O artigo analisa o debate sobre a nova sociedade civil no Brasil durante os anos 1990, focando nas características e limitações da literatura sociológica que buscava uma definição normativa da sociedade civil. O estudo indica uma mudança na abordagem do debate, que passou a se centrar mais na análise das interações institucionais entre a sociedade civil e o estado do que nas expectativas idealizadas sobre os novos atores sociais. Apesar dessa transição, não houve uma discussão aprofundada sobre os motivos que levaram ao abandono das premissas anteriores da literatura sociológica.