MANUAL DO CURSO DE
RELIGIÃO 211 E 21 2
Sistema Educacional da Igreja
Departamento de Seminários e Institutos de Religião
Copyright © 1976
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias
Todos os Direitos Reservados
Impresso no Brasil
32474 059
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3Jnbíce
Introdução ao Curso de Religião 2II
I Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I
I Eu Sou o Caminho . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5
�eção 1
2 O Messias Prometido . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . I5
3 O Filho do Pai Eterno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
4 "Eis o Cordeiro de Deus" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
g;eção 2
Primeiro Ano do Ministério Público de Jesus
5 "Deveis Nascer de Novo". . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37
6 "Porque é Este de Quem Está Escrito" . . . . . . . . . . . . . . .43
�eção 3
Segundo Ano do Ministério Público de Jesus
7 O Chamado dos Doze . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . 5 1
8 Sede Vós Pois Perfeitos . . . . . . . ... . ..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 59
9 "Qualquer que Fizer a Vontade de Meu Pai" . . . . . . . . . . 67
10 "E Falou-lhes de Muitas Coisas por Parábolas . . . .. . ... 73
II "Se Alguém Receber o Que Eu Enviar Me Recebe a Mim . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1
�eçaõ 4
Terceiro Ano do Ministério Público de Jesus
I2 '.'Eu Sou o Pão da Vida'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9I
1 3 "O Que Contamina o Homem" . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 99
14 A Transfiguração de Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 105'
15 Eu Sou a Luz do Mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 1
1 6 Os Dois Grandes Mandamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 17
17 A Qualquer Que Muito For Dado Muito se Lhe Pedirá . 123
18 Alegrai-vos Comigo, porque já Achei a Dracma Perdida . .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129
1 9 "O Que Me Falta ainda?" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
&eção 5
A Semana do Sacrifício Expiatório e da Ressurreição
20 A Entrada Triunfal . . ... .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147
21 "Ai de vós... Hipócritas" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 55
22 "Que Sinal Haverá da Tua Vinda?" . • . . . . . . . . . . . . . . . 163
23 ''Assim Como Eu Vos Amei'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
24 '' A Minha Paz Vos Dou'' .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . 177
25 "Todavia Não Se Faça a Minha Vontade, Mas a Tua" . . 183
26 "Não Acho Culpa Alguma Neste Homem" . . . . . . . . . . 191
O Glorioso Ministério na Palestina
27 ' 'Ele Ressuscitou''! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 205
28 "Eu Sei Que Ele Vive" . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . .213
Seção de Mapas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221
2 1 2 Índice . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 239
�
3Jnbíce
Introdução ao Curso de Religião 212
Introdução
�eção 7
A Igreja se Expande à Medida que se Propaga o Testemunho .
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247
29 "Vós Sois as Minhas Testemunhas, Diz o Senhor" . . . . 257
30 "Deus Não Faz Acepção de Pessoas" . . . . . :. . . . . . . . . 267
3 1 "Este é Para Mim Um Vaso Escolhido" . . . . . . . . . . . . . 275
32 "Eu te Pus Para Luz dos Gentios" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283
�eção 8
O Testemunho de Paulo Como Missionário
33 A Vinda do Senhor Jesus Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291
34 "Para Que a Vossa Fé Não se Apoiasse na Sabedoria dos
Homens'' . . . . . . · . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 305
35 "Fazei Isto em Memória de Mim" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1 1
3 6 "Procurai Com Zelo os Melhores Dons" . . . . . . . . . . . . . 321
37 " A Momentânea Tribulação Produz para nós um Peso
Eterno ,de Glória mui excelente" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 327
38 "Porque Tudo o que o Homem Semear, isso também Co-
lherá" . . . . . : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335
39 "O Homem é Justificado pela Fé" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 345
40 "Herdeiros de Deus e Co-Herdeiros com Cristo" . . . . . 355
41 "Escolhidos antes da Fundação do Mundo" . . . . . . . . . 363
�eção 9
Paulo Testifica da Prisão
42 "Como de Mim Testificaste em Jerusalém, assim Importa
que Testifiques também em Roma" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 375
43 "Sois. . . concidadãos dos santos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 383
44 ''Sê o Exemplo dos Fiéis'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 395
�eção 10
O Testemunho de Paulo aos Líderes do Sacerdócio
45 "Combati o Bom Combate, acabei a Carreira, guardei a fé"
. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409
46 "Prossigamos até a Perfeição" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419
47 "Pelo Sangue Sereis Santificados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 429
48 "Fé: A Prova das Coisas que se não vêem . . . . . . . . . . . . 435
�eção 1 1
Os Apóstolos Antigos Testificaram ao Mundo
49 ' 'A Religião Pura e Sem Macula'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449
50 "Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mor-
tos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 459
5 1 "Participantes da Natureza divina" . . . . . . . . . . . . . . . . . 467
52 "Andaremos na luz, como ele na luz está" . . . . . . . . . . . 475
53 "Porque se Infiltraram alguns homens ímpios" . . . . . . . 481
�eção 12
João Testifica do Triunfo da Igreja
54 ''A Revelação de Jesus Cristo a seu servo João . . . . . . . . 499
55 ' 'Os Reinos do Mundo Vieram a ser de Nosso Senhor' ' . 509
56 "Eis que Deoressa Venho; e o meu Galardão está Comigo"
. . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 19
Apêndice A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 527
Apêndice B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 533
Apêndice C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 536
Apêndice D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 540
3Jntrobução
QUAL DEVE SER NOSSA META OU
PROPÓSITO AO FAZERMOS ESTES CURSOS?
O objetivo destes cursos é proporciOnar-lhe a oportunidade
de conhecer o Salvador de modo íntimo, pessoal e eficaz. Ao
completar estes dois cursos, você deverá estar apto a procla­
mar, como Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo."
(Mateus 1 6: 16.) Os discípulos de Jesus sabiam como conseguir
um testemunho tão fervoroso. Foi João, o Amado, que testifi­
cou das profundezas de sua alma: "E sabemos que já o Filho de
Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que
é verdadeiro. . .(! João 5 :20.) Você também poderá conhecer
aquele que é verdadeiro.
Como Posso Alcançar Esse Objetivo
de Maneira Mais Eficaz?
O Salvador disse: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem a
mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. "
(João 6:35 . ) Cada lição foi programada para trazê-lo mais per­
to do Salvador, a fim de que possa partilhar do pão da vida e
saciar-se espiritualmente. Cada lição tem uma designação de
leitura do Novo Testamento, que será a parte fundamental de
seu estudo. Você deverá ler cuidadosamente as Esc:-ituras de­
signadas, j untamente com o material da lição. Se cumprir este
requisito, terá lido todo o Novo Testamento ao chegar ao tér­
mino destes cursos. (Observação: Para os alunos que partici­
pam das aulas regulares no Instituto ou faculdades da Igreja, o
estudo do Novo Testamento foi dividido em dois semestres ou
três trimestres; mas os alunos das áreas onde são realizados
cursos individuais, o estudo do Novo Testamento ocupa o pe­
ríodo de um ano.)
O estudo das Escrituras, em conjunto com a oração sincera
pode constituir uma fonte de revelação pessoal e um meio para
aumentar o poder espiritual em sua vida diária.
Por Que É Necessário Ter Um Manual do Alune?
Alguns trechos dos Evangelhos e dos escritos e cartas dos
apóstolos antigos não são facilmente compreendidos pelos alu­
nos da época atual. O que Pedro disse a respeito de algumas
epístolas de Paulo - que há "pontos difíceis de entender" (TI
Pedro 3 : 16), - também se aplica a outros escritos do Novo
Testamento. Os textos deturpados, a linguagem arcaica e a
nossa falta de conhecimento do ambiente doutrinário, históri­
co e geográfico são algumas das razões pelas quais encontra­
mos certa dificuldade na leitura e compreensão do Novo Tes­
tamento. Por esse motivo, foi organizado este manual do alu­
no. Ele será de grande ajuda, proporcionando-lhe os seguintes
benefícios:
1. Material básico para ajudá-lo a compreender o mundo
grego, romano e judaico, no qual Jesus pregou e de onde
emergiu a igreja primitiva.
2. Informação básica a respeito de personagens importantes
do Novo Testamento e governantes romanos e judeus da­
quela época.
3 . Informações históricas referentes a cada livro d o Novo
Testamento.
4. Comentários interpretativos a respeito das passagens mais
importantes e também sobre algumas Escritu�as de dificil
entendimento.
5. Uma seção de mapas que ajudam a localizar locais impor­
tantes e mostram as jornadas de Jesus e do Apóstolo Pau­
lo.
6. Uma tabela cronológica que apresenta as datas aproxima­
das ou específicas dos eventos estudados.
Como o Manual Foi Organizado.
As cinqüenta e seis lições deste manual estão divididas de
modo que se correlacionem com a provável ordem cronológica
do Novo Testamento, conforme se encontram indicadas nos
"blocos de leitura." Cada lição foi agrupada em uma seção.
Há doze seções neste manual, cada uma delas cobrindo um pe­
ríodo específico da vida do Salvador e dos apóstolos. O pano­
rama da lição fornecerá informações específicas que o ajuda­
rão nas lições subseqüentes. As seções de 1 a 6tratam da vida e
dos ensinamentos de Jesus (Curso de Religião n? 21 1), e as se­
ções de 7 a 12 abordam o ministério dos apóstolos (Curso de
Religião n? 212.)
A finalidade deste manual não é substituir a leitura do Novo
Testamento; pelo contrário, é somente um guia para ajudá-lo
a organizar-se e obter o máximo possível do estudo das passa­
gens escriturísticas. O esboço abaixo do formato usado em ca­
da lição indica esse propósito:
1 . Um tema extraído de cada bloco de leitura.
2. Uma breve seção introdutória que estabelece o cenário pa­
ra as Escrituras que serão estudadas.
3. Designação de um bloco de leitura, que inclui um mapa e
uma tabela cronológica.
4. Uma seção de comentários interpretativos, contendo es­
clarecimentos (principalmente de líderes da Igreja) que o
ajudarão a resolver determinadas dificuldades e também
passagens de difícil entendimento.
5. Uma seção intitulada "Pontos a Ponderar", que chamará
sua atenção para alguns dos principais temas doutriná­
rios daquela parte do Novo Testamento e lhe proporcio­
nará oportunidade de meditar profundamente sobre co­
mo aplicá-los em sua vida diária.
Encontrará também materiais úteis para o seu estudo na se­
ção de mapas (que se encontra no meio do manual) e também
na seção de materiais suplementares (no fim do manual.)
Como Utilizar o Manual do Aluno.
O texto básico do curso é o Novo Testamento. O propósito
2
do manual do aluno não é substituir a leitura das Escrituras,
nem pode substituir a orientação inspirada do Espírito Santo
que você procura humildemente através da oração. Eis algu­
mas sugestões a respeito de como o manual do aluno pode ser
usado de maneira mais eficaz:
1 . Em todo capítulo, você receberá uma designação de leitu­
ra. O número de capítulos que terá de ler para cada perío­
do de aula varia de acordo com a orientação de seu instru­
tor, ou conforme esteja estudando em regime de semestre,
trimestre ou individual. Seja qual for o sistema, se cum­
prir conscientemente suas designações de leitura, estará
em condição de ler todo o Novo Testamento, obedecendo
à ordem cronológica em que as mensagens e epístolas do
Evangelho são apresentadas.
2. Estude as informações básicas a respeito dos personagens
importantes e do livro que está sendo estudado, antes de
ler o texto do Novo Testamento. Através desse método,
poderá entender melhor as Escrituras, à medida que as
ler.
3. Leia os comentários a respeito das passagens escriturísti­
cas de difícil interpretação.
4. Consulte a seção de mapas e localize os diversos lugares
mencionados no Evangelho ou nas epístolas. Compare es­
ses locais bíblicos com sua localização atual.
QUE VERSÃO DA BÍBLIA
DEVO USAR?
Existem atualmente inúmeras traduções da Bíblia. Os líde­
res da Igreja esclareceram muitas vezes qual a versão que os
SUD devem usar. Eis alguns exemplos de tais conselhos:
"...Nenhuma dessas (outras) versõesdaBíblia em inglês ultra­
passa a do Rei Tiago, em beleza de linguagem, conotação espi­
ritual e provavelmente também na fiel observância do texto
disponível aos tradutores da época. Esta é a versão usadapela
Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todos
os seuspronunciamentos oficiais, tanto no país como no exte­
rior. A literaturadaIgreja cita invariavelmente a versão do Rei
Tiago. A Igreja usa outras versões somente para ajudar a es­
clarecer passagens que são obscuras na versão autorizada.
,
,
(Widtsoe, Evidences and Reconciliations, p. 1 20.)
"A Versão do Rei Tiago, ou Versão Autorizada, 'na medida
em que for correta a sua tradução', é a versão adotada pela
Igreja desde a época de sua organização. •• (J. Reuben Clark,
Jr. em CR, abril de 1954, p. 38)
"A Bíblia oficial de nossa Igreja é a Versão do Rei Tiago."
(Editorial, Church News, 14 de novembro de 1970, p. 1 6.)
Isso não quer dizer que a Versão do Rei Tiago seja uma tra­
dução perfeita. O Élder James E. Talmage esclareceu esse pon­
to com o seguinte parecer:
"Não há e nãopode haver uma tradução absolutamentefide­
digna desta e de outras escrituras, a menos que se tenhafeito
por intermédio do dom da tradução, como umadasdádivas do
Espírito Santo. O tradutor deve ter o espírito doprofeta, se de­
seja expressar em outro idioma aspalavras doprofeta; e a sa­
bedoria humana, por si só, não conduz a estapossessão. (Tal­
mage, Regras de Fé, p. 221 .)
O Profeta Joseph Smith iniciou tal empreendimento de tra­
duzir as escrituras bíblicas por intermédio do Espírito Santo,
sob a direção e mandamento do Senhor. (Ver D&C 45:60,61;
93:53.) A seguinte informação nos instrui a respeito da condi­
ção da Versão Inspirada na Igreja atual:
"A Versão Inspirada (como é chamada por seus editores)
não supera a Versão do Rei Tiago como versão oficial da Bí­
blia utilizadapela Igreja, mas as explicações a alteraçõesfeitas
pelo Profeta Joseph Smith nosfornecem melhor esclarecimen­
to e um comentário proveitoso de muitas passagens bíblicas.
"Parte desses esclarecimentos e alterações feitos peloProje­
taforamfinalmente aprovados antes de sua morte; e algumas
delas têm sido citadas em materiais instrutivos da Igreja aluai­
mente, ou poderão sê-lo no futuro.
Da mesmaforma, esses trechos da Versão Inspiradapodem
ser usados por autores e professores da Igreja, juntamente
com o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e Pérola de
Grande Valor, além de interpretações bíblicas, aplicando sem­
pre a injunção divina de que "quemfor iluminado pelo Espíri­
to, se beneficiará pela sua leitura. "(D&C 91:5.)
Sempre que o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e a
Pérola de Grande Valor oferecem informações relativas à in­
terpretação bíblica, deve-se darpreferência a eles ao escrever e
ensinar. Porém, quando estas fontes de revelação moderna
não fornecerem a mesma informação significativa disponível
na Versão Inspirada, então esta deve ser usada.(Church News,
Editorial 7 de dezembro de 1974, p. 16.)
Neste manual, foram usadas referências da Versão Inspira­
da com o propósito de esclarecer passagens escriturísticas par-
3
3Jntrobução
ticularmente vagas ou falhas na Versão do Rei Tiago, ou ver­
são autorizada.
Como Tirar o Maior Proveito deste curso?
Leia estas passagens das escrituras e medite sobre o que elas
significam para o seu estudo pessoal.
JOÃO 7:16,17.
Esta passagem "é a chave que destrava a porta do conheci­
mento de nossa existência eterna. Se os homens seguirem essa
instrução, conhecerão a verdade e reconhecerão que Jesus
Cristo é de fato o Filho de Deus e o Redentor do mundo; que
ele ressurgiu dentre os mortos no terceiro dia e, após sua res­
surreição, apareceu aos seus discípulos." (Smith, Doutrinas de
Salvação, Vol. 1 , p. 3 1 6.)
I JOÃO 2:3-5.
' ' . . .estas passagens das escrituras, afirmo, formam a chave
pela qual se desvendam os mistérios da vida eterna. . . Todos
nós podemos conhecer a verdade; não estamos desamparados.
O Senhor tornou possível a cada homem conhecer a verdade
pela observância destas leis e através da orientação do Espírito
Santo. . ."(Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 317.)
ll TIMÓTEO 2:15.
Nessa passagem, há duas razões que o motivarão a estudar:
( 1) para sentir-se aprovado por Deus (não apenas para ganhar
pontos), e (2) tornar-se um estudante das Escrituras realmente
capaz de entender e usar a palavra da verdade.
Tendo sempre essas escrituras em mente, seu estudo será
muito proveitoso.
1 . Faça das escrituras o seu estudo principal neste curso, uti­
lizando o manual apenas como suplemento.
2. Combine seu estudo com oração sincera e freqUente.
3. Esforce-se por guardar os mandamentos de Deus.
Que você possa desfrutar das bênçãos pessoais que sem­
pre acompanham o estudo devotado e a obediência aos
mandamentos do Senhor.
1
"�u �ou o QCamínbo"
TEMA:
" 'Como podemos saber o caminho?', perguntou Tomé,
quando se achava sentado á mesa com os apóstolos e seu
Senhor, após a ceia, naquela memorável noite da traição; e
a resposta divinade Cristofoi: 'Eu sou o caminho, e a ver­
dade e a vida. . .(Jodo 14:5-6)E realmente o é! Jesus é afon­
te de nosso alívio, a inspiração de nossa vida e o autor de
nossa salvação. Se quisermos saber como deve ser o nosso
relacionamento com Deus, comparemo-lo com o que teve
Jesus Cristo. Se desejarmos conhecer a verdade da imortali­
dade da alma, temo-la exemplificada na ressurreição do
Salvador.
Se quisermos aprender qual é a maneira correta de viver-
mos entre nossos semelhantes, podemos encontrar o exem­
plo perfeito na vida de Jesus. Sejam quaisforem os nossos
mais nobres desejos, nossas mais elevadas aspirações e
ideais em qualquerfase de nossa vida, poderemos olharpa­
ra Cristo e encontrar a perfeição. Portanto, sempre que
procurarmos encontrar o padrão para o vigor moral, preci­
sanws apenas ir ao Homem de Nazaré e nele encontramos
todas as virtudes necessáriaspara tornar-se um homemper­
feito. (David O. Mckay, em CR, abril de 1968, pp. 6:7.)
INTRODUÇÃO
Este curso o ajudará a se achegar mais ao Salvador do mun­
do, o Senhor Jesus Cristo. Espera-se que você adquira maior
testemunho e certeza de que ele é um Redentor vivo e pessoal,
e que se sinta mais determinado do que nunca a servi-lo e par­
ticipar de sua grande e infinita expiação. Embora seja uma ele­
vada meta, ela sem dúvida e'itá a seu alcance. Você pode en­
contrar uma experiência rica e espiritual, se fizer deste curso
um empreendimento tanto acadêmico como espiritual.
5
Qual o Meio Mais Eficaz de Alcançar essa Meta?
Primeiramente, lembre-se de que os quatro evangelhos são o
texto básico deste curso. Portanto, será de importância vital
que leia as Escrituras juntamente com este manual. Cada lição
tem uma designação de leitura extraída de Mateus, Marcos,
Lucas e João, que constitui a parte principal do curso.
Se cumprir a designação de leitura requerida em cada lição,
você terá lido os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e
João) ao terminar este curso. As passagens escriturísticas de­
signadas estão programadas em ordem cronológica (até onde é
conhecida), e nem sempre seguem a seqUência em que se en­
contram no Novo Testamento. O desenrolar do drama da vida
mortal do Mestre será mais compreensível, quando lido na se­
qUência cronológica.
Em segundo lugar, além de ler as escrituras e estudar o ma­
nual, lembre-se do quanto é importante a oração pessoal e o
viver de modo que possa merecer a inspiração do Senhor en­
quanto estuda.
O Élder Ezra Taft Benson declarou:
''Aprender a respeito de Cristo exige estudo das escrituras e
dos testemunhos daqueles que o conhecem. Chegamos a
conhecê-lo através da oração, inspiração e revelação que Deus
prometeu aos que guardam os seus mandamentos." (CR, ou­
tubro de 1972, p.53.)
Os Quatro Evangelhos
Durante este curso, você estudará os evangelhos, ou, como
são chamados na Versão Inspirada (compare com D&C
88: 141), os "testemunhos" de Mateus, Marcos, Lucas e João.
Em vez de ler todos eles, um de cada vez, você descobrirá que
as designações de leitura contidas na lição combinam os qua­
tro evangelhos num arranjo cronológico (chamado de "har­
monia do Evangelho") que sintetiza todos os quatro registros
escriturísticos.
Cada um desses autores inspirados presta seu próprio e sin­
gular testemunho concernente ao Evangelho de Jesus Cristo e
também testifica a respeito do Mestre, tudo isto com um único
objetivo final. Observe, por exemplo, as palavras de João:
"Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o
Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em
seu nome., (João 20:31 . Itálicos nossos.) Embora todos os
quatro evangelhos tenham muita coisa em comum, cada autor
inclui material informativo que não se encontra nos demais e
testifica a respeito do Salvador de maneira ligeiramente diver­
sa. Mateus, Marcos e Lucas abordam os assuntos de um modo
bastante similar, embora individualmente pareçam ter escrito
para um determinado grupo de pessoas. Por esse motivo, os
seus escritos são chamados de evangelhos "sinóticos." (A pa­
lavra "sinótico" é de origem grega e significa "do mesmo pon­
to de vista.") As informações e o ponto de vista de João dife­
rem notavelmente, mas apesar disso, contêm muitas informa­
ções históricas que também constam nos outros três.
O Evangelho de Mateus
O Evangelho de Mateus é caracterizado por uma grande ên­
fase em como a vida de Jesus cumpriu as profecias do Velho
Testamento e inclui muitos discursos importantes do Mestre,
como o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), um discurso sobre
as parábolas do reino (Mateus 1 3), e um extenso discurso críti­
co sobre os escribas e fariseus (Mateus 23). Mateus retrata im­
pressivamente a Jesus como o rei e juiz de Israel, uma pessoa
que ensina com grande poder e autoridade. Seu evangelho
criaria um impacto principalmente nos leitores judeus.
O Evangelho de Marcos
O Evangelho de Marcos é o mais curto e apresenta uma ima­
gem comovente de Jesus, cheia de ação, e salienta o poder mi­
lagroso do Mestre. Devido a esse retrato dinâmico, muitos eru­
ditos julgam que Marcos escreveu tendo em mente os leitores
romanos. Marcos parece ter convivido intimamente com Pe­
dro depois da morte do Salvador, pois muitos notam as in­
fluências das narrativas deste nos escritos de Marcos.
O Evangelho de Lucas
Devido ao idioma grego altamente refinado e modo compas­
sivo de retratar o Salvador, muitos pensaram que Lucas o es­
creveu para os gregos do mundo antigo. Seu evangelho é ca­
racterizado por uma grande ênfase no perdão e amor, indican-
6
do nas parábolas só encontradas em seus escritos (tais como a
do Filho Pródigo) que o pecador pode encontrar descanso e
paz em Jesus. Lucas também nos dá uma importante visão do
papel das mulheres durante o ministério e vida de Jesus. So­
mente ele relata a visita do anjo a Zacarias e Isabel, mãe de
João Batista; somente ele fala da viagem de José e Maria a Be­
lém e descreve o nascimento de Jesus.
O Evangelho de João
Embora o Evangelho de João nos dê um quadro mais íntimo
do Mestre, acentuando o seu relacionamento com o Pai, sua
associação com os Doze, e assim por diante, o propósito de
João parece ter sido antes testificar a respeito de Jesus como o
Cristo do que detalhar os locais e acontecimentos de seu minis­
tério. Através de seus escritos, podemos obter um poderoso
testemunho de Jesus como o Filho de Deus, de Jesus como o
Messias, de Jesus como o Bom Pastor, de Jesus como o Cami­
nho, a Verdade e a Vida, e de Jesus como a Ressurreição e a
Vida.
Prefácio Histórico de seu Estudo do Novo Testamento
Se desejar fazer um estudo mais amplo do cenário histórico
da Palestina na época de Jesus, você poderá encontrar ótimos
comentários e histórias na biblioteca pública de sua cidade ou
escola.
Para cumprir o nosso objetivo, daremos aqui um breve pa­
norama histórico que abrange aproximadamente quatrocentos
anos entre a época de Malaquias e o ministério do Mestre. A
Palestina, também chamada de Terra Santa, foi primitivamen­
te dada a Abraão pelo Senhor como herança para ele e a sua
posteridade através de !saque e Jacó, sob a condição de servi­
rem fielmente ao Senhor como um povo peculiar e do convê­
nio.
Entretanto, discórdia e apostasia fizeram com que ocorresse
uma dispersão da casa de Israel, e dez tribos foram levadas em
cativeiro para os países do norte (cerca de 722 A.C). Também
os judeus foram levados para a Babilônia no ano 587 A.C., de
onde alguns retornaram aproximadamente no ano de 530 A.C.
Por ocasião dos escritos de Malaquias (cerca de 400 A.C.),
apenas alguns remanescentes da casa de Israel ainda viviam na
terra de Canaã principalmente da tribo de Judá, cercados por
tribos gentias e un·s poucos hebreus apóstatas dispersos. Este
ponto da história encontra o povo da promessa vivendo sob o
jugo do quase tolerante governador do império medo-persa.
Alguns séculos depois,entrou em cena um novo poder: Ale­
xandre, filho e sucessor de Felipe, rei da Macedônia, que con­
tinuou o processo de fusão das cidades-estado gregas iniciado
por seu pai. Com seus exércitos, subjugou com êxito os persas,
sírios, egípcios, babilônios e outros povos, criando um novo
império naquela parte do mundo, onde ocorreram a maioria
dos eventos históricos do Novo Testamento. Os judeus
encontravam-se agora sob o jugo de um novo senhor, e os
mais fiéis de modo geral se indignavam com a mudança que os
usurpadores gentios haviam provocado em seu estilo de vida.
Com a morte de Alexandre, que não deixou herdeiros, o im­
pério foi dividido entre seus generais, ficando Ptolomeu gover­
nando o Egito e sul da Síria, e Antígono reclamando a maior
parte do norte da Síria e oeste da Babilônia. Seleuco I derrotou
Antígono e iniciou uma batalha para controlar a Palestina, es­
trategicamente situada, colocando os judeus na posição delica­
da de estarem sujeitos primeiro a um dos poderes, e depois ao
outro.
Os judeus não somente sofriam sob esse penoso tumulto po­
lítico, como tal circunstância gerou considerável desunião en­
tre os mesmos; alguns tentavam aliviar sua posição h1suportá­
vel participando integralmente da cultura popular grega, en­
quanto outros procuravam com o mesmo zelo manter sua pe­
culiaridade e isolamento, a todo custo. O resultado disso foi
um povo judeu dividido.
Um século após a morte de Alexandre (cerca de 200 A.C.), a
Síria controlava firmemente a Palestina. Antíoco IV (Epifa­
nes), talvez aborrecido por sua incapacidade de derrotar o Egi­
to, retornou a Jerusalém com a firme determinação de subme­
ter os judeus às práticas religiosas de seu reino. O judaísmo foi
completamente proscrito. Possuir ou ler a Torá era crime pu­
nido com a morte; foram proibidas a observância do Sábado e
da circuncisão; as muralhas de Jerusalém foram destruídas, e
milhares de seus habitantes mortos, e outros milhares vendido�
como escravos. O templo foi convertido num santuário dedi­
cado aos deuses do Olimpo, e colocada uma imagem de Zeus
sobre o altar e sacrificado um porco em honra do falso deus.
Tais atrocidades, juntamente com outras práticas ultrajantes,
eram cometidas com o propósito premeditado de embaraçar os
judeus, profanar sua religião e desencorajar a observância da
lei judaica.
Contudo, o Senhor não havia esquecido o seu povo do con­
vênio. De uma forma milagrosa, os judeus e sua religião conse­
guiram sobreviver. As circunstâncias odiosas criadas pelos
opressores foram grandemente responsáveis pela revolta dos
Macabeus, uma família judaica que liderou o povo e teve êxito
em expulsar os sírios. A partir dessa época, os judeus começa-
7
�apítulo 1
ram a d.esfrutar de uma pseudo-independência que durou
aproximadamente cem anos (de 166 A.C. a 63 A.C.) A pressão
helenizadora dos sírios parecia haver consolidado os judeus
num grupo resistente, capaz de preservar a sua identidade en­
tre as nações em que foram dispersos.
Quando a liderança macabéia se transformou numa entida­
de política corrupta, a Palestina, através de intriga política, fi­
cou novamente sujeita a um império estrangeiro - Roma - que
logo fez o povo judeu sentir sua tirania através da designação
de homens ambiciosos e cruéis. Herodes, o Grande, sucessor
de seu pai, Antipater, era idumeu, de linhagem gentia, e exer­
ceu uma forte liderança.
Herodes manteve sua posição muitas vezes à custa da vida
de outras pessoas, inclusive da esposa e de alguns de seus fi­
lhos. Foi ele quem ordenou o massacre das crianças judaicas
em Belém, logo após o nascimento do Salvador.
Após a morte de Herodes, o Grande, seu domínio palestino
foi dividido em três partes. Por ocasião do ministério de Jesus,
essas áreas eram governadas por:
1 . Herodes Filipe (lturéia e parte nordeste da Galiléia). Era
filho de Herodes, o Grande. Foi um governador relativa­
mente tolerante.
2. Pôncio Pilatos, procurador romano (Judéia, Samaria, e
lduméia.) Lemos a seu respeito em conexão com o julga­
mento de Jesus.
3. Herodes Antipas (Galiléia e Peréia.) Também era filho de
Herodes, o Grande. É mencionado no Novo Testamento
em conexão com o julgamento de Jesus. Antes desse
acontecimento, fora.responsável pela prisão e morte de
João Batista.
Os eventos desse período muito contribuíram para explicar a
necessidade sentida pelos judeus de que viesse o Messias, há
tanto tempo predito. E não viam nenhuma esperança de digni­
dade nacional, a não ser através de uma salvação política espe­
tácular pelas mãos de um poderoso Salvador.
Como veremos durante este curso, Jesus veio oferecendo­
lhes algo muito mais glorioso do que a salvação nacional. Uma
indescritível felicidade e paz poderia ter entrado no coração de
cada judeu, além de participarem com grande alegria do esta­
belecimento do reino de Deus na terra!
Festa de casamenro
água em vinho
C , ,
ana·�.'
�eção 1
® �ranbe 3/tobá 1!lesce à t!terra
LIÇÕES:
2. O Messias Prometido.
3. O Filho do Pai Eterno.
4. "Eis o Cordeiro de Deus. "
U M TESTEMUNHO D E JESUS!
Antes de ler as lições contidas nesta
seção, recomendamos que leia este pro­
nunciamento clássico do Presidente J.
Reuben Clark Jr., que lhe dará uma vi­
são geral e perspectiva para seu estudo
da vida do Senhor.
A MAJESTADE DE CRISTO
Quem é Este Jesus a Quem Adoramos?
Quem é o Salvador, este homem a
quem adoramos? Muitas vezes, pensa­
mos ser os únicos que ouviram falar dele
e que de certo modo nos pertence, que é
o nosso Salvador e talvez não muito co­
nhecido mundialmente.
Ao inicar meu discurso, gostaria de ler
algumas palavras do livro de Moisés,
primeiro capítulo, principiando pelo
versículo 32. Aqui quem fala declara ser
o "Senhor Deus Todo-poderoso, e Infi-
nito é o meu nome. . . E as criei pela pala-
vra do meu poder. . .''
Ele estava mostrando a Moisés, en­
quanto conversavam "face a face," a
criação que o Pai havia feito.
''E eu as criei pela palavra do meu po­
der, que é meu Unigênito, cheio de graça
e verdade.
''E criei mundos sem número e tam­
bém os criei para o meu próprio intento;
e por meio do Filho, que é o meu Unigê­
nito, eu os criei. . .
" . . . Porque eis que h á muitos mundos
que pela palavra do meu poder (o qual é
seu Filho Unigênito) deixaram de existir.
E há muitos que hoje existem e são in­
contáveis para o homem; mas, para
mim, todas as coisas são contadas, por­
que são minhas e eu as conheço. . .
"E Deus, o Senhor, falou a Moisés e
disse: os céus são muitos e são incontá­
veis para o homem; mas para mim são
contados, porque eles são meus.
E assim como deixará de existir uma
terra com seus céus, assim também apa­
recerão outras; e não têm·fint as minhas
9
obras, nem tampouco as minhas pala­
vras (Moisés 1 :3, 32-33, 35, 37-38.)
A Criação Não Foi Obra de Um
�maüor.
Não foi um novato, um amador, al­
guém realizando sua primeira experiên­
cia que desceu no princípio, depois do
grande conselho, com outros Deuses;
eles procuraram e encontraram o lugar
onde havia "espaço" (assim nos conta o
registro de Abraão) e, tomando dos ma­
teriais que encontraram nesse "espaço",
fizeram este mundo.
Gostaria de sugerir-lhes duas ou três
coisas. Espero não confundi-los em de­
masia, mas, nesta galáxia - e os céus que
vemos são a galáxia à qual pertencemos -
ou seja, do ponto onde permanecemos
ou flutuamos, podemos ver um bilhão
de anos-luz à nossa volta. Um ano luz é
a distância que a luz, viajando à veloci­
dade de 300 000 Km por segundo, per­
corre em um ano. Os astrônomos nos di­
zem que presentemente podemos, per­
manecendo no centro, pesquisar um bi­
lhão de anos-luz no espaço.
Para onde nos locomovemos, como
nos locomovemos e com que rapidez,
não sabemos. Ao olharmos para os céus,
não os vemos como hoje se constituem.
Vemo-los como eram há certo número
de anos-luz, quando a luz principiou a
vir deles· para nós. Se estão a cem mi­
lhões de anos-luz de distância, foi há
cem milhões de anos atrás.
O Tamanho e Formato da Nossa
Galáxia
Diz-se que existem cem milhões de
galáxias* dentro desse raio, iguais à nos­
sa. Dizem que esta galáxia na qual vive­
mos e existimos, tem cem mil anos-luz
de diâmetro.
Os astrônomos agora confessam o que
não confessavam antigamente - que po­
de haver, e provavelmente há, muitos
mundos iguais ao nosso. Alguns dizem
que provavelmente existiram nesta galá­
xia, desde o seu início, um milhão de
mundos semelhantes ao nosso.
E criei mundos sem número,'' por
meio do "meu Unigênito," (Moisés
1 :33). Repito, nosso Senhor não é um
novato, um amador; ele seguiu esse pro­
cesso inúmeras vezes.
E, se raciocinarmos que nesta nossa
galáxia talvez existiram, desde o seu
princípio, até hoje, um milhão de mun­
dos, e multiplicarmos esse número pelos
milhões de galáxias, ou seja, cem mi­
lhões de galáxias que nos cercam, então
poderemos fazer idéia de quem é este
Homem a quem adoramos.
*(Observação: Desde a época em que o
Presidente Clark escreveu este artigo, a
astronomia expandiu grandemente seu
conhecimento. O universo que agora co­
nhecemos é de aproximadamente dois e
meio bilhões de anos-luz de diâmetro, e
os astrônomos afirmam que existem pelo
menos dez bilhões de galáxias. Ver, por
exemplo, o artigo de Kenneth F. Wea­
ver, "Tre Incredible Universe," Natio­
nal Geographic, maio de 1974, pp. 589-
625)
O Propósito da Nossa Criação
Jesus Cristo é um membro da Trinda­
de, constituída pelo Pai, pelo Filho e pe­
lo Espírito Santo. Ele participou do
grande conselho dos céus, que decidiu a
construção de um mundo - um mundo
ao qual poderíamos vir como seres mor­
tais, a fim de trabalharmos por nossa
salvação.
Não posso deixar de pensar que esse
mesmo propósito esteve presente incon­
táveis números de vezes, enquanto nosso
Salvador realizava seu trabalho de cria­
ção de mundos, conforme fez por nós.
"E criei mundos" por meio do "meu Fi­
lho Unigênito," (Moisés 1 :33.)
Do Trono à Manjedoura
Vivia na Palestina, em Nazaré, um ca­
sal, José e Maria. Tinham viajado de
Nazaré a Belém, a fim de pagar determi­
nado imposto decretado pelo imperador
romano. Este era o propósito aparente.
Ela, grávida, viajou a distância toda
montada, provavelmente, numa mula,
com os cuidados e a proteção que deve­
riam ser dispensados a alguém que daria
à luz um semi-Deus. Homem algum na
história deste mundo jamais teve tal des­
cendência - Deus o pai, por um lado, e a
Virgem Maria pelo outro.
Quando chegaram a Belém, não con­
seguiram lugar na hospedaria. Todos os
quartos estavam tomados; portanto,
10
viram-se forçados a se abrigarem numa
estrebaria, onde o infante recém­
nascido, acabado de vir do trono de
Deus, teve que ser depositado numa
manjedoura, e "desceu abaixo de todas
as coisas para que pudesse elevar-se so­
bre todas as coisas.'' Sinto grande sim­
patia por José. Era o esposo de Maria,
mas não o pai do Filho que ela estava,
para dar à luz. Muitos anos depois, os
judeus o ridicularizaram, devido a esse
fato.
As Condições Existentes na Palestina
Cristo encontrou o mundo numa con­
dição caótica. A Palestina não era um
lugar de paz, amor e fraternidade. Era,
isso sim, habitação de algumas das mais
terríveis paixões à solta naqueles tem­
pos; paixões que foram companheiras
constantes daqueles que rodeavam o Sal­
vador.
Vocês certamente recordam sua via­
gem quando, aos doze anos de idade,
ocasião em que aparentemente indicou
pela primeira vez, pelo menos para a
compreensão de Maria, quem era; foi
então que, após três dias de procura, o
encontraram finalmente, conversando
com os eruditos do país. Maria
reprovou-o, dizendo: "Teu pai e eu. . ."
(fazendo referência a José, o que indica
ter sido ele fl.el ao seu relacionamento
para com seus pais terrenos). . . Disse-lhe
" . . .teu pai e eu ansiOSIJS te procuráva­
mos" e ele replicou com aquela grande
revelação. "...Não sabeis que me con­
vém tratar dos negócios de meu Pai?"
(Lucas 2:48-49)
Jesus, porém, voltou para Nazaré e
habitou com eles, como carpinteiro, fi­
lho de carpinteiro, até o início de sua
missão. E então, ao encontrarem-no fa­
zendo maravilhas e distribuindo infor­
mações maravilhosas e grande conheci­
mento, diziam: "Não é este o filho do
carpinteiro?" (Ver Mateus 13:55.) Jesus
viveu num lar pobre, ele, o único ho­
mem nascido nesta terra com natureza
semi-divina e semi-mortal. Habitou en­
tre os mais pobres, pregou entre eles e
entre eles fez seus milagres.
Passou a vida toda acompanhado dia
após dia dos inimigos que oteriam exter­
minado, não fosse a grande missão que
tinha a cumprir.
A Confusão Judaica
Posso compreender, pelo menos até
certo ponto, a dificuldade encontrada
pelos judeus. Reconheciam em seus mi­
lagres o mesmo tipo de maravilhas que
haviam sido feitas pelos profetas no de­
correr de sua história. Ele v�olou as leis
da gravidade, andando sobre a água;
Elias fez um machado flutuar na água.
Ressuscitou os mortos. Alimentou seus
seguidores com pães e peixes; o Pro­
feta Elias alimentou uma centena de
pessoas com pouca coisa e assegu­
rou o suprimento de óleo da viúva. Eles
haviam visto a manifestação de todos
esses grandes princípios, conheciam­
nos, e foi-lhes muito difícil reconhecer
que havia algo mais, muito superior em
Jesus.
Tenho pensado em alguns desses mila­
gres no sentido de terem sido feitos por
um Criador, demonstrando o seu poder
criativo, particularmente alguns que eu
reputo como milagres criativos: quão
simples deve ter sido para um membro
da Deidade que criou universos transfor­
mar água em vinho. Alimentar as cinco
mil pessoas foi ainda mais simples.
Espero que nenhum de vocês se sinta
perturbado pela estreiteza de pensamen­
to, chegando a racionalizar ou sugerir
que a multidão foi alimentada com lan•
ches que haviam trazido consigo. Esse
Criador do universo fez de cinco pães e
dois peixes, comidél suficiente para
alimentá-los a todos. Talvez para silen­
ciar eventuais críticas ou a explicação, de
que ele apenas hipnotizou a multidão, o
registro mencioná que, "levantaram do
que sobejou, sete ces:tos cheios de peda­
ços." (Mateus 15:37.) De igual impor­
tância e proporção foi a circunstância
posterior em que ele alimentou quatro
mil pessoas.
Outros milagres provam que ele podia
controlar os elementos: refiro-me à noite
em que dormia na proa de um barco e se
levantou uma grande tempestade. Os
apóstolos estavam apavorados e o acor­
daram. Jesus acalmou a tempestade.
Após esse evento, ele alimentou os cinco
mil, ocasião em que atravessou a água
caminhando sobre ela. Lembro-me de
como os apóstolos estavam atemoriza­
dos no barco, julgando que ele fosse um
espírito.
Vocês quase podem ouvi-lo dizer:
"Sou eu, não temais." Pedro solicitou:
"Manda-me ir ter contigo por cima das
águas." Jesus respondeu: "Vem." Pe­
dro desceu do barco e, pisando sobre as
águas, começou a andar, mas seu cora­
ção e sua fé falharam à vista das ondas
ameaçadoras, e começou a afundar. Je­
sus estendeu a mão e o salvou,
reprovando-o com as seguintes palavras:
"Homem de pouca fé, por que duvidas­
te?" (Mateus 14:27-31)
Controle Sobre o Reino Animal
Jesus tinha controle sobre o reino ani­
mal. Vocês se lembram da pesca mila­
grosa, quando chamou Pedro, Tiago e
II
João pela primeira vez? Eles estiveram
pescando durante toda a noite, sem nada
apanhar em suas redes. Jesus pediu para
entrar no barco, a fim de falar à multi­
dão, e saiu da margem, pois que esta se
comprimia junto dele.
Quando terminou de falar, Jesus dis­
se: "Faze-te ao mar alto, e lançai as vos­
sas redes para pescar." (Lucas 5:4.) Eles
responderam que haviam estado pescan­
do durante a noite inteira e nada haviam
apanhado. Apesar disso, obedecendo à
ordem do Senhor, lançaram as redes e
elas foram recolhidas cheias de peixes,
em tal abundância, que a rede se rompeu
e tiveram que pedir a Tiago e João que
viessem ajudá-los em outro barco. Pe­
dro, o grande Pedro, prostrou-se aos pés
do Salvador, dizendo: "Ausenta-te de
mim, que sou um homem pecador."
(Lucas 5:8.)
Posteriormente houve uma experiên­
cia similar às margens do Mar da Gali­
léia, após a ressurreição, quando Pedro
e os demais apóstolos estavam pescan­
do, não compreendendo que havia mui­
to trabalho do Senhor a realizar. Ha­
viam pescado durante toda a noite, sem
nada conseguir. Aos primeiros albores
da aurora, viram um homem parado à
margem, ao lado de uma pequena fo­
gueira. Da praia, ouviram chegar uma
voz: "Lançai a rede para a banda direita
do barco e achareis." Eles assim fize­
ram, e a rede voltou repleta de peixes. O
Apóstolo João, talvez relembrando a ex­
periência anterior, declarou: "É o Se­
nhor.'' Pedro cingiu-se com a túnica,
pois estava nu (e não queria aparecer
despido diante do Senhor), lançou-se ao
mar e dirigiu-se até a margeM. Chegan­
do lá, os apóstolos comeram e aparente­
mente o Salvador também os acompa­
nhou. Foi nessa ocasião que Pedro rece­
beu o seu mandamento: "Apascenta as
minhas ovelhas." (João 2 1 :6-17.)
O humilde Jesus, portanto, tinha con­
trole sobre a vida animal.
�eção 1
O Reino Vegetal
Finalmente, o reino vegetal estava
também sob o seu domínio, pois amaldi­
çoou a figueira estéril quando por ela
passou. Alguns eruditos encontraram
muita dificuldade para compreender es­
se milagre. Através dele, compreendo o
princípio de que aquele que não faz as
coisas para as quais o Criador o capaci­
tou, está em perigo de ser repreendido.
Não podemos ser estéreis tendo a inteli­
gência, os talentos que Deus nos conce­
deu.
Quão grandes são estes e outros mila­
gres de Jesus para os mortais, mas quão
incomparavelmente simples para o Cria­
dor e Destruidor de universos. Conti­
nuaremos ainda a duvidar do poder que
Jesus tinha de operar os fenômenos que
realizou na terra?
Jesus Declara a Sua Identidade
Ele principiou muito cedo em sua mis­
são a indicar quem era. Ao dirigir-se pa­
ra o norte, depois da primeira Páscoa,
viu Nicodemos, ao qual disse ser o Cris­
to; Nicodemos não o compreendeu.
Continuou viajando para o norte, até
chegar a Samaria; parou no Poço de Ja­
có, onde, vendo a mulher samaritana,
contou-lhe quem era. Os samaritanos
eram odiados pelos judeus, e os judeus
odiados pelos samaritanos; e foi esta,
penso eu, a primeira vez que ele indicou,
em sua missão, ter vindo para todos os
homens e não apenas para as tribos de
Israel. Posteriormente, de tempos em
tempos ele afirmava ser o Messias.
Certa ocasião, quando assistia à Festa
dos Tabernáculos no templo em Jerusa­
lém, foi ridicularizado a respeito de seus
ancestrais. Os judeus falavam de seus
ancestrais e diziam que eram filhos de
Abraão! Chegaram a um ponto da dis­
cussão em que exclamaram, depois de
Jesus haver dito que conhecia a Abraão:
''Ainda não tens cinqüenta anos e viste
Abraão?" E foi esta a sua resposta:
'' . . .Antes que Abraão existisse, eu sou.''
(João 8:57-58.) Foi assim que Jesus de­
clarou sua função de Messias.
Assim, durante todo o curso de sua vi­
da, dia após dia, continuou a proclamar
suas verdades!
A Grande Missão de Jesus
Nosso Senhor tinha uma grande mis­
são a cumprir. Tinha que cumprir como
nos disse, a lei de Moisés. Se quiserem
ter uma idéia do quanto teve que se dis­
tanciar das leis que haviam sido dadas à
Israel antiga, leiam o Sermão da Monta­
nha, o da Planície e o da segunda Pás­
coa, e vejam o quanto ele teve que se dis­
tanciar da lei antiga para apresentar a
nova.
Vejamos, como ilustração, o que o
Salvador disse certa vez:
"Ouvistes o que foi dito aos antigos:
Não cometerás adultério.
"Eu porém, vos digo que qualquer
que atentar numa mulher para a cobiçar,
já em seu coração cometeu adultério
com ela. (Mateus 5:27-28.)
Esta era a nova lei.
O mesmo aconteceu com milhares de
outras coisas. Os documentos aos quais
fiz referência, e alguns outros, são os
mais revolucionários em toda a história
do mundo. Marcam o cumprimento da
lei de Moisés e a introdução e execução
da lei do Evangelho por ele restaurado.
Da Cruz ao Trono
Finalmente, no seu último julgamen­
to, depois de haver estado perante Anás,
foi levado a Caifás, seu genro. Caifás
era o sumo sacerdote empossado pelo
governo romano; Anás era quem, de
acordo com a lei de Moisés, deveria ter
sido o sumo sacerdote. No julgamento
12
diante do sinédrio e de Caifás, disse este:
''Conjuro-te pelo Deus vivo que nos di­
gas se tu és o Cristo, o Filho de Deus."
(Mateus 26:63) Marcos registra que ele
disse "Eu o sou." (Marcos 14:62)
Eles, porém levaram-no e julgaram­
no no dia seguinte diante de Pilatos. Po­
bre Pilatos, que, atormentado por crer
na inocência desse homem, procurou
livrá-lo, sem o conseguir. Insistiram na
morte do Cristo que foi, finalmente,
condenado e entregue nas mão de seus
algozes.
Em seguida, foi levado para o Calvá­
rio, onde, como Deus, um dos membros
da Santíssima Trindade, crucificaram­
no sob a falsa acusação de traição, como
um criminoso qualquer, entre dois la­
drões comuns, um dos membros da Pa­
ternidade, da Divindade vem à terra nu­
ma manjedoura, diretamente do trono
de Deus, e é crucificado entre dois la­
drões, qual criminoso comum! Ressusci­
tado na manhã do terceiro dia, visto por
muitos, permaneceu na terra durante
quarenta dias, como se não quisesse dei­
xar aqueles entre os quais havia traba­
lhado durante tanto tempo. Nessa oca­
sião, e mesmo antes dela, voltou à San­
tíssima Trindade, tomando seu assento
ao lado do Pai, e reassumindo sua posi­
ção como membro da Divindade.
O Homem Que Adoramos
É este Homem que adoramos. É este o
Homem que nos deu a lei que há de per­
mitir o cumprimento de nosso destino,
declarado desde o princípio. Este é o
Homem que se sacrificou a si mesmo.
"Eis o Cordeiro de Deus," foi declarado
na antigüidade, "sacrificado desde a
fundação do mundo. " Ele morreu para
expiar os pecados de Adão.
Nenhum de nós foi mais pobre; ne­
nhum de nós morreu mais ignominiosa­
mente do que ele; no entanto, ele fez isso
por todos nós, para que, depois de ter­
minada nossa carreira terren�. depóis de
termos passado pela morte e pago toda
penalidade a ser paga, possamos, tam­
bém, ressuscitar e voltar à presença da­
quele que nos enviou a todos, bons e
maus semelhantemente.
É esse o Homem que adoramos - não
um homem de alta posição aos olhos do
mundo; não um homem de poderes ter­
renos; e, no entanto, foi ele quem disse
certa ocasião: "Ou pensas tu que eu não
poderia agora orar a meu Pai, e que ele
não me daria mais de doze legiões de an­
jos?" (Mateus 26:53,), nunca invocando
seus poderes divinos egoisticamente, só
para o seu próprio bem, mas sempre
se sacrificando, s_empre. tentando obede-
1 3
cer à vontade do Pai, dizendo-nos, vez
após vez, que nada fazia que não tivesse
visto o Pai fazer, que não ensinava nada
que não tivesse ouvido seu Pai ensinar.
O mistério disso tudo ultrapassa mi­
nha compreensão. Posso tão somente
citar os registres como se apresentam, e
tais registras me dizem que, se eu obede­
cer a seus mandamentos, se viver como
ele gostaria que eu vivesse, conseguirei
cumprir e alcançar o destino prescrito
para mim� um destino de progresso eter­
no, um destino de vida em sua presença
(dependendo de minhas obras), um des­
tino que não conhece nenhum limite
quanto ao poder que posso receber, se
viver apropriadamente.
Possa o Senhor ajudar-nos a chegar à
determinação de servi-lo e de guardar
seus mandamentos. Possa o Senhor Je­
sus Cristo dar-nos uma visão um pouco
melhor de nosso Senhor e Mestre, de
quem foi ele, de sua grande sabedoria,
experiência e conhecimento. Ele disse:
"Eu sou o caminho, a vida, a luz e a ver­
dade. " (João 12:46.) Disse isso muitas e
muitas vezes. Não acreditaram nele en­
tão; o mundo em geral hoje não acredita
nele tampouco; mas nós temos o direito,
o dever, a prerrogativa de conhecer estas
verdades e torná-las parte de nossa vida.
(Clark, Behold the Lamb of God, pp.
15-25.)
TEMA:
Jesus foi escolhido desde antes da fundação do mundo para
ser o Cristo, o Ungido, e sua vinda foi proclamada por todos
os profetas desde o princípio.
INTRODUÇÃQ
Jesusfoi o primogénito do Pai,desde b prin'c{pio. Num
pronunciamento de 191�. aPrimeiraPresidência e o Conse­
lho dos Doze·declararam: .,Entre os filhos espirituais de
Eloim, o primogénitofoie é... JeszisCristo, sendo todos os
· .outros inferiores a ele. .. (Clark, Messages oftheFirstPresi:-.;·"
dency·· [Jo��ph .F. Smith, Anthon H. Lund,. Charles. W:
Penrose] VÔJ. 5, p. 33) Ele.eraofilho que tinha o direito de
primogenitura e (j reteve, devidõ à súa estrita'obediência ao
Pai. ,.'j· ·'·
Através das incontáveis · eras da pré-mortalidade
.
ele
avançou e progrediu até·çhegar ao ponto em que, como
Abraão-- descreveu, se iornou usemelhante a De'us".
(Àbrailo 3:24) ��Nosso $alvador era um Deus a�tes d� nas­
cer tteste mundo'�; 'diz-'ô Pres. Joseph fielding Smith, ��e
quando veiopara cá, tro�e �onsigo essa ccmdição divina.
Ao nascer neste mundo, continuou sendo>o mesmo Deus
·•tf/ue era antes. , (Doutrinas de Salvação,. Vol. 1� p. 3�.) N�-*-•
que/e estadopré-mgrtal, Jesusfoi o CriadoreRedentordos
mundos do Pai, sob as ordens deste.
·
·
<�wWk· :,·�� ,
,,
· '*'
Esta lição ]oi.:preparada para ajudá-lo a adquirir maior
entendimentó (Já ln�ilô universal do Salvador.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
2
1 5
Prefácio do
Evangelho
de Lucas.
O Testemunho
de João.
Mateus Marcos Lucas João
1 : 1 -4
1 : 1 - 1 8
1 7 : 1 -5
�omentários 3Jnterpretatíbos
(2-l) João 1 : 1 De que Modo Jesus é o Verbo de Deus?
"O Pai participou da obra da criação através do Filho, que
assim se tornou o executivo pelo qual foi efetuada a vontade,
mandamento ou palavra do Pai. É absolutamente apropriado,
portanto, que o Filho, Jesus Cristo, seja designado pelo Após­
tolo João como o Verbo; ou como declarado pelo Pai, a pala­
vra de meu poder. (Moisés 1 :32)" (Talmage, Jesus o Cristo)
p. ·33.)
(2-2) João 1 :9- 1 1 De Que Maneira o Mundo Recebeu o Salva­
dor?
"Após afirmar que a missão de João Batista era testificar da
Luz, João continua seu testemunho a respeito deJesus: Ali es­
tava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao
mundo.
" 'Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo
não o conheceu.
" 'Veio para o .que era seu, e os seus não o receberam' .
(João 1 :9-1 1 .)
"Por que ocortieu isso naquela época, e por que muitas pes­
soas não o recebem atualmente? Sem dúvida, os judeus espera­
vam que acontecesse algo inteiramente diferente. Aguardavam
a vinda de um líder que fizesse uma reforma política e social, e
pouco se interessavam pelas coisas espirituais. 'O mundo foi
&eção 1
feito por ele, e o mundo não o conheceu.' Existem hoje em dia
muitas pessoas que passam perto dele e não o reconhecem."
(Howard W. Hunter, em CR, outubro de 1968, p. 141 .)
-'ontos a -'onberar
O QUE FEZ JESUS NO MUNDO PRÉ-MORTAL?
(2-3) Jesus Foi o Primogênito no Espírito
e o Unigênito na Carne.
"O Pai de Jesus (no espírito) é também o nosso Pai. Foi Je­
sus quem ensinou essa verdade, quando instruiu seus apóstolos
a respeito de como deviam orar: 'Pai nosso que estás nos céus'
etc. Jesus, entretanto, é o primogênito de todos os filhos de
Deus - o primogénito no espírito e o unigênito na carne. Ele é
nosso irmão mais velho, e tanto nós como ele, fomos criados à
imagem de Deus. Todos os homens e mulheres foram criados à
imagem e semelhança do Pai e Mãe universais e são literalmen­
te filhos e filhas da Deidade. " (Primeira Presidência [Joseph
F. Smith, John E. Winder, Anthon H. Lund.] Messages ofthe
First Presidency, Vol. 4, p.203.)
-
(2-4) Jesus: o Criador Desta Terra.
"Sob a direção de seu Pai, Jesus Cristo criou esta terra. Sem
dúvida, teve a ajuda de outros, mas foi Jesus Cristo, nosso Re­
dentor, quem, sob a orientação do Pai, desceu e organizou a
matéria e fez este planeta, a fim de que pudesse ser habitado
pelos filhos de Deus." (Joseph Fielding Smith, Doutrinas de
Salvação, Vol. I , p. 8 1 .)
Examine 0$ �eguintes Escrituras.e relacione-as com o pa­
pel que Cristo-desempenhou antes de vir à terra:
· Moi_sés 1:31-33. Quanta-experiência tinhaJesus como um
criador?
·
- .
3 Néfl /5:?":9. Quemfaloú aos}profetas antigos? Quem é
o Deus d. an�iga Israel? (Ver também 3 Néfi 1 1:13,)4.)
·
JESUS FOI ESCOLHIDO PARA SER O
SALVADOR.
(2-5) O Salvador Foi Designado Antes de Serem
Estabelecidos os Fundamentos da Terra.
" . . . Cremos que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, que
ele é realmente o Filho de nosso Pai Celestial, e que é o Salva­
dor do mundo, e que foi designado para sê-lo antes de serem
16
estabelecidos os fundamentos desta terra. " (Brigham Young,
em JD, Vol. 13. p.235-36. Itálicos adicionados.)
(2-6) Presenciamos e Aprovamos a Escolha
de Jesus Cristo.
"Ao realizar-se a primeira organização nos céus, todos nós
estivemospresentes, presenciamos a escolha e a designação do
Salvador, os fundamentos do plano de salvação, e o aprova­
mos. " (Smith, Ensinamentos, p. 1 76. Itálicos adicionados.)
Eu estava lá! CJP,rpfeta declarou que eu estava lá naquele '
grande e glorioso ''dia-em que o Pai reuni�:� todos os seusfi­
lhos em um grande éonselho. Que enorme multidão deve
.
tersido! A lembrança d_aque1e diajá sefoi, obscurecidape-:_
lo véu. Mas, certamente, deve tersido umaocasião degran- ··
dejúbilo, de emoçãp extraordinária• . Tento ittuigÚíar·o.;qlie
senti, aopresenciar Lúcifer, ofilho da manhã, âar. wrrJ)as­
so àfrente e dizer:_. "Eis�me aqu!. manda-me e serei teu fi-
·lho e }"(fJ/inJirei a humanidade toda. " Todas aspessoas? Se­
ria po�ível tal empreendiment.o? .,!Venhuma s/) alma se
perderá, " vangloriou-se ele; e então, acrescentou si!i(is·cótr- .
diÇõespara realizar talfaçanha: ·:sem dú_vida ofafei,· por�
tanto, dá-me a tua honra. " (Ver ft:loisés 4:1.)
·
Não posso imaginar como re�gi a essa terrível audácia, ·
nem os pensamen.tos.que enç_het;am meu çor�çao: quando
nosso Irmao·Maiâ VelhoseadiantoÚem m·arcante
-
·éontraste
• de atitude e procedimentO', ..Pai, faça-se a tu� vontaiki·.. 1
disse ele, _.,e seja -tua a glória pàra. sef1lpre. •• {Vef MQisés
4:2.) Eu lá estava'e tudo presen.ciei; e, .de aco;do c�m· a
_
Profeta, aprovei aquele�ato• . ançion-ei a 'esçolha.e designa":
ção deJeo:vá com9 o'
�-os�o Salvador..Quf!ndo ocorreu a re­
be/iao instigadapÓr L�çife;, será quefui valente ao defen-
cder a minha posiçdo? A,poiéi o Sálvador com todo· o meu
COrQÇÕO, da.�esmafÓrma que havia feito com·as minhas
palavras? O' Apóstolo·João diz que a batalhafoi vencidO
pelf! sangue do .Cordeiro, (ou seja, o plano do evangelho
que eiigia o sacrifício do Filho de Deus) e apalavra de seu
(dos seguidores de Cristal teste;;,unho; (Ver ApÔcalipst'
12:11.) O meu próprio testemunho terá sido uina ar1naper
derosa? .
· · ·O quanto gostaria depoder témbrar, de r�mper · véu e
de me ver naqueles dias pré-m�rtais. Mqs, esperem;[ J.[ivo
{ ' 'l - �. .'
' . ::,,
- 'ff
agora no presente, e·o queposso dizerdos dias·atíiais�
_Aceito o Sàlvador nest� vida?jA guerra aindtÍ niiÔ termi-
.
nou, apenas se,transferiu pa�a os cámpos de batalho mor­
tais. Q�;�e J?Ps/'() dizer da_arma'Jo iestemún�o na vida pre-
. sente? UsiJ..a com todas as m!nhasforças em defesa_da·c(JJJ.;·
sa de Cristo? pe que ine vale tersido valente na vif)apré-,.
mortal; sedeixardesê-lo aqui?Eíeé Deus, o FilhódeDk�}J
Aprovei a sua designação na vida ante,rior. Quê estou Já-
zendo agora?
. .
Es.tude as escrituras abaixo e ralaoione·as com ó aconte-
ciment� que acaooÚ de estudar:
.
.
�
Abraão 3:24,27. Por que razão Jesus]oi escolhido pelo
Pai? -j "· '-
·
"··
(2-8) Que Significam os Títulos "Cristo,"
"Messlas" e "Jeováy'?
"Jesus é nome individual do Salvador, e, assim pronuncia­
do, é derivado do grego. O equivalente hebreu era Yehoshua
ou Yeshua ou, traduzido para o português, Josué. No original,
o nome .era bem compreendido, significando "Ajuda de Jeo­
vá" ou "Salvador" ou " Jeová é Sàlvação." O nome foi dado
a conhecer a José pelo anjo que lhe apareceu. (Ver Mateus
1 :21 .)
"Cristo é um título sagrado e não um nome ou designação
comum; é de origem grega; tem significado idêntico a seu equi­
valente hebreu Messiah ou Messias, isto é, o Ungido. Outros
títulos, cada um possuindo um significado definido, como
Emanuel, Salvador, Redentor, Filho Unigênito, Senhor, Filho
de Deus, Filho do Homem e muitos outros,_ aparecem nas es­
critu�as; o fato de maior importânCia para nós agora, é que es­
ses vários títulos expressam a origem divina do Senhor e sua
posição como Deus. Como vimos, os nomes ou títulos essen­
ciais de Jesus, o Cristo, foram dados a conhecer antes de seu
nascimento e revelados aos profetas que o precederam no esta­
do mortal. (Talmage, Jesus, o Cristo, P: 35;)
O nome Jeová significa o "Ser Auto-Existente"ou o ''Eter­
no." Estas designações estão escritas com letras maiúsculas nó
Velho Testamento com o nome de Senhor. De acordo com o
antigo costume judaico, o nome Jeová ou Eu Sou (o Ser Auto­
Existente) não podia ser pronunciado, sob pena de incorrer na
ira divina.
"Jesus, quando foi interrogado e criticado por certos ju­
deus, que consideravam sua descendência de Abraão como ga­
rantia de preferência divina, respondeu-lhes com esta declara­
ção: 'Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão
existisse eu sou.' O verdadeiro significado desta a firmação se­
ria mais claramente expresso desta maneira: 'Em verdade, em
verdade vos digo que, antes de Abraão, existia Eu Sou'; o que
significa o mesmo que, antes de Abraão, existia Eu, Jeová. Os
capciosos judeus ofenderam-se tanto ao ouvirem-no usar um
nome que, por interpretação errónea de uma antiga escritura,
não devia ser pronunciado, sob pena de morte, que, imediata­
mente, apanharam pedras com a intenção de matá-lo." (Tal­
mage, Jesus, o Cristo, pp. 36-37.)
1 7
�apítulo 2
Quem. acompanhou a antiga Israel no deserto? (I Çorln-
. tios 10;·4.)
O que·aprendemos·em �C 110:1-4?
(2-9) QUAL ERA O FUNDAMENTO DA ESPERAN­
ÇA MESSIÂNICA?
Jesus.é sem paralelo, segundo demonstram diversos relatos.
Por exemplo, detalhes explícitos de sua vida foram dados ao
mundo em documentos públicos muitos séculos antes de seu
nascimento. Seria de pensar que qualquer pessoa familiarizada
com as· escrituras o teria reconhecido pelo que realment� era:
O Messias prometido.
Cada um dos evangelistas, mas principalmente Mateus,
apreciava salientar como Jesus cumpriu literalmente as profe­
cias concernentes a si próprio, encontradas no Velho Testa­
mento. O mesmo aconteceu com os profetas do Livro de Mór­
mon.
(2-10) Todas as Coisas São a Representação de Cristo
"Tudo o que foi dado no evangelho e tudo o que tinha qual­
quer relação com ele, foi designado com o propósito expresso
de testificar de Cristo e atestar a sua missão divina. . .
". . .De fato, como declarou Jacó: "
". . .todas as coisas que foram dadas por Deus aos homens,
desde o começo do mundo, são símbolos dele." (2 Néfi
I I :4.)
"Todos os profetas que existiram no mundo, testificaram
que ele é o Filho de Deus, porque, em sua própria natureza, es­
se é o chamado principal de um profeta. O testemunho de Je­
sus é sinónimo do espírito de profecia.'' (Bruce R. McConkie,
em CR, outubro de 1948, p. 24.)
-
Abaixo, encontram-se duas colunas onde se acham·re/q..
cionadas algumas referências de escrituras. A coluna à es­
querda contém profecias do Velho Testamento e Q da_direl­
ta, aspassagens quefalam do cumprimento das mesmas no­
Novo Testamento. Foram alistados também algumas ·das
profecias mais importantes do LivrQ de Mórmon concer-
nentes à vida do Salvador.
Profecias do Velho
Testamento Referentes ao·
Messias.
1. Zacarias 9:9
2. Zacarias 11:12� 13 .
�; . Miquéias 5:1; !safas 50:6
-4. /safas .53:9, 12
.5. /safas 26:19
Cumprime_nto no Novo
Testamento.
1. MateuS 21:1-.5
··
2. Mateus 26:1.5; -27:7
3. Mateus 27:30
, •' l
18
4. Mateus 27:38, . 57-60.
·.s. MateUs �7:52, 53.
Profecias do LIVro de Mórmon
1. 1 Né/i 11:31-34.
2. 1 Néfi 19:7-10
.J. · Mosia 3:5-10
4. Alma 7:9-)2
Leia cado coluna e compare asproiecias i/Uf! nelas se en-
Que diferençafazsaberque Jeov�, o
'
ll. .
tamento e do _Livro de Mólgt!m, é Jesus,· o IJfusdo·.· ovo
TestaliÚmto? Fez alguma diferença na.maneitfl em·quefoi
recebido pelos judeus? Embora soubessem em seus cora­
çiJes que ele viria conformejorà prol1'l�tid6; ppr que se en.­
gtQiaram? Nós, da�m�maforma, temos es�rança em nos­
sos coraç/Jes de que ele voltará nQvamente. Faz alguma di­
ferença considerá-lo mais do que apenas nosso SalvQd()r ­
·vi!lo como o nosso Criador e nosso Deus? Medite sobre o
prinéfpio tp�e se encontra em Jo(Jo 17:J.
3
"® jfíiiJo
bo ,Jlaí <!etttno"
TEMA:
É muito importante que saibamos que Jesus Cristo é o Filho
literal do Pai Eterno e que tinha de vencer as provações e vicis­
situdes da vida mortal.
INTRODUÇÃO .
Jesus é Jeová. Elefoi o Deus do Velho· Testamento. Nas­
ceu como um filho espiritu�l na preexistência, o primeiro
qúe assim nasceu; Cresceuem graÇa epodernaquele_ estágio
·até se tornar "semelhante q Deus. ,·(Abraão 3:24,JApoiou
a vontade..do Paie d�fendeu seuplano. Era, � é·o Verbo, o
Mensagt:iro·aa Salvação, que.estava com Deus qnt�s dese­
rem lançados osfundamentos deste r:nundo (João 1:1, 14;
D&C 93:7-9}, e quefoi preordenado naquela ocasitio para .
ser.
.
o Cordeiro, o grande e último sacrifício, o Rede/itor e .
Salvador dos homens.
Jeoyá, 'Jesus, o Cordeiro designado para obrar· a expia-
. ção·desde antes:da.fúnda�ão do �undo, nasceu na cc:rn�.
Desceu de Sf!U tronopara viverentre oshomens. E asua .vi­
da entre estes começou num estábulo,·numá obscura vilada
Palestina, cerca de dois mil anos atrás.
7 .
·· A história do naseime1tto de Cristo edesuajuventude in­
clui·· re.ferências de muitos ·acontecimentos. As passagens
quese encont�am na designação deleitura aseguire no �a­
teria/ da lição lhe .possibilitarão apro.fundar-se na filiação
divina de Cristo e em seus primeiros anos de viqa.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do ·quadro.
2 1
�omentáríos Jtnterpretatíbos
(3-1) Lucas 2:1-20. Um Decreto de César Augusto
Roma dominava a maior parte do mundo mediterrâneo por
ocasião do nascimento de Cristo. Augusto era um imperador
enérgico e capaz, e em seu reinado (3 1 A.C. a 14 A.D.), procu­
rou estabelecer uma certa tradição de ordem e honestidade na
burocracia romana, reorganizando os governos provinciais e
executando uma reforma financeira. Seu reinado foi marcado
por um alto grau de legalidade.
Augusto ordenou uma taxação geral no Império Romano no
ano I A.C. Essa "taxação" foi realmente um recenseamento
de pessoas, como explica o Élder James E. Talmage:
"A cobrança à qual nos referimos aqui, pode ser compreen­
dida adequadamente como um alistamento ou registro, que
garantiria um recenseamento dos súditos romanos, e serviria
de base para que fossem determinados os impostos a serem pa­
gos pelos diferentes povos. Este recenseamento é o segundo
dos três alistamentos gerais registrados pelos historiadores,�os
quais foram efetuados a intervalos de, aproximadamente, vin­
te anos. Se o recenseamento tivesse sido feito segundo o méto­
do romano, cada pessoa teria sido alistada na cidade de sua re­
sidência;. porém, o costume judtu, que era respeitado pela lei
romana, exigia que o registro fosse feito nas cidades considera­
das pelas .respectivas famílias como berço de seus antepassa­
dos." (Talmage, Jesus, o Cristo, pp: 89-90.)
(3-2) .Mateus 1-17; Lucas 3:23-28. Jesus Era de Estirpe Real·
Existem duas genealogias nos quatro Evangelhos. O registro
&eção 1
de Mateus alista os sucessores legais ao trono de Davi. Não é
necessáriamente uma lista ger.ealógica noOjtsentido estrito de pai
para filho, pois, como acontece em muitas histórias de pessoas
nobres, o mais velho herdeiro sobrevivente pode ser um neto,
bisneto ou até mesmo um sobrinho ou qualquer outro parente
do monarca reinante. O registro de Lucas, entretanto, é uma
lista de pai para filho, ligando José ao Rei Davi. Naturalmente
Jesus não era fifllo de José, mas a genealogia de José é essen­
cialmente a mesma de Maria, pois ambos eram primos; Jesus
herdou de sua mãe, Maria, o sangue de Davi e; portanto, o di­
reito ao seu trono. Jesus nasceu de linhagem real e, como ex­
plicou o Élder James E. Talmage: " Fosse Judá uma nação li­
vre e independente, governada pelo soberano legal, José, o
carpinteiro, teria sido coroado rei; e o sucessor legal ao trono
seria então Jesus de Nazaré, rei dos judeus. (Talmage, Jesus, o
Cristo, p. 83, ver também pp. 80-82 e 84-87.)
(3-3) Mateus 1:18-25. Maria Era a Esposa
Prometida de José.
Maria havia assumido um compromisso de matrimônio com
José. Eles ainda não eram casados, mas estavam comprometi­
dos sob os mais estritos termos. Maria era virtualmente consi­
derada esposa de José, e a infidelidade de sua parte durante o
período dos esponsais era punida com a morte. (Deuteronô­
mio 22:23, 24.) Durante o período dos esponsais, a esposa­
eleita vivia com sua família ou com amigos, e toda comunica­
ção entre ela e seu esposo prometido era feita através de um
amigo. Quando José teve conhecimento da gravidez de Maria,
e sabia não ser o pai, tinha duas alternativas a seguir: (1) pode­
ria exigir que ela se submetesse a julgamento público, que até
mesmo naquele avançado período da história judaica poderia
ter resultado na morte de Maria; ou (2) romper o contrato ma­
trimonial secretamente diante de testemunhas. José, obvia­
mente, escolheu a mais misericordiosa das duas alternativas.
Ele poderia ter reagido de modo egoísta e amargurado, quan­
do soube que Maria estava grávida, e é um profundo testemu­
nho do caráter de José ele ter escolhido anular o casamento se­
cretamente: O Élder James E. Talmage escreveu a esse respei­
to:
"José era uma homem justo, rigoroso observador da lei,
embora não extremista severo; ademais, amava Maria e evita­
ria que ela sofresse qualquer humilhação desnecessária, por
maior que fosse sua própria mágoa e sofrimento. Pelo bem da
noiva, temia a idéia de publicidade; e, portanto, decidiu anular
o esponsal tão secretamente quanto o permitia a lei. (Talmage,
Jesus, o Cristo, pp. 80-81.)
Pode ser que o Senhor tenha destinado tal experiência para
provar José, e se assim foi, ele demonstrou sua fidelidade.
22
Após José haver-se decidido, então o anjo o visitou,
instruindo-o a que deveria desposar Maria. A posição honrosa
de Maria era conhecida muito antes de ela haver nascido (Mo­
sias 3:8; Alma 7:10; Isaías 7: 14) e sem dúvida, José foi preor­
denado à posição privilegiada que ocupava, pois o Profeta Jo­
seph Smith ensinou que "todo homem que recebe o chamado
para exercer seu ministério afavor dos habitantes do mundo,
foi ordenadoprecisamenteparaessepropósito, nogrande con­
selho dos céus, antes que este mundo existisse." (Ensinamen­
tos, p. 357. Itálicos adicionados.) Certamente José era uma al­
ma nobre na preexistência para ser abençoado com a suprema
honra de vir à terra e ser o tutor legal do Filho do Pai Eterno
na carne.
(3-4) Lucas 2:1-20. Jesus Nasceu em Belém,
No Dia 6 de Abril do Ano 1 A.C.
José e Maria não moravam em Belém por ocasião do nasci­
mento de Cristo, e sim em Nazaré (ver o mapa). Porém, para
que se cumprisse o que fora profetizado, circunstâncias espe­
ciais os conduziram a Belém, para que Cristo lá nascesse. (Ver
Miquéias 5:2.)
Após condensar as opiniões de diversos eruditos a respeito
do nascimento de Cristo, o Élder James E. Talmage compara
suas conclusões com a revelação moderna e afirma: ''Cremos
que Jesus Cristo nasceu em Belém da Judéia, a 6 de abril do
ano 1 A.C." (Jesus, o Cristo, p. 104.) O Presidente Harold B.
Lee declarou a esse respeito:
"Esta é a conferência anual da Igreja. A data de 6 de abril
de 1973 é particularmente significativa, porque nela comemo­
ramos não apenas o aniversário da organização da Igreja de
Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nesta dispensação,
mas também o aniversário do nascimento do Salvador, nosso
Senhor e Mestre, Jesus Cristo (Citou D&C 20:1.) (Liahona,
outubro de 1973.)
O gráfico a seguir, baseado em nosso calendário atual, será
útil para nos ajudar a compreender a data do nascimento de
Jesus.
6 de abril do ano I A.C.
Data do nascimento do Senhor.
+
I A.C.
(3-5) Mateus 2:13-23. Jesus e João Batista
Escapam da Ira de Herodes.
Os magos, familiarizados com as profecias que prediziam o
nascimento de Cristo, reconhecendo os-sinais que haviam sido
indicados, vieram a Jerusalém, dizendo: "Onde está aquele
que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no
oriente, e viemos a adorá-lo. " (Mateus 2: 1 , 2.)
Herodes, julgando que o Messias prometido seria uma
ameaça ao seu reino, enviou soldados para que matassem toda
criança até dois anos, nascidas em Belém. Mas, prevenido por
um anjo, José levou Maria e o menino Jesus para o Egito.
Os magos chegaram a Jerusalém, quando Jesus era criança
nova. Foram instruídos por Herodes a se dirigirem a Belém.
"E entrando na casa (Jesus já não estava num estábulo), acha­
ram o menino (já não era um bebê) com Maria sua mãe, e
prostrando-se, o adoraram." (Mateus 2: 1 1 .) Então os magos,
seguindo as instruções de um anjo que os havia prevenido a
que não voltassem a Herodes, partiram para seu próprio país,
seguindo outro caminho. Quando Herodes viu que eles não
voltavam, mandou que seus soldados matassem todas as crian­
ças "de dois anos de idade para baixo." (Mateus 2: 1, 16.)
João Batista era ainda criança, apenas seis meses mais velho
que Jesus, e também vivia com seus pais nos arredores de Be­
lém, quando Herodes ordenou a matança das crianças. João
escapou de ser assassinado devido à coragem altruísta de seu
pai, Zacarias. O Profeta Joseph Smith ensinou:
"Quando se publicou o édito de Herodes de matar todas as
crianças, João era uns seis meses mais velho que Jesus e tam­
bém estava sujeito áquele infernal decreto. Zacarias fez com
que a mãe o levasse às montanhas, onde se criou, alimentando­
se de gafanhotos e mel silvestre. Quando o pai de João não
quis revelar seu esconderijo - como ele era o sumo sacerdote
a quem correspondia oficiar no templo durante aquele ano -
foi morto por mandado de Herodes, entre o pátio e o altar, co­
mo disse Jesus." (Smith, Ensinamentos, p. 254. Comparar
com Mateus 23:35.)
Zacarias morreu, portanto, para salvar o filho; morreu co­
mo um mártir, talvez o primeiro da era cristã.
�onto� a �onbtrar
gora quejá considerou as circuns(ânc� que envolve-·.m
um'o nascíme1.1'tq de Jesw, reflita profunaamente .]J()r àl-!
guns instantes nestas fierguntas que :Jesusfez aosfariseus:. • . . • .
i
uQue pensais âe Cristo,� ile quem ·ele é filho?, (Mateus
. 22:42.) E11qfl_anto refletesobreest ões;lembre-se do
que Jesus açonselhou àqueles quê um uma resposta X
. para essasperguntas.: ''E a vidaetem� é esta: .que te eon�e-
•
.
§.
23
�apítulo 3
çam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a
quem enviaste. " (João 17:3.) E como ·declarou o Projeta
Joseph Smith: "Se algum homem não conhece Deus, e in­
.daga que espéciedeserele é - casoprocure diligentemente
em seupróprio coração se a afirmativadeJesus e dos após­
tolos é verdaâeirà, compreenderá que não tem vida eterna;
pois não pode haver vida eterna baseada em nenhum outro
· princípio. " (Ensinamentos, p. 335.)
JESUS É O FILHO LITERAL
DO PAI ETERNO
(3-6) Porque Deus Era seu Pai, Jesus
Tinha Poder Sobre a Vida e a Morte
Quando o anjo Gabriel visitou Maria anunciando que seria
a mãe do Senhor, ela ficou perturbada, pois não havia consu­
mado seu casamento com José. Tinha certeza de sua condição
de virgem, e sua pergunta a Gabriel foi como se dissesse: "Co­
mo posso ser mãe de um filho, se ainda não casei?" A explica­
ção que o anjo deu a Maria é a mais clara evidência da paterni­
dade de Deus e da filiação divina de Cristo que podemos en­
contrar nas Escrituras Sagradas. Ele declarou: " Descerá sobre
ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a
sua sombra: pelo que também o Santo que de ti há de nascer,
será chamado Filho de Deus.'' (Lucas 1 :35.) Esta declaração,
clara como é, não diz que Jesus era filho do Espírito Santo,
mas sim que era Filho de Deus, o Pai. Como o Élder McCon­
kie explicou, Jesus era 'Filho do Altíssimo' (Lucas 1 :32), e 'o
Altíssimo' é o primeiro membro . da Deidade, não o terceiro.
(McConkie, DNTC, Vol. 1 . p. 83.)
Por ser filho de Pai imortal e mãe mortal, Cristo tinha a ca­
pacidade de viver eternamente, se assim o desejasse mas pos­
suía também a faculdade de morrer. O Élder James E. Talma­
ge diz:
''Aquela criança que nasceria de Maria, era gerada por
Eloim, o Pai Eterno, não em violação da lei natural, mas de
acordo com uma superior manifestação dela; e o filho dessa
associação de santidade suprema - Paternidade celestial e
maternidade pura, embora mortal - chamar-se-ia, por direi­
to, 'Filho do Altíssimo'. Em sua natureza, iriam combinar-se
os poderes da Divindade com a aptidão e possibilidades do es­
tado mortal; e isto através da operação comum da lei funda­
mental de hereditariedade, declarada por Deus, demonstrada
pela ciência, e admitida pela filosofia - pela qual todos os se­
res se propagam segundo sua própria espécie. O menino Jesus
deveria herdar os traços físicos, mentais e espirituais, tendên­
cias e poderes que caracterizavam seus pais, um deles imortal e
�eção 1
glorificado - De_us, e o outro humano - mulher." (Jesus, o
Cristo, p. 78)
Jesus. portanto, possuía os poderes da vida e a faculdade de
morrer. Tinha maior poder que qualquer outro homem. Para
entender melhor o significado de sua filiação divina, faça este
exercício:
Quem Era o Pai de Jesus?
Yocê j ve ter,_ouvido a.S':pessoas tentarem justificar
;sudS próprifl${r�quezas, ·diz�ndo: 1'NãÓ admira que Jesus
, tenha {evado
.'
uma vidaperfeita, pois erafilho de De_us. Ve.,
1jam.a vanta_g�m que el� tinha, e que eu não tenho. "Aspe�­
�sqas que assim racionalizam, parecem esquecér-s(J de:que�
�'sempre·que há uma grande bênção, ela é acompanhada de
:uma grande provdção. o maior espírito do mundo pré­
. ·mortal �omente ia ser testado submetendo-o a uma
f . o
!grande ptoYtlçã
�� •/ 'i< ·�
(3-7) Jesus Teve Que Vencer o Véu do Esquecimento
Quando Jesus nasceu, foi lançado sobre ele "o véu do es­
quecimento comum a todos os que nascem na terra, pelo qual
é apagada a lembrança de uma existência anterior.'' (Talmage,
Jesus, o Cristo, p. 107.) No mundo pré-mortal, Jesus era "se­
melhante a Deus," (Abraão 3:24), "o mais inteligente de to­
dos," (Abraão 3:19), e nesse termo se acham incluídos todos
os outros espíritos que foram criados. Mas, embora sua capa­
cidade fosse superior à de qualquer outro, e tivesse sido desig­
nado a se tornar o Filho Unigênito, ainda assim era manso e
humilde; e consentiu que fosse lançado um véu sobre ele e ter o
conhecimento de sua glória e poder pré-mortal apagado de sua
mente ao nascer.
O Presidente Joseph Fielding Smith ensinou:
"- Jesus, indubitavelmente, veio ao mundo sujeito á mes­
ma condição requerida de cada um de nós - esquecera tudo e
tinha que crescer de graça em graça. Seu esquecimento ou reti­
rada do conhecimentopassada,foi um requisitoparaele como
o é para cada um de nós, a fim de poder cumprir a presente
existência temporal." (Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 36.
Itálicos adicionados.)
24
Pode ver que, embora Jesusfosse o maior esplrito a yir
paraeste mundo, também teve quepassarpor maioresp;o­
vaçlJes que qualquer outra pessoa da terra?
'·wv
É incorreto'§upor que Jesus não recebeu testes e prova­
.ç(!es à a/t,ura ié suagrande capacidade. Ofato de haversi;
do imaculado e ter résistido a todas as tentaçlJes não invali- '
da ofato de q!Je era sujeito a tentaçlJes. Ele s_abe o quanto
são 'diflceis, poispassoupelas provaçiJes mais amargas, po..
rém a todàs. resistiu. Leia; (l que o Rei Benjamim ensina em
Mosias 3:7.
'
/;, ;:
Jesus sojreu·tentaçiJes maiores do que as qtie os homens
. poderiem suportar,· enfrentou os poderes do mql e os .vim­
. ceu. Mcis, por haver resistido às tentações" ele énteflde o es­
forço que os homens têm quejazerpara vencê-/as. E, como
disse Paulo: uPorque naquilo que ele mesmo sendo tenta­
do, padeceu, pode socorrer aos.que são tentados'' (He-
breus 2:18, 4:15..)
··
_ ./ 'p
Jesus .foi ·um .exemplo perfeito de obediência,"por··isso
urecebeu todo poder, tanto nos céus como na terran:
(D&C 93:17.) Mas Jesus ·não recebeu esse. grande poder e
glória de uma só vez. Recebeu-osparceladamente, passo a
passo, degrau por âegrau, ·' Wnha sobre linha, preceito so-.
)'. . ·.. '
brepreceito':, (D&C128:21) até receber a,p/enitudedagló-:
ria do Pai. (Ver D�C 93:11-17.)
(3-8) Na Sua Infância, Jesus Procurou
Na Versão Inspirada, o Profeta acrescentou os versículos
abaixo ao registro histórico da infância do Salvador:
"E aconteceu que Jesus cresceu junto de seus irmãos e se
fortaleceu, aguardando que o Senhor declarasse chegado o
tempo de seu ministério.
"E serviu sob as ordens do pai e não falava como os outros
homens, nem poderia falar; pois não necessitava de que ho­
mem algum o ensinasse.
Os anos se passaram e a hora de seu ministério se aproxi­
mava." (Mateus 3:24-26, Versão Inspirada.)
Embora a palavra pai desta passagem talvez se refira a José,
ainda assim o seu contexto certamente demonstra que Jesus re­
c.ebeu ensinamentos de seu pai verdadeiro, Deus, o Pai.
Entretanto, é possível que Jesus tenha assistido às reuniões
das sinagogas e tenha sido ensinado pelos rabinos, segundo a
sabedoria dos judeus. Se assim for, muitos princípios que Je­
sus ouviu eram uma corrupção da verdade, pois o judaísmo se
encontrava num estado de apostasia. Sua educação mais signi­
ficativa, entretanto, ele a obteve através do Espírito de seu Pai
Celestial.
Jesus testificou de si mesmo, dizendo: "nada faço por mim
mesmo, mas falo como o Pai me ensinou."(João 8:28.) E ain­
da: "O Pai que me enviou, ele me deu mandamento sobre o
que hei de dizer e sobre o que hei de falar." (João 12:49.)
Quem ensinou a Jesus o que ele sabia? Seu Pai, Deus, o Pai, o
ensinou. Que ele foi instruído por alguém mais sábio que os
homens mortais é evidente; também é ·bastante claro que
aprendeu bem as lições, pois o Profeta Joseph Smith declarou
a respeito de Jesus:
"Quando ainda um menino, já possuía toda a inteligência
necessária que lhe permitia reinar e governar o reino dos ju­
deus, e discutir com os mais sábios e eruditos doutores da lei e
da teologia; e comparadas com a sua sabedoria, as teorias e
práticas daqueles homens instruídos pareciam tolices. Todavia
era uma criança, e faltava-lhe força física para defender sua
própria pessoa; e estava sujeito ao frio, à fome e à morte.
(Smith, Ensinamentos, p. 384.)
ISSO FAZ DIFERENÇA?
25
cteapítulo 3
gores eternos- e assentar-vos
.
em··glória, :como aqueles que ·
· estão entroniz�dosempoderinfinito: �, (Sipith� Ensinamen­
tos, pp. 337-338_.)
Paraobterdeterminado-g;a� ou nfvelde glória o� graça,
o homem. deve obédecer às leis sobre as quaisaquele nfvel,
ae·glória est6fundafJo, e sefor mais diligente e obediluite.
'
.. do que. qualqu_er outro, ele �er6 ainda mais vantagem no
mundo:/'!(U�(). (YerD&C 130.:18-21.) O Pre�idente Harol� .
� s:···Lee eXpl(c[?Ú�·',
. .
_ . impo�tante de:rodos os�an'damentos.deDeus·é
aqueie.qy�est6sendo _o mais diffcildeguardaragora. Seé o
. Q.úise refere;â desonestidade, ou o dafaltadecastidade.1·ou
ci de l�vántarfal;� teste;,unho, ou o de não dizer a verda­
deJ hoje é diade v.oc� esforçár-se atépo_der venceressafrq­
queza. Depois deve começar com o seguinte·mais diflcil ae ·
guará�r. (Harold B. L�e,.· citaqo ém Church News, 5 · de
fn;aio de 1973, p. 3.) ·· ·
· .
Portanto, o homem prê�isa
.
tirâr/Jr,evei!o d�suas tentâ-
.ç/Jes e-vencê._las. Foi istô·o que Jesu$:(éiJr:JJaiso.apasso, de ·
· umgrau maior, ·graÇa�ob�egraça� eé'is$c). b·que·cris.to quer ·
·que v�cêfaça. _ . . .
'
: , Que diférenÇa·i$tt)'fai-paf.a você? POde�ia, $e/OS$e.c�t,a- ·
mai;/o C} presença de' Jésús nest� momento, testificar como,
fez o Apóstolo Ped�o·nQp�adá? '!Tu és o Cristo, o Filho ..
�:tte.!?eus vivo. " (Md(eua 16:16.) Você também pode S.t!�' �
". �. ele"é o Filhtl�e"Deus� sefizer a sua von"tade�· (Ver Jo/Jo ·�
1.:1-1: , o d/Sséies�:: '*AS:minhas ov.elhas ouvem.a mi-.:
�,.ro�{.l.l:ç��" e·.elas me �guern: E�d�-���$.�;�
. " Jo®· 'J0:2'7.,_ �B:J
• ' ·"'"· • .t •
SAMARIA
Deserto da
Judéia
JUDÉIA
Tetrarquia
de Filipe
PERÉIA
. Betabara
Ano 29 A.D. a 30 A.D. Mateus
Judéia
3: 1-12
João. o Precursor.
PRIMEIRO ANO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS
Betabara, J udéia.
Batismo de Jesus
Arredores de Jericó,
Judéia. 4: 1-1 1
Tentações.
Betabara, J udéia.
João Testifica.
Betsaida, Galiléia.
André, Simão.
Felipe e Natanael.
Caná, Galiléia.
Bodas de Caná
(Primeiro Milagre.)
Jesus Parte Para
Capernaum .
Marcos Lucas João
1 : 1-8 3 : 1 - 1 8
3:21-23
1 : 1 2, 1 3 4: 1 - 1 3
1 : 14-34
1 :35-5 1
2: 1-1 1
2: 12
4
"�í5 o
<teorbeíro be 1!eus''
TEMA:
João Batista possuía as chaves de Elias como o precursor de
Jesus, e foi testemunha de sua fidelidade ao Pai em todas as
coisas.
>INTRODUÇÃO .
h> Quando chegou a ocasião de Jesus vir à terra receber um
corpo mortal, também foi a época ém que nasceu um dos
maioresprofetas que existiram - João Batista. Quempoqe
determinar a importância e signifiéado.eterno .de sua mis­
são, quefoipreparar o caminhoparh o Fílho d._eDeus? Sua
tarefa nãofoifácil, pois o povo do conv�nio do Senhor se
�, encontrava em estado de apostasfa. Não é de admirat que.
fossechamado de '1'uma �oz que clama no deserto. ., (L'!cas·
·3:4.) Por�m, João cumpriu sua missão de tal maneira, que
Jesus disse a respeito dele: ('E,n�re os nascidosde mulheres,
não há màiorprofeta do que·Jedp Batisia... " (Lucas 7:28.)
f?ealménte João é para nós um exemplo de como;,/!eve ser
uma testemunha de Cristo.
. . , ·
Je.sus, o Filho de Deus, foi a João, o pre_cursor_� para ser
balizado. Nessa ocaSião, Jesus declarou: ''Porque assim
nos convém cumprir todaajustiça. " (Mateus3:15.) Esta li­
. ção estudará
7
esse importanJe eyento e também .as tentações
subseqüentes que Sàtanás usou,tentarzdofr,us,trar a missão
do Salvador.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
Qtomentáriog 3lnterpretatíbog
(4-1) Màteus 3:1. Quão Importante Era a Missão de João Ba­
tista?
"Poucos profetas podem comparar-se a João Batista . Entre
27
outros pormenores, seu ministério foi predito por Leí ( 1 Néfi
1 0:7-10), Néfi ( 1 Néfi 1 1 :27; 2 Néfi 3 1 :4- 1 8.) e Isaías (I.�aías
40:3.) Gabriel desceu das cortes celestiais para anunciar o futu­
ro nascimento de João (Lucas 1 :5-44,) ; ele foi o último admi­
nistrador legal que possuiu chaves e autoridade sob a dispensa­
ção de Moisés. (D&C 84:26-28); sua missão era preparar o ca­
minho de Cristo, batizar e proclamar a filiação divina de Jesus
(João 1); e nos tempos modernos, no dia 1 5 de maio de 1 829,
ele voltou à terra como um ser ressuscitado, para conferir o
Sacerdócio Aarônico a Joseph Smith e Oliver Cowdery. (Jo­
seph Smith 2:66-75 ; D&C 13.)" (McConkie, Mormon Doctri­
ne, p. 393.
(4-2) Mateus 3:1-3. De Que Modo João Foi um Elias?
"Quando o anjo apareceu a Zacarias no templo e predisse o
nascimento de João, prometeu que ele prepararia o caminhe
para o Senhor". . . no espírito e virtude de Elias. . . " * (Lucas
1 : 17.)
Embora João realmente não se chamasse Elias, sua missão
foi realizada através do "espírito e virtude de Elias ..." . Joseph
Smith explicou esse fato desta maneira:
... Porque o espírito de Elias era um comissionamento que
permite a quem o recebe preparar o caminho para algo ou al­
guém maior, como aconteceu com João Batista. Ele veio cla­
mando no deserto:� "Preparai o caminho do Senhor, endireitai
as suas veredas," E o povo foi avisado - se quisesse recebê-lo
- que era o espírito de Elias. E João, com muito cuidado,
explicou-lhes não ser ele a luz prometida, mas que havia sido
enviado para dar testemunho da Luz.
"Disse ao povo que sua missão era pregar o arrependimento
e batizar com água; mas que aquele que viria depois dele, bati­
zaria com fogo e com o Espírito Santo.
Se João tivesse sido um impostor, teria ido além de seus li­
mites e tratado de efetuar ordenanças que não corresponde­
riam a esse ofício e vocação, sob o espírito de Elias
"O espírito de Elias prepara o caminho para uma revelação
maior de Deus, que é o Sacerdócio de Elias, ou o Sacerdócio
ao qual Aarão foi ordenado. E quando Deus envia um homem
ao mundo para fazer a preparação para um trabalho maior,
possuindo as chaves do poder de Elias, isto tem sido denomi­
nado doutrina de Elias, desde o começo do mundo.
A missão de João limitou-se à pregação e ao batismo, mas
o que ele fez tinha força legal. E quando Jesus Cristo se apro­
ximava dos discípulos de João, ele os batizava com fogo e com
o Espírito Santo. " (Ensinamentos. p. 327 .)
Embora a missão de João tenha sido curta e sua mensagem
de um teor bem simples, a maneira altruísta e destemida com
que desempenhou seu trabalho como um Elias fez com
que Jesus proferisse a solene expressão, dizendo que "não há
maior profeta do que João Batista. " (Lucas 7:28. Itálicos adi­
cionados.)
4-3 Mateus 3:9. A que se Referia João, ao Dizer que Jesus Po­
deria Suscitar Filhos a Abraão Até Mesmo das Pedras?
"O judaísmo asseverava que a posteridade de Abraão pos­
suía lugar garantido no reino do esperado Messias e que ne­
nhum prosélito dentre os gentios teria possibilidade de al­
cançar o posto e a honra que eram assegurados aos " filhos".
Sua asserção vigorosa de que Deus, das próprias pedras da
margem do rio, poderia suscitar filhos a Abraão, significou
para os que o ouviram, que m�smo o mais humilde dentre a fa­
mília humana poderia ser preferido a eles, a menos que se arre­
pendessem e se regenerassem." (Talmage, Jesus, o Cristo. p.p.
1 18- 1 19.)
(4-4) Mateus 3:16. Qual é o Significado do Espírito Santo Des­
cer ''Como Pomba"?
"Todos os quatro evangelistas registram que o Espírito des­
ceu 'como pomba' ; Lucas acrescenta que ele veio também em
28
' forma corpórea'; e os registras do Livro de Mórmon dizem
que o Espírito desceu 'em forma de uma pomba' . ( 1 Néfi
1 1 :27; 2 Néfi 31 :8.) Joseph Smith disse que João 'conduziu o
filho de Deus às águas do batismo, contemplando o Espírito
Santo descer sobre ele, pelo sinal de uma pomba, testificando
daquela administração.'
" O Profeta nos dá ainda a seguinte explicação: 'O sinal da
pomba foi instituído desde antes da criação do mundo, como
testemunho do Espírito Santo, e o diabo não pode apresentar­
se dessa forma. O Espírito Santo é um personagem, e tem a
forma de umapessoa. Não se limita à forma da pomba, mas se
manifesta no sinal da pomba. O Espírito Santo não pode
transformar-se em pomba; a João este sinal foi dado para sim­
bolizar a verdade do ato, pois é o emblema ou a representação
da verdade e da inocência. (Smith, Ensinamentos. p. 269.)
Parece, portanto, que João testemunhou o sinal da pomba,
que ele viu o Espírito Santo descer em " forma corpórea" do
personagem que ele é, e que era "como pomba.' '' (McCon­
kie, DNTC, Vol. 1 , pp. 123-1 24.)
(4-5) Mateus 4:1. Jesus Foi ao Deserto Para Ser Tentado?
Compare as passagens da Versão Inspirada com os mesmos
versículos da versão autorizada.
"Então Jesus foi conduzido pelo espírito ao deserto, para
estar com Deus.
"E após haver jejuado por quarenta dias e quarenta noites,
e ter-se comunicado com Deus, teve fome e foi deixado para
ser tentado pelo demônio." (Mateus 4:1-2, Versão Inspirada.
Itálicos adicionados.)
" Jesus não foi ao deserto para ser tentado pelo diabo; os
homens justos não buscam as tentações. Ele foi para lá para
'estar com Deus.' Provavelmente, recebeu a visita do Pai; e
sem dúvida, recebeu manifestações espirituais sublimes. As
tentações vieram depois de haver-se comunicado com Deus',
'depois de quarenta dias'. O mesmo aconteceu no caso de
Moisés. Ele se comunicou com Deus, teve as visões da eterni­
dade, e depois foi deixado para ser tentado pelo demônio.
Após haver resistido à tentação, novamente secomunicou com
a Deidade, obtendo, assim, mais luz c revelação." (Bruce R.
McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 128. Ver também Mosias 3:7.)
(4-6) Mateus 4:5, 8. O Demônio Realmente Transportou Jesus
ao Pináculo do Templo e Posteriormente lhe Mostrou os Rei­
nos do Mundo?
O Profeta Joseph Smith esclarece:
"Então Jesus foi levado para a cidade santa, e o Espírito o
colocou no pináculo do templo.
..Então veio o diabo e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus,
lança-te de aqui abaixo, porque está escrito: Que aos seus an­
jos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para
que nunca tropeces em alguma pedra.
"E novamente Jesus estava no Espírito e ele o levou a um
monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e
a glória deles.
"Enovamente veio o diabo e disse-lhe: Tudo isto te darei se,
prostrado, me adorares." (Mateus 4:5, 6, 7, 9, Versão Inspira­
da. Itálicos adicionados.
(4·7) João 1:18. O Que Significa a Declaração de João: "Deus
Nunca Foi Visto Por Alguém"?
Obviamente, houve profetas que viram a Deidade. Joseph
Smith ensinou, entretanto, que o Pai se manifesta somente pa­
ra.testificar de Jesus:
''Deus nunca foi visto por alguém, a não ser para testificar
do Filho; pois a não ser por ele, ninguém pode salvar-se. (João
l : 19. Versão Inspirada.)
Observe também como João esclarece a sua orópria declara­
ção em João 6:46.
(4·8) João 1:42. Por Que Foi' um Fato Significativo Simão ha·
ver Recebido Outro Nome?
Cristo disse a Simão que ele passaria a se chamar Cefas, ou
Pedro, que significa "pedra" .
"Destinado a ser o Presidente da Igreja de Jesus Cristo e a
exercer as chaves do reino em sua plenitude, Pedro deveria ser
um profeta, vidente e revelador. (D&C 8 1 :2.) Prevendo esse
chamado posterior, Jesus conferiu nessa ocasião um novo no­
me a seu discípulo principa.l, chamando-o de Cefas, ·que signi­
fica um vidente ou uma pedra.
"Essa designação terá maior significado, quando, posterior­
mente, ao prometer-lhe as chaves do reino, nosso Senhor diz a
Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra a ro­
cha da revelação, ou, em outras palavras, contra a vidência.
(Mateus 16: 18.)" (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp. 132-33.)
(�9) João 1:47·49. O que Aconteceu a Natanael, Quando se
Encontrava "Debaixo da Figueira"?
"Nessa ocasião, Jesus exerceu o seu poder de vidência. Pe-
29
�apítulo 4
los registros fragmentários preservados nas escrituras, é apa­
rente que Natanael passara por alguma experiência espiritual
extraordinária, enquanto se achava orando, meditando ou
adorando debaixo de uma figueira. O Senhor e doador de to­
das as coisas espirituais, embora fisicamente ausente! estava
junto de Natanael em espírito; e o israelita sem dolo, ao ver es­
sa manifestação de Vidência, foi levado a aceitar Jesus como o
Messias." (McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 134.)
(4·10) João 2:4. Jesus Atendeu de Boa Vontade ao
Pedido de Sua Mãe Para Ajudar nas
Bodas de Caná?
"Disse-lhe Jesus: Mulher, o que desejas quetejaça, issofa­
rei; pois ainda não é chegada a minha hora."(João 2:4, Versão
Inspirada, Itálicos adicionados.)
(4·11) João 2:4. Por Que Jesus se Dirigiu a
Sua Mãe Chamando·& de "Mulher"?
"O termo ' mulher', quando dirigido por um filho à sua
mãe, pode soar a nossos ouvidos um pouco áspero, senão des­
respeitoso; mas seu emprego era, na realidade, uma expressão
de significado oposto. Para todo filho, a mãe deve ser proemi­
nentemente a mulher das mulheres; ela é a única mulher no
mundo, a quem o filho deve sua eXistência terrena; e, con­
quanto o título ' mãe' se aplique a toda mulher que tenha con­
quistado as honras da maternidade, para nenhum filho existe
mais que uma mulher, a quem por direito natural ele possa
dirigir-se com aquele título de reconhecimento respeitoso.
Quando nas últimas cenas tenebrosas de sua experiência terre­
na, Cristo pendia da cruz em agonia mortal, olhou para sua
mãe, Maria, que chorava, recomendando-a aos cuidados do
amado Apóstolo João, com as palavras: 'Mulher, eis aí o teu
filho.' Poder-se-ia supor que nesse momento supremo, o cui­
dado de nosso Senhor pela mãe, de quem estava para separar­
se pela morte, estivesse associado a outro sentimento que não
o de honra, carinho e amor?" (Talmage, Jesus, o Cristo. pp.
140-41 .)
(�12) João 2:6. Quanto Constituía um "Almude"?
Um almude equivale aproximadamente a 36 litros. Assim,
cada uma das seis talhas continha de 72 a 108 litros de água.
Portanto, Jesus criou de 400 a 600 litros de vinho - um milagre
que demonstra que era numeroso o grupo de pessoas que parti­
cipavam das bodas.
&eção 1
�ontos a �onberar
JESUS OBEDECEU PLENAMENTE
À VONTADE DO PAI
· Jesus Cristo .ê v W�ito exemplo de. qual deve sei nossa
atitude por�"c6tii �os hi�Jldamentos de rzossó Pai- Celestial.
Analisepor aLguns momentos o batismo de J�. Po; que
foi batizado, se·erasempecado? Leia 2 Néfl31:5-1O. Ó que
isso nosensinaa respeito deJesus? Quesignificadosimbóli­
éo existe. no batismo de.Jesus, juntamente com o seu sepul­
tamento e ressurreiçOQ? O que isto significa para você?
O ADVERSÁRIO PÔS JESUS À
PROVA E PROCUROU FRUSTRAR SUA MISSÃO.
(4-13) As Três Tentações que Jesus Enfrentou
São Um Padrão Para Todas as Tentações.
"Quase todas as tentações pelas quais vocês e eu passamos
se apresentam em uma dessas formas. Classifiquem-nas segun­
do a sua categoria e descobrirão que quase todas as nossas ten­
tações, que maculam vocês e eu, por menos que seja,
apresentam-se sob uma destas três formas: (1) tentação dos
apetites; (2) sucumbir ao orgulho e à moda e vaidadeproduzi­
das pelos alienados das coisas de Deus; ou (3) satisfação das
paixões ou desejo de obter as riquezas do mundo ou poder en­
tre os homens. " (David O. McKay, em CR, outubro de 191 1 ,
p . 59.)
"Fo! depois de o Salvador haverjeito seus convênios es,..
, .peçiais·c()ITI o Pai através do batismo� que·o Yerttalioép�
curou enfrentá-lo. Maspor que sobrevieram �enlaÇões tão
_fortes ao Senhor após o batismo? E se o Senhorso[i'eu"SU/11
-mais graves tentaçiJes depois de estarflrmemeflt� dompro"
metido com o reino de 'Deus, o que acontece uoutrôsgran­
des homens? Suas tentaçlJes também aumentam?.
se �rmite que tal aconteça?
�cpJrojun�rJai'HeJrtte desua responsa­
lugar, recebeu revelaç� e
terceiro,' viu-sealvo deprova-.
delas, provou sua lealdade e fi­
forças para sobrepujàr to­
rtntiou�:.,o>seu ministério com maior
30
Considere agora algumas experiências que"' sobrevieram
ao Projeta _Jo§eph Smith. Ao lê-las, tenha em mente os
quatro pontos acima enumerados. Leia Joseph Smith 2:8-
19. Se o Sâlvadore o Prôfetapassarampor tantas injustiças
e tentaçlJes depois de estarem firmemente comprometidos
com a lg(eja,7}uepod(!mos dizerde -vocês?Leia cuidadosa­
mente
.
adecl�raçlio do
,
Presid�nte Leequeseen.contra em 4-
14.
(4-14) Todos Serão Postos à Prova.
"Durante o tempo que tenho servido junto às Autoridades
Gerais e ao estudar a história das dispensações passadas,
tenho-me conscientizado de que o Senhor tem provado a to­
dos, através dos tempos, sua lealdade para com o líderes da
Igreja. Nas escrituras, encontramos histórias semelhantes que
atestam a lealdade de Davi, quando o rei procurava tirar-lhe a
vida. Ele não se atrevia a desrespeitar o ungido do Senhor até
mesmo quando pretendia matá-lo. Tenho ouvido histórias
clássicas nesta dispensação a respeito de como Brigham Young
e Heber C. Kimball foram provados, também sobre John Tay­
lor e Willard Richards na cadeia de Carthage; o Acampamento
de Sião sofreu uma grande provação e dentre essas pessoas, fo­
ram escolhidas as primeiras Autoridades Gerais desta dispen­
sação. Houve muitos outros que não passaram na prova de
lealdade e foram afastados de suas posiçõ s.
''Desde que fui apoiado para o Conselho dos Doze,
encontrei-me em posição de observar algumas coisas entre
meus irmãos, e quero dizer-lhes: Tenho visto cada homem
mais novo que eu no Conselho dos Doze, sersubmetido como
quepela mão daProvidência, a essasmesmasprovasdelealda­
de, e muitas vezesfiquei imaginando se conseguiriam superá­
las. Se eles estão aqui atualmente, é porque venceram, e nosso
Pai Celestial os honrou. Tenho a firme convicção de que, da
mesma forma como Deus os honrou, todo homem que será
chamado para ocupar uma elevada posição na Igreja terá que
passar por essas mesmas provas jamais urdidas por mãos hu­
manas, pelas quais nosso Pai Celestial seleciona um grupo de
líderes unidos, dispostos a seguir os profetas do Deus Vivo e
serem leais e verdadeiros, testemunhas e exemplos das verda­
des que ensinam." (Harold B. Lee, em CR, abril de 1950, p.
101 .)
(4-15) Não devemos Nem Mesmo Aquiescer à Tentação
"A importância de não aquiescer à tentação, por menor que
seja, é salientada pelo exemplo do Salvador. Não reconheceu
ele o perigo quando estava na montanha com seu irmão decaí­
do, Lúcifer, sendo provado por esse mestre em tentação? Ele
poderia ter aberto a porta e flertado com o perigo, dizendo;
'Está bem, Satanás, ouvirei o que você tem a me dizer. Não
preciso sucumbir, não preciso aquiescer, sei que não vou acei­
tar sua proposta - mas ouvirei o que você tem a dizer.
''Cristo não racionalizou desse modo. Firme e imediatamen­
te, encarou a discussão e ordenou: 'Retira-te, Satanás' (Ma­
teus 4: 10.), ou seja, 'Suma daqui - desapareça da minha pre­
sença - não o ouvirei - nada tenho a tratar com você." E então
lemos: "e o diabo o deixou." (Mateus 4: 1 1 .) (Kimball, O Mi­
lagre do Perdão, p. 208.)
FARÁ ALGUMA DIFERENÇA?
QCapítulo 4
3 1
�eção 2
�eção 2
�ritntíro �no bo -íníllttrio
�úblíco be 3Je1lu1l
Primeira
Páscoa.
30 Anas PRIMEIRO ANO
Os eventos abordados nesta seção
Segunda
Páscoa.
dizem respeito ao primeiro ano do ministérioformal
de Jesus. Você verá que se estende da primeira
à segunda .Páscoa
SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO
72
Última
Páscoa
Observe que os evangelistas registraram somente dezoito eventos referentes ao primeiro
ano do ministériopúblico do Salvador. Estefato se torna bem mais significativo, quando
mais tarde aprendermos como o número de acontecimentos do ministério do Salva­
dor começa aaumentardurante o segundo e terceiro a.no, até a ocasião de sua morte e ressureição.
LIÇÕES:
5. "Deveis Nascer.de Novo."
6. "Porque É Este de Quem Está Es­
crito."
Façamos agora uma breve sinopse
desse. primeiro ano.
Ele se inicia em Jerusalém, por oca­
sião da Páscoa, que corresponde no nos­
so calendário.à última semana do mês de
março e à primeira semana de abriL Os
judeus provenientes de diversas nações
haviam-se reunido na Cidade Santa, pa­
ra comemorar esse acontecimento. O
átrio externo do templo havia sido deter­
minado como local onde podiam ser
cambiadas moedas estrangeiras e vendi­
dos animais para oferendCJs. Com a
grande multidão presente e o conseqüen­
te alarido e tumulto que provocava, o
templo havia adquirido uma atmosfera
de carnaval. Você lerá (.;Omo o Salvador
reagiu a esse comércio na casa de stu
Pai, provocando a hostilidade dos líde­
res judeus.
32
Havia um deles, entretanto, chamado
Nicodemos, que desejava entender me­
lhor a fonte do poder de Jesus - pois ele
já havia realizado muitos milagres. Você
lerá também como o Salvador revelou
mais abertamente a esse homem a sua
missão, explicando-lhe como uma pes­
soa pode qualificar-se para entrar no rei­
no do céu. Após essa entrevista com Ni­
codemos, Jesus saiu de Jerusalém (na
Província da Judéia) e se dirigiu à sua ci­
dade natal, Nazaré, na Galiléia. Você le­
rá ainda o interessante diálogo que ele
teve com a mulher samaritana, quando
parou no caminho em Sicar (Samaria).
A doutrina que Jesus lhe ensinou conti­
nua a ser o conselho que ele dá a seus
discípulos atuais.
O ministério formal de Jesus realmen­
te começou na Galiléia, especificamente
em Nazaré. O que fez ele naquele local,
para que seus próprios concidadãos ten­
tassem tirar-lhe a vida? O testemunho
que ele prestou naquela cidade é muito
significativo. Ao ser rejeitado por seus
conterrâneos em Nazaré, Jesus par�iu
para Capernaum. Durante os dezoito ou
vinte meses seguintes, essa cidade
tornou-se o seu principal campo de
ação, pois ali e nas cidades vizinhas Je­
sus manifestou diversas obras maravi­
lhosas. Que grande sermão proferiu ele
durante esse período e por que a cura do
paralítico foi tão significativa?
E qual a importância da resposta de
Jesus aos seguidores de João, ao pergun­
tarem por que os discípulos de Jesus não
jejuavam como faziam eles e os fariseus?
Estes serão alguns dos pontos essen­
ciais que consideraremos durante o pri­
meiro ano do ministério de nosso Se­
nhor. Porém, antes de iniciar esse estu­
do, examinemos a província da Galiléia,
onde Jesus passou aproximadamente
dois anos de seu ministério.
Um Retrato da Galiléia.
Como pode ver, a região chamada
Galiléia está situada no norte da Palesti­
na. Estude o mapa que acompanha esta
lição, para aprender quais eram seus li­
mites ao norte, leste, sul e oeste.
Este mapa foi simplificado, mostran­
do apenas as cidades mais importantes
durante a época de Cristo. Um mapa de­
talhado da região, mostrando como era
por ocasião do ministério de Jesus, mos­
traria inúmeras cidades e vilas. A Pales­
tina possuía uma população numerosa
concentrada nessa área. Flávio Josefo,
general e historiador judeu que gover­
nou essa província trinta e quatro anos
após o ministério de Cristo, declarou
que ela possuía uma população de apro­
ximadamente três milhões de habitantes.
Alguns Locais Notáveis da Galiléia.
Algumas das cidades da Galiléia com
que se familiarizará serão Betsaída, Ca­
ná, Capernaum, Corazim, Magdala,
Naim, Nazaré, Tiberíades e, natural­
mente, o Mar da Galiléia. Eis aqui algu­
mas fotografias desses locais.
NAZARÉ
Esta era a cidade natal do Salvador, on­
de ele cresceu até a maturidade. Aqui fez
um de seus primeiros sermões, mas foi
rejeitado. Devido à incredulidade de
As colinas nos arredores de Názare onde Jesus como menino brincou
Ruínas de Capernaum
33
�eção 2
seus habitantes, somente alguns milagres
foram realizados em Nazaré. Jesus diria
a respeito dela: "Não há profeta sem
honra senão nasuapátria, entre os seus
parentes e na sua casa.'' (Marcos 6:4.
itálicos adicionados.)
CAPERNAUM
Depois que Jesus foi rejeitado pela
primeira vez em Nazaré , seguiu para
Capernaum, que mais tarde seria chama­
da de "sua" cidade. F. não é de admirar
que assim fosse. De acordo com a infor­
mação contida nos registros biblícos, foi
aqui que ele realizou mais milagres do
que em qualquer outra cidade, e também
foi o local onde proferiu alguns de seus
maiores discursos. Aqui o Filho de Deus
trabalhou durante quase dois anos de
seu ministério formal. Mas apesar de sua
min culosa demonstração de poderes di­
vinos, Capernaum não se arrependeria.
Jesus profetizou a respeito desse fato e
dos habitantes da cidade.
Ver Mateus 1 1 :23,24.
Tudo o que resta atualmente no lugar
tradicional da cidade antiga, são as ruí­
nas de uma velha sinagoga erigida no se­
gundo século e pedras dos edifícios ad­
jacentes. Aqui havia antigamente uma
cidade de quase quinze mil habitantes.
O MAR DA GALILÉIA
A região da Galiléia parece ter sido
muito fértil durante a época de Cristo.
Tudo o que havia de mais importante na
região se concentrava ao redor do Mar
da Galiléia, Foi perto desse mar interior,
algumas vezes chamado de Lago Quine­
ré, Lago Genesaré, ou Lago Tiberíades,
que Jesus passou a maior parte de seu
ministério.
Atualmente, como em tempos passa­
dos, o lago é o paraíso dos pescadores.
Sua superfície geralmente é calma, mas
há ocasiões em que se levantam tempes-
34
tades súbitas , transformando o mar em
águas violentamente revoltas . Você lerá
a respeito de uma dessas ocasiões em que
Jesus e os discípulos estavam cruzando o
mar e se defrontaram com uma forte
tempestade que fez com que os discípu­
los se desesperassem. Após repreendê­
los por sua falta de fé, Jesus reprovou o
vento e o mar, ordenando: "Cala-te,
aquieta-te. " (Marcos 4:39.)
No tempo de Jesus, havia nove cida­
des ao redor do lago, cada uma das
quais diziam ter nada menos de quinze
mil habitantes.
É interessante lembrar que, dentre os
doze apóstolos do Mestre, onze eram na­
turais da Galiléia. Somente J udas, que o
traiu, não era um galileu, mas natural da
Judéia.
O RIO JORDÃO
A Importância do Ministério na Gali­
léia.
Se esta é a primeira vez que você estu­
da a vida e os ensinamentos do Salva­
dor, provavelmente terá alguma dificul­
dade para seguir o padrão desse ministé­
rio. Este breve panorama o ajudará a
descobri-lo .
Um dos fatos que se tornará aparente
nesta seção é o ministério do Salvador
entre a população comum. Jesus a cha­
mava de "Cordeiros sem pastor." Verá
como as massas gradualmente começa­
ram a sentir atração por Jesus, por causa
dos milagres que ele fazia. Observe o
e feito que o milagre de alimentar os cin­
co mil teve sobre a multidão e sinta tam­
bém o drama que se desencadeou, quan­
do Jesus anunciou que ele era "o pão vi­
vo." (João 6:5 1 .) Verá que muitas pes­
soas se afastaram dele ao ouvirem-no di­
zer que o seguiam por motivos errados.
Se a arte de ensinar as multidões é o
único ponto vital que você encontra no
ministério de Jesus, então deixou áe no­
tar o seu significado maior. Deveria tam­
bém ter visto algo que não é tão evidente
à primeira vista - o sereno treinamento
que ministrou a seus líderes do sacerdó­
cio. Isto se tornará bem claro ao perce­
ber que o ministério na Galiléia está divi­
dido em três fases de treinamento de li­
derança.
Primeira Fase: O Chamado dos Doze
Apóstolos.
Dentre os discípulos que o seguiam , o
Salvador escolheu por revelação doze
homens, que designou como seus após­
tolos. Eles deviam ser as suas testemu­
nhas especiais .
35
Segunda F�se: Os Doze Partem em Mis­
são
Após haverem visto o poder do sacer­
dócio nos muitos milagres realizados por
Jesus, os Doze foram enviados em mis­
são, para pregar e fazer o que viram seu
Mestre fazer.
Terceira Fase: Jesus Delega as
Chaves do Reino e os Poderes
aos Doze Apóstolos.
Ao se aproximar o fim do ministério
na Galiléia (no terceiro ano de seu minis­
tério), Jesus partiu com os Doze para o
norte, dirigindo-se à região da Cesaréia
de Filipe. Chegando lá, levou Pedro,
Tiago e João "a um alto monte" e foi
glorificado (transfigurado) diante deles.
(Marcos 9:2.) Desse modo, eles se tor­
naram testemunhas oculares de sua ma­
jestade. Foi lá que esses três apóstolos
receberam as chaves do reino e os pode­
res seladores, os quais lhes deram o di­
reito de administrar legalmente os negó­
cios do reino de Deus. Com os Doze as­
sim preparados, o Salvador retornou a
Jerusalém , onde cumpriria o maior pro­
pósito de seu chamado mortal, a expia­
ção e a ressurreição dos mortos.
Com essa perspectiva em mente, você
deve voltar agora sua atenção para os
acontecimentos específicos do ministério
de nosso Senhor.
SAMARIA
Sicar •
Jerusalém
•
JUDÉIA
NISAN
PERÉIA
• Machaeruso
ANO 30 A . D.
Jerusalém, J udéia,
A Primeira Páscoa de seu M inistério
Visita de N icodemos
Jesus Parte Para a Judéia
Enom, Judéia.
João Testifica
PRIME I RO M I N ISTÉRIO NA J U DÉIA
Ma<.:aero, Peréia .
João é Aprisionado.
Jesus Deixa a J udéia
e Parte Para a Galiléia.
Sicar, Samaria,
Mulher Samaritana
Jesus Parte Para a
Galiléia.
Mateus Marcos Lucas João
2 : 1 3-2:
3: 1-21
3 :22
3:23-2(
3: 19,20
4: 12 1 : 1 4 4: 14 4: 1-3
4:4-42
4:43,4t
5
"1JBebeíg j}agcer
be Jlobo"
TEMA:
Por ser o Messias, Jesus pôde proporcionar o poder que
conduz ao renascimento espiritual.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
cteomentários 3Jnterpretatíbos
(5-1) João 2: 13, 14. O que Era a lláscoa?
"A antiga Israel, na época de Moisés, foi libertada do jugo
37
temporal do Egito pelo Senhor Jeová. Para comemorar essa li­
bertação, foi-lhes ordenado que guardassem a festa da Pás­
coa. Essa festa tinha o propósito de lembrar duas coisas: (I)
Que o anjo da morte havia poupado as casas e rebanhos de Is­
rael, matando apenas os primogênitos dos homens e animais
dos egípcios; e (2) Que Jeová era seu Libertador, o mesmo ser
sagrado que no devido tempo viria ao mundo como o Rei­
Messias para obrar a expiação eterna e infinita.
Todo o simbolismo da festa centralizava-se nesses dois
acontecimentos. O repasto (mais nos dias da sua iniciação do
que no tempo de Jesus) era ingerido as pressas, como se esti­
vessem preparando-se para a fuga; o cordeiro do sacrifício era
sem manchas, cujo sangue era derramado, mas sem quebrar os
ossos; seu sangue era aspergido nas casas que deviam ser pou­
padas - todos esses procedimentos eram emblemas e símbolos
do futuro sacrifício mortal do Messias. (Êxodo 12.)
"E agora, quase um milénio e meio depois que Jeová deu a
Páscoa a Israel, ele próprio, revestido de carne entre os ho­
mens, estava-se preparando para celebrar a festa, em cumpri­
mento da lei dada a Moisés. . . (McConkie, DNTC, 1 :704.)
(S-2) João 2:13-22. Jesus Defendeu a
Santidade da Casa de Seu Pai.
"Quando Jesus purificou o templo, estava tomado de reve­
rente indignação, porql!e os homens haviam corrompido a ca­
sa de seu Pai, vendendo pombas e cordeiros para serem ofere­
cidos em sacrifício. Os cambistas lá se encontravam para a
conveniência daqueles que vinham de outros países, para que
pudessem fazer suas contribuições ao templo em moeda local.
Embora a seus próprios olhos eles se julgassem justificados,
&eção 2
estavam fazendo tal comércio na Casa de Deus. As escrituras
nos contam que Jesus derrubou as mesas dos cambistas e disse
aos vendedores de pombas: 'Tirai daqui estes, e não façais da
casa de meu Pai casa de venda." ((João 2:16)
" 'A reverência,' escreveu Ruskin (escritor inglês - 1819-
1900)'é o mais nobre estado em que o homem pode viver neste
mundo. A reverência é um dos sinais de vigor; a irreverência
um dos mais seguros indícios de fraqueza. Nenhum homem
que zomba das coisas sagradas é capaz de se elevar. As mais
sublimes lealdades desta vida devem ser reverenciadas, ou se­
rão rejeitadas no dia do julgamento.' " (David O. McKay, em
CR, outubro de 1950, pp. 163-64.)
(5-3) João 3:5. O Que É o "Reino de Deus" a Que Jesus se Re­
feriu?
"O reino de Deus mencionado pelo Salvador ao conversar
com Nicodemos, indica claramente que era ao reino celestial a
que se referia. Esse fato também se acha implícito nas instru­
ções que o Salvador deu a seus apóstolos, quando subiu aos
céus. Eles deviam ir por todo o mundo e pregar o Evangelho, e
todos os que o aceitassem e fossem batizados, entrariam no
reino celestial; porém, todos os outros seriam condenados, ou
designados a habitar em um dos outros reinos." (Smith, Ans­
wers to Gospel Questions. Vol. 5. pp. 147-48.)
(5-4) João 4:1-3. Jesus Realizou Pessoalmente
Batismo na Água?
"E procuraram mais diligentemente algum meio pelo qual
pudessem matá-lo; pois muitos recebiam a João como profeta,
mas não acreditavam em.Jesus.
"Não obstante o Senhor sabia disso, embora ele próprio
não batizasse tantos quanto seus discípulos;
"Pois procurava dar-lhes o exemplo, para que entre eles não
houvesse contenda." (João 4:2-4, Versão Inspirada.)
"Contradizendo os falsos ensinamentos e tradições sectá­
rios, Jesus realizou pessoalmente batismos na água, para que
em todas as coisas pudesse ser o grande Exemplo. Inquestiona­
velmente, ele também realizou todas as demais ordenanças es­
senciais à salvação e exaltação." (McConkie, DNTC, Vol. 1,
p . 148.)
(5-5) João 4:9 Por que os Judeus Antipatizavam
Tanto com os Samaritanos?
"A rota direta da Judéia à Galiléia passava por Samaria;
38
mas muitos judeus, especialmente os galileus, preferiam per­
correr um caminho mais longo a atravessar a terra de um povo
tão desprezado como os samaritanos. As desavenças entre os
judeus e samaritanos vinham crescendo há séculos, e no tempo
do ministério terreno de nosso Senhor, haviam-se transforma­
do no mais intenso ódio. Havia mistura de raças entre o povo
de Samaria, pois nele o sangue de Israel se mesclava com o dos
assírios e de outras nações; e uma das causas da animosidade
existente entre eles e seus vizinhos, tanto ao norte quanto ao
sul, era a pretensão dos samaritanos de serem reconhecidos co­
mo israelitas, jactando-se por considerarem Jacó como seu
pai; mas isto era negado pelos judeus. Os samaritanos pos­
suíam uma versão do Pentateuco que reverenciavam como lei,
mas rejeitavam todos os escritos proféticos do que constitui
agora o Velho Testamento, pois consideravam-se tratados com
insuficiente respeito em tais escritos.
''Para o Judeu ortodoxo da época, o samaritano era mais
impuro que um gentio de qualquer outra nacionalidade."
(Talmage, Jesus, o Cristo. p. 167.)
(5-6) João 4:10. O que Significava o Termo "Água Viva"?
.. Os profetas de Israel declararam muitas vezes que Jesus era
como uma fonte de água viva que Israel havia rejeitado. (Ver
Jeremias 2:13; Isaías 8:6.)
O próprio Jesus, como Jeová, pedira que a antiga Israel se
arrependesse e se voltasse a ele, para que as pudesse alimentar
e guiar. Nesse apelo, Jeová havia usado a palavra água como
figura de retórica. (Isaías 58: 1 1 .)
.Jontos a t)onbttar
(5-7) Os que vierem a Cristo
Jamais Terão Sede.
"Seu solene convite: 'Se alguém tem sede, venha a mim e
beba,' foi uma sincera e clara evidência de que era o Messias.
Ao fazê-lo, identificou-se como o próprio Jeová, que havia
prometido dar de beber aos sedentos através de um derrama­
mento do espírito. Após tal pronunciamento, seus ouvintes se
defrontavam com duas opções: Ou era um blasfemo e deveria
morrer, ou era de fato o Delis de Israel." (McConkie, DNTC
vol. 1 pp. 445-46.)
Dequemaneira a conversa deJesus com a mulhersamarita­
no a influenciou? Talvez você consiga seguir o curso da con­
versão, revendo sua entrevista com Jesus. No capítulo 4 de
João, vemo-la dirigindo-se ao Mestre, usando três titulos di-
ferentes. O que os versículos 9, 11, 14, 15, 19 e 29 indicam so­
bre como passou a encarar o homem com quem falava?
NASCER PARA "VER" O REINO DE DEUS
É UM DOS PASSOS NECESSÁRIOS PARA
NASCER PARA "ENTRAR" NO REINO
Esta entrevista hipotéticapoderáajudá-lo a éompreender
,O que aconteceu à mulher samaritano, e qual a mudança
qlfe· deve ocorrer em você, para quepossa entrar no reino
celestial de D
Jesus explicou a Nicodemos que o homem deve "nàscer de
novo. , Nosso primeiro nascimento neste mundo ocorre
quando nele entramosnaformadecriancinhas. Masapala­
vra �'de novo" contida nafrase de Jesus, implica num se­
gundo nascimento, não é mesmo?
RESPOSTA.
Sim, há um segundo nascimento.
. ,0 primeiro nascimento ocorre quqndo o espftitopassa de
seu primeiro estado, apreexistência, .para a mortalüiade; o
segundo nascimento, ou nascimento· 'para'o reino do céu',
tem lugar quando homens mortais nascem novamente e
despe.r,tampara as coisas do Espfrito e da retidão. Os ele-r ·
mentos água,· sangue e Espírito estão prese�tes em àmbos
.
·
os nascimehtos. tMoisés 6:59-6o.r· (McConkie, Mormon
Doe 'X>JOÍ.)
·
Em João3.:3, �'Susdisse: ..Aquele que não nascerde no­
vo, não pode ver o reino.de Deus, " e em João 3-:5, ele diz:
..Aquel que não nascer da água e do Espírito, não pode
entrar no reino de Deus. " Ver o reino de Deus é umq coisa,
porém entrar no.reitto é algo completamente diferente. Isto
querdizer que o segundo nascim�nto:ou n�cimento �piri­
tua/ é constituido de duas partes?
Sim, o segundo nascimento, (Ju li;OSCintento.espiritual.é
c itufdo de duaspartes gerais.·Para quepoSsamos com­
preender o que significa ver o reino de Deus, é. necessário
que entendamos o que_ o Espirita Santofará por uma pes­
. oa ante$deser'bâtizada na Igreja. O Profeta Joseph Smith,.
.explico,u: .
39
..Existe uma diferença entre
·Espírito Santo. Cornélia re�e
_ balizar-se, quepara·elefoiopo
bre a veracidade do evangelh 1fodia receber o
domdo Espírito Santo senão dep;,isde batizddo. NiJ.o tive$:
se ele tomado sobre si esse sinal ou ordenançà, o &pirito
Santo que o convencera da verdade de Deus, .ter..se.../a apar­
tado dele.(Sniith, Ensinamentos. p. /94.)
, Quando um não..membre da Igreja vê o reino de Deus,
signijica'Rque. or]'hJdérdo Espírito Santo é derrama�o sobre
ele parq ensinar-lhe que a Igreja é verdadeira. Nessa oca-
siJh�'?'é(lfidquire um testemunho. Então ele·sabe.
.
uo Sénhor revela.rá a verdade uma vez ao individuo; en­
tão, após haverdadoesse testemunho, apessoa deveaceitar
a verdade e receber o Evangelho através do batismo e 'da
imposição das milos para o dom doEspírito Santo� Corné­
lia recebeu uma manifestaçiJ.o em estrita conformidade com
às instruções dadaspor Môroni� /esetfves5eafastado
dela, não receberia fr!ais?ú!e o €1Espírito do Se-
nhor não contenderá com os ho hal?itará, a
menos que obedeçam aos . m
(Smith, Answer to Gospel Que
&eção 2
da veracidade do evangelho. Mas o que deve acontecerpara
que ocorra essa mudança de coração numa pessoa, que lhe
. permite entrar no reino de.Deus?
RESPOSTA
"O batismo por imersão simboliza a morte ou sepulta­
mento do homem pecador; esairda água significa a ressur­
á!ição para uma nova vida espiritual. Após o f?atismo,
impõem-se as .mãos na cabeça do crente balizado, e ele é
abençoado para receber o Espírito Santo. Assim, a pessoa
balizada recebe apromessa ou dom do Espírito Santo, ou o
· privilégio de voltqr à presença de um dos membros da Dei­
dade; e, através de sua obediência e fidelidade a ele, a pes­
soa assim abençoadapode receber orientação e direção do
. Espírito Santo em suas ações epronunciamentos diários,. da
mesmaforma como Adão andou efalou com Deus, seu Pai
Celestial, no Jardim do Éden. Nascer espiritualmente é re­
ceber essa direção e o�ientação do Espírito Sanio. " (Harold
B. Lee, em CR, outubro de 1941, p. 64.)
PERGUNTA
Aspessoas sempre r,enascem espiritualmente por ocasião
do batismo?
RESPOSTA
"A mera aceitação daformalidade da ordenança do ba-
tismo não quer dizer que umapesioa nasceu de novo. Nin­
guém pode nascer de novo sem o batismo, mas a imersão na
, água e a imposição das mãospara conferir o Espírito Santo
não garantem por si mesmas que uma pessoa nasceu ou
nascerá de novo. O novo nascimento ocorresomente quarr.:
do as pessoas realmente desfrutam do dom e companhia do
EsjJirito Santo, somente•naqueles totalmente 'iq.nv�rtidas, A
que se entregaram sem restrição ao Senhor. Assim: , r�tma
dirigiu-se a seus 'irmãos da igreja, ' e deeididacnente lhes
perguntou se haviam ' nascido espiritualmente de Deus, ' re­
cebido a imagem ae Deus em seus semblantes e haviam sa­
frido a 'poderosa mudança' em seus corações, gue sempre
ocorre por ocasião da, nascimento do Espírito. (Alma 5:14:-
31). " (MacConlj:ie, Mormon Doctrine, p. 101.).
.
40
se encontram num �tado,, de grande bênçilo e privilégio.
Elesalcançaram essaposiçllo nilo apenaspor se haveremli­
liado à lgre)a, m� através dafé (I Joilo 4:7), e por terem,
superado o mundo (1Jollo 5.4.). 'Qualquer que é nascido de
Deus não continua em pecado; pois o Espirito de Deus per­
manece nele; e não pode pecar, porque é na5cido de Deus,
tendo recebido aquele Santo Espírito da promessa.
,
. ( Vet-
. são Inspirada, 1 Joilo 3:9). " (McConkie, Mormon DOctri­
ne, p. 101.)
NASCER DE NOVO É UM PROCESSO
GRADUAL ACOMPANHADO POR UMA
MUDA NÇA DE CORAÇÃO.
. R��4;.· .. %.�.> �
Opaide Davierapresidentedeestaca. Davi nunca estive-
ra no escritório da prf!Sidência da éstaca; porém, na noite
anterior, .durante o jantar, ele havia formulado algumas
pe�guntas a respeito do renascimento espiritual, eseupai o
convidou para quefosse ao se� escritório discutir o assun­
to.. Ao se acomodar na cadeira, Davi notou um quadro so­
bre a mesa do pai. Era umafotografw dapresidência daes­
taca, e /á. ,estava sey. pai iodo §orridente e com uma atitude
digna. Davi chegarei cedo para· o encontro e, enquanto es­
pera�a, '{)corrêu-the'+que,�ie havia uma pessoa que sabia
muito bém o que era renasEim�nto espiritual, essa pe�oa
era seu pai.
Ele havia trabalhàdo nas minas a maiorparte desua vida �
aijulta. Nada realmente lhe importava muitó, além de co­
mer e dormir. Raramente havia pr.ocedido como pai, até o
dia em que os missionário$ bateram à. sua J!..Orta. :Após se-:­
manas de perguntas, alguma páeiência poi/ parte dos mis-
sionários, e·muitas orações de sua mãe e ' .... .
... q/%<f"'' ' ' �
diatamente o evangelho ensinado pelos m náríbs), seu
pai aceitou ser ba,tizado. O resto.. dQ/amllíafez o llJ�SmOo al- .
gumas semanas depois de o pai mostrar o ·caminho.
Davi não havia notado a princ(piÓ, mas gradualmeníe
seu pai começou a mudar. Nada houve· de espetacular - vi­
sões ou manifestações exteriOfeS - apenas uma mudança
gradual:�! Primeiramente, começaram a asSistir às reuniões
da lgre}il. Depois: () pai anunciou à mesà do jantar queja­
maisfariqm u ri.feição sem abenÇoar o alimento. Tu(Jo
acontecera há do�e(lnos. Alg1.1m tempo depois, co eçaram
a{Qzer t;eunj'õ�'lifarllililzres, regularmente. Davi ainda lem­
brava a viagem que'tt'familia'fizera a Salt Lake , para ir ao
templo,' ond; forarn selados como família ppra o tempo e
eternidade. Certa péosião,_ qU(JndÓ ele e seus irmãos fala-
ram malde um dos líderes de sua ala, lembrou-se âa irajus­
tificada do pai e ·da reprovação imediata que· receberam,
pois embora o pai de Davi tivesse contrólado 'o.seu tempe­
ramento, deixou bem claro quejamais deviamfalar tais coi­
sas a respeito dos líderes da Igreja. Mesmo que a mudança
_que ocorreu em seu pai tenha acont�cido silenciosa e gra­
duqlmente, não deixou deser uma extraordinária mudança.
Davi muita� yeze.s imaginaw o que havia levado um homem.
rude como ·seu pai a mudar de maneira tão marcante. E
agora que estgva no caminho certo, sua ·dedicação e zelo pe- ·
la cauSa do Mestre pareciam aumentar a cada dia.
Seu paifora chamadoparaservir na AMM da ala, e mais
tarde'na mesma organização da estaca. Então, apenas dois
anos depois, foi chamado como conselheiro da presidência
da estaca. Davi notou que seu pai passava a maior parte do
tempo fora de casa, mas os poucos momentos que conse­
guia dedicar ao lar, empregava-os muito bem com sua espo­
sa e os quatro filhos. Em vivo contraste com doze anos an­
tes, em seu lar agora. realmente existia amor, ' oração e or­
dem. Davi ouvira seu pai prestar testemunho efl} conferên- .
cias e também quando os compartilhava con1 seus filhos e
com as pessoas que o visitavam. Durante certa reunião fa­
miliar, ele lhes disse: "Não sou o pai que costumavam ter;
eu mudei. Quero que saibam que, ape_sarde tudo o que diga
ou jaça, eu sei que Jesus vive e é' o meu Redent-or, f!Orque
próvei de sua bondade e sei o amor que ele tem por. mfin.
''Davrconhecia muito bem seu pai, para s�ber que ell{ tf!sti- .
ficava a realidade de Jesus e a veracidade do Evange�ho do
fundo de sua alma. E agora seu pai era presidente·da esta-
Enq]J.'Unto D_avi estava alí sentado, esperando, subita-­
mentf!.se conscientizou de que vivia ao lado de um homem
. ·que f'JOSCera de ·návó! Escre_veu rapidamente um bilhete pa- ·
raseupai e'deixou o escritório. Nele' estava escrito: "Papai,
não precisC?falar com você, afinal de contas. Já tenho a res­
posta ·à minha pergunta. Vejo-o na hora do Jantar. Davi. "
Por que acham que o pai de Davi era uma pessoa que
nasceu de novo?
Seu renascimento espiritualfoialto suqpb? l{êç_ebeu ina­
nifestações sensaciona_is?
O É/der Harold B. Lee disse: "Saber como ocorre esse
nascimento é tão impossível quanto explicar qe onde vem ·e·
r para onde vai o vento. n ("Born oj lhe Spirit ", Discurso
41
�apítulo 5
proferido ao Corpo Docente do Seminário e !rzstituto,
B YU, 26 de junho de 1962, compm;ar êom �flão 3:7,8.) .
Muitas vezes as pessoas têm a idéia de que, para nascer
do espírito, devem p�sar por experiências súbitas e espeta"
cu/ares. Depois de haver lido a respeito do pai de Davi, .
acha que isso é sempre neêessário?
Considere esta declaração feita pelo Projeta Joseph
Smith co�cernente às ma�ifestações do Espírito: .
<i-'1
•·crerllos que se confere o Espírito Santo pela- imposição
�as mãospor aqueles que têm autoridade, e que o dom das .
· línguas e também o .de profecia provém do Espírito, sendo
obtidos por esse meio; porém, dizer qu.e os homens sempre
profetizavam efalavam em línguas qo receber a imposição
das mãos, seria expressar algo que não é cer�o. que não"
concprda com a prática dos apóstolos e se opõe às Escritu­
ras, porque Paulo disse: 'A Ufl'! é dado o dofli de línguas; a
outro profetizar e a outro o dom iia cpra'; �� novameme:
· 'São todos projetas?. . . falam todos>di.V'ersasdí�guas?. . . in­
terpretam todos?' (1 Coi'íntio� 12:29�30) Isso, 'evidente-
mente, indica que nem todospo�utam,�sses diversospode­
res; mas que um recebia um ddm e outro recebia outro
·dom; e nem todosprofetizavam, nem todosfalavam em Jtn,. .
guas, nem todas·operavam milagres, porém todosrecebiam •'
o dom do Espírito Santo. Nos dias dos apóstolos, à$ vez�$�
as pessoas.falavam em ·línguas e profetizavam, e às vezes,
· não. O mesmo acontece conosco em nossas administrações��
em
,
bora com mais freqüência não haja
.
manifestaç�o algu,·-- '
m< f
'
qlle seja visível aos que se encontram ao redor. (Smith:
Ensinam�l!-tos, p. 237. Itálicos adicionados.)
Examine neste ponto da lição a passagem escrituríst�cd
quefala da entrevista de Nicodemos corri o Senhol. Obser-·
ve ·especialmente o versículo 5 e examine-o à luz do que
aprendeu sobre .ele nesta lição.·
'
I Mateus I Marcos
I Lucas
I João
INICIA O MINISTÉRIO NA GALILÉIA
Caná e Capernaum , Galiléia.
4 : 1 7 1 : 1 4, 1 5
Cura do Filho de U m Nobre.
4: 1 4, 1 5 4:45-54
ar da Galiléia
Nazaré, Galiléia.
Nazaré Rejeita Jesus .
4: 1 3- 1 6 4: 1 6-3 1
Mar da Galiléia.
Pedro , André, Tiago e João .
4: 1 8-22 1 . 1 6-20 5 : 1 - 1 1
Capernaum , Galiléia
Expulsa um Espírito I m undo .
1 :2 1 -28 4:3 1 -3 7
NISAN
Cura da Sogra de Pedro
8 : 1 4- 1 7 1 :29-34
e Outras Pessoas .
4:38-4 1
SAMARIA
Pregação na Galiléia 4 :23-25 1 : 3 5 -39 4:42-44
Galiléia.
Cura de um Leproso.
8 : 1 -4 1 :40-45 5 : 1 2- 1 6
Capernau m , Galiléia.
9:2-8 2: 1 - 1 2
Cura de u m Paralítico
5 : 1 7-26
Mar da Galiléia .
9:9- 1 3 2: 1 3- 1 7 5 : 27-32
O banquete de Mateus.
UDÉIA Discurso Sobre o Jejum . 9: 1 4- 1 7 2 : 1 8-22 5 :33-39
"J)orque t <fgte
1!le Clihtem <fgtã <fgcnto"
TEMA
Jesus Cristo tem poder para curar não somente o corpo tisi­
co, mas o que
'
é mais importante, também o espírito.
INTRODUÇÃO
Ao retornar a Nazaré, local onde passoú a tnjlincia e os
primeiros (mos da Juven�ude� Jesus assdriibrou os.concida­
dãos com o seu testemunho sincero, de que era o Messias
"prometido. Utilizando Jsàias 6I:i,2 e suas própriO$.. pala-.
"'"vras,
,
Jesus decl(lrou: uo Espírito do Senhor está sobre
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
43
�omentários 3Jnterptttatíbos
(6-1) Lucas 5:1-11. Por que Pedro, André, Tiago e João Aban­
donaram Tudo para Seguir a Jesus?
Leia o registro feito por Mateus a respeito do chamado que
Jesus fez a Pedro e André (Mateus 4: 18-20). O Profeta Joseph
Smith fez duas importantes adições a essas passagens na sua
revisão da Bíblia:
1 . O anúncio de Jesus, dizendo que "Eu sou aqu_ele de quem
os profetas escreveram; Vinde após mim. . ." (Mateus
4: 18, Versão Inspirada.)
2. O fato de que os discípulos creram nas palavras de Jesus.
Tanto é que diz a passagem: "Então eles, crendo em suas
palavras, deixaram as redes. . ." (Mateus 4: 1 7, Versão Ins­
pirada; compare com Mateus 4: 18, 19, versão autorizada.
Itálicos adicionados.)
(6-2) Mateus 4:19, Marcos 17. O Que Significa Tomar-se
"Pescadores de Homens?"
''O processo pelo qual os líderes adquirem tanta espiritualida­
de quanto os discípulos antigos, é exposto na singela admoes­
tação feita pelo Mestre. O Salvador chamou os pescadores, co­
letores de impostos e outras pessoas de diversas ocupações, pa­
ra constituírem os seus doze escolhidos. Fez a cada um a mes­
ma simples promessa:
" 'Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens,' ou
então: ' ... eu farei que sejais pescadores de homens! (Mat.
4: 19; Marcos 1 : 17).
" 'Vinde após mim' não é senão outra forma de dizer 'Guardai
os meus mandamentos', pois assim explicou ao falar aos nefi­
tas: "Portanto, que classe de homens devereis ser? Em verdade
vos digo que devereis ser como eu sou."(3 Néfi 27:27.)
"Ser 'pescadores de homens' é apenas outra maneira de dizer,
'ser líderes de homens.' Portanto, na linguagem atual, diría­
mos àqueles que devemos ensinar: 'Se guardardes os meus
mandamentos, eu vos farei líderes de homens.' (Harold B. Lee
em CR, outubro de 1960, p. 15.)
(6-3) Marcos 1 :21-28. Os Espíritos Malignos Podem Entrar no
Corpo de Uma Pessoa e Dele se Apossar?
"Para entendermos a expulsão de demônios, precisamos ter
conhecimento sobre a preexistência e saber que Deus é o nosso
Pai pessoal. Conforme se encontra revelado no Evangelho,
Deus é um Homem santo e exaltado, um ser pessoal em cuja
imagem o homem foi criado, um ser em quem a unidade fami­
liar continua a existir no estado imortal. Ele é o Pai literal dos
espíritos de todos os homens; seus filhos espirituais tornaram­
se homens e mulheres humanos cujos corpos eram compostos
de espírito e não do elemento temporal.
"Esses descendentes espirituais da Deidade, investidos do
arbítrio e sujeitos à lei, tiveram todas as oportunidades de
avançar e progredir, e de obter o privilégio de passar pelas ex­
periências probatórias da mortalidade. Dois terços desses espí­
ritos passaram nas provas da preexistência, e agora se encon­
tram no processo de nascerem neste mundo como seres mor­
tais. A outra terça parte dos espíritos não guardou seu primei­
ro estado e por fim se rebelou abertamente contra Deus e suas
leis. Em conseqüência, houve guerra nos céus, e o demô­
nio e seus seguidoresforam lançados para a Terra. Aos espíri­
tos assim rejeitados, foi negado eternamente o direito de pos­
suir corpos mortais. Nesse estado degenerado e miserável, eles
procuram abrigar-se ilegalmente nos corpos dos homens mor­
tais." (McConkie, DNTC, Vol. I . pp. 167-68.)
(6-4) Mateus 4:23-25. Jesus Curou Todas as Pessoas Enfer­
mas?
O Profeta Joseph Smith acrescentou esta frase a Mateus 4:3:
"que creram em seu nome." Portanto, as curas que Jesus fez,
foram reservadas somente às pessoas que tinham fé nele; isto
não foi concedido a todas as pessoas, conforme implica a ver­
são autorizada. (Ver Mateus 4:22. Versão Inspirada.)
44
oslzil�g
vador pelos ,
de modo maissignifica.tivo, os milagres testifiCaram a di­
vindade do Filho de Deus. A mais cltua llustraçllo desse'la-- ·
tofoi a cura de umporalitico (MateuS9:2-8.) OÉlder1Jruee
McConkie teceuestes comentários a res�ito,do sighific.ddo
do referido milagre:
. " '
"Se correlatnente compreendido. �- ey
nosso Senhorfoi uma prova visfvel e irrefu
era o Messias; e assimfoi reconhecido por aQtt�_
quais ministrou. Ele prestarafreqUente W!Steniu ,
de que Deus eraseu Pai. e apoiou esse''testemunho pessool
com um ministério incomparQv�l de pregarDes, e �r/IS.
Agora seupropósito era.anuhciar quelíaviafeito o que'nin-
. guém, a nfio ser Deus, Poderiaftà.er, eprovarque oflZ,el'(l
·através da manifestaç4D do poder de seu Pai.
"Tanto Jesus quanttJ . os 'doutores da lei• que estiiWIIII
i4o, sabiam que ningUém, a 1l4o !JIN
ados. Conseqfientemenie, pro.,..
6tica queopoderde DeusesttW11
com ele)*J ori (ou melhor diundo. procurou)
essa ocasido adequada para perdoar o.s pecodos. Os e#ri­
� o reprovaram, {Hlis SQ/Jiam (Com justa razio), (llle:
atribuir-sefalsamente o �":.deperdCJ!Upecados era blos­
flmio, �esusfez o que nenhum imfJO$IO{poderi(;l terfeUo -
provou o seupoderdÍvinó, -eurimdo o /iiimem qriejota
doado. Só põderlo haver· umá ���� i SIMI"''De,,..u· l,Nil�·J
fPois qual é mtlisf6cil dizer: Pmf-· te�fiiA,�
dos; ou dizer: Levaltta-te e tllldtl? A,_, HV'...,.,."••y......
midas numa s6 resposta: A� que�
pode também/tr.W' Q outrti. " �ki
pp. 1 77-.78.)
'
(6-5) Mateus 4:23-25. Milagres Operados pela Aplicação da
Lei.
' 'Os milagres não podem existir em contravenção à lei natu­
ral, mas são operados através da aplicação de leis reconhecidas
universal ou comumente.
"No estudo dos milagres operados por Cristo, devemos ne­
cessariamente reconhecer a operação de um poder que trans­
cende à nossa atual percepção humana. Neste campo, a ciência
ainda não avançou o suficiente para analisar e esclarecer. Ne­
gar a realidade dos milagres, baseados em que, por não poder­
mos compreender os meios, os resultados relatados são fictí­
cios, é arrogar a mente humana o atributo da onisciência,
subentendendo-se que aquilo que o homem não pode com­
preender, não pode existir, e que, portanto, ele é capaz de
compreender tudo o que existe.
"Para se compreenderem as obras de Cristo, deve-se
reconhecê-lo como Filho de Deus; para o homem que não
aprendeu ainda a conhecer a alma honesta que deseja pesqui­
sar sobre o Senhor, o convite está pronto: "Vinde e vede."
(Talmage, Jesus, o Cristo. p. 143-145.)
(6-6) Mateus 8:2. O que Era a Lepra?
"A lepra era nada menos que a morte em vida; uma corrup­
ção de todos os humores, um envenenamento das próprias
fontes da vida; uma dissolução gradativa de todo o corpo, de
modo que um membro do corpo após outro realmente se de­
compunha e caía. Aarão descreve exatamente a aparência do
leproso aos olhos dos observadores, quando, intercedendo por
Miriam, diz: 'Não seja ela como um morto, que saindo do ven­
tre de sua mãe, tenha metade da sua carne já consumida' (Nú­
meros 12: 12.) Além do mais, a doença não era curável pela pe­
rícia e habilidade do homem; não que o leproso não pudesse
recuperar a saúde, pois, embora raros, tais casos são conside­
rados na lei levítica. . . "(Talmage, Jesus, o Cristo, p. 194-195.)
(6-7) Lucas 5:17-24. A Remissão dos Pecados Cura o Espírito.
"Pelo que podemos entender através das palavras que Jesus
disse ao curar o 'homem paralítico', é evidente que a remissão
dos pecados é a terapia que produz a cura, e que os dois termos
são sinônimos. . .
"Nesse exemplo, houve uma cura física. Às vezes também
ocorre uma cura do sistema nervoso ou da mente. Mas sempre
a remissão dos pecados que acompanha operdão divino cura o
espírito. Isto podemos ver pelo fato de nas escrituras as con­
versões e as curas serem freqüentemente associadas. " (Marion
O. Romney, em CR, outubro de 1 963, pp.24-25. Itálicos adi­
cionados.)
(6-8) Mateus 9:11. O que é um Publicano?
"Os publicanos eram coletores de impostos, representantes
de um poder estrangeiro que mantinha os judeus sob sujeição.
Formavam, portanto, um grupo social odiado e ridiculariza­
do. Sem dúvida era particularmente ofensivo para os judeus
que uma pessoa de sua própria raça, como era o caso de Ma-
45
<frapítulo 6
teus, aceitasse ocupar tal posição. " (McConkie, DNTC,
Vol. 1 , p. 1 8 1 .)
(6-9) Marcos 2:18-22. O que Queria Dizer Jesus Com a Frase
"Vinho Novo em Odres Velhos"?
" Dessa forma, nosso Senhor proclamou a atualidade e per­
feição do seu evangelho. Não era o mesmo, de forma alguma.
um remendo do judaísmo. Ele não viera para remendar roupas
velhas e rotas; o tecido que trazia era novo, e costurá-lo sobre
o velho seria apenas rasgar novamente o pano gasto,. deixan­
do um rasgão pior do que o primeiro. Ou, para mudar a ima­
gem, vinho novo não pode, com segurança, ser depositado em
odres velhos. Os odres aqui mencionados eram sacos feitos de
pele de animais, e, naturalmente, deterioravam-se com o tem­
po. Assim como o couro velho se parte ou rasga-se mesmo sob
leve pressão, os odres velhos, feitos de pele, rompiam-se com
a pressão do suco fermentado, perdendo-se o bom vinho. O
Evangelho ensinado por Cristo era uma nova revelação, subs­
tituindo a passada, e marcando o cumprimento da lei; rião era
um simples adendo, como nãoera uma reiteração de requisitos
passados; incluía um convênio novo e eterno. Tentativas para
remendar o manto judaico do tradicionalismo com o tecido
novo do convênio não resultariam em nada mais agradável à
vista do que um rasgão no pano. O vinho novo do evangelho
não poderia ser contido nos velhos e gastos receptáculos das li­
bações mosaicas. O judaísmo seria depreciado, e o cristianis­
mo pervertido por tão incongruente associação. (Talmage, Je­
sus, o Cristo, p.191)
�ontos a �onberar
ATUALMENTE AINDA SÃO REALIZADOS
GRANDES MILAGRES
(6-10) Atualmente, Operam-se Curas Físicas em Pessoas Hu­
mildes e Devotas.
"Se me permitem, gostaria de contar-lhes a respeito da ale­
gria que senti por algo que me aconteceu há muito tempo
atrás. Sofria por causa de uma úlcera, que a cada dia se agra­
vava. Estávamos viajando em uma missão, minha esposa Joan
e eu, quando sentimos, numa certa manhã, que deveríamos
voltar para casa o mais rápido possível. embora houvéssemos
planejado assistir a mais algumas reuniões.
' 'A caminho de casa, ao atravessarmos o país, estávamos
sentados na parte dianteira do avião, e alguns dos membros se
encontravam na parte posterior. Em certo ponto da viagem,
alguém colocou suas mãos sobre minha cabeça. Olhei para ver
quem era e não vi ninguém. Mais tarde, esse fato se repetiu antes
de chegarmos em casa. Quem era, eu não sei. Por que aquilo havia
acontecido, também não sei. A única coisa que sabia é que
recebera uma bênção, e mais tarde constatei que precisava dela
urgentemente.
"Logo que chegamos, minha esposa, preocupada, chamou o
médico. Eram onze horas da noite. Ele quis falar comigo pelo
telefone, a fim de saber de meu estado, ao que lhe respondi: 'Estou
um tanto cansado, mas creio que tudo está bem! Pouco depois,
comecei a ter hemorragias, que, se tivessem ocorrido durante a
viagem, eu não poderia estar falando a vocês aqui, hoje.
"Sei que o poder divino nos abençoa, quando tudo o mais está
fora de nosso alcance. Temos visto esse poder operando em todos
os países onde tivemos a oportunidade de falar, entre os quais
alguns países menos privilegiados onde existe pouca assistência
médica e talvez neJihum hospital. Se quiserem saber de grandes
milagres realizados entre essas pessoas humildes e defé simples,
vocês vê-los-ão ocorrer entre eles quando estão desprotegidos.
Sim, eu sei que esses poderes realmente existem." (Lee,
"Permanecei em Locais Sagrados," A Liabona, março de 1 974, pp.
46-47. Itálicos adicionados.)
"Muitas vezes, os membros da Igreja sentem-se de­
sanimados, porque lhes parece que na Igreja atual não exis­
tem tantos milagres como curas, dom de lfnguas e visões.
Embora seja verdade que tais manifestações continuem a
ocorrer, por que já não quvimos falar a respeito delas?
Consegue imaginar por que, na maioria dos casos acontecem
secretamente? Apesar disso, por que acha que alguns milagres
de Jesus foram feitos em público? Acredita que alguns deles
foram realizados para testificar a seu respeito? Que milagres
estão sendo operados atualmente, que testificam a divindade
de Cristo?
(6-11) Os maiores Milagres Realizados Atualmente São a Cura
de Almas.
"Gostaria de dar maior ênfase, agora, à ajuda que os irmãos
46
devem dar aos necessitados, não somente os necessitados em
bens materiais, mas àqueles que precisam de ajuda espiritual.
Os maiores milagres que tenho presenciado ultimamente, não
têm sido de curas de doenças, mas as curas de almas doentes,
de pessoas que estão espiritualmente enfermas, as que estão
desanimadas e desacorçoadas, que estão à beira de um esgota­
mento nervoso. Devemos ajudá-las, pois são preciosas aos
olhos de Deus e não queremos que ninguém se sinta esquecido
por nós...
"Não é possível ajudarem a elevar outra alma, se não estive­
rem em posição mais alta que ela. Devem certificar-se, se dese­
jarem salvar esse homem, de que são o exemplo do que dese­
jam que ele seja. Não podem acender o fogo dentro da alma
alheia, se ele não estiver ardendo dentro de sua própria alma. "
E aos professores, o testemunho que prestam, o espírito com
que ensinam e orientam, são as posses mais valiosas que pos­
suem ao ajudarem a fortalecer as pessoas que tanto necessi­
tam, com o muito que têm para dar. Quantos de nós, seja qual
for o estágio em que nos encontrávamos, não necessitamos al­
guma vez de fortalecimento? (Lee, Stand Ye in Holy Places, p.
1 23, itálicos adicionados).
-Através dessa declaração do Presidente Harold B. Lee,
é evidente que o maior milagre que está sendo realizado
atualmente é a transformação do homem ou mulher "natu­
ral" (Ver Mosias 3:19) em filho ou filha de Deus? Existe
maior testemunho da divindade de Cristo do que o demons­
trado pelas pessoas que abandonaram um modo de vida
mundano para segui-lo?
Medite um pouco sobre isto:
Já sentiu o poder sanador de Cristo em sua própria vida?
Já sentiu que seus pecadosforam perdoados?
Existem ainda alguns pecados que o impeâem de ajudar a
elevar espiritualmente os seus semelhantes?
Poderia, através do estudo, oração e jejum, fortalecer-se
através de Jesus Cristo, para receber o milagre do perdão?
�apítulo 6
47
�eção 3
�egunbo §no bo
JMíní11tério �úblíco be }e11t111
Primeira
Páscoa. Páscoa.
Terceira Última
Páscoa. Páscoa
30 Anos PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO
Os eventos desta seçao
tratam (io segundo ano do ministério
formal de Jesus. Como pode ver, esse período se estende da segunda
à terceira Páscoa.
Poderá notar também que começa a aumentar o número de eventos registrados
durante esse periodo. Vinte e sete acontecimentos sao tratados pelos evangelistas
durante o segundo ano do ministério formal do Senhor.
LIÇÕES:
7 . O Chamado dos Doze.
8. "Sede Vós Perteaos."
9. "Qualquer Um que Fizer a
Vontade de Meu Pai."
10. " E Falou-lhes de Muitas Coisas
por Parábolas."
11. "Se Alguém Receber o Que Eu
Enviar, me Recebe a ·Mim ."
Um Breve Resumo do Primeiro Ano do
Ministério de Jesus
O primeiro ano do ministério público
do Salvador iniciou-se com o dramático
acontecimento da purificação do tem­
plo. Seguiram-se as entrevistas com Ni­
codemos e a mulher samaritana, nas
quais ele declarou sua identidade e im­
portantes doutrinas concernentes à en­
trada em seu reino. Esse período é cha­
mado pelos eruditos de primeiro minis­
tério judaico.
Seguiu-se o ministério galileu, como é
normalmente chamado, que inclui sua
visita a Nazaré, província situada ao
48
norte da Galiléia. Quando foi rejeitado
por seus concidadãos, após lhes haver
declarado ser o Messias, Jesus partiu pa­
ra as cidades adjacentes ao Mar da Gali­
léia, onde Pedro, Tiago, João e André
foram chamados para segui-lo. Esse pe­
ríodo é marcado pelo início dos milagres
de Jesus e de sua pregação aos judeus.
Panorama do Segundo Ano de Ministé­
rio.
O segundo ano começou quando Je­
sus voltou da Galiléia para assistir à fes­
ta da Pascóa em Jerusalém. Enquanto lá
permaneceu, curou um homem no dia
do Sábado. Os líderes judeus reagiram
de tal maneira a esse incidente, que pro­
curaram tirar-lhe a vida (João 5: 16.) Vo­
cê verá nesta seção como Jesus respon­
deu às acusações concernentes à viola­
ção do Sábado e como se identificou aos
judeus.
A trama contra Jesus fez com que ele
se retirasse novamente para a Galiléia,
onde chamou e ordenou doze homens, a
quem designou como apóstolos. Com
este evento, termina a primeira das três
fases de seu ministério galileu.
Pontos Importantes da Segunda
Fase do Ministério Galileu
Alguns dos pontos mais importantes
da segunda fase do ministério galileu
são:
1 . Jesus instrui seus discípulos e os
Doze, (Sermão da Montanha.)
2. Realiza mais milagres, através dos
quais os Doze aprendem a respeito
do poder do sacerdócio. Entre es­
ses milagres, encontram-se dois em
que pessoas mortas foram chama­
das à vida.
3. Aumenta a oposição contra Jesus,
fazendo com que use outros méto­
dos de ensino - as parábolas - que
muitas vezes tinham o propósito
de esconder sua mensagem ao en­
tendimento dos incrédulos. Você
A cidade de Nazaré na época atual.
receberá algum auxílio para inter­
pretar e aplicar essas parábolas à
nossa época e condições.
4. A segunda rejeição de Jesus em
Nazaré, sua terra natal!
5. A partida dos Doze especialmente
comissionados e sua volta e relató­
rio.
Alguns Locais e Acontecimentos Notá­
veis
Desta Fase do Ministério Galileu.
Eis alguns locais e eventos mencionados
pelos evangelistas nesta seção.
Betsaida, para onde Jesus seguiu com
os apóstolos depois que voltaram de
suas missões. (Lucas 9: 10, 1 1 .)
Capernaum, onde, entre outros fatos,
ocorreram os seguintes milagres: a cura
do servo do centurião; a volta a vida da
Ruínas de Capernaum
49
filha de Jairo; a cura de uma mulher que
sofria de um fluxo de sangue.
Gadara (Gergesa), onde Jesus curou
um homem possuído de espíritos malig­
nos, que, ao saírem dele, entraram numa
manada de porcos. (Marcos 5: 1-2 1 .)
Naim onde Jesus levantou dos mortos
o filho da viúva. (Lucas 7: 1 1-17.)
Nazaré, onde Jesus foi rejeitado pela
segunda vez. (Marcos 6: 1-6.)
O mapa que se encontra na seção in­
trodutória ilustra essas cidades e o seu
relacionamento.
Após haver estudado este panorama,
leia os eventos desta parte do ministério
do Senhor.
A cidade de Naim nos dias de hoje.
3 1 A.D. Mateus Marcos Lucas João
SEGUNDO ANO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS
Jerusalém
Cura no Tanque de 5 : 1-16
Betesda
A SEGUNDA PASCOA
Jerusalém
Ensinamentos de Jesus 5 : 1 7-47
a respeito de si mesmo
Galiléia
Discurso sobre 12: 1 - 1 4 2:23-28
6: 1-1 1
3: 1-6
SAMARIA
o Sabado
Mar da Galiléia
Jesus Retira-se 12: 1 5-21 3:7- 12
Para o Mar.
Montanhas da Galiléia
3:13-21 6: 12-16
Eleição dos Doze
JUDÉIA
TEMA:
Os apóstolos são testemunhas especiais do Senhor Jesus
Cristo.
INTRODUÇÃO
Até·mesmo os grandes lideres de l5eus sent�m-se humil..
des, quando chamados a ocupar o tilto e sagrado oficio de
apóstolo do �nhor Jesus Cristo. Pondere as palavrf!S de
um desses l � que acabava de ser designadopara talpo­
siçllo:
Oodtl noite de ontem, passei em retrospee­
toda a minlul vidtl. Fiquei a noite inteira
�lte�os olhos nem sequerpor um momen­
to e nem conseguiriam, se estivessem em meu lugar.
.Durante todo a noite, enq��antopimstJva nessa aptlVOt:ante e
comDvente designaçlo, contifiUIIf'Qill ecoando em minha
mente as pa/flvras.do Ap6$tolo Pfndo, que disstl, explican­
do as iplalldodes humtlltiJS qw tkyerltmlsereiiCO'IltTtlllll no
Senhor e Salvador:
7
5 1
·uNinguém poderia ter ouvido o comovente testemunho
do Presidente Grant, testificàndo a resp�ito do que sentiu
quando foi chamado para ser após!olo suas experiên-.
cios ao chama; outraspessoaspâra o�'" argossimila-
. res, sem se dar conta de que esteve..e iml:Y c.ontato com
seu Pai Celestial nessa ocasião. Por conseguinte, farei mi­
nhas as palavras do Apóstolo 'Paulo. Chegarei com con­
fiança ao trono da graça eproeur.ar,ei alêançar misericórdia,
e que a graça do Senhorpossa ajudar-me nos momentos d�
/iceis. Com · esse auxilio não poderei falhar. Sem ele, não
posso ter êxito..
• 'Desde minha infância, tenho considerado esses ho­
menl'os maiores que existem na terra, e.agora, ao imaginar
arei intimamente associado com eles, sinto uma
e que ultrapassa meu entendimento. " (Harold B.
Lee, em CR, abril de 1941, pp. 119-20.)
·
'Nesta liçao, voi:ê procurará entender o oficio e chamado
dos apóstolos durante·o ministério de Jesus Cristo. Ao es­
tudar este material, medite sobre as seguintes questiJes: O
que toma·o chamado de um apóstolo diferente do de ou- .'
tros seguidores de.Cristo? Qual deveser • atitude atual
com os membros do Conselho'!� ze Ap6$/olos?
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
�omentáriog 3Jnterpretatíbog
(7-1) João 5:31-34. O Que Disse Jesus a Respeito de Sua Mis­
são e Sobre o Testemunho Que Outras Pessoas Prestavam De­
le?
�eção 3
Compare estas passagens escriturísticas contidas na versão
Inspirada com João 5:31-34, 36-38 da versão autorizada.
"32. Portanto, se eu testifico de mim mesmo, o meu teste­
munho é verdadeiro.
"33. Pois não estou só, há um outro que testifica de mim, e
s�i que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro.
"34. Vós mandastes a João, e ele também deu testemunho
da verdade.
"35. E ele não recebeu o seu testemunho de homem, mas de
Deus, e vós mesmos dizeis que ele é um profeta, portanto de­
víeis aceitar o seu testemunho. Digo isto para que vos salveis...
"37. Mas eu tenho maior testemunho do que o de João;
pois as obras que o Pai me deu para terminar, as mesmas obras
que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou.
"38. E o Pai que me enviou, ele mesmo testificou de mim.
E em verdade eu vos testifico que nunca ouvistes a sua voz,
nem vistes o seu parecer;
' '39. Pois sua palavranão permanece em vós; e naquele que
ele enviou, não credes vós." (João 5 :32-35, 37-39 Versão Ins­
pirada.)
(7-2) João 5:39. O Que Significa "Examinar as Escrituras"?
"Considerando que não podemos 'viver (pelas palavras que)
procedem da boca de Deus' a menos que entendamos o seu sig­
nificado, é imperioso que as estudemos. Isto é um mandamen­
to do Senhor.
"Quando os judeus discutiram com Jesus, porque ele disse
que Deus era seu Pai, ele respondeu resolutamente: 'Exami­
nais as escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e
são elas que de mim testificam.' (João 5:39.)
"No prefácio que o Senhor deu a seu livro de mandamen­
tos, ele disse: 'Examinai es�es mandamentos, pois eles são ver­
dadeiros e fiéis, e as profecias e as promessas neles contidas se­
rão todas cumpridas.' (D&C 1 :37.)
"Por instrução divina, somos mandados a 'ensinar os prin­
cípios do meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de
Mórmon.' (D&C 42: 12.) Não podemos cumprir este requisito,
a menos que saibamos quais são eles." (Marion G. Romney,
em CR, abril de 1973, p. 1 17.)
(7-3) Lucas 6:9 "É Lícito Nos Sábados Fazer Bem, ou Fazer
Mal?"
No lar ou na Igreja, seus pensamentos e conduta devem es-
52
tar sempre em harmonia com o espírito e propósito do dia do
Senhor. Os locais de diversão e entretenimento, embora em
certas ocasiões possam servir para determinados fins, não são
apropriados ao crescimento espiritual, e tais lugares não nos
conservarão "livres das manchas do mundo"; muito pelo con­
trário, nos negarão "a plenitude da terra" prometida aos que
observam a lei do Sábado. Aos que costumam violar a lei do
dia do Senhor, deixando de 'santificá-lo, digo que estão per­
dendo uma alma cheia de alegria em troca de um dedal repleto
de prazer. Estão dando demasiada atenção a seus desejos físi­
cos, à custa de sua saúde espiritual. O violador do Sábado ce­
do demonstra os sinais de enfraquecimento da fé, passando a
negligenciar suas orações familiares, a falar mal dos outros e a
não pagar o seu dízimo e ofertas,transformando-se, enfim, nu­
ma pessoa cuja mente começa a ser povoada de trevas, e, devi­
do à fome espiritual, logo começa a ter dúvida e temores que o
impossibilitam de adquirir conhecimento espiritual e progredir
em retidão. Estes são os sinais da decadência ou enfermidade
espiritual que somente podem ser curados pela alimentação es­
piritual adequada." (Lee, Decisiohsfor Sucessful Living, pp.
147-48.)
(7-4) Qual é a Diferença Entre um
Discípulo e um Apóstolo?
"Discípulo tem um sentido geral; qualquer seguidor de um
homem ou devoto de um princípio, pode ser chamado de discí­
pulo. O Santo Apostolado é um oficio e chamado do Sacerdó­
cio Maior ou de Melquisedeque, a um tempo exaltado e especí­
fico, e que abrange, como função característica, de ser teste­
munha pessoal e especial de Jesus Cristo como único Redentor
e Salvador da humanidade. O apostolado é uma concessão in­
dividual e, como tal, é conferido somente através de ordena­
ção. " (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 220. Itálicos adicionados.)
(7-5) Mateus 10:1. De Quem os Apóstolos Receberam
Sua Investidura Especial de Poder?
"No início de seu ministério, o Mestre escolheu doze ho­
mens, que separou dos demais, designando-os pelo nome de
apóstolos. Eles deviam ser testemunhas especiais da santidade
da vida de Jesus e de sua missão divina, e teriam o encargo de
transmitir à posteridade um registro fiel de sua doutrina, prin­
cípios e ordenanças essenciais à salvação da alma humana. . .
"Os verdadeiros servos do Reino de Deus, quando propria­
mente autorizados, recebiam uma investidura de santo poder,
sem a qual o seu ministério seria 'como o metal que soa ou co­
mo o sino que tine.' Essa investidura divina feita aos Doze
Apóstolos escolhidos pelo Senhor, resultou de três experiên­
cias sagradas. Primeiro, eles foram batizados na água, talvez
por João Batista, ou talvez fossem os únicos que o Mestre bati-
zou, pois João registra que Cristo e seus discípulos estavam na
Judéia ' e estava ali com eles, e batizava.' (João 3:22.) Então
'assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo,'
(João 20:22.) o que parece ser a confirmação e comissão para
receber o Espírito Santo, ou o batismo do Espírito, pela impo­
sição das mãos, pois esse era o procedimento que seus discípu­
los seguiram posteriormente...
"A terceira notável experiência espiritual que os discípulos
tiveram o privilégio de receber, é-nos descrita pelo próprio
Mestre: 'Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a
vós, e vos nomeei, a fim de que tudo quanto em meu nome pe­
dirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.' (João 1 5: 16.) Procurem ima­
ginar, se puderem, o que significa ser 'chamado' pelo Mestre e
'ordenado' por suas mãos. Que essas ordenações resultaram
numa investidura de poder do alto, bem como na delegação de
autoridade para agir oficialmente como representantes do Se­
nhor é bem evidente pelos acontecimentos miraculosos que se
seguiram, os quais fizeram deles 'homens diferentes' devido a
essa comissão divina.
"Não eram somente aquelas testemunhas apostólicas espe­
ciais que deveriam receber e desfrutar daqueles dons celestiais.
Eles foram comissionados a transmiti-los através de ordenação
a outras pessoas que também haviam recebido o testemunho
da missão divina do Senhor ressuscitado.'' (Harold B. Lee, em
CR, abril de 1955, pp. 1 8- 19.)
(7-6) Lucas 6:13. O Que É um Apóstolo?
"Um dos fatos mais importantes que devemos saber a res­
peito dos apóstolos é que eles são chamados para serem teste­
nrunhas do Salvador. Esse testemunho pode ser prestado de d�
versas maneiras. (Ver o item 9-8.) O Élder Harold B. Lee de­
clarou a respeito desse assunto:
"Permitam-me prestar-lhes o meu testemunho. Há alguns
anos, eu estava conversando com um missionário, quando
chegaram outros dois e me fizeram uma pergunta que lhes pa­
recia muito difícil. Um jovem ministro metodista zombara de­
les, quando disseram que para uma igreja ser verdadeira, era
necessário que tivesse apóstolos, atualmente. . Relataram que o
ministro declarou: 'Vocês já imaginaram que, quando os após­
tolos se reuniram para escolher outro para preencher a vaga
deixadapelamorte de Judas, eles disseram que deveria ser uma
pessoa que os tivesse acompanhado e testemunhado todas as
coisas concernentes à missão do Senhor ressuscitado? Como
podem dizer que têm apóstolos, se esse é um requi�ito necessá­
rio para sê-lo?' os jovens me perguntaram: 'O que devenws
responder?' Eu lhes disse: 'Voltem e façam duas perguntas ao
seu amigo ministro. Primeiro: Como o Apóstolo Paulo obte-
53
Qtapítulo 7
ve o que era necessário para ser chamado de apóstolo? Ele não
conhecia o Senhor e não teve nenhum relacionamento pessoal
com ele. Não havia tampouco acompanhado os apóstolos nem
testemunhado o ministério e a ressurreição do Senhor. Como
adquiriu testemunho suficiente para ser um apóstolo?
A segunda pergunta que devem fazer é: Como ele sabe se to­
dos os apóstolos que são chamados atualmente não receberam
esse testemunho da mesma forma? Testifico-lhes .que os ho­
mens que possuem esse chamado apostólico podem e realmen­
te têm conqecimento da realidade da missão do Senhor.''
(Born of the Spirit, Discurso proferido perante o Corpo Do­
cente do Seminário e Instituto, 26 de junho de 1962.)
(7-7) O Que Sabe Acerca do Nome dos
Componentes do Quórum dos Doze Original
''O gráfico a seguir resume as declarações contidas no Novo
Testamento a respeito dos nomes dos doze apóstolos originais.
(A menos que indicado, esta informação foi extraída de Mateus
10:14, Marcos 3: 16-19, Lucas 6:14-16, Atos 1 : 13 e João 21 :2.)
�ontos a �onbttar
O CHAMADO ESPECIAL DOS MEMBROS DO
CONSELHO DOS DOZE
.•f!()s·Doze Apóstolos, quesão chamados ao ofíciode Su­
mo Conselho Viajante, é que presidem os ramos da Igreja. ,,
os gentios, onde.não haja uma presidência
ê;,r viaja/ e pregar entre os gentios, at�
''nde apsjudeus. Elespossuem as chaves
desse miniStér, • ,e �brir aporta do reino dos céus a tod_as
· as naçi'ies, e depreg,lr'o evangelho a toda criatur.Q. Esse é o
poder, autoridade e virtude de seu apostolado. (HC 2:200,
Vide também Ensinamentos, p. 72.)
Leia agora o testemunho do É/der Boyd K. Packer, na
ocasião em que aceitou o chamado para ser membro do
Conselho dos Doze:
"Ouvi um dos irmãos declarar: •se{, atn
experiências, sagradas demais para relatar,·
uTambém ouvi outro testificar: 'Eusei que Deus vive; e
que o Senhor vive. E, mais do que isto, conheço o Senhor. ..
·wãoforam suaspalavras que tinham significado oupo­
der. Era o Espírito... porque, quando um homemfalapelo
poder do Espírito-Sànto, essepoder leva suas palavras aos'TI
corações dosfilhq§- aos homens. ' (2 Néfi 33:1.)
�'-�� "''i; '
uAprendi g�e hãa recebemos um testemunho procuran­
do sinais. ·Ele vem atraves dojejum e oração, por intermé­
dio da atividade, provação e obediência. Recebemo-lo ao
apoiarmos e seguirmos os servos do Senhor...
"Imagino, como vós, por que umapessoa como eu deve­
ria ser chamadapara o·santo apostolado. Faltam-me tantas
qualidades. Meu esforçopara servir deiXa m�ito,.a fle,iejac.
Após meditar um pouco a respeito desse assunttu,p!Jeguei
apenas a uma conclusão, que apenas uma aiJs. ' · q(jes
que possuo deve ser o motivo, e ela é: eu teT:ho
munho.
«Declaro-vos quesei que Jesus é o Cristo. Sei que ele vi­
ve. Que nasceu no meridiano dos tempos, pregou_ o evange­
lho, foiprovado, crucificado e levantou no terceirodia. Ele_
foi as Elepossui um corpodecar­
nycR, abril de 1971, pp. 123-
OS APÓSTOLOS SÃO ESCOLHIDOS PEI.O
SENHOR
Agora, após essa breve r'ecapitulaçiio do que é o chama­
dó rJe um apóstolo, .ta_lvez-ienha iin�ginado como um ho-
54
(7-8) Os Apóstolos São Chamados Por Revelação
Este exemplo, extraído da vida do Presidente Joseph Fiel­
ding Smith, ilustra muito bem como são chamados os apósto­
los, atualmente:
"Durante uma hora ou mais, a Presidência da Igreja e o
Conselho dos Doze Apóstolos, reunidos no Templo de Lago
Salgado em abril de 1910, haviam discutido os nomes de vários
irmãos como possíveis candidatos à vaga deixada no Conselho
dos Doze pela morte do Presidente John R. Winder, falecido
no dia 27 de março, e com o conseqüente avanço do Apóstolo
John Henry Smith para a presidência. Mas, para cada nome
sugerido, havia alguma objeção. Parecia impossível chegar-se
· a uma unanimidade de sentimentos quanto àquele assunto. Fi­
nalmente, o Presidente Joseph F. Smith retirou-se sozinho pa­
ra uma sala e ajoelhou-se, pedindo orientação ao Senhor. Ao
voltar, perguntou, um pouco hesitante, se os outros treze ir­
mãos estariam dispostos a considerar o nome de seu filho Jo­
seph Fielding Smith Jr. para ocupar aquela posição. Ele relu­
tava em sugerir seu nome, porque, disse ele, os membros da
Igreja talvez ficassem aborrecidos ao ver outro de seus filhos
indicados para ser autoridade geral. Não obstante, sentiu-se
inspirado a apresentar o nome de Joseph para a consideração
dos demais. Os outros homens pareceram imediatamente re­
ceptivos à sugestão e apoiaram o Presidente Smith. . .
Anos depois, Heber J. Grant, que então era o presidente da
Igreja e estivera presente na reunião do conselho realizada no
templo em 1910, quando Joseph foi escolhido, assegurou a um
grupo de pessoas quão correta fora aquela decisão. O fato
aconteceu numa reunião na casa da família Smith. O Presiden­
te Grant, apontando para Joseph Fielding, disse: 'Este homem
foi chamado por revelação direta de Deus. Sou uma testemu­
nha desse fato.' " (Smith and Stewart, The Li/.! of Joseph
Fielding Smith, pp. 174, 177.)
OS MEMBROS QUE SEGUEM O CONSELHO DOS
DOZE SERÃO ABENÇOADOS E AMPARADOS
PELO SENHOR
(7-9) O Senhor Guia seus Santos Através da
Primeira Presidência e do Conselho dos Doze
"Permiti-me dizer-vos agora - clara e enfaticamente - que
temos o santo Sacerdócio e que as chaves do reino de Deus es­
tão aqui. Elas se encontram somente na Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias. . .
''Amados irmãos, creio que existe u m fato que deve estar
profundamente claro em nossa mente. Nem o presidente da
Igreja, nem a Presidência da Igreja, nem a voz unida da Pri­
meira :Presidência e dos Doze desencaminhará os santos ou da­
rá conselho ao mundo que seja contrário ao pensamento e a
vontade do Senhor." (Joseph Fielding Smith, em CR, abril de
1 972, p. 99.)
Consid�f�hdo.'que cada uma das testemunhas especiais
do Senhor iescolhidapor revelação divinapara ocupar esse
posto,: � que de maneira bem semelhante Jesus escolheu os "
5 5
'!Capitulo 7
,}f1!.; . .. '·
apóstolos antigos, qu_al deverá ser atitudepara com .
esses homens? Quão bem os açeiti:zpessopJmente nos ofícios
para os quais foram indicados?:
"
Você os apóia com palavras e obras,. ou algumas vezes os
critica, e menospreza seus conselhos?
O Senhor aprovaria a sua maneira de respeitá-los?
Leia Atos 2:42. Você segue constantemente a doutrina
dos apóstolos?
Quais são as bênçãos que recebe em conseqüência de o
Senhor haver estabelecido aposto/os na Igreja? (Ver Efésios
4:11-14.)
&tção 3
PRENOME
Simão
Tiago
João
André
Filipe
Natanael
(Bartolomeu)
Tomé
Mateus
Tiago
Judas
Simão
Judas
OUTROS NOMES E
SIGNIFICADOS ESPECIAIS
Jesus deu-lhe um nome especial:
Cefas (sirenaico) ou Petros (grego) que sig­
nifica �'rocha ou pedra" . Ver João 1 :42.
Tiago é a forma grega do hebraico "Jacó".
A palavra hebraica "Tiago" significava
"suplantador". Ele e seu irmão João eram
chamados de Boanerges, que significa "fi­
lhos do trovão.''
Esse nome significa "dom de Jeová." Pro­
vém do nome hebraico Johanan.
Esse nome significava ''varonil''
Nome de origem grega, e significa "aprecia­
dor de cavalos. "
O nome significa "dom de Deus" e provém
do hebraico.'
Também conhecido pelo nome de Dídimo,
da palavra grega que significa "gêmeo."
(Ver João 11: 16; 20:24.)
Também chamado de Levi, palavra hebrai­
ca que significa "dom de Jeová." Também
chamado de o Publicano.
Chamado "o menor", para distingüi-lo do
Tiago acima mencionado.
Também chamado de "não o Iscariotes",
para distingüi-lo do traidor Judas, (João
14:22), ou Labeu (forma arábica para
"raiz") e Tadeu, (raiz hebraica que signifi­
ca "coração. ")
Chamado "o cananita" (Mateus 10:4) e "o
zelador" (Lucas 6: 1 5). A palavra hebraica
que significava zelador era Kananin. Isto
explica o título "cananita."
Chamado de Iscariotes, provavelmente por
ser natural da vila de Quiriote (Josué
15:25.)
56
FATOS FAMILIARES
Era filho de um homem chamado Jonas e
irmão de André. (Mateus 16: 1 7; João 1 :42.)
Filho de Zebedeu e irmão de João. (Mateus
4:21.)
Filho de Zebedeu e irmão de Tiago. (Ma­
teus 4:21.)
Filho de Jonas e irmão de Simão
Pedro.(Mateus 4: 18.)
Pode ter sido um judeu-grego, pois é abor·
dado pelos gregos em João 12:2 1 .
Era provavelmente filho de um homem cha­
mado Tolomeu.
Dídimo era possivelmente seu sobrenome.
Era filho de Alfeu (Marcos 2: 1 , 13) e irmão
de Tiago, o menor.
Era filho de Alfeu e irmão de Mateus.
Provavelmente tinha sido membro de um
grupo de hebreus que advogava estrita leal­
dade a Israel e a violenta derrubada do do­
mínio romano.
Era filho de Simão (João 6:71 ; 12:4.)
57
•
31 A.D.
O SERMÃO DA MONTANHA
Perto de Capernaum, Galiléia.
5: 1 ,2 6: 17-19o
Local e AudiênciaQ)
ci
� As Bem-Aventuranças 5:3-12 6:20-26
�
i) Obrigação do Discipulado 5: 1 3-16
I A retidão de Cristo.
...
A retidão dos Discípulos
I 5 : 1 7-20
Deveria Superar
a dos Fariseus.
A Lei de Moisés Cumprida
5:21-48 6:27-36
SAMARIA Pela Lei de Cristo.
Doação de Esmolas. 6: 1-4
Oração. 6:5- 1 3
Perdoar ao Próximo 6: 14, 15
•
Jejum 6: 1 6-18
Entesourar Tesouros nos Céus. 6: 19-21
"Não Podeis Servir a
6:24
JUDÉIA
Dois Senhores. "
Intruções Especiais aos Doze. 6:25-34
Julgar com Justiça. 7: 1-6 6:37-42
Sinceridade da Oração. 7:7- 1 1
A Regra de Ouro 7: 1 2 6:3 1
Dois Portões e Dois Caminhos 7: 1 3 , 14
A Prova Final do Caráter 7: 1 5-27 6:43-49
Efeitos do Sermão 7:28-29
8
"�tbe Yóg ftoíg
l)erfeítog"
TEMA:
A perfeição é a meta primordial que podemos alcançar,
quando buscamos o poder de Cristo.
IN1ROUtJÇÃO
Perfeição é uma palavra que provocg diferentes reações
pc:;'''"'-'(.(o>, Algumas dizem. ·�Perfeição? É impos­
declaram: "f!erfeição?Fico de�ani-
eledá u,m mandamento; conforme
C,alrrit.rho pelo qualpoderemos
�oma·nna, é a marcq. dapeifeiçiíf{.
Lee declarou ç, ri$jJeitQ �elé;,
ndo sà parq expiar osÍ)ecdiios.
para dar o exemplo diimte dos
âJ,téiJY!í��ão da lei de Deus e de sua obediên-
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
<lromentáríos 3Jnterpretatíbos
(8-1) A Quem Era Dirigido o Sermão?
Era dirigido aos membros da igreja de Cristo. Nos versículos
59
iniciais de um sermão semelhante proferido aos nefitas na
América, o Senhor dirige-o claramente aos membros da igreja.
Cruze a referência Mateus 5: 1 com 3 Néfi 1 2: 1 -3.
Ao estudar esse sermão, você deve lembrar-se que "algumas
partes deste amplo sermão foram dirigidas expressamente aos
discípulos que tinham sido ou seriam chamados ao apostola­
do, conseqüentemente, sendo requerido deles que renuncias­
sem a todos os interesses mundanos pela obra do ministério.
Outraspartesforam e podem ser de aplicação geral. (Talmage,
Jesus, o Cristo, p. 223. Itálicos adicionados.)
(8-2) Esclarecimentos Concernentes ao
Sermão da Montanha.
"Um dos problemas que os harmonistas sectários do evan­
gelho não podem resolver com certeza é se o registro que Ma­
teus fez do Sermão da Montanha e a versão de Lucas do Ser­
mão da Planície são registras do mesmo sermão ou de sermões
diferentes. Está claro que o Sermão da Planície, conforme re­
gistrado por Lucas, foi proferido imediatamente após a esco­
lha e ordenação dos Doze. Os que asseveram que dois sermões
diferentes estão envolvidos, dizem que Mateus relata um even­
to ocorrido antes do chamado dos Doze, e também que ele
reuniu diversos trechos dos maiores sermões sobre ensinamen­
tos éticos proferidos por Jesus, de forma que, apresentando-os
como um só sermão, fosse possjvel ter um melhor conceito dos
ensinamentos de nosso Senhor.
'.'Realmente Mateus não fala a respeito do chamado e orde­
nação dos Doze. Apenas menciona seus nomes, ao registrar as
instruções que Jesus deu, quando os enviou a pregar e curar os
enfermos. (Mateus 1 0.) Além disso, com algumas adições, cor-
�eção 3
reções e melhoramentos importantes, o Sermãb da Montanha,
conforme se encontra preservado em Mateus, foi repetido aos
nefitas (3 Néfi 12: 13, 14), demonstrando que o material regis­
trado em Mateus 5;6 e 7 se refere a um discurso contínuo. A
versão nefita foi dada após o chamado dos Doze nefitas, e
aqueles trechos do sermão são dirigidos mais expressamente
àqueles ministros apostólicos do que à multidão em geral. (3
Néfi 12:35.) No registro de Mateus, conforme se encontra na
Versão Inspirada, o Profeta acrescenta um considerável volu­
me de matéria esclarecedora, que se aplica mais aos homens
chamados para o Quórum dos Doze do que ao povo em geral.
(Mateus 5:3-4; 6:25-27; 7:6-17)" (McConkie, DNTC, Vol. 1,
pp. 2 13-14.)
(8-3) Mateus 5:29,30. "Se Tua Mão Direita
Te Escandalizar, Corta-a."
"Quando o Senhor se referia a partes do corpo físico, é ób­
vio que tinha em mente amigos íntimos ou parentes que procu­
ram desviar-nos do caminho da retidão e humilde obediência
aos mandamentos divinos que recebemos do Seuhor.
"Se qualquer parente ou amigo procura desviar uma pessoa
da observância dos mandamentos, é mais vantajoso dispensar
sua amizade e associação do que acompanhá-lo em suas práti­
cas iníquas que levam à destruição. Esta figura de retórica ou
ilustração era tão comum na antigüidade como é na época
atual. Ao lermos tais expressões antigas no Novo Testamento,
não devemos considerar essa declaração, conforme se encon­
tra nas palavras do Salvador registradas em Marcos, dando-lhe
uma interpretação literal. Se a entendermos corretamente, essa
passagem se torna uma figura de retórica muito expressiva."
(Smith, Answers to Gospe/ Questions, Vol. 5. p . 79.)
(8-4) Mateus 6:1-4. Como Podemos dar
Esmolas em Retidão?
"Esmola é a contribuição ou dádiva voluntária que tem o
propósito de remediar as necessidades dos pobres; o espírito
que rege tal medida provém de Deus e encontra sua manifesta­
ção mais elevada nos empreendimentos caritativos organiza­
dos de seu reino terreno. Na época atual, a maior parte das es­
molas dadas pelos santos são administradas pelo grande Pro­
grama de Bem-Estar da Igreja. " (McConkie, Mormon Doctri­
ne, pp. 30-3 1 .)
(8-5) Mateus 6:5-15. Como Podemos
Orar em secreto?
":. . Procurem um lugar onde possam estar a sós, onde pos­
sam pensar, ajoelhar-se e falar em voz alta com o Senhor. O
60
quarto, uma sala, ou qualquer outro lugar servirão para esse
propósito. Retratem o Senhor com os olhos de sua mente.
Pensem na pessoa com quem estão falando, controlem seus
pensamentos - não os deixem divagar, dirijam-se a ele como
a um Pai e amigo. Falem das coisas que realmente sentem a
respeito dele - não usem frases de pouco significado, conver­
sem sinceramente com ele. Façam-lhe confidências, peçam
perdão, roguem a ele, desfrutem de sua companhia,
agradeçam-lhe e expressem seu amor, e ouçam suas respostas.
Ouvir é uma parte essencial da oração. As respostas do Senhor
vêm quietamente, sempre muito quietamente. De fato, poucas
pessoas há que podem ouvi-las de maneira audível com seus
próprios ouvidos. Devemos escutar atentamente, ou não as re­
conheceremos. A maioria das respostas do Senhor são sentidas
em nosso coração, como uma expressão cálida e confortável,
ou podem vir em forma de pensamentos à nossa mente. Elas
chegam àqueles que estão preparados e são pacientes." (H.
Burke Peterson, "Adversity and Prayer, " Ensign, janeiro de
1 974, p. 19.)
(8-6) Mateus 6:19-23. O Que São "Tesouros no Céu"?
"Os tesouros no céu são o caráter, perfeição e os atributos
que os homens podem adquirir através da obediência às leis do
Senhor. Portanto, as pessoas que adquirem tais atributos divi­
nos, como o conhecimento, fé, justiça, julgamento, misericór­
dia e verdade, terão esses mesmos atributos restaurados na
imortalidade. (Alma 41 : 1 3-15.) 'Qualquer princípio de inteli­
gência que alcançamos nesta vida, surgirá conosco na ressur­
reição' (D&C 1 30: 1 8.) O maior tesouro que podemos herdar
nos céus consiste em perpetuar a uni�ade familiar no mais ele­
vado céu do reino celestial." (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp.
239-40.)
(8-7) Mateus 6:24. O Que é Mamon?
"Mamon é um palavra aramaica que significa riqueza. P or­
tanto, Jesus está dizendo: 'Não podeis servir a Deus e às rique­
zas, ou às coisas do mundo, que sempre resultam do amor ao
dinheiro' " (McConkie DNTC, Vol. 1 , p. 240.)
(8-8) Mateus 6:25-34. Os Membros da Igreja Não Devem
Importar-se com Assuntos Temporais?
"Esta parte do Sermão da Montanha foi dirigida aos após­
tolos e a tantos discípulos quantos foram chamados a abando­
nar seus interesses temporais para propagarem a mensagem de
salvação ao mundo. Não existe atualmente, e nunca existiu,
um chamado para os santos em geral "venderem tudo o que
possuem" (Lucas 1 2:33), dar esmolas aos pobres e não se inte­
ressar mais por suas necessidades temporais presentes e futu-
ras. Pelo contrário, como uma parte importante da provação
temporal, os verdadeiros seguidores do Mestre devem suprir
suas próprias necessidades e às de sua família. (D&C 75.)
"Entretanto, uma regra especial se aplica aos que são cha­
mados para saírem pelo mundo sem bolsa ou alforje, pregan­
do o evangelho. Por ocasião de seu trabalho missionário, eles
não devem preocupar-se com empreendimentos comerciais ou
interesses temporais. Devem estar livres das estorvantes obri­
gações que sempre embaraçam as pessoas que dirigem negó­
cios temporais. Toda a sua atenção, energia e talentos devem
estar voltados para a obra do ministério, e o Pai lhes promete
que proverá suas necessidades diárias. " (McConkie, DNTC,
Vol. 1 , p. 243.)
(8-9) Mateus 7:1. Os Verdadeiros Discípulos Devem
Seguir a lnjunção Divina de "Não Julgar" ?
Julgar e discernir são elementos necessários à vida. A revi­
são inspirada da Bíblia feita por Joseph Smith nos dá algumas
diretrizes a esse respeito:
1 . Estas são as palavras que Jesus ensinou a seus apóstolos,
para que as dissessem ao povo.
2. Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados;
porém julgai com justiça. (Mateus 7 : 1 -2. Versão Inspirada.
Ver também Lucas 6:37.)
Algumas formas de julgamento, entretanto, devem ser feitas
somente pelo Senhor. O Presidente N. Eldon Tanner, usando
como exemplo o chamado de Davi ( 1 Samuel 16:7), declarou:
"A razão, portanto, pela qual não podemos julgar, é óbvia.
Não podemos ver o que vai no coração das pessoas. Desconhe­
cemos seus motivos, embora imputemos uma razão para cada
ato que observamos; eles podem ser puros, embora os conside­
remos impróprios.
"É impossível julgar outra pessoa equitativamente, sem co­
nhecer seus desejos, sua fé e seus objetivos. Devido à diferença
de vivência, oportunidades e outros fatores, as pessoas nunca
se encontram na mesma posição. Uma pode partir de cima e
outra de baixo, e se encontrarem enquanto seguem em direções
opostas. Alguém disse que o que importa não é onde se está,
mas sim em que direção se vai; não. é o quão próximo nos en­
contramos do fracasso ou sucesso, mas qual o rumo escolhido.
Como ousaremos nós, com todas as nossas fraquezas e defei­
tos, arrogar-nos a posição de juiz? Na melhor das hipóteses, o
homem pode julgar o que vê; ele não pode julgar o íntimo ou
a intenção, ou pôr-se a avaliar o potencial de seu próximo.
61
·�apítulo S
"Quando tentamos julgar as pessoas, o que não devería­
mos, mostramos uma forte tendência de procurar e encontrar
fraquezas e falhas, tais como vaidade, desonestidade, imorali­
dade e intriga; e assim, vemos somente o lado pior das pessoas
em julgamento. " ("Não julgueis Para Que Não Sejais Julga­
dos", A Liahona, fevereiro de 1973, p. 39.)
(8-10) Mateus 7:13-14. "Entrai Pela Porta Estreita."
O caminho que conduz à vida eterna é apertado e direto. É
direto, porque segue uma direção invariável - é sempre o
mesmo. No caminho que conduz ao reino de Deus, não há en­
cruzilhadas, curvas ou atalhos. É apertado, porque é estreito e
restrito, um caminho em que é requerida plena obediência a
toda a lei. O direto se refere à direção, e apertado à largura. A
porta é estreita, e o caminho é tanto estreito como direto. "
(McConkie, Mormon Doctrine, p. 769.)
ftontog a ftonberar
A META PRIMORDIAL
DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS
É TORNAREM-SE COMO DEUS,
O PAJ.
f,, Já imaginou qual é a sua meta principal? Como ela ofáz
i sentir-se, ao ler estaspalavras de Jesus: usede vóspoisper.:.·
tfeitos "comf. é perfeito vosso Pai que está nos céus. "?
f (Mateus 5:48.) Oseupotencialdivino é tornar-se como seu
·�Pai (ft�{estiàt, pérjeitó e sem mácula.
(8-11) A Doutrina Que Nos Ensina Que Podemos
Ser Iguais a Deus Foi Ministrada Pelos Profetas.
"O Senhor prometeu-nos que, se soubermos como e a quem
adorar, poderemos dirigir-nos ao Pai em seu nome, e no devi­
do tempo receber a sua plenitude. Prometeu-nos também que,
se guardarmos os seus mandamentos, receberemos a sua pleni­
tude e seremos glorificados nele como ele é glorificado no Pai.
(Ver D&C 93: 1 1-20, 26-28.)
"Esta é a doutrinaque mais agradava ao Presidente Snow, e
assim como a todos nós. No início de seu ministério, ele rece­
beu, através de revelação pessoal direta, o conhecimento de
que (na linguagem do Profeta Joseph Smith) 'O próprio Deus
já foi como somos agora - ele é um homem exaltado, entroni­
zado em céus distantes,' e que os homens 'devem aprender a se
tornarem deuses. . . da mesma forma que os deuses fizeram an­
tes de nós. . ." (Ensinamentos, p. 337.)
�eção 3
"Depois que esta doutrina foi ensinada pelo Profeta, o Pre­
sidente Snow sentiu-se à vontade para ensiná-la também e a re­
sumiu em um dos mais conhecidos adágios da Igreja, nas se­
guintes palavras:
"Como o homem é, Deus já foi,
Como Deus é, o homem pode ser. "
(Discurso proferido por Joseph Fielding Smith, no Snow
College, a 14 de maio de 197 1 , pp. 1-8.)
PODEMOS INICIAR NOSSA JORNADA PARA A
PERFEIÇÃO NESTE EXATO MOMENTO, DANDO
UM PASSO DE CADA VEZ.
(8-12) O Caminho da Perfeição é semelhante
a Uma Escada.
''Quando subis uma escada, tendes que começar pelo pri­
meiro degrau e subir passo a passo até chegar ao topo; o mes­
mo acontece com os princípios do evangelho - é preciso co­
meçar pelo primeiro e prosseguir até aprender todos os princí­
pios necessários à exaltação. Mas só muito depois de haverdes
passado através do véu é que tereis aprendido todos. Não se
destinam a ser compreendidos todos neste mundo; será uma
tarefa imensa trabalhar para aprender a respeito de nossa sal­
vação e exqJtação, até mesmo depois da morte.' ' (Smith, HC,
Vol. 6, pp. 306-7.)
(8-13) A Fid'elidade aos Mandamentos é
a Chave Para o Desenvolvimento.
"Como podem os santos receber de sua plenitude e ser
iguais ao Senhor e não ser como ele é, isto é, deuses?
"0 Pai prometeu, através do Filho, que tudo o que ele pos­
sui, será dado aos que forem obedientes a seus mandamentos.
Eles crescerão em conhecimento, sabedoria e poder, progre­
dindo de graça em graça até que a plenitude do diaperfeito se
derrame sobre eles. Então, através da glória e bênção do
Todo-Poderoso, tomar-se-ão criadores. Todo poder, domínio
e força ser-lhes-á dado, e eles serão os únicos a quem esta gran­
de bênção será dispensada. . ." (Smith, Doutrinas de Salvação,
Vol. 2. Itálicos acrescentados.)
O SERMÃO DA MONTANHA NOS ENSINA O QUE
DEVEMOS FAZER PARA USARMOS O PODER DE
CRISTO NA BUSCA DA PERFEIÇÃO
62
(8-14) O Sermão da Montanha é a Nossa Lei
Constitucional Para a Perfeição.
"No incomparável Sermão da Montanha, Jesus nos deu oi­
to maneiras distintas pelas quais podemos receber essa grande
alegria. Cada uma de suas declarações inicia com a palavra
"bem-aventurados". A bem-aventurança é definida como um
estado maior que a felicidade. 'A felicidade provém do exte;
rior e depende de determinadas circunstâncias; a bem­
aventurança é uma fonte interior de alegria dentro da própria
alma, que nenhuma circunstância externa pode afetar seria­
mente.' (Dummelow's Commentary.) Essas declarações do
Mestre são conhecidas na literatura do mundo cristão como as
Bem-aventuranças, e foram consideradas pelos comentadores
da Bíblia como a preparação necessária para entrarmos no rei­
no dos céus. Para cumprir o objetivo desta discussão,
permitam-me referir-me a elas como algo muito superior.
Quando se aplicam a mim e a vocês, elas são, de fato, a
CONSTITUIÇÃO PARA UMA VIDA PERFEITA." (Lee,
Decisionsfor Sucessfu/1 Living, p. 56.)
De que modo o Sérmão da Montanhapode ajudá-lo ase
-tornflr' como o Pai' Celestial? Já lhe ocorreu, ao lê-lo, que
Jesus na�realidade,está descrevendo os atributos de uma
pessoa exaltada? Tendo iSto em mente, as bem-
' · , tt ·t4 f ,
aventurançllf tornam-se degraus que conduzem à perfeição
e nos prqpprcJim!lm a oportunidade de amar realmente a ·
Deus e a·nosso próximo. -Estude este gráfico:
1.
Voltar-se do amor do mundo para o amor de Deus.
Bem-aventurados os Pobres de Espíiito.
"Ser pobre de espírito é sentir-se como o necessitado espiri­
tual, sempre dependendo dp Senhor para "·obter suas roupas,
alimento, o ar que respira, sua saúde, sua vida; .cuidando pa­
ra que nenhum dia passe sem que ofereça um� oração de
agradectmento, pedindo or,ientaçâo,.perdão e fgrças suficisn-
tes para as necessidades diárias. ..." ,
·
Bem-aventurados os Que Choram.
' "Para chorar como
'
a ição do Mestre nos ensina, a pessoa
deve demonstrar aquele pesar divino que produz o arrependi­
mento', obtendo o perdão dos pecados e impedindo-a que
- volte a praticar os mes�as atos pelos quais chora. "
" 0' fio" '·manso é definido como uma pessoa que não se
ofende., · rita,facilmente com a palavra injuriosa. A
ma�sidão sinónimo de fraqueza. O homem manso é
umª' pessQá forte, 'poderosa e de total autodomínio. É um in­
dividuo que tem a coragem de defender suas convicções mo­
rais, apesàr da pressão exercida por membros de seu círculo
de amizacles ou dç grupos sociais.:"
4. Bem-aventurados os Que Têm Fome e Sede de Justiça.
"Já teve tamanha fome e sede, que apenas uma migalha de
pão ou uma gota de água fresca para saciar a agonia que o
angustiava pareciam a mais cara de todas as posses ? Se já sentiu
essa fome, então pode começar a compreender em que sentido o
Mestrefalou que devemos terfome e sede dejustiça. É esse tipo de
fome e sede que faz com que as pessoas que estão longe de casa,
procurem a companhia dos santos nas reuniões sacramentais e as
incita a adorar no dia do Senhor, onde quer que estejam. Essa é a •
força que nos induz a orar, fervorosamente e nos leva aos templos
sagrados efaz com que sejamos reverentes em seu interior. "
5. -avenfii��dos os puros de coração.
''Se desejarmos ver a Deus, é necessário que sejamos puros.
Nos e.vcn'tdS' judáicos, existe a história de um homem que viu
um objeto à distância e julgou ser uma fera. Quando chegou
mais perto, pôde ver que era um homem, e quando se aproxi­
mou · mais ainda, viu que era seu amigo. Nós vemos somente
aquilo que temos olhos para ver. Algumas pessoas que se as­
sociavam com Jesus, viam-no apenas como filho de José, o
carpinteiro. Outros o consideravam um bebedor de vinho,
um ébrio, por causa de suas palavras. Outros ainda pensa­
vam estar possufdo de demónios. Somente os justos o viam
como Filho de Deus. Se vocês forem puros, verão a Deus; e,
também, em menor grau, poderão ver "Deus " ou o bem no
homem e amá-lo devido à bondade que nele vêem. Marquem
bem a pessoa que critica e difama o homem de Deus ou os lí­
deres ungidos do Senhor nesta Igreja, pois suas palavras pro­
vêm de um coração impuro... "
6. Bem-aventurados os Misericordiosos
"Nossa salvação depende da misericórdia que demonstramos
ao próximo. As palavras cruéis e indelicadas, os atos desen­
freados de crueldade para com homens ou animais, mesmo
JJJ!e sejamtJruto de vingança, desclassificam o perpetrador
'l/iii" s�us pedidos de misericórdia quando dela necessitar no
dia do julgamento, perante os tribunais da terra e dos céus.
�i�te algujm que jamais foi ferido pela calúnia levantada
pol alguém que julgava seu amigo? Conseguem lembrar o es­
forço que tiveram que fazer para não retribuir? Bem-aventu­
rados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericór­
dia!
7. Bem-aventurados os Pacificadores
"Os pacificadores serão chamados filhos de Deus. O desor­
deiro, o revoltado contra a lei e a ordem, o líder da turba, o
fora-da-lei são movidos por motivos iníquos e a menos que
cessem de praticar esses atos, serão conhecidos como filhos
de Satanás e não de Deus. Apartem-se daqueles que provo­
cam dúvidas inquietantes, que zombam das coisas sagradas,
pois essa gente não procura paz, mas sim, quer espalhar con­
fusão. O indivíduo belicoso ou contencioso, que usa seus ar­
gumentos para outros propósitos que não o de detenninar a
verdade, está violando um princípio fundamental estabeleci-
63
do pelo Mestre, e que é essencial para a edificação de uma vi­
da plena e rica: 'Paz na terra e boa vontade para com os ho­
mens ' foi o canto dos anjos anunciando o nascimento do
Príncipe da Paz... "
8. Bem-aventurados os Que Sofrem Perseguição.
Gostaria de que a juventude de todo o mundo se lem­
brasse dessa advertência, quando forem vaiados ou escar­
necid<Js por se recusarem a comprometer seus padrões de
abstinência, honestidade e moralidade para serem aceitos
pelá mundo. Se defenderem firmemente o que é certo, apesar
�s da multidão e da violência física, serão coroados
'�s bênçãos da alegria eterna. Quem sabe se algum
não será necessário que alguns santos, ou até mesmo
apóstolos, como nos dias antigos, dêem a vida em de­
fesa da verdade? Se esse dia chegar, Deus queira que nãlJ fra­
cassem! "
9. Esforços Contínuos Para Adquirir Atributos Divinos.
(Todas as citações foram extraídas do livro de Harold B.
Lee, Decisions for Sucessfull Living, pp. 56-63).
Através desses textos, podemos ver que as bem-aventu­
ranças formam uma escola que conduz a Cristo, e por meio
dela, podemos receber poder do Salvador para nos tornar­
mos iguais a ele. Lembre-se porém, de que é necessário es­
forço para subir essa escada. Algumas pessoas dizem erro­
neamente que essa tarefa é impossível.
Já era tarde da noite, quando despertei subitamente com o
telefone que tocava. No outro lado da linha, ouvi a voz
de um atribulado membro da ala. Explicou que houvera al­
guns problemas em seu lar e perguntou se eu poderia ajudá­
lo.
�, ' ·Qut'lnt entrei no lar de Ricardo e Teresa, notei que a0 at­
mosfera ],;:iestava tensa. Foi ele quem quebrou o silêncio, com
os olhos rasos d'água. Sua mulher queria abandonar a ele e
aos filhos. Falou. vagamente a respeito de alguns problemas
que ela tivera na manhã daquele dia, obviamente procuran­
do protegê-la. Teresa interrompeu então dizendo: - Por
que não vai direto ao assunto, Ricardo? Diga logo o que tem
a dizer. Diga-lhe que bati numa das crianças. Conte-lhe o que disse
a você e a nossos filhos! Ou será que tem medo do que o bispo
venha a pensar a respeito do nosso "lar-nwdelo " ? Ricardoficou ape­
nas me encarando.
- Creio que seria melhor que você me contasse o que há
de errado com vocês, - disse eu.
- Já cheguei aos Limites - é isto o que há de errado, bis-
'
po. Não consigo mais suportar meu marido, meus filhos e
esta casa. Estou cansada da pretensão de ser uma família
SUD ideal, quando somos tudo, menos isso. Quero termi­
nar o mais cedo possível com essa situação.
Fiquei ouvindo, da uma às três horas da madrugada uma
mulher que já desfrutara do Esp(rito do Senhor, e agora es­
tava cheia de sentimentos de acusação e vingança. Não é
necessário recriar a cena sórdida daquela noite, nem os
acontecimentos daquele dia e dos dias anteriores que pro­
duziram tal pesadelo. Basta dizer que o Esp(rito que aquela
irmã antes possu(a, agora havia partido. Todos os senti­
mentos de delicadeza, ternura, benevolência, e caridade ha­
viam desaparecido. Em seu lugar, havia acusações, rudeza,
insultos e ódio. Orei intimamente em busca de sabedoria
além da minha habilidade natural, para poder ajudá-los.
Quando ela terminou sua invectiva, disse desafiadora­
mente:
- Creio que agora irá tentar dissuadir-me de abandonar
Ricardo, não é mesmo?
- Não, Tereza, não vou. - Parece que vocêjá se deCidiu a
respeito do que vai fazer. Creio que ninguém poderia
demovê-la de seu propósito de abandonar o lar. Assim, tal­
vez o que tem a fazer seja partir. - Fiz uma pausa e acres­
centei: - Porém, quero que saiba, antes de partir nesta
noite, que existe um meio de sair dessa situação miserável,
se quiser tentar. - Embora ela permanecesse calada, seus
olhos imploravam ajuda.
- Lembra-se do que o Salvador ensinou aos que procu­
ravam ser seus disdpulos? Provavelmente já leu ou. ouviu
alguns desses ensinamentos muitas vezes. Lembra-se de
quando era menina e lhe pediam na Escola Dominical que
memorizasse os ensinamentos de Jesus chamados de Bem­
aventuranças? Hoje, enquanto você estava falando,
pude deixar de pensar que eles se aplicam ao seu problema.
- "Bem-aventurados os pobres de esp(rito. " O primeiro
pa,sso, Tereza, é conscientizar-se de que precisa do auxilio
'do Senhor. O Livro de Mórmon afirma que: ''Bem­
aventurados são os pobres em esp(rito que vêm a mim. " Es­
ta é a maneira pela qual você pode resolver seu problema -
pedindo ajuda ao Senhor. Mas como chegar a ele?
- "Bem-aventurados os que choram. " Chegamos ao
Salvador, manifestando um coração quebrantado e um es­
p(rito contrito. Em outras palavras, choramos pela condi­
ção que nos impede de nos tomarmos amigos dele e ter
sempre conosco o seu Esp(rito. Não me refiro à autocomi­
seração, Tereza, e sim ao tipo de pesar que purga os terr(­
veis sentimentos e desejos que existem em seu coração. O
Salvador então nos ensina como vencer essa depressão e de-
64
sespero, que constituem um fardo pesado para você neste
exato momento.
- "Bem-aventurados os mansos. "Ser manso e humilde
significa humilhar-se diante do Senhor epedir sua ajuda, para
que consiga sobrepujar suas fraquezas. O Salvador disse
também: "Minha graça basta aos mansos. " O que significam
essaspalavras? "E se os homems vierem a mim, mostrar-lhes­
ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens, a fim de que
sejam humildes... porque caso se humilhem perante mim e
tenham fé em mim,então farei com que as coisas fracas se
tomemfortes para eles. " (Éter, 12:26, 27.)
- Portanto, irmã, você descobriu udJ:a fraquezq''em sêu ·
caráter que a impede de ter o Esp(rito do Senhor. Não quer
receber as bênçãos que farão com que consiga véncer as
suas imperfeições? Não gostaria de desfrutar a g.legria e fe­
licidade que não teve em sua vida nos últimos meses?
- "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque eles serão cheios do Espírito Santo. "Essa é a bênção
de que você necessita tão desesperadamente. Conside­
remos agora as demais bem-aventuranças ensinadas pelo
Salvador.
- Quer ser mais bondosa ? "Bem-aventurados os miseri­
cordiosos. "
- Realmente deseja vencer a hipocrisia ? ''Bem­
aventurados os puros de coração. "
- Quer ter paz em seu lar? "Bem-aventurados. os pacifi­
cadores. "
- Existe ainda um ensinamento a respeito depser capaz
de suportar perseguição. Mas o que podemos dizér a respei­
to de suportar a tensão e perseguição que o adverlário exer­
ce em seu lar?
- O principal, irmã, é que, se realmente deseja adquirir
esses atributos, eles estão ao seu dispor, se tiver "fome e se­
de" deles. Esta é a justiça a que o Salvador se refere - es­
tas são as bênçãos que recebemos, quando somos cheios do
Esp{rito Santo. Reconhecendo sua necessidade de depender
todos os dias, até mesmo a toda hora, de nosso Senhor,
orando e jejuando, você pode sobrepujar esse problema
que a está conduzindo a tal miséria. Eis uma promessa do
Salvador:
- E agora, meus filhos, lembrai- vos, lembrai- vos de que
é sobre a rocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de
Deus, que deveis construir os vossos alicerces, para que,
quando o diabo lançar afúria de seus ventos, sim, seus dardos
no torvadinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta
tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos
arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa
da rocha sobre a qual estais edificados que é um alicerce
seguro;- e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não
cairão' (Helamã 5:12.)
Então testifj,quei a respeito da veracidade desses princí­
pios. Suas lágfiJnaSJ a primeira evidência de arrependimen­
to, disseram .
''
ue ela também sabia que eles eram verda­
deiros. Hav.i a solução. Ainda restava uma esperança.
Talvez pela prtmeira vez em sua vida, ela começou a sentir
como o evangelho se torna uma força para resolver nossos
problemas, refinar nosso caráter e ajudar-nos a ser mais se­
melhantes a Cristo em nossa disposição.
Antes de partir naquela noite; ajoelhamo-nos juntos em
oração. Quando nos levantamos, eu tinha plena certeza de
que ela não abandonaria seu marido e seu lar.
65
Já se passaram sete anos desde que ocorreu aquele
incidente. Tereza e Ricardo acrescentaram mais três filhos à
sua fam{lía. Nãofoi fácil vencerem os problemas; na verdade,
tiveram que se esforçar muito. Gradualmente, entretanto,
através da aplicação diária dos princípios ensinados pelo
Salvador, ela encontrou uma força que jamais conhecera.
(Baseada numa experiênica verídica.)
Como aconteceu com Tereza, você tambémpode achardifícil
vencer suas fraquezas e problemas. Mas, sentir-se-ia
justificado, se deixasse de se esforçar por subir a escada que
conduz à peifeição? Pode notar como é possível progredir,
dando um passo de cada vez procurando atingir sua meta
primordial que é alcançar a peifeição?
Sugerimos que releia agora o resto do Sermão da Montanha,
fazendo a si mesmo esta pergunta: Como posso aplicar as
qualidades sugeridas por Jesus, que me ajudarão a crescer e
alcançar a peifeição?
Marcos Lucas João
Capernaum, Galiléia.
8:5- 1 3 7:I-10
Cura do Servo do Centurião.
Naim, Galiléia.
Jesus Levanta dos
7: I I-I7
Mortos o Filho da
Viúva de Naim.
Galiléia. I I :2-24,
7: I 8-35
João Manda Emissários. 28-30
Uma mulher Unge Jesus
7:36-50
na Casa de Simão.
SAMARIA
Outra Viagem Através
8: 1-3
da Galileia.
NISAN Capernaum, Galiléia.
Declaração a Respeito 1 2:22-37 3:22-30
de Belzebu.
Jerusalém Discurso Sobre Sinais
12.38-45•
e Testemunho.
Belém• Sua Mãe e Seus Irmãos
1 2:46-50 3:3 1-35 8: 19-21
o Procuram.
JUDEIA
9
"<laualqutt que jfí?tt
a �ontabt bt ,fMru �aí"
TEMA:
Através da observância dos mandamentos, escolhemos Cris­
to como nosso Pai e nos tornamos seus filhos e filhas.
INTRODU��
"E estendendo a mi/o para os discfpulos, disse: Eis aqui
minha mi/e e meus irmãos;
•'Porgue, qual9uer que fizer a vontade de meu Pai..que
está nos céus, .este é meu irm(io, e irmã e mãe.
,
. (Mateus
12;:49-j().J
UnJa vez a respeito dofato de que você se
tornou ·um embro dáfamília de Cristo e também co­
'herde�ro com Jesus de)udo o que seu Pai
.
Celestialpossui?
Comopóde tornar-se seufilho ou filha?
·Nesta liçiio, você caminhará ao lado de Jesus, enquantu
ele cura os enfermos. levanta o� mortos efala a respeito de
Satanás. Também lerá os ensinamentos do.Salvador sobre
çomo podemos ter um relacionamen'lo,.Jawili,ar -ç.om ele.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
QComentários 3Jnterpretatíbos
(9-1) Mateus 11:2,3. João Duvidou de Que Jesus Era o Mes­
sias?
"Freqüentemente surge a questão sobre por que João man-
67
dou seus discípulos fazerem tal pergunta a Jesus. Muitas pes­
soas têm imaginado se é possível que o próprio João não tives­
se certeza da identidade e chamado divino de Cristo. Devemo­
nos lembrar, entretanto, que o último testemunho registrado
por João Batista foi feito a seus discípulos, numa ocasião em
que eles estavam preocupados com a crescente popularidade
de Jesus. João recordou-lhes que ele não era o Messias, e que
deviam deixá-lo e seguir a Jesus. Esse fato aconteceu muitos
meses antes do presente acontecimento que estamos discutin­
do. Parece que uma das experiências mais difíceis para João
era persuadir seus discípulos a deixarem-no para seguir a Cris­
to, do qual havia testificado. Agora, meses após o batismo de
Jesus e depois que João havia tentado inúmeras vezes
persuadi-los, ele encontrou alguns de seus discípulos ainda re­
lutantes em se afastarem dele para seguir seu verdadeiro Mes­
tre. Parece mais consistente que o motivo de João enviar dois
discípulos para falarem com Jesus foi uma tentativa de fazer
com que eles o seguissem, do que de certificar-se a respeito de­
le. A pergunta que eles deviamfazer erapara a edificação de­
les, e não para a de João. Ele sabia, como nenhum outro,
quem era Jesus, e sabia-o há muito tempo, pois havia recebido
revelação dos céus nesse sentido. Tinha visto com seus pró­
prios olhos, escutado com seus próprios ouvidos e recebido o
testemunho do Espírito Santo. Até mesmo havia recebido o
ministério dos anjos, quando se encontrava na prisão. A res­
posta mais satisfatória parece ser que João enviou seus discí­
pulos para inquirirem Jesus a respeito de sua identidade, a fim
de que eles mesmos pudessem afinal certificar-se da veracidade
do que João estivera testificando durante todos aqueles meses.
Essa resposta parece mais consistente com a certeza que ele ti­
nha de que Jesus era o Redentor, com o testemunho que pres­
tou a seus discípulos e a relutância natural dest�s em o deixa­
rem.
�eção 3
"Talvez precisemos fazer uma pausa aqui e declarar que não
havia antagonismo entre Jesus e João. Uma pessoa não precisa
esquecer ou rejeitar completamente João para aceitar Jesus.
Porém, Cristo era o Filho de Deus e João o profeta do Senhor.
Não pode haver comparação entre os dois; e João não queria
que houvesse noções errôneas entre seus próprios companhei­
ros a respeito da posição relativa entre ele e seu Mestre.'' (Mat­
thews, A Burning Light: The Li/e and Ministry of John the
Baptist, p. 92.)
(9-2) Mateus 11:11. Não houve Maior
Profeta Que João Batista.
"Por que João foi considerado um dos maiores profetas?
Não poderia ser em conseqüência dos milagres que realizou,
pois não realizou milagre algum; mas porque:
Primeiro. Fora-lhe confiada a divina missão de preparar o
caminho diante da face do Senhor. A quem foi confiada mis­
são semelhante, antes ou depois? A homem algum.
Segundo. Foi incumbido de batizar o Filho do Homem.
Quem, jamais realizou tal ato? Quem jamais recebeu tão gran­
de privilégio ou glória?
Terceiro. Tendo as chaves do poder, João era, nessa época,
o único administrador legal dos assuntos do reino, que então
se encontrava sobre a terra. Os judeus tinham que obedecer às
suas instruções, ou ser condenados pela sua própria lei; e o
próprio Cristo cumpriu toda a justiça, observando a lei
que dera a Moisés no monte, e dessa maneira magnificou-a,
honrando-a ao invés de destruí-la. As chaves, o reino, o poder,
a glória, tinham sido afastados dos judeus, e João, filho de
Zacarias, por bênçãos divinas e decreto celeste, possuía as cha­
ves do poder naquela época. Essas três razões fazem de João o
maior profeta nascido de mulher. (Smith, Ensinamentos. pp.
269-270.)
(9-3) Mateus 11:11. Quem Era Considerado o
"Menor no Reino"?
"A quem se referia Jesus, quando disse o menor? Jesus era
julgado como o menor a ter direito ao reino de Deus, e (conse­
qüêntemente) o que menos merecia ser aceito entre eles como
profeta. É como se tivesse dito: 'Aquele que dentre vós é con­
siderado o menor, é maior que João, ou seja, eu.' " (Smith,
Ensinamentos, p. 270.)
(9-4) Mateus 11:20-24. Existe um Lugar Chamado Inferno?
"A Igreja não ensina que existe um lugar chamado inferno.
68
É óbvio que não acreditamos que todos os que não recebem o
Evangelho eventualmente serão lançados no inferno. Não cre­
mos que o inferno seja um lugar onde os iníquos são queima­
dos eternamente. O Senhor preparou um lugar, entretanto,
para todos os que devem ser punidos eternamente pela viola­
ção de suas leis. . .
"Um lugar onde as pessoas que não podem ser redimidas e
são chamadas Filhos de Perdição, serão lançadas nas trevas
exteriores. Esse é o verdadeiro inferno para onde irão as pes­
soas que uma vez conheceram a verdade, tiveram um testemu­
nho dela e depois se afastaram e blasfemaram contra o nome
de Jesus Cristo. Esses são os que pecaram contra o Espírito
Santo, para os quais não haverá perdão, para quem o Senhor
disse que preparou um lugar. (D&C 76: 3 1 - 37; 88:32-33.)
"Todos os que herdarem o reino telestial, que será um lugar
definido, como todos os outros reinos, serão punidos pelos
seus pecados. Satanás terá domínio sobre eles durante algum
tempo, até que tenham pago o preço de seus pecados, antes de
entrarem naquele reino telestial.
"Esta terra será um reino celestial quando for santificada.
As pessoas designadas ao reino terrestrial terão que ir para al-
guma outra esfera preparada para elas. Os que entram no rei­
no telestial, terão que ir igualmente para outra terra preparada
para eles. Haverá ainda outro lugar chamado inferno� onde
habitarão o diabo e os indivíduos que receberam o castigo de
acompanhá-lo. É evidente que as pessoas que herdarão o reino
telestial e terrestrial receberão o castigo eterno de saber que
poderiam ter voltado à presença de Deus como seus filhos e fi­
lhas, se tivessem guardado os mandamentos do Senhor. Isto
será um tormento para elas, e nesse sentido será um inferno.''
(Smith, Answer to Gospel Questions, Vol. 2 pp. 208- 10.)
(9-5) Mateus 12:30. "Quem Não é Comigo é Contra Mim."
"Ao cumprir seu ministério, Jesus foi recebido com diversas
reações. Havia pessoas que o aceitavam gratamente e o se­
guiam a onde quer que fosse, e tentavam viver seus ensinamen­
tos. Outros havia que eram indiferentes, e outros ainda que se
lhe opunham abertamente. Assim o povo daquela época tinha
diante de si um claro e operante exemplo da lei da oposição em
todas as coisas. De um lado, estava Jesus pregando o caminho
da vida; do outro, os escribas e fariseus que o combatiam a ca­
da momento. Entre eles, havia também as pessoas que eram
indiferentes. Podemos determinar se eram a favor de Jesus ou
contra ele, ou se eram apenas, como dizemos, indiferentes?
Quero que se lembrem de que as pessoas indiferentes não cum­
priam os mandamentos e com sua indiferença encorajavam
outras pessoas a procederem da mesma forma; e quando estas
assim faziam. também se recusavam a obedecer aos manda­
mentos do Senhor, seu Deus.
"Essas pessoas indiferentes construíam uma barreira contra
Cristo e, propagando o espírito de desobediência, tornavam-se
um obstáculo para ele e seu trabalho. Foi por essa razão que o
Senhor disse:
" 'Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não
ajunta, espalha.' (Mateus 12:30.)" (Mark E. Petersen em CR,
abril de 1 945� pp. 41-42.)
(9-6) Mateus 12:31. Sob Que Condição
Recebemos Perdão?
Portanto eu vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará
aos homens que se arrependem e recebem a mim; mas a blasfê­
mia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens.
(Mateus 1 2:26. Versão Inspirada.)
(9-7) Mateus 12:31. Qual é o Pecado
Contra o Espírito Santo?
Para pecar contra o Espírito Santo, uma pessoa deve rejeitar
o conhecimento que recebeu através do Espírito Santo. Como
ensinou o Profeta Joseph Smith: "Terá que dizer que o sol
não brilha, enquanto o vê. . .. . (Ensinamentos, pp. 349-50.) O
Élder Joseph Fielding Smith escreveu a respeito da certeza do
conhecimento revelado pelo Espírito e o quanto é grave negá­
lo:
"O testemunho do Espírito é tão grande e as impressões e
revelações da verdade divina tão poderosamente reveladas,
que o recebedor adquire uma convicção da verdade que não
pode esquecer. Portanto, quando uma pessoa é assim esclare­
cida pelo Espírito e recebe o conhecimento de que Jesus Cristo
é o Filho de Deus na carne, e depois se afasta e luta contra o
Senhor e sua obra, o faz contra a luz e testemunho que recebeu
pelo poder de Deus. Portanto, sucumbiu ao mal, tendo pleno
conhecimento. É por esse motivo que Jesus disse que para tal
pessoa não haverá perdão.
"O testemunho do Espírito Santo é a mais forte evidência
que um homem pode receber.'' (Answer to Gospel Questions
Vol. 4 p. 92.)
(9-8) Mateus 12:32. Qual É a Diferença Entre Rejeitar
Jesus e Negar o Espírito Santo?
"Um homem que não recebeu o dom do Espírito Santo e
que desse modo jamais 'provou do dom celestial' , pode ser
69
ctCapítulo 9
culpado de blasfemar contra Jesus Cristo e ser perdoado sob
condição de arrependimento; porém, tão grande é o testemu­
nho recebido através do Espírito Santo, que, se ele se voltar
contra o Senhor e combater a sua obra, não haverá perdão.
Derramar sangue inocente não se limita a tirar a vida de pes­
soas inocentes, mas também inclui procurar destruir a palavra
de Deus, e envergonhar a Cristo abertamente. As pessoas que
conheceram a verdade e depois combatem os servos autoriza­
dos de Jesus Cristo, assim fazendo também lutam contra ele,
pois quem combate seus servos também luta contra ele e se tor­
na culpado de derramamento de seu sangue." (Smith, Answer
to Gospel Questions, Vol 1 . pp:63-64.)
t)ontos a J)onberar
SATANÁS TORNA-SE O PAI DAS PESSOAS
QUE REJEITAM JESUS CRISTO
iseus blasfemar/ores
Yo$ malignos pelo·
"C. . , .,
�. f!Proveitou·es-
rite era o Filho de
&eção 3
doalém da
.
Bíblia comum para alicerçar esses conceitos, de­
via serevidente que tal conc�usão é absurda e ilógica, pois o
contexto dessapassagem diz que Satanás nãopode expulsar
a sipróprio. Porém, na Versão Inspirada, f!Prendemos que
os outros judeus que expulsavam demônios eram pessoas
que haviam recebido o Espírito de Deus, o quesignifica que
haviam sido '�!�tizados, eram membros .da Igreja, possuíqrn
o sacerdócio e andavam reta efielmente diante do Pai. Os
fa�sos ministros não expulsavam, não expulsam, n(io expul­
sarão e nãopodem expulsardemônios. " (I)NTC. Vol. 1. p.
269.)
Terceiro: Examine Mateus 12:33-35.. O que Jesus estápe­
dindo aosfariseus?
<�Sede.consistentes, ófariseus; examinaise aárvore é boâ
ou má; sefor boa para expulsar demónios,,e eu os expulso,
então é boa a minhá 9bra, pois uma árvore é conhecidapor
seusfrutos; porém se sou mau como dizem, então deve ser
iniqüidade curar os possuídos por espíritos malignos, pois
uma árvore corrupta produz maus frutos. "(McConkie,
DNTC Vol. 1, p. 275.)
Quando Jesus instruiu osfariseus quanto a sua divinda­
de, estava ao mesmo tempofazendo uma acusação. Poste­
riormente, disse-lhes que, ao rejeitarem-no como
.
o Mes- ·
sias, estavam realmente cumprindo o que o haviam acusado
de fazer: tinham éscolhido o demónio como seu pai. (Ver
João 8:44.)
QUANDO OBEDECEMOS AOS MANDAMENTOS,
ESCOLHEMOS A CRISTO COMO NOSSO PAI
Leia novamente Mateus 12:49, 50, e depois o texto abaixo,
inclusive as escrituras nele mencionadas:
Em sentido evangélico, os homens t�m muitos pais. Al­
guns desses. relacionamentos entre pai efilho sUo:
O pai do corpo espiritual: Romanos' 8:16
Opai do corpo f�ico. Hebreus·12:9
70
Pais no sacerdócio:
O Pai que nos salva.
!·
�'Osfiéis portadores do
Sacerdócio de Melquise­
deque, seja qualfor a
�ua linhagem, se tornam
por adoção filhos de
Moisés e Aarão. (D&C
84:6,31-34)'' (McCon­
kie, Mormoil Doctrine,
pp. 145-46.)
Tiago 1:17-18
Mosias 5:7
Todos esses relacionamentos entre pai efilho �do vitais,
pois, se qualquer delesfosse omitido, cessa{{a o progresso
para a perfeição.
·
Cada um desses relacionamentos da vida requer condi­
ções básicas. Por exemplo, a vidafísica requer oxigênio; se
ele faltar, ela deixará de existir. · ·
Da mesmaforma, tornar-semembro dafamília de Cristo
(opropósitofinale maisglorioso de todos os relacionamen­
tos da vida) envolve certas condições. Se nãoforem cumpri­
das, o candidado mio pode ser membro dafamília de Jesus.
O quefez Maria, o que os outrosfilhos dela e você têm
que Jazer para se tornarem membros da família de Jes,us?
(Ver Mateus 12:49-50.)
(9-9) Podemos Tornar-nos Membros da Família de Jesus Cris­
to.
Este é um tipo de relacionamento familiar reservado para as
pessoas que são fiéis. É um princípio muito elevado e comple­
menta o fato de que todos os homens são filhos espirituais do
Pai Eterno...
Esta é urpa doutrina gloriosa e extraordinária. Somos filhos
e filhas do Deus vivo, filhos do grande Jeová, descendentes
adotivos do Senhor Jesus Cristo. Tomamos sobre nós o seu
nome. Somos membros de sua família. Ele é nosso Pai."
(McConkie," The Ten Commandments of A Peculiar
People," Speeches of the Year, 1975, p. 30.)
�a:pítulo 9
7 1
o Mar da Galiléia
CD
Fala a Respei-
,§
8 : 1 8-22 4:35-4 1 9:57-62
:: to do Sacri fício .
�
:a Apazigúa a Tempestade
I Outono do ano 3 1 A.D.
8:23-27 8:22-25
"'
i
Gergesa, Tetrarquia
de Filipe.
Legião de Demônios e
8 :28-34
5 : 1 -2 1 8:26-40
Volta Para a Outra
9: 1
Banda
SAMARIA Capernaum, Galiléia.
NISAN Filha de Jairo e
a Mulher Com
9: 1 8-26 5:22-43 8:4 1 -48
• Peréia Fluxo de Sangue.
Cura de um Cego e
9: 27-34
Expulsão de Demônios.
Parábolas no Mar
da Galiléia .
1 3 : 1 -53 4: 1 -34 8:4- 1 8
JUDÉIA
Segunda Rejeição 1 3 : 54-58 6: 1 -6
em Nazaré
lO
"� jfalou-ll]e1l be ,ifMuíta1l <!Coí1la1l
l}or l}arábola1l· •
TEMA
As parábolas de Jesus transmitem uma mensagem especial
ás pessoas que estão espiritualmente em sintonia.
TâlVet �sl'eja interessado em saber que estamos chegando
quase à metade dos três anos de miniStérios do Salvador.
ElepàSsou''ft'sSe tempo principalmente em sua terra natal. a
Galiléia� ·Embora o desfavor fosse aumentado vagarosa­
mentej ch�goufinalmente a transformar-se em franco repú­
.dio e oposição, - tudo isso apesar de suas obras portento­
sas. Até mesmo opovofavorecido deNazaré o havia rejeita­
do e tornaria a repelir o Messias que crescera em seu
Com seu característico bom senso e equilfbrio. Jesus en­
frentou as multidões de ouvintes antagônicos com um mé­
todo suiif de ·eMino. para esconder sua mensagem dos in­
crédulos.; Começou então a ensinarporparábolas.�-·' ·�};�,·:·�·:·<��W; .
Antes de prosseguir, leia todas.as escrituras do quadro.
73
'!Comcntáriog 3tnterpretatíbog
00-1) Mateus 8:28-34. Por que o H omem Falava de Modo
Tão Confuso, Dizendo: " Legião o Meu Nome,
Porque Somos Muitos"
"A dupla consciência ou personalidade múltipla do homem
fica aqUi aparente. Estava tão completamente possuído por es­
píritos malignos, que não mais podia distinguir entre sua per�
sonalidade individual e a deles." (James E. Talmage, Jesus, o
Cristo, p. 302.)
(10-2) O Significado Das Curas Feitas por Jesus.
"As curas realizadas por Jesus seguiam este .padrão: ( 1 )
Eram feitas devido à fé do povo entre o qual ministrava; (2) Para
a mentalidade judaica, elas eram e deveriam ter sido evidências
convincentes da missão divina do Senhor dos céus que cami­
nhava entre eles; (3) Como atos de misericórdia e compaixão,
eram de um benefício e bênção inestimáveis ao sofredor e en­
fermo daquela época; (4) Elas ocorriam de acordo com as pro­
fecias messiânicas feitas por homens inspirados que viveram
em épocas anteriores. Ao Rei Benjamim, por exe_mplo, um an­
jo santo, ao falar do ministério mortal de Jesus, disse: E
fará grandes milagres entre os homens, como curar os
enfermos, levantar os mortos, fazer andar os coxos, dar vista
aos cegos, fazer ouvir os surdos e curar toda espécie de
enfermidades.' (Mosias 3:5)" (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp.
1 �8-59.)
�eção 3
(10-3) Qual é a Chave Para se Entender as Parábolas?
"Tenho uma chave para entender as escrituras. Pergunto:
Qual foi o problema que ocasionou a resposta, ou o que levou
Jesus a contar a parábola?"(Smith, Ensmamentos, p. 270)
(10-4) Qual é a Singular Mensagem Profética
Que se Encontra nas Parábolas Conti-
das no Capítulo 13 de Mateus?
''Em seguida passarei a comentar as palavras do Salvador
que se encontram registradas no décimo terceiro capítulo do
evangelho de Mateus, palavras essas que, penso eu, Jazem­
nos entender esse importante tema que é a coligação, de modo
tão claro como qualquer outro assunto registrado na Bíblia. "
(Smith, Ensinamentos, pg. 92 Itálicos adicionados.)
(Observação: Atualmente está progredindo o processo de
coligação dos descendentes de Israel que se encontram espa­
lhados pelo mundo. Esse processo permite que eles sejam gra­
dualmente alcançados em todas as nações da terra e se lhes
concedam os benefícios do evangelho. As chaves para prosse­
guir e completar esse grande projeto foram restauradas por
Moisés, quando apareceu a Joseph Smith e Oliver Cowdery,
no Templo de Kirtland. (D&C 1 10: 1 1 .) A coligação .não se
completará até que todas as tribos de Israel estejam estabeleci­
das em suas próprias terras de herança. (Jeremias 16:14, 1 5.)
Já as parábolas que se encontram no capítulo treze do Evange­
lho de Mateus, salientam os passos e elementos principais des­
se processo, começando com o plantio da semente do evange­
lho no meridiano dos tempos (Parábola do Semeador), e cul­
minando com a separação final dos iníquos dos justos (Pará­
bola da Rede).
(10-5) Mateus 13:3-8. Qual Era o Propósito
Principal da Parábola do Semeador?
"Essa parábola foi proposta para mostrar o efeito de se pre­
gar a palavra; e acreditamos que há uma alusão direta ao co­
meço ou estabelecimento do reino naquela época." (Smith,
Ensinamentos p. 97. Itálicos adicionados.)
(10-6) Mateus 13:9-17. Por que Somente Al2umas
Pessoas Recebem as Palavras do Salvador'!
''. . .A condenação dada ao povo por não receber suas pala­
vras foi que não quis ver com seus olhos nem ouvir com seus
ouvidos; não porque não pôdia, nem que não tinha o privilé­
gio de ver e ouvir, mas estavam seus coraçõescheiosde iniqüi­
dade e abominação; assim como os vossos pais fizeram, vós
também o fazeis. '. . .
"Concluímos, portanto, que o motivo por que a multidão
74
ou o mundo, como diz o Salvador, não recebeu um esclareci­
mento de suas parábolas, foi a incredulidade. 'A vós (disse ele
falando aos seus discípulos) é dado conhecer os mistérios do
reino dos céus.' (Mateus 13: 1 1) E por quê? Por causa da fé e
confiança que tinham no Senhor." (Smith, Ensinamentos. pp.
93-94 Itálicos adicionados.)
(10-7) Mateus 13:25. Que é Joio?
"O autor do artigo ' Joio' no Dicionário Smith diz: 'Os críti­
cos e expositores concordam que o plural grego zizania, A.V.
'Joio', da parábola (Mateus 13:25) indica a ttrva daninha cha­
mada 'cizânia com praganas' (Lolium temulentum) erva esta
que se espalha muito, e a única espécie deste tipo que tem pro­
priedades nocivas. A cizânia com arestas, antes de se transfor­
mar em espiga, tem uma aparência muito semelhante à do tri­
go, e as raízes das duas plantas frequentemente se entrelaçam.
Eis a razão de ter sido dada ordem para deix�r o joio até a épo­
ca da colheita, para que, ao arrancar o joio, os homens "não
arrancassem também o trigo com ele" . A cizânia é facilmente
distinguível do trigo e da cevada quando desenvolvida, mas
nos primeiros estágios de crescimento, "o exame mais minu­
cioso freqüentemente não consegue revelá-la. Até mesmo os
fazendeiros, que neste país geralmente capinam seus campos,
não tentam separar um do outro. . . O gosto é amargo, e.quan­
do ingerido separadamente, ou mesmo misturado no pão co­
mum, causa tonturas, e muitas vezes age como emético violen­
to" . A citação secundária é de The Land and the Book, de
Thompson, ii, 1 1 1 , 1 12. Já foi afirmado que a cizânia é uma
espécie degenerada de trigo; e tentativas foram feitas para em­
prestar um significado adicional à instrutiva parábola do Se­
nhor pela introdução dessa idéia.
Entretanto, não existe garantia científica para essa concep­
ção forçada, e os estudantes conscienciosos não serão engana­
dos por ela." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 291 .)
(10-8) Mateus 13:30. Qual É Colhido Primeiro,
O Trigo ou o Joio?
Essa passagem indica que o joio é colhido primeiro,mas ob­
serve esse mesmo versículo da Versão Inspirada.
"Deixai crescer ambos juntos até ã ceifa; e por ocasião da
ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o trigo no meu celei­
ro; e o joio, atai-o em molhos para o queimar." (Mateus
1 3:29, Versão Inspirada. Ver também D&C 86:7.)
(10-9) Mateus 13:29,30,38. O Joio Representa a Iniqüidade
Que Existe Fora da Igreja ou a dos
Próprios Membros da Igreja?
"Através dessa parábola, não só ficamos sabendo do esta­
belecimento do reino nos dias do Salvador, o qual é represen­
tado pela boa semente que deu fruto, mas tambémsobre acor­
rupção dentro da Igreja, que é representadapelo joio semeado
pelo inimigo. E esse inimigo, se o Safvador permitisse, teria si­
do extirpado da Igreja pelos seus discípulos. Mas ele, sabendo
todas as coisas, disse-lhes: Não! Foi como se lhes tivesse dito:
As suas idéias não são acertadas; a Igreja está em sua infância,
e, se derem um passo tão precipitado, destruirão o trigo, ou a
Igreja, junto com o joio; portanto é melhor deixá-los crescer
juntos até à ceifa (Mateus 1 3:30), ou o fim do mundo, que sig­
nifica o extermínio dos iníquos. . ." (Smith, Ensinamentos, p.
95. Itálicos adicionados.)
Você poderia estudar também D&C 86: 1-7, onde o Senhor
volta a fazer uso dessa parábola em nossos dias e fornece mais
chaves para sua compreensão.
(10-10) Mateus 13:31. O Pé de Mostarda.
"A planta da mostarda atinge, na Palestina, um desenvolvi­
mento maior do que na maioria dos climas do norte. A lição
da parábola é fácil de se perceber. A semente é uma entidade
vivente. Quando plantada corretamente, absorve e assimila os
elementos nutritivos do solo e da atmosfera, cresce, tornando­
se capaz de prover abrigo e alimento para os pássaros. Da mes­
ma forma, a semente da verdade é vital, viva, capaz de se de­
senvolver de maneira que possa fornecer abrigo espiritual a to­
dos os que a procuram. Em ambas as concepções, a planta, na
sua maturidade, produz semente em abundância, e assim, com
um simples grão, um campo inteiro pode ser coberto." (Tal­
mage, Jesus, o Cristo, p. 281 .)
(10-11) Mateus 13:31,32. A Que Estágio da Coligação
se Refere a Parábola do Grão de Mostarda?
''O Senhor também lhes propôs outra parábola, que fazia
75
<!Capítulo lO
alusão ao reino que de.veria ser estabelecido pouco antes ou
justamente no tempo da colheita., dizendo: 'O reino dos céus é
semelhante ao grão de mostarda. . .' Podemos ver claramente
que essa parábola representa a Igreja como virá ao mundo nos
últimos dias.
"Consideremos o Livro de Mórmon, que um homem tomou
e escondeu em seu campo, plantando-o com fé, para que bro­
tasse nos últimos dias ou no devido tempo; e eis que o vemos
sair da terra, na verdade, a menor de todas as sementes; eis que
se ramificou, sim, erguendo-se altaneiro, cheio de ramos e ma­
jestade divina até tornar-se, como o grão de mostarda, a maior
de todas as vegetações. É verdadeiro, brotou e saiu da terra. A
justiça começa a descer dos céus, e Deus está enviando seus po­
deres, dons e anjos para que se aninhem em seus ramos."
(Smith Ensinamentos, pp. 95-96.)
(10-12) Mateus 13:31,32.0 Que Representam os "Pássaros
do Ar" que Descem Para se Alojar Nos Ramos do
Pé de Mostarda?
"O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda. O grão
de mostarda é pequeno, mas produz uma grande árvore, em
cujos ramos se aninham as aves. As aves são os anjos. De ma­
neira que os anjos descem, unem-se para congregar os filhos, e
os reúnem. Não podemos aperfeiçoar-nos sem eles, nem eles
sem nós. Quando essas coisas acontecerem, o Filho do Ho­
mem descerá, e se assentará o Ancião de Dias; e nós podere­
mos ficar na companhia de muitos milhares de anjos,
comunicar-nos com eles e receber suas instruções. (Smith, En­
sinamentos, p. 1 55.)
�eção 3
(10-13) Mateus 13:33. A Parábola das Três
Medidas de Farinha.
"Entende-se por esta parábola que a Igreja de Jesus Cristo
dos Santos dos Últimos Dias surgiu de um pouco de fermento
que foi introduzido em três testemunhas. Vejam quão seme­
lhante é esta idéia da parábola! A Igreja está levedando rapida­
mente a massa, e logo tudo estará levedado." (Smith, Ensina­
mentos, p. 97.)
(10-14) Mateus 13:52. O Exemplo do Pai de Família
Produzindo Coisas Novas e Velhas.
"As obras segundo esse exemplo são representadas pelo Li­
vro de Mórmon, que sai do tesouro do coração; também os
convênios dados aos santos dos últimos dias e a tradução da
Bíblia; e desse modo, se tiram do coração coisas novas e ve­
lhas, correspondendo às três medidas de farinha que estão sen­
do purificadas devido a uma revelação de Jesus Cristo, e à mi­
nistração dos anjos que iniciaram esse trabalho nos últimos
dias, e que corresponderá ao fermento que levedou toda a
massa." (Smith, Ensinamentos, pp. 99-100.)
(10-15) Mateus 13:54-58. O que Significou a Segunda Rejeição
em Nazaré?
"Os nazarenos testemunharam contra si prqprios, pois ti­
nham o conhecimento absoluto de que seu concidadão excedia
em sabedoria e realizava obras maravilhosas, muito além do po­
der humano; e ainda assim, o rejeitaram. De acordo com as
leis eternas que Jesus mesmo decretou na eternidade, os mila­
gres são frutos da fé. Sempre que há fé, há sinais, milagres e
dons do Espírito. Quando ela falta, não podem ocorrer essas
maravilhas." (McConkie, DNTC, Vol. I , p. 322.)
.tlontos a ..tlonberar
O PROPÓSITO DAS PARÁBOLAS
(10-16) Os Que Tiverem Ouvidos Para Ouvir, Ou.-irão.
Nosso Senhor empregou parábolas em muitas ocasiões de
seu ministério, para ensinar verdades do evangelho. O seu pro­
pósito, entretanto, ao contar essas histórias curtas, não era
apresentar as verdades do evangelho claramente, para que to­
dos os ouvintes as compreendessem. Pelo contrário eram con­
tadas de modo que escondesse a doutrina envolvida, para que
somente os letrados espirituais pudessem compreendê-las, en­
quanto as pessoas de entendimento obscurecido permaneciam
nas trevas... A diferença de aceitação à verdade demonstrada
pelos judeus, entre os quais nosso Senhor pregou na mortali­
dade, e a dos nefitas, que ele visitou após a ressurreição, é cla­
ramente evidenciada pelo fato de haver dado pelo menos 40
76
parábolas aos judeus, enquanto que aos nefitas não ensinou
por parábolas e sim com clareza." (McConkie, Mormon Doc­
trine, pp. 553-54.)
Leia novamente Mateus'/3:10-13. Q�al .era o verdadeiro
propó�ito dasparábolas?
A PARÁBOLA DO SEMEADOR SIMBOLIZA AS
PESSOAS QUE ESTÃO PREPARADAS PARA
RECEBER A PALAVRA, CONTRA AS QUE
N ÃO ESTÃO.
Examinemos agora uma parábola, para que descubramos
sua interpretação:
Jesus indicou que há dois resultados gerais quando o evan­
gelho é pregado. Quais são eles? Leia Mateus 7:24-27. Observe
como a parábola do semeador representa essas duas possibili­
dades:
Desobediência
Aquele que ouve
estas minhas
p�lavras e as não
cumpre. (Mateus
7:26.)
Obediência
Todo aquele, pois
que escuta estas
minhas palavras e
a s pratic a .
(Mateus 7 : 24 . )
1 . A Beira do
caminho.
2.· Lugares .
pedregosos
·
, · 3. Entre espinhos.
4à. Boa terra.
(Frutificou 30
por um)
4b. Boa terra.
(Frutificou 60
por um)
4c. Boa terra.
(Frutificou 100
por um)
_ ,..r·
Para compreender melhor os ensinamentos contidos nes­
ta parábola, examine os significados de alguns símbolos
priJJcipais alistados abaixo:
A SEMENTE A PALAVRA DE
DEUS (Lucas 8: 1 1 . Ver'
também Alma
32:28.)
O SEMEADOR' A PESSOA QUE
PREGA A "'''
PALAVRA PP
DEUS (Marcos 4: 14 �e
Alma 32:27,28..)
O CAMPO
· os SOLOS DIFERENÇA DE
RECE�TIVI-
DADE A
(Mateus 13:38.)
PALAVRA DE
:·DEUS NO
CORAÇÃO DOS - -·.
HOMENS. (Mateus -1 3 : 1 9 e
RESULTADOS
(OBRAS)·
PRODUZIDOS. .
NA.VIDA DOS
.QúVINT�S DA
PALAVRA.
Alma 32:28.)
_(Lucas 8: 1 5 e
Mateus 7: 16- 19.)
Com.es�es..conceitos em mente, use a ativü:!ade � s�guir
para..estudar asdiversas respostas às verdadesdo evangelho
demonstrod�,.na parábola do -semeador:
· o ·
=
z 00.
"""" CI:J
o
.
g � � i·
o == oo �
; Q s � �
-� Q. ·� o=- oo � =
�· �· �,.�
óltlflaS de. quadrados à esquerda referem-se ·
'('
atrO tipos de solo.
·
fndigue com um ·sinal, a
·c ição enumerada à direita que corresponde a
da solo. (As respo�tas· se encontra�- no final
desta lição.) , · ..
O semeador está disposto a lançar a se­
mente neste solo.
O solo (coração) é suficientemeiue -
brando para receber (crer, aceitar) a se- .
mente (evangelho. )
O O, D . D c.> O solo é bastante profundo é fértil pa­
ra permitir que as raízes da semente se
expandam (desenvolver uma fé perma- ·
nent�). pela qual ela podé permanecer
viva 'sob o calor causticante do sol .
(problem�s e p.rovas da fé:)
Gl O 'O O D.
··...;g_"'"""""'"""""'�·--"'""'-''..:;,._,·
O solo é suficientemente prófundo e li­
· ,vre de ervas daninhas (filosofias, pa-
77
([apítulo 1O
drões e deseJos mun�anos), para· que ·
não exista competição entre as .raízes, .
nenhum choque interior de forças, · e
· nenhum meio de toldar a luz que pro-.
·
vém do alto, ·de ·
módo q·u.e a planta
possa. crescer e pr
.
oduzir.frutos com ré­
. gularidade· e abundância.
Ó comentário que segue ajudá-to-á a entender como esia
graflde patâbola. de Jesus se-refle�e na vida pessoal dos que
são '"ouvintes .da' palavra."
(10-17) O Solo ao Pé do Caminho (Mateus 13:4, 19;
Marcos 4:4, 25; Lucas 8:5; 12.)
O que faz com que o coração endureça? O Profeta Joseph
Smith nos deu a seguinte explicaçã0:
"São aqueles homens que não têm nenhum princípio de
honradez em si mesmos, cujos corações estão repletos de peca­
do, e não demonstram o menor desejo de conhecer os princí­
pios da verdade, são os que não compreendem a santa palavra
da verdade, porque não há neles o desejo de serem justos.
(Smith, Ensinamentos, p. 94.)
(10-18) Os Lugares Pedregosos (Mateus 13:5,6; 20, 21;
Marcos 4:5, 6, 16, 17; Lucas 8:6, 13.)
(Observação: Assim como um rebento sem raízes não pode
sobreviver sob o calor do sol do meio-dia, o mesmo
1
acontece
àqueles que não possuem fé e testemunho reais. Perdem a con­
vicção e até mesmo o interesse ao serem alvo das pressões
exercidas pelas dificuldades e do ridículo. Embora não comen­
tasse diretamente a parábola do Salvador, o Presidente Heber
C. Kimball profetízou há mais de um século a respeito da con­
dição que ilustra a necessidade de termos uma fé profunda­
mente arraigada e capaz de suportar os desafios. A profecia
tem uma mensagem cada vez mais importante para a Igreja na
época atual, quando ela se defronta com um futuro desconhe­
cido.)
"Permiti-me dizer que muitos de vós vereis o tempo em que
çonhecereis todo tipo de problemas, provações e perseguições
que podeis suportar, e muitas oportunidades para demonstfar
que sois fiéis a Deus e à sua obra. Esta Igreja tem diante de si
muitos apertos pelos quais terá de passar até que a obra de
Deus seja coroada com a vitória. Para enfrentar essas dificul­
dades vindouras, será necessário que adquirais por vós mes­
mos um conhecimento da veracidade desta obra. Os proble­
mas serão de tal magnitude, que farão cair todo homem ou
mulher que não possuir esse conhecimento ou testemunho pes-
�eção 3
soal. Se ainda não o adquiristes, vivei dignamente e pedi-o ao
Senhor, e não cesseis de pedir enquanto não o obtiverdes. Se
assim não procederdes, não permanecereis.
"Lembrai-vos do que vos disse, pois muitos de vós viverão
para ver o cumprimento de minhas palavras. Tempo virá em
que nenhum homem ou mulher poderá viver com luz empres­
tada. Toda pessoa terá que ser guiada pela luz que existe den­
tro dela. Se não a tiverdes, como podereis permanecer?" (Ci­
tado por Harold B. Lee, em CR, outubro de 1965, p. 128; ver
também Orson F. Whitney, Life of Heber C. Himba/1, pp.
449-50.)
(10-19) Entre Espinhos. (Mateus 13:7, 22;
Marcos 4:7, 18, 19; Lucas 8:7, 14.)
O Élder Bruce R. McConkie declarou:
"Quando a semente cai entre espinhos, foi em terra boa, co­
mo se evidencia pelo crescimento das plantas indesejáveis. Mas
a planta boa logo definha e morre, pois não pode vencer a in­
fluência das ervas daninhas e cardos. O mesmo acontece aos
membros da Igreja que reconhecem que o Evangelho é verda­
deiro, mas não são valentes no testemunho de Jesus e não se em­
penham afirmativa e corajosamente em promover os interesses
da Igreja. O mesmo acontece aos santos que pensam mais nas
honras dos homens, nos padrões educacionais do mundo, nas
preferências políticas ou no dinheiro e propriedades do que no
evangelho. Eles sabem que a obra do Senhor foi estabelecida
na terra, mas deixam que os cuidados do mundo matem a pa­
lavra. Assim, em vez de ganharem a vida eterna, serão queima­
dos junto com o joio que os venceu." (DNTC, Vol. I , p. 289.)
{10-20) A Boa Terra. (Mateus 13:8,23; Marcos
4:8,20; Lucas 8:8,15.)
O Élder McConkie também declarou:
''Quando a semente cai em solo fértil e produtivo, e depois
recebe os cuidados necessários, ela produz uma boa colheita.
Porém mesmo neste caso, nem todos os santos têm uma co-
78
lheita igual. Existem diversos graus de crença receptiva; há
muitas variações de cultivo efetivo. Todos os homens, inclusi­
ve os santos, serão julgados de acordo com as suas obras; os
que cumpriram todas as leis do evangelho colherão cem por
um e herdarão a plenitude do reino do Pai. Os demais ganha­
rão recompensas menores nas mansões que para eles estão pre­
paradas." (DNTC, Vol. 1 . p. 289.)
E QUANTO AO SEU PRÓPRIO CORAÇÃO?
É esperado que, ao contemplar estes ensinamentos do Mes­
tre, examine seu próprio solo - seu próprio coração. Será que
ele necessita ser abrandado, é pouco profundo eprecisa ainda
de algum cultivo, ou até mesmo de se livrar de algumas ervas
daninhas?
Quando a semente do evangelho for semeada
em meu pobre coração ignorante,
espero que não encontre solo endurecido
nos trechos situados à margem do caminho.
Espero também que não caia em locais macios,
mas que possuem.o interior enrijecido,
onde os rebentos incrédulos e mal arraigados
estão fadados a jamais crescer.
Oro também para que não caia
na parte inculta onde os espinhos medram,
e asplantas fracas entre os cuidados mundanos
crescem estéreis e já quase mortas.
Que essa semente encontre um solo fértil •
uma profunda e limpa morada,
onde, ganhando vida, cresça vigorosa,
para o Pai Celestial que a semeou.
(Autor anónimo.)
RESPOSTAS
D D D D A
D D D D B
D D D D C
D D D D D
Qeapítulo 10
79
SAMARIA
Jerusaljm Jericó •
•
Monte Hermon
Região da
Cesaréia de Filipe
NISAN
• Peréia
ANO 32 A.D.
Inicía a Terceira
Viagem pela Galiléia
Galiléia.
Os Doze São Enviados.
Macaerus, Peréia .
Morte d e João
Capernaum, Galiléia.
Os· Doze Retornam
Betsaida, Tetrarquia
de Filipe.
Cristo Parte Para
Betsaida.
Mateus Marcos Lucas João
9:35-38 6:6
10: I ,5-42
6:7-12 9: 1-6
1 1 : 1
14: 1-12 6: 14-29 9:7-9
6:30 9: 10
14: 13 6:3 1 ,32 9: 10, 1 1
1 1
·'�t � ltttbtt
o que �u �nbíar,
JMt ltttbt a Jllím"
TEMA :
As pessoas que honram o sacerdócio que portam, são os re­
presentantes do Senhor e devem ser recebidos como seus em­
bai.xadores.
-Je�us ensin.ou �ma doutrinaprofund,a e reàÚzou milagres
, · po4erosos (}e acordo com afédopovo da Galilêfa. Aoj:Jro­
''pagario reJrzg,. ele voltou uma·segunda vez à cidade
.
do sua ·
· juventúde, Pftrrece�do a Nazaré outra oportunidade de ou­
-�ir,sua
:
.
.
vefdade-e reconhecer o seu ministério. Jesus testifi­
,;cou
.
..aâ;�ua diyindade, realizando obras maravilhosas, mas
· a'ê'qmpabc�o pela.h!Jmanidade,qué se havia manifestado
q JiequelJiêmente entÍ-e os discfpulos da Galiléia, encon­
lilroÚpqucoscôraçOe�prontos e recephvos em Nazaré. Jesus
partiu de lâ e·iniciou outrajornada pela G�liléia.
• ·Cristo dirige sua Igreja através de seus servos autoriza-
dos� homens santos que transmitem seup�der e sua vonta­
debos membros de toda-parte do mundo. Joãofoi um ser­
vo do Senhor,
.
maS ele, como seu Mest�e, seria mais tarde
rejeitado pelosjudeu� e morto por ordem de Herodes.
.
Jesus chamou outros.(liscfpulos, os quais comissionou e
enviou para qUf trabalhassem pela causa da verdade, com
. ·uma declaração que resume a maior honra e aprovação ter- · ·
:rena que épossfve/ conceber: ..Quem vos recebe, à mim me
. �ecebe. (Mateus 10:40.) Estafr�se dirigida aosservosdesua
époça, tambémse aplica a nós, St!Usservosdos últimosdias ·
�� um.princ.fpio eterno.
� :.: "' � �
8 1
De que maneira Jes�s chamou seus se�vos e os comissiô- ·
nou? Qu� in.cumbênciadeuaosDozeApóstolo$? O queâiS- .
se a eles� ou que instrução especiallhesdeu, antesdeenviá­
los à obra? Que significa receber os servos do Senhor? As
refer€nci� ·contidas neste capitulo, ajudá-lo-i/o a com­
preender essesproblemas e também farilo com que aprecié
melhor a posição destacada
'
dos ser�os dé Deus em qual•
.' quer época da história do mundo.� .·
·::.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
([omentário� 3Jnterpretatíbos
(11-1) Mateus 10:1-5. De Que Modo Jesus
Designou Seus Servos?
"O processo, segue um padrão bastante definido:
" 1 ?: A necessidade de um novo líder;
"2?: O líder é escolhido através de um processo de elimina­
ção, por profecia e revelação:
"3? : A pessoa recém-escolhida é chamada oficialmente por
alguém que possui autoridade inquestionável;
"4? É apresentado à assembléia constituinte do povo, e
"5?: É ordenado ou designado pela imposição das mãos por
pessoas plenamente autorizadas.
�eção 3
Isto está de acordo com nossa quinta Regra de Fé:
" 'Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, pela
profecia e pela imposição das mãos, por quem possua autori­
dade para pregar o evangelho e administrar suas ordenan­
ças.' ,,
É interessante notar que até mesmo na época antiga era se­
guido um processo bastantesemelhante ao atua/. Infelizmente,
não se encontram registrados todos os passos, mas existe evi­
dência considerável de que eles eram seguidos. A 'unção' feita
nos dias primitivos parece ter sido muito parecida e intima­
mente relacionada com a designação atual e com a bênção que
a acompanha.
''Os primeiros apóstolos foram chamados pelo Senhor:
'Vinde após mim', disse ele, 'e eu vos farei pescadores de ho­
mens.' Esta foi mais que uma declaração casual. Era um cha­
mado definido.
" 'Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.' (Ma­
teus 4: 1 9-20.) 'Porquanto os ensinava como tendo
autoridade.' (lbid, 7:29.) 'E chamando os doze discípulos,
deu-lhes poder. . . (lbid 10: 1 .) Isto incluía também a designa­
ção, incumbência e a bênção. A promessa que os líderes rece­
biam era a mais espetacular. Receberam plena autoridade quan­
do o Redentor disse: 'Quem vos recebe, a mim me recebe.'
(lbid 10:40) 'É-me dado todo o poder no céu e na terra: Ide. . .
ensinai todas as nações. . . a guardar todas as coisas que eu vos
tenho mandado.' (lbid, 28:18-20.) " (Spencer W. Kimba/1, em
CR, outubro de 1959, pp. 53-54.)
(11-2) Mateus 10:9-10. Os Missionários Atuais Devem
Viajar "Sem Bolsa ou Alforje"?
"De acordo com o costume social da época, Jesus enviou
seus discípulos sem bolsa ou alforje. Eles deviam vestir-se mo­
destamente, não levar dinheiro, comida ou vestimenta adicio­
nal, ter apenas um cajado e confiar na hospitalidade das pes­
soas quanto a alimento, vestuário e abrigo. Os sapatos (que
naquela época eram feitos de couro macio) eram proibidos,
por serem muito luxuosos; as sandálias (de mais modesta coh­
fecção eram aprovadas. A bolsa era um espécie de cinto onde
se levava o dinheiro; alforje era um pequeno saco ou mala usa­
do para levar provisões. Posteriormente Jesus revogou o re­
quisito de confiar na hospitalidade das pessoas e ordenou em
troca: 'Mas agora aquele que tiver bolsa, tome-a, como tam­
bém o alforje.' (Lucas 22:35-36.)...
"Agindo através de seus representantes devidamente desig­
nados na terra, o Senhor anulou agora esse requisito de que to­
do o trabalho missionário moderno seja feito por obreiros que
82
saem sem bolsa ou alforje. As exigências legais e as diferentes
condições sociais, econômicas e industriais tornaram necessá­
ria tal mudança - um fato que ilustra o quanto é necessário
haver revelação contínua, para que os negócios do Senhor na
terra sempre possam ser conduzidos de modo que se adaptem
às circunstâncias existentes. Ao invés de dependerem de pes­
soas a quem são enviados, quanto a alimento, vestuário e abri­
go, espera-se agora que os missionários se mantenham a si pró­
prios ou sejam sustentados por seus familiares ou amigos. Não
existe, é óbvio, nenhuma força missionária remunerada na ver­
dadeira Igreja do Senhor. " (McConkie, DNTC, Vol. I . pp.
325-326.)
(11-3) Mateus 10:16. O Que Significa Serem "Prudentes Como
as Serpentes"?
Compreenderemos melhor essa passagem, lendo a revisão
que o Profeta fez desse versículo:
"Eis que vos envio como ovelhas em meio de lobos; por­
tanto sede servos prudentes e inofensivos como as pombas."
(Mateus 10: 14. Versão Inspirada.)
(11-4) Mateus 10:28. Quem São os Que Procuram Matar a Al­
ma?
"Aparentemente havia na Igreja primitiva quem ensinava
como doutrina as filosofias dos homens. Atualmente, existem
aqueles que parecem ter orgulho de discordar dos ensinamen­
tos ortodoxos da Igreja, e que apresentam suas proprias opi­
niões contrárias à verdade revelada. Algumas pessoas talvez
sejam parcialmente inocentes, nisso; outras fazem-no para ali­
mentar seus desejos egoístas, e algumas o fazem deliberada­
mente. Os homens podem pensar da maneira que quiserem,
mas não têm o direito de impor seus pontos de vista não orto­
doxos a outras pessoas. Tais indivíduos devem conscientizar-se
de que sua própria alma está em perigo. . .
" O grande objetivo de todo o nosso trabalho é edificar o ca­
ráter e aumentar a fé na vida daqueles a quem servimos. Se
uma pessoa não consegue aceitar e ensinar o programa da Igre­
ja de modo ortodoxo e sem reservas, então não deve ensinar.
Seria ponto de honra pedir que a desobrigassem do cargo. Tal
pessoa não somente seria desonesta e mentirosa, mas também
estaria realmente sob consJenação, pois o Salvador disse que
melhor seria que uma pedra de moinho fosse pendurada ao seu
pescoço. e o lançassem ao mar do que ele desviar doutrinaria­
mente, trair a causa, ou ofender, destruindo a fé num 'de seus
pequeninos' que nele- crê. E lembrai-vos de que isto abrange
não somente as criancinhas, mas também os adultos que crêem
e confiam em Deus." (Spencer W. Kimball, em CR, abril de
1948, pp. 109- 10.)
(11-5) Mateus 10:28. Qual É a Posição Que os Santos
Devem Assumir Diante das Pessoas que Procuram
Destruir a Alma?
"Existem pessoas, entretanto, que agem como se não cres­
sem na eternidade e na ressurreição. Tremem de medo só em
pensar na guerra nuclear, e para salvar seu próprio corpo,
procuram manter a paz a qualquer preço. Entretanto, a me­
n1or certeza de paz e vida que podemos ter é sermos fortes
moral e militarmente. Eles, porém, querem manter a vida com
o sacrifício de seus princípios. Em vez de escolherem a liberda­
de ou morte, preferem viver em escravidão. No entanto, negli­
genciam uma escritura importante! 'Não temais os que matam
o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que
pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.' (Mateus
10:28..) Creio que o Senhor poderia ter evitado a guerra nos
céus, feita em defesa do livre arbítrio. Bastava transigir com o
diabo, mas, se assim fizesse, teria deixado de ser Deus.
"Embora seja mais difícil viver a verdade, como também foi
defender o livre-arbítrio, talvez num futuro não muito distante
será requerido que alguns de nós demos a vida por amor à
verdade. Porém, o melhor meio de nos prepararmos para a vi­
da eterna é estarmos preparados para morrer em qualq!ler épo­
ca - plenamente preparados através de uma valorosa luta em
defesa da justiça." (David O. McKay, em CR, abril de 1964,
· p. 120; itálicos adicionados.)
(11-6) Mateus 10:38,39. Como Pode Salvar Sua
Alma, Perdendo-a?
''Dizer que os discípulos devem odiar tudo o de que gostam
é, de fato, muito pesado. Mas, concluímos de outras interJ)I"e­
tações da doutrina (Mateus 10:37-38), que aquele que ama seu
pai, mãe e todos os outros, mesmo sua própria esposa, mais do
que ama a Cristo, não é digno dele e não pode ser seu discípu­
lo. O pensamento é bem claro nesta instrução ao transmitir
que todo aquele que procura a vida eterna, deve vir a Cristo
desejando despojar-se, se necessário, de tudo o que possui. Se
não estiverem dispostos a tal, mesmo à perda de sua vida por
essa causa, não são dignos de seu reino. Isto é razoável, nos­
so Salvador não faz nenhuma exigência injusta, pois veio e deu
sua vida por nós, para que pudéssemos ter vida eterna. Sofreu
por nós; não devemos amá-lo mais do que a nossa própria vi­
da?" (Smith, O Caminho da Perfeição, p. 1 84.)
(11-7) Mateus 14:1,2. Por que Herodes Temia Jesus?
"As escrituras afirmam que o rei 'afligiu-se muito' ao ter
que emitir uma ordem para mandar matar João. A aflição pro­
vavelmente era genuína, pois temia que João fosse um profeta
83
(!Capítulo l l
e conhecia muito bem sua popularidade entre o povo. Que He­
rodes não podia esquecer esse fato ficou evidente numa oca­
sião posterior, quando, confundindo Jesus com o profeta, jul­
gou que tivesse ressuscitado dos mortos. Sua consciência deve
tê-lo perturbado bastante e até mesmo levado a pensar que
João havia retornado dos mortos e que agora operava "mara­
vilhas". João nunca fez milagre algum durante seu ministério
(João 10:41), porém, como um ser ressuscitado (como supu­
nha Herodes), ele possivelmente poderia ter recebido poderes
milagrosos. Provavelmente é por isto que há tanta ênfase na
deélaração Cle Herodes em que diz: 'Por isso estas maravilhas
operam nele.' (Mateus 14:2.) A apreensão de Herodes neste
exemplo é uma ilustração do princípio de que 'fogem os ím­
pios, sem que ninguém os persiga; mas qualquer justo está
confiado como o filho do leão.' (Provérbios 28: 1)" (Mathews,
A Burning Light: The Li/e and Ministry ofJohn the Baptist,
p. 96.)
t}ontos a t}onberar
DEVEMOS OBEDECER AOS SERVOS DO
SENHOR
Quando Jesus disse a seus apóstqlos que eles eram seus
representantes (Mateus 10:40.). expressou um princípio que
· estivera em vigor e se aplicava aos servos·deDeus em todas
1 as épocas. Jesus invocou esse princípio sobre os Doze no·
: meridiano
.
dos tempos. da mesma forma quefizera sobre .
� Moisés, s���los;�tes,'·e comofar,ia sobre Joseph Smith sé-
.
l. . cjltos depois.
� . . .
.
Ao ler esttl$:eSt:rituras. medite cuidadosamente ·nas per­
i guntas que sii()formuladas:
.
Em nome de qÚem falou Moi-
o povo da época de Jesus poderia ··
reeebê-lo?
Ma(eus 23:34-37 Quem nos manda osprofetas?
t .
�tos 3:22-23 Quem era este projeta? .
tJoseph Smith 2.;40,� D&.C 1:14. Como seriio udesarraiga-
'
das, as pessoas 9ue ndo ouvirem a Cristo?
Quem sdo os representantes
D&C 84:35-38 Quem são os repres�ntantes ou servos do
Senhor?
"Vá/e apena dar ênfase a esta declaração: 'Aquele que
recebe a meus servos, a mim me recebe. ' Quem são os ser­
vos do Senhor? São os seus representantes nos oflcios do
Sacerdócio - as Autoridades Gerais, os lfdéres da estaca,
do quórum do sacerdócio e da ala. Convém que tenhamos
isto em mente, quandoformostentadosa menosprezar nos­
sas autoridades presidentes, os bispos, os líderes dos quó­
runs, presidentes de estaca etc., quando, dentrq dajurisdi-
�.Ção.de seus chamados, eles nos advertem e aconselham. .,
(Mai'ion G. Romney, em CR, outubro de 1960, p. 73; ���li-
',c_os adicionados.)
,
Osservosdo Senhorsão os seus embaixadores,. enviad(}s
por ele à você. A maneira como os recebe e,reage à suq_
mensagem é a maneira como estfi tratando o .Senhor.�- � '
. • ' :;.; .
Mateus 10:41
(11-8) Os Servos do Senhor Traçam
o Caminho Para a Vida Eterna
"Karl G. Maeser estava levando um grupo de missionários
através dos Alpes. Ao chegarem a um cume, ele parou e, apon­
tando para a trilha onde haviam sido colocadas algumas esta­
·Cas para marcar o caminho na geleira, disse: 'Irmãos lá está o
sacerdócio. São apenas estacas comuns como todos nós. . . mas
<J posição que ocupam as torna o que significam para nós. Se
dermos um passo fora do caminho por elas demarcado, estare­
mos perdidos.' " (Boyd K. Packer, em CR, abril de .l97 1 , p.
1 24.)
(11-9) Um homem que Diz que Apoiará o Presidente da Igreja,
Mas Não Seu Bispo, Está Enganando a Si Próprio
"Alguns de nós supõem que, se fôssemos chamados para
ocupar um cargo elevado na Igreja imediatamente, seríamos
leais e mostraríamos a dedicação necessária. Daríamos um
passo à frente e nos comprometeríamos a realizar esse serviço.
"Porém, podem escrever em seus livros de anotações: se não
forem leais nas pequenas coisas, também não o serão nas gran­
des. Se não corresponderem às tarefas chamadas desprezíveis
ou insignificantes que precisam ser realizadas na Igreja e no
reino, não haverá oportunidade para servirem nos chamados
grandes desafios.
84
"O homem que diz que apoiará o presidente da Igreja ou as
Autoridades Gerais, mas não pode apoiar seu próprio bispo,
engana-se a si mesmo. O homem que não consegue apoiar o
bispo de sua ala e o presidente de sua estaca, não apoiará o
presidente da Igreja.
"Aprende por experiência própria que as pessoas que nos
procuram em busca de conselho, dizendo que não podem
dirigir-se a seus bispos, não estão dispostas a aceitar o conse­
lho destes eportanto também não conseguirão aceitar o conse­
lho das Autoridades Gerais. O bispo recebe de fato inspiração
do Senhor e poderá aconselhá-las corretamente." (Boyd K.
Packer, "Follow the Brethren, "Speeches of the Year" 1 965,
pp. 4-5 . itálicos adicignados.)
QUE DIFERENÇA FAZ?
" z
O relato seguinte é umq história ve!4Jiiça; A�:·to2tq, faça a
si mesmoestapergunta: Como recebo.osservosdo Senhor?
Erà uma noite_ lúgubre em Hong Kong, e chovia muito.
As águas da baía estava'!l .revoltas devido à. ventania, e ao
longo dapraia emforma de crescente, as luzes esparsas dos
edifícios de reintegração de refugiados brilhavam fosca­
mente como pequenas vel�.
Centenas de milhares de _refugiados haviam fugido da ·
China continental desde 1949. O governo colonial britânico
de Hong Kong havia-seprontificado nobremente a atendê-·
los, fazendo uma tentativa sincera de recoloca/ ,as multi­
dões desabrigadas em apartamentos confortáveis e empre­
gos.estáveis, porém milhares de pessoas ainda viviam no_s
toscos quarteirões dos edifícios de reintegfação_.
�+:: . : · o/;);i{
. . Alguns desses edifícios eram de dez ou quinze,; andares, e
a maioria não tinha elevadores, somente escailtis.:,Cgda an­
�dar do edifício era compost-o de umq /dngafila<qtt,'!Parta- _,
mentos de um só quarto, jreqüentémente cdm seis,a dez
pessoas Compartilhando um espaço equiv�/ente a
'
U"Ja Sala
de· estar de tamanho médio.
Os dois missionários conversavam em'vóz baixd'enquan­
to galgavam penosamente as escadas do edifício de reinte­
gração situado em Kwunton; Hong Kong. Hayiam sido
. convidados para jantar no apartam�nto (lo, Irmãa ,e Irmã ·
Wong,. Depois de algum tempo conseguiram ',localizar o.
apartamento, onde oIrmão Wông os recebeu com um largo
sorriso. Ao abrir apesadaporta de.fe;ropqta deixâ•los en�
Irar, disse que temeraque aforte chuva.os iinpedi$sêde vir.
Nasala, havia dt�as tarimbas de metal, um baú d( madeira,
um pequeno candeeiro a querosene e mais alguns utensílios
.queformavam.tr fflõbiliário regular do aposento. Naquela
·
· noite,' porém, fora armada uma mesa que haviqm pedido
- emprestado, colocada bem no centro da pequena sala. .Ao ·
redor da mesa. havia quatro cadeiras de madeira, umadife­
rente.da oüt,fai pois cada uma haviasido pedida a.um vizi..
�hÔ di.terentê.
'
'l!afa aqu.ela ocasiã"o. A mesa estava posta e.
arlumad�·com umq série deprátos e tigelasde estanho·. fla­
via tamliém:,!t;,Óve$;as cheias de camarões e outras iguarias
.· ori�ntais, totlas ct�}usto superioraosparco� recursosdape..;.
quenafiJmflia de"'
;eft�;giados. OIrmão. Wongproferiu a ora­
Ção de bênção do alimento e iniciaram· a rejeição:porém. o
lrmão,ê Ilma·:wong ser�iram-se ap'enàs de pequenas por- ·, . · .: · >c...·�··· '··
· ' . . .,
ções� .ç��óc��do tot:Ja.a comida do lado dos é/deres. Eles
podia;, s�JJif.'·que aquele gesto era sinc�ro, embora recd-• . • . ·. . ..• •1,2• ·>.:: ·..., . .!/' .
·nhecessern que·estavam comendo alimento mais requintado
'do que os. Wongpodiam oferecer como refeição regular -
·que lhe� cu.itara provavelmente o equivalent� ao $aiário de
um mês - ainda assim os é/deres não quiseram ofendê-lo_s,
magoá-los ou recusaro·que lhes ofereciam, quando haviam
feito· tanto �$acrlfieio para servi-los.
·
•. ·>� .: . .
r
Foi úma refeiçlio difícilde ingerir, pois desejavam aceitar
aquela dád�va
.de todo. o coração e ao mesmo tempopensa-.
vam napenilria e nos dias def<}me - no sacrifício - que,
tornou possível aquele presente. O casal e seu,sfilhos ape;__
85
ctrapítulo 1 1
nasprovaram o/antar, mas quando ele terminou, não ·déi­
xaram de expressar a sua satisfação e estavam ansiosos de
saberse os é/dereshaviam comido o suficiente. Todosse le­
vantaram paraperTJlitir· que a Irmã Wong retirasse ospra­
tos, Um dósé/derestomou o.Irmão Wongpela mão e disse,
com profunda emoção: - Por que nos honrou dessa ma­
n.eira,, coin tlio grande despesapara vocês? Com uma serena
gentileza QUf! Sf:!mente poderia vir de uma pessoa que dei-
. xou seu'lar epais·'e aceitou a verdade numa terra·estranha,
o Irmão Won_g disse: - fizemos isto porque são portado­
resdosacerdócio, eDeus os mandou aqiJiparanos ensinar.
(De uma_ exper,iénêiit pessoal.)
· . ·
.
Mateus 10:42
· Mateus 25;40
. .
. O queestá disposto asacrificar, par,a receberosservos dol
Senhor? Pode não serrequerido que seu sacriflcio seja ma­
ieria1 mas sim o de sacrificar desejos. e atitudes pessoais:
·Como recebe osservos de Deus, quando eles o aconselham
quanto aospadriJes que deveseguirna música, penteado ou
namoro? Está disposto a sacrificar alguns de seus desejos .
pessoais, parapoder receber o Senhor em sua. vida, através
de seus servos.escolhidos?
�eção 4
tEttttíro �no bo
•níllttrio �úblíco
bt 3/tilttS
Lições:
12. "Eu Sou o Pão da Vida." . . . . . . . . .
13. "O Que Contamina o Homem. " . . .
14. A Transfiguração de Cristo . . . . . . .
15. "Eu Sou a Luz do Mundo." . . . . . .
16. Os Dois Grandes Mandamentos. . . .
17. "A Qualquer Que Muito For Dado,
Muito se Lhe Pedirá . . . . . . . . . . . . . . . . .
18. "Alegrai-vos Comigo, Porque Já
Achei a Dracma Perdida.'' . . . . . . . . . . .
19. "Que me Falta Ainda?" . . . . . . . . . .
OS TRÊS ANOS DO MINISTÉRIO
DO SALVADOR NA VIDA
MORTAL
Síntese dos Dois Primeiros Anos do
Ministério de Jesus
Você acabou de estudar quarenta e
cinco eventos registrados pelos evange­
listas, todos eles ocorridos nos dois pri­
meiros anos do ministério de Jesus. No
primeiro ano de seu ministério público,
você teve a oportunidade de ver como
ele gradualmente revelou aos judeus que
era o Messias. O Salvador fez isso princi­
palmente através dos milagres que reali­
zou, os quais atestam sua divindade. Te­
ve também a oportunidade de ler acerca
da crescente oposição dos líderes judeus
a Jesus durante o segundo ano, porque
seus ensinamentos desafiavam as tradi­
ções de origem rabínica havia muito
tempo respeitadas. A oposição que Jesus
encontrou em Jerusalém fez com que se
mudasse para a Galiléia, onde concen­
trou seus esforços. Durante esse perío­
do, o Salvador escolheu e ordenou doze
homens ao apostolado.
Ao examinar os dois períodos, você
verá duas ocorrências simultâneas no
ministério do Senhor; a primeira, sua
crescente popularidade entre os judeus,
principalmente por causa dos milagres, e
a resultante oposição exercida contra
ele, principalmente pelos escribas e fari­
seus, que fez com que Jesus velasse sua
mensagem com parábolas; e a segunda,
o tranqüilo treinamento dos Doze, oca­
sião em que eles compreenderam a mag­
nitude da autoridade que lhes fora con­
ferida. Eles praticamente se sentaram
aos pés do Salvador e receberam seus en­
sinamentos; então, comissionados por
ele, foram enviados a pregar e prevenir
os habitantes de Israel a respeito da
87
mensagem do evangelho. Com isto, ter­
mina seu segundo ano de ministério.
Panorama do Terceiro Ano
de Ministério
O terceiro ano se inicia com um mila­
gre dramático - Jesus alimentou cinco
mil pessoas. Por causa desse milagre,
muitos judeus propuseram torná-lo seu
rei, mas ele se recusou. Posteriormente
disse que o povo que o havia seguido
não o fizera por causa de seus milagres,
mas sim porque os alimentara. Em ou­
tras palavras, eles não o seguiram por­
que desejavam obedecer a seus ensina­
mentos, e sim por egoísmo e razões físi­
cas. Nessa ocasião, Jesus proferiu o
grande discurso sobre o Pão da Vida,
anunciando abertamente ser o Messias.
Ao realizar o milagre de alimentar as
cinco mil pessoas, parece que Jesus che­
ga ao ponto culminante de sua populari­
dade entre as multidões. Entretanto, ao
declarar-se claramente como o Messias e
recusar-se a se tornar um rei do mundo,
sua popularidade baixa e muitos discípu­
los deixam de acompanhá-lo.
O treinamento e preparação dos Doze
atinge seu clímax durante este período.
Jesus lhes fala a respeito de sua morte e
ressurreição iminente e depois leva Pe-
dro, Tiago e João a "um monte à parte"
onde é transfigurado diante deles e lhes
confere as chaves do reino para adminis­
trarem os negócios da Igreja após a par­
tida de Jesus. Posteriormente, todos os
Doze receberam. as chaves.
Com isto se encerra o ministério gali­
leu. Da Galiléia, Jesus parte para a Ju­
déia, onde continua a testificar ser o
Messias. Algum tempo depois, cruza o
Rio Jordão, seguindo para a Peréia, on­
de passa os últimos três meses de seu mi­
nistério público. Ali novamente mani­
festa a irrefutável prova de sua divinda­
de diante da nação judaica, trazendo Lá­
zaro de volta a vida. Temendo que
todos os homens cressem nele (Jesus);
"e virão os romanos e tirar-nos-ão o nos-
so lugar e a nação,'' a hierarquia judaica
determina que "Jesus deve morrer pela
nação." (João 1 1 :48,51 .) Jesus então
parte para um breve retiro; e, quando
determinou que havia chegado o seu
tempo, reiniciou sua jornada para Jeru-
salém, onde, segundo profetizara, en­
contraria sua morte inevitável e ressurgi­
ria numa gloriosa ressurreição.
Pontos Culminantes do Terceiro Ano do
Ministério P6bUco deJesus (Última Fase
do Ministério GaUieu e Ministério Final
na Judéia e Peréia.)
Alguns eventos notáveis da última fa­
se do ministério galileu:
l . Alimentação milagrosa das cinco
mil pessoas, e o grande discurso de
Jesus a respeito do Pão da Vida.
2. Testemunho de Pedro acerca de Je­
sus. A profecia do Mestre a respeito
de sua própria morte e ressurreição.
A transfiguração de Jesus diante
de Pedro, Tiago e João. As chaves
do sacerdócio conferidas a Pedro,
Tiago e João e subseqüentemente a
todos os Doze.
Alguns pontos culminantes do ministé­
rio na Judéia são:
1 . O testemunho de Jesus a respeito de
si mesmo diante dos judeus: "Eu
sou a luz do mundo" (João 8: 12);
"Eu sou o Bom Pastor" (João
10: 1 1)
2. A parábola do Bom Samaritano.
Outras parábolas e instruções aos
discípulos.
Alguns acontecimentos importantes do
ministério na Peréia .são:
1 . Parábolas que ensinavam como de­
via ser: um discípulo.
2. Lázaro é levantado dos mortos.
3. Outras instruções a seus discípulos e
o reinício de sua viagem a Jerusa­
lém.
Primeira
Páscoo
Segunda
Pdscoo
Última
P6scoa
30 Anos PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO
I I I
:I
Esta seção tratará dos eventos relativos ao terceiro ano do ministério
público de Jesus. Você notará que esse período
se estende da terceira Páscoa até a última.
Você começará a sentir agora o impacto da história do evangelho
através dos eventos progressivos ocorridos durante o último ano do ministério
de Jesus. Nesse período, são tratados setenta e dois eventos, demonstrando
I
I
a ênfase que os evangelistas deram a esta última fase do ministério de nosso Senhor.
88
Alguns lugares e Acontecimentos Notá­
veis. Durante a Última Fase do Ministé­
rio Galileu.
Capernaum
Decápolis
Planície de
Genezaré
Monte
Hermon
Região de
Cesaréia de
Filipe
Tiro e Sídon
Foi a cidade que Jesus adotou como sua depois de ser rejeitado em
Nazaré. Esse é o lugar onde fez alguns discursos importantes, entre
os quais um de maior significado, que é o que trata do Pão da Vida.
Era uma associação de dez cidades gregas que se estendiam desde �s
planícies de Esdralon e se expandiam para o leste até a margem orien­
tal do Mar da Galiléia. Foi nessa região que Jesus alimentou os qua­
tro mil. O Salvador também passou por aqui ao dirigir-se de Tiro e
Sídon para o Mar da Galiléia. (Ver Marcos 7:3 1 ; 8:9.)
É uma região fértil situada a noroeste do Mar da Galiléia, onde fo­
ram curados ruuitos enfermos ao tocarem a orla do manto de Jesus.
(Ver Mateus 14:34-36.)
É uma montanha de 2 700 metros de altitude, localizada no sul do Lí­
bano. É o local provável da transfiguração, pois os registros escritu­
rísticos afirmam que esse evento ocorreu numa montanha elevada.
(Ver Mateus 17: 1-9.) O monte Tabor é outro local onde possivelmen­
te ocorreu a transfiguração.
Situada ao pé do Monte Hermon, era o limite setentrional das jorna­
das em sua segunda viagem pela Galiléia. Ali ocorreu a confissão de
Pedro a respeito da divindade de Jesus e também foi onde o Salvador
predisse sua própria morte. É um dos prováveis locais da transfigu­
ração.
Essas duas cidades irmãs da antiga Fenícia, famosas como portos
marítimos. Os cidadãos de ambas as cidades ouviram as pregações de
Jesus. (Ver Marcos 3 :8; Lucas 6:1 7.) Perto deste local, Jesus curou a
filha de urha mulher siro-fenícia. (Ver Mateus 15:21-28.)
Alguns Lugares e Acontecimentos Notáveis
do Ministério de Jesus na Peréia e de seu
Posterior Ministério Judaico
Peréia
Betânia
Esta é a região situada na margem oriental do Rio Jordão. Foi nesse
local que Jesus passou os últimos três meses de seu ministério públi­
co.
Situada a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na encosta orientai
do Monte das Oliveiras, era a cidade natal de Maria, Marta e Lázaro
(João 1 1 : 1); e também onde Jesus pernoitava quando se encontrava
na Judéia. (Ver Mateus 2 1 : 17.)
O mapa que se encontra no início da lição, ilustra estas cidades e o
seu mútuo relacionamento.
89
SAMARIA
Efraim •
Jerusalém
•
Cesaréia de Filipe
NISAN
Tetrarquia
de Felipe
TERCEI RO ANO DO M I N ISTÉRIO PUBLICO DE J ESUS
Perto de Betsaida,
Tetrarquia de Filipe.
Alimenta Cinco Mil
Pessoas .
Perto do Mar da
Galiléia
Jesus Impede que
os Judeus o Façam
Rei.
Mar da Galiléia.
Jesus Caminha sobre
a Água
Capernaum, Galiléia.
Discurso sobre o
Pão da Vida.
14: 1 4-2 1
1 4:22.23
1 4:24-33
6:33-44 9: 1 1 - 1 7 6: 1 - 1 4
6:45.46 6: 1 5
6:47-52 6: 1 6-21
6:22-7 1
12
TEMA:
Je.sus é o Pão da Vida para todos os que o aceitarem como
seu Salvador pessoal.
INTRODUÇÃO
Depois de Jesus chamar os d�zê apóstolos, incu;,biu:os
de sairem.em seu. nom; testificando da verdade. . Focaliza­
mos também nossa atenção no' principio vital que é a dele- ·
g���o de,auwridade. Ç1 meiopelo qualo Salvador-governaa .
Igreja)!- *" ' épOCilS; ;,étusive na nossa. Discutimos
.
tamUém nifica receber os servos de Deus.
. osDozeconcluiu o segundo·ano
'
do ministé-
rio fo,rmiíl e #nosso Salvador na terra. Desse ponto em
diante; os olhos d� .Jesus estão firmemente- voltados para
Jerusalé.m e para o propósito principal de sua v 'ndll a este
mundo; /azer um sacrifll!ü.J, ,tt�piatório pelos pecados dos
homens, Quasepodemos Ver QS acontecimentos se desenro­
larem progressivamente, conduzindo a um c/imax; - como
Sefosse. Um Cr!!SCendo • quando Jesusse aprQXima dos m�--
menfOS _mais cHticos de sua vida. 1 ,·
•
Ao
.
estudarmos o terceiro e últim inistério de
n�o Salva�or, encontramos um dôs fJ�i[agr�.mais impres­
.
szvos de Jesus: a alimentc,çao de mais de '{jnco·lni/tpqssoas
com o eq,uivalente ao almoço de_ um meninó• . 'bsjudeu;
aguardav�m ansiosa�nle a apariçllo de umgranderei. do­
tado depoderes tio m111r1vUhosos, que disperSaria seus ini­
migos politicos para todos oS .lados. Qualquer homem ca­
paz de ta{milagre., éomo o que Jesus reldizou devia certa-
... •
::r ,
9 1
mente ser o Messiasque tanto aguardavam.· TÓd)ir;,eeraa
convicção dosjudeus, que tentaramfotçffjesus a ser seu
rei, mas ele reçusou�
·
( t,;:"t.J,
Jpo ffsico do;'
homens. ou_prover suas necessida .prais. Sua mis­
sao era muito ni�iselevada; um desafio espiritual de suma
importânciapara todosos homens. Podemos dizer que esse .
milagre é o ponto culminqnte do ministério dendss.o Salva- ,
·. dor entre as '!1-u/tidôes, pois, qu�ndo ess«S milhares depes­
soa��descobriram
'
que ele não iria proporcionar-lhes-o que
•• . • . W.:·
• •
, esperavam que, o ?Jessiasfizesse. afastaram-se'dele, des(l-
"po_ntados. -� · ··
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
�omentários 3Jnterpretatíbos
(12-1) Marcos 6:37. O que Significa a Frase
"Duzentos Dinheiros de Pão"?
Conforme são usadas no Novo Testamento, as palavras di­
nheiro e dinheiros têm o mesmo significado. As moedas usa­
das na Palestina eram de orígem romana, e o dinheiro, ou de­
nário, era a principal moeda de prata romana. Valia aproxima­
damente CrS 2, lO ou CrS 2,40 em nossa moeda. Duzentos di­
nheiros de pão equivaleriam a cerca de Cr$ 480,00. (Ver Smith,
A Dictionary of the Bible ed. rev. p. 497.)
(12-2) Mateus 14:25. O Que Era a
"Quarta Vigília da Noite"?
Provavelmente devido à influência de seus vizinhos do Me-
�eção 4
diterrâneo, os gregos e romanos, os judeus do Novo Testa­
mento dividiam a noite em vigílias militares, ao invés de em
horas. Cada vigília correspondia ao período em que uma senti­
nela permanecia no cumprimento de seu deyer. A primeira vi­
gília iniciava-se às 1 8h00 e terminava às 2lh00; a segunda dura­
va das 2lh00 até às 24h00; a terceira, das 24h00 até às 03h00, e
a quarta, das 03h00 até as 6h00. (Ver Smith, Dictionary, p.
737.)
(12-3) Mateus 14:30, 31. Como a Experiência
de Pedro ao Andar Sobre a Água é Semelhante
à Nossa, Quando Nossa Fé Vacila?
"A comparação que o Senhor faz entre uma alma vacilante
e a onda do mar que é levada pelos ventos e jogada de um lado
para outro , tem tocado a vida de muitas pessoas. Quase todos
nós já tivemos oportunidade de ver os mares calmos e tam­
bém, em certas ocasiões, os danos que eles causam, quando os
ventos aumentam de intensidade, levantando ondas e
transformando-as em forças destrutivas e poderosas. Podemos
comparar o mar revolto com as bofetadas de Satanás. Quando
estamos serenos ao lado do Senhor, não sentimos a influência
do maligno, mas, quando cruzamos a linha divisória e somos
enganados pelos ventos das falsas doutrinas, pelas ondas das
filosofias e sofismas dos homens, podemo-nos molhar, ser
engolfados pelas águas e até mesmo nos afogar na profundeza
da descrença, e o Espírito do Senhor se retira completamente
de nossa vida. Essas almas indecisas e enganadas não podem,
devido à sua incontinência, esperar receber qualquc:r bênção
do Senhor." (Delbert L. Stapley, em CR, abril de 1979, p. 74.)
74.)
(12-4) João 6:25. O que é um Rabi?
A palavra rabi, significa literalmente "meu ilustre", e era
um termo do mais alto respeito entre os antigos judeus. O rabi
local de qualquer vila era um dos homens mais educados da re­
gião, geralmente formado por uma reconhecida escola rabíni­
ca, que recebia a designação de ensinar o povo. Os seguidores
de Jesus parecem ter sentido que ele era uma'dessas pessoas,
quando o viram demonstrar tanta sabedoria. Um rabi devota­
se literalmente a servir o povo comum, ensinando-o em suas si­
nagogas, cuidando caridosamente de suas necessidades, e estu­
dando e aplicando continuamente a lei de Moisés (Torá) do
modo como a compreendia.
(12-5) João 6:31,32. O Que é o Maná?
Durante os quarenta anosem que Moisés e os filhos de Israel
viajaram pelo deserto, foram alimentados com pão vindo dos
céus. O estudo das passagens do Velho Testamento indica que
92
o maná vinha na forma de um pequeno depósito encontrado
diariamente no solo, menos aos sabádos. De acordocom o que
o Senhor havia determinado, o maná devia ser recolhido de
manhã bem cedo, antes que o calor do sol o derretesse, e so­
mente na quantidade necessária para aquele dia. Na véspera
do sábado, era recolhido o dobro da quantidade, para que o
povo pudesse comer no sábado. O maná tinha sabor de óleo
fresco ou de massa de hóstia feita com mel, e os israelitas
usararp-no para sustentar uma população de mais ou menos
dois milhões de pessoas durante quarenta anos. Era moído e
assado em forma de pão, sendo considerado mais como uma
dádiva milagrosa de Deus do que como produto da natureza.
(Ver Smith, Dictionary, pp. 378-79.)
(12-6) João 6:14, 15. Por Que Muitos
Seguidores de Jesus Procuraram Torná-lo
seu Rei?
Muitos judeus da época de Jesus estavam tomados de uma
ardente expectativa da aparição iminente de seu Messias há
tanto esperado. A mão opressiva do d()mínio romano pesava
cada vez mais. Era natural, portanto, que vissem em Jesus o
cumprimento de suas mais caras esperanças e sonhos. Não
possuía ele poderes maravilhosos? Não havia transformado
água em vinho, levantado os mortos, curado os enfermos e
transformado alguns pães e peixes em alimento suficiente para
saciar a fome de mais de cinco mil pessoas? Não poderia ele
voltar esses mesmos poderes contra Roma e libertar os judeus
do domínio estrangeiro?
' 'A multidão, agora alimentada e satisfeita, refletiu sobre o
milagre. Em Jesus, por quem tão grande obra fora realizada,
reconheceram alguém que possuía poderes sobre-humanos.
'Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo',
disseram eles - o Profeta cuja vinda havia sido prevista por
Moisés e que deveria ser como ele próprio. Assim como Israel
havia sido milagrosamente alimentada durante a época de
Moisés, assim também agora este novo Profeta provia pão no
desertt>. Em seu entusiasmo, o povo propôs-se. aclamá-lo rei
e compeli-lo a tornar-se seu líder. Essa era a sua concepção
bruta da supremacia messiânica." (James E. Talmage, Jesus,
o Cristo, p. 324.)
(12-7) João 6:66. Por Que Tantos Discípulos
de Jesus se Afastaram Dele, Depois de Proferir
o Sermão Sobre o Pão da Vida?
Considere estas palavras do Presidente David O. McKay e
como se aplicam a todas as pessoas que desejam ser discípulos
do Salvador:
"(O sermão a respeito do Pão da Vida, conforme se encon-
tra registrado no Evangelho de João) é altame.tte espiritual e
contém referências acerca de Cristo ser o "Pão da Vida," afir­
mativa em que seus seguidores não puderam acreditar. Não
conseguiam compreender o que dizia, e muitos se afastaram. . .
" . . . os Doze. . . tiveram um pequeno lampejo do significado
espiritual desse sermão. . .
"... Aqueles apóstolos tiveram naquele dia o poder e privilé­
gio de fazer uma opção - seguirem os passos dos que estavam
impressionados apenas pelosfavores e vantagensfísicas que a
natureza podia proporcionar, ou seus dons apelavam ao que
havia de espiritual naquele homem. . .
"Tal decisão pode determinar se uma pessoa atende ao cha­
mado de uma alma para se elevar, ou cede à tendência de
aviltar-se...
". . . Os discípulos de Jesus tiveram um breve lampejo da luz
que iluminaria suas almas espiritualmente, como o sol suplan­
ta a escuridão com seus raios de luz. Existem, porém, poucas
pessoas que vêem essa luz, ou que até mesmo crêem numa vida
mais completa, e muitas vezes, após verem a luz, afastam-se,
buscando coisas mais grosseiras e sórdidas. " (Whither Shall We
Go? Speeches of the Year, 1961 , p. 2-4, Itálicos adicionados.)
�ontos a �onberar
JESUS PROCLAMOU SER O
MESSIAS NO SERMÃO DO PÃO DA VIDA
No dit?posterior
-'
ao..milagre do� cinco mil, 9 mesm9-
. grupo de judeus apareceu novamêntt "para· receber o11tro
. "bocado'�. Aparentemente não est/lva'rrz interessados na.
,mensagem de Jesus o�·em s�a. missão, dpenas em s(Jtisfazé{."�
seus dese}Í;�s.físicof.· ��: erm!Jo só/Jrf o Pão da ·vida é àlta-·:
mente e:Spirftual. Pd't. �po�· "ÇfJmiJ.re�IJtlê-lo, é ne:.. . ··· . _.; . .. .
.
.t,,...,
. .
cessdrio que:meditemo�profundam nte em sua mensage"!; ·
· Sepa�emo-/a em segmentos e considerémqs suas implica-· .
ções· màiS. profundas. . Para isso, . é necessário que leiamos
·novamente diversa;·passagens dmportantes. Aojazê-lo, su­
blinhe o� versículos em que Jesusfala clarpm�nte:que ê �
· Mes,;ias.. Leia·e $ublinhe João 6:26,27. ·. ·
· "
Ao estúdf!� a resposta de Jesus e'�f!mo- osjud!!fS reagi-
93
QCapítulo 12
. ram � ela, quais são êisperguntas que lhe yêm à mente? O�
ouvintes do Salvador não compreenderam,_ ou não qujse­
tam comp�eender? O pão é o sustentáctilo da vida, tanto
para ospovos'antigos como para os modernos. Além disso,
àsjudeus eram .muito habilidosos no uso defig�rasde retó-.
rica e alegorias. Quando Jesus disse: '?Eu �sou.o ptJo da vi­
;,da, , j qualquer, outra interpretação que não a tencionada
pelO Salvadór� seria·mera deturpação de palavras. Era cq- .
mo se osjudeus estivessem dizendo: "''Ora, n{Js o conhece-:
mos. Ele é Jesus, ofilho de José, o carpintei;o. Comopode
· então ele dizer que veio dos céus e que Deus é seu pai?,. ··
Jesus nãO s� saiisjez em encerrar o assunto naquele mo­
mento. Para selar-seu testemunho no corá�-- ··-.�eseus incr�­
·dulos ouvinte�, e/� o repetiu novamel1Je, estâ vez com
niais ênjas(!. Ao ler e sublinhar o; versfculos, observe a·ên-
. fase çontida nestcfs passagens do capftula � do Evangelho
de João: '
''47. Nà verdade, na verdade vosdigo que aquele que crê
t.. . '
em mim tem â vida eterna. .
' . •· !
"48. Eu sou o pão da vida,
"49. Vossospais comeram o maná no deserto, e morre- ·
ram.
- 50. Este é o pão que desceu do céu pâra que o que dele-�... ' ;;:··'
comer não morra.
.
.51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu;' se alguém co­
mer destepão, viverápara sempre; e o pão que eu der é a'
minha carne, que.eu d_arei pe(a vida do mundo.
Novafnente os
.
judeus fizeram dé conta que -não com-
preenderam. ��como pode esse homem nos dar sua carne
' para cóm�r?H perguntaram. Mas Jesus não quis dizer que
os homens deveridltt çomer literalmente sua carne e beber o
seu sangue. S��
c
linguagem,·.nest� pon�Q.,
- �omo a que ele
�ou durante .todo o sermão, era simbólica. Observe como
�plicou suaspalavras em João 6:63.
(12-8) Os Judeus, Como Muitas Pessoas da
Época Atual, Não Compreendiam a
Missão de Cristo.
"Essa atitude impertinente e incrédula da parte dos judeus·
não apenas era sem fundamento, mas vinda de judeus, chega­
va às raias do absurdo. Provavelmente nenhum outro povo em
toda a história compreendeu melhor ou usou mais extensiva­
mente a linguagem figurativa e simbólica do que eles. Além
disso, Jesus acabara de ensinar-lhes a doutrina do Pão da Vi­
da. Pretenderem eles não saber que comer a carne de Jesus sig­
nificava aceitá-lo como Filho de Deus e obedecer às suas pala­
vras, mostrava apenas que estavam deliberadamente fechando
os olhos à verdade. (McConkie, DNTC, Vol. I , p . 359.)
JESUS É O PÃO DA VIDA PARA TODOS
OS QUE O ACEITAM COMO SEU REDENTOR.
' '· lf . .
QuantaS vezes já ouvimos pessoas perguntarem; "Por
'
queparticipamos·do sacramento tãofrecjüentem(mte? Qual
1 é, afinal ô propósito dq sacra'!lefílo?':.Não é difícii·encon-
trar a resposta a.essas·pergzmtas tão intimamente correla­
.1;çionadas. ,_F:,artiéipamos do. sacramento em lembrança de
w!fi , � ,.... "-
.
"<jesus, prometendo guardar sempre os mandamentos que
. ele nos deu e ·tomar sobre .rzôs o seu nqme sagrado. Muitas
pessoas consiq�ram o $acr.��ento um �to obri�atório, um'
��!t�alpor que (�m depassar por serem membros da Igreja..
· Pará outros, é uma .oportunidade de comungar aom. .Jesus
Cristo, uma ocasião.adequac/a parq partü:ipar do sé�· E;pí­
rito. A história a seguir,.contada por umajovem ·que sentiu
queJ�sus � o .Pqrf U(l Vida, i/ustr�rá o que significa o sacra­
mento.
O PÃO DA VIDA
ê. .. •
• ' •
< . pi!'
· Jamais me importei muito com,:as reuniões sacramentdi); .'
antesde começar.afrl!qüentar afaculqade. Pata mim, eram
uma oportunidade dé (!1Jcontrar '!leu� amigos e discutir'os
w. .Piáno$" fjllê tínhamospára a semana. Às reuniões nunca me
i·proporcionavam qualquer edificação e�firitual.
'
Quando,���guei á un{.v�rsidade, passei afreqüentar uma
s�e que·esludava o Novo, Testamento. Certo dia, .estáva­
mos discutindo a respeito do grand�.sermã.o do Pão da Vi­
da, e não puc{�compreend�r.p que o profe_ss�r.estava dizen­
do. · J?epois t!9'c,eula, dil'ig·i..ine ao seu escritório e solicitei
' entrevista;' l)isse-lhe que esperava:que me desse maio­
sclarecimentos a respeito do que havíamos estudado e .
queria especialmente saber como. Jesus.p;deria tornaf-se o
pão .da vidapara mi'm. · .·� *·
""'. ' . 1> ' t
.ofessor co�eçou a me explicarpacientemente. Disse
que havia muitas lrlaneirds de §.e_, }iàrticipar do plJó da vida.
Referiu;.se d grandg1miSsão dd.Sal;ador.ef�lou sobre a dá-
��- .-- '' .[� ·•"'· <" ( '�_.:: - ,.v_� . -S
div •o Pai Celestial ofereceU:. a cada um dé nós na pes-
r.:soa . seu Filho e também a r�speito do sacrifício que Jesus
fez, dando sua vida pelos pecados dos .hom�ris. Já havi��"
D
aprendido aqui/o anteriormente, r:;;:�uàspalavras';fl.ão como­
veram rziin· um pouêó a minha ·alma. .
.
94
'meu professor perguntou: - Voe� .�abe o
que significa a expiação de Cristo? Reflj?ndi que.s�pia que
ele havia tomado sobre si
1
��
;
/lec�âos''â,õs homens e tinha
morrido por '!��� i- Vocé sabe o que lhe custou essa expia­
'
f,{j()? Respondi que não sabia� Então elecomeçou afalar-me
i· .• · . · . ' . ·
..
•.
'
do padecimento terrlvel de nosso Salva�o[, . sofrimen(o. 'de
corpo e de espfrito que ofez, rJJ�smo sen'ao Deus, suar. san·
gue por todos oras - sofrimento que �/e tomou sobre
1 si . v?luntar�amimte, sofrimento tão inte�o que cobri�, . ? �
cast1go devtdo pelos pecados de todos os homens. E pensar
que a qualquer molflento nosso
.
$qlvador podéria ter recu­
sado -- ele tinha :!?��erpara issd; a qualquer momento ele
: poderia haver aito/ ···saiam daqui!'' e todos os seus acusa­
�·
dores.e atormentadores teriam secado comojuncos. PodeJ
. ria ter salvo a sipróprio, mas não o.,{ez.
.
Eu esta�a impression(,lda; quem lião estaria? Mas quando
, .
? pr.ofess,e� m(! diSse que meusprópriospecados e os seus se
,,éncontravaín entre os que provocaram tanta do� a Je$us,
olheipara dentro de mim mesma e n(jÇf gostei do que vi. Co­
. mecei a ch�r.
�
r e afligir-n;e por causa âe meuspensamentos
�.�a,flcorosos·· é,;<{f!lpios, minha maledie,ência e mesquinhez. . .
�<$horei peas minhas faltas, não somente porque �ta;;a
.
co-
movida - oisjá me comovera ante��r'!Jente - e sim por­
. que sabia, pela
,
primeira V�'i · que havi� sido parcialmente
r€f.J?,?r.zsável· p�l�, tetrfvel sdfrimento do Salvador. Sempre
tinha colocado ·· toda a culpa nos judeus
.
infquos. :·CJ.<?,!flO
eles puderam ser tão cegos?" costumava perguntar: "iteo­
mo não reconhe��ram que e{�;era o Filhâ de Deus?" So­
ment� agora cqt'il!!.�eendia como o sofrim�nto do Salvador
se refà.cionava comigo. .Não foram apenas·osjudeus os ':€ft
ponsáveis pelas aflições do Salvador, eu também·era c�ljJQ.- '
da. Fomos eu, e todosnós, os cazi§adores de suá morte.
Meu êôração estava sinceramente comovido com esse- n�
·vo entellâimento, e não pude deixlfr de chorar., (Jomece{ � ,,,
desejar receber algum. grande soft;i,i{}ento, para que pudes­
se,
.
de al�'!}a forma;,··uvra-me do .·tormento da culpa que
r· �rntia. poii'me sentia culpada de haver derramado o sangue
!. lJaquele inocente que morrera. Tin�a ��do malvadá,.;:·�r,n mui- I
. tas ocasiões. -- e sentira prazer em .er9ticar o mal,� sim, até
. IJlesmo eh a me orgulhar de �fnha iniqUidade. De­
iS, sentia . ·''
· ..
uco d� remorso na consciência, e decidia
melhor,· etri seguida tratOl'a de esqu�Fe' o err? F:qf!'6ti-·
do. Em nenhuma ocasião · que .estav� da?'kcen-
tando dores sófririiento de meu Salva-
(12-9) Participamos do Sacramento Para
Saciar Nossa Fome Espiritual.
"Sempre considerei esse abençoado privilégio como um
meio de crescer espiritualmente, e não existe nenhum outro tão
frutífero para alcançar esse objetivo como partilhar digna­
mente do sacramento da ceia do Senhor. Alimentamo-nos pa-
95
ra estimular nosso corpo tisico. Se não nos alimentãssemos,
enfraqueceríamos e ficaríamos doentes, provocando uma
degenera�o tisica. Da mesma forma, nosso corpo espiritual
necessita de que participemos do sacramento, pois, através dele,
obtemos alimento espiritual para nossa alma.
"Entretanto, devemos ir famintos à mesa sacramental. Se
participássemos de um banquete onde pudéssemos encontrar
as mais finas iguarias da terra, sem fome, sem apetite, a comi­
da não nos pareceria tentadora, nem nos faria bem algum,
Quando participamos do sacramento, devemos fazê-lo com
fome e sede de justiça e com o propósito de obter crescimento
espiritual.
"Como podemos ter fome espiritual? Qual de nós não ma­
goou o seu espírito por pensamento, palavra ou obra de do­
mingo a domingo? Costumamos fazer coisas que depois la­
mentamos e desejamos ser perdoados, ou transgredimos con­
tra alguém e o ferimos. Caso existir um sentimento de pesar em
nosso coração pelo que fizemos, caso sentirmos em nossa alma
o desejo de ser perdoados, então a maneira certa de obter per­
dão não é através de um novo batismo ou confissão de �ossas
faltas aos homens; mas, sim, arrependermo-nos dos pecados,
falar com a pessoa contra quem pecamos ou transgredimos e
obter o seu perdão, e depois dirigir-nos à mesa sacramental on­
de, se estivermos sinceramente arrependidos e nos colocarmos
em condições adequadas, obteremos o perdão e nossa alma se­
rá curada espiritualmente. A cura espiritual realmente entrará
em nosso ser. Vocês poderão senti-la.
"Sou testemunha de que existe um espírito assistindo à ad­
ministração do sacramento, o qual aquece a alma dos pés à ca­
beça; Vocês poderão sentir as feridas do espírito serem curadas
e aliviar-se o fardo que os oprime. O conforto e a felicidade
chegam à alma que é digna e se sente verdadeiramente desejosél
de partilhar do alimento espiritual." (Ballard, Melvin J. Bal­
lard... Crusaderfor Righteousness. " pp. 1 32-33.)
DE QUE MODO O SACRAMENTO PODE
AJUDÁ-LO A ACEITAR O SENHOR
COMO SEU SALVADOR?
�cção 4
filiando-nos à Igreja e perseverando em obediência e refi­
dão até o fim. As pessoas que desse modo comem de sua
carne e bebem de seu sangue, terão a vida eterna, o que sig­
nifica a exaltação no mais elevado dos céus do mundo celes­
tial. Por exemplo, falando à antiga Israel, o Apóstolo Pau­
l�.'
'i
declarou: "E todos comeram dum mesmo manjar espiri�
tual e beberam todos duma mesma bebida espiritual, por­
que bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era
Cristo. (I Coríntios 10:3-4.)
Os santos tomam sobre si o nome de Cristo nas águas do
batismo (isto é, aceitam-no total e completamente como o
Filho de Deus e Salvador dos homens), e nessa ocasião fa­
zem o convênio de guardar seus mandamentos e obedecer
96
às suas leis. (Mosias 18:7-22.) Para fazer com que os santos
se lembrassem continuamente de sua obrigação de aceitá-lo
e obedecer-lhe - ou em outras palavras, que comessem da
sua carne e bebessem do seu sangue - o Senhor instituiu a
ordenança do sacramento, à qual, realizada em lembranç
de sua carne dilacerada e do seu sangue derramado, é
meio que proporciona aos homens a oportunidade de fo -
mal e repetidamente asseverarem sua c;nça na divindade
de Cristo e afirmarem sua firme determinação de servi-lo e
guardar seus mandamentos; ou, em outras palavras, nes­
sa ordenança - num sentido espiritual, não literal - os ho­
mens comem de sua carne e bebem do seu sangue. (DNTC,
Vol. 1, p. 358.)
<!Capítulo 12
97
� ANO 32 A . D . M ateus Marcos Lucas J oão
�
$ Região da Galiléia.
1 4:34-36 7:32-37<c:
Galiléia Cura em Genesaré .
do Norte
Capernaum ,
o
Galiléia. 1 5 : 1 -20 7: 1-23Q)
c:
Discursos sobre a Pureza.fCWJ
�
Q)
ÉPOCA DA T E RCEIRA PÁSCOA·!:
't7
Q)
� Jesus Parte Para a
1 5 : 2 1 7 :"24 7: 1�
Região Norte d a Galiléia .
i
Região de Tiro e Sidon .
Cura da Filha da M ulher 1 5 : 22-28 7 :25-30
Siro-fenícia .
��sus Volta a o
1 5 :29 7 : 3 1
M ar da Galiléia.
Decápolis
6:53-56
Cura de um S u rdo .
Alimenta os Quatro Mil. 1 5 :29-3 8 8: 1 -9
Jesus Parte P ara
1 5 : 3 9 8 : 1 0
Magdala.
13
"® <laut �ontamína o �otntm"
TEMA: Os puros de coração têm fé suficiente para fazerem
descer os poderes do céu.
À m�d�dtr que � ministério de Jesusprl!gredia empoder �...
testemunho,.;;,al:lit{entava também o óilio que os escribas e
fariseU$ sentiam n ele. Nessa {ase da vida do Mestre, o
ódio que lhe devotavam chegou a
planejaram tirar-ihe a vJda.'Ao ve frustrada a tentativa
de trazer 'Jesus a Jerusalém para que pudessem cQfJ,sutpar
seus neltmd(l$propósitos, os judeus enviaram uma d�l�gà­
çdo de Jtttusalém para tentar armar uma cilada, fazendo
com hor dissesse ou yflzesse alguma coisa que os ·
autorizOS$e apuni-lo com a moríe. Quando esses emissários
iram alguns discípulos êlo pr comendo -sem terem la-
vado as miJoS, acusatam Jesus de nilo seguir 'ft Moi-
sés. Em, resposta à aCJ!SaÇãO, Jesus disse: u(y 'ontami-
na ·Ó homem niio é o que entra na boca, mas o que sai da
issQ é;. que contamina o homem . " (M,_ateu$ 15:11.1
r.,ovaCdo que ofendeu e acendeu
ainda mais a ira,do us. Por que tal declaraçdo era
u� censura para eles? O Sa vador eSfavlfj<ilando apen(IS a
respeito de uma verdade bela e simp./es. Q fDl.t havia nesse
· ensinamento que ofen(Jeu tanto aquelaspessoas desonestQS
e de ciirllÇdo hi[i(Jcrita? Ao estudar este capitulo, procure.
entender e vras do Salvador.e também a declaraÇão
do· Solmista: subirá ao monte.do Senhor, ou quem·
esttird no seu lugar santo? AqutJe que é limpo de mãos e
J!U1P • coraçllo• • • " (SalmÓS 24:3,4�1
Antes de prosseguir leia todas as escrituras do quadro:
99
�ottttntários 3Jnterpretatíbos
(13-1) Mateus 14:34-36. Os Puros de Coração
Podem Chamar os Poderes dos Céus.
O Salvador e seus discípulos chegaram à região de Genesaré
onde "todos os que estavam enfermos" foram trazidos peran­
te o Senhor para "que ao menos pudessem tocar a orla de seu
vestido; e todos os que a tocavam ficavam sãos."
"Talvez eles tivessem conhecimento de que a mulher que so­
frera durante doze anos de um fluxo de sangue fora curada ao
tocar a orla do manto de Jesus (Marcos 5:25-34); ou talvez
considerassem sagrada a orla da túnica por causa do manda­
mento divino de que as túnicas deviam ter as orlas azuis, para
que Israel visse e ''lembrasse de todos os mandamentos do Se­
nhor e os fizessem." (Números 1 5:37-41); ou talvez sentindo o
poder de sua presença, procurassem até mesmo o menoT con­
tacto fisico com ele. Seja qual for o caso, tão grande era sua
fé, que todos partilharam da sua infinita bondade e ficaram
sãos." (McConkie, DNTC, Vol. 1 . pp. 350-51 .)
(13-2) Mateus 15:1-20. As Pessoas Impuras de
Coração Ofendem-se com a Verdade Espiritual.
Os escribas é fariseus, tentando desacreditar os discípulos de
Jesus, perguntaram-lhe por que seus discípulos transgrediram
a "tradição dos anciãos", deixando de lavar as mãos antes de
comer. Jesus, por sua vez, censurou os escribas e fariseus, di-
�eção 4
zendo: "Hipócritas, bem profetizou Isaías a vosso respeito di­
zendo: Este povo honra-me com seus lábios, mas o seu cora­
ção está longe de mim." (Mateus 1 5:7-8), porque eles haviam
com as suas tradições abolido e anulado a lei de Moisés. Em
reprovação, Jesus discorreu a respeito de um intrincado siste­
ma de comentários e costumes. Muitas lendas e regras foram
relegadas ao esquecimento, a sabedoria rabínica, os regula­
mentos legais, e o que era mais importante, uma forma exte­
rior de religião.
Após discorrer sobre a base da religião "exterior" dos ju­
deus, Jesus desacreditou diante do povo a autoridade dos es­
cribas e fariseus, chamando a multidão para seu lado e profe­
rindo estas palavras incisivas: '.'0 que contamina o homem
não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que
contamina o homem. " (Mateus 15: 1 1 .)
Os fariseus se ofenderam, porque Jesus denunciou sua tradi­
ção. Sentiram-se especialmente ofendidos com aquelas pala­
vras, pois, com elas, o Salvador destruiu a obediência das mas­
sas ao que era um simples cerimonial sem significado interior e
eterno. (Ver Farrar, The Life of Christ, pp. 337-41 .)
(13-3) Marcos 7: 1. Quem Eram os Escribas?
O escriba é um dos personagens mais atuantes dentre os enu­
merados no Novo Testamento. É encontrado em Jerusalém,
Judéia ou na Galiléia, e nãoera um tipo novo na vida e cultura
do povo judeu. Presente na Babilônia e també� durante toda
a dispersão, o escriba é o porta-voz do povo; é o sábio, o ho­
mem erudito, o rabi que recebeu sua ordenação pela imposição
das mãos. É renomada a sua habilidade de examinar e questio­
nar profundamente. Honrado e importante, ele é o aristocrata
entre o povo comum, profundamente ignorante da lei. No que
diz respeito à fé e práticas religiosas, é a autoridade máxima,
o que tem a última palavra; e como mestre da lei, como juiz
nas cortes eclesiásticas, é o erudito que deve ser respeitado, cu­
jo julgamento é infalível. Anda em companhia dos fariseus,
mas não é necessariamente um membro de seu partido religio­
so. Ocupa um ofício e tem "status' ' . Seu valor é superior ao
do povo comum, o qual deve honrá-lo, pois deve ser louvado
por Deus e pelos anjos dos céus. Na verdade tão reverenciadas
eram suas palavras no que se referia à lei e práticas religiosas,
que todos deviam crer nele, ainda que suas declarações contra­
dissessem o bom senso, ou ainda que afirmasse que o sol não
brilha ao meio-dia, quando na verdade é visível a olho nu. (Ver
Edersheim. The Life and Times ofJesus the Messiah, Vol. l .
pp. 93-94.)
(13-4) Mateus 15:2. O Que Significavam as
Numerosas Lavagens Requerid3S Pelos
Costumes Judaicos?
' 'As numerosas lavagens requeridas pelos costumes judaicos
100
na época de Cristo eram, reconhecidamente, decorrentes do
rabinismo e da "tradição dos anciãos" , e não uma exigência
da lei mosaica. Em certos casos, eram prescritas lavagens su­
cessivas, em relação às quais encontramos menção da "primei­
ra", '"segunda" e "outras" águas, sendo a "segunda água"
necessária para lavar a "primeira água", que se tornava impu­
ra através do contato com mãos "comuns", e assim também
com as águas sucessivas. Algumas vezes, as mãos tinham que
ser mergulhadas ou imersas; em outras ocasiões precisavam ser
limpas por aspersão, sendo necessário que se deixasse a água
correr até o pulso ou até o cotovelo, segundo o grau da suposta
impureza; e, novamente, de acordo com os discípulos do Rabi
Shammai, somente as pontas dos dedos, ou os dedos até as
juntas precisavam ser molhados em determinadas circunstân­
cias. As regras a respeito da limpeza de recipientes e mobiliário
eram minuciosas e severas; métodos distintos eram aplicados
respectivamente aos recipientes de barro, madeira e metal. O
medo de macular as mãos inadvertidamente levava a precau­
ções extremas. Sabendo-se que o Livro da Lei, o Livro dos
Profetas e outras escrituras, quando guardadas eram às vezes
tocadas, arranhadas ou roídas por ratos, foi instituído um de­
creto rabínico, segundo o qual as Sagradas Escrituras, ou
qualquer parte das mesmas, abrangendo o mínimo de oitenta e
cinco letras (sendo que a seção mais curta das escrituras tinha
exatamente esse número), maculavam as mãos por simples
contato. Assim, as mãos tinham que ser lavadas segundo o ce­
rimonial, após tocarem uma cópia das escrituras ou mesmo
uma passagem escrita.
A libertação dessas e de "muitas outras coisas semelhantes"
deve ter sido um grande alívio. (Talmage, Jesus, o Cristo, p.
354; ver também Marcos 7: 1-23.)
(13-5) Marcos 7:11. O Que era "Corbã" ?
A Palavra Corbã significa uma dádiva ou sacrifício a Deus.
Seu uso permitia que um homem fizesse um voto de evitar ou
aceitar qualquer obrigação. Assim, ele diria: ''Faço um voto
ao Senhor, ou melhor, é corbã para mim abster-me de beber
vinho durante determinado tempo." Poderia também dizer:
"É corbã para mim a hospitalidade deste ou daquele homem."
Ele poderia negar-se a ajudar seus parentes, dizendo: "É corbã
para mim ajudar meus parentes durante algum tempo." (Ver
Dummelow, A Commentary on TheHolyBible, p. 618. Ver tam­
bém Matéus 15:3-6.) Portanto, a finalidade dessas leis era fru�­
trar certos mandamentos como "honrarás teu pai e tua mãe".
O Salvador reconhecia isto e castigou os fariseus e escribas por
se esquivarem, desse modo, de cumprir suas obrigações legíti­
mas.
(13-6) Mateus 15:13. Quem São as "Plantas"
Que Serão "Arrancadas" ?
(<: falsos ministros que se ofendem com a verdade "são cor-
ruptos e apóstatas e no devido tempo serão arrancados" pelas
verdades que o Senhor e os profetas proclamam. (Ver DNTC,
Vol. 1. p. 368.)
(13-7) Mateus 15:22. Qual é o Significado
da Frase "Uma Mulher Cananéia" ?
Leia Marcos 7:26
"Uma mulher, sabendo da presença do Mestre em sua pró­
pria terra, veio pedir-lhe um favor. Marcos nos diz que ela era
grega, ou mais literalmente, uma gentia que falava grego, e,
por nacionalidade, síro-fenícia; Mateus diz que era ' uma mu­
lher cananéia'; estas afirmações concordam entre si, uma vez
que os fenícios eram de descendência cananéia. Os evangelistas
deixam claro o fato de que esta mulher era pagã ou gentia de
nascimento; e sabemos que entre os povos assim classificados,
os. cananeus gozavÇtm de um descrédito particular entre os ju­
deus" (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 343.)
(13-8) Mateus 15:24. Quem Eram as Ovelhas
Perdidas da Casa de Israel?
Neste caso, Jesus está-se referindo aos judeus. O evangelho
devia ser "oferecido aos judeus antes de ser levado aos gen­
tios. O ministério mortal de Jesus era para Israel, e não para as
outras nações. Ao curar essa ou qualquer outra pessoa de na­
ção gentia ele o fez por dispensação especial devido a uma
grande fé." (Ver McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 37 1 .)
(13-9) Quem são os "Cães" Citados em
Mateus 15:26?
A palavra grega que foi traduzida nessa passagem como
"cães" é Kunariois, que é o diminutivo da palavra e seria me­
lhor traduzida como "cachorrinhos." Um comentador da Bí­
blia nota o significado disso:
"Os rabinos freqüentemente tratavam os gentios de cães. . .
"(Jesus) não disse 'cães' mas 'cachorrinhos' , isto é , domés­
ticos, cães de estimação, e a mulher aproveitou-se disso, argu­
mentando que se os gentios eram cães da casa, então têm o di­
reito de alimentar-se com as migalhas que caem da mesa de seu
dono." (Dummelow, Commerttary, pp. 678-79.)
101
Qtapítulo 13
Jlonto� a �onberar
Versiculos 34�35_. 'Por que razão potu:as ,slJo .escoli!Jdas
para receber os poderes.dos céus?
�á leu a respeito da senhora que tocou a
deJesusefoi cur.ada, e também sobre a mu­
(.:11Jrfl:Jrl·tnrufotcurada de um esp(ri(o m(Jligno. �
�.....'-" , 6.6.1:/1. :36 se aplica a essas pessoas? A fé extraor­
(Jfnáríà que de�traram era proveniente de sua retidão
nessoal? De que modo afé, a retidão e ·os podereS: i[o ·céu
estão intimamente relacionados? ·
·
Versfculo 37. De que modo es.s�. vers�
.
,
St1 do problema dos ;escribai·efaris.e
cill osfariseus consideravatn.: ú.m háln�"
servou como eles se preocúpavaln mai, ·a lim�ia exte-
• - ·.w . . "':&..: . . . � ' �
riordo que CO.m a pureza int:ériOr?·�c�J':<!Uf;,COntamina O ho-
mem·nao e o que entra ná b9êt�/mas �·:q��;said4 bóta, isso !
é o que contomil7a o homem.·., (Mate'US 15:11.) E�amine
·Mateus 15:17-20. Para apreciar melhor esta mÍixiina de Je-
. sus.,. e en.tenaer çomo esseprincipio pode aplicar-se ii sua·:yi-:
dÍl/ '::consldere tsta ,éita�Oo ·aa Élder:Biuce R. McConkie/�,"""' . - .. .. . .... '
�eção 4
HHá uma)ei eteffl(j� .ofdt!nada pelo próprio Deus, antes
queios;em ·;stabele�ÚJos osfundamentos des e mundo, de'i!! ' ' 'l •yf ' '
que todo hofnem,éolherá aquilo que semear. Se temos maus
pensamentos, nossa'lfnguq proferirá frases impuras. Se
nossaspalav.r(Jsforem cheias de iniqUidade, acabaremosfa­
z�ndo Obras infquas. Se nossa mente está �oncentrada nas
coisas carnais e no mal deste mundo, entiJo o mu11danismo
e a injustiça nos pareceriJo a maneira correta de viver. Se
nossa mente está cheia desexo e imoralirJade, logoP.eilsf:ire­
mos que todas aspessoas são imorais e zmpuras, e isso rom- .
perá a barreira entre 11:ós e o mundo. O mesmo acontec�,;:
i
" com qualquer outro procedimento indigno, .imo .� u��, ·
ro. Épor isto que o.Senhor diz que odeia e. considerà .a·�1
abominação poisuirmos 'um cor(lção que maqkina p�nsa-
1 • . q .
m,entos viciosos. . .
,
(Provérbios 6:18.)
�·
uPor outro lado, se ponderarmos em nosso coração as
coisas concernentes à retidão, tornar-nos-emosjustos. Se a
virtude adorna incessant.eme.nte o�· nossos pensamentos,
nossa çonfill!Jça'se fortalecerá na presença de Deus, e ele
por sua vez derratnarll retidão sobre nós. Na verdade, como
disse Jacó: 'Lembraiivos de que ter a mente carnal é morte
e ter a mente esplrlfukl é<�ida eterná! (2 Néfi 9:38.) e tam­
bém como deelarou,vpaulo: 'Não erreis: Deus nllo se deixa
escarnecer;. porque. tudo o que o homem semear, isso tam- ·
bém ceifard. Porque o qúe semeia ntr sua éarne, -aa carne
ceifará.a corrupÇão; mas o que semeia nu Es_nirito, ao Espf­
rito ceifará a vida ete a! (Gálatas '6;1'r!8.)
'Para que nossa mente possa oncentrar-se na ·fetià/Jo,
devemo} decidir conscientemente a meditar.sobre as verda-
·'des da salvaçlo em nosso coraçdo.. Ontem, o lrmilo Packe
soticitou elctqfientemente.que cant4ssemos hinos de Siilo
para concentrar nossos wnsamentos em coisas louváveis.
Gostada de acresce#tar que.poi:Jemos também - depQis de
. : al,entut.a -;- designar-nos a Jazer um
"'ntalmente muitos sermDes enquanto
caminhavapor··li, ongestioriadas, andando pelas tnlhas
do deserto, O!l'em lugares solitqrios, concentrando assim os
mell$ pensamentO$ 1l0S assuntOS do Senhor e nas coisizs da
• ój:
102
3 . O que fazer:
4 .
Resultado:
(Leia Gálatas 6:7,8)
5 . o q�eJazer:
Pensar em c�isas quesejam verdczdeiras. honestas, jus­
tiís, puras, amáveis,. de üoaja;,a� virtÜosas e de algu-
ma virtude.
·'
Resultado:
: (Lêia Filipenses 4:8,9.) ·
· 6 : O que fazer: ,
Decidir conscientemente ponderar eri:l�eu coraçtio as
verdades da salvaçtio.
Resultado:
Voe� ma11;terá a mente concentrada na retidtio.
7 . O que faier: , J:r,
Cantqr hinos de Sião, quand�/or tentado a terpens(l- ·
mentos indignos.
· ·
103
Concentrará súa mente nos n�gócios .ao Se�hor
'
e nas
obras de justjça.
'·
9. O que fa�er:
Regozijar�se no Senhor_: meditar �obre suas verdades
-em seu coração, firmar súa atenção nps •interesses do
Senhor e na bondadé que lhe ietn demoqstrado; esque­
cer o mundQ e usar toda sua força, energia e capacida­
de pai-a fazer progredir sua obra.
Resultado:
. .
Quando �préqder � �<;>ntrolar. seus pensamento
.
s e dese-
jos, sentir*
'
uma p�reza
' interiór. que· lhe. possibilitará rece: .
�er os podêres",dds céus. Leia esta escritura:
--�
D&C 12� :45,46.
Capernaum
anáe
•
Dalmanuta
• •
Nazaré
Aeron •
SAMARIA
Monte Hermon
Região da
Cesaréia de Filipe .
• Betsaida.
NISAN
ANO 32 A.D.
Capernaum, Galiléia
Jesus Fala a Respeito
dos Sinais
Betsaida, Decápolis.
Cura de um Cego.
Perto de Cesaréia de
Filipe.
Testemunho de Pedro
Jesus Prediz Sua
Morte e Ressurreição.
Monte Hermon (?)
Transfiguração.
Jesus Cura Um Jovem
Endemoniado.
Galiléia.
Jesus Viaja Novamente
pela Galiléia e
Prediz sua Morte
e Ressurreição.
Capernaum, Galiléia.
Dinheiro do Tributo
Jesus Fala a Respeito
de Conversão, Perdão
e Autoridade,
Os Setenta São Enviados a Pregar.
Mateus Marcos Lucas
16: 1-12 8 : 1 0-21
8:22-26
16: 1 3-20 8:27-30 9: 18-22
16:21-28
8:3 1-38 9:23-27
9: I
17: 1-13 9:2- 1 3 9:28-36
17: 14-21 9: 14-29 9:37-43
17;22,23 9:30-32 9:43-45
17:24-27
18:1-35 9:33-50
I 9:46-62
: 1
10: 1-16
14
� t!transfíguração
be �risto
TEMA:
Quando se achavam no Monte da Transfiguração, Pedro,
Tiago e João contemplaram a glória de Jesus Cristo e recebe­
ram as chaves do Sacerdócio através de visitantes celestiais. Es­
sas chaves continuam em poder da Igreja.
1 05
•.,Se os homens não alcançarem um nivelde entendimen�
to espiritual mais elevado do qué agora desfrut�m. sópode­
. ·rão,,ter;um conht�cimento parcial do que ocorreu no Monte
da Transfiguração. , rDNTC, Vol. l, p. 399.)
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
�ommtários ltnterpretatíbos
(14-1) Mateus 16:17,18. Qual é a Rocha
Sólida Sobre a Qual a Igreja Está Edificada?
"É um esforço infrutífero exegetas não inspirados discuti­
rem e debaterem esta passagem, tentando fundamentar sua sa­
bedoria particular na qual se emaranharam. O que importa
que o nome Pedro por acaso signifique em grego uma rocha ou
pedra? Que diferença faz que o Senhor tenha prometido a Pe­
dro o dom da vidência ou qualquer outra coisa com esse pro­
pósito? O que a posse desse dom tem a ver com o problema de
demonstrar que todos os Doze possuíam todas as chaves do
reino? Nenhum desses princípios estabelece a divindade de
qualquer igreja falsa.
"Mas suponhamos que fosse verdade que todos os insusten­
táveis pontos de vista apóstatas fossem corretos, e que o Se­
nhor tivesse estabelecido o seu reino tendo Pedro como a ro­
cha de base, ainda assim toda igreja capaz de traçar sua linha
�tção 4
de autoridade até Pedro seria uma igreja falsa, a menos que
acre�itasse e operasse sob os princípios da revelação moderna.
Por quê? Simplesmente porque as condições do mundo atual
são tão diferentes, que uma igreja que não recebe revelação
diariamente não pode executar as modificações necessárias pa­
ra fazer frente a essas novas condições. Como poderia a igreja
moderna saber quais as medidas corretas que deve tomar no
que se refere ao fumo, café, bomba atômica, cinema e televi­
são, e milhares de outras coisas que não eram conhecidas dos
homens na época de Pedro?
"É óbvio, portanto, que é somente através da revelação que
o Senhor estabelece o seu trabalho entre os homens. Em última
análise, nenhuma pessoa pode ter um conhecimento conclusi­
vo quanto ao sentido dessa passagem, a menos que receba
revelação daquele Deus que não faz acepção de pessoas e que
dá sabedoria liberalmente a todos os que a pedem com fé. E
como podem as pessoas que negam existir revelação na época
atual, e que se abstêm deliberadamente de obtê-la para si, co­
mo podem elas, no estado não inspirado em que se encontram,
chegar a obter o conhecimento certo dessas ou de outras verda­
des espirituais e eternas?" (McConkie, DNTC, vol. l . p . 387.)
(14-2) Mateus 16: 19. O Que São as
Chaves dos Céus?
"Essas chaves incluem o poder de selar, isto é, o poder de li­
gar e selar na terra em nome e com a autoridade do Senhor, e
ter esse ato ratificado nos céus. Desse modo, se Pedro realizas­
se um batismo pela autoridade do poder de selamento que lhe
foi prometido nessa passagem, essa ordenança teria pleno vi­
gor e validade quando a pessoa por quem foi realizada entrasse
nos mundos eternos, e faria com que ela fosse admitida no rei­
no celestial. E mais, se Pedro utilizasse as chaves de selamento
para realizar um casamento, então as pessoas unidas por essa
ordenança eterna, continuariam como marido e mulher para
todo o sempre. Quando alcançassem seu futuro céu, estariam
unidos como família, da mesma forma que estiveram unidos
aqui na terra." (McConkie, Mormon Doctrine pp. 615-16 e
também DNTC, Vol. l . p. 389-90.)
(14-3) Mateus 16:19. Existe Algum Significado
Especial na Declaração de Jesus, de Que
Pedro Receberia as Chaves do Reino?
"Em outras palavras, Pedro, portando as chaves do reino
era tão presidente do S-umo Sacerdócio em sua época como Jo­
seph Smith e seus sucessores, que também receberam as 'cha­
ves' na época atual, são presidentes do Sumo Sacerdócio e os
cabeças da Igreja e do reino de Deus na Terra." (Harold B.
Lee, em CR, outubro de 1953, p. 25.)
106
(14-4) Mateus 16:24. "Tome Sua Cruz e
Siga-me."
A Versão Inspirada da Bíblia dizque "um homem tomar so­
bre si a sua cruz é negar-se a participar de toda impiedade, to­
da cobiça mundana, e guardar os meus mandamentos." (Ma­
teus 16:26. Versão Inspirada.)
(14-5). Mateus 17: 1-9. Por que Pedro,
Tiago e João Foram os Primeiros a Receber
Privilégios, Chaves e Bênçãos Especiais?
"Somente eles viram a filha de Jairo ser levantada dos mor­
tos (Marcos 5:22-24, 35-43.) Somente eles contemplaram a gló­
ria e majestade do Jesus transfigurado; somente eles recebe­
ram de Jesus, Moisés e Elias as chaves do reino, ficando proi­
bidos de falar aos outros Doze a respeito desses acontecimen­
tos transcendentais até que o Senhor ressuscitasse dos mortos.
Somente eles foram levados a um local de Getsêmani, onde
presenciaram a agonia de Jesus, quando este tomou sobre si os
pecados do mundo. (Marcos 14:32-42.) Foram eles que apare­
ceram a Joseph Smith e Oliver Cowdery nesta dispensação. e
lhes conferiram o Sacerdócio e suas chaves. (D&C 27: 12-13;
1 28:20.)
"Por que somente esses três personagens, e não vários ou­
tros, ou até mesmo todos os Doze participaram desses aconte­
cimentos? A verdade é que Pedro, Tiago e João eram a Pri­
meira Presidência da Igreja em sua época. . . Através de revela­
ções modernas, sabemos que eles possuíam e restauraram " as
chaves do reino, as quais pertencem sempre a Presidência do
Sumo Sacerdócio." (D&C 81 :2.) ou, em outras palavras, eles
eram a Primeira Presidência naquela época. (McConkie,
DNTC, Vol. 1 . pp. 401-2.)
"Na época do ministério de Cristo, ele chamou os primeiros
apóstolos já ordenados a esse ofício, pelo que sabemos até
agora. Ele lhes conferiu todo o poder e autoridade do Sacerdó­
cio. Támbém designou três deles para assumirem a chave da
Presidência. Pedro, Tiago e João atuavam como a Primeira
Presidência da Igreja na sua época. (Smith, Doctrines ofSal­
vation, Vol. 3. p. 1 52. Ver também D&C 7:7; 27: 12, 13.)
(14-6) Mateus 17:3,4. O Que Havia de
Importante no Aparecimento de
Moisés e Elias?
"Moisés, o grande profeta-estadista, cujo nome simbolizava
a lei, e Elias, o tesbita, um profeta de tão grande fama, que seu
nome passou a representar a sabedoria e discernimento coleti­
vo de todos os profetas. Moisés possuía as chaves para coligar
e conduzir as dez tribos das terras do norte; Elias, as chaves do
poder de selamento. Estas foram as chavés que eles conferiram
a Pedro, Tiago e João no Monte da Transfiguração, e igual­
mente a Joseph Smith e Oliver Cowdery no Templo de Kir­
tland cerca de duzentos anos atrás. (D&C 1 10: 11-16.) Ambos
eram seres transladados c tinham corpos de carne e ossos, uma
condição que aparentemente desfrutavam para poderem con­
ferir chaves de autoridade a homens mortais. As escrituras
dão-nos um registro detalhado da transladação de Elias (ll Reis
2), e existem inúmeras passagens escriturísticas concernentes a
Moisés que somente podem ser interpretadas no sentido de que
também ele foi levado ao céu sem provar a morte. (Alma
45: 18-19; Mórmon Doctrine pp. 726-730; Doctrines ofSalva­
tion, Vol. 2, pp. 107-1 1 1) Quando esses dois homens santos
apareceram nesta dispensação para restaurar suas chaves e po­
deres, vieram como seres ressuscitados. (D&C 133:55.)"
(McConkie, DNTC, Vol. 1. pp. 402-3.)
(14-7) Mateus 18:15-17, 21-35. Há Limites
Para o, Perdão? Se Existerfa, ·Como Este
Princípio se Aplica aos Ensinamentos
de Jesus?
Com referência ao número de vezes que devemos perdoar ao
nosso próximo, leia estas escrituras:
Mateus 18:21 ,22; D&C 98:23-48; D&C 64:7-1 1 .
(14-8) Mateus 18:6. O Que Significa a
Frase: "Qualquer Que Escandalizar Um
Destes Pequeninos"?
Os pequeninos são as crianças e pessoas que se tornaram co­
mo criancinhas ao aceitar os princípios do evangelho. É real­
mente um pecado grave "escandalizar um desses pequeninos",
ser-lhes motivo de tropeço ou abalar-lhes a fé devido a um fal­
so exemplo ou doutrina. O Salvador ensinou que, em alguns
casos, seria melhor que uma pessoa jamais tivesse nascido do
que ser um obstáculo ao progresso de outra. (Ver McConkie,
DNTC, Vol. 1 , p. 420.)
(14-9) Mateus 18:17. Uma Pessoa
Precisa Confessar Suas Transgressões
aos Líderes da Igreja?
"A função dos líderes da Igreja no que se refere ao perdão é
dupla: ( I ) estabelecer a devida penalidade - por exemplo, ini­
ciar a ação oficial para com o transgressor em casos que justifi­
quem desassociação ou excomunhão; (2) suspender a penalida­
de e reintegrar o membro na irmandade da Igreja. Quaisquer
dos dois passos, o perdão ou a ação disciplinar da Igreja, de­
vem ser dados à luz de todos os fatos e segundo a inspiração a
107
<!Capítulo 14
que têm direito aqueles que tomam a decisão. Por isso, é im­
portante que o transgressor arrependido faça uma confissão
sincera à autoridade competente. (Kimball, O Milagre do Per­
dão, p. 309.)
�ontos a �onberar
14-10 A IMPORTÂNCIA DAS CHAVES
DO SACERDÓCIO
Adão e Nóe, cabeças de dispensações do evangelho, e outros
importantes profetas, possuíram várias chaves do Sacerdócio.
O Presidente Wilford Woodruff disse que Joseph Smith decla­
rou aos Doze ter selado sobre eles todas as chaves, direitos, au­
toridades e poderes de selamento. (Ver Durham, Discourses of
Wilford Woodruff, pp. 71-73.)
Ao ser ordenado membro do Conselho dos Doze, todo
apóstolo é abençoado com todas as chaves do Sacerdócio
atualmente disponíveis aos homens na terra. Embora todos
eles possuam as chaves, somente o oficial presidente da Igreja
pode exercê-las plenamente. Ao ser dissolvida a Primeira Pre­
sidência, o membro sênior do Conselho dos Doze, que foi cha­
mado e apoiado antes de qualquer outro membro vivo dos Do­
ze, pode exercer essas chaves em sua plenitude.
Leia e sublinhe D&C 132:7.
"... Temos o santo Sac�rdócio e. . . as chaves do reino. . .
· (Joseph Fielding Smith em CR, abril de-1972, p. 99.)
Para�ter um exemplo· de como ·os apóstolos receberam as
chavesdo Sacerdócio/considere comoforam dadas,a,,Spen­
cer· W. Kimba/1, um RÍ'ofeta moderno.
�eção 4
(Chaves dos poderes
de se/amento do Sacerdócio:
o poder de ligar na terra
e selar eternamente nos
céus.)
(0 Salvador)
I
Pedro
(Pedro, Tiago e João foram ordenados pelo
Salvador. (Marcos 3 : 1 4; Mateus 1 6: 1 9.)
Tiago
Joseph Smith
(Chaves do reino: todos
os direitos e poderes
de presidência.)
João Batista
(Ordenado sob as mãos de Pedro , Tiago e João em 1 829.)
108
Brigham Young
(Ordenado apóstolo
em 1 4 fev. 1 83 5 , pelas
Três Testemunhas, que
agiram sob a autoridade
de Joseph Smith. )
George Q. Cannon
(Ordenado apóstolo
em 26 de agosto de 1 860,
por Brigham Young.)
Qu�e ilnpor�ância Iem para você ofat�·de''que os líderes
ti�' Jg/eja possuem as ·chaves dó Sácerdócio atua/mente?
Como se relacionam elas com o seu batismo, sua família,
seu casamento. ou futuro casamento, o Sacerdócio etc. ?
Leia D&C 132:13. As chaves abrem portas. Que portasfo­
ram abertas para você em conseqüência de.as chaves terem ·
sido conferidas à Igreja?
(14- l l ) SUMÁRIO
Todas as coisas foram feitas na devida ordem durante o mi­
nistério do Salvador. A experiência ocorrida no Monte da
Transfiguração, entre outras coisas, marcou a concessão de
importantes revelações e chaves outorgadas aos líderes que em
breve presidiriam a igreja de Cristo na dispensação do meridia­
no dos tempos.
1 09
Heber J . Grant
(Ordenado apóstolo ·em
1 6 de outubro de 1 882,
por George Q. Cannon .)
�apítuoo 1 4
Spencer W. Kimball
(Ordenado apóstolo
em 7 de outubro
de 1 943 , por Heber
J. Grant .)
SAMARIA
Efraim e
Jerusalém
•
Beléme
Deserto da
Judéia
JUDÉIA
NISAN
Galiléia
Os irmãos de Jesus
pedem-lhe que vá
para a J udéia.
Jesus Parte para
Jerusalém
Jerusalém, Judéia
Festa dos Tabernáculos
MINISTÉRIO FINAL NA J U DÉIA
Jerusalém , J udéia
Mulher Apanhada
em Adultério
Jesus Testifica de Si
Mesmo.(A Luz do Mundo)
Discurso aos J udeus.
Cura Um Homem Cego de Nascença
A Parábola do Bom Pastor
7:2-9
9:5 I-56 7:1
7: I I-
8: l-I
8 : I2-.
8 : 3 I -
9: I-4
10: l -2
15
"�u �ou a Jlu? bo j!Munbo"
TEMA
A luz de Cristo possibilita à humanidade escolher claramen­
te entre o reino de Deus e as trevas espirituais.
.Havia e!hegado o outono na Galilêia. Aproximava-se a
cx;asillo em,queseria realizáda a/esta anualdos Tabemáéu­
los, e Jesus. como muitos deseus concidadãosjudeus, pre­
tendia tl$$is( �ess'L grande:celebraçlio.em Jerusalém. Al­
de 'Set-IS:i'í'mãos·acliaram que·essa seria uma épocapro:.·
· ..eclarasse publicamente SU4 missiio
m: •f'SeJazes estas·coisas; manifesta-�·
7.:4.{
P re nãa aceitou a sitgestllo e adiou sua partida por
alguns dias.
·
�'Subi'v(Js a esttlfeita, 1' d� ele a�irm4os,
••eu ntio súbo o.inda fl estafesto, J,.orque ainda o meu te;,po
nllp está cumprido. " (Joilo 1:8.) Nlo era plano de seu Pai
que Cristo se aprestntas.te. a nllo ser qutJndÓ· a festajá se
achasse bem adiantada, pois os lideres judeus pretendiam
tirar-lhe a vitJ.â.
Einalmente, entretanto. _,comp/etllRd� os dios ptl1'll a
sua assu.(}ção, (Jesus). manifestou o /inMprop6.filo de ir á
Jerusalém. " (Lu�as. 9:5J.)
1 1 1
cruz, e ele estava inabalavelmente determinado a segui-lo,
pois fora estabelecido por seu Pai. Ele dissera a seu respei­
to, através de lsalas: 'Pus o meu rosto como um seixo, e seJ
que nbo serei confundido. ' (lsafas 50:7.) E.stava claro, por­
tanto, que sua· vontade era irredutfvel. ,
,
(McConkie,
DNT.C, 1:439.)
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
�omentários 3Jnterpretatíbos
(15-1) João 7:2. Em Que Consistia a Festa dos Tabernáculos?
". . .Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos taber­
náculos ao Senhor por sete dias." (Levítico 23:34.)
A Festa dos Tabernáculos era uma ocasião em que o povo
devia regozijar-se e exprimir seu agradecimento ao Senhor pe­
las colheitas abundantes das férteis terras da Palestina. As
plantações e vinhas muitas vezes eram situadas um pouco dis­
tantes das vilas israelitas, e por esse motivo as famílias nela
construíam abrigos temporários para a época da colheita e ce­
lebração da festa, que durava uma semana. Essas moradias
eram decoradas com frutas e grinaldas, que representavam as
pródigas colheitas recebidas do Senhor. Serviam também para
lembrar a seus moradores os quarenta anos que seus ancestrais
passaram no deserto, acampados em tendas improvisadas fei­
tas de qualquer material que pudessem encontrar. Os judeus
jamais deviam esquecer que Deus redimira seu povo da servi­
dão e cativeiro.
39eção 4
Nessa ocasião, eram oferecidos diariamente sacrifícios espe­
ciais de carneiros, ovelhas e touros. O povo também participa­
va de uma cerimônia em que agitavam ramos de palma, mirto,
salgueiro e cidra em direção dos pontos cardeais, simbolizando
a presença de Deus em todo o universo.
No oitavo dia, era realizada a Festa de Encerramento, uma
ocasião de solene assembléia, um dia de oração por chuvas,
um dia dedicado à memória dos mortos. (Ver Êxodo 23 : 16- 1 7;
Levítico 23:39-43; Números 29: 12-38; Deuteronômio 16: 13-15;
3 1 : 10-13.)
(15-2) João 7:16-17. Qual é o Teste que Jesus
Prescreveu aos Homens, Para Que Reconheçam
a Veracidade de sua Doutrina?
"Ao estudarmos os registras que nos foram deixados por
homens que conviveram intimamente com o Senhor, encontra­
mos o relato a respeito de certa ocasião em que os homens que
o escutavam vociferaram contra Jesus. Opunham-se firme­
mente a suas obras, da mesma forma em que a humanidade o
faz atualmente. Uma voz clamou do meio da multidão e disse:
'Como podemos saber se o que dizes é verdade? Como pode­
mos saber se realmente és o Filho de Deus, conforme profes­
sas?' E Jesus respondeu-lhe, de maneira bastante simples (ob­
servem bem o texto): 'Se alguém quiser fazer a vontade dele,
pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eufalo
de mim mesmo.' (João 7: 17. Itálicos adicionados.)
"Este é o teste mais seguro e filosófico, a maneira mais sim­
ples de dar entendimento a um indivíduo que a mente humana
pode conceber. Fazer uma coisa, introduzi-la em seu próprio
ser os convencerá se ela é boa ou má. Provavelmente não con­
seguirão convencer-me a respeito de algum princípio em que
acreditam, mas reconhecem que é verdadeiro, porque o vive­
ram. Este é o teste que o Salvador deu àqueles homens que lhe
perguntaram como podiam saber se a doutrina era de Deus ou
do homem." (David O. McKay, em CR, outubro de 1966, p.
136.)
(15-3) João 8:1-11. A Mulher Apanhada em Adultério
"Mas será que o Senhor perdoou a mulher? Ele poderia
perdoá-la? Não parece haver evidência de que houve perdão.
Ele disse-lhe: 'Vai, e não peques mais.' Estava indicando-lhe o
caminho que deveria seguir, abandonar a vida desonesta que
levava, não pecar mais, transformar sua vida. Estava-lhe di­
zendo: Vai, mulher, e começa o teu arrependimento; e estava a
indicar-lhe o primeiro passo - abandonar as transgressões.
(Kimball, O Milagre do Perdão, p. 1 59.)
1 1 2
(15-4) João 8:31,32. "A Verdade Vos Libertará. "
O Élder Bruce R. McConkie interpretou essa passagem di­
zendo que seremos ' 'libertados do poder condenatório das fal­
sas doutrinas, da escravidão dos apetites e da cobiça, das alge­
mas do pecado, de toda influência maligna e corrupta e de to­
do poder que limita e diminui o nosso progresso; e estaremos
livres para progredir até alcançar a liberdade infinita que só é
desfrutada plenamente pelos seres exaltados." (DNTC, Vol. 1 ,
pp. 456-57.)
(15-5) João 8:56-59. O que Jesus Tinha em Mente
ao Dizer que "Antes Que Abraão Existisse, Eu Sou"?
"Ninguém fez ou poderia fazer afirmação mais ousada e di­
reta de divindade do que esta. 'Antes de Abraão, Existia eu,
Jeová.' Isto é, 'Eu sou o Deus Todo-Poderoso, o Grande EU
SOU . Sou o auto-existente, O Eterno. Sou o Deus de vossos
pais. Meu nome é : EU SOU O QUE SOU.'
"O Senhor Jeová apareceu a Moisés e identificou-se como o
Deus de Abraão, !saque e Jacó, e disse: 'EU SOU O QUE
SOU. . . Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a
vós. . . Este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de
geração em geração.' (Êxodo 3: 1-1 5.)
"Numa manifestação posterior, a Deidade declarou: 'Eu
sou o Senhor. E eu apareci a Abraão, a lsaque e a Jacó, como
o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, teu
lhes fui perfeitamente conhecido. ' (Êxodo ():2-3 .) Através de
revelações modernas, sabemos que um dos grandes pronuncia­
mentos que o Senhor fez a Abraão foi: 'Eu sou o Senhor teu
Deus;. . . Meu nome é Jeová' (Abraão 2:7-8), e em concordân­
cia, encontramos na Versão Inspirada uma passagem que diz:
'Eu apareci a Abraão, a !saque e a Jacó. Eu sou o Senhor Deus
Todo-Poderoso; o Senhor JEOVÁ. E meu nome não lhes foi
perfeitamente conhecido' (Êxodo 6:3. Versão Inspirada.)
' 'A beligerante tentativa dos judeus de apedrejá-lo, prova
que compreenderam claramente a afirmação de Jesus de ser o
Messias - pois a morte por apedrejamento era a penalidade
imposta aos culpados de blasfêmia, um crime de que nosso Se­
nhor seria culpado, não fossem verdadeiras as suas proclama­
ções de divindade. No entanto Jesus, exercendo incontestáveis
poderes divinos, afastou-se deles como um homem desconhe·
cido.'' (McConkie,DNTC, Vol 1 , p. 464.)
(15-6) João 10:1-15. O Simbolismo do
"Bom Pastor."
' 'O pastor da Palestina levava uma vida solitária e era notá­
vel por sua fidelidade e proteção a seu rebanho. Ao anoitecer,
as ovelhas eram trazidas para um cercado chamado redil, dota­
do de muros elevados, para evitar que qualquer pessoa ou ani­
mal nele entrasse. O alto dos muros era guarnecido de espi­
nhos para impedir que os lobos invadissem o cercado. O único
meio de acesso era pela porta. (João 10: 1 .)
''Freqüentemente diversos rebanhos eram reunidos em um
só aprisco, e um pastor, denominado porteiro, ficava de guar­
da à porta durante a noite, enquanto os demais iam para casa
descansar. Ao voltarem pela manhã, eram reconhecidos pelo
porteiro que os deixava entrar, e cada um chamava o seu pró­
prio rebanho e o conduzia às pastagens. (João 1 0:2-3.) O pas­
tor alimentava as ovelhas.
"Ele caminhava à frente de seu rebanho e o conduzia. As
ovelhas conheciam o pastor, nele confiavam e não seguiriam
uma pessoa estranha. (João 10:4-5.) O ,Pastor geralmente dava
um nome a cada ovelha pelo qual atendiam quando as chama­
va. Se um estranho chamasse, elas ficavam nervosas e não obe­
deciam, pois conheciam a voz de seu mestre. (João 1 0:3,4,27.)
"O verdadeiro pastor, o proprietário do rebanho, estava
disposto a dar a vida por suas ovelhas, se necessário fosse. Às
vezes, um leopardo ou pantera, premido pela fome, transpu­
nha os muros do aprisco e pulava no meio do aterrorizado re­
banho. Nessa ocasião era testada a coragem e afeição do pas­
tor. Um jornaleiro, uma pessoa mercenária que não fosse pro­
prietária do rebanho, em tal crise poderia fugir do perigo e do
cumprimento dos deveres de pastor,(João 10: 1 1- 1 3), e desse
modo demonstraria não estar disposto a dar primazia ao bem­
estar do rebanho. Os jornaleiros tinham fama de vender ove­
lhas, apropriarem-se do dinheiro e relatarem a perda, alegando
que foram atacadas e destruídas pelos lobos. Quando aplica­
mos esse exemplo ao evangelho, compreendemos o que faria
um 'jornaleiro' ao cuidar das almas humanas. No entanto, a
verdadeira preocupação do legítimo pastor era o bem-estar das
ovelhas. (João 2 1 : 15-17.)
"Até mesmo a roupa do pastor era feita para ajudá-lo a cui­
dar de seu rebanho. O casaco geralmente era dotado de uma
grande bolsa interna, muito apropriadapara levar um cordeiro
fraco ou ferido para lugar seguro. O Profeta Isaías referiu-se a
essa bolsa, ao atribuir a Cristo o papel de pastor. (Isaías 40: 10-
1 1 .)
"A posição de Jesus como o Bom Pastor é completa em to­
dos os detalhes. Ele está à porta do aprisco, pela qual devemos
entrar. Não há nenhum outro meio de acesso. (João 10:9.) Ele
não é um 'jornaleiro', mas sim o legítimo pastor das almas hu­
manas, e 'não somos de nós mesmos' (1 Coríntios 6: 19-20.)
pois ele nos comprou com seu precioso sangue. (1 Coríntios
1 1 3
([apítulo 1 5
7:23: I Pedro 1 : 1 8- 19; II Pedro 2: 1 ; Atos 20:28.) O pastor con­
duz o rebanho às verdes pastagens onde ele se alimentará. Je­
sus nos deu sua palavra. Fomos prevenidos a respeito das dou­
trinas dos homens. Somente a "pastagem" que o Senhor nos
dá é o alimento adequado para seu rebanho, e nenhum homem
pode ser salvo em ignorância de sua palavra ou sem as suas re­
velações. As verdadeiras ovelhas reconhecem a sua voz. O ver­
dadeiro Pastor conhece e possui suas ovelhas e ele as chama.
Assim, tomamos sobre nós o nome de Cristo, pois nós lhe per­
tencemos e somos as suas ovelhas; e se temos o seu nome, po­
demos entrar 'pela porta' " (Matthews, The Parables ofJesus,
pp. 75-76.)
cem a minha voz"? Para rrzelhor compreensão,
si� 6:J().,JJ• .
(15-7) João 10:17-18. (Ver também João 5:26,27.)
Em que Sentido Ninguém Poderia Tirar a
Vida de Jesus?
"Jesus não tinha um pai na carne, isto é, mortal e sujeito à
morte. Nosso Pai Eterno, a quem oramos é o Pai do corpo de
Jesus Cristo, e dele o Salvador herdou a vida, e a morte sempre
lhe foi sujeita. Tinha o poder de dar a sua vida, porque era fi­
lho de Maria, a qual como nós, era mortal. Tinha a capacidade
de retomar a vida, porque esse poder estava nele. Ao ensinar
aos judeus e seus discípulos, ele freqüentemente lhes falava de
seu poder e sua missão." (Smith, Answer to Gospel Questions,
Vol 1 , p. 33.)
�ontos a �onberar
(15-8) Eu Sou a Luz do Mundo
A celebração conhecida como a Festa dos Tabernáculos era
marcada por uma brilhante exibição de luzes que provinha de
grandes candelabros de ouro colocados dentro do complexo
do templo. Jesus aparentemente aproveitou essa situação para
declarar: "Eu sou a luz do mundo. "
"Seus ouvintes bem sabiam que seu Messias seria uma luz
para toda a humanidade; isto é, sabiam que era a própria fonte
da luz e da verdade, e seria uma luz, um exemplo, um dispen­
sador da verdade; sabiam que sua missão seria marcar e ilumi­
nar o caminho pelo qual todos os homens devem seguir. (3 Né-
fi 15:9; 18: 1 6,24.) as profecias messiânicas dadas a seus pais
prometiam que ele seria 'uma luz para os gentios' (Isaías
49:6.), uma luz que romperia as trevas do erro e da descrença.
(Isaías 60: 1-3.) Ao aplicar essas profecias à sua própria pessoa,
Jesus fez uma clara proclamação de que era o Messias e foi
compreendido pelos que o ouviam" . (McConkie, DNTC Vol.
1 , pp. 452-53.)
A Mulher Apanhada em Pecado
(João 8:3-12)
De·acordo c;om a lei mosaico, a punição física aplicada
.ao culpado de adultério era ':1 morte. Qual era (e continua
sendo) apenalidade espiritual? De que modo Jesus salvou a
vida da mulher pecadora? De que maneira ele se tornou
uma luzpara ela? Epara os. seus acusadores? Como pode
ele ser uma luz para todos os pecadores?
A Cura do Homem Cego de Nascença
(João 9:1-41)
.
Oproblema que realmente aborrecia osfariseus nf}o eraa
legitimidade de Jes� curar no Sábac!o, nem realmente se
· importavam se era ou não o Messias. Achavam que sua
própria existência como intérpretes ddleiestava seriamente
ameaçada. Exigiam eles que todo ju_de.u pautasse sua vida
por uma série de rituais eleisseveras, cuja violação o torna­
ria impuro" e, conseqüentemente, . inac(!itável à vista de
Deus.
Em contraste;·Jesus ensinava que as leis de Deus eràm
baseadas no amor; e que a obediência lhes traria liberdade;
alegria e satisfação. A essência dos ensinamentos de Cristo
derramou·a luz da verdade sobre aquelasfilosofi�falsas e
opressivas que mantinham os homens presos às trevas da
descrença, ignorância epecado. Ver João 9:39. Jésus apon­
tava claramente o caminho pelo qual os homens poderiam
alcançar a salvação e lhes oferece_u uma opção: permane­
çam no estado em que se encontram ou transformem suas
vidas e sigam-me. Em outras palavras, erá como se ele dis..:
sesse:
'Vim ao mundo para julgar todos os homens, dividí-los
em dois campos conforme aceitam ou �ecusam a minhapa­
lavra. Os que estãopresosà cegueira espiritual, abrirão seus
olhos airavés dá obediência ao meu evangelho e: verão as
coisas do Espírito. Os quejulgam poder yero que é da esfe­
ra espiritual, mas não aceitâm a niim e a meu evangelho,
permanecerão nas trevas e se tornarão cegos às genuínas
verdades espirituais. ' (McConkie, DNTC, V�/ 1.,p. 452.)
1 14
Como pôde um homem cego de nascença tornar a ver
com clareza eterna, que eclipsava a visão daqueles quepro­
fessavam tera mais completaperspectiva da lei?Existem al­
guns discernimentos profundos e poderosos nesta história
quepodem ajudá-lo a vencera cegueira espiritual. Examin�
novamente alguns importantes versfcu/os,do cap(tulo 9 do
Evangelho
.
de João, que aj�darq,o a explicar como um indi­
vfduopode começar a enxergar'�s coisas de Deus. Quantas
vezes·o homem teve que "testificar'' o que havia aconteci­
do? Observe os versfculos 11, 15, 17e 25. Percebe como sua
visão espiritualse desenvolve à medida quepresta o seu tes­
temunho? Inicialmente ele apenas relata o que aconteceu;
porém, ao terminar, ele é um disc(pulo converso de Cristo.
Observe os versfculos 26 e 27. Examine agora o poder do
_ seu testemunhofinal. Leia os versfculos 31-33. ·
Q.que aconteceu aojovem por se tornar um disc(pulo de ·
Cristo? Leia o versfculo 34. Ele estava disposto apagar o
reço? Examine agora o resultado. Estude cuidadosamente
o versfculo 35. Quemfoiprocurar a quem? Por quê? Como
se sentiria, se soubesse que o Salvador o está procurando,
sentindo grande ternura por você devido àfé que tem de­
monstrado, mesmo em meio às provações? Você sabe que
ele es!á, mas, tem olhos para ver?
...
Cristo ode Ser Uma Luz em Sua Vida.
· Você acabou de ler a respeito de dois indivfduos,·cuja vi­
da foi transformada pela luz de Cristo. O Salvador pode
fortalecer e iluminar a·sua vida também. Eleexplicou como
isto épossfvel. No Sermão da Montanha, o Senhor ensinou .
que podemos desff'U:tardeiualuz, se tivermos os olhosfitos
somente em servf-lo e guardar os seus mandamentos.. (Ver
Mateus 6:22, 23.) Ter os olhosfitos significa que os interes­
ses e prazeres do mundo não se tornam tão atraentes e im­
port�ntes quanto o nosso desejo de fortalecer o reino do
Senhor. Significa que devemos estar dispostos a colocar de
lado os nossos interesses, quando necessário, para cuidar
·das necessidades de nosso próximo. Significa que não nos
envergonhamos do Evangelho de Jesus Cristo - que nosso
próprio serpode irradiar e refletir sua mensagem de verda­
de, amor epaz. uEm verdade, em verdade vos digo que vos
deipara que sejais a luz do mundo... " (Mateus 5:16, Ver­
são Inspir�da.) uEis que sou a luz que levantareis: aquilo·
que ·me vistes fazer.·, (3 Néfi 18:24.) uAssim, deixai res-
,.plandecer a vossa luz diante do mundo, para que vejam as
vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos
céus. " (Mateus 5:18, Versão Inspirada.)
(15-9) A Luz da Verdade é a Luz de Cristo
O Profeta Joseph Smith recebeu uma revelação profunda
em que lhe foram manifestadas algumas das mais poderosas
verdades jamais reveladas, concernentes à natureza e missão
de Jesus Cristo como a luz do mundo.
Leia D&C 88:6-13
Dificilmente uma pessoa consegue compreender a profundi­
dade e magnitude da missão sublime de nosso Senhor e Salva­
dor para a terra e seus habitantes. Porém, podemos ter certeza
de uma coisa:
1 15
([apítulo 15
"Cristo é a luz da humanidade. Nela o homem pode ver cla­
ramente o seu caminho. Se a rejeita, sua alma perambula na
escuridão. Nenhuma pessoa, nenhum grupo ou nação pode al­
cançar o verdadeiro sucesso sem seguir aquele que disse:
"Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em tre­
vas, 'mas terá a luz da vida.' (João 8: 12.)" (David O. McKay,
em CR, abril de 1940, p. 1 15.)
SAMARIA NISAN
• Peréia
J erusalé
•
m
Jeric
l • Betabara
Betânia •
Belém•
Deserto
da Judéia
JUDEIA
• Macaero
ANO 32 A . D .
J udéia
Os Set e n t a Retornam
Os Dois G randes
M andamen tos;
O Bom Samaritano .
Betânia, J udéia.
Jesus Visita M aria e
M art a .
J udéia .
Jesus Ensina Seus
Discípulos a Orar .
Expu lsa u m Espírito
Mudo;
Acusação a Satanás
Outro Discurso
Sobre a Lim peza.
M ateus M arcos Lucas Jo�
I I : 25-27 1 0: I 7-24
JUDI
I 0:38-42
I I : 1 - 1 3
1 1 : 1 4-36
1 1 :37-54
16
Q&g 1!loíg �ranbeg
JManbamentog
TEMA:
O Salvador ensinou quão importante é desenvolver um
amor puro primeiramente a Deus, e depois a todos os seus se­
melhantes.
Mesmo f} o ·o crepúsculo desceu" sobre
.
as muiÚdiJes·
que se dispe m, aprópria cenaparecia ilustrar a distin-
ç�o·que ha�ia..,eftré o Messias e seus àtribu/ados ouvintes�
.pois as �scrituras di�em que ..cada um foi para Sua casa, ,
,nporém Jesusfoipara o monte das Oliveiras. " (João 7:53;
8:1.)
.f!osteriormente,· tendo diante-de si o irrepreensível teste­
munho do hqmem quefora cego, esses mesmpsjudeus ne­
garam o que, era incontestável. A escuridão que haviam
criado ainda
�
pêrdurava, e eles permaneceram voluntária­
mente cegos àquele que era a luz do mundo.
Jesusfalou-lhes também da importância dasua voz, pois
· e{e era o Bpm Pastor que havia/alado dos céus a seus pais
· que. erravam :pelo deserto. Porém, eles novamente
.
1in!!Jam�se .�e slirc/o
,
s, e em suas mãos ele logo seria o Cor-.
1 17
deiro de Deus oferecido em holocausto. " Procurais matar­
me, "disse ele, " porque a minha palavra não entra em
vós. ,,
(JóãÔ 8:37.) . .
.
Através disso tudo, podemos ver que Jesus não foi na­
quela época, nem está sendo agora, aceito ou rejeitado sim­
plesmente por motivos técnicos, é, em última análise mais
uma questão de que nós realmentecremos. Agora, ao con­
tinuar com Jesus em seu último ministério na Judéia, você
· lerá'a respeito daq&�eles doisfundamentos�geridospelo tí­
tulo desta liçãq.' Espe,.a-se que obtenha maior entendimen­
to desS(?Sprincípios pásicos necessários para ganhar a vida
eterna: os dois grarzdes mandamentos.
Antes de prosseguir, leia tpdas as escrituras do quadro.
�omentários 3Jnterpretatíbos
(16-1) Lucas 10:17. O Que Significava o
Chal!lado dos Setenta.
' 'A ordem dos setenta é um chamado especial feito aos líde­
res para pregarem o evangelho em todo o mundo, sob a dire­
ção dos Doze Apóstolos. U m quórum de setenta é constituído
de setenta membros, sete dos quais são escolhidos como presi­
dentes. A diferença entre os setenta e os élderes é que os pri­
meiros são 'ministros viajantes" e os últimos 'ministros per­
manentes' da Igreja." (Widtsoe, comp. Priesthood and
Ch�rch Government, p. 1 1 5; Ver também D&C 107:25 .)
�eção 4
(16-2) Lucas 10:21. Quem são as
"Criancinhas" a Quem o Pai
Concede Revelação?
Em comparação com os homens eruditos da época, como os
rabis e escribas, cujo entendimento servia apenas para endure­
cer seus corações contra a verdade, estes servos devotados
eram como crianças em humildade, confiança e fé. Tais crian­
ças estavam e estão entre os nobres do reino." (Talmage, Je­
sus, o Cristo, p. 414.)
(16-3) Lucas 10:27, 29, 36. De Que
Maneira Muitos Líderes Judeus da
Época de Jesus interpretavam o
Termo "Pró·ximo"?
Entre as leis sagradas deixadas por Moisés, encontrava-se o
mandamento: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo."
(Levítico 19: 18.)· éculos depois, ao estabelecer para o povo in­
terpretações mesquinhas e não inspiradas desse mandamento,
os judeus escreveram:
"Não devemos planejar a morte dos gentios, mas, se sua vi­
da correr perigo, não temos obrigação de salvá-los. Se algum
deles cair ao mar, não necessita retirá-lo, pois tal pessoa não é
vosso próximo." (Dummelow, A Commentary on the Holy
Bible, p. 751 .)
(16-4) Lucas 10:38-42. A Devoção de Maria e Marta.
1'Cristo não repróvou o desejo de Marta de cuidar bem da
casa, como não aprovou uma possível negligência por parte de
Maria. Devemos supor que Maria fora uma boa ajudante an­
tes da chegada do Mestre; mas, agora que ele viera, preferia fi­
car com ele. Tivesse ela sido culpada de negligência no seu de­
ver, Jesus não teria elogiado seu procedimento. Ele não dese­
java apenas refeições bem servidas ou conforto material, mas
sim a companhia das irmãs e, acima de tudo, uma atenção re­
ceptiva ao que tinha a dizer; pois que tinha mais para dar do
que elas jamais poderiam proporcionar-lhe. Jesus amava as
duas irmãs, assim como seu irmão. Ambas as mulheres eram
devotadas a Jesus, e cada uma expressava-se a seu próprio mo­
do. Marta era prática, preocupada com a assistência material;
e, por natureza, hospitaleira e abnegada. Maria, contemplati­
va e mais inclinada espiritualmente, demonstrava devotamento
através de sua companhia e apreciação. (Talmage, Jesus, o
Cristo, pp. 418-19.)
(16-5) Lucas 11: 1-4 "Ensina-nos a Orar."
"Indubitavelmente os apóstolos, sendo judeus fiéis, eram
também homens dados à oração; conseqüentemente, ao verem
1 1 8
Jesus orar, sentiram-se tão humildes e impressionados, que pe­
diram, quando ele terminou: "Senhor, Ensina-nos a orar."
Nessa oportunidade, ele lhes deu um padrão simples, o mes­
mo que estabelecera no Sermão da Montanha. Jesus ensinou­
lhes "como se dirigir apropriadamente em oração à Deidade, o
louvor e adoração que lhe deviam dedicar e o tipo e espécie de
petições que os homens deveriam dirigir ao Senhor. Sem dúvi­
da, é uma das mais concisas, expressivas e belas declarações
encontradas nas escrituras. No entanto, ela não chega à altura
das últimas orações que Jesus proferiu entre os judeus, da
grande oração intercessória (João 17), nem se compara a al­
gumas orações que pronunciou entre os nefitas. (3 Néfi 19.)"
(McConkie, DNTC, I :235.)
Talvez mais proveitosos do que esse curto exemplo foram as
diretrizes e conselhos apropriados que Jesus lhes deu nessa
ocasião. (Ver Lucas 1 1 :5-13.)
(16-6) Compare Lucas 11:4 com Mateus 6:12
Uma Frase que Falta no Registro de Lucas.
Como pôde observar, faltam estas grandes e santificadoras
palavras na oração do Senhor que se encontra registrada no
Evangelho de Lucas: "Porque teu é o reino, e o poder, e a gló­
ria, para sempre. Amém." O Presidente J. Reuben Clark Jr.
explica:
"A oração que se encontra registrada em Lucas tem sido
causa de muita controvérsia.
"Os eruditos afirmam que as modificações foram feitas por
Marcion, o herético, há mais de 1 .800 anos." (CR, abril de
1954, p. 42.) É interessante notar que a Versão Inspirada do
Evangelho de Lucas inclui a expressão de reverência e humil­
dade que falta na Versão do Rei Tiago.
(16-7) Lucas 1 1:5-13. A Parábola do
Amigo Importuno.
"A parábola é considerada por alguns como de difícil apli­
cação, uma vez que trata do egoísmo e do amor pelo conforto
existentes na natureza humana, e aparentemente usa isto para
simbolizar a demora deliberada de Deus. A explicação, entre­
tanto, é clara, quando o contexto é devidamente considerado.
A lição do Senhor foi que, se o homem, apesar de todo o seu
egoísmo e falta de inclinação para dar, concede aquilo que seu
vizinho, com bom propósito, pede e insiste em pedir, apesar de
objeções e recusas temporárias, com absoluta certeza Deus
concederá o que é persistentemente pedido com fé e com boa
intenção. Não existe qualquer paralelo entre a recusa egoísta
do homem c a espera prudente e benefica de Deus. E. preciso
.:xistir uma consciencia da nccessidade real da ora~lio, e con-
fian~a genuina em Deus, para que ela surta efeito. E. como mi-
sericordia, o Pai certas vezes atrasa a dadiva, para que o pedi-
do seja mais fervoroso. Mas, nas palavras de Jesus: "Se vos.
sendo maus, sabeis dar boas dadivas aos vossos filhos, quan-
to mais dara o Pai Celestial o E.~pirito Santo aqueles que !he
pedirem' " (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 420-21.)
(16-8) Lucas 11:24-26. "E o Ultimo Estado Oesse
Homem ePior do Que o Primeiro."
" lsto significa que o homem que deixou de fumar ou beber
ou abandonou as impurezas sexuais sentira a vida vazia por
ceno tempo? As coisas que o ocupavam e davam-lhe asas a
imagina~lio e originavam-lhe os pensamentos ja se foram, e
substitui~6es melhores ainda niio preencheram o vazio. Essa e
a oportunidade de Satancis. 0 homem da os primeiros passos,
mas pode sentir tlio forte a perda dos habitos de ontem, que se
ve tmpelido a retornar aos caminhos pecaminosos, e quando
isso acontece, sua situa~o se torna infinitamente pior. (Kim-
ball, 0 Milagre do PerdOo, p. 165.)
(16-9) Lucas II:32. Os Homens de Ninive Se
Levantariio no Juizo Contra Esta Gera~iio
e a Condenariio.
"E sera como seas na~;oes dos ateus e gentios, que nao rece-
beram a lei e a luz que Israel possuia, se levantassem para jul-
gar a semcntc cscolhida, cujas oponunidades de proceder cor-
retamente foram muito maiores. Os habitantes ateus de Ninive
se arrependeram, quando urn homem lhes pregou, mas a ra~a
do convenio, os escolhidos de toda a terra, recusaram-se a se
arrepender, mesmo quando o proprio Filho de Deus veio a
eles." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 278.)
(16-10) Lucas II :47-49. Existem Atualmente
Pessoas que Edificam Sepulcros aos Profetas?
" ... Y6s tambem vos encontrais entre os que constroem se-
pulcros para os profetas monos e tumbas para os que ha muito
se foram e menosprezam os profetas vivds?" (Spencer W.
Kimball, em CR. outubro de 1949, p. 123.)
''Ate mesmo na lgreja enconrramos muiras pessoas propen-
sas a adornar os sepulcros dos proretas antigos e apedrejar
mentalmente os profetas atuais." (Spencer W. Kimball, Ins-
tructor, nr. 95. p. 257, agosto de 1960.)
(16-11) Lucas 11:52. Jesus Censura Asperamente a
Perda da Plenitude das Escrituras.
0 que Jesus quis dizer com a frase "a chave da ciencia"? 0
Profeta Joseph Smith nos deu este esclarecimento;
''Ai de v6s, doutores da lei! Pois tirastes a chave da ciencia,
119
a plenitude das escrituras; v6s mesmos nlio entrastes no reino;
e impedistes os que enrravam." (Lucas II :53, Versao lnspira-
da. ltalicos adicionados.)
•·o demonio declarou guerra as escrituras. Ele as odeia, de-
turpa o seu claro significado e as destr6i sempre que pode. Ele
induz as pcssoas que cedem assuas tenta~oes a ignorar e omiti-
las, a mudar e deturpa-la, a alterar e emenda-las...
''Desse modo, Jesus esta cobrindo de maldi~ao os que con-
taminaram e destruiram escrituras que teriam orientado e es-
clarecido os judeus." (McConkie, DNTC, Vol. I. pp. 624-25.)
.tlontos a Jonbttar
Fau lsso e Viverils.
A miss4o de nosso Redentor nos permite alcanca_r o tipo
de vida que ele eseu Pai possuem- a )•idaeterna. Embora
prec1semosja1.er muitas coisas 110 sent/do de nos preparar-
mos para essa vida, feliz.mente o Senhor nos deu a"formu-
la universal" que resume todas as leis e requisitos necessa-
rlos aexalta~ao. Examinemos agora alguns desses pontos
rejeremes ao que devemos fazer para "viver".
Em duos fases diferentes do ministerio de Jesus, Iemos a
respeito dos dais grandes mandamentos. A primelra oca·
si4o voce estudou na designa~Oo de leitura desta li(ao. (Lu-
cas 10:25-38.) Nessa passagem, um doutor da leiperguntou
o que devia fazer para ganhar a vida eterna, e Jesusfez o
homem responder asua propria pergunta, dtando umadas
escrituras antigas. (Compare Deuteronomio 6:5 e Levitico
19:18.) Foi nasegundo ocasiilo, entretanto, queJesus citou
pessoa/mente esses dois mandamemos e /hes deu um fugal'
preeminente entre todos os reqUlsllos do evangelho.
Leia Mateus 22:35-39.
Por que amar a Deus eo primeiro mandamento? (Ver
D&C 64:34.)
De que modo o segundo mandamemo emana nawral·
mente do primeiro?
Agora. pross1go e le1a Moteus 12:40.
Os del mandamentos podem ser usados como umo ifus-
tra~IJo simples arespello de como todososrequisitosneces-
sarios asalvo~ao podem reswnir-se em nossa responsabili-
dade de amoraDeuseao homem. (Lela Deuteronomio 5:6--
21 e identifique os mandamentos que concemem asnOS$tlS
responsabilidade$ para com Deus e os que se rejerem ao
nosso relacionamento com o pr6ximo. De que modo o Sal-
vador resume os dez mandamentos no primeiro e segundo
grande mandamento?
(16-12) Colocar o Primeiro Mandamento
Acima de Tudo.
Como pode ver, os dez mandamentos colocam a devor;ao ao
Senhor no topo da lista. Encontramo-la em primeiro Iugar
tambem em outras listas importantes. Por exemplo:
"Cremos em Deus, 0 Pai Eterno, e em seu Fifho Jesus Cris-
to, e no Espirito Santo." (Primeira Regra de Fe. ltalicos adi-
cionados.)
"Bem-aventurados sao OS pobres em esplrito que vema mim,
porque deles eo reino dos ceus." (Primeira bem-aventuran9a re-
gistrada no Livro de Mormon em J Nefi 12:3. ltalicos adicio-
nados.)
"Cremos que os primeiros prindpios e ordenan9as do evan-
gelho sao: primeiro. fe no Senhor Jesus Cristo (primeiro prin-
cipia do evangelho.) ..." (Quarta Rcgra de Fe. Juilicos adicio-
nados.)
Tendo isso em mente, voce comecara a notar, se ja o nilo
fez, que a mensagem principal das escrituras ede que devemos
amar a Deus de todo o nosso corar;ao. 0 Presidente Ezra Taft
Benson, falando a respeito desta maior benr;ao e responsabili-
dade, salientou:
"0 mundo em geral ignora o primeiro e grande mandamen-
to- amar a Deus- mas fala bastante a respeito de amar a
seu proximo...
''... Porem, apenas os que conhecem e amam a Deus podem
amar e servir melhor aos filhos do Pai Celestial, pois somente
Deus os compreende plenamente e sabe o que emelhor para o
seu bem-estar. Portanto, a pessoa precisa estar em sintonia
com Deus, para que possa ajudar seus filhos ...
''Por conseguime. se desejam ajudar seus semelhantes da
melhor maneira possivel, devem colocar o primeiro manda-
mento acima de tudo.
"Quando deixamos de amar a Deus sabre todas as coisas,
somos facilmente enganados pelas animanhas dos homens que
professam ter urn grande amor pela humanidade.. .''(CR. ou-
tubro de 1967, p. 35.)
120
(16-13) Amar ao Proximo com o
Puro Amor d~ Cristo.
Ao nos empenharmos em cumprir o primelro grande man-
damento, atraimos para nossa vida uma for~a poderosa e san-
tificadora, a qual pode elevar~nos fazendo com que nos torne-
mos cada vez mais como o proprio Salvador. Nisto encontra-
mos a chave para o segundo grande mandamento: atraves da
influencia santificadora do Espirito, teremos a possibilidade
de amat a nosso proximo de maneira divina.
Assim, ao participarmos desse processo de renovacao e
aperfei~oamento, nosso afeto aumenta e epurificado, origi-
nando e amadurecendo sentimentos de afinidade. 0 homem
nao desenvolve esses atributos de benevolencia e caridade so-
mente atraves de seus atributos mortais natos (sejam eles gran-
des ou pequeoos.) Essus virtudes siio realfadas e inspiradus em
sua alma por uma influencia divina. Epor isto que Paulo con-
sidera amor, gozo, paz, longanimjdade, benignidade, bondade
e fe como frutos do Espirito - resultado do poder santifica-
dor do Espirito operando em nossa vida. (Ver Galatas 5:22.)
Portanto, se o afeto que dedicamos ao Senhor egenulno e
inabalavel, ele plama em nosso cora~ao uma for~;a que produz
mais do que apenas urn sentimento de camaradagem para com
os filhos de nosso Pai; nosso amor a eles torna-se cada vez
mais semelhante ao dele, e assim. chegaremos a possuir o atri-
buto da caridade- o puro amor de Cristo - "que (Deus) con~
cedeu a todos os que sao verdadeiros seguidores de seu Fi-
lho, Jesus Cristo." (Moroni 7:48.)
Voce acaba de estudar como um padrao de devotamento,
espiritualidade e servir;o lhe possibilitani guardar verdadeira-
mente esses dois grandes mandamentos. Os seus semelhantes
poderao sentir, atraves de voce, a presenca eo amor do Salva-
dor do mundo. Dessa maneira. voce sera urn instrumento em
suas maos para edificar e suavizar a vida do seu proximo. "Fa-
ze isso e viveras.1
' (Lucas 10:28.)
12
I ANO 32 A.D. a 33 A.D. Mateus Marcos Lucas Joll
Judeia.
12:1-120
Hipocrisia e Coragem.G)
GALILEIA C)t§ Parabola do Homem Rico
~ 12:13-30
~ lnsensato.
l)
Ensinamentos Concernentes
I aSegunda Vinda.
12:31-59
... ~Mar da
I Galileia
Referencia aMortandade
13:1-9
dos Galileus.
Festa da Dedica~a.o. 10:~
INICIA 0 MINISTERIO NA PEREIA.
SAMARIA Pereia.
NISAN Jesus Retira-se Para 10:~
Efraim• Alem do Jorda.o.
• Per8ia Mulher Curada no Sabado. 13:10-17
Jerusaleme
Jeric6 e
1eBetabara Parabola do Gra.o de
13:18-21
Betaniae Mostarda.
Be18m• lnicia a Viagem Para
13:22-30
Deserto I •Macaeros
Jerusalem.
da Judeia , Jesus e Avisado a
JUDEIA Respeito de Herodes 13:31-35
Antipas.
(
I
17
� <ftualqutt que :fflttíto
jfor Jlabo, ;ffluíto �t l.f)t
l)ebírá
TEMA:
O verdadeiro discipulado requer que estejamos dispostos a
sacrificar nossos desejos pessoais para sermos fiéis aos ensina­
mentos do Mestre.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
123
�omcntáriog 3lntcrprttatíbog
(17-1) Lucas 12:49-53. O Que Pretendia Jesus
ao Declarar: "Vim Lançar Fogo na Terra"?
"Quando os sinceros seguidores da verdade aceitam o evan:
gelho, renunciam ao mundo e por ele são odiados. A espada
da perseguição, da discórdia doméstica e da amargura familiar
freqüentemente é desembainhada pelos parentes mais próxi­
mos. Milhares de conversos devotos nesta dispensação foram
expulsos de seus lares, sendo-lhes negada sua herança de bens
temporais, por aceitarem Joseph Smith e o evangelho puro e
original restaurado por seu intermédio." (McConkie, DNTC,
Vol 1, p. 335.)
(17-2) Lucas 13:6,9. O Que Significa a
Parábola da Figueira?
. "Um certo homem (Deus) tinha uma figueira (os remanes­
centes judeus de Israel) plantada na sua vinha (o mundo); e ele
veio (no meridiano dos tempos) e foi procurar nela fruto (fé,
retidão, boas obras, dons do Espírito), não o achando. Então
disse ele ao vinhateiro (o Filho de Deus): Eis que há três anos
(o período do ministério de Jesus) venho procurar fruto nesta
figueira, e não o acho; corta-a (destrua a nação judaica como
reino organizado);,por que ocupa ainda a terra inutilmente?
(por que deve ela impedir a conversão do mundo, ocupando o
solo e desperdiçando prioritariamente o tempo de seus
servos?) E, respondendo ele (o Filho de Deus), disse-lhe (a·
Deus o senhor da vinha): Senhor, deixa-a este ano, até que eu
a escave e esterque {pregue o evangelho, levante a voz de ad-
vertenda, mostre sinais e maravilhas, organ~e a lgreja e ofere-
~ todas as oportunidades de convers4o anacAo judaica.) E, se
der fruto, a arvore ficara (a na~ao dos judeus sera preservada
como tale seus membros obterll.o a salvacao), e, se nll.o, depois
a mandaras cortar {destruiras os judeus como na~ao, faras de-
les objeto de escarruo e opr6brio, e dispersa-los-as entre todas
as na~Oes.)" {McConkie, DNTC, VoL 1 p. 477.)
{17-3) Joao 10:22. Em que Consistla a Festa
da Dedica~iio e Por que Era Realizada?
Aproximadamente duzentos anos antes do ministerio publ1-
co de Jesus, Antioco Epifllnio, rei seU!ucida que controlava a
Palestina, tentou destruir o judaismo, compelindo seus segui-
dores a aceitarem a cultura grega. Numa demonstrar;ll.o de ma-
ximo desrespeito afe judaica, Antioco sacrificou urn porco ( o
mais imundo dos animais, de acordo com os judeus) sobre urn
pequeno altar grego construido dentro dos limites do templo
especialmente para essa ocasillo. Depois disso, ele proibiu to-
das as ordenanr;as religiosas prescritas pela lei de Moises e or-
denou que fossem queimadas todas as c6pias da lei judaica. Fi-
nalmente, ordenou que fossem construidos altare.~ ateus para
toda a Palestina e que os judeus adorassem os deuses pagll.os
ou seriam punidos com a morte. Essa supresslio dos ritos reli-
giosos judeus originou a revolur;ll.o conhecida como ados ma-
cabeus.
Judas Macabeu e seus quatro irmll.os reuniram a seu lado
inumeros judeus devotos que se recusavam a cumprir as exi-
gencias de Atioco. Formaram urn exercito de guerrilheiros e
desencadearam uma !uta sem treguas contra as tropas empre-
gadas por Antfoco para colocar em vigor as suas pn'lticas reli-
giosas. Eventualmente os macabeus assumiram o controle de
Jerusalem. Judas come~ou entll.o a purificar o templo (que du-
rante tres anos havia sido usado para oferecer holocaustos a
Zeus) e restaurar a adorar;llo a Jeova. A Festa da Dedicar;iio,
algumas vezes chomada de Festa das Luzes, ou Hanukkah, foi
instituida para celebrararecuperar;iio e rededicor;iio do templo
judaico. A festa ocorre no mes ·de Quisleu, correspondente a
partes dos nossos meses de novembro e dezembro. e a celebra-
yll.o dura oito dias. Emarcada por refeir;oes requintadas, servi.
cos especiais na sinagoga e iluminar;ll.o extraordinaria em todos
os lares. Dai o nome, ''Festa das Luzes." (Ver Harper's Bible
Dictionary, pp. 133, 406-7.)
(17-4) Joio 10:22-38. Qual o Significado do Aparedmento
de Jesus na Festa da Dedica~iio?
A festa da Dedicacll.o, que ocorria cerca de dois meses ap6s
a Festa dos Tabemaculos, proporcionou a Jesus nova oportu-
124
nidade de declarar abertamente que era o Messias. Os judeus,
arrogante e desafiadoramente, estavam ansiosos por ve-to de-
clarar claramente ser o Cristo. Jesus atendeu asua solicita~Ao,
dizendo: "Ja vo-lo tenho dito, e olio o credes." (Joao 10:15.)
Disse-lhes que na.o aceitavam suas palavras, porque nllo eram
as suas ovelhas. " As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu
conheco-as. e elas me seguem." (Joa.o 10:27.) (Observe a se-
melbanya deste testemunho com o que ele deu anteriormente
na Festa dos Tabernaculos. Veja Joll.o 10: 14-16.) Jesus encer-
rbu ai sua declarayclo de messianidade, referindo-se ao seu po-
der de dar a vida eterna e anunciando o seu relacionamento
com o Pai: "Eu eo Pai somos urn." (Joll.o 10:30.)
Como acooteceu numa ocasillo semelhante (Joao 8:58,59.),
a afirmativa clara de Jesus identificando-se com Deus incitou a
ira dos judeus. e eles apanharam pedras para lancar sobre ele.
Nesse instante, o Salvador simplesmente respondeu: " Tenho-
vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por
qual destas obras me apedrejais?" (Jollo 10:32.) Os judeus res-
ponderam que nlio o apedrejavam por alguma obra boa, mas
disseram: "Porque, sendo tu homem. te fazes Deus a ti mes-
mo." (JoAo 10:33.) Eles entendiam claramente quem Jesus
afirmava ser.
(17-5) Joiio 10:39.40. Para onde Foi.Jesus
Apos Seu Encontro com os Judeus na
Festa da Dedica~io?
Novamente os judeus procuraram prende-lo, mas foram
frustrados em seu proposito, porqueo dia de sua morte e sacri-
ficio expiat6rio ainda nll.o havia chegado. Jesus "retirou-se
outra vez para alem do Jordllo, para o Iugar onde Joao tinha
primeiramente batizado; e ali ficou." (Joao 10:40.) Essa area
alem do Jordao era conhecida como Pereia, uma palavra que
significa literalmente "a te.rra do outro lado." 0 Elder Talma-
ge escreveu:
"A duraclio desta estada na Pereia nll.o e registrada em qual-
quer Iugar das escrituras. Nll.o pode ter sido de mais de algu-
mas semanas, no maximo. Possivelmentealguns dos discursos,
instrucoes e parabolas ja tratados, que colocamos ap6s a parti·
dade nosso Senhor de Jerusalem depois da Festa dos Taberna-
culos, no outono anterior, podem pertencer, cronologicamen-
te, a este tntervalo. Oeste retiro de relativa calma, Jesus voltou
a Judeia, atendendo a urn apelo ansioso de alguem a quem
amava. Partiu de Betania, na Pereia, para a Betania da Judeia,
onde moravam Marta e Maria." (Talmage, Jesus o Cristo. p.
473.)
l)onto~ a l)onbttar
CARACTERiSTICAS DOS VERDADEIROS
DISCiPULOS
Os verdadeiros disdpulos de Jesus Cristo prometerom
sob convlnio viver os padraes que ele revelou, porem en-
frentaram muitos obstaculos do mundo temporal. Ao aa-
minar algumQ.S barrelras que se opijem anossa vida espiri-
tual, vod compreendera mais profundamente o que Jesus
sentia a esse respeito:
Evitar a Hipocrisia
Jesus advertiu seus discipu/os para que se acautelassem
do levedo dos fariseus. Que pretendia dizer? Quando ele
usou estas pa/avras, os discipulos interpretaram-nas como
mero referencia ao piJo, uma possivel censura, pois haviam
deixlldo de trazer qualquer alimento para o almoro. De
acordo com o Evange/ho de Lucas, o que Jesus tinha em
mente? (Ver Lucas 12:1.)
A hipocrisia ede/inida como fingir acreditar ou Jazer
uma coisa quando de Jato se pratica a/go muito diferente.
Comparea declarardo de Paulo concernente ao levedo, que
se encontra em 1 Corlntios 5:7,8 com as escrituras acima
mencionad(lS. Porque Paulo incitou ossantosde Corinto a
sepurijicarem do "fermento velho"? 0 que tinha em men-
te?
Comoevitar o "levedo dosfariseus" emsuapropriaepo-
ca? Aoformular sua resposta, examine esta declartlfiJO do
Elder James E. Talmage:
"Esles exemplos e outros (I Corlntios 5:7,8) ilustram o
cont6gio do mal. No coso da mulherque usa o fermento no
procn.so comum de /azer pdo, o efeito aklstrador, pene-
trante e vital da verdilde esimbolir.lldo pelo Jermento. A
mesmo coua,-em diferentes aspectos, pode, adequadamen..
te, ser usada para representor o bem em um CllSO, e o mal
em outro, " (Jesus o Cristo p. 193.)
Maii·Fi em De111 do Qae ao a-
Devemostemermais ao Senhor, que tempoderp4ra des-
tl'llir11tlllna eo corpo no itifemo, do queaos quepodem ti-
tar 11 nMSO vida. (Ver U.C. JJ:4,j. Ver tambem McCan·
~~ DNTC, Vol. 1, p. 334.) AlgUILS reJnsentantes ckJ Se-
.nhOI'perarDo Qvidaao servl-/o; todlzviQ, fXIIYl qwtemeros
~~~? .
125
Leia e sublinhe D&:C98:13,14.
0 verdadeiro discipulo temJe no Senhor e em sua zelosa
prot~IJo, pois sabe que nem mesmo umflo de seus cabelos
cai ao chiJo sem ser contado. jJier Lucas 11:7,)
0 homem possui poderes limitados e finitos; os poderes
de Deus siJo ilimitados e eternos..
Eatesourar Tesouros •• Terra
Entre as diversas pessoas que seguiram Jesus, havUI um
indivlduo que insistiu em que o Salvadorservisse de media-
darentre ele eseu irmllo, para resolverum assunto de natu-
reza estritamente temporal, o que Jesus recusou. Como
aconteceu no coso do mulher apanhada em adulterio, ele se
recust~va a inlervir em casos que se referiam aadministra-
rdo legal. Em vez disso, ele preveniu o discipulo, se eque
ele era um deles, dizendo-lhe: "Acautelai-vose guardai-vos
da avareza." (Lucas 12:15.) Disse ainda que a vida do ho-
mem consiste em mais do que a quantidade de bens mate-
rials que possui.
Para ilustrarseu ponto de vista, Jesus contou uma his/0-
ria a respeito de "um certo homem rico", cujas terras pro-
duziram colheitas tao abundantes que ndo tinha mais Iugar
onde estoca-las. 0 homem decidiu derrubar seus celeiros.
velhos e conslruir outros maiores. Sua riqueza aumentou
tanto quepensou consigo mesmo: "Alma, tensem dep6sito
muitos bens para muitos anos; descanso. come, bebe e /ol-
ga., (Lucas 12:19.) Mas, havia-se esquecido de uma coisa
muito importante: quesua vida era de natureza transitoria.
Ele mornu naque/Q mesma noite. Entilo, o que aconteceu
as suas propriedlllles? 0 Elder Talmage explicou:
· "Cls pianos que f,zera para cuidar apropriadamente de
seusfrutos e mercadorias nilo eram mausem si, embora ele
pudesse ter concebido meios melhoresde distr:ibuir o t¥ces-
so, como, por exemplo, em beneficia dos necessitados. Seu
pecudo foi duplo: primeiro, considerou o grande esiolflte
como meio poN asseguNrsua tranqUilidade pessoal e pra-
uresRIUUIIis; segundo, emsua prosperidade moteria/1 iJIJO
reconh«eu a m4o tk ~. e ate contou os anos como se
/he penencessem. No momenta de jubilo egolsla, foi go/·
p«~do. Sea vOZ de Deus chegou ate ele em forma de.pres-
sentimelllo lllarm•nte de QWsua morte estavll prOXillf(l, ou ,
lltrovh de um anjo, ou de qualquer outr(l forma, lflJo sc- ;
mo.s injorm«Jos. Ma 11 voz ditou sua senten~a: ..LouctJ,
.sta nolle teJHdirllo 11 11111lllma."EleusaFtl o tempo queUse
/fNYl dildo, auim C'Omo IIU&f /~tlf jlslcA! e ment1118. J1tUG
~mHr, ceifar e armaz;enar - tudo para si mesmo. E isso
pora qui? A quem pertenceriil arique~a. que ofu:era com-
prometera propria alma para Qjuntar? N4o fosse um tolo,
terlo compreendido. como oje~ So/om4o, a futilidade de
IIC.'Umular riqueuJS para queoutro - e este talvez de ct~rdter
duvidoso - as possuo. •• (TQ/mage, Jesus, o Cristo. pp.
414-25.)
Eposslvtl um homem serrico e flO mesmo tempo m11nter
elevados padr6n de espiritualldade e altrulsmo? Como?
Prepa~o hra • Sepnda 'lnd• do Sellbor
eN acordo como Elder Bruce R. McConkie, a parabola
que se enconlruem Lucas 12:36-39, refere-se aos QP6stolos
de JmJS, as sentinelas especiais CC?Iocadas para estarem
atentas d volta do Salvador e guiar os santos.·
..Uma pequena parabola peculiar ao E110ngelho de Lu-
cas, prevntindo os ap6stolos queestejam preparadosporaa
Segundo Vinda de Cristo, que est6 ds portos. asapd.Jtolos
s4o comparados a escravos colocados de sentine/a para vi-
glora CQSQ (a /greja) enquaniOseusenhor(Cristo) Vai fljn-
ta nupcia/ (asc:ens4o aos ceus.) Sefls /ombos est4o Ciflg/dos,
porque tlm servirosdomesticos ajaz,er (prrgar oevangelho
edirigir a lgreja), e tim acesas aset:mckias,·porquesua tlln-
joe ilumintu um mundo escuro e pecodor,f~do bri/luu
o Sftl u;emplo. A volta de Cristo dafesta nupci41eo Serun·
do Advento, ou podesignlftcaro dia em quejulgar6a alma
de CDda indivlduo por ocasitlo de sua morte. As 'bodas'
aqui nDo signiflcam o go~o final dos benditos, como aeon-
Ieee na par6bola das Du. Virgens, mas sim a condi,rtlo ell
Cmto, assentado adireita de Deus, entre a Ascensilo e o
Segundo Advtnto." (Dummelow, The One Volume Bible
Commentary, /. p. 676.)
Como um discipulo de Cristo que se esta preporando pa.
rt1 Q 5411nda Viftda, qtlll/t 0 SI!U relacionammtocom OS.,._
IIOS designados pelo Senhor?eN que m011eiroa ateltfllo qw
d6 " seus conselltos 0 Qjuda a se preporar?
Os homens correspondem de diversas maneiras d(feren-
ltts (IO que acreditam ser o discipulado. Alguns"renundam
IIOS bens mundanos e passam.sua vida vlvtndo e trtJballlan·
do entre os necessit[ldos. Outros sacriflcam CQSQmento, f•
mUlo e amigos poril se dedicarem 11 uma vida ck eshU/o,
contemplllflo e or~4o. Outr'O$ 11inda procuram vi.,.
"norma/mente" enquanto dedictlm al1um tnnpo, ~
quepossivel, paraservir aopr6ximo. Dearordo com or,.,.
sln~~mentos dos profetas, escriturti.S e reve~~ modertUI.S,
como voce veas responsabilidodes do discipullldo? Epos.st.
126
vel pnm~~necermos no cuno normal do vida, ou devemo-
nos retinu? Um11 pessoa pode bliSCtlr retamente as riquew
e aintkl a.ulm w WlliOSII aos:olhosdo Serthor? 0 indivlduo
MVI! 1!6t11r dilposlo t1 dtN tlldo o que possui para ser conto-
do l!ftlre osNi.s qw estlo prqt~rrx/os para a Segunc/Q Vin-
tkl? MHite sobre estas quesliJes e ckpois prossiga seu estu-
do 1t11 fll(»dtM ~.
(17-6) Precisa o Verdadeiro Discipulo Escolher
Entre o Reino de Deus e o Mundo?
0 eleme~to da escolha pessoal acompanha as nossas prova-
r;Oes mortais como uma linha continua. Embora ninguem nos
possa compelir a querer urn caminho a outro, ainda assim nlto
podemos eximir-nos de tomar uma decisao. Os verdadeiros
discipulos de Jesus Cristo colocam o reino de Deus acima de
tudo. Como declarou urn erninente lider da lgreja: "0 reino de
Deus ou nada!" (John Taylor em JD, Vol 6, p. 19.)
Ha diversas razoes que fundamentam esse conceito. A pri-
meira e sugerida por estas passagens escrituristicas: Lucas
12:48; D&C 82:3.
Quando colocamos outras coisas acima do reino de Deus,
corremos o risco de perder o que recebemos. Esta, portanto, se
torna a base para nosso julgamento eterno. Eis o principio e
como ele opera: Mateus 25:29; 2 Nefi 28:30.
Por lim, quando buscamo~ primeiramente as coisas do
mundo, como fez o homem rico insensato, rejeitamos algo de
suma importlinci? em troca do que e menos importante. Pode-
mos morrer possuindo grandes riquezas temporais, porem
continuaremos pobres avista de Deus.
0 Elder Neal A. Maxwell, do Primeiro Quorum dos Seten-
ta, escreveu a respeilo da necessidade de escolher:
"Existe urn sentido especial de urgencia insinuando-se no
coracAo de muitos membros da lgreja em.toda parte, que diz
de modo sereno, pprem insistente - esta e a bora em que de-
vemos escolher! Nlto e apenas porque Deus exigira, para o
nosso pr6prio bern, que escolhamos urn caminho; mas sim
porque as pessoas que dependem de n6s ou nos usam como
ponto de referenda precisam e merecem saber que caminho
estamos seguindo. Nlto convem uma pessoa assumir a posir;ao
de salva-vidas, se nlto sabe nadar. Nlto e conveniente ser um
guia que abandona seu posto e perambula com a multidlto a
procura de outro caminho, 'pois nao hil outro caminho', espe-
cialmente numa epoca em que se tornam cada vez mais agudas
as divergencias entre o caminho do mundo eo caminho estrei-
toe apertado. 0 discipulo nlto apenas tern que permanecer fir-
me em 'lugares santos', mas tambern em decisoes santas e
''n~o ser abalado".
"Em resumo, os eventos de nossaepoca e a decadencia espi-
ritual do mundo produziram para n6s uma situac!o equivalen-
te aque enfrentaram muitos discipulos que seguiam Jesus.
Seguiram-no ate que ele comecou a pregar ensinamentos difi-
ceis de aceitar - as doutrinas que realmente exigem nao ape.
nas a mera crenca. mas tambem o dcsempenho; doutrinas que
os distinguiriam de sua sociedade contemporanea. 0 Senhor
quer que mantenhamos uma certa distancia- no procedimen-
127
QCapitulo 17
to - entre nos e o muodo, n!o porque amemos menos a hu-
manidade, mas precisamente porque amamos realmente aos
homens. E pelo bern do mundo que nos devemos santificar.
Quando os seguidores de Jesus enfrentaram a sua hora da ver-
dade, JoAo disse:
"Desde ai muitos dos seus discipulos tornaram para tras, e
ja n~o andavam com ele. Enti'lo disse Jesus aos doze: 'Quereis
vos tambem retirar-vos?' (Joao 6!66-67.)"(A Time to Choose,
pp. 39-40.)
SAMARIA
NISAN
• Per,la
Jeric6
Jeruaal6m
•BetAnia •
• • Betabara
•Bel6m
Deaerto
da
Jud6ia
CONTINUA 0 MINISTERIO DA P.EREIA
Pereia
A Mensagem Avisando
Que Lazaro Esta
Enfermo.
Refei~llo com o
Principal dos Fariseus;
Cura de urn Hidr6pico.
Discurso a Respeito
do Sacrificio.
Uma Serie de
Parabolas
Discurso Sobre a
Avareza.
A Parabola do
Homem Rico e Lazaro.
Esdindalos, Dever e
Verdade.
Bet:inia, Judeia.
Lazaro e Levantado
dos Mortos.
Jerusalem, Judeia.
Conspira~ilo Contra Jesus.
Retira-se para Efraim.
14:1-24
14:25-35
15:1-32
16:1-13
16: 14-18
16:19-31
17:1-10
II: 1-16
I 1:17-46
11:47-53
I 1:54
18
"mtgrai-bo~ comigo, porque j& ad)ti
a bracma pttbiba''
TEMA
Os discipulos de Jesus devem .sentir amor e interesse cons-
tante pelo seu proximo.
INTRODUCAO
Con.forme demonstraram as li¢u anteriores, e preciso
pagar um p~o elevado para ser um verdadeiro disclpulo
de Jesus Cristo. A qualquerque muilo edado, muitose /he
pedird, e somente O$ que est6o dispostos a sacrijicar seus
desejos pes.soais para serem fieis aos ensinamentos do Sal-
vador serD.o merecedores da sua bln~Do: "Bem esta, servo
bom efiel."
Vimos tambem que os verdadeiros disclpulos de Cristo
tim o solene encargo de efetuar uma escolha consciente e
de/iberada a favor do reino tk Deus e contra as tenta~lJes
proibidos tkste mundo decaido. Uma pessoa n6o pode ser
membro do reino de Deus e do reino de Satantis ao mesmo
tempo. Fazer isto significa participar daquek levedo - a
hipocrisia- que Jesus vigorosamente condenou. De um
modo gera/, i diflci/ qjuntar simultaneamente enormes te-
souros tanto na terra como no ceu, porque muitas vezesr a
obten~D.o de riqun.os terrenos desvia o indMduo dos inte-
resses espirituais. Entretanto, algunos pessoos o fzzeram
com bostante aito, porque 0 Senhor as aben~oou por se-
rem fieis primeiramente aos seus mandamentos. Abra4o
pa~W:e enquadrar-se nesse exemp/o. A menos que aprentla-
mos a procurar o reino de Deus. que nD.o e deste muntlo,
fracassaremos em nosso preparo para o dio em que Senhor
Jesus vier novamente.
129
Os homens podem morrer de duas maneiras: espiritua/ e
JISicamente. A morte temporal equando 0 esplrito deixa 0
corpo. A morte esplritual ocorre quando os homens
separam-se de Deus atraves do pecado ou negligincia.
Referindo-se amorte espiritual, Jesus usou as figuras de
uma ovelha e uma Moeda ptrdida, e de um jilho prodigo
para ilustrar a sua mensagem. Voce vera em cada exemplo
como as coisas que estavam perdidas foram achadas, por-
que alguem se importou.
Com referenda·amorte flsica, Joiio chama nossa aten-
~iio para a morte de Lazaro. Porque Jesus permitiu que ele
morresse, e permanecesse nesse estado durante quatro dias,
para depois restaurti-lo a vida? Qual 0 significado desse
evento? Voce encontrar6 a resposta a esta e outras pergun-
tas correlatas na designa~ilo de leilura desta li~4o. Leio cui-
dadosamente as passagens escriturlsticas, e ao fazi-lo, me-
due durante a/gum tempo e sub/inhe em suos obras-podrilo
os princlpios e ideias que tlm maior signifiClldo pessoal/}(I-
ra vocl.
Antes de prosseguir leia todas as escrituras do quadro.
~omtntanos 3Jnterpretatibos
(18-1) Lucas 14:12-24. 0 Que Signirica
a Par3bola da Grande Ceia?
"A explicar;ao da parabola foi deixada aos eruditos a quem
a hist6ria foi dirigida. Certamente, alguns deles iriam perceber
seu significado, pelo menos em parte. Os hospedes. especial-
mente convidados, eram o povo do convenio, lsrael. Haviam
sido convidados com antecedencia suficieme, e por sua pro-
pria profissao de fe; de que penenciam ao Senhor1 haviam
concordado em participar da festa. Quando tudo estava pron-
to, no dia desigoado, foram indlvidualmente convocados pelo
Mensageiro enviado pelo PaL Ele estava, naquele momenta,
no meio deles. Mas o z~lo pelas riquezas, a seducao das coisas
materiais, e os prazeres da vida social e domestica havlam-nos
absorvtdo; e pediam para ser dispensados, ou irreverentemen-
te declaravam que ni'io compareceriam, que nao podiam ir. E
enli1o, o a/egre convite deveria ser levado aos gentios. qJJe
eram considerados espiritua/menre pobres. a/eijados, co·xos e
cegos. E mais tarde, ate os pagaos alem das fronteiras, estra-
nhos aos portoes da cidade santa, seriam convidados para a
ceia. Estes, surpresos diante da convocat;ilo inesperada, hesita-
riam, ate que, atraves de uma insistencia bondosa, e de uma
demonstracao eficiente de que estavam realmente incluidos en-
tre os convidados, sentir-se-iam constrangidos ou compelidos
a comparecer. A possibilidade de alguns convidados de.scorte-
ses chegarem atrasados, ap6s terem atendido a afazeres mais
absorventes, eindicada nas palavras finais do Senhor; "Por-
que eu vos digo que nenhum daqueles varoes que foram convi-
dados provara a minha ceia." (Talmage, Jesus, o Cristo, p.
437. ltalicos adicionados.)
(18-2) Lucas 14~28-30. "Pois Qual de
V6s, Querendo Ediflcar Uma Torre,
Nio se Assenta Primeiro a Fazer a
Conla dos Gastos?"
" ...Os conversos devem fazer a conta dos gastos antes de se
filiarem aJgreja; ...devem enuar para o reino somente se esti-
verem dispostos a fazer os sacrificios que serclo requeridos;...
devem fazer tudo pela causa do evangelho ou ficar inteiramen-
te de fora; ... nao devem seguir ao Senhor, a menos que este-
jam 'aptos a continuar' em sua palavra, a 'fazer as coisas' que
ele ensina e requer.
"Os santos mornos sao condenados: a menos que se arre-
pendam ese tornem zelosos, nSenhor prometeu vomita-los de
sua boca. (Apocalipse 3:14-19.) Somente os santos valentes ga-
nharilo a salva~llo celestial; pois 'os que nAo sao valentes no
testemunho de Jesus' 1 nao podem herdar urn reino mais eleva-
do que o terrestrial. (D&C 76:79.)'' (McConkie, DNTC, Vol.
I, p.504.)
(18·3) Lucas 15:11-32. Alguns Comentarios
Sobre a Paribota do Filho Prodigo.
"Urn fato bastante significativo eo Senhor ter esclarecido
na parabola que o jovem muito perdeu por ter sido desobe-
diente, mas ate certo ponto, pelo menos, ele pagou por seus
130
atos como sofrimento e degrada~llo por que teve de passar. A
justi~a requer que assim seja. Porem, quando a penalidade foi
cumprida, o cora~ao do pai amoroso alegrou-se com o arre-
pendimento e volta de seu filho. Que grande estimulo para o
arrependimentol 0 quanto home conhecer a misericordia do
Pail Melhor seril,l nao haver transgredido, mas quao maravi-
lhoso eser recebido de volta! "(Stephen L. Richards, em CR.
abril de 1956, p. 93.)
(18-4) Lucas 15:11-32. Quais Siio
Algumas Conscquencias do Pecado?
"Sempre achei que, ao se referir ao pai nesta parabola, o
Salvador pretendia representar nosso Pai Eterno. Ele conhecia
quao inflexivel era a lei judaica. Sabia tambem que a renuncia
ao proprio patrimonio era uma ofensa terrlvel - uma afronta
imperdoavel, creio eu, segundo as leis familiares judaicas. As-
sim, ele fez este filho desobediente voltar ao pai, nao para ser
rejeitado, mas para ser acolhido e amado. Niio fez com que
fossem restaurados ao filho mais tnOfO todos osprivitegios que
havia perdido. 0 filho mais velho e obediente reclamou a res-
peito da festa para comemorar a volta de seu irmao mais jo-
vem, mas o {Jai consolou-o com esta dedara~ao: 'Filho, tu
sempre estas comigo, e todas as minhas coisas sao tuas.' De-
pois, repetiu ao filho mais velho as mesmas palavras que disse-
ra ao mais moco: 'Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos,
porque este teu irmao estava morto, e reviveu: e tinha-se perdi-
do, e achou-se.' (Lucas 15:31-32.)
"Toda opcao que uma pessoa faz, expande ou contrai a area
em que ela pode fazer ou implementar decisoes futuras. Quan-
do uma pessoa faz uma escolha, fica sujeita irrevogavelmente
a aceitar suas conseqUencias.
"Na Parabola do Filho Pr6digo, Jesus ilustra classicamente
esta verdade. Voce deve lembrar-se de que nela urn jovem,
exercendo seu· direito inerente de escolher, decide-se a tomar
sua parte da heran~a do pai e sair para percorrer o mundo. Isto
ele faz, enquanto a natureza segue seu curso normal. Quando
se exauriram os recursos do pr6digo, eis que ele faz outra esco-
lha que o leva de volta ao Jar, onde erecebido com 'o anel, o
vestido e o bezerro cevado.' Seu ditoso pai vem-lhe dar as
boas-vindas. Porem a conseqUencia de sua decisilo anterior 'o
acompanhou, pois ja havia desperdi~ado a sua fazenda. 0
proprio ·•pai" nllo pode desfazer os efeitos de sua escolha an-
terior.' (Collins, Such is Life, pp. 85-88.)" (Marion G. Rom-
ney, em CR, outubro de 1968, p. 65.)
(18-5) Lucas 16:8. "Os filhos Oeste
Mundo Sio Mais Prudentes na Sua Gera~iio
do Que os Filhos da Luz".
Aprimeira vista, a parabola do Mordomo [ntlel poderia pa-
recer urn endosso ao nao cumprimento do dever. Urn estudo
cuidadoso, porem, mostrara que esse exemplo foi dado para
ensinar o cuidado com o qual os santos de Deus devem
desincumbir-se da tarefa de se prepararem para o seu futuro
eterno. Sabendo que lhe restava pouco tempo no oficio para o
qual fora designado, o modormo sabiamente tentou assegurar
seu futuro, procurando fazer alguns amigos.
"Nllo foi a desonestidade do administrador que a licllo exal-
tou; entretanto, sua prudencia e previsao foram elogiadas,
pois, embora aplicando mal o dinheiro do patrao, aliviou os
devedores. B, fazendo-o, nao ultrapassou seus poderes legais,
pois ainda era o administrador, embora fosse moralmente cul-
pado de malfeitoria. A licao pode ser resumida desta forma:
Fazei uso de vossa riqueza, para garantir amigos no futuro. Se-
de diligentes, pois o dia em que podeis fazer uso de vossas ri-
quezas terrenas logo passara. Aprendei ate mesmo com os de-
sonestos e com os inlquos. Se eles sao tllo prudentes, que s6 ar-
mazenam provisoes para o (Jnico futuro de que cogitam, quan-
ta mals v6s, que acreditais em urn futuro eterno, deveis a rma-
zenar provisoes para esse futuro." (Talmage, Jesus, o Cristo,
p. 448.)
(18-6) Lucas 16:19-31. 0 Que Podemos
Aprender A Respelto do Espirilo, na
ParAbola do Rico e LAzaro?
Na famosa parabola do Rico e Lazaro, encontramos expos-
las duas condicoes diferentes relativas ao mundo p6s-mortal:
"0 seio d'AbraAo" eo "Hades". "0 primeiro edescrito co-
mo urn Iugar de repouso, eo ultimo urn local de tormento. En-
tre ambos, "esta posto urn grande abismo," que impede que
haja qualquer interdlmbio social entre dois Jugares. Essa era a
condicllo existente antes de Cristo visitar o mundo espiritual
no perlodo entre sua morte e a ressurrei~ao:
0 que eo seio de AbraAo'? Leia Alma 40:11.12.
0 que eo Hades? Leia Alma 40:13,14 e 2 Nefi 9:12.
A visita do Salvador clo mundo espiritual criou uma ponte
sobre o abismo entre o paraiso (seio de AbraAo) e o inferno
131
(Hades) tornando passive! aos espiritos em prisllo receberem a
mensagem do Evangelho atraves de ministros autorizados.
"Nao havia qualquer associac;ao entre os espiritos do parai-
so e os do inferno, ate a ocasiao em que Cristo criou uma pas-
sagem entre essas duas moradas espirituais. (Alma 40:11-14.)
0 Salvador fez isto, enquanto seu corpo jazia na tumba de Jo-
se de Arimateia e seu espirito continuava a ministrar aos ho-
mens em sua prisAo espiritual. (1 Pedro 3: 18-21; 4:6; Joseph
F. Smith, Doutrina do Evangelho, pp. 432-436.) 'Ate aquela
epoca' os prisioneiros permaneceram cativos e o evangelho
nllo lhes foi pregado. (Moises 7:37-39.) A esperanc;a de salva-
c;ao para os mortos era ainda futura." (McConkie, DNTC,
Vol. 1, p. 521.)
A visita do Salvador aos espiritos em prisao foi o cumpri-
mento de suas proprias palavras. (Ver Lucas 4: 18.)
"Desde que nosso Senhor proclamou 'liberdadeaos cativos,
e a abertura da prisllo aos presos' (Isaias 61 :I), o evangelho es-
tfl sendo pregado em todas as partes do mundo espiritual, o ar-
rependimento eobtido pelas pessoas que 0 procuram, as orde-
nan~as vicarias sao administradas nos templos terrenos, e ha
esperanc;a de salvac;ao para os espiritos dos homens que teriarn
recebido o evangelbo de todo o seu coracllo nesta vida, se ti-
vessem a oportunidade de conhece-lo. (Ensinamentos, p. l04.)
Nessa ocasiilo Joseph Smith explicou que 'Hades, sheol, parai-
so, espiritos em prisllo, todos esses termos significarn a mesma
coisa: o mundo dos espiritos.' (Ensinamentos, p.302.)"
(McConkie, DNTC, vol.l, pp. 521-22.)
(18-7) Lucas 16:31. "Se Nio Ouvem a
MoWs e aos Profetas, Tampouco
Acreditatio, Alnda Que AJgum dos Mortos
Ressuscite.''
"Duas grandes e eternas verdades nos sao ensinadas nesta pas-
sagem:
"(!) A Deidade escolhe e envla seus pr6prios emissarios e
testemunhas aos homens mortais, para chama-los ao arrepen-
dimento e pregar o evangelho da salvaollo: os homens serilo
condenados, se nao atenderem asua mensagem; e
"(2) Os homens que se recusam a ouvir os oraculos vivos
que lhes foram enviados em sua propria epoca, e a crer nos en-
sinamentos registrados pelos profeta~ antigos, nAo se converte-
riam nem por uma demonstra~Ao de milagres que ate mesmo
incluisse a ressurrei~Ao dos mortos.
''LAzaro levantou-se dos mortos por ordem de Jesus c
reuniu-se novamente aos homens como um ser mortaL Porem,
ao inves de se converterem, muitos judeus rebeldes tenraram
mata-lo, para impedir que as pessoas receptivas acreditassem
em Jesus e em seu poderdivino. (Joao I l:J-52; 12:10-11.) Nos-
so Senhor levantou a si mesmo dos mortos para uma imortali-
dade gloriosa, apareceu a muitos e enviou testemunhas a todo
o mundo para testificarem de sua ressurrei~ao, e ainda assim.
os homens nao acreditaram." (McConkle, DNTC. Vol. I, p.
522.)
(18-8) Joiio 11:1-40. QuaJ to
Significado da Morte e Restaura!iBO
de Lazaro?
Quando Jesus soube que Lazaro estava enfermo, nAo partiu
imediatamente para Betftnia, como esperavam Maria e Mana e
"ficou ainda dois dias no Iugar onde estava." (Joao 11:6.) Je-
sus tinha urn prop6sito em mente ao deixar Lazaro morrer.
Leia Jollo 11:4, II, 15.
Quando Jesus e seus ap6stolos chegaram, o corpo de.Lazaro
jazia na tumba ha quatro dias. Os judeus acreditavam que o
espirito da pessoa falecida permanecia perto do corpo durante
tres dias, esperando poder entrar nele novamente. Depois que
o processo de decomposi~do se inidava, o espirito pania para
sempre. (Ver McConkie, ONTC, Vol. I, p. 533.) E provavel
que Jesus tinha essa cren~a em mente ao esperar quatro dias
para restaurar Lazaro ll vida. De acordo com os registros escri-
turisticos, ele anteriormente ja levantara duas pessoas faleci-
das; em ambos os ca~os, esse fato ocorreu logo depois que o
corpo e o esplrito se haviam separado. Nessas ocasioes, Jesus
procurou evitar qualquer publicidade a respeito do que fizera.
(Ver Lucas 7:11-17; 8:41,42, 49-56.)
"Mas, no caso de 'nosso amigo Lazaro'. foi diferente, Je·
sus, tendo conhecimento da enfermidade de LAzaro, nada fez
para impedir sua morte; permitiu que seu corpo fosse prepara-
do para o funeral; esperou ate que este terminasse e o corpo
estivesse sepultado; deixou que se passassem quatro dias para
que o processo de decomposi~llo se encontrasse bern adianta-
do; provou ao milximo a fe possuida por Maria e Marta; che-
gou a tumba cavada na rocha viva em circunstiincias que atrai-
ram muitas pessoas ceticas e incredulas; procedeu em tudo co-
mo se estivesse procurando fazer publicidade; e entao, usando
132
a prerrogativa divina de dar vida ou morte de acordo com a
sua vontade, ordenou: 'Lazaro, sai para fora.'
"Por que essa encena~o premeditada, esse chamar a aten-
~llo de todos para urn dos maiores milagres de seu ministerio?
Ouas ra.zOes principals se destacam.(l) Quando o Senhor che-
gava ao climax de seu ministerio mortal, estava testificando
novamente, de um modo irrefutllvel, ser o Messias e Filho de
Deus e que era de fato, o filho literal de Deus; e (2) estava pre-
parando o palco, onde interpretaria para sempre, urn de seus
maiores ensinamentos: Que ele era a ressurreir;!lo e a vida, que
a imortalidade e a vida eterna vinham atraves dele, e que pes-
soas que nele cressem e obedecessem as suas palavras, jamais
morreriam espiritualmente." (McConkie, DNTC, Vol. l, pp.
530-31.)
Desse modo, nosso Salvador deixou os incredulos judeus
sem escusas por te-lo rejeitado como o Filho de Deus. Ele ha-
via demonstrado clara e efetivamente sua divindade de urn mo-
do incomestavel.
"Nao podia ser suscitada quaJquer duvida quanto amorte
real de Lazaro, pois eta fora testemunhada, seu corpo prepara-
do e enterrado da forma costumeira, e ele jazera no tilmulo
durante quatro dias. Junto atumba. quando foi chamado de
volta, havia muitas testemunhas, algumas delas judeus proe-
minentes, muitos dos quais alimentavam sentirnentos inamis-
tosos por Jesus, e que teriam prontamente negado o milagre,
caso pudessem faze-to. Deus foi glorificado, e a divindade do
Filho do Homem confirmada." (Talmage, Jesus, o Cristo, p.
4}9.)
J)ontos a -'onbtrat
JESUS ENSINOU ATRAVES DE TRES
PARABOLAS A IMPORTANCIA DE SEUS
DISCtPULOS SE JNTERESSAREM PELA
SALVAc;AO DO PROXIMO.
(lS-9) A Parabola dll Ovelha Perdida:
Ela Perdeu-se lnvoluntariamente.
As ovelhas seguem para onde ha pastagem. Parece claro que
a ovelha da parabola nQo se perdeu devido adesobediencia
voluntaria ou por negligencia do pastor; eta simplesmente se
desgarrou ao buscar pastagens mais verdes, e se perdeu.
" Pergunto-vos: Nesta noite, como aquela ovelha se
perdeu? Ela nllo era rebelde. Caso seguirdes a comparacllo,
vereis que ela estava procurando sua subsistencia de um modo
perfeitamente normal, mas talvez estupida ou
inconscientemente seguiu a seducAo oferecida pelo campo e a
perspectiva de uma pastagem melhor ate desgarrar-se do
rebanho e perder-se.
"Assim, temos tambem na lgreja rapazes e mo~as que se
afastam do rebanho de maneira perfeitameme legitima.
Procuram realizar-se comercial e prolissionalmente e, nao
tarda muito, tornam-se indiferentes algreja e se desgarram do
rebanho. Talvez esu'!pida e inconscientememe, ou em alguns
casos por sua livre vontade, perderam a no~ao do que e
realmente sucesso. Estao cegos para o que. constitui o
verdadeiro sucesso." (David 0 . McKay, em CR, abril de 1945,
p. 120.)
(18-10) A Moeds Perdids: Perdeu-se em
Conseqiiencis do Descuido e Negligencis
de Outra Pessos.
"Neste exemplo, o objeto perdido nao era algo dotado de
responsabilidade. A pessoa a quem fora confiada aquela moe-
da a extraviara ou perdera. Existe uma grande diferen~a, e
acredito que ela se aplica a uma ter~a parte de nos reunidos
aqui nesta noite. Temos o dever de cuidar nao somente de
moedas, mas de almas viventes de criancas, jovens e adultos.
Elas estao sob os nossos cuidados... Uma delas pode ter-se ex-
traviado por causa das observacoes indiscretas de uma de suas
colegas na Mutual (e tenho urn caso especilico em mente). a
presidente da organizacao deixou-a partir e nao foi visita-la na
semana seguinte para pedir que venha as reunioes. Oulra pode
ter-se perdido em conseqUencia da inatividade e indiferenca do
professor da Escola Dominica!, que se satisfez com as quinze
pessoas presentes na sua classe naquela manha, ao inves de
pensar nas outras quinze que estao perdidas por causa da sua
negligt!ncia." (David 0 McKay, em CR. abril de 1945, pp. 121-
22.)
(18-11) 0 'FUho Perdido: Perdeu-se
Devido aSus Desobediencis Voluntaris
e Por Interesse Proprio.
"A terceira parabola ea do lilho pr6digo, o 'mais mo~o.'
dizem as escrituras, e portaoto ainda imaturo. Estava cansado
de viver sob restricOes e um pouco ressentido com a zelosa vigi-
llincia do pai. Ele, evidentemente, ansiava pela chamada liber-
dade, e queria, por assim dizer, experimentar suas asas. Entao
disse: 'Pai, da-me a parte da fazenda que me pertence e
partirei.' 0 pai the deu o que pedia, e ele partiu.
"Eis aqui urn caso evidente de volit;ao. urn exemplo de esco-
lha consciente. Etambern, de certo modo, urn caso de rebeliao
contra a autoridade. Mas, o que fez o jovem da parabola?
Desperdit;ou sua fazenda com meretrizes, vivendo dissoluta-
mente. Eassim que eles se perdem.
133
"Os jovens que come~am a satisfazer seus apetites e paixoes
cnconLram-~-e na estrada descendcntc que conduz aapostasia,
e esse fato e tao certo como o sol nascc no oriente. lsso nao se
aplica somente ajuventude; qualquer homem ou mulher que
com~a a trilhar o caminho da imemperao~a. de urn viver disso-
luto, desgarrar-se-a do rebanho tao inevitavelmente quanta a
noite segue o dia. 'NAo contendera o meu espirito para sempre
como o homem'. (~nesis 6:3) A pessoa que tenta viver uma vi-
da dupla em viola~ao cte seus convenios, para citar urn autor, 'e
desavergonhada ou entao tola.' FreqOentementeeambas as coi-
sas, porque usa seu livre-arbitrio para satisfazer suas pai.xOes,
desperdi~ar seus recursos vivendo dissolutamente e violar os
convt!nios que fez na casa do Senhor.
"Em tais casos. pouco podemos fazer, a nao ser adverlir e
pleitear ate que o·rolgazao, como aconteceu ao filho prodigo,
'torne a si!' " (David 0. McKay, em CR. clbril de 1945, pp.
122-23.)
OS OISCiPULOS DE JESUS DEVEM
INTERESSAR-SE ATUALMENTE POR SEUS
IRMAOS OUE ESTAO ''PERDIDOS."
Medite por um momento neMa hist6ria·
"Ha algunsanos. foi public:ada em uma de nossas reVIS"·
tas a hi.storia de um menino que seQ,/astou do /ado da mtle e
perdeu-se no deserto de Dakota. Ao anoitecer, amae esta·
va aludnada, etodos os vizinho.s g/armados. Na manhii se-
guin/e. o delegado reuniu na prara da cidade um grupo de
{at,endeiros, professores, c:omerci6rios e cidadilos de todos
os nfveis sociais. e orgonizou-ospara proceder auma bwca
sistematica. Antes de part/rem, ele lhes disse: '0 peque!Jo
Ronaldse encomro em a/gum Iugar do deserto. Temos que
nos organizor e esquodrinhar coda orbusto, fenda e
olho-d'ogua. Niio podemos vo/tar sem aquele menino,
Orem a Deusport~ que niJo c:hegt(emos torde demois.' lni-
Ciarom asbuscasnaquela quarto-feira, mas niio!01 seniio as
t~s horos do tarde do dia seguin/~ que houve uma grande
acloma~IJo. Haviam enc:ontrado o mentno. "(Mc·Kay, Gus-
pet Ideals, pp. 404-5.)
Por que sera qlle OS pes:soas geralmente /a'l.em todo 0
possl'llel para resgorar umo pes.soafisicamerue perdido, mas
raromen/e ejetuam um esforro identic:o paf'Q salvor quem
esra espiritUillmente perdido?
(18-2) Fomos Comissionados a Lembrar-nos
do Valor das Almas.
TaJvez nem todos nos compreendamos e apliquemos eficaz-
mente esse principia, mas ha os que o fazem.
"Ha pouco, urn presidente de estaca relatou uma visita que
fez, junto com outras pessoas, a uma classe da Escola Domini-
cal Junior. Quando os visitantes entraram, foram muito bern
recebidos, e a professora, procurando inculcar o significado
daquela experi~ncia em seus pequenos alunos, perguntou a
uma crian~a que se encontrava na primeira fila: 'Quantas pes-
soas importantes se encontram aqui conosco?' A crianc;a
levantou-se e come~ou a contar em voz alta, chegando ao total
de dezessete pessoas, incluindo todos os individuos que seen-
contravam na sala. Havia dezessete pessoas muito importantes
na sala de aula naquele dia, crianc;as e visitantes!
"E isso o que Cristo sente, e n6s tambern devemos sentir."
(Marion D. Hanks, em CR, outubro de 1972, p. 167.)
Quale, portanto, a sua responsabilidade como disclpulo
de·Cristo, quanto a seus irmaos? Examine estas questiies:
A Ovelha Perdido
(Os que se encontram des-
garrados.)
A Moeda Perdido.
(Os que joram negligencia-
dos.)
0 Filho Prodigo.
(Os que deliberadamente
desobedecem aos
mandamentos.)
Voclrem amigos que m4o
se qfastando dtl Jgreja? 0
que estd /azendo para qw
todos osseuscolegassintam
a sua irifluencia e testtmu-
nho?
Qual e a respon.sabilidade
que tem para com seus ir-
miJos e irmlls na te"a? Exis-
tem algumas pessoas na
lgreja que precisam de sua
atenf4o? Existe alguem que
possa beneflciar-se com a
sua considerarllo? Sua de-
signarllo atua/ na /grej11 e
aqueles aquem e chamado Q
liderarrecebem maisdo que
apenas a/gum tempo e es-
Jorro casual?&Jorra-sepa-
ra con/ratemU.ar-se com as
pessoas nos reuniiJes da
lgreja e em outras ocasiiJes?
Ediligente ao procurar res-
gator as pessoas que passo-
ram a viver por a/gum tem-
po no mundo do pecado ou
lhes d6 as boas-vindas no
momenta em que voltam a
lgreja?Acha f6cil /alar mal
de/as ou asamasinceramen-
te?
134
"As trisparabolasque aparecem no registro escriturlsti-
co como partes de um discurso continuo s4o un8nimes em
retrallzr a akgrill reinante nos ceus com a recuper-ar/Jo de
uma alma que era contada entreasperdidas- sejaesso11/ma
simboli~ada por uma ovelha que se transv/Q, uma mo«la
quecai, Mm ser vista, em consequencill da incuri4d11 dona,
ou um /ilho que, dellberadamente, se aporia do lor e do
ceu. NIJo hd}ustjficativapara a supos~lo de que umpeca-
dor arrependldo deva terprecedlnciasobre uma almajusta
qw resistiu ao pecado,· se till josse, o procedimento de
~. ent/Jo Cristo, o unico Homem sem pecado, seria so-
brepu)ado na estima do Pal pelos ofensores regeMrados.
Emboraseja lnde.fenSllvelmente ojenslvo como eo pectldo,
o pecodorainda eprecioso aos olltos do Pal, pela possibili-
dtlde de seu arrependimento,e volta d retlddo. A perda de
uma alma ealgo multo real e multo grandepara Deus. Ele
so/reese qfligeporeta, poissua vontadeeque ningubnpe-
n!fll." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 445.)
Qtapitulo 18
135
ANO 33 A. D.
CONTI NUA 0 MINISTERIO NA PEREIA
i
Efraim, Galileia, Samaria
.§ Regiilo da 0 Inicio da ultima 17:11-19
~ Cesareia de Jornada a Jerus<dem; Os Dez Leprosos
~ Filipe
~ Galileia
~ Jesus Fala a Respeito 17:20-37
~ do Reino de Deus.
~
Duas Parabolas. Ada
Mar da Viuva e a do Fariseu 18:1-14
GALILEIA e o Publicano
• Tishri Pereia
Aerone
Cruza o Rio Jordao em 19-1,2 10:1
Pereia e Segue ParaJerusalem
SAMARIA NISAN Jesus fala a respeito
de Casamento e Div6rcio
19:3-12 10:2-12
SICAR •
Jesus Aben.;oa
• 19:13-15 10:13-16 18:15-17
Efraim • Perala as Criancinhas
Jerusa ll§m
Jeric6 0 Mancebo Rico; 19:16-30
• • Betabara 20:1-16 10:17-31 18:18-30
• lnstru.;Oes aos Doze
Betania • Jesus Segue Antes dos
• 20:17-19 10:32-34 18:31-34
Belem Doze Para Jerusalem
Deserto
eMacaeros Perto de Jerico, Judeia.
da A Aspiracao de 20:20-28 10:35-45
Judeia Tiago e Joao
Jerico, Judeia.
20:29-34 10:46-52 18:35-43
J UDEIA A Cura de Banimeu
Zaqueu, o Publicano. 19:1-10
Parabola das Dez Minas. 19:11 -27
Reinicia Viagem a 19:28
Jerusalem
TERMINA 0 MINISTER10 NA PEREIA
Jerusalem, Judeia.
Muitos buscam a Jesus II :55-57
Betania, Judeia.
12: 1,9-1
Jesus Chega a Betania.
Jesus e Ungido por
26:6-13 14:3-9 12:2-8
Maria na Casa de SimAo
~apitulo 19
19
''<l1hre tnt falta aintra?''
TEMA
Um dos mais importantes fatores do processo de aperrei~oa­
mento e ter o desejo de colocar tudo sobre o altar a :.ervi~o do
Mestre.
INTROOU~AO
0 ministerio de Jesus estava chegando ao jim. Mais uma
1illima jornada, mais alguns dias em Jerusalem, e e/a termi-
naria. 0 sacriflcio expiatorio estaria completo. Porem, essa
derradeira viag~m deveria ser de grande significado. Esta
seria uma ocasiiJo de realrar algumas doutrinas do reino
multo importantes-o reino de DeIts, o casamento etemo e
o conceito do v~rdadeiro serviro. Nessa oportunidade, Je-
sus abenroou as criancinhas, instruiu os Doze, e ensinou
como podemos tJictmrar preeminencia no reino de Deus.
Depois disso,foi 11 &t/Jnia, onde joi ungido por Maria na
Nia de Sim6o.
Na existlncia do Slllvador, vemos o perfeito exemplo de
uma vida lnt~iramente comprometida- inteiramente disci-
plinllda d vontatk do Pili.
NestaliriJo, f~remos o tr6gico relato a respeito de i:zlguem
muito amado ~lo Salvador, ~ que se ajastou porque nilo
pode seguir seu Mestre no caminho do comprometimento
total. c~rtammte, {odos dewm estordispostos Q perguntar
a Deus, comojn o jow!m rico: "Que mejalta ainda?" Po-
rem. 0 que emais importante, devemos estar preparodos
part~ Qglr.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
137
~e~~..fl~fiutcl&gs,
1t11l~~QlQf~~~JHJ<l&~
(19-1) Lucas 17:14. Por que os Dez Leprosos
Deviam Apresentar-se aos Sacerdotes?
0 mctodo prescrito ao leproso "no dia da sua purifica~Ao,"
para obter consentimento de se reintegrar na sociedade, reque-
ria que se apresentasse aos sacerdotes do povo. (Leia Levitico
14:2,3.)
Jesus tambem ordenou aos leprosos que se apresentassem
aos sacerdotes, para provar sua fe. Quando os dez creram e
cumpriram os termos da cura, todos foram curados ao "irem
eles aos sacerdotes." (Ver McConkie, DNTC, Vol. J.,p. 536.)
(19-2) Lucas 17:17,18. "Nio Foram Oez os Limpos?"
0 (mico que voltou para agradecer era samaritano. e "talvez
esta prova de gratidao da parte de um samaritano foi outra evi-
dencia para os ap6stolos de que todos os homenssAo aceitilVeis
diante do Senhor, e que logo a reivindicacll.o de superioridade
exclusiva por parte dos judeus como o povo escolhido seria
substituida porum mandamento de levar o evangelho da paz a
todos os povos."(McConkie, DNTC, Vol. I, p. 537.)
(19-3) lucas 17:20. Por que Jesus Disse:
" 0 Reino de Deus Nio Vetn Com
Aparencia Exterior"?
"As profecias que prediziam os eventos que ocorreriam na
primeira e segunda vinda do Messias ainda conrundiam os ju-
deus. Eles presumiam erroneamente que em sua primeira v1n-
da ele viria com uma demonstra~llo exterior de poder que der-
rubaria e destruiria todos os reinos terrestres. Por cooseguinte,
baseando sua pergunta numa falsa premissa, e com urn pouco
de aparente sarcasmo, eles exigiram uma resposta asua escar-
necedora pergunta: "Se es o Messias prometido, como tantas
vezes tens afirmado, diz-nos, quando se manifestara o teu po-
der, quando sera quebrado o jugo imposto pelos romanos, e
em que epoca o reino de Deus realmente vira?" (McConkie,
DNTC, Vol. 1, p. 539.)
(19-4) Lucas 17:21. 0 que Signiflcu a Frase:
" 0 Relno de Deus Esta Entre V6s''?
" Uma das heresias que ainda prevalece em grande parte do
cristianismo moderno e o conceito de que Jesus nao orgaru-
zou urna Igreja ou estabeleceu urn reino formal atraves do qual
a salva~ao pudesse ser oferec:ida aos homens. Este versiculo
mal traduzido eurn dos que sao usados para apoiar o conceito
err8neo de que o reino de Deus einteiramente espiritual; isto e,
feito para os que confessam a Jesus com os seus labios, sem
considerar a que igreja sao liliados; que o reino de Deus esta
dentro de cada pessoa no mesmo sentido de que todos nos te-
mos o potencial necessario para alcancar as mais elevadas me·
tas espirituais: e que o batismo, a imposicao das maos, o casa-
mento para a eternidade e outras ordenan~as e leis nao sao es-
senciais para se alcancar a salvacao.
"~ verdade que todos os homens t~m a capacidade inerente
de atcan~ar a salvacao no mundo celestial; em certo senlido,
esse poder esta dentro deles, e por isto podemos dizer que o
reino de Deus esta dentro de uma pessoa, se compreendermos
que essa expressao significa que ela pode ganhar o mundo eter-
no atraves da obediencia as leis e ordenancas do evangelho.
Mas tambern everdade que Jesus organizou a sua Jgreja e dele-
gou as chaves de tal reino a administradores legais na terra.
(Mateus 16: 13-19.)
"Ate mesmo a coocordancia da Versao do Rei Tiago altera
a linguagem envolvida nessa passagern no sentido de: '0 reino
de Deus esta em vosso meio,' significando que 'a Jgreja esta
agora organizada no meio de vossa sociedade'. A interpreta-
c!lo do Profeta desse pensamento de Jesus, registrada na Ver-
silo lospirada, e, obviamente, a melhor de todas. 0 seu signifi-
cado essencial e: •A Igreja e reino ja foram organizados, elees-
ta aqui; eie veio a v6s; entrai pois no reino, obedecei as suas
leis e sede salvos." • (McConkie, DNTC, Vol I, p. 540.)
"Nem dirllo: Ei-lo aqui, ou Ei-lo ali; porque eis que o reino
de Deus ja veio a v6s."(Lucas 17:21, Versao lnspirada.)
(19-5) Luc~ 18:1-8. Por Que o Senhor Contou
a Paribola do Juiz lniquo?
"0 juiz tinha mau carater; negou justi~a aviuva, que nao
138
podia obter compensacllo atravi!s de nenhuma outra pessoa,
mas foi levado a agir pelo desejo de escapar aimportunacao da
mulher. Tenhamos o cuidado de nllo errar, comparando sua
acao egoista aos caminhos de Deus. Jesus nllo indicou que, co-
mo o juiz iniquo fmalmente atendeu asuplica, Deus tambem
sempre o fara. Mas mostrou que, se ate mesmo urn homem co-
rno esse juiz, que "nao temia a Deus nem respeitava o
homem" , finalmente ouviu e ateodeu a suplica da viuva, nin-
guem deve duvidar de que Deus, o Justo e Misericofdioso, ou-
vira e respondera. A obstinacao do juiz, embora totalmente
iniqua de sua parte, pode ter sido, no final, vantajosa para a
viuva. Tivesse ela obtido compensa~ao com facilidade, pode-
ria ter-se tornado descuidada, e talvez urn adversario pior do
que o primeiro a tivesse oprimido . 0 prop6sito do Senhor, ao
contar a parabola; eespecilicamente declarado: e"sobre 0 de-
ver de orar sempre e nunca desfalecer". (Talmage, Jesus, o
Cristo, p. 421; Jeia tambem D&C 101:81-92.)
(19-6) Lucas 18:9-14. Por Que o Senhor Contoll
a Paribola do Fariseu e do Publicano?
"E-nos dito expressamente que esta parabola foi dada para
o beneficio de certas pessoas que confiavam na sua pseudo-
retidao como garantia de justilicativa perante Deus. Nao foi
dirigida aos fariseus nem aos publicanos especificamente. Os
dois personagens sao tipos de classes grandemente distintas.
Devia existir urna grande dose do espirito farisaico de auto-
complac~ncia entre os disclpulos, e urn pouco entre os pr6-
prios Ap6stolos.•. A parabola aplica-se a todos os homens.
Sua moral foi resumida em uma repeti~Ao das palavras de nos-
so Senhor, pronunciadas na casa do chefe fariseu..."(Talma-
ge, Jesus, o Cristo, p. 456·57. Leia tambem Lucas 18: 14.)
(19-7) Mateus 19:6. "Portanto, o Que Deus Ajuntou
Nio o Separe o Homem,"
" Da maneira como estAo registrados nessa passagem, os en-
sinamentos de nosso Senhor a respeito do casamento e div6r~
cio sllo fragmentarios e incompletos. Somente podem ser
compreendidos, quando considerados em conexllo com a lei
do casamento para o tempo e eternidade conforme foi revela-
da novamente nos tempos atuais. Os discipulos do tempo de
Jesus conheciam e entendiam esses princlpios que governam o
casamento eterno, e tambern os fariseus, pelo menos em parte.
Mas os registros do discurso do Mestre a respeito do Casamen-
to e divorcio, preservados por Mateus e Marcos, sAo tao con-
densados e resumidos que nilo retratam claramente o proble-
ma. Os exegetas escrituristicos modernos necessitam ter a mes-
ma vivencia e conhecimento possuidos pelas pessoas que parti-
ciparam do debate original.
••Para se entender corretamente o papel do casamento e di-
v6rcio no esquema divino das coisas, e predso conhecer pelo
menos estes principios:
"0 casamento e a unidade familiar sAo a pane principal do
plano de progresso e exalta~Ao. Pela perspectiva eterna, todas
as coisas centralizam-se na unidade familiar. A exalt~!o con-
siste em conLinuar a unidade das familias na eternidade. As
pessoas para quem a unidade continua sAo possuidoras de vida
eterna; todas as outras herdam urn grau menor de salva~o nas
moradas que o Senhor preparou...
"0 Casamento para 0 tempo e eternidade ea porta que COD·
duz aexalta~ao. Para cumprir plenamente o objetivo para o
qual foi criado e alcanyar a vida eterna, o homem precisa en-
trar nesta ordem do matriml'lnio e cumprir todos os conva-
nios e obriga~~s a ele inerentes. Se urn casaJ eselado dessa
forma, as duas pessoas se tornam marido e mulher oesta vida e
continuam a se-lo no mundo futuro. (D&C 131:1-4; 132.)...
"0 div6rcio nlo faz parte do plano do evangelho, nilo im-
pona qual o tipo de casamento em questilo. Porem, como os
homens na pratica nem sempre vivem segundo os padr0es do
evangelho, o Senhor permite o div6rcio por uma razao ou ou-
tra, dependendo da estabilidade espirituaJ das pessoas envolvi-
t
139
((apitulo 19
das. Na antiga Israel, os homens linham o poder de se divor-
ciar de suas esposas por motivos relativamente insignificantes.
(Deut. 24: 1-4.) Sob condi~Oes perfeitas, nilo seria permitido o
div6rcio, a menos que houvesse pecado sexuaJ. Na epoca
atual, os div6rcios s!o permitidos de acordo com os estatutos
civis, e a lgreja permite que as pessoas divorciadas se casem
novamente sem que haja a macula da imoralidade, que sob urn
sistema mais elevado existiria em tal caso." (McConkie,
DNTC, Vol. 1, pp. 546-47.)
(19-9) Lucas 19:11-28. Por Que Jesus Contou
a Parabola das Minas?
..Jesus dirigia-se a Jerusalem pela ultima vez. Dentro de dez
dias aproximadamente, ele morreria na cruz, e pareceria aos
judeus em geral que ele nllo conseguira estabelecer o reino
messiaoico prometido. Para cortigir o falso conceito de que o
'reino de Deus' - significando o reino politico, o reino que
governaria todas as na~Oes tendo ao trono o Rei Messias, o rei-
no Milenial - 'logo se havia de manifestar~. Jesus contou a
Par6bola das Minas. Compare com a Par6bola dos Talentos.
(Mateus 25:14-JO.)"(McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 571.)
(19-10) Maleus 26:6. Qual era a Dlstincla
Entre Betinla e Jerusalem?
Monte das Oliveiras
Betania estava situada a 15 estadios. ou cerca de 3 200 me-
tros de Jerusalem, para aJem do Monte das Oliveiras. (Ver
Jo~o 11:18eMarcos 11:1.)
(19-11) Mateus 26:6-13; Joao 12:2-8. 0 Que
Significou a Un~o de Jesus
Com Oleo de Nardo Puro?
"Ungir a cabe~a de urn convidado com 61eo comum era
prestar-lhe honra; ungir-lhe ao mesmo tempo os pes era de-
monstrat;ao de desusado respeito; mas ungir-lhe a cab~a e os
pes com nardo. e em tal abundancia, era urn ato de homena-
gem reverente raramente prestada ate mesmo a reis. 0 ato de
Maria fora urn testemunho de adora~llo, o flagrante transbor-
damento de urn cora~ao repleto de jubilo e de afeto."(Talma-
ge, Jesus, o Cristo, p. 512.)
l)ontog a .t}onbttar
" QUE ME FALTA AINDA" PARA
SEGUIR 0 SALVADOR?
(19-12) Mateus 19:16-20. "Que Bern Farei Para
Conseguir a Vida Eterna?"
"Chegou-se a Jesus certa ocasillo urn jovem rico que lhe per-
guntou: "Que bern farei para conseguir a vida etema?"
"A resposta de nosso Senhor foi a mais 6bvia dada por to-
dos os profetas de todas as eras: 'Se queres entrar na vida,
guarda os mandamentos.'
"A seguir perguntou: 'Quais?'
" Jesus os enumerou: 'Nllo mataras, nllo cometeras adulte-
rio, nllo furtaras, nllo diras falso testemunho. Honra teu pai e
tua mlle, e arnaras o teu pr6ximo como a ti mesmo.'
"Veio entao a resposta, seguida de outra pergunta- pois o
jovem era urn homem born e fteJ que buscava a retidao: 'Tudo
isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta
ainda?'
" Poderlamos bern indagar: 'Nllo e suficiente guardar os
mandamentos? 0 que mais se espera de n6s, alem de ser ho-
nesto, tiel e digno de confian~a? Existe ainda alguma coisa
alem da lei da obediencia?'
" No caso desse jovem rico, havia mais. Ele devia viver a lei
da consagra~llo e sacrificar suas posses terrenas, pois a respos-
ta de Jesus foi: 'Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que
tens e da-o aos pobres, e teras urn tesouro no ceu; e vern, e
segue-me.• Como voces sabem, o jovem retirou-se triste, 'por-
que possuia muitas propriedades.' (Mateus 19:16-22.) Ficamos
a pensar sobre as oportunidades que ele poderia ter comparti-
140
lhado como Filho de Deus, o companheirismo que poderia ha-
ver desfrutado com os apostolos, as revelacC>es e visoes que po-
deria ter recebido, se tivesse sido copoz de viver a lei do reino
celestial. Mas, da maneira como as coisas se passaram, ele per-
maneceu desconhecido e anonimo. Se houvesse aceito o alvitre
proposto, seu nome poderia ter-se tornado memoravel entre os
santos, para sempre.
"Creio que ficou perfeitamente claro que o Senhor espera
de nos muito mais do que as vezes retribuimos. Nos nao somos
como os outros; somos os santos de Deus e temos as revelacoes
dos ceus. Daquele a quem muito edado, espera-se muito. Em
nossa vida, devemos por em prirneiro Iugar as coisas de seu rei-
no."(Bruce McConkie, Discursos do Conjerencio Gerol do
lgrejo de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias, abril de
1975, p. 323. Daqui por diante citado como DC.)
0 diagrama alxlixo Indica o significado do quesrilo "Queme
flliJa ainda?" tonforme se aplica a nossa vidll. &Uienta os
possos que devemos dar se dts(jarmos seguv o M~tre.
(Lei4
Almt1 22:18.)
"Que m~ / alta
ainda?"
(Leia ModHri
10:30,32.33)
(Leia
D&C 93:10)
(19·13) ·•o St>nhor Deseja que Dedique o Resto dt>
Sua Vida 1 lgreja."
"Moravamos no Canada. Eu era advogado e gerente de
uma companhia de petroleo. Estavamos perfurando po~os e
gatlhando muito dinheiro. Naquela ocasiilo, eu me encontrava
nas Montanhas Rochosas canadenses, muito Ionge das rodo-
vias. Estavamos perfurando naquele Iugar e tudo parecia mui-
to promissor. Certa manha., acordei muito antes do alvorecer.
Minha mente estava perturbada e nilo sabia a razilo por que
me encontrava tao inquieto. Comecei a orar, mas parecia nao
conseguir obter uma resposta. Lembrei-me de que o Salvador
sentira muitas vezes o desejo de subir ao alto das montanhas.
Como devem lembrar-se, sua vida foi pontilhada de presenr;as
no topo de montanhas. Foi Ia que se deu a tentacAo, a transfi-
guracilo. as bem-aventuranr;as, e foi de urn deles que ele subiu
aos ceus. Com isto em mente, levantei-me antes do raiar do dia
e dirigi-me para os montes onde sabia que nenhum ser humano
estaria perto de mim. Quando cheguei a um ponto que consi-
derei apropriado, comecei a falar em voz alta. Estava faJando
com Deus! Nao quero dizer com isto que ele estava ali me escu-
tando ou respondendo As minhas perguntas, e sim que o estava
chamando do intimo de meu corar;clo.
"Toda a minha familia gozava de boa saude, eram todos
bastante prosperos e quanto a mim. parecia que dentro de al-
guns dias seria urn mulumilionario. Ainda assim, semia-me de-
primido. No topo daquela montanha, eu !he disse: 'Senhor, se
o que aparentemente esta para acontecer ereal, e se nilo for
born para mim, minha familia e meus amigos. faze com que
nllo acontec;a. Nllo permitas que aconter;a, a nao ser que em
tua sabedoria o julgues born para mim. 'Depois disso, descj da
montanha e dirigi-me ao acampamento. Entrei em meu carro e
fui para a cidade de Edmonton. Era uma sexta·feira, e en·
quanto dirigia, continuei pensando no que houvera, sentindo
que algo de incompreensivel estava para acontecer. Quando
cheguei em casa, disse aIrma Brown, depois de comer alguma
coisa: Creio que emelhor eu ficar no quarto dos fundos, pois
temo que nilo conseguirei dormir.' Fui sozinho para o quarto,
e durante toda a noite travei a mais terrivel batalha contra os
poderes do adversario. Sentia o desejo de destruir a mim mes-
mo, nao no sentido de cometer suicidio; mas algo dentro de
mim impelia-me a desejar nllo mais existir... Foi terrivel. As
trevas eram tao densas, que quase podia toea-las.
"Minha esposa veio falar comigo tarde da noite, quase de
madrugada, para saber o que estava acontecendo e, ao fechar
a pona, perguntou: 'Quem esta no quarto?' Respondi: ' Nin-
guem, a nao ser o poder do demonio.' Ajoelhamo-nos entllu
ao !ado da cama e oramos pedindo que o Senhor nos socorres-
se. Passamos o resto da noite juntos, e na manhll seguinte, fui
141
ao escritorio. Era sabado e na.o havia ninguem Ia naquele dia.
Ajoelhei-me e pedi a Deus que me livrasse das trevas que me
envolviam. De alguma parte, veio urn sentimento de paz. o ti-
po de paz que invade a alma dos homens quando eles se cornu·
nicam com Deus. Emao. telefonei para minha esposa e disse-
lhe: 'Esta tudo bem. ou estara dentro de pouco tempo!'
•·o telefone tocou naquela noitc de outubro de 1953, e mi-
nha esposa foi atender. Eta chamou-me, dizendo: 'E de Lago
Salgado.' Fiquei imaginando quem me chamaria de tao Ionge,
e fui atender. •Aqui eo Presidente Mckay. 0 Senhor quer que
dedique o resto de sua vida a ele e sua lgreja. Estamos numa
conferencia geraJ. A ultima sessao sera amanhll a tarde. Pode·
ria vir ate aqui?'
"Disse-lhe que nilo poderia. porque nilo havia aviOes na-
quele dia, mas tentaria chegar Ia quanto antes. Eu sabia que
receberia um chamado. Ele viera depois daquele terrivel con-
nito como adversario. E quando o Presideote Mckay disse: '0
Senhor quer que dedique o resto de sua vida algreja', eu sabia
que significava renunciar ao dinheiro; que eu teria que transfe-
rir todos os meus ncg6cios para outra pessoa e ir trabalhar em
Lago Salgado sem rell}unerar;ao alguma.
"Desde ai, tenho sido muito mais feliz. do que jamais fora
em minha vida. Meus colegas ficaram milion{uios. Ainda as-
sim, quando um deles ha tempos esteve em meu escrit6rio em
Lago Salgado, disse-me: 'GanheJ pelo menos sete milhOes de
d6lares, mas !he daria de born grado cada um deles em troca
do que voce tern agora, meu dinheiro nllo pode compra-lo,
mas gostaria de ter o que voce possui. A paz d'alma que nllo
posso adquirir com toda fortuna que tenho.' " (Hugh B.
Brown, ''EternalProgression,'' Discurso proferido aos alunos
do Colegio da lgreja no Havai, em 16 de outubro de 1964, pp.
8-JO.)
(19·14) Progredir no Camlnho da Perfelciio.
0 Evangelho de Cristo eo poder de Deus para a salvar;llo
(Romanos J:16), mas ele so pode ser plenamente liberado pa-
ra o aperfeir;oamento do individuo, se este estiver disposto a
sacrificar todas as coisas temporais para servir ao Mestre. 0
Elder Bruce R. McConkie declarou:
"E nosso privilegio consagrar nosso tempo. talentos e re-
cursos aedificar;llo do seu reino. Maior ou menor, sempre e
exigldo de nos algum sacrilicio para o progresso de sua obra.
A obedieocia eessencial para a salv~llo, bern como o servico;
assim tambem a consagra~ao e o sacrit1cio.''(Bruce R.
McConkie, "Obediencia, Consagracilo e Sacrit1cio," Discur-
sos da Conjerencia Geral, p. 324.)
~e~o 5
~ Smtana bo sattiftcio rxpiatOrio e
ba ressumi~o
Li~oes:
20. A EntradaTriunfal ,
21. "Aide V6s...Hip6critas!"., ... . . .
22. "Que Sinal Havera da Tua
Vlnda?" .............. . .... .. . .
23. ''Assim Como Eu Vos Amei." .• •.
24. "A Minha Paz Vos Dou." ....... .
25. " Todavia Nao se Fa~a a Minha
Vontade, Mas a Tua." .......... .
26. "Nao Acho Culpa Alguma Neste
Homem." ... , . , . . ......... , .. .
Os Tres Anos de Ministerlo
Estavam Pa111 Terminar
0 ministerio publico de Jesus logo
chegaria ao tim. Ele o marcou com dois
eventos arrojados. 0 primeiro foi a sua
clara e destemida declara~ao formal de
ser o Messias. Ele nao deixou duvidas a
respeito de quem, em Betarua, trouxe
Lazaro de volta avida mortal. Este mila-
gre, mais do que todo o resto, levou os
lideres judeus a conspirarem contra Je-
sus, dizendo que ele "devia morrer pela
na~a:o.''(Joao 11:51.) Eles nao podiam
refutar a evidencia, o unico meio de in-
terromper sua missao seria destrui-lo.
Em segundo Iugar, o Mestre dera treina-
mento de lideran~a aos apostolos, que
carregariam a tocha de sua causa depois
de sua ascensao. Essa lideranca veio a
tona quando viram que Jesus havia res-
suscitado. Embora os apostolos tivessem
ficado inativos durante todo o juJga-
mento e crucificacao, posteriormente Je-
sus os comissionou a pregarem o evange-
lho a todas as na~oes; e, depois de sua
ascensAo, eles foram investidos com o
Espirito Santo. Eles possuiam as chaves;
haviam sido chamados; e, sob a lideran-
~a de Pedro, Tiago e JQao, iniciaram sua
grande tarefa.
Jesus Parl.e Para Jerusalem.
EntAo Jesus se voltou para Jerusalem
eo povo daquela nobre cidade "como a
galinha ajunta seus pintos debaixo das
asas, mas nao o quiseram!"(Mateus
23:37.) Ele sabia muito bern que ir para
Ia seria enfrentar uma morte cruel e ine-
vitave1. Mesmo assim, foi aCidade San-
ta, pois ele mesmo dissera: "Para que
nao suceda que morra urn profeta fora
de Jerusalem." (Lucas 13:33.) Sua ida a
Jerusalem tinha o prop6sito de cumprir
a missao para a qual seu Pai Celestial o
enviara.
143
0 Salvador planejou chegar a Jerusa-
lem numa ocasiao especial. Era epoca da
Pascoa, no final do mes de mar~o ou
principios de abril. Peregrinos judeus,
vindos de todas as partes, Ia se encontra-
vam reunidos. As condi~oes eram apro-
priadas. Jesus sabia que ali se encontra-
va "a parte mais iniqua do mundo, e eles
o crucificarao... e nenhuma outra na-
~iio na Terra crucificaria seu Deus.'' (2
Neti 10:3.)
OS ULTIMOS DIAS DA MISSAO
MORTAL DE JESUS
Jesus chega a Jerusalem. 0 Salvador
conseguiu uma jumenta e urn jumenti-
nho e pelos ponoes da cidade entrou em
Jerusalem. E "muitissima gente" que
sabia ser ele o ''Profeta de Nazare da
Galileia'' espalhou ramos de arvores pe-
lo caminho e clamava jubilosamente:
''Hosana ao Filho de Davi, bendito o
que vern em nome do Senhor. f-losana
nas alturas." (Mateus 21 :9.)
0 Salvador seguiu diretamente para o
templo. e de acordo com os registros de
Marcos, observando o que havia em re-
dor, saiu para Betll.nia, onde passou a
noite. (Marcos 11:1 J.)
Segundo Dia da Semana - Segunda-
Feira
Na manha seguinte, bern cedo, Jesus
foi novamente ao templo e tomou uma
a~ao decisiva com o prop6sito de desa-
fiar os lideres religiosos judeus. Expul-
sou da area exterior do templo todos OS
mercadores e cambistas. 0 dlmbio de
moedas era aparentemente sancionado
pelos lideres judeus e, ao impedir a co-
mercializa~ao no templo, Jesus estava de
fato desafiando sua lideran~a. A ques·
tao era bastante clara: seria o templo
uma casa de adoracao a Deus ou local de
comercio? Ao purificar OS {itrios do tem-
plo, eledisse: ''Esta escrito: A minha ca-
sa sera chamada casa de ora~ao -' mas
v6s a tendes convertido em covil de Ia-
drees."(Mateus 21: 13.)
Naquela tarde, Jesus retomou nova-
mente a Betania.
Terceiro Dia da Semana- Ter~a-feira
A ira de Jesus no templo chamou a
aten~ao das autoridades e os sacerdotes
nao estavam dispostos a deixar passar
aquele incidente. Quando Jesus voltou
ao templo no dia seguinte, os sacerdotes
o desafiaram, dizendo: "Com que auto-
ridade fazes isto? e quem te deu tal auto-
ridade? "(Mateus 21 :23.) Jesus respon-
~
0 Templo de Herodes
deu com uma serie de parabolas que
ofenderam os lideres dos JUdeus. Os es-
cribas e fariseus o desafiaram novamen-
te; Jesus os denunciou abertamente e os
condenou como hip6critas.
A partir dessa ocasiao, o Salvador nao
mais ensinou o publico, mas somente os
Doze.
Percebendo que Jesus saira vencedor
do confronto, os lideres judeus confabu-
Iaram novamente para saber como pode.-
riam condena-lo a morte. Entretanto,
tinham que agir rapidamente, antes da
Pascoa, para eyitar urn conflito geral,
visto que crescera a sua popularidade en-
tre o povo judeu. 0 grande problema era
saber como prende-Io sem provocar a
reac;ao do povo, Urn acontecimento
inesperado auxiliou a concretizac;ao de
seus designios. Urn dos pr6prios discipu-
los de Jesus se ofereceu para trai-lo.
Quarto Dia da Semans - Quarta-feira
Jesus conhecia muito bern a conspira-
c;ao. Passou o quarto dia fora da cidade,
talvezem Betania. 0 registro dos evan·
gelistas e omisso quanto aos aconteci-
mentos desse dia.
Quinto Dis da Semans - Quinta-Feira
0 Salvador havia feito preparativos
para comemorar a Pascoa num local
144
A Tumba
particularmerue reservado para ele e os
ap6stolos.
Ap6s a ceia pascal, Jesus apresentou
uma nova ordenanc;a, o sacramento, que
pressagiava o sacrificio expiatorio. Nes-
sa ocasiao, predisse sua morte e indicou
aquele que o trairia.
~p6s ministrar algumas instruc;oes,
Jesus proferiu a grande orac;ao interces-
s6ria. Entao, saindo com os onze ap6s-
tolos (Judas havia saido), Jesus os con-
duziu para urn local familiar- o Getse-
mani. Lil chegando, tomou consigo Pe-
dro, Tiago e Joao e adentrou o jardim,
onde deixou os tres e foi orar sozinho.
(Ver Mateus 26:36-39.) Naquele Iugar
rogou a seu Pai Celestial, dizendo: "See
possivel, passa de mim este calice; IOda-
via, olio seja como eu quero, mas como
tu queres."(Mateus 26:39.) A tac;a nao
foi retirada, e Jesus sofreu "a dor de to-
dos os homens" (D&C 18: II), uma ago-
nia tao grande que o fez sangrar por to-
dos os poros (D&C 19: 18).
Algum tempo depois, ele reuniu-se
novamente a seus apostolos e indicou
que se aprox:imava a hora em que seria
traido. Enquanto falava, urn grupo de
homens armadas, tendo afrente Judas,
aproximou-se para prende-lo. Jesus se
entregou sem oferecer a menor resisten-
cia. Naquela mesma noite, foi submeti-
do a urn julgamento ilegal.
Sexlo Dia da Semans - Sexta-Feira
Os lideres dos judeus enfrentavam
agora urn problema diferente. Nao se sa-
tisfaziam com a morte de Jesus; queriam
0 Lugar da Caveira
Monte das Oliveiras
tambem desacredita-lo diante de seu
proprio povo.Tendo isto em mente,osll-
deres fizeram com que o Salvador fosse
acusado de dois crimes. 0 primeiro era
de blastemia, uma ofensa capital sob a
Jeijudaica.Eiefoiunanimemente conside-
rado culpado dessa acusa~ao apenas pe-
lo fato de haver dito ser o Filho de Deus.
(Ver Mateus 26:57-66.) Tal acusa~ao de-
sacreditaria Jesus diante do povo judeu,
mas os lideres sabiam muito bem que
nao podiam aplicar a pena de morte, a
menos que o governador romano a de-
cretasse. Por conseguinte, tinham que
encontrar uma acusa~ao de natureza po-
litica contra Jesus. 0 meio mais eficaz de
alcan~ar esse objetivo seria acusa-lo de
sedi~ao contra o estado, pois ele havia
proclamado ser o "rei dos judeus." Em-
bora o inquerito de Pilatos considerasse
Jesus sem culpa quanto aacusa~ao que
!he imputavam, os lideres dos judeus ha-
viam incitado a multidao a que "des-
0 Jardim da Tumba
truisse Jesus." (Mateus 27:20.) Temen-
do uma demonstra~ao do populacho,
Pilatos cedeu ao clamor que pedia que
Jesus fosse crucificado, e pronunciou a
senten~a de morte.
E assim, Jesus foi executado pelo cos-
tume brutal dos romanos - a crucifica-
~ao. Pouco depois, naquela tarde, ele
voluntaiiamente entregou o seu espirito.
No dia seguinte, que come~ava com o
por-do-sol, seria a Pascoa, e os lideres
dos judeus abominavam a ideia de um
homem permanecer na cruz no dia do
Sabado, principalmente no Sabado pas-
cal. Antes do anoitecer, o corpo de Jesus
foi removido da cruz e enterrado por
dois reverentes discipulos num sepulcro
selado.
Setimo dia da Semana - Sabado
Este era o Sabado (dia santificado) ju-
daico. 0 corpo de Jesus permaneceu na
145
<trapitulo 19
~....
tumba, mas seu espirito mmtstrou na
morada dos espiritos que haviam partido
desta vida. (Ver I Pedro 3:18-20.)
Primeiro Dia da Semana - Domingo
Se o evangelho tivesse terminado com
o sepultamento de Jesus, nll.o haveria ne-
nhuma hist6ria do evangelho, nem
"boas novas." A Sublime mensagem
desses testificadores e que Jesus ressusci-
tou e foi visto novamente por initmeras
testemunhas. No primeiro dia da sema-
na, o domingo mais memorltvel de toda
a hist6ria, Jesus Cristo saiu vivo do se-
pulcro, e apareceu a Maria. 0 testemu-
nho dessas pessoas constitui a hist6ria
do evangelho, as "boas novas."
"Estes, porem, foram escritos para
que creais que Jesus eo Cristo, o Filho
de Deus, e para que, crendo, tenhais vi-
da em seu nome."(Joao 20:31.)
i I APROX. 33.A.D. Mateus Marcos Lucas Joa
.§ A SEMANA DO SACRIFiCIO EXPIAT6RIO
~
()·~ GALllElA PRIMEIRO DIA
~
~ Entrada Triunfal em
~ 21:1-11 II: 1-11 19:29-44 12:1
~ Jerusalem
~
Marda Certos Gregos
Galileia
Visitam a Cristo 12:2
Uma Voz dos Ceus.
Jesus Volta a
11:11
Betania.
SAMARIA
SEGUNDO DIA
Amaldil;oa a
21: 18, 19 11:12-14
Figueira Esteril
Purifica o Templo 21:12-16 II: 15-18 19:45-48
Jerusalem Volta a Betania. 21:17 11:19 21:37
•
TERCEIRO DIA
Lir;l!o Referente
21:19-22 11:20-26 21:38
aFigueira e a Fe.
JUDEIA
~
Os Judeus
Questionam sua 21:23-27 II :27-33 20:1-8
Autoridade.
20
§ entraba triunfal
TEMA
A entrada triunfal do Filho de Davi na Cidade Santa da
maior evidencia de ser ele o Messias e simboliza sua futura vi.n-
da em gl6ria.
INTRODU~AO
Toda a Jerusalem estavaem alvor~. ETtJ lpoco do P6s-
coa, e por todo porte do cidade chegavam v/QjQntae el'tlm
vendidas ovelhos e pombas/)QI'tl as ofertas, e 118 ~so­
crificiois tilintavam nos cofra dos que havlam corrompido
o mordomia de cuidarde Israel. AIbn dos clomoraf51VOB
solicitando mercadorias para oferto.s religio.stiS, Jeru.sollm
reverbel'tiVa com a preocupo¢o a rupeito do "Profeta do
Golileio. "Havia nos ldbios do povo nn gel'tlle dos ulosos
ftlli8eus a mesma pergunto: "Qw wu ptZTeee? N4o vird d
festa?" (Jolo 11:56.)
MultM mrJerwJOiem dewtm ~,jlcQdo auombrtldMcom
a mqjestadedo drama quesedesenro/tnlo dilmte deles, cqjo
inteiro signijie«Jo nlo corueruiom compreender. Esso co-
memora¢o do gl'tlnde bln¢o de Dftls concedidtz tJ antigo
/sn.lseriD11Ultinul Pdscoaautorizada- dlpois desse ano,
fl matonrfl de ovelha ptlSICG/s seria considerado tlp0St4fio.
Mesmo agorq, quondo o balido doscortklrinhosecoovaen-
tre a conj'uallo crepusculor reinante em JeTIISillbn, outro
gnmde e Ultimo socrlfkio. "0 Cordeiro qwfoi morto da-
de fl funda¢o do mundon (Apoct~lipse 13:8) estQVQ S61do
lfltlidO pelas m4os th Maria no quietude da CtBtl de Simla,
emBet8flo.
J~ era uma /tNtll/wl natwrJI CM:tJdo em llfillll-
147
dos por ravinflS extl'tl~e ~· efortifiCil·
da pormuralhas11UIC/fflSes61idflStonwth,/t!MivtiS. Jeruso-
Jem devio apresentar uma Vislfl formld4ti6 liDS vitljontes e
exircitos que se aproximavam do lesteou oatef Noda, Do-
vihflvia estabelecido o trono deseu reino;eap6se~. seufi-
lho Salom4o perpetuou afama do cif!adeaItt~~ do quefoi
chamfldo a epoca de ouro de ls~Y~el. Mas apenas mul'tl/has
resistentes nilo silo garantia de segul'tlnfa, poisfoi de Jeru-
sa/hn que brotou afonte de opostasia e decadlncia mof!ll
que t:On'Ompeu o vigorde lsrael e consumiu sua gloria, 111~
quereD ptllllo.s, com suas hordos hereges, pisllram quase a
WJitltJdt t1 pr6prkz alma do povo do convlnio de Deus.
Jerustlllm curvara-se em submissilo a muitos rris -
Stl/mtlnQVII', Sarg/Jo II, Nabucodonosor. AleXDndre, Hero-
der. e Gnmde- e flte mesmo agol'tl, qUDndoJesusse prrpo-
ftl'ltl /Nif'll entl'tlr em Jef'IWI/Im, tro{JQS romanflS ocupovam
•/oftlllatlAnt&llil, qw dominavtt a tidtlde tlo dlsputw:ltl.
J.,..porem, n/Jo brand/a espada alguma ao se aproxi-
mlll' da cldode. Em s11a entrada t~iun/al, u"J'z porta "'.aio~
queo p6rtico de Jerusalem se abnu pal'tl recebe-lo, pou/01
nela que o Salvadordeu sua vidapor toda a humfUiidode e
/d se despediu desta vida mortalpora voltar a um estado de
desm~ida honrae majestade "adireita'' daquele Deusque
/he dera a vida. (Hebreus J::J.)
Se vocl estivesse em Jei'USO/em durante a ultima semana
do ministerio do Salvador, estaria enlre as poucas pe.sSoQS
que o recebel'tlmfestivamente ou entre osmuitosque nilo o
compreenderom? A gf'tlnde maioria das pessoas entenderd
quando o Salvfldorjizersua grande entrada triu!ifal na se-
gundo vindo? E voce? Leia D&C 133:46-49.)
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
Olom.enhirios ~nt£rpr£hdi&os
(20-1) Lucas 19:41. Jesus Chorou Sobre Jerusalem
"De acordo com a tradis:ao, ao proferir estas palavras, Jesus
encontrava-se no Monte das Oliveiras, do lado oposto as mu-
ralhas que circundavam Jerusalem, poucos metros ao sui da
Porta Formosa. Desse local, pode-se vislumbrar urn bonito pa-
norama daquela cidade hist6rica.
148
"E uma vtsao maravilhosamente pitoresca olbar a cidade
Santa com suas casas singulares de tetos pianos, as torres das
igrejas e as cupulas das mesquitas espalhadas pelas quatro colinas
sobre as quais Jerusalem foi construfda. 0 panorama e im-
pressionante ate mesmo agora, e deve ter sido muito inspira-
dor na ocasiiio em que Jesus o contemplou em todo seu esplen-
dor herodiano.
"Mas era aos habitantes da cidade, e nao aos magnfficos
ediffcios ou vista imponente, que o Salvador via com os olhos
toldados pelas Jagrimas, ao clamar: 'Ah! se tu conbecesses
tarnbem... o que a tua paz pertence! mas agora isto esta enco-
berto aos teus olhos.' (Lucas 19:42.) Ele via o povo dividido
em seitas conflitantes e contenciosas, cada uma professando
maior santidade e retidilo que a outra, e todas fechando os
olhos averdade. Havia entre etas a dos judeus conservadores,
apegando-se rigorosamente alei mosaica; bavia tambem OS ju-
deus helenistas, de mentalidade mais liberal, cujos pontos de
vista haviam sido modificados pela filosofia pagil; havia uns
poucos essSnios com seu asceticismo e rejei~llo do Sacerd6cio
Aaronico; havia os saduceus com sua rigida e formal obser-
vancia do Sabado e sua negativa inabalavel da ressurrei~ilo; e,
finalmente, os fariseus com 'esmolas ostentosas,' 'largos ftlac-
terios,' ' mesquinha avareza,' ·orgulhosa asser~llo de preeml-
nSncia• e 'hipocrisia profundamente dissimulada', muitas ve-
zes encoberta sob uma veneravel arrogancia de santidade supe-
rior.
"Nao ede admirar que o Salvador, ao ver tal divisllo entre o
povo, orasse ao Pai tllo sinceramente em favor de seu pequeno
rebanho, rogando que o mantivesse unido como ''eu eo Pai
somos urn." Nlo ~ de admirar tambern que o Mestre, ao dis-
cernir perfeitamente a falsidade e hipocrisia encobertas pelo
verniz de pretensa religiosidade, proferisse esta acusa~o inju-
riosa:
"Aide v6s, escribas e fariseus hip6critas! pois que fechais
aos homens o reino dos ceus; enem v6s entrais nem deixais en-
trar aos que estllo entrando. (Mateus 23:13.)"
Tal era o povo que o Salvador vislumbrou do Monte das
Oliveira& h3 vinte s~culos atras, e 'vendo a cidade, chorou so-
bre ela.' "(David 0. McKay, em CR. outubro de 1944, pp. 77-
78.)
(20-2) Mateus 24:2. " Nio Flcura
Aqui Pedra Sobre Pedra."
"A profecia de Jeremias ainda estava por se cumprir total-
mente, porem, com o tempo, viu-se que n4o se perderia ne-
nhuma palavra. 'Toda Juda foi levada cativa, sim, imeiramen-
te foi levada cativa!' Tal foi a profecia. Urn desentendimento
sedicioso entre os judeus deu urn pequeno pretexto a seus
amos romanos para impor-lhes um castigo que resultou na
destruicllo de Jerusalem no ano 71 da era crista. Acidade caiu,
ap6s urn sltio de seis meses, ante os exercitos romanos chefia-
do~ por Tito, filho do lmperador Vespasiano. Josero, o ramo-
so historiador, por quem viemos a saber da maior parte dos
detalhes da contenda, vivia na Galileia nessa epocae foi levado
a Roma entre os cativos. Sua hist6ria nos diz que mais de urn
milhllo de judeus morreram por causa da fome que o sitio oca·
sionou. Muitos outros foram vendidos como escravos e incon-
taveis multidOes sofreram urn desterro fon;ado. A cidade ficou
inteiramente destruida, e os romanos, em busca de tesouros,
araram o local onde se levantava o templo. Assim foi como se
149
cumpriram ao pe da tetra as palavras de Cristo: 'nilo ficara
aqui pedra sobre pedra que nilo seja derribada.' "(Talmage.
Regras de Fe, pp. 295-296.)
(20-3) Marcos 11:11. Jesus Aben~oou Seus
Oiscipulos Para que Suportassem o Oia em
Que Jerusalem Seria Deslruida.
13. E Jesus entrou em Jerusal~m. e no templo. E. tendo vis-
to tudo em redor, abencoou os discipulos; como jase fazia tar-
de, saiu para Betania com os doze. (Marcos 11:13, Versao Ins-
pirada.)
''Embora Jerusal~m. como urn todo, estivesse destinada a
ser destrulda e llagelada como poucas cidades baviam sido, os
fieis que habitavam dentro de suas muralhas seriam salvos,
preservados e aben~oados." (McConkie, DNTC, Vol. I , p.
579.)
(10-4) Joao 12:15. "Ets Q ue o
Teu Rei Vern
"Como erado conhecimento e compreen~o do povo, Zaca-
rias havia profetizado: •Alegra-te muito, 6 filha de Siilo; exul-
ta, 6 filha de Jerusalem: eis que o teu rei vira ali, justo e Salva-
dor, pobre, e montado sobre urn jumento, sobre urn asninho.
filho de jumenta.' (Zacarias 9:9.) Quando vemos a entrada
triunfal do Senhor em Jerusalem, entre ramos de palmeira agi-
tados, cavalgando sobre os mantos estendidos pelo povo e
aceitando sua aclamacao de louvor e divindade, e como se Za-
carias tivesse visto a cena e escrito, nllo uma profecia, mas um
fato hist6rico.
''Todos os detalhes desse epis6dlo singular combinaram-se
para testificar ainda mais a identidade da figura central dessa
cena. Era como se Jesus dissesse: 'Muitas vezes vos disse clara-
mente e atraves de inferencia necessaria, que eu sou o Messias.
Meus discipulos tambem testificam o mesmo. Agora, venho a
v6s como Rei de Israel exatamente como os profetas antigos
profetizaram; e ate mesmo vossa participacAo neste evento e
por si mesma urn testemunho de que eu sou aquele que viria re-
iimir meu povo.' " (McConkie. DNTC, Vol. I, pp. 577-78.)
(20-5) Joao 12:20·26. Oe Que Maneira Jesus
Ensinou aos Gregos Que Sua Morte Era Necessaria?
••A eles testificou Jesus que a hora de sua morte estava pro-
xima, a hora em que 'o Filho do homem h3 de ser glorificado.'
lmpressionados e penalizados com as palavras do Senhor, pro-
vavelmente inquiriram sobre a necessidade de tal sacrificio. Je-
sus explicou-lhes, citando uma Locante ilustracao tirada dana-
tureza: ''Na verdade, na verdade vos digo; que se o grao de
trigo, caindo na terra, nao morrer, fica ele s6; mas se morrer,
da muito fruto .' A compara<:ao eperfeita e ao mesmo tempo
impressivamente simples e bela. 0 fazendeiro que se esquecer,
ou que se negar a lan<:ar seu trigo a terra por querer <:onserva-
lo, nao tera aumento; mas. semeando o trigo em solo borne ri-
co, cada grao vivo podera multiplicar muitas vezes, embora a
semente tenha que ser sacrificada no processo. De maneira
que, disse o Senhor: 'Quem ama a sua vida, perde-la-a, e quem
oeste mundo aborrece a sua vida, guarda-la-a para a vida eter-
na.' 0 que o Mestre queria dizer edaro: aquele que ama tanto
sua ~da, que nao a quer arriscar, ou se necessario, sacrifica-la
a servi~o de Deus, perdeni sua oportunidade de ganhar o ge-
neroso premio da vida etema; enquanto o que considera o cha-
mado de Deus como tao mais importante que a pr6pria vida,
que seu arnot por ela seja como odio em comparacao, achara a
vida que livremente entregou ou estava pronto a entregar, ain-
da que momentaneamente ela desapareca como o grao sepulta-
do na terra; e ele se rej ubilara na riqueza do eterno desenvolvi-
mento. Se isto e verdade em relacao a existencia de cada ho-
mem, quao transcendentemente mais em referenda aquele que
veio morrer para que os homens pudessem viver? Portanto,
era necessario que ele morresse, como dissera que estava para
acontecer; contudo sua mone, Ionge de significar vida perdi-
da, deveria ser vida glorificada." (Talmage, Jesus, o Cristo, p.
501.)
(20..6) Joiio 12:26. Que Recompensa
Receber3o os Servos Fleis de Jesus?
'' ...Assim. ap6s o testemunho das escrituras sabre esse pon-
to, o Espirito Santo o confirma, testemunhanda aos que lhe
sllo obedieotes, que Cristo certamente ressuscitou dos mortos;
e se ressuscitou dos monos, fara, pelo seu poder. que tados os
homens comparecam Asua presenca; pois, com sua ressurrei-
c;ao, quebraram-se as cadeias da morte temporal, eo sepulcro
fai derrotado. Portanto, se o sepulcro foi derrotado, aque/es
que guardam as palavras de Jesus e obedecem a seus ensina-
mentos niio apenas recebem a promessa de que ressuscitariio
dos mortos. mas tambem acerteza de serem admitidos em seu
glorioso reino; pois ele mesmo disse: 'Ondeeu estiver, aliesta-
ra tambem o meu servo.· Joao 12:26.)" (Smith, Ensinamen-
tos, p. 61 . ltalicos adicionados.)
(20-7) Jolio 12:27-30. Quem Ooviu a Voz
de Deus Teslificando de Jesus?
"0 Evangelho de Joao relata uma experiencia semelhante
no ministerio do Salvador que demonstra como, de toda uma
multidao, apenas poucas pessoas - ou nenhuma- podem ouvir
Deus falar.
ISO
"Somente o Mestre, aparentemente, sabia que Deus havia
falado. Com freqtiencia, hoje em dia, homens e mulheres vi-
vern tao distantes das coisas espirituais que, quando o Senhor
fala a seus sentidos fisicos de maneira inaudlvel asua mente,
ou atraves de seus servos autorizados (que, quando dirigidos
pelo Espirito, sao como a sua propria vaz), eles ouvem apenas
um ruido, como aconteceu aquelas pessoas em Jerusalem. De
identico modo, eles nM recebem a sabedoria inspirada, nem a
certeza interior de que a mente do Senhor falou atraves dos li-
deres profeticos." (Harold B. Lee, em CR. outubro de I%6,
pp. 115-16.)
(20-8) Marcos 11:12-14. Por Que Jesus
Amaldi~;oou a Figueira Esteril?
Talvez Jesus pretendesse ensinar muitas licoes ao amaldi-
c;oar a figueira esteril.
l. Para Demonstrar seu Poder de Destruir.
"Embora Jesus tenha vindo ao mundo para abencoar e sal-
var, possula tambern o poder de castigar, destruir e amaldi-
coar. 'Porque enecessaria que haja uma oposicao em todas as
coisas' (2 Nefi 2:11); seas b~n~;aos sllo urn premio a retidao, o
seu oposto, ns maldi9oes, devem provir da iniqUidade. Os ver-
dadeiros ministros do evangelho procuram sempre abem;oar;
todavia, as maldicoes seguem os que rejeitam a sua mensagem.
·A quem abencoares eu abenc;oarei, e a quem amaJdi~oares eu
amaldicoarei, diz o Senhor.' (D&C 132:47.) Eadequado que
Jesus nos deixasse uma manifestac;ao de seu poder de amaldi-
coar, eo fato deter escalhido uma arvore, e nao uma pessoa,
para demonstra-lo, e um evidente ato de miseric6rdia."
(McConkie, DNTC, Vol. I. p. 582.)
2. Para Ensinar Fe a Seus Discipulos.
"Aplicando a lic;llo do momento, .Jesus disse: 'Tende fe em
Deus••, e entao repetiu algumas de suas declara~oes anteriores
sobre o poder da fe, pela qual ate as montanhas podem ser re-
movidas, se houver necessidade de realizar tal milagre, a fim
de que, certamente, alguma coisa necessaria seja feita. 0 defi-
nhamento de uma arvore era pouco comparado as maiores
possibilidades de realizacao atraves da fe e oracoes." (Talma-
ge, Jesus, o Cristo, p. 507.)
3. Para Testificar Que Tinha Dominio
Sobre Todas as Caisas.
"Para os ap6stolos, o ato foi mais uma prova indiscutivel
do poder do Senhor sobre a natureza, seu controle sobre as
forcas naturais e todas as coisas materiais, sua jurisdicao sobre
a vidil e a morte. Ele havia curado multidOes; o vento e as on-
das haviam obedecido asua palavra; em tres ocasioes, restaura
os monos avida; era convenieme que demonstrasse seu poder
para ferir e uestruir. Ao manifestar sua autoridade sobre a
morte, ele havia, misericordiosamente, levantado uma jovem
do leito sobre o qual havia falecido, urn rapaz da maca em que
era levado ao sepulcro, e urn outro da sepultura em que havia
sido depositado como cadaver; mas, para provar seu poder de
destruir por uma palavra, havia escolhido como alvo uma ar-
vore esteril c sem valor. Poderia qualquer urn dos Doze duvi-
dar, quando, poucos dias mais tarde, o viram nas maos dos sa-
cerdotcs vingativos e dos pag<los impiedosos, que ele poderia
ferir de morte seus inimigos com uma palavra, se o quisesse? A
respeito disso, nem mesmo os apostolos perceberam quao ver-
dadeiramente voluntario havia sido seu sacrificio, sen<lo de-
pois da ressurreicao." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 508.)
4 , Para Mostrar o Destino de uma Nacao
Que o Rejeitara.
"A arvore frondosa e infrutifera simbolizava o judaismo,
que altamente se proclamava como (lllica religiiio verdadeira
da epoca e condescendentemente convidava todo o mundo a
vir e partilhar de seus ricos e sazonados frutos: quando, na
verdade, era apenas urn amomoado antinatural de folhas.
scm nenhum fru10 comestivel da estar;ilo, e nem mesmo urn
fruto comestivel que houve~se restado dos anos anteriores,
pois que aqueles que possuiam de frutificacOes passadas ha-
viam secado ate tornarem-se inuteis e repulsivos em sua dcte-
rioracao roida pelos vermes. A religillo de Israel havia degene-
rado numa religiosidade artificial que, em materia de exibicoes
prerensiosas e declaracoes vazias, ultrapassava as abominacoes
do paganismo. Como ja tivemos oportunidade de indicar nes-
tas paginas, a figueira era o simbolo favorito da raca judaica
nas figuracOes rabinicas, eo Senhor ja hnvia usado esse simbo-
lbmo anteriormente, na ·parabola da Figueira Esteril, cujo
crescimento inu11l somente obstruia o Lerreno." (Talmage, Je-
sus, o Cmto. p. 509.)
~ontos a t)onberar
(20-9) Por Que os Judeus se Sentirum
Ultrajados Quando Jesus P urificou o Templo'!
Para que possamos responder corretameme a essa pergunta,
e necessaria que compreendamos quem eram o~ "meninos''
que louvaram a Jesus no templo.
Mateus 21:13, Versao lnspirada
15l
~apitul.o 20
13. Vendo emao os principais dos sacerdotes e os escribas a!>
maravilhas que fazia, e os filhos do reino clamando ao templo.
e dizendo: Hosana ao Filho de Davi!, indignaram-se e
disseram-lhe: Ouves o que estes uizem? (Marcus 21:13. Versao
lnspirada.)
"Nao eram memnos. cnanca!> pequena~ conforme dtz na Bi-
blia, mas discipulos, membros da lgreja, pessoas que tinham
testemunho da divindade de Jesus.
"Foi desses ·filhos do reino' adulto~, desses membros da
lgreja que atraves do arrependimemo e batisrno haviam-se tor-
nado 'como meninos novamente nascidos' em Cristo (I Pedro
2:2), que ele recebeu 'perfeito louvor. ' Como ele poderia pro-
vir de qualquer outra pessoa senao daquele~ que conheciam e
estavam sujeitos aos uitames do Espirito Santo?" (McConkie.
DNTC, Vol. I, p. 585.)
Os rrincipais dos sacerdotes eram o~ guardiaes do tt'mplo e
tambem (supunham eles) de toda a estrutura da religi:lo judai-
ca. Ele~ se fartavam com os lucros obtidos com o comercio
realizado no templo, e assim este era nao somente a fonte de
sua privilegiada posir;!lo social {que cobicavam tao ciosameme)
mas tambem de scus rendimentos - mais ainda, de suas fortu-
nas.
Jesu~ J3 invadira anteriom1en1e os limite:' da sagrada mor-
domia do~ sacerdotes, no inic1o de ~eu miniqerio, e naquela
ocaiao, chamara o templo de ·•a casa de meu Pai,'' _(Joi!.o
2: 16.) Embora a declaracao que proferiu naquela epoca hou-
vesse ofendido os sacerdotes (pois se di,sera Filho de Deus e
que o templo penencia a ,<;~;:u Pai), ainda assim aquela afirmati-
va proclamava que o templo era de Deus, e com i~to, pelo me-
nos, os principais dos sacerdotc~ concordavam.
Ma~ agora, quase no final de seu ministerio, ell.' declarava
publicamente ser o Messias, e aqueles "filhos do reino"
ouviram-no chamar o tcmplo de "minha c:usa. '' (Mateus
21 :13.)
Aparentemente, seus seguidores entenderam esta declaracao
de Jesus, pois comecaram a cantare a louva-lo como o Messias
que hn tanto tempo aguardavam. Ao terrninar a ira e violencia
da purifica~ao do templo, os discipulos de Jc:sus reuniram-se
c:m torno dele para receber o que etc podia dar-lhe, pois ali era
o ~tw coso, e ninguem (lirho mais direito que ele de ministror
nuquele local.
··o furor de sua mdignacao foi seguido pela calma de urn mci-
go ministerio; ali, nos atrios purificados de sua casa, os cegos e
os aleijados sc reuniram coxeando e tateando ao seu redor e etc
~e¢o 5
os curou. 0 6dio dos principais dos sacerdotes e dos escribas
rugia contra ele, mas era impotente. Haviam decretado sua
morte e feito repetidos esfor~os para apanha-lo, e ali estava
ele, assentado dentro da propria area sobre a qual pretendiam
ter suprema jurisdi~ao, e eles tinham medo de toca-lo por cau-
sa da gente comum, que professavam desprezar, embora inti-
mamente temessem 'porque todo o povo pendia para ele,
escutando-o.' " (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 510.)
Considere estas perguntas:
I. Por que os judeus se ofenderam, quando Jesus ex-
pulsou os mercadores do templo?
2. Como eles reagiram, quando o Salvador chamou o
temp/a de "minha casa"?
3. Encontrou alguma evidencia de Jesus haver rentado
acalmar os /Ideres judeus?
4. Existe evidencia de que o Salvador fez qua/quer ten·
tativa de ajustar-se ds nor-aes preconcebidas dos ju-
deus a respeito de como seria o Messias e o que ele
!aria? Leia Marcos 8:11-13.
5. Leia Joao 16:1-3. Eimportame que conhe~amos a
verdade a respeito do Senhor e sellS servos? Por
que?
152
(20-10) Por Que Muitas Pessoas que
Receberam Jesus em Jerusalem Como
Rei e Messias, Posteriormente o
Rejeitaram?
0 povo de Israel desprezava o dominio cruel e opressivo de
Roma. Suas escrituras prometiam um Messias que os liberta·
ria, e o Ap6stolo Paulo posteriormente testificaria a respeito
dessas promessas. Leia Romanos II:26,27. (Compare com Sal-
mos 14:7; Isaias 59:20.)
Porem, ao contrario de outras na~Oes ap6statas e dccaidas,
muitas pessoas da Palestina da epoca de Jesus, haviam perdido
tao grande parte de luz e revela~ao, que nao conseguiam perce-
ber verdades espirituais. Era um povo dominado por Roma, e
o tinico sentido que conseguiam entender naquela promessa
da vinda de um salvador, era que ele redimiria Israel do jugo
estrangeiro. Todavia, muitas pcssoas eram tambem dominadas
pela hipocrisia. formas religiosas mortas, extorsao e orgulho -
muitos lideres que ministravam a religiao cram culpados de cri-
mes. (Vcr Joao 8:1-11.) Estavam envolvidos numa condi~ao
tao miscravel de d1ssoluta cegueira religiosa, que nao atende-
ram avoz daquele que poderia liberta-los (atraves de seu arre-
pendimento) do pecado.
(20-Jl) SUMARIO
Somente uns poucos disdpulos fieis compreenderam o signi-
ficado real da entrada inicial de Jesus em Jerusalem. Quando
ele vier novamente, sera como o Rei dos reis e Senhor dos se-
nhores, e 10do joelho se dobrara e toda lingua confessani.
Quem, portanto, estara preparado para recebe-lo? (D&C
45:56-58.) Voce ere que a vinda do Senhor em gloria convence-
ra todos os povos a servi-lo e adora-lo? Se nao o fizer, o que
podera convence-los? 0 que faz com que as pessoas procurem
a Jesus? Como isso se aplica a voce?
(!Capitulo 20
153
APROX. 33 D.C. Mateus Marcos I Lucas I Joa
i
H
TERCEIRO DIA
·i Parabola dost: GALILEIA 21:28-32
.~ Dois Filhos
~ Mar da Parabola dos~ 21:33-41 12:1-9 20:9-16
~
Galileia Lavradores Maus.
~ ~ Parabola da Pedra
Rejeitada.
21:42-46 12:10-12 20:17,18
Parabola das Bodas
Reais e das Vestes 22:1-14
SAMARIA Nupciais.
A Questao do
22:15-22
Tributo
12:13-17 20:19-26
Casamento na
12:18-27
Ressurrei~ao.
22:23-33 20:27-40
Jerusalem 0 Grande Mandamento 22:34-40 12:28-34
• "De Quem Cristo eFilho?" 22:41-46 12:35-37 20:41-44
Acusa~ao aos Escribas e Fariseus. 23:1-36 12:38-40 20:45-47
I
Jesus Lamenta Sobre Jerusalem. 23:37-39
A Oferta da Vii.tva. 12:41-44 21:1-4
JUDElA I A hesita~ao dos
Principais dos
12::
~
Sacerdotes; 0
Testemunho de Cristo.
21
''§i be bOs... bipOcrita~!''
TEMA
Podemos veneer a hipocrisia, servindo ao proximo modesta e
secretamente.
INTRODU~AO
Nestes capftulosjinais do mini.sterio ptlblico do Senhor,
voce terti 0 respeito do ultima con.frontar4o de Jesus com OS
escribas, jariseuS e herodianos; e 0 Ultima, porque OS /fderes
dos judeus, a esta altura, estavam determinados a fazer
com que o Salvador morresse pe/a narao e constantemente
''consultavom-separa o matarem. "(Jo4o 11:53.) Nospagi-
nas seguimes, voce aprendera como eles tentoram fazer
com que JeSLIS dissesse Otl/izessealgumo coisa que Illesper·
mitisseacusa-lo do crimecapitalde trairdo contraas omori-
(lades romana.s.
Aposesta ultima confrontarao em queele condenou ahi·
pocrisia tanto dos escribas como dos jariseus, atraves de
suas perguntas e respostas, Jesus voltou-se amultidi1o e
seus discfpu/os para proferir aacusardofinal a todo o siste·
ma jarisoico. Ao fer e meditar sabre o significado desta
condena~tJo dos lfderes dos judeus, voce vera como lhes era .
possfvel pagar o di?.imo, orar, jejuar, faT.er proselitos e ain·
do assim estarem inclinadosa omitir "o mais importante do
lei". que era a misericordia, o juho e o je. (Ver Mateus
23:23.) Vera como eles observavam a limpe4.a exterior de
uma pessoa, enquanto negligenciavam o limpeza interior.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do Quadro.
ISS
Qtomentttrios 3Jnterpretatibos
(21-1) Mateus 21:28-32. Qual e a
Mensagem Contida na Parabola dos Dols FUbos?
"A sentenca inicial. "Mas que vos parece?", era uma cha-
mada para atencclo mais cuidadosa. lmplicava numa pergunta
que logo viria, e que foi apresemada sob a forma: Qual dos
dois filhos foi o obediente? SO havia uma resposta 6bvia, e ti-
veram que da-la, embora relutames. A aplicacao da parabola
veio com convincente prontidao. Eles. os principais sacerdo·
tes, escribas, fariseus e anciaos do povo foram comparados ao
segundo filho, que, ao ser chamado para trabalhar na vinha,
respondera muiro fmnemente, mas nao fora, ainda que as vi-
deiras se estivessem tornando bravias pelo crescimento sem po·.
da, e os pobres frutos que conseguiam amadurecer fossem
deixados para cair e apodrecer no chdo. Os publicanos e peca-
dores, sobre os quais descarregavam seu desprezo, cujo ~on~a­
to tornava a pessoa imunda, foram assemelhados ao pnmetro
filho, que, em recusa rude ainda que franca, ignorara o cha-
mado paterno, mas posteriormente se abrandara e pusera-se a
trabalhar, arrependido e esperan9oso de compensar o tempo
que havia perdido, e o espirito de rebeldia que havia demons·
trado contra o pai." (Talmage, Jesus. o Cristo, p. 514.)
(21-l) Mateus 21:33-41. De Que Maneira os
Lideres Judeus Pronunciaram Julgamento Contra
si Mesmos ao Responderem aPergunta de Jesus?
..Mais uma vez os judeus tinham sido compelidos a dar res-
posta agrande questclo de que a parabola tratava, e novamen-
te, por suas respostas, pronunciavam julgamento sobre si mes-
mos. A vinha, falando em sentido geral, era a familia humana,
mas de maneira mais limitada, o povo do conv~nio, Israel; o
solo era born e capaz de produzir em rica abundancia; as videi-
ras eram escolhid as e tinham sido plantadas com cuidado; e a
vinha inteira era amplamente protegida por uma cercadura, e
adequadamente dotada de lagar e torre. Os lavradores nao po-
deriam ser outros que os sacerdotes e mestres de Israel,
incluindo-se os lideres eclesiasticos que estavam ali naquela ho-
ra, em funcao oficial. 0 Senhor da vinha havia mandado entre
o povo profetas autorizados para falar em Seu nome; e a esses,
os iniquos arrendatarios haviam rejeitado, maltratado, e, em
muitos casos. cruelmente assassinado. Nos relates mais deta-
lhados da parabola, Iemos que, ao vir o primeiro servo, os la-
vradores maus o feriram e o mandaram embora vazio; ao se-
guinte, feriram-lhe na cabet;a, eo mandaram embora, tendo-o
afrontado; a urn outro mataram, e a todos os que vieram de-
pois, brutalmente maltrataram, e a alguns mataram.
Aqueles homens maus haviam usado a vinha de seu Senhor
para ganho pessoal, e nao entregavam parte algurna da safra
ao Proprietluio legal. Quando o Senhor mandou outros men-
sageiros, "em maior numero do que os primeiros", ou em ou-
tras palavras, maiores que os primeiros, sendo o mais recente
exemplo Joao Batista, os lavradores os rejeitaram com peca-
minosa determinacao, ainda mais pronunciada que antes. Fi-
nalmente o Filho vem em pessoa; seu poder eles temem como a
do herdeiro legal, e com malignidade quase alem do imagina-
vel, determinam-se a mata-lo, para que possam perpetuar-se
na ilegilima posse da vinha, e dai por diante mante-la como se
rhes pertencesse.
" Jesus conduzlu a historia sem interrupeao, desde o passa-
do criminoso ate o futuro ainda mais tragico e terrivel, emilo
apenas a tres dias de distilncia, e calmamente relatou em ima-
gens profeticas, como se ja houvesse cumprido, a maneira co-
mo aqueles homens maus haviam lancado o Filho fora da vi-
nha e o mataram. lncapazes de fugir da perscrutadora pergun·
ta a respeito do que o Senhor da vinha obviamente e com justi·
ca faria aos lavradores iniquos, os lideres judaicos deram a
(mica resposta adequada - que ele cenamente destruiria aque-
les desventurados pecadores, e entregaria a sua vinha a arren-
dat5.r:ios que fossem mnis honesto!. e merecedores." (Talmage,
Jesus, o Cristo, pp. 515-16.)
(11·3) Mateus 11:42-46. Que Grande Mensagem
Jesus nos Ensina na Parabola da Pedra que
Fol Rejeitada?
Leia Efesios 2:20 e Atos 4:10-12.
(21·4) Mateus 12:2-11. Qual e a lnterpretacao
da Parilbola do Casamento do Filho do Rei?
" Na Parabola do Casamento do Filho do Rei, algumas ve-
zes chamada de Parabola das Bodas Reuis, Jesus ensina as se-
156
guintes verdades: (1) Sua propria filiacao divina; (2) a iminente
destruicAo de Jerusalem; (3) a rejeicilo do remanescente judai-
co da raca do convenio; (4) o chamado do Evangelho aos gen-
tios; e (5) que os que atcnderem ao chamado do Evangelho
nao serao escolhidos para a salvacllo, a menos que coloquem
sobre si o manto da retidllo. Comparar com Lucas 14:16-24.
''A propria Deidade eo rei mencionado na parabola; Jesus,
seu primogenito e herdeiro, eo filho do rei: e as primeiras pes-
seas convidadas ao casamemo do Cordeiro (D&C 58: II) silo as
hostes escolhidas e privilegiadas de Israel a quem o evangelho
fora oferecldo nas geracOes passadas. '0 remanescente' que
rejeitou o convite seguinte com violencia e assassinate eram
os descendentes judeus da antiga Israel; e a sua cidade, J erusa-
lem, e que foi violentamente destruida. (McConkie, DNTC,
Vol. I, p. 597.)
"Ser esse filho o Messias e fato incontestavel, uma vez que
era o reino dos ceus que estava sendo representado na parabo-
la; nem se podera negar que os santos, ou aqueles que perma-
necem fleis ao Senhor, serao os unicos considerados dignos de
participar das bodas, pois segundo as palavras de Jo4o em
Apocalipse, a voz que elc ouviu nos ceus era semefhante ade
uma grande multidllo, ou de grandes trovoes, e ela dizia: ''Ale-
luia: pois jA o Senhor Deus Todo-Poderoso rejna. Regozijemo-
nos, e alegremo-nos, e demos-the gloria; porque vindas sao as
bodas do Cordeiro. e ja a sua esposa se aprontou. E foi-lhe da-
do que se vestisse de linho fino. puro e resplandecente; porque
o linho fino sao a justica dos santos." (Apoc.alipse 19:6-8)
(Smith, Ensinamentos, p. 62, italicos adicionados.)
(21-5) Mateus 22:15. Que Esfor~o Flzeram os
Judeus Para Tenlar Atrair Jesus a Um Ato ou
Palavra Conlraria aLei Judaica ou Romana?
"As autoridades judaicas continuavam incansavelmeme ati-
vas em seus esforcos decididos de tentar atrair Jesus a algum
ato ou palavra sobre que pudessem alicercar uma acusac4o de
ofensa, fosse asua propria lei ou aromana. Os fariseus 'con·
sultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra", e
entao, deixando de lado seus preconceitos partidarios, conspi-
raram para esse fim com os herodianos, faccao politica cuja
principal caracteristica era o proposito de manter no poder a
familia de Herodes, politica essa que tinha como conseqU!!ncia
a defesa do poder de Roma. do qual dependia Herodes para
sua autoridade delegada. A mesma associacao incongruente
tinha sido formada anteriormente, com o intuito de pro-
vocar Jesus a uma declarar;ao, ou acao franca, na Galileia, eo
Senhor havia colocado os partidos juntos em sua advertencia
aos disclpulos. para que tomassem cuidado com o fermento de
ambos. Dessa rnaneira, no ultimo dia dos ensinamentos publi-
cos de nosso Senhor, fariseus e herodianos juntaram for~as
contra ele; uns, vigilantes quanta ao desrespeito as menores
minucias tecnicas da lei mosaica, os outros alertas para
agarrarem-se amais !eve escusa para culpa-to de deslealdade
aos poderes seculares. Seus pianos foram concebidos em des-
lealdade e postos em opera~Ao como a pr6pria encarnacl!.o da
mentira." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 526.)
(21·6) Mateu.s 22:18. Que Sio 8lp6critas?
"Somonte atraves do Novo Testamento pouca ideia terllo a
respeito do tipo de vida que os romanos levavam na Palestina,
o tipo de vida que Cristo condenou, e ainda assirn, como ja
disse anteriormente, sempre me pareceu que o pecado que o
Salvador mais reprovou foi o da hipocrisia - o ato de viver uma
vida dupla, uma vida que aparentamos a nossos amigos e mui-
tas vezes as nossas esposas, muito diferente do que realmente
vivemos.(J. Reuben Clark,'Jr., Church News, 2 de fevereiro
de 1963, p. 16.)
'
1
A palavra hip6crita eurn termo de origem grega, que signi-
fica "ator." Urn hip6crita e urn ator, urn impostor. Ele assu-
me papeis que nao refletem seus verdadeiros sent.imentos e ma-
neira de pensar. Ele jamais apresenta seu verdadeiro eu para
as outras pessoas. Seu comportamento e marcado pelo embus-
te, subterfugio, exibicionismo, fingimento e falsidade. Na at-
mosfera ilus6ria do teatro, reconhecemos que os atores estl!.o
representando ser outra pessoa. Na vida cotidiana, entretanto,
esperamos que as pessoas sejam genuinas, e que ajam sem fin-
gimento, que sejam sinceras e honestas." (Lowell L. Bennion,
"Jesus, o Cristo", Instructor, abril de 1964, p. 165.)
(ll-7) Mateus 22:17-21. Como Jesus Resolveu o
DUema Apresentado pelo Inddente do Dinbelro
do Tributo?
''Seus adversarios pretendiam que Jesus caisse em condena-
~ilo em qualquer resposta que desse ao dilema. 0 fato mais in-
teressante que podemos ver em sua respostai: que ele nilo fugiu
apergunta; respondeu a eta clara e positivamente, sem cair na
cilada dos judeus. Ele respondeu: 'Por que me experimentais,
hip6critas7 Mostrai-me a moeda do tribwo. E eles apresenta-
ram urn dinheiro. (Mateus 22:18-19.) 0 dinheiro aqui mencio-
nado era, sem duvida, a moeda corrente romana, o denario,
que trazia a efigie de Tiberio ou possivelmente de Augusto. 0
Salvador queria-lhes indicar a imagem de Cesar e a inscri9ilo
que trazia seu nome e titulos. Existe urn proverbio muito oo-
nhecido que diz que a pessoa que tern sua imagem e titulos gra-
vados numa moeda e o seu proprietario e reoonhecido como
soberano. 'B disse-lhes: De quem e esta efigie e esta inscricilo?
Dizem-lbe eles: De Cesar...' (Mateus 22:20-21.) Eles reconh~
1S7
(:apitulo 21
ceram que a moeda pertencia ao imperador romano, e, sendo
e1a a moeda corrente para pagamento do tributo, significava
que o pais estava sob o jugo de Roma.' ...Entao ele lhes diz:
Dai pois a Cesar o que ede Ci:sar, e a Deus o que e de Deus.'
(Mateus 22:21.) Em outras palavras, 'N4o sede injustos: dai a
Cesar as coisas que lhe pertencem; e ao mesmo tempo, ndo se-
jais impios: dai a Deus o que ede Deus.'
''A sabedoria desta resposta defme os limites da dupla so~
rania e esclarece a jurisdi~ao dos dois imperios, o do ceu e o da
terra. A image.m dos monarcas estampada nas moedas denota
que as coisas temporais pertencem ao soberano temporal. A
imagem de Deus estarnpada no cora~o e na alma de urn ho·
mem significa que todo o seu ser e poderes pertencem a Deus, e
devem ser usados para servi-lo...
" Na epoca atual, marcada por tanta inquietude, poderia-
mos apropriadamente formular estapergunta! Que devemos a
Cesar? Ao pais em que vivemos? Devemos obediencia. respei-
to e honra. As leis estabelecidas para promoveF o bem-estar de
todos e suprimir a iniqUidade devem ser estritamente obedeci·
das. Devemos pagar os impostos para apoiar o govemo a fazer
face as despesas decorrentes da prot~ao a vida, liberdade,
propriedade e promo~do do bem-estar de todas as pessoas."
(Howard W. Hunter, em CR, abril de 1968, p. 65.)
(11-8) Mateus 12:23-33. Haveri Casamento
na Ressurrel~io?
"Jesus, contudo, nilo parou para discutir os elementos do
problema que se the apresentava; nilo importava que o caso
fosse real ou imaginilrio, uma vez que a pergunta: "De qual
dos sete sera a mulher7" baseava-se numa conce~ilo total-
mente erronea. Respondeu-1hes Jesus: 'Errais conhecendo as
Escrituras; nem o poder de Deus; Porque na ressurrei~ilo nem
casam nero silo dados em Casamento; mas serl!.o, como os an-
jos de Deus no ceu.' 0 que o Senhor queria dizer era clara: que
na situacAo de ressurretos, nlio poderia haver duvida entre os
sete irmi!os, quanta a quem pertenceria a mulher para a eterni-
dade, uma vez que todos, com excecllo do primeiro, haviam-se
casado com ela pelo tempo de dura~Ao de suas vidas mortais
tilo somente, e, primariamente, como prop6sito de perpetuar,
na mortalidade, o nome da familia do irml!.o que morrera pri-
meiro. Lucas registra as palavras do Senhor, em parte, da se-
guinte forma: "Mas os que forem havidos por dignos de alcan-
car o mundo vindouro, e a ressurreicllo dos mortos, nilo hilo
de casar, nem ser dados em casamento; porque ja nilo podem
mais morrer; pois sao iguais aos anjos, e silo fllhos de Deus,
sendo filhos da ressurrei~ilo.' Na ressurreicilo, nllo havera
casar-se nem ser-se dado em casamento; pois que todas as
questOes de situa~ilo matrimonial devem ser resolvidas antes
daquela ocasiAo, sob a autoridadc do Santo Sacerd6cio, que
~05
tern o poder de selar em casamento, tanto para o tempo quan-
to para a etemidad.e." (Talmage, Jesus; o Cristo, p. 530.)
(ll-9) Mattos 23:5. "Pols Trazem Largos
FUactfrios e Alarp.m as Fl1lojas de Seus
Vestldos."
"Por causa de uma interpretacllo tradicional de Ex: 13:9 e
Deut. 6:8, os hebreus adotaram o costume de ftJacterias ou fi-
lacterios, que consistiarn essencialmente em fitas de pergami-
nho em que se escreviarn por extenso ou parcialmente os se-
guintes textos: Ex: 13:2-10 e 11-17; Deut. 6:4-9, e 11:13-21. Os
filacterios eram usados na cabeca e no braco. As fitas de per-
gaminho para a cab~a eram quatro, em cada uma das quais
estava escrito um dos textos acima citados. Eram colocados
numa caixinha cubica de couro, medindo de J/2 polegada a 1
I/2 polegadas de arestas; a caixa era dividida em quatro com·
partimentos, sendo colocado urn pequeno rolo de pergaminho
em cada urn. A caixa era mantida na testa, entre os olhos do
portador, por meio de correias. 0 ftlacterio do braco com-
preendia urn s6 rolo de pergaminho no qual os quatro textos
estavam escritos; este era colocado numa caixinha presa por
correias a parte interna do br~o esquerdo de maneira a ser
posta junto ao coraclo. quando as mllos se uniam em atitude
de devocao. Os fariseus usavam os fJ.lacterios do braco acima
do cotovelo, enquanto seus rivais, os saduceus, os prendiam a
palma da milo (Ver Ex. 13:9.) A gente comum usavafilacterios
somente nas horas de oracao; mas os fariseus os apresentavam
durante todo o dia. A refer@ncia de nosso Senhor ao costume
dos fariseus, de alargar seus filacterios, relacionava-se com o
aumento das caixinhas que os continharn, particularmente as
das testas, uma vez que o tamanho das fitas de pergaminho era
fu:ado por regras rlgidas.
0 Senhor havia exigido de Israel por intermedio de Moish
(Num. 15:38) que o povo prendesse Aborda de seus vestidos
franjas com urn cordlo azul. Em ostentat6ria demonstracao
de fingida piedade, os escribas e fariseus adoravam usar fran-
jas largas para atrair a atencao publica, o que era mais umade-
monstracao de falsa santidade." (Talmage. Jesus, o Cristo,
pp. 546-47.)
(ll-10) Mateus 23:7. ECorTelo os Homens
Tratarem OS Outros de Rabi e Outros ntulos?
"Titulos de respeito como lrmao, Elder, Bispo ou R.abi sao
adequados e proprios, quando sao usados com parcimonia eo
devido respeito pelo oficio ou posicao envolvida. 0 que Jesus
condena nesta passagem nllo eo uso desses titulos~ mas a van·
gl6ria e a arrogante auto-adula~llo provocada por seu uso ex-
cessivo. Na verdade, parecia que ~queles lideres religiosos esta-
158
vam tllo envolvidos em suas gl6rias, que julgavam ter uma im-
portancia igual aDeidade. 'Os rabinos realmente se colocavam
no Iugar de Deus, e sentiarn-se quase iguais a ele0 Suas tradi-
~Oes eram mais rigorosas que a lei Mosaica e eram considera-
das em certo sentido obrigat6rias ate para Deus.' (Dumme-
Jow, p. 700.)" (McConkie, DNTC, Vol. I, Po 617.)
(21·11) Mateus 23:37-39. Por Que Jesus
Lamentou Sobre Jerusalem?
,
"Jerusalem- a cidade Santa!
Jerusalem - a cidade da depravacao, •que espiritualmente se
chama Sodoma e Egito' .' (Apoc. 11 :8.)
" Jerusalem - cidade condenada espiritualmente, que seria
destruida temporalmente. Ver Lucas 19:41-44.
"Jerusalem - o local do templo; terra dos profetas e do mi-
nisterio de nosso Senhoro
" Jerusalem -local onde o Filho de Deus foi crucificado pela
'parte mais infqua do mundo.' pois 'nenhuma outra na9ii.o na
Terra crucificaria seu Deus.' (2 Nefi 10:3.)
"Jerusalem - futura capital do mundo e centro de onde a
'palavra do Senhor' saini para todos os povoso (Isaias 2:3.)
" Realmente, a hist6ria de Jerusalem difere dade outros po-
vos; e foi com justa causa que Jesus chorou ao ver a rebeliAo
de seus habitanteso" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 626.)
(11-ll) Marcos ll:4t-44. Que Significava a
Oferta da Vluva?
•'Nas contas guardadas pelos anjos registradores, anotadas
de acordo com a aritmetica dos ceus, os lancamentos silo feitos
em termos de qualidade e nllo de quantidade, e os valores sao
detenninados com base na capacidade e na intencaoo 0 rico
dera muito, mas ainda lhe restara muito mais; a doacao da viu-
va era tudo o que possuia. Nllo havia sido a pequenez de sua
oferta que a tomara especialmente aceitavel, mas o espirito de
sacrificio e intencao devota com que a ftzera. Nos livros da
contabilidade celeste, a contribui~ao da viuva dera entrada co·
mo uma doacAo generosa, ultrapassando em valor a dadiva
dos reis. 'Porque, se ha prontidao de vontade, sera aceita se-
gundo o que qualquer tern, e nao segundo o que nao
tern."'(Talrpage, Jesus, o Cristo, p. 543.)
~ontog a ~onllerar
0 SALVADOR CONDENOU A HIPOCRISIA
COMO UM DOS MAJORES PECADOS
(21-13) A Hipocrisia eUma das Plores
Fonnas de Desonestidade
"Assim como Deus condena a imoralidade, da mesma for-
ma abomina a hipocrisia, que euma das piores formas de de-
sonestidade. Ao descrever o inferno do mundo vindouro, ele
especifica que nele habitarao as pessoas desonestas. Nenhuma
coisa impura pode entrar na presenca do Senhor, e da mesma
forma nenhum mentiroso, trapaceiro ou hip6crita pode habi-
tar em seu reino.
"A desonestidade relaciona-se diretamente com o egoismo,
que ea sua fonte de origem. Eo cgoismo ea raiz de quase to-
dos os connitos que nos afligem, e a desumanidade que o ho-
mem demonstra para com seu semelhante faz com que milha-
res de pessoas padecam." (Mark E. Petersen em CR, outubro
de 1971 , pp. 63-64.)
(21-14) A Hlpocrisia, Como o CAncer, Pode
Crescer Ate Dominar-nos.
"Conheco urn homem que esta arruinando seu proprio su-
cesso e tambem a vida de outras pessoas, porque exagera
grandementesuas pr6prias virtudes e valor pessoal. Euma pes-
soa profundamente egoista e sempre procura esconder seus pe-
cados e fraquezas. Ele julga possuir habiJidades imaginilrias
baseadas em falsas suposicOes.
"Quando as coisas vao mal, ele sempre procura por a culpa
nos outros, e para algo !he parecer correto, e necessaria apenas
que seja de seu interesse. Porem os seus problemas de falsa
personaJidade estao se tornando incontrolaveis. Para ele, esta
sendo cada vez mais dificil raciocinar, pois esta perdendo rapi-
damente o poder de voltar a realidade." (Sterling W. SilJ,
Church News, 8 de janeiro de 1966, p. 9.)
A HIPOCRISIA E UM DESAFIO ATUAL TAO
GRANDE QUANTO 0 FOI NA EPOCA DE JESUS.
A /rase "AI de vos" euma maldif40. De QCOrdo como
dicion6rio, a palavra "maldirao" signijict~ um estlldo de
sofrimenro, qfliriJo, pesar,.calamidade ou 111/ortunio. Con-
forme registra o Evangelho de Mateus, o Senhor proferiu
essa /rase, ou "maldiriJo" oito ve~es contra os escribas e
fariseus hip6critas.
159
~itulo21
Poderia o Senhor proferir essa "maldirilo" contra o po-
vo da epoca otua/? Que faziam OS escribas e fariseus para
que o Senhor a pronundasse? Vocl sabia que os fariseus
_pagavam o dftimo integra/mente, davam esmo/as aos po-
bres, assistiam regu/armente a seusserviros de adorartio na
sinagoga e eram devotos freqaentadores do templo? Que
faziam eles de errado, entilo, que os tornava hip6critas?
Com certeza, nilo eram as suas boas obras, pois todas elas
mostravam-se dignas de louvor. Ainda assim, e/es eram hi-
pocritas. Porque? Serio por queprocuravam glorificar-se?
Eles pagavam o dkimo, oravam efaziam proselitos. Desse
modo, estavam rea/mente afastando as pessoas-de Deus,
pois seus corartJes e reais intentos eram errados.
0 Senhordeclarou oseguinlearespeito de.sse ti];odepes-
soa: "Pois que este povo se aproxima de mim e com asua
boca, e com os seus Iabios me honra, mas o $eu cora~ilo se
afasta para Ionge de mim." (Isaias 29:13.)
Um hipocrita e, portanto, entre outras coisas, uma pes-
soa que finge ser um bom membro da Jgreja mas que, na
realidade, nilo sente desejo a/gum de achegar-se a Cristo
nem de fazer a sua vontade por amor a ele.
Examine porum momento suasaspirartJespessoais. Vo-
~ paga o dl~imo, 1~ suas ofertas de jejum para ajudar os
necessitados e assiste ds reunilJes da lgreja? Se respondeu
ajirmativamente a estasperguntas, entiJo eumape:ssoadig-
no de reconhecimento. Porem, qual eo seu prop6sito ao
cumprir esses mandameflfOs? Vocl of~ para vangloriar-
se, forrado pelapresstio social, ou o seu verdadeiro intento
e aproximar-se de Cristo? Que acontece ahipocrisia quan-
do vocl/az com que todas as suas arlJes se)am centraliza-
das em Cristo?
PODEMOS VENCER A HIPOCRISIA,
SERVINDO AO PROXIMO
MODESTA E SECRETAMENTE
Pode entender agora que uma das principais cousa.s dQ
hipocrisia t o desejo de ser visto pela humanidade, ou rece-
ber louvor, aprovorilo e recompenso? 0 que nosqjudaria a
evitaresse tipo de desejo? Leia 3N(fl 13:1-4. Jesusensinou
que devemos sera~ir ao proximo secretamente. 0 que acha
queele quisdizer com isso? Quedevemosfazer a/gosem es~
perar obter lucro ou recompensa pessoal? Leia agora a se-
guinte declarQfilo do Presidente Spencer W. Kimball:
''Aprendiqueeservindo que oprendemosaservir. Quan-
do nos empenhamos em ajudar a nosso proximo, niJo so-
mente os nossos atos os assistem, mas tambem passamos a
ver os nossos pr6prios problemassob uma nova perspecti-
va. Quando nos preocupa1nos mais com os outros, temos
menos tempo para nos preocupamws com n6s mesmos. No
meio do mi/Qgre de sen•ir. encontramos apromessa de Je-
sus que i ~rdendo a nossa vida que nos encontramas. (Ver
Mateus 10:39.)
"N4o somente "encontramos" a n6s mesmos em termos
de reubemws orienJafilo para a nossa vida, nu:u, quanw
mais servimos a nosso proximo de moneira aproprilula,
mais nossas a/mas crescem. Tornamo-nos indivfduos mais
exponenciais ao strvir a nossos semelhantes - na realidade,
i mais fdcil "encontrar-nos", pois sempre existe muita coi-
sa em n6s que precisamos encontrar. ' (Ensign. dezembro de
1974, p. 2.)
Ao meditar nas palavras do PresidenJe Kimball, como
pode aplicti-las il sua vida neste exato momenta? Sem a/me-
160
jar qualquer tipo de recompensa, que servifos poderia pres-
tor a-
Seus pais?
Seus irm4os e irmiJs?
Seus colegas de trabalho, escola?
Suasfamnias designadas no ensino familiar?
lgreja, no pagamento dos dfzimos e ofertas?
Quando aprender a servir sem esperar qualquer tipo de
louvor ou recompensa, voc2 saberd sobrepujar o problema
principal dos escribas efariseus: a hipocrisia.
Qeapitulo 21
161
SAMARIA
Jerusal6m
•
JUDEIA
TERCEIRO DIA
Discurso no Monte das
24:1-51
Oliveiras.
Parabola das Dez
25:1-13
Virgens.
Parabola dos Talentos 25:14-30
0 Julgamento Finale
25:31-46
lnevitavel.
Leia tambem Joseph Smith I , que ea revisao inspirada
Profeta do texto que se encontra em Mateus 24.
13:1-37 21:5-36
pelo
cteapitulo 22
22
''<ftut 1tinal babtra ba tua binba?''
TEMA
As pessoas que estiverem atentas aos diversos sinais procla-
mados da segunda vinda do Salvador, e procederem de confor-
midade com eles, serilo preparadas.
JNTRODU~AO
Ap6sdenunciar a hipocrisia dos escribasefariseus, Jesus
saiu do templo. Ao se postar, juntamente comseusdiscfpu-
los, diante dos edijicios do templo, o Salvadorconfrontou-
os com uma declarafiiO profetica que deve tersido estarre-
cedora. Ele disse o seguinte a respeito do templo: "Em ver-
dade vos digo que nilo fit:ar6 aqui pedra sobre pedro que
niJo seja derribada." (Mateus 24:2.) Nenhuma pedro seria
deixada sobre a outra: nenhuma pedra do p6rtico, do san-
tu6rio e do santo dos santos daquele edijicio sagrado; ne-
nhuma pedro do 6trio e do claustro do templo. Tudo seria
derribado. 0 templo de Herodes seria destrufdo.(Ver Wil-
liam Smith, A Dictionary ofthe Bible, ed. rev. "Templo. '')
A/gum tempo depois, Jesus se achavasentado num local
do Monte das Oliveiras, e osdisdpulos trproximaram-se de-
le, em particular, e formularam duas perguntas signijicati-
vas. Na primeira, "Dize-nos quando serao essas coisas?"
eles pediram que Jesus diS;Sesse quando ocorreria a destrui-
flJO do templo de Herodes e a matan~a e dispersllo dos )u-
deus. Na segundopergunta, "Equesinalhaver6 da tua vin-
da e do fim do mundo?", os discfpulos so/icitaram uma ex-
plica~iJo definitiva dos eventos signijicativos que precede-
ri(lm a segundo vinda do Senhor. (Ver Mateus 24:3.)
163
Como parte desta lifllo, vod terti opronunciamento que
Jesusfez noMonte das 0/iveiras, que con/em asua respos-
ta a essas duas questlJes. Tambem estudar6 duosparabolas,
as quais acentuam a necessidade de sermos constanremente
diligentes e alerta, se quisermos estar preparados para ase-
gundo vinda do Senhor, quando ele vira vingar-.se dos inl-
quose assentar-se como)uiz no inevitavel)ulgamentofinal.
A vinda do Salvador em poder e gl6ria para ju/gar o
mundo esta ds portas. Os pro/etas antigos e modemos tem
fa/ado a respeito desse glorioso e terrfvel evento, e dado a
humanidadesinais como evidencias de que ele vir6. 0 cum-
primento de cada um desses Sinaiseuma indiCOfiJO de que 0
dia estfl-.se aproximando. Na verdade, ninguem conhece a
epoca exata em que o Salvador voltara, mas sabemos que
ser4 logo, e aprendendo a reconhecer ossinais dos tempos,
os homens podem preparar-se para encontra-lo. Eles esta-
riJo preparados tendo o 6/eo adequado em suas lampadas.
Estariio preparados para o dia do julgamento.
Ao estudaresta li~llo, observe especialmente os sinais da
vlnda de Cristo quej6foram cumpridose ossinaisdos tem-
pos que ainda ocorreriio, antes que o Salvador volte aterra
para reinar como Jui1. e Rei. Procure avaliar asua prepara-
~iJo pessoal para a segundo vinda do Senhor, e tome todos
ospassosnecessarios nessesentido, afim de quepossa estar
sempre preparado para prestar contas de sua vida a Deus.
Antes de prosseguir, lela todas as escrituras do quadro.
~5
€:ommtarios JJnterpretatibos
(12-1) Maleus 24:2. Como foi Cumprlda a Profecia
Referente ll Destrul~ao do Templo e de Jerusalem?
"Todos voces conhecem bern como os judeus levaram a ca·
boa sua terrivel conspira~~o ecrucificaram o Filho de Deus. e
como, logo apos, continuaram a combater seu Evangelho. De-
vern lembrar-se tambem do pre~o que tiveram de pagar pelos
seus atos e como, no ano 70 A.D. a cidade caiu nas mllos dos
romanos ao chegar o climax do sitio em que foram mortas, se-
gundo nos conta o historiador Josefo, urn milhllo e cern mil
pessoas; dezenas de milhares foram levadas cativas ou vendi·
das nas arenas ou em combates com gladiadores, para divertir
os espectadores romanos.
Toda essa destrui~llo e dispersllo dos judeus poderia ter sido
evitada, se o povo tivesse aceito o Evangelho de Jesus Cristo e
o deixasse modificar seus cora~oes." (Marion G. Romney, em
CR, outubro de 1948, pp. 96-97.)
(22-2) Matt~us 24:3. 0 Que o Monte das OUveiras
Signifies Para Nbs?
Era no Monte das Oliveiras, ou Cliveto, que o Senhor dis-
cursava freqUentemente aos seus ap6stolos e discipulos e em
suas encostas que fkava o Getsemani. Foi desse monte que o
Senhor subiu aos ceus. (Ver Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 522,
550, 590, 674.) 0 Senhor retornara a esse Monte e fani com
que os judeus o reconhe~am. Leia D&C 45:48-53.
(22-J) Mareus 24:3. Qual eo fim do Mundo De Que
fala Esra Escritura?
"Agora os homens nlio tern qualquer motivo para dizer que
se trata de uma figura de linguagem ou que 0 significado nao e
exatamente esse, pois, dessa forma, o Salvador esta explicando
o que antes falara por parabolas; e segundo essas palavras, o
fim do mundo e0 aniquilamento dos inlquos, e a ceifa e 0 fim
do mundo aludem diretamente nllo aterra, como muitos acre·
ditavarn, mas a familia humana nos uhimos dias e as coisas
que precederlo a vinda do Filho do Homem e a restaura~llo de
todas as coisas faladas pela boca de todos os santos profetas
desde o principia do mundo; e anjos haver& nessa importante
obra, pois eles sllo os ceifeiros. De modo que assim como o
joio sera colhido e queimado no fogo, assim tambem acontece-
ra no final dos tempos. (Mateus 13:40); ou seja, ao sairem os
servos de Deus para admoestar as na~Oe5, tanto os sacerdotes
como o povo, por endurecerem seus coracOes e rechacarem a
164
luz da verdade - tendo sido entregues as bofetadas de Sata-
nas, e se ligado alei e testemunho, como aconteceu com os ju-
deus - serllo deixados nas trevas para depois serem lan~ados
na fornalha de fogo; e assim atados por seus credos, e estando
as cordas que os amarram fortalecidas pelos sacerdotes, esta·
rllo prontos para o cumprimento das palavras do Salvador:
" Mandara o Filho do Homem os seus anjos, e eles colberao do
seu reino tudo o que causa escandalo, e os que cometem ini·
qUidade. E lan~a-Jos·llo na fomalha de fogo; ali havera pranto
e ranger de dentes." (Mateus 13:41--42.) Entendemos que o tra·
balho de reunir o trigo em celeiros ou silos se efetuara, en·
quanto o joio estiver sendo amarrado e preparado para o dia
da queima; e que depois desse dia, "os justos resplandecerao
como o sol, no reino de seu Pai. Quem tern ouvidos para ou-
VIr, ou~.'' (Mateus 13:45.) (Smith, Ensinamentos, p. 98.)
(22-4) Mateus 24:15-12, 19, 34, 35. Qual ea Abomln~io
da Desola~io de Que Falaram o Profeta Daniel e o Salvador?
Haveria duas epocas em que ocorreria essa grande tragedia:
1. Na Epoca da Destruicao de Jerusalem.
"E agora o machado estava posto araiz da arvore apodreci·
da. Jerusalem devia pagar o preco. Daniel havia predito esse
momenta em que a desola~ao. devido aabomina~o e iniqOi-
dade do povo, assolaria a cidade. (Dan. 9:27; 11 :31; 12:11.)
Moises declarou que o sitio seria tllo violento, que muitas mu-
lberes comeriam seus pr6prios ftlhos. (Deut. 28.) Jesus especi-
ficou que a destruicAo ocorreria na epoca da vida de seus disci·
pulos.
"E assim ela ocorreu punitiva e sem restri~ao. A fome foi
maior do que o povo pOde suportar; o sangue correu pelas
ruas; a destruiclo desolou o templo; I . I00.000 judeus foram
mortos; Jerusalem foi arada como urn campo; e o remanes·
cente daquela na~ao que outrora fora poderosa, foi dispersado
pelos confins da terra. A na~ao judaica morreu, atravessada
pelas lancas romanas e nas mllos dos soberanos gentios.
"Mas, o que aconteceu aos santos que moravam em Jerusa-
lem naquele dia sombrio? Eles atenderam a advertencia de Je-
sus e fugiram apressadamente. Guiados pela revelacao, como
acontece com os verdadeiros santos, foram para Pella, na Pe-
reia e assim escaparam de ser destruidos." (McConkie,
DNTC, Vol. l, po. 644-45.)
2. Por Ocasiao da Segunda Vinda.
"Toda a desolacAo e ruina que ocorreram na antiga destrui·
clo de Jerusalem sao apenas o preludio do sitio vindouro. Tito
e suas legioes matararn 1 100000 judeus, destruirarn o templo e
araram a cidade. No futUro, quando for encenada novamente
a 'abominacio da desolacio', todo o mundo estara em guerra,
Jerusalem sera o centro do conflito, todos os tipos de armas
rnodemBP serAo usados, e em meio ao cerco, o Filho do Ho-
mem vira e colocando seu pe sobre o Monte das Oliveiras, tu-
tarA a batalha dos santos. (Zacarias 12:1-9.)
"Falando a respeito dessas batalhas finais que acompanha-
rlo a sua vinda, o Senhor disse: 'Porque eu ajuntarei todas as
na~Oes para a peleja contra Jerusalem; e a cidade sera tomada,
e as casas serlo saqueadas, e as mulheres for~adas; e a metade
da cidade saira para o cativeiro, mas o resto do povo nlo sera
expulso da cidade.' Todavia, o final do conllito sera diferente
do anterior. Dizem os registros profeticos: '0 Senhor saira, e
pelejara contra estas nac0es, como no dia em que pelejou no
dia da batalha. E naquele diaestario os seus pes sobreo monte
das Oliveiras... E o Senhor sera rei sobre toda a terra.' (Zac.
14:2-4, 9)" (McConkie, f)NTC, Vol. I, pp. 659-60.)
(22-S) Mateu.s 14:24. Como Os Proprios Eleilos
Podem Escapar de Serem Engaoados?
"0 Profeta Joseph Smith, em sua versio inspirada dessa
mesma Escritura, acrescentou estas palavras significativas:
'que silo os eleitos, de acordo com o convenio.' E isto o que
dissemos nesta conferi!ncia: a menos que cada urn de nossos
membros adquira para si mesmo urn testemunho inabalavel da
divindade desta lgreja, encontrar-se-io entre os enganados
neste dia em que os 'eleitos de acordo com o conv@nio' serllo
testados e provados. Somente os que adquirirem esse testemu-
nho terAo condicllo de sobreviver.'' (HaroJd B. Lee, em CR,
outubro de 1950, p. 129.)
(ll-6) Mateus 14:23. " Pols Onde Estiver o Cadher,
AI se ajuntario as Agulas."
Nesta parabola, a carca~a representa o corpo da lgreja, para
o qual voar~o as Aguias, que eIsrael, e encontrarllo sustento.
A coligacAo de Israel e primeiramente espiritual, e depois tem-
poral. Eespiritual no sentido de que a ovelha perdida de Israel
c inicialmente 'restaurada a verdadeira lgreja e rebanho de
Deus,' o que significa que eJes conhecerio verdadeiramente o
Deus de Israel, aceitario o Evangelho que ele restaurou nos ul-
timos dias e se filiarllo Algreja de Jesus Cristo dos Santos dos
Oltimos Dias. Etemporal no sentido de que esses conversos se-
rlio 'coligados nas terras de sua heranyu e estabelecidos em todas
as suas terras de promissllo' (2 Nefi 9:2; 25:15-18; Jer. 16:14-
21), o que significa que a casa de Jose sera estabelecida na
Amhica, a casa de Juda na Palestina, e que as Tribos Perdi-
das se reunirllo aos filhos de Efraim na America para receber
l6S
suas ben~lios no devido tempo. (D&C 133.)' "(Mormon Doc-
trine, p. 280)" (McConkie, DNTC, vol. 1, pp. 648-49.)
(22-7) Mateus l4:29, 30, 36·39. 0 Que o Profeta Joseph
Smltb nos Ensina a Respelto da Epoca da Segunda
Vinda e do sinal do FUbo do Homem?
"A vinda do Filho do Homem na.o acontecera, nao pode
acontecer, ate que se derrarnem os julgarnentos que foram
anunciados para esta epoca, e esses julgamentos ja com~a­
ram. Paulo disse: "Vos sois filhos da luz... ja nao estais em
trtvas para que aquele dia vos surpreenda como urn Jadrao. {I
Tessalonicenses 5:4-5.) Nllo faz parte dos deslgnios do Senhor
Todo-Poderoso vir Aterra desmorona-la e reduzi-la a p6, sem
antes revelar tudo aos seus servos, os profetas.
" Juda ha de voltar, Jerusalem ha de ser reedificada junto
com o templo, e deve sair agua de sob o templo, e as aguas do
Mar Morto serao purificadas. Precisar-se-a de algum tempo
para se reconstruirem as muralhas da cidade, eo templo etc, e
tudo isso acontecera antes da vinda do Filho do Homem. Ha-
verA guerra e rumores de guerra, sinais em cima dos d!us e em-
baixo na terra, e o sol se escurecera e a lua se tingira de sangue,
haverAterremotos em vArios lugares, os mares sairllo de seus li-
mites e, entao aparecera no ceu o grande sinal do Filho do Ho-
mem. Porcm, que fara o mundo1 Dira que eurn planeta, ou
um cometa, etc. Ai, o Filho do Homem vira como o Sinal do
Filho do Homem, que sera igual aluz da manha que aparece
no oriente." (Smith, Ensinamentos, pp. 286-87.)
(22-8) Mateus 14:40. Por que Um Sera Oestruido
t o Outro Deixado Quando o Seohor Voltar?
"Assim os que suportario aquele dia, que permanecerl!o na
terra quando esta for transfigurada (D&C 63:2~21), serlo
aqueles que sio honestos e integros e que estarlo vivendo pelo
menos a lei que os levara ao reino terrestrial de gloria na res-
surrei~lio. Nenhuma pessoa que estiver vivendo padroes teles-
tiais podera permanecer na terra e, portanto, nao podera su-
portar aquele dia.
"E por isto que encontrarnos em Malaquias uma Jista dessas
pessoas, entre as quais se encontram: feiticeiros, adulteros, os
que juram falsamente, os que oprirnem e defraudam os joma-
leiros, (trabalhadores diaristas. operarios, pobres) as viuvas e
os 6rfl!os em seus sa!Arios; todos os que afastam o homem da
verdade; os que na.o temem a Deus; os membros da lgreja ver-
dadeira que nllo pagam urn dizimo honesto; os que cometem
impiedade e os orgulhosos. Todos esses, diz ele, serilo como
palha naquele dia que vern ardendo como fomo. (Mal. 3:4;
D&C 64:23-25.)" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 669.)
(22-9) Maaeus 24:45-51. " 0 Servo Fiel e Prudente."
"Nessa passagem escriturlstica, Jesus se refere a seus minis-
tros, seus servos, os portadores de seu santo Sacerd6cio. Sl!.o
os que ele constituiu sobre a casa de Deus para ensinarem a
aperfeic;oar seus santos. Enessa responsabilidade que eles de-
vern estar empenhados, quando o Mestre voltar. Se eles o esti-
verem servindo dessa maneira quando o Senhor vier, ele dar-
lhes-a a exaltac;l!.o. Porem, se os mordomos da ca.sa do Senhor
pensarem que a Segunda Vinda chegara tarde e se esquecerem
de suas incumbencias, contenderem com os ministros e come-
~arem a viver os principios do mundo, entl!.o a vinganc;a de seu
rejeitado Senhor co~ toda a justi~a caira sobre eles na sua vin-
da." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 675,)
(22-10) Mateus 25:1-13. Qual eo SigniFicado
da Parlabola das Dez Virgens?
"0 objetivo dessa li~ao era incuJcar na mente das pessoas
chamadas ao minisferio, sobre seus seguidores eo mundo, que
deviam vigiar e preparar-se ince.ssantemente para o dia que ele
havia predito, quando o Senhor voltaria novamente para jut-
gar a terra.
''0 noivo mencionado na parabola era o Mesne, o Salvador
da humanidade. A festa nupcial simbolizava sua segunda vin-
da para receber sua Igreja. As virgens eram os discipulos pro-
fessos de Cristo, pois aguardavam ansiosamente a vinda do
noivo para a festa nupciaJ ou tinham ligac;Ao com os aconteci-
mentos referentes a lgreja que iriam ocorrer.
"E evidente que esta parabola se referia principalmente aos
que acreditavam em Cristo e era uma advertencia dirigida a
eles, conforme nos esclarece uma revelacao moderna dada pe-
lo Senhor, que diz:
'Estas sao as coisas pelas quais devereis procurar;... mesmo
no dia da vinda do FiJho do Homem.'
'E ate aquela hora havera virgens nescias entre as sabias; e
naquela hora serao completamente separados os justos e os
inlquos. (D&C 63:53-54.)'
lsso, sem duvida, significa uma separacAo dos iniquos dos
justos entre os que professam acreditar no Senhor Jesus Cris-
to.
0 Senhor define ainda as virgens sabias de sua parabola nu-
ma outra revela~ao em que declarou:
'Pois aqueles que sao sabios e tiverem aceitado a verdade, e
166
tom~do o Santo Espirito por seu guia, e nl!.o tiverem sido enga-
nados - na verdade vos digo que nllo serl!.o conados e lan~ados
no fogo, mas suportarl!.o o dia. (D&C 45:57.)
Eis aqui claramente indicada uma verdade que todos nos de-
vemos reconhecer, que entre o povo de Deus, os que acreditam
no Salvador do mundo, ha os que sllo sabios e guardam os
mandamentos, e OS nescios. que sAo desobedientes e negligen·
tes no cumprimento de seus deveres. (Harold B. Lee, em CR,
outubro de 1951, pp. 26-27.)
(22-11) Ma&eus 25:14-30. Uma Explica~ao
da Paribola dos Talentos.
"Voces sabem, irmaos, que na parabola dos talentos, 0 Se·
nhor chamou seus servos e lhes entregou diversos talentos que
deveriam ser aumentados, enquanto ele se ausentava por aJ-
gum tempo, e que ao vohar, deveriam prestar-lhe contas. As-
sim acontece atualmente - nosso Salvador ausentou-se ape-
nas por algum tempo, e em seu regresso, cada urn de nos tera
de prestar contas do qu~ lhe foi dado; e onde foram dados cin-
co talentos, serl!.o exigidos dez; e aquele que nl!.o aumentou seu
dote sera jogado fora como servo iniltil, enquanto os tieis go-
zarllo de honras eternas. Portanto, imploramos com toda sin-
ceridade que a gra~a de nosso Pai Celestial esteja com voces,
por intermedio de Jesus Cristo, seu Filho, a fim de que nao
desfaJecam na hora da tentacao nem sejam vencidos quando
vierem as persegui~oes. (Smith, Ensinamentos, p. 67.)
.t)ontos a ,t}onberar
"QUE SINAL HAVER.. DA TUA VINDA?"
Em Mate.U l41 o Salvador Estava-a Refertado 1 Dols
Eventos Especifkot
Os discfpu.Josd~ Jesusfi:urom duosp~rguntas: (I) "Dite·
nosquondoser4o US4Y cois4sJ";e (2) •'Quesinalhaver6 da
/ua vinda ~ dofim do mundo?" (Moteus 14:3.) A primeira
questtJo se n:/er1a d 11bominorilo da desolarilo que cairia
sobreo.sjudeus, eadeslruirilo do templo d~ Herode.s. A se-
guntla tinho Ligorilo com a segundo v/nda do Senhor ~m
gl6ria para }ulgar o mundo. Considerondo a moneira em
que tS$0$ duos perguntas/oramJormuladas, eaparente que
os disc(pufo.s pensavam que ~sses dois eventos ocorrenam
aproximadamenle ao mesmo tempo. Ao responderao.s dis-
clpulos, entretanto, Jesus deixou bem claro que tal nilo Sll·
cederia.
PERGUNTA:
0 que os disc(pulos linham ~nt men/~. quando pergunta·
r11m a Jesus: "Dke-nos quando serdo e.ssas coisos?" (Ma·
teus 14:_1-_3~.)-------~~-
RESPOSTA:
Sua pergunta St! referia especificamente a destrui,ao drJ
templo de Herodes, ao derribamento de Jt>rusallm e a ma-
tanfa e dispersiio dos judeus. (Ver Joseph Smith 1:2-4 e o
c:omenttirio interprerativo 22:1.)
PERGUNTA:
De que maneira os antigos cristiios foram engonados e
tambt!m perseguiram a Jesus. como ele profetizou que fa-
riam? (Mareus 24:3-5; 9-13.)
RESPOSTA:
Fo/sos Crisros - como Simiio, o Mogo, Menandro, Do-
siteu e orlfros (ver McConkie. DNTC. vol. I. p. 640) e fal-
sos mestres que pregaram heresias abomindveis (ver Talmo·
ge, A Grande Apostasia, pp. 44-54) fizeram com que mui-
ros santos antigos opostotassem da ft!. As perseguiroes to-
rom amplamente monifesradas numa puseguirao judalsta
origindria do co11jlito entre o judafsmo e o cristianismo: os
apostolos forom encarc:erados (Atos 5:18); Estiviio foi ape-
drejado (Aros 7:54-60); Herodes ordenou que matassem
Tiago, filho de Zebedet4 (Atos 12:I, 2.) A/em disso, os ju-
deus ndo apenas procurovam perseguir os que professovam
amor o Jesus Cristo como tamblm tetUaram zelosamente
mfluencior os romonos a combotert!m o monmmto cristiio.
Ver o comentorio interpretalil'o 22-4.
PERGUNTA:
0 que era o obominafiic da desoiOfdo que varreria Jeru-
salem? (Moreus 24:15-22.)
RESPOSTA:
Ver o comentdrio interpretativo 22:4.
PERGUNTA:
0 templo de Herodes fot destrufdo, conforme di'l. a pro-
fecia? (Mateus 24:1·3.)
RESPOSTA:
0 templo rea/mente foi destru(do. Esse Jato ocorreu pro·
vavelmente no se:cta-feira. dia 9 de ogosto no ano 70 A. D.
Ver o comentdrio interpretativo 22-1.
167
QUAIS SAO OS SlNAIS DOS TEMPOS
QUE PRECEDERAO
A SEGUNDA VINDA DO SENBOR?
(22-12) Qual ca Chave, a Palavra Infallvel da Profecia,
Que nos Ajudara a Entender Os Sinais dos Tempos?
"Temos em nosso meio muitos escritos esparsos que predi-
zem as calamidades que estao para cair sobre o6s. Alguns deles
foram publicados devido a oecessidade de alertar o muodo so-
bre os borrores que nos assolarao. Muilos deles provem de
fontes que nao podem ser coosideradas de confian9a ioques-
tiomivel.
"V6s, ponadores do Sacerd6cio, estais cientes do fato de
que nlio necessitamos de tais publica~aes para sennos preveni-
dos, se tivermos conhecimento do que as Escrituras ja nos cn-
sinaram com clarcza a esse respeito?
"Permiti-me transmitir-vos a palavra infalfvel da profecia, a
qual podem usar como guia, com toda a confian~a. ao inves
dessas fomes estranhas que podem ter grandcs implica96es po-
lfticas.
"Lede o Capitulo 24 do Evangclho de Mateus - panicular-
mente a sua versao inspirada que se encontra oa Perola de
Grande Valor. (Joseph Smith I.)
"Lede depois a Sc9ao 45 de Doutrina e Convenios. onde o
Senhor, nlio o homem, documentou os sinais dos tempos.
"Depois disso, lede tambCm as se90es 101 e 133 onde hii urn
relato minucioso dos eventos que assinalam a segunda vinda
do Salvador.
E finalmente, lede na Se~lio 38 de Doutrina e Coovenios o
que o Seohor prometeu aos que guardam suas leis, quando
esses julgamentos cairem sobre os iofquos.
"Amados innaos, estes sao alguns escritos com os quais de-
veis preocupar-vos, e niio com os comentfu'ios talvez prove-
nientes de pcssoas cuja ioforma~iio pode nao scr de maior con-
fian9a, e cujos motivos podem ser questionaveis. Permiti-me
tambem, dizer-vos que a maioria desses autores olio tern a
vantagem de possuir qualquer iofonna~iio auteotica em seus
escritos." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1972, p. 128.)
~05
"Que Sinal Haveri da Tua Vinda
E do Fim do Mundo?'' (Mateus 24:3.}
Perguntas Referencias da Perola de
Grande Valor e do Novo
Testamento.
Quem tentar6 enganar ate Joseph Smith 1:12
mesmo os esco/hidos (eleitos) Mateus 24:24
e quais as t6ticas que usara?
(Os escolhidos, ou eleitos, silo
os membrosJieis do lgre}a.)
Como devem reagir os ho- Joseph Smith /:23, 28-29
mens ao ouvirem falar de Mateus 24:6
guerras e rumores de guerras?
Qual sera a magnitude da Joseph Smith 1:26
propagQfilO da luz do Evange- Mateus 24:27
/ho na terra?
Que significa a declara~ilo: Joseph Smith 1:27
"Pois onde estiver o cadaver, Mateus 24:28
ai se ajuntarllo as 6guias"? (Ver o comentario interpre-
tativo 22-6.)
Aliste os quatro sinais men- Joseph Smith 1:29
cionados em Mateus 14;7 Mateus 24:7
Qual e 0 significado do dec/a- Joseph Smith 1:30
rarilo: "0 amor de muitos es- Mateus 24:12
friorti"?
Quem, entilo, se salvarti? Joseph Smith 1:30
Mateus 24:13
Quando vir6 o Jim (a destrui- Joseph Smith 1:31
filO dos infquos)? E por que o Mateus 24:14
Evangelho do reino sera pre-
gado antes do Jim?
Que ea abominaf/10 da deso- Joseph Smith 1;32
lap:Jo que ocorrer6 pela segun- Mateus 24:15
da vez? (Ver o comenttirio interpre
tativo 22-4.)
Depois da tribui{Jfllo dl>s dias Joseph Smith 1:33
de abominQfilo, que quatro si- Mateus 24:29
nais serilo dodos?
Qual eo significado de Ma· Joseph Smith 1:34
reus 24:34? Mateus 24:34
Qual eo Sinal do Filho do
Joseph Smith /:36
Mateus 24:29,30
Homem que aparecera nos (Ver o comentario
ceus? interpretativo 22-7.)
168
De que modo, portanto, os Joseph Smith 1:37-40
homens podem evitar ser en- Mateus 24:31-33,42,44
ganados?
Qual sera a atitude da maioria Joseph Smith 1:41-43
dos homens antes da vinda de Mateus 24:37-39
Jesus Cristo?
Que significa a dec/artlfllo: Joseph Smith 1:44,45
"Entilo, estando dois no cam- Mateus 24:40,41
po, sera levado um, e deixado (Ver o comentario interpre-
o outro"? tatlvo 22-8
A que admoestafiJO os ho- Joseph Smith 1:46-48
mens devem atender? Mateus 24:42, 43
Que nos acontecer6, se nlio Joseph Smith 1:49-55
nos prepararmos? Mateus 24:45-51
Prlro obrer maiM ~r11lmtnto, /tid ll.f outras EscritiUti.S
que o Pruide'flte /..M i11dicou que os homens de'Jem a111•
diu. fX1N que /JOtSfam ~prHntkr os !lnais do:t t#mpos.
D&C 4J:JJ./7: D&.C 10l;JJ-1J; D&C IJJ:1-25,36-J2,JB-
64.)
(22-13) Como Podemos Estar Sempre Preparados?
(D&C 38:18-22, 39-42.)
"lrmiios e irmas, este eo dia do qual o Senhor tern fa/ado.
Voces veem que os sinais estlio aqui. Este}am. portanto, pre-
parados. Os irrndos lhes disseram nesta conferencia como se
prepararem par4 estar alegres e prontos. Nunca tivemos uma
conferencia onde houvesse tanta instru~llo clara e direta, tanta
admoestacllo, quando os problemas ja foram definidos e tam-
bem sua solu~ao ja foi sugerida.
''Nllo vamos agora ficar com os ouvidos surdos, mas ouvire
escutar essas paJavras, como se etas tivessem vindo do Senhor,
inspiradas por ele, e nos estaremos salvos no monte Siao, ate
que tudo o que o Senhor tern preparado para seus filhos ja es-
teja providenciado." (Harold B. Lee, em CR, outubro de
1973, pp. 168-70. Italicos adicionados.)
(ll-14) Que Podemos Conduir Pelos Comentirios
do Presidente Led
Ele quis dizer que recebemos urn manual, para seguirmos,
que sllo os discursos das conferencias, publicados em A Liaho·
na, que nos orientam e guiam. Ao ler esses discursos proferi-
dos semestraJmente nas confer~ncias pelos profetas vivos, e se-
guindo suas orienta¢es, estaremos sempre preparados para a
Segunda Vinda.
Ele Vem!
"A lingua do homem e a pena do escritor se perturbam co-
mo a mente mergulhada em contempla~Ao, do sublime e res-
peitavel esplendor de Sua vinda, para vingar-se dos impios e
reinar como rei do mundo inteiro.
"Ele vern! A terraestremece e as altas montanhas tremem, o
poderoso oceano rola de voila para o norte, em furia; e os ceus
fendidos inflamam-se como cobre igneo. Ele vern! Os santos
mortos se desfazem de seus tumulos e •'aqueles que estAo vivos
e ficam", sao "apanhados'' com eles para encontra-lo. Os im-
pios correm para se esconder de sua presen~a e implorar tr~­
mulos, aspedras, que os cubram. Ele vern com todas as hostes
da retidAo glorificadas! 0 ar de sua boca Jan~ morte contra
os perversos. Sua gl6ria eurn fogo consurnidor. 0 orgulhoso e
o rebelde silo como haste; silo queimados e "deixados sem raiz
nem ramo." Ele varre a terra" como com vassoura de destrui-
~o" e a inunda com as ardentes enchentes de sua ira, e a
imundicie e abomina~Oes do mundo sAo consumidas. Satanas
e suas tetricas hostes silo tirados da terra e presos - o principe
do poder do ar perdeu o seu dominic - pois chegou aquele
que tern o direito de reinar. 'e os reinos deste mundo se toma-
ram reinos de nosso Senhor e seu Cristo.'
169
~apitulo 22
"0 povo dos santos do Altissimo babitara na terra, a qual
dara o seu vigor como nos dias de sua juventude; eles const.rui-
rilo cidades e plantarao jardins; os que foram fieis sobre pou-
co, terao dominio sobre muito; o jardim do Eden florescera, e
os frutos e flores do paraiso apresentarilo a beleza que tinham
no principio; Jesus reinara •gJoriosamente no Monte Siao e em
Jerusalem, diante de seu povo, e todas as coisas que foram
criadas 'Louvarilo o Senhor' '' (Charles W. Penrose, "TheSe--
cond Advent," (A Segunda Vinda), Millenia/ Star, Vo1.21,
p.583, ano de 1859.)
BEM-AVENTURADO E AQUELE QUE
ESPERA POR MIM
N _,,,011t16lnfiiS'InO /10' qw o SalttN1101M ,_,.
IllS 111/DT"'llf,_otHitmfeiiiG 4$1111sig~Ut(}Q vind4'!11J1 ltt-
i/k4 llmtl dtll ~ eww D&C 45."+1. De tKOrdo ~ ...
&crltwt~, ,.11111111 ~liiltMle? O>mo ~ •'yf.
1ilv"IMIJuwltlllfJ#Ttl do S4lwldc1r1 ~ o SmltOI'mwloutJII
$/nais qw os horft#IU dlwm obsDwu, m&r elts ndo at.lo
aterrlos, podviJo C'fi/p6-lo a o catfldismo do8 (1/t/trrOIdllll
OS desrrvir? Porqw i neao.s:sdrio qw1W prepDITI' 'lyljrit",
qtMJfdtmdo o s..Jtor?
Lucas Joao
TERCEIRO DIA
Jesus Prediz a Trai~ao 26: 1,2
Engendrada a Conspira~ao
contra Jesus
26:6-13 14:1-2 22: 1,2 12:2-8
0 Pacto Secreto de
26:14-16 14:10.11 22:3-6
Judas
QUINTO DIA
Jerusalem, Judeia,
Preparativos Para a 26:17-19 14:12-16 22:7-13
Ceia de Pascoa
SAM ARIA
No Cenaculo Pascal 26:20 14:17 22:14
A Contenda Sobre a
22:24-30
Precedencia
A Ceia de Pascoa 22:15-18
Jesus Lava os Pes
13:1-2(Jerusalem
dos Ap6stolos
• 0 Sacramento 26:26-29 14:22-25 22:19,20
Jesus Indica o Traidor 26:21-25 14:18-21 22:21-23 13:21-:
JUDEIA Judas Deixa o Cenaculo 13:27-:
Jesus P1ediz Sua Morte 13:31-~
Os Ap6stolos Expres-
26:31-35 14:27-31 22:31-38 13:36-2
sam sua Lealdade
23
''~ssim como mbos amti•·
TEMA
Jesus Cristo ea maior manifesta~llo de amor do Pai, enos
tornamos verdadeiramente seus discipulos seguindo os seus
passos em nossa maneira de amar.
INTRODU(:AO
A ultima Pascoa do mittisterio de Jesus marco o infcio do
jim de sua vida mortal. Durante centenas de anos, os ju-
deus freis, obedecendo ao mandamento de Jeova. haviam
oferecido o cordeiro pascal em lembran~a da misericordia
que o SenJror manifestora no Egito. 0 ritual eofesta que o
acompanhovasimbolizavam umaliberla~iJo aindamoiordo
que o que ocorrero por intermedio de Moises: a liberta~ao
dos homens do pecado atraves do socriflcio expiotorio do
Cordeiro de Deus. A morte de Jesus serio "o grandee ulli-
mo sacrificio", e poriajim oo socriflcio por derramomenlo
de sangue, requeridopela lei mosaica. (Ver Alma34:I3.)Je-
sus velo ao mundo para cumprir es.u1 lei! (Vtr Mateus
5:17,18.)
Aproximava..se o tempo em que ele, o Cordeiro de Deus
sacrificado antes dafumJa~ao do mundo, cumprindo a sua
tra11de Expia~do, demonstraria a plenitude de seu omor a
seu Poi e a nos. Sem duvido alguma,
"ninguem tem maior amor do qt.h! este..."
Antes de prosseguir, leio todas as escrituras do quadro.
171
(23-1) Mateus 26:5. Por que os Uderes Judeus
Niio Capturaram Jesus Durante a Festa
da Pascoa?
"Os governantes temiam l>nbretudo urn levante dos galileus,
que manifestavam orgulho provincial quanto ~ proeminencia
de Jesus, como urn de seus conterriineos, e muitos deles esta-
vam entlio em Jerusalem. Concluiu-se, alem disso, e pelas mes-
mas razoes, que o costume judaico de fazer dos ofensores no-
taveis urn exemplo impressionante mediante a aplica~ao de pu-
ni~llo publica, em epocas de grandes reuniOes gerais, deveria
ser deixado de Jado no caso de Jesus; por isso, os conspirado-
res disseram: "Nao durante a festa; para que nao haja alvoro·
~o entre o povo."
(23·2) Lucas 22:3. Satanas Realmente Enlrou
no Corpo de Judas?
"Talvez tenha entrado, pois Satanas e um homem espiri-
tual, urn ser que foi filho de Deus na pre.exist~ncia, e que foi
expulso dos ceus por causa de sua rebeldia. Ele e seus seguido-
res espirituais tern poder, em alguns casos, de entrar nos cor-
pos dos homens. Muitas vezes silo expulsos pelo poder do Sa-
cerdocio dessas moradas onde entraram ilegalmente. Ver Mar-
cos 1:21-28.
Porem, se o corpo de Judas nllo estava literalmente possui-
do por Satanas, ainda assirn esse vai~eiro membro dos Doze
estava totalmente submisso A vontade do demonio. 'Antes de
Judas haver vendido Cristo aos judeus, ele se havia vendido a
si mesmo ao diabo, tendo-se tornado servo de Satanas, e reali-
zado a ordem de seu mestre.' (Talmage, Jesus, o Cristo, p.
572.) (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 702.)
(lJ.J) Mateus 26:15. Que Signiflcavam as
"Trinta Moedas de Prata"?
"Os principes dos sacerdotes poderiam ter dito uma moeda
de prata ou mil, pouca diferen~a fazia, pois Judas nllo viera
para regatear, esim para trair. Que montante de dinheiro, por-
tanto, eles deviam oferecer? Com asti.Jcia diab6lica, escolhe-
ram o que, de acordo com a sua lei, era o pre~o estabelecido de
urn escravo. 'Trinta siclos de prata' era a compensa~ao estabe-
lecida pela morte de ' urn servo ou uma serva' (Ex. 21:28-32.)
"Trinta moedas de prata! Era essa a soma que estavam dis-
postos a pagar pela vida de seu Deus - nem mais nem menos.
E ao fazerern isso, todos os homens das gera~oes vindouras sa-
beriam que o consideraram o mais vii dos seres humanos. E as-
sim, tambem, ate mesmo suas tentativas de avilta-lo e insulta-
lo cumpririam literalmente a profecia messianica de Zacarias
que predissera sua conspiracllo maligna. 'Se parece bern aos
vossos olhos, dai-me o que me edevido, e, se nllo, deixai-o.
Nesse ponto, o Senhor se refere asoma pela qual ele seria ven-
dido. 'E pesararn o meu salario, trintu moedas de prata.' (Zac.
11:12)" (McConkie. DNTC, Vol. 1., pp. 702-3.)
(23-4) Marcos 14:1:1-15. 0 Que Jesus Realmente Disse
ao ~lebrar a Ultima Piscoa?
Compare os verslculos registrados na sua Biblia com a tra-
ducao fcita pelo Profeta Joseph Smith na Versllo Inspirada:
20. E, comendo eles, tomou Jesus pllo e, abencoando-o, o
partiu e deu-lbo, e disse: Tomai, comei.
21. Bisque isto deveis fazer em memoria de meu corpo; pois
sempre que fizerdes isto, lembrar-vos-eis desta hora em que es-
tive convosco.
22. E, tomando o calice, e dando gra~as, deu-lho; e todos
beberam dele.
23. E disse-lhes: lsto eem lembran~a de meu sangue dena-
mado por muitos, eo novo testemunho que vos dou; pois de
mim deveis testificar a todo o mundo.
2A. E sempre que efetuardes esta ordenanca. lembrar-me-eis
nesta hora em que estive entre v6s, e bebi convosco desta taca.
mesmo pela ultima vez em meu ministerio.
172
25. Em verdade vos digo, edisto testificareis, pois nao bebe-
rei mais do frulo da vide convosco, ate aquele dia em que o be-
ber de novo, no reino de Deus. (Marcos 14:20-25, Versao Ins·
pirada, tradu~llo livre do original em ingles.)
(23-5) Joio 13:1-20. Ao lavar os Pes de
Seus discipulos, Jesus manifestou Um Sinal do
Amor Que lhes Dedictva.
0 lava-pes ~ uma ordenanca sagrada do Evangelho. Ela foi
ordenada pelo Senhor tanto no presente como nas dispensa-
coes anteriores.
" ... Nosso Senhor fez duas coisas ao realizar essa ordenan-
ca: 1. Cumpriu a lei antiga dada a Moises e 2. lnstituiu uma or-
denan~a sagrada, que deveria ser realizada daquela epoca em
diante pelos administradores legais entre os seus verdadeiros
discipulos.
''Como parte da restaura~llo de todas as coisas, a ordenanca
do lava-pes foi restaurada na dispensacao da plenitude dos
tempos. Cumprindo o padrao que estabelecera, de revelar
principios e praticas linha sobre linha epreceito sobre preceito,
o Senhor revelou pouco a pouco a sua vontade concernente ao
lnvamento de p~s. att dar o plena conhecimento da investidura
e todas as ordenan~as do templo." (McConltie, Mormon Docrri·
fie', pp. 829-30.)
0 Presidente David 0. McKay viu nessa ordenanca um gran-
de exemplo de servi~o. Falando A lgreja na conferenc!a geral
de abril de 1951, ocasiao em que foi apoiado pelos membros
como Presidente da lgreja, ele disse:
"Que grande exemplo de servi~o ele deu dquelesgrandesser-
vos eseguidores de Cristo! Aquefe que i o maior entre vos, se-
ja efe o menor. Por isto, sentimos a grande responsobilidode
de prestor grandes servifOS aos membros da lgreja e de dedi-
carmos nossas vidos ao desenvolvimento do reino de Dew no
terra. (CR. abril de 1951, p. 159.)
(1.3-6) Joiio 13:U,Z7. 0 Que Si&niflu Dar Um
Booado Molhado?
Em algumas areas do mundo em que nllo soo usados talbe-
res ahora das refeicoes, ecostume comum colocar o caldo e a
carne num prato no centro da mesa. Pedacos delgados de pilo,
usados para servir de colher, sao utilizados para apanhar tanto
a carne como o caJdo de seu recipiente. 0 pao assim molbado
se torna urn "bocado". E uma grande honraria dois arnigos
molharem o plio no mesmo prato de caldo, e euma prova ain-
da maior de respeito uma pessoa molhar o pllo no caldo e
apreSt>nta-lo ao amigo. Foi assim que Judas tentou fingir seu
amor e lealdade a Jesus na ceia pascal, molhando seu p11.o no
mesmo prato que ele. (Ver Mateus 26:23.) Joao registra que
foi Jesus quem molhou o bocado para Judas e entregou-o a
ele, diz.endo: "0 que fazes, fa-lo depressa." (Joao 13:27.)(Ver
Harper's Bible Dictionary. "sop" .)
(23-7) Mateus 26:17. Que Era a Festa
dos Piles Asmos?
A Festa dos Paes Asmos, ou azimos, era intimamente asso-
ciada com ada Pascoa. Quando a antiga Israel fez seus apres-
sados preparativos para deixar o Egilo e sua desagradavel
opressAo, n:lo houve tempo suficiente para esperar que o pao
levedasse, como era o costume. Ao inves disso, ftzeram-no as
pressas e abandonaram suas casas o mais rapidamente possi-
vel. A festividade dos Paes Asmos era celebrada para come-
morar esse fato. Enquanto a festa da Pascoa durava urn dia, a
dos P11.es Asmos tinha sete dias de dura~ao. Com o passar do
tempo, ambas as festividades foram combinadas numa so, ten-
do assim todo o perlodo pascal oito dias de dura~ao.
(23·8) Que Relaclonamento Existe Entre
o Sacramento e a Expia~iio?
A ultima Pascoa foi, na realidade, nao apenas urn evento,
mas dois: a celebra~ao formal da ceia da Pascoa anual e a pri-
meira observancia da Ceia do Senhor, em comemorac11.o ao sa-
crificio expiat6rio de Jesus Cristo. Falando da segunda dessas
duas pascoas, o Elder Talmage escreveu:
"Enquanto Jesus estava amesa com os Doze, tomou urn
pao e tendo reverentemente dado gra~as c pela ben~ao o santi-
ficado, deu um peda~o a cada urn dos ap6stolos, dizendo: 'To-
mai, comei, isto eo meu corpo'•; ou de acordo com a narrativa
mais extensa: "lsto e0 meu corpo, que por v6s edado; fazei
isto em memoria de mim." Entllo, tomando urn copo de vi-
nho, deu gra9<15 eo aben~oou, e lhes deu com a ordem: " Bebei
dele todos; porque isto eo meu sangue, o sangue do Novo Tes-
tamento, que e derramado por muitos, para remissao dos pe-
cados. E digo-vos que, desde agora, n11.o beberei de novo deste
fruto da vida, ate aquele dia em que o beba de novo convosco
no reino de meu Pai' . Nessa forma simples mas impressiva, foi
institulda a ordenan~a conhecida desde essa epoca como o sa-
cramento da Ceia do Senhor. 0 pllo e o vinho, devidamente
consagrados pela orar;ao, tomam-se os emblemas do corpo e
sangue do Senhor, para serem comidos e bebidos reverente-
mente, e em mem6ria dele. (Jesus, o Cristo, pp. 576-77.)
(23-9) Mateus 26:22. " Porventura sou eu, Senbor?"
"Podemos aprender uma grande li~11.o no capitulo vinte e
173
(!apitulo 23
seis do Evangelho de Mateus. A ocasiao, a Ultima Ceia." 'E,
comendo eles, disse: Em verdade vos digo que urn de v6s me
hA de trair.'
"Quero que se Iembrem que esses homens eram ap6stolos.
Eram pessoas de nivel apost61ico. Sempre achei interessante
que eles naquela ocasillo nao se tivessem acotovelado uns aos
outros e dissessem: 'Aposto que eo velho Judas. Ele tern agido
de modo bastante estranho, ultimamente.• Esse fato reflete urn
pouco de sua estatura cspiritual. Muito pelo contrario, esta es-
crito que:
"E eles, entristecendo-se muito, comecaram cada urn a
dizer-Jhe: Porventura sou eu, Seohor?' (Mateus 26:22.)
"Voces poderiam, suplico-lhes, sobrepujar a tendcncia de
menosprezar os conSt"Jhos e assumirem por um momento algo
de apost61ico, pelo menos em atitude, e formularem a si mes-
mos estas perguntas: Necessito aperfeir;oar-me mais? Levarei a
shio esse conselho e aplica-lo-ei? Se existe alguem que efraco,
omisso e relutante em seguir os lideres da Igreja, porventura
sou eu, Senhor'!" (Boyd K. Packer, Follow the Brethren, (Siga
o~ lrmllos) Speeches ofthe Year, 1965, p. 3.)
(23-10) Mateus 26:1,2. Jesus Profeliza
Sua Morte e Ressurrei~o.
Ao se aproximar a ocasiao da mone de Jesus, o Salvador fa-
lou diretamente a respeito dele e dos metodos que seriam usa-
dos para executa-fa. Porem, essa nllo foi a primeira vez que Je-
sus profetizou sobre a sua morle e posterior ressurreir;llo.
0 seguinte grafico mostra algumas ocasioes em que Jesus
eosinou a seus apostolos e outros discipulos, que deveria mor-
rer. Eles nllo compreenderam o verdadeiro significado de suas
pilavras seollo depois que a ressurrei~ao ja era urn fato consu-
mado.
Referencia
Periodo de Tempo do Ministe-
rio do Senhor.
Joao 2: 18-22 lnlcio da Primeira Pascoa.
Lucas 9:21,22 Dois Anos depois, Durante o
Ministerio na Galileia.
Marcos 9:30-32 Mais Tarde, Ainda Durante o
Ministerio na Galileia.
Marcos 10:32-34 No Ano Seguinte, Urn Pouco
Antes da Oltima Pascoa.
~ontos aJonbtrar
JESUS E 0 NOSSO GRANDE EXEMPLO
DO QUE SIGNIFICA AMAR AO PROXIMO
Jesus ea d6dlva do Poi a lodos OS homens. Ao ojerecer
seufilho, nosso Poi Celestial mostrou-nos o mais verdadei·
m exemplo de puro amor. Fol o seu amor divino que fez
com quese sujeltosse asuportar o sacrijfcio de seu Filho -
o incompar6vel sojrimento no Gets~mani, as lnjurias infli-
'gidaspelos romanose)udeus, o escdrniode um juigamento
e o sojrimento horrfvelda crucificar4o. Epor qunPorque
nosso Pai Celestial nos ama e sabia que s6 poderlamos vol-
tar4 sua presenfa a/raves da explar4o de Jesus Cristo. Exa:
mineJoilo 4:7-10. Deu.seamor?A que Joilo se estarejerin-
do nestq passagem?
uoSalvador, po~m niio precisava morrer, pois amorte
/he ero sldeita. Foi um sacriflcio volunttirio, um gesto su-
premo de amor. Ele viveu uma vidade compleJo obediencia
6 vontqtje do Poi. Ao entregar voluntariamente suo vida,
nosso Salvador colocou um selo ae amor divino em sua vi-
da e missilo, e mostrou ocaminho que todos os homens de-
vern seguir. "
Examine Joiio 13:34-35. Qual deve sera caracter(stica in·
corifundfvel de um verdadeiro disdpulo de Cristo?
(13-11) Joiio 13:31-35. 0 Que Jesus Ensinou
a Respeito do Prindpio do Amor?
Tern sido apropriadamente observado que, embora muitos
grandes lideres religiosos do mundo ensinem o principio do
amor, Jesus eo unico que realmente poderia dizer: "Vinde
apos mim," pois somente ele nao apenas ensinou esse princi·
pio, mas foi o seu maximo exemplo. Enos devemos amar-nos
uns aos outros, assim como ele nos arnou. "Nisto", disse ele,
"todos conhecerllo que sois meus discipulos, se vos amardes
uns aos outros. " (Jollo 13:35.)
Leia Jollo 15:8-13.
Talvez a melhor maneira pela qual podemos compreender o
que Jesus ensinou sobre o principio de arnor emeditarmos a
respeito do arnor que ele nos oferece. Considerea posi~ao divi-
na da qual ele desceu paravir aterra libertar-nos enos propor·
cionar a reden~ao e perdllo dos pecados. Medite tambem sobre
a grande agonia que o Salvador passou no Getsemani e na
cruz.
Assombro me causa o arnor que me da Jesus;
Confuso estou pela gra~a de sua luz,
E temo ao ver que por mim sua vida deu;
Por mim tAo humllde, seu sangue Jesus verteu.
174
Surpreso estou que quisesse Jesus baixar
Do trono divino e minha alma resgatar,
Que desse meu Mestre perci!o a tal pecador,
Pra justificar minha vida com seu amor.
Relembro que Cristo na cruz se deixou pregar;
Pagou minha dlvida, posso eu olvidar?
Nao! Nllol E por isso ao seu trono orarei,
A vida e tudo o que tenho eu lhe darei.
Que assombroso e; Oh! Ele me arnou e assim me resgatou.
Que assombroso e! Assombroso, simi
(''Assombro me Causa," Hino no 112.)
FreqUentemente, osalunos querem sabercomo rea/men-
tepodem demonstraroamor. Jasentiu isso tambem?& as-
simfor, as seg~Jintes Escrituros /he proporcionarilo um va-
lioso di.scernlmento e auxlllo.
Ft~fa um breve ruumo de como podemos demonstrar o
nosso llmor, de acordo com ll descrif6o contida nasseguin-
tes Escrituros:
Joilo 15:9,10. Como podemos demonstror melhor que
qm'amos q Deus?
J Jo4o 1:15-17. De que maneira muitas pessoas demons-
trarrzm tzmllr mllis ao mundo que a Deus?
I Joilo 3';17,18. 0 qwnto eimportante 0 servifO ao de-
monstrormos o amor que sentimO.f pe/o pr&ximo?
(13-ll) Demonstrar o Amor por Obras e
Nio Apenas por Palavras.
Amarnos o nosso Pai Celestial e ao Salvador, porque eles
nos amaram primeirol Demonstramos que os amamos atraves
do relacionamento que temos com o proximo. A maioria de
nos talvez jamais tenha que dar a vida pelas pessoas que
amam. Nossas provas de amor e dev~llo podem ser bern dife-
rentes, simples talvez, porem reais. Mas quando etas acontece-
rem, que "nllo arnemos de palavra, nem de lingua, mas por
obra e em verdade." (1 Jo. 3:18)
A aplica~Ao desses padrOes divinos pode ser ilustrada pela
seguinte hist6ria:
"Ha algum tempo, urn amigo me relatou uma experi!ncia
que gostaria de lhes contar. Ele disse:
Meu pai e seu primo viviarn na mesma comunidade, e eram
competidores no ramo de constru~Oes civis. Com o passar dos
anos, cresceu entre eles urna profunda e aspera rivalidade, ori-
ginarias de algumas concorrencias publicas e posteriormente
por causa de divergencias a respeito de assuntos politicos de
nossa cidade, ocasiAo em que eles exteriorizaram o seu anta-
gonismo partidano.
"Nossas familias herdaram essa situa~ao ap6s a mone de
meu pai, pois n6s, os rapazes, quisernos assumir a posi9Ao e
ponto de vista de papai. Havia urn bocado de tensao entre os
membros de nossas familias, a ponto de nao demonstrarrnos o
menor gesto de civilidade, ate mesmo nos chamados da lgreja,
onde urn de meus primos era bispo de uma ala e eo de outra.
Posteriormente, essa mesma situa~ao contirruou a ex.istir no
sumo conselho, onde ambos servimos. Quando nos encontra-
vamos, parecia que Satanas assumia o controle, e certamente o
fazia, pois nilo haviamos aprendido que, onde ha disc6rdia, o
Espirito do Senhor nao permanece7
A situa~ao continuou a se agravar, ate que fui chamado su-
bitamente a abandonar todos os interesses terrenos e presidir
uma missao. Foi uma experiencia muito ernocionante, pQrern.
no intimo de meu ser, sentia-me inquieto a respeito deJa. Con-
tinuei perguntando a mim mesmo: "Voce erealmente digno de
aceitar urn chamado tao importante7' Eu estava guardando a
Palavra de Sabedoria, era urn dizimista integral, cumpria riel-
mente minhas atividades na lgreja, era moralmente limpo, e
ainda assim, sentia-me constrangido.
"Comecei imediatamente a colocar meus neg6cios comer-
dais e particulares em ordem, de maneira que outras pessoas
pudessem resolve-los na minha ausencia. Certa tarde, quando
voltava para casa, aconteceu uma experiencia maravilhosa.
Nao ouvi uma voz, mas o que escutei foi tao claro como se ti-
vesse ouvido: 'Voce deve ira casa do primo de seu pai e corri-
gir essa situacao. Nao pode cumprir o seu chamado e ensinar o
Evangelho de amor, quando elciste esse terrivel sentimento en-
tre voces.'
"Dirigi-me ate a casa dele, e com grande temor, subi os de-
graus que conduziam a porta e toquei a campainha. Nao hou-
ve qualquer resposta. Oepois de esperar alguns minutos, voltei
para meu carro e disse baixinho: 'Senhor, eu tentei. Tenho cer-
teza de que isto sera aceitavel.' Mas nao era, pois aquela in-
quietude ainda persistia. Orei sinceramente a respeito do pro-
blema.
"No dia seguinte, ao assistir a urn servil;o funeral, o primo
de meu pai chegou e sentou-se aminha frente, do outro lado
do corredor. 0 Espirito orientou-me a que lhe perguntasse se
poderia falar com ele em sua casa depois dos servicos. Ele con-
cordou. Desta vez fui com muita calma e tranqUilidade na al-
ma, pois havia pedido que o Senhor preparasse o caminho pa-
ra mim.
J7S
"Toquei a campainha, ele veio atender e convidou-me a en-
trar na sala de visitas, e felicitou-me pelo meu novo chamado.
Conversamos durante uns minutos sobre alguns assuntos em
geral, e enUlo aconteceu: Olbei para ele com muito amor. que
.>ubstituiu os velhos ressentimentos, e disse-lhe: 'Vim para pe-
dir perdao portodos os meus atos e palavras que f!Uram com
que n6s e nossas familias se antagonizassem.'
"Naquele instante, nossos olhos se encheram de Jagrirnas, e
por alguns momentos, nenhum de n6s conseguiu falar, Essa
foi uma ocasiao em que o silencio foi mais poderoso que as pa-
lavras. Depois de alguns rnomentos, ele disse: 'Gostaria de tC.
lo procurado primeiro.' Eu respondi: "0 irnportante eque te-
nhamos acenado a situa~ao, e nAo quem tomou a iniciativa."
"Foi uma fabulosa experiencia espiritual que fez com que
nossas almas fossem purificadas de todas as coisas que nos ha-
viam separado e feito com que nao tivcssemos urn relaciona-
mento familiar correto.
Agora eu podia fazer minha missao e ensinar o verdadeiro
significado do amor, porque. pela primeira vez em minha vida,
eu o havia sentido em sua forma mais profunda. Podia dizer
sinceramente que nao havia uma so pessoa no mundo a quem
nao amasse. Minha vida se modificou a partir daquele dia,
pois foi naquela ocasiao que aprendi mais do que nunca o que
o Senhor quis dizer a seus discipulos, quando dedarou: 'Urn
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros.'
(Joao 13:34.)" (N. Eldon Tanner, em CR, abril de 1967, pp.
IOS-6.)
QuepossoJazer parademon.rtrar o amor que slftfope/os
meusfamiliares? Quem erea/mente o mer~ pr6ximo? £ um
/(110 signlficativo o Senhor nt'Jo ter apenas ordenado que
amtissemos aos outros: ele mostrou tiliTIUm o caminho.
Todos osquequerem oiCll!lfar adlvindade devem seguir os
possos.
0 qr#! o amortem a vercom a diferen~a que exi5te entre
o testemunho ea r:onvers4o? Uma pessoa pode ter um te.s-
temunho e nilo amar? Um indlvfduo pode eslar re(l/mellle
·convertido e niJo am(ll' a INus e ao pr6ximo7A mposta i:
positivamente nllo/
A vallepor alguns momenlosasuaprOpriaposi~4o. Vod
passu; um ustemunho? E/e fez com quese convertessel Se
mpondeu rQimullivamente d aftima pergunta, que evidhl-
cia de sua vida pode citar para apoiorsua resposta? & res-
pondeu negulivamenre dquela pergunta, quais os passos
que deve dar para convener-~?
Aeron
•
SAMARIA
Jerusal6m
•
JUDEIA
Mar da
Galil6ia
APROXIMADAMENTE
NO ANO 33 D.C.
QUINTO DIA
Jerusalem, Judeia
Discurso Referente ao
Consolador.
Cantam urn Hino e
Seguem Para o Monte
das Oliveiras.
Relacionamento dos
Apostolos com Cristo e
o Mundo; Jesus Explica Sua Morte.
Lucas
26:30 14:26 22:39
Joao
14:1-3
15:1-2
16:1-3
24
"~ minlja pa? bog bou"
TEMA
Eatraves do Consolador, do Espirito Santo, que os verda-
deices discipulos recebem a paz a que se referiu o Salvador a
'
paz que o mundo nao conhece.
INTRODU«;AO
Nas ultimas horas de sua vida mortal, Jesusfalou a seus
uposto/os a respeito do amore orou ao Pai por eles, ragan-
do que jossem um. As multid6es haviam saudado o seu
aparecimento em Jerus(ltem, como se recebessem um rei, e
bradaram hosanasnaexpectativade queJeslis oslivrassede
seus opressores. Porem, naquele momento, quando ele se
achava sentado paraparticiparda 01/imaPascoa, e instrufa
os homensquehavia chamado neste mundo, osinedrio pla-
nejavasua morte eprocurava destruir sua popularidade en-
tre o povo. E no final de sua vida, ele estaria so - pois as
multidlJes o responderiam. Ninguem (pois ate mesmo os
que mais o amavam dormiam!)presenciaria oseusojrimen-
to no Gets~mani, onde ele so, esquecido e sem a pomposi-
dade da presen~a das multidlJes, alcan~aria uma vitoria
maior do que qualquer }6 conseguida·por Rvma.
Agora, porem, ele voltava sua aten~ilo aqueles a quem
amava. "E agora vou para aquele que me enviou", disse
e/e. "Vas chorareis e vos lamentareis... masa vossa tristeza
se convertera em alegria. "(Joiio 16:5,20). Mas, de que mo-
do isso aconteceriu?
E importanle lembrar que Jesus niJo dei.xou os apostolos
sem conjorto -ele os admoestou a que aguardassem o tem-
177
po em que o veriam novamente. Ensinou-lhes a respeito do
Paie doEsplrilo Santo, o grande Consolador, qw testifica-
ria a seu respeito e conduziria aplenitude do verdade todos
os que o seguis.sem.
Esse consolador lhes daria a grande paz de que o Salva-
dor falara, uma paz que jaria com que suportassem todos
as lribula~oes de um mundo solitario e triste. 0 dom doEs-
pfrito Santo sempre esteve ao a/cance dos disdpulos fills.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
~ottttntario~ ltnterpntatibo~
(24-1) Joiio 14:2. Que Sio as "Muitas Moradas"?
"Meu texto esobre a ressurreicllo dos mortos e se encontra
no capitulo 14 de Jollo: 'Na casa de meu Pai ha muitas mora-
das". Essa passagem deveria ser assim: ''No reino de meu Pai
ha muitos reinos para que possais ser herdeiros de Deus e co-
herdeiros comigo"...
Existem moradas para aqueles que obedecem alei celestial, e
outras para os que nllo a cumprem, cada qual em sua devida
ordem". (Smith, Ensinamentos, p. 358)
(245-2) Joiio 14:7-11. Como epossivel
Conhecer o Pai?
Quando Jesus ministrou ao mundo, tinha a mesma aparen-
cia do pai; disse o que o Pai diria e fez o que ele teria feito. Co-
moo Elder Marion G. Romney ensinou:
"Em seu ministerio mortal Jesus, sendo, como disse Paulo,
'a expressa imagem da sua (de Deus) pessoa' (Hebreus 1:3) era
a verdadeira e completa revela~ao da pessoa e natureza de
Deus. Ele confirmou esse fato a Filipe, quando declarou: '...
quem me ve a mim ve o Pai...' (Joao 14:9.)" (CR, outubro de
1967, p. 135.)
(24-3) Joio 14:11. Em Que Sentido os Servos
de Jesus Poderiam Fuer Maiores Obras
Que Ele?
"Jesus nao quis dizer nessa passagem que eles fariam essas
obras nesta vida, mas sirn que fariam obras maiores, porque
ele ia para oPaL Ele disse no versiculo 24 (do capitulo 17 de
Jolo): 'Pai, aqueles que me deste quero ~ue, onde eu estiver,
tam!>em eles estejam comigo; para que vejam a minha gloria.'
Ambas as passagens, usadas juntamente, esclareccm que as
maiores obras que fariam os que criam em seu nome seriam
feitas na eternidade, para onde ele ia e onde eles contempla-
riam a sua g16ria." (Smith, Lectures on Faith, [Disserta~;Oes
sobre a fe] Lecture Seventh, vers. 12.)
(U-4)Joio 14:18-14. Quem Sio os Dols Consoladores?
•'Essas declara~Oes a respeito dos dois Consoladores mar-
cam o climax e o apogeu dos ensinamentos do Filho-de Deus.
Nao conhecemos nada que ele tenha dito anteriormente que
abra de tal forma o veu da eternidade e deixe o discipulo tiel
antever as gl6rias de Deus. Condicionadas ao amor, prove-
nhmte da obedi~ncia, Jesus promete que os santos podem ter
nesta vida as seguintes benfYllos:
"(1) 0 dom da constante companhia do Espirito Santo; o
conforto e paz que efun~ao do Espirito Santo dispensar; are-
vela~ao e poder santificador que prepararAo os homens para
viver em companhia dos deuses e anjos na vida futura;
"(2) Visita~oes pessoais do Segundo Consolador, o pr6prio
Senhor Jesus Cristo, o ser ressuscitado e perfeito que habita
junto com o Pai nas moradas dos ceus: e
"(3) Deus o Pai - lembrem-se bern de Filipe! - visitara o ho-
mem pessoalmente, como que habitara com ele e revelar-lhe-A
todos os misterios deseu reino." (McConkie, DNTC, Vol!, p.
735.)
(24-S)Joio 14:18-14. "Vollarel Para V6s".
"Quem e, pois, o outro Consolador1 Nllo enada menos que
o pr6prio Senhor Jesus Cristo; e esta ea substAncia de todo o
178
assunto: que, ao receber o homem esse ultimo Consolador. te-
ra Jesus Cristo em pessoa para ajuda-lo ou aparecer-lhe de
quando em quando, e ate mesmo !he manifestara o Pai, e nele
farllo morada, e !he serllo descerradas as visOes dos ceus, e o
Senhor o instruira face a face e podera alcan"ar urn conheci-
mento perfeito dos misterios de Deus; e essa e a dignidade e
posi~Ydo que alcancarwn os antigos santos, quando viram tilo
gloriosas visOes: Isaias, Ezequiel, Joao na ilha de Patmos,
Paulo nos tres ceus, e os santos que tenham tido comunhao
com a assembleia geral e com a Igreja do Primogenito. (Smith,
ElfSinamentos, p. 146.)
(24·6) Joio 14:26. Em que Ocaslio os Dlscfpulos
Receberam o Dom do Espfrito Santo?
0 Elder Joseph Fielding Smith declarou o seguinte;
, "Os discipulos de Jesus nao receberam o dom do Espirito
Santo enquanto o Salvador estava junto deles. Isso aconteceu,
pelo menos em parte, devido ao fato de que eles tinham a seu
lado, para orienta-los e ensina-los. o segundo membro da Dei-
dade, o pr6prio Jesus Cristo. Enquanto ele se encontrava jun-
to dos disclpulos, nllo precisavam ter a companhia do Espirito
Santo. Antes de o Salvador deixa-los, ele lhes prometeu que
enviaria o Consolador, ou Espirito Santo." (Answer to Gospel
Questions, [Respostas as perguntas acerca do evangelho], vol
2, p. 159.)
(14-7)Joio 14:30. "Aproxima-6e o Principe Oeste Mundo.''
"T4o poderoso era Satanas no tempo de Cristo. que o Mes-
tre o chamou de "principe deste mundo," porem acrescentou:
•se aproxima o principe deste mundo, e nada tem em mim.'
(Jollo 14:30.) Devemos estar em condi~~o de dizer. embora es-
tejamos cercados pelos poderes malignos, 'eu e minha casa ser-
viremos ao Senhor desta terra! 0 prlncipe deste mundo se
aproxirna para te.ntar a cada um de nos, e os unicos que conse-
guirao resistir a esses tempos malignos serilo os que houverem
construido as suas casas sobre a r~ha, pois como disse o Mes-
tre; desceu a chuva, e assopraram os ventos, calram as tempes·
tades e combateram aquela casa, mas ela nao caiu, porque es-
tava edificadasobre a rocha. Eisto o que o Senhor estatentan-
do nos dizer atualmente." (Harold B. Lee, Relat6rio do Con·
ferencio de Area das llhas Britiinicas, agosto de 1971 , p. 135.)
(24-8) Joio 16:24. Os Ap6stolos Jamals
Tlnbam Orado Anterionnente?
Jesus nao afirma neste versiculo que seus ap6stolos jamais
tinham orado ou pedido algumacoisa: pelo contrario, ele disse
que eles nunca haviam orado em seu nome, isto e, em nome de
Jesus Cristo. lndubitavelmente, os ap6stolos eram homens
fervorosos, que oravam com freqUencia, pois de outra forma,
como poderiam eles merecer a elevada e santa honra de urn
chamado ao apostolado?
"Considerando que a lei divina requeria em todas as gera-
~Oes que os homens orassem ao Pai em nome de Cristo, por
que Jesus aguardou esse momento para institllir esse sistema
tll.o antigo entre seus disdpulos? Talvez porque seja esta uma
situa~llo semelhante aque envolvia o recebimento do dom do
Espirito Santo; enquanto Jesus estava ao !ado de seus discipu-
los, eles r -:o desfrutaram plenamente das manifesta~oes doEs-
pirito Santo. (Jollo 16:7.) Talvez enquanto o Salvador estava
com eles, muitas de suas pcticoes the eram pessoalmente dirigi-
das, e nllo ao Pai. Esse foi o procedimento que os nefitas se-
guirarn, quando o Senhor ressuscitado e glorificado ministrou
em seu meio. Eles oraram diretamente a Jesus, e nllo ao Pai." ·
(McConkie, DNTC, vol. I, p. 758; ver tambem 3 Nefi 19:17-
25.)
t'ontos a l)onbttar
" A MINHA PAZ VOU OOU."
Jesus obedeceu avontade do Pai, e no final de seu ministe-
rio mortal, ensinou os principios contidos nos capitulos que
voce esta estudando (Jollo 14-17.) Nestes versiculos, o Senhor
ensinou a seus discipulos o meio de receber a mais perfeita paz
num mundo que nllo a conhece. Nessa ocasillo, falou-lhes tam-
bern a respeito da missao do Espirito Santo.
(24-9)Joio IS:J-8. "Sem Mim Nada Podeis Fazer."
Os membros da lgreja sao como os ramos e folhas de uma
grande arvore. Eles fazem parte deJa, mas somente isto nll.o os
salva. Se nllo receberem a seiva nutritiva e o poder sustentador
que provem de Cristo, que eo tronco (cujo poder sustentador
elevado a eles atraves do Espirito Santo, somente se forem
dignos de recebS-lo), eles definharll.o e cairllo ao solo como fo-
lhas secas. Falando a esse respeito, o Presidente John Taylor
declarou:
"Como membros da lgreja, dizeis; 'Creio que sei muito bern
qual eo meu dever, eo estou cumprindo bern. lsso pode ser
verdade. Vede o pequeno rebento; everde e florido, a imagem
da propria vida. Ele curnpre a sua parte em proporcll.o aarvo-
re, e esta ligado aos ramos, ao tronco e As raizes. Poderia a ar-
vore viver sem ele? Certamente que sim. Ele nllo pode ufanar-
se e, exaltando-se dizer: 'Como sou verde! Como estou flori-
dol e em que condi~llo saudavel me encontro. Como estou
crescendo bern! Estou na minha posi~ao adequada e estou-me
saindo bern.' Mas poderleis viver sem as raizes? Nllo:
179
~itulo 24
desincumbi-vos do papel e posi~ao que desempenhais na arvo-
re. 0 mesmo acontece a essas pessoas. Quando estllo cumprin-
do o seu dever - magnificando os seus chamados, vivendo a
sua religillo e caminhando em obediencia ao Espirito do Se-
nhor. recebem urn pouco do Espirito para usufruirem com os
demais. Enquanto slio humildes, fieis, diligentes e cumprem as
leis e mandamentos de Deus, eles permanecem na posi~ll.o que
lhesfoi designada na arvore: estllo se desenvolvendo,e seus bo-
tOes, flores, folhas e seu todo progridem bern, e eles se consti-
tuem uma parcela, urna parte da arvore..."
(John Taylor, em JD, Vol 6, p. 108.)
Medite sobre as seguintes perguntas. Ndo enecessaria
responder.
Quem ea fonte, ou "seiva", cujo poder e inflldncia
mantem e alimenta os santos?
Quql eo membra da Deidode que trabalha com o ho-
mem, corrige, ensina e rrifina•o, para que possa ser digno
de receber as bin~ilos que prov~m de Jesus?
0 que deve four o homem para que posso permanecer
flrmemente ligado a6rvore?
Que acontecer6 a qualquer ~ssoa que separar-se da 6r-
vore, devido d sua obstin~llo. desobediencia ou qualquer
ourro motivo?
Jollo 14:26 0 que Jesus disse que o Espfrito Santofora
aos que se esfoffOrem para ser dignos?
Jo6o 15:26 De quem o Esplrito Santo testiflca?
Jo/Jo 16:7-11 Jesus disse que o Esplrito Sllnto viria para
convencer o mundo de Iris coisas. Quais
silo elas?
Jollo 16:13-15 De que maneira o Espfrito Santo glorificao
Jesus e ao Pai?
(24- 10) 0 Espirito Santo Faz Com Que
o Homem Alcance a Plenitude de
seu Potencial.
"0 dom do Espirito Santo adapta-se a todos estes 6rglios ou
atributos. Ele ilumina todas as faculdades intelectuais, aumen-
ta, amplia, expande e purifica todas as paixoes e afetos natu-
rais e ajusta-os, pelo dom da sabedoria, ao seu devido uso. Ele
inspira, desenvolve, cultiva e amadurece toda simpatia, ale-
gria, gostos, sentimentos e afei~ilo fraternal bern orientados.
Ele inspira a virtude, amabilidade, bondade, ternura, gentileza
e caridade. Desenvolve a beleza de uma pessoa, suas fei~Oes e
caracterlsticas. Contribui para a saude, vigor, otimismo e so-
ciabilidade do indivlduo. Fortalece todas as facuJdades iisicas
e intelectuais do homem. Revigora e tonifica o sistema nervo-
so. Em resumo, ecomo se ele fosse a medula para os ossos, a
alegria para o coracllo, a luz para os olhos, a musica para os
ouvidos e a vida para todo o ser.
"Na presenca de tais pessoas, epossivel desfrutar da Jut de
seus semblantes como dos ameoos raios do sol. A atmosfera
ao seu redor difunde uma vibracllo, urn caJido brilho de pura
satisfacllo e simpatia ao cora~llo e nervos de outras pessoas do-
tadas de sentimentos fraternais ou esplrito afetuoso." (Pratt,
Key to the Science of Theology, p. 101.)
24-11 Por Ser urn Mensagelro da Deidade, o
Espirlto Sanco lnst.rul os Membros Fieis.
"0 Espirito Santo eurn Personagem de Esplrito asemelhan-
cade Deus, o Pai ou, em outras palavras, semelhante ao Pai e
ao Filho. Sua missao einstruir e iluminar a mente daqueles
que, atraves de sua fidelidade, obedecem aos mandamentosdo
Pai e do Filho. Ele testifica da verdade, iJumina a mente das
pessoas que fizeram convenio e revela-lhes os misterios do rei-
no de Deus. Ele eurn mensageiro especial do Pai e do Filho,
cuja vontade executa..•" (Smith, Answers to Gospel Ques-
tions, vol S p. 134.)
(24-l2)Joio 16:33. "Tende Bom Animo; Eu
Vend o Mundo."
Ha uma grande diferen~a entre a paz mencionada por Jesus
e a que o mundo oferece. Vivemos num mundo iniquo, enlou-
quecido pelo crime e incontinencia desenfreados. Todos os
dias, os jornais apresentam noticias tragicas de guerras, cata-
clismos naturais, terror, e dos esfor~os inuteis da humanidade
no sentido de impedir ou fazer face a esses desastres. Apesar
de tudo, o Salvador prometeu a seus discipuJos que eles teriam
paz neste mundo. Leia Jollo 16:33. Compare com Filipenses
4:7.
Sua promessa ereal, pois os que obedecem aos seus manda-
mentos realmente sentem a influencia e conforto do Salvador
em seus cora~Oes e nao temem ao mundo. Ao enfrentar o peri-
go que os amea~a. podem orar a Deus e ele respondera atraves
da voz "suave e delicada" do Espirito Santo, e pronunciara
paz aos seus cora~~s. 0 Presidente Harold B. Lee declarou:
''Frequentemente, quando Deus fala com sua voz suave e
delicada, como fez com Elias na gruta, ela pode n~o ser audi-
vel ao nosso sentido fisico, porque, como urn rAdio defeituoso,
180
as vezes estamos fora de sintonia como infinito." (CR, outu-
bro de 1966, p. JIS.)
Porem, se formos obedientes (essa ea condi~ao), a paz que
o Senhor nos prometeu sera uma certeza, uma absoluta certe-
za!
" Na vida ou na morte, no fausto ou na dor
Quer pobres ou ricos, tereis o seu amor.
No mar ou na terra, em todo o Iugar,
De todo o perigo, de todo o perigo,
De todo o perigo, vos hade livrar.
("Que Finne Alicerce", Hino n° 42.)
Mario lutava com um serio problema. Ele ouvia tantas
v~es o testemunhode seupaisobreasuaveegentil injluen-
cia do Esplrito Santo, massentia que pessOiflmentejamais
tivero o companhio do Espfrito. Ficou imqginando muitas
coisas, e isso o/el sentir-se deprimido. Sera que havia a/go
de errado ou diferente com ele, queJazia com que jamais
pudesse ter a mesma calma e certe:za, a mesma paz queseu
pai possufa? Ele estava tentando viver dignamente, mas
aindalhefaltavo alguma coisa. Em que havia negligencia-
do, q~ o impediade obter o queseu paitinluz? A pergunta
mcris dtprimentede todasera: Seu paio estaria enganando?
Esse flltimo pensomento sempre se dissipava, pois ele sabio
que seu paifalava com profunda convicci!o. Esso era a res-
pastasimples. Elesempre vivera ao /ado de seu pai, e tivera
a oportunidade de observar sua vida e exemplo e ouvl-lo
orar.
Certa tarde, Mario ouviu seu pai jortalecer alguem pelo
telefone, dizendo: "Eu sei que as coisas darilo certo, por·
tanto, niJo se preocupe mais com elas." Logo que seu pai
desligoiJ, M6rio a.ssaltou-o com a pergunta: "Popai, como
pode ter certt!Za? Este eum mundo instdvel! · Como pre-
tende ter certez.a de alguma coisa?"
Surprero com aquela explosiJo de M6rio, seu pai hesitou
um pouco. e depoTs respondeu calmamente: "Mario. tenho
certez.a apenas de que sei. DepoiS, percebendo a luta inte-
riordofi/ho, ocrescentou: •'E vocepodesabercomo eusei,
se ~iver interessado. "
..Mas, papai. " interrompeu M6rio, /alando mais alto do
que era necess6rio, "Tenho vivido corretamente, orado e
tentudo, mas ainda niJo recebi qualquer resposta asminhas
ora~(Jes, e n6o tive visc}es, ou senlimentos especiais que me
conjortem " respeito desse assunto. NIJo tenho certez.o de
mais nadof Existe olgo errodo em mim"?
·"Nilo, Mario, niJo hti nada de errado com voce. E repito
aindo que voce pode ter a paz e certeza de quefalou, mas
somente se estiver disposto apagar opr~o. Voce deve ser
paciente, pois a companhia epaz do Espfrito niJo vernfacil-
mente. E necessario que voce guarde os mandamentos e
cumpra os convenios que fez como portador do SacerdO-
cio. A/em disso, e preciso que ore comfervor e estude dili-
gentemente a respeito de Jesus e sua lgreja, pois o Espfrito
Santo nilo virasimplesmente para diverti-/o ou motor asua
curiosidade;. mas ajuda-/o-6 a desenvolver um relaciona-
mento com o Salvador, caso esfo~ar-se com denodo, e ti-
ver um desejo sincero em seu cor~iio." (Lela Mateus
13:45,46.)
"Ndo desanime, Mario. Procure, bata, estude, seja obe-
diente, e recebera a paz eserena certeza que tanto deseja".
Passaram-se muitos meses depois que Mario com~ou
sua sincera busca. Ele estudou e orou com todo o seu cora-
~ilo. Leu no Novo Testamento (muitas vezes ate tarde da
nolle) o relato do vida de Jesus e tentoufervorosamente vi-
ver e agir seguindo o exemplo de Jesus.
EntiJo, graduale mansamente, seu cora~iJo recebeu ap~
eserena certezada rea/idade de Jesus. ~u pairea/mentesa-
bia, e agora Mario tambem.
181
QCapitulo 24
Ele se manifestara.
Maravilhosa ea manifestarilo do Esplrito Santo.
Ele desvenda e desenvolve tudo o que enobre
etemo e divino no homem.
Humilham-se os orgulhosos,
os que odeiam, passam a amar
E os que se dizem auto-suficientes silo iluminados,
quanto aidentidade de Jesus e sua dependencia
de nosso Divino Redentor.
Abrem-se os olhos.dos que pareciam
sercegosaverdade.
E os cora~oes que foram endurecidos contra
a penetra~ilo dos raio_s aj6veis da luz e do amor
abrandam-se asua presen~a.
E seeles o receberem, coda dia
lhessera maisprecioso,
e mais signijicativo.
PoderiJo entiio caminhar numa vida renovada,
se pelo menos o buscarem sinceramente.
(Usado com permisslio)
Emboraseja necessaria quepassemos tribularoes, provo-
fOes e fadigas em nossa vida mortal os discipulos de Jesus
poder'!o encontrara paz que o mundo nllo conhece, atraves
do Espfrito Santo. Voce tem essa p~?
i
·i~
.!,~
~
~
SAMARIA
Jerusalem
•
JUDEIA
Mar da
Galileia
APROXIMADAMENTE NO
ANO 33 D.C.
Mateus Marcos Lucas Jo~c
QUINTO DIA
A ora~~o Sacerdotal 17:1·
Agonia no Getsemani 26:36-46 14:32-42 22:40-46 18:1
25
"t!Cobabia n&o S't tara a minba
bontabe maS' a tua••
TEMA
Podemos receber o perdao de nossos pecados atraves do so-
frimento de Cristo no Getsemani.
INTROD.U<;AO
No quinto dia da semana do sacrijlcio expiat6rio, Jesus
fez preparativos para comer a ceia pascal com os Doze.
Ap6s sua "ultima ceia," Jesus indicou quem o atrai~oaria,
e Judas saiu para executorsua terrlveltarefa. Depois de ex-
plicar o significado de sua morte, Jesus instituiu a Ceia do
Senhor - o sacramento - e disse aos om:e ap6stolos:
"Em verdade vos digo que nilo beberei mais do fruto do vi-
de, ott dquele dia em que o beber de novo, no reino de
Deus." (Marcos 14:25.) Nessa ocasibo, ele disse que era ne-
cess6rio que os deixasse, paraque pudessepreparar-lhesum
Iugar junto ao Pal, mas mandar-lhes-ia o Consolador, e
que voltaria a eles pessoalmente. Entilo deixou com eles a
sua ptn., dizendo-lhes que nlJo se inquietassem ou atemori-
UJSSem.
Ap6s esse discurso, (Ver Joilo 14), Jesus di.s.se:
''Levantai-vos, partamos. "Cantaram um hino (ver Mateus
26:46; Marcos 14:26), e Jesus levou os apostolos para o
Monte das 0/iveiras.
0 silencioso cortejo passou pela porta oeste do templo,
desceupara o vale chamado de Cedrom ecomerou asubir a
encosta do monte das 0/iveiras. Nessa ocasiilo, Jesus exp/i-
couaseus apostolos, em outro discurso, qualera o seu rela-
cionamento com eles e comparou-o avide e seu ramos. 0
183
Salvadorordenou que seU.S discipulos amassem unsaos ou-
tros; explicou-lhes melhor o papeldo Consoladoreporque
lhe era necessaria deix6-los. Falou claramente arespeito de
sua morre, o que fez com que os ap6stolos declarassem:
"Eis que agora fa/as abertamente e nilo dizes parabola al-
guma... por isso cremos que salste de Deus. "(JolJo
16:29,30.) Nesse momenta, Jesus dirigiu suagrande orarbo
intercessfJria ao Poi pelos seus discfpulos (ver lobo 17); e
descendo do Monte, levou seus ap()stolos a um jardim,
chamado Getsimani, onde subseqflentemente comerou a
orar, e achando-se em grande agonia, sangroupor todosos
poros. Foi assim que ele tomou sobresi ofordo do pecado
dos homens.
A leitura desta li~ilo far6 com que compreenda, aprecie e
sinta mais amor pelo sacrifTcio infinito que Cristo fez por
vocl.
Antes de prosseguir, Jeia todas as escrituras do quadro.
~ottttnt&rios 1Jntapretatibos
(25-1) Joio 17:1. 0 Significado da Ora~io
Sacerdotal de Jesus
Compreendendo perfeitamente sua missao, e que a epoca da
expia~ao estava "as portas", Jesus concluiu a parte doutrina-
ria de seu ministerio com uma ora~ao - que muitas vezes tern
sido chamada de sacerdotal, sumo sacerdotal, ou grande ora-
~ao intercess6ria. (Ver Joao 17.) Estas designa~Oes nao sao im-
pr6prias. pois, como veremos, Jesus, nosso Grande Sumo Sa-
cerdote, primeiramente ofereceu-se a si mesmo em sacriftcio, e
depois. como Mediador, intercedeu pelos membros dignos de
seu reino. Esse padrllo fora estabelecido na antiga Israel.
Uma vez por ano, o sumo sacerdote presidente da antiga Is-
rael entrava no santissimo, o local mais sagrado do tabernACU·
lo.Ali executava certos ritos relacionados com o Dia da Expia-
cllo, urn dia designado para a hurnilhar;ao e arrependimento
nacionai.Ap6s haver-se banhado e vestido com linhos brancos,
ele aprcsentava urn bezerro e dois cabritos como ofertas pelo
pecado, e urn cameirocomo oferta queimada pelos pecados de
todo o povo de Israel. 0 papel do sumo sacerdote era ode urn
mediador, ou de uma pessoa que intercede pelo povo junto ao
Senhor. Sua funcllo, naturalmente, simbolizava o grande pa-
pel mediador de Cristo por todos n6s.Portanto, quando Jesus
rogou ao Pai por todos os que acreditavam nele, fe-lo como
nosso Intercessor, ou Grande Sumo Sacerdote.
A oracao que pronune1ou naquele momento era composta
de tr~ partes distintas:
Na primeira (ver Joao 17:1-3), Jesus ofereceu-se a si mesmo
como o grande sacrificio. Sua hora bavia chegado_
A segunda parte da orar;ao (ver Joao 17:4-19) era urn reve-
rente relato ao Pai de sua missao mortal.
Na ultima parte (ver Joao 17:20-26), Jesus intercedeu nao
apenas pelos onze ap6stolos que se achavam presentes, mas
por todos os que "atraves de sua palavra" [dos apostolos)
viessem a crer nele, para que todos chegassem aunidade per-
feita com Cristo, como ele estava no Pai. Desse modo, todos
seriam perfeitos em unidade, eo mundo creria que o Pai bavia
enviado seu Ftlho.
(2S-2) Joio 17:3. Como Podemos Conhecer
a Deus e a Jesus?
"Conhecer a Deus no pleno sentido que nos possibilite ga-
nhar a salva~:Io etema significa que devemos saber o que ele
sabe, desfrutar do que ele desfruta e sentir o que ele sente. De
acordo com a linguagem do Novo Testamento,•.devemos ser
'semelhantes a ele.• (I Joao 3:2.)
"Porem, para que sejamos semelhantes a ele, devemos obe-
decer as leis que nos possibilitarllo adquirir 0 carater, perfei-
c;oes e atributos que ele possui.
"E, para que possamos obedecer a essas leis, devemos
aprendS-Ias; devemos aprender a respeito de Cristo e seu Evan-
184
gelho. Devemos aprcnder "que a salva~ao veio e vcm c virn no
sangue e pelo sangue expiat6rio de Cristo, o Seuhor Onipoten-
te." (Mosias 3:18.) Devemos aprender que o batismo feito pe-
las maos de urn admirtistrador legal ee~sencial asalva~ao, e
que ap6s o batismo, devemos guardar os mandamentos c 'pros-
seguir com fmneza em Cristo, tendo urn perfeito esplendor de
esperan~a e amor a Deus c a todos os homens.· (2 Nefi 31 :20.)"
(Bruce R. McConk.ie, em CR, abril de 1966. p. 79.)
(25-3) Mateus 26:36. " Entilo Cbegou Jesus Com Eles
a Urn Lugar Cbamado Getsemani."
"Getsemani- 0 nome significa ''prensa de az.eite" e, pro·
vavelmente, trata-se de uma instalac;Ao existente no Iugar para
extracao do oleo das oliveiras ali cultivadas. Jollo refere-se ao
local como urn horto, e dessa designacao podemos imaginar o
local como uma area cercada. de propriedade particular. 0
mesmo autor indica que se tratava de urn Iugar freqOentado
por Jesus, quando buscava tranqOilidade para orar, ou opor-
tunidadc para conversa conlidencial com os discipulos (Joao
18:1,2.)" (Talmage, Jesus, o Cristo, p , 599.)
(254) Mateus 26:39. "Se ePossiveJ, Passe
de Mlm Este Cilice."
"Deus e imutavel, o mcsmo acontece as suas leis, em to-
da a sua forma e aplicacOes, sendo elc a essencia da lei, seu
doador e sustentador, todas as leis sao eternas em todas as suas
operac0es...
"Portanto, a lei da expiac;llo tinha que ser cumprida como
todas as outras, ~ois Deus nllo poderia ser Deus sem cumpri-
la.
" Jesus disse: 'Se epossivel, passa de mim este catice.' mas
niio foi possivel, pois significaria violar a lei, e ele teve que
tornil-lo, A expiac;ao tern que ser feita, um Deus precisa ser sa-
crificado. Nenhum poder do mundo pode resistira lei de Deus.
Ela eonipresente, onipotente, existe por toda parte e em todas
as coisas..." (Taylor, The Mediation and Atornement, pp.
168-69.)
(25-S) Que Acontec:eu no Getsemalli?
"Onde e em que circunstiincias o Filho de Deus fez o sacrifi-
cio e.xpiatorio? Foi na cruz do Calvario ou no Getsemani? E
para a cruz de Cristo que a maioria dos cristllos olha, quando
focaliza sua atencao na expia~ilo infinita e eterna. Certamente
o sacrificio de nosso Senhor foi consumado quando ele foi er-
guido na cruz pelos homens, e tambem essa parte de sua vida e
sofrimento emais dramtuica e talvez mais comovente. Mas, na
realidade, adore sofrimento, o triunfo egrandeza da expia<;ilo
ocorreram em primeiro Iugar no Getsemani.
"Foi ali que Jesus tomou sobre si os pecados do mundo sob
condi<;llo do arrependimento. Foi ali que ele sofreu mais do
que o poder humano poderia suportar. Foi ali que exsudou
grandes gotas de sangue por todos os poros. Foi no Getsemani
que sentiu uma angustia tclo grande, que estava disposto a dei-
xar que passasse dele aquela amarga taca, e ali tambem ele fez
sua escolha final de cumprir a vontade do Pai. Foi ali que urn
anjo desceu dos d:us para fortalece-lo em scu maior momento
de provacao. Muitas pessoas haviam sido crucificadas, e eex-
tremo o tormento e dor desse tipo de puni<;llo, mas somente
uma pessoa. que era o filho de Deus, curvou-se sob o jugo da
atlicao que se abateu sobre ele naquela noite tenebrosa, naque-
la noite em que ele desceu abaixo de todas as coisas ao
preparar-se para subir acima de todas as coisas. (McConkie.
DNTC. Vol I. pp. 774-75.}
(25-6) Ate que Ponto a Expia~o Fol
Consumada no jardim dO' Getsemani?
"Deixa-nos a impressao de que, alem do horrlvel sofrimento
caracteristico da Grucificacllo, a agonia do Getsemani havia
voltado, intensificada alem da capacidade humana de super-
tar. Naquela hora mais pungente, o Cristo agonizante estava
s6, da maneira mais terrivelmente real. A fim de que o supre-
mo sacrincio do Filho pudesse consumar-se em toda a sua ple-
nitude, o Pai parece ter retirado o apoio de sua presen~a ime-
diata, deixando ao Sai'.(ador dos homens a gloria da completa
vitoria sobre as for~as do pecado e da morte.''(Talmage, Je-
sus, o Cristo, p. 638.)
Quando o Salvador exclamou triunfantememe! "Esta con-
sumado" (JoAo 19:30}, ele soube que o seu sacrificio expiatO-
rio havia sido aceito pelo Pai. (Ver Joao 19:28.)
''Por mais doce e bem-vindo que pudesse ter sido o alivio da
morte, em qualquer dos estagios anteriores de seu sofrimento
desde o Getsemani ate a cruz, ele havia vivido ate que todas as
coisas que dele haviam sido requeridas fossem executadas."
(Talmage, Jesus, o Cristo, p. 639.)
(25-7) Lucas 22:44."E, Posto em Agonla, Orava
Mais lntensamente.
"Que exemplo pcrfeito! Embora fosse o filho de Deus. ate
mesmo ele, apos fortalecer-se atraves de uma minist~llo an-
gelica, ora com renovada re; e naquele momento cresce em
gra~ e chega ao apogeu da unidade com o Pai. Bern falou o
ap6stolo Paulo a respeito dessa hora: '0 qual, nos dias da sua
185
carne, oferecendo, com grande clamor e higrimas. ora~oes e
suplicas ao que o podia Iivrar da morte, foi ouvido quanto ao
que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediencia, por
aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a sera causa
de eterna salvacllo para todos os que Ihe obedecem.' (Hebreus
5 :7-~.)" (McConltie, DNTC, Vol I, p. 776.)
Mas, o que provocou a intensa agonia do Salvador?
"Jesus tinha que retirar o pecado atraves de seu proprio sa-
crificio... E, quando tomou sobre si os pecados de todos e ex-
piou por eles ao sacrificar a si mesmo, caiu sobre ele o peso e
agonia de inumeras geracoes. a indescritlvel aflicao provenien-
te desse grande sacrificio expiat6rio em que ele assumiu os pe-
cados do mundo e fez recair sobre si as conseqU8ncias de uma
lei eterna de Deus violada pelo homem. Foi isto que originou
sua profunda agonia, sua inenarn'lvel angilstia, sua avassala-
dora tortura, as quais teve de sofrer, obedecendo ao decreto
eterno que o estabelecera como Jeova, e para cumprir os requj-
sitos de uma lei inexoravel.
•'0 sofrimento do Filho de Deus nilo foi provocado simples-
mente pela angustia de sua propria morte; pois, ao assumir a
posicllo de expiar pelos pecados do mundo, suportou o peso, a
responsabilidade e o fardo das transgrcssoes de todos os ho-
mens, urn fato que nos, humanos. nilo conseguimos com-
preender...
"Gemendo sob o peso concentrado, a pressllo intensa e in-
compreenslvel, a ex.ig~ncia terrivel da justica divina, diante da
qual a fragil humanidade procura esconder-se, ao sentir essa
agonia ele exsudou grandes gotas de sangue e foi movido a ex-
damar: 'Pai, see posslvel, passa de mim este calice.' Ele lutara
com esse fardo extraordinario no deserto. Combatera os pode-
res das trevas que haviam caido sobre ele naquela ocasillo. Co-
locado abaixo de todas as coisas, com a mente sobrecarregada
de agonia e dor, solitario e aparentemente desamparado e es-
quecido, naquele momento de agonia verteu sangue por todos
os poros.'' (Taylor, The Mediation and Atonement, pp. 149-
50.)
(ZS-8) Lucas 22:44."E Seu Suor 'Iornou-se em
Grandes Gotas de Sangue, Que Corrlam
Ate o Chao.
"A agonia de Cristo no jardjm einsondavel para a mente fi-
nita, tanto em intensidade quanto em causa. 0 pensamento de
que ele sofria por temor da morte einsustentavel. A morte pa-
ra ele era antecedente aressurreicllo e ao retorno triunfaJ ao
Pai de onde havia vindo, e a urn estado de gloria ainda mais
elevado que o possuido antes; e ainda mais, estava em seu po-
der dar, voluntariamente, a sua vida. Ele lutara e gemera sob
uma carga tal que nenhum outro ser vivente sobre a terra po-
deria nem mesmo conceber fosse posslvel. Nllo se tratava de
dor flsica, nem apenas de angustia mental, que o fizera sofrer
tonura tllo grande ate produzir a extrusllo de sengue de todos
os seus poros, mas sim de uma agonia da alma, de tal magnitu-
de, que somente Deus seria capaz de experimentar. Nenhum
outro homem, por maiores que fossem seus poderes de resis-
tencia fisica e mental, poderia ter sofrido assim; porque seu or-
ganismo humano teria sucumbido asincope, trazendo a in-
conscii!ncia e o aben~oado oblivio. Naquela hora de angustia,
Cristo enfrentou e venceu todos os horrores que Satanas, 'o
principe deste mundo', poderia infligir. A espantosa !uta, rela-
tiva as tentacoes que sucederam ao batismo do Senhor, foi su-
perada e eclipsada por essa suprema disputa com os poderes
do mal.
De alguma forma, verdadeira e terrivelmente real, ainda que
incompreensivel para o homem, o Salvador tomou sobre si
mesmo a carga dos pecados da humanidade desde Adllo ate o
final do mundo." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 592.)
.tlontos a .tlonbtrar
0 SIGNIFICADO DO GETSEMANI
Descendo as encostas do monte dos 0/iveiras, quase na
base de uma ravina, encontra-se umjardim ou pomar, cha-
mado Getslmani. 0 nome significa "prensa de azeite":
provavelmente refere-se a uma insta/af40 existente no Iugar
para extr(lf4o do oleo dos oliveiras ali cultivadas. Distava
aproximadomente quinhentos metros das muralhasdo cida-
de e era um local defreqUente isolamento ulilizado porJe-
sus e seus apostolos.
Qullndo o cortejo chegou ao jardim, Jesus disse a oito
dos onze apostolos: "Assentai-vos aqui, enquanto vou
a/em orar. " (Mateus 26:36.) EntDo, tom(liJdo consigo Pe-
dro, Tiago e Jo/Jo - que estiveram consigo no monte da
TraM.figurtlf4o - entrou no }ardim. Sua horahavia chega-
do. As instTUfiJes que deu aostris ap{)stolosforam brevese
profeticas: ''A minhaalma est6 cheia de tristeza atea mor-
te; jicoi aqui e ve/ai por mim."(Mateus 26:38.) "Orai para
que natJ entreis em tentafDO. "(Lucas 22:40.) Ent4o Jesus
apartou-se deles cerca de "um tiro depedro" (aproximarta-
mente uns30 metros) e "pondo-sedejotlhos, orava."(Ma-
teus 26:39.) Suplicando prostrado, nosso Senhor orou:
"Abo, Poi, todos as coisas te s4o possfveis; afasta de mim
este c61ice; n4o seja, porem, o que eu quero, mas o que tu
quens. " (Marcos U:36.)
lnterrompemosaqui este relato e deixamos esta cena por
186
alguns momentos. Para que compreenda o /amento de nos-
so Senhor e Deus, que rogou aseu Poi que afastasse dele o
"c6/ice" (ou 0 fordo que /he sobreviera), e necessaria que
tenha em mente alguma ideia de seu peso espiritual. 0 prO-
prio Redentor nos deu uma descrifilo vfvida numa revela-
rDo modema dada a Joseph Smith. Sublinheapassagem da
maneira indicada e cruze a referenda com seu texto no No-
vo Testamento.
Assim, ordeno outra vez que te arrepen-
das, para que eu n6o te humilhe com o meu
poder onipotente,· que confesses os teus pe-
cados, para que nao sofras os castigos de
que tenho falado, os quais experimentaste
em pequenissima, sim, em infima propor-
cao, quando rerirei o meu Esplrito. [D&.C
19:20].
A revelar4o destinava-se a Martin Harris, que havia sido
respons6vel pela perda de 116 paginas da tradufiJO manus-
crita dos registros nefltas. Foi somellle depois de haver-se
arrependidoprofundamente quese tornou umadas tr~s tes-
temunhas. Nesta ocasillo, o Senhor ordenou que Martin
Harris se arrependesse de suas transgresslJes, ou seria puni-
do com a mesma aflifiJO que o Salvador sofrera no Getse-
mani, aqual "experimentaste empequenlssima, sim, em In-
fima proporriio, quando retirei o meu Esplrito."
A mile de Joseph Smith nos da um relato da angU.stia que
Martins Harris sentiu, quando o Esplrito dele se qfastou.
"Depois que Joseph se alimehtou, ele nos pediu que
mandassemos chamar imediatamente o Sr. Harris, o quefl-
~emos sem demora. Comeramos a preparar o desjejum pa-
ra a familia, e supunhamos que o Sr. Harris chegaria logo
que a refeirDo estivesse pronto, em tempo de toma-la co-
nosco, pois quando era chamado, ele geralmente vinha o
mais rapido que podia. Servimos a mesa tis oilo horas, e o
esperavamos a coda momento. Aguardamos ate as nove. e
ele nDo veio, ate as dez e as onze- ele nilo apareceu. Po-
rem ao meio-dia e meia, vimo-/o encaminhar-se Iento e pen-
sativamente para a casa, cabisbaixo e sem levantar o ol/lar
do chiJo. Ao chegar ao port4o, ele parou, ·e ao inves de
lransp6-lo, subiu na cerca ejicou sentado 16 durante a/gum
tempo, com a aba do chapeu abaixada ate os olhos. Um
pouco depois ele entrou em coso, entiiosentamosamesaeo
Sr. Harris conosco. Pegou na m4o afacaeo garfo comose
fosse usa-los, mas imediatamente deixou-os no Iugar.
Hyrum observou esse gesto e disse: 'Martin, por que nilo
comes? Esttis enfermo?' Nisso o Sr. Harris, levando as
mi1os ds temporas, exclamou em um tom de profunda an-
gustia: Oh, Perdi a minha alma! Perdl a minha alma!
"Joseph, que ate aquele momento nilo havia exprtSSildo
os seus temores, levantou-se da meso, exclamando: 'Mar-
tin, perdeste o manuscrito? QuebrtlSte o teu juram•nto e
trouxeste a condenafilOsobrea minha Cti/Jerll e tambtm so-
bre a tua?
"Sim, eu o perdi, ' respondeu Martin, 'e nilo sei onde. '
"'Oh, meu Deus!" disse Joseph, segurando as m/Jos de
Martin. 'Tudo estd perdido! Tudo est6 perdido! Que farei
agora? Pequei- fui eu quem fez Ctlir sobre n6s a ira de
Deus. Devia ter-me sotisfeito com a primelra resposta qw
recebi do Senhor; pois ele me disse que n/Jo eraseguro per-
milirque o manuscritosolsse de meu[JO<kr. 'Echoroue&e-
meu, caminhando continuamente de um /ado para outro.
'Depois de a/gum tempo, eledisse aMartin que voltassee
procurasse novamente.
'NIJo', dlsse ele, 'sera tudo em v/Jo; poisjd ~rqfunchei
em camas, travesseiros e sei que n/Jo esta 16. '
'Ent/Jo devo eu voltar com uma hist6ria como esso?'dis-
se Joseph. NIJo ousarei. Quedirei ao Senhor~ Que reprova-
f/10 sou digno de receber do anjo do Altlssiino?
"'Supliquei que n4o chorasse mais, pois talvez o Senhor
o perdoasse, depois que se humilhasse e arrependesse du-
rante a/gum tempo. Mas que podia fazer para confortti-lo,
quando ele via toda a jamflia na mesma situar/Jo que ele,
pois soiUfOS, gemidos e as mais amargas lamenta¢es en-
chiam a casa por todo /ado. Todavia, Joseph estava mais
angustiado que o.s demais, pois entendla melhor as conse-
qiJincias da desobedilncia. Ele continuou aandarde um /a-
do para o outro, chorando e tomado de grande qfliriJo, ate
o anoilecer, quando, cedendo d persuas4o, ac«Jeu em
alimentar-se um pouco...
"Recordo muito bem aquele dia de trevas tanto interior
como exteriores. Para n6s, pelo menos, os c:eus pareciam
haver-se escurecido e a terra 5e revestidode tristeza. Sempre
tenho dito a mim mesma que, se um castigo contfnuo tilo
severo quanto o que sentimos naque/a ocasiilojosseinjligi-
do aos indivlduos mais in/quos que chegaram diante dope-
destal do Altlssimo, mesmo que~ cast/go nilofosse mais
intenso, eu sentiria a mais profunda pwdade por eles. "
(Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith, pp. 127-32,
Italicos adicionados.)
187
Estata imagem de um homem mortal quesentiu "em In-
fima proporr4o" o qfastamento do Espfrlto do Senhor. A
maioria das pessoas, sen/Jo todas, )6 sentiram o mesmo ate
certo grau. V~e pode identijicar-se a uma destassitu~c1es:
• Um amigo ofendeu-o. Houve troca de palavras
dsperas e vocl jicou magoado, resultando dis.so
ressentimento.spessoaise o jim de uma velhaami-
Ulde. Vod n6o consegue conciliar o sono, pois
niJo pode esquecer o incidente.
• Vod sempre se orgulhou de seu conhecimento do
Eva(lgelho. Uma.outra pessoa contestou alguns
de seuspontos de vista. Voa! dejendeu asuaposi-
rilo e prestou-lhe seu testemunho. 0 Esplrito do
Senhor, entretanto, n/Jo apoiou suas palavras e
voce sentiu-se desomparado.
• Voce trabalhou diversas horaspara completar um
lmportante projeto. De a/gum modo - voce n/Jo
sabecomo aconteceu - o trabalhojicou mancha-
do de tinta e terti que jaze-/o novamente. Vod
zangou-se, joi tomado de um acesso de ira e
desabqfou-a com umaserie de palavras obsCenas.
Quando conseguiu se acalmar, jicou tiflilo, pois
sobia que ofendera o Senhor.
Algumas experiencias semelhantes )6 the angustiaiam a
alma? 0 Presidente Joseph Fielding Smith exemplijicou tal
sofrimento da seguinte maneira:
"Tenho sobido de homens, e muito.s deles vieram a mim
- indivlduo.sfortes, grandes e vigorosos - ·socudido.spelo
tormento mental de seus pecados, querendosoberda possi-
bi/idode de conseguirem algum a/Jvio. Vkram a mim com
angU.stia na alma. For Ye Are Bought With a Price" Spee-
ches o!the Year, 1957, p. 5.)
Se pode rteordar-se de pelo meno.s uma ocasi/Jo de sua
propria vida em que sentiu vivamente o Espfrito do Sehhor;,
qfastar-se de vod e o sofrimento que 'sentiu naquele mo-
menta, entilo pode comerar a ter um breve lampejo do sig-
nijiCtldO do que sentiu o Salvador. Voltemos agora, com
bpstante reverencia, para aceM quesepassano Getsemani.
Prostrado ao solo estava o pr6prio filho de Deus, nilo
um simples mortal. Em grande agonia, ele clamou ao Pai.
Sua ora~ao joi ouvida, pois "apareceu-lhe um anjo do ceu
que o con.fortava. E, posto em agonia, orava mais intenso-
nwnt~. E sn~ suor tornou-se em grandes gotas de songu~.
que corrillm 1111 o chilo." (Lucas 12:43,44. ltdlicos adicio-
IUidos.)
A agoni11 continuou ate a noire. Os tres ap6stolos qu~
preanciaram o seu excruciante sojrimento, finalmente ren-
tkram-se ao ca~o e adormeceram. Jesus voltou a eles e
pn'gU~tlou-lhes: "Entdo nem uma hora pudestes velar co-
mlgo? V"tgilli e orai, para que niJo entreis em tentar4o. "
(MalftiS 26:40, 41.) Os ap{Jstolos nada responderam, e o
Stl/Wldor disse-lhes: "0 esplrito, na verdade, estd pronto,
m4S o carne i/raca. "(Marcos 14:38; Marcos 14;43, Vers4o
INJpirrJdo.) Retornando novamente asua solitario agonio,
OI'OU. diundo: "Poi, se este calice n4o pode passor de mim
2111 eu o beber, laro-se a tua vontode. " (Mateus 26:41.)
Uma Sl!gJDidJI vet retornou, procurando um pouco de des·
canso, ou tlllvet cDnsolo, e achou-os outra vez dormindo,
''porque M seus olhos estavam carregados" e ndo sobiam
qfM! l'f!S{JOndtr-lhe. (Marcos 14:40.) Uma terceira vez ele
orou, "diundo as mesmas palavras" (Mateus 26:44.) En-
tlo, voltt~ndo novamente para junto dos tres, Jesus disse:
,.Dormi agora, e repousai; eis que e chegada a hora, e o Fi-
llto do Homem ser6 entregue nas mDos dos pecadores."
(Milieus 26:45,46.)
Jesus, juntamente com os trb que haviam seguido com
~aN ojot'dim, reuniu-senovamenteaos outros ap6stolos.
Nosstz mmte tenta agora compreender o que nos parea
~vel: Como pode um Deussofrer t4ofant6stica
agonit~? 0 que a provocou? Que significa? Quando reuni-
mos o que o Senhor nos revelou a respeito de seu sacriflcio
itVlnito, com~amos a ter um lampejo do que elesignif~eou
ptUG 116s.
Ttmas aprendido, atraves de nossas proprios experiln-
citl6, sobrf{ o.ntt~do miseravelprovocado pelo aj'astamento
do Esplrito. 0 rei &njamim fa/ou vividamente a respeito
disso nas segulntes palavras:
Uill Mosill 2:38 e Mosias 3:25-17.
0 Presitknte Joseph Fielding Smith resumiu esse ensina-
IJWIItO no seguinte declara~do:
"Creio que n4o existe um s6 de n6s que tenha feito algo
emxioe logo ap6sn4ose tenha arrependido e desejado n4o
tl-lo feito. Ent4o nossa consciencia nos acusa, e nos senti-
mospro/Wtdllmente misertiveis. J6 passaramporuma expe-
rilncio semelhante? Eu }6... Mas aqui vemos o Filho rh
188
Deus carregando o fordo das minhas transgresslJes, das
suas transgresslJes e de todas as a/mas que receberam o
Evangelho de Jesus Cristo... ele carregou o fordo em seus
ombros - nosso fordo. Eu acrescentei a/go a ele, e vocls
tambem. 0 mesmo fez toda a humanidade. Ele tomou-o
sobresipara pagar o pre~o. para que eupudesse escapar-
para que voces pudessem livrar-se - do castigo que mere-
cemos, sob a condi~Oo de que aceitemos o Evangelho e se-
jomos verdadeiros e jieis a ele." ("Fall, Atonement, Res-
surrection, Sacrament," Discurso proferido no Universida-
de de Utah para o lnstituto de Religiilo de Soft Lake, em 14
de janeiro de 1961, p. 8.)
Para compreender melhor a impressionante agonia de
nosso Senhor, examine cuidadosamente asseguintes passa-
gens escriturlsticas. A primeira diz respeilo ao testemunho
do proprio Salvador concernenteaossojrimentosquepade-
ceu.
D&C 19:15-20
Cruze a referencia com Lucas 21:44 e Mosias 3:7.
Nenhum sermortalpoderia ter suportado talpadecimen-
to, mas Jesus n4o era um simples mortal. Sua capacidade
de resistenc/a era constitulda de todasas investidasmentais,
j[sicas e espirituais que recebera de seus progenitores: de
um /ado, um ser inf'mito e eterno - Deus, o Poi,· do outro
um ser mortal e sujeito d enfermidade - Maria. Sua capa-
cidade de suportar a dor excruciante, "mais do que o ho-
mem poderia", tornara-se posslvel, porque era o unico ser
nascido no mundo que era inflnito e eterno, e que tambem
tinha o poder de entregar sua vida, se assim o desejasse.
Leia 2 Nefl9:7,· Alma 34:/Q-14; Jodo 10:17,18
0 Elder James E. Talmage escreveu que essa "agonia de
alma erade tal magnitude, quesomenteDeusseria capaz de
experimentor. Nenhum outro homem, pormaiores quefos-
sem seus poderes de resistencio /fsica e mental, poderia ter
sofrido assim; porque seu organismo humono feria sucum-
bido. " (Jesus, o Cristo, p. 592.)
Ao consolar o Profeta no cadeia de Liberty, o Senhor
lembrou a Joseph Smith que:
"Se as proprias mandfbulas do inferno escancararem a
sua boca contra ti...
"0 Filho do Homem sujeitou-se a todas elas. Es tu maior
do que ele?"
Ao afUllistlr o qwj6 I~ que resistir, e ao rejletir a res-
peito dllS ocasliJesem quesentiu "em Infima proporriJo" a
QIWistiD tk ter perdido seu Espfrito, kmb~ e ~wrencie
aqwle ser com qwm vod fez o convlnio de "record6-lo
sempre".
Ei.s aqui mai.s outro conceito. A hi.st6ria do humanidade
inlciou com o exfllo de Ad4o e EWI do jardlm do &len, lo-
Cfl/emqueo homemst$l!piii'OU deDells. 0 climaxdll hist6-
rl4 da hum1111idatk tamblm ocorreunumjardim. 0 aconte-
clmenlo daquela noire, hd doll mil QlfOS pDSSQdos. propor-
cionou a ctldll t~Gcendente tk Adllo a oportwtidtltk de vol-
189
tar apresenra de seu Pai Etemo. sob condiriJo do turt!pen-
dimento pes$0(1/. Desse modo, o braro da misericOrdia se
estendeu, os exilados errantes foram trtU)dos de volta ao-
lar, efoi restabelecido o ~l«ionamento com /hus, rompi-
do quefora no tden. t uto 0 quesignifiro 0 Getsbnani. 0
que sente ao meditarsob~ o que Jesusfez por vod? Voci
sente, como sugere o hino, "Assombro me causa, o amor
que me d6 Jesus"? Ao rejletir em seus pecados, pode W!T
agora que exi.ste algu~m que /he pode dar o perdiJo e a paz.?
0 convenio do sacramento ser-lhe-11 mai.s significativo ao
prometer "recorda-lo sempre e guardar os mandamentos
que ele lhes deu"?
i
'li~ A Trai~ao 26:47-50 14:.43-45 22:47-48 18:3·
-~ A Prisao 26:50-56 14:46-52 22:49:53 18:1(
~
~ Jesus Diante 18:1:
~ de Am'ls. 19:2~
~
Jesus e Enviadoa Caifas 26:57,58 14:53-54 22:54 18:2~
0 lnquerito Durante a Noite 26:59-66 14:55-64
Jesus e Maltratado. 26:67,68 14:65 22:63-65
Pedro Nega a 26:69-75 22:55-62
18: I!
SAMARIA Jesus.
14:66-72
25-2i
Julgamento e 27:1,2 15: I
22:66-71;
Condena<;ao. 23:1
A Morte de Judas. 27:3-10
Jesus Diante de Pilatos. 27:11-14 15:2-5 23:2-5 18:21
Jerusalem Jesus Diante de Herodes 23:6-12
• Novamente Diante de Pilatos. 27:15-23 15:6-14 23:13-23 18:3!
Barrabas eLibertado. 27:26-30 15:15-19 23:25 19:1-
Pilatos Sentencia a Jesus 27:24,25 23:24 19:4-
A Jornada ao 27:31-34 15:20-23
23:26-33 19:1t
Calvario 38 25,27,28
A lnscri<;ao 27:37 15:26 23:38 19: I~
Primeira Declaracao na Cruz. 23:34
Os Soldados Dividem as Vestes de Jesus 27:35,36 15:24 23:34 19:2:
A Zombaria e o Escarnio. 27:39-44 15:29-32 23:35-37
Segunda Declaracao na Cruz 23:39-43
Terceira Declaracao. 19:2.
As Trevas Cobrem a Terra. 27:45 15:33 23:44,45
Quarta Declaracao 27:46,47 15:34,35
Quinta Declaracao 27:48,49 15:36 19:2:
Sexta Declaracao 19:31
Setima e Ultima Declaracao. 27:50 15:37 23:46 19:31
0 Testemunho do Centuriao. 27:5 I,54-56 15:38-41 23:45, 47-49
0 Lado de Jesus e Transpassado. 19:3
0 Sepultamento. 27:57-61 15:42-47 23:50-56 19:3
~itulo 26
26
''J}ao adjo culpa alguma neste
bommf'
TEMA:
Nenhuma outra ocasiao do ministerio de Jesus Cristo evi-
dencia a magnitude de seu carater como no ultimo dia de sua
vida, em que ele deixou um exemplo a ser seguido por todos os
seus disclpulos.
INTRODU~AO
Como um ser mortal, v~ ni1o pode entenderplenamen-
te o significado dos sofrimentos, a afli~4o e angristia da al-
ma queJesussuportou nojardim do Oetslmani; poisquale
o mortal que poderia compreender aintensldade da dorIf-
sica mental e espiritual que o Salvador sojreu ao tamar sa-
bresi mesmo o castigo e o remorso pelospecados de toda a
human/dade? Mas voce podera entender, pelo menos par-
cialmtnte, e o relato do Salvador (he da um lampe}o do que
ele experimentou no Oetslmani. 0 Senhor disse o seguinte
ao Profeta Joseph Smith a respeito do que sojreu naq'"la
hora:
"SofritMnto que I'J'U! Jn, mesmo sendo Deus, o mais
grandioso de todos, tremer de dor e sangrar por todos os
poros,sojrer, tanto corporal como espiritualmente - tkse-
jar n4o ter de beber a amarga tara e recuar.
"Todavia, gl6ri4 ao Pai, eu tomei da ta~a e terminei.as
prepararlJes que frzera para os fllhos dos homens. (D&.C
19:/8,19.)
Somente um Deus podera compreender ou suportarple-
namente a tribula~iJo daquela hora no Getslmani.
191
Agora voci ter6 a oportunidade de examinar arrairi1o de
Judas; o julgamento do Salvador diante dos lfderes dos ju-
deus eperame Pilatos, e aagoniafinal no Calvaria. Duran-
11 me estudo, voci compreendera o que osjudeus sentiam
pelo domlnio romano. Poder6 tamblm identif~ear muitas
ilegalidades ocorridas no julgamento de Jesus e entender
por que os /lderes judeus conseguiram conveneer Pilatos a
autoril.llr a execur4o do Mestre, quando o Salvador era re-
conhecido como inocente de qua/quer crime. Yael apren-
der6 aidentjflCOrassete declartlflJes ~ JesusIn na Cruze
uplicar (1) como evidenciam elas a magnanimidade do Se-
nhor para com osseus executores romanos,· (2) suapreocu-
parDo pelos outros, entre os quaisse encontrava uma d~
/ada mDe,· e (3) sua resign~Do volunt6ria a sojrer a morte
jlsica. Mas, o que emais importante, voci ter6 a oportunt-
dJzde de au~ntar o amor quesente porJesus easua deter-
mintlfDo de viverpara serdigno doS«rijlcio ~ ele/ez.por
vocl.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
1&2 Saindo do cenaculo e dirigindo-se para o Getsema-
ni, os disdpulos e Jesus encaminharam-se para urn
pomar, ou horto das oliveiras, onde o Senhor so-
freu em agonia ate suar grandes gotas de sangue.
Voltando-se para Pedro, Tiago eJoAo, que se acha-
vam adormecidos, Jesus proferiu algumas palavras
que eram a mais clara evidencia de que ele sabia o
que estava para lhe ocorrer, antes que seu ministe-
rio mortal chegasse ao fim. ''Dormi agora, e repou-
sai; eis que echegada a hora, e o Filho do homem
sera entregue nas mllos dos pecadores. Levantai-
3
4&5
VOS, partamos; eis que echegado 0 QUe me trai."
Nisso chegou Judas, e com ele grande multidilo com
espadas e varapaus; e ele traiu a Jesus com um beijo.
"Eies Jan~ milo de Jesus eo prenderam." (Ma-
teus 26:36-56; Marcos 14:32-52; Lucas 22:40-53;
Jollo 18:1-12.)
Traido, preso, amarrado, esqueeido e sozinho, Je-
sus foi levado no meio da noite pelo vale de Ce-
drom, subindo a encosta adjacente acidade, para a
casa de Anas, a fun de ser interrogado primeira-
mente pelo antigo sumo sacerdote, onde recebeu a
primeira bofetada ultrajante na face. Como aconte-
ceu com todas as injurias que havia sofrido, o Se-
nhor sofreu aque)e ultraje em silencio. Depois dis-
so, ele foi Jevado atraves do patio ate Jose Caifas.
Ali foram apresentadas falsas testemunhas em cu-
jas palavras havia tanta contradi~ilo, que ate mes-
mo os iniquos sacerdotes, demonstrando urn pouco
de dec@ncia, nilo puderarn aceitar seus testemu-
nhos. Apesar de toda ilegalidade e falsidade de tal
julgarnento, Jesus permaneceu diante deles inocen-
te e calado como se fosse para julga-los;ate que,
numa explosllo de c6lera, senAo de fUria, Caifas ex-
clamou: "Nilo respondes coisa alguma ao que estes
dep6em contra ti?". Mas Jesus continuava em si-
lencio. Insistindo, o sumo saoerdote disse-lhe:
" Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu es o
Cristo, o Filho de Deus." Jesus respondeu: "Tu o
disseste..." Entilo Caifas exlamou: "Blasfemou.,
Os infames membros do sinedrio que se achavam
presentes responderam:" "E reu de morte!" A
partir daquele momento, cuspiram-lhe no rosto,
esbofetearam-no e o injuriaram. Nllo demorou
muito e o galo cantou pelaterceira vez." E virando-
se o Senhor, olhou para Pedro... E, saindo Pedio
para fora, chorou amargamente." "E, chegando a
manhll., todos os principes dos sacerdotes e ancilos
do povo forrnavam juntamente conselho contra Je-
sus, para o matarem; e manietando-o, o levaram e
entregaram ao presidente P8ncio Pilatos.'' (Mateus
26:57-75; 27:1-2; Marcos 14:53-71; 15:1; Lucas
22:54-71; Joao 18:13-27.)
Primeiro diante de Pilatos, depois de Herodes, e
novamente diante de Pilatos, o Senbor sofreu a in·
descritivel ofensa e injuria de urn inquerito ilegal e
irregular. Entllo Pilatos perguntou a multidllo:
"Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?" Pois ele
sabia que os principais dos sacerdotes o havia en-
tregue por inveja. Mas eles incitaram o povo para
192
que ele soltasse Barrabas. E Pilatos, respondendo,
disse-lhes outra vez: "Que querels pois que fa~a da-
quele a quem chamais Reis dos Judeus?" E eles tor-
naram a clamar: Crucifica-o." E assim, para satis-
fazer amultidllo, Pilatos ordenou que o Senhor
fosse a~oitado com urn chicote feito de diversas ti-
ras cheias de peda~s de metal e ossos pontiagu-
dos, e entregou-o para ser crucificado. (Mateus
27:11-25; Marcos 15:2-19; Lucas 23:2-25; Jollo
18:28-40; 19: 1~16.)
6 For~ado a carregar sua propria cruz ate que nllo
mais suportasse o seu peso, Jesus foi levado ao Cal-
vano. onde OS soldados romanos transpassaram-lhe
as mllos, pulsos e pes com cravos, fixando, desse
modo, seu corpo acruz. Ali ele ficou pregado em
constante agonia, sofrendo a dor, sede e escarnio,
sem ter ninguem paraconsola-lo ou aliviar-lhe a an-
g(lstia fisica, mental e espiritual. Entllo, depois de
haver passado aquela ultima experiencia com o su-
plicio no Getsemani, ele clamol.l em alta voz. dizen-
do: "Estil consumado." "Pai, em tuas milos entre-
goo meu espirito.' ' 0 Senhor Jesus Cristo havia
morrido por toda a humanidade. Nisso chegou Jose
de Arimateia trazendo "urn len~ol fino, e tirando-o
da Cruz, o envolveu nele, e o depositou nurn sepul-
cro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para
a porta do sepulcro." A vida e ministerio mortal de
Jesus Cristo haviam terrninado. (Mateus 27:31-61;
Marcos 15:20-47; Lucas 23:26-56; Jollo 19:16-42.)
«:ommtarfos .Jntttptttatfbos
(26-1) Joio 18:13. Quem Eram
Anise Caifu7
"Cirenio... destituiu Joazar do sumo sacerd6cio... e desig-
nou Ananias, filho de Sete, para ser o sumo sacerdote... (Vale-
rio Grato) destituiu Ananias do sumo sacerd6cio e indicou Is-
mae!, filho de Fabi, em seu Iugar. Dentro de pouco tempo, ele
tambem o removeu e ordenou a Eleazar, fl.lho de Ananias. que
fora o sumo sacerdote anterior; quando este, por sua vez, esta-
va no seu oficio M urn ano, Grato o destituiu e deu o sumo sa-
cerd6cio a Sim!o, fllho de Camito; e quando Simao estava em
seu cargo bA pouco mais de urn ano, Jose Caifas. foi feito seu
sucessor. Oepois que Grato fez todas essas coisas, voltou para
Rorna, ap6s haver habitado durante onze anos na Jud&.
quando, enUlo, PBncio Pilatos veio para sucede-lo." (Joscfo,
Antiquities ofthe Jews, 18:2.1-2.)
Jose Caifas fqi sumo sacerdote durante os anos 18 a 36
A.D., mas Anas continuou a exercer grande parte do controle
politico e religiose sobre os judeus, agindo como substitute do
sumo sacerdote, do presidente do Sinedrio, ou do juiz inquiri-
dor supremo. A riqueza de Anas era imensa, amealhada, pelo
menos em pane, da venda de materiais utilizados nos sacrifi-
cios do templo. (v. Dictionary ofthe Bible. de Hastings, sob o
vocabulo "Annas''; e Dictionary ofthe Bible, ed. revis(a, de
Smith, sob o vocabulo "Annas'1· Jose Caifas foi o sumo sa-
cerdote judeu sob Tiberio [v. Mateus 26:3,57; Joao 11:49;
18:/3,14,24,28; Atos4:6}, e foi indicado para o oficio de sumo
sacerdote por Valerio Grato. [v. Smith, Dicionario, sob o vo-
cabulo "Caiaphas" .) Em JoAo 18:3, Iemos que Jose Caifas era
genre de Anas.
(26-2) Mateus 26:59: 17:1,2. Em Que
Conslstla u Slnedrlo?
0 sinedrio era composto de urn grupo de setenta e urn erudi-
tos, entre os quais se achavam levitas, sacerdotes, escribas, fa-
riseus, saduceus e membros de outras fac~Oes politicas. Na
epoca do Salvador, o Grande Sinedrio era a corte superior de
justi~a judaica eo supremo conselho legislativo de Jerusalem.
Sua funcAo principal era servir de corte suprema, sempre que
era interpretada uma lei judaica. 0 sinedrio reunia-se no pe-
ristilo do templo, nas impressionantes camaras de pedra lavra-
da, onde os membros do conselho se assentavam em semicircu-
lo. 0 reu, vestido de saco, era traz.ido diante do conselho, e se
assim garantissem as acusa~Oes contra o prisioneiro, o sinedrio
tinha autoridade para decretar a penalidade capital para trans-
gressOes que violassem as prhicipais leis judaicas. Todavia, o
conselho nAo tinha autoridade para cumprir a sentenca decre-
tada e executar o prisioneiro, pois a legislacAo romana o proi-
bia de matar urn individuo sem a sancAo do procurador roma-
no. Na epoca de Jesus, a jurisdicAo do sinedrio estendia-se
apenas ate a Judeia; por esse motivo, o conselho nAo tinha po-
deres para prender o Salvador, que pregava na Galileia e Pe-
reia. Todavia, quando Jesus entrou em Jerusalem para a sua
ultima Pascoa, encontrava-se dentro da jurisdicllo do sinedrio,
onde lideres iniquos e inescrupulosos do conselho podiam
prende-lo, forjar uma acusa~<lo de blastemia contra ele e ma-
nipular Pilatos, o governador romano, ;:Jara fazer com que or-
denasse a crucifica~ao.
(26·3) Mateus 26:47-75; Joiio 18:12·14; 19-23.
llegaJidades no Julgamento de Jesus e a
Pretensa Nega!iiO de Pedro.
0 encarceramento, a inquiricAo privada, as acus~oes, a
atua~o do sinedrio, o julgamento, a condena~ao, a sentenca
193
condenat6ria, a qualificavllo dos membros do Grande Sine-
drio para julgar Jesus, eram todos ilegais.
Veja uma avaliacao do julgamento do Senhor em Jesus, o
Cristo, pp.623-25. Para ter uma explicacao a respeito da pre-
tensa negacA.o de Pedro, ver o apendice 0, "Pedro, Meu lr-
mao," pelo.'elder Spencer W. Kimball.
(26-4} Mateus 27:1. Ponclo Pilatos.
Designado no ano 25-26 D.C., no decimo segundo ano do
reinado de Tiberio, Poncio ~ilatos foi o sexto procurador ro-
mano na Judeia e era o governador romano durante a epoca
do ministerio de Cristo. Arbitrario e ansioso de agradar a
Cesar, terminou sua vida politica em dcsgraca. (Ver Smith,
Dictionary, "Pilate, Pontius.")
(26-5) Mateus 27:24. Por Que Pilatos Cedeu
as Exlgencias dos Judeus e Consentiu Que
Jesus Fosse Executado?
"Em total desrespeito pela antipatia dos hebreus contra
imagens e insignias pagAs, ele fizera com que os legionaries en-
trassem em Jerusalem anoite, portando suas aguias e pavi-
lhoes decorados com a efigie do imperador. Para os judeus, es-
se ato fora urna profanacllo da Cidade Santa. Em vastas multi-
dOes, reuniram-se em Cesareia e solicitaram do procurador
que os pavilhOes e outras imagens fossem removidos de Jerusa-
lem. Durante cinco dias, o povo insistiu e Pilatos recusou,
ameacando urna matanca geral, e ficou surpreso de ver que o
povo se oferecia como vitima da espada, antes de renunciar a
sua solicitacao. Pilatos teve que aquiescer. (Josefo, Ant.
XVIII, cap. 3:1, tambem Guerras, Vol. 11, cap. 9:2,3.) Nova-
mente causou ofensa, apropriando-se a forca do Corban, ou
fundos sagrados do temple, para a construcllo de urn aquedu-
to para suprir Jerusalem com agua proveniente dos tanques
de Salomao. Prevendo o protesto publico, fez com que solda-
dos romanos se disfar~assem de judeus, e com armas escondi-
das se misturassem com as multidoes. A urn sinal dado, aque-
les assassinos sacaram de suas armas, e grande numero de in-
defesos judeus foram mortos ou feridos. (Josefo, Ant. XVIII,
Cap. 3:2, e Guerras, Vol. II, cap. 9:3,4.) Noutra ocasiiio, Pila-
tos ofendeu grandemente o povo, instalando em sua residencia
oficial em Jerusalem escudos que haviam sido dedicados a Ti-
berio, e isso "menos para honra do que para aborrecer o povo
judaico."
Uma peticllo assinada pelos oficiais eclesiastlcos da Patria. c
por outros de inllu~ncia, inclusive quatro principes herodia-
nos, foi enviada ao imperador, que repreendeu Pilatos e deter-
minou que os escudos fossem retirados de Jerusalem para Ce-
sareia. (Filon. De Legatione ad Caium; sec. 38).)
AVALIA~AO DA
ANC{JSTIA
DAS BORAS FINAlS
Pilatos envlou Jesus
a Herodes (nao se sabe /!!!..
ao ceno a localiza~ao). 0
Herodes mandou·o de
volta a Pilatos.
Lucas 23:7-1 I.
Jesus foi levado por
alguns momento) a
casa de Anas, e depois
ao sumo sarcedote Caifas.
Jollo I8:16-28.
Local provavel do cenaculo,
onde Jesus e seus ap6stolos
participaram da Ultima Ceia.
Joao 13:17
'
Este mapa descreve a cidade de Jerusalem e os locais
provaveis onde Jesus passou OS ultimos dias de sua vida
mortal. Ao ler a narrativa seguinte, retrate em sua men-
te os eventos que ocorreram naquele dia pungeme, o
"dia dos dias." e sinta a ani9ao daquelas horas finais.
Os numeros constantes·no mapa correspondem aos dos
paragrafos da narrativa.
194
Do pal~io de Pilatos,
Jesus foi levado ao
local da crucifica~llo.
Mateus 27:24-35.
Da casa de Cairas, Jesus
foi levado diante de
Pilatos. Jollo 18:28·38.
D
2
Jesus e onze ap6stolos
dirigiram-se para o jardim
do Getsemani. Mateus
26:36-56.
Esses ultrajes ao sentimento nacional, e muitos atos menos
evidentes de violencia, extorsllo e crueldade, os judeus guarda-
vam contra o procurador. Ele reconhecia que sua posicAo era
insegura, e temia expor-se. Tantos males havia perpetrado
que, quando poderia ter feito o bern, foi impedido pelo medo
covarde do passado acusador. (Talmage, Jesus, o Cristo, pp.
627-28.)
(26-6) Lucas 23:6-11. Cristo Penute Rerodes.
"0 temor que Herodes havia sentido a respeito de Jesus, a
quem supersticiosamente julgara ser a reencam~llo de sua vi-
tima assassinada, Jollo Batista, fora substituido por divertido
interesse, quando vira o tllo famoso Profeta da Galileia amar-
rado Asua frente, vigiado por uma guarda romana e acompa-
nhado por oficiais eclesiasticos. Herodes comecou a interrogar
o Prisioneiro, mas Jesus perrnaneceu em sil@ncio. Os principes
dos sacerdotes e escribas vociferavam, veementemente, suas
acusacOes, mas nenhuma palavra foi pronunciada pelo Se-
nhor. Herodes eo finico personagem hist6rico ao qual Jesus
aplicou urn epiteto pessoal desrespeitoso. "Ide e dizei aquela
raposa," disse ete, certa vez, a alguns fariseus que !he haviam
vindo com a hist6ria de que Herodes pretendia mata-lo. Tanto
quanto sabemos, Herodes foi, mais tarde, distinguido como o
mico ser que viu Cristo face a face, falou-lhe, porem nunca
the ouviu a voz. Para os pecadores penitentes, as mulheres em
prantos, as criancas bulicosas; para os escribas, fariseus, sadu-
ceus e rabis; para o sumo sacerdote perjuro e seu obsequioso e
insolente lacaio, bern como para Pilatos, o pagllo, Cristo tivera
palavras - deconfono ou instru~llo, de advertcncia ou repreen-
sllo, de protesto ou de denuncia; entretanto, para Herodes, a
raposa, ele teve somente desdenhoso e majestoso silendo. Pro-
fundamente melindrado, Herodes passou das perguntas insul-
tosas aos atos de escarnio malevolo. Ele e seus homens de ar-
mas divertiram-se acusta do Cristo sofredor, "desprezaram-
no e, escarnecendo dele," o fantasiaram, "vestiram-no de
uma roupa respJandecente e tornaram a envia-lo' a Pilatos."
Herodes nada havia encontrado em Jesus para justificar a con-
denacao. (Jesus, o Cristo, pp. 614-JS.)
(26.7) Mateus 27:24. 0 Que Pilatos Quls
Dizer Quando Lavou as Mios Dlante dos Judeus?
"Neste ponto (ou talvez antes, conforme indica a Versllo
lnspirada), Pilatos, seguindo o costume judeu relativo a tais
casos (Deut. 21:1-9), executou a cerimonia ritual que lhe era
prescrita para liberta-lo da responsabilidade da morte de Je-
sus." (McConkie, DNTC, Vol. l, p. 810.)
(2.6-8) Joio 19:4-12. "PiJatos Procurava
Soltar Jesus."
"(Nlo vejo nele crime algum.) Jesus einocente. Pilatos sa-
bia disso. Herodes e caifas o sabiam, a turba e SatanAs tam-
195
bern. Mesmo assirn, ele sera considerado cutpado e punido
com a morte.
"(Eis aqui o homeml) 'Pilatos parece ter confiado na Lasti-
mavel aparencia do acoitado e sangrento Cristo para abrandar
os cora~Oes dos Judeus enlouquecidos, mas o efeito fracassou.
Pensai no terrivel fato: um gentio, um pagilo, que nllo co-
nhecia a Deus, rogando aos sacerdotes e ao povo de Israel pela
vida do proprio Senhore Rei deles!' (Talmage, "Jesus, o Cris-
to," p. 618.)
"(Tomai-o v6s, e crucificai-o: porque eu nenhum crime
acho nele.) Pilatos deu a ordem; nenhuma outra pessoa tinhn
esse poder. Ele sentenciou um Homem inocente a sercrucifica-
do e com pJeno conhecimento! Existe melhor exemplo em toda
a hist6ria de um crime judicial?
"Jesus havia sido sentenciado pelo Sinedrio por blasfemia,
um crime judeu; a senten~a de Pilatos foi por sedi~llo, uma
ofensa romana. Agora que fora ordenada a execu~ao do Se-
nhor, os judeus procuravam fazer parecer que Pilatos havia
endossado a condenacAo amorte que eles haviam decretado. A
mencllo que fizeram a ele como "Filho de Deus" aumentou o
temor de Pilatos por haver ordenado uma execu~Ao injusta, e
ele pergunta: 'Es urn homem ou um semideus?' Jesus nada res-
pondeu. Pilatos se irrita, e vangloria-se de poder salvar ou des-
truir Jesus. Entllo nosso Salvador se transforma em juiz e co-
toea Pilatos diante do tribunal de julgamento: 'So tens sobre
mim o poder que a Divina Providencia perrnite; vossa senten~a
~ injusta, porem CaifAs que me cotregou a ti tern maior peca-
do, pois e judeu e conhece a minha origem divina.'
"(PUatos Procurava Soltar Jesus.) Procurou obter o con-
sentimento dos principais dos sacerdotes e escribas para solta-
lo, pois 0 procurador tinha poder, se quisesse usa-to, para sal-
var ou para destruir." (McConkie, DNTC. Vol. I, p. 809.)
(26-9) Mateus 17:2.6-30. Escimlo e
A~oltamento.
"Esse costume brutal, preliminar da morte na cruz, consis-
tia em despir o condenado de suas roupas de cima, amarra-lo a
uma c.oluna e chicoteil-lo com um acoite feito de tiras de couro
guarnecidas de pontas de metal e ossos. Ap6s essa pavorosa
pratica, o torturado saograva, enfraquecia e muitas vezes mor-
ria. Pilatos tentou em vllo fazer com que Jesus fosse alvo da
compaixllo dos judeus, mandando que o acoitassem. Ao ensi-
nar a respeito da necessidade de suportar o castigo, o ap6stolo
Paulo, rememorando essa cena, declarou: "Porque o Senhor
corrige o que ama, e a~oita a qualquer que recebe por fliho.'
(Heb. 12:6.)
''A vista de Pilatos, sua coorte de seiscentos soldados escar-
necem e ridicularizam o Filho de Deus. A capa escarlate, a co-
roa de espinhos, a cana nas m~os do Senhor, a falsa homena-
gem, a clnica aclamacao a Jesus como Rei - todas as atitudes
insplradas pelo diabo que substitulram a reverencia que por di-
reito lhe pertencia - acrescidas da imunda cusparada e violen-
tos bofeti'X:s, retratam urn quadro de grosseira decadencia hu-
mana. Os soldados romanos participaram, assim, do espirito
da turba judaica."(McConkie, DNTC, Vol. I, p. 807.)
(26-10) Mateus 27:31. A Crul.
"A cruz consistia de duas partes, urna forte estaca ou poste
com cerca de 2,40 a 2,75m de altura, que era aftxado ao solo e
um pedaco move( de madeira cruzado (patlbulo), que era leva-
da pelo criminoso ao local deexecucao. Muitas vezes o patibu-
lo era feito de urn s6 pedaco de madeira, mas geralmente con-
sistia de duas traves de madeira ligadas juntas, entre as quais
era preso o pescoco do condenado. Diante dele, seguia urn
arauto portando uma placa em que estava escrita a ofensa, ou
o proprio sentenciado a levava presa por uma corda ao pesco-
co. No local de execucllo, o criminoso era despido e deitado de
costas, e suas mll.os eram pregadas ao patlbulo, depois do que
icavam-no Aposicllo juntamente como infeliz, e prendiam-no
com pregos ou cordas ao poste vertical. 0 corpo da vitima era
sustentado nllo somente pelos pregos que atravessavam as
mllos, mas tambem por urn pequeno pedaco de madeira que
sobressala do poste principal (sedilio)1 sobre o qual o crimino-
so sentava como uma cela. Algumas vezes havia tarnbem urn
suporte para os pes, ao qual eles eram pregados. A tonga ago-
nia da crucificacllo muitas vezes se prolongava durante dias,
quando a morte era provocada pela dor, fome e sede.' (Dum-
melowJ pp. 716-17.)" (McConkie, DNTC, Vol.l, p . 815.}
(16-11) Mateus 27:33; Lucas lJ:J.J.
0 Golgota ou Calvirto.
"0 Iugar da caveira" -A palavra aramaica "Golgotha", a
grega "Kranion", e a latina "Calvaria" (que originou a forma
portuguesa "Calvano"), tern o mesmo significado de ·•cavei-
ra". 0 nome pode ter sido dado com referancia ao aspecto to-
pogrMico,_como fazemos ao falar do cabeco de urn monte; ou
entao, se o Iugar era o costumeiro das execu~Oe&. poderia ser
assirn chamado como indicativo de morte, exatamente como
fazemos ao chamar de caveira o slmbolo da morte. EprovaveJ
que os cadaveres dos condenados executados fossem sepulta-
dos perto do Iugar da morte, e se o 061gota, ou Calvario era o
Iugar designado para as execu~Oes, o desenterramento de ca-
veiras e outros ossos humanos por a~ao dos animais e por ou-
tros meios nllo deveria ser surpreendente, embora o abandono
de cadaveres ou de quaisquer de suas partes sem sepultura fos-
196
se contrfuio alei e ao sentimemo judaicos. A origem do nome
e de t!o pouca importancia quanto as muitas suposicOe~ diver-
gentes a respeito da localizacao exata do Iugar." (Talmage, Je-
sus, & Cristo, pp. 644-45.)
(16-11) Mateus 27:35." E Eles o
Crucifiesram.''
"(Ctuciftxao) - Era unanimente considerada a mais horrlvel
forma de morte. Entre os romanos, tambem a degradacllo fa-
zia parte do castigo, e o castigo s6 era aplicado a homens li-
vres, no caso dos mais hediondos criminosos... 0 criminoso Je-
vava sua pr6pria cruz, ou pelo menos parte dela. Donde figu-
rativamente, tomarJ tomar sobre si, ou /evar a sua propria
cruz significa suportar sojrimento, qfti~lioJ ou vergonha, co-
mo urn criminoso a caminho do Iugar da crucifixao (Mateus
10:38; 16:24; Lucas 14:27. etc.). 0 Iugar de execucao ficava fo-
ra da cidade (I Reis 21:13; Atos 7:58; Hebreus 13:12), geral-
mente em alguma estrada publica ou outro lugar de evidencia.
Chegando ao Iugar da execucao, o padecente era desnudado,
tornando-se as suas vestes propriedades dos soldados. (Mateus
27:35.) A cruz era entllo fincada ao chilo, de maneira que os
pes do condenado ficassem a cerca de meio metro acima da
terra, e ele era icado acruz; ou ent!o estendido sobre ela no
chilo e dal levantado junto com a cruz". Era costumeiro
manterem-se soldados para vigiar a cruz, para evitar que remo-
vessem o padecente enquanto ainda vivo. " lsso era necessaria
em virtude do carater Iento da morte, que as vezes nao sobrevi-
nha antes de tras dias, sendo fmalmente o resultado de gradual
entorpecimento e inani~;llo. Nllo fora por essa guarda, e as pes-
soas poderiam ser descidas e recuperadas, como na realidade
ocorreu com um amigo de Josefo.., Na maioria dos casos,
permitia-se que o corpo se decompusesse na cru~pela a~llo do
sol e da chuva, ou que fosse devorado pelas aves e as feras. Por
isso, a sepultura era geraJmente negada, mas em conseqUencia
de Deut. 21 :22,23, uma expressa excecllo nacional havia sido
feita em favor dos judeus (Mat. 27:58). Esse amaldicoado e
horrendo modo de castigar, felizmente, foi abolido por Cons-
tantino." (Smith's Bible Dictionary) (Talmage, Jesus, o Cris-
to, p. 645.)
(16-13) Maleus 17:35; Salmos 22:18. "Sobre
• Minha TUnica Lao~aram Sortes."
"A profecia messiftnica- 'Repartem entre si os meus vesti-
dos, e lancam sortes sobre a minha tunica.' (Salmos 22: 18)- e
composta de duas partes: (1) Seus vestidos devem ser reparti-
dos entre eles; e (2) sobre a sua tunica ou manto lan~arll.o sor-
tes.
"Os judeus usavam cinco pecas de vestuarios: urn toucado,
sapatos, uma tunica interior, uma tunica exterior e urn cinto.
Essas roupas, de acordo como costume romano, tornavam-se
propriedade dos soldados que executavam a crucifiXio. Havia
quatro soldados no Calvario, e cada urn escolheu uma ~a de
vestuario. No caso de Jesus, a tunica era feita de uma s6 p~a.
aparentemente de 6tima confec~ao, e por isto, os soldados lan-
~aram sortes." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 820.)
T4o importtmtesforam os ewmtos (J$$()Ciados como so-
cri[lcio expitltorlo e a cruclfiX4o, que muitos pro/etas rece-
beram um profundo entendimnrlo do queocorruia duran-
te as ultimas vinte e q~«ttro horas da Yida de Cristo. Um
grande profeta que viveu cerca de setecentos anos t~ntesde
Cristo relatou profeticamente essesellentoscom uma clan-
za incomum. Seu nomeera /sofas, eoprofeciaest6 registra-
da no terceiro cupltulo de sua obrt1, que j reproduzido a~
guir. Lela primeiramenre todo o te.xto, com lxzstante aten·
rao, depols compart t:ada uma das Escrituras relacionada.s
com os versiculossubfinhadoselou entre f)afintesls. Deter-
mine q~«tis as Escrituras quese relacionam com as diverso.s
~ indicQdas e escreva o numero da rtiferenciD escritu-
rlstica aproprlada no esparo em bronco ao /ado da f)ll.SSQ-
gem de /SQku.
I. Atos 8:32-35
1. LIICa.s 23:8-J/
J. Daniel 9:26
Joatl /9:18-30
4. Mateus 27:57-60
5. Jo4o /9:2,18,34
6. Jo4o 19:1
7. I JoDo 2:1,2
8. Marcos I5:28,·
Lucas 23:14
9. Hebma 9:28
Quem deu credito anossa pregacao? e a quem se manifes-
tou o braco do Senhor?
2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz
duma terra seca; nao tinha parecer nem formosura; e, olhando
nos para ele, nenhuma beleza viamos, para que o desejasse-
mos.
3 Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, ho-
mem de dores, e experimentado nos trabalhos: e, como urn de
quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e nio !i-
zemos dele caso algum.
4 Verdadeiramente ele-tomou sobre si as nossas enfermida-
197
~auitulo 26
des, e as nossas dores levou sobre si; e nos o reputamos por
aflito, ferido de Deus, e oprirnido.
5 (Mas ele foi ferido pelas nossas transgressOes, e moido pe-
las nossas iniqUidades); o castigo que nos traz a paz estava so-
bre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados.
6 Todos n6s andamos desgarrados como ovelhas; cada urn
se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a
iniqUidade de n6s todos.
7 Ele foi oprimido, mas nio abriu a sua boca: (como urn
cordeiro foi levado ao matadouro), e, como aovelhamudape-
rante os seus tosquiadores, ele ndo abriu a sua bocu.
8 Da opressao e do juizo foi tirado; e quem contara o tempo
da sua vida? (porquanto foi cortado da terra dos viventes): pe-
la transgressao do meu povo foi ele atingido.
9 E puseram asuasepultura com os fmpios, e com o rico na
sua morte; porquanto nunca fez injustifa, nem houve engano
na sua boca.
10 Todavia, ao Senhor agradou o moe-lo, fazendo-o enfer-
mar; (quando a sua alma se puser por expiacao do pea~do), ve-
ra a sua posteridade, prolongara os dias; eo born prazer do Se-
nhor prosperara na sua mao.
II 0 trabalho da sua alma ele vera, e ficara satisfeito, com o
seu conhecimento o meu servo, o justo, justi!icara a muitos:
porque as iniqtiidades deles levara sobre si.
12 Pelo que lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos
repartira ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na
morte, e foi contado com os trangressores; mas ele levou so-
bre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercede.
(26-14) 0 Carater e Natureza Divina De Jesus
Cristo Considenados Atnaves das Sete
Dec:lana~Oes Que Ele Fez na Cruz.
Poderiamos muito bern estabelecer como regra da natureza
humana o fato de que, quando urn homem alcanca o climax de
sua existencia, urn momento de extremo pengo, dor, em~ao
ou necessidade premente, urn ponto da vida marcado pela imi-
nente destrui~ao ou morte, nessa ocasiio a verdadeira nature-
za de sua alma se torna evidente atraves das declara~<>es que
profere nesse momento cruciante.
Por que? Porque as palavras do homem refletem o intimo
de sua alma. Sua linguagem deixa antever como erealrnente o
seu carater - a qualidade dos seus interesses, sua compaixao,
seu amor - o todo em que ele focaliza e dedica a sua vida, seja
nobre ou mesquinho, corrompido ou exaltado. Ao chegar a es-
se extremo, as profundezas de sua alma si!.o reveladas ao co-
nhecimento de todos; a intensidade momentanea extrai de sua
alma comentarios que refletem o seu interior. Urn glorioso
exemplo dessa regra e a vida de Jesus de Nazare. As suas sete
ultimas declara~oes registradas permitem que 0 mundo inteiro
veja e conhe~a a verdadeira qualidade de seu carater e a natu-
reza divina da sua alma.
Para que voce mesmo po$$0sentira verdodei1't1 qualidade
do caroler do Salvador, leia f! nt.edite pro/undamente nos
seguinres Escrituras q11e contbn as ultimas declarar6es de
Cristo:
Lucas23:3( Jo~o 19:18
Joao 19:30
JofJo 19:26,27
MatetiS 27:46
Como voce talvez p6de observar, estas sete dec/a~
focalit.mn trl$ gnmdes aspectos do Cllrdter e divirtdade do
Senflor. Eles estlio desenvolvidos nas tris designa¢es tk
leitW'a seguimes. Medite.sobre o que efas sign(/fctznt p(lrQ
voci como um disdp.ulo conremporiine() de visto, ados
J)QSSOS prome1eu seguir.
(26-15) A Natureza Compassiva de Jesus.
" ... A primeira palavra que ele proferiu na cruz foi uma pe-
ticao, urn pedido de clemencia no sentido especifico e restrito
do vocabulo. Jesus era o Filho de Deus, e como tal possuia
poder para perdoar os pecados, urn poder que exercera aberta-
mente nos casos adequados. Ver Mateus 9:2-8.
"Mas, naquele momento, ele nilo o exerceu. Ele nao disse
' Perdoados te silo os teus pecados,' como dissera noutra oca-
siilo. Nem pediu ele ao Pai que perdoasse os pecados daqueles
que estavam envolvidos, no sentido de purifica-los do pecado,
para que pudessem qualificar-se a ser membros da igreja ou a
uma heranca celestial. A lei pela qual se obtem tal perdao re-
quer o arrependimento e batismo. Porem, pelo conuario, ele
diz na cruz: 'Pai, nilo lhes imputes esse pecado, pois estilo
cumprindo ordens. Aqueles sobre quem deve cair todo o peso
da culpa silo os seus governadores e conspiradores judeus que
me condenaram. E sobre Caifas e Pilatos que sabem que sou
inocente; estes soldados estilo apenas cumprindo suas ordens.•
198
" Devemos notar que Jesus nilo orou por Judas, que o havia
traldo; nem por Caifas e os principais dos sacerdotes que con-
tra ele conspiraram; ou pelas falsas testemunhas que compro-
meteram suas pr6prias almas perante o Sini:drio e nos tribu-
nais de julgamento romanos; nem par Pilatos e Herodes. que
poderiam te-lo libertado; nem por Lucifer, que com poder e
habilidade persuasiva urdiu todo aquele inlquo processo. To-
das essas pessoas foram deixadas nas milos da Justi~a Eterna
para serem julgadas deacordo com as suas obras. A miseric6r-
dia nilo pode prejudicar a justica; o culpado nao escapa apu-
nicilo simplesmente porque o justo nao apresenta acusacao
formal contra ele.
''Pregado acruz, Jesus esta apenas cumprindo o seu pr6prio
mandamento de perdoar seus inimigos e bendizer os que o
maldizem." (McConkie, DNTC, Vol. I, pp. 818-19.)
(26-16) A preocupacao de Jesus pelo Proximo
"0 Salvador respondeu ao Jadrio que !he pedira que dele se
lembrasse ap6s a morte, dando-lhe toda esperan~a que podia:
"Hoje estaras comigo no paraiso." Isto quer dizer: Hojees-
taras comigo no mundo dos espiritos, onde aprenderas o evan-
gelho e todas as tuas perguntas serilo respondidas. (Ver Smith,
Ensinamentos, p: 301,) Jesus nilo garantiu ao malfeitor a vali-
dade de seu arrependimento na hora final. 0 que ele fez foi re-
conhecer as sementes da fe e do arrependimento que o homem
penitente demonstrou. Como sempre acontecera, o Senhor di-
rigiu todas as suas forcas no sentido de oferecer toda esperan-
ca posslvel a alguem que logo passaria das trevas para a etema
luz. (Ver McConkie, DNTC, Vol. I, p. 823-24.)
A grande preocupa~ilo de Jesus por sua mile, Maria, revela-
se nas circunstancias que envolvem a terceira declar~a.o regis-
trada nas Escrituras.
"Ai restam ainda uns poucos fieis seguidores. De sua tortu-
rada posicllo na desumana cruz, ele ve sua mile e o discipulo
que amava, de pe, a seu !ado. E fala: "Mu1her, eis ai o teu fi-
lho! Depois, di!.Se ao disclpulo: Eis ai tua mile!...(Jollo 19:26·
27.)
" Desde aquela noite terrlvel, em que o tempo parou, a terra
tremeu, e gigantescas montanhas desabaram - sim, atraves dos
anais da Hist6ria, sobre OS secu1os e alem da dimensilo do tem-
po, ainda ecoam suas palavras simples, ainda que divinas:
"Eis Ai Tua Mile", Discursos da Conferencia Geral,
p. 111.)
(26-17) Sua Resignacio Voluntaria a
Sofrer a Morte Flsica.
" Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Ma-
teus 27:46.) Sua seria a escolha. Sua seria a oportunidade. Seu
era o desafio de entregar sua vida voluntariamente. Sem con-
tar com o apoio do Pai, com as dares do Getsemani intensifi-
cadas, o Salvador ficou s6, para que somente ele completasse o
sacrificio expiat6rio e tivesse "a gloria da completa vit6ria so-
bre as for~as do pecado e da morte." (Talmage, Jesus, o Cris-
to. p. 638.} Ele devia resignar-se a entregar voluntariamente
sua propria vida, em resgate de muitos, para que pudessemos
purificar-nos atraves de seu sangue, enos santificarmos ate al-
can~ar urn estado em que novamente poderemos gozar da pre-
senca de nosso pai Celestial.
Apesar de seu grande sofrimento., em nenhuma ocasilo Je~
sus reclamou. Resignado como estava a cumprir a sua grande
missao, em todo o seu padecimento existe apenas urn instante
registrado nas Escrituras em que a sua tortura tisica come~a a
ser impressiva. 0 Elder James E. Talmage disse o seguinte a
respeito desta declaracao.
"0 periodo de abatimento, a sensa~ao de total abandono
logo passou, e as exigencias do corpo se reafiJ:maram. A sede
exasperante. que constituia uma das piores agonias da crucifi-
xao, arrancou dos hibios do Salvador sua (mica express~o re-
gistrada, denotando sofrimento fisico: "Tenho sede", disse
ele. Urn dos que estavam pr6ximos, seromano ou judeu, disci-
pula ou incredulo nao sabemos; rapidamente embebeu uma es-
ponja numa vasilha de vinagre que ali havia, e prendendo-a a
extremidade de uma cana, ou haste de hissopo, levou-a aos !a-
bios febris do Senhor. Outros quiseram impedir esse (mico ato
de rea~ao humana, dizendo: 'Deixai, vejamos se Elias vern
livra-lo." Joao afrrma que Cristo exclamou "Tenho Sede",
somente quando soube "ja todas as coisas estavam termina-
das;" e o apostolo viu no incidente- o cumprimento de uma
profecia." (Jesus, o Cristo, p. 639,)
Jesus viu que tudo estava consumado. Ele havia suportado
ate o fim o sofrimento do Getsemani. a zombaria do julga-
199
~apitulo 26
menta e a dor daquela crucifixao. Ete havia pisado sozinho o
!agar devido asua devo~ao inabalavel avontade do Pai, pois
era movido por urn completo e eterno amor por voce e por to-
da a humanidade, "a qual, sem a sua media~llo, teria perma-
necido na total obscuridade e desejo de progredir, sem jamais
encontrar esperanca. por toda a eternidade." (Hugh B.
Brown, em CR. abril de 1962, p. 108.)
Ao ver que a sua obra como urn ser mortal havia terminado,
so entllo ele disse, com humildade, reverencia, com allvio e
uma resigna~llo emanada de sua propria vontade: " Pai, nas
tuas mao entrego o meu espirito." (Lucas 23:46.) Jesus Cristo
pendeu a cabeca e voluntariamente passou desta existencia pa-
ra a vida futura.
" Jesus, o Cristo, estava morto. Sua vida nao lhe havia sido
tirada, senao na medida em que ele proprio o havia permitido.
Por mais doce e bem-vindo que pudesse ter sido o alivio da
morte, em qualquer dos estagios anteriores de seu sofrimento
desdeo Oetsemani ate a cruz, ele havia vivido ate que todas as
coisas que the haviam sido requeridas fossem executadas. Nes-
tes ultimos dias, a voz do Senhor Jesus tern sido ouvida, decla-
rando a realidade de seu sofrimento e morte, eo eterno propo-
sito alcancado por esse meio. Ouvi suas palavras e prestai-lhe
atencao: "Pois. eis que o Senhor vosso Redentor padeceu a
morte na carne; portanto, sofreu a dor de todos os homens,
para que todos pudesem arrepender-se e vir a ele.'(D&C
18: II.}" (Talmage, Jesus. o Cristo. pp. 639-40.}
Agora que acabou de estudar a respeito do ultimo dia da vi-
da do Salvador registrado nos Escrituras, talvez. este pensa-
mento esteja gravado em sua mente: Porqueele estova dispos-
to a softer tanto por minha causa? Para ter wna respostapar-
ciala essa pergunta, leia I Ne.ti 19:9. 0 que rea/mente significa
saber que Cristo passou por todo esse sofrimento por amar a
voce? Como pode, par sua vez, demonstrar que o ama?
~e~o 6
elf) glorio!lo mini!ltttio na
LicOes
27. "Ele Ressuscitou!".............. .
28. "Eu Sci Que Ele Vive.".......... .
ELE RESSUSCITOU!
Essa foi a mais memonhel ocasilo da
hist6ria. Naquele ga.:>rioso dia, o sepul-
flalt!ltina
cro se abriu, e Jesus levantou dos mor-
tos. As "boas novas" loram proclama-
das primeiramente por arautos angeli-
cos," Ja ressuscitou, n~o esta aqui; eis
aqui o Iugar onde o puseram." (Marcos
16:6.)
Esse evento, obviamente, era sem pre-
cedentes. Outras pessoas, como Lazaro,
haviam sido trazidas a vida; mas fora
uma restauracao a mortalidade, n~o
uma ressurreic~o para a vida eterna. A
Jesus foi concedida a honra de ser "as
primicias dos que dormem." (I Corin-
tios 15:20.) 0 fato daquele evento ja-
mais haver ocorrido anteriormente, jus-
tifica a incredulidade entre seus pr6prios
ap6stolos de que pudesse acontecer se-
melhante ressurreic~o literal. Porem, an-
tes que se passasse o dia da ressurreic~o.
Jesus deixou provas irrefutaveis de que
em Vt'rdade se havia levantado dos mor-
tos. 0 ceticismo desapareceu do corac:to
de seus discipulos quando viram e senti-
ram as feridas de suas mllos, pes e !ado.
Como consta no grafico abaixo, ocorre-
ram pelo menos cinco aparicOes naquele
dia. Entre elas, encontram-se as visita-
cOes a Maria Madalena; as outras mu-
lheres; a Cleofas e seu companheiro no
caminho de Emaus; primeiro somente a
Pedro e depois aos dez ap6stolos no ce-
naculo, quando Tome estava ausente.
Uma semana depois, Jesus apareceu no-
vamente naquele mesmo aposento, nu-
ma ocasillo em que Tome estava presen-
te. Jesus disse-lhe: "POe aqui o teu de-
do, e v@ as minhas m!los; e chega a tua
mao. e mete-a no meu !ado." (Joao
·20:27.) E Tome nilo mais duvidou.
Os Quarenta Diu dt Mlnlsterlo
MA NHA DA
RESSURREI{:AO
Primeiro Dia
da Semana
Uma Semana Depois
ASCENSAO
40 DIAS
APARI<;:OES A:
I. Maria Madalena (de manha cedo).
Marcos 16:9,10; Jo:to 20: 11-17.)
2. Outras mulheres {de manha) (Ma-
teus 28;9)
3. Dois discipulos no caminho de
Emaus (A tarde) (Marcos 16:12; Lucas
24:13-32.)
4. Pedro. (Lucas 24:34.)
5. Aos Dez Ap6stolos em Jerusalem (it
noite). (Lucas 24:36; Joao 20: 19.)
APARI<;:AO A;
6. Aos onze ap6stolos em Jerusalem.
(Marcos 16:14. Jolio 20:26.)
OUTRAS APARI<;:OES A:
7. Aos ap6stolos no Mar da Galileia.
(Joilo 21.)
8. Aos onze ap6stolos numa monta-
nha da Galileia. (Mateus 28:16-18.)
9. A quinhentos irm!los numa so vez.
(I Corio~ios 15:6.)
10. A Tiago (I Corlntios 15:7.)
11. Aos onze ap6stolos na epoca da as-
censllo (Monte das Oliveiras, perto de
Betania.) (Marcos 16:9; Lucas 24:50-51.)
Jesus ministrou na terra quarenta dias
como ser ressuscitado - desde o dia da
ressurreicAo ate o da ascensao. De acor·
do com Lucas, este foi o perlodo em que
Jesus apareceu a muitos de seus discipu-
los e falou-lhes "do que respeita ao rei-
no de Deus.'' (Atos 1:3.)
Na noite da LraicAo, ele disse a seus
ap6stolos que ''depois que eu ressusci-
tar, irei adiante de v6s para a Galileia."
(Mateus 26:32.) 0 anjo Aporta do sepul-
cro disse As mulheres que· informassem
aos discipulos que Jesus "vai adiante de
v6s para a Galileia; ali o vereis," (Ma-
teus 28:7.) Lemos tambem no Evangelho
de Mateus que "os onze discipulos parti·
ram para a Galileia, para o monte que
Jesus lhes havia designado. (Mateus
28: 16.) Essa reuniao preparada com an-
teced@ncia (de acordo tanto com OS a l-
deres Talmage como McConkie) foi pro-
vavelmente uma reunillo onde estava
presente uma grande multidilo de disci-
pulos, e pode sera ocasillo de que Paulo
escreveu posteriormente, em que o Sal-
vador "foi visro de uma vez por mais de
quinhentos irmilos." (1 Corlntios 15:6.)
201
Tal conferencia teria incluldo os ap6sto-
Jos, setentas, outros llderes e mulheres
fieis. (Ver McConkie, DNTC. Vol. 1, p.
886.)
0 Significado dos
Quarenta Ow de
MJnlsterio.
Embora os registros relativos a esse
periodo sejam fragmentanos, os quaren-
ta elias do ministerio que voce estudara
nesta ultima Hello foram importantes pe-
lo me1;1os pelas seguintes razOes:
I.
2.
3.
4.
Foi o perlodo durante o qual
Pedro, o ap6stolo senior, foi
vivamente impressionado por
Jesus no sentido de que seu
cbamado ao ministerio trans-
cendia a todos os interesses
temporais, e que "apascentar
as ovelhas'' de Cristo era mui-
to mais importante do que o
seu intento de pescar.
Foi o perlodo durante o qual
Jesus deu a seus ap6stolos a
sua comissao fmal de ensinar o
Evangelho a todas as nacOes , e
os instruiu melhor quanto aos
seus deveres.
Foi nessa epoca que Jesus apa-
receu em forma ressuscitada a
muitos outros alem dos doze,
qualificando-os assim como
testemunhas oculares da sua
ressurreicao literal.
Finalmente, ao final desse pe-
riodo, Jesus ascendeu literal e
fisicamente aos ceus, enquanto
seus disclpulos observavam, e
dois anjos que se puseram jun-
to deles, prometeram que Jesus
voltaria de novo, "assim como
para o ceu o vistes ir." (Atos
1:11.)
Todas as duvidas foram removidas
dos coracl)es dos ap6stolos. Agora eles
tinham urn testemunho absoluto da res-
surreiclo literal do Salvador. Estavam
qualificados a declarar com profunda
certeza que Jesus vivel 0 Presidente Da-
vid 0 . McKay declarou que ocorreu uma
transformacllo na vida daqueles onze
homens durante esse perlodo de quaren-
ta dias e que ela se constitui numa das
mais significativas evidencias da realida-
de da ressurreiclo de nosso Senhor.
0 Que Tr11nsformou
os Apbstolos?
••£ uma certezaabsoluta que a ressurrei-
cao literal dos mortos era uma reaJidade
para os disclpulos que conheciam pro-
fundamente a Cristo. Suas mentes esta-
vam completamente Uvres de duvidas.
Eles haviam testemunbado o fato. Sa-
biam, porque seus olhos tinham presen-
ciado, seus ouvidos ouviram e suas maos
sentiram a presenca corporal do Reden-
tor Ressuscitado.
"Quando Jesus morreu, os apostolos
foram tornados da mais profunda triste-
za. Quando ele foi enterrado, todas as
suas esperan~as foram destruidas. Seu
intenso pesar, a hist6ria de Tome, a per-
plexidade moral de Pedro, e a evidente
preparacllo para urn sepultamento per-
manente, combinaram-se para ilustrar o
quanto prevalecia o temor de que a re-
denclo de Israel havia fracassado.
Apesar das freqOentes declarac~es de
Cristo de que retornaria depois da mor-
te, os ap6stolos nllo pareciam compreen-
der plenamente esse fato. No dia da cru-
ciflXIlo, eles sentiram-se tornados pelo
temor e desanimo. Durante dois anos e
meio, haviam sido fortalecidos e inspira-
dos pela presenca de Cristo, mas agora
ele partira. Ficaram s6s, e pareciam con-
fusos, atemorizados, desamparados; so-
mente Joao permaneceu junto acruz.
"0 mundo jamais seria transformado
por homens de mentes hesitantes, duvi·
dosas e desesperadas como as que pos-
suiam os apostolos naquele dia da cruci-
flXlo.
202
"0 que pOde transformar esses disci-
pules de modo tllo repentino, em con-
fiantes, destemidos e heroicos pregado-
res do Evangelho de Jesus Cristo? Foi a
revelacllo de que o Salvador havia res·
suscitado dos mortos. Sua promessa fo-
ra cumprida, sua missllo messiftnica
completada. Nas palavras de urn emi-
nente escritor, "0 sinete finale absoluto
da legitimidade havia sido posto sobre
todas as suas afirma~~es, e o selo indes-
trutivel da autoridade divina sobre todos
os seus ensinamentos. 0 obscurantismo
da morte fora banido pela gloriosa luz
da presenca de seu Ressucitado e Glo:ifi-
cado Senhor e Salvador."
"Com base na evidencia destas teste-
munhas imparciais, irrepreensiveis e
abismadas, a fe na ressurreiclo tern urn
alicerce inexpugnavel." (McKay, Trea-
sures of Life, pp. 15-16.)
Ao ler o capitulo 28, voce tera a opor-
tunidade de examinar os depoimentos de
testemunhas dos primeiros dias, bern co-
mo da epoca moderna.
203
i
.§
Colocada Uma Guarda~
·I a Porta do Sepulcro
I DOMINGb
• Abre-se o Sepulcro 28:2-4
~ Maria Yaf ao Sepulcro 20:1
Os Ap6stolos Silo Informados do 20:2-5
Desaparecimento de Jesus.
Pedro e Jollo
24: 12 20:6-11
SAMARIA
Visitam o Sepulcro.
Jesus Aparece a Maria 20:11-
Maria Anuncia a
16:10,11 20:18
Ressurrei~ilo aos Ap6stolos.
Jesus Volta ao Pai 20:17
Muitos se Levantam das Tumbas 27:52,53
Jerusalem As Mulheres Chegam ao Sepulcro. 28:1,5-7 16:1-7 24:1-8
• Jesus Aparece as Mulheres 28:9,10
As Mulheres Anunciam
28:8 16:8 24:9-11
a Ressurrei~ilo aos Ap6sto1os
JUDEIA
Os Principais dos
Sacerdotes silo
Informados da
28:11-15
Ressurreicllo de Cristo
Jesus se Manifesta
a Dois Discipulos a 16:12,13 24:13,32
Caminho de Emaus.
27
ut:lle r.essusritnu"
TEMA:
Nenhum evento da hist6ria se compara a ressurreicao de
Cristo. pais. devido a ele, todos ressuscitariio, cada urn na sua
pr6pria ordem.
INTRODU«;AO
No Messias de Handel, e:ciste um recital para tenor e um
coral ( n •. 27 e 28), os quais usam como Jeto um dos Sal-
mas: "Todos que me veem ::;ombam de m1m, esrendem os
beifOS e meneiam a cabefa, d1z.endo: Confiou no Senhor,
que o li1•re; livre-a, pois nele tem pra"(.er." (Ver Salmos
22:7, 8.) Logo apos esses mlmeros orar6rios. acha-se outro
recital para tenor (n. • 29), tendo como texto as pa/avras
cheias de sensibilidade de Salmos 69:20 "Afrontas me q~­
brantaram o corafiio, e estou fraquf.nimo; esperei por al-
gulm que tivesse compaixiio, mns niio hou1·e nenJwm,· e por
consoladores, tnos niio os achei. " Ap6s passar por um
julgamento ilegal e ridfculo. e tamblm pormaltratos nas moos
de Herodes e Pilatos, Jesus foi levado ao Calvdrio, para ser
crucificado, onde aqueles que por ele passavam
injurim•am-110, diz.endo: "Se es filho de Deus, desce da
cruz. " Os principais dos sacerdotes, os escribas e anciiios
zombavam dele, dizendo: "Confiou em Deus; livre-o ago-
ra, se o ama: porque disse: Sou Filho de Deus. " Are mesmo
um dos ladr6es que sofreu o mesmo suplfc10 junto com ele,
"/he fllllfOU em rosto." Algumas horas depois. em agonia,
o Salvador clamou com gra11de ~·oz. perguntando a seu Poi
por que o desamparava; e logo ap6s, com grande alfvio, ele
clamou llovamellte em alta voz, e "enrregou o espfrito."
Esrava consumado. (Ver Mateus 27:35-50.} As profecias do
205
Salmista hnviam-se cumprido. Muitos que o viram naquele
lamentavel esrado riram e z.ombaram dele, e muito poucas
pe.vsoas demonstraram qualquer resqufcio de piedade para
com ele. "As afrontas quebrantaram(-lhe) o corafiio, e (ele
esta1•a) fraqufssimo; e (esperou) por alguem que tivesse
compaixlio, mas rliio lzouve nenhum: e par consohulores,
mas niio os (achou.) Salmos 69:20. ver tambim Talmage,
"Jesus, o Cristo 0
, pp. 638-39.) 0 corpo mortal do Salvador
foi entiio colocado num sepulcro la~·rado, q~ logo ap6s foi
selado.
Suas desigllafoes contidas ne.tte capfh4/o pennifiriio que
examine as boas novas. a gloriosa mensagem, a suprema
'erdade de que ele rea/mente ressuscitou! Voce agora terti a
oportunidade de fer a respeito dos e1·entos que ocorreram
no dia da ressurreifiio: o triunfo do Senhor sobre a morte, a
dram4tica entrevista de Jesus ressurreto e Maria Madak-
na, e a respeito da gloriosa aparlfilo do Sal•ador aos disc{-
pulos 110 estrada de Emat1s. Ao fer e meditar sobre esses
acomecimentos, cmno aconteceu a Maria Madalena e aos
disc{pulos em E"10us. voce devera adquirir plena conviq·ao
e sentir que Jesus ressuscitou dos mortos. live aquele que
morreu, e vive para todo o sempre.
Antes de prosseguir. leia todas as escrituras do quadro.
Qiomenhtrios ~nt£rpr.eb.di&os
(27-l) Mateus 28:2-4, 11-15. Como Rcagiram
os Soldados aos Evenlos Que Ocorreram no
Oia da Ressurrei~ao?
l•Q ~abado dos judeus bavia passado, e a noite que precede-
ria o dealbar do mais memoravel domingo da hist6ria ja ia
bern adiantado, enquanto a guarda romana mantinha vigil~n­
cia sobre o sepulcro selado em que jazia o corpo do Senhor Je-
sus. Era ainda escuro, quando a terra com~ou a tremer; urn
anjo do Senhor desceu em gloria, empurrou para tras a pesada
pedra do portal da tumba e assentou-se sobre ela. Seu sem-
blante brilhava como o relampago, e suas vestes eram brancas
como a neve. Os soldados, paralisados pelo terror, calram por
terra como mortos. Quando se recuperaram parcialmente do
susto, fugiram aterromados. Nero mesrno o rigor da disciplina
romana, que decretava morte sumfrria para o soldado que de-
sertasse do posto, foi capaz de dete-los. Ali:m do mais, nada
restava para ser guardado; o selo da autoridade havia sido
rompido, e o sepulcro estava aberto e vazio.'' (Talmage, Je·
sus, 0 Cristo, p. 656.)
(27-2) Mateu.s 23:1-4. Em Que Hora Ocorreu a
Ressorrei~iio? Em Que Dla o Salvador
Saiu do Sepulcro?
"Nosso Senhor predisse de maneira definida sua ressurrei-
~o dos mortos ao terceiro dia, (Mat. 16:21; 17:23; 20:19;
Mar. 9:31; 10:34; Luc. 9:22: 13:32; 18:33); eos anjos nosepul-
cro (Luc. 24:7), bern como o Senhor ressuscitado em pessoa
(Luc. 24:46) declararam o cumprimento das profecias; e os
ap6stolos jgualmente o testificaram em anos posteriores (Atos
10:40; 1 Cor. 15:4). Estaespecificar;ao do terceiro dia oao deve
ser entendido como significando ap6s tres dias completos. Os
judeus com~avam a contagem das hora~ do dia ao por-do-sol;
de maneira que a hora anterior ao por-do-sol e a que se the se-
guia, pertenciam a dias diferentes. Jesus morreu e foi sepulta-
do durante a tarde de sexta-feira. Seu corpo permaneceu na
tumba, morto, durante parte da sexta-feira (primeiro dia),
atraves de todo o sabado, ou como n6s dividimos os dias, des-
de o por-do-sol de sexta-feira ao p6r-do-sol do sabado (segun-
do dia). Nito sabemos a que hora, entre o por-do-sol desabado
e a madrugada de domingo, ele se levantou. Talmage, Jesus o
Cristo, pp. 674-75.)
(27-J) Joio 20:1. Que Signiflc:a o
"Primeiro Dia da Semana"?
"Jesus ressurgiu dos monos no primeiro dia da semana. Pa~
ra comemorar esse dia e lembrar sempre a gloriosa realidade
da ressurrei~ao, os ap6stolos antigos, dirigidos pelo Espirito
Santo, passaram a observar o dia do Senhor no domingo. Essa
altera~ito teve anuencia divina, pois recebemos atraves de uma
revelacao moderna em que a Deidade se refere ao " dia do Se-
n.hor'' como tal, e estabelece o que elicito ou niio realizar nes-
se dia." (D&C 59:9-17)" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 841.)
206
(27-4) Mateus 26:6-13. Maria Madalena Era a
Mesma Pessoa que Ungiu a Jesus na Casa de
Simio, o Fariseu (Lucas 7:36-50), ou a ~oa
citada Como M1lria de Betflnia?
"Maria Madalena tornou-se, entre as mulheres, uma das
maiores amigas de Jesus; sua devoc!io aquele que a curara e a
quem adorava como o Cristo, era inabah1vel; ela permaneceu
junto acruz, enquanto outras mulheres esperaram de Ionge,
por ocasiAo de sua agonia mortal; estava entre os primeiros
junto ao sepulcro na rnanha da ressurreicao, e foi o primeiro
mortal a ver e reconhecer urn ser ressuscitado - 0 Senhor que
ela amava com todo o fervor da adorar;ao espiritual. Afirrnar
que esta mulher, escolhida entre tantas outras como merecedo-
ra de tao grandes honras, havia sido uma decaida, com a alma
crestada pelo calor da luxuria profana, econtribuir para a per-
petuacao de urn erro para o qual nao existe escusa. E, no en-
tanto, a falsa tradie4o nascida de uma hip6tese antiga e injus-
tificavel de ·que esta nobre mulher, destacada amiga do Se-
nhor, e a mesma que, confessando-se pecadora, lavou e ungiu
seus pes na casa de Simiio, o fariseu, e recebeu o benef1cio de
ser perdoada atraves de seu arrependimento, tao tenazmente
se ftxou na ideia popular atraves dos seculos, que o nome, Ma-
dalena, passou a ser mais uma designacao generica das mulhe-
res que perdem a virtude e mais tarde se regeneram. N~o !!Sta-
mos considerando sea misericordia de Cristo poderia ter-se es-
tendido a uma pecadora, como Maria Madalena possui, erro-
neamente, a reputacao deter sido; o homem nl'lo pode medir a
import:lncia, nem penetrar na profundidade do perdao divino.
E se fosse verdade que esta Maria e a pecadora arrependida,
que serviu a Jesus quando este se assentava a mesa do farisel.t,
sao a mesma pessoa, a questao seria respondida afirmativa-
mente, pois aquela mulher que havia sido pecadora fora per-
doada. Estamos tratando do registro escrituristico como histo-
ria, e nele nada confirma a imputacllo realmente repulsiva, em-
bora comum, de impureza a alma devota de Maria
Madalena." (Talmage, Jesus, o Cristo. p. 257.)
(27-S) Marcos 16:9-11; Joiio 20:11-18. Jesu~
Aparece a Maria Madalena.
Existe muita coisa na morte, sepultamento e ressurreicao de
nosso Senhor que enobrece e exalta as mulheres fii:is. Elas cho-
raram ao ve-to na cruz, procuraram cuidar de seu corpo ferido
e inanimado, e vieram a seu sepulcro prantear e adorar aquele
que fora seu amigo e Mestre. Niio i: de estranhar, portanto,
que encontremos uma mulher, Maria Madalena, sendo esco-
lhida entre todos os discipulos, inclusive os ap6stolos, para ser
o primeiro mortal a ver e curvar-se na presenca de urn ser res-
suscitado. Maria, a quem muito se perdoou e que muito amou,
viu o Cristo Ressuscitado! (McConkie, DNTC, Vol. l . p. 843.)
(27-6) Joiio 20:17. Por que o Senhor
Proiblu Que Maria lhe Tocasse?
"Pode·se imaginar por que Jesus teria proibido que Maria
Madalena lhe tocasse, e tAo pouco tempo depois, tivesse per-
mitido que outras mulheres Ihe abra~assem os pes, enquanto se
curvavam em reverencia. Podemos supor que a aproxima~ilo
emotiva de Maria fosse causada por urn sentimento de afeicao
pessoal, ainda que santa, e nilo por impulse de adoracao devo-
cional, como demonstrado pelas outras mulheres. Embora o
Cristo ressurreto manifestasse a mesma atencio amigavel e in-
tima que mostrara no estado mortal, para com aqueles com
quem se havia associado intimamente, nllo mais poderia ser
contado como urn deles, em sentido literal. Havia nele uma
dignidade divina que impedia a familiaridade pessoal intima.
A Maria Madalena, Cristo dissera: 'Nllo me toques; porque
ainda nao subi a meu Pai.•Seasegunda clausuta tiver sido dita
como explicac!o da primeira, teremos que concluir que n!o se-
ria permitido que milos humanas tocassem o corpo ressurreto e
imortali~ado ate que ele se tivesse apresentado ao Pai. Parece
16gico e provavel que entre a impulsiva tentativa de Maria de
tocar o Senhor, e a acllo das outras mulheres que !he abraca-
ram os pes, inclinando-se em reverente adoracao, Cristo tives-
se subido ao Pai, retornando depois aterra para prosseguir em
seu ministerio no estado ressurreto." (Talmage, Jesus. o Cris-
to, p. 660.)
(27·7) Joiio 20:17. Que Significa a
Dec:lara~io de Jesus: "Subo Pan Meu Pai
e Vosso Pal, Meu Deus e Vosso Deus"?
"Essa escolha cuidadosa de palavras estava de acordo como
seu costume invariavel de manter uma distincllo entre ele e os
outros homens. Ele era o Filho literal de Deus; os outros he-
mens tinham progenitores mortais. Por isso, ele foi cuidadoso
ao diur: 'Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso
Deus.' (Joio 20: 17), e nilo para nosso Pai e nosso Deus."
(McConkie, DNTC. Vol. I, p. 413.)
(27-8) Mateus 23:1, S-7; Marcos 15:47; 16:1.
Por Que Maria Madalena e Outras Mulheres Fl~is
Foram Ver o Sepulcro?
•'Ao primeiro sinal do romper do dia, a dedicada Maria Ma-
dalena e outras mulheres fieis partiram em dir~ilo ao sepulcro
levando especiarias e ungUentos que haviam preparado para
nova uncllo do corpo de Jesus. Algumasdelas naviam testemu-
nhado o sepultamento, e percebido a necessaria pressa com
que o corpo fora envolto com espedarias e depositado por Jo-
se e Nicodemos,no ultimo momento antes do inlcio doSabado;
e agora aquelas mulheres devotas vinham bern cedo prestar urn
207
(ttapitulo 27
servi~o amoroso sob a forma de uma uncao mais completa e
do embalsamamento externo do corpo." (Talmage, Jesus, o
Cristo, p. 656.)
(27.9) Marcos 16:11,13; Lucas 24:10,11. Por
Que os Apostolos Nio Acredltaram nas
Oeclan~()es de Maria Madalena e das Outras
Mulhues?
"Maria Madalena e as outras mulheres contaram aos disci·
pulos a bistoria de suas diversas experiencias, mas os irmllos
nllo podiam dar credito as suas palavras, que 'lhes pareciam
como desvario, e nao as creram.' Depois de tudo o que Cristo
lbes havia ensinado a respeito de sua ressurreicAo dentre os
mortos no terceiro dia, os ap6stolos nllo eram capazes de acel-
tar a realidade da ocorrencia; para suas mentes, a ressurreicllo
era um evento rnisterioso e remoto, nao uma possibilidade
atual. Nllo havia precedente nern analogia para as hist6rias que
aquelas mulheres contavam! de urna pessoa falecida retornar ~
vida, com urn corpo de carne e ossos tal, que pudesse ser visto
e tocado, exceto os casos do jovem de Nairn, da filba de Jairo,
e do amado LAzaro de Betania, entre cujos casos de restaura-
~llo avida mortal, e a relatada ressurreicAo de Jesus, eles reco-
nheciam diferen~as essenciais. A aflicao eo sentimento de per·
da irreparavel que haviam caracteri~do o Sabado recem-
terrninado, foram substituidos por profunda perplexidade, e
duvidas contradit6rias, nesse primeiro dia da sernana. Mas,
enquanto os apostolos hesitavam em crer que Cristo tivesse
realmente ressuscitado, as mulheres, menos ceticas, mais
confiantes, sabiam; porque o haviam visto, ouvido a sua voz, e
algumas delas tocado seus pes." (Talmage, Jesus, o Cristo,
pp. 660·61.)
(27-10) Mateus 27:62-69; 2.8:1-4, 11-15. Que
Teotativas Foram Feltas para Oesacredltar
a Ressurrel~o?
••A inconsistente assertiva de que Cristo nAo havia ressusci-
tado, mas que seu oorpo fora roubado da tumba pelos discipu-
los, foi suficienternente examinada no texto. A falsidade ea
sua pr6pria refuta~do. lncredulos de epoca posterior, reconhe-
cendo o palpave! absurdo dessa grosseira tentativa de deturpa-
cllo, n!lo hesitaram em sugerir outras hip6teses, cada qual con-
clusivamente insustentavel. Desse modo, a teoria baseada na
impassive! suposicAo de que Cristo nllo estaria rnorto quando
retirado da cruz, e sim num estado de coma ou desfalecimento.
e que fora rnais tarde ressuscitado, nega-se a si mesma, quando
considerada em conexao com os fatos regjstrados. 0 golpe de
lan~a do soldado romano teria sido fatal, mesmo que a morte
ainda nilo houvesse ocorrido. 0 corpo foi deixado, manusea-
do, vestido e sepultado por membros do conselho judaico que
nllo podiam ser considerados como atores no sepultamento de
urn homem vivo; e no que se refere asubseqUente ressurrei~Ao,
Edersheim (Vol. 2, p. 626) incisivamente nota: 'Para nllo falar-
mos dos muitos absurdos que essa teoria envolve, ela realmen-
te transfere, se inocentarmos os discipulos de cumplicidade, a
fraude para o proprio Cristo.' Uma pessoa crucificada, retira-
da da cruz antes de morrer, e subseqUentemente reavivada,
nllo poderia andar com os pes transpassados e 1acerados no
mesmo dia de sua ressurrei~llo, como Jesus fez na estrada de
Emaus. Outra teoria, que teve os seus dias, ea do engano in-
conscieme por parte dos que afirmaram ter visto o Cristo res-
suscitado, tendo sido vitimas de visOes subjetivas porem ir-
reais, produzidas por sua propria condi~llo imaginativa e exci-
tada. A independencia e marcada individualidade das varias
aparicOes registradas do Senhor contrariam a teoria da visao.
Tais ilusOes visuais subjetivas conforme afirmado por essa hi-
potese, pressupOem urn estado de expecta~ao da parte daque-
les que pensam ver; mas todos os incidentes relacionados com
as manifestacOes de Jesus depois da ressurreiclio, foram direta-
mente opostos A expectativa daqueles que se tomaram teste-
munhas de seu estado ressurreto.
''Os exemplos anteriores, de teorias falsas e insustentaveis a
respeito da ressurrei~ao de nosso Senhor, foram citados para
referir as numerosas tentativas frustradas de invalidar o maior
milagre eo mais glorioso fato da hist6ria. A ressurrei~llo de Je-
sus Cristo e comprovada por evidencia mais conclusiva que
aquela sobre a qual repousa nossa aceitatao dos fatos hist6ri·
cos em geral. Ainda assim, o testemunho da ressurrei~ao de
nosso Senhor dentre os monos nllo se fundaments em paginas
escritas. Ao que busca com fe e sinceridade, sera dada uma
conviccllo individual que o habilitaril a confessar, reverente-
mente, como exclamou o iluminado ap6stolo no passado: "Tu
es o Cristo, o Filho de Deus vivo.'' Jesus, que e de Deus o Fi·
lho, nao esta mono. 'Eu sei que o meu Redentor vive.' (Jo
19:25). (Talmage, Jesus, o Cristo. pp. 675-76.)
(27-lt) Marcos 16:12. Pot Que o Seohor Nio
se ldeotificou a Cleofas e Seu Companhelro na
Estrada de Ema6s?
"Por que o Senhor ressuscitado usou esse meio para apare-
cera Cleofas e seu companheiro (o qualtalvez seja Lucas, con-
siderando que e ele quem registra esse relato)? Foi para citar e
interpretar as profecias messianicas, "comer;ando por Moises,
e por todos os profetas"? Ele poderia ter feito isso de maneira
mais eficaz, se era esse o proposito. Lucas nem mesmo registra
as explicar;Oes que foram dadas. Por que Jesus escondeu sua
identidade? Por que falar e conversar, talvez durante horas,
pelos caminhos empoeirados da Palestina?
208
"Obviamente foi para mostrar como eurn ser ressuscitado.
Nessa ocasillo, ele ensinou o Evangelho como so ele poderia,
urn sermllo que encontraria o seu climax logo depois, no cena-
culo, na presenca de seus ap6stolos. Ver Lucas 24:36-44.
"Jesus caminhou durante horas por uma estrada da Judeia,
e ensinou as verdades do Evangelho exatamente como fizera
durante os tres anos de seu ministerio mortal. Ele parecia tanto
com qualquer outro mestre que andasse por aqueles caminhos,
em comportamento, vestuario, linguagem, aparencia fisica e
modo de falar, que nllo o reconheceram como o Jesus a quem
presumiam estivesse morto. 'Fica conosco,' disseram eles, co-
mo teriam dito a Pedro ou Jollo. 'Vinde, comei e dormi; pois
deveis estar cansado e com rome.' Julgaram que ele era urn ho-
mem mortal. Poderia alguem imaginar um modo mais perjeito
de ensinar o que eum ser ressuscitado quando sua gloria esto
toda em si mesmo? Os homens silo homens, quer sejam mor-
tais ou imortais e nao ha necessidade de se afastar o esplrito da
realidade da ressurrei~ao, nao depois do episodio ocorrido no
caminho de Emaus. Ver Marcos 16:9-ll."(McConkie, DNTC,
Vol. I, p. 850.)
(27-U) Lucas 24:13. Qual Era a OistAncia
Entre Ema6s e Jerusalem e Onde Estava
Situada Aquela Aldeia?
Emaus ficava a sessenta estadios - cerca de doze quil6metros
de Jerusalem. 0 local onde estava situada a aldeia eainda des-
conhecido. (Ver Smith, A Dictionary of the Bible, ed. rev.
"Emmaus".)
.fontos a.fonbttar
ELE RESSUSCITOUI
(17-13) Embora o Sepulcro Esllvesse
Lacrado e Guarnecido, Nada Poderla
lmpedir o Salvador de Sair Dele.
"Depois que os principais dos sacerdotes e os fariseus obti-
veram soldados com Pilatos, eles sairam e "seguraram o sepul-
cro com a guarda, selando a pedra," (Mateus 27:66). para que
os discipulos nllo viessem durante a noite, levassem o corpo de
Jesus e dissessem ao povo que o Salvador havia ressuscitado
dos mortos. Os lideres judeus imaginaram que tal evi~encia da
ressurrei~llo seria mais poderosa do que os testemunhos que
dele prestaram, enquanto Jesus andava na mortalidade. Eles
sabiam que, se os discipulos dissessem ao povo que Jesus havia
levantado dos mortos, esse fato confirmaria a veracidade do
ministerio do Salvador e faria com que o povo acreditasse ain-
da mais em Jesus e seu Evangelho. Para impedir tal resultado,
conseguiram que Pilatos lhes cedesse alguns soldados e os pu-
seram de guarda no sepulcro. (Mateus 27:62-66.)
"Mas os designios de Deus n!o seriam frostrados, pois, nas
primeiras horas da manh!l, antes do raiar do clia, dois anjos do
Senhor desceram dos ceus e removeram a pedra da porta do se-
pukro.(Mateus 28:2,4,Yerslio Inspirada.) "E os guardas, com
medo deles, ficaram muito assombrados, e como mortos.''
(Mateus 28:3,4.)
(17·14) Que lnddentes da Ressun"el~io de
Nosso Senhor Dlgnlficam e Enaltecem Maria
Madalena e as Outras Mulheres Flels?
"Existe muita coisa na morte, sepultamento t: ressurrei~Ao
de nosso Senhor que enobrece e exalta as mulheres fieis. Bias
choraram ao ve-lo na cruz, procuraram cuidar de seu corpo fe-
rido e inanimado, e vieram ao seu sepulcro prantear e adorar
aquele que fora seu amigo e Mestre. Nilo ede estranhar, por-
tanto, que encontremos uma mulher, Maria Madalena, sendo
escolhida entre todos os discipulos, inclusive os ap6stolos, pa-
ra ser o primeiro mortal aver e curvar-se na presenca de urn ser
ressuscitado. Maria, a qJJem muito se perdoou, e que muito
amou, viu o Cristo Ressuscitado!. ..
"Jesus aparet>eu primeiro a Maria Madalena, e depois as ou-
tras mulheres. Manifestou-se tambem a Maria, mile de Jose, a
Joana, a Salome, mae dos ap6stofos Tjago e Jolio, e a outras
mulheres, cujos nomes n!o foram mencionados! Os dois anjos
anunciaram a ressurrej~lio a elas, e enviaram-nas para que
anunciassem a Pedro e aos outros discipulos. Quando se acha-
vam a caminho, Jesus apareceu e cumprimentou-as com as
costumeiras palavras 'Eu vos Saudo.' E assim, novamente, fo-
ram as mulheres honradas com uma visitacao de seu amigo, o
Se.nhor ressuscitado." (McConlde, DNTC, Vol. 1, pp. 843-
846.)
COMO ACONTECEU AOS DOIS DISCiPULOS QUE
CAMJNHAVAM PEtA ESTRADA DE EMAUS,
VOCE JA SENTIU ARDER 0 SEU CORA~AO?
(27-15) ... Ao Ouvlr Hlnos lnspiradores e
Testemunbos Sublimes?
"Certa ocasilio, dois homens estavam caminhando por uma
estrada perto de Emaus, uma aldeia nllo muito distante de Je-
rusalem, quando urn homem, subitamente, apareceu a seu la-
do. Eles n!o o reconheceram. Depois que partiu, eles disse-
ram: 'Porventura nllo ardia em n6s o nosso cora~llo...? (Lucas
24:32.) Lucas nos relataesse incidente, depois de haver inquiri-
do muitas pessoas que tinham intimidade com Jesus.
209
~itulo27
"Creio que existem muitas pessoas nesta congrega~llo, e es-
pero que tambem entre as que nos ouvem atraves do radio ete-
/evisiJo, que sentiram o cora~IJo "order dentro de si" ao ouvi-
rem nao apenas os hinos inspiradores, mas tambem os subli-
mes testemunhos, e espero que nessa ocasiiio tenham com-
preendido que seus coraroes "arderam" por causa da mensa-
gem que os penetrava. Espero que tenham sentido pelo menos
uma insinuacao da verdade divina de que sao filhos de Deus, e
que esse ardor interno foi apenas urn toque de harmonia entre
eles eo infinito, o Espirito de Deus que iluminara a nossa men-
te, aumentara o nosso entendimento enos fara lembrar de to-
das as coisas." (David 0 . MacKay, em CR, abril de 1960, pp.
121-22. ltfdicos adicionados.)
(27-16)... Quando Uma Professors do
Evangelho lhe Apresentou as Verdades das
Escrituras
"Nunca os seus ensinamentos foram tao dinamicos, nem o
seu impacto tAo duradouro quanto em certa manha de domin-
go, quando ela pesarosamente nos anunciou o falecimento da
mae de urn colega da classe. Tinhamos sentido a falta de Billy
naquela manhll., mas n!o sabiamos o motivo da sua ausencia.
A li~ao daquele dia abordou o tema: 'Ha mais hen~ao em dar
do que em receber.• Ao chegar ao mejo da li~ao, nossa profes-
sora fechou o manual e abriu nossos olhos, ouvidos e cora~Oes
para a gloria de Deus. Ela perguntou: 'Quale o total de dinhei-
ro que temos no fundo para atividades de nossa classe?'
Embora atravessassemos uma epoca de crise, uma voz res-
pondeu orgulhosamente; 'Quatro dolares e setenta e cinco cen-
tavos.'
EntAo a professora, sempre com aquela maneira gentil, su-
geriu: •A familia de Billy estapassando grandes necessidades e
afli~Oes. Que achariam de os visitarmos nesta manh! para dar-
lhes esse dinheiro?
Jamais conseguirei esquecer o pequeno grupo de crian~as
caminhando aqueles tres quarteiroes, entrando na casa de Billy
e saudando a ele, seus irmaos e seu pai. A ausi!ncia de suamae
era dolorosamente notada. Sera sempre uma doce lembranca
para mim as lagrimas que brilharam nos olhos de todos nos,
quando o envelope contendo o nosso precioso fundo passou
da milo delicada de nossa professora para a do necessitado e
desolado pai. Quase saltavamos de alegria ao voltarmos paraa
capela. Nosso cora~Ao, estava mais !eve do que nunca: nossa
alegria rnais plena, e nosso entendimento mais profundo. Uma
professora djvinamente inspirada ensinara a seus meninos e
IT}eninas uma li~ilo eterna sobre uma verdade divina: 'Ha mctis
ben~ilo em dar do que em receber.'
"Podiamos escutar bem em nossos corar6es aspalavras que
disseram os discfpulos no caminho de Emaus: <Porventura niJo
ardia em n6s o nosso corafliO, quando... (ela) ensinou-nos as
verdades das Escrituras?' (Luca~ 24:32)'' (Thomas S. Monson,
em CR, abril de 1970, p. 99. italicos adicionados.)
(27-17) ... Quando Recebeu a Luz e
Nela Camlnhou?
"Digo-lhes que nossa missao nao e somente proclamar a
verdade, mas viver como testemunhas que receberam e
amam a verdade. E sea vivermos, queridos irmiios e irmas,
ninguem poderc~ entrar no circulo de nossa influencia sem ficar
impressionado por esse fato. Ealgo parecido com o esplrito
que sentiram os dois discipulos, quando o Mestre os encontrou
no caminho de Emaus, e caminharam a seu lado. As Escrituras
dizem que, ''seus olhos estavam como que fechados," e quan-
do ele entrou para ficar com elas e partiu o pll.o, abriram-se:
lhes entll.o os olhos e foi-lhes revelado quem ele positivamente
era. Depois do que, aconselhando-se entre si, efes disseram:
'Porvent!Jra nlio ardia em nos o nosso corafdo quando, pelo
caminho, nosfalava?' 0 mesmo acontecera a voces, a mime a
coda homem que ao receber a fuz nela caminhar." (Alonzo A.
Hinckley, em CR, abril de 1917, pp. 93-94. ltalicos adiciona-
dos.)
(27-18) ... Ao Meditar Sobre a Vida e Missiio
de Jesus, Voce recebeu o Humilde e Solene
Testemunho de Que ele Vive?
"Em nosso coracao, sentimos quase o mesmo que os dois
discipulos que caminharam sem saber ao !ado do Cristo ressur-
reto, Cleofas e outro, que, quando se encontravam a caminho
de Emaus, na epoca da ressurreicao, estavam conversando
com Jesus enquanto viajavam. 0 mestre juntou-se a eles e des-
vendou as Escrituras a seus olhos. lmpressionados, eles
pediram-lhe que ficasse com eles, enquanto paravam numa es-
talagem para descansar.
"Mais tarde, seus olhos se abriram e eles o conheceram, mas
ele havia desaparecido. Entao eles disseram: "Porventura nll.o
ardja em nos o nosso coracao, quando. pelo caminho, nos fa-
lava?..." (Lucas 24:25,32.)
"Ao meditarrnos sobre sua vida e misslio, nosso cora~lio
arde em nos, pois sabemos que efe vive. ''(Alvin R. Oyer, em
CR, abril de 1966, p. 125. Italicos adicionados.)
(27-19) Jesus Cristo, Nosso Salvadore
Redentor Ressuscitou!
"Testifico-lhes que Jesus eo Cristo, o Salvadore Redentor
do mundo, o proprio Filho de Deus.
210
Ele nasceu como urn infante em Belem.
Ele viveu e ministrou entre os homens.
Ele foi crucificado no Calvaria.
Seus amigos o abandonaram.
Seus m&s intimos associados nlo compreenderam plena-
mente a sua missll.o, e duvidaram. Urn dos que mais mereciam
sua confian~a negou, sabendo quem ele era.
Urn governador pagll.o, lutando com sua consciencia apos
haver consentido que Jesus fosse morto, fez com que fosse co-
locada uma placa sobre a cruz, proclamando-o •JESUS NA-
ZARENO, REJ DOS JUDEUS.' (Joao 19:19.)
Ele pediu que seus supliciadores fossem perdoados e depois
entregou voluntariamente sua vida.
Seu corpo foi cofocado numa tumba emprestada, e uma
imensa pedra foi colocada aentrada.
Na mente de seus aturdidos seguidores, ecoavam, repetida-
mente algumas de suas palavras... 'tende born animo, eu venci
o mundo.' (Joll.o 16:33.)
No terceiro dia houve urn grande terremoto. A pedra foi re-
movida da porta. Algumas mulheres, entre as mais devotas
que o seglliam, vieram ao sepulcro trazendo especiarias. e
"nll.o acharam o corpo do Senhor.' (Lucas 24:3.)
Dois anjos apareceram e disseram simplesmentel Por que
buscais o vivente entre os mortos?
'Nao esta aqui, mas ressuscitou.' (Lucas 24:5-6.)
"Nao ha nada na historia que se compare a essa dramatica
declaraca.o: 'Ele nao esta aqui, mas ressuscitou.'' (Ezra Taft
Benson, em CR, abril de 1964, p. 119.)
A teSSUt'l'eifllo lk Jesus foi prot/(JJ114{/a como um dos
miiU ~m co'lflnrt4d()S ~nlos dD hist6ri11.
/lt#edndt:J.« nDS prlnc(plos qu. llf:'abou de aprender,
idmtifiquecinco nniJe~Zue fllicelftlm e.uowrdade. Deque
mrm~i~Yl bcblca a sua ronf11mllf4o 11 toma malor qu~ quol-
qu~r ~wrnlo qenatureutemporol?
0 HJ~IAkro v~lo dt no.ISO Salvodoreomaissignif~eativo
dt todDS os t~mpos, pois fol a morte qw m()I"MJ, ni.to Je-
.n&.t. 0 Principe da Po:.. qp6s 1urve cumprldo todQ.V as coi-
811$, ~ o Prbtcipt! dD vido ptm~lodtl ohunumldade, ~ o Prfn-
~ d4 VIda tllma JNNd todos os que o ~lrorn.
211
SAMARIA
Jerusalem
•
Betanla•
Judeia
NISAN
Aparece aos homens
0 PRIMEIRO DIA DA SEMANA
Aparece a Pedro
Aparece a Todos os
Ap6stolos, exceto Tome
APARI~:<)ES SUBSEQOENTES
Jerusalem
Aparece aos Onze Ap6stolos
Mar da Galileia
Uma·Aparicao aos Discipulos
"Apascenta Meus Cordeiros"
Jollo Deve Ser Trasladado
Jerusalem
Aparicllo a Uma Grande Multidao
Aparece a Tiago
Galileia
Aparicllo aos Discipulos
Betania, Judeia
A Ascensllo
Os discipulos voltam a Jerusalem
Palavras finais de Jollo
Mateus Marcos Lucas Jollo
24:34
16:14 24:33-49 20:19-:
20:24-:
21:1-1•
21:15-
21:20-:
(1Corintios 15:6)
(1Corintios 15:7)
28:16-20 16:15-18 (Ver Atos 1:1-8)
16:19 24:50,51
16:20 24:52,53
20:30,:
21:24,:
Qtapitulo 28
28
''~u ~ti <lihtt
~It lJibe''
TEMA:
Os profetas tern testificado em todas as epocas que Jesus e o
nosso Salvador vivo, e os santos partilham desse testemunho.
INTRODUCAO
Oh, altiva Roma! Oh, incrldulo Sinldrio •pensastes que
uma pedro selada pudessejechar a emprestada tumba e de-
tero poder de Dew!Milpedras ou dez milguordas niJopo-
deriam segurar aquela porta. Serio o mesmo que empilhar
um monte de jolhas secas e jormar uma barreira para o
euro-aqui/Do!•
No primeiro dia da semana, ao nascer do sol, aquelas
mulheres f/eis e devotas vieram visitor o sepulcro. Ao se
aproximarem daque/e Iugar sagrado esonto, perguntaram a
si mesmas: "Quem nosrevolver6 apedroda portado sepul-
cro? "(Marcos 16:3.) Houve, porem, um grantk terremoto,
e anjos cujossemblantes resplandeciam como o relbmpago,
vieram e removeram a pedra, anunciando asagrada e sole-
ne verdade, qw Cristo ltavia ressuscitado. (Ver Mateus
28:1-8: Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-9.)
Nenhum mortaljoi puro o sJVjciente
Para ser da notlcio o portador,
Mas sim os anjos, que testiftcaram
De Cristo e da ressurreifDo do Senhorf
"Eie niJo est6, eis que vazia I a tumba
Achegai-vos e vede sua glOria,
0 Senhor da vida kvontou dos mortos
E sobn a morte a/c~ou vlt6rial''
(Autor desconhecido)
213
Aque/as mulheres, aporentementeasprimeiras a ouviras
gratas e gloriosas novas, joram instrufdas pelos anjos a in-
jormar a Pedro e aos demais ap{).stolos. E assim, pela von-
lade de Jesus, iniciou-se uma slrie de testespara seus discl-
pulos. Naquelalpoca, como agora, a verdadejoi estabele-
cidaprimeiramente atravis de um testemunho, edepoispor
meio de confirmarao. (Ver Marcos 16:14.) E como sua fe
deve ter sojrido uma provariJo decisiva, pois tiveram que·
aceitar o conceito da ressurreiriJo, quando aquele evento
niJo tinha precedente historico! Nflo I de admirar que os
disclpu/os tenham demorado a acreditar, quando ouviram
aquelas alegres notfcias pela primeira vez. Porem, as se-
mentes da esperanra e dajeforam plantadas em sew cora-
rtJes pelo testemunho que prestaram as mulheres e outras
pessoas. Embora lhes josse diflcil crer no conceito de uma
ressurreirao real, que desajiava toda a sua 16gica e expe-
ri~ncia, todavia eles niJo permit/ram que aquelas sementes
da je e esperanra viessem a dejinhar. E assim, depois que
suajejoiprojundamente testada, eles receberam oglorioso
testemunho que tanto desejavam. (Ver Eter 12:6.) Jesus,
seu Senhor e Mestre resswcitado, apareceu aos discfpulos.
•Euro-aquiliJo era o nome blblico dodo a um vento tempes-
tuoso oujuracflo que costumava assolar o Mediterrlineo, e
queatualmenteI chamado de um levante. (VerAtos27:14.)
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
~omentttrios 3Jnterpretatibos
(28-1) Lucas 24:34. Por Que Jesus
Apareceu a Pedro Em Separado
dos Outros?
"Essa ea (mica men~ao feita pelos evangelistas, do apared-
mento pessoal de Cristo a Simllo Pedro naquele dia. 0 encon-
tro entre o Senhor eseu ap6stolo dantes transfuga, mas agora
arrependido, deve ter sido extremamente comovedor. 0 arre-
pendimento de Pedro, marcado pelo remorso por haver nega-
do Cristo no palacio do sumo sacerdote, fora profundo e coD-
tristador; ele deve ter duvidado que jamais o mestre viesse :~
chama-lo de seu servo; entretanto, a esperanca deve ter-lhe re-
nascido da mensagem trazida da tumba pelas mulheres, na
qual o Senhor enviava saudacOes aos ap6stolos, aos quais pela
primeira vez chamava de irmllos, sendo que dessa caracteriza-
cAo honrosa e afetiva, Pedro nllo haviasido excluido; alem do
mais, a designacllo dada pelos anjos as mulheres tinham dado
proemin8ncia a Pedro, mencionando-o em particular. Ao arre-
pendido Pedro, o Senhor veio, indubitavelmente com indulto
e amorosaconfirmacllo. 0 pr6prio ap6stolo mantem reverente
silSncio a respeito dessa visita, mas o acontecimento e apresen-
tado por Paulo como uma das provas definitivas da ressurrei-
cllo do Senhor.'' (Talmage, Jesus. o Cristo, pp. 664-65.)
Porem, a aparicllo de Jesus a Pedro talvez tivesse urn signifi-
cado mais profundo. Numa epoca anterior, durante seu minis-
terio mortal, Jesus havia anunciado que daria a ele as "chaves
do reino" (Mateus 16:19.) Pedro, juntarnente com Tiago e
Jollo, os quais presidiam com ele, receberam essas chaves no
Monteda TransfiguracAo (ver Mateus 17:1-8; Lucas 9:28-36),
e depois disso ''agiram como a Primeira PresidSncla da Igreja
em sua epoca." (Smith, Doutrinas de Salvafllo, vol. 3, p. 152.)
Essas "chaves pertencem sempre apresid8ncia do sumo sacer-
d6cio" (D&C 81 :2), e somente podem ser exercidas em sua ple-
nitude na terra por um homem de cada vez; e esse homem que
as teve, no perlodo logo ap6s a ascensllo de Jesus aos ceus, foi
Pedro. Eprovavel, portanto, que a aparicllo especial a Pedro
tenha sido de c-erta forma associada ao principia das chaves.
(Ver tambem McConk.ie, DNTC, Vol. 1, p. 851.)
(28·2) Joilo %0:19-29. Duvidou
Tomi Que Tlvesse Bavido
Uma Ressumi~ot
"0 caso de Tome demonstra por que o Senhor chegou ao
extremo de aparecer na estrada de Emaus e no cenaculo, para
mostrar, sem sombra de duvida, como era exatamente seucor-
po. E assim, ao inves de apontannos o dedo para Tomeezom-
barmos dele, seria melhor que examinassemos cuidadosamente
a descrenca moderna que existe naquele ser sublime que, jun-
tamente com seu pai, reina como urn Homem Santo na imensi-
dao dos ceus.'' (McConkie, DNTC, Voll, p. 860.)
(28-3) Joio 21:1-17 "Simio...
Amas-me Mais do que Estes?"
Essa e uma pergunta muito importante para cada urn de
214
n6s, "Amais o Senbor?,. A resposta, quase scm exc~. se-
ria, 'Sim.' Coloquemo-nos na posicllo de Pedro.
Podeis retratar em vossa mente essa grande cena em que slo
feitas essas simples perguntas ao poderoso Pedro7 Eo Senhor
tinha meios de saber qulo profundo era o amor que e:xistia DO
coracllo de Pedro e de ensina-lo a demonstrar o quanto amava
a Jesus Cristo.
"Demonstramos e provamos nosso amor, apascentondo os
cordeiroseas ovelhas. Existem atualmente mais de tres bilhl)es
de pessoas na terra, e se considerarmos a media atual de ensi-
no, mais de dois bilMes e meio de filhos de Deus jamais terAo
a oportunidade de ouvir o evangelho de Jesus Cristo. Que vos
aconteceria, se tivesseis que viver nesta terra sem jamais poder-
des conhecer o verdadeiro caminho da vida?
H A tarefa que temos pela frente egrandiosa. Precisamos
,muito de professores. Necessitamos urgentemente de cada
membro da lgreja que possua urn testemunho e seja realmente
convertido. Os cordeiros e ovelhas estao famintos pelo pao da
vida, pelo evangelho de Jesus Cristo. Podemos demonstrar
nosso amor seguindo o profeta de Deus, 'cada membro sendo
urn missionflrio', e trazendo uma ou diversas almas anualmen-
te para a Igreja." (Bernard P. Brockbank, em CR, outubro de
1963, p. 66.)
(28-4) Joio 21:21-14; D&C 7:1-.8.
Joio Jamals Morreria?
Einteressante observar que Jo1lo especifica nos registros bibli-
cos que the foi prometido que pennaneceria ate a Segunda
Vmda, e nllo que jamais morreria. Atraves do relato relativo a
transladacAo dos tres discipulos nefitas, aprendemos exata-
mente o que aconteceu. Eoperada uma mudan~a em seus cor-
pos, para que nlo morram durante algum tempo, porem quan-
do o Senhor voltar novamente, eles serAo transformados num
abrir e fechar de olhos, da mortalidade para a imortalidade, 'e
assim eles 'jamais provarAo a morte.' (3 Nefi 28:1-10, 36-40.)
Eles serclo como as pessoas que viver1lo durante o rnilS.nio."
(McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 865.)
(23-S) Mateus 28:16-20. Jesus
Apareu na GaJUela.
"Essa e a mais importante de todas as aparicOes do Cristo
ressuscitado a seus discipulos na Palestina; nllo obstante, a 81-
blia atual registra apenas urn relato fragmentario desse aconte-
cimento. Essa aparicao foi feita por designacllo, preparada
com anteced@ncia, aqual provavelmente uma grande multidllo
de discipulos havia sido convidada. Parece ser o momento em
que, como Paulo escreveu posteriorme~te, "ele foi visto por
mais de quinhentos irmAos." (1 Cor. 15:6,) Se assim foi, os se-
tenta e os irmllos que lideravam a Igreja deviam estar presen-
tes, como tambem talvez as mulheres fieis que herdariam as
mesmas recompensas que os obedientes portadores do Sacer-
d6cio.
"Nllo conhecemos onde Jesus especificou que seria a reuniao,
porem na noite em que foi traido e preso, ele prometeu: 'Mas,
depois de eu ressuscitar, irei adiante de v6s para a Galileia.'
(Mat. 26:32.) Ap6s a ressurrei~Ao, os anjos que se achavam a
porta da tumba, como parte de sua declara~Ao as mulheres de
que Jesus havia ressuscitado, ordenaram-lhes que dissessem
aos discipulos: Eis que elevai adiantede v6s para a Galileia; ali
o vereis.' (Mat. 28:7; Marcos 16:7.) Entllo, para confirmar no-
vame.nte o encontro que havia marcado previamente, e tam-
bern para dar maior enfase aimportincia desse evento, 0 pr6-
prio Jesus ressuscitado disse as mulheres, quando abra~aram
seus pes eo adoraram: 'Ide dizer a meus irmllos que vllo a Ga-
lileia, e lame verio.' (Mat. 28:8-10.)
"Podemos imaginar os grandes preparativos que precede-
ram essa reuniao, na qual seriam tratados diversos assuntos,
sendo ela talvez semelhante ao seu ministerio com urn ser res-
suscitado, quando pregou as muJtidoes dos nefitas. Atraves
dela, o firme testemunho de sua filia~llo divina, foi propagado
ao mundo, pela boca de inurneras testemunhas." (McConkie,
DNTC, vol 1, p. 866-67.)
l9ontos a Jlon'trttar
(18-6) "Eu Set Que Fle Vive."
Jesus levantou dos mortos, e, como urn ser glorificado e res-
surreto, apareceu diante de seus discipulos. Eles o viram e tam-
bern suas feridas, as marcas da crucifica~llo. Eles o viram co-
mer, falar e mover-se diante deles. Jesus estava vivo! Eles vi-
ram que Cristo viviae proclamaram essa verdade diante de reis
e nacees, e defenderam fielmente esse testemunho ate o fmal
de suas vidas. Outras pessoas, ap6stolos e profetas modernos,
testificaram tambem a respeito desse fato: que Jesus vive e e
seu Redentor!
Muitos seculos antes de seu ministerio, rnorte e ressurrei~llo,
Jesus havia ensinado a Moises que a verdade poderia ser com-
provada atraves do testemunho de duas ou mais pessoas. (Ver
Deuteronomio 17:6; compare com D&C 6:28.) Em consonan-
cia com esse requisito, entre sua morte e a ressurrei~Ao, milha-
res de discipulos se tornaram testernunhas do Redentor vivo.
Numa conferencia geral, o Presidente Harold B. Lee iniciou
215
~itulo 28
seu testemunho com as seguintes palavras: "Eu sei, com urn
testemunho mais poderoso que. a visllo..." (CR, outubro de
1972, p. 20) Indubitavelrnente, centenas de pessoas viram a Je-
sus durante seu ministerio mortal - ate mesmo Pilatos e o sine-
drio - porem eles nllo tinham o testemunbo de que Jesus era
seu Redentor. Leia cuidadosarnente as quatro passagens desig-
nadas abaixo, para saber como esse ''segundo testemunho,"
"mais poderoso que a visllo," era urn principio estabelecido
por Jesus, que seus discipulos entendiam muito bern.
£litJ • .,lflilrHJ8 ~ escrlJurl.stlt:Af: MtJJeus 16:15·
17:Jollo IS:]¢ I abrlltiOr 11:1: Atos2:32. Dequemanti-
tfl a.w~~31/omQ'IQm tnJemunlw cle Crts.
tot VCX'I f!O!Ik f~~tPo (J lfWSMO?
(28·7) Compreeoda o Significado
Destas Simples Palavras:
''Eu Sei que Ele Vivel
Voce ja leu os quatro evangelhos e teve a oportunidade de
considerar cuidadosamente a vida e ministerio daquele ser que
e seu Redentor. Deve-se presumir que voce foi urn born aluno,
e queorara sincera e freq!lentemente, pedindo ao Santo Espiri·
to que ilumine e guie seus estudos.
Quando Jo6o ~Sere~ os versfculos/inais de seu eVtznge-
lho, que QProprladamenrefa'l. o mcemrmmto de todos os
(/UQtro. ele restiflcou qw a.s coisas ~e escmera 11 respe1to
de Jesus Cristo ertlm ~rt/Qdeiros. (VerJo6o 11:24,2!.) Vo-
cl sobe que elas s6o vediJdeiras? J6 procurou sabef'? Leia
MDI~ 1J:~46; 7;7,8, J6 [XIgou o f)l'efO para obter essa
certn.a?
(28-8) TESTEMUNBOS DOS PROFETAS
Nesta ultima dispensa~llo, doze profetas tem-se levantado
diante daqueles a quem Deus chamou para ser testemunhas es-
peciais de Jesus. Cada urn desses homens tern servido como
presidente da Igreja e prestado urn testemunho fiel de Jesus a
eta e ao mundo.
Antes de ler os testemunhos desses profetas, entretanto, ha
algo que deve considerar. Eles sllo homens especiais e prestam
urn testemunho especial, todavia usam palavras comuns.
"ExisLern certas pessoas que, ouvindo os testemunhos
prestados na lgreja por irmaos de alta posi~llo e por membros
nas alas e ramos, todos expressos nas mesmas palavras •
"Eu sej que Deus vive e que Jesus eo Cristo"- perguntam a
si mesmas: 'Por que nao pode ser dito em palavras mais cla-
ras? Por que nao sao mais explicitos e mais descritivos? Os
apostolos nao podem dizer rnais?'
E semelhante as experiancias sagradas do templo que se
tornam nosso testemunho pessoal. E sagrado, e quando te-
mos que expressa-lo em palavras, dizemo-lo da mesma forma
- todos usando as mesmas expressOes. Os ap6stolos o deda-
ram com as mesmas frases empregadas pelas crian~ da
Primaria ou Escola Dominica!. 'Eu sei que Deus vive e que Je-
sus eo Cristo.'
"Fariamos bern em nllo menosprezar os testemunhos dos
profetas ou das crian9as, pois. 'ele transrnite a sua palavra
aos horoens por iotermedio de anjos; sim, nao so aos ho-
mens mas tambem as mulheres. E isso nii.o 6 tudo; muitas ve-
zes as crian9as recebem palavras que confundem o sabio e o
instrufdo." (Alma 32:23.)
Muitos procuram um testemunho a ser prestado de alguma
fonna nova, draminica e diferente.
"Prestar testemunho emuito parecido com fazer uma de-
clara~llo de amor. Os romanticos, os poetas e os que amam
tern procurado maneiras mais expressivas para declarar, can-
tar ou descrever o amor, desde os principios dos tempos.
Lan~aram mllo de todos os adjetivos, todos os superlativos,
todos os recursos de expressllo poetica. E quando, afinal, tu-
do foi dito e feito, a declara~ao mais poderosa se resume em
tres simples palavrinhas.
"Para aquele que procura honestamente, basta o testemu-
nho prestado com frases singelas, pois quem testifica eo Es-
pirito, nllo as palavras," (Boyd K. Packer, em Discursos do
Confer2ncia Oeral- abril de 1971, p. 153.)
E agora. tendo isso em mente, leia os seguintes testemu-
nhos dos profetas. Leia-os cuidadosa e lentamente; medite so-
bre suas palavras, e lembre-sr de que "eo Espirito que testifi-
ca, nllo as palavras." (Compare com D&C 1:39.)
(23-9) Joseph Smith
''E agora. depois dos muitos testemunhos que sc prestaram
dele, este e 0 testemunho ultimo de todos, que nos damos
dele: que ele v1ve!
" Pois vimo-lo, mesmo adireita de Deus; c ouvimos a voz
testificando que ele eo Unigenito do Pai.
"Que por ele, por meio dele, e dele, silo c foram os mun-
dos criados, e os seus habitantes sAo filhos e filhas gerados
para Deus.'' (D&C 76:22·24.)
(28-10) Brigham Young
''Meu testemunho epositivo. Sei que existem as cidades de
216
Londres, Paris e Nova lorque - tanto atraves de experiencia
propria como por outros; sei que o sol brilha, que existo e te-
nho urn ser, e testifico que existe um Deus, que Jesus Cristo vi-
ve e que ele eo Salvador do mundo. Ja estivestes no ceu e
aprendestes o contrflrio? Sei que Joseph Smith foi urn Profeta
de Deus e que ele teve inumeras revelarrOes. Quem pode refutar
esse testemunho? Qualquer urn de v6s pode po-lo a prova,
mas nlo existe uma s6 pessoa no mundo que possa refuta-lo.
Ja tive muitas revelarrOes, e a oportunidade de ver e ouvir pes-
soalmente e sei que essas coisas silo verdadeiras, nllo existindo
ninguem na terra que possa nega-las. Podemos ser enganados
pelos olhos, os ouvidos, as mllos e todos os sentidos, mas o Es·
pirito de Deus a ninguem engana, e, ao ser inspirado por esse
Espirito, todo ser humano se enche de conhecimento, e pode
ver com seus olhos espirituais e conhecer aquilo que esta alem
do poder humano rejeitar. 0 que sei a respeito de Deus, con-
cernente aterra e ao governo, recebi dos ceus, nlo somente
atraves de minha habilidade natural, e dou a Deus toda a gl6-
ria e louvor." (Discursos de Brigham Young, p. 433.)
(28-11) John Taylor
"Como um Deus, ele desceu abaixo de todas as coisas e
sujeitou-se ao homem que se encontrava numa condi~ilo decai-
da; como homem, teve que lutar com todas as circunstlncias
relativas aos sofrimentos que tinha que passar no mundo. Un-
gido, em verdade com o 6leo da alegria, muito mais que seus
semelhantes, ele lutou e venceu os poderes dos homens e dos
demonios da terra e do inferno combinadas, e, com o auxilio
desse poder superior da Deidade, conquistou a morte, o infer-
no e a tumba, e ressurgiu triunfante como o Filho de Deus,
mesmo o Pai Etemo, o Messias, o Principe da Paz, o Redentor
e Salvador do mundo, tendo terminado e completado a obra
concernente aexpia~llo, que o Pai lhe dera para fazer como o
Filho de Deus e Filho do Homem. Como Filho do Homem, su-
portou tudo o que era possivel a carne e o sangue suportar; co-
mo Filho de Deus, triunfou sobre tudo. e subiu para sempre,
assentando-se adireita de Deus, para melhor levar avante os
designios de Jeova concernentes ao mundo e afamilia huma-
na.'' (The Mediation and Atonement, pp. 147-48.)
(28·11) Wilford Woodruff
Quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo veio ao mun-
do para ocupar a posicAo que lhe fora ordenada por Deus, ha-
via poucos indivlduos que tinharn fe nele, ou que estavarn
aguardando a vinda do Filho do Homem, cumprindo o que di-
ziam as profeeias. Pode-se dizer que Jesus, durante toda a
sua vida, desde a manjedoura ate a cruz, teve muito pouca
popularidade entre a grande multidao da familia humana, mais
particularmente entre os habitantes de Jerusalem. Sua histo-
ria e bastante conhecida pelo mundo. Ele sofreu uma motte
ignominiosa sobre a cruz, e ate mesmo os membros da casa
de seu Pai, os sumos sacerdotes, e os lideres de Jerusalem
estavam todos a favor de sua motte. Todavia o Salvador pos-
suia a verdade, e ofereceu-a ao mundo; ele ofereceu-Jhe vida
e salva~ao. Porem os principios que ensinou cram impopula-
res em sua epoca. Jesus conseguiu reunir apenas alguns s~
guidores a seu redor. Mas a aceita~c!o de seus principios
custou-lhes a vida, como aconteceu ate mesmo ao Salvador.
Nao conh~o qualquer homem - exceto Joa-o. o Revelador
- que tenha deixado de pagar sua fe com a vida. Todos os
que o seguiram sofreram morte violenta. Tiveram que selar
seus testemunhos com seu proprio sangue. Alguns fora.m
crucificados; outros serrados ao meio, decapitados, ou de
qualquer ontra forma assassinados por amor a palavra de
Deus e testemunho de Jesus Cristo. Foram mortos pelo amor
a sua religiao. Que acontece hoje em dia? Que outro nome
tern sido honrado e considerado como exemplo ao mundo
que o de Jesus Cristo? (JD. Vol. 25; p. 5)
(28-13) Lorenzo Snow
"Nilo existe homem algum que tenha maior testemunho da
veracidade desse trabalho que eu. Tenho pleno conhecimen-
to, e conher;o distintamente essa obra. Sei que existe um
Deus tanto como qualquer outro homem o sabe, porque ele
se revelou a mim. Bu o conher;o positivamente. Jamais es-
quecerei as manifesta~oes do Senhor enquanto perdurar mi-
nha memoria, pois elas estao gravadas em meu ser. Existe al-
go pelo que devemos trabalbar, algo por que temos de nos
sacrificar. Quando os elderes pregam entre as nar;Oes procla-
mam isso destemidamente, e com toda a coragem dizem que
Deus se revelou a nos, e tambem que ele falou a seus filhos e
filhas, como fez na antigUidade, e dizem que ele ouviu as ora-
~oes da casa de Israel, que ouviu as oracoes das pessoas sin-
ceras de corar;ao, e desceu dos ceus como fez na epoca da
antiga Israel, para salva-los, quando se encontravam cativos
entre os egipcios. Ele desceu para livrar os oprimidos,
conceder-lhes conhecimento intelectual e espiritual, e
coloca-los num pals onde podem ser abencoados e salvos de
quase inani~ao em que se encontravam , quando o evangelho
chegou a seu alcance." (CR, outubro de 1880, p.32)
(28-14) .Joseph F. Smith.
Presto testemunho, e ele certamente tern tnnta forr;a e
eficacia, se for verdadeiro, como o testemunho de J6, os
testemunhos dos disdpulos de Jerusalem, os discipulos des-
te continente, de Joseph Smith, ou qualquer outro homem
que disse a verdade. Todos sao de igual forr;a e firmeza para
o mundo. Como servo de Deus, quero declarar, independente
do testemunho de todos os homens e de todos os livros que ja
217
foram escritos, que recebi o testemunho do Espirito em meu
cora~ilo e testifico diante de Deus, anjos, e hornens, sem te-
mer as conseqO@ncias, que sei que meu Redentor vive. e que
o verei face a face, e estarei com ele em meu corpo ressurreto
nesta terra, se for fie!; sei, porque o Senhor me revelou. Rece~
bi 0 testemunho, e 0 presto agora, dizendo-lhes que e verda-
deiro. 0 tetemunho dos santos sobre a crucifica~c!o e ressur~
rei~ilo de Jesus Cristo confirma e soma-se aos dos discipulos
que viveram em Jerusalem, aos dos que viveram oeste conti-
nente, ao do Profeta Joseph, ao de Oliver, ao de Sidney, e ao
de tantos outros, uma vez que os santos nao o receberam
desses discipulos, mas sim pelo mesmo Espirito atraves do
qual eles (os disdpulos) tambem o receberam. Ninguem ja-
mais recebeu esse testemunho, a nao ser que o Espirito de
Deus o tenba revelado (Doutrina do Evangelho. pp. 408-409).
(28-15) Heber J. Grant
"Agradeco a Deus o conhecimento que possuo, recebi-
do atraves da inspira~llo de seu Espirito, de que Deus vive,
que Jesus e o Cristo, o filho do Deus vivo, o Redentot do
mundo, o Unigenito do Pai na carne. Sou grato a ele tambem,
por saber que Joseph Smith foi urn profeta do Deus verda-
deiro e vivo.,.Que Deus me ajude. e tambem a cada santo
<;los ultimos dias que possuir urn testemunho da divindade da
obra em que estamos engajados, a viver de modo que nossas
vidas possam proclamar a veracidade deste evangelho, hu-
mildemente oro e peco em nome de Jesus CTisto, nosso Re-
dentor, Amem." (CR. abril de 1930, p. 192).
(28-16) George Albert Smith
"Para concluir minha mensagem, permiti-me dizer: Ain-
da nao nos encontramos a salvo do bosque onde nos achava-
mos perdidos. Este mundo esta pronto para ser completa-
mente varrido de sua iniqUidade, a menos que os filhos e fi.
!has de nosso Pai Celestial, se arrependam de seus pecados e
se voltem ao Senhor. Isso significa que os santos, ou mem-
bros da lgreja de Jesus Cristo dos Santos dos Oltimos Dias.
juntamente com os demais povos, mas principalmeme n6s.
acima de tudo, devemos ser urn exemplo para o mundo. En·
viamos mais de setenta mil de nossos filhos e filhas ao mun-
do, pagando suas proprias de&pesas, para que compartilhem
o evangelho de Jesus Cristo com os outros filhos do Senhor.
Por que? Porque sabemos que eo unlco plano que Deus deu
aos filhos dos homens pelo qual eles podem obter urn Iugar
no reino celestial. Por isso e que ele e tc!o importante. Neste
grande edificio, tao sagrado para todos nos, apos ouvirmos o
esplendido coro acompanhado pelo 6rgllo, e tambem as ora-
r;oes que foram oferecidas aqui e testemunbos prestados,
quero testemunhar-lhes que sei que Deus vive. Sei que Jesus
eo Cristo, e que Joseph Smith foi urn Profeta do Deus vivo o
qual restaurou atrave.s dele o evangelho verdadeiro de Jesus
Cristo nestes ultimos dias...
E assim, ao compreender a seriedade de urn testemunho e
imaginar o que ele significa, tendo em meu coracao urn amor
nlo fingido e o desejo de abencoar a todos os filhos de nosso
Pal, deixo este testemunho, de que este eo evangelho de Je-
sus Cristo, o unico poder de Deus para a salvacilo e prepara-
cAo para o reino celestial, ao qualtodos n6s poderemos ir, se
obedecermos aos termos concernentes a ele, e o que lhes
testifico, oeste dia, em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor.
Amem." (CR. outubro de 1946, p. l53)
(l&-17) David 0 . Mckay.
" lrmllos e irmlls, desde minha inf!ncia, tenho alimentado
em meu ser a verdade que Deus eurn ser pessoal, e que ele
e, de fato, nosso Pai, a quem nos dirigjmos em oracilo e rece-
bemos suas respostas. Meu testemunho a respeito do Se-
nhor ressuscitado etllo real quanto o de Tome, que disse ao
Cristo ressurreto, quando este apareceu aos disclpulos :
"Meu Senhor e meu Deus! (Jo!o 20;28) Eu sei que ele vive.
Ele e o Deus que se fez carne; e sei que nll.o existe nenhum
outro nome debaixo do ceu, dado entre os ~omens, pelo qual
devarnos ser salvos." (Atos 4:12)
"Sei que ele falara com seus servos que o procuram com
humildade e retid!lo. Sei disso porque ouvi sua voz e recebi
orientacllo em assun1os conceroentes a seu reino aqui na ter-
ra."
"Sei que seu Pal, nosso Criador, vive, e tambem que eles
apareceram ao Profeta Joseph Smith e the deram as revela-
cOes que se acham agora registradas em Doutrina e Conve-
nios e em outros livros da lgreja. Esse conhecimento e tllo
real para mim quanto o que recebemos em nossa vida dia-
ria. Quando deitamos nosso corpo anoite, n6s sabemos -
temos plena certeza - que o sol se levantani pela manhll e
derramara sua g}6ria sobre toda a terra. 0 mesmo acontece
ao conbecjmento que tenho da exist!ncia de Cristo e da divin-
dade desta Igreja restaurada." (CR, abril de 1968, pp:9-10)
(2.8-18) Joseph Fielding Smith
"0 Salvador jamais cometeu qualquer pecado ou teve a
consci!ncia pesada. Ele jamais teve necessidade de se arre-
pender, como eu e v6s, mas de alguma forma que nllo posso
compreender, ele carregou o peso das minhas transgressOes
e das vossas, e de cada alma que entra para esta lgreja, des-
de o tempo de Ad~o ate a epoca atual. Ele veio e ofereceu-se
2.18
como urn sacrificio para pagar o debito das coisas erradas
que fiz, e que cada urn de v6s fizestes individualmente, e d~
cada uma das pessoas que estllo dispostas a se arrepender
de seus pec;ados, voltar-se para Jesus Cristo e guardar os
seus mandamentos. Ele pagou o pre~o. Pensai nisso, se pu-
derdes. Pensai no que urn homem pode sofrer pelas suas
transgressOes. 0 Salvador tomou sobre si esse fardo, de uma
forma que esta alem de nossa compreensllo, mas ele real-
mente o fez. Sei clisso, porque aceitei sua palavra. E o imenso
tormento e peso que ele teve de suportar para nos salvar foi
tao grande, que rogou a seu Pai que, se fosse possivel, o li-
vrasse de beber da amarga taca e recuar; todavia seja feita a
tua vontade! A resposta que ele recebeu de seu Pai foi; 'Teras
de bebe-la.'
"Sera possivel deixar de ama-lo? Nilo, eimpossivel. V6s o
amais? Entllo guardai seus mandamentos. Se o nilo f1Zerdes,
tereis que prestar contas de vossos atos...' Se me amais,
guardareis os meus mandarnentos.' (Jo.l4:15.)" (Take
Heed to Yourselves, pp.281-82.)
(23·19) Harold B. Lee.
"Como a mais humilde pessoa que existe entre v6s e ocu-
pando esta posi~llo, quero prestar-vos meu testemunho de
que recebi pela voz. e poder da revelac!o, o conhecimento e
compreensilo de que Deus vive. Aconteceu uma semana de-
pois da ultima confer!ncia, quando me preparava para profe-
rir urn discurso pelo radio a respeito da vida do Salvadore, ao
reler a hist6ria da vida, crucifica~ll.o e ressurreic!o do Mestre
- senti dentro do meu ser, enquanto lia. a realidade daquela
hist6ria, muito mais do que se achava nas escrituras. Pois em
verdade encontrei-me presenciando aquele acontecimento
com tanto certeza como se 16 estivesse pessoalmente. Sei
que reccbi esse conhecimento atraves das revelacOes do
Deus vivo." (~ivine Revelation," Speeches of the Year,
1952, p.l2. ltidicos adicionados.)
(l&-20) Spencer W. Kimball.
"Estamos na semana da Pascoa - ~poca em que solene-
mente lembramos o acontecimento inedito ocorrido num pe-
queno horto, dentro de urn tosco sepulcro, numa colina fora
dos muros de Jerusal~m. Aconteceu numa madrugada e as-
sombrou a toda a alma que teve noticia.
"Visto que nunca antes havia acontecido aqui na terra, de-
ve ter sido dificil de acreditar, mas como podiam continuar
duvidando, quando o pr6prio Senhor ressurreto se apresen-
tou diante deles e puderam tocar as chagas em sua mllos e
pes? Centenas de seus amigos mais chegados e crentes pres-
taram testemunho.
"Este foi Jesus de Nazare, nascido numa manjedoura, cria-
do numa pequena aldeia, batizado no Rio Jord!2_, crucificado
no Golgota, sepultado num cubiculo escavadp na rocha, e
cuja ressurreicao foi testemunhada no pequeno e aprazivel
horto perto do sepulcro.
Seu sofrimento sobre a cruz, e antes de ser crucificado, eo
seu sublime sacrificio tern pouco ou nenhum sentido para
nos, a menos que vivamos seus mandamentos pois ele diz:
''..• por que me chamais Senhor, Senhor, e nlo fazeis o que
eu digo?" (Lucas 6:46).
"Se me amardes, guardareis os meus mandamentos."
(Jolo 14:15).
"Se falharmos em viver seus mandamentos, certamente
perderemos a comunicacao com ele." (A Liahona, fevereiro
de 1973, p.35)
"E a vida etema novamente se tornou disponivel aos ho·
mens na terra, pois as escrituras dizem que: 'E a vida eterna e
esta: que te conh~am, a ti so, por unico Deus verdadeiro, e a
Jesus Cristo, a quem enviaste.' (Jo. 17:3.) E assim voltamos
novamente a promessa que ele fez num certo monte da Pa-
1estina: 'Bem-aventurados os limpos de coracllo; porque eles
verllo a Deus." (Mat. 5:8.)
"Os homens que conhecem e amam a Deus, vivem os
seus mandarneotos e obedecem as suas verdadeiras orde-
nancas, poderao ainda nesta vida, ou na vida futura, ver sua
face e saber que ele vive e se comunicara com eles.
"Amigos, eu vos exorto a que pesquiseis mais. Testifico
quanto a essas verdades, em nome de Jesus Cristo. Arnem
(CR, abril de 1964. pp.98-99).
219
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romo..,_..,. t~t'Pf'0/~1
(18-11) Fali Alguma Diferen~a?
Voot! acaba de cbegar ao final da licao e do estudo dos
evangelhos, mas, no que se refere a voce, esta apeoas come-
cando. Voce o escrevera- todo o resto dele- durante toda
a sua vida. Seu modo de agir, viver e servir sera como o de
uma pessoa que ama o Senhor?
Examine os evangelhos com freqUt!ncia - nunca se afaste
demais do suave e doce testemunbo que eles contem: que
Jesus vive e eo seu Redentor.
Os membros da lgreja tern a obrigacao de fazer do Filho do
Homem sem pecado, o seu ideal - o ser perfeito (mico que ja
viveu sobre a terra.
0 mais sublime exernplo de Nobreza
Semelhante a Deus por natureza,
Perfeito em seu amor
Nosso redentor
Nosso Salvador
0 filho imaculado de nosso Pai Eterno
A Luz, a Vida. o Caminho.
"Sei que ele vive..." (David 0. Mckay. "The Transforming
Power of Faith in Jesus Christ," (Improvement Era, junho de
1951, p. 478.)
220
221
Apendice E
A Terra da
PalestinaComo a propria hist6ria da Palestina, seu solo e
urn estudo dramatico de contrastes. Nessa peque-
na regillo ha uma grande variedade de extremos
em altitudes, solo, vegeta'~llo e clima. Ao norte en-
contramos as neves peq)etuas do majestoso M'onte
Hermon, dominando os bosques e viohas da linda
Galileia. Mais ao sui temos a vi~osa terra da Sa-
maria; a regillo montanhosa e tropical do Mar
Morto.
~
Mar.1orto · 4,26 m~
abaixo do ni•~l do mar S
0 luoral da Tma San1a •
bascance reaular ao sui do
Monee Carmelo, Somtnt< as
l"ldadcs costc1r3~ da FtniC'Ia
erarn dotodas de portos natu·
rai.s.
JerusalemNo Tempo de Cristo
Palacio de Herodes
Residertcia de Pilatos
Palacio do Sumo Sacerdote
An8s e Caifas
Este esboco nao foi feito com o objetivo de criar qualquer con-
trov~rsia no tocante AlocalizacAo exata das muralhas da cidade,
etc.
Palacio de Herodes...
Residencia de Pilatos
Fotografias da maquctc que se encontra no Hotel Terra Santa, em Jerusalem.
OTemplo
0 templo de Herodes, ou o terceiro
construido em Jerusalem (o primeiro foi ode
SalomAo, erigido 1.000 A.C., eo segundo o
de Zorobabel, edificado aproximadamente
no ano 520 A.C., depois que os judeus
retornaram do cativeiro) era uma estrutura
magnifica, construida por Herodes, o
Grande, provave1mente com a inten<;:ao de
obter o apoio dos judeus da Palestina. A
maior parte do trabalho foi completada antes
do ministerio de Jesus. Foi Ia que ele
assombrou os doutores e mestres, quando
tinha apenas doze anos de idade, e tambem
onde encerrou seu ministerio publico,
durante a ultima semana de sua vida.
Fortaleza Antonia
(Romana)
A fortaleza Antonia, toda de pedra foi
construida ligada ao canto noroeste do muro
do templo por Herodes, o Grande, que lhe
deu esse nome em honra de Marco Antanio.
As tropas romanas que ocupavam a fortaJeza
observaram a entrada triunfal de Jesus em
Jerusalem, e teriam tentado destruir o cortejo
triunfante, se acreditassem que Jesus se
constituia uma ameaca real ao dominio de
Roma em Jerusalem. Numa epoca posterior
Jesus foi trazido ao patio desse edificio, para
ser apresentado aautoridade romana.
0 Cenaculo
Ainda nAo foi estabelecido com certeza
o local onde estava situado o cenaculo onde
Jesus e os Doze Ap6stolos celebraram a
Pascoa, porem segundo a tradicAo,
localizava-se na area cercada pela muralha
sui da cidade antiga. Foi Ia que Jesus
instituiu a ordenanca do sacramento, indicou
quem o trairia, e ministrou os grandes
ensinamentos que se encontram registrados
nos capitulos 13 e 14 do Evangelho de Jollo.
e Tarso
c lC!L P--
MAR
MEDITERRANEO
~
Mar
Morto
Nabateia
*cj
ci
'<t
0
i
~
Hist6ria Cronol6gica da Vida e Ministerio de
Jesus Cristo.
(Muitas Datas do Novo Testamento Silo Apenas Aproxirnadas, Abrangendo de Urn a Sete Anos.
Foram Selecionados Alguns Eventos lmportantes do Ministerio do Salvador para Representar Algumas de Suas Atividades.)
4AC DC 1
Augusto
3 6 9 12 15 18 21 24 27 DC 30
"E vei"o, e habitou numa
cidade chamada Nazare,
para que se cumprisse o
que fora dito pelos
profetas: Ele sera
chamado Nazareno.
"E aconteceu que Jesus
cresceu junto de seus
innaos e se fortaleceu,
esperando no Senhor
pela epoca de seu
ministerio." (Mateus
3:23, 24. Versiio
lnspirada.) (fradu¢o
livre do original.)
j0
~......
27 A.C. a 14 D.C. Tiberio, 14-37 D.C.
Judeia, Samaria e ldumeia
fonnaram uma provincia
romana, govemada por urn
procurador, de 6-10 D.C.
Valerio
Grato POncio Pilatos, 26-36 D.C.
15-26 D.C.
DC 31
.I
,;
I
I
"!
c
r----------+--------------------------------~-----------------------------------+-----------
Arquelau, Etnarca da Judeia,
4 A.C. -6D.C
Herodes Filipe, Tetrarca da Itireia,
4 A.C. -34 D.C.
Herodes Antipas, Tetrarca da Galileia,
4 A.C. - 39 D.C.
Os relatos contidos nos evangelhos niio indicam que Jesus tenha passado urn dia sem atividade. Niio existe urn consenso unifonnc::
de opiniilo entre os eruditos cristilos quanto ao dia em que Jesus foi crucificado. Alguns afmnam que esse fato ocorreu na quinta-
feira, ao inves de tradicionalmente na sexta-feira. Considerar a sexta-feira como o dia da cruciflXiio, faz crer que Jesus permanece
apenas vinte e quatro horas na tumba, embora e 6bvio que esse periodo abrangesse parte dos tres dias.
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- · o-·· ··- -····- - - ·-·-
Escolha dos Doze
Sermao da Montanha
Milagres e Curas.
Jesus Acalma a Tempestade no Mar da Galileia.
Curas e Expulsao de Demonios
Parabolas no Mar da Galileia
Segunda Rejei~o em Nazare
Os Doze Sao Enviados a Pregar
Morte de Joao em Macaeros, Pereia.
Os Doze Retornam
TERCEIRO ANO DO MI NISTERIO PUBLICO DE JESUS.
Alimentadas Cinco Mil Pessoas
Jesus Caminha Sobre o Mar
Terceira Pascoa
Transfigura~o
Os Setenta Sao Enviados a Pregar
Jerusalem - A Festa dos Tabernaculos
Os Setenta Retornam
Inicia o Ultimo Ministerio na Judeia e Pereia
Jerusalem - Festa da Dedica~o
LAzaro eLevantado dos Mortos em Betania
SEMANA DO SACRIFiCIO EXPIATORIO.
Primeiro Dia: Entrada Triunfal em Jerusalem
Segundo Dia: Purifica~o do Templo
Terceiro Dia: Jesus Ensina por Parabolas
Quarto Dia: Descanso em Betania
Quinto Dia: Quarta Pascoa/ 0 Sacramento Monte
das Oliveiras - Getsemani
Sexto Dia: A Traicao, Prisao,
Julgamento, Condena~o.
CruciflXao e Sepultamento
5etimo Dia: sao Colocados
Guardas aPorta da Tumba
Primeiro Dia: Cristo Aparece
Como Ser Ressuscitado
OS QUARENTA DIAS DE MINISTERIO
Apari~o de Cristo aos Discipulos em Jerusalem, Galileia
lnstru~o Especial, Bencaos aos Doze
Ascen~o do Monte das Oliveiras
APARI<;AO AOS NEFITAS.
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Hist6ria Cronol6gica do Novo TestamentoM u1U11 O..t~ M encionadas N~te CtlfiCOdoNovo TesramemoSioAPMO> JproximM»s Com Umou Do•s AnosdeDifet~ lsto..,JpiiCa fspec~lmentels Data>R~auvas aos Diversos LM osdoNovo T~t•mer
lmperadores
Romanos
0..-.t,.co do.._,_
Procuradores
Romanos
na )udeia
0..-.t.-a..
-·-Reis
Subsidiarios
A Roma
0..-ol,.co •
_,_
D.C. 35 D.C. 40 45 D.C. SO D.C. SS D.C. 60
• Morte e Ressurre•t4o de Jesus
• Oia de Pentecostes - Os Oiscipulos Recebem o Esplnto Santo
~:::::::::::=:::::::~Pn:me•ros Labores no [ vangelho- em Jerusalem. Samana em Ant16qu•a
1 Aumenta a Host1IKiade dos Lideres )udeus Contra a lgre,a.
• Est~Jo ~ ApedreJado at~ Maner
• Con•ersao de Paulo
PauloPartepara Oamascoe Ar;b,a
Paulo Permanece 4ou S anos nos Arredores de Tarso
Paulo e Barna~ Trabalham cerca de um Ano em Ant16qu•a
Herodes Agnpa I Perseaue a lgre1a
0 Ap6stolo T•aao ~ M.lrt•r•zado por Herodes
Pedro~ Preso e M~raculosamente l1bertado
Pr•me~ra V••aem ~•ss100.ina de Paulo
Conselhode Jerualt'm - N1oMaiS eRequNidoque os Geni-
c....... loio
I•••••,.. Segunda V1agem M•ss•onana de Paulo
Os Judaizantes Criam Grande
Apostasia e Disc6rdia na
lgreja
o.-.- · a..-~ ......""-"'
•
..... (A... II:a}.fro oleo_odor ....-• ,..;,.
,.,ttdostr.._....._.._.,_....~ w-...
- orqoooloooo OS joodoon• · -
• • Paulo Volta a Jerusalem
·f:iC!e.!!~~~f Tercelfa v..~ '-IISSIO
•
•
lS..Il~ (~ nolpou os ~• - ~
0 C ~ • .,.;-... _,...uo(H o'- e,..
r...lo"" •..., .. D.C.
Templo
nos em
ufragoo e ln•erno em >('Iota (>alta)
80
durante Doos anos em Roma - Coza de Grandt' Loberdade de A~.!p
0 Peroodo de Loberdade d!' Paulo - Cr,lnde Trabalno Mossooniuoo
Perseguo~.!o Movoda por 'lt•ro
Pedro e Paulo Sao Apro;oonado;
Martiroo dt• l't>dro
Martino dt> Paulo
IS D.C. 95 DC.
A lgreja egrandemente corrompida pelas
filosofias pagas. que deturpam as
doutrinas do Evangelho
Queda de- )Nu;alt•m Tomada por Toto. e Destruo~Aodo Templo.
1re1a. Movodas por Domocoano - >luoto; Santos SAo Martoro1ado>
I . Joao t Banodo para a llha de Patmos :
)o.!o~agora oUnocoAp6stoloqueConseguou Sobrevo.er- A lgreJaCaoPmApost.uoa •
0. ..nlo•.ltml><•ndo-i<o do qutlnu•
t...n. profthudo (luc., 21:20-24)
fuKtUm. COnwtutndo .tSStm nc.ap..r do
ce-rco fttfo por Vesp.ts..Jno t Ttto
f~to Pflliu • Htrodft Alrip" H. ftlho * A3np.a I,
qut os .tjud.uW"" rf'tolvtr o t .a)C) de P"ulo. (Aio~
26.)
OomiNno. filho de VnpaWno ~ •nttrlo tovoem • f•to. fo•
o prin~no Choir ~ eap.Andir .tmpl.lrMftCt' .t .ldor.t(.0 .tO
~~. Ue iniciou unw no".a t m.aas ttft'ft't.fu ~f'M'IVI(.lo
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MAR MEDITERRANEO
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f11 Clauda O
S;"te Menor A R M E 0 I T E R R P.., N E.
Alexanarla•
0 Livro de Apocalipse
Os Sete Selos (Os Sete Dias de 1.000anos da Existencia Temporal da Terr
lnicio do Ministerio
de Adao
A lniqiiidade Come!;a
a se Propagar .
0 Arrependimento E
Ensinado atraves de
Profetas
Adao Reune e
Abent;oa Seus Filhos
Falecimento de Adao
Ministerio de Enoque.
A Cidade de Enoque e
Transladada
Ministerio de Noe. 0
Grande Diluvio . A
Humanidade Tem
Novo lnicio. A Torre
de Babel
Os )areditas Chegam a
Terra Prometida.
Ministerio de Abraao
lsaque, )aco e as Doze
Tribos de Israel
0 Cativeiro de Jose e
Israel no Egito
Ministerio de Moises
Conquista da Terra de
Canal
Os lsraelitas
Come!;am a Ter Reis.
Israel e Dividida em
Dois Reinos
Ministerio de Isaias
As Dez Tribos Sao
Conquistadas e
Perdidas
Os Profetas Sao
Rejeitados
A Tribo de )uda e
Levada ao Cativeiro
Periodo de Apostasia
Ministerio de )oao
Batista
Ministerio de Cristo
Estabelecimento de
. lgrejas
E Feito o Sacrificio
Expiatorio
0 Evangelho e Levado
aos Gentios
A Grande Apostasia e
o Periodo de Trevas.
Joao Nos Deu um Resumo dos Acontecimentos Principais Relativos aos Cinco
Primeiros Selos.
Joseph Smith declarou:"As coisas que Joao viu nao se referiam aos acontecimentos dos dias de AdAo. I nnque, Abrao ou
Jesus, a nAo ser quando ele clara e expressamente o diz... Jooo viu somente o que estava reservado p.tr,1 o futuro. eo que
ia acontecer em breve."(Ensinamentos, p.281.) Esse fato se toma ainda ma1s ev1dt>ntP quando vern~ que o-; <.inw
primeiros selos sao abordados em apenas 11 versiculos (somente 3% do total do Apocalipse) ao passo qut> "' dt·mais 281
versiculos (70%)tratam dos eventos relativos ao sexto e setimo selos, e da gl6na f1nal da terra.
Ao Abrir-se o
Sexto Selo
GFimdes
Calamidades
Serio
Demonstrad;IS.
(6:12·17.)
A Destrui!;ao E
Retida Enquanto
os )ustos Sao
Selo~dos ·
Restaura~o do
Evangelho.
(7:1-8.)
Duro~nte o
setimo Selo
Havera Fogo,
Deslrui~o e
Guerras
Desenfreadas.
(8:1-13; 9:1·21 .)
Havera Ouas
Testemunhas em
Jerusalem
Durante a
Grande Guerra
que U Sera
Travada .
(11:1·13.)
Soa a Selima
Trombeta ·
Vozes Celestiais
Anunciam o
Triunfo do
Reino . (11:13-19.)
As Ta~as
Contendo os
)ulgamenlos Sao
Derramado~s
sobre o Mundo;
Os lniquos Ainda
Nao se
Arrependem.
(15:5-8; 16:1-21.)
NOIU ipoca:
"A Nolte
Sabatia do
Tempo."
A Renascen~a e
Reforma. Revolu~ao
Industrial. Ministerio
de Joseph Smith. A
lgreja se lorna uma
O rganiza~ao Mundial.
Os Santos se Preparam
para a Vinda de Cristo.
Grandes Calamidades
Ocorrem em Todo o
0
sabldo
da Terra
Oestrui~ao Final dos
lniquos. Cristo Vem
para Reinar como o
Rei dos Reis. A Terra
Recebe uma Gl6ria
Paradisiaca. Satanas e
Amarrado. Era Milenar
de Amor e Paz. A
Terra ECelestializada
no Final do Milenio.
Mundo. Si3o E
Completamente
Estabelecida.
Jo3o, o Revelador.
Reino de Deus e Seu Destino Triunfante
mbora os eventos referentes as epocas futuras tenham sido revelados de acordo com a cronologia basica dos sete selos,
ao ha qualquer indicio de que o prop6sito do Senhor tenha sido es~ar todos os aspectos da revela~ao de acordo com
ordem estrita em que ocorreriam os acontecimentos. Como urn grande mestre - que faz algumas pausas durante sua
presenta~ao a fim de esclarecer melhor ou ampliar seus ensinamentos, assim tambem o Senhor interrompe a ordem de
presenta~ao para proporcionar maior discernimento, ensinar novas verdades e dar urn conhecimento mais profunda a
speito do maravilhoso destino futuro de seu reino. Esses "interludios didaticos" sao demonstrados no grafico abaixo:
Uma Voz
Anuncia nos Ceus
o Triunfo Final
do Reino de
Cristo. (19:1-10.)
Cristo Vem como
Rei dos Reis -
Oestrui~ao Final
dos lniquos.
(19:11-21.)
Satanas E
Amarrado.
(20:1-2.)
Os Justos sao
Redimidos;
Come~o
Milenio. (20:3-6.)
Satanas ESolto
ao Findar o
Milenio. Sua
Conquista Final e
Banimento.
(20:7-10.)
0 Grandee
Ultimo
Julgamento.
(20:11·13.)
Um NovoCeu e
uma Nova Terra
- 0 Mundo E
Celestializado.
(21:1-27; 22:1·5.)
UMA EXPLICA(:AO A RESPEITO DO REINO DE DEUS ESUA OPOSI(:AO AO REINO DE SATANAS.
As vozes nos ceus anunciaram o triunfo futuro do reino de Deus. Este reino. e seu grande oponente sat3nico,
serao agora discutidos com maiores detalhes.
I. A lgreja e Reino de Deus.
A. A igreja (a parte eclesiastica do reino) dA
aluz ao reino onde Cristo reina como
rei (o aspecto politico do reino).
B. A igreja e reino de Deus sAo enfrentados
pelo grande draglo. (Satanas.)
C. Essa oposi~ao realmente c~ou na
exist@ncia pre.mortal e fez com que
houvesse uma guerra nos ceus.
D. A igreja da epoca de Joao nlo daria a
luz o reino, e o draglo a levaria para o
deserto(apostasia).
(12:1-17.)
11. A lgreja e Reino de Satanas.
A. Jolo v@ a besta que saiu do mar. t-lhe
mostrado que Satanas tern poder sobre
os reinos (os aspectos politicos de seu
reino~
B. Joao v@ a besta que subiu da terra fazer
grande mal atraves dos poderes
religiosos (os aspectos eclesiasticos de
seu reino).
C. Os seguidores da besta sAo selados na
testa, em sinal de obed~ncia.
(13:1-18)
Ill. 0 Resultado Final.
A. Joao v@ o Cordeiro sobre o Monte de
Silo, juntamente com aqueles que
foram assinalados na testa por De...f.
(Os 144.000.)
B. Jolo v@ a restaura~ao do evangelho
atraves da ministra~ao angelica. que
assinala a queda dos dominies de
Satanas.
c. 0 Filho do Homem evisto no ca.,
tendo uma foice e um lagar. Est.i para
iniciar-se a arande ceifa ijulgamento)
dos iniquos.
(14:1-20.)
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EGEU
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•
Sons Portos
·•
'·patmos
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RODES
MAR MEDITERRANEO
237
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3Jnbite
lntroducao ao Curso de Religiao 212
IntroducAo
A lgreja se Expande aMedida que se Propaga o Testemunho .
• • • • • • • - • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0 0 0 0 0 • • 0 . 0 247
29 "Vos Sois as Minhas Testemunhas, Diz o Senhor'' .... 257
30 ••Deus N4o Faz AcepcAo de Pessoas" . .. .....•...... 267
31 "Este ePara Mim Urn Yaso Escolhido'' ... . ... ...... 275
32 "Eu te Pus Para Luzdos Gentios" ..............•. .. 283
0 Testemunho de Paulo Como Missionario
33 A Vinda do Senhor Jesus Cristo................ .. . ..291
34 ''Para Que a Vossa Fe Nao se Apoiasse na Sabedoria dos
Homens" .......... , , . , ... . ....................... 305
35 "Fazei lsto em Memoria de Mim" ... . . , ... , ...... . . 3 11
36 "Procurai Com Zelo os Melhores Dons" ...... •. ..... 321
37 "A Momentiinea TribuJacao Produz para nos urn Peso
Eterno de Gloria mui excelente" ..... , . ...... .. . ...... 327
38 "Porque Tudo o que o Homem Semear, isso tambem Co-
lhen" ................... . ............ , ........... 335
39 "0 Homem e Justificado pela Fe" ................. 345
40 "Herdeiros de Deus e Co-Herdeiros com Cristo" ... . . 355
41 ''Escolhidos antes da Fundacao do Mundo" ....... .. 363
Paulo Testifica da Prisao
42 "Como de Mim Testificaste em Jerusalem, assim lmporta
que Testifiques tambern em Roma" ................... 375
43 "Sois... concidadaos dos santos" ....... . .. ... ...... 383
44 "~ o Exemplo dos Fieis" ................ •... ..... 395
0 Testemunho de Pc.ulo aos Llderes do Sacerd6cio
45 "Combalio BornCombate, acabei a Carreira, guardei a fe"
0 0 0 0 • • • • • • • • • • 0 • • • 0 • • • • • • • • • • • • 0 • • • • • 0 • • • • • • • • • 0 • • 409
46 "Prossigamos ate a Perfeicao" .................... 419
47 "Pelo Sangue Sereis Santificados .. ........... .... .. 429
48 "Fe: A Prova das Coisas que se niio veem ........ . ... 435
Os Ap6stolos Antigos Testificaram ao Mundo
49 ''A Religiao Pura e Sem Macula" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449
50 "Porque por isto foi pregado o evangelho tambem aos mor-
tos'' .................... .. ............. ... .. .... . . 459
51 "Participantes da Natureza divina" ................. 467
52 ''Andaremos na luz, como elena luz esta" .. ......... 475
53 "Porque se lnfiltraram alguns homens impios" .... . .. 481
Joao Testifica do Triunfo da lgreja
54 "A Revelacao de Jesus Cristo a seu servo Joao ........ 499
55 "Os Reinos do Mundo Yieram a ser de Nosso Senhor". 509
56 "Eis que Depressa Venho; eo meu Galardao esta Comigo"
• 0 0 • • • • • • • • • • • 0 0 • • • • • • • ' 0 0 0 . 0 0 • • • • 0 • • 0 • • • • • • • • • 0 0 0 519
Apendice A ...• , • ..... . ...... , ....• ... ......... ... . 527
Apendice B .... ... . , .............•......•.... . ..... 533
Apendice c ...... .. .. .. 0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 536
Apendice D ....•......• .• ........... .. . .• , • . . . . . . . . 540
QCurgo be ltligi&o 212
4 4
~ ~er-me-eig tfr;egtemunbag''
TEMA:
"Mas recebereis a virtude do Espfrito Santo, que hO de vir
sobre vos; e ser-me-eis testemunhas. tanto em Jerusalem como
em toda o Judeia e Samaria, e ate aos c:onflns da terra." (Atos
1:8.)
" Pergunto-vos, o que o Scnhor quis dizer quando, ao levar
os Doze Ap6stolos ao topo do Monte das Oliveiras, falou:
" ... E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalem como em
toda a Judeia e Samaria, e ate aos confins da terra." (Atos
1:8.)
"Estas foram suas ultimas palavras ames de ascender ao seu
Jar celeste.
"Qual o sentido da frase 'ate aos confins da terra"? Ele ja
havia enumerado as regioes conhecidas dos ap6stolos. Seria o
povo da Judeia? ou da Samaria? Ou talvez os poucos milhOes
do Oriente Proximo? Quais seriam os "confms da terra"? Es-
taria ele se referindo aos milhOes de seres do que se constitui
hoje a America? lncluiria o termo, as centenas de milhares, ou
mesmo milhOes, da Grecia, ftalia, Costas Mediterraneas, ou os
habitantes da Europa Central? 0 que significaria? Estaria ele
falando das pessoas vivas do mundo inteiro e dos espiritos des-
tinados a virem ainda nos seculos futuros? Nao estaremos n6s
subestimando suas palavras ou sentido? Como podemos
satisfazer-nos com 100.000 conversos entre quatro bilhOes de
pessoas do mundo, que precisam do evangelho?...
" Por certo ja conheceis a declarar;Ao do Profeta Joseph
Smith na carta Wentwortb. escrita no dia I ~ de ma~o de 1842
(History ofthe Church, Vol. 4, p. 536.) Tcnho certeza de que
240
o Profeta Joseph previu o futuro e vislumbrou muitos proble-
mas com animosidades nacionals, e temores com guerras, d•s-
tllrbios e ciumes, e estou certo de que viu que todas essas coisas
acontcceriam, e apesar disso ele declarou com destemor e con-
fianca:
" ' Nenhuma profana mao pode impedir o progresso da
obra; nem perseguir;Oes, turbas, exercitos, calimias, podem
impedir a verdade de Deus de ir avante, corajosa, nobre c inde-
pendente, ate haver penetrado em cada continente. visitado to-
do clima, varrido cada pais e soado em todo ouvido, ate se
cumprirem os propositos de Deus, e o grande Jeova dizer que
o trabalho terminou.''' (History ofthe Church, Vol4, p. 540.)
(Spencer W. Kimball, "Quando o Mundo Estiver
Convertido,"Ao Proc/amar o Evangel/to, (33496 059) pp. 204,
210-11.)
Os ap6stolos antigos e os samos trabalharam fiel e diligente-
mente para cumprir a divina missao que receberam de levar seu
testemunho a todo mundo. 0 objetivo deste livro de ticOes e
ajuda.Jo a conscientizar-se de qullo seriamente estes homens
aceitaram a admoestar;ao dada pelo Salvadore cumpriram a
parte que deles era requerida nesse grande empreendimento.
Falando a respeito deles, o Presidente Harold B. Lee declarou:
"Ao examinarmos a devo~o incomparavel e altrulsta desses
antigos ap6stolos e martires pelo evangelho de Cristo,
devemo-nos curvar em humilde reverencia, e repetir com gran-
de aprer;o e compreensao, como fez a multidao em Jerusalem,
no momenta da entrada triunfal, as seguintes palavras: 'Ben-
dito o (os apostolos do passado e do presente) que vern em no-
me do Senhor." "(CR, abril de 1955, p. 19.)
Qual Devera Ser o Meu Objetivo
ao ParticipQr deste Curso de Estudo?
0 estudo da ultima parte do Novo Testamento tern dois ob-
jetivos principais. Primeiro, fazer com que as pessoas cheguem
mais perto de Cristo e sintam maior poder espiritual. Segundo,
o estudo dos Iivros de Atos ate Apocalipse e especialmente
proveitoso para os santos dos t'lltimos dias, uma vez que atual-
mente enfrentamos muitos problemas identicos aos que afligi-
ram os santos primitives. A igreja de Jesus Cristo foi organiza-
da novamente em nossa dispensa~~o. e recebemos uma incum·
bencia semelhante adeles: a de levar as bencaos da lgreja e o
testemunho do Cristo ressuscitado a todo o mundo. (D&C
1:17-23.)
Este Curso de Estudo Registra
as Oeclara~Oes de Testemunhas
Oculares.
Quando Jesus Morreu, seus apostolos e discipulos vir;lm-se
tornados pelo desespero. Durante quase tres anos haviam con-
tado com o apoio e incentivo que ele lhes dera. e agora tudo es-
tava acabado. Sozinhos, desalentados, vacilantes na fee talvez
ate mesmo atemorizados, retornaram aos seus antigos afaze-
res. Se voce levar em conta o fato de os ap6stolos serem ho-
mens comuns, e que seu desllnimo era uma reacllo natural e
humana, devido as circunstllncias em que se encontravam,
conscientizar-se - ade outro fato importante - que quarenta
dias depois esses mesmos homens prestavam urn fervoroso tes-
temunho de que Jesus vivia, que o haviam visto, e que ele ti-
oha, de fato, ressuscitado dos mortos. como disse que faria.
Alem disso voce deve refletir ainda, que por amor a esse teste-
munho eles suportaram toda sorte de difamacoes, sofrimentos
fisicos e extrema adversidade; atravessaram terras e mares, e a
maior parte deles morreu martirizada. Por Que?
A que se deve lal transforma~llo que ocorreu em suas vidas?
Por que Paulo, em determinado momento, e urn zeloso perse-
guidor dos cristilos, e subitamente se toma uma deterrninada
testemunha de Cristo? 0 testemunho de tais homens nao e, de
forma algHma, cheio de desespero ou duvida. Medite cuidado-
samente sobre o que eles testificaram.
Pedro
YarOes israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno,
var~o aprovado por Deus entre v6s com maravilhas, prodfgios
e sinais, que Deus por ele fez no meio de v6s, como v6s mes-
mos bern sabeis; A este que vos foi entregue pelo determinado
conselho e presciencia de Deus, tomando-o v6s, o crucificastes
e matastes pelas maos de injustos; ao qual Deus ressuscitou,
241
soltas as ansias da morte... Deus ressuscitou a este Jesus, DO
QUE TODOS N6S SOMOS TESTEMUNHAS." (Atos 2:22-
24,32. EnJase acrescentada.)
Paulo
"Porque primeiramente vos entreguei o que tambem recebi:
que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
E que foi sepultado. e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo
as Escrituras: E que foi visto por Cefas, e depois pelos ooze.
Depois foi visto, uma vez por mais de quinhentos irmaos, dos
quais vive ainda a maier pane, mas alguns ja dormem tam-
bern. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os ap6sto-
los. E por derradeiro de todos me apareceu tambem a mim..."
(l Corlntios 15:3-8.)
Joilo
"No principio era o Verbo, eo Verbo estava com Deus, eo
Yerbo era Deus." (Jo~o 1:J.)
"A que se deve essa grande coragem, essa transformac~o e
firme ceneza? A melhor resposta que podemos dar a essa per·
gunta se encontra na seguinte declara~ao de David 0 . McKay;
"Nao resta qualquer duvida de que a ressurreicilo literal da
tumba foi uma realidade para os disc!pulos, que conheciam in-
timamente a Cristo. N~o havia absolutamente dt'lvida alguma
em sua mente. Sabiam disso, porque seus olhos haviam visto,
seus ouvldos escutado, e suas miios sentido a presen~a corpo-
rea do Redentor ressuscitado.,.(CR. abril de 1939, p. 112. Ita-
licos adicionados.)
"Ainferencia deseus testemunhos deve ser bern clara para
voce. Conforme 0 Elder Mckay tambem ensinou:
l. "Se Cristo viveu ap6s a mone, assim tambem acontecera
aos homens, e cada um assumira no mundo futuro a posi-
cao para a qual estiver melhor capacitado." (CR, abril de
1939, p. 115.)
2. "Digo aquele que aceita Jesus de Nazare como Fllho lite-
ral de Deus, que ere de todo o seu cora~~o que Jesus vive
atualmente, que ele pode influenciar e realmente influen-
cia o mundo; os ensinamentos de Cristo e tambem sua
personalidade, se tomarllo para ele uma realidade. Nllo
podeis professar ser verdadeiros crist~os e vos recusardes
a viver de acordo com os principios que Cristo ensinou e
obedeceu." (CR. abril de 1918, pp. 78-79.)
Este curso de estudo trata das vidas, discursos e testemu~
nhos escritos de homens que, como testemunhas oculares, vi-
ram o Senhor ressuscitado e foram transformados por seu po-
der e influ~ncia. Esperamos que ao estudar essas evidencias, e
tambem as declara~Oes das testemunhas especiais desta dis-
pensa~ao. voce possa aceitA-los como uma prova conclusiva,
um testemunho mais poderoso que o da visllo, da ressurrei~llo
e missao redentora do Senllor.
0 Ap6stolo Paulo e a Colina de Marte
A Atenas que Paulo conheceu era aproximadamente dois
mil anos mais nova que a cidade atual. Ate mesmo o pouco
que deJa restou, que conseguiu sobreviver a dois milenios de
destrui~ao, apresenta uma evid@ncia eloqUente do apogeu que
a Orecia antiga conseguiu alcan~ar. Mas nllo devemos nos ilu-
dir pensando que as colunas de marmore e a graciosa arquite-
tura SAo OS UniCOS legados que OS gregOS deixaram as gera~OeS
futuras. A democracia, o ideal politico da maior parte do
mundo, originou-se em Atenas. Estudantes de vinualmente to-
das as universidades imponantes do mundo continuam a exa-
minar as lilosofias de Socrates, Platl1o e Arist6teles; as pe~as
dramaticas de S6focles e Euripedes, escritas centenas de anos
antes do nascimento de Cristo, sao encenadas ainda hoje nos
quatro cantos da terra; os estudiosos da matematica memori-
zam os teoremas e as formulas de Pilagoras e Euclides; e a ca-
da quatro anos milhOes de pessoas assistem via satelite os atle-
tas de inumeras oa~Oes competirem nos jogos ollmpicos, urn
acontecimento iniciado pelos gregos no ano 776 A.C.
Foi a Atenas, que ha muito era o centro da cuhura grega,
que veio Paulo, urn humilde servo de Jesus Cristo. Ele, que re-
centemente havia sido agredido e preso em Filipos, e que ha
pouco fora expulso de Tessalonica e Bereia pelos judeus ira-
dos, esperava que Atenas aceitasse a palavra de Deus. Mas ela
era uma cidade contraria ao espirito do verdadeiro cristianis-
mo.
Os templos e ediflcios que conseguiram escapar das garras
do tempo dao-nos urn Ieve indicio da gl6ria que Paulo vislum-
brou ao entrar na cidade. 0 Partenon, que naquela epoca ja
estava construldo havia quinhentos anos, dominava a cidade
de seu majestoso local na Acr6pole. Como os outros ediflcios
situados ao seu redor, o Partenon acenava aos adoradores de
Atenas, deusa da sabedoria. As ruas da cidade estavam cheias
de numerosos e magnificos santuarios e templos. pois Atenas
era uma cidade saturada de idolatria. Os cautelosos gregos ate
mesmo tinham edificado um altar ao Deus Desconhecido, te-
mendo ofender algum deus a que, inadvertidamente, houves-
sem esquecido.
Porem as outras coisas que o ap6stolo viu devem ter enco-
berto seus pensamentos relativos abeleza e gl6ria daquela ci-
243
dade, pols Lucas registra que enquanto aguardava a chegada
de seus companheiros, "o seu esplrito se comovia em si mes-
mo, vendo a cidade tllo entregue aidolatria." (Atos 17:16.)
Movido pelo Espirito, ele tentou ensinar as verdades do evan-
gelho aos atenienses, tanto nas sinagogas judaicas como na
pra~a do mercado. Posteriormente. foi levado ao famoso anfi-
teatro chamado Are6pago, situado na Colina de Marte, onde
ele proferiu um poderoso sermllo a respeito do Deus Desco-
nhecido. Mas embora aquele povo estivesse disposto a ouvlr
esta nova tilosofia, como de fato sentiam-se atraidos por qual-
quer coisa nova ou extraordinaria, quando Paulo falou sobre a
ressurrei~!lo os atenienses zombaram dele (Atos 17:32). Os gre-
gos acreditavam na imortalidade da alma mas consideraram
completamente absurda a ideia de uma ressurrei~do literal.
Paulo partiu da cidade Jogo depois, e viajou a Corinto. Nao
existe registro de que tenha realizado qualquer outro trabalho
missionilrio em Atenas.
Embora Paulo tenha permanecido diante do conselho do
Are6pago apenas alguns minutos, e deixado a cidade ap6s
uma curta estadia, sua presen~a naquele local simboliza o cho-
que entre o evangelho eo mundo de sua epoca. Tendo diante
de si a fabulosa visilo do Partenon, aquele judeu converso nas-
cido em Tarso, urn homem que nao ambicionava possuir ne-
nhuma outra sabedoria terrena, e que pregou um evangelho
simples, falou aos homens eruditos de Atenas a respeito da ig-
norancia em que viviam, de sua condi~ao de filhos de Deus, e
de sua eventual ressurrei~ao ap6s a morte. Porem eJes nllo
acreditaram nesses ensinamentos, como acontece amaior par-
te do muodo atual.
Na.o euma estranba irohia que a cidade de Atenas, urn fa-
moso centro de conhecimento, reconhecida em todas as epoc.as
por sua sabedoria, tenha rejeitado essas verdades, que s!o
mais preciosas que todas as outras? Nilo foi simplcsmente sua
idolatria que motivou taJ rejei~Ao, pois muitas outras cidades
igualmente id61atras proporcionaram aos ap6stolos de Jesus
Cristo urn campo frutifero de trabalho. 0 mal que afligia Ate-
nas era o de adorar a sabedoria dos homens. Foi cste proble-
ma, mais do que qualquer outro, que provocou a decadancia
da primitiva igreja de Jesus Cristo. Amedida que o evangelbo
era propagado ao mundo, suas verdades simples foram cada
vez mais misturadas com as filosofias dos homens. A sabedo-
ria de Deus foi rejeitada como uma insensatez. Dimunuiu-se o
valor da expia~ao e da ressurrei~Ao, ambas rejeitadas. Os ho-
mens, cegos asabedoria de Deus, por sua propria conce~~
intelectual, acresceotaram ousubtrairam, segundo sua propria
vontade, as verdades reveladas por Deus. Gradual e inevitavel-
mente esses ensinamentos preciosos foram aJterados, perverti-
dos e perdidos. Adomou-se de fic~ao o que era simples,
corrompeu-se o que era santo e falsificou-se a verdade. A tra-
gedia de Atenas tomou-se a tragedia da grande apostasia. Os
homens permaneceram asombra do Paternon e nlo consegui-
ram ver a luz do mundo; ofuscados pelo brilho de seu pr6prio
entendimento, ficaram cegos agloria de Deus; trilhando seus
pr6prios caminhos passaram por cima da pedra de tro~o de
Cristo e sua crucitica~llo; intitulavam-se ftl6sofos - amantes e
cultores da sabedoria - mas estavam tlo apaixonados por seu
proprio conhecimento, que foram incapazes de amar a maior
sabedoria de todas.
Depois que passou por essa experiencia em Atenas, Paulo
viajou a Corinto. Posteriormente ele escreveu aos corlntios:
"Onde esta o sabio? Onde estao escriba? Onde esta o inQIi-
244
ridor deste seculo? Porventura nllo tornou Deus louca a sabe-
doria deste mundo?
"Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedo-
ria;
"Mas n6s pregamos a Cristo crucificado, que eescAndalo
para os judeus e loucura para os gregos.
"Mas para os que sAo chamados, tanto judeus como gregos,
lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus.
..Porque a loucura de Deus emais sabia do que OS homens;
e a fraqueza de Deus emai~ forte do que OS homens." (1 Co-
rintios 1:20, 22-25.)
245
~~ao 1
~ ltgttja ge (fxpanbe a~biba
que ge lltopaga o tfCegttmunUo
CAPiTULOS:
29. "V6s Sois as Minhas Testemu-
nhas, Diz o Senhor."
30. "Deus Nllo Faz Acepcllo de
Pessoas."
31. "Este ePara mim Urn Vaso Es-
colhido."
32. "Eu te Pus Para Luz dos Gen-
tios."
PANORAMA
0 Cen6rio Politico
0 cristianismo teve inlcio nos dias dos
ap6stolos, numa epoca em que Roma
governava a maior parte do mundo co-
nhecido. fundada em 753 A.C., a cida-
de de Roma foi o centro de urn imperio
que se espalhou em todas as direcoes.
Diferente das republicas modernas,
em que urn governo federal preside urn
grupo de estados ou condados, o impe-
rio romano constituia-se de cidades, es-
tados e territories independentes, cada
urn dos quajs sujeito aautoridade supre-
ma do imperador e do senado. Na ~poca
dos apostolos, extensas regioes do siste-
ma imperial eram conhecidas como pro-
vincias. Podemos encontrar exemplos de
tais divisaes no livro de Atos, como a
Macedonia (Atos 16:9), Asia (Atos
20:4), Bitinia (Atos 16:7) e Cilkia (Atos
6:9.)
0 governo era formado de dois tipos
principais. As provincias consideradas
pacificas, eram governadas por procon-
sules especialmente designados por Ro-
ma, os quais tinham o poder de tomar
decisoes independentes, mas eram res-
ponsaveis perante os poderosos mem-
bros do senado romano. Esses procon-
sules eram algumas vezes chamados de
deputados. (Yer Atos 18:7-12.) As pro-
vincias tidas como turbulentas eram de
responsabilidade do proprio imperador,
e mantidas sob controle por meio de
constante guarda mmtar. A Palestina,
uma das mais inconstantes que havia na
l:poca de Jesus e seus ap6stolos, estava
sob a imediata supervisllo do imperador,
atraves de urn governador ou procura-
dor. (Ver Mateus 27:2 e Atos 24: 1.)
Alem disso, os judeus tinham um rei
que, embora fos'se de descendencia par-
cialmente judaica, tambem reinava pelo
beneplacido dos governadores romanos.
Herodes, o Grande, que era o monarca
reinante na Palestina por ocasiao do
nascimemo de Jesus, possuia os titulos
de procuractor, tetrarca e rei. Ap6s sua
morte, o reino dos judeus passou a seus
Ires 11lhos, Arquelau, Antipas e Filipe.
247
Esses, por sua vez, foram seguidos no
poder por Agripa I, sucedido por Agripa
II, que reinou por mais de cinqUema
anos. Durante o reinado deste, um dos
governadores romanos era Felix, diante
de quem Paulo foi julgado. (Atos
23:24.) Felix foi sucedido por Festo,
atraves de quem Paulo apelou a Cesar,
quando viu que na:o conseguiria obter
justi~a na Palestina. (Atos 25:8-13). Du-
rante a epoca em que o ap6stolo esteve
encarcerado, Festo convidou o rei Agri-
pa U para ouvir o caso de Paulo. Embo-
ra compreendesse muito bern a lei judai-
ca. nilo era profundamente comprometi-
do com suas doutrinas religiosas. Ele
cumpriu apenas superficialmente os re-
quisites cerimoniais, mais para agradar
a seus suditos do que por sincera convic-
clio de suas verdades religiosas. Ap6s
ouvir Paulo. ele concluiu que "bern po-
dia soltar-se este homem, se olio houvera
apelado para Cesar". (Atos 26:32.)
Entre os diversos imperadores que rei-
naram durante a epoca do Novo Testa-
mento. encontramos o odiado Nero (54
a 68 D.C.), diame de quem Paulo com-
pareceu para ser julgado. (Atos 27:24.)
No ano 64 D.C., irrompeu urn grande
incendio em Roma. Nero, o principal
suspeito de have-lo ateado, acusou aber-
tamente os cristilos desse ato incendia-
rio. Muitas pessoas acredi1aram na acu-
s~ao. Esse fato provocou a primeira,
embora limitada, perseguicilo romana
aos cristaos. A tradicao relata que, du-
rante esse periodo, tanto Pedro como
Paulo encomraram a mone em Roma.
(Para obter urn panorama do relaciona-
mento que existia entre os Hderes politi-
cos de Roma e os primitives cristaos, ve-
ja o Grafico Cronol6gico do Novo Tes-
tamento na pane central deste manual.)
0 Cenario Religioso
Muitos de n6s estamos familiarizados
com o fato de os lideres judeus se have-
rem oposto abertamente amensagem de
Jesus no tempo do Salvador. Julgando
que a morte de Jesus esmagaria o movi-
mento que progredia sob sua lideran-
ca, OS JidereS judaiCOS COOSpiraram para
matar o Filho de Deus. Mais tarde,
quando o movimentocontinuou a cres-
cer, a perseguicao tambem aumentou.
Por que? Que forcas lizeram com que o
cristianismo conseguisse sobreviver du-
rante os primeiros tempos?
Um dos fatores principais, digno de
atencllo, era o zelo que manifestavam os
cristllos conversos. Sua fe nao se baseava
num Salvador morto. mas vivo, que ha-
via ressuscitado dos]llortos, fato de que
havia inumeras testemunhas oculares.
(Atos 2:23, 24, 32; 5-30 -32; I Corintios
15:4-8.)
Alem disso, embora os judeus se
opusessem abertamente anova fe, suas in-
vestidas eram neutralizadas em grande
parte pela lei romana. 0 estado politico
reconhecia muitos deuses, e tinha o cos-
tume de nllo interferir com a crenca de
homem algum, desde que sua adoracllo
nllo se provasse subversiva ao estado. 0
judaismo se encontrava entre as religioes
toleradas, e os llderes romanos nao con-
sideravam o cristianismo como urn novo
movimento, mas sim como apenas outra
divisllo da ordem judaica. A atitude to-
lerante de Roma foi cxpressa nas seguin-
tes palavras-
"A filosofia religiosa do estado roma~
no nllo negava a existencia dos deuses
de qualquer religi!io, nem se propunha a
declarar que houvesse apenas uma reli-
gi!!o verdadeira, ou assumia a posi~llo de
que uma religi!!o era melhor que a outra
para o imperio romano. Em certo senti-
do, havia uma tolerancia religiosa que
podemos considerar como a mais pura
liberdade religiosa...
"Foi nesse clima religioso quesurgiu o
cristianismo, lutando para fazer conver-
ses e salvar toda a humaoidade." (Lyon,
Apostasy to Restoration, p. 21.)
Como passar do tempo, entretanto, a
medida que a nova igreja se propagava e
crescia, a atitude de tolerancia comecou
a mudar. Embora ainda fosse tolerada a
adorac!!o de outros deuses, cada vez
mais a personalidade do imperador pas-
sou a ser considerada divina, e esperava-
se que os suditos romanos lhe obedeces-
sem como a um deus, confonne faziam
com suas pr6prias deidades.
No tempo de Nero, era costume o im-
perador ser chamado tamhem pelos titu-
Jos de theos (deus) e soter (salvador). Na
epoca de Domiciano 81-96 D.C., tam-
bern foi adicionado o titulo Dominus et
Deus (Senhor e Deus). 0 equivalente
grego da palavra latina dominus era ku-
rios, ou Senhor, a mesma palavra que e
o titulo comumente dado a Jesus. (Ela e
usada quase seteoentas vezes no Novo
Testamento.)
Nao resta duvida de que os primitives
crist.aos viam no imperador um desafio
direto adivindade de Cristo, pois Jesus
era cnamado de "Deus," "o Filho de
Deus," "Unigenito,'' "Senhor," e
"Salvador." Sua recusa em se curvarem
e adorar essa divindade substituta foi
uma das principals causas das terriveis
perseguicoes, que fizeram com que mui-
tos dos primitives cristllos fossem marti-
rizados.
248
A lnfluencia Grega
na lgreja Primitiva
.Embora encontrassem franca oposi-
cllo de parte dos elementOS judeUs, OS
antigos missionaries cristaos geralmente
consideravam o imperio um local ade·
quado para se viajar e pregar. Isso era
devido em grande parte ainfluencia gre-
ga, ou helenismo, como era chamada.
Os gregos nao passavam de testemunhas
passivas do domioio romano. Enquanto
estes construiam estradas, estabeleciam
sistemas postais e procuravam manter a
lei e a ordem, aqueles eram uma socieda-
de reflexiva, planejadora e filosofica. Se
os romanos eram homens de execu~ilo,
construtores e politicos, os gregos eram
pensadores, planejadores e fil6sofos; se
Roma conquistou a Orecia com suas ar-
mas, a Oreda conquistou Roma com
suas ideias. Os escravos gregos quase
sempre eram pessoas mais bem educadas
que os mestres romanos a quem serviam.
Os gregos consideravam a religiao no
mesmo plano dos esforcos do homem
para compreender todos os aspectos da
existencia humana. A religiao nllo era
uma definicao dos deuses, nem tampou-
co urn sentimento patri6tico; era uma
cria~ao da mentalidade humana. De
acordo com a lilosofia grega, o homem
tinha o poder do pensamento indepen-
dente, a habilidade de examinar os mis-
terios do universo, compreendendo o su-
ficiente para dar explicac<>es satisfat6-
rias. Assim, amedida quediminuiu o in-
teresse pelos deuses gregos e romanos, a
investigacao mos6fica e cientifica tomou
o seu Iugar. A religiclo tornou-se uma
tentativa de correlacionar todo conheci-
mento humano existente em um dos
mais vastos sistemas de 16gica utilizado
pela experi~ncia humana, atraves de cui-
dadosa observacao e paciente reflexclo.
Assim, quando Paulo chegou a Atenas,
"os atenienses e estrangeiros residentes,
de nenhuma outra coisa se ocupavam,
senao de dizer e ouvir alguma novidade.
(Atos 17:21.)" Eles ficaram entusiasma-
dos com a presenca de Paulo, nllo por-
que desejavam saber e obeceder a verda-
de, mas sim porque estavam curiosos.
Sua curiosidade era tal, que levaram o
ap6stolo ao Are6pago, o maior anfitea-
tro de Atenas, onde lhe disseram; "Po-
deremos n6s saber que nova doutrina e
essa de que falas? Pois coisas estranhas
nos trazes aos ouvidos; queremos pois
saber o que vem a ser isto.'' (Atos
17;19,20.) Tirando proveito disso, Paulo
pregoo-lhes um sermao sobre o "deus
desconhecido" ao qual adoravam.
A influencia grega teve dois efeitos
imediatos no cristianismo, urn benefico
e outro malefico. Foi benefico no senti-
do de que proporcionou um meio pelo
qual os ensinamentos de Jesus e seus
ap6stolos puderam propagar-se rapida-
mente: o idioma grego. Alem do mais, o
cristianismo, como pudemos ver, era at-
go novo, e a atitude grega de ver e ouvir
novidades havia influenciado muitas
pessoas. Foi maiHico, porque os ho-
mens nllo puderam resistir atenta~ao de
embelezar as revela~oes cristas com suas
pr6prias interpreta~oes, resultando disso
um novo cristianismo. Examinemos ca-
da uma dessas influencias separadamen-
te.
Muitas pessoas do antigo mundo ro-
mano eram bilingues. Urn era seu idioma
nativo, e o outro geralmente o grego co-
mum, (koine) a linguagem mais univer'
sal da epoca. A existencia de uma lin-
guagem comum tornou possivel a rapida
propaga~ao da mensagem crista. Antes
do nascimento de Cristo, as escrituras
hebraicas (Velho Testamento) haviam si-
do traduzidas do hebraico para o grego.
Essa versclo conhecida como a "septua-
ginta", era considerada a Blblia para os
judeus de idioma grego na epoca de Je-
sus e seus ap6stolos. Tudo o que Paulo
tinha que fazer para conseguir urn ponto
de contacto em qualquer cidade nova era
ir ao local da sinagoga judaica num dia
de sabarlo. Ali ele encontraria muitos
ouvintes avidos, e podia falar a eles tan-
to em grego (o idioma comum) como em
aramaico, urn dialeto hebreu, a lingua-
gem dos judeus. Paulo falava ambos.
(Atos 21 :37-40.)
0 maior problema que se apresentava
ao cristianismo era o de manter a mensa-
gem do evangelho pura e livre das falsas
filosofias que prevaleciam no imperio.
Com o passar do tempo, a resistencia
crista a filosofia grega come~ou a ceder.
0 eristianismo tornou-se impregnado do
pensamento grego, e esse casamento
provou ser desastroso, para o antes puro
evangelho de Jesus Cristo. Os crista:os
conversos que foram educados nas filo-
sofias de Socrates, Platao, Arist6teles e
outras escolas do pensamento, acharam
muito dificil resistir atenta~ao de mistu-
rar a sabedoria grega a sua fe recem-
encontrada. Os templos dedicados a Mi-
nerva, Jupiter e Diana, com o passar do
tempo, tornaram-se centros de adora~:Io
crist!; os rituais praticados, entretanto,
nl!o eram puramente cristll.os, mas sim
uma mistura da verdade com a contra-
fa~ao. Essa estranha fusAo da verdade
crista com a filosofia paga se constitui
no que chamamos de Apostasia Grega.
Cumpriu-se entilo o que Paulo profeti-
zou aos etderes de .Ereso:
" Pois eu sei disto: que depois da mi-
nha partida, entrarao no meio de v6s lo-
bos crucis, que nao perdoarllo ao reba-
nho;
"E que dentre v6s mesmos se levanta-
rllo homens que falarao coisas perversas.
para atrairem os disclpulos apos si."
(Atos 20:29-30.)
Sumario: Urn Evangelho
Restaurado em Oposi~io
~ Sociedade Contcmporllnea.
0 cristianismo primitivo, que foi urn
evangelho restaurado no meridiana dos
tempos, fez sua apari~ao numa epoca
muito propicia da hist6ria. As estradas
romanas eram literalmente avenidas
abenas aobra mission{uia crista em toda
parte do imperio. A tolerancia romana
249
tambern tornou possivel a pratica e pro-
paga~lo do cristianismo entre povos,
que de outra forma ofereceriam grande
resist@ncia a ele. 0 esplrito do racionalis-
mo grego, bern como o uso generalizado
de seu idioma !he proporcionou a opor-
turudade de ser ouvido e compreendido
onde quer que os homens se reunissem.
A dispersao judaica tomou possivel aos
judeus cristllos entrarem em sinagogas
cte toda parte e pregarem as "boas no-
vas" de Jesus Cristo a todos os que
abrissem seus cora~oes para ouvi-las.
Com o passar do tempo, cntretanto, o
cristianismo come~ou a experimentar
atitudes negativas dentro desse mundo
de religiees protegidas pelo governo. A
nova fe nao estava em total harmonia
com o espirito de sua epoca. Os gregos
consideravam as doutrinas da expia~a.o e
ressurreica.o como uma "loucura" ( 1
Corintios 1:23) e escarneciam das since-
ras tentativas que Paulo fazia de con-
quistar seus cora~Oes para Cristo. (Atos
17:32.) Os judeus consideraram-no co-
mo uma amea~a aberta as suas institui-
~oes mosaicas (Joao l I:48) e "persegui-
ram ate a morte" muitas pessoas que se-
guiam o caminho de Cristo. (Atos 22:4.)
Com o tempo, entretanto, ate mesmo os
romanos come~aram a considerar o cris-
lianismo como urn culto illcito, que nao
merecia a sancao ou beneplacito do esta-
do.
Em cootraste com as ftlosofias religio-
sas e seculares da epoca, o cristianismo
nllo era de natureza especulativa. Na.o se
baseava na teoria de uma disputa inter-
minfwel, mas sim na de testemunhas
oculares. Jesus Cristo viveu, morreu,
levantou-se dos mortos e foi visto por
muitas pessoas ap6s a ressurrei~ilo. (l
Cor. 15:3-8.) A natureza nll.o especulati-
va da fe crista tornou-a intragavel para
muitos individuos cujas vidas estavam
profundamente alicer~adas em conjetu-
ras filos6ficas.
A HERAN~A CULTURAL
JUDAJCA
Por que 11 Relvlndjc~ao JudaJca
de Uma Heran~ll Geneal6glca
Provavelmente Contribulu Para um
Sentlmento de Excluslvldade.
Os judeus da epoca dos ap6stolos an-
tigos trac;aram sua arvore geneal6gica,
provando que descendiam de AbraD.o,
urn grande profeta que viveu em CanaA,
cerca de 2.000 A.C. Deus fez com ele urn
convenio especial, o qual, entre outras
coisas, abenc;oaria todas as nac;Oes da
terra (Abraao 2:8-11.) Foi ele quem fun-
dou a nac;ao hebraica. Atraves de
Abraao e de sua posteridade, esse sagra-
do conveoio, que fez de Israel "uma
propriedade particular... urn reino sa-
cerdotal eo povo santo" (axodo 19:5,6)
para o Senhor, foi transmitido de gera-
c;llo em gerac;ao.
Alem de Abrallo, osjudeus baseavam-
se em Moises, seu grande estadista e te-
gislador, para provar sua condic;llo de
povo escolhido. Ele foi o porta-voz de
Deus na terra, aquete atraves de quem
Deus falou a toda Israel (Numeros 12:5-
8.) Assim foi estabelecida a preeminen-
cia de Moises entre os profetas de Israel.
Jeova era Deus, e Moises o seu profeta!
Ebastanteevidente, ao lermos o Novo
Testamento, que essa descendencia
abraAmica e heranc;a espirituat de Moises
produziu na nac;ao judaica urn faJso sen-
lido de superioridade. Quando Jesus,
que foi Jeova no estado prC..mortal, apa-
receu entre eles, os contenciosos judeus
nllo perderam tempo em fazer lembrar
ao Salvador sua exclusividade pessoaJ:
"Nosso pai eAbrallo" jactaram-se eles
(Joao 8:39), e "somos disclpulos de
Moises." (Jollo 9:28.) Btes orgulhavam-
se de seu passado religioso. Coube a
Jollo Batista faze-los lembrarem-se de
que sua verdadeira e~piritualidade devia
basear-se em obras, nllo numa heran~a
geneal6gica. "Nllo presumais de v6s
mesmos, dizendo: Temos por pai a
AbraAo;" advertiu ele, "porque eu vos
digo que mesmo destas pedras Deus po-
de suscitar ftlhos a Abrailo." (Mateus
3:7-9.)
Por que a lnterprela~io Judalca
da Lei de Mo~ Contrlbulu
Provavelmente Para um
Sentlmento de Exdusividade
Moises recebeu de Deus a grande lei
que leva seu nome. lnclulda no Penta-
teuco, ou primeiros cinco Jivros do v~
lho Testamento, a lei de Moises estabele-
ceu regulamentos para situac;Oes que
ocorriam entre Deus eo homem, entre o
homem e seus semelhantes, e entre Deus
e as outras criaturas. Os fi~is israelitas
consideravam-na como a vontade de
Deus revelada para seu povo do conve-
nio, e quem a violasse, incorria em seve-
ras penalidades. Antes de terem sido le-
vados cativos pelos babilOnios (cerca de
600 A.C.), os membros da tribo de Juda
provaveJmente nllo observavam tllo rigo-
rosamente a lei mosaica como o fLZeram
posteriormente. Os escritos dos profetas
de Israel indicam que o fato de os israeli-
tas adorarem deuses estranhos era mais
uma regra que excec;Ao, embora essa
pratica tenha sido energicamente conde-
nada pelos profetas do pals. Entretanto,
ao se encontrarem no cativeiro, forc;ados
a viver exilados de sua terra, os judeus ti-
veram que tomar uma importante deci-
sao: sujeitarem-se a ser totalmente ab-
sorvidos pelo sistema cultural de seus
captores ou permanecerem fieis a Jeova.
0 resultado disso foi urn judaismo dota-
do de inumeras facetas.
Podemos ver, atraves de lodas as rases
de sua vida cultural, que os judeus
se consideravam um povo escolhido; ti-
nham como contaminador o contato
com pessoas que nilo fossem de sua fe, e
presumiam que somente eles possuiam a
lei de Deus atraves da revela~Ao direta.
Moises proibiu o povo de casar-se com
pessoas de outras nacoes. (Deut. 7:3,4).
250
Alem disso, etes eram os (micos possui-
dores dos textos sagrados, nos quais se
encontravam as revelac;3es. Eles eram
exclusivamente o "povo do livro".
Os judeus tevaram suas escrituras para
o cativeiro na Babilonia. Nllo tendo tem-
plo onde adorar, eles comec;aram a estu-
dar profundamente os textos. Surgiram
ent!lo escribas, ou interpretes especiais
da lei, cada urn apresentando seus pr6-
prios pontos de vista a respeito da pala-
vra de Deus. Na epoca de Jesus e seus
ap6stolos, a maior parte do judaismo es-
tava irremediavelmente enredada num
tabirinto de legalismo, que combatia,
quando nllo tolhia, o verdadeiro espirito
da retigillo. Para muitos judeus, a adora-
~ao ja nllo era uma quest<lo de f~. As
chamadas tradi~Oes dos anciaas impe-
diam que assim fosse. (Mateus 15:2-6.)
Os sabios judeus frequentemente se
consideravam melhores que todos os ou-
tros seus irmAos e irmas, e todo o povo
geralmeme demonstrava profundo des-
dem pelos samaritanos, os quais podiam
apenas considerar-se como de descen-
d!ncia parcialmente judaica. Jesus, em
urn de seus ensinamentos, representou
urn fariseu orando em pe diante do Se-
nhor. dizendo: "6 Deus, gra~as te dou,
porque nllo sou como os demais ho·
mens, roubadores, injustos e adulteros;
nem ainda como este publicano; E jejuo
duas vezes por semana, e dou os dizimos
de tudo quanto possuo." (Lucas J8:1 1,
12.) Homens dessa indole foram repre-
endidos como hip6critas. Jesus disse que
eles faziam todas as suas obras "para se-
rem vistos pelos homen.~·· . Pagar o dizi-
mo, obviamente, eurn bompreceito, po-
rem eles haviam omitido "o mais impor-
tante da lei, o juizo, a misericordia e a
fe." (Mateus 23:13,14,23.)
Outro exemplo desse fato e a ocasiilo
em que os fariseus perguntaram a Jesus
por que os seus disclpulos comiam sem
lavaras mllos. Esseatocontaminador. em-
bora nao fosse previsto pela lei mosaica,
era proibido pela tradi~o dos ancillos.
(Marcos 7:3-8.)
E assim, a religillo judaica da epoca
dos ap6stolos, era mais urn sistema de
normas e salvaguardas, ou "prote~llo da
lei", como os judeus as charnavam, esta-
belecidas pelos ancillos na tentativa de
preservar a santidade da lei e fa.zer com
que fosse cumprida. Tudo isso fez com
que a vivencia da religiao se tornasse
mais uma questllo de observllncia exte-
rior a urn c6digo de leis do que uma ali-
tude do cora~llo e da mente. A salva~llo
com~ou a ser medida pelo desempenho
exterior e ''obras da lei" (GaLatas 2:16),
uma condi~llo que Paulo chamou de
"jugo da servidao" (Galatas 4:3,9;5:1.)
Urn homem que observasse rigorosa-
mente as tradi~oes dos ancillos
encontrava-se sempre num estado de
apreensllo, com medo de violar uma das
numerosas regras de sua religillo. Aquele
que guardava escrupulosamente essas
leis tinha a tendencia de considerar-se
superior aos outros homens.
Por que os Locals de Adont~iio
Judaicos Contribufntm Provavelmente,
para urn Sentimento de Exdusividade.
Ames do tempo de Salomdo, os ju-
deus tinham lugares especiais de adora-
~ao. Urn deles, construido na epoca 'de
Moises, era urn tabernaculo portfuil que
podia ser levado de urn Iugar para outro,
sempre que o povo assim o desejasse.
Durante o reinado de Salomllo, entre-
tanto, foi construldo urn templo, que se
tomou o centro de adoracllo.
Depois que Nabucodonosor destruiu
esse templo, a sinagoga tornou-se o prin-
cipallugar de adora~ao para o povo ju-
deu. Ate mesmo depois de retornarem a
Terra Santa, saindo do exilio babiloni-
co, e terem reconstruido seu templo, a
adora~ao continuou a ser feita nas sina-
gogas Jocais, urn ediftcio especial com o
mesmo prop6sito que nossas capelas
atuais. Posteriormente, quando os ju-
deus foram espalhados por toda parte
dos imperios grego e romano, a sinagoga
continuou a ser o ponto focal das reu-
nioes religiosas. Uma peregrina~ao ao
templo de Jerusalem podia ser uma ex-
peri~ncia maravilhosa, que se podia fa-
zer un1a vez ou outra, porem a adoracllo
na sinagoga era uma exigencia semanal
da vida. Foi, portanto, natural que Pau-
lo, urn judeu cristao, visitasse as sinago-
gas, como urn de seus primeiros contatos
em cada cidade aondc levasse a mensa-
gem do evangelho. (Ver, por exemplo.
Atos 13:5, 14; J4:J.)
A sinagoga tinha urn duplo prop6sito
para os judeus. Ela nao somente era um
local reservado para se tratar de assumos
religiosos , como tambem urn centro
educacional onde as criancas judaicas
eram diariamente instruidas no conheci-
memo da lei. Cada sinagoga tinha seu
dirigente, ou priocipe (Lucas 8:4l,46},
cuja responsabilidade principal parecia
ser decidir sobre o que dizia respeito ao
servico publico semanal e manter o estri·
to decoro dentro do sagrado recinto.
Cada sinagoga possuia capias dos Li-
vros Sagrados, principalmente dos pri-
meiros cinco (a Tora). Como demons-
tramos anteriormente. no tempo dos
ap6stolos Pedro e Paulo, o povo tinha
que respeitar profundamente a lei, e seus
preceitos eram considerados inviohiveis
por todos os que podiam dizer-se jude~
fieis. Era natural, portanto, que esses
dois lideres tivessem que citar longos tre-
chos das sagradas escrituras, se desejas-
sem prender o interesse e atencao de seus
ouvintes judeus. (Atos 2: 16-21, 25, 26:
3:22-26: 13:16-22, 35.) Do mesmo mo-
do, a hist6ria de Israel que Esteva.o citou
antes de seu martirio, era algo como que
qualquer menino judeu de doze anos es-
tava bastante familiarizado. (Atos 7.)
A reunia.o feita na sigagoga nao dc-
preciava o templo, muito !"'elo contrario,
pois uma visitacao ao templo de Jerusa-
lem era sempre urn evento de grande im-
portllncia. 0 templo que existia na epoca
251
dos ap6stolos possuia urn atrio interior e
outro exterior, e somente os judeus po-
diam entrar no recinto do primeiro, on-
de tambern existiam divis0es que separa-
vam os homens, mulheres e sacerdotes
em certos locais. No templo propria-
mente dlto, o Santo dos Santos, Santissi-
mo, ou Lugar Mais Sagrado, era reser-
vado somente para o sumo sacerdote ,
onde ele so entrava no Dia da Expia-
~llo. Os gentios podiam entrar somente
no atrio extemo, conhecido como o
Atrio dos Gentios, mas nilo podiam ir
adiante, sob pena de morte. Para irnpe-
dir que fosse cometido tal ato de profa-
na~llo, era colocado urn sinal separando
ambos OS atrios, para que todOS pudes·
sem ver. Nele se encontrava uma adver-
tencia especifica contra qualquer inva-
sllo dos gentios. E necessaria que enten-
damos muito bern esse fato, para que
possamos saber por que os judeus po-
diam pretender acusar Paulo de urn su-
posto ato de profana~ao. (Atos 21:27-
29.) Os atrios sagrados eram reservados
exclusivarnente aos judeus, e seu uso
era determinado pelo sinedrio e seus ofi-
dais.
Por que a Dispersiio dos Judeus
Provavelmente Contribuiu Para um
SentJmento de Exclusividade.
Por estranho que pareca, a maior par-
te dos judeus que viviam no tempo dos
ap6stolos oao residiam em Jerusalem ou
nas adjacencias. Eles moravam em co-
munidades espalhadas por todo o impe-
rio romano, e faziam parte do que era
conhecido como a Diaspora, ou o "povo
da dispersao". Quase toda cidade gran-
de tinha urn numero suficiente de judeus
para formar uma sinagoga; e o mesmo
acontecia a muitas das cidades menores.
0 trabalho de dispersllo teve inicio no
anode 721 A.C., sob as ordens de Sar-
gi.o 11, rei da Assiria, que levou para o
cativeiro os habitantes de Israel, ou as
dez tribos do reino do norte da Palesti-
oa. Posteriormente Nabucodonosor
conquistou Juda, o reino do sui, e apro·
ximadamente em 589 A.C, destruiu Je-
rusalem e levou seu povo cativo para a
Babilonia. Cerca de setenta anos depois,
Ciro, urn benevolente rei da Persia, per-
mitiu que esses judeus exilados voltas-
sem a sua terra natal e reconstruissem
seu templo sagrado. Porem nem todos
retornaram. Algum tempo depois, quan-
do Alexandre, o Grande, conquistou o
mundo conhecido, partiram algumas
migra¢es da Terra Santa. Muitas das
pessoas que foram morar em outras ter-
ras pediram e lhes foram concedidos to-
dos os direitos da cidadania romana.
Paulo e sua farnilia provavelmente
encontravam-se entre eles, pois era um
cidadilo romano nascido livre, o que
sempre the foi motivo de grande orgu-
lho. (Ver Atos 21 :39; 22:25-29.)
lnquestionavelmente esses judeus dis·
persos, assim como alguns de seus com-
patriotas da Palestina, foram influencia-
dos pelo mundo que os cercava. Com o
passar do tempo, muitos deles tiveram a
tendencia de perder sua exclusividade ju-
daica e ser assimilados ao ambiente em
que viviam. Eles algumas vezes silo cha-
mados de judeus helenistas ou gregos
(Atos 6: I;9:29; II:20,) por terem adota·
do como seus a cultura e idioma grego, e
permaneceram judeus somente no que
dizia respeito a religillo, e mesmo isso
nilo era regra geral. Outros houve que
resistiram a qualquer tipo de amalgama-
~ilo. e, embora mantivessem la~os de
amizade com seus vitinhos nao-judeus,
se recusaram a adotar os costumes gre-
gos ou romanos. A familia de Paulo foi
uma delas. De acordo como seu pr6prio
testemunho, ele foi "circuncidado ao oi-
tavo dia, da linhagem de Israel, da tribo
de Benjamim, hebreu, segundo a lei, urn
fariseu." (Fil. 3:5.) Tais judeus eram al·
gumas vezes chamados de hebraistas,
devido a sua tendencia de se apegarem a
sua exclusividade judaica em meio a urn
ambiente estrangeiro.
Urn hom exemplo da dispersao judai-
ca seria aquele relatado em Atos 2:5, on-
de se le que eles habitavam em Jerusalem
por ocasiao da Pascoa, "varOes religio-
sos de todas as na~oes que estao debaixo
do d:u," e que eram "partos e medas,
elamitas e os que habitam a Mesopota·
mia, e Judeia, e Capad6cia, Ponto e
Asia, e Frigia e Panfilia, Egito e parte-&
da Libia, junto a Cireoe, e forasteiros
romanos, tanto judeus como proselitos,
cretenses e arabes...'' (Atos 2:9-ll.)
Mesmo em sua condi~ao de povo dis-
perso, os judeus, particularmente os he-
braistas, continuaram a considerar Jeru-
salem como seu Jar espiritual. Conforme
observamos anteriormente, embora as
peregrina~Oes ao templo sagrado nlio
fossem feitas anualmeme pelos judeus
que se encontravam nas regioes mais dis-
tantes, elas constitufam-se em eventos
importantes, ansiosamente esperados.
Todos os judeus fieis continuaram a pa-
gar a taxa de meio senine para manuten-
cao dos servi~os de adora~11o realizados
no templo. Alem disso, parece que o fa-
moso sinedrio de Jerusalem exercia pelo
menos uma influencia superficial sobre
as comunidades de judeus dispersos por
todo o imperio. Uma boa evidencia dis-
so seria o pedido de Paulo ao sumo sa-
cerdote de Jerusalem, solicitando "car-
tas para Damasco para as sinagogas, a
fim de que, se encontrasse alguns daque-
la seita (cristdos) quer bomens quer mu-
lheres, os condu~i5se presos a
Jerusalem,'' provavelmente para serem.
interrogados (Atos 9: 1,2.) (Ver tambem
as implicacoes contidas em Atos 22:5,30
e 26:12.)
Por que o Sistema Educacional
Judaico Contribuiu Provavelmente,
Para que Houvesse Um Sentlmento de
Exclusividade.
Parte da exclusividade judaica deveu-
se, obviamente, ao fato de os JUdeus se
encontrarem muito perto de outras na-
~oes, geralmente mais poderosas que
eles. Havia sempre a grande tenta~ao de
absorver as influencias danosas dos es·
252
trangeiros e assim incorrer na ira de Jeo-
va. Isso acontecia principalmeme aos ju-
deus que n~o moravam na Palestina.
Exjlados de sua terra-natal, nao possuin-
do qualquersistema de defesa militar pa-
ra preservar sua identidade nacional,
contavam apenas com sua habilidade de
perpetuar sua heran~a judaica, dai a
grande enfase que davam as instru~oes
contidas na Tora. Cada fase da vida ju-
daica estava profundantente impregnada
de teologia, e a educa~~o nilo fugia are-
gra. Onde quer que vivessem, as crian~~
judaicas aprendiam que eram urn povo
escolhido, que haviam sido chamados
por Deus e deviarn manter-se sem man·
cha dos ateus, que viviam nas circunvizi-
nhancas. Deixar de fazer isso seria sacri-
ficar a condi~llo de escolbidos, Se, atra·
ves de sua conduta ou palavras, um ju-
deu caisse no desagrado dos anciilos, po-
dia ser literalmente "expulso da sinago-
ga," ist.o e, ser expulso ou excomunga-
do. (Ver exemplo em Jollo 9:13-34.) Nilo
e de admirarI portanto, que Pedro e
Paulo tenham encontrado tantos proble-
mas. (Atos 4:16-18; 5:17-32; 13:44-50.)
Os gentios podiam considerar o cristia-
nismo simplesmente como outra seita do
judaismo, como a dos fariseus e sadu-
ceus, mas os judeus, nunca!
0 termo gentio eorigin{uio da palavra
latina genii/is, a qual e derivada de gens,
palavra latina que significa "na~oes".
Para os judeus, entretanto, ela incluia
todos os povos nil:o-hebreus. Algumas
vezes esse termo era aplicado em tom de
escarnio, outras vezes nao. Freqtlente-
mente ele era uslldo simplesmente para
identificar os povos ou na~oes cujo deus
nilo era Jeova, e de adora~ao, rituais e
pniticas·religiosas diferentes das de Is-
rael. Embora o mundo romano fosse na
maior parte, pagilo, e em sua orienta~llo
aceitasse e ate mesmo reunisse os deuses
de diversas na~oes, os judeus acredita·
vam em adorar a urn l.mico Deus: Jeova.
Someme ele, dentre todos os deuses dos
homens, realmente existia. Os gentios
podiam tornar-se judeus, desde que esti-
vessem dispostos a aceitar todos os re-
quisitos da lei mosaica, inclusive a cir-
cuncisi!o. Aqueles que os nllo aceitavam,
eram geralmente considerados inferiores
ao "povo escolhido'' por Deus.
(Ver Deuteronomio 7:6; 10:15; 14:2; e
Isaias 41:8; todas as quais falam do povo
escolhido por Deus. 0 que os judeus es-
queceram eque eram escolhidos dentre
os povos da terra para curnprir uma mis-
sao especial; abencoar todos os outros
com as verdades recebidas do Senhor.
Eles nllo haviam sido escolhidos para re-
servar essas ben~ilos exclusivamente pa-
ra si, nem o fato de possufrem as verda-
des tornava-os melhores que os outros
povos. "A qualquer que muito edado,
muito se Ihe pedini." (Lucas 12:48;
D&C 82:3.) Ate mesmo os ap6stolos ti-
veram que aprender essa importante ver-
dade.)
Urn Problema Especial: 0 Judeu
Que se Convertia a lgreja.
Ja mencionamos o quanta a lei mosai-
ca era considerada pelos judeus nos tem-
pos apost6licos. Entre aqueles que lhe
davam a mais rigida interpreta~ao e es-
trita observancia, encontrava-se uma sei-
ta judaica chamada farlseus, o grupo a
quem Jesus repreendeu por suas manei-
ras hip6critas (ver Mateus 23), e urn gru-
po a quem Paulo se referiu como ''a
mais severa seita de nossa religillo" .
(Atos 26:S.) Bmbora fosse urn judeu da
dispersAo, Paulo fora criado como "um
fariseu, filho de fariseu" (Atos 23:6.), e
se intitulava urn ''hebreu dos hebreus",
"irrepreensivel" segundo a rigida obser-
vancia da lei (Filipenses 3:S,6.)
Logo ap6s sua visilo e conversao em
Damasco, Paulo mudou de atitude para
com a lei judaica. A lei mosaica tinha si-
do cumprida e havia passado com o sa-
crificio expiat6rio de Cristo. Mesmo an-
tes do martirio de Estevllo, os judeus es-
tavam acusando os santos de terem o de-
sejo de "mudar os costumes que Moises
nos deu." (Atos 6: 14.) Nao podemos di-
zer qullo rapidamente e de que maneira
ocorreu essa mudanc;a; podemos dizer,
entretanto, eque, no que concerne ana-
tureza obrigat6ria da lei sobre os novas
eonversos, tanto judeus como gentios,
ela se tornou o tema de muitas cartas
que Paulo dirigiu as diversas igrejas cris-
tlls. Os livros de Galatas e Romanos.
principalmente, foram dedicados no
sentido de persuadir seus leitores que a
lei mosaica havia morrido, no que sere-
feria aos cristaos.
Nem todos os judeus conversos da
igreja de Jesus Cristo concordavam com
o ap6stolo. Para sermos corretos, pelo
menos urn grupo de pessoas discordava
firmemente. Provavelmente de vivencia
farisaica, insistjam que a lei fora dada
por Deus para ser perpetuamente obser-
vada. Aqueles que defendiam tal ponto
de vista, v.ieram a ser conhecidos como
judaizantes, embora tal termo n~o seen-
contre nas Escrituras. Queremos deixar
bern ctaro que esses judaizantes eram
conversos aigreja. homens que haviam
esposado a causa cr.istll e aceito a Cristo
como o seu Redemor. Eram geralmente
judeus fieis, que consideravam o cristia-
nismo mais como urn ramo do judaismo
do que como um evangelho restaurado,
que fizera com que cumprisse a lei mo-
saica. Assim sendo, continuaram a fazer
pressilo constante para que todos os
membros da igreja observassem rigida e
inflexivelmente aquela Jei. Tal insisten-
cia gerou todo tipo de problemas. Paulo
e os santos gentios consideravam sua
condi~ de membros da igreja como
uma libertacllo formal de todos os ceri-
moniais religiosos de sua antiga fi:. Por
que se colocariam entao sob o jugo do
ritualismo judaico?
Antes de perguntarmos por que havia
judaizantes nos prirneiros dias da igreja
de Jesus Cristo, consideraremos tambem
o fato de que a influencia judaica era
uma das principais caracteristicas da vi-
da de cada judeu fie!. Foi com muita di-
ficuldadc que essas tradi~Oes e dogmas
253
foram definitivamente eliminados.
Qualquer pessoa qne ja tenha procurado
sentir o verdadeiro arrependimento, sa-
be 0 quanta e dificil abandonar velhos
habitos e adotar novos. A lei da circun-
cisilo era rnuito conhecida por Pedro,
Paulo e outros judeus. Ate mesmo o~
gentios conversos ao judaismo eram
obrigados a observa-la, se quisessem
realmente ser aceitos entre seus novos
amigos. (Genesis 34:14-17; Exodo
12:48.)
0 fato de os judeus se considerarem
os preferidos dentre os tilhos de nosso
Pai, os fatores que conrribuiram para es-
se sentimento de exelusividade, os efei-
tos da djspersao judalca entre as na~oes
dos gentios, e a influencia do evangelho
sobre os judeus conversos- sao todos es-
senciais para entendermos o panorama
hist6rico do Novo Testamento, princi-
palmente a correspondencia escrita entre
os lideres da igreja e os mernbros espa-
lhados por toda parte do rnundo roma-
no.
BIOGRAFIAS
LUCAS
Bra medico (Colossenses 4: 14) e com-
panheiro missionario de Paulo. Lucas
deu uma contribui~Ao muito importante
aos santos de todas as epocas, escreven-
do dois livros do Novo Testamento - o
evangelho que tern seu nome e o livro de
Atos. (Realmente sao dais volumes da
mesma obra, como podemos ver pela in-
trodu9AO de ambos.) Ele era gentio de
origem e juntou-se a Paulo na segunda
viagem missionaria que este fez, prova-
velmente em Trl>ade. (Ver Atos 16:10
onde tern inicio as secoes come~adas
com o pronome "nos.") Modemas pes-
quisas biblicas e arqueo16gicas tern de-
monstrado que ele foi urn historiador
dotado de exatidao e sensibilidade.
PEDRO
Pedro, filho de Jonas, viveu com sua
mulher e outros membros da familia em
Betsaida, uma pequena vita as margens
do Mar da Galih~ia, perto de Caper-
naum. Tinha a profissa.o de pescador e,
juntamente com seu irmll.o Andre e os
dois filhos de Zebedeu, Tiago e Jollo,
eram s6cios num negocio de pesca. Foi
Andre quem o apresentou a Jesus de Na·
zare na ocasill.o em que Pedro, Andre
Tiago e Joll.o eram discipulos de Joll.o
Batista. Ao encomrar-se pela primeira
vez com Jesus, o Salvador deu-lhe o no-
me de Cefas, que em aramaico significa
"rocha ou pedra".
Junramente com Tiago, Joll.o e An-
dre, Pedro foi desafiado a abandonar
seus bens terrenos e seguir os passos do
Salvador. Ao ser formado o primeiro
Qu6rum dos Doze Ap6stolos, Jesus cha-
mou a Pedro para o aJ1ostolado.
ordenando-o e enviando-o junto com
Andre a pregar o evangelho. Foi Pedro
quem declarou que Jesus era o Messias,
1epois que muitos de seus discipulos
haviam rejeitado o sermao do Pll.o da
Vida. Foi ele tambem que testificou que
Jesus era "o Cristo, o Filho de Deus vi-
vo". (Mateus 16:16.}
Nll.o multo depois do sermll.o do Pll.o
da Vida, Jesus, acompanhado de Pedro,
Tiago e Jol!o, seguiu para o Monte da
Transfigura.;llo. De discipulo leigo, Pe--
dro subiu a escada da fe, degrau por de-
grau, ate ter o privilegio de estar naquela
montanha e receber revela.;io dos seres
celestiais, entre os quais se encontravam
Jesus, Eloim, Moises e Elias, o profeta.
Pedro foi o mais' impetuoso de todos
os apostolos. Muitas vezes ele parece ter
agido por impulso. No cenaculo, Pedro
protestou energicamente quando a orde-
nanca do lava-pes foi introduzida por
Jesus. No Getsi!mani, ele dormiu, en-
quanta o Salvador sofria a mais profun-
da agonia. Na ocasiAo em que Jesus foi
preso, foi Pedro que sacou da espada e
cortou a orelha de Mateo, servo do sumo
sacerdote. Nll.o se passou muito tempo e
Pedro negou tres vezes que conhecia o
Salvador.
Entretanto, o seu arrependimento foi
sincero e completo. Ele sempre encon-
trou for~as dati por diante para na.o re-
petir o mesmo engano. Que Pedro foi
perdoado pelo Salvador e recebeu sua
aprov~llo e evidente pelo fato de Jesus
haver apareddo ao presidente dos ap6s-
tolos no dia da ressurrei~ao e the ordena-
do que ''apascentasse suas ovelhas".
(Joll.o 21:16.)
Apos haver passado todas essas expe-
riencias com Jesus. Pedro foi cuidadosa-
mente treinado para assumir sua antiga
responsabilidade e servir como presiden-
te da igreja de Jesus Cristo ap6s a ascen-
sao do Senhor. Os primeiros doze capi-
tulos do livro de Atos contem um relato
de sua fidelidade diante da grande oposi-
~llo. Pedro foi de fato urn verdadeiro
profeta do Senhor Jesus Cristo. (Para
ter urn excelente exemplo da vida de Pe-
dro, ver o Apendice "D", no final doli-
vro de licOes.)
PAULO
E diflcil dizer com exatidll.o em que
data nasceu o ap6stolo Paulo, embora
seja provavel que tenha sido entre os
anos 1 e 6 D.C. Quanto ao local de
nascimento, foi em Tarso, capital da
provincia romana da Cilicia, onde nas-
ceu de pais judeus, da tribo de Benja-
mim.
Em Atos 22:28, aprendemos que ele
nasceu Jivre, e era cidadlo romano, em-
bora nao se saiba como seus ancestrais
adquiriram essa cidadania. Durante toda
sua vida. acidadania romana de Paulo
foi tanto urn meio de prote~ll.o fisica pa-
ra ele como urn motivo de grande in-
fluencia entre os gentios.
Se seguiu o costume judaico da epoca,
deve ter recebido a educa.;ao comum aos
meninos judeus. Ao alcan~ar a idade de
254
cinco anos, seus pais devem ter come~a·
do a instrui-lo nos ensinamentos do Ve-
lho Testamento, e deve ter decorado to-
do ou partes dos Salmos 63 a 68 (o She-
rna e Helle!.} Quando estava com seis
anos, deve ter comecado a freqUentar
uma escola em uma sala anexa asinago-
ga; com a idade de dez, deve ter esmda·
do a lei oral, e aos treze anos, confirma-
do como urn "filho do mandamento" (o
bar mitzvah) e deixado a "Casa do Li-
vro'', onde se esforc;ou para aprender as
e.scrituras, a fim de assumir sua posi~ao
entre OS homens jUdeUS.
Acredita-se que Paulo deve ter vivido
em Tarso ate os quinze anos. Nessa oc-a-
siao, seus pais o enviaram a Jerusalem,
para estudar aos pes de um grande mes-.
tre judeu, se quisesse tornar-se urn rabi-
no. Sabemos que ele estudou em Jerusa-
lem com o famoso rabino Gamaliel.
(Atos 22:3.) Seu proprio testemunho nos
leva a crer que ele passou a maior parte
da juventude em Jerusalem. (Atos 26:4.)
"A frase 'criado aos pes de Gamaliel'
nos da uma verdadeira descriclo do m~
todo pelo qual (Paulo) estudou. 0 gran-
de mestre (Gamaliel) sentava-se num es-
trado mais alto, e ao redor dele, senta-
dos no chilo a seus pes, seus atentos dis-
cipulos." (Sperry, Pau'/s Life and Let-
ters, p. 7.} Os estudos de Paulo devem
ter incluido urn exame profunda de to-
das as facetas da lei mosaica. Como ele
mesmo informou, era " instruido con-
forme a verdade da lei de nossos pais".
(Atos 22:3.) Era, como disse, urn "hc-
breu de hebreus". (Filipenses 3:5.)
0 jovem judeu tinha o dever religiose
de casar-se ao alcancar os dezesseis ou
dezoito anos de idade. Considerando
que ele era urn devoto fariseu, temos boa
razao para supor que era casado. Se
Paulo se tornou membro do sinedrio,
para qualificar-se para tal posi.;ao, tinha
que ser casado e pai.
Paulo deve ter estado presente na oca-
siao em que Estevao proferiu o poderoso
discurso para defender sua fe. Sabe-se
que estava presente, quando ele foi exe-
cutado. (Atos 7:58.) Acredita-se que tal-
vez tenha presenciado o apedrejamento
numa posi~llo oficial. Paulo, possivel-
mente, estava presente quando o sine-
drio emitiu uma ordem no sentido de as-
segurar perfeita obediencia a injun~ao
blblica referente a necessidade de teste-
munhas num caso de pena capital. (Dcu-
teronomio 17:6,7.) Que ele consentiu na
morte de Estevllo e urn fato inquestionfl-
vel. (Atos 8: I; 22:20.) Ap6s a morte de
Estevao, Paulo "assolou a igreja, en-
trando pelas casas: e arrastando homens
e mulheres, os encerrava na prisllo".
(Atos 8:3.) Para evitar o jugo da perse-
gui~o. os santos se espalbaram por to-
do o pais.
Ap6s obter as cartas do sinedrio,
autorizando-o a capturar os membros da
igreja em Damasco, Paulo encaminhou-
se para Ia, a fim de cumprir sua missao.
Porem seus esfor~os foram inuteis, pois,
na estrada de Damasco, o curso de sua
vida foi completamente alterado por
uma visao celestial. "A vida de Paulo
encontrou sua encruzilhada na estrada
de Damasco. Antes ele fora urn agressi-
vo perseguidor do cristianismo, mas, de-
pais da estrada de Damasco, tornou-se
urn dos seus mais ardentes propagado-
res." (Howard W. Hunter, em CR, outu-
bro de 1964. p. 109.)
0 Profeta Joseph Smith deu uma des-
cri~ao do ap6stolo Paulo em 5 de janeiro
de 1841 , ao ser inaugurada uma escola
de insrru~ao: "Media cerca de um metro
e meio; cabelos muito escuros, tez more-
na; nariz grande e romano, rosto inteli-
gente; olhos pequenos, negros e pene-
trantes como a eternidade; ombros lar-
gos; voz.suave e mansa, exceto quando a
elevava, e ai, quase parecia o rugido de
urn lello. Era born orador, ativo e inteli-
gente, sempre procurando fazer o bern
aos seus semelhantes." (Ensinamentos,
p. 175.)
(Observ~ru>: Outras se~Oes contem ma-
terial biognHlco suplementar a respeito
da vida de Paulo.)
0 Livro da Lei (fechado)
255
~0 7
0 Livro da Lei (aberto)
Os Atos dos Apostolos, por Lucas para Te6filo em 61-63 D.C
Eventos ocorridos entre 33 e 36 D.C. (1-8)
Atos Atos
0 Reino Seria Restaurado a Israel I: 1-8 Os Ap6stolos Testificam de Cristo 5:27-3~
Monte das Oliveiras:
1:9-14
Cristo Sobe aos Ceus
A Persegui~llo Nllo Provem de Deus 5:33-42
Jerusalem: Sete VarOes Sao Escolhidos Para
6:1-6
Os Aposto1os Escolhem Urn 1:15-26 Ajudar
Sucessor Para Substituir a Judas.
EstevAo Transfigura-se Diante
6:7-150 Espirito Santo e o Dia de
2:1-21 do Sinedrio
Pentecostes
Pedro Testifica a Respeito da EstevAo Prcga a Respeito de Israel 7: 1-36
2:22-36
Ressurrei~Ao de Jesus
Moises, Urn Prot6tipo de Cristo 7:37-40
Como Ganhar a Salvar;Ao 2:37-40
EstevAo Testifica Sobre a
7:41-53Todas as Coisas em Comum 2:41-47
Apostasia de Israel
Jerusalem Pedro Cura Urn Aleijado de
3:1-16 7:54-60Nascen~a
Estevllo Ve o Pai e o Filho
A Epoca da Restaura<;Ao Seria 8:1
Antes da Segunda Vinda. 3:17-24
Saulo Persegue a lgreja 8:1-4
Os Filhos do Convenio 3:25, 26
Samaria:
A SalvacAo Vern Somente Atraves 4:1-12 Filipe opera milagres e Converte
8:5-13de Cristo
a SimAo1---
Os Saduceus Procuram Fazer Calar
4:13-22 Os Apostolos Con(erem o Domos Ap6stolos 8:14-17
Os Santos se G1oriam no
do Espirito Santo
Tcstemunho de Jesus 4:23-31
Simllo Procura Comprar o Dom1--· 8:18-25
Os Santos Praticam a Ordem Unida 4:32-37 do Espirito Santo
0 Destino Daqueles que Enganam 5:1-11
A Caminho de Gaza
Os Ap6stolos continuam a realizar
5:12-16
Filipe Testifica de Cristo e Batiza 8:26-40
os Milagres de Jesus o Eunuco
Os Anjos Libertam os Ap6stOios
5:17-16
da Prisllo
((apitulo 29
29
''lJog ~ofg ag
.fflinbag t1Jegttmtmbag, 1Si~
o ~tnbor''
TEMA:
Todos os membros da lgreja flzeram o convenio deser teste-
munhas modernas de Cristo.
INTRODU~AO
0 Cristo ressurreto e g/orificado permaneceu com seus
disclpu/os durante urn perlodo de quarenta dias e conver-
sou com eles "do que respeita ao reino de Deus". (Atos
1:3.)Emborase achem registrados bem poucospormenores
sobre os eventos que transpiraram nessa ocasiilo, podemos
tercertezade que, durante essaepoca, a igreja eseusllderes
receberam a maior parte do poder do ceu, o que injlamou
ne/es afirme determina~ilo de realizar tudo o que consegui-
ram. A mis.silosemelhante que Cristo fez entre osnejitasno
Novo Mundo, afetou tilo completamente sua sociedade,
que a guerra, pobreza, injuslifa ediscordia- os malesque
afligiram a hum~nidade desde o comero da historia -fa-
ram bonidos de seu meio por urn perfodo de aproximada-
mente duzentos anos. ·(Ver 4 Nefi 2-6.)
Os efeitos do ministerio que o Salvador realizou depois
da ressurreif40 nilo se limitaram dqueles que puderam vl-lo
e encontrar-se com ele. Os que tiveram afelicidade de rece-
ber esse privitegio especial foram ensinados que tinham o
dever de partilhar com os outrosseu testemunho do Salva-
dore as ~nfi!Os do reino. "Portanto, ide, ensinoi todas as
na~lJes. "Jesus ordenou (Mateus 28:19) "Eser-me·eisteste-
munhas, tanto em Jerusalem como... ate os confins da ter-
ra." (Atos 1:8.) Esse testemunho tran.iformou a vidQ dos
santos primitivos, e esses, porsuafn., /rQnsformaram a vi-
257
da de milhares de outros. 0 Novo Testamento, desde Atos
ate o ApocQ/ipse, contem o registro de seus esjo~os e a in-
flulncia que tiveram na vida daqueles quefortlm tocados, e
as tentQtivas que o adversdriofez para retardar e impedir o
lrtlbalho do Senhor. Aqueles quefortlmfieisacomiss4o di-
vino que receberam, de testificar ao mundo, receberam
honras e silo reverenciados ate mesmo no epoca atual.
Pedro, JolJo, Paulo, Tiago, Estlvao, Filipe, Marcos e
centenas de outros, queforam mencionados nos escrituras
ou niio, procuraram destemidamente obedecer ao m'anda-
mento do Mestre.
Essa comis.silo, dada h6 dois mil anos, foi reiterada em
nossa epoca, e novos nomes foram adicionados: Joseph
Smith, Brigham Young, Parley ·f. Pratt, Wilford Woo-
druff, Harold B. Lee, Spencer W. Kimballe muitos outros.
Embora os santosprimitivos e aqueles que viveram no ini-
cio de nossa dispensafilO tenham cumprido o seu dever de
· preslar testemunho de Cristo ao mundo, a comissao que o
Salvadordeu ainda nllofoicumprida, pois o evangelho ain-
do nllo foi pregado ate os con.fins da terra.
H6 bilhiJes de a/mas que esperam ouvi-lo e tomar uma
decisllo. Certamente o Mestre ainda niloestasatisfeito, e Ie-
mos cerleza de que nilo revogou essa ordem que nos deu.
Como umjovem e comprometido S{111to dos ullimos dias
que vive (lOS u/tim()S anOS do StCU[O Vinte, Vocl t tJesqfiado
a procurar entender que pope/ tem a desempenhar no cum-
primento dessa grande incumb~ncia que o Salvador nos
deu. Seus ~o~os pessnais no sentido departilhar o teste-
munho do Cristo vtvo sao multo necessdrlos. Alnda h6
muita coisa porja'l,er.
Este estudo da -..ida dos sontos que viYerQm no disperrsa·
¢o do meridlano dos tempos, e do testamento que presla-
Nm, deve ser muito mats que um simples exame dos passa-
gens escriturlsticas e escrl/os antigos. Analise profunda-
mente a vida e sentimentos desses sanros primitivos, pois
eles testificorom poderosamenre e e.stobel(!{;•erom a pedra
.fundamentalpara o re1no de Deusem sua dispensa;IJo. Tire
proveifo do grande habilidade que eles rivef'Qm, eJafa com
quesua vida /he proporcione insp1ra¢o que pos5a ajuda-lo
l1 contribuirsignificativamentepara o crescimenro do reino
no epoca atual. Jamais se esqtJe{:Q do jato de que, quando
Jesus disse: "Ser-me-eis testemunhas.., elefa/ava tanto aos
santosprimitivos como a voc2.
Osprimefros capfrulos do livro de Atos cont€m grandio·
sos e motivadores exemplos a respelto do que deu algreja
de Jesus Cristo esse impacto poderoso e singular. Leia-os
agora com ofirmeprop6slto de oprendercom ossantospri-
mitlvos, pois nossa geraflfO tem muito o que oproveitar de
suajidelidade.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
Seria prove.itoso que voce estudasse o mapa que se en•
contra na parte introdut6ria deste capitulo, para obter um
conceito mais claro sobre os loca.is onde ocorreram estes
eventos.
((omentario!' 3Jnterpretatibos
(29-1) Quale o tema de Atos dos Aposlolos?
0 tema principal do livro de Atos e o do crescimento que
ocorreu nos homens devido ao estrito apego ao evangelho
de Jesus Cristo, na igreja, atraves da prega~~o da palavra de
Deus. Conforme Jesus disse a seus apostolos, urn pouco antes
da ascensao aos ceus, "Ser-me-eis testemunhas, tanto em
Jerusalem como em toda a Judeia e Samaria, e ate os confins
da terra." (Atos 1:8.) Observe o circulo crescente de intlu@ncia
apostolica: primeiro "em Jerusalem," depois" em toda a Ju·
deia," depois ainda "em Samaria' ', e finalmente "ate os con-
fins da terra' ', A maneira pela qual os ap6stolos e outros discl-
pulos cumpriram essa comissao divina e uma das maiores
mensagens do livro de Atos.
(29·2) Data e Lugar Onde Foram Escritos os Registros
Embora nllo se possa determinar com certeza a epoca em
258
que foram escritos, podemos dar a data aproximada com certa
seguran~a. 0 proprio livro registra a viagem de Paulo a Roma
e seu aprisionamento Ia durante dois anos, provavelmente cer·
ca de 61-63 D.C. (Atos 28:30.) Nllo obstante Lucas nada men·
cione a respeito do julgamento e de seu veredito, esseseria urn
fato que ele jamais teria deixado de registrar, se realmente ti-
vesse acontecido. 0 livro foi escrito, provavelmente, nesse pe-
riodo de dois anos.
(29-3) Quem Escreveu o Livro dos Atos dos Apostolos?
E opinillo geral que o Livro de Atos foi escrito pelo mesmo
autor do terceiro evangelho, ou seja, Lucas. Os leitores cuida-
dosos de seu evangelho devem estar lembrados de que seus pri-
meiros quatro versiculos silo dirigidos a uma pessoa descrita
como o "excelente Te6filo". Nilo sabemos quem era esse per-
sonagem, ou que posicilo destacada e honrosa ele ocupava. E
provavel que tenha sido uma pessoa de consideravel preemi-
n@ncia, com certeza grego, visto que Lucas se dirige a ele em
seus dois escritos. Ao prefaciar o livro de Atos, ele diz o se-
guinte: ''Fiz o primeiro tratado (ou seja, o evangelho de Lu-
cas), 6 Te6filo, acerca de tudo o que Jesus come~ou nllo s6 a
fazer, mas a ensinar." (Atos 1:1.) 0 livro de Atos comeca on-
de o evangelho de Lucas termina: com um relato dos eventos
concementes aascensao de Jesus aos ceus.
Que o autor de Atos participou ativamente em muitos dos
eventos descritos em suas paginas, e evidente pelas passagens
em que ele usa o pronome "n6s". Elas tern inlcio em Atos
16:10, possivelmente reg.istrada apos a convers!io de Lucas ao
evangelho, por meio da pregacllo de Paulo, e continua durante
algum tempo sem interru~llo, indicando a presenca ativa do
autor nos eventos por ele descritos. Essas passagens onde ve-
mos o pronome "nos" desaparecem por algum tempo e tor-
nama ocorrer em Alos 20:6, e em alguns capltulos posteriores.
(29-4) 0 significado dos Atos dos Apostolos
0 livro de Atos nos proporciona o principal ponto de vista
que atualmente possuimos a respeito da igreja de Cristo duran-
te os primeiros anos de sua formacao. Ele ea (mica ponte que
temos, tendo de urn !ado a vida e ensinamentos de Jesus, e do
outro os escritos e obras dos ap6stolos do Salvadore de outros
discipulos. Deacordo com o Elder Bruce R. McConkie, o l.ivro
de Atos e considerado urn dos principais registros biblicos,
"pelo fato de relatar como a 1greja e reino de Deus na terra
funcionam, quando Jesus, o Rei, nllo reside pessoalmente no
planeta Terra". (DNTC, Vol 2, p. 19.) Ele afirma ainda: "0
livro de Atos nos ensina como os dons espiriluais se multiplica-
ram ate serem desfrutados pelos ap6stolos e por toda a congre-
ga~ao dos fieis. Pedro e Paulo levantaram os mortos. Os anjos
ministraram tanto aos judeus como aos gentios, e se multipli-
caram os milagres de cura. Milhares de pessoas receberam o
dom de linguas, e a revelacao e profecia se encontravam em to-
da a parte...
"Em meio a essa fabulosa manifestacAo de dons espirhuais,
0 livro de Atos relata OS fatos relativos aorganizacAo da igreja,
as viagens missionarias, e a propagac~o geral da verdade no
mundo pagao. Ele coma ainda as perseguicOes, apedrejamen-
tos, julgamentos e outras aflicoes impostas aqueles que colo-
cavam todo o seu corac!lo em Cristo e procuravam veneer o
mundo.
No que concerne as doutrinas da salvacao, muitas delas sAo
explicadas com clareza e perfeicllo: a Segunda Vinda, o plano
de salvacao, a expiacAo de Cristo, a restauracao do evangelho
nos ultimos dias, a revelacao, profecia, dons do Espirito, mila-
gres, curas, a futura coligacao de Israel, a ressurreicAo, a apos-
tasia da verdade e outros ensinamentos." (Bruce R. McCon-
kie, DNTC, Vol 2, pp. J9-20.)
Assim sendo, devemos muito ao livro de Atos por seu claro
panorama da vida da igrejaprimitiva. Em parte algumaencon-
tramos uma visao melhor das viagens que Paulo fez para o
bern do reino de Cristo. Alem disso, as epistolas escritas por
Paulo e outros ap6stolos t~m maior significado somente quan-
do consideradas a luz do panorama hist6rico proporcionada
pela narrativa de Lucas. Nele, vemos a igreja infante e seus 11-
deres lutando com os probh;mas que encontraram, quando as
novas revelacoes da~as por Cristo foram lancadas contra as
tradi~oes dos judeus, ha muito tempo honradas. Os gentios
que entram para a igreja sao sujeitos as restricoes mosaicas?
Os judeus que se tornam cristaos, continuam a ser sujeitos alei
de Moises? Que acontece alei mosaica, agora que Cristo ex-
piou os pecados dos homens? Estes e outros problemas foram
debatidos e soludonados por meio de revelacao divina.
0 livro de Atos chegou ate nos contendo duas divisOes pnn-
cipais. Na primeira parte, Atos 1-12, as atividades da igreja
centralizam-se em Jerusalem e nas adjacencias; e Pedro, o seu
presidente, e seu personagem principal. Na segunda parte,
Atos I3-28, a Anti6quia e a Siria sao o centro principal de on-
de se irradiam as atividades, e o personagem que se encontra
em evidencia ePaulo, missionario aos gentios.
(29·5) Atos 1:1. Quem era Teofllo?
0 proprio nome significa "amado" ou "amigo de Deus'' .0
evangelho de Lucas eo livro de Atos foram dirigjdos a esse ho-
mem. (Lucas I:3, Atos 1:1). Oevido ao fato de ser chamado
por Lucas como o ".excelente Te6filo," acredita-se que ele
259
ocupava uma posicAo elevada. 0 titulo "excelente" e conside-
rado como o equivalente de "eminentissimo'' ou
"honorlwel". Tudo o que podemos dizer com certezaeque ele
era gentio, possivelmente grego, e urn oficial.
(29-6) Atos 1:8. Havia urn Padrlio Determinado, Pelo Qual
era Propagada a Mensagem do Evangelho?
Urn pouco antes de subir aos ceus, Jesus lnformou a seus
ap6stolos queeles seriam as "testemunhas" de seu nome "tan-
to em Jerusal~m como em toda a ]udeia e Samaria, e ate os
confins da terra". E interessante ootar como o livro de Atos
retlete o cumprimento das palavras do Salvador. Os capitulos
urn a sete tratam somente dos eventos que ocorreram na cidade
de Jerusalem. Ap6s o apedrejamento de Estevao, entretanto,
os disclpulos "foram dispersos pelas terras da Judeia e da Sa-
~aria' ' . (Atos 8:1.) Lucas nos informa que todos os que anda-
vam dispersos "iam por toda a parte, anunciando a palavra".
(Atos 8:4.) Ele posteriormente nos relata qullo distante de Je-
rusalem foi pregada a palavra: "E os que foram dispersos pela
persegui~ao que sucedeu por causa de Estevllo caminharam ate
a Fenicia, Chipre e Anti6quia, niJo anunciando a ninguem a
palavra seniio somente aos judeus." (Atos II :19, italicos acti-
cionados.) (Ver mapa nesta seca.o.)
Neste ponto da hist6ria, a palavra de Deus foi levada aSa-
maria por Filipe (Atos 8;5), Os sarnaritanos, embora niio fos-
sem totalmente gentios, eram considerados meio-judeus pelos
habitantes da Judeia. Eles eram urn povo que deviam evitar o
maximo possivel. Quando OS ap6stolos souberam em Jerusa-
lem que Samaria havia recebido a palavra do Senhor, Pedro e
Joao para Ia se dirigiram para conferiro dom do Espirito San-
to. (Atos 18:14,15.) A mensagem do evangelho havia clara-
mente se propagado para fora de Jerusalem. Por epoca da
conversao de Paulo, conforme se encontra registrado no capi-
tulo 9 de Atos, a palavra do Senhor havia-se propagado ate
Damasco, uma cidade da Siria, distante cerca de 210 quilome-
tros ao nordeste de Jerusalem. Nesse interim, Filipe pregava
nas cidades situadas ao oeste: da Judeia, na zona litorlinea_
(Ver o mapa que se encontra no inicio deste capitulo.)
Na Cesareia, vivia urn Jlomem chamado Cornelio, cen-
turiao romano e gentio. Ele adora'a a Deus e se dedicava mui-
to aos assuntos espirituais. Teve o privilegio de ser o primeiro
gentio que se havia tornado anteriormente urn proselito do ju-
daismo, a entrar para a igreja de Jesus Cristo. (A1os 10.)
Pedro, o presidente da igreja de Jesus Cristo, recebeu a reve-
lacao, dizendo que " Deus nao fa.z acepcao de pessoas, mas
que thee agradavel aquele que, em qualquer nacao, 0 teme e
obra o que e justo". (Atos 10:34,35.) 0 evangelho havia-se
propagado de Jerusalem a Samaria, a todo mundo e aos gen-
tios. Embora Paulo tivesse o costume de pregar o evangelho
primeirameme nas sinagogas das cidades que visitava, voltou
rapidamente sua aten~Ao tambem aos gentios (Atos 13:46;
18:6; 28:28.) Pode-se presumir com seguran~a, embora nilo
tenhamos urn registro preciso de seu trabalho, que os outros
ap6stolos tambem ajudaram a cumprir a profecia do Senhor,
de que eles seriam suas ''testemunhas ... ate os confins dater·
ra".
(29-7) Atos 2.:1. 0 Que era o Dla de PentKostes?
CinqOenta dias ou sete semanas ap6s a Pilscoa, os judeus
fieis observavam uma celebra~Ao conhecidacomo Pentecostes,
que significa literalmente "qUinquagesima". Essa celebra~ilo
era tambem conhecida como o dia das primicias (Numeros
28:26), ou resta da sega (t:xodo 23:16). Ocorrendo sete sema-
nas ap6s a Pascoa, era tambem conhecida como a "festa das
semanas'' . (£xodo 34:22; Deuteron8mio 16:10.) Qua.o signifi-
cative eque Deus tenha derramado o seu Espirito sobre aque-
las pessoas numa ocasla.o em que eles estavam elevando su.a
gratidlo a ele! Paulo viu nesse fato o curnprimento de umaan-
tiga profecia dada ao profeta Joel. (Joel 2:28-32.)
(29-8) Atos l:l-4. As Antlgas Experienclas Pentecostais
Tomaram a Repetir•se?
A grande experi~ncia pentecostal do derramamento do Espi-
rito, ou do Espirito Santo, encontra um paralelo em nossa his-
t6ria. Por ocasiilo dos scrvi~os de dedka~llo do templo de Kir-
tland, o Profeta Joseph Smith orou, pedindo uma un~Ao espe-
cial como Espirito do alto. •'Que se realize com eles como com
aqueles do dia de Pentecostes", implorou eJe em favor dos
santos, "Que sobre o teu povo se derrame o dom de linguas, e
a sua interpretaca.o, linguas repartidas como que por fogo. E
que, Asemelhan~a de urn vento impetuoso e violento, se encha
de tua gl6ria a tua casa." (D&C 109:35-37.) Esse pedido foi li-
260
teralmente cumprido, nlo apenas uma vez, mas diversos dias
ap6s os servi~os iniciais de dedica~Ao. Nesse dia, "o som de
urn impetuoso e poderoso vento encheu o templo, e toda a
congrega~Ao simultaneamente se levantou, sendo movida por
urn poder invislvel; muitos com~ram a falar em linguas e a
profetizar; outros tiveram visOes gloriosas; e eis que vi o tem-
ple repleto de anjos, fato que comuniquei acongrega~ao".
(Smith, HC, Vol.2, p.428. Ver tambem em A Casado Senhor,
p. 90.)
(29-9) Atos 2:29-31, 34. 0 que Sabemos a RespeUo do
Oestlno Esplrltual que Ten Davl, rei de Israel?
"Urn assassino, por exemplo, o que derrama sangue inocen-
te, nlo pode receber perdlo. Davi fervorosamente procurou o
arrependimento das maos de Deus com lagrimas, pelo assassi-
nate de Urias; mas so o conseguiu por mejo do inferno; foi-lhe
prometido, porem, que sua alma nao permaneceria ali para
sempre.
"Embora Davi fosse rei, nunca teve o espitito e poder do
Profeta Elias, nem a plenitude do sacerd6cio; e o sacerd6cio
que recebeu, e seu trono e reino ser-lhe-ao tirados e dados a
outro, cujo nome sera Davi, e que hade surgir de sua linhagem
nos 61timos dias." (Smith, Ensinamentos, p.331.)
(29·10) Atos 2:40. Que t uma "Gera~io Perversa"?
No ingles arcaico, usado na versao do Rei Tiago, esta escrito
''toward" (d6cil) que significa obediente, doutrinavel, submis-
so: "untoward'' (ind6cil), portanto, signi!ica rebelde, intrata-
vel, perverso.
(29·11) Atos 3:19. 0 Que Signifies Tempos de Refrigerio?
"Se quisermo~ captar uma visa.o da profeciade Pedro, deve-
mos saber exata e especificamente o que significa a frase "tem-
pos de refrigerio". Em outra parte das Escrituras, eles tambern
sao chamados par Jesus de 'quando na regenera~ao, o Filho
do homem se assentar no trono da sua gloria! (Mat. 19:28.) E
o dia em que 'a terra foi transriguradade acordo com o mode-
to que sobre o monte se mostrou aos meus ap6stolos...' disse o
Senhor (D&C 63:21.) Eo dia em que 'a terra sera renovada e
recebera a sua gloria paradisiaca.' {Decima Regra de Fe.) E o
dia em que prevalecerli a 'nova terra' que Isaias viu (lsa.
65: 17), quando cessara toda a iniqOidade e come~ar a era do
mil~nio... Eo dia em que os homens 'converterao suas espadas
em enxadas e foices,' (Isaias 2:4), urn dia de paz e justi~a uni-
versal, uma era milenar em que Cristo reinara pessoalmente
sobrea terra." (Bruce R. McConkie, em CR, outubro de 1967,
p. 43.)
(29-ll) Atos 3:21. 0 que Signifies "Tempos da
Restaura~iio
11
?
"Essa frase sigrufica "epoca de restaurarao'', uma epoca
em que Deus prometeu que restauraria todas as coisas que fa-
lou pela boca de todos os seus santos profetas1
desde o princi-
pio do mundo.
"Para isso1 Cristo veio ao mundo e ministrou entre os ho-
mensl coroando seu ministerio com o sacriflcio expiat6-
rio e ascensao ao Pai. Elevoltani novamentel num dia de refri-
gerio e restauracao, para reinar pessoalmente sobre a terra.
Porem1
nao podera voltar a segunda vez antes que comece
uma idade da terra que e chamada de tempos de restituiri!o,
OU1
em outras palavras, antes que haja uma epoca ou periodo.
de restauracao; nessa ocasid01 serao novamente restauradas
~odas as coisas essenciais que Deus concedeu aos homens em
qualquer epoca da terra, para a salvacaol aperfeicoamento,
bencilo e edificacao de seus filhos." (Bruce R. McConkie, em
CR, outubro de 19671 p. 43.)
(29·13) Atos 4:6. Quem Eram An{ls, Caif{ls, Joio e
Alexandre?
Anas era urn sumo sacerdote judeu da epoca de Jesus. Ele
era filho de Sete, e foi designado ao oficio sacerdotal com a
idade de trintae sete anos, e mantinha esse oficio quando Joilo
Batista come9ou a chamar o povo ao arrependimento. (Lucas
3:2.) Ele era sogro de Caifas, sumo sacerdote durante a epoca
da crucificacao de Jesus, e na ocasillo em que Pedro e Joao ti-
veram desentendimentos como sinedrio. (Joao 18:18, 24; Atos
4:6.) Era urn homem de poderosa influencia entre os judeus1 e
cinco de seus filhos serviam como sumos sacerdotes.
0 nome inteiro de Caifas era Jose Caifas, e foi sumo sacer-
dote dos judeus durante o reinado do imperador Tiberio (Ma-
teus 26:3, 37; Joi!o 11:49; 18:13, 14, 241 28; Atos 4:6.) Diante
dele, foram apresentados Jesus e os ap6stolos Pedro e Joao.
Era genro de Anas. sumo sacerdote anterior a ele, e serviu du-
rante quase dezoito anos nessa importante posi~ao.
Nada mais se sabe a respeito de JoAo e Alexandre, a nao ser
o que se encontra nessa referenda escrituristica.
(29-14) Atos 5:1-11. Que Li~iio Podemos Aprender Atravcs
da Morte de Ananias e Safira?
"0 que aprendemos da li~ilo de Ananlas, em resumo, eque
os mentirosos impenitentes serao condenados. Que acontece-
ra, entilo, ao dizimista parcial que diz a seu bispo que o mon-
tante que pagou algreja e seu dizimo total? Ou tambem o ca-
sal imoral, que juntos conspiram para com uma falsa pureza
261
QCapttulo 29
obter uma recomendacilo para o templo? Ou aos membros da
lgreja que escondem qualquer tipo de pecado. que os impedi-
ria de receber as bencaos do templo, ordenacoes ao Sacerdocio
ou assumir posi~oes de lideranca?" (McConkie, DNTC, 2:58-
59.)
(29-15) Atos 5:34-40. Quem Era Gamaliel?
Gamaliel era neto do famoso rabi Hilel, o qual por sua vez
tambem ganhou preeminencia, sendo membro do sinedrio e
nmavel doutor da lei judaica, na epoca em que a igreja estava
dando seus primeiros passos. Paulo afirmou que foi "criado
aos pes" de Gamaliel (Atos 22:3), expressao idiomfltica que
signifies que ele foi ensinado por urn famoso doutor da lei,
Gamaliel tinha a reputacilo de ser tolerante e bondoso, dando
maior enfase ao lado humano da lei e abrandando as exigen-
cias relativas a observllncia do Sabado, para que nao fossem
tao rigorosas, e estimulando urn tratamento mals humano as
mulheres pelas leis do div6rcio. 0 conselho que ele deu aos
prindpais dos sacerdotes com referenda aos ap6stolos e aigre·
ja recem-organizada (Atos 5:34-40), euma grande evidencia de
sua reputa~ao de homem tolerante e sabio. Eprovavel que seu
conselho tenha salvo a vida dos apostolos, embora o sinedrio
os tenha ac;oitado antes de liberta-los. (Atos 5:40.)
(29-16) Atos 5:36. Quem eram Teudas e Judas, o Gallleu?
Gamaliel tentou dissuadir os lideres judeus de seu intento de
perseguir e matar Pedro e os apostolos. Em seu discurso
proferido diante do Sinedrio, ele referiu-se a urn homem cha-
mado Teudas, que havia conseguido reunir quatrocentos adep-
tos, o qual foi mono e seus seguidores disperses. Em resume,
o conselho de Gamaliel foi: "Deixai que a natureza se encarre-
gue. Se for obra dos homens, ela se desfara1 como a de Teu-
das, mas, se for de Deus, ela triunfara sobre a vossa
injustica." (Ver Atos 5:35-39.)
Ao mcncionar a razao pela qual o sinedrio deveria libenar
os apostolos, Gamaliel citou como exemplo o caso de Judas, o
galileu, e de como qualquer mov1mento se tornaria em nada,
se nao fosse amparado pela mao do Senhor. Embora seu con-
selho tenha sido aceito pelo sinedrio, sua avaliacao do caso de
Judas e seus seguidores tornou-se bastante inadequada. Apro-
ximadamente no ano 6 ou 7, Quirino, governador romano da
Siria, convocou urn recenseamento na Palestina. Judas, urn
galileu fanaticamente leal. disse que os judeus deviam ser livres
de qualquer domlnio estrangeiro1 e assim ofereceu franca opo-
sicilo ao censo. Ele conseguiu reunir urn grupo de adeptos que
resistiram violemamente aquela ordem. A maior parte deles
foi capturada, torturada e mona, inclusive Judas; portanto,
pelo menos nesse sentido Gamaliel estava correto. Mas essa
breve ressurreicao gerou urn movimento conhccido como o dos
zelotes, t:jue, no ano 66 D.C., armou outra revolta contra Ro-
ma, fazendo com que, no anode 70-72, D.C., o templo fosse
destruido e disperses os judeus da Palestina.
(19-17) Atos 6:5-7:59. Quem fol Estevio?
Sete homens, entre os quais Estevao, forarn escolhidos pelos
ap6stolos para realizar deveres espedficos concernentes ao sis-
tema de bem-estar que era usado naquela epoca. Estevlio era
especialmente destemido em seu ministerio. As Escrituras afir-
mam que ele foi urn homem ''cheio de fee poder". que "fazia
prodigies e grandes sinais entre o povo". Devido ao fato de
que ele falava e agia com tal autoridade e poder, certos judeus
mandaram prende-lo sob falsas acusa~Oes. 0 falso testemunho
prestado diante do sinedrio afirmou que Estevao havia blasfe-
mado contra o templo e a lei de·Moises. Durante seu julgamen-
to, todos os que olharam para ele "viram seu rosto como o
rosto de urn anjo". (Atos 6: 15); porem, mesmo assim,
recusaram-se a atender a esse testemunho vivo que se manifes-
tou na transfigura~~o de Estevllo. Em sua defesa, elediscorreu
sobre a hist6ria das obras de Deus entre os filhos dos homens.
Afirmou que Israel nao entendia sua pr6pria lei, e que como
naclio havia perseguido e morto os profetas como tinha feito
com Jesus. Estevao vislumbrou os ceus e viu o Cristo ressusci-
tado ao lado de seu Pai. Nllo puderam suportar seu testemu·
nho incriminador, e gritando, "blasfemia'' expulsaram-no pa-
ra fora dos muros de Jerusalem eo apedrejaram. Assim mor-
reu urn dos primeiros miutires da fe.
(l9·18) Atos 7:58. Quem era Saulo?
Saulo era o nome hebraico do ap6stolo Paulo. Nascido da
tribo de Benjamim (Romanos 11:1 ; Filipenses 3:5), Paulo era
urn judeu da Dilispora. Numa epoca apropriada, ele mudou
seu nome hebreu para a forma romana, Paulo, fazendo, as-
sim, com que pudesse andar mais livremente entre os gentios.
(Para maiores detalhes biograficos, veja a pagina 254.)
(7.9-19) Atos 7:60. "Senhor, Niio Lhes Imputes Esse
Pecado."
Quando o Senhor, em scus ultimos momentos de vida.
se voltou ao Pai e implorou: "Pai, perdoa-lhes, porque nAo
sabem o que fazem" (Lucas 23:34), referia-se aos soldados que
o crucificaram. Eles agiram sob as ordens de uma n~a:o sobe-
rana. Foram os judeus os culpados da morte do Senhor. E co-
mo poderia perdoa-los, ou como poderia o Pai perdoa-los,
uma vez que nao se arrependeram? Esse povo perverso que
clamou: " ... Caia sobre n6s o seu sangue, e sobre nossos fi.
lhos" (Mateus 27:25), nll.o se havia arrependido. Aqueles que
"o insultararn" no Calvaria (Mateus 27:39), nllo se tinham ar-
262
rependido. Os lideres judeus que o julgaram ilegalmente exigi-
ram que Pilatos o crucificasse, e incitaram o populacho a ex-
ternar suas a~Oc:s mais vis, nllo se tinham arrepeodido. Tam-
pouco os soldados romanos que, embora sem duvida obriga-
dos pela lei mititar a crucificar Jesus conforme as instru~oes re-
cebidas, nao se encontravam sob qualquer coa~ilo para acres·
centar os insultos e crueldades a que submeteram o Salvador
antes de ser crucificado.
"0 Senhor podera perdoar Pilatos? Certamente nAo pede-
ria, sem que o proprio Pilatos se arrependesse. E ele se arre-
pendeu? Nao sabemos o que ele fez, pois as Escrituras nllo re-
gistram esse fato. Ele demonstrou o desejo de favorecer o Sal-
vador. Nllo demonstrou plena coragem em resistir as pressoes
do povo. Ele poderia ter salvo a vida do Senhor? Nlio sabe-
mos. Deixemos Pilatos aos cuidados do Mestre, assim como
deixamos todos os outros pecadores, mas nllo nos esque~amos
de que "saber e nllo fazer" epecado." (Kimball, 0 Milagre do
Perdl!.o, p.161.)
(29·2.0) Atos 8:5. Quem era Filipe?
Filipe era urn dos sete homens escolhidos para ajudar os
apostolos a cuidar dos pobres (Atos 6: 1-6). Ele pregou em Sa-
maria, onde Simao, o mago creu na mensagem do evangelho
(Atos 8:5-13). Atendendo as ordens de urn anjo. Filipe partiu
de Jerusalem para Gaza, onde expos as palavras de Isaias e o
evangelho a urn eunuco muito importante, que aceitou a men-
sagem com alegria e foi batizado (Atos 8:26-39.) Depois disso,
pregou em diversos lugares, are estabelecer sua residencia em
Cesareia. (Atos 8:40.) Paulo pe1maneceu com Filipe oaquele
local, ao realizar sua terceira viagem rnissiomiria. (Atos 21:8-
15.) Filipe tinba quatro filhas solteiras que possuiam o dom de
profecia. (Atos 21 :9.)
(29· 21) Atos 8:5-8. Pode urn Membro do Sscerdbclo
Asrt>nico Realizar Grandes Obras de Retidio?
" Quero que graveis muito bern o fato de que nao faz dife-
ren~a alguma se urn homem eurn sacerdote ou urn ap6stolo,
desde que magnifique seu chamado. Urn sacerdotetem as cha-
ves do ministerio dos anjos. Nunca, em toda minha vida, co-
mo ap6stolo, setenta, ou elder, tive mais prote~llo do Senhor
do que quando linha o oficio de sacerdote. 0 Senhor revelou-
me entlio, por meio de visOes, revelacOes e do Santo Espirito,
muitas coisas que se encontravam a minha frente." (Wilford
Woodruff, Millennia/ Stat; Vol. 53. p. 629.)
~ontos a ~onberar
OS SANTOS CONTINUAM COMISSIONADOS A
SER TESTEMUNHAS DE CRISTO NA EPOCA
ATUAL.
(29·22). Quando o Mundo For Convertldo.
Quando Cristo disse que suas testemunhas deveriam ir "ate
os confins da terra" (Atos 1:8), algumas,pessoas presumiram
que e1e estava falando somente aos santos primitivos, mas essa
ideia e incorreta. Cristo falou especialmente a nos, membros
da igreja restaurada. 0 Presidenie Spencer W. Kimball disse o
seguinte:
"Sem cooversos, a Igreja haveria de definhar e morrer.
Mas, talvez, a maior razao para o trabalho missionario e pro-
porcionar ao mundo a oportunidade de ouvir e aceitar o evan-
gelho. As escrituras·estao repletas de mandamentos, promes-
sas, chamados e recompensas por ensinar o evangelho. Empre-
guei deliberadamente o termo mandamento,. pois me parece
uma diretiva insistente da qual nao nos podemos eximir, indi-
vidual e coletivamente.
"Parece-me que o Senhorescolheu cuidadosamente suas pa-
lavras ao dizer "todas as nacoes", "toda a terra," "confins da
terra", "toda lingua", "todo povo", "cada alma", "todo o
mundo", "muitas terras."
Como essas palavras sao significativas!
Certamente suas ovelhas nao se limitavam aos poucos mi-
lhares que viviam ao seu redor e com os quais convivia. Uma
familia universal! Urn· mandamento universal! ("Quando o
mundo estiver convertido" Ao Proclamar o Evangelho"
pp. 204-205.)
(29-23) "Pois na Verdade a Voz do Senhor se Dirige a todos
os Homens." <D&C 1:2.)
Evidentemente essa ea tare/a mais grandiosa ~ue o Se-
nhor deu asua igreja. Mesmo considerando oJato de que
es.sa incumWncia niio implica necessariamente em que de-
vemos converter todas as pessoas, mas sim que cada alma
deve ter o privitegio de ouvir o evangelho e decidir-se ou
niJo a aceita-lo, aindaas.sim se constitui num desajio. Antes
de ler a respeito da grande perspectiva que ele tinha em
mente, e como es.sa responsabilidade pode ser litera/mente
cumprida, considere alguns outros dodos estatisticos que
demonstram que~ embora essa tarefa seja de grandes pro-
por~iJes, a lgreja estafazendo extraordinario progresso no
senti~o de .cumpri-la.
Os especialis/as·estimam
que, em 1850, o mundo
tinha uma popula~iJo de um
bilhao de habitantes. Em 1850, a igreja de Jesus
Cristo tinha
aproximadamente 60 ()()()
membros.
263
Em 1976, a popula~i1o do
mundo havia aurilentado
para quatro bilhlJes de
habitantes. Em 1976, o total de
membros da /greja havia
aumentado para
aproximadamente 3 650 {)()().
Assim, nos u/timos 126
anos, a popular4o do
mundo aumentou quatro
vezes, mas o total de
membros da lgreja, de
cinqiienta e seis vezes
mais. Em outras pa/avras,
a /greja cresceu quatorze
vetes mais rtrpido que a
popula~tJo. do mundo.
Explicando de outra
maneira, em 1850, o total
de membros da lgreja era
de apenas seis milesimos
por cento da popula~ilo do
mundo, mas em 1976, esse
percentual aumentou
quato14e vez;es mais, ou
seja, temos agora quase
um decimo de um por
cento dos habitantes da
terra.
(29-24) Quando o Mundo Estiver Convertido.
Quando o Presidente Kimball proferiu este discurso estava-
se dirigindo aos representantes regionais dos Doze, mas voc~
pode fazer a si proprio as mesmas perguntas que ele formulou
naquela ocasiao, pois e evidente que essa responsabilidade pe-
sa sobre os ombros dos membros individuais da lgreja.
"Fico imaginando se estaremos fazendo o maximo possivel.
Estamos sendo negligentes ao pregar o evangelho ao mundo
inteiro? Estamos fazendo proselitismo ha 144 anos. Estaremos
preparados para alargar nosso passo? Para amplia~ nossa vi-
sao?
"Lembrai-vos de que Deus e o nosso aliado. Eo nosso co-
mandante. Ele fez os pianos. Deu a ordem. Lembrai-vos de
que temos citado rnilhares de vezes as palavras de Nefi: "E
aconteceu que eu, Nefi, disse a meu Pai: Eu irei e cumprirei as
ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca da ordens aos
filhos dos homens sem antes preparar urn caminho pelo qual
suas ordens possam ser cumpridas." (I Nefi 3:7.)
Lendo esta escritura, fico pensando nas muitas na~,:oes que
continuam intocadas. Sei que existem barreiras. Conhe~o as
dificuldades, pois temos feito algum empenho. 0 Senhor,
sem duvida, sabia o que estava fazendo quando ordenou:
'•Pois na verdade a voz do Senhor se dirige a todos os ho-
mens, e ninguem hade escapar, e nllo ha olho que nllo vera,
nem ouvido que nllo ouvira, nem cora~a:o que nllo sera pene-
trado.
"E a voz de advertencia ira a todos os povos pela boca de
meus discipulos, os quais escolhi nestes ultimos dias." (D&C
1:2, 4.)
Seja como for, irmllos, sinto que, quando fazemos tudo que
nos e possivel, o Senhor encontrara urn meio de abrir-nos as
portas. Esta ea rninha convic~a:o.
"Haveria coisa alguma diflcil ao Senhor?" Ao tempo de
quando Sara riu ao saber que teria um filho. Ao ouvir essa no-
ticia. quando se encontrava a porta da tenda, ela sabia que
tanto Abraa:o, que estava com 100 anos de idade, cumo ela,
com 90 anos, ja haviam passado Cia idade da reprodu~a:o. Eta
nllo poderia ter ftlhos. Sabia disso tllo bern quanto nos temos
conhecimento de que na:o podemos abrir as portas de muitas
nacOes.
"E disse o Senhor a Abrallo: Por que se riu Sara...
"Haveria cousa algUma diflcil ao Senhor?" Ao tempo de-
terrninado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara tera urn
filho." (Genesis 18:13-14.)
lrmllos. Sara realmente teve urn filho de Abrallo, o pai das
nacees. ''Pelo que tambem de urn, e esse ja amortecido, des-
cenderarn tantos, em multidllo, como as estrelas no ceu, e co-
mo a areia inumeravel que esta na praia do mar.'' (Hebreus
11 :12.)
' 'Haveria cousa alguma dificil ao Senhor?"
0 Profeta Jeremias tambem declarou:
"Eis que sou o Senhor, o Deus de toda a carne, seria qual-
quer cousa maravilhosa para mim?" (Jeremias 32:27.)
Se ele ordena, certamente pode cumprir.
264
Lembremo-nos de Ciro, desviando urn rio e tomando a inex-
pugnavel cidade ·da Babilonia.
Lembremo-nos do grupo de Lei chegando a terra prome-
Evangelho" pp. 206-207)
Lembremo-nos da guerra da lndependencia e do poder de
Deus que nos faz veneer.
Creio que o Senhor pode fazer tudo aquilo que determinar.
Mas nllo vejo uma boa razllo para o Senhor abrir portas pe-
las quais nllo estamos preparados a entrar.
Creio que Iemos homens que poderiam ajudar os apostolos
a abrirem essas portas- estadistas capazes e de confianca-
porem, quando estivermos preparados para isso.
Hoje temos 18 600 missionarios. Poderiarnos mandar mais.
Muitos mais! 8 900 passaram pela casa da missao em 1973.
("Quando o Mundo Estiver Convertido'' Ao Proclamar o
Ao fer o que disse o PresidenteKimball, voc~ estava ron-
centraruio seu pensamento no que signijica serum missio-
ndrio de tempo integral enas contribui~iJes que e/epodefa-
'l.tr? Se voceeumjovem queainda niiofez uma missilo, en-
tao pode <lplicar o des<ifio do Presidente Kimball direta-
mente a sua vida e vod. Considere, porem, alguns outros
meiospelos quais podefozer suo parte no sentido de ajudar
no es/orro missionario:
• Esta namorando um rapaz que esta proximo da idade
em que deve fazer missiio? J6 disse a ele quedeseja que
ele-seja um mission6.,.io, e quesejizermenosque isso/he
sera um grande desllpontamento?Ou pensou apenas em
termosde suaperda tempor6ria e do quanio seria di/fcil
de~lo?
• Se vocl!eum missionorio que ocabo.de regressordo cam-
po. costuma prestarseu testemunho jreqfJememente
aos jovens que conhece, a respeito do quanto eimpor·
tantea obra missionariae do valordejqzerumamissilo?
VOC'2 parti/hq as experi~ncias que /eve, as quais jarao
com que os outros digam! ..Esse eo tipo de experi~ncill·
que desejo ter em minha vida"?
• Do au/QS em uma classe de ciian~as do Primtir{a ou &-
cola Dominica/?Ja se lembrou de queasatiludesque te-
mosna ifl/(illda iriflwnciam nosso comportamento na
vitkl nos anos vindouros? Estti fa?.eTIIio tudo o gue pode
na posi~iio que ocupa, no sentido de desenvolver os mis-
siondrios ansiosos e espirihtalmente preparados que o
Presidente Kimball estd chamando?
• E sua famflia? Estd aproveirando todas as oportunida-
des para injluenciar seu imuio n14is novo? Tern ofereci-
do suas or~oes para ajudar um irmiio mais velho que
esta i1uleciso se deve ou niiofazer uma missiio?.
• Ja se determinou irrevogavelmente em seu corafiiO a
criar filhos que seriio o tipo de missiondrios exigidos no
desafio do profeta? Ja procurou livrar-se da visiio limi-
tada do presente e pensou nas posslveis contribuifoes
que poderd fazer nos proximos dez 011 vinte anos? Tal
detennina~ao significaria escolher sabiamente uma com-
panheira, casar-se no templo e ser ativo no Jgreja.
• Estti tirando proveito de todas as oportunidades que se
/he apresentam para influenciar os nlio-membros da
lgreja a procurarem obter o conhecimento e as be11fiios
que possui? Voce pode preparar cantatas efica?.es para
os missioncfrios. Esta-se lembrando tambem desse seu
grande potencial?
• No batisma, voce fez um solene convenio com o Senhor.
Parte dele e a promessa de "servir de testemcmha de
Deus em todos os momentos, em todas as coisas e em todos
os lugares em que vas encontreis. mesmo ate a morte".
(Mosias 18:9.) 0 que significaria para voce o cumpri-
mento desse convenio?
265
illapitulo zg
• Todo domingo, quando voceparticipa do sacramento prome-
te solenemente que estd testificando de a/go. (Ver D&C
20:77, 79). De que voce estd prestando testemunho eo que
isso significa em tennos de trabalho missionario?
Cristo nos encarregou de irmos a todo a mwulo, e o
Presidente Kimball nos desajio11 a aceitar e cumprir
litera1mente essa responsabilidade. 0 seu trabalho no
cumprimento desse desafio pode ter urn significado profunda e
etemo, coso se comprometa voluntariamellte afaze-lo.
Pergunto-vos, o que o Senhor quis dizer, quando, levan-
do os Doze Apostolos ao topo do Monte das Oliveiras, fa-
lou: "...e ser-me-eis testem11nhas, tanto em Jerusalem co-
mo em toda a Judeia e Samaria, e ate os confins da
terra,"? (Atos 1:8.) Estas foram s11as t'iltimaspalavras antes de
asce1uler ao seu far celeste.
Qual o sentido da frase "ate os confins da terra"? Ele ja
havia enumerado as regioes conhecidas dos ap6stolos. Seria
o povo da Judeia? Ou da Samaria? Ou talvez os po11cos mi-
lhoes do Oriente Proximo? Q11ais seriam os ''confins da
terra"? Estaria ele se referindo aos milhoes de seres do que
constitui hoje a America? lncluiria 110 tenno, as centenas
de millwres. ou mesmo millwes, da Grecia, ltdlia. Costas
Mediterraneas, ou os habitanres da Europa Central? 0 que
significaria? Estaria ele falando das pessoas vivas do mun-
do inteiro e dos espfritos destinados a virem ainda nos se-
culos futuros? Nao estaremos nos subestimando suas palavras
ou sentido? Como podemos satisfazer-nos com cem mil
conversos, entre 4 hi/hoes de pessoas no mundo, que preci-
sam do evangelho? ("Quando o Mundo Estiver Converti-
d()" Ao Proclamar o Evangelho, p. 204.)
) • Antl6qul•
Os Atos dos Ap6stolos- Escrito por Lucas a Te6filo, cerca do ano 40-44 D.C. (Capitulos 10-1
Cesareia, Judeia 10:1-8
Profecias de Agabo II :27-
A Visao de Corneli" Sobre a Fome
>
Pedro: A Visllo das
10:9-20
Jerusalem, Judeia.
I
Coisas lmpuras. Pedro e Libertado 12:1-1
0 Evangelho e Pregado
10:21-35
da Prisllo
1 aos Gentios. Anti6quia, Siria. 12:24,
I Ensinamentos Sobre as
10:36-43
Saulo e Barnabe Sllo 13:1-5
~
Testemunhas. Chamados ao
C.-"-
0 Espirito Santo se Ministerio
Derrama Sobre os 10:44-48 Cesareia:
Gentios. Herodes Morre de Uma 12:20-
•~)-*"....... Jerusalem, Judeia
II: 1-18 Enfermidade
0 Relat6rio de Pedro
~J
Anti6quia, Siria.
Os Disdpulos Sllo 11:19-26
7
Chamados de Cristllos
~itulo 30
30
"1J.lrus Jl&o..1fa?
.§ctprao be
l)egs-oag''
TEMA
0 Senhor oferece a todos a oportunidade de ser membros do
reino de Deus, pois ele nllo faz ace~llo de pessoas.
INTROOU(:AO
lttfelizmente o Iongo e moli/ufr!inado corredordo tempo
muito obscurece a vis4o do passodo. Amedida queossku-
lospasst~m, as pressiJesexercidaspelasmudanras transjor-
mam suaface, e o que ~ nitidamente real, perde-se nos M-
voas do esquecimento. As coisas novas tomam-se o lugar-
comum.· as inovtlfc'Jes, o tradicional; o revolucionario; a
pr6tica normal, e}HIS$Qmosa aceitaro que nos horrorizava,
e tamWm o queprovOCtJva ira enosera ofensivo. 0 mesmo
aconteceu ao conceito relativo d imparcialidade de Deus.
Hoje em dia, ist;, eaceito comodoutrin6rio, e qualquerou-
tro co~ito nos/)QI'tCeria absurdo, masnemsemprefoi as-
nm.
Um anjo aporeceu a um ojickll das legitJes imperials ro-
manas. Me~lros foram envkldos a um humilde pesca-
dor em Jope, quese recuperava de umq vis4o que vira oluz
do dill. 0 ap6stolo vl({jou rumo ao norte. Um serm/Jo foi
pregado. 0 &plrito Santo desceu. Foram realizados batis-
mos.
as registros s4o df!Silnimadoramente simples, e 0$ deze-
nove skulos seguinta diminuem o profundo imPQCto da-
queles eqN~nto.sos momentos da hist6ria, de modo que, ao
ouvirfalar a mpeito deles, nOSStl mente nilo consegue cap-
267
tarseu valor real. "Deus n/Jofaz acepr/Jo depessi>as,"dis-
se Pedro, tomado de grande assombro. "Certamente que
nilo, " responde a mente, condicionada por milhares de
anos de verdade e esclarecimento cristilo.
Mas LucaSconheckl bem essejato. Ekestavapresentena
tpoca daquele acontecimento, que abalaria o alicerce das
tradi~lJes, e podia entenderseu tremendo significado. Des-
de a tpoca de Moises, o convlniofora guardado ciosamen-
tepelas maosprotetoras de Israel. As leis sagradas de Deus
foram dadas a todos, declaravam os rabinos, mas somerite
com a condi~l1o de a~itarem e se submeterem ds suas exi-
glncias. Se um genlio quisesse sujeitar-se d lei mosaica - a
qual, na tpoca de Cristo era profundamente calcada nos
princ{pios da circuncisiJo, as regras rfgidas de observ8ncia
do s6bado, restri~Des diettticas, e um conjunto inflnlta-
menle complexo e preciso de exiglncias e proibi~lJes - era-
/he permitido aceitar o judalsmo, mas sob nenhuma outra
cond/filo! Israel era o povo do convlnio. Os judeuseram o
povo escolhido por Deus. Todos os outros eram lnoceit6-
veis d vista do verdadeiro e tinico Deus.
EntiJo Pedro portiu para o norte de Jope, ocidade cujo
nome era derivado dos imperadores romanos, simbolo de
tudo o que era contrario cis leis do sagrddo Tor6. Nil CQSQ
do centuriilo romano, em Cesartia, dois mil anos de tradi-
~lJes profundamente arraigadas foram completamente es-
quecidos.
Era permitido que os gentios entrassem para a igreja de
Cristo, mas todososquehaviamfeilo, tinham sido, sem ex-
~. prlmtil'ttiMtfte '1
pros81los," ou ("'OIwono$ ao }lib
dQfnno.
GrG'H mllito bem ~m sua mmle o profundo Jigrtif"~
des.wdillmrqueopraident~dQ1gr(i(lde ltJSUSCristo, obe-
d«:tltdo oo q14e tecebera n11ma rtlldo¢o, mudllria {KII'Q
~ o destino delfl.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
trommtarios JJnterpretatibos
(30-1) Atos 10:1. Quem Era Cornelio?
Cornelio era urn centurillo romano, ou lider de cern homens,
descrito por Lucas como "urn homem piedoso e temente a
Deus, com toda a sua casa, o qoal fazia muitas esmolas ao po-
vo, e de continuo orava a Deus". (Atos 10:1, 2.) Deve ter sido
tamhem uma pessoa fervorosa, que invocava constantemente
ao Senhor, pois recebeu uma visllo em resposta as suas ora-
~Oes, na qual foi instruido a procurar Pedro, que diria a ele o
que deveria fazer para aperfei~oar sua vida diante de Deus
(Atos 10:3-6.) Ele ereconhecidamente o primeiro gentio que
recebeu o evangelho no meridiana dos tempos, sem se haver
primeiro convertido ao judaismo. (Atos 10:47,48.)
Onde Estava Situada Cesareia em relayao a Jope?
eCesareia
•Jerusal6m
(30-2) Atos 10:6 Por que Cornelio Procurou Pedro A.,Os
Ter Visto o Anjo?
Somente ver urn anjo ou receber uma visita~ao dos ceus nllo
e o suficiente para alcan~r a salva~Ao, mas a observllncia dos
mandamentos faz com que a tenhamos. Cornelio desejava
alcan~a-la, e para isso teria que obedecer a seus preceitos. 0
anjo que lhe apareceu e deu as instru~Oes iniciais poderia ter
dito a ele o que deveria fazer, mas ao inves disso, mandou que
procurasse a Pedro, que tinha a autoridade terrena. Tal proce-
dimento eurn padrAo no reino de Deus, e Joseph Smith disse o
seguintea esserespeito: "Com razao o anjo disseaojustoCorne-
lioque deveria procurar Pedro, a tiiD de aprendercomosersalvo.
Pedropoderia bati1.ar;porem talnilopodiam osanjos, enquanto
268
houvesse na terra um legitimo ojicial que tivesse as chaves do
reino ou a autoridade do Sacerdocio." (Ensinamentos. p. 258,
italicos adicionados.)
(30-3) Atos 10:9-33. Por que Pedro Foi Escolhido Para
lntroduzir o Evangelbo aos Gentios?
"Pedro tinha o dever e privilegio de pregar o evangelho pri-
meiramente aos gentios. Por favor, observem bern que, quan-
do o Senhor quis que os gentios ouvissem sua palavra, ele
instruiu o presidente dos ap6stolos a virar a chave e abrir a
porta do evangelho para eles. Esse eurn dos deveres especiais
do apostolado.'' (McKay, Os Ap6stolos Antigos, p. 87.)
"Em outras palavras, Pedro, possuindo as chaves do reino,
era tiio presidente do sumo sacerd6cio em sua epoca quanto
Joseph Smith e seus sucessores, a _quem tambern foram outor-
gadas essas "chaves" nos ultimos dias, silo presidentes do su-
mo sacerd6cio e cab~as terrenos da lgreja e reino de Deus na
terra." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1953, p. 25.)
(30-4) Atos 10:10. 0 Que Significa a Frase "Arrebatamento
de Sentidos"?
''Algumas vezes, os profetas silo tornados de arrebatamen-
tos ao receberem visOes, isto e,silo de tal modo envolvidos pe-
lo Bspirito, que aparentemente parecem estar com todas as
fun~Oes orgllnicas suspensas." (McConkie, Mormon Doctri-
ne, p. 802.)
(30-5) Atos 10:44-48. Qual ea dlferen~a entre o Esplrito
Santo e o Dom do Espirito Santo?
"Existe uma diferen~a entre o Espirito Santo e o dom doEs-
pirito Santo. Cornelio recebeu o Esplrito Santo antes de
batizar-se, que para ele foi o poder convincente de Deus soore
a veracidade do evangelho; mas ntio podia receber o dom do
Espfrito Santo se11do depois de bati'l.ado. Niio tivesse ele torna-
do sabre si esse sinal ou ordenan~a. o Espirito Santo que o
convencera da verdade de Deus ter-se-ia apartado dele. Ate
que obedecesse a essas ordenancas e recebesse este dom pela
imposicao das miios, de acordo com a ordem de Deus, niio po-
deria curar os enfermos, nem ordenar a urn espirito maligno
que saisse de urn homem." (Ef!Sinamentos, pp. 194-95. ltali-
cos adicionados.)
(30-6) Atos 11:26. Em que Epoca os Santos Primitivos
Foram Cbamados de Cristios, e Por Que?
"0 termo cristllo eurn titulo 6bvio para aquele que segue a
Cristo, para aqueles que creem que eleeo Filho de Deus, e que
a salva~io em todos os graus de gloria somente pode ser obtida
atraves dele e de seu sacrificio expiat6rio. Considerando que
houve seguidores de Cristo em todas as sucessivas dispensa~Oes
do evangelho, desde Adilo ate a epoca atual, todos eles seriam
conhecidos como crist~os, ou algum sinonimo equivalente.
Quando dizemos que os santos primitives foram chamados de
cristaos pela primeira vez na Anti6quia, significa que pela pri-
meira vez, na dispensa~i:lo do meridiano dos tempos, havia urn
numero suficiente de membros da Igreja a ponto de os nilo-
membros reconhecerem os santos como uma organizac;io se-
parada e distinta, completamente desagregada da sinagoga e
comunidade judaica. (McConkie, DNTC, Vol. 2, pp. 112-13.)
Einteressante notar que, desde o ano 73 A.C., todos os ne-
fi.tas que pertenciam alg:reja na ten-a de Zaraenla, eram co-
nhecidos como cristios. (Alma 46:14, 15.) Na verdade, o nome
de Jesus Cristo fora revelado a Jac6 e Nefi cerca de quinhentos
anos antes de seu nascimento, fazendo, assim, com que os ne·
fitas pouca duvida tivessem sobre a identidade do Messias que
os salvaria de seus.pecados. (Ver 2 Nefi 10:3 e 25:19.)
(30-7) Atos 11:18. Quem Era Agabo?
Pouco se sabe a respeito de Agabo, a nilo ser que tinha o
dom de profecia e era urn nobre cristilo, Por meio da inspira-
cao divina, e1e predisse uma grande fome que haveria durante
o reinado de ,Claudio, urn fato que tanto o Novo Testamento
como o historiador Flavio Josefo confirmam (Atos l 1:28; Jo-
sefo, The Life and Works ofFlavius Josephus, Antiquities of
tbe Jews, 20:2-5.) Depois que Paulo voltou de sua terceira via-
gem missionaria, Agabo tambern profetizou que ele seria preso
e encarcerado. (Atos 21:10. 11.}
(30-8) A Qual Tiago o Rei Herodes Mandou Matar?
Ha pelo menos tres homens mencionados no Novo Testa-
mento que tinham o nome de Tiago: (I) Tiago, filho de Zebe-
deu e irmilo de Joilo, o Ap6stolo Amado, que era membro do
primeiro Quorum dos Doze Ap6stolos. Ele sofreu o martirio
nas mclos de Heredes, nos primeiros tempos do ministerio
apost6lico. Juntamente com Pedro e Joio, fez parte da Pri-
meira Presidencia ate o dia de sua morte, aproximadamente no
ano 44 D.C.; (2) Tiago, filho de Alfeu e Maria (Atos 1:13;
Marcos 16:1), algumas vezes chamado de Tiago, o Menor,
tambem era membro do quorum original dos Doze; nao se sa-
be, entretanto, se ele ministrou ap6s a ressurrei~llo de Jesus;
(3) Tiago, meio-jrmilo de Jesus, como seus outros irmclos, na:o
aceitou o chamado de Cristo enquanto o Salvador vivia (Joa.o
7:1-7), e se tornou urn ap6stolo ap6s a morte de Jesus. (Yer
Atos 15:13-34; Galatas 1:18, 19;2:9, emaiores detalhes biogra-
ficos na pagina 254.)
269
~apitulo 30
(30-9) Atos 12:1. Quem Eram Herodes e Berenice?
Dois Heredes, o pai eo filho, foram chamados de Heredes
Agripa. Eles governaram OS judeus durante a epoca de Jesus e
seus apostolos. Herodes Agripa l era neto de Heredes, o Gran-
de, e. ao contrario daqueles que o precederam, foi urn grande
cumpridor da lei mosaica. Para obter os favores dos judeus,
mandou matar Tiago, filho de Zebedeu, irmllo de Joclo, o
Amado, e ap6stolo de Jesus Cristo. (Atos 12.) Ap6s a morte
de seu pai, Herodes Agripa II recebeu as tetrarquias anterior-
men!<! governadas por seu irmllo Felipe e Lisanias, urn procu-
rador romano, e recebeu o titulo de rei {Atos 25: 13.) A melhor
imagem que temos dele e aquela que nos fornece o Novo Tes-
tamento, na ocasiio em que ele se encontrou com Paulo no tri-
bunal de Festo. (Atos 25; 13-26; 26.) Seu casamento jncestuoso
com sua irmil Berenice o tornou detestado pelos judeus.
Berenice era a filha mais velha de Herodes Agripa I. Ela
casou-se na tenra idade com seu tio Heredes, rei de Calquis.
Ap6s a morte deste, aproximadamente no ano 48 D.C. casou-
se com seu proprio irmao, Herodes Agripa II. Estava presente
na ocasiao em que seu esposo-irmao e Festo ouviram o caso de
Paulo antes de envia-lo para Roma. (Atos 25:13, 23; 26:30.}
(30-10) Atos 11:4. 0 Uso da PaJavra Pllsc:oa.
0 termo Pascoa, como foi usado pelos tradutores da Biblia,
e urn anacronismo, pois nao se celebrou a Ressurrei~a.o senllo
muitos, muitos anos ap6s a morte e ressurrei~ao do Salvador.
A palavra grega Pascha, equivalente do termo hebraico, pay-
sach, deveria ser traduzida para Pascoajudaica. Os primitives
cristilos alteraram o costume hebreu de celebrar a Pascoa ju-
daica, transformando-a em sua propria comemor~llo da res-
surrei~ilo de Jesus, a quem consideravam o verdadeiro Cordei-
ro Pascal de Deus, e as primicias da ressurrei~llo.
(30:11) Atos 12:12. Quem Era Joio Marcos?
Joao Marcos, mais conhecido apenas como Marcos, eo au-
tor do evangelho que leva seu nome. Era filho de uma das mu-
lheres mais preeminentes da igreja primitiva de Jerusalem. Os
cremes reuniam-se em sua casa, e para Ia voltou Pedro, apos
ser libertado da prisilo, (Atos 12;12-17.) Joio Marcos foi esco-
lhido para ser companheiro de Paulo e Barnabe, quando eles
partiram em sua primeira viagem missionaria (Atos 11:25:
13:5), porem, por razio desconhecida, separou-se daque-
les dois irmilos na metade da viagem. (Atos 1~:13.) Esse fato,
mais tarde, se tornou motivo de disc6rdia entre Paulo e Barna-
be, ao partirem em sua segunda viagem. Barnabe queria levar
Marcos novamente, mas Paulo se recusou, par isso desfizeram
a dupla e viajaram para lugares diferentes. (Atos 15:37-41.)
Evidentemente, Paulo mais tarde se reconciliou com Marcos,
pois ele o trata com elogios em suas episto1as. (Ver, por exem-
plo, Colossenses 4:10, Filemon 24.) Pedro fala de Marcos co-
mo se fosse seu pr6prio filho, e diz que estiveram juntos na Ba-
bilonia - provavelmente Roma. Uma antiga tradi~ao afirma
que Marcos escreveu seu evangelho em Roma, extraindo suas
informa~Oes diretamente de Pedro.
tlontos a~onberar
DEUS NAO FAZ ACEP~AO DE PESSOAS
Embora Jesus tenha ensinado que seus discfpulos deve-
riam amar aseus inimigos, deve ter permanecido nos cora-
r~es de muitosdeles uma profunda desconjia!lfa rontra to-
dos os indivfduos que nllo eram judeus. A obe{iiencia aos
requisitos impostospela lei mosoicase tornou terrivelmenfe
obrigatoria ate mesmo depois do conversllo. 0 proprio Pe-
dro ficou obismado oo ser ordenodo numo visilo a comer
onimois considerados impuros peio Toro, eflcou surpreso,
oo consideror as implicorfJes que esso revelorllo trorio aos
gentios.
Porem, embora os eventos que transcorrerom naqueles
quotro dios em Jope e Cesoreia tenhom alterado drostico-
mente a di~llo do esforro missionario do igrejo, nllo re-
moveu automaticomente os problemas relativos aexclusivi-
dode judoico. Nllo querlmos dizer com isso que os sontos
primitivos nllo tivessem qualquer devorDo ao Mestre. As
otitudes e preconceitos que silo .solidomente olicerrodos
atraves de diversos geroroo de doutrinamento, nilo sao re-
movidos em apenos urn dio. Quando Pedro retornou a Je-
rusalem, alguns membros do igreja estavam esperondo por
ele, e encararam com criticismo e revolta sua ossociorilo
com os impuros oteus. Suo norrotivo dos eventos que o le-
varam a Cesare/a e oqueles que 16 ocorreram, tranqiJilizou
os Onimos dos que o criticavam. Eles tinham que odmitir
que a evid§ncio era irrefutavel; era justo que se concedesse
aosgentios·a oportunidade de se arrependerem para alcan-
ror a vida eterna. (Ver Atos I 1:18.)
Mesmo diante de talrevelorllo direta, o problemanDofoi
completamente eliminado. Os membros judeus do igreja
conseguiram veneer o primeiro obstaculo - os gentios rece-
beriam o privilegio de partilhar do novo convehio do evan-
gelho,· ele nllo mais serio reservado apenos aos filhos de
Abrallo. Mas isso nllo queria di;,er, pensavam muitos d.eles,
que a lei de Moises havia sido cumprida. Nilo demorou
muito eosmembroscomeraram aexigirque osgentioscon-
versosfossem circuncidodos, e o conselho de Jerusalem foi
encarregado de resolver o problema. (Atos 15.) E ossim,
durante aspr6ximos decados, a igrejafoi qfligida pelosato-
ques dos judaizantes (nome que foi dado oos judeus cris-
270
tllos que exigiam que todos os membros do ign:ja cristll
cumprissem tambem os requisitos da lei mosaica.)
Ossentimentos de preferencio dosjudeus da igreja, esua
leo/dade cega aos c6digos do possado, nlioforam automati-
camente resolvidos pelos eventos de Cesareia. As conver-
soo e Qjustes seriom motivo de muita discord/a nos onos
futuros. Mas aquele era o ponto de transiroo. 0 opareci-
mento de um anjo a urn so/dado romano na Palestina cen-
tral a/teraria profundae eternomente o cristianismo daque-
le momenta em diante.
PERGUNTA
Por que Pedro diz que Deus nllofat. ocepfiiO depessoas?
A considerafiJO pessoal por alguem m1o e uma carocteristi-
ca positiva? (A versllo flo Rei Tiogo da Biblio inglesa diz
"God is no respecter of persons", Q que aprimeira vista
pode dar a impressllo de que Deus nllo respeito as pessoas.
Mas o verdadeiro sentido da expressilo "respecter ofper-
sons" e: quese deixa iJifluenciar pela classe social das pes-
soos.)
RESPOSTA
Sim, o respeito euma caracterlsticapositiva. 0 problema
e que o significado da palavra pessoa mudou muito desde a
epoca da Versllo do Rei Tiago. Essapalavra era derivada do
termo Iatino penona que significa "m6scara", e era aplico-
do com referenda asmascaras usadas pelosatores teotrais.
Assim, a conotarllo de pessoase referia a umaaparencio ou
circunstlJncia exterior do indivfduo, inclusive ac/osse so-
cial, riqueza, posifiJO, vestuario ou aparenciafisica. A/rase
grega que Lucas usou.signijica litera/mente "aceitara apa-
rencia externa".
PERGUNTA
Jsso signi.fica, portanto, que Deus e imparcial?
RESPOSTA
Sim. Deusnllo ecomo a maiorio dos homens. Elenllofa-
vorece a um s6 indivlduo ou grupo de pessoas, em prejui-
zo de outros, boseando-se na posirDo social, nobreza, e ou-
tras caractertsticas exteriores.
PERGUNTAS
Mas Deus e, defoto, Iota/mente imparcial?Nao abenroa
mais a alguns de seus fllhos que a outros?
RESPOSTA
A imparcialidade de Deus se refere ao traJamento basico
que da a seus filhos. Sempre que a/guem obedece a suas
leis, ele o abenfOO. Nefi ensinou que a terra da Palestina foi
tirada do domfnio dos israelitas devido a esse princtpio, e
explicou esse faro nas seguintes palavras:
"Eis que o Senhor considera toda came igualmente; aquele
que e justo e favorecido por Deus. eis, porem, que esse povo
havia rejeitado roda palavra de Deus e amadurecido em
iniqi.iidade; e a plenitude da ira de Deus estava sobre e/es. E
o Senhor amaldit,;oou a terra para eles e abenfOOu-a para
nossos pais; sim, amaldifOOu-a para a destruiflio de/es e
abenfOOu-a para que nossos pais obtivessem poder sobre e/a. "
(I Nefi 17:35.)
Alguns homens recebem maiores bellfiios de Deus, por-
que sao mais obedientes a ele. A imparcialidade existe, por-
que as leis sao os alicerces das benfiios, e niio algumas apa-
rlncias exteriores e outros critlrios insignijicantes.
PERGUNTA
lsso niio parece muiro claro. 0 que seria um crirerio insig-
nificante?
RESPOSTA
Suponha que Deus dissesse: "Muito bem, voce tem sido
obedienre, mas eum escravo, por isso niio /he posso dar as
benfiios que me pede." Esse foi um dos enganos dos judeus
no tempo de Cristo. Eles julgavam que sua estirpe havia re-
cebido a/gum privilegio perante Deus. Joiio Batista comba-
teu essa ideia erronea ao sugerir que Deus podia levantar fi·
1/ws a Abraiio ate mesmo das pedras. (Mateus 3:9.) Joseph
Smith disse que essa expressiio era figurativa, e referente
aos gentios. (V. Ensinamenros, p. 311.)
PERGUNTA
Mas niio existem algumas pessoas que recebem vantagens
inerentes em virrude de seu nascimenro, condifiio financei-
ra e talentos? Parece que uma pessoa que nasceu nos dias
atuais num pafs onde existe liberdade, e numa fmm1ia ativa
na lgreja, desfruta de maiores privitegios que as que noscem
em circunsttincias menos favoraveis. lsso niio afeta a habili-
dade que eta tem de obedecer a Deus?
RESPOSTA
A epoca, o local e as circunstilncias em que uma pessoa
271
Qiapituln 3n
nasce, certamente injluenciam o seu comportamento de
diversas maneiras. Se esse local de nascimento fosse
apenas uma questiio casual, entiio poderfamos dizer que
Deus e parcial. Mas sabe,ws que o Iugar em que nasce-
mos na martalidade baseia-se em a/go mais que o simples
acaso.
PERGUNTA
0 que determina, entiio, o local em que nascemas?
RESPOSTA
Niio sabemos detalhadamente todos os fatores que in-
f/uenciam as circunsttincias em que nascemas, porem os
profetas ensinaram claramente que a regra bdsica da obe-
diencia as leis e um pre-requisito para recebermos as b€n-
fiiOS relativas a esse princ(pio.
PERGUNTA
lsso quer dizer que nosso comportamento na exist€ncia
pre-mortal afetou a condifliO em que nascemos?
RESPOSTA
Sim. 0 Presidente Harold B. Lee declarou o seguinte a
esse respeito:
"Sois filhos e filhas de Deus. Vosso espfrito foi criado e
viveu como inteligencia organizada antes da existencia
do rnwrdo. Fostes abenfoados com um corpo ftsico, em
virtude de vossa obediencia a certos mandamentos no
estado pre-mortal. Agora nascestes numa famOia, na nafikJ
atraves da qual viestes, como recompensa pelo tipo de
existencia que levastes, antes de virdes para cd." (Discursos
da Conferencia Geral, outubro de 1973, p. 94.)
PERGUNTA
Mas parece que algwnas pessoas nascidas em circunstlJn-
cias bastallfefavoraveis nlio sao muito obedientes.
RESPOSTA
Isso e verdade, porem cada pessoa tem o seu livre-
arbftrio. Se ela niio continuar a ser fiel e obediente, niio terd
o direito de receber as benfaos e os favores do Senhor.
Observe agora o que o Presidente Lee ensinou sobre esse
assunto:
". . . Hd muitos que foram preordenados antes de o munJo
existir; a um estado superior que niio chegam a atingir. por-
que nllo se prepararam para ele aqui. Mesmo tendo estado
entre os nobres e grandes, dentre os quais o Pai escolheria
seus llderes, podem ter falhado nesse chamad:J aqui na
mortalidade." (Idem, p. 94)
A lei, portanto, ntio mudou. Deus abenroa o fie/, inde-
pendenle de sua condirilo, rara, estirpe ou quaisquer quali·
dades exteriores. Ele nilo fat. aceprllo de pessoas.
PERGUNTA
Em que sentido essas verdades devem influenciar meu
comportamento?
RESPOSTA
H6 duas lirlJes importantes que podemos aprender. Pri·
meiramente, se desejamos que nossa vida tellha caracterlsti·
cas divinas, nilo podemos basear a aceitarao queJazemos
das pessoas em criterios insignificantes.
PERGUNTA
~-me um exemplo desse tipo de criterio.
RESPOSTA
lsso significaria nao escolher os amigos baseando-se em
sua posirilo social. Significaria julgar a todos os homens
com a mesma medida; que as moras nllo namorariam um
rapaz apenasporcausado carro queele tem, e que a manei·
ra de vestir e as modasjamaisseriam o unico motivo de re-
jeirllo. Se rea/mentedesejdssemos terem nossa vida essa ca-
racterlstica divina, e/a revolucionaria o relacionamento que
temos para com nosso proximo.
PERGUNTA
Posso entender agora. Qual e a segundo implicarao?
RESPOSTA
Dit. respeito ds atitudes que Iemos para conosco mesmos.
Uma jovem que ni1o era muito bonita, a julgar pelos pa-
272
drlJes da cultura do pals em que vivia, perguntou certa
vet.:"Por que Deus permitiu que isso acontecesse comigo?
Por que meu espfrito nllo joi mandado a um corpo mals
atraente?" Se ela entendesse o amor e im/Jarcialidade de
Deus, saberia quesua llfJ(ll'lncia exterior eumfator de pou-
ca importOncia para ele. Alem do mais, eta veria que, se o
seu progressopessoaldependesse do aparinciajisicaquere-
cebera, um Pai amoroso jamais permitiria que tal aconte·
cesse. Se eta guardar as suas leis, poder6 receber todas as
blnraos que o Senhor tem para /he dar.
PERGUNTA
A.ssim sendo, nossa posirilo ou situarao espec[jica nes·
to vida nllo e tilo importante quanto 0 que Jazemos com
eta?
RESPOSTA
Exatamente. 0 leproso que creu em Cristo teve uma ati·
tude melhor que o jariseu que o rejeitou; a meretriz arre-
pendida que o seguiu foi mais favorecida que o apostolo
que o traiu. Os homens podem ser testados pela elevada
condirllo social, ou pe/afalta de/a, pela riqueza ou pobre·
za. Em certo sentido, a beleza pode ser um desajio maior
que a fealdade. A vida e bastante complexa para testar e
provarcadaserhumano. Pouco importaseaprov~ilo ere-
cebida nos sallJes dourados de um pa/6cio ou na humilde
cabaflll do deserto. Deus nilo fat. acepr4o de pes3()(l. 0 fa·
tor que determinara o ju/gamento nilo se baseia no que a
pe$$()(1 e, mas sim no que serd.
"0evangelho de Jesus Cristo nilofoi destinado apenas a
uma parte dos habitantes ou um determinado local do ter-
ra. Edestinado a todaalmaque caminhasobreaterra, a to-
dos OSfilhos de Deus... NOSSfl responsabi/idade etrazer ao
mundo a mensagem da verdade, mostrar ao mundo que,
dentro dos ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo, po-
dem ser encontradlls as solurlJes para todos os problemas
que ajetam a humanidade...
"Nilo importa ondeas pessoas vi"am, sesao ricas ou po-
bres, nem sua posirilo na vida, sua cor ou vivencia, ama-
mos todas elas e desejamos ajuda-lps ,y a/canrarseus maio·
res anseios... (Church News, 15 de jul.'to de 1972, p. 4.)
Qtapitulo 30
273
Gau
PALESTINA
Perto de Damasco, Siria
0 Salvador Aparece a Saulo.
Damasco, Siria
Saulo Recupera a Vis~o e e
Batizado
Damasco, Siria, e Jerusalem, Judeia.
Saulo Com~ seu Ministerio
Lida e Jope, Judeia
Pedro Cura a Eneias e Levanta
Tabita dos Monos
9:1-9
9:10-19a
9:19b-31
9:32-43.
31
"~!)te t ~ara ,mim
Wm 11ago ~gcoll)ibo''
TEMA:
0 chamado a servir que Paulo recebeu no caminho de Da-
masco, e a maneira honrosa com que posteriormente o cum-
priu, demonstram como ele e toda a humanidade podem
tornar-se vasos escolhidos do Senhor.
INTRODU{:AO
0 evangelho de Jesus Cristo the proporciona os primei-
ros princfpiospelos quais pode adquirir auto-respeito: voce
~ fllho de seu Pai Celestial, cuja obra e gloria noo foi so-
mente /he dar esta existencia, mas a vida abundante, mes-
mo a vida eterna. (Ver Jotio 10:10; Moises 1:39.) Defato,
todos voces sao vasos escolhidos para o Senhor.
Ao fer esta li~IJo, voce aprenderti, entre oulras coisas, a
respeito de um homem de nome Saulo, e do chamado que
recebeu do Senhor para trabalhar em sua obra. Sua expe-
riencia, entretanto, n4o foi a unica nesse genera. Cada um
de vocesfez, um convenio como Senhor ejoram chamados
por ele. E6bvio que, assim como aconteceu a Saulo, talvez
ntio saiba o que ele deseja quefa~. epode estaragora mes-
mo na dire~ao oposta aque ele querquese dirija, ou talvez
ainda desconh~a seus pianos, ou 0 que epior, nao se im-
porte com eles.
E um jato signiflcativo que 0 livro de Atos echeio de
grandes obras feitas por homens dedicodos. Souto, por
exemplo, come~a neste capitulo a se tornar o grande servo
de Deus que hoje reverenciamos. Ananias tambem come~a
aexercerseu Sacerd6cio erealiza ordenan~as do evangelho,
e Pedro segue litera/mente os magn(ficos exemplos de seu
Mestre e faz com que Tobita valle d vida.
275
t de vital importflncio que cada um de voclsse lemb~ de
escrever seu proprio llvro de "Atos", e se, como Saulo,
estiver.se dirigindo para a d~4o erradll, deve arrepender-
se,· ou ainda, seforem como Ananias, epossul~m o stlCel'·
docio, devem exetd-/o; ou se, como Pedro, vocb siJo
lfderes, devem seguir plenamente o Senhor. Embortl It·
nham sido preordenadospara alcan~ar agrandeza, vocbss6
podem tornar-se vasos escolhidos cumprindo a vonlade do
Senhor enquanto vivem aqui na terra,
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
~otntntarios 3Jnterpretatibos
(31-1) Atos 9:2, 3, 8. Que lmportAncla Tlnha a Cidade de
Damasco?
Considerada uma das mais velhas cidades do mundo conti-
nuadamente habitada, Damasco e atualmente a capital da St-
ria, e era tambem uma provincia romana no tempo dos ap6s-
tolos. Situada cerca de 280 quilometros a nordeste de Jerusa-
lem, aprox:imadamente 105 quilometros do Mar Mediterraneo,
acha-se construida no meio de uma fertil planicie.
A supremacia de Damasco entre as cidades antigas deveu-se
asua localiza~llo. Era o ponto de convergancia das tres princi-
pais rotas comerciais do antigo Pr6ximo Oriente.
Sua proxirnidade de Jerusalem fez dela uma cidade de gran-
de importancia para a antiga Israel e Juda. (Ver o mapa que se
encontra no inlcio do capitulo 29.) Foi de Damasco que Acaz,
rei da Judcia, copiou o grande altar que mandou construir no
templo de Jerusalem. com 0 unico proposito de agradar a
Tiglate-Pileser ill, vitorioso rei dn Assfria (LI Reis 16~ 10-1 6).
Muitos anos depois, a cidadc fos dcstruida, conforme havmm
dito os profetas de Deus (Isaias 17:1, Amos 1:4; Jeremias 49:
23-27), e mais tarde foi reconstrulda no mesmo local.
Nos dias atuais, a parte crista da cidade esta localizada no
Jugar onde supostamente se encontruva a fnmosa rna chamada
Direita, onde estava situada a casa de um homem por nome
Judas. corn quem Paulo viveu durante algum tempo apos sua
conversllo. A muralha da qual ele foi baixado num cesto por
seus amigos, para fugir dos enfurecidos judeu~ da cidade (Atos
9:23-25) e, com toda certeza, a mesma que ainda circunda a ci-
dade. Atualmente alnda acontece como nos tempos de Paulo,
e as mercadorias de Damasco continuam a ser vendidas livre-
mente nas feiras livres. Entre os produtos mais conhecidos an-
tigamente produzidos pelos habitantes da cidade, se encontra-
vam o tecido chamado damasco e o a~o de Damasco, conside-
rados os maiores tesouros que alguem poderia possuir.
(31-2) Atos 9:4-6. Quais Sao as Duas lmportantes Ll~oes
Que Podemos Aprender do Relato da Conversiio de Paulo?
"Ha uma grande li,.ao que todos os tnembros da lgreja po-
dem aprender, que ea de reconhecermos as autoridades locais.
0 bispo pode ser urn homem humilde. Alguns de v6s podeis
pensar que lhe sois superiores, mas foi elc quem recebeu auto-
ridade diretamente de nosso Pai Celestial. Reconhecei-a. Bus-
cai seu conselho, e o de vosso presidente de estaca. Se eles
nllo puderem resolvervossas dificuldades ou problemas, escre-
verllo a outras pessoas, as Autoridades Gerais, procurando ob-
ter o conselho necessaria. 0 reconhecimento da autoridade e
urn importante pFincipio.
"Outro clemento relativo ao incidente que ocorreu com
Paulo perto da cidade de Damasco, e o fato muito importame
de que Jesus, nosso Senhor, esta profundamente interessado
em sua lgreja e em seus membros, e tem hoje o mesmo interes-
se de outrora.
276
"Gos10 de saber que ele csta zelando por nos, e que se en-
tristece quando nlo alcanc;amos os ideais e padroes que nos
deu atraves do evangelho, como aconteccu com Saulo, um ser-
vo escolhido, que procurava cegamente destruir a lgreja. 0 Se-
nhor fica contente, quando ve que os irmolos a quem ele desig-
nou estllo cumprindo seu dever e procuram viver vida lim-
pa e digna, de acordo com os padrOes do evangelho." (David
0. McKay, em CR. outubro de 1951, pp. 159-60.)
(31-3) Atos 9:5. " Duro ePara Ti Recalcilrar Cont~ OS
Aguilhoes."
Essa referenda diz respeito a urn aguilhlo, espora pontiagu-
da ou vara usada para esporear o couro dos animais e faze-los
ir avante. 0 animal aguilhoado tern a tendencia de retroceder,
revidar, ou literalmente "recalcitrar contra o aguilhilo". Tal
reallO simplesmente provoca maior dor, e faz com que alar-
gue a ferida, nllo tendo qualquer influencia sobre a espora. 0
Presidente David 0. McKay, falando sobre os sentimentos de
Paulo, escreveu o seguinte:
"Damasco esta situada a cerca de 280 quilometros ao none
de Jerusalem, portanto Saulo e as pcssoas que o acompanha-
vam tiveram que viajar cerca de urna semana para percorrer es-
sa distancia. Talvez durante esses poucos dias de comparative
lazer ele comfOU a imaginar se a sua atitude era correta ou
nllo. Talvez o rosto iluminado do moribundo Estevao. e a ulti-
ma ora~ao proferida pelo martir come~aram a soar mais pro-
fundamente dcntro de seu ser. 0 pranto dorido das criancas
cujos pais Saulo mandara prender feriram-lhe a alma. faundo
com que se sentisse misenhel naquele momento em que se diri-
gia a Damasco para efetuar novas prisOes. Talvez ele tcnha
imaginado que, se estivesse realmente engajado no trabalho do
Senhor nao deveria estar sentindo tal desalento e amargura.
Logo ele aprenderia que somente as for~as do mal produzem
tais sentimentos, e que o verdadeiro servico prestado ao Se-
nhor sempre proporciona paz e satisfacilo." (Ancient Apos-
tles, p. 120.)
(31-4) Atos 9:8. 0 Que Fez Com que Saulo Flcasse Cego, no
Caminho de Damasco?
"Saulo de Tarso viu Jeova, o Cristo glorificado, ouviu sua
voz e conversou com ele. Mesmo parcialmente protegido como
estava, o resplendor da luz celestial em que o Senhor se encon-
lrava - maior do que o do sol do meio-dia - fez com que
Saulo caisse em terra, Lremulo e abismado. A voz disse a ele:
"Eu sou Jesus a quem tu persegues..." (Atos 9:5.)
"Tllo intenso era o brilho da luz, que mesmo contando com
tal protel!O, ele ficou cego. Saulo disse: 'E como eu nolo via,
por causa do esplendor daquela luz, ful Jevado pela mao dos
que estavam comigo, e cheguei a Damasco,' (Atos 22:11.)
"Urn milagre operado pelo Sacerd6cio restaurou-lhe a vi-
sao, ap6s tres dias de intensas trevas. Qui!o grande e a gl6ria
do Senhor! Quao suprema e magnifica!" (Spencer W. Kim-
ball, em CR, abril de 1964, p. 96.)
(31-S) Atos 9:18. Por que Foi Necessario Que Paulo, Que
Ravia Tldo Uma Visiio, Se Submetesse ao 8atismo?
"Saulo viu o Filho de Deus ressuscita.do, teve visOes e foi be-
neficiado pelos milagres operados em seu favor; todavia, nem
todas essas manifesta~aes eram suficiemes para prepani-lo a
fim de set um membro da igreja ou para a obra do ministerio.
0 batismo e0 porti!O por onde todos devem entrar - Cristo,
Paulo ou qualquer outra pessoa responsavel." (McConkie,
DNTC, Vol. 2: p. 91.)
(31-6) Atos 9:20-22. Que Problemas Paulo Teve Que
Enfrentar Apbs Sua Conversio?
Tio logo se tornou membro da Igreja de Jesus Cristo, Paulo
teve que enfreotar novos problemas: um, gerado por seu rela-
ciooamento anterior com os judeus, e outro, por sua nova
condi~i!o de seguidor de Cristo. Antes de sua conversi!o, seu
trabalho de perseguir os cristllos foi plenamente aceito pelos li-
deres judeus. Agora, entretanto, ele tinhaque encarar seus anw
tigos amigos e companheiros e declarar que seus atos anterio-
res estavam errados. "E logo nas sinagogas pregava a Jesus,
que esteera o Filho de Deus." (Atos 9:20.) Observe a natureza
destemida de seu testemunho. Tiio irados ficaram os judeus
contra ele, que "tomaram conselho entre si para o matar" .
(Atos 9:23.)
Mas que podemos dizer a respeito daqueles que anterior-
mente o conheceram como seu perseguidor? Como encararam
o testemunho que Paulo tinha de Jesus? Sua rea~ao foi seme-
lhante aquela de Ananias, o qual, ap6s ser chamado para ad-
ministrar as necessidades de Paulo, declarou: ''Senhor, a mui-
tos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus
santos em Jesusalem. E aqui (em Damasco) tern poder dos
principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam
o teu nome..'' (Atos 9:13, 14.) Sua conversao tinha sido uma
simples farsa para enganar aqueles que verdadeiramenie de-
fendiam a causa crista? (Ver Atos 9:20-22.) Somente o tempo
poderia responder aquela pergunta e demonstrar que Paulo es-
tava verdadeiramente convertido.
(31-7) Atos 9:27. Quem Era Barnabe.?
Barnabe foi o companheiro missionario de Paulo durante a
277
~apitulo 31
sua primeira missao (Atos 9:27). 0 primeiro servi~o que pres-
tou a Igreja, que encontramos registrado, foi a venda de sua
propriedade, de conformidade com o acordo que os primitives
cristi1os haviam feito de ter todas as coisas em comum (Atos
4:36). Ele era judeu. (de fato, urn levita) natural da ilha de
Cbipre; seu sobrenome era Joses ou Jose. Quando ele e Paulo
chegaram aLicaonia, seus habitantes deram a Barnabe o nome
de Jupiter, o mais poderoso dos deuses romanos, (Atos 14:12}
evidentemente devido asua maneira autoritaria, aparencia no-
bre e grande for~a fisica.
Era considerado "urn homem de bern, e cheio do Espirito
Santo e de fe" (Atos 11:24), e foi escolhido, juntamente com
Paulo, para enviar ajuda financeira aos pobres da Judeia
(Atos 11:29, 30), Era urn vigoroso obreiro que procurava ga-
nhar seu proprio sustento, ao inves de depender da igreja (I
Cor_ 9:6.). Embora tivesse discutido com Paulo na segunda
viagem (Atos 15:36-39), posterionnente se recondliaram, Foi
ele quem pela primeira vez procurou Paulo depois que este se
converteu, viajando para Tarso, a fim de convence-lo a juntar-
se a elena obra do ministerio (Atos 11 :25, 26). Presume-se que
foi um ap6stolo (Atos 14:4-14).
~ontoS' a~onberat
ASSIM COMO ACONTECEU A PAULO, TOOOS NOS
TEREMOS QUE NOS APRESENTAR DlANTE DO
SENHOR.
(31·8) Todo JoeJho se Oobrara
Cedo ou tarde cada urn de n6s tera que se apresentar diante
do Senhor ate mesmo aqueles que viveram sua vida sem
Deus, terilo que urn dia reconhecer que ele existe, pois "todo
joelho se dobranL. e toda llngua confessara," (Romanos
14:11). Eobvio, portanto, que a melhor ocasiilo que temos pa-
ra servir ao Senhor eagora.
"E, se achamos que urn dia todos os joelhos se curvarao e
todas as linguas confessarilo que Jesus Cristo i: o Senhor, por
que nao faze-to agora? Sim, pois, pode acontecer que, na hora
dessa confissllo em massa, significara muito menos ajoelhar-
se, simplesmente porque nilo emais possivel ficar de pe! (Neal
A. Maxwell, em A Lialtona, abril de 1975, p. 44.)
(31-9) Fizemos Convenios como Senhor
Como santos dos ultimos dias, voces tern urn relacionamen-
to tQdo especial para como Senhor. Mesmo antes de serem es-
tabelecidos os alicerces do mundo, voces assumiram compro-
missos e nzeram convenios com nosso Pai Celestial, os quais
afetam profundamente o que sao chamados a fazer aqui na
terra, Certamente Paulo nao recebeu essa grande benr;ao de
ver o Senhor, pelos meritos do que havia feito somentc na
mortalidade.
''Por que o Senhor escolheu Saulo, o bomem que tanto o
odiava e procurava matar os santos? So pode haver uma res-
pasta - a preex.istencia; Saulo havia obtido os taleotos neces-
saries e alcan~ado uma estatura espiritual na vida pre-mortal,
que o qualificava a ser urn ministro apost6lico de Cristo, que
agora o repreendia e castigava na estrada de Damascol"
(McConkie, DNTC. Vol 2. p.89.)
0 mesmo acontece conosco. Nao que todos tenhamos a
mesma atitude de Saulo, que se rebelou abertamente contra o
Senhor, mas sim no sentido de que todos nos somas influen-
ciados pelo que fizemos na vida pre-mortal, 0 Presidente Kim-
ball declarou que fizemos certos convenios antes de nascermos
aqui na terra. Observem suas palavras:
"Fizemos vows, votos solenes nos ceus, antes de virmos a
esta vida mortal...
"Fizemos convenios, e os fizemos antes de aceiturmos nossa
posi~ao aqui na terra...
··Assumimos o compromisso de fazer '...todas as coisas que
o ·Senhor nos mandasse.' Comprometemo-nos perante nosso
Pai Celestial, de que, se ele nos enviasse para a terra, nos desse
corpos e as inestimaveis oportunidades que a vida terrena po-
dia proporcionar. nos nos manteriamos limpos, enos casarla-
mos no templo sagrado, criariamos uma familia e a ensinaria-
mos em retidao. Foi esse juramenta solene que fizemos, uma
solene promessa. Ele. por sua vez, nos prometeu uma vida
mortal cheia de realiza~oes e incontfweis privilegios, e, se per-
manedssemos no caminho da retidllo, receberiamos a vida
eterna, felicidade e progresso. Nllo existe outro meio pelo qual
possamos receber essas recompensas." (Be Ye Therefore Per-
fect, " Discurso proferido durante urn devocional do lnstituto
de Religillo da Universidadt' de Utah, em lO de janeiro de
1975, p.2.)
Assim, muitas coisas que recebemos no caminho da vida sao
determinadas pelo que aconteceu na preexistencia. Deve ser
motivo de grande esperanca o fato de sabermos que ja cami-
nhamos ate aqui ao lado do Senhor. Voce rejeitou a Satamis
uma vez e ja foi acrescido de gloria. (Ver Abrallo 3:26.)
(Jl-10) Somos Nos Que Oelerminamos o Otminho que
Seguimos
Voce tern a responsabilidade de determinar qual sera seu ca-
278
minho e de segui-lo firmemente ate o fim. 0 Senhor estabele-
ceu alguns auxilios especiais para ajuda-lo -alguns meios sig·
nificativos pelos quais podera encontra-lo aqui na mortalida-
de, como aconteceu a Saulo.
Por uma razao, todas as pessoas nascem com a luz de Cris-
tb, a qual e "a luz verdadeira que ilumina todo homem que
vern ao mundo.·• (D&C 93:2; ver tambem Joao 1:9.) Eeta que
nos faz discernjr profundamente o certo do errado, e taro-
bern. se a se&>Uinnos corretamente, ela nos condiJzira ao
evC;ngelho. 0 Espirito contendeu com Amuleque e o chamou
diversas veze.s, mas ' ' nao quis ouvir... eu sabia•., embora nao
quisesse saber''. (Alma 10:6 .) E provavel que, no caminho
de Damasco. Saulo estivesse lutamo em espirito. 0 Elder Ho-
ward W. Hunter, ao falar da condi~llo mental em que seen-
contrava Saulo enquanto viajava, indicou que as persegui~oes
que fizera anteriormente aos santos "pesavam profundamente
em sua consciencia." (CR, outubro de 1964 p. 109.) Voce
tambem, provavelmente ja senriu o Esplrito do Senhor conten-
dendo com voce, e, se houvesse atendido a seu chamado, sua
vida. como a de Saulo, ·ter-se-ia modificado drasticamente.
Os pais tambem tern uma vital mordomia. Nossos pais divi-
nos freqUentementc agem como anjos para nos, e nos ajudam,
orientando-nos no caminho que devemos seguir. Nefi, por
exemplo, foi levado a adquirir um testemunho devido avisao
que teve seu pai (I Nefi 1I;I). Paulo foi um pai espiritual para
Timoteo e conduziu aquele jovem em seu caminho na vida. Se·
ria urn gesto sabio, se todos nos honrassemos nossos pais, ou-
vindo seus justos conselhos. 0 Senhor e sua lgreja reconhecem
a mordomja que eles tern sobre nos, e mesmo quando nao silo
membros fieis da lgreja, eles. por decreta divino, merecem es-
sa honra.
Se voce realmente aceitar o grande dom do Espirito Santo,
ele iluminara seu caminho.
Sem duvida alguma, a inlluencia desse "primeiro consola-
dor" /: imponantissima para nosso relacionamento pessoal
com Deus.
Saulo ilustra outro meio essencial pelo qual uma pessoa po-
de defrontar-se como Senhor. Ananias, urn dos servos de nos-
so Pai administrou-lhe. Eum fato inquestionavel que a maior
parte das benc;ilos que recebemos nos sao dl:ldas atraves da ad-
ministra~llo dos outros. Esse eurn padrao estabelecido no rei-
no de Deus, - todas as bencllos, ordenancas, administracCies e
investiduras recebemos atraves dos outros.
A medida que obtiver OS dons do Espirito, voce poden'l CO·
nhecer o Senhor mais plenamente e. quando tiver recebido a
"investidura" e se casado no templo. ter-se-~ aberto uma por-
ta ao seu seguro acesso a todos os mist~rios de Deus, se voce
guardar scus convenios. Todos n6s teremos o privil~gio de nos
defrontarmos com o Senhor, cada urn de sua pr6pria forma e
na devida cpoca.
EXISTEM ALGUMAS COISAS ESPECJFICAS QUE 0
SENHOR QUER QUE FA=AMOS
(31-11) "Se me Amais, Guardareis os Meos Mandamentos"
(Joiio 14:15)
0 fato de Saulo estar clisposto a perguntar ao Senhor o que
devia fazer, e entiio comprir sua vontade, nos ensina muita
coisa a rcspcito de seu carater. Como j!i observamos previa-
mente, outros homens-Lamii. Lemuel-tiveram o pri vil~­
gio de ver coisas gloriosas. ate mesmo anjos (I Nefi 3:29-31):
por~m suas vidas niio forarn mudadas, pois, ao contrario de
Saulo, nao sentiam o desejo de obedecer. 0 Senhor tern ma-
neiras espccmcas de tratar com os filhos dos homens, e tao lo-
go conhe~amos sua vontade, devemos cstar dispostos a obe-
decer a ela. Fazer o contrario signiticaria trazer a condena~iio
sobre nossas cabe~as. Alma, o jovcm, tcvc uma experiencia
semelhante ade Saulo, na qual viu urn anjo. Os registros afir-
mam claramente que ele seria "afastado" (Mosias 27: 16). ca-
so nao se arrepcndesse. Ap6s haver-se defrontado com o Se-
nhor. se sua vida niio tiver mudado, seria mclhor niio te-lo co-
nhecido (2 N~fi 31:14). E6bvio que. como Saulo. voce precisa
ter urn caminho especffico a seguir: do conrmrio, seria levado
a pcrguntar, como fez o jovem rico quando o Salvador the dis-
se que guardasse os mandamentos: "Por que?" (Mateus
19: 18.)
Para que possnmos fazer o que o Senhor requer, devemos
conhecer os mandamentos espccificos que elc nos deu. Os san-
lOS ficis precisam constantemente "examinar-se a si mesmos".
( I Corfntios 11:28.)
E.wmine sua propna vida, usando o seguinre critirio escri-
turfstico:
1. Conhefo plenamente o
significado do convlnio
do batismo e o guardo
de mnneira perfeita.
(Mosias 18:8-/0; D&:C
20:77-79.)
2. Sou mora/mente limpo.
em todos os sentidos.
Abstenho-me de adorar
o deus da cobifa, con-
rrolando rodas as minllaS
paixoes. (Alma 38:12.)
279
3. Guardo o Dia do Se-
nhor, e o considero o dia
mais imporrante da se-
mana. Realmente
me apresento diante do
Senlwr em seudia (D&:C
84:24), e nele jamais
procurojazer o que me
apra._, mas, sim, o que
the agrada (Isaias 58:14).
5. Compreendendo que o
Senlwr adverriu imime-
ras ve~s seus saruos pa-
ra que estivessem neste
mwulo, mas naofossem
deste JIUUJdo, mert estilo
de vida l coerente com
os padroes da 1greja
nas seguinres dreas:
a. Vestuario.
b. Linguagem.
c. Musica.
d. Recre(Jfao.
e. AlimentafiiO.
f Dmt~a.
7. Embora meu testemu-
n/10 tenha passado por
cerros esuigios. posso tii-
zer sinceramente que
agora sei pormim mes-
mo. TenJw sentido a ins-
pirafiio do Espfrito San-
to (Mateus 16:17).
Qiapitulo 31
4. Oro fervorosamellle e
poderia afimuJrque me14
corar;iiofreqiientemente
se achega ao Senhor em
orafiiO (Alma 34:27).
Minl111S Ofa{'Oes siio mais
uma comunicafiio que
um luibiro.
6. Tenho sentido e posso
discemir o poder doEs-
pfrito Santo operando
em min!Ja vida. (Smith,
Ensmamentos, p. 145.)
8. Posso dizer que sou rtma
pessoa espirirua/. Minha
espiritualidade niio e
uma simples teoria para
mi/IL' el/111 COnhecimentO
real. (David 0. McKay
descre~·eu a espiritua-
lidade como a "cerre::a
da l'itoria sobre s1 pro-
prio e a comunhiio com
o mfinito. ''(CR, abril de
1949. p. 17.)
NASCER DE NOVO PARA UMA NOVIDADE DE VIDA
(31-12) Saulo ''Levantou-se da Terra," c Nos Tambem
Podemos Faze-lo
EstA escrito que o Senhor nada faz que nao seja para o bene-
ficio do homem (2 Ncfl 26:24). E assim fez ele com Saulo. o
qual. ap6s aquela experiencia com o Senhor, "levantou-se da
terra." (Atos 9:8.) Para o resto de sun vida, tomou- e um tcs-
temunho de que fora preordenado agrandeza. Posteriormente
escrevcu que podia "todas as coisas naquele que me fortnlece''
(Fil. 4: 13.) Sua vida e urn exemplo eloqUente de suas palavras.
Ele relatou alguns dos maiores aconteclmentos de sua vida -
seus julgamentos, ben~lios e gl6rias - em II Corfntios, capftu-
los II e :2.
E, finalmente, o testemunho que prestou a Tim6teo indica
seu caminho para alcan~ar a perfei~lio (11 Tim6teo 4:7, 8). Pau-
lo realmente havia crucificado o velho homem pecador, ere-
nascido urn santo. Saulo, o perseguidor, tornou-se o ap6stolo
Paulo, o santo, o homem de Deus.
Exomine o testemunho de Paulo epergunt~ a siproprio se
vocl ../evantou-se da ttl1'tl."
Vocl esta cheio de amor atraws do Esplrlto Stmto? Uill
Romanos 5:5.
Sobre que tipo de alicerce esta construldo o NU testBnu-
nho? Leia 1 Corfntios 2:5.
Quilo vigorosamente tern lutado contra opecodo?Lela He-
bnus 12:4.
Costuma orar atroves do Esplrito? Leia Romanos 8:16
280
Estaforta/ecendo suasfraque~as? LeiajllCorintios 12>7-10.
Ver tambem Eter 12:27.
Vocl foi crucificado no carne, no ~ntido de dominar suos
paixlJes e apetites? Leia Galatas 5:24.
Seu testemunho estafundado sobre o alicerceda revelarllo?
Leia Galatas J:ll, /2.)
lsso Fartl Alguma Diferen~a?
E assim, na vida de Saulo; posteriormente Paulo, o ap6sto-
lo, vemos urn exemplo magnifico de alguem que foi chamado
antes da criaca.o deste mundo, o qual, devido as obras que rea·
lizou em sua vida mortal, foi finalmente escolhido e ate mesmo
alcancou urn grau de relativa perfeicllo atraves de Cristo, o que
tambern pode acontecer-lhe. Voce foi chamado. Algum dia vo-
ce encontrara o Senhor em sua propria estrada da vida e, para
alcancar o progresso, devera fazer aquilo que ele the disser. Se
voce se levantar compleamente da terra, conseguira alcancar
a medida da estatura completa de Cristo (Efesios 4: 13) e sera,
de fato, "urn vaso escolhido do Senhor".
Qtapitulo 31
281
'
Primeira e Segunda Viagem Missiom1ria de Paulo
Atos
13:6-12 Paulo e Silas Tornam-se Companheiros 15:;
Pafos, Chipre
Paulo Amaldi~oa urn Falso Profeta
0 Evangelho e Oferecido a Israel 16:113:26_41 Tiatira, Asia
EE.xpulso urn Mau Espirito
Paulo e Barnabe ensinam os Gentios 13:42-49
0 carcereiro de Filipos Aceita a 16: I
fconio, Galacia 13:50-52; Cristo
~~~~~~~~-----------+--
OsJudeusPerseguem Paulo e Barnabe 14:1-7 Tessalonica, Macedonia
r-----------~--------------~~~
Listra, Galacia Paulo e Silas Fogem a Persegui~ao
17:1
Paulo e Barnabe Sao Saudados Como 14:8-18 Atenas, Grecia
Deuses Paulo Prega o Deus Desconhecido
17: 1
Paulo eApedrejado, Revive e
Continua a Pregar
Curinto, Grecia
14:19-28 18:1
Os Judeus e Gregos Ouvem o
Jerusalem, Judeia
A Quesrao Acerca da Circuncisao
Evangelho
15:1-35
Os Judeus Levam Paulo ao Tribunal 18: l
Qrapitulo 32
32
''~u te ~us ~ara JLu? bo~ ~entio~''
TEMA:
Atraves de seus servos, o Senhor convida toda a humanida-
de para que seja seu povo escolhido.
INTRODU~AO
Quando o Senhor pediu a Ananias que restaurasse a vi-
silo do atribulado Saulo, ele viu-se tornado de espanto, pois
aquele homem havia perseguido excessivamente os santos,
porem o Senhordisse: "Eie epara mim um vaso escolhido,
para levar o meu nome diante dos gentios... e eu Ihe mos-
trarei quanto deve padecerpelo meu nome. "(Alos9:I5-16)
A medida que voce observar o desenvotvimento do mi-
nisterio de Paulo, tornar-.se-lhe-6 evidente que ele, de fato,
era um vaso escclhido, e que teria uma poderosa missilo a
cumprir entre osgentios, e estava disposto a sofrerprofun-
damente para cumpri-la.
Talvet niJo seriasuficientedizer apenos que Paulosediri-
giu aos gentios de sua epoca e ofereceu-lhes o evangelho,
pois nllo foi somente a eles que Paulo injluenciou. Para
sentirmos o verdadeiro impacto de sua mensagem, devemos
lembrar tambem queseus escritos continuaram a "pregara
Cristo crucijicodo" ds na~tJes dos genlios da terra, em
constante expansiJo, multo tempo depois de suo morte. Por
mais terrfvel quefosse o Iongo perfodo de apostasio, anota-
vel carreira e zeloso testemunho de Paulo contribufrom de
maneirasurpreendenteparaasobrevivencia do nomede Je-
sus Cristo nas mentes e corariJes de milhares de pessoas,
283
durante o perfodo negro da historia, eate mesmo emnossos
proprios dias.
Vocetombem /era orespeito dogrande urgencio quePau-
lo sentio deplantarnoscoro~iJes de seuscompatriotas isroe-
litas amensogem do evangelho e a vontade de servir. Osju-
deus compreenderam que (como Paulo) eram tambem va-
sos escolhidos, e este, porsua vez, ensinou-lhes que, sendo
o povo do convlnio, eles (assim como Paulo) tinham a
obrigarllo de partilhar suo heran~a com os gentios, e que
(tambem como ele) podiom esperarsofrerdijicu/dodespara
poderem executor a missiio que lhes fora divinomente ou-
torgoda.
0 mesmo acontece na epoca atual. Nos tombem somos
um povo escolhido e, como os israelitas, necessitamoscons-
tantemente ser lembrodos o respeito da obrigariio que te-
mos para com nossos semelhontes.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
Qrommtarios 3Jnterpretatibos
(32-1) Atos 13:1-14, 26. Quale o Principal Significado da
Primeira Viagem Mlssionaria de Paulo?
0 significado principal da primeira viagem missionaria de
Paulo reside no fato de que ela fez com que fossem estabeleci-
dos diversos ramos da igreja em areas muito distames de Jeru-
salem. Muitas pessoas ouviram e aceitararn a mensagem do
evangelho, e se nllo fosse essa viagem, jamais o teriam conheci-
do. Alem disso, nela temos a oportunidade de ver Paulo de-
~erao 1
sempenhando seus deveres numa nova posi~llo, como lider e
organizador. Ele entra numa cidade onde nllo ha membros da
igreja, onde a ma.ior parte dos habitantes jama.is ouviram falar
de J esus Cristo, e ao sair, deixa urn pequeno, mas norescente
ramo da igreja, comissionado a desenvolver-se em sua ausen-
cia. Notamos tambern seu ardor ao pregar o evangelho a todos
os homens, sem fazer a menor distincllo de classe ou condicllo
social. Quando os judeus rejeitaram a palavra de Deus, Paulo
comecou a prega-Ja aos gentios. (Qual foi o itinerario de sua
primeira viagem missionaria? Vera ser;llo de mapas.)
(32-2) Atos 13:6. "Acharam Urn Certo Judeu Maglco Falso
Profeta."
"Meus inimigos dizem quefui urn profeta verdadeiro. Ora,
prefiro ser urn profeta verdadeiro, caido, do que urn falso pro-
feta. Quando urn homern sai profetizando, ou e verdadeiro ou
~ falso. Osfalsos pro/etas sempre.se levantariio para opor-se
aos verdadeiros, profetit.ando coisas tilo parecidas com a ver-
dade, que quase enganarc'lo os proprios escolhidos." (Smith,
Ensinamentos, p. 357.)
(32-3) Atos 13:7. Quem Era strglo Paulo?
Era o proc8nsul romano de Chipre, na epoca em que Paulo
e Barnabe viajaram aquela ilha durante sua primeira viagem
missionaria. Edescrito como urn homem prudente, o qual pc-
diu a Paulo e Barnabe que lhe pregassem o evangelho. Quando
viu o milagre que Paulo operou, fazendo que a cegueira sobre-
viesse a Elimas, o rnago, ele "creu, maravilhado da doutrina
do Senhor". (Atos 13:12.)
(32-4) Atos 15:1. "Alguns Que Tlnham Descido da Judeia."
"Eram pessoas que haviam chegado da sede da igreja... ir-
maos bons e aceitaveis, mas que erraram no que dizia respeito
acircuncisllo, ensinando falsa doutrina e nllo sendo dirigidos
pelo Espirito. Sabemos que o Senhor freqOentemente faz com
que seus servos procurem solucionar sozinhos alguns proble-
mas dificeis, antes de finalmente receberem sua mente e pala-
vra atrav~s de revelacao. SituacOes semelhantes costumam
oc.orrer atualmente na lgreja, como por exemplo, quando os
irmllos saem hoje em dia, para pregar e confirmar as igrejas.
AJgumas vezes assum~m a defesa de filosofias politicas, educa-
cionais e sociais que lhes parecem corretas - dizendo ate mes-
mo, em certas ocasiOes, que etas sao essenciais asalva~ao -
quando de fato nilo sao a voz que Deus deu a seu povo."
(McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 139.)
(32·5) Atos 15:1. "Se ~os Nio Clrc:uncidardes, Cooforme o
Uso de Molses, Nio Podels Salvar-vos."
A ordenanca da circuncisllo foi institulda pelo proprio Jeo-
va, que a deu pela primeira vez a Abral!o e seus descendentes,
284
como parte do convenio que asseguraria ben~os eternas a to-
dos os que servissem ao Senhor em retidilo. (Abrallo 2:8-11:
Genesis 17.) De acordo com a lei mosaica, toda crian~a mascu-
lina tinha que ser circuncidada ao chegar ao oitavo dia de vida.
(Levitico 12:3.) 0 principal prop6sito dessa ordenanca era sec-
vir como uma lembranca do convenio que Deus fizera com
Abraao. (Genesis 17:9-14.)
Ap6s o sacrilicio expiat6rio de Cristo, foi removida a neces~
sidade de existir urn sinal especial, pois o evangelho e suas ben-
cllos ja nao seriarn mais reservados exclusivamente aos judeus,
e sim concedidos a todos. Noma das revelacoes dadas a Mor-
mon. Jesus disse o seguinte: "as criancinhas sao sas, por serem
incapazes de cometer pecado; portanto a maldi~iio de Adao e
delas removida por minha causa.
Na epoca de Jesus e de seus ap6stolos, era comum chamar
os judeus de "povo da circuncisAo", e aos demais de incircun-
cisos, sendo essas palavras respectivamente o sinonimo de ju-
deus e gentios. (Ver Galatas 2:7.) Embora o conselho especial
que se reuniu em Jerusalem tenha resolvido esse problema por
meio de revelacao, Paulo ainda achou necessaria combat@-lo
onde quer que fosse. Muitos de seus conversos eram de origem
judaica e insistiam em que todos os cristaos gentios tambi:m
deviam obedecer ao ritual mosaico. Paulo tornou claro Que a
circuncisllo havia sido abolida em Cristo, tanto para os ju<leus
quanto para os gentios. (Ver Romanos 2, 3, 4; I Corfntios 7:19:
Galatas 5:6: 6: IS; Colossenses 2:11: 3:II.)
(32.-{;) Atos 15:7. Por Que o Senhor Falou Pela Boc:a de
Pedro?
"Pedro era o presidente da Igreja; ele tinha, portanto, a
prerrogativa de receber e anunciar a meme e vontade da Dei-
dade referente a todos os assuntos." (McConkie, DNTC, Col.
2. p. 143.)
(32-1)Atos 15:28. "Nt Verdade Par«eu Hem Ao Espirito
Santo, e a Nos."
"Neste exemplo, a decisllo aparentemente foi tomada e rati-
ficada atrav~s de revela~o, o mesmo processo que o Profeta
usou ao traduzir o Livro de M6rmon. lsso signifies que os re-
presentantes do Senhor estudararn profundamente o proble-
ma, examinaram as escrituras, buscando tirar as possiveis con·
clusoes, e lizerarn o melhor possivel para resolve-to, baseando-
se nos sadios principios que conheciam. Ap6s haverem chega-
do a uma solucllo que consideravam a mais apropriada - isto
e, adotando as admoestacOes de Tiago, que eram baseadas nu-
rna declara~Ao de Pedro a respeito daquele principio - eles
perguntaram ao Senhor se suas conclusoes estavam certas e
de acordo com sua vontade. (D&C 8 e 9.)" (McConkie,
DNTC. Vo1.2, pp. 144-145.)
(32-8)Atos 15:40. Quem Era Silas?
Considera-se que o Silas, mencionado em Atos, e o mesmo
Silvano citado nas epfstolas de Paulo (D Corfntios 1:19; I Tes-
salonicenses I:I; 11 Tessalonicenses 1;l.) Ele era urn dos mals
preeminentes lideres da igreja em Jer·usalem, e tambem, sem
duvida alguma, urn profeta que pregou o evangelho (Atos
15:32). Juntamente com Paulo, comunicou aos irmclos de An-
ti6qula a decisilo que o conselho de Jerusalem havia tornado a
respeito dos requisites necessaries para ser urn membro da
igreja (Atos 15:1-35). Quando Paulo discordou de Barnabe,
Silas foi escolhido para seu companheiro em sua segunda via-
gem missionaria. Entre as experiencias e viagens que teve em
sua missao, podemos contar o aprisionamento em Filipos, on-
de o carcereiro e. toda sua familia foram convertidos (Atos
16; 16-40); viagens a Tessa16nica e depois a Bereia, com uma
curta estada nesse ultimo local, enquanto Paulo se dirigia a
Atenas (Atos 17:1-15); e trabalhos rea1izados ao !ado daquele
ap6stolo em Corinto (Atos 18:5; fl Corfntios l:19). Se, de fato,
Silas era a mesma pessoa que Silvana, foi ele quem serviu de
escrevente para o livro de 1 Pedro e levou essa epistola aos ir-
mclos da Asia Menor. (I Pedro 5:12.)
Ele provavelmente era cidadao romano. (Atos 16:37.)
(32-9)Atos 15:40; 18:18. Qu3is Sao os Elementos Mais
Significalivos Que Podemos Encontrar na Segunda Viagem
Missionaria de Paulo?
A igreja parece ter crescido mais rapidamente em outras
partes do imperio que nos arrectores de Jerusalem. A segunda
viagem missionaria deu a Paulo a oportunidade nao somente
de visitar as igrejas fundadas na primeira viagem, mas tambem
de estabelecer outras em lugares onde o evangelho nao havia
sido pregado. E assim foi estabelecida a norma que continua-
ria durante toda a obra e apostolado de Paulo: "Visitar nossos
irmllos por todas as cidades em que ja anunciamos a palavra
do Senhor, para ver como estao." (Atos 15:36.) Mas Paulo
nem sernpre visitou pessoalmente esses lugares; algumas vezes
enviou Timoteo. Tito ou Silas. Temos, assim, uma clara per-
cepc;llo nao someote de sua habilidade como organizador, mas
tambem de sua capacidade como administrador. Tornou-se
seu costume enviar cartas de elogio ou advenencia logo ap6s
suas visitas. urn metodo que Paulo usou durante o resto de sua
vida a servi~o de Cristo, Finalmente, muitas evidencias indi-
cam que Paulo desfrutou grandemente das ben~aos do Espiri-
285
(tCapitulo 32
to Santo durante seu ministerio, pois recebeu constantemen-
te visoes e instrucoes relativas ao trabalho, e demonstrou, em
inumeras ocasioes, o poder de Deus que possuia. (Atos 16:7-9,
26; 18:9.) (Ver tambem na se~ao de mapas, o itinerario da se-
gunda viagem de Paulo.)
(32-lO)Atos 16:16. Que eo Esplrito de Adivinha~io?
Podemos definir a adivinhac:llo como o ato de determinar o
futuro por meio de cartas, horoscopes, sonhos, encantamen-
tos. espiritismos, bolas de crista!, e outros meios. A videncia,
ou pnitica da activinhacao era uma arte muito conhecida pelos
antigos (Isaias 2:6; Daniel 2:27; 5:11), e proibida ao povo do
Senhor.(Deureroo6mio 18:9-14; Josue 13:22.)
(32-ll)Atos 16:30-34. Para Alcan~ar a Salva~ao, Basta
Somente Crer no Senhor Jesus Cristo?
''... A simples cren<;a dificilmente seria inicio daquela estra~
da pela qual podemos receber uma heranca eterna, se eta for
isolada como a1go a parte, se ela nclo abranger o batismo eo
ato de perseverar ate o fim. (2 Nefi 31: 15-21.) No pr6prio caso
de Paulo e Silas, eles pregaram o evangelho a urn grupo de pes-
soas e as batizaram, e sem duvida, lbes deram o dom do Espi-
rito Santo. colocando-as, assim, no inicio do caminho que
conduz. asalva~Ao." (McConkie, DNTC, Vol 1, p. 152.)
(32-12)Atos 17:3. 0 Que Signlfica a Declara~iio Que Afirma
estar Paulo "Expondo e Demonstrando" Aos Judeu.s?
A palavra demonstrar atualmente tern um significado bas-
tante diferente daquele usado na eooca dos tradutores da ver-
sao do Rei Tiago. Para nos, ela significa asseverar, afirmar,
expor uma proposta ou tese, e tudo isso sem o menor funda-
mento. Porem, para o povo do seculo XVll, ela significava
apresentar provas ou evidencias, apoiar as afirmacoes com fa-
tos. Certamente Paulo nclo desperdicaria tres Dias do Senhor
de seu precioso tempo simplesrnente defendendo a causa de
Cristo, sem apresentar evidencias comprobatorias.
(32-13) Ato& 17:18. Quem Eram os Epicureus e os Estoicos?
0 epicurismo foi um movimento iniciado por Epicuro, cele-
bre fil6sofo que viveu um pouco ames do ano 300 A.C. De
acordo com sua filosofia, o mundo veio a existir por acaso, e
sua criac;ao nao teve qualquer prop6sito ou deslgnio. 0 supre-
mo bern que o homem poderia alcan~ar era aquele que lhe pro-
porcionasse maior prazer, ou total ausencia de tristeza e dor.
Ao contrario das no~Oes populares daquela epoca e dos dias
atuais, o epicuri~mo nao ensinava que a licenciosidade total
fosse o objetivo da vida, mas sim a respeito dos prazeres que
dao ao homem a mais completa e duradoura satisfac~o pes-
soal.
Os estoicos. por outro !ado, reconheciam a existencia de urn
supremo governante do universo. De acordo com sua filoso-
fia, todas as coisas forarn organizadas e colocadas em movi-
mento por uma Mente Divina, eo homem sabio, o verdadeiro
estoico, eaquele que aceita as coisas nas condicoes que as en-
contra, ao inves de tentar transforma-las naquilo que deseja.
Tal aceitacao rcquer grande coragem e autocontrole, pois o
homem travava, assim, uma batalha interminavel contra a na-
tureza. 0 corpo nllo eum vaso para ser punido ou alimentado,
mas sim para ser ignorado. Em seu famoso discurso proferido
na colina de Marte, Paulo citou um trecho de uma obra de
Aratus, um poeta da Cilicia, intitulada "Phaenomena" [Feno-
menos): "Como tambem alguns de vossos poetas disseram:
Pois somos tambern da sua (de Deus) geracllo." (Atos L7:28.)
Cleanto usou palavras semelhantes a essas, ao escrever seu
"Hino a Zeus." Esses dois autores eram est6icos. Ao cita-los,
Paulo provavelmente nao estava fazendo qualquer tentativa de
impressionar sua audiencia com sua grande sabedoria e treina-
mento, mas, sem dfivida, tentando colocar-se no mesmo terre-
no que seus ouvintes, para ganhar sua confianca, fazendo, as-
sim, com que alguem ouvisse sua mensagem.
(32·14) Atos 17: 15-34. Por Que Raziio Paulo Visitou a
Cldade de Alenas?
A cidade de Atenas, capital da Grecia, era uma das maravi-
lhas do mundo antigo. Embora ja se encontrasse num estado
geral de decadencia na ocasilio em que a visitou, ela havia sido
antigameote a cidade que orgulhosamente possuia os maiores
genios !ntelectuai5, o mai's profundo conhecimento filos6fico.
e dotada do maior esplendor arquitetonico da antigilidade.
Seus habitantes, ate mesmo durante esse triste periodo de sua
hist6ria, orgulhavam-se de sua brilhante heranca artistica. Fo-
ram feitas diversas tentativas de preservar e restaurar Atenas a
sua antiga grandeza.
No primeiro seculo da era crista, Atenas era literalmente
uma cidade-estado livre, que tinha o privili:gio de desfrutar da
prote~ilo de Roma. Muitos de seus mais notaveis edificios ain-
da continuam em pe. Destacado entre eles, estava o Agora ou
Mercado. Os homens mais notaveis da cidade reuniam-se Ia
diariamente para ouvir debates, tratar dos assuntos da cidade e
aprender, se possivel, algo de novo (Atos 17:21). Consideran-
do que a mensagem de Paulo continha aJgo novo. ele cena-
mente foi cercado por uma multidilo desde o primeiro dia. Dc-
pois de algum tempo, foi levado ao famoso Are6pago situado
na Colina de Mane, por sua grande audiencia, que dizia:
" Podemos n6s saber que nova doutrina eessa de que falas?"
286
(Atos 17: 19.) Embora a mensagem de Paulo tenha sido rejeita-
da de modo geral, pelo mcnos urn membro da corte suprema,
Dionisio, o areopagita, e Damaris, uma mulher do local, entre
outras pessoas identilicadas, creram nela. (Atos 17:34.)
(32-15) Atos 17:22. "Contudo Vos Vejo Um Tanto
Supersticiosos.,.
Ao descrever o discurso que Paulo proferiu na Colina de
Marte, nossa versilo da Blblia usa duas palavras que geralmen-
te confundem a verdadeira conotac;ilo que Lucas lhes queria
dar: sLtpersticiosos e honrais. Nessa passagem, Paulo nilo esta
insultando sua audiencia grega, acusando-os de serem excessi-
vamente supersticiosos, mas sim elogiando-os por serum povo
muito religioso. A referenda que ele faz as honras que presta-
vam a seus deuses da-nos a ideia de que Paulo havia visto urn
grupo de homens em Arenas no momento que se encomravam
num ato de adora~ao, mas o que ele realmente viu forarn os
objetos, ou deuses que adoravam. Longe de insultar a seus ou-
vintes, o prudente ap6stolo estava preparando-os para receber
uma mensagem refercme a um Deus que desconheciam.
(32-16) Atos 17:26. Paulo Estuva Ensinando a Respeito da
Exjsrencia Pre-mortal ao Falar dos " Tempos Ja Danles
Ordenados''?
Eis aqui urn importante ponto doutrinario que se equipara
precisamente aquele ensinado por Moises, que ensina como
Deus "distribuia as heranca~ as nacl)es, quando dividia 05 fi-
lhos de Adao uns dos outros, p6s os termos dos povos, confer-
me ao n(Jmero dos filhos de Israel." (Deuteronomlo 32:8.) 1
implicaca.o doutrinaria dessas escriluras cbastante clara: "Sc o
Senhor indicou as nacOes o limite de suas moradas, entll.o de.ve
ter havido uma selecao de csplritos para formacao dessa na-
r;Oes." (Smith, 0 Caminho da Perfet~ilo p. 35.) 0 Presidente
Harold B. Lee tambCm explicou:
" ...Gostaria de propor-vos a todos, mais uma vez, a ques-
tilo: "Quem sois v6s?" Sois todos filhos e filhas de Deus. Vos-
so esplrito foi criado e viveu como inteligencia organizada an-
tes da existencia do mundo. Fostes abencoados com urn corpo
fisico, em virtude de vossa obediencia a certos mandamentos
no estado pre-mortal. Agora nascestes numa familia, na nacao
atraves da qual viestes. como recompensa pelo tipo de vida
passada antes de virdes para ca, e numa epoca da historia hu-
mana, conforme o apostolo Paulo ensinoll aos homens de Att>-
nas e o Senbor revelou a Mois~s, detenninada pela lideli-
dade de cada urn aos que viveram antes de o mundo ser
criado." (Discursos da Conferencia Cera/, ourubro de 1973,
p. 94.)
,Jlonto!i al}onberar
0 SENHOR DEU-NOS A RESPONSABILIDADE
DE AJUDAR TODA HUMANIDADE A SE
TORNAR UM "POVO ESCOLHIDO".
"Aportai-me a Barnabe e a Saulo para a obraa que oste-
nho chamado." (Atos 13:2.)
A polavra do Senhor, "apartai-me a Saulo... para a
obra", da-nos uma clara evidencia daprerrogativa, da con-
dirllo escolhida de Paulo, em virtude da designafi10 divino
que recebera. Ela euma reminiscencia do que o Senhordis-
seaAnanias, dafrase a que nos referimos no infcio desta li-
fllo: "Eie e para mim um vaso escolhidd. "
Ja consideramos na lifliO anterior esse ensinamento rete-
rente apreorden~Do de Paulo, que haviasido escolhido hti
muito tempo, desde a vida pre-morral.
0 que ocorre a uma pessoa escolhida - um •'vaso esco-
lhido" - acontece tambem a um grupo de pessoas escolhi-
das- um "povo escolhido. " Quando e escolhido umpovo
para cumprir uma determinada missllo na terra, tal nllo
acontece para que e/e seja neg/igente ou se ufane, massim,
para que realiu um serviro especialque requer queseja de-
signado ou separado para isso. Eobvio que um povo esco-
lhido nllo seria menos preordenado e cuidadosamente pre-
parado parasua missilo coletiva do que uma pessoaescolhi-
da seria para cumprir sua missllo individual.
Todavia, nllo existe um povo "escolhido", no que diz
respeito aoportunidade de receber todas as blnfiJos do
evangelho, pois elas silo concedidas a todos. Quando o Se-
nhorprometeu aAddo que toda sua posteridade - todaa
humanidade - stria alcanfada pelas benfliOs do evange-
lho, ele a/egrou-se excessivamente. (Moises 5:9--12.) Essa
mesma promessafoi no verdade repelida, quando o Senhor
prometeu que todos os descendentes de Noe (toda ahuma-
nidade que existiria apos o diluvio) seria chamada pelo Se-
nhor e seus servos.(Moises 7:51,52)
Porem, existe uma seq/Jlncia, uma determinada ordem,
um calendario divino, poderlamos dizer, que prevalece no
que concerne as obras do Senhor. Coda um dos filhos de
nosso Poi encontra-se colocado em a/gum Iugar de seu ca-
lendario, e ele concede a oportunidade a coda ger~llo, a
coda n~do e indivfduo de acordo com sua ilimitada sabe-
doria e bondade. Observe como Paulo expressa essagrande
e emocionante verdade.
Leia Atos 17:26,27.
287
Abra4o recebeu a promessa de que todas as pessoas de
qua/quer n~llo ou linhagem que obedecessem ao evange-
lho seriam adotadas em sua familia literal, e se tomariam
stusfl/hos.(tendO, portanto, direitO aben~O do SQ/VOfdO).
(Ver Abrallo 2:9--ll.)
Paulo era um israelita, eservia no igreja entre outraspes-
soas desse mesmo povo. Por seu intermedio os gentios -
nllo-israelitas- ouviram o evangelho eforam ado/ados no
Jfmflia de Abrallo, para desfrutarem das benrdos a ele pro-
metidas. Porem, a maior parte dos israe/itas da epoca de
Paulo neg/igenciaram sua missllo. Nilo aceitaram o evan-
gelho nem o pregaram aos outros. Assim, Paulo dlsse ae/es
as mesmas polavras que Isaias havia proclamado a seus
pais.
Leia Atos 13:47; ver tambem Isaias 49:6.
Eles nllo possulam simplesmente o direito do primogeni-
tura, mas sim uma primogenitura de trabalho e servi~o.
Em nossos dias, atraves do visita de Moises ao templo th
Kirtland, no dia 3 de abrilde I836, foram-nos restauradas e
concedidas as chavespara iniciara colig~ilo de Israel. (Ver
D&:C I10:I1.) 0 Senhor nos declarou: "Poissois osfilhos
th Israel, da semente de Abrallo." (D&:C 103:17.) E nova-
mente ele se identificou como "o Deus de vossos pais, o
Deus de Abrallo e de Jsaque e Jaco." (D&.C 136:21.)
Leia D&:C 29:4.
Aflnal de contas, certamente nllo Jomos "escolhidos"
para descansar e tera melhor opinillo a nosso respeito, pois
qualquer um pode far.er isso/
Voce {eve a oportunidadede fer como o espfrito de Paulo
"se comovia em si mesmo", ao ver tantaspessoas que des·
faleciam nas trevasporfaitada verdade. (Atos 17:16.) Vod
pOde observarsua corajosadisposirilo de enfrentartodasas
dificuldades, pagar qualquerp~o. para exercer o seu pri-
vi/egio de proporr:ionar a salv~4o a todos os seus seme-
lhantes.(Ver Atos 16:24-33.)
(32-17) Ser "Escolhido" significa ser "Chamado.''
Nos, santos dos ultimos dias, somos "vasos escolhidos,"
um povo a quem foram confiadas verdades e privilegios que
sllo profundamente necessfuios avida de seus semelhantes. Ha
uma tremenda necessidade de pessoas dispostas a fazer tudo o
que estiver a seu alcance, para partilhar essas verdades e ben-
~llos com os filhos de nosso Pai, membros ou nllo-membros da
Igreja.
NAo devemos esperar ate que a lgreja nos fa~a urn convite
missionario formal, para que comecemos a pregar o evange-
lho. Como pudemos ver,ja recebemos esse chamadode propa-
gar a Juz aos nossos semelhantes, e obtivemos plena certeza de
que seremos bern sucedidos nessa obra de suprema importan-
cia:
I. Temos a plenitude do evangelho - conhecemos todas as
verdades,doutrinase principios necessarios para ensinar e
preparar uma pessoa para receber a salvacclo e exaltaciio.
2. Se nos sentim10s sem a habilidade necessaria para ensinar,
devemos lembrar-no~ de que. quando contamos com a de-
vida motivacclo, temos todo o direito de pedir que o Espi-
rito Santo manifeste a veracidade de nosso testemunho
aos coracOes daqueles a quem ensinamos.
3. Trabalhamos sob a direcllo do Sacerd6cio, o que significa
que todos os atos que realizamos em retidllo seriio aceitos
e reconhecidos por nosso Pai Celestial.
288
Semelhantemente as palavras de confianca e apoio que Pau-
lo recebeu, foi-nos prometido que nossa obra e sacrificio nclo
serclo vllos, pois existem muitas pessoas que esperam apenas
ouvir nosso testemunho para aceitar a verdade e gozar da co-
munhilo dos santos. Devemos observar bern o chamado que
foi feito a Oliver Cowdery e David Whitmer e aplica-lo em
nossa vida: Leia D&C 18:9-16.
A Colina de Marte e a Acr6pole
~itulo 32
289
"E eu, irmlios, quando fui ter convosco,
anunciando-vos o testemunho de Deus,
nlio fui com sublimidade de palavras ou
de sabedoria. Porque nada me propus
saber entre vos, senao a Jesus Cristo, e
este crucificado." (I Corfntios, 2: I, 2)
~~iio S
<!& t!J:estemunbo be ~aulo <!Como
Jl{ssion&rio
33. A Vinda do Senhor Jesus Cristo.
34. "Para que a Vossa Fe Nao se
Apoiasse em Sabedoria dos Ho-
mens."
35. Fazei Isto em Memoria de Mim."
36. "Procurai Com Zelo os Melhores
Dons."
37. "A Momentllnea Tribula~io Pro-
duz Para N6s urn Peso Eterno de
Gloria Mui Excelente.''
38. "Porque Tudo o Que o Homem
Semear, Isso Tambem Ceifara.''
39. "0 Homem e Justificado Pela
Fe!'
40. ••Herdeiros de Deus e Co-
Herdeiros de Cristo .
41. Escolhidos Antes da Funda~ao do
Mundo.
HOMENS SANTOS DE DEUS
ESCREVERAM AS
ESCRITURAS
" ...Nenhuma profecia da escritura e
de particular interpretacao. Porque a
profecia nunca foi produzida por vonta-
de de homem algum, mas os hornens
santos de Deus falaram inspirados pelo
Espfrito Santo.'' (II Pedro I:20. 21.)
A Primeira Presidencia da Igreja de
Jesus Cristo Dirigiu Toda a Obr11
Missionirill na Dispensa~iio do
Merldiano dos Tempos.
Quatorze, dos vime e sete livros do
Novo Testamento, foram escritos pelo
ap6stolo Paulo. lsso fez com que alguns
comentadores do evangelho injustifica-
velmente concluissem que a obra desse
notavel ap6stolo, juntamente com as
epistolas queele escreveu, superou o tra-
balho feito por seus irmaos de apostola-
do. Porem, ao estudar a respeito desse
grande lider, voc~ deve lembrar-se de
que "Pedro, Tiago e .Joao atuaram co-
mo a Primeira Presidencia da lgreja em
seus dias" (Joseph Fielding Smith, Dou-
trinas de Salvariio, Vol 3, p. 154.) A
obra de propagacao do evangelho ja ha-
via alcanr;ado consideravel progresso
sob a direr;a:o da Primeira Presidencia,
muito antes de Paulo comer;ar seu traba-
lho. Foi de acordo com sua orientar;!lo
que ele foi enviado aos gentios. (Galatas
2:9). Considerando, portanto, que o Se-
nhor revela " muitas grandes e importan-
tes coisas pertencentes ao reino de
Deus"(nona Regrade Fe), devemos pre-
sumir que Pedro e outros irmaos da igre-
ja primitiva viajaram e escreveram tanto
quanto Paulo.
Antes de lermos as cartas escritas por
essas antigas testemunhas, seria provei-
toso se revisassemos o que se conhece a
respeito de suas biografias, das quais vo-
ce encontrara esclarecedores resumos em
diversos locais do livro de licao deste
curso. Etas lhe proporcionarao precio-
291
sos esclarecimentos referentes aos moti-
vos que levaram os ap6stolos a proferir
determinadas declara9oes.
Por Que os Apostolos Antigos se
Comunicaram Com a lgreja Atraves de
Epistolas ou Cartas.
Quando Paulo se converteu ao evan-
gelho, aproximadamente no ano 36
D.C., a igreja de Jesus Cristo era urn pe-
queno grupo de crentes, raramente co-
nhecido alem das fronteiras da Judeia.
Cerca de quinze ou dezesseis anos de-
pois, na epoca em que ele escreveu suas
primeiras duas cartas, ou seja, Primeiro
e Segundo Tessalonicenses, a mensagem
do evangelho ja havia sido pregada em
diversas partes do imperio romano. A
igreja estava muito esparsamente estabe-
lecida.•e OS metodos modernos de rapido
transporte e comunicacao eram total-
mente desconhecidos. Alem disso, os
converses da igreja provinham de urn
mundo cheio de filosofias contraditorias
entre si e prejudiciais a alma. 0 maior
problema que as autoridades da igreja ti-
veram que enfrentar. portanto, foi ode
mante-la pura e incontaminada pelas fal-
sas filosofias e prlnicas imorais da epo-
ca, e de comunkar as suas orientar;Oes
com a maior brevidade possivel. 0 meio
mais rapido pelo qual podiam resolver as
~e¢o 8
necessidades e problemas locais era atra-
ves de urn emissano, que levava suas ins-
tru~oes diretas, ou por meio de cartas di-
rigidas aos lideres do Sacerd6do.(2 Tes-
salonicenses 2:2.) Foi devido a essas difi-
culdades que Paulo, obviamente sob a
direc~o da presid~ncia da igreja, recebeu
poderes para colocar em ordem muitos
ramos que ele mesmo havia fundado. A
maior parte desse trabalho foi feita por
meio de epistolas, quatorze das quais se
acham registradas no Novo Testamento.
Nele tambem se encontram algumas car-
tas escritas por outros llderes do Sacer-
d6cio, como Pedro, o presidente da
lgreja, e dos ap6stolos Tiago, Judas e
Jollo, este provavel sucessorde Pedro na
presid~ncia, depois que ele foi martiriza-
do. Cada uma de suas cartas foi escrita
para incentivar e instruir os santos dis-
persos por toda parte, ou para combater
a beresia que minava a igreja,
Em que Sequencia Hi~torica Foram
Escritas as Canas?
Atraves do detalhado relato hist6rico
feito por Lucas no livro de Atos, e devi-
do a outras aluWes internas que se en-
contram nas pr6prias epistolas, temos
apenas uma ideia geral a respeito de
quando foram escritas a maior parte das
cartas do Novo Testamento. Nao pode-
mos, obviamente, determinara data~
cisa em que foram redigidas. Algumas
parecem ter sido escritas dutante a st>
gunda e terceira viagem missionana de
Paulo, aproximadamente em 50 e 60
D.C; outras, durante seu primeiro e se-
gundo aprisionamento em Roma, cerca
de 61 a 68 D.C., e outras ainda durante
o final do primeiro seculo. Uma delas, a
do livro de Hebreus, nllo nos da qual~
quer evidEncia cronol6gica, sendo, por-
tanto, dificil sugerir acuradamente qual-
quer periodo em que foi escrita. A cro-
nologia das cartas de Paulo usada neste
manual eessencialmente a que foi usada
pelo Dr. Sidney Sperry, em seu livro The
Life and Letters of Paul (Bookcraft
Inc., 1955.). Para maior informacllo a
respeito da cronologia do Novo Testa-
memo, veja o Grafico Hist6rico do No-
vo Testamento, na s~llo central.
BIOGRAFIA
Paulo, o Mlsslonario
Ap6s sua conversllo, Paulo foi leva-
do a Damasco, onde Ananias, que pr9-
vavelmente era o oficial presidente da
igreja local, ajudou a curar sua cegueira.
Depois disso, ele foi batizado e recebeu
o dom do Espirito Santo. Seu rapido
progresso no entendimento de sua nova
fe, e o treinamento que recebera nas es-
crituras antigas foram tilo profundos,
que dentro de pouco tempo, ele se tor-
nou capaz de confundir os llderes judai-
cos em Damasco, provando que Jesus
era o Messias hA muito esperado. Apro-
ximadamente nessa epoca, ele partiu pa-
ra a Ara6ia, a fim de preparar-se espiri-
tualmente (Galatas 1:17), e Ia, isolado
do mundo, e possivel que suas oracoes e
medit~oes tenham sido tao poderosas,
que ele aprendeu o evangelho atraves de
revelacllo direta do Salvador. (Galatas
1:11,12.)
Desoonhecemos o local exato e quanto
te:mpo Paulo permaneceu na Arabia, po-
rirn sabemos que, ao termina-lo, estava
preparado para comecar seus labores
missionanos. Ele retomou a Darnasco e
ensinou novamente nas sinagogas judai-
cas. Desta vez. sua pregacllo acendeu de
tal modo a ira dos judeus, que eles pr~
curaram mata-lo. Alguns membros da
igreja o ajudaram, fazendo com que bai-
xasse dentro de urn cesto, ao !ado exte-
rior da muralha que cercava a cidade, e
o encurralado llder pOde fugir para Jeru·
salem.
Talvez durante sua estada em Jeru-
salem, Paulo tenha aprendido muita coi-
sa de Pedro a respeito da vida mortal e
ministerio do Salvador. Ele aproveitou o
tempo em que Ia esteve para pregar o
evangelho nas sinagogas. Suas palavras
292
eram dotadas de tal vigore eficacia, que
enfureceram os IJderes judeus e eles
determinaram-se firmemente a mata-lo.
Seus pianos, entretanto, nllo surtiram
qualquer efeito, pois o Salvador inter-
veio para salvar a vida de Paulo. 0 Se-
nhor apareceu-lhe em visllo, enquanto
ele estava orando no templo e avisou-o
de que devia deixar a cidade. Obedecen-
do a seu conselho, fugiu de Jerusalem, e
com a ajuda dos irmi},os da igreja,
dirigiu-se a Cesareia, e de Ia voltou a
Tarso, sua cidade natal e capital da pro-
vincia da Cilicia.
Enquanto Paulo permaneceu na CHi-
cia e provlncias vizinhas da Siria, pregou
com grande poder, e tantas pessoas fo-
ram convertidas, que a noticia de seu su-
cesso chegou ate os irmllos de Jerusalem
(Galatas 1:21-24). Posteriormente,
quando Barnabe precisou de alguem que
o ajudasse no ministi:rio, sem duvida foi
influenciado pelo conhecimento que
possuia da eticiencia de Paulo como
missionario, e foi procura-lo em Tarso,
persuadindo-o a ajuda-lo em seu minis-
terio na Anti6quia (Alos 11:25,26). Nes-
sa ocasillo, foram arrecadados fundos de
socorro para serem enviados aos mem-
bros pobres da igreja que residiam em
Jerusalem, para onde os dois lideres par-
tiram, levando o tAo necessario auxilio
aos santos. (Atos 11 :29-31.)
No livro de Atos, Iemos a respeito das
suas tres viagens missionarias de que te-
mos conhecimento, e das cinco visitas
que fez a Jerusalem. As epistolas de
Paulo, varias das quais foram escritas
durante suas vi(lgens, muito nos ajudarn
a compreender os detalhes de sua vida e
ministeno apost6lico. Ao terminar sua
terceira viagem, Paulo voltou a Jerusa-
lem, onde os soldados romanos o livra-
ram da morte certa nas mllos da turba de
judeus furiosos. Quando o capitao ro-
mano soube que ele era cidadao romano
e que os judeus haviam feito uma cons-
pira'OilO para maui-lo, destacou centenas
de soldados para leva-lo a Cesareia, on-
de poderia ser protegido e julgado por
Felix, o governador romano.
Anti6quia
ficava
300 milhas
ao Norte de
Jerusalem
• Damasco
293
0
...
Primeira e segunda Cartas de Paulo aos Santos de Tessalonica, Aprox. 52- 53 D.C.
Escritas de Corinto, Durante a Segunda Viagem Mission{uia de Paulo
(I Tessalonicenses)
0 EvangelhoVern em Palavra e Poder. I: 1-10
0 Exemplo de Paulo em Tessalonica. 2: 1-I2
A Fee Paciencia dos Conversos. 2:13-20
A Missao de Tim6teo em Tessalonica. 3:1-13
Viver em Santidade e Caridade. 4:1-12
Os Santos Salvos na Segunda Vinda. 4:13-18
Os Santos Sabem Qual e a Epoca da
5: I-11
Segunda Vinda.
Os Santos Prudentes e Aplicados 5:12-28
(ll Tessalonicem
Os Iniquos Serao Condenados na
Segunda Vinda.
A Apostasia Preceden1 a Segunda
Vinda.
Perseverar Para Obter a Gloria
Eterna.
1:ll ~
2:1-1
2: I3-
Orar Para Que o Evangelho Triunfe. 3:I-5
Apartar-se dos Ap6statas. 3:6
Combater a Indolencia. 3:7-1
33
~ ~inba bo
~tnbor Jesus
~risto
TEMA:
Todos os que seguem os profetas vivos es!llo preparados pa-
ra a segunda vinda de Cristo.
INTRODU~AO
No inlcio de sua segundo viagem missionaria, Paulo
dirigiu-se para Tessalonica. Que magnificos experiencias e
sentimentos se encontram no singelo re/ato que Lucas fez
dessa visita. "E Paulo, como tinha por costume, foi ter
com eles (a sinagogajudaica em Tessalonica), epor tres sti-
bados, disputou com eles sabre as Escrituras." (Atos 17:2)
Assim era Paulo, cujo itinerario de viagem foi mudado
duos vezes pela injluencia do Espfrito Santo, ajim de leva-
to diretamenteaMacedonia. Esse era Paulo, que, perturba-
do pela insistencia de umajovem filipense que tinha um es-
pfrito maligno, voltou e expulsou-o dela. Esse era Paulo,
que, embora ja fosse meia-noite e seuspes estivessem pre-
sos aosgrilhiJes daprisiio, esuascostas doessem laceradase
ensagflentadas pelos repetidos a~oites que recebera, cantou
hinos de louvor aDeus. 0 apostolo que testijicou aos tessa-
lonicenses a respeito do poder que Cristo possufa para
Iiberta-los do pecado foi o mesmo que, em Filipos, viu as
portas da prisiJose escancararem eromperem-se osgrilhiJes
que o prendium, pela forra de violento terremoto. 0 mis- ,
sionario que chegou a Tessalonica para batizar o povo, foi
o mesmo que, ignorando a singular oportunidade de liber-
tarilo que /he proporcionara o terremoto, preferiu perma-
necer e batizar o aterrorir.ado carcereiro.
295
Essasforam asexperienciaspelas quais esse grande ap6.s-
to/o passou ao chegar em Tessalonica, (razendo a mensa-
gem de Cristo. QuOo precioso seria, se tivessesido preserva-
do urn registro dos sermoes que ele proferiu naqueles tres
sabados sucessivos. Sabemos muito bem que e/e falou de
Cristo aosseusouvintes (ver Atos 17:3), maspodemos ape-
nos imaginar asperguntas quefez, ashistorias que relatou e
as escrituras que usou. Certamente, debateu a respeito d~
segundo vinda do Salvador, pois, quando foi expulso da ci-
dade pelos iradosjudeus, ele escreveu cartas aos conversos
daquela regiiJo, eseus temas tratavam profundamente desse
assunto. Ao fer essasduas cartas, lembre-se daspalavras do
Presidente Brigham Young, quando formu/ou a seguinte
pergtmta:
"Eslais preparados para o dia da vinganra vindoura,
quando o Senhor consumira os infquos com o resplendor
de sua vinda? NiJo. Entilo nilo sejais tilo ansiosos de que
o Senhor ace/ere sua obra. Centralizamos nossa ansiedade
· apenas num unico objetivo, que e o de santijicar os nos-
sos cora~oes, purijicar nossos sentimentos, preparand9-
nos, assim, para suportar os eventos que logo virdo sobre
nos. Essa deve ser nossa preocupa~iio, nosso estudo e ora-
~i1o didria... Procurai ter o espfrito de Cristo, para quepos-
samos esperar os tempos quese aproximam. Esse eo nosso
dever. "(Deseret News [Salt Lake City], I de maio de 1861.)
City], 1 de maio de 1861.)
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
<ttomtnt&rio!) 3lnterpretatibo.U
J TESSALONICENSES.
(33~1) 1 Tessalonicenses 1:1. Por que Paulo Escreveu aos
Tessalonicenses1 e Quando Forarn Escritas as Cartas?
Os missionfuios fcram expulsos de Tessalonica pelos irados
judeus (Atos 17:5,10). Paulo partiu para Bereia, dcpois para
Atenas, e de Ia para Corinto, onde Silas e Tim6teo se juntaram
a ele. Paulo emao enviou Tim6teo de volta a Tessalonica, para
verificar as condi~oes do ramo.
Enquanto ele se encontrava entre os santos daquela cidade,
observando a situa~ao do ramo re.cem-criado, provavelmente
aconselhou e consolou os membros, fazendo-os lembrarem-se
dos deveres e compromissos que haviam assumido para com o
evangelho, Logo depois, ele voltou a Corinto e fez urn relato a
Paulo, mediante o qual o ap6stolo, dada a experiencia que ti-
vera em Tessalonica. pOde escrever ao3 santos, elogiando-os
por seus exemplos cristaos.
Ele escreveu-Jhes uma mensagem de consolo e estimulo, pa-
ra que pudessem continuar a suporlar as persegui~oes e injusti-
~s, e que permanecessem fieis afe no Senhor Jesus Cristo. Ao
escrever aos membros, a maior parte dos quais parecem ter si-
do gentios, e nao judeus, antes do batismo, o livro chama a
atencao para problemas que provavelmente cram peculiares
aos gentios conversos. Os tres problemas principais que en-
frentavam os gentios conversos de Tessalonica parecem ter si-
do os que se referiam a quest6es de solidariedade social, pure-
za sexual e trabalho honesto. Sea maior parte dos santos de
Tessalonica fossem judeus conversos, veriamos que e1es nao
teriam tal tipo de problemas. Por que? Porque os judeus ja ti-
nham profunda vivencia da lei mosaica, que estimulava os !a-
cos sociais C familiares, especialmente OS ultirnOS, desencoraja-
va a transgressao sexual e dava enfase a norma de trabalhar
seis dias por semana.
As cartas dirigidas aos tessalonicenses foram, pelo que po-
demos determinar, escritas de Corinto diversos meses depois
que Paulo partiu da Macedonia, provavelmente no final do
ano 52 D.C.
(33~2) 1 Tessalonicenses 1:1. Quem Eram Silvano e Timoteo?
Silvano euma outra forma do nome Silas. Acredita-se que
ele i: a mesma pessoa que acompanhou Paulo em sua segunda
viagem missionaria. (Ver o comentario feilo sobre Atos 15:40.)
296
A respeito de Tim6teo, ver o perfil biografico no inicio da
se~ao 11 .
(33-3) 1 Tessalonicenses 1:10. De Que Manclra os Santos
Podem Escapar da Ira Futura?
0 Profeta Joseph Smith declarou:
"Sentimos em nossa mente a forte impressao de que os san-
tos devem valer-se de quaJquer oportunidade que lhes possa
ser oferecida, a fim de conseguir estabele.cer-se sobre a face da
terrae fazer todos os preparativos que estiverem a seu alcance,
para as terriveis tempestades que se estao acumulando nos
ceus, urn dia de nuvens escuras e tenebrosas e densas trevas,
fato ja mencionado pelos profetas. Este dia nao pode estar
muito distante. (Eosinamentos. p,l37.)
A 'ira futura' e a 'desolar;ilo da abominar;ao que espera OS
iniquos, tanto neste mundo como no mundo futuro." (D&C
88:85.)
(33-4) 1 Tessalonlcenses 2:2. 0 Que Significa "Falar o Evange·
lho de Deus Com Grande Combate?"
Acredita-se que o lermo combate, que se encontra no versi-
culo 2, deveria ser traduzido como "conflito" que significa
o esforr;o exterior ou interior. Muitas vezes eusada a palavra
oposiriio no Iugar de cornbate, porem seja qual for a interpr~
tacao dada ao texto, parece bern claro o fato de que Paulo s6
conseguiu pregar o evangelho entrando em conflito com os ju-
deus e gentios antagonicos, Jutando poderosamente contra as
provacoes mentais e passando por grandes vicis~itudes. Como
aconteceu a Paulo, tambem os missionaries modernos tern que
enfrentar tais afli~oes e resistencia- membros antagonicos, du-
vida~ e tentacoes engendradas pelo demonio e ate mesmo difi-
culdades flsicas e financeiras. lmitando o exemplo de Paulo,
os missionaries de hoje as vencem e se mantern firmes na ver-
dade da mesma forma que ele fez: pela perseveranca originada
da fe no Senhor Jesus Cristo.
(33-5) J Tessalonicenses 4:3~5. 0 Que Significa "Possuir o Seu
Vaso em Santifica~iio e Honra?''
A palavra vaso, que se encontra nessa passagem, deve ser in-
terpretada como "corpo". Os homens e mulheres devem con-
trolar seus corpos, respeira-los como templos de Deus e honra-
los. Nao devem usa-los como urn instrumento para obter satis-
fa~oes sensuais.
"Ser santificado significa tornar-se limpo, puro e sem man-
cha, livre do sangue e pecados do mundo; tornar-se uma nova
criatura do Espirito Santo, uma pessoa cujo corpo foi renova-
do pelo renascimento espiritual. A santifica~ao eurn estado de
santidade, que s6 podemos alcan~ar cumprindo as leis e orde-
nan~as do evangelho. 0 plano de salva~o eo sistema e meio
pelo qual os homens podem santificar suas almas e se lorna-
rem, assim, dignos de receber uma heran~a celestial."
(McConkie, Mormon Doctrine, p.675.)
(33-6) 1 Tessalonicenses 5:2. "Porque Vos Mesmos Sabeis
Muito Bern Que o Dia do Senhor Vira Como o Ladriio de Noi-
te."
N1lo sei quando ele vira. Nenhuma pessoa sabe. Ate mesmo
os anjos dos ceus nada sabem a respeito dessa grande verdade.
(Ver Mateus 24:36,37.) Mas de uma coisa tenho certeza, que
que ossinois ossinalados estilo aqui. A terra esta cheia de cala-
midades e problemas. Os cora~Oes dos homens estilo vacilan-
do. Vislumbramos os sinais da mesma forma que vemos brota-
rem folhas da figueira e, sabendo que o tempo esta as portas,
compete a mim e a vos, todos os homens que vivem sobre a fa-
ce da terra, atender tis polavras de Cristo, a seus ap6stolos, e
vigiar, pois nilo sabemos o dia e a hora. Porem vos digo que
ele vira como o ladr1lo na noile, quando muiros de nos niio es-
taremos preparados para tal ocosiilo. (Smith, Doutrinas de
Salva~i1o, Vol. 3, pp. 52-53.)
Paulo compara a vinda do Senhorcom um ladriio no nol-
le. Em outras polavros, ele vira:
1. lnesperadamente.
2. Sem A visor.
(Veja tambem D&C 106:4,5.)
Porem etaproduzlrd ejeitos diversos naspessoos, porque
existem basicamenre dois lipos de indivlduos. Continuando
a analog/a do dia e da noite. Paulo as enquadra nos duos
condiflJes seguintes:
Os Filhos da Noite
Silo os pessoos do mundo
que vivem nos trevas, que
nllo "verilo" os sinais indi-
cadores da aproximafllO
desse grande evento. 0 "dia
do Senhor" ser6 para elas
urn dia terrivel.
Os Filhos do Dia
Silo aqueles que vivem na
luz e verdade, e "veem" os
sinais de advertencio, estan-
do, ossim, preparados espi-
rirualmente para a vinda de
Jesus. Para eles, o "dia do
Senhor" sera um grande
evento.
297
Paulo ndo descreve ou discute o coso dosfilhos da noite
com maiores detalhes. pois nilo enecessaria uma prepara-
fOO ou qua/ificaftJO especial para ser um deles. Porem, ele
claramenre define como uma pessoa pode tornar-se um fi-
lho do dia: taispessoosserdo sobrios, isto e. reconheceriio 0
quanto a vida e uma coisa projundamenteseria, ea necessi-
dade de se prepararem espiritualmente. Elas deixariio que
"as solenidades do eternidade descansem em suos mentes."
(D&C 43:34./Osfilhos do dia rambem se revestiriio dos trb
grandes atributos, quest1o aje, o amoreaesperanfa de sai-
VaftJO (I Tes. 5:8) e a/em disso, esjorfar-se-iio para melho-
rar o seu relacionamento com Deus e os homens. Paulo
alista sete maneiras especfjicos de se fazer isso.
Leia novamente 1 Tessalonicenses 5:11-15 e aliste os pos-
sosque osSantosprecisam dar para melhorarseu relaciona-
mento com o proximo.
Leia novamente I Tessalonicenses 5:16-22 e relacione as
medidasque ossamosdevem tomarpara melhoraro seu re-
/acionamento com Deus.
Paulo promete-nos que, sefizermos isso, Deus nossanti-
/iCilr6, e esse processo ou purificarilo faro com que todo o
nosso "espfrito, e alma e corpo sejam plenamente conser-
vodos irrepreensfveis para a vinda de nosso Senhor Jesus
Cristo." (1 Tessalonicenses 5:23.)
(33-7) Tessalonicenses 5:12-13. " Reconhecerei os Que Traba-
lham Enlre Vos, e Que Prcsidcm Sobre Vos no Senh'or."
Os membros da igreja devem ter o mais profundo apre~o pe-
los lideres que os presidem, e devem evitar todo o espirito
de critica e maledicencia. Entre eles deve prevalecer uma
atitude de colabora~ao, louvor sincero, bondade e tolerancia.
Deve-se prestar o mesmo respeito e honra a todos os que tra-
balham para construir o reino. Como os portadores do Sacer·
d6cio podem obter tal honra? Os homens da lgreja receberam
o seguinte conselho, de grande valor: ''Se honrardes primeira-
mente em vos mesmos o santo Sacerd6cio que possuis, honra-
lo-eis tambem naqueles que vos presidem e naqueles que
administram nos diversos chamados da lgreja." (Joseph F.
Smith, citado por F.W.Otterstrom, em "A Journey to the
South," [1mprovemenre Era, Vol. 21, p. 106.) Dezembro de
1917.) 0 Presidente Smith tambem da o seguinte conselho as
mulheres da lgreja: "Se honrardes o santo Sacerdocio que vos-
sos maridos, pais e filhos possuem, honrareis o Sacerd6cio e
chamado daqueles que vos presidem e das pessoas que admi-
nistram nos diversos chamados da Jgreja."
(33-8) I Tcssalonicenses S:14. "Consolar os de Pouco
Animo."
~e¢o 8
A frase de pouco animo talvez seria mais bem traduzida co-
mo "covardes", ou "tlmidos". A admoesta~!o recebida foi a
de consolar aqueles que n!o tinham coragem ou determina~o
de viver o evangelho." (McConkie, DNTC, Vol. 3, p.58.)
(33-9) 1 Tessalonlcenses 5:19. "Niio extlngais o Espirito."
"Na verdadeira lgreja, sempre havera poderosas manifest&·
~oes do Espirito de Deus. A tendencia de limita-las ou
extingUi-Jas completamente e uma tentacao do mundo."
(McConk.ie, DNTC. Vol. 3, p. 58.)
(33-10) 1 Tessalonicenses 5:26. 0 que Paulo Queria Dizer Com
a Expressiio "Saudal a Todos os Jrmiios com Osculo Santo?"
"Saudai a todos os irmAos com uma saudacao santa."
ll TESSALONICENSES
(33- 11) 0 Tcssnlonicenses I:9. "Que ~ a Perdi~ao Eterna'?"
Padecer a perdi~o eterna s1gmfica ter a morte espiritual,
que signifies "ser expulso da presenca de Deus e morrer para
tudo o que diz respeito As coisas da justi~a." (McConkie,
DNTC, Vol. 3, p. 61.)
(33-12) fl Tessalonicenscs 2:2. 0 Que Significa a Frase
"Quer por Epistola Como de Nos?"
Na Versdo inspirada,l<.'rnos: "Que nao vos movais facilmen-
te do vosso entendimento, nem vos perturbeis por epistola, a
nao ser que a recebai~ de n6s; nem por espirito nem por pala-
vra como se o dia de Cristo estivesse ja perto." (Enfase acres-
cemada) [Traducao livre do original)
(33-13) fl Tcssalonicenst-s 2:3. Quale a "Apostasia'' Que Deve
Ocorrer Antes da SeKunda Vinda?
A palavra grega que Paulo usa eApostasia, da qual se deri-
vam as palavras portuguesas apostasia, apostatar e ap6stata.
Essa palavra significa literalmente revoltor-se, mas no uso co-
mum grego, eta significa revolla politica ou mundana de for-
mas de govemo. A passagem que se encontra em Tessalonicen·
ses e uma referenda aapostasis que deveria ocorrer antes que
o Senhor voltasse aterra, para reinar com majestade e poder.
(33-14) nTessaJonicenscs 2:3. Quem Sao OS "Filhos de Perdl-
~iio?"
Satams e aqueles que com ele se rebelaram contra Deus nos
ceus, l'oram expulsos e se tornaram conhecidos como os filhos
298
de perdillO. Esses espiritos rebeldes "esco/herom deliberada-
mente o mal depois de conhecerem a luz. Participaram cons-
cientemente da rebeli4o, enquanto viviam na presen~a de
Deus. Sua mjssao na terra eprocura· destruir a alma dos he-
mens e torna-los ulo desgra~ados como eles pr6prios." (Smith,
Doutrinasde SaiYafllO, vol. 2 p. 218.) A palavraperdi~ilo e de-
rivada do latim perditu.s, perdere, que significa destruir, e Sa-
tanas echamado de destruidor (D&C 76:26). Ponanto, nessa
passagem, Paulo esta-se referindo a Satanas.
(33-15) II Tesssalonlcensl's 2:7. Que c o ''Misterio da
lnjusti~a?''
''A expressllo aparentemente obscura 'ha um que agora re-
siste', pode ser prontamente compreendida como uma declara-
~llo de que o espirito de iniqUidadeja era ativo, embora tivesse
sido combatido ou resistido num certo tempo; e que mais tar-
de, mesmo essa resistencia seria removida eo esplrito maJefico
assumiria o poder. Na versao revisada do Novo Testamento.
essa passagem eapresentada assim: ·A injusti~a ja opera, so-
mente hil um que agora resiste, ate que do meio seja tirado."
"0 que ou quem emencionado como resistencia 1s for~as
da iniqUidade naquele tempo, tern dado motivo a especula-
c;Oes. Alguns escritores dizem que a presenca dos ap6stolos
operava nesse sentido, enquanto outros acreditavam que a for·
~a e resistSncia do governo romano eque assim agiam. Esabi-
do que a norma romana era desfavorecer as contendas religio-
sas, permitindo uma grande liberdade nas formas deadora~ao,
conquanto os deuses de Roma nao fossem difamados nem seus
sacrfuios desonrados. Enquanto a supremacia romana declina-
va, "o misterio da injustica" se associava aigreja ap6stata e
operava praticamente sem resistencia.
··A expressao 'misterio da injusti~' como foi usada por
Paulo, e significativa. Proeminentes entre OS primeiros desen-
caminhadores da fe crista, estavam aqueles que atacavam vio-
lentamente sua simplicidade e sua destitui~llo de exclusividade.
Essa simplicidade era t1!.o diferente dos segredos do judaismo e-
dos misteriosos ritos pagaos, que chegava a serum desaponta-
mento para muitos; e as primeiras alteracoes na forma da ado-
rac!lo cristli foram marcadas pela introducclo de cerimonias
misticas." (Talmage, A Grande Aposta.sia, pp. 46-47.)
De acordo com a Revisllo lnspirada, a declaracao "ate que
do meio seja tirado'', rcfere-se a Satanas, que estava ainda
causando miseria, infelicidade e pecado por todo o mundo.
Ele continuara essa obra ate que seja acorrentado pelo Senhor
no inicio do mil@nio. Na Revisllo lnspirada, Iemos o seguinte:
" Porquc ja o misterio da iojustica opera, ele eo que faz ope-
rar, e Cristo permite que trabalhe, ate que se cumpra o tempo
em que ele sera tirado do caminho." [Tradu~llo livre do origi-
nal em ingles.]
(33-16) Jl Tessalonicenses 2:9. Salamis Tern Poder Para
Operar Sinais e Prodfgios?
Satanas tern grande poder para produz.ir sinais e prodigios.
Ele tern a habilidade de imitar os milagres de Deus, como por
exemplo o que fizeram os magkos da corte do farao, ao pro-
duzir uma contrafa~ao de milagres de Moises e Aarllo (.£xodo
7,8). Satanas tern poder sobre os elementos. Ele eo mestre da
fraude, e pode aparecer como urn anjo de luz, (II Cor. 11:14.)
Ele e urn grande orador, e possui tambem o dom de linguas.
Muitos sao os poderes que ele pode usar para desencaminhar
os homens. Os espiritos que o acompanham possuem a mesma
capacidade, apenas que em menor grau. (Apoc. 16:14.) Mas,
embora Satanas possa fazer t'Udo isso, "seu poder e limitado; e
o poder de Deus nao tern limites." (Young, Discourses ojBrig-
ham Young.)
(33-17) nTessalonicenses2:U . Deus Procura Enganar O.'l Ho.
mens?
Deus nllo procura enganar os homens, pois ele eurn Deus da
verdade e nll.o pode mentir (D&C 62:6; Deuterom8nio 32:4.}
Ele permite, porem, que eles creiam no que bern entenderem.
Se escolherem aceitar a mentira, o Senhor nlo os for~a a fazer
o contrario.
" ...Se o homem tern que ser recompensado pela retidio, e
punido pelo mal que pratica, .entllo a justi~a requer que Jhe se-
ja dado o poder de agir independentemente. 0 conhecimento
do bern e do mal e sumamente imponante, para que o homem
possa progredirsobre a terra. Se ele sempre fosse forcado a fa-
zer o bern, ou fosse irremediavelmente induz.ido a praticar o
mal, nllo poderia receber as b@n~aos relativas ao primeiro ca-
so, nem o castigo por suas transgressOes...
"Deus encontra-se entronizado na eternidade, e parece-me
que deplora os resultados inevitaveis dos desatinos, transgres·
sOes e pecados de seus filhos desobedientes, mas olio podemos
culpa-lo por isso, como olio poderiam'os ~lpar a urn pai que
dissesse a seus filhos, 'Ha dais caminhos, meu filho, que voce
pode seguir, urn que conduz adireita, e outro aesquerda. Se-
guindo o primeiro, ele o conduzira ao sucesso e felicidade; se
trilhar o da esquerda, ele lhe proporcionara miseria e sofri-
mento, e talvez a mone, mas pode escolher o que lhe parecer
melhor.'...(McKay, Pathways to Hapiness, pp.90-94.) Paulo
esta sugerindo, portanto, que Deus permite que os homens se-
jam iludidos, porque nllo "receberam o amor da verdade para
se salvarem." (Vers.IO.)
299
cteapitulo 33
(33-18) nTessalooiceoses 3:6. Espera-se ReaJmente que Evite-
mos "Todo Irmiio Que Andar Oesordenadamenle"?
"Os inimigos que temos dentro da Jgreja, os traidores da
causa de Cristo, os cuJtistas que corrompem as normas e dou-
trinas que conduzem asaJva~llo, frcqUentemente arrastam ou-
tros junto consigo, e urn numero cada vez maior de almas per-
de a heran~a no reino celestial que tanto esperavam. Quando
tais cultistas e inimigos oferecem firme oposicilo algreja e pro-
coram converter outras pessoas asua posi~:lo discordante, a
sabedoria nos maoda, como Paulo ensinou, que nos aparte-
mos deles, e os deixemos nas milos do Senhor." (McConk.ie,
ONTC, Vol. 3 p.66.)
(33-19) (I Tessaloniccnses3:8. 0 Que Significa a Frase "Nem
de Gra~a Comemos o Piio de Homem Algum?"
''Ate mesmo Paulo e seus companheiros de ministerio, que
tinham de fato o direito de receber o auxilio temporal dos san-
lOS, acharam por bern dar urn ex:emplo de auto-suficii!ncia.
Existem certos perigos num ministerio pago." (McConkie,
DNTC, Vol.3, p.67.)
(33-20) UTessaloniceoses 3:16. Como o Senbor Pode Dar-nos
"Paz de Tuda a Malleira?"
•·A paz que Cristo oferece nao vern atraves das coisas super-
ficiais da vida, nem podemos recebe-la de qualquer outro mo-
do, a olio ser que brote no cora~llo do individuo. Jesus disse a
seus discipulos: 'Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: n:lo
vo-la dou como o mundo adA...' (Jollo 14:27.) Assim o Filho
do Homem, o executor de sua propria vontade e testamento,
deu a seus discipulos e ahumanldade a 'primeira de todas as
ben~llos" . Foi uma heran~a condicionada aobedii!ncia aos
principios do evangelho de Jesus Cristo. Epor esse meio que
ela elegada a cada individuo. Ncnhum homem pode viver em
paz consigo mesmo ou com Deus, se nilo for tiel a si proprio,
se transgredir a lei do direito no que concerne a sua pessoa, sa-
tisfazendo suas paixoes e apetites, cedendo atenta~llo contra a
for~a de sua consciencia acusadora, ou, no trato com seus se-
meJhantcs, nllo sendo digno da confian~a que nele depositam.
Aquele que transgride a lei, jamais consegue alcan9ar a paz.
pois ela s6 vern aquele que obedece a ela. Essa e a mensagem
que Jesus quer que proclamemos. aos homens.'' (David
O.Mckay, em CR, outubro de 1938, p.J33.)
~ontos a ~onbttat
"SE ESTIVERDES PRONTOS,
NAO TEMEREIS."(D&C 38:30.)
Muitas v~es. htipessoas quesentem muilo medoao pen-
sarnasegunda vindado Senhor. Elascostumam dizer: ..H6
rontos ocontecimentos terriveis que foram profetizados,
que espero morrer antes que ele volte novamente d terral"
Taissenlimentos sao }uscificados? Teriio qualquer esperan·
~a OS jusros que viveram na epoca da Segurula Vinda?
(33-21) Os Que Seguem as Palavras
dos Profclas Niio Precisariio Temer.
"Meu texto de hoje vern de uma revelac11o do Senhor a Jo-
seph Smith, o Profeta, em uma conferencia da Igreja, a 2 de
janeiro de 1831:
" ...se estiverdes prontos, n11o temereis." (D&C 38:30.)
''Na s~llo 1 do notavel Doutrina e Convenios, urn dos li-
vros das escrituras modernas, Iemos estas palavraS:
"Preparai-vos, preparai-vos. para o que esta por vir..." (D&C
1:12.) Mais adiante, nesta mesma revela~t11o, encontram-se es-
tas palavras de advertencias: " ...Eu, o Senhor, sabendo da ca-
lamidade que devera vir sobre os habitantes da terra..." (D&C
I:17.)
"Quais serllo algumas das calamidades para as quais deve-
mos estar preparados? Na Sec;ao 29, o Senhor nos adverte con-
tra " ...uma grande chuva de pedras {que) vira para destruir as
colheitas da terra" (D&C 29: 16.) Na sec;ao 45, Iemos sobre
" ...uma praga superabundante; pois uma doenc;a desoladora
cobrira a terra". (D&C 45:31.) Na sec;ao 63, o Senhor declara:
l<d . becrete1 guerras so re a face da terra..." (D&C 63:33.)
"Em Mateus, capitulo 24, Iemos sobre "fomes, e pestes e
terremotos..." (Mateus 24:7.} 0 Senhor declarou que essas e
outras calamidades ocorreriam. Semelhantes profecias pare-
cern nlio ser condicionais. 0 Senhor, com seu conhecimento
previo, sabe que elas acontecerllo. Algumas serao conseqUen-
cias das pr6prias ac;Oes dos homens, outras das forcas da natu-
reza e de Deus, mas que etas virao, isso e ceno. A profecia nao
e mais do que o reverso da hist6ria - uma declaraclio dos
acontecimentos futuros.
''Ainda, a respeito de tudo isso, o Senhor Jesus Cristo
disse:"...se estiverdes prontos, nao temereis" (D&C 38:30).
Quais serll.o entlio os meios que o Senhor tern para nos aju-
dar a preparar-nos para essas calamidades7 A resposta e tam-
bern encontrada na sec;il.o l de Doutrina e Convenios, onde
diz:
" Portanto, Eu, o Senhor, conhecendo a calamidade que ha-
300
veria de vir sobre os habitantes da terra, chamei meu servo Jo-
seph Smith Jr., lhe falei dos ceus e dei-lhe mandamentos.
"E tambem a outros dei mandamentos..." (D&C 1:17-18.)
" Ele disse ainda; Examinei estes mandamentos, pois sao
verdadeiros e fieis, e as profecias eas promessas neles contidas
senlo todas cumpridas." (D&C J:37.)
"Aqui esta cntll.o a chave- atentar para os profetas. para
as palavras de Deus que nos mostrarilo as calamidades que hllo
de vir. Pois o Senhor dlz nesta mesma se~ilo: " 0 que eu, o Se-
nhor, falei, dissc e nao me escuso; e ainda que passem os ceus e
a terra, a minha palavra nao passara, mas sera inteiramente
cumprida. seja pela minha pr6pria voz, ou pela de meus ser-
vos, nllo importa:• (D&C 1:38.)
"Novamcntc o Senhor advertiu aqueles que rejeitarem as
palavras inspirac.las de seus representantes: ",, .e se aproxima o
dia em que aqueles que nao ouvirem a voz do Senhor, nem a
de seus servos, nem atenderem as palavras dos profetas e ap6s-
tolos, serilo desarraigados dentre os povos.'' (D&C 1:14.) (&-
ra Taft Benson, em Oiscursos da Conferencia Geral,
outubro de 1973, pp. 76-77.)
(33-22) A Obediencia ea Nossa Unica Seguran~a.
"A l.mica seguranc;a que temos como membros desta lgreja c
fazer exatamente o que o Senhor disse aIgreja, no dia em que
ela foi organizada. Devemos aprender a dar ouvidos As pala-
vras e mandamentos que o Senhor der atraves de seu profeta,
" ... conforme (ele) os receber, andando em toda santidade
diante de mim... como (se fosse) de minha propria boca, em
toda paclencia e fe.'' (D&C 21 :4-5.) Havcra coisas que exigirao
paci@ncia e fe. Pode ser que voces nao apreciem o que emanar
da autoridade da Igreja. Pode ser que venha a contradizer seus
ideais politicos, ou talvez seu componamento social. Podera
talvez interferir em sua vida em sociedade. Mas, se voces escu-
tarem essas coisas, como se vindas da propria boca do Senhor,
com fe e paciencia, a promessa eque "as ponas do inferno
nllo prevalecerao contra v6s; sim, e o Senhor Deus dispersara
diante de v6s os poderes da escuridao, e fara sacudir os ceus
para o vosso berne para gloria de seu nome." {D&C 21 :6.) Ha-
rold B. Lee, em Discursos da Conferencia Cera/,
outubro de 1970. pp. 82-83.)
0 que Stgnifica dar ouvidOJ aosprojetas vivos? tsso quer
dizer simplesmenle far.er exatamenre u qut> ties dizem nos
momencos de calamidade? Somente as pessoas espirituul
menre preparadas suportarfJo~m medo os temposjuturos.
AsAulondades Geraisda Jgreja ddo tnuitos conselhosque,
emboro niio sejam diretamente relacionados com o ato de
nos prepararmos para as ca(amidodesfuturas, tem um rela-
cionamento direto com a espiritualidade. Avalie sincera-
mence em seu coro~iJo as seguintes questiJes:
• Voce aceita e segue os conselhos dos profetas vivos?
• Tal aceitari!o se aplica a diversos (fssunros, como o
rtamoro, vestuario e codigos morais, 1<mto qUIInto
aos ensinamentos doutrin/Jrios?
• Embora tais decisoes no momenta se rejiram apenas
ao futuro, voce j/J tomou a firme d~terminar{Jo de
que atendera aos conselhos dos profettzs no que diz
respeito as mlles que trabalham, alimirarao defami-
liapor motivosde convenienciapessoal, educa~tJo ou
aumento de hens terrenos, ou qualquer outro tipo de
conselho qiJegeralmentefozcom queos membrosjo-
vens da lgreja reclamem?
(33-23) Um Dos Meios de Nos Prepararmos eCumprir
o Programa Atual de Bem-Estar.
"Para o justo. o evangelho proporciona uma advertencia
antes de uma calamidade, urn programa para as crises, urn re-
fugio para cada desastre.
"0 Senhor tern dito que aquele" ... dia vern ardendo como
forno..." (Malaquias 4:1), mas nos assegura que "aquele que
paga o seu dizimo nao sera queimado..." (D&C 64:23.)
"0 Senhor nos tern falado de fomes, mas os justos escuta-
rao os profetas e armazenarilo suprimentos para urn ano pelo
menos, para sua sobrevivencia.
"0 Senhor libertou os anjos para ceifar a terra (Discourses
of Wilford Woodruff. p.251), mas aqueles que guardam a Pa-
lavra de Sabedoria, juntamente com outros mandamentos, e
prometido que o anjo destruidor passara como aos filhos de
Israel, e nilo os matara..." (D&C 89:21.)
"0 Senhor deseja que seus filhos sejam Iivres e independen-
tes, nos dias criticos que virao. Mas homem algum e realmente
livre, se tiver dividas". " Pense que, ao assumir uma dlvida,
voce esta dando a outros poder scbre sua liberdade," disse
Benjamim Franklin,""... paga tua divida... e vive" diz Eliseu
(11 Reis 4:7.) E em Doutrina e Convenios diz o Senhor: " ... e
da minha vontade que as pagueis todas", (as dividas). (D&C
104:78.)
" Do ponto de vista da produ~ao, estocagem e tratamento
dos alimentos e do conselho do Senhor, o trigo deve ter alta
301
prioridade. A agua, sem duvida, e essencial. Outros alimentos
basicos poderiam incluir mel ou a9ucar, legumes, Ieite e seus
derivados ou substitutos, esaJ, ou equivalente. A revela9ao pa-
ra armazenar generos alimenticios pode ser tao essencial para
nossa sobrevivencia temporal hoje, quanto o embarque na ar-
ea o foi, nos dias de Noe.
"0 Presidente Harold B. Lee nos tern aconselhado que, 'taJ-
vez, se nao pudermos pensar em suprimentos para urn ano, co-
mo geralmente usamos, pensemos no que precisariamos para
nos manter vivos em caso de nos faltar alimentos, e acabare-
mos por concluir que seria muito facil estocar mantimentos
por urn ano... justamente o bastante para nos manter vivos, se
nao tivermos mais nada que comer. Nilo daria para nos engor-
dar, mas pelo menos para sobreviver, e se voces pensarem nes-
se tipo de estocagem anual, em vez de suprimento para o ano
inteiro de tudo a que estamos acostumados a comer, na maio-
ria dos casos torna-se completamente impossivel consegui-lo
para uma familia media. Acho que chegaremos quase ao que o
Presidente Clark nos aconselhou em 1937." (Discurso da con-
ferenda de bem-estar, outubro de 1966.)
"Ha bent;clos no viver em contato com a terra, em cultivar
nosso pr6prio alimento, ainda que seja uma pequena horta em
nosso quintal e uma ou duas arvores frutiferas. A riqueza ma-
terial do homem brota basicamente da terrae de outros recur-
sos naturais. Combinados com a energia humana e multiplica-
dos petos seus instrumentos, resultam na riqueza que eassegu-
rada e expandida, atraves da liberdade e da retidao. Afortuna-
das as familias que tiverem urn suprimento adequado dos ali-
mentos proprios para suas necessidades nos ultimos Dias."
(Ezra Taft Benson, em Discursos do Conferencia Geral,
outubro de 1970, pp. 78-79.)
Pode ser que algunsjovens adultos, membros da /greja,
nao esle}om ainda em posirao de colocar plenamente em
pr/Jtica assugestiJesdo £tder Benson,· todovia, considere os
seguintes ensinamenlos ao determinar o que podefazer ItO
senlido de preporar-se:
• Se voce esolteiro, ou mesmo recem~asado, nllo e
provavel que disponha dos meios nec'essarios para
adqulrir e armazenar um suprimento suftciente para
um ano, mas est6far.endo tudo o que estaao seu al-
cance pllra alcan~ar esse olijetivo, de acordo com
suas condi{:iJes atuais?
J/J incentlvou sua familia a preparar-se e Qjudou-a
nesse sentido? Que posi~ilo ocupa o armazenamento
domUiico em sua fisto de prioridadesjutur4S?
• Existe a/gumped~o de terra, ainda que pequeno, de
que voci possa dispor para cultivar legumes ou fru-
tas?
• Uma das coisas que voel pode controlar e evitar OS
debitos e viver dentro de seus recursos. Esta livre de
dfvidas? Caso negativo, livrar-se delas e uma das me-
las importantesde sua vida? Vocetentajustijicarseu
h6bito de contrair dfvidas, dizendo que deve ter um
meio melhor de transporte, um Iugar mais coriforta-
velpara viver, oudiversos equipamentos recrealivos?
J6 tomou a jirme determina~ao de que, ap6s casar-
se, so contraird dfvidas para comprar coisas que ndo
possam ser obtidas de outraforma? Ja se conscienti-
zou de que o costume de nllo pagar as contas, e uma
outra forma de roubar? Mesmo que essas preocupa-
~(Jes nllofa~am parte de sua vida, e sejam coisas do
futuro, ha outras medidas de prepara~ao temporal
que voc~ pode tomar.
302
• Costuma-se dizer que a ger~ao atua/ vive na explo-
StJo do conhecimento. S4o poucos os ramos do co-
nhecimento que n4opodemosestuc/Qrem livrosfacil-
mente obtidos, ou aprendidos nas classes de alguma
escola. A arte de costurar, cozinhar, conhecimentos
dieteticos, habilidades mdnicas e agrlcolas bdsicas-
todas elaspodem ser muito valiosas para voci e seus
semelhantesem temposde escassez. Vocl nlloprecisa
esperar·casar-se ou conseguir sua independlncia e-
conDmica para obter esses preciosos conhecimentos.
Imagine a satisfa~llo que sentird ao poder dizer, nu-
ma ocasiilo di/fcil: ''Embora eu nao tenhapodido ar-
mazenar uma provisllo a/imentlcia comp/eta, tenho
conhecimento sujiciente para produzir meu proprio
alimento. Embora eu possua multo pouca·coisa-no
que diz respeito aos bens temporals, tenho habilida-
des que poderi1o contribuirpara o bem comum."
Que decis~ vod tomara? ~guir6 os conse/hos dos pro-
fetas de Deus, e se tomarJ asslm um Jilho da luz?
((apitulo 33
303
Terceira Viagem Missionaria de Paulo (Atos)
Apolo e os Discipulos de Joao
Toda a Asia Ouve o
Evangelho
Milagres de Cura.
Exorcistas Nao Conseguem
Expulsar Demonios.
Efeso.
A Rebeliao dos Ourives
de Prata.
As artimanhas sacerdotais
Combatem a Religiao
Verdadeira.
Troade
Paulo Levanta a l:utico
dos Mortos.
Mileto
0 Adeus, Testemunho e
Conselhos.
A Caminho de Jerusalem,
As Advertencias Profeticas
de Agabo.
18:24-28
19:1-7
19:8-10
19:11,12
19:13-20
19:21-41
20:1-12
20:13-38
21:1-17
de Corinto-Escrita de Efeso, aprox.
na primavera do ano 57 A.D.
(1 Corintios.)
Dissensoes entre os
1:1-16
santos.
A Verdadeira e Falsa
1:17-3
Sabedoria.
Conhecemos a Cristo
Atraves do Espirito. 2:1-16
0 Leite Antes da Carne. 3:1-7
Toda Obra Sera Testada
3:8-15Pelo Fogo.
"V6s Sois o Templo
3:16,1
de Deus."
Os Santos Herdar.ao 3:18-2
Todas as Coisas.
(Capitulo 34
34
H tlara <ftue a ~ogga jff
j}&o ~t .§pofagge na ~abtboria bo11
J!.)ommg''
TEMA:
Os santos dos itltimos dias devem ter toda confian<;a em
Deus, ao inves de confiarem plenamente na sabedoria dos ho-
mens.
INTRODU~AO
0 Presidente Joseph F. Sinith lndlcou, em 1914, que ha-
via tris grandes ~rigos que amec1ravam os membi'O$ do
Jgreja. Ele declarou o seguinte:
"H6 no mfnimo, tres perigos infernos que amearom a
lgreja, e as outoridades precisom despertar para o jato de
que o povo deve serpreven'ido incessantememe toltlra eles.
Sao 0 /isonja de homens prteminentes no mundo, OSjQ/Sos
conceitos da educac4o, e a impurezosexuaL"(DouJrinado
Evangelho, p. 284.)
Aindo nos de/rontamos com esso mesma espkie de ~ri­
gos? Os santos de Corinto en,[rentaram esse tipo de diflcul·
dades na epoca de Paulo. Voce est6 desqfiado durante esta
/if40 a U4minar cuidadosamente os ensinamentos QU( ele
deu oos corfntlos, para que posso veneer algumas dessas
provaf6es do odversario.
Ames de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
~ommt&rios 3Jnterprdatibos
(34-1) Atos 18:23; 20:38. Panorama
da Terceira Viagem Missionaria de Paulo
A terceira viagem mission{uia de Paulo foi a maior das tres
305
que ele realizou, tanto em termos de tempo gasto (quatro dias)
como em distancia percorrida. Embora Pault> tenha despendi-
do a maior parte de seu tempo visitando lugares onde ja estive-
ra em suas duas viagens anteriores, Efeso tornou-se o seu
quartel-general durante tres anos. Edurante esse perlodo que
podemos obter o melhor retrato espiritual do ap6stolo, pois
podemos ve-lo ocupando a posi<;Ao de te6Jogo, pregador, es·
critor e servo tiel de Jesus Cristo, nQo somente atraves do bri·
lhante relato de Lucas, mas tambem por intermedio das quatro
epistolas de Paulo: duas dirigidas aos corintios, uma aos roma-
nos e outra aos galatas. Uma das principais preocupa<;oes do
ap6stolo em sua terceira viagem foi angariar fundos para auxi-
liar os pobres de Jerusalem. (Para ter urn esbo<;o do itinerfuio
da terceira viagem missionaria, veja a secao de mapas no cen-
tro do manual.)
(34-2) Alos 21:9. Podem as
Mulheres Profetizar?
"Embora os homens sejam designados a assumir a lideranca
no lar e na lgreja, as mulheres nllo lhes ficam atnl.s no que con-
cerne as investiduras ("endowments") espirituais. Etas profe-
tizam, recebem visoes, conversam com anjos (Alma 32:23),
desfrutam de todos os dons do Espirito e se qualificam, ao !a-
do de seu marido, a plena exaltacao no mais alto dos ceus."
(McConkie, DNTC, Vol2, p. 181.)
(34-3) Atos 21:10-14. Paulo Devla
Subir a Jerusalem, Mesmo Sendo
Prevenido do Que lalhe Aconte.:eria?
"Paulo deveria ira Jerusalem? Tal viagem estariadeacordo
com os prop6sitos do Senhor?
"Seja qual for a resposta a essas perguntas, eevidente que
Paulo fora prevenido a respeito das persegui~oes e dificulda-
des que sofreria nessa viagem. Ele havia recebido a inspiracao
do Espirito, dizendo que as cadeias da aflicilo o aguardavam
em Jerusalem (Atos 20:22-24). Agabo, aparentemente sabendo
da firme determin~o de Paulo no sentido de enfrentar as
perseguicoes, veio e lhe disse em nome do Senhor que, se fosse
a Jerusalem, seria preso pelos iudeus e entregue aos gentios.
"Entretamo, por meio dessa viagem que para Ia empreen-
deu, houve o aprisionamento que o capacitou a, enquanto es-
tava sob a custodia romana, testificar aos judeus de Jerusalem.
diante de Festo ede Agripa, na ilha de Melita, e na propria Ro-
ma. 0 ato de prestar testemunho de Cristo aos reis e governan-
tes muitas vezes parece exigir que os servos do Senhor se sujei-
tem :l prisllo e julgamento. Sem duvida alguma, a viagem que
Paulo fez a Jerusalem serviu de teste a sua coragem e
enobreceu-lhe a alma, e atraves dela ele obteve as oportunida-
des de levantar-se em defesa da verdade e justi~a. quando, de
outra forma, nao teria tido esse privilegio." (McConkie.
DNTC, Vol. 2, p. 181.)
PRIMEIRO CORiNTJOS
(344) Por Que Paulo Escreveu aos
Corint.los e Qual ea Data Aproximada
de Suas Epistolas?
"Uma das coisas mais fascinantes que aconteceu na vida de
ap6stolo foi o intercambio de comunicacoes e noticias com
seus conversos de Corinto. As cartas que enviou revelaram que
havia diferentes partidos em forma~ilo naquele ramo, os quais
defendiam diferentes pontos de vista no que dizia respeito ao
comportamento e doutrina moral, Alguns dos conversos esta-
vam tomando uma atitude libertina e de livre pensamento so-
bre as dourrinas que Paulo e outros missionarios que com ele
traba.lhavam lhes baviam ensinado. Havia individuos que de-
fendiam padrOes morais livres que ja eram bastante difundidos
naquela notavel cidade. Esses problemas vieram a existir devi-
do avida pregressa dos novos conversos e ascondir;oes da epo-
ca e Iugar em que viviam. Sua atitude era uma especie de rea-
clio anova fe que lhes fora ensinada, contraria aos procedi-
mentos que faziam parte de sua antiga conduta e maneira de
pensar.
"Foi sua preocupar;Ao a respeito desses acontecimentos de-
salentadores e tambem as perguntas que lhe haviam sido for-
muladas em cartas anteriores, que fizeram com que Paulo es-
crevesse uma epistola aos santos de Corinto por ocasiao da
Pascoa, aniversario da ressurreicllo de Jesus.'' (Howard W.
Hunter, em CR, abril de 1969. p. 13.)
306
Alem de repreender os corintios por sua maneira desregrada
de viver, Paulo escreveu a eles pelo menos por duas outras ra-
zOes: (I) para corrigir algumas interpretar;oes erroneas quanto
a uma de suas cartas anteriores, agora perdida, e (2) responder
a certas pergumas que os corlntios haviam formulado numa
,epistola anterior, tambCm perdida. lnfeJjzmente, podemos
apenas imaginar, atraves dos comentarios que o ap6stolo faz
em Primeiro Corintios, qual era o conteudo de sua primeira
carta e a resposta que a ela dera (I Cor. 7: 1.) Encontramo-nos,
portamo, na posi~llo de uma pessoa que encontrou uma velha
carta: temos apenas o privilegio de ler urn dos lados da corres-
pond@ncia trocada e adivinhar quais as perguntas e problemas
que motivaram essa resposta.
Aconteceu com Primeiro Corintios o mesmo que as outras
epistolas de Paulo: nllo se pode indicar a data exata em que foi
escrita. Entretanto, a referencia que ele faz a ter permanecido
em Efeso "ate o dia de Pentecostes" (ou seja, o mes de abril
ou maio) e seu desejo expresso de passar o inverno com os san-
tos em Corinto (I Corintios 16:6-8), parece indicar que a epis-
tola foi escrita em alguma epoca no inicio da primavera. Reu-
nindo os fatos que se encontram nessas declarar;oes como que
ja conhecemos a respeito da vida de Paulo, podemos dizer que
ela foi escrita em algum dia do mes de marr;o ou abril de 57
D.C.
(34-S) I Corintios 1:14.
Quem Era Crispo?
Quando o tamanho da congrega~ao assim o permitia, a sina-
goga judaica era presidida por urn grupo de ancillos (Lucas
7:3), os quais, por sua vez, estavam sob o comrole de uma pes-
soa que era chamada "principe da sinagoga" (Lucas 8:41;
13:14). Crispo era urn desses "prlncipes". Ele controlava a si-
nagoga de Corinto na epoca em que Paulo pregou o evangelho
naquela cidade, e suas palavras converteram-no e logo depois
foi batizado com toda sua familia pelo grande ap6stolo dos
gentios. Paulo menciona-o especificamente como sendo uma
das poucas pessoas a quem batizou em Corimo.
(34-6) I Corintios 1:17. Por Que
Paulo Diz Que o Senttor Nio o
Envlou Para Batizar?
Algumas pessoas t!m usado essa passagem escritunstJca
para apoiar a ideia de que Paulo nao via qua1quer significado
no ato do batismo e nao o considerava uma ordenan~a essen-
cia! aos olhos de Deus. Defender tal conceito seria ignorar as
diversas passagens em que Paulo fala a respeito dessa ordenan-
ca nao apenas com aprova~Ao, mas considerando-a absoluta-
mente necessaria a todos aqueles que desejassem desfrutar de
urn verdadeiro relacionamento com Cristo.(Ver Romanos
6:3,4; Efesios 4:5; Galatas·3:27; Cotossenses1:12.) 0 contexto
em que aparece a declara~ao de Paulo eno sentido de repre-
ender os santos de Corinto por sua tendencia em provocar dis-
sensao e disc6rdia ate mesmo pelas questi5es mais insignifican-
tes. 0 ap6stolo pede-lhes que abandonem tais atitudes e sejam
"unidos em urn mesmo sentido e em urn mesmo parecer.'' (I
Corlntios I: 10.) A palavra grega que significa divisao eschis·
mata, e expressa profundamente os verdadeiros sentimentos
de Paulo. Era como se o grande ap6stolo se achasse Ulo enver-
gonhado de tal partidarismo, que se recusava a identificar-se
com ele.
0 maior teste da eficiencia de uma pessoa como represen-
tante de Jesus Cristo n!lo emedjdo pelo numero de pessoas que
batiza, mas sim pela maneira como propaga a palavra de Deus,
para que todos os que a ouvem possam imitar o seu exemplo.
(34·7) J Corinlios 1:23. Por Que
a Cruclfica~ao de Jesus Foi Umll
Pedra de Trope~o aos Judeus?
Ao estabelecer a ideia de que a crucificacilo foi uma "pedra
de tropeco" para os judeus, Paulo usou uma metilfora que era
bastante comum tanto aos gregos como aos judeus. A palavra
em grego original eskandafon, da qual se deriva a palavra es-
ciindalo. 0 skandafon era tambem o nome dado ao pino que
desarmava a armadilha, o qual, ao ser tocado pela pata do ani-
mal fazia que fosse agarrado. Essa palavra efreqUentemente
usada no Novo Testamento como urn simbolo de Cristo, pois a
sua apari~ao e breve permanencia entre os homens foi muito
diferente do que os judeus esperavam.
Eles aguardavam a vinda de urn poderoso rei, cheio de glo-
ria, que poria urn flm ao odiado jugo romano com urn s6 golpe
milagroso, e estabeleceria urn reino messiiinico em que os fieis
judeus reinariam de maneira suprema. No que dizia respeito a
muitos dos judeus, Jesus havia sido pregado acruz como cen-
tenas de pessoas ja haviam padecido desse supUcio antes dele.
lsso tambem foi o pino da armadilha que fez com que trope-
~assem e fossem por eta apanhados. 0 profeta Jar.6 tambem
falou a respeito dessa queda no Livro de Mormon. (Jac6
4:14,15.)
(34-8) l Corinlios 1:26-31." Deus Escolheu
as colsas Fracas Oeste Mundo
Para Confundlr as Fortes."
"Pergunta: Quem esta melhor qualificado a pregar o eyan-
gelho; um homem de cinquenta anos, reitor de uma universi-
dade, famoso por seus inumeros diplomas, ou um jovem de
307
qcapitulo 34
dezenove anos, que tern apenas o curso colegial e nao possui
qualquer estatura escolastica?
_"Resposta; Eaquele que tern urn testemunho do evange-
lho e esta vivendo de modo que tenha a companhia e orienta-
~ao.do Espirito Santo.
"Pergunta: Em que sentido as coisas fracas deste mundo
confundem as fortes?
"Resposta: A verdadeira religillo niio eapenas uma questao
de intelectualidade, proeminencia ou renome mundano, mas
sim de espidtuaHdade, e tais pessoas nao sao fracas, e sim for-
tes no que concerne as coisas espirituais.
"Pergunta: Como podem as pessoas fracas e sem experH!n-
cia alguma possuir poderes espirituais e entendimento que fre-
qUentemente nllo silo dados aos homens sabios e eruditos nas
coisas deste mundo?
" Resposta: lsso se deve, em grande parte, apreparar;ao que
fiz.eram na preeJtistencia. Algumas pessoas desenvolveram na
vida pre-mortal o talento de reconhecer a verdade, de com-
preender as coisas espirituais e receber a revelacao do Espirito,
ao passo que outras nao. As que receberarn tais poderes espiri-
tuais foram preordenadas a vir aterra para servir sob as or-
dens de Deus, como seus ministros." (McConkie, DNTC, Vol.
2. pp. 316:317.)
(34--9) 1 Corintios 1:28. Por que Deus
Escolbeu as "Colsas Vis Oeste Mundo
para fazerem sua obra?
Eis aqui urn exemplo de como as palavras podem sofrer altc-
ra~ao atraves dos seculos, acabando por ter urn significado
quase completamente oposto daquele que originariamente de-
veriam transmitir. 0 vocabulo vii, usado nas cortes portugue-
sas de antanho, significava sem nobreza ou sem valor, ou seja
•'humilde", enquanto o que eusado atualmente da a ideia de
algo "baixo e degradante".
(34-10) 1 Corinlios 2:1-8, "A Mlnba Palavra e a
MJnha Prega~io, Nio Conslstlram em Palavras
Persuasivas de Sabt!doria Humana."
"E.xistiu antigamente, existe agora e sempre havera por to-
da a eternidade apenas urn meio aprovado de se pregar o evan-
gelho- pelo poder do Espirito. Qualquer coisa diferente disso
nllo provem de Deus nem tern poder para converter e salvar as
pessoas. Toda erudicao religiosa de todos os professores de re-
ligillo de todas as epocas nada sa.o, comparados ao testemu-
nho nascido do Espirito que possui urn administrador legal...
"Se existe qualquer verdade salvadora que a Deidade tcr-
nou imperecivelmente clara eesta, a primeira e a ultima que
existiu em todas as idades, agorae para sempre, entre os sabios
e ignorantes de todas as racas e povos, que,em todos os mun-
dos infinitos do grande Criador, existe uma formula, apel'!as
uma, pela qual as verdades salvadoras podem ser tansmitidas
aos homens: Pregar pelo poder do Espirito." (McConkie,
DNTC. Vol. 2, p.318)
Durante skulos, os gregos ht1Viam g/orificado t1 sabedo-
ria e habi/idade que o homem tinha de realiz.ar grandesfei-
tos. Entre os homens mais reverenciados, encontravam-se
S6crates, Platdo e Aristoteles. A propria palavra fl/6sofo
significa "cultor da verdade". Porem o que Paulo deseja
esclarecere que a verdadeirasabedoria e apenasaquela que
provem de Deus, e que somente as pessoas que se voltam
para as coisas espirituals podem compreender e receber a
verdadeira sabedorla. Observe as frases que ele usa em I
Corintios 2:6, 7, para estabelecer o contraste que existe en-
tre os dois tipos de sabedoria. A parte principal de seu ra-
ciocfnio logico encontra-seresumida em I Corfnlios2:14. 0
homem nilo espiritua/ (homem naturo{J niJo consegue per-
ceber a verdade, porque ela so pode ser discernida atraves
do Esplrito. Como elej6 havia demonstrado, os santos de
Corinto eram cheios de noroeserr6neasgravfssimas. Quale
a conclustlo obvia que podemos tirar acercu dos santospri-
mitivos?
S6 ALCAN{:AREMOS A COMPLETA
FELICIDADE
SE CONFIARMOS PLENAMENTE EM DEUS
As escriluras indicam que nos ullimos dias Satanas faro
guerra contra os santos de Deus e os "circundar6 de todos
OS /ados" {D&C 76:28) Devido ao grande desejo que voce
tern de servir o Senhor, o adversario procuraraJaze-lo cair.
O.s metodos que usa, con/ormedeclarou oPresidente Spen-
cer W. Kimball, silo muito sutis:
'"E/e usara sua /ogica para cotifundir esuas racionaliza-
~oes para destruir. 0 adversario proeurara encobrir os sig-
nificados, abrir as portas um millmetro, de coda vez efazer
com que o bronco mais puro se transjorme em todos os
tons cinzentos efino/mente na cor mais negra. "(Faith Pre-
cedes the Miracle- A Fe precede o Milagre, p. 152)
308
Como vocl teve a oportunidade de aprender, os santos
de Corinto defrontaram-.se com um problema semelltante
ao queNift viuseretifrentadopelaspessoasdll epocaIIIUIII.
Leia 2 Nefi 28:9-16 com muita atenrao. Qulli.s sao alguns
dos preceitos que poderiam faur com que ate mesmo os
"humildes seguidores de Cristo" se qfastassem? Considere
as seguintes d«larariJes do Elder Ezra Tqft Benson:
"0 mundo ensina a pr6tica do controle da natalidade.
Tragicamente muitas de nossas irmiJs dejendem o uso das
pilulas e outrossistemas, quandopoderiamfacilmente criar
mais tabernaculos terrenospara outrosfllhos de nosso Prli.
Sabemos que todos os esplritos queforam designados ptUQ
nascer nesta terra o fariJo, seja atraves de n6s ou de outrtJS
pessoas. Existem cosois naJgreja queju/gam estar-.sesaindo
bem com suasfamilias /imitadas, mas a/gum dia sofrerllo as
dores do remorso, quando encontrarem osespiritosquepo-
deriam terfeito parte de sua posteridade. 0 primeiro man-
damento dado ao homem foi o de multiplicar-.se e enclter a
terra com seus jilhas.·Esse mandamento jamais foi altera-
do, .modificado ou cancelado. 0 Senhor niJo disse que nos
mu/tip/iquemos e enchamos a terra se for conveniente. de-
pois de sermos abastados, recebermos educarllo secular,
quando houverpaz na terra ou que cado casal devia terso-
mente quatro filhos. A Biblia diz: 'Eis que osfllhos silo a
heranra do Senhor...Bem-aventurado o homem que·enche
deles a sua aljava...(Salmos 127:3,5) Cremos que Deus e
um serglorificado, porque teve numerososfllhos, e esta~
/eceu um plano pelo qual eles podem alcanrar a perfeirilo.
Assim tambem Deus glorificar6 ao marido e mulher que ti-
veram uma grande posteridade e que tudo houverem jeito
para cria-la em retidllo.
"Os preceitos dos homens querem fazer com que ere/am
que, limitundo apopularilo do mundo, poderemo's ter/XU e
fartura. Essa e uma doutrina do diabo. Fazercom que exis-
tam menos pessoas na terra nllo quer dizer que terllo paz,
pois somente a retidilo pode proporciona-la. Aflnalde con-
las, havia apenas um punhado de homens nomundo, quan-
do Caim quebrou a paz que existia nafamilia de AdiJo, ao
matar Abel. Por outro /ado, coda a cidade de Enoque era ·
pacifica efoi levada aosceus, devido adignidade de seupo-
vo.
"Quanto ao jato de limitar a popularilo da terra para
proporcionar fartura a seus habitantes, o Senhor a/irma
que isso e umafalsidade. Ele declarou o seguinte, em Dou-
trina e Convenios:
'Pois a terra esta rep/eta, e h6 bastante e ate de sobra;
sim, eu preparei todas as coi.sas, e permiii que os filhos dos
homensfossem OS seus proprios arbitros.' (D&C 104:17)
"Ouramos e aprendamos os ensinamentos contidos nes-
tas s6bias palavras desse videnle, o Presidente J. Reuben
Clark.
"lnumeras influ2ncias (mais do que vi em toda a minha
vida) estdo procurando eliminor os padr/Jesde casridade e sua
santidade divinamente declarada.
"Nos sa/as de aula, as crianc:as s{Jo ensinadas a respeito
do quepopularmente chamam de "realidade da vida". Ao in-
ves de produzir 0 resultado previsto que e0 de fortalecer
a moral do juventude, esses ensinamentos parecem gerar
um efeito diretamente oposto, pois apenas servem para des-
pertar a curiosidade e aumentar o apetite... (Relief Society
Magazine, dezembro de 1952, p. 793)
"E assim os preceitos dos homens operam no corQ(:iJO de
nossa juventude, de diversas maneiras. 0 Presidente Clark
di.sse ainda: 'Uma grande parte do arte modema, do litera-
lura e m(Jsica atual, e das ~as teatrais que Iemos atual-
mente silo simplesmente desmoralizantes - completamen-
te.' (Relief Society Magazine, dezembro de 1952.)
"Ja tiveram a oportunidade de ouvir as mUsicas que mui-
tos jovens ouvem otualmente? Algumas de/as siio de ritmo
alucinante e parecem ter sido feitas expressamente com o
prop6sito de promover a revolu~{Jo, uso de entorpecentes,
imoralidade e provocar uma lacuna entre os paiseftlhos. Al-
gumas dessas mtl.sicas j{J se 12m introduzldo em nosso
saltJes culturais.
"Observaram ultimamente os bailes realizados em nossa
/greja? Eles tem sido virtuosos, amaveis e louvflveis? 'Duvi-
do multo,' diz o Presidente Clark 'que se possa danc:ar a
maior parte dos rltmos usados atualmente, e ao mesmo
309
tempo cumprir os padrlJes SUD.' Eo que podemos dizer a
respeito da modestia no veslir?
"Que tipos de revista deixamos entrar em nossos lares?
Talvez salvo uma ou duos exce¢es, eu jamais permitiria
que qualquer das revistas de maior tiragem nacional entras-
se em minha casa. Como o Presidente Clark tambem decla-
rou: 'Escolham qua/quer revista nacionalmente conhecida,
examinem suas propagandas, e se puderdes suportar a
imundicie, leiam alguns de seus artigos, os quais, ao expri-
mir seus sugestivos padrtJes de vida, destroem o pr6prio ali-
cerce de nossa sociedade. • (CR, abril de 1951, p. 79)
"Ouc:am este teste que o Presidente George Q. Cannon
sugeriu: 'Se diariamente oumenta a grande lacuna que exis-
te entre noseo mundo... podemos ter certezade queestamos
progredindo, embora lentamente. Se, por outro /ado, nos-
sos sentimentos e qfeic:Oo, nossos desejos e apetites Silo
unlssonos com o mundo que nos circunda e os alimentamos
/ivremente... seria bom fazermos uma auto-analise. E bem
provavel que indivlduos que se encontram em tal condic:iio
estejam ocupando posic:Des no lgreja, massua obra ecaren-
te de vida, e, como as virgens nescias que adormeceram
porque o noivo demorava, nilo estartlo preparadas para sua
vinda...'(Millennia/ Star, Vol. 23, outubro de 1861, pp. 645-
46) "("To The Humble Followers of Christ," Ezra Taft
Benson, CR, abril de 1969, pp. 1~14; v. tambem
Improvement Era, junho de 1969, pp. 43-47.)
Agora, lela cuidadosamente a declara(:iio de Nefi que se
encontra em 2 Nifi 28:31.
Existem atualmente em nossa vida algumas decisOes que
necessitam de orienta(:ilo do Senhor? Tern depositado toda
sua confianc:a nele? Procurou obter sua qjuda e encontrar
fo~as parafazer sua vonfade?
Leia Proverbios 3:5, 6.
Tessalonlca
J
•
Primeira Carta de Paulo aos Santos de Corinto.
Escrita de Efeso, Durante a Terceira Viagem Missionaria de Paulo, aproximada-
mente na primavera do ano 57 D.C. (I Corintios 4-11.)
Os ap6stolos sofrem, ministram,
guardam a Fe.
Por que a lgreja Ni!o Pode
lntegrar e Abrigar
Pecadores em Seu Meio.
Levar os Casos Civis aos
Tribunais da Igreja.
4:1-21
5: 1-13
6:1-1 1
6:12-20
7: 1-24
eEfeso 0 Corpo Ni!o Foi Criado
~~ f--P-a-ra---al_m_o_r-al-id_a_d_e~----d--------~----~0 Casamento Foi rdena o
Por Deus.
Missionarios - Devem ser
4 Casados ou Soheiros?
Muitos Deuses e Muitos Senhores
Paulo Regozija-se na
Liberdade Crista
7:25-40
8:1-13
9:1-12
0 Evangelho Deve Ser Pregado
de Graca
Paulo: Todas as Coisas Para
Todos os Homens
Cris10 e o Deus de Israel
A Antiga Israel se Rebelou
Contra Cristo
0 Sacramento Versus ldolatria
A Condi.;i!o do Homem e da Mulher
Por Que Participamos do
Sacramento.
9:13-H
9:19-2i
10:1-4
10:5-15
10:16-3
II :1-16
II :17-3
(f[apitulo 3 5
35
TEMA:
Para podermos partilhar dignamente do sacramento, precisamos
esfor~ar-nos por abandonar toda iniqilidade e viver uma vida
crista.
INTRODU~AO
Paulo era wn ap6sto/o poderoso, uma testernunha espe-
cial do Mestre faJita em palavras como em obras. Sob a di-
refiio de Pedro, Ttago e Joiio, que erlJ/11 a Primeira Presi-
dencia daque/a epoca. Paulo 1•iajou por todo o pa(s para
cumprir sua nwrdomia, e tambem, seguindo a orientac;iio
do Esplrito, para "confirmar a todos os discfpulos". (Atos
18:23.) Esta terceira viagem. feita para colocar em ordem
os ramos da igreja que estavam sob seus ctridados. comer;ou
na Anti6quia e durou trls tirdttos anos, levando-o atraves
das momanhas Taurus, dos lagos da Pisfdia ate chegar a
Efeso. na costa do Mar Egeu, e de navio ate Troas e Filipa.
dati ate Tessalonica, de onde partiu para Corinto, situada
na peninsula maced6nica. Esse homem leal era incansdvel. Ele
foi visitado par Abel, o primeiro mtirtir. ensinado par
Enoque e conhecia verdades que /he era proibido ensinar;
sua pregafiio era semelhanre ao rugido do lefio, e possufa
urn grande testemw1ho e chamndo. Como wn so/dado fie/.
traballzou incessamemente (Ver Smith, Ensinamentos, pp.
58, 165-66, 175, 296-97.) "Pois como conhece um homem
o mestre", perguntou o rei Benjamim, "a quem niio servi.u
e que esta Longe dos pensamentos e des(gnios de seu cora-
ftio?" (Mosias 5:13.) Temos plena certeeo de que P_aulo
conhecia seu Mestre, seu Redentor - cada vez tncJis perto
dos pensamerttos e inten~oe.v de seu. corafiio.
31 1
Na primavera do ana 57 D.C.. Paulo voltou a ljeso. e de
ltl escreveu nos corfntios, aconselhando-os sabiamente a se-
rem tmidos e aceitarem a verdade apresenrada atraves do
restemunlto e poder do Espfrito.
Voce terti agora a oporttmidade de estudar alguns cap{tu-
los em que Paulo desafiou os santos a abandonarem e a fi-
carem distantes de toda iniqiiidade do mundo, capftulos em que
ele ensinou a respeito dos convlnios. do sacramento e
dns promessas que fi;:emos de nos lembmrmos sempre de
Cristo e/a?.ennos sua vonrade.
Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
Oiom.entarios ~nt.erprtdati&os
(35-1)1 Corintios 4:16. "Sede meus lmitadores"
Para algumas pessoas, esse conselho de Paulo pode pare-
cer cheio de orgulho e nrrogfulcia. Ha pclo menos doze ca-
sos em que a Bfblia usa a palavra seguir ou seguidores como
sinonimo das palavras gregas que significam "imitar" ou
"irnitadores.. .
Como o Novo Testamento ainda niio havia sido escrito, e o
ideal cristlio ainda olio era perfeitamente entendido, os corfn-
tios precisavam de urn modelo vivo. Paulo niio desejava fazer
discfpulos seus, para sua honra e gloria pessoal. Ele estava sim-
plosmente dizendo: "Sigam-me, pois eu sigo a Cristo."
(35-2)1 Corintios 5:1,11. Paulo Usava a PaJavra Fornica~ao
Com o Mesmo Sentido que Usamos Atualrnente?
No mundo modemo, e tambem na Igreja. a foroica~o pas-
sou a ter urn significado mais tecnico do que possula na epqca
em que foram feitas as tradu~oes da Biblia. Atualmente ela e
definida como a relacilo sexual entre pessoas solteiras. Mas a
palavra que Paulo usou e porneia (raiz da atual palavraporno-
grafia) e significava qualquer relacAo extraconjugal. Seria in·
teressante salientat que a cidade de Corinto era famosa no
mundo antigo por sua imoralidade. Ela estava situada bern
perto dos dois maiores portos, sendo assim sujeita aos tantos
vicios e males que acompanham os grandes centros comerciais.
AIem disso, Corinto era o local onde fora construido o famoso
templo de Afrodite (Venus), a deusa do amor, no qual havia
milhares de sacerdotisas. Etas nllo passavam de prostitutas glo-
rificadas pelo disfarce da adora~llo religiosa. Nllo ede admi-
rar, portanto, que neste capitulo e tambem no seguinte, Paulo
condene severamente a imoralidade e desejos da came.
"Aparentemente urn membro da Igreja de Corinto bavia ca-
sado com sua madrasta, talvez. porque era viuva ou se havia se-
parado de seu marido anterior. Tais casamentos eram proibi-
dos pela lei mosaica sob pena de excomunhllo. (Lev. 18:6-8,
29.) Paulo confirma a proibicllo mosaica, considera como for-
nicacllo as intimidades resultantes de tais unioes, e condena
seus irmllos de Corinto por permitirem tal ofensa e os instrui a
excomungarem o transgressor. Se fosse permitido que o peca-
dor permanecesse na igreja, ensina Paulo, sua influencia, co-
moo fermento, se espalharia por toda a organiz.acao. A igreja,
portanto, deveria purificar-se desse velho fermento de iniqOi-
dade e substitui-lo por uma nova influencia ou fermento da
retidllo." (McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 335.)
(35-3) J Corinlios 6:1,3." Nao Sabeis Vos Que Havemos de
J ulgar os Anjos?"
"0 homem que passa atraves desta provacao, e continua
fie!, sendo redimido do pecado pelo sangue de Cristo, por
meio das ordenancas do evangelho. e alcanca a exaltac.ao no
reino de Deus, e igual, senao maior do que os anjos, e se duvi-
darem, leiam sua Biblia, pois esta escrito que os santos irllo
"julgar os anjos", e tambern " julgarao o mundo". (I Corin-
tios 6:2-3.) E por que? Porque o homem justo, ressuscitado,
progrediu ah!m dos espiritos preexistentes ou desprovidos de
corpo mortal, e elevou-se acima deles, possulndo espirito e
corpo assim como poder sobre o pecado e sobre Satan:is, teo-
do, de fato, passado da condi~ll.o de anjo para a de Deus. Ele
possui as chaves do poder, dominio e gloria que os anjos nao
possuem - e nao podem obte-Jas, a menos que as consigam do
mesmo modo que ele, ou seja, passando pelas mesmas prova-
coes e provando·se igualmente fieis. (Smith, Doutrina do
Evangelho, p.l 7.)
(35-5) 1 Corlntios 7:7. 0 Apostolo Paulo Era Casado?
1: posslvel que Paulo, que ames fora casado, fosse viuvo na
312
epoca em que escreveu aos corintios. Seu coracao estava com-
pletamente dedicado aobra missionaria, e por isto deve ter
preferido n~o se casar novamente. Epor isso que aconselhou
aqueles que se achavam em situacllo semelhante, dizendo que
desejava "que todos os homens fossem como eu".
Alem de o casamento ser uma lei eterna dada por Deus, a
qual Paulo, como urn apostolo de Jesus Cristo, devia conhecer
melhor do que ninguem, existem outros motivos' pelos quais
devemos responder afirmativamente a essa pergunta.
Em primeiro Iugar, os escritos de Paulo indicam que ele ti-
nha uma atitude positiva para como casamento. Alguns dos
melhores conselhos que podemos encontrar nas Escrituras a
respeito desse assunto, nos sao dados por ele (Efesios 5:21-6:4;
Colossenses 3:8-21.) Seria muita presuncllo de sua parte, se
desse tal conselho sem nunca haver obedecido a essa lei de
Deus.
Em I Corintios 9:5, Paulo afirma que os ap6stolos tern tan-
to direito de casar-se c0mo qualquer pessoa. ''Nao temos n6s
direito de Ievar conosco uma mulher irmll, como tambem os
demais ap6stolos, e os irmllos do Senhor e Cefas?" Mas o ca-
samento e mais do que um direito; e um dever solene. Assim
Paulo escreve em 1 Corintios ll: 11: "Todavia nem o varao c
sem a mulher, nem a mulher sem o varao, no Senhor.'' Eirre-
futavel, portanto, a verdade de que todos devem casar-se, se
desejam ser aprovados "no Senhor''.
Os judeus fieis consideravam o casamento como uma obri-
ga~ao religiosa, uma condicllo de extraordinaria importlincia.
tenra idade, gera1mente entre os dezesseis e dezessete anos, e
muitas vezes, ate aos quatorze. Paulo, urn estrito fariseu (Atos
26:5), era "instruido conforme a verdade da lei de nossos pais,
zelador de Deus" (Atos 22:3). como os judeus fieis gostavam
de ser. Assim "nao parece haver qualquer razllo para Paulo,
urn fariseu devoto e bern treinado, deixar de honrar uma obri-
gacao considerada tao sagrada aos olhos de seu povo".
(Sperry, Paul's Life and Lefler, p. 9.) Quando foi escrita pela
prirneira vez uma lista de613 preceitos que se encontram na lei
mosaica, o casamento foi considerado como o primeiro. Se
Paulo "viveu solteiro como um fariseu de Jerusalem, seu caso
foi completamente excepcional". (Farrar, The Life and Work
of St. Paul, p •.46.)
A maior parte dos eruditos reconhecem que Paulo era mem·
bro do sinedrio, o 6rgao governante judaico, ou intimamente
associado a ele (Atos 8:3; 9:1,2; 22:5; 26: 10.) Se ele era de fato
membro daquela organizacao, ede se esperar que tenha cum-
pride urn dos requisitos especiais para gozar daquele privile-
gio, ou seja, ode ser casado. Se nao fazia parte do sinedrio, ele
devia, como seu representante oficial, estar em harmonia com
wdos QS costumes judaicos aprovados. Somente tal condi~lio
impediria que fosse acusado de defender a obediencia as leis
que ele mesmo nilo cumpria.
Que podemos dizer, entao, daqueJes que afirmam que Paulo
era solteiro e ensinou os outros a fazerem o mesmo? A passa-
gem que costumam citar como evidencia e I Corintios 7:7,8,
onde ele declara: "Porque quereria que todos os homens fos-
sem como eu mesmo... digo portanto aos solteiros e as viuvas,
que lhe.s eborn se ficarem como eu." 0 Elder Spencer W,
Kimball fez os seguintes comentarios a respeito dessa passa-
gem:·''Relacionando essas declaracoes com outras que ete fez,
torna-se claro que se nao esLa referindo ao celibato, mas ins·
tando pelo uso normal e controlado do sexo dentro do casa-
mento, e total abstinencia fora dessa sagrada ordenan~a. (Nao
existe evidencia real de que Paulo nao se casou, como alguns
estudantes afirmam, havendo, inclusive, indicacoes em contra-
rio.)" (0 Milagre do Perdilo, p. 70.)
(35-6) 1 Corinlios 7:9. 0 Que Paulo Quis Dizer com a Frase
" P orque eMelhor Casar do que Abrasur-se"?
0 signifkado dessa frase nao e bastante claro. A palavra
grega que os tradutores usaram na versao da Biblia abrasar, e
urn verbo infinitivo passivo, usado para dar a ideia de estar in-
llamado pela paixlio, cobica ou 6dio. A revisao inspirada que
o Profeta Joseph Smith fez ebern mais explicita que a versao
do rei Tiago: "Masse nao podem conter-se, casem-se; porque
emelhor a qualquer casar do que cometer peeado.'· (Tradw;ao
livre)
(35-7) 1 Corintios 7:14. Qual e11 lnterpreta~iio Desse
Verslculo Segundo as Revela~oes Modernas?
Leia D&C 74:2-7.
Nessa escritura, Paulo esta-se referindo aos casamemos em
que o marido ou a mulher eurn converso ao cristianismo, e o.
outro conjuge nao. Embora em seu conrexto a palavra "des-
crente" se refua aos pais judeus que desejavam continuar a
circuncidar seus filhos, o principia referente ao dano espiritual
que tais casamemos provocavam aos filhos continua a ser ver-
dadeiro em todas as geracoes. Quando um homem ou mother
que sao membros fieis da lgrejase casam com pessoas que nao
possuem urn forte testemunho do evangelho. nilo somente o
proprio casan1ento se acha ern perigo, mas tarnbem o treioa-
mento espiritual dos filhos, que sera grandemente limitado.
Uma crianca precisa que o testemunho e treinamento de am-
bos os pais seja sem conllitos ou djvergencias de opinioes.
313
Ql:apitulo 35
(35-8) 1 Corintios 7:25-40. A opinilio de Paulo Concernenle
ao Casamento Vista a Luz da Versiio lospirada.
Nessa passagem, Paulo parece estar claramente lutando com
os dificeis problemas que os santos de Corinto lhe apresenta-
ram. Em alguns aspectos, ele pode responder com autoridade:
em outros, da apenas sua opiniao pessoal. Os versculos 25-
40 djzem respeito a problemas relativos as pessoas que partici-
pavam da obra missionaria ou de outros trabalhos do Sacerd6-
cio, que exigiam prolongada ausencia do Jar. Compare cuida-
dosamente as seguintes alteracoes que se encontram na versao
inspirada, feita por Joseph Smith, com a versao autorizada da
Biblia:
26 Tenho pois, por born por causa da instante necessidade, que
e born para o homem o estar assim, para que possa realizar
maior bern.
28 Mas, se tc casares, nao pecas; e sea virgem se casar. nao pe-
ca. Todavia, os tais terao tribulacoes na carne. E eu nao vos
poupo.
29 Mas me dirijo a vas, que sois chamados ao ministerio. Por
isto vos digo, irmaos, que o tempo se abrevia e logo sereis en-
viados ao ministerio. E tambem os que tern mulheres, sera
como seas nao tivessem, pois sois chamados e escolhidos para
fazer a obra do Senhor.
30 E os que choram. sera como se nilo chorassem, e os que fol-
gam, como se nao folgassem; e os que compram. como se nao
possuissem.
31 E os que usam deste mundo, como se nao usassem. porque
a apar~ncia deste mundo passa.
32 E quisera, irmaos, que magnificasseis vossos charnados. E
bern quisera que estivesseis sem cuidados, pois o solteiro cuida
nas coisas do Senhor, em como hade agradar ao Senhor; e nis-
so prevalece.
33 Mas o que ecasado cuida nas coisas deste mundo, em como
agradar amulher; portanto, ha uma diferenca, pois nisso eim-
pedido.
36 Mas, se alguem julga que trala lndignamente asua virgem
que havia de desposar. se ela tiver passado a 11or da idade, e se
for necessaria, que cumpra 0 que houver prometido; nao peca,
casem-se.
38 De sorteque o que se da em casamento, faz bern; mas o que
se nao da em casamento, faz mclhor. (Traducao livre)
"Esta claro, pelas corre<;oes e complementos feitos pela Ver-
sao lnspirada, que o problema dizia respeito ao servi<;o minis-
terial de urn missiom'lrio, e que as qucstoes principais pareciam
ser: As pessoas que sao noivas e sao chamadas para fazer mis-
sao devem primeiro casar-se ou fazer solteiros a obra do Se-
nhor? E se tlverem que servir solteiros, os que forem casados
devem primeiro divorciar-se antes de partir?
"Em nossa epoca, quando um elder que esta noivo echama-
do para fazer missilo, ele geralmente curnpre a missao antes de
casar-se; eraro ele casar-se primeiro e deixar sua esposa para
cumprir o periodo de servi<;o ministerial que Ihe foi designado.
Nos primeiros tempos desta dispensaao. era costume chamar
irmaos recem-casados para deixarem esposa e realizar a
obra missionaria. Obviamente nao se aplka a mesma regra em
todos os casos. lnumeras circunstancias e situa<;oes pessoais
sempre se acham envolvidas. Geralmente, como Paulo especi-
ficou ern sua opinillo, o casamento devia ser protelado.''
(McConkie, DNTC1 Vol. 2, pp. 346-47.)
(35-9) 1 Corintios 7:32. 0 que Paulo Quis Dizer Com "E
Rem Quisera Eu Que Estivesseis Sem Cuidados'!"
Podemos encontrar uma express~o semelhante em Filipen-
ses 4:6, na qual vemos que Paulo declarou. ''Nao estejais in-
quietos por coisa alguma.'' lsso significa: "Nao estejais ansio-
sos por coisa alguma." Ele de fato estava aconselhando seus
leitores a se absterem das ansiedades e tensoes, e nllo dos cui-
dados, como o texto atual nos da a entender.
(35-10) J Corintios 8:5. A Frase " Muitos Oeuses e Muitos
Senhores" se refere aos Oeuses Pagiios?
"Paulo disse que ha muitos Deu&es e muitos Senhores. De-
sejo apreseotar essa ideia de maneiraclara e simples, mas, para
vos, nao ha senllo um so Deus, isto e,no que concerne a nos; e
ele esta em tudo e em todas as coisas...
" ... V6s sabeis, e eu testifico, que Paulo nao aludiu aos deu-
scs pagaos. Sei disso, porque Deus me revelou, quer isso lhes
agrade ou nllo. Tenho o testemunho do Espirito Santo eo tes-
temunho de que Paulo nao se referia aos deuses- pagaos nessa
passagem." (Smith, Ensinamentos, pp. 362-63.)
(35-11) 1 Corintios 9:1. Paulo roi Ordenado um Apostolo?
Caso Tenha Sido, Quem o Fez?
"Carecemos profundamente de informa~o no que concer-
ne a muitos pormenorcs importantes que dei.xaram de ser
transmltidos pelas diversas gera<;oes aos no~sos dias, e estamos
em completa escuridao quanto a qu~m ordenou Paulo...
314
" ... Podernos corretamente presumir o fato de que ele deve
ter tido tempo de assodar-se com seus irmaos (do Conselho
dos Doze), e que, atraves de inspira~ao divina, lhe foi conferi-
do o apostolado por intermedio deles... Nao temos razao para
crer que a ordena<;ao de Paulo ocorreu independentemente da
a<;llo dos demais ap6stolos." (Joseph Fielding Smith, A nser to
Gospel Questions, (Respostas a perguntas sobre o Evangelho)
4:99-JOO.)
(35-12) 1 Corintios 9:22. "fiz-me Tudo Para Todos''
''Nessa Escritura, Paulo diz que fez. tudo o que podia para
todos os homens, na tentativa de faze-los aceitar a mensagem
do evangelho; isto e, procurou adaptar-se as condi~oes e cir~
cunstancias de todos os tipos de pessoas, como urn meio de fa-
z.er com que prestassem aten~ao aos seus ensinamentos e teste-
munho. Entao, para que ninguem julgasse que oesse processo
ele incluiu a aceita~ao de suas falsas doutrinas e praticas, ou
que de qualquer forma misturou o evangelho com os falsos sis-
temas de adora~ao, Paulo acrescentou que elc c todos os ho-
mens devem obedecer alei do evangelho, para serem salvos."
(McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 353.)
(35-13) I Corintios 10:24. "Ninguem Busque o Proveito
Proprio, Antes Cada Urn o que ede Outrem."
A palavra proveito, segundo o dicionario, slgnifica lucro, ri-
que.za, ganho, provento. Arcaicamente, dava nao a ideia de ri-
queza, mas de bem-estar e abasran~a. A menos que compreen-
damos bern, a declaracilo mencionada acima parece ser urn
convite aberto ao roubo. Muito pelo contrario, Paulo real-
mente esta convidando seus leitores a praticarem atos de
verdadeira caridade. Na Versao Inspirada, essa Escritura se
encontra assim: "Ninguem busque o proveito proprio, mas
sim 0 que epara 0 bern do proximo.•,
(JS-14) 1 Corintios 10:25. 0 Que Paulo Quis Dizer, Quando
Declarou Que os Santos Podjam Comer Tudo o que se
Vendia no A"ougue?
0 significado da declaracao de Paulo ebastanle claro, quan-
do entendemos que a palavra ac;ougue era usada para designar
o "mercado de carne", na epoca do ap6stolo. Era comum, ao
sacrifi<.-ar-se animais aos deuses pagaos usar apenas uma parte
deles, e vender-se o resto, freqUentemente ao a<;Ougueiro local,
que revendia a carne as dasses mais pobres. Nt1o havia meio.
portanto, de um cristclo saber sea carne colocada avenda pro-
vinha de animais mortos para alimemacao ou sacrificios do
templo. Alguns dos converses de Paulo estavam desejosos de
curnprir a letra da lei, e se recusavam a comprar qualquer coisa
que fosse vendida nos mercados locais. Paulo indica que tais
escrupulos eram desnecessarios, pois uma pessoa pode cum-
prir a letra da lei e ainda assim violar o seu espirito, se, atraves
de seu exemplo, motiva um irmao mais fraco a pecar {I Corin-
tios 8.) Por outro lado, uma pessoa pode cumprir a letra da lei
tlio precisamente, que chega ao extremo de ser farisaica, e es-
quece 0 prop6sito pelo qual a lei foi dada, 0 que e 0 principal.
(35-15) 1 Corintios 11:11. "Todavia nem o Variio esem a
mulher, nem a Mulher sem o Variio, no Senhor."
"A casa do S.enhor e uma casa de ordem e nlio de confusao
(Ver D&C 132:8); o que significa que nem o homem e sem a
mulher, nem a mulher e sem o homem, no Senhor (I Cor.
11:11); e que nenhum homem pode ser salvo e exaltado no rei-
no de Deus sem a mulher, e tampouco a mulher pode alcancar
sozinha a perfeiclio e a exaltacao no reino de Deus. Esse e o
significado da Escritura acima. Deus instituiu o casamento no
principio. Fez o homem a sua pr6pria imagem e semelhanca,
homem e mulher e quando os criou, ficou designado que deve-
riam viver em uniao nos sagrados tacos do matrimonio, e que
urn nlio poderia aperfeicoar-se sem o outro. Alem disso, nao
existe uniao, para o tempo ou para a etemidade que possa
tornar-se perfeita fora da lei de Deus e da ordem da sua casa.
Os homens podem desejar e realizar o casamento do modo co-
mo efeito nesta vida, mas nlio tera valor algum, a nao ser que
seja efetuado e aprovado pela autoridade divina, em nome do
Pai, e do Filho e do Espirito Santo." (Smith, Doutrina do
Evangelho, p. 247.)
~onto!) a ~onbttar
SOMENTE OS QUE ESTAO PREPARADOS
RECEBEM AS BENf;AOS DO SACRAMENTO
Janice emembro ativo da Jgreja. Eta assiste a todD$ as
reunilJes e euma ojicial da Sociedade de Socorro das Jo-
vens Adultas, mas estafrustrada, pois acha que nao estati-
rando todo o proveito que gostaria de sua condirao de
membro da Jgreja.
F_reqtlentemente eta tem a oportunidade de desabafar
seus ~ntimentos com $eU poi, que e o bispo da ala. PQre-
mOJ por alguns momentos e ouramos o dialogo mantido
entre os dois:
Em resumo, eisso o que tenho a di:er, papai. Vou dJgre-
ja, assisto a todas as mlnhas reunifJes e pago 0 dlt.imo eQS
ojertasde jejum do dinheiro que consigoganhar. Tento es-
315
tudor o evangelho o melhor que posso, mas, muitas vezes,
nilo creio que esteja obtendo as experiincias ou Mnrllos es-
pirituais que deveria. Hfz ocasiiJes em quefico pensando o
que hade errado comigo. Tenho certeza de queestou certa,
papai, ·mas h6 momenlos em quefico desanimada.
0 Pal de Janice
Imagino o que voce deve estarsen/indo, Janice, mas nao
devemos esquecer que toda benrOo que procuramos
se encontra nos m/Josdo Senhor. Mesmo quando nossa vi-
da estacompletamente em ordem, ele so nos aben~oa "no
seu proprio tempo, no seu proprio modo." (D&C 88:68).
Mas nao e so isso que devemos lembrar. 0 Senhor e puro.
ele esanto - absolutamente santo. Quando somos o melhor
que podemosser, ainda assim estamos muito aquern de seu
grau de pureza e sanlidade. A lgreja nos ensina que somos
filhos de Deus, e quepodemos tornar-nos iguaisaele. Mui..
tas vezescreio quefa/amOs muito abertamenteaesserespei-
to. E verdade que podemos tornar-nos iguais a ele, mas
tambem ecerto que ele eperfeitamente puro. Para que con·
sigamos ser iguais a ele, devemos esjorrar-nos de todo o
nosso corar/Jo para sermos ti1o puros quanto o Senhor.
Janice
Preciso de ajuda nesse sentido, popai. Como posso
esforror-me para ser Ulo pura? Atualmente estou fazendo
tudo o que estaaa W~eu alcance, e nem mesmo seipar onile
devo com~ar pqra tentar ser melhor.
Ja sentiu o mesmo que Janice? Pode compreender-por
que as benfliOS que ela tanto anseiaso podem serdadas pe-
lo Senhor em seu proprio e devido tempo? Pode entender
por que, embora as pessoas como Janice possam estar pra·
ticando todo bern que lhes epossfvel, podem niJo ser Slifi·
cientemente puras para receber o conhecimento e bhzriJos
espirituais·de que gostariam? Voci sabe qu{Jo puro o Se-
nhor rea/mente e? Conseguiu entender o conselho de Pau-
lo? ''NIJo podeis beber 0 ca/ice do Senhor e 0 'ca/ice dos de-
monios: niJo podeis ser participQntes da mesa f}o Senhor ~
da mesa do.J demiJnios." (1 Corlntios 10:21.)
(35-16) Quiio Puros Devemos Ser Para Tornar-nos lguais ao
Senhor?
Leia as seguintes passagens e considere as perguntas.
Mateus 17:2.
Compare com 3 Nefi 19:25. 0 que irradiou de Jesus aos dis-
dpulos nefitas que estavam orando a ele? Que palavras foram
usadas para descrever a gloria de Jesus? Em sua opiniao, por
que Jesus era capaz deter tal gloria em si mesmo e difundi-la a
seu redor?
U Corfntios 7:1
Paulo disse que devemos tivrar-nos de Loda imundicia. 0
que significa a palavra toda? Quao estrito deve ser o padrao de
santidade na presen~a de Deus? Compare com 3 Nefi 27:19.
De quantos pecados deve arrepender-se urn homem, para que
possa entrar na prcse~a de Deus?
Hetama 13:38
A pfimeira parte dcste verslculo, naturalmente, nao se apli-
ca a voci!, mas quao total e completa e a retidao de Deus? 0
que pode proporcionar-nos uma felicidade real? Compare com
Romanos 12: 12. Quando as pessoas devem arrepender-se de
tudo o que foi ofensivo a Deus que fizeram em sua vida?
Alma 11:37
Uma pessoa que nao sc tenha arrependido de seus pecados
pode ser salva? Novamente, o que significa a frase toda imun-
dicia? 0 que uma pessoa precisa fazer para emrar no reino dos
ceus?
0 Profeta Joseph Smith declarou: ..Se urn homem recebe a
plenitude (das ben~lios) do Sacerdocio de Deus, deve obti!-la
da mesma forma que Jesus Cristo a alcancou, isto e: guardan-
do todos os mandamentos e obedccendo a todas as ordenancas
da casa do Senhor.., (Ensinamentos, p. 300. ltalicos acrescen-
tados.) Voce pode obter a plenitude de outra forma? E urn
mandamento de Deus que voce deve 10rnar-se tao puro quanto
ele, e separar-se da iniqUidade que existe no mundo? Acha que
Deus the possibilitara os meios de alcancar esse objetivo? Leia
Filipenses 4:13. Compare com I Nefi 3:7, e depois leia D&C
93:11-20.
Eobvio que Cristo sempre foi puro, mas, mesmo assim, re-
cebeu ele a plenitude da gloria e poder do Pai de uma so vez?
Por que acha que o Senhor deseja que compreenda o processo
pelo qual ele venceu o mundo e recebeu a plenitude da gloria e
poder do Pai? 0 que significa a patavra plenitude? 0 Senhor
lhe dara essa gloria e podcr, se nao estiver comp1etamenle pre-
parado para recebe-la?
0 Profeta Joseph Smith ensinou que: "Quando galgais uma
escada, sois obrigados a comec;ar de baixo e subir degrau por
degrau, ate chegar ao alto; o mesmo acontece com os princi-
pios do evangelho - deveis comec;ar com o primeiro, e ir conti-
nuando, ate que tenhais aprendido todos os principios de
316
exaltac;ao. Mas ainda levara bastante tempo depois de terdes
passado pelo veu, au! que OS tenhais aprendido (todos.) (Ensi-
namentos, p. 339.) Nessa declara~ao, o Profeta nllo se esta
referindo ao arrependimento, e sim dizendo que Lemos a
obrga~ao de nos esfor~armos para viver e obedecer a toda
verdade que recebemos oeste mundo, e que nllo receberemos
toda a verdade neste mundo.
Acredita que o Senhor the perdoara, se nao tentar ser tao
perfeito neste mundo quanto theseria possivel ser? 0 Elder Jo-
seph Fielding Smith declarou: "Mas e aqui que lan~amos o ali-
cerce... Temos por dever ser melhores hoje do que fomos on-
tern, e amanhll melhores do que hoje. Por que? Porque esta-
mos no caminho... para a perfei~ao, e esta so pode vir pela
obediencia e o desejo em nosso cora~llo de sobrepujar o mun-
do." (Doutrinas de Salva~iio, Vol. 2, p. 19.)
Ao tamar em sua vida afirme determina~do de veneero
mundo, considere asseguintesquesti5es: Sera capaz de con-
seguirisso de umaso vez? Ea/go quepode rea/izar indepen-
dente da ora~do? Sera necessaria esfo~ar-se muito para se
llvrar de suas fraquezas? Acha que a ordenanra do sacra-
mento est6, de qualquerforma, envolvida nesse processo?
Ou~amos novamente a converso de Janice e seu pai.
Janlc4
Sei que Jesus morreu por nos, popai, e quando tomo o
sacramento. tento pensar nele e no que fez por mlm.
0 Pal de Janice
0 que vocefaz durante asemana tambem eimportante,
Janice. Podemos ser hum/Ides e prestar atenfiJO ao servi~o
sacramental, e ate mesmo derramar 16grimas, mas, se ntlo
fizermos noda durante a semana, com respeito as nossas
fraquezas, a renovariJo dos convenios nao nos pode tornar
pessoas melhores.
Janice
0 que querdizer, papai? 0 que possofour durante a se-
mana?
(35-17) 0 Que se Acha EnyoJvido no Sacramento,
Para que possamos participar significativamente do sacra-
mento, precisamos saber o que compreende essa ordenanca, e
como podemos preparar-nos durante a semana. Considere ca-
da urn dos pontos a seguir:
Durante quatro mil anos. dcsde Adao ate Cristo, Deus orde-
nou a seu povo que oferecesse sacrificios. Os que eram obe·
dientes ofereciam as primicias de seus rebanhos, animais sem
mancha, como urn simbolo da pureza e inoci!ncia de Cristo,
que morreria como urn sacrificio pelos pecados daqueles que
se arrependessem. Todos os que ofereciam sacrificios antes do
nascimento do Salvador o faziam em lembran~a de urn aconte-
cimento futuro. N6s nos lembramos de urn evento passado.
Essa e a (mica diferen~a. Seria inconcebivel que Deus aceitasse
os sacrificios feitos na antigUidade, se as pessoas que os ofere-
cessem nao estivessem sincera e verdadeiramente arrependidas.
As pessoas que assim ftzeram os ofereceram em vao.
A ordenanca do sacramento tern muitos elemeotos e condi-
coes referentes ao sacrificio.
Leia estas Escrituras relativas ao sacramento e responda as
seguintes questoes:
I Corintios 11 :23-30.
D&C 46:4.
3 Nefi 18:28-32.
Quclo grave e supormos que podemos desfrutar dos benefi-
cios do sacramento, quando nao partilhamos dele com urn co-
ra~ilo quebrantado, urn espirito contrito e genuino pesar pelos
pecados e fraquezas que deviamos estar tentanto sobrepujar?
(35-18) Como Voce Pode Preparar-se?
Existe urn meio pelo qual voce pode preparar-se durante a
semana para partilhar do sacramento, pois Deus jamais teria
dado mandamentos estritos a respeito dessa ordenanca, sem
prover urn meio pelo qual eles poderiam ser obedecidos. (Ver I
Nefi 3:7.)
Eis aqui urn esboco desse processo:
• U Corfntios 13:5. Fa~a uma lista de seus pecados e tenta~;oes
mais graves. Isso nclo deve ser feito na classeou em publico.
Euma questclo particular entre voce eo Senhor.
• Em seguida, classifigue as coisas, que escreveu em sua lista,
colocando-as por ordem de seriedade ou dificuldade. Voce
pode desfrutar das bencaos do Espirito de Deus de acordo
com o nivel dos pecados mais graves de que nao se arrepen-
deu. Se com~ar a trabalhar primeiro com as faltas menos
graves, ·ainda niio podera receber as bencaos que deseja.
Muitas vezes os homens se arrependem dos pecados menos
serios, das coisas exteriores, e depois reclamam que nao
houve aumento de espiritualidade, quando realmente deve~
riam com~ar o seu arrependimento com as faltas e tenta-
~oes mais graves de sua vida. Pode entender agora, por que
317
Qrapitulo 35
enecessaria que procure veneer primeiramente as dificulda-
des mais serias?
• 3 Nefi 12:23-24. Seem sua lista existem algumas coisas que
precisam ser disc~tidas com seu bispo, ou se ha pessoas a
quem ofendeu, o que precisa fazer? Depois deter feito isso,
que promessa Ihe faz o Senhor no versiculo 24? (Compare
com Mateus 5:23-24.)
• Considere cada dia como urna mordomia. Em suas ora~oes
matinais, p~a ao Senhor que o ajude a veneer os proble-
mas mais serios. Relate a ele, a noite, OS progressos feitos.
Enquanto procura veneer a dificuldade, continue a orar,
pedindo perdao dos pecados que anteriormente cometeu.
• D&C 59:9, 11, 12. De que maneira esse processo pode
prepara-lo para partilhar do sacramento no domingo? 0
ato de renovar os convenios ser-lhe-a mais significative,
ap6s esse tipo de prepara~clo?
• Eter 12:27. Ha urn grande poder que urn homem que esta
tentando sobrepujar seus pecados e fraquezas pode receber
de Cristo. Sem ele, o ser humano nao poderia veneer o
mundo, mas com sua ajuda, podemos veneer as fraquezas
e substitui-las por nova vitalidade. Por que o Senhor the da
a oportunidade de conhecer suas fraquezas? Quando sentir
que conseguiu veneer seus maiores problemas, procure ob-
ter o testemunho do Senhor. Ele tern meios de faz~·lo saber
que realmente sobrepujou seus pecados mais graves. 0 Pre-
sidente Harold B. Lee declarou:
"0 mais importante de todos OS mandamentos de Deus e
aquele que voc~ esta tendo maior dificuldade de guardar ago-
ra. Se eo que se refere adesonestidade, ou o da falt~ de casti-
dade, ou de levantar falso testemunho, o de nclo dizer a verda-
de, hoje ~ o dia em que deve trabalhar com ele, ate poder ven-
eer essa fraqueza. Depois, deve comecar com o proximo que
considera mais dificil de guardar." (Church News, 5 de maio
de 1973, p. 3.)
0 maior problema que encontrara ao tentar veneer suas fra-
quezas e que Satanas procurara desencoraja-lo; porem, se esti-
ver firmemente determinado a faze-lo, '"buscai diligentemen-
te, orai sempre e sede crentes, (entllo) todas as coisas reverte-
rclo para o vosso bern, se andardes retarnente e vos Jembrardes
do convenio que fizestes." (D&C 90:24.)
0 ESFOR~O SINCERO SERA RECOMPENSADO
COM PODERES DOS CEUS
AgorQ que l'Od ~ lllguns meios[Wio.s qr.ttlis pOdr
sobrepujfN os p#JI:'IIJlMe f~ em SMO ''idil. eli que o
SlniiDI'./ktlrltlstlt4/ftlo, M vocl for a reuni4o sacramental
•m ,.. tentato ~nte Mr um membro mais forte e
dJino qw o llom.m jrrKo quefoi antigamente?
c~ esta fJfOIM3$fl quefoi feita aqueles que traba·
/lwn di/Jprllema~ no processo acima descrito.
• 0 Pro/eta Ja.p/1 Smith declarou: "Quanto mais o ho·
,..,• aproxlma dllper/e/rlo, mais clarosse tornam os
•liS pensantS~tos t maior I a SUil alegria, ate conseguir
superrzrtodasa colsa.sruins da vida eperdertoda a von-
lade de peclll'; e como os antigos, ate asuaJe ~hegar ao
ponto em que seja envolto pelo poder e gloria de seu
CrilldDI' e IIT7'ebatado para morar com ele. Contudo,
«redltamos que~ eum_estado queateagora ninguem
j11mais co,.,uiu alcanrar num s6 passo. " (Enslnamen-
los, p. Sl.)
Como isso se aplica a vod? Como aconteceu a Janice,
omauem pode fazer de veld o que deve tomar-se. A primei-
318
ra medida que precisa tomar eprocurar obter esses poderes
celestiais; entlo o Senbor podera eotrar em sua vida e
aperfei~oa-Io atraves de sua ~-
"Tomai sobre vbs o meu jugo, e aprendei de mim, que
sou manso e humilde de cor~; e encontrareis descanso
~·as vossas almas.
"Porque o meu jugo esuave e o meu fardo eleve." (Ma-
teus 11:29, 30.)
"Pois, se guardardes os JTlCUS mandamentos, recebereis a
sua plenitude, e sereis glorificados em mim como eu sou no
Pai; portanto, vos digo, v6s recebereis ara~ por ~·"
(D&C 93:20. ltalicos acrescentados.)
''Sllo os homens justos, aperfei~oados atraves de Jesus, o
mediador do novo convSnio, o qual pelo derramamento do
seu pr6prio sangue obrou esta expia~ao perfeita." (D&C
76:69.)
Primeira Epistola de Paulo aos Santos de Corinto.
Escrita de Efeso, Durante Sua Terceira Viagem Missionaria.
Aproximadamente na primavera do ano 57 D.C. (1 Corintios 12-16)
0 Espirito Santo Testifica
a Resj)eito de Cristo
Os Dons Espirituais da lgreja
A lmportancia de Cada Membro.
Caridade: 0 Puro Amor de
Cristo
Comparacao Entre o Dom de
Linguas e o de Profecia
0 Maior Dom e da Profecia
A Realidade da Ressurreicllo
1 Corintios
12:1-3
12:4-11
12:12-31
13:1-13
14:1-28
14:29·40
15:1-22
A Ordem de Ressurrei~o
0 Batismo em Favor dos Mortos
Uma Ressurreicao Melhor
Ressurrei~o aos Reinos
de Gloria
Cristo Triunfou Sobre a Morte
"Estai Firmes na Fe."
1 Cc
1!
1!
1!
15
36
''~rocurai com Zdo oit
Jfldbottit llonit"
TEMA
0 Senhor nos concede os dons do Espirito, para que possa-
mos abencoar, encorajar e fortalecer uns aos outros em amor.
Consegue lembror de 11/gum momenta, nos anos pass4-
dos, de uma festa de aniversllrio, celeb~ao nata/ina ou
qualqueroutra OCI1Si4o especilllem qw tevea oportunidade
de faz.er alguma coisa por algulm q~ amava? Lembra-se
das perguntas que lltepossavam pela mente? 0 que poderei
fazer por ela? Como posso agrad6-Jo? Do que eta precisa?
Quantas horas trobalhou ~cretamente motivado pe/a inti-
ma expectativa de ser agrad6vel? Consegue ainda recordar
o profunda praz.er que senliu ao trobalhar com suas prO-
prias miJos e corat;l!o para moldar, polir e aperfeiroar a/go
criativo quepretendill dar? EntiJo chegou o momentafinal,
eas miJosdape:ssoa amada desembrulharam o presente, en-
quanta vocl olhava, tornado de alegre ansiedade, imagi-
nando se agora quejaera muito tarde para dar outracoisa,
escolheu o presente sabiamente. EntiJo voce soube, pois
seus olhos radiantes /he deram aquela certeza, que tomou
sua dadiva ainda mais vaiiosa. As horas e dias de trabalho
/oram plenamente recompensadas naque/e insta'nte, e vocl
sentiu o profunda e sincero prazer de quem presenteia.
''Se, v6s, sendo maus, sabeis dar boas coisas...quanto
mais vosso Pai, queest6 nosciusdora bensaos que/hespe-
diram. " (Mateus 7:11) Se nOs, com todaa nossafraqueza e
imperfei~tJes, podemos sentir a alegria que prowm de pre-
~ntearmos sem qua/quer egolsmo, quanto mais perfeila
deve sera dadiva do Senhor! Podeimllginaro que reolm;n-
te significa a/rase "donsdo &pirito"? ~ nossospresen/es
321
proporcionam alegria a quem amamos, quiJo maior niJo de-
veserojubilo queacompanha osdons dispensadospelo Es-
plrito Santo!
Edeles que Paulo fa/a aos Corfntios.
Como vimos no capitulo 34, os Corlntios estavam cheios
de problemas decorrentes de sua/alta de poder espiritual.
Havia dissens4o, imorolidade, divergencills doutriMrias e
/alta de unidade no igreja. Ate mesmo os dons espirituais
eram mal compreendidos. Evidentemente ossantos de Co-
rinto, ao falar em linguas, julgavam que aquila ert1 uma
provo conclusiva de que tinham poder espiritual. Ao invis
de procurar ter a companhia do Espfrito Santo, de onde
emanam esses dons perfeitos, elesprocuravam apenas tero
proprio dom.
Em cerlo senlido, podemos sergratosporesseproblema
ter acontecido aos santos de Corinto, pois e devido a eles
que recebemos os ensinamentos de Paulo a respeito dos
dons do Esplrito. Ao jaz.er uma poderosa analogia com o
corpo }ISico, o ap6stolo demonstrou que grande insensatez
ua exaltar um dom espiritual mais que outro, e procurar
provarsua existencia atravesde uma manifesta¢o exterior.
H6 uma grande diversidade de dons espirituais, disse ele, e
todos eles funcionam em cofl}unto para criar unidllde no
corpo de Cristo - ou a igreja. Numa das mais sublimes e
be/aspassagensde toda aliteratura, Paulo nos mostra o ca-
minho mais excelente, o dom que lorna vdlidos e Olivos to-
dos OS demais. Esse e 0 dom que pode porporcionar-nos a
maior de todas as alegrills.
Leiaagora essescapltu/osem I CorfntioseavalieseuprO-
prio poder, os dons querecebeu e pode aindaobter, e a a/~
gria qw eles podem dill' a sua vida.
Antes de pro.ssquir, leia todas as escrituras do quadro.
~otntnt&rios 3lnterpretatlbos
(36·1) l Corintios 12:3. "Ninguem Pode Dlzer que Jesus
eo Senhor, senao pelo Esplrlto Santo,"
Os homens podem dizer muitas coisas sem o auxilio do Espi-
rito Santo, mas ndo podem assegurar-se das verdades eternas
sem a influ~ncia desse membro da Deidade. 0 Profeta .Joseph
Smith declarou que 1Corintios 12:3 deveria ser traduzido para
"Ninguem pode saberque Jesus eo Senhor, senao pelo Espiri-
to Santo." (Ensinamenros, p. 218. Italicos acrescentados.)
(36-2) 1 Corintios 13:1-13. Os Ensinamentos de Paulo
a Respeito da Caridade. MaJor discernimento
Sobre Esse Assunto
E6bvio que a caridade esta sendo usada aqui no sentido do
puro amor deCristo (Moroni 7:47) e nao no de dardinheiro ou
prestar servicos a outrem. Algumas das palavras mais antigas
obscurecem a nitidez da bonita linguagem de Paulo usada nes-
sa passagem. Abaixo, encontram-se alguns auxilios para seen-
tender melhor essa passagem:
Vers. 4: A palavra traduzida por leviandade provcm do
termo grego que signlfica "jactancia.''
Vers. S: A palavra suspeita seria melhor traduzida para
"reconhece" ou "ajusta contas do".
Vers. 7; A frase 40
tudo sofre" vern de uma palavra que
significa "cobrir'', usada no que diz respeito
aos tetos ou ao casco dos navios. "Ele afasta o
ressentimento, assim como o navio manu!m a
agua do !ado de fora, ou o teto a chuva."(Vrn-
cent, Word Studies. Vol. 2 p. 795)
Vers. 8: A palavra que foi traduzida por falha realmente
significa "cair" e era usada no que se referia as
folhas ou flores. Em outras palavras, o amor
nilo eremovido de seu Iugar,
Vers. 12: A palavra traduzida por espelho ecorreta, po-
rem aqueles acostumados com a elevada quali-
dade dos espelhos atuais, nao conseguem com-
preender bern o sentido figurativo da frase de
Paulo. "Essa palavra nos da a ideia de uma
imagem imperfeita, se considerarmos as caracte-
risticas dos antigos espelhos, que eram feitos de
metal polido, e exigiam constante polimento,
tanto eque a eles era atada uma esponja e urn
recipiente cheio de pedra-pomes em p6." (Vin-
cent, Word Studies, Vol. 2. pp. 795-96.)
322
(36-3) 1 Corintios 14:1-22. Todos os Dons do Esplrlto
.Sao Visiveis Como o Dom de Linguas?
"Nessas passagens, varios dons silo mencionados; contudo,
qual deles o observador reconheceria na imposi~llo das mllos?
"A palavra de sabedoria e a palavra de ciencia silo dons co-
mo quaisquer outros, mas, se uma pessoa os tivesse a ambos
ou os recebesse pela imposi~llo das maos, quem o saberia? Ou
suponharnos que urn homem recebesse o dom da cura ou o de
operar milagres, acaso ficar-se-ia sabendo no ato? Requereria
tempo e circunslancias especiais para opera-los. Vamos supor
que urn homem tivesse o dom de discemir os espiritos, quem o
saberia? Ou se tivesse o dom de interprt .ar linguas, a menos
que falasse em lingua desconhecida, teria que guardar silencio.
Ha somente duas circunstancias que podem manifestar-se visi-
velmente: o dom das linguas e o de profecias...
••o observador nada saberia acerca dos dons maiores, me-
lhores emais uteis. Certamente urn homem podera profetizar,
dos dons urn dos maiores, urn que Paulo recomendou as pes-
soas, ou seja, aIgreja, que procurasse mals que o falar em lin-
guas; porem, que sabe o mundo sobre a profecia? 0 Ap6stolo
Paulo disse que "a profecia ndo esinal para OS infieis, mas pa-
ra os fieis." (1 Corintios 14:22.) Mas, ndo di-lem as escrituras
que falaram em linguas e profetizaram? Sim, porem, quem es-
creveu essas escrituras? Nao foram os homens do mundo, nem
os simples observadores, mas os ap6stolos, criaturas que po-
diam distinguir entre urn dom e outro, e, por certo, estavarn
capacitados para escrever sobre essas coisas... (Smith, Ensina-
mentos, p. 240.)
(36-4} I Corinlios 14:26-40. Quais Sio Alguns Falos Que
Devemos Saber Com Referenda a Falar em Linguas?
0 Profeta Joseph Smith nos deu grandes ensinamentos a
respeito do dom de linguas. Os seguintes trechos ajudam a dar
urn breve resumo desse assunto:
0 Diabo Tambem Fa/a em Lfnguas
''Nllo faleis no dom de linguas sem entender ou sem inter-
pretacilo. 0 diabo pode falar em varios idiomas; 0 adversluio
vira com sua obra; ele pode tentara todos: pode falar holandes
ou ingles. Nao deixeis que homem algum fate em outras lin-
gu.as sem a interpreta~llo, exceto corn o consentimento do que
f01 charnado para presidir; dai, esse ou algum outro podera
discernir ou interpretar.'' (Ensinamentos, p. 158.)
0 Dom de Llnguas Tern Um
Prop6sito Especifico.
''...Mas o dom das linguas, na lgreja, pelo poder do Esplri-
to Santo, epara o beneficia dos servos de Deus, a fim de pre-
gar aos que na:o creem, como no dia de Pentecostes. Quando
se reunirem as pessoas devotas de todas as na~Oes para ouvir as
coisas de Deus, os elderes devem pregar-lhes na sua propria
lingua, seja alemao, frances, espanhol, irlandes ou qualquer
outra, e aqueles que entendem o idioma em que se esta falan-
do, haverao de interpretar, e a isso se referia o ap6stolo em J
Corintios 14:27." (Ensinamentos, pp. 190-91)
Exislem Certas Precau{:6es Que Devemos
Tomar a Respeito do Dom das Linguas
"Nllo tenhais tanta curiosidade a respeito do dom das lin-
guas. Nllo faleis em linguas, a menos que esteja presente al-
guem que interprete. 0 objetivo principal desse dom e falar
aos estrangeiros, e se uma pessoa esta muito interessada em
exibir sua intelig@ncia, que converse com eles em suas respecti-
vas linguas. Todos os dons de Deus sao uteis em seu devido Iu-
gar; porem, quando silo aplicados ao comrario do que ele pla-
nejou, tornam-se urn insuJto, uma cilada e maldi~a:o em Iugar
de b@n~!los. (Ensinamentos. p. 241 .)
"Se tendes urn assunto a revelar, fazei-o em vossa propria
lingua; nao vos entregueis demais ao dom das linguas, ou o
diabo se aproveitara do inocente e do incauto. Podeis falar em
linguas para o vosso consolo, porem vos dou isto por lei, que,
se algo for ensinado por meio do dom das linguas, olio deve ser
recebido como doutrina." (Ensinamentos, p. "229.)
(36-S) 1 Corintios 14:34,35. As Mulheres Niio
Devem Ter a Oportunldade de Falar do Pulplto?
Em ambos os versfculos, Joseph Smith alterou a pa/avrafa-
Jar para governor na versllo lnspirada. 0 Elder Bruce R.
McConkie escreveu:
"As mulberes podem faJar na lgreja7 Sim, no scntido de en-
sinar, aconselhar, testificar, exortar e coisas semelhantes; na:o
no de assumirem a Iideran~ da lgreja, ou de tentarem instruir
como devem ser dirigidos os neg6cios de Deus na t.:rra: ''Ne-
nhum direito tern uma mulher de fundar ou organizar uma
igreja. Deus jamais as enviou para fazer esse trabalho." (Ensi-
namentos. p. 207) Nessa passagem, Paulo esta dizendo As ir-
mas que elas sao sujeitas ao sacerd6cio, que na.o lhes edado
dirigir e reinar, que a esposa do bispo na.o eo bispo.'' fDNTC,
Vol. 2, pp: 387-88.)
(36-6) J Cortnllos 15:29. "Doutra Manelra, Que Fanlo
os Que se Batizam Pelos Mortos7"
"Todo aquele que se batizou e pertence ao reino. tern o di-
323
(!apitulo 36
reito de fazer o mesmo pelos que ja morreram; e logo que seus
amigos, trabalhando vicariamente por eles, obedecerem alei
do evangelho aqui, o Senhor tern administradores Ia que os co·
Iocarao em liberdade. 0 homem pode trabalhar vicariamente
pelos seus pr6prios parentes; dessa maneira, cumprem-se as
ordenan~as do evangelho que foram estabelecidas antes da
funda~ao do mundo, e podemos batizar-nos por aqueles a
quem temos tanta amizade; mas primeiramente deve ser reve-
lado ao homem de Deus, a fim de que nao cometamos exage-
ros." (Ensinamentos, pp. 358-59.)
(36·7) 1 Corintios 15:33. "As Mas Conversa~ou
Corrompem os Bons Costumes."
A palavra conversa~oes, conforme eusada nesta escritura,
nllo significa a linguagem corrompida ou degradante, e sim
companheirismo e associa~llo.
A palavra grega da qual ela foi traduzida refere-se mais ao
relaciooamemo social, do qual as palavras limpas e a lingua-
gem edificame sao apenas uma pequena parte. Essa escritura
trata muito mais do que das boas maneiras, pois nela se acham
tambem envolvidos os padrOes basicos do carater ou escolhas
eticas. Paulo estava simplesmente dizendo que OS padrOes de
uma pessoa freqUentemente sao determinados pela companhia
com quem ela anda.
(36-8) 1 Corinlios 15:44-49. '' Ressuscltari Corpo Espfrilual."
"E o espirito e o corpo sao a alma do bomem.
"E a ressurrei~ao dos mortos i: a reden~ao da alma.'' (D&C
88: 15-16.)
''Por ocasia:o da morte, ocorre a separacao do espirito e do
corpo. A ressurreicilo reunira novamente o espirito ao corpo, e
este se tornara urn corpo espiritual, de carne e ossos, porem vi-
vificado pelo espirito, ao inves de pelo sangue. Assim sendo,
nossos corpos, depois da ressurrei~o. vivificados pelo espiri-
to, torna-se-ao irnortais e jamais morrerllo. lsso eo que Paulo
quis dizer, quando declarou: 'se ha corpo animal, ha tambem
corpo espiritual ' e 'que a carne eo sangue nao podem herdar o
reino de Deus.' "(Howard W. Hunter, em CR, abril de 1969,
p. 138.)
(36·9) 1 Corintios 15:45. "0 Ulllmo Adiio Foi Feito
em Espirllo Vlvlfk11nte."
"Uma alma imortal, ou pessoa, consiste em urn corpo res·
suscitado abrigar etemarneme urn espirito imortal. E Cristo,
urn esplrito vivificante, que "vivifica todas as cousas". reali·
zando assim 'a reden~ao da alma' (D&C 88:17.)." (McConkie,
DNTC, VoL 2, p. 402.)
(36-10)1 Corintios 15:50. "A Carne eo Sangue
Nlio Podem Herdar o Reino de Deus.''
0 Profeta Joseph Smith ensinou o seguinte a respeito dos
corpos ressuscitados:
1. "0 Deus Onipotente habita em fulgores eternos; e ali
niio pode ir o que e de came e sangue, porque o fogo
consome toda corrup~ao... Quando nossa came for vivi-
ficada pelo Espfrito, nao haven! sangue neste corpo."
(Ensinamentos, p. 359.)
2. ··urn corpo de came e sangue nao pode ir Ia; ou seja, a
presen~a de Deus, mas o corpo de came e ossos, vivifi-
cado pelo Espfrito de Deus, pode:· (Ensinamentos,
p. 318.)
3. "Quanto a ressurreic;iio... todos ressuscitariio pelo poder
de Deus, e haver:l espfrito em seus corpos, e niio san-
gue.'' (Ensinamentos, p. 195.)
(36-11) 1 Cormtios 16:22. 0 Que Significam as
Palavras Anatema e Maranata?
Esta estranha inclusao de dois vocabulos aramajcos nas pa-
lavras que Paulo usou para finalizar essa epfstola, tern levanta-
do rnuita controversia. Conhecemos o significado de ambas,
mas a estranha combina~iio e o que mais intriga os eruilitos.
Antitema significa Jjteralmente "algo separado ou con-
sagrado", e assurniu a conotaviio de ·'maldito" ou ''ama-
di~oado". Essa e a palavra que Paulo usa em Galatas 1:8. ao
declarar que qualquer pessoa que pregar outro evangelho ah~m
do verdadeiro, deve ser amaldic;oada. A palavra maranattz,
tern sido traduzida de diversas maneiras, como ''o Senhor
vern", "o Senhor vira", "o Senhor esta as portas", e assim
por diante. Parece ter sido uma saudaviio ou senha crista mill-
to usada na antigUidade. Quanto a combina~ao das duas pala-
vras, forum feitas duas interpretayoes basicas. Algumas ver-
soes acreditam que deve existir urn ponto entre as duas,
!enclo-se, entiio, da scguinte maneira: "Se alguem nao ama o
Senhor, que seja amaldivoado. Nosso Senhor viral". A maior
parte dos eruditos parece preferir esse tipo de separac;ao, po-
rem houve quem sugerisse que Paulo as combinou deliberada-
mentc, usando uma velha exclamaviio siriaca: "Que ele seja
amaldi~roado, o Senhor esta is porlas'', sugerindo que na vin-
da do Senhor. as pessoas serao castigadas. (Ver Fallows, The
Popular and Critical Bible Encyclopedict and Scriptural Dictio-
nary, Vol. I, p. 104.)
Jlnntos a Jlo~.erar
UMA GRANDE DlVERSIDADE DE DONS
ESTA AO ALCANCE DE TODO SANTO
QUE DESEJA OBTf:-LOS EM
HUMILDADE E RETIDAO
324
Anterionnente. voce teve a oportunidade de ler o senniio
de Paulo a respeito dos dons espirituais, e provavelmente
perguntou a si proprio: "Como posso identijicar e dssen-
volver meus proprios dons?" Seria proveitoso se pudesse
preparar um resumo dos diversos dons de espfrito que gos-
taria de possuir, dentre a grande variedade que e.:ristem, e
talve?. tentar recmzhecer a/gum que jti possui.
Sugerinws que obtenluz umn folhu dt' papPI, um lt.ipis e
uma regua, e depois p~·epare Wit grtijico cons~itufdo de trts
colzmas. Na primeira, aliste 0.1· dez dons mencionados por
Paulo em 1 Corinrios 12:4-11. Em seguida, leia o relata fei-
to por Mor6ni, em Mor6ni 10:8-18, e alisre rn1 segunda co-
luna os nove dons que e/e menciona. Finalmente, encontre
catorze dons que se encontram nas revela~oes modenws da-
das a Joseph Smith em 1831. (D&C 46:8-33.)
Ap6s refletir e ponderar fervorosamente sobre esses
dons. ta/vez voci seja levado a perguntar: "Por que esses
dons foram colocados ao meu alcance? u Paulo explicou
que os dons espirituais sao "dados a coda u1n. para o que
Jot uti/''. (I Cor. 12:7. lldlicos adicionados.) Uma coisa zltif e
algo de que podemos tirar proveito. Hd muitas coisas pro-
veirosas que os homens procuram obter 114 vida, por serem
vantajosas. lrifelizmente muitas vezes siio levados a isso pe-
lo egotsnw. pois os prazeres que eles proporcit)IUim siio eft-
meros e de pouco valor etemo.
Co11w um evidenre contraste. podemos aprender uma va-
liosa lit;iio de uma experiencia que teve o profeta Lef. Um
ser celestial pediu-lhe que empreendesse uma vU:lgem dificil
atrawfs de 11111 deserto arido e desconheddo. Ao procurar
obter consolo do Senhor, arraves da fi e wa~ao. ele viu
uma drvore frutlfera de transcendente beleza e va/01: De-
pais de partillwr de seu f m to, Let descobriu que represen-
tava o amor que Cristo estende a todos os que o buscam.
Lef procurou imediatamente parrflhar do fruto com sua
famma. esperando fortalec€-los e edified-los. (Ver I Neft
8:I /.)
Apos haver vagndo pelo deserto espiritual que ele mesmo
criam, Paulo partill1011 do fruto, e entiio, mntivado pelo
anwr de Cristo, comet;ou a trabal!tar em favor dtJ lwmani-
dade. Paulo, como Lef, aprendeu que os dons conoedidos
por Deus eram proveitosos someme quando partilhndos
com os outros no contexto do a11wr cristiio. Assim l que ele
pode dar alguns conselhos importantes aos santos de Gorin-
to a respeito dos dons espirit;lais, que sao ativados pela ca-
ridade.
Depois de pregar aos Corfntios sabre a diversidade de
dons espiriwnis, e de como eles devem fimcionar em unida-
de. ParliO mlnistrou-lhes errsinamentos relatives a "um
caminho aindo mllis excelente". (l Corintios /2:31.) 0 cami-
nho a que ele se referia i o do caridade, ou o puro amor de
Cristo. (Ver MorOni 7:47.)
Quando niio temos o amor que Cristo te1•e. ou seja, um
amor puro e perfeito, Paulo diz que os dons espiriruais de
nada nos valem. De que adiantaria profeti:.ar, curar, fa/or
em lfngua.r, ou ate mesmo sacrificar n propria vida. sem que
fosse pelos puros nwtivos i11spirados pelo amor cristiio? De
que valeria termos uma fe capaz de remover nwnta11fras,
podermos falar com os a11jos, ou possuirmos o conheci-
mento total de todas as coisos, se niio tivessemos anwr?
Entao Paulo define a espicie de amor de que est6 falan-
do. Ele niio o fa:. boseando-se no filosofia, e sim no com-
portamento humane. Em outras palavras. ntio 110s ensi1w o
que o amor I ou dei.xa de ser, mas sim o que e e niio deve
ser. Observe a profimda, por1m simples m·aliarriio que ele
/lOS da.
I Corfnrios 13
0 puro amor de Cristo 0 puro amor de Cristo
I. £ paciente (benigno). 1. Niio e invejoso ~rs. 4)
(Vers. 4) 2. NiJo e vaidoso (ou so-
2. Rejubila no l'erdade. berbo). (Vers. 4)
(Vers. 6) 3. Niio se 'ongloria a res-
3. Tudo sofre. (Vers. 7) peiro de seu proprio Wl-
4. Crl em todas as coisas. lor. (Vers. 4)
(Vers.7) 4. Ncio se pona com inde-
5. Tudo espera. (Vers. 7) cencia. (Vers. 5)
6. Tudo suporta. (Vers. 7) 5. Niio busra seus interes-
7. Nut~cafalha. (Vers.B) ses. (Vers. 5)
8. £ a principal das quali- 6. Nfio se irrita. (Vers. 5)
Jades espirituais. 7. Niio suspeita mal.
(Vers. 13) (Vers. 5)
8. Nfio se alegra com a in-
justil,(O. (Vers. 6)
(36-12) Todos os Poderes Espirituais Sao Ativados Pelo Puro
Amor de Cristo
Todos os poderes espirituais sao ativados pelo puro amor de
Cristo. Sem ele, toda religiosidade se toma esteril e infrutifera.
Niio h~ necessidade de esclarecennos mais este assunto. pois voce
certamente j~ observou ern sua vida a aplicayl!o do mctodo
estimativo usado por Paulo. Que influencia ele teve em sua vida?
Costuma exercer os dons espirituais que rcccbeu por in-
325
aiapituln 36
termcdio daquele poder, ou, como os corfntios, algumas vezes
procura ter poder espiritual sem alimentar o amor que o faz
funcionar?
(36-13) Motivados Pelo Puro Amor de Cristo
Somos Prcparados Para Reeeber e
Exercer Nossos Dons Espirituais.
Muitas pessoas estiio em condiyiio de testificar, que ao rece-
berem chamados para servir na fgreja, entre as ben~os que
acompanharam a posiyao, encontravam-se os dons espirituais
necessarios, que as capacitaram a exccutar efetivamente seus
trabalhos. Os missionarios aprendem rapidamente os idiomas
mais diffceis, e sao abenyoados com as palavras que precisam
para defender a verdade: pais dao b€n¥1ios inspiradas a seus fi-
lhos, e atraves da fe, as maes ajudam seus maridos a curar seus
familiares enfennos. Os professores recebem discemimento es-
pecial para preparar e ministrar suas aulas de modo que os alu-
nos sejam edificados. Os testemunhos crescem, pessoas sao cu-
mdas. orientayOeS recebidas, e o espfrito avido recebe conheci-
mento e sabedoria, rudo atraves do amor que transforma o
doador num servo cristiio que abenyoa, encoraja e fort:alece os
outros em amor.
A IGREJA PRECISA
DE CADA MEMBRO
Leia D&C 84:109-10. (Ver rambim I Corintios 12:12-27.)
Compreeflde agora que voce e tiio necessaria aCO/lStro~ao do
reino de Deus quanta qualquu outro membra? 0 Se-
nhor precisa de voce. Ele niio somente o aben~oou com cer-
tos dons de espfrito, mas voce pode canali::.ar seus poderes
atraves de sua personalidade, e.xperiencia, injluincia e pre-
para~iio singulares, para ajudti-lo a prestar importantes ser-
vicos a lwmanidade. Nlio existe qualquu pessoa que possa
ver com seus o/llos, ouvir com sew. ouvidos e discernir com
seu emendimento. Ninguim mais sera capaz de ministrar
com a perfcia e sensibilidade que voce po.wti. Se estiver dis-
pasta a desem·olver esses dons e habilidades espirin1ais com
humildade e fe, o Senf10r e seus anjos estao prontos para
ajudtf-lo em tudo o que /hes for possf1•el. Lembre-se sempre
das palavras de confian~a que o Presidente Heber J. Grant
de11 aos scmtos:
"Regozijo-me pelo Jato de que todo sa/llo dos r41timos
dins. todo humilde filho e fillla de Deus que aceitou o evan-
gelho e tomou-se membro da lgreja de Jesus Cristo dos
Santos do Ultimos Dios recebeu o testemunho do Espfrito
Santo, que os dons das lfnguas, da cura e outros dons e ben-
~iios, se encontram na lgreja, e mio siio concedidos apenas aos
homens que nela ocupam posirroes de respOttSabilidade."
(Herber J. Grant, em CR, abril de 1901. p. 64.)
~
v;-
0
'4
''
"'"'~~41ED/TERRANE-0
Segunda Epistola de Paulo aos Santos de Corinto
Escrita na Macedonia, Durante a Terceira Viagem Missionaria de
Paulo. Aproximadamente no Inverno do Ano 57 D.C. (llCorfntios.)
ll Corintios
1:1-24 Evitar Unir-se aos Descrentes.
0 Pesar Sincero e Convicto Conduz.
Os Santos Amam e Perdoam
2:1-17 ao Arrependimento
Os Santos Repartem seu Sustento
0 Evangelho e Maior que com os Pobres.
a Lei de Moises
3:1-18
As Ben~llos da Verdadeira Caridade
A Luz. do Evangelho Brilha Atraves Paulo se Gloria em Deus
4:1-6
das Trevas
Os Falsos Apostolos Sllo
A Prova~llo Mortal e as Esperan~as
4:7-18
Obreiros de Satanas
Eternas.
Os Sofrimentos de Paulo
Os Santos Desejam Obter
5:1-11
por Amor a Cristo
Tabernaculos de Gloria Imortal.
0 Terceiro Ceu.
0 Evangelho Reconcilia o Homem
5:12-21 0 Poder Atraves da Fraquez.a
com Deus.
Evidencias do Que Significa
Como os Ministros de Deus Podem
6:1-10 ser urn Apostolo.
Obter a Aprova~llo Divina.
Os Santos Devem
Provar a si Proprios.
6:11-
7:1-1
8:1-2
9:1-1
10:1-1
11:1-1
II: 12-
11:16-
12:1-6
12:7-1
12:11-
13:1-4
13:5-1
Qrapitulo 37
37
"§ :ffiomtt1t&nea ~ribular!o
l)robu? para nQg wn l)ego ~tttno
be ~lOria mui
~xctltntt
TEMA
0 Senhor pode exigir que sorramos tristezas e tribula~Oes
para que nos tornemos o que ele deseja.
INTRODU~AO
Paulo, que sempre trabalhou incansovelmente em dejesa
da causa do Senhor, saiu de Efeso em companhia de outros
disclpulos e partiu para Troas, onde esperava encontrar Ti-
ro, que estaria voltando de Corinto, atr(llts de quem elede-
StjaIQ sober notfcilzs a respeito de como os sontos daquela
cidade haviam rerebido asuaprimeira eplstola. Porem Tiro
niJo se achava em Troas, e Paulo, ainda mais ansioso para
saber a/go sobre o bem-estar da igreja de Corinto, 1.Qrpou
IIPressodamente atravb do Mar Egeu e dirigiu-St! ct Mace-
d~nkl, onde trabalhou entre os ramos da igrtja e aguardou
a chegada dQ([Wie disclpulo.
Pdu/o mt ., e»tmp/o de um verdadeiro crvrte. Em
Tfotzs, teveQ oportunidlldedepregar0 evangelho, esuack-
IOfdo ao ch~~tr~ado depregotaosgentiosI a/go digno de no-
ta; ma ele tinluz 11m rebtlnho em Corlnto que j6 pertencia
110 aprlsco do Senho~ ao qual r«entlmente havia repr«n-
dldo. E t~golfl, sentindo em seu cortl¢o a ternura de um
bom ptJStor, .ru11 a/ina ~nsia10 tom6-los ellf sew braros e
_,._los do graf~M amor que~ia; porbrr, antesde ir
• CDrillto. Ando ~encontrar Tiro e ~ noticias.
~. nooUIOIW do QIIO J'! D.C., Tito c/wgou d ci-
d#Jde.FIJ!pt, eoop6stolo'p6de011virSt!U motocomgran-
.M~ poi$~ $IIIIIOS vocilt11111S em Corinto havi~~~n"Se
I IIUWtlm ansiOIOS ptllfl ~ PttukJ.
327
As notlcias que Tito trouxera e a grande preocupafiJO
que Paulo sent/a pela igre}a de Corintofizeram com que es-
crevesse uma segundo eplstola - terna e am6vel em muitos
sentidos - dizendo-lhes como Deus cotifortaria os santos
que se encontravam em tribu/aflJO, e os sustentaria em to-
das asaflir6es quesecombinam namortalidade para tornar
a vida terrena um estado de provDfiJO e teste. Nessa carta,
ele tambem escreveu a respeito de outros r6picos, alguns
de/es de ordem pessoal. Estude cuidadosamente todos os
temas, mas observeprincipalmente as pa.ssagens em que ele
acon.se/ha os santos decafdos, encoraja os que eram vitima
de opressiJo, e conso/a os corQflJes daque/es que vaci/(1lam
na /uta, procurando alcanfar a vit6ria e libertar-se do jugo
de um mundo conturbado.
Os pro/etas tim o/erecido conselho e esrimulo semelhan-
tes aos santos de todas as ~pocas. A seguinte declarDfiJO e
atribufda a Joseph Smith:
"PassareisportodasortedeprOvDf(}es. Elass/Jo necess6-
rias, para que sejais provados, como joram Abra4o e ou·
tros homens de Deus, e (diMe ele) e/e St! condoer6 de v6s,
proteger-vos-6 e/ortakcer6 coda fibra de vo.ssos cor~tJes.
t se nlo puderes suportar, n4o estareis preparadospara re-
cebtr uma heron~ no reino celestial de Deus." (Joseph
Smith, citado por John Taylor, em JD, Vo(. 14. p. 197.)
Antes de prosseguir, leia todos as escrituras do quadro.
A SEGUNDA EPiSTOLA
DE PAULO AOS CORiNTJOS
Conduta no Ministerio.
Embora todos os escritos de Paulo aos Filipenses e a File·
mon sejam considerados de natureza pessoal, atraves da se-
gunda epistola que ele enviou aos corintios, podemos ganhar
profunda discernimento a respeito de sua seosibilidade como
quando se sentiu ferido ao ser falsamente acusado por alguns
santos acomodados, que nao haviam suportado, como ele, o
calor e o fardo do ministerio. Nela encontramos tambem mui-
tos ensinamentos concernentes aigreja de Jesus Cristo em seu
periodo apost61ico, e de como os membros se entregavam ari-
validade, ciumes e ao medo, e pouquissimo conteado de or-
dem doutrinaria. Ocasionalmente conseguimos discernir so-
berbas manifesta~<les de sentimento humano, que ajudam a
iluminar o carater do homem que conhecemos como o ap6sto·
lo Paulo. Ao ser abertameme acusado por alguns rriembros da
igreja de Cor!nto, que desejavam reduzir a sua influencia,
Paulo vigorosamente defende o seu carater pessoal e tambem a
conduta que manteve como urn ap6stolo de Jesus Cristo.
(37-2) Fundarnento Historico
Paulo escreveu pelo menos tres cartas aos corintios. A pri-
meira aparentemente se peraeu, restanao-nos apenas c6pias da
segunda e terceira carla, as quais silo conhecidas como Primei-
ro Corintios e Segundo Corintios, respectivamente. A segunda
eplstola e uma carta de acompanhamento das advertencias da-
das na Primeira Epistola aos Corintios.
Como as pr6prias evidencias demonstram, foi na Macedo-
nia que Paulo escreveu a Segunda Epistola aos Corfntios (II
Corintios 2: 13; 7:5-7; 9:2-4.) Considerando que Lucas situa a
visita de Paulo aMacedonia em alguma epoca perto do fmal
de sua segunda viagem missionaria, e bern provavel que a carta
tenha sido escrita no ano 57 A.D.
Essa epistola revela que o ap6stolo a escreveu pelo menos
por cinco razoes: (1) para defender a obra que realizou no mi-
nlsterio; (2) louvar os santos de Corinto pelos progresses que
fizeram desde sua ultima carla; (3) defender seu carater pessoal
e conduta; (4) encorajar os santos a fazerem contribuicoes fi.
nanceiras generosas em beneflcio dos santos pobres de Jerusa-
lem; e (5) falar de uma terceira visita que faria a Corinto.
Quando a carta foi completada, e temos evidencia segura
de que foi escrita as pressas, Paulo remeteu-a por intermedio
de Tito que voltava a Corinto. Ele foi acompanhado por ou-
tros dois discfpulos (U Corintios 8:18, 22), urn dos quais prova-
velmente foi Lucas. Paulo recomenda Tito e seus companhei-
ros aos corintios e os desaria a ''provarem" seu amore o orgu-
lho que Paulo deles sentia, fazendo uma contribuicao generosa
em favor dos pobres, e enviando-a atraves de Tito, (ll Corfn-
tios 8:24; 9:5.)
(37-3) II Corintios 1:22. "0 Qual Thmbem...
Oeu o Penhot do Espiritu
em No~sos Cora~oes.''
A palavra penhor e urn termo tecnico derivado do antigo
328
mundo das financas, e significa "uma garantia" ou "dinheiro
dado como caucao". Esse vocabulo e usado exatamente no
mesmo sentido que usamos na frase ''deposito previa". 0 pe-
nhor era uma soma inicial dada em garantia de que o restante
do dinheiro devido seria pago posteriormente. Paulo nos suge-
re que recebamos o Espirito Santo. como pagamento inicial
das bSncilos que nos serao dadas, o qual serve de garantia de
urn pagamento mais completo no futuro. se permanecermos
fieis.
(37·4) ll Corintios 2:5. 0 que Paulo Quis Dizer
Quando Declarou "Para Vos Niio
Sobrecarregar aVos Todos"?
Esse versiculo e os que o seguem, nos proporcionam uma vi-
silo interessante do grande amor e compaixao que Paulo sen-
tia. Nilo sabemos se o transgressor a que ele se refere eo fomi-
cador mencionado na primeira carta (I Corintios 5; l) ou al-
gum dos falsos mestres da igreja, que haviam encab~ado uma
revolta contra Paulo e seus ensioamentos. Eevidente, porem,
que a igreja hav1a tornado as providencias necessarias contra
aquele individuo, e agora o ap6stolo os adverte a que nao dei-
xem de ama-lo. No versiculo 5, diz que se contristou com as
noticias que recebera sobre aquele irmao, nilo porque ele se
achava ferido em seus sentimentos, mas sim porque o procedi-
mento daquele homem estava prejudicando toda a igreja de
Corinto. Paulo os encorajou a perdoar e consolar aquele peca-
dor, para que nilo se desviasse do rebanho (vers. 6-12). Essa
lirme atitude de apego as regras e padrOes da igreja, e tambem
de perdoar quando o transgressor se mostra verdadeiramente
arrependido e procura corrigir o seu comportamento errado, e
uma caracterlstica da igreja de Jesus Cristo, tanto nos dias
atuais como em epocas primitivas.
(37-5) U Corintios 2:17. As Vhidas Figuras de
Retorica Que Paulo Usou ao Falar dos Falsificadores
0 termo falsificador ou corrupto ederivado de uma palavra
grega que significa mascate. "Esse termo designava generica-
mente os negociantes de imagem e de todos os tipos de merca-
dorias, e era usado especialmente com referencia aos vendedo-
res de vinho, para quem a adulteracilo e as medidas falsas eram
de uso comum." (Vincent, Word Studies, Vol. 2, p. 813.) Essa
classe de mercadores tinha tclo ma reputa<;ilo devido asua falta
de escrupulos e grande desonestidade nos neg6cios, que muitas
vezes lhes era vedado o acesso aos cargos publicos. Os falsos
mestres que havia na igreja tinham a mesma mentalidade, e de-
turpavam a palavra de Deus a seu bel-prazer, como prop6sito
de alcancar seus objetivos egoistas. Temos, assim, urn retrato
de Paulo, urn homem capaz nao apenas de demonstrar urn
grande amor a seus semelhantes, mas tambem de condenar
com franque,Za as pessoas que tentavam destruir a igreja.
(37-6) ll Corlntios 3:6, 14. Paulo Est.a
Falando da Blblia, Quando se Refere
uo Novo e Yelho Testamento?
A palavra testamento ederivada do vodtbulo Iatino cesra-
mentum, que era a tradu~ao da palavra grega "convenio". A
ultima vontade e testamento de uma pessoa (ou convenio que
fazia ao morrer) e urn exemplo do verdadeiro significado da
palavra. Entretanto, quando dizemos novo testamemo e ve/ho
testamento, quase imediatamente pensamos nas duas divisOes
blblicas. Devemo-nos lembrar de que elas foram assim chama-
das, porque a primeira continha os escritos e registro do povo
de Deus que vivia sob o velho Convcnio (lei mosaica), e a
segunda porque trata do novo convenio (a lei de Crisro). 0
Novo Testamento. conforme o conhecemos na Biblia, so foi
compilado depois da morte de Paulo. E. por isso que, no versi-
culo 6. ele afirma que os santos eram ministros do novo conve-
nio de Cristo, que abolia o antigo. Mesmo no versiculo 14 em-
bora seja 6bvio que Paulo se referia aos registros escritu,risti·-
~:os quando fala da leitura do velho testamento, ele nao esta fa-
lando no mesmo sentido que conhecemos o Velho Testamen-
to, mas, sim, referindo-se a lei mosaica, ou antigo convenio.
(37-7) ll Cormtios 6:2. "Eis Aqui Agora
o Dia da Sah·a~ao"
Lela Alma 34:31-33.
(37-8) ll Corfntios 6:12. ''Nao Estais
Estreitados em Nos. Mas Estajs Estreitados
em Vossos Proprios Afetos.
Conforme eusada nesta escritura, a palavra afetos geral-
mente se refere a urn sentimento de piedade, amor ou bonda-
de. Quando sentimos amor ou compaixao por alguem. geral-
mente experimentamos dor dentro de nos. "Que as tuas entra-
nhas, tambern sejam cheias de caridade para com 10dos os he-
mens." (D&C 121 :45.) lsso eo mesmo que dizer: " Demonstrai
um amor cristao para com os outros.'' A maneira como foi
usada a palavra afetos nesta escritura, faz pane de uma ex-
pressao mais ampIa •' estais eslreilados nos vossos pr6prios
afetos." Essa ea maneira simples de Paulo dizer aos corintios
que eles nao sofrerarn restri~ao por falta de afeto de sua parte,
mas sim por nao terem demonstrado o adequado amor e com-
paixao. Essa palavra e usada no mesmo sentido em Filipenses
1:8, 2: l.
(37-9) Il Corintios 6:14...Niio Vos Prendais
a Urn Jugo Oesigual Com os lnfieis.
"Que devemos fazer entilo? Devemos fazer cair em nos a•in-
felicidade de uma casa dividida? Devemos seguir a voz da ex-
periencia e casar dentro de nossa propria fe? ...
329
''A resposta obvia para todos v6s e: casai-vos dentro da sua
propria fe. Se sois presbiterianos, casais com presbiterianos.
Se sois cat6licos, casai com cat61Lcos. Se sois da Casa de Juda,
casai-vos deotro de vossa fe. Se sois mormons, casai com mor-
mon~." (Mark E. Petersen, em CR, abril de 1958, p. 106.)
(37-10) ll Corintios 7:8-10. "Porque a Tristeza Segundo
Deus, Opera Arrepcndimento Para a Salva~iio.
da Qual Ninguem se Arrepende."
11
Em geral as pessoas afirmam terem-se arrependido, quan-
do tudo o que fizeram foi sentirem-se tristes porum ato errado
que cometeram. Porem, o verdadeiro arrependimento e mar-
cado peJa tristeza sincera e devota que muda, transforma e sal-
va. Sentir-se triste nilo esuficiente. Talvez o reu na penitencia-
ria, vindo a compreender o alto pre~o que ten! de pagar pelo
delito que cometeu, venha a desejar nunca te·lo cometido. Isso
nilo earrependimento.0 homern corrupto,que estacumprindo
rigorosa sentenca por estupro, pode estar muito pesaroso pelo
que fez, mas nao se arrependeu de fato se a pesada sentenca
que the foi imposta eo (Jnico motivo para sua tristeza. Essa e a
tri5teza do mundo.
"0 homem verdadeiramente arrependido sente-se triste an-
tes de ser detido. Sente-se triste mesmo antes deseu segredo ser
conhecido... 0 arrependimento verdadeiro implica em que a
pessoa reconheca seus pe~:ados, e por si mesma, sem pressoes
externas, comece a se transformar.'' (Kimball, 0 Milagre do
Perdiio, pp. 146-147.)
(37-11) I C<>rintios 11:24. "Como Eram os
A!oites Usados Pelos Judeus?
Em Deuteronomio 25:1-3, Moises estabeleceu o principio de
que o pomem culpado deveria ser acoitado quarenta vezes. Os
rabinos judeus haviam reduzido essa sentenca para trinta e no-
ve, para prevenir que, por erro, a pessoa fosse a~oitada mais
que quarenta vezes. (Moises havia advertido para nilo passa-
rem desse numero, dai o motivo de toda essa precau~ao.) Na
epoca de Paulo, essa punicao se havia transformado num cas-
tigo brutalmente doloroso, que era aplicado com grande preci-
sao. Qualquer pessoa familiarizada com o a<;oite judaico pode
entender que o fa!O de Paulo ter suportado cinco vezes tal su-
plicio, foi de fato um gesto impressionante, pois eracomum a
vitima morrer durante sua aplicacao.
(37-12) 0 Corintios 12:2·4. "Conhe~o urn
Homem em Cristo...Quc foi Arrebatado
Ale o Terceiro Ceu."
"As maos da vitima eram amarradas a uma estaca de urn
cubito e rneio de altura. 0 oficial de justica rasgava o manto
do supliciado, desnudando-lhe o peito. 0 executor ficava em
pe em cima de uma pedra, por tras do criminoso. 0 a~oite con-
sistiade duas correias, urna das quais era constituida de quatro
tiras de pele de bezerro e outra de duas tiras de pele de asno,
que passavam atraves de urn buraco feito no cabo. 0 prisionei-
ro curvava-se para receber os acoites, que eram ministrados
com uma so mao, mas com toda a forca do supliciante, sendo
treze no peito, treze no ombro direito e treze no esquerdo. En-
quanto era aplicado o castigo, o juiz supremo lia em voz alta
(Deuteron6mio 28:58, 59; 24:9; e Salmos 78:38, 39, escrituras
que se referiam aos mandamentos de Deus, o castigo pela sua
violacllo, e a misericordia que o Senhor tero pelo
pecador.)...Se a punir;:llo nclo terminava juntamente com a lei-
tura das passagens, o juiz tornava a ler e marcava o tempo, a
fim de que ela terminasse juntamente como castigo. Enquanto
isso, urn segundo juiz contava os acoites, e urn terceiro excla-
mava 'Hakkehu' (golpeia-o), antes de cada golpe. (Farrar, Li-
fe and Works of St. Paul, pp. 715-16.)
0 que mais nos causa admiracdo eque Paulo se subrneteu a
esse suplicio nas maos dos judeus, quando em outras ocasiOes
o fato de dizer que era cidadllo romano o libenaria de til.o seve-
ro castigo (Atos 22:24-29). Novamente eFarrar que nos da
possivel resposta. Ele afirma que tao logo a pessoa recebia a
punicllo, sua liberdade era restaurada, pois bavia pago com-
pletamente o debito que contraira atraves de sua transgresslio_
Farrar acrescenta ainda:"Se ele se tivesse recusado a aceitaT
o castigo, escudando-se em sua cidadania romana, teria incor-
rido na pena de excomunhao, nilo lhe sendo com isso permiti-
do entrar nas sinagogas." (Farrar, St. Paul, p.717.)
Como vimos no livro de Atos, o sistema missionario tipico
que Paulo usava era entrar nas sinagogas e comecar a pregar.
Se lhe fosse tirado esse privilegio, isso significaria urn grande
obstaculo ao seu trabalho. Quando vemos a firme determina-
cao que ele teve ao submeter-se ao suplicio pela segunda vez,
quando ja passara por ele, podemos ter uma ideia d9 que esta-
va disposlo a fazer pela causa de Cristo. Nao e de admirar que
se tenha irritado com a jactllncia e criticismo mesquinho dos
falsos mestres de Corimo.
0 nomem a quem Paulo conhecia era ele mesmo. Joseph
Smith declarou: "Paulo subiu ao terceiro ceu, e pode entender
330
os tres degraus principais da escada de Jac6; as glorias ou rei-
nos telestiai, terrestrial e celestial, onde Paulo viu e ouviu coi-
sas que lhe nllo foi permitido relatar.'' (Ensinamenros. p.296.)
(37-13) II Corintios 12:7-9. "Foi-me Dado
Um Espinho na Carne"
A palavra que Paulo usa aqui significa literalmente "uma
estaca' ' (como a que era usada para fixacao.) 0 termo traduzi-
do para "espinho" era usado com relacao a estac.as, instru-
mentos cinirgicos ou espinbas de peixe pontiagudas. 0 proprio
termo sugerealgo que eraextremamente doloroso e dificil para
Paulo. Houve inumeros debates a respeito do que poderia ser
essa enfermidade, e entre as sugestOes apresentadas,
menciooaram-se a de uma esposa perversa que se voltou con-
tra ele por ocasillo de sua conversao, a epilepsia, uma enfermi-
dade ocular mujto grave, malaria, ou alguma fraqueza espiri-
tual que constantemente o atormentasse. Nao temos meios de
saber, atraves dos registros que atualmente possuimos, a que
Paulo queria referir-se. So podemos ter certeza de que cada
urn de nos tern suas fraquezas, espirituais ou fisicas, que Sata-
oas usara para nos desafiar. 0 Elder Harold B. Lee declarou:
"0 Senhor nos ensinou nas escrituras que Satanas eurn inimi-
go de toda retidao, e por causa disso, aqueles que ocupam ele-
vadas posicOes no reino de nosso Pai, serao alvo de seus incan-
saveis ataques. Podeis esperar, como o ap6stolo Paulo com
tanta clareza compreendeu, vos que presidis nos varios oficios
do reino de nosso Pai, que urn dia sereis sujeitos as investidas
do diabo.
" ...Muitas vezes recebeis enfermidades, problemas e afli-
coes, para que vossas almas sejam testadas. Nessa ocasiao, os
poderes de Satanas parecem estar sempre dirigidos contra v6s,
sempre atentos procurando quebrar vossa resistencia; porem,
as fraquezas oriundas dessas enfermidades vos proporcionarao
o poder de Deus, que se derramara sobre v6s e, acontecera
convosco como ocorreu ao ap6stolo Paulo, que foi conferta-
do pelo pensamento de que, atraves de suas prova~oes, o po-
der de Deus nele habitaria." (CR, outubro de 1949, p.57.)
.t}ontos a ~onberar
DEUS TEM UM PROPOSITO E DESiGNIO
NOS TESTES E TRIBULA{:OES QUE
SOBREVEM A SEU POVO
(37-14) Passamos por Certas Afli~oes Como
Um Castigo Por Nossa Desobedicncia.
Deus cumpre seus prop6sitos, ao permitir que seus filhos
passem por sofrimentos e afli~oes. Quando eles quebram suas
leis e tomam atitudes contrfuias ao que reconhecem ser certo,
Deus pode fazer com que lhes sobrevenham castigos, aflit;oes e
tristezas, para ensina-los que nao e sabio procederem de modo
errado.
Se os homens fossem perfeitamente obedientes a tudo o que
deles e requerido, enHo seria possivel serem santificados sem
sofrer aflit;oes. (Compare com Discursos de Brigham Young,
p.350.) Porem como "ninguem a nao ser Jesus, jamais foi per-
feito," (Ensinamentos, p.l82), todos tern que suporta-las em
maior ou menor grau.
Leia 1 Pedro 2:20.
"Pedro disse que n8o nos cabe qualquer merito pelosso-
frimentos que suportamos devido a nossas pr6prias trans-
gressiJes. Ele gostaria de nos ver recompensados por todas
as a/liriJes porque passamos por amor ao evangelho, niJo
por causa de nossa propria estupidez epecados." (Neal A.
Maxwell, "For a Small Moment," Speeches ofthe Year,
1974, p. 447.)
Leia Apocalipse 3:19-21.
Joilo ensinou que os santos devem arrepender-se quando
silo chamados a sofrer provayOes? Pode ver agora por que
esse e urn dos maiores prop6sitos do sofrimento - fazer
com que os filhos de Deus corrijam seus caminhos e voltem
a ser obedientes?
A desobediencia nilo ea (mica razao pela qual recebemos
sofriinentos e provat;Oes. Existe tambem urn outro prop6si-
to.
Leia Malaquias 3:2-4.
Davi olhava enquanto ominerio de ouro era descarrega-
do no britador. Eram grandes pedat;os de pedra, rudes e de
diversos formatos, nenhum dos quais de modo algum se pa-
recia com ouro. EJe sabia que aquelas rocbas seriam moidas
e processadas numa fornalha que as trataria sob intenso ca-
lor, fazendo com que se quebrassem ainda mais, e se fun-
dissem - 0 fogo e urn agente purificador a quem nilo se po-
de enganar. As impurezas e esc6rias seriam literalmente
queimadas. Depois que o minerio passasse pelo testeda for-
nalha, tudo o que restaria dele seria o pr6prio ouro, puro e
Iindo. Davi podia ver o terr1vel calor que eXistia dentro de-
la, todavia nilo danificava de modo algum ao ouro, muito
pelo contrario, o purificava e tornava melhor.
" ...Deus afirmou que desejava urn povo provado, e que
o purificaria como o ouro..." (Ensinamentos, p.l32.)
331
cteapitulo 37
Como Malaquias disse que o Senhor sera? Que especie de
fogo ele permitira que sobrevenham sobre seu povo, para
purifica-lo e refina-lo?
Compete a Deus determinar o tipo de fornalha que usa-
ra, e tambem o dia e a hora da purificariJo; e cabe ao ho-
mem submeter-se a ela esuporta-la, poise somente atraves
das provaroes que os homens se tornam aquilo que Deus
quer.
Que euma prova{:ilo? Voce conhece muito bem o teste
pelo qualAbraiJo passou, eo sofrimento que Joseph Smith
encontrou em seu caminho, a respeito do qual o Presidente
Brigham Young disse o seguinte:
"Joseph nilo poderia ter-se aperfeiroado, nem que vives-
se mil anos, se nl1o houvesse passado por tantas persegui-
{:iJes. Se ele tivesse vivido mil anos, condut.ido este povo e
pregado o evangelho sem serperseguido, niJo teria sido tllo
perfeito quantofoi com apenas trinta e nove anos de idade. .
Podeis imaginar, portanto, que quando este povo echama-
do asuportar horasde grande aflirao esojrimento, eexpul-
.so de seus lares, derrubado, espalhado eferido, estafazen-
do progredir sua obra com maior rapidez." (Discursos d~
Brigham Young, p. 351.)
Mas em que consistem as provat;Oes e sofrimentos? Elas
silo o que Paulo disse: a~oites, naufragios, perigos, necessi-
dades, e tudo o que nos apresentam as tempestades e expe-
riencias da vida.
Leia as seguintes escrituras relativas as experiencias de
Jo e Paulo, e considere cuidadosamente as seguintes ques-
tOes:
J6 2:3
J6 estava sofrendo devido a alguma falta que cometera?
Ele havia feito algo errado? (Compare com 16 9:17; 16:17.)
J6 23:6. 10.14.
Quais sllo alguns propositos pelos quais Deus permitiu
que J6 sofresse tanto? Ele sabia o que Deus estava fazendo
com ele? Ao ser afligido, J6 imediatamente caiu dejoelhos
e implorou ao Senhor que removesse seus sofrimentos? Ou
sera que resolveu tirar de suas aflicoes todo proveito que
Deus desejaria?
J6 l: 12; 2:4-6.
Existem limites aos sofrimentos e aflj~aes que Deus per-
mite que sobrevenham a seus filhos? (Compare com D&C
122:9: Alma 13:28.)
II Corintios 11:24-33.
Paulo sabia por que estava sol'rendo? Voce acha que
existe algum relacionamento entre as alli~aes que o ator-
mentavam, o poder de seu ministerio e a grande sabedoria
que adquiriu atraves de suas experiencias? (Compare com 1
Nefi20:lO.)
ll Corfutios 12:7-10.
Essas passagens indicam que havia atguma rela~iio entre
a intensidade das afli~aes de Paulo. e o grau em que o po-
dcr de Cristo era dcrramado sobre ele?
Como esses ensinamenJos se aplicam a voce? Certameme
ja the sobrevieram algumas provar;oes e os sofrimentos niio
lhe siio de todo estranhos. Voce faz com que eles o atinjam,
devido o sua desobediencia oufalta de sabedoria?
Leia D&C 98:3.
Pode ser que algumas de suas provar;oes sejam devidas
ao Jato que Deus deseja refina-lo e purijicti·lo? Costumn
orar ao Senhor; pedindo-llle que afaste tiS experilncias e
aflifiies que tetn o prop6sito de aperfeit;oti-lo? Submete-se a
elas (Mosias 3:19) e procura aprender atraves de suas pro-
va~·oes. e tern plena certe::,a de que elas pro1•em de um Pai
sapientfssimo e amoroso7
Leia D&C 58:2-4.
Voce permite que as prova,coes /he proporcionem wn pe-
so etertw de gl6ria m~1i e:ccelente. como Paulo disse ern II
Cor(ntios 4:17? Procurard suportar bern suas provar;oes e
aprenderd a analisa-las bem? Dia vfra em que podera
compreendO-las.
332
SUMARIO
0 Presidente John Taylor, que tinha em seu corpo ferimen-
tos de bala recebidos no dia do martfrio em Carthage, e que,
durante sua administra~ao, viu a ira de urn pais beligerante
cair sobre a Igreja com urn efeito quase devast.ador, declarou o
seguinte:
"E necessaria que passemos por certas prova~oes, para que
sejamos purificados. 0 povo algumas vezes niio compreende
essas coisas...
"Temos aprendido muito com o sofrimento. como o consi-
deramos; eu o chamapa de uma escola da experiencia...Qual
foi seu objetivo? Por que os homens de bern dcvem ser prova-
dos?... para que aprendarnos a depender de Deus, confiar ne-
le, observar suas leis e guardar os seus mandamentos... jamais
considerei esses sofrimentos como prova~oes, cujo objetivo e
purificar os santos de Deus para que eles possam ser, como di-
zem as escrituras, como o ouro, que foi purificado sete vezes
atraves do fogo. (Ver Salmos 12:6)" (JD. Vol. 23, pp. 334-36.)
0 Presidente Marion G. Romney deu o seguinte conselho
aos santos de nossa gera~ao , que estlio passando por prova-
9oes:
"Digo a todos v6s que estais sendo provados no severo teste
da adversidade e da afli9iio: Criai coragem; reavivai vossos es-
plritos e fortalecei vossa fe. Nestas li9oes impressionantes ensi-
nadas por preceito e por exemplo por nosso grande paradfg-
ma, Jesus Cristo, e seu Profeta da restaura~ao, Joseph Smith,
temos inspira~iio suficiente que nos da conforto e esperan~a.
"Se pudermos suportar nossas afli~oes com a compreensiio,
fe e coragem que eles resistiram adeles, seremos fortalecidos e
confortados de muitas maneiras. Seremos poupados do tor-
mente que acompanha a ideia erronea de que todo sofrimento
erecebido como o castigo da tTansgressao. Seremos conforta-
dos pelo conhecimento de que estamos suportando, nem sera
exigido que soframos, as penas dos infquos que "serao atira-
dos nas trevas exteriores (ali) haveri pranto e lamenta~iio e
ranger de dentes". (Alma 40:13) CR, outubro de 1969, p. 59.)
333
~ CHIPAE~
'-1A.R MEOITERRAHI'-0
Uma Epistola de Paulo aos Santos da Provincia da Gahicia.
Escrita de Corinto, Durante a Terceira Viagem
Missionaria de Paulo, Aproximadamente no ano 57 D.C.
(Galatas.)
Advertencia contra os
1:1-10
Como os Santos se Tornam
Falsos Pregadores Filhos de Deus
0 Chamado de Paulo ao
1:11-24
Os GaJatas S~o Chamados
Ministerio Para Ajudar na Obra.
Encontro dos Oiscipulos
2:1-10
Os Dois Convenios:
em Jerusalem. Agar e Sara
Pedro e Paulo em Anti6quia. 2: 11-14 A Liberdade Crist~
A SalvacAo So e Possivel A Liberdade e a Caridade.
2:15-21
Atraves de Cristo
Caminhar no Espirito.
0 Espirito e Recebido
3:1-5 Levar as Cargas Uns
Atraves da Fe
dos Outros.
A Miss~o de Abra~o se
3:6-18 "0 que o Homem Semear, lsso
Estende aos Gentios.
Tambern Ceifara."
0 Objetivo da Lei. 3: 19-22
Os Santos se Tornam Filhos
3:23-29
de Deus Pela Fe.
4:
4:'
4::
5:
5:
5:
6:
6:·
38
"J)orqut tubo o qut o J!}onmn
~emear, i~~o tambfm ~olfJtt&''
TEMA
Somente aqueles que perseverarem em retidao ate o fim re-
ceberao vida eterna.
INTRODU<;AO
No amanhecer tllo daro e ensoralado,
Dois jovens com~ram a caminhar,
Longe de todo problema e cuidado,
Passavam sua existencia a brincar,
Eles moravam na zona ruralda Cidade, abeira da mesma
estrada. Eramjovens insepardveisque brincavam nos mon-
tes de areia, trepavam em arvores, balanravam-se em ve-
lhos pneus pendurados nos galhos, usavam chapeus de pa-
lha e longos sobretudos, e que nos meses de veriJo, gosta-
vam de andar descalros. Pesca~am em pequenos regatos,
com varas improvisadas, caravam ninhos de faislJes e con-
versavam multo - oh, como conversavam, sonhavam,
imaginando o que lhes trariam os anos da adolesdncia.
Ponm o tempo testaria as a/mas,
E duras penas os seus corarlJes.
Para abater os seus mais lindos sonhos,
E sepant-los pelas aflirtJes.
Veio alpocada grande depressllo, e com ela os dois tive-
ram que abandonar os estudos, procurar emprego e encon-
trar seu cominho no mundo.·Separaram-se, progrediram
profiSSionalmente e constitufram fam£/ill, mas a guerra in·
terveio, trazendo mais trabalho e desajio ds famf/ias. Um
335
delesprocurou serhonesto, mora/mente limpo e digno, em
tudo o quefoz.ia no vida, e nilo aceitava nada que the fosse
de a/gumproveito, emprejufzo de seu car6ter. 0 outro pro-
curou veneerna vidaa qua/quer custo, sem o menorsacri/f-
cio, e arriscou a virtude, a familia e a integridade para al-
canfar o sucesso.
Eis que se passaram os anos, na velhice
Ambos vollaram a seu antigo lor,
Onde haviam passado a meninice,
Para poderem, enjim, descansar.
Os dois haviam acumula.do muilos bens terrenos. R(for-
maram seus antigos 1/lres, fizeram berifeitorias, e
prepararam-se para viVer tranqUilamente naquela estrada
que ainda pertencia ao ambiente rural, multo distante do
bu/fclo do mundo. 0 homem quefora bom, vlu osanos eas
estarlJes passarem, e sentiu dentro de si uma imensa paz e
grande satisfarilo, como se a propria natureza aprovasse o
cominho que seguira, e todos os seus dias foram marcados
pela maissuavefelicidade. 0 outro homem, entretanto, ja-
maisp&Je descansar, e apaz niJo conheceu. A ansiedade, o
medo, a descorifianra e tristew comeraram a pesar sobre
seusombros idosos com umafo~a esmagadora. Os ultimos
anos de sua vidaforam um iriferno, ate que jd nao sentiu
mais nada, seu atorftJentado corari1o parou, e ele morreu
atemorlz.ado, no lor em que vivera.
0 tribunal de Deus esempre certo,
Nele a just;rajamais eesquecida,
E quem semeia a bondade e a /uz,
Co/he a paz aqui, e na outr.a vida.
Antes de prosseguir, leia todas as esciituras do quadro.
cteommtiirios 3Jnterptttatibos
(38-1) 0 Llvro de Galatas - a Llberdade e o EvangeJho
0 tema dessa epistola nos ensina que esomente atraves do
evangelho de Jesus Cristo que podemos encomrar a liberdade.
Paulo demonstra clara e poderosamente que a ad~clo dos en-
sinamemos dos judaizantes (cristaos judeus que insistiam na
observa.ncia da lei mosaica) limitaria, ou ate mesmo destruiria
a nova liberdade que os santos haviam encontrado em Cristo,
e tambem que, embora a lei mosaica fosse valiosa para os fi-
lhos de lsrael antes do ministerio mortal do Salvador agora fo-
ra substituida por uma lei mais elevada.
(38-2) Data e Local em que a Eplstola foi Esc:rita
Embora nao possamos estabelecer com segura.nca o local e a
data em que foi escrita essa cana aos Galatas, toda evidencia
nos indica que foi escrita de Corinto durante a terceira viagem
missionaria, aproxirnadamente no ano 57 D.C.
(38-J) Problemas Especlals
0 debate mais significative que podemos fazer sobre essa
epistola, diz respeito a identidade dos galatas. 0 termo Galacia
poderia ser aplicado a duas regiOes diferentes, dependendo da
maneira como era usado, etnica ou politicamente. 0 uso etno-
grAfico do termo referia-se aarea- situada urn pouco abaixo do
Mar Negro, na Asia Menor, e era o local habitado pelos gale-
ses.
Quando as legiOes roma.nas submeteram as tribos daquele
povo ao seu dominio, o territ6rio se tornou uma provincia ro-
mana chamada Galacia. Ela incluia urn territ6rio bern mais ex-
tenso, visto que abrangia a regia:o sui da Asia Menor. Assim
era usado politicamente o termo provincial GaJ{Icla.
Que sentido Paulo tinha em mente, quando usou esse te~­
mo? Esse eo tema do nosso debate. Ex.istem duas teorias basi-
cas. A primeira echamada de Teoria do Norte da Galacia. As
pessoas que defendem esse ponto de vista, afirmam que Paulo
usou o termo etnicamente, limitando, portanto, a Galacia a
parte norte da provincia. 0 maior problema que essa teoria
apresenta eque nclo temos registros de que tenha havido qual-
quer pregacao do evangelbo naquela area, nem Paulo ou Lu-
cas fazem qualquer referenda as cidades maiores que existiam
naquela regi~o.
Os que aceitam a Teoria do Sui da GalaCJa, afirmam que
Paulo usou OS titulos provinciais ao referir-se as igrejas estabe~
lecidas. (Eie menciona Acaia, Arabia. Asia, Cilicia, Dalmacia,
c assim por diante.) Se assim foi, entlo o termo Galacia, con-
336
forme e usado pelo ap6stolo, incluiria as regiOes situadas ao
sui da Asia Menor, entre as quaisse encontravam a Antioquia,
Oerbe, Listra, e Iconio, cidades que ele visitou em sua primeira
viagem missionaria. (Atos 13:13-14; Atos 16:1-9.) Essa teoria
encomra firme apoio no que ja conhecemos atraves dos regis-
tros de Atos e de outras referencias ocasionais feitas por Pau-
lo.
Embora a interpreta~ao e o valor do livro nclo sejam afeta-
dos pela exatidclo de qualquer das duas teorias, cremos que a
Teoria do Sui da Galacia e a mais correta, e que Paulo estA es-
crevendo as igrejas que estabeleceu em sua primeira viagem
missionaria.
(38-4) Galatas 1!8·9. As Pessoas Que Desejavam lntroduzlr
Falsos Ensinamentos na lgreja
0 Elder Howard W. Hunter, ao falar desse problema, disse
o seguinte, numa conferencia geral:
" Desde os primeiros dias da lgreja Cristll, falsos evangelhos
rem sido ensinados · nilo evangelhos reais, como Paulo denun-
ciou, pois ha somente urn evangelho de Cristo. Hoje nlo e di-
ferente. Estamos rodeados de frustra.eOes, ideias arrojadas e
erudictclo, os quais levantam perguntas e duvidas que podem
arrastar os homcns e destruir-lhes a fe e a moralidade. Onde
esta, entlo, a esperan~a, neste mundo de frustracOes e moral
decaida? Esta no conhecimento e compreensclo das verdades
ensinadas pelo Mestre, as quais tern que ser transmitidas pela
lgreja de Cristo sem deturpa~Oes, e aceitas e vividas por seus
membros. Essas sao as verdades eternas, e assim sera perpetua-
mente, a despeito das mudancas circunstanciais na sociedade,
do desenvolvimento de novas cooquistas clentificas ou dos
avancos no conhecimento." (Discursos do Conferencio Gerol,
outubro de 1973. p. 86.)
0 Presidente Harold B. Lee advertiu os santos a respeito de
falsos ensinamentos que surgem dentro da propria lgreja:
"Existe entre nos quem se pareca com os tais lobos. Com is-
to, refirO·J11e aqueles que se professam membros da lgreja,
mas nlo poupam o rebanho. E dentro de nossa pr6pria con-
gregacao, levantam-se homens falando coisas perversas. Per-
¥erso significa desviado do ceno ou correto, obstinado no erro
voluntariamente, para fazer com que os membros fracos e in-
cautos da lgreja o sigam.
''E como dizia Paulo, hoJe eigualmente tio espa.ntoso co-
mo o foi naqueles dias, que cenos membros se deixem afastar
tao racilmente daqueles que lhes pregaram 0 evangelho e dos
ensinamentos do evangelho de Cristo, para ser Jevados a algo
que corrompe as verdadeiras doutrinas, transformando-as em
praticas e a~oes viciosas, malvadas.
"Estes, como se tem evidenciado pelos eventos chocantes
que acontecem entre alguns desses grupos dissidentes, t@m sido
amaldi~oados conforme os profetas advertiram: e esUlo obvia,
mente sob o poder daquele ser maligno que fornece aos sim-
pl6rios todos os sofismas que Satanas vem empregando desde
o principia dos tempos." (A Liahona, setembro de 1973, p.
32.)
(38-5) G61atas 2:1-4, 9. 0 fato de Paulo Afirmar Haver
"Corrido em Vio" lmpUca que Duvldava de Sua Missio?
A tradu~oo do versiculo 2, geralmente faz crer que Paulo
duvidava intimamente da missllo que recebera de pregar aos
gemios, e dirigiu-se aos ap6stolos para ver se ele nil.o estaria
"correndo em v4o". Porem, na linguagem original, nAo en-
contramos tal implica~lio, eo sentimenta que ela nos transmite
e de que Paulo procurou obter a san~ao legal para a obra em
que estava engajado (provavelmente para responder as criticas
que os judaizantes levantavam). 0 versiculo 4 nos mostra que
ele recebeu a aprovacao oficial que desejava, sem qualquer re·
serva, pois nlio foi exigido que Tito fosse circuncidado, con-
forme exigiam os adversarios de Paulo. Esse apoio unlinime
que os irmaos lhe deram edemonstrado tambern no versiculo
9, onde o ap6stolo diz que ofereceram a mao da amizade a ele
e Barnabe - urn sinal que no idioma grego e hebrako significa
receber plena associacllo, alianca ou unjdade.
(38·6) Galatas l:Jl-ll. Era Llcito Paulo, Um Apostolo,
Corrlglr Pedro, que era Presidente da lgreja?
"Pedro e Paulo - ambos ap6stolos, que recebiam revela-
~Cies, viam anjos e eram aprovados pelo Senhor, herdarllo a
plenitude do reino do Pai - esses mesmos pregadores dignos e
poderosos discordaram no que dizia respeito a urn proce-
dimento basico da igreja. Pedro era o Presidente da lgreja;
Paulo, urn ap6stolo, menor que ele na hierarquia eclesiastica,
e, portanto, sujeito a direcdo do ap6stolo principal. Porem
Paulo estava certoL e Pedro, errado. 0 primeiro estava firme-
mente determinado a andar 'retamente conforme a verdade
do evangelho'; Pedro contemporizava, corn medo de ofender
os semiconversos judeus, que ainda observavam a lei mosaka.
•·A questllo do debate nao erase os gentios deviam receber o
evangelho, pois Pedro havia recebido pessoalmente a revela-
cllo de que Deus nilo fazia ace~llo de pessoas, e que os indivi-
duos de todas as linhagens eram agora herdeiros da salva~o.
juntamente com os judeus. (Atos 10:21-35.) Alem disso, os di-
337
((apitulo 38
rigentes da Igreja, reunidos em conselho, tendo o Espirito San-
to a guiar sua mente e orientar suas decisOes, haviam determi·
nado que os gentios que recebessem o evangelho nllo deviam
ser sujeitos alei de Moises. (Atos 15:1-35.) Os judeus que eram
membros da igreja, entretanto, na.o aceitaram tal decisllo sem
reservas, e continuaram a andar de conformidade com os ri-
tuais mosaicos, e esperavam que os gentlos conversos agissem
da mesma forma. Pedro defendia tal procedimento, e Paulo
enfrentou publicamente o principal dos ap6stolos, ganhou a
questlio, e nllo poderia ser outro o resultado. Temos plena cer·
teza de que, se pudessemos ter urn registro completo do que
debaterarn, veriamos que Pedro mudou de ideia e fez tudo o
que estava a seu alcance para que os santos judeus acreditas-
sem que a lei mosaica fora cumprida em Cristo, e nllo mais se
aplicava aos judeus ou aos gentios.'' (McConkie, DNTC.
Vol. 2. p. 463-64.}
(38-7) G~latas 2:13. 0 Que Significa a Palavn
Dlssimula~ilo?
Paulo usou uma palavra muito forte, da qual o vocabulo
dissimulacllo foi excelentemente traduzido. Ela ebaseada no
termo original simular, que significa "fazer algo semelhante''.
Portanto dissimular, quer dizer "esconder-se sob uma falsa
aparencia". A palavra grega hypokrisei cderivada da mesma
raiz, a qual deu origem apalavra hipocrita. Os judaizantes
eram hip6critas, porque pretendiam ser extremamente fieis na
observancia dos principios do evangelho, mesmo quando esta-
vam agindo de maneira contraria aos padrOes por ele estabele-
cidos.
(38-8) Galatas 2:16. 0 que Paulo Quls Dlzer com 1
'a Lei" ,
"as Obras da Lei", e "Justlfica~iio Pela Fe"?
Como ja tivemos a oportunidade de ver, o maior objetivo
dessa carta era tentar mostrar aos santos da Galacia que a ob-
servAncia da lei mosaica nao somente era desnecessaria, mas
contraria ao evangelho. Tecnicamente, ••a lei" referia-se aos
cinco primeiros livros do Velho Testamento, em hebraico cha-
mados de Tora. Poi nesse sentido que Paulo usou essa palavra
em 4:21,22, quando chamou a aten~llo dos santos para os
exemplos de Sara eAgar. Porem, no tempo do ministerio de
Jesus, a frase "a lei", tambem significava todo o conjunto de
regras, rituais e praticas do codigo mosaico, tanto os que se
achavam incluidos nos escritos de Moises, como a grande
quantidade de tradic;Oes orais que foram estabelecidas durante
os diversos si:culos posteriores. Enesse sentido que o ap6stolo
usa tipicamente a palavra lei, ao escrever aos gfilatas.
Em resumo, justjfica~ao significa "ser declarado justo", e
tambem "ter novamente o relacionamento justo com uma pes-
~erao s
Desjiladeiro do Ci/fcia perto de Torso.
soa". Portanto, o que Paulo estava diz.endo eque ninguem
pode tomar-se justo e restabelecer o relacionamento adequado
com Deus unicamente por intermi!dio das obras da lei mosai-
ca, ou em outras paJavras, somente atraves de quaisquer obras
da lei. Tal objetivo s6 pode set alcan~ado atraves do sacrificio
expiat6rio do Salvador e da observancia dos principios e orde-
nan~as do evangelho. (Paulo descreveu mais completa e siste-
maticarnente essa doutrina nos primeiros capitulos de sua epis-
tola aos romanos: portanto, essas imporLantes doutrinas serao
tratadas com mais minucias ao chegarmos aquela se~ao.)
(3S.9) GiJatas 3:8. 0 Evangelho Foi Pregado aos Santos que
Viveram Antes de Cristo?
..Veremos que, segundo Paulo, (Galatas 3:8) o evangelho
foi pregado a Abraao. Gostariamos de que nos informassem
em nome de quem o evangelho foi pregado nessa epoca, se foi
no de Cristo ou em algum outro. Se foi em outro nome, teria
sido de fato o Evangelho? E se o foi, e pregado em nome de
Cristo, teria ordenan~as? Se nllo tivesse. poderia ser o evange-
lho7 E seas possuia, quais eram7 Nosso amigos taJve.z digam
que, antes da vinda de Cristo, nao havia outras ordenan~as
alem dos sacriflcios, e que nao era possivel administrar o evan-
gelho enquanto estivesse em vigor a lei do sacrificio de sangue.
Contudo, sabemos que Abraao ofereceu sacrilicios, e nao obs-
tante, o evangelbo the foi pregado." (Smith, Ensinamentos. p.
.59. Ver tambem Jac6 4:.5.)
(38-10) Galatas 3:19. 0 que Foi Adicionado a Lei Mosalca
Por Causa da Transgressiio?
"Tambern estadito em Galatas 3: I9 que a lei (de Moises ou
Levitica) foi adicionada por causa da transgressao. E pergun-
tamos, a que foi adicionada essa lei senclo ao evangelho? Nao
hll duvida de que foi ao evangelho, pois, como ja vimos, ele
lhes foi pregado. Segundo esses fatos, concluimos que, quan-
338
do o Senhor se revelava aos homens nos dias antigos e manda-
va que lhe oferecessem sacrificios, ele o fazia para que aguar-
dassem com fe o tempo de sua vinda, e oonfiassem no poder
dessa expia~ao para serem redimidos de seus pecados. E isso e
o que fizeram os milhares que nos precederam, cujas vestes es-
tao sem macula e que. assim como J6. tendo confianr;a seme-
lhante adele, esperam ainda ver na carne o Senhor no ultimo
dia, sobre a terra." (Idem, pp. .59-60.)
(38-11) Gfllatas 3:24. Em que Sentldo a Lei Foi Um Alo
Para os Filhos de Israel?
A palavra grega traduzida para aio e paidagogus, de onde
deriva o termo pedagogo, ou mestre, a qual tinha diferente
aplica~clo na epoca de Paulo, e dava maior poder a imagem
que o ap6stolo estava criando. Urn paidagogus era urn tutor
especial contratado pelas familias mais abastadas, e nao so-
mente era responsavel pela educar;ao das crianr;as, mas tam-
bern se esperava que as preparasse e treinasse em todos os sen-
lidos, ate que alcan~assem a maturidade. 0 termo equivalente
mais aproximado que podemos encontrar hoje em dia seria
o termo feminino ama-seca ou governanta, designando as que
vivem oa pr6pria casa e tern responsabilidade direta pela edu-
ca~ao da crianr;a.
0 uso que Paulo faz dessa palavra imediatarnente nos eosina
qual era o verdadeiro prop6sito da lei de Moises · preparar os
lilhos de Israel (que eram literalmente filhos, no seotido espiri-
tual} para a maturidade e as leis e ordenan~ "adultas" do
evangelho. 0 profeta Abimidi tambem tinha essa ideia em
mente, quando explicou os motives pelos quais os israelitas re-
ceberam a lei mosaica. (Ver Mosias 13:29-3 J.)
A declara~ao em que ele nos ensina que todas essas coisas
eram "simbolos" daquelas que viriam, emuito importante pa-
ra nos. A palavra sfmbolo signifca "sinal" ou "imagem". As-
sim, a lei mosaica nao somente era um conjunto de leis estri-
tas, com o objetivo de guiar os ftlhos de lsrael nos caminhos
da obediencia e fazer com que alcanr;assem a maturidade espi-
ritual, mas tambem comjnha urn profundo simbolismo espiri-
tual, dirigindo nossa mente para Jesus, na sua posi~llo de Re-
dentor e Messias. A lei de Moises tinha o evidente prop6sito de
preparar o povo de Deus para o evangelho que viria no futuro.
(38-12) G61atas 3:27. Uma Pessoa lniqua Pode Realmente
Revestir·se de Cristo Atraves do Arrependlmento e Batismo?
"Para purilicar o corpo sujo, e preciso tomar banho, escovar
os dentes, lavar a ca~a. limpar as unbas, e vestir roupas lim-
pas. Quando uma casa ereformada, o telhado econsertado ou
substituido, as paredes sao lavadas ou pintadas, o assoalho i:
varrido e encerado, os m6veis consertados e espanados, as cor-
tinas lavadas e passadas e os metais recebem o devido polimen-
to. Quando urn homem pervenido nasce novamente, seus ha-
bitos silo mudados, seus pensamentos purificados, suas atitu-
des regeneradas e elevadas, suas atividades postas em plena or-
dem, e tudo nele que estava sujo, corrompido ou estragado,
passa a ser limpo e imaculado.
.. ... Quando alguem elavado e purificado, deixa de ser
adultero. 0 processo de purificacilo emencionado muitas ve-
zes, em muitos lugares, por muitos profetas.
"0 efeito da purificacilo emaravilhoso. Essas almas ator-
mentadas encontram a paz. Essas roupas sujas foram lavadas
ate ficarem impecaveis. Essas pessoas, ameriormente macula-
das, foram purificadas atraves do arrependimento, tornando-
se dignas para o servi~ do templo e dese apresentarem peran-
te o trono real de Deus. (IG.mball. 0 Milagre do Perdao, p.
333.)
(38-13) GAlatas 4:6. 0 Que Slgnlflca o Tllulo "Aba, Pai"?
Paulo sugeriu que, atraves da expiacilo de Cristo, podemos
ser adotados como filhos de Deus, e entllo o Espirito nos aju-
dara a damar "Aba, Pai". Abo euma palavra aramaica (vo-
cabulo cognato hebraico) e tern uma conotacilo muito mais
ampia que simplesmente pai. E o diminutive pessoal e lntimo
da palavra poi, usado pelas criancas nos circulos familiares.
Seu equivalente mais aproximado e papai ou paizinho, embora
nenhum dos dois possa realmente transmitir o verdadeiro im-
pacto da palavra. 0 fato e que Deus nAo somente e o Pai (o ti-
tulo e nome formal}, mas tambem Aba, o pai de amor e orien-
tacllo que nos conhece intimamcnte e ao qual podemos dirigir-
nos sem medo.
(38-14) GAlatas 4:ll..Jl. A AJegorla de Sara eAgar.
"Nessa escritura, Paulo usa a vida de Abrailo como uma
alegoria, para dramatizar a superioridade do evangelho sobre
a lei mosaica - urn metodo de ensino que tern o objetivo de fa-
zer com que sua doutrina seja oovamente lembrada cada vez
que seus ouvintes pensam em AbraAo e em sua vida.
"Agar, a serva, deu aluz Ismael; e Sara, a mulher livre, con-
cebeu Isaque. Ismael nasceu segundo a carne, ao passo que
lsaque, como o filno da promessa, nasceu segundo o Espirito.
Agar representa, assim, o antigo convanio, a lei mosaica, o
convi!nio sob o qual os homens eram sujeitos aescravidao do
pecado, enquanto Sara simboliza o novo convi!nio, o evange-
lho, o convi!nio sob o qual os homens nascem livres, libertos
do cativeiro do pecado atraves de Cristo.
339
{[apitulo 38
1@1@@
"0 Monte Sinai, de onde proveio a lei, e Jerusalem, onde
agora eadntinistrada, simbolizam a lei e seus fllhos que se en-
contram no cativeiro. Porem a Jerusalem espiritual, a cidade
celeste da qual os santos serao cidadaos, e simbotizada por Sa-
ra, pois ela ea m~e dos homens livres. Ela, que por tanto tem-
po, como nossa mae esoiritual, foi esteril, tornou agora a nos
todos, como Isaque, nerdeiros da promessa.
"Agora acontece o mesmo que amigamente; os que nascem
segundo a carne combatem os que sllo nascidos do Espirito. E
assim como Deus rejeitou Ismael e aceitou Isaque, rejeita tam·
bern os que se apegam a lei de Moises e aceita os quese voltam
a Cristo.'' (McConkie, DNTC, Vol. 2, pp. 477-78.)
(38-15) GAlatas 5:1. Por Que a Clrcuncisio Felta nos Dias
de Paulo Era o Mesmo que Rejellar a Cristo?
"A circuncisilo euma ordenan~a religiosa, a senha e o si-
nal de que o homem ere, aceita e estfl disposto a viver de acor-
do com o sistema mosaico, e assim, para os cristAos daquela
epoca, isso se constituia em uma rejei~ao de Cristo eseu evan-
gelho, que haviam substituldo a lei. Ver Atos 15:1-35.''
(McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 479.)
(38-16) GAlatas 5:16-26. 0 Homem Naturale o Homem
Espiritual
" ... 0 homem e um ser dual, e sua vida urn plano estabeleci-
do por Deus. Essa ea verdade fundamental que temos de ter
em mente. 0 homem possui urn corpo natural e tambem urn
corpo espiritua/.
"0 corpo humano, portanto, nada mais eque o tabernaculo
em que o espirito babita. Muitas pessoas ha, urn grande nume-
ro delas, que considera o corpo como o pr6prio homem, e con-
seqUentemente orienta todos os seus esfor~os no sentido de sa-
tisfazer seus apetites, desejos e paixoes." (David 0 . McKay,
" The Abundant Life in a Selfish World" (A vida abundante
em urn mundo egoista) Improvement Era, setembro de 1949,
p. 558.)
(38-17) Gllalas 6:17 " Porque Trago no Meu Corpo As
Marcas do Senhor Jesus."
A palavra estigma e derivada do vocabulo grego stigmattt,
que foi usado nessa escritura. Estigma euma ferida ou cicatriz
que originariamente era feita com os ferros de marcar os escra-
vos. Visto que aquele era urn sinal nem sempre apreciado por
todos, tais marcas geralmente davam urna conotacAo negativa •
dai o uso que fazemos atualmente da palavra estigma. Porem,
nessa escritura, Paulo parece referir-se nao a uma marca de
vergonha, mas de fidelidade diante da persegui~llo. Talvez a
stigmata que ele portava tenha sido recebida na propria Galll-
cia. Devemos lembrar que, em sua primeira viagem missiona-
ria, Paulo e Barnabe foram expulsos da Anti6quia, na Pisidia.
(Atos 13:50.) Depois disso, foram for~ados a fugir de Iconio,
para nllo serem apedrejados (Atos 14:5), mas foram seguidos
pelos irados judeus ate Listra, onde levaram a cabo o seu in-
tento, apedrejaram Paulo e o deixaram como morto fora dos
muros da cidade. (Atos 14:19.)
A grande preocu~ao de Paulo era que os galatas ho-
viam abandonado seus caminhos malfgnos, arrependeram-
se de seus pecados, batizaram-se, foram investidos do po-
der de Deus e receberam urn novo fUlScimento, havendo,
posteriormente, voltado a suas praticas antigas. (06/atas
4:9.) Tinham feito a/go que arruinara completamente todo
oesforrofeito emseu arrependimentoinicial: co~aram no-
vamenteaprocurarDeusapenasporcausadas coisasmunda-
naseexteriores, abuscarafelicidade atrovesde meiosincapo-
zes de tocar o homem interior. Considere Ezequie/18:21-24.
Muitas pessoas que haviam sido convertidas averdade na
epoca de Paulo, e que tinham abandonado sua pecaminosa
vida anterior, depois de a/gum tempo com~aram a sentir
/alta dos companheiros de ·outrora e do jogo imposto pela
lei mosaica ao qual haviam estado sujeitos. NOo ~ que dese-
jassem abandonar a verdade diretamente, mas sim queriam
colocarnela todas aspraticasecorruglJes queanteriormente
cometiam.
Jollo
Masporquealguem desejario voltarapraticare trazerpara
sua vida oserros que havia abandonado?
Davl
Nem toda pessoa que comete umafaita~ voluntaria e de-
liberadamente in/qua. H6 muitos que silo bern intenciona-
dos, embora n/Jo estejam certos. Aqueles conversos destljo-
vam pemumecer na igreja, mas, devido ao orgulho, ou tal-
vez outros motivos, achavam que, se pudessem introzir
seus antigospecados na igreja, pareceriam justtficar a parti-
c~Oo que outrora neles tiveram.
Jollo
Nilo sei se entendi bern. Em que senlido oJato de trazer
340
SllpdMwnosque, antesde/iliar-ae algr(ja, voclperten·
cllla IIIIHI rellgi4o prott!Stfltlte onde nao ertiProibido beber
ch4. Vocl ouve os missionarios, e entre outros novos co,..
cellos. 8 ensinam que se niJo deve beber ch6. Voc:i tem ·
agOIYI dulls flllenuztivas: (I) pode ser humilde, ampender-
se e fllllletl mai.s bebl-lo, ou (2) justi/ictlr aslproprio e ten-
ttuf~a lgreja a adotarseusponJosde vistaparticulares
a respeilo do assunto.
Jollo
Como '"poderio fazer isso?
Davl
Vocl poderia /ilior-se d lgreja e depoi.s encontrar um
membrofracoquegostade hebercha. Em seguida, o convi-
daria a tomar cha junto consigo, e procuraria fazer com
que outros membros, atemesmo os 1/deresde SIUl aiD ou es-
taca, fiZJ!SSem o mesmo pois, quanto maiorfosse seu gru-
po, mais iria sentir-se justificado em vo/tar a seu procedi-
mento tlllligo. Talvez vod provocasse tal agita¢o a ponto
de mod(ficar os padrlJes, alterar os ideals,·n4o ~
mmte porque esta convmcido de qu• ~ cornto beber ch6.
mas sim porque acha diflcil abandonar certas coisas com
que esteve familiarizado por tanto ·tempo, e talvez fosse
mai.sf6ciljustificar a volta aosseu.santigos h6bitos, do que
se turepender.
(38-18) Colheras Sempre e Por Toda a Eternidade Apenas
Aquilo que Semeaste.
Maria Julia subiu com dificuldade os degraus de entrada da
capela, e chegou ao vestibulo. Ela fora criada na lgreja,
casara-se e tivera uma familia. Seu marido havia falecido re-
centemente e seus filhos viviam Ionge de casa, por isso ela se
sentia urn pouco solitaria ao atravessar o vestibulo, seguir pelo
corredor e acomodar-se em seu Iugar costumeiro em frente ao
pulpito. Seu corpo sentia o peso da idade, e era com grandees-
for~o que conseguia preparar-se para vir as reuniOes. Apesar
de tudo, gostava de ir, e hoje era urn dia muito especial, pois o
novo bispo, urn homem ainda bastante jovem, iria dirigir a pa-
Javra aos membros da ala. Ela gostava dele e ficou abismada
pelo fato de ele ja ser capaz de presidir uma ala, sendo de tllo
pouca idade. Ela esperava que ele dissesse algo mais agradavel,
para variac, pois os bispos anteriores s6 falavam sobre o peca-
do, dignidade e arrependimento. Depois que foi administrado
o sacramento, obispo com~ou a falar.
"Oh, nll.o!" pensou eta. "Ele tambem vai falar sobre o arre-
pendimento e pecado! Estou tao velha e bern que poderia ou-
vir falar de coisas mais suaves. Por que falar tanto sobre mora-
lidade? Quando mudarao de assunto?"
Porem suas perguntas silenciosas calaram-se em sua mente,
quando eta recordou o que ocorrera havia quase cinqUenta
anos. Eta era jovem e bela naquela epoca, mas urn pouco irn-
prudente, e havia transgredido apenas uma vez. Posteriormen-
te, ao namorar outro homem e casar-se com ele no templo, eta
racionalizou que uma vez que tinha cometido apenas uma fal-
ta, nao precisaria contar a ninguem, especialmente ao bispo
que a entrevistara, e, sem duvida, convencera-se de que havia
sido muito forte e boa depois daquilo, ou teria tornado a
transgredir durante aqueles anos despreocupados.
0 bispo estava dizendo que o arrependimento deve ser com-
pleto, e incluia a confissao das transgressOes mais graves.
"Mas a minha nao foi assim Ulo seria, pois eu era ainda jovem,
e nunca mais a cometi. Oh, por que tenho que ouvir falar do
pecado, quando nossas reuniOes poderiam ser cheias de paz?"
Ela se lembrou emao do servico de dedicacao da sepultura de
seu falecido esposo, e sentiu-se grata pelo fato de ele nunca ter
sabido de sua falta. Contudo, naqu::le momento, em que esta-
va abeira de seu ti.Jmulo naquele dia solitario, eta nllo pOde
deixar de sentir que nll.o havia sido honesta, e que no Iugar em
que ele se encontrava, provavelmente ja sabia o que eta havia
feito. 0 bispo continuou seu discurso, explicando como nossos
pecados sempre permanecem conosco, a menos que os solucio-
nemos. "Como podemos saber que eles foram resolvidos?"
perguntou o bispo. "Se puderem ouvir urn sermllo a respeito
de suas antigas transgressOes, e sentirem-se em paz."
Maria Julia nllo sentia essa·paz! "Oh, gostaria de que ele
terminasse de uma vezl pensou eta. Sua mente agora estava tao
atormentada quanto no dia em que lhe sugeriram, ha muitos
anos. que consultasse o bispo a respeito daquele problema.
Durante o resto da reuniao, ela fez for~a para nao chorar.
" Por que nllo consigo esquecer? Por que tenho que me sentir
assim?"
A reuniao terminou. Os membros com~aram a sair, e ela
caminhava silenciosa junto deles, e esperava que sua profunda
ansiedade nllo Ihe transparecesse na face. Entao, de repente, hi
estava ele, o novo bispo, com sua mao estendida no meio da
multidao.
" Boa noite, irma Maria, live prazer em reve-la." Ela olhou
341
para seu rosto, e nao conseguiu proferir uma s6 palavra; seus
olhos se encheram de lagrimas e ela sentiu como se nll.o pudes-
se mover-se.
"Esta-se sentindo bern?" perg~ntou obispo, ainda Ihe segu-
rando a mao. Ela ainda nao conseguia falar; as lagrimas conti-
nuaram a cair e ela sentiu-se alheia aos demais membros da
congregacao. 0 bispo gentilmente conduziu-a pelo braco ate o
seu escrit6rio, onde ela se sentou desolada numa cadeira.
Quando se deu conta desi, ja havia contado tudo o que se pas-
sara - sua grave transgressao cometida ha cinqUenta anos, e to-
da tristeza e tormento que passara depois daquilo. Apos al-
guns minutos, tudo estava terminado, e ela parou de solu~ar.
Ap6s algumas palavras de conforto, o jovem bispo sentou-se
em sua cadeira e ficou calado durantealgum tempo. Finalmen-
te disse; "Oh, gostaria que tivesse esclarecido isso ha muito
tempo, pois nao teria sofrido todos esses anos..."
" Sim," pensou ela, "todos esses longos anos, mas eu sem-
pre soube, no fundo de meu coracilo, que urn dia teria que me
apresentar perante o tribunal de Deus e pagar, pagar com pro-
fundas dores e muitas lagrimas."
Antes d~ considerflr asseguintes questiJes, feia novamen-
te 06/atilS 6:7-9.
A manelra pela qual Maria Julia co/heu o que havia se-
meado, e0 linico meio pelo qual a lei pode ser ap/icada?
A leido retorno estaoperando emsuapropria vidaatual·
mente? Quando assementes que voce est6semeando agora,
em termos de honestidade, virtude e obediencia tiverem
germinado, frutijicado e amadurecido para a colheita, que
t(po de pessoa sera voc€? Com que pensamentos passar6
seu tempo e quai<; osgrande anseios quesurgir6o dentro de
seu lntimo?
Galatas 6:7
Pode um hom~m enganar a Deus e ser bem sucedido no
fa/so eiforro de colh~r a olegria, quondo semeou a iniqUi·
dade? (Compare com Helam4 13:38.) Por que Paulo d~
"N4o erreis?" (06/atos 6:7.) Existem pessoas qu~ tenta-
riam far.~-lo crer que a iniqDidade pode realmenrefaz~-lo
felit?
06/atas 6:8
& uma pessoa procura satWazer os apetites da carne, e
viYe para gratificor os desejos vis que se originam de urn
mundo decafdo, como o orgulho, os QPetites. paix~. &•
cessivtlS honras e louvores · o queeventualmente receber61
0 que co/hera, se vlverestaexistencia de modo digno e lou-
vavel?Esta procurando aplicar esta analise tambem ao seu
coso?
Galatas 6:9
Paulo nos ensina quereceberemos asnossasrecompensas
imediotamente? Qualquer pessoa pode viver em retidtlo
apenasporum dia. Semear generosamenteeservirsem es-
perar retribuiftlO apenas por um dia ou uma semana, em
nada melhora o car6ter de indivfduo. Ea obediencia dedi-
coda e volunt6ria, prestada durante muitos anos, durante
342
toda a vida, quenos mostra a verdadeir~J estatura de urn ho-
mem.
Compreende agoraporque o pro/etaNefi ajirma que de-
vemos prosseguir em boas obras ate o Jim de nossa vida,
para que possamos alcan~ar a exaltar.tlo? (Yer 2 Nefi
31:20.) A lei do retornojamais cessade operar. Estaprepa-
rado para assumir o compromisso de doravante plantar as
sementes da santidllde, puret.a e servifo, para_ que elas /he
proporcionem uma colheita abundante de gloria, exalt~tlo
e vidas eternas?
343
c.MELITA
MAJ..TA
4,'1 ~
~-1f,
~o,.,..
~RRANEO
Epistola de Paulo a lgreja de Roma. Escrita de Corinto (?) Durante a
Terceira Viagem Missionaria de Paulo. Aproximadamente no
Inverno do ano 57-58 D.C. (Romanos 1-5)
0 Poder de Deus Para a Salva~ao I:1-17
A Ira de Deus Esta Acesa
Contra o lmpenitente Depravado. 1:18-32
Todos os Homens Serlo
Julgados Pelos PadrOes 2:1-11
do Evangelho.
0 Homem Nao e Justificado 2:12-29
Pela Lei de Moises 3:1-20
0 Homem e Justificado Pela Fe. 3:21-31
Abraao Fpi Justificado Pela
4:1-25
Fe, Obras e Gra~a
0 Homem eJustificado Atraves
do Sangue de Cristo 5: 1-11
Ada.o Caiu, Cristo Fez o
Sacriflcio Expiat6rio, 5:12-21
o Homem Foi Salvo.
~apitulo 39
39
''<!& J$ommt f 3Jugtificabo pelajff.''
TEMA
Somos justificados pela gra~a de Jesus Cristo atraves da fe.
lNTRODU~AO
Jti se haviom trancorrido vinte ilnos desde que Paulo ini·
ciara sua 'l!iagem atraves de um caminho que ele pensava
conduzir a Damasco, mas que, ao invis disso, o levou a
perco"er umajorirada mais longa e gloriosa. Naquele dia,
elepartirade Jerusalem, enxergando, porem cego,· e voltara
a Damasco cego, porem com vis4o. Ao partir, trazia em
suas mtlos o edito do sumo sacerdote, o que /he concedia o
direito de preruier todos osseguidoresde Cristo que encon-
trasse no caminho e trazi-los para asprisoes de Jerusalem.
Ao voltar, porem, trazia o edito de Cristo: libertai os gen-
tiose trazei-os ds mansoes da Jerusalem celestial. 0 homem
de Torso ja trabalhara mais de sere mildios, para cumpriro
edito que receberr~. Havia cruzado diversos vezes mais de
oito provfncias do imperio romano, estabelecera pessoal-
mente inumeros ramos da igreja e fizera milhares de con-
versos. Fora chicoteado, apedrejado, escarnecido e vltima
de naufragio,· sofrerafame, sede, frio, f'!,diga, rejeirtlo, in-
sultas, e dese('fllo - e tudo isso enquanto era afligido por
seu proprio "espinho na carne". Sera que agora ele havia
feito o suficiente?Podia voltar aJerusalem e transjeriresse
encargo a alguem mais jovem?
Eobvio que Paulo jamais pensou nisso. Com sua carac-
terlstica simplicidade,·Lucas registrou o seguinte: "E cum-
pridos essas coisos, Paulo prop&, em espfrito, ir a JeriiSll-
/em...di:endo:" Depois que houver estado ali, importa-me
345
ver tambem Ron:a. •• (Atos 19:21.)E assim ele veiopassaro
invemo em Corinto, aguardando um tempopropfcio depo-
der zarpar. Deve ter sido uma epoca de infensa njlexllo,
planejamento e inquietude. Foi evidente durante esses me-
ses que ele recebeu notlcias de que a igreja da Galocia esta-
va sendo assolada pelo ataque dos judak.antes. "A verda-
deira retidt1o ebaseada na lei de Moises, " diziam eles. "E
um gesto bam e louvavel crer em Cristo, mas nita ·deveis
abandonar os princfpios fundamentals da circuncistlo, leis
dieteticas e do rituallevftico." Eles amaldiroavam Paulo e
seu ojfcio, fazendo com que muitosse afastassem dos ensi-
namentos do grande ap6stolo.
Paulo havia escrito as igrejas da Galacia e condenou se-
veramente os jalsos ensinamentos. "0 insensatos galatas!
quem vosfoscinou para ndo obedecerdes a verdade?" per-
guntou ele com muito pesar. (Galatas 3:1.) Foi logo depois
disso que escreveu sua carla d igreja de Roma, alertando OS
santos de 16 sobre o seu intento de visitti-los. As notfcias
que recebeu dos santos t:omanos joram bastante alentado-
ras, pois eles criam, desenvolviam-se e testificavam. Porem
a preocupartlo pela crescente ameara dos falsos mestres
ainda pesava em sua mente, pols no /ivro de Romanos,
Paulo defende poderosamente o verdadeiraretidilo e instrui
ossantosa rejeitarem qualquersistema de salvarilo quentlo
seja baseado nafe em Jesus Cristo:
Quilo ir{)nico eoJato de as eplstolas dirigidas aos roma-
nos e galotos, serem usadas seculos mais tarde como a base
para a doutrina de que as obras nt1o sllo essenciais a salva-
filo. Pode imaginar o que disse aquele homem, que jora
~oitodo cinco vezes pelos judeus, aqueles que afumavam
que tudo que precisavam fater para ser salvos erapronun-
ciar con!'ISSilO de que Jesus e0 Cristo? Pode retratar em
sua mente o que respondeu aque/e homem, que por duas
decadas havia dedicado sua vidQ aprtitica de boas obras,
aos que ettsinavam que elas niio eram necessdrias asolva-
¢o? Mas, por outro ludo, voc€ deve reconhecer que Paulo
rejeirou a ideia que os judaizantes d~endiam, ou sejo, de
que o homem pode alcun~ar o reliddo utraves de seu prO-
prio esjorfO. Essas ideioseram o extrema oposto do grara e
obras, e completamente errodas. Para encontrarmos o pon-
ro central da questiio, estudemos agora cuidadosamenre o
que Paulo escreveu aos santos de Roma. Qual o relaciona-
menro adequado que deve exislir entre nossas proprius
obras e a gra~a de J)eus? Se um homem ejriStificodo pela
je, o que issosignificapara nos?Aoestudaresta fic;iJo e me-
ditar sobre perguntas de tal mrtureza, lembre-se bern de
Paulo. o ser humano. Recorde as experiencios que moldo-
ram sua vida, naquele mome11to em que estavo sentado em
Corinto e escreveu suo eplstola aos santos em Roma.
Antes de prosseguir, /eia todas as escrituras do quadro.
QComentario~ 3lnterpretatibos
EPfSTOLA AOS ROMANOS
(39--1) Quale o Tema da Eplslola aos Romanos?
"Porque nllo me envergonho do evangelho de Cristo; pois e
o poder de Deus para a salvacao de todo aquele que ere; pri-
meiro ao judeu, e tambem do grego." (Romanos 1: 16.) Nessa
breve, porem poderosa declaracao, Paulo anuncia o tema de
sua epistola. No restante da carta, ele desenvolve esse tema e
demonstra que a justifica~ao pela fe nos proporciona a eterna
salvar;ao. Paulo amplia ainda mais esse tema, esclarecendo que
a verdadeira fe exige a retidao pessoal e obediencia aos princi-
pios do evangelho, urn fato menosprezado pelos que defen-
diam a s~vacao somente pela fe.
(39-2) Onde e Quando Fol £.&(rita?
Embora geralmente seja dificil afirmar com absoluta certeza
onde e quando uma certa epistola foi escrita, no caso da carta
aos romanos, Paulo nos da diversos indicios em seu texto, que
correspondem ao registro encontrado em Atos. Ele menciona,
por exemplo, que embora ainda nilo estivesse em Roma, pre-
tendia para Ia seguir tao logo fosse a Jerusalem entregar o di-
nheiro que havia coletado para os santos pobres da Judeia
(1; 10; 15:19-27), A natureza mais formal e melhor estruturada
desta epistola, sugere que foi escrita num periodo de relativa
346
paz e estabilidade. Em Atos 20:2-3, LucM informa que, duran-
te a terceira viagem missionaria de Paulo, o ap6stolo passou
tres meses em Corinto. Ele provavelmente estava aguardando
condi~Oes favoraveis de navega~ao para viajar a Jerusalem.
Atraves dessas evidencias, podemos af1rmar com certa segu-
ranca, que a epistola aos romanos foi escrita de Corinto, perto
do final da terceira viagem, mais precisamente durante os me-
ses de inverno dos anos 57-58 A.D.
(39-3) Quais Siio Algumas das Conlribui~oes
Mais Significativas Feitas Pela
Eplslola aos Romanos?
"A epistola aos romanos define o que eo evangelho, e faz
um resumo das leis pelas quais podemos alcancar a salvacao
completa. Ela fala claramente a respeito da queda de Adllo,
que trouxe a morte ao mundo, e do sacrificio expiat6rio, que
nos deu a vida. Ensina tambem como funciona a lei dajustifi-
ca~ao pelas obras, como os homens podem ser justificados pe-
la fee obras, por meio do sangue de Cristo. Nela encontramos
os mais explicitos ensinamentos a respeito da justificacllo pela
graca, a condicao da raca escolhida, e por que a salvacao nao
pode vir somente atraves da lei de Moises, por que a circunci-
~ao foi abolida em Cristo e como e por que a salvacllo foi leva-
da aos gentios. Essa epistola e tambem a foote principal da
doutrina gloriosa que nos ensina que somos co-herdeiros com
Cristo, esse maravilhoso princlpio sob o qual os homens, atra-
ves do casamento celestial e da continua~o da familia na eter-
nidade, podem ganhar a exalta~ao no mais elevado dos ceus...
"Em sua propria natureza, a epistola aos romanos e capaz
de gerar diferentes interpretacOes. As pessoas que nao pos-
suem o pleno conhecimento das doutrinas nela envolvidas,
acham extremamente diticil ter a verdadeira perspectiva dos
comentarios de Paulo a respeito dessas doutrinas. Urn ex~m­
plo desse fato e a ma interpretacao dada as declaracoes do
ap6stolo sobre a justifica~o pela fe, pela qual todo o mundo
sectario elevado a crer que os homens nada precisarn fazer pa-
ra alcan~ar sua propria salvar;l!o; e foi justamente essa passa-
gem que capacitou Martinho Lutero a justificar seu ponto de
vista e romper com o catolicismo, urn evento de vital impor-
tftncia para a propaga~ao da obra de Deus na terra." (McCon-
kie,DNTC, Vol. 2, pp. 212-13.)
(39-4) Roman
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  • 2.
    MANUAL DO CURSODE RELIGIÃO 211 E 21 2 Sistema Educacional da Igreja Departamento de Seminários e Institutos de Religião Copyright © 1976 A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias Todos os Direitos Reservados Impresso no Brasil 32474 059
  • 3.
    � 3Jnbíce Introdução ao Cursode Religião 2II I Introdução . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . I I Eu Sou o Caminho . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 �eção 1 2 O Messias Prometido . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . I5 3 O Filho do Pai Eterno . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21 4 "Eis o Cordeiro de Deus" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27 g;eção 2 Primeiro Ano do Ministério Público de Jesus 5 "Deveis Nascer de Novo". . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 37 6 "Porque é Este de Quem Está Escrito" . . . . . . . . . . . . . . .43 �eção 3 Segundo Ano do Ministério Público de Jesus 7 O Chamado dos Doze . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . 5 1 8 Sede Vós Pois Perfeitos . . . . . . . ... . ..... . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. 59 9 "Qualquer que Fizer a Vontade de Meu Pai" . . . . . . . . . . 67 10 "E Falou-lhes de Muitas Coisas por Parábolas . . . .. . ... 73 II "Se Alguém Receber o Que Eu Enviar Me Recebe a Mim . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 8 1 �eçaõ 4 Terceiro Ano do Ministério Público de Jesus I2 '.'Eu Sou o Pão da Vida'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 9I 1 3 "O Que Contamina o Homem" . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . 99 14 A Transfiguração de Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 105' 15 Eu Sou a Luz do Mundo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 1 1 1 6 Os Dois Grandes Mandamentos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 17 17 A Qualquer Que Muito For Dado Muito se Lhe Pedirá . 123 18 Alegrai-vos Comigo, porque já Achei a Dracma Perdida . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 129 1 9 "O Que Me Falta ainda?" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137 &eção 5 A Semana do Sacrifício Expiatório e da Ressurreição 20 A Entrada Triunfal . . ... .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 147 21 "Ai de vós... Hipócritas" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 1 55 22 "Que Sinal Haverá da Tua Vinda?" . • . . . . . . . . . . . . . . . 163 23 ''Assim Como Eu Vos Amei'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171 24 '' A Minha Paz Vos Dou'' .. . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . 177 25 "Todavia Não Se Faça a Minha Vontade, Mas a Tua" . . 183 26 "Não Acho Culpa Alguma Neste Homem" . . . . . . . . . . 191 O Glorioso Ministério na Palestina 27 ' 'Ele Ressuscitou''! . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . 205 28 "Eu Sei Que Ele Vive" . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . .213 Seção de Mapas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 221 2 1 2 Índice . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . 239
  • 4.
    � 3Jnbíce Introdução ao Cursode Religião 212 Introdução �eção 7 A Igreja se Expande à Medida que se Propaga o Testemunho . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 247 29 "Vós Sois as Minhas Testemunhas, Diz o Senhor" . . . . 257 30 "Deus Não Faz Acepção de Pessoas" . . . . . :. . . . . . . . . 267 3 1 "Este é Para Mim Um Vaso Escolhido" . . . . . . . . . . . . . 275 32 "Eu te Pus Para Luz dos Gentios" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 283 �eção 8 O Testemunho de Paulo Como Missionário 33 A Vinda do Senhor Jesus Cristo . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 291 34 "Para Que a Vossa Fé Não se Apoiasse na Sabedoria dos Homens'' . . . . . . · . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 305 35 "Fazei Isto em Memória de Mim" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3 1 1 3 6 "Procurai Com Zelo os Melhores Dons" . . . . . . . . . . . . . 321 37 " A Momentânea Tribulação Produz para nós um Peso Eterno ,de Glória mui excelente" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 327 38 "Porque Tudo o que o Homem Semear, isso também Co- lherá" . . . . . : . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 335 39 "O Homem é Justificado pela Fé" . . . . . . . . . . . . . . . . . . 345 40 "Herdeiros de Deus e Co-Herdeiros com Cristo" . . . . . 355 41 "Escolhidos antes da Fundação do Mundo" . . . . . . . . . 363 �eção 9 Paulo Testifica da Prisão 42 "Como de Mim Testificaste em Jerusalém, assim Importa que Testifiques também em Roma" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 375 43 "Sois. . . concidadãos dos santos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 383 44 ''Sê o Exemplo dos Fiéis'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 395 �eção 10 O Testemunho de Paulo aos Líderes do Sacerdócio 45 "Combati o Bom Combate, acabei a Carreira, guardei a fé" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 409 46 "Prossigamos até a Perfeição" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 419 47 "Pelo Sangue Sereis Santificados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 429 48 "Fé: A Prova das Coisas que se não vêem . . . . . . . . . . . . 435 �eção 1 1 Os Apóstolos Antigos Testificaram ao Mundo 49 ' 'A Religião Pura e Sem Macula'' . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449 50 "Porque por isto foi pregado o evangelho também aos mor- tos" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 459 5 1 "Participantes da Natureza divina" . . . . . . . . . . . . . . . . . 467 52 "Andaremos na luz, como ele na luz está" . . . . . . . . . . . 475 53 "Porque se Infiltraram alguns homens ímpios" . . . . . . . 481 �eção 12 João Testifica do Triunfo da Igreja 54 ''A Revelação de Jesus Cristo a seu servo João . . . . . . . . 499 55 ' 'Os Reinos do Mundo Vieram a ser de Nosso Senhor' ' . 509 56 "Eis que Deoressa Venho; e o meu Galardão está Comigo" . . . . . . . . .. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 5 19 Apêndice A . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 527 Apêndice B . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .. . . 533 Apêndice C . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 536 Apêndice D . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 540
  • 5.
    3Jntrobução QUAL DEVE SERNOSSA META OU PROPÓSITO AO FAZERMOS ESTES CURSOS? O objetivo destes cursos é proporciOnar-lhe a oportunidade de conhecer o Salvador de modo íntimo, pessoal e eficaz. Ao completar estes dois cursos, você deverá estar apto a procla­ mar, como Pedro: "Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo." (Mateus 1 6: 16.) Os discípulos de Jesus sabiam como conseguir um testemunho tão fervoroso. Foi João, o Amado, que testifi­ cou das profundezas de sua alma: "E sabemos que já o Filho de Deus é vindo, e nos deu entendimento para conhecermos o que é verdadeiro. . .(! João 5 :20.) Você também poderá conhecer aquele que é verdadeiro. Como Posso Alcançar Esse Objetivo de Maneira Mais Eficaz? O Salvador disse: "Eu sou o pão da vida; aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede. " (João 6:35 . ) Cada lição foi programada para trazê-lo mais per­ to do Salvador, a fim de que possa partilhar do pão da vida e saciar-se espiritualmente. Cada lição tem uma designação de leitura do Novo Testamento, que será a parte fundamental de seu estudo. Você deverá ler cuidadosamente as Esc:-ituras de­ signadas, j untamente com o material da lição. Se cumprir este requisito, terá lido todo o Novo Testamento ao chegar ao tér­ mino destes cursos. (Observação: Para os alunos que partici­ pam das aulas regulares no Instituto ou faculdades da Igreja, o estudo do Novo Testamento foi dividido em dois semestres ou três trimestres; mas os alunos das áreas onde são realizados cursos individuais, o estudo do Novo Testamento ocupa o pe­ ríodo de um ano.) O estudo das Escrituras, em conjunto com a oração sincera pode constituir uma fonte de revelação pessoal e um meio para aumentar o poder espiritual em sua vida diária. Por Que É Necessário Ter Um Manual do Alune? Alguns trechos dos Evangelhos e dos escritos e cartas dos apóstolos antigos não são facilmente compreendidos pelos alu­ nos da época atual. O que Pedro disse a respeito de algumas epístolas de Paulo - que há "pontos difíceis de entender" (TI Pedro 3 : 16), - também se aplica a outros escritos do Novo Testamento. Os textos deturpados, a linguagem arcaica e a nossa falta de conhecimento do ambiente doutrinário, históri­ co e geográfico são algumas das razões pelas quais encontra­ mos certa dificuldade na leitura e compreensão do Novo Tes­ tamento. Por esse motivo, foi organizado este manual do alu­ no. Ele será de grande ajuda, proporcionando-lhe os seguintes benefícios: 1. Material básico para ajudá-lo a compreender o mundo grego, romano e judaico, no qual Jesus pregou e de onde emergiu a igreja primitiva. 2. Informação básica a respeito de personagens importantes do Novo Testamento e governantes romanos e judeus da­ quela época. 3 . Informações históricas referentes a cada livro d o Novo Testamento. 4. Comentários interpretativos a respeito das passagens mais importantes e também sobre algumas Escritu�as de dificil entendimento.
  • 6.
    5. Uma seçãode mapas que ajudam a localizar locais impor­ tantes e mostram as jornadas de Jesus e do Apóstolo Pau­ lo. 6. Uma tabela cronológica que apresenta as datas aproxima­ das ou específicas dos eventos estudados. Como o Manual Foi Organizado. As cinqüenta e seis lições deste manual estão divididas de modo que se correlacionem com a provável ordem cronológica do Novo Testamento, conforme se encontram indicadas nos "blocos de leitura." Cada lição foi agrupada em uma seção. Há doze seções neste manual, cada uma delas cobrindo um pe­ ríodo específico da vida do Salvador e dos apóstolos. O pano­ rama da lição fornecerá informações específicas que o ajuda­ rão nas lições subseqüentes. As seções de 1 a 6tratam da vida e dos ensinamentos de Jesus (Curso de Religião n? 21 1), e as se­ ções de 7 a 12 abordam o ministério dos apóstolos (Curso de Religião n? 212.) A finalidade deste manual não é substituir a leitura do Novo Testamento; pelo contrário, é somente um guia para ajudá-lo a organizar-se e obter o máximo possível do estudo das passa­ gens escriturísticas. O esboço abaixo do formato usado em ca­ da lição indica esse propósito: 1 . Um tema extraído de cada bloco de leitura. 2. Uma breve seção introdutória que estabelece o cenário pa­ ra as Escrituras que serão estudadas. 3. Designação de um bloco de leitura, que inclui um mapa e uma tabela cronológica. 4. Uma seção de comentários interpretativos, contendo es­ clarecimentos (principalmente de líderes da Igreja) que o ajudarão a resolver determinadas dificuldades e também passagens de difícil entendimento. 5. Uma seção intitulada "Pontos a Ponderar", que chamará sua atenção para alguns dos principais temas doutriná­ rios daquela parte do Novo Testamento e lhe proporcio­ nará oportunidade de meditar profundamente sobre co­ mo aplicá-los em sua vida diária. Encontrará também materiais úteis para o seu estudo na se­ ção de mapas (que se encontra no meio do manual) e também na seção de materiais suplementares (no fim do manual.) Como Utilizar o Manual do Aluno. O texto básico do curso é o Novo Testamento. O propósito 2 do manual do aluno não é substituir a leitura das Escrituras, nem pode substituir a orientação inspirada do Espírito Santo que você procura humildemente através da oração. Eis algu­ mas sugestões a respeito de como o manual do aluno pode ser usado de maneira mais eficaz: 1 . Em todo capítulo, você receberá uma designação de leitu­ ra. O número de capítulos que terá de ler para cada perío­ do de aula varia de acordo com a orientação de seu instru­ tor, ou conforme esteja estudando em regime de semestre, trimestre ou individual. Seja qual for o sistema, se cum­ prir conscientemente suas designações de leitura, estará em condição de ler todo o Novo Testamento, obedecendo à ordem cronológica em que as mensagens e epístolas do Evangelho são apresentadas. 2. Estude as informações básicas a respeito dos personagens importantes e do livro que está sendo estudado, antes de ler o texto do Novo Testamento. Através desse método, poderá entender melhor as Escrituras, à medida que as ler. 3. Leia os comentários a respeito das passagens escriturísti­ cas de difícil interpretação. 4. Consulte a seção de mapas e localize os diversos lugares mencionados no Evangelho ou nas epístolas. Compare es­ ses locais bíblicos com sua localização atual. QUE VERSÃO DA BÍBLIA DEVO USAR? Existem atualmente inúmeras traduções da Bíblia. Os líde­ res da Igreja esclareceram muitas vezes qual a versão que os SUD devem usar. Eis alguns exemplos de tais conselhos: "...Nenhuma dessas (outras) versõesdaBíblia em inglês ultra­ passa a do Rei Tiago, em beleza de linguagem, conotação espi­ ritual e provavelmente também na fiel observância do texto disponível aos tradutores da época. Esta é a versão usadapela Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias em todos os seuspronunciamentos oficiais, tanto no país como no exte­ rior. A literaturadaIgreja cita invariavelmente a versão do Rei Tiago. A Igreja usa outras versões somente para ajudar a es­ clarecer passagens que são obscuras na versão autorizada. , , (Widtsoe, Evidences and Reconciliations, p. 1 20.) "A Versão do Rei Tiago, ou Versão Autorizada, 'na medida em que for correta a sua tradução', é a versão adotada pela Igreja desde a época de sua organização. •• (J. Reuben Clark, Jr. em CR, abril de 1954, p. 38)
  • 7.
    "A Bíblia oficialde nossa Igreja é a Versão do Rei Tiago." (Editorial, Church News, 14 de novembro de 1970, p. 1 6.) Isso não quer dizer que a Versão do Rei Tiago seja uma tra­ dução perfeita. O Élder James E. Talmage esclareceu esse pon­ to com o seguinte parecer: "Não há e nãopode haver uma tradução absolutamentefide­ digna desta e de outras escrituras, a menos que se tenhafeito por intermédio do dom da tradução, como umadasdádivas do Espírito Santo. O tradutor deve ter o espírito doprofeta, se de­ seja expressar em outro idioma aspalavras doprofeta; e a sa­ bedoria humana, por si só, não conduz a estapossessão. (Tal­ mage, Regras de Fé, p. 221 .) O Profeta Joseph Smith iniciou tal empreendimento de tra­ duzir as escrituras bíblicas por intermédio do Espírito Santo, sob a direção e mandamento do Senhor. (Ver D&C 45:60,61; 93:53.) A seguinte informação nos instrui a respeito da condi­ ção da Versão Inspirada na Igreja atual: "A Versão Inspirada (como é chamada por seus editores) não supera a Versão do Rei Tiago como versão oficial da Bí­ blia utilizadapela Igreja, mas as explicações a alteraçõesfeitas pelo Profeta Joseph Smith nosfornecem melhor esclarecimen­ to e um comentário proveitoso de muitas passagens bíblicas. "Parte desses esclarecimentos e alterações feitos peloProje­ taforamfinalmente aprovados antes de sua morte; e algumas delas têm sido citadas em materiais instrutivos da Igreja aluai­ mente, ou poderão sê-lo no futuro. Da mesmaforma, esses trechos da Versão Inspiradapodem ser usados por autores e professores da Igreja, juntamente com o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e Pérola de Grande Valor, além de interpretações bíblicas, aplicando sem­ pre a injunção divina de que "quemfor iluminado pelo Espíri­ to, se beneficiará pela sua leitura. "(D&C 91:5.) Sempre que o Livro de Mórmon, Doutrina & Convênios e a Pérola de Grande Valor oferecem informações relativas à in­ terpretação bíblica, deve-se darpreferência a eles ao escrever e ensinar. Porém, quando estas fontes de revelação moderna não fornecerem a mesma informação significativa disponível na Versão Inspirada, então esta deve ser usada.(Church News, Editorial 7 de dezembro de 1974, p. 16.) Neste manual, foram usadas referências da Versão Inspira­ da com o propósito de esclarecer passagens escriturísticas par- 3 3Jntrobução ticularmente vagas ou falhas na Versão do Rei Tiago, ou ver­ são autorizada. Como Tirar o Maior Proveito deste curso? Leia estas passagens das escrituras e medite sobre o que elas significam para o seu estudo pessoal. JOÃO 7:16,17. Esta passagem "é a chave que destrava a porta do conheci­ mento de nossa existência eterna. Se os homens seguirem essa instrução, conhecerão a verdade e reconhecerão que Jesus Cristo é de fato o Filho de Deus e o Redentor do mundo; que ele ressurgiu dentre os mortos no terceiro dia e, após sua res­ surreição, apareceu aos seus discípulos." (Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 3 1 6.) I JOÃO 2:3-5. ' ' . . .estas passagens das escrituras, afirmo, formam a chave pela qual se desvendam os mistérios da vida eterna. . . Todos nós podemos conhecer a verdade; não estamos desamparados. O Senhor tornou possível a cada homem conhecer a verdade pela observância destas leis e através da orientação do Espírito Santo. . ."(Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 317.) ll TIMÓTEO 2:15. Nessa passagem, há duas razões que o motivarão a estudar: ( 1) para sentir-se aprovado por Deus (não apenas para ganhar pontos), e (2) tornar-se um estudante das Escrituras realmente capaz de entender e usar a palavra da verdade. Tendo sempre essas escrituras em mente, seu estudo será muito proveitoso. 1 . Faça das escrituras o seu estudo principal neste curso, uti­ lizando o manual apenas como suplemento. 2. Combine seu estudo com oração sincera e freqUente. 3. Esforce-se por guardar os mandamentos de Deus. Que você possa desfrutar das bênçãos pessoais que sem­ pre acompanham o estudo devotado e a obediência aos mandamentos do Senhor.
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    1 "�u �ou oQCamínbo" TEMA: " 'Como podemos saber o caminho?', perguntou Tomé, quando se achava sentado á mesa com os apóstolos e seu Senhor, após a ceia, naquela memorável noite da traição; e a resposta divinade Cristofoi: 'Eu sou o caminho, e a ver­ dade e a vida. . .(Jodo 14:5-6)E realmente o é! Jesus é afon­ te de nosso alívio, a inspiração de nossa vida e o autor de nossa salvação. Se quisermos saber como deve ser o nosso relacionamento com Deus, comparemo-lo com o que teve Jesus Cristo. Se desejarmos conhecer a verdade da imortali­ dade da alma, temo-la exemplificada na ressurreição do Salvador. Se quisermos aprender qual é a maneira correta de viver- mos entre nossos semelhantes, podemos encontrar o exem­ plo perfeito na vida de Jesus. Sejam quaisforem os nossos mais nobres desejos, nossas mais elevadas aspirações e ideais em qualquerfase de nossa vida, poderemos olharpa­ ra Cristo e encontrar a perfeição. Portanto, sempre que procurarmos encontrar o padrão para o vigor moral, preci­ sanws apenas ir ao Homem de Nazaré e nele encontramos todas as virtudes necessáriaspara tornar-se um homemper­ feito. (David O. Mckay, em CR, abril de 1968, pp. 6:7.) INTRODUÇÃO Este curso o ajudará a se achegar mais ao Salvador do mun­ do, o Senhor Jesus Cristo. Espera-se que você adquira maior testemunho e certeza de que ele é um Redentor vivo e pessoal, e que se sinta mais determinado do que nunca a servi-lo e par­ ticipar de sua grande e infinita expiação. Embora seja uma ele­ vada meta, ela sem dúvida e'itá a seu alcance. Você pode en­ contrar uma experiência rica e espiritual, se fizer deste curso um empreendimento tanto acadêmico como espiritual. 5 Qual o Meio Mais Eficaz de Alcançar essa Meta? Primeiramente, lembre-se de que os quatro evangelhos são o texto básico deste curso. Portanto, será de importância vital que leia as Escrituras juntamente com este manual. Cada lição tem uma designação de leitura extraída de Mateus, Marcos, Lucas e João, que constitui a parte principal do curso. Se cumprir a designação de leitura requerida em cada lição, você terá lido os quatro evangelhos (Mateus, Marcos, Lucas e João) ao terminar este curso. As passagens escriturísticas de­ signadas estão programadas em ordem cronológica (até onde é conhecida), e nem sempre seguem a seqUência em que se en­ contram no Novo Testamento. O desenrolar do drama da vida mortal do Mestre será mais compreensível, quando lido na se­ qUência cronológica. Em segundo lugar, além de ler as escrituras e estudar o ma­ nual, lembre-se do quanto é importante a oração pessoal e o viver de modo que possa merecer a inspiração do Senhor en­ quanto estuda. O Élder Ezra Taft Benson declarou: ''Aprender a respeito de Cristo exige estudo das escrituras e dos testemunhos daqueles que o conhecem. Chegamos a conhecê-lo através da oração, inspiração e revelação que Deus prometeu aos que guardam os seus mandamentos." (CR, ou­ tubro de 1972, p.53.) Os Quatro Evangelhos Durante este curso, você estudará os evangelhos, ou, como são chamados na Versão Inspirada (compare com D&C 88: 141), os "testemunhos" de Mateus, Marcos, Lucas e João. Em vez de ler todos eles, um de cada vez, você descobrirá que
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    as designações deleitura contidas na lição combinam os qua­ tro evangelhos num arranjo cronológico (chamado de "har­ monia do Evangelho") que sintetiza todos os quatro registros escriturísticos. Cada um desses autores inspirados presta seu próprio e sin­ gular testemunho concernente ao Evangelho de Jesus Cristo e também testifica a respeito do Mestre, tudo isto com um único objetivo final. Observe, por exemplo, as palavras de João: "Estes, porém, foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome., (João 20:31 . Itálicos nossos.) Embora todos os quatro evangelhos tenham muita coisa em comum, cada autor inclui material informativo que não se encontra nos demais e testifica a respeito do Salvador de maneira ligeiramente diver­ sa. Mateus, Marcos e Lucas abordam os assuntos de um modo bastante similar, embora individualmente pareçam ter escrito para um determinado grupo de pessoas. Por esse motivo, os seus escritos são chamados de evangelhos "sinóticos." (A pa­ lavra "sinótico" é de origem grega e significa "do mesmo pon­ to de vista.") As informações e o ponto de vista de João dife­ rem notavelmente, mas apesar disso, contêm muitas informa­ ções históricas que também constam nos outros três. O Evangelho de Mateus O Evangelho de Mateus é caracterizado por uma grande ên­ fase em como a vida de Jesus cumpriu as profecias do Velho Testamento e inclui muitos discursos importantes do Mestre, como o Sermão da Montanha (Mateus 5-7), um discurso sobre as parábolas do reino (Mateus 1 3), e um extenso discurso críti­ co sobre os escribas e fariseus (Mateus 23). Mateus retrata im­ pressivamente a Jesus como o rei e juiz de Israel, uma pessoa que ensina com grande poder e autoridade. Seu evangelho criaria um impacto principalmente nos leitores judeus. O Evangelho de Marcos O Evangelho de Marcos é o mais curto e apresenta uma ima­ gem comovente de Jesus, cheia de ação, e salienta o poder mi­ lagroso do Mestre. Devido a esse retrato dinâmico, muitos eru­ ditos julgam que Marcos escreveu tendo em mente os leitores romanos. Marcos parece ter convivido intimamente com Pe­ dro depois da morte do Salvador, pois muitos notam as in­ fluências das narrativas deste nos escritos de Marcos. O Evangelho de Lucas Devido ao idioma grego altamente refinado e modo compas­ sivo de retratar o Salvador, muitos pensaram que Lucas o es­ creveu para os gregos do mundo antigo. Seu evangelho é ca­ racterizado por uma grande ênfase no perdão e amor, indican- 6 do nas parábolas só encontradas em seus escritos (tais como a do Filho Pródigo) que o pecador pode encontrar descanso e paz em Jesus. Lucas também nos dá uma importante visão do papel das mulheres durante o ministério e vida de Jesus. So­ mente ele relata a visita do anjo a Zacarias e Isabel, mãe de João Batista; somente ele fala da viagem de José e Maria a Be­ lém e descreve o nascimento de Jesus. O Evangelho de João Embora o Evangelho de João nos dê um quadro mais íntimo do Mestre, acentuando o seu relacionamento com o Pai, sua associação com os Doze, e assim por diante, o propósito de João parece ter sido antes testificar a respeito de Jesus como o Cristo do que detalhar os locais e acontecimentos de seu minis­ tério. Através de seus escritos, podemos obter um poderoso testemunho de Jesus como o Filho de Deus, de Jesus como o Messias, de Jesus como o Bom Pastor, de Jesus como o Cami­ nho, a Verdade e a Vida, e de Jesus como a Ressurreição e a Vida. Prefácio Histórico de seu Estudo do Novo Testamento Se desejar fazer um estudo mais amplo do cenário histórico da Palestina na época de Jesus, você poderá encontrar ótimos comentários e histórias na biblioteca pública de sua cidade ou escola. Para cumprir o nosso objetivo, daremos aqui um breve pa­ norama histórico que abrange aproximadamente quatrocentos anos entre a época de Malaquias e o ministério do Mestre. A Palestina, também chamada de Terra Santa, foi primitivamen­ te dada a Abraão pelo Senhor como herança para ele e a sua posteridade através de !saque e Jacó, sob a condição de servi­ rem fielmente ao Senhor como um povo peculiar e do convê­ nio. Entretanto, discórdia e apostasia fizeram com que ocorresse uma dispersão da casa de Israel, e dez tribos foram levadas em cativeiro para os países do norte (cerca de 722 A.C). Também os judeus foram levados para a Babilônia no ano 587 A.C., de onde alguns retornaram aproximadamente no ano de 530 A.C. Por ocasião dos escritos de Malaquias (cerca de 400 A.C.), apenas alguns remanescentes da casa de Israel ainda viviam na terra de Canaã principalmente da tribo de Judá, cercados por tribos gentias e un·s poucos hebreus apóstatas dispersos. Este ponto da história encontra o povo da promessa vivendo sob o jugo do quase tolerante governador do império medo-persa. Alguns séculos depois,entrou em cena um novo poder: Ale­ xandre, filho e sucessor de Felipe, rei da Macedônia, que con­ tinuou o processo de fusão das cidades-estado gregas iniciado
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    por seu pai.Com seus exércitos, subjugou com êxito os persas, sírios, egípcios, babilônios e outros povos, criando um novo império naquela parte do mundo, onde ocorreram a maioria dos eventos históricos do Novo Testamento. Os judeus encontravam-se agora sob o jugo de um novo senhor, e os mais fiéis de modo geral se indignavam com a mudança que os usurpadores gentios haviam provocado em seu estilo de vida. Com a morte de Alexandre, que não deixou herdeiros, o im­ pério foi dividido entre seus generais, ficando Ptolomeu gover­ nando o Egito e sul da Síria, e Antígono reclamando a maior parte do norte da Síria e oeste da Babilônia. Seleuco I derrotou Antígono e iniciou uma batalha para controlar a Palestina, es­ trategicamente situada, colocando os judeus na posição delica­ da de estarem sujeitos primeiro a um dos poderes, e depois ao outro. Os judeus não somente sofriam sob esse penoso tumulto po­ lítico, como tal circunstância gerou considerável desunião en­ tre os mesmos; alguns tentavam aliviar sua posição h1suportá­ vel participando integralmente da cultura popular grega, en­ quanto outros procuravam com o mesmo zelo manter sua pe­ culiaridade e isolamento, a todo custo. O resultado disso foi um povo judeu dividido. Um século após a morte de Alexandre (cerca de 200 A.C.), a Síria controlava firmemente a Palestina. Antíoco IV (Epifa­ nes), talvez aborrecido por sua incapacidade de derrotar o Egi­ to, retornou a Jerusalém com a firme determinação de subme­ ter os judeus às práticas religiosas de seu reino. O judaísmo foi completamente proscrito. Possuir ou ler a Torá era crime pu­ nido com a morte; foram proibidas a observância do Sábado e da circuncisão; as muralhas de Jerusalém foram destruídas, e milhares de seus habitantes mortos, e outros milhares vendido� como escravos. O templo foi convertido num santuário dedi­ cado aos deuses do Olimpo, e colocada uma imagem de Zeus sobre o altar e sacrificado um porco em honra do falso deus. Tais atrocidades, juntamente com outras práticas ultrajantes, eram cometidas com o propósito premeditado de embaraçar os judeus, profanar sua religião e desencorajar a observância da lei judaica. Contudo, o Senhor não havia esquecido o seu povo do con­ vênio. De uma forma milagrosa, os judeus e sua religião conse­ guiram sobreviver. As circunstâncias odiosas criadas pelos opressores foram grandemente responsáveis pela revolta dos Macabeus, uma família judaica que liderou o povo e teve êxito em expulsar os sírios. A partir dessa época, os judeus começa- 7 �apítulo 1 ram a d.esfrutar de uma pseudo-independência que durou aproximadamente cem anos (de 166 A.C. a 63 A.C.) A pressão helenizadora dos sírios parecia haver consolidado os judeus num grupo resistente, capaz de preservar a sua identidade en­ tre as nações em que foram dispersos. Quando a liderança macabéia se transformou numa entida­ de política corrupta, a Palestina, através de intriga política, fi­ cou novamente sujeita a um império estrangeiro - Roma - que logo fez o povo judeu sentir sua tirania através da designação de homens ambiciosos e cruéis. Herodes, o Grande, sucessor de seu pai, Antipater, era idumeu, de linhagem gentia, e exer­ ceu uma forte liderança. Herodes manteve sua posição muitas vezes à custa da vida de outras pessoas, inclusive da esposa e de alguns de seus fi­ lhos. Foi ele quem ordenou o massacre das crianças judaicas em Belém, logo após o nascimento do Salvador. Após a morte de Herodes, o Grande, seu domínio palestino foi dividido em três partes. Por ocasião do ministério de Jesus, essas áreas eram governadas por: 1 . Herodes Filipe (lturéia e parte nordeste da Galiléia). Era filho de Herodes, o Grande. Foi um governador relativa­ mente tolerante. 2. Pôncio Pilatos, procurador romano (Judéia, Samaria, e lduméia.) Lemos a seu respeito em conexão com o julga­ mento de Jesus. 3. Herodes Antipas (Galiléia e Peréia.) Também era filho de Herodes, o Grande. É mencionado no Novo Testamento em conexão com o julgamento de Jesus. Antes desse acontecimento, fora.responsável pela prisão e morte de João Batista. Os eventos desse período muito contribuíram para explicar a necessidade sentida pelos judeus de que viesse o Messias, há tanto tempo predito. E não viam nenhuma esperança de digni­ dade nacional, a não ser através de uma salvação política espe­ tácular pelas mãos de um poderoso Salvador. Como veremos durante este curso, Jesus veio oferecendo­ lhes algo muito mais glorioso do que a salvação nacional. Uma indescritível felicidade e paz poderia ter entrado no coração de cada judeu, além de participarem com grande alegria do esta­ belecimento do reino de Deus na terra!
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    Festa de casamenro águaem vinho C , , ana·�.'
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    �eção 1 ® �ranbe3/tobá 1!lesce à t!terra LIÇÕES: 2. O Messias Prometido. 3. O Filho do Pai Eterno. 4. "Eis o Cordeiro de Deus. " U M TESTEMUNHO D E JESUS! Antes de ler as lições contidas nesta seção, recomendamos que leia este pro­ nunciamento clássico do Presidente J. Reuben Clark Jr., que lhe dará uma vi­ são geral e perspectiva para seu estudo da vida do Senhor. A MAJESTADE DE CRISTO Quem é Este Jesus a Quem Adoramos? Quem é o Salvador, este homem a quem adoramos? Muitas vezes, pensa­ mos ser os únicos que ouviram falar dele e que de certo modo nos pertence, que é o nosso Salvador e talvez não muito co­ nhecido mundialmente. Ao inicar meu discurso, gostaria de ler algumas palavras do livro de Moisés, primeiro capítulo, principiando pelo versículo 32. Aqui quem fala declara ser o "Senhor Deus Todo-poderoso, e Infi- nito é o meu nome. . . E as criei pela pala- vra do meu poder. . .'' Ele estava mostrando a Moisés, en­ quanto conversavam "face a face," a criação que o Pai havia feito. ''E eu as criei pela palavra do meu po­ der, que é meu Unigênito, cheio de graça e verdade. ''E criei mundos sem número e tam­ bém os criei para o meu próprio intento; e por meio do Filho, que é o meu Unigê­ nito, eu os criei. . . " . . . Porque eis que h á muitos mundos que pela palavra do meu poder (o qual é seu Filho Unigênito) deixaram de existir. E há muitos que hoje existem e são in­ contáveis para o homem; mas, para mim, todas as coisas são contadas, por­ que são minhas e eu as conheço. . . "E Deus, o Senhor, falou a Moisés e disse: os céus são muitos e são incontá­ veis para o homem; mas para mim são contados, porque eles são meus. E assim como deixará de existir uma terra com seus céus, assim também apa­ recerão outras; e não têm·fint as minhas 9 obras, nem tampouco as minhas pala­ vras (Moisés 1 :3, 32-33, 35, 37-38.) A Criação Não Foi Obra de Um �maüor. Não foi um novato, um amador, al­ guém realizando sua primeira experiên­ cia que desceu no princípio, depois do grande conselho, com outros Deuses; eles procuraram e encontraram o lugar onde havia "espaço" (assim nos conta o registro de Abraão) e, tomando dos ma­ teriais que encontraram nesse "espaço", fizeram este mundo. Gostaria de sugerir-lhes duas ou três coisas. Espero não confundi-los em de­ masia, mas, nesta galáxia - e os céus que vemos são a galáxia à qual pertencemos - ou seja, do ponto onde permanecemos ou flutuamos, podemos ver um bilhão de anos-luz à nossa volta. Um ano luz é a distância que a luz, viajando à veloci­ dade de 300 000 Km por segundo, per­ corre em um ano. Os astrônomos nos di­ zem que presentemente podemos, per­ manecendo no centro, pesquisar um bi­ lhão de anos-luz no espaço. Para onde nos locomovemos, como nos locomovemos e com que rapidez, não sabemos. Ao olharmos para os céus,
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    não os vemoscomo hoje se constituem. Vemo-los como eram há certo número de anos-luz, quando a luz principiou a vir deles· para nós. Se estão a cem mi­ lhões de anos-luz de distância, foi há cem milhões de anos atrás. O Tamanho e Formato da Nossa Galáxia Diz-se que existem cem milhões de galáxias* dentro desse raio, iguais à nos­ sa. Dizem que esta galáxia na qual vive­ mos e existimos, tem cem mil anos-luz de diâmetro. Os astrônomos agora confessam o que não confessavam antigamente - que po­ de haver, e provavelmente há, muitos mundos iguais ao nosso. Alguns dizem que provavelmente existiram nesta galá­ xia, desde o seu início, um milhão de mundos semelhantes ao nosso. E criei mundos sem número,'' por meio do "meu Unigênito," (Moisés 1 :33). Repito, nosso Senhor não é um novato, um amador; ele seguiu esse pro­ cesso inúmeras vezes. E, se raciocinarmos que nesta nossa galáxia talvez existiram, desde o seu princípio, até hoje, um milhão de mun­ dos, e multiplicarmos esse número pelos milhões de galáxias, ou seja, cem mi­ lhões de galáxias que nos cercam, então poderemos fazer idéia de quem é este Homem a quem adoramos. *(Observação: Desde a época em que o Presidente Clark escreveu este artigo, a astronomia expandiu grandemente seu conhecimento. O universo que agora co­ nhecemos é de aproximadamente dois e meio bilhões de anos-luz de diâmetro, e os astrônomos afirmam que existem pelo menos dez bilhões de galáxias. Ver, por exemplo, o artigo de Kenneth F. Wea­ ver, "Tre Incredible Universe," Natio­ nal Geographic, maio de 1974, pp. 589- 625) O Propósito da Nossa Criação Jesus Cristo é um membro da Trinda­ de, constituída pelo Pai, pelo Filho e pe­ lo Espírito Santo. Ele participou do grande conselho dos céus, que decidiu a construção de um mundo - um mundo ao qual poderíamos vir como seres mor­ tais, a fim de trabalharmos por nossa salvação. Não posso deixar de pensar que esse mesmo propósito esteve presente incon­ táveis números de vezes, enquanto nosso Salvador realizava seu trabalho de cria­ ção de mundos, conforme fez por nós. "E criei mundos" por meio do "meu Fi­ lho Unigênito," (Moisés 1 :33.) Do Trono à Manjedoura Vivia na Palestina, em Nazaré, um ca­ sal, José e Maria. Tinham viajado de Nazaré a Belém, a fim de pagar determi­ nado imposto decretado pelo imperador romano. Este era o propósito aparente. Ela, grávida, viajou a distância toda montada, provavelmente, numa mula, com os cuidados e a proteção que deve­ riam ser dispensados a alguém que daria à luz um semi-Deus. Homem algum na história deste mundo jamais teve tal des­ cendência - Deus o pai, por um lado, e a Virgem Maria pelo outro. Quando chegaram a Belém, não con­ seguiram lugar na hospedaria. Todos os quartos estavam tomados; portanto, 10 viram-se forçados a se abrigarem numa estrebaria, onde o infante recém­ nascido, acabado de vir do trono de Deus, teve que ser depositado numa manjedoura, e "desceu abaixo de todas as coisas para que pudesse elevar-se so­ bre todas as coisas.'' Sinto grande sim­ patia por José. Era o esposo de Maria, mas não o pai do Filho que ela estava, para dar à luz. Muitos anos depois, os judeus o ridicularizaram, devido a esse fato. As Condições Existentes na Palestina Cristo encontrou o mundo numa con­ dição caótica. A Palestina não era um lugar de paz, amor e fraternidade. Era, isso sim, habitação de algumas das mais terríveis paixões à solta naqueles tem­ pos; paixões que foram companheiras constantes daqueles que rodeavam o Sal­ vador. Vocês certamente recordam sua via­ gem quando, aos doze anos de idade, ocasião em que aparentemente indicou pela primeira vez, pelo menos para a compreensão de Maria, quem era; foi então que, após três dias de procura, o encontraram finalmente, conversando com os eruditos do país. Maria reprovou-o, dizendo: "Teu pai e eu. . ." (fazendo referência a José, o que indica ter sido ele fl.el ao seu relacionamento para com seus pais terrenos). . . Disse-lhe " . . .teu pai e eu ansiOSIJS te procuráva­ mos" e ele replicou com aquela grande
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    revelação. "...Não sabeisque me con­ vém tratar dos negócios de meu Pai?" (Lucas 2:48-49) Jesus, porém, voltou para Nazaré e habitou com eles, como carpinteiro, fi­ lho de carpinteiro, até o início de sua missão. E então, ao encontrarem-no fa­ zendo maravilhas e distribuindo infor­ mações maravilhosas e grande conheci­ mento, diziam: "Não é este o filho do carpinteiro?" (Ver Mateus 13:55.) Jesus viveu num lar pobre, ele, o único ho­ mem nascido nesta terra com natureza semi-divina e semi-mortal. Habitou en­ tre os mais pobres, pregou entre eles e entre eles fez seus milagres. Passou a vida toda acompanhado dia após dia dos inimigos que oteriam exter­ minado, não fosse a grande missão que tinha a cumprir. A Confusão Judaica Posso compreender, pelo menos até certo ponto, a dificuldade encontrada pelos judeus. Reconheciam em seus mi­ lagres o mesmo tipo de maravilhas que haviam sido feitas pelos profetas no de­ correr de sua história. Ele v�olou as leis da gravidade, andando sobre a água; Elias fez um machado flutuar na água. Ressuscitou os mortos. Alimentou seus seguidores com pães e peixes; o Pro­ feta Elias alimentou uma centena de pessoas com pouca coisa e assegu­ rou o suprimento de óleo da viúva. Eles haviam visto a manifestação de todos esses grandes princípios, conheciam­ nos, e foi-lhes muito difícil reconhecer que havia algo mais, muito superior em Jesus. Tenho pensado em alguns desses mila­ gres no sentido de terem sido feitos por um Criador, demonstrando o seu poder criativo, particularmente alguns que eu reputo como milagres criativos: quão simples deve ter sido para um membro da Deidade que criou universos transfor­ mar água em vinho. Alimentar as cinco mil pessoas foi ainda mais simples. Espero que nenhum de vocês se sinta perturbado pela estreiteza de pensamen­ to, chegando a racionalizar ou sugerir que a multidão foi alimentada com lan• ches que haviam trazido consigo. Esse Criador do universo fez de cinco pães e dois peixes, comidél suficiente para alimentá-los a todos. Talvez para silen­ ciar eventuais críticas ou a explicação, de que ele apenas hipnotizou a multidão, o registro mencioná que, "levantaram do que sobejou, sete ces:tos cheios de peda­ ços." (Mateus 15:37.) De igual impor­ tância e proporção foi a circunstância posterior em que ele alimentou quatro mil pessoas. Outros milagres provam que ele podia controlar os elementos: refiro-me à noite em que dormia na proa de um barco e se levantou uma grande tempestade. Os apóstolos estavam apavorados e o acor­ daram. Jesus acalmou a tempestade. Após esse evento, ele alimentou os cinco mil, ocasião em que atravessou a água caminhando sobre ela. Lembro-me de como os apóstolos estavam atemoriza­ dos no barco, julgando que ele fosse um espírito. Vocês quase podem ouvi-lo dizer: "Sou eu, não temais." Pedro solicitou: "Manda-me ir ter contigo por cima das águas." Jesus respondeu: "Vem." Pe­ dro desceu do barco e, pisando sobre as águas, começou a andar, mas seu cora­ ção e sua fé falharam à vista das ondas ameaçadoras, e começou a afundar. Je­ sus estendeu a mão e o salvou, reprovando-o com as seguintes palavras: "Homem de pouca fé, por que duvidas­ te?" (Mateus 14:27-31) Controle Sobre o Reino Animal Jesus tinha controle sobre o reino ani­ mal. Vocês se lembram da pesca mila­ grosa, quando chamou Pedro, Tiago e II João pela primeira vez? Eles estiveram pescando durante toda a noite, sem nada apanhar em suas redes. Jesus pediu para entrar no barco, a fim de falar à multi­ dão, e saiu da margem, pois que esta se comprimia junto dele. Quando terminou de falar, Jesus dis­ se: "Faze-te ao mar alto, e lançai as vos­ sas redes para pescar." (Lucas 5:4.) Eles responderam que haviam estado pescan­ do durante a noite inteira e nada haviam apanhado. Apesar disso, obedecendo à ordem do Senhor, lançaram as redes e elas foram recolhidas cheias de peixes, em tal abundância, que a rede se rompeu e tiveram que pedir a Tiago e João que viessem ajudá-los em outro barco. Pe­ dro, o grande Pedro, prostrou-se aos pés do Salvador, dizendo: "Ausenta-te de mim, que sou um homem pecador." (Lucas 5:8.) Posteriormente houve uma experiên­ cia similar às margens do Mar da Gali­ léia, após a ressurreição, quando Pedro e os demais apóstolos estavam pescan­ do, não compreendendo que havia mui­ to trabalho do Senhor a realizar. Ha­ viam pescado durante toda a noite, sem nada conseguir. Aos primeiros albores da aurora, viram um homem parado à margem, ao lado de uma pequena fo­ gueira. Da praia, ouviram chegar uma voz: "Lançai a rede para a banda direita do barco e achareis." Eles assim fize­ ram, e a rede voltou repleta de peixes. O Apóstolo João, talvez relembrando a ex­ periência anterior, declarou: "É o Se­ nhor.'' Pedro cingiu-se com a túnica, pois estava nu (e não queria aparecer despido diante do Senhor), lançou-se ao mar e dirigiu-se até a margeM. Chegan­ do lá, os apóstolos comeram e aparente­ mente o Salvador também os acompa­ nhou. Foi nessa ocasião que Pedro rece­ beu o seu mandamento: "Apascenta as minhas ovelhas." (João 2 1 :6-17.) O humilde Jesus, portanto, tinha con­ trole sobre a vida animal.
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    �eção 1 O ReinoVegetal Finalmente, o reino vegetal estava também sob o seu domínio, pois amaldi­ çoou a figueira estéril quando por ela passou. Alguns eruditos encontraram muita dificuldade para compreender es­ se milagre. Através dele, compreendo o princípio de que aquele que não faz as coisas para as quais o Criador o capaci­ tou, está em perigo de ser repreendido. Não podemos ser estéreis tendo a inteli­ gência, os talentos que Deus nos conce­ deu. Quão grandes são estes e outros mila­ gres de Jesus para os mortais, mas quão incomparavelmente simples para o Cria­ dor e Destruidor de universos. Conti­ nuaremos ainda a duvidar do poder que Jesus tinha de operar os fenômenos que realizou na terra? Jesus Declara a Sua Identidade Ele principiou muito cedo em sua mis­ são a indicar quem era. Ao dirigir-se pa­ ra o norte, depois da primeira Páscoa, viu Nicodemos, ao qual disse ser o Cris­ to; Nicodemos não o compreendeu. Continuou viajando para o norte, até chegar a Samaria; parou no Poço de Ja­ có, onde, vendo a mulher samaritana, contou-lhe quem era. Os samaritanos eram odiados pelos judeus, e os judeus odiados pelos samaritanos; e foi esta, penso eu, a primeira vez que ele indicou, em sua missão, ter vindo para todos os homens e não apenas para as tribos de Israel. Posteriormente, de tempos em tempos ele afirmava ser o Messias. Certa ocasião, quando assistia à Festa dos Tabernáculos no templo em Jerusa­ lém, foi ridicularizado a respeito de seus ancestrais. Os judeus falavam de seus ancestrais e diziam que eram filhos de Abraão! Chegaram a um ponto da dis­ cussão em que exclamaram, depois de Jesus haver dito que conhecia a Abraão: ''Ainda não tens cinqüenta anos e viste Abraão?" E foi esta a sua resposta: '' . . .Antes que Abraão existisse, eu sou.'' (João 8:57-58.) Foi assim que Jesus de­ clarou sua função de Messias. Assim, durante todo o curso de sua vi­ da, dia após dia, continuou a proclamar suas verdades! A Grande Missão de Jesus Nosso Senhor tinha uma grande mis­ são a cumprir. Tinha que cumprir como nos disse, a lei de Moisés. Se quiserem ter uma idéia do quanto teve que se dis­ tanciar das leis que haviam sido dadas à Israel antiga, leiam o Sermão da Monta­ nha, o da Planície e o da segunda Pás­ coa, e vejam o quanto ele teve que se dis­ tanciar da lei antiga para apresentar a nova. Vejamos, como ilustração, o que o Salvador disse certa vez: "Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não cometerás adultério. "Eu porém, vos digo que qualquer que atentar numa mulher para a cobiçar, já em seu coração cometeu adultério com ela. (Mateus 5:27-28.) Esta era a nova lei. O mesmo aconteceu com milhares de outras coisas. Os documentos aos quais fiz referência, e alguns outros, são os mais revolucionários em toda a história do mundo. Marcam o cumprimento da lei de Moisés e a introdução e execução da lei do Evangelho por ele restaurado. Da Cruz ao Trono Finalmente, no seu último julgamen­ to, depois de haver estado perante Anás, foi levado a Caifás, seu genro. Caifás era o sumo sacerdote empossado pelo governo romano; Anás era quem, de acordo com a lei de Moisés, deveria ter sido o sumo sacerdote. No julgamento 12 diante do sinédrio e de Caifás, disse este: ''Conjuro-te pelo Deus vivo que nos di­ gas se tu és o Cristo, o Filho de Deus." (Mateus 26:63) Marcos registra que ele disse "Eu o sou." (Marcos 14:62) Eles, porém levaram-no e julgaram­ no no dia seguinte diante de Pilatos. Po­ bre Pilatos, que, atormentado por crer na inocência desse homem, procurou livrá-lo, sem o conseguir. Insistiram na morte do Cristo que foi, finalmente, condenado e entregue nas mão de seus algozes. Em seguida, foi levado para o Calvá­ rio, onde, como Deus, um dos membros da Santíssima Trindade, crucificaram­ no sob a falsa acusação de traição, como um criminoso qualquer, entre dois la­ drões comuns, um dos membros da Pa­ ternidade, da Divindade vem à terra nu­ ma manjedoura, diretamente do trono de Deus, e é crucificado entre dois la­ drões, qual criminoso comum! Ressusci­ tado na manhã do terceiro dia, visto por muitos, permaneceu na terra durante quarenta dias, como se não quisesse dei­ xar aqueles entre os quais havia traba­ lhado durante tanto tempo. Nessa oca­ sião, e mesmo antes dela, voltou à San­ tíssima Trindade, tomando seu assento ao lado do Pai, e reassumindo sua posi­ ção como membro da Divindade.
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    O Homem QueAdoramos É este Homem que adoramos. É este o Homem que nos deu a lei que há de per­ mitir o cumprimento de nosso destino, declarado desde o princípio. Este é o Homem que se sacrificou a si mesmo. "Eis o Cordeiro de Deus," foi declarado na antigüidade, "sacrificado desde a fundação do mundo. " Ele morreu para expiar os pecados de Adão. Nenhum de nós foi mais pobre; ne­ nhum de nós morreu mais ignominiosa­ mente do que ele; no entanto, ele fez isso por todos nós, para que, depois de ter­ minada nossa carreira terren�. depóis de termos passado pela morte e pago toda penalidade a ser paga, possamos, tam­ bém, ressuscitar e voltar à presença da­ quele que nos enviou a todos, bons e maus semelhantemente. É esse o Homem que adoramos - não um homem de alta posição aos olhos do mundo; não um homem de poderes ter­ renos; e, no entanto, foi ele quem disse certa ocasião: "Ou pensas tu que eu não poderia agora orar a meu Pai, e que ele não me daria mais de doze legiões de an­ jos?" (Mateus 26:53,), nunca invocando seus poderes divinos egoisticamente, só para o seu próprio bem, mas sempre se sacrificando, s_empre. tentando obede- 1 3 cer à vontade do Pai, dizendo-nos, vez após vez, que nada fazia que não tivesse visto o Pai fazer, que não ensinava nada que não tivesse ouvido seu Pai ensinar. O mistério disso tudo ultrapassa mi­ nha compreensão. Posso tão somente citar os registres como se apresentam, e tais registras me dizem que, se eu obede­ cer a seus mandamentos, se viver como ele gostaria que eu vivesse, conseguirei cumprir e alcançar o destino prescrito para mim� um destino de progresso eter­ no, um destino de vida em sua presença (dependendo de minhas obras), um des­ tino que não conhece nenhum limite quanto ao poder que posso receber, se viver apropriadamente. Possa o Senhor ajudar-nos a chegar à determinação de servi-lo e de guardar seus mandamentos. Possa o Senhor Je­ sus Cristo dar-nos uma visão um pouco melhor de nosso Senhor e Mestre, de quem foi ele, de sua grande sabedoria, experiência e conhecimento. Ele disse: "Eu sou o caminho, a vida, a luz e a ver­ dade. " (João 12:46.) Disse isso muitas e muitas vezes. Não acreditaram nele en­ tão; o mundo em geral hoje não acredita nele tampouco; mas nós temos o direito, o dever, a prerrogativa de conhecer estas verdades e torná-las parte de nossa vida. (Clark, Behold the Lamb of God, pp. 15-25.)
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    TEMA: Jesus foi escolhidodesde antes da fundação do mundo para ser o Cristo, o Ungido, e sua vinda foi proclamada por todos os profetas desde o princípio. INTRODUÇÃQ Jesusfoi o primogénito do Pai,desde b prin'c{pio. Num pronunciamento de 191�. aPrimeiraPresidência e o Conse­ lho dos Doze·declararam: .,Entre os filhos espirituais de Eloim, o primogénitofoie é... JeszisCristo, sendo todos os · .outros inferiores a ele. .. (Clark, Messages oftheFirstPresi:-.;·" dency·· [Jo��ph .F. Smith, Anthon H. Lund,. Charles. W: Penrose] VÔJ. 5, p. 33) Ele.eraofilho que tinha o direito de primogenitura e (j reteve, devidõ à súa estrita'obediência ao Pai. ,.'j· ·'· Através das incontáveis · eras da pré-mortalidade . ele avançou e progrediu até·çhegar ao ponto em que, como Abraão-- descreveu, se iornou usemelhante a De'us". (Àbrailo 3:24) ��Nosso $alvador era um Deus a�tes d� nas­ cer tteste mundo'�; 'diz-'ô Pres. Joseph fielding Smith, ��e quando veiopara cá, tro�e �onsigo essa ccmdição divina. Ao nascer neste mundo, continuou sendo>o mesmo Deus ·•tf/ue era antes. , (Doutrinas de Salvação,. Vol. 1� p. 3�.) N�-*-• que/e estadopré-mgrtal, Jesusfoi o CriadoreRedentordos mundos do Pai, sob as ordens deste. · · <�wWk· :,·�� , ,, · '*' Esta lição ]oi.:preparada para ajudá-lo a adquirir maior entendimentó (Já ln�ilô universal do Salvador. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. 2 1 5 Prefácio do Evangelho de Lucas. O Testemunho de João. Mateus Marcos Lucas João 1 : 1 -4 1 : 1 - 1 8 1 7 : 1 -5 �omentários 3Jnterpretatíbos (2-l) João 1 : 1 De que Modo Jesus é o Verbo de Deus? "O Pai participou da obra da criação através do Filho, que assim se tornou o executivo pelo qual foi efetuada a vontade, mandamento ou palavra do Pai. É absolutamente apropriado, portanto, que o Filho, Jesus Cristo, seja designado pelo Após­ tolo João como o Verbo; ou como declarado pelo Pai, a pala­ vra de meu poder. (Moisés 1 :32)" (Talmage, Jesus o Cristo) p. ·33.) (2-2) João 1 :9- 1 1 De Que Maneira o Mundo Recebeu o Salva­ dor? "Após afirmar que a missão de João Batista era testificar da Luz, João continua seu testemunho a respeito deJesus: Ali es­ tava a luz verdadeira, que alumia a todo homem que vem ao mundo. " 'Estava no mundo, e o mundo foi feito por ele, e o mundo não o conheceu. " 'Veio para o .que era seu, e os seus não o receberam' . (João 1 :9-1 1 .) "Por que ocortieu isso naquela época, e por que muitas pes­ soas não o recebem atualmente? Sem dúvida, os judeus espera­ vam que acontecesse algo inteiramente diferente. Aguardavam a vinda de um líder que fizesse uma reforma política e social, e pouco se interessavam pelas coisas espirituais. 'O mundo foi
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    &eção 1 feito porele, e o mundo não o conheceu.' Existem hoje em dia muitas pessoas que passam perto dele e não o reconhecem." (Howard W. Hunter, em CR, outubro de 1968, p. 141 .) -'ontos a -'onberar O QUE FEZ JESUS NO MUNDO PRÉ-MORTAL? (2-3) Jesus Foi o Primogênito no Espírito e o Unigênito na Carne. "O Pai de Jesus (no espírito) é também o nosso Pai. Foi Je­ sus quem ensinou essa verdade, quando instruiu seus apóstolos a respeito de como deviam orar: 'Pai nosso que estás nos céus' etc. Jesus, entretanto, é o primogênito de todos os filhos de Deus - o primogénito no espírito e o unigênito na carne. Ele é nosso irmão mais velho, e tanto nós como ele, fomos criados à imagem de Deus. Todos os homens e mulheres foram criados à imagem e semelhança do Pai e Mãe universais e são literalmen­ te filhos e filhas da Deidade. " (Primeira Presidência [Joseph F. Smith, John E. Winder, Anthon H. Lund.] Messages ofthe First Presidency, Vol. 4, p.203.) - (2-4) Jesus: o Criador Desta Terra. "Sob a direção de seu Pai, Jesus Cristo criou esta terra. Sem dúvida, teve a ajuda de outros, mas foi Jesus Cristo, nosso Re­ dentor, quem, sob a orientação do Pai, desceu e organizou a matéria e fez este planeta, a fim de que pudesse ser habitado pelos filhos de Deus." (Joseph Fielding Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. I , p. 8 1 .) Examine 0$ �eguintes Escrituras.e relacione-as com o pa­ pel que Cristo-desempenhou antes de vir à terra: · Moi_sés 1:31-33. Quanta-experiência tinhaJesus como um criador? · - . 3 Néfl /5:?":9. Quemfaloú aos}profetas antigos? Quem é o Deus d. an�iga Israel? (Ver também 3 Néfi 1 1:13,)4.) · JESUS FOI ESCOLHIDO PARA SER O SALVADOR. (2-5) O Salvador Foi Designado Antes de Serem Estabelecidos os Fundamentos da Terra. " . . . Cremos que Jesus Cristo é nosso irmão mais velho, que ele é realmente o Filho de nosso Pai Celestial, e que é o Salva­ dor do mundo, e que foi designado para sê-lo antes de serem 16 estabelecidos os fundamentos desta terra. " (Brigham Young, em JD, Vol. 13. p.235-36. Itálicos adicionados.) (2-6) Presenciamos e Aprovamos a Escolha de Jesus Cristo. "Ao realizar-se a primeira organização nos céus, todos nós estivemospresentes, presenciamos a escolha e a designação do Salvador, os fundamentos do plano de salvação, e o aprova­ mos. " (Smith, Ensinamentos, p. 1 76. Itálicos adicionados.) Eu estava lá! CJP,rpfeta declarou que eu estava lá naquele ' grande e glorioso ''dia-em que o Pai reuni�:� todos os seusfi­ lhos em um grande éonselho. Que enorme multidão deve . tersido! A lembrança d_aque1e diajá sefoi, obscurecidape-:_ lo véu. Mas, certamente, deve tersido umaocasião degran- ·· dejúbilo, de emoçãp extraordinária• . Tento ittuigÚíar·o.;qlie senti, aopresenciar Lúcifer, ofilho da manhã, âar. wrrJ)as­ so àfrente e dizer:_. "Eis�me aqu!. manda-me e serei teu fi- ·lho e }"(fJ/inJirei a humanidade toda. " Todas aspessoas? Se­ ria po�ível tal empreendiment.o? .,!Venhuma s/) alma se perderá, " vangloriou-se ele; e então, acrescentou si!i(is·cótr- . diÇõespara realizar talfaçanha: ·:sem dú_vida ofafei,· por� tanto, dá-me a tua honra. " (Ver ft:loisés 4:1.) · Não posso imaginar como re�gi a essa terrível audácia, · nem os pensamen.tos.que enç_het;am meu çor�çao: quando nosso Irmao·Maiâ VelhoseadiantoÚem m·arcante - ·éontraste • de atitude e procedimentO', ..Pai, faça-se a tu� vontaiki·.. 1 disse ele, _.,e seja -tua a glória pàra. sef1lpre. •• {Vef MQisés 4:2.) Eu lá estava'e tudo presen.ciei; e, .de aco;do c�m· a _ Profeta, aprovei aquele�ato• . ançion-ei a 'esçolha.e designa": ção deJeo:vá com9 o' �-os�o Salvador..Quf!ndo ocorreu a re­ be/iao instigadapÓr L�çife;, será quefui valente ao defen- cder a minha posiçdo? A,poiéi o Sálvador com todo· o meu COrQÇÕO, da.�esmafÓrma que havia feito com·as minhas palavras? O' Apóstolo·João diz que a batalhafoi vencidO pelf! sangue do .Cordeiro, (ou seja, o plano do evangelho que eiigia o sacrifício do Filho de Deus) e apalavra de seu (dos seguidores de Cristal teste;;,unho; (Ver ApÔcalipst' 12:11.) O meu próprio testemunho terá sido uina ar1naper derosa? . · · ·O quanto gostaria depoder témbrar, de r�mper · véu e de me ver naqueles dias pré-m�rtais. Mqs, esperem;[ J.[ivo { ' 'l - �. .' ' . ::,, - 'ff agora no presente, e·o queposso dizerdos dias·atíiais� _Aceito o Sàlvador nest� vida?jA guerra aindtÍ niiÔ termi- . nou, apenas se,transferiu pa�a os cámpos de batalho mor­ tais. Q�;�e J?Ps/'() dizer da_arma'Jo iestemún�o na vida pre- . sente? UsiJ..a com todas as m!nhasforças em defesa_da·c(JJJ.;· sa de Cristo? pe que ine vale tersido valente na vif)apré-,. mortal; sedeixardesê-lo aqui?Eíeé Deus, o FilhódeDk�}J Aprovei a sua designação na vida ante,rior. Quê estou Já- zendo agora? . .
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    Es.tude as escriturasabaixo e ralaoione·as com ó aconte- ciment� que acaooÚ de estudar: . . � Abraão 3:24,27. Por que razão Jesus]oi escolhido pelo Pai? -j "· '- · "·· (2-8) Que Significam os Títulos "Cristo," "Messlas" e "Jeováy'? "Jesus é nome individual do Salvador, e, assim pronuncia­ do, é derivado do grego. O equivalente hebreu era Yehoshua ou Yeshua ou, traduzido para o português, Josué. No original, o nome .era bem compreendido, significando "Ajuda de Jeo­ vá" ou "Salvador" ou " Jeová é Sàlvação." O nome foi dado a conhecer a José pelo anjo que lhe apareceu. (Ver Mateus 1 :21 .) "Cristo é um título sagrado e não um nome ou designação comum; é de origem grega; tem significado idêntico a seu equi­ valente hebreu Messiah ou Messias, isto é, o Ungido. Outros títulos, cada um possuindo um significado definido, como Emanuel, Salvador, Redentor, Filho Unigênito, Senhor, Filho de Deus, Filho do Homem e muitos outros,_ aparecem nas es­ critu�as; o fato de maior importânCia para nós agora, é que es­ ses vários títulos expressam a origem divina do Senhor e sua posição como Deus. Como vimos, os nomes ou títulos essen­ ciais de Jesus, o Cristo, foram dados a conhecer antes de seu nascimento e revelados aos profetas que o precederam no esta­ do mortal. (Talmage, Jesus, o Cristo, P: 35;) O nome Jeová significa o "Ser Auto-Existente"ou o ''Eter­ no." Estas designações estão escritas com letras maiúsculas nó Velho Testamento com o nome de Senhor. De acordo com o antigo costume judaico, o nome Jeová ou Eu Sou (o Ser Auto­ Existente) não podia ser pronunciado, sob pena de incorrer na ira divina. "Jesus, quando foi interrogado e criticado por certos ju­ deus, que consideravam sua descendência de Abraão como ga­ rantia de preferência divina, respondeu-lhes com esta declara­ ção: 'Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse eu sou.' O verdadeiro significado desta a firmação se­ ria mais claramente expresso desta maneira: 'Em verdade, em verdade vos digo que, antes de Abraão, existia Eu Sou'; o que significa o mesmo que, antes de Abraão, existia Eu, Jeová. Os capciosos judeus ofenderam-se tanto ao ouvirem-no usar um nome que, por interpretação errónea de uma antiga escritura, não devia ser pronunciado, sob pena de morte, que, imediata­ mente, apanharam pedras com a intenção de matá-lo." (Tal­ mage, Jesus, o Cristo, pp. 36-37.) 1 7 �apítulo 2 Quem. acompanhou a antiga Israel no deserto? (I Çorln- . tios 10;·4.) O que·aprendemos·em �C 110:1-4? (2-9) QUAL ERA O FUNDAMENTO DA ESPERAN­ ÇA MESSIÂNICA? Jesus.é sem paralelo, segundo demonstram diversos relatos. Por exemplo, detalhes explícitos de sua vida foram dados ao mundo em documentos públicos muitos séculos antes de seu nascimento. Seria de pensar que qualquer pessoa familiarizada com as· escrituras o teria reconhecido pelo que realment� era: O Messias prometido. Cada um dos evangelistas, mas principalmente Mateus, apreciava salientar como Jesus cumpriu literalmente as profe­ cias concernentes a si próprio, encontradas no Velho Testa­ mento. O mesmo aconteceu com os profetas do Livro de Mór­ mon. (2-10) Todas as Coisas São a Representação de Cristo "Tudo o que foi dado no evangelho e tudo o que tinha qual­ quer relação com ele, foi designado com o propósito expresso de testificar de Cristo e atestar a sua missão divina. . . ". . .De fato, como declarou Jacó: " ". . .todas as coisas que foram dadas por Deus aos homens, desde o começo do mundo, são símbolos dele." (2 Néfi I I :4.) "Todos os profetas que existiram no mundo, testificaram que ele é o Filho de Deus, porque, em sua própria natureza, es­ se é o chamado principal de um profeta. O testemunho de Je­ sus é sinónimo do espírito de profecia.'' (Bruce R. McConkie, em CR, outubro de 1948, p. 24.)
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    - Abaixo, encontram-se duascolunas onde se acham·re/q.. cionadas algumas referências de escrituras. A coluna à es­ querda contém profecias do Velho Testamento e Q da_direl­ ta, aspassagens quefalam do cumprimento das mesmas no­ Novo Testamento. Foram alistados também algumas ·das profecias mais importantes do LivrQ de Mórmon concer- nentes à vida do Salvador. Profecias do Velho Testamento Referentes ao· Messias. 1. Zacarias 9:9 2. Zacarias 11:12� 13 . �; . Miquéias 5:1; !safas 50:6 -4. /safas .53:9, 12 .5. /safas 26:19 Cumprime_nto no Novo Testamento. 1. MateuS 21:1-.5 ·· 2. Mateus 26:1.5; -27:7 3. Mateus 27:30 , •' l 18 4. Mateus 27:38, . 57-60. ·.s. MateUs �7:52, 53. Profecias do LIVro de Mórmon 1. 1 Né/i 11:31-34. 2. 1 Néfi 19:7-10 .J. · Mosia 3:5-10 4. Alma 7:9-)2 Leia cado coluna e compare asproiecias i/Uf! nelas se en- Que diferençafazsaberque Jeov�, o ' ll. . tamento e do _Livro de Mólgt!m, é Jesus,· o IJfusdo·.· ovo TestaliÚmto? Fez alguma diferença na.maneitfl em·quefoi recebido pelos judeus? Embora soubessem em seus cora­ çiJes que ele viria conformejorà prol1'l�tid6; ppr que se en.­ gtQiaram? Nós, da�m�maforma, temos es�rança em nos­ sos coraç/Jes de que ele voltará nQvamente. Faz alguma di­ ferença considerá-lo mais do que apenas nosso SalvQd()r ­ ·vi!lo como o nosso Criador e nosso Deus? Medite sobre o prinéfpio tp�e se encontra em Jo(Jo 17:J.
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    3 "® jfíiiJo bo ,Jlaí<!etttno" TEMA: É muito importante que saibamos que Jesus Cristo é o Filho literal do Pai Eterno e que tinha de vencer as provações e vicis­ situdes da vida mortal. INTRODUÇÃO . Jesus é Jeová. Elefoi o Deus do Velho· Testamento. Nas­ ceu como um filho espiritu�l na preexistência, o primeiro qúe assim nasceu; Cresceuem graÇa epodernaquele_ estágio ·até se tornar "semelhante q Deus. ,·(Abraão 3:24,JApoiou a vontade..do Paie d�fendeu seuplano. Era, � é·o Verbo, o Mensagt:iro·aa Salvação, que.estava com Deus qnt�s dese­ rem lançados osfundamentos deste r:nundo (João 1:1, 14; D&C 93:7-9}, e quefoi preordenado naquela ocasitio para . ser. . o Cordeiro, o grande e último sacrifício, o Rede/itor e . Salvador dos homens. Jeoyá, 'Jesus, o Cordeiro designado para obrar· a expia- . ção·desde antes:da.fúnda�ão do �undo, nasceu na cc:rn�. Desceu de Sf!U tronopara viverentre oshomens. E asua .vi­ da entre estes começou num estábulo,·numá obscura vilada Palestina, cerca de dois mil anos atrás. 7 . ·· A história do naseime1tto de Cristo edesuajuventude in­ clui·· re.ferências de muitos ·acontecimentos. As passagens quese encont�am na designação deleitura aseguire no �a­ teria/ da lição lhe .possibilitarão apro.fundar-se na filiação divina de Cristo e em seus primeiros anos de viqa. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do ·quadro. 2 1 �omentáríos Jtnterpretatíbos (3-1) Lucas 2:1-20. Um Decreto de César Augusto Roma dominava a maior parte do mundo mediterrâneo por ocasião do nascimento de Cristo. Augusto era um imperador enérgico e capaz, e em seu reinado (3 1 A.C. a 14 A.D.), procu­ rou estabelecer uma certa tradição de ordem e honestidade na burocracia romana, reorganizando os governos provinciais e executando uma reforma financeira. Seu reinado foi marcado por um alto grau de legalidade. Augusto ordenou uma taxação geral no Império Romano no ano I A.C. Essa "taxação" foi realmente um recenseamento de pessoas, como explica o Élder James E. Talmage: "A cobrança à qual nos referimos aqui, pode ser compreen­ dida adequadamente como um alistamento ou registro, que garantiria um recenseamento dos súditos romanos, e serviria de base para que fossem determinados os impostos a serem pa­ gos pelos diferentes povos. Este recenseamento é o segundo dos três alistamentos gerais registrados pelos historiadores,�os quais foram efetuados a intervalos de, aproximadamente, vin­ te anos. Se o recenseamento tivesse sido feito segundo o méto­ do romano, cada pessoa teria sido alistada na cidade de sua re­ sidência;. porém, o costume judtu, que era respeitado pela lei romana, exigia que o registro fosse feito nas cidades considera­ das pelas .respectivas famílias como berço de seus antepassa­ dos." (Talmage, Jesus, o Cristo, pp: 89-90.) (3-2) .Mateus 1-17; Lucas 3:23-28. Jesus Era de Estirpe Real· Existem duas genealogias nos quatro Evangelhos. O registro
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    &eção 1 de Mateusalista os sucessores legais ao trono de Davi. Não é necessáriamente uma lista ger.ealógica noOjtsentido estrito de pai para filho, pois, como acontece em muitas histórias de pessoas nobres, o mais velho herdeiro sobrevivente pode ser um neto, bisneto ou até mesmo um sobrinho ou qualquer outro parente do monarca reinante. O registro de Lucas, entretanto, é uma lista de pai para filho, ligando José ao Rei Davi. Naturalmente Jesus não era fifllo de José, mas a genealogia de José é essen­ cialmente a mesma de Maria, pois ambos eram primos; Jesus herdou de sua mãe, Maria, o sangue de Davi e; portanto, o di­ reito ao seu trono. Jesus nasceu de linhagem real e, como ex­ plicou o Élder James E. Talmage: " Fosse Judá uma nação li­ vre e independente, governada pelo soberano legal, José, o carpinteiro, teria sido coroado rei; e o sucessor legal ao trono seria então Jesus de Nazaré, rei dos judeus. (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 83, ver também pp. 80-82 e 84-87.) (3-3) Mateus 1:18-25. Maria Era a Esposa Prometida de José. Maria havia assumido um compromisso de matrimônio com José. Eles ainda não eram casados, mas estavam comprometi­ dos sob os mais estritos termos. Maria era virtualmente consi­ derada esposa de José, e a infidelidade de sua parte durante o período dos esponsais era punida com a morte. (Deuteronô­ mio 22:23, 24.) Durante o período dos esponsais, a esposa­ eleita vivia com sua família ou com amigos, e toda comunica­ ção entre ela e seu esposo prometido era feita através de um amigo. Quando José teve conhecimento da gravidez de Maria, e sabia não ser o pai, tinha duas alternativas a seguir: (1) pode­ ria exigir que ela se submetesse a julgamento público, que até mesmo naquele avançado período da história judaica poderia ter resultado na morte de Maria; ou (2) romper o contrato ma­ trimonial secretamente diante de testemunhas. José, obvia­ mente, escolheu a mais misericordiosa das duas alternativas. Ele poderia ter reagido de modo egoísta e amargurado, quan­ do soube que Maria estava grávida, e é um profundo testemu­ nho do caráter de José ele ter escolhido anular o casamento se­ cretamente: O Élder James E. Talmage escreveu a esse respei­ to: "José era uma homem justo, rigoroso observador da lei, embora não extremista severo; ademais, amava Maria e evita­ ria que ela sofresse qualquer humilhação desnecessária, por maior que fosse sua própria mágoa e sofrimento. Pelo bem da noiva, temia a idéia de publicidade; e, portanto, decidiu anular o esponsal tão secretamente quanto o permitia a lei. (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 80-81.) Pode ser que o Senhor tenha destinado tal experiência para provar José, e se assim foi, ele demonstrou sua fidelidade. 22 Após José haver-se decidido, então o anjo o visitou, instruindo-o a que deveria desposar Maria. A posição honrosa de Maria era conhecida muito antes de ela haver nascido (Mo­ sias 3:8; Alma 7:10; Isaías 7: 14) e sem dúvida, José foi preor­ denado à posição privilegiada que ocupava, pois o Profeta Jo­ seph Smith ensinou que "todo homem que recebe o chamado para exercer seu ministério afavor dos habitantes do mundo, foi ordenadoprecisamenteparaessepropósito, nogrande con­ selho dos céus, antes que este mundo existisse." (Ensinamen­ tos, p. 357. Itálicos adicionados.) Certamente José era uma al­ ma nobre na preexistência para ser abençoado com a suprema honra de vir à terra e ser o tutor legal do Filho do Pai Eterno na carne. (3-4) Lucas 2:1-20. Jesus Nasceu em Belém, No Dia 6 de Abril do Ano 1 A.C. José e Maria não moravam em Belém por ocasião do nasci­ mento de Cristo, e sim em Nazaré (ver o mapa). Porém, para que se cumprisse o que fora profetizado, circunstâncias espe­ ciais os conduziram a Belém, para que Cristo lá nascesse. (Ver Miquéias 5:2.) Após condensar as opiniões de diversos eruditos a respeito do nascimento de Cristo, o Élder James E. Talmage compara suas conclusões com a revelação moderna e afirma: ''Cremos que Jesus Cristo nasceu em Belém da Judéia, a 6 de abril do ano 1 A.C." (Jesus, o Cristo, p. 104.) O Presidente Harold B. Lee declarou a esse respeito: "Esta é a conferência anual da Igreja. A data de 6 de abril de 1973 é particularmente significativa, porque nela comemo­ ramos não apenas o aniversário da organização da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias nesta dispensação, mas também o aniversário do nascimento do Salvador, nosso Senhor e Mestre, Jesus Cristo (Citou D&C 20:1.) (Liahona, outubro de 1973.) O gráfico a seguir, baseado em nosso calendário atual, será útil para nos ajudar a compreender a data do nascimento de Jesus. 6 de abril do ano I A.C. Data do nascimento do Senhor. + I A.C. (3-5) Mateus 2:13-23. Jesus e João Batista Escapam da Ira de Herodes. Os magos, familiarizados com as profecias que prediziam o
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    nascimento de Cristo,reconhecendo os-sinais que haviam sido indicados, vieram a Jerusalém, dizendo: "Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. " (Mateus 2: 1 , 2.) Herodes, julgando que o Messias prometido seria uma ameaça ao seu reino, enviou soldados para que matassem toda criança até dois anos, nascidas em Belém. Mas, prevenido por um anjo, José levou Maria e o menino Jesus para o Egito. Os magos chegaram a Jerusalém, quando Jesus era criança nova. Foram instruídos por Herodes a se dirigirem a Belém. "E entrando na casa (Jesus já não estava num estábulo), acha­ ram o menino (já não era um bebê) com Maria sua mãe, e prostrando-se, o adoraram." (Mateus 2: 1 1 .) Então os magos, seguindo as instruções de um anjo que os havia prevenido a que não voltassem a Herodes, partiram para seu próprio país, seguindo outro caminho. Quando Herodes viu que eles não voltavam, mandou que seus soldados matassem todas as crian­ ças "de dois anos de idade para baixo." (Mateus 2: 1, 16.) João Batista era ainda criança, apenas seis meses mais velho que Jesus, e também vivia com seus pais nos arredores de Be­ lém, quando Herodes ordenou a matança das crianças. João escapou de ser assassinado devido à coragem altruísta de seu pai, Zacarias. O Profeta Joseph Smith ensinou: "Quando se publicou o édito de Herodes de matar todas as crianças, João era uns seis meses mais velho que Jesus e tam­ bém estava sujeito áquele infernal decreto. Zacarias fez com que a mãe o levasse às montanhas, onde se criou, alimentando­ se de gafanhotos e mel silvestre. Quando o pai de João não quis revelar seu esconderijo - como ele era o sumo sacerdote a quem correspondia oficiar no templo durante aquele ano - foi morto por mandado de Herodes, entre o pátio e o altar, co­ mo disse Jesus." (Smith, Ensinamentos, p. 254. Comparar com Mateus 23:35.) Zacarias morreu, portanto, para salvar o filho; morreu co­ mo um mártir, talvez o primeiro da era cristã. �onto� a �onbtrar gora quejá considerou as circuns(ânc� que envolve-·.m um'o nascíme1.1'tq de Jesw, reflita profunaamente .]J()r àl-! guns instantes nestas fierguntas que :Jesusfez aosfariseus:. • . . • . i uQue pensais âe Cristo,� ile quem ·ele é filho?, (Mateus . 22:42.) E11qfl_anto refletesobreest ões;lembre-se do que Jesus açonselhou àqueles quê um uma resposta X . para essasperguntas.: ''E a vidaetem� é esta: .que te eon�e- • . §. 23 �apítulo 3 çam a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste. " (João 17:3.) E como ·declarou o Projeta Joseph Smith: "Se algum homem não conhece Deus, e in­ .daga que espéciedeserele é - casoprocure diligentemente em seupróprio coração se a afirmativadeJesus e dos após­ tolos é verdaâeirà, compreenderá que não tem vida eterna; pois não pode haver vida eterna baseada em nenhum outro · princípio. " (Ensinamentos, p. 335.) JESUS É O FILHO LITERAL DO PAI ETERNO (3-6) Porque Deus Era seu Pai, Jesus Tinha Poder Sobre a Vida e a Morte Quando o anjo Gabriel visitou Maria anunciando que seria a mãe do Senhor, ela ficou perturbada, pois não havia consu­ mado seu casamento com José. Tinha certeza de sua condição de virgem, e sua pergunta a Gabriel foi como se dissesse: "Co­ mo posso ser mãe de um filho, se ainda não casei?" A explica­ ção que o anjo deu a Maria é a mais clara evidência da paterni­ dade de Deus e da filiação divina de Cristo que podemos en­ contrar nas Escrituras Sagradas. Ele declarou: " Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra: pelo que também o Santo que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.'' (Lucas 1 :35.) Esta declaração, clara como é, não diz que Jesus era filho do Espírito Santo, mas sim que era Filho de Deus, o Pai. Como o Élder McCon­ kie explicou, Jesus era 'Filho do Altíssimo' (Lucas 1 :32), e 'o Altíssimo' é o primeiro membro . da Deidade, não o terceiro. (McConkie, DNTC, Vol. 1 . p. 83.) Por ser filho de Pai imortal e mãe mortal, Cristo tinha a ca­ pacidade de viver eternamente, se assim o desejasse mas pos­ suía também a faculdade de morrer. O Élder James E. Talma­ ge diz: ''Aquela criança que nasceria de Maria, era gerada por Eloim, o Pai Eterno, não em violação da lei natural, mas de acordo com uma superior manifestação dela; e o filho dessa associação de santidade suprema - Paternidade celestial e maternidade pura, embora mortal - chamar-se-ia, por direi­ to, 'Filho do Altíssimo'. Em sua natureza, iriam combinar-se os poderes da Divindade com a aptidão e possibilidades do es­ tado mortal; e isto através da operação comum da lei funda­ mental de hereditariedade, declarada por Deus, demonstrada pela ciência, e admitida pela filosofia - pela qual todos os se­ res se propagam segundo sua própria espécie. O menino Jesus deveria herdar os traços físicos, mentais e espirituais, tendên­ cias e poderes que caracterizavam seus pais, um deles imortal e
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    �eção 1 glorificado -De_us, e o outro humano - mulher." (Jesus, o Cristo, p. 78) Jesus. portanto, possuía os poderes da vida e a faculdade de morrer. Tinha maior poder que qualquer outro homem. Para entender melhor o significado de sua filiação divina, faça este exercício: Quem Era o Pai de Jesus? Yocê j ve ter,_ouvido a.S':pessoas tentarem justificar ;sudS próprifl${r�quezas, ·diz�ndo: 1'NãÓ admira que Jesus , tenha {evado .' uma vidaperfeita, pois erafilho de De_us. Ve., 1jam.a vanta_g�m que el� tinha, e que eu não tenho. "Aspe�­ �sqas que assim racionalizam, parecem esquecér-s(J de:que� �'sempre·que há uma grande bênção, ela é acompanhada de :uma grande provdção. o maior espírito do mundo pré­ . ·mortal �omente ia ser testado submetendo-o a uma f . o !grande ptoYtlçã �� •/ 'i< ·� (3-7) Jesus Teve Que Vencer o Véu do Esquecimento Quando Jesus nasceu, foi lançado sobre ele "o véu do es­ quecimento comum a todos os que nascem na terra, pelo qual é apagada a lembrança de uma existência anterior.'' (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 107.) No mundo pré-mortal, Jesus era "se­ melhante a Deus," (Abraão 3:24), "o mais inteligente de to­ dos," (Abraão 3:19), e nesse termo se acham incluídos todos os outros espíritos que foram criados. Mas, embora sua capa­ cidade fosse superior à de qualquer outro, e tivesse sido desig­ nado a se tornar o Filho Unigênito, ainda assim era manso e humilde; e consentiu que fosse lançado um véu sobre ele e ter o conhecimento de sua glória e poder pré-mortal apagado de sua mente ao nascer. O Presidente Joseph Fielding Smith ensinou: "- Jesus, indubitavelmente, veio ao mundo sujeito á mes­ ma condição requerida de cada um de nós - esquecera tudo e tinha que crescer de graça em graça. Seu esquecimento ou reti­ rada do conhecimentopassada,foi um requisitoparaele como o é para cada um de nós, a fim de poder cumprir a presente existência temporal." (Doutrinas de Salvação, Vol. 1 , p. 36. Itálicos adicionados.) 24 Pode ver que, embora Jesusfosse o maior esplrito a yir paraeste mundo, também teve quepassarpor maioresp;o­ vaçlJes que qualquer outra pessoa da terra? '·wv É incorreto'§upor que Jesus não recebeu testes e prova­ .ç(!es à a/t,ura ié suagrande capacidade. Ofato de haversi; do imaculado e ter résistido a todas as tentaçlJes não invali- ' da ofato de q!Je era sujeito a tentaçlJes. Ele s_abe o quanto são 'diflceis, poispassoupelas provaçiJes mais amargas, po.. rém a todàs. resistiu. Leia; (l que o Rei Benjamim ensina em Mosias 3:7. ' /;, ;: Jesus sojreu·tentaçiJes maiores do que as qtie os homens . poderiem suportar,· enfrentou os poderes do mql e os .vim­ . ceu. Mcis, por haver resistido às tentações" ele énteflde o es­ forço que os homens têm quejazerpara vencê-/as. E, como disse Paulo: uPorque naquilo que ele mesmo sendo tenta­ do, padeceu, pode socorrer aos.que são tentados'' (He- breus 2:18, 4:15..) ·· _ ./ 'p Jesus .foi ·um .exemplo perfeito de obediência,"por··isso urecebeu todo poder, tanto nos céus como na terran: (D&C 93:17.) Mas Jesus ·não recebeu esse. grande poder e glória de uma só vez. Recebeu-osparceladamente, passo a passo, degrau por âegrau, ·' Wnha sobre linha, preceito so-. )'. . ·.. ' brepreceito':, (D&C128:21) até receber a,p/enitudedagló-: ria do Pai. (Ver D�C 93:11-17.) (3-8) Na Sua Infância, Jesus Procurou Na Versão Inspirada, o Profeta acrescentou os versículos abaixo ao registro histórico da infância do Salvador: "E aconteceu que Jesus cresceu junto de seus irmãos e se fortaleceu, aguardando que o Senhor declarasse chegado o tempo de seu ministério. "E serviu sob as ordens do pai e não falava como os outros homens, nem poderia falar; pois não necessitava de que ho­ mem algum o ensinasse. Os anos se passaram e a hora de seu ministério se aproxi­ mava." (Mateus 3:24-26, Versão Inspirada.) Embora a palavra pai desta passagem talvez se refira a José, ainda assim o seu contexto certamente demonstra que Jesus re­ c.ebeu ensinamentos de seu pai verdadeiro, Deus, o Pai. Entretanto, é possível que Jesus tenha assistido às reuniões das sinagogas e tenha sido ensinado pelos rabinos, segundo a
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    sabedoria dos judeus.Se assim for, muitos princípios que Je­ sus ouviu eram uma corrupção da verdade, pois o judaísmo se encontrava num estado de apostasia. Sua educação mais signi­ ficativa, entretanto, ele a obteve através do Espírito de seu Pai Celestial. Jesus testificou de si mesmo, dizendo: "nada faço por mim mesmo, mas falo como o Pai me ensinou."(João 8:28.) E ain­ da: "O Pai que me enviou, ele me deu mandamento sobre o que hei de dizer e sobre o que hei de falar." (João 12:49.) Quem ensinou a Jesus o que ele sabia? Seu Pai, Deus, o Pai, o ensinou. Que ele foi instruído por alguém mais sábio que os homens mortais é evidente; também é ·bastante claro que aprendeu bem as lições, pois o Profeta Joseph Smith declarou a respeito de Jesus: "Quando ainda um menino, já possuía toda a inteligência necessária que lhe permitia reinar e governar o reino dos ju­ deus, e discutir com os mais sábios e eruditos doutores da lei e da teologia; e comparadas com a sua sabedoria, as teorias e práticas daqueles homens instruídos pareciam tolices. Todavia era uma criança, e faltava-lhe força física para defender sua própria pessoa; e estava sujeito ao frio, à fome e à morte. (Smith, Ensinamentos, p. 384.) ISSO FAZ DIFERENÇA? 25 cteapítulo 3 gores eternos- e assentar-vos . em··glória, :como aqueles que · · estão entroniz�dosempoderinfinito: �, (Sipith� Ensinamen­ tos, pp. 337-338_.) Paraobterdeterminado-g;a� ou nfvelde glória o� graça, o homem. deve obédecer às leis sobre as quaisaquele nfvel, ae·glória est6fundafJo, e sefor mais diligente e obediluite. ' .. do que. qualqu_er outro, ele �er6 ainda mais vantagem no mundo:/'!(U�(). (YerD&C 130.:18-21.) O Pre�idente Harol� . � s:···Lee eXpl(c[?Ú�·', . . _ . impo�tante de:rodos os�an'damentos.deDeus·é aqueie.qy�est6sendo _o mais diffcildeguardaragora. Seé o . Q.úise refere;â desonestidade, ou o dafaltadecastidade.1·ou ci de l�vántarfal;� teste;,unho, ou o de não dizer a verda­ deJ hoje é diade v.oc� esforçár-se atépo_der venceressafrq­ queza. Depois deve começar com o seguinte·mais diflcil ae · guará�r. (Harold B. L�e,.· citaqo ém Church News, 5 · de fn;aio de 1973, p. 3.) ·· · · . Portanto, o homem prê�isa . tirâr/Jr,evei!o d�suas tentâ- .ç/Jes e-vencê._las. Foi istô·o que Jesu$:(éiJr:JJaiso.apasso, de · · umgrau maior, ·graÇa�ob�egraça� eé'is$c). b·que·cris.to quer · ·que v�cêfaça. _ . . . ' : , Que diférenÇa·i$tt)'fai-paf.a você? POde�ia, $e/OS$e.c�t,a- · mai;/o C} presença de' Jésús nest� momento, testificar como, fez o Apóstolo Ped�o·nQp�adá? '!Tu és o Cristo, o Filho .. �:tte.!?eus vivo. " (Md(eua 16:16.) Você também pode S.t!�' � ". �. ele"é o Filhtl�e"Deus� sefizer a sua von"tade�· (Ver Jo/Jo ·� 1.:1-1: , o d/Sséies�:: '*AS:minhas ov.elhas ouvem.a mi-.: �,.ro�{.l.l:ç��" e·.elas me �guern: E�d�-���$.�;� . " Jo®· 'J0:2'7.,_ �B:J • ' ·"'"· • .t •
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    SAMARIA Deserto da Judéia JUDÉIA Tetrarquia de Filipe PERÉIA .Betabara Ano 29 A.D. a 30 A.D. Mateus Judéia 3: 1-12 João. o Precursor. PRIMEIRO ANO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS Betabara, J udéia. Batismo de Jesus Arredores de Jericó, Judéia. 4: 1-1 1 Tentações. Betabara, J udéia. João Testifica. Betsaida, Galiléia. André, Simão. Felipe e Natanael. Caná, Galiléia. Bodas de Caná (Primeiro Milagre.) Jesus Parte Para Capernaum . Marcos Lucas João 1 : 1-8 3 : 1 - 1 8 3:21-23 1 : 1 2, 1 3 4: 1 - 1 3 1 : 14-34 1 :35-5 1 2: 1-1 1 2: 12
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    4 "�í5 o <teorbeíro be1!eus'' TEMA: João Batista possuía as chaves de Elias como o precursor de Jesus, e foi testemunha de sua fidelidade ao Pai em todas as coisas. >INTRODUÇÃO . h> Quando chegou a ocasião de Jesus vir à terra receber um corpo mortal, também foi a época ém que nasceu um dos maioresprofetas que existiram - João Batista. Quempoqe determinar a importância e signifiéado.eterno .de sua mis­ são, quefoipreparar o caminhoparh o Fílho d._eDeus? Sua tarefa nãofoifácil, pois o povo do conv�nio do Senhor se �, encontrava em estado de apostasfa. Não é de admirat que. fossechamado de '1'uma �oz que clama no deserto. ., (L'!cas· ·3:4.) Por�m, João cumpriu sua missão de tal maneira, que Jesus disse a respeito dele: ('E,n�re os nascidosde mulheres, não há màiorprofeta do que·Jedp Batisia... " (Lucas 7:28.) f?ealménte João é para nós um exemplo de como;,/!eve ser uma testemunha de Cristo. . . , · Je.sus, o Filho de Deus, foi a João, o pre_cursor_� para ser balizado. Nessa ocaSião, Jesus declarou: ''Porque assim nos convém cumprir todaajustiça. " (Mateus3:15.) Esta li­ . ção estudará 7 esse importanJe eyento e também .as tentações subseqüentes que Sàtanás usou,tentarzdofr,us,trar a missão do Salvador. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. Qtomentáriog 3lnterpretatíbog (4-1) Màteus 3:1. Quão Importante Era a Missão de João Ba­ tista? "Poucos profetas podem comparar-se a João Batista . Entre 27 outros pormenores, seu ministério foi predito por Leí ( 1 Néfi 1 0:7-10), Néfi ( 1 Néfi 1 1 :27; 2 Néfi 3 1 :4- 1 8.) e Isaías (I.�aías 40:3.) Gabriel desceu das cortes celestiais para anunciar o futu­ ro nascimento de João (Lucas 1 :5-44,) ; ele foi o último admi­ nistrador legal que possuiu chaves e autoridade sob a dispensa­ ção de Moisés. (D&C 84:26-28); sua missão era preparar o ca­ minho de Cristo, batizar e proclamar a filiação divina de Jesus (João 1); e nos tempos modernos, no dia 1 5 de maio de 1 829, ele voltou à terra como um ser ressuscitado, para conferir o Sacerdócio Aarônico a Joseph Smith e Oliver Cowdery. (Jo­ seph Smith 2:66-75 ; D&C 13.)" (McConkie, Mormon Doctri­ ne, p. 393. (4-2) Mateus 3:1-3. De Que Modo João Foi um Elias? "Quando o anjo apareceu a Zacarias no templo e predisse o nascimento de João, prometeu que ele prepararia o caminhe para o Senhor". . . no espírito e virtude de Elias. . . " * (Lucas 1 : 17.) Embora João realmente não se chamasse Elias, sua missão foi realizada através do "espírito e virtude de Elias ..." . Joseph Smith explicou esse fato desta maneira: ... Porque o espírito de Elias era um comissionamento que permite a quem o recebe preparar o caminho para algo ou al­ guém maior, como aconteceu com João Batista. Ele veio cla­ mando no deserto:� "Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas," E o povo foi avisado - se quisesse recebê-lo - que era o espírito de Elias. E João, com muito cuidado, explicou-lhes não ser ele a luz prometida, mas que havia sido enviado para dar testemunho da Luz.
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    "Disse ao povoque sua missão era pregar o arrependimento e batizar com água; mas que aquele que viria depois dele, bati­ zaria com fogo e com o Espírito Santo. Se João tivesse sido um impostor, teria ido além de seus li­ mites e tratado de efetuar ordenanças que não corresponde­ riam a esse ofício e vocação, sob o espírito de Elias "O espírito de Elias prepara o caminho para uma revelação maior de Deus, que é o Sacerdócio de Elias, ou o Sacerdócio ao qual Aarão foi ordenado. E quando Deus envia um homem ao mundo para fazer a preparação para um trabalho maior, possuindo as chaves do poder de Elias, isto tem sido denomi­ nado doutrina de Elias, desde o começo do mundo. A missão de João limitou-se à pregação e ao batismo, mas o que ele fez tinha força legal. E quando Jesus Cristo se apro­ ximava dos discípulos de João, ele os batizava com fogo e com o Espírito Santo. " (Ensinamentos. p. 327 .) Embora a missão de João tenha sido curta e sua mensagem de um teor bem simples, a maneira altruísta e destemida com que desempenhou seu trabalho como um Elias fez com que Jesus proferisse a solene expressão, dizendo que "não há maior profeta do que João Batista. " (Lucas 7:28. Itálicos adi­ cionados.) 4-3 Mateus 3:9. A que se Referia João, ao Dizer que Jesus Po­ deria Suscitar Filhos a Abraão Até Mesmo das Pedras? "O judaísmo asseverava que a posteridade de Abraão pos­ suía lugar garantido no reino do esperado Messias e que ne­ nhum prosélito dentre os gentios teria possibilidade de al­ cançar o posto e a honra que eram assegurados aos " filhos". Sua asserção vigorosa de que Deus, das próprias pedras da margem do rio, poderia suscitar filhos a Abraão, significou para os que o ouviram, que m�smo o mais humilde dentre a fa­ mília humana poderia ser preferido a eles, a menos que se arre­ pendessem e se regenerassem." (Talmage, Jesus, o Cristo. p.p. 1 18- 1 19.) (4-4) Mateus 3:16. Qual é o Significado do Espírito Santo Des­ cer ''Como Pomba"? "Todos os quatro evangelistas registram que o Espírito des­ ceu 'como pomba' ; Lucas acrescenta que ele veio também em 28 ' forma corpórea'; e os registras do Livro de Mórmon dizem que o Espírito desceu 'em forma de uma pomba' . ( 1 Néfi 1 1 :27; 2 Néfi 31 :8.) Joseph Smith disse que João 'conduziu o filho de Deus às águas do batismo, contemplando o Espírito Santo descer sobre ele, pelo sinal de uma pomba, testificando daquela administração.' " O Profeta nos dá ainda a seguinte explicação: 'O sinal da pomba foi instituído desde antes da criação do mundo, como testemunho do Espírito Santo, e o diabo não pode apresentar­ se dessa forma. O Espírito Santo é um personagem, e tem a forma de umapessoa. Não se limita à forma da pomba, mas se manifesta no sinal da pomba. O Espírito Santo não pode transformar-se em pomba; a João este sinal foi dado para sim­ bolizar a verdade do ato, pois é o emblema ou a representação da verdade e da inocência. (Smith, Ensinamentos. p. 269.) Parece, portanto, que João testemunhou o sinal da pomba, que ele viu o Espírito Santo descer em " forma corpórea" do personagem que ele é, e que era "como pomba.' '' (McCon­ kie, DNTC, Vol. 1 , pp. 123-1 24.) (4-5) Mateus 4:1. Jesus Foi ao Deserto Para Ser Tentado? Compare as passagens da Versão Inspirada com os mesmos versículos da versão autorizada. "Então Jesus foi conduzido pelo espírito ao deserto, para estar com Deus. "E após haver jejuado por quarenta dias e quarenta noites, e ter-se comunicado com Deus, teve fome e foi deixado para ser tentado pelo demônio." (Mateus 4:1-2, Versão Inspirada. Itálicos adicionados.) " Jesus não foi ao deserto para ser tentado pelo diabo; os homens justos não buscam as tentações. Ele foi para lá para 'estar com Deus.' Provavelmente, recebeu a visita do Pai; e sem dúvida, recebeu manifestações espirituais sublimes. As tentações vieram depois de haver-se comunicado com Deus', 'depois de quarenta dias'. O mesmo aconteceu no caso de Moisés. Ele se comunicou com Deus, teve as visões da eterni­ dade, e depois foi deixado para ser tentado pelo demônio. Após haver resistido à tentação, novamente secomunicou com a Deidade, obtendo, assim, mais luz c revelação." (Bruce R. McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 128. Ver também Mosias 3:7.) (4-6) Mateus 4:5, 8. O Demônio Realmente Transportou Jesus ao Pináculo do Templo e Posteriormente lhe Mostrou os Rei­ nos do Mundo? O Profeta Joseph Smith esclarece:
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    "Então Jesus foilevado para a cidade santa, e o Espírito o colocou no pináculo do templo. ..Então veio o diabo e disse-lhe: Se tu és o Filho de Deus, lança-te de aqui abaixo, porque está escrito: Que aos seus an­ jos dará ordens a teu respeito; e tomar-te-ão nas mãos, para que nunca tropeces em alguma pedra. "E novamente Jesus estava no Espírito e ele o levou a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles. "Enovamente veio o diabo e disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares." (Mateus 4:5, 6, 7, 9, Versão Inspira­ da. Itálicos adicionados. (4·7) João 1:18. O Que Significa a Declaração de João: "Deus Nunca Foi Visto Por Alguém"? Obviamente, houve profetas que viram a Deidade. Joseph Smith ensinou, entretanto, que o Pai se manifesta somente pa­ ra.testificar de Jesus: ''Deus nunca foi visto por alguém, a não ser para testificar do Filho; pois a não ser por ele, ninguém pode salvar-se. (João l : 19. Versão Inspirada.) Observe também como João esclarece a sua orópria declara­ ção em João 6:46. (4·8) João 1:42. Por Que Foi' um Fato Significativo Simão ha· ver Recebido Outro Nome? Cristo disse a Simão que ele passaria a se chamar Cefas, ou Pedro, que significa "pedra" . "Destinado a ser o Presidente da Igreja de Jesus Cristo e a exercer as chaves do reino em sua plenitude, Pedro deveria ser um profeta, vidente e revelador. (D&C 8 1 :2.) Prevendo esse chamado posterior, Jesus conferiu nessa ocasião um novo no­ me a seu discípulo principa.l, chamando-o de Cefas, ·que signi­ fica um vidente ou uma pedra. "Essa designação terá maior significado, quando, posterior­ mente, ao prometer-lhe as chaves do reino, nosso Senhor diz a Pedro que as portas do inferno não prevalecerão contra a ro­ cha da revelação, ou, em outras palavras, contra a vidência. (Mateus 16: 18.)" (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp. 132-33.) (�9) João 1:47·49. O que Aconteceu a Natanael, Quando se Encontrava "Debaixo da Figueira"? "Nessa ocasião, Jesus exerceu o seu poder de vidência. Pe- 29 �apítulo 4 los registros fragmentários preservados nas escrituras, é apa­ rente que Natanael passara por alguma experiência espiritual extraordinária, enquanto se achava orando, meditando ou adorando debaixo de uma figueira. O Senhor e doador de to­ das as coisas espirituais, embora fisicamente ausente! estava junto de Natanael em espírito; e o israelita sem dolo, ao ver es­ sa manifestação de Vidência, foi levado a aceitar Jesus como o Messias." (McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 134.) (4·10) João 2:4. Jesus Atendeu de Boa Vontade ao Pedido de Sua Mãe Para Ajudar nas Bodas de Caná? "Disse-lhe Jesus: Mulher, o que desejas quetejaça, issofa­ rei; pois ainda não é chegada a minha hora."(João 2:4, Versão Inspirada, Itálicos adicionados.) (4·11) João 2:4. Por Que Jesus se Dirigiu a Sua Mãe Chamando·& de "Mulher"? "O termo ' mulher', quando dirigido por um filho à sua mãe, pode soar a nossos ouvidos um pouco áspero, senão des­ respeitoso; mas seu emprego era, na realidade, uma expressão de significado oposto. Para todo filho, a mãe deve ser proemi­ nentemente a mulher das mulheres; ela é a única mulher no mundo, a quem o filho deve sua eXistência terrena; e, con­ quanto o título ' mãe' se aplique a toda mulher que tenha con­ quistado as honras da maternidade, para nenhum filho existe mais que uma mulher, a quem por direito natural ele possa dirigir-se com aquele título de reconhecimento respeitoso. Quando nas últimas cenas tenebrosas de sua experiência terre­ na, Cristo pendia da cruz em agonia mortal, olhou para sua mãe, Maria, que chorava, recomendando-a aos cuidados do amado Apóstolo João, com as palavras: 'Mulher, eis aí o teu filho.' Poder-se-ia supor que nesse momento supremo, o cui­ dado de nosso Senhor pela mãe, de quem estava para separar­ se pela morte, estivesse associado a outro sentimento que não o de honra, carinho e amor?" (Talmage, Jesus, o Cristo. pp. 140-41 .) (�12) João 2:6. Quanto Constituía um "Almude"? Um almude equivale aproximadamente a 36 litros. Assim, cada uma das seis talhas continha de 72 a 108 litros de água. Portanto, Jesus criou de 400 a 600 litros de vinho - um milagre que demonstra que era numeroso o grupo de pessoas que parti­ cipavam das bodas.
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    &eção 1 �ontos a�onberar JESUS OBEDECEU PLENAMENTE À VONTADE DO PAI · Jesus Cristo .ê v W�ito exemplo de. qual deve sei nossa atitude por�"c6tii �os hi�Jldamentos de rzossó Pai- Celestial. Analisepor aLguns momentos o batismo de J�. Po; que foi batizado, se·erasempecado? Leia 2 Néfl31:5-1O. Ó que isso nosensinaa respeito deJesus? Quesignificadosimbóli­ éo existe. no batismo de.Jesus, juntamente com o seu sepul­ tamento e ressurreiçOQ? O que isto significa para você? O ADVERSÁRIO PÔS JESUS À PROVA E PROCUROU FRUSTRAR SUA MISSÃO. (4-13) As Três Tentações que Jesus Enfrentou São Um Padrão Para Todas as Tentações. "Quase todas as tentações pelas quais vocês e eu passamos se apresentam em uma dessas formas. Classifiquem-nas segun­ do a sua categoria e descobrirão que quase todas as nossas ten­ tações, que maculam vocês e eu, por menos que seja, apresentam-se sob uma destas três formas: (1) tentação dos apetites; (2) sucumbir ao orgulho e à moda e vaidadeproduzi­ das pelos alienados das coisas de Deus; ou (3) satisfação das paixões ou desejo de obter as riquezas do mundo ou poder en­ tre os homens. " (David O. McKay, em CR, outubro de 191 1 , p . 59.) "Fo! depois de o Salvador haverjeito seus convênios es,.. , .peçiais·c()ITI o Pai através do batismo� que·o Yerttalioép� curou enfrentá-lo. Maspor que sobrevieram �enlaÇões tão _fortes ao Senhor após o batismo? E se o Senhorso[i'eu"SU/11 -mais graves tentaçiJes depois de estarflrmemeflt� dompro" metido com o reino de 'Deus, o que acontece uoutrôsgran­ des homens? Suas tentaçlJes também aumentam?. se �rmite que tal aconteça? �cpJrojun�rJai'HeJrtte desua responsa­ lugar, recebeu revelaç� e terceiro,' viu-sealvo deprova-. delas, provou sua lealdade e fi­ forças para sobrepujàr to­ rtntiou�:.,o>seu ministério com maior 30 Considere agora algumas experiências que"' sobrevieram ao Projeta _Jo§eph Smith. Ao lê-las, tenha em mente os quatro pontos acima enumerados. Leia Joseph Smith 2:8- 19. Se o Sâlvadore o Prôfetapassarampor tantas injustiças e tentaçlJes depois de estarem firmemente comprometidos com a lg(eja,7}uepod(!mos dizerde -vocês?Leia cuidadosa­ mente . adecl�raçlio do , Presid�nte Leequeseen.contra em 4- 14. (4-14) Todos Serão Postos à Prova. "Durante o tempo que tenho servido junto às Autoridades Gerais e ao estudar a história das dispensações passadas, tenho-me conscientizado de que o Senhor tem provado a to­ dos, através dos tempos, sua lealdade para com o líderes da Igreja. Nas escrituras, encontramos histórias semelhantes que atestam a lealdade de Davi, quando o rei procurava tirar-lhe a vida. Ele não se atrevia a desrespeitar o ungido do Senhor até mesmo quando pretendia matá-lo. Tenho ouvido histórias clássicas nesta dispensação a respeito de como Brigham Young e Heber C. Kimball foram provados, também sobre John Tay­ lor e Willard Richards na cadeia de Carthage; o Acampamento de Sião sofreu uma grande provação e dentre essas pessoas, fo­ ram escolhidas as primeiras Autoridades Gerais desta dispen­ sação. Houve muitos outros que não passaram na prova de lealdade e foram afastados de suas posiçõ s. ''Desde que fui apoiado para o Conselho dos Doze, encontrei-me em posição de observar algumas coisas entre meus irmãos, e quero dizer-lhes: Tenho visto cada homem mais novo que eu no Conselho dos Doze, sersubmetido como quepela mão daProvidência, a essasmesmasprovasdelealda­ de, e muitas vezesfiquei imaginando se conseguiriam superá­ las. Se eles estão aqui atualmente, é porque venceram, e nosso Pai Celestial os honrou. Tenho a firme convicção de que, da mesma forma como Deus os honrou, todo homem que será chamado para ocupar uma elevada posição na Igreja terá que passar por essas mesmas provas jamais urdidas por mãos hu­ manas, pelas quais nosso Pai Celestial seleciona um grupo de líderes unidos, dispostos a seguir os profetas do Deus Vivo e serem leais e verdadeiros, testemunhas e exemplos das verda­ des que ensinam." (Harold B. Lee, em CR, abril de 1950, p. 101 .)
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    (4-15) Não devemosNem Mesmo Aquiescer à Tentação "A importância de não aquiescer à tentação, por menor que seja, é salientada pelo exemplo do Salvador. Não reconheceu ele o perigo quando estava na montanha com seu irmão decaí­ do, Lúcifer, sendo provado por esse mestre em tentação? Ele poderia ter aberto a porta e flertado com o perigo, dizendo; 'Está bem, Satanás, ouvirei o que você tem a me dizer. Não preciso sucumbir, não preciso aquiescer, sei que não vou acei­ tar sua proposta - mas ouvirei o que você tem a dizer. ''Cristo não racionalizou desse modo. Firme e imediatamen­ te, encarou a discussão e ordenou: 'Retira-te, Satanás' (Ma­ teus 4: 10.), ou seja, 'Suma daqui - desapareça da minha pre­ sença - não o ouvirei - nada tenho a tratar com você." E então lemos: "e o diabo o deixou." (Mateus 4: 1 1 .) (Kimball, O Mi­ lagre do Perdão, p. 208.) FARÁ ALGUMA DIFERENÇA? QCapítulo 4 3 1
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    �eção 2 �eção 2 �ritntíro�no bo -íníllttrio �úblíco be 3Je1lu1l Primeira Páscoa. 30 Anas PRIMEIRO ANO Os eventos abordados nesta seção Segunda Páscoa. dizem respeito ao primeiro ano do ministérioformal de Jesus. Você verá que se estende da primeira à segunda .Páscoa SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO 72 Última Páscoa Observe que os evangelistas registraram somente dezoito eventos referentes ao primeiro ano do ministériopúblico do Salvador. Estefato se torna bem mais significativo, quando mais tarde aprendermos como o número de acontecimentos do ministério do Salva­ dor começa aaumentardurante o segundo e terceiro a.no, até a ocasião de sua morte e ressureição. LIÇÕES: 5. "Deveis Nascer.de Novo." 6. "Porque É Este de Quem Está Es­ crito." Façamos agora uma breve sinopse desse. primeiro ano. Ele se inicia em Jerusalém, por oca­ sião da Páscoa, que corresponde no nos­ so calendário.à última semana do mês de março e à primeira semana de abriL Os judeus provenientes de diversas nações haviam-se reunido na Cidade Santa, pa­ ra comemorar esse acontecimento. O átrio externo do templo havia sido deter­ minado como local onde podiam ser cambiadas moedas estrangeiras e vendi­ dos animais para oferendCJs. Com a grande multidão presente e o conseqüen­ te alarido e tumulto que provocava, o templo havia adquirido uma atmosfera de carnaval. Você lerá (.;Omo o Salvador reagiu a esse comércio na casa de stu Pai, provocando a hostilidade dos líde­ res judeus. 32 Havia um deles, entretanto, chamado Nicodemos, que desejava entender me­ lhor a fonte do poder de Jesus - pois ele já havia realizado muitos milagres. Você lerá também como o Salvador revelou mais abertamente a esse homem a sua missão, explicando-lhe como uma pes­ soa pode qualificar-se para entrar no rei­ no do céu. Após essa entrevista com Ni­ codemos, Jesus saiu de Jerusalém (na Província da Judéia) e se dirigiu à sua ci­ dade natal, Nazaré, na Galiléia. Você le­ rá ainda o interessante diálogo que ele teve com a mulher samaritana, quando parou no caminho em Sicar (Samaria). A doutrina que Jesus lhe ensinou conti­ nua a ser o conselho que ele dá a seus discípulos atuais. O ministério formal de Jesus realmen­ te começou na Galiléia, especificamente em Nazaré. O que fez ele naquele local, para que seus próprios concidadãos ten­ tassem tirar-lhe a vida? O testemunho que ele prestou naquela cidade é muito significativo. Ao ser rejeitado por seus conterrâneos em Nazaré, Jesus par�iu para Capernaum. Durante os dezoito ou vinte meses seguintes, essa cidade tornou-se o seu principal campo de ação, pois ali e nas cidades vizinhas Je­ sus manifestou diversas obras maravi­ lhosas. Que grande sermão proferiu ele
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    durante esse períodoe por que a cura do paralítico foi tão significativa? E qual a importância da resposta de Jesus aos seguidores de João, ao pergun­ tarem por que os discípulos de Jesus não jejuavam como faziam eles e os fariseus? Estes serão alguns dos pontos essen­ ciais que consideraremos durante o pri­ meiro ano do ministério de nosso Se­ nhor. Porém, antes de iniciar esse estu­ do, examinemos a província da Galiléia, onde Jesus passou aproximadamente dois anos de seu ministério. Um Retrato da Galiléia. Como pode ver, a região chamada Galiléia está situada no norte da Palesti­ na. Estude o mapa que acompanha esta lição, para aprender quais eram seus li­ mites ao norte, leste, sul e oeste. Este mapa foi simplificado, mostran­ do apenas as cidades mais importantes durante a época de Cristo. Um mapa de­ talhado da região, mostrando como era por ocasião do ministério de Jesus, mos­ traria inúmeras cidades e vilas. A Pales­ tina possuía uma população numerosa concentrada nessa área. Flávio Josefo, general e historiador judeu que gover­ nou essa província trinta e quatro anos após o ministério de Cristo, declarou que ela possuía uma população de apro­ ximadamente três milhões de habitantes. Alguns Locais Notáveis da Galiléia. Algumas das cidades da Galiléia com que se familiarizará serão Betsaída, Ca­ ná, Capernaum, Corazim, Magdala, Naim, Nazaré, Tiberíades e, natural­ mente, o Mar da Galiléia. Eis aqui algu­ mas fotografias desses locais. NAZARÉ Esta era a cidade natal do Salvador, on­ de ele cresceu até a maturidade. Aqui fez um de seus primeiros sermões, mas foi rejeitado. Devido à incredulidade de As colinas nos arredores de Názare onde Jesus como menino brincou Ruínas de Capernaum 33
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    �eção 2 seus habitantes,somente alguns milagres foram realizados em Nazaré. Jesus diria a respeito dela: "Não há profeta sem honra senão nasuapátria, entre os seus parentes e na sua casa.'' (Marcos 6:4. itálicos adicionados.) CAPERNAUM Depois que Jesus foi rejeitado pela primeira vez em Nazaré , seguiu para Capernaum, que mais tarde seria chama­ da de "sua" cidade. F. não é de admirar que assim fosse. De acordo com a infor­ mação contida nos registros biblícos, foi aqui que ele realizou mais milagres do que em qualquer outra cidade, e também foi o local onde proferiu alguns de seus maiores discursos. Aqui o Filho de Deus trabalhou durante quase dois anos de seu ministério formal. Mas apesar de sua min culosa demonstração de poderes di­ vinos, Capernaum não se arrependeria. Jesus profetizou a respeito desse fato e dos habitantes da cidade. Ver Mateus 1 1 :23,24. Tudo o que resta atualmente no lugar tradicional da cidade antiga, são as ruí­ nas de uma velha sinagoga erigida no se­ gundo século e pedras dos edifícios ad­ jacentes. Aqui havia antigamente uma cidade de quase quinze mil habitantes. O MAR DA GALILÉIA A região da Galiléia parece ter sido muito fértil durante a época de Cristo. Tudo o que havia de mais importante na região se concentrava ao redor do Mar da Galiléia, Foi perto desse mar interior, algumas vezes chamado de Lago Quine­ ré, Lago Genesaré, ou Lago Tiberíades, que Jesus passou a maior parte de seu ministério. Atualmente, como em tempos passa­ dos, o lago é o paraíso dos pescadores. Sua superfície geralmente é calma, mas há ocasiões em que se levantam tempes- 34
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    tades súbitas ,transformando o mar em águas violentamente revoltas . Você lerá a respeito de uma dessas ocasiões em que Jesus e os discípulos estavam cruzando o mar e se defrontaram com uma forte tempestade que fez com que os discípu­ los se desesperassem. Após repreendê­ los por sua falta de fé, Jesus reprovou o vento e o mar, ordenando: "Cala-te, aquieta-te. " (Marcos 4:39.) No tempo de Jesus, havia nove cida­ des ao redor do lago, cada uma das quais diziam ter nada menos de quinze mil habitantes. É interessante lembrar que, dentre os doze apóstolos do Mestre, onze eram na­ turais da Galiléia. Somente J udas, que o traiu, não era um galileu, mas natural da Judéia. O RIO JORDÃO A Importância do Ministério na Gali­ léia. Se esta é a primeira vez que você estu­ da a vida e os ensinamentos do Salva­ dor, provavelmente terá alguma dificul­ dade para seguir o padrão desse ministé­ rio. Este breve panorama o ajudará a descobri-lo . Um dos fatos que se tornará aparente nesta seção é o ministério do Salvador entre a população comum. Jesus a cha­ mava de "Cordeiros sem pastor." Verá como as massas gradualmente começa­ ram a sentir atração por Jesus, por causa dos milagres que ele fazia. Observe o e feito que o milagre de alimentar os cin­ co mil teve sobre a multidão e sinta tam­ bém o drama que se desencadeou, quan­ do Jesus anunciou que ele era "o pão vi­ vo." (João 6:5 1 .) Verá que muitas pes­ soas se afastaram dele ao ouvirem-no di­ zer que o seguiam por motivos errados. Se a arte de ensinar as multidões é o único ponto vital que você encontra no ministério de Jesus, então deixou áe no­ tar o seu significado maior. Deveria tam­ bém ter visto algo que não é tão evidente à primeira vista - o sereno treinamento que ministrou a seus líderes do sacerdó­ cio. Isto se tornará bem claro ao perce­ ber que o ministério na Galiléia está divi­ dido em três fases de treinamento de li­ derança. Primeira Fase: O Chamado dos Doze Apóstolos. Dentre os discípulos que o seguiam , o Salvador escolheu por revelação doze homens, que designou como seus após­ tolos. Eles deviam ser as suas testemu­ nhas especiais . 35 Segunda F�se: Os Doze Partem em Mis­ são Após haverem visto o poder do sacer­ dócio nos muitos milagres realizados por Jesus, os Doze foram enviados em mis­ são, para pregar e fazer o que viram seu Mestre fazer. Terceira Fase: Jesus Delega as Chaves do Reino e os Poderes aos Doze Apóstolos. Ao se aproximar o fim do ministério na Galiléia (no terceiro ano de seu minis­ tério), Jesus partiu com os Doze para o norte, dirigindo-se à região da Cesaréia de Filipe. Chegando lá, levou Pedro, Tiago e João "a um alto monte" e foi glorificado (transfigurado) diante deles. (Marcos 9:2.) Desse modo, eles se tor­ naram testemunhas oculares de sua ma­ jestade. Foi lá que esses três apóstolos receberam as chaves do reino e os pode­ res seladores, os quais lhes deram o di­ reito de administrar legalmente os negó­ cios do reino de Deus. Com os Doze as­ sim preparados, o Salvador retornou a Jerusalém , onde cumpriria o maior pro­ pósito de seu chamado mortal, a expia­ ção e a ressurreição dos mortos. Com essa perspectiva em mente, você deve voltar agora sua atenção para os acontecimentos específicos do ministério de nosso Senhor.
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    SAMARIA Sicar • Jerusalém • JUDÉIA NISAN PERÉIA • Machaeruso ANO30 A . D. Jerusalém, J udéia, A Primeira Páscoa de seu M inistério Visita de N icodemos Jesus Parte Para a Judéia Enom, Judéia. João Testifica PRIME I RO M I N ISTÉRIO NA J U DÉIA Ma<.:aero, Peréia . João é Aprisionado. Jesus Deixa a J udéia e Parte Para a Galiléia. Sicar, Samaria, Mulher Samaritana Jesus Parte Para a Galiléia. Mateus Marcos Lucas João 2 : 1 3-2: 3: 1-21 3 :22 3:23-2( 3: 19,20 4: 12 1 : 1 4 4: 14 4: 1-3 4:4-42 4:43,4t
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    5 "1JBebeíg j}agcer be Jlobo" TEMA: Porser o Messias, Jesus pôde proporcionar o poder que conduz ao renascimento espiritual. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. cteomentários 3Jnterpretatíbos (5-1) João 2: 13, 14. O que Era a lláscoa? "A antiga Israel, na época de Moisés, foi libertada do jugo 37 temporal do Egito pelo Senhor Jeová. Para comemorar essa li­ bertação, foi-lhes ordenado que guardassem a festa da Pás­ coa. Essa festa tinha o propósito de lembrar duas coisas: (I) Que o anjo da morte havia poupado as casas e rebanhos de Is­ rael, matando apenas os primogênitos dos homens e animais dos egípcios; e (2) Que Jeová era seu Libertador, o mesmo ser sagrado que no devido tempo viria ao mundo como o Rei­ Messias para obrar a expiação eterna e infinita. Todo o simbolismo da festa centralizava-se nesses dois acontecimentos. O repasto (mais nos dias da sua iniciação do que no tempo de Jesus) era ingerido as pressas, como se esti­ vessem preparando-se para a fuga; o cordeiro do sacrifício era sem manchas, cujo sangue era derramado, mas sem quebrar os ossos; seu sangue era aspergido nas casas que deviam ser pou­ padas - todos esses procedimentos eram emblemas e símbolos do futuro sacrifício mortal do Messias. (Êxodo 12.) "E agora, quase um milénio e meio depois que Jeová deu a Páscoa a Israel, ele próprio, revestido de carne entre os ho­ mens, estava-se preparando para celebrar a festa, em cumpri­ mento da lei dada a Moisés. . . (McConkie, DNTC, 1 :704.) (S-2) João 2:13-22. Jesus Defendeu a Santidade da Casa de Seu Pai. "Quando Jesus purificou o templo, estava tomado de reve­ rente indignação, porql!e os homens haviam corrompido a ca­ sa de seu Pai, vendendo pombas e cordeiros para serem ofere­ cidos em sacrifício. Os cambistas lá se encontravam para a conveniência daqueles que vinham de outros países, para que pudessem fazer suas contribuições ao templo em moeda local. Embora a seus próprios olhos eles se julgassem justificados,
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    &eção 2 estavam fazendotal comércio na Casa de Deus. As escrituras nos contam que Jesus derrubou as mesas dos cambistas e disse aos vendedores de pombas: 'Tirai daqui estes, e não façais da casa de meu Pai casa de venda." ((João 2:16) " 'A reverência,' escreveu Ruskin (escritor inglês - 1819- 1900)'é o mais nobre estado em que o homem pode viver neste mundo. A reverência é um dos sinais de vigor; a irreverência um dos mais seguros indícios de fraqueza. Nenhum homem que zomba das coisas sagradas é capaz de se elevar. As mais sublimes lealdades desta vida devem ser reverenciadas, ou se­ rão rejeitadas no dia do julgamento.' " (David O. McKay, em CR, outubro de 1950, pp. 163-64.) (5-3) João 3:5. O Que É o "Reino de Deus" a Que Jesus se Re­ feriu? "O reino de Deus mencionado pelo Salvador ao conversar com Nicodemos, indica claramente que era ao reino celestial a que se referia. Esse fato também se acha implícito nas instru­ ções que o Salvador deu a seus apóstolos, quando subiu aos céus. Eles deviam ir por todo o mundo e pregar o Evangelho, e todos os que o aceitassem e fossem batizados, entrariam no reino celestial; porém, todos os outros seriam condenados, ou designados a habitar em um dos outros reinos." (Smith, Ans­ wers to Gospel Questions. Vol. 5. pp. 147-48.) (5-4) João 4:1-3. Jesus Realizou Pessoalmente Batismo na Água? "E procuraram mais diligentemente algum meio pelo qual pudessem matá-lo; pois muitos recebiam a João como profeta, mas não acreditavam em.Jesus. "Não obstante o Senhor sabia disso, embora ele próprio não batizasse tantos quanto seus discípulos; "Pois procurava dar-lhes o exemplo, para que entre eles não houvesse contenda." (João 4:2-4, Versão Inspirada.) "Contradizendo os falsos ensinamentos e tradições sectá­ rios, Jesus realizou pessoalmente batismos na água, para que em todas as coisas pudesse ser o grande Exemplo. Inquestiona­ velmente, ele também realizou todas as demais ordenanças es­ senciais à salvação e exaltação." (McConkie, DNTC, Vol. 1, p . 148.) (5-5) João 4:9 Por que os Judeus Antipatizavam Tanto com os Samaritanos? "A rota direta da Judéia à Galiléia passava por Samaria; 38 mas muitos judeus, especialmente os galileus, preferiam per­ correr um caminho mais longo a atravessar a terra de um povo tão desprezado como os samaritanos. As desavenças entre os judeus e samaritanos vinham crescendo há séculos, e no tempo do ministério terreno de nosso Senhor, haviam-se transforma­ do no mais intenso ódio. Havia mistura de raças entre o povo de Samaria, pois nele o sangue de Israel se mesclava com o dos assírios e de outras nações; e uma das causas da animosidade existente entre eles e seus vizinhos, tanto ao norte quanto ao sul, era a pretensão dos samaritanos de serem reconhecidos co­ mo israelitas, jactando-se por considerarem Jacó como seu pai; mas isto era negado pelos judeus. Os samaritanos pos­ suíam uma versão do Pentateuco que reverenciavam como lei, mas rejeitavam todos os escritos proféticos do que constitui agora o Velho Testamento, pois consideravam-se tratados com insuficiente respeito em tais escritos. ''Para o Judeu ortodoxo da época, o samaritano era mais impuro que um gentio de qualquer outra nacionalidade." (Talmage, Jesus, o Cristo. p. 167.) (5-6) João 4:10. O que Significava o Termo "Água Viva"? .. Os profetas de Israel declararam muitas vezes que Jesus era como uma fonte de água viva que Israel havia rejeitado. (Ver Jeremias 2:13; Isaías 8:6.) O próprio Jesus, como Jeová, pedira que a antiga Israel se arrependesse e se voltasse a ele, para que as pudesse alimentar e guiar. Nesse apelo, Jeová havia usado a palavra água como figura de retórica. (Isaías 58: 1 1 .) .Jontos a t)onbttar (5-7) Os que vierem a Cristo Jamais Terão Sede. "Seu solene convite: 'Se alguém tem sede, venha a mim e beba,' foi uma sincera e clara evidência de que era o Messias. Ao fazê-lo, identificou-se como o próprio Jeová, que havia prometido dar de beber aos sedentos através de um derrama­ mento do espírito. Após tal pronunciamento, seus ouvintes se defrontavam com duas opções: Ou era um blasfemo e deveria morrer, ou era de fato o Delis de Israel." (McConkie, DNTC vol. 1 pp. 445-46.) Dequemaneira a conversa deJesus com a mulhersamarita­ no a influenciou? Talvez você consiga seguir o curso da con­ versão, revendo sua entrevista com Jesus. No capítulo 4 de João, vemo-la dirigindo-se ao Mestre, usando três titulos di-
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    ferentes. O queos versículos 9, 11, 14, 15, 19 e 29 indicam so­ bre como passou a encarar o homem com quem falava? NASCER PARA "VER" O REINO DE DEUS É UM DOS PASSOS NECESSÁRIOS PARA NASCER PARA "ENTRAR" NO REINO Esta entrevista hipotéticapoderáajudá-lo a éompreender ,O que aconteceu à mulher samaritano, e qual a mudança qlfe· deve ocorrer em você, para quepossa entrar no reino celestial de D Jesus explicou a Nicodemos que o homem deve "nàscer de novo. , Nosso primeiro nascimento neste mundo ocorre quando nele entramosnaformadecriancinhas. Masapala­ vra �'de novo" contida nafrase de Jesus, implica num se­ gundo nascimento, não é mesmo? RESPOSTA. Sim, há um segundo nascimento. . ,0 primeiro nascimento ocorre quqndo o espftitopassa de seu primeiro estado, apreexistência, .para a mortalüiade; o segundo nascimento, ou nascimento· 'para'o reino do céu', tem lugar quando homens mortais nascem novamente e despe.r,tampara as coisas do Espfrito e da retidão. Os ele-r · mentos água,· sangue e Espírito estão prese�tes em àmbos . · os nascimehtos. tMoisés 6:59-6o.r· (McConkie, Mormon Doe 'X>JOÍ.) · Em João3.:3, �'Susdisse: ..Aquele que não nascerde no­ vo, não pode ver o reino.de Deus, " e em João 3-:5, ele diz: ..Aquel que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. " Ver o reino de Deus é umq coisa, porém entrar no.reitto é algo completamente diferente. Isto querdizer que o segundo nascim�nto:ou n�cimento �piri­ tua/ é constituido de duas partes? Sim, o segundo nascimento, (Ju li;OSCintento.espiritual.é c itufdo de duaspartes gerais.·Para quepoSsamos com­ preender o que significa ver o reino de Deus, é. necessário que entendamos o que_ o Espirita Santofará por uma pes­ . oa ante$deser'bâtizada na Igreja. O Profeta Joseph Smith,. .explico,u: . 39 ..Existe uma diferença entre ·Espírito Santo. Cornélia re�e _ balizar-se, quepara·elefoiopo bre a veracidade do evangelh 1fodia receber o domdo Espírito Santo senão dep;,isde batizddo. NiJ.o tive$: se ele tomado sobre si esse sinal ou ordenançà, o &pirito Santo que o convencera da verdade de Deus, .ter..se.../a apar­ tado dele.(Sniith, Ensinamentos. p. /94.) , Quando um não..membre da Igreja vê o reino de Deus, signijica'Rque. or]'hJdérdo Espírito Santo é derrama�o sobre ele parq ensinar-lhe que a Igreja é verdadeira. Nessa oca- siJh�'?'é(lfidquire um testemunho. Então ele·sabe. . uo Sénhor revela.rá a verdade uma vez ao individuo; en­ tão, após haverdadoesse testemunho, apessoa deveaceitar a verdade e receber o Evangelho através do batismo e 'da imposição das milos para o dom doEspírito Santo� Corné­ lia recebeu uma manifestaçiJ.o em estrita conformidade com às instruções dadaspor Môroni� /esetfves5eafastado dela, não receberia fr!ais?ú!e o €1Espírito do Se- nhor não contenderá com os ho hal?itará, a menos que obedeçam aos . m (Smith, Answer to Gospel Que
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    &eção 2 da veracidadedo evangelho. Mas o que deve acontecerpara que ocorra essa mudança de coração numa pessoa, que lhe . permite entrar no reino de.Deus? RESPOSTA "O batismo por imersão simboliza a morte ou sepulta­ mento do homem pecador; esairda água significa a ressur­ á!ição para uma nova vida espiritual. Após o f?atismo, impõem-se as .mãos na cabeça do crente balizado, e ele é abençoado para receber o Espírito Santo. Assim, a pessoa balizada recebe apromessa ou dom do Espírito Santo, ou o · privilégio de voltqr à presença de um dos membros da Dei­ dade; e, através de sua obediência e fidelidade a ele, a pes­ soa assim abençoadapode receber orientação e direção do . Espírito Santo em suas ações epronunciamentos diários,. da mesmaforma como Adão andou efalou com Deus, seu Pai Celestial, no Jardim do Éden. Nascer espiritualmente é re­ ceber essa direção e o�ientação do Espírito Sanio. " (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1941, p. 64.) PERGUNTA Aspessoas sempre r,enascem espiritualmente por ocasião do batismo? RESPOSTA "A mera aceitação daformalidade da ordenança do ba- tismo não quer dizer que umapesioa nasceu de novo. Nin­ guém pode nascer de novo sem o batismo, mas a imersão na , água e a imposição das mãospara conferir o Espírito Santo não garantem por si mesmas que uma pessoa nasceu ou nascerá de novo. O novo nascimento ocorresomente quarr.: do as pessoas realmente desfrutam do dom e companhia do EsjJirito Santo, somente•naqueles totalmente 'iq.nv�rtidas, A que se entregaram sem restrição ao Senhor. Assim: , r�tma dirigiu-se a seus 'irmãos da igreja, ' e deeididacnente lhes perguntou se haviam ' nascido espiritualmente de Deus, ' re­ cebido a imagem ae Deus em seus semblantes e haviam sa­ frido a 'poderosa mudança' em seus corações, gue sempre ocorre por ocasião da, nascimento do Espírito. (Alma 5:14:- 31). " (MacConlj:ie, Mormon Doctrine, p. 101.). . 40 se encontram num �tado,, de grande bênçilo e privilégio. Elesalcançaram essaposiçllo nilo apenaspor se haveremli­ liado à lgre)a, m� através dafé (I Joilo 4:7), e por terem, superado o mundo (1Jollo 5.4.). 'Qualquer que é nascido de Deus não continua em pecado; pois o Espirito de Deus per­ manece nele; e não pode pecar, porque é na5cido de Deus, tendo recebido aquele Santo Espírito da promessa. , . ( Vet- . são Inspirada, 1 Joilo 3:9). " (McConkie, Mormon DOctri­ ne, p. 101.) NASCER DE NOVO É UM PROCESSO GRADUAL ACOMPANHADO POR UMA MUDA NÇA DE CORAÇÃO. . R��4;.· .. %.�.> � Opaide Davierapresidentedeestaca. Davi nunca estive- ra no escritório da prf!Sidência da éstaca; porém, na noite anterior, .durante o jantar, ele havia formulado algumas pe�guntas a respeito do renascimento espiritual, eseupai o convidou para quefosse ao se� escritório discutir o assun­ to.. Ao se acomodar na cadeira, Davi notou um quadro so­ bre a mesa do pai. Era umafotografw dapresidência daes­ taca, e /á. ,estava sey. pai iodo §orridente e com uma atitude digna. Davi chegarei cedo para· o encontro e, enquanto es­ pera�a, '{)corrêu-the'+que,�ie havia uma pessoa que sabia muito bém o que era renasEim�nto espiritual, essa pe�oa era seu pai. Ele havia trabalhàdo nas minas a maiorparte desua vida � aijulta. Nada realmente lhe importava muitó, além de co­ mer e dormir. Raramente havia pr.ocedido como pai, até o dia em que os missionário$ bateram à. sua J!..Orta. :Após se-:­ manas de perguntas, alguma páeiência poi/ parte dos mis- sionários, e·muitas orações de sua mãe e ' .... . ... q/%<f"'' ' ' � diatamente o evangelho ensinado pelos m náríbs), seu pai aceitou ser ba,tizado. O resto.. dQ/amllíafez o llJ�SmOo al- . gumas semanas depois de o pai mostrar o ·caminho. Davi não havia notado a princ(piÓ, mas gradualmeníe seu pai começou a mudar. Nada houve· de espetacular - vi­ sões ou manifestações exteriOfeS - apenas uma mudança gradual:�! Primeiramente, começaram a asSistir às reuniões da lgre}il. Depois: () pai anunciou à mesà do jantar queja­ maisfariqm u ri.feição sem abenÇoar o alimento. Tu(Jo acontecera há do�e(lnos. Alg1.1m tempo depois, co eçaram a{Qzer t;eunj'õ�'lifarllililzres, regularmente. Davi ainda lem­ brava a viagem que'tt'familia'fizera a Salt Lake , para ir ao templo,' ond; forarn selados como família ppra o tempo e eternidade. Certa péosião,_ qU(JndÓ ele e seus irmãos fala-
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    ram malde umdos líderes de sua ala, lembrou-se âa irajus­ tificada do pai e ·da reprovação imediata que· receberam, pois embora o pai de Davi tivesse contrólado 'o.seu tempe­ ramento, deixou bem claro quejamais deviamfalar tais coi­ sas a respeito dos líderes da Igreja. Mesmo que a mudança _que ocorreu em seu pai tenha acont�cido silenciosa e gra­ duqlmente, não deixou deser uma extraordinária mudança. Davi muita� yeze.s imaginaw o que havia levado um homem. rude como ·seu pai a mudar de maneira tão marcante. E agora que estgva no caminho certo, sua ·dedicação e zelo pe- · la cauSa do Mestre pareciam aumentar a cada dia. Seu paifora chamadoparaservir na AMM da ala, e mais tarde'na mesma organização da estaca. Então, apenas dois anos depois, foi chamado como conselheiro da presidência da estaca. Davi notou que seu pai passava a maior parte do tempo fora de casa, mas os poucos momentos que conse­ guia dedicar ao lar, empregava-os muito bem com sua espo­ sa e os quatro filhos. Em vivo contraste com doze anos an­ tes, em seu lar agora. realmente existia amor, ' oração e or­ dem. Davi ouvira seu pai prestar testemunho efl} conferên- . cias e também quando os compartilhava con1 seus filhos e com as pessoas que o visitavam. Durante certa reunião fa­ miliar, ele lhes disse: "Não sou o pai que costumavam ter; eu mudei. Quero que saibam que, ape_sarde tudo o que diga ou jaça, eu sei que Jesus vive e é' o meu Redent-or, f!Orque próvei de sua bondade e sei o amor que ele tem por. mfin. ''Davrconhecia muito bem seu pai, para s�ber que ell{ tf!sti- . ficava a realidade de Jesus e a veracidade do Evange�ho do fundo de sua alma. E agora seu pai era presidente·da esta- Enq]J.'Unto D_avi estava alí sentado, esperando, subita-­ mentf!.se conscientizou de que vivia ao lado de um homem . ·que f'JOSCera de ·návó! Escre_veu rapidamente um bilhete pa- · raseupai e'deixou o escritório. Nele' estava escrito: "Papai, não precisC?falar com você, afinal de contas. Já tenho a res­ posta ·à minha pergunta. Vejo-o na hora do Jantar. Davi. " Por que acham que o pai de Davi era uma pessoa que nasceu de novo? Seu renascimento espiritualfoialto suqpb? l{êç_ebeu ina­ nifestações sensaciona_is? O É/der Harold B. Lee disse: "Saber como ocorre esse nascimento é tão impossível quanto explicar qe onde vem ·e· r para onde vai o vento. n ("Born oj lhe Spirit ", Discurso 41 �apítulo 5 proferido ao Corpo Docente do Seminário e !rzstituto, B YU, 26 de junho de 1962, compm;ar êom �flão 3:7,8.) . Muitas vezes as pessoas têm a idéia de que, para nascer do espírito, devem p�sar por experiências súbitas e espeta" cu/ares. Depois de haver lido a respeito do pai de Davi, . acha que isso é sempre neêessário? Considere esta declaração feita pelo Projeta Joseph Smith co�cernente às ma�ifestações do Espírito: . <i-'1 •·crerllos que se confere o Espírito Santo pela- imposição �as mãospor aqueles que têm autoridade, e que o dom das . · línguas e também o .de profecia provém do Espírito, sendo obtidos por esse meio; porém, dizer qu.e os homens sempre profetizavam efalavam em línguas qo receber a imposição das mãos, seria expressar algo que não é cer�o. que não" concprda com a prática dos apóstolos e se opõe às Escritu­ ras, porque Paulo disse: 'A Ufl'! é dado o dofli de línguas; a outro profetizar e a outro o dom iia cpra'; �� novameme: · 'São todos projetas?. . . falam todos>di.V'ersasdí�guas?. . . in­ terpretam todos?' (1 Coi'íntio� 12:29�30) Isso, 'evidente- mente, indica que nem todospo�utam,�sses diversospode­ res; mas que um recebia um ddm e outro recebia outro ·dom; e nem todosprofetizavam, nem todosfalavam em Jtn,. . guas, nem todas·operavam milagres, porém todosrecebiam •' o dom do Espírito Santo. Nos dias dos apóstolos, à$ vez�$� as pessoas.falavam em ·línguas e profetizavam, e às vezes, · não. O mesmo acontece conosco em nossas administrações�� em , bora com mais freqüência não haja . manifestaç�o algu,·-- ' m< f ' qlle seja visível aos que se encontram ao redor. (Smith: Ensinam�l!-tos, p. 237. Itálicos adicionados.) Examine neste ponto da lição a passagem escrituríst�cd quefala da entrevista de Nicodemos corri o Senhol. Obser-· ve ·especialmente o versículo 5 e examine-o à luz do que aprendeu sobre .ele nesta lição.· '
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    I Mateus IMarcos I Lucas I João INICIA O MINISTÉRIO NA GALILÉIA Caná e Capernaum , Galiléia. 4 : 1 7 1 : 1 4, 1 5 Cura do Filho de U m Nobre. 4: 1 4, 1 5 4:45-54 ar da Galiléia Nazaré, Galiléia. Nazaré Rejeita Jesus . 4: 1 3- 1 6 4: 1 6-3 1 Mar da Galiléia. Pedro , André, Tiago e João . 4: 1 8-22 1 . 1 6-20 5 : 1 - 1 1 Capernaum , Galiléia Expulsa um Espírito I m undo . 1 :2 1 -28 4:3 1 -3 7 NISAN Cura da Sogra de Pedro 8 : 1 4- 1 7 1 :29-34 e Outras Pessoas . 4:38-4 1 SAMARIA Pregação na Galiléia 4 :23-25 1 : 3 5 -39 4:42-44 Galiléia. Cura de um Leproso. 8 : 1 -4 1 :40-45 5 : 1 2- 1 6 Capernau m , Galiléia. 9:2-8 2: 1 - 1 2 Cura de u m Paralítico 5 : 1 7-26 Mar da Galiléia . 9:9- 1 3 2: 1 3- 1 7 5 : 27-32 O banquete de Mateus. UDÉIA Discurso Sobre o Jejum . 9: 1 4- 1 7 2 : 1 8-22 5 :33-39
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    "J)orque t <fgte 1!leClihtem <fgtã <fgcnto" TEMA Jesus Cristo tem poder para curar não somente o corpo tisi­ co, mas o que ' é mais importante, também o espírito. INTRODUÇÃO Ao retornar a Nazaré, local onde passoú a tnjlincia e os primeiros (mos da Juven�ude� Jesus assdriibrou os.concida­ dãos com o seu testemunho sincero, de que era o Messias "prometido. Utilizando Jsàias 6I:i,2 e suas própriO$.. pala-. "'"vras, , Jesus decl(lrou: uo Espírito do Senhor está sobre Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. 43 �omentários 3Jnterptttatíbos (6-1) Lucas 5:1-11. Por que Pedro, André, Tiago e João Aban­ donaram Tudo para Seguir a Jesus? Leia o registro feito por Mateus a respeito do chamado que Jesus fez a Pedro e André (Mateus 4: 18-20). O Profeta Joseph Smith fez duas importantes adições a essas passagens na sua revisão da Bíblia: 1 . O anúncio de Jesus, dizendo que "Eu sou aqu_ele de quem os profetas escreveram; Vinde após mim. . ." (Mateus 4: 18, Versão Inspirada.) 2. O fato de que os discípulos creram nas palavras de Jesus. Tanto é que diz a passagem: "Então eles, crendo em suas palavras, deixaram as redes. . ." (Mateus 4: 1 7, Versão Ins­ pirada; compare com Mateus 4: 18, 19, versão autorizada. Itálicos adicionados.) (6-2) Mateus 4:19, Marcos 17. O Que Significa Tomar-se "Pescadores de Homens?" ''O processo pelo qual os líderes adquirem tanta espiritualida­ de quanto os discípulos antigos, é exposto na singela admoes­ tação feita pelo Mestre. O Salvador chamou os pescadores, co­ letores de impostos e outras pessoas de diversas ocupações, pa­ ra constituírem os seus doze escolhidos. Fez a cada um a mes­ ma simples promessa:
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    " 'Vinde apósmim, e eu vos farei pescadores de homens,' ou então: ' ... eu farei que sejais pescadores de homens! (Mat. 4: 19; Marcos 1 : 17). " 'Vinde após mim' não é senão outra forma de dizer 'Guardai os meus mandamentos', pois assim explicou ao falar aos nefi­ tas: "Portanto, que classe de homens devereis ser? Em verdade vos digo que devereis ser como eu sou."(3 Néfi 27:27.) "Ser 'pescadores de homens' é apenas outra maneira de dizer, 'ser líderes de homens.' Portanto, na linguagem atual, diría­ mos àqueles que devemos ensinar: 'Se guardardes os meus mandamentos, eu vos farei líderes de homens.' (Harold B. Lee em CR, outubro de 1960, p. 15.) (6-3) Marcos 1 :21-28. Os Espíritos Malignos Podem Entrar no Corpo de Uma Pessoa e Dele se Apossar? "Para entendermos a expulsão de demônios, precisamos ter conhecimento sobre a preexistência e saber que Deus é o nosso Pai pessoal. Conforme se encontra revelado no Evangelho, Deus é um Homem santo e exaltado, um ser pessoal em cuja imagem o homem foi criado, um ser em quem a unidade fami­ liar continua a existir no estado imortal. Ele é o Pai literal dos espíritos de todos os homens; seus filhos espirituais tornaram­ se homens e mulheres humanos cujos corpos eram compostos de espírito e não do elemento temporal. "Esses descendentes espirituais da Deidade, investidos do arbítrio e sujeitos à lei, tiveram todas as oportunidades de avançar e progredir, e de obter o privilégio de passar pelas ex­ periências probatórias da mortalidade. Dois terços desses espí­ ritos passaram nas provas da preexistência, e agora se encon­ tram no processo de nascerem neste mundo como seres mor­ tais. A outra terça parte dos espíritos não guardou seu primei­ ro estado e por fim se rebelou abertamente contra Deus e suas leis. Em conseqüência, houve guerra nos céus, e o demô­ nio e seus seguidoresforam lançados para a Terra. Aos espíri­ tos assim rejeitados, foi negado eternamente o direito de pos­ suir corpos mortais. Nesse estado degenerado e miserável, eles procuram abrigar-se ilegalmente nos corpos dos homens mor­ tais." (McConkie, DNTC, Vol. I . pp. 167-68.) (6-4) Mateus 4:23-25. Jesus Curou Todas as Pessoas Enfer­ mas? O Profeta Joseph Smith acrescentou esta frase a Mateus 4:3: "que creram em seu nome." Portanto, as curas que Jesus fez, foram reservadas somente às pessoas que tinham fé nele; isto não foi concedido a todas as pessoas, conforme implica a ver­ são autorizada. (Ver Mateus 4:22. Versão Inspirada.) 44 oslzil�g vador pelos , de modo maissignifica.tivo, os milagres testifiCaram a di­ vindade do Filho de Deus. A mais cltua llustraçllo desse'la-- · tofoi a cura de umporalitico (MateuS9:2-8.) OÉlder1Jruee McConkie teceuestes comentários a res�ito,do sighific.ddo do referido milagre: . " ' "Se correlatnente compreendido. �- ey nosso Senhorfoi uma prova visfvel e irrefu era o Messias; e assimfoi reconhecido por aQtt�_ quais ministrou. Ele prestarafreqUente W!Steniu , de que Deus eraseu Pai. e apoiou esse''testemunho pessool com um ministério incomparQv�l de pregarDes, e �r/IS. Agora seupropósito era.anuhciar quelíaviafeito o que'nin- . guém, a nfio ser Deus, Poderiaftà.er, eprovarque oflZ,el'(l ·através da manifestaç4D do poder de seu Pai. "Tanto Jesus quanttJ . os 'doutores da lei• que estiiWIIII i4o, sabiam que ningUém, a 1l4o !JIN ados. Conseqfientemenie, pro.,.. 6tica queopoderde DeusesttW11 com ele)*J ori (ou melhor diundo. procurou) essa ocasido adequada para perdoar o.s pecodos. Os e#ri­ � o reprovaram, {Hlis SQ/Jiam (Com justa razio), (llle: atribuir-sefalsamente o �":.deperdCJ!Upecados era blos­ flmio, �esusfez o que nenhum imfJO$IO{poderi(;l terfeUo - provou o seupoderdÍvinó, -eurimdo o /iiimem qriejota doado. Só põderlo haver· umá ���� i SIMI"''De,,..u· l,Nil�·J fPois qual é mtlisf6cil dizer: Pmf-· te�fiiA,� dos; ou dizer: Levaltta-te e tllldtl? A,_, HV'...,.,."••y...... midas numa s6 resposta: A� que� pode também/tr.W' Q outrti. " �ki pp. 1 77-.78.) ' (6-5) Mateus 4:23-25. Milagres Operados pela Aplicação da Lei. ' 'Os milagres não podem existir em contravenção à lei natu­ ral, mas são operados através da aplicação de leis reconhecidas universal ou comumente.
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    "No estudo dosmilagres operados por Cristo, devemos ne­ cessariamente reconhecer a operação de um poder que trans­ cende à nossa atual percepção humana. Neste campo, a ciência ainda não avançou o suficiente para analisar e esclarecer. Ne­ gar a realidade dos milagres, baseados em que, por não poder­ mos compreender os meios, os resultados relatados são fictí­ cios, é arrogar a mente humana o atributo da onisciência, subentendendo-se que aquilo que o homem não pode com­ preender, não pode existir, e que, portanto, ele é capaz de compreender tudo o que existe. "Para se compreenderem as obras de Cristo, deve-se reconhecê-lo como Filho de Deus; para o homem que não aprendeu ainda a conhecer a alma honesta que deseja pesqui­ sar sobre o Senhor, o convite está pronto: "Vinde e vede." (Talmage, Jesus, o Cristo. p. 143-145.) (6-6) Mateus 8:2. O que Era a Lepra? "A lepra era nada menos que a morte em vida; uma corrup­ ção de todos os humores, um envenenamento das próprias fontes da vida; uma dissolução gradativa de todo o corpo, de modo que um membro do corpo após outro realmente se de­ compunha e caía. Aarão descreve exatamente a aparência do leproso aos olhos dos observadores, quando, intercedendo por Miriam, diz: 'Não seja ela como um morto, que saindo do ven­ tre de sua mãe, tenha metade da sua carne já consumida' (Nú­ meros 12: 12.) Além do mais, a doença não era curável pela pe­ rícia e habilidade do homem; não que o leproso não pudesse recuperar a saúde, pois, embora raros, tais casos são conside­ rados na lei levítica. . . "(Talmage, Jesus, o Cristo, p. 194-195.) (6-7) Lucas 5:17-24. A Remissão dos Pecados Cura o Espírito. "Pelo que podemos entender através das palavras que Jesus disse ao curar o 'homem paralítico', é evidente que a remissão dos pecados é a terapia que produz a cura, e que os dois termos são sinônimos. . . "Nesse exemplo, houve uma cura física. Às vezes também ocorre uma cura do sistema nervoso ou da mente. Mas sempre a remissão dos pecados que acompanha operdão divino cura o espírito. Isto podemos ver pelo fato de nas escrituras as con­ versões e as curas serem freqüentemente associadas. " (Marion O. Romney, em CR, outubro de 1 963, pp.24-25. Itálicos adi­ cionados.) (6-8) Mateus 9:11. O que é um Publicano? "Os publicanos eram coletores de impostos, representantes de um poder estrangeiro que mantinha os judeus sob sujeição. Formavam, portanto, um grupo social odiado e ridiculariza­ do. Sem dúvida era particularmente ofensivo para os judeus que uma pessoa de sua própria raça, como era o caso de Ma- 45 <frapítulo 6 teus, aceitasse ocupar tal posição. " (McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 1 8 1 .) (6-9) Marcos 2:18-22. O que Queria Dizer Jesus Com a Frase "Vinho Novo em Odres Velhos"? " Dessa forma, nosso Senhor proclamou a atualidade e per­ feição do seu evangelho. Não era o mesmo, de forma alguma. um remendo do judaísmo. Ele não viera para remendar roupas velhas e rotas; o tecido que trazia era novo, e costurá-lo sobre o velho seria apenas rasgar novamente o pano gasto,. deixan­ do um rasgão pior do que o primeiro. Ou, para mudar a ima­ gem, vinho novo não pode, com segurança, ser depositado em odres velhos. Os odres aqui mencionados eram sacos feitos de pele de animais, e, naturalmente, deterioravam-se com o tem­ po. Assim como o couro velho se parte ou rasga-se mesmo sob leve pressão, os odres velhos, feitos de pele, rompiam-se com a pressão do suco fermentado, perdendo-se o bom vinho. O Evangelho ensinado por Cristo era uma nova revelação, subs­ tituindo a passada, e marcando o cumprimento da lei; rião era um simples adendo, como nãoera uma reiteração de requisitos passados; incluía um convênio novo e eterno. Tentativas para remendar o manto judaico do tradicionalismo com o tecido novo do convênio não resultariam em nada mais agradável à vista do que um rasgão no pano. O vinho novo do evangelho não poderia ser contido nos velhos e gastos receptáculos das li­ bações mosaicas. O judaísmo seria depreciado, e o cristianis­ mo pervertido por tão incongruente associação. (Talmage, Je­ sus, o Cristo, p.191) �ontos a �onberar ATUALMENTE AINDA SÃO REALIZADOS GRANDES MILAGRES (6-10) Atualmente, Operam-se Curas Físicas em Pessoas Hu­ mildes e Devotas. "Se me permitem, gostaria de contar-lhes a respeito da ale­ gria que senti por algo que me aconteceu há muito tempo atrás. Sofria por causa de uma úlcera, que a cada dia se agra­ vava. Estávamos viajando em uma missão, minha esposa Joan e eu, quando sentimos, numa certa manhã, que deveríamos voltar para casa o mais rápido possível. embora houvéssemos planejado assistir a mais algumas reuniões. ' 'A caminho de casa, ao atravessarmos o país, estávamos sentados na parte dianteira do avião, e alguns dos membros se encontravam na parte posterior. Em certo ponto da viagem, alguém colocou suas mãos sobre minha cabeça. Olhei para ver
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    quem era enão vi ninguém. Mais tarde, esse fato se repetiu antes de chegarmos em casa. Quem era, eu não sei. Por que aquilo havia acontecido, também não sei. A única coisa que sabia é que recebera uma bênção, e mais tarde constatei que precisava dela urgentemente. "Logo que chegamos, minha esposa, preocupada, chamou o médico. Eram onze horas da noite. Ele quis falar comigo pelo telefone, a fim de saber de meu estado, ao que lhe respondi: 'Estou um tanto cansado, mas creio que tudo está bem! Pouco depois, comecei a ter hemorragias, que, se tivessem ocorrido durante a viagem, eu não poderia estar falando a vocês aqui, hoje. "Sei que o poder divino nos abençoa, quando tudo o mais está fora de nosso alcance. Temos visto esse poder operando em todos os países onde tivemos a oportunidade de falar, entre os quais alguns países menos privilegiados onde existe pouca assistência médica e talvez neJihum hospital. Se quiserem saber de grandes milagres realizados entre essas pessoas humildes e defé simples, vocês vê-los-ão ocorrer entre eles quando estão desprotegidos. Sim, eu sei que esses poderes realmente existem." (Lee, "Permanecei em Locais Sagrados," A Liabona, março de 1 974, pp. 46-47. Itálicos adicionados.) "Muitas vezes, os membros da Igreja sentem-se de­ sanimados, porque lhes parece que na Igreja atual não exis­ tem tantos milagres como curas, dom de lfnguas e visões. Embora seja verdade que tais manifestações continuem a ocorrer, por que já não quvimos falar a respeito delas? Consegue imaginar por que, na maioria dos casos acontecem secretamente? Apesar disso, por que acha que alguns milagres de Jesus foram feitos em público? Acredita que alguns deles foram realizados para testificar a seu respeito? Que milagres estão sendo operados atualmente, que testificam a divindade de Cristo? (6-11) Os maiores Milagres Realizados Atualmente São a Cura de Almas. "Gostaria de dar maior ênfase, agora, à ajuda que os irmãos 46 devem dar aos necessitados, não somente os necessitados em bens materiais, mas àqueles que precisam de ajuda espiritual. Os maiores milagres que tenho presenciado ultimamente, não têm sido de curas de doenças, mas as curas de almas doentes, de pessoas que estão espiritualmente enfermas, as que estão desanimadas e desacorçoadas, que estão à beira de um esgota­ mento nervoso. Devemos ajudá-las, pois são preciosas aos olhos de Deus e não queremos que ninguém se sinta esquecido por nós... "Não é possível ajudarem a elevar outra alma, se não estive­ rem em posição mais alta que ela. Devem certificar-se, se dese­ jarem salvar esse homem, de que são o exemplo do que dese­ jam que ele seja. Não podem acender o fogo dentro da alma alheia, se ele não estiver ardendo dentro de sua própria alma. " E aos professores, o testemunho que prestam, o espírito com que ensinam e orientam, são as posses mais valiosas que pos­ suem ao ajudarem a fortalecer as pessoas que tanto necessi­ tam, com o muito que têm para dar. Quantos de nós, seja qual for o estágio em que nos encontrávamos, não necessitamos al­ guma vez de fortalecimento? (Lee, Stand Ye in Holy Places, p. 1 23, itálicos adicionados). -Através dessa declaração do Presidente Harold B. Lee, é evidente que o maior milagre que está sendo realizado atualmente é a transformação do homem ou mulher "natu­ ral" (Ver Mosias 3:19) em filho ou filha de Deus? Existe maior testemunho da divindade de Cristo do que o demons­ trado pelas pessoas que abandonaram um modo de vida mundano para segui-lo? Medite um pouco sobre isto: Já sentiu o poder sanador de Cristo em sua própria vida? Já sentiu que seus pecadosforam perdoados? Existem ainda alguns pecados que o impeâem de ajudar a elevar espiritualmente os seus semelhantes? Poderia, através do estudo, oração e jejum, fortalecer-se através de Jesus Cristo, para receber o milagre do perdão?
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    �eção 3 �egunbo §nobo JMíní11tério �úblíco be }e11t111 Primeira Páscoa. Páscoa. Terceira Última Páscoa. Páscoa 30 Anos PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO Os eventos desta seçao tratam (io segundo ano do ministério formal de Jesus. Como pode ver, esse período se estende da segunda à terceira Páscoa. Poderá notar também que começa a aumentar o número de eventos registrados durante esse periodo. Vinte e sete acontecimentos sao tratados pelos evangelistas durante o segundo ano do ministério formal do Senhor. LIÇÕES: 7 . O Chamado dos Doze. 8. "Sede Vós Perteaos." 9. "Qualquer Um que Fizer a Vontade de Meu Pai." 10. " E Falou-lhes de Muitas Coisas por Parábolas." 11. "Se Alguém Receber o Que Eu Enviar, me Recebe a ·Mim ." Um Breve Resumo do Primeiro Ano do Ministério de Jesus O primeiro ano do ministério público do Salvador iniciou-se com o dramático acontecimento da purificação do tem­ plo. Seguiram-se as entrevistas com Ni­ codemos e a mulher samaritana, nas quais ele declarou sua identidade e im­ portantes doutrinas concernentes à en­ trada em seu reino. Esse período é cha­ mado pelos eruditos de primeiro minis­ tério judaico. Seguiu-se o ministério galileu, como é normalmente chamado, que inclui sua visita a Nazaré, província situada ao 48 norte da Galiléia. Quando foi rejeitado por seus concidadãos, após lhes haver declarado ser o Messias, Jesus partiu pa­ ra as cidades adjacentes ao Mar da Gali­ léia, onde Pedro, Tiago, João e André foram chamados para segui-lo. Esse pe­ ríodo é marcado pelo início dos milagres de Jesus e de sua pregação aos judeus. Panorama do Segundo Ano de Ministé­ rio. O segundo ano começou quando Je­ sus voltou da Galiléia para assistir à fes­ ta da Pascóa em Jerusalém. Enquanto lá permaneceu, curou um homem no dia do Sábado. Os líderes judeus reagiram de tal maneira a esse incidente, que pro­ curaram tirar-lhe a vida (João 5: 16.) Vo­ cê verá nesta seção como Jesus respon­ deu às acusações concernentes à viola­ ção do Sábado e como se identificou aos judeus. A trama contra Jesus fez com que ele se retirasse novamente para a Galiléia, onde chamou e ordenou doze homens, a quem designou como apóstolos. Com este evento, termina a primeira das três fases de seu ministério galileu.
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    Pontos Importantes daSegunda Fase do Ministério Galileu Alguns dos pontos mais importantes da segunda fase do ministério galileu são: 1 . Jesus instrui seus discípulos e os Doze, (Sermão da Montanha.) 2. Realiza mais milagres, através dos quais os Doze aprendem a respeito do poder do sacerdócio. Entre es­ ses milagres, encontram-se dois em que pessoas mortas foram chama­ das à vida. 3. Aumenta a oposição contra Jesus, fazendo com que use outros méto­ dos de ensino - as parábolas - que muitas vezes tinham o propósito de esconder sua mensagem ao en­ tendimento dos incrédulos. Você A cidade de Nazaré na época atual. receberá algum auxílio para inter­ pretar e aplicar essas parábolas à nossa época e condições. 4. A segunda rejeição de Jesus em Nazaré, sua terra natal! 5. A partida dos Doze especialmente comissionados e sua volta e relató­ rio. Alguns Locais e Acontecimentos Notá­ veis Desta Fase do Ministério Galileu. Eis alguns locais e eventos mencionados pelos evangelistas nesta seção. Betsaida, para onde Jesus seguiu com os apóstolos depois que voltaram de suas missões. (Lucas 9: 10, 1 1 .) Capernaum, onde, entre outros fatos, ocorreram os seguintes milagres: a cura do servo do centurião; a volta a vida da Ruínas de Capernaum 49 filha de Jairo; a cura de uma mulher que sofria de um fluxo de sangue. Gadara (Gergesa), onde Jesus curou um homem possuído de espíritos malig­ nos, que, ao saírem dele, entraram numa manada de porcos. (Marcos 5: 1-2 1 .) Naim onde Jesus levantou dos mortos o filho da viúva. (Lucas 7: 1 1-17.) Nazaré, onde Jesus foi rejeitado pela segunda vez. (Marcos 6: 1-6.) O mapa que se encontra na seção in­ trodutória ilustra essas cidades e o seu relacionamento. Após haver estudado este panorama, leia os eventos desta parte do ministério do Senhor. A cidade de Naim nos dias de hoje.
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    3 1 A.D.Mateus Marcos Lucas João SEGUNDO ANO DO MINISTÉRIO PÚBLICO DE JESUS Jerusalém Cura no Tanque de 5 : 1-16 Betesda A SEGUNDA PASCOA Jerusalém Ensinamentos de Jesus 5 : 1 7-47 a respeito de si mesmo Galiléia Discurso sobre 12: 1 - 1 4 2:23-28 6: 1-1 1 3: 1-6 SAMARIA o Sabado Mar da Galiléia Jesus Retira-se 12: 1 5-21 3:7- 12 Para o Mar. Montanhas da Galiléia 3:13-21 6: 12-16 Eleição dos Doze JUDÉIA
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    TEMA: Os apóstolos sãotestemunhas especiais do Senhor Jesus Cristo. INTRODUÇÃO Até·mesmo os grandes lideres de l5eus sent�m-se humil.. des, quando chamados a ocupar o tilto e sagrado oficio de apóstolo do �nhor Jesus Cristo. Pondere as palavrf!S de um desses l � que acabava de ser designadopara talpo­ siçllo: Oodtl noite de ontem, passei em retrospee­ toda a minlul vidtl. Fiquei a noite inteira �lte�os olhos nem sequerpor um momen­ to e nem conseguiriam, se estivessem em meu lugar. .Durante todo a noite, enq��antopimstJva nessa aptlVOt:ante e comDvente designaçlo, contifiUIIf'Qill ecoando em minha mente as pa/flvras.do Ap6$tolo Pfndo, que disstl, explican­ do as iplalldodes humtlltiJS qw tkyerltmlsereiiCO'IltTtlllll no Senhor e Salvador: 7 5 1 ·uNinguém poderia ter ouvido o comovente testemunho do Presidente Grant, testificàndo a resp�ito do que sentiu quando foi chamado para ser após!olo suas experiên-. cios ao chama; outraspessoaspâra o�'" argossimila- . res, sem se dar conta de que esteve..e iml:Y c.ontato com seu Pai Celestial nessa ocasião. Por conseguinte, farei mi­ nhas as palavras do Apóstolo 'Paulo. Chegarei com con­ fiança ao trono da graça eproeur.ar,ei alêançar misericórdia, e que a graça do Senhorpossa ajudar-me nos momentos d� /iceis. Com · esse auxilio não poderei falhar. Sem ele, não posso ter êxito.. • 'Desde minha infância, tenho considerado esses ho­ menl'os maiores que existem na terra, e.agora, ao imaginar arei intimamente associado com eles, sinto uma e que ultrapassa meu entendimento. " (Harold B. Lee, em CR, abril de 1941, pp. 119-20.) · 'Nesta liçao, voi:ê procurará entender o oficio e chamado dos apóstolos durante·o ministério de Jesus Cristo. Ao es­ tudar este material, medite sobre as seguintes questiJes: O que toma·o chamado de um apóstolo diferente do de ou- .' tros seguidores de.Cristo? Qual deveser • atitude atual com os membros do Conselho'!� ze Ap6$/olos? Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. �omentáriog 3Jnterpretatíbog (7-1) João 5:31-34. O Que Disse Jesus a Respeito de Sua Mis­ são e Sobre o Testemunho Que Outras Pessoas Prestavam De­ le?
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    �eção 3 Compare estaspassagens escriturísticas contidas na versão Inspirada com João 5:31-34, 36-38 da versão autorizada. "32. Portanto, se eu testifico de mim mesmo, o meu teste­ munho é verdadeiro. "33. Pois não estou só, há um outro que testifica de mim, e s�i que o testemunho que ele dá de mim é verdadeiro. "34. Vós mandastes a João, e ele também deu testemunho da verdade. "35. E ele não recebeu o seu testemunho de homem, mas de Deus, e vós mesmos dizeis que ele é um profeta, portanto de­ víeis aceitar o seu testemunho. Digo isto para que vos salveis... "37. Mas eu tenho maior testemunho do que o de João; pois as obras que o Pai me deu para terminar, as mesmas obras que eu faço, testificam de mim, que o Pai me enviou. "38. E o Pai que me enviou, ele mesmo testificou de mim. E em verdade eu vos testifico que nunca ouvistes a sua voz, nem vistes o seu parecer; ' '39. Pois sua palavranão permanece em vós; e naquele que ele enviou, não credes vós." (João 5 :32-35, 37-39 Versão Ins­ pirada.) (7-2) João 5:39. O Que Significa "Examinar as Escrituras"? "Considerando que não podemos 'viver (pelas palavras que) procedem da boca de Deus' a menos que entendamos o seu sig­ nificado, é imperioso que as estudemos. Isto é um mandamen­ to do Senhor. "Quando os judeus discutiram com Jesus, porque ele disse que Deus era seu Pai, ele respondeu resolutamente: 'Exami­ nais as escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.' (João 5:39.) "No prefácio que o Senhor deu a seu livro de mandamen­ tos, ele disse: 'Examinai es�es mandamentos, pois eles são ver­ dadeiros e fiéis, e as profecias e as promessas neles contidas se­ rão todas cumpridas.' (D&C 1 :37.) "Por instrução divina, somos mandados a 'ensinar os prin­ cípios do meu evangelho que estão na Bíblia e no Livro de Mórmon.' (D&C 42: 12.) Não podemos cumprir este requisito, a menos que saibamos quais são eles." (Marion G. Romney, em CR, abril de 1973, p. 1 17.) (7-3) Lucas 6:9 "É Lícito Nos Sábados Fazer Bem, ou Fazer Mal?" No lar ou na Igreja, seus pensamentos e conduta devem es- 52 tar sempre em harmonia com o espírito e propósito do dia do Senhor. Os locais de diversão e entretenimento, embora em certas ocasiões possam servir para determinados fins, não são apropriados ao crescimento espiritual, e tais lugares não nos conservarão "livres das manchas do mundo"; muito pelo con­ trário, nos negarão "a plenitude da terra" prometida aos que observam a lei do Sábado. Aos que costumam violar a lei do dia do Senhor, deixando de 'santificá-lo, digo que estão per­ dendo uma alma cheia de alegria em troca de um dedal repleto de prazer. Estão dando demasiada atenção a seus desejos físi­ cos, à custa de sua saúde espiritual. O violador do Sábado ce­ do demonstra os sinais de enfraquecimento da fé, passando a negligenciar suas orações familiares, a falar mal dos outros e a não pagar o seu dízimo e ofertas,transformando-se, enfim, nu­ ma pessoa cuja mente começa a ser povoada de trevas, e, devi­ do à fome espiritual, logo começa a ter dúvida e temores que o impossibilitam de adquirir conhecimento espiritual e progredir em retidão. Estes são os sinais da decadência ou enfermidade espiritual que somente podem ser curados pela alimentação es­ piritual adequada." (Lee, Decisiohsfor Sucessful Living, pp. 147-48.) (7-4) Qual é a Diferença Entre um Discípulo e um Apóstolo? "Discípulo tem um sentido geral; qualquer seguidor de um homem ou devoto de um princípio, pode ser chamado de discí­ pulo. O Santo Apostolado é um oficio e chamado do Sacerdó­ cio Maior ou de Melquisedeque, a um tempo exaltado e especí­ fico, e que abrange, como função característica, de ser teste­ munha pessoal e especial de Jesus Cristo como único Redentor e Salvador da humanidade. O apostolado é uma concessão in­ dividual e, como tal, é conferido somente através de ordena­ ção. " (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 220. Itálicos adicionados.) (7-5) Mateus 10:1. De Quem os Apóstolos Receberam Sua Investidura Especial de Poder? "No início de seu ministério, o Mestre escolheu doze ho­ mens, que separou dos demais, designando-os pelo nome de apóstolos. Eles deviam ser testemunhas especiais da santidade da vida de Jesus e de sua missão divina, e teriam o encargo de transmitir à posteridade um registro fiel de sua doutrina, prin­ cípios e ordenanças essenciais à salvação da alma humana. . . "Os verdadeiros servos do Reino de Deus, quando propria­ mente autorizados, recebiam uma investidura de santo poder, sem a qual o seu ministério seria 'como o metal que soa ou co­ mo o sino que tine.' Essa investidura divina feita aos Doze Apóstolos escolhidos pelo Senhor, resultou de três experiên­ cias sagradas. Primeiro, eles foram batizados na água, talvez por João Batista, ou talvez fossem os únicos que o Mestre bati-
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    zou, pois Joãoregistra que Cristo e seus discípulos estavam na Judéia ' e estava ali com eles, e batizava.' (João 3:22.) Então 'assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo,' (João 20:22.) o que parece ser a confirmação e comissão para receber o Espírito Santo, ou o batismo do Espírito, pela impo­ sição das mãos, pois esse era o procedimento que seus discípu­ los seguiram posteriormente... "A terceira notável experiência espiritual que os discípulos tiveram o privilégio de receber, é-nos descrita pelo próprio Mestre: 'Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, a fim de que tudo quanto em meu nome pe­ dirdes ao Pai, ele vo-lo conceda.' (João 1 5: 16.) Procurem ima­ ginar, se puderem, o que significa ser 'chamado' pelo Mestre e 'ordenado' por suas mãos. Que essas ordenações resultaram numa investidura de poder do alto, bem como na delegação de autoridade para agir oficialmente como representantes do Se­ nhor é bem evidente pelos acontecimentos miraculosos que se seguiram, os quais fizeram deles 'homens diferentes' devido a essa comissão divina. "Não eram somente aquelas testemunhas apostólicas espe­ ciais que deveriam receber e desfrutar daqueles dons celestiais. Eles foram comissionados a transmiti-los através de ordenação a outras pessoas que também haviam recebido o testemunho da missão divina do Senhor ressuscitado.'' (Harold B. Lee, em CR, abril de 1955, pp. 1 8- 19.) (7-6) Lucas 6:13. O Que É um Apóstolo? "Um dos fatos mais importantes que devemos saber a res­ peito dos apóstolos é que eles são chamados para serem teste­ nrunhas do Salvador. Esse testemunho pode ser prestado de d� versas maneiras. (Ver o item 9-8.) O Élder Harold B. Lee de­ clarou a respeito desse assunto: "Permitam-me prestar-lhes o meu testemunho. Há alguns anos, eu estava conversando com um missionário, quando chegaram outros dois e me fizeram uma pergunta que lhes pa­ recia muito difícil. Um jovem ministro metodista zombara de­ les, quando disseram que para uma igreja ser verdadeira, era necessário que tivesse apóstolos, atualmente. . Relataram que o ministro declarou: 'Vocês já imaginaram que, quando os após­ tolos se reuniram para escolher outro para preencher a vaga deixadapelamorte de Judas, eles disseram que deveria ser uma pessoa que os tivesse acompanhado e testemunhado todas as coisas concernentes à missão do Senhor ressuscitado? Como podem dizer que têm apóstolos, se esse é um requi�ito necessá­ rio para sê-lo?' os jovens me perguntaram: 'O que devenws responder?' Eu lhes disse: 'Voltem e façam duas perguntas ao seu amigo ministro. Primeiro: Como o Apóstolo Paulo obte- 53 Qtapítulo 7 ve o que era necessário para ser chamado de apóstolo? Ele não conhecia o Senhor e não teve nenhum relacionamento pessoal com ele. Não havia tampouco acompanhado os apóstolos nem testemunhado o ministério e a ressurreição do Senhor. Como adquiriu testemunho suficiente para ser um apóstolo? A segunda pergunta que devem fazer é: Como ele sabe se to­ dos os apóstolos que são chamados atualmente não receberam esse testemunho da mesma forma? Testifico-lhes .que os ho­ mens que possuem esse chamado apostólico podem e realmen­ te têm conqecimento da realidade da missão do Senhor.'' (Born of the Spirit, Discurso proferido perante o Corpo Do­ cente do Seminário e Instituto, 26 de junho de 1962.) (7-7) O Que Sabe Acerca do Nome dos Componentes do Quórum dos Doze Original ''O gráfico a seguir resume as declarações contidas no Novo Testamento a respeito dos nomes dos doze apóstolos originais. (A menos que indicado, esta informação foi extraída de Mateus 10:14, Marcos 3: 16-19, Lucas 6:14-16, Atos 1 : 13 e João 21 :2.) �ontos a �onbttar O CHAMADO ESPECIAL DOS MEMBROS DO CONSELHO DOS DOZE
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    .•f!()s·Doze Apóstolos, quesãochamados ao ofíciode Su­ mo Conselho Viajante, é que presidem os ramos da Igreja. ,, os gentios, onde.não haja uma presidência ê;,r viaja/ e pregar entre os gentios, at� ''nde apsjudeus. Elespossuem as chaves desse miniStér, • ,e �brir aporta do reino dos céus a tod_as · as naçi'ies, e depreg,lr'o evangelho a toda criatur.Q. Esse é o poder, autoridade e virtude de seu apostolado. (HC 2:200, Vide também Ensinamentos, p. 72.) Leia agora o testemunho do É/der Boyd K. Packer, na ocasião em que aceitou o chamado para ser membro do Conselho dos Doze: "Ouvi um dos irmãos declarar: •se{, atn experiências, sagradas demais para relatar,· uTambém ouvi outro testificar: 'Eusei que Deus vive; e que o Senhor vive. E, mais do que isto, conheço o Senhor. .. ·wãoforam suaspalavras que tinham significado oupo­ der. Era o Espírito... porque, quando um homemfalapelo poder do Espírito-Sànto, essepoder leva suas palavras aos'TI corações dosfilhq§- aos homens. ' (2 Néfi 33:1.) �'-�� "''i; ' uAprendi g�e hãa recebemos um testemunho procuran­ do sinais. ·Ele vem atraves dojejum e oração, por intermé­ dio da atividade, provação e obediência. Recebemo-lo ao apoiarmos e seguirmos os servos do Senhor... "Imagino, como vós, por que umapessoa como eu deve­ ria ser chamadapara o·santo apostolado. Faltam-me tantas qualidades. Meu esforçopara servir deiXa m�ito,.a fle,iejac. Após meditar um pouco a respeito desse assunttu,p!Jeguei apenas a uma conclusão, que apenas uma aiJs. ' · q(jes que possuo deve ser o motivo, e ela é: eu teT:ho munho. «Declaro-vos quesei que Jesus é o Cristo. Sei que ele vi­ ve. Que nasceu no meridiano dos tempos, pregou_ o evange­ lho, foiprovado, crucificado e levantou no terceirodia. Ele_ foi as Elepossui um corpodecar­ nycR, abril de 1971, pp. 123- OS APÓSTOLOS SÃO ESCOLHIDOS PEI.O SENHOR Agora, após essa breve r'ecapitulaçiio do que é o chama­ dó rJe um apóstolo, .ta_lvez-ienha iin�ginado como um ho- 54 (7-8) Os Apóstolos São Chamados Por Revelação Este exemplo, extraído da vida do Presidente Joseph Fiel­ ding Smith, ilustra muito bem como são chamados os apósto­ los, atualmente: "Durante uma hora ou mais, a Presidência da Igreja e o Conselho dos Doze Apóstolos, reunidos no Templo de Lago Salgado em abril de 1910, haviam discutido os nomes de vários irmãos como possíveis candidatos à vaga deixada no Conselho dos Doze pela morte do Presidente John R. Winder, falecido no dia 27 de março, e com o conseqüente avanço do Apóstolo John Henry Smith para a presidência. Mas, para cada nome sugerido, havia alguma objeção. Parecia impossível chegar-se · a uma unanimidade de sentimentos quanto àquele assunto. Fi­ nalmente, o Presidente Joseph F. Smith retirou-se sozinho pa­ ra uma sala e ajoelhou-se, pedindo orientação ao Senhor. Ao voltar, perguntou, um pouco hesitante, se os outros treze ir­ mãos estariam dispostos a considerar o nome de seu filho Jo­ seph Fielding Smith Jr. para ocupar aquela posição. Ele relu­ tava em sugerir seu nome, porque, disse ele, os membros da Igreja talvez ficassem aborrecidos ao ver outro de seus filhos indicados para ser autoridade geral. Não obstante, sentiu-se inspirado a apresentar o nome de Joseph para a consideração dos demais. Os outros homens pareceram imediatamente re­ ceptivos à sugestão e apoiaram o Presidente Smith. . . Anos depois, Heber J. Grant, que então era o presidente da Igreja e estivera presente na reunião do conselho realizada no templo em 1910, quando Joseph foi escolhido, assegurou a um grupo de pessoas quão correta fora aquela decisão. O fato aconteceu numa reunião na casa da família Smith. O Presiden­ te Grant, apontando para Joseph Fielding, disse: 'Este homem foi chamado por revelação direta de Deus. Sou uma testemu­ nha desse fato.' " (Smith and Stewart, The Li/.! of Joseph Fielding Smith, pp. 174, 177.) OS MEMBROS QUE SEGUEM O CONSELHO DOS DOZE SERÃO ABENÇOADOS E AMPARADOS PELO SENHOR (7-9) O Senhor Guia seus Santos Através da Primeira Presidência e do Conselho dos Doze "Permiti-me dizer-vos agora - clara e enfaticamente - que
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    temos o santoSacerdócio e que as chaves do reino de Deus es­ tão aqui. Elas se encontram somente na Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. . . ''Amados irmãos, creio que existe u m fato que deve estar profundamente claro em nossa mente. Nem o presidente da Igreja, nem a Presidência da Igreja, nem a voz unida da Pri­ meira :Presidência e dos Doze desencaminhará os santos ou da­ rá conselho ao mundo que seja contrário ao pensamento e a vontade do Senhor." (Joseph Fielding Smith, em CR, abril de 1 972, p. 99.) Consid�f�hdo.'que cada uma das testemunhas especiais do Senhor iescolhidapor revelação divinapara ocupar esse posto,: � que de maneira bem semelhante Jesus escolheu os " 5 5 '!Capitulo 7 ,}f1!.; . .. '· apóstolos antigos, qu_al deverá ser atitudepara com . esses homens? Quão bem os açeiti:zpessopJmente nos ofícios para os quais foram indicados?: " Você os apóia com palavras e obras,. ou algumas vezes os critica, e menospreza seus conselhos? O Senhor aprovaria a sua maneira de respeitá-los? Leia Atos 2:42. Você segue constantemente a doutrina dos apóstolos? Quais são as bênçãos que recebe em conseqüência de o Senhor haver estabelecido aposto/os na Igreja? (Ver Efésios 4:11-14.)
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    &tção 3 PRENOME Simão Tiago João André Filipe Natanael (Bartolomeu) Tomé Mateus Tiago Judas Simão Judas OUTROS NOMESE SIGNIFICADOS ESPECIAIS Jesus deu-lhe um nome especial: Cefas (sirenaico) ou Petros (grego) que sig­ nifica �'rocha ou pedra" . Ver João 1 :42. Tiago é a forma grega do hebraico "Jacó". A palavra hebraica "Tiago" significava "suplantador". Ele e seu irmão João eram chamados de Boanerges, que significa "fi­ lhos do trovão.'' Esse nome significa "dom de Jeová." Pro­ vém do nome hebraico Johanan. Esse nome significava ''varonil'' Nome de origem grega, e significa "aprecia­ dor de cavalos. " O nome significa "dom de Deus" e provém do hebraico.' Também conhecido pelo nome de Dídimo, da palavra grega que significa "gêmeo." (Ver João 11: 16; 20:24.) Também chamado de Levi, palavra hebrai­ ca que significa "dom de Jeová." Também chamado de o Publicano. Chamado "o menor", para distingüi-lo do Tiago acima mencionado. Também chamado de "não o Iscariotes", para distingüi-lo do traidor Judas, (João 14:22), ou Labeu (forma arábica para "raiz") e Tadeu, (raiz hebraica que signifi­ ca "coração. ") Chamado "o cananita" (Mateus 10:4) e "o zelador" (Lucas 6: 1 5). A palavra hebraica que significava zelador era Kananin. Isto explica o título "cananita." Chamado de Iscariotes, provavelmente por ser natural da vila de Quiriote (Josué 15:25.) 56 FATOS FAMILIARES Era filho de um homem chamado Jonas e irmão de André. (Mateus 16: 1 7; João 1 :42.) Filho de Zebedeu e irmão de João. (Mateus 4:21.) Filho de Zebedeu e irmão de Tiago. (Ma­ teus 4:21.) Filho de Jonas e irmão de Simão Pedro.(Mateus 4: 18.) Pode ter sido um judeu-grego, pois é abor· dado pelos gregos em João 12:2 1 . Era provavelmente filho de um homem cha­ mado Tolomeu. Dídimo era possivelmente seu sobrenome. Era filho de Alfeu (Marcos 2: 1 , 13) e irmão de Tiago, o menor. Era filho de Alfeu e irmão de Mateus. Provavelmente tinha sido membro de um grupo de hebreus que advogava estrita leal­ dade a Israel e a violenta derrubada do do­ mínio romano. Era filho de Simão (João 6:71 ; 12:4.)
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    • 31 A.D. O SERMÃODA MONTANHA Perto de Capernaum, Galiléia. 5: 1 ,2 6: 17-19o Local e AudiênciaQ) ci � As Bem-Aventuranças 5:3-12 6:20-26 � i) Obrigação do Discipulado 5: 1 3-16 I A retidão de Cristo. ... A retidão dos Discípulos I 5 : 1 7-20 Deveria Superar a dos Fariseus. A Lei de Moisés Cumprida 5:21-48 6:27-36 SAMARIA Pela Lei de Cristo. Doação de Esmolas. 6: 1-4 Oração. 6:5- 1 3 Perdoar ao Próximo 6: 14, 15 • Jejum 6: 1 6-18 Entesourar Tesouros nos Céus. 6: 19-21 "Não Podeis Servir a 6:24 JUDÉIA Dois Senhores. " Intruções Especiais aos Doze. 6:25-34 Julgar com Justiça. 7: 1-6 6:37-42 Sinceridade da Oração. 7:7- 1 1 A Regra de Ouro 7: 1 2 6:3 1 Dois Portões e Dois Caminhos 7: 1 3 , 14 A Prova Final do Caráter 7: 1 5-27 6:43-49 Efeitos do Sermão 7:28-29
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    8 "�tbe Yóg ftoíg l)erfeítog" TEMA: Aperfeição é a meta primordial que podemos alcançar, quando buscamos o poder de Cristo. IN1ROUtJÇÃO Perfeição é uma palavra que provocg diferentes reações pc:;'''"'-'(.(o>, Algumas dizem. ·�Perfeição? É impos­ declaram: "f!erfeição?Fico de�ani- eledá u,m mandamento; conforme C,alrrit.rho pelo qualpoderemos �oma·nna, é a marcq. dapeifeiçiíf{. Lee declarou ç, ri$jJeitQ �elé;, ndo sà parq expiar osÍ)ecdiios. para dar o exemplo diimte dos âJ,téiJY!í��ão da lei de Deus e de sua obediên- Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. <lromentáríos 3Jnterpretatíbos (8-1) A Quem Era Dirigido o Sermão? Era dirigido aos membros da igreja de Cristo. Nos versículos 59 iniciais de um sermão semelhante proferido aos nefitas na América, o Senhor dirige-o claramente aos membros da igreja. Cruze a referência Mateus 5: 1 com 3 Néfi 1 2: 1 -3. Ao estudar esse sermão, você deve lembrar-se que "algumas partes deste amplo sermão foram dirigidas expressamente aos discípulos que tinham sido ou seriam chamados ao apostola­ do, conseqüentemente, sendo requerido deles que renuncias­ sem a todos os interesses mundanos pela obra do ministério. Outraspartesforam e podem ser de aplicação geral. (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 223. Itálicos adicionados.) (8-2) Esclarecimentos Concernentes ao Sermão da Montanha. "Um dos problemas que os harmonistas sectários do evan­ gelho não podem resolver com certeza é se o registro que Ma­ teus fez do Sermão da Montanha e a versão de Lucas do Ser­ mão da Planície são registras do mesmo sermão ou de sermões diferentes. Está claro que o Sermão da Planície, conforme re­ gistrado por Lucas, foi proferido imediatamente após a esco­ lha e ordenação dos Doze. Os que asseveram que dois sermões diferentes estão envolvidos, dizem que Mateus relata um even­ to ocorrido antes do chamado dos Doze, e também que ele reuniu diversos trechos dos maiores sermões sobre ensinamen­ tos éticos proferidos por Jesus, de forma que, apresentando-os como um só sermão, fosse possjvel ter um melhor conceito dos ensinamentos de nosso Senhor. '.'Realmente Mateus não fala a respeito do chamado e orde­ nação dos Doze. Apenas menciona seus nomes, ao registrar as instruções que Jesus deu, quando os enviou a pregar e curar os enfermos. (Mateus 1 0.) Além disso, com algumas adições, cor-
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    �eção 3 reções emelhoramentos importantes, o Sermãb da Montanha, conforme se encontra preservado em Mateus, foi repetido aos nefitas (3 Néfi 12: 13, 14), demonstrando que o material regis­ trado em Mateus 5;6 e 7 se refere a um discurso contínuo. A versão nefita foi dada após o chamado dos Doze nefitas, e aqueles trechos do sermão são dirigidos mais expressamente àqueles ministros apostólicos do que à multidão em geral. (3 Néfi 12:35.) No registro de Mateus, conforme se encontra na Versão Inspirada, o Profeta acrescenta um considerável volu­ me de matéria esclarecedora, que se aplica mais aos homens chamados para o Quórum dos Doze do que ao povo em geral. (Mateus 5:3-4; 6:25-27; 7:6-17)" (McConkie, DNTC, Vol. 1, pp. 2 13-14.) (8-3) Mateus 5:29,30. "Se Tua Mão Direita Te Escandalizar, Corta-a." "Quando o Senhor se referia a partes do corpo físico, é ób­ vio que tinha em mente amigos íntimos ou parentes que procu­ ram desviar-nos do caminho da retidão e humilde obediência aos mandamentos divinos que recebemos do Seuhor. "Se qualquer parente ou amigo procura desviar uma pessoa da observância dos mandamentos, é mais vantajoso dispensar sua amizade e associação do que acompanhá-lo em suas práti­ cas iníquas que levam à destruição. Esta figura de retórica ou ilustração era tão comum na antigüidade como é na época atual. Ao lermos tais expressões antigas no Novo Testamento, não devemos considerar essa declaração, conforme se encon­ tra nas palavras do Salvador registradas em Marcos, dando-lhe uma interpretação literal. Se a entendermos corretamente, essa passagem se torna uma figura de retórica muito expressiva." (Smith, Answers to Gospe/ Questions, Vol. 5. p . 79.) (8-4) Mateus 6:1-4. Como Podemos dar Esmolas em Retidão? "Esmola é a contribuição ou dádiva voluntária que tem o propósito de remediar as necessidades dos pobres; o espírito que rege tal medida provém de Deus e encontra sua manifesta­ ção mais elevada nos empreendimentos caritativos organiza­ dos de seu reino terreno. Na época atual, a maior parte das es­ molas dadas pelos santos são administradas pelo grande Pro­ grama de Bem-Estar da Igreja. " (McConkie, Mormon Doctri­ ne, pp. 30-3 1 .) (8-5) Mateus 6:5-15. Como Podemos Orar em secreto? ":. . Procurem um lugar onde possam estar a sós, onde pos­ sam pensar, ajoelhar-se e falar em voz alta com o Senhor. O 60 quarto, uma sala, ou qualquer outro lugar servirão para esse propósito. Retratem o Senhor com os olhos de sua mente. Pensem na pessoa com quem estão falando, controlem seus pensamentos - não os deixem divagar, dirijam-se a ele como a um Pai e amigo. Falem das coisas que realmente sentem a respeito dele - não usem frases de pouco significado, conver­ sem sinceramente com ele. Façam-lhe confidências, peçam perdão, roguem a ele, desfrutem de sua companhia, agradeçam-lhe e expressem seu amor, e ouçam suas respostas. Ouvir é uma parte essencial da oração. As respostas do Senhor vêm quietamente, sempre muito quietamente. De fato, poucas pessoas há que podem ouvi-las de maneira audível com seus próprios ouvidos. Devemos escutar atentamente, ou não as re­ conheceremos. A maioria das respostas do Senhor são sentidas em nosso coração, como uma expressão cálida e confortável, ou podem vir em forma de pensamentos à nossa mente. Elas chegam àqueles que estão preparados e são pacientes." (H. Burke Peterson, "Adversity and Prayer, " Ensign, janeiro de 1 974, p. 19.) (8-6) Mateus 6:19-23. O Que São "Tesouros no Céu"? "Os tesouros no céu são o caráter, perfeição e os atributos que os homens podem adquirir através da obediência às leis do Senhor. Portanto, as pessoas que adquirem tais atributos divi­ nos, como o conhecimento, fé, justiça, julgamento, misericór­ dia e verdade, terão esses mesmos atributos restaurados na imortalidade. (Alma 41 : 1 3-15.) 'Qualquer princípio de inteli­ gência que alcançamos nesta vida, surgirá conosco na ressur­ reição' (D&C 1 30: 1 8.) O maior tesouro que podemos herdar nos céus consiste em perpetuar a uni�ade familiar no mais ele­ vado céu do reino celestial." (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp. 239-40.) (8-7) Mateus 6:24. O Que é Mamon? "Mamon é um palavra aramaica que significa riqueza. P or­ tanto, Jesus está dizendo: 'Não podeis servir a Deus e às rique­ zas, ou às coisas do mundo, que sempre resultam do amor ao dinheiro' " (McConkie DNTC, Vol. 1 , p. 240.) (8-8) Mateus 6:25-34. Os Membros da Igreja Não Devem Importar-se com Assuntos Temporais? "Esta parte do Sermão da Montanha foi dirigida aos após­ tolos e a tantos discípulos quantos foram chamados a abando­ nar seus interesses temporais para propagarem a mensagem de salvação ao mundo. Não existe atualmente, e nunca existiu, um chamado para os santos em geral "venderem tudo o que possuem" (Lucas 1 2:33), dar esmolas aos pobres e não se inte­ ressar mais por suas necessidades temporais presentes e futu-
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    ras. Pelo contrário,como uma parte importante da provação temporal, os verdadeiros seguidores do Mestre devem suprir suas próprias necessidades e às de sua família. (D&C 75.) "Entretanto, uma regra especial se aplica aos que são cha­ mados para saírem pelo mundo sem bolsa ou alforje, pregan­ do o evangelho. Por ocasião de seu trabalho missionário, eles não devem preocupar-se com empreendimentos comerciais ou interesses temporais. Devem estar livres das estorvantes obri­ gações que sempre embaraçam as pessoas que dirigem negó­ cios temporais. Toda a sua atenção, energia e talentos devem estar voltados para a obra do ministério, e o Pai lhes promete que proverá suas necessidades diárias. " (McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 243.) (8-9) Mateus 7:1. Os Verdadeiros Discípulos Devem Seguir a lnjunção Divina de "Não Julgar" ? Julgar e discernir são elementos necessários à vida. A revi­ são inspirada da Bíblia feita por Joseph Smith nos dá algumas diretrizes a esse respeito: 1 . Estas são as palavras que Jesus ensinou a seus apóstolos, para que as dissessem ao povo. 2. Não julgueis injustamente, para que não sejais julgados; porém julgai com justiça. (Mateus 7 : 1 -2. Versão Inspirada. Ver também Lucas 6:37.) Algumas formas de julgamento, entretanto, devem ser feitas somente pelo Senhor. O Presidente N. Eldon Tanner, usando como exemplo o chamado de Davi ( 1 Samuel 16:7), declarou: "A razão, portanto, pela qual não podemos julgar, é óbvia. Não podemos ver o que vai no coração das pessoas. Desconhe­ cemos seus motivos, embora imputemos uma razão para cada ato que observamos; eles podem ser puros, embora os conside­ remos impróprios. "É impossível julgar outra pessoa equitativamente, sem co­ nhecer seus desejos, sua fé e seus objetivos. Devido à diferença de vivência, oportunidades e outros fatores, as pessoas nunca se encontram na mesma posição. Uma pode partir de cima e outra de baixo, e se encontrarem enquanto seguem em direções opostas. Alguém disse que o que importa não é onde se está, mas sim em que direção se vai; não. é o quão próximo nos en­ contramos do fracasso ou sucesso, mas qual o rumo escolhido. Como ousaremos nós, com todas as nossas fraquezas e defei­ tos, arrogar-nos a posição de juiz? Na melhor das hipóteses, o homem pode julgar o que vê; ele não pode julgar o íntimo ou a intenção, ou pôr-se a avaliar o potencial de seu próximo. 61 ·�apítulo S "Quando tentamos julgar as pessoas, o que não devería­ mos, mostramos uma forte tendência de procurar e encontrar fraquezas e falhas, tais como vaidade, desonestidade, imorali­ dade e intriga; e assim, vemos somente o lado pior das pessoas em julgamento. " ("Não julgueis Para Que Não Sejais Julga­ dos", A Liahona, fevereiro de 1973, p. 39.) (8-10) Mateus 7:13-14. "Entrai Pela Porta Estreita." O caminho que conduz à vida eterna é apertado e direto. É direto, porque segue uma direção invariável - é sempre o mesmo. No caminho que conduz ao reino de Deus, não há en­ cruzilhadas, curvas ou atalhos. É apertado, porque é estreito e restrito, um caminho em que é requerida plena obediência a toda a lei. O direto se refere à direção, e apertado à largura. A porta é estreita, e o caminho é tanto estreito como direto. " (McConkie, Mormon Doctrine, p. 769.) ftontog a ftonberar A META PRIMORDIAL DOS SANTOS DOS ÚLTIMOS DIAS É TORNAREM-SE COMO DEUS, O PAJ. f,, Já imaginou qual é a sua meta principal? Como ela ofáz i sentir-se, ao ler estaspalavras de Jesus: usede vóspoisper.:.· tfeitos "comf. é perfeito vosso Pai que está nos céus. "? f (Mateus 5:48.) Oseupotencialdivino é tornar-se como seu ·�Pai (ft�{estiàt, pérjeitó e sem mácula. (8-11) A Doutrina Que Nos Ensina Que Podemos Ser Iguais a Deus Foi Ministrada Pelos Profetas. "O Senhor prometeu-nos que, se soubermos como e a quem adorar, poderemos dirigir-nos ao Pai em seu nome, e no devi­ do tempo receber a sua plenitude. Prometeu-nos também que, se guardarmos os seus mandamentos, receberemos a sua pleni­ tude e seremos glorificados nele como ele é glorificado no Pai. (Ver D&C 93: 1 1-20, 26-28.) "Esta é a doutrinaque mais agradava ao Presidente Snow, e assim como a todos nós. No início de seu ministério, ele rece­ beu, através de revelação pessoal direta, o conhecimento de que (na linguagem do Profeta Joseph Smith) 'O próprio Deus já foi como somos agora - ele é um homem exaltado, entroni­ zado em céus distantes,' e que os homens 'devem aprender a se tornarem deuses. . . da mesma forma que os deuses fizeram an­ tes de nós. . ." (Ensinamentos, p. 337.)
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    �eção 3 "Depois queesta doutrina foi ensinada pelo Profeta, o Pre­ sidente Snow sentiu-se à vontade para ensiná-la também e a re­ sumiu em um dos mais conhecidos adágios da Igreja, nas se­ guintes palavras: "Como o homem é, Deus já foi, Como Deus é, o homem pode ser. " (Discurso proferido por Joseph Fielding Smith, no Snow College, a 14 de maio de 197 1 , pp. 1-8.) PODEMOS INICIAR NOSSA JORNADA PARA A PERFEIÇÃO NESTE EXATO MOMENTO, DANDO UM PASSO DE CADA VEZ. (8-12) O Caminho da Perfeição é semelhante a Uma Escada. ''Quando subis uma escada, tendes que começar pelo pri­ meiro degrau e subir passo a passo até chegar ao topo; o mes­ mo acontece com os princípios do evangelho - é preciso co­ meçar pelo primeiro e prosseguir até aprender todos os princí­ pios necessários à exaltação. Mas só muito depois de haverdes passado através do véu é que tereis aprendido todos. Não se destinam a ser compreendidos todos neste mundo; será uma tarefa imensa trabalhar para aprender a respeito de nossa sal­ vação e exqJtação, até mesmo depois da morte.' ' (Smith, HC, Vol. 6, pp. 306-7.) (8-13) A Fid'elidade aos Mandamentos é a Chave Para o Desenvolvimento. "Como podem os santos receber de sua plenitude e ser iguais ao Senhor e não ser como ele é, isto é, deuses? "0 Pai prometeu, através do Filho, que tudo o que ele pos­ sui, será dado aos que forem obedientes a seus mandamentos. Eles crescerão em conhecimento, sabedoria e poder, progre­ dindo de graça em graça até que a plenitude do diaperfeito se derrame sobre eles. Então, através da glória e bênção do Todo-Poderoso, tomar-se-ão criadores. Todo poder, domínio e força ser-lhes-á dado, e eles serão os únicos a quem esta gran­ de bênção será dispensada. . ." (Smith, Doutrinas de Salvação, Vol. 2. Itálicos acrescentados.) O SERMÃO DA MONTANHA NOS ENSINA O QUE DEVEMOS FAZER PARA USARMOS O PODER DE CRISTO NA BUSCA DA PERFEIÇÃO 62 (8-14) O Sermão da Montanha é a Nossa Lei Constitucional Para a Perfeição. "No incomparável Sermão da Montanha, Jesus nos deu oi­ to maneiras distintas pelas quais podemos receber essa grande alegria. Cada uma de suas declarações inicia com a palavra "bem-aventurados". A bem-aventurança é definida como um estado maior que a felicidade. 'A felicidade provém do exte; rior e depende de determinadas circunstâncias; a bem­ aventurança é uma fonte interior de alegria dentro da própria alma, que nenhuma circunstância externa pode afetar seria­ mente.' (Dummelow's Commentary.) Essas declarações do Mestre são conhecidas na literatura do mundo cristão como as Bem-aventuranças, e foram consideradas pelos comentadores da Bíblia como a preparação necessária para entrarmos no rei­ no dos céus. Para cumprir o objetivo desta discussão, permitam-me referir-me a elas como algo muito superior. Quando se aplicam a mim e a vocês, elas são, de fato, a CONSTITUIÇÃO PARA UMA VIDA PERFEITA." (Lee, Decisionsfor Sucessfu/1 Living, p. 56.) De que modo o Sérmão da Montanhapode ajudá-lo ase -tornflr' como o Pai' Celestial? Já lhe ocorreu, ao lê-lo, que Jesus na�realidade,está descrevendo os atributos de uma pessoa exaltada? Tendo iSto em mente, as bem- ' · , tt ·t4 f , aventurançllf tornam-se degraus que conduzem à perfeição e nos prqpprcJim!lm a oportunidade de amar realmente a · Deus e a·nosso próximo. -Estude este gráfico: 1. Voltar-se do amor do mundo para o amor de Deus. Bem-aventurados os Pobres de Espíiito. "Ser pobre de espírito é sentir-se como o necessitado espiri­ tual, sempre dependendo dp Senhor para "·obter suas roupas, alimento, o ar que respira, sua saúde, sua vida; .cuidando pa­ ra que nenhum dia passe sem que ofereça um� oração de agradectmento, pedindo or,ientaçâo,.perdão e fgrças suficisn- tes para as necessidades diárias. ..." , · Bem-aventurados os Que Choram. ' "Para chorar como ' a ição do Mestre nos ensina, a pessoa deve demonstrar aquele pesar divino que produz o arrependi­ mento', obtendo o perdão dos pecados e impedindo-a que - volte a praticar os mes�as atos pelos quais chora. " " 0' fio" '·manso é definido como uma pessoa que não se ofende., · rita,facilmente com a palavra injuriosa. A ma�sidão sinónimo de fraqueza. O homem manso é umª' pessQá forte, 'poderosa e de total autodomínio. É um in­ dividuo que tem a coragem de defender suas convicções mo­ rais, apesàr da pressão exercida por membros de seu círculo de amizacles ou dç grupos sociais.:"
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    4. Bem-aventurados osQue Têm Fome e Sede de Justiça. "Já teve tamanha fome e sede, que apenas uma migalha de pão ou uma gota de água fresca para saciar a agonia que o angustiava pareciam a mais cara de todas as posses ? Se já sentiu essa fome, então pode começar a compreender em que sentido o Mestrefalou que devemos terfome e sede dejustiça. É esse tipo de fome e sede que faz com que as pessoas que estão longe de casa, procurem a companhia dos santos nas reuniões sacramentais e as incita a adorar no dia do Senhor, onde quer que estejam. Essa é a • força que nos induz a orar, fervorosamente e nos leva aos templos sagrados efaz com que sejamos reverentes em seu interior. " 5. -avenfii��dos os puros de coração. ''Se desejarmos ver a Deus, é necessário que sejamos puros. Nos e.vcn'tdS' judáicos, existe a história de um homem que viu um objeto à distância e julgou ser uma fera. Quando chegou mais perto, pôde ver que era um homem, e quando se aproxi­ mou · mais ainda, viu que era seu amigo. Nós vemos somente aquilo que temos olhos para ver. Algumas pessoas que se as­ sociavam com Jesus, viam-no apenas como filho de José, o carpinteiro. Outros o consideravam um bebedor de vinho, um ébrio, por causa de suas palavras. Outros ainda pensa­ vam estar possufdo de demónios. Somente os justos o viam como Filho de Deus. Se vocês forem puros, verão a Deus; e, também, em menor grau, poderão ver "Deus " ou o bem no homem e amá-lo devido à bondade que nele vêem. Marquem bem a pessoa que critica e difama o homem de Deus ou os lí­ deres ungidos do Senhor nesta Igreja, pois suas palavras pro­ vêm de um coração impuro... " 6. Bem-aventurados os Misericordiosos "Nossa salvação depende da misericórdia que demonstramos ao próximo. As palavras cruéis e indelicadas, os atos desen­ freados de crueldade para com homens ou animais, mesmo JJJ!e sejamtJruto de vingança, desclassificam o perpetrador 'l/iii" s�us pedidos de misericórdia quando dela necessitar no dia do julgamento, perante os tribunais da terra e dos céus. �i�te algujm que jamais foi ferido pela calúnia levantada pol alguém que julgava seu amigo? Conseguem lembrar o es­ forço que tiveram que fazer para não retribuir? Bem-aventu­ rados os misericordiosos, porque eles alcançarão misericór­ dia! 7. Bem-aventurados os Pacificadores "Os pacificadores serão chamados filhos de Deus. O desor­ deiro, o revoltado contra a lei e a ordem, o líder da turba, o fora-da-lei são movidos por motivos iníquos e a menos que cessem de praticar esses atos, serão conhecidos como filhos de Satanás e não de Deus. Apartem-se daqueles que provo­ cam dúvidas inquietantes, que zombam das coisas sagradas, pois essa gente não procura paz, mas sim, quer espalhar con­ fusão. O indivíduo belicoso ou contencioso, que usa seus ar­ gumentos para outros propósitos que não o de detenninar a verdade, está violando um princípio fundamental estabeleci- 63 do pelo Mestre, e que é essencial para a edificação de uma vi­ da plena e rica: 'Paz na terra e boa vontade para com os ho­ mens ' foi o canto dos anjos anunciando o nascimento do Príncipe da Paz... " 8. Bem-aventurados os Que Sofrem Perseguição. Gostaria de que a juventude de todo o mundo se lem­ brasse dessa advertência, quando forem vaiados ou escar­ necid<Js por se recusarem a comprometer seus padrões de abstinência, honestidade e moralidade para serem aceitos pelá mundo. Se defenderem firmemente o que é certo, apesar �s da multidão e da violência física, serão coroados '�s bênçãos da alegria eterna. Quem sabe se algum não será necessário que alguns santos, ou até mesmo apóstolos, como nos dias antigos, dêem a vida em de­ fesa da verdade? Se esse dia chegar, Deus queira que nãlJ fra­ cassem! " 9. Esforços Contínuos Para Adquirir Atributos Divinos. (Todas as citações foram extraídas do livro de Harold B. Lee, Decisions for Sucessfull Living, pp. 56-63). Através desses textos, podemos ver que as bem-aventu­ ranças formam uma escola que conduz a Cristo, e por meio dela, podemos receber poder do Salvador para nos tornar­ mos iguais a ele. Lembre-se porém, de que é necessário es­ forço para subir essa escada. Algumas pessoas dizem erro­ neamente que essa tarefa é impossível. Já era tarde da noite, quando despertei subitamente com o telefone que tocava. No outro lado da linha, ouvi a voz de um atribulado membro da ala. Explicou que houvera al­ guns problemas em seu lar e perguntou se eu poderia ajudá­ lo. �, ' ·Qut'lnt entrei no lar de Ricardo e Teresa, notei que a0 at­ mosfera ],;:iestava tensa. Foi ele quem quebrou o silêncio, com os olhos rasos d'água. Sua mulher queria abandonar a ele e aos filhos. Falou. vagamente a respeito de alguns problemas que ela tivera na manhã daquele dia, obviamente procuran­ do protegê-la. Teresa interrompeu então dizendo: - Por que não vai direto ao assunto, Ricardo? Diga logo o que tem a dizer. Diga-lhe que bati numa das crianças. Conte-lhe o que disse a você e a nossos filhos! Ou será que tem medo do que o bispo venha a pensar a respeito do nosso "lar-nwdelo " ? Ricardoficou ape­ nas me encarando. - Creio que seria melhor que você me contasse o que há de errado com vocês, - disse eu. - Já cheguei aos Limites - é isto o que há de errado, bis- ' po. Não consigo mais suportar meu marido, meus filhos e esta casa. Estou cansada da pretensão de ser uma família SUD ideal, quando somos tudo, menos isso. Quero termi­ nar o mais cedo possível com essa situação.
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    Fiquei ouvindo, dauma às três horas da madrugada uma mulher que já desfrutara do Esp(rito do Senhor, e agora es­ tava cheia de sentimentos de acusação e vingança. Não é necessário recriar a cena sórdida daquela noite, nem os acontecimentos daquele dia e dos dias anteriores que pro­ duziram tal pesadelo. Basta dizer que o Esp(rito que aquela irmã antes possu(a, agora havia partido. Todos os senti­ mentos de delicadeza, ternura, benevolência, e caridade ha­ viam desaparecido. Em seu lugar, havia acusações, rudeza, insultos e ódio. Orei intimamente em busca de sabedoria além da minha habilidade natural, para poder ajudá-los. Quando ela terminou sua invectiva, disse desafiadora­ mente: - Creio que agora irá tentar dissuadir-me de abandonar Ricardo, não é mesmo? - Não, Tereza, não vou. - Parece que vocêjá se deCidiu a respeito do que vai fazer. Creio que ninguém poderia demovê-la de seu propósito de abandonar o lar. Assim, tal­ vez o que tem a fazer seja partir. - Fiz uma pausa e acres­ centei: - Porém, quero que saiba, antes de partir nesta noite, que existe um meio de sair dessa situação miserável, se quiser tentar. - Embora ela permanecesse calada, seus olhos imploravam ajuda. - Lembra-se do que o Salvador ensinou aos que procu­ ravam ser seus disdpulos? Provavelmente já leu ou. ouviu alguns desses ensinamentos muitas vezes. Lembra-se de quando era menina e lhe pediam na Escola Dominical que memorizasse os ensinamentos de Jesus chamados de Bem­ aventuranças? Hoje, enquanto você estava falando, pude deixar de pensar que eles se aplicam ao seu problema. - "Bem-aventurados os pobres de esp(rito. " O primeiro pa,sso, Tereza, é conscientizar-se de que precisa do auxilio 'do Senhor. O Livro de Mórmon afirma que: ''Bem­ aventurados são os pobres em esp(rito que vêm a mim. " Es­ ta é a maneira pela qual você pode resolver seu problema - pedindo ajuda ao Senhor. Mas como chegar a ele? - "Bem-aventurados os que choram. " Chegamos ao Salvador, manifestando um coração quebrantado e um es­ p(rito contrito. Em outras palavras, choramos pela condi­ ção que nos impede de nos tomarmos amigos dele e ter sempre conosco o seu Esp(rito. Não me refiro à autocomi­ seração, Tereza, e sim ao tipo de pesar que purga os terr(­ veis sentimentos e desejos que existem em seu coração. O Salvador então nos ensina como vencer essa depressão e de- 64 sespero, que constituem um fardo pesado para você neste exato momento. - "Bem-aventurados os mansos. "Ser manso e humilde significa humilhar-se diante do Senhor epedir sua ajuda, para que consiga sobrepujar suas fraquezas. O Salvador disse também: "Minha graça basta aos mansos. " O que significam essaspalavras? "E se os homems vierem a mim, mostrar-lhes­ ei sua fraqueza. E dou a fraqueza aos homens, a fim de que sejam humildes... porque caso se humilhem perante mim e tenham fé em mim,então farei com que as coisas fracas se tomemfortes para eles. " (Éter, 12:26, 27.) - Portanto, irmã, você descobriu udJ:a fraquezq''em sêu · caráter que a impede de ter o Esp(rito do Senhor. Não quer receber as bênçãos que farão com que consiga véncer as suas imperfeições? Não gostaria de desfrutar a g.legria e fe­ licidade que não teve em sua vida nos últimos meses? - "Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque eles serão cheios do Espírito Santo. "Essa é a bênção de que você necessita tão desesperadamente. Conside­ remos agora as demais bem-aventuranças ensinadas pelo Salvador. - Quer ser mais bondosa ? "Bem-aventurados os miseri­ cordiosos. " - Realmente deseja vencer a hipocrisia ? ''Bem­ aventurados os puros de coração. " - Quer ter paz em seu lar? "Bem-aventurados. os pacifi­ cadores. " - Existe ainda um ensinamento a respeito depser capaz de suportar perseguição. Mas o que podemos dizér a respei­ to de suportar a tensão e perseguição que o adverlário exer­ ce em seu lar? - O principal, irmã, é que, se realmente deseja adquirir esses atributos, eles estão ao seu dispor, se tiver "fome e se­ de" deles. Esta é a justiça a que o Salvador se refere - es­ tas são as bênçãos que recebemos, quando somos cheios do Esp{rito Santo. Reconhecendo sua necessidade de depender todos os dias, até mesmo a toda hora, de nosso Senhor, orando e jejuando, você pode sobrepujar esse problema que a está conduzindo a tal miséria. Eis uma promessa do Salvador: - E agora, meus filhos, lembrai- vos, lembrai- vos de que
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    é sobre arocha de nosso Redentor, que é Cristo, o Filho de Deus, que deveis construir os vossos alicerces, para que, quando o diabo lançar afúria de seus ventos, sim, seus dardos no torvadinho, sim, quando todo o seu granizo e violenta tempestade vos açoitarem, isso não tenha poder para vos arrastar ao abismo da miséria e angústia sem fim, por causa da rocha sobre a qual estais edificados que é um alicerce seguro;- e se os homens edificarem sobre esse alicerce, não cairão' (Helamã 5:12.) Então testifj,quei a respeito da veracidade desses princí­ pios. Suas lágfiJnaSJ a primeira evidência de arrependimen­ to, disseram . '' ue ela também sabia que eles eram verda­ deiros. Hav.i a solução. Ainda restava uma esperança. Talvez pela prtmeira vez em sua vida, ela começou a sentir como o evangelho se torna uma força para resolver nossos problemas, refinar nosso caráter e ajudar-nos a ser mais se­ melhantes a Cristo em nossa disposição. Antes de partir naquela noite; ajoelhamo-nos juntos em oração. Quando nos levantamos, eu tinha plena certeza de que ela não abandonaria seu marido e seu lar. 65 Já se passaram sete anos desde que ocorreu aquele incidente. Tereza e Ricardo acrescentaram mais três filhos à sua fam{lía. Nãofoi fácil vencerem os problemas; na verdade, tiveram que se esforçar muito. Gradualmente, entretanto, através da aplicação diária dos princípios ensinados pelo Salvador, ela encontrou uma força que jamais conhecera. (Baseada numa experiênica verídica.) Como aconteceu com Tereza, você tambémpode achardifícil vencer suas fraquezas e problemas. Mas, sentir-se-ia justificado, se deixasse de se esforçar por subir a escada que conduz à peifeição? Pode notar como é possível progredir, dando um passo de cada vez procurando atingir sua meta primordial que é alcançar a peifeição? Sugerimos que releia agora o resto do Sermão da Montanha, fazendo a si mesmo esta pergunta: Como posso aplicar as qualidades sugeridas por Jesus, que me ajudarão a crescer e alcançar a peifeição?
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    Marcos Lucas João Capernaum,Galiléia. 8:5- 1 3 7:I-10 Cura do Servo do Centurião. Naim, Galiléia. Jesus Levanta dos 7: I I-I7 Mortos o Filho da Viúva de Naim. Galiléia. I I :2-24, 7: I 8-35 João Manda Emissários. 28-30 Uma mulher Unge Jesus 7:36-50 na Casa de Simão. SAMARIA Outra Viagem Através 8: 1-3 da Galileia. NISAN Capernaum, Galiléia. Declaração a Respeito 1 2:22-37 3:22-30 de Belzebu. Jerusalém Discurso Sobre Sinais 12.38-45• e Testemunho. Belém• Sua Mãe e Seus Irmãos 1 2:46-50 3:3 1-35 8: 19-21 o Procuram. JUDEIA
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    9 "<laualqutt que jfí?tt a�ontabt bt ,fMru �aí" TEMA: Através da observância dos mandamentos, escolhemos Cris­ to como nosso Pai e nos tornamos seus filhos e filhas. INTRODU�Ã� "E estendendo a mi/o para os discfpulos, disse: Eis aqui minha mi/e e meus irmãos; •'Porgue, qual9uer que fizer a vontade de meu Pai..que está nos céus, .este é meu irm(io, e irmã e mãe. , . (Mateus 12;:49-j().J UnJa vez a respeito dofato de que você se tornou ·um embro dáfamília de Cristo e também co­ 'herde�ro com Jesus de)udo o que seu Pai . Celestialpossui? Comopóde tornar-se seufilho ou filha? ·Nesta liçiio, você caminhará ao lado de Jesus, enquantu ele cura os enfermos. levanta o� mortos efala a respeito de Satanás. Também lerá os ensinamentos do.Salvador sobre çomo podemos ter um relacionamen'lo,.Jawili,ar -ç.om ele. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. QComentários 3Jnterpretatíbos (9-1) Mateus 11:2,3. João Duvidou de Que Jesus Era o Mes­ sias? "Freqüentemente surge a questão sobre por que João man- 67 dou seus discípulos fazerem tal pergunta a Jesus. Muitas pes­ soas têm imaginado se é possível que o próprio João não tives­ se certeza da identidade e chamado divino de Cristo. Devemo­ nos lembrar, entretanto, que o último testemunho registrado por João Batista foi feito a seus discípulos, numa ocasião em que eles estavam preocupados com a crescente popularidade de Jesus. João recordou-lhes que ele não era o Messias, e que deviam deixá-lo e seguir a Jesus. Esse fato aconteceu muitos meses antes do presente acontecimento que estamos discutin­ do. Parece que uma das experiências mais difíceis para João era persuadir seus discípulos a deixarem-no para seguir a Cris­ to, do qual havia testificado. Agora, meses após o batismo de Jesus e depois que João havia tentado inúmeras vezes persuadi-los, ele encontrou alguns de seus discípulos ainda re­ lutantes em se afastarem dele para seguir seu verdadeiro Mes­ tre. Parece mais consistente que o motivo de João enviar dois discípulos para falarem com Jesus foi uma tentativa de fazer com que eles o seguissem, do que de certificar-se a respeito de­ le. A pergunta que eles deviamfazer erapara a edificação de­ les, e não para a de João. Ele sabia, como nenhum outro, quem era Jesus, e sabia-o há muito tempo, pois havia recebido revelação dos céus nesse sentido. Tinha visto com seus pró­ prios olhos, escutado com seus próprios ouvidos e recebido o testemunho do Espírito Santo. Até mesmo havia recebido o ministério dos anjos, quando se encontrava na prisão. A res­ posta mais satisfatória parece ser que João enviou seus discí­ pulos para inquirirem Jesus a respeito de sua identidade, a fim de que eles mesmos pudessem afinal certificar-se da veracidade do que João estivera testificando durante todos aqueles meses. Essa resposta parece mais consistente com a certeza que ele ti­ nha de que Jesus era o Redentor, com o testemunho que pres­ tou a seus discípulos e a relutância natural dest�s em o deixa­ rem.
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    �eção 3 "Talvez precisemosfazer uma pausa aqui e declarar que não havia antagonismo entre Jesus e João. Uma pessoa não precisa esquecer ou rejeitar completamente João para aceitar Jesus. Porém, Cristo era o Filho de Deus e João o profeta do Senhor. Não pode haver comparação entre os dois; e João não queria que houvesse noções errôneas entre seus próprios companhei­ ros a respeito da posição relativa entre ele e seu Mestre.'' (Mat­ thews, A Burning Light: The Li/e and Ministry of John the Baptist, p. 92.) (9-2) Mateus 11:11. Não houve Maior Profeta Que João Batista. "Por que João foi considerado um dos maiores profetas? Não poderia ser em conseqüência dos milagres que realizou, pois não realizou milagre algum; mas porque: Primeiro. Fora-lhe confiada a divina missão de preparar o caminho diante da face do Senhor. A quem foi confiada mis­ são semelhante, antes ou depois? A homem algum. Segundo. Foi incumbido de batizar o Filho do Homem. Quem, jamais realizou tal ato? Quem jamais recebeu tão gran­ de privilégio ou glória? Terceiro. Tendo as chaves do poder, João era, nessa época, o único administrador legal dos assuntos do reino, que então se encontrava sobre a terra. Os judeus tinham que obedecer às suas instruções, ou ser condenados pela sua própria lei; e o próprio Cristo cumpriu toda a justiça, observando a lei que dera a Moisés no monte, e dessa maneira magnificou-a, honrando-a ao invés de destruí-la. As chaves, o reino, o poder, a glória, tinham sido afastados dos judeus, e João, filho de Zacarias, por bênçãos divinas e decreto celeste, possuía as cha­ ves do poder naquela época. Essas três razões fazem de João o maior profeta nascido de mulher. (Smith, Ensinamentos. pp. 269-270.) (9-3) Mateus 11:11. Quem Era Considerado o "Menor no Reino"? "A quem se referia Jesus, quando disse o menor? Jesus era julgado como o menor a ter direito ao reino de Deus, e (conse­ qüêntemente) o que menos merecia ser aceito entre eles como profeta. É como se tivesse dito: 'Aquele que dentre vós é con­ siderado o menor, é maior que João, ou seja, eu.' " (Smith, Ensinamentos, p. 270.) (9-4) Mateus 11:20-24. Existe um Lugar Chamado Inferno? "A Igreja não ensina que existe um lugar chamado inferno. 68 É óbvio que não acreditamos que todos os que não recebem o Evangelho eventualmente serão lançados no inferno. Não cre­ mos que o inferno seja um lugar onde os iníquos são queima­ dos eternamente. O Senhor preparou um lugar, entretanto, para todos os que devem ser punidos eternamente pela viola­ ção de suas leis. . . "Um lugar onde as pessoas que não podem ser redimidas e são chamadas Filhos de Perdição, serão lançadas nas trevas exteriores. Esse é o verdadeiro inferno para onde irão as pes­ soas que uma vez conheceram a verdade, tiveram um testemu­ nho dela e depois se afastaram e blasfemaram contra o nome de Jesus Cristo. Esses são os que pecaram contra o Espírito Santo, para os quais não haverá perdão, para quem o Senhor disse que preparou um lugar. (D&C 76: 3 1 - 37; 88:32-33.) "Todos os que herdarem o reino telestial, que será um lugar definido, como todos os outros reinos, serão punidos pelos seus pecados. Satanás terá domínio sobre eles durante algum tempo, até que tenham pago o preço de seus pecados, antes de entrarem naquele reino telestial. "Esta terra será um reino celestial quando for santificada. As pessoas designadas ao reino terrestrial terão que ir para al- guma outra esfera preparada para elas. Os que entram no rei­ no telestial, terão que ir igualmente para outra terra preparada para eles. Haverá ainda outro lugar chamado inferno� onde habitarão o diabo e os indivíduos que receberam o castigo de acompanhá-lo. É evidente que as pessoas que herdarão o reino telestial e terrestrial receberão o castigo eterno de saber que poderiam ter voltado à presença de Deus como seus filhos e fi­ lhas, se tivessem guardado os mandamentos do Senhor. Isto será um tormento para elas, e nesse sentido será um inferno.'' (Smith, Answer to Gospel Questions, Vol. 2 pp. 208- 10.) (9-5) Mateus 12:30. "Quem Não é Comigo é Contra Mim." "Ao cumprir seu ministério, Jesus foi recebido com diversas reações. Havia pessoas que o aceitavam gratamente e o se­ guiam a onde quer que fosse, e tentavam viver seus ensinamen­ tos. Outros havia que eram indiferentes, e outros ainda que se lhe opunham abertamente. Assim o povo daquela época tinha diante de si um claro e operante exemplo da lei da oposição em todas as coisas. De um lado, estava Jesus pregando o caminho da vida; do outro, os escribas e fariseus que o combatiam a ca­ da momento. Entre eles, havia também as pessoas que eram indiferentes. Podemos determinar se eram a favor de Jesus ou contra ele, ou se eram apenas, como dizemos, indiferentes? Quero que se lembrem de que as pessoas indiferentes não cum­ priam os mandamentos e com sua indiferença encorajavam outras pessoas a procederem da mesma forma; e quando estas
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    assim faziam. tambémse recusavam a obedecer aos manda­ mentos do Senhor, seu Deus. "Essas pessoas indiferentes construíam uma barreira contra Cristo e, propagando o espírito de desobediência, tornavam-se um obstáculo para ele e seu trabalho. Foi por essa razão que o Senhor disse: " 'Quem não é comigo é contra mim; e quem comigo não ajunta, espalha.' (Mateus 12:30.)" (Mark E. Petersen em CR, abril de 1 945� pp. 41-42.) (9-6) Mateus 12:31. Sob Que Condição Recebemos Perdão? Portanto eu vos digo: Todo pecado e blasfêmia se perdoará aos homens que se arrependem e recebem a mim; mas a blasfê­ mia contra o Espírito Santo não será perdoada aos homens. (Mateus 1 2:26. Versão Inspirada.) (9-7) Mateus 12:31. Qual é o Pecado Contra o Espírito Santo? Para pecar contra o Espírito Santo, uma pessoa deve rejeitar o conhecimento que recebeu através do Espírito Santo. Como ensinou o Profeta Joseph Smith: "Terá que dizer que o sol não brilha, enquanto o vê. . .. . (Ensinamentos, pp. 349-50.) O Élder Joseph Fielding Smith escreveu a respeito da certeza do conhecimento revelado pelo Espírito e o quanto é grave negá­ lo: "O testemunho do Espírito é tão grande e as impressões e revelações da verdade divina tão poderosamente reveladas, que o recebedor adquire uma convicção da verdade que não pode esquecer. Portanto, quando uma pessoa é assim esclare­ cida pelo Espírito e recebe o conhecimento de que Jesus Cristo é o Filho de Deus na carne, e depois se afasta e luta contra o Senhor e sua obra, o faz contra a luz e testemunho que recebeu pelo poder de Deus. Portanto, sucumbiu ao mal, tendo pleno conhecimento. É por esse motivo que Jesus disse que para tal pessoa não haverá perdão. "O testemunho do Espírito Santo é a mais forte evidência que um homem pode receber.'' (Answer to Gospel Questions Vol. 4 p. 92.) (9-8) Mateus 12:32. Qual É a Diferença Entre Rejeitar Jesus e Negar o Espírito Santo? "Um homem que não recebeu o dom do Espírito Santo e que desse modo jamais 'provou do dom celestial' , pode ser 69 ctCapítulo 9 culpado de blasfemar contra Jesus Cristo e ser perdoado sob condição de arrependimento; porém, tão grande é o testemu­ nho recebido através do Espírito Santo, que, se ele se voltar contra o Senhor e combater a sua obra, não haverá perdão. Derramar sangue inocente não se limita a tirar a vida de pes­ soas inocentes, mas também inclui procurar destruir a palavra de Deus, e envergonhar a Cristo abertamente. As pessoas que conheceram a verdade e depois combatem os servos autoriza­ dos de Jesus Cristo, assim fazendo também lutam contra ele, pois quem combate seus servos também luta contra ele e se tor­ na culpado de derramamento de seu sangue." (Smith, Answer to Gospel Questions, Vol 1 . pp:63-64.) t)ontos a J)onberar SATANÁS TORNA-SE O PAI DAS PESSOAS QUE REJEITAM JESUS CRISTO iseus blasfemar/ores Yo$ malignos pelo· "C. . , ., �. f!Proveitou·es- rite era o Filho de
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    &eção 3 doalém da . Bíbliacomum para alicerçar esses conceitos, de­ via serevidente que tal conc�usão é absurda e ilógica, pois o contexto dessapassagem diz que Satanás nãopode expulsar a sipróprio. Porém, na Versão Inspirada, f!Prendemos que os outros judeus que expulsavam demônios eram pessoas que haviam recebido o Espírito de Deus, o quesignifica que haviam sido '�!�tizados, eram membros .da Igreja, possuíqrn o sacerdócio e andavam reta efielmente diante do Pai. Os fa�sos ministros não expulsavam, não expulsam, n(io expul­ sarão e nãopodem expulsardemônios. " (I)NTC. Vol. 1. p. 269.) Terceiro: Examine Mateus 12:33-35.. O que Jesus estápe­ dindo aosfariseus? <�Sede.consistentes, ófariseus; examinaise aárvore é boâ ou má; sefor boa para expulsar demónios,,e eu os expulso, então é boa a minhá 9bra, pois uma árvore é conhecidapor seusfrutos; porém se sou mau como dizem, então deve ser iniqüidade curar os possuídos por espíritos malignos, pois uma árvore corrupta produz maus frutos. "(McConkie, DNTC Vol. 1, p. 275.) Quando Jesus instruiu osfariseus quanto a sua divinda­ de, estava ao mesmo tempofazendo uma acusação. Poste­ riormente, disse-lhes que, ao rejeitarem-no como . o Mes- · sias, estavam realmente cumprindo o que o haviam acusado de fazer: tinham éscolhido o demónio como seu pai. (Ver João 8:44.) QUANDO OBEDECEMOS AOS MANDAMENTOS, ESCOLHEMOS A CRISTO COMO NOSSO PAI Leia novamente Mateus 12:49, 50, e depois o texto abaixo, inclusive as escrituras nele mencionadas: Em sentido evangélico, os homens t�m muitos pais. Al­ guns desses. relacionamentos entre pai efilho sUo: O pai do corpo espiritual: Romanos' 8:16 Opai do corpo f�ico. Hebreus·12:9 70 Pais no sacerdócio: O Pai que nos salva. !· �'Osfiéis portadores do Sacerdócio de Melquise­ deque, seja qualfor a �ua linhagem, se tornam por adoção filhos de Moisés e Aarão. (D&C 84:6,31-34)'' (McCon­ kie, Mormoil Doctrine, pp. 145-46.) Tiago 1:17-18 Mosias 5:7 Todos esses relacionamentos entre pai efilho �do vitais, pois, se qualquer delesfosse omitido, cessa{{a o progresso para a perfeição. · Cada um desses relacionamentos da vida requer condi­ ções básicas. Por exemplo, a vidafísica requer oxigênio; se ele faltar, ela deixará de existir. · · Da mesmaforma, tornar-semembro dafamília de Cristo (opropósitofinale maisglorioso de todos os relacionamen­ tos da vida) envolve certas condições. Se nãoforem cumpri­ das, o candidado mio pode ser membro dafamília de Jesus. O quefez Maria, o que os outrosfilhos dela e você têm que Jazer para se tornarem membros da família de Jes,us? (Ver Mateus 12:49-50.) (9-9) Podemos Tornar-nos Membros da Família de Jesus Cris­ to. Este é um tipo de relacionamento familiar reservado para as pessoas que são fiéis. É um princípio muito elevado e comple­ menta o fato de que todos os homens são filhos espirituais do Pai Eterno... Esta é urpa doutrina gloriosa e extraordinária. Somos filhos e filhas do Deus vivo, filhos do grande Jeová, descendentes adotivos do Senhor Jesus Cristo. Tomamos sobre nós o seu nome. Somos membros de sua família. Ele é nosso Pai." (McConkie," The Ten Commandments of A Peculiar People," Speeches of the Year, 1975, p. 30.)
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    o Mar daGaliléia CD Fala a Respei- ,§ 8 : 1 8-22 4:35-4 1 9:57-62 :: to do Sacri fício . � :a Apazigúa a Tempestade I Outono do ano 3 1 A.D. 8:23-27 8:22-25 "' i Gergesa, Tetrarquia de Filipe. Legião de Demônios e 8 :28-34 5 : 1 -2 1 8:26-40 Volta Para a Outra 9: 1 Banda SAMARIA Capernaum, Galiléia. NISAN Filha de Jairo e a Mulher Com 9: 1 8-26 5:22-43 8:4 1 -48 • Peréia Fluxo de Sangue. Cura de um Cego e 9: 27-34 Expulsão de Demônios. Parábolas no Mar da Galiléia . 1 3 : 1 -53 4: 1 -34 8:4- 1 8 JUDÉIA Segunda Rejeição 1 3 : 54-58 6: 1 -6 em Nazaré
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    lO "� jfalou-ll]e1l be,ifMuíta1l <!Coí1la1l l}or l}arábola1l· • TEMA As parábolas de Jesus transmitem uma mensagem especial ás pessoas que estão espiritualmente em sintonia. TâlVet �sl'eja interessado em saber que estamos chegando quase à metade dos três anos de miniStérios do Salvador. ElepàSsou''ft'sSe tempo principalmente em sua terra natal. a Galiléia� ·Embora o desfavor fosse aumentado vagarosa­ mentej ch�goufinalmente a transformar-se em franco repú­ .dio e oposição, - tudo isso apesar de suas obras portento­ sas. Até mesmo opovofavorecido deNazaré o havia rejeita­ do e tornaria a repelir o Messias que crescera em seu Com seu característico bom senso e equilfbrio. Jesus en­ frentou as multidões de ouvintes antagônicos com um mé­ todo suiif de ·eMino. para esconder sua mensagem dos in­ crédulos.; Começou então a ensinarporparábolas.�-·' ·�};�,·:·�·:·<��W; . Antes de prosseguir, leia todas.as escrituras do quadro. 73 '!Comcntáriog 3tnterpretatíbog 00-1) Mateus 8:28-34. Por que o H omem Falava de Modo Tão Confuso, Dizendo: " Legião o Meu Nome, Porque Somos Muitos" "A dupla consciência ou personalidade múltipla do homem fica aqUi aparente. Estava tão completamente possuído por es­ píritos malignos, que não mais podia distinguir entre sua per� sonalidade individual e a deles." (James E. Talmage, Jesus, o Cristo, p. 302.) (10-2) O Significado Das Curas Feitas por Jesus. "As curas realizadas por Jesus seguiam este .padrão: ( 1 ) Eram feitas devido à fé do povo entre o qual ministrava; (2) Para a mentalidade judaica, elas eram e deveriam ter sido evidências convincentes da missão divina do Senhor dos céus que cami­ nhava entre eles; (3) Como atos de misericórdia e compaixão, eram de um benefício e bênção inestimáveis ao sofredor e en­ fermo daquela época; (4) Elas ocorriam de acordo com as pro­ fecias messiânicas feitas por homens inspirados que viveram em épocas anteriores. Ao Rei Benjamim, por exe_mplo, um an­ jo santo, ao falar do ministério mortal de Jesus, disse: E fará grandes milagres entre os homens, como curar os enfermos, levantar os mortos, fazer andar os coxos, dar vista aos cegos, fazer ouvir os surdos e curar toda espécie de enfermidades.' (Mosias 3:5)" (McConkie, DNTC, Vol. 1 , pp. 1 �8-59.)
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    �eção 3 (10-3) Qualé a Chave Para se Entender as Parábolas? "Tenho uma chave para entender as escrituras. Pergunto: Qual foi o problema que ocasionou a resposta, ou o que levou Jesus a contar a parábola?"(Smith, Ensmamentos, p. 270) (10-4) Qual é a Singular Mensagem Profética Que se Encontra nas Parábolas Conti- das no Capítulo 13 de Mateus? ''Em seguida passarei a comentar as palavras do Salvador que se encontram registradas no décimo terceiro capítulo do evangelho de Mateus, palavras essas que, penso eu, Jazem­ nos entender esse importante tema que é a coligação, de modo tão claro como qualquer outro assunto registrado na Bíblia. " (Smith, Ensinamentos, pg. 92 Itálicos adicionados.) (Observação: Atualmente está progredindo o processo de coligação dos descendentes de Israel que se encontram espa­ lhados pelo mundo. Esse processo permite que eles sejam gra­ dualmente alcançados em todas as nações da terra e se lhes concedam os benefícios do evangelho. As chaves para prosse­ guir e completar esse grande projeto foram restauradas por Moisés, quando apareceu a Joseph Smith e Oliver Cowdery, no Templo de Kirtland. (D&C 1 10: 1 1 .) A coligação .não se completará até que todas as tribos de Israel estejam estabeleci­ das em suas próprias terras de herança. (Jeremias 16:14, 1 5.) Já as parábolas que se encontram no capítulo treze do Evange­ lho de Mateus, salientam os passos e elementos principais des­ se processo, começando com o plantio da semente do evange­ lho no meridiano dos tempos (Parábola do Semeador), e cul­ minando com a separação final dos iníquos dos justos (Pará­ bola da Rede). (10-5) Mateus 13:3-8. Qual Era o Propósito Principal da Parábola do Semeador? "Essa parábola foi proposta para mostrar o efeito de se pre­ gar a palavra; e acreditamos que há uma alusão direta ao co­ meço ou estabelecimento do reino naquela época." (Smith, Ensinamentos p. 97. Itálicos adicionados.) (10-6) Mateus 13:9-17. Por que Somente Al2umas Pessoas Recebem as Palavras do Salvador'! ''. . .A condenação dada ao povo por não receber suas pala­ vras foi que não quis ver com seus olhos nem ouvir com seus ouvidos; não porque não pôdia, nem que não tinha o privilé­ gio de ver e ouvir, mas estavam seus coraçõescheiosde iniqüi­ dade e abominação; assim como os vossos pais fizeram, vós também o fazeis. '. . . "Concluímos, portanto, que o motivo por que a multidão 74 ou o mundo, como diz o Salvador, não recebeu um esclareci­ mento de suas parábolas, foi a incredulidade. 'A vós (disse ele falando aos seus discípulos) é dado conhecer os mistérios do reino dos céus.' (Mateus 13: 1 1) E por quê? Por causa da fé e confiança que tinham no Senhor." (Smith, Ensinamentos. pp. 93-94 Itálicos adicionados.) (10-7) Mateus 13:25. Que é Joio? "O autor do artigo ' Joio' no Dicionário Smith diz: 'Os críti­ cos e expositores concordam que o plural grego zizania, A.V. 'Joio', da parábola (Mateus 13:25) indica a ttrva daninha cha­ mada 'cizânia com praganas' (Lolium temulentum) erva esta que se espalha muito, e a única espécie deste tipo que tem pro­ priedades nocivas. A cizânia com arestas, antes de se transfor­ mar em espiga, tem uma aparência muito semelhante à do tri­ go, e as raízes das duas plantas frequentemente se entrelaçam. Eis a razão de ter sido dada ordem para deix�r o joio até a épo­ ca da colheita, para que, ao arrancar o joio, os homens "não arrancassem também o trigo com ele" . A cizânia é facilmente distinguível do trigo e da cevada quando desenvolvida, mas nos primeiros estágios de crescimento, "o exame mais minu­ cioso freqüentemente não consegue revelá-la. Até mesmo os fazendeiros, que neste país geralmente capinam seus campos, não tentam separar um do outro. . . O gosto é amargo, e.quan­ do ingerido separadamente, ou mesmo misturado no pão co­ mum, causa tonturas, e muitas vezes age como emético violen­ to" . A citação secundária é de The Land and the Book, de Thompson, ii, 1 1 1 , 1 12. Já foi afirmado que a cizânia é uma espécie degenerada de trigo; e tentativas foram feitas para em­ prestar um significado adicional à instrutiva parábola do Se­ nhor pela introdução dessa idéia. Entretanto, não existe garantia científica para essa concep­ ção forçada, e os estudantes conscienciosos não serão engana­ dos por ela." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 291 .)
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    (10-8) Mateus 13:30.Qual É Colhido Primeiro, O Trigo ou o Joio? Essa passagem indica que o joio é colhido primeiro,mas ob­ serve esse mesmo versículo da Versão Inspirada. "Deixai crescer ambos juntos até ã ceifa; e por ocasião da ceifa, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o trigo no meu celei­ ro; e o joio, atai-o em molhos para o queimar." (Mateus 1 3:29, Versão Inspirada. Ver também D&C 86:7.) (10-9) Mateus 13:29,30,38. O Joio Representa a Iniqüidade Que Existe Fora da Igreja ou a dos Próprios Membros da Igreja? "Através dessa parábola, não só ficamos sabendo do esta­ belecimento do reino nos dias do Salvador, o qual é represen­ tado pela boa semente que deu fruto, mas tambémsobre acor­ rupção dentro da Igreja, que é representadapelo joio semeado pelo inimigo. E esse inimigo, se o Safvador permitisse, teria si­ do extirpado da Igreja pelos seus discípulos. Mas ele, sabendo todas as coisas, disse-lhes: Não! Foi como se lhes tivesse dito: As suas idéias não são acertadas; a Igreja está em sua infância, e, se derem um passo tão precipitado, destruirão o trigo, ou a Igreja, junto com o joio; portanto é melhor deixá-los crescer juntos até à ceifa (Mateus 1 3:30), ou o fim do mundo, que sig­ nifica o extermínio dos iníquos. . ." (Smith, Ensinamentos, p. 95. Itálicos adicionados.) Você poderia estudar também D&C 86: 1-7, onde o Senhor volta a fazer uso dessa parábola em nossos dias e fornece mais chaves para sua compreensão. (10-10) Mateus 13:31. O Pé de Mostarda. "A planta da mostarda atinge, na Palestina, um desenvolvi­ mento maior do que na maioria dos climas do norte. A lição da parábola é fácil de se perceber. A semente é uma entidade vivente. Quando plantada corretamente, absorve e assimila os elementos nutritivos do solo e da atmosfera, cresce, tornando­ se capaz de prover abrigo e alimento para os pássaros. Da mes­ ma forma, a semente da verdade é vital, viva, capaz de se de­ senvolver de maneira que possa fornecer abrigo espiritual a to­ dos os que a procuram. Em ambas as concepções, a planta, na sua maturidade, produz semente em abundância, e assim, com um simples grão, um campo inteiro pode ser coberto." (Tal­ mage, Jesus, o Cristo, p. 281 .) (10-11) Mateus 13:31,32. A Que Estágio da Coligação se Refere a Parábola do Grão de Mostarda? ''O Senhor também lhes propôs outra parábola, que fazia 75 <!Capítulo lO alusão ao reino que de.veria ser estabelecido pouco antes ou justamente no tempo da colheita., dizendo: 'O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda. . .' Podemos ver claramente que essa parábola representa a Igreja como virá ao mundo nos últimos dias. "Consideremos o Livro de Mórmon, que um homem tomou e escondeu em seu campo, plantando-o com fé, para que bro­ tasse nos últimos dias ou no devido tempo; e eis que o vemos sair da terra, na verdade, a menor de todas as sementes; eis que se ramificou, sim, erguendo-se altaneiro, cheio de ramos e ma­ jestade divina até tornar-se, como o grão de mostarda, a maior de todas as vegetações. É verdadeiro, brotou e saiu da terra. A justiça começa a descer dos céus, e Deus está enviando seus po­ deres, dons e anjos para que se aninhem em seus ramos." (Smith Ensinamentos, pp. 95-96.) (10-12) Mateus 13:31,32.0 Que Representam os "Pássaros do Ar" que Descem Para se Alojar Nos Ramos do Pé de Mostarda? "O reino dos céus é semelhante ao grão de mostarda. O grão de mostarda é pequeno, mas produz uma grande árvore, em cujos ramos se aninham as aves. As aves são os anjos. De ma­ neira que os anjos descem, unem-se para congregar os filhos, e os reúnem. Não podemos aperfeiçoar-nos sem eles, nem eles sem nós. Quando essas coisas acontecerem, o Filho do Ho­ mem descerá, e se assentará o Ancião de Dias; e nós podere­ mos ficar na companhia de muitos milhares de anjos, comunicar-nos com eles e receber suas instruções. (Smith, En­ sinamentos, p. 1 55.)
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    �eção 3 (10-13) Mateus13:33. A Parábola das Três Medidas de Farinha. "Entende-se por esta parábola que a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias surgiu de um pouco de fermento que foi introduzido em três testemunhas. Vejam quão seme­ lhante é esta idéia da parábola! A Igreja está levedando rapida­ mente a massa, e logo tudo estará levedado." (Smith, Ensina­ mentos, p. 97.) (10-14) Mateus 13:52. O Exemplo do Pai de Família Produzindo Coisas Novas e Velhas. "As obras segundo esse exemplo são representadas pelo Li­ vro de Mórmon, que sai do tesouro do coração; também os convênios dados aos santos dos últimos dias e a tradução da Bíblia; e desse modo, se tiram do coração coisas novas e ve­ lhas, correspondendo às três medidas de farinha que estão sen­ do purificadas devido a uma revelação de Jesus Cristo, e à mi­ nistração dos anjos que iniciaram esse trabalho nos últimos dias, e que corresponderá ao fermento que levedou toda a massa." (Smith, Ensinamentos, pp. 99-100.) (10-15) Mateus 13:54-58. O que Significou a Segunda Rejeição em Nazaré? "Os nazarenos testemunharam contra si prqprios, pois ti­ nham o conhecimento absoluto de que seu concidadão excedia em sabedoria e realizava obras maravilhosas, muito além do po­ der humano; e ainda assim, o rejeitaram. De acordo com as leis eternas que Jesus mesmo decretou na eternidade, os mila­ gres são frutos da fé. Sempre que há fé, há sinais, milagres e dons do Espírito. Quando ela falta, não podem ocorrer essas maravilhas." (McConkie, DNTC, Vol. I , p. 322.) .tlontos a ..tlonberar O PROPÓSITO DAS PARÁBOLAS (10-16) Os Que Tiverem Ouvidos Para Ouvir, Ou.-irão. Nosso Senhor empregou parábolas em muitas ocasiões de seu ministério, para ensinar verdades do evangelho. O seu pro­ pósito, entretanto, ao contar essas histórias curtas, não era apresentar as verdades do evangelho claramente, para que to­ dos os ouvintes as compreendessem. Pelo contrário eram con­ tadas de modo que escondesse a doutrina envolvida, para que somente os letrados espirituais pudessem compreendê-las, en­ quanto as pessoas de entendimento obscurecido permaneciam nas trevas... A diferença de aceitação à verdade demonstrada pelos judeus, entre os quais nosso Senhor pregou na mortali­ dade, e a dos nefitas, que ele visitou após a ressurreição, é cla­ ramente evidenciada pelo fato de haver dado pelo menos 40 76 parábolas aos judeus, enquanto que aos nefitas não ensinou por parábolas e sim com clareza." (McConkie, Mormon Doc­ trine, pp. 553-54.) Leia novamente Mateus'/3:10-13. Q�al .era o verdadeiro propó�ito dasparábolas? A PARÁBOLA DO SEMEADOR SIMBOLIZA AS PESSOAS QUE ESTÃO PREPARADAS PARA RECEBER A PALAVRA, CONTRA AS QUE N ÃO ESTÃO. Examinemos agora uma parábola, para que descubramos sua interpretação: Jesus indicou que há dois resultados gerais quando o evan­ gelho é pregado. Quais são eles? Leia Mateus 7:24-27. Observe como a parábola do semeador representa essas duas possibili­ dades: Desobediência Aquele que ouve estas minhas p�lavras e as não cumpre. (Mateus 7:26.) Obediência Todo aquele, pois que escuta estas minhas palavras e a s pratic a . (Mateus 7 : 24 . ) 1 . A Beira do caminho. 2.· Lugares . pedregosos · , · 3. Entre espinhos. 4à. Boa terra. (Frutificou 30 por um) 4b. Boa terra. (Frutificou 60 por um) 4c. Boa terra. (Frutificou 100 por um) _ ,..r· Para compreender melhor os ensinamentos contidos nes­ ta parábola, examine os significados de alguns símbolos priJJcipais alistados abaixo: A SEMENTE A PALAVRA DE DEUS (Lucas 8: 1 1 . Ver' também Alma 32:28.) O SEMEADOR' A PESSOA QUE PREGA A "''' PALAVRA PP DEUS (Marcos 4: 14 �e Alma 32:27,28..)
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    O CAMPO · osSOLOS DIFERENÇA DE RECE�TIVI- DADE A (Mateus 13:38.) PALAVRA DE :·DEUS NO CORAÇÃO DOS - -·. HOMENS. (Mateus -1 3 : 1 9 e RESULTADOS (OBRAS)· PRODUZIDOS. . NA.VIDA DOS .QúVINT�S DA PALAVRA. Alma 32:28.) _(Lucas 8: 1 5 e Mateus 7: 16- 19.) Com.es�es..conceitos em mente, use a ativü:!ade � s�guir para..estudar asdiversas respostas às verdadesdo evangelho demonstrod�,.na parábola do -semeador: · o · = z 00. """" CI:J o . g � � i· o == oo � ; Q s � � -� Q. ·� o=- oo � = �· �· �,.� óltlflaS de. quadrados à esquerda referem-se · '(' atrO tipos de solo. · fndigue com um ·sinal, a ·c ição enumerada à direita que corresponde a da solo. (As respo�tas· se encontra�- no final desta lição.) , · .. O semeador está disposto a lançar a se­ mente neste solo. O solo (coração) é suficientemeiue - brando para receber (crer, aceitar) a se- . mente (evangelho. ) O O, D . D c.> O solo é bastante profundo é fértil pa­ ra permitir que as raízes da semente se expandam (desenvolver uma fé perma- · nent�). pela qual ela podé permanecer viva 'sob o calor causticante do sol . (problem�s e p.rovas da fé:) Gl O 'O O D. ··...;g_"'"""""'"""""'�·--"'""'-''..:;,._,· O solo é suficientemente prófundo e li­ · ,vre de ervas daninhas (filosofias, pa- 77 ([apítulo 1O drões e deseJos mun�anos), para· que · não exista competição entre as .raízes, . nenhum choque interior de forças, · e · nenhum meio de toldar a luz que pro-. · vém do alto, ·de · módo q·u.e a planta possa. crescer e pr . oduzir.frutos com ré­ . gularidade· e abundância. Ó comentário que segue ajudá-to-á a entender como esia graflde patâbola. de Jesus se-refle�e na vida pessoal dos que são '"ouvintes .da' palavra." (10-17) O Solo ao Pé do Caminho (Mateus 13:4, 19; Marcos 4:4, 25; Lucas 8:5; 12.) O que faz com que o coração endureça? O Profeta Joseph Smith nos deu a seguinte explicaçã0: "São aqueles homens que não têm nenhum princípio de honradez em si mesmos, cujos corações estão repletos de peca­ do, e não demonstram o menor desejo de conhecer os princí­ pios da verdade, são os que não compreendem a santa palavra da verdade, porque não há neles o desejo de serem justos. (Smith, Ensinamentos, p. 94.) (10-18) Os Lugares Pedregosos (Mateus 13:5,6; 20, 21; Marcos 4:5, 6, 16, 17; Lucas 8:6, 13.) (Observação: Assim como um rebento sem raízes não pode sobreviver sob o calor do sol do meio-dia, o mesmo 1 acontece àqueles que não possuem fé e testemunho reais. Perdem a con­ vicção e até mesmo o interesse ao serem alvo das pressões exercidas pelas dificuldades e do ridículo. Embora não comen­ tasse diretamente a parábola do Salvador, o Presidente Heber C. Kimball profetízou há mais de um século a respeito da con­ dição que ilustra a necessidade de termos uma fé profunda­ mente arraigada e capaz de suportar os desafios. A profecia tem uma mensagem cada vez mais importante para a Igreja na época atual, quando ela se defronta com um futuro desconhe­ cido.) "Permiti-me dizer que muitos de vós vereis o tempo em que çonhecereis todo tipo de problemas, provações e perseguições que podeis suportar, e muitas oportunidades para demonstfar que sois fiéis a Deus e à sua obra. Esta Igreja tem diante de si muitos apertos pelos quais terá de passar até que a obra de Deus seja coroada com a vitória. Para enfrentar essas dificul­ dades vindouras, será necessário que adquirais por vós mes­ mos um conhecimento da veracidade desta obra. Os proble­ mas serão de tal magnitude, que farão cair todo homem ou mulher que não possuir esse conhecimento ou testemunho pes-
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    �eção 3 soal. Seainda não o adquiristes, vivei dignamente e pedi-o ao Senhor, e não cesseis de pedir enquanto não o obtiverdes. Se assim não procederdes, não permanecereis. "Lembrai-vos do que vos disse, pois muitos de vós viverão para ver o cumprimento de minhas palavras. Tempo virá em que nenhum homem ou mulher poderá viver com luz empres­ tada. Toda pessoa terá que ser guiada pela luz que existe den­ tro dela. Se não a tiverdes, como podereis permanecer?" (Ci­ tado por Harold B. Lee, em CR, outubro de 1965, p. 128; ver também Orson F. Whitney, Life of Heber C. Himba/1, pp. 449-50.) (10-19) Entre Espinhos. (Mateus 13:7, 22; Marcos 4:7, 18, 19; Lucas 8:7, 14.) O Élder Bruce R. McConkie declarou: "Quando a semente cai entre espinhos, foi em terra boa, co­ mo se evidencia pelo crescimento das plantas indesejáveis. Mas a planta boa logo definha e morre, pois não pode vencer a in­ fluência das ervas daninhas e cardos. O mesmo acontece aos membros da Igreja que reconhecem que o Evangelho é verda­ deiro, mas não são valentes no testemunho de Jesus e não se em­ penham afirmativa e corajosamente em promover os interesses da Igreja. O mesmo acontece aos santos que pensam mais nas honras dos homens, nos padrões educacionais do mundo, nas preferências políticas ou no dinheiro e propriedades do que no evangelho. Eles sabem que a obra do Senhor foi estabelecida na terra, mas deixam que os cuidados do mundo matem a pa­ lavra. Assim, em vez de ganharem a vida eterna, serão queima­ dos junto com o joio que os venceu." (DNTC, Vol. I , p. 289.) {10-20) A Boa Terra. (Mateus 13:8,23; Marcos 4:8,20; Lucas 8:8,15.) O Élder McConkie também declarou: ''Quando a semente cai em solo fértil e produtivo, e depois recebe os cuidados necessários, ela produz uma boa colheita. Porém mesmo neste caso, nem todos os santos têm uma co- 78 lheita igual. Existem diversos graus de crença receptiva; há muitas variações de cultivo efetivo. Todos os homens, inclusi­ ve os santos, serão julgados de acordo com as suas obras; os que cumpriram todas as leis do evangelho colherão cem por um e herdarão a plenitude do reino do Pai. Os demais ganha­ rão recompensas menores nas mansões que para eles estão pre­ paradas." (DNTC, Vol. 1 . p. 289.) E QUANTO AO SEU PRÓPRIO CORAÇÃO? É esperado que, ao contemplar estes ensinamentos do Mes­ tre, examine seu próprio solo - seu próprio coração. Será que ele necessita ser abrandado, é pouco profundo eprecisa ainda de algum cultivo, ou até mesmo de se livrar de algumas ervas daninhas? Quando a semente do evangelho for semeada em meu pobre coração ignorante, espero que não encontre solo endurecido nos trechos situados à margem do caminho. Espero também que não caia em locais macios, mas que possuem.o interior enrijecido, onde os rebentos incrédulos e mal arraigados estão fadados a jamais crescer. Oro também para que não caia na parte inculta onde os espinhos medram, e asplantas fracas entre os cuidados mundanos crescem estéreis e já quase mortas. Que essa semente encontre um solo fértil • uma profunda e limpa morada, onde, ganhando vida, cresça vigorosa, para o Pai Celestial que a semeou. (Autor anónimo.) RESPOSTAS D D D D A D D D D B D D D D C D D D D D
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    SAMARIA Jerusaljm Jericó • • MonteHermon Região da Cesaréia de Filipe NISAN • Peréia ANO 32 A.D. Inicía a Terceira Viagem pela Galiléia Galiléia. Os Doze São Enviados. Macaerus, Peréia . Morte d e João Capernaum, Galiléia. Os· Doze Retornam Betsaida, Tetrarquia de Filipe. Cristo Parte Para Betsaida. Mateus Marcos Lucas João 9:35-38 6:6 10: I ,5-42 6:7-12 9: 1-6 1 1 : 1 14: 1-12 6: 14-29 9:7-9 6:30 9: 10 14: 13 6:3 1 ,32 9: 10, 1 1
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    1 1 ·'�t �ltttbtt o que �u �nbíar, JMt ltttbt a Jllím" TEMA : As pessoas que honram o sacerdócio que portam, são os re­ presentantes do Senhor e devem ser recebidos como seus em­ bai.xadores. -Je�us ensin.ou �ma doutrinaprofund,a e reàÚzou milagres , · po4erosos (}e acordo com afédopovo da Galilêfa. Aoj:Jro­ ''pagario reJrzg,. ele voltou uma·segunda vez à cidade . do sua · · juventúde, Pftrrece�do a Nazaré outra oportunidade de ou­ -�ir,sua : . . vefdade-e reconhecer o seu ministério. Jesus testifi­ ,;cou . ..aâ;�ua diyindade, realizando obras maravilhosas, mas · a'ê'qmpabc�o pela.h!Jmanidade,qué se havia manifestado q JiequelJiêmente entÍ-e os discfpulos da Galiléia, encon­ lilroÚpqucoscôraçOe�prontos e recephvos em Nazaré. Jesus partiu de lâ e·iniciou outrajornada pela G�liléia. • ·Cristo dirige sua Igreja através de seus servos autoriza- dos� homens santos que transmitem seup�der e sua vonta­ debos membros de toda-parte do mundo. Joãofoi um ser­ vo do Senhor, . maS ele, como seu Mest�e, seria mais tarde rejeitado pelosjudeu� e morto por ordem de Herodes. . Jesus chamou outros.(liscfpulos, os quais comissionou e enviou para qUf trabalhassem pela causa da verdade, com . ·uma declaração que resume a maior honra e aprovação ter- · · :rena que épossfve/ conceber: ..Quem vos recebe, à mim me . �ecebe. (Mateus 10:40.) Estafr�se dirigida aosservosdesua époça, tambémse aplica a nós, St!Usservosdos últimosdias · �� um.princ.fpio eterno. � :.: "' � � 8 1 De que maneira Jes�s chamou seus se�vos e os comissiô- · nou? Qu� in.cumbênciadeuaosDozeApóstolo$? O queâiS- . se a eles� ou que instrução especiallhesdeu, antesdeenviá­ los à obra? Que significa receber os servos do Senhor? As refer€nci� ·contidas neste capitulo, ajudá-lo-i/o a com­ preender essesproblemas e também farilo com que aprecié melhor a posição destacada ' dos ser�os dé Deus em qual• .' quer época da história do mundo.� .· ·::. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. ([omentário� 3Jnterpretatíbos (11-1) Mateus 10:1-5. De Que Modo Jesus Designou Seus Servos? "O processo, segue um padrão bastante definido: " 1 ?: A necessidade de um novo líder; "2?: O líder é escolhido através de um processo de elimina­ ção, por profecia e revelação: "3? : A pessoa recém-escolhida é chamada oficialmente por alguém que possui autoridade inquestionável; "4? É apresentado à assembléia constituinte do povo, e "5?: É ordenado ou designado pela imposição das mãos por pessoas plenamente autorizadas.
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    �eção 3 Isto estáde acordo com nossa quinta Regra de Fé: " 'Cremos que um homem deve ser chamado por Deus, pela profecia e pela imposição das mãos, por quem possua autori­ dade para pregar o evangelho e administrar suas ordenan­ ças.' ,, É interessante notar que até mesmo na época antiga era se­ guido um processo bastantesemelhante ao atua/. Infelizmente, não se encontram registrados todos os passos, mas existe evi­ dência considerável de que eles eram seguidos. A 'unção' feita nos dias primitivos parece ter sido muito parecida e intima­ mente relacionada com a designação atual e com a bênção que a acompanha. ''Os primeiros apóstolos foram chamados pelo Senhor: 'Vinde após mim', disse ele, 'e eu vos farei pescadores de ho­ mens.' Esta foi mais que uma declaração casual. Era um cha­ mado definido. " 'Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.' (Ma­ teus 4: 1 9-20.) 'Porquanto os ensinava como tendo autoridade.' (lbid, 7:29.) 'E chamando os doze discípulos, deu-lhes poder. . . (lbid 10: 1 .) Isto incluía também a designa­ ção, incumbência e a bênção. A promessa que os líderes rece­ biam era a mais espetacular. Receberam plena autoridade quan­ do o Redentor disse: 'Quem vos recebe, a mim me recebe.' (lbid 10:40) 'É-me dado todo o poder no céu e na terra: Ide. . . ensinai todas as nações. . . a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado.' (lbid, 28:18-20.) " (Spencer W. Kimba/1, em CR, outubro de 1959, pp. 53-54.) (11-2) Mateus 10:9-10. Os Missionários Atuais Devem Viajar "Sem Bolsa ou Alforje"? "De acordo com o costume social da época, Jesus enviou seus discípulos sem bolsa ou alforje. Eles deviam vestir-se mo­ destamente, não levar dinheiro, comida ou vestimenta adicio­ nal, ter apenas um cajado e confiar na hospitalidade das pes­ soas quanto a alimento, vestuário e abrigo. Os sapatos (que naquela época eram feitos de couro macio) eram proibidos, por serem muito luxuosos; as sandálias (de mais modesta coh­ fecção eram aprovadas. A bolsa era um espécie de cinto onde se levava o dinheiro; alforje era um pequeno saco ou mala usa­ do para levar provisões. Posteriormente Jesus revogou o re­ quisito de confiar na hospitalidade das pessoas e ordenou em troca: 'Mas agora aquele que tiver bolsa, tome-a, como tam­ bém o alforje.' (Lucas 22:35-36.)... "Agindo através de seus representantes devidamente desig­ nados na terra, o Senhor anulou agora esse requisito de que to­ do o trabalho missionário moderno seja feito por obreiros que 82 saem sem bolsa ou alforje. As exigências legais e as diferentes condições sociais, econômicas e industriais tornaram necessá­ ria tal mudança - um fato que ilustra o quanto é necessário haver revelação contínua, para que os negócios do Senhor na terra sempre possam ser conduzidos de modo que se adaptem às circunstâncias existentes. Ao invés de dependerem de pes­ soas a quem são enviados, quanto a alimento, vestuário e abri­ go, espera-se agora que os missionários se mantenham a si pró­ prios ou sejam sustentados por seus familiares ou amigos. Não existe, é óbvio, nenhuma força missionária remunerada na ver­ dadeira Igreja do Senhor. " (McConkie, DNTC, Vol. I . pp. 325-326.) (11-3) Mateus 10:16. O Que Significa Serem "Prudentes Como as Serpentes"? Compreenderemos melhor essa passagem, lendo a revisão que o Profeta fez desse versículo: "Eis que vos envio como ovelhas em meio de lobos; por­ tanto sede servos prudentes e inofensivos como as pombas." (Mateus 10: 14. Versão Inspirada.) (11-4) Mateus 10:28. Quem São os Que Procuram Matar a Al­ ma? "Aparentemente havia na Igreja primitiva quem ensinava como doutrina as filosofias dos homens. Atualmente, existem aqueles que parecem ter orgulho de discordar dos ensinamen­ tos ortodoxos da Igreja, e que apresentam suas proprias opi­ niões contrárias à verdade revelada. Algumas pessoas talvez sejam parcialmente inocentes, nisso; outras fazem-no para ali­ mentar seus desejos egoístas, e algumas o fazem deliberada­ mente. Os homens podem pensar da maneira que quiserem, mas não têm o direito de impor seus pontos de vista não orto­ doxos a outras pessoas. Tais indivíduos devem conscientizar-se de que sua própria alma está em perigo. . . " O grande objetivo de todo o nosso trabalho é edificar o ca­ ráter e aumentar a fé na vida daqueles a quem servimos. Se uma pessoa não consegue aceitar e ensinar o programa da Igre­ ja de modo ortodoxo e sem reservas, então não deve ensinar. Seria ponto de honra pedir que a desobrigassem do cargo. Tal pessoa não somente seria desonesta e mentirosa, mas também estaria realmente sob consJenação, pois o Salvador disse que melhor seria que uma pedra de moinho fosse pendurada ao seu pescoço. e o lançassem ao mar do que ele desviar doutrinaria­ mente, trair a causa, ou ofender, destruindo a fé num 'de seus pequeninos' que nele- crê. E lembrai-vos de que isto abrange não somente as criancinhas, mas também os adultos que crêem e confiam em Deus." (Spencer W. Kimball, em CR, abril de 1948, pp. 109- 10.)
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    (11-5) Mateus 10:28.Qual É a Posição Que os Santos Devem Assumir Diante das Pessoas que Procuram Destruir a Alma? "Existem pessoas, entretanto, que agem como se não cres­ sem na eternidade e na ressurreição. Tremem de medo só em pensar na guerra nuclear, e para salvar seu próprio corpo, procuram manter a paz a qualquer preço. Entretanto, a me­ n1or certeza de paz e vida que podemos ter é sermos fortes moral e militarmente. Eles, porém, querem manter a vida com o sacrifício de seus princípios. Em vez de escolherem a liberda­ de ou morte, preferem viver em escravidão. No entanto, negli­ genciam uma escritura importante! 'Não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno a alma e o corpo.' (Mateus 10:28..) Creio que o Senhor poderia ter evitado a guerra nos céus, feita em defesa do livre arbítrio. Bastava transigir com o diabo, mas, se assim fizesse, teria deixado de ser Deus. "Embora seja mais difícil viver a verdade, como também foi defender o livre-arbítrio, talvez num futuro não muito distante será requerido que alguns de nós demos a vida por amor à verdade. Porém, o melhor meio de nos prepararmos para a vi­ da eterna é estarmos preparados para morrer em qualq!ler épo­ ca - plenamente preparados através de uma valorosa luta em defesa da justiça." (David O. McKay, em CR, abril de 1964, · p. 120; itálicos adicionados.) (11-6) Mateus 10:38,39. Como Pode Salvar Sua Alma, Perdendo-a? ''Dizer que os discípulos devem odiar tudo o de que gostam é, de fato, muito pesado. Mas, concluímos de outras interJ)I"e­ tações da doutrina (Mateus 10:37-38), que aquele que ama seu pai, mãe e todos os outros, mesmo sua própria esposa, mais do que ama a Cristo, não é digno dele e não pode ser seu discípu­ lo. O pensamento é bem claro nesta instrução ao transmitir que todo aquele que procura a vida eterna, deve vir a Cristo desejando despojar-se, se necessário, de tudo o que possui. Se não estiverem dispostos a tal, mesmo à perda de sua vida por essa causa, não são dignos de seu reino. Isto é razoável, nos­ so Salvador não faz nenhuma exigência injusta, pois veio e deu sua vida por nós, para que pudéssemos ter vida eterna. Sofreu por nós; não devemos amá-lo mais do que a nossa própria vi­ da?" (Smith, O Caminho da Perfeição, p. 1 84.) (11-7) Mateus 14:1,2. Por que Herodes Temia Jesus? "As escrituras afirmam que o rei 'afligiu-se muito' ao ter que emitir uma ordem para mandar matar João. A aflição pro­ vavelmente era genuína, pois temia que João fosse um profeta 83 (!Capítulo l l e conhecia muito bem sua popularidade entre o povo. Que He­ rodes não podia esquecer esse fato ficou evidente numa oca­ sião posterior, quando, confundindo Jesus com o profeta, jul­ gou que tivesse ressuscitado dos mortos. Sua consciência deve tê-lo perturbado bastante e até mesmo levado a pensar que João havia retornado dos mortos e que agora operava "mara­ vilhas". João nunca fez milagre algum durante seu ministério (João 10:41), porém, como um ser ressuscitado (como supu­ nha Herodes), ele possivelmente poderia ter recebido poderes milagrosos. Provavelmente é por isto que há tanta ênfase na deélaração Cle Herodes em que diz: 'Por isso estas maravilhas operam nele.' (Mateus 14:2.) A apreensão de Herodes neste exemplo é uma ilustração do princípio de que 'fogem os ím­ pios, sem que ninguém os persiga; mas qualquer justo está confiado como o filho do leão.' (Provérbios 28: 1)" (Mathews, A Burning Light: The Li/e and Ministry ofJohn the Baptist, p. 96.) t}ontos a t}onberar DEVEMOS OBEDECER AOS SERVOS DO SENHOR Quando Jesus disse a seus apóstqlos que eles eram seus representantes (Mateus 10:40.). expressou um princípio que · estivera em vigor e se aplicava aos servos·deDeus em todas 1 as épocas. Jesus invocou esse princípio sobre os Doze no· : meridiano . dos tempos. da mesma forma quefizera sobre . � Moisés, s���los;�tes,'·e comofar,ia sobre Joseph Smith sé- . l. . cjltos depois. � . . . . Ao ler esttl$:eSt:rituras. medite cuidadosamente ·nas per­ i guntas que sii()formuladas: . Em nome de qÚem falou Moi- o povo da época de Jesus poderia ·· reeebê-lo? Ma(eus 23:34-37 Quem nos manda osprofetas? t . �tos 3:22-23 Quem era este projeta? . tJoseph Smith 2.;40,� D&.C 1:14. Como seriio udesarraiga- ' das, as pessoas 9ue ndo ouvirem a Cristo? Quem sdo os representantes
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    D&C 84:35-38 Quemsão os repres�ntantes ou servos do Senhor? "Vá/e apena dar ênfase a esta declaração: 'Aquele que recebe a meus servos, a mim me recebe. ' Quem são os ser­ vos do Senhor? São os seus representantes nos oflcios do Sacerdócio - as Autoridades Gerais, os lfdéres da estaca, do quórum do sacerdócio e da ala. Convém que tenhamos isto em mente, quandoformostentadosa menosprezar nos­ sas autoridades presidentes, os bispos, os líderes dos quó­ runs, presidentes de estaca etc., quando, dentrq dajurisdi- �.Ção.de seus chamados, eles nos advertem e aconselham. ., (Mai'ion G. Romney, em CR, outubro de 1960, p. 73; ���li- ',c_os adicionados.) , Osservosdo Senhorsão os seus embaixadores,. enviad(}s por ele à você. A maneira como os recebe e,reage à suq_ mensagem é a maneira como estfi tratando o .Senhor.�- � ' . • ' :;.; . Mateus 10:41 (11-8) Os Servos do Senhor Traçam o Caminho Para a Vida Eterna "Karl G. Maeser estava levando um grupo de missionários através dos Alpes. Ao chegarem a um cume, ele parou e, apon­ tando para a trilha onde haviam sido colocadas algumas esta­ ·Cas para marcar o caminho na geleira, disse: 'Irmãos lá está o sacerdócio. São apenas estacas comuns como todos nós. . . mas <J posição que ocupam as torna o que significam para nós. Se dermos um passo fora do caminho por elas demarcado, estare­ mos perdidos.' " (Boyd K. Packer, em CR, abril de .l97 1 , p. 1 24.) (11-9) Um homem que Diz que Apoiará o Presidente da Igreja, Mas Não Seu Bispo, Está Enganando a Si Próprio "Alguns de nós supõem que, se fôssemos chamados para ocupar um cargo elevado na Igreja imediatamente, seríamos leais e mostraríamos a dedicação necessária. Daríamos um passo à frente e nos comprometeríamos a realizar esse serviço. "Porém, podem escrever em seus livros de anotações: se não forem leais nas pequenas coisas, também não o serão nas gran­ des. Se não corresponderem às tarefas chamadas desprezíveis ou insignificantes que precisam ser realizadas na Igreja e no reino, não haverá oportunidade para servirem nos chamados grandes desafios. 84 "O homem que diz que apoiará o presidente da Igreja ou as Autoridades Gerais, mas não pode apoiar seu próprio bispo, engana-se a si mesmo. O homem que não consegue apoiar o bispo de sua ala e o presidente de sua estaca, não apoiará o presidente da Igreja. "Aprende por experiência própria que as pessoas que nos procuram em busca de conselho, dizendo que não podem dirigir-se a seus bispos, não estão dispostas a aceitar o conse­ lho destes eportanto também não conseguirão aceitar o conse­ lho das Autoridades Gerais. O bispo recebe de fato inspiração do Senhor e poderá aconselhá-las corretamente." (Boyd K. Packer, "Follow the Brethren, "Speeches of the Year" 1 965, pp. 4-5 . itálicos adicignados.) QUE DIFERENÇA FAZ? " z O relato seguinte é umq história ve!4Jiiça; A�:·to2tq, faça a si mesmoestapergunta: Como recebo.osservosdo Senhor? Erà uma noite_ lúgubre em Hong Kong, e chovia muito. As águas da baía estava'!l .revoltas devido à. ventania, e ao longo dapraia emforma de crescente, as luzes esparsas dos edifícios de reintegração de refugiados brilhavam fosca­ mente como pequenas vel�. Centenas de milhares de _refugiados haviam fugido da · China continental desde 1949. O governo colonial britânico de Hong Kong havia-seprontificado nobremente a atendê-· los, fazendo uma tentativa sincera de recoloca/ ,as multi­ dões desabrigadas em apartamentos confortáveis e empre­ gos.estáveis, porém milhares de pessoas ainda viviam no_s toscos quarteirões dos edifícios de reintegfação_. �+:: . : · o/;);i{ . . Alguns desses edifícios eram de dez ou quinze,; andares, e a maioria não tinha elevadores, somente escailtis.:,Cgda an­ �dar do edifício era compost-o de umq /dngafila<qtt,'!Parta- _, mentos de um só quarto, jreqüentémente cdm seis,a dez pessoas Compartilhando um espaço equiv�/ente a ' U"Ja Sala de· estar de tamanho médio. Os dois missionários conversavam em'vóz baixd'enquan­ to galgavam penosamente as escadas do edifício de reinte­ gração situado em Kwunton; Hong Kong. Hayiam sido . convidados para jantar no apartam�nto (lo, Irmãa ,e Irmã · Wong,. Depois de algum tempo conseguiram ',localizar o. apartamento, onde oIrmão Wông os recebeu com um largo sorriso. Ao abrir apesadaporta de.fe;ropqta deixâ•los en� Irar, disse que temeraque aforte chuva.os iinpedi$sêde vir. Nasala, havia dt�as tarimbas de metal, um baú d( madeira,
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    um pequeno candeeiroa querosene e mais alguns utensílios .queformavam.tr fflõbiliário regular do aposento. Naquela · · noite,' porém, fora armada uma mesa que haviqm pedido - emprestado, colocada bem no centro da pequena sala. .Ao · redor da mesa. havia quatro cadeiras de madeira, umadife­ rente.da oüt,fai pois cada uma haviasido pedida a.um vizi.. �hÔ di.terentê. ' 'l!afa aqu.ela ocasiã"o. A mesa estava posta e. arlumad�·com umq série deprátos e tigelasde estanho·. fla­ via tamliém:,!t;,Óve$;as cheias de camarões e outras iguarias .· ori�ntais, totlas ct�}usto superioraosparco� recursosdape..;. quenafiJmflia de"' ;eft�;giados. OIrmão. Wongproferiu a ora­ Ção de bênção do alimento e iniciaram· a rejeição:porém. o lrmão,ê Ilma·:wong ser�iram-se ap'enàs de pequenas por- ·, . · .: · >c...·�··· '·· · ' . . ., ções� .ç��óc��do tot:Ja.a comida do lado dos é/deres. Eles podia;, s�JJif.'·que aquele gesto era sinc�ro, embora recd-• . • . ·. . ..• •1,2• ·>.:: ·..., . .!/' . ·nhecessern que·estavam comendo alimento mais requintado 'do que os. Wongpodiam oferecer como refeição regular - ·que lhe� cu.itara provavelmente o equivalent� ao $aiário de um mês - ainda assim os é/deres não quiseram ofendê-lo_s, magoá-los ou recusaro·que lhes ofereciam, quando haviam feito· tanto �$acrlfieio para servi-los. · •. ·>� .: . . r Foi úma refeiçlio difícilde ingerir, pois desejavam aceitar aquela dád�va .de todo. o coração e ao mesmo tempopensa-. vam napenilria e nos dias def<}me - no sacrifício - que, tornou possível aquele presente. O casal e seu,sfilhos ape;__ 85 ctrapítulo 1 1 nasprovaram o/antar, mas quando ele terminou, não ·déi­ xaram de expressar a sua satisfação e estavam ansiosos de saberse os é/dereshaviam comido o suficiente. Todosse le­ vantaram paraperTJlitir· que a Irmã Wong retirasse ospra­ tos, Um dósé/derestomou o.Irmão Wongpela mão e disse, com profunda emoção: - Por que nos honrou dessa ma­ n.eira,, coin tlio grande despesapara vocês? Com uma serena gentileza QUf! Sf:!mente poderia vir de uma pessoa que dei- . xou seu'lar epais·'e aceitou a verdade numa terra·estranha, o Irmão Won_g disse: - fizemos isto porque são portado­ resdosacerdócio, eDeus os mandou aqiJiparanos ensinar. (De uma_ exper,iénêiit pessoal.) · . · . Mateus 10:42 · Mateus 25;40 . . . O queestá disposto asacrificar, par,a receberosservos dol Senhor? Pode não serrequerido que seu sacriflcio seja ma­ ieria1 mas sim o de sacrificar desejos. e atitudes pessoais: ·Como recebe osservos de Deus, quando eles o aconselham quanto aospadriJes que deveseguirna música, penteado ou namoro? Está disposto a sacrificar alguns de seus desejos . pessoais, parapoder receber o Senhor em sua. vida, através de seus servos.escolhidos?
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    �eção 4 tEttttíro �nobo •níllttrio �úblíco bt 3/tilttS Lições: 12. "Eu Sou o Pão da Vida." . . . . . . . . . 13. "O Que Contamina o Homem. " . . . 14. A Transfiguração de Cristo . . . . . . . 15. "Eu Sou a Luz do Mundo." . . . . . . 16. Os Dois Grandes Mandamentos. . . . 17. "A Qualquer Que Muito For Dado, Muito se Lhe Pedirá . . . . . . . . . . . . . . . . . 18. "Alegrai-vos Comigo, Porque Já Achei a Dracma Perdida.'' . . . . . . . . . . . 19. "Que me Falta Ainda?" . . . . . . . . . . OS TRÊS ANOS DO MINISTÉRIO DO SALVADOR NA VIDA MORTAL Síntese dos Dois Primeiros Anos do Ministério de Jesus Você acabou de estudar quarenta e cinco eventos registrados pelos evange­ listas, todos eles ocorridos nos dois pri­ meiros anos do ministério de Jesus. No primeiro ano de seu ministério público, você teve a oportunidade de ver como ele gradualmente revelou aos judeus que era o Messias. O Salvador fez isso princi­ palmente através dos milagres que reali­ zou, os quais atestam sua divindade. Te­ ve também a oportunidade de ler acerca da crescente oposição dos líderes judeus a Jesus durante o segundo ano, porque seus ensinamentos desafiavam as tradi­ ções de origem rabínica havia muito tempo respeitadas. A oposição que Jesus encontrou em Jerusalém fez com que se mudasse para a Galiléia, onde concen­ trou seus esforços. Durante esse perío­ do, o Salvador escolheu e ordenou doze homens ao apostolado. Ao examinar os dois períodos, você verá duas ocorrências simultâneas no ministério do Senhor; a primeira, sua crescente popularidade entre os judeus, principalmente por causa dos milagres, e a resultante oposição exercida contra ele, principalmente pelos escribas e fari­ seus, que fez com que Jesus velasse sua mensagem com parábolas; e a segunda, o tranqüilo treinamento dos Doze, oca­ sião em que eles compreenderam a mag­ nitude da autoridade que lhes fora con­ ferida. Eles praticamente se sentaram aos pés do Salvador e receberam seus en­ sinamentos; então, comissionados por ele, foram enviados a pregar e prevenir os habitantes de Israel a respeito da 87 mensagem do evangelho. Com isto, ter­ mina seu segundo ano de ministério. Panorama do Terceiro Ano de Ministério O terceiro ano se inicia com um mila­ gre dramático - Jesus alimentou cinco mil pessoas. Por causa desse milagre, muitos judeus propuseram torná-lo seu rei, mas ele se recusou. Posteriormente disse que o povo que o havia seguido não o fizera por causa de seus milagres, mas sim porque os alimentara. Em ou­ tras palavras, eles não o seguiram por­ que desejavam obedecer a seus ensina­ mentos, e sim por egoísmo e razões físi­ cas. Nessa ocasião, Jesus proferiu o grande discurso sobre o Pão da Vida, anunciando abertamente ser o Messias. Ao realizar o milagre de alimentar as cinco mil pessoas, parece que Jesus che­ ga ao ponto culminante de sua populari­ dade entre as multidões. Entretanto, ao declarar-se claramente como o Messias e recusar-se a se tornar um rei do mundo, sua popularidade baixa e muitos discípu­ los deixam de acompanhá-lo. O treinamento e preparação dos Doze atinge seu clímax durante este período. Jesus lhes fala a respeito de sua morte e ressurreição iminente e depois leva Pe-
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    dro, Tiago eJoão a "um monte à parte" onde é transfigurado diante deles e lhes confere as chaves do reino para adminis­ trarem os negócios da Igreja após a par­ tida de Jesus. Posteriormente, todos os Doze receberam. as chaves. Com isto se encerra o ministério gali­ leu. Da Galiléia, Jesus parte para a Ju­ déia, onde continua a testificar ser o Messias. Algum tempo depois, cruza o Rio Jordão, seguindo para a Peréia, on­ de passa os últimos três meses de seu mi­ nistério público. Ali novamente mani­ festa a irrefutável prova de sua divinda­ de diante da nação judaica, trazendo Lá­ zaro de volta a vida. Temendo que todos os homens cressem nele (Jesus); "e virão os romanos e tirar-nos-ão o nos- so lugar e a nação,'' a hierarquia judaica determina que "Jesus deve morrer pela nação." (João 1 1 :48,51 .) Jesus então parte para um breve retiro; e, quando determinou que havia chegado o seu tempo, reiniciou sua jornada para Jeru- salém, onde, segundo profetizara, en­ contraria sua morte inevitável e ressurgi­ ria numa gloriosa ressurreição. Pontos Culminantes do Terceiro Ano do Ministério P6bUco deJesus (Última Fase do Ministério GaUieu e Ministério Final na Judéia e Peréia.) Alguns eventos notáveis da última fa­ se do ministério galileu: l . Alimentação milagrosa das cinco mil pessoas, e o grande discurso de Jesus a respeito do Pão da Vida. 2. Testemunho de Pedro acerca de Je­ sus. A profecia do Mestre a respeito de sua própria morte e ressurreição. A transfiguração de Jesus diante de Pedro, Tiago e João. As chaves do sacerdócio conferidas a Pedro, Tiago e João e subseqüentemente a todos os Doze. Alguns pontos culminantes do ministé­ rio na Judéia são: 1 . O testemunho de Jesus a respeito de si mesmo diante dos judeus: "Eu sou a luz do mundo" (João 8: 12); "Eu sou o Bom Pastor" (João 10: 1 1) 2. A parábola do Bom Samaritano. Outras parábolas e instruções aos discípulos. Alguns acontecimentos importantes do ministério na Peréia .são: 1 . Parábolas que ensinavam como de­ via ser: um discípulo. 2. Lázaro é levantado dos mortos. 3. Outras instruções a seus discípulos e o reinício de sua viagem a Jerusa­ lém. Primeira Páscoo Segunda Pdscoo Última P6scoa 30 Anos PRIMEIRO ANO SEGUNDO ANO TERCEIRO ANO I I I :I Esta seção tratará dos eventos relativos ao terceiro ano do ministério público de Jesus. Você notará que esse período se estende da terceira Páscoa até a última. Você começará a sentir agora o impacto da história do evangelho através dos eventos progressivos ocorridos durante o último ano do ministério de Jesus. Nesse período, são tratados setenta e dois eventos, demonstrando I I a ênfase que os evangelistas deram a esta última fase do ministério de nosso Senhor. 88
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    Alguns lugares eAcontecimentos Notá­ veis. Durante a Última Fase do Ministé­ rio Galileu. Capernaum Decápolis Planície de Genezaré Monte Hermon Região de Cesaréia de Filipe Tiro e Sídon Foi a cidade que Jesus adotou como sua depois de ser rejeitado em Nazaré. Esse é o lugar onde fez alguns discursos importantes, entre os quais um de maior significado, que é o que trata do Pão da Vida. Era uma associação de dez cidades gregas que se estendiam desde �s planícies de Esdralon e se expandiam para o leste até a margem orien­ tal do Mar da Galiléia. Foi nessa região que Jesus alimentou os qua­ tro mil. O Salvador também passou por aqui ao dirigir-se de Tiro e Sídon para o Mar da Galiléia. (Ver Marcos 7:3 1 ; 8:9.) É uma região fértil situada a noroeste do Mar da Galiléia, onde fo­ ram curados ruuitos enfermos ao tocarem a orla do manto de Jesus. (Ver Mateus 14:34-36.) É uma montanha de 2 700 metros de altitude, localizada no sul do Lí­ bano. É o local provável da transfiguração, pois os registros escritu­ rísticos afirmam que esse evento ocorreu numa montanha elevada. (Ver Mateus 17: 1-9.) O monte Tabor é outro local onde possivelmen­ te ocorreu a transfiguração. Situada ao pé do Monte Hermon, era o limite setentrional das jorna­ das em sua segunda viagem pela Galiléia. Ali ocorreu a confissão de Pedro a respeito da divindade de Jesus e também foi onde o Salvador predisse sua própria morte. É um dos prováveis locais da transfigu­ ração. Essas duas cidades irmãs da antiga Fenícia, famosas como portos marítimos. Os cidadãos de ambas as cidades ouviram as pregações de Jesus. (Ver Marcos 3 :8; Lucas 6:1 7.) Perto deste local, Jesus curou a filha de urha mulher siro-fenícia. (Ver Mateus 15:21-28.) Alguns Lugares e Acontecimentos Notáveis do Ministério de Jesus na Peréia e de seu Posterior Ministério Judaico Peréia Betânia Esta é a região situada na margem oriental do Rio Jordão. Foi nesse local que Jesus passou os últimos três meses de seu ministério públi­ co. Situada a cerca de três quilômetros de Jerusalém, na encosta orientai do Monte das Oliveiras, era a cidade natal de Maria, Marta e Lázaro (João 1 1 : 1); e também onde Jesus pernoitava quando se encontrava na Judéia. (Ver Mateus 2 1 : 17.) O mapa que se encontra no início da lição, ilustra estas cidades e o seu mútuo relacionamento. 89
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    SAMARIA Efraim • Jerusalém • Cesaréia deFilipe NISAN Tetrarquia de Felipe TERCEI RO ANO DO M I N ISTÉRIO PUBLICO DE J ESUS Perto de Betsaida, Tetrarquia de Filipe. Alimenta Cinco Mil Pessoas . Perto do Mar da Galiléia Jesus Impede que os Judeus o Façam Rei. Mar da Galiléia. Jesus Caminha sobre a Água Capernaum, Galiléia. Discurso sobre o Pão da Vida. 14: 1 4-2 1 1 4:22.23 1 4:24-33 6:33-44 9: 1 1 - 1 7 6: 1 - 1 4 6:45.46 6: 1 5 6:47-52 6: 1 6-21 6:22-7 1
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    12 TEMA: Je.sus é oPão da Vida para todos os que o aceitarem como seu Salvador pessoal. INTRODUÇÃO Depois de Jesus chamar os d�zê apóstolos, incu;,biu:os de sairem.em seu. nom; testificando da verdade. . Focaliza­ mos também nossa atenção no' principio vital que é a dele- · g���o de,auwridade. Ç1 meiopelo qualo Salvador-governaa . Igreja)!- *" ' épOCilS; ;,étusive na nossa. Discutimos . tamUém nifica receber os servos de Deus. . osDozeconcluiu o segundo·ano ' do ministé- rio fo,rmiíl e #nosso Salvador na terra. Desse ponto em diante; os olhos d� .Jesus estão firmemente- voltados para Jerusalé.m e para o propósito principal de sua v 'ndll a este mundo; /azer um sacrifll!ü.J, ,tt�piatório pelos pecados dos homens, Quasepodemos Ver QS acontecimentos se desenro­ larem progressivamente, conduzindo a um c/imax; - como Sefosse. Um Cr!!SCendo • quando Jesusse aprQXima dos m�-- menfOS _mais cHticos de sua vida. 1 ,· • Ao . estudarmos o terceiro e últim inistério de n�o Salva�or, encontramos um dôs fJ�i[agr�.mais impres­ . szvos de Jesus: a alimentc,çao de mais de '{jnco·lni/tpqssoas com o eq,uivalente ao almoço de_ um meninó• . 'bsjudeu; aguardav�m ansiosa�nle a apariçllo de umgranderei. do­ tado depoderes tio m111r1vUhosos, que disperSaria seus ini­ migos politicos para todos oS .lados. Qualquer homem ca­ paz de ta{milagre., éomo o que Jesus reldizou devia certa- ... • ::r , 9 1 mente ser o Messiasque tanto aguardavam.· TÓd)ir;,eeraa convicção dosjudeus, que tentaramfotçffjesus a ser seu rei, mas ele reçusou� · ( t,;:"t.J, Jpo ffsico do;' homens. ou_prover suas necessida .prais. Sua mis­ sao era muito ni�iselevada; um desafio espiritual de suma importânciapara todosos homens. Podemos dizer que esse . milagre é o ponto culminqnte do ministério dendss.o Salva- , ·. dor entre as '!1-u/tidôes, pois, qu�ndo ess«S milhares depes­ soa��descobriram ' que ele não iria proporcionar-lhes-o que •• . • . W.:· • • , esperavam que, o ?Jessiasfizesse. afastaram-se'dele, des(l- "po_ntados. -� · ·· Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. �omentários 3Jnterpretatíbos (12-1) Marcos 6:37. O que Significa a Frase "Duzentos Dinheiros de Pão"? Conforme são usadas no Novo Testamento, as palavras di­ nheiro e dinheiros têm o mesmo significado. As moedas usa­ das na Palestina eram de orígem romana, e o dinheiro, ou de­ nário, era a principal moeda de prata romana. Valia aproxima­ damente CrS 2, lO ou CrS 2,40 em nossa moeda. Duzentos di­ nheiros de pão equivaleriam a cerca de Cr$ 480,00. (Ver Smith, A Dictionary of the Bible ed. rev. p. 497.) (12-2) Mateus 14:25. O Que Era a "Quarta Vigília da Noite"? Provavelmente devido à influência de seus vizinhos do Me-
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    �eção 4 diterrâneo, osgregos e romanos, os judeus do Novo Testa­ mento dividiam a noite em vigílias militares, ao invés de em horas. Cada vigília correspondia ao período em que uma senti­ nela permanecia no cumprimento de seu deyer. A primeira vi­ gília iniciava-se às 1 8h00 e terminava às 2lh00; a segunda dura­ va das 2lh00 até às 24h00; a terceira, das 24h00 até às 03h00, e a quarta, das 03h00 até as 6h00. (Ver Smith, Dictionary, p. 737.) (12-3) Mateus 14:30, 31. Como a Experiência de Pedro ao Andar Sobre a Água é Semelhante à Nossa, Quando Nossa Fé Vacila? "A comparação que o Senhor faz entre uma alma vacilante e a onda do mar que é levada pelos ventos e jogada de um lado para outro , tem tocado a vida de muitas pessoas. Quase todos nós já tivemos oportunidade de ver os mares calmos e tam­ bém, em certas ocasiões, os danos que eles causam, quando os ventos aumentam de intensidade, levantando ondas e transformando-as em forças destrutivas e poderosas. Podemos comparar o mar revolto com as bofetadas de Satanás. Quando estamos serenos ao lado do Senhor, não sentimos a influência do maligno, mas, quando cruzamos a linha divisória e somos enganados pelos ventos das falsas doutrinas, pelas ondas das filosofias e sofismas dos homens, podemo-nos molhar, ser engolfados pelas águas e até mesmo nos afogar na profundeza da descrença, e o Espírito do Senhor se retira completamente de nossa vida. Essas almas indecisas e enganadas não podem, devido à sua incontinência, esperar receber qualquc:r bênção do Senhor." (Delbert L. Stapley, em CR, abril de 1979, p. 74.) 74.) (12-4) João 6:25. O que é um Rabi? A palavra rabi, significa literalmente "meu ilustre", e era um termo do mais alto respeito entre os antigos judeus. O rabi local de qualquer vila era um dos homens mais educados da re­ gião, geralmente formado por uma reconhecida escola rabíni­ ca, que recebia a designação de ensinar o povo. Os seguidores de Jesus parecem ter sentido que ele era uma'dessas pessoas, quando o viram demonstrar tanta sabedoria. Um rabi devota­ se literalmente a servir o povo comum, ensinando-o em suas si­ nagogas, cuidando caridosamente de suas necessidades, e estu­ dando e aplicando continuamente a lei de Moisés (Torá) do modo como a compreendia. (12-5) João 6:31,32. O Que é o Maná? Durante os quarenta anosem que Moisés e os filhos de Israel viajaram pelo deserto, foram alimentados com pão vindo dos céus. O estudo das passagens do Velho Testamento indica que 92 o maná vinha na forma de um pequeno depósito encontrado diariamente no solo, menos aos sabádos. De acordocom o que o Senhor havia determinado, o maná devia ser recolhido de manhã bem cedo, antes que o calor do sol o derretesse, e so­ mente na quantidade necessária para aquele dia. Na véspera do sábado, era recolhido o dobro da quantidade, para que o povo pudesse comer no sábado. O maná tinha sabor de óleo fresco ou de massa de hóstia feita com mel, e os israelitas usararp-no para sustentar uma população de mais ou menos dois milhões de pessoas durante quarenta anos. Era moído e assado em forma de pão, sendo considerado mais como uma dádiva milagrosa de Deus do que como produto da natureza. (Ver Smith, Dictionary, pp. 378-79.) (12-6) João 6:14, 15. Por Que Muitos Seguidores de Jesus Procuraram Torná-lo seu Rei? Muitos judeus da época de Jesus estavam tomados de uma ardente expectativa da aparição iminente de seu Messias há tanto esperado. A mão opressiva do d()mínio romano pesava cada vez mais. Era natural, portanto, que vissem em Jesus o cumprimento de suas mais caras esperanças e sonhos. Não possuía ele poderes maravilhosos? Não havia transformado água em vinho, levantado os mortos, curado os enfermos e transformado alguns pães e peixes em alimento suficiente para saciar a fome de mais de cinco mil pessoas? Não poderia ele voltar esses mesmos poderes contra Roma e libertar os judeus do domínio estrangeiro? ' 'A multidão, agora alimentada e satisfeita, refletiu sobre o milagre. Em Jesus, por quem tão grande obra fora realizada, reconheceram alguém que possuía poderes sobre-humanos. 'Este é verdadeiramente o profeta que devia vir ao mundo', disseram eles - o Profeta cuja vinda havia sido prevista por Moisés e que deveria ser como ele próprio. Assim como Israel havia sido milagrosamente alimentada durante a época de Moisés, assim também agora este novo Profeta provia pão no desertt>. Em seu entusiasmo, o povo propôs-se. aclamá-lo rei e compeli-lo a tornar-se seu líder. Essa era a sua concepção bruta da supremacia messiânica." (James E. Talmage, Jesus, o Cristo, p. 324.) (12-7) João 6:66. Por Que Tantos Discípulos de Jesus se Afastaram Dele, Depois de Proferir o Sermão Sobre o Pão da Vida? Considere estas palavras do Presidente David O. McKay e como se aplicam a todas as pessoas que desejam ser discípulos do Salvador: "(O sermão a respeito do Pão da Vida, conforme se encon-
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    tra registrado noEvangelho de João) é altame.tte espiritual e contém referências acerca de Cristo ser o "Pão da Vida," afir­ mativa em que seus seguidores não puderam acreditar. Não conseguiam compreender o que dizia, e muitos se afastaram. . . " . . . os Doze. . . tiveram um pequeno lampejo do significado espiritual desse sermão. . . "... Aqueles apóstolos tiveram naquele dia o poder e privilé­ gio de fazer uma opção - seguirem os passos dos que estavam impressionados apenas pelosfavores e vantagensfísicas que a natureza podia proporcionar, ou seus dons apelavam ao que havia de espiritual naquele homem. . . "Tal decisão pode determinar se uma pessoa atende ao cha­ mado de uma alma para se elevar, ou cede à tendência de aviltar-se... ". . . Os discípulos de Jesus tiveram um breve lampejo da luz que iluminaria suas almas espiritualmente, como o sol suplan­ ta a escuridão com seus raios de luz. Existem, porém, poucas pessoas que vêem essa luz, ou que até mesmo crêem numa vida mais completa, e muitas vezes, após verem a luz, afastam-se, buscando coisas mais grosseiras e sórdidas. " (Whither Shall We Go? Speeches of the Year, 1961 , p. 2-4, Itálicos adicionados.) �ontos a �onberar JESUS PROCLAMOU SER O MESSIAS NO SERMÃO DO PÃO DA VIDA No dit?posterior -' ao..milagre do� cinco mil, 9 mesm9- . grupo de judeus apareceu novamêntt "para· receber o11tro . "bocado'�. Aparentemente não est/lva'rrz interessados na. ,mensagem de Jesus o�·em s�a. missão, dpenas em s(Jtisfazé{."� seus dese}Í;�s.físicof.· ��: erm!Jo só/Jrf o Pão da ·vida é àlta-·: mente e:Spirftual. Pd't. �po�· "ÇfJmiJ.re�IJtlê-lo, é ne:.. . ··· . _.; . .. . . .t,,..., . . cessdrio que:meditemo�profundam nte em sua mensage"!; · · Sepa�emo-/a em segmentos e considerémqs suas implica-· . ções· màiS. profundas. . Para isso, . é necessário que leiamos ·novamente diversa;·passagens dmportantes. Aojazê-lo, su­ blinhe o� versículos em que Jesusfala clarpm�nte:que ê � · Mes,;ias.. Leia·e $ublinhe João 6:26,27. ·. · · " Ao estúdf!� a resposta de Jesus e'�f!mo- osjud!!fS reagi- 93 QCapítulo 12 . ram � ela, quais são êisperguntas que lhe yêm à mente? O� ouvintes do Salvador não compreenderam,_ ou não qujse­ tam comp�eender? O pão é o sustentáctilo da vida, tanto para ospovos'antigos como para os modernos. Além disso, àsjudeus eram .muito habilidosos no uso defig�rasde retó-. rica e alegorias. Quando Jesus disse: '?Eu �sou.o ptJo da vi­ ;,da, , j qualquer, outra interpretação que não a tencionada pelO Salvadór� seria·mera deturpação de palavras. Era cq- . mo se osjudeus estivessem dizendo: "''Ora, n{Js o conhece-: mos. Ele é Jesus, ofilho de José, o carpintei;o. Comopode · então ele dizer que veio dos céus e que Deus é seu pai?,. ·· Jesus nãO s� saiisjez em encerrar o assunto naquele mo­ mento. Para selar-seu testemunho no corá�-- ··-.�eseus incr�­ ·dulos ouvinte�, e/� o repetiu novamel1Je, estâ vez com niais ênjas(!. Ao ler e sublinhar o; versfculos, observe a·ên- . fase çontida nestcfs passagens do capftula � do Evangelho de João: ' ''47. Nà verdade, na verdade vosdigo que aquele que crê t.. . ' em mim tem â vida eterna. . ' . •· ! "48. Eu sou o pão da vida, "49. Vossospais comeram o maná no deserto, e morre- · ram. - 50. Este é o pão que desceu do céu pâra que o que dele-�... ' ;;:··' comer não morra. . .51. Eu sou o pão vivo que desceu do céu;' se alguém co­ mer destepão, viverápara sempre; e o pão que eu der é a' minha carne, que.eu d_arei pe(a vida do mundo. Novafnente os . judeus fizeram dé conta que -não com- preenderam. ��como pode esse homem nos dar sua carne ' para cóm�r?H perguntaram. Mas Jesus não quis dizer que os homens deveridltt çomer literalmente sua carne e beber o seu sangue. S�� c linguagem,·.nest� pon�Q., - �omo a que ele �ou durante .todo o sermão, era simbólica. Observe como �plicou suaspalavras em João 6:63. (12-8) Os Judeus, Como Muitas Pessoas da Época Atual, Não Compreendiam a Missão de Cristo. "Essa atitude impertinente e incrédula da parte dos judeus· não apenas era sem fundamento, mas vinda de judeus, chega­ va às raias do absurdo. Provavelmente nenhum outro povo em toda a história compreendeu melhor ou usou mais extensiva­ mente a linguagem figurativa e simbólica do que eles. Além
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    disso, Jesus acabarade ensinar-lhes a doutrina do Pão da Vi­ da. Pretenderem eles não saber que comer a carne de Jesus sig­ nificava aceitá-lo como Filho de Deus e obedecer às suas pala­ vras, mostrava apenas que estavam deliberadamente fechando os olhos à verdade. (McConkie, DNTC, Vol. I , p . 359.) JESUS É O PÃO DA VIDA PARA TODOS OS QUE O ACEITAM COMO SEU REDENTOR. ' '· lf . . QuantaS vezes já ouvimos pessoas perguntarem; "Por ' queparticipamos·do sacramento tãofrecjüentem(mte? Qual 1 é, afinal ô propósito dq sacra'!lefílo?':.Não é difícii·encon- trar a resposta a.essas·pergzmtas tão intimamente correla­ .1;çionadas. ,_F:,artiéipamos do. sacramento em lembrança de w!fi , � ,.... "- . "<jesus, prometendo guardar sempre os mandamentos que . ele nos deu e ·tomar sobre .rzôs o seu nqme sagrado. Muitas pessoas consiq�ram o $acr.��ento um �to obri�atório, um' ��!t�alpor que (�m depassar por serem membros da Igreja.. · Pará outros, é uma .oportunidade de comungar aom. .Jesus Cristo, uma ocasião.adequac/a parq partü:ipar do sé�· E;pí­ rito. A história a seguir,.contada por umajovem ·que sentiu queJ�sus � o .Pqrf U(l Vida, i/ustr�rá o que significa o sacra­ mento. O PÃO DA VIDA ê. .. • • ' • < . pi!' · Jamais me importei muito com,:as reuniões sacramentdi); .' antesde começar.afrl!qüentar afaculqade. Pata mim, eram uma oportunidade dé (!1Jcontrar '!leu� amigos e discutir'os w. .Piáno$" fjllê tínhamospára a semana. Às reuniões nunca me i·proporcionavam qualquer edificação e�firitual. ' Quando,���guei á un{.v�rsidade, passei afreqüentar uma s�e que·esludava o Novo, Testamento. Certo dia, .estáva­ mos discutindo a respeito do grand�.sermã.o do Pão da Vi­ da, e não puc{�compreend�r.p que o profe_ss�r.estava dizen­ do. · J?epois t!9'c,eula, dil'ig·i..ine ao seu escritório e solicitei ' entrevista;' l)isse-lhe que esperava:que me desse maio­ sclarecimentos a respeito do que havíamos estudado e . queria especialmente saber como. Jesus.p;deria tornaf-se o pão .da vidapara mi'm. · .·� *· ""'. ' . 1> ' t .ofessor co�eçou a me explicarpacientemente. Disse que havia muitas lrlaneirds de §.e_, }iàrticipar do plJó da vida. Referiu;.se d grandg1miSsão dd.Sal;ador.ef�lou sobre a dá- ��- .-- '' .[� ·•"'· <" ( '�_.:: - ,.v_� . -S div •o Pai Celestial ofereceU:. a cada um dé nós na pes- r.:soa . seu Filho e também a r�speito do sacrifício que Jesus fez, dando sua vida pelos pecados dos .hom�ris. Já havi��" D aprendido aqui/o anteriormente, r:;;:�uàspalavras';fl.ão como­ veram rziin· um pouêó a minha ·alma. . . 94 'meu professor perguntou: - Voe� .�abe o que significa a expiação de Cristo? Reflj?ndi que.s�pia que ele havia tomado sobre si 1 �� ; /lec�âos''â,õs homens e tinha morrido por '!��� i- Vocé sabe o que lhe custou essa expia­ ' f,{j()? Respondi que não sabia� Então elecomeçou afalar-me i· .• · . · . ' . · .. •. ' do padecimento terrlvel de nosso Salva�o[, . sofrimen(o. 'de corpo e de espfrito que ofez, rJJ�smo sen'ao Deus, suar. san· gue por todos oras - sofrimento que �/e tomou sobre 1 si . v?luntar�amimte, sofrimento tão inte�o que cobri�, . ? � cast1go devtdo pelos pecados de todos os homens. E pensar que a qualquer molflento nosso . $qlvador podéria ter recu­ sado -- ele tinha :!?��erpara issd; a qualquer momento ele : poderia haver aito/ ···saiam daqui!'' e todos os seus acusa­ �· dores.e atormentadores teriam secado comojuncos. PodeJ . ria ter salvo a sipróprio, mas não o.,{ez. . Eu esta�a impression(,lda; quem lião estaria? Mas quando , . ? pr.ofess,e� m(! diSse que meusprópriospecados e os seus se ,,éncontravaín entre os que provocaram tanta do� a Je$us, olheipara dentro de mim mesma e n(jÇf gostei do que vi. Co­ . mecei a ch�r. � r e afligir-n;e por causa âe meuspensamentos �.�a,flcorosos·· é,;<{f!lpios, minha maledie,ência e mesquinhez. . . �<$horei peas minhas faltas, não somente porque �ta;;a . co- movida - oisjá me comovera ante��r'!Jente - e sim por­ . que sabia, pela , primeira V�'i · que havi� sido parcialmente r€f.J?,?r.zsável· p�l�, tetrfvel sdfrimento do Salvador. Sempre tinha colocado ·· toda a culpa nos judeus . infquos. :·CJ.<?,!flO eles puderam ser tão cegos?" costumava perguntar: "iteo­ mo não reconhe��ram que e{�;era o Filhâ de Deus?" So­ ment� agora cqt'il!!.�eendia como o sofrim�nto do Salvador se refà.cionava comigo. .Não foram apenas·osjudeus os ':€ft ponsáveis pelas aflições do Salvador, eu também·era c�ljJQ.- ' da. Fomos eu, e todosnós, os cazi§adores de suá morte. Meu êôração estava sinceramente comovido com esse- n� ·vo entellâimento, e não pude deixlfr de chorar., (Jomece{ � ,,, desejar receber algum. grande soft;i,i{}ento, para que pudes­ se, . de al�'!}a forma;,··uvra-me do .·tormento da culpa que r· �rntia. poii'me sentia culpada de haver derramado o sangue !. lJaquele inocente que morrera. Tin�a ��do malvadá,.;:·�r,n mui- I . tas ocasiões. -- e sentira prazer em .er9ticar o mal,� sim, até . IJlesmo eh a me orgulhar de �fnha iniqUidade. De­ iS, sentia . ·'' · .. uco d� remorso na consciência, e decidia melhor,· etri seguida tratOl'a de esqu�Fe' o err? F:qf!'6ti-· do. Em nenhuma ocasião · que .estav� da?'kcen- tando dores sófririiento de meu Salva-
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    (12-9) Participamos doSacramento Para Saciar Nossa Fome Espiritual. "Sempre considerei esse abençoado privilégio como um meio de crescer espiritualmente, e não existe nenhum outro tão frutífero para alcançar esse objetivo como partilhar digna­ mente do sacramento da ceia do Senhor. Alimentamo-nos pa- 95 ra estimular nosso corpo tisico. Se não nos alimentãssemos, enfraqueceríamos e ficaríamos doentes, provocando uma degenera�o tisica. Da mesma forma, nosso corpo espiritual necessita de que participemos do sacramento, pois, através dele, obtemos alimento espiritual para nossa alma. "Entretanto, devemos ir famintos à mesa sacramental. Se participássemos de um banquete onde pudéssemos encontrar as mais finas iguarias da terra, sem fome, sem apetite, a comi­ da não nos pareceria tentadora, nem nos faria bem algum, Quando participamos do sacramento, devemos fazê-lo com fome e sede de justiça e com o propósito de obter crescimento espiritual. "Como podemos ter fome espiritual? Qual de nós não ma­ goou o seu espírito por pensamento, palavra ou obra de do­ mingo a domingo? Costumamos fazer coisas que depois la­ mentamos e desejamos ser perdoados, ou transgredimos con­ tra alguém e o ferimos. Caso existir um sentimento de pesar em nosso coração pelo que fizemos, caso sentirmos em nossa alma o desejo de ser perdoados, então a maneira certa de obter per­ dão não é através de um novo batismo ou confissão de �ossas faltas aos homens; mas, sim, arrependermo-nos dos pecados, falar com a pessoa contra quem pecamos ou transgredimos e obter o seu perdão, e depois dirigir-nos à mesa sacramental on­ de, se estivermos sinceramente arrependidos e nos colocarmos em condições adequadas, obteremos o perdão e nossa alma se­ rá curada espiritualmente. A cura espiritual realmente entrará em nosso ser. Vocês poderão senti-la. "Sou testemunha de que existe um espírito assistindo à ad­ ministração do sacramento, o qual aquece a alma dos pés à ca­ beça; Vocês poderão sentir as feridas do espírito serem curadas e aliviar-se o fardo que os oprime. O conforto e a felicidade chegam à alma que é digna e se sente verdadeiramente desejosél de partilhar do alimento espiritual." (Ballard, Melvin J. Bal­ lard... Crusaderfor Righteousness. " pp. 1 32-33.) DE QUE MODO O SACRAMENTO PODE AJUDÁ-LO A ACEITAR O SENHOR COMO SEU SALVADOR?
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    �cção 4 filiando-nos àIgreja e perseverando em obediência e refi­ dão até o fim. As pessoas que desse modo comem de sua carne e bebem de seu sangue, terão a vida eterna, o que sig­ nifica a exaltação no mais elevado dos céus do mundo celes­ tial. Por exemplo, falando à antiga Israel, o Apóstolo Pau­ l�.' 'i declarou: "E todos comeram dum mesmo manjar espiri� tual e beberam todos duma mesma bebida espiritual, por­ que bebiam da pedra espiritual que os seguia; e a pedra era Cristo. (I Coríntios 10:3-4.) Os santos tomam sobre si o nome de Cristo nas águas do batismo (isto é, aceitam-no total e completamente como o Filho de Deus e Salvador dos homens), e nessa ocasião fa­ zem o convênio de guardar seus mandamentos e obedecer 96 às suas leis. (Mosias 18:7-22.) Para fazer com que os santos se lembrassem continuamente de sua obrigação de aceitá-lo e obedecer-lhe - ou em outras palavras, que comessem da sua carne e bebessem do seu sangue - o Senhor instituiu a ordenança do sacramento, à qual, realizada em lembranç de sua carne dilacerada e do seu sangue derramado, é meio que proporciona aos homens a oportunidade de fo - mal e repetidamente asseverarem sua c;nça na divindade de Cristo e afirmarem sua firme determinação de servi-lo e guardar seus mandamentos; ou, em outras palavras, nes­ sa ordenança - num sentido espiritual, não literal - os ho­ mens comem de sua carne e bebem do seu sangue. (DNTC, Vol. 1, p. 358.)
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    � ANO 32A . D . M ateus Marcos Lucas J oão � $ Região da Galiléia. 1 4:34-36 7:32-37<c: Galiléia Cura em Genesaré . do Norte Capernaum , o Galiléia. 1 5 : 1 -20 7: 1-23Q) c: Discursos sobre a Pureza.fCWJ � Q) ÉPOCA DA T E RCEIRA PÁSCOA·!: 't7 Q) � Jesus Parte Para a 1 5 : 2 1 7 :"24 7: 1� Região Norte d a Galiléia . i Região de Tiro e Sidon . Cura da Filha da M ulher 1 5 : 22-28 7 :25-30 Siro-fenícia . ��sus Volta a o 1 5 :29 7 : 3 1 M ar da Galiléia. Decápolis 6:53-56 Cura de um S u rdo . Alimenta os Quatro Mil. 1 5 :29-3 8 8: 1 -9 Jesus Parte P ara 1 5 : 3 9 8 : 1 0 Magdala.
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    13 "® <laut �ontamínao �otntm" TEMA: Os puros de coração têm fé suficiente para fazerem descer os poderes do céu. À m�d�dtr que � ministério de Jesusprl!gredia empoder �... testemunho,.;;,al:lit{entava também o óilio que os escribas e fariseU$ sentiam n ele. Nessa {ase da vida do Mestre, o ódio que lhe devotavam chegou a planejaram tirar-ihe a vJda.'Ao ve frustrada a tentativa de trazer 'Jesus a Jerusalém para que pudessem cQfJ,sutpar seus neltmd(l$propósitos, os judeus enviaram uma d�l�gà­ çdo de Jtttusalém para tentar armar uma cilada, fazendo com hor dissesse ou yflzesse alguma coisa que os · autorizOS$e apuni-lo com a moríe. Quando esses emissários iram alguns discípulos êlo pr comendo -sem terem la- vado as miJoS, acusatam Jesus de nilo seguir 'ft Moi- sés. Em, resposta à aCJ!SaÇãO, Jesus disse: u(y 'ontami- na ·Ó homem niio é o que entra na boca, mas o que sai da issQ é;. que contamina o homem . " (M,_ateu$ 15:11.1 r.,ovaCdo que ofendeu e acendeu ainda mais a ira,do us. Por que tal declaraçdo era u� censura para eles? O Sa vador eSfavlfj<ilando apen(IS a respeito de uma verdade bela e simp./es. Q fDl.t havia nesse · ensinamento que ofen(Jeu tanto aquelaspessoas desonestQS e de ciirllÇdo hi[i(Jcrita? Ao estudar este capitulo, procure. entender e vras do Salvador.e também a declaraÇão do· Solmista: subirá ao monte.do Senhor, ou quem· esttird no seu lugar santo? AqutJe que é limpo de mãos e J!U1P • coraçllo• • • " (SalmÓS 24:3,4�1 Antes de prosseguir leia todas as escrituras do quadro: 99 �ottttntários 3Jnterpretatíbos (13-1) Mateus 14:34-36. Os Puros de Coração Podem Chamar os Poderes dos Céus. O Salvador e seus discípulos chegaram à região de Genesaré onde "todos os que estavam enfermos" foram trazidos peran­ te o Senhor para "que ao menos pudessem tocar a orla de seu vestido; e todos os que a tocavam ficavam sãos." "Talvez eles tivessem conhecimento de que a mulher que so­ frera durante doze anos de um fluxo de sangue fora curada ao tocar a orla do manto de Jesus (Marcos 5:25-34); ou talvez considerassem sagrada a orla da túnica por causa do manda­ mento divino de que as túnicas deviam ter as orlas azuis, para que Israel visse e ''lembrasse de todos os mandamentos do Se­ nhor e os fizessem." (Números 1 5:37-41); ou talvez sentindo o poder de sua presença, procurassem até mesmo o menoT con­ tacto fisico com ele. Seja qual for o caso, tão grande era sua fé, que todos partilharam da sua infinita bondade e ficaram sãos." (McConkie, DNTC, Vol. 1 . pp. 350-51 .) (13-2) Mateus 15:1-20. As Pessoas Impuras de Coração Ofendem-se com a Verdade Espiritual. Os escribas é fariseus, tentando desacreditar os discípulos de Jesus, perguntaram-lhe por que seus discípulos transgrediram a "tradição dos anciãos", deixando de lavar as mãos antes de comer. Jesus, por sua vez, censurou os escribas e fariseus, di-
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    �eção 4 zendo: "Hipócritas,bem profetizou Isaías a vosso respeito di­ zendo: Este povo honra-me com seus lábios, mas o seu cora­ ção está longe de mim." (Mateus 1 5:7-8), porque eles haviam com as suas tradições abolido e anulado a lei de Moisés. Em reprovação, Jesus discorreu a respeito de um intrincado siste­ ma de comentários e costumes. Muitas lendas e regras foram relegadas ao esquecimento, a sabedoria rabínica, os regula­ mentos legais, e o que era mais importante, uma forma exte­ rior de religião. Após discorrer sobre a base da religião "exterior" dos ju­ deus, Jesus desacreditou diante do povo a autoridade dos es­ cribas e fariseus, chamando a multidão para seu lado e profe­ rindo estas palavras incisivas: '.'0 que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem. " (Mateus 15: 1 1 .) Os fariseus se ofenderam, porque Jesus denunciou sua tradi­ ção. Sentiram-se especialmente ofendidos com aquelas pala­ vras, pois, com elas, o Salvador destruiu a obediência das mas­ sas ao que era um simples cerimonial sem significado interior e eterno. (Ver Farrar, The Life of Christ, pp. 337-41 .) (13-3) Marcos 7: 1. Quem Eram os Escribas? O escriba é um dos personagens mais atuantes dentre os enu­ merados no Novo Testamento. É encontrado em Jerusalém, Judéia ou na Galiléia, e nãoera um tipo novo na vida e cultura do povo judeu. Presente na Babilônia e també� durante toda a dispersão, o escriba é o porta-voz do povo; é o sábio, o ho­ mem erudito, o rabi que recebeu sua ordenação pela imposição das mãos. É renomada a sua habilidade de examinar e questio­ nar profundamente. Honrado e importante, ele é o aristocrata entre o povo comum, profundamente ignorante da lei. No que diz respeito à fé e práticas religiosas, é a autoridade máxima, o que tem a última palavra; e como mestre da lei, como juiz nas cortes eclesiásticas, é o erudito que deve ser respeitado, cu­ jo julgamento é infalível. Anda em companhia dos fariseus, mas não é necessariamente um membro de seu partido religio­ so. Ocupa um ofício e tem "status' ' . Seu valor é superior ao do povo comum, o qual deve honrá-lo, pois deve ser louvado por Deus e pelos anjos dos céus. Na verdade tão reverenciadas eram suas palavras no que se referia à lei e práticas religiosas, que todos deviam crer nele, ainda que suas declarações contra­ dissessem o bom senso, ou ainda que afirmasse que o sol não brilha ao meio-dia, quando na verdade é visível a olho nu. (Ver Edersheim. The Life and Times ofJesus the Messiah, Vol. l . pp. 93-94.) (13-4) Mateus 15:2. O Que Significavam as Numerosas Lavagens Requerid3S Pelos Costumes Judaicos? ' 'As numerosas lavagens requeridas pelos costumes judaicos 100 na época de Cristo eram, reconhecidamente, decorrentes do rabinismo e da "tradição dos anciãos" , e não uma exigência da lei mosaica. Em certos casos, eram prescritas lavagens su­ cessivas, em relação às quais encontramos menção da "primei­ ra", '"segunda" e "outras" águas, sendo a "segunda água" necessária para lavar a "primeira água", que se tornava impu­ ra através do contato com mãos "comuns", e assim também com as águas sucessivas. Algumas vezes, as mãos tinham que ser mergulhadas ou imersas; em outras ocasiões precisavam ser limpas por aspersão, sendo necessário que se deixasse a água correr até o pulso ou até o cotovelo, segundo o grau da suposta impureza; e, novamente, de acordo com os discípulos do Rabi Shammai, somente as pontas dos dedos, ou os dedos até as juntas precisavam ser molhados em determinadas circunstân­ cias. As regras a respeito da limpeza de recipientes e mobiliário eram minuciosas e severas; métodos distintos eram aplicados respectivamente aos recipientes de barro, madeira e metal. O medo de macular as mãos inadvertidamente levava a precau­ ções extremas. Sabendo-se que o Livro da Lei, o Livro dos Profetas e outras escrituras, quando guardadas eram às vezes tocadas, arranhadas ou roídas por ratos, foi instituído um de­ creto rabínico, segundo o qual as Sagradas Escrituras, ou qualquer parte das mesmas, abrangendo o mínimo de oitenta e cinco letras (sendo que a seção mais curta das escrituras tinha exatamente esse número), maculavam as mãos por simples contato. Assim, as mãos tinham que ser lavadas segundo o ce­ rimonial, após tocarem uma cópia das escrituras ou mesmo uma passagem escrita. A libertação dessas e de "muitas outras coisas semelhantes" deve ter sido um grande alívio. (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 354; ver também Marcos 7: 1-23.) (13-5) Marcos 7:11. O Que era "Corbã" ? A Palavra Corbã significa uma dádiva ou sacrifício a Deus. Seu uso permitia que um homem fizesse um voto de evitar ou aceitar qualquer obrigação. Assim, ele diria: ''Faço um voto ao Senhor, ou melhor, é corbã para mim abster-me de beber vinho durante determinado tempo." Poderia também dizer: "É corbã para mim a hospitalidade deste ou daquele homem." Ele poderia negar-se a ajudar seus parentes, dizendo: "É corbã para mim ajudar meus parentes durante algum tempo." (Ver Dummelow, A Commentary on TheHolyBible, p. 618. Ver tam­ bém Matéus 15:3-6.) Portanto, a finalidade dessas leis era fru�­ trar certos mandamentos como "honrarás teu pai e tua mãe". O Salvador reconhecia isto e castigou os fariseus e escribas por se esquivarem, desse modo, de cumprir suas obrigações legíti­ mas. (13-6) Mateus 15:13. Quem São as "Plantas" Que Serão "Arrancadas" ? (<: falsos ministros que se ofendem com a verdade "são cor-
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    ruptos e apóstatase no devido tempo serão arrancados" pelas verdades que o Senhor e os profetas proclamam. (Ver DNTC, Vol. 1. p. 368.) (13-7) Mateus 15:22. Qual é o Significado da Frase "Uma Mulher Cananéia" ? Leia Marcos 7:26 "Uma mulher, sabendo da presença do Mestre em sua pró­ pria terra, veio pedir-lhe um favor. Marcos nos diz que ela era grega, ou mais literalmente, uma gentia que falava grego, e, por nacionalidade, síro-fenícia; Mateus diz que era ' uma mu­ lher cananéia'; estas afirmações concordam entre si, uma vez que os fenícios eram de descendência cananéia. Os evangelistas deixam claro o fato de que esta mulher era pagã ou gentia de nascimento; e sabemos que entre os povos assim classificados, os. cananeus gozavÇtm de um descrédito particular entre os ju­ deus" (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 343.) (13-8) Mateus 15:24. Quem Eram as Ovelhas Perdidas da Casa de Israel? Neste caso, Jesus está-se referindo aos judeus. O evangelho devia ser "oferecido aos judeus antes de ser levado aos gen­ tios. O ministério mortal de Jesus era para Israel, e não para as outras nações. Ao curar essa ou qualquer outra pessoa de na­ ção gentia ele o fez por dispensação especial devido a uma grande fé." (Ver McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 37 1 .) (13-9) Quem são os "Cães" Citados em Mateus 15:26? A palavra grega que foi traduzida nessa passagem como "cães" é Kunariois, que é o diminutivo da palavra e seria me­ lhor traduzida como "cachorrinhos." Um comentador da Bí­ blia nota o significado disso: "Os rabinos freqüentemente tratavam os gentios de cães. . . "(Jesus) não disse 'cães' mas 'cachorrinhos' , isto é , domés­ ticos, cães de estimação, e a mulher aproveitou-se disso, argu­ mentando que se os gentios eram cães da casa, então têm o di­ reito de alimentar-se com as migalhas que caem da mesa de seu dono." (Dummelow, Commerttary, pp. 678-79.) 101 Qtapítulo 13 Jlonto� a �onberar Versiculos 34�35_. 'Por que razão potu:as ,slJo .escoli!Jdas para receber os poderes.dos céus? �á leu a respeito da senhora que tocou a deJesusefoi cur.ada, e também sobre a mu­ (.:11Jrfl:Jrl·tnrufotcurada de um esp(ri(o m(Jligno. � �.....'-" , 6.6.1:/1. :36 se aplica a essas pessoas? A fé extraor­ (Jfnáríà que de�traram era proveniente de sua retidão nessoal? De que modo afé, a retidão e ·os podereS: i[o ·céu estão intimamente relacionados? · · Versfculo 37. De que modo es.s�. vers� . , St1 do problema dos ;escribai·efaris.e cill osfariseus consideravatn.: ú.m háln�" servou como eles se preocúpavaln mai, ·a lim�ia exte- • - ·.w . . "':&..: . . . � ' � riordo que CO.m a pureza int:ériOr?·�c�J':<!Uf;,COntamina O ho- mem·nao e o que entra ná b9êt�/mas �·:q��;said4 bóta, isso ! é o que contomil7a o homem.·., (Mate'US 15:11.) E�amine ·Mateus 15:17-20. Para apreciar melhor esta mÍixiina de Je- . sus.,. e en.tenaer çomo esseprincipio pode aplicar-se ii sua·:yi-: dÍl/ '::consldere tsta ,éita�Oo ·aa Élder:Biuce R. McConkie/�,"""' . - .. .. . .... '
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    �eção 4 HHá uma)eieteffl(j� .ofdt!nada pelo próprio Deus, antes queios;em ·;stabele�ÚJos osfundamentos des e mundo, de'i!! ' ' 'l •yf ' ' que todo hofnem,éolherá aquilo que semear. Se temos maus pensamentos, nossa'lfnguq proferirá frases impuras. Se nossaspalav.r(Jsforem cheias de iniqUidade, acabaremosfa­ z�ndo Obras infquas. Se nossa mente está �oncentrada nas coisas carnais e no mal deste mundo, entiJo o mu11danismo e a injustiça nos pareceriJo a maneira correta de viver. Se nossa mente está cheia desexo e imoralirJade, logoP.eilsf:ire­ mos que todas aspessoas são imorais e zmpuras, e isso rom- . perá a barreira entre 11:ós e o mundo. O mesmo acontec�,;: i " com qualquer outro procedimento indigno, .imo .� u��, · ro. Épor isto que o.Senhor diz que odeia e. considerà .a·�1 abominação poisuirmos 'um cor(lção que maqkina p�nsa- 1 • . q . m,entos viciosos. . . , (Provérbios 6:18.) �· uPor outro lado, se ponderarmos em nosso coração as coisas concernentes à retidão, tornar-nos-emosjustos. Se a virtude adorna incessant.eme.nte o�· nossos pensamentos, nossa çonfill!Jça'se fortalecerá na presença de Deus, e ele por sua vez derratnarll retidão sobre nós. Na verdade, como disse Jacó: 'Lembraiivos de que ter a mente carnal é morte e ter a mente esplrlfukl é<�ida eterná! (2 Néfi 9:38.) e tam­ bém como deelarou,vpaulo: 'Não erreis: Deus nllo se deixa escarnecer;. porque. tudo o que o homem semear, isso tam- · bém ceifard. Porque o qúe semeia ntr sua éarne, -aa carne ceifará.a corrupÇão; mas o que semeia nu Es_nirito, ao Espf­ rito ceifará a vida ete a! (Gálatas '6;1'r!8.) 'Para que nossa mente possa oncentrar-se na ·fetià/Jo, devemo} decidir conscientemente a meditar.sobre as verda- ·'des da salvaçlo em nosso coraçdo.. Ontem, o lrmilo Packe soticitou elctqfientemente.que cant4ssemos hinos de Siilo para concentrar nossos wnsamentos em coisas louváveis. Gostada de acresce#tar que.poi:Jemos também - depQis de . : al,entut.a -;- designar-nos a Jazer um "'ntalmente muitos sermDes enquanto caminhavapor··li, ongestioriadas, andando pelas tnlhas do deserto, O!l'em lugares solitqrios, concentrando assim os mell$ pensamentO$ 1l0S assuntOS do Senhor e nas coisizs da • ój: 102
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    3 . Oque fazer: 4 . Resultado: (Leia Gálatas 6:7,8) 5 . o q�eJazer: Pensar em c�isas quesejam verdczdeiras. honestas, jus­ tiís, puras, amáveis,. de üoaja;,a� virtÜosas e de algu- ma virtude. ·' Resultado: : (Lêia Filipenses 4:8,9.) · · 6 : O que fazer: , Decidir conscientemente ponderar eri:l�eu coraçtio as verdades da salvaçtio. Resultado: Voe� ma11;terá a mente concentrada na retidtio. 7 . O que faier: , J:r, Cantqr hinos de Sião, quand�/or tentado a terpens(l- · mentos indignos. · · 103 Concentrará súa mente nos n�gócios .ao Se�hor ' e nas obras de justjça. '· 9. O que fa�er: Regozijar�se no Senhor_: meditar �obre suas verdades -em seu coração, firmar súa atenção nps •interesses do Senhor e na bondadé que lhe ietn demoqstrado; esque­ cer o mundQ e usar toda sua força, energia e capacida­ de pai-a fazer progredir sua obra. Resultado: . . Quando �préqder � �<;>ntrolar. seus pensamento . s e dese- jos, sentir* ' uma p�reza ' interiór. que· lhe. possibilitará rece: . �er os podêres",dds céus. Leia esta escritura: --� D&C 12� :45,46.
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    Capernaum anáe • Dalmanuta • • Nazaré Aeron • SAMARIA MonteHermon Região da Cesaréia de Filipe . • Betsaida. NISAN ANO 32 A.D. Capernaum, Galiléia Jesus Fala a Respeito dos Sinais Betsaida, Decápolis. Cura de um Cego. Perto de Cesaréia de Filipe. Testemunho de Pedro Jesus Prediz Sua Morte e Ressurreição. Monte Hermon (?) Transfiguração. Jesus Cura Um Jovem Endemoniado. Galiléia. Jesus Viaja Novamente pela Galiléia e Prediz sua Morte e Ressurreição. Capernaum, Galiléia. Dinheiro do Tributo Jesus Fala a Respeito de Conversão, Perdão e Autoridade, Os Setenta São Enviados a Pregar. Mateus Marcos Lucas 16: 1-12 8 : 1 0-21 8:22-26 16: 1 3-20 8:27-30 9: 18-22 16:21-28 8:3 1-38 9:23-27 9: I 17: 1-13 9:2- 1 3 9:28-36 17: 14-21 9: 14-29 9:37-43 17;22,23 9:30-32 9:43-45 17:24-27 18:1-35 9:33-50 I 9:46-62 : 1 10: 1-16
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    14 � t!transfíguração be �risto TEMA: Quandose achavam no Monte da Transfiguração, Pedro, Tiago e João contemplaram a glória de Jesus Cristo e recebe­ ram as chaves do Sacerdócio através de visitantes celestiais. Es­ sas chaves continuam em poder da Igreja. 1 05 •.,Se os homens não alcançarem um nivelde entendimen� to espiritual mais elevado do qué agora desfrut�m. sópode­ . ·rão,,ter;um conht�cimento parcial do que ocorreu no Monte da Transfiguração. , rDNTC, Vol. l, p. 399.) Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. �ommtários ltnterpretatíbos (14-1) Mateus 16:17,18. Qual é a Rocha Sólida Sobre a Qual a Igreja Está Edificada? "É um esforço infrutífero exegetas não inspirados discuti­ rem e debaterem esta passagem, tentando fundamentar sua sa­ bedoria particular na qual se emaranharam. O que importa que o nome Pedro por acaso signifique em grego uma rocha ou pedra? Que diferença faz que o Senhor tenha prometido a Pe­ dro o dom da vidência ou qualquer outra coisa com esse pro­ pósito? O que a posse desse dom tem a ver com o problema de demonstrar que todos os Doze possuíam todas as chaves do reino? Nenhum desses princípios estabelece a divindade de qualquer igreja falsa. "Mas suponhamos que fosse verdade que todos os insusten­ táveis pontos de vista apóstatas fossem corretos, e que o Se­ nhor tivesse estabelecido o seu reino tendo Pedro como a ro­ cha de base, ainda assim toda igreja capaz de traçar sua linha
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    �tção 4 de autoridadeaté Pedro seria uma igreja falsa, a menos que acre�itasse e operasse sob os princípios da revelação moderna. Por quê? Simplesmente porque as condições do mundo atual são tão diferentes, que uma igreja que não recebe revelação diariamente não pode executar as modificações necessárias pa­ ra fazer frente a essas novas condições. Como poderia a igreja moderna saber quais as medidas corretas que deve tomar no que se refere ao fumo, café, bomba atômica, cinema e televi­ são, e milhares de outras coisas que não eram conhecidas dos homens na época de Pedro? "É óbvio, portanto, que é somente através da revelação que o Senhor estabelece o seu trabalho entre os homens. Em última análise, nenhuma pessoa pode ter um conhecimento conclusi­ vo quanto ao sentido dessa passagem, a menos que receba revelação daquele Deus que não faz acepção de pessoas e que dá sabedoria liberalmente a todos os que a pedem com fé. E como podem as pessoas que negam existir revelação na época atual, e que se abstêm deliberadamente de obtê-la para si, co­ mo podem elas, no estado não inspirado em que se encontram, chegar a obter o conhecimento certo dessas ou de outras verda­ des espirituais e eternas?" (McConkie, DNTC, vol. l . p . 387.) (14-2) Mateus 16: 19. O Que São as Chaves dos Céus? "Essas chaves incluem o poder de selar, isto é, o poder de li­ gar e selar na terra em nome e com a autoridade do Senhor, e ter esse ato ratificado nos céus. Desse modo, se Pedro realizas­ se um batismo pela autoridade do poder de selamento que lhe foi prometido nessa passagem, essa ordenança teria pleno vi­ gor e validade quando a pessoa por quem foi realizada entrasse nos mundos eternos, e faria com que ela fosse admitida no rei­ no celestial. E mais, se Pedro utilizasse as chaves de selamento para realizar um casamento, então as pessoas unidas por essa ordenança eterna, continuariam como marido e mulher para todo o sempre. Quando alcançassem seu futuro céu, estariam unidos como família, da mesma forma que estiveram unidos aqui na terra." (McConkie, Mormon Doctrine pp. 615-16 e também DNTC, Vol. l . p. 389-90.) (14-3) Mateus 16:19. Existe Algum Significado Especial na Declaração de Jesus, de Que Pedro Receberia as Chaves do Reino? "Em outras palavras, Pedro, portando as chaves do reino era tão presidente do S-umo Sacerdócio em sua época como Jo­ seph Smith e seus sucessores, que também receberam as 'cha­ ves' na época atual, são presidentes do Sumo Sacerdócio e os cabeças da Igreja e do reino de Deus na Terra." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1953, p. 25.) 106 (14-4) Mateus 16:24. "Tome Sua Cruz e Siga-me." A Versão Inspirada da Bíblia dizque "um homem tomar so­ bre si a sua cruz é negar-se a participar de toda impiedade, to­ da cobiça mundana, e guardar os meus mandamentos." (Ma­ teus 16:26. Versão Inspirada.) (14-5). Mateus 17: 1-9. Por que Pedro, Tiago e João Foram os Primeiros a Receber Privilégios, Chaves e Bênçãos Especiais? "Somente eles viram a filha de Jairo ser levantada dos mor­ tos (Marcos 5:22-24, 35-43.) Somente eles contemplaram a gló­ ria e majestade do Jesus transfigurado; somente eles recebe­ ram de Jesus, Moisés e Elias as chaves do reino, ficando proi­ bidos de falar aos outros Doze a respeito desses acontecimen­ tos transcendentais até que o Senhor ressuscitasse dos mortos. Somente eles foram levados a um local de Getsêmani, onde presenciaram a agonia de Jesus, quando este tomou sobre si os pecados do mundo. (Marcos 14:32-42.) Foram eles que apare­ ceram a Joseph Smith e Oliver Cowdery nesta dispensação. e lhes conferiram o Sacerdócio e suas chaves. (D&C 27: 12-13; 1 28:20.) "Por que somente esses três personagens, e não vários ou­ tros, ou até mesmo todos os Doze participaram desses aconte­ cimentos? A verdade é que Pedro, Tiago e João eram a Pri­ meira Presidência da Igreja em sua época. . . Através de revela­ ções modernas, sabemos que eles possuíam e restauraram " as chaves do reino, as quais pertencem sempre a Presidência do Sumo Sacerdócio." (D&C 81 :2.) ou, em outras palavras, eles eram a Primeira Presidência naquela época. (McConkie, DNTC, Vol. 1 . pp. 401-2.) "Na época do ministério de Cristo, ele chamou os primeiros apóstolos já ordenados a esse ofício, pelo que sabemos até agora. Ele lhes conferiu todo o poder e autoridade do Sacerdó­ cio. Támbém designou três deles para assumirem a chave da Presidência. Pedro, Tiago e João atuavam como a Primeira Presidência da Igreja na sua época. (Smith, Doctrines ofSal­ vation, Vol. 3. p. 1 52. Ver também D&C 7:7; 27: 12, 13.) (14-6) Mateus 17:3,4. O Que Havia de Importante no Aparecimento de Moisés e Elias? "Moisés, o grande profeta-estadista, cujo nome simbolizava a lei, e Elias, o tesbita, um profeta de tão grande fama, que seu nome passou a representar a sabedoria e discernimento coleti­ vo de todos os profetas. Moisés possuía as chaves para coligar e conduzir as dez tribos das terras do norte; Elias, as chaves do
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    poder de selamento.Estas foram as chavés que eles conferiram a Pedro, Tiago e João no Monte da Transfiguração, e igual­ mente a Joseph Smith e Oliver Cowdery no Templo de Kir­ tland cerca de duzentos anos atrás. (D&C 1 10: 11-16.) Ambos eram seres transladados c tinham corpos de carne e ossos, uma condição que aparentemente desfrutavam para poderem con­ ferir chaves de autoridade a homens mortais. As escrituras dão-nos um registro detalhado da transladação de Elias (ll Reis 2), e existem inúmeras passagens escriturísticas concernentes a Moisés que somente podem ser interpretadas no sentido de que também ele foi levado ao céu sem provar a morte. (Alma 45: 18-19; Mórmon Doctrine pp. 726-730; Doctrines ofSalva­ tion, Vol. 2, pp. 107-1 1 1) Quando esses dois homens santos apareceram nesta dispensação para restaurar suas chaves e po­ deres, vieram como seres ressuscitados. (D&C 133:55.)" (McConkie, DNTC, Vol. 1. pp. 402-3.) (14-7) Mateus 18:15-17, 21-35. Há Limites Para o, Perdão? Se Existerfa, ·Como Este Princípio se Aplica aos Ensinamentos de Jesus? Com referência ao número de vezes que devemos perdoar ao nosso próximo, leia estas escrituras: Mateus 18:21 ,22; D&C 98:23-48; D&C 64:7-1 1 . (14-8) Mateus 18:6. O Que Significa a Frase: "Qualquer Que Escandalizar Um Destes Pequeninos"? Os pequeninos são as crianças e pessoas que se tornaram co­ mo criancinhas ao aceitar os princípios do evangelho. É real­ mente um pecado grave "escandalizar um desses pequeninos", ser-lhes motivo de tropeço ou abalar-lhes a fé devido a um fal­ so exemplo ou doutrina. O Salvador ensinou que, em alguns casos, seria melhor que uma pessoa jamais tivesse nascido do que ser um obstáculo ao progresso de outra. (Ver McConkie, DNTC, Vol. 1 , p. 420.) (14-9) Mateus 18:17. Uma Pessoa Precisa Confessar Suas Transgressões aos Líderes da Igreja? "A função dos líderes da Igreja no que se refere ao perdão é dupla: ( I ) estabelecer a devida penalidade - por exemplo, ini­ ciar a ação oficial para com o transgressor em casos que justifi­ quem desassociação ou excomunhão; (2) suspender a penalida­ de e reintegrar o membro na irmandade da Igreja. Quaisquer dos dois passos, o perdão ou a ação disciplinar da Igreja, de­ vem ser dados à luz de todos os fatos e segundo a inspiração a 107 <!Capítulo 14 que têm direito aqueles que tomam a decisão. Por isso, é im­ portante que o transgressor arrependido faça uma confissão sincera à autoridade competente. (Kimball, O Milagre do Per­ dão, p. 309.) �ontos a �onberar 14-10 A IMPORTÂNCIA DAS CHAVES DO SACERDÓCIO Adão e Nóe, cabeças de dispensações do evangelho, e outros importantes profetas, possuíram várias chaves do Sacerdócio. O Presidente Wilford Woodruff disse que Joseph Smith decla­ rou aos Doze ter selado sobre eles todas as chaves, direitos, au­ toridades e poderes de selamento. (Ver Durham, Discourses of Wilford Woodruff, pp. 71-73.) Ao ser ordenado membro do Conselho dos Doze, todo apóstolo é abençoado com todas as chaves do Sacerdócio atualmente disponíveis aos homens na terra. Embora todos eles possuam as chaves, somente o oficial presidente da Igreja pode exercê-las plenamente. Ao ser dissolvida a Primeira Pre­ sidência, o membro sênior do Conselho dos Doze, que foi cha­ mado e apoiado antes de qualquer outro membro vivo dos Do­ ze, pode exercer essas chaves em sua plenitude. Leia e sublinhe D&C 132:7. "... Temos o santo Sac�rdócio e. . . as chaves do reino. . . · (Joseph Fielding Smith em CR, abril de-1972, p. 99.) Para�ter um exemplo· de como ·os apóstolos receberam as chavesdo Sacerdócio/considere comoforam dadas,a,,Spen­ cer· W. Kimba/1, um RÍ'ofeta moderno.
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    �eção 4 (Chaves dospoderes de se/amento do Sacerdócio: o poder de ligar na terra e selar eternamente nos céus.) (0 Salvador) I Pedro (Pedro, Tiago e João foram ordenados pelo Salvador. (Marcos 3 : 1 4; Mateus 1 6: 1 9.) Tiago Joseph Smith (Chaves do reino: todos os direitos e poderes de presidência.) João Batista (Ordenado sob as mãos de Pedro , Tiago e João em 1 829.) 108
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    Brigham Young (Ordenado apóstolo em1 4 fev. 1 83 5 , pelas Três Testemunhas, que agiram sob a autoridade de Joseph Smith. ) George Q. Cannon (Ordenado apóstolo em 26 de agosto de 1 860, por Brigham Young.) Qu�e ilnpor�ância Iem para você ofat�·de''que os líderes ti�' Jg/eja possuem as ·chaves dó Sácerdócio atua/mente? Como se relacionam elas com o seu batismo, sua família, seu casamento. ou futuro casamento, o Sacerdócio etc. ? Leia D&C 132:13. As chaves abrem portas. Que portasfo­ ram abertas para você em conseqüência de.as chaves terem · sido conferidas à Igreja? (14- l l ) SUMÁRIO Todas as coisas foram feitas na devida ordem durante o mi­ nistério do Salvador. A experiência ocorrida no Monte da Transfiguração, entre outras coisas, marcou a concessão de importantes revelações e chaves outorgadas aos líderes que em breve presidiriam a igreja de Cristo na dispensação do meridia­ no dos tempos. 1 09 Heber J . Grant (Ordenado apóstolo ·em 1 6 de outubro de 1 882, por George Q. Cannon .) �apítuoo 1 4 Spencer W. Kimball (Ordenado apóstolo em 7 de outubro de 1 943 , por Heber J. Grant .)
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    SAMARIA Efraim e Jerusalém • Beléme Deserto da Judéia JUDÉIA NISAN Galiléia Osirmãos de Jesus pedem-lhe que vá para a J udéia. Jesus Parte para Jerusalém Jerusalém, Judéia Festa dos Tabernáculos MINISTÉRIO FINAL NA J U DÉIA Jerusalém , J udéia Mulher Apanhada em Adultério Jesus Testifica de Si Mesmo.(A Luz do Mundo) Discurso aos J udeus. Cura Um Homem Cego de Nascença A Parábola do Bom Pastor 7:2-9 9:5 I-56 7:1 7: I I- 8: l-I 8 : I2-. 8 : 3 I - 9: I-4 10: l -2
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    15 "�u �ou aJlu? bo j!Munbo" TEMA A luz de Cristo possibilita à humanidade escolher claramen­ te entre o reino de Deus e as trevas espirituais. .Havia e!hegado o outono na Galilêia. Aproximava-se a cx;asillo em,queseria realizáda a/esta anualdos Tabemáéu­ los, e Jesus. como muitos deseus concidadãosjudeus, pre­ tendia tl$$is( �ess'L grande:celebraçlio.em Jerusalém. Al­ de 'Set-IS:i'í'mãos·acliaram que·essa seria uma épocapro:.· · ..eclarasse publicamente SU4 missiio m: •f'SeJazes estas·coisas; manifesta-�· 7.:4.{ P re nãa aceitou a sitgestllo e adiou sua partida por alguns dias. · �'Subi'v(Js a esttlfeita, 1' d� ele a�irm4os, ••eu ntio súbo o.inda fl estafesto, J,.orque ainda o meu te;,po nllp está cumprido. " (Joilo 1:8.) Nlo era plano de seu Pai que Cristo se aprestntas.te. a nllo ser qutJndÓ· a festajá se achasse bem adiantada, pois os lideres judeus pretendiam tirar-lhe a vitJ.â. Einalmente, entretanto. _,comp/etllRd� os dios ptl1'll a sua assu.(}ção, (Jesus). manifestou o /inMprop6.filo de ir á Jerusalém. " (Lu�as. 9:5J.) 1 1 1 cruz, e ele estava inabalavelmente determinado a segui-lo, pois fora estabelecido por seu Pai. Ele dissera a seu respei­ to, através de lsalas: 'Pus o meu rosto como um seixo, e seJ que nbo serei confundido. ' (lsafas 50:7.) E.stava claro, por­ tanto, que sua· vontade era irredutfvel. , , (McConkie, DNT.C, 1:439.) Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. �omentários 3Jnterpretatíbos (15-1) João 7:2. Em Que Consistia a Festa dos Tabernáculos? ". . .Aos quinze dias deste mês sétimo será a festa dos taber­ náculos ao Senhor por sete dias." (Levítico 23:34.) A Festa dos Tabernáculos era uma ocasião em que o povo devia regozijar-se e exprimir seu agradecimento ao Senhor pe­ las colheitas abundantes das férteis terras da Palestina. As plantações e vinhas muitas vezes eram situadas um pouco dis­ tantes das vilas israelitas, e por esse motivo as famílias nela construíam abrigos temporários para a época da colheita e ce­ lebração da festa, que durava uma semana. Essas moradias eram decoradas com frutas e grinaldas, que representavam as pródigas colheitas recebidas do Senhor. Serviam também para lembrar a seus moradores os quarenta anos que seus ancestrais passaram no deserto, acampados em tendas improvisadas fei­ tas de qualquer material que pudessem encontrar. Os judeus jamais deviam esquecer que Deus redimira seu povo da servi­ dão e cativeiro.
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    39eção 4 Nessa ocasião,eram oferecidos diariamente sacrifícios espe­ ciais de carneiros, ovelhas e touros. O povo também participa­ va de uma cerimônia em que agitavam ramos de palma, mirto, salgueiro e cidra em direção dos pontos cardeais, simbolizando a presença de Deus em todo o universo. No oitavo dia, era realizada a Festa de Encerramento, uma ocasião de solene assembléia, um dia de oração por chuvas, um dia dedicado à memória dos mortos. (Ver Êxodo 23 : 16- 1 7; Levítico 23:39-43; Números 29: 12-38; Deuteronômio 16: 13-15; 3 1 : 10-13.) (15-2) João 7:16-17. Qual é o Teste que Jesus Prescreveu aos Homens, Para Que Reconheçam a Veracidade de sua Doutrina? "Ao estudarmos os registras que nos foram deixados por homens que conviveram intimamente com o Senhor, encontra­ mos o relato a respeito de certa ocasião em que os homens que o escutavam vociferaram contra Jesus. Opunham-se firme­ mente a suas obras, da mesma forma em que a humanidade o faz atualmente. Uma voz clamou do meio da multidão e disse: 'Como podemos saber se o que dizes é verdade? Como pode­ mos saber se realmente és o Filho de Deus, conforme profes­ sas?' E Jesus respondeu-lhe, de maneira bastante simples (ob­ servem bem o texto): 'Se alguém quiser fazer a vontade dele, pela mesma doutrina conhecerá se ela é de Deus, ou se eufalo de mim mesmo.' (João 7: 17. Itálicos adicionados.) "Este é o teste mais seguro e filosófico, a maneira mais sim­ ples de dar entendimento a um indivíduo que a mente humana pode conceber. Fazer uma coisa, introduzi-la em seu próprio ser os convencerá se ela é boa ou má. Provavelmente não con­ seguirão convencer-me a respeito de algum princípio em que acreditam, mas reconhecem que é verdadeiro, porque o vive­ ram. Este é o teste que o Salvador deu àqueles homens que lhe perguntaram como podiam saber se a doutrina era de Deus ou do homem." (David O. McKay, em CR, outubro de 1966, p. 136.) (15-3) João 8:1-11. A Mulher Apanhada em Adultério "Mas será que o Senhor perdoou a mulher? Ele poderia perdoá-la? Não parece haver evidência de que houve perdão. Ele disse-lhe: 'Vai, e não peques mais.' Estava indicando-lhe o caminho que deveria seguir, abandonar a vida desonesta que levava, não pecar mais, transformar sua vida. Estava-lhe di­ zendo: Vai, mulher, e começa o teu arrependimento; e estava a indicar-lhe o primeiro passo - abandonar as transgressões. (Kimball, O Milagre do Perdão, p. 1 59.) 1 1 2 (15-4) João 8:31,32. "A Verdade Vos Libertará. " O Élder Bruce R. McConkie interpretou essa passagem di­ zendo que seremos ' 'libertados do poder condenatório das fal­ sas doutrinas, da escravidão dos apetites e da cobiça, das alge­ mas do pecado, de toda influência maligna e corrupta e de to­ do poder que limita e diminui o nosso progresso; e estaremos livres para progredir até alcançar a liberdade infinita que só é desfrutada plenamente pelos seres exaltados." (DNTC, Vol. 1 , pp. 456-57.) (15-5) João 8:56-59. O que Jesus Tinha em Mente ao Dizer que "Antes Que Abraão Existisse, Eu Sou"? "Ninguém fez ou poderia fazer afirmação mais ousada e di­ reta de divindade do que esta. 'Antes de Abraão, Existia eu, Jeová.' Isto é, 'Eu sou o Deus Todo-Poderoso, o Grande EU SOU . Sou o auto-existente, O Eterno. Sou o Deus de vossos pais. Meu nome é : EU SOU O QUE SOU.' "O Senhor Jeová apareceu a Moisés e identificou-se como o Deus de Abraão, !saque e Jacó, e disse: 'EU SOU O QUE SOU. . . Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós. . . Este é meu nome eternamente, e este é meu memorial de geração em geração.' (Êxodo 3: 1-1 5.) "Numa manifestação posterior, a Deidade declarou: 'Eu sou o Senhor. E eu apareci a Abraão, a lsaque e a Jacó, como o Deus Todo-Poderoso; mas pelo meu nome, o Senhor, teu lhes fui perfeitamente conhecido. ' (Êxodo ():2-3 .) Através de revelações modernas, sabemos que um dos grandes pronuncia­ mentos que o Senhor fez a Abraão foi: 'Eu sou o Senhor teu Deus;. . . Meu nome é Jeová' (Abraão 2:7-8), e em concordân­ cia, encontramos na Versão Inspirada uma passagem que diz: 'Eu apareci a Abraão, a !saque e a Jacó. Eu sou o Senhor Deus Todo-Poderoso; o Senhor JEOVÁ. E meu nome não lhes foi perfeitamente conhecido' (Êxodo 6:3. Versão Inspirada.) ' 'A beligerante tentativa dos judeus de apedrejá-lo, prova que compreenderam claramente a afirmação de Jesus de ser o Messias - pois a morte por apedrejamento era a penalidade imposta aos culpados de blasfêmia, um crime de que nosso Se­ nhor seria culpado, não fossem verdadeiras as suas proclama­ ções de divindade. No entanto Jesus, exercendo incontestáveis poderes divinos, afastou-se deles como um homem desconhe· cido.'' (McConkie,DNTC, Vol 1 , p. 464.) (15-6) João 10:1-15. O Simbolismo do "Bom Pastor." ' 'O pastor da Palestina levava uma vida solitária e era notá­ vel por sua fidelidade e proteção a seu rebanho. Ao anoitecer,
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    as ovelhas eramtrazidas para um cercado chamado redil, dota­ do de muros elevados, para evitar que qualquer pessoa ou ani­ mal nele entrasse. O alto dos muros era guarnecido de espi­ nhos para impedir que os lobos invadissem o cercado. O único meio de acesso era pela porta. (João 10: 1 .) ''Freqüentemente diversos rebanhos eram reunidos em um só aprisco, e um pastor, denominado porteiro, ficava de guar­ da à porta durante a noite, enquanto os demais iam para casa descansar. Ao voltarem pela manhã, eram reconhecidos pelo porteiro que os deixava entrar, e cada um chamava o seu pró­ prio rebanho e o conduzia às pastagens. (João 1 0:2-3.) O pas­ tor alimentava as ovelhas. "Ele caminhava à frente de seu rebanho e o conduzia. As ovelhas conheciam o pastor, nele confiavam e não seguiriam uma pessoa estranha. (João 10:4-5.) O ,Pastor geralmente dava um nome a cada ovelha pelo qual atendiam quando as chama­ va. Se um estranho chamasse, elas ficavam nervosas e não obe­ deciam, pois conheciam a voz de seu mestre. (João 1 0:3,4,27.) "O verdadeiro pastor, o proprietário do rebanho, estava disposto a dar a vida por suas ovelhas, se necessário fosse. Às vezes, um leopardo ou pantera, premido pela fome, transpu­ nha os muros do aprisco e pulava no meio do aterrorizado re­ banho. Nessa ocasião era testada a coragem e afeição do pas­ tor. Um jornaleiro, uma pessoa mercenária que não fosse pro­ prietária do rebanho, em tal crise poderia fugir do perigo e do cumprimento dos deveres de pastor,(João 10: 1 1- 1 3), e desse modo demonstraria não estar disposto a dar primazia ao bem­ estar do rebanho. Os jornaleiros tinham fama de vender ove­ lhas, apropriarem-se do dinheiro e relatarem a perda, alegando que foram atacadas e destruídas pelos lobos. Quando aplica­ mos esse exemplo ao evangelho, compreendemos o que faria um 'jornaleiro' ao cuidar das almas humanas. No entanto, a verdadeira preocupação do legítimo pastor era o bem-estar das ovelhas. (João 2 1 : 15-17.) "Até mesmo a roupa do pastor era feita para ajudá-lo a cui­ dar de seu rebanho. O casaco geralmente era dotado de uma grande bolsa interna, muito apropriadapara levar um cordeiro fraco ou ferido para lugar seguro. O Profeta Isaías referiu-se a essa bolsa, ao atribuir a Cristo o papel de pastor. (Isaías 40: 10- 1 1 .) "A posição de Jesus como o Bom Pastor é completa em to­ dos os detalhes. Ele está à porta do aprisco, pela qual devemos entrar. Não há nenhum outro meio de acesso. (João 10:9.) Ele não é um 'jornaleiro', mas sim o legítimo pastor das almas hu­ manas, e 'não somos de nós mesmos' (1 Coríntios 6: 19-20.) pois ele nos comprou com seu precioso sangue. (1 Coríntios 1 1 3 ([apítulo 1 5 7:23: I Pedro 1 : 1 8- 19; II Pedro 2: 1 ; Atos 20:28.) O pastor con­ duz o rebanho às verdes pastagens onde ele se alimentará. Je­ sus nos deu sua palavra. Fomos prevenidos a respeito das dou­ trinas dos homens. Somente a "pastagem" que o Senhor nos dá é o alimento adequado para seu rebanho, e nenhum homem pode ser salvo em ignorância de sua palavra ou sem as suas re­ velações. As verdadeiras ovelhas reconhecem a sua voz. O ver­ dadeiro Pastor conhece e possui suas ovelhas e ele as chama. Assim, tomamos sobre nós o nome de Cristo, pois nós lhe per­ tencemos e somos as suas ovelhas; e se temos o seu nome, po­ demos entrar 'pela porta' " (Matthews, The Parables ofJesus, pp. 75-76.) cem a minha voz"? Para rrzelhor compreensão, si� 6:J().,JJ• . (15-7) João 10:17-18. (Ver também João 5:26,27.) Em que Sentido Ninguém Poderia Tirar a Vida de Jesus? "Jesus não tinha um pai na carne, isto é, mortal e sujeito à morte. Nosso Pai Eterno, a quem oramos é o Pai do corpo de Jesus Cristo, e dele o Salvador herdou a vida, e a morte sempre lhe foi sujeita. Tinha o poder de dar a sua vida, porque era fi­ lho de Maria, a qual como nós, era mortal. Tinha a capacidade de retomar a vida, porque esse poder estava nele. Ao ensinar aos judeus e seus discípulos, ele freqüentemente lhes falava de seu poder e sua missão." (Smith, Answer to Gospel Questions, Vol 1 , p. 33.) �ontos a �onberar (15-8) Eu Sou a Luz do Mundo A celebração conhecida como a Festa dos Tabernáculos era marcada por uma brilhante exibição de luzes que provinha de grandes candelabros de ouro colocados dentro do complexo do templo. Jesus aparentemente aproveitou essa situação para declarar: "Eu sou a luz do mundo. " "Seus ouvintes bem sabiam que seu Messias seria uma luz para toda a humanidade; isto é, sabiam que era a própria fonte da luz e da verdade, e seria uma luz, um exemplo, um dispen­ sador da verdade; sabiam que sua missão seria marcar e ilumi­ nar o caminho pelo qual todos os homens devem seguir. (3 Né-
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    fi 15:9; 18:1 6,24.) as profecias messiânicas dadas a seus pais prometiam que ele seria 'uma luz para os gentios' (Isaías 49:6.), uma luz que romperia as trevas do erro e da descrença. (Isaías 60: 1-3.) Ao aplicar essas profecias à sua própria pessoa, Jesus fez uma clara proclamação de que era o Messias e foi compreendido pelos que o ouviam" . (McConkie, DNTC Vol. 1 , pp. 452-53.) A Mulher Apanhada em Pecado (João 8:3-12) De·acordo c;om a lei mosaico, a punição física aplicada .ao culpado de adultério era ':1 morte. Qual era (e continua sendo) apenalidade espiritual? De que modo Jesus salvou a vida da mulher pecadora? De que maneira ele se tornou uma luzpara ela? Epara os. seus acusadores? Como pode ele ser uma luz para todos os pecadores? A Cura do Homem Cego de Nascença (João 9:1-41) . Oproblema que realmente aborrecia osfariseus nf}o eraa legitimidade de Jes� curar no Sábac!o, nem realmente se · importavam se era ou não o Messias. Achavam que sua própria existência como intérpretes ddleiestava seriamente ameaçada. Exigiam eles que todo ju_de.u pautasse sua vida por uma série de rituais eleisseveras, cuja violação o torna­ ria impuro" e, conseqüentemente, . inac(!itável à vista de Deus. Em contraste;·Jesus ensinava que as leis de Deus eràm baseadas no amor; e que a obediência lhes traria liberdade; alegria e satisfação. A essência dos ensinamentos de Cristo derramou·a luz da verdade sobre aquelasfilosofi�falsas e opressivas que mantinham os homens presos às trevas da descrença, ignorância epecado. Ver João 9:39. Jésus apon­ tava claramente o caminho pelo qual os homens poderiam alcançar a salvação e lhes oferece_u uma opção: permane­ çam no estado em que se encontram ou transformem suas vidas e sigam-me. Em outras palavras, erá como se ele dis..: sesse: 'Vim ao mundo para julgar todos os homens, dividí-los em dois campos conforme aceitam ou �ecusam a minhapa­ lavra. Os que estãopresosà cegueira espiritual, abrirão seus olhos airavés dá obediência ao meu evangelho e: verão as coisas do Espírito. Os quejulgam poder yero que é da esfe­ ra espiritual, mas não aceitâm a niim e a meu evangelho, permanecerão nas trevas e se tornarão cegos às genuínas verdades espirituais. ' (McConkie, DNTC, V�/ 1.,p. 452.) 1 14 Como pôde um homem cego de nascença tornar a ver com clareza eterna, que eclipsava a visão daqueles quepro­ fessavam tera mais completaperspectiva da lei?Existem al­ guns discernimentos profundos e poderosos nesta história quepodem ajudá-lo a vencera cegueira espiritual. Examin� novamente alguns importantes versfcu/os,do cap(tulo 9 do Evangelho . de João, que aj�darq,o a explicar como um indi­ vfduopode começar a enxergar'�s coisas de Deus. Quantas vezes·o homem teve que "testificar'' o que havia aconteci­ do? Observe os versfculos 11, 15, 17e 25. Percebe como sua visão espiritualse desenvolve à medida quepresta o seu tes­ temunho? Inicialmente ele apenas relata o que aconteceu; porém, ao terminar, ele é um disc(pulo converso de Cristo. Observe os versfculos 26 e 27. Examine agora o poder do _ seu testemunhofinal. Leia os versfculos 31-33. · Q.que aconteceu aojovem por se tornar um disc(pulo de · Cristo? Leia o versfculo 34. Ele estava disposto apagar o reço? Examine agora o resultado. Estude cuidadosamente o versfculo 35. Quemfoiprocurar a quem? Por quê? Como se sentiria, se soubesse que o Salvador o está procurando, sentindo grande ternura por você devido àfé que tem de­ monstrado, mesmo em meio às provações? Você sabe que ele es!á, mas, tem olhos para ver? ... Cristo ode Ser Uma Luz em Sua Vida. · Você acabou de ler a respeito de dois indivfduos,·cuja vi­ da foi transformada pela luz de Cristo. O Salvador pode fortalecer e iluminar a·sua vida também. Eleexplicou como isto épossfvel. No Sermão da Montanha, o Senhor ensinou . que podemos desff'U:tardeiualuz, se tivermos os olhosfitos somente em servf-lo e guardar os seus mandamentos.. (Ver Mateus 6:22, 23.) Ter os olhosfitos significa que os interes­ ses e prazeres do mundo não se tornam tão atraentes e im­ port�ntes quanto o nosso desejo de fortalecer o reino do Senhor. Significa que devemos estar dispostos a colocar de lado os nossos interesses, quando necessário, para cuidar ·das necessidades de nosso próximo. Significa que não nos envergonhamos do Evangelho de Jesus Cristo - que nosso próprio serpode irradiar e refletir sua mensagem de verda­ de, amor epaz. uEm verdade, em verdade vos digo que vos deipara que sejais a luz do mundo... " (Mateus 5:16, Ver­ são Inspir�da.) uEis que sou a luz que levantareis: aquilo· que ·me vistes fazer.·, (3 Néfi 18:24.) uAssim, deixai res- ,.plandecer a vossa luz diante do mundo, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus. " (Mateus 5:18, Versão Inspirada.)
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    (15-9) A Luzda Verdade é a Luz de Cristo O Profeta Joseph Smith recebeu uma revelação profunda em que lhe foram manifestadas algumas das mais poderosas verdades jamais reveladas, concernentes à natureza e missão de Jesus Cristo como a luz do mundo. Leia D&C 88:6-13 Dificilmente uma pessoa consegue compreender a profundi­ dade e magnitude da missão sublime de nosso Senhor e Salva­ dor para a terra e seus habitantes. Porém, podemos ter certeza de uma coisa: 1 15 ([apítulo 15 "Cristo é a luz da humanidade. Nela o homem pode ver cla­ ramente o seu caminho. Se a rejeita, sua alma perambula na escuridão. Nenhuma pessoa, nenhum grupo ou nação pode al­ cançar o verdadeiro sucesso sem seguir aquele que disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em tre­ vas, 'mas terá a luz da vida.' (João 8: 12.)" (David O. McKay, em CR, abril de 1940, p. 1 15.)
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    SAMARIA NISAN • Peréia Jerusalé • m Jeric l • Betabara Betânia • Belém• Deserto da Judéia JUDEIA • Macaero ANO 32 A . D . J udéia Os Set e n t a Retornam Os Dois G randes M andamen tos; O Bom Samaritano . Betânia, J udéia. Jesus Visita M aria e M art a . J udéia . Jesus Ensina Seus Discípulos a Orar . Expu lsa u m Espírito Mudo; Acusação a Satanás Outro Discurso Sobre a Lim peza. M ateus M arcos Lucas Jo� I I : 25-27 1 0: I 7-24 JUDI I 0:38-42 I I : 1 - 1 3 1 1 : 1 4-36 1 1 :37-54
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    16 Q&g 1!loíg �ranbeg JManbamentog TEMA: OSalvador ensinou quão importante é desenvolver um amor puro primeiramente a Deus, e depois a todos os seus se­ melhantes. Mesmo f} o ·o crepúsculo desceu" sobre . as muiÚdiJes· que se dispe m, aprópria cenaparecia ilustrar a distin- ç�o·que ha�ia..,eftré o Messias e seus àtribu/ados ouvintes� .pois as �scrituras di�em que ..cada um foi para Sua casa, , ,nporém Jesusfoipara o monte das Oliveiras. " (João 7:53; 8:1.) .f!osteriormente,· tendo diante-de si o irrepreensível teste­ munho do hqmem quefora cego, esses mesmpsjudeus ne­ garam o que, era incontestável. A escuridão que haviam criado ainda � pêrdurava, e eles permaneceram voluntária­ mente cegos àquele que era a luz do mundo. Jesusfalou-lhes também da importância dasua voz, pois · e{e era o Bpm Pastor que havia/alado dos céus a seus pais · que. erravam :pelo deserto. Porém, eles novamente . 1in!!Jam�se .�e slirc/o , s, e em suas mãos ele logo seria o Cor-. 1 17 deiro de Deus oferecido em holocausto. " Procurais matar­ me, "disse ele, " porque a minha palavra não entra em vós. ,, (JóãÔ 8:37.) . . . Através disso tudo, podemos ver que Jesus não foi na­ quela época, nem está sendo agora, aceito ou rejeitado sim­ plesmente por motivos técnicos, é, em última análise mais uma questão de que nós realmentecremos. Agora, ao con­ tinuar com Jesus em seu último ministério na Judéia, você · lerá'a respeito daq&�eles doisfundamentos�geridospelo tí­ tulo desta liçãq.' Espe,.a-se que obtenha maior entendimen­ to desS(?Sprincípios pásicos necessários para ganhar a vida eterna: os dois grarzdes mandamentos. Antes de prosseguir, leia tpdas as escrituras do quadro. �omentários 3Jnterpretatíbos (16-1) Lucas 10:17. O Que Significava o Chal!lado dos Setenta. ' 'A ordem dos setenta é um chamado especial feito aos líde­ res para pregarem o evangelho em todo o mundo, sob a dire­ ção dos Doze Apóstolos. U m quórum de setenta é constituído de setenta membros, sete dos quais são escolhidos como presi­ dentes. A diferença entre os setenta e os élderes é que os pri­ meiros são 'ministros viajantes" e os últimos 'ministros per­ manentes' da Igreja." (Widtsoe, comp. Priesthood and Ch�rch Government, p. 1 1 5; Ver também D&C 107:25 .)
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    �eção 4 (16-2) Lucas10:21. Quem são as "Criancinhas" a Quem o Pai Concede Revelação? Em comparação com os homens eruditos da época, como os rabis e escribas, cujo entendimento servia apenas para endure­ cer seus corações contra a verdade, estes servos devotados eram como crianças em humildade, confiança e fé. Tais crian­ ças estavam e estão entre os nobres do reino." (Talmage, Je­ sus, o Cristo, p. 414.) (16-3) Lucas 10:27, 29, 36. De Que Maneira Muitos Líderes Judeus da Época de Jesus interpretavam o Termo "Pró·ximo"? Entre as leis sagradas deixadas por Moisés, encontrava-se o mandamento: "Amarás a teu próximo como a ti mesmo." (Levítico 19: 18.)· éculos depois, ao estabelecer para o povo in­ terpretações mesquinhas e não inspiradas desse mandamento, os judeus escreveram: "Não devemos planejar a morte dos gentios, mas, se sua vi­ da correr perigo, não temos obrigação de salvá-los. Se algum deles cair ao mar, não necessita retirá-lo, pois tal pessoa não é vosso próximo." (Dummelow, A Commentary on the Holy Bible, p. 751 .) (16-4) Lucas 10:38-42. A Devoção de Maria e Marta. 1'Cristo não repróvou o desejo de Marta de cuidar bem da casa, como não aprovou uma possível negligência por parte de Maria. Devemos supor que Maria fora uma boa ajudante an­ tes da chegada do Mestre; mas, agora que ele viera, preferia fi­ car com ele. Tivesse ela sido culpada de negligência no seu de­ ver, Jesus não teria elogiado seu procedimento. Ele não dese­ java apenas refeições bem servidas ou conforto material, mas sim a companhia das irmãs e, acima de tudo, uma atenção re­ ceptiva ao que tinha a dizer; pois que tinha mais para dar do que elas jamais poderiam proporcionar-lhe. Jesus amava as duas irmãs, assim como seu irmão. Ambas as mulheres eram devotadas a Jesus, e cada uma expressava-se a seu próprio mo­ do. Marta era prática, preocupada com a assistência material; e, por natureza, hospitaleira e abnegada. Maria, contemplati­ va e mais inclinada espiritualmente, demonstrava devotamento através de sua companhia e apreciação. (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 418-19.) (16-5) Lucas 11: 1-4 "Ensina-nos a Orar." "Indubitavelmente os apóstolos, sendo judeus fiéis, eram também homens dados à oração; conseqüentemente, ao verem 1 1 8 Jesus orar, sentiram-se tão humildes e impressionados, que pe­ diram, quando ele terminou: "Senhor, Ensina-nos a orar." Nessa oportunidade, ele lhes deu um padrão simples, o mes­ mo que estabelecera no Sermão da Montanha. Jesus ensinou­ lhes "como se dirigir apropriadamente em oração à Deidade, o louvor e adoração que lhe deviam dedicar e o tipo e espécie de petições que os homens deveriam dirigir ao Senhor. Sem dúvi­ da, é uma das mais concisas, expressivas e belas declarações encontradas nas escrituras. No entanto, ela não chega à altura das últimas orações que Jesus proferiu entre os judeus, da grande oração intercessória (João 17), nem se compara a al­ gumas orações que pronunciou entre os nefitas. (3 Néfi 19.)" (McConkie, DNTC, I :235.) Talvez mais proveitosos do que esse curto exemplo foram as diretrizes e conselhos apropriados que Jesus lhes deu nessa ocasião. (Ver Lucas 1 1 :5-13.) (16-6) Compare Lucas 11:4 com Mateus 6:12 Uma Frase que Falta no Registro de Lucas. Como pôde observar, faltam estas grandes e santificadoras palavras na oração do Senhor que se encontra registrada no Evangelho de Lucas: "Porque teu é o reino, e o poder, e a gló­ ria, para sempre. Amém." O Presidente J. Reuben Clark Jr. explica: "A oração que se encontra registrada em Lucas tem sido causa de muita controvérsia. "Os eruditos afirmam que as modificações foram feitas por Marcion, o herético, há mais de 1 .800 anos." (CR, abril de 1954, p. 42.) É interessante notar que a Versão Inspirada do Evangelho de Lucas inclui a expressão de reverência e humil­ dade que falta na Versão do Rei Tiago. (16-7) Lucas 1 1:5-13. A Parábola do Amigo Importuno. "A parábola é considerada por alguns como de difícil apli­ cação, uma vez que trata do egoísmo e do amor pelo conforto existentes na natureza humana, e aparentemente usa isto para simbolizar a demora deliberada de Deus. A explicação, entre­ tanto, é clara, quando o contexto é devidamente considerado. A lição do Senhor foi que, se o homem, apesar de todo o seu egoísmo e falta de inclinação para dar, concede aquilo que seu vizinho, com bom propósito, pede e insiste em pedir, apesar de objeções e recusas temporárias, com absoluta certeza Deus concederá o que é persistentemente pedido com fé e com boa intenção. Não existe qualquer paralelo entre a recusa egoísta
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    do homem ca espera prudente e benefica de Deus. E. preciso .:xistir uma consciencia da nccessidade real da ora~lio, e con- fian~a genuina em Deus, para que ela surta efeito. E. como mi- sericordia, o Pai certas vezes atrasa a dadiva, para que o pedi- do seja mais fervoroso. Mas, nas palavras de Jesus: "Se vos. sendo maus, sabeis dar boas dadivas aos vossos filhos, quan- to mais dara o Pai Celestial o E.~pirito Santo aqueles que !he pedirem' " (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 420-21.) (16-8) Lucas 11:24-26. "E o Ultimo Estado Oesse Homem ePior do Que o Primeiro." " lsto significa que o homem que deixou de fumar ou beber ou abandonou as impurezas sexuais sentira a vida vazia por ceno tempo? As coisas que o ocupavam e davam-lhe asas a imagina~lio e originavam-lhe os pensamentos ja se foram, e substitui~6es melhores ainda niio preencheram o vazio. Essa e a oportunidade de Satancis. 0 homem da os primeiros passos, mas pode sentir tlio forte a perda dos habitos de ontem, que se ve tmpelido a retornar aos caminhos pecaminosos, e quando isso acontece, sua situa~o se torna infinitamente pior. (Kim- ball, 0 Milagre do PerdOo, p. 165.) (16-9) Lucas II:32. Os Homens de Ninive Se Levantariio no Juizo Contra Esta Gera~iio e a Condenariio. "E sera como seas na~;oes dos ateus e gentios, que nao rece- beram a lei e a luz que Israel possuia, se levantassem para jul- gar a semcntc cscolhida, cujas oponunidades de proceder cor- retamente foram muito maiores. Os habitantes ateus de Ninive se arrependeram, quando urn homem lhes pregou, mas a ra~a do convenio, os escolhidos de toda a terra, recusaram-se a se arrepender, mesmo quando o proprio Filho de Deus veio a eles." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 278.) (16-10) Lucas II :47-49. Existem Atualmente Pessoas que Edificam Sepulcros aos Profetas? " ... Y6s tambem vos encontrais entre os que constroem se- pulcros para os profetas monos e tumbas para os que ha muito se foram e menosprezam os profetas vivds?" (Spencer W. Kimball, em CR. outubro de 1949, p. 123.) ''Ate mesmo na lgreja enconrramos muiras pessoas propen- sas a adornar os sepulcros dos proretas antigos e apedrejar mentalmente os profetas atuais." (Spencer W. Kimball, Ins- tructor, nr. 95. p. 257, agosto de 1960.) (16-11) Lucas 11:52. Jesus Censura Asperamente a Perda da Plenitude das Escrituras. 0 que Jesus quis dizer com a frase "a chave da ciencia"? 0 Profeta Joseph Smith nos deu este esclarecimento; ''Ai de v6s, doutores da lei! Pois tirastes a chave da ciencia, 119 a plenitude das escrituras; v6s mesmos nlio entrastes no reino; e impedistes os que enrravam." (Lucas II :53, Versao lnspira- da. ltalicos adicionados.) •·o demonio declarou guerra as escrituras. Ele as odeia, de- turpa o seu claro significado e as destr6i sempre que pode. Ele induz as pcssoas que cedem assuas tenta~oes a ignorar e omiti- las, a mudar e deturpa-la, a alterar e emenda-las... ''Desse modo, Jesus esta cobrindo de maldi~ao os que con- taminaram e destruiram escrituras que teriam orientado e es- clarecido os judeus." (McConkie, DNTC, Vol. I. pp. 624-25.) .tlontos a Jonbttar Fau lsso e Viverils. A miss4o de nosso Redentor nos permite alcanca_r o tipo de vida que ele eseu Pai possuem- a )•idaeterna. Embora prec1semosja1.er muitas coisas 110 sent/do de nos preparar- mos para essa vida, feliz.mente o Senhor nos deu a"formu- la universal" que resume todas as leis e requisitos necessa- rlos aexalta~ao. Examinemos agora alguns desses pontos rejeremes ao que devemos fazer para "viver". Em duos fases diferentes do ministerio de Jesus, Iemos a respeito dos dais grandes mandamentos. A primelra oca· si4o voce estudou na designa~Oo de leitura desta li(ao. (Lu- cas 10:25-38.) Nessa passagem, um doutor da leiperguntou o que devia fazer para ganhar a vida eterna, e Jesusfez o homem responder asua propria pergunta, dtando umadas escrituras antigas. (Compare Deuteronomio 6:5 e Levitico 19:18.) Foi nasegundo ocasiilo, entretanto, queJesus citou pessoa/mente esses dois mandamemos e /hes deu um fugal' preeminente entre todos os reqUlsllos do evangelho. Leia Mateus 22:35-39. Por que amar a Deus eo primeiro mandamento? (Ver D&C 64:34.) De que modo o segundo mandamemo emana nawral· mente do primeiro? Agora. pross1go e le1a Moteus 12:40. Os del mandamentos podem ser usados como umo ifus- tra~IJo simples arespello de como todososrequisitosneces- sarios asalvo~ao podem reswnir-se em nossa responsabili- dade de amoraDeuseao homem. (Lela Deuteronomio 5:6-- 21 e identifique os mandamentos que concemem asnOS$tlS responsabilidade$ para com Deus e os que se rejerem ao nosso relacionamento com o pr6ximo. De que modo o Sal- vador resume os dez mandamentos no primeiro e segundo grande mandamento?
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    (16-12) Colocar oPrimeiro Mandamento Acima de Tudo. Como pode ver, os dez mandamentos colocam a devor;ao ao Senhor no topo da lista. Encontramo-la em primeiro Iugar tambem em outras listas importantes. Por exemplo: "Cremos em Deus, 0 Pai Eterno, e em seu Fifho Jesus Cris- to, e no Espirito Santo." (Primeira Regra de Fe. ltalicos adi- cionados.) "Bem-aventurados sao OS pobres em esplrito que vema mim, porque deles eo reino dos ceus." (Primeira bem-aventuran9a re- gistrada no Livro de Mormon em J Nefi 12:3. ltalicos adicio- nados.) "Cremos que os primeiros prindpios e ordenan9as do evan- gelho sao: primeiro. fe no Senhor Jesus Cristo (primeiro prin- cipia do evangelho.) ..." (Quarta Rcgra de Fe. Juilicos adicio- nados.) Tendo isso em mente, voce comecara a notar, se ja o nilo fez, que a mensagem principal das escrituras ede que devemos amar a Deus de todo o nosso corar;ao. 0 Presidente Ezra Taft Benson, falando a respeito desta maior benr;ao e responsabili- dade, salientou: "0 mundo em geral ignora o primeiro e grande mandamen- to- amar a Deus- mas fala bastante a respeito de amar a seu proximo... ''... Porem, apenas os que conhecem e amam a Deus podem amar e servir melhor aos filhos do Pai Celestial, pois somente Deus os compreende plenamente e sabe o que emelhor para o seu bem-estar. Portanto, a pessoa precisa estar em sintonia com Deus, para que possa ajudar seus filhos ... ''Por conseguime. se desejam ajudar seus semelhantes da melhor maneira possivel, devem colocar o primeiro manda- mento acima de tudo. "Quando deixamos de amar a Deus sabre todas as coisas, somos facilmente enganados pelas animanhas dos homens que professam ter urn grande amor pela humanidade.. .''(CR. ou- tubro de 1967, p. 35.) 120 (16-13) Amar ao Proximo com o Puro Amor d~ Cristo. Ao nos empenharmos em cumprir o primelro grande man- damento, atraimos para nossa vida uma for~a poderosa e san- tificadora, a qual pode elevar~nos fazendo com que nos torne- mos cada vez mais como o proprio Salvador. Nisto encontra- mos a chave para o segundo grande mandamento: atraves da influencia santificadora do Espirito, teremos a possibilidade de amat a nosso proximo de maneira divina. Assim, ao participarmos desse processo de renovacao e aperfei~oamento, nosso afeto aumenta e epurificado, origi- nando e amadurecendo sentimentos de afinidade. 0 homem nao desenvolve esses atributos de benevolencia e caridade so- mente atraves de seus atributos mortais natos (sejam eles gran- des ou pequeoos.) Essus virtudes siio realfadas e inspiradus em sua alma por uma influencia divina. Epor isto que Paulo con- sidera amor, gozo, paz, longanimjdade, benignidade, bondade e fe como frutos do Espirito - resultado do poder santifica- dor do Espirito operando em nossa vida. (Ver Galatas 5:22.) Portanto, se o afeto que dedicamos ao Senhor egenulno e inabalavel, ele plama em nosso cora~ao uma for~;a que produz mais do que apenas urn sentimento de camaradagem para com os filhos de nosso Pai; nosso amor a eles torna-se cada vez mais semelhante ao dele, e assim. chegaremos a possuir o atri- buto da caridade- o puro amor de Cristo - "que (Deus) con~ cedeu a todos os que sao verdadeiros seguidores de seu Fi- lho, Jesus Cristo." (Moroni 7:48.) Voce acaba de estudar como um padrao de devotamento, espiritualidade e servir;o lhe possibilitani guardar verdadeira- mente esses dois grandes mandamentos. Os seus semelhantes poderao sentir, atraves de voce, a presenca eo amor do Salva- dor do mundo. Dessa maneira. voce sera urn instrumento em suas maos para edificar e suavizar a vida do seu proximo. "Fa- ze isso e viveras.1 ' (Lucas 10:28.)
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    I ANO 32A.D. a 33 A.D. Mateus Marcos Lucas Joll Judeia. 12:1-120 Hipocrisia e Coragem.G) GALILEIA C)t§ Parabola do Homem Rico ~ 12:13-30 ~ lnsensato. l) Ensinamentos Concernentes I aSegunda Vinda. 12:31-59 ... ~Mar da I Galileia Referencia aMortandade 13:1-9 dos Galileus. Festa da Dedica~a.o. 10:~ INICIA 0 MINISTERIO NA PEREIA. SAMARIA Pereia. NISAN Jesus Retira-se Para 10:~ Efraim• Alem do Jorda.o. • Per8ia Mulher Curada no Sabado. 13:10-17 Jerusaleme Jeric6 e 1eBetabara Parabola do Gra.o de 13:18-21 Betaniae Mostarda. Be18m• lnicia a Viagem Para 13:22-30 Deserto I •Macaeros Jerusalem. da Judeia , Jesus e Avisado a JUDEIA Respeito de Herodes 13:31-35 Antipas. ( I
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    17 � <ftualqutt que:fflttíto jfor Jlabo, ;ffluíto �t l.f)t l)ebírá TEMA: O verdadeiro discipulado requer que estejamos dispostos a sacrificar nossos desejos pessoais para sermos fiéis aos ensina­ mentos do Mestre. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. 123 �omcntáriog 3lntcrprttatíbog (17-1) Lucas 12:49-53. O Que Pretendia Jesus ao Declarar: "Vim Lançar Fogo na Terra"? "Quando os sinceros seguidores da verdade aceitam o evan: gelho, renunciam ao mundo e por ele são odiados. A espada da perseguição, da discórdia doméstica e da amargura familiar freqüentemente é desembainhada pelos parentes mais próxi­ mos. Milhares de conversos devotos nesta dispensação foram expulsos de seus lares, sendo-lhes negada sua herança de bens temporais, por aceitarem Joseph Smith e o evangelho puro e original restaurado por seu intermédio." (McConkie, DNTC, Vol 1, p. 335.) (17-2) Lucas 13:6,9. O Que Significa a Parábola da Figueira? . "Um certo homem (Deus) tinha uma figueira (os remanes­ centes judeus de Israel) plantada na sua vinha (o mundo); e ele veio (no meridiano dos tempos) e foi procurar nela fruto (fé, retidão, boas obras, dons do Espírito), não o achando. Então disse ele ao vinhateiro (o Filho de Deus): Eis que há três anos (o período do ministério de Jesus) venho procurar fruto nesta figueira, e não o acho; corta-a (destrua a nação judaica como reino organizado);,por que ocupa ainda a terra inutilmente? (por que deve ela impedir a conversão do mundo, ocupando o solo e desperdiçando prioritariamente o tempo de seus servos?) E, respondendo ele (o Filho de Deus), disse-lhe (a· Deus o senhor da vinha): Senhor, deixa-a este ano, até que eu
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    a escave eesterque {pregue o evangelho, levante a voz de ad- vertenda, mostre sinais e maravilhas, organ~e a lgreja e ofere- ~ todas as oportunidades de convers4o anacAo judaica.) E, se der fruto, a arvore ficara (a na~ao dos judeus sera preservada como tale seus membros obterll.o a salvacao), e, se nll.o, depois a mandaras cortar {destruiras os judeus como na~ao, faras de- les objeto de escarruo e opr6brio, e dispersa-los-as entre todas as na~Oes.)" {McConkie, DNTC, VoL 1 p. 477.) {17-3) Joao 10:22. Em que Consistla a Festa da Dedica~iio e Por que Era Realizada? Aproximadamente duzentos anos antes do ministerio publ1- co de Jesus, Antioco Epifllnio, rei seU!ucida que controlava a Palestina, tentou destruir o judaismo, compelindo seus segui- dores a aceitarem a cultura grega. Numa demonstrar;ll.o de ma- ximo desrespeito afe judaica, Antioco sacrificou urn porco ( o mais imundo dos animais, de acordo com os judeus) sobre urn pequeno altar grego construido dentro dos limites do templo especialmente para essa ocasillo. Depois disso, ele proibiu to- das as ordenanr;as religiosas prescritas pela lei de Moises e or- denou que fossem queimadas todas as c6pias da lei judaica. Fi- nalmente, ordenou que fossem construidos altare.~ ateus para toda a Palestina e que os judeus adorassem os deuses pagll.os ou seriam punidos com a morte. Essa supresslio dos ritos reli- giosos judeus originou a revolur;ll.o conhecida como ados ma- cabeus. Judas Macabeu e seus quatro irmll.os reuniram a seu lado inumeros judeus devotos que se recusavam a cumprir as exi- gencias de Atioco. Formaram urn exercito de guerrilheiros e desencadearam uma !uta sem treguas contra as tropas empre- gadas por Antfoco para colocar em vigor as suas pn'lticas reli- giosas. Eventualmente os macabeus assumiram o controle de Jerusalem. Judas come~ou entll.o a purificar o templo (que du- rante tres anos havia sido usado para oferecer holocaustos a Zeus) e restaurar a adorar;llo a Jeova. A Festa da Dedicar;iio, algumas vezes chomada de Festa das Luzes, ou Hanukkah, foi instituida para celebrararecuperar;iio e rededicor;iio do templo judaico. A festa ocorre no mes ·de Quisleu, correspondente a partes dos nossos meses de novembro e dezembro. e a celebra- yll.o dura oito dias. Emarcada por refeir;oes requintadas, servi. cos especiais na sinagoga e iluminar;ll.o extraordinaria em todos os lares. Dai o nome, ''Festa das Luzes." (Ver Harper's Bible Dictionary, pp. 133, 406-7.) (17-4) Joio 10:22-38. Qual o Significado do Aparedmento de Jesus na Festa da Dedica~iio? A festa da Dedicacll.o, que ocorria cerca de dois meses ap6s a Festa dos Tabemaculos, proporcionou a Jesus nova oportu- 124 nidade de declarar abertamente que era o Messias. Os judeus, arrogante e desafiadoramente, estavam ansiosos por ve-to de- clarar claramente ser o Cristo. Jesus atendeu asua solicita~Ao, dizendo: "Ja vo-lo tenho dito, e olio o credes." (Joao 10:15.) Disse-lhes que na.o aceitavam suas palavras, porque nllo eram as suas ovelhas. " As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheco-as. e elas me seguem." (Joa.o 10:27.) (Observe a se- melbanya deste testemunho com o que ele deu anteriormente na Festa dos Tabernaculos. Veja Joll.o 10: 14-16.) Jesus encer- rbu ai sua declarayclo de messianidade, referindo-se ao seu po- der de dar a vida eterna e anunciando o seu relacionamento com o Pai: "Eu eo Pai somos urn." (Joll.o 10:30.) Como acooteceu numa ocasillo semelhante (Joao 8:58,59.), a afirmativa clara de Jesus identificando-se com Deus incitou a ira dos judeus. e eles apanharam pedras para lancar sobre ele. Nesse instante, o Salvador simplesmente respondeu: " Tenho- vos mostrado muitas obras boas procedentes de meu Pai; por qual destas obras me apedrejais?" (Jollo 10:32.) Os judeus res- ponderam que nlio o apedrejavam por alguma obra boa, mas disseram: "Porque, sendo tu homem. te fazes Deus a ti mes- mo." (JoAo 10:33.) Eles entendiam claramente quem Jesus afirmava ser. (17-5) Joiio 10:39.40. Para onde Foi.Jesus Apos Seu Encontro com os Judeus na Festa da Dedica~io? Novamente os judeus procuraram prende-lo, mas foram frustrados em seu proposito, porqueo dia de sua morte e sacri- ficio expiat6rio ainda nll.o havia chegado. Jesus "retirou-se outra vez para alem do Jordllo, para o Iugar onde Joao tinha primeiramente batizado; e ali ficou." (Joao 10:40.) Essa area alem do Jordao era conhecida como Pereia, uma palavra que significa literalmente "a te.rra do outro lado." 0 Elder Talma- ge escreveu: "A duraclio desta estada na Pereia nll.o e registrada em qual- quer Iugar das escrituras. Nll.o pode ter sido de mais de algu- mas semanas, no maximo. Possivelmentealguns dos discursos, instrucoes e parabolas ja tratados, que colocamos ap6s a parti· dade nosso Senhor de Jerusalem depois da Festa dos Taberna- culos, no outono anterior, podem pertencer, cronologicamen- te, a este tntervalo. Oeste retiro de relativa calma, Jesus voltou a Judeia, atendendo a urn apelo ansioso de alguem a quem amava. Partiu de Betania, na Pereia, para a Betania da Judeia, onde moravam Marta e Maria." (Talmage, Jesus o Cristo. p. 473.)
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    l)onto~ a l)onbttar CARACTERiSTICASDOS VERDADEIROS DISCiPULOS Os verdadeiros disdpulos de Jesus Cristo prometerom sob convlnio viver os padraes que ele revelou, porem en- frentaram muitos obstaculos do mundo temporal. Ao aa- minar algumQ.S barrelras que se opijem anossa vida espiri- tual, vod compreendera mais profundamente o que Jesus sentia a esse respeito: Evitar a Hipocrisia Jesus advertiu seus discipu/os para que se acautelassem do levedo dos fariseus. Que pretendia dizer? Quando ele usou estas pa/avras, os discipulos interpretaram-nas como mero referencia ao piJo, uma possivel censura, pois haviam deixlldo de trazer qualquer alimento para o almoro. De acordo com o Evange/ho de Lucas, o que Jesus tinha em mente? (Ver Lucas 12:1.) A hipocrisia ede/inida como fingir acreditar ou Jazer uma coisa quando de Jato se pratica a/go muito diferente. Comparea declarardo de Paulo concernente ao levedo, que se encontra em 1 Corlntios 5:7,8 com as escrituras acima mencionad(lS. Porque Paulo incitou ossantosde Corinto a sepurijicarem do "fermento velho"? 0 que tinha em men- te? Comoevitar o "levedo dosfariseus" emsuapropriaepo- ca? Aoformular sua resposta, examine esta declartlfiJO do Elder James E. Talmage: "Esles exemplos e outros (I Corlntios 5:7,8) ilustram o cont6gio do mal. No coso da mulherque usa o fermento no procn.so comum de /azer pdo, o efeito aklstrador, pene- trante e vital da verdilde esimbolir.lldo pelo Jermento. A mesmo coua,-em diferentes aspectos, pode, adequadamen.. te, ser usada para representor o bem em um CllSO, e o mal em outro, " (Jesus o Cristo p. 193.) Maii·Fi em De111 do Qae ao a- Devemostemermais ao Senhor, que tempoderp4ra des- tl'llir11tlllna eo corpo no itifemo, do queaos quepodem ti- tar 11 nMSO vida. (Ver U.C. JJ:4,j. Ver tambem McCan· ~~ DNTC, Vol. 1, p. 334.) AlgUILS reJnsentantes ckJ Se- .nhOI'perarDo Qvidaao servl-/o; todlzviQ, fXIIYl qwtemeros ~~~? . 125 Leia e sublinhe D&:C98:13,14. 0 verdadeiro discipulo temJe no Senhor e em sua zelosa prot~IJo, pois sabe que nem mesmo umflo de seus cabelos cai ao chiJo sem ser contado. jJier Lucas 11:7,) 0 homem possui poderes limitados e finitos; os poderes de Deus siJo ilimitados e eternos.. Eatesourar Tesouros •• Terra Entre as diversas pessoas que seguiram Jesus, havUI um indivlduo que insistiu em que o Salvadorservisse de media- darentre ele eseu irmllo, para resolverum assunto de natu- reza estritamente temporal, o que Jesus recusou. Como aconteceu no coso do mulher apanhada em adulterio, ele se recust~va a inlervir em casos que se referiam aadministra- rdo legal. Em vez disso, ele preveniu o discipulo, se eque ele era um deles, dizendo-lhe: "Acautelai-vose guardai-vos da avareza." (Lucas 12:15.) Disse ainda que a vida do ho- mem consiste em mais do que a quantidade de bens mate- rials que possui. Para ilustrarseu ponto de vista, Jesus contou uma his/0- ria a respeito de "um certo homem rico", cujas terras pro- duziram colheitas tao abundantes que ndo tinha mais Iugar onde estoca-las. 0 homem decidiu derrubar seus celeiros. velhos e conslruir outros maiores. Sua riqueza aumentou tanto quepensou consigo mesmo: "Alma, tensem dep6sito muitos bens para muitos anos; descanso. come, bebe e /ol- ga., (Lucas 12:19.) Mas, havia-se esquecido de uma coisa muito importante: quesua vida era de natureza transitoria. Ele mornu naque/Q mesma noite. Entilo, o que aconteceu as suas propriedlllles? 0 Elder Talmage explicou: · "Cls pianos que f,zera para cuidar apropriadamente de seusfrutos e mercadorias nilo eram mausem si, embora ele pudesse ter concebido meios melhoresde distr:ibuir o t¥ces- so, como, por exemplo, em beneficia dos necessitados. Seu pecudo foi duplo: primeiro, considerou o grande esiolflte como meio poN asseguNrsua tranqUilidade pessoal e pra- uresRIUUIIis; segundo, emsua prosperidade moteria/1 iJIJO reconh«eu a m4o tk ~. e ate contou os anos como se /he penencessem. No momenta de jubilo egolsla, foi go/· p«~do. Sea vOZ de Deus chegou ate ele em forma de.pres- sentimelllo lllarm•nte de QWsua morte estavll prOXillf(l, ou , lltrovh de um anjo, ou de qualquer outr(l forma, lflJo sc- ; mo.s injorm«Jos. Ma 11 voz ditou sua senten~a: ..LouctJ, .sta nolle teJHdirllo 11 11111lllma."EleusaFtl o tempo queUse /fNYl dildo, auim C'Omo IIU&f /~tlf jlslcA! e ment1118. J1tUG
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    ~mHr, ceifar earmaz;enar - tudo para si mesmo. E isso pora qui? A quem pertenceriil arique~a. que ofu:era com- prometera propria alma para Qjuntar? N4o fosse um tolo, terlo compreendido. como oje~ So/om4o, a futilidade de IIC.'Umular riqueuJS para queoutro - e este talvez de ct~rdter duvidoso - as possuo. •• (TQ/mage, Jesus, o Cristo. pp. 414-25.) Eposslvtl um homem serrico e flO mesmo tempo m11nter elevados padr6n de espiritualldade e altrulsmo? Como? Prepa~o hra • Sepnda 'lnd• do Sellbor eN acordo como Elder Bruce R. McConkie, a parabola que se enconlruem Lucas 12:36-39, refere-se aos QP6stolos de JmJS, as sentinelas especiais CC?Iocadas para estarem atentas d volta do Salvador e guiar os santos.· ..Uma pequena parabola peculiar ao E110ngelho de Lu- cas, prevntindo os ap6stolos queestejam preparadosporaa Segundo Vinda de Cristo, que est6 ds portos. asapd.Jtolos s4o comparados a escravos colocados de sentine/a para vi- glora CQSQ (a /greja) enquaniOseusenhor(Cristo) Vai fljn- ta nupcia/ (asc:ens4o aos ceus.) Sefls /ombos est4o Ciflg/dos, porque tlm servirosdomesticos ajaz,er (prrgar oevangelho edirigir a lgreja), e tim acesas aset:mckias,·porquesua tlln- joe ilumintu um mundo escuro e pecodor,f~do bri/luu o Sftl u;emplo. A volta de Cristo dafesta nupci41eo Serun· do Advento, ou podesignlftcaro dia em quejulgar6a alma de CDda indivlduo por ocasitlo de sua morte. As 'bodas' aqui nDo signiflcam o go~o final dos benditos, como aeon- Ieee na par6bola das Du. Virgens, mas sim a condi,rtlo ell Cmto, assentado adireita de Deus, entre a Ascensilo e o Segundo Advtnto." (Dummelow, The One Volume Bible Commentary, /. p. 676.) Como um discipulo de Cristo que se esta preporando pa. rt1 Q 5411nda Viftda, qtlll/t 0 SI!U relacionammtocom OS.,._ IIOS designados pelo Senhor?eN que m011eiroa ateltfllo qw d6 " seus conselltos 0 Qjuda a se preporar? Os homens correspondem de diversas maneiras d(feren- ltts (IO que acreditam ser o discipulado. Alguns"renundam IIOS bens mundanos e passam.sua vida vlvtndo e trtJballlan· do entre os necessit[ldos. Outros sacriflcam CQSQmento, f• mUlo e amigos poril se dedicarem 11 uma vida ck eshU/o, contemplllflo e or~4o. Outr'O$ 11inda procuram vi.,. "norma/mente" enquanto dedictlm al1um tnnpo, ~ quepossivel, paraservir aopr6ximo. Dearordo com or,.,. sln~~mentos dos profetas, escriturti.S e reve~~ modertUI.S, como voce veas responsabilidodes do discipullldo? Epos.st. 126 vel pnm~~necermos no cuno normal do vida, ou devemo- nos retinu? Um11 pessoa pode bliSCtlr retamente as riquew e aintkl a.ulm w WlliOSII aos:olhosdo Serthor? 0 indivlduo MVI! 1!6t11r dilposlo t1 dtN tlldo o que possui para ser conto- do l!ftlre osNi.s qw estlo prqt~rrx/os para a Segunc/Q Vin- tkl? MHite sobre estas quesliJes e ckpois prossiga seu estu- do 1t11 fll(»dtM ~. (17-6) Precisa o Verdadeiro Discipulo Escolher Entre o Reino de Deus e o Mundo? 0 eleme~to da escolha pessoal acompanha as nossas prova- r;Oes mortais como uma linha continua. Embora ninguem nos possa compelir a querer urn caminho a outro, ainda assim nlto podemos eximir-nos de tomar uma decisao. Os verdadeiros discipulos de Jesus Cristo colocam o reino de Deus acima de tudo. Como declarou urn erninente lider da lgreja: "0 reino de Deus ou nada!" (John Taylor em JD, Vol 6, p. 19.) Ha diversas razoes que fundamentam esse conceito. A pri- meira e sugerida por estas passagens escrituristicas: Lucas 12:48; D&C 82:3. Quando colocamos outras coisas acima do reino de Deus, corremos o risco de perder o que recebemos. Esta, portanto, se torna a base para nosso julgamento eterno. Eis o principio e como ele opera: Mateus 25:29; 2 Nefi 28:30. Por lim, quando buscamo~ primeiramente as coisas do mundo, como fez o homem rico insensato, rejeitamos algo de suma importlinci? em troca do que e menos importante. Pode- mos morrer possuindo grandes riquezas temporais, porem continuaremos pobres avista de Deus. 0 Elder Neal A. Maxwell, do Primeiro Quorum dos Seten- ta, escreveu a respeilo da necessidade de escolher: "Existe urn sentido especial de urgencia insinuando-se no coracAo de muitos membros da lgreja em.toda parte, que diz de modo sereno, pprem insistente - esta e a bora em que de- vemos escolher! Nlto e apenas porque Deus exigira, para o nosso pr6prio bern, que escolhamos urn caminho; mas sim porque as pessoas que dependem de n6s ou nos usam como ponto de referenda precisam e merecem saber que caminho estamos seguindo. Nlto convem uma pessoa assumir a posir;ao de salva-vidas, se nlto sabe nadar. Nlto e conveniente ser um guia que abandona seu posto e perambula com a multidlto a procura de outro caminho, 'pois nao hil outro caminho', espe- cialmente numa epoca em que se tornam cada vez mais agudas as divergencias entre o caminho do mundo eo caminho estrei- toe apertado. 0 discipulo nlto apenas tern que permanecer fir-
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    me em 'lugaressantos', mas tambern em decisoes santas e ''n~o ser abalado". "Em resumo, os eventos de nossaepoca e a decadencia espi- ritual do mundo produziram para n6s uma situac!o equivalen- te aque enfrentaram muitos discipulos que seguiam Jesus. Seguiram-no ate que ele comecou a pregar ensinamentos difi- ceis de aceitar - as doutrinas que realmente exigem nao ape. nas a mera crenca. mas tambem o dcsempenho; doutrinas que os distinguiriam de sua sociedade contemporanea. 0 Senhor quer que mantenhamos uma certa distancia- no procedimen- 127 QCapitulo 17 to - entre nos e o muodo, n!o porque amemos menos a hu- manidade, mas precisamente porque amamos realmente aos homens. E pelo bern do mundo que nos devemos santificar. Quando os seguidores de Jesus enfrentaram a sua hora da ver- dade, JoAo disse: "Desde ai muitos dos seus discipulos tornaram para tras, e ja n~o andavam com ele. Enti'lo disse Jesus aos doze: 'Quereis vos tambem retirar-vos?' (Joao 6!66-67.)"(A Time to Choose, pp. 39-40.)
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    SAMARIA NISAN • Per,la Jeric6 Jeruaal6m •BetAnia • •• Betabara •Bel6m Deaerto da Jud6ia CONTINUA 0 MINISTERIO DA P.EREIA Pereia A Mensagem Avisando Que Lazaro Esta Enfermo. Refei~llo com o Principal dos Fariseus; Cura de urn Hidr6pico. Discurso a Respeito do Sacrificio. Uma Serie de Parabolas Discurso Sobre a Avareza. A Parabola do Homem Rico e Lazaro. Esdindalos, Dever e Verdade. Bet:inia, Judeia. Lazaro e Levantado dos Mortos. Jerusalem, Judeia. Conspira~ilo Contra Jesus. Retira-se para Efraim. 14:1-24 14:25-35 15:1-32 16:1-13 16: 14-18 16:19-31 17:1-10 II: 1-16 I 1:17-46 11:47-53 I 1:54
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    18 "mtgrai-bo~ comigo, porquej& ad)ti a bracma pttbiba'' TEMA Os discipulos de Jesus devem .sentir amor e interesse cons- tante pelo seu proximo. INTRODUCAO Con.forme demonstraram as li¢u anteriores, e preciso pagar um p~o elevado para ser um verdadeiro disclpulo de Jesus Cristo. A qualquerque muilo edado, muitose /he pedird, e somente O$ que est6o dispostos a sacrijicar seus desejos pes.soais para serem fieis aos ensinamentos do Sal- vador serD.o merecedores da sua bln~Do: "Bem esta, servo bom efiel." Vimos tambem que os verdadeiros disclpulos de Cristo tim o solene encargo de efetuar uma escolha consciente e de/iberada a favor do reino tk Deus e contra as tenta~lJes proibidos tkste mundo decaido. Uma pessoa n6o pode ser membro do reino de Deus e do reino de Satantis ao mesmo tempo. Fazer isto significa participar daquek levedo - a hipocrisia- que Jesus vigorosamente condenou. De um modo gera/, i diflci/ qjuntar simultaneamente enormes te- souros tanto na terra como no ceu, porque muitas vezesr a obten~D.o de riqun.os terrenos desvia o indMduo dos inte- resses espirituais. Entretanto, algunos pessoos o fzzeram com bostante aito, porque 0 Senhor as aben~oou por se- rem fieis primeiramente aos seus mandamentos. Abra4o pa~W:e enquadrar-se nesse exemp/o. A menos que aprentla- mos a procurar o reino de Deus. que nD.o e deste muntlo, fracassaremos em nosso preparo para o dio em que Senhor Jesus vier novamente. 129 Os homens podem morrer de duas maneiras: espiritua/ e JISicamente. A morte temporal equando 0 esplrito deixa 0 corpo. A morte esplritual ocorre quando os homens separam-se de Deus atraves do pecado ou negligincia. Referindo-se amorte espiritual, Jesus usou as figuras de uma ovelha e uma Moeda ptrdida, e de um jilho prodigo para ilustrar a sua mensagem. Voce vera em cada exemplo como as coisas que estavam perdidas foram achadas, por- que alguem se importou. Com referenda·amorte flsica, Joiio chama nossa aten- ~iio para a morte de Lazaro. Porque Jesus permitiu que ele morresse, e permanecesse nesse estado durante quatro dias, para depois restaurti-lo a vida? Qual 0 significado desse evento? Voce encontrar6 a resposta a esta e outras pergun- tas correlatas na designa~ilo de leilura desta li~4o. Leio cui- dadosamente as passagens escriturlsticas, e ao fazi-lo, me- due durante a/gum tempo e sub/inhe em suos obras-podrilo os princlpios e ideias que tlm maior signifiClldo pessoal/}(I- ra vocl. Antes de prosseguir leia todas as escrituras do quadro. ~omtntanos 3Jnterpretatibos (18-1) Lucas 14:12-24. 0 Que Signirica a Par3bola da Grande Ceia? "A explicar;ao da parabola foi deixada aos eruditos a quem a hist6ria foi dirigida. Certamente, alguns deles iriam perceber
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    seu significado, pelomenos em parte. Os hospedes. especial- mente convidados, eram o povo do convenio, lsrael. Haviam sido convidados com antecedencia suficieme, e por sua pro- pria profissao de fe; de que penenciam ao Senhor1 haviam concordado em participar da festa. Quando tudo estava pron- to, no dia desigoado, foram indlvidualmente convocados pelo Mensageiro enviado pelo PaL Ele estava, naquele momenta, no meio deles. Mas o z~lo pelas riquezas, a seducao das coisas materiais, e os prazeres da vida social e domestica havlam-nos absorvtdo; e pediam para ser dispensados, ou irreverentemen- te declaravam que ni'io compareceriam, que nao podiam ir. E enli1o, o a/egre convite deveria ser levado aos gentios. qJJe eram considerados espiritua/menre pobres. a/eijados, co·xos e cegos. E mais tarde, ate os pagaos alem das fronteiras, estra- nhos aos portoes da cidade santa, seriam convidados para a ceia. Estes, surpresos diante da convocat;ilo inesperada, hesita- riam, ate que, atraves de uma insistencia bondosa, e de uma demonstracao eficiente de que estavam realmente incluidos en- tre os convidados, sentir-se-iam constrangidos ou compelidos a comparecer. A possibilidade de alguns convidados de.scorte- ses chegarem atrasados, ap6s terem atendido a afazeres mais absorventes, eindicada nas palavras finais do Senhor; "Por- que eu vos digo que nenhum daqueles varoes que foram convi- dados provara a minha ceia." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 437. ltalicos adicionados.) (18-2) Lucas 14~28-30. "Pois Qual de V6s, Querendo Ediflcar Uma Torre, Nio se Assenta Primeiro a Fazer a Conla dos Gastos?" " ...Os conversos devem fazer a conta dos gastos antes de se filiarem aJgreja; ...devem enuar para o reino somente se esti- verem dispostos a fazer os sacrificios que serclo requeridos;... devem fazer tudo pela causa do evangelho ou ficar inteiramen- te de fora; ... nao devem seguir ao Senhor, a menos que este- jam 'aptos a continuar' em sua palavra, a 'fazer as coisas' que ele ensina e requer. "Os santos mornos sao condenados: a menos que se arre- pendam ese tornem zelosos, nSenhor prometeu vomita-los de sua boca. (Apocalipse 3:14-19.) Somente os santos valentes ga- nharilo a salva~llo celestial; pois 'os que nAo sao valentes no testemunho de Jesus' 1 nao podem herdar urn reino mais eleva- do que o terrestrial. (D&C 76:79.)'' (McConkie, DNTC, Vol. I, p.504.) (18·3) Lucas 15:11-32. Alguns Comentarios Sobre a Paribota do Filho Prodigo. "Urn fato bastante significativo eo Senhor ter esclarecido na parabola que o jovem muito perdeu por ter sido desobe- diente, mas ate certo ponto, pelo menos, ele pagou por seus 130 atos como sofrimento e degrada~llo por que teve de passar. A justi~a requer que assim seja. Porem, quando a penalidade foi cumprida, o cora~ao do pai amoroso alegrou-se com o arre- pendimento e volta de seu filho. Que grande estimulo para o arrependimentol 0 quanto home conhecer a misericordia do Pail Melhor seril,l nao haver transgredido, mas quao maravi- lhoso eser recebido de volta! "(Stephen L. Richards, em CR. abril de 1956, p. 93.) (18-4) Lucas 15:11-32. Quais Siio Algumas Conscquencias do Pecado? "Sempre achei que, ao se referir ao pai nesta parabola, o Salvador pretendia representar nosso Pai Eterno. Ele conhecia quao inflexivel era a lei judaica. Sabia tambem que a renuncia ao proprio patrimonio era uma ofensa terrlvel - uma afronta imperdoavel, creio eu, segundo as leis familiares judaicas. As- sim, ele fez este filho desobediente voltar ao pai, nao para ser rejeitado, mas para ser acolhido e amado. Niio fez com que fossem restaurados ao filho mais tnOfO todos osprivitegios que havia perdido. 0 filho mais velho e obediente reclamou a res- peito da festa para comemorar a volta de seu irmao mais jo- vem, mas o {Jai consolou-o com esta dedara~ao: 'Filho, tu sempre estas comigo, e todas as minhas coisas sao tuas.' De- pois, repetiu ao filho mais velho as mesmas palavras que disse- ra ao mais moco: 'Mas era justo alegrarmo-nos e folgarmos, porque este teu irmao estava morto, e reviveu: e tinha-se perdi- do, e achou-se.' (Lucas 15:31-32.) "Toda opcao que uma pessoa faz, expande ou contrai a area em que ela pode fazer ou implementar decisoes futuras. Quan- do uma pessoa faz uma escolha, fica sujeita irrevogavelmente a aceitar suas conseqUencias. "Na Parabola do Filho Pr6digo, Jesus ilustra classicamente esta verdade. Voce deve lembrar-se de que nela urn jovem, exercendo seu· direito inerente de escolher, decide-se a tomar sua parte da heran~a do pai e sair para percorrer o mundo. Isto ele faz, enquanto a natureza segue seu curso normal. Quando se exauriram os recursos do pr6digo, eis que ele faz outra esco- lha que o leva de volta ao Jar, onde erecebido com 'o anel, o vestido e o bezerro cevado.' Seu ditoso pai vem-lhe dar as boas-vindas. Porem a conseqUencia de sua decisilo anterior 'o acompanhou, pois ja havia desperdi~ado a sua fazenda. 0 proprio ·•pai" nllo pode desfazer os efeitos de sua escolha an- terior.' (Collins, Such is Life, pp. 85-88.)" (Marion G. Rom- ney, em CR, outubro de 1968, p. 65.) (18-5) Lucas 16:8. "Os filhos Oeste Mundo Sio Mais Prudentes na Sua Gera~iio do Que os Filhos da Luz". Aprimeira vista, a parabola do Mordomo [ntlel poderia pa- recer urn endosso ao nao cumprimento do dever. Urn estudo
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    cuidadoso, porem, mostraraque esse exemplo foi dado para ensinar o cuidado com o qual os santos de Deus devem desincumbir-se da tarefa de se prepararem para o seu futuro eterno. Sabendo que lhe restava pouco tempo no oficio para o qual fora designado, o modormo sabiamente tentou assegurar seu futuro, procurando fazer alguns amigos. "Nllo foi a desonestidade do administrador que a licllo exal- tou; entretanto, sua prudencia e previsao foram elogiadas, pois, embora aplicando mal o dinheiro do patrao, aliviou os devedores. B, fazendo-o, nao ultrapassou seus poderes legais, pois ainda era o administrador, embora fosse moralmente cul- pado de malfeitoria. A licao pode ser resumida desta forma: Fazei uso de vossa riqueza, para garantir amigos no futuro. Se- de diligentes, pois o dia em que podeis fazer uso de vossas ri- quezas terrenas logo passara. Aprendei ate mesmo com os de- sonestos e com os inlquos. Se eles sao tllo prudentes, que s6 ar- mazenam provisoes para o (Jnico futuro de que cogitam, quan- ta mals v6s, que acreditais em urn futuro eterno, deveis a rma- zenar provisoes para esse futuro." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 448.) (18-6) Lucas 16:19-31. 0 Que Podemos Aprender A Respelto do Espirilo, na ParAbola do Rico e LAzaro? Na famosa parabola do Rico e Lazaro, encontramos expos- las duas condicoes diferentes relativas ao mundo p6s-mortal: "0 seio d'AbraAo" eo "Hades". "0 primeiro edescrito co- mo urn Iugar de repouso, eo ultimo urn local de tormento. En- tre ambos, "esta posto urn grande abismo," que impede que haja qualquer interdlmbio social entre dois Jugares. Essa era a condicllo existente antes de Cristo visitar o mundo espiritual no perlodo entre sua morte e a ressurrei~ao: 0 que eo seio de AbraAo'? Leia Alma 40:11.12. 0 que eo Hades? Leia Alma 40:13,14 e 2 Nefi 9:12. A visita do Salvador clo mundo espiritual criou uma ponte sobre o abismo entre o paraiso (seio de AbraAo) e o inferno 131 (Hades) tornando passive! aos espiritos em prisllo receberem a mensagem do Evangelho atraves de ministros autorizados. "Nao havia qualquer associac;ao entre os espiritos do parai- so e os do inferno, ate a ocasiao em que Cristo criou uma pas- sagem entre essas duas moradas espirituais. (Alma 40:11-14.) 0 Salvador fez isto, enquanto seu corpo jazia na tumba de Jo- se de Arimateia e seu espirito continuava a ministrar aos ho- mens em sua prisAo espiritual. (1 Pedro 3: 18-21; 4:6; Joseph F. Smith, Doutrina do Evangelho, pp. 432-436.) 'Ate aquela epoca' os prisioneiros permaneceram cativos e o evangelho nllo lhes foi pregado. (Moises 7:37-39.) A esperanc;a de salva- c;ao para os mortos era ainda futura." (McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 521.) A visita do Salvador aos espiritos em prisao foi o cumpri- mento de suas proprias palavras. (Ver Lucas 4: 18.) "Desde que nosso Senhor proclamou 'liberdadeaos cativos, e a abertura da prisllo aos presos' (Isaias 61 :I), o evangelho es- tfl sendo pregado em todas as partes do mundo espiritual, o ar- rependimento eobtido pelas pessoas que 0 procuram, as orde- nan~as vicarias sao administradas nos templos terrenos, e ha esperanc;a de salvac;ao para os espiritos dos homens que teriarn recebido o evangelbo de todo o seu coracllo nesta vida, se ti- vessem a oportunidade de conhece-lo. (Ensinamentos, p. l04.) Nessa ocasiilo Joseph Smith explicou que 'Hades, sheol, parai- so, espiritos em prisllo, todos esses termos significarn a mesma coisa: o mundo dos espiritos.' (Ensinamentos, p.302.)" (McConkie, DNTC, vol.l, pp. 521-22.) (18-7) Lucas 16:31. "Se Nio Ouvem a MoWs e aos Profetas, Tampouco Acreditatio, Alnda Que AJgum dos Mortos Ressuscite.'' "Duas grandes e eternas verdades nos sao ensinadas nesta pas- sagem: "(!) A Deidade escolhe e envla seus pr6prios emissarios e testemunhas aos homens mortais, para chama-los ao arrepen- dimento e pregar o evangelho da salvaollo: os homens serilo condenados, se nao atenderem asua mensagem; e
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    "(2) Os homensque se recusam a ouvir os oraculos vivos que lhes foram enviados em sua propria epoca, e a crer nos en- sinamentos registrados pelos profeta~ antigos, nAo se converte- riam nem por uma demonstra~Ao de milagres que ate mesmo incluisse a ressurrei~Ao dos mortos. ''LAzaro levantou-se dos mortos por ordem de Jesus c reuniu-se novamente aos homens como um ser mortaL Porem, ao inves de se converterem, muitos judeus rebeldes tenraram mata-lo, para impedir que as pessoas receptivas acreditassem em Jesus e em seu poderdivino. (Joao I l:J-52; 12:10-11.) Nos- so Senhor levantou a si mesmo dos mortos para uma imortali- dade gloriosa, apareceu a muitos e enviou testemunhas a todo o mundo para testificarem de sua ressurrei~ao, e ainda assim. os homens nao acreditaram." (McConkle, DNTC. Vol. I, p. 522.) (18-8) Joiio 11:1-40. QuaJ to Significado da Morte e Restaura!iBO de Lazaro? Quando Jesus soube que Lazaro estava enfermo, nAo partiu imediatamente para Betftnia, como esperavam Maria e Mana e "ficou ainda dois dias no Iugar onde estava." (Joao 11:6.) Je- sus tinha urn prop6sito em mente ao deixar Lazaro morrer. Leia Jollo 11:4, II, 15. Quando Jesus e seus ap6stolos chegaram, o corpo de.Lazaro jazia na tumba ha quatro dias. Os judeus acreditavam que o espirito da pessoa falecida permanecia perto do corpo durante tres dias, esperando poder entrar nele novamente. Depois que o processo de decomposi~do se inidava, o espirito pania para sempre. (Ver McConkie, ONTC, Vol. I, p. 533.) E provavel que Jesus tinha essa cren~a em mente ao esperar quatro dias para restaurar Lazaro ll vida. De acordo com os registros escri- turisticos, ele anteriormente ja levantara duas pessoas faleci- das; em ambos os ca~os, esse fato ocorreu logo depois que o corpo e o esplrito se haviam separado. Nessas ocasioes, Jesus procurou evitar qualquer publicidade a respeito do que fizera. (Ver Lucas 7:11-17; 8:41,42, 49-56.) "Mas, no caso de 'nosso amigo Lazaro'. foi diferente, Je· sus, tendo conhecimento da enfermidade de LAzaro, nada fez para impedir sua morte; permitiu que seu corpo fosse prepara- do para o funeral; esperou ate que este terminasse e o corpo estivesse sepultado; deixou que se passassem quatro dias para que o processo de decomposi~llo se encontrasse bern adianta- do; provou ao milximo a fe possuida por Maria e Marta; che- gou a tumba cavada na rocha viva em circunstiincias que atrai- ram muitas pessoas ceticas e incredulas; procedeu em tudo co- mo se estivesse procurando fazer publicidade; e entao, usando 132 a prerrogativa divina de dar vida ou morte de acordo com a sua vontade, ordenou: 'Lazaro, sai para fora.' "Por que essa encena~o premeditada, esse chamar a aten- ~llo de todos para urn dos maiores milagres de seu ministerio? Ouas ra.zOes principals se destacam.(l) Quando o Senhor che- gava ao climax de seu ministerio mortal, estava testificando novamente, de um modo irrefutllvel, ser o Messias e Filho de Deus e que era de fato, o filho literal de Deus; e (2) estava pre- parando o palco, onde interpretaria para sempre, urn de seus maiores ensinamentos: Que ele era a ressurreir;!lo e a vida, que a imortalidade e a vida eterna vinham atraves dele, e que pes- soas que nele cressem e obedecessem as suas palavras, jamais morreriam espiritualmente." (McConkie, DNTC, Vol. l, pp. 530-31.) Desse modo, nosso Salvador deixou os incredulos judeus sem escusas por te-lo rejeitado como o Filho de Deus. Ele ha- via demonstrado clara e efetivamente sua divindade de urn mo- do incomestavel. "Nao podia ser suscitada quaJquer duvida quanto amorte real de Lazaro, pois eta fora testemunhada, seu corpo prepara- do e enterrado da forma costumeira, e ele jazera no tilmulo durante quatro dias. Junto atumba. quando foi chamado de volta, havia muitas testemunhas, algumas delas judeus proe- minentes, muitos dos quais alimentavam sentirnentos inamis- tosos por Jesus, e que teriam prontamente negado o milagre, caso pudessem faze-to. Deus foi glorificado, e a divindade do Filho do Homem confirmada." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 4}9.) J)ontos a -'onbtrat JESUS ENSINOU ATRAVES DE TRES PARABOLAS A IMPORTANCIA DE SEUS DISCtPULOS SE JNTERESSAREM PELA SALVAc;AO DO PROXIMO. (lS-9) A Parabola dll Ovelha Perdida: Ela Perdeu-se lnvoluntariamente. As ovelhas seguem para onde ha pastagem. Parece claro que a ovelha da parabola nQo se perdeu devido adesobediencia voluntaria ou por negligencia do pastor; eta simplesmente se desgarrou ao buscar pastagens mais verdes, e se perdeu. " Pergunto-vos: Nesta noite, como aquela ovelha se perdeu? Ela nllo era rebelde. Caso seguirdes a comparacllo, vereis que ela estava procurando sua subsistencia de um modo perfeitamente normal, mas talvez estupida ou inconscientemente seguiu a seducAo oferecida pelo campo e a
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    perspectiva de umapastagem melhor ate desgarrar-se do rebanho e perder-se. "Assim, temos tambem na lgreja rapazes e mo~as que se afastam do rebanho de maneira perfeitameme legitima. Procuram realizar-se comercial e prolissionalmente e, nao tarda muito, tornam-se indiferentes algreja e se desgarram do rebanho. Talvez esu'!pida e inconscientememe, ou em alguns casos por sua livre vontade, perderam a no~ao do que e realmente sucesso. Estao cegos para o que. constitui o verdadeiro sucesso." (David 0 . McKay, em CR, abril de 1945, p. 120.) (18-10) A Moeds Perdids: Perdeu-se em Conseqiiencis do Descuido e Negligencis de Outra Pessos. "Neste exemplo, o objeto perdido nao era algo dotado de responsabilidade. A pessoa a quem fora confiada aquela moe- da a extraviara ou perdera. Existe uma grande diferen~a, e acredito que ela se aplica a uma ter~a parte de nos reunidos aqui nesta noite. Temos o dever de cuidar nao somente de moedas, mas de almas viventes de criancas, jovens e adultos. Elas estao sob os nossos cuidados... Uma delas pode ter-se ex- traviado por causa das observacoes indiscretas de uma de suas colegas na Mutual (e tenho urn caso especilico em mente). a presidente da organizacao deixou-a partir e nao foi visita-la na semana seguinte para pedir que venha as reunioes. Oulra pode ter-se perdido em conseqUencia da inatividade e indiferenca do professor da Escola Dominica!, que se satisfez com as quinze pessoas presentes na sua classe naquela manha, ao inves de pensar nas outras quinze que estao perdidas por causa da sua negligt!ncia." (David 0 McKay, em CR. abril de 1945, pp. 121- 22.) (18-11) 0 'FUho Perdido: Perdeu-se Devido aSus Desobediencis Voluntaris e Por Interesse Proprio. "A terceira parabola ea do lilho pr6digo, o 'mais mo~o.' dizem as escrituras, e portaoto ainda imaturo. Estava cansado de viver sob restricOes e um pouco ressentido com a zelosa vigi- llincia do pai. Ele, evidentemente, ansiava pela chamada liber- dade, e queria, por assim dizer, experimentar suas asas. Entao disse: 'Pai, da-me a parte da fazenda que me pertence e partirei.' 0 pai the deu o que pedia, e ele partiu. "Eis aqui urn caso evidente de volit;ao. urn exemplo de esco- lha consciente. Etambern, de certo modo, urn caso de rebeliao contra a autoridade. Mas, o que fez o jovem da parabola? Desperdit;ou sua fazenda com meretrizes, vivendo dissoluta- mente. Eassim que eles se perdem. 133 "Os jovens que come~am a satisfazer seus apetites e paixoes cnconLram-~-e na estrada descendcntc que conduz aapostasia, e esse fato e tao certo como o sol nascc no oriente. lsso nao se aplica somente ajuventude; qualquer homem ou mulher que com~a a trilhar o caminho da imemperao~a. de urn viver disso- luto, desgarrar-se-a do rebanho tao inevitavelmente quanta a noite segue o dia. 'NAo contendera o meu espirito para sempre como o homem'. (~nesis 6:3) A pessoa que tenta viver uma vi- da dupla em viola~ao cte seus convenios, para citar urn autor, 'e desavergonhada ou entao tola.' FreqOentementeeambas as coi- sas, porque usa seu livre-arbitrio para satisfazer suas pai.xOes, desperdi~ar seus recursos vivendo dissolutamente e violar os convt!nios que fez na casa do Senhor. "Em tais casos. pouco podemos fazer, a nao ser adverlir e pleitear ate que o·rolgazao, como aconteceu ao filho prodigo, 'torne a si!' " (David 0. McKay, em CR. clbril de 1945, pp. 122-23.) OS OISCiPULOS DE JESUS DEVEM INTERESSAR-SE ATUALMENTE POR SEUS IRMAOS OUE ESTAO ''PERDIDOS." Medite por um momento neMa hist6ria· "Ha algunsanos. foi public:ada em uma de nossas reVIS"· tas a hi.storia de um menino que seQ,/astou do /ado da mtle e perdeu-se no deserto de Dakota. Ao anoitecer, amae esta· va aludnada, etodos os vizinho.s g/armados. Na manhii se- guin/e. o delegado reuniu na prara da cidade um grupo de {at,endeiros, professores, c:omerci6rios e cidadilos de todos os nfveis sociais. e orgonizou-ospara proceder auma bwca sistematica. Antes de part/rem, ele lhes disse: '0 peque!Jo Ronaldse encomro em a/gum Iugar do deserto. Temos que nos organizor e esquodrinhar coda orbusto, fenda e olho-d'ogua. Niio podemos vo/tar sem aquele menino, Orem a Deusport~ que niJo c:hegt(emos torde demois.' lni- Ciarom asbuscasnaquela quarto-feira, mas niio!01 seniio as t~s horos do tarde do dia seguin/~ que houve uma grande acloma~IJo. Haviam enc:ontrado o mentno. "(Mc·Kay, Gus- pet Ideals, pp. 404-5.) Por que sera qlle OS pes:soas geralmente /a'l.em todo 0 possl'llel para resgorar umo pes.soafisicamerue perdido, mas raromen/e ejetuam um esforro identic:o paf'Q salvor quem esra espiritUillmente perdido? (18-2) Fomos Comissionados a Lembrar-nos do Valor das Almas. TaJvez nem todos nos compreendamos e apliquemos eficaz- mente esse principia, mas ha os que o fazem.
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    "Ha pouco, urnpresidente de estaca relatou uma visita que fez, junto com outras pessoas, a uma classe da Escola Domini- cal Junior. Quando os visitantes entraram, foram muito bern recebidos, e a professora, procurando inculcar o significado daquela experi~ncia em seus pequenos alunos, perguntou a uma crian~a que se encontrava na primeira fila: 'Quantas pes- soas importantes se encontram aqui conosco?' A crianc;a levantou-se e come~ou a contar em voz alta, chegando ao total de dezessete pessoas, incluindo todos os individuos que seen- contravam na sala. Havia dezessete pessoas muito importantes na sala de aula naquele dia, crianc;as e visitantes! "E isso o que Cristo sente, e n6s tambern devemos sentir." (Marion D. Hanks, em CR, outubro de 1972, p. 167.) Quale, portanto, a sua responsabilidade como disclpulo de·Cristo, quanto a seus irmaos? Examine estas questiies: A Ovelha Perdido (Os que se encontram des- garrados.) A Moeda Perdido. (Os que joram negligencia- dos.) 0 Filho Prodigo. (Os que deliberadamente desobedecem aos mandamentos.) Voclrem amigos que m4o se qfastando dtl Jgreja? 0 que estd /azendo para qw todos osseuscolegassintam a sua irifluencia e testtmu- nho? Qual e a respon.sabilidade que tem para com seus ir- miJos e irmlls na te"a? Exis- tem algumas pessoas na lgreja que precisam de sua atenf4o? Existe alguem que possa beneflciar-se com a sua considerarllo? Sua de- signarllo atua/ na /grej11 e aqueles aquem e chamado Q liderarrecebem maisdo que apenas a/gum tempo e es- Jorro casual?&Jorra-sepa- ra con/ratemU.ar-se com as pessoas nos reuniiJes da lgreja e em outras ocasiiJes? Ediligente ao procurar res- gator as pessoas que passo- ram a viver por a/gum tem- po no mundo do pecado ou lhes d6 as boas-vindas no momenta em que voltam a lgreja?Acha f6cil /alar mal de/as ou asamasinceramen- te? 134 "As trisparabolasque aparecem no registro escriturlsti- co como partes de um discurso continuo s4o un8nimes em retrallzr a akgrill reinante nos ceus com a recuper-ar/Jo de uma alma que era contada entreasperdidas- sejaesso11/ma simboli~ada por uma ovelha que se transv/Q, uma mo«la quecai, Mm ser vista, em consequencill da incuri4d11 dona, ou um /ilho que, dellberadamente, se aporia do lor e do ceu. NIJo hd}ustjficativapara a supos~lo de que umpeca- dor arrependldo deva terprecedlnciasobre uma almajusta qw resistiu ao pecado,· se till josse, o procedimento de ~. ent/Jo Cristo, o unico Homem sem pecado, seria so- brepu)ado na estima do Pal pelos ofensores regeMrados. Emboraseja lnde.fenSllvelmente ojenslvo como eo pectldo, o pecodorainda eprecioso aos olltos do Pal, pela possibili- dtlde de seu arrependimento,e volta d retlddo. A perda de uma alma ealgo multo real e multo grandepara Deus. Ele so/reese qfligeporeta, poissua vontadeeque ningubnpe- n!fll." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 445.)
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    ANO 33 A.D. CONTI NUA 0 MINISTERIO NA PEREIA i Efraim, Galileia, Samaria .§ Regiilo da 0 Inicio da ultima 17:11-19 ~ Cesareia de Jornada a Jerus<dem; Os Dez Leprosos ~ Filipe ~ Galileia ~ Jesus Fala a Respeito 17:20-37 ~ do Reino de Deus. ~ Duas Parabolas. Ada Mar da Viuva e a do Fariseu 18:1-14 GALILEIA e o Publicano • Tishri Pereia Aerone Cruza o Rio Jordao em 19-1,2 10:1 Pereia e Segue ParaJerusalem SAMARIA NISAN Jesus fala a respeito de Casamento e Div6rcio 19:3-12 10:2-12 SICAR • Jesus Aben.;oa • 19:13-15 10:13-16 18:15-17 Efraim • Perala as Criancinhas Jerusa ll§m Jeric6 0 Mancebo Rico; 19:16-30 • • Betabara 20:1-16 10:17-31 18:18-30 • lnstru.;Oes aos Doze Betania • Jesus Segue Antes dos • 20:17-19 10:32-34 18:31-34 Belem Doze Para Jerusalem Deserto eMacaeros Perto de Jerico, Judeia. da A Aspiracao de 20:20-28 10:35-45 Judeia Tiago e Joao Jerico, Judeia. 20:29-34 10:46-52 18:35-43 J UDEIA A Cura de Banimeu Zaqueu, o Publicano. 19:1-10 Parabola das Dez Minas. 19:11 -27 Reinicia Viagem a 19:28 Jerusalem TERMINA 0 MINISTER10 NA PEREIA Jerusalem, Judeia. Muitos buscam a Jesus II :55-57 Betania, Judeia. 12: 1,9-1 Jesus Chega a Betania. Jesus e Ungido por 26:6-13 14:3-9 12:2-8 Maria na Casa de SimAo
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    ~apitulo 19 19 ''<l1hre tntfalta aintra?'' TEMA Um dos mais importantes fatores do processo de aperrei~oa­ mento e ter o desejo de colocar tudo sobre o altar a :.ervi~o do Mestre. INTROOU~AO 0 ministerio de Jesus estava chegando ao jim. Mais uma 1illima jornada, mais alguns dias em Jerusalem, e e/a termi- naria. 0 sacriflcio expiatorio estaria completo. Porem, essa derradeira viag~m deveria ser de grande significado. Esta seria uma ocasiiJo de realrar algumas doutrinas do reino multo importantes-o reino de DeIts, o casamento etemo e o conceito do v~rdadeiro serviro. Nessa oportunidade, Je- sus abenroou as criancinhas, instruiu os Doze, e ensinou como podemos tJictmrar preeminencia no reino de Deus. Depois disso,foi 11 &t/Jnia, onde joi ungido por Maria na Nia de Sim6o. Na existlncia do Slllvador, vemos o perfeito exemplo de uma vida lnt~iramente comprometida- inteiramente disci- plinllda d vontatk do Pili. NestaliriJo, f~remos o tr6gico relato a respeito de i:zlguem muito amado ~lo Salvador, ~ que se ajastou porque nilo pode seguir seu Mestre no caminho do comprometimento total. c~rtammte, {odos dewm estordispostos Q perguntar a Deus, comojn o jow!m rico: "Que mejalta ainda?" Po- rem. 0 que emais importante, devemos estar preparodos part~ Qglr. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. 137 ~e~~..fl~fiutcl&gs, 1t11l~~QlQf~~~JHJ<l&~ (19-1) Lucas 17:14. Por que os Dez Leprosos Deviam Apresentar-se aos Sacerdotes? 0 mctodo prescrito ao leproso "no dia da sua purifica~Ao," para obter consentimento de se reintegrar na sociedade, reque- ria que se apresentasse aos sacerdotes do povo. (Leia Levitico 14:2,3.) Jesus tambem ordenou aos leprosos que se apresentassem aos sacerdotes, para provar sua fe. Quando os dez creram e cumpriram os termos da cura, todos foram curados ao "irem eles aos sacerdotes." (Ver McConkie, DNTC, Vol. J.,p. 536.) (19-2) Lucas 17:17,18. "Nio Foram Oez os Limpos?" 0 (mico que voltou para agradecer era samaritano. e "talvez esta prova de gratidao da parte de um samaritano foi outra evi- dencia para os ap6stolos de que todos os homenssAo aceitilVeis diante do Senhor, e que logo a reivindicacll.o de superioridade exclusiva por parte dos judeus como o povo escolhido seria substituida porum mandamento de levar o evangelho da paz a todos os povos."(McConkie, DNTC, Vol. I, p. 537.) (19-3) lucas 17:20. Por que Jesus Disse: " 0 Reino de Deus Nio Vetn Com Aparencia Exterior"? "As profecias que prediziam os eventos que ocorreriam na primeira e segunda vinda do Messias ainda conrundiam os ju-
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    deus. Eles presumiamerroneamente que em sua primeira v1n- da ele viria com uma demonstra~llo exterior de poder que der- rubaria e destruiria todos os reinos terrestres. Por cooseguinte, baseando sua pergunta numa falsa premissa, e com urn pouco de aparente sarcasmo, eles exigiram uma resposta asua escar- necedora pergunta: "Se es o Messias prometido, como tantas vezes tens afirmado, diz-nos, quando se manifestara o teu po- der, quando sera quebrado o jugo imposto pelos romanos, e em que epoca o reino de Deus realmente vira?" (McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 539.) (19-4) Lucas 17:21. 0 que Signiflcu a Frase: " 0 Relno de Deus Esta Entre V6s''? " Uma das heresias que ainda prevalece em grande parte do cristianismo moderno e o conceito de que Jesus nao orgaru- zou urna Igreja ou estabeleceu urn reino formal atraves do qual a salva~ao pudesse ser oferec:ida aos homens. Este versiculo mal traduzido eurn dos que sao usados para apoiar o conceito err8neo de que o reino de Deus einteiramente espiritual; isto e, feito para os que confessam a Jesus com os seus labios, sem considerar a que igreja sao liliados; que o reino de Deus esta dentro de cada pessoa no mesmo sentido de que todos nos te- mos o potencial necessario para alcancar as mais elevadas me· tas espirituais: e que o batismo, a imposicao das maos, o casa- mento para a eternidade e outras ordenan~as e leis nao sao es- senciais para se alcancar a salvacao. "~ verdade que todos os homens t~m a capacidade inerente de atcan~ar a salvacao no mundo celestial; em certo senlido, esse poder esta dentro deles, e por isto podemos dizer que o reino de Deus esta dentro de uma pessoa, se compreendermos que essa expressao significa que ela pode ganhar o mundo eter- no atraves da obediencia as leis e ordenancas do evangelho. Mas tambern everdade que Jesus organizou a sua Jgreja e dele- gou as chaves de tal reino a administradores legais na terra. (Mateus 16: 13-19.) "Ate mesmo a coocordancia da Versao do Rei Tiago altera a linguagem envolvida nessa passagern no sentido de: '0 reino de Deus esta em vosso meio,' significando que 'a Jgreja esta agora organizada no meio de vossa sociedade'. A interpreta- c!lo do Profeta desse pensamento de Jesus, registrada na Ver- silo lospirada, e, obviamente, a melhor de todas. 0 seu signifi- cado essencial e: •A Igreja e reino ja foram organizados, elees- ta aqui; eie veio a v6s; entrai pois no reino, obedecei as suas leis e sede salvos." • (McConkie, DNTC, Vol I, p. 540.) "Nem dirllo: Ei-lo aqui, ou Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus ja veio a v6s."(Lucas 17:21, Versao lnspirada.) (19-5) Luc~ 18:1-8. Por Que o Senhor Contou a Paribola do Juiz lniquo? "0 juiz tinha mau carater; negou justi~a aviuva, que nao 138 podia obter compensacllo atravi!s de nenhuma outra pessoa, mas foi levado a agir pelo desejo de escapar aimportunacao da mulher. Tenhamos o cuidado de nllo errar, comparando sua acao egoista aos caminhos de Deus. Jesus nllo indicou que, co- mo o juiz iniquo fmalmente atendeu asuplica, Deus tambem sempre o fara. Mas mostrou que, se ate mesmo urn homem co- rno esse juiz, que "nao temia a Deus nem respeitava o homem" , finalmente ouviu e ateodeu a suplica da viuva, nin- guem deve duvidar de que Deus, o Justo e Misericofdioso, ou- vira e respondera. A obstinacao do juiz, embora totalmente iniqua de sua parte, pode ter sido, no final, vantajosa para a viuva. Tivesse ela obtido compensa~ao com facilidade, pode- ria ter-se tornado descuidada, e talvez urn adversario pior do que o primeiro a tivesse oprimido . 0 prop6sito do Senhor, ao contar a parabola; eespecilicamente declarado: e"sobre 0 de- ver de orar sempre e nunca desfalecer". (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 421; Jeia tambem D&C 101:81-92.) (19-6) Lucas 18:9-14. Por Que o Senhor Contoll a Paribola do Fariseu e do Publicano? "E-nos dito expressamente que esta parabola foi dada para o beneficio de certas pessoas que confiavam na sua pseudo- retidao como garantia de justilicativa perante Deus. Nao foi dirigida aos fariseus nem aos publicanos especificamente. Os dois personagens sao tipos de classes grandemente distintas. Devia existir urna grande dose do espirito farisaico de auto- complac~ncia entre os disclpulos, e urn pouco entre os pr6- prios Ap6stolos.•. A parabola aplica-se a todos os homens. Sua moral foi resumida em uma repeti~Ao das palavras de nos- so Senhor, pronunciadas na casa do chefe fariseu..."(Talma- ge, Jesus, o Cristo, p. 456·57. Leia tambem Lucas 18: 14.) (19-7) Mateus 19:6. "Portanto, o Que Deus Ajuntou Nio o Separe o Homem," " Da maneira como estAo registrados nessa passagem, os en- sinamentos de nosso Senhor a respeito do casamento e div6r~ cio sllo fragmentarios e incompletos. Somente podem ser compreendidos, quando considerados em conexllo com a lei do casamento para o tempo e eternidade conforme foi revela- da novamente nos tempos atuais. Os discipulos do tempo de Jesus conheciam e entendiam esses princlpios que governam o casamento eterno, e tambern os fariseus, pelo menos em parte. Mas os registros do discurso do Mestre a respeito do Casamen- to e divorcio, preservados por Mateus e Marcos, sAo tao con- densados e resumidos que nilo retratam claramente o proble- ma. Os exegetas escrituristicos modernos necessitam ter a mes- ma vivencia e conhecimento possuidos pelas pessoas que parti- ciparam do debate original.
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    ••Para se entendercorretamente o papel do casamento e di- v6rcio no esquema divino das coisas, e predso conhecer pelo menos estes principios: "0 casamento e a unidade familiar sAo a pane principal do plano de progresso e exalta~Ao. Pela perspectiva eterna, todas as coisas centralizam-se na unidade familiar. A exalt~!o con- siste em conLinuar a unidade das familias na eternidade. As pessoas para quem a unidade continua sAo possuidoras de vida eterna; todas as outras herdam urn grau menor de salva~o nas moradas que o Senhor preparou... "0 Casamento para 0 tempo e eternidade ea porta que COD· duz aexalta~ao. Para cumprir plenamente o objetivo para o qual foi criado e alcanyar a vida eterna, o homem precisa en- trar nesta ordem do matriml'lnio e cumprir todos os conva- nios e obriga~~s a ele inerentes. Se urn casaJ eselado dessa forma, as duas pessoas se tornam marido e mulher oesta vida e continuam a se-lo no mundo futuro. (D&C 131:1-4; 132.)... "0 div6rcio nlo faz parte do plano do evangelho, nilo im- pona qual o tipo de casamento em questilo. Porem, como os homens na pratica nem sempre vivem segundo os padr0es do evangelho, o Senhor permite o div6rcio por uma razao ou ou- tra, dependendo da estabilidade espirituaJ das pessoas envolvi- t 139 ((apitulo 19 das. Na antiga Israel, os homens linham o poder de se divor- ciar de suas esposas por motivos relativamente insignificantes. (Deut. 24: 1-4.) Sob condi~Oes perfeitas, nilo seria permitido o div6rcio, a menos que houvesse pecado sexuaJ. Na epoca atual, os div6rcios s!o permitidos de acordo com os estatutos civis, e a lgreja permite que as pessoas divorciadas se casem novamente sem que haja a macula da imoralidade, que sob urn sistema mais elevado existiria em tal caso." (McConkie, DNTC, Vol. 1, pp. 546-47.) (19-9) Lucas 19:11-28. Por Que Jesus Contou a Parabola das Minas? ..Jesus dirigia-se a Jerusalem pela ultima vez. Dentro de dez dias aproximadamente, ele morreria na cruz, e pareceria aos judeus em geral que ele nllo conseguira estabelecer o reino messiaoico prometido. Para cortigir o falso conceito de que o 'reino de Deus' - significando o reino politico, o reino que governaria todas as na~Oes tendo ao trono o Rei Messias, o rei- no Milenial - 'logo se havia de manifestar~. Jesus contou a Par6bola das Minas. Compare com a Par6bola dos Talentos. (Mateus 25:14-JO.)"(McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 571.) (19-10) Maleus 26:6. Qual era a Dlstincla Entre Betinla e Jerusalem? Monte das Oliveiras Betania estava situada a 15 estadios. ou cerca de 3 200 me- tros de Jerusalem, para aJem do Monte das Oliveiras. (Ver Jo~o 11:18eMarcos 11:1.)
  • 144.
    (19-11) Mateus 26:6-13;Joao 12:2-8. 0 Que Significou a Un~o de Jesus Com Oleo de Nardo Puro? "Ungir a cabe~a de urn convidado com 61eo comum era prestar-lhe honra; ungir-lhe ao mesmo tempo os pes era de- monstrat;ao de desusado respeito; mas ungir-lhe a cab~a e os pes com nardo. e em tal abundancia, era urn ato de homena- gem reverente raramente prestada ate mesmo a reis. 0 ato de Maria fora urn testemunho de adora~llo, o flagrante transbor- damento de urn cora~ao repleto de jubilo e de afeto."(Talma- ge, Jesus, o Cristo, p. 512.) l)ontog a .t}onbttar " QUE ME FALTA AINDA" PARA SEGUIR 0 SALVADOR? (19-12) Mateus 19:16-20. "Que Bern Farei Para Conseguir a Vida Eterna?" "Chegou-se a Jesus certa ocasillo urn jovem rico que lhe per- guntou: "Que bern farei para conseguir a vida etema?" "A resposta de nosso Senhor foi a mais 6bvia dada por to- dos os profetas de todas as eras: 'Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos.' "A seguir perguntou: 'Quais?' " Jesus os enumerou: 'Nllo mataras, nllo cometeras adulte- rio, nllo furtaras, nllo diras falso testemunho. Honra teu pai e tua mlle, e arnaras o teu pr6ximo como a ti mesmo.' "Veio entao a resposta, seguida de outra pergunta- pois o jovem era urn homem born e fteJ que buscava a retidao: 'Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda?' " Poderlamos bern indagar: 'Nllo e suficiente guardar os mandamentos? 0 que mais se espera de n6s, alem de ser ho- nesto, tiel e digno de confian~a? Existe ainda alguma coisa alem da lei da obediencia?' " No caso desse jovem rico, havia mais. Ele devia viver a lei da consagra~llo e sacrificar suas posses terrenas, pois a respos- ta de Jesus foi: 'Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e da-o aos pobres, e teras urn tesouro no ceu; e vern, e segue-me.• Como voces sabem, o jovem retirou-se triste, 'por- que possuia muitas propriedades.' (Mateus 19:16-22.) Ficamos a pensar sobre as oportunidades que ele poderia ter comparti- 140 lhado como Filho de Deus, o companheirismo que poderia ha- ver desfrutado com os apostolos, as revelacC>es e visoes que po- deria ter recebido, se tivesse sido copoz de viver a lei do reino celestial. Mas, da maneira como as coisas se passaram, ele per- maneceu desconhecido e anonimo. Se houvesse aceito o alvitre proposto, seu nome poderia ter-se tornado memoravel entre os santos, para sempre. "Creio que ficou perfeitamente claro que o Senhor espera de nos muito mais do que as vezes retribuimos. Nos nao somos como os outros; somos os santos de Deus e temos as revelacoes dos ceus. Daquele a quem muito edado, espera-se muito. Em nossa vida, devemos por em prirneiro Iugar as coisas de seu rei- no."(Bruce McConkie, Discursos do Conjerencio Gerol do lgrejo de Jesus Cristo dos Santos dos Ultimos Dias, abril de 1975, p. 323. Daqui por diante citado como DC.) 0 diagrama alxlixo Indica o significado do quesrilo "Queme flliJa ainda?" tonforme se aplica a nossa vidll. &Uienta os possos que devemos dar se dts(jarmos seguv o M~tre. (Lei4 Almt1 22:18.) "Que m~ / alta ainda?" (Leia ModHri 10:30,32.33) (Leia D&C 93:10)
  • 145.
    (19·13) ·•o St>nhorDeseja que Dedique o Resto dt> Sua Vida 1 lgreja." "Moravamos no Canada. Eu era advogado e gerente de uma companhia de petroleo. Estavamos perfurando po~os e gatlhando muito dinheiro. Naquela ocasiilo, eu me encontrava nas Montanhas Rochosas canadenses, muito Ionge das rodo- vias. Estavamos perfurando naquele Iugar e tudo parecia mui- to promissor. Certa manha., acordei muito antes do alvorecer. Minha mente estava perturbada e nilo sabia a razilo por que me encontrava tao inquieto. Comecei a orar, mas parecia nao conseguir obter uma resposta. Lembrei-me de que o Salvador sentira muitas vezes o desejo de subir ao alto das montanhas. Como devem lembrar-se, sua vida foi pontilhada de presenr;as no topo de montanhas. Foi Ia que se deu a tentacAo, a transfi- guracilo. as bem-aventuranr;as, e foi de urn deles que ele subiu aos ceus. Com isto em mente, levantei-me antes do raiar do dia e dirigi-me para os montes onde sabia que nenhum ser humano estaria perto de mim. Quando cheguei a um ponto que consi- derei apropriado, comecei a falar em voz alta. Estava faJando com Deus! Nao quero dizer com isto que ele estava ali me escu- tando ou respondendo As minhas perguntas, e sim que o estava chamando do intimo de meu corar;clo. "Toda a minha familia gozava de boa saude, eram todos bastante prosperos e quanto a mim. parecia que dentro de al- guns dias seria urn mulumilionario. Ainda assim, semia-me de- primido. No topo daquela montanha, eu !he disse: 'Senhor, se o que aparentemente esta para acontecer ereal, e se nilo for born para mim, minha familia e meus amigos. faze com que nllo acontec;a. Nllo permitas que aconter;a, a nao ser que em tua sabedoria o julgues born para mim. 'Depois disso, descj da montanha e dirigi-me ao acampamento. Entrei em meu carro e fui para a cidade de Edmonton. Era uma sexta·feira, e en· quanto dirigia, continuei pensando no que houvera, sentindo que algo de incompreensivel estava para acontecer. Quando cheguei em casa, disse aIrma Brown, depois de comer alguma coisa: Creio que emelhor eu ficar no quarto dos fundos, pois temo que nilo conseguirei dormir.' Fui sozinho para o quarto, e durante toda a noite travei a mais terrivel batalha contra os poderes do adversario. Sentia o desejo de destruir a mim mes- mo, nao no sentido de cometer suicidio; mas algo dentro de mim impelia-me a desejar nllo mais existir... Foi terrivel. As trevas eram tao densas, que quase podia toea-las. "Minha esposa veio falar comigo tarde da noite, quase de madrugada, para saber o que estava acontecendo e, ao fechar a pona, perguntou: 'Quem esta no quarto?' Respondi: ' Nin- guem, a nao ser o poder do demonio.' Ajoelhamo-nos entllu ao !ado da cama e oramos pedindo que o Senhor nos socorres- se. Passamos o resto da noite juntos, e na manhll seguinte, fui 141 ao escritorio. Era sabado e na.o havia ninguem Ia naquele dia. Ajoelhei-me e pedi a Deus que me livrasse das trevas que me envolviam. De alguma parte, veio urn sentimento de paz. o ti- po de paz que invade a alma dos homens quando eles se cornu· nicam com Deus. Emao. telefonei para minha esposa e disse- lhe: 'Esta tudo bem. ou estara dentro de pouco tempo!' •·o telefone tocou naquela noitc de outubro de 1953, e mi- nha esposa foi atender. Eta chamou-me, dizendo: 'E de Lago Salgado.' Fiquei imaginando quem me chamaria de tao Ionge, e fui atender. •Aqui eo Presidente Mckay. 0 Senhor quer que dedique o resto de sua vida a ele e sua lgreja. Estamos numa conferencia geraJ. A ultima sessao sera amanhll a tarde. Pode· ria vir ate aqui?' "Disse-lhe que nilo poderia. porque nilo havia aviOes na- quele dia, mas tentaria chegar Ia quanto antes. Eu sabia que receberia um chamado. Ele viera depois daquele terrivel con- nito como adversario. E quando o Presideote Mckay disse: '0 Senhor quer que dedique o resto de sua vida algreja', eu sabia que significava renunciar ao dinheiro; que eu teria que transfe- rir todos os meus ncg6cios para outra pessoa e ir trabalhar em Lago Salgado sem rell}unerar;ao alguma. "Desde ai, tenho sido muito mais feliz. do que jamais fora em minha vida. Meus colegas ficaram milion{uios. Ainda as- sim, quando um deles ha tempos esteve em meu escrit6rio em Lago Salgado, disse-me: 'GanheJ pelo menos sete milhOes de d6lares, mas !he daria de born grado cada um deles em troca do que voce tern agora, meu dinheiro nllo pode compra-lo, mas gostaria de ter o que voce possui. A paz d'alma que nllo posso adquirir com toda fortuna que tenho.' " (Hugh B. Brown, ''EternalProgression,'' Discurso proferido aos alunos do Colegio da lgreja no Havai, em 16 de outubro de 1964, pp. 8-JO.) (19·14) Progredir no Camlnho da Perfelciio. 0 Evangelho de Cristo eo poder de Deus para a salvar;llo (Romanos J:16), mas ele so pode ser plenamente liberado pa- ra o aperfeir;oamento do individuo, se este estiver disposto a sacrificar todas as coisas temporais para servir ao Mestre. 0 Elder Bruce R. McConkie declarou: "E nosso privilegio consagrar nosso tempo. talentos e re- cursos aedificar;llo do seu reino. Maior ou menor, sempre e exigldo de nos algum sacrilicio para o progresso de sua obra. A obedieocia eessencial para a salv~llo, bern como o servico; assim tambem a consagra~ao e o sacrit1cio.''(Bruce R. McConkie, "Obediencia, Consagracilo e Sacrit1cio," Discur- sos da Conjerencia Geral, p. 324.)
  • 147.
    ~e~o 5 ~ Smtanabo sattiftcio rxpiatOrio e ba ressumi~o Li~oes: 20. A EntradaTriunfal , 21. "Aide V6s...Hip6critas!"., ... . . . 22. "Que Sinal Havera da Tua Vlnda?" .............. . .... .. . . 23. ''Assim Como Eu Vos Amei." .• •. 24. "A Minha Paz Vos Dou." ....... . 25. " Todavia Nao se Fa~a a Minha Vontade, Mas a Tua." .......... . 26. "Nao Acho Culpa Alguma Neste Homem." ... , . , . . ......... , .. . Os Tres Anos de Ministerlo Estavam Pa111 Terminar 0 ministerio publico de Jesus logo chegaria ao tim. Ele o marcou com dois eventos arrojados. 0 primeiro foi a sua clara e destemida declara~ao formal de ser o Messias. Ele nao deixou duvidas a respeito de quem, em Betarua, trouxe Lazaro de volta avida mortal. Este mila- gre, mais do que todo o resto, levou os lideres judeus a conspirarem contra Je- sus, dizendo que ele "devia morrer pela na~a:o.''(Joao 11:51.) Eles nao podiam refutar a evidencia, o unico meio de in- terromper sua missao seria destrui-lo. Em segundo Iugar, o Mestre dera treina- mento de lideran~a aos apostolos, que carregariam a tocha de sua causa depois de sua ascensao. Essa lideranca veio a tona quando viram que Jesus havia res- suscitado. Embora os apostolos tivessem ficado inativos durante todo o juJga- mento e crucificacao, posteriormente Je- sus os comissionou a pregarem o evange- lho a todas as na~oes; e, depois de sua ascensAo, eles foram investidos com o Espirito Santo. Eles possuiam as chaves; haviam sido chamados; e, sob a lideran- ~a de Pedro, Tiago e JQao, iniciaram sua grande tarefa. Jesus Parl.e Para Jerusalem. EntAo Jesus se voltou para Jerusalem eo povo daquela nobre cidade "como a galinha ajunta seus pintos debaixo das asas, mas nao o quiseram!"(Mateus 23:37.) Ele sabia muito bern que ir para Ia seria enfrentar uma morte cruel e ine- vitave1. Mesmo assim, foi aCidade San- ta, pois ele mesmo dissera: "Para que nao suceda que morra urn profeta fora de Jerusalem." (Lucas 13:33.) Sua ida a Jerusalem tinha o prop6sito de cumprir a missao para a qual seu Pai Celestial o enviara. 143 0 Salvador planejou chegar a Jerusa- lem numa ocasiao especial. Era epoca da Pascoa, no final do mes de mar~o ou principios de abril. Peregrinos judeus, vindos de todas as partes, Ia se encontra- vam reunidos. As condi~oes eram apro- priadas. Jesus sabia que ali se encontra- va "a parte mais iniqua do mundo, e eles o crucificarao... e nenhuma outra na- ~iio na Terra crucificaria seu Deus.'' (2 Neti 10:3.) OS ULTIMOS DIAS DA MISSAO MORTAL DE JESUS Jesus chega a Jerusalem. 0 Salvador conseguiu uma jumenta e urn jumenti- nho e pelos ponoes da cidade entrou em Jerusalem. E "muitissima gente" que sabia ser ele o ''Profeta de Nazare da Galileia'' espalhou ramos de arvores pe- lo caminho e clamava jubilosamente: ''Hosana ao Filho de Davi, bendito o que vern em nome do Senhor. f-losana nas alturas." (Mateus 21 :9.) 0 Salvador seguiu diretamente para o templo. e de acordo com os registros de Marcos, observando o que havia em re- dor, saiu para Betll.nia, onde passou a noite. (Marcos 11:1 J.)
  • 148.
    Segundo Dia daSemana - Segunda- Feira Na manha seguinte, bern cedo, Jesus foi novamente ao templo e tomou uma a~ao decisiva com o prop6sito de desa- fiar os lideres religiosos judeus. Expul- sou da area exterior do templo todos OS mercadores e cambistas. 0 dlmbio de moedas era aparentemente sancionado pelos lideres judeus e, ao impedir a co- mercializa~ao no templo, Jesus estava de fato desafiando sua lideran~a. A ques· tao era bastante clara: seria o templo uma casa de adoracao a Deus ou local de comercio? Ao purificar OS {itrios do tem- plo, eledisse: ''Esta escrito: A minha ca- sa sera chamada casa de ora~ao -' mas v6s a tendes convertido em covil de Ia- drees."(Mateus 21: 13.) Naquela tarde, Jesus retomou nova- mente a Betania. Terceiro Dia da Semana- Ter~a-feira A ira de Jesus no templo chamou a aten~ao das autoridades e os sacerdotes nao estavam dispostos a deixar passar aquele incidente. Quando Jesus voltou ao templo no dia seguinte, os sacerdotes o desafiaram, dizendo: "Com que auto- ridade fazes isto? e quem te deu tal auto- ridade? "(Mateus 21 :23.) Jesus respon- ~ 0 Templo de Herodes deu com uma serie de parabolas que ofenderam os lideres dos JUdeus. Os es- cribas e fariseus o desafiaram novamen- te; Jesus os denunciou abertamente e os condenou como hip6critas. A partir dessa ocasiao, o Salvador nao mais ensinou o publico, mas somente os Doze. Percebendo que Jesus saira vencedor do confronto, os lideres judeus confabu- Iaram novamente para saber como pode.- riam condena-lo a morte. Entretanto, tinham que agir rapidamente, antes da Pascoa, para eyitar urn conflito geral, visto que crescera a sua popularidade en- tre o povo judeu. 0 grande problema era saber como prende-Io sem provocar a reac;ao do povo, Urn acontecimento inesperado auxiliou a concretizac;ao de seus designios. Urn dos pr6prios discipu- los de Jesus se ofereceu para trai-lo. Quarto Dia da Semans - Quarta-feira Jesus conhecia muito bern a conspira- c;ao. Passou o quarto dia fora da cidade, talvezem Betania. 0 registro dos evan· gelistas e omisso quanto aos aconteci- mentos desse dia. Quinto Dis da Semans - Quinta-Feira 0 Salvador havia feito preparativos para comemorar a Pascoa num local 144 A Tumba particularmerue reservado para ele e os ap6stolos. Ap6s a ceia pascal, Jesus apresentou uma nova ordenanc;a, o sacramento, que pressagiava o sacrificio expiatorio. Nes- sa ocasiao, predisse sua morte e indicou aquele que o trairia. ~p6s ministrar algumas instruc;oes, Jesus proferiu a grande orac;ao interces- s6ria. Entao, saindo com os onze ap6s- tolos (Judas havia saido), Jesus os con- duziu para urn local familiar- o Getse- mani. Lil chegando, tomou consigo Pe- dro, Tiago e Joao e adentrou o jardim, onde deixou os tres e foi orar sozinho. (Ver Mateus 26:36-39.) Naquele Iugar rogou a seu Pai Celestial, dizendo: "See possivel, passa de mim este calice; IOda- via, olio seja como eu quero, mas como tu queres."(Mateus 26:39.) A tac;a nao foi retirada, e Jesus sofreu "a dor de to- dos os homens" (D&C 18: II), uma ago- nia tao grande que o fez sangrar por to- dos os poros (D&C 19: 18). Algum tempo depois, ele reuniu-se novamente a seus apostolos e indicou que se aprox:imava a hora em que seria traido. Enquanto falava, urn grupo de homens armadas, tendo afrente Judas, aproximou-se para prende-lo. Jesus se entregou sem oferecer a menor resisten- cia. Naquela mesma noite, foi submeti- do a urn julgamento ilegal. Sexlo Dia da Semans - Sexta-Feira Os lideres dos judeus enfrentavam agora urn problema diferente. Nao se sa- tisfaziam com a morte de Jesus; queriam
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    0 Lugar daCaveira Monte das Oliveiras tambem desacredita-lo diante de seu proprio povo.Tendo isto em mente,osll- deres fizeram com que o Salvador fosse acusado de dois crimes. 0 primeiro era de blastemia, uma ofensa capital sob a Jeijudaica.Eiefoiunanimemente conside- rado culpado dessa acusa~ao apenas pe- lo fato de haver dito ser o Filho de Deus. (Ver Mateus 26:57-66.) Tal acusa~ao de- sacreditaria Jesus diante do povo judeu, mas os lideres sabiam muito bem que nao podiam aplicar a pena de morte, a menos que o governador romano a de- cretasse. Por conseguinte, tinham que encontrar uma acusa~ao de natureza po- litica contra Jesus. 0 meio mais eficaz de alcan~ar esse objetivo seria acusa-lo de sedi~ao contra o estado, pois ele havia proclamado ser o "rei dos judeus." Em- bora o inquerito de Pilatos considerasse Jesus sem culpa quanto aacusa~ao que !he imputavam, os lideres dos judeus ha- viam incitado a multidao a que "des- 0 Jardim da Tumba truisse Jesus." (Mateus 27:20.) Temen- do uma demonstra~ao do populacho, Pilatos cedeu ao clamor que pedia que Jesus fosse crucificado, e pronunciou a senten~a de morte. E assim, Jesus foi executado pelo cos- tume brutal dos romanos - a crucifica- ~ao. Pouco depois, naquela tarde, ele voluntaiiamente entregou o seu espirito. No dia seguinte, que come~ava com o por-do-sol, seria a Pascoa, e os lideres dos judeus abominavam a ideia de um homem permanecer na cruz no dia do Sabado, principalmente no Sabado pas- cal. Antes do anoitecer, o corpo de Jesus foi removido da cruz e enterrado por dois reverentes discipulos num sepulcro selado. Setimo dia da Semana - Sabado Este era o Sabado (dia santificado) ju- daico. 0 corpo de Jesus permaneceu na 145 <trapitulo 19 ~.... tumba, mas seu espirito mmtstrou na morada dos espiritos que haviam partido desta vida. (Ver I Pedro 3:18-20.) Primeiro Dia da Semana - Domingo Se o evangelho tivesse terminado com o sepultamento de Jesus, nll.o haveria ne- nhuma hist6ria do evangelho, nem "boas novas." A Sublime mensagem desses testificadores e que Jesus ressusci- tou e foi visto novamente por initmeras testemunhas. No primeiro dia da sema- na, o domingo mais memorltvel de toda a hist6ria, Jesus Cristo saiu vivo do se- pulcro, e apareceu a Maria. 0 testemu- nho dessas pessoas constitui a hist6ria do evangelho, as "boas novas." "Estes, porem, foram escritos para que creais que Jesus eo Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vi- da em seu nome."(Joao 20:31.)
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    i I APROX.33.A.D. Mateus Marcos Lucas Joa .§ A SEMANA DO SACRIFiCIO EXPIAT6RIO ~ ()·~ GALllElA PRIMEIRO DIA ~ ~ Entrada Triunfal em ~ 21:1-11 II: 1-11 19:29-44 12:1 ~ Jerusalem ~ Marda Certos Gregos Galileia Visitam a Cristo 12:2 Uma Voz dos Ceus. Jesus Volta a 11:11 Betania. SAMARIA SEGUNDO DIA Amaldil;oa a 21: 18, 19 11:12-14 Figueira Esteril Purifica o Templo 21:12-16 II: 15-18 19:45-48 Jerusalem Volta a Betania. 21:17 11:19 21:37 • TERCEIRO DIA Lir;l!o Referente 21:19-22 11:20-26 21:38 aFigueira e a Fe. JUDEIA ~ Os Judeus Questionam sua 21:23-27 II :27-33 20:1-8 Autoridade.
  • 151.
    20 § entraba triunfal TEMA Aentrada triunfal do Filho de Davi na Cidade Santa da maior evidencia de ser ele o Messias e simboliza sua futura vi.n- da em gl6ria. INTRODU~AO Toda a Jerusalem estavaem alvor~. ETtJ lpoco do P6s- coa, e por todo porte do cidade chegavam v/QjQntae el'tlm vendidas ovelhos e pombas/)QI'tl as ofertas, e 118 ~so­ crificiois tilintavam nos cofra dos que havlam corrompido o mordomia de cuidarde Israel. AIbn dos clomoraf51VOB solicitando mercadorias para oferto.s religio.stiS, Jeru.sollm reverbel'tiVa com a preocupo¢o a rupeito do "Profeta do Golileio. "Havia nos ldbios do povo nn gel'tlle dos ulosos ftlli8eus a mesma pergunto: "Qw wu ptZTeee? N4o vird d festa?" (Jolo 11:56.) MultM mrJerwJOiem dewtm ~,jlcQdo auombrtldMcom a mqjestadedo drama quesedesenro/tnlo dilmte deles, cqjo inteiro signijie«Jo nlo corueruiom compreender. Esso co- memora¢o do gl'tlnde bln¢o de Dftls concedidtz tJ antigo /sn.lseriD11Ultinul Pdscoaautorizada- dlpois desse ano, fl matonrfl de ovelha ptlSICG/s seria considerado tlp0St4fio. Mesmo agorq, quondo o balido doscortklrinhosecoovaen- tre a conj'uallo crepusculor reinante em JeTIISillbn, outro gnmde e Ultimo socrlfkio. "0 Cordeiro qwfoi morto da- de fl funda¢o do mundon (Apoct~lipse 13:8) estQVQ S61do lfltlidO pelas m4os th Maria no quietude da CtBtl de Simla, emBet8flo. J~ era uma /tNtll/wl natwrJI CM:tJdo em llfillll- 147 dos por ravinflS extl'tl~e ~· efortifiCil· da pormuralhas11UIC/fflSes61idflStonwth,/t!MivtiS. Jeruso- Jem devio apresentar uma Vislfl formld4ti6 liDS vitljontes e exircitos que se aproximavam do lesteou oatef Noda, Do- vihflvia estabelecido o trono deseu reino;eap6se~. seufi- lho Salom4o perpetuou afama do cif!adeaItt~~ do quefoi chamfldo a epoca de ouro de ls~Y~el. Mas apenas mul'tl/has resistentes nilo silo garantia de segul'tlnfa, poisfoi de Jeru- sa/hn que brotou afonte de opostasia e decadlncia mof!ll que t:On'Ompeu o vigorde lsrael e consumiu sua gloria, 111~ quereD ptllllo.s, com suas hordos hereges, pisllram quase a WJitltJdt t1 pr6prkz alma do povo do convlnio de Deus. Jerustlllm curvara-se em submissilo a muitos rris - Stl/mtlnQVII', Sarg/Jo II, Nabucodonosor. AleXDndre, Hero- der. e Gnmde- e flte mesmo agol'tl, qUDndoJesusse prrpo- ftl'ltl /Nif'll entl'tlr em Jef'IWI/Im, tro{JQS romanflS ocupovam •/oftlllatlAnt&llil, qw dominavtt a tidtlde tlo dlsputw:ltl. J.,..porem, n/Jo brand/a espada alguma ao se aproxi- mlll' da cldode. Em s11a entrada t~iun/al, u"J'z porta "'.aio~ queo p6rtico de Jerusalem se abnu pal'tl recebe-lo, pou/01 nela que o Salvadordeu sua vidapor toda a humfUiidode e /d se despediu desta vida mortalpora voltar a um estado de desm~ida honrae majestade "adireita'' daquele Deusque /he dera a vida. (Hebreus J::J.) Se vocl estivesse em Jei'USO/em durante a ultima semana do ministerio do Salvador, estaria enlre as poucas pe.sSoQS que o recebel'tlmfestivamente ou entre osmuitosque nilo o compreenderom? A gf'tlnde maioria das pessoas entenderd quando o Salvfldorjizersua grande entrada triu!ifal na se- gundo vindo? E voce? Leia D&C 133:46-49.) Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
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    Olom.enhirios ~nt£rpr£hdi&os (20-1) Lucas19:41. Jesus Chorou Sobre Jerusalem "De acordo com a tradis:ao, ao proferir estas palavras, Jesus encontrava-se no Monte das Oliveiras, do lado oposto as mu- ralhas que circundavam Jerusalem, poucos metros ao sui da Porta Formosa. Desse local, pode-se vislumbrar urn bonito pa- norama daquela cidade hist6rica. 148 "E uma vtsao maravilhosamente pitoresca olbar a cidade Santa com suas casas singulares de tetos pianos, as torres das igrejas e as cupulas das mesquitas espalhadas pelas quatro colinas sobre as quais Jerusalem foi construfda. 0 panorama e im- pressionante ate mesmo agora, e deve ter sido muito inspira- dor na ocasiiio em que Jesus o contemplou em todo seu esplen- dor herodiano. "Mas era aos habitantes da cidade, e nao aos magnfficos ediffcios ou vista imponente, que o Salvador via com os olhos toldados pelas Jagrimas, ao clamar: 'Ah! se tu conbecesses tarnbem... o que a tua paz pertence! mas agora isto esta enco- berto aos teus olhos.' (Lucas 19:42.) Ele via o povo dividido
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    em seitas conflitantese contenciosas, cada uma professando maior santidade e retidilo que a outra, e todas fechando os olhos averdade. Havia entre etas a dos judeus conservadores, apegando-se rigorosamente alei mosaica; bavia tambem OS ju- deus helenistas, de mentalidade mais liberal, cujos pontos de vista haviam sido modificados pela filosofia pagil; havia uns poucos essSnios com seu asceticismo e rejei~llo do Sacerd6cio Aaronico; havia os saduceus com sua rigida e formal obser- vancia do Sabado e sua negativa inabalavel da ressurrei~ilo; e, finalmente, os fariseus com 'esmolas ostentosas,' 'largos ftlac- terios,' ' mesquinha avareza,' ·orgulhosa asser~llo de preeml- nSncia• e 'hipocrisia profundamente dissimulada', muitas ve- zes encoberta sob uma veneravel arrogancia de santidade supe- rior. "Nao ede admirar que o Salvador, ao ver tal divisllo entre o povo, orasse ao Pai tllo sinceramente em favor de seu pequeno rebanho, rogando que o mantivesse unido como ''eu eo Pai somos urn." Nlo ~ de admirar tambern que o Mestre, ao dis- cernir perfeitamente a falsidade e hipocrisia encobertas pelo verniz de pretensa religiosidade, proferisse esta acusa~o inju- riosa: "Aide v6s, escribas e fariseus hip6critas! pois que fechais aos homens o reino dos ceus; enem v6s entrais nem deixais en- trar aos que estllo entrando. (Mateus 23:13.)" Tal era o povo que o Salvador vislumbrou do Monte das Oliveira& h3 vinte s~culos atras, e 'vendo a cidade, chorou so- bre ela.' "(David 0. McKay, em CR. outubro de 1944, pp. 77- 78.) (20-2) Mateus 24:2. " Nio Flcura Aqui Pedra Sobre Pedra." "A profecia de Jeremias ainda estava por se cumprir total- mente, porem, com o tempo, viu-se que n4o se perderia ne- nhuma palavra. 'Toda Juda foi levada cativa, sim, imeiramen- te foi levada cativa!' Tal foi a profecia. Urn desentendimento sedicioso entre os judeus deu urn pequeno pretexto a seus amos romanos para impor-lhes um castigo que resultou na destruicllo de Jerusalem no ano 71 da era crista. Acidade caiu, ap6s urn sltio de seis meses, ante os exercitos romanos chefia- do~ por Tito, filho do lmperador Vespasiano. Josero, o ramo- so historiador, por quem viemos a saber da maior parte dos detalhes da contenda, vivia na Galileia nessa epocae foi levado a Roma entre os cativos. Sua hist6ria nos diz que mais de urn milhllo de judeus morreram por causa da fome que o sitio oca· sionou. Muitos outros foram vendidos como escravos e incon- taveis multidOes sofreram urn desterro fon;ado. A cidade ficou inteiramente destruida, e os romanos, em busca de tesouros, araram o local onde se levantava o templo. Assim foi como se 149 cumpriram ao pe da tetra as palavras de Cristo: 'nilo ficara aqui pedra sobre pedra que nilo seja derribada.' "(Talmage. Regras de Fe, pp. 295-296.) (20-3) Marcos 11:11. Jesus Aben~oou Seus Oiscipulos Para que Suportassem o Oia em Que Jerusalem Seria Deslruida. 13. E Jesus entrou em Jerusal~m. e no templo. E. tendo vis- to tudo em redor, abencoou os discipulos; como jase fazia tar- de, saiu para Betania com os doze. (Marcos 11:13, Versao Ins- pirada.) ''Embora Jerusal~m. como urn todo, estivesse destinada a ser destrulda e llagelada como poucas cidades baviam sido, os fieis que habitavam dentro de suas muralhas seriam salvos, preservados e aben~oados." (McConkie, DNTC, Vol. I , p. 579.) (10-4) Joao 12:15. "Ets Q ue o Teu Rei Vern "Como erado conhecimento e compreen~o do povo, Zaca- rias havia profetizado: •Alegra-te muito, 6 filha de Siilo; exul- ta, 6 filha de Jerusalem: eis que o teu rei vira ali, justo e Salva- dor, pobre, e montado sobre urn jumento, sobre urn asninho. filho de jumenta.' (Zacarias 9:9.) Quando vemos a entrada triunfal do Senhor em Jerusalem, entre ramos de palmeira agi- tados, cavalgando sobre os mantos estendidos pelo povo e aceitando sua aclamacao de louvor e divindade, e como se Za- carias tivesse visto a cena e escrito, nllo uma profecia, mas um fato hist6rico. ''Todos os detalhes desse epis6dlo singular combinaram-se para testificar ainda mais a identidade da figura central dessa cena. Era como se Jesus dissesse: 'Muitas vezes vos disse clara- mente e atraves de inferencia necessaria, que eu sou o Messias. Meus discipulos tambem testificam o mesmo. Agora, venho a v6s como Rei de Israel exatamente como os profetas antigos profetizaram; e ate mesmo vossa participacAo neste evento e por si mesma urn testemunho de que eu sou aquele que viria re- iimir meu povo.' " (McConkie. DNTC, Vol. I, pp. 577-78.) (20-5) Joao 12:20·26. Oe Que Maneira Jesus Ensinou aos Gregos Que Sua Morte Era Necessaria? ••A eles testificou Jesus que a hora de sua morte estava pro- xima, a hora em que 'o Filho do homem h3 de ser glorificado.' lmpressionados e penalizados com as palavras do Senhor, pro- vavelmente inquiriram sobre a necessidade de tal sacrificio. Je- sus explicou-lhes, citando uma Locante ilustracao tirada dana-
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    tureza: ''Na verdade,na verdade vos digo; que se o grao de trigo, caindo na terra, nao morrer, fica ele s6; mas se morrer, da muito fruto .' A compara<:ao eperfeita e ao mesmo tempo impressivamente simples e bela. 0 fazendeiro que se esquecer, ou que se negar a lan<:ar seu trigo a terra por querer <:onserva- lo, nao tera aumento; mas. semeando o trigo em solo borne ri- co, cada grao vivo podera multiplicar muitas vezes, embora a semente tenha que ser sacrificada no processo. De maneira que, disse o Senhor: 'Quem ama a sua vida, perde-la-a, e quem oeste mundo aborrece a sua vida, guarda-la-a para a vida eter- na.' 0 que o Mestre queria dizer edaro: aquele que ama tanto sua ~da, que nao a quer arriscar, ou se necessario, sacrifica-la a servi~o de Deus, perdeni sua oportunidade de ganhar o ge- neroso premio da vida etema; enquanto o que considera o cha- mado de Deus como tao mais importante que a pr6pria vida, que seu arnot por ela seja como odio em comparacao, achara a vida que livremente entregou ou estava pronto a entregar, ain- da que momentaneamente ela desapareca como o grao sepulta- do na terra; e ele se rej ubilara na riqueza do eterno desenvolvi- mento. Se isto e verdade em relacao a existencia de cada ho- mem, quao transcendentemente mais em referenda aquele que veio morrer para que os homens pudessem viver? Portanto, era necessario que ele morresse, como dissera que estava para acontecer; contudo sua mone, Ionge de significar vida perdi- da, deveria ser vida glorificada." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 501.) (20..6) Joiio 12:26. Que Recompensa Receber3o os Servos Fleis de Jesus? '' ...Assim. ap6s o testemunho das escrituras sabre esse pon- to, o Espirito Santo o confirma, testemunhanda aos que lhe sllo obedieotes, que Cristo certamente ressuscitou dos mortos; e se ressuscitou dos monos, fara, pelo seu poder. que tados os homens comparecam Asua presenca; pois, com sua ressurrei- c;ao, quebraram-se as cadeias da morte temporal, eo sepulcro fai derrotado. Portanto, se o sepulcro foi derrotado, aque/es que guardam as palavras de Jesus e obedecem a seus ensina- mentos niio apenas recebem a promessa de que ressuscitariio dos mortos. mas tambem acerteza de serem admitidos em seu glorioso reino; pois ele mesmo disse: 'Ondeeu estiver, aliesta- ra tambem o meu servo.· Joao 12:26.)" (Smith, Ensinamen- tos, p. 61 . ltalicos adicionados.) (20-7) Jolio 12:27-30. Quem Ooviu a Voz de Deus Teslificando de Jesus? "0 Evangelho de Joao relata uma experiencia semelhante no ministerio do Salvador que demonstra como, de toda uma multidao, apenas poucas pessoas - ou nenhuma- podem ouvir Deus falar. ISO "Somente o Mestre, aparentemente, sabia que Deus havia falado. Com freqtiencia, hoje em dia, homens e mulheres vi- vern tao distantes das coisas espirituais que, quando o Senhor fala a seus sentidos fisicos de maneira inaudlvel asua mente, ou atraves de seus servos autorizados (que, quando dirigidos pelo Espirito, sao como a sua propria vaz), eles ouvem apenas um ruido, como aconteceu aquelas pessoas em Jerusalem. De identico modo, eles nM recebem a sabedoria inspirada, nem a certeza interior de que a mente do Senhor falou atraves dos li- deres profeticos." (Harold B. Lee, em CR. outubro de I%6, pp. 115-16.) (20-8) Marcos 11:12-14. Por Que Jesus Amaldi~;oou a Figueira Esteril? Talvez Jesus pretendesse ensinar muitas licoes ao amaldi- c;oar a figueira esteril. l. Para Demonstrar seu Poder de Destruir. "Embora Jesus tenha vindo ao mundo para abencoar e sal- var, possula tambern o poder de castigar, destruir e amaldi- coar. 'Porque enecessaria que haja uma oposicao em todas as coisas' (2 Nefi 2:11); seas b~n~;aos sllo urn premio a retidao, o seu oposto, ns maldi9oes, devem provir da iniqUidade. Os ver- dadeiros ministros do evangelho procuram sempre abem;oar; todavia, as maldicoes seguem os que rejeitam a sua mensagem. ·A quem abencoares eu abenc;oarei, e a quem amaJdi~oares eu amaldicoarei, diz o Senhor.' (D&C 132:47.) Eadequado que Jesus nos deixasse uma manifestac;ao de seu poder de amaldi- coar, eo fato deter escalhido uma arvore, e nao uma pessoa, para demonstra-lo, e um evidente ato de miseric6rdia." (McConkie, DNTC, Vol. I. p. 582.) 2. Para Ensinar Fe a Seus Discipulos. "Aplicando a lic;llo do momento, .Jesus disse: 'Tende fe em Deus••, e entao repetiu algumas de suas declara~oes anteriores sobre o poder da fe, pela qual ate as montanhas podem ser re- movidas, se houver necessidade de realizar tal milagre, a fim de que, certamente, alguma coisa necessaria seja feita. 0 defi- nhamento de uma arvore era pouco comparado as maiores possibilidades de realizacao atraves da fe e oracoes." (Talma- ge, Jesus, o Cristo, p. 507.) 3. Para Testificar Que Tinha Dominio Sobre Todas as Caisas. "Para os ap6stolos, o ato foi mais uma prova indiscutivel do poder do Senhor sobre a natureza, seu controle sobre as forcas naturais e todas as coisas materiais, sua jurisdicao sobre
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    a vidil ea morte. Ele havia curado multidOes; o vento e as on- das haviam obedecido asua palavra; em tres ocasioes, restaura os monos avida; era convenieme que demonstrasse seu poder para ferir e uestruir. Ao manifestar sua autoridade sobre a morte, ele havia, misericordiosamente, levantado uma jovem do leito sobre o qual havia falecido, urn rapaz da maca em que era levado ao sepulcro, e urn outro da sepultura em que havia sido depositado como cadaver; mas, para provar seu poder de destruir por uma palavra, havia escolhido como alvo uma ar- vore esteril c sem valor. Poderia qualquer urn dos Doze duvi- dar, quando, poucos dias mais tarde, o viram nas maos dos sa- cerdotcs vingativos e dos pag<los impiedosos, que ele poderia ferir de morte seus inimigos com uma palavra, se o quisesse? A respeito disso, nem mesmo os apostolos perceberam quao ver- dadeiramente voluntario havia sido seu sacrificio, sen<lo de- pois da ressurreicao." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 508.) 4 , Para Mostrar o Destino de uma Nacao Que o Rejeitara. "A arvore frondosa e infrutifera simbolizava o judaismo, que altamente se proclamava como (lllica religiiio verdadeira da epoca e condescendentemente convidava todo o mundo a vir e partilhar de seus ricos e sazonados frutos: quando, na verdade, era apenas urn amomoado antinatural de folhas. scm nenhum fru10 comestivel da estar;ilo, e nem mesmo urn fruto comestivel que houve~se restado dos anos anteriores, pois que aqueles que possuiam de frutificacOes passadas ha- viam secado ate tornarem-se inuteis e repulsivos em sua dcte- rioracao roida pelos vermes. A religillo de Israel havia degene- rado numa religiosidade artificial que, em materia de exibicoes prerensiosas e declaracoes vazias, ultrapassava as abominacoes do paganismo. Como ja tivemos oportunidade de indicar nes- tas paginas, a figueira era o simbolo favorito da raca judaica nas figuracOes rabinicas, eo Senhor ja hnvia usado esse simbo- lbmo anteriormente, na ·parabola da Figueira Esteril, cujo crescimento inu11l somente obstruia o Lerreno." (Talmage, Je- sus, o Cmto. p. 509.) ~ontos a t)onberar (20-9) Por Que os Judeus se Sentirum Ultrajados Quando Jesus P urificou o Templo'! Para que possamos responder corretameme a essa pergunta, e necessaria que compreendamos quem eram o~ "meninos'' que louvaram a Jesus no templo. Mateus 21:13, Versao lnspirada 15l ~apitul.o 20 13. Vendo emao os principais dos sacerdotes e os escribas a!> maravilhas que fazia, e os filhos do reino clamando ao templo. e dizendo: Hosana ao Filho de Davi!, indignaram-se e disseram-lhe: Ouves o que estes uizem? (Marcus 21:13. Versao lnspirada.) "Nao eram memnos. cnanca!> pequena~ conforme dtz na Bi- blia, mas discipulos, membros da lgreja, pessoas que tinham testemunho da divindade de Jesus. "Foi desses ·filhos do reino' adulto~, desses membros da lgreja que atraves do arrependimemo e batisrno haviam-se tor- nado 'como meninos novamente nascidos' em Cristo (I Pedro 2:2), que ele recebeu 'perfeito louvor. ' Como ele poderia pro- vir de qualquer outra pessoa senao daquele~ que conheciam e estavam sujeitos aos uitames do Espirito Santo?" (McConkie. DNTC, Vol. I, p. 585.) Os rrincipais dos sacerdotes eram o~ guardiaes do tt'mplo e tambem (supunham eles) de toda a estrutura da religi:lo judai- ca. Ele~ se fartavam com os lucros obtidos com o comercio realizado no templo, e assim este era nao somente a fonte de sua privilegiada posir;!lo social {que cobicavam tao ciosameme) mas tambem de scus rendimentos - mais ainda, de suas fortu- nas. Jesu~ J3 invadira anteriom1en1e os limite:' da sagrada mor- domia do~ sacerdotes, no inic1o de ~eu miniqerio, e naquela ocaiao, chamara o templo de ·•a casa de meu Pai,'' _(Joi!.o 2: 16.) Embora a declaracao que proferiu naquela epoca hou- vesse ofendido os sacerdotes (pois se di,sera Filho de Deus e que o templo penencia a ,<;~;:u Pai), ainda assim aquela afirmati- va proclamava que o templo era de Deus, e com i~to, pelo me- nos, os principais dos sacerdotc~ concordavam. Ma~ agora, quase no final de seu ministerio, ell.' declarava publicamente ser o Messias, e aqueles "filhos do reino" ouviram-no chamar o tcmplo de "minha c:usa. '' (Mateus 21 :13.) Aparentemente, seus seguidores entenderam esta declaracao de Jesus, pois comecaram a cantare a louva-lo como o Messias que hn tanto tempo aguardavam. Ao terrninar a ira e violencia da purifica~ao do templo, os discipulos de Jc:sus reuniram-se c:m torno dele para receber o que etc podia dar-lhe, pois ali era o ~tw coso, e ninguem (lirho mais direito que ele de ministror nuquele local. ··o furor de sua mdignacao foi seguido pela calma de urn mci- go ministerio; ali, nos atrios purificados de sua casa, os cegos e os aleijados sc reuniram coxeando e tateando ao seu redor e etc
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    ~e¢o 5 os curou.0 6dio dos principais dos sacerdotes e dos escribas rugia contra ele, mas era impotente. Haviam decretado sua morte e feito repetidos esfor~os para apanha-lo, e ali estava ele, assentado dentro da propria area sobre a qual pretendiam ter suprema jurisdi~ao, e eles tinham medo de toca-lo por cau- sa da gente comum, que professavam desprezar, embora inti- mamente temessem 'porque todo o povo pendia para ele, escutando-o.' " (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 510.) Considere estas perguntas: I. Por que os judeus se ofenderam, quando Jesus ex- pulsou os mercadores do templo? 2. Como eles reagiram, quando o Salvador chamou o temp/a de "minha casa"? 3. Encontrou alguma evidencia de Jesus haver rentado acalmar os /Ideres judeus? 4. Existe evidencia de que o Salvador fez qua/quer ten· tativa de ajustar-se ds nor-aes preconcebidas dos ju- deus a respeito de como seria o Messias e o que ele !aria? Leia Marcos 8:11-13. 5. Leia Joao 16:1-3. Eimportame que conhe~amos a verdade a respeito do Senhor e sellS servos? Por que? 152 (20-10) Por Que Muitas Pessoas que Receberam Jesus em Jerusalem Como Rei e Messias, Posteriormente o Rejeitaram? 0 povo de Israel desprezava o dominio cruel e opressivo de Roma. Suas escrituras prometiam um Messias que os liberta· ria, e o Ap6stolo Paulo posteriormente testificaria a respeito dessas promessas. Leia Romanos II:26,27. (Compare com Sal- mos 14:7; Isaias 59:20.) Porem, ao contrario de outras na~Oes ap6statas e dccaidas, muitas pessoas da Palestina da epoca de Jesus, haviam perdido tao grande parte de luz e revela~ao, que nao conseguiam perce- ber verdades espirituais. Era um povo dominado por Roma, e o tinico sentido que conseguiam entender naquela promessa da vinda de um salvador, era que ele redimiria Israel do jugo estrangeiro. Todavia, muitas pcssoas eram tambem dominadas pela hipocrisia. formas religiosas mortas, extorsao e orgulho - muitos lideres que ministravam a religiao cram culpados de cri- mes. (Vcr Joao 8:1-11.) Estavam envolvidos numa condi~ao tao miscravel de d1ssoluta cegueira religiosa, que nao atende- ram avoz daquele que poderia liberta-los (atraves de seu arre- pendimento) do pecado. (20-Jl) SUMARIO Somente uns poucos disdpulos fieis compreenderam o signi- ficado real da entrada inicial de Jesus em Jerusalem. Quando ele vier novamente, sera como o Rei dos reis e Senhor dos se- nhores, e 10do joelho se dobrara e toda lingua confessani. Quem, portanto, estara preparado para recebe-lo? (D&C 45:56-58.) Voce ere que a vinda do Senhor em gloria convence- ra todos os povos a servi-lo e adora-lo? Se nao o fizer, o que podera convence-los? 0 que faz com que as pessoas procurem a Jesus? Como isso se aplica a voce?
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    APROX. 33 D.C.Mateus Marcos I Lucas I Joa i H TERCEIRO DIA ·i Parabola dost: GALILEIA 21:28-32 .~ Dois Filhos ~ Mar da Parabola dos~ 21:33-41 12:1-9 20:9-16 ~ Galileia Lavradores Maus. ~ ~ Parabola da Pedra Rejeitada. 21:42-46 12:10-12 20:17,18 Parabola das Bodas Reais e das Vestes 22:1-14 SAMARIA Nupciais. A Questao do 22:15-22 Tributo 12:13-17 20:19-26 Casamento na 12:18-27 Ressurrei~ao. 22:23-33 20:27-40 Jerusalem 0 Grande Mandamento 22:34-40 12:28-34 • "De Quem Cristo eFilho?" 22:41-46 12:35-37 20:41-44 Acusa~ao aos Escribas e Fariseus. 23:1-36 12:38-40 20:45-47 I Jesus Lamenta Sobre Jerusalem. 23:37-39 A Oferta da Vii.tva. 12:41-44 21:1-4 JUDElA I A hesita~ao dos Principais dos 12:: ~ Sacerdotes; 0 Testemunho de Cristo.
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    21 ''§i be bOs...bipOcrita~!'' TEMA Podemos veneer a hipocrisia, servindo ao proximo modesta e secretamente. INTRODU~AO Nestes capftulosjinais do mini.sterio ptlblico do Senhor, voce terti 0 respeito do ultima con.frontar4o de Jesus com OS escribas, jariseuS e herodianos; e 0 Ultima, porque OS /fderes dos judeus, a esta altura, estavam determinados a fazer com que o Salvador morresse pe/a narao e constantemente ''consultavom-separa o matarem. "(Jo4o 11:53.) Nospagi- nas seguimes, voce aprendera como eles tentoram fazer com que JeSLIS dissesse Otl/izessealgumo coisa que Illesper· mitisseacusa-lo do crimecapitalde trairdo contraas omori- (lades romana.s. Aposesta ultima confrontarao em queele condenou ahi· pocrisia tanto dos escribas como dos jariseus, atraves de suas perguntas e respostas, Jesus voltou-se amultidi1o e seus discfpu/os para proferir aacusardofinal a todo o siste· ma jarisoico. Ao fer e meditar sabre o significado desta condena~tJo dos lfderes dos judeus, voce vera como lhes era . possfvel pagar o di?.imo, orar, jejuar, faT.er proselitos e ain· do assim estarem inclinadosa omitir "o mais importante do lei". que era a misericordia, o juho e o je. (Ver Mateus 23:23.) Vera como eles observavam a limpe4.a exterior de uma pessoa, enquanto negligenciavam o limpeza interior. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do Quadro. ISS Qtomentttrios 3Jnterpretatibos (21-1) Mateus 21:28-32. Qual e a Mensagem Contida na Parabola dos Dols FUbos? "A sentenca inicial. "Mas que vos parece?", era uma cha- mada para atencclo mais cuidadosa. lmplicava numa pergunta que logo viria, e que foi apresemada sob a forma: Qual dos dois filhos foi o obediente? SO havia uma resposta 6bvia, e ti- veram que da-la, embora relutames. A aplicacao da parabola veio com convincente prontidao. Eles. os principais sacerdo· tes, escribas, fariseus e anciaos do povo foram comparados ao segundo filho, que, ao ser chamado para trabalhar na vinha, respondera muiro fmnemente, mas nao fora, ainda que as vi- deiras se estivessem tornando bravias pelo crescimento sem po·. da, e os pobres frutos que conseguiam amadurecer fossem deixados para cair e apodrecer no chdo. Os publicanos e peca- dores, sobre os quais descarregavam seu desprezo, cujo ~on~a­ to tornava a pessoa imunda, foram assemelhados ao pnmetro filho, que, em recusa rude ainda que franca, ignorara o cha- mado paterno, mas posteriormente se abrandara e pusera-se a trabalhar, arrependido e esperan9oso de compensar o tempo que havia perdido, e o espirito de rebeldia que havia demons· trado contra o pai." (Talmage, Jesus. o Cristo, p. 514.) (21-l) Mateus 21:33-41. De Que Maneira os Lideres Judeus Pronunciaram Julgamento Contra si Mesmos ao Responderem aPergunta de Jesus? ..Mais uma vez os judeus tinham sido compelidos a dar res- posta agrande questclo de que a parabola tratava, e novamen-
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    te, por suasrespostas, pronunciavam julgamento sobre si mes- mos. A vinha, falando em sentido geral, era a familia humana, mas de maneira mais limitada, o povo do conv~nio, Israel; o solo era born e capaz de produzir em rica abundancia; as videi- ras eram escolhid as e tinham sido plantadas com cuidado; e a vinha inteira era amplamente protegida por uma cercadura, e adequadamente dotada de lagar e torre. Os lavradores nao po- deriam ser outros que os sacerdotes e mestres de Israel, incluindo-se os lideres eclesiasticos que estavam ali naquela ho- ra, em funcao oficial. 0 Senhor da vinha havia mandado entre o povo profetas autorizados para falar em Seu nome; e a esses, os iniquos arrendatarios haviam rejeitado, maltratado, e, em muitos casos. cruelmente assassinado. Nos relates mais deta- lhados da parabola, Iemos que, ao vir o primeiro servo, os la- vradores maus o feriram e o mandaram embora vazio; ao se- guinte, feriram-lhe na cabet;a, eo mandaram embora, tendo-o afrontado; a urn outro mataram, e a todos os que vieram de- pois, brutalmente maltrataram, e a alguns mataram. Aqueles homens maus haviam usado a vinha de seu Senhor para ganho pessoal, e nao entregavam parte algurna da safra ao Proprietluio legal. Quando o Senhor mandou outros men- sageiros, "em maior numero do que os primeiros", ou em ou- tras palavras, maiores que os primeiros, sendo o mais recente exemplo Joao Batista, os lavradores os rejeitaram com peca- minosa determinacao, ainda mais pronunciada que antes. Fi- nalmente o Filho vem em pessoa; seu poder eles temem como a do herdeiro legal, e com malignidade quase alem do imagina- vel, determinam-se a mata-lo, para que possam perpetuar-se na ilegilima posse da vinha, e dai por diante mante-la como se rhes pertencesse. " Jesus conduzlu a historia sem interrupeao, desde o passa- do criminoso ate o futuro ainda mais tragico e terrivel, emilo apenas a tres dias de distilncia, e calmamente relatou em ima- gens profeticas, como se ja houvesse cumprido, a maneira co- mo aqueles homens maus haviam lancado o Filho fora da vi- nha e o mataram. lncapazes de fugir da perscrutadora pergun· ta a respeito do que o Senhor da vinha obviamente e com justi· ca faria aos lavradores iniquos, os lideres judaicos deram a (mica resposta adequada - que ele cenamente destruiria aque- les desventurados pecadores, e entregaria a sua vinha a arren- dat5.r:ios que fossem mnis honesto!. e merecedores." (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 515-16.) (11·3) Mateus 11:42-46. Que Grande Mensagem Jesus nos Ensina na Parabola da Pedra que Fol Rejeitada? Leia Efesios 2:20 e Atos 4:10-12. (21·4) Mateus 12:2-11. Qual e a lnterpretacao da Parilbola do Casamento do Filho do Rei? " Na Parabola do Casamento do Filho do Rei, algumas ve- zes chamada de Parabola das Bodas Reuis, Jesus ensina as se- 156 guintes verdades: (1) Sua propria filiacao divina; (2) a iminente destruicAo de Jerusalem; (3) a rejeicilo do remanescente judai- co da raca do convenio; (4) o chamado do Evangelho aos gen- tios; e (5) que os que atcnderem ao chamado do Evangelho nao serao escolhidos para a salvacllo, a menos que coloquem sobre si o manto da retidllo. Comparar com Lucas 14:16-24. ''A propria Deidade eo rei mencionado na parabola; Jesus, seu primogenito e herdeiro, eo filho do rei: e as primeiras pes- seas convidadas ao casamemo do Cordeiro (D&C 58: II) silo as hostes escolhidas e privilegiadas de Israel a quem o evangelho fora oferecldo nas geracOes passadas. '0 remanescente' que rejeitou o convite seguinte com violencia e assassinate eram os descendentes judeus da antiga Israel; e a sua cidade, J erusa- lem, e que foi violentamente destruida. (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 597.) "Ser esse filho o Messias e fato incontestavel, uma vez que era o reino dos ceus que estava sendo representado na parabo- la; nem se podera negar que os santos, ou aqueles que perma- necem fleis ao Senhor, serao os unicos considerados dignos de participar das bodas, pois segundo as palavras de Jo4o em Apocalipse, a voz que elc ouviu nos ceus era semefhante ade uma grande multidllo, ou de grandes trovoes, e ela dizia: ''Ale- luia: pois jA o Senhor Deus Todo-Poderoso rejna. Regozijemo- nos, e alegremo-nos, e demos-the gloria; porque vindas sao as bodas do Cordeiro. e ja a sua esposa se aprontou. E foi-lhe da- do que se vestisse de linho fino. puro e resplandecente; porque o linho fino sao a justica dos santos." (Apoc.alipse 19:6-8) (Smith, Ensinamentos, p. 62, italicos adicionados.) (21-5) Mateus 22:15. Que Esfor~o Flzeram os Judeus Para Tenlar Atrair Jesus a Um Ato ou Palavra Conlraria aLei Judaica ou Romana? "As autoridades judaicas continuavam incansavelmeme ati- vas em seus esforcos decididos de tentar atrair Jesus a algum ato ou palavra sobre que pudessem alicercar uma acusac4o de ofensa, fosse asua propria lei ou aromana. Os fariseus 'con· sultaram entre si como o surpreenderiam nalguma palavra", e entao, deixando de lado seus preconceitos partidarios, conspi- raram para esse fim com os herodianos, faccao politica cuja principal caracteristica era o proposito de manter no poder a familia de Herodes, politica essa que tinha como conseqU!!ncia a defesa do poder de Roma. do qual dependia Herodes para sua autoridade delegada. A mesma associacao incongruente tinha sido formada anteriormente, com o intuito de pro- vocar Jesus a uma declarar;ao, ou acao franca, na Galileia, eo Senhor havia colocado os partidos juntos em sua advertencia aos disclpulos. para que tomassem cuidado com o fermento de ambos. Dessa rnaneira, no ultimo dia dos ensinamentos publi-
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    cos de nossoSenhor, fariseus e herodianos juntaram for~as contra ele; uns, vigilantes quanta ao desrespeito as menores minucias tecnicas da lei mosaica, os outros alertas para agarrarem-se amais !eve escusa para culpa-to de deslealdade aos poderes seculares. Seus pianos foram concebidos em des- lealdade e postos em opera~Ao como a pr6pria encarnacl!.o da mentira." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 526.) (21·6) Mateu.s 22:18. Que Sio 8lp6critas? "Somonte atraves do Novo Testamento pouca ideia terllo a respeito do tipo de vida que os romanos levavam na Palestina, o tipo de vida que Cristo condenou, e ainda assirn, como ja disse anteriormente, sempre me pareceu que o pecado que o Salvador mais reprovou foi o da hipocrisia - o ato de viver uma vida dupla, uma vida que aparentamos a nossos amigos e mui- tas vezes as nossas esposas, muito diferente do que realmente vivemos.(J. Reuben Clark,'Jr., Church News, 2 de fevereiro de 1963, p. 16.) ' 1 A palavra hip6crita eurn termo de origem grega, que signi- fica "ator." Urn hip6crita e urn ator, urn impostor. Ele assu- me papeis que nao refletem seus verdadeiros sent.imentos e ma- neira de pensar. Ele jamais apresenta seu verdadeiro eu para as outras pessoas. Seu comportamento e marcado pelo embus- te, subterfugio, exibicionismo, fingimento e falsidade. Na at- mosfera ilus6ria do teatro, reconhecemos que os atores estl!.o representando ser outra pessoa. Na vida cotidiana, entretanto, esperamos que as pessoas sejam genuinas, e que ajam sem fin- gimento, que sejam sinceras e honestas." (Lowell L. Bennion, "Jesus, o Cristo", Instructor, abril de 1964, p. 165.) (ll-7) Mateus 22:17-21. Como Jesus Resolveu o DUema Apresentado pelo Inddente do Dinbelro do Tributo? ''Seus adversarios pretendiam que Jesus caisse em condena- ~ilo em qualquer resposta que desse ao dilema. 0 fato mais in- teressante que podemos ver em sua respostai: que ele nilo fugiu apergunta; respondeu a eta clara e positivamente, sem cair na cilada dos judeus. Ele respondeu: 'Por que me experimentais, hip6critas7 Mostrai-me a moeda do tribwo. E eles apresenta- ram urn dinheiro. (Mateus 22:18-19.) 0 dinheiro aqui mencio- nado era, sem duvida, a moeda corrente romana, o denario, que trazia a efigie de Tiberio ou possivelmente de Augusto. 0 Salvador queria-lhes indicar a imagem de Cesar e a inscri9ilo que trazia seu nome e titulos. Existe urn proverbio muito oo- nhecido que diz que a pessoa que tern sua imagem e titulos gra- vados numa moeda e o seu proprietario e reoonhecido como soberano. 'B disse-lhes: De quem e esta efigie e esta inscricilo? Dizem-lbe eles: De Cesar...' (Mateus 22:20-21.) Eles reconh~ 1S7 (:apitulo 21 ceram que a moeda pertencia ao imperador romano, e, sendo e1a a moeda corrente para pagamento do tributo, significava que o pais estava sob o jugo de Roma.' ...Entao ele lhes diz: Dai pois a Cesar o que ede Ci:sar, e a Deus o que e de Deus.' (Mateus 22:21.) Em outras palavras, 'N4o sede injustos: dai a Cesar as coisas que lhe pertencem; e ao mesmo tempo, ndo se- jais impios: dai a Deus o que ede Deus.' ''A sabedoria desta resposta defme os limites da dupla so~ rania e esclarece a jurisdi~ao dos dois imperios, o do ceu e o da terra. A image.m dos monarcas estampada nas moedas denota que as coisas temporais pertencem ao soberano temporal. A imagem de Deus estarnpada no cora~o e na alma de urn ho· mem significa que todo o seu ser e poderes pertencem a Deus, e devem ser usados para servi-lo... " Na epoca atual, marcada por tanta inquietude, poderia- mos apropriadamente formular estapergunta! Que devemos a Cesar? Ao pais em que vivemos? Devemos obediencia. respei- to e honra. As leis estabelecidas para promoveF o bem-estar de todos e suprimir a iniqUidade devem ser estritamente obedeci· das. Devemos pagar os impostos para apoiar o govemo a fazer face as despesas decorrentes da prot~ao a vida, liberdade, propriedade e promo~do do bem-estar de todas as pessoas." (Howard W. Hunter, em CR, abril de 1968, p. 65.) (11-8) Mateus 12:23-33. Haveri Casamento na Ressurrel~io? "Jesus, contudo, nilo parou para discutir os elementos do problema que se the apresentava; nilo importava que o caso fosse real ou imaginilrio, uma vez que a pergunta: "De qual dos sete sera a mulher7" baseava-se numa conce~ilo total- mente erronea. Respondeu-1hes Jesus: 'Errais conhecendo as Escrituras; nem o poder de Deus; Porque na ressurrei~ilo nem casam nero silo dados em Casamento; mas serl!.o, como os an- jos de Deus no ceu.' 0 que o Senhor queria dizer era clara: que na situacAo de ressurretos, nlio poderia haver duvida entre os sete irmi!os, quanta a quem pertenceria a mulher para a eterni- dade, uma vez que todos, com excecllo do primeiro, haviam-se casado com ela pelo tempo de dura~Ao de suas vidas mortais tilo somente, e, primariamente, como prop6sito de perpetuar, na mortalidade, o nome da familia do irml!.o que morrera pri- meiro. Lucas registra as palavras do Senhor, em parte, da se- guinte forma: "Mas os que forem havidos por dignos de alcan- car o mundo vindouro, e a ressurreicllo dos mortos, nilo hilo de casar, nem ser dados em casamento; porque ja nilo podem mais morrer; pois sao iguais aos anjos, e silo fllhos de Deus, sendo filhos da ressurrei~ilo.' Na ressurreicilo, nllo havera casar-se nem ser-se dado em casamento; pois que todas as questOes de situa~ilo matrimonial devem ser resolvidas antes daquela ocasiAo, sob a autoridadc do Santo Sacerd6cio, que
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    ~05 tern o poderde selar em casamento, tanto para o tempo quan- to para a etemidad.e." (Talmage, Jesus; o Cristo, p. 530.) (ll-9) Mattos 23:5. "Pols Trazem Largos FUactfrios e Alarp.m as Fl1lojas de Seus Vestldos." "Por causa de uma interpretacllo tradicional de Ex: 13:9 e Deut. 6:8, os hebreus adotaram o costume de ftJacterias ou fi- lacterios, que consistiarn essencialmente em fitas de pergami- nho em que se escreviarn por extenso ou parcialmente os se- guintes textos: Ex: 13:2-10 e 11-17; Deut. 6:4-9, e 11:13-21. Os filacterios eram usados na cabeca e no braco. As fitas de per- gaminho para a cab~a eram quatro, em cada uma das quais estava escrito um dos textos acima citados. Eram colocados numa caixinha cubica de couro, medindo de J/2 polegada a 1 I/2 polegadas de arestas; a caixa era dividida em quatro com· partimentos, sendo colocado urn pequeno rolo de pergaminho em cada urn. A caixa era mantida na testa, entre os olhos do portador, por meio de correias. 0 ftlacterio do braco com- preendia urn s6 rolo de pergaminho no qual os quatro textos estavam escritos; este era colocado numa caixinha presa por correias a parte interna do br~o esquerdo de maneira a ser posta junto ao coraclo. quando as mllos se uniam em atitude de devocao. Os fariseus usavam os fJ.lacterios do braco acima do cotovelo, enquanto seus rivais, os saduceus, os prendiam a palma da milo (Ver Ex. 13:9.) A gente comum usavafilacterios somente nas horas de oracao; mas os fariseus os apresentavam durante todo o dia. A refer@ncia de nosso Senhor ao costume dos fariseus, de alargar seus filacterios, relacionava-se com o aumento das caixinhas que os continharn, particularmente as das testas, uma vez que o tamanho das fitas de pergaminho era fu:ado por regras rlgidas. 0 Senhor havia exigido de Israel por intermedio de Moish (Num. 15:38) que o povo prendesse Aborda de seus vestidos franjas com urn cordlo azul. Em ostentat6ria demonstracao de fingida piedade, os escribas e fariseus adoravam usar fran- jas largas para atrair a atencao publica, o que era mais umade- monstracao de falsa santidade." (Talmage. Jesus, o Cristo, pp. 546-47.) (ll-10) Mateus 23:7. ECorTelo os Homens Tratarem OS Outros de Rabi e Outros ntulos? "Titulos de respeito como lrmao, Elder, Bispo ou R.abi sao adequados e proprios, quando sao usados com parcimonia eo devido respeito pelo oficio ou posicao envolvida. 0 que Jesus condena nesta passagem nllo eo uso desses titulos~ mas a van· gl6ria e a arrogante auto-adula~llo provocada por seu uso ex- cessivo. Na verdade, parecia que ~queles lideres religiosos esta- 158 vam tllo envolvidos em suas gl6rias, que julgavam ter uma im- portancia igual aDeidade. 'Os rabinos realmente se colocavam no Iugar de Deus, e sentiarn-se quase iguais a ele0 Suas tradi- ~Oes eram mais rigorosas que a lei Mosaica e eram considera- das em certo sentido obrigat6rias ate para Deus.' (Dumme- Jow, p. 700.)" (McConkie, DNTC, Vol. I, Po 617.) (21·11) Mateus 23:37-39. Por Que Jesus Lamentou Sobre Jerusalem? , "Jerusalem- a cidade Santa! Jerusalem - a cidade da depravacao, •que espiritualmente se chama Sodoma e Egito' .' (Apoc. 11 :8.) " Jerusalem - cidade condenada espiritualmente, que seria destruida temporalmente. Ver Lucas 19:41-44. "Jerusalem - o local do templo; terra dos profetas e do mi- nisterio de nosso Senhoro " Jerusalem -local onde o Filho de Deus foi crucificado pela 'parte mais infqua do mundo.' pois 'nenhuma outra na9ii.o na Terra crucificaria seu Deus.' (2 Nefi 10:3.) "Jerusalem - futura capital do mundo e centro de onde a 'palavra do Senhor' saini para todos os povoso (Isaias 2:3.) " Realmente, a hist6ria de Jerusalem difere dade outros po- vos; e foi com justa causa que Jesus chorou ao ver a rebeliAo de seus habitanteso" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 626.) (11-ll) Marcos ll:4t-44. Que Significava a Oferta da Vluva? •'Nas contas guardadas pelos anjos registradores, anotadas de acordo com a aritmetica dos ceus, os lancamentos silo feitos em termos de qualidade e nllo de quantidade, e os valores sao detenninados com base na capacidade e na intencaoo 0 rico dera muito, mas ainda lhe restara muito mais; a doacao da viu- va era tudo o que possuia. Nllo havia sido a pequenez de sua oferta que a tomara especialmente aceitavel, mas o espirito de sacrificio e intencao devota com que a ftzera. Nos livros da contabilidade celeste, a contribui~ao da viuva dera entrada co· mo uma doacAo generosa, ultrapassando em valor a dadiva dos reis. 'Porque, se ha prontidao de vontade, sera aceita se- gundo o que qualquer tern, e nao segundo o que nao tern."'(Talrpage, Jesus, o Cristo, p. 543.)
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    ~ontog a ~onllerar 0SALVADOR CONDENOU A HIPOCRISIA COMO UM DOS MAJORES PECADOS (21-13) A Hipocrisia eUma das Plores Fonnas de Desonestidade "Assim como Deus condena a imoralidade, da mesma for- ma abomina a hipocrisia, que euma das piores formas de de- sonestidade. Ao descrever o inferno do mundo vindouro, ele especifica que nele habitarao as pessoas desonestas. Nenhuma coisa impura pode entrar na presenca do Senhor, e da mesma forma nenhum mentiroso, trapaceiro ou hip6crita pode habi- tar em seu reino. "A desonestidade relaciona-se diretamente com o egoismo, que ea sua fonte de origem. Eo cgoismo ea raiz de quase to- dos os connitos que nos afligem, e a desumanidade que o ho- mem demonstra para com seu semelhante faz com que milha- res de pessoas padecam." (Mark E. Petersen em CR, outubro de 1971 , pp. 63-64.) (21-14) A Hlpocrisia, Como o CAncer, Pode Crescer Ate Dominar-nos. "Conheco urn homem que esta arruinando seu proprio su- cesso e tambem a vida de outras pessoas, porque exagera grandementesuas pr6prias virtudes e valor pessoal. Euma pes- soa profundamente egoista e sempre procura esconder seus pe- cados e fraquezas. Ele julga possuir habiJidades imaginilrias baseadas em falsas suposicOes. "Quando as coisas vao mal, ele sempre procura por a culpa nos outros, e para algo !he parecer correto, e necessaria apenas que seja de seu interesse. Porem os seus problemas de falsa personaJidade estao se tornando incontrolaveis. Para ele, esta sendo cada vez mais dificil raciocinar, pois esta perdendo rapi- damente o poder de voltar a realidade." (Sterling W. SilJ, Church News, 8 de janeiro de 1966, p. 9.) A HIPOCRISIA E UM DESAFIO ATUAL TAO GRANDE QUANTO 0 FOI NA EPOCA DE JESUS. A /rase "AI de vos" euma maldif40. De QCOrdo como dicion6rio, a palavra "maldirao" signijict~ um estlldo de sofrimenro, qfliriJo, pesar,.calamidade ou 111/ortunio. Con- forme registra o Evangelho de Mateus, o Senhor proferiu essa /rase, ou "maldiriJo" oito ve~es contra os escribas e fariseus hip6critas. 159 ~itulo21 Poderia o Senhor proferir essa "maldirilo" contra o po- vo da epoca otua/? Que faziam OS escribas e fariseus para que o Senhor a pronundasse? Vocl sabia que os fariseus _pagavam o dftimo integra/mente, davam esmo/as aos po- bres, assistiam regu/armente a seusserviros de adorartio na sinagoga e eram devotos freqaentadores do templo? Que faziam eles de errado, entilo, que os tornava hip6critas? Com certeza, nilo eram as suas boas obras, pois todas elas mostravam-se dignas de louvor. Ainda assim, e/es eram hi- pocritas. Porque? Serio por queprocuravam glorificar-se? Eles pagavam o dkimo, oravam efaziam proselitos. Desse modo, estavam rea/mente afastando as pessoas-de Deus, pois seus corartJes e reais intentos eram errados. 0 Senhordeclarou oseguinlearespeito de.sse ti];odepes- soa: "Pois que este povo se aproxima de mim e com asua boca, e com os seus Iabios me honra, mas o $eu cora~ilo se afasta para Ionge de mim." (Isaias 29:13.) Um hipocrita e, portanto, entre outras coisas, uma pes- soa que finge ser um bom membro da Jgreja mas que, na realidade, nilo sente desejo a/gum de achegar-se a Cristo nem de fazer a sua vontade por amor a ele. Examine porum momento suasaspirartJespessoais. Vo- ~ paga o dl~imo, 1~ suas ofertas de jejum para ajudar os necessitados e assiste ds reunilJes da lgreja? Se respondeu ajirmativamente a estasperguntas, entiJo eumape:ssoadig- no de reconhecimento. Porem, qual eo seu prop6sito ao cumprir esses mandameflfOs? Vocl of~ para vangloriar- se, forrado pelapresstio social, ou o seu verdadeiro intento e aproximar-se de Cristo? Que acontece ahipocrisia quan- do vocl/az com que todas as suas arlJes se)am centraliza- das em Cristo? PODEMOS VENCER A HIPOCRISIA, SERVINDO AO PROXIMO MODESTA E SECRETAMENTE Pode entender agora que uma das principais cousa.s dQ hipocrisia t o desejo de ser visto pela humanidade, ou rece- ber louvor, aprovorilo e recompenso? 0 que nosqjudaria a evitaresse tipo de desejo? Leia 3N(fl 13:1-4. Jesusensinou que devemos sera~ir ao proximo secretamente. 0 que acha queele quisdizer com isso? Quedevemosfazer a/gosem es~ perar obter lucro ou recompensa pessoal? Leia agora a se- guinte declarQfilo do Presidente Spencer W. Kimball: ''Aprendiqueeservindo que oprendemosaservir. Quan- do nos empenhamos em ajudar a nosso proximo, niJo so- mente os nossos atos os assistem, mas tambem passamos a ver os nossos pr6prios problemassob uma nova perspecti-
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    va. Quando nospreocupa1nos mais com os outros, temos menos tempo para nos preocupamws com n6s mesmos. No meio do mi/Qgre de sen•ir. encontramos apromessa de Je- sus que i ~rdendo a nossa vida que nos encontramas. (Ver Mateus 10:39.) "N4o somente "encontramos" a n6s mesmos em termos de reubemws orienJafilo para a nossa vida, nu:u, quanw mais servimos a nosso proximo de moneira aproprilula, mais nossas a/mas crescem. Tornamo-nos indivfduos mais exponenciais ao strvir a nossos semelhantes - na realidade, i mais fdcil "encontrar-nos", pois sempre existe muita coi- sa em n6s que precisamos encontrar. ' (Ensign. dezembro de 1974, p. 2.) Ao meditar nas palavras do PresidenJe Kimball, como pode aplicti-las il sua vida neste exato momenta? Sem a/me- 160 jar qualquer tipo de recompensa, que servifos poderia pres- tor a- Seus pais? Seus irm4os e irmiJs? Seus colegas de trabalho, escola? Suasfamnias designadas no ensino familiar? lgreja, no pagamento dos dfzimos e ofertas? Quando aprender a servir sem esperar qualquer tipo de louvor ou recompensa, voc2 saberd sobrepujar o problema principal dos escribas efariseus: a hipocrisia.
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    SAMARIA Jerusal6m • JUDEIA TERCEIRO DIA Discurso noMonte das 24:1-51 Oliveiras. Parabola das Dez 25:1-13 Virgens. Parabola dos Talentos 25:14-30 0 Julgamento Finale 25:31-46 lnevitavel. Leia tambem Joseph Smith I , que ea revisao inspirada Profeta do texto que se encontra em Mateus 24. 13:1-37 21:5-36 pelo
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    cteapitulo 22 22 ''<ftut 1tinalbabtra ba tua binba?'' TEMA As pessoas que estiverem atentas aos diversos sinais procla- mados da segunda vinda do Salvador, e procederem de confor- midade com eles, serilo preparadas. JNTRODU~AO Ap6sdenunciar a hipocrisia dos escribasefariseus, Jesus saiu do templo. Ao se postar, juntamente comseusdiscfpu- los, diante dos edijicios do templo, o Salvadorconfrontou- os com uma declarafiiO profetica que deve tersido estarre- cedora. Ele disse o seguinte a respeito do templo: "Em ver- dade vos digo que nilo fit:ar6 aqui pedra sobre pedro que niJo seja derribada." (Mateus 24:2.) Nenhuma pedro seria deixada sobre a outra: nenhuma pedra do p6rtico, do san- tu6rio e do santo dos santos daquele edijicio sagrado; ne- nhuma pedro do 6trio e do claustro do templo. Tudo seria derribado. 0 templo de Herodes seria destrufdo.(Ver Wil- liam Smith, A Dictionary ofthe Bible, ed. rev. "Templo. '') A/gum tempo depois, Jesus se achavasentado num local do Monte das Oliveiras, e osdisdpulos trproximaram-se de- le, em particular, e formularam duas perguntas signijicati- vas. Na primeira, "Dize-nos quando serao essas coisas?" eles pediram que Jesus diS;Sesse quando ocorreria a destrui- flJO do templo de Herodes e a matan~a e dispersllo dos )u- deus. Na segundopergunta, "Equesinalhaver6 da tua vin- da e do fim do mundo?", os discfpulos so/icitaram uma ex- plica~iJo definitiva dos eventos signijicativos que precede- ri(lm a segundo vinda do Senhor. (Ver Mateus 24:3.) 163 Como parte desta lifllo, vod terti opronunciamento que Jesusfez noMonte das 0/iveiras, que con/em asua respos- ta a essas duas questlJes. Tambem estudar6 duosparabolas, as quais acentuam a necessidade de sermos constanremente diligentes e alerta, se quisermos estar preparados para ase- gundo vinda do Senhor, quando ele vira vingar-.se dos inl- quose assentar-se como)uiz no inevitavel)ulgamentofinal. A vinda do Salvador em poder e gl6ria para ju/gar o mundo esta ds portas. Os pro/etas antigos e modemos tem fa/ado a respeito desse glorioso e terrfvel evento, e dado a humanidadesinais como evidencias de que ele vir6. 0 cum- primento de cada um desses Sinaiseuma indiCOfiJO de que 0 dia estfl-.se aproximando. Na verdade, ninguem conhece a epoca exata em que o Salvador voltara, mas sabemos que ser4 logo, e aprendendo a reconhecer ossinais dos tempos, os homens podem preparar-se para encontra-lo. Eles esta- riJo preparados tendo o 6/eo adequado em suas lampadas. Estariio preparados para o dia do julgamento. Ao estudaresta li~llo, observe especialmente os sinais da vlnda de Cristo quej6foram cumpridose ossinaisdos tem- pos que ainda ocorreriio, antes que o Salvador volte aterra para reinar como Jui1. e Rei. Procure avaliar asua prepara- ~iJo pessoal para a segundo vinda do Senhor, e tome todos ospassosnecessarios nessesentido, afim de quepossa estar sempre preparado para prestar contas de sua vida a Deus. Antes de prosseguir, lela todas as escrituras do quadro.
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    ~5 €:ommtarios JJnterpretatibos (12-1) Maleus24:2. Como foi Cumprlda a Profecia Referente ll Destrul~ao do Templo e de Jerusalem? "Todos voces conhecem bern como os judeus levaram a ca· boa sua terrivel conspira~~o ecrucificaram o Filho de Deus. e como, logo apos, continuaram a combater seu Evangelho. De- vern lembrar-se tambem do pre~o que tiveram de pagar pelos seus atos e como, no ano 70 A.D. a cidade caiu nas mllos dos romanos ao chegar o climax do sitio em que foram mortas, se- gundo nos conta o historiador Josefo, urn milhllo e cern mil pessoas; dezenas de milhares foram levadas cativas ou vendi· das nas arenas ou em combates com gladiadores, para divertir os espectadores romanos. Toda essa destrui~llo e dispersllo dos judeus poderia ter sido evitada, se o povo tivesse aceito o Evangelho de Jesus Cristo e o deixasse modificar seus cora~oes." (Marion G. Romney, em CR, outubro de 1948, pp. 96-97.) (22-2) Matt~us 24:3. 0 Que o Monte das OUveiras Signifies Para Nbs? Era no Monte das Oliveiras, ou Cliveto, que o Senhor dis- cursava freqUentemente aos seus ap6stolos e discipulos e em suas encostas que fkava o Getsemani. Foi desse monte que o Senhor subiu aos ceus. (Ver Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 522, 550, 590, 674.) 0 Senhor retornara a esse Monte e fani com que os judeus o reconhe~am. Leia D&C 45:48-53. (22-J) Mareus 24:3. Qual eo fim do Mundo De Que fala Esra Escritura? "Agora os homens nlio tern qualquer motivo para dizer que se trata de uma figura de linguagem ou que 0 significado nao e exatamente esse, pois, dessa forma, o Salvador esta explicando o que antes falara por parabolas; e segundo essas palavras, o fim do mundo e0 aniquilamento dos inlquos, e a ceifa e 0 fim do mundo aludem diretamente nllo aterra, como muitos acre· ditavarn, mas a familia humana nos uhimos dias e as coisas que precederlo a vinda do Filho do Homem e a restaura~llo de todas as coisas faladas pela boca de todos os santos profetas desde o principia do mundo; e anjos haver& nessa importante obra, pois eles sllo os ceifeiros. De modo que assim como o joio sera colhido e queimado no fogo, assim tambem acontece- ra no final dos tempos. (Mateus 13:40); ou seja, ao sairem os servos de Deus para admoestar as na~Oe5, tanto os sacerdotes como o povo, por endurecerem seus coracOes e rechacarem a 164 luz da verdade - tendo sido entregues as bofetadas de Sata- nas, e se ligado alei e testemunho, como aconteceu com os ju- deus - serllo deixados nas trevas para depois serem lan~ados na fornalha de fogo; e assim atados por seus credos, e estando as cordas que os amarram fortalecidas pelos sacerdotes, esta· rllo prontos para o cumprimento das palavras do Salvador: " Mandara o Filho do Homem os seus anjos, e eles colberao do seu reino tudo o que causa escandalo, e os que cometem ini· qUidade. E lan~a-Jos·llo na fomalha de fogo; ali havera pranto e ranger de dentes." (Mateus 13:41--42.) Entendemos que o tra· balho de reunir o trigo em celeiros ou silos se efetuara, en· quanto o joio estiver sendo amarrado e preparado para o dia da queima; e que depois desse dia, "os justos resplandecerao como o sol, no reino de seu Pai. Quem tern ouvidos para ou- VIr, ou~.'' (Mateus 13:45.) (Smith, Ensinamentos, p. 98.) (22-4) Mateus 24:15-12, 19, 34, 35. Qual ea Abomln~io da Desola~io de Que Falaram o Profeta Daniel e o Salvador? Haveria duas epocas em que ocorreria essa grande tragedia: 1. Na Epoca da Destruicao de Jerusalem. "E agora o machado estava posto araiz da arvore apodreci· da. Jerusalem devia pagar o preco. Daniel havia predito esse momenta em que a desola~ao. devido aabomina~o e iniqOi- dade do povo, assolaria a cidade. (Dan. 9:27; 11 :31; 12:11.) Moises declarou que o sitio seria tllo violento, que muitas mu- lberes comeriam seus pr6prios ftlhos. (Deut. 28.) Jesus especi- ficou que a destruicAo ocorreria na epoca da vida de seus disci· pulos. "E assim ela ocorreu punitiva e sem restri~ao. A fome foi maior do que o povo pOde suportar; o sangue correu pelas ruas; a destruiclo desolou o templo; I . I00.000 judeus foram mortos; Jerusalem foi arada como urn campo; e o remanes· cente daquela na~ao que outrora fora poderosa, foi dispersado pelos confins da terra. A na~ao judaica morreu, atravessada pelas lancas romanas e nas mllos dos soberanos gentios. "Mas, o que aconteceu aos santos que moravam em Jerusa- lem naquele dia sombrio? Eles atenderam a advertencia de Je- sus e fugiram apressadamente. Guiados pela revelacao, como acontece com os verdadeiros santos, foram para Pella, na Pe- reia e assim escaparam de ser destruidos." (McConkie, DNTC, Vol. l, po. 644-45.) 2. Por Ocasiao da Segunda Vinda. "Toda a desolacAo e ruina que ocorreram na antiga destrui· clo de Jerusalem sao apenas o preludio do sitio vindouro. Tito
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    e suas legioesmatararn 1 100000 judeus, destruirarn o templo e araram a cidade. No futUro, quando for encenada novamente a 'abominacio da desolacio', todo o mundo estara em guerra, Jerusalem sera o centro do conflito, todos os tipos de armas rnodemBP serAo usados, e em meio ao cerco, o Filho do Ho- mem vira e colocando seu pe sobre o Monte das Oliveiras, tu- tarA a batalha dos santos. (Zacarias 12:1-9.) "Falando a respeito dessas batalhas finais que acompanha- rlo a sua vinda, o Senhor disse: 'Porque eu ajuntarei todas as na~Oes para a peleja contra Jerusalem; e a cidade sera tomada, e as casas serlo saqueadas, e as mulheres for~adas; e a metade da cidade saira para o cativeiro, mas o resto do povo nlo sera expulso da cidade.' Todavia, o final do conllito sera diferente do anterior. Dizem os registros profeticos: '0 Senhor saira, e pelejara contra estas nac0es, como no dia em que pelejou no dia da batalha. E naquele diaestario os seus pes sobreo monte das Oliveiras... E o Senhor sera rei sobre toda a terra.' (Zac. 14:2-4, 9)" (McConkie, f)NTC, Vol. I, pp. 659-60.) (22-S) Mateu.s 14:24. Como Os Proprios Eleilos Podem Escapar de Serem Engaoados? "0 Profeta Joseph Smith, em sua versio inspirada dessa mesma Escritura, acrescentou estas palavras significativas: 'que silo os eleitos, de acordo com o convenio.' E isto o que dissemos nesta conferi!ncia: a menos que cada urn de nossos membros adquira para si mesmo urn testemunho inabalavel da divindade desta lgreja, encontrar-se-io entre os enganados neste dia em que os 'eleitos de acordo com o conv@nio' serllo testados e provados. Somente os que adquirirem esse testemu- nho terAo condicllo de sobreviver.'' (HaroJd B. Lee, em CR, outubro de 1950, p. 129.) (ll-6) Mateus 14:23. " Pols Onde Estiver o Cadher, AI se ajuntario as Agulas." Nesta parabola, a carca~a representa o corpo da lgreja, para o qual voar~o as Aguias, que eIsrael, e encontrarllo sustento. A coligacAo de Israel e primeiramente espiritual, e depois tem- poral. Eespiritual no sentido de que a ovelha perdida de Israel c inicialmente 'restaurada a verdadeira lgreja e rebanho de Deus,' o que significa que eJes conhecerio verdadeiramente o Deus de Israel, aceitario o Evangelho que ele restaurou nos ul- timos dias e se filiarllo Algreja de Jesus Cristo dos Santos dos Oltimos Dias. Etemporal no sentido de que esses conversos se- rlio 'coligados nas terras de sua heranyu e estabelecidos em todas as suas terras de promissllo' (2 Nefi 9:2; 25:15-18; Jer. 16:14- 21), o que significa que a casa de Jose sera estabelecida na Amhica, a casa de Juda na Palestina, e que as Tribos Perdi- das se reunirllo aos filhos de Efraim na America para receber l6S suas ben~lios no devido tempo. (D&C 133.)' "(Mormon Doc- trine, p. 280)" (McConkie, DNTC, vol. 1, pp. 648-49.) (22-7) Mateus l4:29, 30, 36·39. 0 Que o Profeta Joseph Smltb nos Ensina a Respelto da Epoca da Segunda Vinda e do sinal do FUbo do Homem? "A vinda do Filho do Homem na.o acontecera, nao pode acontecer, ate que se derrarnem os julgarnentos que foram anunciados para esta epoca, e esses julgamentos ja com~a­ ram. Paulo disse: "Vos sois filhos da luz... ja nao estais em trtvas para que aquele dia vos surpreenda como urn Jadrao. {I Tessalonicenses 5:4-5.) Nllo faz parte dos deslgnios do Senhor Todo-Poderoso vir Aterra desmorona-la e reduzi-la a p6, sem antes revelar tudo aos seus servos, os profetas. " Juda ha de voltar, Jerusalem ha de ser reedificada junto com o templo, e deve sair agua de sob o templo, e as aguas do Mar Morto serao purificadas. Precisar-se-a de algum tempo para se reconstruirem as muralhas da cidade, eo templo etc, e tudo isso acontecera antes da vinda do Filho do Homem. Ha- verA guerra e rumores de guerra, sinais em cima dos d!us e em- baixo na terra, e o sol se escurecera e a lua se tingira de sangue, haverAterremotos em vArios lugares, os mares sairllo de seus li- mites e, entao aparecera no ceu o grande sinal do Filho do Ho- mem. Porcm, que fara o mundo1 Dira que eurn planeta, ou um cometa, etc. Ai, o Filho do Homem vira como o Sinal do Filho do Homem, que sera igual aluz da manha que aparece no oriente." (Smith, Ensinamentos, pp. 286-87.) (22-8) Mateus 14:40. Por que Um Sera Oestruido t o Outro Deixado Quando o Seohor Voltar? "Assim os que suportario aquele dia, que permanecerl!o na terra quando esta for transfigurada (D&C 63:2~21), serlo aqueles que sio honestos e integros e que estarlo vivendo pelo menos a lei que os levara ao reino terrestrial de gloria na res- surrei~lio. Nenhuma pessoa que estiver vivendo padroes teles- tiais podera permanecer na terra e, portanto, nao podera su- portar aquele dia. "E por isto que encontrarnos em Malaquias uma Jista dessas pessoas, entre as quais se encontram: feiticeiros, adulteros, os que juram falsamente, os que oprirnem e defraudam os joma- leiros, (trabalhadores diaristas. operarios, pobres) as viuvas e os 6rfl!os em seus sa!Arios; todos os que afastam o homem da verdade; os que na.o temem a Deus; os membros da lgreja ver- dadeira que nllo pagam urn dizimo honesto; os que cometem impiedade e os orgulhosos. Todos esses, diz ele, serilo como palha naquele dia que vern ardendo como fomo. (Mal. 3:4; D&C 64:23-25.)" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 669.)
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    (22-9) Maaeus 24:45-51." 0 Servo Fiel e Prudente." "Nessa passagem escriturlstica, Jesus se refere a seus minis- tros, seus servos, os portadores de seu santo Sacerd6cio. Sl!.o os que ele constituiu sobre a casa de Deus para ensinarem a aperfeic;oar seus santos. Enessa responsabilidade que eles de- vern estar empenhados, quando o Mestre voltar. Se eles o esti- verem servindo dessa maneira quando o Senhor vier, ele dar- lhes-a a exaltac;l!.o. Porem, se os mordomos da ca.sa do Senhor pensarem que a Segunda Vinda chegara tarde e se esquecerem de suas incumbencias, contenderem com os ministros e come- ~arem a viver os principios do mundo, entl!.o a vinganc;a de seu rejeitado Senhor co~ toda a justi~a caira sobre eles na sua vin- da." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 675,) (22-10) Mateus 25:1-13. Qual eo SigniFicado da Parlabola das Dez Virgens? "0 objetivo dessa li~ao era incuJcar na mente das pessoas chamadas ao minisferio, sobre seus seguidores eo mundo, que deviam vigiar e preparar-se ince.ssantemente para o dia que ele havia predito, quando o Senhor voltaria novamente para jut- gar a terra. ''0 noivo mencionado na parabola era o Mesne, o Salvador da humanidade. A festa nupcial simbolizava sua segunda vin- da para receber sua Igreja. As virgens eram os discipulos pro- fessos de Cristo, pois aguardavam ansiosamente a vinda do noivo para a festa nupciaJ ou tinham ligac;Ao com os aconteci- mentos referentes a lgreja que iriam ocorrer. "E evidente que esta parabola se referia principalmente aos que acreditavam em Cristo e era uma advertencia dirigida a eles, conforme nos esclarece uma revelacao moderna dada pe- lo Senhor, que diz: 'Estas sao as coisas pelas quais devereis procurar;... mesmo no dia da vinda do FiJho do Homem.' 'E ate aquela hora havera virgens nescias entre as sabias; e naquela hora serao completamente separados os justos e os inlquos. (D&C 63:53-54.)' lsso, sem duvida, significa uma separacAo dos iniquos dos justos entre os que professam acreditar no Senhor Jesus Cris- to. 0 Senhor define ainda as virgens sabias de sua parabola nu- ma outra revela~ao em que declarou: 'Pois aqueles que sao sabios e tiverem aceitado a verdade, e 166 tom~do o Santo Espirito por seu guia, e nl!.o tiverem sido enga- nados - na verdade vos digo que nllo serl!.o conados e lan~ados no fogo, mas suportarl!.o o dia. (D&C 45:57.) Eis aqui claramente indicada uma verdade que todos nos de- vemos reconhecer, que entre o povo de Deus, os que acreditam no Salvador do mundo, ha os que sllo sabios e guardam os mandamentos, e OS nescios. que sAo desobedientes e negligen· tes no cumprimento de seus deveres. (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1951, pp. 26-27.) (22-11) Ma&eus 25:14-30. Uma Explica~ao da Paribola dos Talentos. "Voces sabem, irmaos, que na parabola dos talentos, 0 Se· nhor chamou seus servos e lhes entregou diversos talentos que deveriam ser aumentados, enquanto ele se ausentava por aJ- gum tempo, e que ao vohar, deveriam prestar-lhe contas. As- sim acontece atualmente - nosso Salvador ausentou-se ape- nas por algum tempo, e em seu regresso, cada urn de nos tera de prestar contas do qu~ lhe foi dado; e onde foram dados cin- co talentos, serl!.o exigidos dez; e aquele que nl!.o aumentou seu dote sera jogado fora como servo iniltil, enquanto os tieis go- zarllo de honras eternas. Portanto, imploramos com toda sin- ceridade que a gra~a de nosso Pai Celestial esteja com voces, por intermedio de Jesus Cristo, seu Filho, a fim de que nao desfaJecam na hora da tentacao nem sejam vencidos quando vierem as persegui~oes. (Smith, Ensinamentos, p. 67.) .t)ontos a ,t}onberar "QUE SINAL HAVER.. DA TUA VINDA?" Em Mate.U l41 o Salvador Estava-a Refertado 1 Dols Eventos Especifkot Os discfpu.Josd~ Jesusfi:urom duosp~rguntas: (I) "Dite· nosquondoser4o US4Y cois4sJ";e (2) •'Quesinalhaver6 da /ua vinda ~ dofim do mundo?" (Moteus 14:3.) A primeira questtJo se n:/er1a d 11bominorilo da desolarilo que cairia sobreo.sjudeus, eadeslruirilo do templo d~ Herode.s. A se- guntla tinho Ligorilo com a segundo v/nda do Senhor ~m gl6ria para }ulgar o mundo. Considerondo a moneira em que tS$0$ duos perguntas/oramJormuladas, eaparente que os disc(pufo.s pensavam que ~sses dois eventos ocorrenam aproximadamenle ao mesmo tempo. Ao responderao.s dis- clpulos, entretanto, Jesus deixou bem claro que tal nilo Sll· cederia. PERGUNTA: 0 que os disc(pulos linham ~nt men/~. quando pergunta· r11m a Jesus: "Dke-nos quando serdo e.ssas coisos?" (Ma· teus 14:_1-_3~.)-------~~-
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    RESPOSTA: Sua pergunta St!referia especificamente a destrui,ao drJ templo de Herodes, ao derribamento de Jt>rusallm e a ma- tanfa e dispersiio dos judeus. (Ver Joseph Smith 1:2-4 e o c:omenttirio interprerativo 22:1.) PERGUNTA: De que maneira os antigos cristiios foram engonados e tambt!m perseguiram a Jesus. como ele profetizou que fa- riam? (Mareus 24:3-5; 9-13.) RESPOSTA: Fo/sos Crisros - como Simiio, o Mogo, Menandro, Do- siteu e orlfros (ver McConkie. DNTC. vol. I. p. 640) e fal- sos mestres que pregaram heresias abomindveis (ver Talmo· ge, A Grande Apostasia, pp. 44-54) fizeram com que mui- ros santos antigos opostotassem da ft!. As perseguiroes to- rom amplamente monifesradas numa puseguirao judalsta origindria do co11jlito entre o judafsmo e o cristianismo: os apostolos forom encarc:erados (Atos 5:18); Estiviio foi ape- drejado (Aros 7:54-60); Herodes ordenou que matassem Tiago, filho de Zebedet4 (Atos 12:I, 2.) A/em disso, os ju- deus ndo apenas procurovam perseguir os que professovam amor o Jesus Cristo como tamblm tetUaram zelosamente mfluencior os romonos a combotert!m o monmmto cristiio. Ver o comentorio interpretalil'o 22-4. PERGUNTA: 0 que era o obominafiic da desoiOfdo que varreria Jeru- salem? (Moreus 24:15-22.) RESPOSTA: Ver o comentdrio interpretativo 22:4. PERGUNTA: 0 templo de Herodes fot destrufdo, conforme di'l. a pro- fecia? (Mateus 24:1·3.) RESPOSTA: 0 templo rea/mente foi destru(do. Esse Jato ocorreu pro· vavelmente no se:cta-feira. dia 9 de ogosto no ano 70 A. D. Ver o comentdrio interpretativo 22-1. 167 QUAIS SAO OS SlNAIS DOS TEMPOS QUE PRECEDERAO A SEGUNDA VINDA DO SENBOR? (22-12) Qual ca Chave, a Palavra Infallvel da Profecia, Que nos Ajudara a Entender Os Sinais dos Tempos? "Temos em nosso meio muitos escritos esparsos que predi- zem as calamidades que estao para cair sobre o6s. Alguns deles foram publicados devido a oecessidade de alertar o muodo so- bre os borrores que nos assolarao. Muilos deles provem de fontes que nao podem ser coosideradas de confian9a ioques- tiomivel. "V6s, ponadores do Sacerd6cio, estais cientes do fato de que nlio necessitamos de tais publica~aes para sennos preveni- dos, se tivermos conhecimento do que as Escrituras ja nos cn- sinaram com clarcza a esse respeito? "Permiti-me transmitir-vos a palavra infalfvel da profecia, a qual podem usar como guia, com toda a confian~a. ao inves dessas fomes estranhas que podem ter grandcs implica96es po- lfticas. "Lede o Capitulo 24 do Evangclho de Mateus - panicular- mente a sua versao inspirada que se encontra oa Perola de Grande Valor. (Joseph Smith I.) "Lede depois a Sc9ao 45 de Doutrina e Convenios. onde o Senhor, nlio o homem, documentou os sinais dos tempos. "Depois disso, lede tambCm as se90es 101 e 133 onde hii urn relato minucioso dos eventos que assinalam a segunda vinda do Salvador. E finalmente, lede na Se~lio 38 de Doutrina e Coovenios o que o Seohor prometeu aos que guardam suas leis, quando esses julgamentos cairem sobre os iofquos. "Amados innaos, estes sao alguns escritos com os quais de- veis preocupar-vos, e niio com os comentfu'ios talvez prove- nientes de pcssoas cuja ioforma~iio pode nao scr de maior con- fian9a, e cujos motivos podem ser questionaveis. Permiti-me tambem, dizer-vos que a maioria desses autores olio tern a vantagem de possuir qualquer iofonna~iio auteotica em seus escritos." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1972, p. 128.)
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    ~05 "Que Sinal Haverida Tua Vinda E do Fim do Mundo?'' (Mateus 24:3.} Perguntas Referencias da Perola de Grande Valor e do Novo Testamento. Quem tentar6 enganar ate Joseph Smith 1:12 mesmo os esco/hidos (eleitos) Mateus 24:24 e quais as t6ticas que usara? (Os escolhidos, ou eleitos, silo os membrosJieis do lgre}a.) Como devem reagir os ho- Joseph Smith /:23, 28-29 mens ao ouvirem falar de Mateus 24:6 guerras e rumores de guerras? Qual sera a magnitude da Joseph Smith 1:26 propagQfilO da luz do Evange- Mateus 24:27 /ho na terra? Que significa a declara~ilo: Joseph Smith 1:27 "Pois onde estiver o cadaver, Mateus 24:28 ai se ajuntarllo as 6guias"? (Ver o comentario interpre- tativo 22-6.) Aliste os quatro sinais men- Joseph Smith 1:29 cionados em Mateus 14;7 Mateus 24:7 Qual e 0 significado do dec/a- Joseph Smith 1:30 rarilo: "0 amor de muitos es- Mateus 24:12 friorti"? Quem, entilo, se salvarti? Joseph Smith 1:30 Mateus 24:13 Quando vir6 o Jim (a destrui- Joseph Smith 1:31 filO dos infquos)? E por que o Mateus 24:14 Evangelho do reino sera pre- gado antes do Jim? Que ea abominaf/10 da deso- Joseph Smith 1;32 lap:Jo que ocorrer6 pela segun- Mateus 24:15 da vez? (Ver o comenttirio interpre tativo 22-4.) Depois da tribui{Jfllo dl>s dias Joseph Smith 1:33 de abominQfilo, que quatro si- Mateus 24:29 nais serilo dodos? Qual eo significado de Ma· Joseph Smith 1:34 reus 24:34? Mateus 24:34 Qual eo Sinal do Filho do Joseph Smith /:36 Mateus 24:29,30 Homem que aparecera nos (Ver o comentario ceus? interpretativo 22-7.) 168 De que modo, portanto, os Joseph Smith 1:37-40 homens podem evitar ser en- Mateus 24:31-33,42,44 ganados? Qual sera a atitude da maioria Joseph Smith 1:41-43 dos homens antes da vinda de Mateus 24:37-39 Jesus Cristo? Que significa a dec/artlfllo: Joseph Smith 1:44,45 "Entilo, estando dois no cam- Mateus 24:40,41 po, sera levado um, e deixado (Ver o comentario interpre- o outro"? tatlvo 22-8 A que admoestafiJO os ho- Joseph Smith 1:46-48 mens devem atender? Mateus 24:42, 43 Que nos acontecer6, se nlio Joseph Smith 1:49-55 nos prepararmos? Mateus 24:45-51 Prlro obrer maiM ~r11lmtnto, /tid ll.f outras EscritiUti.S que o Pruide'flte /..M i11dicou que os homens de'Jem a111• diu. fX1N que /JOtSfam ~prHntkr os !lnais do:t t#mpos. D&C 4J:JJ./7: D&.C 10l;JJ-1J; D&C IJJ:1-25,36-J2,JB- 64.) (22-13) Como Podemos Estar Sempre Preparados? (D&C 38:18-22, 39-42.) "lrmiios e irmas, este eo dia do qual o Senhor tern fa/ado. Voces veem que os sinais estlio aqui. Este}am. portanto, pre- parados. Os irrndos lhes disseram nesta conferencia como se prepararem par4 estar alegres e prontos. Nunca tivemos uma conferencia onde houvesse tanta instru~llo clara e direta, tanta admoestacllo, quando os problemas ja foram definidos e tam- bem sua solu~ao ja foi sugerida. ''Nllo vamos agora ficar com os ouvidos surdos, mas ouvire escutar essas paJavras, como se etas tivessem vindo do Senhor, inspiradas por ele, e nos estaremos salvos no monte Siao, ate que tudo o que o Senhor tern preparado para seus filhos ja es- teja providenciado." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1973, pp. 168-70. Italicos adicionados.) (ll-14) Que Podemos Conduir Pelos Comentirios do Presidente Led Ele quis dizer que recebemos urn manual, para seguirmos, que sllo os discursos das conferencias, publicados em A Liaho· na, que nos orientam e guiam. Ao ler esses discursos proferi- dos semestraJmente nas confer~ncias pelos profetas vivos, e se- guindo suas orienta¢es, estaremos sempre preparados para a Segunda Vinda.
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    Ele Vem! "A linguado homem e a pena do escritor se perturbam co- mo a mente mergulhada em contempla~Ao, do sublime e res- peitavel esplendor de Sua vinda, para vingar-se dos impios e reinar como rei do mundo inteiro. "Ele vern! A terraestremece e as altas montanhas tremem, o poderoso oceano rola de voila para o norte, em furia; e os ceus fendidos inflamam-se como cobre igneo. Ele vern! Os santos mortos se desfazem de seus tumulos e •'aqueles que estAo vivos e ficam", sao "apanhados'' com eles para encontra-lo. Os im- pios correm para se esconder de sua presen~a e implorar tr~­ mulos, aspedras, que os cubram. Ele vern com todas as hostes da retidAo glorificadas! 0 ar de sua boca Jan~ morte contra os perversos. Sua gl6ria eurn fogo consurnidor. 0 orgulhoso e o rebelde silo como haste; silo queimados e "deixados sem raiz nem ramo." Ele varre a terra" como com vassoura de destrui- ~o" e a inunda com as ardentes enchentes de sua ira, e a imundicie e abomina~Oes do mundo sAo consumidas. Satanas e suas tetricas hostes silo tirados da terra e presos - o principe do poder do ar perdeu o seu dominic - pois chegou aquele que tern o direito de reinar. 'e os reinos deste mundo se toma- ram reinos de nosso Senhor e seu Cristo.' 169 ~apitulo 22 "0 povo dos santos do Altissimo babitara na terra, a qual dara o seu vigor como nos dias de sua juventude; eles const.rui- rilo cidades e plantarao jardins; os que foram fieis sobre pou- co, terao dominio sobre muito; o jardim do Eden florescera, e os frutos e flores do paraiso apresentarilo a beleza que tinham no principio; Jesus reinara •gJoriosamente no Monte Siao e em Jerusalem, diante de seu povo, e todas as coisas que foram criadas 'Louvarilo o Senhor' '' (Charles W. Penrose, "TheSe-- cond Advent," (A Segunda Vinda), Millenia/ Star, Vo1.21, p.583, ano de 1859.) BEM-AVENTURADO E AQUELE QUE ESPERA POR MIM N _,,,011t16lnfiiS'InO /10' qw o SalttN1101M ,_,. IllS 111/DT"'llf,_otHitmfeiiiG 4$1111sig~Ut(}Q vind4'!11J1 ltt- i/k4 llmtl dtll ~ eww D&C 45."+1. De tKOrdo ~ ... &crltwt~, ,.11111111 ~liiltMle? O>mo ~ •'yf. 1ilv"IMIJuwltlllfJ#Ttl do S4lwldc1r1 ~ o SmltOI'mwloutJII $/nais qw os horft#IU dlwm obsDwu, m&r elts ndo at.lo aterrlos, podviJo C'fi/p6-lo a o catfldismo do8 (1/t/trrOIdllll OS desrrvir? Porqw i neao.s:sdrio qw1W prepDITI' 'lyljrit", qtMJfdtmdo o s..Jtor?
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    Lucas Joao TERCEIRO DIA JesusPrediz a Trai~ao 26: 1,2 Engendrada a Conspira~ao contra Jesus 26:6-13 14:1-2 22: 1,2 12:2-8 0 Pacto Secreto de 26:14-16 14:10.11 22:3-6 Judas QUINTO DIA Jerusalem, Judeia, Preparativos Para a 26:17-19 14:12-16 22:7-13 Ceia de Pascoa SAM ARIA No Cenaculo Pascal 26:20 14:17 22:14 A Contenda Sobre a 22:24-30 Precedencia A Ceia de Pascoa 22:15-18 Jesus Lava os Pes 13:1-2(Jerusalem dos Ap6stolos • 0 Sacramento 26:26-29 14:22-25 22:19,20 Jesus Indica o Traidor 26:21-25 14:18-21 22:21-23 13:21-: JUDEIA Judas Deixa o Cenaculo 13:27-: Jesus P1ediz Sua Morte 13:31-~ Os Ap6stolos Expres- 26:31-35 14:27-31 22:31-38 13:36-2 sam sua Lealdade
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    23 ''~ssim como mbosamti•· TEMA Jesus Cristo ea maior manifesta~llo de amor do Pai, enos tornamos verdadeiramente seus discipulos seguindo os seus passos em nossa maneira de amar. INTRODU(:AO A ultima Pascoa do mittisterio de Jesus marco o infcio do jim de sua vida mortal. Durante centenas de anos, os ju- deus freis, obedecendo ao mandamento de Jeova. haviam oferecido o cordeiro pascal em lembran~a da misericordia que o SenJror manifestora no Egito. 0 ritual eofesta que o acompanhovasimbolizavam umaliberla~iJo aindamoiordo que o que ocorrero por intermedio de Moises: a liberta~ao dos homens do pecado atraves do socriflcio expiotorio do Cordeiro de Deus. A morte de Jesus serio "o grandee ulli- mo sacrificio", e poriajim oo socriflcio por derramomenlo de sangue, requeridopela lei mosaica. (Ver Alma34:I3.)Je- sus velo ao mundo para cumprir es.u1 lei! (Vtr Mateus 5:17,18.) Aproximava..se o tempo em que ele, o Cordeiro de Deus sacrificado antes dafumJa~ao do mundo, cumprindo a sua tra11de Expia~do, demonstraria a plenitude de seu omor a seu Poi e a nos. Sem duvido alguma, "ninguem tem maior amor do qt.h! este..." Antes de prosseguir, leio todas as escrituras do quadro. 171 (23-1) Mateus 26:5. Por que os Uderes Judeus Niio Capturaram Jesus Durante a Festa da Pascoa? "Os governantes temiam l>nbretudo urn levante dos galileus, que manifestavam orgulho provincial quanto ~ proeminencia de Jesus, como urn de seus conterriineos, e muitos deles esta- vam entlio em Jerusalem. Concluiu-se, alem disso, e pelas mes- mas razoes, que o costume judaico de fazer dos ofensores no- taveis urn exemplo impressionante mediante a aplica~ao de pu- ni~llo publica, em epocas de grandes reuniOes gerais, deveria ser deixado de Jado no caso de Jesus; por isso, os conspirado- res disseram: "Nao durante a festa; para que nao haja alvoro· ~o entre o povo." (23·2) Lucas 22:3. Satanas Realmente Enlrou no Corpo de Judas? "Talvez tenha entrado, pois Satanas e um homem espiri- tual, urn ser que foi filho de Deus na pre.exist~ncia, e que foi expulso dos ceus por causa de sua rebeldia. Ele e seus seguido- res espirituais tern poder, em alguns casos, de entrar nos cor- pos dos homens. Muitas vezes silo expulsos pelo poder do Sa- cerdocio dessas moradas onde entraram ilegalmente. Ver Mar- cos 1:21-28. Porem, se o corpo de Judas nllo estava literalmente possui- do por Satanas, ainda assirn esse vai~eiro membro dos Doze
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    estava totalmente submissoA vontade do demonio. 'Antes de Judas haver vendido Cristo aos judeus, ele se havia vendido a si mesmo ao diabo, tendo-se tornado servo de Satanas, e reali- zado a ordem de seu mestre.' (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 572.) (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 702.) (lJ.J) Mateus 26:15. Que Signiflcavam as "Trinta Moedas de Prata"? "Os principes dos sacerdotes poderiam ter dito uma moeda de prata ou mil, pouca diferen~a fazia, pois Judas nllo viera para regatear, esim para trair. Que montante de dinheiro, por- tanto, eles deviam oferecer? Com asti.Jcia diab6lica, escolhe- ram o que, de acordo com a sua lei, era o pre~o estabelecido de urn escravo. 'Trinta siclos de prata' era a compensa~ao estabe- lecida pela morte de ' urn servo ou uma serva' (Ex. 21:28-32.) "Trinta moedas de prata! Era essa a soma que estavam dis- postos a pagar pela vida de seu Deus - nem mais nem menos. E ao fazerern isso, todos os homens das gera~oes vindouras sa- beriam que o consideraram o mais vii dos seres humanos. E as- sim, tambem, ate mesmo suas tentativas de avilta-lo e insulta- lo cumpririam literalmente a profecia messianica de Zacarias que predissera sua conspiracllo maligna. 'Se parece bern aos vossos olhos, dai-me o que me edevido, e, se nllo, deixai-o. Nesse ponto, o Senhor se refere asoma pela qual ele seria ven- dido. 'E pesararn o meu salario, trintu moedas de prata.' (Zac. 11:12)" (McConkie. DNTC, Vol. 1., pp. 702-3.) (23-4) Marcos 14:1:1-15. 0 Que Jesus Realmente Disse ao ~lebrar a Ultima Piscoa? Compare os verslculos registrados na sua Biblia com a tra- ducao fcita pelo Profeta Joseph Smith na Versllo Inspirada: 20. E, comendo eles, tomou Jesus pllo e, abencoando-o, o partiu e deu-lbo, e disse: Tomai, comei. 21. Bisque isto deveis fazer em memoria de meu corpo; pois sempre que fizerdes isto, lembrar-vos-eis desta hora em que es- tive convosco. 22. E, tomando o calice, e dando gra~as, deu-lho; e todos beberam dele. 23. E disse-lhes: lsto eem lembran~a de meu sangue dena- mado por muitos, eo novo testemunho que vos dou; pois de mim deveis testificar a todo o mundo. 2A. E sempre que efetuardes esta ordenanca. lembrar-me-eis nesta hora em que estive entre v6s, e bebi convosco desta taca. mesmo pela ultima vez em meu ministerio. 172 25. Em verdade vos digo, edisto testificareis, pois nao bebe- rei mais do frulo da vide convosco, ate aquele dia em que o be- ber de novo, no reino de Deus. (Marcos 14:20-25, Versao Ins· pirada, tradu~llo livre do original em ingles.) (23-5) Joio 13:1-20. Ao lavar os Pes de Seus discipulos, Jesus manifestou Um Sinal do Amor Que lhes Dedictva. 0 lava-pes ~ uma ordenanca sagrada do Evangelho. Ela foi ordenada pelo Senhor tanto no presente como nas dispensa- coes anteriores. " ... Nosso Senhor fez duas coisas ao realizar essa ordenan- ca: 1. Cumpriu a lei antiga dada a Moises e 2. lnstituiu uma or- denan~a sagrada, que deveria ser realizada daquela epoca em diante pelos administradores legais entre os seus verdadeiros discipulos. ''Como parte da restaura~llo de todas as coisas, a ordenanca do lava-pes foi restaurada na dispensacao da plenitude dos tempos. Cumprindo o padrao que estabelecera, de revelar principios e praticas linha sobre linha epreceito sobre preceito, o Senhor revelou pouco a pouco a sua vontade concernente ao lnvamento de p~s. att dar o plena conhecimento da investidura e todas as ordenan~as do templo." (McConltie, Mormon Docrri· fie', pp. 829-30.) 0 Presidente David 0. McKay viu nessa ordenanca um gran- de exemplo de servi~o. Falando A lgreja na conferenc!a geral de abril de 1951, ocasiao em que foi apoiado pelos membros como Presidente da lgreja, ele disse: "Que grande exemplo de servi~o ele deu dquelesgrandesser- vos eseguidores de Cristo! Aquefe que i o maior entre vos, se- ja efe o menor. Por isto, sentimos a grande responsobilidode de prestor grandes servifOS aos membros da lgreja e de dedi- carmos nossas vidos ao desenvolvimento do reino de Dew no terra. (CR. abril de 1951, p. 159.) (1.3-6) Joiio 13:U,Z7. 0 Que Si&niflu Dar Um Booado Molhado? Em algumas areas do mundo em que nllo soo usados talbe- res ahora das refeicoes, ecostume comum colocar o caldo e a carne num prato no centro da mesa. Pedacos delgados de pilo, usados para servir de colher, sao utilizados para apanhar tanto a carne como o caJdo de seu recipiente. 0 pao assim molbado se torna urn "bocado". E uma grande honraria dois arnigos molharem o plio no mesmo prato de caldo, e euma prova ain- da maior de respeito uma pessoa molhar o pllo no caldo e
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    apreSt>nta-lo ao amigo.Foi assim que Judas tentou fingir seu amor e lealdade a Jesus na ceia pascal, molhando seu p11.o no mesmo prato que ele. (Ver Mateus 26:23.) Joao registra que foi Jesus quem molhou o bocado para Judas e entregou-o a ele, diz.endo: "0 que fazes, fa-lo depressa." (Joao 13:27.)(Ver Harper's Bible Dictionary. "sop" .) (23-7) Mateus 26:17. Que Era a Festa dos Piles Asmos? A Festa dos Paes Asmos, ou azimos, era intimamente asso- ciada com ada Pascoa. Quando a antiga Israel fez seus apres- sados preparativos para deixar o Egilo e sua desagradavel opressAo, n:lo houve tempo suficiente para esperar que o pao levedasse, como era o costume. Ao inves disso, ftzeram-no as pressas e abandonaram suas casas o mais rapidamente possi- vel. A festividade dos Paes Asmos era celebrada para come- morar esse fato. Enquanto a festa da Pascoa durava urn dia, a dos P11.es Asmos tinha sete dias de dura~ao. Com o passar do tempo, ambas as festividades foram combinadas numa so, ten- do assim todo o perlodo pascal oito dias de dura~ao. (23·8) Que Relaclonamento Existe Entre o Sacramento e a Expia~iio? A ultima Pascoa foi, na realidade, nao apenas urn evento, mas dois: a celebra~ao formal da ceia da Pascoa anual e a pri- meira observancia da Ceia do Senhor, em comemorac11.o ao sa- crificio expiat6rio de Jesus Cristo. Falando da segunda dessas duas pascoas, o Elder Talmage escreveu: "Enquanto Jesus estava amesa com os Doze, tomou urn pao e tendo reverentemente dado gra~as c pela ben~ao o santi- ficado, deu um peda~o a cada urn dos ap6stolos, dizendo: 'To- mai, comei, isto eo meu corpo'•; ou de acordo com a narrativa mais extensa: "lsto e0 meu corpo, que por v6s edado; fazei isto em memoria de mim." Entllo, tomando urn copo de vi- nho, deu gra9<15 eo aben~oou, e lhes deu com a ordem: " Bebei dele todos; porque isto eo meu sangue, o sangue do Novo Tes- tamento, que e derramado por muitos, para remissao dos pe- cados. E digo-vos que, desde agora, n11.o beberei de novo deste fruto da vida, ate aquele dia em que o beba de novo convosco no reino de meu Pai' . Nessa forma simples mas impressiva, foi institulda a ordenan~a conhecida desde essa epoca como o sa- cramento da Ceia do Senhor. 0 pllo e o vinho, devidamente consagrados pela orar;ao, tomam-se os emblemas do corpo e sangue do Senhor, para serem comidos e bebidos reverente- mente, e em mem6ria dele. (Jesus, o Cristo, pp. 576-77.) (23-9) Mateus 26:22. " Porventura sou eu, Senbor?" "Podemos aprender uma grande li~11.o no capitulo vinte e 173 (!apitulo 23 seis do Evangelho de Mateus. A ocasiao, a Ultima Ceia." 'E, comendo eles, disse: Em verdade vos digo que urn de v6s me hA de trair.' "Quero que se Iembrem que esses homens eram ap6stolos. Eram pessoas de nivel apost61ico. Sempre achei interessante que eles naquela ocasillo nao se tivessem acotovelado uns aos outros e dissessem: 'Aposto que eo velho Judas. Ele tern agido de modo bastante estranho, ultimamente.• Esse fato reflete urn pouco de sua estatura cspiritual. Muito pelo contrario, esta es- crito que: "E eles, entristecendo-se muito, comecaram cada urn a dizer-Jhe: Porventura sou eu, Seohor?' (Mateus 26:22.) "Voces poderiam, suplico-lhes, sobrepujar a tendcncia de menosprezar os conSt"Jhos e assumirem por um momento algo de apost61ico, pelo menos em atitude, e formularem a si mes- mos estas perguntas: Necessito aperfeir;oar-me mais? Levarei a shio esse conselho e aplica-lo-ei? Se existe alguem que efraco, omisso e relutante em seguir os lideres da Igreja, porventura sou eu, Senhor'!" (Boyd K. Packer, Follow the Brethren, (Siga o~ lrmllos) Speeches ofthe Year, 1965, p. 3.) (23-10) Mateus 26:1,2. Jesus Profeliza Sua Morte e Ressurrei~o. Ao se aproximar a ocasiao da mone de Jesus, o Salvador fa- lou diretamente a respeito dele e dos metodos que seriam usa- dos para executa-fa. Porem, essa nllo foi a primeira vez que Je- sus profetizou sobre a sua morle e posterior ressurreir;llo. 0 seguinte grafico mostra algumas ocasioes em que Jesus eosinou a seus apostolos e outros discipulos, que deveria mor- rer. Eles nllo compreenderam o verdadeiro significado de suas pilavras seollo depois que a ressurrei~ao ja era urn fato consu- mado. Referencia Periodo de Tempo do Ministe- rio do Senhor. Joao 2: 18-22 lnlcio da Primeira Pascoa. Lucas 9:21,22 Dois Anos depois, Durante o Ministerio na Galileia. Marcos 9:30-32 Mais Tarde, Ainda Durante o Ministerio na Galileia. Marcos 10:32-34 No Ano Seguinte, Urn Pouco Antes da Oltima Pascoa.
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    ~ontos aJonbtrar JESUS E0 NOSSO GRANDE EXEMPLO DO QUE SIGNIFICA AMAR AO PROXIMO Jesus ea d6dlva do Poi a lodos OS homens. Ao ojerecer seufilho, nosso Poi Celestial mostrou-nos o mais verdadei· m exemplo de puro amor. Fol o seu amor divino que fez com quese sujeltosse asuportar o sacrijfcio de seu Filho - o incompar6vel sojrimento no Gets~mani, as lnjurias infli- 'gidaspelos romanose)udeus, o escdrniode um juigamento e o sojrimento horrfvelda crucificar4o. Epor qunPorque nosso Pai Celestial nos ama e sabia que s6 poderlamos vol- tar4 sua presenfa a/raves da explar4o de Jesus Cristo. Exa: mineJoilo 4:7-10. Deu.seamor?A que Joilo se estarejerin- do nestq passagem? uoSalvador, po~m niio precisava morrer, pois amorte /he ero sldeita. Foi um sacriflcio volunttirio, um gesto su- premo de amor. Ele viveu uma vidade compleJo obediencia 6 vontqtje do Poi. Ao entregar voluntariamente suo vida, nosso Salvador colocou um selo ae amor divino em sua vi- da e missilo, e mostrou ocaminho que todos os homens de- vern seguir. " Examine Joiio 13:34-35. Qual deve sera caracter(stica in· corifundfvel de um verdadeiro disdpulo de Cristo? (13-11) Joiio 13:31-35. 0 Que Jesus Ensinou a Respeito do Prindpio do Amor? Tern sido apropriadamente observado que, embora muitos grandes lideres religiosos do mundo ensinem o principio do amor, Jesus eo unico que realmente poderia dizer: "Vinde apos mim," pois somente ele nao apenas ensinou esse princi· pio, mas foi o seu maximo exemplo. Enos devemos amar-nos uns aos outros, assim como ele nos arnou. "Nisto", disse ele, "todos conhecerllo que sois meus discipulos, se vos amardes uns aos outros. " (Jollo 13:35.) Leia Jollo 15:8-13. Talvez a melhor maneira pela qual podemos compreender o que Jesus ensinou sobre o principio de arnor emeditarmos a respeito do arnor que ele nos oferece. Considerea posi~ao divi- na da qual ele desceu paravir aterra libertar-nos enos propor· cionar a reden~ao e perdllo dos pecados. Medite tambem sobre a grande agonia que o Salvador passou no Getsemani e na cruz. Assombro me causa o arnor que me da Jesus; Confuso estou pela gra~a de sua luz, E temo ao ver que por mim sua vida deu; Por mim tAo humllde, seu sangue Jesus verteu. 174 Surpreso estou que quisesse Jesus baixar Do trono divino e minha alma resgatar, Que desse meu Mestre perci!o a tal pecador, Pra justificar minha vida com seu amor. Relembro que Cristo na cruz se deixou pregar; Pagou minha dlvida, posso eu olvidar? Nao! Nllol E por isso ao seu trono orarei, A vida e tudo o que tenho eu lhe darei. Que assombroso e; Oh! Ele me arnou e assim me resgatou. Que assombroso e! Assombroso, simi (''Assombro me Causa," Hino no 112.) FreqUentemente, osalunos querem sabercomo rea/men- tepodem demonstraroamor. Jasentiu isso tambem?& as- simfor, as seg~Jintes Escrituros /he proporcionarilo um va- lioso di.scernlmento e auxlllo. Ft~fa um breve ruumo de como podemos demonstrar o nosso llmor, de acordo com ll descrif6o contida nasseguin- tes Escrituros: Joilo 15:9,10. Como podemos demonstror melhor que qm'amos q Deus? J Jo4o 1:15-17. De que maneira muitas pessoas demons- trarrzm tzmllr mllis ao mundo que a Deus? I Joilo 3';17,18. 0 qwnto eimportante 0 servifO ao de- monstrormos o amor que sentimO.f pe/o pr&ximo? (13-ll) Demonstrar o Amor por Obras e Nio Apenas por Palavras. Amarnos o nosso Pai Celestial e ao Salvador, porque eles nos amaram primeirol Demonstramos que os amamos atraves do relacionamento que temos com o proximo. A maioria de nos talvez jamais tenha que dar a vida pelas pessoas que amam. Nossas provas de amor e dev~llo podem ser bern dife- rentes, simples talvez, porem reais. Mas quando etas acontece- rem, que "nllo arnemos de palavra, nem de lingua, mas por obra e em verdade." (1 Jo. 3:18) A aplica~Ao desses padrOes divinos pode ser ilustrada pela seguinte hist6ria: "Ha algum tempo, urn amigo me relatou uma experi!ncia que gostaria de lhes contar. Ele disse: Meu pai e seu primo viviarn na mesma comunidade, e eram competidores no ramo de constru~Oes civis. Com o passar dos
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    anos, cresceu entreeles urna profunda e aspera rivalidade, ori- ginarias de algumas concorrencias publicas e posteriormente por causa de divergencias a respeito de assuntos politicos de nossa cidade, ocasiAo em que eles exteriorizaram o seu anta- gonismo partidano. "Nossas familias herdaram essa situa~ao ap6s a mone de meu pai, pois n6s, os rapazes, quisernos assumir a posi9Ao e ponto de vista de papai. Havia urn bocado de tensao entre os membros de nossas familias, a ponto de nao demonstrarrnos o menor gesto de civilidade, ate mesmo nos chamados da lgreja, onde urn de meus primos era bispo de uma ala e eo de outra. Posteriormente, essa mesma situa~ao contirruou a ex.istir no sumo conselho, onde ambos servimos. Quando nos encontra- vamos, parecia que Satanas assumia o controle, e certamente o fazia, pois nilo haviamos aprendido que, onde ha disc6rdia, o Espirito do Senhor nao permanece7 A situa~ao continuou a se agravar, ate que fui chamado su- bitamente a abandonar todos os interesses terrenos e presidir uma missao. Foi uma experiencia muito ernocionante, pQrern. no intimo de meu ser, sentia-me inquieto a respeito deJa. Con- tinuei perguntando a mim mesmo: "Voce erealmente digno de aceitar urn chamado tao importante7' Eu estava guardando a Palavra de Sabedoria, era urn dizimista integral, cumpria riel- mente minhas atividades na lgreja, era moralmente limpo, e ainda assim, sentia-me constrangido. "Comecei imediatamente a colocar meus neg6cios comer- dais e particulares em ordem, de maneira que outras pessoas pudessem resolve-los na minha ausencia. Certa tarde, quando voltava para casa, aconteceu uma experiencia maravilhosa. Nao ouvi uma voz, mas o que escutei foi tao claro como se ti- vesse ouvido: 'Voce deve ira casa do primo de seu pai e corri- gir essa situacao. Nao pode cumprir o seu chamado e ensinar o Evangelho de amor, quando elciste esse terrivel sentimento en- tre voces.' "Dirigi-me ate a casa dele, e com grande temor, subi os de- graus que conduziam a porta e toquei a campainha. Nao hou- ve qualquer resposta. Oepois de esperar alguns minutos, voltei para meu carro e disse baixinho: 'Senhor, eu tentei. Tenho cer- teza de que isto sera aceitavel.' Mas nao era, pois aquela in- quietude ainda persistia. Orei sinceramente a respeito do pro- blema. "No dia seguinte, ao assistir a urn servil;o funeral, o primo de meu pai chegou e sentou-se aminha frente, do outro lado do corredor. 0 Espirito orientou-me a que lhe perguntasse se poderia falar com ele em sua casa depois dos servicos. Ele con- cordou. Desta vez fui com muita calma e tranqUilidade na al- ma, pois havia pedido que o Senhor preparasse o caminho pa- ra mim. J7S "Toquei a campainha, ele veio atender e convidou-me a en- trar na sala de visitas, e felicitou-me pelo meu novo chamado. Conversamos durante uns minutos sobre alguns assuntos em geral, e enUlo aconteceu: Olbei para ele com muito amor. que .>ubstituiu os velhos ressentimentos, e disse-lhe: 'Vim para pe- dir perdao portodos os meus atos e palavras que f!Uram com que n6s e nossas familias se antagonizassem.' "Naquele instante, nossos olhos se encheram de Jagrirnas, e por alguns momentos, nenhum de n6s conseguiu falar, Essa foi uma ocasiao em que o silencio foi mais poderoso que as pa- lavras. Depois de alguns rnomentos, ele disse: 'Gostaria de tC. lo procurado primeiro.' Eu respondi: "0 irnportante eque te- nhamos acenado a situa~ao, e nAo quem tomou a iniciativa." "Foi uma fabulosa experiencia espiritual que fez com que nossas almas fossem purificadas de todas as coisas que nos ha- viam separado e feito com que nao tivcssemos urn relaciona- mento familiar correto. Agora eu podia fazer minha missao e ensinar o verdadeiro significado do amor, porque. pela primeira vez em minha vida, eu o havia sentido em sua forma mais profunda. Podia dizer sinceramente que nao havia uma so pessoa no mundo a quem nao amasse. Minha vida se modificou a partir daquele dia, pois foi naquela ocasiao que aprendi mais do que nunca o que o Senhor quis dizer a seus discipulos, quando dedarou: 'Urn novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros.' (Joao 13:34.)" (N. Eldon Tanner, em CR, abril de 1967, pp. IOS-6.) QuepossoJazer parademon.rtrar o amor que slftfope/os meusfamiliares? Quem erea/mente o mer~ pr6ximo? £ um /(110 signlficativo o Senhor nt'Jo ter apenas ordenado que amtissemos aos outros: ele mostrou tiliTIUm o caminho. Todos osquequerem oiCll!lfar adlvindade devem seguir os possos. 0 qr#! o amortem a vercom a diferen~a que exi5te entre o testemunho ea r:onvers4o? Uma pessoa pode ter um te.s- temunho e nilo amar? Um indlvfduo pode eslar re(l/mellle ·convertido e niJo am(ll' a INus e ao pr6ximo7A mposta i: positivamente nllo/ A vallepor alguns momenlosasuaprOpriaposi~4o. Vod passu; um ustemunho? E/e fez com quese convertessel Se mpondeu rQimullivamente d aftima pergunta, que evidhl- cia de sua vida pode citar para apoiorsua resposta? & res- pondeu negulivamenre dquela pergunta, quais os passos que deve dar para convener-~?
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    Aeron • SAMARIA Jerusal6m • JUDEIA Mar da Galil6ia APROXIMADAMENTE NO ANO33 D.C. QUINTO DIA Jerusalem, Judeia Discurso Referente ao Consolador. Cantam urn Hino e Seguem Para o Monte das Oliveiras. Relacionamento dos Apostolos com Cristo e o Mundo; Jesus Explica Sua Morte. Lucas 26:30 14:26 22:39 Joao 14:1-3 15:1-2 16:1-3
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    24 "~ minlja pa?bog bou" TEMA Eatraves do Consolador, do Espirito Santo, que os verda- deices discipulos recebem a paz a que se referiu o Salvador a ' paz que o mundo nao conhece. INTRODU«;AO Nas ultimas horas de sua vida mortal, Jesusfalou a seus uposto/os a respeito do amore orou ao Pai por eles, ragan- do que jossem um. As multid6es haviam saudado o seu aparecimento em Jerus(ltem, como se recebessem um rei, e bradaram hosanasnaexpectativade queJeslis oslivrassede seus opressores. Porem, naquele momento, quando ele se achava sentado paraparticiparda 01/imaPascoa, e instrufa os homensquehavia chamado neste mundo, osinedrio pla- nejavasua morte eprocurava destruir sua popularidade en- tre o povo. E no final de sua vida, ele estaria so - pois as multidlJes o responderiam. Ninguem (pois ate mesmo os que mais o amavam dormiam!)presenciaria oseusojrimen- to no Gets~mani, onde ele so, esquecido e sem a pomposi- dade da presen~a das multidlJes, alcan~aria uma vitoria maior do que qualquer }6 conseguida·por Rvma. Agora, porem, ele voltava sua aten~ilo aqueles a quem amava. "E agora vou para aquele que me enviou", disse e/e. "Vas chorareis e vos lamentareis... masa vossa tristeza se convertera em alegria. "(Joiio 16:5,20). Mas, de que mo- do isso aconteceriu? E importanle lembrar que Jesus niJo dei.xou os apostolos sem conjorto -ele os admoestou a que aguardassem o tem- 177 po em que o veriam novamente. Ensinou-lhes a respeito do Paie doEsplrilo Santo, o grande Consolador, qw testifica- ria a seu respeito e conduziria aplenitude do verdade todos os que o seguis.sem. Esse consolador lhes daria a grande paz de que o Salva- dor falara, uma paz que jaria com que suportassem todos as lribula~oes de um mundo solitario e triste. 0 dom doEs- pfrito Santo sempre esteve ao a/cance dos disdpulos fills. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. ~ottttntario~ ltnterpntatibo~ (24-1) Joiio 14:2. Que Sio as "Muitas Moradas"? "Meu texto esobre a ressurreicllo dos mortos e se encontra no capitulo 14 de Jollo: 'Na casa de meu Pai ha muitas mora- das". Essa passagem deveria ser assim: ''No reino de meu Pai ha muitos reinos para que possais ser herdeiros de Deus e co- herdeiros comigo"... Existem moradas para aqueles que obedecem alei celestial, e outras para os que nllo a cumprem, cada qual em sua devida ordem". (Smith, Ensinamentos, p. 358) (245-2) Joiio 14:7-11. Como epossivel Conhecer o Pai? Quando Jesus ministrou ao mundo, tinha a mesma aparen-
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    cia do pai;disse o que o Pai diria e fez o que ele teria feito. Co- moo Elder Marion G. Romney ensinou: "Em seu ministerio mortal Jesus, sendo, como disse Paulo, 'a expressa imagem da sua (de Deus) pessoa' (Hebreus 1:3) era a verdadeira e completa revela~ao da pessoa e natureza de Deus. Ele confirmou esse fato a Filipe, quando declarou: '... quem me ve a mim ve o Pai...' (Joao 14:9.)" (CR, outubro de 1967, p. 135.) (24-3) Joio 14:11. Em Que Sentido os Servos de Jesus Poderiam Fuer Maiores Obras Que Ele? "Jesus nao quis dizer nessa passagem que eles fariam essas obras nesta vida, mas sirn que fariam obras maiores, porque ele ia para oPaL Ele disse no versiculo 24 (do capitulo 17 de Jolo): 'Pai, aqueles que me deste quero ~ue, onde eu estiver, tam!>em eles estejam comigo; para que vejam a minha gloria.' Ambas as passagens, usadas juntamente, esclareccm que as maiores obras que fariam os que criam em seu nome seriam feitas na eternidade, para onde ele ia e onde eles contempla- riam a sua g16ria." (Smith, Lectures on Faith, [Disserta~;Oes sobre a fe] Lecture Seventh, vers. 12.) (U-4)Joio 14:18-14. Quem Sio os Dols Consoladores? •'Essas declara~Oes a respeito dos dois Consoladores mar- cam o climax e o apogeu dos ensinamentos do Filho-de Deus. Nao conhecemos nada que ele tenha dito anteriormente que abra de tal forma o veu da eternidade e deixe o discipulo tiel antever as gl6rias de Deus. Condicionadas ao amor, prove- nhmte da obedi~ncia, Jesus promete que os santos podem ter nesta vida as seguintes benfYllos: "(1) 0 dom da constante companhia do Espirito Santo; o conforto e paz que efun~ao do Espirito Santo dispensar; are- vela~ao e poder santificador que prepararAo os homens para viver em companhia dos deuses e anjos na vida futura; "(2) Visita~oes pessoais do Segundo Consolador, o pr6prio Senhor Jesus Cristo, o ser ressuscitado e perfeito que habita junto com o Pai nas moradas dos ceus: e "(3) Deus o Pai - lembrem-se bern de Filipe! - visitara o ho- mem pessoalmente, como que habitara com ele e revelar-lhe-A todos os misterios deseu reino." (McConkie, DNTC, Vol!, p. 735.) (24-S)Joio 14:18-14. "Vollarel Para V6s". "Quem e, pois, o outro Consolador1 Nllo enada menos que o pr6prio Senhor Jesus Cristo; e esta ea substAncia de todo o 178 assunto: que, ao receber o homem esse ultimo Consolador. te- ra Jesus Cristo em pessoa para ajuda-lo ou aparecer-lhe de quando em quando, e ate mesmo !he manifestara o Pai, e nele farllo morada, e !he serllo descerradas as visOes dos ceus, e o Senhor o instruira face a face e podera alcan"ar urn conheci- mento perfeito dos misterios de Deus; e essa e a dignidade e posi~Ydo que alcancarwn os antigos santos, quando viram tilo gloriosas visOes: Isaias, Ezequiel, Joao na ilha de Patmos, Paulo nos tres ceus, e os santos que tenham tido comunhao com a assembleia geral e com a Igreja do Primogenito. (Smith, ElfSinamentos, p. 146.) (24·6) Joio 14:26. Em que Ocaslio os Dlscfpulos Receberam o Dom do Espfrito Santo? 0 Elder Joseph Fielding Smith declarou o seguinte; , "Os discipulos de Jesus nao receberam o dom do Espirito Santo enquanto o Salvador estava junto deles. Isso aconteceu, pelo menos em parte, devido ao fato de que eles tinham a seu lado, para orienta-los e ensina-los. o segundo membro da Dei- dade, o pr6prio Jesus Cristo. Enquanto ele se encontrava jun- to dos disclpulos, nllo precisavam ter a companhia do Espirito Santo. Antes de o Salvador deixa-los, ele lhes prometeu que enviaria o Consolador, ou Espirito Santo." (Answer to Gospel Questions, [Respostas as perguntas acerca do evangelho], vol 2, p. 159.) (14-7)Joio 14:30. "Aproxima-6e o Principe Oeste Mundo.'' "T4o poderoso era Satanas no tempo de Cristo. que o Mes- tre o chamou de "principe deste mundo," porem acrescentou: •se aproxima o principe deste mundo, e nada tem em mim.' (Jollo 14:30.) Devemos estar em condi~~o de dizer. embora es- tejamos cercados pelos poderes malignos, 'eu e minha casa ser- viremos ao Senhor desta terra! 0 prlncipe deste mundo se aproxirna para te.ntar a cada um de nos, e os unicos que conse- guirao resistir a esses tempos malignos serilo os que houverem construido as suas casas sobre a r~ha, pois como disse o Mes- tre; desceu a chuva, e assopraram os ventos, calram as tempes· tades e combateram aquela casa, mas ela nao caiu, porque es- tava edificadasobre a rocha. Eisto o que o Senhor estatentan- do nos dizer atualmente." (Harold B. Lee, Relat6rio do Con· ferencio de Area das llhas Britiinicas, agosto de 1971 , p. 135.) (24-8) Joio 16:24. Os Ap6stolos Jamals Tlnbam Orado Anterionnente? Jesus nao afirma neste versiculo que seus ap6stolos jamais tinham orado ou pedido algumacoisa: pelo contrario, ele disse que eles nunca haviam orado em seu nome, isto e, em nome de Jesus Cristo. lndubitavelmente, os ap6stolos eram homens
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    fervorosos, que oravamcom freqUencia, pois de outra forma, como poderiam eles merecer a elevada e santa honra de urn chamado ao apostolado? "Considerando que a lei divina requeria em todas as gera- ~Oes que os homens orassem ao Pai em nome de Cristo, por que Jesus aguardou esse momento para institllir esse sistema tll.o antigo entre seus disdpulos? Talvez porque seja esta uma situa~llo semelhante aque envolvia o recebimento do dom do Espirito Santo; enquanto Jesus estava ao !ado de seus discipu- los, eles r -:o desfrutaram plenamente das manifesta~oes doEs- pirito Santo. (Jollo 16:7.) Talvez enquanto o Salvador estava com eles, muitas de suas pcticoes the eram pessoalmente dirigi- das, e nllo ao Pai. Esse foi o procedimento que os nefitas se- guirarn, quando o Senhor ressuscitado e glorificado ministrou em seu meio. Eles oraram diretamente a Jesus, e nllo ao Pai." · (McConkie, DNTC, vol. I, p. 758; ver tambem 3 Nefi 19:17- 25.) t'ontos a l)onbttar " A MINHA PAZ VOU OOU." Jesus obedeceu avontade do Pai, e no final de seu ministe- rio mortal, ensinou os principios contidos nos capitulos que voce esta estudando (Jollo 14-17.) Nestes versiculos, o Senhor ensinou a seus discipulos o meio de receber a mais perfeita paz num mundo que nllo a conhece. Nessa ocasillo, falou-lhes tam- bern a respeito da missao do Espirito Santo. (24-9)Joio IS:J-8. "Sem Mim Nada Podeis Fazer." Os membros da lgreja sao como os ramos e folhas de uma grande arvore. Eles fazem parte deJa, mas somente isto nll.o os salva. Se nllo receberem a seiva nutritiva e o poder sustentador que provem de Cristo, que eo tronco (cujo poder sustentador elevado a eles atraves do Espirito Santo, somente se forem dignos de recebS-lo), eles definharll.o e cairllo ao solo como fo- lhas secas. Falando a esse respeito, o Presidente John Taylor declarou: "Como membros da lgreja, dizeis; 'Creio que sei muito bern qual eo meu dever, eo estou cumprindo bern. lsso pode ser verdade. Vede o pequeno rebento; everde e florido, a imagem da propria vida. Ele curnpre a sua parte em proporcll.o aarvo- re, e esta ligado aos ramos, ao tronco e As raizes. Poderia a ar- vore viver sem ele? Certamente que sim. Ele nllo pode ufanar- se e, exaltando-se dizer: 'Como sou verde! Como estou flori- dol e em que condi~llo saudavel me encontro. Como estou crescendo bern! Estou na minha posi~ao adequada e estou-me saindo bern.' Mas poderleis viver sem as raizes? Nllo: 179 ~itulo 24 desincumbi-vos do papel e posi~ao que desempenhais na arvo- re. 0 mesmo acontece a essas pessoas. Quando estllo cumprin- do o seu dever - magnificando os seus chamados, vivendo a sua religillo e caminhando em obediencia ao Espirito do Se- nhor. recebem urn pouco do Espirito para usufruirem com os demais. Enquanto slio humildes, fieis, diligentes e cumprem as leis e mandamentos de Deus, eles permanecem na posi~ll.o que lhesfoi designada na arvore: estllo se desenvolvendo,e seus bo- tOes, flores, folhas e seu todo progridem bern, e eles se consti- tuem uma parcela, urna parte da arvore..." (John Taylor, em JD, Vol 6, p. 108.) Medite sobre as seguintes perguntas. Ndo enecessaria responder. Quem ea fonte, ou "seiva", cujo poder e inflldncia mantem e alimenta os santos? Quql eo membra da Deidode que trabalha com o ho- mem, corrige, ensina e rrifina•o, para que possa ser digno de receber as bin~ilos que prov~m de Jesus? 0 que deve four o homem para que posso permanecer flrmemente ligado a6rvore? Que acontecer6 a qualquer ~ssoa que separar-se da 6r- vore, devido d sua obstin~llo. desobediencia ou qualquer ourro motivo? Jollo 14:26 0 que Jesus disse que o Espfrito Santofora aos que se esfoffOrem para ser dignos? Jo6o 15:26 De quem o Esplrito Santo testiflca? Jo/Jo 16:7-11 Jesus disse que o Esplrito Sllnto viria para convencer o mundo de Iris coisas. Quais silo elas? Jollo 16:13-15 De que maneira o Espfrito Santo glorificao Jesus e ao Pai? (24- 10) 0 Espirito Santo Faz Com Que o Homem Alcance a Plenitude de seu Potencial. "0 dom do Espirito Santo adapta-se a todos estes 6rglios ou atributos. Ele ilumina todas as faculdades intelectuais, aumen- ta, amplia, expande e purifica todas as paixoes e afetos natu- rais e ajusta-os, pelo dom da sabedoria, ao seu devido uso. Ele inspira, desenvolve, cultiva e amadurece toda simpatia, ale- gria, gostos, sentimentos e afei~ilo fraternal bern orientados. Ele inspira a virtude, amabilidade, bondade, ternura, gentileza
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    e caridade. Desenvolvea beleza de uma pessoa, suas fei~Oes e caracterlsticas. Contribui para a saude, vigor, otimismo e so- ciabilidade do indivlduo. Fortalece todas as facuJdades iisicas e intelectuais do homem. Revigora e tonifica o sistema nervo- so. Em resumo, ecomo se ele fosse a medula para os ossos, a alegria para o coracllo, a luz para os olhos, a musica para os ouvidos e a vida para todo o ser. "Na presenca de tais pessoas, epossivel desfrutar da Jut de seus semblantes como dos ameoos raios do sol. A atmosfera ao seu redor difunde uma vibracllo, urn caJido brilho de pura satisfacllo e simpatia ao cora~llo e nervos de outras pessoas do- tadas de sentimentos fraternais ou esplrito afetuoso." (Pratt, Key to the Science of Theology, p. 101.) 24-11 Por Ser urn Mensagelro da Deidade, o Espirlto Sanco lnst.rul os Membros Fieis. "0 Espirito Santo eurn Personagem de Esplrito asemelhan- cade Deus, o Pai ou, em outras palavras, semelhante ao Pai e ao Filho. Sua missao einstruir e iluminar a mente daqueles que, atraves de sua fidelidade, obedecem aos mandamentosdo Pai e do Filho. Ele testifica da verdade, iJumina a mente das pessoas que fizeram convenio e revela-lhes os misterios do rei- no de Deus. Ele eurn mensageiro especial do Pai e do Filho, cuja vontade executa..•" (Smith, Answers to Gospel Ques- tions, vol S p. 134.) (24-l2)Joio 16:33. "Tende Bom Animo; Eu Vend o Mundo." Ha uma grande diferen~a entre a paz mencionada por Jesus e a que o mundo oferece. Vivemos num mundo iniquo, enlou- quecido pelo crime e incontinencia desenfreados. Todos os dias, os jornais apresentam noticias tragicas de guerras, cata- clismos naturais, terror, e dos esfor~os inuteis da humanidade no sentido de impedir ou fazer face a esses desastres. Apesar de tudo, o Salvador prometeu a seus discipuJos que eles teriam paz neste mundo. Leia Jollo 16:33. Compare com Filipenses 4:7. Sua promessa ereal, pois os que obedecem aos seus manda- mentos realmente sentem a influencia e conforto do Salvador em seus cora~Oes e nao temem ao mundo. Ao enfrentar o peri- go que os amea~a. podem orar a Deus e ele respondera atraves da voz "suave e delicada" do Espirito Santo, e pronunciara paz aos seus cora~~s. 0 Presidente Harold B. Lee declarou: ''Frequentemente, quando Deus fala com sua voz suave e delicada, como fez com Elias na gruta, ela pode n~o ser audi- vel ao nosso sentido fisico, porque, como urn rAdio defeituoso, 180 as vezes estamos fora de sintonia como infinito." (CR, outu- bro de 1966, p. JIS.) Porem, se formos obedientes (essa ea condi~ao), a paz que o Senhor nos prometeu sera uma certeza, uma absoluta certe- za! " Na vida ou na morte, no fausto ou na dor Quer pobres ou ricos, tereis o seu amor. No mar ou na terra, em todo o Iugar, De todo o perigo, de todo o perigo, De todo o perigo, vos hade livrar. ("Que Finne Alicerce", Hino n° 42.) Mario lutava com um serio problema. Ele ouvia tantas v~es o testemunhode seupaisobreasuaveegentil injluen- cia do Esplrito Santo, massentia que pessOiflmentejamais tivero o companhio do Espfrito. Ficou imqginando muitas coisas, e isso o/el sentir-se deprimido. Sera que havia a/go de errado ou diferente com ele, queJazia com que jamais pudesse ter a mesma calma e certe:za, a mesma paz queseu pai possufa? Ele estava tentando viver dignamente, mas aindalhefaltavo alguma coisa. Em que havia negligencia- do, q~ o impediade obter o queseu paitinluz? A pergunta mcris dtprimentede todasera: Seu paio estaria enganando? Esse flltimo pensomento sempre se dissipava, pois ele sabio que seu paifalava com profunda convicci!o. Esso era a res- pastasimples. Elesempre vivera ao /ado de seu pai, e tivera a oportunidade de observar sua vida e exemplo e ouvl-lo orar. Certa tarde, Mario ouviu seu pai jortalecer alguem pelo telefone, dizendo: "Eu sei que as coisas darilo certo, por· tanto, niJo se preocupe mais com elas." Logo que seu pai desligoiJ, M6rio a.ssaltou-o com a pergunta: "Popai, como pode ter certt!Za? Este eum mundo instdvel! · Como pre- tende ter certez.a de alguma coisa?" Surprero com aquela explosiJo de M6rio, seu pai hesitou um pouco. e depoTs respondeu calmamente: "Mario. tenho certez.a apenas de que sei. DepoiS, percebendo a luta inte- riordofi/ho, ocrescentou: •'E vocepodesabercomo eusei, se ~iver interessado. " ..Mas, papai. " interrompeu M6rio, /alando mais alto do que era necess6rio, "Tenho vivido corretamente, orado e tentudo, mas ainda niJo recebi qualquer resposta asminhas ora~(Jes, e n6o tive visc}es, ou senlimentos especiais que me conjortem " respeito desse assunto. NIJo tenho certez.o de mais nadof Existe olgo errodo em mim"?
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    ·"Nilo, Mario, niJohti nada de errado com voce. E repito aindo que voce pode ter a paz e certeza de quefalou, mas somente se estiver disposto apagar opr~o. Voce deve ser paciente, pois a companhia epaz do Espfrito niJo vernfacil- mente. E necessario que voce guarde os mandamentos e cumpra os convenios que fez como portador do SacerdO- cio. A/em disso, e preciso que ore comfervor e estude dili- gentemente a respeito de Jesus e sua lgreja, pois o Espfrito Santo nilo virasimplesmente para diverti-/o ou motor asua curiosidade;. mas ajuda-/o-6 a desenvolver um relaciona- mento com o Salvador, caso esfo~ar-se com denodo, e ti- ver um desejo sincero em seu cor~iio." (Lela Mateus 13:45,46.) "Ndo desanime, Mario. Procure, bata, estude, seja obe- diente, e recebera a paz eserena certeza que tanto deseja". Passaram-se muitos meses depois que Mario com~ou sua sincera busca. Ele estudou e orou com todo o seu cora- ~ilo. Leu no Novo Testamento (muitas vezes ate tarde da nolle) o relato do vida de Jesus e tentoufervorosamente vi- ver e agir seguindo o exemplo de Jesus. EntiJo, graduale mansamente, seu cora~iJo recebeu ap~ eserena certezada rea/idade de Jesus. ~u pairea/mentesa- bia, e agora Mario tambem. 181 QCapitulo 24 Ele se manifestara. Maravilhosa ea manifestarilo do Esplrito Santo. Ele desvenda e desenvolve tudo o que enobre etemo e divino no homem. Humilham-se os orgulhosos, os que odeiam, passam a amar E os que se dizem auto-suficientes silo iluminados, quanto aidentidade de Jesus e sua dependencia de nosso Divino Redentor. Abrem-se os olhos.dos que pareciam sercegosaverdade. E os cora~oes que foram endurecidos contra a penetra~ilo dos raio_s aj6veis da luz e do amor abrandam-se asua presen~a. E seeles o receberem, coda dia lhessera maisprecioso, e mais signijicativo. PoderiJo entiio caminhar numa vida renovada, se pelo menos o buscarem sinceramente. (Usado com permisslio) Emboraseja necessaria quepassemos tribularoes, provo- fOes e fadigas em nossa vida mortal os discipulos de Jesus poder'!o encontrara paz que o mundo nllo conhece, atraves do Espfrito Santo. Voce tem essa p~?
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    i ·i~ .!,~ ~ ~ SAMARIA Jerusalem • JUDEIA Mar da Galileia APROXIMADAMENTE NO ANO33 D.C. Mateus Marcos Lucas Jo~c QUINTO DIA A ora~~o Sacerdotal 17:1· Agonia no Getsemani 26:36-46 14:32-42 22:40-46 18:1
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    25 "t!Cobabia n&o S'ttara a minba bontabe maS' a tua•• TEMA Podemos receber o perdao de nossos pecados atraves do so- frimento de Cristo no Getsemani. INTROD.U<;AO No quinto dia da semana do sacrijlcio expiat6rio, Jesus fez preparativos para comer a ceia pascal com os Doze. Ap6s sua "ultima ceia," Jesus indicou quem o atrai~oaria, e Judas saiu para executorsua terrlveltarefa. Depois de ex- plicar o significado de sua morte, Jesus instituiu a Ceia do Senhor - o sacramento - e disse aos om:e ap6stolos: "Em verdade vos digo que nilo beberei mais do fruto do vi- de, ott dquele dia em que o beber de novo, no reino de Deus." (Marcos 14:25.) Nessa ocasibo, ele disse que era ne- cess6rio que os deixasse, paraque pudessepreparar-lhesum Iugar junto ao Pal, mas mandar-lhes-ia o Consolador, e que voltaria a eles pessoalmente. Entilo deixou com eles a sua ptn., dizendo-lhes que nlJo se inquietassem ou atemori- UJSSem. Ap6s esse discurso, (Ver Joilo 14), Jesus di.s.se: ''Levantai-vos, partamos. "Cantaram um hino (ver Mateus 26:46; Marcos 14:26), e Jesus levou os apostolos para o Monte das 0/iveiras. 0 silencioso cortejo passou pela porta oeste do templo, desceupara o vale chamado de Cedrom ecomerou asubir a encosta do monte das 0/iveiras. Nessa ocasiilo, Jesus exp/i- couaseus apostolos, em outro discurso, qualera o seu rela- cionamento com eles e comparou-o avide e seu ramos. 0 183 Salvadorordenou que seU.S discipulos amassem unsaos ou- tros; explicou-lhes melhor o papeldo Consoladoreporque lhe era necessaria deix6-los. Falou claramente arespeito de sua morre, o que fez com que os ap6stolos declarassem: "Eis que agora fa/as abertamente e nilo dizes parabola al- guma... por isso cremos que salste de Deus. "(JolJo 16:29,30.) Nesse momenta, Jesus dirigiu suagrande orarbo intercessfJria ao Poi pelos seus discfpulos (ver lobo 17); e descendo do Monte, levou seus ap()stolos a um jardim, chamado Getsimani, onde subseqflentemente comerou a orar, e achando-se em grande agonia, sangroupor todosos poros. Foi assim que ele tomou sobresi ofordo do pecado dos homens. A leitura desta li~ilo far6 com que compreenda, aprecie e sinta mais amor pelo sacrifTcio infinito que Cristo fez por vocl. Antes de prosseguir, Jeia todas as escrituras do quadro. ~ottttnt&rios 1Jntapretatibos (25-1) Joio 17:1. 0 Significado da Ora~io Sacerdotal de Jesus Compreendendo perfeitamente sua missao, e que a epoca da expia~ao estava "as portas", Jesus concluiu a parte doutrina- ria de seu ministerio com uma ora~ao - que muitas vezes tern sido chamada de sacerdotal, sumo sacerdotal, ou grande ora- ~ao intercess6ria. (Ver Joao 17.) Estas designa~Oes nao sao im-
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    pr6prias. pois, comoveremos, Jesus, nosso Grande Sumo Sa- cerdote, primeiramente ofereceu-se a si mesmo em sacriftcio, e depois. como Mediador, intercedeu pelos membros dignos de seu reino. Esse padrllo fora estabelecido na antiga Israel. Uma vez por ano, o sumo sacerdote presidente da antiga Is- rael entrava no santissimo, o local mais sagrado do tabernACU· lo.Ali executava certos ritos relacionados com o Dia da Expia- cllo, urn dia designado para a hurnilhar;ao e arrependimento nacionai.Ap6s haver-se banhado e vestido com linhos brancos, ele aprcsentava urn bezerro e dois cabritos como ofertas pelo pecado, e urn cameirocomo oferta queimada pelos pecados de todo o povo de Israel. 0 papel do sumo sacerdote era ode urn mediador, ou de uma pessoa que intercede pelo povo junto ao Senhor. Sua funcllo, naturalmente, simbolizava o grande pa- pel mediador de Cristo por todos n6s.Portanto, quando Jesus rogou ao Pai por todos os que acreditavam nele, fe-lo como nosso Intercessor, ou Grande Sumo Sacerdote. A oracao que pronune1ou naquele momento era composta de tr~ partes distintas: Na primeira (ver Joao 17:1-3), Jesus ofereceu-se a si mesmo como o grande sacrificio. Sua hora bavia chegado_ A segunda parte da orar;ao (ver Joao 17:4-19) era urn reve- rente relato ao Pai de sua missao mortal. Na ultima parte (ver Joao 17:20-26), Jesus intercedeu nao apenas pelos onze ap6stolos que se achavam presentes, mas por todos os que "atraves de sua palavra" [dos apostolos) viessem a crer nele, para que todos chegassem aunidade per- feita com Cristo, como ele estava no Pai. Desse modo, todos seriam perfeitos em unidade, eo mundo creria que o Pai bavia enviado seu Ftlho. (2S-2) Joio 17:3. Como Podemos Conhecer a Deus e a Jesus? "Conhecer a Deus no pleno sentido que nos possibilite ga- nhar a salva~:Io etema significa que devemos saber o que ele sabe, desfrutar do que ele desfruta e sentir o que ele sente. De acordo com a linguagem do Novo Testamento,•.devemos ser 'semelhantes a ele.• (I Joao 3:2.) "Porem, para que sejamos semelhantes a ele, devemos obe- decer as leis que nos possibilitarllo adquirir 0 carater, perfei- c;oes e atributos que ele possui. "E, para que possamos obedecer a essas leis, devemos aprendS-Ias; devemos aprender a respeito de Cristo e seu Evan- 184 gelho. Devemos aprcnder "que a salva~ao veio e vcm c virn no sangue e pelo sangue expiat6rio de Cristo, o Seuhor Onipoten- te." (Mosias 3:18.) Devemos aprender que o batismo feito pe- las maos de urn admirtistrador legal ee~sencial asalva~ao, e que ap6s o batismo, devemos guardar os mandamentos c 'pros- seguir com fmneza em Cristo, tendo urn perfeito esplendor de esperan~a e amor a Deus c a todos os homens.· (2 Nefi 31 :20.)" (Bruce R. McConk.ie, em CR, abril de 1966. p. 79.) (25-3) Mateus 26:36. " Entilo Cbegou Jesus Com Eles a Urn Lugar Cbamado Getsemani." "Getsemani- 0 nome significa ''prensa de az.eite" e, pro· vavelmente, trata-se de uma instalac;Ao existente no Iugar para extracao do oleo das oliveiras ali cultivadas. Jollo refere-se ao local como urn horto, e dessa designacao podemos imaginar o local como uma area cercada. de propriedade particular. 0 mesmo autor indica que se tratava de urn Iugar freqOentado por Jesus, quando buscava tranqOilidade para orar, ou opor- tunidadc para conversa conlidencial com os discipulos (Joao 18:1,2.)" (Talmage, Jesus, o Cristo, p , 599.) (254) Mateus 26:39. "Se ePossiveJ, Passe de Mlm Este Cilice." "Deus e imutavel, o mcsmo acontece as suas leis, em to- da a sua forma e aplicacOes, sendo elc a essencia da lei, seu doador e sustentador, todas as leis sao eternas em todas as suas operac0es... "Portanto, a lei da expiac;llo tinha que ser cumprida como todas as outras, ~ois Deus nllo poderia ser Deus sem cumpri- la. " Jesus disse: 'Se epossivel, passa de mim este catice.' mas niio foi possivel, pois significaria violar a lei, e ele teve que tornil-lo, A expiac;ao tern que ser feita, um Deus precisa ser sa- crificado. Nenhum poder do mundo pode resistira lei de Deus. Ela eonipresente, onipotente, existe por toda parte e em todas as coisas..." (Taylor, The Mediation and Atornement, pp. 168-69.) (25-S) Que Acontec:eu no Getsemalli? "Onde e em que circunstiincias o Filho de Deus fez o sacrifi- cio e.xpiatorio? Foi na cruz do Calvario ou no Getsemani? E para a cruz de Cristo que a maioria dos cristllos olha, quando focaliza sua atencao na expia~ilo infinita e eterna. Certamente o sacrificio de nosso Senhor foi consumado quando ele foi er- guido na cruz pelos homens, e tambem essa parte de sua vida e sofrimento emais dramtuica e talvez mais comovente. Mas, na
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    realidade, adore sofrimento,o triunfo egrandeza da expia<;ilo ocorreram em primeiro Iugar no Getsemani. "Foi ali que Jesus tomou sobre si os pecados do mundo sob condi<;llo do arrependimento. Foi ali que ele sofreu mais do que o poder humano poderia suportar. Foi ali que exsudou grandes gotas de sangue por todos os poros. Foi no Getsemani que sentiu uma angustia tclo grande, que estava disposto a dei- xar que passasse dele aquela amarga taca, e ali tambem ele fez sua escolha final de cumprir a vontade do Pai. Foi ali que urn anjo desceu dos d:us para fortalece-lo em scu maior momento de provacao. Muitas pessoas haviam sido crucificadas, e eex- tremo o tormento e dor desse tipo de puni<;llo, mas somente uma pessoa. que era o filho de Deus, curvou-se sob o jugo da atlicao que se abateu sobre ele naquela noite tenebrosa, naque- la noite em que ele desceu abaixo de todas as coisas ao preparar-se para subir acima de todas as coisas. (McConkie. DNTC. Vol I. pp. 774-75.} (25-6) Ate que Ponto a Expia~o Fol Consumada no jardim dO' Getsemani? "Deixa-nos a impressao de que, alem do horrlvel sofrimento caracteristico da Grucificacllo, a agonia do Getsemani havia voltado, intensificada alem da capacidade humana de super- tar. Naquela hora mais pungente, o Cristo agonizante estava s6, da maneira mais terrivelmente real. A fim de que o supre- mo sacrincio do Filho pudesse consumar-se em toda a sua ple- nitude, o Pai parece ter retirado o apoio de sua presen~a ime- diata, deixando ao Sai'.(ador dos homens a gloria da completa vitoria sobre as for~as do pecado e da morte.''(Talmage, Je- sus, o Cristo, p. 638.) Quando o Salvador exclamou triunfantememe! "Esta con- sumado" (JoAo 19:30}, ele soube que o seu sacrificio expiatO- rio havia sido aceito pelo Pai. (Ver Joao 19:28.) ''Por mais doce e bem-vindo que pudesse ter sido o alivio da morte, em qualquer dos estagios anteriores de seu sofrimento desde o Getsemani ate a cruz, ele havia vivido ate que todas as coisas que dele haviam sido requeridas fossem executadas." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 639.) (25-7) Lucas 22:44."E, Posto em Agonla, Orava Mais lntensamente. "Que exemplo pcrfeito! Embora fosse o filho de Deus. ate mesmo ele, apos fortalecer-se atraves de uma minist~llo an- gelica, ora com renovada re; e naquele momento cresce em gra~ e chega ao apogeu da unidade com o Pai. Bern falou o ap6stolo Paulo a respeito dessa hora: '0 qual, nos dias da sua 185 carne, oferecendo, com grande clamor e higrimas. ora~oes e suplicas ao que o podia Iivrar da morte, foi ouvido quanto ao que temia. Ainda que era Filho, aprendeu a obediencia, por aquilo que padeceu. E, sendo ele consumado, veio a sera causa de eterna salvacllo para todos os que Ihe obedecem.' (Hebreus 5 :7-~.)" (McConltie, DNTC, Vol I, p. 776.) Mas, o que provocou a intensa agonia do Salvador? "Jesus tinha que retirar o pecado atraves de seu proprio sa- crificio... E, quando tomou sobre si os pecados de todos e ex- piou por eles ao sacrificar a si mesmo, caiu sobre ele o peso e agonia de inumeras geracoes. a indescritlvel aflicao provenien- te desse grande sacrificio expiat6rio em que ele assumiu os pe- cados do mundo e fez recair sobre si as conseqU8ncias de uma lei eterna de Deus violada pelo homem. Foi isto que originou sua profunda agonia, sua inenarn'lvel angilstia, sua avassala- dora tortura, as quais teve de sofrer, obedecendo ao decreto eterno que o estabelecera como Jeova, e para cumprir os requj- sitos de uma lei inexoravel. •'0 sofrimento do Filho de Deus nilo foi provocado simples- mente pela angustia de sua propria morte; pois, ao assumir a posicllo de expiar pelos pecados do mundo, suportou o peso, a responsabilidade e o fardo das transgrcssoes de todos os ho- mens, urn fato que nos, humanos. nilo conseguimos com- preender... "Gemendo sob o peso concentrado, a pressllo intensa e in- compreenslvel, a ex.ig~ncia terrivel da justica divina, diante da qual a fragil humanidade procura esconder-se, ao sentir essa agonia ele exsudou grandes gotas de sangue e foi movido a ex- damar: 'Pai, see posslvel, passa de mim este calice.' Ele lutara com esse fardo extraordinario no deserto. Combatera os pode- res das trevas que haviam caido sobre ele naquela ocasillo. Co- locado abaixo de todas as coisas, com a mente sobrecarregada de agonia e dor, solitario e aparentemente desamparado e es- quecido, naquele momento de agonia verteu sangue por todos os poros.'' (Taylor, The Mediation and Atonement, pp. 149- 50.) (ZS-8) Lucas 22:44."E Seu Suor 'Iornou-se em Grandes Gotas de Sangue, Que Corrlam Ate o Chao. "A agonia de Cristo no jardjm einsondavel para a mente fi- nita, tanto em intensidade quanto em causa. 0 pensamento de que ele sofria por temor da morte einsustentavel. A morte pa- ra ele era antecedente aressurreicllo e ao retorno triunfaJ ao Pai de onde havia vindo, e a urn estado de gloria ainda mais elevado que o possuido antes; e ainda mais, estava em seu po- der dar, voluntariamente, a sua vida. Ele lutara e gemera sob
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    uma carga talque nenhum outro ser vivente sobre a terra po- deria nem mesmo conceber fosse posslvel. Nllo se tratava de dor flsica, nem apenas de angustia mental, que o fizera sofrer tonura tllo grande ate produzir a extrusllo de sengue de todos os seus poros, mas sim de uma agonia da alma, de tal magnitu- de, que somente Deus seria capaz de experimentar. Nenhum outro homem, por maiores que fossem seus poderes de resis- tencia fisica e mental, poderia ter sofrido assim; porque seu or- ganismo humano teria sucumbido asincope, trazendo a in- conscii!ncia e o aben~oado oblivio. Naquela hora de angustia, Cristo enfrentou e venceu todos os horrores que Satanas, 'o principe deste mundo', poderia infligir. A espantosa !uta, rela- tiva as tentacoes que sucederam ao batismo do Senhor, foi su- perada e eclipsada por essa suprema disputa com os poderes do mal. De alguma forma, verdadeira e terrivelmente real, ainda que incompreensivel para o homem, o Salvador tomou sobre si mesmo a carga dos pecados da humanidade desde Adllo ate o final do mundo." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 592.) .tlontos a .tlonbtrar 0 SIGNIFICADO DO GETSEMANI Descendo as encostas do monte dos 0/iveiras, quase na base de uma ravina, encontra-se umjardim ou pomar, cha- mado Getslmani. 0 nome significa "prensa de azeite": provavelmente refere-se a uma insta/af40 existente no Iugar para extr(lf4o do oleo dos oliveiras ali cultivadas. Distava aproximadomente quinhentos metros das muralhasdo cida- de e era um local defreqUente isolamento ulilizado porJe- sus e seus apostolos. Qullndo o cortejo chegou ao jardim, Jesus disse a oito dos onze apostolos: "Assentai-vos aqui, enquanto vou a/em orar. " (Mateus 26:36.) EntDo, tom(liJdo consigo Pe- dro, Tiago e Jo/Jo - que estiveram consigo no monte da TraM.figurtlf4o - entrou no }ardim. Sua horahavia chega- do. As instTUfiJes que deu aostris ap{)stolosforam brevese profeticas: ''A minhaalma est6 cheia de tristeza atea mor- te; jicoi aqui e ve/ai por mim."(Mateus 26:38.) "Orai para que natJ entreis em tentafDO. "(Lucas 22:40.) Ent4o Jesus apartou-se deles cerca de "um tiro depedro" (aproximarta- mente uns30 metros) e "pondo-sedejotlhos, orava."(Ma- teus 26:39.) Suplicando prostrado, nosso Senhor orou: "Abo, Poi, todos as coisas te s4o possfveis; afasta de mim este c61ice; n4o seja, porem, o que eu quero, mas o que tu quens. " (Marcos U:36.) lnterrompemosaqui este relato e deixamos esta cena por 186 alguns momentos. Para que compreenda o /amento de nos- so Senhor e Deus, que rogou aseu Poi que afastasse dele o "c6/ice" (ou 0 fordo que /he sobreviera), e necessaria que tenha em mente alguma ideia de seu peso espiritual. 0 prO- prio Redentor nos deu uma descrifilo vfvida numa revela- rDo modema dada a Joseph Smith. Sublinheapassagem da maneira indicada e cruze a referenda com seu texto no No- vo Testamento. Assim, ordeno outra vez que te arrepen- das, para que eu n6o te humilhe com o meu poder onipotente,· que confesses os teus pe- cados, para que nao sofras os castigos de que tenho falado, os quais experimentaste em pequenissima, sim, em infima propor- cao, quando rerirei o meu Esplrito. [D&.C 19:20]. A revelar4o destinava-se a Martin Harris, que havia sido respons6vel pela perda de 116 paginas da tradufiJO manus- crita dos registros nefltas. Foi somellle depois de haver-se arrependidoprofundamente quese tornou umadas tr~s tes- temunhas. Nesta ocasillo, o Senhor ordenou que Martin Harris se arrependesse de suas transgresslJes, ou seria puni- do com a mesma aflifiJO que o Salvador sofrera no Getse- mani, aqual "experimentaste empequenlssima, sim, em In- fima proporriio, quando retirei o meu Esplrito." A mile de Joseph Smith nos da um relato da angU.stia que Martins Harris sentiu, quando o Esplrito dele se qfastou. "Depois que Joseph se alimehtou, ele nos pediu que mandassemos chamar imediatamente o Sr. Harris, o quefl- ~emos sem demora. Comeramos a preparar o desjejum pa- ra a familia, e supunhamos que o Sr. Harris chegaria logo que a refeirDo estivesse pronto, em tempo de toma-la co- nosco, pois quando era chamado, ele geralmente vinha o mais rapido que podia. Servimos a mesa tis oilo horas, e o esperavamos a coda momento. Aguardamos ate as nove. e ele nDo veio, ate as dez e as onze- ele nilo apareceu. Po- rem ao meio-dia e meia, vimo-/o encaminhar-se Iento e pen- sativamente para a casa, cabisbaixo e sem levantar o ol/lar do chiJo. Ao chegar ao port4o, ele parou, ·e ao inves de lransp6-lo, subiu na cerca ejicou sentado 16 durante a/gum tempo, com a aba do chapeu abaixada ate os olhos. Um pouco depois ele entrou em coso, entiiosentamosamesaeo Sr. Harris conosco. Pegou na m4o afacaeo garfo comose fosse usa-los, mas imediatamente deixou-os no Iugar. Hyrum observou esse gesto e disse: 'Martin, por que nilo comes? Esttis enfermo?' Nisso o Sr. Harris, levando as
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    mi1os ds temporas,exclamou em um tom de profunda an- gustia: Oh, Perdi a minha alma! Perdl a minha alma! "Joseph, que ate aquele momento nilo havia exprtSSildo os seus temores, levantou-se da meso, exclamando: 'Mar- tin, perdeste o manuscrito? QuebrtlSte o teu juram•nto e trouxeste a condenafilOsobrea minha Cti/Jerll e tambtm so- bre a tua? "Sim, eu o perdi, ' respondeu Martin, 'e nilo sei onde. ' "'Oh, meu Deus!" disse Joseph, segurando as m/Jos de Martin. 'Tudo estd perdido! Tudo est6 perdido! Que farei agora? Pequei- fui eu quem fez Ctlir sobre n6s a ira de Deus. Devia ter-me sotisfeito com a primelra resposta qw recebi do Senhor; pois ele me disse que n/Jo eraseguro per- milirque o manuscritosolsse de meu[JO<kr. 'Echoroue&e- meu, caminhando continuamente de um /ado para outro. 'Depois de a/gum tempo, eledisse aMartin que voltassee procurasse novamente. 'NIJo', dlsse ele, 'sera tudo em v/Jo; poisjd ~rqfunchei em camas, travesseiros e sei que n/Jo esta 16. ' 'Ent/Jo devo eu voltar com uma hist6ria como esso?'dis- se Joseph. NIJo ousarei. Quedirei ao Senhor~ Que reprova- f/10 sou digno de receber do anjo do Altlssiino? "'Supliquei que n4o chorasse mais, pois talvez o Senhor o perdoasse, depois que se humilhasse e arrependesse du- rante a/gum tempo. Mas que podia fazer para confortti-lo, quando ele via toda a jamflia na mesma situar/Jo que ele, pois soiUfOS, gemidos e as mais amargas lamenta¢es en- chiam a casa por todo /ado. Todavia, Joseph estava mais angustiado que o.s demais, pois entendla melhor as conse- qiJincias da desobedilncia. Ele continuou aandarde um /a- do para o outro, chorando e tomado de grande qfliriJo, ate o anoilecer, quando, cedendo d persuas4o, ac«Jeu em alimentar-se um pouco... "Recordo muito bem aquele dia de trevas tanto interior como exteriores. Para n6s, pelo menos, os c:eus pareciam haver-se escurecido e a terra 5e revestidode tristeza. Sempre tenho dito a mim mesma que, se um castigo contfnuo tilo severo quanto o que sentimos naque/a ocasiilojosseinjligi- do aos indivlduos mais in/quos que chegaram diante dope- destal do Altlssimo, mesmo que~ cast/go nilofosse mais intenso, eu sentiria a mais profunda pwdade por eles. " (Lucy Mack Smith, History of Joseph Smith, pp. 127-32, Italicos adicionados.) 187 Estata imagem de um homem mortal quesentiu "em In- fima proporr4o" o qfastamento do Espfrlto do Senhor. A maioria das pessoas, sen/Jo todas, )6 sentiram o mesmo ate certo grau. V~e pode identijicar-se a uma destassitu~c1es: • Um amigo ofendeu-o. Houve troca de palavras dsperas e vocl jicou magoado, resultando dis.so ressentimento.spessoaise o jim de uma velhaami- Ulde. Vod n6o consegue conciliar o sono, pois niJo pode esquecer o incidente. • Vod sempre se orgulhou de seu conhecimento do Eva(lgelho. Uma.outra pessoa contestou alguns de seuspontos de vista. Voa! dejendeu asuaposi- rilo e prestou-lhe seu testemunho. 0 Esplrito do Senhor, entretanto, n/Jo apoiou suas palavras e voce sentiu-se desomparado. • Voce trabalhou diversas horaspara completar um lmportante projeto. De a/gum modo - voce n/Jo sabecomo aconteceu - o trabalhojicou mancha- do de tinta e terti que jaze-/o novamente. Vod zangou-se, joi tomado de um acesso de ira e desabqfou-a com umaserie de palavras obsCenas. Quando conseguiu se acalmar, jicou tiflilo, pois sobia que ofendera o Senhor. Algumas experiencias semelhantes )6 the angustiaiam a alma? 0 Presidente Joseph Fielding Smith exemplijicou tal sofrimento da seguinte maneira: "Tenho sobido de homens, e muito.s deles vieram a mim - indivlduo.sfortes, grandes e vigorosos - ·socudido.spelo tormento mental de seus pecados, querendosoberda possi- bi/idode de conseguirem algum a/Jvio. Vkram a mim com angU.stia na alma. For Ye Are Bought With a Price" Spee- ches o!the Year, 1957, p. 5.) Se pode rteordar-se de pelo meno.s uma ocasi/Jo de sua propria vida em que sentiu vivamente o Espfrito do Sehhor;, qfastar-se de vod e o sofrimento que 'sentiu naquele mo- menta, entilo pode comerar a ter um breve lampejo do sig- nijiCtldO do que sentiu o Salvador. Voltemos agora, com bpstante reverencia, para aceM quesepassano Getsemani. Prostrado ao solo estava o pr6prio filho de Deus, nilo um simples mortal. Em grande agonia, ele clamou ao Pai. Sua ora~ao joi ouvida, pois "apareceu-lhe um anjo do ceu que o con.fortava. E, posto em agonia, orava mais intenso-
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    nwnt~. E sn~suor tornou-se em grandes gotas de songu~. que corrillm 1111 o chilo." (Lucas 12:43,44. ltdlicos adicio- IUidos.) A agoni11 continuou ate a noire. Os tres ap6stolos qu~ preanciaram o seu excruciante sojrimento, finalmente ren- tkram-se ao ca~o e adormeceram. Jesus voltou a eles e pn'gU~tlou-lhes: "Entdo nem uma hora pudestes velar co- mlgo? V"tgilli e orai, para que niJo entreis em tentar4o. " (MalftiS 26:40, 41.) Os ap{Jstolos nada responderam, e o Stl/Wldor disse-lhes: "0 esplrito, na verdade, estd pronto, m4S o carne i/raca. "(Marcos 14:38; Marcos 14;43, Vers4o INJpirrJdo.) Retornando novamente asua solitario agonio, OI'OU. diundo: "Poi, se este calice n4o pode passor de mim 2111 eu o beber, laro-se a tua vontode. " (Mateus 26:41.) Uma Sl!gJDidJI vet retornou, procurando um pouco de des· canso, ou tlllvet cDnsolo, e achou-os outra vez dormindo, ''porque M seus olhos estavam carregados" e ndo sobiam qfM! l'f!S{JOndtr-lhe. (Marcos 14:40.) Uma terceira vez ele orou, "diundo as mesmas palavras" (Mateus 26:44.) En- tlo, voltt~ndo novamente para junto dos tres, Jesus disse: ,.Dormi agora, e repousai; eis que e chegada a hora, e o Fi- llto do Homem ser6 entregue nas mDos dos pecadores." (Milieus 26:45,46.) Jesus, juntamente com os trb que haviam seguido com ~aN ojot'dim, reuniu-senovamenteaos outros ap6stolos. Nosstz mmte tenta agora compreender o que nos parea ~vel: Como pode um Deussofrer t4ofant6stica agonit~? 0 que a provocou? Que significa? Quando reuni- mos o que o Senhor nos revelou a respeito de seu sacriflcio itVlnito, com~amos a ter um lampejo do que elesignif~eou ptUG 116s. Ttmas aprendido, atraves de nossas proprios experiln- citl6, sobrf{ o.ntt~do miseravelprovocado pelo aj'astamento do Esplrito. 0 rei &njamim fa/ou vividamente a respeito disso nas segulntes palavras: Uill Mosill 2:38 e Mosias 3:25-17. 0 Presitknte Joseph Fielding Smith resumiu esse ensina- IJWIItO no seguinte declara~do: "Creio que n4o existe um s6 de n6s que tenha feito algo emxioe logo ap6sn4ose tenha arrependido e desejado n4o tl-lo feito. Ent4o nossa consciencia nos acusa, e nos senti- mospro/Wtdllmente misertiveis. J6 passaramporuma expe- rilncio semelhante? Eu }6... Mas aqui vemos o Filho rh 188 Deus carregando o fordo das minhas transgresslJes, das suas transgresslJes e de todas as a/mas que receberam o Evangelho de Jesus Cristo... ele carregou o fordo em seus ombros - nosso fordo. Eu acrescentei a/go a ele, e vocls tambem. 0 mesmo fez toda a humanidade. Ele tomou-o sobresipara pagar o pre~o. para que eupudesse escapar- para que voces pudessem livrar-se - do castigo que mere- cemos, sob a condi~Oo de que aceitemos o Evangelho e se- jomos verdadeiros e jieis a ele." ("Fall, Atonement, Res- surrection, Sacrament," Discurso proferido no Universida- de de Utah para o lnstituto de Religiilo de Soft Lake, em 14 de janeiro de 1961, p. 8.) Para compreender melhor a impressionante agonia de nosso Senhor, examine cuidadosamente asseguintes passa- gens escriturlsticas. A primeira diz respeilo ao testemunho do proprio Salvador concernenteaossojrimentosquepade- ceu. D&C 19:15-20 Cruze a referencia com Lucas 21:44 e Mosias 3:7. Nenhum sermortalpoderia ter suportado talpadecimen- to, mas Jesus n4o era um simples mortal. Sua capacidade de resistenc/a era constitulda de todasas investidasmentais, j[sicas e espirituais que recebera de seus progenitores: de um /ado, um ser inf'mito e eterno - Deus, o Poi,· do outro um ser mortal e sujeito d enfermidade - Maria. Sua capa- cidade de suportar a dor excruciante, "mais do que o ho- mem poderia", tornara-se posslvel, porque era o unico ser nascido no mundo que era inflnito e eterno, e que tambem tinha o poder de entregar sua vida, se assim o desejasse. Leia 2 Nefl9:7,· Alma 34:/Q-14; Jodo 10:17,18 0 Elder James E. Talmage escreveu que essa "agonia de alma erade tal magnitude, quesomenteDeusseria capaz de experimentor. Nenhum outro homem, pormaiores quefos- sem seus poderes de resistencio /fsica e mental, poderia ter sofrido assim; porque seu organismo humono feria sucum- bido. " (Jesus, o Cristo, p. 592.) Ao consolar o Profeta no cadeia de Liberty, o Senhor lembrou a Joseph Smith que: "Se as proprias mandfbulas do inferno escancararem a sua boca contra ti... "0 Filho do Homem sujeitou-se a todas elas. Es tu maior do que ele?"
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    Ao afUllistlr oqwj6 I~ que resistir, e ao rejletir a res- peito dllS ocasliJesem quesentiu "em Infima proporriJo" a QIWistiD tk ter perdido seu Espfrito, kmb~ e ~wrencie aqwle ser com qwm vod fez o convlnio de "record6-lo sempre". Ei.s aqui mai.s outro conceito. A hi.st6ria do humanidade inlciou com o exfllo de Ad4o e EWI do jardlm do &len, lo- Cfl/emqueo homemst$l!piii'OU deDells. 0 climaxdll hist6- rl4 da hum1111idatk tamblm ocorreunumjardim. 0 aconte- clmenlo daquela noire, hd doll mil QlfOS pDSSQdos. propor- cionou a ctldll t~Gcendente tk Adllo a oportwtidtltk de vol- 189 tar apresenra de seu Pai Etemo. sob condiriJo do turt!pen- dimento pes$0(1/. Desse modo, o braro da misericOrdia se estendeu, os exilados errantes foram trtU)dos de volta ao- lar, efoi restabelecido o ~l«ionamento com /hus, rompi- do quefora no tden. t uto 0 quesignifiro 0 Getsbnani. 0 que sente ao meditarsob~ o que Jesusfez por vod? Voci sente, como sugere o hino, "Assombro me causa, o amor que me d6 Jesus"? Ao rejletir em seus pecados, pode W!T agora que exi.ste algu~m que /he pode dar o perdiJo e a paz.? 0 convenio do sacramento ser-lhe-11 mai.s significativo ao prometer "recorda-lo sempre e guardar os mandamentos que ele lhes deu"?
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    i 'li~ A Trai~ao26:47-50 14:.43-45 22:47-48 18:3· -~ A Prisao 26:50-56 14:46-52 22:49:53 18:1( ~ ~ Jesus Diante 18:1: ~ de Am'ls. 19:2~ ~ Jesus e Enviadoa Caifas 26:57,58 14:53-54 22:54 18:2~ 0 lnquerito Durante a Noite 26:59-66 14:55-64 Jesus e Maltratado. 26:67,68 14:65 22:63-65 Pedro Nega a 26:69-75 22:55-62 18: I! SAMARIA Jesus. 14:66-72 25-2i Julgamento e 27:1,2 15: I 22:66-71; Condena<;ao. 23:1 A Morte de Judas. 27:3-10 Jesus Diante de Pilatos. 27:11-14 15:2-5 23:2-5 18:21 Jerusalem Jesus Diante de Herodes 23:6-12 • Novamente Diante de Pilatos. 27:15-23 15:6-14 23:13-23 18:3! Barrabas eLibertado. 27:26-30 15:15-19 23:25 19:1- Pilatos Sentencia a Jesus 27:24,25 23:24 19:4- A Jornada ao 27:31-34 15:20-23 23:26-33 19:1t Calvario 38 25,27,28 A lnscri<;ao 27:37 15:26 23:38 19: I~ Primeira Declaracao na Cruz. 23:34 Os Soldados Dividem as Vestes de Jesus 27:35,36 15:24 23:34 19:2: A Zombaria e o Escarnio. 27:39-44 15:29-32 23:35-37 Segunda Declaracao na Cruz 23:39-43 Terceira Declaracao. 19:2. As Trevas Cobrem a Terra. 27:45 15:33 23:44,45 Quarta Declaracao 27:46,47 15:34,35 Quinta Declaracao 27:48,49 15:36 19:2: Sexta Declaracao 19:31 Setima e Ultima Declaracao. 27:50 15:37 23:46 19:31 0 Testemunho do Centuriao. 27:5 I,54-56 15:38-41 23:45, 47-49 0 Lado de Jesus e Transpassado. 19:3 0 Sepultamento. 27:57-61 15:42-47 23:50-56 19:3
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    ~itulo 26 26 ''J}ao adjoculpa alguma neste bommf' TEMA: Nenhuma outra ocasiao do ministerio de Jesus Cristo evi- dencia a magnitude de seu carater como no ultimo dia de sua vida, em que ele deixou um exemplo a ser seguido por todos os seus disclpulos. INTRODU~AO Como um ser mortal, v~ ni1o pode entenderplenamen- te o significado dos sofrimentos, a afli~4o e angristia da al- ma queJesussuportou nojardim do Oetslmani; poisquale o mortal que poderia compreender aintensldade da dorIf- sica mental e espiritual que o Salvador sojreu ao tamar sa- bresi mesmo o castigo e o remorso pelospecados de toda a human/dade? Mas voce podera entender, pelo menos par- cialmtnte, e o relato do Salvador (he da um lampe}o do que ele experimentou no Oetslmani. 0 Senhor disse o seguinte ao Profeta Joseph Smith a respeito do que sojreu naq'"la hora: "SofritMnto que I'J'U! Jn, mesmo sendo Deus, o mais grandioso de todos, tremer de dor e sangrar por todos os poros,sojrer, tanto corporal como espiritualmente - tkse- jar n4o ter de beber a amarga tara e recuar. "Todavia, gl6ri4 ao Pai, eu tomei da ta~a e terminei.as prepararlJes que frzera para os fllhos dos homens. (D&.C 19:/8,19.) Somente um Deus podera compreender ou suportarple- namente a tribula~iJo daquela hora no Getslmani. 191 Agora voci ter6 a oportunidade de examinar arrairi1o de Judas; o julgamento do Salvador diante dos lfderes dos ju- deus eperame Pilatos, e aagoniafinal no Calvaria. Duran- 11 me estudo, voci compreendera o que osjudeus sentiam pelo domlnio romano. Poder6 tamblm identif~ear muitas ilegalidades ocorridas no julgamento de Jesus e entender por que os /lderes judeus conseguiram conveneer Pilatos a autoril.llr a execur4o do Mestre, quando o Salvador era re- conhecido como inocente de qua/quer crime. Yael apren- der6 aidentjflCOrassete declartlflJes ~ JesusIn na Cruze uplicar (1) como evidenciam elas a magnanimidade do Se- nhor para com osseus executores romanos,· (2) suapreocu- parDo pelos outros, entre os quaisse encontrava uma d~ /ada mDe,· e (3) sua resign~Do volunt6ria a sojrer a morte jlsica. Mas, o que emais importante, voci ter6 a oportunt- dJzde de au~ntar o amor quesente porJesus easua deter- mintlfDo de viverpara serdigno doS«rijlcio ~ ele/ez.por vocl. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. 1&2 Saindo do cenaculo e dirigindo-se para o Getsema- ni, os disdpulos e Jesus encaminharam-se para urn pomar, ou horto das oliveiras, onde o Senhor so- freu em agonia ate suar grandes gotas de sangue. Voltando-se para Pedro, Tiago eJoAo, que se acha- vam adormecidos, Jesus proferiu algumas palavras que eram a mais clara evidencia de que ele sabia o que estava para lhe ocorrer, antes que seu ministe- rio mortal chegasse ao fim. ''Dormi agora, e repou- sai; eis que echegada a hora, e o Filho do homem sera entregue nas mllos dos pecadores. Levantai-
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    3 4&5 VOS, partamos; eisque echegado 0 QUe me trai." Nisso chegou Judas, e com ele grande multidilo com espadas e varapaus; e ele traiu a Jesus com um beijo. "Eies Jan~ milo de Jesus eo prenderam." (Ma- teus 26:36-56; Marcos 14:32-52; Lucas 22:40-53; Jollo 18:1-12.) Traido, preso, amarrado, esqueeido e sozinho, Je- sus foi levado no meio da noite pelo vale de Ce- drom, subindo a encosta adjacente acidade, para a casa de Anas, a fun de ser interrogado primeira- mente pelo antigo sumo sacerdote, onde recebeu a primeira bofetada ultrajante na face. Como aconte- ceu com todas as injurias que havia sofrido, o Se- nhor sofreu aque)e ultraje em silencio. Depois dis- so, ele foi Jevado atraves do patio ate Jose Caifas. Ali foram apresentadas falsas testemunhas em cu- jas palavras havia tanta contradi~ilo, que ate mes- mo os iniquos sacerdotes, demonstrando urn pouco de dec@ncia, nilo puderarn aceitar seus testemu- nhos. Apesar de toda ilegalidade e falsidade de tal julgarnento, Jesus permaneceu diante deles inocen- te e calado como se fosse para julga-los;ate que, numa explosllo de c6lera, senAo de fUria, Caifas ex- clamou: "Nilo respondes coisa alguma ao que estes dep6em contra ti?". Mas Jesus continuava em si- lencio. Insistindo, o sumo saoerdote disse-lhe: " Conjuro-te pelo Deus vivo que nos digas se tu es o Cristo, o Filho de Deus." Jesus respondeu: "Tu o disseste..." Entilo Caifas exlamou: "Blasfemou., Os infames membros do sinedrio que se achavam presentes responderam:" "E reu de morte!" A partir daquele momento, cuspiram-lhe no rosto, esbofetearam-no e o injuriaram. Nllo demorou muito e o galo cantou pelaterceira vez." E virando- se o Senhor, olhou para Pedro... E, saindo Pedio para fora, chorou amargamente." "E, chegando a manhll., todos os principes dos sacerdotes e ancilos do povo forrnavam juntamente conselho contra Je- sus, para o matarem; e manietando-o, o levaram e entregaram ao presidente P8ncio Pilatos.'' (Mateus 26:57-75; 27:1-2; Marcos 14:53-71; 15:1; Lucas 22:54-71; Joao 18:13-27.) Primeiro diante de Pilatos, depois de Herodes, e novamente diante de Pilatos, o Senbor sofreu a in· descritivel ofensa e injuria de urn inquerito ilegal e irregular. Entllo Pilatos perguntou a multidllo: "Quereis que vos solte o Rei dos Judeus?" Pois ele sabia que os principais dos sacerdotes o havia en- tregue por inveja. Mas eles incitaram o povo para 192 que ele soltasse Barrabas. E Pilatos, respondendo, disse-lhes outra vez: "Que querels pois que fa~a da- quele a quem chamais Reis dos Judeus?" E eles tor- naram a clamar: Crucifica-o." E assim, para satis- fazer amultidllo, Pilatos ordenou que o Senhor fosse a~oitado com urn chicote feito de diversas ti- ras cheias de peda~s de metal e ossos pontiagu- dos, e entregou-o para ser crucificado. (Mateus 27:11-25; Marcos 15:2-19; Lucas 23:2-25; Jollo 18:28-40; 19: 1~16.) 6 For~ado a carregar sua propria cruz ate que nllo mais suportasse o seu peso, Jesus foi levado ao Cal- vano. onde OS soldados romanos transpassaram-lhe as mllos, pulsos e pes com cravos, fixando, desse modo, seu corpo acruz. Ali ele ficou pregado em constante agonia, sofrendo a dor, sede e escarnio, sem ter ninguem paraconsola-lo ou aliviar-lhe a an- g(lstia fisica, mental e espiritual. Entllo, depois de haver passado aquela ultima experiencia com o su- plicio no Getsemani, ele clamol.l em alta voz. dizen- do: "Estil consumado." "Pai, em tuas milos entre- goo meu espirito.' ' 0 Senhor Jesus Cristo havia morrido por toda a humanidade. Nisso chegou Jose de Arimateia trazendo "urn len~ol fino, e tirando-o da Cruz, o envolveu nele, e o depositou nurn sepul- cro lavrado numa rocha; e revolveu uma pedra para a porta do sepulcro." A vida e ministerio mortal de Jesus Cristo haviam terrninado. (Mateus 27:31-61; Marcos 15:20-47; Lucas 23:26-56; Jollo 19:16-42.) «:ommtarfos .Jntttptttatfbos (26-1) Joio 18:13. Quem Eram Anise Caifu7 "Cirenio... destituiu Joazar do sumo sacerd6cio... e desig- nou Ananias, filho de Sete, para ser o sumo sacerdote... (Vale- rio Grato) destituiu Ananias do sumo sacerd6cio e indicou Is- mae!, filho de Fabi, em seu Iugar. Dentro de pouco tempo, ele tambem o removeu e ordenou a Eleazar, fl.lho de Ananias. que fora o sumo sacerdote anterior; quando este, por sua vez, esta- va no seu oficio M urn ano, Grato o destituiu e deu o sumo sa- cerd6cio a Sim!o, fllho de Camito; e quando Simao estava em seu cargo bA pouco mais de urn ano, Jose Caifas. foi feito seu sucessor. Oepois que Grato fez todas essas coisas, voltou para Rorna, ap6s haver habitado durante onze anos na Jud&.
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    quando, enUlo, PBncioPilatos veio para sucede-lo." (Joscfo, Antiquities ofthe Jews, 18:2.1-2.) Jose Caifas fqi sumo sacerdote durante os anos 18 a 36 A.D., mas Anas continuou a exercer grande parte do controle politico e religiose sobre os judeus, agindo como substitute do sumo sacerdote, do presidente do Sinedrio, ou do juiz inquiri- dor supremo. A riqueza de Anas era imensa, amealhada, pelo menos em pane, da venda de materiais utilizados nos sacrifi- cios do templo. (v. Dictionary ofthe Bible. de Hastings, sob o vocabulo "Annas''; e Dictionary ofthe Bible, ed. revis(a, de Smith, sob o vocabulo "Annas'1· Jose Caifas foi o sumo sa- cerdote judeu sob Tiberio [v. Mateus 26:3,57; Joao 11:49; 18:/3,14,24,28; Atos4:6}, e foi indicado para o oficio de sumo sacerdote por Valerio Grato. [v. Smith, Dicionario, sob o vo- cabulo "Caiaphas" .) Em JoAo 18:3, Iemos que Jose Caifas era genre de Anas. (26-2) Mateus 26:59: 17:1,2. Em Que Conslstla u Slnedrlo? 0 sinedrio era composto de urn grupo de setenta e urn erudi- tos, entre os quais se achavam levitas, sacerdotes, escribas, fa- riseus, saduceus e membros de outras fac~Oes politicas. Na epoca do Salvador, o Grande Sinedrio era a corte superior de justi~a judaica eo supremo conselho legislativo de Jerusalem. Sua funcAo principal era servir de corte suprema, sempre que era interpretada uma lei judaica. 0 sinedrio reunia-se no pe- ristilo do templo, nas impressionantes camaras de pedra lavra- da, onde os membros do conselho se assentavam em semicircu- lo. 0 reu, vestido de saco, era traz.ido diante do conselho, e se assim garantissem as acusa~Oes contra o prisioneiro, o sinedrio tinha autoridade para decretar a penalidade capital para trans- gressOes que violassem as prhicipais leis judaicas. Todavia, o conselho nAo tinha autoridade para cumprir a sentenca decre- tada e executar o prisioneiro, pois a legislacAo romana o proi- bia de matar urn individuo sem a sancAo do procurador roma- no. Na epoca de Jesus, a jurisdicAo do sinedrio estendia-se apenas ate a Judeia; por esse motivo, o conselho nAo tinha po- deres para prender o Salvador, que pregava na Galileia e Pe- reia. Todavia, quando Jesus entrou em Jerusalem para a sua ultima Pascoa, encontrava-se dentro da jurisdicllo do sinedrio, onde lideres iniquos e inescrupulosos do conselho podiam prende-lo, forjar uma acusa~<lo de blastemia contra ele e ma- nipular Pilatos, o governador romano, ;:Jara fazer com que or- denasse a crucifica~ao. (26·3) Mateus 26:47-75; Joiio 18:12·14; 19-23. llegaJidades no Julgamento de Jesus e a Pretensa Nega!iiO de Pedro. 0 encarceramento, a inquiricAo privada, as acus~oes, a atua~o do sinedrio, o julgamento, a condena~ao, a sentenca 193 condenat6ria, a qualificavllo dos membros do Grande Sine- drio para julgar Jesus, eram todos ilegais. Veja uma avaliacao do julgamento do Senhor em Jesus, o Cristo, pp.623-25. Para ter uma explicacao a respeito da pre- tensa negacA.o de Pedro, ver o apendice 0, "Pedro, Meu lr- mao," pelo.'elder Spencer W. Kimball. (26-4} Mateus 27:1. Ponclo Pilatos. Designado no ano 25-26 D.C., no decimo segundo ano do reinado de Tiberio, Poncio ~ilatos foi o sexto procurador ro- mano na Judeia e era o governador romano durante a epoca do ministerio de Cristo. Arbitrario e ansioso de agradar a Cesar, terminou sua vida politica em dcsgraca. (Ver Smith, Dictionary, "Pilate, Pontius.") (26-5) Mateus 27:24. Por Que Pilatos Cedeu as Exlgencias dos Judeus e Consentiu Que Jesus Fosse Executado? "Em total desrespeito pela antipatia dos hebreus contra imagens e insignias pagAs, ele fizera com que os legionaries en- trassem em Jerusalem anoite, portando suas aguias e pavi- lhoes decorados com a efigie do imperador. Para os judeus, es- se ato fora urna profanacllo da Cidade Santa. Em vastas multi- dOes, reuniram-se em Cesareia e solicitaram do procurador que os pavilhOes e outras imagens fossem removidos de Jerusa- lem. Durante cinco dias, o povo insistiu e Pilatos recusou, ameacando urna matanca geral, e ficou surpreso de ver que o povo se oferecia como vitima da espada, antes de renunciar a sua solicitacao. Pilatos teve que aquiescer. (Josefo, Ant. XVIII, cap. 3:1, tambem Guerras, Vol. 11, cap. 9:2,3.) Nova- mente causou ofensa, apropriando-se a forca do Corban, ou fundos sagrados do temple, para a construcllo de urn aquedu- to para suprir Jerusalem com agua proveniente dos tanques de Salomao. Prevendo o protesto publico, fez com que solda- dos romanos se disfar~assem de judeus, e com armas escondi- das se misturassem com as multidoes. A urn sinal dado, aque- les assassinos sacaram de suas armas, e grande numero de in- defesos judeus foram mortos ou feridos. (Josefo, Ant. XVIII, Cap. 3:2, e Guerras, Vol. II, cap. 9:3,4.) Noutra ocasiiio, Pila- tos ofendeu grandemente o povo, instalando em sua residencia oficial em Jerusalem escudos que haviam sido dedicados a Ti- berio, e isso "menos para honra do que para aborrecer o povo judaico." Uma peticllo assinada pelos oficiais eclesiastlcos da Patria. c por outros de inllu~ncia, inclusive quatro principes herodia- nos, foi enviada ao imperador, que repreendeu Pilatos e deter- minou que os escudos fossem retirados de Jerusalem para Ce- sareia. (Filon. De Legatione ad Caium; sec. 38).)
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    AVALIA~AO DA ANC{JSTIA DAS BORASFINAlS Pilatos envlou Jesus a Herodes (nao se sabe /!!!.. ao ceno a localiza~ao). 0 Herodes mandou·o de volta a Pilatos. Lucas 23:7-1 I. Jesus foi levado por alguns momento) a casa de Anas, e depois ao sumo sarcedote Caifas. Jollo I8:16-28. Local provavel do cenaculo, onde Jesus e seus ap6stolos participaram da Ultima Ceia. Joao 13:17 ' Este mapa descreve a cidade de Jerusalem e os locais provaveis onde Jesus passou OS ultimos dias de sua vida mortal. Ao ler a narrativa seguinte, retrate em sua men- te os eventos que ocorreram naquele dia pungeme, o "dia dos dias." e sinta a ani9ao daquelas horas finais. Os numeros constantes·no mapa correspondem aos dos paragrafos da narrativa. 194 Do pal~io de Pilatos, Jesus foi levado ao local da crucifica~llo. Mateus 27:24-35. Da casa de Cairas, Jesus foi levado diante de Pilatos. Jollo 18:28·38. D 2 Jesus e onze ap6stolos dirigiram-se para o jardim do Getsemani. Mateus 26:36-56.
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    Esses ultrajes aosentimento nacional, e muitos atos menos evidentes de violencia, extorsllo e crueldade, os judeus guarda- vam contra o procurador. Ele reconhecia que sua posicAo era insegura, e temia expor-se. Tantos males havia perpetrado que, quando poderia ter feito o bern, foi impedido pelo medo covarde do passado acusador. (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 627-28.) (26-6) Lucas 23:6-11. Cristo Penute Rerodes. "0 temor que Herodes havia sentido a respeito de Jesus, a quem supersticiosamente julgara ser a reencam~llo de sua vi- tima assassinada, Jollo Batista, fora substituido por divertido interesse, quando vira o tllo famoso Profeta da Galileia amar- rado Asua frente, vigiado por uma guarda romana e acompa- nhado por oficiais eclesiasticos. Herodes comecou a interrogar o Prisioneiro, mas Jesus perrnaneceu em sil@ncio. Os principes dos sacerdotes e escribas vociferavam, veementemente, suas acusacOes, mas nenhuma palavra foi pronunciada pelo Se- nhor. Herodes eo finico personagem hist6rico ao qual Jesus aplicou urn epiteto pessoal desrespeitoso. "Ide e dizei aquela raposa," disse ete, certa vez, a alguns fariseus que !he haviam vindo com a hist6ria de que Herodes pretendia mata-lo. Tanto quanto sabemos, Herodes foi, mais tarde, distinguido como o mico ser que viu Cristo face a face, falou-lhe, porem nunca the ouviu a voz. Para os pecadores penitentes, as mulheres em prantos, as criancas bulicosas; para os escribas, fariseus, sadu- ceus e rabis; para o sumo sacerdote perjuro e seu obsequioso e insolente lacaio, bern como para Pilatos, o pagllo, Cristo tivera palavras - deconfono ou instru~llo, de advertcncia ou repreen- sllo, de protesto ou de denuncia; entretanto, para Herodes, a raposa, ele teve somente desdenhoso e majestoso silendo. Pro- fundamente melindrado, Herodes passou das perguntas insul- tosas aos atos de escarnio malevolo. Ele e seus homens de ar- mas divertiram-se acusta do Cristo sofredor, "desprezaram- no e, escarnecendo dele," o fantasiaram, "vestiram-no de uma roupa respJandecente e tornaram a envia-lo' a Pilatos." Herodes nada havia encontrado em Jesus para justificar a con- denacao. (Jesus, o Cristo, pp. 614-JS.) (26.7) Mateus 27:24. 0 Que Pilatos Quls Dizer Quando Lavou as Mios Dlante dos Judeus? "Neste ponto (ou talvez antes, conforme indica a Versllo lnspirada), Pilatos, seguindo o costume judeu relativo a tais casos (Deut. 21:1-9), executou a cerimonia ritual que lhe era prescrita para liberta-lo da responsabilidade da morte de Je- sus." (McConkie, DNTC, Vol. l, p. 810.) (2.6-8) Joio 19:4-12. "PiJatos Procurava Soltar Jesus." "(Nlo vejo nele crime algum.) Jesus einocente. Pilatos sa- bia disso. Herodes e caifas o sabiam, a turba e SatanAs tam- 195 bern. Mesmo assirn, ele sera considerado cutpado e punido com a morte. "(Eis aqui o homeml) 'Pilatos parece ter confiado na Lasti- mavel aparencia do acoitado e sangrento Cristo para abrandar os cora~Oes dos Judeus enlouquecidos, mas o efeito fracassou. Pensai no terrivel fato: um gentio, um pagilo, que nllo co- nhecia a Deus, rogando aos sacerdotes e ao povo de Israel pela vida do proprio Senhore Rei deles!' (Talmage, "Jesus, o Cris- to," p. 618.) "(Tomai-o v6s, e crucificai-o: porque eu nenhum crime acho nele.) Pilatos deu a ordem; nenhuma outra pessoa tinhn esse poder. Ele sentenciou um Homem inocente a sercrucifica- do e com pJeno conhecimento! Existe melhor exemplo em toda a hist6ria de um crime judicial? "Jesus havia sido sentenciado pelo Sinedrio por blasfemia, um crime judeu; a senten~a de Pilatos foi por sedi~llo, uma ofensa romana. Agora que fora ordenada a execu~ao do Se- nhor, os judeus procuravam fazer parecer que Pilatos havia endossado a condenacAo amorte que eles haviam decretado. A mencllo que fizeram a ele como "Filho de Deus" aumentou o temor de Pilatos por haver ordenado uma execu~Ao injusta, e ele pergunta: 'Es urn homem ou um semideus?' Jesus nada res- pondeu. Pilatos se irrita, e vangloria-se de poder salvar ou des- truir Jesus. Entllo nosso Salvador se transforma em juiz e co- toea Pilatos diante do tribunal de julgamento: 'So tens sobre mim o poder que a Divina Providencia perrnite; vossa senten~a ~ injusta, porem CaifAs que me cotregou a ti tern maior peca- do, pois e judeu e conhece a minha origem divina.' "(PUatos Procurava Soltar Jesus.) Procurou obter o con- sentimento dos principais dos sacerdotes e escribas para solta- lo, pois 0 procurador tinha poder, se quisesse usa-to, para sal- var ou para destruir." (McConkie, DNTC. Vol. I, p. 809.) (26-9) Mateus 17:2.6-30. Escimlo e A~oltamento. "Esse costume brutal, preliminar da morte na cruz, consis- tia em despir o condenado de suas roupas de cima, amarra-lo a uma c.oluna e chicoteil-lo com um acoite feito de tiras de couro guarnecidas de pontas de metal e ossos. Ap6s essa pavorosa pratica, o torturado saograva, enfraquecia e muitas vezes mor- ria. Pilatos tentou em vllo fazer com que Jesus fosse alvo da compaixllo dos judeus, mandando que o acoitassem. Ao ensi- nar a respeito da necessidade de suportar o castigo, o ap6stolo Paulo, rememorando essa cena, declarou: "Porque o Senhor corrige o que ama, e a~oita a qualquer que recebe por fliho.' (Heb. 12:6.)
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    ''A vista dePilatos, sua coorte de seiscentos soldados escar- necem e ridicularizam o Filho de Deus. A capa escarlate, a co- roa de espinhos, a cana nas m~os do Senhor, a falsa homena- gem, a clnica aclamacao a Jesus como Rei - todas as atitudes insplradas pelo diabo que substitulram a reverencia que por di- reito lhe pertencia - acrescidas da imunda cusparada e violen- tos bofeti'X:s, retratam urn quadro de grosseira decadencia hu- mana. Os soldados romanos participaram, assim, do espirito da turba judaica."(McConkie, DNTC, Vol. I, p. 807.) (26-10) Mateus 27:31. A Crul. "A cruz consistia de duas partes, urna forte estaca ou poste com cerca de 2,40 a 2,75m de altura, que era aftxado ao solo e um pedaco move( de madeira cruzado (patlbulo), que era leva- da pelo criminoso ao local deexecucao. Muitas vezes o patibu- lo era feito de urn s6 pedaco de madeira, mas geralmente con- sistia de duas traves de madeira ligadas juntas, entre as quais era preso o pescoco do condenado. Diante dele, seguia urn arauto portando uma placa em que estava escrita a ofensa, ou o proprio sentenciado a levava presa por uma corda ao pesco- co. No local de execucllo, o criminoso era despido e deitado de costas, e suas mll.os eram pregadas ao patlbulo, depois do que icavam-no Aposicllo juntamente como infeliz, e prendiam-no com pregos ou cordas ao poste vertical. 0 corpo da vitima era sustentado nllo somente pelos pregos que atravessavam as mllos, mas tambem por urn pequeno pedaco de madeira que sobressala do poste principal (sedilio)1 sobre o qual o crimino- so sentava como uma cela. Algumas vezes havia tarnbem urn suporte para os pes, ao qual eles eram pregados. A tonga ago- nia da crucificacllo muitas vezes se prolongava durante dias, quando a morte era provocada pela dor, fome e sede.' (Dum- melowJ pp. 716-17.)" (McConkie, DNTC, Vol.l, p . 815.} (16-11) Mateus 27:33; Lucas lJ:J.J. 0 Golgota ou Calvirto. "0 Iugar da caveira" -A palavra aramaica "Golgotha", a grega "Kranion", e a latina "Calvaria" (que originou a forma portuguesa "Calvano"), tern o mesmo significado de ·•cavei- ra". 0 nome pode ter sido dado com referancia ao aspecto to- pogrMico,_como fazemos ao falar do cabeco de urn monte; ou entao, se o Iugar era o costumeiro das execu~Oe&. poderia ser assirn chamado como indicativo de morte, exatamente como fazemos ao chamar de caveira o slmbolo da morte. EprovaveJ que os cadaveres dos condenados executados fossem sepulta- dos perto do Iugar da morte, e se o 061gota, ou Calvario era o Iugar designado para as execu~Oes, o desenterramento de ca- veiras e outros ossos humanos por a~ao dos animais e por ou- tros meios nllo deveria ser surpreendente, embora o abandono de cadaveres ou de quaisquer de suas partes sem sepultura fos- 196 se contrfuio alei e ao sentimemo judaicos. A origem do nome e de t!o pouca importancia quanto as muitas suposicOe~ diver- gentes a respeito da localizacao exata do Iugar." (Talmage, Je- sus, & Cristo, pp. 644-45.) (16-11) Mateus 27:35." E Eles o Crucifiesram.'' "(Ctuciftxao) - Era unanimente considerada a mais horrlvel forma de morte. Entre os romanos, tambem a degradacllo fa- zia parte do castigo, e o castigo s6 era aplicado a homens li- vres, no caso dos mais hediondos criminosos... 0 criminoso Je- vava sua pr6pria cruz, ou pelo menos parte dela. Donde figu- rativamente, tomarJ tomar sobre si, ou /evar a sua propria cruz significa suportar sojrimento, qfti~lioJ ou vergonha, co- mo urn criminoso a caminho do Iugar da crucifixao (Mateus 10:38; 16:24; Lucas 14:27. etc.). 0 Iugar de execucao ficava fo- ra da cidade (I Reis 21:13; Atos 7:58; Hebreus 13:12), geral- mente em alguma estrada publica ou outro lugar de evidencia. Chegando ao Iugar da execucao, o padecente era desnudado, tornando-se as suas vestes propriedades dos soldados. (Mateus 27:35.) A cruz era entllo fincada ao chilo, de maneira que os pes do condenado ficassem a cerca de meio metro acima da terra, e ele era icado acruz; ou ent!o estendido sobre ela no chilo e dal levantado junto com a cruz". Era costumeiro manterem-se soldados para vigiar a cruz, para evitar que remo- vessem o padecente enquanto ainda vivo. " lsso era necessaria em virtude do carater Iento da morte, que as vezes nao sobrevi- nha antes de tras dias, sendo fmalmente o resultado de gradual entorpecimento e inani~;llo. Nllo fora por essa guarda, e as pes- soas poderiam ser descidas e recuperadas, como na realidade ocorreu com um amigo de Josefo.., Na maioria dos casos, permitia-se que o corpo se decompusesse na cru~pela a~llo do sol e da chuva, ou que fosse devorado pelas aves e as feras. Por isso, a sepultura era geraJmente negada, mas em conseqUencia de Deut. 21 :22,23, uma expressa excecllo nacional havia sido feita em favor dos judeus (Mat. 27:58). Esse amaldicoado e horrendo modo de castigar, felizmente, foi abolido por Cons- tantino." (Smith's Bible Dictionary) (Talmage, Jesus, o Cris- to, p. 645.) (16-13) Maleus 17:35; Salmos 22:18. "Sobre • Minha TUnica Lao~aram Sortes." "A profecia messiftnica- 'Repartem entre si os meus vesti- dos, e lancam sortes sobre a minha tunica.' (Salmos 22: 18)- e composta de duas partes: (1) Seus vestidos devem ser reparti- dos entre eles; e (2) sobre a sua tunica ou manto lan~arll.o sor- tes. "Os judeus usavam cinco pecas de vestuarios: urn toucado, sapatos, uma tunica interior, uma tunica exterior e urn cinto.
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    Essas roupas, deacordo como costume romano, tornavam-se propriedade dos soldados que executavam a crucifiXio. Havia quatro soldados no Calvario, e cada urn escolheu uma ~a de vestuario. No caso de Jesus, a tunica era feita de uma s6 p~a. aparentemente de 6tima confec~ao, e por isto, os soldados lan- ~aram sortes." (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 820.) T4o importtmtesforam os ewmtos (J$$()Ciados como so- cri[lcio expitltorlo e a cruclfiX4o, que muitos pro/etas rece- beram um profundo entendimnrlo do queocorruia duran- te as ultimas vinte e q~«ttro horas da Yida de Cristo. Um grande profeta que viveu cerca de setecentos anos t~ntesde Cristo relatou profeticamente essesellentoscom uma clan- za incomum. Seu nomeera /sofas, eoprofeciaest6 registra- da no terceiro cupltulo de sua obrt1, que j reproduzido a~ guir. Lela primeiramenre todo o te.xto, com lxzstante aten· rao, depols compart t:ada uma das Escrituras relacionada.s com os versiculossubfinhadoselou entre f)afintesls. Deter- mine q~«tis as Escrituras quese relacionam com as diverso.s ~ indicQdas e escreva o numero da rtiferenciD escritu- rlstica aproprlada no esparo em bronco ao /ado da f)ll.SSQ- gem de /SQku. I. Atos 8:32-35 1. LIICa.s 23:8-J/ J. Daniel 9:26 Joatl /9:18-30 4. Mateus 27:57-60 5. Jo4o /9:2,18,34 6. Jo4o 19:1 7. I JoDo 2:1,2 8. Marcos I5:28,· Lucas 23:14 9. Hebma 9:28 Quem deu credito anossa pregacao? e a quem se manifes- tou o braco do Senhor? 2 Porque foi subindo como renovo perante ele, e como raiz duma terra seca; nao tinha parecer nem formosura; e, olhando nos para ele, nenhuma beleza viamos, para que o desejasse- mos. 3 Era desprezado, e o mais indigno entre os homens, ho- mem de dores, e experimentado nos trabalhos: e, como urn de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e nio !i- zemos dele caso algum. 4 Verdadeiramente ele-tomou sobre si as nossas enfermida- 197 ~auitulo 26 des, e as nossas dores levou sobre si; e nos o reputamos por aflito, ferido de Deus, e oprirnido. 5 (Mas ele foi ferido pelas nossas transgressOes, e moido pe- las nossas iniqUidades); o castigo que nos traz a paz estava so- bre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados. 6 Todos n6s andamos desgarrados como ovelhas; cada urn se desviava pelo seu caminho: mas o Senhor fez cair sobre ele a iniqUidade de n6s todos. 7 Ele foi oprimido, mas nio abriu a sua boca: (como urn cordeiro foi levado ao matadouro), e, como aovelhamudape- rante os seus tosquiadores, ele ndo abriu a sua bocu. 8 Da opressao e do juizo foi tirado; e quem contara o tempo da sua vida? (porquanto foi cortado da terra dos viventes): pe- la transgressao do meu povo foi ele atingido. 9 E puseram asuasepultura com os fmpios, e com o rico na sua morte; porquanto nunca fez injustifa, nem houve engano na sua boca. 10 Todavia, ao Senhor agradou o moe-lo, fazendo-o enfer- mar; (quando a sua alma se puser por expiacao do pea~do), ve- ra a sua posteridade, prolongara os dias; eo born prazer do Se- nhor prosperara na sua mao. II 0 trabalho da sua alma ele vera, e ficara satisfeito, com o seu conhecimento o meu servo, o justo, justi!icara a muitos: porque as iniqtiidades deles levara sobre si. 12 Pelo que lhe darei a parte de muitos, e com os poderosos repartira ele o despojo; porquanto derramou a sua alma na morte, e foi contado com os trangressores; mas ele levou so- bre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercede. (26-14) 0 Carater e Natureza Divina De Jesus Cristo Considenados Atnaves das Sete Dec:lana~Oes Que Ele Fez na Cruz. Poderiamos muito bern estabelecer como regra da natureza humana o fato de que, quando urn homem alcanca o climax de sua existencia, urn momento de extremo pengo, dor, em~ao ou necessidade premente, urn ponto da vida marcado pela imi- nente destrui~ao ou morte, nessa ocasiio a verdadeira nature- za de sua alma se torna evidente atraves das declara~<>es que profere nesse momento cruciante. Por que? Porque as palavras do homem refletem o intimo de sua alma. Sua linguagem deixa antever como erealrnente o
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    seu carater -a qualidade dos seus interesses, sua compaixao, seu amor - o todo em que ele focaliza e dedica a sua vida, seja nobre ou mesquinho, corrompido ou exaltado. Ao chegar a es- se extremo, as profundezas de sua alma si!.o reveladas ao co- nhecimento de todos; a intensidade momentanea extrai de sua alma comentarios que refletem o seu interior. Urn glorioso exemplo dessa regra e a vida de Jesus de Nazare. As suas sete ultimas declara~oes registradas permitem que 0 mundo inteiro veja e conhe~a a verdadeira qualidade de seu carater e a natu- reza divina da sua alma. Para que voce mesmo po$$0sentira verdodei1't1 qualidade do caroler do Salvador, leia f! nt.edite pro/undamente nos seguinres Escrituras q11e contbn as ultimas declarar6es de Cristo: Lucas23:3( Jo~o 19:18 Joao 19:30 JofJo 19:26,27 MatetiS 27:46 Como voce talvez p6de observar, estas sete dec/a~ focalit.mn trl$ gnmdes aspectos do Cllrdter e divirtdade do Senflor. Eles estlio desenvolvidos nas tris designa¢es tk leitW'a seguimes. Medite.sobre o que efas sign(/fctznt p(lrQ voci como um disdp.ulo conremporiine() de visto, ados J)QSSOS prome1eu seguir. (26-15) A Natureza Compassiva de Jesus. " ... A primeira palavra que ele proferiu na cruz foi uma pe- ticao, urn pedido de clemencia no sentido especifico e restrito do vocabulo. Jesus era o Filho de Deus, e como tal possuia poder para perdoar os pecados, urn poder que exercera aberta- mente nos casos adequados. Ver Mateus 9:2-8. "Mas, naquele momento, ele nilo o exerceu. Ele nao disse ' Perdoados te silo os teus pecados,' como dissera noutra oca- siilo. Nem pediu ele ao Pai que perdoasse os pecados daqueles que estavam envolvidos, no sentido de purifica-los do pecado, para que pudessem qualificar-se a ser membros da igreja ou a uma heranca celestial. A lei pela qual se obtem tal perdao re- quer o arrependimento e batismo. Porem, pelo conuario, ele diz na cruz: 'Pai, nilo lhes imputes esse pecado, pois estilo cumprindo ordens. Aqueles sobre quem deve cair todo o peso da culpa silo os seus governadores e conspiradores judeus que me condenaram. E sobre Caifas e Pilatos que sabem que sou inocente; estes soldados estilo apenas cumprindo suas ordens.• 198 " Devemos notar que Jesus nilo orou por Judas, que o havia traldo; nem por Caifas e os principais dos sacerdotes que con- tra ele conspiraram; ou pelas falsas testemunhas que compro- meteram suas pr6prias almas perante o Sini:drio e nos tribu- nais de julgamento romanos; nem par Pilatos e Herodes. que poderiam te-lo libertado; nem por Lucifer, que com poder e habilidade persuasiva urdiu todo aquele inlquo processo. To- das essas pessoas foram deixadas nas milos da Justi~a Eterna para serem julgadas deacordo com as suas obras. A miseric6r- dia nilo pode prejudicar a justica; o culpado nao escapa apu- nicilo simplesmente porque o justo nao apresenta acusacao formal contra ele. ''Pregado acruz, Jesus esta apenas cumprindo o seu pr6prio mandamento de perdoar seus inimigos e bendizer os que o maldizem." (McConkie, DNTC, Vol. I, pp. 818-19.) (26-16) A preocupacao de Jesus pelo Proximo "0 Salvador respondeu ao Jadrio que !he pedira que dele se lembrasse ap6s a morte, dando-lhe toda esperan~a que podia: "Hoje estaras comigo no paraiso." Isto quer dizer: Hojees- taras comigo no mundo dos espiritos, onde aprenderas o evan- gelho e todas as tuas perguntas serilo respondidas. (Ver Smith, Ensinamentos, p: 301,) Jesus nilo garantiu ao malfeitor a vali- dade de seu arrependimento na hora final. 0 que ele fez foi re- conhecer as sementes da fe e do arrependimento que o homem penitente demonstrou. Como sempre acontecera, o Senhor di- rigiu todas as suas forcas no sentido de oferecer toda esperan- ca posslvel a alguem que logo passaria das trevas para a etema luz. (Ver McConkie, DNTC, Vol. I, p. 823-24.) A grande preocupa~ilo de Jesus por sua mile, Maria, revela- se nas circunstancias que envolvem a terceira declar~a.o regis- trada nas Escrituras. "Ai restam ainda uns poucos fieis seguidores. De sua tortu- rada posicllo na desumana cruz, ele ve sua mile e o discipulo que amava, de pe, a seu !ado. E fala: "Mu1her, eis ai o teu fi- lho! Depois, di!.Se ao disclpulo: Eis ai tua mile!...(Jollo 19:26· 27.) " Desde aquela noite terrlvel, em que o tempo parou, a terra tremeu, e gigantescas montanhas desabaram - sim, atraves dos anais da Hist6ria, sobre OS secu1os e alem da dimensilo do tem- po, ainda ecoam suas palavras simples, ainda que divinas: "Eis Ai Tua Mile", Discursos da Conferencia Geral, p. 111.) (26-17) Sua Resignacio Voluntaria a Sofrer a Morte Flsica. " Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?" (Ma- teus 27:46.) Sua seria a escolha. Sua seria a oportunidade. Seu
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    era o desafiode entregar sua vida voluntariamente. Sem con- tar com o apoio do Pai, com as dares do Getsemani intensifi- cadas, o Salvador ficou s6, para que somente ele completasse o sacrificio expiat6rio e tivesse "a gloria da completa vit6ria so- bre as for~as do pecado e da morte." (Talmage, Jesus, o Cris- to. p. 638.} Ele devia resignar-se a entregar voluntariamente sua propria vida, em resgate de muitos, para que pudessemos purificar-nos atraves de seu sangue, enos santificarmos ate al- can~ar urn estado em que novamente poderemos gozar da pre- senca de nosso pai Celestial. Apesar de seu grande sofrimento., em nenhuma ocasilo Je~ sus reclamou. Resignado como estava a cumprir a sua grande missao, em todo o seu padecimento existe apenas urn instante registrado nas Escrituras em que a sua tortura tisica come~a a ser impressiva. 0 Elder James E. Talmage disse o seguinte a respeito desta declaracao. "0 periodo de abatimento, a sensa~ao de total abandono logo passou, e as exigencias do corpo se reafiJ:maram. A sede exasperante. que constituia uma das piores agonias da crucifi- xao, arrancou dos hibios do Salvador sua (mica express~o re- gistrada, denotando sofrimento fisico: "Tenho sede", disse ele. Urn dos que estavam pr6ximos, seromano ou judeu, disci- pula ou incredulo nao sabemos; rapidamente embebeu uma es- ponja numa vasilha de vinagre que ali havia, e prendendo-a a extremidade de uma cana, ou haste de hissopo, levou-a aos !a- bios febris do Senhor. Outros quiseram impedir esse (mico ato de rea~ao humana, dizendo: 'Deixai, vejamos se Elias vern livra-lo." Joao afrrma que Cristo exclamou "Tenho Sede", somente quando soube "ja todas as coisas estavam termina- das;" e o apostolo viu no incidente- o cumprimento de uma profecia." (Jesus, o Cristo, p. 639,) Jesus viu que tudo estava consumado. Ele havia suportado ate o fim o sofrimento do Getsemani. a zombaria do julga- 199 ~apitulo 26 menta e a dor daquela crucifixao. Ete havia pisado sozinho o !agar devido asua devo~ao inabalavel avontade do Pai, pois era movido por urn completo e eterno amor por voce e por to- da a humanidade, "a qual, sem a sua media~llo, teria perma- necido na total obscuridade e desejo de progredir, sem jamais encontrar esperanca. por toda a eternidade." (Hugh B. Brown, em CR. abril de 1962, p. 108.) Ao ver que a sua obra como urn ser mortal havia terminado, so entllo ele disse, com humildade, reverencia, com allvio e uma resigna~llo emanada de sua propria vontade: " Pai, nas tuas mao entrego o meu espirito." (Lucas 23:46.) Jesus Cristo pendeu a cabeca e voluntariamente passou desta existencia pa- ra a vida futura. " Jesus, o Cristo, estava morto. Sua vida nao lhe havia sido tirada, senao na medida em que ele proprio o havia permitido. Por mais doce e bem-vindo que pudesse ter sido o alivio da morte, em qualquer dos estagios anteriores de seu sofrimento desdeo Oetsemani ate a cruz, ele havia vivido ate que todas as coisas que the haviam sido requeridas fossem executadas. Nes- tes ultimos dias, a voz do Senhor Jesus tern sido ouvida, decla- rando a realidade de seu sofrimento e morte, eo eterno propo- sito alcancado por esse meio. Ouvi suas palavras e prestai-lhe atencao: "Pois. eis que o Senhor vosso Redentor padeceu a morte na carne; portanto, sofreu a dor de todos os homens, para que todos pudesem arrepender-se e vir a ele.'(D&C 18: II.}" (Talmage, Jesus. o Cristo. pp. 639-40.} Agora que acabou de estudar a respeito do ultimo dia da vi- da do Salvador registrado nos Escrituras, talvez. este pensa- mento esteja gravado em sua mente: Porqueele estova dispos- to a softer tanto por minha causa? Para ter wna respostapar- ciala essa pergunta, leia I Ne.ti 19:9. 0 que rea/mente significa saber que Cristo passou por todo esse sofrimento por amar a voce? Como pode, par sua vez, demonstrar que o ama?
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    ~e~o 6 elf) glorio!lomini!ltttio na LicOes 27. "Ele Ressuscitou!".............. . 28. "Eu Sci Que Ele Vive.".......... . ELE RESSUSCITOU! Essa foi a mais memonhel ocasilo da hist6ria. Naquele ga.:>rioso dia, o sepul- flalt!ltina cro se abriu, e Jesus levantou dos mor- tos. As "boas novas" loram proclama- das primeiramente por arautos angeli- cos," Ja ressuscitou, n~o esta aqui; eis aqui o Iugar onde o puseram." (Marcos 16:6.) Esse evento, obviamente, era sem pre- cedentes. Outras pessoas, como Lazaro, haviam sido trazidas a vida; mas fora uma restauracao a mortalidade, n~o uma ressurreic~o para a vida eterna. A Jesus foi concedida a honra de ser "as primicias dos que dormem." (I Corin- tios 15:20.) 0 fato daquele evento ja- mais haver ocorrido anteriormente, jus- tifica a incredulidade entre seus pr6prios ap6stolos de que pudesse acontecer se- melhante ressurreic~o literal. Porem, an- tes que se passasse o dia da ressurreic~o.
  • 205.
    Jesus deixou provasirrefutaveis de que em Vt'rdade se havia levantado dos mor- tos. 0 ceticismo desapareceu do corac:to de seus discipulos quando viram e senti- ram as feridas de suas mllos, pes e !ado. Como consta no grafico abaixo, ocorre- ram pelo menos cinco aparicOes naquele dia. Entre elas, encontram-se as visita- cOes a Maria Madalena; as outras mu- lheres; a Cleofas e seu companheiro no caminho de Emaus; primeiro somente a Pedro e depois aos dez ap6stolos no ce- naculo, quando Tome estava ausente. Uma semana depois, Jesus apareceu no- vamente naquele mesmo aposento, nu- ma ocasillo em que Tome estava presen- te. Jesus disse-lhe: "POe aqui o teu de- do, e v@ as minhas m!los; e chega a tua mao. e mete-a no meu !ado." (Joao ·20:27.) E Tome nilo mais duvidou. Os Quarenta Diu dt Mlnlsterlo MA NHA DA RESSURREI{:AO Primeiro Dia da Semana Uma Semana Depois ASCENSAO 40 DIAS APARI<;:OES A: I. Maria Madalena (de manha cedo). Marcos 16:9,10; Jo:to 20: 11-17.) 2. Outras mulheres {de manha) (Ma- teus 28;9) 3. Dois discipulos no caminho de Emaus (A tarde) (Marcos 16:12; Lucas 24:13-32.) 4. Pedro. (Lucas 24:34.) 5. Aos Dez Ap6stolos em Jerusalem (it noite). (Lucas 24:36; Joao 20: 19.) APARI<;:AO A; 6. Aos onze ap6stolos em Jerusalem. (Marcos 16:14. Jolio 20:26.) OUTRAS APARI<;:OES A: 7. Aos ap6stolos no Mar da Galileia. (Joilo 21.) 8. Aos onze ap6stolos numa monta- nha da Galileia. (Mateus 28:16-18.) 9. A quinhentos irm!los numa so vez. (I Corio~ios 15:6.) 10. A Tiago (I Corlntios 15:7.) 11. Aos onze ap6stolos na epoca da as- censllo (Monte das Oliveiras, perto de Betania.) (Marcos 16:9; Lucas 24:50-51.) Jesus ministrou na terra quarenta dias como ser ressuscitado - desde o dia da ressurreicAo ate o da ascensao. De acor· do com Lucas, este foi o perlodo em que Jesus apareceu a muitos de seus discipu- los e falou-lhes "do que respeita ao rei- no de Deus.'' (Atos 1:3.) Na noite da LraicAo, ele disse a seus ap6stolos que ''depois que eu ressusci- tar, irei adiante de v6s para a Galileia." (Mateus 26:32.) 0 anjo Aporta do sepul- cro disse As mulheres que· informassem aos discipulos que Jesus "vai adiante de v6s para a Galileia; ali o vereis," (Ma- teus 28:7.) Lemos tambem no Evangelho de Mateus que "os onze discipulos parti· ram para a Galileia, para o monte que Jesus lhes havia designado. (Mateus 28: 16.) Essa reuniao preparada com an- teced@ncia (de acordo tanto com OS a l- deres Talmage como McConkie) foi pro- vavelmente uma reunillo onde estava presente uma grande multidilo de disci- pulos, e pode sera ocasillo de que Paulo escreveu posteriormente, em que o Sal- vador "foi visro de uma vez por mais de quinhentos irmilos." (1 Corlntios 15:6.) 201 Tal conferencia teria incluldo os ap6sto- Jos, setentas, outros llderes e mulheres fieis. (Ver McConkie, DNTC. Vol. 1, p. 886.) 0 Significado dos Quarenta Ow de MJnlsterio. Embora os registros relativos a esse periodo sejam fragmentanos, os quaren- ta elias do ministerio que voce estudara nesta ultima Hello foram importantes pe- lo me1;1os pelas seguintes razOes: I. 2. 3. 4. Foi o perlodo durante o qual Pedro, o ap6stolo senior, foi vivamente impressionado por Jesus no sentido de que seu cbamado ao ministerio trans- cendia a todos os interesses temporais, e que "apascentar as ovelhas'' de Cristo era mui- to mais importante do que o seu intento de pescar. Foi o perlodo durante o qual Jesus deu a seus ap6stolos a sua comissao fmal de ensinar o Evangelho a todas as nacOes , e os instruiu melhor quanto aos seus deveres. Foi nessa epoca que Jesus apa- receu em forma ressuscitada a muitos outros alem dos doze, qualificando-os assim como testemunhas oculares da sua ressurreicao literal. Finalmente, ao final desse pe- riodo, Jesus ascendeu literal e fisicamente aos ceus, enquanto seus disclpulos observavam, e dois anjos que se puseram jun- to deles, prometeram que Jesus voltaria de novo, "assim como para o ceu o vistes ir." (Atos 1:11.)
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    Todas as duvidasforam removidas dos coracl)es dos ap6stolos. Agora eles tinham urn testemunho absoluto da res- surreiclo literal do Salvador. Estavam qualificados a declarar com profunda certeza que Jesus vivel 0 Presidente Da- vid 0 . McKay declarou que ocorreu uma transformacllo na vida daqueles onze homens durante esse perlodo de quaren- ta dias e que ela se constitui numa das mais significativas evidencias da realida- de da ressurreiclo de nosso Senhor. 0 Que Tr11nsformou os Apbstolos? ••£ uma certezaabsoluta que a ressurrei- cao literal dos mortos era uma reaJidade para os disclpulos que conheciam pro- fundamente a Cristo. Suas mentes esta- vam completamente Uvres de duvidas. Eles haviam testemunbado o fato. Sa- biam, porque seus olhos tinham presen- ciado, seus ouvidos ouviram e suas maos sentiram a presenca corporal do Reden- tor Ressuscitado. "Quando Jesus morreu, os apostolos foram tornados da mais profunda triste- za. Quando ele foi enterrado, todas as suas esperan~as foram destruidas. Seu intenso pesar, a hist6ria de Tome, a per- plexidade moral de Pedro, e a evidente preparacllo para urn sepultamento per- manente, combinaram-se para ilustrar o quanto prevalecia o temor de que a re- denclo de Israel havia fracassado. Apesar das freqOentes declarac~es de Cristo de que retornaria depois da mor- te, os ap6stolos nllo pareciam compreen- der plenamente esse fato. No dia da cru- ciflXIlo, eles sentiram-se tornados pelo temor e desanimo. Durante dois anos e meio, haviam sido fortalecidos e inspira- dos pela presenca de Cristo, mas agora ele partira. Ficaram s6s, e pareciam con- fusos, atemorizados, desamparados; so- mente Joao permaneceu junto acruz. "0 mundo jamais seria transformado por homens de mentes hesitantes, duvi· dosas e desesperadas como as que pos- suiam os apostolos naquele dia da cruci- flXlo. 202 "0 que pOde transformar esses disci- pules de modo tllo repentino, em con- fiantes, destemidos e heroicos pregado- res do Evangelho de Jesus Cristo? Foi a revelacllo de que o Salvador havia res· suscitado dos mortos. Sua promessa fo- ra cumprida, sua missllo messiftnica completada. Nas palavras de urn emi- nente escritor, "0 sinete finale absoluto da legitimidade havia sido posto sobre todas as suas afirma~~es, e o selo indes- trutivel da autoridade divina sobre todos os seus ensinamentos. 0 obscurantismo da morte fora banido pela gloriosa luz da presenca de seu Ressucitado e Glo:ifi- cado Senhor e Salvador." "Com base na evidencia destas teste- munhas imparciais, irrepreensiveis e abismadas, a fe na ressurreiclo tern urn alicerce inexpugnavel." (McKay, Trea- sures of Life, pp. 15-16.) Ao ler o capitulo 28, voce tera a opor- tunidade de examinar os depoimentos de testemunhas dos primeiros dias, bern co- mo da epoca moderna.
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    i .§ Colocada Uma Guarda~ ·Ia Porta do Sepulcro I DOMINGb • Abre-se o Sepulcro 28:2-4 ~ Maria Yaf ao Sepulcro 20:1 Os Ap6stolos Silo Informados do 20:2-5 Desaparecimento de Jesus. Pedro e Jollo 24: 12 20:6-11 SAMARIA Visitam o Sepulcro. Jesus Aparece a Maria 20:11- Maria Anuncia a 16:10,11 20:18 Ressurrei~ilo aos Ap6stolos. Jesus Volta ao Pai 20:17 Muitos se Levantam das Tumbas 27:52,53 Jerusalem As Mulheres Chegam ao Sepulcro. 28:1,5-7 16:1-7 24:1-8 • Jesus Aparece as Mulheres 28:9,10 As Mulheres Anunciam 28:8 16:8 24:9-11 a Ressurrei~ilo aos Ap6sto1os JUDEIA Os Principais dos Sacerdotes silo Informados da 28:11-15 Ressurreicllo de Cristo Jesus se Manifesta a Dois Discipulos a 16:12,13 24:13,32 Caminho de Emaus.
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    27 ut:lle r.essusritnu" TEMA: Nenhum eventoda hist6ria se compara a ressurreicao de Cristo. pais. devido a ele, todos ressuscitariio, cada urn na sua pr6pria ordem. INTRODU«;AO No Messias de Handel, e:ciste um recital para tenor e um coral ( n •. 27 e 28), os quais usam como Jeto um dos Sal- mas: "Todos que me veem ::;ombam de m1m, esrendem os beifOS e meneiam a cabefa, d1z.endo: Confiou no Senhor, que o li1•re; livre-a, pois nele tem pra"(.er." (Ver Salmos 22:7, 8.) Logo apos esses mlmeros orar6rios. acha-se outro recital para tenor (n. • 29), tendo como texto as pa/avras cheias de sensibilidade de Salmos 69:20 "Afrontas me q~­ brantaram o corafiio, e estou fraquf.nimo; esperei por al- gulm que tivesse compaixiio, mns niio hou1·e nenJwm,· e por consoladores, tnos niio os achei. " Ap6s passar por um julgamento ilegal e ridfculo. e tamblm pormaltratos nas moos de Herodes e Pilatos, Jesus foi levado ao Calvdrio, para ser crucificado, onde aqueles que por ele passavam injurim•am-110, diz.endo: "Se es filho de Deus, desce da cruz. " Os principais dos sacerdotes, os escribas e anciiios zombavam dele, dizendo: "Confiou em Deus; livre-o ago- ra, se o ama: porque disse: Sou Filho de Deus. " Are mesmo um dos ladr6es que sofreu o mesmo suplfc10 junto com ele, "/he fllllfOU em rosto." Algumas horas depois. em agonia, o Salvador clamou com gra11de ~·oz. perguntando a seu Poi por que o desamparava; e logo ap6s, com grande alfvio, ele clamou llovamellte em alta voz, e "enrregou o espfrito." Esrava consumado. (Ver Mateus 27:35-50.} As profecias do 205 Salmista hnviam-se cumprido. Muitos que o viram naquele lamentavel esrado riram e z.ombaram dele, e muito poucas pe.vsoas demonstraram qualquer resqufcio de piedade para com ele. "As afrontas quebrantaram(-lhe) o corafiio, e (ele esta1•a) fraqufssimo; e (esperou) por alguem que tivesse compaixlio, mas rliio lzouve nenhum: e par consohulores, mas niio os (achou.) Salmos 69:20. ver tambim Talmage, "Jesus, o Cristo 0 , pp. 638-39.) 0 corpo mortal do Salvador foi entiio colocado num sepulcro la~·rado, q~ logo ap6s foi selado. Suas desigllafoes contidas ne.tte capfh4/o pennifiriio que examine as boas novas. a gloriosa mensagem, a suprema 'erdade de que ele rea/mente ressuscitou! Voce agora terti a oportunidade de fer a respeito dos e1·entos que ocorreram no dia da ressurreifiio: o triunfo do Senhor sobre a morte, a dram4tica entrevista de Jesus ressurreto e Maria Madak- na, e a respeito da gloriosa aparlfilo do Sal•ador aos disc{- pulos 110 estrada de Emat1s. Ao fer e meditar sobre esses acomecimentos, cmno aconteceu a Maria Madalena e aos disc{pulos em E"10us. voce devera adquirir plena conviq·ao e sentir que Jesus ressuscitou dos mortos. live aquele que morreu, e vive para todo o sempre. Antes de prosseguir. leia todas as escrituras do quadro. Qiomenhtrios ~nt£rpr.eb.di&os (27-l) Mateus 28:2-4, 11-15. Como Rcagiram os Soldados aos Evenlos Que Ocorreram no Oia da Ressurrei~ao?
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    l•Q ~abado dosjudeus bavia passado, e a noite que precede- ria o dealbar do mais memoravel domingo da hist6ria ja ia bern adiantado, enquanto a guarda romana mantinha vigil~n­ cia sobre o sepulcro selado em que jazia o corpo do Senhor Je- sus. Era ainda escuro, quando a terra com~ou a tremer; urn anjo do Senhor desceu em gloria, empurrou para tras a pesada pedra do portal da tumba e assentou-se sobre ela. Seu sem- blante brilhava como o relampago, e suas vestes eram brancas como a neve. Os soldados, paralisados pelo terror, calram por terra como mortos. Quando se recuperaram parcialmente do susto, fugiram aterromados. Nero mesrno o rigor da disciplina romana, que decretava morte sumfrria para o soldado que de- sertasse do posto, foi capaz de dete-los. Ali:m do mais, nada restava para ser guardado; o selo da autoridade havia sido rompido, e o sepulcro estava aberto e vazio.'' (Talmage, Je· sus, 0 Cristo, p. 656.) (27-2) Mateu.s 23:1-4. Em Que Hora Ocorreu a Ressorrei~iio? Em Que Dla o Salvador Saiu do Sepulcro? "Nosso Senhor predisse de maneira definida sua ressurrei- ~o dos mortos ao terceiro dia, (Mat. 16:21; 17:23; 20:19; Mar. 9:31; 10:34; Luc. 9:22: 13:32; 18:33); eos anjos nosepul- cro (Luc. 24:7), bern como o Senhor ressuscitado em pessoa (Luc. 24:46) declararam o cumprimento das profecias; e os ap6stolos jgualmente o testificaram em anos posteriores (Atos 10:40; 1 Cor. 15:4). Estaespecificar;ao do terceiro dia oao deve ser entendido como significando ap6s tres dias completos. Os judeus com~avam a contagem das hora~ do dia ao por-do-sol; de maneira que a hora anterior ao por-do-sol e a que se the se- guia, pertenciam a dias diferentes. Jesus morreu e foi sepulta- do durante a tarde de sexta-feira. Seu corpo permaneceu na tumba, morto, durante parte da sexta-feira (primeiro dia), atraves de todo o sabado, ou como n6s dividimos os dias, des- de o por-do-sol de sexta-feira ao p6r-do-sol do sabado (segun- do dia). Nito sabemos a que hora, entre o por-do-sol desabado e a madrugada de domingo, ele se levantou. Talmage, Jesus o Cristo, pp. 674-75.) (27-J) Joio 20:1. Que Signiflc:a o "Primeiro Dia da Semana"? "Jesus ressurgiu dos monos no primeiro dia da semana. Pa~ ra comemorar esse dia e lembrar sempre a gloriosa realidade da ressurrei~ao, os ap6stolos antigos, dirigidos pelo Espirito Santo, passaram a observar o dia do Senhor no domingo. Essa altera~ito teve anuencia divina, pois recebemos atraves de uma revelacao moderna em que a Deidade se refere ao " dia do Se- n.hor'' como tal, e estabelece o que elicito ou niio realizar nes- se dia." (D&C 59:9-17)" (McConkie, DNTC, Vol. I, p. 841.) 206 (27-4) Mateus 26:6-13. Maria Madalena Era a Mesma Pessoa que Ungiu a Jesus na Casa de Simio, o Fariseu (Lucas 7:36-50), ou a ~oa citada Como M1lria de Betflnia? "Maria Madalena tornou-se, entre as mulheres, uma das maiores amigas de Jesus; sua devoc!io aquele que a curara e a quem adorava como o Cristo, era inabah1vel; ela permaneceu junto acruz, enquanto outras mulheres esperaram de Ionge, por ocasiAo de sua agonia mortal; estava entre os primeiros junto ao sepulcro na rnanha da ressurreicao, e foi o primeiro mortal a ver e reconhecer urn ser ressuscitado - 0 Senhor que ela amava com todo o fervor da adorar;ao espiritual. Afirrnar que esta mulher, escolhida entre tantas outras como merecedo- ra de tao grandes honras, havia sido uma decaida, com a alma crestada pelo calor da luxuria profana, econtribuir para a per- petuacao de urn erro para o qual nao existe escusa. E, no en- tanto, a falsa tradie4o nascida de uma hip6tese antiga e injus- tificavel de ·que esta nobre mulher, destacada amiga do Se- nhor, e a mesma que, confessando-se pecadora, lavou e ungiu seus pes na casa de Simiio, o fariseu, e recebeu o benef1cio de ser perdoada atraves de seu arrependimento, tao tenazmente se ftxou na ideia popular atraves dos seculos, que o nome, Ma- dalena, passou a ser mais uma designacao generica das mulhe- res que perdem a virtude e mais tarde se regeneram. N~o !!Sta- mos considerando sea misericordia de Cristo poderia ter-se es- tendido a uma pecadora, como Maria Madalena possui, erro- neamente, a reputacao deter sido; o homem nl'lo pode medir a import:lncia, nem penetrar na profundidade do perdao divino. E se fosse verdade que esta Maria e a pecadora arrependida, que serviu a Jesus quando este se assentava a mesa do farisel.t, sao a mesma pessoa, a questao seria respondida afirmativa- mente, pois aquela mulher que havia sido pecadora fora per- doada. Estamos tratando do registro escrituristico como histo- ria, e nele nada confirma a imputacllo realmente repulsiva, em- bora comum, de impureza a alma devota de Maria Madalena." (Talmage, Jesus, o Cristo. p. 257.) (27-S) Marcos 16:9-11; Joiio 20:11-18. Jesu~ Aparece a Maria Madalena. Existe muita coisa na morte, sepultamento e ressurreicao de nosso Senhor que enobrece e exalta as mulheres fii:is. Elas cho- raram ao ve-to na cruz, procuraram cuidar de seu corpo ferido e inanimado, e vieram a seu sepulcro prantear e adorar aquele que fora seu amigo e Mestre. Niio i: de estranhar, portanto, que encontremos uma mulher, Maria Madalena, sendo esco- lhida entre todos os discipulos, inclusive os ap6stolos, para ser o primeiro mortal a ver e curvar-se na presenca de urn ser res- suscitado. Maria, a quem muito se perdoou e que muito amou, viu o Cristo Ressuscitado! (McConkie, DNTC, Vol. l . p. 843.)
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    (27-6) Joiio 20:17.Por que o Senhor Proiblu Que Maria lhe Tocasse? "Pode·se imaginar por que Jesus teria proibido que Maria Madalena lhe tocasse, e tAo pouco tempo depois, tivesse per- mitido que outras mulheres Ihe abra~assem os pes, enquanto se curvavam em reverencia. Podemos supor que a aproxima~ilo emotiva de Maria fosse causada por urn sentimento de afeicao pessoal, ainda que santa, e nilo por impulse de adoracao devo- cional, como demonstrado pelas outras mulheres. Embora o Cristo ressurreto manifestasse a mesma atencio amigavel e in- tima que mostrara no estado mortal, para com aqueles com quem se havia associado intimamente, nllo mais poderia ser contado como urn deles, em sentido literal. Havia nele uma dignidade divina que impedia a familiaridade pessoal intima. A Maria Madalena, Cristo dissera: 'Nllo me toques; porque ainda nao subi a meu Pai.•Seasegunda clausuta tiver sido dita como explicac!o da primeira, teremos que concluir que n!o se- ria permitido que milos humanas tocassem o corpo ressurreto e imortali~ado ate que ele se tivesse apresentado ao Pai. Parece 16gico e provavel que entre a impulsiva tentativa de Maria de tocar o Senhor, e a acllo das outras mulheres que !he abraca- ram os pes, inclinando-se em reverente adoracao, Cristo tives- se subido ao Pai, retornando depois aterra para prosseguir em seu ministerio no estado ressurreto." (Talmage, Jesus. o Cris- to, p. 660.) (27·7) Joiio 20:17. Que Significa a Dec:lara~io de Jesus: "Subo Pan Meu Pai e Vosso Pal, Meu Deus e Vosso Deus"? "Essa escolha cuidadosa de palavras estava de acordo como seu costume invariavel de manter uma distincllo entre ele e os outros homens. Ele era o Filho literal de Deus; os outros he- mens tinham progenitores mortais. Por isso, ele foi cuidadoso ao diur: 'Subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus.' (Joio 20: 17), e nilo para nosso Pai e nosso Deus." (McConkie, DNTC. Vol. I, p. 413.) (27-8) Mateus 23:1, S-7; Marcos 15:47; 16:1. Por Que Maria Madalena e Outras Mulheres Fl~is Foram Ver o Sepulcro? •'Ao primeiro sinal do romper do dia, a dedicada Maria Ma- dalena e outras mulheres fieis partiram em dir~ilo ao sepulcro levando especiarias e ungUentos que haviam preparado para nova uncllo do corpo de Jesus. Algumasdelas naviam testemu- nhado o sepultamento, e percebido a necessaria pressa com que o corpo fora envolto com espedarias e depositado por Jo- se e Nicodemos,no ultimo momento antes do inlcio doSabado; e agora aquelas mulheres devotas vinham bern cedo prestar urn 207 (ttapitulo 27 servi~o amoroso sob a forma de uma uncao mais completa e do embalsamamento externo do corpo." (Talmage, Jesus, o Cristo, p. 656.) (27.9) Marcos 16:11,13; Lucas 24:10,11. Por Que os Apostolos Nio Acredltaram nas Oeclan~()es de Maria Madalena e das Outras Mulhues? "Maria Madalena e as outras mulheres contaram aos disci· pulos a bistoria de suas diversas experiencias, mas os irmllos nllo podiam dar credito as suas palavras, que 'lhes pareciam como desvario, e nao as creram.' Depois de tudo o que Cristo lbes havia ensinado a respeito de sua ressurreicAo dentre os mortos no terceiro dia, os ap6stolos nllo eram capazes de acel- tar a realidade da ocorrencia; para suas mentes, a ressurreicllo era um evento rnisterioso e remoto, nao uma possibilidade atual. Nllo havia precedente nern analogia para as hist6rias que aquelas mulheres contavam! de urna pessoa falecida retornar ~ vida, com urn corpo de carne e ossos tal, que pudesse ser visto e tocado, exceto os casos do jovem de Nairn, da filba de Jairo, e do amado LAzaro de Betania, entre cujos casos de restaura- ~llo avida mortal, e a relatada ressurreicAo de Jesus, eles reco- nheciam diferen~as essenciais. A aflicao eo sentimento de per· da irreparavel que haviam caracteri~do o Sabado recem- terrninado, foram substituidos por profunda perplexidade, e duvidas contradit6rias, nesse primeiro dia da sernana. Mas, enquanto os apostolos hesitavam em crer que Cristo tivesse realmente ressuscitado, as mulheres, menos ceticas, mais confiantes, sabiam; porque o haviam visto, ouvido a sua voz, e algumas delas tocado seus pes." (Talmage, Jesus, o Cristo, pp. 660·61.) (27-10) Mateus 27:62-69; 2.8:1-4, 11-15. Que Teotativas Foram Feltas para Oesacredltar a Ressurrel~o? ••A inconsistente assertiva de que Cristo nAo havia ressusci- tado, mas que seu oorpo fora roubado da tumba pelos discipu- los, foi suficienternente examinada no texto. A falsidade ea sua pr6pria refuta~do. lncredulos de epoca posterior, reconhe- cendo o palpave! absurdo dessa grosseira tentativa de deturpa- cllo, n!lo hesitaram em sugerir outras hip6teses, cada qual con- clusivamente insustentavel. Desse modo, a teoria baseada na impassive! suposicAo de que Cristo nllo estaria rnorto quando retirado da cruz, e sim num estado de coma ou desfalecimento. e que fora rnais tarde ressuscitado, nega-se a si mesma, quando considerada em conexao com os fatos regjstrados. 0 golpe de lan~a do soldado romano teria sido fatal, mesmo que a morte ainda nilo houvesse ocorrido. 0 corpo foi deixado, manusea-
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    do, vestido esepultado por membros do conselho judaico que nllo podiam ser considerados como atores no sepultamento de urn homem vivo; e no que se refere asubseqUente ressurrei~Ao, Edersheim (Vol. 2, p. 626) incisivamente nota: 'Para nllo falar- mos dos muitos absurdos que essa teoria envolve, ela realmen- te transfere, se inocentarmos os discipulos de cumplicidade, a fraude para o proprio Cristo.' Uma pessoa crucificada, retira- da da cruz antes de morrer, e subseqUentemente reavivada, nllo poderia andar com os pes transpassados e 1acerados no mesmo dia de sua ressurrei~llo, como Jesus fez na estrada de Emaus. Outra teoria, que teve os seus dias, ea do engano in- conscieme por parte dos que afirmaram ter visto o Cristo res- suscitado, tendo sido vitimas de visOes subjetivas porem ir- reais, produzidas por sua propria condi~llo imaginativa e exci- tada. A independencia e marcada individualidade das varias aparicOes registradas do Senhor contrariam a teoria da visao. Tais ilusOes visuais subjetivas conforme afirmado por essa hi- potese, pressupOem urn estado de expecta~ao da parte daque- les que pensam ver; mas todos os incidentes relacionados com as manifestacOes de Jesus depois da ressurreiclio, foram direta- mente opostos A expectativa daqueles que se tomaram teste- munhas de seu estado ressurreto. ''Os exemplos anteriores, de teorias falsas e insustentaveis a respeito da ressurrei~ao de nosso Senhor, foram citados para referir as numerosas tentativas frustradas de invalidar o maior milagre eo mais glorioso fato da hist6ria. A ressurrei~llo de Je- sus Cristo e comprovada por evidencia mais conclusiva que aquela sobre a qual repousa nossa aceitatao dos fatos hist6ri· cos em geral. Ainda assim, o testemunho da ressurrei~ao de nosso Senhor dentre os monos nllo se fundaments em paginas escritas. Ao que busca com fe e sinceridade, sera dada uma conviccllo individual que o habilitaril a confessar, reverente- mente, como exclamou o iluminado ap6stolo no passado: "Tu es o Cristo, o Filho de Deus vivo.'' Jesus, que e de Deus o Fi· lho, nao esta mono. 'Eu sei que o meu Redentor vive.' (Jo 19:25). (Talmage, Jesus, o Cristo. pp. 675-76.) (27-lt) Marcos 16:12. Pot Que o Seohor Nio se ldeotificou a Cleofas e Seu Companhelro na Estrada de Ema6s? "Por que o Senhor ressuscitado usou esse meio para apare- cera Cleofas e seu companheiro (o qualtalvez seja Lucas, con- siderando que e ele quem registra esse relato)? Foi para citar e interpretar as profecias messianicas, "comer;ando por Moises, e por todos os profetas"? Ele poderia ter feito isso de maneira mais eficaz, se era esse o proposito. Lucas nem mesmo registra as explicar;Oes que foram dadas. Por que Jesus escondeu sua identidade? Por que falar e conversar, talvez durante horas, pelos caminhos empoeirados da Palestina? 208 "Obviamente foi para mostrar como eurn ser ressuscitado. Nessa ocasillo, ele ensinou o Evangelho como so ele poderia, urn sermllo que encontraria o seu climax logo depois, no cena- culo, na presenca de seus ap6stolos. Ver Lucas 24:36-44. "Jesus caminhou durante horas por uma estrada da Judeia, e ensinou as verdades do Evangelho exatamente como fizera durante os tres anos de seu ministerio mortal. Ele parecia tanto com qualquer outro mestre que andasse por aqueles caminhos, em comportamento, vestuario, linguagem, aparencia fisica e modo de falar, que nllo o reconheceram como o Jesus a quem presumiam estivesse morto. 'Fica conosco,' disseram eles, co- mo teriam dito a Pedro ou Jollo. 'Vinde, comei e dormi; pois deveis estar cansado e com rome.' Julgaram que ele era urn ho- mem mortal. Poderia alguem imaginar um modo mais perjeito de ensinar o que eum ser ressuscitado quando sua gloria esto toda em si mesmo? Os homens silo homens, quer sejam mor- tais ou imortais e nao ha necessidade de se afastar o esplrito da realidade da ressurrei~ao, nao depois do episodio ocorrido no caminho de Emaus. Ver Marcos 16:9-ll."(McConkie, DNTC, Vol. I, p. 850.) (27-U) Lucas 24:13. Qual Era a OistAncia Entre Ema6s e Jerusalem e Onde Estava Situada Aquela Aldeia? Emaus ficava a sessenta estadios - cerca de doze quil6metros de Jerusalem. 0 local onde estava situada a aldeia eainda des- conhecido. (Ver Smith, A Dictionary of the Bible, ed. rev. "Emmaus".) .fontos a.fonbttar ELE RESSUSCITOUI (17-13) Embora o Sepulcro Esllvesse Lacrado e Guarnecido, Nada Poderla lmpedir o Salvador de Sair Dele. "Depois que os principais dos sacerdotes e os fariseus obti- veram soldados com Pilatos, eles sairam e "seguraram o sepul- cro com a guarda, selando a pedra," (Mateus 27:66). para que os discipulos nllo viessem durante a noite, levassem o corpo de Jesus e dissessem ao povo que o Salvador havia ressuscitado dos mortos. Os lideres judeus imaginaram que tal evi~encia da ressurrei~llo seria mais poderosa do que os testemunhos que dele prestaram, enquanto Jesus andava na mortalidade. Eles sabiam que, se os discipulos dissessem ao povo que Jesus havia levantado dos mortos, esse fato confirmaria a veracidade do ministerio do Salvador e faria com que o povo acreditasse ain- da mais em Jesus e seu Evangelho. Para impedir tal resultado,
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    conseguiram que Pilatoslhes cedesse alguns soldados e os pu- seram de guarda no sepulcro. (Mateus 27:62-66.) "Mas os designios de Deus n!o seriam frostrados, pois, nas primeiras horas da manh!l, antes do raiar do clia, dois anjos do Senhor desceram dos ceus e removeram a pedra da porta do se- pukro.(Mateus 28:2,4,Yerslio Inspirada.) "E os guardas, com medo deles, ficaram muito assombrados, e como mortos.'' (Mateus 28:3,4.) (17·14) Que lnddentes da Ressun"el~io de Nosso Senhor Dlgnlficam e Enaltecem Maria Madalena e as Outras Mulheres Flels? "Existe muita coisa na morte, sepultamento t: ressurrei~Ao de nosso Senhor que enobrece e exalta as mulheres fieis. Bias choraram ao ve-lo na cruz, procuraram cuidar de seu corpo fe- rido e inanimado, e vieram ao seu sepulcro prantear e adorar aquele que fora seu amigo e Mestre. Nilo ede estranhar, por- tanto, que encontremos uma mulher, Maria Madalena, sendo escolhida entre todos os discipulos, inclusive os ap6stolos, pa- ra ser o primeiro mortal aver e curvar-se na presenca de urn ser ressuscitado. Maria, a qJJem muito se perdoou, e que muito amou, viu o Cristo Ressuscitado!. .. "Jesus aparet>eu primeiro a Maria Madalena, e depois as ou- tras mulheres. Manifestou-se tambem a Maria, mile de Jose, a Joana, a Salome, mae dos ap6stofos Tjago e Jolio, e a outras mulheres, cujos nomes n!o foram mencionados! Os dois anjos anunciaram a ressurrej~lio a elas, e enviaram-nas para que anunciassem a Pedro e aos outros discipulos. Quando se acha- vam a caminho, Jesus apareceu e cumprimentou-as com as costumeiras palavras 'Eu vos Saudo.' E assim, novamente, fo- ram as mulheres honradas com uma visitacao de seu amigo, o Se.nhor ressuscitado." (McConlde, DNTC, Vol. 1, pp. 843- 846.) COMO ACONTECEU AOS DOIS DISCiPULOS QUE CAMJNHAVAM PEtA ESTRADA DE EMAUS, VOCE JA SENTIU ARDER 0 SEU CORA~AO? (27-15) ... Ao Ouvlr Hlnos lnspiradores e Testemunbos Sublimes? "Certa ocasilio, dois homens estavam caminhando por uma estrada perto de Emaus, uma aldeia nllo muito distante de Je- rusalem, quando urn homem, subitamente, apareceu a seu la- do. Eles n!o o reconheceram. Depois que partiu, eles disse- ram: 'Porventura nllo ardia em n6s o nosso cora~llo...? (Lucas 24:32.) Lucas nos relataesse incidente, depois de haver inquiri- do muitas pessoas que tinham intimidade com Jesus. 209 ~itulo27 "Creio que existem muitas pessoas nesta congrega~llo, e es- pero que tambem entre as que nos ouvem atraves do radio ete- /evisiJo, que sentiram o cora~IJo "order dentro de si" ao ouvi- rem nao apenas os hinos inspiradores, mas tambem os subli- mes testemunhos, e espero que nessa ocasiiio tenham com- preendido que seus coraroes "arderam" por causa da mensa- gem que os penetrava. Espero que tenham sentido pelo menos uma insinuacao da verdade divina de que sao filhos de Deus, e que esse ardor interno foi apenas urn toque de harmonia entre eles eo infinito, o Espirito de Deus que iluminara a nossa men- te, aumentara o nosso entendimento enos fara lembrar de to- das as coisas." (David 0 . MacKay, em CR, abril de 1960, pp. 121-22. ltfdicos adicionados.) (27-16)... Quando Uma Professors do Evangelho lhe Apresentou as Verdades das Escrituras "Nunca os seus ensinamentos foram tao dinamicos, nem o seu impacto tAo duradouro quanto em certa manha de domin- go, quando ela pesarosamente nos anunciou o falecimento da mae de urn colega da classe. Tinhamos sentido a falta de Billy naquela manhll., mas n!o sabiamos o motivo da sua ausencia. A li~ao daquele dia abordou o tema: 'Ha mais hen~ao em dar do que em receber.• Ao chegar ao mejo da li~ao, nossa profes- sora fechou o manual e abriu nossos olhos, ouvidos e cora~Oes para a gloria de Deus. Ela perguntou: 'Quale o total de dinhei- ro que temos no fundo para atividades de nossa classe?' Embora atravessassemos uma epoca de crise, uma voz res- pondeu orgulhosamente; 'Quatro dolares e setenta e cinco cen- tavos.' EntAo a professora, sempre com aquela maneira gentil, su- geriu: •A familia de Billy estapassando grandes necessidades e afli~Oes. Que achariam de os visitarmos nesta manh! para dar- lhes esse dinheiro? Jamais conseguirei esquecer o pequeno grupo de crian~as caminhando aqueles tres quarteiroes, entrando na casa de Billy e saudando a ele, seus irmaos e seu pai. A ausi!ncia de suamae era dolorosamente notada. Sera sempre uma doce lembranca para mim as lagrimas que brilharam nos olhos de todos nos, quando o envelope contendo o nosso precioso fundo passou da milo delicada de nossa professora para a do necessitado e desolado pai. Quase saltavamos de alegria ao voltarmos paraa capela. Nosso cora~Ao, estava mais !eve do que nunca: nossa alegria rnais plena, e nosso entendimento mais profundo. Uma professora djvinamente inspirada ensinara a seus meninos e IT}eninas uma li~ilo eterna sobre uma verdade divina: 'Ha mctis ben~ilo em dar do que em receber.'
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    "Podiamos escutar bemem nossos corar6es aspalavras que disseram os discfpulos no caminho de Emaus: <Porventura niJo ardia em n6s o nosso corafliO, quando... (ela) ensinou-nos as verdades das Escrituras?' (Luca~ 24:32)'' (Thomas S. Monson, em CR, abril de 1970, p. 99. italicos adicionados.) (27-17) ... Quando Recebeu a Luz e Nela Camlnhou? "Digo-lhes que nossa missao nao e somente proclamar a verdade, mas viver como testemunhas que receberam e amam a verdade. E sea vivermos, queridos irmiios e irmas, ninguem poderc~ entrar no circulo de nossa influencia sem ficar impressionado por esse fato. Ealgo parecido com o esplrito que sentiram os dois discipulos, quando o Mestre os encontrou no caminho de Emaus, e caminharam a seu lado. As Escrituras dizem que, ''seus olhos estavam como que fechados," e quan- do ele entrou para ficar com elas e partiu o pll.o, abriram-se: lhes entll.o os olhos e foi-lhes revelado quem ele positivamente era. Depois do que, aconselhando-se entre si, efes disseram: 'Porvent!Jra nlio ardia em nos o nosso corafdo quando, pelo caminho, nosfalava?' 0 mesmo acontecera a voces, a mime a coda homem que ao receber a fuz nela caminhar." (Alonzo A. Hinckley, em CR, abril de 1917, pp. 93-94. ltalicos adiciona- dos.) (27-18) ... Ao Meditar Sobre a Vida e Missiio de Jesus, Voce recebeu o Humilde e Solene Testemunho de Que ele Vive? "Em nosso coracao, sentimos quase o mesmo que os dois discipulos que caminharam sem saber ao !ado do Cristo ressur- reto, Cleofas e outro, que, quando se encontravam a caminho de Emaus, na epoca da ressurreicao, estavam conversando com Jesus enquanto viajavam. 0 mestre juntou-se a eles e des- vendou as Escrituras a seus olhos. lmpressionados, eles pediram-lhe que ficasse com eles, enquanto paravam numa es- talagem para descansar. "Mais tarde, seus olhos se abriram e eles o conheceram, mas ele havia desaparecido. Entao eles disseram: "Porventura nll.o ardja em nos o nosso coracao, quando. pelo caminho, nos fa- lava?..." (Lucas 24:25,32.) "Ao meditarrnos sobre sua vida e misslio, nosso cora~lio arde em nos, pois sabemos que efe vive. ''(Alvin R. Oyer, em CR, abril de 1966, p. 125. Italicos adicionados.) (27-19) Jesus Cristo, Nosso Salvadore Redentor Ressuscitou! "Testifico-lhes que Jesus eo Cristo, o Salvadore Redentor do mundo, o proprio Filho de Deus. 210 Ele nasceu como urn infante em Belem. Ele viveu e ministrou entre os homens. Ele foi crucificado no Calvaria. Seus amigos o abandonaram. Seus m&s intimos associados nlo compreenderam plena- mente a sua missll.o, e duvidaram. Urn dos que mais mereciam sua confian~a negou, sabendo quem ele era. Urn governador pagll.o, lutando com sua consciencia apos haver consentido que Jesus fosse morto, fez com que fosse co- locada uma placa sobre a cruz, proclamando-o •JESUS NA- ZARENO, REJ DOS JUDEUS.' (Joao 19:19.) Ele pediu que seus supliciadores fossem perdoados e depois entregou voluntariamente sua vida. Seu corpo foi cofocado numa tumba emprestada, e uma imensa pedra foi colocada aentrada. Na mente de seus aturdidos seguidores, ecoavam, repetida- mente algumas de suas palavras... 'tende born animo, eu venci o mundo.' (Joll.o 16:33.) No terceiro dia houve urn grande terremoto. A pedra foi re- movida da porta. Algumas mulheres, entre as mais devotas que o seglliam, vieram ao sepulcro trazendo especiarias. e "nll.o acharam o corpo do Senhor.' (Lucas 24:3.) Dois anjos apareceram e disseram simplesmentel Por que buscais o vivente entre os mortos? 'Nao esta aqui, mas ressuscitou.' (Lucas 24:5-6.) "Nao ha nada na historia que se compare a essa dramatica declaraca.o: 'Ele nao esta aqui, mas ressuscitou.'' (Ezra Taft Benson, em CR, abril de 1964, p. 119.) A teSSUt'l'eifllo lk Jesus foi prot/(JJ114{/a como um dos miiU ~m co'lflnrt4d()S ~nlos dD hist6ri11. /lt#edndt:J.« nDS prlnc(plos qu. llf:'abou de aprender, idmtifiquecinco nniJe~Zue fllicelftlm e.uowrdade. Deque mrm~i~Yl bcblca a sua ronf11mllf4o 11 toma malor qu~ quol- qu~r ~wrnlo qenatureutemporol? 0 HJ~IAkro v~lo dt no.ISO Salvodoreomaissignif~eativo dt todDS os t~mpos, pois fol a morte qw m()I"MJ, ni.to Je- .n&.t. 0 Principe da Po:.. qp6s 1urve cumprldo todQ.V as coi- 811$, ~ o Prbtcipt! dD vido ptm~lodtl ohunumldade, ~ o Prfn- ~ d4 VIda tllma JNNd todos os que o ~lrorn.
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    SAMARIA Jerusalem • Betanla• Judeia NISAN Aparece aos homens 0PRIMEIRO DIA DA SEMANA Aparece a Pedro Aparece a Todos os Ap6stolos, exceto Tome APARI~:<)ES SUBSEQOENTES Jerusalem Aparece aos Onze Ap6stolos Mar da Galileia Uma·Aparicao aos Discipulos "Apascenta Meus Cordeiros" Jollo Deve Ser Trasladado Jerusalem Aparicllo a Uma Grande Multidao Aparece a Tiago Galileia Aparicllo aos Discipulos Betania, Judeia A Ascensllo Os discipulos voltam a Jerusalem Palavras finais de Jollo Mateus Marcos Lucas Jollo 24:34 16:14 24:33-49 20:19-: 20:24-: 21:1-1• 21:15- 21:20-: (1Corintios 15:6) (1Corintios 15:7) 28:16-20 16:15-18 (Ver Atos 1:1-8) 16:19 24:50,51 16:20 24:52,53 20:30,: 21:24,:
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    Qtapitulo 28 28 ''~u ~ti<lihtt ~It lJibe'' TEMA: Os profetas tern testificado em todas as epocas que Jesus e o nosso Salvador vivo, e os santos partilham desse testemunho. INTRODUCAO Oh, altiva Roma! Oh, incrldulo Sinldrio •pensastes que uma pedro selada pudessejechar a emprestada tumba e de- tero poder de Dew!Milpedras ou dez milguordas niJopo- deriam segurar aquela porta. Serio o mesmo que empilhar um monte de jolhas secas e jormar uma barreira para o euro-aqui/Do!• No primeiro dia da semana, ao nascer do sol, aquelas mulheres f/eis e devotas vieram visitor o sepulcro. Ao se aproximarem daque/e Iugar sagrado esonto, perguntaram a si mesmas: "Quem nosrevolver6 apedroda portado sepul- cro? "(Marcos 16:3.) Houve, porem, um grantk terremoto, e anjos cujossemblantes resplandeciam como o relbmpago, vieram e removeram a pedra, anunciando asagrada e sole- ne verdade, qw Cristo ltavia ressuscitado. (Ver Mateus 28:1-8: Marcos 16:1-8; Lucas 24:1-9.) Nenhum mortaljoi puro o sJVjciente Para ser da notlcio o portador, Mas sim os anjos, que testiftcaram De Cristo e da ressurreifDo do Senhorf "Eie niJo est6, eis que vazia I a tumba Achegai-vos e vede sua glOria, 0 Senhor da vida kvontou dos mortos E sobn a morte a/c~ou vlt6rial'' (Autor desconhecido) 213 Aque/as mulheres, aporentementeasprimeiras a ouviras gratas e gloriosas novas, joram instrufdas pelos anjos a in- jormar a Pedro e aos demais ap{).stolos. E assim, pela von- lade de Jesus, iniciou-se uma slrie de testespara seus discl- pulos. Naquelalpoca, como agora, a verdadejoi estabele- cidaprimeiramente atravis de um testemunho, edepoispor meio de confirmarao. (Ver Marcos 16:14.) E como sua fe deve ter sojrido uma provariJo decisiva, pois tiveram que· aceitar o conceito da ressurreiriJo, quando aquele evento niJo tinha precedente historico! Nflo I de admirar que os disclpu/os tenham demorado a acreditar, quando ouviram aquelas alegres notfcias pela primeira vez. Porem, as se- mentes da esperanra e dajeforam plantadas em sew cora- rtJes pelo testemunho que prestaram as mulheres e outras pessoas. Embora lhes josse diflcil crer no conceito de uma ressurreirao real, que desajiava toda a sua 16gica e expe- ri~ncia, todavia eles niJo permit/ram que aquelas sementes da je e esperanra viessem a dejinhar. E assim, depois que suajejoiprojundamente testada, eles receberam oglorioso testemunho que tanto desejavam. (Ver Eter 12:6.) Jesus, seu Senhor e Mestre resswcitado, apareceu aos discfpulos. •Euro-aquiliJo era o nome blblico dodo a um vento tempes- tuoso oujuracflo que costumava assolar o Mediterrlineo, e queatualmenteI chamado de um levante. (VerAtos27:14.) Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. ~omentttrios 3Jnterpretatibos (28-1) Lucas 24:34. Por Que Jesus Apareceu a Pedro Em Separado dos Outros? "Essa ea (mica men~ao feita pelos evangelistas, do apared-
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    mento pessoal deCristo a Simllo Pedro naquele dia. 0 encon- tro entre o Senhor eseu ap6stolo dantes transfuga, mas agora arrependido, deve ter sido extremamente comovedor. 0 arre- pendimento de Pedro, marcado pelo remorso por haver nega- do Cristo no palacio do sumo sacerdote, fora profundo e coD- tristador; ele deve ter duvidado que jamais o mestre viesse :~ chama-lo de seu servo; entretanto, a esperanca deve ter-lhe re- nascido da mensagem trazida da tumba pelas mulheres, na qual o Senhor enviava saudacOes aos ap6stolos, aos quais pela primeira vez chamava de irmllos, sendo que dessa caracteriza- cAo honrosa e afetiva, Pedro nllo haviasido excluido; alem do mais, a designacllo dada pelos anjos as mulheres tinham dado proemin8ncia a Pedro, mencionando-o em particular. Ao arre- pendido Pedro, o Senhor veio, indubitavelmente com indulto e amorosaconfirmacllo. 0 pr6prio ap6stolo mantem reverente silSncio a respeito dessa visita, mas o acontecimento e apresen- tado por Paulo como uma das provas definitivas da ressurrei- cllo do Senhor.'' (Talmage, Jesus. o Cristo, pp. 664-65.) Porem, a aparicllo de Jesus a Pedro talvez tivesse urn signifi- cado mais profundo. Numa epoca anterior, durante seu minis- terio mortal, Jesus havia anunciado que daria a ele as "chaves do reino" (Mateus 16:19.) Pedro, juntarnente com Tiago e Jollo, os quais presidiam com ele, receberam essas chaves no Monteda TransfiguracAo (ver Mateus 17:1-8; Lucas 9:28-36), e depois disso ''agiram como a Primeira PresidSncla da Igreja em sua epoca." (Smith, Doutrinas de Salvafllo, vol. 3, p. 152.) Essas "chaves pertencem sempre apresid8ncia do sumo sacer- d6cio" (D&C 81 :2), e somente podem ser exercidas em sua ple- nitude na terra por um homem de cada vez; e esse homem que as teve, no perlodo logo ap6s a ascensllo de Jesus aos ceus, foi Pedro. Eprovavel, portanto, que a aparicllo especial a Pedro tenha sido de c-erta forma associada ao principia das chaves. (Ver tambem McConk.ie, DNTC, Vol. 1, p. 851.) (28·2) Joilo %0:19-29. Duvidou Tomi Que Tlvesse Bavido Uma Ressumi~ot "0 caso de Tome demonstra por que o Senhor chegou ao extremo de aparecer na estrada de Emaus e no cenaculo, para mostrar, sem sombra de duvida, como era exatamente seucor- po. E assim, ao inves de apontannos o dedo para Tomeezom- barmos dele, seria melhor que examinassemos cuidadosamente a descrenca moderna que existe naquele ser sublime que, jun- tamente com seu pai, reina como urn Homem Santo na imensi- dao dos ceus.'' (McConkie, DNTC, Voll, p. 860.) (28-3) Joio 21:1-17 "Simio... Amas-me Mais do que Estes?" Essa e uma pergunta muito importante para cada urn de 214 n6s, "Amais o Senbor?,. A resposta, quase scm exc~. se- ria, 'Sim.' Coloquemo-nos na posicllo de Pedro. Podeis retratar em vossa mente essa grande cena em que slo feitas essas simples perguntas ao poderoso Pedro7 Eo Senhor tinha meios de saber qulo profundo era o amor que e:xistia DO coracllo de Pedro e de ensina-lo a demonstrar o quanto amava a Jesus Cristo. "Demonstramos e provamos nosso amor, apascentondo os cordeiroseas ovelhas. Existem atualmente mais de tres bilhl)es de pessoas na terra, e se considerarmos a media atual de ensi- no, mais de dois bilMes e meio de filhos de Deus jamais terAo a oportunidade de ouvir o evangelho de Jesus Cristo. Que vos aconteceria, se tivesseis que viver nesta terra sem jamais poder- des conhecer o verdadeiro caminho da vida? H A tarefa que temos pela frente egrandiosa. Precisamos ,muito de professores. Necessitamos urgentemente de cada membro da lgreja que possua urn testemunho e seja realmente convertido. Os cordeiros e ovelhas estao famintos pelo pao da vida, pelo evangelho de Jesus Cristo. Podemos demonstrar nosso amor seguindo o profeta de Deus, 'cada membro sendo urn missionflrio', e trazendo uma ou diversas almas anualmen- te para a Igreja." (Bernard P. Brockbank, em CR, outubro de 1963, p. 66.) (28-4) Joio 21:21-14; D&C 7:1-.8. Joio Jamals Morreria? Einteressante observar que Jo1lo especifica nos registros bibli- cos que the foi prometido que pennaneceria ate a Segunda Vmda, e nllo que jamais morreria. Atraves do relato relativo a transladacAo dos tres discipulos nefitas, aprendemos exata- mente o que aconteceu. Eoperada uma mudan~a em seus cor- pos, para que nlo morram durante algum tempo, porem quan- do o Senhor voltar novamente, eles serAo transformados num abrir e fechar de olhos, da mortalidade para a imortalidade, 'e assim eles 'jamais provarAo a morte.' (3 Nefi 28:1-10, 36-40.) Eles serclo como as pessoas que viver1lo durante o rnilS.nio." (McConkie, DNTC, Vol. 1, p. 865.) (23-S) Mateus 28:16-20. Jesus Apareu na GaJUela. "Essa e a mais importante de todas as aparicOes do Cristo ressuscitado a seus discipulos na Palestina; nllo obstante, a 81- blia atual registra apenas urn relato fragmentario desse aconte- cimento. Essa aparicao foi feita por designacllo, preparada com anteced@ncia, aqual provavelmente uma grande multidllo de discipulos havia sido convidada. Parece ser o momento em
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    que, como Pauloescreveu posteriorme~te, "ele foi visto por mais de quinhentos irmAos." (1 Cor. 15:6,) Se assim foi, os se- tenta e os irmllos que lideravam a Igreja deviam estar presen- tes, como tambem talvez as mulheres fieis que herdariam as mesmas recompensas que os obedientes portadores do Sacer- d6cio. "Nllo conhecemos onde Jesus especificou que seria a reuniao, porem na noite em que foi traido e preso, ele prometeu: 'Mas, depois de eu ressuscitar, irei adiante de v6s para a Galileia.' (Mat. 26:32.) Ap6s a ressurrei~Ao, os anjos que se achavam a porta da tumba, como parte de sua declara~Ao as mulheres de que Jesus havia ressuscitado, ordenaram-lhes que dissessem aos discipulos: Eis que elevai adiantede v6s para a Galileia; ali o vereis.' (Mat. 28:7; Marcos 16:7.) Entllo, para confirmar no- vame.nte o encontro que havia marcado previamente, e tam- bern para dar maior enfase aimportincia desse evento, 0 pr6- prio Jesus ressuscitado disse as mulheres, quando abra~aram seus pes eo adoraram: 'Ide dizer a meus irmllos que vllo a Ga- lileia, e lame verio.' (Mat. 28:8-10.) "Podemos imaginar os grandes preparativos que precede- ram essa reuniao, na qual seriam tratados diversos assuntos, sendo ela talvez semelhante ao seu ministerio com urn ser res- suscitado, quando pregou as muJtidoes dos nefitas. Atraves dela, o firme testemunho de sua filia~llo divina, foi propagado ao mundo, pela boca de inurneras testemunhas." (McConkie, DNTC, vol 1, p. 866-67.) l9ontos a Jlon'trttar (18-6) "Eu Set Que Fle Vive." Jesus levantou dos mortos, e, como urn ser glorificado e res- surreto, apareceu diante de seus discipulos. Eles o viram e tam- bern suas feridas, as marcas da crucifica~llo. Eles o viram co- mer, falar e mover-se diante deles. Jesus estava vivo! Eles vi- ram que Cristo viviae proclamaram essa verdade diante de reis e nacees, e defenderam fielmente esse testemunho ate o fmal de suas vidas. Outras pessoas, ap6stolos e profetas modernos, testificaram tambem a respeito desse fato: que Jesus vive e e seu Redentor! Muitos seculos antes de seu ministerio, rnorte e ressurrei~llo, Jesus havia ensinado a Moises que a verdade poderia ser com- provada atraves do testemunho de duas ou mais pessoas. (Ver Deuteronomio 17:6; compare com D&C 6:28.) Em consonan- cia com esse requisito, entre sua morte e a ressurrei~Ao, milha- res de discipulos se tornaram testernunhas do Redentor vivo. Numa conferencia geral, o Presidente Harold B. Lee iniciou 215 ~itulo 28 seu testemunho com as seguintes palavras: "Eu sei, com urn testemunho mais poderoso que. a visllo..." (CR, outubro de 1972, p. 20) Indubitavelrnente, centenas de pessoas viram a Je- sus durante seu ministerio mortal - ate mesmo Pilatos e o sine- drio - porem eles nllo tinham o testemunbo de que Jesus era seu Redentor. Leia cuidadosarnente as quatro passagens desig- nadas abaixo, para saber como esse ''segundo testemunho," "mais poderoso que a visllo," era urn principio estabelecido por Jesus, que seus discipulos entendiam muito bern. £litJ • .,lflilrHJ8 ~ escrlJurl.stlt:Af: MtJJeus 16:15· 17:Jollo IS:]¢ I abrlltiOr 11:1: Atos2:32. Dequemanti- tfl a.w~~31/omQ'IQm tnJemunlw cle Crts. tot VCX'I f!O!Ik f~~tPo (J lfWSMO? (28·7) Compreeoda o Significado Destas Simples Palavras: ''Eu Sei que Ele Vivel Voce ja leu os quatro evangelhos e teve a oportunidade de considerar cuidadosamente a vida e ministerio daquele ser que e seu Redentor. Deve-se presumir que voce foi urn born aluno, e queorara sincera e freq!lentemente, pedindo ao Santo Espiri· to que ilumine e guie seus estudos. Quando Jo6o ~Sere~ os versfculos/inais de seu eVtznge- lho, que QProprladamenrefa'l. o mcemrmmto de todos os (/UQtro. ele restiflcou qw a.s coisas ~e escmera 11 respe1to de Jesus Cristo ertlm ~rt/Qdeiros. (VerJo6o 11:24,2!.) Vo- cl sobe que elas s6o vediJdeiras? J6 procurou sabef'? Leia MDI~ 1J:~46; 7;7,8, J6 [XIgou o f)l'efO para obter essa certn.a? (28-8) TESTEMUNBOS DOS PROFETAS Nesta ultima dispensa~llo, doze profetas tem-se levantado diante daqueles a quem Deus chamou para ser testemunhas es- peciais de Jesus. Cada urn desses homens tern servido como presidente da Igreja e prestado urn testemunho fiel de Jesus a eta e ao mundo. Antes de ler os testemunhos desses profetas, entretanto, ha algo que deve considerar. Eles sllo homens especiais e prestam urn testemunho especial, todavia usam palavras comuns. "ExisLern certas pessoas que, ouvindo os testemunhos prestados na lgreja por irmaos de alta posi~llo e por membros nas alas e ramos, todos expressos nas mesmas palavras • "Eu sej que Deus vive e que Jesus eo Cristo"- perguntam a si mesmas: 'Por que nao pode ser dito em palavras mais cla- ras? Por que nao sao mais explicitos e mais descritivos? Os apostolos nao podem dizer rnais?'
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    E semelhante asexperiancias sagradas do templo que se tornam nosso testemunho pessoal. E sagrado, e quando te- mos que expressa-lo em palavras, dizemo-lo da mesma forma - todos usando as mesmas expressOes. Os ap6stolos o deda- ram com as mesmas frases empregadas pelas crian~ da Primaria ou Escola Dominica!. 'Eu sei que Deus vive e que Je- sus eo Cristo.' "Fariamos bern em nllo menosprezar os testemunhos dos profetas ou das crian9as, pois. 'ele transrnite a sua palavra aos horoens por iotermedio de anjos; sim, nao so aos ho- mens mas tambem as mulheres. E isso nii.o 6 tudo; muitas ve- zes as crian9as recebem palavras que confundem o sabio e o instrufdo." (Alma 32:23.) Muitos procuram um testemunho a ser prestado de alguma fonna nova, draminica e diferente. "Prestar testemunho emuito parecido com fazer uma de- clara~llo de amor. Os romanticos, os poetas e os que amam tern procurado maneiras mais expressivas para declarar, can- tar ou descrever o amor, desde os principios dos tempos. Lan~aram mllo de todos os adjetivos, todos os superlativos, todos os recursos de expressllo poetica. E quando, afinal, tu- do foi dito e feito, a declara~ao mais poderosa se resume em tres simples palavrinhas. "Para aquele que procura honestamente, basta o testemu- nho prestado com frases singelas, pois quem testifica eo Es- pirito, nllo as palavras," (Boyd K. Packer, em Discursos do Confer2ncia Oeral- abril de 1971, p. 153.) E agora. tendo isso em mente, leia os seguintes testemu- nhos dos profetas. Leia-os cuidadosa e lentamente; medite so- bre suas palavras, e lembre-sr de que "eo Espirito que testifi- ca, nllo as palavras." (Compare com D&C 1:39.) (23-9) Joseph Smith ''E agora. depois dos muitos testemunhos que sc prestaram dele, este e 0 testemunho ultimo de todos, que nos damos dele: que ele v1ve! " Pois vimo-lo, mesmo adireita de Deus; c ouvimos a voz testificando que ele eo Unigenito do Pai. "Que por ele, por meio dele, e dele, silo c foram os mun- dos criados, e os seus habitantes sAo filhos e filhas gerados para Deus.'' (D&C 76:22·24.) (28-10) Brigham Young ''Meu testemunho epositivo. Sei que existem as cidades de 216 Londres, Paris e Nova lorque - tanto atraves de experiencia propria como por outros; sei que o sol brilha, que existo e te- nho urn ser, e testifico que existe um Deus, que Jesus Cristo vi- ve e que ele eo Salvador do mundo. Ja estivestes no ceu e aprendestes o contrflrio? Sei que Joseph Smith foi urn Profeta de Deus e que ele teve inumeras revelarrOes. Quem pode refutar esse testemunho? Qualquer urn de v6s pode po-lo a prova, mas nlo existe uma s6 pessoa no mundo que possa refuta-lo. Ja tive muitas revelarrOes, e a oportunidade de ver e ouvir pes- soalmente e sei que essas coisas silo verdadeiras, nllo existindo ninguem na terra que possa nega-las. Podemos ser enganados pelos olhos, os ouvidos, as mllos e todos os sentidos, mas o Es· pirito de Deus a ninguem engana, e, ao ser inspirado por esse Espirito, todo ser humano se enche de conhecimento, e pode ver com seus olhos espirituais e conhecer aquilo que esta alem do poder humano rejeitar. 0 que sei a respeito de Deus, con- cernente aterra e ao governo, recebi dos ceus, nlo somente atraves de minha habilidade natural, e dou a Deus toda a gl6- ria e louvor." (Discursos de Brigham Young, p. 433.) (28-11) John Taylor "Como um Deus, ele desceu abaixo de todas as coisas e sujeitou-se ao homem que se encontrava numa condi~ilo decai- da; como homem, teve que lutar com todas as circunstlncias relativas aos sofrimentos que tinha que passar no mundo. Un- gido, em verdade com o 6leo da alegria, muito mais que seus semelhantes, ele lutou e venceu os poderes dos homens e dos demonios da terra e do inferno combinadas, e, com o auxilio desse poder superior da Deidade, conquistou a morte, o infer- no e a tumba, e ressurgiu triunfante como o Filho de Deus, mesmo o Pai Etemo, o Messias, o Principe da Paz, o Redentor e Salvador do mundo, tendo terminado e completado a obra concernente aexpia~llo, que o Pai lhe dera para fazer como o Filho de Deus e Filho do Homem. Como Filho do Homem, su- portou tudo o que era possivel a carne e o sangue suportar; co- mo Filho de Deus, triunfou sobre tudo. e subiu para sempre, assentando-se adireita de Deus, para melhor levar avante os designios de Jeova concernentes ao mundo e afamilia huma- na.'' (The Mediation and Atonement, pp. 147-48.) (28·11) Wilford Woodruff Quando nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo veio ao mun- do para ocupar a posicAo que lhe fora ordenada por Deus, ha- via poucos indivlduos que tinharn fe nele, ou que estavarn aguardando a vinda do Filho do Homem, cumprindo o que di- ziam as profeeias. Pode-se dizer que Jesus, durante toda a sua vida, desde a manjedoura ate a cruz, teve muito pouca popularidade entre a grande multidao da familia humana, mais particularmente entre os habitantes de Jerusalem. Sua histo-
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    ria e bastanteconhecida pelo mundo. Ele sofreu uma motte ignominiosa sobre a cruz, e ate mesmo os membros da casa de seu Pai, os sumos sacerdotes, e os lideres de Jerusalem estavam todos a favor de sua motte. Todavia o Salvador pos- suia a verdade, e ofereceu-a ao mundo; ele ofereceu-Jhe vida e salva~ao. Porem os principios que ensinou cram impopula- res em sua epoca. Jesus conseguiu reunir apenas alguns s~ guidores a seu redor. Mas a aceita~c!o de seus principios custou-lhes a vida, como aconteceu ate mesmo ao Salvador. Nao conh~o qualquer homem - exceto Joa-o. o Revelador - que tenha deixado de pagar sua fe com a vida. Todos os que o seguiram sofreram morte violenta. Tiveram que selar seus testemunhos com seu proprio sangue. Alguns fora.m crucificados; outros serrados ao meio, decapitados, ou de qualquer ontra forma assassinados por amor a palavra de Deus e testemunho de Jesus Cristo. Foram mortos pelo amor a sua religiao. Que acontece hoje em dia? Que outro nome tern sido honrado e considerado como exemplo ao mundo que o de Jesus Cristo? (JD. Vol. 25; p. 5) (28-13) Lorenzo Snow "Nilo existe homem algum que tenha maior testemunho da veracidade desse trabalho que eu. Tenho pleno conhecimen- to, e conher;o distintamente essa obra. Sei que existe um Deus tanto como qualquer outro homem o sabe, porque ele se revelou a mim. Bu o conher;o positivamente. Jamais es- quecerei as manifesta~oes do Senhor enquanto perdurar mi- nha memoria, pois elas estao gravadas em meu ser. Existe al- go pelo que devemos trabalbar, algo por que temos de nos sacrificar. Quando os elderes pregam entre as nar;Oes procla- mam isso destemidamente, e com toda a coragem dizem que Deus se revelou a nos, e tambem que ele falou a seus filhos e filhas, como fez na antigUidade, e dizem que ele ouviu as ora- ~oes da casa de Israel, que ouviu as oracoes das pessoas sin- ceras de corar;ao, e desceu dos ceus como fez na epoca da antiga Israel, para salva-los, quando se encontravam cativos entre os egipcios. Ele desceu para livrar os oprimidos, conceder-lhes conhecimento intelectual e espiritual, e coloca-los num pals onde podem ser abencoados e salvos de quase inani~ao em que se encontravam , quando o evangelho chegou a seu alcance." (CR, outubro de 1880, p.32) (28-14) .Joseph F. Smith. Presto testemunho, e ele certamente tern tnnta forr;a e eficacia, se for verdadeiro, como o testemunho de J6, os testemunhos dos disdpulos de Jerusalem, os discipulos des- te continente, de Joseph Smith, ou qualquer outro homem que disse a verdade. Todos sao de igual forr;a e firmeza para o mundo. Como servo de Deus, quero declarar, independente do testemunho de todos os homens e de todos os livros que ja 217 foram escritos, que recebi o testemunho do Espirito em meu cora~ilo e testifico diante de Deus, anjos, e hornens, sem te- mer as conseqO@ncias, que sei que meu Redentor vive. e que o verei face a face, e estarei com ele em meu corpo ressurreto nesta terra, se for fie!; sei, porque o Senhor me revelou. Rece~ bi 0 testemunho, e 0 presto agora, dizendo-lhes que e verda- deiro. 0 tetemunho dos santos sobre a crucifica~c!o e ressur~ rei~ilo de Jesus Cristo confirma e soma-se aos dos discipulos que viveram em Jerusalem, aos dos que viveram oeste conti- nente, ao do Profeta Joseph, ao de Oliver, ao de Sidney, e ao de tantos outros, uma vez que os santos nao o receberam desses discipulos, mas sim pelo mesmo Espirito atraves do qual eles (os disdpulos) tambem o receberam. Ninguem ja- mais recebeu esse testemunho, a nao ser que o Espirito de Deus o tenba revelado (Doutrina do Evangelho. pp. 408-409). (28-15) Heber J. Grant "Agradeco a Deus o conhecimento que possuo, recebi- do atraves da inspira~llo de seu Espirito, de que Deus vive, que Jesus e o Cristo, o filho do Deus vivo, o Redentot do mundo, o Unigenito do Pai na carne. Sou grato a ele tambem, por saber que Joseph Smith foi urn profeta do Deus verda- deiro e vivo.,.Que Deus me ajude. e tambem a cada santo <;los ultimos dias que possuir urn testemunho da divindade da obra em que estamos engajados, a viver de modo que nossas vidas possam proclamar a veracidade deste evangelho, hu- mildemente oro e peco em nome de Jesus CTisto, nosso Re- dentor, Amem." (CR. abril de 1930, p. 192). (28-16) George Albert Smith "Para concluir minha mensagem, permiti-me dizer: Ain- da nao nos encontramos a salvo do bosque onde nos achava- mos perdidos. Este mundo esta pronto para ser completa- mente varrido de sua iniqUidade, a menos que os filhos e fi. !has de nosso Pai Celestial, se arrependam de seus pecados e se voltem ao Senhor. Isso significa que os santos, ou mem- bros da lgreja de Jesus Cristo dos Santos dos Oltimos Dias. juntamente com os demais povos, mas principalmeme n6s. acima de tudo, devemos ser urn exemplo para o mundo. En· viamos mais de setenta mil de nossos filhos e filhas ao mun- do, pagando suas proprias de&pesas, para que compartilhem o evangelho de Jesus Cristo com os outros filhos do Senhor. Por que? Porque sabemos que eo unlco plano que Deus deu aos filhos dos homens pelo qual eles podem obter urn Iugar no reino celestial. Por isso e que ele e tc!o importante. Neste grande edificio, tao sagrado para todos nos, apos ouvirmos o esplendido coro acompanhado pelo 6rgllo, e tambem as ora- r;oes que foram oferecidas aqui e testemunbos prestados, quero testemunhar-lhes que sei que Deus vive. Sei que Jesus
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    eo Cristo, eque Joseph Smith foi urn Profeta do Deus vivo o qual restaurou atrave.s dele o evangelho verdadeiro de Jesus Cristo nestes ultimos dias... E assim, ao compreender a seriedade de urn testemunho e imaginar o que ele significa, tendo em meu coracao urn amor nlo fingido e o desejo de abencoar a todos os filhos de nosso Pal, deixo este testemunho, de que este eo evangelho de Je- sus Cristo, o unico poder de Deus para a salvacilo e prepara- cAo para o reino celestial, ao qualtodos n6s poderemos ir, se obedecermos aos termos concernentes a ele, e o que lhes testifico, oeste dia, em nome de Jesus Cristo, nosso Senhor. Amem." (CR. outubro de 1946, p. l53) (l&-17) David 0 . Mckay. " lrmllos e irmlls, desde minha inf!ncia, tenho alimentado em meu ser a verdade que Deus eurn ser pessoal, e que ele e, de fato, nosso Pai, a quem nos dirigjmos em oracilo e rece- bemos suas respostas. Meu testemunho a respeito do Se- nhor ressuscitado etllo real quanto o de Tome, que disse ao Cristo ressurreto, quando este apareceu aos disclpulos : "Meu Senhor e meu Deus! (Jo!o 20;28) Eu sei que ele vive. Ele e o Deus que se fez carne; e sei que nll.o existe nenhum outro nome debaixo do ceu, dado entre os ~omens, pelo qual devarnos ser salvos." (Atos 4:12) "Sei que ele falara com seus servos que o procuram com humildade e retid!lo. Sei disso porque ouvi sua voz e recebi orientacllo em assun1os conceroentes a seu reino aqui na ter- ra." "Sei que seu Pal, nosso Criador, vive, e tambem que eles apareceram ao Profeta Joseph Smith e the deram as revela- cOes que se acham agora registradas em Doutrina e Conve- nios e em outros livros da lgreja. Esse conhecimento e tllo real para mim quanto o que recebemos em nossa vida dia- ria. Quando deitamos nosso corpo anoite, n6s sabemos - temos plena certeza - que o sol se levantani pela manhll e derramara sua g}6ria sobre toda a terra. 0 mesmo acontece ao conbecjmento que tenho da exist!ncia de Cristo e da divin- dade desta Igreja restaurada." (CR, abril de 1968, pp:9-10) (2.8-18) Joseph Fielding Smith "0 Salvador jamais cometeu qualquer pecado ou teve a consci!ncia pesada. Ele jamais teve necessidade de se arre- pender, como eu e v6s, mas de alguma forma que nllo posso compreender, ele carregou o peso das minhas transgressOes e das vossas, e de cada alma que entra para esta lgreja, des- de o tempo de Ad~o ate a epoca atual. Ele veio e ofereceu-se 2.18 como urn sacrificio para pagar o debito das coisas erradas que fiz, e que cada urn de v6s fizestes individualmente, e d~ cada uma das pessoas que estllo dispostas a se arrepender de seus pec;ados, voltar-se para Jesus Cristo e guardar os seus mandamentos. Ele pagou o pre~o. Pensai nisso, se pu- derdes. Pensai no que urn homem pode sofrer pelas suas transgressOes. 0 Salvador tomou sobre si esse fardo, de uma forma que esta alem de nossa compreensllo, mas ele real- mente o fez. Sei clisso, porque aceitei sua palavra. E o imenso tormento e peso que ele teve de suportar para nos salvar foi tao grande, que rogou a seu Pai que, se fosse possivel, o li- vrasse de beber da amarga taca e recuar; todavia seja feita a tua vontade! A resposta que ele recebeu de seu Pai foi; 'Teras de bebe-la.' "Sera possivel deixar de ama-lo? Nilo, eimpossivel. V6s o amais? Entllo guardai seus mandamentos. Se o nilo f1Zerdes, tereis que prestar contas de vossos atos...' Se me amais, guardareis os meus mandarnentos.' (Jo.l4:15.)" (Take Heed to Yourselves, pp.281-82.) (23·19) Harold B. Lee. "Como a mais humilde pessoa que existe entre v6s e ocu- pando esta posi~llo, quero prestar-vos meu testemunho de que recebi pela voz. e poder da revelac!o, o conhecimento e compreensilo de que Deus vive. Aconteceu uma semana de- pois da ultima confer!ncia, quando me preparava para profe- rir urn discurso pelo radio a respeito da vida do Salvadore, ao reler a hist6ria da vida, crucifica~ll.o e ressurreic!o do Mestre - senti dentro do meu ser, enquanto lia. a realidade daquela hist6ria, muito mais do que se achava nas escrituras. Pois em verdade encontrei-me presenciando aquele acontecimento com tanto certeza como se 16 estivesse pessoalmente. Sei que reccbi esse conhecimento atraves das revelacOes do Deus vivo." (~ivine Revelation," Speeches of the Year, 1952, p.l2. ltidicos adicionados.) (l&-20) Spencer W. Kimball. "Estamos na semana da Pascoa - ~poca em que solene- mente lembramos o acontecimento inedito ocorrido num pe- queno horto, dentro de urn tosco sepulcro, numa colina fora dos muros de Jerusal~m. Aconteceu numa madrugada e as- sombrou a toda a alma que teve noticia. "Visto que nunca antes havia acontecido aqui na terra, de- ve ter sido dificil de acreditar, mas como podiam continuar duvidando, quando o pr6prio Senhor ressurreto se apresen- tou diante deles e puderam tocar as chagas em sua mllos e pes? Centenas de seus amigos mais chegados e crentes pres- taram testemunho.
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    "Este foi Jesusde Nazare, nascido numa manjedoura, cria- do numa pequena aldeia, batizado no Rio Jord!2_, crucificado no Golgota, sepultado num cubiculo escavadp na rocha, e cuja ressurreicao foi testemunhada no pequeno e aprazivel horto perto do sepulcro. Seu sofrimento sobre a cruz, e antes de ser crucificado, eo seu sublime sacrificio tern pouco ou nenhum sentido para nos, a menos que vivamos seus mandamentos pois ele diz: ''..• por que me chamais Senhor, Senhor, e nlo fazeis o que eu digo?" (Lucas 6:46). "Se me amardes, guardareis os meus mandamentos." (Jolo 14:15). "Se falharmos em viver seus mandamentos, certamente perderemos a comunicacao com ele." (A Liahona, fevereiro de 1973, p.35) "E a vida etema novamente se tornou disponivel aos ho· mens na terra, pois as escrituras dizem que: 'E a vida eterna e esta: que te conh~am, a ti so, por unico Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.' (Jo. 17:3.) E assim voltamos novamente a promessa que ele fez num certo monte da Pa- 1estina: 'Bem-aventurados os limpos de coracllo; porque eles verllo a Deus." (Mat. 5:8.) "Os homens que conhecem e amam a Deus, vivem os seus mandarneotos e obedecem as suas verdadeiras orde- nancas, poderao ainda nesta vida, ou na vida futura, ver sua face e saber que ele vive e se comunicara com eles. "Amigos, eu vos exorto a que pesquiseis mais. Testifico quanto a essas verdades, em nome de Jesus Cristo. Arnem (CR, abril de 1964. pp.98-99). 219 Eaa .lifo M latf11N1111uis dM profotos - dou M~ qw, .,,,.. lffNito.s 911trot. conll~ o Senbor ~ Sllbtm qw*IMil .-,torw-,o. Qlt6)fort~~ Sftllesttmunlao? Sftlahltlo dol ~Ieos CO#IIri~lpti1Qfortaltd-lo? Em • .mltlD1 Uvllflh1U SUQ l'OZ a>mo WM II'Sttmsmlta. romo..,_..,. t~t'Pf'0/~1 (18-11) Fali Alguma Diferen~a? Voot! acaba de cbegar ao final da licao e do estudo dos evangelhos, mas, no que se refere a voce, esta apeoas come- cando. Voce o escrevera- todo o resto dele- durante toda a sua vida. Seu modo de agir, viver e servir sera como o de uma pessoa que ama o Senhor? Examine os evangelhos com freqUt!ncia - nunca se afaste demais do suave e doce testemunbo que eles contem: que Jesus vive e eo seu Redentor. Os membros da lgreja tern a obrigacao de fazer do Filho do Homem sem pecado, o seu ideal - o ser perfeito (mico que ja viveu sobre a terra. 0 mais sublime exernplo de Nobreza Semelhante a Deus por natureza, Perfeito em seu amor Nosso redentor Nosso Salvador 0 filho imaculado de nosso Pai Eterno A Luz, a Vida. o Caminho. "Sei que ele vive..." (David 0. Mckay. "The Transforming Power of Faith in Jesus Christ," (Improvement Era, junho de 1951, p. 478.)
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    Apendice E A Terrada PalestinaComo a propria hist6ria da Palestina, seu solo e urn estudo dramatico de contrastes. Nessa peque- na regillo ha uma grande variedade de extremos em altitudes, solo, vegeta'~llo e clima. Ao norte en- contramos as neves peq)etuas do majestoso M'onte Hermon, dominando os bosques e viohas da linda Galileia. Mais ao sui temos a vi~osa terra da Sa- maria; a regillo montanhosa e tropical do Mar Morto. ~ Mar.1orto · 4,26 m~ abaixo do ni•~l do mar S 0 luoral da Tma San1a • bascance reaular ao sui do Monee Carmelo, Somtnt< as l"ldadcs costc1r3~ da FtniC'Ia erarn dotodas de portos natu· rai.s.
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    JerusalemNo Tempo deCristo Palacio de Herodes Residertcia de Pilatos Palacio do Sumo Sacerdote An8s e Caifas Este esboco nao foi feito com o objetivo de criar qualquer con- trov~rsia no tocante AlocalizacAo exata das muralhas da cidade, etc. Palacio de Herodes... Residencia de Pilatos
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    Fotografias da maquctcque se encontra no Hotel Terra Santa, em Jerusalem. OTemplo 0 templo de Herodes, ou o terceiro construido em Jerusalem (o primeiro foi ode SalomAo, erigido 1.000 A.C., eo segundo o de Zorobabel, edificado aproximadamente no ano 520 A.C., depois que os judeus retornaram do cativeiro) era uma estrutura magnifica, construida por Herodes, o Grande, provave1mente com a inten<;:ao de obter o apoio dos judeus da Palestina. A maior parte do trabalho foi completada antes do ministerio de Jesus. Foi Ia que ele assombrou os doutores e mestres, quando tinha apenas doze anos de idade, e tambem onde encerrou seu ministerio publico, durante a ultima semana de sua vida. Fortaleza Antonia (Romana) A fortaleza Antonia, toda de pedra foi construida ligada ao canto noroeste do muro do templo por Herodes, o Grande, que lhe deu esse nome em honra de Marco Antanio. As tropas romanas que ocupavam a fortaJeza observaram a entrada triunfal de Jesus em Jerusalem, e teriam tentado destruir o cortejo triunfante, se acreditassem que Jesus se constituia uma ameaca real ao dominio de Roma em Jerusalem. Numa epoca posterior Jesus foi trazido ao patio desse edificio, para ser apresentado aautoridade romana. 0 Cenaculo Ainda nAo foi estabelecido com certeza o local onde estava situado o cenaculo onde Jesus e os Doze Ap6stolos celebraram a Pascoa, porem segundo a tradicAo, localizava-se na area cercada pela muralha sui da cidade antiga. Foi Ia que Jesus instituiu a ordenanca do sacramento, indicou quem o trairia, e ministrou os grandes ensinamentos que se encontram registrados nos capitulos 13 e 14 do Evangelho de Jollo.
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    e Tarso c lC!LP-- MAR MEDITERRANEO ~ Mar Morto Nabateia
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    *cj ci '<t 0 i ~ Hist6ria Cronol6gica daVida e Ministerio de Jesus Cristo. (Muitas Datas do Novo Testamento Silo Apenas Aproxirnadas, Abrangendo de Urn a Sete Anos. Foram Selecionados Alguns Eventos lmportantes do Ministerio do Salvador para Representar Algumas de Suas Atividades.) 4AC DC 1 Augusto 3 6 9 12 15 18 21 24 27 DC 30 "E vei"o, e habitou numa cidade chamada Nazare, para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele sera chamado Nazareno. "E aconteceu que Jesus cresceu junto de seus innaos e se fortaleceu, esperando no Senhor pela epoca de seu ministerio." (Mateus 3:23, 24. Versiio lnspirada.) (fradu¢o livre do original.) j0 ~...... 27 A.C. a 14 D.C. Tiberio, 14-37 D.C. Judeia, Samaria e ldumeia fonnaram uma provincia romana, govemada por urn procurador, de 6-10 D.C. Valerio Grato POncio Pilatos, 26-36 D.C. 15-26 D.C. DC 31 .I ,; I I "! c r----------+--------------------------------~-----------------------------------+----------- Arquelau, Etnarca da Judeia, 4 A.C. -6D.C Herodes Filipe, Tetrarca da Itireia, 4 A.C. -34 D.C. Herodes Antipas, Tetrarca da Galileia, 4 A.C. - 39 D.C. Os relatos contidos nos evangelhos niio indicam que Jesus tenha passado urn dia sem atividade. Niio existe urn consenso unifonnc:: de opiniilo entre os eruditos cristilos quanto ao dia em que Jesus foi crucificado. Alguns afmnam que esse fato ocorreu na quinta- feira, ao inves de tradicionalmente na sexta-feira. Considerar a sexta-feira como o dia da cruciflXiio, faz crer que Jesus permanece apenas vinte e quatro horas na tumba, embora e 6bvio que esse periodo abrangesse parte dos tres dias.
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    ·o~"ii-3 e:~2.2: Ill(') fr 0 C..Oc.. I'II::S(II_ <·0 a.s ::s .. "" 1»1~1»1 0. ~%::sn­::s. ~ 3 S.r::~o 03~"' Ill 50 "'~IE·~ ao-30CI ~ ~~ s·(i)>__q tin ~-~0 Ill • I'll !G. "'1 ~}.o- ~::l. Ill Ill . c.."8.olll£o (/)('). c.. ~~>-~·o$1) g-I'IIC: (') C-3~2 0 .D 0 !J. C..r::c..::~ Ill E.. (1) (') ""'.D r-~» ~r::~"£, n ~ :s.o ~ e:~-~ -;,~»~() ~(1) fr-Na·.........·"' .. 0 c..n>~··0 3 ~ ~ ~ -all>@~-0 . .D"' jG_""'CCII o-0~~ ~~.g~0,...1'11~ ::s 9oc.. 0"' -~'~~ 3 (1) ~0 ~~e:~,..Ill c.. 0 C-CII ...... o, 9.3 II>- (') (1)) 0" 2(/)~ !J.~. 0: ::~1))_ ~is::s ~e: 11>$1)11) .D c.. c.. COR s·n ~ so~•3 !i'0 . c:;· E.. ~3 0 ~ enVl c ~,0 z 8Vl :> ,0 ~ :> r3 "Q ~ c..~ ::s ..... ~ II> I'll ~ ~ .g ~ ~~~~~~~a§@~9g.E-~"n>Q..(j"e;CUI ~:::,....""(') I g 3 (1) ::::1. 0 ::s tTl . s ~ !2. 5: ~ ~ II>Sil::S"i'"'O" ~»3n>CII>..,O c.. o~~>- '1 -lc.. .,.., .... o- o ~ ~ .D a- e: §- IE .g ::: ~ ~ ~ ~ E~~>-o~c~» :3~'~~~ ;;S~ 3V>l'l .0 I'll Olll,.. II> E.. 0'-o c..&: g () ::l. .r;, ~ ::;::· ~ e: a· (1) .., • I'll I'll (1) a·~ r:: .... Ill .D ?>r;;>~s:S~QsoQ~~g~ 0 ::l. '-' 2:~· ~ ::s ~ ~ (') "' ::s S ::l. o·~ ::? c.. r:: 0 ~ 0 ~ a ~ ~ II> e: 0 0 (1) ~ "' .., ::s :=. n>[o.:~§o~r::.Dsg_g-Q: g • ~ ~ 0 V> . ~. -· ~ c.. (;' (1) .D 1:1 E.. () ~ ::s ""· I'll -· ~'~~ r:: ::s- < · E·n S .D$1)('11>~0 3° r:: tj ::s . 0 I'll (') I'll 0 ... () "'1 tT'I- .., 0 0 I'll. - 0 3 ~ ~ "'"'1 "0,0 () c ~ 8 ffi,0 ~ :> z 0Vl 0 :> "0 :> r m ~ z:> ~ "0 m ~~Vl , 0 ~ :> z 0 Vl - · o-·· ··- -····- - - ·-·- Escolha dos Doze Sermao da Montanha Milagres e Curas. Jesus Acalma a Tempestade no Mar da Galileia. Curas e Expulsao de Demonios Parabolas no Mar da Galileia Segunda Rejei~o em Nazare Os Doze Sao Enviados a Pregar Morte de Joao em Macaeros, Pereia. Os Doze Retornam TERCEIRO ANO DO MI NISTERIO PUBLICO DE JESUS. Alimentadas Cinco Mil Pessoas Jesus Caminha Sobre o Mar Terceira Pascoa Transfigura~o Os Setenta Sao Enviados a Pregar Jerusalem - A Festa dos Tabernaculos Os Setenta Retornam Inicia o Ultimo Ministerio na Judeia e Pereia Jerusalem - Festa da Dedica~o LAzaro eLevantado dos Mortos em Betania SEMANA DO SACRIFiCIO EXPIATORIO. Primeiro Dia: Entrada Triunfal em Jerusalem Segundo Dia: Purifica~o do Templo Terceiro Dia: Jesus Ensina por Parabolas Quarto Dia: Descanso em Betania Quinto Dia: Quarta Pascoa/ 0 Sacramento Monte das Oliveiras - Getsemani Sexto Dia: A Traicao, Prisao, Julgamento, Condena~o. CruciflXao e Sepultamento 5etimo Dia: sao Colocados Guardas aPorta da Tumba Primeiro Dia: Cristo Aparece Como Ser Ressuscitado OS QUARENTA DIAS DE MINISTERIO Apari~o de Cristo aos Discipulos em Jerusalem, Galileia lnstru~o Especial, Bencaos aos Doze Ascen~o do Monte das Oliveiras APARI<;AO AOS NEFITAS. ~ w N g w w ~ '£
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    Hist6ria Cronol6gica doNovo TestamentoM u1U11 O..t~ M encionadas N~te CtlfiCOdoNovo TesramemoSioAPMO> JproximM»s Com Umou Do•s AnosdeDifet~ lsto..,JpiiCa fspec~lmentels Data>R~auvas aos Diversos LM osdoNovo T~t•mer lmperadores Romanos 0..-.t,.co do.._,_ Procuradores Romanos na )udeia 0..-.t.-a.. -·-Reis Subsidiarios A Roma 0..-ol,.co • _,_ D.C. 35 D.C. 40 45 D.C. SO D.C. SS D.C. 60 • Morte e Ressurre•t4o de Jesus • Oia de Pentecostes - Os Oiscipulos Recebem o Esplnto Santo ~:::::::::::=:::::::~Pn:me•ros Labores no [ vangelho- em Jerusalem. Samana em Ant16qu•a 1 Aumenta a Host1IKiade dos Lideres )udeus Contra a lgre,a. • Est~Jo ~ ApedreJado at~ Maner • Con•ersao de Paulo PauloPartepara Oamascoe Ar;b,a Paulo Permanece 4ou S anos nos Arredores de Tarso Paulo e Barna~ Trabalham cerca de um Ano em Ant16qu•a Herodes Agnpa I Perseaue a lgre1a 0 Ap6stolo T•aao ~ M.lrt•r•zado por Herodes Pedro~ Preso e M~raculosamente l1bertado Pr•me~ra V••aem ~•ss100.ina de Paulo Conselhode Jerualt'm - N1oMaiS eRequNidoque os Geni- c....... loio I•••••,.. Segunda V1agem M•ss•onana de Paulo Os Judaizantes Criam Grande Apostasia e Disc6rdia na lgreja o.-.- · a..-~ ......""-"' • ..... (A... II:a}.fro oleo_odor ....-• ,..;,. ,.,ttdostr.._....._.._.,_....~ w-... - orqoooloooo OS joodoon• · - • • Paulo Volta a Jerusalem ·f:iC!e.!!~~~f Tercelfa v..~ '-IISSIO • • lS..Il~ (~ nolpou os ~• - ~ 0 C ~ • .,.;-... _,...uo(H o'- e,.. r...lo"" •..., .. D.C.
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    Templo nos em ufragoo eln•erno em >('Iota (>alta) 80 durante Doos anos em Roma - Coza de Grandt' Loberdade de A~.!p 0 Peroodo de Loberdade d!' Paulo - Cr,lnde Trabalno Mossooniuoo Perseguo~.!o Movoda por 'lt•ro Pedro e Paulo Sao Apro;oonado; Martiroo dt• l't>dro Martino dt> Paulo IS D.C. 95 DC. A lgreja egrandemente corrompida pelas filosofias pagas. que deturpam as doutrinas do Evangelho Queda de- )Nu;alt•m Tomada por Toto. e Destruo~Aodo Templo. 1re1a. Movodas por Domocoano - >luoto; Santos SAo Martoro1ado> I . Joao t Banodo para a llha de Patmos : )o.!o~agora oUnocoAp6stoloqueConseguou Sobrevo.er- A lgreJaCaoPmApost.uoa • 0. ..nlo•.ltml><•ndo-i<o do qutlnu• t...n. profthudo (luc., 21:20-24) fuKtUm. COnwtutndo .tSStm nc.ap..r do ce-rco fttfo por Vesp.ts..Jno t Ttto f~to Pflliu • Htrodft Alrip" H. ftlho * A3np.a I, qut os .tjud.uW"" rf'tolvtr o t .a)C) de P"ulo. (Aio~ 26.) OomiNno. filho de VnpaWno ~ •nttrlo tovoem • f•to. fo• o prin~no Choir ~ eap.Andir .tmpl.lrMftCt' .t .ldor.t(.0 .tO ~~. Ue iniciou unw no".a t m.aas ttft'ft't.fu ~f'M'IVI(.lo ~ crisc.ios. Fot dur.tntt' o fin..tl do n1Aido de- Domt<uno qut )olo lOt bonido ~"'. 0... cit , .,_ • 100 D.C. lOS D.C. A-~-cnsUol continuou dur•• o rttNdo de Tr• j>no. o ...,., cltat- -de No ""'"""'- ~odoo. .... ocOS tncontr~ dnW.m nq.ar • cmtoou ..... t,KUttdos..
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    '"" ~enha ~~ eA1e,o,. GERMAN l A Melita BlzAnclo • MARMEDITERR AN EO Strre-it. ~to,. Clrene •Cirenaica (Junto com Creta 1 formava uma 1 Provincia) I
  • 235.
    lrlanda ®Dublin OCEANO ATLANT ICO "_,/ ,/ '.._' I ,..."-... _,.!.) "). ' ~ ,---:.1 ~ Grl Bretanha Londrea i) canal da Mancha Franc;a Ar~lla MAR DO NORTE Holanda ~ (" ' AmsterdamfEI '"', _ '., 4 Bonn ,. L ~ ,e "-·:""· -'Tunis... "'I I ,. ;;;tl' ,. 't Turifsia .. 't _.,~ I ' ., } ' ; ; r·-" l 'I I I / )./ I ' 'I I Palermo • ~ Malta ~ ----l. Varl6vla l J ( ) '~ f ( I U.R.S.S. •Kiev /''- ,. ' 'V·,. ~ ''., '"Odeeea • ,.. ~ ~ -- ·' MAR MEDITERRANEO (i Tripoli .,,.ngazl Ubia ,., Moscou 0 Mundo · Mediterraneo Atual
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    MA R MED I TERR AN EO MAR MEDITERRANEO
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    / MAR MEDITERRANEO 1 • Reglo {Siracusa J -if. <(4f, 61/t~..,. _ ... _...,. Sons ' I C H R E ~11. ' r ' --.. Feft1ce Portos I Salmona <I) - '--" '-........ .... _. / ,_,..... ~ ......__,/ Las61a f11 Clauda O S;"te Menor A R M E 0 I T E R R P.., N E. Alexanarla•
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    0 Livro deApocalipse Os Sete Selos (Os Sete Dias de 1.000anos da Existencia Temporal da Terr lnicio do Ministerio de Adao A lniqiiidade Come!;a a se Propagar . 0 Arrependimento E Ensinado atraves de Profetas Adao Reune e Abent;oa Seus Filhos Falecimento de Adao Ministerio de Enoque. A Cidade de Enoque e Transladada Ministerio de Noe. 0 Grande Diluvio . A Humanidade Tem Novo lnicio. A Torre de Babel Os )areditas Chegam a Terra Prometida. Ministerio de Abraao lsaque, )aco e as Doze Tribos de Israel 0 Cativeiro de Jose e Israel no Egito Ministerio de Moises Conquista da Terra de Canal Os lsraelitas Come!;am a Ter Reis. Israel e Dividida em Dois Reinos Ministerio de Isaias As Dez Tribos Sao Conquistadas e Perdidas Os Profetas Sao Rejeitados A Tribo de )uda e Levada ao Cativeiro Periodo de Apostasia Ministerio de )oao Batista Ministerio de Cristo Estabelecimento de . lgrejas E Feito o Sacrificio Expiatorio 0 Evangelho e Levado aos Gentios A Grande Apostasia e o Periodo de Trevas. Joao Nos Deu um Resumo dos Acontecimentos Principais Relativos aos Cinco Primeiros Selos. Joseph Smith declarou:"As coisas que Joao viu nao se referiam aos acontecimentos dos dias de AdAo. I nnque, Abrao ou Jesus, a nAo ser quando ele clara e expressamente o diz... Jooo viu somente o que estava reservado p.tr,1 o futuro. eo que ia acontecer em breve."(Ensinamentos, p.281.) Esse fato se toma ainda ma1s ev1dt>ntP quando vern~ que o-; <.inw primeiros selos sao abordados em apenas 11 versiculos (somente 3% do total do Apocalipse) ao passo qut> "' dt·mais 281 versiculos (70%)tratam dos eventos relativos ao sexto e setimo selos, e da gl6na f1nal da terra. Ao Abrir-se o Sexto Selo GFimdes Calamidades Serio Demonstrad;IS. (6:12·17.) A Destrui!;ao E Retida Enquanto os )ustos Sao Selo~dos · Restaura~o do Evangelho. (7:1-8.) Duro~nte o setimo Selo Havera Fogo, Deslrui~o e Guerras Desenfreadas. (8:1-13; 9:1·21 .) Havera Ouas Testemunhas em Jerusalem Durante a Grande Guerra que U Sera Travada . (11:1·13.) Soa a Selima Trombeta · Vozes Celestiais Anunciam o Triunfo do Reino . (11:13-19.) As Ta~as Contendo os )ulgamenlos Sao Derramado~s sobre o Mundo; Os lniquos Ainda Nao se Arrependem. (15:5-8; 16:1-21.)
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    NOIU ipoca: "A Nolte Sabatiado Tempo." A Renascen~a e Reforma. Revolu~ao Industrial. Ministerio de Joseph Smith. A lgreja se lorna uma O rganiza~ao Mundial. Os Santos se Preparam para a Vinda de Cristo. Grandes Calamidades Ocorrem em Todo o 0 sabldo da Terra Oestrui~ao Final dos lniquos. Cristo Vem para Reinar como o Rei dos Reis. A Terra Recebe uma Gl6ria Paradisiaca. Satanas e Amarrado. Era Milenar de Amor e Paz. A Terra ECelestializada no Final do Milenio. Mundo. Si3o E Completamente Estabelecida. Jo3o, o Revelador. Reino de Deus e Seu Destino Triunfante mbora os eventos referentes as epocas futuras tenham sido revelados de acordo com a cronologia basica dos sete selos, ao ha qualquer indicio de que o prop6sito do Senhor tenha sido es~ar todos os aspectos da revela~ao de acordo com ordem estrita em que ocorreriam os acontecimentos. Como urn grande mestre - que faz algumas pausas durante sua presenta~ao a fim de esclarecer melhor ou ampliar seus ensinamentos, assim tambem o Senhor interrompe a ordem de presenta~ao para proporcionar maior discernimento, ensinar novas verdades e dar urn conhecimento mais profunda a speito do maravilhoso destino futuro de seu reino. Esses "interludios didaticos" sao demonstrados no grafico abaixo: Uma Voz Anuncia nos Ceus o Triunfo Final do Reino de Cristo. (19:1-10.) Cristo Vem como Rei dos Reis - Oestrui~ao Final dos lniquos. (19:11-21.) Satanas E Amarrado. (20:1-2.) Os Justos sao Redimidos; Come~o Milenio. (20:3-6.) Satanas ESolto ao Findar o Milenio. Sua Conquista Final e Banimento. (20:7-10.) 0 Grandee Ultimo Julgamento. (20:11·13.) Um NovoCeu e uma Nova Terra - 0 Mundo E Celestializado. (21:1-27; 22:1·5.) UMA EXPLICA(:AO A RESPEITO DO REINO DE DEUS ESUA OPOSI(:AO AO REINO DE SATANAS. As vozes nos ceus anunciaram o triunfo futuro do reino de Deus. Este reino. e seu grande oponente sat3nico, serao agora discutidos com maiores detalhes. I. A lgreja e Reino de Deus. A. A igreja (a parte eclesiastica do reino) dA aluz ao reino onde Cristo reina como rei (o aspecto politico do reino). B. A igreja e reino de Deus sAo enfrentados pelo grande draglo. (Satanas.) C. Essa oposi~ao realmente c~ou na exist@ncia pre.mortal e fez com que houvesse uma guerra nos ceus. D. A igreja da epoca de Joao nlo daria a luz o reino, e o draglo a levaria para o deserto(apostasia). (12:1-17.) 11. A lgreja e Reino de Satanas. A. Jolo v@ a besta que saiu do mar. t-lhe mostrado que Satanas tern poder sobre os reinos (os aspectos politicos de seu reino~ B. Joao v@ a besta que subiu da terra fazer grande mal atraves dos poderes religiosos (os aspectos eclesiasticos de seu reino). C. Os seguidores da besta sAo selados na testa, em sinal de obed~ncia. (13:1-18) Ill. 0 Resultado Final. A. Joao v@ o Cordeiro sobre o Monte de Silo, juntamente com aqueles que foram assinalados na testa por De...f. (Os 144.000.) B. Jolo v@ a restaura~ao do evangelho atraves da ministra~ao angelica. que assinala a queda dos dominies de Satanas. c. 0 Filho do Homem evisto no ca., tendo uma foice e um lagar. Est.i para iniciar-se a arande ceifa ijulgamento) dos iniquos. (14:1-20.)
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    .#> ••• · "'/MAR EGEU "" • Sons Portos ·• '·patmos .~ RODES MAR MEDITERRANEO
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    ,; 3Jnbite lntroducao ao Cursode Religiao 212 IntroducAo A lgreja se Expande aMedida que se Propaga o Testemunho . • • • • • • • - • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 0 0 0 0 0 • • 0 . 0 247 29 "Vos Sois as Minhas Testemunhas, Diz o Senhor'' .... 257 30 ••Deus N4o Faz AcepcAo de Pessoas" . .. .....•...... 267 31 "Este ePara Mim Urn Yaso Escolhido'' ... . ... ...... 275 32 "Eu te Pus Para Luzdos Gentios" ..............•. .. 283 0 Testemunho de Paulo Como Missionario 33 A Vinda do Senhor Jesus Cristo................ .. . ..291 34 ''Para Que a Vossa Fe Nao se Apoiasse na Sabedoria dos Homens" .......... , , . , ... . ....................... 305 35 "Fazei lsto em Memoria de Mim" ... . . , ... , ...... . . 3 11 36 "Procurai Com Zelo os Melhores Dons" ...... •. ..... 321 37 "A Momentiinea TribuJacao Produz para nos urn Peso Eterno de Gloria mui excelente" ..... , . ...... .. . ...... 327 38 "Porque Tudo o que o Homem Semear, isso tambem Co- lhen" ................... . ............ , ........... 335 39 "0 Homem e Justificado pela Fe" ................. 345 40 "Herdeiros de Deus e Co-Herdeiros com Cristo" ... . . 355 41 ''Escolhidos antes da Fundacao do Mundo" ....... .. 363 Paulo Testifica da Prisao 42 "Como de Mim Testificaste em Jerusalem, assim lmporta que Testifiques tambern em Roma" ................... 375 43 "Sois... concidadaos dos santos" ....... . .. ... ...... 383 44 "~ o Exemplo dos Fieis" ................ •... ..... 395 0 Testemunho de Pc.ulo aos Llderes do Sacerd6cio 45 "Combalio BornCombate, acabei a Carreira, guardei a fe" 0 0 0 0 • • • • • • • • • • 0 • • • 0 • • • • • • • • • • • • 0 • • • • • 0 • • • • • • • • • 0 • • 409 46 "Prossigamos ate a Perfeicao" .................... 419 47 "Pelo Sangue Sereis Santificados .. ........... .... .. 429 48 "Fe: A Prova das Coisas que se niio veem ........ . ... 435 Os Ap6stolos Antigos Testificaram ao Mundo 49 ''A Religiao Pura e Sem Macula" . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 449 50 "Porque por isto foi pregado o evangelho tambem aos mor- tos'' .................... .. ............. ... .. .... . . 459 51 "Participantes da Natureza divina" ................. 467 52 ''Andaremos na luz, como elena luz esta" .. ......... 475 53 "Porque se lnfiltraram alguns homens impios" .... . .. 481 Joao Testifica do Triunfo da lgreja 54 "A Revelacao de Jesus Cristo a seu servo Joao ........ 499 55 "Os Reinos do Mundo Yieram a ser de Nosso Senhor". 509 56 "Eis que Depressa Venho; eo meu Galardao esta Comigo" • 0 0 • • • • • • • • • • • 0 0 • • • • • • • ' 0 0 0 . 0 0 • • • • 0 • • 0 • • • • • • • • • 0 0 0 519 Apendice A ...• , • ..... . ...... , ....• ... ......... ... . 527 Apendice B .... ... . , .............•......•.... . ..... 533 Apendice c ...... .. .. .. 0 • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • 536 Apendice D ....•......• .• ........... .. . .• , • . . . . . . . . 540
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    QCurgo be ltligi&o212 4 4 ~ ~er-me-eig tfr;egtemunbag'' TEMA: "Mas recebereis a virtude do Espfrito Santo, que hO de vir sobre vos; e ser-me-eis testemunhas. tanto em Jerusalem como em toda o Judeia e Samaria, e ate aos c:onflns da terra." (Atos 1:8.) " Pergunto-vos, o que o Scnhor quis dizer quando, ao levar os Doze Ap6stolos ao topo do Monte das Oliveiras, falou: " ... E ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalem como em toda a Judeia e Samaria, e ate aos confins da terra." (Atos 1:8.) "Estas foram suas ultimas palavras ames de ascender ao seu Jar celeste. "Qual o sentido da frase 'ate aos confins da terra"? Ele ja havia enumerado as regioes conhecidas dos ap6stolos. Seria o povo da Judeia? ou da Samaria? Ou talvez os poucos milhOes do Oriente Proximo? Quais seriam os "confms da terra"? Es- taria ele se referindo aos milhOes de seres do que se constitui hoje a America? lncluiria o termo, as centenas de milhares, ou mesmo milhOes, da Grecia, ftalia, Costas Mediterraneas, ou os habitantes da Europa Central? 0 que significaria? Estaria ele falando das pessoas vivas do mundo inteiro e dos espiritos des- tinados a virem ainda nos seculos futuros? Nao estaremos n6s subestimando suas palavras ou sentido? Como podemos satisfazer-nos com 100.000 conversos entre quatro bilhOes de pessoas do mundo, que precisam do evangelho?... " Por certo ja conheceis a declarar;Ao do Profeta Joseph Smith na carta Wentwortb. escrita no dia I ~ de ma~o de 1842 (History ofthe Church, Vol. 4, p. 536.) Tcnho certeza de que 240 o Profeta Joseph previu o futuro e vislumbrou muitos proble- mas com animosidades nacionals, e temores com guerras, d•s- tllrbios e ciumes, e estou certo de que viu que todas essas coisas acontcceriam, e apesar disso ele declarou com destemor e con- fianca: " ' Nenhuma profana mao pode impedir o progresso da obra; nem perseguir;Oes, turbas, exercitos, calimias, podem impedir a verdade de Deus de ir avante, corajosa, nobre c inde- pendente, ate haver penetrado em cada continente. visitado to- do clima, varrido cada pais e soado em todo ouvido, ate se cumprirem os propositos de Deus, e o grande Jeova dizer que o trabalho terminou.''' (History ofthe Church, Vol4, p. 540.) (Spencer W. Kimball, "Quando o Mundo Estiver Convertido,"Ao Proc/amar o Evangel/to, (33496 059) pp. 204, 210-11.) Os ap6stolos antigos e os samos trabalharam fiel e diligente- mente para cumprir a divina missao que receberam de levar seu testemunho a todo mundo. 0 objetivo deste livro de ticOes e ajuda.Jo a conscientizar-se de qullo seriamente estes homens aceitaram a admoestar;ao dada pelo Salvadore cumpriram a parte que deles era requerida nesse grande empreendimento. Falando a respeito deles, o Presidente Harold B. Lee declarou: "Ao examinarmos a devo~o incomparavel e altrulsta desses antigos ap6stolos e martires pelo evangelho de Cristo, devemo-nos curvar em humilde reverencia, e repetir com gran- de aprer;o e compreensao, como fez a multidao em Jerusalem, no momenta da entrada triunfal, as seguintes palavras: 'Ben- dito o (os apostolos do passado e do presente) que vern em no- me do Senhor." "(CR, abril de 1955, p. 19.)
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    Qual Devera Sero Meu Objetivo ao ParticipQr deste Curso de Estudo? 0 estudo da ultima parte do Novo Testamento tern dois ob- jetivos principais. Primeiro, fazer com que as pessoas cheguem mais perto de Cristo e sintam maior poder espiritual. Segundo, o estudo dos Iivros de Atos ate Apocalipse e especialmente proveitoso para os santos dos t'lltimos dias, uma vez que atual- mente enfrentamos muitos problemas identicos aos que afligi- ram os santos primitives. A igreja de Jesus Cristo foi organiza- da novamente em nossa dispensa~~o. e recebemos uma incum· bencia semelhante adeles: a de levar as bencaos da lgreja e o testemunho do Cristo ressuscitado a todo o mundo. (D&C 1:17-23.) Este Curso de Estudo Registra as Oeclara~Oes de Testemunhas Oculares. Quando Jesus Morreu, seus apostolos e discipulos vir;lm-se tornados pelo desespero. Durante quase tres anos haviam con- tado com o apoio e incentivo que ele lhes dera. e agora tudo es- tava acabado. Sozinhos, desalentados, vacilantes na fee talvez ate mesmo atemorizados, retornaram aos seus antigos afaze- res. Se voce levar em conta o fato de os ap6stolos serem ho- mens comuns, e que seu desllnimo era uma reacllo natural e humana, devido as circunstllncias em que se encontravam, conscientizar-se - ade outro fato importante - que quarenta dias depois esses mesmos homens prestavam urn fervoroso tes- temunho de que Jesus vivia, que o haviam visto, e que ele ti- oha, de fato, ressuscitado dos mortos. como disse que faria. Alem disso voce deve refletir ainda, que por amor a esse teste- munho eles suportaram toda sorte de difamacoes, sofrimentos fisicos e extrema adversidade; atravessaram terras e mares, e a maior parte deles morreu martirizada. Por Que? A que se deve lal transforma~llo que ocorreu em suas vidas? Por que Paulo, em determinado momento, e urn zeloso perse- guidor dos cristilos, e subitamente se toma uma deterrninada testemunha de Cristo? 0 testemunho de tais homens nao e, de forma algHma, cheio de desespero ou duvida. Medite cuidado- samente sobre o que eles testificaram. Pedro YarOes israelitas, escutai estas palavras: A Jesus Nazareno, var~o aprovado por Deus entre v6s com maravilhas, prodfgios e sinais, que Deus por ele fez no meio de v6s, como v6s mes- mos bern sabeis; A este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciencia de Deus, tomando-o v6s, o crucificastes e matastes pelas maos de injustos; ao qual Deus ressuscitou, 241 soltas as ansias da morte... Deus ressuscitou a este Jesus, DO QUE TODOS N6S SOMOS TESTEMUNHAS." (Atos 2:22- 24,32. EnJase acrescentada.) Paulo "Porque primeiramente vos entreguei o que tambem recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; E que foi sepultado. e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras: E que foi visto por Cefas, e depois pelos ooze. Depois foi visto, uma vez por mais de quinhentos irmaos, dos quais vive ainda a maier pane, mas alguns ja dormem tam- bern. Depois foi visto por Tiago, depois por todos os ap6sto- los. E por derradeiro de todos me apareceu tambem a mim..." (l Corlntios 15:3-8.) Joilo "No principio era o Verbo, eo Verbo estava com Deus, eo Yerbo era Deus." (Jo~o 1:J.) "A que se deve essa grande coragem, essa transformac~o e firme ceneza? A melhor resposta que podemos dar a essa per· gunta se encontra na seguinte declara~ao de David 0 . McKay; "Nao resta qualquer duvida de que a ressurreicilo literal da tumba foi uma realidade para os disc!pulos, que conheciam in- timamente a Cristo. N~o havia absolutamente dt'lvida alguma em sua mente. Sabiam disso, porque seus olhos haviam visto, seus ouvldos escutado, e suas miios sentido a presen~a corpo- rea do Redentor ressuscitado.,.(CR. abril de 1939, p. 112. Ita- licos adicionados.) "Ainferencia deseus testemunhos deve ser bern clara para voce. Conforme 0 Elder Mckay tambem ensinou: l. "Se Cristo viveu ap6s a mone, assim tambem acontecera aos homens, e cada um assumira no mundo futuro a posi- cao para a qual estiver melhor capacitado." (CR, abril de 1939, p. 115.) 2. "Digo aquele que aceita Jesus de Nazare como Fllho lite- ral de Deus, que ere de todo o seu cora~~o que Jesus vive atualmente, que ele pode influenciar e realmente influen- cia o mundo; os ensinamentos de Cristo e tambem sua personalidade, se tomarllo para ele uma realidade. Nllo podeis professar ser verdadeiros crist~os e vos recusardes a viver de acordo com os principios que Cristo ensinou e obedeceu." (CR. abril de 1918, pp. 78-79.) Este curso de estudo trata das vidas, discursos e testemu~
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    nhos escritos dehomens que, como testemunhas oculares, vi- ram o Senhor ressuscitado e foram transformados por seu po- der e influ~ncia. Esperamos que ao estudar essas evidencias, e tambem as declara~Oes das testemunhas especiais desta dis- pensa~ao. voce possa aceitA-los como uma prova conclusiva, um testemunho mais poderoso que o da visllo, da ressurrei~llo e missao redentora do Senllor. 0 Ap6stolo Paulo e a Colina de Marte A Atenas que Paulo conheceu era aproximadamente dois mil anos mais nova que a cidade atual. Ate mesmo o pouco que deJa restou, que conseguiu sobreviver a dois milenios de destrui~ao, apresenta uma evid@ncia eloqUente do apogeu que a Orecia antiga conseguiu alcan~ar. Mas nllo devemos nos ilu- dir pensando que as colunas de marmore e a graciosa arquite- tura SAo OS UniCOS legados que OS gregOS deixaram as gera~OeS futuras. A democracia, o ideal politico da maior parte do mundo, originou-se em Atenas. Estudantes de vinualmente to- das as universidades imponantes do mundo continuam a exa- minar as lilosofias de Socrates, Platl1o e Arist6teles; as pe~as dramaticas de S6focles e Euripedes, escritas centenas de anos antes do nascimento de Cristo, sao encenadas ainda hoje nos quatro cantos da terra; os estudiosos da matematica memori- zam os teoremas e as formulas de Pilagoras e Euclides; e a ca- da quatro anos milhOes de pessoas assistem via satelite os atle- tas de inumeras oa~Oes competirem nos jogos ollmpicos, urn acontecimento iniciado pelos gregos no ano 776 A.C. Foi a Atenas, que ha muito era o centro da cuhura grega, que veio Paulo, urn humilde servo de Jesus Cristo. Ele, que re- centemente havia sido agredido e preso em Filipos, e que ha pouco fora expulso de Tessalonica e Bereia pelos judeus ira- dos, esperava que Atenas aceitasse a palavra de Deus. Mas ela era uma cidade contraria ao espirito do verdadeiro cristianis- mo. Os templos e ediflcios que conseguiram escapar das garras do tempo dao-nos urn Ieve indicio da gl6ria que Paulo vislum- brou ao entrar na cidade. 0 Partenon, que naquela epoca ja estava construldo havia quinhentos anos, dominava a cidade de seu majestoso local na Acr6pole. Como os outros ediflcios situados ao seu redor, o Partenon acenava aos adoradores de Atenas, deusa da sabedoria. As ruas da cidade estavam cheias de numerosos e magnificos santuarios e templos. pois Atenas era uma cidade saturada de idolatria. Os cautelosos gregos ate mesmo tinham edificado um altar ao Deus Desconhecido, te- mendo ofender algum deus a que, inadvertidamente, houves- sem esquecido. Porem as outras coisas que o ap6stolo viu devem ter enco- berto seus pensamentos relativos abeleza e gl6ria daquela ci- 243 dade, pols Lucas registra que enquanto aguardava a chegada de seus companheiros, "o seu esplrito se comovia em si mes- mo, vendo a cidade tllo entregue aidolatria." (Atos 17:16.) Movido pelo Espirito, ele tentou ensinar as verdades do evan- gelho aos atenienses, tanto nas sinagogas judaicas como na pra~a do mercado. Posteriormente. foi levado ao famoso anfi- teatro chamado Are6pago, situado na Colina de Marte, onde ele proferiu um poderoso sermllo a respeito do Deus Desco- nhecido. Mas embora aquele povo estivesse disposto a ouvlr esta nova tilosofia, como de fato sentiam-se atraidos por qual- quer coisa nova ou extraordinaria, quando Paulo falou sobre a ressurrei~!lo os atenienses zombaram dele (Atos 17:32). Os gre- gos acreditavam na imortalidade da alma mas consideraram completamente absurda a ideia de uma ressurrei~do literal. Paulo partiu da cidade Jogo depois, e viajou a Corinto. Nao existe registro de que tenha realizado qualquer outro trabalho missionilrio em Atenas. Embora Paulo tenha permanecido diante do conselho do Are6pago apenas alguns minutos, e deixado a cidade ap6s uma curta estadia, sua presen~a naquele local simboliza o cho- que entre o evangelho eo mundo de sua epoca. Tendo diante de si a fabulosa visilo do Partenon, aquele judeu converso nas- cido em Tarso, urn homem que nao ambicionava possuir ne- nhuma outra sabedoria terrena, e que pregou um evangelho simples, falou aos homens eruditos de Atenas a respeito da ig- norancia em que viviam, de sua condi~ao de filhos de Deus, e de sua eventual ressurrei~ao ap6s a morte. Porem eJes nllo acreditaram nesses ensinamentos, como acontece amaior par- te do muodo atual. Na.o euma estranba irohia que a cidade de Atenas, urn fa- moso centro de conhecimento, reconhecida em todas as epoc.as por sua sabedoria, tenha rejeitado essas verdades, que s!o mais preciosas que todas as outras? Nilo foi simplcsmente sua idolatria que motivou taJ rejei~Ao, pois muitas outras cidades igualmente id61atras proporcionaram aos ap6stolos de Jesus Cristo urn campo frutifero de trabalho. 0 mal que afligia Ate- nas era o de adorar a sabedoria dos homens. Foi cste proble- ma, mais do que qualquer outro, que provocou a decadancia da primitiva igreja de Jesus Cristo. Amedida que o evangelbo era propagado ao mundo, suas verdades simples foram cada vez mais misturadas com as filosofias dos homens. A sabedo- ria de Deus foi rejeitada como uma insensatez. Dimunuiu-se o valor da expia~ao e da ressurrei~Ao, ambas rejeitadas. Os ho- mens, cegos asabedoria de Deus, por sua propria conce~~ intelectual, acresceotaram ousubtrairam, segundo sua propria vontade, as verdades reveladas por Deus. Gradual e inevitavel- mente esses ensinamentos preciosos foram aJterados, perverti- dos e perdidos. Adomou-se de fic~ao o que era simples, corrompeu-se o que era santo e falsificou-se a verdade. A tra- gedia de Atenas tomou-se a tragedia da grande apostasia. Os
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    homens permaneceram asombrado Paternon e nlo consegui- ram ver a luz do mundo; ofuscados pelo brilho de seu pr6prio entendimento, ficaram cegos agloria de Deus; trilhando seus pr6prios caminhos passaram por cima da pedra de tro~o de Cristo e sua crucitica~llo; intitulavam-se ftl6sofos - amantes e cultores da sabedoria - mas estavam tlo apaixonados por seu proprio conhecimento, que foram incapazes de amar a maior sabedoria de todas. Depois que passou por essa experiencia em Atenas, Paulo viajou a Corinto. Posteriormente ele escreveu aos corlntios: "Onde esta o sabio? Onde estao escriba? Onde esta o inQIi- 244 ridor deste seculo? Porventura nllo tornou Deus louca a sabe- doria deste mundo? "Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedo- ria; "Mas n6s pregamos a Cristo crucificado, que eescAndalo para os judeus e loucura para os gregos. "Mas para os que sAo chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus, e sabedoria de Deus. ..Porque a loucura de Deus emais sabia do que OS homens; e a fraqueza de Deus emai~ forte do que OS homens." (1 Co- rintios 1:20, 22-25.)
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    ~~ao 1 ~ ltgttjage (fxpanbe a~biba que ge lltopaga o tfCegttmunUo CAPiTULOS: 29. "V6s Sois as Minhas Testemu- nhas, Diz o Senhor." 30. "Deus Nllo Faz Acepcllo de Pessoas." 31. "Este ePara mim Urn Vaso Es- colhido." 32. "Eu te Pus Para Luz dos Gen- tios." PANORAMA 0 Cen6rio Politico 0 cristianismo teve inlcio nos dias dos ap6stolos, numa epoca em que Roma governava a maior parte do mundo co- nhecido. fundada em 753 A.C., a cida- de de Roma foi o centro de urn imperio que se espalhou em todas as direcoes. Diferente das republicas modernas, em que urn governo federal preside urn grupo de estados ou condados, o impe- rio romano constituia-se de cidades, es- tados e territories independentes, cada urn dos quajs sujeito aautoridade supre- ma do imperador e do senado. Na ~poca dos apostolos, extensas regioes do siste- ma imperial eram conhecidas como pro- vincias. Podemos encontrar exemplos de tais divisaes no livro de Atos, como a Macedonia (Atos 16:9), Asia (Atos 20:4), Bitinia (Atos 16:7) e Cilkia (Atos 6:9.) 0 governo era formado de dois tipos principais. As provincias consideradas pacificas, eram governadas por procon- sules especialmente designados por Ro- ma, os quais tinham o poder de tomar decisoes independentes, mas eram res- ponsaveis perante os poderosos mem- bros do senado romano. Esses procon- sules eram algumas vezes chamados de deputados. (Yer Atos 18:7-12.) As pro- vincias tidas como turbulentas eram de responsabilidade do proprio imperador, e mantidas sob controle por meio de constante guarda mmtar. A Palestina, uma das mais inconstantes que havia na l:poca de Jesus e seus ap6stolos, estava sob a imediata supervisllo do imperador, atraves de urn governador ou procura- dor. (Ver Mateus 27:2 e Atos 24: 1.) Alem disso, os judeus tinham um rei que, embora fos'se de descendencia par- cialmente judaica, tambem reinava pelo beneplacido dos governadores romanos. Herodes, o Grande, que era o monarca reinante na Palestina por ocasiao do nascimemo de Jesus, possuia os titulos de procuractor, tetrarca e rei. Ap6s sua morte, o reino dos judeus passou a seus Ires 11lhos, Arquelau, Antipas e Filipe. 247 Esses, por sua vez, foram seguidos no poder por Agripa I, sucedido por Agripa II, que reinou por mais de cinqUema anos. Durante o reinado deste, um dos governadores romanos era Felix, diante de quem Paulo foi julgado. (Atos 23:24.) Felix foi sucedido por Festo, atraves de quem Paulo apelou a Cesar, quando viu que na:o conseguiria obter justi~a na Palestina. (Atos 25:8-13). Du- rante a epoca em que o ap6stolo esteve encarcerado, Festo convidou o rei Agri- pa U para ouvir o caso de Paulo. Embo- ra compreendesse muito bern a lei judai- ca. nilo era profundamente comprometi- do com suas doutrinas religiosas. Ele cumpriu apenas superficialmente os re- quisites cerimoniais, mais para agradar a seus suditos do que por sincera convic- clio de suas verdades religiosas. Ap6s ouvir Paulo. ele concluiu que "bern po- dia soltar-se este homem, se olio houvera apelado para Cesar". (Atos 26:32.) Entre os diversos imperadores que rei- naram durante a epoca do Novo Testa- mento. encontramos o odiado Nero (54 a 68 D.C.), diame de quem Paulo com- pareceu para ser julgado. (Atos 27:24.) No ano 64 D.C., irrompeu urn grande incendio em Roma. Nero, o principal suspeito de have-lo ateado, acusou aber- tamente os cristilos desse ato incendia-
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    rio. Muitas pessoasacredi1aram na acu- s~ao. Esse fato provocou a primeira, embora limitada, perseguicilo romana aos cristaos. A tradicao relata que, du- rante esse periodo, tanto Pedro como Paulo encomraram a mone em Roma. (Para obter urn panorama do relaciona- mento que existia entre os Hderes politi- cos de Roma e os primitives cristaos, ve- ja o Grafico Cronol6gico do Novo Tes- tamento na pane central deste manual.) 0 Cenario Religioso Muitos de n6s estamos familiarizados com o fato de os lideres judeus se have- rem oposto abertamente amensagem de Jesus no tempo do Salvador. Julgando que a morte de Jesus esmagaria o movi- mento que progredia sob sua lideran- ca, OS JidereS judaiCOS COOSpiraram para matar o Filho de Deus. Mais tarde, quando o movimentocontinuou a cres- cer, a perseguicao tambem aumentou. Por que? Que forcas lizeram com que o cristianismo conseguisse sobreviver du- rante os primeiros tempos? Um dos fatores principais, digno de atencllo, era o zelo que manifestavam os cristllos conversos. Sua fe nao se baseava num Salvador morto. mas vivo, que ha- via ressuscitado dos]llortos, fato de que havia inumeras testemunhas oculares. (Atos 2:23, 24, 32; 5-30 -32; I Corintios 15:4-8.) Alem disso, embora os judeus se opusessem abertamente anova fe, suas in- vestidas eram neutralizadas em grande parte pela lei romana. 0 estado politico reconhecia muitos deuses, e tinha o cos- tume de nllo interferir com a crenca de homem algum, desde que sua adoracllo nllo se provasse subversiva ao estado. 0 judaismo se encontrava entre as religioes toleradas, e os llderes romanos nao con- sideravam o cristianismo como urn novo movimento, mas sim como apenas outra divisllo da ordem judaica. A atitude to- lerante de Roma foi cxpressa nas seguin- tes palavras- "A filosofia religiosa do estado roma~ no nllo negava a existencia dos deuses de qualquer religi!io, nem se propunha a declarar que houvesse apenas uma reli- gi!!o verdadeira, ou assumia a posi~llo de que uma religi!!o era melhor que a outra para o imperio romano. Em certo senti- do, havia uma tolerancia religiosa que podemos considerar como a mais pura liberdade religiosa... "Foi nesse clima religioso quesurgiu o cristianismo, lutando para fazer conver- ses e salvar toda a humaoidade." (Lyon, Apostasy to Restoration, p. 21.) Como passar do tempo, entretanto, a medida que a nova igreja se propagava e crescia, a atitude de tolerancia comecou a mudar. Embora ainda fosse tolerada a adorac!!o de outros deuses, cada vez mais a personalidade do imperador pas- sou a ser considerada divina, e esperava- se que os suditos romanos lhe obedeces- sem como a um deus, confonne faziam com suas pr6prias deidades. No tempo de Nero, era costume o im- perador ser chamado tamhem pelos titu- Jos de theos (deus) e soter (salvador). Na epoca de Domiciano 81-96 D.C., tam- bern foi adicionado o titulo Dominus et Deus (Senhor e Deus). 0 equivalente grego da palavra latina dominus era ku- rios, ou Senhor, a mesma palavra que e o titulo comumente dado a Jesus. (Ela e usada quase seteoentas vezes no Novo Testamento.) Nao resta duvida de que os primitives crist.aos viam no imperador um desafio direto adivindade de Cristo, pois Jesus era cnamado de "Deus," "o Filho de Deus," "Unigenito,'' "Senhor," e "Salvador." Sua recusa em se curvarem e adorar essa divindade substituta foi uma das principals causas das terriveis perseguicoes, que fizeram com que mui- tos dos primitives cristllos fossem marti- rizados. 248 A lnfluencia Grega na lgreja Primitiva .Embora encontrassem franca oposi- cllo de parte dos elementOS judeUs, OS antigos missionaries cristaos geralmente consideravam o imperio um local ade· quado para se viajar e pregar. Isso era devido em grande parte ainfluencia gre- ga, ou helenismo, como era chamada. Os gregos nao passavam de testemunhas passivas do domioio romano. Enquanto estes construiam estradas, estabeleciam sistemas postais e procuravam manter a lei e a ordem, aqueles eram uma socieda- de reflexiva, planejadora e filosofica. Se os romanos eram homens de execu~ilo, construtores e politicos, os gregos eram pensadores, planejadores e fil6sofos; se Roma conquistou a Orecia com suas ar- mas, a Oreda conquistou Roma com suas ideias. Os escravos gregos quase sempre eram pessoas mais bem educadas que os mestres romanos a quem serviam. Os gregos consideravam a religiao no mesmo plano dos esforcos do homem para compreender todos os aspectos da existencia humana. A religiao nllo era uma definicao dos deuses, nem tampou- co urn sentimento patri6tico; era uma cria~ao da mentalidade humana. De acordo com a lilosofia grega, o homem tinha o poder do pensamento indepen- dente, a habilidade de examinar os mis- terios do universo, compreendendo o su- ficiente para dar explicac<>es satisfat6- rias. Assim, amedida quediminuiu o in- teresse pelos deuses gregos e romanos, a investigacao mos6fica e cientifica tomou o seu Iugar. A religiclo tornou-se uma tentativa de correlacionar todo conheci- mento humano existente em um dos mais vastos sistemas de 16gica utilizado pela experi~ncia humana, atraves de cui- dadosa observacao e paciente reflexclo. Assim, quando Paulo chegou a Atenas, "os atenienses e estrangeiros residentes, de nenhuma outra coisa se ocupavam, senao de dizer e ouvir alguma novidade. (Atos 17:21.)" Eles ficaram entusiasma- dos com a presenca de Paulo, nllo por-
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    que desejavam sabere obeceder a verda- de, mas sim porque estavam curiosos. Sua curiosidade era tal, que levaram o ap6stolo ao Are6pago, o maior anfitea- tro de Atenas, onde lhe disseram; "Po- deremos n6s saber que nova doutrina e essa de que falas? Pois coisas estranhas nos trazes aos ouvidos; queremos pois saber o que vem a ser isto.'' (Atos 17;19,20.) Tirando proveito disso, Paulo pregoo-lhes um sermao sobre o "deus desconhecido" ao qual adoravam. A influencia grega teve dois efeitos imediatos no cristianismo, urn benefico e outro malefico. Foi benefico no senti- do de que proporcionou um meio pelo qual os ensinamentos de Jesus e seus ap6stolos puderam propagar-se rapida- mente: o idioma grego. Alem do mais, o cristianismo, como pudemos ver, era at- go novo, e a atitude grega de ver e ouvir novidades havia influenciado muitas pessoas. Foi maiHico, porque os ho- mens nllo puderam resistir atenta~ao de embelezar as revela~oes cristas com suas pr6prias interpreta~oes, resultando disso um novo cristianismo. Examinemos ca- da uma dessas influencias separadamen- te. Muitas pessoas do antigo mundo ro- mano eram bilingues. Urn era seu idioma nativo, e o outro geralmente o grego co- mum, (koine) a linguagem mais univer' sal da epoca. A existencia de uma lin- guagem comum tornou possivel a rapida propaga~ao da mensagem crista. Antes do nascimento de Cristo, as escrituras hebraicas (Velho Testamento) haviam si- do traduzidas do hebraico para o grego. Essa versclo conhecida como a "septua- ginta", era considerada a Blblia para os judeus de idioma grego na epoca de Je- sus e seus ap6stolos. Tudo o que Paulo tinha que fazer para conseguir urn ponto de contacto em qualquer cidade nova era ir ao local da sinagoga judaica num dia de sabarlo. Ali ele encontraria muitos ouvintes avidos, e podia falar a eles tan- to em grego (o idioma comum) como em aramaico, urn dialeto hebreu, a lingua- gem dos judeus. Paulo falava ambos. (Atos 21 :37-40.) 0 maior problema que se apresentava ao cristianismo era o de manter a mensa- gem do evangelho pura e livre das falsas filosofias que prevaleciam no imperio. Com o passar do tempo, a resistencia crista a filosofia grega come~ou a ceder. 0 eristianismo tornou-se impregnado do pensamento grego, e esse casamento provou ser desastroso, para o antes puro evangelho de Jesus Cristo. Os crista:os conversos que foram educados nas filo- sofias de Socrates, Platao, Arist6teles e outras escolas do pensamento, acharam muito dificil resistir atenta~ao de mistu- rar a sabedoria grega a sua fe recem- encontrada. Os templos dedicados a Mi- nerva, Jupiter e Diana, com o passar do tempo, tornaram-se centros de adora~:Io crist!; os rituais praticados, entretanto, nl!o eram puramente cristll.os, mas sim uma mistura da verdade com a contra- fa~ao. Essa estranha fusAo da verdade crista com a filosofia paga se constitui no que chamamos de Apostasia Grega. Cumpriu-se entilo o que Paulo profeti- zou aos etderes de .Ereso: " Pois eu sei disto: que depois da mi- nha partida, entrarao no meio de v6s lo- bos crucis, que nao perdoarllo ao reba- nho; "E que dentre v6s mesmos se levanta- rllo homens que falarao coisas perversas. para atrairem os disclpulos apos si." (Atos 20:29-30.) Sumario: Urn Evangelho Restaurado em Oposi~io ~ Sociedade Contcmporllnea. 0 cristianismo primitivo, que foi urn evangelho restaurado no meridiana dos tempos, fez sua apari~ao numa epoca muito propicia da hist6ria. As estradas romanas eram literalmente avenidas abenas aobra mission{uia crista em toda parte do imperio. A tolerancia romana 249 tambern tornou possivel a pratica e pro- paga~lo do cristianismo entre povos, que de outra forma ofereceriam grande resist@ncia a ele. 0 esplrito do racionalis- mo grego, bern como o uso generalizado de seu idioma !he proporcionou a opor- turudade de ser ouvido e compreendido onde quer que os homens se reunissem. A dispersao judaica tomou possivel aos judeus cristllos entrarem em sinagogas cte toda parte e pregarem as "boas no- vas" de Jesus Cristo a todos os que abrissem seus cora~oes para ouvi-las. Com o passar do tempo, cntretanto, o cristianismo come~ou a experimentar atitudes negativas dentro desse mundo de religiees protegidas pelo governo. A nova fe nao estava em total harmonia com o espirito de sua epoca. Os gregos consideravam as doutrinas da expia~a.o e ressurreica.o como uma "loucura" ( 1 Corintios 1:23) e escarneciam das since- ras tentativas que Paulo fazia de con- quistar seus cora~Oes para Cristo. (Atos 17:32.) Os judeus consideraram-no co- mo uma amea~a aberta as suas institui- ~oes mosaicas (Joao l I:48) e "persegui- ram ate a morte" muitas pessoas que se- guiam o caminho de Cristo. (Atos 22:4.) Com o tempo, entretanto, ate mesmo os romanos come~aram a considerar o cris- lianismo como urn culto illcito, que nao merecia a sancao ou beneplacito do esta- do. Em cootraste com as ftlosofias religio- sas e seculares da epoca, o cristianismo nllo era de natureza especulativa. Na.o se baseava na teoria de uma disputa inter- minfwel, mas sim na de testemunhas oculares. Jesus Cristo viveu, morreu, levantou-se dos mortos e foi visto por muitas pessoas ap6s a ressurrei~ilo. (l Cor. 15:3-8.) A natureza nll.o especulati- va da fe crista tornou-a intragavel para muitos individuos cujas vidas estavam profundamente alicer~adas em conjetu- ras filos6ficas.
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    A HERAN~A CULTURAL JUDAJCA Porque 11 Relvlndjc~ao JudaJca de Uma Heran~ll Geneal6glca Provavelmente Contribulu Para um Sentlmento de Excluslvldade. Os judeus da epoca dos ap6stolos an- tigos trac;aram sua arvore geneal6gica, provando que descendiam de AbraD.o, urn grande profeta que viveu em CanaA, cerca de 2.000 A.C. Deus fez com ele urn convenio especial, o qual, entre outras coisas, abenc;oaria todas as nac;Oes da terra (Abraao 2:8-11.) Foi ele quem fun- dou a nac;ao hebraica. Atraves de Abraao e de sua posteridade, esse sagra- do conveoio, que fez de Israel "uma propriedade particular... urn reino sa- cerdotal eo povo santo" (axodo 19:5,6) para o Senhor, foi transmitido de gera- c;llo em gerac;ao. Alem de Abrallo, osjudeus baseavam- se em Moises, seu grande estadista e te- gislador, para provar sua condic;llo de povo escolhido. Ele foi o porta-voz de Deus na terra, aquete atraves de quem Deus falou a toda Israel (Numeros 12:5- 8.) Assim foi estabelecida a preeminen- cia de Moises entre os profetas de Israel. Jeova era Deus, e Moises o seu profeta! Ebastanteevidente, ao lermos o Novo Testamento, que essa descendencia abraAmica e heranc;a espirituat de Moises produziu na nac;ao judaica urn faJso sen- lido de superioridade. Quando Jesus, que foi Jeova no estado prC..mortal, apa- receu entre eles, os contenciosos judeus nllo perderam tempo em fazer lembrar ao Salvador sua exclusividade pessoaJ: "Nosso pai eAbrallo" jactaram-se eles (Joao 8:39), e "somos disclpulos de Moises." (Jollo 9:28.) Btes orgulhavam- se de seu passado religioso. Coube a Jollo Batista faze-los lembrarem-se de que sua verdadeira e~piritualidade devia basear-se em obras, nllo numa heran~a geneal6gica. "Nllo presumais de v6s mesmos, dizendo: Temos por pai a AbraAo;" advertiu ele, "porque eu vos digo que mesmo destas pedras Deus po- de suscitar ftlhos a Abrailo." (Mateus 3:7-9.) Por que a lnterprela~io Judalca da Lei de Mo~ Contrlbulu Provavelmente Para um Sentlmento de Exdusividade Moises recebeu de Deus a grande lei que leva seu nome. lnclulda no Penta- teuco, ou primeiros cinco Jivros do v~ lho Testamento, a lei de Moises estabele- ceu regulamentos para situac;Oes que ocorriam entre Deus eo homem, entre o homem e seus semelhantes, e entre Deus e as outras criaturas. Os fi~is israelitas consideravam-na como a vontade de Deus revelada para seu povo do conve- nio, e quem a violasse, incorria em seve- ras penalidades. Antes de terem sido le- vados cativos pelos babilOnios (cerca de 600 A.C.), os membros da tribo de Juda provaveJmente nllo observavam tllo rigo- rosamente a lei mosaica como o fLZeram posteriormente. Os escritos dos profetas de Israel indicam que o fato de os israeli- tas adorarem deuses estranhos era mais uma regra que excec;Ao, embora essa pratica tenha sido energicamente conde- nada pelos profetas do pals. Entretanto, ao se encontrarem no cativeiro, forc;ados a viver exilados de sua terra, os judeus ti- veram que tomar uma importante deci- sao: sujeitarem-se a ser totalmente ab- sorvidos pelo sistema cultural de seus captores ou permanecerem fieis a Jeova. 0 resultado disso foi urn judaismo dota- do de inumeras facetas. Podemos ver, atraves de lodas as rases de sua vida cultural, que os judeus se consideravam um povo escolhido; ti- nham como contaminador o contato com pessoas que nilo fossem de sua fe, e presumiam que somente eles possuiam a lei de Deus atraves da revela~Ao direta. Moises proibiu o povo de casar-se com pessoas de outras nacoes. (Deut. 7:3,4). 250 Alem disso, etes eram os (micos possui- dores dos textos sagrados, nos quais se encontravam as revelac;3es. Eles eram exclusivamente o "povo do livro". Os judeus tevaram suas escrituras para o cativeiro na Babilonia. Nllo tendo tem- plo onde adorar, eles comec;aram a estu- dar profundamente os textos. Surgiram ent!lo escribas, ou interpretes especiais da lei, cada urn apresentando seus pr6- prios pontos de vista a respeito da pala- vra de Deus. Na epoca de Jesus e seus ap6stolos, a maior parte do judaismo es- tava irremediavelmente enredada num tabirinto de legalismo, que combatia, quando nllo tolhia, o verdadeiro espirito da retigillo. Para muitos judeus, a adora- ~ao ja nllo era uma quest<lo de f~. As chamadas tradi~Oes dos anciaas impe- diam que assim fosse. (Mateus 15:2-6.) Os sabios judeus frequentemente se consideravam melhores que todos os ou- tros seus irmAos e irmas, e todo o povo geralmeme demonstrava profundo des- dem pelos samaritanos, os quais podiam apenas considerar-se como de descen- d!ncia parcialmente judaica. Jesus, em urn de seus ensinamentos, representou urn fariseu orando em pe diante do Se- nhor. dizendo: "6 Deus, gra~as te dou, porque nllo sou como os demais ho· mens, roubadores, injustos e adulteros; nem ainda como este publicano; E jejuo duas vezes por semana, e dou os dizimos de tudo quanto possuo." (Lucas J8:1 1, 12.) Homens dessa indole foram repre- endidos como hip6critas. Jesus disse que eles faziam todas as suas obras "para se- rem vistos pelos homen.~·· . Pagar o dizi- mo, obviamente, eurn bompreceito, po- rem eles haviam omitido "o mais impor- tante da lei, o juizo, a misericordia e a fe." (Mateus 23:13,14,23.) Outro exemplo desse fato e a ocasiilo em que os fariseus perguntaram a Jesus por que os seus disclpulos comiam sem lavaras mllos. Esseatocontaminador. em- bora nao fosse previsto pela lei mosaica,
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    era proibido pelatradi~o dos ancillos. (Marcos 7:3-8.) E assim, a religillo judaica da epoca dos ap6stolos, era mais urn sistema de normas e salvaguardas, ou "prote~llo da lei", como os judeus as charnavam, esta- belecidas pelos ancillos na tentativa de preservar a santidade da lei e fa.zer com que fosse cumprida. Tudo isso fez com que a vivencia da religiao se tornasse mais uma questllo de observllncia exte- rior a urn c6digo de leis do que uma ali- tude do cora~llo e da mente. A salva~llo com~ou a ser medida pelo desempenho exterior e ''obras da lei" (GaLatas 2:16), uma condi~llo que Paulo chamou de "jugo da servidao" (Galatas 4:3,9;5:1.) Urn homem que observasse rigorosa- mente as tradi~oes dos ancillos encontrava-se sempre num estado de apreensllo, com medo de violar uma das numerosas regras de sua religillo. Aquele que guardava escrupulosamente essas leis tinha a tendencia de considerar-se superior aos outros homens. Por que os Locals de Adont~iio Judaicos Contribufntm Provavelmente, para urn Sentimento de Exdusividade. Ames do tempo de Salomdo, os ju- deus tinham lugares especiais de adora- ~ao. Urn deles, construido na epoca 'de Moises, era urn tabernaculo portfuil que podia ser levado de urn Iugar para outro, sempre que o povo assim o desejasse. Durante o reinado de Salomllo, entre- tanto, foi construldo urn templo, que se tomou o centro de adoracllo. Depois que Nabucodonosor destruiu esse templo, a sinagoga tornou-se o prin- cipallugar de adora~ao para o povo ju- deu. Ate mesmo depois de retornarem a Terra Santa, saindo do exilio babiloni- co, e terem reconstruido seu templo, a adora~ao continuou a ser feita nas sina- gogas Jocais, urn ediftcio especial com o mesmo prop6sito que nossas capelas atuais. Posteriormente, quando os ju- deus foram espalhados por toda parte dos imperios grego e romano, a sinagoga continuou a ser o ponto focal das reu- nioes religiosas. Uma peregrina~ao ao templo de Jerusalem podia ser uma ex- peri~ncia maravilhosa, que se podia fa- zer un1a vez ou outra, porem a adoracllo na sinagoga era uma exigencia semanal da vida. Foi, portanto, natural que Pau- lo, urn judeu cristao, visitasse as sinago- gas, como urn de seus primeiros contatos em cada cidade aondc levasse a mensa- gem do evangelho. (Ver, por exemplo. Atos 13:5, 14; J4:J.) A sinagoga tinha urn duplo prop6sito para os judeus. Ela nao somente era um local reservado para se tratar de assumos religiosos , como tambem urn centro educacional onde as criancas judaicas eram diariamente instruidas no conheci- memo da lei. Cada sinagoga tinha seu dirigente, ou priocipe (Lucas 8:4l,46}, cuja responsabilidade principal parecia ser decidir sobre o que dizia respeito ao servico publico semanal e manter o estri· to decoro dentro do sagrado recinto. Cada sinagoga possuia capias dos Li- vros Sagrados, principalmente dos pri- meiros cinco (a Tora). Como demons- tramos anteriormente. no tempo dos ap6stolos Pedro e Paulo, o povo tinha que respeitar profundamente a lei, e seus preceitos eram considerados inviohiveis por todos os que podiam dizer-se jude~ fieis. Era natural, portanto, que esses dois lideres tivessem que citar longos tre- chos das sagradas escrituras, se desejas- sem prender o interesse e atencao de seus ouvintes judeus. (Atos 2: 16-21, 25, 26: 3:22-26: 13:16-22, 35.) Do mesmo mo- do, a hist6ria de Israel que Esteva.o citou antes de seu martirio, era algo como que qualquer menino judeu de doze anos es- tava bastante familiarizado. (Atos 7.) A reunia.o feita na sigagoga nao dc- preciava o templo, muito !"'elo contrario, pois uma visitacao ao templo de Jerusa- lem era sempre urn evento de grande im- portllncia. 0 templo que existia na epoca 251 dos ap6stolos possuia urn atrio interior e outro exterior, e somente os judeus po- diam entrar no recinto do primeiro, on- de tambern existiam divis0es que separa- vam os homens, mulheres e sacerdotes em certos locais. No templo propria- mente dlto, o Santo dos Santos, Santissi- mo, ou Lugar Mais Sagrado, era reser- vado somente para o sumo sacerdote , onde ele so entrava no Dia da Expia- ~llo. Os gentios podiam entrar somente no atrio extemo, conhecido como o Atrio dos Gentios, mas nilo podiam ir adiante, sob pena de morte. Para irnpe- dir que fosse cometido tal ato de profa- na~llo, era colocado urn sinal separando ambos OS atrios, para que todOS pudes· sem ver. Nele se encontrava uma adver- tencia especifica contra qualquer inva- sllo dos gentios. E necessaria que enten- damos muito bern esse fato, para que possamos saber por que os judeus po- diam pretender acusar Paulo de urn su- posto ato de profana~ao. (Atos 21:27- 29.) Os atrios sagrados eram reservados exclusivarnente aos judeus, e seu uso era determinado pelo sinedrio e seus ofi- dais. Por que a Dispersiio dos Judeus Provavelmente Contribuiu Para um SentJmento de Exclusividade. Por estranho que pareca, a maior par- te dos judeus que viviam no tempo dos ap6stolos oao residiam em Jerusalem ou nas adjacencias. Eles moravam em co- munidades espalhadas por todo o impe- rio romano, e faziam parte do que era conhecido como a Diaspora, ou o "povo da dispersao". Quase toda cidade gran- de tinha urn numero suficiente de judeus para formar uma sinagoga; e o mesmo acontecia a muitas das cidades menores. 0 trabalho de dispersllo teve inicio no anode 721 A.C., sob as ordens de Sar- gi.o 11, rei da Assiria, que levou para o cativeiro os habitantes de Israel, ou as dez tribos do reino do norte da Palesti- oa. Posteriormente Nabucodonosor
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    conquistou Juda, oreino do sui, e apro· ximadamente em 589 A.C, destruiu Je- rusalem e levou seu povo cativo para a Babilonia. Cerca de setenta anos depois, Ciro, urn benevolente rei da Persia, per- mitiu que esses judeus exilados voltas- sem a sua terra natal e reconstruissem seu templo sagrado. Porem nem todos retornaram. Algum tempo depois, quan- do Alexandre, o Grande, conquistou o mundo conhecido, partiram algumas migra¢es da Terra Santa. Muitas das pessoas que foram morar em outras ter- ras pediram e lhes foram concedidos to- dos os direitos da cidadania romana. Paulo e sua farnilia provavelmente encontravam-se entre eles, pois era um cidadilo romano nascido livre, o que sempre the foi motivo de grande orgu- lho. (Ver Atos 21 :39; 22:25-29.) lnquestionavelmente esses judeus dis· persos, assim como alguns de seus com- patriotas da Palestina, foram influencia- dos pelo mundo que os cercava. Com o passar do tempo, muitos deles tiveram a tendencia de perder sua exclusividade ju- daica e ser assimilados ao ambiente em que viviam. Eles algumas vezes silo cha- mados de judeus helenistas ou gregos (Atos 6: I;9:29; II:20,) por terem adota· do como seus a cultura e idioma grego, e permaneceram judeus somente no que dizia respeito a religillo, e mesmo isso nilo era regra geral. Outros houve que resistiram a qualquer tipo de amalgama- ~ilo. e, embora mantivessem la~os de amizade com seus vitinhos nao-judeus, se recusaram a adotar os costumes gre- gos ou romanos. A familia de Paulo foi uma delas. De acordo como seu pr6prio testemunho, ele foi "circuncidado ao oi- tavo dia, da linhagem de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu, segundo a lei, urn fariseu." (Fil. 3:5.) Tais judeus eram al· gumas vezes chamados de hebraistas, devido a sua tendencia de se apegarem a sua exclusividade judaica em meio a urn ambiente estrangeiro. Urn hom exemplo da dispersao judai- ca seria aquele relatado em Atos 2:5, on- de se le que eles habitavam em Jerusalem por ocasiao da Pascoa, "varOes religio- sos de todas as na~oes que estao debaixo do d:u," e que eram "partos e medas, elamitas e os que habitam a Mesopota· mia, e Judeia, e Capad6cia, Ponto e Asia, e Frigia e Panfilia, Egito e parte-& da Libia, junto a Cireoe, e forasteiros romanos, tanto judeus como proselitos, cretenses e arabes...'' (Atos 2:9-ll.) Mesmo em sua condi~ao de povo dis- perso, os judeus, particularmente os he- braistas, continuaram a considerar Jeru- salem como seu Jar espiritual. Conforme observamos anteriormente, embora as peregrina~Oes ao templo sagrado nlio fossem feitas anualmeme pelos judeus que se encontravam nas regioes mais dis- tantes, elas constitufam-se em eventos importantes, ansiosamente esperados. Todos os judeus fieis continuaram a pa- gar a taxa de meio senine para manuten- cao dos servi~os de adora~11o realizados no templo. Alem disso, parece que o fa- moso sinedrio de Jerusalem exercia pelo menos uma influencia superficial sobre as comunidades de judeus dispersos por todo o imperio. Uma boa evidencia dis- so seria o pedido de Paulo ao sumo sa- cerdote de Jerusalem, solicitando "car- tas para Damasco para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daque- la seita (cristdos) quer bomens quer mu- lheres, os condu~i5se presos a Jerusalem,'' provavelmente para serem. interrogados (Atos 9: 1,2.) (Ver tambem as implicacoes contidas em Atos 22:5,30 e 26:12.) Por que o Sistema Educacional Judaico Contribuiu Provavelmente, Para que Houvesse Um Sentlmento de Exclusividade. Parte da exclusividade judaica deveu- se, obviamente, ao fato de os JUdeus se encontrarem muito perto de outras na- ~oes, geralmente mais poderosas que eles. Havia sempre a grande tenta~ao de absorver as influencias danosas dos es· 252 trangeiros e assim incorrer na ira de Jeo- va. Isso acontecia principalmeme aos ju- deus que n~o moravam na Palestina. Exjlados de sua terra-natal, nao possuin- do qualquersistema de defesa militar pa- ra preservar sua identidade nacional, contavam apenas com sua habilidade de perpetuar sua heran~a judaica, dai a grande enfase que davam as instru~oes contidas na Tora. Cada fase da vida ju- daica estava profundantente impregnada de teologia, e a educa~~o nilo fugia are- gra. Onde quer que vivessem, as crian~~ judaicas aprendiam que eram urn povo escolhido, que haviam sido chamados por Deus e deviarn manter-se sem man· cha dos ateus, que viviam nas circunvizi- nhancas. Deixar de fazer isso seria sacri- ficar a condi~llo de escolbidos, Se, atra· ves de sua conduta ou palavras, um ju- deu caisse no desagrado dos anciilos, po- dia ser literalmente "expulso da sinago- ga," ist.o e, ser expulso ou excomunga- do. (Ver exemplo em Jollo 9:13-34.) Nilo e de admirarI portanto, que Pedro e Paulo tenham encontrado tantos proble- mas. (Atos 4:16-18; 5:17-32; 13:44-50.) Os gentios podiam considerar o cristia- nismo simplesmente como outra seita do judaismo, como a dos fariseus e sadu- ceus, mas os judeus, nunca! 0 termo gentio eorigin{uio da palavra latina genii/is, a qual e derivada de gens, palavra latina que significa "na~oes". Para os judeus, entretanto, ela incluia todos os povos nil:o-hebreus. Algumas vezes esse termo era aplicado em tom de escarnio, outras vezes nao. Freqtlente- mente ele era uslldo simplesmente para identificar os povos ou na~oes cujo deus nilo era Jeova, e de adora~ao, rituais e pniticas·religiosas diferentes das de Is- rael. Embora o mundo romano fosse na maior parte, pagilo, e em sua orienta~llo aceitasse e ate mesmo reunisse os deuses de diversas na~oes, os judeus acredita· vam em adorar a urn l.mico Deus: Jeova. Someme ele, dentre todos os deuses dos homens, realmente existia. Os gentios podiam tornar-se judeus, desde que esti-
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    vessem dispostos aaceitar todos os re- quisitos da lei mosaica, inclusive a cir- cuncisi!o. Aqueles que os nllo aceitavam, eram geralmente considerados inferiores ao "povo escolhido'' por Deus. (Ver Deuteronomio 7:6; 10:15; 14:2; e Isaias 41:8; todas as quais falam do povo escolhido por Deus. 0 que os judeus es- queceram eque eram escolhidos dentre os povos da terra para curnprir uma mis- sao especial; abencoar todos os outros com as verdades recebidas do Senhor. Eles nllo haviam sido escolhidos para re- servar essas ben~ilos exclusivamente pa- ra si, nem o fato de possufrem as verda- des tornava-os melhores que os outros povos. "A qualquer que muito edado, muito se Ihe pedini." (Lucas 12:48; D&C 82:3.) Ate mesmo os ap6stolos ti- veram que aprender essa importante ver- dade.) Urn Problema Especial: 0 Judeu Que se Convertia a lgreja. Ja mencionamos o quanta a lei mosai- ca era considerada pelos judeus nos tem- pos apost6licos. Entre aqueles que lhe davam a mais rigida interpreta~ao e es- trita observancia, encontrava-se uma sei- ta judaica chamada farlseus, o grupo a quem Jesus repreendeu por suas manei- ras hip6critas (ver Mateus 23), e urn gru- po a quem Paulo se referiu como ''a mais severa seita de nossa religillo" . (Atos 26:S.) Bmbora fosse urn judeu da dispersAo, Paulo fora criado como "um fariseu, filho de fariseu" (Atos 23:6.), e se intitulava urn ''hebreu dos hebreus", "irrepreensivel" segundo a rigida obser- vancia da lei (Filipenses 3:S,6.) Logo ap6s sua visilo e conversao em Damasco, Paulo mudou de atitude para com a lei judaica. A lei mosaica tinha si- do cumprida e havia passado com o sa- crificio expiat6rio de Cristo. Mesmo an- tes do martirio de Estevllo, os judeus es- tavam acusando os santos de terem o de- sejo de "mudar os costumes que Moises nos deu." (Atos 6: 14.) Nao podemos di- zer qullo rapidamente e de que maneira ocorreu essa mudanc;a; podemos dizer, entretanto, eque, no que concerne ana- tureza obrigat6ria da lei sobre os novas eonversos, tanto judeus como gentios, ela se tornou o tema de muitas cartas que Paulo dirigiu as diversas igrejas cris- tlls. Os livros de Galatas e Romanos. principalmente, foram dedicados no sentido de persuadir seus leitores que a lei mosaica havia morrido, no que sere- feria aos cristaos. Nem todos os judeus conversos da igreja de Jesus Cristo concordavam com o ap6stolo. Para sermos corretos, pelo menos urn grupo de pessoas discordava firmemente. Provavelmente de vivencia farisaica, insistjam que a lei fora dada por Deus para ser perpetuamente obser- vada. Aqueles que defendiam tal ponto de vista, v.ieram a ser conhecidos como judaizantes, embora tal termo n~o seen- contre nas Escrituras. Queremos deixar bern ctaro que esses judaizantes eram conversos aigreja. homens que haviam esposado a causa cr.istll e aceito a Cristo como o seu Redemor. Eram geralmente judeus fieis, que consideravam o cristia- nismo mais como urn ramo do judaismo do que como um evangelho restaurado, que fizera com que cumprisse a lei mo- saica. Assim sendo, continuaram a fazer pressilo constante para que todos os membros da igreja observassem rigida e inflexivelmente aquela Jei. Tal insisten- cia gerou todo tipo de problemas. Paulo e os santos gentios consideravam sua condi~ de membros da igreja como uma libertacllo formal de todos os ceri- moniais religiosos de sua antiga fi:. Por que se colocariam entao sob o jugo do ritualismo judaico? Antes de perguntarmos por que havia judaizantes nos prirneiros dias da igreja de Jesus Cristo, consideraremos tambem o fato de que a influencia judaica era uma das principais caracteristicas da vi- da de cada judeu fie!. Foi com muita di- ficuldadc que essas tradi~Oes e dogmas 253 foram definitivamente eliminados. Qualquer pessoa qne ja tenha procurado sentir o verdadeiro arrependimento, sa- be 0 quanta e dificil abandonar velhos habitos e adotar novos. A lei da circun- cisilo era rnuito conhecida por Pedro, Paulo e outros judeus. Ate mesmo o~ gentios conversos ao judaismo eram obrigados a observa-la, se quisessem realmente ser aceitos entre seus novos amigos. (Genesis 34:14-17; Exodo 12:48.) 0 fato de os judeus se considerarem os preferidos dentre os tilhos de nosso Pai, os fatores que conrribuiram para es- se sentimento de exelusividade, os efei- tos da djspersao judalca entre as na~oes dos gentios, e a influencia do evangelho sobre os judeus conversos- sao todos es- senciais para entendermos o panorama hist6rico do Novo Testamento, princi- palmente a correspondencia escrita entre os lideres da igreja e os mernbros espa- lhados por toda parte do rnundo roma- no. BIOGRAFIAS LUCAS Bra medico (Colossenses 4: 14) e com- panheiro missionario de Paulo. Lucas deu uma contribui~Ao muito importante aos santos de todas as epocas, escreven- do dois livros do Novo Testamento - o evangelho que tern seu nome e o livro de Atos. (Realmente sao dais volumes da mesma obra, como podemos ver pela in- trodu9AO de ambos.) Ele era gentio de origem e juntou-se a Paulo na segunda viagem missionaria que este fez, prova- velmente em Trl>ade. (Ver Atos 16:10 onde tern inicio as secoes come~adas com o pronome "nos.") Modemas pes- quisas biblicas e arqueo16gicas tern de- monstrado que ele foi urn historiador dotado de exatidao e sensibilidade. PEDRO Pedro, filho de Jonas, viveu com sua
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    mulher e outrosmembros da familia em Betsaida, uma pequena vita as margens do Mar da Galih~ia, perto de Caper- naum. Tinha a profissa.o de pescador e, juntamente com seu irmll.o Andre e os dois filhos de Zebedeu, Tiago e Jollo, eram s6cios num negocio de pesca. Foi Andre quem o apresentou a Jesus de Na· zare na ocasill.o em que Pedro, Andre Tiago e Joll.o eram discipulos de Joll.o Batista. Ao encomrar-se pela primeira vez com Jesus, o Salvador deu-lhe o no- me de Cefas, que em aramaico significa "rocha ou pedra". Junramente com Tiago, Joll.o e An- dre, Pedro foi desafiado a abandonar seus bens terrenos e seguir os passos do Salvador. Ao ser formado o primeiro Qu6rum dos Doze Ap6stolos, Jesus cha- mou a Pedro para o aJ1ostolado. ordenando-o e enviando-o junto com Andre a pregar o evangelho. Foi Pedro quem declarou que Jesus era o Messias, 1epois que muitos de seus discipulos haviam rejeitado o sermao do Pll.o da Vida. Foi ele tambem que testificou que Jesus era "o Cristo, o Filho de Deus vi- vo". (Mateus 16:16.} Nll.o multo depois do sermll.o do Pll.o da Vida, Jesus, acompanhado de Pedro, Tiago e Jol!o, seguiu para o Monte da Transfigura.;llo. De discipulo leigo, Pe-- dro subiu a escada da fe, degrau por de- grau, ate ter o privilegio de estar naquela montanha e receber revela.;io dos seres celestiais, entre os quais se encontravam Jesus, Eloim, Moises e Elias, o profeta. Pedro foi o mais' impetuoso de todos os apostolos. Muitas vezes ele parece ter agido por impulso. No cenaculo, Pedro protestou energicamente quando a orde- nanca do lava-pes foi introduzida por Jesus. No Getsi!mani, ele dormiu, en- quanta o Salvador sofria a mais profun- da agonia. Na ocasiAo em que Jesus foi preso, foi Pedro que sacou da espada e cortou a orelha de Mateo, servo do sumo sacerdote. Nll.o se passou muito tempo e Pedro negou tres vezes que conhecia o Salvador. Entretanto, o seu arrependimento foi sincero e completo. Ele sempre encon- trou for~as dati por diante para na.o re- petir o mesmo engano. Que Pedro foi perdoado pelo Salvador e recebeu sua aprov~llo e evidente pelo fato de Jesus haver apareddo ao presidente dos ap6s- tolos no dia da ressurrei~ao e the ordena- do que ''apascentasse suas ovelhas". (Joll.o 21:16.) Apos haver passado todas essas expe- riencias com Jesus. Pedro foi cuidadosa- mente treinado para assumir sua antiga responsabilidade e servir como presiden- te da igreja de Jesus Cristo ap6s a ascen- sao do Senhor. Os primeiros doze capi- tulos do livro de Atos contem um relato de sua fidelidade diante da grande oposi- ~llo. Pedro foi de fato urn verdadeiro profeta do Senhor Jesus Cristo. (Para ter urn excelente exemplo da vida de Pe- dro, ver o Apendice "D", no final doli- vro de licOes.) PAULO E diflcil dizer com exatidll.o em que data nasceu o ap6stolo Paulo, embora seja provavel que tenha sido entre os anos 1 e 6 D.C. Quanto ao local de nascimento, foi em Tarso, capital da provincia romana da Cilicia, onde nas- ceu de pais judeus, da tribo de Benja- mim. Em Atos 22:28, aprendemos que ele nasceu Jivre, e era cidadlo romano, em- bora nao se saiba como seus ancestrais adquiriram essa cidadania. Durante toda sua vida. acidadania romana de Paulo foi tanto urn meio de prote~ll.o fisica pa- ra ele como urn motivo de grande in- fluencia entre os gentios. Se seguiu o costume judaico da epoca, deve ter recebido a educa.;ao comum aos meninos judeus. Ao alcan~ar a idade de 254 cinco anos, seus pais devem ter come~a· do a instrui-lo nos ensinamentos do Ve- lho Testamento, e deve ter decorado to- do ou partes dos Salmos 63 a 68 (o She- rna e Helle!.} Quando estava com seis anos, deve ter comecado a freqUentar uma escola em uma sala anexa asinago- ga; com a idade de dez, deve ter esmda· do a lei oral, e aos treze anos, confirma- do como urn "filho do mandamento" (o bar mitzvah) e deixado a "Casa do Li- vro'', onde se esforc;ou para aprender as e.scrituras, a fim de assumir sua posi~ao entre OS homens jUdeUS. Acredita-se que Paulo deve ter vivido em Tarso ate os quinze anos. Nessa oc-a- siao, seus pais o enviaram a Jerusalem, para estudar aos pes de um grande mes-. tre judeu, se quisesse tornar-se urn rabi- no. Sabemos que ele estudou em Jerusa- lem com o famoso rabino Gamaliel. (Atos 22:3.) Seu proprio testemunho nos leva a crer que ele passou a maior parte da juventude em Jerusalem. (Atos 26:4.) "A frase 'criado aos pes de Gamaliel' nos da uma verdadeira descriclo do m~ todo pelo qual (Paulo) estudou. 0 gran- de mestre (Gamaliel) sentava-se num es- trado mais alto, e ao redor dele, senta- dos no chilo a seus pes, seus atentos dis- cipulos." (Sperry, Pau'/s Life and Let- ters, p. 7.} Os estudos de Paulo devem ter incluido urn exame profunda de to- das as facetas da lei mosaica. Como ele mesmo informou, era " instruido con- forme a verdade da lei de nossos pais". (Atos 22:3.) Era, como disse, urn "hc- breu de hebreus". (Filipenses 3:5.) 0 jovem judeu tinha o dever religiose de casar-se ao alcancar os dezesseis ou dezoito anos de idade. Considerando que ele era urn devoto fariseu, temos boa razao para supor que era casado. Se Paulo se tornou membro do sinedrio, para qualificar-se para tal posi.;ao, tinha que ser casado e pai. Paulo deve ter estado presente na oca- siao em que Estevao proferiu o poderoso
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    discurso para defendersua fe. Sabe-se que estava presente, quando ele foi exe- cutado. (Atos 7:58.) Acredita-se que tal- vez tenha presenciado o apedrejamento numa posi~llo oficial. Paulo, possivel- mente, estava presente quando o sine- drio emitiu uma ordem no sentido de as- segurar perfeita obediencia a injun~ao blblica referente a necessidade de teste- munhas num caso de pena capital. (Dcu- teronomio 17:6,7.) Que ele consentiu na morte de Estevllo e urn fato inquestionfl- vel. (Atos 8: I; 22:20.) Ap6s a morte de Estevao, Paulo "assolou a igreja, en- trando pelas casas: e arrastando homens e mulheres, os encerrava na prisllo". (Atos 8:3.) Para evitar o jugo da perse- gui~o. os santos se espalbaram por to- do o pais. Ap6s obter as cartas do sinedrio, autorizando-o a capturar os membros da igreja em Damasco, Paulo encaminhou- se para Ia, a fim de cumprir sua missao. Porem seus esfor~os foram inuteis, pois, na estrada de Damasco, o curso de sua vida foi completamente alterado por uma visao celestial. "A vida de Paulo encontrou sua encruzilhada na estrada de Damasco. Antes ele fora urn agressi- vo perseguidor do cristianismo, mas, de- pais da estrada de Damasco, tornou-se urn dos seus mais ardentes propagado- res." (Howard W. Hunter, em CR, outu- bro de 1964. p. 109.) 0 Profeta Joseph Smith deu uma des- cri~ao do ap6stolo Paulo em 5 de janeiro de 1841 , ao ser inaugurada uma escola de insrru~ao: "Media cerca de um metro e meio; cabelos muito escuros, tez more- na; nariz grande e romano, rosto inteli- gente; olhos pequenos, negros e pene- trantes como a eternidade; ombros lar- gos; voz.suave e mansa, exceto quando a elevava, e ai, quase parecia o rugido de urn lello. Era born orador, ativo e inteli- gente, sempre procurando fazer o bern aos seus semelhantes." (Ensinamentos, p. 175.) (Observ~ru>: Outras se~Oes contem ma- terial biognHlco suplementar a respeito da vida de Paulo.) 0 Livro da Lei (fechado) 255 ~0 7 0 Livro da Lei (aberto)
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    Os Atos dosApostolos, por Lucas para Te6filo em 61-63 D.C Eventos ocorridos entre 33 e 36 D.C. (1-8) Atos Atos 0 Reino Seria Restaurado a Israel I: 1-8 Os Ap6stolos Testificam de Cristo 5:27-3~ Monte das Oliveiras: 1:9-14 Cristo Sobe aos Ceus A Persegui~llo Nllo Provem de Deus 5:33-42 Jerusalem: Sete VarOes Sao Escolhidos Para 6:1-6 Os Aposto1os Escolhem Urn 1:15-26 Ajudar Sucessor Para Substituir a Judas. EstevAo Transfigura-se Diante 6:7-150 Espirito Santo e o Dia de 2:1-21 do Sinedrio Pentecostes Pedro Testifica a Respeito da EstevAo Prcga a Respeito de Israel 7: 1-36 2:22-36 Ressurrei~Ao de Jesus Moises, Urn Prot6tipo de Cristo 7:37-40 Como Ganhar a Salvar;Ao 2:37-40 EstevAo Testifica Sobre a 7:41-53Todas as Coisas em Comum 2:41-47 Apostasia de Israel Jerusalem Pedro Cura Urn Aleijado de 3:1-16 7:54-60Nascen~a Estevllo Ve o Pai e o Filho A Epoca da Restaura<;Ao Seria 8:1 Antes da Segunda Vinda. 3:17-24 Saulo Persegue a lgreja 8:1-4 Os Filhos do Convenio 3:25, 26 Samaria: A SalvacAo Vern Somente Atraves 4:1-12 Filipe opera milagres e Converte 8:5-13de Cristo a SimAo1--- Os Saduceus Procuram Fazer Calar 4:13-22 Os Apostolos Con(erem o Domos Ap6stolos 8:14-17 Os Santos se G1oriam no do Espirito Santo Tcstemunho de Jesus 4:23-31 Simllo Procura Comprar o Dom1--· 8:18-25 Os Santos Praticam a Ordem Unida 4:32-37 do Espirito Santo 0 Destino Daqueles que Enganam 5:1-11 A Caminho de Gaza Os Ap6stolos continuam a realizar 5:12-16 Filipe Testifica de Cristo e Batiza 8:26-40 os Milagres de Jesus o Eunuco Os Anjos Libertam os Ap6stOios 5:17-16 da Prisllo
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    ((apitulo 29 29 ''lJog ~ofgag .fflinbag t1Jegttmtmbag, 1Si~ o ~tnbor'' TEMA: Todos os membros da lgreja flzeram o convenio deser teste- munhas modernas de Cristo. INTRODU~AO 0 Cristo ressurreto e g/orificado permaneceu com seus disclpu/os durante urn perlodo de quarenta dias e conver- sou com eles "do que respeita ao reino de Deus". (Atos 1:3.)Emborase achem registrados bem poucospormenores sobre os eventos que transpiraram nessa ocasiilo, podemos tercertezade que, durante essaepoca, a igreja eseusllderes receberam a maior parte do poder do ceu, o que injlamou ne/es afirme determina~ilo de realizar tudo o que consegui- ram. A mis.silosemelhante que Cristo fez entre osnejitasno Novo Mundo, afetou tilo completamente sua sociedade, que a guerra, pobreza, injuslifa ediscordia- os malesque afligiram a hum~nidade desde o comero da historia -fa- ram bonidos de seu meio por urn perfodo de aproximada- mente duzentos anos. ·(Ver 4 Nefi 2-6.) Os efeitos do ministerio que o Salvador realizou depois da ressurreif40 nilo se limitaram dqueles que puderam vl-lo e encontrar-se com ele. Os que tiveram afelicidade de rece- ber esse privitegio especial foram ensinados que tinham o dever de partilhar com os outrosseu testemunho do Salva- dore as ~nfi!Os do reino. "Portanto, ide, ensinoi todas as na~lJes. "Jesus ordenou (Mateus 28:19) "Eser-me·eisteste- munhas, tanto em Jerusalem como... ate os confins da ter- ra." (Atos 1:8.) Esse testemunho tran.iformou a vidQ dos santos primitivos, e esses, porsuafn., /rQnsformaram a vi- 257 da de milhares de outros. 0 Novo Testamento, desde Atos ate o ApocQ/ipse, contem o registro de seus esjo~os e a in- flulncia que tiveram na vida daqueles quefortlm tocados, e as tentQtivas que o adversdriofez para retardar e impedir o lrtlbalho do Senhor. Aqueles quefortlmfieisacomiss4o di- vino que receberam, de testificar ao mundo, receberam honras e silo reverenciados ate mesmo no epoca atual. Pedro, JolJo, Paulo, Tiago, Estlvao, Filipe, Marcos e centenas de outros, queforam mencionados nos escrituras ou niio, procuraram destemidamente obedecer ao m'anda- mento do Mestre. Essa comis.silo, dada h6 dois mil anos, foi reiterada em nossa epoca, e novos nomes foram adicionados: Joseph Smith, Brigham Young, Parley ·f. Pratt, Wilford Woo- druff, Harold B. Lee, Spencer W. Kimballe muitos outros. Embora os santosprimitivos e aqueles que viveram no ini- cio de nossa dispensafilO tenham cumprido o seu dever de · preslar testemunho de Cristo ao mundo, a comissao que o Salvadordeu ainda nllofoicumprida, pois o evangelho ain- do nllo foi pregado ate os con.fins da terra. H6 bilhiJes de a/mas que esperam ouvi-lo e tomar uma decisllo. Certamente o Mestre ainda niloestasatisfeito, e Ie- mos cerleza de que nilo revogou essa ordem que nos deu. Como umjovem e comprometido S{111to dos ullimos dias que vive (lOS u/tim()S anOS do StCU[O Vinte, Vocl t tJesqfiado a procurar entender que pope/ tem a desempenhar no cum- primento dessa grande incumb~ncia que o Salvador nos deu. Seus ~o~os pessnais no sentido departilhar o teste-
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    munho do Cristovtvo sao multo necessdrlos. Alnda h6 muita coisa porja'l,er. Este estudo da -..ida dos sontos que viYerQm no disperrsa· ¢o do meridlano dos tempos, e do testamento que presla- Nm, deve ser muito mats que um simples exame dos passa- gens escriturlsticas e escrl/os antigos. Analise profunda- mente a vida e sentimentos desses sanros primitivos, pois eles testificorom poderosamenre e e.stobel(!{;•erom a pedra .fundamentalpara o re1no de Deusem sua dispensa;IJo. Tire proveifo do grande habilidade que eles rivef'Qm, eJafa com quesua vida /he proporcione insp1ra¢o que pos5a ajuda-lo l1 contribuirsignificativamentepara o crescimenro do reino no epoca atual. Jamais se esqtJe{:Q do jato de que, quando Jesus disse: "Ser-me-eis testemunhas.., elefa/ava tanto aos santosprimitivos como a voc2. Osprimefros capfrulos do livro de Atos cont€m grandio· sos e motivadores exemplos a respelto do que deu algreja de Jesus Cristo esse impacto poderoso e singular. Leia-os agora com ofirmeprop6slto de oprendercom ossantospri- mitlvos, pois nossa geraflfO tem muito o que oproveitar de suajidelidade. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. Seria prove.itoso que voce estudasse o mapa que se en• contra na parte introdut6ria deste capitulo, para obter um conceito mais claro sobre os loca.is onde ocorreram estes eventos. ((omentario!' 3Jnterpretatibos (29-1) Quale o tema de Atos dos Aposlolos? 0 tema principal do livro de Atos e o do crescimento que ocorreu nos homens devido ao estrito apego ao evangelho de Jesus Cristo, na igreja, atraves da prega~~o da palavra de Deus. Conforme Jesus disse a seus apostolos, urn pouco antes da ascensao aos ceus, "Ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalem como em toda a Judeia e Samaria, e ate os confins da terra." (Atos 1:8.) Observe o circulo crescente de intlu@ncia apostolica: primeiro "em Jerusalem," depois" em toda a Ju· deia," depois ainda "em Samaria' ', e finalmente "ate os con- fins da terra' ', A maneira pela qual os ap6stolos e outros discl- pulos cumpriram essa comissao divina e uma das maiores mensagens do livro de Atos. (29·2) Data e Lugar Onde Foram Escritos os Registros Embora nllo se possa determinar com certeza a epoca em 258 que foram escritos, podemos dar a data aproximada com certa seguran~a. 0 proprio livro registra a viagem de Paulo a Roma e seu aprisionamento Ia durante dois anos, provavelmente cer· ca de 61-63 D.C. (Atos 28:30.) Nllo obstante Lucas nada men· cione a respeito do julgamento e de seu veredito, esseseria urn fato que ele jamais teria deixado de registrar, se realmente ti- vesse acontecido. 0 livro foi escrito, provavelmente, nesse pe- riodo de dois anos. (29-3) Quem Escreveu o Livro dos Atos dos Apostolos? E opinillo geral que o Livro de Atos foi escrito pelo mesmo autor do terceiro evangelho, ou seja, Lucas. Os leitores cuida- dosos de seu evangelho devem estar lembrados de que seus pri- meiros quatro versiculos silo dirigidos a uma pessoa descrita como o "excelente Te6filo". Nilo sabemos quem era esse per- sonagem, ou que posicilo destacada e honrosa ele ocupava. E provavel que tenha sido uma pessoa de consideravel preemi- n@ncia, com certeza grego, visto que Lucas se dirige a ele em seus dois escritos. Ao prefaciar o livro de Atos, ele diz o se- guinte: ''Fiz o primeiro tratado (ou seja, o evangelho de Lu- cas), 6 Te6filo, acerca de tudo o que Jesus come~ou nllo s6 a fazer, mas a ensinar." (Atos 1:1.) 0 livro de Atos comeca on- de o evangelho de Lucas termina: com um relato dos eventos concementes aascensao de Jesus aos ceus. Que o autor de Atos participou ativamente em muitos dos eventos descritos em suas paginas, e evidente pelas passagens em que ele usa o pronome "n6s". Elas tern inlcio em Atos 16:10, possivelmente reg.istrada apos a convers!io de Lucas ao evangelho, por meio da pregacllo de Paulo, e continua durante algum tempo sem interru~llo, indicando a presenca ativa do autor nos eventos por ele descritos. Essas passagens onde ve- mos o pronome "nos" desaparecem por algum tempo e tor- nama ocorrer em Alos 20:6, e em alguns capltulos posteriores. (29-4) 0 significado dos Atos dos Apostolos 0 livro de Atos nos proporciona o principal ponto de vista que atualmente possuimos a respeito da igreja de Cristo duran- te os primeiros anos de sua formacao. Ele ea (mica ponte que temos, tendo de urn !ado a vida e ensinamentos de Jesus, e do outro os escritos e obras dos ap6stolos do Salvadore de outros discipulos. Deacordo com o Elder Bruce R. McConkie, o l.ivro de Atos e considerado urn dos principais registros biblicos, "pelo fato de relatar como a 1greja e reino de Deus na terra funcionam, quando Jesus, o Rei, nllo reside pessoalmente no planeta Terra". (DNTC, Vol 2, p. 19.) Ele afirma ainda: "0 livro de Atos nos ensina como os dons espiriluais se multiplica- ram ate serem desfrutados pelos ap6stolos e por toda a congre- ga~ao dos fieis. Pedro e Paulo levantaram os mortos. Os anjos
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    ministraram tanto aosjudeus como aos gentios, e se multipli- caram os milagres de cura. Milhares de pessoas receberam o dom de linguas, e a revelacao e profecia se encontravam em to- da a parte... "Em meio a essa fabulosa manifestacAo de dons espirhuais, 0 livro de Atos relata OS fatos relativos aorganizacAo da igreja, as viagens missionarias, e a propagac~o geral da verdade no mundo pagao. Ele coma ainda as perseguicOes, apedrejamen- tos, julgamentos e outras aflicoes impostas aqueles que colo- cavam todo o seu corac!lo em Cristo e procuravam veneer o mundo. No que concerne as doutrinas da salvacao, muitas delas sAo explicadas com clareza e perfeicllo: a Segunda Vinda, o plano de salvacao, a expiacAo de Cristo, a restauracao do evangelho nos ultimos dias, a revelacao, profecia, dons do Espirito, mila- gres, curas, a futura coligacao de Israel, a ressurreicAo, a apos- tasia da verdade e outros ensinamentos." (Bruce R. McCon- kie, DNTC, Vol 2, pp. J9-20.) Assim sendo, devemos muito ao livro de Atos por seu claro panorama da vida da igrejaprimitiva. Em parte algumaencon- tramos uma visao melhor das viagens que Paulo fez para o bern do reino de Cristo. Alem disso, as epistolas escritas por Paulo e outros ap6stolos t~m maior significado somente quan- do consideradas a luz do panorama hist6rico proporcionada pela narrativa de Lucas. Nele, vemos a igreja infante e seus 11- deres lutando com os probh;mas que encontraram, quando as novas revelacoes da~as por Cristo foram lancadas contra as tradi~oes dos judeus, ha muito tempo honradas. Os gentios que entram para a igreja sao sujeitos as restricoes mosaicas? Os judeus que se tornam cristaos, continuam a ser sujeitos alei de Moises? Que acontece alei mosaica, agora que Cristo ex- piou os pecados dos homens? Estes e outros problemas foram debatidos e soludonados por meio de revelacao divina. 0 livro de Atos chegou ate nos contendo duas divisOes pnn- cipais. Na primeira parte, Atos 1-12, as atividades da igreja centralizam-se em Jerusalem e nas adjacencias; e Pedro, o seu presidente, e seu personagem principal. Na segunda parte, Atos I3-28, a Anti6quia e a Siria sao o centro principal de on- de se irradiam as atividades, e o personagem que se encontra em evidencia ePaulo, missionario aos gentios. (29·5) Atos 1:1. Quem era Teofllo? 0 proprio nome significa "amado" ou "amigo de Deus'' .0 evangelho de Lucas eo livro de Atos foram dirigjdos a esse ho- mem. (Lucas I:3, Atos 1:1). Oevido ao fato de ser chamado por Lucas como o ".excelente Te6filo," acredita-se que ele 259 ocupava uma posicAo elevada. 0 titulo "excelente" e conside- rado como o equivalente de "eminentissimo'' ou "honorlwel". Tudo o que podemos dizer com certezaeque ele era gentio, possivelmente grego, e urn oficial. (29-6) Atos 1:8. Havia urn Padrlio Determinado, Pelo Qual era Propagada a Mensagem do Evangelho? Urn pouco antes de subir aos ceus, Jesus lnformou a seus ap6stolos queeles seriam as "testemunhas" de seu nome "tan- to em Jerusal~m como em toda a ]udeia e Samaria, e ate os confins da terra". E interessante ootar como o livro de Atos retlete o cumprimento das palavras do Salvador. Os capitulos urn a sete tratam somente dos eventos que ocorreram na cidade de Jerusalem. Ap6s o apedrejamento de Estevao, entretanto, os disclpulos "foram dispersos pelas terras da Judeia e da Sa- ~aria' ' . (Atos 8:1.) Lucas nos informa que todos os que anda- vam dispersos "iam por toda a parte, anunciando a palavra". (Atos 8:4.) Ele posteriormente nos relata qullo distante de Je- rusalem foi pregada a palavra: "E os que foram dispersos pela persegui~ao que sucedeu por causa de Estevllo caminharam ate a Fenicia, Chipre e Anti6quia, niJo anunciando a ninguem a palavra seniio somente aos judeus." (Atos II :19, italicos acti- cionados.) (Ver mapa nesta seca.o.) Neste ponto da hist6ria, a palavra de Deus foi levada aSa- maria por Filipe (Atos 8;5), Os sarnaritanos, embora niio fos- sem totalmente gentios, eram considerados meio-judeus pelos habitantes da Judeia. Eles eram urn povo que deviam evitar o maximo possivel. Quando OS ap6stolos souberam em Jerusa- lem que Samaria havia recebido a palavra do Senhor, Pedro e Joao para Ia se dirigiram para conferiro dom do Espirito San- to. (Atos 18:14,15.) A mensagem do evangelho havia clara- mente se propagado para fora de Jerusalem. Por epoca da conversao de Paulo, conforme se encontra registrado no capi- tulo 9 de Atos, a palavra do Senhor havia-se propagado ate Damasco, uma cidade da Siria, distante cerca de 210 quilome- tros ao nordeste de Jerusalem. Nesse interim, Filipe pregava nas cidades situadas ao oeste: da Judeia, na zona litorlinea_ (Ver o mapa que se encontra no inicio deste capitulo.) Na Cesareia, vivia urn Jlomem chamado Cornelio, cen- turiao romano e gentio. Ele adora'a a Deus e se dedicava mui- to aos assuntos espirituais. Teve o privilegio de ser o primeiro gentio que se havia tornado anteriormente urn proselito do ju- daismo, a entrar para a igreja de Jesus Cristo. (A1os 10.) Pedro, o presidente da igreja de Jesus Cristo, recebeu a reve- lacao, dizendo que " Deus nao fa.z acepcao de pessoas, mas que thee agradavel aquele que, em qualquer nacao, 0 teme e obra o que e justo". (Atos 10:34,35.) 0 evangelho havia-se
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    propagado de Jerusalema Samaria, a todo mundo e aos gen- tios. Embora Paulo tivesse o costume de pregar o evangelho primeirameme nas sinagogas das cidades que visitava, voltou rapidamente sua aten~Ao tambem aos gentios (Atos 13:46; 18:6; 28:28.) Pode-se presumir com seguran~a, embora nilo tenhamos urn registro preciso de seu trabalho, que os outros ap6stolos tambem ajudaram a cumprir a profecia do Senhor, de que eles seriam suas ''testemunhas ... ate os confins dater· ra". (29-7) Atos 2.:1. 0 Que era o Dla de PentKostes? CinqOenta dias ou sete semanas ap6s a Pilscoa, os judeus fieis observavam uma celebra~Ao conhecidacomo Pentecostes, que significa literalmente "qUinquagesima". Essa celebra~ilo era tambem conhecida como o dia das primicias (Numeros 28:26), ou resta da sega (t:xodo 23:16). Ocorrendo sete sema- nas ap6s a Pascoa, era tambem conhecida como a "festa das semanas'' . (£xodo 34:22; Deuteron8mio 16:10.) Qua.o signifi- cative eque Deus tenha derramado o seu Espirito sobre aque- las pessoas numa ocasla.o em que eles estavam elevando su.a gratidlo a ele! Paulo viu nesse fato o curnprimento de umaan- tiga profecia dada ao profeta Joel. (Joel 2:28-32.) (29-8) Atos l:l-4. As Antlgas Experienclas Pentecostais Tomaram a Repetir•se? A grande experi~ncia pentecostal do derramamento do Espi- rito, ou do Espirito Santo, encontra um paralelo em nossa his- t6ria. Por ocasiilo dos scrvi~os de dedka~llo do templo de Kir- tland, o Profeta Joseph Smith orou, pedindo uma un~Ao espe- cial como Espirito do alto. •'Que se realize com eles como com aqueles do dia de Pentecostes", implorou eJe em favor dos santos, "Que sobre o teu povo se derrame o dom de linguas, e a sua interpretaca.o, linguas repartidas como que por fogo. E que, Asemelhan~a de urn vento impetuoso e violento, se encha de tua gl6ria a tua casa." (D&C 109:35-37.) Esse pedido foi li- 260 teralmente cumprido, nlo apenas uma vez, mas diversos dias ap6s os servi~os iniciais de dedica~Ao. Nesse dia, "o som de urn impetuoso e poderoso vento encheu o templo, e toda a congrega~Ao simultaneamente se levantou, sendo movida por urn poder invislvel; muitos com~ram a falar em linguas e a profetizar; outros tiveram visOes gloriosas; e eis que vi o tem- ple repleto de anjos, fato que comuniquei acongrega~ao". (Smith, HC, Vol.2, p.428. Ver tambem em A Casado Senhor, p. 90.) (29-9) Atos 2:29-31, 34. 0 que Sabemos a RespeUo do Oestlno Esplrltual que Ten Davl, rei de Israel? "Urn assassino, por exemplo, o que derrama sangue inocen- te, nlo pode receber perdlo. Davi fervorosamente procurou o arrependimento das maos de Deus com lagrimas, pelo assassi- nate de Urias; mas so o conseguiu por mejo do inferno; foi-lhe prometido, porem, que sua alma nao permaneceria ali para sempre. "Embora Davi fosse rei, nunca teve o espitito e poder do Profeta Elias, nem a plenitude do sacerd6cio; e o sacerd6cio que recebeu, e seu trono e reino ser-lhe-ao tirados e dados a outro, cujo nome sera Davi, e que hade surgir de sua linhagem nos 61timos dias." (Smith, Ensinamentos, p.331.) (29·10) Atos 2:40. Que t uma "Gera~io Perversa"? No ingles arcaico, usado na versao do Rei Tiago, esta escrito ''toward" (d6cil) que significa obediente, doutrinavel, submis- so: "untoward'' (ind6cil), portanto, signi!ica rebelde, intrata- vel, perverso. (29·11) Atos 3:19. 0 Que Signifies Tempos de Refrigerio? "Se quisermo~ captar uma visa.o da profeciade Pedro, deve- mos saber exata e especificamente o que significa a frase "tem- pos de refrigerio". Em outra parte das Escrituras, eles tambern sao chamados par Jesus de 'quando na regenera~ao, o Filho do homem se assentar no trono da sua gloria! (Mat. 19:28.) E o dia em que 'a terra foi transriguradade acordo com o mode- to que sobre o monte se mostrou aos meus ap6stolos...' disse o Senhor (D&C 63:21.) Eo dia em que 'a terra sera renovada e recebera a sua gloria paradisiaca.' {Decima Regra de Fe.) E o dia em que prevalecerli a 'nova terra' que Isaias viu (lsa. 65: 17), quando cessara toda a iniqOidade e come~ar a era do mil~nio... Eo dia em que os homens 'converterao suas espadas em enxadas e foices,' (Isaias 2:4), urn dia de paz e justi~a uni- versal, uma era milenar em que Cristo reinara pessoalmente sobrea terra." (Bruce R. McConkie, em CR, outubro de 1967, p. 43.)
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    (29-ll) Atos 3:21.0 que Signifies "Tempos da Restaura~iio 11 ? "Essa frase sigrufica "epoca de restaurarao'', uma epoca em que Deus prometeu que restauraria todas as coisas que fa- lou pela boca de todos os seus santos profetas1 desde o princi- pio do mundo. "Para isso1 Cristo veio ao mundo e ministrou entre os ho- mensl coroando seu ministerio com o sacriflcio expiat6- rio e ascensao ao Pai. Elevoltani novamentel num dia de refri- gerio e restauracao, para reinar pessoalmente sobre a terra. Porem1 nao podera voltar a segunda vez antes que comece uma idade da terra que e chamada de tempos de restituiri!o, OU1 em outras palavras, antes que haja uma epoca ou periodo. de restauracao; nessa ocasid01 serao novamente restauradas ~odas as coisas essenciais que Deus concedeu aos homens em qualquer epoca da terra, para a salvacaol aperfeicoamento, bencilo e edificacao de seus filhos." (Bruce R. McConkie, em CR, outubro de 19671 p. 43.) (29·13) Atos 4:6. Quem Eram An{ls, Caif{ls, Joio e Alexandre? Anas era urn sumo sacerdote judeu da epoca de Jesus. Ele era filho de Sete, e foi designado ao oficio sacerdotal com a idade de trintae sete anos, e mantinha esse oficio quando Joilo Batista come9ou a chamar o povo ao arrependimento. (Lucas 3:2.) Ele era sogro de Caifas, sumo sacerdote durante a epoca da crucificacao de Jesus, e na ocasillo em que Pedro e Joao ti- veram desentendimentos como sinedrio. (Joao 18:18, 24; Atos 4:6.) Era urn homem de poderosa influencia entre os judeus1 e cinco de seus filhos serviam como sumos sacerdotes. 0 nome inteiro de Caifas era Jose Caifas, e foi sumo sacer- dote dos judeus durante o reinado do imperador Tiberio (Ma- teus 26:3, 37; Joi!o 11:49; 18:13, 14, 241 28; Atos 4:6.) Diante dele, foram apresentados Jesus e os ap6stolos Pedro e Joao. Era genro de Anas. sumo sacerdote anterior a ele, e serviu du- rante quase dezoito anos nessa importante posi~ao. Nada mais se sabe a respeito de JoAo e Alexandre, a nao ser o que se encontra nessa referenda escrituristica. (29-14) Atos 5:1-11. Que Li~iio Podemos Aprender Atravcs da Morte de Ananias e Safira? "0 que aprendemos da li~ilo de Ananlas, em resumo, eque os mentirosos impenitentes serao condenados. Que acontece- ra, entilo, ao dizimista parcial que diz a seu bispo que o mon- tante que pagou algreja e seu dizimo total? Ou tambem o ca- sal imoral, que juntos conspiram para com uma falsa pureza 261 QCapttulo 29 obter uma recomendacilo para o templo? Ou aos membros da lgreja que escondem qualquer tipo de pecado. que os impedi- ria de receber as bencaos do templo, ordenacoes ao Sacerdocio ou assumir posi~oes de lideranca?" (McConkie, DNTC, 2:58- 59.) (29-15) Atos 5:34-40. Quem Era Gamaliel? Gamaliel era neto do famoso rabi Hilel, o qual por sua vez tambem ganhou preeminencia, sendo membro do sinedrio e nmavel doutor da lei judaica, na epoca em que a igreja estava dando seus primeiros passos. Paulo afirmou que foi "criado aos pes" de Gamaliel (Atos 22:3), expressao idiomfltica que signifies que ele foi ensinado por urn famoso doutor da lei, Gamaliel tinha a reputacilo de ser tolerante e bondoso, dando maior enfase ao lado humano da lei e abrandando as exigen- cias relativas a observllncia do Sabado, para que nao fossem tao rigorosas, e estimulando urn tratamento mals humano as mulheres pelas leis do div6rcio. 0 conselho que ele deu aos prindpais dos sacerdotes com referenda aos ap6stolos e aigre· ja recem-organizada (Atos 5:34-40), euma grande evidencia de sua reputa~ao de homem tolerante e sabio. Eprovavel que seu conselho tenha salvo a vida dos apostolos, embora o sinedrio os tenha ac;oitado antes de liberta-los. (Atos 5:40.) (29-16) Atos 5:36. Quem eram Teudas e Judas, o Gallleu? Gamaliel tentou dissuadir os lideres judeus de seu intento de perseguir e matar Pedro e os apostolos. Em seu discurso proferido diante do Sinedrio, ele referiu-se a urn homem cha- mado Teudas, que havia conseguido reunir quatrocentos adep- tos, o qual foi mono e seus seguidores disperses. Em resume, o conselho de Gamaliel foi: "Deixai que a natureza se encarre- gue. Se for obra dos homens, ela se desfara1 como a de Teu- das, mas, se for de Deus, ela triunfara sobre a vossa injustica." (Ver Atos 5:35-39.) Ao mcncionar a razao pela qual o sinedrio deveria libenar os apostolos, Gamaliel citou como exemplo o caso de Judas, o galileu, e de como qualquer mov1mento se tornaria em nada, se nao fosse amparado pela mao do Senhor. Embora seu con- selho tenha sido aceito pelo sinedrio, sua avaliacao do caso de Judas e seus seguidores tornou-se bastante inadequada. Apro- ximadamente no ano 6 ou 7, Quirino, governador romano da Siria, convocou urn recenseamento na Palestina. Judas, urn galileu fanaticamente leal. disse que os judeus deviam ser livres de qualquer domlnio estrangeiro1 e assim ofereceu franca opo- sicilo ao censo. Ele conseguiu reunir urn grupo de adeptos que resistiram violemamente aquela ordem. A maior parte deles foi capturada, torturada e mona, inclusive Judas; portanto, pelo menos nesse sentido Gamaliel estava correto. Mas essa breve ressurreicao gerou urn movimento conhccido como o dos
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    zelotes, t:jue, noano 66 D.C., armou outra revolta contra Ro- ma, fazendo com que, no anode 70-72, D.C., o templo fosse destruido e disperses os judeus da Palestina. (19-17) Atos 6:5-7:59. Quem fol Estevio? Sete homens, entre os quais Estevao, forarn escolhidos pelos ap6stolos para realizar deveres espedficos concernentes ao sis- tema de bem-estar que era usado naquela epoca. Estevlio era especialmente destemido em seu ministerio. As Escrituras afir- mam que ele foi urn homem ''cheio de fee poder". que "fazia prodigies e grandes sinais entre o povo". Devido ao fato de que ele falava e agia com tal autoridade e poder, certos judeus mandaram prende-lo sob falsas acusa~Oes. 0 falso testemunho prestado diante do sinedrio afirmou que Estevao havia blasfe- mado contra o templo e a lei de·Moises. Durante seu julgamen- to, todos os que olharam para ele "viram seu rosto como o rosto de urn anjo". (Atos 6: 15); porem, mesmo assim, recusaram-se a atender a esse testemunho vivo que se manifes- tou na transfigura~~o de Estevllo. Em sua defesa, elediscorreu sobre a hist6ria das obras de Deus entre os filhos dos homens. Afirmou que Israel nao entendia sua pr6pria lei, e que como naclio havia perseguido e morto os profetas como tinha feito com Jesus. Estevao vislumbrou os ceus e viu o Cristo ressusci- tado ao lado de seu Pai. Nllo puderam suportar seu testemu· nho incriminador, e gritando, "blasfemia'' expulsaram-no pa- ra fora dos muros de Jerusalem eo apedrejaram. Assim mor- reu urn dos primeiros miutires da fe. (l9·18) Atos 7:58. Quem era Saulo? Saulo era o nome hebraico do ap6stolo Paulo. Nascido da tribo de Benjamim (Romanos 11:1 ; Filipenses 3:5), Paulo era urn judeu da Dilispora. Numa epoca apropriada, ele mudou seu nome hebreu para a forma romana, Paulo, fazendo, as- sim, com que pudesse andar mais livremente entre os gentios. (Para maiores detalhes biograficos, veja a pagina 254.) (7.9-19) Atos 7:60. "Senhor, Niio Lhes Imputes Esse Pecado." Quando o Senhor, em scus ultimos momentos de vida. se voltou ao Pai e implorou: "Pai, perdoa-lhes, porque nAo sabem o que fazem" (Lucas 23:34), referia-se aos soldados que o crucificaram. Eles agiram sob as ordens de uma n~a:o sobe- rana. Foram os judeus os culpados da morte do Senhor. E co- mo poderia perdoa-los, ou como poderia o Pai perdoa-los, uma vez que nao se arrependeram? Esse povo perverso que clamou: " ... Caia sobre n6s o seu sangue, e sobre nossos fi. lhos" (Mateus 27:25), nll.o se havia arrependido. Aqueles que "o insultararn" no Calvaria (Mateus 27:39), nllo se tinham ar- 262 rependido. Os lideres judeus que o julgaram ilegalmente exigi- ram que Pilatos o crucificasse, e incitaram o populacho a ex- ternar suas a~Oc:s mais vis, nllo se tinham arrepeodido. Tam- pouco os soldados romanos que, embora sem duvida obriga- dos pela lei mititar a crucificar Jesus conforme as instru~oes re- cebidas, nao se encontravam sob qualquer coa~ilo para acres· centar os insultos e crueldades a que submeteram o Salvador antes de ser crucificado. "0 Senhor podera perdoar Pilatos? Certamente nAo pede- ria, sem que o proprio Pilatos se arrependesse. E ele se arre- pendeu? Nao sabemos o que ele fez, pois as Escrituras nllo re- gistram esse fato. Ele demonstrou o desejo de favorecer o Sal- vador. Nllo demonstrou plena coragem em resistir as pressoes do povo. Ele poderia ter salvo a vida do Senhor? Nlio sabe- mos. Deixemos Pilatos aos cuidados do Mestre, assim como deixamos todos os outros pecadores, mas nllo nos esque~amos de que "saber e nllo fazer" epecado." (Kimball, 0 Milagre do Perdl!.o, p.161.) (29·2.0) Atos 8:5. Quem era Filipe? Filipe era urn dos sete homens escolhidos para ajudar os apostolos a cuidar dos pobres (Atos 6: 1-6). Ele pregou em Sa- maria, onde Simao, o mago creu na mensagem do evangelho (Atos 8:5-13). Atendendo as ordens de urn anjo. Filipe partiu de Jerusalem para Gaza, onde expos as palavras de Isaias e o evangelho a urn eunuco muito importante, que aceitou a men- sagem com alegria e foi batizado (Atos 8:26-39.) Depois disso, pregou em diversos lugares, are estabelecer sua residencia em Cesareia. (Atos 8:40.) Paulo pe1maneceu com Filipe oaquele local, ao realizar sua terceira viagem rnissiomiria. (Atos 21:8- 15.) Filipe tinba quatro filhas solteiras que possuiam o dom de profecia. (Atos 21 :9.) (29· 21) Atos 8:5-8. Pode urn Membro do Sscerdbclo Asrt>nico Realizar Grandes Obras de Retidio? " Quero que graveis muito bern o fato de que nao faz dife- ren~a alguma se urn homem eurn sacerdote ou urn ap6stolo, desde que magnifique seu chamado. Urn sacerdotetem as cha- ves do ministerio dos anjos. Nunca, em toda minha vida, co- mo ap6stolo, setenta, ou elder, tive mais prote~llo do Senhor do que quando linha o oficio de sacerdote. 0 Senhor revelou- me entlio, por meio de visOes, revelacOes e do Santo Espirito, muitas coisas que se encontravam a minha frente." (Wilford Woodruff, Millennia/ Stat; Vol. 53. p. 629.) ~ontos a ~onberar OS SANTOS CONTINUAM COMISSIONADOS A SER TESTEMUNHAS DE CRISTO NA EPOCA ATUAL. (29·22). Quando o Mundo For Convertldo.
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    Quando Cristo disseque suas testemunhas deveriam ir "ate os confins da terra" (Atos 1:8), algumas,pessoas presumiram que e1e estava falando somente aos santos primitivos, mas essa ideia e incorreta. Cristo falou especialmente a nos, membros da igreja restaurada. 0 Presidenie Spencer W. Kimball disse o seguinte: "Sem cooversos, a Igreja haveria de definhar e morrer. Mas, talvez, a maior razao para o trabalho missionario e pro- porcionar ao mundo a oportunidade de ouvir e aceitar o evan- gelho. As escrituras·estao repletas de mandamentos, promes- sas, chamados e recompensas por ensinar o evangelho. Empre- guei deliberadamente o termo mandamento,. pois me parece uma diretiva insistente da qual nao nos podemos eximir, indi- vidual e coletivamente. "Parece-me que o Senhorescolheu cuidadosamente suas pa- lavras ao dizer "todas as nacoes", "toda a terra," "confins da terra", "toda lingua", "todo povo", "cada alma", "todo o mundo", "muitas terras." Como essas palavras sao significativas! Certamente suas ovelhas nao se limitavam aos poucos mi- lhares que viviam ao seu redor e com os quais convivia. Uma familia universal! Urn· mandamento universal! ("Quando o mundo estiver convertido" Ao Proclamar o Evangelho" pp. 204-205.) (29-23) "Pois na Verdade a Voz do Senhor se Dirige a todos os Homens." <D&C 1:2.) Evidentemente essa ea tare/a mais grandiosa ~ue o Se- nhor deu asua igreja. Mesmo considerando oJato de que es.sa incumWncia niio implica necessariamente em que de- vemos converter todas as pessoas, mas sim que cada alma deve ter o privitegio de ouvir o evangelho e decidir-se ou niJo a aceita-lo, aindaas.sim se constitui num desajio. Antes de ler a respeito da grande perspectiva que ele tinha em mente, e como es.sa responsabilidade pode ser litera/mente cumprida, considere alguns outros dodos estatisticos que demonstram que~ embora essa tarefa seja de grandes pro- por~iJes, a lgreja estafazendo extraordinario progresso no senti~o de .cumpri-la. Os especialis/as·estimam que, em 1850, o mundo tinha uma popula~iJo de um bilhao de habitantes. Em 1850, a igreja de Jesus Cristo tinha aproximadamente 60 ()()() membros. 263 Em 1976, a popula~i1o do mundo havia aurilentado para quatro bilhlJes de habitantes. Em 1976, o total de membros da /greja havia aumentado para aproximadamente 3 650 {)()(). Assim, nos u/timos 126 anos, a popular4o do mundo aumentou quatro vezes, mas o total de membros da lgreja, de cinqiienta e seis vezes mais. Em outras pa/avras, a /greja cresceu quatorze vetes mais rtrpido que a popula~tJo. do mundo. Explicando de outra maneira, em 1850, o total de membros da lgreja era de apenas seis milesimos por cento da popula~ilo do mundo, mas em 1976, esse percentual aumentou quato14e vez;es mais, ou seja, temos agora quase um decimo de um por cento dos habitantes da terra. (29-24) Quando o Mundo Estiver Convertido. Quando o Presidente Kimball proferiu este discurso estava- se dirigindo aos representantes regionais dos Doze, mas voc~ pode fazer a si proprio as mesmas perguntas que ele formulou naquela ocasiao, pois e evidente que essa responsabilidade pe- sa sobre os ombros dos membros individuais da lgreja. "Fico imaginando se estaremos fazendo o maximo possivel. Estamos sendo negligentes ao pregar o evangelho ao mundo inteiro? Estamos fazendo proselitismo ha 144 anos. Estaremos preparados para alargar nosso passo? Para amplia~ nossa vi- sao? "Lembrai-vos de que Deus e o nosso aliado. Eo nosso co- mandante. Ele fez os pianos. Deu a ordem. Lembrai-vos de que temos citado rnilhares de vezes as palavras de Nefi: "E aconteceu que eu, Nefi, disse a meu Pai: Eu irei e cumprirei as ordens do Senhor, porque sei que o Senhor nunca da ordens aos
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    filhos dos homenssem antes preparar urn caminho pelo qual suas ordens possam ser cumpridas." (I Nefi 3:7.) Lendo esta escritura, fico pensando nas muitas na~,:oes que continuam intocadas. Sei que existem barreiras. Conhe~o as dificuldades, pois temos feito algum empenho. 0 Senhor, sem duvida, sabia o que estava fazendo quando ordenou: '•Pois na verdade a voz do Senhor se dirige a todos os ho- mens, e ninguem hade escapar, e nllo ha olho que nllo vera, nem ouvido que nllo ouvira, nem cora~a:o que nllo sera pene- trado. "E a voz de advertencia ira a todos os povos pela boca de meus discipulos, os quais escolhi nestes ultimos dias." (D&C 1:2, 4.) Seja como for, irmllos, sinto que, quando fazemos tudo que nos e possivel, o Senhor encontrara urn meio de abrir-nos as portas. Esta ea rninha convic~a:o. "Haveria coisa alguma diflcil ao Senhor?" Ao tempo de quando Sara riu ao saber que teria um filho. Ao ouvir essa no- ticia. quando se encontrava a porta da tenda, ela sabia que tanto Abraa:o, que estava com 100 anos de idade, cumo ela, com 90 anos, ja haviam passado Cia idade da reprodu~a:o. Eta nllo poderia ter ftlhos. Sabia disso tllo bern quanto nos temos conhecimento de que na:o podemos abrir as portas de muitas nacOes. "E disse o Senhor a Abrallo: Por que se riu Sara... "Haveria cousa algUma diflcil ao Senhor?" Ao tempo de- terrninado tornarei a ti por este tempo da vida, e Sara tera urn filho." (Genesis 18:13-14.) lrmllos. Sara realmente teve urn filho de Abrallo, o pai das nacees. ''Pelo que tambem de urn, e esse ja amortecido, des- cenderarn tantos, em multidllo, como as estrelas no ceu, e co- mo a areia inumeravel que esta na praia do mar.'' (Hebreus 11 :12.) ' 'Haveria cousa alguma dificil ao Senhor?" 0 Profeta Jeremias tambem declarou: "Eis que sou o Senhor, o Deus de toda a carne, seria qual- quer cousa maravilhosa para mim?" (Jeremias 32:27.) Se ele ordena, certamente pode cumprir. 264 Lembremo-nos de Ciro, desviando urn rio e tomando a inex- pugnavel cidade ·da Babilonia. Lembremo-nos do grupo de Lei chegando a terra prome- Evangelho" pp. 206-207) Lembremo-nos da guerra da lndependencia e do poder de Deus que nos faz veneer. Creio que o Senhor pode fazer tudo aquilo que determinar. Mas nllo vejo uma boa razllo para o Senhor abrir portas pe- las quais nllo estamos preparados a entrar. Creio que Iemos homens que poderiam ajudar os apostolos a abrirem essas portas- estadistas capazes e de confianca- porem, quando estivermos preparados para isso. Hoje temos 18 600 missionarios. Poderiarnos mandar mais. Muitos mais! 8 900 passaram pela casa da missao em 1973. ("Quando o Mundo Estiver Convertido'' Ao Proclamar o Ao fer o que disse o PresidenteKimball, voc~ estava ron- centraruio seu pensamento no que signijica serum missio- ndrio de tempo integral enas contribui~iJes que e/epodefa- 'l.tr? Se voceeumjovem queainda niiofez uma missilo, en- tao pode <lplicar o des<ifio do Presidente Kimball direta- mente a sua vida e vod. Considere, porem, alguns outros meiospelos quais podefozer suo parte no sentido de ajudar no es/orro missionario: • Esta namorando um rapaz que esta proximo da idade em que deve fazer missiio? J6 disse a ele quedeseja que ele-seja um mission6.,.io, e quesejizermenosque isso/he sera um grande desllpontamento?Ou pensou apenas em termosde suaperda tempor6ria e do quanio seria di/fcil de~lo? • Se vocl!eum missionorio que ocabo.de regressordo cam- po. costuma prestarseu testemunho jreqfJememente aos jovens que conhece, a respeito do quanto eimpor· tantea obra missionariae do valordejqzerumamissilo? VOC'2 parti/hq as experi~ncias que /eve, as quais jarao com que os outros digam! ..Esse eo tipo de experi~ncill· que desejo ter em minha vida"? • Do au/QS em uma classe de ciian~as do Primtir{a ou &- cola Dominica/?Ja se lembrou de queasatiludesque te- mosna ifl/(illda iriflwnciam nosso comportamento na
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    vitkl nos anosvindouros? Estti fa?.eTIIio tudo o gue pode na posi~iio que ocupa, no sentido de desenvolver os mis- siondrios ansiosos e espirihtalmente preparados que o Presidente Kimball estd chamando? • E sua famflia? Estd aproveirando todas as oportunida- des para injluenciar seu imuio n14is novo? Tern ofereci- do suas or~oes para ajudar um irmiio mais velho que esta i1uleciso se deve ou niiofazer uma missiio?. • Ja se determinou irrevogavelmente em seu corafiiO a criar filhos que seriio o tipo de missiondrios exigidos no desafio do profeta? Ja procurou livrar-se da visiio limi- tada do presente e pensou nas posslveis contribuifoes que poderd fazer nos proximos dez 011 vinte anos? Tal detennina~ao significaria escolher sabiamente uma com- panheira, casar-se no templo e ser ativo no Jgreja. • Estti tirando proveito de todas as oportunidades que se /he apresentam para influenciar os nlio-membros da lgreja a procurarem obter o conhecimento e as be11fiios que possui? Voce pode preparar cantatas efica?.es para os missioncfrios. Esta-se lembrando tambem desse seu grande potencial? • No batisma, voce fez um solene convenio com o Senhor. Parte dele e a promessa de "servir de testemcmha de Deus em todos os momentos, em todas as coisas e em todos os lugares em que vas encontreis. mesmo ate a morte". (Mosias 18:9.) 0 que significaria para voce o cumpri- mento desse convenio? 265 illapitulo zg • Todo domingo, quando voceparticipa do sacramento prome- te solenemente que estd testificando de a/go. (Ver D&C 20:77, 79). De que voce estd prestando testemunho eo que isso significa em tennos de trabalho missionario? Cristo nos encarregou de irmos a todo a mwulo, e o Presidente Kimball nos desajio11 a aceitar e cumprir litera1mente essa responsabilidade. 0 seu trabalho no cumprimento desse desafio pode ter urn significado profunda e etemo, coso se comprometa voluntariamellte afaze-lo. Pergunto-vos, o que o Senhor quis dizer, quando, levan- do os Doze Apostolos ao topo do Monte das Oliveiras, fa- lou: "...e ser-me-eis testem11nhas, tanto em Jerusalem co- mo em toda a Judeia e Samaria, e ate os confins da terra,"? (Atos 1:8.) Estas foram s11as t'iltimaspalavras antes de asce1uler ao seu far celeste. Qual o sentido da frase "ate os confins da terra"? Ele ja havia enumerado as regioes conhecidas dos ap6stolos. Seria o povo da Judeia? Ou da Samaria? Ou talvez os po11cos mi- lhoes do Oriente Proximo? Q11ais seriam os ''confins da terra"? Estaria ele se referindo aos milhoes de seres do que constitui hoje a America? lncluiria 110 tenno, as centenas de millwres. ou mesmo millwes, da Grecia, ltdlia. Costas Mediterraneas, ou os habitanres da Europa Central? 0 que significaria? Estaria ele falando das pessoas vivas do mun- do inteiro e dos espfritos destinados a virem ainda nos se- culos futuros? Nao estaremos nos subestimando suas palavras ou sentido? Como podemos satisfazer-nos com cem mil conversos, entre 4 hi/hoes de pessoas no mundo, que preci- sam do evangelho? ("Quando o Mundo Estiver Converti- d()" Ao Proclamar o Evangelho, p. 204.)
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    ) • Antl6qul• OsAtos dos Ap6stolos- Escrito por Lucas a Te6filo, cerca do ano 40-44 D.C. (Capitulos 10-1 Cesareia, Judeia 10:1-8 Profecias de Agabo II :27- A Visao de Corneli" Sobre a Fome > Pedro: A Visllo das 10:9-20 Jerusalem, Judeia. I Coisas lmpuras. Pedro e Libertado 12:1-1 0 Evangelho e Pregado 10:21-35 da Prisllo 1 aos Gentios. Anti6quia, Siria. 12:24, I Ensinamentos Sobre as 10:36-43 Saulo e Barnabe Sllo 13:1-5 ~ Testemunhas. Chamados ao C.-"- 0 Espirito Santo se Ministerio Derrama Sobre os 10:44-48 Cesareia: Gentios. Herodes Morre de Uma 12:20- •~)-*"....... Jerusalem, Judeia II: 1-18 Enfermidade 0 Relat6rio de Pedro ~J Anti6quia, Siria. Os Disdpulos Sllo 11:19-26 7 Chamados de Cristllos
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    ~itulo 30 30 "1J.lrus Jl&o..1fa? .§ctpraobe l)egs-oag'' TEMA 0 Senhor oferece a todos a oportunidade de ser membros do reino de Deus, pois ele nllo faz ace~llo de pessoas. INTROOU(:AO lttfelizmente o Iongo e moli/ufr!inado corredordo tempo muito obscurece a vis4o do passodo. Amedida queossku- lospasst~m, as pressiJesexercidaspelasmudanras transjor- mam suaface, e o que ~ nitidamente real, perde-se nos M- voas do esquecimento. As coisas novas tomam-se o lugar- comum.· as inovtlfc'Jes, o tradicional; o revolucionario; a pr6tica normal, e}HIS$Qmosa aceitaro que nos horrorizava, e tamWm o queprovOCtJva ira enosera ofensivo. 0 mesmo aconteceu ao conceito relativo d imparcialidade de Deus. Hoje em dia, ist;, eaceito comodoutrin6rio, e qualquerou- tro co~ito nos/)QI'tCeria absurdo, masnemsemprefoi as- nm. Um anjo aporeceu a um ojickll das legitJes imperials ro- manas. Me~lros foram envkldos a um humilde pesca- dor em Jope, quese recuperava de umq vis4o que vira oluz do dill. 0 ap6stolo vl({jou rumo ao norte. Um serm/Jo foi pregado. 0 &plrito Santo desceu. Foram realizados batis- mos. as registros s4o df!Silnimadoramente simples, e 0$ deze- nove skulos seguinta diminuem o profundo imPQCto da- queles eqN~nto.sos momentos da hist6ria, de modo que, ao ouvirfalar a mpeito deles, nOSStl mente nilo consegue cap- 267 tarseu valor real. "Deus n/Jofaz acepr/Jo depessi>as,"dis- se Pedro, tomado de grande assombro. "Certamente que nilo, " responde a mente, condicionada por milhares de anos de verdade e esclarecimento cristilo. Mas LucaSconheckl bem essejato. Ekestavapresentena tpoca daquele acontecimento, que abalaria o alicerce das tradi~lJes, e podia entenderseu tremendo significado. Des- de a tpoca de Moises, o convlniofora guardado ciosamen- tepelas maosprotetoras de Israel. As leis sagradas de Deus foram dadas a todos, declaravam os rabinos, mas somerite com a condi~l1o de a~itarem e se submeterem ds suas exi- glncias. Se um genlio quisesse sujeitar-se d lei mosaica - a qual, na tpoca de Cristo era profundamente calcada nos princ{pios da circuncisiJo, as regras rfgidas de observ8ncia do s6bado, restri~Des diettticas, e um conjunto inflnlta- menle complexo e preciso de exiglncias e proibi~lJes - era- /he permitido aceitar o judalsmo, mas sob nenhuma outra cond/filo! Israel era o povo do convlnio. Os judeuseram o povo escolhido por Deus. Todos os outros eram lnoceit6- veis d vista do verdadeiro e tinico Deus. EntiJo Pedro portiu para o norte de Jope, ocidade cujo nome era derivado dos imperadores romanos, simbolo de tudo o que era contrario cis leis do sagrddo Tor6. Nil CQSQ do centuriilo romano, em Cesartia, dois mil anos de tradi- ~lJes profundamente arraigadas foram completamente es- quecidos. Era permitido que os gentios entrassem para a igreja de Cristo, mas todososquehaviamfeilo, tinham sido, sem ex-
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    ~. prlmtil'ttiMtfte '1 pros81los,"ou ("'OIwono$ ao }lib dQfnno. GrG'H mllito bem ~m sua mmle o profundo Jigrtif"~ des.wdillmrqueopraident~dQ1gr(i(lde ltJSUSCristo, obe- d«:tltdo oo q14e tecebera n11ma rtlldo¢o, mudllria {KII'Q ~ o destino delfl. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. trommtarios JJnterpretatibos (30-1) Atos 10:1. Quem Era Cornelio? Cornelio era urn centurillo romano, ou lider de cern homens, descrito por Lucas como "urn homem piedoso e temente a Deus, com toda a sua casa, o qoal fazia muitas esmolas ao po- vo, e de continuo orava a Deus". (Atos 10:1, 2.) Deve ter sido tamhem uma pessoa fervorosa, que invocava constantemente ao Senhor, pois recebeu uma visllo em resposta as suas ora- ~Oes, na qual foi instruido a procurar Pedro, que diria a ele o que deveria fazer para aperfei~oar sua vida diante de Deus (Atos 10:3-6.) Ele ereconhecidamente o primeiro gentio que recebeu o evangelho no meridiana dos tempos, sem se haver primeiro convertido ao judaismo. (Atos 10:47,48.) Onde Estava Situada Cesareia em relayao a Jope? eCesareia •Jerusal6m (30-2) Atos 10:6 Por que Cornelio Procurou Pedro A.,Os Ter Visto o Anjo? Somente ver urn anjo ou receber uma visita~ao dos ceus nllo e o suficiente para alcan~r a salva~Ao, mas a observllncia dos mandamentos faz com que a tenhamos. Cornelio desejava alcan~a-la, e para isso teria que obedecer a seus preceitos. 0 anjo que lhe apareceu e deu as instru~Oes iniciais poderia ter dito a ele o que deveria fazer, mas ao inves disso, mandou que procurasse a Pedro, que tinha a autoridade terrena. Tal proce- dimento eurn padrAo no reino de Deus, e Joseph Smith disse o seguintea esserespeito: "Com razao o anjo disseaojustoCorne- lioque deveria procurar Pedro, a tiiD de aprendercomosersalvo. Pedropoderia bati1.ar;porem talnilopodiam osanjos, enquanto 268 houvesse na terra um legitimo ojicial que tivesse as chaves do reino ou a autoridade do Sacerdocio." (Ensinamentos. p. 258, italicos adicionados.) (30-3) Atos 10:9-33. Por que Pedro Foi Escolhido Para lntroduzir o Evangelbo aos Gentios? "Pedro tinha o dever e privilegio de pregar o evangelho pri- meiramente aos gentios. Por favor, observem bern que, quan- do o Senhor quis que os gentios ouvissem sua palavra, ele instruiu o presidente dos ap6stolos a virar a chave e abrir a porta do evangelho para eles. Esse eurn dos deveres especiais do apostolado.'' (McKay, Os Ap6stolos Antigos, p. 87.) "Em outras palavras, Pedro, possuindo as chaves do reino, era tiio presidente do sumo sacerd6cio em sua epoca quanto Joseph Smith e seus sucessores, a _quem tambern foram outor- gadas essas "chaves" nos ultimos dias, silo presidentes do su- mo sacerd6cio e cab~as terrenos da lgreja e reino de Deus na terra." (Harold B. Lee, em CR, outubro de 1953, p. 25.) (30-4) Atos 10:10. 0 Que Significa a Frase "Arrebatamento de Sentidos"? ''Algumas vezes, os profetas silo tornados de arrebatamen- tos ao receberem visOes, isto e,silo de tal modo envolvidos pe- lo Bspirito, que aparentemente parecem estar com todas as fun~Oes orgllnicas suspensas." (McConkie, Mormon Doctri- ne, p. 802.) (30-5) Atos 10:44-48. Qual ea dlferen~a entre o Esplrito Santo e o Dom do Espirito Santo? "Existe uma diferen~a entre o Espirito Santo e o dom doEs- pirito Santo. Cornelio recebeu o Esplrito Santo antes de batizar-se, que para ele foi o poder convincente de Deus soore a veracidade do evangelho; mas ntio podia receber o dom do Espfrito Santo se11do depois de bati'l.ado. Niio tivesse ele torna- do sabre si esse sinal ou ordenan~a. o Espirito Santo que o convencera da verdade de Deus ter-se-ia apartado dele. Ate que obedecesse a essas ordenancas e recebesse este dom pela imposicao das miios, de acordo com a ordem de Deus, niio po- deria curar os enfermos, nem ordenar a urn espirito maligno que saisse de urn homem." (Ef!Sinamentos, pp. 194-95. ltali- cos adicionados.) (30-6) Atos 11:26. Em que Epoca os Santos Primitivos Foram Cbamados de Cristios, e Por Que? "0 termo cristllo eurn titulo 6bvio para aquele que segue a Cristo, para aqueles que creem que eleeo Filho de Deus, e que
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    a salva~io emtodos os graus de gloria somente pode ser obtida atraves dele e de seu sacrificio expiat6rio. Considerando que houve seguidores de Cristo em todas as sucessivas dispensa~Oes do evangelho, desde Adilo ate a epoca atual, todos eles seriam conhecidos como crist~os, ou algum sinonimo equivalente. Quando dizemos que os santos primitives foram chamados de cristaos pela primeira vez na Anti6quia, significa que pela pri- meira vez, na dispensa~i:lo do meridiano dos tempos, havia urn numero suficiente de membros da Igreja a ponto de os nilo- membros reconhecerem os santos como uma organizac;io se- parada e distinta, completamente desagregada da sinagoga e comunidade judaica. (McConkie, DNTC, Vol. 2, pp. 112-13.) Einteressante notar que, desde o ano 73 A.C., todos os ne- fi.tas que pertenciam alg:reja na ten-a de Zaraenla, eram co- nhecidos como cristios. (Alma 46:14, 15.) Na verdade, o nome de Jesus Cristo fora revelado a Jac6 e Nefi cerca de quinhentos anos antes de seu nascimento, fazendo, assim, com que os ne· fitas pouca duvida tivessem sobre a identidade do Messias que os salvaria de seus.pecados. (Ver 2 Nefi 10:3 e 25:19.) (30-7) Atos 11:18. Quem Era Agabo? Pouco se sabe a respeito de Agabo, a nilo ser que tinha o dom de profecia e era urn nobre cristilo, Por meio da inspira- cao divina, e1e predisse uma grande fome que haveria durante o reinado de ,Claudio, urn fato que tanto o Novo Testamento como o historiador Flavio Josefo confirmam (Atos l 1:28; Jo- sefo, The Life and Works ofFlavius Josephus, Antiquities of tbe Jews, 20:2-5.) Depois que Paulo voltou de sua terceira via- gem missionaria, Agabo tambern profetizou que ele seria preso e encarcerado. (Atos 21:10. 11.} (30-8) A Qual Tiago o Rei Herodes Mandou Matar? Ha pelo menos tres homens mencionados no Novo Testa- mento que tinham o nome de Tiago: (I) Tiago, filho de Zebe- deu e irmilo de Joilo, o Ap6stolo Amado, que era membro do primeiro Quorum dos Doze Ap6stolos. Ele sofreu o martirio nas mclos de Heredes, nos primeiros tempos do ministerio apost6lico. Juntamente com Pedro e Joio, fez parte da Pri- meira Presidencia ate o dia de sua morte, aproximadamente no ano 44 D.C.; (2) Tiago, filho de Alfeu e Maria (Atos 1:13; Marcos 16:1), algumas vezes chamado de Tiago, o Menor, tambem era membro do quorum original dos Doze; nao se sa- be, entretanto, se ele ministrou ap6s a ressurrei~llo de Jesus; (3) Tiago, meio-jrmilo de Jesus, como seus outros irmclos, na:o aceitou o chamado de Cristo enquanto o Salvador vivia (Joa.o 7:1-7), e se tornou urn ap6stolo ap6s a morte de Jesus. (Yer Atos 15:13-34; Galatas 1:18, 19;2:9, emaiores detalhes biogra- ficos na pagina 254.) 269 ~apitulo 30 (30-9) Atos 12:1. Quem Eram Herodes e Berenice? Dois Heredes, o pai eo filho, foram chamados de Heredes Agripa. Eles governaram OS judeus durante a epoca de Jesus e seus apostolos. Herodes Agripa l era neto de Heredes, o Gran- de, e. ao contrario daqueles que o precederam, foi urn grande cumpridor da lei mosaica. Para obter os favores dos judeus, mandou matar Tiago, filho de Zebedeu, irmllo de Joclo, o Amado, e ap6stolo de Jesus Cristo. (Atos 12.) Ap6s a morte de seu pai, Herodes Agripa II recebeu as tetrarquias anterior- men!<! governadas por seu irmllo Felipe e Lisanias, urn procu- rador romano, e recebeu o titulo de rei {Atos 25: 13.) A melhor imagem que temos dele e aquela que nos fornece o Novo Tes- tamento, na ocasiio em que ele se encontrou com Paulo no tri- bunal de Festo. (Atos 25; 13-26; 26.) Seu casamento jncestuoso com sua irmil Berenice o tornou detestado pelos judeus. Berenice era a filha mais velha de Herodes Agripa I. Ela casou-se na tenra idade com seu tio Heredes, rei de Calquis. Ap6s a morte deste, aproximadamente no ano 48 D.C. casou- se com seu proprio irmao, Herodes Agripa II. Estava presente na ocasiao em que seu esposo-irmao e Festo ouviram o caso de Paulo antes de envia-lo para Roma. (Atos 25:13, 23; 26:30.} (30-10) Atos 11:4. 0 Uso da PaJavra Pllsc:oa. 0 termo Pascoa, como foi usado pelos tradutores da Biblia, e urn anacronismo, pois nao se celebrou a Ressurrei~a.o senllo muitos, muitos anos ap6s a morte e ressurrei~ao do Salvador. A palavra grega Pascha, equivalente do termo hebraico, pay- sach, deveria ser traduzida para Pascoajudaica. Os primitives cristilos alteraram o costume hebreu de celebrar a Pascoa ju- daica, transformando-a em sua propria comemor~llo da res- surrei~ilo de Jesus, a quem consideravam o verdadeiro Cordei- ro Pascal de Deus, e as primicias da ressurrei~llo. (30:11) Atos 12:12. Quem Era Joio Marcos? Joao Marcos, mais conhecido apenas como Marcos, eo au- tor do evangelho que leva seu nome. Era filho de uma das mu- lheres mais preeminentes da igreja primitiva de Jerusalem. Os cremes reuniam-se em sua casa, e para Ia voltou Pedro, apos ser libertado da prisilo, (Atos 12;12-17.) Joio Marcos foi esco- lhido para ser companheiro de Paulo e Barnabe, quando eles partiram em sua primeira viagem missionaria (Atos 11:25: 13:5), porem, por razio desconhecida, separou-se daque- les dois irmilos na metade da viagem. (Atos 1~:13.) Esse fato, mais tarde, se tornou motivo de disc6rdia entre Paulo e Barna- be, ao partirem em sua segunda viagem. Barnabe queria levar Marcos novamente, mas Paulo se recusou, par isso desfizeram a dupla e viajaram para lugares diferentes. (Atos 15:37-41.) Evidentemente, Paulo mais tarde se reconciliou com Marcos, pois ele o trata com elogios em suas episto1as. (Ver, por exem-
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    plo, Colossenses 4:10,Filemon 24.) Pedro fala de Marcos co- mo se fosse seu pr6prio filho, e diz que estiveram juntos na Ba- bilonia - provavelmente Roma. Uma antiga tradi~ao afirma que Marcos escreveu seu evangelho em Roma, extraindo suas informa~Oes diretamente de Pedro. tlontos a~onberar DEUS NAO FAZ ACEP~AO DE PESSOAS Embora Jesus tenha ensinado que seus discfpulos deve- riam amar aseus inimigos, deve ter permanecido nos cora- r~es de muitosdeles uma profunda desconjia!lfa rontra to- dos os indivfduos que nllo eram judeus. A obe{iiencia aos requisitos impostospela lei mosoicase tornou terrivelmenfe obrigatoria ate mesmo depois do conversllo. 0 proprio Pe- dro ficou obismado oo ser ordenodo numo visilo a comer onimois considerados impuros peio Toro, eflcou surpreso, oo consideror as implicorfJes que esso revelorllo trorio aos gentios. Porem, embora os eventos que transcorrerom naqueles quotro dios em Jope e Cesoreia tenhom alterado drostico- mente a di~llo do esforro missionario do igrejo, nllo re- moveu automaticomente os problemas relativos aexclusivi- dode judoico. Nllo querlmos dizer com isso que os sontos primitivos nllo tivessem qualquer devorDo ao Mestre. As otitudes e preconceitos que silo .solidomente olicerrodos atraves de diversos geroroo de doutrinamento, nilo sao re- movidos em apenos urn dio. Quando Pedro retornou a Je- rusalem, alguns membros do igreja estavam esperondo por ele, e encararam com criticismo e revolta sua ossociorilo com os impuros oteus. Suo norrotivo dos eventos que o le- varam a Cesare/a e oqueles que 16 ocorreram, tranqiJilizou os Onimos dos que o criticavam. Eles tinham que odmitir que a evid§ncio era irrefutavel; era justo que se concedesse aosgentios·a oportunidade de se arrependerem para alcan- ror a vida eterna. (Ver Atos I 1:18.) Mesmo diante de talrevelorllo direta, o problemanDofoi completamente eliminado. Os membros judeus do igreja conseguiram veneer o primeiro obstaculo - os gentios rece- beriam o privilegio de partilhar do novo convehio do evan- gelho,· ele nllo mais serio reservado apenos aos filhos de Abrallo. Mas isso nllo queria di;,er, pensavam muitos d.eles, que a lei de Moises havia sido cumprida. Nilo demorou muito eosmembroscomeraram aexigirque osgentioscon- versosfossem circuncidodos, e o conselho de Jerusalem foi encarregado de resolver o problema. (Atos 15.) E ossim, durante aspr6ximos decados, a igrejafoi qfligida pelosato- ques dos judaizantes (nome que foi dado oos judeus cris- 270 tllos que exigiam que todos os membros do ign:ja cristll cumprissem tambem os requisitos da lei mosaica.) Ossentimentos de preferencio dosjudeus da igreja, esua leo/dade cega aos c6digos do possado, nlioforam automati- camente resolvidos pelos eventos de Cesareia. As conver- soo e Qjustes seriom motivo de muita discord/a nos onos futuros. Mas aquele era o ponto de transiroo. 0 opareci- mento de um anjo a urn so/dado romano na Palestina cen- tral a/teraria profundae eternomente o cristianismo daque- le momenta em diante. PERGUNTA Por que Pedro diz que Deus nllofat. ocepfiiO depessoas? A considerafiJO pessoal por alguem m1o e uma carocteristi- ca positiva? (A versllo flo Rei Tiogo da Biblio inglesa diz "God is no respecter of persons", Q que aprimeira vista pode dar a impressllo de que Deus nllo respeito as pessoas. Mas o verdadeiro sentido da expressilo "respecter ofper- sons" e: quese deixa iJifluenciar pela classe social das pes- soos.) RESPOSTA Sim, o respeito euma caracterlsticapositiva. 0 problema e que o significado da palavra pessoa mudou muito desde a epoca da Versllo do Rei Tiago. Essapalavra era derivada do termo Iatino penona que significa "m6scara", e era aplico- do com referenda asmascaras usadas pelosatores teotrais. Assim, a conotarllo de pessoase referia a umaaparencio ou circunstlJncia exterior do indivfduo, inclusive ac/osse so- cial, riqueza, posifiJO, vestuario ou aparenciafisica. A/rase grega que Lucas usou.signijica litera/mente "aceitara apa- rencia externa". PERGUNTA Jsso signi.fica, portanto, que Deus e imparcial? RESPOSTA Sim. Deusnllo ecomo a maiorio dos homens. Elenllofa- vorece a um s6 indivlduo ou grupo de pessoas, em prejui- zo de outros, boseando-se na posirDo social, nobreza, e ou- tras caractertsticas exteriores. PERGUNTAS Mas Deus e, defoto, Iota/mente imparcial?Nao abenroa mais a alguns de seus fllhos que a outros?
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    RESPOSTA A imparcialidade deDeus se refere ao traJamento basico que da a seus filhos. Sempre que a/guem obedece a suas leis, ele o abenfOO. Nefi ensinou que a terra da Palestina foi tirada do domfnio dos israelitas devido a esse princtpio, e explicou esse faro nas seguintes palavras: "Eis que o Senhor considera toda came igualmente; aquele que e justo e favorecido por Deus. eis, porem, que esse povo havia rejeitado roda palavra de Deus e amadurecido em iniqi.iidade; e a plenitude da ira de Deus estava sobre e/es. E o Senhor amaldit,;oou a terra para eles e abenfOOu-a para nossos pais; sim, amaldifOOu-a para a destruiflio de/es e abenfOOu-a para que nossos pais obtivessem poder sobre e/a. " (I Nefi 17:35.) Alguns homens recebem maiores bellfiios de Deus, por- que sao mais obedientes a ele. A imparcialidade existe, por- que as leis sao os alicerces das benfiios, e niio algumas apa- rlncias exteriores e outros critlrios insignijicantes. PERGUNTA lsso niio parece muiro claro. 0 que seria um crirerio insig- nificante? RESPOSTA Suponha que Deus dissesse: "Muito bem, voce tem sido obedienre, mas eum escravo, por isso niio /he posso dar as benfiios que me pede." Esse foi um dos enganos dos judeus no tempo de Cristo. Eles julgavam que sua estirpe havia re- cebido a/gum privilegio perante Deus. Joiio Batista comba- teu essa ideia erronea ao sugerir que Deus podia levantar fi· 1/ws a Abraiio ate mesmo das pedras. (Mateus 3:9.) Joseph Smith disse que essa expressiio era figurativa, e referente aos gentios. (V. Ensinamenros, p. 311.) PERGUNTA Mas niio existem algumas pessoas que recebem vantagens inerentes em virrude de seu nascimenro, condifiio financei- ra e talentos? Parece que uma pessoa que nasceu nos dias atuais num pafs onde existe liberdade, e numa fmm1ia ativa na lgreja, desfruta de maiores privitegios que as que noscem em circunsttincias menos favoraveis. lsso niio afeta a habili- dade que eta tem de obedecer a Deus? RESPOSTA A epoca, o local e as circunstilncias em que uma pessoa 271 Qiapituln 3n nasce, certamente injluenciam o seu comportamento de diversas maneiras. Se esse local de nascimento fosse apenas uma questiio casual, entiio poderfamos dizer que Deus e parcial. Mas sabe,ws que o Iugar em que nasce- mos na martalidade baseia-se em a/go mais que o simples acaso. PERGUNTA 0 que determina, entiio, o local em que nascemas? RESPOSTA Niio sabemos detalhadamente todos os fatores que in- f/uenciam as circunsttincias em que nascemas, porem os profetas ensinaram claramente que a regra bdsica da obe- diencia as leis e um pre-requisito para recebermos as b€n- fiiOS relativas a esse princ(pio. PERGUNTA lsso quer dizer que nosso comportamento na exist€ncia pre-mortal afetou a condifliO em que nascemos? RESPOSTA Sim. 0 Presidente Harold B. Lee declarou o seguinte a esse respeito: "Sois filhos e filhas de Deus. Vosso espfrito foi criado e viveu como inteligencia organizada antes da existencia do rnwrdo. Fostes abenfoados com um corpo ftsico, em virtude de vossa obediencia a certos mandamentos no estado pre-mortal. Agora nascestes numa famOia, na nafikJ atraves da qual viestes, como recompensa pelo tipo de existencia que levastes, antes de virdes para cd." (Discursos da Conferencia Geral, outubro de 1973, p. 94.) PERGUNTA Mas parece que algwnas pessoas nascidas em circunstlJn- cias bastallfefavoraveis nlio sao muito obedientes. RESPOSTA Isso e verdade, porem cada pessoa tem o seu livre- arbftrio. Se ela niio continuar a ser fiel e obediente, niio terd o direito de receber as benfaos e os favores do Senhor. Observe agora o que o Presidente Lee ensinou sobre esse assunto: ". . . Hd muitos que foram preordenados antes de o munJo existir; a um estado superior que niio chegam a atingir. por-
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    que nllo seprepararam para ele aqui. Mesmo tendo estado entre os nobres e grandes, dentre os quais o Pai escolheria seus llderes, podem ter falhado nesse chamad:J aqui na mortalidade." (Idem, p. 94) A lei, portanto, ntio mudou. Deus abenroa o fie/, inde- pendenle de sua condirilo, rara, estirpe ou quaisquer quali· dades exteriores. Ele nilo fat. aceprllo de pessoas. PERGUNTA Em que sentido essas verdades devem influenciar meu comportamento? RESPOSTA H6 duas lirlJes importantes que podemos aprender. Pri· meiramente, se desejamos que nossa vida tellha caracterlsti· cas divinas, nilo podemos basear a aceitarao queJazemos das pessoas em criterios insignificantes. PERGUNTA ~-me um exemplo desse tipo de criterio. RESPOSTA lsso significaria nao escolher os amigos baseando-se em sua posirilo social. Significaria julgar a todos os homens com a mesma medida; que as moras nllo namorariam um rapaz apenasporcausado carro queele tem, e que a manei· ra de vestir e as modasjamaisseriam o unico motivo de re- jeirllo. Se rea/mentedesejdssemos terem nossa vida essa ca- racterlstica divina, e/a revolucionaria o relacionamento que temos para com nosso proximo. PERGUNTA Posso entender agora. Qual e a segundo implicarao? RESPOSTA Dit. respeito ds atitudes que Iemos para conosco mesmos. Uma jovem que ni1o era muito bonita, a julgar pelos pa- 272 drlJes da cultura do pals em que vivia, perguntou certa vet.:"Por que Deus permitiu que isso acontecesse comigo? Por que meu espfrito nllo joi mandado a um corpo mals atraente?" Se ela entendesse o amor e im/Jarcialidade de Deus, saberia quesua llfJ(ll'lncia exterior eumfator de pou- ca importOncia para ele. Alem do mais, eta veria que, se o seu progressopessoaldependesse do aparinciajisicaquere- cebera, um Pai amoroso jamais permitiria que tal aconte· cesse. Se eta guardar as suas leis, poder6 receber todas as blnraos que o Senhor tem para /he dar. PERGUNTA A.ssim sendo, nossa posirilo ou situarao espec[jica nes· to vida nllo e tilo importante quanto 0 que Jazemos com eta? RESPOSTA Exatamente. 0 leproso que creu em Cristo teve uma ati· tude melhor que o jariseu que o rejeitou; a meretriz arre- pendida que o seguiu foi mais favorecida que o apostolo que o traiu. Os homens podem ser testados pela elevada condirllo social, ou pe/afalta de/a, pela riqueza ou pobre· za. Em certo sentido, a beleza pode ser um desajio maior que a fealdade. A vida e bastante complexa para testar e provarcadaserhumano. Pouco importaseaprov~ilo ere- cebida nos sallJes dourados de um pa/6cio ou na humilde cabaflll do deserto. Deus nilo fat. acepr4o de pes3()(l. 0 fa· tor que determinara o ju/gamento nilo se baseia no que a pe$$()(1 e, mas sim no que serd. "0evangelho de Jesus Cristo nilofoi destinado apenas a uma parte dos habitantes ou um determinado local do ter- ra. Edestinado a todaalmaque caminhasobreaterra, a to- dos OSfilhos de Deus... NOSSfl responsabi/idade etrazer ao mundo a mensagem da verdade, mostrar ao mundo que, dentro dos ensinamentos do evangelho de Jesus Cristo, po- dem ser encontradlls as solurlJes para todos os problemas que ajetam a humanidade... "Nilo importa ondeas pessoas vi"am, sesao ricas ou po- bres, nem sua posirilo na vida, sua cor ou vivencia, ama- mos todas elas e desejamos ajuda-lps ,y a/canrarseus maio· res anseios... (Church News, 15 de jul.'to de 1972, p. 4.)
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    Gau PALESTINA Perto de Damasco,Siria 0 Salvador Aparece a Saulo. Damasco, Siria Saulo Recupera a Vis~o e e Batizado Damasco, Siria, e Jerusalem, Judeia. Saulo Com~ seu Ministerio Lida e Jope, Judeia Pedro Cura a Eneias e Levanta Tabita dos Monos 9:1-9 9:10-19a 9:19b-31 9:32-43.
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    31 "~!)te t ~ara,mim Wm 11ago ~gcoll)ibo'' TEMA: 0 chamado a servir que Paulo recebeu no caminho de Da- masco, e a maneira honrosa com que posteriormente o cum- priu, demonstram como ele e toda a humanidade podem tornar-se vasos escolhidos do Senhor. INTRODU{:AO 0 evangelho de Jesus Cristo the proporciona os primei- ros princfpiospelos quais pode adquirir auto-respeito: voce ~ fllho de seu Pai Celestial, cuja obra e gloria noo foi so- mente /he dar esta existencia, mas a vida abundante, mes- mo a vida eterna. (Ver Jotio 10:10; Moises 1:39.) Defato, todos voces sao vasos escolhidos para o Senhor. Ao fer esta li~IJo, voce aprenderti, entre oulras coisas, a respeito de um homem de nome Saulo, e do chamado que recebeu do Senhor para trabalhar em sua obra. Sua expe- riencia, entretanto, n4o foi a unica nesse genera. Cada um de vocesfez, um convenio como Senhor ejoram chamados por ele. E6bvio que, assim como aconteceu a Saulo, talvez ntio saiba o que ele deseja quefa~. epode estaragora mes- mo na dire~ao oposta aque ele querquese dirija, ou talvez ainda desconh~a seus pianos, ou 0 que epior, nao se im- porte com eles. E um jato signiflcativo que 0 livro de Atos echeio de grandes obras feitas por homens dedicodos. Souto, por exemplo, come~a neste capitulo a se tornar o grande servo de Deus que hoje reverenciamos. Ananias tambem come~a aexercerseu Sacerd6cio erealiza ordenan~as do evangelho, e Pedro segue litera/mente os magn(ficos exemplos de seu Mestre e faz com que Tobita valle d vida. 275 t de vital importflncio que cada um de voclsse lemb~ de escrever seu proprio llvro de "Atos", e se, como Saulo, estiver.se dirigindo para a d~4o erradll, deve arrepender- se,· ou ainda, seforem como Ananias, epossul~m o stlCel'· docio, devem exetd-/o; ou se, como Pedro, vocb siJo lfderes, devem seguir plenamente o Senhor. Embortl It· nham sido preordenadospara alcan~ar agrandeza, vocbss6 podem tornar-se vasos escolhidos cumprindo a vonlade do Senhor enquanto vivem aqui na terra, Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. ~otntntarios 3Jnterpretatibos (31-1) Atos 9:2, 3, 8. Que lmportAncla Tlnha a Cidade de Damasco? Considerada uma das mais velhas cidades do mundo conti- nuadamente habitada, Damasco e atualmente a capital da St- ria, e era tambem uma provincia romana no tempo dos ap6s- tolos. Situada cerca de 280 quilometros a nordeste de Jerusa- lem, aprox:imadamente 105 quilometros do Mar Mediterraneo, acha-se construida no meio de uma fertil planicie. A supremacia de Damasco entre as cidades antigas deveu-se asua localiza~llo. Era o ponto de convergancia das tres princi- pais rotas comerciais do antigo Pr6ximo Oriente. Sua proxirnidade de Jerusalem fez dela uma cidade de gran- de importancia para a antiga Israel e Juda. (Ver o mapa que se encontra no inlcio do capitulo 29.) Foi de Damasco que Acaz,
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    rei da Judcia,copiou o grande altar que mandou construir no templo de Jerusalem. com 0 unico proposito de agradar a Tiglate-Pileser ill, vitorioso rei dn Assfria (LI Reis 16~ 10-1 6). Muitos anos depois, a cidadc fos dcstruida, conforme havmm dito os profetas de Deus (Isaias 17:1, Amos 1:4; Jeremias 49: 23-27), e mais tarde foi reconstrulda no mesmo local. Nos dias atuais, a parte crista da cidade esta localizada no Jugar onde supostamente se encontruva a fnmosa rna chamada Direita, onde estava situada a casa de um homem por nome Judas. corn quem Paulo viveu durante algum tempo apos sua conversllo. A muralha da qual ele foi baixado num cesto por seus amigos, para fugir dos enfurecidos judeu~ da cidade (Atos 9:23-25) e, com toda certeza, a mesma que ainda circunda a ci- dade. Atualmente alnda acontece como nos tempos de Paulo, e as mercadorias de Damasco continuam a ser vendidas livre- mente nas feiras livres. Entre os produtos mais conhecidos an- tigamente produzidos pelos habitantes da cidade, se encontra- vam o tecido chamado damasco e o a~o de Damasco, conside- rados os maiores tesouros que alguem poderia possuir. (31-2) Atos 9:4-6. Quais Sao as Duas lmportantes Ll~oes Que Podemos Aprender do Relato da Conversiio de Paulo? "Ha uma grande li,.ao que todos os tnembros da lgreja po- dem aprender, que ea de reconhecermos as autoridades locais. 0 bispo pode ser urn homem humilde. Alguns de v6s podeis pensar que lhe sois superiores, mas foi elc quem recebeu auto- ridade diretamente de nosso Pai Celestial. Reconhecei-a. Bus- cai seu conselho, e o de vosso presidente de estaca. Se eles nllo puderem resolvervossas dificuldades ou problemas, escre- verllo a outras pessoas, as Autoridades Gerais, procurando ob- ter o conselho necessaria. 0 reconhecimento da autoridade e urn importante pFincipio. "Outro clemento relativo ao incidente que ocorreu com Paulo perto da cidade de Damasco, e o fato muito importame de que Jesus, nosso Senhor, esta profundamente interessado em sua lgreja e em seus membros, e tem hoje o mesmo interes- se de outrora. 276 "Gos10 de saber que ele csta zelando por nos, e que se en- tristece quando nlo alcanc;amos os ideais e padroes que nos deu atraves do evangelho, como aconteccu com Saulo, um ser- vo escolhido, que procurava cegamente destruir a lgreja. 0 Se- nhor fica contente, quando ve que os irmolos a quem ele desig- nou estllo cumprindo seu dever e procuram viver vida lim- pa e digna, de acordo com os padrOes do evangelho." (David 0. McKay, em CR. outubro de 1951, pp. 159-60.) (31-3) Atos 9:5. " Duro ePara Ti Recalcilrar Cont~ OS Aguilhoes." Essa referenda diz respeito a urn aguilhlo, espora pontiagu- da ou vara usada para esporear o couro dos animais e faze-los ir avante. 0 animal aguilhoado tern a tendencia de retroceder, revidar, ou literalmente "recalcitrar contra o aguilhilo". Tal reallO simplesmente provoca maior dor, e faz com que alar- gue a ferida, nllo tendo qualquer influencia sobre a espora. 0 Presidente David 0. McKay, falando sobre os sentimentos de Paulo, escreveu o seguinte: "Damasco esta situada a cerca de 280 quilometros ao none de Jerusalem, portanto Saulo e as pcssoas que o acompanha- vam tiveram que viajar cerca de urna semana para percorrer es- sa distancia. Talvez durante esses poucos dias de comparative lazer ele comfOU a imaginar se a sua atitude era correta ou nllo. Talvez o rosto iluminado do moribundo Estevao. e a ulti- ma ora~ao proferida pelo martir come~aram a soar mais pro- fundamente dcntro de seu ser. 0 pranto dorido das criancas cujos pais Saulo mandara prender feriram-lhe a alma. faundo com que se sentisse misenhel naquele momento em que se diri- gia a Damasco para efetuar novas prisOes. Talvez ele tcnha imaginado que, se estivesse realmente engajado no trabalho do Senhor nao deveria estar sentindo tal desalento e amargura. Logo ele aprenderia que somente as for~as do mal produzem tais sentimentos, e que o verdadeiro servico prestado ao Se- nhor sempre proporciona paz e satisfacilo." (Ancient Apos- tles, p. 120.) (31-4) Atos 9:8. 0 Que Fez Com que Saulo Flcasse Cego, no Caminho de Damasco? "Saulo de Tarso viu Jeova, o Cristo glorificado, ouviu sua voz e conversou com ele. Mesmo parcialmente protegido como estava, o resplendor da luz celestial em que o Senhor se encon- lrava - maior do que o do sol do meio-dia - fez com que Saulo caisse em terra, Lremulo e abismado. A voz disse a ele: "Eu sou Jesus a quem tu persegues..." (Atos 9:5.) "Tllo intenso era o brilho da luz, que mesmo contando com tal protel!O, ele ficou cego. Saulo disse: 'E como eu nolo via,
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    por causa doesplendor daquela luz, ful Jevado pela mao dos que estavam comigo, e cheguei a Damasco,' (Atos 22:11.) "Urn milagre operado pelo Sacerd6cio restaurou-lhe a vi- sao, ap6s tres dias de intensas trevas. Qui!o grande e a gl6ria do Senhor! Quao suprema e magnifica!" (Spencer W. Kim- ball, em CR, abril de 1964, p. 96.) (31-S) Atos 9:18. Por que Foi Necessario Que Paulo, Que Ravia Tldo Uma Visiio, Se Submetesse ao 8atismo? "Saulo viu o Filho de Deus ressuscita.do, teve visOes e foi be- neficiado pelos milagres operados em seu favor; todavia, nem todas essas manifesta~aes eram suficiemes para prepani-lo a fim de set um membro da igreja ou para a obra do ministerio. 0 batismo e0 porti!O por onde todos devem entrar - Cristo, Paulo ou qualquer outra pessoa responsavel." (McConkie, DNTC, Vol. 2: p. 91.) (31-6) Atos 9:20-22. Que Problemas Paulo Teve Que Enfrentar Apbs Sua Conversio? Tio logo se tornou membro da Igreja de Jesus Cristo, Paulo teve que enfreotar novos problemas: um, gerado por seu rela- ciooamento anterior com os judeus, e outro, por sua nova condi~i!o de seguidor de Cristo. Antes de sua conversi!o, seu trabalho de perseguir os cristllos foi plenamente aceito pelos li- deres judeus. Agora, entretanto, ele tinhaque encarar seus anw tigos amigos e companheiros e declarar que seus atos anterio- res estavam errados. "E logo nas sinagogas pregava a Jesus, que esteera o Filho de Deus." (Atos 9:20.) Observe a natureza destemida de seu testemunho. Tiio irados ficaram os judeus contra ele, que "tomaram conselho entre si para o matar" . (Atos 9:23.) Mas que podemos dizer a respeito daqueles que anterior- mente o conheceram como seu perseguidor? Como encararam o testemunho que Paulo tinha de Jesus? Sua rea~ao foi seme- lhante aquela de Ananias, o qual, ap6s ser chamado para ad- ministrar as necessidades de Paulo, declarou: ''Senhor, a mui- tos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jesusalem. E aqui (em Damasco) tern poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome..'' (Atos 9:13, 14.) Sua conversao tinha sido uma simples farsa para enganar aqueles que verdadeiramenie de- fendiam a causa crista? (Ver Atos 9:20-22.) Somente o tempo poderia responder aquela pergunta e demonstrar que Paulo es- tava verdadeiramente convertido. (31-7) Atos 9:27. Quem Era Barnabe.? Barnabe foi o companheiro missionario de Paulo durante a 277 ~apitulo 31 sua primeira missao (Atos 9:27). 0 primeiro servi~o que pres- tou a Igreja, que encontramos registrado, foi a venda de sua propriedade, de conformidade com o acordo que os primitives cristi1os haviam feito de ter todas as coisas em comum (Atos 4:36). Ele era judeu. (de fato, urn levita) natural da ilha de Cbipre; seu sobrenome era Joses ou Jose. Quando ele e Paulo chegaram aLicaonia, seus habitantes deram a Barnabe o nome de Jupiter, o mais poderoso dos deuses romanos, (Atos 14:12} evidentemente devido asua maneira autoritaria, aparencia no- bre e grande for~a fisica. Era considerado "urn homem de bern, e cheio do Espirito Santo e de fe" (Atos 11:24), e foi escolhido, juntamente com Paulo, para enviar ajuda financeira aos pobres da Judeia (Atos 11:29, 30), Era urn vigoroso obreiro que procurava ga- nhar seu proprio sustento, ao inves de depender da igreja (I Cor_ 9:6.). Embora tivesse discutido com Paulo na segunda viagem (Atos 15:36-39), posterionnente se recondliaram, Foi ele quem pela primeira vez procurou Paulo depois que este se converteu, viajando para Tarso, a fim de convence-lo a juntar- se a elena obra do ministerio (Atos 11 :25, 26). Presume-se que foi um ap6stolo (Atos 14:4-14). ~ontoS' a~onberat ASSIM COMO ACONTECEU A PAULO, TOOOS NOS TEREMOS QUE NOS APRESENTAR DlANTE DO SENHOR. (31·8) Todo JoeJho se Oobrara Cedo ou tarde cada urn de n6s tera que se apresentar diante do Senhor ate mesmo aqueles que viveram sua vida sem Deus, terilo que urn dia reconhecer que ele existe, pois "todo joelho se dobranL. e toda llngua confessara," (Romanos 14:11). Eobvio, portanto, que a melhor ocasiilo que temos pa- ra servir ao Senhor eagora. "E, se achamos que urn dia todos os joelhos se curvarao e todas as linguas confessarilo que Jesus Cristo i: o Senhor, por que nao faze-to agora? Sim, pois, pode acontecer que, na hora dessa confissllo em massa, significara muito menos ajoelhar- se, simplesmente porque nilo emais possivel ficar de pe! (Neal A. Maxwell, em A Lialtona, abril de 1975, p. 44.) (31-9) Fizemos Convenios como Senhor Como santos dos ultimos dias, voces tern urn relacionamen- to tQdo especial para como Senhor. Mesmo antes de serem es- tabelecidos os alicerces do mundo, voces assumiram compro- missos e nzeram convenios com nosso Pai Celestial, os quais
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    afetam profundamente oque sao chamados a fazer aqui na terra, Certamente Paulo nao recebeu essa grande benr;ao de ver o Senhor, pelos meritos do que havia feito somentc na mortalidade. ''Por que o Senhor escolheu Saulo, o bomem que tanto o odiava e procurava matar os santos? So pode haver uma res- pasta - a preex.istencia; Saulo havia obtido os taleotos neces- saries e alcan~ado uma estatura espiritual na vida pre-mortal, que o qualificava a ser urn ministro apost6lico de Cristo, que agora o repreendia e castigava na estrada de Damascol" (McConkie, DNTC. Vol 2. p.89.) 0 mesmo acontece conosco. Nao que todos tenhamos a mesma atitude de Saulo, que se rebelou abertamente contra o Senhor, mas sim no sentido de que todos nos somas influen- ciados pelo que fizemos na vida pre-mortal, 0 Presidente Kim- ball declarou que fizemos certos convenios antes de nascermos aqui na terra. Observem suas palavras: "Fizemos vows, votos solenes nos ceus, antes de virmos a esta vida mortal... "Fizemos convenios, e os fizemos antes de aceiturmos nossa posi~ao aqui na terra... ··Assumimos o compromisso de fazer '...todas as coisas que o ·Senhor nos mandasse.' Comprometemo-nos perante nosso Pai Celestial, de que, se ele nos enviasse para a terra, nos desse corpos e as inestimaveis oportunidades que a vida terrena po- dia proporcionar. nos nos manteriamos limpos, enos casarla- mos no templo sagrado, criariamos uma familia e a ensinaria- mos em retidao. Foi esse juramenta solene que fizemos, uma solene promessa. Ele. por sua vez, nos prometeu uma vida mortal cheia de realiza~oes e incontfweis privilegios, e, se per- manedssemos no caminho da retidllo, receberiamos a vida eterna, felicidade e progresso. Nllo existe outro meio pelo qual possamos receber essas recompensas." (Be Ye Therefore Per- fect, " Discurso proferido durante urn devocional do lnstituto de Religillo da Universidadt' de Utah, em lO de janeiro de 1975, p.2.) Assim, muitas coisas que recebemos no caminho da vida sao determinadas pelo que aconteceu na preexistencia. Deve ser motivo de grande esperanca o fato de sabermos que ja cami- nhamos ate aqui ao lado do Senhor. Voce rejeitou a Satamis uma vez e ja foi acrescido de gloria. (Ver Abrallo 3:26.) (Jl-10) Somos Nos Que Oelerminamos o Otminho que Seguimos Voce tern a responsabilidade de determinar qual sera seu ca- 278 minho e de segui-lo firmemente ate o fim. 0 Senhor estabele- ceu alguns auxilios especiais para ajuda-lo -alguns meios sig· nificativos pelos quais podera encontra-lo aqui na mortalida- de, como aconteceu a Saulo. Por uma razao, todas as pessoas nascem com a luz de Cris- tb, a qual e "a luz verdadeira que ilumina todo homem que vern ao mundo.·• (D&C 93:2; ver tambem Joao 1:9.) Eeta que nos faz discernjr profundamente o certo do errado, e taro- bern. se a se&>Uinnos corretamente, ela nos condiJzira ao evC;ngelho. 0 Espirito contendeu com Amuleque e o chamou diversas veze.s, mas ' ' nao quis ouvir... eu sabia•., embora nao quisesse saber''. (Alma 10:6 .) E provavel que, no caminho de Damasco. Saulo estivesse lutamo em espirito. 0 Elder Ho- ward W. Hunter, ao falar da condi~llo mental em que seen- contrava Saulo enquanto viajava, indicou que as persegui~oes que fizera anteriormente aos santos "pesavam profundamente em sua consciencia." (CR, outubro de 1964 p. 109.) Voce tambem, provavelmente ja senriu o Esplrito do Senhor conten- dendo com voce, e, se houvesse atendido a seu chamado, sua vida. como a de Saulo, ·ter-se-ia modificado drasticamente. Os pais tambem tern uma vital mordomia. Nossos pais divi- nos freqUentementc agem como anjos para nos, e nos ajudam, orientando-nos no caminho que devemos seguir. Nefi, por exemplo, foi levado a adquirir um testemunho devido avisao que teve seu pai (I Nefi 1I;I). Paulo foi um pai espiritual para Timoteo e conduziu aquele jovem em seu caminho na vida. Se· ria urn gesto sabio, se todos nos honrassemos nossos pais, ou- vindo seus justos conselhos. 0 Senhor e sua lgreja reconhecem a mordomja que eles tern sobre nos, e mesmo quando nao silo membros fieis da lgreja, eles. por decreta divino, merecem es- sa honra. Se voce realmente aceitar o grande dom do Espirito Santo, ele iluminara seu caminho. Sem duvida alguma, a inlluencia desse "primeiro consola- dor" /: imponantissima para nosso relacionamento pessoal com Deus. Saulo ilustra outro meio essencial pelo qual uma pessoa po- de defrontar-se como Senhor. Ananias, urn dos servos de nos- so Pai administrou-lhe. Eum fato inquestionavel que a maior parte das benc;ilos que recebemos nos sao dl:ldas atraves da ad- ministra~llo dos outros. Esse eurn padrao estabelecido no rei- no de Deus, - todas as bencllos, ordenancas, administracCies e investiduras recebemos atraves dos outros. A medida que obtiver OS dons do Espirito, voce poden'l CO· nhecer o Senhor mais plenamente e. quando tiver recebido a "investidura" e se casado no templo. ter-se-~ aberto uma por-
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    ta ao seuseguro acesso a todos os mist~rios de Deus, se voce guardar scus convenios. Todos n6s teremos o privil~gio de nos defrontarmos com o Senhor, cada urn de sua pr6pria forma e na devida cpoca. EXISTEM ALGUMAS COISAS ESPECJFICAS QUE 0 SENHOR QUER QUE FA=AMOS (31-11) "Se me Amais, Guardareis os Meos Mandamentos" (Joiio 14:15) 0 fato de Saulo estar clisposto a perguntar ao Senhor o que devia fazer, e entiio comprir sua vontade, nos ensina muita coisa a rcspcito de seu carater. Como j!i observamos previa- mente, outros homens-Lamii. Lemuel-tiveram o pri vil~­ gio de ver coisas gloriosas. ate mesmo anjos (I Nefi 3:29-31): por~m suas vidas niio forarn mudadas, pois, ao contrario de Saulo, nao sentiam o desejo de obedecer. 0 Senhor tern ma- neiras espccmcas de tratar com os filhos dos homens, e tao lo- go conhe~amos sua vontade, devemos cstar dispostos a obe- decer a ela. Fazer o contrario signiticaria trazer a condena~iio sobre nossas cabe~as. Alma, o jovcm, tcvc uma experiencia semelhante ade Saulo, na qual viu urn anjo. Os registros afir- mam claramente que ele seria "afastado" (Mosias 27: 16). ca- so nao se arrepcndesse. Ap6s haver-se defrontado com o Se- nhor. se sua vida niio tiver mudado, seria mclhor niio te-lo co- nhecido (2 N~fi 31:14). E6bvio que. como Saulo. voce precisa ter urn caminho especffico a seguir: do conrmrio, seria levado a pcrguntar, como fez o jovem rico quando o Salvador the dis- se que guardasse os mandamentos: "Por que?" (Mateus 19: 18.) Para que possnmos fazer o que o Senhor requer, devemos conhecer os mandamentos espccificos que elc nos deu. Os san- lOS ficis precisam constantemente "examinar-se a si mesmos". ( I Corfntios 11:28.) E.wmine sua propna vida, usando o seguinre critirio escri- turfstico: 1. Conhefo plenamente o significado do convlnio do batismo e o guardo de mnneira perfeita. (Mosias 18:8-/0; D&:C 20:77-79.) 2. Sou mora/mente limpo. em todos os sentidos. Abstenho-me de adorar o deus da cobifa, con- rrolando rodas as minllaS paixoes. (Alma 38:12.) 279 3. Guardo o Dia do Se- nhor, e o considero o dia mais imporrante da se- mana. Realmente me apresento diante do Senlwr em seudia (D&:C 84:24), e nele jamais procurojazer o que me apra._, mas, sim, o que the agrada (Isaias 58:14). 5. Compreendendo que o Senlwr adverriu imime- ras ve~s seus saruos pa- ra que estivessem neste mwulo, mas naofossem deste JIUUJdo, mert estilo de vida l coerente com os padroes da 1greja nas seguinres dreas: a. Vestuario. b. Linguagem. c. Musica. d. Recre(Jfao. e. AlimentafiiO. f Dmt~a. 7. Embora meu testemu- n/10 tenha passado por cerros esuigios. posso tii- zer sinceramente que agora sei pormim mes- mo. TenJw sentido a ins- pirafiio do Espfrito San- to (Mateus 16:17). Qiapitulo 31 4. Oro fervorosamellle e poderia afimuJrque me14 corar;iiofreqiientemente se achega ao Senhor em orafiiO (Alma 34:27). Minl111S Ofa{'Oes siio mais uma comunicafiio que um luibiro. 6. Tenho sentido e posso discemir o poder doEs- pfrito Santo operando em min!Ja vida. (Smith, Ensmamentos, p. 145.) 8. Posso dizer que sou rtma pessoa espirirua/. Minha espiritualidade niio e uma simples teoria para mi/IL' el/111 COnhecimentO real. (David 0. McKay descre~·eu a espiritua- lidade como a "cerre::a da l'itoria sobre s1 pro- prio e a comunhiio com o mfinito. ''(CR, abril de 1949. p. 17.) NASCER DE NOVO PARA UMA NOVIDADE DE VIDA (31-12) Saulo ''Levantou-se da Terra," c Nos Tambem Podemos Faze-lo EstA escrito que o Senhor nada faz que nao seja para o bene- ficio do homem (2 Ncfl 26:24). E assim fez ele com Saulo. o qual. ap6s aquela experiencia com o Senhor, "levantou-se da terra." (Atos 9:8.) Para o resto de sun vida, tomou- e um tcs- temunho de que fora preordenado agrandeza. Posteriormente escrevcu que podia "todas as coisas naquele que me fortnlece''
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    (Fil. 4: 13.)Sua vida e urn exemplo eloqUente de suas palavras. Ele relatou alguns dos maiores aconteclmentos de sua vida - seus julgamentos, ben~lios e gl6rias - em II Corfntios, capftu- los II e :2. E, finalmente, o testemunho que prestou a Tim6teo indica seu caminho para alcan~ar a perfei~lio (11 Tim6teo 4:7, 8). Pau- lo realmente havia crucificado o velho homem pecador, ere- nascido urn santo. Saulo, o perseguidor, tornou-se o ap6stolo Paulo, o santo, o homem de Deus. Exomine o testemunho de Paulo epergunt~ a siproprio se vocl ../evantou-se da ttl1'tl." Vocl esta cheio de amor atraws do Esplrlto Stmto? Uill Romanos 5:5. Sobre que tipo de alicerce esta construldo o NU testBnu- nho? Leia 1 Corfntios 2:5. Quilo vigorosamente tern lutado contra opecodo?Lela He- bnus 12:4. Costuma orar atroves do Esplrito? Leia Romanos 8:16 280 Estaforta/ecendo suasfraque~as? LeiajllCorintios 12>7-10. Ver tambem Eter 12:27. Vocl foi crucificado no carne, no ~ntido de dominar suos paixlJes e apetites? Leia Galatas 5:24. Seu testemunho estafundado sobre o alicerceda revelarllo? Leia Galatas J:ll, /2.) lsso Fartl Alguma Diferen~a? E assim, na vida de Saulo; posteriormente Paulo, o ap6sto- lo, vemos urn exemplo magnifico de alguem que foi chamado antes da criaca.o deste mundo, o qual, devido as obras que rea· lizou em sua vida mortal, foi finalmente escolhido e ate mesmo alcancou urn grau de relativa perfeicllo atraves de Cristo, o que tambern pode acontecer-lhe. Voce foi chamado. Algum dia vo- ce encontrara o Senhor em sua propria estrada da vida e, para alcancar o progresso, devera fazer aquilo que ele the disser. Se voce se levantar compleamente da terra, conseguira alcancar a medida da estatura completa de Cristo (Efesios 4: 13) e sera, de fato, "urn vaso escolhido do Senhor".
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    ' Primeira e SegundaViagem Missiom1ria de Paulo Atos 13:6-12 Paulo e Silas Tornam-se Companheiros 15:; Pafos, Chipre Paulo Amaldi~oa urn Falso Profeta 0 Evangelho e Oferecido a Israel 16:113:26_41 Tiatira, Asia EE.xpulso urn Mau Espirito Paulo e Barnabe ensinam os Gentios 13:42-49 0 carcereiro de Filipos Aceita a 16: I fconio, Galacia 13:50-52; Cristo ~~~~~~~~-----------+-- OsJudeusPerseguem Paulo e Barnabe 14:1-7 Tessalonica, Macedonia r-----------~--------------~~~ Listra, Galacia Paulo e Silas Fogem a Persegui~ao 17:1 Paulo e Barnabe Sao Saudados Como 14:8-18 Atenas, Grecia Deuses Paulo Prega o Deus Desconhecido 17: 1 Paulo eApedrejado, Revive e Continua a Pregar Curinto, Grecia 14:19-28 18:1 Os Judeus e Gregos Ouvem o Jerusalem, Judeia A Quesrao Acerca da Circuncisao Evangelho 15:1-35 Os Judeus Levam Paulo ao Tribunal 18: l
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    Qrapitulo 32 32 ''~u te~us ~ara JLu? bo~ ~entio~'' TEMA: Atraves de seus servos, o Senhor convida toda a humanida- de para que seja seu povo escolhido. INTRODU~AO Quando o Senhor pediu a Ananias que restaurasse a vi- silo do atribulado Saulo, ele viu-se tornado de espanto, pois aquele homem havia perseguido excessivamente os santos, porem o Senhordisse: "Eie epara mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios... e eu Ihe mos- trarei quanto deve padecerpelo meu nome. "(Alos9:I5-16) A medida que voce observar o desenvotvimento do mi- nisterio de Paulo, tornar-.se-lhe-6 evidente que ele, de fato, era um vaso escclhido, e que teria uma poderosa missilo a cumprir entre osgentios, e estava disposto a sofrerprofun- damente para cumpri-la. Talvet niJo seriasuficientedizer apenos que Paulosediri- giu aos gentios de sua epoca e ofereceu-lhes o evangelho, pois nllo foi somente a eles que Paulo injluenciou. Para sentirmos o verdadeiro impacto de sua mensagem, devemos lembrar tambem queseus escritos continuaram a "pregara Cristo crucijicodo" ds na~tJes dos genlios da terra, em constante expansiJo, multo tempo depois de suo morte. Por mais terrfvel quefosse o Iongo perfodo de apostasio, anota- vel carreira e zeloso testemunho de Paulo contribufrom de maneirasurpreendenteparaasobrevivencia do nomede Je- sus Cristo nas mentes e corariJes de milhares de pessoas, 283 durante o perfodo negro da historia, eate mesmo emnossos proprios dias. Vocetombem /era orespeito dogrande urgencio quePau- lo sentio deplantarnoscoro~iJes de seuscompatriotas isroe- litas amensogem do evangelho e a vontade de servir. Osju- deus compreenderam que (como Paulo) eram tambem va- sos escolhidos, e este, porsua vez, ensinou-lhes que, sendo o povo do convlnio, eles (assim como Paulo) tinham a obrigarllo de partilhar suo heran~a com os gentios, e que (tambem como ele) podiom esperarsofrerdijicu/dodespara poderem executor a missiio que lhes fora divinomente ou- torgoda. 0 mesmo acontece na epoca atual. Nos tombem somos um povo escolhido e, como os israelitas, necessitamoscons- tantemente ser lembrodos o respeito da obrigariio que te- mos para com nossos semelhontes. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. Qrommtarios 3Jnterpretatibos (32-1) Atos 13:1-14, 26. Quale o Principal Significado da Primeira Viagem Mlssionaria de Paulo? 0 significado principal da primeira viagem missionaria de Paulo reside no fato de que ela fez com que fossem estabeleci- dos diversos ramos da igreja em areas muito distames de Jeru- salem. Muitas pessoas ouviram e aceitararn a mensagem do evangelho, e se nllo fosse essa viagem, jamais o teriam conheci- do. Alem disso, nela temos a oportunidade de ver Paulo de-
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    ~erao 1 sempenhando seusdeveres numa nova posi~llo, como lider e organizador. Ele entra numa cidade onde nllo ha membros da igreja, onde a ma.ior parte dos habitantes jama.is ouviram falar de J esus Cristo, e ao sair, deixa urn pequeno, mas norescente ramo da igreja, comissionado a desenvolver-se em sua ausen- cia. Notamos tambern seu ardor ao pregar o evangelho a todos os homens, sem fazer a menor distincllo de classe ou condicllo social. Quando os judeus rejeitaram a palavra de Deus, Paulo comecou a prega-Ja aos gentios. (Qual foi o itinerario de sua primeira viagem missionaria? Vera ser;llo de mapas.) (32-2) Atos 13:6. "Acharam Urn Certo Judeu Maglco Falso Profeta." "Meus inimigos dizem quefui urn profeta verdadeiro. Ora, prefiro ser urn profeta verdadeiro, caido, do que urn falso pro- feta. Quando urn homern sai profetizando, ou e verdadeiro ou ~ falso. Osfalsos pro/etas sempre.se levantariio para opor-se aos verdadeiros, profetit.ando coisas tilo parecidas com a ver- dade, que quase enganarc'lo os proprios escolhidos." (Smith, Ensinamentos, p. 357.) (32-3) Atos 13:7. Quem Era strglo Paulo? Era o proc8nsul romano de Chipre, na epoca em que Paulo e Barnabe viajaram aquela ilha durante sua primeira viagem missionaria. Edescrito como urn homem prudente, o qual pc- diu a Paulo e Barnabe que lhe pregassem o evangelho. Quando viu o milagre que Paulo operou, fazendo que a cegueira sobre- viesse a Elimas, o rnago, ele "creu, maravilhado da doutrina do Senhor". (Atos 13:12.) (32-4) Atos 15:1. "Alguns Que Tlnham Descido da Judeia." "Eram pessoas que haviam chegado da sede da igreja... ir- maos bons e aceitaveis, mas que erraram no que dizia respeito acircuncisllo, ensinando falsa doutrina e nllo sendo dirigidos pelo Espirito. Sabemos que o Senhor freqOentemente faz com que seus servos procurem solucionar sozinhos alguns proble- mas dificeis, antes de finalmente receberem sua mente e pala- vra atrav~s de revelacao. SituacOes semelhantes costumam oc.orrer atualmente na lgreja, como por exemplo, quando os irmllos saem hoje em dia, para pregar e confirmar as igrejas. AJgumas vezes assum~m a defesa de filosofias politicas, educa- cionais e sociais que lhes parecem corretas - dizendo ate mes- mo, em certas ocasiOes, que etas sao essenciais asalva~ao - quando de fato nilo sao a voz que Deus deu a seu povo." (McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 139.) (32·5) Atos 15:1. "Se ~os Nio Clrc:uncidardes, Cooforme o Uso de Molses, Nio Podels Salvar-vos." A ordenanca da circuncisllo foi institulda pelo proprio Jeo- va, que a deu pela primeira vez a Abral!o e seus descendentes, 284 como parte do convenio que asseguraria ben~os eternas a to- dos os que servissem ao Senhor em retidilo. (Abrallo 2:8-11: Genesis 17.) De acordo com a lei mosaica, toda crian~a mascu- lina tinha que ser circuncidada ao chegar ao oitavo dia de vida. (Levitico 12:3.) 0 principal prop6sito dessa ordenanca era sec- vir como uma lembranca do convenio que Deus fizera com Abraao. (Genesis 17:9-14.) Ap6s o sacrilicio expiat6rio de Cristo, foi removida a neces~ sidade de existir urn sinal especial, pois o evangelho e suas ben- cllos ja nao seriarn mais reservados exclusivamente aos judeus, e sim concedidos a todos. Noma das revelacoes dadas a Mor- mon. Jesus disse o seguinte: "as criancinhas sao sas, por serem incapazes de cometer pecado; portanto a maldi~iio de Adao e delas removida por minha causa. Na epoca de Jesus e de seus ap6stolos, era comum chamar os judeus de "povo da circuncisAo", e aos demais de incircun- cisos, sendo essas palavras respectivamente o sinonimo de ju- deus e gentios. (Ver Galatas 2:7.) Embora o conselho especial que se reuniu em Jerusalem tenha resolvido esse problema por meio de revelacao, Paulo ainda achou necessaria combat@-lo onde quer que fosse. Muitos de seus conversos eram de origem judaica e insistiam em que todos os cristaos gentios tambi:m deviam obedecer ao ritual mosaico. Paulo tornou claro Que a circuncisllo havia sido abolida em Cristo, tanto para os ju<leus quanto para os gentios. (Ver Romanos 2, 3, 4; I Corfntios 7:19: Galatas 5:6: 6: IS; Colossenses 2:11: 3:II.) (32.-{;) Atos 15:7. Por Que o Senhor Falou Pela Boc:a de Pedro? "Pedro era o presidente da Igreja; ele tinha, portanto, a prerrogativa de receber e anunciar a meme e vontade da Dei- dade referente a todos os assuntos." (McConkie, DNTC, Col. 2. p. 143.) (32-1)Atos 15:28. "Nt Verdade Par«eu Hem Ao Espirito Santo, e a Nos." "Neste exemplo, a decisllo aparentemente foi tomada e rati- ficada atrav~s de revela~o, o mesmo processo que o Profeta usou ao traduzir o Livro de M6rmon. lsso signifies que os re- presentantes do Senhor estudararn profundamente o proble- ma, examinaram as escrituras, buscando tirar as possiveis con· clusoes, e lizerarn o melhor possivel para resolve-to, baseando- se nos sadios principios que conheciam. Ap6s haverem chega- do a uma solucllo que consideravam a mais apropriada - isto e, adotando as admoestacOes de Tiago, que eram baseadas nu-
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    rna declara~Ao dePedro a respeito daquele principio - eles perguntaram ao Senhor se suas conclusoes estavam certas e de acordo com sua vontade. (D&C 8 e 9.)" (McConkie, DNTC. Vo1.2, pp. 144-145.) (32-8)Atos 15:40. Quem Era Silas? Considera-se que o Silas, mencionado em Atos, e o mesmo Silvano citado nas epfstolas de Paulo (D Corfntios 1:19; I Tes- salonicenses I:I; 11 Tessalonicenses 1;l.) Ele era urn dos mals preeminentes lideres da igreja em Jer·usalem, e tambem, sem duvida alguma, urn profeta que pregou o evangelho (Atos 15:32). Juntamente com Paulo, comunicou aos irmclos de An- ti6qula a decisilo que o conselho de Jerusalem havia tornado a respeito dos requisites necessaries para ser urn membro da igreja (Atos 15:1-35). Quando Paulo discordou de Barnabe, Silas foi escolhido para seu companheiro em sua segunda via- gem missionaria. Entre as experiencias e viagens que teve em sua missao, podemos contar o aprisionamento em Filipos, on- de o carcereiro e. toda sua familia foram convertidos (Atos 16; 16-40); viagens a Tessa16nica e depois a Bereia, com uma curta estada nesse ultimo local, enquanto Paulo se dirigia a Atenas (Atos 17:1-15); e trabalhos rea1izados ao !ado daquele ap6stolo em Corinto (Atos 18:5; fl Corfntios l:19). Se, de fato, Silas era a mesma pessoa que Silvana, foi ele quem serviu de escrevente para o livro de 1 Pedro e levou essa epistola aos ir- mclos da Asia Menor. (I Pedro 5:12.) Ele provavelmente era cidadao romano. (Atos 16:37.) (32-9)Atos 15:40; 18:18. Qu3is Sao os Elementos Mais Significalivos Que Podemos Encontrar na Segunda Viagem Missionaria de Paulo? A igreja parece ter crescido mais rapidamente em outras partes do imperio que nos arrectores de Jerusalem. A segunda viagem missionaria deu a Paulo a oportunidade nao somente de visitar as igrejas fundadas na primeira viagem, mas tambem de estabelecer outras em lugares onde o evangelho nao havia sido pregado. E assim foi estabelecida a norma que continua- ria durante toda a obra e apostolado de Paulo: "Visitar nossos irmllos por todas as cidades em que ja anunciamos a palavra do Senhor, para ver como estao." (Atos 15:36.) Mas Paulo nem sernpre visitou pessoalmente esses lugares; algumas vezes enviou Timoteo. Tito ou Silas. Temos, assim, uma clara per- cepc;llo nao someote de sua habilidade como organizador, mas tambem de sua capacidade como administrador. Tornou-se seu costume enviar cartas de elogio ou advenencia logo ap6s suas visitas. urn metodo que Paulo usou durante o resto de sua vida a servi~o de Cristo, Finalmente, muitas evidencias indi- cam que Paulo desfrutou grandemente das ben~aos do Espiri- 285 (tCapitulo 32 to Santo durante seu ministerio, pois recebeu constantemen- te visoes e instrucoes relativas ao trabalho, e demonstrou, em inumeras ocasioes, o poder de Deus que possuia. (Atos 16:7-9, 26; 18:9.) (Ver tambem na se~ao de mapas, o itinerario da se- gunda viagem de Paulo.) (32-lO)Atos 16:16. Que eo Esplrito de Adivinha~io? Podemos definir a adivinhac:llo como o ato de determinar o futuro por meio de cartas, horoscopes, sonhos, encantamen- tos. espiritismos, bolas de crista!, e outros meios. A videncia, ou pnitica da activinhacao era uma arte muito conhecida pelos antigos (Isaias 2:6; Daniel 2:27; 5:11), e proibida ao povo do Senhor.(Deureroo6mio 18:9-14; Josue 13:22.) (32-ll)Atos 16:30-34. Para Alcan~ar a Salva~ao, Basta Somente Crer no Senhor Jesus Cristo? ''... A simples cren<;a dificilmente seria inicio daquela estra~ da pela qual podemos receber uma heranca eterna, se eta for isolada como a1go a parte, se ela nclo abranger o batismo eo ato de perseverar ate o fim. (2 Nefi 31: 15-21.) No pr6prio caso de Paulo e Silas, eles pregaram o evangelho a urn grupo de pes- soas e as batizaram, e sem duvida, lbes deram o dom do Espi- rito Santo. colocando-as, assim, no inicio do caminho que conduz. asalva~Ao." (McConkie, DNTC, Vol 1, p. 152.) (32-12)Atos 17:3. 0 Que Signlfica a Declara~iio Que Afirma estar Paulo "Expondo e Demonstrando" Aos Judeu.s? A palavra demonstrar atualmente tern um significado bas- tante diferente daquele usado na eooca dos tradutores da ver- sao do Rei Tiago. Para nos, ela significa asseverar, afirmar, expor uma proposta ou tese, e tudo isso sem o menor funda- mento. Porem, para o povo do seculo XVll, ela significava apresentar provas ou evidencias, apoiar as afirmacoes com fa- tos. Certamente Paulo nclo desperdicaria tres Dias do Senhor de seu precioso tempo simplesrnente defendendo a causa de Cristo, sem apresentar evidencias comprobatorias. (32-13) Ato& 17:18. Quem Eram os Epicureus e os Estoicos? 0 epicurismo foi um movimento iniciado por Epicuro, cele- bre fil6sofo que viveu um pouco ames do ano 300 A.C. De acordo com sua filosofia, o mundo veio a existir por acaso, e sua criac;ao nao teve qualquer prop6sito ou deslgnio. 0 supre- mo bern que o homem poderia alcan~ar era aquele que lhe pro- porcionasse maior prazer, ou total ausencia de tristeza e dor. Ao contrario das no~Oes populares daquela epoca e dos dias atuais, o epicuri~mo nao ensinava que a licenciosidade total fosse o objetivo da vida, mas sim a respeito dos prazeres que
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    dao ao homema mais completa e duradoura satisfac~o pes- soal. Os estoicos. por outro !ado, reconheciam a existencia de urn supremo governante do universo. De acordo com sua filoso- fia, todas as coisas forarn organizadas e colocadas em movi- mento por uma Mente Divina, eo homem sabio, o verdadeiro estoico, eaquele que aceita as coisas nas condicoes que as en- contra, ao inves de tentar transforma-las naquilo que deseja. Tal aceitacao rcquer grande coragem e autocontrole, pois o homem travava, assim, uma batalha interminavel contra a na- tureza. 0 corpo nllo eum vaso para ser punido ou alimentado, mas sim para ser ignorado. Em seu famoso discurso proferido na colina de Marte, Paulo citou um trecho de uma obra de Aratus, um poeta da Cilicia, intitulada "Phaenomena" [Feno- menos): "Como tambem alguns de vossos poetas disseram: Pois somos tambern da sua (de Deus) geracllo." (Atos L7:28.) Cleanto usou palavras semelhantes a essas, ao escrever seu "Hino a Zeus." Esses dois autores eram est6icos. Ao cita-los, Paulo provavelmente nao estava fazendo qualquer tentativa de impressionar sua audiencia com sua grande sabedoria e treina- mento, mas, sem dfivida, tentando colocar-se no mesmo terre- no que seus ouvintes, para ganhar sua confianca, fazendo, as- sim, com que alguem ouvisse sua mensagem. (32·14) Atos 17: 15-34. Por Que Raziio Paulo Visitou a Cldade de Alenas? A cidade de Atenas, capital da Grecia, era uma das maravi- lhas do mundo antigo. Embora ja se encontrasse num estado geral de decadencia na ocasilio em que a visitou, ela havia sido antigameote a cidade que orgulhosamente possuia os maiores genios !ntelectuai5, o mai's profundo conhecimento filos6fico. e dotada do maior esplendor arquitetonico da antigilidade. Seus habitantes, ate mesmo durante esse triste periodo de sua hist6ria, orgulhavam-se de sua brilhante heranca artistica. Fo- ram feitas diversas tentativas de preservar e restaurar Atenas a sua antiga grandeza. No primeiro seculo da era crista, Atenas era literalmente uma cidade-estado livre, que tinha o privili:gio de desfrutar da prote~ilo de Roma. Muitos de seus mais notaveis edificios ain- da continuam em pe. Destacado entre eles, estava o Agora ou Mercado. Os homens mais notaveis da cidade reuniam-se Ia diariamente para ouvir debates, tratar dos assuntos da cidade e aprender, se possivel, algo de novo (Atos 17:21). Consideran- do que a mensagem de Paulo continha aJgo novo. ele cena- mente foi cercado por uma multidilo desde o primeiro dia. Dc- pois de algum tempo, foi levado ao famoso Are6pago situado na Colina de Mane, por sua grande audiencia, que dizia: " Podemos n6s saber que nova doutrina eessa de que falas?" 286 (Atos 17: 19.) Embora a mensagem de Paulo tenha sido rejeita- da de modo geral, pelo mcnos urn membro da corte suprema, Dionisio, o areopagita, e Damaris, uma mulher do local, entre outras pessoas identilicadas, creram nela. (Atos 17:34.) (32-15) Atos 17:22. "Contudo Vos Vejo Um Tanto Supersticiosos.,. Ao descrever o discurso que Paulo proferiu na Colina de Marte, nossa versilo da Blblia usa duas palavras que geralmen- te confundem a verdadeira conotac;ilo que Lucas lhes queria dar: sLtpersticiosos e honrais. Nessa passagem, Paulo nilo esta insultando sua audiencia grega, acusando-os de serem excessi- vamente supersticiosos, mas sim elogiando-os por serum povo muito religioso. A referenda que ele faz as honras que presta- vam a seus deuses da-nos a ideia de que Paulo havia visto urn grupo de homens em Arenas no momento que se encomravam num ato de adora~ao, mas o que ele realmente viu forarn os objetos, ou deuses que adoravam. Longe de insultar a seus ou- vintes, o prudente ap6stolo estava preparando-os para receber uma mensagem refercme a um Deus que desconheciam. (32-16) Atos 17:26. Paulo Estuva Ensinando a Respeito da Exjsrencia Pre-mortal ao Falar dos " Tempos Ja Danles Ordenados''? Eis aqui urn importante ponto doutrinario que se equipara precisamente aquele ensinado por Moises, que ensina como Deus "distribuia as heranca~ as nacl)es, quando dividia 05 fi- lhos de Adao uns dos outros, p6s os termos dos povos, confer- me ao n(Jmero dos filhos de Israel." (Deuteronomlo 32:8.) 1 implicaca.o doutrinaria dessas escriluras cbastante clara: "Sc o Senhor indicou as nacOes o limite de suas moradas, entll.o de.ve ter havido uma selecao de csplritos para formacao dessa na- r;Oes." (Smith, 0 Caminho da Perfet~ilo p. 35.) 0 Presidente Harold B. Lee tambCm explicou: " ...Gostaria de propor-vos a todos, mais uma vez, a ques- tilo: "Quem sois v6s?" Sois todos filhos e filhas de Deus. Vos- so esplrito foi criado e viveu como inteligencia organizada an- tes da existencia do mundo. Fostes abencoados com urn corpo fisico, em virtude de vossa obediencia a certos mandamentos no estado pre-mortal. Agora nascestes numa familia, na nacao atraves da qual viestes. como recompensa pelo tipo de vida passada antes de virdes para ca, e numa epoca da historia hu- mana, conforme o apostolo Paulo ensinoll aos homens de Att>- nas e o Senbor revelou a Mois~s, detenninada pela lideli- dade de cada urn aos que viveram antes de o mundo ser criado." (Discursos da Conferencia Cera/, ourubro de 1973, p. 94.)
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    ,Jlonto!i al}onberar 0 SENHORDEU-NOS A RESPONSABILIDADE DE AJUDAR TODA HUMANIDADE A SE TORNAR UM "POVO ESCOLHIDO". "Aportai-me a Barnabe e a Saulo para a obraa que oste- nho chamado." (Atos 13:2.) A polavra do Senhor, "apartai-me a Saulo... para a obra", da-nos uma clara evidencia daprerrogativa, da con- dirllo escolhida de Paulo, em virtude da designafi10 divino que recebera. Ela euma reminiscencia do que o Senhordis- seaAnanias, dafrase a que nos referimos no infcio desta li- fllo: "Eie e para mim um vaso escolhidd. " Ja consideramos na lifliO anterior esse ensinamento rete- rente apreorden~Do de Paulo, que haviasido escolhido hti muito tempo, desde a vida pre-morral. 0 que ocorre a uma pessoa escolhida - um •'vaso esco- lhido" - acontece tambem a um grupo de pessoas escolhi- das- um "povo escolhido. " Quando e escolhido umpovo para cumprir uma determinada missllo na terra, tal nllo acontece para que e/e seja neg/igente ou se ufane, massim, para que realiu um serviro especialque requer queseja de- signado ou separado para isso. Eobvio que um povo esco- lhido nllo seria menos preordenado e cuidadosamente pre- parado parasua missilo coletiva do que uma pessoaescolhi- da seria para cumprir sua missllo individual. Todavia, nllo existe um povo "escolhido", no que diz respeito aoportunidade de receber todas as blnfiJos do evangelho, pois elas silo concedidas a todos. Quando o Se- nhorprometeu aAddo que toda sua posteridade - todaa humanidade - stria alcanfada pelas benfliOs do evange- lho, ele a/egrou-se excessivamente. (Moises 5:9--12.) Essa mesma promessafoi no verdade repelida, quando o Senhor prometeu que todos os descendentes de Noe (toda ahuma- nidade que existiria apos o diluvio) seria chamada pelo Se- nhor e seus servos.(Moises 7:51,52) Porem, existe uma seq/Jlncia, uma determinada ordem, um calendario divino, poderlamos dizer, que prevalece no que concerne as obras do Senhor. Coda um dos filhos de nosso Poi encontra-se colocado em a/gum Iugar de seu ca- lendario, e ele concede a oportunidade a coda ger~llo, a coda n~do e indivfduo de acordo com sua ilimitada sabe- doria e bondade. Observe como Paulo expressa essagrande e emocionante verdade. Leia Atos 17:26,27. 287 Abra4o recebeu a promessa de que todas as pessoas de qua/quer n~llo ou linhagem que obedecessem ao evange- lho seriam adotadas em sua familia literal, e se tomariam stusfl/hos.(tendO, portanto, direitO aben~O do SQ/VOfdO). (Ver Abrallo 2:9--ll.) Paulo era um israelita, eservia no igreja entre outraspes- soas desse mesmo povo. Por seu intermedio os gentios - nllo-israelitas- ouviram o evangelho eforam ado/ados no Jfmflia de Abrallo, para desfrutarem das benrdos a ele pro- metidas. Porem, a maior parte dos israe/itas da epoca de Paulo neg/igenciaram sua missllo. Nilo aceitaram o evan- gelho nem o pregaram aos outros. Assim, Paulo dlsse ae/es as mesmas polavras que Isaias havia proclamado a seus pais. Leia Atos 13:47; ver tambem Isaias 49:6. Eles nllo possulam simplesmente o direito do primogeni- tura, mas sim uma primogenitura de trabalho e servi~o. Em nossos dias, atraves do visita de Moises ao templo th Kirtland, no dia 3 de abrilde I836, foram-nos restauradas e concedidas as chavespara iniciara colig~ilo de Israel. (Ver D&:C I10:I1.) 0 Senhor nos declarou: "Poissois osfilhos th Israel, da semente de Abrallo." (D&:C 103:17.) E nova- mente ele se identificou como "o Deus de vossos pais, o Deus de Abrallo e de Jsaque e Jaco." (D&.C 136:21.) Leia D&:C 29:4. Aflnal de contas, certamente nllo Jomos "escolhidos" para descansar e tera melhor opinillo a nosso respeito, pois qualquer um pode far.er isso/ Voce {eve a oportunidadede fer como o espfrito de Paulo "se comovia em si mesmo", ao ver tantaspessoas que des· faleciam nas trevasporfaitada verdade. (Atos 17:16.) Vod pOde observarsua corajosadisposirilo de enfrentartodasas dificuldades, pagar qualquerp~o. para exercer o seu pri- vi/egio de proporr:ionar a salv~4o a todos os seus seme- lhantes.(Ver Atos 16:24-33.) (32-17) Ser "Escolhido" significa ser "Chamado.'' Nos, santos dos ultimos dias, somos "vasos escolhidos," um povo a quem foram confiadas verdades e privilegios que sllo profundamente necessfuios avida de seus semelhantes. Ha uma tremenda necessidade de pessoas dispostas a fazer tudo o que estiver a seu alcance, para partilhar essas verdades e ben- ~llos com os filhos de nosso Pai, membros ou nllo-membros da Igreja.
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    NAo devemos esperarate que a lgreja nos fa~a urn convite missionario formal, para que comecemos a pregar o evange- lho. Como pudemos ver,ja recebemos esse chamadode propa- gar a Juz aos nossos semelhantes, e obtivemos plena certeza de que seremos bern sucedidos nessa obra de suprema importan- cia: I. Temos a plenitude do evangelho - conhecemos todas as verdades,doutrinase principios necessarios para ensinar e preparar uma pessoa para receber a salvacclo e exaltaciio. 2. Se nos sentim10s sem a habilidade necessaria para ensinar, devemos lembrar-no~ de que. quando contamos com a de- vida motivacclo, temos todo o direito de pedir que o Espi- rito Santo manifeste a veracidade de nosso testemunho aos coracOes daqueles a quem ensinamos. 3. Trabalhamos sob a direcllo do Sacerd6cio, o que significa que todos os atos que realizamos em retidllo seriio aceitos e reconhecidos por nosso Pai Celestial. 288 Semelhantemente as palavras de confianca e apoio que Pau- lo recebeu, foi-nos prometido que nossa obra e sacrificio nclo serclo vllos, pois existem muitas pessoas que esperam apenas ouvir nosso testemunho para aceitar a verdade e gozar da co- munhilo dos santos. Devemos observar bern o chamado que foi feito a Oliver Cowdery e David Whitmer e aplica-lo em nossa vida: Leia D&C 18:9-16. A Colina de Marte e a Acr6pole
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    "E eu, irmlios,quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, nlio fui com sublimidade de palavras ou de sabedoria. Porque nada me propus saber entre vos, senao a Jesus Cristo, e este crucificado." (I Corfntios, 2: I, 2)
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    ~~iio S <!& t!J:estemunbobe ~aulo <!Como Jl{ssion&rio 33. A Vinda do Senhor Jesus Cristo. 34. "Para que a Vossa Fe Nao se Apoiasse em Sabedoria dos Ho- mens." 35. Fazei Isto em Memoria de Mim." 36. "Procurai Com Zelo os Melhores Dons." 37. "A Momentllnea Tribula~io Pro- duz Para N6s urn Peso Eterno de Gloria Mui Excelente.'' 38. "Porque Tudo o Que o Homem Semear, Isso Tambem Ceifara.'' 39. "0 Homem e Justificado Pela Fe!' 40. ••Herdeiros de Deus e Co- Herdeiros de Cristo . 41. Escolhidos Antes da Funda~ao do Mundo. HOMENS SANTOS DE DEUS ESCREVERAM AS ESCRITURAS " ...Nenhuma profecia da escritura e de particular interpretacao. Porque a profecia nunca foi produzida por vonta- de de homem algum, mas os hornens santos de Deus falaram inspirados pelo Espfrito Santo.'' (II Pedro I:20. 21.) A Primeira Presidencia da Igreja de Jesus Cristo Dirigiu Toda a Obr11 Missionirill na Dispensa~iio do Merldiano dos Tempos. Quatorze, dos vime e sete livros do Novo Testamento, foram escritos pelo ap6stolo Paulo. lsso fez com que alguns comentadores do evangelho injustifica- velmente concluissem que a obra desse notavel ap6stolo, juntamente com as epistolas queele escreveu, superou o tra- balho feito por seus irmaos de apostola- do. Porem, ao estudar a respeito desse grande lider, voc~ deve lembrar-se de que "Pedro, Tiago e .Joao atuaram co- mo a Primeira Presidencia da lgreja em seus dias" (Joseph Fielding Smith, Dou- trinas de Salvariio, Vol 3, p. 154.) A obra de propagacao do evangelho ja ha- via alcanr;ado consideravel progresso sob a direr;a:o da Primeira Presidencia, muito antes de Paulo comer;ar seu traba- lho. Foi de acordo com sua orientar;!lo que ele foi enviado aos gentios. (Galatas 2:9). Considerando, portanto, que o Se- nhor revela " muitas grandes e importan- tes coisas pertencentes ao reino de Deus"(nona Regrade Fe), devemos pre- sumir que Pedro e outros irmaos da igre- ja primitiva viajaram e escreveram tanto quanto Paulo. Antes de lermos as cartas escritas por essas antigas testemunhas, seria provei- toso se revisassemos o que se conhece a respeito de suas biografias, das quais vo- ce encontrara esclarecedores resumos em diversos locais do livro de licao deste curso. Etas lhe proporcionarao precio- 291 sos esclarecimentos referentes aos moti- vos que levaram os ap6stolos a proferir determinadas declara9oes. Por Que os Apostolos Antigos se Comunicaram Com a lgreja Atraves de Epistolas ou Cartas. Quando Paulo se converteu ao evan- gelho, aproximadamente no ano 36 D.C., a igreja de Jesus Cristo era urn pe- queno grupo de crentes, raramente co- nhecido alem das fronteiras da Judeia. Cerca de quinze ou dezesseis anos de- pois, na epoca em que ele escreveu suas primeiras duas cartas, ou seja, Primeiro e Segundo Tessalonicenses, a mensagem do evangelho ja havia sido pregada em diversas partes do imperio romano. A igreja estava muito esparsamente estabe- lecida.•e OS metodos modernos de rapido transporte e comunicacao eram total- mente desconhecidos. Alem disso, os converses da igreja provinham de urn mundo cheio de filosofias contraditorias entre si e prejudiciais a alma. 0 maior problema que as autoridades da igreja ti- veram que enfrentar. portanto, foi ode mante-la pura e incontaminada pelas fal- sas filosofias e prlnicas imorais da epo- ca, e de comunkar as suas orientar;Oes com a maior brevidade possivel. 0 meio mais rapido pelo qual podiam resolver as
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    ~e¢o 8 necessidades eproblemas locais era atra- ves de urn emissano, que levava suas ins- tru~oes diretas, ou por meio de cartas di- rigidas aos lideres do Sacerd6do.(2 Tes- salonicenses 2:2.) Foi devido a essas difi- culdades que Paulo, obviamente sob a direc~o da presid~ncia da igreja, recebeu poderes para colocar em ordem muitos ramos que ele mesmo havia fundado. A maior parte desse trabalho foi feita por meio de epistolas, quatorze das quais se acham registradas no Novo Testamento. Nele tambem se encontram algumas car- tas escritas por outros llderes do Sacer- d6cio, como Pedro, o presidente da lgreja, e dos ap6stolos Tiago, Judas e Jollo, este provavel sucessorde Pedro na presid~ncia, depois que ele foi martiriza- do. Cada uma de suas cartas foi escrita para incentivar e instruir os santos dis- persos por toda parte, ou para combater a beresia que minava a igreja, Em que Sequencia Hi~torica Foram Escritas as Canas? Atraves do detalhado relato hist6rico feito por Lucas no livro de Atos, e devi- do a outras aluWes internas que se en- contram nas pr6prias epistolas, temos apenas uma ideia geral a respeito de quando foram escritas a maior parte das cartas do Novo Testamento. Nao pode- mos, obviamente, determinara data~ cisa em que foram redigidas. Algumas parecem ter sido escritas dutante a st> gunda e terceira viagem missionana de Paulo, aproximadamente em 50 e 60 D.C; outras, durante seu primeiro e se- gundo aprisionamento em Roma, cerca de 61 a 68 D.C., e outras ainda durante o final do primeiro seculo. Uma delas, a do livro de Hebreus, nllo nos da qual~ quer evidEncia cronol6gica, sendo, por- tanto, dificil sugerir acuradamente qual- quer periodo em que foi escrita. A cro- nologia das cartas de Paulo usada neste manual eessencialmente a que foi usada pelo Dr. Sidney Sperry, em seu livro The Life and Letters of Paul (Bookcraft Inc., 1955.). Para maior informacllo a respeito da cronologia do Novo Testa- memo, veja o Grafico Hist6rico do No- vo Testamento, na s~llo central. BIOGRAFIA Paulo, o Mlsslonario Ap6s sua conversllo, Paulo foi leva- do a Damasco, onde Ananias, que pr9- vavelmente era o oficial presidente da igreja local, ajudou a curar sua cegueira. Depois disso, ele foi batizado e recebeu o dom do Espirito Santo. Seu rapido progresso no entendimento de sua nova fe, e o treinamento que recebera nas es- crituras antigas foram tilo profundos, que dentro de pouco tempo, ele se tor- nou capaz de confundir os llderes judai- cos em Damasco, provando que Jesus era o Messias hA muito esperado. Apro- ximadamente nessa epoca, ele partiu pa- ra a Ara6ia, a fim de preparar-se espiri- tualmente (Galatas 1:17), e Ia, isolado do mundo, e possivel que suas oracoes e medit~oes tenham sido tao poderosas, que ele aprendeu o evangelho atraves de revelacllo direta do Salvador. (Galatas 1:11,12.) Desoonhecemos o local exato e quanto te:mpo Paulo permaneceu na Arabia, po- rirn sabemos que, ao termina-lo, estava preparado para comecar seus labores missionanos. Ele retomou a Darnasco e ensinou novamente nas sinagogas judai- cas. Desta vez. sua pregacllo acendeu de tal modo a ira dos judeus, que eles pr~ curaram mata-lo. Alguns membros da igreja o ajudaram, fazendo com que bai- xasse dentro de urn cesto, ao !ado exte- rior da muralha que cercava a cidade, e o encurralado llder pOde fugir para Jeru· salem. Talvez durante sua estada em Jeru- salem, Paulo tenha aprendido muita coi- sa de Pedro a respeito da vida mortal e ministerio do Salvador. Ele aproveitou o tempo em que Ia esteve para pregar o evangelho nas sinagogas. Suas palavras 292 eram dotadas de tal vigore eficacia, que enfureceram os IJderes judeus e eles determinaram-se firmemente a mata-lo. Seus pianos, entretanto, nllo surtiram qualquer efeito, pois o Salvador inter- veio para salvar a vida de Paulo. 0 Se- nhor apareceu-lhe em visllo, enquanto ele estava orando no templo e avisou-o de que devia deixar a cidade. Obedecen- do a seu conselho, fugiu de Jerusalem, e com a ajuda dos irmi},os da igreja, dirigiu-se a Cesareia, e de Ia voltou a Tarso, sua cidade natal e capital da pro- vincia da Cilicia. Enquanto Paulo permaneceu na CHi- cia e provlncias vizinhas da Siria, pregou com grande poder, e tantas pessoas fo- ram convertidas, que a noticia de seu su- cesso chegou ate os irmllos de Jerusalem (Galatas 1:21-24). Posteriormente, quando Barnabe precisou de alguem que o ajudasse no ministi:rio, sem duvida foi influenciado pelo conhecimento que possuia da eticiencia de Paulo como missionario, e foi procura-lo em Tarso, persuadindo-o a ajuda-lo em seu minis- terio na Anti6quia (Alos 11:25,26). Nes- sa ocasillo, foram arrecadados fundos de socorro para serem enviados aos mem- bros pobres da igreja que residiam em Jerusalem, para onde os dois lideres par- tiram, levando o tAo necessario auxilio aos santos. (Atos 11 :29-31.) No livro de Atos, Iemos a respeito das suas tres viagens missionarias de que te- mos conhecimento, e das cinco visitas que fez a Jerusalem. As epistolas de Paulo, varias das quais foram escritas durante suas vi(lgens, muito nos ajudarn a compreender os detalhes de sua vida e ministeno apost6lico. Ao terminar sua terceira viagem, Paulo voltou a Jerusa- lem, onde os soldados romanos o livra- ram da morte certa nas mllos da turba de judeus furiosos. Quando o capitao ro- mano soube que ele era cidadao romano e que os judeus haviam feito uma cons- pira'OilO para maui-lo, destacou centenas de soldados para leva-lo a Cesareia, on- de poderia ser protegido e julgado por Felix, o governador romano.
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    Anti6quia ficava 300 milhas ao Nortede Jerusalem • Damasco 293
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    0 ... Primeira e segundaCartas de Paulo aos Santos de Tessalonica, Aprox. 52- 53 D.C. Escritas de Corinto, Durante a Segunda Viagem Mission{uia de Paulo (I Tessalonicenses) 0 EvangelhoVern em Palavra e Poder. I: 1-10 0 Exemplo de Paulo em Tessalonica. 2: 1-I2 A Fee Paciencia dos Conversos. 2:13-20 A Missao de Tim6teo em Tessalonica. 3:1-13 Viver em Santidade e Caridade. 4:1-12 Os Santos Salvos na Segunda Vinda. 4:13-18 Os Santos Sabem Qual e a Epoca da 5: I-11 Segunda Vinda. Os Santos Prudentes e Aplicados 5:12-28 (ll Tessalonicem Os Iniquos Serao Condenados na Segunda Vinda. A Apostasia Preceden1 a Segunda Vinda. Perseverar Para Obter a Gloria Eterna. 1:ll ~ 2:1-1 2: I3- Orar Para Que o Evangelho Triunfe. 3:I-5 Apartar-se dos Ap6statas. 3:6 Combater a Indolencia. 3:7-1
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    33 ~ ~inba bo ~tnborJesus ~risto TEMA: Todos os que seguem os profetas vivos es!llo preparados pa- ra a segunda vinda de Cristo. INTRODU~AO No inlcio de sua segundo viagem missionaria, Paulo dirigiu-se para Tessalonica. Que magnificos experiencias e sentimentos se encontram no singelo re/ato que Lucas fez dessa visita. "E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles (a sinagogajudaica em Tessalonica), epor tres sti- bados, disputou com eles sabre as Escrituras." (Atos 17:2) Assim era Paulo, cujo itinerario de viagem foi mudado duos vezes pela injluencia do Espfrito Santo, ajim de leva- to diretamenteaMacedonia. Esse era Paulo, que, perturba- do pela insistencia de umajovem filipense que tinha um es- pfrito maligno, voltou e expulsou-o dela. Esse era Paulo, que, embora ja fosse meia-noite e seuspes estivessem pre- sos aosgrilhiJes daprisiio, esuascostas doessem laceradase ensagflentadas pelos repetidos a~oites que recebera, cantou hinos de louvor aDeus. 0 apostolo que testijicou aos tessa- lonicenses a respeito do poder que Cristo possufa para Iiberta-los do pecado foi o mesmo que, em Filipos, viu as portas da prisiJose escancararem eromperem-se osgrilhiJes que o prendium, pela forra de violento terremoto. 0 mis- , sionario que chegou a Tessalonica para batizar o povo, foi o mesmo que, ignorando a singular oportunidade de liber- tarilo que /he proporcionara o terremoto, preferiu perma- necer e batizar o aterrorir.ado carcereiro. 295 Essasforam asexperienciaspelas quais esse grande ap6.s- to/o passou ao chegar em Tessalonica, (razendo a mensa- gem de Cristo. QuOo precioso seria, se tivessesido preserva- do urn registro dos sermoes que ele proferiu naqueles tres sabados sucessivos. Sabemos muito bem que e/e falou de Cristo aosseusouvintes (ver Atos 17:3), maspodemos ape- nos imaginar asperguntas quefez, ashistorias que relatou e as escrituras que usou. Certamente, debateu a respeito d~ segundo vinda do Salvador, pois, quando foi expulso da ci- dade pelos iradosjudeus, ele escreveu cartas aos conversos daquela regiiJo, eseus temas tratavam profundamente desse assunto. Ao fer essasduas cartas, lembre-se daspalavras do Presidente Brigham Young, quando formu/ou a seguinte pergtmta: "Eslais preparados para o dia da vinganra vindoura, quando o Senhor consumira os infquos com o resplendor de sua vinda? NiJo. Entilo nilo sejais tilo ansiosos de que o Senhor ace/ere sua obra. Centralizamos nossa ansiedade · apenas num unico objetivo, que e o de santijicar os nos- sos cora~oes, purijicar nossos sentimentos, preparand9- nos, assim, para suportar os eventos que logo virdo sobre nos. Essa deve ser nossa preocupa~iio, nosso estudo e ora- ~i1o didria... Procurai ter o espfrito de Cristo, para quepos- samos esperar os tempos quese aproximam. Esse eo nosso dever. "(Deseret News [Salt Lake City], I de maio de 1861.) City], 1 de maio de 1861.) Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro.
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    <ttomtnt&rio!) 3lnterpretatibo.U J TESSALONICENSES. (33~1)1 Tessalonicenses 1:1. Por que Paulo Escreveu aos Tessalonicenses1 e Quando Forarn Escritas as Cartas? Os missionfuios fcram expulsos de Tessalonica pelos irados judeus (Atos 17:5,10). Paulo partiu para Bereia, dcpois para Atenas, e de Ia para Corinto, onde Silas e Tim6teo se juntaram a ele. Paulo emao enviou Tim6teo de volta a Tessalonica, para verificar as condi~oes do ramo. Enquanto ele se encontrava entre os santos daquela cidade, observando a situa~ao do ramo re.cem-criado, provavelmente aconselhou e consolou os membros, fazendo-os lembrarem-se dos deveres e compromissos que haviam assumido para com o evangelho, Logo depois, ele voltou a Corinto e fez urn relato a Paulo, mediante o qual o ap6stolo, dada a experiencia que ti- vera em Tessalonica. pOde escrever ao3 santos, elogiando-os por seus exemplos cristaos. Ele escreveu-Jhes uma mensagem de consolo e estimulo, pa- ra que pudessem continuar a suporlar as persegui~oes e injusti- ~s, e que permanecessem fieis afe no Senhor Jesus Cristo. Ao escrever aos membros, a maior parte dos quais parecem ter si- do gentios, e nao judeus, antes do batismo, o livro chama a atencao para problemas que provavelmente cram peculiares aos gentios conversos. Os tres problemas principais que en- frentavam os gentios conversos de Tessalonica parecem ter si- do os que se referiam a quest6es de solidariedade social, pure- za sexual e trabalho honesto. Sea maior parte dos santos de Tessalonica fossem judeus conversos, veriamos que e1es nao teriam tal tipo de problemas. Por que? Porque os judeus ja ti- nham profunda vivencia da lei mosaica, que estimulava os !a- cos sociais C familiares, especialmente OS ultirnOS, desencoraja- va a transgressao sexual e dava enfase a norma de trabalhar seis dias por semana. As cartas dirigidas aos tessalonicenses foram, pelo que po- demos determinar, escritas de Corinto diversos meses depois que Paulo partiu da Macedonia, provavelmente no final do ano 52 D.C. (33~2) 1 Tessalonicenses 1:1. Quem Eram Silvano e Timoteo? Silvano euma outra forma do nome Silas. Acredita-se que ele i: a mesma pessoa que acompanhou Paulo em sua segunda viagem missionaria. (Ver o comentario feilo sobre Atos 15:40.) 296 A respeito de Tim6teo, ver o perfil biografico no inicio da se~ao 11 . (33-3) 1 Tessalonicenses 1:10. De Que Manclra os Santos Podem Escapar da Ira Futura? 0 Profeta Joseph Smith declarou: "Sentimos em nossa mente a forte impressao de que os san- tos devem valer-se de quaJquer oportunidade que lhes possa ser oferecida, a fim de conseguir estabele.cer-se sobre a face da terrae fazer todos os preparativos que estiverem a seu alcance, para as terriveis tempestades que se estao acumulando nos ceus, urn dia de nuvens escuras e tenebrosas e densas trevas, fato ja mencionado pelos profetas. Este dia nao pode estar muito distante. (Eosinamentos. p,l37.) A 'ira futura' e a 'desolar;ilo da abominar;ao que espera OS iniquos, tanto neste mundo como no mundo futuro." (D&C 88:85.) (33-4) 1 Tessalonlcenses 2:2. 0 Que Significa "Falar o Evange· lho de Deus Com Grande Combate?" Acredita-se que o lermo combate, que se encontra no versi- culo 2, deveria ser traduzido como "conflito" que significa o esforr;o exterior ou interior. Muitas vezes eusada a palavra oposiriio no Iugar de cornbate, porem seja qual for a interpr~ tacao dada ao texto, parece bern claro o fato de que Paulo s6 conseguiu pregar o evangelho entrando em conflito com os ju- deus e gentios antagonicos, Jutando poderosamente contra as provacoes mentais e passando por grandes vicis~itudes. Como aconteceu a Paulo, tambem os missionaries modernos tern que enfrentar tais afli~oes e resistencia- membros antagonicos, du- vida~ e tentacoes engendradas pelo demonio e ate mesmo difi- culdades flsicas e financeiras. lmitando o exemplo de Paulo, os missionaries de hoje as vencem e se mantern firmes na ver- dade da mesma forma que ele fez: pela perseveranca originada da fe no Senhor Jesus Cristo. (33-5) J Tessalonicenses 4:3~5. 0 Que Significa "Possuir o Seu Vaso em Santifica~iio e Honra?'' A palavra vaso, que se encontra nessa passagem, deve ser in- terpretada como "corpo". Os homens e mulheres devem con- trolar seus corpos, respeira-los como templos de Deus e honra- los. Nao devem usa-los como urn instrumento para obter satis- fa~oes sensuais. "Ser santificado significa tornar-se limpo, puro e sem man- cha, livre do sangue e pecados do mundo; tornar-se uma nova
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    criatura do EspiritoSanto, uma pessoa cujo corpo foi renova- do pelo renascimento espiritual. A santifica~ao eurn estado de santidade, que s6 podemos alcan~ar cumprindo as leis e orde- nan~as do evangelho. 0 plano de salva~o eo sistema e meio pelo qual os homens podem santificar suas almas e se lorna- rem, assim, dignos de receber uma heran~a celestial." (McConkie, Mormon Doctrine, p.675.) (33-6) 1 Tessalonicenses 5:2. "Porque Vos Mesmos Sabeis Muito Bern Que o Dia do Senhor Vira Como o Ladriio de Noi- te." N1lo sei quando ele vira. Nenhuma pessoa sabe. Ate mesmo os anjos dos ceus nada sabem a respeito dessa grande verdade. (Ver Mateus 24:36,37.) Mas de uma coisa tenho certeza, que que ossinois ossinalados estilo aqui. A terra esta cheia de cala- midades e problemas. Os cora~Oes dos homens estilo vacilan- do. Vislumbramos os sinais da mesma forma que vemos brota- rem folhas da figueira e, sabendo que o tempo esta as portas, compete a mim e a vos, todos os homens que vivem sobre a fa- ce da terra, atender tis polavras de Cristo, a seus ap6stolos, e vigiar, pois nilo sabemos o dia e a hora. Porem vos digo que ele vira como o ladr1lo na noile, quando muiros de nos niio es- taremos preparados para tal ocosiilo. (Smith, Doutrinas de Salva~i1o, Vol. 3, pp. 52-53.) Paulo compara a vinda do Senhorcom um ladriio no nol- le. Em outras polavros, ele vira: 1. lnesperadamente. 2. Sem A visor. (Veja tambem D&C 106:4,5.) Porem etaproduzlrd ejeitos diversos naspessoos, porque existem basicamenre dois lipos de indivlduos. Continuando a analog/a do dia e da noite. Paulo as enquadra nos duos condiflJes seguintes: Os Filhos da Noite Silo os pessoos do mundo que vivem nos trevas, que nllo "verilo" os sinais indi- cadores da aproximafllO desse grande evento. 0 "dia do Senhor" ser6 para elas urn dia terrivel. Os Filhos do Dia Silo aqueles que vivem na luz e verdade, e "veem" os sinais de advertencio, estan- do, ossim, preparados espi- rirualmente para a vinda de Jesus. Para eles, o "dia do Senhor" sera um grande evento. 297 Paulo ndo descreve ou discute o coso dosfilhos da noite com maiores detalhes. pois nilo enecessaria uma prepara- fOO ou qua/ificaftJO especial para ser um deles. Porem, ele claramenre define como uma pessoa pode tornar-se um fi- lho do dia: taispessoosserdo sobrios, isto e. reconheceriio 0 quanto a vida e uma coisa projundamenteseria, ea necessi- dade de se prepararem espiritualmente. Elas deixariio que "as solenidades do eternidade descansem em suos mentes." (D&C 43:34./Osfilhos do dia rambem se revestiriio dos trb grandes atributos, quest1o aje, o amoreaesperanfa de sai- VaftJO (I Tes. 5:8) e a/em disso, esjorfar-se-iio para melho- rar o seu relacionamento com Deus e os homens. Paulo alista sete maneiras especfjicos de se fazer isso. Leia novamente 1 Tessalonicenses 5:11-15 e aliste os pos- sosque osSantosprecisam dar para melhorarseu relaciona- mento com o proximo. Leia novamente I Tessalonicenses 5:16-22 e relacione as medidasque ossamosdevem tomarpara melhoraro seu re- /acionamento com Deus. Paulo promete-nos que, sefizermos isso, Deus nossanti- /iCilr6, e esse processo ou purificarilo faro com que todo o nosso "espfrito, e alma e corpo sejam plenamente conser- vodos irrepreensfveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:23.) (33-7) Tessalonicenses 5:12-13. " Reconhecerei os Que Traba- lham Enlre Vos, e Que Prcsidcm Sobre Vos no Senh'or." Os membros da igreja devem ter o mais profundo apre~o pe- los lideres que os presidem, e devem evitar todo o espirito de critica e maledicencia. Entre eles deve prevalecer uma atitude de colabora~ao, louvor sincero, bondade e tolerancia. Deve-se prestar o mesmo respeito e honra a todos os que tra- balham para construir o reino. Como os portadores do Sacer· d6cio podem obter tal honra? Os homens da lgreja receberam o seguinte conselho, de grande valor: ''Se honrardes primeira- mente em vos mesmos o santo Sacerd6cio que possuis, honra- lo-eis tambem naqueles que vos presidem e naqueles que administram nos diversos chamados da lgreja." (Joseph F. Smith, citado por F.W.Otterstrom, em "A Journey to the South," [1mprovemenre Era, Vol. 21, p. 106.) Dezembro de 1917.) 0 Presidente Smith tambem da o seguinte conselho as mulheres da lgreja: "Se honrardes o santo Sacerdocio que vos- sos maridos, pais e filhos possuem, honrareis o Sacerd6cio e chamado daqueles que vos presidem e das pessoas que admi- nistram nos diversos chamados da Jgreja." (33-8) I Tcssalonicenses S:14. "Consolar os de Pouco Animo."
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    ~e¢o 8 A frasede pouco animo talvez seria mais bem traduzida co- mo "covardes", ou "tlmidos". A admoesta~!o recebida foi a de consolar aqueles que n!o tinham coragem ou determina~o de viver o evangelho." (McConkie, DNTC, Vol. 3, p.58.) (33-9) 1 Tessalonlcenses 5:19. "Niio extlngais o Espirito." "Na verdadeira lgreja, sempre havera poderosas manifest&· ~oes do Espirito de Deus. A tendencia de limita-las ou extingUi-Jas completamente e uma tentacao do mundo." (McConk.ie, DNTC. Vol. 3, p. 58.) (33-10) 1 Tessalonicenses 5:26. 0 que Paulo Queria Dizer Com a Expressiio "Saudal a Todos os Jrmiios com Osculo Santo?" "Saudai a todos os irmAos com uma saudacao santa." ll TESSALONICENSES (33- 11) 0 Tcssnlonicenses I:9. "Que ~ a Perdi~ao Eterna'?" Padecer a perdi~o eterna s1gmfica ter a morte espiritual, que signifies "ser expulso da presenca de Deus e morrer para tudo o que diz respeito As coisas da justi~a." (McConkie, DNTC, Vol. 3, p. 61.) (33-12) fl Tessalonicenscs 2:2. 0 Que Significa a Frase "Quer por Epistola Como de Nos?" Na Versdo inspirada,l<.'rnos: "Que nao vos movais facilmen- te do vosso entendimento, nem vos perturbeis por epistola, a nao ser que a recebai~ de n6s; nem por espirito nem por pala- vra como se o dia de Cristo estivesse ja perto." (Enfase acres- cemada) [Traducao livre do original) (33-13) fl Tcssalonicenst-s 2:3. Quale a "Apostasia'' Que Deve Ocorrer Antes da SeKunda Vinda? A palavra grega que Paulo usa eApostasia, da qual se deri- vam as palavras portuguesas apostasia, apostatar e ap6stata. Essa palavra significa literalmente revoltor-se, mas no uso co- mum grego, eta significa revolla politica ou mundana de for- mas de govemo. A passagem que se encontra em Tessalonicen· ses e uma referenda aapostasis que deveria ocorrer antes que o Senhor voltasse aterra, para reinar com majestade e poder. (33-14) nTessaJonicenscs 2:3. Quem Sao OS "Filhos de Perdl- ~iio?" Satams e aqueles que com ele se rebelaram contra Deus nos ceus, l'oram expulsos e se tornaram conhecidos como os filhos 298 de perdillO. Esses espiritos rebeldes "esco/herom deliberada- mente o mal depois de conhecerem a luz. Participaram cons- cientemente da rebeli4o, enquanto viviam na presen~a de Deus. Sua mjssao na terra eprocura· destruir a alma dos he- mens e torna-los ulo desgra~ados como eles pr6prios." (Smith, Doutrinasde SaiYafllO, vol. 2 p. 218.) A palavraperdi~ilo e de- rivada do latim perditu.s, perdere, que significa destruir, e Sa- tanas echamado de destruidor (D&C 76:26). Ponanto, nessa passagem, Paulo esta-se referindo a Satanas. (33-15) II Tesssalonlcensl's 2:7. Que c o ''Misterio da lnjusti~a?'' ''A expressllo aparentemente obscura 'ha um que agora re- siste', pode ser prontamente compreendida como uma declara- ~llo de que o espirito de iniqUidadeja era ativo, embora tivesse sido combatido ou resistido num certo tempo; e que mais tar- de, mesmo essa resistencia seria removida eo esplrito maJefico assumiria o poder. Na versao revisada do Novo Testamento. essa passagem eapresentada assim: ·A injusti~a ja opera, so- mente hil um que agora resiste, ate que do meio seja tirado." "0 que ou quem emencionado como resistencia 1s for~as da iniqUidade naquele tempo, tern dado motivo a especula- c;Oes. Alguns escritores dizem que a presenca dos ap6stolos operava nesse sentido, enquanto outros acreditavam que a for· ~a e resistSncia do governo romano eque assim agiam. Esabi- do que a norma romana era desfavorecer as contendas religio- sas, permitindo uma grande liberdade nas formas deadora~ao, conquanto os deuses de Roma nao fossem difamados nem seus sacrfuios desonrados. Enquanto a supremacia romana declina- va, "o misterio da injustica" se associava aigreja ap6stata e operava praticamente sem resistencia. ··A expressao 'misterio da injusti~' como foi usada por Paulo, e significativa. Proeminentes entre OS primeiros desen- caminhadores da fe crista, estavam aqueles que atacavam vio- lentamente sua simplicidade e sua destitui~llo de exclusividade. Essa simplicidade era t1!.o diferente dos segredos do judaismo e- dos misteriosos ritos pagaos, que chegava a serum desaponta- mento para muitos; e as primeiras alteracoes na forma da ado- rac!lo cristli foram marcadas pela introducclo de cerimonias misticas." (Talmage, A Grande Aposta.sia, pp. 46-47.) De acordo com a Revisllo lnspirada, a declaracao "ate que do meio seja tirado'', rcfere-se a Satanas, que estava ainda causando miseria, infelicidade e pecado por todo o mundo. Ele continuara essa obra ate que seja acorrentado pelo Senhor no inicio do mil@nio. Na Revisllo lnspirada, Iemos o seguinte: " Porquc ja o misterio da iojustica opera, ele eo que faz ope-
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    rar, e Cristopermite que trabalhe, ate que se cumpra o tempo em que ele sera tirado do caminho." [Tradu~llo livre do origi- nal em ingles.] (33-16) Jl Tessalonicenses 2:9. Salamis Tern Poder Para Operar Sinais e Prodfgios? Satanas tern grande poder para produz.ir sinais e prodigios. Ele tern a habilidade de imitar os milagres de Deus, como por exemplo o que fizeram os magkos da corte do farao, ao pro- duzir uma contrafa~ao de milagres de Moises e Aarllo (.£xodo 7,8). Satanas tern poder sobre os elementos. Ele eo mestre da fraude, e pode aparecer como urn anjo de luz, (II Cor. 11:14.) Ele e urn grande orador, e possui tambem o dom de linguas. Muitos sao os poderes que ele pode usar para desencaminhar os homens. Os espiritos que o acompanham possuem a mesma capacidade, apenas que em menor grau. (Apoc. 16:14.) Mas, embora Satanas possa fazer t'Udo isso, "seu poder e limitado; e o poder de Deus nao tern limites." (Young, Discourses ojBrig- ham Young.) (33-17) nTessalonicenses2:U . Deus Procura Enganar O.'l Ho. mens? Deus nllo procura enganar os homens, pois ele eurn Deus da verdade e nll.o pode mentir (D&C 62:6; Deuterom8nio 32:4.} Ele permite, porem, que eles creiam no que bern entenderem. Se escolherem aceitar a mentira, o Senhor nlo os for~a a fazer o contrario. " ...Se o homem tern que ser recompensado pela retidio, e punido pelo mal que pratica, .entllo a justi~a requer que Jhe se- ja dado o poder de agir independentemente. 0 conhecimento do bern e do mal e sumamente imponante, para que o homem possa progredirsobre a terra. Se ele sempre fosse forcado a fa- zer o bern, ou fosse irremediavelmente induz.ido a praticar o mal, nllo poderia receber as b@n~aos relativas ao primeiro ca- so, nem o castigo por suas transgressOes... "Deus encontra-se entronizado na eternidade, e parece-me que deplora os resultados inevitaveis dos desatinos, transgres· sOes e pecados de seus filhos desobedientes, mas olio podemos culpa-lo por isso, como olio poderiam'os ~lpar a urn pai que dissesse a seus filhos, 'Ha dais caminhos, meu filho, que voce pode seguir, urn que conduz adireita, e outro aesquerda. Se- guindo o primeiro, ele o conduzira ao sucesso e felicidade; se trilhar o da esquerda, ele lhe proporcionara miseria e sofri- mento, e talvez a mone, mas pode escolher o que lhe parecer melhor.'...(McKay, Pathways to Hapiness, pp.90-94.) Paulo esta sugerindo, portanto, que Deus permite que os homens se- jam iludidos, porque nllo "receberam o amor da verdade para se salvarem." (Vers.IO.) 299 cteapitulo 33 (33-18) nTessalooiceoses 3:6. Espera-se ReaJmente que Evite- mos "Todo Irmiio Que Andar Oesordenadamenle"? "Os inimigos que temos dentro da Jgreja, os traidores da causa de Cristo, os cuJtistas que corrompem as normas e dou- trinas que conduzem asaJva~llo, frcqUentemente arrastam ou- tros junto consigo, e urn numero cada vez maior de almas per- de a heran~a no reino celestial que tanto esperavam. Quando tais cultistas e inimigos oferecem firme oposicilo algreja e pro- coram converter outras pessoas asua posi~:lo discordante, a sabedoria nos maoda, como Paulo ensinou, que nos aparte- mos deles, e os deixemos nas milos do Senhor." (McConk.ie, ONTC, Vol. 3 p.66.) (33-19) (I Tessaloniccnses3:8. 0 Que Significa a Frase "Nem de Gra~a Comemos o Piio de Homem Algum?" ''Ate mesmo Paulo e seus companheiros de ministerio, que tinham de fato o direito de receber o auxilio temporal dos san- lOS, acharam por bern dar urn ex:emplo de auto-suficii!ncia. Existem certos perigos num ministerio pago." (McConkie, DNTC, Vol.3, p.67.) (33-20) UTessaloniceoses 3:16. Como o Senbor Pode Dar-nos "Paz de Tuda a Malleira?" •·A paz que Cristo oferece nao vern atraves das coisas super- ficiais da vida, nem podemos recebe-la de qualquer outro mo- do, a olio ser que brote no cora~llo do individuo. Jesus disse a seus discipulos: 'Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou: n:lo vo-la dou como o mundo adA...' (Jollo 14:27.) Assim o Filho do Homem, o executor de sua propria vontade e testamento, deu a seus discipulos e ahumanldade a 'primeira de todas as ben~llos" . Foi uma heran~a condicionada aobedii!ncia aos principios do evangelho de Jesus Cristo. Epor esse meio que ela elegada a cada individuo. Ncnhum homem pode viver em paz consigo mesmo ou com Deus, se nilo for tiel a si proprio, se transgredir a lei do direito no que concerne a sua pessoa, sa- tisfazendo suas paixoes e apetites, cedendo atenta~llo contra a for~a de sua consciencia acusadora, ou, no trato com seus se- meJhantcs, nllo sendo digno da confian~a que nele depositam. Aquele que transgride a lei, jamais consegue alcan9ar a paz. pois ela s6 vern aquele que obedece a ela. Essa e a mensagem que Jesus quer que proclamemos. aos homens.'' (David O.Mckay, em CR, outubro de 1938, p.J33.) ~ontos a ~onbttat "SE ESTIVERDES PRONTOS, NAO TEMEREIS."(D&C 38:30.)
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    Muitas v~es. htipessoasquesentem muilo medoao pen- sarnasegunda vindado Senhor. Elascostumam dizer: ..H6 rontos ocontecimentos terriveis que foram profetizados, que espero morrer antes que ele volte novamente d terral" Taissenlimentos sao }uscificados? Teriio qualquer esperan· ~a OS jusros que viveram na epoca da Segurula Vinda? (33-21) Os Que Seguem as Palavras dos Profclas Niio Precisariio Temer. "Meu texto de hoje vern de uma revelac11o do Senhor a Jo- seph Smith, o Profeta, em uma conferencia da Igreja, a 2 de janeiro de 1831: " ...se estiverdes prontos, n11o temereis." (D&C 38:30.) ''Na s~llo 1 do notavel Doutrina e Convenios, urn dos li- vros das escrituras modernas, Iemos estas palavraS: "Preparai-vos, preparai-vos. para o que esta por vir..." (D&C 1:12.) Mais adiante, nesta mesma revela~t11o, encontram-se es- tas palavras de advertencias: " ...Eu, o Senhor, sabendo da ca- lamidade que devera vir sobre os habitantes da terra..." (D&C I:17.) "Quais serllo algumas das calamidades para as quais deve- mos estar preparados? Na Sec;ao 29, o Senhor nos adverte con- tra " ...uma grande chuva de pedras {que) vira para destruir as colheitas da terra" (D&C 29: 16.) Na sec;ao 45, Iemos sobre " ...uma praga superabundante; pois uma doenc;a desoladora cobrira a terra". (D&C 45:31.) Na sec;ao 63, o Senhor declara: l<d . becrete1 guerras so re a face da terra..." (D&C 63:33.) "Em Mateus, capitulo 24, Iemos sobre "fomes, e pestes e terremotos..." (Mateus 24:7.} 0 Senhor declarou que essas e outras calamidades ocorreriam. Semelhantes profecias pare- cern nlio ser condicionais. 0 Senhor, com seu conhecimento previo, sabe que elas acontecerllo. Algumas serao conseqUen- cias das pr6prias ac;Oes dos homens, outras das forcas da natu- reza e de Deus, mas que etas virao, isso e ceno. A profecia nao e mais do que o reverso da hist6ria - uma declaraclio dos acontecimentos futuros. ''Ainda, a respeito de tudo isso, o Senhor Jesus Cristo disse:"...se estiverdes prontos, nao temereis" (D&C 38:30). Quais serll.o entlio os meios que o Senhor tern para nos aju- dar a preparar-nos para essas calamidades7 A resposta e tam- bern encontrada na sec;il.o l de Doutrina e Convenios, onde diz: " Portanto, Eu, o Senhor, conhecendo a calamidade que ha- 300 veria de vir sobre os habitantes da terra, chamei meu servo Jo- seph Smith Jr., lhe falei dos ceus e dei-lhe mandamentos. "E tambem a outros dei mandamentos..." (D&C 1:17-18.) " Ele disse ainda; Examinei estes mandamentos, pois sao verdadeiros e fieis, e as profecias eas promessas neles contidas senlo todas cumpridas." (D&C J:37.) "Aqui esta cntll.o a chave- atentar para os profetas. para as palavras de Deus que nos mostrarilo as calamidades que hllo de vir. Pois o Senhor dlz nesta mesma se~ilo: " 0 que eu, o Se- nhor, falei, dissc e nao me escuso; e ainda que passem os ceus e a terra, a minha palavra nao passara, mas sera inteiramente cumprida. seja pela minha pr6pria voz, ou pela de meus ser- vos, nllo importa:• (D&C 1:38.) "Novamcntc o Senhor advertiu aqueles que rejeitarem as palavras inspirac.las de seus representantes: ",, .e se aproxima o dia em que aqueles que nao ouvirem a voz do Senhor, nem a de seus servos, nem atenderem as palavras dos profetas e ap6s- tolos, serilo desarraigados dentre os povos.'' (D&C 1:14.) (&- ra Taft Benson, em Oiscursos da Conferencia Geral, outubro de 1973, pp. 76-77.) (33-22) A Obediencia ea Nossa Unica Seguran~a. "A l.mica seguranc;a que temos como membros desta lgreja c fazer exatamente o que o Senhor disse aIgreja, no dia em que ela foi organizada. Devemos aprender a dar ouvidos As pala- vras e mandamentos que o Senhor der atraves de seu profeta, " ... conforme (ele) os receber, andando em toda santidade diante de mim... como (se fosse) de minha propria boca, em toda paclencia e fe.'' (D&C 21 :4-5.) Havcra coisas que exigirao paci@ncia e fe. Pode ser que voces nao apreciem o que emanar da autoridade da Igreja. Pode ser que venha a contradizer seus ideais politicos, ou talvez seu componamento social. Podera talvez interferir em sua vida em sociedade. Mas, se voces escu- tarem essas coisas, como se vindas da propria boca do Senhor, com fe e paciencia, a promessa eque "as ponas do inferno nllo prevalecerao contra v6s; sim, e o Senhor Deus dispersara diante de v6s os poderes da escuridao, e fara sacudir os ceus para o vosso berne para gloria de seu nome." {D&C 21 :6.) Ha- rold B. Lee, em Discursos da Conferencia Cera/, outubro de 1970. pp. 82-83.) 0 que Stgnifica dar ouvidOJ aosprojetas vivos? tsso quer dizer simplesmenle far.er exatamenre u qut> ties dizem nos momencos de calamidade? Somente as pessoas espirituul menre preparadas suportarfJo~m medo os temposjuturos. AsAulondades Geraisda Jgreja ddo tnuitos conselhosque,
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    emboro niio sejamdiretamente relacionados com o ato de nos prepararmos para as ca(amidodesfuturas, tem um rela- cionamento direto com a espiritualidade. Avalie sincera- mence em seu coro~iJo as seguintes questiJes: • Voce aceita e segue os conselhos dos profetas vivos? • Tal aceitari!o se aplica a diversos (fssunros, como o rtamoro, vestuario e codigos morais, 1<mto qUIInto aos ensinamentos doutrin/Jrios? • Embora tais decisoes no momenta se rejiram apenas ao futuro, voce j/J tomou a firme d~terminar{Jo de que atendera aos conselhos dos profettzs no que diz respeito as mlles que trabalham, alimirarao defami- liapor motivosde convenienciapessoal, educa~tJo ou aumento de hens terrenos, ou qualquer outro tipo de conselho qiJegeralmentefozcom queos membrosjo- vens da lgreja reclamem? (33-23) Um Dos Meios de Nos Prepararmos eCumprir o Programa Atual de Bem-Estar. "Para o justo. o evangelho proporciona uma advertencia antes de uma calamidade, urn programa para as crises, urn re- fugio para cada desastre. "0 Senhor tern dito que aquele" ... dia vern ardendo como forno..." (Malaquias 4:1), mas nos assegura que "aquele que paga o seu dizimo nao sera queimado..." (D&C 64:23.) "0 Senhor nos tern falado de fomes, mas os justos escuta- rao os profetas e armazenarilo suprimentos para urn ano pelo menos, para sua sobrevivencia. "0 Senhor libertou os anjos para ceifar a terra (Discourses of Wilford Woodruff. p.251), mas aqueles que guardam a Pa- lavra de Sabedoria, juntamente com outros mandamentos, e prometido que o anjo destruidor passara como aos filhos de Israel, e nilo os matara..." (D&C 89:21.) "0 Senhor deseja que seus filhos sejam Iivres e independen- tes, nos dias criticos que virao. Mas homem algum e realmente livre, se tiver dividas". " Pense que, ao assumir uma dlvida, voce esta dando a outros poder scbre sua liberdade," disse Benjamim Franklin,""... paga tua divida... e vive" diz Eliseu (11 Reis 4:7.) E em Doutrina e Convenios diz o Senhor: " ... e da minha vontade que as pagueis todas", (as dividas). (D&C 104:78.) " Do ponto de vista da produ~ao, estocagem e tratamento dos alimentos e do conselho do Senhor, o trigo deve ter alta 301 prioridade. A agua, sem duvida, e essencial. Outros alimentos basicos poderiam incluir mel ou a9ucar, legumes, Ieite e seus derivados ou substitutos, esaJ, ou equivalente. A revela9ao pa- ra armazenar generos alimenticios pode ser tao essencial para nossa sobrevivencia temporal hoje, quanto o embarque na ar- ea o foi, nos dias de Noe. "0 Presidente Harold B. Lee nos tern aconselhado que, 'taJ- vez, se nao pudermos pensar em suprimentos para urn ano, co- mo geralmente usamos, pensemos no que precisariamos para nos manter vivos em caso de nos faltar alimentos, e acabare- mos por concluir que seria muito facil estocar mantimentos por urn ano... justamente o bastante para nos manter vivos, se nao tivermos mais nada que comer. Nilo daria para nos engor- dar, mas pelo menos para sobreviver, e se voces pensarem nes- se tipo de estocagem anual, em vez de suprimento para o ano inteiro de tudo a que estamos acostumados a comer, na maio- ria dos casos torna-se completamente impossivel consegui-lo para uma familia media. Acho que chegaremos quase ao que o Presidente Clark nos aconselhou em 1937." (Discurso da con- ferenda de bem-estar, outubro de 1966.) "Ha bent;clos no viver em contato com a terra, em cultivar nosso pr6prio alimento, ainda que seja uma pequena horta em nosso quintal e uma ou duas arvores frutiferas. A riqueza ma- terial do homem brota basicamente da terrae de outros recur- sos naturais. Combinados com a energia humana e multiplica- dos petos seus instrumentos, resultam na riqueza que eassegu- rada e expandida, atraves da liberdade e da retidao. Afortuna- das as familias que tiverem urn suprimento adequado dos ali- mentos proprios para suas necessidades nos ultimos Dias." (Ezra Taft Benson, em Discursos do Conferencia Geral, outubro de 1970, pp. 78-79.) Pode ser que algunsjovens adultos, membros da /greja, nao esle}om ainda em posirao de colocar plenamente em pr/Jtica assugestiJesdo £tder Benson,· todovia, considere os seguintes ensinamenlos ao determinar o que podefazer ItO senlido de preporar-se: • Se voce esolteiro, ou mesmo recem~asado, nllo e provavel que disponha dos meios nec'essarios para adqulrir e armazenar um suprimento suftciente para um ano, mas est6far.endo tudo o que estaao seu al- cance pllra alcan~ar esse olijetivo, de acordo com suas condi{:iJes atuais? J/J incentlvou sua familia a preparar-se e Qjudou-a nesse sentido? Que posi~ilo ocupa o armazenamento domUiico em sua fisto de prioridadesjutur4S?
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    • Existe a/gumped~ode terra, ainda que pequeno, de que voci possa dispor para cultivar legumes ou fru- tas? • Uma das coisas que voel pode controlar e evitar OS debitos e viver dentro de seus recursos. Esta livre de dfvidas? Caso negativo, livrar-se delas e uma das me- las importantesde sua vida? Vocetentajustijicarseu h6bito de contrair dfvidas, dizendo que deve ter um meio melhor de transporte, um Iugar mais coriforta- velpara viver, oudiversos equipamentos recrealivos? J6 tomou a jirme determina~ao de que, ap6s casar- se, so contraird dfvidas para comprar coisas que ndo possam ser obtidas de outraforma? Ja se conscienti- zou de que o costume de nllo pagar as contas, e uma outra forma de roubar? Mesmo que essas preocupa- ~(Jes nllofa~am parte de sua vida, e sejam coisas do futuro, ha outras medidas de prepara~ao temporal que voc~ pode tomar. 302 • Costuma-se dizer que a ger~ao atua/ vive na explo- StJo do conhecimento. S4o poucos os ramos do co- nhecimento que n4opodemosestuc/Qrem livrosfacil- mente obtidos, ou aprendidos nas classes de alguma escola. A arte de costurar, cozinhar, conhecimentos dieteticos, habilidades mdnicas e agrlcolas bdsicas- todas elaspodem ser muito valiosas para voci e seus semelhantesem temposde escassez. Vocl nlloprecisa esperar·casar-se ou conseguir sua independlncia e- conDmica para obter esses preciosos conhecimentos. Imagine a satisfa~llo que sentird ao poder dizer, nu- ma ocasiilo di/fcil: ''Embora eu nao tenhapodido ar- mazenar uma provisllo a/imentlcia comp/eta, tenho conhecimento sujiciente para produzir meu proprio alimento. Embora eu possua multo pouca·coisa-no que diz respeito aos bens temporals, tenho habilida- des que poderi1o contribuirpara o bem comum." Que decis~ vod tomara? ~guir6 os conse/hos dos pro- fetas de Deus, e se tomarJ asslm um Jilho da luz?
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    Terceira Viagem Missionariade Paulo (Atos) Apolo e os Discipulos de Joao Toda a Asia Ouve o Evangelho Milagres de Cura. Exorcistas Nao Conseguem Expulsar Demonios. Efeso. A Rebeliao dos Ourives de Prata. As artimanhas sacerdotais Combatem a Religiao Verdadeira. Troade Paulo Levanta a l:utico dos Mortos. Mileto 0 Adeus, Testemunho e Conselhos. A Caminho de Jerusalem, As Advertencias Profeticas de Agabo. 18:24-28 19:1-7 19:8-10 19:11,12 19:13-20 19:21-41 20:1-12 20:13-38 21:1-17 de Corinto-Escrita de Efeso, aprox. na primavera do ano 57 A.D. (1 Corintios.) Dissensoes entre os 1:1-16 santos. A Verdadeira e Falsa 1:17-3 Sabedoria. Conhecemos a Cristo Atraves do Espirito. 2:1-16 0 Leite Antes da Carne. 3:1-7 Toda Obra Sera Testada 3:8-15Pelo Fogo. "V6s Sois o Templo 3:16,1 de Deus." Os Santos Herdar.ao 3:18-2 Todas as Coisas.
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    (Capitulo 34 34 H tlara<ftue a ~ogga jff j}&o ~t .§pofagge na ~abtboria bo11 J!.)ommg'' TEMA: Os santos dos itltimos dias devem ter toda confian<;a em Deus, ao inves de confiarem plenamente na sabedoria dos ho- mens. INTRODU~AO 0 Presidente Joseph F. Sinith lndlcou, em 1914, que ha- via tris grandes ~rigos que amec1ravam os membi'O$ do Jgreja. Ele declarou o seguinte: "H6 no mfnimo, tres perigos infernos que amearom a lgreja, e as outoridades precisom despertar para o jato de que o povo deve serpreven'ido incessantememe toltlra eles. Sao 0 /isonja de homens prteminentes no mundo, OSjQ/Sos conceitos da educac4o, e a impurezosexuaL"(DouJrinado Evangelho, p. 284.) Aindo nos de/rontamos com esso mesma espkie de ~ri­ gos? Os santos de Corinto en,[rentaram esse tipo de diflcul· dades na epoca de Paulo. Voce est6 desqfiado durante esta /if40 a U4minar cuidadosamente os ensinamentos QU( ele deu oos corfntlos, para que posso veneer algumas dessas provaf6es do odversario. Ames de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. ~ommt&rios 3Jnterprdatibos (34-1) Atos 18:23; 20:38. Panorama da Terceira Viagem Missionaria de Paulo A terceira viagem mission{uia de Paulo foi a maior das tres 305 que ele realizou, tanto em termos de tempo gasto (quatro dias) como em distancia percorrida. Embora Pault> tenha despendi- do a maior parte de seu tempo visitando lugares onde ja estive- ra em suas duas viagens anteriores, Efeso tornou-se o seu quartel-general durante tres anos. Edurante esse perlodo que podemos obter o melhor retrato espiritual do ap6stolo, pois podemos ve-lo ocupando a posi<;Ao de te6Jogo, pregador, es· critor e servo tiel de Jesus Cristo, nQo somente atraves do bri· lhante relato de Lucas, mas tambem por intermedio das quatro epistolas de Paulo: duas dirigidas aos corintios, uma aos roma- nos e outra aos galatas. Uma das principais preocupa<;oes do ap6stolo em sua terceira viagem foi angariar fundos para auxi- liar os pobres de Jerusalem. (Para ter urn esbo<;o do itinerfuio da terceira viagem missionaria, veja a secao de mapas no cen- tro do manual.) (34-2) Alos 21:9. Podem as Mulheres Profetizar? "Embora os homens sejam designados a assumir a lideranca no lar e na lgreja, as mulheres nllo lhes ficam atnl.s no que con- cerne as investiduras ("endowments") espirituais. Etas profe- tizam, recebem visoes, conversam com anjos (Alma 32:23), desfrutam de todos os dons do Espirito e se qualificam, ao !a- do de seu marido, a plena exaltacao no mais alto dos ceus." (McConkie, DNTC, Vol2, p. 181.) (34-3) Atos 21:10-14. Paulo Devla Subir a Jerusalem, Mesmo Sendo Prevenido do Que lalhe Aconte.:eria? "Paulo deveria ira Jerusalem? Tal viagem estariadeacordo com os prop6sitos do Senhor?
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    "Seja qual fora resposta a essas perguntas, eevidente que Paulo fora prevenido a respeito das persegui~oes e dificulda- des que sofreria nessa viagem. Ele havia recebido a inspiracao do Espirito, dizendo que as cadeias da aflicilo o aguardavam em Jerusalem (Atos 20:22-24). Agabo, aparentemente sabendo da firme determin~o de Paulo no sentido de enfrentar as perseguicoes, veio e lhe disse em nome do Senhor que, se fosse a Jerusalem, seria preso pelos iudeus e entregue aos gentios. "Entretamo, por meio dessa viagem que para Ia empreen- deu, houve o aprisionamento que o capacitou a, enquanto es- tava sob a custodia romana, testificar aos judeus de Jerusalem. diante de Festo ede Agripa, na ilha de Melita, e na propria Ro- ma. 0 ato de prestar testemunho de Cristo aos reis e governan- tes muitas vezes parece exigir que os servos do Senhor se sujei- tem :l prisllo e julgamento. Sem duvida alguma, a viagem que Paulo fez a Jerusalem serviu de teste a sua coragem e enobreceu-lhe a alma, e atraves dela ele obteve as oportunida- des de levantar-se em defesa da verdade e justi~a. quando, de outra forma, nao teria tido esse privilegio." (McConkie. DNTC, Vol. 2, p. 181.) PRIMEIRO CORiNTJOS (344) Por Que Paulo Escreveu aos Corint.los e Qual ea Data Aproximada de Suas Epistolas? "Uma das coisas mais fascinantes que aconteceu na vida de ap6stolo foi o intercambio de comunicacoes e noticias com seus conversos de Corinto. As cartas que enviou revelaram que havia diferentes partidos em forma~ilo naquele ramo, os quais defendiam diferentes pontos de vista no que dizia respeito ao comportamento e doutrina moral, Alguns dos conversos esta- vam tomando uma atitude libertina e de livre pensamento so- bre as dourrinas que Paulo e outros missionarios que com ele traba.lhavam lhes baviam ensinado. Havia individuos que de- fendiam padrOes morais livres que ja eram bastante difundidos naquela notavel cidade. Esses problemas vieram a existir devi- do avida pregressa dos novos conversos e ascondir;oes da epo- ca e Iugar em que viviam. Sua atitude era uma especie de rea- clio anova fe que lhes fora ensinada, contraria aos procedi- mentos que faziam parte de sua antiga conduta e maneira de pensar. "Foi sua preocupar;Ao a respeito desses acontecimentos de- salentadores e tambem as perguntas que lhe haviam sido for- muladas em cartas anteriores, que fizeram com que Paulo es- crevesse uma epistola aos santos de Corinto por ocasiao da Pascoa, aniversario da ressurreicllo de Jesus.'' (Howard W. Hunter, em CR, abril de 1969. p. 13.) 306 Alem de repreender os corintios por sua maneira desregrada de viver, Paulo escreveu a eles pelo menos por duas outras ra- zOes: (I) para corrigir algumas interpretar;oes erroneas quanto a uma de suas cartas anteriores, agora perdida, e (2) responder a certas pergumas que os corlntios haviam formulado numa ,epistola anterior, tambCm perdida. lnfeJjzmente, podemos apenas imaginar, atraves dos comentarios que o ap6stolo faz em Primeiro Corintios, qual era o conteudo de sua primeira carta e a resposta que a ela dera (I Cor. 7: 1.) Encontramo-nos, portamo, na posi~llo de uma pessoa que encontrou uma velha carta: temos apenas o privilegio de ler urn dos lados da corres- pond@ncia trocada e adivinhar quais as perguntas e problemas que motivaram essa resposta. Aconteceu com Primeiro Corintios o mesmo que as outras epistolas de Paulo: nllo se pode indicar a data exata em que foi escrita. Entretanto, a referencia que ele faz a ter permanecido em Efeso "ate o dia de Pentecostes" (ou seja, o mes de abril ou maio) e seu desejo expresso de passar o inverno com os san- tos em Corinto (I Corintios 16:6-8), parece indicar que a epis- tola foi escrita em alguma epoca no inicio da primavera. Reu- nindo os fatos que se encontram nessas declarar;oes como que ja conhecemos a respeito da vida de Paulo, podemos dizer que ela foi escrita em algum dia do mes de marr;o ou abril de 57 D.C. (34-S) I Corintios 1:14. Quem Era Crispo? Quando o tamanho da congrega~ao assim o permitia, a sina- goga judaica era presidida por urn grupo de ancillos (Lucas 7:3), os quais, por sua vez, estavam sob o comrole de uma pes- soa que era chamada "principe da sinagoga" (Lucas 8:41; 13:14). Crispo era urn desses "prlncipes". Ele controlava a si- nagoga de Corinto na epoca em que Paulo pregou o evangelho naquela cidade, e suas palavras converteram-no e logo depois foi batizado com toda sua familia pelo grande ap6stolo dos gentios. Paulo menciona-o especificamente como sendo uma das poucas pessoas a quem batizou em Corimo. (34-6) I Corintios 1:17. Por Que Paulo Diz Que o Senttor Nio o Envlou Para Batizar? Algumas pessoas t!m usado essa passagem escritunstJca para apoiar a ideia de que Paulo nao via qua1quer significado no ato do batismo e nao o considerava uma ordenan~a essen- cia! aos olhos de Deus. Defender tal conceito seria ignorar as diversas passagens em que Paulo fala a respeito dessa ordenan- ca nao apenas com aprova~Ao, mas considerando-a absoluta- mente necessaria a todos aqueles que desejassem desfrutar de
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    urn verdadeiro relacionamentocom Cristo.(Ver Romanos 6:3,4; Efesios 4:5; Galatas·3:27; Cotossenses1:12.) 0 contexto em que aparece a declara~ao de Paulo eno sentido de repre- ender os santos de Corinto por sua tendencia em provocar dis- sensao e disc6rdia ate mesmo pelas questi5es mais insignifican- tes. 0 ap6stolo pede-lhes que abandonem tais atitudes e sejam "unidos em urn mesmo sentido e em urn mesmo parecer.'' (I Corlntios I: 10.) A palavra grega que significa divisao eschis· mata, e expressa profundamente os verdadeiros sentimentos de Paulo. Era como se o grande ap6stolo se achasse Ulo enver- gonhado de tal partidarismo, que se recusava a identificar-se com ele. 0 maior teste da eficiencia de uma pessoa como represen- tante de Jesus Cristo n!lo emedjdo pelo numero de pessoas que batiza, mas sim pela maneira como propaga a palavra de Deus, para que todos os que a ouvem possam imitar o seu exemplo. (34·7) J Corinlios 1:23. Por Que a Cruclfica~ao de Jesus Foi Umll Pedra de Trope~o aos Judeus? Ao estabelecer a ideia de que a crucificacilo foi uma "pedra de tropeco" para os judeus, Paulo usou uma metilfora que era bastante comum tanto aos gregos como aos judeus. A palavra em grego original eskandafon, da qual se deriva a palavra es- ciindalo. 0 skandafon era tambem o nome dado ao pino que desarmava a armadilha, o qual, ao ser tocado pela pata do ani- mal fazia que fosse agarrado. Essa palavra efreqUentemente usada no Novo Testamento como urn simbolo de Cristo, pois a sua apari~ao e breve permanencia entre os homens foi muito diferente do que os judeus esperavam. Eles aguardavam a vinda de urn poderoso rei, cheio de glo- ria, que poria urn flm ao odiado jugo romano com urn s6 golpe milagroso, e estabeleceria urn reino messiiinico em que os fieis judeus reinariam de maneira suprema. No que dizia respeito a muitos dos judeus, Jesus havia sido pregado acruz como cen- tenas de pessoas ja haviam padecido desse supUcio antes dele. lsso tambem foi o pino da armadilha que fez com que trope- ~assem e fossem por eta apanhados. 0 profeta Jar.6 tambem falou a respeito dessa queda no Livro de Mormon. (Jac6 4:14,15.) (34-8) l Corinlios 1:26-31." Deus Escolheu as colsas Fracas Oeste Mundo Para Confundlr as Fortes." "Pergunta: Quem esta melhor qualificado a pregar o eyan- gelho; um homem de cinquenta anos, reitor de uma universi- dade, famoso por seus inumeros diplomas, ou um jovem de 307 qcapitulo 34 dezenove anos, que tern apenas o curso colegial e nao possui qualquer estatura escolastica? _"Resposta; Eaquele que tern urn testemunho do evange- lho e esta vivendo de modo que tenha a companhia e orienta- ~ao.do Espirito Santo. "Pergunta: Em que sentido as coisas fracas deste mundo confundem as fortes? "Resposta: A verdadeira religillo niio eapenas uma questao de intelectualidade, proeminencia ou renome mundano, mas sim de espidtuaHdade, e tais pessoas nao sao fracas, e sim for- tes no que concerne as coisas espirituais. "Pergunta: Como podem as pessoas fracas e sem experH!n- cia alguma possuir poderes espirituais e entendimento que fre- qUentemente nllo silo dados aos homens sabios e eruditos nas coisas deste mundo? " Resposta: lsso se deve, em grande parte, apreparar;ao que fiz.eram na preeJtistencia. Algumas pessoas desenvolveram na vida pre-mortal o talento de reconhecer a verdade, de com- preender as coisas espirituais e receber a revelacao do Espirito, ao passo que outras nao. As que receberarn tais poderes espiri- tuais foram preordenadas a vir aterra para servir sob as or- dens de Deus, como seus ministros." (McConkie, DNTC, Vol. 2. pp. 316:317.) (34--9) 1 Corintios 1:28. Por que Deus Escolbeu as "Colsas Vis Oeste Mundo para fazerem sua obra? Eis aqui urn exemplo de como as palavras podem sofrer altc- ra~ao atraves dos seculos, acabando por ter urn significado quase completamente oposto daquele que originariamente de- veriam transmitir. 0 vocabulo vii, usado nas cortes portugue- sas de antanho, significava sem nobreza ou sem valor, ou seja •'humilde", enquanto o que eusado atualmente da a ideia de algo "baixo e degradante". (34-10) 1 Corinlios 2:1-8, "A Mlnba Palavra e a MJnha Prega~io, Nio Conslstlram em Palavras Persuasivas de Sabt!doria Humana." "E.xistiu antigamente, existe agora e sempre havera por to- da a eternidade apenas urn meio aprovado de se pregar o evan- gelho- pelo poder do Espirito. Qualquer coisa diferente disso nllo provem de Deus nem tern poder para converter e salvar as pessoas. Toda erudicao religiosa de todos os professores de re- ligillo de todas as epocas nada sa.o, comparados ao testemu-
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    nho nascido doEspirito que possui urn administrador legal... "Se existe qualquer verdade salvadora que a Deidade tcr- nou imperecivelmente clara eesta, a primeira e a ultima que existiu em todas as idades, agorae para sempre, entre os sabios e ignorantes de todas as racas e povos, que,em todos os mun- dos infinitos do grande Criador, existe uma formula, apel'!as uma, pela qual as verdades salvadoras podem ser tansmitidas aos homens: Pregar pelo poder do Espirito." (McConkie, DNTC. Vol. 2, p.318) Durante skulos, os gregos ht1Viam g/orificado t1 sabedo- ria e habi/idade que o homem tinha de realiz.ar grandesfei- tos. Entre os homens mais reverenciados, encontravam-se S6crates, Platdo e Aristoteles. A propria palavra fl/6sofo significa "cultor da verdade". Porem o que Paulo deseja esclarecere que a verdadeirasabedoria e apenasaquela que provem de Deus, e que somente as pessoas que se voltam para as coisas espirituals podem compreender e receber a verdadeira sabedorla. Observe as frases que ele usa em I Corintios 2:6, 7, para estabelecer o contraste que existe en- tre os dois tipos de sabedoria. A parte principal de seu ra- ciocfnio logico encontra-seresumida em I Corfnlios2:14. 0 homem nilo espiritua/ (homem naturo{J niJo consegue per- ceber a verdade, porque ela so pode ser discernida atraves do Esplrito. Como elej6 havia demonstrado, os santos de Corinto eram cheios de noroeserr6neasgravfssimas. Quale a conclustlo obvia que podemos tirar acercu dos santospri- mitivos? S6 ALCAN{:AREMOS A COMPLETA FELICIDADE SE CONFIARMOS PLENAMENTE EM DEUS As escriluras indicam que nos ullimos dias Satanas faro guerra contra os santos de Deus e os "circundar6 de todos OS /ados" {D&C 76:28) Devido ao grande desejo que voce tern de servir o Senhor, o adversario procuraraJaze-lo cair. O.s metodos que usa, con/ormedeclarou oPresidente Spen- cer W. Kimball, silo muito sutis: '"E/e usara sua /ogica para cotifundir esuas racionaliza- ~oes para destruir. 0 adversario proeurara encobrir os sig- nificados, abrir as portas um millmetro, de coda vez efazer com que o bronco mais puro se transjorme em todos os tons cinzentos efino/mente na cor mais negra. "(Faith Pre- cedes the Miracle- A Fe precede o Milagre, p. 152) 308 Como vocl teve a oportunidade de aprender, os santos de Corinto defrontaram-.se com um problema semelltante ao queNift viuseretifrentadopelaspessoasdll epocaIIIUIII. Leia 2 Nefi 28:9-16 com muita atenrao. Qulli.s sao alguns dos preceitos que poderiam faur com que ate mesmo os "humildes seguidores de Cristo" se qfastassem? Considere as seguintes d«larariJes do Elder Ezra Tqft Benson: "0 mundo ensina a pr6tica do controle da natalidade. Tragicamente muitas de nossas irmiJs dejendem o uso das pilulas e outrossistemas, quandopoderiamfacilmente criar mais tabernaculos terrenospara outrosfllhos de nosso Prli. Sabemos que todos os esplritos queforam designados ptUQ nascer nesta terra o fariJo, seja atraves de n6s ou de outrtJS pessoas. Existem cosois naJgreja queju/gam estar-.sesaindo bem com suasfamilias /imitadas, mas a/gum dia sofrerllo as dores do remorso, quando encontrarem osespiritosquepo- deriam terfeito parte de sua posteridade. 0 primeiro man- damento dado ao homem foi o de multiplicar-.se e enclter a terra com seus jilhas.·Esse mandamento jamais foi altera- do, .modificado ou cancelado. 0 Senhor niJo disse que nos mu/tip/iquemos e enchamos a terra se for conveniente. de- pois de sermos abastados, recebermos educarllo secular, quando houverpaz na terra ou que cado casal devia terso- mente quatro filhos. A Biblia diz: 'Eis que osfllhos silo a heranra do Senhor...Bem-aventurado o homem que·enche deles a sua aljava...(Salmos 127:3,5) Cremos que Deus e um serglorificado, porque teve numerososfllhos, e esta~ /eceu um plano pelo qual eles podem alcanrar a perfeirilo. Assim tambem Deus glorificar6 ao marido e mulher que ti- veram uma grande posteridade e que tudo houverem jeito para cria-la em retidllo. "Os preceitos dos homens querem fazer com que ere/am que, limitundo apopularilo do mundo, poderemo's ter/XU e fartura. Essa e uma doutrina do diabo. Fazercom que exis- tam menos pessoas na terra nllo quer dizer que terllo paz, pois somente a retidilo pode proporciona-la. Aflnalde con- las, havia apenas um punhado de homens nomundo, quan- do Caim quebrou a paz que existia nafamilia de AdiJo, ao matar Abel. Por outro /ado, coda a cidade de Enoque era · pacifica efoi levada aosceus, devido adignidade de seupo- vo. "Quanto ao jato de limitar a popularilo da terra para proporcionar fartura a seus habitantes, o Senhor a/irma que isso e umafalsidade. Ele declarou o seguinte, em Dou- trina e Convenios:
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    'Pois a terraesta rep/eta, e h6 bastante e ate de sobra; sim, eu preparei todas as coi.sas, e permiii que os filhos dos homensfossem OS seus proprios arbitros.' (D&C 104:17) "Ouramos e aprendamos os ensinamentos contidos nes- tas s6bias palavras desse videnle, o Presidente J. Reuben Clark. "lnumeras influ2ncias (mais do que vi em toda a minha vida) estdo procurando eliminor os padr/Jesde casridade e sua santidade divinamente declarada. "Nos sa/as de aula, as crianc:as s{Jo ensinadas a respeito do quepopularmente chamam de "realidade da vida". Ao in- ves de produzir 0 resultado previsto que e0 de fortalecer a moral do juventude, esses ensinamentos parecem gerar um efeito diretamente oposto, pois apenas servem para des- pertar a curiosidade e aumentar o apetite... (Relief Society Magazine, dezembro de 1952, p. 793) "E assim os preceitos dos homens operam no corQ(:iJO de nossa juventude, de diversas maneiras. 0 Presidente Clark di.sse ainda: 'Uma grande parte do arte modema, do litera- lura e m(Jsica atual, e das ~as teatrais que Iemos atual- mente silo simplesmente desmoralizantes - completamen- te.' (Relief Society Magazine, dezembro de 1952.) "Ja tiveram a oportunidade de ouvir as mUsicas que mui- tos jovens ouvem otualmente? Algumas de/as siio de ritmo alucinante e parecem ter sido feitas expressamente com o prop6sito de promover a revolu~{Jo, uso de entorpecentes, imoralidade e provocar uma lacuna entre os paiseftlhos. Al- gumas dessas mtl.sicas j{J se 12m introduzldo em nosso saltJes culturais. "Observaram ultimamente os bailes realizados em nossa /greja? Eles tem sido virtuosos, amaveis e louvflveis? 'Duvi- do multo,' diz o Presidente Clark 'que se possa danc:ar a maior parte dos rltmos usados atualmente, e ao mesmo 309 tempo cumprir os padrlJes SUD.' Eo que podemos dizer a respeito da modestia no veslir? "Que tipos de revista deixamos entrar em nossos lares? Talvez salvo uma ou duos exce¢es, eu jamais permitiria que qualquer das revistas de maior tiragem nacional entras- se em minha casa. Como o Presidente Clark tambem decla- rou: 'Escolham qua/quer revista nacionalmente conhecida, examinem suas propagandas, e se puderdes suportar a imundicie, leiam alguns de seus artigos, os quais, ao expri- mir seus sugestivos padrtJes de vida, destroem o pr6prio ali- cerce de nossa sociedade. • (CR, abril de 1951, p. 79) "Ouc:am este teste que o Presidente George Q. Cannon sugeriu: 'Se diariamente oumenta a grande lacuna que exis- te entre noseo mundo... podemos ter certezade queestamos progredindo, embora lentamente. Se, por outro /ado, nos- sos sentimentos e qfeic:Oo, nossos desejos e apetites Silo unlssonos com o mundo que nos circunda e os alimentamos /ivremente... seria bom fazermos uma auto-analise. E bem provavel que indivlduos que se encontram em tal condic:iio estejam ocupando posic:Des no lgreja, massua obra ecaren- te de vida, e, como as virgens nescias que adormeceram porque o noivo demorava, nilo estartlo preparadas para sua vinda...'(Millennia/ Star, Vol. 23, outubro de 1861, pp. 645- 46) "("To The Humble Followers of Christ," Ezra Taft Benson, CR, abril de 1969, pp. 1~14; v. tambem Improvement Era, junho de 1969, pp. 43-47.) Agora, lela cuidadosamente a declara(:iio de Nefi que se encontra em 2 Nifi 28:31. Existem atualmente em nossa vida algumas decisOes que necessitam de orienta(:ilo do Senhor? Tern depositado toda sua confianc:a nele? Procurou obter sua qjuda e encontrar fo~as parafazer sua vonfade? Leia Proverbios 3:5, 6.
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    Tessalonlca J • Primeira Carta dePaulo aos Santos de Corinto. Escrita de Efeso, Durante a Terceira Viagem Missionaria de Paulo, aproximada- mente na primavera do ano 57 D.C. (I Corintios 4-11.) Os ap6stolos sofrem, ministram, guardam a Fe. Por que a lgreja Ni!o Pode lntegrar e Abrigar Pecadores em Seu Meio. Levar os Casos Civis aos Tribunais da Igreja. 4:1-21 5: 1-13 6:1-1 1 6:12-20 7: 1-24 eEfeso 0 Corpo Ni!o Foi Criado ~~ f--P-a-ra---al_m_o_r-al-id_a_d_e~----d--------~----~0 Casamento Foi rdena o Por Deus. Missionarios - Devem ser 4 Casados ou Soheiros? Muitos Deuses e Muitos Senhores Paulo Regozija-se na Liberdade Crista 7:25-40 8:1-13 9:1-12 0 Evangelho Deve Ser Pregado de Graca Paulo: Todas as Coisas Para Todos os Homens Cris10 e o Deus de Israel A Antiga Israel se Rebelou Contra Cristo 0 Sacramento Versus ldolatria A Condi.;i!o do Homem e da Mulher Por Que Participamos do Sacramento. 9:13-H 9:19-2i 10:1-4 10:5-15 10:16-3 II :1-16 II :17-3
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    (f[apitulo 3 5 35 TEMA: Parapodermos partilhar dignamente do sacramento, precisamos esfor~ar-nos por abandonar toda iniqilidade e viver uma vida crista. INTRODU~AO Paulo era wn ap6sto/o poderoso, uma testernunha espe- cial do Mestre faJita em palavras como em obras. Sob a di- refiio de Pedro, Ttago e Joiio, que erlJ/11 a Primeira Presi- dencia daque/a epoca. Paulo 1•iajou por todo o pa(s para cumprir sua nwrdomia, e tambem, seguindo a orientac;iio do Esplrito, para "confirmar a todos os discfpulos". (Atos 18:23.) Esta terceira viagem. feita para colocar em ordem os ramos da igreja que estavam sob seus ctridados. comer;ou na Anti6quia e durou trls tirdttos anos, levando-o atraves das momanhas Taurus, dos lagos da Pisfdia ate chegar a Efeso. na costa do Mar Egeu, e de navio ate Troas e Filipa. dati ate Tessalonica, de onde partiu para Corinto, situada na peninsula maced6nica. Esse homem leal era incansdvel. Ele foi visitado par Abel, o primeiro mtirtir. ensinado par Enoque e conhecia verdades que /he era proibido ensinar; sua pregafiio era semelhanre ao rugido do lefio, e possufa urn grande testemw1ho e chamndo. Como wn so/dado fie/. traballzou incessamemente (Ver Smith, Ensinamentos, pp. 58, 165-66, 175, 296-97.) "Pois como conhece um homem o mestre", perguntou o rei Benjamim, "a quem niio servi.u e que esta Longe dos pensamentos e des(gnios de seu cora- ftio?" (Mosias 5:13.) Temos plena certeeo de que P_aulo conhecia seu Mestre, seu Redentor - cada vez tncJis perto dos pensamerttos e inten~oe.v de seu. corafiio. 31 1 Na primavera do ana 57 D.C.. Paulo voltou a ljeso. e de ltl escreveu nos corfntios, aconselhando-os sabiamente a se- rem tmidos e aceitarem a verdade apresenrada atraves do restemunlto e poder do Espfrito. Voce terti agora a oporttmidade de estudar alguns cap{tu- los em que Paulo desafiou os santos a abandonarem e a fi- carem distantes de toda iniqiiidade do mundo, capftulos em que ele ensinou a respeito dos convlnios. do sacramento e dns promessas que fi;:emos de nos lembmrmos sempre de Cristo e/a?.ennos sua vonrade. Antes de prosseguir, leia todas as escrituras do quadro. Oiom.entarios ~nt.erprtdati&os (35-1)1 Corintios 4:16. "Sede meus lmitadores" Para algumas pessoas, esse conselho de Paulo pode pare- cer cheio de orgulho e nrrogfulcia. Ha pclo menos doze ca- sos em que a Bfblia usa a palavra seguir ou seguidores como sinonimo das palavras gregas que significam "imitar" ou "irnitadores.. . Como o Novo Testamento ainda niio havia sido escrito, e o ideal cristlio ainda olio era perfeitamente entendido, os corfn- tios precisavam de urn modelo vivo. Paulo niio desejava fazer discfpulos seus, para sua honra e gloria pessoal. Ele estava sim- plosmente dizendo: "Sigam-me, pois eu sigo a Cristo." (35-2)1 Corintios 5:1,11. Paulo Usava a PaJavra Fornica~ao Com o Mesmo Sentido que Usamos Atualrnente? No mundo modemo, e tambem na Igreja. a foroica~o pas-
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    sou a terurn significado mais tecnico do que possula na epqca em que foram feitas as tradu~oes da Biblia. Atualmente ela e definida como a relacilo sexual entre pessoas solteiras. Mas a palavra que Paulo usou e porneia (raiz da atual palavraporno- grafia) e significava qualquer relacAo extraconjugal. Seria in· teressante salientat que a cidade de Corinto era famosa no mundo antigo por sua imoralidade. Ela estava situada bern perto dos dois maiores portos, sendo assim sujeita aos tantos vicios e males que acompanham os grandes centros comerciais. AIem disso, Corinto era o local onde fora construido o famoso templo de Afrodite (Venus), a deusa do amor, no qual havia milhares de sacerdotisas. Etas nllo passavam de prostitutas glo- rificadas pelo disfarce da adora~llo religiosa. Nllo ede admi- rar, portanto, que neste capitulo e tambem no seguinte, Paulo condene severamente a imoralidade e desejos da came. "Aparentemente urn membro da Igreja de Corinto bavia ca- sado com sua madrasta, talvez. porque era viuva ou se havia se- parado de seu marido anterior. Tais casamentos eram proibi- dos pela lei mosaica sob pena de excomunhllo. (Lev. 18:6-8, 29.) Paulo confirma a proibicllo mosaica, considera como for- nicacllo as intimidades resultantes de tais unioes, e condena seus irmllos de Corinto por permitirem tal ofensa e os instrui a excomungarem o transgressor. Se fosse permitido que o peca- dor permanecesse na igreja, ensina Paulo, sua influencia, co- moo fermento, se espalharia por toda a organiz.acao. A igreja, portanto, deveria purificar-se desse velho fermento de iniqOi- dade e substitui-lo por uma nova influencia ou fermento da retidllo." (McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 335.) (35-3) J Corinlios 6:1,3." Nao Sabeis Vos Que Havemos de J ulgar os Anjos?" "0 homem que passa atraves desta provacao, e continua fie!, sendo redimido do pecado pelo sangue de Cristo, por meio das ordenancas do evangelho. e alcanca a exaltac.ao no reino de Deus, e igual, senao maior do que os anjos, e se duvi- darem, leiam sua Biblia, pois esta escrito que os santos irllo "julgar os anjos", e tambern " julgarao o mundo". (I Corin- tios 6:2-3.) E por que? Porque o homem justo, ressuscitado, progrediu ah!m dos espiritos preexistentes ou desprovidos de corpo mortal, e elevou-se acima deles, possulndo espirito e corpo assim como poder sobre o pecado e sobre Satan:is, teo- do, de fato, passado da condi~ll.o de anjo para a de Deus. Ele possui as chaves do poder, dominio e gloria que os anjos nao possuem - e nao podem obte-Jas, a menos que as consigam do mesmo modo que ele, ou seja, passando pelas mesmas prova- coes e provando·se igualmente fieis. (Smith, Doutrina do Evangelho, p.l 7.) (35-5) 1 Corlntios 7:7. 0 Apostolo Paulo Era Casado? 1: posslvel que Paulo, que ames fora casado, fosse viuvo na 312 epoca em que escreveu aos corintios. Seu coracao estava com- pletamente dedicado aobra missionaria, e por isto deve ter preferido n~o se casar novamente. Epor isso que aconselhou aqueles que se achavam em situacllo semelhante, dizendo que desejava "que todos os homens fossem como eu". Alem de o casamento ser uma lei eterna dada por Deus, a qual Paulo, como urn apostolo de Jesus Cristo, devia conhecer melhor do que ninguem, existem outros motivos' pelos quais devemos responder afirmativamente a essa pergunta. Em primeiro Iugar, os escritos de Paulo indicam que ele ti- nha uma atitude positiva para como casamento. Alguns dos melhores conselhos que podemos encontrar nas Escrituras a respeito desse assunto, nos sao dados por ele (Efesios 5:21-6:4; Colossenses 3:8-21.) Seria muita presuncllo de sua parte, se desse tal conselho sem nunca haver obedecido a essa lei de Deus. Em I Corintios 9:5, Paulo afirma que os ap6stolos tern tan- to direito de casar-se c0mo qualquer pessoa. ''Nao temos n6s direito de Ievar conosco uma mulher irmll, como tambem os demais ap6stolos, e os irmllos do Senhor e Cefas?" Mas o ca- samento e mais do que um direito; e um dever solene. Assim Paulo escreve em 1 Corintios ll: 11: "Todavia nem o varao c sem a mulher, nem a mulher sem o varao, no Senhor.'' Eirre- futavel, portanto, a verdade de que todos devem casar-se, se desejam ser aprovados "no Senhor''. Os judeus fieis consideravam o casamento como uma obri- ga~ao religiosa, uma condicllo de extraordinaria importlincia. tenra idade, gera1mente entre os dezesseis e dezessete anos, e muitas vezes, ate aos quatorze. Paulo, urn estrito fariseu (Atos 26:5), era "instruido conforme a verdade da lei de nossos pais, zelador de Deus" (Atos 22:3). como os judeus fieis gostavam de ser. Assim "nao parece haver qualquer razllo para Paulo, urn fariseu devoto e bern treinado, deixar de honrar uma obri- gacao considerada tao sagrada aos olhos de seu povo". (Sperry, Paul's Life and Lefler, p. 9.) Quando foi escrita pela prirneira vez uma lista de613 preceitos que se encontram na lei mosaica, o casamento foi considerado como o primeiro. Se Paulo "viveu solteiro como um fariseu de Jerusalem, seu caso foi completamente excepcional". (Farrar, The Life and Work of St. Paul, p •.46.) A maior parte dos eruditos reconhecem que Paulo era mem· bro do sinedrio, o 6rgao governante judaico, ou intimamente associado a ele (Atos 8:3; 9:1,2; 22:5; 26: 10.) Se ele era de fato membro daquela organizacao, ede se esperar que tenha cum- pride urn dos requisitos especiais para gozar daquele privile- gio, ou seja, ode ser casado. Se nao fazia parte do sinedrio, ele
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    devia, como seurepresentante oficial, estar em harmonia com wdos QS costumes judaicos aprovados. Somente tal condi~lio impediria que fosse acusado de defender a obediencia as leis que ele mesmo nilo cumpria. Que podemos dizer, entao, daqueJes que afirmam que Paulo era solteiro e ensinou os outros a fazerem o mesmo? A passa- gem que costumam citar como evidencia e I Corintios 7:7,8, onde ele declara: "Porque quereria que todos os homens fos- sem como eu mesmo... digo portanto aos solteiros e as viuvas, que lhe.s eborn se ficarem como eu." 0 Elder Spencer W, Kimball fez os seguintes comentarios a respeito dessa passa- gem:·''Relacionando essas declaracoes com outras que ete fez, torna-se claro que se nao esLa referindo ao celibato, mas ins· tando pelo uso normal e controlado do sexo dentro do casa- mento, e total abstinencia fora dessa sagrada ordenan~a. (Nao existe evidencia real de que Paulo nao se casou, como alguns estudantes afirmam, havendo, inclusive, indicacoes em contra- rio.)" (0 Milagre do Perdilo, p. 70.) (35-6) 1 Corinlios 7:9. 0 Que Paulo Quis Dizer com a Frase " P orque eMelhor Casar do que Abrasur-se"? 0 signifkado dessa frase nao e bastante claro. A palavra grega que os tradutores usaram na versao da Biblia abrasar, e urn verbo infinitivo passivo, usado para dar a ideia de estar in- llamado pela paixlio, cobica ou 6dio. A revisao inspirada que o Profeta Joseph Smith fez ebern mais explicita que a versao do rei Tiago: "Masse nao podem conter-se, casem-se; porque emelhor a qualquer casar do que cometer peeado.'· (Tradw;ao livre) (35-7) 1 Corintios 7:14. Qual e11 lnterpreta~iio Desse Verslculo Segundo as Revela~oes Modernas? Leia D&C 74:2-7. Nessa escritura, Paulo esta-se referindo aos casamemos em que o marido ou a mulher eurn converso ao cristianismo, e o. outro conjuge nao. Embora em seu conrexto a palavra "des- crente" se refua aos pais judeus que desejavam continuar a circuncidar seus filhos, o principia referente ao dano espiritual que tais casamemos provocavam aos filhos continua a ser ver- dadeiro em todas as geracoes. Quando um homem ou mother que sao membros fieis da lgrejase casam com pessoas que nao possuem urn forte testemunho do evangelho. nilo somente o proprio casan1ento se acha ern perigo, mas tarnbem o treioa- mento espiritual dos filhos, que sera grandemente limitado. Uma crianca precisa que o testemunho e treinamento de am- bos os pais seja sem conllitos ou djvergencias de opinioes. 313 Ql:apitulo 35 (35-8) 1 Corintios 7:25-40. A opinilio de Paulo Concernenle ao Casamento Vista a Luz da Versiio lospirada. Nessa passagem, Paulo parece estar claramente lutando com os dificeis problemas que os santos de Corinto lhe apresenta- ram. Em alguns aspectos, ele pode responder com autoridade: em outros, da apenas sua opiniao pessoal. Os versculos 25- 40 djzem respeito a problemas relativos as pessoas que partici- pavam da obra missionaria ou de outros trabalhos do Sacerd6- cio, que exigiam prolongada ausencia do Jar. Compare cuida- dosamente as seguintes alteracoes que se encontram na versao inspirada, feita por Joseph Smith, com a versao autorizada da Biblia: 26 Tenho pois, por born por causa da instante necessidade, que e born para o homem o estar assim, para que possa realizar maior bern. 28 Mas, se tc casares, nao pecas; e sea virgem se casar. nao pe- ca. Todavia, os tais terao tribulacoes na carne. E eu nao vos poupo. 29 Mas me dirijo a vas, que sois chamados ao ministerio. Por isto vos digo, irmaos, que o tempo se abrevia e logo sereis en- viados ao ministerio. E tambem os que tern mulheres, sera como seas nao tivessem, pois sois chamados e escolhidos para fazer a obra do Senhor. 30 E os que choram. sera como se nilo chorassem, e os que fol- gam, como se nao folgassem; e os que compram. como se nao possuissem. 31 E os que usam deste mundo, como se nao usassem. porque a apar~ncia deste mundo passa. 32 E quisera, irmaos, que magnificasseis vossos charnados. E bern quisera que estivesseis sem cuidados, pois o solteiro cuida nas coisas do Senhor, em como hade agradar ao Senhor; e nis- so prevalece. 33 Mas o que ecasado cuida nas coisas deste mundo, em como agradar amulher; portanto, ha uma diferenca, pois nisso eim- pedido. 36 Mas, se alguem julga que trala lndignamente asua virgem que havia de desposar. se ela tiver passado a 11or da idade, e se for necessaria, que cumpra 0 que houver prometido; nao peca, casem-se. 38 De sorteque o que se da em casamento, faz bern; mas o que se nao da em casamento, faz mclhor. (Traducao livre)
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    "Esta claro, pelascorre<;oes e complementos feitos pela Ver- sao lnspirada, que o problema dizia respeito ao servi<;o minis- terial de urn missiom'lrio, e que as qucstoes principais pareciam ser: As pessoas que sao noivas e sao chamadas para fazer mis- sao devem primeiro casar-se ou fazer solteiros a obra do Se- nhor? E se tlverem que servir solteiros, os que forem casados devem primeiro divorciar-se antes de partir? "Em nossa epoca, quando um elder que esta noivo echama- do para fazer missilo, ele geralmente curnpre a missao antes de casar-se; eraro ele casar-se primeiro e deixar sua esposa para cumprir o periodo de servi<;o ministerial que Ihe foi designado. Nos primeiros tempos desta dispensaao. era costume chamar irmaos recem-casados para deixarem esposa e realizar a obra missionaria. Obviamente nao se aplka a mesma regra em todos os casos. lnumeras circunstancias e situa<;oes pessoais sempre se acham envolvidas. Geralmente, como Paulo especi- ficou ern sua opinillo, o casamento devia ser protelado.'' (McConkie, DNTC1 Vol. 2, pp. 346-47.) (35-9) 1 Corintios 7:32. 0 que Paulo Quis Dizer Com "E Rem Quisera Eu Que Estivesseis Sem Cuidados'!" Podemos encontrar uma express~o semelhante em Filipen- ses 4:6, na qual vemos que Paulo declarou. ''Nao estejais in- quietos por coisa alguma.'' lsso significa: "Nao estejais ansio- sos por coisa alguma." Ele de fato estava aconselhando seus leitores a se absterem das ansiedades e tensoes, e nllo dos cui- dados, como o texto atual nos da a entender. (35-10) J Corintios 8:5. A Frase " Muitos Oeuses e Muitos Senhores" se refere aos Oeuses Pagiios? "Paulo disse que ha muitos Deu&es e muitos Senhores. De- sejo apreseotar essa ideia de maneiraclara e simples, mas, para vos, nao ha senllo um so Deus, isto e,no que concerne a nos; e ele esta em tudo e em todas as coisas... " ... V6s sabeis, e eu testifico, que Paulo nao aludiu aos deu- scs pagaos. Sei disso, porque Deus me revelou, quer isso lhes agrade ou nllo. Tenho o testemunho do Espirito Santo eo tes- temunho de que Paulo nao se referia aos deuses- pagaos nessa passagem." (Smith, Ensinamentos, pp. 362-63.) (35-11) 1 Corintios 9:1. Paulo roi Ordenado um Apostolo? Caso Tenha Sido, Quem o Fez? "Carecemos profundamente de informa~o no que concer- ne a muitos pormenorcs importantes que dei.xaram de ser transmltidos pelas diversas gera<;oes aos no~sos dias, e estamos em completa escuridao quanto a qu~m ordenou Paulo... 314 " ... Podernos corretamente presumir o fato de que ele deve ter tido tempo de assodar-se com seus irmaos (do Conselho dos Doze), e que, atraves de inspira~ao divina, lhe foi conferi- do o apostolado por intermedio deles... Nao temos razao para crer que a ordena<;ao de Paulo ocorreu independentemente da a<;llo dos demais ap6stolos." (Joseph Fielding Smith, A nser to Gospel Questions, (Respostas a perguntas sobre o Evangelho) 4:99-JOO.) (35-12) 1 Corintios 9:22. "fiz-me Tudo Para Todos'' ''Nessa Escritura, Paulo diz que fez. tudo o que podia para todos os homens, na tentativa de faze-los aceitar a mensagem do evangelho; isto e, procurou adaptar-se as condi~oes e cir~ cunstancias de todos os tipos de pessoas, como urn meio de fa- z.er com que prestassem aten~ao aos seus ensinamentos e teste- munho. Entao, para que ninguem julgasse que oesse processo ele incluiu a aceita~ao de suas falsas doutrinas e praticas, ou que de qualquer forma misturou o evangelho com os falsos sis- temas de adora~ao, Paulo acrescentou que elc c todos os ho- mens devem obedecer alei do evangelho, para serem salvos." (McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 353.) (35-13) I Corintios 10:24. "Ninguem Busque o Proveito Proprio, Antes Cada Urn o que ede Outrem." A palavra proveito, segundo o dicionario, slgnifica lucro, ri- que.za, ganho, provento. Arcaicamente, dava nao a ideia de ri- queza, mas de bem-estar e abasran~a. A menos que compreen- damos bern, a declaracilo mencionada acima parece ser urn convite aberto ao roubo. Muito pelo contrario, Paulo real- mente esta convidando seus leitores a praticarem atos de verdadeira caridade. Na Versao Inspirada, essa Escritura se encontra assim: "Ninguem busque o proveito proprio, mas sim 0 que epara 0 bern do proximo.•, (JS-14) 1 Corintios 10:25. 0 Que Paulo Quis Dizer, Quando Declarou Que os Santos Podjam Comer Tudo o que se Vendia no A"ougue? 0 significado da declaracao de Paulo ebastanle claro, quan- do entendemos que a palavra ac;ougue era usada para designar o "mercado de carne", na epoca do ap6stolo. Era comum, ao sacrifi<.-ar-se animais aos deuses pagaos usar apenas uma parte deles, e vender-se o resto, freqUentemente ao a<;Ougueiro local, que revendia a carne as dasses mais pobres. Nt1o havia meio. portanto, de um cristclo saber sea carne colocada avenda pro- vinha de animais mortos para alimemacao ou sacrificios do templo. Alguns dos converses de Paulo estavam desejosos de curnprir a letra da lei, e se recusavam a comprar qualquer coisa que fosse vendida nos mercados locais. Paulo indica que tais
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    escrupulos eram desnecessarios,pois uma pessoa pode cum- prir a letra da lei e ainda assim violar o seu espirito, se, atraves de seu exemplo, motiva um irmao mais fraco a pecar {I Corin- tios 8.) Por outro lado, uma pessoa pode cumprir a letra da lei tlio precisamente, que chega ao extremo de ser farisaica, e es- quece 0 prop6sito pelo qual a lei foi dada, 0 que e 0 principal. (35-15) 1 Corintios 11:11. "Todavia nem o Variio esem a mulher, nem a Mulher sem o Variio, no Senhor." "A casa do S.enhor e uma casa de ordem e nlio de confusao (Ver D&C 132:8); o que significa que nem o homem e sem a mulher, nem a mulher e sem o homem, no Senhor (I Cor. 11:11); e que nenhum homem pode ser salvo e exaltado no rei- no de Deus sem a mulher, e tampouco a mulher pode alcancar sozinha a perfeiclio e a exaltacao no reino de Deus. Esse e o significado da Escritura acima. Deus instituiu o casamento no principio. Fez o homem a sua pr6pria imagem e semelhanca, homem e mulher e quando os criou, ficou designado que deve- riam viver em uniao nos sagrados tacos do matrimonio, e que urn nlio poderia aperfeicoar-se sem o outro. Alem disso, nao existe uniao, para o tempo ou para a etemidade que possa tornar-se perfeita fora da lei de Deus e da ordem da sua casa. Os homens podem desejar e realizar o casamento do modo co- mo efeito nesta vida, mas nlio tera valor algum, a nao ser que seja efetuado e aprovado pela autoridade divina, em nome do Pai, e do Filho e do Espirito Santo." (Smith, Doutrina do Evangelho, p. 247.) ~onto!) a ~onbttar SOMENTE OS QUE ESTAO PREPARADOS RECEBEM AS BENf;AOS DO SACRAMENTO Janice emembro ativo da Jgreja. Eta assiste a todD$ as reunilJes e euma ojicial da Sociedade de Socorro das Jo- vens Adultas, mas estafrustrada, pois acha que nao estati- rando todo o proveito que gostaria de sua condirao de membro da Jgreja. F_reqtlentemente eta tem a oportunidade de desabafar seus ~ntimentos com $eU poi, que e o bispo da ala. PQre- mOJ por alguns momentos e ouramos o dialogo mantido entre os dois: Em resumo, eisso o que tenho a di:er, papai. Vou dJgre- ja, assisto a todas as mlnhas reunifJes e pago 0 dlt.imo eQS ojertasde jejum do dinheiro que consigoganhar. Tento es- 315 tudor o evangelho o melhor que posso, mas, muitas vezes, nilo creio que esteja obtendo as experiincias ou Mnrllos es- pirituais que deveria. Hfz ocasiiJes em quefico pensando o que hade errado comigo. Tenho certeza de queestou certa, papai, ·mas h6 momenlos em quefico desanimada. 0 Pal de Janice Imagino o que voce deve estarsen/indo, Janice, mas nao devemos esquecer que toda benrOo que procuramos se encontra nos m/Josdo Senhor. Mesmo quando nossa vi- da estacompletamente em ordem, ele so nos aben~oa "no seu proprio tempo, no seu proprio modo." (D&C 88:68). Mas nao e so isso que devemos lembrar. 0 Senhor e puro. ele esanto - absolutamente santo. Quando somos o melhor que podemosser, ainda assim estamos muito aquern de seu grau de pureza e sanlidade. A lgreja nos ensina que somos filhos de Deus, e quepodemos tornar-nos iguaisaele. Mui.. tas vezescreio quefa/amOs muito abertamenteaesserespei- to. E verdade que podemos tornar-nos iguais a ele, mas tambem ecerto que ele eperfeitamente puro. Para que con· sigamos ser iguais a ele, devemos esjorrar-nos de todo o nosso corar/Jo para sermos ti1o puros quanto o Senhor. Janice Preciso de ajuda nesse sentido, popai. Como posso esforror-me para ser Ulo pura? Atualmente estou fazendo tudo o que estaaa W~eu alcance, e nem mesmo seipar onile devo com~ar pqra tentar ser melhor. Ja sentiu o mesmo que Janice? Pode compreender-por que as benfliOS que ela tanto anseiaso podem serdadas pe- lo Senhor em seu proprio e devido tempo? Pode entender por que, embora as pessoas como Janice possam estar pra· ticando todo bern que lhes epossfvel, podem niJo ser Slifi· cientemente puras para receber o conhecimento e bhzriJos espirituais·de que gostariam? Voci sabe qu{Jo puro o Se- nhor rea/mente e? Conseguiu entender o conselho de Pau- lo? ''NIJo podeis beber 0 ca/ice do Senhor e 0 'ca/ice dos de- monios: niJo podeis ser participQntes da mesa f}o Senhor ~ da mesa do.J demiJnios." (1 Corlntios 10:21.) (35-16) Quiio Puros Devemos Ser Para Tornar-nos lguais ao Senhor? Leia as seguintes passagens e considere as perguntas. Mateus 17:2. Compare com 3 Nefi 19:25. 0 que irradiou de Jesus aos dis- dpulos nefitas que estavam orando a ele? Que palavras foram
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    usadas para descrevera gloria de Jesus? Em sua opiniao, por que Jesus era capaz deter tal gloria em si mesmo e difundi-la a seu redor? U Corfntios 7:1 Paulo disse que devemos tivrar-nos de Loda imundicia. 0 que significa a palavra toda? Quao estrito deve ser o padrao de santidade na presen~a de Deus? Compare com 3 Nefi 27:19. De quantos pecados deve arrepender-se urn homem, para que possa entrar na prcse~a de Deus? Hetama 13:38 A pfimeira parte dcste verslculo, naturalmente, nao se apli- ca a voci!, mas quao total e completa e a retidao de Deus? 0 que pode proporcionar-nos uma felicidade real? Compare com Romanos 12: 12. Quando as pessoas devem arrepender-se de tudo o que foi ofensivo a Deus que fizeram em sua vida? Alma 11:37 Uma pessoa que nao sc tenha arrependido de seus pecados pode ser salva? Novamente, o que significa a frase toda imun- dicia? 0 que uma pessoa precisa fazer para emrar no reino dos ceus? 0 Profeta Joseph Smith declarou: ..Se urn homem recebe a plenitude (das ben~lios) do Sacerdocio de Deus, deve obti!-la da mesma forma que Jesus Cristo a alcancou, isto e: guardan- do todos os mandamentos e obedccendo a todas as ordenancas da casa do Senhor.., (Ensinamentos, p. 300. ltalicos acrescen- tados.) Voce pode obter a plenitude de outra forma? E urn mandamento de Deus que voce deve 10rnar-se tao puro quanto ele, e separar-se da iniqUidade que existe no mundo? Acha que Deus the possibilitara os meios de alcancar esse objetivo? Leia Filipenses 4:13. Compare com I Nefi 3:7, e depois leia D&C 93:11-20. Eobvio que Cristo sempre foi puro, mas, mesmo assim, re- cebeu ele a plenitude da gloria e poder do Pai de uma so vez? Por que acha que o Senhor deseja que compreenda o processo pelo qual ele venceu o mundo e recebeu a plenitude da gloria e poder do Pai? 0 que significa a patavra plenitude? 0 Senhor lhe dara essa gloria e podcr, se nao estiver comp1etamenle pre- parado para recebe-la? 0 Profeta Joseph Smith ensinou que: "Quando galgais uma escada, sois obrigados a comec;ar de baixo e subir degrau por degrau, ate chegar ao alto; o mesmo acontece com os princi- pios do evangelho - deveis comec;ar com o primeiro, e ir conti- nuando, ate que tenhais aprendido todos os principios de 316 exaltac;ao. Mas ainda levara bastante tempo depois de terdes passado pelo veu, au! que OS tenhais aprendido (todos.) (Ensi- namentos, p. 339.) Nessa declara~ao, o Profeta nllo se esta referindo ao arrependimento, e sim dizendo que Lemos a obrga~ao de nos esfor~armos para viver e obedecer a toda verdade que recebemos oeste mundo, e que nllo receberemos toda a verdade neste mundo. Acredita que o Senhor the perdoara, se nao tentar ser tao perfeito neste mundo quanto theseria possivel ser? 0 Elder Jo- seph Fielding Smith declarou: "Mas e aqui que lan~amos o ali- cerce... Temos por dever ser melhores hoje do que fomos on- tern, e amanhll melhores do que hoje. Por que? Porque esta- mos no caminho... para a perfei~ao, e esta so pode vir pela obediencia e o desejo em nosso cora~llo de sobrepujar o mun- do." (Doutrinas de Salva~iio, Vol. 2, p. 19.) Ao tamar em sua vida afirme determina~do de veneero mundo, considere asseguintesquesti5es: Sera capaz de con- seguirisso de umaso vez? Ea/go quepode rea/izar indepen- dente da ora~do? Sera necessaria esfo~ar-se muito para se llvrar de suas fraquezas? Acha que a ordenanra do sacra- mento est6, de qualquerforma, envolvida nesse processo? Ou~amos novamente a converso de Janice e seu pai. Janlc4 Sei que Jesus morreu por nos, popai, e quando tomo o sacramento. tento pensar nele e no que fez por mlm. 0 Pal de Janice 0 que vocefaz durante asemana tambem eimportante, Janice. Podemos ser hum/Ides e prestar atenfiJO ao servi~o sacramental, e ate mesmo derramar 16grimas, mas, se ntlo fizermos noda durante a semana, com respeito as nossas fraquezas, a renovariJo dos convenios nao nos pode tornar pessoas melhores. Janice 0 que querdizer, papai? 0 que possofour durante a se- mana? (35-17) 0 Que se Acha EnyoJvido no Sacramento, Para que possamos participar significativamente do sacra- mento, precisamos saber o que compreende essa ordenanca, e como podemos preparar-nos durante a semana. Considere ca- da urn dos pontos a seguir:
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    Durante quatro milanos. dcsde Adao ate Cristo, Deus orde- nou a seu povo que oferecesse sacrificios. Os que eram obe· dientes ofereciam as primicias de seus rebanhos, animais sem mancha, como urn simbolo da pureza e inoci!ncia de Cristo, que morreria como urn sacrificio pelos pecados daqueles que se arrependessem. Todos os que ofereciam sacrificios antes do nascimento do Salvador o faziam em lembran~a de urn aconte- cimento futuro. N6s nos lembramos de urn evento passado. Essa e a (mica diferen~a. Seria inconcebivel que Deus aceitasse os sacrificios feitos na antigUidade, se as pessoas que os ofere- cessem nao estivessem sincera e verdadeiramente arrependidas. As pessoas que assim ftzeram os ofereceram em vao. A ordenanca do sacramento tern muitos elemeotos e condi- coes referentes ao sacrificio. Leia estas Escrituras relativas ao sacramento e responda as seguintes questoes: I Corintios 11 :23-30. D&C 46:4. 3 Nefi 18:28-32. Quclo grave e supormos que podemos desfrutar dos benefi- cios do sacramento, quando nao partilhamos dele com urn co- ra~ilo quebrantado, urn espirito contrito e genuino pesar pelos pecados e fraquezas que deviamos estar tentanto sobrepujar? (35-18) Como Voce Pode Preparar-se? Existe urn meio pelo qual voce pode preparar-se durante a semana para partilhar do sacramento, pois Deus jamais teria dado mandamentos estritos a respeito dessa ordenanca, sem prover urn meio pelo qual eles poderiam ser obedecidos. (Ver I Nefi 3:7.) Eis aqui urn esboco desse processo: • U Corfntios 13:5. Fa~a uma lista de seus pecados e tenta~;oes mais graves. Isso nclo deve ser feito na classeou em publico. Euma questclo particular entre voce eo Senhor. • Em seguida, classifigue as coisas, que escreveu em sua lista, colocando-as por ordem de seriedade ou dificuldade. Voce pode desfrutar das bencaos do Espirito de Deus de acordo com o nivel dos pecados mais graves de que nao se arrepen- deu. Se com~ar a trabalhar primeiro com as faltas menos graves, ·ainda niio podera receber as bencaos que deseja. Muitas vezes os homens se arrependem dos pecados menos serios, das coisas exteriores, e depois reclamam que nao houve aumento de espiritualidade, quando realmente deve~ riam com~ar o seu arrependimento com as faltas e tenta- ~oes mais graves de sua vida. Pode entender agora, por que 317 Qrapitulo 35 enecessaria que procure veneer primeiramente as dificulda- des mais serias? • 3 Nefi 12:23-24. Seem sua lista existem algumas coisas que precisam ser disc~tidas com seu bispo, ou se ha pessoas a quem ofendeu, o que precisa fazer? Depois deter feito isso, que promessa Ihe faz o Senhor no versiculo 24? (Compare com Mateus 5:23-24.) • Considere cada dia como urna mordomia. Em suas ora~oes matinais, p~a ao Senhor que o ajude a veneer os proble- mas mais serios. Relate a ele, a noite, OS progressos feitos. Enquanto procura veneer a dificuldade, continue a orar, pedindo perdao dos pecados que anteriormente cometeu. • D&C 59:9, 11, 12. De que maneira esse processo pode prepara-lo para partilhar do sacramento no domingo? 0 ato de renovar os convenios ser-lhe-a mais significative, ap6s esse tipo de prepara~clo? • Eter 12:27. Ha urn grande poder que urn homem que esta tentando sobrepujar seus pecados e fraquezas pode receber de Cristo. Sem ele, o ser humano nao poderia veneer o mundo, mas com sua ajuda, podemos veneer as fraquezas e substitui-las por nova vitalidade. Por que o Senhor the da a oportunidade de conhecer suas fraquezas? Quando sentir que conseguiu veneer seus maiores problemas, procure ob- ter o testemunho do Senhor. Ele tern meios de faz~·lo saber que realmente sobrepujou seus pecados mais graves. 0 Pre- sidente Harold B. Lee declarou: "0 mais importante de todos OS mandamentos de Deus e aquele que voc~ esta tendo maior dificuldade de guardar ago- ra. Se eo que se refere adesonestidade, ou o da falt~ de casti- dade, ou de levantar falso testemunho, o de nclo dizer a verda- de, hoje ~ o dia em que deve trabalhar com ele, ate poder ven- eer essa fraqueza. Depois, deve comecar com o proximo que considera mais dificil de guardar." (Church News, 5 de maio de 1973, p. 3.) 0 maior problema que encontrara ao tentar veneer suas fra- quezas e que Satanas procurara desencoraja-lo; porem, se esti- ver firmemente determinado a faze-lo, '"buscai diligentemen- te, orai sempre e sede crentes, (entllo) todas as coisas reverte- rclo para o vosso bern, se andardes retarnente e vos Jembrardes do convenio que fizestes." (D&C 90:24.) 0 ESFOR~O SINCERO SERA RECOMPENSADO COM PODERES DOS CEUS AgorQ que l'Od ~ lllguns meios[Wio.s qr.ttlis pOdr sobrepujfN os p#JI:'IIJlMe f~ em SMO ''idil. eli que o
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    SlniiDI'./ktlrltlstlt4/ftlo, M voclfor a reuni4o sacramental •m ,.. tentato ~nte Mr um membro mais forte e dJino qw o llom.m jrrKo quefoi antigamente? c~ esta fJfOIM3$fl quefoi feita aqueles que traba· /lwn di/Jprllema~ no processo acima descrito. • 0 Pro/eta Ja.p/1 Smith declarou: "Quanto mais o ho· ,..,• aproxlma dllper/e/rlo, mais clarosse tornam os •liS pensantS~tos t maior I a SUil alegria, ate conseguir superrzrtodasa colsa.sruins da vida eperdertoda a von- lade de peclll'; e como os antigos, ate asuaJe ~hegar ao ponto em que seja envolto pelo poder e gloria de seu CrilldDI' e IIT7'ebatado para morar com ele. Contudo, «redltamos que~ eum_estado queateagora ninguem j11mais co,.,uiu alcanrar num s6 passo. " (Enslnamen- los, p. Sl.) Como isso se aplica a vod? Como aconteceu a Janice, omauem pode fazer de veld o que deve tomar-se. A primei- 318 ra medida que precisa tomar eprocurar obter esses poderes celestiais; entlo o Senbor podera eotrar em sua vida e aperfei~oa-Io atraves de sua ~- "Tomai sobre vbs o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de cor~; e encontrareis descanso ~·as vossas almas. "Porque o meu jugo esuave e o meu fardo eleve." (Ma- teus 11:29, 30.) "Pois, se guardardes os JTlCUS mandamentos, recebereis a sua plenitude, e sereis glorificados em mim como eu sou no Pai; portanto, vos digo, v6s recebereis ara~ por ~·" (D&C 93:20. ltalicos acrescentados.) ''Sllo os homens justos, aperfei~oados atraves de Jesus, o mediador do novo convSnio, o qual pelo derramamento do seu pr6prio sangue obrou esta expia~ao perfeita." (D&C 76:69.)
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    Primeira Epistola dePaulo aos Santos de Corinto. Escrita de Efeso, Durante Sua Terceira Viagem Missionaria. Aproximadamente na primavera do ano 57 D.C. (1 Corintios 12-16) 0 Espirito Santo Testifica a Resj)eito de Cristo Os Dons Espirituais da lgreja A lmportancia de Cada Membro. Caridade: 0 Puro Amor de Cristo Comparacao Entre o Dom de Linguas e o de Profecia 0 Maior Dom e da Profecia A Realidade da Ressurreicllo 1 Corintios 12:1-3 12:4-11 12:12-31 13:1-13 14:1-28 14:29·40 15:1-22 A Ordem de Ressurrei~o 0 Batismo em Favor dos Mortos Uma Ressurreicao Melhor Ressurrei~o aos Reinos de Gloria Cristo Triunfou Sobre a Morte "Estai Firmes na Fe." 1 Cc 1! 1! 1! 15
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    36 ''~rocurai com Zdooit Jfldbottit llonit" TEMA 0 Senhor nos concede os dons do Espirito, para que possa- mos abencoar, encorajar e fortalecer uns aos outros em amor. Consegue lembror de 11/gum momenta, nos anos pass4- dos, de uma festa de aniversllrio, celeb~ao nata/ina ou qualqueroutra OCI1Si4o especilllem qw tevea oportunidade de faz.er alguma coisa por algulm q~ amava? Lembra-se das perguntas que lltepossavam pela mente? 0 que poderei fazer por ela? Como posso agrad6-Jo? Do que eta precisa? Quantas horas trobalhou ~cretamente motivado pe/a inti- ma expectativa de ser agrad6vel? Consegue ainda recordar o profunda praz.er que senliu ao trobalhar com suas prO- prias miJos e corat;l!o para moldar, polir e aperfeiroar a/go criativo quepretendill dar? EntiJo chegou o momentafinal, eas miJosdape:ssoa amada desembrulharam o presente, en- quanta vocl olhava, tornado de alegre ansiedade, imagi- nando se agora quejaera muito tarde para dar outracoisa, escolheu o presente sabiamente. EntiJo voce soube, pois seus olhos radiantes /he deram aquela certeza, que tomou sua dadiva ainda mais vaiiosa. As horas e dias de trabalho /oram plenamente recompensadas naque/e insta'nte, e vocl sentiu o profunda e sincero prazer de quem presenteia. ''Se, v6s, sendo maus, sabeis dar boas coisas...quanto mais vosso Pai, queest6 nosciusdora bensaos que/hespe- diram. " (Mateus 7:11) Se nOs, com todaa nossafraqueza e imperfei~tJes, podemos sentir a alegria que prowm de pre- ~ntearmos sem qua/quer egolsmo, quanto mais perfeila deve sera dadiva do Senhor! Podeimllginaro que reolm;n- te significa a/rase "donsdo &pirito"? ~ nossospresen/es 321 proporcionam alegria a quem amamos, quiJo maior niJo de- veserojubilo queacompanha osdons dispensadospelo Es- plrito Santo! Edeles que Paulo fa/a aos Corfntios. Como vimos no capitulo 34, os Corlntios estavam cheios de problemas decorrentes de sua/alta de poder espiritual. Havia dissens4o, imorolidade, divergencills doutriMrias e /alta de unidade no igreja. Ate mesmo os dons espirituais eram mal compreendidos. Evidentemente ossantos de Co- rinto, ao falar em linguas, julgavam que aquila ert1 uma provo conclusiva de que tinham poder espiritual. Ao invis de procurar ter a companhia do Espfrito Santo, de onde emanam esses dons perfeitos, elesprocuravam apenas tero proprio dom. Em cerlo senlido, podemos sergratosporesseproblema ter acontecido aos santos de Corinto, pois e devido a eles que recebemos os ensinamentos de Paulo a respeito dos dons do Esplrito. Ao jaz.er uma poderosa analogia com o corpo }ISico, o ap6stolo demonstrou que grande insensatez ua exaltar um dom espiritual mais que outro, e procurar provarsua existencia atravesde uma manifesta¢o exterior. H6 uma grande diversidade de dons espirituais, disse ele, e todos eles funcionam em cofl}unto para criar unidllde no corpo de Cristo - ou a igreja. Numa das mais sublimes e be/aspassagensde toda aliteratura, Paulo nos mostra o ca- minho mais excelente, o dom que lorna vdlidos e Olivos to- dos OS demais. Esse e 0 dom que pode porporcionar-nos a maior de todas as alegrills. Leiaagora essescapltu/osem I CorfntioseavalieseuprO- prio poder, os dons querecebeu e pode aindaobter, e a a/~ gria qw eles podem dill' a sua vida. Antes de pro.ssquir, leia todas as escrituras do quadro.
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    ~otntnt&rios 3lnterpretatlbos (36·1) lCorintios 12:3. "Ninguem Pode Dlzer que Jesus eo Senhor, senao pelo Esplrlto Santo," Os homens podem dizer muitas coisas sem o auxilio do Espi- rito Santo, mas ndo podem assegurar-se das verdades eternas sem a influ~ncia desse membro da Deidade. 0 Profeta .Joseph Smith declarou que 1Corintios 12:3 deveria ser traduzido para "Ninguem pode saberque Jesus eo Senhor, senao pelo Espiri- to Santo." (Ensinamenros, p. 218. Italicos acrescentados.) (36-2) 1 Corintios 13:1-13. Os Ensinamentos de Paulo a Respeito da Caridade. MaJor discernimento Sobre Esse Assunto E6bvio que a caridade esta sendo usada aqui no sentido do puro amor deCristo (Moroni 7:47) e nao no de dardinheiro ou prestar servicos a outrem. Algumas das palavras mais antigas obscurecem a nitidez da bonita linguagem de Paulo usada nes- sa passagem. Abaixo, encontram-se alguns auxilios para seen- tender melhor essa passagem: Vers. 4: A palavra traduzida por leviandade provcm do termo grego que signlfica "jactancia.'' Vers. S: A palavra suspeita seria melhor traduzida para "reconhece" ou "ajusta contas do". Vers. 7; A frase 40 tudo sofre" vern de uma palavra que significa "cobrir'', usada no que diz respeito aos tetos ou ao casco dos navios. "Ele afasta o ressentimento, assim como o navio manu!m a agua do !ado de fora, ou o teto a chuva."(Vrn- cent, Word Studies. Vol. 2 p. 795) Vers. 8: A palavra que foi traduzida por falha realmente significa "cair" e era usada no que se referia as folhas ou flores. Em outras palavras, o amor nilo eremovido de seu Iugar, Vers. 12: A palavra traduzida por espelho ecorreta, po- rem aqueles acostumados com a elevada quali- dade dos espelhos atuais, nao conseguem com- preender bern o sentido figurativo da frase de Paulo. "Essa palavra nos da a ideia de uma imagem imperfeita, se considerarmos as caracte- risticas dos antigos espelhos, que eram feitos de metal polido, e exigiam constante polimento, tanto eque a eles era atada uma esponja e urn recipiente cheio de pedra-pomes em p6." (Vin- cent, Word Studies, Vol. 2. pp. 795-96.) 322 (36-3) 1 Corintios 14:1-22. Todos os Dons do Esplrlto .Sao Visiveis Como o Dom de Linguas? "Nessas passagens, varios dons silo mencionados; contudo, qual deles o observador reconheceria na imposi~llo das mllos? "A palavra de sabedoria e a palavra de ciencia silo dons co- mo quaisquer outros, mas, se uma pessoa os tivesse a ambos ou os recebesse pela imposi~llo das maos, quem o saberia? Ou suponharnos que urn homem recebesse o dom da cura ou o de operar milagres, acaso ficar-se-ia sabendo no ato? Requereria tempo e circunslancias especiais para opera-los. Vamos supor que urn homem tivesse o dom de discemir os espiritos, quem o saberia? Ou se tivesse o dom de interprt .ar linguas, a menos que falasse em lingua desconhecida, teria que guardar silencio. Ha somente duas circunstancias que podem manifestar-se visi- velmente: o dom das linguas e o de profecias... ••o observador nada saberia acerca dos dons maiores, me- lhores emais uteis. Certamente urn homem podera profetizar, dos dons urn dos maiores, urn que Paulo recomendou as pes- soas, ou seja, aIgreja, que procurasse mals que o falar em lin- guas; porem, que sabe o mundo sobre a profecia? 0 Ap6stolo Paulo disse que "a profecia ndo esinal para OS infieis, mas pa- ra os fieis." (1 Corintios 14:22.) Mas, ndo di-lem as escrituras que falaram em linguas e profetizaram? Sim, porem, quem es- creveu essas escrituras? Nao foram os homens do mundo, nem os simples observadores, mas os ap6stolos, criaturas que po- diam distinguir entre urn dom e outro, e, por certo, estavarn capacitados para escrever sobre essas coisas... (Smith, Ensina- mentos, p. 240.) (36-4} I Corinlios 14:26-40. Quais Sio Alguns Falos Que Devemos Saber Com Referenda a Falar em Linguas? 0 Profeta Joseph Smith nos deu grandes ensinamentos a respeito do dom de linguas. Os seguintes trechos ajudam a dar urn breve resumo desse assunto: 0 Diabo Tambem Fa/a em Lfnguas ''Nllo faleis no dom de linguas sem entender ou sem inter- pretacilo. 0 diabo pode falar em varios idiomas; 0 adversluio vira com sua obra; ele pode tentara todos: pode falar holandes ou ingles. Nao deixeis que homem algum fate em outras lin- gu.as sem a interpreta~llo, exceto corn o consentimento do que f01 charnado para presidir; dai, esse ou algum outro podera discernir ou interpretar.'' (Ensinamentos, p. 158.) 0 Dom de Llnguas Tern Um Prop6sito Especifico.
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    ''...Mas o domdas linguas, na lgreja, pelo poder do Esplri- to Santo, epara o beneficia dos servos de Deus, a fim de pre- gar aos que na:o creem, como no dia de Pentecostes. Quando se reunirem as pessoas devotas de todas as na~Oes para ouvir as coisas de Deus, os elderes devem pregar-lhes na sua propria lingua, seja alemao, frances, espanhol, irlandes ou qualquer outra, e aqueles que entendem o idioma em que se esta falan- do, haverao de interpretar, e a isso se referia o ap6stolo em J Corintios 14:27." (Ensinamentos, pp. 190-91) Exislem Certas Precau{:6es Que Devemos Tomar a Respeito do Dom das Linguas "Nllo tenhais tanta curiosidade a respeito do dom das lin- guas. Nllo faleis em linguas, a menos que esteja presente al- guem que interprete. 0 objetivo principal desse dom e falar aos estrangeiros, e se uma pessoa esta muito interessada em exibir sua intelig@ncia, que converse com eles em suas respecti- vas linguas. Todos os dons de Deus sao uteis em seu devido Iu- gar; porem, quando silo aplicados ao comrario do que ele pla- nejou, tornam-se urn insuJto, uma cilada e maldi~a:o em Iugar de b@n~!los. (Ensinamentos. p. 241 .) "Se tendes urn assunto a revelar, fazei-o em vossa propria lingua; nao vos entregueis demais ao dom das linguas, ou o diabo se aproveitara do inocente e do incauto. Podeis falar em linguas para o vosso consolo, porem vos dou isto por lei, que, se algo for ensinado por meio do dom das linguas, olio deve ser recebido como doutrina." (Ensinamentos, p. "229.) (36-S) 1 Corintios 14:34,35. As Mulheres Niio Devem Ter a Oportunldade de Falar do Pulplto? Em ambos os versfculos, Joseph Smith alterou a pa/avrafa- Jar para governor na versllo lnspirada. 0 Elder Bruce R. McConkie escreveu: "As mulberes podem faJar na lgreja7 Sim, no scntido de en- sinar, aconselhar, testificar, exortar e coisas semelhantes; na:o no de assumirem a Iideran~ da lgreja, ou de tentarem instruir como devem ser dirigidos os neg6cios de Deus na t.:rra: ''Ne- nhum direito tern uma mulher de fundar ou organizar uma igreja. Deus jamais as enviou para fazer esse trabalho." (Ensi- namentos. p. 207) Nessa passagem, Paulo esta dizendo As ir- mas que elas sao sujeitas ao sacerd6cio, que na.o lhes edado dirigir e reinar, que a esposa do bispo na.o eo bispo.'' fDNTC, Vol. 2, pp: 387-88.) (36-6) J Cortnllos 15:29. "Doutra Manelra, Que Fanlo os Que se Batizam Pelos Mortos7" "Todo aquele que se batizou e pertence ao reino. tern o di- 323 (!apitulo 36 reito de fazer o mesmo pelos que ja morreram; e logo que seus amigos, trabalhando vicariamente por eles, obedecerem alei do evangelho aqui, o Senhor tern administradores Ia que os co· Iocarao em liberdade. 0 homem pode trabalhar vicariamente pelos seus pr6prios parentes; dessa maneira, cumprem-se as ordenan~as do evangelho que foram estabelecidas antes da funda~ao do mundo, e podemos batizar-nos por aqueles a quem temos tanta amizade; mas primeiramente deve ser reve- lado ao homem de Deus, a fim de que nao cometamos exage- ros." (Ensinamentos, pp. 358-59.) (36·7) 1 Corintios 15:33. "As Mas Conversa~ou Corrompem os Bons Costumes." A palavra conversa~oes, conforme eusada nesta escritura, nllo significa a linguagem corrompida ou degradante, e sim companheirismo e associa~llo. A palavra grega da qual ela foi traduzida refere-se mais ao relaciooamemo social, do qual as palavras limpas e a lingua- gem edificame sao apenas uma pequena parte. Essa escritura trata muito mais do que das boas maneiras, pois nela se acham tambem envolvidos os padrOes basicos do carater ou escolhas eticas. Paulo estava simplesmente dizendo que OS padrOes de uma pessoa freqUentemente sao determinados pela companhia com quem ela anda. (36-8) 1 Corinlios 15:44-49. '' Ressuscltari Corpo Espfrilual." "E o espirito e o corpo sao a alma do bomem. "E a ressurrei~ao dos mortos i: a reden~ao da alma.'' (D&C 88: 15-16.) ''Por ocasia:o da morte, ocorre a separacao do espirito e do corpo. A ressurreicilo reunira novamente o espirito ao corpo, e este se tornara urn corpo espiritual, de carne e ossos, porem vi- vificado pelo espirito, ao inves de pelo sangue. Assim sendo, nossos corpos, depois da ressurrei~o. vivificados pelo espiri- to, torna-se-ao irnortais e jamais morrerllo. lsso eo que Paulo quis dizer, quando declarou: 'se ha corpo animal, ha tambem corpo espiritual ' e 'que a carne eo sangue nao podem herdar o reino de Deus.' "(Howard W. Hunter, em CR, abril de 1969, p. 138.) (36·9) 1 Corintios 15:45. "0 Ulllmo Adiio Foi Feito em Espirllo Vlvlfk11nte." "Uma alma imortal, ou pessoa, consiste em urn corpo res· suscitado abrigar etemarneme urn espirito imortal. E Cristo, urn esplrito vivificante, que "vivifica todas as cousas". reali· zando assim 'a reden~ao da alma' (D&C 88:17.)." (McConkie, DNTC, VoL 2, p. 402.)
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    (36-10)1 Corintios 15:50."A Carne eo Sangue Nlio Podem Herdar o Reino de Deus.'' 0 Profeta Joseph Smith ensinou o seguinte a respeito dos corpos ressuscitados: 1. "0 Deus Onipotente habita em fulgores eternos; e ali niio pode ir o que e de came e sangue, porque o fogo consome toda corrup~ao... Quando nossa came for vivi- ficada pelo Espfrito, nao haven! sangue neste corpo." (Ensinamentos, p. 359.) 2. ··urn corpo de came e sangue nao pode ir Ia; ou seja, a presen~a de Deus, mas o corpo de came e ossos, vivifi- cado pelo Espfrito de Deus, pode:· (Ensinamentos, p. 318.) 3. "Quanto a ressurreic;iio... todos ressuscitariio pelo poder de Deus, e haver:l espfrito em seus corpos, e niio san- gue.'' (Ensinamentos, p. 195.) (36-11) 1 Cormtios 16:22. 0 Que Significam as Palavras Anatema e Maranata? Esta estranha inclusao de dois vocabulos aramajcos nas pa- lavras que Paulo usou para finalizar essa epfstola, tern levanta- do rnuita controversia. Conhecemos o significado de ambas, mas a estranha combina~iio e o que mais intriga os eruilitos. Antitema significa Jjteralmente "algo separado ou con- sagrado", e assurniu a conotaviio de ·'maldito" ou ''ama- di~oado". Essa e a palavra que Paulo usa em Galatas 1:8. ao declarar que qualquer pessoa que pregar outro evangelho ah~m do verdadeiro, deve ser amaldic;oada. A palavra maranattz, tern sido traduzida de diversas maneiras, como ''o Senhor vern", "o Senhor vira", "o Senhor esta as portas", e assim por diante. Parece ter sido uma saudaviio ou senha crista mill- to usada na antigUidade. Quanto a combina~ao das duas pala- vras, forum feitas duas interpretayoes basicas. Algumas ver- soes acreditam que deve existir urn ponto entre as duas, !enclo-se, entiio, da scguinte maneira: "Se alguem nao ama o Senhor, que seja amaldivoado. Nosso Senhor viral". A maior parte dos eruditos parece preferir esse tipo de separac;ao, po- rem houve quem sugerisse que Paulo as combinou deliberada- mentc, usando uma velha exclamaviio siriaca: "Que ele seja amaldi~roado, o Senhor esta is porlas'', sugerindo que na vin- da do Senhor. as pessoas serao castigadas. (Ver Fallows, The Popular and Critical Bible Encyclopedict and Scriptural Dictio- nary, Vol. I, p. 104.) Jlnntos a Jlo~.erar UMA GRANDE DlVERSIDADE DE DONS ESTA AO ALCANCE DE TODO SANTO QUE DESEJA OBTf:-LOS EM HUMILDADE E RETIDAO 324 Anterionnente. voce teve a oportunidade de ler o senniio de Paulo a respeito dos dons espirituais, e provavelmente perguntou a si proprio: "Como posso identijicar e dssen- volver meus proprios dons?" Seria proveitoso se pudesse preparar um resumo dos diversos dons de espfrito que gos- taria de possuir, dentre a grande variedade que e.:ristem, e talve?. tentar recmzhecer a/gum que jti possui. Sugerinws que obtenluz umn folhu dt' papPI, um lt.ipis e uma regua, e depois p~·epare Wit grtijico cons~itufdo de trts colzmas. Na primeira, aliste 0.1· dez dons mencionados por Paulo em 1 Corinrios 12:4-11. Em seguida, leia o relata fei- to por Mor6ni, em Mor6ni 10:8-18, e alisre rn1 segunda co- luna os nove dons que e/e menciona. Finalmente, encontre catorze dons que se encontram nas revela~oes modenws da- das a Joseph Smith em 1831. (D&C 46:8-33.) Ap6s refletir e ponderar fervorosamente sobre esses dons. ta/vez voci seja levado a perguntar: "Por que esses dons foram colocados ao meu alcance? u Paulo explicou que os dons espirituais sao "dados a coda u1n. para o que Jot uti/''. (I Cor. 12:7. lldlicos adicionados.) Uma coisa zltif e algo de que podemos tirar proveito. Hd muitas coisas pro- veirosas que os homens procuram obter 114 vida, por serem vantajosas. lrifelizmente muitas vezes siio levados a isso pe- lo egotsnw. pois os prazeres que eles proporcit)IUim siio eft- meros e de pouco valor etemo. Co11w um evidenre contraste. podemos aprender uma va- liosa lit;iio de uma experiencia que teve o profeta Lef. Um ser celestial pediu-lhe que empreendesse uma vU:lgem dificil atrawfs de 11111 deserto arido e desconheddo. Ao procurar obter consolo do Senhor, arraves da fi e wa~ao. ele viu uma drvore frutlfera de transcendente beleza e va/01: De- pais de partillwr de seu f m to, Let descobriu que represen- tava o amor que Cristo estende a todos os que o buscam. Lef procurou imediatamente parrflhar do fruto com sua famma. esperando fortalec€-los e edified-los. (Ver I Neft 8:I /.) Apos haver vagndo pelo deserto espiritual que ele mesmo criam, Paulo partill1011 do fruto, e entiio, mntivado pelo anwr de Cristo, comet;ou a trabal!tar em favor dtJ lwmani- dade. Paulo, como Lef, aprendeu que os dons conoedidos por Deus eram proveitosos someme quando partilhndos com os outros no contexto do a11wr cristiio. Assim l que ele pode dar alguns conselhos importantes aos santos de Gorin- to a respeito dos dons espirit;lais, que sao ativados pela ca- ridade. Depois de pregar aos Corfntios sabre a diversidade de
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    dons espiriwnis, ede como eles devem fimcionar em unida- de. ParliO mlnistrou-lhes errsinamentos relatives a "um caminho aindo mllis excelente". (l Corintios /2:31.) 0 cami- nho a que ele se referia i o do caridade, ou o puro amor de Cristo. (Ver MorOni 7:47.) Quando niio temos o amor que Cristo te1•e. ou seja, um amor puro e perfeito, Paulo diz que os dons espiriruais de nada nos valem. De que adiantaria profeti:.ar, curar, fa/or em lfngua.r, ou ate mesmo sacrificar n propria vida. sem que fosse pelos puros nwtivos i11spirados pelo amor cristiio? De que valeria termos uma fe capaz de remover nwnta11fras, podermos falar com os a11jos, ou possuirmos o conheci- mento total de todas as coisos, se niio tivessemos anwr? Entao Paulo define a espicie de amor de que est6 falan- do. Ele niio o fa:. boseando-se no filosofia, e sim no com- portamento humane. Em outras palavras. ntio 110s ensi1w o que o amor I ou dei.xa de ser, mas sim o que e e niio deve ser. Observe a profimda, por1m simples m·aliarriio que ele /lOS da. I Corfnrios 13 0 puro amor de Cristo 0 puro amor de Cristo I. £ paciente (benigno). 1. Niio e invejoso ~rs. 4) (Vers. 4) 2. NiJo e vaidoso (ou so- 2. Rejubila no l'erdade. berbo). (Vers. 4) (Vers. 6) 3. Niio se 'ongloria a res- 3. Tudo sofre. (Vers. 7) peiro de seu proprio Wl- 4. Crl em todas as coisas. lor. (Vers. 4) (Vers.7) 4. Ncio se pona com inde- 5. Tudo espera. (Vers. 7) cencia. (Vers. 5) 6. Tudo suporta. (Vers. 7) 5. Niio busra seus interes- 7. Nut~cafalha. (Vers.B) ses. (Vers. 5) 8. £ a principal das quali- 6. Nfio se irrita. (Vers. 5) Jades espirituais. 7. Niio suspeita mal. (Vers. 13) (Vers. 5) 8. Nfio se alegra com a in- justil,(O. (Vers. 6) (36-12) Todos os Poderes Espirituais Sao Ativados Pelo Puro Amor de Cristo Todos os poderes espirituais sao ativados pelo puro amor de Cristo. Sem ele, toda religiosidade se toma esteril e infrutifera. Niio h~ necessidade de esclarecennos mais este assunto. pois voce certamente j~ observou ern sua vida a aplicayl!o do mctodo estimativo usado por Paulo. Que influencia ele teve em sua vida? Costuma exercer os dons espirituais que rcccbeu por in- 325 aiapituln 36 termcdio daquele poder, ou, como os corfntios, algumas vezes procura ter poder espiritual sem alimentar o amor que o faz funcionar? (36-13) Motivados Pelo Puro Amor de Cristo Somos Prcparados Para Reeeber e Exercer Nossos Dons Espirituais. Muitas pessoas estiio em condiyiio de testificar, que ao rece- berem chamados para servir na fgreja, entre as ben~os que acompanharam a posiyao, encontravam-se os dons espirituais necessarios, que as capacitaram a exccutar efetivamente seus trabalhos. Os missionarios aprendem rapidamente os idiomas mais diffceis, e sao abenyoados com as palavras que precisam para defender a verdade: pais dao b€n¥1ios inspiradas a seus fi- lhos, e atraves da fe, as maes ajudam seus maridos a curar seus familiares enfennos. Os professores recebem discemimento es- pecial para preparar e ministrar suas aulas de modo que os alu- nos sejam edificados. Os testemunhos crescem, pessoas sao cu- mdas. orientayOeS recebidas, e o espfrito avido recebe conheci- mento e sabedoria, rudo atraves do amor que transforma o doador num servo cristiio que abenyoa, encoraja e fort:alece os outros em amor. A IGREJA PRECISA DE CADA MEMBRO Leia D&C 84:109-10. (Ver rambim I Corintios 12:12-27.) Compreeflde agora que voce e tiio necessaria aCO/lStro~ao do reino de Deus quanta qualquu outro membra? 0 Se- nhor precisa de voce. Ele niio somente o aben~oou com cer- tos dons de espfrito, mas voce pode canali::.ar seus poderes atraves de sua personalidade, e.xperiencia, injluincia e pre- para~iio singulares, para ajudti-lo a prestar importantes ser- vicos a lwmanidade. Nlio existe qualquu pessoa que possa ver com seus o/llos, ouvir com sew. ouvidos e discernir com seu emendimento. Ninguim mais sera capaz de ministrar com a perfcia e sensibilidade que voce po.wti. Se estiver dis- pasta a desem·olver esses dons e habilidades espirin1ais com humildade e fe, o Senf10r e seus anjos estao prontos para ajudtf-lo em tudo o que /hes for possf1•el. Lembre-se sempre das palavras de confian~a que o Presidente Heber J. Grant de11 aos scmtos: "Regozijo-me pelo Jato de que todo sa/llo dos r41timos dins. todo humilde filho e fillla de Deus que aceitou o evan- gelho e tomou-se membro da lgreja de Jesus Cristo dos Santos do Ultimos Dios recebeu o testemunho do Espfrito Santo, que os dons das lfnguas, da cura e outros dons e ben- ~iios, se encontram na lgreja, e mio siio concedidos apenas aos homens que nela ocupam posirroes de respOttSabilidade." (Herber J. Grant, em CR, abril de 1901. p. 64.)
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    ~ v;- 0 '4 '' "'"'~~41ED/TERRANE-0 Segunda Epistola dePaulo aos Santos de Corinto Escrita na Macedonia, Durante a Terceira Viagem Missionaria de Paulo. Aproximadamente no Inverno do Ano 57 D.C. (llCorfntios.) ll Corintios 1:1-24 Evitar Unir-se aos Descrentes. 0 Pesar Sincero e Convicto Conduz. Os Santos Amam e Perdoam 2:1-17 ao Arrependimento Os Santos Repartem seu Sustento 0 Evangelho e Maior que com os Pobres. a Lei de Moises 3:1-18 As Ben~llos da Verdadeira Caridade A Luz. do Evangelho Brilha Atraves Paulo se Gloria em Deus 4:1-6 das Trevas Os Falsos Apostolos Sllo A Prova~llo Mortal e as Esperan~as 4:7-18 Obreiros de Satanas Eternas. Os Sofrimentos de Paulo Os Santos Desejam Obter 5:1-11 por Amor a Cristo Tabernaculos de Gloria Imortal. 0 Terceiro Ceu. 0 Evangelho Reconcilia o Homem 5:12-21 0 Poder Atraves da Fraquez.a com Deus. Evidencias do Que Significa Como os Ministros de Deus Podem 6:1-10 ser urn Apostolo. Obter a Aprova~llo Divina. Os Santos Devem Provar a si Proprios. 6:11- 7:1-1 8:1-2 9:1-1 10:1-1 11:1-1 II: 12- 11:16- 12:1-6 12:7-1 12:11- 13:1-4 13:5-1
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    Qrapitulo 37 37 "§ :ffiomtt1t&nea~ribular!o l)robu? para nQg wn l)ego ~tttno be ~lOria mui ~xctltntt TEMA 0 Senhor pode exigir que sorramos tristezas e tribula~Oes para que nos tornemos o que ele deseja. INTRODU~AO Paulo, que sempre trabalhou incansovelmente em dejesa da causa do Senhor, saiu de Efeso em companhia de outros disclpulos e partiu para Troas, onde esperava encontrar Ti- ro, que estaria voltando de Corinto, atr(llts de quem elede- StjaIQ sober notfcilzs a respeito de como os sontos daquela cidade haviam rerebido asuaprimeira eplstola. Porem Tiro niJo se achava em Troas, e Paulo, ainda mais ansioso para saber a/go sobre o bem-estar da igreja de Corinto, 1.Qrpou IIPressodamente atravb do Mar Egeu e dirigiu-St! ct Mace- d~nkl, onde trabalhou entre os ramos da igrtja e aguardou a chegada dQ([Wie disclpulo. Pdu/o mt ., e»tmp/o de um verdadeiro crvrte. Em Tfotzs, teveQ oportunidlldedepregar0 evangelho, esuack- IOfdo ao ch~~tr~ado depregotaosgentiosI a/go digno de no- ta; ma ele tinluz 11m rebtlnho em Corlnto que j6 pertencia 110 aprlsco do Senho~ ao qual r«entlmente havia repr«n- dldo. E t~golfl, sentindo em seu cortl¢o a ternura de um bom ptJStor, .ru11 a/ina ~nsia10 tom6-los ellf sew braros e _,._los do graf~M amor que~ia; porbrr, antesde ir • CDrillto. Ando ~encontrar Tiro e ~ noticias. ~. nooUIOIW do QIIO J'! D.C., Tito c/wgou d ci- d#Jde.FIJ!pt, eoop6stolo'p6de011virSt!U motocomgran- .M~ poi$~ $IIIIIOS vocilt11111S em Corinto havi~~~n"Se I IIUWtlm ansiOIOS ptllfl ~ PttukJ. 327 As notlcias que Tito trouxera e a grande preocupafiJO que Paulo sent/a pela igre}a de Corintofizeram com que es- crevesse uma segundo eplstola - terna e am6vel em muitos sentidos - dizendo-lhes como Deus cotifortaria os santos que se encontravam em tribu/aflJO, e os sustentaria em to- das asaflir6es quesecombinam namortalidade para tornar a vida terrena um estado de provDfiJO e teste. Nessa carta, ele tambem escreveu a respeito de outros r6picos, alguns de/es de ordem pessoal. Estude cuidadosamente todos os temas, mas observeprincipalmente as pa.ssagens em que ele acon.se/ha os santos decafdos, encoraja os que eram vitima de opressiJo, e conso/a os corQflJes daque/es que vaci/(1lam na /uta, procurando alcanfar a vit6ria e libertar-se do jugo de um mundo conturbado. Os pro/etas tim o/erecido conselho e esrimulo semelhan- tes aos santos de todas as ~pocas. A seguinte declarDfiJO e atribufda a Joseph Smith: "PassareisportodasortedeprOvDf(}es. Elass/Jo necess6- rias, para que sejais provados, como joram Abra4o e ou· tros homens de Deus, e (diMe ele) e/e St! condoer6 de v6s, proteger-vos-6 e/ortakcer6 coda fibra de vo.ssos cor~tJes. t se nlo puderes suportar, n4o estareis preparadospara re- cebtr uma heron~ no reino celestial de Deus." (Joseph Smith, citado por John Taylor, em JD, Vo(. 14. p. 197.) Antes de prosseguir, leia todos as escrituras do quadro. A SEGUNDA EPiSTOLA DE PAULO AOS CORiNTJOS Conduta no Ministerio. Embora todos os escritos de Paulo aos Filipenses e a File·
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    mon sejam consideradosde natureza pessoal, atraves da se- gunda epistola que ele enviou aos corintios, podemos ganhar profunda discernimento a respeito de sua seosibilidade como quando se sentiu ferido ao ser falsamente acusado por alguns santos acomodados, que nao haviam suportado, como ele, o calor e o fardo do ministerio. Nela encontramos tambem mui- tos ensinamentos concernentes aigreja de Jesus Cristo em seu periodo apost61ico, e de como os membros se entregavam ari- validade, ciumes e ao medo, e pouquissimo conteado de or- dem doutrinaria. Ocasionalmente conseguimos discernir so- berbas manifesta~<les de sentimento humano, que ajudam a iluminar o carater do homem que conhecemos como o ap6sto· lo Paulo. Ao ser abertameme acusado por alguns rriembros da igreja de Cor!nto, que desejavam reduzir a sua influencia, Paulo vigorosamente defende o seu carater pessoal e tambem a conduta que manteve como urn ap6stolo de Jesus Cristo. (37-2) Fundarnento Historico Paulo escreveu pelo menos tres cartas aos corintios. A pri- meira aparentemente se peraeu, restanao-nos apenas c6pias da segunda e terceira carla, as quais silo conhecidas como Primei- ro Corintios e Segundo Corintios, respectivamente. A segunda eplstola e uma carta de acompanhamento das advertencias da- das na Primeira Epistola aos Corintios. Como as pr6prias evidencias demonstram, foi na Macedo- nia que Paulo escreveu a Segunda Epistola aos Corfntios (II Corintios 2: 13; 7:5-7; 9:2-4.) Considerando que Lucas situa a visita de Paulo aMacedonia em alguma epoca perto do fmal de sua segunda viagem missionaria, e bern provavel que a carta tenha sido escrita no ano 57 A.D. Essa epistola revela que o ap6stolo a escreveu pelo menos por cinco razoes: (1) para defender a obra que realizou no mi- nlsterio; (2) louvar os santos de Corinto pelos progresses que fizeram desde sua ultima carla; (3) defender seu carater pessoal e conduta; (4) encorajar os santos a fazerem contribuicoes fi. nanceiras generosas em beneflcio dos santos pobres de Jerusa- lem; e (5) falar de uma terceira visita que faria a Corinto. Quando a carta foi completada, e temos evidencia segura de que foi escrita as pressas, Paulo remeteu-a por intermedio de Tito que voltava a Corinto. Ele foi acompanhado por ou- tros dois discfpulos (U Corintios 8:18, 22), urn dos quais prova- velmente foi Lucas. Paulo recomenda Tito e seus companhei- ros aos corintios e os desaria a ''provarem" seu amore o orgu- lho que Paulo deles sentia, fazendo uma contribuicao generosa em favor dos pobres, e enviando-a atraves de Tito, (ll Corfn- tios 8:24; 9:5.) (37-3) II Corintios 1:22. "0 Qual Thmbem... Oeu o Penhot do Espiritu em No~sos Cora~oes.'' A palavra penhor e urn termo tecnico derivado do antigo 328 mundo das financas, e significa "uma garantia" ou "dinheiro dado como caucao". Esse vocabulo e usado exatamente no mesmo sentido que usamos na frase ''deposito previa". 0 pe- nhor era uma soma inicial dada em garantia de que o restante do dinheiro devido seria pago posteriormente. Paulo nos suge- re que recebamos o Espirito Santo. como pagamento inicial das bSncilos que nos serao dadas, o qual serve de garantia de urn pagamento mais completo no futuro. se permanecermos fieis. (37·4) ll Corintios 2:5. 0 que Paulo Quis Dizer Quando Declarou "Para Vos Niio Sobrecarregar aVos Todos"? Esse versiculo e os que o seguem, nos proporcionam uma vi- silo interessante do grande amor e compaixao que Paulo sen- tia. Nilo sabemos se o transgressor a que ele se refere eo fomi- cador mencionado na primeira carta (I Corintios 5; l) ou al- gum dos falsos mestres da igreja, que haviam encab~ado uma revolta contra Paulo e seus ensioamentos. Eevidente, porem, que a igreja hav1a tornado as providencias necessarias contra aquele individuo, e agora o ap6stolo os adverte a que nao dei- xem de ama-lo. No versiculo 5, diz que se contristou com as noticias que recebera sobre aquele irmao, nilo porque ele se achava ferido em seus sentimentos, mas sim porque o procedi- mento daquele homem estava prejudicando toda a igreja de Corinto. Paulo os encorajou a perdoar e consolar aquele peca- dor, para que nilo se desviasse do rebanho (vers. 6-12). Essa lirme atitude de apego as regras e padrOes da igreja, e tambem de perdoar quando o transgressor se mostra verdadeiramente arrependido e procura corrigir o seu comportamento errado, e uma caracterlstica da igreja de Jesus Cristo, tanto nos dias atuais como em epocas primitivas. (37-5) U Corintios 2:17. As Vhidas Figuras de Retorica Que Paulo Usou ao Falar dos Falsificadores 0 termo falsificador ou corrupto ederivado de uma palavra grega que significa mascate. "Esse termo designava generica- mente os negociantes de imagem e de todos os tipos de merca- dorias, e era usado especialmente com referencia aos vendedo- res de vinho, para quem a adulteracilo e as medidas falsas eram de uso comum." (Vincent, Word Studies, Vol. 2, p. 813.) Essa classe de mercadores tinha tclo ma reputa<;ilo devido asua falta de escrupulos e grande desonestidade nos neg6cios, que muitas vezes lhes era vedado o acesso aos cargos publicos. Os falsos mestres que havia na igreja tinham a mesma mentalidade, e de- turpavam a palavra de Deus a seu bel-prazer, como prop6sito de alcancar seus objetivos egoistas. Temos, assim, urn retrato de Paulo, urn homem capaz nao apenas de demonstrar urn grande amor a seus semelhantes, mas tambem de condenar com franque,Za as pessoas que tentavam destruir a igreja.
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    (37-6) ll Corlntios3:6, 14. Paulo Est.a Falando da Blblia, Quando se Refere uo Novo e Yelho Testamento? A palavra testamento ederivada do vodtbulo Iatino cesra- mentum, que era a tradu~ao da palavra grega "convenio". A ultima vontade e testamento de uma pessoa (ou convenio que fazia ao morrer) e urn exemplo do verdadeiro significado da palavra. Entretanto, quando dizemos novo testamemo e ve/ho testamento, quase imediatamente pensamos nas duas divisOes blblicas. Devemo-nos lembrar de que elas foram assim chama- das, porque a primeira continha os escritos e registro do povo de Deus que vivia sob o velho Convcnio (lei mosaica), e a segunda porque trata do novo convenio (a lei de Crisro). 0 Novo Testamento. conforme o conhecemos na Biblia, so foi compilado depois da morte de Paulo. E. por isso que, no versi- culo 6. ele afirma que os santos eram ministros do novo conve- nio de Cristo, que abolia o antigo. Mesmo no versiculo 14 em- bora seja 6bvio que Paulo se referia aos registros escritu,risti·- ~:os quando fala da leitura do velho testamento, ele nao esta fa- lando no mesmo sentido que conhecemos o Velho Testamen- to, mas, sim, referindo-se a lei mosaica, ou antigo convenio. (37-7) ll Cormtios 6:2. "Eis Aqui Agora o Dia da Sah·a~ao" Lela Alma 34:31-33. (37-8) ll Corfntios 6:12. ''Nao Estais Estreitados em Nos. Mas Estajs Estreitados em Vossos Proprios Afetos. Conforme eusada nesta escritura, a palavra afetos geral- mente se refere a urn sentimento de piedade, amor ou bonda- de. Quando sentimos amor ou compaixao por alguem. geral- mente experimentamos dor dentro de nos. "Que as tuas entra- nhas, tambern sejam cheias de caridade para com 10dos os he- mens." (D&C 121 :45.) lsso eo mesmo que dizer: " Demonstrai um amor cristao para com os outros.'' A maneira como foi usada a palavra afetos nesta escritura, faz pane de uma ex- pressao mais ampIa •' estais eslreilados nos vossos pr6prios afetos." Essa ea maneira simples de Paulo dizer aos corintios que eles nao sofrerarn restri~ao por falta de afeto de sua parte, mas sim por nao terem demonstrado o adequado amor e com- paixao. Essa palavra e usada no mesmo sentido em Filipenses 1:8, 2: l. (37-9) Il Corintios 6:14...Niio Vos Prendais a Urn Jugo Oesigual Com os lnfieis. "Que devemos fazer entilo? Devemos fazer cair em nos a•in- felicidade de uma casa dividida? Devemos seguir a voz da ex- periencia e casar dentro de nossa propria fe? ... 329 ''A resposta obvia para todos v6s e: casai-vos dentro da sua propria fe. Se sois presbiterianos, casais com presbiterianos. Se sois cat6licos, casai com cat61Lcos. Se sois da Casa de Juda, casai-vos deotro de vossa fe. Se sois mormons, casai com mor- mon~." (Mark E. Petersen, em CR, abril de 1958, p. 106.) (37-10) ll Corintios 7:8-10. "Porque a Tristeza Segundo Deus, Opera Arrepcndimento Para a Salva~iio. da Qual Ninguem se Arrepende." 11 Em geral as pessoas afirmam terem-se arrependido, quan- do tudo o que fizeram foi sentirem-se tristes porum ato errado que cometeram. Porem, o verdadeiro arrependimento e mar- cado peJa tristeza sincera e devota que muda, transforma e sal- va. Sentir-se triste nilo esuficiente. Talvez o reu na penitencia- ria, vindo a compreender o alto pre~o que ten! de pagar pelo delito que cometeu, venha a desejar nunca te·lo cometido. Isso nilo earrependimento.0 homern corrupto,que estacumprindo rigorosa sentenca por estupro, pode estar muito pesaroso pelo que fez, mas nao se arrependeu de fato se a pesada sentenca que the foi imposta eo (Jnico motivo para sua tristeza. Essa e a tri5teza do mundo. "0 homem verdadeiramente arrependido sente-se triste an- tes de ser detido. Sente-se triste mesmo antes deseu segredo ser conhecido... 0 arrependimento verdadeiro implica em que a pessoa reconheca seus pe~:ados, e por si mesma, sem pressoes externas, comece a se transformar.'' (Kimball, 0 Milagre do Perdiio, pp. 146-147.) (37-11) I C<>rintios 11:24. "Como Eram os A!oites Usados Pelos Judeus? Em Deuteronomio 25:1-3, Moises estabeleceu o principio de que o pomem culpado deveria ser acoitado quarenta vezes. Os rabinos judeus haviam reduzido essa sentenca para trinta e no- ve, para prevenir que, por erro, a pessoa fosse a~oitada mais que quarenta vezes. (Moises havia advertido para nilo passa- rem desse numero, dai o motivo de toda essa precau~ao.) Na epoca de Paulo, essa punicao se havia transformado num cas- tigo brutalmente doloroso, que era aplicado com grande preci- sao. Qualquer pessoa familiarizada com o a<;oite judaico pode entender que o fa!O de Paulo ter suportado cinco vezes tal su- plicio, foi de fato um gesto impressionante, pois eracomum a vitima morrer durante sua aplicacao. (37-12) 0 Corintios 12:2·4. "Conhe~o urn Homem em Cristo...Quc foi Arrebatado Ale o Terceiro Ceu." "As maos da vitima eram amarradas a uma estaca de urn cubito e rneio de altura. 0 oficial de justica rasgava o manto
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    do supliciado, desnudando-lheo peito. 0 executor ficava em pe em cima de uma pedra, por tras do criminoso. 0 a~oite con- sistiade duas correias, urna das quais era constituida de quatro tiras de pele de bezerro e outra de duas tiras de pele de asno, que passavam atraves de urn buraco feito no cabo. 0 prisionei- ro curvava-se para receber os acoites, que eram ministrados com uma so mao, mas com toda a forca do supliciante, sendo treze no peito, treze no ombro direito e treze no esquerdo. En- quanto era aplicado o castigo, o juiz supremo lia em voz alta (Deuteron6mio 28:58, 59; 24:9; e Salmos 78:38, 39, escrituras que se referiam aos mandamentos de Deus, o castigo pela sua violacllo, e a misericordia que o Senhor tero pelo pecador.)...Se a punir;:llo nclo terminava juntamente com a lei- tura das passagens, o juiz tornava a ler e marcava o tempo, a fim de que ela terminasse juntamente como castigo. Enquanto isso, urn segundo juiz contava os acoites, e urn terceiro excla- mava 'Hakkehu' (golpeia-o), antes de cada golpe. (Farrar, Li- fe and Works of St. Paul, pp. 715-16.) 0 que mais nos causa admiracdo eque Paulo se subrneteu a esse suplicio nas maos dos judeus, quando em outras ocasiOes o fato de dizer que era cidadllo romano o libenaria de til.o seve- ro castigo (Atos 22:24-29). Novamente eFarrar que nos da possivel resposta. Ele afirma que tao logo a pessoa recebia a punicllo, sua liberdade era restaurada, pois bavia pago com- pletamente o debito que contraira atraves de sua transgresslio_ Farrar acrescenta ainda:"Se ele se tivesse recusado a aceitaT o castigo, escudando-se em sua cidadania romana, teria incor- rido na pena de excomunhao, nilo lhe sendo com isso permiti- do entrar nas sinagogas." (Farrar, St. Paul, p.717.) Como vimos no livro de Atos, o sistema missionario tipico que Paulo usava era entrar nas sinagogas e comecar a pregar. Se lhe fosse tirado esse privilegio, isso significaria urn grande obstaculo ao seu trabalho. Quando vemos a firme determina- cao que ele teve ao submeter-se ao suplicio pela segunda vez, quando ja passara por ele, podemos ter uma ideia d9 que esta- va disposlo a fazer pela causa de Cristo. Nao e de admirar que se tenha irritado com a jactllncia e criticismo mesquinho dos falsos mestres de Corimo. 0 nomem a quem Paulo conhecia era ele mesmo. Joseph Smith declarou: "Paulo subiu ao terceiro ceu, e pode entender 330 os tres degraus principais da escada de Jac6; as glorias ou rei- nos telestiai, terrestrial e celestial, onde Paulo viu e ouviu coi- sas que lhe nllo foi permitido relatar.'' (Ensinamenros. p.296.) (37-13) II Corintios 12:7-9. "Foi-me Dado Um Espinho na Carne" A palavra que Paulo usa aqui significa literalmente "uma estaca' ' (como a que era usada para fixacao.) 0 termo traduzi- do para "espinho" era usado com relacao a estac.as, instru- mentos cinirgicos ou espinbas de peixe pontiagudas. 0 proprio termo sugerealgo que eraextremamente doloroso e dificil para Paulo. Houve inumeros debates a respeito do que poderia ser essa enfermidade, e entre as sugestOes apresentadas, menciooaram-se a de uma esposa perversa que se voltou con- tra ele por ocasillo de sua conversao, a epilepsia, uma enfermi- dade ocular mujto grave, malaria, ou alguma fraqueza espiri- tual que constantemente o atormentasse. Nao temos meios de saber, atraves dos registros que atualmente possuimos, a que Paulo queria referir-se. So podemos ter certeza de que cada urn de nos tern suas fraquezas, espirituais ou fisicas, que Sata- oas usara para nos desafiar. 0 Elder Harold B. Lee declarou: "0 Senhor nos ensinou nas escrituras que Satanas eurn inimi- go de toda retidao, e por causa disso, aqueles que ocupam ele- vadas posicOes no reino de nosso Pai, serao alvo de seus incan- saveis ataques. Podeis esperar, como o ap6stolo Paulo com tanta clareza compreendeu, vos que presidis nos varios oficios do reino de nosso Pai, que urn dia sereis sujeitos as investidas do diabo. " ...Muitas vezes recebeis enfermidades, problemas e afli- coes, para que vossas almas sejam testadas. Nessa ocasiao, os poderes de Satanas parecem estar sempre dirigidos contra v6s, sempre atentos procurando quebrar vossa resistencia; porem, as fraquezas oriundas dessas enfermidades vos proporcionarao o poder de Deus, que se derramara sobre v6s e, acontecera convosco como ocorreu ao ap6stolo Paulo, que foi conferta- do pelo pensamento de que, atraves de suas prova~oes, o po- der de Deus nele habitaria." (CR, outubro de 1949, p.57.) .t}ontos a ~onberar DEUS TEM UM PROPOSITO E DESiGNIO NOS TESTES E TRIBULA{:OES QUE SOBREVEM A SEU POVO (37-14) Passamos por Certas Afli~oes Como Um Castigo Por Nossa Desobedicncia. Deus cumpre seus prop6sitos, ao permitir que seus filhos passem por sofrimentos e afli~oes. Quando eles quebram suas
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    leis e tomamatitudes contrfuias ao que reconhecem ser certo, Deus pode fazer com que lhes sobrevenham castigos, aflit;oes e tristezas, para ensina-los que nao e sabio procederem de modo errado. Se os homens fossem perfeitamente obedientes a tudo o que deles e requerido, enHo seria possivel serem santificados sem sofrer aflit;oes. (Compare com Discursos de Brigham Young, p.350.) Porem como "ninguem a nao ser Jesus, jamais foi per- feito," (Ensinamentos, p.l82), todos tern que suporta-las em maior ou menor grau. Leia 1 Pedro 2:20. "Pedro disse que n8o nos cabe qualquer merito pelosso- frimentos que suportamos devido a nossas pr6prias trans- gressiJes. Ele gostaria de nos ver recompensados por todas as a/liriJes porque passamos por amor ao evangelho, niJo por causa de nossa propria estupidez epecados." (Neal A. Maxwell, "For a Small Moment," Speeches ofthe Year, 1974, p. 447.) Leia Apocalipse 3:19-21. Joilo ensinou que os santos devem arrepender-se quando silo chamados a sofrer provayOes? Pode ver agora por que esse e urn dos maiores prop6sitos do sofrimento - fazer com que os filhos de Deus corrijam seus caminhos e voltem a ser obedientes? A desobediencia nilo ea (mica razao pela qual recebemos sofriinentos e provat;Oes. Existe tambem urn outro prop6si- to. Leia Malaquias 3:2-4. Davi olhava enquanto ominerio de ouro era descarrega- do no britador. Eram grandes pedat;os de pedra, rudes e de diversos formatos, nenhum dos quais de modo algum se pa- recia com ouro. EJe sabia que aquelas rocbas seriam moidas e processadas numa fornalha que as trataria sob intenso ca- lor, fazendo com que se quebrassem ainda mais, e se fun- dissem - 0 fogo e urn agente purificador a quem nilo se po- de enganar. As impurezas e esc6rias seriam literalmente queimadas. Depois que o minerio passasse pelo testeda for- nalha, tudo o que restaria dele seria o pr6prio ouro, puro e Iindo. Davi podia ver o terr1vel calor que eXistia dentro de- la, todavia nilo danificava de modo algum ao ouro, muito pelo contrario, o purificava e tornava melhor. " ...Deus afirmou que desejava urn povo provado, e que o purificaria como o ouro..." (Ensinamentos, p.l32.) 331 cteapitulo 37 Como Malaquias disse que o Senhor sera? Que especie de fogo ele permitira que sobrevenham sobre seu povo, para purifica-lo e refina-lo? Compete a Deus determinar o tipo de fornalha que usa- ra, e tambem o dia e a hora da purificariJo; e cabe ao ho- mem submeter-se a ela esuporta-la, poise somente atraves das provaroes que os homens se tornam aquilo que Deus quer. Que euma prova{:ilo? Voce conhece muito bem o teste pelo qualAbraiJo passou, eo sofrimento que Joseph Smith encontrou em seu caminho, a respeito do qual o Presidente Brigham Young disse o seguinte: "Joseph nilo poderia ter-se aperfeiroado, nem que vives- se mil anos, se nl1o houvesse passado por tantas persegui- {:iJes. Se ele tivesse vivido mil anos, condut.ido este povo e pregado o evangelho sem serperseguido, niJo teria sido tllo perfeito quantofoi com apenas trinta e nove anos de idade. . Podeis imaginar, portanto, que quando este povo echama- do asuportar horasde grande aflirao esojrimento, eexpul- .so de seus lares, derrubado, espalhado eferido, estafazen- do progredir sua obra com maior rapidez." (Discursos d~ Brigham Young, p. 351.) Mas em que consistem as provat;Oes e sofrimentos? Elas silo o que Paulo disse: a~oites, naufragios, perigos, necessi- dades, e tudo o que nos apresentam as tempestades e expe- riencias da vida. Leia as seguintes escrituras relativas as experiencias de Jo e Paulo, e considere cuidadosamente as seguintes ques- tOes: J6 2:3 J6 estava sofrendo devido a alguma falta que cometera? Ele havia feito algo errado? (Compare com 16 9:17; 16:17.) J6 23:6. 10.14. Quais sllo alguns propositos pelos quais Deus permitiu que J6 sofresse tanto? Ele sabia o que Deus estava fazendo com ele? Ao ser afligido, J6 imediatamente caiu dejoelhos e implorou ao Senhor que removesse seus sofrimentos? Ou sera que resolveu tirar de suas aflicoes todo proveito que Deus desejaria? J6 l: 12; 2:4-6.
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    Existem limites aossofrimentos e aflj~aes que Deus per- mite que sobrevenham a seus filhos? (Compare com D&C 122:9: Alma 13:28.) II Corintios 11:24-33. Paulo sabia por que estava sol'rendo? Voce acha que existe algum relacionamento entre as alli~aes que o ator- mentavam, o poder de seu ministerio e a grande sabedoria que adquiriu atraves de suas experiencias? (Compare com 1 Nefi20:lO.) ll Corfutios 12:7-10. Essas passagens indicam que havia atguma rela~iio entre a intensidade das afli~aes de Paulo. e o grau em que o po- dcr de Cristo era dcrramado sobre ele? Como esses ensinamenJos se aplicam a voce? Certameme ja the sobrevieram algumas provar;oes e os sofrimentos niio lhe siio de todo estranhos. Voce faz com que eles o atinjam, devido o sua desobediencia oufalta de sabedoria? Leia D&C 98:3. Pode ser que algumas de suas provar;oes sejam devidas ao Jato que Deus deseja refina-lo e purijicti·lo? Costumn orar ao Senhor; pedindo-llle que afaste tiS experilncias e aflifiies que tetn o prop6sito de aperfeit;oti-lo? Submete-se a elas (Mosias 3:19) e procura aprender atraves de suas pro- va~·oes. e tern plena certe::,a de que elas pro1•em de um Pai sapientfssimo e amoroso7 Leia D&C 58:2-4. Voce permite que as prova,coes /he proporcionem wn pe- so etertw de gl6ria m~1i e:ccelente. como Paulo disse ern II Cor(ntios 4:17? Procurard suportar bern suas provar;oes e aprenderd a analisa-las bem? Dia vfra em que podera compreendO-las. 332 SUMARIO 0 Presidente John Taylor, que tinha em seu corpo ferimen- tos de bala recebidos no dia do martfrio em Carthage, e que, durante sua administra~ao, viu a ira de urn pais beligerante cair sobre a Igreja com urn efeito quase devast.ador, declarou o seguinte: "E necessaria que passemos por certas prova~oes, para que sejamos purificados. 0 povo algumas vezes niio compreende essas coisas... "Temos aprendido muito com o sofrimento. como o consi- deramos; eu o chamapa de uma escola da experiencia...Qual foi seu objetivo? Por que os homens de bern dcvem ser prova- dos?... para que aprendarnos a depender de Deus, confiar ne- le, observar suas leis e guardar os seus mandamentos... jamais considerei esses sofrimentos como prova~oes, cujo objetivo e purificar os santos de Deus para que eles possam ser, como di- zem as escrituras, como o ouro, que foi purificado sete vezes atraves do fogo. (Ver Salmos 12:6)" (JD. Vol. 23, pp. 334-36.) 0 Presidente Marion G. Romney deu o seguinte conselho aos santos de nossa gera~ao , que estlio passando por prova- 9oes: "Digo a todos v6s que estais sendo provados no severo teste da adversidade e da afli9iio: Criai coragem; reavivai vossos es- plritos e fortalecei vossa fe. Nestas li9oes impressionantes ensi- nadas por preceito e por exemplo por nosso grande paradfg- ma, Jesus Cristo, e seu Profeta da restaura~ao, Joseph Smith, temos inspira~iio suficiente que nos da conforto e esperan~a. "Se pudermos suportar nossas afli~oes com a compreensiio, fe e coragem que eles resistiram adeles, seremos fortalecidos e confortados de muitas maneiras. Seremos poupados do tor- mente que acompanha a ideia erronea de que todo sofrimento erecebido como o castigo da tTansgressao. Seremos conforta- dos pelo conhecimento de que estamos suportando, nem sera exigido que soframos, as penas dos infquos que "serao atira- dos nas trevas exteriores (ali) haveri pranto e lamenta~iio e ranger de dentes". (Alma 40:13) CR, outubro de 1969, p. 59.)
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    ~ CHIPAE~ '-1A.R MEOITERRAHI'-0 UmaEpistola de Paulo aos Santos da Provincia da Gahicia. Escrita de Corinto, Durante a Terceira Viagem Missionaria de Paulo, Aproximadamente no ano 57 D.C. (Galatas.) Advertencia contra os 1:1-10 Como os Santos se Tornam Falsos Pregadores Filhos de Deus 0 Chamado de Paulo ao 1:11-24 Os GaJatas S~o Chamados Ministerio Para Ajudar na Obra. Encontro dos Oiscipulos 2:1-10 Os Dois Convenios: em Jerusalem. Agar e Sara Pedro e Paulo em Anti6quia. 2: 11-14 A Liberdade Crist~ A SalvacAo So e Possivel A Liberdade e a Caridade. 2:15-21 Atraves de Cristo Caminhar no Espirito. 0 Espirito e Recebido 3:1-5 Levar as Cargas Uns Atraves da Fe dos Outros. A Miss~o de Abra~o se 3:6-18 "0 que o Homem Semear, lsso Estende aos Gentios. Tambern Ceifara." 0 Objetivo da Lei. 3: 19-22 Os Santos se Tornam Filhos 3:23-29 de Deus Pela Fe. 4: 4:' 4:: 5: 5: 5: 6: 6:·
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    38 "J)orqut tubo oqut o J!}onmn ~emear, i~~o tambfm ~olfJtt&'' TEMA Somente aqueles que perseverarem em retidao ate o fim re- ceberao vida eterna. INTRODU<;AO No amanhecer tllo daro e ensoralado, Dois jovens com~ram a caminhar, Longe de todo problema e cuidado, Passavam sua existencia a brincar, Eles moravam na zona ruralda Cidade, abeira da mesma estrada. Eramjovens insepardveisque brincavam nos mon- tes de areia, trepavam em arvores, balanravam-se em ve- lhos pneus pendurados nos galhos, usavam chapeus de pa- lha e longos sobretudos, e que nos meses de veriJo, gosta- vam de andar descalros. Pesca~am em pequenos regatos, com varas improvisadas, caravam ninhos de faislJes e con- versavam multo - oh, como conversavam, sonhavam, imaginando o que lhes trariam os anos da adolesdncia. Ponm o tempo testaria as a/mas, E duras penas os seus corarlJes. Para abater os seus mais lindos sonhos, E sepant-los pelas aflirtJes. Veio alpocada grande depressllo, e com ela os dois tive- ram que abandonar os estudos, procurar emprego e encon- trar seu cominho no mundo.·Separaram-se, progrediram profiSSionalmente e constitufram fam£/ill, mas a guerra in· terveio, trazendo mais trabalho e desajio ds famf/ias. Um 335 delesprocurou serhonesto, mora/mente limpo e digno, em tudo o quefoz.ia no vida, e nilo aceitava nada que the fosse de a/gumproveito, emprejufzo de seu car6ter. 0 outro pro- curou veneerna vidaa qua/quer custo, sem o menorsacri/f- cio, e arriscou a virtude, a familia e a integridade para al- canfar o sucesso. Eis que se passaram os anos, na velhice Ambos vollaram a seu antigo lor, Onde haviam passado a meninice, Para poderem, enjim, descansar. Os dois haviam acumula.do muilos bens terrenos. R(for- maram seus antigos 1/lres, fizeram berifeitorias, e prepararam-se para viVer tranqUilamente naquela estrada que ainda pertencia ao ambiente rural, multo distante do bu/fclo do mundo. 0 homem quefora bom, vlu osanos eas estarlJes passarem, e sentiu dentro de si uma imensa paz e grande satisfarilo, como se a propria natureza aprovasse o cominho que seguira, e todos os seus dias foram marcados pela maissuavefelicidade. 0 outro homem, entretanto, ja- maisp&Je descansar, e apaz niJo conheceu. A ansiedade, o medo, a descorifianra e tristew comeraram a pesar sobre seusombros idosos com umafo~a esmagadora. Os ultimos anos de sua vidaforam um iriferno, ate que jd nao sentiu mais nada, seu atorftJentado corari1o parou, e ele morreu atemorlz.ado, no lor em que vivera. 0 tribunal de Deus esempre certo, Nele a just;rajamais eesquecida, E quem semeia a bondade e a /uz, Co/he a paz aqui, e na outr.a vida. Antes de prosseguir, leia todas as esciituras do quadro.
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    cteommtiirios 3Jnterptttatibos (38-1) 0Llvro de Galatas - a Llberdade e o EvangeJho 0 tema dessa epistola nos ensina que esomente atraves do evangelho de Jesus Cristo que podemos encomrar a liberdade. Paulo demonstra clara e poderosamente que a ad~clo dos en- sinamemos dos judaizantes (cristaos judeus que insistiam na observa.ncia da lei mosaica) limitaria, ou ate mesmo destruiria a nova liberdade que os santos haviam encontrado em Cristo, e tambem que, embora a lei mosaica fosse valiosa para os fi- lhos de lsrael antes do ministerio mortal do Salvador agora fo- ra substituida por uma lei mais elevada. (38-2) Data e Local em que a Eplstola foi Esc:rita Embora nao possamos estabelecer com segura.nca o local e a data em que foi escrita essa cana aos Galatas, toda evidencia nos indica que foi escrita de Corinto durante a terceira viagem missionaria, aproxirnadamente no ano 57 D.C. (38-J) Problemas Especlals 0 debate mais significative que podemos fazer sobre essa epistola, diz respeito a identidade dos galatas. 0 termo Galacia poderia ser aplicado a duas regiOes diferentes, dependendo da maneira como era usado, etnica ou politicamente. 0 uso etno- grAfico do termo referia-se aarea- situada urn pouco abaixo do Mar Negro, na Asia Menor, e era o local habitado pelos gale- ses. Quando as legiOes roma.nas submeteram as tribos daquele povo ao seu dominio, o territ6rio se tornou uma provincia ro- mana chamada Galacia. Ela incluia urn territ6rio bern mais ex- tenso, visto que abrangia a regia:o sui da Asia Menor. Assim era usado politicamente o termo provincial GaJ{Icla. Que sentido Paulo tinha em mente, quando usou esse te~­ mo? Esse eo tema do nosso debate. Ex.istem duas teorias basi- cas. A primeira echamada de Teoria do Norte da Galacia. As pessoas que defendem esse ponto de vista, afirmam que Paulo usou o termo etnicamente, limitando, portanto, a Galacia a parte norte da provincia. 0 maior problema que essa teoria apresenta eque nclo temos registros de que tenha havido qual- quer pregacao do evangelbo naquela area, nem Paulo ou Lu- cas fazem qualquer referenda as cidades maiores que existiam naquela regi~o. Os que aceitam a Teoria do Sui da GalaCJa, afirmam que Paulo usou OS titulos provinciais ao referir-se as igrejas estabe~ lecidas. (Eie menciona Acaia, Arabia. Asia, Cilicia, Dalmacia, c assim por diante.) Se assim foi, entlo o termo Galacia, con- 336 forme e usado pelo ap6stolo, incluiria as regiOes situadas ao sui da Asia Menor, entre as quaisse encontravam a Antioquia, Oerbe, Listra, e Iconio, cidades que ele visitou em sua primeira viagem missionaria. (Atos 13:13-14; Atos 16:1-9.) Essa teoria encomra firme apoio no que ja conhecemos atraves dos regis- tros de Atos e de outras referencias ocasionais feitas por Pau- lo. Embora a interpreta~ao e o valor do livro nclo sejam afeta- dos pela exatidclo de qualquer das duas teorias, cremos que a Teoria do Sui da Galacia e a mais correta, e que Paulo estA es- crevendo as igrejas que estabeleceu em sua primeira viagem missionaria. (38-4) Galatas 1!8·9. As Pessoas Que Desejavam lntroduzlr Falsos Ensinamentos na lgreja 0 Elder Howard W. Hunter, ao falar desse problema, disse o seguinte, numa conferencia geral: " Desde os primeiros dias da lgreja Cristll, falsos evangelhos rem sido ensinados · nilo evangelhos reais, como Paulo denun- ciou, pois ha somente urn evangelho de Cristo. Hoje nlo e di- ferente. Estamos rodeados de frustra.eOes, ideias arrojadas e erudictclo, os quais levantam perguntas e duvidas que podem arrastar os homcns e destruir-lhes a fe e a moralidade. Onde esta, entlo, a esperan~a, neste mundo de frustracOes e moral decaida? Esta no conhecimento e compreensclo das verdades ensinadas pelo Mestre, as quais tern que ser transmitidas pela lgreja de Cristo sem deturpa~Oes, e aceitas e vividas por seus membros. Essas sao as verdades eternas, e assim sera perpetua- mente, a despeito das mudancas circunstanciais na sociedade, do desenvolvimento de novas cooquistas clentificas ou dos avancos no conhecimento." (Discursos do Conferencio Gerol, outubro de 1973. p. 86.) 0 Presidente Harold B. Lee advertiu os santos a respeito de falsos ensinamentos que surgem dentro da propria lgreja: "Existe entre nos quem se pareca com os tais lobos. Com is- to, refirO·J11e aqueles que se professam membros da lgreja, mas nlo poupam o rebanho. E dentro de nossa pr6pria con- gregacao, levantam-se homens falando coisas perversas. Per- ¥erso significa desviado do ceno ou correto, obstinado no erro voluntariamente, para fazer com que os membros fracos e in- cautos da lgreja o sigam. ''E como dizia Paulo, hoJe eigualmente tio espa.ntoso co- mo o foi naqueles dias, que cenos membros se deixem afastar tao racilmente daqueles que lhes pregaram 0 evangelho e dos ensinamentos do evangelho de Cristo, para ser Jevados a algo
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    que corrompe asverdadeiras doutrinas, transformando-as em praticas e a~oes viciosas, malvadas. "Estes, como se tem evidenciado pelos eventos chocantes que acontecem entre alguns desses grupos dissidentes, t@m sido amaldi~oados conforme os profetas advertiram: e esUlo obvia, mente sob o poder daquele ser maligno que fornece aos sim- pl6rios todos os sofismas que Satanas vem empregando desde o principia dos tempos." (A Liahona, setembro de 1973, p. 32.) (38-5) G61atas 2:1-4, 9. 0 fato de Paulo Afirmar Haver "Corrido em Vio" lmpUca que Duvldava de Sua Missio? A tradu~oo do versiculo 2, geralmente faz crer que Paulo duvidava intimamente da missllo que recebera de pregar aos gemios, e dirigiu-se aos ap6stolos para ver se ele nil.o estaria "correndo em v4o". Porem, na linguagem original, nAo en- contramos tal implica~lio, eo sentimenta que ela nos transmite e de que Paulo procurou obter a san~ao legal para a obra em que estava engajado (provavelmente para responder as criticas que os judaizantes levantavam). 0 versiculo 4 nos mostra que ele recebeu a aprovacao oficial que desejava, sem qualquer re· serva, pois nlio foi exigido que Tito fosse circuncidado, con- forme exigiam os adversarios de Paulo. Esse apoio unlinime que os irmaos lhe deram edemonstrado tambern no versiculo 9, onde o ap6stolo diz que ofereceram a mao da amizade a ele e Barnabe - urn sinal que no idioma grego e hebrako significa receber plena associacllo, alianca ou unjdade. (38·6) Galatas l:Jl-ll. Era Llcito Paulo, Um Apostolo, Corrlglr Pedro, que era Presidente da lgreja? "Pedro e Paulo - ambos ap6stolos, que recebiam revela- ~Cies, viam anjos e eram aprovados pelo Senhor, herdarllo a plenitude do reino do Pai - esses mesmos pregadores dignos e poderosos discordaram no que dizia respeito a urn proce- dimento basico da igreja. Pedro era o Presidente da lgreja; Paulo, urn ap6stolo, menor que ele na hierarquia eclesiastica, e, portanto, sujeito a direcdo do ap6stolo principal. Porem Paulo estava certoL e Pedro, errado. 0 primeiro estava firme- mente determinado a andar 'retamente conforme a verdade do evangelho'; Pedro contemporizava, corn medo de ofender os semiconversos judeus, que ainda observavam a lei mosaka. •·A questllo do debate nao erase os gentios deviam receber o evangelho, pois Pedro havia recebido pessoalmente a revela- cllo de que Deus nilo fazia ace~llo de pessoas, e que os indivi- duos de todas as linhagens eram agora herdeiros da salva~o. juntamente com os judeus. (Atos 10:21-35.) Alem disso, os di- 337 ((apitulo 38 rigentes da Igreja, reunidos em conselho, tendo o Espirito San- to a guiar sua mente e orientar suas decisOes, haviam determi· nado que os gentios que recebessem o evangelho nllo deviam ser sujeitos alei de Moises. (Atos 15:1-35.) Os judeus que eram membros da igreja, entretanto, na.o aceitaram tal decisllo sem reservas, e continuaram a andar de conformidade com os ri- tuais mosaicos, e esperavam que os gentlos conversos agissem da mesma forma. Pedro defendia tal procedimento, e Paulo enfrentou publicamente o principal dos ap6stolos, ganhou a questlio, e nllo poderia ser outro o resultado. Temos plena cer· teza de que, se pudessemos ter urn registro completo do que debaterarn, veriamos que Pedro mudou de ideia e fez tudo o que estava a seu alcance para que os santos judeus acreditas- sem que a lei mosaica fora cumprida em Cristo, e nllo mais se aplicava aos judeus ou aos gentios.'' (McConkie, DNTC. Vol. 2. p. 463-64.} (38-7) G~latas 2:13. 0 Que Significa a Palavn Dlssimula~ilo? Paulo usou uma palavra muito forte, da qual o vocabulo dissimulacllo foi excelentemente traduzido. Ela ebaseada no termo original simular, que significa "fazer algo semelhante''. Portanto dissimular, quer dizer "esconder-se sob uma falsa aparencia". A palavra grega hypokrisei cderivada da mesma raiz, a qual deu origem apalavra hipocrita. Os judaizantes eram hip6critas, porque pretendiam ser extremamente fieis na observancia dos principios do evangelho, mesmo quando esta- vam agindo de maneira contraria aos padrOes por ele estabele- cidos. (38-8) Galatas 2:16. 0 que Paulo Quls Dlzer com 1 'a Lei" , "as Obras da Lei", e "Justlfica~iio Pela Fe"? Como ja tivemos a oportunidade de ver, o maior objetivo dessa carta era tentar mostrar aos santos da Galacia que a ob- servAncia da lei mosaica nao somente era desnecessaria, mas contraria ao evangelho. Tecnicamente, ••a lei" referia-se aos cinco primeiros livros do Velho Testamento, em hebraico cha- mados de Tora. Poi nesse sentido que Paulo usou essa palavra em 4:21,22, quando chamou a aten~llo dos santos para os exemplos de Sara eAgar. Porem, no tempo do ministerio de Jesus, a frase "a lei", tambem significava todo o conjunto de regras, rituais e praticas do codigo mosaico, tanto os que se achavam incluidos nos escritos de Moises, como a grande quantidade de tradic;Oes orais que foram estabelecidas durante os diversos si:culos posteriores. Enesse sentido que o ap6stolo usa tipicamente a palavra lei, ao escrever aos gfilatas. Em resumo, justjfica~ao significa "ser declarado justo", e tambem "ter novamente o relacionamento justo com uma pes-
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    ~erao s Desjiladeiro doCi/fcia perto de Torso. soa". Portanto, o que Paulo estava diz.endo eque ninguem pode tomar-se justo e restabelecer o relacionamento adequado com Deus unicamente por intermi!dio das obras da lei mosai- ca, ou em outras paJavras, somente atraves de quaisquer obras da lei. Tal objetivo s6 pode set alcan~ado atraves do sacrificio expiat6rio do Salvador e da observancia dos principios e orde- nan~as do evangelho. (Paulo descreveu mais completa e siste- maticarnente essa doutrina nos primeiros capitulos de sua epis- tola aos romanos: portanto, essas imporLantes doutrinas serao tratadas com mais minucias ao chegarmos aquela se~ao.) (3S.9) GiJatas 3:8. 0 Evangelho Foi Pregado aos Santos que Viveram Antes de Cristo? ..Veremos que, segundo Paulo, (Galatas 3:8) o evangelho foi pregado a Abraao. Gostariamos de que nos informassem em nome de quem o evangelho foi pregado nessa epoca, se foi no de Cristo ou em algum outro. Se foi em outro nome, teria sido de fato o Evangelho? E se o foi, e pregado em nome de Cristo, teria ordenan~as? Se nllo tivesse. poderia ser o evange- lho7 E seas possuia, quais eram7 Nosso amigos taJve.z digam que, antes da vinda de Cristo, nao havia outras ordenan~as alem dos sacriflcios, e que nao era possivel administrar o evan- gelho enquanto estivesse em vigor a lei do sacrificio de sangue. Contudo, sabemos que Abraao ofereceu sacrilicios, e nao obs- tante, o evangelbo the foi pregado." (Smith, Ensinamentos. p. .59. Ver tambem Jac6 4:.5.) (38-10) Galatas 3:19. 0 que Foi Adicionado a Lei Mosalca Por Causa da Transgressiio? "Tambern estadito em Galatas 3: I9 que a lei (de Moises ou Levitica) foi adicionada por causa da transgressao. E pergun- tamos, a que foi adicionada essa lei senclo ao evangelho? Nao hll duvida de que foi ao evangelho, pois, como ja vimos, ele lhes foi pregado. Segundo esses fatos, concluimos que, quan- 338 do o Senhor se revelava aos homens nos dias antigos e manda- va que lhe oferecessem sacrificios, ele o fazia para que aguar- dassem com fe o tempo de sua vinda, e oonfiassem no poder dessa expia~ao para serem redimidos de seus pecados. E isso e o que fizeram os milhares que nos precederam, cujas vestes es- tao sem macula e que. assim como J6. tendo confianr;a seme- lhante adele, esperam ainda ver na carne o Senhor no ultimo dia, sobre a terra." (Idem, pp. .59-60.) (38-11) Gfllatas 3:24. Em que Sentldo a Lei Foi Um Alo Para os Filhos de Israel? A palavra grega traduzida para aio e paidagogus, de onde deriva o termo pedagogo, ou mestre, a qual tinha diferente aplica~clo na epoca de Paulo, e dava maior poder a imagem que o ap6stolo estava criando. Urn paidagogus era urn tutor especial contratado pelas familias mais abastadas, e nao so- mente era responsavel pela educar;ao das crianr;as, mas tam- bern se esperava que as preparasse e treinasse em todos os sen- lidos, ate que alcan~assem a maturidade. 0 termo equivalente mais aproximado que podemos encontrar hoje em dia seria o termo feminino ama-seca ou governanta, designando as que vivem oa pr6pria casa e tern responsabilidade direta pela edu- ca~ao da crianr;a. 0 uso que Paulo faz dessa palavra imediatarnente nos eosina qual era o verdadeiro prop6sito da lei de Moises · preparar os lilhos de Israel (que eram literalmente filhos, no seotido espiri- tual} para a maturidade e as leis e ordenan~ "adultas" do evangelho. 0 profeta Abimidi tambem tinha essa ideia em mente, quando explicou os motives pelos quais os israelitas re- ceberam a lei mosaica. (Ver Mosias 13:29-3 J.) A declara~ao em que ele nos ensina que todas essas coisas eram "simbolos" daquelas que viriam, emuito importante pa- ra nos. A palavra sfmbolo signifca "sinal" ou "imagem". As- sim, a lei mosaica nao somente era um conjunto de leis estri- tas, com o objetivo de guiar os ftlhos de lsrael nos caminhos da obediencia e fazer com que alcanr;assem a maturidade espi- ritual, mas tambem comjnha urn profundo simbolismo espiri- tual, dirigindo nossa mente para Jesus, na sua posi~llo de Re- dentor e Messias. A lei de Moises tinha o evidente prop6sito de preparar o povo de Deus para o evangelho que viria no futuro. (38-12) G61atas 3:27. Uma Pessoa lniqua Pode Realmente Revestir·se de Cristo Atraves do Arrependlmento e Batismo? "Para purilicar o corpo sujo, e preciso tomar banho, escovar os dentes, lavar a ca~a. limpar as unbas, e vestir roupas lim- pas. Quando uma casa ereformada, o telhado econsertado ou substituido, as paredes sao lavadas ou pintadas, o assoalho i:
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    varrido e encerado,os m6veis consertados e espanados, as cor- tinas lavadas e passadas e os metais recebem o devido polimen- to. Quando urn homem pervenido nasce novamente, seus ha- bitos silo mudados, seus pensamentos purificados, suas atitu- des regeneradas e elevadas, suas atividades postas em plena or- dem, e tudo nele que estava sujo, corrompido ou estragado, passa a ser limpo e imaculado. .. ... Quando alguem elavado e purificado, deixa de ser adultero. 0 processo de purificacilo emencionado muitas ve- zes, em muitos lugares, por muitos profetas. "0 efeito da purificacilo emaravilhoso. Essas almas ator- mentadas encontram a paz. Essas roupas sujas foram lavadas ate ficarem impecaveis. Essas pessoas, ameriormente macula- das, foram purificadas atraves do arrependimento, tornando- se dignas para o servi~ do templo e dese apresentarem peran- te o trono real de Deus. (IG.mball. 0 Milagre do Perdao, p. 333.) (38-13) GAlatas 4:6. 0 Que Slgnlflca o Tllulo "Aba, Pai"? Paulo sugeriu que, atraves da expiacilo de Cristo, podemos ser adotados como filhos de Deus, e entllo o Espirito nos aju- dara a damar "Aba, Pai". Abo euma palavra aramaica (vo- cabulo cognato hebraico) e tern uma conotacilo muito mais ampia que simplesmente pai. E o diminutive pessoal e lntimo da palavra poi, usado pelas criancas nos circulos familiares. Seu equivalente mais aproximado e papai ou paizinho, embora nenhum dos dois possa realmente transmitir o verdadeiro im- pacto da palavra. 0 fato e que Deus nAo somente e o Pai (o ti- tulo e nome formal}, mas tambem Aba, o pai de amor e orien- tacllo que nos conhece intimamcnte e ao qual podemos dirigir- nos sem medo. (38-14) GAlatas 4:ll..Jl. A AJegorla de Sara eAgar. "Nessa escritura, Paulo usa a vida de Abrailo como uma alegoria, para dramatizar a superioridade do evangelho sobre a lei mosaica - urn metodo de ensino que tern o objetivo de fa- zer com que sua doutrina seja oovamente lembrada cada vez que seus ouvintes pensam em AbraAo e em sua vida. "Agar, a serva, deu aluz Ismael; e Sara, a mulher livre, con- cebeu Isaque. Ismael nasceu segundo a carne, ao passo que lsaque, como o filno da promessa, nasceu segundo o Espirito. Agar representa, assim, o antigo convanio, a lei mosaica, o convi!nio sob o qual os homens eram sujeitos aescravidao do pecado, enquanto Sara simboliza o novo convi!nio, o evange- lho, o convi!nio sob o qual os homens nascem livres, libertos do cativeiro do pecado atraves de Cristo. 339 {[apitulo 38 1@1@@ "0 Monte Sinai, de onde proveio a lei, e Jerusalem, onde agora eadntinistrada, simbolizam a lei e seus fllhos que se en- contram no cativeiro. Porem a Jerusalem espiritual, a cidade celeste da qual os santos serao cidadaos, e simbotizada por Sa- ra, pois ela ea m~e dos homens livres. Ela, que por tanto tem- po, como nossa mae esoiritual, foi esteril, tornou agora a nos todos, como Isaque, nerdeiros da promessa. "Agora acontece o mesmo que amigamente; os que nascem segundo a carne combatem os que sllo nascidos do Espirito. E assim como Deus rejeitou Ismael e aceitou Isaque, rejeita tam· bern os que se apegam a lei de Moises e aceita os quese voltam a Cristo.'' (McConkie, DNTC, Vol. 2, pp. 477-78.) (38-15) GAlatas 5:1. Por Que a Clrcuncisio Felta nos Dias de Paulo Era o Mesmo que Rejellar a Cristo? "A circuncisilo euma ordenan~a religiosa, a senha e o si- nal de que o homem ere, aceita e estfl disposto a viver de acor- do com o sistema mosaico, e assim, para os cristAos daquela epoca, isso se constituia em uma rejei~ao de Cristo eseu evan- gelho, que haviam substituldo a lei. Ver Atos 15:1-35.'' (McConkie, DNTC, Vol. 2, p. 479.) (38-16) GAlatas 5:16-26. 0 Homem Naturale o Homem Espiritual " ... 0 homem e um ser dual, e sua vida urn plano estabeleci- do por Deus. Essa ea verdade fundamental que temos de ter em mente. 0 homem possui urn corpo natural e tambem urn corpo espiritua/. "0 corpo humano, portanto, nada mais eque o tabernaculo em que o espirito babita. Muitas pessoas ha, urn grande nume- ro delas, que considera o corpo como o pr6prio homem, e con- seqUentemente orienta todos os seus esfor~os no sentido de sa- tisfazer seus apetites, desejos e paixoes." (David 0 . McKay, " The Abundant Life in a Selfish World" (A vida abundante em urn mundo egoista) Improvement Era, setembro de 1949, p. 558.) (38-17) Gllalas 6:17 " Porque Trago no Meu Corpo As Marcas do Senhor Jesus." A palavra estigma e derivada do vocabulo grego stigmattt, que foi usado nessa escritura. Estigma euma ferida ou cicatriz que originariamente era feita com os ferros de marcar os escra- vos. Visto que aquele era urn sinal nem sempre apreciado por todos, tais marcas geralmente davam urna conotacAo negativa • dai o uso que fazemos atualmente da palavra estigma. Porem, nessa escritura, Paulo parece referir-se nao a uma marca de
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    vergonha, mas defidelidade diante da persegui~llo. Talvez a stigmata que ele portava tenha sido recebida na propria Galll- cia. Devemos lembrar que, em sua primeira viagem missiona- ria, Paulo e Barnabe foram expulsos da Anti6quia, na Pisidia. (Atos 13:50.) Depois disso, foram for~ados a fugir de Iconio, para nllo serem apedrejados (Atos 14:5), mas foram seguidos pelos irados judeus ate Listra, onde levaram a cabo o seu in- tento, apedrejaram Paulo e o deixaram como morto fora dos muros da cidade. (Atos 14:19.) A grande preocu~ao de Paulo era que os galatas ho- viam abandonado seus caminhos malfgnos, arrependeram- se de seus pecados, batizaram-se, foram investidos do po- der de Deus e receberam urn novo fUlScimento, havendo, posteriormente, voltado a suas praticas antigas. (06/atas 4:9.) Tinham feito a/go que arruinara completamente todo oesforrofeito emseu arrependimentoinicial: co~aram no- vamenteaprocurarDeusapenasporcausadas coisasmunda- naseexteriores, abuscarafelicidade atrovesde meiosincapo- zes de tocar o homem interior. Considere Ezequie/18:21-24. Muitas pessoas que haviam sido convertidas averdade na epoca de Paulo, e que tinham abandonado sua pecaminosa vida anterior, depois de a/gum tempo com~aram a sentir /alta dos companheiros de ·outrora e do jogo imposto pela lei mosaica ao qual haviam estado sujeitos. NOo ~ que dese- jassem abandonar a verdade diretamente, mas sim queriam colocarnela todas aspraticasecorruglJes queanteriormente cometiam. Jollo Masporquealguem desejario voltarapraticare trazerpara sua vida oserros que havia abandonado? Davl Nem toda pessoa que comete umafaita~ voluntaria e de- liberadamente in/qua. H6 muitos que silo bern intenciona- dos, embora n/Jo estejam certos. Aqueles conversos destljo- vam pemumecer na igreja, mas, devido ao orgulho, ou tal- vez outros motivos, achavam que, se pudessem introzir seus antigospecados na igreja, pareceriam justtficar a parti- c~Oo que outrora neles tiveram. Jollo Nilo sei se entendi bern. Em que senlido oJato de trazer 340 SllpdMwnosque, antesde/iliar-ae algr(ja, voclperten· cllla IIIIHI rellgi4o prott!Stfltlte onde nao ertiProibido beber ch4. Vocl ouve os missionarios, e entre outros novos co,.. cellos. 8 ensinam que se niJo deve beber ch6. Voc:i tem · agOIYI dulls flllenuztivas: (I) pode ser humilde, ampender- se e fllllletl mai.s bebl-lo, ou (2) justi/ictlr aslproprio e ten- ttuf~a lgreja a adotarseusponJosde vistaparticulares a respeilo do assunto. Jollo Como '"poderio fazer isso? Davl Vocl poderia /ilior-se d lgreja e depoi.s encontrar um membrofracoquegostade hebercha. Em seguida, o convi- daria a tomar cha junto consigo, e procuraria fazer com que outros membros, atemesmo os 1/deresde SIUl aiD ou es- taca, fiZJ!SSem o mesmo pois, quanto maiorfosse seu gru- po, mais iria sentir-se justificado em vo/tar a seu procedi- mento tlllligo. Talvez vod provocasse tal agita¢o a ponto de mod(ficar os padrlJes, alterar os ideals,·n4o ~ mmte porque esta convmcido de qu• ~ cornto beber ch6. mas sim porque acha diflcil abandonar certas coisas com que esteve familiarizado por tanto ·tempo, e talvez fosse mai.sf6ciljustificar a volta aosseu.santigos h6bitos, do que se turepender. (38-18) Colheras Sempre e Por Toda a Eternidade Apenas Aquilo que Semeaste. Maria Julia subiu com dificuldade os degraus de entrada da capela, e chegou ao vestibulo. Ela fora criada na lgreja, casara-se e tivera uma familia. Seu marido havia falecido re- centemente e seus filhos viviam Ionge de casa, por isso ela se sentia urn pouco solitaria ao atravessar o vestibulo, seguir pelo corredor e acomodar-se em seu Iugar costumeiro em frente ao pulpito. Seu corpo sentia o peso da idade, e era com grandees- for~o que conseguia preparar-se para vir as reuniOes. Apesar de tudo, gostava de ir, e hoje era urn dia muito especial, pois o novo bispo, urn homem ainda bastante jovem, iria dirigir a pa- Javra aos membros da ala. Ela gostava dele e ficou abismada pelo fato de ele ja ser capaz de presidir uma ala, sendo de tllo pouca idade. Ela esperava que ele dissesse algo mais agradavel, para variac, pois os bispos anteriores s6 falavam sobre o peca-
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    do, dignidade earrependimento. Depois que foi administrado o sacramento, obispo com~ou a falar. "Oh, nll.o!" pensou eta. "Ele tambem vai falar sobre o arre- pendimento e pecado! Estou tao velha e bern que poderia ou- vir falar de coisas mais suaves. Por que falar tanto sobre mora- lidade? Quando mudarao de assunto?" Porem suas perguntas silenciosas calaram-se em sua mente, quando eta recordou o que ocorrera havia quase cinqUenta anos. Eta era jovem e bela naquela epoca, mas urn pouco irn- prudente, e havia transgredido apenas uma vez. Posteriormen- te, ao namorar outro homem e casar-se com ele no templo, eta racionalizou que uma vez que tinha cometido apenas uma fal- ta, nao precisaria contar a ninguem, especialmente ao bispo que a entrevistara, e, sem duvida, convencera-se de que havia sido muito forte e boa depois daquilo, ou teria tornado a transgredir durante aqueles anos despreocupados. 0 bispo estava dizendo que o arrependimento deve ser com- pleto, e incluia a confissao das transgressOes mais graves. "Mas a minha nao foi assim Ulo seria, pois eu era ainda jovem, e nunca mais a cometi. Oh, por que tenho que ouvir falar do pecado, quando nossas reuniOes poderiam ser cheias de paz?" Ela se lembrou emao do servico de dedicacao da sepultura de seu falecido esposo, e sentiu-se grata pelo fato de ele nunca ter sabido de sua falta. Contudo, naqu::le momento, em que esta- va abeira de seu ti.Jmulo naquele dia solitario, eta nllo pOde deixar de sentir que nll.o havia sido honesta, e que no Iugar em que ele se encontrava, provavelmente ja sabia o que eta havia feito. 0 bispo continuou seu discurso, explicando como nossos pecados sempre permanecem conosco, a menos que os solucio- nemos. "Como podemos saber que eles foram resolvidos?" perguntou o bispo. "Se puderem ouvir urn sermllo a respeito de suas antigas transgressOes, e sentirem-se em paz." Maria Julia nllo sentia essa·paz! "Oh, gostaria de que ele terminasse de uma vezl pensou eta. Sua mente agora estava tao atormentada quanto no dia em que lhe sugeriram, ha muitos anos. que consultasse o bispo a respeito daquele problema. Durante o resto da reuniao, ela fez for~a para nao chorar. " Por que nllo consigo esquecer? Por que tenho que me sentir assim?" A reuniao terminou. Os membros com~aram a sair, e ela caminhava silenciosa junto deles, e esperava que sua profunda ansiedade nllo Ihe transparecesse na face. Entao, de repente, hi estava ele, o novo bispo, com sua mao estendida no meio da multidao. " Boa noite, irma Maria, live prazer em reve-la." Ela olhou 341 para seu rosto, e nao conseguiu proferir uma s6 palavra; seus olhos se encheram de lagrimas e ela sentiu como se nll.o pudes- se mover-se. "Esta-se sentindo bern?" perg~ntou obispo, ainda Ihe segu- rando a mao. Ela ainda nao conseguia falar; as lagrimas conti- nuaram a cair e ela sentiu-se alheia aos demais membros da congregacao. 0 bispo gentilmente conduziu-a pelo braco ate o seu escrit6rio, onde ela se sentou desolada numa cadeira. Quando se deu conta desi, ja havia contado tudo o que se pas- sara - sua grave transgressao cometida ha cinqUenta anos, e to- da tristeza e tormento que passara depois daquilo. Apos al- guns minutos, tudo estava terminado, e ela parou de solu~ar. Ap6s algumas palavras de conforto, o jovem bispo sentou-se em sua cadeira e ficou calado durantealgum tempo. Finalmen- te disse; "Oh, gostaria que tivesse esclarecido isso ha muito tempo, pois nao teria sofrido todos esses anos..." " Sim," pensou ela, "todos esses longos anos, mas eu sem- pre soube, no fundo de meu coracilo, que urn dia teria que me apresentar perante o tribunal de Deus e pagar, pagar com pro- fundas dores e muitas lagrimas." Antes d~ considerflr asseguintes questiJes, feia novamen- te 06/atilS 6:7-9. A manelra pela qual Maria Julia co/heu o que havia se- meado, e0 linico meio pelo qual a lei pode ser ap/icada? A leido retorno estaoperando emsuapropria vidaatual· mente? Quando assementes que voce est6semeando agora, em termos de honestidade, virtude e obediencia tiverem germinado, frutijicado e amadurecido para a colheita, que t(po de pessoa sera voc€? Com que pensamentos passar6 seu tempo e quai<; osgrande anseios quesurgir6o dentro de seu lntimo? Galatas 6:7 Pode um hom~m enganar a Deus e ser bem sucedido no fa/so eiforro de colh~r a olegria, quondo semeou a iniqUi· dade? (Compare com Helam4 13:38.) Por que Paulo d~ "N4o erreis?" (06/atos 6:7.) Existem pessoas qu~ tenta- riam far.~-lo crer que a iniqDidade pode realmenrefaz~-lo felit? 06/atas 6:8 & uma pessoa procura satWazer os apetites da carne, e viYe para gratificor os desejos vis que se originam de urn mundo decafdo, como o orgulho, os QPetites. paix~. &• cessivtlS honras e louvores · o queeventualmente receber61 0 que co/hera, se vlverestaexistencia de modo digno e lou-
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    vavel?Esta procurando aplicaresta analise tambem ao seu coso? Galatas 6:9 Paulo nos ensina quereceberemos asnossasrecompensas imediotamente? Qualquer pessoa pode viver em retidtlo apenasporum dia. Semear generosamenteeservirsem es- perar retribuiftlO apenas por um dia ou uma semana, em nada melhora o car6ter de indivfduo. Ea obediencia dedi- coda e volunt6ria, prestada durante muitos anos, durante 342 toda a vida, quenos mostra a verdadeir~J estatura de urn ho- mem. Compreende agoraporque o pro/etaNefi ajirma que de- vemos prosseguir em boas obras ate o Jim de nossa vida, para que possamos alcan~ar a exaltar.tlo? (Yer 2 Nefi 31:20.) A lei do retornojamais cessade operar. Estaprepa- rado para assumir o compromisso de doravante plantar as sementes da santidllde, puret.a e servifo, para_ que elas /he proporcionem uma colheita abundante de gloria, exalt~tlo e vidas eternas?
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    c.MELITA MAJ..TA 4,'1 ~ ~-1f, ~o,.,.. ~RRANEO Epistola dePaulo a lgreja de Roma. Escrita de Corinto (?) Durante a Terceira Viagem Missionaria de Paulo. Aproximadamente no Inverno do ano 57-58 D.C. (Romanos 1-5) 0 Poder de Deus Para a Salva~ao I:1-17 A Ira de Deus Esta Acesa Contra o lmpenitente Depravado. 1:18-32 Todos os Homens Serlo Julgados Pelos PadrOes 2:1-11 do Evangelho. 0 Homem Nao e Justificado 2:12-29 Pela Lei de Moises 3:1-20 0 Homem e Justificado Pela Fe. 3:21-31 Abraao Fpi Justificado Pela 4:1-25 Fe, Obras e Gra~a 0 Homem eJustificado Atraves do Sangue de Cristo 5: 1-11 Ada.o Caiu, Cristo Fez o Sacriflcio Expiat6rio, 5:12-21 o Homem Foi Salvo.
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    ~apitulo 39 39 ''<!& J$ommtf 3Jugtificabo pelajff.'' TEMA Somos justificados pela gra~a de Jesus Cristo atraves da fe. lNTRODU~AO Jti se haviom trancorrido vinte ilnos desde que Paulo ini· ciara sua 'l!iagem atraves de um caminho que ele pensava conduzir a Damasco, mas que, ao invis disso, o levou a perco"er umajorirada mais longa e gloriosa. Naquele dia, elepartirade Jerusalem, enxergando, porem cego,· e voltara a Damasco cego, porem com vis4o. Ao partir, trazia em suas mtlos o edito do sumo sacerdote, o que /he concedia o direito de preruier todos osseguidoresde Cristo que encon- trasse no caminho e trazi-los para asprisoes de Jerusalem. Ao voltar, porem, trazia o edito de Cristo: libertai os gen- tiose trazei-os ds mansoes da Jerusalem celestial. 0 homem de Torso ja trabalhara mais de sere mildios, para cumpriro edito que receberr~. Havia cruzado diversos vezes mais de oito provfncias do imperio romano, estabelecera pessoal- mente inumeros ramos da igreja e fizera milhares de con- versos. Fora chicoteado, apedrejado, escarnecido e vltima de naufragio,· sofrerafame, sede, frio, f'!,diga, rejeirtlo, in- sultas, e dese('fllo - e tudo isso enquanto era afligido por seu proprio "espinho na carne". Sera que agora ele havia feito o suficiente?Podia voltar aJerusalem e transjeriresse encargo a alguem mais jovem? Eobvio que Paulo jamais pensou nisso. Com sua carac- terlstica simplicidade,·Lucas registrou o seguinte: "E cum- pridos essas coisos, Paulo prop&, em espfrito, ir a JeriiSll- /em...di:endo:" Depois que houver estado ali, importa-me 345 ver tambem Ron:a. •• (Atos 19:21.)E assim ele veiopassaro invemo em Corinto, aguardando um tempopropfcio depo- der zarpar. Deve ter sido uma epoca de infensa njlexllo, planejamento e inquietude. Foi evidente durante esses me- ses que ele recebeu notlcias de que a igreja da Galocia esta- va sendo assolada pelo ataque dos judak.antes. "A verda- deira retidt1o ebaseada na lei de Moises, " diziam eles. "E um gesto bam e louvavel crer em Cristo, mas nita ·deveis abandonar os princfpios fundamentals da circuncistlo, leis dieteticas e do rituallevftico." Eles amaldiroavam Paulo e seu ojfcio, fazendo com que muitosse afastassem dos ensi- namentos do grande ap6stolo. Paulo havia escrito as igrejas da Galacia e condenou se- veramente os jalsos ensinamentos. "0 insensatos galatas! quem vosfoscinou para ndo obedecerdes a verdade?" per- guntou ele com muito pesar. (Galatas 3:1.) Foi logo depois disso que escreveu sua carla d igreja de Roma, alertando OS santos de 16 sobre o seu intento de visitti-los. As notfcias que recebeu dos santos t:omanos joram bastante alentado- ras, pois eles criam, desenvolviam-se e testificavam. Porem a preocupartlo pela crescente ameara dos falsos mestres ainda pesava em sua mente, pols no /ivro de Romanos, Paulo defende poderosamente o verdadeiraretidilo e instrui ossantosa rejeitarem qualquersistema de salvarilo quentlo seja baseado nafe em Jesus Cristo: Quilo ir{)nico eoJato de as eplstolas dirigidas aos roma- nos e galotos, serem usadas seculos mais tarde como a base para a doutrina de que as obras nt1o sllo essenciais a salva- filo. Pode imaginar o que disse aquele homem, que jora ~oitodo cinco vezes pelos judeus, aqueles que afumavam
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    que tudo queprecisavam fater para ser salvos erapronun- ciar con!'ISSilO de que Jesus e0 Cristo? Pode retratar em sua mente o que respondeu aque/e homem, que por duas decadas havia dedicado sua vidQ aprtitica de boas obras, aos que ettsinavam que elas niio eram necessdrias asolva- ¢o? Mas, por outro ludo, voc€ deve reconhecer que Paulo rejeirou a ideia que os judaizantes d~endiam, ou sejo, de que o homem pode alcun~ar o reliddo utraves de seu prO- prio esjorfO. Essas ideioseram o extrema oposto do grara e obras, e completamente errodas. Para encontrarmos o pon- ro central da questiio, estudemos agora cuidadosamenre o que Paulo escreveu aos santos de Roma. Qual o relaciona- menro adequado que deve exislir entre nossas proprius obras e a gra~a de J)eus? Se um homem ejriStificodo pela je, o que issosignificapara nos?Aoestudaresta fic;iJo e me- ditar sobre perguntas de tal mrtureza, lembre-se bern de Paulo. o ser humano. Recorde as experiencios que moldo- ram sua vida, naquele mome11to em que estavo sentado em Corinto e escreveu suo eplstola aos santos em Roma. Antes de prosseguir, /eia todas as escrituras do quadro. QComentario~ 3lnterpretatibos EPfSTOLA AOS ROMANOS (39--1) Quale o Tema da Eplslola aos Romanos? "Porque nllo me envergonho do evangelho de Cristo; pois e o poder de Deus para a salvacao de todo aquele que ere; pri- meiro ao judeu, e tambem do grego." (Romanos 1: 16.) Nessa breve, porem poderosa declaracao, Paulo anuncia o tema de sua epistola. No restante da carta, ele desenvolve esse tema e demonstra que a justifica~ao pela fe nos proporciona a eterna salvar;ao. Paulo amplia ainda mais esse tema, esclarecendo que a verdadeira fe exige a retidao pessoal e obediencia aos princi- pios do evangelho, urn fato menosprezado pelos que defen- diam a s~vacao somente pela fe. (39-2) Onde e Quando Fol £.&(rita? Embora geralmente seja dificil afirmar com absoluta certeza onde e quando uma certa epistola foi escrita, no caso da carta aos romanos, Paulo nos da diversos indicios em seu texto, que correspondem ao registro encontrado em Atos. Ele menciona, por exemplo, que embora ainda nilo estivesse em Roma, pre- tendia para Ia seguir tao logo fosse a Jerusalem entregar o di- nheiro que havia coletado para os santos pobres da Judeia (1; 10; 15:19-27), A natureza mais formal e melhor estruturada desta epistola, sugere que foi escrita num periodo de relativa 346 paz e estabilidade. Em Atos 20:2-3, LucM informa que, duran- te a terceira viagem missionaria de Paulo, o ap6stolo passou tres meses em Corinto. Ele provavelmente estava aguardando condi~Oes favoraveis de navega~ao para viajar a Jerusalem. Atraves dessas evidencias, podemos af1rmar com certa segu- ranca, que a epistola aos romanos foi escrita de Corinto, perto do final da terceira viagem, mais precisamente durante os me- ses de inverno dos anos 57-58 A.D. (39-3) Quais Siio Algumas das Conlribui~oes Mais Significativas Feitas Pela Eplslola aos Romanos? "A epistola aos romanos define o que eo evangelho, e faz um resumo das leis pelas quais podemos alcancar a salvacao completa. Ela fala claramente a respeito da queda de Adllo, que trouxe a morte ao mundo, e do sacrificio expiat6rio, que nos deu a vida. Ensina tambem como funciona a lei dajustifi- ca~ao pelas obras, como os homens podem ser justificados pe- la fee obras, por meio do sangue de Cristo. Nela encontramos os mais explicitos ensinamentos a respeito da justificacllo pela graca, a condicao da raca escolhida, e por que a salvacao nao pode vir somente atraves da lei de Moises, por que a circunci- ~ao foi abolida em Cristo e como e por que a salvacllo foi leva- da aos gentios. Essa epistola e tambem a foote principal da doutrina gloriosa que nos ensina que somos co-herdeiros com Cristo, esse maravilhoso princlpio sob o qual os homens, atra- ves do casamento celestial e da continua~o da familia na eter- nidade, podem ganhar a exalta~ao no mais elevado dos ceus... "Em sua propria natureza, a epistola aos romanos e capaz de gerar diferentes interpretacOes. As pessoas que nao pos- suem o pleno conhecimento das doutrinas nela envolvidas, acham extremamente diticil ter a verdadeira perspectiva dos comentarios de Paulo a respeito dessas doutrinas. Urn ex~m­ plo desse fato e a ma interpretacao dada as declaracoes do ap6stolo sobre a justifica~o pela fe, pela qual todo o mundo sectario elevado a crer que os homens nada precisarn fazer pa- ra alcan~ar sua propria salvar;l!o; e foi justamente essa passa- gem que capacitou Martinho Lutero a justificar seu ponto de vista e romper com o catolicismo, urn evento de vital impor- tftncia para a propaga~ao da obra de Deus na terra." (McCon- kie,DNTC, Vol. 2, pp. 212-13.) (39-4) Roman