviu que o homem es­ tava lendo o profeta Isaías. Então perguntou: — O senhor entende o que está lendo? 31Ele respondeu: — Como poderei entender, se alguém não me explicar? E convidou Filipe a subir e sentar-se ao seu lado. 32 Ora, a passagem da Escritura que ele estava lendo era esta: "Foi levado como ovelha ao matadouro; e, como um cordeiro mudo diante do seu tosquiador, ele não abriu a boca. 33 Na sua humilhação, lhe negaram justiça; quem poderá falar da sua descendência? Porque a vida dele é tirada da terra.”6 34Então o eunuco disse a Filipe: — Peço que você me explique a quem se refere o profeta. Fala de si mesmo ou de outra pessoa? 35Então Filipe explicou. E, começando com esta pas­ sagem da Escritura, anunciou-lhe a mensagem de Jesus. 36Seguindo pelo caminho, chegaram a certo lugar onde havia água. Então o eunuco disse: — Eis aqui água. O que impede que eu seja batizado? 37 [Filipe respondeu: — É lícito, se você crê de todo o coração. E, respondendo ele, disse: — Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.]1 38Então mandou parar a carruagem, ambos desce­ ram à água, e Filipe batizou o eunuco. 39Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe, não o vendo mais o eunuco; e este foi seguindo o seu cami­ nho, cheio de alegria. 40Mas Filipe foi visto outra vez em Azoto; e, seguindo viagem, evangelizava todas as cida­ des até chegar a Cesareia. A conversão de Saulo A t 22.4-11; 26.9-18 9 Saulo, respirando ainda ameaças e morte contra os discípulos do Senhor,0 dirigiu-se ao sumo sa- coração. perguntou. Começou com uma boa pergunta. Cf. n. M t 11.7-9. 8.31 Coração ensinável, cheio de boas perguntas (vs. 34,36). 8.37 se você crê de todo o coração. Cf. Rm 10.9-10. 8.40 Onde Filipe se encontrava, assim como os outros dis­ persos (v. 4) e os próprios apóstolos (v. 25), ele evangelizava (vs. 5,35,40). E você? 9.1-2 Esta introdução ressalta que não importa como começa­ mos, e sim como terminamos (cf. n. 7.58). os discípulos. Cf. o primeiro de oito estudos que começam em M t 16.24-26. de Da­ masco. Antes de se converter ele já tinha zelo missionário! do Caminho. Cf. Jo 14.6; At 16.17; 18.25-26; 19.9,23; 22.4; 24.14,22; 2Pe 2.2. Um nome para “cristianismo". Expressa um estilo de vida, não apenas uma crença. Cf. Jo 14.6. tanto homens como mulheres. Cf. ns. 1.14; 5.1. cerdote 2e lhe pediu cartas para as sinagogas de Da­ masco, a fim de que, caso achasse alguns que eram do Caminho, tanto homens como mulheres, os le­ vasse presos para Jerusalém. 3Enquanto seguia pelo caminho, ao aproximar-se de Damasco, subitamente uma luz do céu brilhou ao seu redor, 4e, caindo por terra, ouviu uma voz que lhe dizia: — Saulo, Saulo, por que você me persegue? 5Ele perguntou: — Quem é o senhor? E a resposta foi: — Eu sou Jesus, a quem você persegue.b 6Mas le- vante-se e entre na cidade, onde lhe dirão o que você deve fazer. 7Os homens que viajavam com Saulo pararam emu­ decidos, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. 8En­ tão Saulo se levantou do chão e, abrindo os olhos, nada podia ver. E, guiando-o pela mão, levaram-no para Da­ masco. 9Esteve três dias sem ver, durante os quais nada comeu, nem bebeu. A visita de Ananias A t2 2 .1 2 -1 6 10Havia em Damasco um discípulo chamado Ana­ nias. O Senhor lhe apareceu numa visão e disse: — Ananias! Ao que ele respondeu: — Eis-me aqui, Senhor! 11Então o Senhor lhe disse: — Levante-se e vá à rua que se chama Direita e, na casa de Judas, procure um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está orando I2e, numa visão, viu entrar um homem, chamado Ananias, e impor-lhe as mãos, para que recuperasse a vista. i3Ananias, porém, respondeu: — Senhor, de muitos tenho ouvido a respeito des­ se homem, quanto mal tem feito aos teus santos em c8.32-33 Is 53.7-8 78.37 O texto entre colchetes se encontra apenas em manuscritos mais recentes °9.1 At 8.3 *9.5 ICo 15.8 9.4 Saulo, Saulo. Repetindo seu nome, chamou sua atenção de forma profunda, por que você me persegue? A perseguição à Igreja, o Corpo de Cristo (ICo 12.27; Ef 1.22-23), é a perseguição a Jesus. Cf. n. Lc 6.2. 9.5 Quem é o senhor? A maior pergunta que qualquer de nós pode fazer (M t 16.13-17). 9.6 Deste momento em diante ele está entregue a uma nova autoridade: a de Jesus Cristo. 9.9 Frutos de arrependimento, de quebrantamento (vs. 11-12). 9.10 Eis-me aqui, Senhor! A atitude normal de um verdadeiro discípulo. 9. 13- 16 Deus não tem problemas com nossas perguntas ou dú­ vidas honestas.
  • 17. Atos 9 210 Jerusalém; 14e para cá trouxe autorização dos princi­ pais sacerdotes para prender todos os que invocam o teu nome. l5Mas o Senhor lhe disse: — Vá, porque este é para mim um instrumento esco­ lhido para levar o meu nome diante dos gentios e reis, bem como diante dos filhos de Israel.c 16Pois eu mesmo vou mostrar a ele quanto deve sofrer pelo meu nome. 17Então Ananias foi e, entrando na casa, impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: — Saulo, irmão, o Senhor Jesus, que apareceu a você no caminho para cá, me enviou para que você volte a ver e fique cheio do Espírito Santo. I81mediatamente lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e voltou a ver. A seguir, levantou-se e foi batizado. 19E, depois de comer, sentiu-se fortalecido. Saulo em Dam asco Saulo permaneceu alguns dias com os discípulos em Damasco. 20E logo, nas sinagogas, proclamava Je­ sus, afirmando que ele é o Filho de Deus. 21Todos os que ouviam Saulo estavam atónitos e diziam: — Não é este o que exterminava em Jerusalém os que invocam o nome de Jesus e veio para cá precisamente para prender e levá-los aos principais sacerdotes? 22Saulo, porém, mais e mais se fortalecia e confun­ dia os judeus que moravam em Damasco, demons­ trando que Jesus é o Cristo. Saulo escapa dos judeus 23Decorridos muitos dias, os judeus resolveram matar Saulo, 24mas ele ficou sabendo do plano deles. Dia e noite guardavam também os portões da cidade, para o matar. 25Mas os discípulos de Saulo tomaram-no de noite e, colocando-o num cesto, desceram-no pela muralha.d Saulo em Jerusalém e em Tarso 26Tendo chegado a Jerusalém, Saulo procurou juntar- -se aos discípulos de Jesus. Porém todos tinham medo dele, não acreditando que ele fosse discípulo. 27Mas <9.15 Rm 1.1; Gl 1.15; Ef 3.7 <<9.25 2Co 11.33 Barnabé, tomando-o consigo, levou-o aos apóstolos. Contou-lhes como Saulo tinha visto o Senhor no ca­ minho, e que o Senhor tinha falado com ele. Também contou como, em Damasco, Saulo tinha pregado ousa­ damente em nome de Jesus. 28E Saulo ficou com eles em Jerusalém, entrando e saindo, pregando ousadamente em nome do Senhor. 29Falava e discutia com os helenis- tas, mas eles procuravam tirar-lhe a vida. 30Quando isto chegou ao conhecimento dos irmãos, levaram Saulo até Cesareia e dali 0enviaram para Tarso. A igreja cresce 31A igreja, na verdade, tinha paz por toda a Judeia, Ga- lileia e Samaria, edificando-se e caminhando no temor do Senhor; e, no consolo do Espírito Santo, crescia em número. A cura de Eneias 32Passando Pedro por toda parte, foi também visi­ tar os santos que moravam em Lida. 33Encontrou ali certo homem, chamado Eneias, que havia oito anos jazia de cama, pois era paralítico. 34Pedro lhe disse: — Eneias, Jesus Cristo cura você! Levante-se e arrume a sua cama. Ele imediatamente se levantou. 35Todos os habi­ tantes de Lida e da região de Sarom viram Eneias e se converteram ao Senhor. A ressurreição de Dorcas 36Havia em Jope uma discípula chamada Tabita, nome este que, traduzido, é Dorcas. Ela era notável pe­ las boas obras e esmolas que fazia. 37Aconteceu que, naqueles dias, ela adoeceu e veio a morrer. Depois de a lavarem, puseram 0 corpo num quarto do andar su­ perior. 38Como Lida ficava perto de Jope, ouvindo os discípulos que Pedro estava ali, enviaram-lhe dois ho­ mens com o seguinte pedido: — Não se demore em vir até nós. 39 Pedro se aprontou e foi com eles. Tendo chegado conduziram-no para o quarto do andar superior. To­ das as viúvas 0 cercaram, chorando e mostrando-lhe túnicas e vestidos que Dorcas tinha feito enquanto 9.15 é para mim um instrumento escolhido. Cf. n. 26.19. 9.16 Saulo fez os discípulos de Jesus sofrerem; agora, teria 0 privilégio de sofrer como discípulo de Jesus. 9.17 impôs as mãos sobre Saulo. Cf. n. 6.6. irmão. Reconhe­ cimento da transformação nele. para que... fique cheio do Es­ pírito Santo. Cf. n. 8.16. 9.22 demonstrando que Jesus é o Cristo. Cf. ns. 4.14; 5.42. 9.25 os discípulos de Saulo. A unção de Paulo era tão grande que ele já tinha discípulos! Este é 0 único versículo que fala de um líder da igreja ter discípulos. Apesar de isso poder acontecer, devemos nos esforçar para que todos te­ nham a identidade de discípulos de Jesus, bem mais do que discípulos nossos. 9.27 Mas Barnabé. Figura de transição, mudando a história de uma pessoa e, como consequência, possivelmente a história da Igreja Primitiva. Cf. ns. 11.19-26. 9.31 Aqui temos uma terceira descrição da Igreja Primitiva, após 2.42-47 e 4.32-35. edificando-se. Ela crescia em qualida­ de caminhando no temor do Senhor. Cf. 10.2; n. 5.11. no con­ solo do Espírito Santo. Cf. ns. 1.2,5; 2.4; 2Co 1.3-8. crescia em número. Crescia em quantidade. Cf. n. 6.1. 9.36 uma discípula. Na cultura clássica judaica não havia es­ paço para discípulas. Na cultura cristã, sim. Cf. n. 5.1.
  • 18. 211 ATOS 9 — 10 estava com elas. 40Mas Pedro, tendo feito com que to­ dos saíssem, pondo-se de joelhos, orou; e, voltando- -se para o corpo, disse: — Tabita, levante-se! Ela abriu os olhos e, vendo Pedro, sentou-se. 41Ele, dando-lhe a mão, ajudou-a a ficar em pé; e, chamando os santos, especialmente as viúvas, apresentou-a viva. 42Isto se tornou conhecido por toda Jope, e muitos cre­ ram no Senhor. 43Pedro ficou em Jope muitos dias, na casa de um curtidor chamado Simão. O centurião Cornélio Em Cesareia morava um homem de nome Cor­ nélio, centurião da coorte chamada Italiana. 2Era piedoso e temente a Deus com toda a sua casa, fazendo muitas esmolas ao povo e orando sempre a Deus. 3Um dia, por volta das três horas da tarde,1 durante uma vi­ são, esse homem viu claramente um anjo de Deus que se aproximou dele e lhe disse: 4— Cornélio! Este, fixando nele os olhos e possuído de temor, perguntou: — O que é, Senhor? E o anjo lhe disse: — As suas orações e as suas esmolas subiram para memória diante de Deus. 5Agora envie mensageiros a Jope e mande chamar Simão, que tem por sobre­ nome Pedro. 6Ele está hospedado com Simão, curti­ dor, cuja residência está situada à beira-mar. 7Logo que o anjo que lhe falava se retirou, Cornélio chamou dois dos seus servos e um soldado piedoso dos que estavam a seu serviço 8e, havendo-lhes con­ tado tudo, enviou-os a Jope. Pedro tem um a visão 9No dia seguinte, enquanto eles viajavam e já esta­ vam perto da cidade de Jope, Pedro subiu ao terraço, por volta do meio-dia, a fim de orar. 10Estando com fome, quis comer; mas, enquanto lhe preparavam a co- 10.1-2 Cornélio. Cf. v. 22. Um “pré-discípulo”, com belas qua­ lidades (v. 33), apenas aguardando conhecer Jesus pessoal­ mente para se tornar pleno discípulo. 10.3 uma visão... um anjo de Deus. Deus falava e ainda fala das formas mais variadas (vs. 10,13,19). 10.4 possuído de temor. Cf. v. 2. 10.7 Logo. Obediente. Militares e ex-militares têm algumas vantagens quanto a saber ser obedientes e submissos, como também comprometidos (cf. n. Mt 8.8-10). 10.9-23 Deus, em sua grande misericórdia, preparou o coração do evangelista tanto quanto o do evangelizado, semelhante a Filipe com o eunuco (8.26-39). 10.14 De modo nenhum, Senhor! Pedro tinha uma habilidade extraordinária de chamar Jesus de Senhor e ainda discordar dele (Mt 16.22; Jo 13.6-8). Jesus consegue trabalhar com “cabeças- -duras” se o coração é bom. Por outro lado, a melhor teologia mida, sobreveio-lhe um êxtase. 11Viu o céu aberto e um objeto como se fosse um grande lençol, que descia do céu e era baixado à terra pelas quatro pontas, ^conten­ do todo tipo de quadrúpedes, répteis da terra e aves do céu. 13E ouviu-se uma voz que se dirigia a ele: — Levante-se, Pedro! Mate e coma. 14Mas Pedro respondeu: — De modo nenhum, Senhor! Porque nunca comi nada que fosse comum e imundo. 15 Pela segunda vez, a voz lhe falou: — Não considere impuro aquilo que Deus purificou.0 16Isso aconteceu três vezes, e, em seguida, aquele objeto foi levado de volta para o céu. Os enviados de Cornélio chegam a Jope 17Enquanto Pedro estava perplexo sobre qual seria o significado da visão, eis que os homens enviados por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam junto à porta. l8Chamando, perguntaram se ali estava hospedado Simão, por sobrenome Pedro. 19 Enquanto Pedro meditava a respeito da visão, Espírito lhe disse: — Estão aí três homens à sua procura. 20Portanto, levante-se, desça e vá com eles, nada duvidando; por­ que eu os enviei. 21E, descendo Pedro para junto dos homens, disse: — Eu sou a pessoa que vocês estão procurando. 0 que os traz até aqui? 22Então disseram: — O centurião Cornélio, homem reto e temente a Deus e tendo bom testemunho de toda a nação judaica, foi instruído por um santo anjo a mandar chamar você para a casa dele e ouvir o que você tem a dizer. 23 Pedro, então, convidando-os a entrar, hospedou-os. No dia seguinte, Pedro se aprontou e foi com eles. Tam­ bém alguns irmãos dos que moravam em Jope foram com ele. 24No dia seguinte, Pedro chegou a Cesareia. Cornélio Í10.3 Lit., hora nona "10.15 Mc 7.19: Rm 14.14; ICo 10.25; Tt 1.15 do mundo, sem o coração reto, amável e temível, não adianta nada. E você? Está dizendo “De modo nenhum, Senhor” quanto ao seu chamado de ganhar almas)’ Porque nunca... Seus usos e costumes eram mais arraigados nele do que o senhorio de Cristo. 10.15 Para os puros decoração tudo é puro (cf. n. M t 5.8). 10.16 isso aconteceu três vezes. Cf. med. Jo 3.1-15. 10.17 Enquanto Pedro estava perplexo. Quando Deus falar de forma que deixe você perplexo ou confuso, não se preocupe. Se a visão ou a palavra é de Deus. ele irá aclarar e confirmar. Se não for de Deus, ele o ajudará a superar sem maiores conse­ quências. Cf. ns. 2.17; 3.16; 8.29-30. 10.23 Quando vamos fazer algo novo no qual não temos con­ fiança ou experiência, é bom andarmos acompanhados. 10.24-25 tendo reunido os seus parentes e os amigos mais íntimos. Que fé! Semelhante à de outro centurião (cf. n. M t 8.8-10). Ele já era evangelista antes de se converter! Muitas
  • 19. atos 10 — 11 212 estava esperando por eles, tendo reunido os seus paren­ tes e os amigos mais íntimos. 25Quando Pedro estava por entrar, Comélio foi ao seu encontro e, prostrando-se aos pés dele, o adorou. 26Mas Pedro o levantou, dizendo: — Levante-se, porque eu também sou apenas um homem. 27Falando com ele, Pedro entrou, encontrando muitos reunidos ali, 28a quem se dirigiu, dizendo: — Vocês bem sabem que um judeu está proibido de se juntar a um gentio ou de entrar na casa dele. Mas Deus me mostrou que não devo considerar ninguém comum ou imundo. 29Por isso, uma vez chamado, vim sem vacilar. Pergunto, pois: Por que razão vocês man­ daram me chamar? 30Cornélio respondeu: — Faz hoje quatro dias que, mais ou menos por esta hora, às três da tarde, eu estava orando em minha casa. De repente, se apresentou diante de mim um homem vestido com roupas resplandecentes 31que disse: "Cor- nélio, a sua oração foi ouvida e as suas esmolas foram lembradas na presença de Deus. 32Envie, pois, alguém a jope e mande chamar Simão, por sobrenome Pedro; ele está hospedado na casa de Simão, curtidor, à beira- -mar.” 33Portanto, sem demora, mandei chamá-lo, e você fez muito bem em vir. Agora estamos todos aqui, na presença de Deus, prontos para ouvir tudo o que o Senhor ordenou a você. Pedro prega na casa de Cornélio 34Então Pedro começou a falar. Ele disse: — Reconheço por verdade que Deus não faz acep- ção de pessoas;b 35pelo contrário, em qualquer nação, aquele que o teme e faz o que é justo lhe é aceitável. 36Esta é a palavra que Deus enviou aos filhos de Israel, anunciando-lhes o evangelho da paz,c por meio de Je­ sus Cristo. Este é o Senhor de todos/ 37Vocês sabem o que aconteceu em toda a Judeia, tendo começado na *10.34 Dt 10.17 <10.36 Rm 5.1; Ef2.17 * At 2.36; Rm 10.12 *10.41 Jo 14.22 Ó_c 24.43; At 1.4 510.42 2Tm 4.1; 1Pe4.5 vezes no Novo Testamento casas ou famílias inteiras se entrega­ ram a Jesus (At 16.15,31-34; 18.8). prostrando-se aos pés dele, o adorou. Que coração predisposto a fazer qualquer coisa para Deus! E você? Qual foi a última vez que se prostrou? 10.26 Jamais podemos aceitar que pessoas nos adorem; temos de dirigir tais expressões a Jesus (cf. n. Ap 19.10). 10.28 Mas Deus. Cf. 2.24; 3.18; 7.9; 13.30; 17.30. Duas pala­ vras tão simples e tão bonitas mudam tudo! Cf. n. Lc 12.20. não devo considerar ninguém comum ou imundo. Ou infe­ rior. Cf. ns. 2Co 5.7,16. 10.29 uma vez chamado, vim sem vacilar. Esta tem de ser a atitude de todo verdadeiro discípulo. 10.35 em qualquer nação. Deus se importa com cada nação (2.5; 10.14; 17.26-27; Mt 28.19; Ap 7.9; 14.6). 10.37-43 Resumo do evangelho. Você é bom em resumir o Galileia depois do batismo que João pregou, 38como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com poder. Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando todos os oprimidos do diabo, porque Deus estava com ele. 39E nós somos testemunhas de tudo o que ele fez na terra dos judeus e em Jerusalém. Depois eles o mataram, pendurando-o no madeiro. 40Mas Deus o ressuscitou no terceiro dia e concedeu que fosse ma­ nifesto, 41não a todo o povo,e mas às testemunhas que foram anteriormente escolhidas por Deus, isto é, a nós que comemos e bebemos com e le/ depois que ressur­ giu dentre os mortos. 42jesus nos mandou pregar ao povo e testemunhar que ele foi constituído por Deus como Juiz de vivos e de mortos.3 43Dele todos os pro­ fetas dão testemunho de que, por meio do seu nome, todo aquele que nele crê recebe remissão dos pecados. O Espírito Santo desce sobre os gentios 44 Enquanto Pedro falava estas palavras, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviam a mensagem. 45E os fiéis que eram da circuncisão, que tinham vin­ do com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo. 46Pois eles os ouviam falando em línguas e engrande­ cendo a Deus. Então Pedro disse: 47— Será que alguém poderia recusar a água e impedir que sejam batizados estes que, assim como nós, receberam o Espírito Santo? 48E ordenou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Então lhe pediram que permanecesse com eles por alguns dias. A defesa de Pedro Chegou ao conhecimento dos apóstolos e dos irmãos que estavam na Judeia que também os gentios haviam recebido a palavra de Deus. 2Quando Pedro voltou para Jerusalém, os que eram da circun­ cisão começaram a questioná-lo, dizendo: 3— Você entrou na casa de homens incircuncisos e comeu com eles. evangelho e dar seu testemunho? Cf. o módulo de oito estudos sobre evangelismo pessoal que começa em 2Co 5.14-21. 10.38 Quais destas frases melhor descrevem você? Cf. ns. Lc 4.18-19. 10.39,41 testemunhas. Cf. n. At 3.15. 10.44-46 o Espírito Santo caiu... foi derramado o dom do Espírito Santo... receberam o Espírito Santo. Deus, com seu grande senso de humor, derramou o Espírito Santo sem pedira permissão do após­ tolo, liberando-o, assim, de qualquer culpa de haver feito algo errado quando fosse interrogado futuramente (11.1-18). Cf. ns. 1.2,5; 2.4. 10.48 E ordenou que fossem batizados. Cf. v. 48; n. 2.41 per­ manecesse com eles por alguns dias. Construir pontes em lugar de muros. 11.3 Espírito de religiosidade, mais preocupado com leis e nor­ mas do que com a salvação de almas (cf. Intro. Hb).