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CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS NA CULTURA DO
MILHO
Prof. Anailson de Sousa Alves
Dr. em Manejo de Solo e Água
UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA
CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E AGRÁRIAS/CAMPUS IV
DEPARTAMENTO DE AGRÁRIAS E EXATAS
Catolé do Rocha, PB
2023 1
1. PRINCIPAIS PRAGAS E SEU CONTROLE
1.1. PRAGAS DOS COLMOS
PERRCEVEJOS MARRONS
ANGORÁ
CORÓS
LARVA ALFINETE
Angorá: Astylus variegatus
Falhas na cultura
Larvas atacam as
sementes
Período seco
Controle: Tratamento de sementes.
Corós: Diloboderus sp. e Phyllophaga sp.
Larvas esbranquiçadas, recurvadas
Profundidade de acordo com
desenvolvimento
Danos
Causam o tombamento das
plantas;
Destruição das raízes
Atacam em reboleiras
Geralmente, plantas atacadas
morrem;
Controle
feijão, girassol
* Tratamento de Sementes
* Época de plantio
* Rotação de cultura: algodão,
* Preparo de solo
Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea
Antarsocoris brachiariae
Habito subterrâneo
2 gerações anuais, com
predominância em excesso
hídrico
Odor
característicos
Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea
Antarsocoris brachiariae
Fase de desenvolvimento
Ninfas: 150 dias
Adultos: 180 dias
Oviposição: 90 dias
Sintomas
Sucção de seiva,
amarelecimento,
seca
Maiores infestações
sucessão milho e
pastagens
Controle
Químico:
-Tratamento de sementes,
Pulverização no sulco de
plantio.
Cultural
- preparo e fertilidade do solo;
- rotação de cultura;
- disponibilidade de nutrientes.
Larva alfinete: Diabrotica speciosa e
Diabrotica viridula
Adulto característico
Postura no solo,
com alta taxa de M.O
Larvas atacam região de
crescimento
maiores prejuízos:
milho safrinha
“Pescoço de ganso”
Ocorrência 1 a 2 meses
após a semeadurra
As larvas alimentam-se das raízes, reduzindo
a capacidade da planta em absorver água e
nutrientes, tornando-as menos produtiva e
sujeita ao acamamento, causando perdas
quando a colheita é realizada
mecanicamente.
Para a cultura do milho têm sido relatadas
perdas na produção variando entre 10 e 13%
devido ao ataque, quando ocorre alta
infestação desta praga.
Sintomas
Recomendação
Controle
1 – Químico: Tem sido o método mais empregado - Tratamento de
sementes - Pulverização - Período residual baixo.
Recomendação
Controle
2 – Resistência de planta: Melhor sistema radicular – pouco expressivo.
3 – Controle Biológico: tática promissora – Parasitóide e fungos.
4 – A ecologia química: Atração por determinada substâncias – Cultura
armadilha
4 – Controle cultural: Bom preparo do solo.
2. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE
As principais doenças foliares são:
 Cercosporiose;
 Mancha de phaeosphaeria;
 Ferrugem polissora;
 Ferrugem comum;
 Ferrugem tropical ou ferrugem branca;
 Helmintosporiose;
 Mancha foliar de diplodia;
 Antracnose do milho
2.1. Cercosporiose;
Figura. Cercosporiose do milho (Cercospora zeae-maydis)
2. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE
Epidemiologia
 A disseminação ocorre através de esporos e de restos de cultura levados pelo
vento e por respingos de chuva.
 Os restos de cultura são, portanto, fonte de inóculo local e, também, para outras
áreas de plantio.
 A ocorrência de temperaturas entre 25ºC e 30oC e de umidade relativa do ar
superior a 90% são consideradas condições ótimas para o desenvolvimento da
doença.
 Manejo da doença
 A principal medida de manejo da cercosporiose é a utilização de cultivares
resistentes.
 Além disso, recomenda-se: evitar a permanência de restos da cultura de milho
em áreas em que a doença ocorreu com alta severidade para reduzir o inóculo
do patógeno na área;
 Realizar a rotação com culturas não hospedeiras como a soja, o sorgo, o
girassol, o algodão e outras, uma vez que o milho é o único hospedeiro de C.
zeae-maydis; para evitar o aumento do potencial de inóculo de C. zeae-maydis,
deve-se evitar o plantio seguido de milho na mesma área;
 Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de plantio;
 Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar
desequilíbrios nutricionais nas plantas, favoráveis ao desenvolvimento desse
patógeno, principalmente a relação nitrogênio/potássio.
 Para que essas medidas sejam eficientes, recomenda-se a sua aplicação
regional (em macrorregiões) para evitar que a doença volte a se manifestar a
partir de inóculo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas.
 Em áreas com plantio de cultivares suscetíveis e sob condições ambientais
favoráveis para a ocorrência da doença, o controle químico deve ser avaliado
como uma opção para o manejo da doença.
2.2. Mancha branca (etiologia indefinida)
Figura Sintomas da mancha branca do milho
Epidemiologia
 A mancha branca é favorecida por temperaturas noturnas amenas (15ºC a
20ºC), elevada umidade relativa do ar (>60%) e elevada precipitação.
 Os plantios tardios favorecem elevadas severidades da doença devido à
ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento da cultura, fase
na qual as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno e os sintomas são
mais severos
Manejo da doença
 Uso de cultivares resistentes.
 .Escolha da época de plantio. Deve-se optar por épocas de semeadura cujas
condições climáticas que favoreçam a doença não coincidam com a fase de
florescimento da cultura.
 Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, os plantios tardios realizados a partir da
segunda quinzena de novembro até o final de dezembro favorecem a ocorrência
da doença em elevadas severidades.
 Portanto, recomenda-se, sempre que possível, antecipar a época do plantio
para a segunda quinzena de outubro ou o início de novembro.
 O controle químico também é uma medida viável nas situações em que são
utilizadas cultivares suscetíveis, em regiões cujas condições climáticas são
favoráveis ao desenvolvimento da doença
2.3. Ferrugem polissora (Puccinia polysora Underw.)
Importância e distribuição
 No Brasil, foram determinadas perdas superiores a 40% na produção de
milho devido à ocorrência de epidemias de ferrugem polissora.
 A doença está distribuída por toda a região Centro-Oeste, pelo Noroeste de
Minas Gerais, por São Paulo e por parte do Paraná
Figura. Sintomas da ferrugem polissora no milho (Puccinia polysora
Underw.)
Epidemiologia
 A ocorrência da doença é dependente da altitude, ocorrendo com maior
intensidade em altitudes abaixo de 700m, onde predominam temperatura mais
elevadas (25ºC a 35oC).
 A ocorrência de períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar
também é um fator importante para o desenvolvimento da doença.
Manejo da doença
 Uso de cultivares resistentes, a escolha da época e do local de plantio, a
aplicação de fungicidas em situações de elevada pressão de doença e o uso de
cultivares suscetíveis.
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  • 1. CONTROLE DE PRAGAS E DOENÇAS NA CULTURA DO MILHO Prof. Anailson de Sousa Alves Dr. em Manejo de Solo e Água UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBA CENTRO DE CIÊNCIAS HUMANAS E AGRÁRIAS/CAMPUS IV DEPARTAMENTO DE AGRÁRIAS E EXATAS Catolé do Rocha, PB 2023 1
  • 2. 1. PRINCIPAIS PRAGAS E SEU CONTROLE 1.1. PRAGAS DOS COLMOS PERRCEVEJOS MARRONS ANGORÁ CORÓS LARVA ALFINETE
  • 3. Angorá: Astylus variegatus Falhas na cultura Larvas atacam as sementes Período seco Controle: Tratamento de sementes.
  • 4. Corós: Diloboderus sp. e Phyllophaga sp. Larvas esbranquiçadas, recurvadas Profundidade de acordo com desenvolvimento
  • 5. Danos Causam o tombamento das plantas; Destruição das raízes Atacam em reboleiras Geralmente, plantas atacadas morrem;
  • 6. Controle feijão, girassol * Tratamento de Sementes * Época de plantio * Rotação de cultura: algodão, * Preparo de solo
  • 7. Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea Antarsocoris brachiariae Habito subterrâneo 2 gerações anuais, com predominância em excesso hídrico Odor característicos
  • 8. Percevejo Castanho: Scaptocoris castanea Antarsocoris brachiariae Fase de desenvolvimento Ninfas: 150 dias Adultos: 180 dias Oviposição: 90 dias
  • 9. Sintomas Sucção de seiva, amarelecimento, seca Maiores infestações sucessão milho e pastagens
  • 10. Controle Químico: -Tratamento de sementes, Pulverização no sulco de plantio. Cultural - preparo e fertilidade do solo; - rotação de cultura; - disponibilidade de nutrientes.
  • 11. Larva alfinete: Diabrotica speciosa e Diabrotica viridula Adulto característico Postura no solo, com alta taxa de M.O Larvas atacam região de crescimento maiores prejuízos: milho safrinha
  • 12. “Pescoço de ganso” Ocorrência 1 a 2 meses após a semeadurra As larvas alimentam-se das raízes, reduzindo a capacidade da planta em absorver água e nutrientes, tornando-as menos produtiva e sujeita ao acamamento, causando perdas quando a colheita é realizada mecanicamente. Para a cultura do milho têm sido relatadas perdas na produção variando entre 10 e 13% devido ao ataque, quando ocorre alta infestação desta praga. Sintomas
  • 13. Recomendação Controle 1 – Químico: Tem sido o método mais empregado - Tratamento de sementes - Pulverização - Período residual baixo.
  • 14. Recomendação Controle 2 – Resistência de planta: Melhor sistema radicular – pouco expressivo. 3 – Controle Biológico: tática promissora – Parasitóide e fungos. 4 – A ecologia química: Atração por determinada substâncias – Cultura armadilha 4 – Controle cultural: Bom preparo do solo.
  • 15. 2. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE As principais doenças foliares são:  Cercosporiose;  Mancha de phaeosphaeria;  Ferrugem polissora;  Ferrugem comum;  Ferrugem tropical ou ferrugem branca;  Helmintosporiose;  Mancha foliar de diplodia;  Antracnose do milho
  • 16. 2.1. Cercosporiose; Figura. Cercosporiose do milho (Cercospora zeae-maydis) 2. PRINCIPAIS DOENÇAS E SEU CONTROLE
  • 17. Epidemiologia  A disseminação ocorre através de esporos e de restos de cultura levados pelo vento e por respingos de chuva.  Os restos de cultura são, portanto, fonte de inóculo local e, também, para outras áreas de plantio.  A ocorrência de temperaturas entre 25ºC e 30oC e de umidade relativa do ar superior a 90% são consideradas condições ótimas para o desenvolvimento da doença.
  • 18.  Manejo da doença  A principal medida de manejo da cercosporiose é a utilização de cultivares resistentes.  Além disso, recomenda-se: evitar a permanência de restos da cultura de milho em áreas em que a doença ocorreu com alta severidade para reduzir o inóculo do patógeno na área;  Realizar a rotação com culturas não hospedeiras como a soja, o sorgo, o girassol, o algodão e outras, uma vez que o milho é o único hospedeiro de C. zeae-maydis; para evitar o aumento do potencial de inóculo de C. zeae-maydis, deve-se evitar o plantio seguido de milho na mesma área;  Plantar cultivares diferentes em uma mesma área e em cada época de plantio;  Realizar adubações de acordo com as recomendações técnicas para evitar desequilíbrios nutricionais nas plantas, favoráveis ao desenvolvimento desse patógeno, principalmente a relação nitrogênio/potássio.  Para que essas medidas sejam eficientes, recomenda-se a sua aplicação regional (em macrorregiões) para evitar que a doença volte a se manifestar a partir de inóculo trazido pelo vento de lavouras vizinhas infectadas.  Em áreas com plantio de cultivares suscetíveis e sob condições ambientais favoráveis para a ocorrência da doença, o controle químico deve ser avaliado como uma opção para o manejo da doença.
  • 19. 2.2. Mancha branca (etiologia indefinida) Figura Sintomas da mancha branca do milho
  • 20. Epidemiologia  A mancha branca é favorecida por temperaturas noturnas amenas (15ºC a 20ºC), elevada umidade relativa do ar (>60%) e elevada precipitação.  Os plantios tardios favorecem elevadas severidades da doença devido à ocorrência dessas condições climáticas durante o florescimento da cultura, fase na qual as plantas são mais sensíveis ao ataque do patógeno e os sintomas são mais severos
  • 21. Manejo da doença  Uso de cultivares resistentes.  .Escolha da época de plantio. Deve-se optar por épocas de semeadura cujas condições climáticas que favoreçam a doença não coincidam com a fase de florescimento da cultura.  Nas regiões Centro-Oeste e Sudeste, os plantios tardios realizados a partir da segunda quinzena de novembro até o final de dezembro favorecem a ocorrência da doença em elevadas severidades.  Portanto, recomenda-se, sempre que possível, antecipar a época do plantio para a segunda quinzena de outubro ou o início de novembro.  O controle químico também é uma medida viável nas situações em que são utilizadas cultivares suscetíveis, em regiões cujas condições climáticas são favoráveis ao desenvolvimento da doença
  • 22. 2.3. Ferrugem polissora (Puccinia polysora Underw.) Importância e distribuição  No Brasil, foram determinadas perdas superiores a 40% na produção de milho devido à ocorrência de epidemias de ferrugem polissora.  A doença está distribuída por toda a região Centro-Oeste, pelo Noroeste de Minas Gerais, por São Paulo e por parte do Paraná
  • 23. Figura. Sintomas da ferrugem polissora no milho (Puccinia polysora Underw.)
  • 24. Epidemiologia  A ocorrência da doença é dependente da altitude, ocorrendo com maior intensidade em altitudes abaixo de 700m, onde predominam temperatura mais elevadas (25ºC a 35oC).  A ocorrência de períodos prolongados de elevada umidade relativa do ar também é um fator importante para o desenvolvimento da doença. Manejo da doença  Uso de cultivares resistentes, a escolha da época e do local de plantio, a aplicação de fungicidas em situações de elevada pressão de doença e o uso de cultivares suscetíveis.